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ITALO GERVÁSIO CAVALCANTE
CIBERSEGURANÇA
ORGANIZADOR
BRUNO DE MELLO GONZALEZ
ACESSE AQUI ESTE 
MATERIAL DIGITAL!
Coordenador(a) de Conteúdo 
Nader Ghoddosi
Projeto Gráfico e Capa
Arthur Cantareli Silva
Revisão Textual
Tatiane Schmitt Costa
Fotos
Shutterstock e Envato
Impresso por: 
Bibliotecária: Leila Regina do Nascimento - CRB- 9/1722.
Ficha catalográfica elaborada de acordo com os dados fornecidos pelo(a) autor(a).
Núcleo de Educação a Distância. CAVALCANTE, Italo Gervásio.
Cibersegurança / Italo Gervásio Cavalcante; organizar: Bruno de 
Mello Gonzalez. - Florianópolis, SC: Arqué, 2023.
212 p.
ISBN papel 978-65-6083-350-0
ISBN digital 978-65-6083-351-7
1. Cibersegurança. 2. EaD. I. Título. 
CDD - 003 
EXPEDIENTE
Centro Universitário Leonardo da Vinci.C397
FICHA CATALOGRÁFICA
174976
RECURSOS DE IMERSÃO
Utilizado para temas, assuntos ou con-
ceitos avançados, levando ao aprofun-
damento do que está sendo trabalhado 
naquele momento do texto. 
APROFUNDANDO
Uma dose extra de 
conhecimento é sempre 
bem-vinda. Aqui você 
terá indicações de filmes 
que se conectam com o 
tema do conteúdo.
INDICAÇÃO DE FILME
Uma dose extra de 
conhecimento é sempre 
bem-vinda. Aqui você 
terá indicações de livros 
que agregarão muito na 
sua vida profissional.
INDICAÇÃO DE LIVRO
Utilizado para desmistificar pontos 
que possam gerar confusão sobre o 
tema. Após o texto trazer a explicação, 
essa interlocução pode trazer pontos 
adicionais que contribuam para que 
o estudante não fique com dúvidas 
sobre o tema. 
ZOOM NO CONHECIMENTO
Este item corresponde a uma proposta 
de reflexão que pode ser apresentada por 
meio de uma frase, um trecho breve ou 
uma pergunta. 
PENSANDO JUNTOS
Utilizado para aprofundar o 
conhecimento em conteúdos 
relevantes utilizando uma lingua-
gem audiovisual.
EM FOCO
Utilizado para agregar um con-
teúdo externo.
EU INDICO
Professores especialistas e con-
vidados, ampliando as discus-
sões sobre os temas por meio de 
fantásticos podcasts.
PLAY NO CONHECIMENTO
PRODUTOS AUDIOVISUAIS
Os elementos abaixo possuem recursos 
audiovisuais. Recursos de mídia dispo-
níveis no conteúdo digital do ambiente 
virtual de aprendizagem.
4
131U N I D A D E 3
FIREWALL 132
DETECÇÃO DE MALWARE E DE INTRUSÃO (IDS E IPS) 150
VPN, PROTOCOLOS DE SEGURANÇA E SEGURANÇA EM REDES SEM FIO 174
7 U N I D A D E 1
INTRODUÇÃO À VISÃO GLOBAL DE SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO 8
VISÃO GLOBAL DE SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO 26
INTRODUÇÃO ÀS TECNOLOGIAS CRIPTOGRÁFICAS 46
69U N I D A D E 2
TECNOLOGIAS CRIPTOGRÁFICAS 70
AMEAÇAS À SEGURANÇA – ATAQUES 90
AMEAÇAS À SEGURANÇA – ENGENHARIA SOCIAL E MALWARE 110
5
SUMÁRIO
UNIDADE 1
MINHAS METAS
INTRODUÇÃO À VISÃO GLOBAL 
DE SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
Examinar os principais conceitos de segurança da informação.
Compreender por que esses conceitos são relevantes.
Compreender como podem ser usados para proteger a informação de um negócio.
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 1
8
INICIE SUA JORNADA
Olá, estudante! Seja bem vindo(a)!
O Brasil vive uma disparada de ataques de ransomware, ameaça digital que, 
ao embaralhar os dados e exigir um pagamento para os desbloquear, impede o 
acesso às informações armazenadas em um sistema.
Para uma organização que sofre um ataque como esse, qual é a preocupação 
central? Você deve ter em mente que, no centro disso, estão dados pessoais, fi-
nanceiros ou de saúde das pessoas, então, há preocupações sobre privacidade e 
possíveis golpes. Neste Tema de Aprendizagem, abordaremos como identificar 
o que deve ser protegido por uma equipe de segurança da informação.
DESENVOLVA SEU POTENCIAL
INTRODUÇÃO À VISÃO GLOBAL DE SEGURANÇA 
DA INFORMAÇÃO
O mundo moderno tem dedicado especial atenção à informação, devido a sua 
importância para a manutenção dos negócios e a realização de novos empreendi-
mentos. A boa informação abre verdadeiras oportunidades para quem a possui, 
o que torna o cenário dos negócios mais dinâmico e acirrado em busca de novos 
mercados, acordos internacionais, poder e qualidade, entre outros. Isso gera com-
petitividade, consequentemente, transforma a informação no principal elemento 
motriz desse ambiente, altamente, competitivo bem como a torna um ativo essen-
cial aos negócios de uma organização e que requer, assim, proteção especial. 
Vale ressaltar que, atualmente, a grande maioria 
das informações disponíveis nas organizações en-
contra-se armazenada, sendo trocada entre os mais 
variados sistemas automatizados. Dessa forma, por 
inúmeras vezes, decisões e ações tomadas decorrem 
das informações manipuladas por esses sistemas. Dentro desse contexto, toda 
e qualquer informação deve ser correta, precisa e estar disponível a fim de ser 
armazenada, recuperada, manipulada ou processada, além de ser trocada, de 
Toda e qualquer 
informação deve 
ser correta
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9
TEMA DE APRENDIZAGEM 1
forma segura e confiável. Por essa razão, a segurança da informação tem sido 
uma questão de elevada prioridade nas organizações.
É possível inviabilizar a continuidade de uma instituição se não for dada a 
devida atenção à segurança de suas informações. Com a chegada dos compu-
tadores pessoais e das redes de computadores conectando o mundo inteiro, os 
aspectos de segurança atingiram tamanha complexidade que há a necessidade de 
desenvolvimento de equipes e métodos de segurança cada vez mais sofisticados.
Após todas essas informações, você consegue perceber que existem contribui-
ções da área de segurança de informação em sua vida cotidiana? Para tornar essa 
percepção mais clara, você pode começar procurando entender como funcionam 
certos conceitos de segurança da informação os quais serão abordados neste 
tema, presentes à sua volta todos os dias.
Observe os seguintes cenários descritos e anote o que observar:
1. Você já reparou que os sites de compras sempre pedem para fazer um login 
antes de efetuar uma compra?
2. Você já notou que o seu computador, com certa periodicidade, solicita a insta-
lação de uma atualização?
3. Você conhece alguém que já sofreu com alguma invasão, por exemplo, em 
contas de redes sociais ou WhatsApp? Consegue imaginar como essas inva-
sões são possíveis?
4. Você possui algum antivírus no seu computador ou celular? Qual você usa? Já 
pensou por que você precisa de um?
PENSANDO JUNTOS
A partir da experiência proposta, você deve ter percebido que, quando um com-
putador se prepara para se atualizar, costuma mostrar alguns avisos de correções 
de segurança. Isso ocorre quando o fabricante do sistema operacional ou progra-
ma identifica uma falha no produto, se isso não ocorresse ou você optasse por 
não atualizar, ficaria vulnerável a ataques. O mesmo acontece com quem não usa 
antivírus, pois fica suscetível a ameaças já presentes no computador.
Há também a seguinte situação: sites de compra precisam saber que é você 
mesmo(a) quem está solicitando aquele produto ou serviço, de modo que seja 
menos provável você negar a compra, no futuro. 
1
1
Além disso, é possível notar que muitas pessoas 
próximas não fizeram nenhum uso anormal de uma 
rede social ou do WhatsApp, mas, mesmo assim, 
sofreram esses golpes, isso acontece porque as fragi-
lidades exploradas costumam ser dos próprios apli-
cativos. Falaremos de como elas podem ser exploradas e o que é impactado 
por tais fragilidades. 
Estudante, você já pensou como e para que surgiram as redes de computadores? 
Elas foram usadas, nas primeiras décadas de existência, principalmente, por pes-
quisadores universitários, para enviar e-mails, e por funcionários de empresas,forma, serão os únicos a saber como o converter de volta 
para o texto puro.
Por meio da criptografia, a Alemanha conseguiu, durante um período sig-
nificativo de tempo, uma vantagem contra os seus rivais na Segunda Guerra 
Mundial, ao utilizarem códigos de criptografia da Enigma Naval Alemã. A 
história da criptografia Enigma e da sua decifração pela equipe de Alan Turing 
já se tornou filme.
O Jogo da Imitação (2015)
Sinopse: durante a Segunda Guerra Mundial, o governo bri-
tânico montou uma equipe para quebrar o Enigma, o famoso 
código que os alemães usavam no envio de mensagens aos 
submarinos. Um de seus integrantes é Alan Turing (Benedict 
Cumberbatch) cujo grande projeto é construir uma máquina 
que permita analisar todas as possibilidades de codificação do 
Enigma em, apenas, 18 horas, de forma que os ingleses conhe-
çam as ordens enviadas antes de serem executadas.
Comentário: o filme conta a história real de Alan Turing, um dos 
matemáticos mais famosos do mundo. Ele transformou-se no 
“pai do computador” e, também, um dos primeiros a utilizar a 
inteligência artificial, por meio do teste de Turing.
INDICAÇÃO DE FILME
Estudante, considere uma cifra a qual reordene, aleatoriamente, as letras de 
cada palavra de uma mensagem. Você acha que essa cifra é apropriada para 
criptografia? Quero que você pense em como o receptor da mensagem pode-
rá decifrar o texto cifrado. Percebeu o problema dessa cifra? Ela não atende 
ao princípio da criptografia, pois o receptor da mensagem seria incapaz de 
decifrar o texto, por não ter nenhum meio de saber como as letras foram 
reordenadas.
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1
https://pt.wikipedia.org/wiki/O_Jogo_da_Imita%C3%A7%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/O_Jogo_da_Imita%C3%A7%C3%A3o
TEMA DE APRENDIZAGEM 3
Agora, quero que você faça o seguinte exercício mental: e se todas as mensa-
gens trocadas entre professores, alunos e colaboradores da Unicesumar fossem 
cifrados com a mesma chave? Todos nós seríamos emissor ou receptor de uma 
mensagem. Você acha que isso seria viável? A resposta, posso antecipar: não seria 
viável implementar algoritmos criptográficos para um grupo grande de pessoas.
PENSANDO JUNTOS
O fato de ser necessário lembrar o algoritmo criptográfico e mantê-lo em 
segredo é um ponto fraco dessa proposta, porque o algoritmo criptográfico 
correria o risco de ser, facilmente, comprometido. Nenhum professor, aluno 
ou colaborador da Unicesumar poderia deixar essa chave vazar, pois, com a 
posse dela, qualquer outra pessoa sem vínculo com a instituição seria capaz 
de decifrar as mensagens.
Para serem capazes de fazer uso de um sistema criptográfico, tanto o 
remetente quanto o destinatário devem utilizar o mesmo sistema. Uma ca-
racterística de um bom sistema criptográfico é o seguinte: o algoritmo pro-
priamente dito é público. 
O holandês Auguste Kerckhoffs (1835-
1903) foi um especialista em criptografia. Ele 
postulou que “a segurança de um sistema crip-
tográfico não pode ser dependente da confi-
dencialidade do algoritmo de criptografia, 
mas deve ser baseado no segredo da chave” 
(KERCKHOFFS, 1883, p. 12, tradução minha). Isso significa que o algorit-
mo precisa ser capaz de suportar o teste da crítica e deve ser aberto. Quanto 
mais pessoas olharem para o algoritmo e o verificarem antes de o empregar 
em aplicações, mais difícil será penetrar ou comprometer as aplicações ba-
seadas, mais tarde, nele. As chaves são o componente secreto da criptografia 
(HINTZBERGEN et al., 2018).
O algoritmo precisa 
ser capaz de 
suportar o teste 
da crítica
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1
O gerenciamento de chaves é uma parte impor-
tante de qualquer sistema criptográfico. Chaves 
criptográficas devem ser protegidas contra altera-
ções, perda ou destruição, uma vez que qualquer 
uma dessas ações costuma resultar na impossibi-
lidade de acessar os dados. Não que os dados sejam, realmente, perdidos, mas, 
sem a chave apropriada, eles não ficam disponíveis em forma legível.
O bom gerenciamento de chaves é essencial para manter a confidencialidade 
dos dados. Como a perda da chave criptográfica é comparável à perda do dado, 
o gerenciamento também é importante para a disponibilidade do dado. Adicio-
nalmente, a depender do uso da criptografia em uma organização, a divulgação 
não autorizada da chave tem, muitas vezes, implicações severas na integridade 
do dado (HINTZBERGEN et al., 2018).
Além disso, quando a criptografia é usada com fins de confidencialidade dos 
dados, chaves secretas e pessoais devem ser protegidas contra divulgações não 
autorizadas, uma vez que isso é, potencialmente, uma brecha na confidenciali-
dade da informação. Pelo fato de as chaves serem a base para qualquer sistema 
criptográfico, o equipamento utilizado na geração, armazenamento e arquiva-
mento das chaves deve ser protegido, fisicamente. 
Chaves criptográficas 
devem ser protegidas 
contra alterações
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TEMA DE APRENDIZAGEM 3
Uma parte desse gerenciamento é o registro dos pares de chaves e de quem 
os usa. Outros tópicos que devem ser abordados nesse tema incluem por quanto 
tempo as chaves ficarão válidas e o que deve ser feito se as elas forem comprome-
tidas (HINTZBERGEN et al., 2018).
Ao usar criptografia para proteger a informação armazenada no equipamen-
to, é um alto risco usar as mesmas chaves em todos os equipamentos ou em 
uma grande parte deles, dentro de uma organização. Caso alguma delas tor-
ne-se conhecida fora da organização, então o equipamento (tal como os discos 
rígidos cifrados em laptops) precisará receber novas chaves, pois todos os dados 
armazenados nesse dispositivo ficaram, potencialmente, comprometidos pelo 
vazamento. Isso pode ser uma operação muito cara, que deve ser realizada bem 
rapidamente, a fim de prevenir uma brecha na confidencialidade da informação.
É fácil ver que a força de um sistema criptográfico está, diretamente, rela-
cionada à qualidade do gerenciamento de chaves. Isso pode ser ilustrado pelo 
seguinte exemplo:
Imagine, estudante, um algoritmo, tecnicamente, perfeito que não pode ser que-
brado, tal como um cadeado à prova de roubo. É muito fácil para um ladrão abrir 
esse cadeado se ele tiver acesso à chave, portanto, proteger a chave de roubo, 
duplicação ou destruição é essencial para o cadeado operar de acordo com o 
requisito de manter pessoas não autorizadas do lado de fora e de permitir que 
somente pessoas autorizadas abram a porta (HINTZBERGEN et al., 2018).
PENSANDO JUNTOS
Como a maioria das atividades de gerenciamento, o gerenciamento de chaves é 
pensado a exemplo de um ciclo de vida com requisitos específicos e melhores 
práticas para cada etapa, como veremos a seguir (WINDLEY, 2023).
GERAÇÃO
A geração de chaves é um dos lugares onde a segurança pode ser comprometida. 
Como atividade de gestão, “quem”, “o que”, “como” e “onde” são questões válidas para 
discussão. Por exemplo: usuários individuais são capazes de gerar chaves ou isso é 
uma atividade administrativa? Como elas são geradas e em quais máquinas?
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TROCA E DISTRIBUIÇÃO
Colocar as chaves nas mãos de pessoas ou sistemas que as utilizam é outro lugar 
onde a segurança arrisca ser comprometida. Mesmo se você estiver usando um sis-
tema híbrido e gerando chaves secretas conforme for necessário, as chaves privadas 
devem ser distribuídas a pessoas e sistemas corretos. Alguns sistemas permitem a 
derivação de chaves de um mestre, facilitando a distribuição delas para endpoints.
ARMAZENAR
Após a distribuição ou troca das chaves, elas devem ser armazenadas de forma segura. As empre-
sas, geralmente, empregam software de gerenciamento de chaves para essa finalidade. Elas tam-
bém são armazenadas em utilitários de senha, se o software for considerado seguro o suficiente.
USAR
O uso de chaves envolve removê-las do armazenamento e empregá-las no algoritmo 
de escolha. O armazenamento para alguns aplicativos (por exemplo, SSH) pode ser, 
apenas, um arquivo, mas outros podem exigir mais segurança. As chaves privadas 
usadas no TLS, por exemplo, devemser armazenadas no servidor web ou em um dis-
positivo de hardware TLS, para serem usadas na criptografia de sessões da web. Em 
aplicativos nos quais um TPM é usado, ele fornece o mecanismo criptográfico, então 
as chaves são utilizadas dentro do TPM, mas não podem ser lidas.
DESTRUIÇÃO
As chaves devem ser excluídas quando não forem mais necessárias ou expirarem, com 
o objetivo de evitar um comprometimento acidental. A exclusão de chaves envolve, 
geralmente, mais do que usar o comando “excluir” do sistema operacional ou arrastá-las 
até a lixeira. Processos mais seguros substituem, repetidamente, a área do disco onde as 
chaves foram armazenadas, evitando, assim, que sejam lidas, apesar de serem excluídas.
SUBSTITUIÇÃO
As chaves precisam ser giradas ou alteradas em intervalos regulares, para limitar o 
risco de um comprometimento não detectado de uma chave. A duração do intervalo 
depende dos riscos e das aplicações. A substituição costuma ser um desafio porque 
exige a retroca ou a redistribuição das chaves.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 3
As etapas de um ciclo de vida de gerenciamento de chaves, aqui, apresentadas, 
são aplicáveis a indivíduos e organizações de todos os tamanhos. As soluções 
podem variar, mas a necessidade de gerar e gerenciar chaves com segurança, não.
Recapitulando para você não esquecer: o gerenciamento de chaves lida com 
a geração segura, verificação, troca, armazenamento e destruição de chaves. É, 
extremamente importante ter métodos seguros de gerenciamento; este e a troca 
de chaves são, com frequência, considerados, em um projeto de sistema cripto-
gráfico, a parte mais difícil. Muitos sistemas criptográficos falharam devido a 
erros no gerenciamento de chaves e todos os algoritmos criptográficos modernos 
exigem procedimentos dele.
Os componentes básicos de qualquer sistema de gerenciamento de chaves incluem:
(1) geração de chave automatizada e aleatória; 
(2) verificação da força da chave; 
(3) armazenamento de chave criptografada; 
(4) troca segura de chave; 
(5) vida útil curta da chave; 
(6) revogação e destruição de chaves comprometidas ou expiradas (GARGANO, 2016).
Existem dois tipos principais de algoritmos de criptografia que discutiremos, 
a seguir: simétricos e assimétricos.
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1
Encriptação de chave simétrica
Mesma Chave
texto puro texto puro
 Decriptação Encriptação
Figura 1 - Criptografia simétrica / Fonte: GTA/UFRJ.
Descrição da figura: a figura apresenta, de forma esquemática, a criptografia simétrica. Na parte superior 
central, é apresentado o nome “Encriptação de chave simétrica” e, embaixo desse termo, há duas chaves, uma 
do lado direito e outra do lado esquerdo, interligadas por uma seta que apresenta o termo “Mesma chave”. 
Embaixo das chaves se encontram cinco figuras dispostas, horizontalmente, da esquerda para a direita, são 
elas: uma folha de papel, o texto puro, que sofre a encriptação, representada pela figura ao lado, a qual, por 
sua vez, encontra-se, exatamente, embaixo da primeira chave. Na figura seguinte, ao centro, aparece um ar-
quivo com caracteres e códigos ilegíveis, representando o arquivo encriptado, à direita desse arquivo aparece 
outra figura que, agora, representa a desencriptação sofrida pelo texto cifrado, ela localiza-se, exatamente, 
embaixo da segunda chave. Por fim, na extrema direita da imagem, aparece, novamente, a figura do texto puro, 
representado por uma folha de papel, após o uso da chave de desencriptação.
A principal característica da criptografia simétrica é o fato de utilizar a mes-
ma chave secreta para criptografar e decriptar uma mensagem. Um emissor 
que deseja enviar uma mensagem criptografa/encripta a mensagem (texto 
puro) utilizando uma chave secreta e envia a mensagem criptografada ao 
receptor pretendido. Esse receptor, decripta/descriptografa a mensagem ci-
frada usando a mesma chave secreta do emissor (DEITEL et al., 2005). Esse 
processo é mostrado na Figura 1. 
Em razão da necessidade de compartilha-
mento de uma chave secreta entre emissor e 
receptor, a criptografia simétrica também é co-
nhecida como criptografia por chave secreta. 
Portanto, o sigilo de chave deve ser protegido 
para que haja efetividade na técnica.
Conhecida como 
criptografia por 
chave secreta
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1
TEMA DE APRENDIZAGEM 3
VOCÊ SABE RESPONDER?
Você já pensou em como o emissor envia essa chave secreta ao destinatário 
da mensagem?
Essa troca de chaves pode ocorrer, diretamente, entre as duas partes. Outra pos-
sibilidade, a mais comum e segura, é por meio de um terceiro confiável, ou seja, 
uma autoridade de certificação. A necessidade das partes precisa encontrar 
um meio seguro de passar a chave secreta uma para a outra, antes que as duas 
partes possam se comunicar com segurança, é uma limitação da criptografia 
simétrica (SILBERSCHATZ; GALVIN; GAGNE, 2013). Você consegue perceber 
que há um risco de a chave secreta ser interceptada no caminho entre o emissor 
e o receptor? O fato desse risco existir torna a criptografia por chave secreta não, 
completamente segura, dado que a privacidade e a integridade da mensagem 
podem ser comprometidas nesse cenário (DEITEL et al., 2005).
Enigma (2001)
Sinopse: em março de 1943, a equipe de elite dos decodifi-
cadores da Inglaterra tem uma responsabilidade monumental: 
decifrar o Enigma, um código ultrasseguro utilizado pelos na-
zistas para enviar mensagens aos seus submarinos. O desafio 
fica ainda mais difícil quando se sabe que uma grande esqua-
dra de navios mercantis está prestes a cruzar o Atlântico e cer-
ca de 10 mil homens correrão perigo caso a localização dos 
submarinos alemães não seja logo descoberta, o que poderá 
ocorrer apenas quando o Enigma for decifrado. Para liderar 
esse trabalho, é chamado Tom Jericho (Dougray Scott), um gê-
nio da matemática que consegue realizar tarefas consideradas 
impossíveis pelos especialistas. Porém, ao mesmo tempo em 
que Jericho se envolve cada vez mais com a decodificação do 
Enigma, ele precisa estar atento a sua namorada Claire (Saffron 
Burrows), uma sedutora e misteriosa mulher que pode estar 
trabalhando como espiã para os alemães.
INDICAÇÃO DE FILME
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https://filmow.com/enigma-t4935/
https://filmow.com/enigma-t4935/
O fato de ambas as partes da transação usarem a mesma chave para cripto-
grafar e decriptar uma mensagem, torna impossível determinar qual das partes 
criou uma mensagem. Isso habilitaria uma terceira parte — a qual finge ser uma 
das partes autorizadas na comunicação — a criar uma mensagem após capturar 
a chave secreta. Como manter privadas essas comunicações, então? Um emis-
sor precisa de uma chave diferente para cada receptor, consequentemente, a fim 
de garantir computação segura em grandes organizações, seria preciso manter 
grandes números de chaves secretas para cada usuário, o que exigiria significativo 
armazenamento de dados (DEITEL et al., 2005).
O cenário para contornar esse problema de intercâmbio da chave secreta 
entre emissor e receptor é utilizar uma autoridade central que compartilha uma 
chave secreta diferente com cada usuário da rede. Essa autoridade é denominada 
central de distribuição de chaves. Por meio dessa abordagem alternativa, essa 
central gera uma chave de sessão a ser usada para uma transação e, só após essa 
etapa, ela entrega ao emissor e ao receptor a chave da sessão criptografada com as 
chaves secretas que cada um compartilha com a central de distribuição de chaves.
Uma central de distribuição de chaves reduz o número de entregas de chaves 
secretas via intermediário a cada usuário de uma rede, além disso, dá aos usuários 
uma nova chave secreta para cada comunicação com outros usuários. 
Você percebeu que ter um terceiro confiável para fazer essa distribuição facilita o 
uso da criptografia simétrica? Todavia imagine se a segurança da central de distri-
buição de chaves for comprometida? Nesse cenário, a segurança de toda a rede 
também estará em risco.
PENSANDO JUNTOS
Nas últimas décadas,o algoritmo de criptografia simétrica mais comumente 
usado para aplicações civis tem sido a cifra padrão de criptografia de dados 
(Data Encryption Standard – DES) adotada pelo Instituto Nacional de 
Padrões e Tecnologia dos EUA (National Institute of Standards and Te-
chnology – NIST). 
O DES funciona tomando um valor de 64 bits e uma chave de 56 bits e 
realizando uma série de transformações baseadas em operações de substi-
tuição e permutação. Como o DES funciona em um bloco de bits de cada 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 3
vez, é conhecido como cifra de bloco, e as suas transformações são típicas 
dela. Com cifras de bloco, se a mesma chave for usada para criptografar uma 
grande quantidade de dados, ela se tornará vulnerável a ataques (SILBERS-
CHATZ; GALVIN; GAGNE, 2013). Essa técnica reduz a quantidade de ca-
pacidade de processamento do computador, bem como o tempo exigido 
para criptografar os dados. 
No final da década de 1990, foram cons-
truídas máquinas especializadas em quebrar o 
algoritmo de criptografia simétrica DES. Essas 
máquinas recuperaram as chaves do padrão para 
criptografia de dados (DES) após um período 
de várias horas. Em razão desse episódio, o al-
goritmo DES já não é mais considerado seguro (DEITEL et al., 2005). O 
público e as aplicações que o utilizavam migraram à criptografia simétrica 
Triple DES ou 3DES, a qual se apresentava como a substituta natural.
O algoritmo 3DES é uma variante do DES que consiste, essencialmente, em três 
sistemas DES em série (duas criptografias e uma descriptografia). Em cada uma 
das etapas do 3DES, utiliza-se uma chave secreta diferente que opera sobre um 
bloco (DEITEL et al., 2005). Embora o 3DES seja mais seguro do que o DES, as três 
passagens pelo algoritmo DES aumentam a sobrecarga de criptografia, resultando 
em redução do desempenho quando comparada ao DES, sendo essa característi-
ca do 3DES uma de suas desvantagens.
APROFUNDANDO
Em 2001, o NIST adotou uma nova cifra de bloco, chamada de padrão de 
criptografia avançada (Advanced Encryption Standard – AES), para substituir o 
DES. AES é outra cifra de bloco, pode usar comprimentos de chave de 128, 192 
ou 256 bits e funciona em blocos de 128 bits. Geralmente, o algoritmo é compacto 
e eficiente (SILBERSCHATZ; GALVIN; GAGNE, 2013).
Máquinas 
especializadas em 
quebrar o algoritmo 
de criptografia 
simétrica
1
1
Criptogra�a de chave assimétrica
Chaves diferentes
texto puro texto puro
DecriptaçãoEncriptação
Figura 2 - Criptografia assimétrica ou criptografia de chave pública / Fonte: Universidade Java.
Descrição da figura: a figura esquemática apresenta a criptografia assimétrica. Há duas chaves, uma do 
lado direito e outra do lado esquerdo, as quais são interligadas por uma seta que apresenta o termo “Cha-
ves diferentes” e, embaixo desse termo, há mais duas chaves de cores diferentes que simbolizam o uso 
de chaves distintas para encriptar e desencriptar. Embaixo das chaves interligadas por uma seta, estão 
cinco figuras dispostas, horizontalmente, da esquerda para a direita. A primeira, o texto puro, que sofre a 
encriptação, representada pela figura ao lado, a qual se encontra, exatamente, embaixo da primeira chave. 
Na figura seguinte, ao centro, aparece um arquivo com caracteres e códigos ilegíveis, representando o 
arquivo encriptado; à direita desse arquivo, aparece outra figura, exatamente, embaixo da segunda chave, 
representando a desencriptação sofrida pelo texto cifrado. Por fim, na extrema direita da imagem, está o 
texto puro, representado, após o uso da chave de desencriptação.
Os sistemas de criptografia simétrica são eficientes porque a quantidade de 
computação exigida para criptografar ou decriptar uma mensagem é geren-
ciável, mas você deve ter notado uma grande desvantagem nesses sistemas: 
o emissor e o receptor devem ter, em mãos, a chave secreta compartilhada. 
Para contornar esse problema, é usada a criptografia de chave pública ou 
assimétrica (DIFFIE; HELLMAN, 1976). Esse sistema tem a propriedade que 
chaves distintas são usadas para criptografia e decriptação e que, fornecida uma 
chave criptográfica bem escolhida, torna-se, virtualmente, impossível descobrir 
a chave de decriptação correspondente.
Em um algoritmo de criptografia assimétrica, existem diferentes chaves 
de criptografia e descriptografia. O emissor criptografa/encripta a mensagem 
(texto puro) utilizando uma chave secreta, envia a mensagem criptografada 
ao receptor pretendido, que decripta/descriptografa a mensagem cifrada uti-
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TEMA DE APRENDIZAGEM 3
lizando uma chave secreta distinta da usada pelo emissor para criptografar a 
mensagem (DEITEL et al., 2005). Esse processo é mostrado na Figura 2. Nessa 
criptografia, todos escolhem um par (chave públi-
ca, chave privada) e publicam a pública, a qual é 
de encriptação, enquanto a chave privada é a de 
decriptação.
Qualquer remetente pode usar essa chave para 
criptografar uma comunicação, mas somente o 
criador da chave pode descriptografar a comunica-
ção. A criptografia de chave pública foi um avanço na criptografia, pois uma chave 
não deve mais ser mantida em segredo e entregue com segurança, em vez disso, 
qualquer pessoa é apta a criptografar uma mensagem à entidade receptora. Não 
importa quem mais esteja ouvindo, apenas essa entidade pode descriptografar a 
mensagem (SILBERSCHATZ; GALVIN; GAGNE, 2013).
A criptografia de 
chave pública 
foi um avanço na 
criptografia
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NOVOS DESAFIOS
Chegamos ao fim deste Tema de Aprendizagem!
Em geral, a criação da chave é automatizada, possivelmente, por meio de uma 
senha selecionada pelo usuário e fornecida ao algoritmo como uma semente. Para 
enviar uma mensagem secreta a um usuário, um correspondente encripta a men-
sagem com a chave pública do receptor e, pelo fato de somente o receptor ter a 
chave privada, apenas ele é capaz de decriptar a mensagem (TANENBAUM, 2016). 
Um sistema de chave pública chamado RSA explora o fato de que a multiplicação 
de números, realmente, grandes é muito mais fácil para um computador do que a fato-
ração dos mesmos, em especial, quando toda a aritmética é feita usando a aritmética de 
módulo e todos os números envolvidos têm centenas de dígitos (RIVEST; SHAMIR; 
ADLEMAN, 1978). Esse sistema é, amplamente, usado no mundo criptográfico. 
O uso da criptografia assimétrica começa com a publicação da chave pública 
do destino. Para comunicação bidirecional, a fonte também deve publicar a sua 
chave pública. A “publicação” pode ser tão simples quanto entregar uma cópia 
eletrônica da chave ou pode ser mais complexa. A chave privada (ou “chave secre-
ta”) deve ser, zelosamente, guardada, pois qualquer pessoa que a possua está apta 
a descriptografar qualquer mensagem criada pela chave pública correspondente 
(SILBERSCHATZ; GALVIN; GAGNE, 2013).
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1. Conforme você viu neste tema, na criptografia simétrica, o emissor aplica uma chave secreta 
a uma mensagem a ser enviada ao receptor, para alterar o conteúdo dela. Na hipótese do 
emissor sempre utilizar essa mesma chave a todas as mensagens enviadas por ele, um 
destinatário, conhecendo essa chave, poderá descriptografar todas as mensagens na qual 
ela for utilizada? Justifique a sua resposta.
2. Com relação às tecnologias criptográficas assimétrica e simétrica, assinale a alternativa 
correta:
a) A criptografia simétrica é muito mais cara, computacionalmente, do que a criptografia 
assimétrica.
b) A criptografia por chave pública tem a propriedade de trabalhar com chaves distintas 
que são usadas para criptografia e decriptação: uma chave pública e uma chave privada.
c) A chave pública (ou “chave secreta”) deve ser, zelosamente, guardada, pois qualquer 
pessoa que a possua é capaz de descriptografar qualquer mensagem criada pela chave 
privada correspondente.
d) Na criptografia simétrica, o emissor usa a chave pública do receptor para criptografar a 
mensagem, enquanto o receptor a decifra utilizando a sua chave privadaexclusiva. Com 
esse processo, a transmissão da mensagem ganha em segurança, quando comparada 
à criptografia assimétrica.
e) Por questões de simplicidade e velocidade, a criptografia assimétrica utiliza, para crip-
tografar e decriptar, a mesma chave secreta.
3. Explique com as suas palavras porque, para assinar, digitalmente, um documento, não é 
utilizada a criptografia simétrica..
AUTOATIVIDADE
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REFERÊNCIAS
CISO ADVISOR. Metade dos sites ainda usa chaves criptográficas legadas. 10 dez. 2021. Dispo-
nível em: https://www.cisoadvisor.com.br/metade-dos-sites-ainda-usa-chaves-criptograficas-
-legadas/. Acesso em: 10 nov. 2022. 
DEITEL, H. M. et al. Sistemas Operacionais. 3. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2005.
DIFFIE, W.; HELLMAN, M. New directions in cryptography. IEEE – Transactions on Information 
Theory, v. 22, n. 6, p. 644-654, Nov. 1976.
GARGANO, P. 31 Days Before Your CCNA Security Exam: a day-by-day review guide for the IINS 
210-260 certification exam. 1st ed. Indianapolis: Cisco Press, 2016. 
HINTZBERGEN, J. et al. Fundamentos de Segurança da Informação: com base na ISO 27001 e 
na ISO 27002. 1. ed. Rio de Janeiro: Brasport, 2018. 
KERCKHOFFS, A. La cryptographie militaire. Journal des Sciences Militaires, a. 9, p. 5-38, Jan. 1883.
RIVEST, R. L.; SHAMIR, A.; ADLEMAN, L. A method for obtaining digital signatures and public-key 
cryptosystems. Communications of the ACM, v. 21, n. 2, p. 120-126, Feb. 1978. Disponível em: 
https://dl.acm.org/doi/pdf/10.1145/359340.359342. Acesso em: 11 nov. 2022. 
SILBERSCHATZ, A.; GALVIN, P. B.; GAGNE, G. Operating System Concepts Essentials. 2nd ed. 
New York: Wiley, 2013.
TANENBAUM, A. S. Sistemas Operacionais Modernos. 4. ed. São Paulo: Pearson Education do 
Brasil, 2016.
WINDLEY, P. J. O’Reilly’s Learning Digital Identity: Design, Deploy and Manage Identity Archi-
tectures. 1st ed. raw and unedited. Denver: Ping Identity, 2023. In press. Disponível em: https://
www.pingidentity.com/en/resources/content-library/ebooks/3682-learning-digital-identity.
html. Acesso em: 11 nov. 2022.
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1. Na criptografia simétrica, uma chave secreta aplicada pelos remetentes nas mensagens a 
serem enviadas altera o conteúdo dessas mensagens. No entanto o destinatário, conhecendo 
essa chave, poderá descriptografar todas as mensagens nas quais essa chave for utilizada, 
pois, na criptografia simétrica, a mesma chave é usada para criptografar e descriptografar.
2. B. As alternativas A e D contêm afirmações trocadas quanto ao uso de criptografia assimétrica 
e simétrica. A alternativa C traz informações trocadas quanto às chaves públicas e privadas. 
Na alternativa E, a afirmação estaria correta se fosse relacionada à criptografia simétrica.
3. Assinar um documento é a transformação da informação do documento para um resumo 
numérico, por meio da utilização de uma função matemática e da criptografia desse resultado 
com a chave privada da pessoa que assina. Além disso, o destinatário de uma mensagem 
assinada utiliza a chave pública do remetente, visando a garantir que essa mensagem tenha 
sido enviada pelo próprio remetente. Caso não fosse usada uma chave privada (assimétrica), 
seria impossível garantir que o emissor foi o remetente.
GABARITO
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MINHAS ANOTAÇÕES
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UNIDADE 2
MINHAS METAS
TECNOLOGIAS CRIPTOGRÁFICAS
Comparar e contrastar algoritmos de criptografia simétrica e assimétrica.
Aprofundar os conhecimentos sobre assinaturas e certificados digitais.
Entender como funciona uma infraestrutura de chave pública.
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 4
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INICIE SUA JORNADA
Olá, estudante! Seja bem vindo(a)!
Fatos como os reportados pela CISO Advisor (2021, on-line) — website dedicado 
à segurança cibernética, segurança da informação e ciberdefesa, focado no interesse 
dos profissionais de segurança, principalmente dos chefes de segurança da informação 
(Chief Information Security Officers, os CISOs) — apontam que as empresas e pessoas 
ainda estão muito expostas a ataques de segurança, ao se descuidarem e utilizarem 
tecnologias ou protocolos considerados legados. Como no exemplo do relatório, quase 
metade dos principais sites do mundo ainda utilizam o RSA, o qual é, significativamen-
te, menos seguro do que a alternativa moderna ECDSA. O fato de existir uma alternativa 
mais segura para o mesmo fim torna o RSA um protocolo legado.
Você deve estar pensando: como são usados esses algoritmos de criptografia 
citados no relatório do CISO Advisor? Além disso, por que alguns profissionais 
de TI ou segurança da informação deixariam tal situação ocorrer? Neste Tema 
de Aprendizagem, vamos refletir sobre essas questões.
Quer conhecer as vantagens da assinatura digital? Então, acesse o nosso pod-
cast dedicado a abordar as vantagens do uso de assinaturas digitais para pes-
soas físicas e jurídicas.
Conteúdo de áudio/vídeo não patrocinado. Esse recurso utilizará seu pacote de 
dados (ou wifi) para ser exibido.
PLAY NO CONHECIMENTO
DESENVOLVA SEU POTENCIAL
TECNOLOGIAS CRIPTOGRÁFICAS
Estudante, você deve observar que, entre criptografia assimétrica e simétrica, 
existe diferença no uso de chave. Segundo Tanenbaum (2016) a criptografia de 
chave pública é mil vezes mais lenta do que a criptografia simétrica, e a assimé-
trica é muito mais cara, computacionalmente, na execução. É muito mais rápido 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 4
para um computador codificar e decodificar texto cifrado usando os algoritmos 
simétricos usuais do que fazer isso usando algoritmos assimétricos. 
VOCÊ SABE RESPONDER?
Por que, então, usar um algoritmo assimétrico?
Na verdade, esses algoritmos não são usados para criptografia geral de grandes quanti-
dades de dados, no entanto, segundo Silberschatz, Galvin e Gagne (2013), eles não 
são usados, apenas, em criptografia de pequenas quantidades de dados, mas também, 
em autenticação, confidencialidade e distribuição de chaves, como mostraremos a seguir.
Ao usar um esquema de assinatura, o receptor de uma mensagem deve conhe-
cer a chave pública do emissor. Quais alternativas são possíveis para que isso 
ocorra? Alguns usuários preferem publicar a sua chave pública em uma página 
pessoal da web, enquanto outros usuários não o fazem dessa forma, pois temem 
que um intruso viole a página e altere, secretamente, a chave. Para esses últimos, um 
mecanismo alternativo é necessário para que as chaves públicas sejam distribuídas.
Um método comum consiste nos emissores de mensagens anexarem à men-
sagem um certificado, este contém o nome do usuário e a sua chave pública 
bem como é assinado, digitalmente, por um terceiro de confiança. Uma vez que 
o usuário receptor da mensagem tenha adquirido, por meio de um terceiro de 
confiança, a chave pública do emissor, ele pode, para gerar seus certificados, 
aceitar certificados de todos os emissores que o utilizam.
Um terceiro de confiança que assina certificados é chamado de autoridade de certi-
ficação ou Autoridade Certificadora (Certification Authority – CA). No entanto, para um 
usuário verificar um certificado assinado por uma CA, ele precisa da chave pública 
dessa autoridade. Você sabe de onde isso vem e como o usuário sabe que ela é a 
chave real? Fazer isso exige, de maneira geral, todo um esquema para gerenciar 
chaves públicas, chamado de Infraestrutura de chave pública (Public Key Infrastruc-
ture – PKI). Em navegadores da web, o problema é solucionado de uma maneira 
improvisada: os principais navegadores comerciais vêm pré-carregados com as 
chaves públicas de, aproximadamente, 40 CAs populares (TANENBAUM, 2016).
APROFUNDANDO
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Em várias situações de segurança, é desejável ter alguma função f, que tem 
a seguinte propriedade:
 ■ Que dado f e seu parâmetro x, calcular o valor de y, sendo y = f(x), seja 
algo fácil de fazer. 
 ■ Que encontrar o valor de x, sendo conhecido, somente, o valor de y ou 
f(x) seja, computacionalmente, impossível. 
Uma função com a característica destacada, anteriormente, é chamada de 
funçãode resumo (hash) criptográfico. Esse tipo de função costuma embara-
lhar os bits de maneiras complexas (TANENBAUM, 2016). 
Uma das situações em que a função ou algorit-
mo de hash tem bastante utilidade é na garantia de 
integridade de dados. Relembrando a você: a fun-
ção de hash é baseada em uma função matemática 
unidirecional, relativamente, fácil de calcular, mas, 
significativamente, difícil de reverter. “Professor, 
ainda não consegui entender como funciona a função hash”. Estudante, acom-
panhe os cenários hipotéticos, a seguir:
CENÁRIO 1
Um arquivo “X1” contém a mensagem “Cuidado com o Teobaldo”. Após aplicar a fun-
ção hash F1, o resultado obtido é F(X1) = e883ba0a2.
CENÁRIO 2
Um arquivo “X2” contém a mensagem “Teobaldo é super confiável”. Após aplicar a 
função hash F1, o resultado obtido é F(X2) = f10d42f9. 
Após acompanhar os dois cenários, é importante esclarecer que a função hash 
F1 (assim como qualquer função de hash) trata uma mensagem recebida — in-
dependentemente do tamanho da mensagem original — e a transforma em uma 
sequência de tamanho fixo. Nos cenários apresentados, o tamanho do resumo é 
de 8 bytes (F(X1) = e883ba0a2 e F(X2) = f10d42f9). Importante perceber, tam-
A função de hash é 
baseada em uma 
função matemática 
unidirecional
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TEMA DE APRENDIZAGEM 4
bém, que, como a mensagem original é distinta, o resumo produzido deve ser 
distinto, também.
As funções de hash são úteis para garantir que os dados não sejam alterados, 
acidentalmente, por exemplo, devido a um erro de comunicação. 
A seguir, são apresentadas as três funções de hash criptográficas mais usadas 
(GARGANO, 2016):
MESSAGE DIGEST 5 (MD5)
MD5 é uma função unidirecional que facilita o cálculo de um hash a partir dos dados 
de entrada fornecidos, mas torna muito difícil calcular os dados de entrada com, ape-
nas, um valor de hash. MD5 produz um hash de 128 bits e, agora, é considerado um 
algoritmo legado que deve ser evitado.
SECURE HASH ALGORITHM 1 (SHA-1)
SHA-1 recebe uma mensagem de até 2ˆ^64 bits de comprimento e produz um resumo de 
mensagem de 160 bits. O algoritmo é um pouco mais lento do que o MD5, no entanto o 
maior resumo da mensagem o torna mais seguro contra colisões de força bruta e ataques 
de inversão. Agora, é considerado legado e deve ser evitado, sempre que possível.
SECURE HASH ALGORITHM 2 (SHA-2)
Os algoritmos SHA-2 são os algoritmos de hash seguros que o governo dos EUA 
exige, por lei, para uso em determinados aplicativos. A família SHA-2 inclui funções de 
224 bits, 256 bits, 384 bits e 512 bits. Ao escolher um algoritmo de hash, use SHA-256 
ou superior, pois eles são, atualmente, os mais seguros.
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Falhas de segurança foram descobertas em SHA-1 e MD5. Dessa forma, é reco-
mendado que esses algoritmos sejam evitados. Portanto, em situações do seu 
cotidiano profissional, você deve optar pelo algoritmo SHA-2, quando houver ne-
cessidade de utilizar funções hash.
APROFUNDANDO
“Professor, pode me dar um exemplo de uso atual da função hash?” É claro, 
estudante. A tecnologia blockchain é um dos exemplos bem atuais do uso de 
hashes. Devo lembrá-lo(a) que essa tecnologia é o que permite a existência das 
criptomoedas.
Você já parou para pensar com qual frequência é necessário assinar, digitalmente, 
um documento? Assinaturas digitais tornam possível assinar e-mails e outros docu-
mentos digitais de tal maneira que eles não possam ser repudiados pelo emissor mais 
tarde. Uma maneira comum é, primeiro, executar o documento por meio de um algo-
ritmo de hash criptográfico de sentido único que seja muito difícil de inverter (TANEN-
BAUM, 2016). Como vimos, a função de hash produz, normalmente, um resultado de 
comprimento fixo, não importa qual seja o tamanho do documento original.
Lembrando que o volume de uso de assinaturas digitais cresceu com a pande-
mia, pois várias empresas passaram a experimentar essas assinaturas como uma 
ferramenta para ajudar os empreendedores a encurtar as distâncias entre eles e 
os seus clientes, devido ao isolamento social.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 4
As funções de hash podem ser usadas na autenticação do remetente de uma men-
sagem. Imagine uma situação na qual duas pessoas ou dois sistemas que concor-
daram com uma chave secreta possam usá-la junto com uma função de hash, a fim 
de verificar, usando um hash com chave, a integridade dos dados da comunicação 
entre elas. Um código de autenticação de mensagem é produzido passando os da-
dos da mensagem junto com a chave secreta, por meio de um algoritmo de hash e, 
apenas o remetente e o destinatário conhecem essa chave, então, a saída da função 
hash depende, agora, dos dados da mensagem e da chave secreta.
APROFUNDANDO
O processo, aqui descrito, é conhecido como um Código de Autenticação 
de Mensagem Baseado em Hash (HMAC). O processo HMAC mistura uma 
chave secreta com os dados da mensagem, faz hashes do resultado com a função 
de hash, mistura esse valor de hash com a chave secreta, novamente, e aplica a 
função uma segunda vez. 
O hash de saída tem tamanho fixo. A Microsoft ([2022], on-line) recomenda 
o uso do HMACSHA256, construído a partir da função SHA-2 de 256 bits e 
usado como um HMAC. O HMACSHA256 aceita chaves de qualquer tamanho 
e produz uma sequência de hash de 256 bits de comprimento. 
Para exemplificar, fique atento(a) ao cenário a seguir: 
A remetente, Ana, deseja garantir que a mensagem não seja alterada em trânsito 
bem como deseja fornecer uma maneira de o destinatário, Beto, autenticar a origem 
da mensagem. Alice insere a mensagem original (dados) e a chave secreta no 
algoritmo de hash, em seguida, calcula o código de autenticação da mensagem de 
comprimento fixo ou impressão digital. É anexada à mensagem original e enviada a 
Beto, então, essa impressão digital autenticada.
Fique atento, estudante: Ana enviou, de fato, a mensagem original mais a 
“impressão digital”. Ao receber o conteúdo enviado por Ana, Beto remove a im-
pressão digital da mensagem e usa, como entrada para a mesma função de hash, 
a mensagem recebida com sua cópia da chave secreta. Se a impressão digital 
calculada for idêntica à recebida, a integridade dos dados foi verificada. Além 
disso, a origem da mensagem é autenticada, pois somente Ana possui uma cópia 
da chave secreta compartilhada.
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Qualquer alteração nos dados (mensagem original) ou no valor de hash re-
sulta em incompatibilidade, afinal, o conhecimento da chave secreta é necessário 
para alterar a mensagem e reproduzir o valor de hash correto. Portanto, se os 
valores de hash originais e computados corresponderem, a mensagem será au-
tenticada (MICROSOFT, [2022], on-line).
Agora que você entendeu o conceito de HMAC, abordaremos as assina-
turas digitais.
O desenvolvimento mais importante a partir do trabalho de criptografia de cha-
ve pública é a assinatura digital. Esta oferece um conjunto de capacidades de 
segurança que seria difícil de implementar de qualquer outra maneira (STAL-
LINGS, 2014).
As assinaturas digitais fornecem a mesma funcionalidade que as assinaturas 
manuscritas. Especificamente, as versões digitais são uma técnica matemática 
utilizada para fornecer três serviços básicos de segurança: autenticar uma fonte, 
comprovando que determinada parte viu e assinou os dados em questão; garantir 
que os dados não foram alterados desde o momento quando foram assinados; 
provar a um terceiro que a troca de dados ocorreu (GARGANO, 2016).
Como um resumo de mensagem (hash) é exclusivo a um documento específico 
(dentro de certas restrições criptográficas), é possível criar esse tipo de resumo do do-
cumento ou de uma mensagem a ser assinada e, em seguida, assiná-lo. A mensagem 
permanece em texto simples, dessa forma, a assinatura e a mensagem são separáveis. 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 4
Para verificar a assinatura e, também, descriptografar o resumo da mensa-
gem, usamos a chave pública do remetente, em seguida, aplicamos o mesmo 
algoritmo de resumoà mensagem assinada. Se os dois resumos corresponde-
rem, a mensagem será a mesma que foi assinada pelo remetente (WINDLEY, 
2023).
Assinaturas digitais produzidas dessa forma nos fornecem evidências da 
integridade de um documento, porque alterar o documento, intencionalmen-
te ou não, resultaria em um resumo de mensagem diferente sendo calculado 
pelo receptor. A assinatura digital também nos proporciona o não repúdio, 
pois é uma evidência de que a pessoa criadora do resumo original teve acesso 
ao documento idêntico e, desde que tenha mantido o controle de sua chave 
privada, é a única que poderia ter produzido a assinatura. 
Quando usada para fins de assinatura digital, a chave privada é, às vezes, 
chamada de chave de assinatura, enquanto a chave pública é chamada de 
chave de verificação. Tecnicamente, ambas operam da mesma maneira que 
os pares de chaves públicas padrão; a terminologia indica, de forma simples 
e clara, qual chave é usada para qual finalidade (WINDLEY, 2023).
Segundo Windley (2023), um certificado digital é uma estrutura de da-
dos que associa informações de identificação a uma chave pública. Esta é 
apenas uma sequência de bits muito longa e, aparentemente, aleatória; não 
há como olhar uma chave pública e dizer a quem ela pertence. Ao combiná-la 
com outras informações de identificação — nome, endereço e assim por dian-
te — podemos identificar, mais facilmente, o proprietário dela e ter certeza 
de que é a chave certa. Obviamente, queremos garantir a integridade do 
certificado digital fazendo com que um terceiro confiável o assine, digital-
mente, para que ninguém o adultere e o substitua por uma chave alternativa. 
Esse terceiro confiável é o emissor do certificado digital.
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Um certificado digital não precisa ser emitido para uma pessoa, na verdade, a 
maioria não é. Os certificados digitais são emitidos a uma variedade de entida-
des, incluindo indivíduos, empresas, grupos, organizações, órgãos governamen-
tais e coisas. A entidade cuja informação de identificação está associada à chave 
pública no certificado é chamada de assunto do certificado (WINDLEY, 2023).
Os certificados digitais são criados para diversas finalidades com formas, ligeiramente, 
diferentes, chamadas de perfis. O uso mais difundido é a proteção do tráfego HTTP 
no protocolo TLS, mas costumam ser usados, também, para e-mail e assinatura de 
código, por exemplo. 
Quando um certificado é criado, a sua estrutura de dados é preenchida, e o emissor 
assina o certificado criando um resumo da mensagem das informações, em seguida, 
criptografa o resumo com a chave privada. Ao assinar o certificado, o emissor está de-
clarando que a chave pública contida no documento e as informações de identificação 
pertencem uma a outra. A assinatura digital garante a integridade do certificado.
Os certificados digitais não são documentos legíveis 
por humanos, mas sim estruturas de dados destinadas 
a serem usadas por programas de computador. No en-
tanto, com o auxílio de programas, como o OpenSSL, 
você consegue visualizar o conteúdo de um certificado. 
Os certificados 
digitais não são 
documentos legíveis 
por humanos
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TEMA DE APRENDIZAGEM 4
Um certificado digital possui duas partes principais: o bloco de dados e 
o bloco de algoritmo de assinatura. O bloco de dados nos informa o número 
de série do certificado, o assunto, o algoritmo de assinatura usado e quem 
emitiu o certificado. O bloco de dados também contém a chave pública real 
(2048 bits, neste caso), além de uma lista de extensões. Enquanto isso, o bloco 
de algoritmo de assinatura contém o hash assinado real.
De acordo com Stallings (2014), um esquema foi aceito, universalmente, 
para formatar certificados de chave pública: o padrão X.509. Certificados 
X.509 são usados na maioria das aplicações de segurança de rede, incluindo 
segurança IP, Transport Layer Security (TLS) e S/MIME. 
“Professor, eu já ouvi falar sobre revogação de certificado. O que isso 
significa?”Estudante, lembre-se que cada certificado inclui um período de 
validade, muito semelhante a um cartão de crédito. Em geral, um novo cer-
tificado digital é emitido, imediatamente, antes da expiração do antigo. Além 
disso, é possível desejar, na ocasião, revogar um certificado antes que ele 
expire, por um dos seguintes motivos (STALLINGS, 2014):
1. A chave privada do usuário é considerada comprometida.
2. O usuário não é mais certificado pela Autoridade Certificadora. Os motivos para 
isso incluem mudança do nome do sujeito, substituição do certificado ou não 
emissão em conformidade com as políticas dessa autoridade.
3. O certificado da Autoridade Certificadora é considerado comprometido.
Falaremos mais acerca de Autoridades Certificadoras e infraestrutura de 
chave pública, neste tema.
Embora a criptografia assimétrica também seja referida como criptografia 
de chave pública, não é a mesma coisa que infraestrutura de chave pública 
(Public Key Infrastructure – PKI). A PKI é baseada em criptografia de cha-
ve pública e inclui muito mais do que somente a criptografia. Uma caracterís-
tica de uma PKI é que, por meio de acordos, procedimentos e uma estrutura 
organizacional, ela provê garantias de quais pessoas ou sistemas pertencem 
a uma chave pública específica. Uma infraestrutura de chave pública é, fre-
quentemente, gerenciada por uma autoridade independente e confiável.
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Midway – Batalha em Alto Mar (2019)
Sinopse: com direção de Roland Emmerich, Midway – Batalha 
em Alto Mar retrata os acontecimentos da Batalha de Midway, 
confronto entre as forças americanas e a Marinha Imperial 
Japonesa e que marcou um ponto de virada fundamental na 
Guerra do Pacífico, seis meses depois do ataque a Pearl Harbor. 
O filme baseia-se em fatos históricos para contar a trajetória de 
líderes e soldados que usaram instinto e coragem na supera-
ção das adversidades e, assim, mantiveram-se vivos durante a 
guerra, no meio do maior oceano do planeta.
Comentário: o filme trata do uso de código criptográfico e 
como uma quebra de criptografia é capaz de causar danos a 
quem utiliza um código conhecido de um atacante.
INDICAÇÃO DE FILME
A força de uma PKI depende, em grande medida, de aspectos não 
técnicos. A forma como o usuário obtém a chave privada, por exemplo, é 
uma pedra angular na confiança que outras pessoas têm na solução de PKI, 
mesmo se, tecnicamente, elas usarem os mesmos algoritmos e tamanhos 
de chave. 
Uma PKI cujos usuários podem obter uma chave privada solicitando-a 
por e-mail, por exemplo, pelo Gmail, é, inerentemente, menos confiável em 
identificar uma pessoa com base em sua chave pública do que um sistema 
no qual os usuários têm de se reportar a uma mesa e se identificar, por meio 
de um passaporte, antes de receberem uma chave privada.
Na internet, uma assinatura digital é utili-
zada não só para assegurar que um documento 
(ou mensagem) tenha sido assinado, eletronica-
mente, pela pessoa que, supostamente, o assi-
nou, mas também para garantir que alguém não 
negue, mais tarde, o fato de ter fornecido a assi-
natura, visto que uma assinatura digital só pode ser criada por uma pessoa.
Uma assinatura 
digital é utilizada não 
só para assegurar 
que um documento
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https://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2019/06/27/segunda-guerra-e-retratada-em-teaser-de-midway---batalha-em-alto-mar-assista.htm
https://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2019/06/27/segunda-guerra-e-retratada-em-teaser-de-midway---batalha-em-alto-mar-assista.htm
TEMA DE APRENDIZAGEM 4
Uma PKI é uma solução que visa a alcançar o não repúdio. A Organização 
Internacional para Padronização (ISO, 2014) define o não repúdio como a 
habilidade de provar a ocorrência de um evento ou de uma ação reivindicada e 
suas entidades originárias, a fim de solucionar disputas sobre a ocorrência ou não 
do evento ou ação bem como o envolvimento de entidades no evento. 
Imagine, aluno(a), o seguinte cenário hipotético, para a sua melhor visão geraldos componentes em uma PKI: um usuário reporta-se a uma Autoridade de Regis-
tro (RA) e, com base em credenciais (por exemplo, um passaporte), uma requisição é 
enviada pela RA à Autoridade Certificadora (CA), a fim de emitir um certificado. O 
par de chaves que será utilizado pelo usuário pode ser gerado de diferentes formas, 
isso é parte da política utilizada pela PKI. Em algumas PKIs, o usuário é capaz de 
gerar as chaves, em outras, uma instalação segura é utilizada para as gerar. A CA 
emite um certificado, assinado por ela própria, atestando que as chaves públicas 
pertencem ao usuário para quem o certificado é emitido.
Em uma ação subsequente, quando o usuário assina, por exemplo, um con-
trato com uma assinatura digital, a parte que recebe é apta a verificar se a assina-
tura, realmente, pertence ao usuário, validando-a por meio de uma Autoridade 
de Validação (Validation Authority) que tem acesso à Autoridade Certificadora.
Criptografia e Segurança de Redes: Princípios e Práticas
Comentário: este livro de William Stallings se destaca por seu viés 
prático e abordagem dinâmica. Com conteúdo abrangente e profun-
do, incluindo mais de 300 problemas propostos de diferentes níveis 
de dificuldade, Criptografia e Segurança de Redes: Princípios e Práticas 
oferece aos estudantes e profissionais da área de TI uma perspecti-
va atualizada tanto do mundo real quanto da indústria de tecnologia. 
Esta sexta edição traz importantes avanços tecnológicos, principal-
mente sobre segurança de redes e dados. Ambos envolvem a crip-
tografia por meio de definições detalhadas, sendo indicada a cursos 
de graduação e pós-graduação em análise e desenvolvimento de 
sistemas, redes de computadores e segurança da informação.
INDICAÇÃO DE LIVRO
Estamos concluindo este Tema de Aprendizagem, mas, antes, falarei, um pouco, 
das perspectivas profissionais para segurança da informação.
Um time que trabalha nessa área tem por objetivo a proteção dos dados e 
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informações das empresas, os quais, como vimos neste tema, podem ser cripto-
grafados para aumentar a confidencialidade da informação. Dessa forma, toda 
equipe de segurança precisa de um profissional que saiba lidar com esses tópicos, 
aqui, trabalhados: hash, criptografia, gerenciamento de chaves, certificados 
digitais e assinatura digital.
A função hash é importante na área de segurança de redes. Um exemplo de 
uso é no momento quando você precisa baixar do site do fabricante de determi-
nada solução (por exemplo, roteadores Cisco) e precisa verificar se as imagens 
de software têm somas de verificação baseadas em MD5 e SHA-512 disponíveis, 
para que você, como técnico responsável, possa verificar a integridade das ima-
gens baixadas. Dessa maneira, garante-se que não se trata de um golpe.
Um certificado digital é um documento eletrônico 
que contém a assinatura digital da Autoridade Cer-
tificadora emissora. Esse certificado une uma chave 
pública com uma identidade e pode ser usado para 
verificar se uma chave pública pertence a determinada 
pessoa ou entidade. Um exemplo comum do uso de certificados digitais é o serviço 
bancário provido pela internet. Um banco fornece a um cliente um certificado 
SSL, permitindo que os servidores do banco identifiquem esse cliente e, dessa for-
ma, o autorizem a acessar as próprias contas. Já imaginou se isso não ocorresse? As 
pessoas voltariam a guardar dinheiro em colchões. 
Em outro cenário, uma empresa fornece a um novo funcionário um certifi-
cado SSL de cliente, o qual permite os servidores da empresa identificarem esse 
funcionário e, assim, autorizem o acesso dele aos servidores da empresa. Você, 
como profissional de TI, muito provavelmente, receberá um certificado digital 
da sua empresa para se autenticar e ter autorização a trabalhar, remotamente.
Além disso, serviços governamentais em diversos países também têm sido 
implantados para apoiar transações eletrônicas utilizando certificação digital, inclusive 
aqui no Brasil. No site do Governo Federal, há a proposta de garantir a identificação 
de cada cidadão que acessa os serviços digitais do governo, entre outras opções. Por 
meio de um certificado digital, é possível consultar a situação do seu CPF, receber 
o abono salarial, tratar da sua restituição do imposto de renda, obter a carteira de 
trabalho, ou ainda, o certificado nacional de vacinação contra a Covid-19.
Um certificado digital 
é um documento 
eletrônico
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TEMA DE APRENDIZAGEM 4
NOVOS DESAFIOS
Chegamos ao fim deste estudo! Tenha em mente que um ambiente computacio-
nal onde a gestão dos certificados digitais não é eficiente, causa desconfiança ou 
falta de credibilidade na organização, por parte de seus clientes e usuários. 
Até o Governo Federal, composto pelo Presidente da República e seus minis-
tros, tem utilizado certificados digitais na tramitação eletrônica de documentos 
oficiais que serão publicados no Diário Oficial da União. Um sistema interno do 
governo faz o controle do fluxo dos documentos de forma automática, desde a ori-
gem até a publicação e o arquivamento. Várias organizações possuem sistemas se-
melhantes que necessitam de suporte a certificados digitais ou assinaturas digitais.
Mesmo que você não tenha interesse em trabalhar, diretamente, com este 
tópico de criptografia, precisará, aluno(a), lidar com isso. A segurança da infor-
mação é uma área transversal à organização, mesmo profissionais que não são 
de TI devem compreendê-la, minimamente. Logo, quanto mais conhecimento 
você tiver, mais oportunidades na instituição, terá. 
Aproveite para realizar algumas atividades e, assim, rever e fixar mais alguns 
conceitos e, caso precise, retorne ao conteúdo.
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1. A função de hash é baseada em uma função matemática unidirecional, relativamente, fácil 
de calcular, mas, significativamente, difícil de reverter. Com relação ao resultado da função 
hash, explique a principal característica dele. Tenha em mente o que todas as funções de 
hash têm em comum.
2. Teobaldo deseja realizar o processamento inverso de um valor hash, com o objetivo de obter 
o valor original da mensagem. Teobaldo conseguirá realizar esse procedimento? Justifique 
a sua resposta.
AUTOATIVIDADE
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REFERÊNCIAS
CISO ADVISOR. Metade dos sites ainda usa chaves criptográficas legadas. 10 dez. 2021. Dispo-
nível em: https://www.cisoadvisor.com.br/metade-dos-sites-ainda-usa-chaves-criptograficas-
-legadas/. Acesso em: 10 nov. 2022. 
GARGANO, P. 31 Days Before Your CCNA Security Exam: a day-by-day review guide for the IINS 
210-260 certification exam. 1st ed. Indianapolis: Cisco Press, 2016. 
ISO. ISO/IEC 27000:2014. Information Technology — Security Techniques — Information Se-
curity Management Systems — Overview and Vocabulary. Geneve: ISO, 2014. 
MICROSOFT. HMACSHA256 Class. [2022]. Disponível em: https://learn.microsoft.com/en-us/
dotnet/api/system.security.cryptography.hmacsha256?view=net-7.0. Acesso em: 11 nov. 2022.
SILBERSCHATZ, A.; GALVIN, P. B.; GAGNE, G. Operating System Concepts Essentials. 2nd ed. 
New York: Wiley, 2013.
STALLINGS, W. Criptografia e Segurança de Redes: Princípios e Práticas. 6. ed. São Paulo: Pear-
son Universidades, 2014.
TANENBAUM, A. S. Sistemas Operacionais Modernos. 4. ed. São Paulo: Pearson Education do 
Brasil, 2016.
WINDLEY, P. J. O’Reilly’s Learning Digital Identity: Design, Deploy and Manage Identity Archi-
tectures. 1st ed. raw and unedited. Denver: Ping Identity, 2023. In press. Disponível em: https://
www.pingidentity.com/en/resources/content-library/ebooks/3682-learning-digital-identity.
html. Acesso em: 11 nov. 2022.
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1. O resultado da função hash é caracterizada por ter a saída de tamanho fixo: independente-
mente do valor de entrada, as saídas possuem a mesma quantidade de letras e números.
2. O hash é gerado de tal forma que não é possível realizar o processamento inverso para obter 
a informação original e qualquer alteração na informação original produzirá um hash igual. 
Logo, Teobaldo não obterá êxito.GABARITO
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MINHAS ANOTAÇÕES
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MINHAS ANOTAÇÕES
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MINHAS METAS
AMEAÇAS À SEGURANÇA – ATAQUES
Examinar a segurança de redes sob o olhar das ameaças à segurança.
Conhecer quem os realiza. 
Identificar as diferenças entre os tipos de ataques.
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 5
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INICIE SUA JORNADA
Olá, estudante! Seja bem vindo(a)!
Estudante, você, certamente, sabe ou ouviu falar que a segurança da informação 
de uma empresa é algo importante. Você sabia que, já em 2015, dois terços das em-
presas brasileiras entrevistadas pela revista digital CIO — publicação com foco em 
informações para líderes de TI sobre carreira, gestão de equipe, liderança e inovação 
— admitiram que sofreram incidentes de segurança (CIO, 2015, on-line)?
Quer conhecer os equívocos comuns em segurança? Então, ouça o nosso podcast 
dedicado a desvendá-los.
Conteúdo de áudio/vídeo não patrocinado. Esse recurso utilizará seu pacote de 
dados (ou wifi) para ser exibido.
PLAY NO CONHECIMENTO
DESENVOLVA SEU POTENCIAL
AMEAÇAS À SEGURANÇA – ATAQUES
O incidente de segurança mais recorrente, citado por 83,56% das empresas, foi 
a infecção por códigos maliciosos (malware). Esta porcentagem representa 
quase o dobro da contabilizada nos demais países da América Latina, conforme 
mostra o Quadro 1.
BRASIL AMÉRICA LATINA
Infecção por malware 83,56% 44%
Exploração de vulnerabilidades 19% 14%
Acesso indevido 9% 44%
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TEMA DE APRENDIZAGEM 5
Indisponibilidade 7% 14%
Ataques de negação de serviço 6% 16%
Quadro 1 - Incidentes entre as empresas no Brasil e na América Latina / Fonte: CIO (2015, on-line)
Pelos dados apresentados no Quadro 1, empresas brasileiras e latino-americanas 
têm sofrido muito com incidentes de segurança que causam impacto na opera-
ção dos negócios da empresa e, também, nas suas receitas. Apesar da evolução, 
na última década, na área de tecnologia da segurança da informação, as ameaças 
ainda permanecem em patamares que demandam bastante atenção das empresas, 
colocando em foco a eficácia das medidas de proteção ao longo desse período. 
As medidas a serem adotadas dependem, além de bons procedimentos e 
equipamentos, de bons profissionais de segurança da informação. 
VOCÊ SABE RESPONDER?
Você consegue perceber que essa área pode trazer ganhos ou evitar prejuízos ao 
negócio de uma empresa? Você já pensou por que ocorrem tantos incidentes de 
segurança?
Isso costuma ocorrer porque existe um 
dilema entre a usabilidade de um sistema 
(ou app) e a sua segurança. Então, aqui, você 
pode perceber que o trabalho dos profissio-
nais é encontrar um equilíbrio entre seguran-
ça e usabilidade.
Conectar um sistema ou app, diretamente, à internet, sem nenhum fire-
wall, antivírus ou patches de segurança tornaria esse sistema, extremamen-
te, vulnerável à infecção por malware ou à exploração de vulnerabilidades, 
como várias empresas entrevistadas pela revista (CIO, 2015, on-line). Por 
outro lado, os sistemas dessas empresas seriam, altamente, acessíveis para 
seus colaboradores e usuários.
Dilema entre a 
usabilidade de um 
sistema (ou app) e a 
sua segurança
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A realidade é que a equipe de segurança de uma organização é composta 
pelos “chatos”, pois eles impedem a liberação de uma nova funcionalidade, 
exigem um duplo fator de autenticação, colocam os e-mails dos colabora-
dores em quarentena, “atrapalhando” o restante da empresa a executar as 
suas tarefas. 
As empresas enfrentam muito mais desa-
fios relacionados à segurança da informação 
hoje do que no passado. Enquanto muitas de-
las costumavam ser feitas, apenas, de tijolos e 
argamassa, agora, elas são tijolos e cliques, ou 
talvez, apenas cliques. A Covid-19 empurrou 
muitas empresas para um modelo, exclusivamente, remoto, fazendo-as en-
frentar muitos desafios, incluindo uma força laboral que trabalha em casa, 
o aumento da sofisticação dos cibercriminosos e a evolução de ameaças tão 
avançadas quanto persistentes.
Logo, uma maneira antiga de proteger um sistema de um ataque de 
rede que consistia em desconectá-lo e torná-lo um sistema autônomo, sem 
acesso aos demais sistemas ou à internet, não parece mais ser uma solução 
viável com os sistemas em nuvem e trabalhadores em home office.
Lembre-se que nenhuma pessoa ou empresa tem fundos ilimitados para 
proteger tudo ou nem sempre pode adotar a abordagem mais segura. Então, a 
equipe de segurança de rede deve possuir muito conhecimento para apoiar a 
organização, no momento de encontrar um equilíbrio entre a acessibilidade de 
seus sistemas e a segurança deles.
Após todas essas informações e situações, você percebe que existem 
contribuições da área de segurança de computadores em um ambiente cor-
porativo? Mas, e em sua vida cotidiana? 
A Covid-19 empurrou 
muitas empresas 
para um modelo, 
exclusivamente, 
remoto
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TEMA DE APRENDIZAGEM 5
A partir da experiência proposta, você deve ter percebido que, ao cadastrar uma 
nova senha em um site, ela deve atender alguns critérios mínimos — uma letra 
maiúscula, um caractere especial, pelo menos oito caracteres ou coisas do tipo 
— tudo isso é para tornar a senha mais forte, diminuindo, assim, a chance de 
sucesso de um ataque de força bruta.
Além disso, você deve ter notado que, provavelmente, tem ou já teve um an-
tivírus no seu computador ou celular. Como o próprio nome diz, esse programa 
verifica a existência de vírus no seu dispositivo.
Espero que você reflita, também, sobre a reportagem a qual associa um 
engarrafamento superestranho em uma grande cidade a um ataque hacker: 
após invadirem o Yandex, maior aplicativo de táxis da Rússia, hackers causa-
ram o caos em Moscou. Isso ocorreu porque os sistemas estão cada vez mais 
acessíveis na internet e essa exposição, associada a motivações de atacantes, 
leva a ações como essa.
Para tornar essa percepção mais evidente, procure entender como funcionam cer-
tas questões de segurança que estão ao nosso redor e no nosso dia a dia. Observe 
os seguintes cenários descritos e anote o que perceber:
 ■ Quando você cadastra uma nova senha para um site, já reparou que a senha 
deve atender alguns critérios mínimos, como: uma letra maiúscula, um carac-
tere especial ou coisas assim?
 ■ Você possui algum antivírus no seu computador ou celular? Qual você usa? Já 
pensou por que precisa de um? 
 ■ Consegue imaginar a relação entre um extenso congestionamento e a segu-
rança da informação? 
 ■ Você já viu um caso real de segurança da informação aplicada ao contexto de 
aplicativos de transporte?
PENSANDO JUNTOS
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A segurança de rede é o ramo da ciência da computação que consiste em proteger 
todos os componentes de uma rede de computadores para evitar acesso não auto-
rizado a recursos e informações mantidas por computadores: roubo de dados, uso 
indevido de uma conexão de rede, modificação de dados etc. (SADIQUI, 2020).
Estudante, você, como futuro(a) membro(a) de uma equipe de segurança de 
redes, deve proteger todos os componentes de uma rede de computadores. Para 
este tema, você pode entender os componentes de uma rede como tudo que possa 
estar conectado por uma rede de dados —computadores pessoais, servidores, 
banco de dados, hypervisors, dispositivos móveis e elementos clássicos dessa 
rede, como: roteadores, switches e pontos de acesso sem fio — você também deve 
evitar acesso não autorizado a recursos da organização, sendo eles quaisquer 
objetos com valor para a sua empresa e que devam ser protegidos.
Quando os usuários agem e acessam os recursos da organização em conformi-
dade com o uso pretendido, entende-se que o ambiente 
da empresa é seguro. Infelizmente, a segurança total não 
pode ser alcançada, dessa forma, uma equipe de segu-
rança deve ter mecanismos para tornar as violações de 
segurança — acesso não autorizado a recursos e infor-
mações mantidas por computadores, roubo de dados, uso indevido de uma conexão 
de rede ou modificação de dados etc. — uma ocorrência rara e não a norma.
A segurança totalnão pode ser 
alcançada
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TEMA DE APRENDIZAGEM 5
Uma violação de segurança, normalmente, explora uma vulnerabilidade, a qual 
é uma fraqueza em um sistema que pode ser explorada por uma ameaça. O que 
é uma ameaça para uma organização? Ela pode ser entendida como um perigo 
potencial a um recurso ou ao funcionamento de uma rede. Dentre as diversas 
ameaças que uma organização arrisca ter, interessam a segurança de redes, as 
ameaças envolvendo um ataque realizado para prejudicar um recurso ou a rede 
como um todo. “Professor, então qual a diferença entre violação de segurança e 
um ataque?” Um ataque é a tentativa em si de quebrar a segurança, enquanto a 
violação de segurança é o êxito em quebrar a segurança de uma organização.
Caro(a) aluno(a), neste tema, serão usados os termos intruso e cracker àqueles que 
tentam violar a segurança. “Professor, mas eu sempre escutei que os indivíduos que 
realizam atividades ilegais por meio de computadores eram chamados de hacker”. 
Leia as definições, a seguir, para entender a distinção entre hacker e cracker.
 ■ Originalmente, o termo “hacker” era usado para um entusiasta de computadores.
 ■ Um hacker era uma pessoa que gostava de entender o completo funciona-
mento interno de um sistema de computador e da rede. 
 ■ Com o tempo, a imprensa começou a descrever os hackers como indivíduos 
que invadiam, com intenção maliciosa, os computadores. 
 ■ A indústria de TI respondeu desenvolvendo o termo cracker, que é a abrevia-
ção, em inglês, de um hacker criminoso (CRiminal hACKER). 
 ■ O termo cracker foi desenvolvido para descrever indivíduos que buscam com-
prometer a segurança de um sistema sem permissão de uma parte autorizada. 
ZOOM NO CONHECIMENTO
O termo cracker “não pegou” fora da área de segurança da informação, como 
você pode notar ao pesquisar no Google as notícias com o termo “hacker”. Logo, 
o profissional de segurança que combate as invasões e protege a organização das 
ações do cracker é um hacker ético; este age de modo, estritamente, legítimo. 
Entretanto existem profissionais de segurança que atuam em uma área cinzenta 
entre um hacker ético e um cracker. 
No Quadro 2, você pode ver a distinção entre as categorias mais comuns 
encontradas na literatura.
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TIPO DE HACKER DESCRIÇÃO CURIOSIDADE
Hackers de 
chapéu branco
Esses indivíduos realizam hac-
kers éticos para ajudar a prote-
ger empresas e organizações. 
Eles acreditam que você deve 
examinar a sua rede da mesma 
maneira que um hacker crimi-
noso, para entender melhor as 
vulnerabilidades dela.
É comum os hackers éticos 
serem chamados de “hackers 
de chapéu branco”.
O termo é derivado de filmes 
de faroeste antigos (não colo-
ridos), nos quais os mocinhos 
usavam chapéus brancos.
Hackers de 
chapéu preto
Esses indivíduos realizam ati-
vidades ilegais, como o crime 
organizado.
É comum os crackers serem 
chamados de “hackers de 
chapéu preto”.
O termo é derivado de filmes 
de faroeste antigos (não colo-
ridos), nos quais os bandidos 
usavam chapéus pretos.
Hackers de 
chapéu cinza
Esses indivíduos, geralmente, 
seguem a lei, mas, às vezes, 
aventuram-se no lado mais 
sombrio do hacking de cha-
péu preto. Seria antiético em-
pregar esses indivíduos para 
realizar tarefas de segurança 
à sua organização porque 
você nunca sabe muito bem 
de qual lado eles estão. 
Pense nesses hackers como 
Luke Skywalker em Star Wars. 
Embora Skywalker queira usar a 
força para o bem, ele também é 
atraído pelo lado sombrio.
Quadro 2 - Categorias mais comuns de hackers na literatura / Fonte: adaptado de Gregg e Santos (2022).
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TEMA DE APRENDIZAGEM 5
Tudo bem até aqui? Anteriormente, foi apresentada uma definição de segu-
rança de redes e dos indivíduos que tentam violar a segurança de uma organiza-
ção. A partir de agora, abordaremos algumas formas de violações de rede. 
No Quadro 3, são apresentados os principais exemplos de violação de segu-
rança de rede:
TIPO DE VIOLAÇÃO DESCRIÇÃO
Violação de 
confidencialidade
Este tipo de violação envolve a leitura não autorizada de da-
dos (ou roubo de informações). Normalmente, uma quebra de 
confidencialidade é o objetivo de um intruso. A captura de dados 
secretos de um sistema ou fluxo de dados, como: informações 
de cartão de crédito ou informações de identidade para roubo de 
identidade, pode resultar, diretamente, em dinheiro para o invasor. 
Violação de 
integridade
Esta violação envolve modificação não autorizada de dados. 
Esses ataques podem, por exemplo, resultar na transferência de 
responsabilidade para uma parte inocente, ou ainda, na modifi-
cação do código-fonte de um aplicativo comercial importante.
Violação de 
disponibilidade
Esta violação envolve a destruição não autorizada de dados ou 
informações. Alguns crackers preferem causar estragos e ganhar 
status ou se gabar do que ganhos financeiros. A desfiguração de 
um site é um caso comum deste tipo de violação de segurança 
Quadro 3 - Principais violações de segurança / Fonte: adaptado de Silberschatz, Galvin e Gagne (2013).
Além das violações de segurança apresentadas no Quadro 3, outro objetivo dos 
intrusos costuma ser o roubo de serviço. Esta violação envolve o uso não auto-
rizado de recursos, por exemplo, quando um intruso (ou programa de intrusão) 
instala um daemon em um sistema que atua como servidor de arquivos. Outra 
violação de segurança, mais conhecida como negação de serviço, envolve im-
pedir o uso legítimo do sistema. Os ataques de negação de serviço (Denial of 
Service – DOS) serão discutidos mais adiante.
Violações de segurança acontecem por alguns equívocos que existem no 
mundo da segurança da informação. 
Compreender os diferentes tipos de ataques de rede usados por crackers é 
essencial, por isso, é útil, primeiro, categorizar os vários ataques, a fim de os 
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mitigar. Os crackers usam ataques de reconhecimento para fazer descobertas e 
mapeamento não autorizados de sistemas, serviços ou vulnerabilidades. 
Um ataque de reconhecimento é uma tentativa de aprender mais acerca 
da vítima pretendida antes de tentar um ataque mais intrusivo. Ferramentas 
como consultas de informações por meio do serviço WHOIS, varreduras de 
ping e de portas, scanners de vulnerabilidade e ferramentas de exploração são 
técnicas padrão usadas por hackers, ao realizarem ataques de reconhecimento 
(GARGANO, 2016).
Outro tipo de ataque são os ataques de acesso, os quais exploram vulnera-
bilidades conhecidas em serviços de autenticação, de FTP e da web para obter 
acesso a contas na internet, bancos de dados confidenciais e outras informações 
privadas. Os principais objetivos do hacker podem ser recuperar informações 
protegidas, obter acesso a áreas seguras da rede ou aumentar os seus privilégios 
de acesso (GARGANO, 2016). 
O intruso, normalmente, tentará acessar a rede, somente, após coletar as infor-
mações necessárias no ataque de reconhecimento. Os ataques de acesso costumam 
ser realizados da seguinte forma, segundo Gargano (2016) e Stallings (2014):
ATAQUE DE SENHA
Um hacker tenta descobrir senhas críticas do sistema, por meio de vários métodos. Por exem-
plo, engenharia social, ataques de dicionário, detecção de rede ou ataques de força bruta.
ATAQUE POR FORÇA BRUTA
O atacante testa todas as chaves possíveis em um trecho do texto cifrado até́ obter 
uma tradução inteligível ao texto claro. Na média, metade de todas as chaves possí-
veis precisam ser experimentadas para, então, haver sucesso.
EXPLORAÇÃO DE CONFIANÇA
Um hacker usa privilégios não autorizados para obter acesso a um sistema e, possivel-
mente, compromete o alvo. Por exemplo, se um dispositivo da rede DMZ tem acesso à 
rede interna, um invasor aproveita-se disso e obtém acesso ao dispositivo DMZ, então 
usa esse local para lançar os seus ataques à rede interna.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 5
REDIRECIONAMENTO DE PORTA
Um hacker usa um sistema comprometido como base para ataques contra outros alvos.
ATAQUE DE ESTOURO DEBUFFER (BUFFER OVERFLOW ATTACK)
Um invasor explora uma vulnerabilidade de estouro de buffer, uma falha de programa-
ção. Suponha que um serviço aceite a entrada e espere que as informações estejam 
dentro de um tamanho específico, mas não verifique o tamanho da entrada na recep-
ção. O serviço obterá as informações e as gravará na memória, preenchendo o buffer 
associado, em seguida, sobrescreve a memória adjacente, isso pode corromper o 
sistema e causar falhas, resultando em um DoS. Nesse caso, há vulnerabilidade a um 
ataque de estouro de buffer, o que significa que um invasor seria capaz de fornecer 
uma entrada mais extensa do que o esperado. Nos piores casos, o invasor pode injetar 
código malicioso, o que leva ao comprometimento do sistema.
Você sabia que existe um tipo de ataque no qual um hacker intervém em uma 
sessão de comunicação entre um cliente e um servidor? Ele é conhecido como 
homem no meio (man-in-the-middle), mas você pode encontrar, em alguns 
livros, como ataque de interceptação, ataque de proxy ou ataque de macaco 
no meio. 
Esse ataque envolve, geralmente, enganar o cliente, para que ele, em vez de 
iniciar a sessão com o servidor pretendido, inicie com o computador do hacker. 
Com o objetivo de que essa manobra não chame a atenção, o computador do 
hacker funciona como um proxy ao servidor pretendido pelo cliente, dessa forma, 
o cliente não percebe que, na sessão entre ele e o servidor, há alguém. Logo, no 
ataque homem no meio, o hacker executa uma ação a qual resulta em uma cone-
xão entre o cliente e o servidor proxy pelo hacker, permitindo que o criminoso 
espione e manipule as comunicações. 
Você pode estar se perguntando: 
VOCÊ SABE RESPONDER?
Como o intruso consegue enganar o cliente dessa forma?
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Esta é uma questão bastante pertinente. Os ataques de man-in-the-middle 
envolvem um elemento de pré-ataque, no qual o cliente recebe informações 
falsas que o levam a solicitar uma sessão com o computador do hacker e não 
com o servidor real. 
O hacker pode fazer isso usando um dos seguintes métodos de falsificação 
(spoofing) elencados por Stewart e Kinsey (2020):
FALSIFICAÇÃO DE ARP
O protocolo de resolução de endereço (ARP) é um serviço de consulta de trans-
missão sem autenticação que solicita, por meio de um IP específico, o endereço de 
controle de acesso de mídia (MAC) de um sistema. Se um hacker, executando uma 
ferramenta de falsificação ARP, enviar uma resposta incorreta ao solicitante antes 
que a resposta real retorne, o remetente usará o endereço MAC falso. Os quadros 
subsequentes vão para o endereço MAC não autorizado que o computador do hac-
ker usa e, como o protocolo ARP é de camada 2 e não roteável, a falsificação de ARP 
deve ocorrer em uma sub-rede.
FALSIFICAÇÃO DE MAC
Em algumas situações cujo servidor encontra-se inundado de requisições, sem conseguir 
respondê-las, apropriadamente, o computador do hacker usa o endereço MAC de um 
servidor, dessa forma, o sistema do hacker recebe tráfego em vez do servidor pretendido. 
Semelhante à falsificação de ARP, a falsificação de MAC deve ocorrer em uma sub-rede.
FALSIFICAÇÃO DE DNS
O DNS é um serviço de consulta sem autenticação que solicita a resolução de nomes 
de domínio, totalmente, qualificados em seu endereço IP relacionado. Um hacker que 
hospeda uma ferramenta de falsificação de DNS não autorizada é capaz de enviar 
respostas falsas de DNS.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 5
ENVENENAMENTO DE DNS
Para executar o envenenamento de DNS, um hacker compromete um servidor DNS 
(Sistema de Nomes de Domínio) e planta registros de mapeamento de nomes de 
domínio, totalmente, qualificados para IP falsos. A origem do DNS alimentará as con-
sultas de usuários subsequentes com dados incorretos. Redirecionamento ICMP. Em 
sub-redes com vários roteadores, os redirecionamentos ICMP podem fazer com que 
um host altere a sua tabela de roteamento. Esse ataque, muitas vezes, redireciona o 
tráfego ao longo de uma rota diferente da padrão (esperada ou ideal).
MANIPULAÇÃO DE PROXY
Um hacker altera a configuração de proxy de um cliente para realizar a manipulação 
dele. A solicitação de serviços vai para o sistema do hacker que atua como um proxy 
de homem no meio.
DHCP DESONESTO
Um DHCP desonesto é um servidor de protocolo de configuração de host dinâmico 
(DHCP) falso capaz de fornecer concessões de configuração de endereço IP para 
uma sub-rede exclusiva, definindo, assim, o gateway padrão, porque o computador do 
hacker atua como um roteador/proxy.
PONTO DE ACESSO NÃO AUTORIZADO
Para criar um ponto de acesso não autorizado, um hacker configura um ponto de 
acesso sem fio não autorizado semelhante ao ponto de acesso autorizado real, a fim 
de enganar os usuários, fazendo-os se conectar. A partir de então, esse ponto de aces-
so não autorizado serve como um proxy para ataques de homem no meio.
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Existe um tipo de ataque que impede um sistema 
de atender a requisições legítimas, ele é chamado de 
ataque de recusa de serviço (Denial-of-Service 
– DoS). Em muitos ataques DoS, o tráfego não au-
torizado satura os recursos de uma rede, restrin-
gindo o acesso a usuários legítimos. Normalmente, 
o ataque é executado pela inundação dos servidores 
com pacotes de dados. 
Ataques de recusa de serviço em geral requerem que uma rede de compu-
tadores trabalhe, simultaneamente, embora seja possível realizar alguns ataques 
habilidosos com uma única máquina (DEITEL et al., 2005). Ataques de recusa 
de serviço podem fazer com que computadores em rede caiam ou sejam desco-
nectados, destruindo o serviço de um site web ou mesmo desativando sistemas 
críticos, como telecomunicações ou centrais de controle de tráfego aéreo. Outro 
tipo de ataque de recusa de serviço visa às tabelas de roteamento de uma rede. 
Lembre-se de que tabelas de roteamento proporcionam uma visão da topologia da 
rede e são usadas por um roteador com a função de determinar para onde enviar 
os dados. Este tipo de ataque é executado modificando as tabelas de roteamento 
e, assim, redirecionando, propositalmente, a atividade da rede (DEITEL et al.,2005). 
Por exemplo, as tabelas de roteamento podem ser modificadas para que pas-
sem a enviar todos os dados que chegam a um único endereço da rede. Um ataque 
O ataque é 
executado pela 
inundação dos 
servidores com 
pacotes de dados
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TEMA DE APRENDIZAGEM 5
semelhante, o ataque ao sistema de nome de domínio (Domain Name System 
– DNS), modifica o endereço para o qual o tráfego de um site web particular é 
enviado. Ataques desse tipo são usados para redirecionar usuários desse site a 
outro, inundando-o de requisições que não deveriam ir para lá.
Em um ataque de recusa de serviço distribuído (Distributed Denial-
-of-Service – DoS), a inundação de pacotes vem de vários computadores ao 
mesmo tempo. Normalmente, é iniciado por um indivíduo que infectou diver-
sos computadores, por meio de um vírus, com o intuito de obter acesso não 
autorizado aos computadores e, assim, executar o ataque. Ataques de recusa de 
serviço distribuído podem ser difíceis de interromper porque não é fácil deter-
minar quais requisições de uma rede são de usuários legítimos e quais são parte 
do ataque (DEITEL et al., 2005). Também é, particularmente, difícil identificar 
o perpetrador desses ataques porque eles não são executados, diretamente, do 
computador do invasor.
Exemplos de tipos de ataques DoS ou DDOs são apresentados, a seguir, se-
gundo Gargano (2016):
PING DA MORTE
Um invasor envia um ping malformado ou mal-intencionado para um computador da 
rede. Nesse ataque, um pacote maior do que o tamanho máximo de pacote de 65.535 
bytes é enviado, fazendo com que os sistemas travem.
ATAQUE SMURF
Um hacker envia vários pacotes de ICMP echo-request para o endereço de broadcast de 
uma rede extensa. Esses pacotes enviados contêm o endereço da vítima como o ende-
reço IP de origem. Cada host que pertence a essa rede responde enviando pacotes de 
resposta ICMP echo-replypara compartilhar impressoras (TANENBAUM; WETHERALL, 2011). Como 
você pode imaginar, naquelas condições, a segurança das redes não recebeu mui-
ta atenção. 
O cenário atual é completamente diferente. Mi-
lhões de cidadãos comuns estão usando redes de 
dados para serviços bancários, fazer compras, redes 
sociais etc. Falhas na segurança de redes de dados 
tornou-se um aspecto relevante na vida de pratica-
mente todas as pessoas.
As fragilidades 
exploradas 
costumam ser dos 
próprios aplicativos
Falhas na segurança 
de redes de dados 
tornou-se um 
aspecto relevante 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 1
VOCÊ SABE RESPONDER?
Professor, mas o que é estudado em segurança de redes? 
Estudante, apresentarei a você alguns cenários para que fique claro porque existe 
e se estuda segurança de redes.
CENÁRIO 1
Ana envia uma mensagem a Beto. A segurança preocupa-se em garantir que a 
mensagem de Ana destinada a Beto não possa ser lida por Teobaldo, dado que ele 
não possui autorização para ler a mensagem. A segurança da rede deve garantir, 
ainda, que Teobaldo não consiga modificar, secretamente, mensagens as quais ele 
não seja o emissor.
CENÁRIO 2
Imagine um serviço remoto disponível na internet ou em uma rede privada, no qual 
somente alguns usuários possuem autorização para o acessar (por exemplo, o acesso 
ao EaD da Unicesumar, destinado aos alunos, devidamente, matriculados). A segu-
rança de redes preocupa-se com pessoas como Teobaldo, as quais tentam acessar 
serviços remotos que não estão autorizadas a usar. 
CENÁRIO 3
Ana recebe uma mensagem por WhatsApp informando que, na próxima sexta, na 
compra de um Big Mac, o comprador receberá outro de brinde. A mensagem, supos-
tamente, veio do McDonald’s, mas, como Ana poderá ter certeza disso ou de que a 
mensagem não veio de Teobaldo? A segurança de redes também lida com maneiras 
de saber se uma mensagem divulgada, supostamente, por uma empresa ou pessoa é, 
de fato, do suposto remetente.
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Acredito que você percebeu, por meio dos cenários apresentados, a importância 
do conteúdo a ser estudado neste tema.
A maioria dos problemas de segurança são causados, intencionalmente, por 
pessoas como o nosso personagem Teobaldo, pessoas as quais tentam obter al-
gum benefício, chamar a atenção ou prejudicar alguém. 
Uma definição que oferece a você, caro(a) aluno(a), uma ideia das áreas cobertas 
pela área de segurança de rede (a qual inclui, também, a internet), é: a segurança de 
redes consiste em medidas para desviar, prevenir, detectar e corrigir violações de 
segurança que envolvam a transmissão de informações (STALLINGS, 2014). 
Para tratar de segurança de redes, você também precisa saber o que é se-
gurança da informação. O Manual de Segurança de Computadores da NIST 
(NIELES; DEMPSEY; PILLITTERI, 2017, p. 12, tradução minha) define o 
termo segurança da informação como: “a proteção de informações e sistemas 
de informação contra acesso não autorizado, uso, divulgação, interrupção, 
modificação ou destruição, a fim de garantir confidencialidade, integridade 
e disponibilidade”.
Recapitulando o que foi visto até aqui, a segu-
rança de redes trata de garantir uma comunicação 
segura entre o remetente e o destinatário de uma 
mensagem. Você pode estar pensando: o que ca-
racteriza uma comunicação segura? A definição do 
NIST (NIELES; DEMPSEY; PILLITTERI, 2017) in-
troduz três objetivos principais que são o coração da segurança de computadores 
em rede: a confidencialidade, a integridade e a disponibilidade.
CENÁRIO 4
Imagine que, em um post do Instagram, Teobaldo use palavras de baixo calão para se 
referir a Beto. Amigos de Beto reportam este fato ao próprio, mas, quando ele confere 
o perfil de Teobaldo, não encontra nada, pois o agressor já havia apagado o post. A 
segurança de redes também lida com os problemas de mensagens legítimas sendo 
captadas e reproduzidas e com as pessoas, tentando negar, posteriormente, que 
enviaram determinadas mensagens.
Garantir uma 
comunicação segura 
entre o remetente e 
o destinatário 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 1
Confidencialidade, integridade e disponibilidade formam o que é, normal-
mente, chamado de tríade CID (em inglês, o acrônimo para a tríade é CIA: 
Confidentiality, Integrity and Availability). Estes três conceitos envolvem os ob-
jetivos fundamentais da segurança tanto para dados quanto para serviços de 
informação e computação. Abordaremos, agora, cada um dos elementos básicos 
da segurança de rede.
A confidencialidade trata de garantir que apenas usuários autorizados pos-
sam visualizar informações confidenciais (GARGANO, 2016). Confidenciali-
dade, nesse contexto de segurança, é entendido como um sinônimo para sigilo. 
Aluno(a), talvez, você esteja pensando: professor, quando ocorre a quebra da 
confidencialidade da informação? Acontece ao permitir que pessoas não auto-
rizadas tenham acesso ao conteúdo de uma mensagem privada. A perda da con-
fidencialidade ou do sigilo é a perda do segredo da informação, logo, medidas 
de segurança devem garantir que a informação esteja acessível apenas para quem 
tem permissão de acesso, evitando, assim, revelação não autorizada.
Quando se fala em integridade, estamos falando que somente os titulares 
autorizados conseguem alterar dados ou informações confidenciais; ela também 
garante a autenticidade dos dados (GARGANO, 2016). Logo, você deve enten-
der que garantir a integridade é permitir que a informação permaneça legítima e 
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consistente, não seja modificada, alterada ou destruída sem autorização. Quando 
ocorre a quebra da integridade? Acontece quando a informação é corrompida, 
falsificada, roubada ou destruída. Medidas de segurança devem garantir que a 
informação seja alterada, somente, por pessoas autorizadas e em situações as 
quais, efetivamente, demandam a alteração legítima.
O terceiro conceito base de segurança é a disponibilidade. Fornecer dispo-
nibilidade de sistema e dados consiste em garantir a usuários autorizados acesso 
ininterrupto a importantes recursos e dados de computação (GARGANO, 2016). 
A disponibilidade é a garantia de que esses usuários obtenham acesso à infor-
mação e aos ativos de interesse, sempre quando necessário. Em qual momento 
ocorre a quebra da disponibilidade (indisponibilidade)? Ela ocorre quando a 
informação não está disponível para ser consumida, ou seja, não disponível ao 
alcance de seus usuários e destinatários, não podendo ser acessada no momento 
necessário para a utilizar. Dessa forma, medidas de segurança devem garantir que 
a informação esteja disponível, sempre que necessário, aos usuários e/ou aos 
sistemas associados com direito de acesso a ela.
Embora o emprego da tríade CIA para definir os objetivos da segurança esteja 
bem estabelecido, alguns estudiosos no campo da segurança da informação per-
cebem que conceitos adicionais são necessários, a fim de apresentar um quadro 
completo (HINTZBERGEN et al., 2018) Como vimos, uma das definições iniciais da 
nossa área é relacionada à Tríade CID, entretanto outros conceitos ou componen-
tes passaram a ser reconhecidos como pilares da segurança da informação. 
Após a publicação do Glossário de Garantia de Informação Nacional, pelo 
Comitê de Instrução de Sistemas de Segurança Nacional dos EUA (CNSSI nº 
4009), foi definido o conceito de Garantia da Informação como sendo “Medi-
das que protegem e defendem a informação e os sistemas de informação, 
garantindo sua disponibilidade, integridade, autenticação, confidencialida-
de e não repúdio” (CNSS, 2015, p. 39, tradução e grifos meus). Você percebe 
que, agora, temos os conceitos de autenticação e não repúdio, além da Tríade 
CIA? A Garantia da Informação incorporou a tríade em uma definição conhecida 
como Cinco Pilares.
APROFUNDANDO
O modelo dos Cinco Pilares acrescentou à Tríade CID os atributos de autenti-
cação e não repúdio. Estes não são atributos de informação ou sistemas, mas sim 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 1
usados para descrever os procedimentospara a vítima, inundando a máquina dela com essas respostas.
ATAQUE DE INUNDAÇÃO TCP SYN (SYN FLOOD ATTACK)
Um invasor explora o handshake de três vias TCP. Ele envia vários pacotes TCP SYN com en-
dereços de origem aleatórios para um host da vítima, o qual é forçado a responder e a esperar 
por um pacote ACK que nunca chega, deixando a vítima com muitas conexões TCP semiaber-
tas. Essas conexões consomem recursos do host atacado, sobrecarregando o alvo do ataque.
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NOVOS DESAFIOS
Chegamos ao fim deste Tema de Aprendizagem!
Estudante, como você deve ter notado, os ataques à segurança do computador 
estão se tornando mais sofisticados, logo, também devemos melhorar as defesas 
contra eles. Por conta disso, os crackers estão, cada vez mais, combinando os 
seus conhecimentos técnicos com habilidades de engenharia social, como meio 
de obter o que desejam. 
A engenharia social envolve convencer as pessoas a realizar ações que elas, nor-
malmente, não fariam, o que envolve revelar certas informações ou ignorar certos 
controles de segurança, dando ao engenheiro social acesso a informações ou insta-
lações confidenciais (CONHEADY, 2014). A ação envolvida pode ser tão simples 
quanto entrar por uma porta que alguém deixou aberta ou tão sofisticada quanto 
configurar um golpe em longo prazo cujo engenheiro social torna-se um funcionário 
interno de sua organização-alvo e, depois, rouba informações da empresa.
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1. Uma equipe de segurança deve evitar que haja violações de segurança. A violação que 
envolve a leitura não autorizada de dados (ou roubo de informações) é do tipo:
a) Autorização.
b) Responsabilidade.
c) Confidencialidade.
d) Integridade. 
e) Disponibilidade.
2. Avalie o enunciado, a seguir: 
Um ataque cujo invasor coloca-se na linha entre dois dispositivos legítimos que estão se co-
municando, com a intenção de realizar vigilância ou manipular os dados à medida que esses 
dados se movem entre os dois dispositivos. O objetivo principal desse ataque é espionar e, 
assim, ver todo o tráfego. O ataque pode acontecer na camada 2 ou 3.
Em relação ao tipo de ataque com as características descritas no enunciado, assinale a 
alternativa correta:
a) Man-in-the-middle.
b) Port scanning.
c) Buffer overflow.
d) Vírus.
e) Worm.
3. Os ataques que tentam consumir todos os recursos de um computador ou rede crítica para 
o tornar indisponível ao uso adequado e que, normalmente, resulta em alguma interrupção 
do serviço para usuários, dispositivos ou aplicativos é chamado de:
a) Port scanning.
b) Buffer overflow.
c) Vírus.
d) Worm.
e) Recusa de serviço ou DOS.
AUTOATIVIDADE
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REFERÊNCIAS
CIO. Dois terços das empresas brasileiras admitem incidentes de segurança. 2 nov. 2015. Dis-
ponível em: https://www.cio.pt/2015/11/02/dois-tercos-das-empresas-brasileiras-admitem-
-incidentes-de-seguranca/. Acesso em: 16 nov. 2022. 
CONHEADY, S. Social Engineering in IT Security: Tools, Tactics and Techniques. New York: Mc-
Graw-Hill, 2014. 
DEITEL, H. M. et al. Sistemas Operacionais. 3. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2005.
GARGANO, P. 31 Days Before Your CCNA Security Exam: a day-by-day review guide for the IINS 
210-260 certification exam. 1st ed. Indianapolis: Cisco Press, 2016. 
GREGG, M.; SANTOS, O. CEH Certified Ethical Hacker: Cert Guide. 4th ed. New Jersey: Pearson 
IT Certification, 2022.
SADIQUI, A. Computer Network Security. New York: Wiley-ISTE, 2020. 
SILBERSCHATZ, A.; GALVIN, P. B.; GAGNE, G. Operating System Concepts Essentials. 2nd ed. 
New York: Wiley, 2013.
STALLINGS, W. Criptografia e Segurança de Redes: Princípios e Práticas. 6. ed. São Paulo: Pear-
son Universidades, 2014.
STEWART, J. M.; KINSEY, D. Network Security, Firewalls and VPNs. 3rd ed. Boston: Jones & 
Bartlett Learning, 2020.
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1. C. Uma violação de confidencialidade, pois envolve a leitura não autorizada de dados (ou roubo 
de informações). Normalmente, uma quebra de confidencialidade é o objetivo de um intruso.
2. A. Ataque man-in-the-middle é o ataque no qual um invasor se coloca na linha entre dois 
dispositivos legítimos que estão se comunicando, com a intenção de realizar vigilância ou 
manipular os dados à medida que esses dados se movem entre os dois dispositivos. O ob-
jetivo principal desse ataque é espionar para ver todo o tráfego.
3. E. Ataques de recusa de serviço ou DOS, pois são os ataques que tentam consumir todos 
os recursos de um computador ou rede crítica, tornando-o indisponível para uso adequado. 
Normalmente, um DOS resulta em alguma interrupção do serviço pa usuários, dispositivos 
ou aplicativos, pelo consumo dos recursos do servidor ou computador atacado.
GABARITO
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MINHAS ANOTAÇÕES
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MINHAS METAS
AMEAÇAS À SEGURANÇA – 
ENGENHARIA SOCIAL E MALWARE
Conhecer as duas fontes principais de ataques à rede: a engenharia social e o malware.
Conhecer quem os realiza.
Identificar as diferenças entre as fontes de ataques.
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 6
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INICIE SUA JORNADA
Olá, estudante! Seja bem vindo(a)!
A engenharia social é capaz de ajudar a facilitar um ataque técnico, tornan-
do-o mais rápido e fácil de executar, muitos dos ataques técnicos de que ouvimos 
falar incluem um elemento dessa engenharia. Na maioria das vezes, no entanto, a 
ofensiva não é relatada, às vezes, as pessoas sequer percebem que foram projetadas, 
socialmente, afinal, um bom ataque desse tipo é difícil de detectar. “Mas professor, 
porque é difícil detectar um ataque que utiliza engenharia social?” As vítimas con-
seguem identificar, apenas, o aspecto técnico da ofensiva e podem não perceber que 
ela incluiu um componente de engenharia social. Quando reconhecem que caíram 
em um ataque desse tipo, as vítimas ficam com vergonha de denunciar, temendo 
parecer ingênuas e de perder a credibilidade ao fazê-lo (CONHEADY, 2014).
DESENVOLVA SEU POTENCIAL
AMEAÇAS À SEGURANÇA – ENGENHARIA SOCIAL E MALWARE
Uma organização pode ter os melhores controles técnicos de segurança do mun-
do, mas esses controles, talvez, não a protegem contra um engenheiro social de-
terminado e habilidoso, pois o fator humano é difícil de controlar. Os ataques de 
engenharia social costumam ter consequências desastrosas, tanto para as finanças 
quanto para a reputação da vítima. Por conta disso, educação e conscientização 
são fundamentais na prevenção de ataques desse tipo.
VOCÊ SABE RESPONDER?
Como os ataques de engenharia social são realizados?
Te apresentarei alguns modos. A mais conhecida delas é chamada de phishing, 
que se trata de uma das formas de fraude na internet. Tipicamente, a vítima 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 6
recebe um e-mail pedindo para ela verificar ou con-
firmar uma conta junto a um banco ou provedor de 
serviços. Algumas vezes, mensagens instantâneas são 
usadas e, até mesmo, contatos telefônicos (HINTZ-
BERGEN et al., 2018). Tenha em mente, aluno(a), que é difícil apanhar os autores 
de phishing.
Logo, usuários de internet devem permanecer, particularmente, vigilantes e 
não devem nunca responder a um pedido por e-mail ou WhatsApp para trans-
ferir dinheiro ou enviar informações pessoais (financeiras), tais como: números 
de conta de banco, códigos PIN ou detalhes do cartão de crédito.
Control Z (2020)
Sinopse: Control Z é uma série original da Netflix e acompanha a 
rotina dos alunos de uma prestigiada escola particular no Méxi-
co. A vida dos estudantes vira de cabeça para baixo depois que 
um hacker divulga o segredo sobre a identidade de gênero de 
uma das alunas, Isabela de La Fuentes (Zion Moreno), levando a 
uma mudança completa na ordem social típica do Ensino Médio. 
Sofia Herrera (Ana Valeria Becerril), uma adolescente introverti-
da e nada popular, resolve descobrir a identidade do misterioso 
transgressor antes que mais vazamentos aconteçam e segredos 
pessoais sejam revelados. Ninguém está a salvo da suspeita.
INDICAÇÃO DE FILME
Relembrando que a engenharia social é um ataque de acesso que tenta manipularindivíduos para realizar ações ou divulgar informações confidenciais, portanto, 
ele depende da disposição das pessoas em serem úteis; esse ataque também avan-
ça em direção às fraquezas das pessoas. 
Além do phishing, as outras formas usadas por um engenheiro social, segun-
do Gargano (2016), são:
 ■ Ligar para um indivíduo e mentir com o objetivo de obter acesso a dados 
privilegiados.
 ■ Usar o mesmo conceito de phishing, contudo empregando voz e sistema 
telefônico como via ao invés do e-mail.
 ■ Usar o mesmo conceito de phishing, mas mensagens de texto SMS ou 
WhatsApp são a via ao invés do e-mail.
é difícil apanhar os 
autores de phishing
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 ■ Seguir, rapidamente, uma pessoa autorizada que está entrando em um local 
seguro. Isso acontece muito em condomínios residenciais! Fique atento(a)!
 ■ Deixar um dispositivo físico infectado por malware, como uma unidade 
flash USB, em um local público, por exemplo, um banheiro corporativo 
ou uma garagem. O localizador do dispositivo o carrega em seu compu-
tador, instalando o malware sem querer. 
 ■ Solicitar informações pessoais de alguém em troca de algo, como um 
presente gratuito ou uma vantagem.
 ■ Injetar anúncios maliciosos ou carregados de malware em redes de pu-
blicidade online legítimas e em páginas da web.
Spam é o nome usado para se referir a mensagens indesejadas. O termo é, comu-
mente, usado para e-mails indesejados, contudo mensagens publicitárias indese-
jadas em sites também são consideradas spam. Os hackers podem usar e-mails 
de spam com o intuito de induzir um usuário a clicar em um link infectado ou 
baixar um arquivo, também, infectado. 
Um filtro de spam costuma aliviar, um pouco, o significativo desperdício de tempo de 
remover mensagens indesejadas da caixa de correio eletrônico. Há também algumas 
outras coisas que os usuários de computador podem fazer para combater o spam. Uma 
delas é nunca responder a uma mensagem de spam, até mesmo “desativar” ou “can-
celar” causam mais mensagens desse tipo, pois você confirma ao remetente que o seu 
e-mail funciona, então o spam, sem dúvida, aumentará. Além disso, não encaminhe es-
sas mensagens nem distribua endereços de e-mail. Para ocultar os endereços, use a 
função “cópia oculta” (Cópia carbono oculta – Cco) disponível no cliente de e-mail.
ZOOM NO CONHECIMENTO
As violações de segurança mais comuns são oriundas da internet e, por meio 
delas, as vias disponíveis à propagação de malware, o qual é definido como “qual-
quer código adicionado, alterado ou removido de um sistema de software para 
causar intencionalmente danos ou subverter a função pretendida do sistema” 
(IDIKA; MATHUR, 2007, p. 48, tradução minha).
O fato de o malware ser capaz de causar perda de informações e de dinheiro, 
assim como pode prejudicar a vida profissional de uma pessoa ou de uma empre-
sa (a depender do dano) representa uma séria ameaça aos avanços da tecnologia. 
A classificação do malware depende das características de execução do progra-
ma; ele também é classificado de acordo com a sua carga útil, de como explora 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 6
ou torna o sistema vulnerável e da maneira com que se propaga (MATHUR; 
HIRANWAL; BALAJI, 2013). Isso permite que o malware seja subdividido em 
diferentes tipos, conforme discutiremos, a seguir.
O primeiro malware a ser abordado, aqui, é o ví-
rus. Ele é um programa malicioso autorreplicante, 
existe como um executável e se espalha copiando a 
si mesmo para outros sistemas host. Além disso, é 
passivo e precisa ser transferido por meio de arquivos 
de mídia ou de rede. Dependendo da complexidade do código, o vírus modifica 
as cópias replicadas de si mesmo (HONIG; SIKORSKI, 2012) e pode ser usado 
para danificar computadores e redes host, roubar informações, criar botnets, 
renderizar anúncios e roubar dinheiro, entre outras atividades maliciosas.
O segundo tipo de malware que abordaremos 
é o worm. Este é um programa malicioso, ativo e 
autorreplicante que se espalha pela rede explorando 
várias vulnerabilidades do sistema. Ele usa vulnera-
bilidades direcionadas no sistema operacional ou 
no software instalado, contém rotinas prejudiciais, mas pode ser usado para abrir 
canais de comunicação que servem como portadores ativos. 
representa uma 
séria ameaça 
aos avanços da 
tecnologia
é um programa 
malicioso 
autorreplicante
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O worm consome muita largura de banda e recursos de processamento por 
meio de varredura contínua (SKOUDIS; ZELTSER, 2004), tornando o host ins-
tável, o que, às vezes, causa o travamento do sistema. Ele também costuma 
conter uma carga útil — composta por pedaços de código escritos — para afetar 
o computador com roubo de dados, exclusão de arquivos ou criação de um bot 
que pode levar o sistema infectado a fazer parte de uma botnet. Enquanto o ví-
rus exige atividade humana para se espalhar, os worms têm a capacidade de se 
distribuir e se replicar de forma independente (KORET; BACHAALANY, 2015).
O malware que fornece, automaticamente, anúncios vistos em anúncios po-
p-up de sites e exibidos por software é conhecido por adware. Ele é a abreviação 
de software suportado por publicidade (do inglês ADvertisement = anúncio e 
softWARE = programa). A maioria dos adwares é projetada para servir como 
ferramentas de geração de receita pelos anunciantes e alguns vêm embalados 
com spyware, o que é muito perigoso, pois pode rastrear a atividade e roubar 
informações do usuário (THOMAS, 2015).
O malware que emprega um conjunto de ferramentas para evitar a detecção em 
um sistema é conhecido como rootkit, em tradução literal, seria um conjunto de 
ferramentas. Os rootkits são programas muito avançados e complexos, escritos 
para se esconder dentro dos processos legítimos do computador infectado, por-
tanto, são muito invasivos e difíceis de remover. Eles são projetados com a capa-
cidade de assumir o controle total do sistema e obter os maiores privilégios pos-
síveis na máquina, entre outras atividades maliciosas (ELISAN; HYPPONEN, 2013). 
ZOOM NO CONHECIMENTO
Se você, estudante, solicitar a leitura de um arquivo malicioso com um anti-
vírus, o que acha que ocorrerá? Dentre as possibilidades, o rootkit pode filtrar 
a informação via API e bloquear a ação do antivírus. Devido às técnicas de eva-
são ou esquiva usadas pelos rootkits, a maioria das soluções de fornecedores de 
segurança não são eficazes em detectá-los e removê-los, portanto, a detecção e 
remoção deles dependem muito de esforços manuais, os quais incluem análise 
de despejo de armazenamento e verificação de assinatura de arquivo do sistema 
e não estão limitados ao monitoramento do comportamento do sistema do com-
putador para atividades anormais (NAMANYA et al., 2018).
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O malware que mais preocupa as instituições, atualmente, é o ransomwa-
re. Este é um programa que infecta um host ou uma rede e mantém o sistema 
bloqueado para uso regular, enquanto solicita um resgate dos usuários do 
sistema/rede. O programa, de modo geral, criptografa os arquivos no sistema 
infectado ou o bloqueia, a fim de que os usuários não tenham acesso. Em 
seguida, exibe mensagens as quais forçam os usuários a pagar para ter acesso, 
novamente, aos seus sistemas.
O ransomware usa os mesmos meios de propagação que um worm de com-
putador para se espalhar e, portanto, a conscientização do usuário e as atuali-
zações do sistema são medidas de mitigação importantes, como visto nos ataques 
de ransomware WannaCrypt0r e Petyr (NAMANYA et al., 2018).
Imagine, agora, estudante, um programa que se apresenta como um software le-
gítimo e, quando baixado e executado, incorpora rotinas ou arquivos maliciosos 
no computador? O malware com essa característica é conhecido como Cavalo de 
Tróia (KORET; BACHAALANY, 2015). Um Cavalo de Tróia é, comumente, referido 
como Trojan; na maioria dos casos, quando executado, instala um vírus ou não tem 
carga útil. Ele não tem capacidade de se autorreplicar e depende dos operado-res do sistema para ser ativado, no entanto tem capacidade de fornecer acesso 
remoto a um invasor cuja intenção seja executar qualquer atividade maliciosa de 
interesse próprio.
PENSANDO JUNTOS
Os programas Cavalos de Tróia têm diferentes maneiras de afetar o computador, 
dependendo da carga útil anexada a eles, sendo, geralmente, disseminados por 
meio de engenharia social (HONIG; SIKORSKI, 2012). 
O seu nome é uma alusão ao cavalo de madeira descrito na Odisseia de Homero: 
de acordo com a mitologia grega e a epopeia homérica, foi um estratagema decisivo 
na conquista da cidade fortificada de Tróia durante o período histórico da Grécia An-
tiga, pois esse gigante cavalo de madeira foi disfarçado como um presente, mas, em 
seu interior, foram escondidos diversos soldados gregos com o objetivo de adentrar 
as muralhas da cidade a ser conquistada e vencer a Guerra de Tróia. Fazendo essa 
analogia com a história, a linguagem computacional aborda que a beleza do ataque 
do malware conhecido como Trojan é: ele não exige que o autor viole o computador 
da vítima, ela própria faz todo o trabalho (TANENBAUM, 2016). 
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Um programa malicioso que usa funções em um sistema operacional com a 
intenção de espionar a atividade do usuário é o malware conhecido como spyware. 
Às vezes, os spywares têm recursos adicionais, como interferir nas conexões de rede 
para modificar as configurações de segurança do sistema infectado. Na maioria das 
vezes, vêm com programas freeware ou shareware, mas, geralmente, são incluídos 
em software comercial e espalham-se anexando-se a softwares legítimos, a Cavalos 
de Tróia ou aproveitando vulnerabilidades conhecidas de software.
O spyware pode monitorar o comportamento do 
usuário, coletar pressionamentos de tecla, hábitos de 
uso da internet e enviar as informações ao autor do 
programa (NAMANYA et al., 2018), sendo conside-
rado uma variação do Cavalo de Tróia, às vezes, acom-
panha um programa que o usuário escolheu instalar. 
O objetivo do spyware é baixar anúncios para exibir no sistema do usuário, 
criar janelas pop-up do navegador quando determinados sites são visitados ou 
capturar informações do sistema do usuário e devolvê-las a um site central (SIL-
BERSCHATZ; GALVIN; GAGNE, 2013).
O spyware pode 
monitorar o 
comportamento do 
usuário
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Um tipo de programa ou pedaço de código que também é considerado um 
malware são os bots, os quais são programas projetados para realizar operações 
específicas. Eles são derivados de “robôs” que foram desenvolvidos pela primeira 
vez para gerenciar canais de chat do IRC – Internet Relay Chat, um protocolo de 
comunicação com base em texto criado em 1989 (aqui, no Brasil, o MIRC foi o 
exemplo de IRC mais conhecido). Alguns bots são usados para fins legítimos, 
como programação de vídeo e concursos online, entre outras funções, os mali-
ciosos são projetados com o objetivo de formar botnets. 
Uma botnet é definida como uma rede de computadores host (zumbis/bot) con-
trolada por um invasor ou botmaster. Os bots infectam e controlam outros compu-
tadores que, por sua vez, infectam outras máquinas conectadas, formando, assim, 
uma rede de computadores comprometidos chamada botnet. Os bots são muito 
usados como spambots, para ataques DDOS, webspiders, para raspar dados do 
servidor e distribuir malware em sites de download. Os testes captcha são usados 
por sites e visam à proteção contra bots, verificando os usuários como humanos 
(ELISAN; HYPPONEN, 2013).
APROFUNDANDO
A Figura 1 representa como uma rede de bots é usada, às vezes, com finalidade ma-
liciosa. A rede, controlada pelo cracker chamado de botmaster (ou mestre dos bots), 
usa computadores zumbis para instalar malwares em computadores individuais ou 
atacar redes de organizações por meio de ataques de negação de serviço. 
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Figura 1 - Computadores sendo atacados por uma rede de bots / Fonte: CryptoID. 
Descrição da figura: a figura apresenta, de forma esquemática e ilustrada, uma rede de bots atacando computadores 
pela rede. À esquerda, há uma pessoa vestindo um casaco preto e óculos, está sentada diante de um notebook, embaixo 
dele, vê-se o nome botmaster indicando ser um atacante que controla uma rede de bots. Do lado direito dessa pessoa, 
há uma seta apontando para quatro notebooks que levam o termo bot embaixo de cada um. Todos eles apresentam, em 
suas respectivas telas, a imagem de um vírus em um fundo vermelho, indicando ser uma rede de bots. No lado direito 
dos quatro computadores, há setas que levam para quatro figuras que representam os tipos de malwares. A figura 
superior é um cavalo sobre rodas (Cavalo de Tróia) e, embaixo dele, vê-se duas pequenas telas, sendo que, na tela da 
frente, há um símbolo de perigo (ataque por phishing). Embaixo do ataque de phishing, está um envelope aberto e, 
no interior dele, há um papel com um símbolo de perigo (vírus vindo por e-mail). Embaixo do vírus por e-mail há três 
foguetes com 315º de inclinação (ataque de negação de serviço). No lado direito dessas quatro imagens, há setas 
apontando para três computadores cujas telas estão na cor laranja com uma imagem que simboliza perigo no centro 
da tela, acompanhados pelo termo “Vítima” embaixo de cada um, indicando que os computadores foram atacados.
Um meio para um cracker detectar as vulnerabilidades de um sistema que deseja 
atacar é utilizar a varredura de portas (port scanning). A varredura de portas 
é, geralmente, automatizada, envolvendo uma ferramenta que tenta criar uma 
conexão TCP/IP para uma porta específica ou um intervalo de portas (TANEN-
BAUM, 2016). Como as varreduras de portas são detectáveis, elas são, frequen-
temente, iniciadas a partir de sistemas zumbis. 
Esses sistemas são independentes, anteriormente, comprometidos, que 
atendem os seus proprietários enquanto são usados para fins nefastos, in-
cluindo ataques de negação de serviço e retransmissão de spam. Os zumbis 
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tornam os crackers, particularmente, difíceis de processar, pois determinar 
a fonte do ataque e a pessoa que o lançou é um desafio. Esta é uma das mui-
tas razões para proteger, também, sistemas “inconsequentes” e não, apenas, 
sistemas que contêm informações ou serviços “valiosos” (SILBERSCHATZ; 
GALVIN; GAGNE, 2013).
Estudante, você acabou de conhecer diversos tipos de ataques contra a se-
gurança de sistemas. 
Peço que imagine o seguinte cenário: suponha que haja uma vulnerabilidade (ou 
bug) conhecida no servidor de e-mail de uma empresa; um cracker pode lançar/
iniciar uma verificação de porta em porta para tentar se conectar, digamos, à porta 
25 de determinado sistema ou a uma variedade de sistemas. Se a conexão fosse 
bem-sucedida, o cracker (ou ferramenta) poderia tentar se comunicar com o ser-
viço de atendimento para determinar se o serviço era, de fato, o servidor de e-mail 
e, em caso afirmativo, se era a versão com o bug. Lembro a você que a porta 25 é 
aquela, normalmente, usada pelos serviços de e-mail, ok? 
Nesse cenário hipotético, o cracker teria a possibilidade de usar o nmap (https://
nmap.org), um utilitário de código aberto muito versátil à exploração de rede e 
auditoria de segurança. Quando apontado para um destino, ele determinará quais 
serviços estão sendo executados, incluindo nomes e versões de aplicativos bem 
como identificar o sistema operacional do host e, também, fornecer informações 
sobre defesas, por exemplo, como os firewalls estão defendendo o alvo. O nmap 
não explora nenhum bug conhecido, no entanto um cracker conhecendo os bugs 
de um certo servidor é capaz de criar um shell de comando privilegiado no siste-
ma. A partir daí, o cracker pode instalar Cavalos de Tróia, programas de back-door 
e assim por diante. Esse exemplo é somente para você entender como os ataques 
se relacionam, não tente isso em casa!
PENSANDO JUNTOS
Uma categoria completamente diferente de ataques é o que poderia ser chamado 
de ataques internos.Eles são realizados por programadores e outros funcioná-
rios da empresa executando o computador a ser protegido ou produzindo um 
software crítico. Tal categoria difere dos ataques externos, pois as pessoas de 
dentro do sistema têm conhecimento especializado e acesso, privilégios que as 
pessoas de fora não têm (TANENBAUM, 2016). 
A seguir, você pode conferir alguns exemplos:
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BOMBA LÓGICA
Este dispositivo é um fragmento de código escrito por um dos programadores (fun-
cionários) da empresa e, secretamente, inserido no sistema de produção. Enquanto o 
programador alimentar a sua senha diária, esse fragmento de código não fará nada, no 
entanto se o programador for, subitamente, despedido e, fisicamente, removido do local, 
sem aviso, a bomba lógica, no dia ou na semana seguinte, não será alimentada com a 
senha diária e será detonada. Detonar pode envolver limpar o disco, apagar arquivos 
de forma aleatória, fazer mudanças, cuidadosamente, difíceis de serem detectadas em 
programas fundamentais ou criptografar arquivos essenciais (TANENBAUM, 2016). 
BACK-DOOR (PORTA DOS FUNDOS)
Este problema é criado por um código inserido no sistema por um programador para 
driblar alguma verificação normal. Por exemplo, um programador poderia acrescentar 
um código ao programa de login, a fim de permitir que qualquer pessoa se conectas-
se usando o nome de login “zzzzz”, não importa qual fosse o arquivo. Uma maneira de 
as empresas evitarem o back-door é ter revisões de código como uma prática padrão 
(TANENBAUM, 2016). Este ataque também é conhecido como alçapão ou trap door 
(este tipo de violação de segurança foi mostrado no filme Jogos de Guerra). O projetis-
ta de um programa ou sistema deixa um buraco no software que somente ele é capaz 
de usar, um alçapão inteligente costuma ser incluído em um compilador que, por sua 
vez, gera um código de objeto padrão bem como um alçapão, independentemente do 
código-fonte que está sendo compilado. Esta atividade é muito nefasta, pois uma bus-
ca no código-fonte do programa não revelará nenhum problema, apenas o código-
-fonte do compilador conteria as informações. Os alçapões representam um problema 
difícil porque, para os detectar, é necessário analisar todo o código-fonte de todos os 
componentes de um sistema. Dado que os sistemas de software podem consistir em 
milhões de linhas de código, essa análise não é feita com frequência e, muitas vezes, 
sequer é feita (SILBERSCHATZ; GALVIN; GAGNE, 2013).
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MASCARAMENTO DE LOGIN
Uma variação do Cavalo de Tróia é um programa que emula um programa de login. 
Um usuário desavisado começa a fazer login em um terminal e percebe que, aparen-
temente, digitou, de forma incorreta, a sua senha. Ele tenta, novamente e, dessa vez, 
é bem-sucedido. Aconteceu que a chave de autenticação e a senha desse usuário 
foram roubadas pelo emulador de login, o qual foi deixado rodando no terminal pelo 
ladrão, mascarando a tela de login do sistema. O emulador guardou a senha, imprimiu 
uma mensagem de erro de login e saiu, o usuário recebeu, então, um prompt de login 
genuíno. Esse tipo de ataque pode ser derrotado se o sistema operacional for induzido a 
imprimir uma mensagem de uso no final de uma sessão interativa ou por uma sequência 
de teclas não interceptáveis, como a combinação control-alt-delete usada por todos os 
sistemas operacionais Windows modernos (SILBERSCHATZ; GALVIN; GAGNE, 2013).
Hacker – Todo Crime Tem Um Início (2017)
Sinopse: Alex Danyliuk cansou de viver rodeado dos diversos 
problemas financeiros de sua família e tomou uma decisão 
drástica: entrar para o mundo do crime e mudar a vida de seus 
pais. Ao lado de Sye e da hacker Kira, que conhecem bem o 
mundo obscuro da criminalidade online, eles tornam-se uma 
pedra no sapato do mercado financeiro e chegam aos ouvidos 
de Z, líder da organização Anonymous.
Comentário: o filme mostra como atua o hacker de chapéu 
preto ou cracker.
INDICAÇÃO DE FILME
Estamos concluindo nosso estudo, mas, antes, falarei, um pouco, sobre as pers-
pectivas profissionais para segurança da informação, caso você pense em atuar 
como hacker ético. A principal tarefa de um hacker ético é realizar um teste 
de penetração (também chamado de pen test). Pense nisso como um ataque e 
penetração, legalmente, aprovados em uma rede, dispositivo, aplicativo, banco 
de dados e similares, ou seja, como testar as fechaduras da casa. Você, enquanto 
hacker ético, realizará as mesmas atividades que os crackers fariam, mas sem 
intenção maliciosa. 
Hackers éticos devem trabalhar em estreita colaboração com a organiza-
ção anfitriã para entender o que ela está tentando proteger, de quem eles estão 
tentando proteger esses ativos e quanto dinheiro e recursos está disposta a gastar 
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nessa proteção. Lembrando que o vazamento de informações revela detalhes 
críticos de uma organização, tais como: estrutura, ativos e mecanismos de defesa. 
Ao seguir uma metodologia semelhante à de um invasor, os hackers éticos 
procuram ver que tipo de informação pública está disponível sobre a organização. 
Depois que eles coletam essas informações, elas são avaliadas para determinar se 
representam algum risco potencial. Os hackers éticos sondam ainda mais, a rede 
nesse momento, com o intuito de testar quaisquer fraquezas invisíveis.
Como você deve estar pensando, estudante, esses hackers precisam de habi-
lidades práticas de segurança. Embora não precise ser um especialista em tudo, 
você deve ter uma área de especialização, pois os testes de segurança, geralmente, 
são realizados por equipes de indivíduos com uma área central de especialização. 
Dessa forma, a equipe precisa ter as habilidades listadas, a seguir:
ROTEADORES
Conhecimento de roteadores, protocolos de roteamento e listas de controle de acesso 
(ACLs). Certificações como Cisco Certified Network Associate (CCNA) e Cisco Certified 
Internetworking Expert (CCIE) podem ser úteis.
MICROSOFT
Habilidades em operação, configuração e gerenciamento de sistemas que se baseiam 
na Microsoft. Eles são capazes de executar a gama que vai do Windows 10 ao Win-
dows Server 2019. Esses indivíduos costumam ser certificados pelo Microsoft Certified 
Solutions Associate (MCSA) ou Microsoft Certified Solutions Expert (MCSE).
LINUX
O bom entendimento do sistema operacional Linux/UNIX inclui configurações de 
segurança, configuração e serviços como o Apache. Esses indivíduos podem ser certi-
ficados pelo Fedora ou Linux+.
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MAC OS
A boa compreensão dos sistemas da Apple (laptops, iPads e smartphones) é interessante, 
o que, dependendo da organização, compõem boa parte do ambiente de computação.
FIREWALLS
O conhecimento acerca da configuração do firewall e da operação de sistemas de detecção de 
intrusão (IDS) e sistemas de prevenção de intrusão (IPS) é útil na realização de teste de segu-
rança. Indivíduos com essas habilidades podem ser certificados como Cisco Certified Network 
Associate Security Professional (CCNA) ou Check Point Certified Security Administrator (CCSA).
PROGRAMAÇÃO
O conhecimento de linguagens de programação, como C++, Ruby, C# e C e linguagens 
de script, como PHP e Java e, também, em SQL é bem recebido.
MAINFRAMES
Embora não detenham mais a posição de domínio que já tiveram nos negócios, ainda são, 
amplamente, utilizados. Se a organização que está sendo avaliada tiver mainframes, as 
equipes de segurança se beneficiarão de ter na equipe alguém com essa habilidade definida.
PROTOCOLOS DE REDE
As redes mais modernas são o Protocolo de Controle de Transmissão/Protocolo da Internet 
(TCP/IP). Alguém com bom conhecimento de protocolos de rede, de como eles funcionam 
e são manipulados tem a chance de desempenhar um papel vital na equipe. Esses indiví-
duos costumam ter certificações em outros sistemas operacionais ou hardware, ou ainda, 
uma certificação CompTIA Network+, Security+ ou Advanced Security Practitioner (CASP).
GERENCIAMENTODE PROJETOS
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Alguém precisará liderar a equipe de teste de segurança e, se você for escolhido(a) para ser 
essa pessoa, necessitará de uma variedade de habilidades e dos tipos de conhecimento 
listados, anteriormente. Também pode ser útil ter boas habilidades de gerenciamento de 
projetos — os parâmetros de um projeto, geralmente, são tempo, escopo e custo. Afinal, 
você definirá o escopo do projeto ao liderar uma equipe de pen test — indivíduos nesta 
função se beneficiam caso tenham a certificação Project Management Professional (PMP).
Só lembrando que nenhuma pessoa terá todos esses conhecimentos e habilida-
des listados, mas a equipe precisa tê-los. Além disso, os hackers éticos devem ter 
boas habilidades de redação de relatórios bem como precisam estar sempre a par 
das explorações, vulnerabilidades e ameaças emergentes atuais, porque, enquanto 
profissionais, visam a manter-se um passo à frente dos hackers mal-intencionados. 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 6
NOVOS DESAFIOS
Chegamos ao fim deste Tema de Aprendizagem!
Espero que você se sinta motivado(a) a estudar e a se inserir na área de hacker 
ético, a qual conta com um campo de atuação bem amplo e salários que podem chegar 
na casa dos R$ 20 mil, dependendo da sua habilidade e tempo na área. É um ótimo 
caminho profissional aos apaixonados por internet, TI e segurança da informação.
Aproveite para realizar algumas atividades, rever e fixar, ainda mais, alguns 
conceitos e, caso precise, retorne ao conteúdo.
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1. Vimos, neste tema, que um hacker ético é diferente de um cracker. Em relação às diferenças 
entre ambos, assinale a alternativa correta:
a) Hackers éticos nunca lançam ataques, somente os crackers.
b) Hackers éticos assinaram permissão por escrito para lançar ataques, enquanto os crac-
kers atacam, livremente.
c) Hackers éticos agem com objetivos maliciosos, enquanto os crackers possuem objetivos 
de interesse da organização.
d) Hackers éticos têm permissão verbal para lançar ataques, enquanto os crackers possuem 
permissão por escrito.
e) Hackers éticos utilizam chapéu cinza, enquanto os crackers usam chapéu preto.
2. O ataque que, geralmente, apresenta-se como uma mensagem de e-mail com um link 
que parece um recurso confiável e, quando o usuário clica no link, é solicitado a divulgar 
informações confidenciais, por exemplo, nomes de usuário/senhas, números de conta ou 
números de CPF, é conhecido como:
a) Ransomware.
b) Vírus.
c) Phishing.
d) Back-door.
e) Bomba lógica.
AUTOATIVIDADE
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REFERÊNCIAS
CIO. Dois terços das empresas brasileiras admitem incidentes de segurança. 2 nov. 2015. Dis-
ponível em: https://www.cio.pt/2015/11/02/dois-tercos-das-empresas-brasileiras-admitem-
-incidentes-de-seguranca/. Acesso em: 16 nov. 2022. 
CONHEADY, S. Social Engineering in IT Security: Tools, Tactics and Techniques. New York: Mc-
Graw-Hill, 2014. 
ELISAN, C. C.; HYPPONEN, M. Malware, Rootkits & Botnets: A beginner’s guide. New York: Mc-
Graw-Hill, 2013.
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210-260 certification exam. 1st ed. Indianapolis: Cisco Press, 2016. 
HINTZBERGEN, J. et al. Fundamentos de Segurança da Informação: com base na ISO 27001 e 
na ISO 27002. 1. ed. Rio de Janeiro: Brasport, 2018. 
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IDIKA, N.; MATHUR, A. P. A survey of malware detection techniques. CERIAS, West Lafayette, v. 
48, n. 2, p. 1-48, 2007.
KORET, J.; BACHAALANY, E. The Antivirus Hacker’s Handbook. New York: John Wiley & Sons, 2015.
MATHUR, K.; HIRANWAL, S.; BALAJI, S. A survey on techniques in detection and analyzing mal-
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SILBERSCHATZ, A.; GALVIN, P. B.; GAGNE, G. Operating System Concepts Essentials. 2nd ed. 
New York: Wiley, 2013.
SKOUDIS, E.; ZELTSER, L. Malware: fighting malicious code. New York: Prentice Hall Professional, 2004.
TANENBAUM, A. S. Sistemas Operacionais Modernos. 4. ed. São Paulo: Pearson Education do 
Brasil, 2016.
THOMAS, F. Adware: The Only Book You’ll Ever Need. Morrisville: Lulu Press, 2015. 
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1. B. Hackers éticos não agem com objetivos maliciosos, no entanto eles assinam uma permissão 
por escrito para lançar ataques contra a sua própria organização, com o objetivo de verificar 
a segurança em relação a contra-ataques. Hackers éticos são conhecidos por hackers de 
chapéu branco. Enquanto isso, os crackers não possuem relação com a organização que 
atacam e têm objetivos maliciosos.
2. C. Ataque de phishing é o ataque que, geralmente, apresenta-se como uma mensagem 
de e-mail com um link que parece um recurso confiável. Quando o usuário clica no link, é 
solicitado a divulgar informações confidenciais, por exemplo, nomes de usuário/senhas, 
números de conta ou de CPF.
GABARITO
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UNIDADE 3
MINHAS METAS
FIREWALL
Examinar o elemento de segurança mais comum em uma rede corporativa: o firewall.
Conhecer onde os firewalls são utilizados e os tipos existentes.
Identificar suas limitações,
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INICIE SUA JORNADA
Olá, estudante! Seja bem vindo(a)!
Segundo um relatório publicado em 2017 pela Symantec — empresa do ramo 
de segurança para usuários domésticos e corporações, como o Norton Antivírus, 
um de seus produtos — mais de 3 bilhões de ataques de dia zero foram relatados 
em 2016, e o volume e a intensidade desses ataques foram, substancialmente, 
maiores do que os anteriores. 
Com esse aumento no número de ataques de dia zero (ataques ainda não 
conhecidos pelas ferramentas de segurança) projetados para atingir usuários da 
internet, o relatório da Symantec (2017) indica que os ataques maliciosos se tor-
naram mais sofisticados, pois os autores do malware passaram a usam diferentes 
técnicas de evasão para ocultar informações, visando a impedir a detecção por 
um Sistema de Detecção de Intrusão (Intrusion Detection System – IDS).
Quer saber mais sobre firewalls distribuídos? Então, acesse o nosso podcast que 
será dedicado a esse tipo de firewall bastante usado em ambientes virtualizados. 
Abordaremos, especialmente, o conceito de microssegmentação, o qual amplia 
as possibilidades dos firewalls convencionais.
Conteúdo de áudio/vídeo não patrocinado. Esse recurso utilizará seu pacote de dados 
(ou wifi) para ser exibido.
PLAY NO CONHECIMENTO
DESENVOLVA SEU POTENCIAL
FIREWALL, DETECÇÃO DE MALWARE E DE INTRUSÃO (IDS E IPS)
Durante a pandemia de Covid-19, o uso da internet foi amplificado, levando as 
empresas a adotarem soluções de trabalho remoto que as expôs a riscos de segu-
rança para as quais não estavam preparadas. Nas pequenas e médias empresas 
nacionais, ainda falta conhecimento sobre a importância de alocar recursos 
econômicos e talentos que façam a diferença diante de um ciberataque. 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 7
Segundo a pesquisa elaborada pela Kaspersky ([s. d.] apud CISO ADVISOR, 
2022b, on-line) para 27,5% dos responsáveis por essas empresas no Brasil, a 
cibersegurança não é prioridade no orçamento, enquanto em cerca de 15% das 
pequenas e médias empresas do país não há sequer uma pessoa responsável pela 
tecnologia da informação.
Como você já sabe, para um malware entrar em uma rede, basta uma pequena 
vulnerabilidade. Dessa forma, o desenho e posicionamento de um firewall, a sua 
correta configuração, além de uma equipe de segurança bem capacitada em 
técnicas de detecção de intrusão são mais do que esperados por uma organização 
que pretende se manter segura.
Além dessa lacuna de investimentos, também existe 
uma expressiva falta de consciência dos proprietá-
rios depequenas e médias empresas, dado que elas 
não possuem políticas de segurança cibernética 
para o uso de dispositivos ou acesso à rede corpo-
rativa, assim como não treinam os seus funcionários na identificação desses ata-
ques, o que evitaria que eles fossem vítimas (CISO ADVISOR, 2022b, on-line).
Quando falamos que as organizações devem investir em segurança, deve 
ser enfatizado o investimento em sistemas defensivos sobrepostos e de suporte 
mútuo, de modo que elas se protejam contra falhas de ponto único em qualquer 
tecnologia ou método de proteção específico. Como exemplo, as organizações 
podem incluir a implantação de firewalls atualizados, regularmente, bem como 
sistemas de proteção ou detecção de intrusão e de vulnerabilidade de site com 
proteção contra malware.
A exploração de vulnerabilidades é uma tática, comumente, usada por grupos 
de ataque direcionados. As equipes de segurança precisam receber alertas sobre 
novas vulnerabilidades e ameaças nas plataformas dos fornecedores e, assim, 
corrigir as vulnerabilidades conhecidas o mais rápido possível. 
Logo, estudante, a equipe de segurança de rede deve ter muito conhecimento 
para fazer com que a organização mantenha os seus sistemas funcionando contra 
a quantidade crescente de ameaças à segurança deles.
falta de consciência 
dos proprietários de 
pequenas e médias 
empresas
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Após todas essas informações e situações, você percebe que existem contribui-
ções da área de segurança de computadores em um ambiente corporativo? Mas 
e em sua vida cotidiana? A fim de tornar essa percepção mais evidente, procure 
entender como funcionam certas questões de segurança presentes no dia a dia. 
Observe os seguintes cenários descritos e anote as suas percepções:
 ■ Você já tentou baixar um anexo de e-mail e o seu provedor não permitiu? Tem 
ideia do porquê isso ocorreu? 
 ■ Já passou pela situação de estar em uma rede e alguns sites não poderem ser 
acessados?
 ■ Já leu alguma notícia sobre ataques a alguma organização? Reparou que, nor-
malmente, a reportagem informa a origem dos ataques? Sabe como é possível 
identificar a origem de atividades anormais?
PENSANDO JUNTOS
A partir da experiência proposta, você deve ter percebido que, em algumas si-
tuações, um anexo de e-mail é indicado como um vírus ou outro tipo de arquivo 
malicioso. Isso ocorre porque os sistemas de webmail utilizam tecnologias de 
detecção de malware para prevenir que os seus clientes sejam alvos de atividades 
maliciosas.
Além disso, se você já passou pela situação de estar em uma rede e alguns sites 
não poderem ser acessados, é porque a rede que você estava acessando possuía 
um firewall que limitava os sites a serem acessados. Os firewalls também podem 
filtrar o conteúdo que passa por eles e, dessa forma, conseguem identificar a 
origem do comportamento anormal.
A seguir, você verá uma reportagem que aborda o volume anormal de acessos 
oriundos da Rússia e da China à rede da Procuradoria Geral da República. Clique 
aqui para acessar.
EU INDICO
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https://oantagonista.uol.com.br/brasil/pgr-identifica-em-sua-rede-volume-anormal-de-acessos-da-russia-e-da-china/
https://oantagonista.uol.com.br/brasil/pgr-identifica-em-sua-rede-volume-anormal-de-acessos-da-russia-e-da-china/
TEMA DE APRENDIZAGEM 7
As redes atuais mudam e se desenvolvem, regularmente, para se adaptar a novas 
situações de negócios — reorganizações, aquisições, terceirização, fusões, joint 
ventures e parcerias estratégicas — aumentando, assim, a conexão das redes inter-
nas de uma organização à internet. A crescente complexidade dos negócios bem 
como a necessidade de abertura da rede interna tornam a questão da segurança 
mais complicada do que no passado, exigindo o desenvolvimento de sofisticadas 
tecnologias de segurança de perímetro entre redes de diferentes domínios de 
segurança, por exemplo, entre intranet e internet. Logo, caro(a) aluno(a), você 
aprenderá que a melhor maneira de garantir a segurança de perímetro de uma 
rede é pelo uso de um firewall.
O firewall pode ser definido como uma coleção de componentes ou um 
sistema colocado entre duas redes e que possui as seguintes propriedades (CHES-
WICK; BELLOVIN; RUBIN, 2003):
 ■ Todo o tráfego de dentro para fora e vice-versa deve passar por ele.
 ■ Somente o tráfego autorizado, conforme definido pela política de segu-
rança local, pode passar por ele.
 ■ O próprio firewall é imune à penetração.
Para ficar mais clara a definição, apresentarei a você alguns cenários hipotéticos:
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CENÁRIO 1
Teobaldo reside em uma casa onde todas as janelas têm grades. Logo, a única forma 
de entrar ou sair dela é passar pela única porta externa da casa. Dessa forma, a porta 
externa da casa de Teobaldo funciona de modo análogo a um firewall, ou seja, todo o 
tráfego de dentro para fora e vice-versa passa por ele.
CENÁRIO 2
A orientação, na casa de Teobaldo, é que ele e a família estão autorizados a entrar e a 
sair da casa (passando pela porta) em qualquer horário. As demais pessoas só podem 
entrar na com uma autorização específica, por exemplo:
• A diarista tem a permissão de entrar todas as segundas e quartas, entre 8h e 18h.
• O entregador do iFood só pode entrar quando houver um pedido feito, anteriormente.
• Funcionários uniformizados de serviços públicos (água, luz, censo etc.) entram 
desde que se apresentem e em horário determinado.
• As demais pessoas não podem entrar na casa sob hipótese alguma.
Dessa forma, o acesso por meio da porta externa da casa de Teobaldo segue uma 
política de segurança, permitindo a passagem de pessoas autorizadas em condições 
e horários específicos. De modo análogo, um firewall também funciona assim.
CENÁRIO 3
Uma pessoa mal-intencionada observou que a casa de Teobaldo estava vazia e tentou 
forçar a porta externa, sem sucesso. Isso ocorreu porque, de modo análogo a um firewall, 
a porta externa da casa de Teobaldo é imune à penetração. A porta, assim como o firewall, 
só permite a passagem (ou o tráfego de dados) mediante regras, previamente, definidas.
Agora, você sabe que os firewalls são ferramentas essenciais para gerenciar, con-
trolar e filtrar o tráfego de rede. Pode não ter ficado claro a você, estudante, por-
que precisamos de um firewall. Lembrando da analogia da casa de Teobaldo, este 
confia no que está dentro da sua casa, pois foi montada e organizada do modo que 
ele e a sua família desejaram. Em relação ao que está do lado de fora, Teobaldo 
e a família não têm controle.
Pensando, agora, nessa casa como uma rede interna de uma organização, a 
equipe de segurança dela sabe que os computadores, servidores e demais elemen-
tos dessa rede foram configurados segundo a política de segurança organizacio-
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nal. Logo, na visão dessa organização, essa rede interna (dentro da organização) 
é mais confiável do que outras redes que não seguem a mesma política. Esse 
conceito de confiança será importante, daqui para frente.
A equipe de segurança confia que o tráfego de rede interno tem menos chance 
de espalhar malwares ou iniciar ataques direcionados a ativos da organização. 
Dessa forma, estudante, os firewalls são implantados entre áreas de maior e me-
nor confiança, como uma rede privada e uma rede pública (por exemplo, a inter-
net), ou ainda, entre dois segmentos de rede os quais possuem níveis/domínios/
classificações de confiança diferentes. 
Essa diferença de confiança tem a possibilidade de existir, também, entre 
dois segmentos de rede da mesma organização, desde que esses segmentos 
possuam níveis, domínios ou classificações de segurança diferentes. Um exemplo 
que posso passar dos locais onde trabalhei: as redes cabeadas eram consideradas 
mais seguras do que as redes sem fio.
Os firewalls de rede tradicionais podem impedir acessos e ataques não autori-
zados, protegendo os pontos de entrada. Normalmente, os firewalls separam 
as redes de confianças distintas em três zonas de segurança, segundo Gargano(2016) e Davies (2019):
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UMA ZONA INTERNA
Sendo essa zona uma rede interna ou intranet (privada) e confiável. Nela estão 
localizados os ativos mais sensíveis da organização, como os bancos de dados e as 
estações de trabalho.
UMA ZONA DESMILITARIZADA (DMZ)
A qual é uma sub-rede física ou lógica que permite ao público externo (oriundo de uma 
rede não confiável, geralmente, a internet) acessar determinados serviços de rede orga-
nizacional enquanto essa organização mantém a segurança de seus dispositivos internos. 
Podemos dizer que o objetivo de uma DMZ é adicionar uma camada de segurança à LAN 
de uma organização. “Professor, então a DMZ é igual à extranet?” Existem algumas seme-
lhanças entre DMZ e extranet, mas, lembre-se: essa última fornece aos usuários internos 
acesso a serviços que estão fora da organização, em organizações parceiras confiáveis. 
Enquanto isso, em uma DMZ, a organização permite o acesso do público externo aos seus 
próprios serviços. Tornar qualquer coisa acessível ao público externo traz consigo riscos de 
segurança inerentes à organização, por isso é importante que, apenas, os serviços, real-
mente, voltados ao público sejam colocados na DMZ. Servidores voltados para o público 
que precisam de acessibilidade da internet são colocados na DMZ, já os serviços comuns 
também colocados nela são servidores web e servidor DNS (Domain Name System).
ZONA EXTERNA
Que é uma rede pública e não confiável, normalmente, a internet.
Um dos cenários de implantação comum a firewalls usando três zonas de segu-
rança é apresentado na Figura 1. 
Você pode ver que a DMZ foi implementada usando dois firewalls e, no caso 
da Figura 1, o firewall B teria regras que, por meio da solicitação de acesso a um 
servidor web localizado na DMZ, permitiriam o tráfego oriundo da internet. 
Enquanto isso, o firewall A teria regras as quais bloqueariam solicitações de en-
trada oriundas da internet, mas permitiriam ao servidor web da DMZ acessar o 
banco de dados da aplicação localizado na intranet. 
Nessa implantação, um invasor externo que supere o firewall B é capaz de 
obter acesso a equipamentos na DMZ, mas não a partes da rede atrás do firewall 
A (STEWART; KINSEY, 2020). Devido ao maior potencial de comprometimento, 
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os hosts que precisam ser acessados, externamente, são colocados na DMZ, a fim 
de proteger o restante da rede, caso um invasor tenha sucesso.
Figura 1 - Implantação de firewalls com três zonas de segurança
Fonte: o autor. 
Descrição da figura: a imagem mostra, por meio de um esquema ilustrado, três figuras que lembram uma nuvem, 
representando uma rede de dados. A nuvem da esquerda está nomeada como “Intranet (rede interna)”, ela traz, 
no seu interior, um cilindro nomeado como “Banco de dados”. A nuvem do centro chama-se “DMZ” e contém, em 
seu interior, um retângulo descrito como “Servidor web”, enquanto a nuvem da direita está nomeada, na parte 
inferior, como “Internet (público) e essa nuvem contém um ícone de um boneco descrito como “Usuário”. Entre 
essas nuvens existem dois ícones de muro, os quais representam um firewall, e setas que vão da direita para a 
esquerda, ligando, por meio de um fluxo, os objetos mencionados.
Se uma organização usasse os firewalls A e B do mesmo fabricante e houvesse uma 
vulnerabilidade nesse modelo de firewall, a vulnerabilidade, provavelmente, seria 
reproduzida em toda a rede. Por conta desse risco, algumas organizações optam 
por comprar firewalls de dois fabricantes diferentes (DAVIES, 2019). Desse modo, 
é improvável que uma vulnerabilidade em um modelo seja replicada na rede. 
Outro cenário à implantação de firewall é chamado de sub-rede tripla, pois 
há, apenas, um firewall para segregar as três redes (a rede externa, a DMZ e a rede 
interna). Embora um único firewall esteja sendo utilizado, cada porta dele pode 
ter regras diferentes. Por exemplo, a porta 1 permitiria o tráfego de solicitação 
da web de entrada, enquanto a porta 2 bloquearia esse tráfego (DAVIES, 2019). 
Embora essa implementação economize no custo, ao exigir, apenas, um fi-
rewall, ela aumenta o risco, afinal, caso esse firewall seja violado, tanto a DMZ 
quanto a rede interna poderão ser comprometidas.
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Para conhecer, um pouco mais, os firewalls virtuais, clique aqui para acessar o conteúdo dispo-
nibilizado no site da Palo Alto Networks, uma das maiores fabricantes de firewall do mercado.
Cada fabricante de firewall fornece recursos ou capacidades que os diferenciam 
dos demais no mercado. Saiba como os firewalls virtuais da fabricante Checkpoint 
atendem às necessidades de segurança, clicando aqui.
EU INDICO
Um firewall é, muitas vezes, um componente de hardware ou um software 
projetado para proteger um segmento de rede de outro, sendo que a maioria dos 
firewalls comerciais se baseiam em hardware (CHAPPLE; STEWART; GIBSON, 
2021). Dentre eles, os mais comuns são os firewalls virtuais criados para uso em 
um ambiente virtualizado (com hipervisor) ou na nuvem. Um firewall virtual é 
uma recriação de software de um firewall padrão com base em um host instalado 
em uma máquina virtual, por meio de um sistema operacional convidado, normal-
mente, uma distribuição Linux (CHAPPLE; STEWART; GIBSON, 2021). Outra 
variação dos firewalls que se baseiam em software são os firewalls distribuídos. 
“Professor, como os firewalls filtram o tráfego de rede?” Eles fazem isso com base em 
um conjunto definido de regras, também chamadas de filtros ou listas de controle 
de acesso (Access Control Lists – ACLs). Elas são, basicamente, um conjunto de instru-
ções usadas para distinguir o tráfego autorizado do tráfego não autorizado e/ou mali-
cioso. Somente o primeiro pode cruzar a barreira de segurança fornecida pelo firewall. 
“Professor, como funciona uma ACL de um firewall?” No Quadro 1, apre-
sento um exemplo comum de como são as ACLs nos firewalls comerciais. Ge-
ralmente, elas possuem os seguintes campos:
NÚMERO DA ACL OU ID DA REGRA DO FIREWALL
Identifica a ACL, de modo que o analista de segurança consiga identificar que uma 
liberação ou bloqueio na rede tenha ocorrido por conta de determinada ACL.
ORIGEM
Trata do IP de origem do pacote que chegou no firewall.
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https://www.paloaltonetworks.com.br/prisma/vm-series
https://www.checkpoint.com/cyber-hub/cloud-security/what-is-a-virtual-firewall/#Howitworks
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DESTINO
Trata do IP de destino do pacote que chegou no firewall.
SERVIÇO
Trata do serviço ou porta no destino (normalmente, na camada 4 do modelo OSI). No Quadro 1, te-
mos os exemplos de http (porta 80), https (porta 443) e ssh (porta 22). Lembrando que um serviço 
é capaz de rodar em uma porta diferente do padrão. No Tomcat, a porta 8080 roda o serviço http.
AÇÃO
As ações que o firewall deve tomar ao receber um pacote. Normalmente, ele permite ou rejei-
ta a passagem ou realiza um drop no pacote. Caso você não se lembre, por meio de um drop, 
o firewall barra um pacote, silenciosamente, não devolvendo nenhuma resposta ao remetente 
(nenhuma mensagem de erro) e, quando um pacote recebe uma rejeição (reject), o firewall 
também o barra, mas devolve um erro ao remetente informando que o pacote foi barrado. 
LOG OU REGISTRO
Informa ao firewall se é necessário registrar os pacotes que atenderam à regra ou não. 
O mais comum é habilitar os logs ou registros para as regras de drop ou reject, pois 
podem limitar o acesso de algum usuário legítimo.
NÚMERO 
DA ACL
ORIGEM DESTINO SERVIÇO AÇÃO LOG
1 internet Servidor_web
http
https
Permite Sim
2 rede_interna Servidor_web
http
https
ssh
Permite Não
3 all Servidor_web all Rejeita Sim
Quadro 1 - Exemplo de ACL de firewall / Fonte: o autor.
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No quadro, temos três situações relacionadas a um servidor web localizado 
em uma rede de servidores, dentro da organização. Para usuários oriundos da 
internet (ACL número 1), o firewall permite acessar os serviços http e https, re-
gistrando os tráfegospassantes por ele mesmo. Para usuários oriundos da rede 
interna (ACL número 2), o firewall permite acessar os serviços http, https e, 
também, ssh, porque a política de segurança da organização entende que a rede 
interna é mais confiável do que a internet, logo, usuários da rede interna podem 
logar no servidor web por meio de ssh, sem a necessidade de o firewall registrar 
os acessos. Fora do que foi permitido nas ACLs 1 e 2, todos os outros pacotes que 
chegarem ao firewall serão rejeitados (ACL número 3).
Você já entendeu, até aqui, que um firewall é capaz de filtrar o tráfego de rede por 
meio de ACLs, entretanto existem dois níveis de política de rede que influenciam, 
diretamente, o projeto, a instalação e o uso de um sistema de firewall: política de 
nível superior e política de nível inferior (COBB, 1997).
A política de nível superior é a política de acesso ao serviço de rede, aquela 
que estabelece quais serviços devem ser acessíveis e a quem e, também, como de-
vem ser usados. Após essa definição superior, o ana-
lista que escreverá as ACLs no firewall deve entender 
a política de design do mesmo — de nível inferior 
— a qual descreve como o firewall implementará a 
política de acesso ao serviço de rede e, precisamente, 
como tomará as decisões de acesso por esse analista.
política de nível 
superior e política 
de nível inferior 
(COBB, 1997). 
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Existem duas políticas de design de firewalls e, somente, uma pode ser usada 
por vez. O firewall permite qualquer serviço não, expressamente, negado ou nega 
qualquer serviço não, expressamente, permitido (ABIE, 2000). Na primeira política 
de desenho de firewall — o mais utilizado em firewalls distribuídos — as ACLs 
expressam uma lista de serviços proibidos, o que não estiver nela está permitido. 
No segundo desenho — o mais difundido dos dois — as ACLs expressam uma lista 
de serviços permitidos, o que não estiver nela está negado.
Recapitulando, estudante: um firewall típico baseia-se na postura de segurança 
negada por padrão ou negação implícita. Nessa proposta, somente as comunica-
ções que atendem uma exceção de permissão explícita são transmitidas para o seu 
destino, conceito também conhecido como listagem de permissão (CHAPPLE; 
STEWART; GIBSON, 2021). O exemplo apresentado no Quadro 1 representa 
um firewall com ACLs de negação por padrão, logo, as ACLs 1 e 2 (regras de 
permissão) são as exceções à regra padrão de negar tudo (ACL 3).
VOCÊ SABE RESPONDER?
A ordem em que as ACLs são escritas importa?
Alguns firewalls usam um mecanismo de primeira correspondência ao aplicar 
regras. Para eles, as regras de permissão permitem que o pacote continue em 
direção ao seu destino, enquanto as regras de negação impedem que o pacote vá 
mais longe, sendo descartado pelo firewall. Quando a primeira correspondência é 
usada, a primeira regra que se aplica ao pacote é seguida e nenhuma outra é con-
siderada (CHAPPLE; STEWART; GIBSON, 2021). Assim, estudante, as regras 
precisam ser colocadas em uma ordem de priorida-
de. Uma regra final é a de negar tudo, para que nada 
tenha permissão de atravessar o firewall, a menos 
que tenha sido concedida uma exceção explícita.
regras precisam ser 
colocadas em uma 
ordem de prioridade
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Existem vários tipos básicos de firewalls que podem ser combinados para 
criar soluções de firewall híbridas ou complexas. Uma classificação — quando 
se trata de como a filtragem de pacotes é feita — baseia-se na diferenciação entre 
firewall estático e de contexto.
Um firewall estático de filtragem de pacotes, também conhecido como 
roteador de triagem, filtra o tráfego examinando os dados de um cabeçalho de 
mensagem. Como o nome indica, um filtro de pacotes analisa pacotes indivi-
duais, isoladamente. Com base no conteúdo do pacote e na política configurada, 
o filtro toma uma decisão de permissão ou negação.
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NOVOS DESAFIOS
Chegamos ao fim deste Tema de Aprendizagem!
Normalmente, as regras ou ACLs nesse tipo de firewall se referem a endereços 
IP de origem e destino (camada 3 do modelo OSI) e números de porta (camada 4 
do modelo OSI). Este também é um tipo de firewall sem estado, pois cada pacote 
é avaliado individualmente, e não no contexto, o que é realizado por um firewall 
com estado (CHAPPLE; STEWART; GIBSON, 2021). Um firewall sem estado 
analisa os pacotes individualmente, em relação às ACLs ou regras de filtragem. 
O contexto da comunicação, ou seja, quaisquer pacotes anteriores, não é usado 
para tomar uma decisão de permissão ou negação no pacote atual. 
Devido a essa simplicidade de operação (ausência de contexto da comunica-
ção), um firewall estático de filtragem de pacotes tem a vantagem de velocidade 
e eficiência (ABIE, 2000).
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1. Os usuários de uma organização, em suas estações de trabalho, precisam acessar sistemas 
que, talvez, estão na rede interna da organização, na rede desmilitarizada (DMZ) ou na 
internet. Os fluxos de comunicação entre essas redes, normalmente, é controlado por um 
firewall, por conta dos diferentes níveis de confiança delas.
Com relação às limitações ou permissões de tráfego por meio de firewalls, assinale a alternativa 
que apresenta um fluxo de comunicação recomendável de ser configurado em um firewall:
a) Os hosts na DMZ têm conectividade ilimitada a hosts específicos na rede interna.
b) Os hosts na DMZ têm conectividade com as redes externas, pois elas sempre são confiáveis.
c) Usuários da rede interna possuem conectividade permitida com hosts na DMZ.
d) Usuários da internet possuem conectividade permitida com hosts na rede interna.
e) Usuários da internet possuem conectividade ilimitada com hosts na DMZ.
2. Um firewall é definido como uma coleção de componentes ou um sistema que é colocado 
entre duas redes de modo que todo o tráfego de dentro para fora e vice-versa deve passar 
por ele, além de permitir, somente, o tráfego autorizado a passar por ele. Considerando um 
firewall instalado, estrategicamente, onde a rede privada ou a intranet se conecta à internet 
pública, ele pode ter diversos usos.
Com base no conceito de firewall, analise as afirmativas, a seguir:
I - Ele pode tornar a rede privada mais segura.
II - É capaz de monitorar o tráfego que entra e sai de uma intranet.
III - É capaz de rastrear tentativas de invasão a rede privada.
IV - Pode tornar o acesso à rede privada inauditável.
V - É capaz de isolar sub-redes e fornecer camadas adicionais de proteção dentro da organização.
É correto o que se afirma em:
a) Somente I e II.
b) Somente III e IV.
c) Somente I, II e III.
d) Somente I, II, III e V.
e) I, II, III, IV e V.
AUTOATIVIDADE
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REFERÊNCIAS
ABIE, H. An overview of firewall technologies. Telektronikk, v. 96, n. 3, p. 47-52, 2000. 
CHAPPLE, M.; STEWART, J. M.; GIBSON, D. (ISC) 2 CISSP – Certified Information Systems Security 
Professional Official Study Guide. 9th ed. Alameda: Sybex, 2021.
CHESWICK, W. R.; BELLOVIN, S. M.; RUBIN, A. D. Firewalls and Internet Security: Repelling the 
Wily Hacker. 2nd ed. Boston: Addison-Wesley, 2003.
CISO ADVISOR. 15% das PMEs não têm ninguém em cibersegurança. 13 jul. 2022b. Disponível em: 
https://www.cisoadvisor.com.br/15-das-pmes-nao-tem-ninguem-em-ciberseguranca/. Acesso 
em: 17 nov. 2022.
CISO ADVISOR. PMEs do Brasil lideram como vítimas de ransomwares. 29 jun. 2022a. Disponível 
em: https://www.cisoadvisor.com.br/pmes-do-brasil-lideram-como-vitimas-de-ransomware/. 
Acesso em: 17 nov. 2022.
COBB, S. Icsa Firewall Policy Guide – Version 2.0. Washington: NCSA, 1997. (NCSA Security White 
Paper Series). 
DAVIES, G. Networking Fundamentals. Birmingham: Packt, 2019. 
GARGANO, P. 31 Days Before Your CCNA Security Exam: a day-by-day review guide for the IINS 
210-260 certification exam. 1st ed. Indianapolis: Cisco Press, 2016. 
STEWART, J. M.; KINSEY, D. Network Security, Firewalls and VPNs. 3rd ed. Boston: Jones & 
Bartlett Learning, 2020. 
SYMANTEC. ISTR – Internet SecurityThreat Report. v. 22. Mountain View: Symantec, 2017. Dispo-
nível em: https://docs.broadcom.com/doc/istr-22-2017-en. Acesso em: 17 nov. 2022.
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1. C. A rede de maior confiança é a rede interna, tendo a rede DMZ como zona de confiança 
intermediária e a internet como rede não confiável. Dessa forma:
• O tráfego oriundo de uma rede menos confiável para uma rede mais confiável deve ter 
conectividade limitada pelo firewall.
• O tráfego oriundo de uma rede mais confiável para uma rede menos confiável pode ter 
conectividade permitida pelo firewall.
• Logo, os usuários da rede interna podem ter conectividade com hosts na rede DMZ.
2. D. Habilitando os logs ou registros de um firewall, pode-se tornar o acesso a uma rede 
privada auditável.
GABARITO
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MINHAS METAS
DETECÇÃO DE MALWARE E DE 
INTRUSÃO (IDS E IPS)
Aprofundar nos conceitos de detecção de malware.
Conhecer os sistemas de detecção e prevenção de intrusão.
Identificar suas limitações.
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 8
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INICIE SUA JORNADA
Olá, estudante! Seja bem vindo(a)!
No passado, os cibercriminosos concentravam-se, principalmente, em clientes ban-
cários, roubando contas de banco ou cartões de crédito (SYMANTEC, 2017). No entan-
to, a nova geração de malware tornou-se mais ambiciosa e tem como alvo os próprios 
bancos, às vezes, tentando levar milhões de dólares em um ataque. Por esse motivo, a 
detecção de ataques de dia zero bem como a identificação de malware desconhecido e 
ofuscado tornaram-se as prioridades das equipes de segurança das organizações. 
As grandes organizações passaram a investir bastante em segurança de redes ou 
cibersegurança, levando esse setor a faturar US$ 176,5 bilhões em 2020, com expec-
tativa de movimentar US$ 403 bilhões até 2027. Infelizmente, esses investimento 
e segurança por parte de pequenas e médias empresas não ocorre no nosso país. 
Segundo uma pesquisa global da Arcserve ([s. d.] apud CISO ADVISOR, 2022a, on-
-line), o Brasil possui as pequenas e médias empresas mais despreparadas para conter 
um ataque de ransomware, sendo melhor, apenas, do que a Índia. Dessas empresas 
nacionais entrevistadas, 57% admitiram que sofreram um ataque de ransomware. 
DESENVOLVA SEU POTENCIAL
DETECÇÃO DE MALWARE E DE INTRUSÃO (IDS E IPS)
Você deve estar pensando: como proteger uma rede em um cenário com ataques 
tão sofisticados como os ataques de dia zero citados no relatório da Symantec 
(2017)? Além disso, por que pequenas e médias empresas nacionais estão tão ex-
postas a ataques de ransomware? Para te ajudar em situações diversas que envolvam 
segurança em computadores, este Tema de Aprendizagem mostrará as tecnologias 
de firewall e os mecanismos de detecção de malware e intrusão voltados tanto a 
prevenir quanto a detectar a exploração de vulnerabilidades. Tais mecanismos e 
tecnologias serão importantes para o seu cotidiano profissional na área de TI.
Enquanto um firewall estático de filtragem de pacotes controla o acesso pa-
cote a pacote, os firewalls de inspeção de estado controlam o acesso sessão a 
sessão. Isso significa que, quando o firewall toma decisões de controle de acesso, 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 8
ele pode levar em consideração as regras que regem as sessões na camada de 
transporte e na camada de aplicação, juntamente com o conhecimento do que 
aconteceu, anteriormente, na sessão. Os dados associados ao que aconteceu antes 
nas sessões são armazenados em uma tabela de estado (GARGANO, 2016).
Os firewalls de inspeção de estado (também conhecidos como firewalls de filtragem 
dinâmica de pacotes ou firewall de contexto) avaliam o estado, a sessão ou o contexto 
do tráfego de rede. Ao examinar os endereços de origem e destino, o uso do aplicativo e 
a relação entre os pacotes atuais e os pacotes anteriores da mesma sessão, os firewalls 
de inspeção de estado costumam conceder uma gama mais ampla de acesso para 
usuários e atividades autorizados, além de observar e bloquear, ativamente, usuários 
e atividades não autorizados (CHAPPLE; STEWART; GIBSON, 2021). Os firewalls de 
inspeção estado operam tanto nas camadas OSI 3 quanto nas superiores. 
Um firewall de inspeção de estado está ciente de que qualquer comunicação de 
saída válida, especialmente, relacionada ao TCP, acionará uma resposta correspon-
dente da entidade externa. Assim, esse tipo de firewall cria, de forma automática, 
uma regra de resposta temporária à solicitação (CHAPPLE; STEWART; GIBSON, 
2021). Mas essa regra existe, apenas, enquanto a conversa estiver ocorrendo. 
Além disso, os firewalls de inspeção com estado são capazes de reter o conhecimen-
to de pacotes anteriores em uma conversa para detectar tráfego indesejado ou mal-in-
tencionado que não é perceptível ou detectável ao avaliar, apenas, pacotes individuais, 
o que é conhecido como análise de contexto ou análise contextual. Um firewall de ins-
peção de estado também pode realizar inspeção profunda de pacotes, ou seja, a análise 
da carga útil ou do conteúdo de um pacote (CHAPPLE; STEWART; GIBSON, 2021).
A inspeção profunda de pacotes (Deep Packet Inspection – DPI), inspeção de carga 
útil ou filtragem de conteúdo é o meio de avaliar e filtrar o conteúdo da carga útil da 
comunicação e não, apenas, nos valores do cabeçalho. Essa inspeção profunda tam-
bém é conhecida como inspeção completa de pacotes e extração de informações.
A inspeção profunda de pacotes costuma bloquear nomes de domínio, malware, 
spam, scripts maliciosos, conteúdo abusivo ou outros elementos identificáveis na 
carga útil de uma comunicação. Firewalls de camada de aplicativo ou de inspeção 
de estado são, frequentemente, integrados ao DPI. 
Fonte: adaptado de Chapple, Stewart e Gibson (2021).
APROFUNDANDO
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Você já sabe que, devido à simplicidade de operação de um firewall estático 
de filtragem de pacotes, ele tem a vantagem de velocidade e eficiência com relação 
a um firewall de inspeção de estado. 
VOCÊ SABE RESPONDER?
Então, por que utilizar este último tipo?
Dada a compreensão das regras de sessão TCP (handshake de três vias, SYN, 
SYN/ACK, ACK) juntamente com a existência da tabela de estados, os firewalls 
com estado têm o potencial de garantir que essas regras sejam seguidas. Os ata-
ques de rede, geralmente, quebram as regras, confundindo os sistemas, fazendo 
com que eles se comportem de maneira não intencional. Quando os firewalls 
com estado reconhecem que as regras estão sendo quebradas, eles descartam os 
pacotes ofensivos e mitigam o ataque (GARGANO, 2016). 
Para ficar mais claro, pense em conexões TCP. A conexão deve começar com 
um pacote SYN, se a política do firewall permitir a sessão, o pacote será per-
mitido e uma nova entrada na tabela de estados será criada. A tabela de estado 
armazena informações como endereços IP de origem e destino bem como portas 
TCP, sinalizadores TCP e números de sequência. Nesse ponto, há apenas um 
pacote válido que pode seguir nessa sessão: é o pacote SYN-ACK do servidor 
em resposta ao SYN do cliente e precisa reconhecer o número de sequência real 
que foi, originalmente, apresentado pelo cliente. 
Os firewalls com estado também fornecem inspeção com estado de aplicati-
vos que utilizam um canal de controle para facilitar conexões negociadas, dina-
micamente. Aplicativos de voz sobre IP (VoIP) são exemplos comuns em redes 
modernas. O FTP é outro exemplo: com ele, o cliente conecta-se ao servidor na 
porta TCP 21, que é o canal de controle, e, quando o cliente solicita dados, um 
novo canal de dados é aberto. Essa é uma conexão TCP negociada, de forma 
dinâmica, usando a porta 20 ou um número de porta atribuído, dinamicamente 
(GARGANO, 2016)
A Figura 1 mostra uma sessão HTTP (TCP porta 80) estabelecida, com su-
cesso, entre duas estações de trabalho na rede interna (10.1.1.1 e 10.1.1.2) e um 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 8
servidor web na internet (200.1.2.3). Uma ACL na interface interna do firewall 
permitiu a saída dos pacotes, mas uma entradade regra ACL dinâmica (criada e 
mantida enquanto a sessão está aberta) na interface externa permite pacotes de 
resposta do servidor web aos clientes.
Figura 1 - Firewall de inspeção com estado / Fonte: o autor.
Descrição da figura: na parte superior e central da imagem, há uma seta que sai do lado esquerdo em direção ao 
direito, no interior dela estão as informações “Porta de origem 1500” e “Porta destino 80”. Logo abaixo dessa seta, 
há dois conjuntos de figuras idênticas, mas com setas invertidas, indicando o fluxo de informação. Cada conjunto 
de figuras contém dois computadores à esquerda, um nomeado “10.1.1.1” e o outro “10.1.1.2”, conectados à 
figura de um muro, no centro, representando o firewall com estado, e conectados à figura de um retângulo que 
lembra um computador de mesa sem monitor, à direita, nomeado de “Servidor 200.1.2.3”. O conjunto de figuras 
com setas para a esquerda detalha o fluxo do computador ao servidor web, enquanto o conjunto de figuras com 
setas para a direita detalha o retorno da comunicação.
Agora que você entendeu a diferença entre firewalls de filtragem de pacotes 
com ou sem estado, seguiremos com os demais tipos de firewall.
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FIREWALLS EM NÍVEL DE CIRCUITO
Os firewalls em nível de circuito funcionam na camada de sessão do modelo OSI e 
monitoram o handshake entre os pacotes, para decidir se o tráfego é legítimo. O trá-
fego para um computador remoto é modificado com o intuito de parecer que se origi-
nou do firewall no nível do circuito. Essa modificação torna esse firewall, particularmen-
te, útil para ocultar informações sobre uma rede protegida, mas tem a desvantagem 
de não filtrar pacotes individuais em determinada conexão (NOONAN; DUBRAWSKY, 
2006). Como exemplo, se na Figura 2, tivéssemos um firewall em nível de circuito, o IP 
presente no pacote que chegou ao servidor web não seria 10.1.1.1 ou 10.1.1.2, e sim o IP 
da interface externa do firewall.
FIREWALL DE APLICAÇÃO
Um firewall de aplicação filtra o tráfego com base em um único serviço de internet, 
protocolo ou aplicativo. Esse firewall opera na camada de aplicativo (camada 7) do modelo 
OSI e pode ser implementado com ou sem estado (CHAPPLE; STEWART; GIBSON, 2021).
Um exemplo de firewall de aplicação é o firewall de aplicativo da web (Web Application 
Firewall – WAF), o qual é um dispositivo, complemento de servidor, serviço virtual ou 
filtro do sistema que define um conjunto estrito de regras de comunicação com um site. 
Destina-se a evitar ataques a aplicativos da web (CHAPPLE; STEWART; GIBSON, 2021).
Um firewall, comumente, funcionará como um computador bastião (bastion host) 
de uma rede. Bastion host é um sistema projetado, especificamente, para resistir a ataques. 
A palavra “bastião” vem da arquitetura medieval do castelo. Uma guarita-bastião era 
posicionada em frente à entrada principal — tipicamente, do outro lado do fosso do cas-
telo — onde controlava a entrada na ponte levadiça, a fim de servir como uma primeira 
camada de proteção. Usar esse termo para descrever um sistema indica que esse siste-
ma está agindo como um host de sacrifício que receberá todos os ataques de entrada.
APROFUNDANDO
Os firewalls, agora, evoluíram além da simples filtragem de pacotes e da inspeção 
de estado. A maioria das empresas está implantando firewalls de última geração 
para bloquear ameaças modernas, por exemplo, malware avançado e ataques de 
camada de aplicativo (GARGANO, 2016).
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TEMA DE APRENDIZAGEM 8
Um firewall de próxima geração (NGFW) é um dispositivo multifuncional 
composto por vários recursos de segurança, além de um firewall tradicional. Um 
NGFW é conhecido como gerenciamento unificado de ameaças (CHAPPLE; 
STEWART; GIBSON, 2021). 
Os recursos que podem ser incluídos em um firewall de próxima geração, 
segundo Gargano (2016), são:
 ■ Recursos de firewall padrão, como inspeção com estado.
 ■ Prevenção de intrusão integrada.
 ■ Filtragem de nome de domínio e URL.
 ■ Gerenciamento de QoS.
 ■ Reconhecimento e controle de aplicativos para ver e bloquear aplicativos 
e URLs arriscados.
 ■ Reconhecimento de contexto: rastreia quem está se conectando, com o 
que, de onde, usando qual dispositivo e a que horas.
 ■ Proteção avançada contra malware: fornece detecção, bloqueio, rastrea-
mento, análise e correção.
 ■ Acesso seguro à internet com VPN e NAT.
 ■ Caminhos de atualização para incluir futuros feeds de informações.
 ■ Técnicas para lidar com ameaças de segurança em evolução.
Apesar das limitações dos firewalls e do fato de eles não serem a panaceia de 
todos os aspectos de segurança de uma rede nem o único baluarte suficiente contra 
intrusões e, ainda, existir tendências de desenvolvimento que os ameaçam, eles ainda 
são um poderoso mecanismo de proteção e continuarão a desempenhar um papel 
tão importante quanto central na manutenção da segurança da rede por muitos anos, 
desse modo, qualquer organização que ignore os firewalls o faz por sua conta e risco. 
Os firewalls continuam a mudar e a desenvolver, e novos recursos serem 
adicionados, regularmente, conforme a necessidade. Se os desenvolvimentos 
seguirem a tendência atual, os firewalls continuarão a combinar mecanismos 
configuráveis de controle de acesso e autenticação com as suas funções tra-
dicionais, proporcionando proteção mais poderosa e flexível a todas as redes, 
tornando-as mais seguras.
Os firewalls só podem proteger as zonas de segurança da rede e não dentro 
das zonas de segurança, sendo que um número significativo de ataques é iniciado 
de dentro da rede confiável (GARGANO, 2016). Esses ataques são detectados 
por meio de algumas técnicas.
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A detecção de malware é o processo de identificação, por meio de um có-
digo benigno, de um código malicioso, para que o sistema possa ser protegido 
ou recuperado de quaisquer efeitos oriundos desse último. 
A seguir, discutiremos as técnicas mais usadas.
A verificação de integridade é considerada muito importante na detecção 
de quaisquer modificações no sistema, no entanto é mais um método de processo 
de recuperação de incidentes do que um método de prevenção de infecção por 
malware (NAMANYA et al., 2018). Comprometer um sistema de computação 
ou uma rede requer algumas alterações no ambiente de destino. 
Os verificadores de integridade são usados na detecção de intrusão, na pre-
missa de que um arquivo existente dentro do ambiente operacional não com-
prometido é usado como uma medida para combater quaisquer alterações 
futuras (SKOUDIS; ZELTSER, 2004). Uma função de hashing, tais como soma 
md5, Sha1 ou Sha256, é usada para calcular o resumo do programa ou arquivo 
que é armazenado no banco de dados. Posteriormente, os resumos do programa/
arquivo são recalculados e comparados com o hash, originalmente, calculado, 
com o objetivo de verificar se o arquivo foi modificado. 
Esse método de verificação da integridade apresenta alguns desafios:
 ■ O sistema, inicialmente, usado para calcular os hashes armazenados deve 
ser considerado limpo, o que é difícil de garantir.
 ■ Atualizações do sistema e patches que muito prevalecem em sistemas 
de computador modificam arquivos e programas do sistema. Por isso o 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 8
banco de dados de hashes precisa ser atualizado para cada atualização 
ou haverá falsos positivos muito altos, afetando o método de detecção.
 ■ Há necessidade de garantir que o banco de dados de referência de hashes 
seja armazenado offline e com segurança, caso contrário, apresentará um 
único ponto de falha no mecanismo de detecção.
Outra técnica de detecção de malware é a detecção baseada em assina-
tura, a qual usa sequências de código de byte específicas — identificadas como 
exclusivas de uma amostra de malware em uma família específica ou variante 
— para detectar a presença de arquivos codificados semelhantes em um sistema 
(SKOUDIS; ZELTSER, 2004). Os bytes exclusivos da sequência de código são 
salvos no banco de dados do antivírus como assinaturasou métodos 
voltados a garantir a integridade e a autenticidade das 
informações e a proteger a confidencialidade desses 
(DARDICK, 2010).
Além dos Cinco Pilares, também foi adicionado 
ao modelo da Tríade CID o Hexágono de Parker. Esse modelo, menos conhe-
cido com o nome de Donn Parker e introduzido no livro Fighting Computer 
Crime deste autor, fornece uma variação um pouco mais complexa da tríade 
clássica da CID.
O Hexágono de Parker consiste nos três princípios — confidencialidade, integridade 
e disponibilidade — bem como posse ou controle, autenticidade e utilidade, em um 
total de seis princípios (ANDRESS, 2019). 
Vamos falar um pouco mais sobre os quatro conceitos citados? Começaremos 
pelo conceito comum ao Hexagonal de Parker e ao modelo dos Cinco Pilares: a 
autenticidade.
 
Estes não são 
atributos de 
informação ou 
sistemas
AUTENTICIDADE
Pode ser entendida como a propriedade de ser genuíno, capaz de ser verificado e 
confiável. Isso significa verificar que os usuários são quem dizem ser e, além disso, que 
cada entrada no sistema vem de uma fonte confiável (STALLINGS, 2014). 
O conceito de não repúdio trata de uma meta de segurança que gera o requisito para 
as ações de uma entidade ou pessoa serem atribuídas, exclusivamente, a ela. Pelo fato 
de sistemas, totalmente, seguros não serem, ainda, uma meta alcançável, precisamos 
ser capazes de associar uma violação de segurança a uma parte responsável. Os sis-
temas devem manter registros de suas atividades, a fim de permitir posterior análise 
forense, de modo a rastrear as violações de segurança ou auxiliar nas disputas de uma 
transação (STALLINGS, 2014).
Os dois conceitos introduzidos pelo modelo Hexagonal de Parker foram posse ou controle 
e utilidade. Para entender o conceito de posse ou controle, suponha que um ladrão roube 
um envelope lacrado contendo um cartão bancário de crédito e, por uma falha do emis-
sor, a senha associada esteja no mesmo envelope do cartão. Nesse cenário, mesmo que o 
ladrão não abra esse envelope, a vítima do roubo ficaria, legitimamente, preocupada com 
a possibilidade de o criminoso usar o cartão de forma fraudulenta a qualquer momento, 
sem o controle do proprietário. Esta situação ilustra uma perda de controle ou posse de 
informações, mas não envolve, necessariamente, a quebra de sigilo. 
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Nota-se, também, que o modelo Hexagonal de Parker não inclui o atributo de 
não repúdio presente nos Cinco Pilares (DARDICK, 2010). Todos os conceitos 
citados na Tríade da CID, nos Cinco Pilares da Garantia da Informação e no 
Hexagonal de Parker foram revisados e sintetizados no Quadro 1.
TRÍADE 
CID
CINCO 
PILARES
HEXAGONAL 
DE PARKER
COMPONENTES
X X X
Confidencialidade: garantir que as informações 
sejam acessíveis, apenas, para aqueles autori-
zados a ter acesso.
X X X
Integridade/Consistência: consistência percebida 
de ações, valores, métodos, medidas e princípios. 
Inalterado “é verdade o tempo todo?” (verificação).
X X X
Disponibilidade/Pontualidade: o grau no qual os 
fatos e análises estão disponíveis e são relevantes 
(válidos e verificáveis em um momento específico).
X X
Autenticidade/Original: qualidade de ser autênti-
co ou de autoridade estabelecida para verdade e 
correção, “melhor evidência” (validade).
X
Não Repúdio/Exatidão: a transação não pode 
ser negada (validade) sem hipótese alternativa.
UTILIDADE
Quanto à utilidade, esta significa capacidade de uso. Imagine o seguinte cenário: 
alguém criptografou dados em um disco para prevenir o acesso não autorizado ou 
modificações indesejadas e, depois, perdeu a chave criptográfica. Isso seria uma 
quebra de utilidade. Os dados seriam confidenciais, controlados, integrais, autênticos 
e disponíveis, eles só não seriam úteis dessa forma (HINTZBERGEN et al., 2018) Fique 
atento(a): a utilidade é, muitas vezes, confundida com disponibilidade, entretanto o 
conceito de capacidade de uso diferencia-se do conceito de disponibilidade. 
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X Posse/Controle: ou seja, cadeia de custódia.
X Utilidade/Relevância: “é útil?”/é a informação certa?”.
Quadro 1 - Síntese dos principais conceitos de segurança da informação / Fonte: adaptado de Dardick 
(2010).
Os conceitos discutidos até o momento fornecem uma base prática para debater-
mos todas as maneiras pelas quais algo pode dar errado no mundo da segurança 
da informação. Para continuar com o assunto de segurança de rede, você precisa 
conhecer alguns dos termos mais comuns encontrados na área. 
O primeiro deles é o conceito de ativo: trata-se 
de um item que deve ser protegido. Ele pode ser pro-
priedades, pessoas, informações ou dados que tenham 
valor para a empresa (GARGANO, 2016). Quando 
falamos que ativos podem ser pessoas, estas incluem, 
às vezes, funcionários e clientes juntamente com ou-
tras pessoas convidadas, por exemplo, os contratados. Quando falamos que ativos 
podem ser propriedades, estas consistem em itens tangíveis ou intangíveis, aos 
quais costumam atribuir um valor à empresa. Os itens tangíveis, como imóveis e 
outros bens, têm valor mais palpável, em relação aos ativos intangíveis, como a 
imagem da empresa, deve-se defender a reputação e as informações proprietárias 
(segredos comerciais, por exemplo). A respeito da afirmação de que ativos podem 
ser informações, incluem-se aí bancos de dados, código de software, registros crí-
ticos da empresa e muitos outros itens intangíveis.
Sabemos que um ativo é algo importante para uma empresa ou um negócio. 
Se um ativo ou um grupo de ativos possui uma fragilidade com capacidade de 
ser explorada por pessoas ou grupos mal-intencionados, ele tem a chamada 
de vulnerabilidade. Esta, por sua vez, caracteriza, em um ativo, a ausência 
ou a fraqueza de uma proteção que, desse modo, pode ser explorada. A vul-
nerabilidade é um serviço rodando em um servidor, aplicações ou sistemas 
operacionais desatualizados, acesso irrestrito para entrada em chamadas por 
videoconferência, uma porta aberta no firewall, uma segurança física fraca que 
permita a qualquer pessoa entrar em uma sala de servidores, ou ainda, a não 
aplicação de gestão de senhas em servidores e estações de trabalho (HINTZ-
BERGEN et al., 2018).
O conceito de ativo: 
trata-se de um 
item que deve ser 
protegido
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A vulnerabilidade expõe uma organização a possíveis ameaças. A ISO/IEC 13335-1 
(ISO, 2004) define ameaças como a causa potencial de um incidente indesejado e que 
pode resultar em dano a um sistema ou organização. Para ficar mais claro: pense que 
uma ameaça é qualquer coisa com capacidade de explorar uma vulnerabilidade e, a par-
tir dessa, obter, modificar, destruir ou tornar inacessível um ativo, de modo intencional 
ou acidental. Quem procura tirar vantagem de uma vulnerabilidade é conhecido, na 
literatura, como agente ameaçador. Ele pode ser (HINTZBERGEN et al., 2018) um:
 ■ Invasor que acessa a rede por meio de uma porta no firewall.
 ■ Processo que acessa dados de uma forma que viola a política de segurança.
 ■ Tornado que destrói uma instalação.
 ■ Funcionário que comete um erro não intencional, mas capaz de expor 
informações confidenciais ou destruir a integridade de um arquivo.
Quando existe uma vulnerabilidade não tratada, temos uma exposição da 
empresa ou do negócio a um agente ameaçador. Uma exposição é a circunstância 
de estar exposto às perdas provenientes desse agente. Imagine os seguintes cená-
rios: em uma empresa, se a gestão de senhas for fraca (senhas criadas, somente, 
por números, por exemplo), ou ainda, se as regras relacionadas a elas forem 
boas, mas não forem aplicadas, essa empresa fica exposta à possibilidade de ter 
as senhas de usuários capturada e usada de forma não autorizada. 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 1
Um conceito que desejo que você compreenda bem é o de ameaça. Além da 
definição apresentada pela ISO/IEC 13335-1 (ISO, 2004), causa potencial de um 
incidente indesejado, capaz de resultar em dano para um sistema ou organização), 
discutiremose são desenvolvidos por 
um grupo de especialistas em malware, após análise detalhada de um número 
significativo de malware (IDIKA; MATHUR, 2007). 
Qualquer arquivo verificado pelo antivírus que contenha a assinatura da se-
quência de código de byte exclusiva é considerado mal-intencionado. Isso implica 
a necessidade de manter pelo antivírus um banco de dados de assinaturas a ser 
atualizado sempre que novas assinaturas são geradas para detectar novos malwa-
res. Isso cria um dos principais desafios enfrentados pelos usuários do sistema, 
pois a atualização dessas assinaturas requer acesso a recursos de rede que podem 
não estar, prontamente, disponíveis o tempo todo (NAMANYA et al., 2018).
A detecção de malware baseada em semântica procura identificar o mal-
ware deduzindo a lógica do código e combinando-a com padrões lógicos ma-
liciosos já conhecidos. Ele segue a semântica das instruções de código dentro 
do arquivo, em vez de observar as propriedades sintáticas, logo, é o oposto da 
detecção baseada em assinatura. Isso permite que as abordagens de detecção 
baseadas em semântica superem a ofuscação e detectem variantes de malware 
desconhecidas. Uma visão geral das abordagens de detecção baseadas em se-
mântica é fornecida por Preda et al. (2007) em A Semantics-Based Approach to 
Malware Detection.
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As técnicas de detecção baseadas em comportamento se concentram no 
comportamento e nas atividades específicas do sistema/aplicativo que são ob-
servados durante a análise dinâmica da amostra para, assim, formar padrões a 
serem usados na identificação de softwares que invocam padrões semelhantes. 
Embora essas técnicas sejam, amplamente, imunes à ofuscação, a aplicabilidade 
dela é limitada pelo desempenho, pois a análise dinâmica requer tempo, e de-
terminar tanto as atividades quanto os comportamentos inseguros no ambiente 
é um desafio em evolução (LUH et al., 2017). 
EU INDICO
Se você quiser conhecer mais sobre detecção de malware com base em compor-
tamento, leia a pesquisa de Jacob, Debar e Filiol (2008) em Behavioral detection of 
malware: from a survey towards an established taxonomy. Clique aqui para acessar.
A última técnica a ser abordada, aqui, é a detecção baseada em heurística. 
A ideia principal dessa técnica é: não há necessidade de saber muito sobre a estru-
tura interna ou lógica do programa que está sendo escaneado, o objetivo principal 
é chegar o mais próximo possível de uma decisão conclusiva usando o melhor 
caminho ideal. Portanto, as abordagens de detecção baseadas em heurística usam 
algoritmos e/ou regras que verificam padrões conhecidos. 
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https://link.springer.com/article/10.1007/s11416-008-0086-0
TEMA DE APRENDIZAGEM 8
As primeiras abordagens heurísticas são conhecidas por terem sido construídas 
em 1989, para detectar vírus do sistema DOS (NAMANYA et al., 2018). A maioria 
dos programas antivírus, hoje, usa uma combinação de mecanismos heurísticos e 
scanners que se baseiam em assinatura. Pesquisas recentes no uso de datamining 
para detecção de malware são consideradas abordagens de detecção baseadas 
em heurística (SCHULTZ et al., 2001). 
APROFUNDANDO
Lembrete 1: em computação, você pode pensar em heurística como busca 
por tentativas ou por regras que são, apenas, vagamente, definidas. 
Lembrete 2: quando uma vulnerabilidade é encontrada em um software, 
os fabricantes dessa solução lançam ao público as correções de segurança (co-
nhecidas também como hotfixes), as quais costumam vir junto das atualizações 
dos programas, por isso tais atualizações devem ser instaladas pelos usuários. 
Portanto, mantenha os seus softwares atualizados, ok? 
Como você sabe, um malware tem o potencial de ser usado para permitir a 
intrusão na rede da organização. Pensando que uma intrusão pode ser definida 
como qualquer tipo de atividade não autorizada a qual cause danos a um sistema 
de informação, isso significa que qualquer ataque que represente uma possível 
ameaça à confidencialidade, à integridade ou à disponibilidade das informações 
será considerado uma intrusão. 
Um Sistema de Detecção de Intrusão (Intrusion Detection Systems – IDS) 
é um sistema de software ou hardware que identifica ações maliciosas em sistemas 
de computador, visando a permitir a manutenção da segurança do sistema 
(LIAO et al., 2013). O objetivo de um IDS é identificar diferentes tipos de tráfego 
de rede malicioso e uso de computador que não podem ser identificados por um 
firewall tradicional, tal identificação é vital para obter alta proteção contra ações 
que comprometam a disponibilidade, integridade ou confidencialidade dos sis-
temas de computador. Os sistemas IDS são, amplamente, categorizados em dois 
grupos: Sistema de Detecção de Intrusão Baseado em Assinatura (SIDS) e Siste-
ma de Detecção de Intrusão Baseado em Anomalias (KHRAISAT et al., 2019).
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Os Sistemas de Detecção de Intrusão de Assinatura (SIDS) são baseados 
em técnicas de correspondência de padrões para encontrar um ataque conhe-
cido; também são conhecidos como Detecção Baseada em Conhecimento 
ou Detecção de Uso Indevido (KHRAISAT; GONDAL; VAMPLEW, 2018). 
No IDS de assinatura, os métodos de correspondência são usados para localizar 
uma intrusão anterior; em outras palavras, quando uma assinatura de intrusão 
coincide com a assinatura de uma intrusão anterior existente no banco de dados 
de assinaturas, um sinal de alarme é acionado. Para IDS de assinatura, os logs 
do host são inspecionados para encontrar sequências de comandos ou ações 
identificadas, anteriormente, como malware. IDS de assinatura também foram 
rotulados, na literatura, como Detecção Baseada em Conhecimento ou Detecção 
de Uso Indevido (MODI et al., 2013).
A ideia principal é construir um banco de dados de assinaturas de intrusão e comparar 
o conjunto atual de atividades com as assinaturas existentes bem como acionar um 
alarme se uma correspondência for encontrada. Por exemplo, uma regra na forma 
de “se: antecedente - então: consequente” pode levar a “se (endereço IP de origem = 
endereço IP de destino) então rotular como um ataque” (KHRAISAT et al., 2019).
O IDS de assinatura, geralmente, fornece excelente precisão de detecção para 
intrusões, previamente, conhecidas (KREIBICH; CROWCROFT, 2004). No 
entanto ele tem dificuldade em detectar ataques de dia zero, porque não existe 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 8
nenhuma assinatura correspondente no banco de dados até que a assinatura do 
novo ataque seja extraída e armazenada (KHRAISAT et al., 2019).
As abordagens tradicionais para IDS de assinatura examinam os pacotes de 
rede e tentam comparar com um banco de dados de assinaturas, mas essas téc-
nicas são incapazes de identificar ataques que abrangem vários pacotes. Como 
o malware moderno é mais sofisticado, muitas vezes, é necessário extrair infor-
mações de assinatura em vários pacotes, o que requer a recuperação, pelo IDS, 
do conteúdo dos pacotes anteriores (KHRAISAT et al., 2019).
A taxa crescente de ataques de dia zero tornou as técnicas IDS de assinatura, 
progressivamente, menos eficazes porque não existe assinatura anterior para 
esses ataques (SYMANTEC, 2017). As variantes polimórficas do malware e a 
quantidade crescente de ataques direcionados têm a chance de minar, ainda mais, 
a adequação desse paradigma tradicional. Uma solução potencial para esse pro-
blema seria usar técnicas de IDS de anomalias que operam traçando o perfil do 
que é um comportamento aceitável e do que é anômalo (KHRAISAT et al., 2019).
No Sistema de Detecção de Intrusão Baseado 
em Anomalias, um modelo normal do comporta-
mento de um sistema de computador é criado usan-
do aprendizado de máquina, métodos que se baseiam 
em estatística ou em conhecimento. Qualquer desvio 
significativo entre o comportamento observado e o 
modelo é considerado uma anomalia, a qual pode ser interpretada como uma 
intrusão. A suposição para esse grupo de técnicas é: o comportamento malicio-
so difere do comportamento típicodo usuário, portanto, os comportamentos de 
usuários anormais que são diferentes dos comportamentos padrão são classificados 
como intrusões. 
o comportamento 
malicioso difere do 
comportamento 
típico do usuário
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O desenvolvimento do IDS de anomalias compreende duas fases: a fase de 
treinamento e a fase de testagem. Na de treinamento, o perfil de tráfego normal é 
usado para aprender um modelo de comportamento normal e, na de teste, um novo 
conjunto de dados é usado com o objetivo de estabelecer a capacidade do sistema 
de generalizar para intrusões não vistas, anteriormente (KHRAISAT et al., 2019).
A principal vantagem do IDS de anomalias é a capacidade de identificar ata-
ques de dia zero devido ao fato de que o reconhecimento da atividade anormal 
do usuário não depende de um banco de dados de assinaturas (ALAZAB et al., 
2012). O IDS de anomalias aciona um sinal de perigo quando o comportamen-
to examinado difere do comportamento usual, além disso, esse IDS traz vários 
benefícios. Primeiro, ele tem a capacidade de descobrir atividades maliciosas 
internas, isto é, se um invasor começar a fazer transações em uma conta roubada 
não identificada na atividade típica do usuário, ele criará um alarme. Em segundo 
lugar, é muito difícil para um cibercriminoso reconhecer o que é um comporta-
mento normal do usuário sem produzir um alerta, pois o sistema é construído a 
partir de perfis personalizados (KHRAISAT et al., 2019).
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Revisando para você as diferenças entre a detecção baseada em assinatura e a detecção 
baseada em anomalias: o IDS de assinatura só pode identificar intrusões bem conhecidas, 
enquanto a IDS de anomalias pode detectar ataques de dia zero. No entanto, essa última 
tem a chance de resultar em uma alta taxa de falsos positivos porque as anomalias 
podem ser, apenas, novas atividades normais em vez de intrusões genuínas.
Você já pensou qual é a fonte de dados para os sistemas de detecção de intru-
são? Os IDSs também são classificados com base nas fontes de dados de entrada 
usadas para detectar atividades anormais. Em termos de fontes de dados, exis-
tem, geralmente, dois tipos de tecnologias IDS, a saber: o IDS Baseado em Host 
(HIDS) e o IDS Baseado em Rede (NIDS).
IDS BASEADO EM HOST
O IDS Baseado em Host (HIDS) inspeciona dados originados do sistema host e fontes 
de auditoria, como: sistema operacional, logs do servidor, logs de firewalls, auditorias 
do sistema de aplicativos ou logs de banco de dados. O HIDS é capaz de detectar 
ataques internos que não envolvem tráfego de rede (CREECH; HU, 2013).
IDS BASEADO EM REDE
O IDS Baseado em Rede (NIDS) monitora o tráfego de rede que é extraído dela, por 
meio de captura de pacotes, de NetFlow e de outras fontes de dados de rede, e costu-
ma ser utilizado para monitorar muitos computadores associados a uma rede. O NIDS 
é capaz de monitorar as atividades maliciosas externas que podem ser iniciadas a par-
tir de uma ameaça externa em uma fase anterior, antes que as ameaças se espalhem 
para outro sistema de computador. Por outro lado, os NIDSs têm capacidade limitada 
de inspecionar todos os dados em uma rede de alta largura de banda devido ao volu-
me de dados que passam pelas modernas redes de comunicação de alta velocidade 
(BHUYAN; BHATTACHARYYA; KALITA, 2013).
O NIDS implantado em várias posições dentro de uma topologia de rede espe-
cífica, junto com HIDS e firewalls, fornece proteção concreta, resiliente e multi-
camada contra os ataques externos e internos (KHRAISAT et al., 2019).
O Quadro 1 mostra um resumo das comparações entre IDS Baseado em Host 
(HIDS) e IDS Baseado em Rede (NIDS).
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TECNOLOGIA VANTAGENS DESVANTAGENS
HIDS
 • Pode verificar o comporta-
mento das comunicações crip-
tografadas de ponta a ponta.
 • Não requer hardware extra.
 • Detecta invasões verifican-
do o sistema de arquivos do 
host, chamadas de sistema ou 
eventos de rede.
 • Cada pacote é remontado.
 • Examina o item inteiro, não 
apenas os fluxos.
 • Atrasos na notificação 
de ataques.
 • Consome recursos do host.
 • Precisa ser instalado em 
cada host.
 • Pode monitorar ataques, 
apenas, na máquina 
onde está instalado.
NIDS
 • Detecta ataques verificando 
pacotes de rede.
 • Não é necessário instalar em 
cada host.
 • Capaz de verificar vários hosts 
no mesmo período.
 • Capaz de detectar as mais am-
plas faixas de protocolos de rede.
 • Identificar ataques de 
tráfego criptografado é 
um desafio.
 • Necessita de um hard-
ware dedicado.
 • Suporta, apenas, a identifi-
cação de ataques de rede.
 • Difícil análise de rede de 
alta velocidade.
 • Ataque interno é a ameaça 
mais séria.
Quadro 1 - Comparação de tipos de tecnologia IDS com base nas fontes de dados de entrada / Fonte: 
adaptado de Khraisat et al. (2019).
Você aprendeu, até aqui, sobre sistemas de detecção de intrusão, mas quan-
do um dispositivo de software ou hardware possui todos os recursos de um IDS 
e, também, tenta impedir possíveis incidentes, ele é chamado de Sistema de 
Prevenção de Intrusão (IPS).
Um IPS pode responder a uma ameaça detectada de várias maneiras (PATEL; 
QASSIM; WILLS, 2010):
 ■ Remoção do conteúdo malicioso de um ataque no tráfego de rede, para 
filtrar os pacotes ameaçadores.
 ■ Reconfiguração de outros controles de segurança em sistemas como fi-
rewall ou roteador, para bloquear ataques futuros.
 ■ (Re)configuração de outros controles de segurança e privacidade nas con-
figurações do navegador, a fim de evitar ataques futuros.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 8
Normalmente, a desativação de recursos de prevenção em produtos IPS faz com 
que funcionem como IDSs. Logo, os IPSs são considerados uma extensão dos IDSs.
Embora o IPS e o IDS examinem o tráfego de rede em busca de ataques, existem di-
ferenças críticas. Ambos detectam tráfego malicioso ou indesejado e o fazem da maneira 
tão completa quanto precisa, mas diferem no tipo de resposta fornecida por cada um. A 
principal função de um produto IDS é alertar sobre atividades suspeitas, enquanto o IPS 
é projetado e desenvolvido para proteção mais ativa bem como à melhora do IDS e às 
outras soluções de segurança tradicionais, as quais têm o potencial de reagir em tempo 
real, para bloquear ou impedir essas atividades (PATEL; QASSIM; WILLS, 2010).
Privacidade Hackeada (2020)
Sinopse: o escândalo da empresa de consultoria Cambridge Analyti-
ca e do Facebook é recontado por meio da história de um professor 
americano. Ao descobrir que, junto com 240 milhões de pessoas, as 
suas informações pessoais foram hackeadas para criar perfis políticos 
e influenciar as eleições americanas de 2016, ele embarca em uma 
jornada com o objetivo de levar o caso à Corte, já que a lei americana 
não protege as suas informações digitais, mas a lei britânica sim.
Comentário: o escândalo com o Facebook e a empresa Cam-
bridge Analytica foi de conhecimento mundial. O filme/docu-
mentário da Netflix aborda um dos efeitos possíveis quando a 
ausência de confidencialidade de dados privados é explorada. 
INDICAÇÃO DE FILME
Em Tecnologia da Informação (TI), a experiência do profissional é muito valo-
rizada. No entanto, as certificações de TI continuam sendo um diferencial para 
alavancar a carreira dos profissionais, pois elas são, ainda, um meio para demons-
trar que o profissional detém conhecimentos e habilidades específicas. 
Com o constante aumento da competitividade no mercado de trabalho, a disputa 
por uma vaga fica cada vez mais acirrada entre os profissionais de TI, exigindo, de for-
ma crescente, competência do candidato e qualificação profissional na área escolhida. 
Diante desse cenário, ocorre a busca por diferenciais competitivos, mas, a 
meu ver, é importante o profissional contar com pós-graduação e certificações 
em seu currículo. Posso te alertar que, por vezes, uma certificação fora do escopo 
técnico também ajuda a dar aquele salto na carreira. Por exemplo, quem tem 
uma certificação em inglês — comoa TOEFL — no currículo, com certeza, terá 
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https://www.adorocinema.com/filmes/filme-274797/
https://www.adorocinema.com/filmes/filme-274797/
destaque em uma seleção, ainda mais, atualmente, com o mercado de empresas 
estrangeiras buscando profissionais de TI no Brasil aquecido.
Resolvi listar duas certificações que podem ajudar bastante a carreira do pro-
fissional de segurança da informação:
COMPTIA SECURITY +
É uma certificação global que valida as habilidades básicas necessárias para desem-
penhar as funções básicas de segurança e buscar uma carreira em segurança de TI. 
 • Você aprenderá a avaliar a postura de segurança de um ambiente corporativo, 
além de recomendar e implementar soluções de segurança apropriadas.
 • Monitorar e proteger ambientes híbridos, incluindo nuvem, celular e IoT.
 • Operar com consciência das leis e políticas aplicáveis, incluindo princípios de 
governança, risco e conformidade.
 • Identificar, analisar e responder a incidentes e eventos de segurança.
CCNP SECURITY
A certificação de segurança de nível profissional da Cisco, a CCNP Security, trata dos 
Firewall Cisco e Sistema de Prevenção de Intrusão (IPS), também, da Cisco.
 • A fabricante Cisco possui uma das maiores participações de mercado de compo-
nentes de arquitetura de rede com presença global, como: roteadores, switches, 
firewalls e Sistemas de Prevenção de Intrusões, logo, a obtenção de uma certi-
ficação dessa empresa garante que você tenha uma sólida compreensão dos 
princípios de rede de computadores junto com as soluções de rede da Cisco. 
 • As certificações de nível profissional da Cisco têm sido parte importante do setor de com-
putação por muitos anos e continuarão sendo mais importantes. Existem muitas razões para 
obter certificações da Cisco, porém as mais citadas são a credibilidade e a aceitabilidade. 
 • Se todos os outros fatores forem iguais, um funcionário, consultor ou candidato a em-
prego certificado pela Cisco é considerado mais valioso do que um não certificado.
 • O CCNP Security é uma das certificações de segurança cibernética mais respeitadas 
do setor. A obtenção da CCNP Security comprova as habilidades em nível profissional 
com as soluções de segurança cibernética da Cisco. Para obter essa certificação, 
você precisa passar em dois exames: um exame básico que abrange as principais 
tecnologias de segurança da Cisco e testa o seu conhecimento de infraestrutura de 
segurança e um exame de concentração de segurança de sua escolha, para que 
você possa personalizar sua certificação em sua área técnica de foco.
 • O foco do teste é em Firewalls da Série ASA, como o 5550 e equipamentos de 
Sistema de Prevenção de Intrusão (IPS).
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TEMA DE APRENDIZAGEM 8
NOVOS DESAFIOS
Espero que você se sinta motivado(a) a estudar e a se inserir na área de segurança, 
principalmente trabalhando com firewalls ou Sistemas de Prevenção de Intrusão. 
Lembrando que, além das certificações citadas, as certificações dos principais 
fabricantes de equipamentos (como Palo Alto Network ou Check Point são bem 
aceitas pelo mercado. É um ótimo caminho profissional aos apaixonados por 
segurança da informação. 
Aproveitar para realizar algumas atividades e, assim, revermos e fixarmos 
alguns conceitos. Caso precise, retorne ao conteúdo para.
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1. Uma organização tem alguns serviços que precisam ou devem ser acessados por usuários 
externos a ela. Dessa forma, esses serviços precisam estar disponíveis ao acesso pela 
internet. Quando isso ocorre, os servidores que os hospedam são colocados na rede 
DMZ, entretanto, há serviços que não podem ser acessados, diretamente, por terceiros 
da organização. 
Assinale a alternativa a qual apresenta um servidor que deve estar localizado na rede interna 
porque não deve estar acessível a usuários externos:
a) Servidor web.
b) Servidor de e-mail.
c) Servidor de banco de dados.
d) Servidores FTP (File Transfer Protocol).
e) Servidor DNS.
2. Embora os Sistemas de Detecção e Prevenção de Intrusão sejam semelhantes em vários 
aspectos importantes, eles também têm algumas diferenças importantes. Assinale a alter-
nativa que apresenta uma diferença entre IPS e IDS:
a) O IDS é uma solução baseada em controle que aceita ou rejeita pacotes de rede com 
base em conjuntos de regras predeterminados, enquanto um IPS é construído para 
detecção e vigilância.
b) Depois que uma ameaça é detectada, o IDS interrompe o fluxo de tráfego malicioso, 
enquanto o IPS alerta a equipe de segurança humana a ações adicionais.
c) Um IPS pode fazer o trabalho de um IDS, mas o inverso não é possível.
d) O IDS é uma solução de segurança proativa, enquanto o IPS conta com a intervenção 
de equipes de TI para evitar ameaças.
e) O IPS e o IDS detectam tráfego malicioso ou indesejado, no entanto o IDS pode reagir, 
em tempo real, para bloquear ou impedir atividades maliciosas.
3. Em termos de fontes de dados, geralmente, existem dois tipos de tecnologias IDS: IDS 
Baseado em Host (HIDS) e IDS Baseado em Rede (NIDS). Sobre as características desses 
dois tipos de IDS, assinale a alternativa correta:
a) Com base nos registros (logs) do sistema, um IDS Baseado em Rede é capaz de verificar 
o sucesso ou a falha de um ataque.
b) Uma vantagem do IDS Baseado em Host é a sua independência da topologia da rede, 
podendo ser utilizado em redes separadas por switches.
AUTOATIVIDADE
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c) Um IDS Baseado em Rede possui a desvantagem de haver a necessidade de o instalar 
em cada host, assim como o IDS Baseado em Host.
d) Com o IDS Baseado em Rede, é possível verificar o comportamento das comunicações 
criptografadas de ponta a ponta.
e) Caso um atacante consiga invadir um host, apagando os logs do sistema, mesmo com o 
IDS Baseado em Rede funcionando, é impossível detectar a atividade do hacker.
AUTOATIVIDADE
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REFERÊNCIAS
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systems and tools. IEEE Communications Surveys and Tutorials, v. 16, n. 1, p. 303-336, 2013.
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New York, v. 42, n. 1, p. 377-388, 2007. 
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Bartlett Learning, 2020. 
SYMANTEC. ISTR – Internet Security Threat Report. v. 22. Mountain View: Symantec, 2017. Dispo-
nível em: https://docs.broadcom.com/doc/istr-22-2017-en. Acesso em: 17 nov. 2022. 
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1. C. O servidor de banco de dados possui muitos dados sensíveis, logo, ele deve estar locali-
zado na rede interna. O servidor que precisar acessar o banco de dados tem a possibilidade 
de estar localizado na DMZ, desde que haja um firewall entre eles filtrando o tráfego.
2. C. Um IPS é capaz de fazer o trabalho de um IDS, mas o inverso não é possível. Nas demais 
alternativas, o que é atribuído como função do IPS é, na verdade, do IDS, o que é atribuído 
como função do IDS é, na verdade, do IPS.
3. B. Um IDS Baseado em Host é instalado em servidores, logo, o seu uso é independência da 
topologia da rede, podendo ser utilizado em redes separadas por switches. Enquanto isso, 
se houver mudança na topologia da rede, os IDSs Baseados em Rede serão afetados.
GABARITO
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MINHAS METAS
VPN, PROTOCOLOS DE SEGURANÇA 
E SEGURANÇA EM REDES SEM FIO
Examinar os fundamentos das tecnologias de Rede Privada Virtual (VPN – Virtual Private 
Network).
Conhecer os principais tipos de VPN.
Examinar a segurança do protocolo de internet (IPsec).
Conhecer os conceitos relacionados à segurança de redes sem fio.
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 9
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INICIE SUA JORNADA
Olá, estudante! Seja bem vindo(a)!
Durante a pandemia de Covid-19, o regime das organizações foi impactado 
de um modo cujos profissionais de TI ainda não conheciam. De acordo com o 
estudo Índice de Gerenciamento de Acesso 2022 publicado pela Thales Group 
(2022) — empresa do ramo de cibersegurança e proteção de dados — os impac-
tos da pandemia reduziram as preocupações dos funcionários com o trabalho 
remoto, pois as estratégias de trabalho em casa tornaram-se mais comuns em 
várias organizações. 
Ainda de acordo com o estudo da Thales Group (2022), as redes privadas 
virtuais (VPNs) continuam a liderar como principal método para os funcioná-
rios acessarem aplicativos internos, remotamente. Mesmo no fim da pandemia, 
quase metade dos entrevistados do estudo planeja manter as suas VPNs existentes 
enquanto adiciona novas tecnologias de segurança.
Quer saber a respeito da segurança de dispositivos sem fio? Então, acesse o nosso 
podcast dedicado à segurança de clientes e a pontos de acesso wireless.
Conteúdo de áudio/vídeo não patrocinado. Esse recurso utilizará seu pacote de dados 
(ou wifi) para ser exibido.
PLAY NO CONHECIMENTO
DESENVOLVA SEU POTENCIAL
VPN, PROTOCOLOS DE SEGURANÇA E SEGURANÇA EM 
REDES SEM FIO
No geral, as atitudes em relação às tecnologias de trabalho remoto permaneceram, 
relativamente, inalteradas em relação ao ano de 2021. Em 2022, 59% dos entrevis-
tados globais selecionaram as VPNs como o principal método para que os funcio-
nários acessem aplicativos, de forma remota, o que é, aproximadamente, o mesmo 
índice de 2021 (60%). Além disso, apenas 21% dos entrevistados planejavam redu-
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TEMA DE APRENDIZAGEM 9
zir o número de usuários de VPN, e 48% planejavam 
expandir o número de usuários para VPNs existentes. 
Isso é um indicativo de que a tecnologia de redes priva-
das virtuais ainda é muito relevante no mercado. Mais 
da metade (57%) gostaria de manter as suas VPNs en-
quanto adicionam novas tecnologias, fortalecendo os 
métodos de autenticação das implantações existentes (THALES GROUP, 2022).
Nem tudo são flores quando se trata de VPNs. Estas costumavam ser a res-
posta certa quando as organizações tinham todas as suas informações seguras em 
seu próprio datacenter, em vez de sistemas espalhados por nuvens e contêineres. 
Hoje, dependendo da implantação, a VPN adotada pode não ser a melhor solução 
às empresas que operam com a nuvem e que ainda necessitam de toda a sua força 
de trabalho produtiva em casa.
Algumas dificuldades que as equipes de segurança da informação costumam 
enfrentar em tempos de trabalho remoto massivo são: 
VPNs de origem questionável, incluindo diversos serviços de VPN gratuitos ou de 
baixo custo (AGUIRRE, 2020, on-line). Geralmente, em serviços gratuitos de internet, 
a mercadoria são os dados dos usuários.
Agora, considerando que equipes de segurança as quais receberam a missão de 
facilitar o trabalho remoto aos seus membros acabem recorrendo às VPNs:
VOCÊ SABE RESPONDER?
O que essas equipes precisam ter em mente para não permitir acessos não 
seguros? Quais tipos de dispositivos são usados para permitir o uso de VPNs? É 
simples aumentar o número de usuários em uma VPN?
As respostas a essas perguntas apresentadas até aqui são baseadas nos conheci-
mentos aos quais você terá acesso neste Tema de Aprendizagem. Para te ajudar 
nessas e em outras situações envolvendo redes privadas virtuais, este tema será 
dedicado a essa problemática.
redes privadas 
virtuais ainda é 
muito relevante no 
mercado.
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As equipes de segurança ao redor do mundo que, regularmente, recebem a 
missão de facilitar o trabalho remoto para as equipes da organização, recorrem 
às VPNs, pois os firewalls de borda, usados na limitação do tráfego entre a rede 
local e a internet, costumam ter uma função de estabelecer túneis seguros VPN. 
Por conta disso, basta que a equipe de TI disponibilize um cliente VPN para ser 
instalado no dispositivo do funcionário remoto e, devido ao uso desse cliente, é 
possível estabelecer uma rede privada segura sobre a internet entre o computador 
remoto e a rede da organização, por meio do firewall (ou concentrador VPN). 
Não se preocupe, isso será melhor detalhado ao longo deste tema.
Dessa forma, aumentar o número de usuários em uma VPN é bem simples, 
afinal, basta que mais clientes VPNs sejam disponibilizados aos funcionários. 
Obviamente, há um limitador: ele é, muitas vezes, a quantidade de processamento 
e licenças VPNs disponíveis no concentrador VPN.
A equipe de segurança deve estar atenta ao melhor desenho de VPN a ser 
adotado, pois, veremos, a seguir, a existência de classificações distintas de VPN, 
dependendo da camada OSI que se trabalha ou do número de usuários ou do 
tipo de equipamento utilizado.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 9
A partir da experiência proposta, caso já tenha utilizado ou mesmo conheça 
um serviço de VPN desses disponíveis emnavegadores — que permitem ao seu 
computador adquirir um IP de outro país — você conseguiu acessar conteúdos 
distintos dos exibidos no Brasil em diversos sites, desde site de companhias áreas 
nacionais até plataformas de streaming ou de jogos. Eu mesmo faço uso desse 
serviço de VPN quando aparece um jogo grátis para usuários de outros países 
na Epic Games ou na Steam. 
Se você utilizou esses serviços de VPN para receber um IP fora do Brasil 
e acessou a Netflix, verificou que o catálogo ficou bem restrito, somente com 
séries e filmes cujos direitos globais pertencem à plataforma. Isso ocorre porque 
a Netflix possui uma ferramenta que analisa se o usuário está utilizando algum 
serviço de VPN e, quando ela contata esse uso, bloqueia os conteúdos que só 
devem ficar disponíveis a um país específico, por questão de acordos comer-
ciais. Outras empresas têm postura mais rigorosa e sequer permitem o acesso 
a determinado conteúdo, caso notem que o usuário está utilizando um serviço 
VPN. Logo, fique atento(a).
Uma grande empresa ou órgão público precisa conectar os escritórios loca-
lizados, muitas vezes, em cidades distintas (imagine um Banco do Brasil ou uma 
Caixa Econômica presente em várias cidades do país). Passar as fibras óticas por 
conta própria ou alugar esse serviço de conexão entre tantos escritórios pode 
Após todas essas informações, você consegue perceber que existem contribui-
ções da área de segurança de informação em sua vida cotidiana? Para tornar essa 
percepção mais clara, procure entender como funcionam certos conceitos de se-
gurança da informação, os quais estão à sua volta, todos os dias.
Observe os seguintes cenários descritos, a seguir, e anote o que observar:
1. Você utiliza ou conhece algum serviço de VPN que te permite receber um IP 
de outro país?
2. Já tentou usar a Netflix com uma VPN ativa? Reparou que os títulos disponíveis 
ficaram limitados a séries e filmes cujos direitos globais pertencem à Netflix?
3. Já pensou em como uma empresa ou órgão público conecta os escritórios 
localizados em diversas cidades? Consegue imaginar como o uso de VPNs 
apoia essas organizações?
4. Você já notou que existem várias redes sem fios disponíveis, algumas que so-
licitam senha e outras não?
PENSANDO JUNTOS
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ser bastante caro, por conta disso, essas organizações fazem uso de VPNs site 
a site a alguns cenários cujo custo das outras soluções citadas é muito alto para 
manter a operação do escritório distante da sede. Esse tipo de VPN será discutido, 
aqui, logo mais.
Agora, você, certamente, já notou existirem redes sem fios disponíveis, para 
conectar o seu celular, tablet ou computador e, também, percebeu que algumas 
dessas redes solicitam senha e outras não. Já pensou em como funciona essa 
autenticação e as vantagens que ela pode trazer em termos de segurança? 
As redes corporativas das organizações são construí-
das com roteadores, switches e outros dispositivos de 
rede que mantêm os aplicativos e serviços em execu-
ção. Como você deve ter percebido, a operação con-
tínua dos negócios é fundamental para uma organi-
zação, portanto, a proteção adequada desses dispositivos de rede é necessária.
A infraestrutura de rede é, cada vez mais, o alvo direto de atividades malicio-
sas. Logo, você, como um(a) profissional de TI, deve tomar as medidas necessá-
rias, a fim de garantir, dentro da sua competência, a segurança, a confiabilidade 
e a disponibilidade dessa infraestrutura. 
Uma coisa que deve ficar clara a você, caro(a) aluno(a), é: dependendo da 
arquitetura de rede da organização, as ameaças à segurança e as proteções ne-
cessárias são distintas. Por exemplo: uma rede de campus, também conhecida 
a proteção 
adequada desses 
dispositivos de rede 
é necessária.
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como rede local, possui ameaças de segurança exclusivas, as quais devem ser 
abordadas. Uma rede local fornece acesso à infraestrutura de rede para usuários 
finais e dispositivos localizados na mesma localização geográfica. Dessa forma, a 
segurança pode se concentrar na borda da rede — a qual fornece conectividade 
à internet e atua como a porta de entrada da empresa aos clientes — usando um 
firewall de nova geração.
Agora, pense comigo: como uma organização fornece acesso seguro aos usuários 
internos, caso eles estejam dispersos, geograficamente? À medida que a popularida-
de da internet cresceu, as empresas recorreram à própria internet como um meio de 
estender as suas redes. Entretanto, a solução adotada por muitas empresas é criar as 
suas próprias Redes Privadas Virtuais (Virtual Private Network – VPN) para acomodar 
as necessidades de funcionários remotos e escritórios distantes. 
“Professor, porque esse recurso de VPN se chama Redes Privadas Virtuais?” Uma VPN 
usa uma rede pública — geralmente, a internet — para conectar sites ou usuários re-
motos, mas usa recursos de segurança na criação de túneis que simulam uma rede 
privada, pois, em cada uma das pontas da comunicação, estão dois dispositivos da 
mesma organização. Logo, caro(a) aluno(a), ao invés de a organização usar uma cone-
xão dedicada ao mundo real, como uma linha alugada de uma operadora de telecom, 
uma VPN usa conexões “virtuais” roteadas pela internet, conectando a rede privada 
da organização à outra rede local ou a um funcionário remoto.
PENSANDO JUNTOS
No contexto de redes de dados, o termo “site” é, comumente, usado para se re-
ferir a redes locais (Local Area Networks – LANs). Logo, uma VPN Site-to-Site 
significa que duas redes LANs estão conectadas sobre a internet, enquanto uma 
VPN Client-to-Site significa que um usuário em um computador está conectado 
a uma rede LAN, também sobre a internet.
Uma VPN fornece serviços de segurança ao tráfego que atravessa uma rede, 
relativamente, menos confiável entre dois sistemas ou redes, relativamente, mais 
confiáveis. De modo geral, a rede menos confiável é a internet pública.
Uma VPN é virtual, pois transporta informações em uma rede privada, mas 
essas informações são, na verdade, transportadas, fisicamente, por uma rede 
pública. Uma VPN também é privada, pelo fato de o tráfego ser criptografado 
para manter os dados confidenciais enquanto são transportados pela rede pública 
(GARGANO, 2016). 
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No contexto de redes de dados, o termo linha alugada é usado, comumente, para 
se referir a uma conexão contratada junto a uma operadora de telecomunicações, 
logo, essa linha de comunicação não é própria da organização. 
Como exemplo de operadoras que prestam esse serviço no Brasil, temos a Claro/
Embratel, a Algar, a Level 3/CenturyLink/Cirion e a OI.
APROFUNDANDO
“Professor, quais os benefícios no uso de VPNs?” Listaremos, a seguir, com 
base em Gargano (2016), alguns deles:
ECONOMIA DE CUSTOS
As organizações usam VPNs para reduzir os seus custos de conectividade.
SEGURANÇA
Os protocolos avançados de criptografia e autenticação protegem os dados.
ESCALABILIDADE
As organizações usam a internet a fim de interconectar, facilmente, novos escritórios.
COMPATIBILIDADE
VPNs podem ser implementadas em uma ampla variedade de opções de link WAN.
Até aqui, você aprendeu que uma VPN permite expandir a rede local (LAN) da 
sede de uma organização a pontos, geograficamente, distantes. Existem dois 
tipos principais de VPNs: as Site-to-Site e as de acesso remoto. Inicialmente, 
falaremos do primeiro tipo.
Uma VPN site a site conecta diferentes localidades por meio de redes não 
confiáveis. O objetivo, de modo geral, é fornecer a vários usuários ou dispositivos 
em um local — site remoto — o acesso a recursos em outro local — site principal 
(MUNIZ; CHIMES; RISLER, 2021). Dessa forma, esse tipo de rede privada vir-
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TEMA DE APRENDIZAGEM 9
tual estende a rede local de uma organização e, assim, disponibiliza recursos de 
um computador local para usuários, geograficamente, distantes (SINGH; MAL-
LICK, 2017). Por exemplo, imagine uma organização com vários escritórios e 
que precisa compartilhardados entre cada local, mantendo a segurança. Esse 
tipo de VPN existe em vários órgãos públicos e empresas que precisam atuar em 
cidades ou estados distintos.
O desenho mais comum a uma VPN Site-to-Site é o desenho hub-and-spoke: 
um local, como a sede principal, atua como hub e se conecta a várias filiais, que 
são os spokes. Para esse projeto de VPN, um túnel VPN separado é estabelecido 
entre o hub e cada escritório remoto individual, os escritórios spoke são capazes 
de se comunicar com outros escritórios spoke somente se o tráfego passar pelo 
local do hub da matriz (MUNIZ; CHIMES; RISLER, 2021).
Esse tipo de desenho é ideal quando há pouca comunicação entre os sites 
remotos. A Figura 1 mostra um exemplo básico de uma VPN Site-to-Site no 
desenho hub-and-spoke.
Sede Corporativa
Rede de 
Transporte VPN
Túnel VPN
Filial
Figura 1 - VPN Site-to-Site / Fonte: adaptada de Bakni (2019a, on-line).
. 
Descrição da figura: no canto superior esquerdo da imagem, a partir da palavra “Filial”, saem três setas em direção 
a três círculos distribuídos, paralelamente, de formar irregular. Cada um deles contém um desenho de um prédio 
e, na frente, a ilustração de um disco com quatro setas na superfície. De cada um dos círculos parte um tubo e, 
apontando em direção a esses três tubos, há três setas com a palavra “Túnel VPN”, que é o nome deles. Esses 
tubos estão dentro de uma figura com formato de nuvem, no centro da imagem, essa nuvem representa a “Rede 
de transporte VPN”. Por fim, os três tubos direcionam-se para o canto inferior direito da imagem, onde há um 
círculo denominado “Sede corporativa”, ele contém a ilustração de três prédios e um disco com setas na superfície.
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É importante lembrar você, caro(a) aluno(a), que cada par (site 1, site 2) é uma 
conexão distinta. Dessa forma, deve haver um concentrador de VPN em cada site 
e deve ser configurada a conexão para cada par (site 1, site 2). Por exemplo, no 
meu local de trabalho atual, o escritório principal fica em Brasília, onde há um 
firewall atuando como concentrador de VPN e, nesse firewall, há 26 conexões 
site-to-site configuradas, uma para cada escritório regional localizado em uma 
capital de estado brasileiro. 
O segundo tipo de VPN é a VPN de acesso remoto, a qual fornece a usuários 
remotos o acesso a dispositivos fora de uma rede confiável (MUNIZ; CHIMES; 
RISLER, 2021). Por exemplo, usuários remotos que utilizam dispositivos de en-
d-point específicos — laptops, tablets e smartphones — e precisam de acesso à 
rede corporativa interna, usariam uma VPN de acesso remoto. 
Essencialmente dedicado(a) aluno(a), uma VPN de acesso remoto permite 
que um computador se conecte a uma rede segura a partir de uma rede não 
confiável. A Figura 2 mostra um exemplo básico de uma VPN de acesso remoto. 
Nesta figura, fica mais claro que o meio ou canal físico o qual conecta o cliente 
(no computador) ao servidor localizado na rede local da organização é a internet. 
A ligação em vermelho entre cliente e servidor é feita por meio da VPN, em uma 
conexão virtual, privada e segura.
Figura 2 - VPN de acesso remoto / Fonte: https://makertips.wordpress.com/2011/02/20/atualizacao-re-
mota-de-sistemas-em-maker/. Acesso em: 15 jun. 2023
Descrição da figura: ilustração de dois computadores, no canto inferior esquerdo, conectado a um servidor, no canto 
inferior direito. Computador e servidor estão conectados por uma linha: está escrito “VPN” e, na segunda linha, está 
escrito, dentro de uma nuvem “Internet”. A linha do canal físico atravessa três imagens de nuvens que simbolizam 
redes, duas nuvens estão nomeadas como “Redes local”, enquanto outra está nomeada como “Rede pública”.
Cliente Servidor
Rede
 Local
Rede
 Local
 Canal Físico
Canal Virtual, 
privado e seguro
Rede Pública
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TEMA DE APRENDIZAGEM 9
“Professor, isso ainda não ficou claro”. Imagine que você é funcionário(a) de uma 
empresa e gosta de trabalhar em uma cafeteria. A rede desse local é considerada 
não segura, na visão da sua empresa, pois não segue os padrões de segurança 
por ela estabelecidos. No entanto, mesmo utilizando a rede da cafeteria — não 
segura — você pode usar uma VPN de acesso remoto para transferir informações 
entre o seu laptop e a rede interna de sua empresa. 
As arquiteturas de VPN de acesso remoto atuais exigem dois componentes 
fundamentais. Primeiro, você precisa de algum tipo de concentrador ou gateway 
VPN, o qual pode ser um servidor dedicado ou um aplicativo de software. Um 
usuário remoto conecta-se a um concentrador VPN para acessar a rede confiável 
de uma rede externa não confiável (normalmente, a internet). O citado gateway é 
responsável por validar as credenciais do usuário usando o seu próprio processo 
de autenticação ou referenciado por uma solução de autenticação separada (MU-
NIZ; CHIMES; RISLER, 2021). O outro componente necessário é o software do 
lado do cliente, que é a tecnologia VPN no sistema que tenta acessar o gateway 
VPN do site principal. Esse software ou aplicativo VPN do lado do cliente remoto, 
usualmente, é um cliente do mesmo fabricante do já citado concentrador.
Você já pensou como é o roteamento dos pacotes do computador remoto co-
nectado a um site principal, por meio de uma VPN? Primeiramente, lembre-se 
que um computador, por padrão, só possui uma interface física de rede. Logo, o 
usuário do computador pode ter um IP 192.168.1.7, que o permitiria trocar pacotes 
com o modem de internet da operadora contratada. Quando a VPN é fechada 
entre o cliente VPN instalado no computador remoto e o concentrador VPN do 
site principal, esse cliente insere uma interface virtual com um IP da rede local da 
organização, por exemplo, 10.1.1.2, e default gateway como concentrador VPN no 
computador remoto. Quando a conexão VPN é encerrada, essa interface virtual e 
a respectiva rota são excluídas.
APROFUNDANDO
Então, só é possível para uma organização manter uma VPN site a site ou de 
acesso remoto? Na verdade, o mais comum é que as duas alternativas funcionem, 
de modo conjunto, no dia a dia das organizações. 
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A Figura 3 mostra um exemplo de uma VPN Site-to-Site e de uma VPN de 
acesso remoto funcionando ao mesmo tempo. Essa separação em dois tipos de 
VPNs é, apenas, para fins didáticos.
 Usuário baseado
 em casa
usuário móvel
usuário móvel
usuário móvel
Modo voluntário modo obrigatório
Sede Corporativa
Rede de acesso
servidor de acesso à rede
Rede de Transporte VPN
 portão VPN 
Figura 3 - VPN Site-to-Site e VPN de acesso remoto funcionando ao mesmo tempo / Fonte: adaptada de 
Bakni (2019c, on-line).
Descrição da figura: no centro da imagem, há a figura de uma nuvem, simbolizando uma rede de dados. Em cima 
dessa rede, há três tubos simbolizando uma rede de transporte VPN. No lado esquerdo dessa nuvem, um dos tubos 
conecta a ilustração de uma casa, nomeada de “Usuário baseado em casa”, a um círculo com a expressão “Sede 
corporativa”, o qual se encontra no canto inferior direito da imagem. Dentro desse círculo, há um desenho de um 
prédio grande e de um disco com setas na superfície, este último simbolizando um concentrador VPN. O segundo 
tubo conecta a ilustração de um homem com uma pasta na mão, localizado no centro da figura, nomeado de 
“Usuário móvel”, ao círculo chamado “Sede corporativa”. Estes dois primeiros tubos são nomeados como “Túnel VPN 
(modo voluntário)”. O terceiro tubo conecta esse círculo à figura de um cubo que tem setas na face externa, esse 
cubo simboliza um servidor de acesso à rede e se conecta, por meio de uma figura de nuvem, a qual representa 
a rede de acesso, à outra imagem de um homem com uma pasta na mão, localizada na parte superior da imagem.
Uma variação da VPN de acesso remoto é a VPN SSL. Ela fornece um conjunto 
de serviços de segurança semelhantes aos fornecidos pelo IPsec. A tecnologia SSL 
VPN tornou-se popular para a implementação de VPNs de acesso remoto com ou 
sem o uso de software-cliente. As VPNs baseadasem SSL aproveitam o protocolo 
SSL, inicialmente, desenvolvido pela Netscape, na década de 1990. Mais tarde, a 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 9
Internet Engineering Task Force (IETF) produziu 
uma alternativa mais segura baseada em padrões, 
chamada TLS. Existem pequenas diferenças entre 
SSL e TLS, mas os protocolos permanecem seme-
lhantes; os termos, às vezes, são usados de forma 
intercambiável, mas, curiosamente, os protocolos 
não são interoperáveis. 
Um dos recursos mais populares de uma VPN SSL sem cliente é a capacidade 
de iniciar um navegador e, simplesmente, conectar-se ao endereço do dispositivo 
VPN, em vez de executar um programa-cliente VPN separado, a fim de estabe-
lecer uma conexão VPN IPsec. 
A Figura 4 mostra um exemplo básico de uma VPN SSL sem cliente, na qual a 
comunicação entre cliente e gateway é criptografada e, após o dado encontrar-se 
na rede local da organização, a comunicação entre o servidor e o gateway SSL VPN 
pode ocorrer em texto claro, dependendo da política de segurança da organização.
Túnel VPN SSL
 Servidor
Comunicação de texto claro Comunicação SSL VPN
portão 
SSL VPN
Cliente 
VPN SSL
Figura 4 - VPN SSL sem cliente / Fonte: adaptada de Bakni (2019d, on-line).
Descrição da figura: na parte superior da figura, há uma seta de duas pontas com a expressão “Túnel VPN SSL”. 
Na parte central da figura, no lado esquerdo, há um servidor conectado a um cubo com um cilindro interno, no 
centro da figura, representando um gateway SSL VPN. Esse cubo está conectado à figura de uma nuvem, nomeada 
de internet, a qual está conectada a um computador, localizado do lado direito da imagem, nomeado “Cliente 
SSL VPN”. Na parte inferior da imagem, há a expressão “Comunicação de texto claro” no lado esquerdo e, do lado 
direito, a expressão “Comunicação SSL VPN”.
A tecnologia SSL 
VPN tornou-se 
popular para a 
implementação de 
VPNs
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Como você viu há pouco, uma VPN de acesso re-
moto permite que usuários individuais estabeleçam 
uma conexão segura com uma rede de computado-
res remota. O desafio que muitas organizações en-
frentam não é, apenas, o de provisionar esse acesso, 
mas também aplicar as práticas recomendadas de 
acesso com privilégios mínimos bem como fornecer, somente, o acesso neces-
sário para atender aos requisitos de negócios desse usuário (MUNIZ; CHIMES; 
RISLER, 2021). No entanto permitir o acesso remoto pode ser um desafio para 
muitas organizações, porque há a possibilidade de existir muitos tipos de usuá-
rios que precisam ser autenticados, diferentes níveis de acesso que precisam ser 
autorizados, continuamente, e uma contabilidade a qual necessita ser incluída, a 
fim de monitorar como os recursos são acessados. 
Os usuários individuais podem estar usando vários tipos de dispositivos, 
desde laptops a telefones celulares, bem como diferentes sistemas operacionais 
e navegadores da web (MUNIZ; CHIMES; RISLER, 2021). Imagine você, como 
responsável por gerenciar os acessos remotos de uma VPN em uma organização, 
precisando acomodar qualquer tipo de usuário — por exemplo, um usuário de 
telefone Android que requer, apenas, acesso a um aplicativo interno específico 
ou um administrador exigindo acesso total à rede interna a partir de uma área 
de trabalho do Windows — esses fatores afetarão a abordagem recomendada ao 
projeto de VPN de acesso remoto em uma organização.
Eu fui responsável, por bastante tempo, pelo gerenciamento dos acessos re-
motos no Exército Brasileiro. Era muito trabalhoso, pois os softwares-cliente de-
veriam funcionar para as diferentes versões dos sistemas operacionais Windows e 
distribuições Linux. Quando um sistema operacional atualizava, eventualmente, 
o aplicativo cliente VPN do usuário parava de funcionar.
aplicar as práticas 
recomendadas 
de acesso com 
privilégios mínimos
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TEMA DE APRENDIZAGEM 9
Do ponto de vista do modelo de referência básico OSI, existem três tipos 
principais de VPN (ISO, 2013):
VPNS DE CAMADA 2
As VPNs de camada 2 oferecem um recurso de LAN simulado, usando conexões VPN 
executadas em uma rede de hospedagem, por exemplo, a rede de um provedor, para 
vincular sites de uma organização ou fornecer uma conexão remota a uma organiza-
ção. As ofertas típicas de provedores nessa área incluem o Virtual Private Wire Service 
(VPWS), que fornece uma simulação de “conexão apenas com fios”, ou o Virtual Private 
LAN Service (VPLS), o qual fornece um serviço de LAN simulado mais completo.
VPNS DE CAMADA 3
As VPNs de camada 3 oferecem um recurso de WAN simulado, novamente, usando 
VPNs executadas em uma infraestrutura de rede. Essas ofertas fornecem aos sites 
conectividade OSI Network Layer simulada. Uma atração básica, aqui, é a capacidade 
de usar esquemas de endereçamento IP privado em uma infraestrutura pública, 
uma prática que não seria permitida em uma conexão IP pública “normal”. Embora os 
endereços privados possam ser usados em redes públicas via NAT (Network Address 
Translation), tal ação complicaria o estabelecimento e o uso da VPN IPsec, ainda que 
existam soluções alternativas disponíveis.
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VPNS DE CAMADA SUPERIOR
As VPNs de camada superior são usadas para proteger transações em redes públicas. 
Elas, normalmente, fornecem um canal seguro entre os aplicativos de comunicação, 
garantindo, assim, a confidencialidade e a integridade dos dados durante a transação. 
Esse tipo também pode ser conhecido como VPN de camada 4 porque a conexão 
VPN, de modo geral, é estabelecida sobre TCP, que é um protocolo de camada 4.
O principal objetivo de segurança de uma VPN é a proteção contra o acesso não 
autorizado. As VPNs podem, portanto, ser usadas para cumprir objetivos mais 
amplos de segurança de rede, como: salvaguardar a informação em redes, em 
sistemas ligados a redes e os serviços por eles utilizados, proteger a infraestrutura 
de rede de suporte e os sistemas de gestão de rede (ISO, 2013).
Para atingir os objetivos descritos no parágrafo anterior, as VPNs devem ser 
implementadas de forma a garantir a confidencialidade e a integridade dos 
dados em trânsito entre terminais VPN, a autenticidade e autorização de usuá-
rios e administradores de VPN, além da disponibilidade de terminais VPN e 
infraestrutura de rede (FRAHIM; SANTOS, 2010). Você aprenderá sobre cada 
um desses requisitos em detalhes, a seguir.
A confidencialidade dos dados em trânsito no túnel não deve ser compro-
metida, o uso de tecnologias de túnel implica que dados e códigos em trânsito 
não sejam visíveis a outros usuários da rede. No entanto, isso não significa que o 
tráfego seja mantido em sigilo; em particular, os dados e códigos que fluem em 
túneis não são protegidos de determinadas inspeções as quais usam analisadores 
ou interceptores de dados. A preservação da confidencialidade dos dados e do 
código durante o trânsito em túneis é, portanto, crucialmente dependente da 
probabilidade de ocorrência de tais inspeções, o que, por sua vez, é um fator do 
grau de confiança existente na rede subjacente que suporta a VPN, e esse grau 
varia dependendo da propriedade da rede de trânsito. 
Essa rede de trânsito, caso não esteja em um domí-
nio confiável, ou caso os dados e o código a serem trans-
mitidos forem considerados confidenciais, poderão ser 
necessários controles de segurança adicionais para pro-
teger a confidencialidade. Nestas situações, o mecanis-
mo de túnel empregado deve suportar criptografia ou 
A segurança dos 
clientes VPN 
também não deve 
ser negligenciada.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 9
os itens a serem enviados devem ser criptografados offline, antes da transmissão 
pela VPN. A segurança dos clientes VPN também não deve ser negligenciada. 
Para aumentar a segurança de uma organização, os requisitos de segurança aos 
end-points VPN também precisam ser considerados. Dessa forma, os computa-
dores ou dispositivos móveis que possuem um cliente VPN da organização insta-
lados (end-points) devem garantir que haja, somente, tráfegode rede controlado 
entre a rede atual do dispositivo e a VPN. 
Pense o seguinte: antes de fechar a VPN entre o cliente VPN do seu computador e 
a rede LAN da organização, você acessava a internet, livremente. Após o estabeleci-
mento da conexão VPN entre o concentrador e o cliente, a organização tem a possi-
bilidade de limitar o roteamento que existia antes do estabelecimento do túnel VPN. 
Em algumas organizações, dispositivos móveis só conseguem estabelecer a co-
nexão VPN se um app, previamente, instalado da organização verificar que o usuá-
rio do dispositivo móvel está com o sistema operacional e o antivírus atualizados.
APROFUNDANDO
A integridade dos dados que estão em trânsito, no túnel, não deve ser com-
prometida. Os mecanismos utilizados para implementar o túnel VPN devem 
suportar a verificação da integridade dos dados e códigos em trânsito, utilizando 
técnicas como: códigos de verificação de mensagens, códigos de autenticação de 
mensagens e mecanismos antirreplay. Se tal proteção não estiver disponível na 
implementação do túnel ou se os dados ou o código a serem transmitidos forem, 
particularmente, sensíveis, os controles de proteção de integridade precisam ser 
implementados nos sistemas finais, de modo que essa proteção seja fornecida 
de ponta a ponta.
A autenticidade das informações que cruzam redes IP públicas deve ser 
fornecida entre os pares participantes em uma VPN. O estabelecimento do 
túnel e o processo de operação precisam ser apoiados por controles de auten-
ticação, de modo que cada extremidade do túnel possa ter certeza de estar se 
comunicando com o ponto de extremidade do parceiro correto — o qual pode 
ser um sistema de acesso remoto — e que os dados recebidos são originados 
da fonte autorizada correta.
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O estabelecimento do túnel e o processo de operação devem ser apoiados por 
controles de autorização e incluir ACLs, o que garante que cada extremidade 
do túnel seja um ponto de extremidade de parceiro autorizado — o qual pode 
ser um sistema de acesso remoto — e que os dados recebidos são originados da 
fonte autorizada correta.
A disponibilidade de túneis e, portanto, de VPNs, é uma função da disponi-
bilidade da infraestrutura de rede de suporte e dos sistemas de ponto final, mas os 
controles de segurança voltados a combater ataques de negação de serviço especí-
ficos aos mecanismos de túneis precisam ser incorporados, sempre que possível.
Normalmente, os túneis VPN site a site são encerrados entre dois ou mais dis-
positivos de infraestrutura de rede, ao contrário da VPN de acesso remoto, cujos 
túneis são formados por um dispositivo head-end VPN, uma estação de trabalho 
do usuário final ou um cliente VPN de hardware.
APROFUNDANDO
Até este ponto do Tema de Aprendizagem, você já leu, algumas vezes, o termo 
IPsec. Já pensou por que ele é relevante quando se fala de VPN? IPsec é a sigla 
para Segurança do Protocolo da Internet (Internet Protocol Security) e muitas 
tecnologias VPN usam o encapsulamento IPsec para VPNs. 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 9
O IPsec é um conjunto de protocolos — in-
cluindo AH, ESP, HMAC, IPComp e IKE — para 
proteger as comunicações IP por meio da autenti-
cação do remetente e do fornecimento de proteção 
de integridade e, opcionalmente, confidencialidade 
aos dados transmitidos. Ele usa criptografia de chave pública para fornecer 
criptografia, controle de acesso, não repúdio e autenticação de mensagens, todos 
usando protocolos com base em IP. O IPsec é um padrão de extensões de segu-
rança IP usado como complemento para IPv4 e integrado ao IPv6 (CHAPPLE; 
STEWART; GIBSON, 2021).
O IPsec, como dito, anteriormente, não é um protocolo único, mas sim uma 
coleção de protocolos. Abordaremos, com base em Chapple, Stewart e Gibson 
(2021), cada um deles, brevemente, a seguir.
CABEÇALHO DE AUTENTICAÇÃO (AUTHENTICATION HEADER – AH)
Fornece garantias de integridade e não repúdio da mensagem. O AH também fornece 
a função de autenticação primária para IPsec, implementa o controle de acesso à 
sessão e evita ataques de repetição.
ENCAPSULAMENTO DE CARGA ÚTIL DE SEGURANÇA (ENCAPSULATING 
SECURITY PAYLOAD – ESP)
Fornece confidencialidade e integridade do conteúdo da carga útil. O ESP fornece 
criptografia, oferece autenticação limitada e evita ataques de repetição. O moderno 
IPsec ESP, normalmente, usa criptografia padrão de criptografia avançada (AES). A 
autenticação limitada permite que o ESP estabeleça os seus próprios links sem usar 
AH bem como execute a reautenticação periódica no meio da sessão, para detectar e 
responder ao sequestro de sessão. O ESP pode operar no modo de transporte ou no 
modo de túnel e, enquanto ele executa, por meio de criptografia, autenticação e confi-
dencialidade, o protocolo Authentication Header (AH) executa, apenas, a autenticação. 
Por conta disso, o AH não tem sido muito usado e está obsoleto.
O IPsec é um 
conjunto de 
protocolos
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CÓDIGO DE AUTENTICAÇÃO DE MENSAGEM BASEADO EM HASH (HASH-BASED 
MESSAGE AUTHENTICATION CODE – HMAC):
É o principal mecanismo de hash ou integridade usado pelo IPsec.
COMPRESSÃO DE CARGA DE IP (IP PAYLOAD COMPRESSION – IPCOMP)
É uma ferramenta de compactação usada pelo IPsec para compactar dados antes de o 
ESP criptografá-los e, assim, tentar acompanhar a transmissão de velocidade do cabo. 
A NEGOCIAÇÃO E O GERENCIAMENTO DE PROTEÇÕES DE SEGURANÇA IPSEC 
E AS CHAVES SECRETAS ASSOCIADAS SÃO TRATADAS PELO PROTOCOLO 
INTERNET KEY EXCHANGE (IKE)
O IPsec usa criptografia de chave pública e criptografia simétrica para fornecer cripto-
grafia (também conhecida como criptografia híbrida), troca segura de chaves, controle 
de acesso, não repúdio e autenticação de mensagens, tudo usando protocolos e 
algoritmos padrão da internet. O mecanismo do IPsec que gerencia as chaves de 
criptografia é o Internet Key Exchange (IKE), o qual é composto por três elementos: 
OAKLEY, SKEME e ISAKMP. 
O OAKLEY é um protocolo de geração e troca de chaves semelhante ao Diffie-Hellman. 
O Secure Key Exchange Mechanism (SKEME) é um meio de trocar chaves com seguran-
ça, semelhante a um envelope digital. As implementações modernas de IKE também 
usam, às vezes, ECDHE para troca de chaves. O Internet Security Association and Key 
Management Protocol (ISAKMP) é tem a função de organizar e gerenciar as chaves de 
criptografia que foram geradas e trocadas pela OAKLEY e SKEME. Uma associação 
de segurança é o método acordado de autenticação e criptografia usado por duas 
entidades (um pouco como um chaveiro digital). O ISAKMP costuma ser empregado 
em negociação e fornecimento de material de chave autenticado (um método comum 
de autenticação) às associações de segurança, de maneira segura. 
Cada VPN IPsec usa duas associações de segurança, uma para transmissão 
criptografada, outra para recepção criptografada. Assim, cada VPN IPsec é 
composta por dois canais de comunicação simplex que são criptografados, inde-
pendentemente. O uso de duas associações de segurança por VPN pelo ISAKMP 
permite que o IPsec ofereça suporte a várias VPNs simultâneas de cada host 
(CHAPPLE; STEWART; GIBSON, 2021).
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TEMA DE APRENDIZAGEM 9
Caro(a) aluno(a), após compreender o IPsec, você será capaz de compreender o 
último tópico de VPN deste tema. O uso principal do IPsec é destinado a redes 
privadas virtuais (VPNs), portanto, ele pode operar no modo de transporte ou 
no modo túnel. 
MODO DE TRANSPORTE
As VPNs de modo de transporte são ancoradas ou terminam nos hosts individuais 
conectados entre si (CHAPPLE; STEWART; GIBSON, 2021). No modo de transporte, o 
IPsec fornece proteção de criptografia apenas à carga útil, deixando o cabeçalho da 
mensagem original intacto. Neste tipo de VPN, a comunicação permanece criptogra-
fada enquanto está em trânsito entre os hosts conectados e, como as VPNs de modo 
de transporte não criptografam o cabeçalho de uma comunicação, é melhor usá-las, 
somente, em uma rede confiável entre sistemas individuais. Se os dadosa serem 
trafegados precisarem cruzar redes não confiáveis ou se conectar a vários sistemas, o 
modo de túnel é o mais recomendado.
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MODO TÚNEL
As VPNs de modo túnel terminam ou são ancoradas em dispositivos VPN nos limites 
das redes conectadas ou em um dispositivo remoto (CHAPPLE; STEWART; GIBSON, 
2021). No modo de túnel, o IPsec fornece proteção de criptografia para a carga útil e, 
também, para o cabeçalho da mensagem, encapsulando todo o pacote de protocolo 
LAN original, adicionando o seu próprio cabeçalho IPsec temporário.
Modo transporte: Internet
Internet
Modo túnel:
Figura 5 - VPNs operando em modo de transporte e em modo de túnel
Fonte: adaptada de Wikimedia Commons (2010, on-line). 
Descrição da figura: na parte superior esquerda da imagem, está a expressão “Modo transporte” logo acima de 
duas figuras de computadores conectados por um tubo que atravessa uma nuvem nomeada “Internet”. Na parte 
inferior esquerda, está a expressão “Modo túnel” logo acima de duas figuras nuvens que têm, em cada uma delas, 
as figuras de três computadores e de um cubo com uma chave desenhada na face externa. Essas duas nuvens 
com itens no seu interior estão conectadas por um tubo que atravessa uma nuvem nomeada “Internet”.
Com o objetivo de evidenciar a distinção entre esses dois modos de operação, 
você deve observar, inicialmente, a Figura 5. Nela, a VPN de modo de trans-
porte está ancorada, nas duas pontas, em hosts individuais conectados entre si, 
enquanto a VPN de modo túnel é ancorada, nas duas extremidades, por gate-
ways VPN (ou concentradores VPN) nas bordas das redes conectadas.
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IP TCP
IP TCP
IP TCP ESP
Trailer
ESP
TrailerIP
modo transporte ESP 
modo túnel ESP  Autenticação
 ESP
 Autenticação
 ESPcarga útil
carga útil
carga útil
cabeçalho
 ESP
cabeçalho
 ESP
criptografado
criptografado
autenticado
autenticado
Figura 6 - Uso do IPsec Encapsulating Security Payload (ESP) nos modos túnel e transporte
Fonte: adaptada de Wikimedia Commons (2020, on-line). 
Descrição da figura: na parte central da imagem, há três blocos simbolizando um pacote TCP/IP. Da esquerda para 
a direita, os blocos são nomeados como “IP”, “TCP” e “Payload”. Na parte superior da imagem, há seis blocos ao lado 
da expressão “Modo transporte ESP”. Da esquerda para a direita, os blocos são nomeados como “IP”, “Cabeçalho 
ESP”, “TCP”, “Payload”, “ESP trailer” e “Autenticação ESP”, além de um bloco nomeado “Criptografado”, logo acima dos 
blocos TCP e “Payload”, e um bloco intitulado “Autenticado”, acima dos blocos “Cabeçalho ESP”, “TCP”, “Payload” e 
“ESP trailer”. Na parte inferior da imagem, há sete blocos ao lado da expressão “Modo túnel ESP”. Da esquerda para 
a direita, os blocos são nomeados como “IP”, “Cabeçalho ESP”, “IP”, novamente, “TCP”, “Payload”, “ESP trailer” e “Au-
tenticação ESP”, além de um bloco nomeado “Criptografado”, logo abaixo dos blocos “IP”, “TCP” e “Payload”. Também 
há um bloco intitulado “Autenticado”, logo acima dos blocos “Cabeçalho ESP”, “IP”, “TCP” “Payload” e “ESP trailer”.
A segunda diferença entre os modos de operação que deve ficar claro é destacada 
na Figura 6. No modo de transporte, o IPsec fornece proteção de criptografia, 
apenas, para a carga útil (TCP + Payload) deixando o cabeçalho da mensagem 
original intacto (IP). Por outro lado, o IPsec no modo de túnel fornece prote-
ção de criptografia à carga útil e, também, ao cabeçalho da mensagem original 
(IP + TCP + Payload). Para haver roteamento, o IPsec ESP adiciona o seu próprio 
cabeçalho IPsec temporário (IP + ESP header).
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Como foi apresentado neste tema, as organizações têm a possibilidade de utili-
zar VPN para integrar trabalhadores remotos ou escritórios em locais distantes. 
Logicamente, os usuários da rede interna — os quais estão dentro das instalações 
da organização — não precisam da VPN, pois podem usar a rede LAN cabeada. 
Entretanto, mesmo dentro das instalações da organização, os usuários da rede 
interna se locomovem, tornando muito útil o recurso de redes sem fios (wire-
less). As redes sem fios possuem uma série de problemas de segurança não 
encontrados nas redes com fios ou redes cabeadas. 
Relembrando: a rede wireless, normalmente, envolve comunicações entre dois tipos 
de dispositivos — um cliente e um ponto de acesso — por broadcast, o que torna essas 
comunicações muito mais suscetíveis à espreita e à interferência do que as redes cabeadas. 
Esse dispositivo cliente pode ser um notebook, celulares ou outros dispo-
sitivos portáteis. Com exceção dos notebooks, os dispositivos wireless, como 
smartphones e tablets, podem ter sistemas operacionais sofisticados, porém com 
recursos mais limitados de memória e processamento para combater as ameaças 
— incluindo negação de serviço e malware — do que computadores pessoais 
(STALLINGS, 2014). Para alguns dispositivos wireless específicos, como sen-
sores e robôs, a sua localização costuma ser uma dificuldade adicional, quando 
comparada a redes cabeadas, pelo fato de esses dispositivos terem a capacidade 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 9
de ficar isolados em locais remotos e/ou hostis, aumentando bastante a vul-
nerabilidade a ataques físicos. 
Outra característica dos dispositivos wireless que contribui para o risco mais 
alto à segurança das redes sem fio, em comparação com as redes cabeadas, é a sua 
mobilidade, a qual resulta em uma série de riscos, afinal, uma rede local cabeada 
oferece um grau de privacidade mais alto, limitando a recepção de dados a esta-
ções conectadas, fisicamente, a LAN, enquanto em uma rede sem fios, qualquer 
estação wireless móvel dentro do alcance do rádio pode receber ou transmitir.
O ambiente sem fio consiste em três componentes que oferecem pontos de 
ataques para hackers (ROHLING, 2020):
 ■ O cliente wireless.
 ■ O ponto de acesso wireless.
 ■ O meio de transmissão, que transporta as ondas de rádio para transfe-
rência de dados, também é uma fonte de vulnerabilidade.
Na transmissão dos dados entre os clientes ou terminais sem fio e o ponto de 
acesso, os sinais são propagados pelo espaço aberto, sendo disseminados por todo 
o ambiente e, assim, passíveis de captura por um hacker. Portanto, é necessário 
implementar um mecanismo de segurança para garantir que os dados, casas 
sejam capturados, não possam ser decodificados. O mecanismo utilizado para 
essa proteção é uma técnica de criptografia que consiste em alterar os dados de 
forma que eles não sejam decodificados sem a chave correta (ROHLING, 2020). 
Dessa maneira, caro(a) aluno(a), mesmo em posse dos dados sejam capturados, 
o hacker precisará conhecer a chave utilizada para, então, os decodificar.
VOCÊ SABE RESPONDER?
Como os dados da comunicação wireless podem ser capturados?
O modo mais comum é por meio de um ataque 
conhecido como war driving: ele consiste no uso de 
equipamentos computacionais com antenas de alto 
ganho — o que permite a esse equipamento, geral-
mente, um notebook, estar distante, fisicamente, do 
consiste no uso 
de equipamentos 
computacionais com 
antenas de alto ganho
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ponto de acesso — além de softwares específicos para a captura dos pacotes da 
rede, como o Wireshark. O atacante, com esses equipamentos e recursos de soft-
ware, consegue obter informações da rede, tais como criptografia, SSID (“nome 
da rede wifi”) e outras informações facilitadoras de um futuro ataque. Você, como 
um(a) futuro(a) profissional de segurança, deve ficar atento(a) ao fato de ser mais 
fácil para o hacker fazer o acesso já dentro da rede interna, pela rede WLAN, 
pois o acesso à rede interna das empresas a partir da internet é dificultada pelo 
uso de equipamentos de firewall.
Para a prevenção dos ataques às redes wireless, as duas principais técnicas utili-
zadas são a autenticação e a criptografia. O padrão IEEE 802.11 original definiu 
dois métodos que os clientes sem fio podem usar para se autenticar em pontos de 
acesso sem fio antesque as comunicações de rede normais tenham a chance de 
ocorrer no link wireless. Esses dois métodos são a autenticação de sistema aberto e 
a autenticação de chave compartilhada (CHAPPLE; STEWART; GIBSON, 2021).
No padrão aberto, não é necessária a utilização de senha, significando que ne-
nhuma autenticação real é necessária. Dessa forma, desde que um sinal de rádio 
possa ser transmitido entre o cliente e o ponto de acesso, as comunicações são 
permitidas (ROHLING, 2020). Também acontece de as redes sem fio que usam au-
tenticação de padrão aberto, normalmente, transmitirem tudo em texto não crip-
tografado, ou seja, sem sigilo ou segurança (CHAPPLE; STEWART; GIBSON, 2021). 
Esse modelo é, de modo geral, utilizado em redes que fornecem acesso gratuito à 
internet, como algumas cafeterias em grandes cidades. A autenticação de sistema 
aberto é menos segura do que a autenticação de chave compartilhada, pois, nes-
sa última, o tráfego é criptografado.
APROFUNDANDO
Na implementação da autenticação de chave compartilhada, alguma forma de 
autenticação deve ocorrer antes que as comunicações na rede sem fio tenham 
chance de ocorrer. Por conta disso, é utilizada uma senha secreta, que também é 
chamada de chave. Esta deve ser a mesma tanto no ponto de acesso quanto nas 
estações terminais que se conectam ao ponto de acesso (CHAPPLE; STEWART; 
GIBSON, 2021). A chave secreta precisa ser conhecida, apenas, pelo terminal e 
pelo ponto de acesso, não deve ser transmitida pela rede wireless (ROHLING, 
2020). Atualmente, a maior parte dos estabelecimentos comerciais oferecem uma 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 9
rede sem fio para o acesso à internet com autenticação de chave compartilhada, 
obrigando os clientes a questionarem: “qual a senha do wifi?”
Como discutimos, a autenticação de chave compartilhada utiliza criptografia. 
Serão apresentados, a seguir, os principais protocolos de comunicação para uso 
em redes sem fio que incorporam os recursos de autenticação e criptografia.
Segundo Rohling (2020), o primeiro padrão de criptografia adotado, publicado 
em 1999, se propunha a implementar o mesmo nível de segurança de uma rede 
cabeada, de onde vem o seu nome “privacidade equivalente com fio” (Wired 
Equivalent Privacy – WEP). O WEP foi definido pelo padrão IEEE 802.11 ori-
ginal e se baseia em um processo de criptografia de chaves simétricas, ou seja, 
a mesma chave deve ser configurada no terminal e no ponto de acesso. 
O WEP usa uma chave secreta compartilhada predefinida do Rivest Cipher 4 (RC4) 
para autenticação e criptografia durante todo o processo de comunicação, mas, em vir-
tude da evolução da capacidade de processamento dos dispositivos, tornou-se vulnerá-
vel à quebra de chave por força bruta, isto é, por tentativa e erro (CHAPPLE; STEWART; 
GIBSON, 2021). Desde 2004, esse padrão não é mais reconhecido pela Wi-Fi Alliance 
como um método de criptografia a ser utilizado em redes wireless (ROHLING, 2020). 
Por ser um método chamado de legado, entretanto, praticamente todos os dispositivos 
wifi ainda o suportam, tendo-o como opção na configuração dos dispositivos.
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Com os computadores existentes, hoje, é possível 
quebrar a segurança do WEP em menos de um mi-
nuto. Felizmente, existem alternativas ao WEP que 
você deve usar (CHAPPLE; STEWART; GIBSON, 
2021).
Tendo o padrão WEP tornado-se inseguro, foi publicado o padrão Acesso 
Protegido por Wi-Fi (Wi-Fi Protected Access – WPA), em 2003, com um nível 
de segurança muito mais alto do que o WEP, apesar de se basear nele. O WPA 
era uma correção temporária para substituir o WEP até que a nova emenda ao 
padrão IEEE 802.11i fosse concluída (CHAPPLE; STEWART; GIBSON, 2021). 
O WPA é uma melhoria significativa em relação ao WEP, porque não usa a mesma 
chave estática para criptografar todas as comunicações, em vez disso, o WPA negocia 
um conjunto de chaves exclusivo com cada host (CHAPPLE; STEWART; GIBSON, 2021). 
A principal alteração foi a utilização de chaves temporais, modificando a chave secreta 
a cada pacote transmitido. Dessa forma, o ataque do tipo força bruta é neutralizado, 
afinal, para esse tipo de ataque ser eficiente, é necessário usar a mesma chave que, 
ao ser quebrada, permite a decodificação de toda a transmissão (ROHLING, 2020). 
Além disso, o WPA separou a autenticação da criptografia, porque usa o algo-
ritmo RC4 e emprega o Temporal Key Integrity Protocol (TKIP), o qual processa 
a troca de chave durante a transmissão. O TKIP foi projetado como uma medida 
temporária para oferecer suporte a recursos WPA, mas dispensando a exigência 
da substituição de hardware sem fio legado. 
Caros(as) alunos(as), o WPA, no entanto, não é mais seguro. Ataques especí-
ficos tornaram a segurança dele não confiável, e o WPA foi, oficialmente, substi-
tuído pelo WPA2, enquanto o TKIP foi descontinuado e não é mais considerado 
seguro desde 2012 (CHAPPLE; STEWART; GIBSON, 2021). 
O IEEE 802.11i ou Wi-Fi Protected Access 
2 (WPA2) substituiu o WEP e o WPA. O padrão 
WPA2 utiliza um algoritmo de criptografia mais for-
te do que o RC4: o Advanced Encryption Standard 
(AES). Como é de se esperar, um algoritmo mais 
complexo, como o AES, certamente, exige mais ca-
pacidade de processamento dos dispositivos sem fio, podendo afetar a percepção 
é possível quebrar a 
segurança do WEP 
em menos de um 
minuto.
O IEEE 802.11i ou Wi-
Fi Protected Access 2 
(WPA2) substituiu o 
WEP e o WPA. 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 9
do usuário quanto à velocidade de acesso à rede, devido ao fato de o equipamento 
precisar decodificar todos os pacotes com um algoritmo matemático complexo, o 
que torna a comunicação mais lenta (ROHLING, 2020). Por conta disso, alguns 
equipamentos wireless mais antigos não suportam o WPA 2.
O WPA2/802.11i definiu duas opções de autenticação, ambas conhecidas como 
chave pré-compartilhada e IEEE 802.1X ou empresarial. Já vimos que a chave 
pré-compartilhada trata do uso de uma senha fixa estática à autenticação, mas, como 
novidade, a autenticação IEEE 802.1X ou empresarial permite a utilização de um servi-
ço de Autenticação, Autorização e Auditoria (AAA) existente na organização — como 
RADIUS ou TACACS+ — para autenticação (CHAPPLE; STEWART; GIBSON, 2021).
O RADIUS é um sistema cliente-servidor distribuído que protege as redes contra o 
acesso não autorizado. O cliente é executado em switches e envia solicitações de 
autenticação para o servidor central, que contém todas as informações de auten-
ticação de usuário e acesso ao serviço de rede. O RADIUS é um protocolo, total-
mente, aberto, distribuído em formato de código-fonte, que pode ser modificado 
para funcionar com qualquer sistema de segurança, atualmente, disponível no 
mercado. Esse sistema utiliza, de forma geral, a porta UDP 1812 para comunicação.
TACACS+ é um protocolo cliente-servidor que usa TCP (porta TCP 49) aos requisitos de 
transporte. Também é utilizado em serviços de Autenticação, Autorização e Auditoria.
ZOOM NO CONHECIMENTO
Apesar do protocolo WPA2 ainda estar ativo, já existe o protocolo Wi-Fi Pro-
tected Access 3 (WPA3), lançado em janeiro de 2018. O WPA3 substituiu a au-
tenticação de chave pré-compartilhada pela autenticação simultânea de iguais 
(Simultaneous Authentication of Equals – SAE). A autenticação simultânea de 
iguais (SAE) ainda usa uma senha, porém não criptografa mais e envia essa senha 
pela conexão, a fim de realizar a autenticação.
O SAE executa um processo de prova de conhecimento zero conhecido como 
Dragonfly Key Exchange, um derivado do algoritmo Diffie-Hellman. O processo 
usa a senha predefinida bem como os endereços MAC do cliente e do ponto de 
acesso para realizar a autenticação e a troca de chaves de sessão (CHAPPLE; 
STEWART; GIBSON, 2021). Alguns dispositivos 802.11ac/Wi-Fi 5 foram os 
primeiros a suportar ou adotar o WPA3.
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Estamos concluindo este tema, mas, antes, falarei um pouco sobre as pers-
pectivas de carreira na cibersegurança. Devido ao crescimento exponencialos seus tipos, divididos em: ameaças humanas e não humanas.
Dentre as ameaças humanas, existe a ameaça humana intencional. As pessoas 
são capazes de, intencionalmente e por várias razões, causar danos a sistemas de in-
formação. Normalmente, pensamos em intrusos, tais como um hacker que tem algo 
contra a empresa e deseja invadir o sistema dela com o objetivo de causar danos. Mas 
e quanto ao funcionário da empresa que destrói dados após ser demitido ou quem, 
como resultado de não receber a promoção a qual gostaria, se vinga destruindo da-
dos ou vendendo-os para a concorrência? A engenharia social também é um outro 
exemplo de ameaça humana intencional (HINTZBERGEN et al., 2018). 
As pessoas também podem causar danos de forma não intencional. Por exem-
plo, pressionando, acidentalmente, o botão “delete” e confirmando, de forma des-
cuidada, com “ok”. Isso já aconteceu com o DNS do meu local de trabalho, por conta 
de um equívoco do estagiário da equipe. Você, dedicado(a) aluno(a), também pode 
inserir um pen drive com um vírus em uma máquina e espalhá-lo através da rede. 
Além disso, em pânico, há a possibilidade de você usar um extintor de pó para 
apagar um pequeno incêndio e, como resultado, destruir um servidor. 
Existem, também, eventos não humanos que ameaçam uma organização. 
Estes incluem influências externas, tais como: raios, incêndios, inundações e 
tempestades. Grande parte dos danos causados dependerá da localização do 
equipamento nas instalações. A sala do servidor está localizada, diretamente, 
sob um telhado plano suscetível a vazamento? É situada no subsolo em uma área 
onde há água subterrânea elevada? Essa sala tem janelas ou parece uma estrutura 
fortificada, sem janelas, com vedação para água e fogo e, por vezes, embaixo da 
terra, estilo bunker? Todas as preocupações citadas têm influência sobre os riscos 
que a organização terá de enfrentar (HINTZBERGEN et al., 2018).
Só lembrando que as ameaças tendem a ser específicas a determinados ambien-
tes, principalmente no mundo da segurança da informação. Por exemplo, embora 
um vírus possa ser problemático em um sistema operacional Windows, é impro-
vável que o mesmo vírus tenha algum efeito em um sistema operacional Linux.
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NOVOS DESAFIOS
Chegamos ao fim deste Tema de Aprendizagem!
A engenharia social busca explorar a falta de consciência sobre segurança dentro 
de uma organização. Ao usar as expressões corretas ou nomes de pessoas conhecidas 
e de seus departamentos, alguém pode passar a impressão de ser um colega. Agir 
de forma educada e parecer confiável fornece ao “colega” a oportunidade de obter 
segredos comerciais e da empresa. Um engenheiro social tira proveito dos pontos 
fracos das pessoas para concretizar os seus objetivos, pois a maioria das pessoas não 
sabe o que é engenharia social, tampouco reconhece um engenheiro social. 
Caso o helpdesk te telefone perguntando onde está determinado arquivo, você 
deve checar se está, realmente, falando com o helpdesk. Lembre-se: um funcio-
nário desse setor nunca pedirá a sua senha. Você, alguma vez, falou a respeito 
do seu trabalho no transporte público ou em uma festa? Tem certeza de que não 
mencionou nada confidencial? Um engenheiro social trabalha de acordo com 
certo padrão.
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Foram muitos os conhecimentos apresentados até agora e, sempre há algo mais a aprender, 
por isso, busque estar por dentro das notícias relacionadas a avanços tecnológicos bem 
como se atualizar quanto ao mercado. Agora, iremos à etapa final do nosso estudo, a fim de 
praticar, rever e reforçar o nosso conteúdo.
1. Um dos princípios básicos da segurança da informação tem como característica garantir 
que uma informação não seja alterada durante o seu trânsito entre o emissor e o destina-
tário. Nesse sentido, assinale a alternativa a qual apresenta, corretamente, esse princípio:
a) Confidencialidade.
b) Integridade.
c) Disponibilidade.
d) Irretratabilidade.
e) Autenticidade.
2. Nos princípios básicos da segurança da informação, você, algumas vezes, se deparará 
com uma descrição não condizente com o que determinado princípio de segurança da 
informação representa. De modo a reforçar os conceitos estudados, leia as alternativas, a 
seguir, e assinale a incorreta:
a) A autenticidade refere-se às ações tomadas para assegurar que informações confiden-
ciais e críticas não sejam roubadas do sistema.
b) A disponibilidade pressupõe que uma informação deve estar disponível a qualquer pes-
soa de direito, sempre que necessário.
c) A irretratabilidade é a propriedade de evitar a negativa de autoria de transações por parte 
de usuários, garantindo ao destinatário o dado acerca da autoria da informação recebida.
d) A confidencialidade refere-se à limitação de acesso à informação, apenas, às pessoas e/
ou entidades autorizadas por aqueles que detêm os direitos da informação.
e) De acordo com o conceito de integridade, os dados devem ser mantidos intactos, sem 
alteração, conforme foram criados e fornecidos.
AUTOATIVIDADE
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REFERÊNCIAS
ANDRESS, J. Foundations of Information Security. 1st ed. San Francisco: No Starch Press, 2019.
CNSS. Committee on National Security Systems (CNSS) Glossary. Fort Meade: CNSS, 2015. 
(CNSSI nº 4009).
DARDICK, G. S. Cyber Forensics Assurance. Perth: Edith Cowan University, 2010.
GARGANO, P. 31 Days Before Your CCNA Security Exam: a day-by-day review guide for the IINS 
210-260 certification exam. 1st ed. Indianapolis: Cisco Press, 2016. 
HINTZBERGEN, J. et al. Fundamentos de Segurança da Informação: com base na ISO 27001 e 
na ISO 27002. 1. ed. Rio de Janeiro: Brasport, 2018. 
ISO. ISO/IEC 13335:2004. Information Technology – Security Techniques – Management of Infor-
mation and Communications Technology Security. Geneve: ISO, 2004. 
ISO. ISO/IEC 27002:2013. Information Technology – Security Techniques – Code of Practice for 
Information Security Controls. Geneve: ISO, 2013.
NIELES, M.; DEMPSEY, K.; PILLITTERI, V. Y. An Introduction to Computer Security: The National 
Institute of Standards and Technology Handbook. Gaithersburg: NIST, 2017. (Special Publication 
800-12. Revision I). Disponível em: https://nvlpubs.nist.gov/nistpubs/SpecialPublications/NIST.
SP.800-12r1.pdf. Acesso em: 9 nov. 2022. 
STALLINGS, W. Criptografia e Segurança de Redes: Princípios e Práticas. 6. ed. São Paulo: Pear-
son Universidades, 2014.
TANENBAUM, A. S.; WETHERALL, D. Redes de Computadores. 5. ed. São Paulo: Pearson Uni-
versidades, 2011.
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1. B. A integridade é o princípio cuja propriedade garante que a informação manipulada mante-
nha todas as características originais estabelecidas pelo proprietário da informação, incluindo 
controle de mudanças e garantia do seu ciclo de vida (nascimento, manutenção e destruição).
2. A. Tenha em mente o seguinte resumo para responder à questão:
Confidencialidade: acesso, somente, por pessoas autorizadas. A resposta está correta. 
Integridade: sem alteração da informação. A resposta está correta. 
Disponibilidade: sempre disponível às pessoas autorizadas que possuem o direito de posse. 
Autenticidade (do remetente): garante a identidade de quem está enviando determinada 
informação.
Não repúdio (irretratabilidade): trata da capacidade de garantir que o emissor da mensagem 
ou o participante de um processo não negue, posteriormente, a sua autoria.
GABARITO
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MINHAS ANOTAÇÕES
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MINHAS METAS
VISÃO GLOBAL DE SEGURANÇA DA 
INFORMAÇÃO
Examinar os principais conceitos de segurança da informação.
Compreender por que esses conceitos são relevantes.
Compreender como podem ser usados para proteger a informação de um negócio.
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 2
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INICIE SUA JORNADA
Olá, estudante! Seja bem vindo(a)!
Em ataques como o de um ransomware, muitas empresas entendem não 
haver prejuízo quando afirmam que os seus bancos de dados estão íntegros. Você 
pode estar curioso(a) para saber se o entendimento delas está correto, afinal, 
existe outra coisa com a qual se preocupar?do 
mercado digital e, também, à evolução da sua complexidade, a necessidade de 
profissionais de cibersegurança é cada vez maior. De acordo com a pesquisa in-
titulada Cybersecurity Workforce Study, da Security Certifications Organization 
(ISC2, 2022), a escassez global de profissionais na área atingiu 4,7 milhões em 
2022, tendo aumentado 1,8 milhões há apenas cinco anos, em 2017. 
A pesquisa da Security Certifications Organization (ISC2, 2022) apontou a 
defasagem de 2,7 milhões de profissionais no mundo, sendo mais de 400 mil no 
Brasil. Segundo a pesquisa, o déficit de mão de obra de cibersegurança ocasiona 
diversos riscos aos negócios, tais como: sistemas lentos e/ou mal configurados, 
lentidão na correção de problemas, vulnerabilidade das redes e maiores brechas 
para cibercrimes (ISC2, 2022).
Agora que já sabe da existência de um mercado na área de cibersegurança, você, 
provavelmente, quer saber como o profissional pode atuar nessa área. Apresentarei 
as subáreas de atuação, então, você buscará se especializar na que mais te interessar:
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TEMA DE APRENDIZAGEM 9
SEGURANÇA DA REDE
O profissional desse setor é responsável por garantir que todos os componentes de 
rede da empresa estejam protegidos contra ameaças e possíveis vazamentos de 
informações, ou seja, ele costuma ser a primeira linha de defesa da organização. Para 
trabalhar nesse departamento, é necessário ter conhecimento em protocolos de se-
gurança de rede e, também, em ameaças mais comuns a esses sistemas.
SEGURANÇA DE INFORMAÇÕES E DADOS
Quem atua nessa área precisa proteger os dados da empresa, inclusive os dos 
usuários, contra roubos, mudanças e remoção. Se quiser ser um bom especialista nes-
se tipo de cibersegurança, o profissional precisa ter conhecimento em gerenciamento 
de riscos, políticas ISO e arquitetura de segurança.
SEGURANÇA DA NUVEM
Com tantos arquivos e dados sendo compartilhados na nuvem, não é à toa que existe 
uma área da cibersegurança, totalmente, dedicada a essa situação. O profissional dessa 
área garante que os usuários façam o uso seguro de aplicativos, da web e da transferên-
cia de arquivos. Para atuar nesse setor, é interessante conhecer linguagens de progra-
mação, como a Phyton, e plataformas de serviços na nuvem, como a Amazon AWS.
SEGURANÇA DE APLICAÇÃO
Nesse departamento, o especialista fica responsável por encontrar e ajustar vulnerabilidades 
no código-fonte dos computadores, da web e dos dispositivos móveis. É interessante que 
esse profissional seja familiarizado com, pelo menos, uma linguagem de programação.
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NOVOS DESAFIOS
Chegamos ao fim deste Tema de Aprendizagem!
Assim como qualquer área da tecnologia, a cibersegurança tem como premis-
sa profissionais que estejam capacitados, tecnicamente, bem como atualizados 
a respeito das principais demandas do mercado. Desse modo, o primeiro passo 
para ser um profissional desse setor é estar apto a aprender de forma contínua.
Assim, aproveite e realize algumas atividades, a fim de rever e fixar mais 
alguns conceitos. Caso você precise, retorne ao conteúdo.
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1. O uso de VPNs pelas organizações pode trazer alguns benefícios à operação diária dela. 
Analise os itens, a seguir, e identifique qual deles contém todos os itens corretos:
I - As organizações podem usar VPNs para reduzir os seus custos de conectividade, em 
comparação ao aluguel de um link de uma operadora.
II - Os protocolos de criptografia e autenticação em uma VPN não são tão avançados na 
proteção dos dados da organização.
III - As organizações podem usar a internet para interconectar, facilmente, novos escritórios, 
por meio da VPN.
IV - Só há um modo possível de implementar uma VPN.
É correto o que se afirma em:
a) Somente I e II.
b) Somente I e III.
c) Somente I e IV.
d) Somente II e III.
e) Somente II e IV.
2. As VPNs têm vários tipos de classificação. Eles possuem relação com quais dispositivos são 
usados no estabelecimento da comunicação segura, ou ainda, com o número de usuários 
que estão utilizando a VPN. Com relação aos tipos de VPN, assinale a alternativa correta:
a) Uma VPN site a site conecta diferentes localidades por meio de redes confiáveis, como a internet.
b) Usuários remotos que utilizam laptops, tablets ou smartphones e precisam de acesso à 
rede corporativa interna não podem fazer uso de VPN de acesso remoto.
c) As arquiteturas de VPN de acesso remoto atuais exigem dois componentes fundamen-
tais: o cliente VPN e o concentrador VPN. 
d) Uma variação da VPN de acesso remoto é a VPN SSL, mas, nesse modo, o acesso remoto 
ainda precisa utilizar um software cliente de VPN. 
e) Em alguns cenários, a comunicação entre dois dispositivos VPN tem chance de ocorrer 
sem criptografia.
3. Do ponto de vista do modelo de referência básico OSI, é possível estabelecer VPNs em 
diferentes camadas do modelo OSI. Assinale a alternativa a qual apresenta as camadas do 
modelo OSI para as quais existem tipos de VPN disponíveis:
a) Camadas 2, 3 e 4.
b) Camadas 2, 3 e 5.
c) Camadas 2, 4 e 5.
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d) Camadas 3, 4 e 5.
e) Camadas 1, 2 e 3.
4. O IPsec é um conjunto de protocolos para proteger as comunicações IP por meio da autenticação 
do remetente e do fornecimento de proteção de integridade e, opcionalmente, confidencialidade 
aos dados transmitidos. Com relação ao IPsec e os seus componentes, assinale a alternativa correta:
a) O Authentication Header (AH) executa autenticação e confidencialidade, por meio de criptogra-
fia, enquanto o protocolo Encapsulating Security Payload (ESP) executa, apenas, a autenticação.
b) IP Payload Compression (IPComp) é o principal mecanismo de hash ou integridade usado 
pelo IPsec.
c) No modo de transporte, o IPsec fornece proteção de criptografia para a carga útil e, 
também, para o cabeçalho da mensagem.
d) A negociação e o gerenciamento de proteções de segurança IPsec e as chaves secretas 
associadas são tratadas pelo Internet Key Exchange (IKE).
e) No modo de túnel, o IPsec fornece proteção de criptografia, apenas, à carga útil, deixando 
o cabeçalho da mensagem original intacto.
5. As redes sem fios possuem uma série de problemas de segurança não encontrados nas 
redes com fios ou redes cabeadas. Analise os itens, a seguir sobre redes sem fio, e veja a 
qual contém todos os itens corretos.
I - O WEP usa uma chave secreta compartilhada predefinida do Rivest Cipher 4 (RC4) que 
é um algoritmo de criptografia mais forte do que o Advanced Encryption Standard (AES).
II - O ambiente sem fio consiste em três componentes que oferecem pontos de ataques a 
hackers: o cliente wireless, o ponto de acesso wireless e o meio de transmissão. 
III - Na autenticação de sistema aberto, não é necessária a utilização de senha, significando, 
assim, que nenhuma autenticação real é necessária. Logo, a autenticação de sistema 
aberto é mais segura do que a autenticação de chave compartilhada.
IV - A autenticação IEEE 802.1X ou empresarial trazida pelo WPA2 permite a utilização de um 
serviço de Autenticação, Autorização e Auditoria existente na organização, como RADIUS 
ou TACACS+, para autenticação.
 É correto o que se afirma em:
a) Somente I e II.
b) Somente I e III.
c) Somente I e IV.
d) Somente II e III.
e) Somente II e IV.
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REFERÊNCIAS
AGUIRRE, A. Trabalho remoto e VPNs: como garantir sua segurança. Ciso Advisor, 22 abr. 2020. 
Disponível em: https://www.cisoadvisor.com.br/trabalho-remoto-e-riscos-das-vpns-como-ga-
rantir-sua-seguranca/. Acesso em: 29 nov. 2022.
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BAKNI, M. Site-to-Site VPN-en.svg. 2019a. 1 gravura. Disponível em: https://commons.wikime-
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CHAPPLE, M.; STEWART, J. M.; GIBSON, D. (ISC) 2 CISSP – Certified Information Systems Security 
Professional Official Study Guide. 9th ed. Alameda: Sybex, 2021.
FRAHIM, J.; SANTOS, O. Cisco ASA: All-in-One Firewall, IPS, Anti-X, and VPN Adaptive Security 
Appliance. 2nd ed. Indianapolis: Cisco Press, 2010. 
GARGANO, P. 31 Days Before Your CCNA Security Exam: a day-by-day review guide for the IINS 
210-260 certification exam. 1st ed. Indianapolis: Cisco Press, 2016. 
ISC2. Cybersecurity Workforce Study: Security Certifications Organization 2022. [S. l.]: ISC2, 2022. 
Disponível em: https://www.isc2.org//-/media/ISC2/Research/2022-WorkForce-Study/ISC-
2-Cybersecurity-Workforce-Study.ashx. Acesso em: 30 nov. 2022.
ISO. ISO/IEC 27033:2013. Information Technology – Security Techniques – Network Security — 
Part 5: Securing Communications Across Networks Using Virtual Private Networks (VPNs). Ge-
neva: ISO, 2013. 
MUNIZ, J.; CHIMES, S.; RISLER, J. CCNP Security Virtual Private Networks SVPN 300-730: Official 
Cert Guide. Indianapolis: Cisco Press, 2021. 
ROHLING, L. J. Segurança de Redes de Computadores. 1. ed. Curitiba: Contentus, 2020. Disponível 
em: https://www.bvirtual.com.br/NossoAcervo/Publicacao/191628. Acesso em: 30 nov. 2022.
SINGH, A.; MALLICK, A. A Survey on Virtual Private Network. In: NCCRICS – NATIONAL CONFE-
RENCE ON CONTEMPORARY RESEARCH AND INNOVATIONS IN COMPUTER SCIENCE, 2017, [s. 
l.]. Proceedings [...]. [S. l.]: NCCRICS, 2017. 
STALLINGS, W. Criptografia e Segurança de Redes: Princípios e Práticas. 6. ed. São Paulo: Pear-
son Universidades, 2014.
THALES GROUP. 2022 Thales Access Management Index: Building Zero Trust with Modern Access 
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REFERÊNCIAS
Security. [S. l.]: Thales Group, 2022. 8 slides, color. Disponível em: https://cpl.thalesgroup.com/si-
tes/default/files/2022-09/2022-access-management-index-in.pdf. Acesso em: 29 nov. 2022. 
WIKIMEDIA COMMONS. IPsec-esp-tunnel-and-transport.svg. 2020. 1 gravura. Disponível em: 
https://en.wikipedia.org/wiki/File:Ipsec-esp-tunnel-and-transport.svg. Acesso em: 30 nov. 2022.
WIKIMEDIA COMMONS. IPsec-modes.svg. 2010. 1 gravura. Disponível em: https://commons.wi-
kimedia.org/wiki/File:Ipsec-modes.svg. Acesso em: 30 nov. 2022.
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1. B. Os protocolos avançados de criptografia e autenticação em uma VPN são suficientes para 
proteger os dados de uma organização. No tema de aprendizagem, foram apresentados 
diversos modos de implementação de VPN, como site a site e de acesso remoto.
2. C. Uma VPN site a site conecta diferentes locais por meio de redes não confiáveis, tipo a 
internet. Usuários remotos que utilizam laptops, tablets ou smartphones e precisam de acesso 
à rede corporativa interna têm a opção de usar VPN de acesso remoto. Uma variação é a 
VPN SSL. Ela fornece um conjunto de serviços de segurança semelhantes aos serviços de 
segurança fornecidos pelo IPsec. A tecnologia SSL VPN tornou-se popular para a implemen-
tação de VPNs de acesso remoto com ou sem o uso de software cliente. Não existe nenhum 
cenário em que a comunicação entre dois dispositivos VPN possa ocorrer sem criptografia.
3. A. Do ponto de vista do Modelo de Referência Básico OSI, existem três tipos principais de 
VPN: as VPNs de camada 2, 3 e 4.
4. D. A negociação e gerenciamento de proteções de segurança IPsec e as chaves secretas 
associadas são tratadas pelo Internet Key Exchange (IKE). Lembrete: o ESP executa autenti-
cação e confidencialidade (por meio de criptografia); o protocolo Authentication Header (AH) 
executa, apenas, a autenticação; O HMAC é o principal mecanismo de hash ou integridade 
usado pelo IPsec; No modo de transporte, o IPsec fornece proteção de criptografia, apenas, 
para a carga útil, deixando o cabeçalho da mensagem original intacto. No modo de túnel, o 
IPsec fornece proteção de criptografia à carga útil e, também, ao cabeçalho da mensagem.
5. E. Como vimos no tema, o ambiente sem fio consiste em três componentes que oferecem 
pontos de ataques para hackers: o cliente wireless, o ponto de acesso wireless e o meio 
de transmissão. A autenticação IEEE 802.1X ou empresarial, trazida pelo WPA2, permite a 
utilização de um serviço de Autenticação, Autorização e Auditoria existente na organização, 
como RADIUS ou TACACS+, para autenticação. Lembrete: o WEP usa uma chave secreta 
compartilhada predefinida do Rivest Cipher 4 (RC4), mas esse algoritmo de criptografia 
é menos forte do que o Advanced Encryption Standard (AES). A autenticação de sistema 
aberto é menos segura do que a autenticação de chave compartilhada, pois, nessa última, 
o tráfego é criptografado.
GABARITO
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MINHAS ANOTAÇÕES
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MINHAS ANOTAÇÕES
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	unidade 1
	Introdução à Visão Global 
de Segurança da Informação
	Visão Global de Segurança da Informação
	Introdução às Tecnologias Criptográficas
	unidade 2
	Tecnologias Criptográficas
	Ameaças à Segurança – Ataques
	Ameaças à Segurança – Engenharia Social e Malware
	unidade 3
	Firewall
	Detecção de Malware e de Intrusão (ids e ips)
	VPN, Protocolos de Segurança e Segurança em Redes sem FioAgora, considerando que não existem sistemas completamente seguros e à 
prova de ataques, o que organizações que sofrem ataques podem fazer para se 
proteger? A resposta a essa e às demais perguntas apresentadas até aqui baseia-se 
nos conhecimentos aos quais você terá acesso neste material. 
Para ajudar você nessas e em outras situações envolvendo segurança da infor-
mação, este tema será dedicado a esta problemática, mostrando para você quais 
os principais conceitos de segurança da informação e como eles relacionam-se.
 
Ficou interessado(a) em conhecer como a avaliação do risco é feita pelas organi-
zações? Então, acesse o nosso podcast dedicado à avaliação de risco com foco 
na ISO 27002:2013. 
Conteúdo de áudio/vídeo não patrocinado. Esse recurso utilizará seu pacote de 
dados (ou wifi) para ser exibido.
PLAY NO CONHECIMENTO
DESENVOLVA SEU POTENCIAL
VISÃO GLOBAL DE SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
A exposição de uma empresa ou negócio está relacionada a potenciais perdas re-
sultantes de alguma vulnerabilidade, entretanto tenha em mente que nem todas as 
situações de exposição são iguais. Imagine um exemplo bem bobo: você chega na 
sua casa e, na pressa de entrar, deixa a porta destrancada ou com a chave do lado 
de fora, ou ainda, a porta aberta. Percebe que uma possível invasão a sua residência 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 2
difere nas três possibilidades citadas? Para trabalhar mais essa ideia, falaremos sobre 
o conceito de risco.
Um risco é a probabilidade de um agente ameaçador tirar vantagem de uma 
vulnerabilidade e causar o correspondente impacto nos negócios (HINTZBER-
GEN et al., 2018). Você pode entender risco, também, como a probabilidade de 
que algo ruim aconteça. Para ter um risco em um ambiente, você precisa ter uma 
ameaça e uma vulnerabilidade que a ameaça possa explorar. No exemplo bobo 
que propus há pouco, um invasor seria uma ameaça, e a vulnerabilidade seria a 
porta destrancada. A probabilidade do invasor entrar na sua casa aumenta com 
a porta aberta e diminui caso ela esteja, apenas, destrancada. 
Mas você, estudante, quer saber sobre riscos de segurança da informação, cer-
to? Logo, apresento, a seguir, situações de risco em ambientes de TI (HINTZ-
BERGEN et al., 2018):
SE UM FIREWALL TEM DIVERSAS PORTAS ABERTAS
há maior probabilidade de um invasor usar uma delas para acessar a rede de forma 
não autorizada.
SE OS USUÁRIOS NÃO FOREM TREINADOS NOS PROCESSOS E PROCEDIMENTOS
haverá maior probabilidade de um funcionário cometer um erro, intencional ou não, 
que possa destruir dados.
SE UM SISTEMA DE DETECÇÃO DE INTRUSÃO NÃO FOR IMPLEMENTADO NA REDE
haverá maior probabilidade de um ataque não ser percebido até que seja tarde demais. 
Fique atento(a): o risco relaciona uma vulnerabilidade, uma ameaça e a pro-
babilidade de exploração dessa exposição ao impacto resultante nos negócios 
(HINTZBERGEN et al., 2018).
Algumas organizações, como a Agência de Segurança Nacional dos EUA 
(NSA), adicionam um fator à equação ameaça/vulnerabilidade/risco chamado im-
pacto. Este leva em consideração o valor do ativo ameaçado e o utiliza para calcular o 
risco (ANDRESS, 2019). Dessa forma, a análise de um risco para o negócio envolveria, 
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além da probabilidade da ameaça ocorrer, o impacto desse evento ao negócio. Para 
calcular o risco com base na probabilidade e no impacto, usamos a matriz de risco.
Uma matriz de risco fornece uma imagem bidimensional de risco a departamen-
tos, produtos, projetos ou outros itens de interesse da empresa. Essa matriz destina-se 
a fornecer um meio para melhor estimar a probabilidade de sucesso de uma ameaça, 
explorar uma vulnerabilidade e identificar as atividades que requerem maior controle 
ou contramedidas. As cores dos semáforos são, frequentemente, usadas na categorização 
dos riscos em três (ou mais) categorias, identificando, rapidamente, combinações de 
probabilidade e impacto que exigem mais atenção da área de segurança (OLSON, 2011). 
A Figura 1 mostra uma matriz de risco usando quatro cores (as três do semá-
foros, mais o laranja) para ilustrar, de forma rápida, as combinações de maior ou 
menor risco para o negócio. Essa matriz, conforme é possível verificar na figura, 
relaciona a probabilidade de uma ameaça ocorrer com o impacto que haveria na 
organização, caso ela se concretize. Quanto maior a probabilidade, maior o risco, 
assim como quanto maior o impacto, maior será, também, o risco.
MATRIZ DE RISCO 
 Impacto 
Pr
ob
ab
ili
da
de Alto risco
Risco Médio Alto
Risco médio
Baixo risco
Figura 1 - Matriz de risco /Fonte: Ferramentas da Qualidade.
Descrição da figura: a imagem ilustrativa apresenta no topo da imagem, em posição central, o título “Matriz de Risco”. 
Logo abaixo, há a matriz 4x4 com a descrição “Impacto” na base horizontal e com a descrição “Probabilidade” na vertical. 
Em ambos os eixos, há a numeração de 1 a 4, em ordem crescente. Ao lado da matriz, é possível ver uma legenda de 
quatro identificações com as seguintes descrições, do topo para a base: “Alto risco”, “Risco médio alto”, “Risco médio” e 
“Baixo risco”. O alto risco está associado às posições da matriz de valores maiores de impacto e probabilidade, enquanto 
o baixo risco está associado às posições da matriz de valores menores de impacto e probabilidade. O risco médio alto e 
o risco médio associam-se às posições da matriz em valores intermediários de impacto e probabilidade.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 2
A matriz de risco é uma das ferramentas de avaliação do risco de um negócio 
ou projeto, conforme preconizado na ISO 27002:2013 (ISO, 2013).
Na área de segurança de redes, costumamos falar 
sobre ataques potenciais, mas improváveis, em am-
bientes de computação. Dessa forma, se uma equipe 
de segurança gastar os recursos dela tentando se pro-
teger de todos os ataques possíveis, por mais impro-
váveis que eles sejam, provavelmente esse ambiente 
computacional não terá proteção onde mais precisa (ANDRESS, 2019). Logo, 
estudante, a melhor estratégia para uma equipe de TI é gastar o tempo dessa 
equipe mitigando os ataques mais prováveis. 
Uma pessoa ou organização ou programa que explora uma vulnerabilidade co-
mete um ataque a um sistema. O que discutimos até aqui te permite compreender 
melhor os ataques que você pode enfrentar em uma equipe de segurança.
Uma maneira útil de classificar os ataques à segurança — usada na RFC 4949 (Re-
quest for Comments ou “Pedido para Comentários”, em português) — é em termos 
de ataques passivos e ataques ativos. Um ataque passivo tenta descobrir ou utilizar 
informações do sistema, mas não afeta os recursos dele, por outro lado, um ataque 
ativo tenta alterar recursos do sistema ou afetar a operação dele (STALLINGS, 2014).
É gastar o tempo 
dessa equipe 
mitigando os ataques 
mais prováveis
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O QUE É RFC? 
Request for Comments ou “Pedido para Comentários”, em português, são documentos 
que contêm especificações técnicas e notas organizacionais para a internet.
QUANDO SURGIU O PRIMEIRO DOCUMENTO RFC?
O primeiro documento, o RFC 1, foi escrito em 1969 e foi seguido por outros. As RFCs 
começaram como notas técnicas informais.
QUEM ELABORA E UTILIZA UM DOCUMENTO RFC?
Um RFC é criado por meio de um processo colaborativo. É utilizado por desenvolvedores 
de software, fabricantes de hardware e operadores de rede em todo o mundo que imple-
mentam e adotam, voluntariamente, as especificações técnicas descritas pelo documento.
COMO CONSULTAR UM RFC E QUANTO CUSTA UM DOCUMENTO?
Quando os RFCs são publicados, ficam disponíveis, gratuitamente, online. Consulte 
por meio do QRCode ao lado do site do RFC Editor. No campo de busca, pesquise, por 
exemplo, pelo número 4949, então, você encontrará o RFC 4949 citado neste tema.
Os ataques passivos estão na natureza de bisbilhotar ou monitorar transmissões. 
O objetivo do atacante é obter informações que estão sendo transmitidas (STAL-
LINGS, 2014). Os ataques passivos buscam a interceptação, podendo assumir aforma de visualização ou cópia não autorizada de arquivos, escuta de conversas 
telefônicas ou leitura de e-mail de outra pessoa, e o invasor é capaz de a conduzir 
contra dados em repouso ou em movimento. Quando executados, corretamente, 
os ataques de interceptação são difíceis de detectar.
Os ataques passivos mais comuns são vazamento de conteúdo de mensa-
gem e análise de tráfego. O vazamento de conteúdo de mensagem é, facilmen-
te, compreendido, pois uma conversa telefônica, uma mensagem de correio 
eletrônico e um arquivo transferido, geralmente, contêm informações sen-
síveis ou confidenciais. Você, como integrante de uma equipe de segurança, 
busca impedir que um oponente descubra o conteúdo dessas transmissões 
(STALLINGS, 2014). 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 2
A análise de tráfego é um ataque passivo mais 
sutil. Suponha que tivéssemos uma maneira de 
disfarçar o conteúdo das mensagens ou outro trá-
fego de informações, de modo que os oponentes, 
mesmo que capturassem a mensagem, não pu-
dessem extrair as informações dela. Essa manei-
ra existe, e a técnica mais comum para mascarar o conteúdo é a encriptação. 
Se tivéssemos proteção por encriptação, um oponente ainda poderia conseguir 
observar o padrão dessas mensagens, teria meios para determinar o local e a 
identidade dos interlocutores em comunicação bem como observar a frequência 
e o tamanho das mensagens trocadas. Essa informação seria útil para descobrir 
a natureza da comunicação que estivesse ocorrendo.
Dados em repouso são dados armazenados que não estão em processo de serem 
movidos de um lugar para outro. Podem estar em um disco rígido ou pen drive ou 
armazenados em um banco de dados, por exemplo. Esses tipos de dados, geral-
mente, são protegidos com algum tipo de criptografia, muitas vezes, no nível do 
arquivo ou do dispositivo de armazenamento inteiro.
Dados em movimento são aqueles dados que estão se movendo de um lugar ao 
outro. Ao usar o seu app do banco, os dados confidenciais que fluem entre seu 
navegador da web e o seu banco são dados em movimento. Eles também são 
protegidos por criptografia, mas, neste caso, ela protege o protocolo de rede ou 
caminho usado para mover os dados de um lugar para outro.
ZOOM NO CONHECIMENTO
Ataques passivos são muito difíceis de detectar, pois não envolvem qual-
quer alteração dos dados. Em geral, o tráfego de mensagens é enviado e recebido 
em um padrão, aparentemente, normal, nem o emissor, nem o receptor estão 
cientes de que um terceiro leu as mensagens ou observou o padrão de tráfego. 
Porém é viável impedir o sucesso desses ataques, normalmente, por meio da en-
criptação. Assim, a ênfase em lidar com ataques passivos está mais na prevenção 
do que na detecção (STALLINGS, 2014). 
Ataques ativos envolvem alguma modificação do fluxo de dados ou a criação 
de um fluxo falso. Podem ser subdivididos em quatro categorias: interceptação, 
interrupção, modificação e fabricação (ANDRESS, 2019):
A análise de tráfego 
é um ataque passivo 
mais sutil
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INTERCEPTAÇÃO
Os ataques de interceptação permitem que usuários não autorizados acessem dados, 
aplicativos ou ambientes e são, principalmente, ataques contra a confidencialidade. Após 
a interceptação, o invasor faz a retransmissão para produzir um efeito não autorizado. 
INTERRUPÇÃO
Os ataques de interrupção tornam os ativos inutilizáveis ou indisponíveis para você, de forma 
temporária ou permanente. Esses ataques, geralmente, afetam a disponibilidade, mas tam-
bém afetam a integridade. Você classificaria um ataque de negação de serviço em um servi-
dor de e-mail como um ataque de disponibilidade. A negação de serviço impede ou inibe o 
uso ou gerenciamento normal das instalações de comunicação da organização. Esse ataque 
pode ter um alvo específico, por exemplo, um invasor procura suprimir todas as mensagens 
dirigidas para determinado destino (por exemplo, o serviço de auditoria de segurança). Outra 
forma de negação de serviço é a perturbação de uma rede inteira, desativando-a ou sobre-
carregando-a com mensagens, a fim de prejudicar o desempenho dela.
MODIFICAÇÃO
Os ataques de modificação envolvem a adulteração de um ativo e podem ser considera-
dos, principalmente, ataques à integridade, mas também costumam representar ataques 
à disponibilidade. Se um invasor acessar um arquivo de maneira não autorizada e alterar 
os dados que ele contém, esse invasor afetou a integridade dos dados do arquivo. No 
entanto, se o arquivo em questão for um arquivo de configuração que gerencia como 
um serviço se comporta — talvez um que esteja atuando como um servidor web — 
alterar o conteúdo do arquivo afeta, muitas vezes, a disponibilidade desse serviço. Caso 
a configuração a qual o invasor alterou no arquivo do seu servidor da web altere a forma 
como o servidor lida com conexões criptografadas, você pode chamar isso de ataque de 
confidencialidade. Quando se trata de modificação de mensagens, significa, simples-
mente, que alguma parte de uma mensagem legítima é alterada ou que as mensagens 
são adiadas ou reordenadas, a fim de produzir um efeito não autorizado. Por exemplo, 
uma mensagem cujo significado seja “Permitir que Beto Babosa leia o arquivo confidencial 
contas” é modificada para “Permitir que Teo Baldo leia o arquivo confidencial contas”.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 2
FABRICAÇÃO
Os ataques de fabricação envolvem a geração, com um sistema, de dados, processos, 
comunicações ou outros materiais semelhantes. Assim como os dois últimos tipos de 
ataque, os de fabricação afetam, principalmente, a integridade, mas também podem 
afetar a disponibilidade. Gerar informações falsas em um banco de dados seria uma 
espécie de ataque de fabricação; o invasor também costuma gerar e-mail, um método 
comum de propagação de malware. Se o invasor gerou processos adicionais suficientes, 
tráfego de rede, e-mail, tráfego da web ou quase qualquer outra coisa que consuma 
recursos, ele, provavelmente, está realizando um ataque de disponibilidade ao tornar 
o serviço que lida com esse tráfego indisponível para usuários legítimos. Em ataques 
de fabricação, ocorre, muitas vezes, um disfarce, isto é, uma entidade finge ser outra. 
Um ataque de disfarce, normalmente, inclui uma das outras formas de ataque ativo, 
por exemplo, sequências de autenticação podem ser captadas e reproduzidas depois 
que houver uma delas — válida — permitindo, assim, que uma entidade autorizada com 
poucos privilégios obtenha alguns extras, personificando uma que os tenha.
Os ataques ativos apresentam as características opostas 
dos ataques passivos. Embora esses últimos sejam difíceis 
de detectar, existem medidas para barrar o sucesso deles, 
por outro lado, é muito difícil impedir, de forma absoluta, 
os ataques ativos, em virtude da ampla variedade de po-
tenciais vulnerabilidades físicas, de software e de rede. Em 
vez de tentar impedi-los, totalmente, o objetivo é detectar 
ataques ativos e recuperar-se de qualquer rompimento ou atraso causado por eles. Se 
a detecção tiver um efeito intimidador, ela também pode contribuir para a prevenção.
Mecânica das Sombras (2007)
Sinopse: desesperado economicamente, Duval aceita uma 
misteriosa, mas muito bem remunerada, proposta de trabalho 
que envolve transcrição de conversas telefônicas. O que pare-
cia simples se transforma em uma intrincada trama no mundo 
oculto dos agentes secretos.
Comentário: o filme traz uma situação de captura de informa-
ções. Caso ela fosse em meios digitais, seria um dos tipos de 
ataques estudados neste tema.
INDICAÇÃO DE FILME
Ataques ativos 
apresentam as 
características 
opostas dos ataques 
passivos
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https://www.justwatch.com/br/filme/mecanica-das-sombras
https://www.justwatch.com/br/filme/mecanica-das-sombras
Um invasor malicioso (atacante) deve ter três coisas em seu ataque (PFLEE-
GER; PFLEEGER, 2006):
 ■ Método: as habilidades, o conhecimento, as ferramentas e outras coisas 
com as quais é possível realizar o ataque.
 ■ Oportunidade:o tempo e o acesso para realizar o ataque. Aqui entra a 
exposição viabilizada pela vulnerabilidade.
 ■ Motivo: uma razão para querer realizar o ataque contra este sistema. 
Neste tema, isso não será abordado. 
Logo, estudante, para pertencer a uma equipe de segurança e defender a sua 
empresa ou negócio de uma ataque, você também deve ter um método de con-
tramedida para pôr em prática, com o objetivo de mitigar o risco em potencial. Já 
ouviu falar em contramedida? Contramedida ou salvaguarda é uma configu-
ração de software, um dispositivo de hardware ou um procedimento que elimine 
a vulnerabilidade ou reduza a probabilidade de um agente ameaçador explorar 
a vulnerabilidade (HINTZBERGEN et al., 2018). 
Veremos alguns exemplos de contramedidas: 
 ■ Uma gestão de senhas fortes para a organização, utilizando caracteres especiais 
na formação dela e a troca de senha a cada seis meses.
 ■ Para a equipe de TI, um cofre de segurança onde as senhas dos servidores mais 
críticos ficarão armazenados nele.
 ■ Mecanismos de controle de acesso em sistemas operacionais, por exemplo, 
restrição do acesso dos recursos a visitantes. 
 ■ Treinamento de conscientização sobre segurança da informação a todos da empresa.
Se uma empresa possui um software antivírus, mas não mantém as assinaturas atua-
lizadas, isso é uma vulnerabilidade, portanto, a empresa está vulnerável a ataques vi-
rais. A ameaça é um vírus aparecer no ambiente e prejudicar a produtividade, da mesma 
forma, o risco é a probabilidade de um elemento estranho surgir no ambiente e causar 
danos. Caso um vírus infiltre-se no ambiente da empresa, então, a vulnerabilidade foi 
explorada, expondo a empresa à perda. A contramedida, nessa situação, é prevenir-se de 
um ataque viral por meio da instalação de um software antivírus em todos os compu-
tadores e, é claro, manter as assinaturas dele atualizadas (HINTZBERGEN et al., 2018).
A preservação da confidencialidade, integridade e disponibilidade da informação 
utilizada nos sistemas requer contramedidas de segurança que, por vezes, são tam-
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TEMA DE APRENDIZAGEM 2
bém utilizadas como forma de garantir a autenticidade 
e o não repúdio. Todas essas salvaguardas, independen-
temente do seu objetivo, necessitam ser implementadas 
antes de o incidente ocorrer. Controles de segurança são 
salvaguardas ou contramedidas técnicas ou administra-
tivas que evitam, neutralizam ou minimizam perdas ou 
indisponibilidades devido a ameaças agindo sobre a vulnerabilidade correspondente. 
Controles são referenciados o tempo todo na segurança, mas raramente definidos.
Incidente de segurança da informação
Um incidente desse tipo é indicado por um único evento ou por uma série de 
eventos indesejáveis ou inesperados de segurança da informação que ameacem 
essa segurança e tenham uma probabilidade significativa de comprometer a ope-
ração dos negócios e da informação (HINTZBERGEN et al., 2018).
APROFUNDANDO
Antes de considerar o tratamento de um risco, a organização deve definir um 
critério para determinar se os riscos podem ou não ser aceitos. Um risco pode 
ser aceito se, por exemplo, for avaliado que é baixo ou que o custo do tratamento 
não é rentável à organização. Tais decisões devem ser registradas. 
Uma decisão de tratamento do risco deve ser tomada para cada um dos riscos 
identificados após a avaliação. Possíveis controles para esse tratamento incluem:
 ■ Aplicar os controles adequados à redução dos riscos.
 ■ Aceitar, de forma consciente e objetiva, os riscos, desde que satisfaçam, 
claramente, à política e aos critérios de aceitação de risco da organização.
 ■ Evitar riscos, não permitindo ações que possam causar a sua ocorrência.
 ■ Transferir os riscos associados a outras partes, por exemplo, seguradoras 
ou fornecedores.
Quanto aos riscos cuja decisão de tratamento tenha sido aplicar os controles 
apropriados, os seus controles devem:
 ■ Ser selecionados e implementados para atender aos requisitos identifica-
dos por uma avaliação de risco.
 ■ Assegurar que os riscos foram reduzidos a um nível aceitável, le-
vando em conta:
Necessitam ser 
implementadas antes 
de o incidente ocorrer
1
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1. 
Requisitos e restrições da legislação e regulamentos nacionais e internacionais.
2.
Objetivos organizacionais.
3.
Requisitos e restrições operacionais.
4.
Se o custo de implementação e operação dos riscos sob o tratamento “redução” per-
manece proporcional às exigências e limitações da organização.
5.
A necessidade de equilibrar o investimento na implementação e na operação dos 
controles em relação aos danos que resultariam das falhas de segurança.
As contramedidas têm a chance de serem destinadas à redução das chances de 
um evento ocorrer, à minimização das consequências de um evento ou à combi-
nação das duas coisas. A seguir, serão apresentadas as principais contramedidas:
PREVENÇÃO
Torna impossível ocorrer a ameaça. Exemplos na segurança de TI podem incluir a des-
conexão de conexões com a internet e conexões da rede local, visando a assegurar 
que hackers externos não consigam obter acesso.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 2
DETECÇÃO
Quando as consequências diretas de um incidente não são muito grandes ou há́ tem-
po para minimizar o dano esperado, a detecção pode ser uma opção.
REPRESSÃO
Quando as atividades de monitoramento de rede do profissional de segurança indicam 
que algo irregular aconteceu, uma ação deve ser tomada. Quando algo, realmente, dá 
errado, isto é, se um incidente ocorre, a coisa a ser feita é minimizar as consequências.
CORREÇÃO (RESTAURAÇÃO)
Se um incidente ocorreu, sempre há́ algo que deve ser recuperado. A extensão do 
dano, pequena ou grande, depende das medidas repressivas que foram tomadas.
SEGURO
Para eventos os quais não possam ser, inteiramente, prevenidos e para os quais as 
consequências não são aceitáveis, buscamos métodos com potencial para aliviar as 
consequências, isso se chama mitigação. Como exemplo, um seguro de incêndio 
protege contra as consequências financeiras de um incêndio.
ACEITAÇÃO
Quando todos os riscos necessários e conhecidos são identificados, a gerência respon-
sável tem a opção de decidir não realizar certas contramedidas de segurança. Às vezes, 
os custos não são proporcionais ao risco apresentado e ao dano que pode resultar dele.
1
8
Estamos concluindo este Tema de Aprendiza-
gem, mas, antes, falarei, um pouco, acerca das 
perspectivas profissionais na segurança da 
informação. A tecnologia é fundamental para 
revolucionar a maioria das empresas, atual-
mente, desde a pesquisa e o desenvolvimento 
de produtos/serviços até a venda final aos consumidores. Um time de segu-
rança da informação tem por objetivo a proteção dos ativos das empresas, os 
quais, como vimos neste tema, são dados, projeto e reputação. Dessa forma, a 
equipe de segurança reduz os riscos cibernéticos da empresa, além de garantir 
a proteção dos produtos e serviços.
Um dos conceitos trabalhados, aqui, foi o de vulnerabilidades. Nas equipes 
de TI, existe um processo de gestão de vulnerabilidades o qual as identifica, ana-
lisa, classifica e trata, revelando-se um processo contínuo dentro da área de TI. 
A gestão de vulnerabilidades apresenta as seguintes funções: fazer a detecção e 
correção de falhas nos softwares que podem gerar riscos na segurança ou preju-
Queime Depois de Ler (2008)
Sinopse: Osbourne Cox (John Malkovich) é um analista que 
trabalha para a CIA e, ao chegar em uma reunião ultrassecre-
ta, descobre ter sido demitido. Revoltado, ele resolve dedicar-
-se à bebida e a escrever um livro de memórias. Katie (Tilda 
Swinton), sua esposa, fica espantada ao saber da demissão de 
Osbourne, mas logo deixa o assunto de lado por estar mais 
interessada em Harry Pfarrer (George Clooney), um investiga-
dor federal casado que também é seu amante. Paralelamente, 
Linda Litzke (Frances McDormand), funcionária de uma rede 
de academias, faz planos para uma grande cirurgia plástica a 
qual deseja realizar.Ela tem em Chad Feldheimer (Brad Pitt), 
um professor da academia, o seu melhor amigo. Até que, um 
dia, um CD perdido cai nas mãos de Linda e Chad, entregue 
por um faxineiro da academia. Ao perceberem que se trata de 
material confidencial, eles ligam para Osbourne Cox tentando 
conseguir dinheiro.
Comentário: o filme traz uma situação cuja confidencialidade 
de informações não é seguida.
INDICAÇÃO DE FILME
A tecnologia é 
fundamental para 
revolucionar a maioria 
das empresas
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https://www.adorocinema.com/filmes/filme-122744/
https://www.adorocinema.com/filmes/filme-122744/
TEMA DE APRENDIZAGEM 2
dicar o desempenho do sistema; implementar mecanismos de segurança, lem-
brando de fazer, sempre, as atualizações necessárias; modificar as configurações 
dos programas, a fim de os deixar menos vulneráveis; utilizar mecanismos que 
fazem o bloqueio de ameaças frequentes.
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NOVOS DESAFIOS
Atualmente, para quem trabalha com gestão de vulnerabilidades, é recomendável 
adquirir conhecimentos dos principais provedores de nuvem. Além disso, como 
sempre são encontradas muitas vulnerabilidades em um ambiente, o profissional 
que trabalha com a gestão delas precisa efetuar a priorização das correções, di-
recionando os demais times internos da TI, de modo a ter mais eficiência. Nesse 
processo, surgem muitas dúvidas, logo, você, como gestor(a) das vulnerabilida-
des, deve acompanhar as tratativas com os times para atuar como facilitador(a) 
e, também, realizar, de forma consultiva, as correções. 
Além de identificar e propor melhorias no processo de gestão de vulnerabi-
lidades, para você trabalhar nesse campo, precisa ter sólidos conhecimentos em 
sistemas operacionais (Windows, Linux, MacOS). No entanto, mesmo que não 
tenha interesse em trabalhar nessa área, você, de algum modo, deve apoiar a sua 
organização a garantir a disposição de recursos informacionais, a conservar a 
integridade das informações e a preservar a confidencialidade dos dados. 
A segurança da informação é uma área transversal à organização, mesmo pro-
fissionais que não são de TI devem compreendê-la, minimamente. Logo, quanto 
mais conhecimento você tiver, mais oportunidades na instituição você terá. 
Assim, aproveitaremos para realizar algumas atividades com o objetivo de rever 
e fixar, ainda mais, alguns conceitos. Caso seja necessário, retorne ao conteúdo.
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1
1. Os conceitos básicos da segurança da informação nos ajudam a ter um ambiente compu-
tacional estável e seguro. Um programador pode, durante o seu trabalho, editar, acidental-
mente, um arquivo ou programa, tornando-o inutilizável ou com erros. Permitir a reversão 
de arquivos para versões anteriores reforça qual dos conceitos dos Cinco Pilares?
a) Confidencialidade.
b) Integridade.
c) Disponibilidade.
d) Não repúdio.
e) Autenticidade.
2. A empresa hipotética XYZ possui o XYZ Date, aplicativo para encontros que promete otimizar a 
chance de seus usuários encontrarem o amor verdadeiro e está disponível para Android e iOS.
A empresa XYZ tem um datacenter próprio, onde parte de suas operações rodam nele. Esse 
datacenter é localizado nas proximidades de alguns galpões de armazenamento de fogos de 
artifício e, por conta dessa localização, os donos da empresa temem a ocorrência de algum 
incêndio nas proximidades. Em razão disso, ela espera, em alguns anos, mudar a localização 
de seu datacenter, após o futuro sucesso da empresa com a expansão do XYZ Date. 
A organização tem documentos que detalham projetos futuros de expansão do aplicativo, 
armazenados tanto no datacenter quanto em uma nuvem pública contratada. Enquanto não 
há recursos para a mudança do local, a organização resolveu contratar um seguro contra 
incêndio e que cobre toda a infraestrutura dela (centro de dados), pois uma ocorrência desse 
tipo levaria a perda do centro de dados da XYZ. 
Na avaliação dos donos e dos investidores da empresa, o aplicativo é considerado bem-su-
cedido. No entanto a fórmula do sucesso do app é questionada, judicialmente, por concor-
rentes: eles colocam em xeque as políticas de gestão de dados do aplicativo. Uma possível 
derrota na Justiça seria um golpe duro nos planos futuros da XYZ. 
Outro aspecto que preocupa a empresa são possíveis ataques de hackers contra a sua 
infraestrutura de TI ou contra o aplicativo. A possibilidade de exploração de fragilidades 
do software ainda não conhecidas ou não corrigidas ou o vazamentos de projetos futuros 
(com consequentes danos à imagem da organização) ocasionariam o desaparecimento da 
empresa. Em virtude disso, a XYZ tem realizado investimentos em segurança da informação, 
além de atualização dos equipamentos e do app. 
De acordo com as informações apresentadas, relacione os itens listados na primeira coluna 
com os itens da segunda coluna:
AUTOATIVIDADE
4
1
a) Um ativo da empresa.
b) Uma ameaça para a empresa.
c) Uma vulnerabilidade para a empresa
d) Um risco para a empresa.
e) Um controle ou salvaguarda da empresa.
( ) Datacenter da empresa.
( ) Aplicativo XYZ Date.
( ) Projetos futuros de expansão do aplicativo.
( ) Incêndio criminoso originado nas vizinhanças do centro de dados.
( ) Ataques hacker contra a infraestrutura de TI ou contra o aplicativo XYZ Date.
( ) Decisões judiciais favorecendo interesses contrários ao aplicativo XYZ Date.
( ) Seguro contratado a toda a infraestrutura (centro de dados).
( ) Investimentos em segurança da informação e atualização dos equipamentos e do XYZ Date.
( ) Fragilidades de software não conhecidas ou não corrigidas.
( ) Perda do centro de dados e desaparecimento da empresa XYZ.
( ) Vazamentos de projetos futuros e danos na imagem da empresa XYZ.
A sequência correta para a resposta da questão é:
a) A, A, A, C, D, E, E, C, D, B, B.
b) A, A, A, B, B, E, E, C, C, D, D.
c) A, B, B, A, C, E, E, D, D, A, C.
d) E, E, E, C, C, A, A, B, B, D, D.
e) E, E, A, C, B, A, D, D, C, B, B.
AUTOATIVIDADE
4
1
REFERÊNCIAS
ANDRESS, J. Foundations of Information Security. 1st ed. San Francisco: No Starch Press, 2019.
HINTZBERGEN, J. et al. Fundamentos de Segurança da Informação: com base na ISO 27001 e 
na ISO 27002. 1. ed. Rio de Janeiro: Brasport, 2018. 
ISO. ISO/IEC 13335:2004. Information Technology – Security Techniques – Management of Infor-
mation and Communications Technology Security. Geneve: ISO, 2004. 
ISO. ISO/IEC 27002:2013. Information Technology – Security Techniques – Code of Practice for 
Information Security Controls. Geneve: ISO, 2013.
OLSON, D. L. Supply Chain Risk Management: tools for analysis. Hampton: Business Expert 
Press, 2011.
PFLEEGER, C.; PFLEEGER, S. L. Security in Computing. New York: Prentice Hall, 2006.
STALLINGS, W. Criptografia e Segurança de Redes: Princípios e Práticas. 6. ed. São Paulo: Pear-
son Universidades, 2014.
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1. B. Integridade: a informação manipulada deve sempre manter as suas características originais 
bem como o controle de mudanças feitas pelo seu proprietário ou entidades autorizadas. 
É a garantia de que a informação recuperada é, exatamente, a mesma publicada pelo seu 
proprietário, sem ter sofrido nenhuma alteração acidental ou proposital.
2. B. Segue a resposta agrupada:
Ativos 
A – Datacenter (centro de dados) da empresa.
A – Aplicativo XYZ Date.
A – Projetos futuros de expansão do aplicativo.
Ameaças
B – Incêndio criminoso originado nas vizinhanças do centro de dados.
B – Ataque hacker contra a infraestrutura de TI ou contra o aplicativo XYZ Date.
B – Decisões judiciais favorecendo interesses contrários ao aplicativo XYZ Date.
Vulnerabilidades
C – Fragilidades de software não conhecidas ou não corrigidas.
Riscos
D – Perda do centro de dados e desaparecimento da empresa XYZ.
D – Vazamentos de projetos futuros e danos na imagem da empresa XYZ.
Controles ou contramedidas existentes
E – Seguro contratado a toda a infraestrutura (centro de dados). 
E – Investimentos em segurança da informação, atualização dos equipamentos e do aplicativo.
GABARITO
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MINHASMETAS
INTRODUÇÃO ÀS TECNOLOGIAS 
CRIPTOGRÁFICAS
Analisar as tecnologias criptográficas.
Entender os desafios do gerenciamento seguro de chaves criptográficas em um ambi-
ente de rede.
Ter contato com os diferentes tipos de algoritmos de hash.
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 3
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INICIE SUA JORNADA
Olá, estudante! Seja bem vindo(a)!
A internet está se tornando mais segura no geral, no entanto pouco mais da 
metade das chaves digitais dos sites ainda é gerada por algoritmos de criptografia 
legados, de acordo com uma nova pesquisa da empresa de segurança Venafi ([s. 
d.] apud CISO ADVISOR, 2021, on-line). Essa pesquisa analisou 1 milhão de 
sites mais importantes do mundo nos últimos 18 meses. 
Esse relatório descobriu que quase 51% dos sites ainda usam algoritmos de 
criptografia RSA legados para gerar chaves de autenticação. Juntamente com o 
TLS, eles formam as “identidades de máquina” que ajudam a validar e proteger 
as conexões entre dispositivos físicos, virtuais e IoT, APIs, aplicativos e clusters 
(VENAFI, [s. d.] apud CISO ADVISOR, 2021, on-line).
DESENVOLVA SEU POTENCIAL
INTRODUÇÃO ÀS TECNOLOGIAS CRIPTOGRÁFICAS
Para te ajudar em situações diversas que envolvam segurança em computadores, 
este Tema de Aprendizagem mostrará a você como tecnologias criptográficas e 
conceitos correlatos serão importantes no seu cotidiano profissional na área de TI.
A criptografia é o processo de conversão de in-
formações em texto usando um algoritmo (chama-
do de cifra), a fim de que esse texto não possa ser 
lido, exceto por alguém com identificação específica, 
geralmente, chamada de chave. O resultado desse 
processo são informações criptografadas, também 
conhecidas como texto cifrado. Assim, a criptografia é uma importante aliada 
na segurança da informação, ao proteger qualquer tipo de dado de acessos ina-
propriados tanto por titulares dentro da organização quanto por titulares fora 
dela, em especial, dados pessoais. No entanto, a criptografia é ignorada por todos, 
exceto pelos profissionais de tecnologia da informação, que quase nunca a ouvem 
ser mencionada em conversas ou artigos.
A criptografia é 
o processo de 
conversão de 
informações em 
texto 
UNIASSELVI
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TEMA DE APRENDIZAGEM 3
As principais empresas de tecnologia da informação (TI) também investem em 
sistemas de criptografia — como o IBM Security Guardium — que realiza criptografia 
e descriptografia com impacto mínimo no desempenho, dentre muitos outros serviços 
valiosos, e o Dell Data Protection — que, além da criptografia, autenticação e suporte 
para cartões inteligentes também fornece tokens criptografados. Da mesma forma, 
as empresas de antivírus — McAfee, Trend e Symantec — desenvolvem tais sistemas.
Embora, no Brasil, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) ainda 
não tomou medidas mais duras para punir aqueles que violam a Lei Geral de 
Proteção de Dados (LGPD) em território nacional, a proteção de dados pessoais 
por reguladores da União Europeia que atuam em nosso país tem implicações a 
entidades públicas e privadas.
O relatório da CISO Advisor (2021, on-line), a entidade a qual não se anteci-
pa em utilizar as melhores práticas em tecnologias criptográficas pode ter danos 
que vão além da imagem da organização ou do setor financeiro: essas entidades 
estão sujeitas a receber punições previstas na LGPD nacional ou europeia.
Por isso, estudante, eu e você analisaremos, cuidadosamente, o conteúdo 
deste tema.
Após todas essas informações, você consegue perceber a existência, em sua vida 
cotidiana, de contribuições da área de segurança de computadores? Para tornar 
essa percepção mais clara, comece procurando entender como funcionam certas 
questões de segurança ao nosso redor. 
Observe os cenários descritos, a seguir, e anote o que observar:
 ■ No seu computador pessoal ou celular, você já reparou que costuma aparecer 
um cadeado na parte superior do navegador? Dê um clique nesse cadeado e 
verifique o que está escrito.
 ■ Você já reparou que alguns sites usam http, enquanto outros usam https?
 ■ Percebeu, alguma vez, a notificação no WhatsApp que diz: “a mensagem está 
protegida de ponta a ponta”? Já pensou no significado disso? 
PENSANDO JUNTOS
A partir da experiência proposta, você deve ter percebido o seguinte: quando o 
cadeado está fechado ou na cor verde, o navegador está dizendo que a conexão é 
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segura. Se você é um(a) daqueles(as) alunos(as) mais curiosos(as), certamente, 
notou uma informação a qual diz que o certificado é válido, ou seja, alguém 
validou o certificado digital do site. Você aprenderá, aqui, quem está validando 
essa informação. 
Você deve ter notado, também, que, alguns sites apresentam http antes do nome, 
mas outros apresenta https. Este criptografa as mensagens entre o navegador e o ser-
vidor do site, enquanto aquele não o faz, dessa forma, priorize sites com o https. A 
mesma ideia vale para o WhatsApp que, há algum tempo, criptografa as mensagens 
trocadas entre os seus usuários. O fato de ser criptografado significa que não é pos-
sível entender o que está escrito, caso um terceiro tente ler as suas mensagens. O 
conceito de criptografia é super importante para a segurança da informação.
Você e eu, assim como cada pessoa envolvida com tecnologia da informa-
ção, deve ter o entendimento básico dos conceitos de “criptografia”, “assina-
tura digital” e “certificados”, embora não necessariamente, o conhecimento 
técnico de como eles funcionam. O termo “criptografia” vem do grego, é 
uma combinação das palavras kryptós (“escondido”) e gráphein (“escrita”) 
(HINTZBERGEN et al., 2018). 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 3
Muitos mecanismos de segurança dependem da criptografia para proteger dados 
sensíveis, como senhas, por exemplo.
Outra forma bastante utilizada pela criptografia são os protocolos que 
podem criptografar e/ou assinalar todos os pacotes de rede. Outro uso co-
mum é o armazenamento de senhas, pois muitos sistemas operacionais em-
baralham as senhas, a fim de evitar que acessos indevidos tenham contato 
com as senhas verdadeiras. 
Você deve estar se perguntando: 
VOCÊ SABE RESPONDER?
Mas do que, exatamente, trata a criptografia?
Ela trata da codificação e decodificação de dados, de modo que eles somente pos-
sam ser interpretados pelos receptores pretendidos. A criptografia torna dados ou 
mensagens ou arquivos — os quais chamaremos, aqui, de texto puro — em texto 
cifrado, de tal maneira que apenas pessoas autorizadas saibam como o converter 
de volta ao texto puro (TANENBAUM, 2016). 
Esse texto puro é transformado em texto cifrado pela utilização de uma cifra ou 
de um sistema criptográfico — um algoritmo matemático destinado a criptografar 
mensagens — essa cifra transforma os dados não criptografados em criptografa-
A criptografia vem sendo usada há muito tempo, com relatos de uso, inclusive, 
na época do Império Romano: os romanos a usavam para transmitir mensagens 
militares (HINTZBERGEN et al., 2018). Você pode estar se perguntando do porquê 
de isso ser usado, porém tenha em mente que, mesmo se a mensagem romana 
caísse nas mãos dos inimigos, estes não seriam capazes de obter qualquer infor-
mação a partir dela, pois pareceria sem sentido. 
A pesquisa de algoritmos criptográficos também é referida como criptoanálise, 
sendo usada não só no desenvolvimento de algoritmos, mas também na quebra 
de algoritmos inimigos. A principal razão para usar criptografia é vista, frequente-
mente, como um meio de manter a informação confidencial.
APROFUNDANDO
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dos usando chaves como entrada: chaves diferentes resultam em textos cifrados 
diferentes (DEITEL et al., 2005). 
Uma chave, representada por uma cadeia de caracteres, é a entrada para a 
cifra. Logo, o objetivo da criptografia é fazer os dados ficarem incompreensíveis 
a quaisquer receptores não pretendidos, ou seja, os que não possuem a chave de 
decriptação. Apenas os receptores pretendidos devem ter a chave para decriptar 
o texto cifrado, dessa

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