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GABRIEL MAIA AULA XXVII – Anatomia e Embriologia Renal Monitor – SOI e HAM O sistema reprodutor é essencial para a perpetuação da espécie e possui estruturas com funções variadas que garantem a integridade dos gametas além de realizar sua produção. Os gametas são as células reprodutoras, em que seu ciclo celular encontra-se pausado na meiose II, e seu componente cromossômico é haplóide (n) Muitos são os hormônios e suas ações sobre cada sistema, partindo de estímulos gerais para a gametogênese, até o surgimento dos caracteres sexuais secundários. Gabriel Maia @algummaia Conhecer a anatomia do RimOBJETIVO Os rins produzem urina que é conduzida pelos ureteres até a bexiga urinária na pelve. A face superomedial de cada rim normalmente está em contato com a glândula suprarrenal. Um delgado septo fascial separa as glândulas dos rins; assim, eles não estão realmente fixados um ao outro. As glândulas suprarrenais atuam como parte do sistema endócrino, com função completamente separada dos rins. Os órgãos da parte superior do sistema urinário (rins e ureteres), seus vasos e as glândulas suprarrenais são estruturas retroperitoneais primárias na parede posterior do abdome – isto é, foram originalmente formados como vísceras retroperitoneais e assim permanecem. VISÃO GERAL REVESTIMENTO A cápsula adiposa (gordura perirrenal) circunda os rins e seus vasos, estendendo-se até suas cavidades centrais, os seios renais. Os rins, as glândulas suprarrenais e a gordura que os circunda estão encerrados (exceto inferiormente) por uma camada membranácea e condensada de fáscia renal, que continua medialmente e envolve os vasos renais, fundindo-se com as bainhas vasculares desses últimos. Os feixes de colágeno, a fáscia renal e a cápsula adiposa e o corpo adiposo pararrenal, juntamente com o aprisionamento proporcionado pelos vasos renais e ureter, mantêm os rins em posição relativamente fixa. Gabriel Maia @algummaia Os rins, que têm formato oval, retiram o excesso de água, sais e resíduos do metabolismo proteico do sangue e devolvem nutrientes e substâncias químicas. Estão situados no retroperitônio sobre a parede posterior do abdome, um de cada lado da coluna vertebral, no nível das vértebras T XII a L III. Na margem medial côncava do rim há uma fenda vertical, o hilo renal OS RINS O hilo renal conduz a um espaço no rim, o seio renal. As estruturas que servem aos rins (vasos, nervos e estruturas que drenam urina do rim) entram e saem do seio renal através do hilo renal. O hilo renal esquerdo situa-se perto do plano transpilórico, a cerca de 5 cm do plano mediano. O plano transpilórico atravessa o polo superior do rim direito, que está por volta de 5,5 cm mais baixo do que o polo esquerdo, provavelmente por causa do fígado. Posteriormente, as partes superiores dos rins situam-se profundamente às costelas XI e XII. Os níveis dos rins modificam-se durante a respiração e com mudanças posturais. Cada rim move- se 2 a 3 cm em direção vertical durante o movimento do diafragma na respiração profunda. Como o acesso cirúrgico habitual aos rins é através da parede posterior do abdome, convém saber que o polo inferior do rim direito está aproximadamente um dedo superior à crista ilíaca. Durante a vida, os rins têm coloração marrom-avermelhada e medem cerca de 10 cm de comprimento, 5 cm de largura e 5,5 cm de espessura. Superiormente, os rins estão associados ao diafragma, que os separa das cavidades pleurais e do 12° par de costelas. Inferiormente, as faces posteriores do rim têm relação com os músculos psoas maior medialmente e quadrado do lombo. O nervo e os vasos subcostais e os nervos ílio- hipogástrico e ilioinguinal descem diagonalmente através da face posterior da fáscia renal que cobre os rins. O fígado, o duodeno e o colo ascendente são anteriores ao rim direito. Esse rim é separado do fígado pelo recesso hepatorrenal. O rim esquerdo está relacionado com estômago, baço, pâncreas, jejuno e colo descendente. RELAÇÕES DETALHES ANATÔMICOS No hilo renal, a veia renal situa-se anteriormente à artéria renal, que é anterior à pelve renal. No rim, o seio renal é ocupado pela pelve renal, pelos cálices, por vasos e nervos e por uma quantidade variável de gordura. Cada rim tem faces anterior e posterior, margens medial e lateral e polos superior e inferior. Gabriel Maia @algummaia No entanto, devido à protrusão da coluna vertebral lombar para a cavidade abdominal, os rins estão posicionados obliquamente, formando um ângulo entre eles. Consequentemente, o diâmetro transverso dos rins é reduzido em vistas anteriores e em radiografias anteriores. A margem lateral de cada rim é convexa, e a margem medial é côncava, onde estão localizados o seio renal e a pelve renal. A margem medial entalhada confere ao rim uma aparência semelhante à de um grão de feijão. Cada cálice menor é entalhado por uma papila renal, o ápice da pirâmide renal, de onde a urina é excretada. Nas pessoas vivas, a pelve renal e seus cálices geralmente estão colapsados (vazios). As pirâmides e o córtex associado formam os lobos renais. Os lobos são visíveis na face externa dos rins nos fetos, e os sinais dos lobos podem persistir por algum tempo após o nascimento. VASCULARIZAÇÃO Artérias e veias renais. As artérias renais originam-se no nível do disco IV entre as vértebras L I e L II. A artéria renal direita, que é mais longa, passa posteriormente à VCI. Normalmente, cada artéria divide-se perto do hilo renal em cinco artérias dos segmentos, que são artérias terminais (i. e., não fazem anastomoses significativas com outras artérias dos segmentos, de modo que a área suprida por cada artéria do segmento é uma unidade independente, cirurgicamente ressecável ou segmento renal). As artérias dos segmentos são distribuídas para os segmentos renais do seguinte modo: •O segmento superior (apical) é irrigado pela artéria do segmento superior (apical); os segmentos anterossuperior e anteroinferior são supridos pelas artérias do segmento anterior superior e do segmento anterior inferior; e o segmento inferior é irrigado pela artéria do segmento inferior. Essas artérias originam-se do ramo anterior da artéria renal •A artéria do segmento posterior, que se origina de uma continuação do ramo posterior da artéria renal, irriga o segmento posterior do rim. A pelve renal é a expansão afunilada e achatada da extremidade superior do ureter. O ápice da pelve renal é contínuo com o ureter. A pelve renal recebe dois ou três cálices maiores, e cada um deles é formado por dois ou três cálices menores. Gabriel Maia @algummaia A veia renal esquerda, mais longa, recebe a veia suprarrenal esquerda, a veia gonadal (testicular ou ovárica) esquerda e uma comunicação com a veia lombar ascendente, e depois atravessa o ângulo agudo entre a AMS anteriormente e a aorta posteriormente. Todas as veias renais drenam para a VCI. É comum haver várias artérias renais, que geralmente entram no hilo renal. Artérias renais extra-hilares, ramos da artéria renal ou da aorta, podem entrar na face externa do rim, muitas vezes em seus polos. Diversas veias renais drenam cada rim e se unem de modo variável para formar as veias renais direita e esquerda; estas situam-se anteriormente às artérias renais direita e esquerda. Os nervos para os rins originam-se do plexo nervoso renal e são formados por fibras simpáticas e parassimpáticas. O plexo nervoso renal é suprido por fibras dos nervos esplâncnicos abdominopélvicos (principalmente o imo) INERVAÇÕES Gabriel Maia @algummaia O sistema urogenital é dividido funcionalmente em duas partes de componentes embriologicamente diferentes: o sistema urinário e o sistema genital. O sistema urogenital inclui todos os órgãos envolvidos na reprodução e na formação e eliminação da urina. Embriologicamente, os sistemas estão intimamente associados, sobretudo durante os primeiros estágios de desenvolvimento. O sistema urogenital desenvolve-se a partir do mesênquimaintermediário (tecido conjuntivo embrionário primitivo constituído por células mesenquimais), derivado da parede dorsal do corpo do embrião. O mesênquima é principalmente responsável pela formação dos rins e da genitália interna e seus ductos. VISÃO GERAL Muitas vezes os rins são impalpáveis. Em adultos magros, o polo inferior do rim direito é palpável por exame bimanual como uma massa firme, lisa, arredondada, que desce durante a inspiração. A palpação do rim direito é geralmente mais fácil do que a do rim esquerdo porque ele está 1 a 2 cm abaixo do nível inferior do esquerdo. Para palpar os rins, pressione o flanco (a parte lateral do tronco entre as costelas XI e XII e a crista ilíaca) anteriormente com uma das mãos e ao mesmo tempo palpe profundamente na margem costal com a outra mão. O rim esquerdo geralmente não é palpável, exceto se estiver aumentado ou se uma massa retroperitoneal tiver causado seu deslocamento inferior. APLICAÇÃO CLÍNICA Conhecer a embriologia renalOBJETIVO O sistema urinário começa a se desenvolver antes do sistema genital e consistem: •Rins, que produzem e excretam a urina •Ureteres, que transferem a urina dos rins para a bexiga urinária •Bexiga urinária, que armazena a urina temporariamente •Uretra, que libera a urina da bexiga para o exterior. DESENVOLVIMENTO DOS RINS E URETERES Três conjuntos consecutivos de rins desenvolvem-se nos embriões. O primeiro conjunto, os pronefros, é rudimentar. O segundo conjunto, os mesonefros, funciona brevemente durante o início do período fetal. O terceiro conjunto, os metanefros, forma os rins permanentes. Gabriel Maia @algummaia PRONEFROS Os pronefros são estruturas transitórias, bilaterais, que aparecem no início da 4a semana. São representados por alguns agrupamentos celulares e estruturas tubulares na região do pescoço em desenvolvimento. Os ductos pronéfricos seguem caudalmente e abrem-se na cloaca, a câmara na qual o intestino primitivo posterior e a alantoide esvaziavam-se. Os pronefros logo degeneram-se; no entanto, as partes maiores dos ductos persistem e são usadas pelo segundo grupo de rins. MESONEFROS Os mesonefros, órgãos excretores grandes e alongados, aparecem no final da 4° semana, caudais aos pronefros. Eles funcionam como rins provisórios por aproximadamente 4 semanas até o desenvolvimento e funcionamento dos rins permanentes. Os rins mesonéfricos consistem em glomérulos (10 a 50 por rim) e em túbulos mesonéfricos. Os túbulos abrem-se nos ductos mesonéfricos bilaterais, que originalmente eram os ductos pronéfricos. Os ductos mesonéfricos abrem-se na cloaca. Os mesonefros degeneram-se ao final da 12a semana; no entanto, os túbulos metanéfricos tornam-se os dúctulos eferentes dos testículos. Os ductos mesonéfricos têm vários derivados adultos nos homens. METANEFROS Os metanefros, ou os primórdios dos rins permanentes, começam a se desenvolver na 5° semana e tornam-se funcionais aproximadamente 4 semanas depois. A formação da urina continua durante toda a vida fetal; a urina é excretada dentro da cavidade amniótica, formando um dos componentes do líquido amniótico. Os rins desenvolvem-se a partir de duas fontes: •O broto uretérico (divertículo metanéfrico) •O blastema metanefrogênico (massa metanéfrica de mesênquima). O broto uretérico é um divertículo (protuberância) do ducto mesonéfrico próximo à entrada deste na cloaca. O blastema metanefrogênico deriva da parte caudal do cordão nefrogênico. À medida que o broto uretérico se alonga, ele penetra o blastema. O pedúnculo do broto uretérico torna-se o ureter. A parte cranial do broto sofre ramificações repetitivas, resultando na diferenciação do broto nos túbulos coletores. As quatro 1° gerações de túbulos aumentam e tornam-se confluentes para formar os cálices maiores. As quatro 2° gerações coalescem para formar os cálices menores. O final de cada túbulo coletor arqueado induz aglomerados de células mesenquimais, no blastema metanefrogênico, a formarem pequenas vesículas. Essas vesículas alongam-se e tornam-se os túbulos metanéfricos. Gabriel Maia @algummaia A figura mostra o desenvolvimento do rim permanente. A. Vista lateral de um embrião de 5 semanas mostrando o broto uretérico, primórdio do metanefro. B a E. Estágios sucessivos do desenvolvimento do broto uretérico (da 5° à 8° semana). Observe o desenvolvimento do rim: ureter, pelve renal, cálice e túbulos coletores. Como ocorre ramificação, algumas das células do mesênquima metanéfrico condensam-se e formam as células da capa de mesênquima, que passam pela transição mesenquimal para epitelial e desenvolvem-se na maior parte do epitélio do néfron. As extremidades proximais dos túbulos são invaginadas pelos glomérulos. Os túbulos diferenciam-se nos túbulos contorcidos proximal e distal; a alça do néfron (alça de Henle), junto com os glomérulos e a cápsula glomerular, constituem o néfron. A proliferação das células progenitoras do néfron e a formação dos néfrons são dependentes dos sinais do BMP7 e mediados por Wnt (sinalização [Notch]/β-catenina). Cada túbulo distal contorcido contata um túbulo coletor arqueado e o conjunto torna-se confluente. O túbulo urinífero consiste em duas partes embriologicamente diferentes: •O néfron derivado do blastema metanefrogênico •O túbulo coletor derivado do broto uretérico. Entre a 10° e a 18° semanas, o número de glomérulos aumenta gradualmente e continua aumentando rapidamente até a 36a semana, quando atinge o limite máximo. A formação de néfrons está completa ao nascimento, e cada rim contém entre 200 mil e 2 milhões de néfrons. Os néfrons devem durar para sempre, porque não há formação de novas unidades após esse tempo, e o número limitado deles pode resultar em consequências significativas para a saúde da criança e do adulto. Em alguns grupos populacionais específicos (p. ex., os aborígines australianos) com número menor de néfrons desenvolvidos no útero, há também incidência maior de insuficiência renal crônica nos adultos. Os rins fetais são subdivididos em lobos. A lobulação geralmente desaparece no final do 1° ano de vida, à medida que os néfrons se desenvolvem e crescem. O aumento do tamanho do rim, após o nascimento, resulta, principalmente, do alongamento dos túbulos proximais contorcidos, bem como do aumento do tecido intersticial. A formação dos néfrons está completa ao nascimento, exceto nos recém- nascidos prematuros. Embora a filtração glomerular comece aproximadamente na 9a semana fetal, a maturação funcional dos rins e as taxas crescentes de filtração ocorrem após o nascimento. Gabriel Maia @algummaia Gabriel Maia @algummaia A ramificação do broto uretérico depende da indução pelo mesênquima metanéfrico. A diferenciação dos néfrons depende da indução pelos túbulos coletores. O broto uretérico e o blastema metanefrogênico interagem e induzem um ao outro, um processo conhecido como indução recíproca, para formar os rins permanentes. MUDANÇAS NA POSIÇIONAIS DO RIM Inicialmente, os primórdios dos rins permanentes estão próximos na pelve, ventrais ao sacro. À medida que o abdome e a pelve crescem, os rins deslocam-se gradualmente para o abdome e se distanciam e adquirem a posição adulta durante o início do período fetal. Essa “subida” resulta principalmente do crescimento do corpo do embrião, caudal aos rins. Com efeito, a parte caudal do embrião cresce para longe dos rins, de modo que eles, progressivamente, ocupam a posição normal de cada lado da coluna vertebral. A princípio, o hilo de cada rim (depressão na margem medial), onde os vasos sanguíneos, o ureter e os nervos entram e saem, está ventralmente; no entanto, conforme os rins se deslocam, o hilo gira medialmente quase 90°. Na 9° semana, os hilos são direcionados anteromedialmente. Por fim, os rins tornam-se estruturas retroperitoneais (externos ao peritônio) na parede abdominal posterior. Nesse período, os rins estão em contato com as glândulas suprarrenais. Visualizações ventrais da região abdominopélvicade embriões e fetos (da 6° à 9° semana) mostrando a rotação medial e o deslocamento dos rins da pelve para o abdome. C e D. Note que, à medida que os rins se deslocam (sobem), eles são supridos pelas artérias em níveis sucessivamente mais altos e os hilos renais, onde os nervos e vasos entram, são direcionados anteromedialmente. MUDANÇAS NA POSIÇIONAIS DO RIM Durante as mudanças na posição dos rins, eles recebem o suprimento de sangue dos vasos próximos. Inicialmente, as artérias renais são ramos das artérias ilíacas comuns. Posteriormente, os rins recebem suprimento sanguíneo da extremidade distal da parte abdominal da aorta (aorta abdominal) Gabriel Maia @algummaia Quando os rins estão localizados em nível mais elevado, eles recebem novos ramos da aorta. Normalmente, os ramos caudais dos vasos renais sofrem involução e desaparecem. A posição dos rins torna-se fixa quando entram em contato com as glândulas suprarrenais na 9° semana. Os rins recebem seus ramos arteriais mais craniais da parte abdominal da aorta; esses ramos tornam-se as artérias renais permanentes. A artéria renal direita é mais longa e, frequentemente, está em posição mais superior do que a artéria renal esquerda. CURIOSIDADE DE APG Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11