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UNIFENAS - Universidade Professor Edson Antônio Vellano
Eduarda Tavares
REPERCUSSÕES TARDIAS DO TRAUMATISMO DENTÁRIO
ENDODONTIA
Alfenas - MG
2024
4° período
Professora Marcelo Bertocco
1. Introdução:
O traumatismo dental é um problema significativo de saúde pública, causando dor,
perda de função e estética, afetando a autoestima de crianças e adultos. É
especialmente comum em crianças em idade escolar e pode comprometer tanto os
tecidos duros dentários quanto os de sustentação. As consequências variam desde
pequenas fraturas até a perda total do dente, incluindo alterações de cor e necrose
pulpar.
As repercussões podem ser imediatas ou tardias, com complicações como
reabsorções radiculares que podem levar à perda dental. A anamnese detalhada e
exames clínicos e radiográficos são cruciais para determinar o tratamento adequado
e o prognóstico. Muitas complicações ocorrem devido à falta de atendimento
imediato, tornando vital o controle clínico e radiográfico para detectar precocemente
as repercussões tardias.
Esta revisão aborda a classificação, diagnóstico e protocolos de atendimento para
traumatismos dentários, destacando a importância do acompanhamento clínico para
minimizar as consequências. O objetivo é fornecer um guia para cirurgiões dentistas,
com ênfase em práticas que favoreçam um bom prognóstico por meio de
intervenções adequadas e uso de materiais apropriados, ilustrado por casos clínicos.
2. Proposição:
A revisão da literatura será realizada com base em livros e artigos disponíveis nas
seguintes bases de dados: Google Acadêmico, Scielo, PubMed, BVS Odontologia e
VHL Regional Portal. O período de busca será entre 2009 e 2022, com a utilização
das seguintes palavras-chave: "traumatismo dentário", "repercussão dos
traumatismos dentários", "classificação dos traumatismos dentários", "incidência",
"injúrias tardias", "injúrias imediatas", "sequelas", "consequências", "dentes
permanentes", "dentes decíduos", "proservação", "necrose", "reabsorção", além dos
respectivos termos em inglês: "dental trauma", "dental trauma classifications",
"injuries", "necrosis".
3. Revisão de literatura:
O traumatismo dental é caracterizado como uma emergência odontológica,
envolvendo diversas disciplinas no seu tratamento. Devido à sua alta prevalência, é
considerado um problema de saúde pública mundial (ANDREASEN & ANDREASEN,
2001). Estudos indicam que crianças entre 7 e 12 anos, especialmente meninos, são
as mais afetadas. A fratura coronária é a lesão mais comum, geralmente causada
por acidentes, quedas, esportes ou violência. A Associação Internacional de
Traumatismo Dentário (IADT) desenvolveu um protocolo de atendimento, adaptado
pela Faculdade de Odontologia da USP para uso no Brasil. Os traumatismos
dentários são classificados de acordo com as estruturas afetadas, incluindo lesões
nos tecidos duros do dente e nos tecidos de sustentação (CALDEIRA et al., 2007).
3.1. Lesões Decorrentes do Traumatismo Dentário
A classificação das lesões é baseada nas estruturas dentárias comprometidas, que
podem ocorrer simultaneamente (CALDEIRA et al., 2007).
3.1.1. Lesões nos Tecidos Duros:
● Fratura incompleta de esmalte (trinca): Não há perda de estrutura,
ausência de sensibilidade pulpar e radiografia sem anormalidades.
● Fratura completa de esmalte e dentina sem exposição pulpar: Há perda
de estrutura e possibilidade de sensibilidade pulpar.
● Fratura de esmalte e dentina com exposição pulpar: A estrutura dental é
perdida, expondo a polpa.
● Fratura corono radicular: Geralmente 2 a 3 mm abaixo do nível gengival,
em direção oblíqua, invadindo o espaço biológico.
● Fratura radicular: Envolve a porção radicular em planos horizontais ou
oblíquas, podendo atingir os terços cervical, médio ou apical.
● Fratura alveolar: Afeta o osso alveolar, frequentemente acompanhada de
deslocamento e mobilidade.
3.1.2. Lesões nos Tecidos de Suporte (Sustentação)
● Concussão: O dente apresenta sensibilidade à percussão, sem mobilidade
ou deslocamento, e não há alterações radiográficas.
● Subluxação: O dente tem sensibilidade e alguma mobilidade, mas não
ocorre deslocamento. Pode haver sangramento gengival.
● Luxação lateral: O dente se desloca em qualquer direção, sendo mais
comum o deslocamento para o lado palatino.
● Extrusão: Deslocamento parcial do dente para fora do alvéolo, apresentando
grande mobilidade e sensibilidade.
● Intrusão: O dente é deslocado para dentro do alvéolo, na direção axial em
sentido apical. Não há mobilidade nem sensibilidade.
● Avulsão: O dente é completamente expulso do alvéolo.
3.1.3 Diagnóstico e protocolo de atendimento imediato do traumatismo
dentário
O diagnóstico e o atendimento imediato de traumatismos dentários são essenciais
para prevenir complicações. A maioria dos problemas decorrentes de traumas
dentários ocorre devido à falta de atendimento adequado e controle profissional no
consultório. Sanabe et al. (2009) realizaram uma revisão de literatura sobre
urgências em traumatismos dentários, abordando sua classificação, características e
procedimentos. O objetivo foi reunir informações sobre urgências odontológicas
relacionadas a traumatismos dentários para desenvolver um protocolo que
facilitasse e simplificasse o atendimento em centros de emergência.
Os autores destacam que a conduta inadequada pode resultar em complicações
como alteração de cor, mobilidade, desalinhamento na arcada dentária, dor,
sensibilidade prolongada, reabsorções radiculares ou ósseas, necrose e até perda
do dente. Assim, concluíram que uma conduta correta e, quando necessário, o
encaminhamento a um especialista são essenciais para garantir um bom
prognóstico. Os autores elaboraram uma tabela (Fig. 3 e 4) com a classificação,
características e condutas clínicas, visando acelerar o atendimento imediato e
correto em casos de traumatismo dentário.
Barros et al. (2020) revisaram a literatura com o objetivo de apresentar diagnósticos
e tratamentos para o traumatismo dentário, um problema frequente de saúde
pública. Devido à variedade de lesões, os autores destacam a importância de uma
anamnese detalhada, exames clínicos e radiográficos, além de um tratamento
multidisciplinar para garantir um prognóstico adequado. Traumas nos tecidos duros
dentais, como fraturas, podem ou não envolver a polpa, sendo recomendados
exames clínicos como teste de vitalidade, palpação e percussão.
Nos casos de fratura corono radicular, para evitar anquilose, é indicada a redução e
contenção da fratura para melhorar o reparo periodontal e pulpar. Tratamentos como
terapia endodôntica são sugeridos para dentes com necrose pulpar, principalmente
em casos de infecção microbiana, para evitar reabsorção dentária. Para dentes com
rizogênese completa, é recomendada a endodontia entre 2 e 3 semanas após o
trauma em casos de intrusão, com confirmação de necrose. Em avulsões, o
tratamento ocorre após 7 a 10 dias do reimplante.
Se o tempo fora do alvéolo for superior a 60 minutos, especialmente em dentes com
rizogênese incompleta, recomenda-se realizar a terapia endodôntica antes do
reimplante, ou apicificação com hidróxido de cálcio ou MTA para formar uma barreira
de tecido duro no ápice. Para dentes com rizogênese completa, é recomendada a
pulpectomia.
3.2. Acompanhamento e repercussões tardias do traumatismo dentário
Lin et al. (2016) investigaram o nível de complicações pós-traumatismo dentário em
166 pacientes, totalizando 287 dentes traumatizados, acompanhados entre 2002 e
2014. Os traumas foram classificados conforme o tipo, gênero, dentes envolvidos,
diagnóstico e o tempo entre a lesão e suas complicações, que variou de 1 a 12
anos, com uma média de 2,99 anos.
Os dentes superiores, especialmente os centrais, foram os mais afetados, e a
complicação mais comum foi a necrose pulpar (34,2%). A anquilose ocorreu em 50%
dos casos de avulsão, com diagnóstico médico após 1,18 anos. Entre os dentes com
rizogênese incompleta, 7,8% desenvolveram necrose precoce, enquanto 47,1%
tiveram necrose pulpar tardia, diagnosticada após umano do trauma. Em dentes
com formação radicular incompleta, 9,8% apresentaram reabsorção radicular
inflamatória, surgindo em média 1,63 anos após o trauma.
O estudo de Lin et al. (2016) relacionou a ocorrência de necrose tardia em casos de
múltiplos traumas e lesões isoladas. A necrose tardia foi significativamente mais
comum em casos de múltiplos traumas (61,9%) em comparação a lesões únicas
(25,3%). No caso de extrusões, a obliteração do canal radicular foi a sequela
principal, atingindo 35% dos dentes, com diagnóstico após 10 anos de
acompanhamento. A reabsorção cervical invasiva apareceu cerca de 4 anos e meio
após o trauma.
Os pesquisadores também destacaram que o modo de armazenamento do dente
após a avulsão influencia diretamente o prognóstico. Dentes armazenados
corretamente por menos de uma hora em soluções balanceadas tiveram uma menor
taxa de reabsorção (37,8%), enquanto aqueles armazenados inadequadamente
apresentaram uma taxa de 69%. Concluíram que o período de acompanhamento
deve variar de 1 mês a 5 anos, dependendo do tipo de trauma e suas possíveis
repercussões.
De acordo com Barros et al. (2020), é essencial acompanhar a vitalidade pulpar e
realizar avaliações regulares para detectar possíveis sequelas dentárias após
traumatismos. Enquanto lesões simples, como trincas de esmalte, não exigem
acompanhamento, fraturas coronárias e radiculares requerem monitoramento em
diferentes intervalos de tempo. Em casos de concussão, subluxação, extrusão,
luxação lateral, intrusão e avulsão, o acompanhamento pode durar até 5 anos,
dependendo da gravidade do trauma.
Fraturas dentárias com envolvimento pulpar, quando não tratadas corretamente,
tendem a evoluir para necrose. Nos traumas de tecidos duros associados a
luxações, a necrose pulpar ocorre com maior frequência. Em casos graves, como
luxação lateral, extrusão, intrusão e avulsão, a chance de necrose e reabsorções
radiculares aumenta, principalmente em dentes com ápices formados.
O estudo observacional de Carvalho et al. (2020) também revelou que a necrose
pulpar é a complicação tardia mais comum após traumas dentários, seguida por
reabsorções externas. Além disso, o escurecimento da coroa e calcificações
pulpares podem ocorrer até um ano após o trauma. A reabsorção radicular
inflamatória pode aparecer rapidamente após o trauma, e a reabsorção substitutiva é
caracterizada pela união do osso alveolar à raiz do dente. Os autores concluíram
que o acompanhamento prolongado é crucial para prevenir complicações tardias
que afetam a estética, função e saúde oral.
3.2.1 Repercussões tardias graves reabsorção radicular
Em 2005, Consolaro classificou as reabsorções radiculares patológicas em várias
categorias, como localização (interna, externa), estágio (ativa, parada), e extensão
(simples ou múltipla). Entre as reabsorções associadas a traumatismos dentários
estão a reabsorção interna, externa por superfície, inflamatória externa, e por
substituição (anquilose). Traumas dentários, restaurações profundas e pulpites
podem causar reabsorção interna, que se manifesta com sinais clínicos, como
manchas rosadas na coroa do dente. O tratamento mais comum para reabsorção
interna é a pulpectomia.
Os traumatismos dentários afetam os tecidos periodontais de sustentação, criando
condições para reabsorções inflamatórias. O tempo de reparo após o trauma é
crucial para minimizar a perda de estrutura dentária, enquanto o estado da polpa
interfere no processo de reabsorção devido à exposição dos túbulos dentinários. Em
casos de avulsão, um dos traumas mais frequentes (10%), o prognóstico melhora se
os cementoblastos forem preservados, exigindo cuidados na manipulação e
armazenagem do dente.
Traumatismos graves como intrusão, fraturas e luxações aumentam o risco de
anquilose alveolodentária e reabsorção substitutiva. A anquilose ocorre devido ao
reparo de áreas com inflamação e necrose. O sucesso do tratamento depende de
fatores como o tempo de atendimento, fixação do dente, tratamento endodôntico
adequado, e a presença ou ausência de infecções e fraturas.
Silveira et al. (2013) estudaram a incidência de reabsorção inflamatória em dentes
permanentes traumatizados e verificaram que essa complicação pode ocorrer 15
dias após o trauma. A maioria dos afetados eram homens com dentes de raiz
formada, principalmente incisivos superiores. A reabsorção inflamatória foi mais
comum em casos de subluxação sem fratura, sendo a necrose pulpar presente em
muitos casos. Os autores concluíram que a fratura absorve parte da energia do
impacto, o que reduz a frequência de reabsorção inflamatória. Essa complicação
ocorre principalmente no primeiro ano, com maior incidência no primeiro mês após o
trauma.
3.2.2 Casos clínicos Repercussões tardias do traumatismo
3.2.2.1 Necrose e escurecimento dentário
Vale & Silva (2011) relataram o caso de um menino de 8 anos com fratura coronária
e necrose pulpar, tratado com apicificação e obturação após 7 meses, restaurando
estética e função.
Piva et al. (2013) descreveram o tratamento de um menino de 12 anos que sofreu
múltiplos traumas dentários. A abordagem envolveu contenção semirrígida, terapia
endodôntica e reabilitação restauradora, com acompanhamento para garantir a
recuperação.
Astolfi et al. (2017) apresentaram um caso de uma menina de 12 anos com necrose
pulpar no dente 41. O tratamento endodôntico melhorou a cor do dente, destacando
a eficácia da irrigação com hipoclorito de sódio, embora mais estudos sejam
necessários para conclusões definitivas.
Santos et al. (2021) trataram uma paciente de 16 anos com fratura e escurecimento
de um incisivo. O uso de pino de fibra de vidro e faceta de resina composta
restaurou a função e estética, reforçando a importância de um tratamento imediato e
adequado.
Souza et al. (2021) descreveram o acompanhamento de 10 anos de um menino de 6
anos que sofreu avulsão dentária. Após reimplante e apicificação, o dente
manteve-se funcional e estético, apesar do tempo prolongado de armazenamento do
dente avulsionado.
Em todos os casos, os autores enfatizam a importância de um tratamento rápido e
multidisciplinar para garantir a preservação funcional e estética dos dentes
traumatizados.
3.2.2.2. Reabsorções radiculares
Silva & Gesteira (2015) relataram o caso clínico de uma paciente de 47 anos com
fístula no dente 31. Exames radiográficos sugeriram fratura radicular longitudinal no
dente 31 e reabsorção radicular externa cervical no dente 32, consequência de um
trauma. O tratamento incluiu tracionamento ortodôntico do dente 32, preenchimento
do dente 31 com hidróxido de cálcio, e aplicação de MTA para evitar irritação
periodontal.
Bacelar et al. (2020) descreveram o caso de um menino de 12 anos com fratura
coronária e luxação intrusiva no incisivo central direito, levando à reabsorção
radicular inflamatória e infecção do canal. O tratamento endodôntico com hidróxido
de cálcio e MTA estabilizou a reabsorção e promoveu a reparação dos tecidos
radiculares.
Freitas et al. (2020) apresentaram o caso de um menino de 13 anos com intrusão e
fratura múltipla dos incisivos superiores. O tratamento incluiu reposicionamento
cirúrgico, contenção ortodôntica, e terapia endodôntica para controlar a reabsorção
radicular inflamatória e promover a reparação óssea com hidróxido de cálcio.
Cicotti & Bueno (2021) trataram uma paciente de 26 anos com escurecimento
coronário e reabsorção radicular interna após traumatismo. O tratamento
endodôntico com hidróxido de cálcio, seguido de clareamento dentário e aplicação
de cimento biocerâmico, estabilizou a reabsorção e reduziu a lesão apical.
Trevisan et al. (2021) relataram o caso de uma paciente de 41 anos com reabsorção
radicular interna inflamatória em incisivos superiores. O tratamento endodôntico com
hidróxido de cálcio e monitoramento radiográfico levou ao controle da reabsorção e
à regeneração dos tecidos periapicais.
Todos os casos destacam a importância do diagnóstico precoce e do tratamento
endodôntico para controlar e tratar a reabsorção radicular,utilizando hidróxido de
cálcio como medicação intracanal.
3.2.2.3. Calcificações pulpares
O estudo de Paquete et al. (2019) analisou um paciente masculino de 43 anos que
apresentou alteração na cor do incisivo central superior esquerdo (21) após um
trauma na infância. O paciente teve resposta negativa aos testes de vitalidade, dor
ao toque e uma imagem radiolúcida na região apical. Exames radiográficos
mostraram calcificação do canal pulpar, que, segundo a Associação Americana de
Endodontistas (AAE), é uma resposta à agressão da polpa, resultando no acúmulo
de tecido duro e alteração na cor do dente. A AAE classifica o tratamento
convencional como desafiador devido ao risco de comprometer a estrutura dental a
longo prazo. Como alternativa, foi proposta uma nova terapia endodôntica guiada,
que visa preservar o dente, sendo considerada uma boa opção para tratar canais
calcificados, já que 25% dos dentes com calcificação pulpar podem apresentar
disfunção na região apical.
3.3. Repercussões imediatas e tardias de traumatismo dentário incidente
na dentição decídua
Cidrais (2018) realizou uma revisão bibliográfica sobre as consequências de traumas
em dentição decídua e seus impactos na dentição permanente. O estudo apontou
que luxações são as lesões mais comuns, afetando principalmente os incisivos
centrais superiores. Crianças mais novas tendem a apresentar sequelas mais
graves, como necrose pulpar, reabsorção radicular, e alterações de cor. As
consequências tardias incluem obliteração parcial ou completa da câmara pulpar e
dos canais radiculares, reabsorção interna e externa, e necrose pulpar,
especialmente em casos de luxação. A proximidade entre os dentes decíduos e
permanentes pode levar a complicações nos dentes permanentes, como alterações
de cor, dilaceração radicular, e problemas de erupção.
Cunha et al. (2017) também realizaram uma revisão literária sobre sequelas de
traumas em dentes decíduos e seus sucessores. Eles destacaram que 50% dos
dentes decíduos traumatizados apresentaram sequelas tardias, como alteração de
cor e necrose pulpar. Intrusão, luxação lateral e subluxação são associadas a
complicações como anquilose, calcificação da polpa, e reabsorção radicular. Embora
80% dos dentes introduzidos erupcionam novamente, um terço evolui para necrose
pulpar e anquilose, podendo levar à extração precoce e impactar o desenvolvimento
do dente permanente. Os autores enfatizam a importância do acompanhamento
clínico e radiográfico para prevenir complicações e garantir o melhor tratamento.
4. Discussão:
O traumatismo dental é uma emergência odontológica com alta prevalência mundial,
principalmente em crianças de 7 a 12 anos, sendo mais comum em meninos. A
fratura coronária é a lesão mais frequente, seguida por luxação lateral e avulsão. O
atendimento imediato deve incluir anamnese, exame clínico e exames
complementares, como radiografias, para diagnóstico correto e tratamento eficaz,
evitando repercussões negativas. As complicações imediatas incluem dor,
mobilidade, deslocamento dentário e sangramento gengival. Se o tratamento não for
adequado, podem ocorrer sequelas tardias, como necrose pulpar, reabsorção e
anquilose.
O acompanhamento contínuo é essencial, já que complicações tardias podem
aparecer anos após o trauma. Estudos mostram que a necrose pulpar é a sequela
mais comum, especialmente em dentes com múltiplos traumatismos. A reabsorção
radicular e a anquilose alveolodentária também são complicações graves. Em casos
de avulsão, a preservação adequada do dente fora do alvéolo pode reduzir o risco
de reabsorção. O tempo de acompanhamento recomendado é de pelo menos cinco
anos, para monitorar o desenvolvimento de sequelas e instituir tratamento
adequado, como a Endodontia Regenerativa ou a Endodontia Guiada.
As repercussões tardias também afetam dentes decíduos, com consequências como
necrose pulpar e reabsorção radicular, podendo afetar os dentes permanentes. O
estágio de formação dos dentes no momento do trauma é determinante para a
gravidade das sequelas. É fundamental que o profissional realize um diagnóstico e
tratamento precisos, seguido de acompanhamento periódico, para minimizar as
repercussões e preservar o dente.
5. Conclusões:
Concluiu-se que, além do diagnóstico e tratamento imediato dos traumatismos
dentários, é fundamental realizar o acompanhamento clínico-radiográfico para
detectar repercussões tardias e preservar o dente. O sucesso do tratamento
depende do cirurgião-dentista estar atualizado, dominar as técnicas adequadas e
focar no bem-estar do paciente e na preservação do elemento dental.Concluiu-se
que, além do diagnóstico e tratamento imediato dos traumatismos dentários, é
fundamental realizar o acompanhamento clínico-radiográfico para detectar
repercussões tardias e preservar o dente. O sucesso do tratamento depende do
cirurgião-dentista estar atualizado, dominar as técnicas adequadas e focar no
bem-estar do paciente e na preservação do elemento dental.