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Prévia do material em texto

Copyright-2019 
por Daliane Oliveira 
Todos os direitos em língua portuguesa reservados por: 
Oliveira, Daliane - PsiquEasy 
Rio de Janeiro – Bahia - Brasil 
+55(21) 9.7421-7212 
https://www.psiqueasy.com 
 
 
 
OLIVEIRA, Daliane. 
ARTES GRÁFICAS: OLIVEIRA, Moisés; OLIVEIRA, Douglas. 
EOCA_autor Jorge Visca. Versão adaptada por: 
Pp. Daliane Oliveira (EOCA_LÚDICA) 
 
Edição e Distribuição: 
PsiquEasy Software e Materiais 
 
Programação Visual 
 
Moisés Rocha de Oliveira 
 
 
 
Artes Gráficas 
 
Douglas Soares Oliveira 
 
 
Revisão 
Lucélia Santos 
 
Proibida a reprodução total ou parcial, por quaisquer meios a não ser em citações breves, com indicação da fonte. 
https://www.psiqueasy.com/
 
 
APRESENTAÇÃO 
 
Receber pacientes novos para avaliação psicopedagógica é sempre uma grande alegria e 
desafio para nós. 
Mas sabemos que muitas dúvidas pairam na cabeça das famílias, tais como: Como será o 
primeiro encontro? Será só de conversa, já serão aplicados testes, é “só” jogo, tem que levar alguma 
coisa? 
Eis a resposta: o primeiro encontro é o grande direcionador de todo o trabalho investigativo 
(em toda a etapa de avaliação o profissional não fará intervenções diante das escolhas do aprendiz, 
mas observará seu funcionamento). A partir da observação deste momento todo o caminho das 
demais sessões da avaliação psicopedagógica será traçado, e, a partir dele, o primeiro sistema de 
hipóteses da psicopedagoga acerca das causas da dificuldade de aprendizagem trazidas pelo 
aprendiz, sua família e escola será delineado. Esta sessão inicial trará indicativos sobre as melhores 
escolhas quanto aos recursos a serem utilizados nas sessões que compreenderão toda a avaliação 
psicopedagógica. 
Logo, a família não precisa se preocupar em trazer materiais, orientar o filho na melhor 
forma de se portar, conta-se mesmo é com a espontaneidade da criança. 
O professor argentino Jorge Visca foi o idealizador dessa etapa do processo diagnóstico, 
nomeando-a como Entrevista Operativa Centrada na Aprendizagem (EOCA), a qual tem como 
objetivo estudar as manifestações cognitivas e afetivas da conduta do entrevistado em situação real 
de aprendizagem. Segundo o estudioso, “em todo momento, a intenção é permitir ao sujeito 
construir a entrevista de maneira espontânea, porém dirigida de forma experimental. Interessa 
observar seus conhecimentos, atitudes, destrezas, mecanismos de defesas, ansiedades, áreas 
expressão da conduta, níveis de operatividade, mobilidade horizontal e vertical etc”. (Weiss apud 
Visca, 2007, p. 57). 
Este é o ponto de partida para identificar as dificuldades de aprendizagem e de que ordem é 
essa dificuldade (cognitiva, emocional, orgânica-funcional etc). Realiza-se a entrevista de maneira 
que se põe em evidência o aprendizado espontâneo, oportunizando materiais diferentes de acordo 
com a faixa etária e queixa do educando. 
A partir disso consignas (comandos específicos da psicopedagoga) direcionarão o trabalho 
para a observação da conduta do aprendiz. Elementos como a mudança de conduta, desorganização, 
justificativas verbais ou pré-verbais, aceitação, recusa e outros são captados e utilizados para as 
futuras interpretações e planejamento do trabalho de cada aprendiz. Toda resposta (verbal, corporal, 
escrita etc) é dado significativo para a avaliação psicopedagógica! 
 
 
Conheça agora a EOCA_LÚDICA versão adaptada pela Psicopedagoga Daliane Oliveira, 
os objetivos mantém-se os mesmos, assim como os consignas. A proposta de Jorge Visca foi apenas 
melhorada com o intuito de facilitar o trabalho de milhões de profissionais. Esse material é 
individual, o profissional deverá disponibilizar um para cada aprendente/paciente, nele contém 
praticamente 80% de todos os recursos necessários para os aprendentes/pacientes demonstrarem 
suas habilidades, restando apenas que o profissional disponibilize os demais recursos como: lápis, 
borracha, giz de cera, canetas coloridas, hidrocor, etc. 
Para organizar a observação da profissional no sentido de ajudá-la a pensar os sintomas e 
possíveis causas da dificuldade aparente ou latente, elementos como a temática (o que é dito pelo 
entrevistado), a dinâmica (as ações quanto a gestos, execução, tom de voz, postura do entrevistado) 
e o produto (o que ficou gravado na produção – papel, colagem, dobradura – realizados pelo sujeito) 
são os indicadores para as hipóteses a serem levantadas. 
Vale ressaltar que a psicopedagoga será uma observadora da conduta do avaliando, lançando 
mãos da utilização de diferentes consignas, intervindo e colocando limites somente se necessário. É 
possível realizar mais de uma entrevista de EOCA dependendo do caso. 
Realizado esse primeiro encontro da avaliação psicopedagógica é possível definir com mais 
precisão o tempo necessário para se fechar este ciclo. Não podemos esquecer que o vínculo entre o 
avaliando e a avaliadora se constroem paulatinamente, logo esse fator também precisa ser 
considerado durante o processo de avaliação. 
Para que o trabalho prossiga de maneira tranquila e efetiva uma relação de transparência e 
confiança entre o aprendiz, a família e a psicopedagoga são imprescindíveis. 
 
 
 
 
Pp. Daliane Oliveira 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Entrevista Operativa Centrada na Aprendizagem (EOCA) 
 
A EOCA é utilizada como ponto de partida em todo processo de investigação diagnóstica 
das dificuldades de aprendizagem. Este instrumento consiste em uma entrevista estruturada que põe 
em evidência o aprendizado e conta como reativos quaisquer material, dependendo da idade do 
educando e da queixa. Os objetos são deixados sobre uma mesa, organizados de tal forma que o 
entrevistado precise abrir as caixas de lápis, o estojo, apontar o lápis preto sem ponta, procurar o 
que deseja observar todo material para decidir o que vai utilizar. 
 
CONSIGNAS E INTERVENÇÕES 
As consignas e intervenções possibilitam observar: 
 
 A possibilidade de mudança de conduta; 
 A desorganização ou reorganização do sujeito; 
 As justificativas verbais ou pré­verbais; 
 A aceitação ou a recusa do outro (assimilação, acomodação, introjeção, projeção). 
 
Relação de materiais que deverão ser disponibilizados para o aprendente 
 
 Livrinho EOCA LÚDICA_PSIQUEASY (contém várias folhas para realização das 
atividades); 
 Lápis novo sem ponta; 
 Lápis novo com ponta; 
 Apontadores; 
 Canetas coloridas; 
 Borrachas; 
 Tesouras sem ponta; 
 Papéis coloridos (10 x 10cm); 
 Régua; 
 Canetas hidrográficas; 
 Cola; 
 Grampeador; 
 Giz de cera; 
 Tinta Guache; 
 Pincéis; 
 
 
 
ENTREVISTA OPERATIVA CENTRADA NA APRENDIZAGEM (E.O.C.A.) 
 
 
Meu nome é:_____________________________________________________________________ 
Tenho________aninhos 
 
 
VEJA COMO EU SOU 
 
 
 
INFORMAÇOES DA VIDA ESCOLAR 
 
 
Instituiçao:______________________________________________________________________ 
Série:___________ Turma:___________ Turno:__________ 
Alguma repetência? ( ) sim ( ) não ___________________________________________ 
 
Com quem você vai para escola? 
Como você vai para escola? 
Gostaria que você mostrasse o que sabe fazer, o que te ensinaram e o que você aprendeu... 
Use este material, se precisar, para mostrar-me o que você sabe a respeito do que sabe fazer, do que 
lhe ensinaram e do que aprendeu. Desenhe, escreva, faça alguma coisa que lhe vier a cabeça. 
Disciplina favorita: 
________________________________________________________________________________ 
Por quê? 
________________________________________________________________________________ 
Desde quando? 
________________________________________________________________________________ 
Disciplina que não gosta: 
________________________________________________________________________________ 
Por quê? 
________________________________________________________________________________Desde quando? 
________________________________________________________________________________ 
O que deseja fazer quando crescer? 
________________________________________________________________________________ 
Por quê? 
________________________________________________________________________________ 
Como foi sua entrada na escola atual? 
________________________________________________________________________________ 
Você sabe por que está aqui comigo hoje? ( ) sim ( ) não 
________________________________________________________________________________ 
O que achou da ideia? 
________________________________________________________________________________ 
 
Você quer estar aqui ou está por obrigação? 
________________________________________________________________________________ 
 
 
Se pudesse e tivesse que fazer algo para um aluno que se parecesse com você em sala de aula, o que 
aconselharia, a fazerem? 
________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________ 
 
Aos pais: 
________________________________________________________________________________ 
________________________________________________________________________________ 
 
Aos professores: 
________________________________________________________________________________ 
________________________________________________________________________________ 
 
Outras observações: 
________________________________________________________________________________ 
________________________________________________________________________________ 
________________________________________________________________________________ 
________________________________________________________________________________ 
________________________________________________________________________________ 
________________________________________________________________________________ 
________________________________________________________________________________ 
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ENTREVISTA OPERATIVA CENTRADA NA APRENDIZAGEM (E.O.C.A.) 
 
A Entrevista Operativa Centrada na Aprendizagem (E.O.C.A.) é um instrumento que 
possibilita um contato direto com o aluno e, por esta razão, permite a sondagem da problemática de 
aprendizagem e nos permite delinear a nossa prática. Trata-se de uma técnica simples, porém muito 
rica no que se refere à sondagem. 
 
 
Aspectos a observar: temática, dinâmica e o produto. 
 
 Primeiro aspecto – centra-se em tudo o que o aluno (a) diz. 
 Segundo aspecto – consiste na análise de tudo o que o aluno (a) faz: postura corporal, 
gestos, maneira de pegar materiais, expressões faciais, olhares, etc. 
 Terceiro aspecto – trata-se do que o aluno (a) realizou o que deixa impresso no papel ou na 
sua construção, por exemplo. 
 
 
Observar a sua reação, organização, apropriação, imaginação, criatividade, 
preparação, regras utilizadas, etc. 
 
Observar se sabe os nomes dos materiais. 
 
Qual/Quais prefere? _______________________________________________________ 
 
Lápis sem ponta é para provocar a atitude normal que é fazer a ponta. 
 
• Queixa- ouvir – tentando saber se a queixa condiz com o que ele faz. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
POSTURA DO EXAMINADOR 
 
 
 Deve ser um mero observador da conduta do avaliado; 
 Participando com intervenções somente quando achar necessário; 
 Utilizar se de vários tipos de consignas para maior riqueza das observações; 
 Colocar limites quando achar necessário; 
 Quando o avaliado apresenta dificuldades para entrar na tarefa, deverá utilizar consigna 
múltipla para facilitar a decisão do avaliado; 
 Caso o avaliado permaneça sem iniciativa, devemos lembrar também que esta também é 
uma postura a ser analisada, é uma forma de agir frente a situações novas, deve ser avaliada 
em seus vários fatores; 
 Se necessário, pode ser feitas mais de uma entrevista de EOCA. 
 
 
FORMA DE REGISTRO 
 
 Utilizar esse material para registrar as ações do aprendente/paciente em observação, anotar 
as observações nos campos específicos e fichas disponibilizadas nesse material. 
 Deve- se anotar tudo que ocorrer, postura, ações, palavras, frases, etc. 
 
 
LEVANTAMENTO DAS HIPÓTESES 
 
As hipóteses serão levantadas de acordo com as observações feitas durante a entrevista. 
Levando -se em conta as três linhas de pesquisa que serão realizadas: cognitiva, afetiva e orgânico 
funcionais. Quando as hipóteses nos levarem a uma área específica (ex: psicologia, fonoaudiologia, 
neurologia, etc), deve- se pedir a avaliação de um profissional competente, sempre que possível. Se 
for necessário realize os devidos encaminhamentos. 
 
 
PRINCIPAIS OBSTÁCULOS DAS DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM 
 
 Obstáculos Funcionais; 
 Assimilação; 
 Lentidão; 
 Domínio especial; 
 Motor; 
 Elaboração mental; 
 Etc; 
 
 
 Obstáculos Epistemofílicos (emocionais); 
 Estado confusional; 
 Perseveração; 
 Exigência; 
 Conduta evitativa; 
 Mecanismos defensivos; 
 Etc; 
 Obstáculos Epistêmicos (Cognitivos); 
 Desempenho; 
 Antecipação; 
 Insensibilidade – não percebe determinados conflitos. 
 
Não possui mecanismo de integração. Ex: coloca-se vários fósforos de tamanhos iguais 
alinhados com outros fósforos de tamanho menor. Junta-se até as duas linhas atingirem o mesmo 
comprimento e pergunta-se se os fósforos são iguais. O sujeito não percebe que só o comprimento 
final é o mesmo, mas que os fósforos são diferentes. 
 Assimilação, acomodação, Nível cognitivo, etc... 
 
 
OBSERVAÇÕES GERAIS 
 
 
Cada nível de estrutura cognitiva correspondea uma leitura da realidade e um nível de 
evolução afetiva para estabelecer um vínculo com o objeto. Cognitivo – Operações lógicas que 
regulam os intercâmbios com o meio externo, com a lógica correspondente ao estágio cognitivo a 
que percebe o sujeito. Diante de determinada situação, o sujeito passará pelos momentos de 
indiscriminação, objetiva parcial e total, em movimentos de ir e vir. Quando atinge o patamar, pode 
passar para outro no mesmo movimento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AVALIAÇAO – E.O.C.A 
 
 
Aspectos Ação do sujeito Possíveis causas 
 
 
Temática 
 
 
 
 
 
Dinâmica 
 
 
 
 
 
Produto 
 
 
 
 
Obstáculos que emergem na 
relação com o conhecimento 
 
 
 
 
Hipóteses 
 
 
 
Delineamento da investigação: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
___________________________________________ 
Psicopedagogo(a) 
[Nome completo/CBO/Inscrição Sindical/Número de Inscrição da ABPp (carimbo, impressão ou de próprio punho)
 
 
ENTREVISTA OPERATIVA CENTRADA NA APRENDIZAGEM/E.O.C.A 
 
NOME: _________________________________________________________IDADE:_________ 
DATA: _____/____/____ HORÁRIO: ______________À_______________ 
OBSERVADOR:__________________________________________________________________ 
 
ANOTAÇÕES HIPÓTESES 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
OBSERVAÇÕES: 
________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________ 
 
 
 
 
 
_______________________________________ 
Psicopedagogo(a) 
[Nome completo/CBO/Inscrição Sindical/Número de Inscrição da ABPp (carimbo, impressão ou de próprio punho
 
 
ROTEIRO DE OBSERVAÇÃO 
 
Em relação à temática: 
 
( ) Fala muito durante todo o tempo da sessão 
( ) Fala pouco durante todo o tempo da sessão 
( ) Verbaliza bem as palavras 
( ) Expressa com facilidade 
( ) Apresenta dificuldades para se expressar verbalmente 
( ) Fala de suas ideias, vontades e desejos 
( ) Mostra-se retraído para se expor 
( ) Sua fala tem lógica e sequência de fatos 
( ) Parece viver num mundo de fantasias 
( ) Tem consciência do que é real e do que é imaginário 
( ) Conversa sem constrangimento 
 
Observação:______________________________________________________________________ 
________________________________________________________________________________ 
________________________________________________________________________________ 
 
Em relação à dinâmica: 
 
( ) O tom de voz é baixo 
( ) O tom de voz é alto 
( ) Sabe usar o tom de voz adequadamente 
( ) Gesticula muito para falar 
( ) Não consegue ficar sentado 
( ) Tem atenção e concentração 
( ) Anda o tempo todo 
( ) Muda de lugar e troca de materiais constantemente 
( ) Pensa antes de criar ou montar algo 
( ) Apresenta baixa tolerância à frustração 
( ) Diante de dificuldades, desiste fácil 
( ) Tem persistência e paciência 
( ) Realiza as atividades com capricho 
( ) Mostra-se desorganizado e descuidado 
( ) Possui hábitos de higiene e zelo com os materiais 
( ) Sabe usar os materiais disponíveis, conhece a utilidade de cada um 
( ) Ao pegar os materiais, devolve no lugar depois de usá-los 
( ) Não guarda o material que usou 
( ) Apresenta iniciativa 
( ) Ocupa todo o espaço disponível 
( ) Possui boa postura corporal 
( ) Deixa cair objetos que pega 
( ) Faz brincadeira simbólicas 
( ) Expressa sentimentos nas brincadeiras 
( ) Leitura adequada à escolaridade 
( ) Interpretação de texto adequada à escolaridade 
( ) Faz cálculos 
( ) Escrita adequada à escolaridade 
 
 
 
Observação: _____________________________________________________________________ 
________________________________________________________________________________ 
________________________________________________________________________________ 
 
Em relação ao produto: 
 
( ) Desenha e depois escreve; 
( ) Escreve primeiro e depois desenha; 
( ) Apresenta os seus desenhos com forma e compreensão; 
( ) Não consegue contar ou falar sobre os seus desenhos ou escrita; 
( ) Se nega a descrever sua produção; 
( ) Sente prazer ao terminar sua atividade e mostrar; 
( ) demonstra insatisfação sobre os seus feitos; 
( ) Sente-se capaz para executar o que foi proposto; 
( ) Sente-se incapaz para executar o que foi proposto; 
( ) Os desenhos estão no nível da idade do aluno; 
( ) Prefere matérias que lhe possibilite construir, montar e criar; 
( ) Fica preso no papel e lápis; 
( ) Executa a atividade com tranquilidade; 
( ) Demonstra agressividade de alguma forma em seus desenhos e suas criações; 
( ) Demonstra agressividade de alguma forma no comportamento; 
( ) É criativo(a). 
 
 
DIMENSÃO AFETIVA: 
 
( )Para fazer qualquer atividade precisa receber ordens de alguém, explicando o que deve ser 
feito; 
( )Não tem boa coordenação motora, desenhou e descreveu; 
( )Tem boa coordenação motora; 
( )Demonstrou pouca incapacidade intelectual; 
( )Necessita de estímulos diretivos que indiquem o que deve fazer e como fazer; 
( )Não tem iniciativa; 
( )Tem iniciativa, não fica esperando dizer o que deve ser realizado; 
( )Queixou-se de algo ou alguém_________________________________________________ 
 
 
NÍVEL PEDAGÓGICO OU DIMENSÃO COGNITIVA: 
 
( )Leitura silabada com retrocessos; 
( )Não respeita a pontuação; 
( )Compreende somente as palavras, não percebe o significado do texto; 
( )Na escrita pula as letras; 
( )O nível pedagógico está bastante abaixo de sua escolaridade, sua produção corresponde ao nível 
do __________ ano/série; 
( )Baixo nível de atenção, dificuldade na concentração; 
( )Boa coordenação motora, traços firmes; 
( )Não tem habilidade para traçar linhas retas; 
( ) Suspirou antes de começar a tarefa , indicando uma antecipação e planejamento do que iria 
realizar; 
( )Descreveu o que desenhou; 
( ) Compreensão do texto é muito pobre; 
 
 
( )Apresenta baixo rendimento na área de ortografia; 
( )Apresenta ansiedade e medo na hora de ler em voz alta; 
( ) Comete erros frequentes na leitura(omissões, substituições, inversões de fonemas- vogais e 
consoantes sonoras; 
( )Compreende o significado das palavras, porém demora um pouco para assimilá-las; 
 
( )Na escrita, troca as letras: d/t, m/n, p/b, o/u, a/e. Tem facilidade na compreensão da letra cursiva 
e de imprensa, já no script encontra dificuldades; 
 
( )Tem noção de número, mas encontra dificuldades em resolver a divisão e subtração. Desse 
modo, não internalizou bem adição; 
 
( )O nível pedagógico está abaixo de sua escolaridade. Sua produção corresponde ao nível de 
série( primeira, segunda, terceira, quarta, quinta, sexta); 
 
( )Ele/a tem compreensão desse fato, porque nos relatou que se soubesse ler direito, já estaria na 
____ série. 
 
 
HIPÓTESES / Hipóteses sobre casualidade histórica: 
 
( )Vínculo positivo ou negativo? 
( )Verificar o que sabe fazer( ler, números, letras espelhadas , desenhos; 
( )Necessidade de compreensão; 
( )Atitude de quem está muito apreensivo e inseguro; 
( )O medo de arriscar prefere utilizar materiais que já conhece, bem como realizar atividades já 
feitas em outras ocasiões; 
( )Tem alto grau de dependência e ansiedade; 
( )Demonstrou capacidade intelectual , porém, necessita de estímulos diretivos que indiquem o 
que deve fazer e como agir. Não consegue tomar decisões sem consentimento ou diga que está certo 
ou errado; 
( )Ele(a) recebeu as consignas com ansiedade.Demonstrou grande interesse em corresponder 
às expectativas e como mecanismo de defesa, contou muitas histórias no intuito de chamar a 
atenção; 
( )Conforme (CHAMAT 2004 P.78) o sujeito não cria algo novo, repete conhecimentos 
adquiridos anteriormente, utilizando esquemas de pensamento empobrecidos, demonstrando falta de 
envolvimento com o objeto de aprendizagem e, consequentemente, com o conhecimento e com 
quem o transmite. Uma modalidade Hipoassimilativa/Hipoacomodativa é criança com deficiência 
intelectual em grau leve, não foi estimulada adequadamente; 
( ) Tem obstáculo epistemológico (segundo a CHAMAT são obstáculos de fora do sujeito, ou 
seja, algo ou alguém que possa estar impedindo o sujeito de aprender); 
( ) Nível intelectual normal com baixa concentração de atenção em primeira vista; 
( )Estágio de pensamento: Operatório Concreto com algumas oscilações; 
( ) Dificuldade de atenção e raciocínio; 
( ) Os seus maiores problemas de compreensão em relação às matérias escolares estão no fato de 
que não sabe ler e consequentemente não consegue interpretar; 
( ) Dificuldades em realizar operações matemáticas; 
( )Espera aprovação para realizar uma tarefa; 
( ) Etiologia emocional; 
( ) Problemas de ensino aprendizagem no processo de alfabetização; 
( ) Falta de estímulos por parte da família; 
( )Insucesso escolar. 
 
 
LINHAS DE INVESTIGAÇÃO: 
 
 
É necessário realizar as seguintes provas: 
 
 
 Diagnóstico operatório de Piaget ( ) Sim ( ) Não 
 
 Teste de Consciência Fonológica ( ) Sim ( ) Não 
 
 Avaliação Pedagógica ( ) Sim ( ) Não 
 
 Prova de Leitura e escrita ( ) Sim ( ) Não 
 
 
 
 
 
Observação: _____________________________________________________________________ 
________________________________________________________________________________ 
________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________ 
________________________________________________________________________________ 
 
Conclusão: ______________________________________________________________________ 
________________________________________________________________________________ 
________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________ 
________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________ 
________________________________________________________________________________ 
 
 
 
 
 
 
 
 
____/___/_____ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
_______________________________________ 
Psicopedagogo(a) 
(Nome completo/CBO/Inscrição Sindical/Número de Inscrição da ABPp (carimbo, impressão ou de próprio punho)
 
 
1. CONSIGNAS E INTERVENÇÕES 
 
A consigna é: “Gostaria que você me mostrasse o que sabe fazer, o que lhe ensinaram e o que 
você aprendeu.” 
Pode-se continuar dizendo: “Este material é para que você o use, se precisar, para me mostrar 
o que lhe falei e o que queria saber de você.” “Esse material é para que você o use como 
quiser”. 
Obs.: Haverá diferenciação de materiais dependendo da faixa etária e o período escolar de cada aluno(a) em que se 
aplica a entrevista. 
ESPAÇO PARA CRIAÇÃO LIVRE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CONSIGNAS PARA PESQUISA: “Para que serve isto que você fez, poderia me explicar”? 
 
 
ESPAÇO PARA CRIAÇÃO LIVRE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CONSIGNAS PARA PESQUISA: “Para que serve isto que você fez, poderia me explicar”? 
 
 
ESPAÇO PARA CRIAÇÃO LIVRE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CONSIGNAS PARA PESQUISA: “Para que serve isto que você fez, poderia me explicar”? 
 
 
ESPAÇO PARA CRIAÇÃO LIVRE 
 
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ESPAÇO PARA CRIAÇÃO LIVRE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PARA MUDANÇA DE ATIVIDADE 
 
CONSIGNA ABERTA: “Gostaria que você me mostrasse o que quisesse com esses materiais”. 
 
 
Coloque a disposição os seguintes materiais na mesa para a(s) criança(s): 
 Lápis novo sem ponta; 
 Lápis novo com ponta; 
 Folhas coloridas; 
 Apontadores; 
 Canetas coloridas; 
 Borrachas; 
 Tesouras sem ponta; 
 Papéis coloridos (10 x 10cm); 
 Régua; 
 Canetas hidrográficas; 
 Cola; 
 Grampeador; 
 Giz de cera; 
 Tinta Guache; 
 Pincéis; 
 
 
 
ESPAÇO PARA CRIAÇÃO LIVRE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CONSIGNAS PARA PESQUISA: “Para que serve isto que você fez, poderia me explicar”? “Que cor você está 
utilizando”? 
 
 
ESPAÇO PARA CRIAÇÃO LIVRE 
 
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CONSIGNA FECHADA: “Gostaria que você me mostrasse outra coisa que não seja...”, ou 
“Gostaria que você me mostrasse algo diferente do que já me mostrou”. 
ESPAÇO PARA CRIAÇÃO LIVRE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CONSIGNAS PARA PESQUISA: “Para que serve isto que você fez, poderia me explicar”? CONSIGNAS PARA 
PESQUISA: “Para que serve isto que você fez, poderia me explicar”? “Que cor você está utilizando”? 
 
 
ESPAÇO PARA CRIAÇÃO LIVRE 
 
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SUGESTÕES 
DE 
ATIVIDADES LÚDICAS 
 
 
 
 
 
 
 
“Também pode utilizar essas dobraduras se quiser, pode recordar ou pegar as folhas 
coloridas que estão do seu lado e fazer igual ao que esta no molde”. Fique a vontade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
“VOCÊ TAMBÉM PODE RECORTAR E COLAR SE PREFERIR” 
 
 
 
 
 
 
 
COLE AQUI O MENINO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CONSIGNAS PARA PESQUISA: “Para que serve isto que você fez, poderia me explicar”? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
COLE AQUI A MENINA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CONSIGNAS PARA PESQUISA: “Para que serve isto que você fez, poderia me explicar”? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 COLE AQUI O MENINO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CONSIGNAS PARA PESQUISA: “Para que serve isto que você fez, poderia me explicar”? 
 
 
 
 
 
 
COLE AQUI O BONECO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CONSIGNAS PARA PESQUISA: “Para que serveisto que você fez, poderia me explicar”? 
 
 
RECORTE OS PEIXES E COLOQUE DENTRO DO VASO 
 
 
 
 
 
“SE PREFERIR, VOCÊ PODE PINTAR TAMBÉM” 
CONSIGNAS PARA PESQUISA: “Quais cores você está utilizando”? 
 
 
 
 
CONSIGNAS PARA PESQUISA: “Quais cores você está utilizando”? 
 
 
 
 
 
 
CONSIGNAS PARA PESQUISA: “Quais cores você está utilizando”? 
 
 
 
 
 
 
CONSIGNAS PARA PESQUISA: “Quais cores você está utilizando”? 
 
 
 CONSIGNAS PARA PESQUISA: “Quais cores você está utilizando”? 
 
 
 
 
 
CONSIGNAS PARA PESQUISA: “Quais cores você está utilizando”? 
 
 
Anotações pertinentes ao desenvolvimento das atividades: 
 
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CONSIGNA DIRETA: “Gostaria que me mostrasse algo de ... (matemática, escrita, leitura)”. 
CONSIGNA MÚLTIPLA: “Você pode ler, escrever, pintar, recortar, desenhar, etc?”. 
 
ESPAÇO PARA CRIAÇÃO LIVRE_MATEMÁTICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 CONSIGNAS PARA PESQUISA: “Para que serve isto que você fez, poderia me explicar”? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SUGESTÕES PARA DESENVOLVER A ATIVIDADE 
 
 
 Pintar o número e colar maças ou fazer bolinhas de massinha dentro da árvore. 
 Pintar a quantidade de quadrinhos correspondente aos numerais. 
 Colar uma bolinha de papel ou de massinha em cada quadrinho de acordo com o 
numeral. 
 Colocar maçasdentro das árvores. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
“VOCÊ TAMBÉM PODE CALCULAR SE PREFERIR” 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESPAÇO PARA CRIAÇÃO LIVRE_ESCRITA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
VOCÊ PODE CRIAR 
 UMA LINDA HISTÓRIA 
EM QUADRINHOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ADVINHE E ESCREVA 
O NOME DE 
CADA FIGURA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LEITURA 
PARA 
MENINAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CINDERELA 
 
Leia esta historinha com muita atenção. 
 
 
 
Era uma vez uma doce e linda jovem. Seu nome era Cinderela. Ela morava com sua malvada 
madrasta e as filhas. Cinderela era tratada como uma empregada e passava os dias limpando, 
arrumando e fazendo todos os caprichos delas. 
 
 
 
Apesar da crueldade da madrasta e filhas, Cinderela sempre lembrava das palavras da sua 
mãe: „Tenha coragem e seja gentil‟. 
 
 
 
Um dia, chegou um convite para o Baile Real. O Príncipe estava procurando uma noiva 
para se casar e todas as pessoas do reino foram convidadas. 
 
 
 
A madrasta ordenou que fossem costuradas roupas novas para ela mesma e suas 
filhas. Imediatamente! Cinderela trabalhou dia e noite para que os vestidos ficassem prontos a 
tempo. 
 
 
No dia do baile, enquanto elas se arrumavam para sair, Cinderela desceu as escadas 
usando um vestido que ela fez para si mesma. A madrasta e as filhas ficaram com tanta raiva 
de ver Cinderela tão linda, que rasgaram todo o vestido dela. E foram embora. 
 
 
 
 
Abandonada, Cinderela começou a chorar. Quando de repente a sua Fada Madrinha 
apareceu. 
 
 
“Não chore, minha criança. Você deve ir ao baile!” disse ela. 
 
 
 
“Mas eu não tenho vestido para usar” disse Cinderela, chorosa. Então a Fada 
Madrinha balançou sua varinha de condão e de uma só vez os trapos de Cinderela se 
transformaram em um novo e lindo vestido de baile. 
 
 
 
Depois, a Fada Madrinha avistou seis ratinhos brincando junto a uma abóbora. 
 
 
 
 
Ela tocou neles com sua varinha de condão e a abóbora virou uma linda carruagem e 
os ratinhos viraram quatro cavalos e dois cocheiros. 
 
 
 
Quanto tudo estava pronto, Cinderela acenou dando tchau para sua Fada Madrinha 
que lhe disse: “A mágica só vai durar até a meia-noite. Você deve voltar para casa antes 
disso.” 
 
 
 
Quando Cinderela entrou no salão do baile, os convidados ficaram impressionados 
com sua beleza. A Madrasta e filhas nem a reconheceram. O Príncipe chamou Cinderela para 
dançar e ela ficou muito feliz. 
 
 
 
 
Eles dançaram a noite toda, até que Cinderela percebeu que o relógio já estava dando 
quase meia-noite. Ela lembrou do que a Fada Madrinha havia falado, e disse ao Príncipe: “Eu 
tenho que ir!” Enquanto corria para fora do salão. 
 
 
 
Ela desceu as escadas do palácio correndo e um dos seus sapatos de cristal caiu, mas 
Cinderela não voltou para buscar. 
 
 
 
Ela conseguiu entrar em casa exatamente quando o ponteiro do relógio chegou ao 
doze. 
 
 
 
 
A carruagem voltou a ser uma abóbora, os cavalos e cocheiros voltaram a ser ratinhos 
e ela voltou a usar seus trapos. Logo depois, a Madrasta e as Filhas chegaram e só falavam 
sobre a tal linda jovem que dançou a noite inteira com o Príncipe. 
 
 
 
Desde que viu Cinderela pela primeira vez, o Príncipe se apaixonou por ela. Mas ele 
não sabia sequer seu nome. Então ele pegou o sapato de cristal lá nas escadas do Palácio, e 
declarou “Eu vou me casar com a mulher que colocar este sapato e ele se encaixar bem em 
seu pé.” 
 
 
 
O Príncipe e sua comitiva levaram o sapato de cristal para todas as casas do reino, 
mas nenhum pé, de mulher alguma se encaixou no sapatinho. 
 
 
 
 
As Filhas da Madrasta bem que tentaram fazer com que seus pezões se encaixassem 
no sapatinho delicado. Encolheram e torceram os pés, mas nada. Um membro da comitiva 
ficou com medo de que o sapato pudesse quebrar. 
 
 
 
A Madrasta não queria que Cinderela experimentasse o sapato, mas o Príncipe disse 
“Espere! Deixe a moça tentar!” 
 
 
 
O sapatinho se encaixou perfeitamente no pé de Cinderela e o Príncipe percebeu que 
ela realmente era a mesma linda jovem que dançou com ele no baile. 
 
 
 
 
O Príncipe encontrou a mulher que tanto procurava. Eles então se casaram e viveram 
felizes para sempre. 
 
DESENHE OS PERSONAGENS DESSA HISTÓRIA 
 
 
RAPUNZEL 
Leia esta historinha com muita atenção. 
 
Era uma vez um homem e sua esposa. Há muito tempo eles queriam ter filhos, mas nunca 
haviam conseguido. Um dia, aconteceu um milagre e a mulher contou para seu marido a 
notícia que tanto haviam sonhado - filnalmente teriam um bebê. 
 
O homem e sua esposa moravam em uma casa com uma pequena janela na cozinha que 
tinha vista para um lindo jardim cheio de flores e vegetais frescos. Infelizmente existia um 
muro muito alto cheio de arame farpado em volta do jardim, e nunca ninguém jamais 
conseguiu entrar lá, pois pertencia a uma bruxa poderosa, que todos tinham muito medo. 
 
Um dia, a mulher estava olhando para o jardim, quando ela viu uma cama repleta de 
rabanetes frescos. Eles eram tão atraentes que ela começou a querer comer alguns. E foi 
assim durante dias. Ela sabia que não poderia pegar os rabanetes, enquanto foi ficando cada 
 
 
dia mais e mais fraca. Seu marido estava preocupado, e perguntou, “O que está acontecendo, 
querida?” 
 
“Eu sinto que vou morrer se não comer alguns daqueles rabanetes que estão crescendo no 
jardim da bruxa.” O homem, que amava muito sua mulher, pensou que era melhor ele correr o 
risco de ser pego pela bruxa do que perder a sua amada. 
 
Esperou que a noite chegasse para poder escalar e pular o muro para dentro do jardim. Ele 
não foi visto por ninguém, e rapidamente pegou alguns rabanetes e os levou para sua 
esposa. 
 
Ela fez uma salada de rabanetes e comeu até se fartar. Estava tão gostoso, que no dia 
seguinte, ela desejou os rabanetes duas vezes mais do que desejava antes. O marido teria 
que pular o muro novamente se quisesse que sua esposa se sentisse melhor. 
 
 
 
Então caiu a noite, e ele foi novamente. Quando estava pulando o muro de volta, ele viu a 
bruxa de pé na sua frente. Ele ficou terrivelmente assustado e ela gritou, “Como ousa pular o 
muro do meu jardim e roubar meus rabanetes!” 
 
“Por favor, não me julgue tão severamente,” ele respondeu, “eu fiz isso por minha esposa - 
ela viu seus rabanetes pela janela, e começou a querer tão fortemente que ela morreria se 
não pudesse comer alguns.” Então a bruxa disse, “Se isso é verdade, vocês podem ter 
quantos rabanetes ela quiser, mas com uma condição - terão que me dar sua criança. Vou 
cuidar dela como se fosse minha.” O homem estava tão assustado, que prometeu que faria 
tudo o que a bruxa quisesse. 
 
Quando a criança nasceu, a bruxa apareceu.Ela deu o nome de Rapunzel (que significa 
rabanete). Pegou o bebê e foi embora com ele, como havia ameaçado. 
 
 
 
Rapunzel cresceu e a cada ano que se passava, ficava mais e mais linda. No seu aniversário 
de doze anos, a bruxa a prendeu em uma torre muito alta na floresta. A torre não tinha 
escadas, nem porta. Apenas uma janela lá em cima. Quando a bruxa desejava entrar na 
torre, ela tinha que gritar, “Rapunzel, Rapunzel! Jogue suas tranças!” 
 
Rapunzel tinha lindos cabelos longos que brilhavam como ouro e ninguém nunca os tinha 
cortado. Quando ela ouvia a voz da bruxa, soltava suas tranças na janela e as deixava cair 
até tocarem no chão. Dessa forma a bruxa podia subir. 
 
E viveram assim por anos. A beleza de Rapunzel estava trancada na torre, longe do mundo 
exterior. Até que um dia um príncipe estava andando pela floresta e passou pela torre. Ele 
ouviu uma voz cantando tão docemente que ele parou para escutar. 
 
 
 
Era Rapunzel, que estava se sentindo sozinha na torre e normalmente passava seu tempo 
cantando. O príncipe quis então conhecer a jovem que cantava tão lindamente, mas ele não 
conseguiu encontrar uma porta para entrar na torre. Então ele voltou para casa. A voz de 
Rapunzel não saía da cabeça do príncipe. 
 
Então no dia seguinte, o príncipe voltou para a floresta. Quando ele estava olhando para a 
torre, viu a bruxa se aproximando. Ele escutou ela gritar, “Rapunzel, Rapunzel! Jogue suas 
tranças.” O que aconteceu em seguida deixou o príncipe muito surpreso: ele conseguiu 
finalmente ver a jovem, dona da voz mais bela de todas. Também observou como Rapunzel 
deixou seus longos cabelos caírem pela janela e como a bruxa conseguiu subir através deles. 
 
No dia seguinte, ao anoitecer, ele foi para a torre e gritou, “Rapunzel, Rapunzel! Jogue suas 
tranças.” Ela deixou seus cabelos descerem e o príncipe subiu. 
 
 
 
Quando ela viu que foi um homem que subiu em seu quarto e não a bruxa, ficou muito 
assustada. Mas o príncipe começou a falar calmamente sobre como o canto de Rapunzel 
entrou no seu coração e como ele não conseguia ter paz enquanto não a visse de perto. 
 
Rapunzel esqueceu o medo. Quando o príncipe perguntou se ela gostaria de se casar com 
ele, ela pensou para si mesma que ele era jovem e bonito e que ela gostou muito mais dele 
do que gostava da bruxa. Então Rapunzel pegou na mão do príncipe e aceitou sair da torre 
com ele. E disse: “Quero muito ir com você, mas eu não tenho como sair daqui. Cada vez que 
você vier, traga um pedaço de corda, que eu farei uma escada. Quando ela estiver pronta, 
descerei da torre, e você poderá me levar embora no seu cavalo.” Depois concordaram que 
ele deveria ir todas as noites, já que a bruxa costumava aparecer durante o dia. 
 
A bruxa não sabia de nada disso, até que um dia Rapunzel disse, “Mãe, como é possível você 
subir aqui tão devagar, enquanto o príncipe sobe num instante?” 
 
 
 
“O que foi isso que eu escutei?!” gritou a bruxa, “eu achei que tinha escondido você do 
mundo, e você me traiu!” Com muita raiva, a bruxa cortou os cabelos de Rapunzel e a levou 
embora para um lugar deserto, onde foi deixada para viver seus dias na miséria. 
 
Na mesma noite o príncipe chegou até a torre e gritou, “Rapunzel, Rapunzel! Jogue suas 
tranças!” Mas dessa vez foi a bruxa que jogou as tranças, e o príncipe subiu. Ao invés de ver 
sua amada Rapunzel, ele viu a horrível bruxa que estava olhando pra ele com olhos 
brilhantes. 
 
“Você nunca mais verá Rapunzel novamente”, ela disse ao príncipe. E com essas palavras, a 
bruxa empurrou o príncipe do alto da torre. Ele caiu em cima de espinhos, e ficou cego. 
 
 
 
O príncipe, cego, perambulou pela floresta por meses, até que um dia ele ouviu a voz de 
alguém cantando. O príncipe não sabia onde ele estava, nem tampouco podia ver onde ele 
estava. Porém tinha certeza de que o que ele escutava era a sua amada Rapunzel cantando. 
 
Ele seguiu a voz até chegar à sua querida Rapunzel. Ela segurava uma vasilha d´água, 
quando o viu, deixou a vasilha cair no chão e ela caiu nos braços do príncipe. Rapunzel gritou 
de alegria por estarem novamente juntos depois de tanto tempo. 
 
Uma gota de lágrima da Rapunzel caiu no rosto do príncipe, e naquele momento, aconteceu 
um milagre. O príncipe voltou a enxergar! “O que aconteceu com seus cabelos?” ele 
perguntou enquanto tocava neles. Mas antes mesmo que Rapunzel pudesse responder, outro 
milagre aconteceu - os seus cabelos voltaram a crescer, e estavam longos e brilhantes como 
sempre foram. 
 
 
 
O príncipe levou Rapunzel para seu reino, onde eles foram recebidos com grande alegria. E 
eles viveram felizes para sempre. 
 
 
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CHAPEUZINHO VERMELHO 
Leia esta historinha 
 
Era uma vez uma doce menininha. Todos a chamavam de Chapeuzinho Vermelho, porque 
ela sempre usava uma capa de equitação vermelha que a sua avó havia lhe dado de 
presente. Ela amava muito a sua netinha. 
 
Um dia, a mãe de Chapeuzinho Vermelho disse, “Aqui, filha, pegue esta cesta e leve para sua 
vovó. Aí dentro tem pão, manteiga, bolo e frutas. Ela está se sentindo doente e espero que 
isso faça com que ela fique melhor. Não converse com estranhos, não saia do caminho e vá 
direto para a casa de sua avó.” 
 
A avó de Chapeuzinho Vermelho morava há meia hora de distância por dentro da floresta, do 
lado de fora da aldeia. Então Chapeuzinho Vermelho saiu logo de casa. Assim que ela entrou 
 
 
na floresta, apareceu um lobo por detrás de uma árvore. Ela não se assustou, porque ela não 
sabia que lobos são perigosos. 
 
“Bom dia, Chapeuzinho Vermelho”, o lobo cumprimentou. “Bom dia, Senhor Lobo”, ela 
respondeu. “Para onde você vai?” “Estou indo visitar minha vovó, porque ela não está se 
sentindo bem”, Chapeuzinho Vermelho respondeu. “O que você tem aí dentro da cesta?” 
perguntou o lobo. “Eu tenho pães, manteiga, bolo e frutas para levar para minha vó”, ela 
respondeu. “Excelente! E onde sua vovozinha mora?” perguntou o lobo, e Chapeuzinho 
Vermelho explicou exatamente o local da casa da sua avó. 
 
Eles andaram juntos por um tempo. Aí, o lobo falou. “Olha que lindas flores que temos aqui! 
Por que você não pega algumas delas para sua vovó?” Ela olhou em volta e viu todas 
aquelas flores lindas. Chapeuzinho Vermelho achou que sua vovó ficaria muito feliz em 
ganhar flores e, mesmo depois do conselho de sua mãe, saiu do caminho para colhê-las. 
 
Chapeuzinho Vermelho foi para dentro da floresta densa para colher as flores, e o lobo foi 
direto para a casa da vovó. Ele bateu na porta e escutou uma voz lá de dentro da casa “Quem 
 
 
é?” “Sou eu, Chapeuzinho Vermelho. Eu trouxe pão, manteiga, bolo e frutas”, disse o lobo, 
disfarçando a voz. “Ah, que gentileza! Empurre bem a porta para entrar. Eu não tenho forças 
para ir aí abrir.” 
 
O lobo entrou na casa, foi até a cama da velhinha e a comeu inteira. Aí, ele vestiu as roupas 
dela e deitou na cama. 
 
Quando Chapeuzinho Vermelho chegou na casa de sua avó, ela percebeu que a porta estava 
aberta. Ela entrou e foi até o quarto. 
 
Normalmente ela sentia-se muito feliz na casa de sua vovó, mas naquele dia havia algo de 
estranho. “Bom dia!” disse Chapeuzinho Vermelho, mas ninguém respondeu. 
 
 
 
A vovó estava com uma aparência estranha. “Nossa, Vó, que orelhas grandes você tem!” 
exclamou Chapeuzinho Vermelho. “É para te escutar melhor!” o lobo respondeu, disfarçando 
a voz. “Puxa, Vovó, que olhos grandes você tem!” ela continuou. “É para te ver melhor!” disse 
o lobo. “Vovó, que mãos enormes você tem!” “É para te tocar melhor!”, o lobo disse. 
 
“Uau, Vovó, que boca enorme você tem!” exclamou Chapeuzinho Vermelho. “ É para te comer 
melhor!” O lobo gritou, pulou fora da cama e comeu Chapeuzinho Vermelho inteira. 
 
Com o seu estômago cheio, o lobo voltou para a cama da vovó e caiu no sono. E roncou 
muito alto. Um caçador que estava passando pela casa, escutou os roncos e achou que seria 
muito estranhoque uma velha senhorinha pudesse roncar tão alto. Ele olhou para dentro, e 
viu que era um lobo que estava lá. O caçador estava atrás desse lobo há muito tempo. 
Finalmente ele o havia encontrado! 
 
 
 
O caçador levantou a arma e estava prestes a atirar, quando ele parou e pensou. Talvez a 
velhinha ainda esteja viva dentro da barriga do lobo! 
 
Então, ele pegou uma tesoura e abriu a barriga do lobo. Ele viu uma capa vermelha saindo e 
aí a Chapeuzinho Vermelho pulou para fora. O caçador cortou um pouco mais e a vovozinha 
também veio para fora. 
 
Chapeuzinho Vermelho catou algumas pedras e eles encheram a barriga do lobo com elas. 
Quando o lobo acordou, ele ficou assustado e tentou correr, mas as pedras eram tão 
pesadas, que ele caiu morto. 
 
 
 
Os três então comeram bolo, felizes em saber que o lobo não seria mais um perigo para eles. 
Chapeuzinho Vermelho decidiu nunca mais sair do caminho e escutar com mais atenção o 
que a sua mãe tem a dizer. 
 
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A BELA ADORMECIDA 
Leia esta historinha 
 
Era uma vez um rei e uma rainha. A rainha há muito tempo queria uma filha, mas não 
conseguia ter. Um dia, o milagre aconteceu. Todos os sinos do reino começaram a tocar para 
anunciar o nascimento da princesinha. 
 
O rei e a rainha organizaram uma grande festa para o batizado da princesa. Todas as sete 
fadas madrinhas chegaram na festa real para dar presentes à pequena anjinha. Como elas 
eram convidadas especiais, a família real preparou um presente para cada uma delas. Na 
frente de cada fada madrinha, em uma mesa, havia uma caixa de ouro. Dentro de cada uma 
das caixas havia uma faca, um garfo e uma colher - tudo feito em puro ouro e decorados com 
rubis e diamantes. 
 
 
 
Enquanto os convidados aproveitavam a festa, a porta se abriu de repente. Era uma fada 
velha, corcunda e vestida com trapos pretos. O rei imediatamente ordenou que trouxessem 
uma caixa de ouro para ela, mas não foi possível pois mandaram fazer apenas sete delas. 
 
A velha senhora achou então que eles não tinham respeito por ela, e pensou em jogar um 
feitiço na princesinha. Por sorte havia uma fada muito observadora ao lado, que percebeu 
como a velha fada estava olhando raivosa para a bebezinha. As fadas saíram da mesa e a 
fada observadora saiu correndo para esconder-se por detrás das cortinas. 
 
Depois as fadas se reuniram em torno do bebê e uma por uma ofereceu seus presentes em 
forma de feitiço. A mais nova delas desejou que a princesa fosse sempre linda, a próxima 
desejou que ela tivesse uma alma generosa. A terceira desejou que a princesa fizesse tudo 
com muita graciosidade. A quarta desejou que a princesa pudesse dançar leve como uma 
pena. A quinta desejou, “Que ela cante como um passarinho” e a sexta disse, “Que ela toque 
algum instrumento musical lindamente!” 
 
 
 
Agora era a vez da velha fada. Ela inclinou-se em direção ao bebê e disse “Que você tenha 
sua mão furada por uma agulha de roca de fiar e morra!” Quando ela disse esse feitiço 
terrível, sorriu mostrando seus dentes amarelos horríveis. 
 
Nesse momento a fada observadora, que tinha se escondido atrás das cortinas, saiu e disse 
“Acalmem-se todos! A princesa não vai morrer, mas ela vai dormir profundamente por cem 
anos, e quando esse tempo passar, um lindo príncipe virá acordá-la.” 
 
Quando ela percebeu que foi derrotada, a velha fada saiu correndo chorando porque não 
podia fazer mais nenhum outro feitiço malvado. Para evitar que a sua filha furasse a mão, o 
rei ordenou que todas as pessoas que usassem ou possuíssem uma roca de fiar tivessem 
suas cabeças cortadas. 
 
Quinze anos se passaram e nada aconteceu. Mas um dia, a jovem princesa estava andando 
pelo castelo e quando subiu na torre, viu uma coisa muito curiosa. Havia uma velha senhora 
dentro de um quarto pequeno rodando uma roca de fiar. “O que você está fazendo, senhora?” 
 
 
a princesa perguntou. “Estou fazendo fios, sua Majestade” a velhinha respondeu, A princesa 
achou atividade muito interessante, e decidiu tentar. 
 
Mas assim que ela tocou na roca, a agulha furou o dedo da princesa e ela desmaiou no chão. 
A velhinha gritou pedindo socorro. O socorro chegou em um minuto. Tentaram reanimar a 
princesa. Uma pessoa colocou o rosto dela na água. Outro alargou suas roupas. Um terceiro 
massageou seus braços, mas mesmo com todas as tentativas, a princesa não acordou. O rei 
chegou e quando a viu, lembrou-se do feitiço da velha fada. 
 
O dia terrível havia chegado. Então o rei ordenou que a princesa deveria ser colocada em 
uma cama decorada com ouro e prata. Enquanto ela dormia, sua beleza permaneceu vívida e 
ela parecia um anjo. 
 
A fada madrinha observadora que salvou a vida da princesa soube do acontecido. Ela correu 
até o castelo o mais rápido que pôde, pois estava muito distante de lá. 
 
 
 
Quando ela chegou, o rei a ajudou a sair da sua carruagem mágica. A fada madrinha viu tudo 
o que fizeram para que a princesa dormisse bem, e ficou impressionada. Ela então imaginou 
a princesa acordando cem anos depois, assustada e cercada de pessoas as quais não 
conhecia. Isso deixou a fada com muita pena. Então ela jogou um feitiço que fez com que 
todos do reino também dormissem por cem anos. Babás, empregados, nobres, mordomos, 
soldados, e até o cachorrinho da princesa caíram num sono profundo. 
 
Depois disso, o rei e a rainha secaram suas lágrimas, beijaram sua filha. O rei ordenou que 
ninguém poderia se aproximar do castelo. Em menos de quinze minutos matas e arbustos 
grossos e escuros nasceram e cresceram diante dos olhos do rei e da rainha. Ninguém 
conseguiria enxergar o castelo e mesmo se conseguisse, ninguém teria coragem de entrar. 
 
Os anos se passaram. O rei e a rainha faleceram. O reino ainda existia intacto e nenhum som 
podia ser escutado por entre os salões e câmaras. A princesa ainda dormia. Um dia, cem 
anos depois, um jovem príncipe estava passando pela floresta encantada quando de repente 
viu uma coisa que nunca tinha visto antes - existiam torres por entre as árvores. Ele parou 
uma pessoa que estava passando e perguntou o que era aquilo. “Eu não tenho certeza, 
 
 
Majestade, mas eu lembro que meu pai me disse uma história sobre a princesa mais linda do 
mundo. Ela foi amaldiçoada com um sono profundo de cem anos e um príncipe foi escolhido 
para ser o único que poderia acordá-la.” 
 
Com essa informação, o corajoso príncipe foi entrando pelas árvores e lutou bastante tempo 
com os galhos e a mata densa. Logo que conseguiu atravessar por uma árvore, a mata se 
fechava novamente atrás dele. Ele achou isso muito assustador, mas criou coragem para 
continuar, pois achava que poderia ser ele o príncipe da história. 
 
Finalmente o príncipe chegou até o castelo. Ele ficou chocado ao ver as pessoas dormindo, e 
por todas as partes! A julgar por suas roupas, deviam estar lá por um século! 
 
Ele não desistiu e começou a procurar pelos quartos, um por um, até finalmente achar a 
princesa. A jovem de quinze anos estava deitada na cama. O príncipe foi até ela e a beijou. 
Ela abriu seus lindos olhos e sorriu. “Eu estava esperando por você,” disse ela, “Por que 
demorou tanto?” 
 
 
 
Todas as outras pessoas do reino acordaram ao mesmo tempo e voltaram aos seus 
trabalhos. O rei e a princesa organizaram um grande casamento e convidaram todo o reino. 
Havia comida e bebida para todos. O corajoso príncipe casou com a linda princesa e eles 
viveram felizes para sempre. 
 
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LEITURA 
PARA 
MENINOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O PEQUENO POLEGAR 
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Era uma vez um homem e uma mulher muito pobres. Eles não tinham filhos e o único desejo deles 
era ter uma criança. Uma noite enquanto o casal estava sentado na varanda, viram uma estrela 
cadente e a mulher disse, “Vamos fazer um pedido! Queremos um bebê, e não tem problema se ele 
for pequenino!” 
 
Sete meses depois o desejodeles se tornou realidade - nasceu uma criancinha, tão pequenina quanto 
o tamanho de um dedo polegar. Os pais o chamaram de Pequeno Polegar, e o amavam 
profundamente. O menino foi ficando cada dia mais esperto e ligeiro, porém ele não cresceu em 
tamanho, então os pais sempre foram muito cuidadosos para que nada de mal acontecesse a ele. 
 
 
 
Um dia Pequeno Polegar disse ao pai, “Eu já tenho idade o suficiente para ajudar nas tarefas como 
todas as outras crianças fazem. Por favor, pai, deixe-me guiar o cavalo para seu trabalho? Eu posso 
não ser grande o suficiente para segurar as rédeas, mas eu posso sentar na orelha do cavalo e falar o 
caminho que ele deve fazer.” 
 
O pai aceitou porque ele sabia que o filho era muito esperto e poderia realmente fazer o trabalho. 
Pequeno Polegar sentou na orelha do cavalo e foi dizendo a ele para onde ir. Porém no meio do 
caminho dentro da floresta, ele esbarrou com dois desconhecidos. Os homens tentaram descobrir 
quem estava conduzindo o cavalo, mas não conseguiram entender. Deram voltas pelo cavalo 
olhando, até que conseguiram avistar o Pequeno Polegar sentado confortavelmente na orelha do 
cavalo. 
 
“Deus meu!!” exclamou o desconhecido por nunca ter visto alguém tão pequenino. “Onde estão 
seus pais?” perguntaram ao menino, e Pequeno Polegar apontou em direção ao seu pai, que estava 
andando atrás. “Bom dia! Nós temos uma ótima notícia para você, meu senhor! Nós lhe daremos o 
dinheiro que você quiser se você concordar em vender o seu pequenino filho. Nós o levaremos para 
viajar conosco, faremos shows e conseguiremos uma fortuna com ele, pois em nenhum lugar do 
mundo se viu criança tão pequena!” 
 
 
 
“Meu filho não é bobo da corte e não está à venda!” disse o pai, com raiva. Mas o Pequeno Polegar 
pulou no ombro do seu pai e sussurrou em seu ouvido: “Escute, papai. Você está ficando velho e 
nem sempre vai conseguir trabalhar duro. Mas se você me deixar ir com esses dois homens e pegar 
o dinheiro que eles estão lhe oferecendo, você e mamãe finalmente terão uma vida melhor. Eu 
prometo que volto logo.” O homem, que sempre escutou as palavras do seu filho, concordou e 
decidiu deixar ele ir. Pequeno Polegar sentou-se em cima do chapéu de um dos dois desconhecidos 
e foi embora com eles. 
 
Aí os homens pararam para almoçar. Pequeno Polegar saiu do chapéu e escorregou para dentro de 
um buraco de rato. O homem tentou tirá-lo de dentro do buraco com duas varas, mas não conseguiu 
porque Pequeno Polegar tinha corrido lá para o fundo do buraco, e eles só conseguiram escutar sua 
pequena voz. “Podem ir sem mim, Senhores!”. Já estava ficando escuro e os homens não tiveram 
escolha senão continuar a viagem sem o menino. 
 
Depois que teve certeza que os homens tinham ido embora, ele se arrastou para fora do buraco e 
começou a procurar algum lugar para passar a noite. Enquanto andava, Pequeno Polegar esbarrou 
em uma concha de caracol vazia e rapidamente entrou nela. Ele estava quase dormindo, quando de 
repente ouviu vozes, “Como é quevamos roubar a casa do pastor exatamente?” Pequeno Polegar 
entendeu imediatamente que se tratavam de ladrões, e decidiu salvar a casa do pastor. 
 
 
 
“Boa noite, senhores!” Pequeno Polegar saudou, mas os homens não conseguiram ver daonde vinha 
a voz. “Aqui! Sigam o som da minha voz e vocês me acharão,” ele guiou os ladrões. “Eu posso 
ajudá-los nesse roubo, porque eu sou tão pequeno que posso ir para onde eu quiser.” Primeiramente 
os homens não conseguiram acreditar nos seus próprios olhos, mas o menino não ligou para a 
expressão de choque deles. “Eu vou, entro na casa e retiro as coisas. Se vocês me levarem para lá, 
claro.” E finalmente os convenceu e foram todos para a casa do pastor. 
 
No minuto que ele se encontrou dentro da casa, Pequeno Polegar começou a fazer muito barulho. 
“Pare com esses barulhos!” disseram os ladrões, mas o menino fingiu que não entendeu o que eles 
haviam dito. “O que vocês querem? Querem tudo?” gritou Pequeno Polegar, fazendo com que uma 
empregada acordasse. Ela percebeu que um roubo estava acontecendo, viu os ladrões e mandou eles 
irem embora. Eles ficaram assustados e saíram correndo. Ela não viu Pequeno Polegar, e ele 
finalmente conseguiu dormir uma boa noite de sono no feno. 
 
De manhã Pequeno Polegar foi acordado por uma vaca, que estava comendo o feno calmamente. E 
era o mesmo feno que ele dormia em cima. Antes que ele pudesse sair correndo, Pequeno Polegar 
percebeu que estava dentro do estômago da vaca. “Socorro! Socorro! Estou preso dentro da vaca!” 
o menino começou a gritar, com a esperança de que alguém o escutasse. 
 
 
 
O pastor estava passando por lá e quando ele escutou a voz vindo da barriga da vaca, ele pensou que 
havia algum espírito mal dentro do animal, e ele matou a pobre vaca naquele mesmo dia. 
 
O estômago da vaca foi jogado em uma pilha de lixo com Pequeno Polegar ainda dentro dele. Então 
ele teve que achar a saída daquela pilha fedorenta. Ele estava quase fora, quando um Lobo faminto 
veio e engoliu o estômago da vaca inteirinho. “Ai, céus!!” reclamou Pequeno Polegar, mas mesmo 
assim ele não perdeu a esperança. Pelo contrário, ele decidiu que faria o Lobo levá-lo de volta para 
casa. “Eu sei de uma casa aqui perto que está cheia de bacon com presunto e outras comidas 
gostosas,” disse o menino de dentro da barriga do Lobo. 
 
O Lobo, interessado na idéia, seguiu as ordens do Pequeno Polegar e logo chegaram na casa. O 
menino guiou o lobo até a cozinha, onde o animal começou a comer um pedaço de presunto. O pai 
do Pequeno Polegar escutou o barulho na cozinha, pegou seu machado, e falou para a esposa, “Eu 
vou cortá-lo em pedacinhos!” Mas um pouquinho antes que o pai fizesse isso, ele escutou uma voz 
vinda de dentro do lobo. “Pai, eu estou dentro do estômago do lobo! Toma cuidado para não me 
matar aqui!” 
 
 
 
O pai matou o lobo e depois cortou a barriga para tirar Pequeno Polegar de lá. “Meu filho querido, 
eu prometo que nunca vou vende-lo novamente, nem por todas as riquezas do mundo.” Depois 
deram comida, bebidas e roupas novas para o Pequeno Polegar, e viveram felizes para sempre, 
todos juntos. 
 
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OS TRÊS PORQUINHOS 
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Era uma vez três porquinhos felizes. O primeiro porquinho tocava flauta, o segundo porquinho 
tocava violino e o terceiro porquinho tocava piano. 
 
Um dia a mãe deles disse, “Meus queridos filhinhos, vocês já têm idade o bastante e já são 
grandinhos o suficiente para viverem sozinhos. Tenham juízo e cuidado com vocês mesmos e com 
cada um dos seus irmãos.” Então os três porquinhos deixaram a casa da mãe e cada um decidiu 
construir sua própria casa. 
 
O primeiro porquinho juntou um pouco de palha e construiu sua casa rapidamente. “Agora o lobo 
não vai poder me alcançar nem me comer,” disse ele animado e voltou a tocar sua flauta e a dançar. 
 
 
 
O segundo porquinho fez uma casa de madeira. “Ótimo!” ele pensou, “Agora o lobo não vai me 
comer também!” E a casa desse porquinho também não demorou muito tempo para ser construída, 
daí ele se juntou a seu irmão para tocar, jogar e criar músicas. 
 
 
Eles tocavam e cantavam, enquanto o terceiro porquinho ainda estava construindo sua casa de 
tijolos. Os dois outros porquinhos riam dele por ter que trabalhar tão duro, mas o terceiro porquinho 
não ligou para isso. Pelo contrário, ele disse: “Quando o grande lobo mau vier, vocês vão ver o que 
vai acontecer!” 
 
Algum tempo depois, os porcos estavam trabalhando fora de casa, quando de repente o lobo mau 
veio. Cada porquinho correu para sua própria casa para se esconder. “Porquinho, porquinho, deixe-
me entrar!” disse o lobo para o primeiro porco. “Não deixo! De jeito nenhum!”, disse o primeiro 
porquinho com muita coragem. “Então eu vou inspirar e assoprar até levar a sua casa pelo ar!”, 
disse o lobo. 
 
 
 
Ele inspirou eassoprou, assoprou, e derrubou a casa do primeiro porquinho. O porquinho gritou e 
correu para a casa do seu irmão, mas o lobo também assoprou, assoprou a segunda casa e também 
derrubou a casa de madeira. 
 
 
Os dois porquinhos gritaram e foram correndo para a casa de tijolos. 
 
 
 
O lobo inspirou e assoprou, assoprou. E inspirou e assoprou, e assoprou. Mas mesmo com todas as 
tentativas, ele não conseguiu derrubar a casa de tijolos. Mas o lobo era astuto, e teve uma outra 
idéia. Ele decidiu quebrar a casa através da chaminé! Mas o porquinho, esperto, já tinha imaginado 
isso. 
 
 
 
O porquinho tinha colocado um caldeirão de água fervente perto do fogo. O grande lobo mau caiu 
dentro do caldeirão e morreu. 
 
Os dois porquinhos entenderam a lição que o irmão ensinou, e decidiram não terem mais preguiça. 
No dia seguinte, ambos construíram casas de tijolos. Depois o primeiro e o segundo porquinho 
tiveram todo o tempo do mundo para tocar flauta, violino e cantar. O terceiro porquinho os 
acompanhou no piano e os três porquinhos viveram felizes para sempre, sãos e salvos nas suas 
casas de tijolos. 
 
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O SAPATEIRO E OS ELFOS 
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Era uma vez um pobre e honesto sapateiro que tinha trabalhado muito duro por toda a sua 
vida, mas nunca deixou de ser pobre. Não importava o quanto ele tentava, ele não conseguia 
guardar dinheiro, que só dava para comprar um pedaço de couro - o suficiente apenas para 
fazer um par de sapatos. 
 
Todas as noites ele cortava o couro e se preparava para o dia seguinte. Assim ele poderia 
começar a trabalhar bem cedinho pela manhã. Ele era pobre e honesto, então ele dormia 
tranquilo e com a consciência limpa de que ele tinha feito o seu melhor. E essa noite não foi 
diferente, então ele dormiu rapidamente. 
 
Quando o sapateiro acordou pela manhã, sentou-se em sua cadeira de trabalho e procurou 
pelo couro, mas ele havia sumido. No lugar do couro, ele viu um par de sapatos, já feitos. Ele 
 
 
não entendeu como isso pôde acontecer. Isso foi a coisa mais estranha que havia acontecido 
na sua vida. Ele observou como os sapatos foram feitos para ver se encontrava alguma falha, 
mas não importava o quanto ele olhava para os detalhes, ele não conseguiu ver nenhum 
defeito nos sapatos. O trabalho estava perfeito. “Uma obra de arte!” disse ele. O sapateiro 
suspirou, porque esses sapatos eram muito melhores do que os que ele próprio fazia. 
 
Então não havia nada que ele pudesse fazer a não ser vender esses sapatos. Logo um 
cliente entrou na loja, e os sapatos encaixaram nos pés dele perfeitamente. Então o cliente, 
feliz, pagou o dobro do que costumava pagar. Com o dinheiro que recebeu, o sapateiro 
comprou o dobro de couro do que ele costumava comprar. Isso significava que ele poderia 
fazer dois pares de sapatos na manhã seguinte. E como sempre, ele cortou o couro e depois 
foi dormir. 
 
Na manhã seguinte ele acordou, foi trabalhar e logo saiu procurando quem tinha sido a 
pessoa que deixou novamente sapatos prontos para ele. Dessa vez foram dois pares. Ele 
novamente ficou maravilhado com a perfeição do trabalho, e aguardou seus clientes 
chegarem. 
 
 
 
Logo vieram dois homens e compraram os sapatos. Eles gostaram tanto, que pagaram uma 
grande quantia em dinheiro para o sapateiro. Com isso, ele comprou couro o suficiente para 
fazer quatro pares de sapatos. E como todas as noites, ele cortou o couro. Assim ele poderia 
fazer os sapatos pela manhã. 
 
Quando ele acordou na manhã seguinte, viu oito pares de sapatos perfeitos e brilhantes. 
Estavam na sua estação de trabalho. E isso continuou por um longo tempo - tão longo que o 
sapateiro e sua esposa ficaram não só bem de vida, mas incrivelmente ricos. Eles não tinham 
problemas de qualquer tipo e possuíam dinheiro o suficiente para viver uma vida de luxo. 
 
Um dia antes do Natal, o sapateiro e sua esposa estavam sentados em frente à chaminé 
tomando o café da manhã. E ele disse “Eu quero muito entender de uma vez por todas quem 
é que todos os dias faz os sapatos por mim. A sapataria estará fechada amanhã, então eu 
poderei ficar acordado durante toda a noite.” A sua esposa concordou, e à noite eles 
planejaram deixar uma vela acesa na estação de trabalho, daí eles conseguiriam enxergar 
melhor. 
 
 
 
À meia noite, o sapateiro estava escondido atrás das cortinas, esperando. Quando dois elfos 
nus entraram no quarto. Eles eram tão animados e felizes que pareciam os elfos do Papai 
Noel. Eles sentaram na cadeira de trabalho do sapateiro e começaram a medir, colar e 
costurar tão rápido que nem dava para ver suas mãos trabalhando. E eles não param por 
nenhum segundo, até que os sapatos estivessem prontos. Terminaram bem antes do 
amanhecer e depois, desapareceram no ar. 
 
No dia seguinte enquanto tomava café da manhã, a esposa do sapateiro perguntou, “Nós 
temos que ser gratos aos anões. Eles nos fizeram ricos, e desde o momento que eles vieram, 
não tivemos nenhum tipo de problema. Que tal se nós dessemos um presente para eles?” 
“Concordo, boa ideia. Mas o que devemos dar?” perguntou o sapateiro. “Eles estavam 
totalmente sem roupas, e é muito ruim ficar nu nesse inverno tão frio,” disse ela. “Você está 
certa, é ruim e também não é nada decente!” complementou o sapateiro. 
 
Então a esposa do sapateiro costurou uma camisa, um colete, calças e casaco para cada um 
dos elfos, e deixou as roupinhas na cadeira de trabalho para que eles pudessem ver. O 
sapateiro deixou um par de sapatos para cada um dos elfos, e depois se escondeu 
novamente. 
 
 
 
Quando os elfos voltaram para trabalhar, não encontraram o couro. Ao invés disso, acharam 
as roupinhas e sapatinhos. Eles começaram a rir e pareciam muito felizes com os presentes. 
 
Os elfos colocaram suas roupas e começaram a dançar e cantar. Nessa noite eles deixaram a 
casa sem trabalhar, e nunca mais voltaram. E mesmo assim, o sapateiro e sua mulher 
continuaram prósperos e viveram felizes para sempre. 
 
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ALADIM 
Leia esta historinha 
 
Em um lugar muito, muito distante, vivia uma pobre viúva, e seu filho - Aladim. Uma noite, um 
estranho bateu à sua porta. “Boanoite,” disse ele, “Meu nome é Mustafá estou procurando o 
filho do meu irmão - Aladim. Estive longe por muito tempo, mas agora eu voltei, e como sou o 
tio dele, gostaria de levar Aladim para trabalhar para mim. Assim, ele vai poder ajudá-la com o 
dinheiro que ganhará honestamente.” Aladim não se entusiasmou com a idéia, porque havia 
alguma coisa em Mustafá que ele não estava gostando. Mas a mãe de Aladim ficou tão feliz 
com a notícia, que aceitou que o filho fosse embora com o tio. 
 
No dia seguinte Aladim guardou um pouco de comida em uma pequena sacola, e foi embora 
com seu tio. Eles andaram o dia inteiro pelo deserto, até que chegaram em uma caverna. A 
abertura da caverna era pequena demais e Mustafá não conseguia entrar, então ele pediu 
que Aladim entrasse na caverna em seu lugar. Aladim, que já estava desconfiando de 
Mustafá, não aceitou arriscar a vida tão facilmente, ainda mais a pedido de um estranho. Mas 
o seu tio disse que lá dentro da caverna havia diamantes e ouro. “Você pode pegar o quanto 
você quiser. Eu quero apenas que você encontre uma velha lâmpada para mim. Depois eu te 
puxo para fora da caverna,” disse Mustafá. 
 
 
 
Quando Aladim subiu até a entrada da caverna não pôde acreditar nos seus próprios olhos! A 
caverna estava repleta de tesouro, do jeito que seu tio disse. Então ele começou a encher 
seus bolsos com o máximo de diamantes e rubis que ele conseguiu. Ele também achou um 
anel de ouro, e o colocou imediatamente no seu dedo. Finalmente, Aladim encontrou a 
lâmpada que Mustafá queria. Ele pediu que seu tio desse a mão e o puxasse para fora da 
caverna, mas Mustafá pediu para ver a lâmpada antes de ajudá-lo a sair. 
 
Aladim, que sempre suspeitou do seu tio, pensou que Mustafá poderia pegara lâmpada e 
deixar ele sozinho, então ele se recusou a dar a lâmpada. Mustafá ficou com muita raiva, 
“Escute, garoto. Eu não sou seu tio de verdade e nem ligo pra você. Se eu quiser, vou te 
deixar aqui! E já que você não quer me dar a lâmpada, eu vou tampar a entrada da caverna 
com essa pedra enorme,” ele gritou e prendeu o Aladim lá dentro. 
 
Então o menino sentou-se no escuro e chorou com a lâmpada nas suas mãos. Aladim culpou 
a lâmpada por estar naquela situação horrível. “Lâmpada velha e estúpida! Nem mesmo é 
feita de ouro! E não funciona,” gritou ele. E passou a mão na lâmpada algumas vezes para 
tirar a poeira, quando de repente saiu um gênio de dentro dela! “Mestre, irei lhe conceder três 
 
 
desejos! Cuidado com suas escolhas,” disse isso e esperou. Aladim estava chocado, mas 
respondeu rápido: “Leve-me para casa!” 
 
E no mesmo momento, ele já estava sentado em casa, bem em frente à sua mãe, que quase 
desmaiou com a aparição repentina do seu filho. Aladim contou a ela tudo sobre o Mustafá, a 
caverna e o tesouro. E enquanto ele contava sobre o tesouro, Aladim esfregou o anel, e um 
segundo gênio apareceu! Dessa vez a mãe de Aladim desmaiou de verdade. “Mestre, lhe 
concederei dois desejos. Escolha com cuidado,” o gênio avisou, e esperou. “Ah, é fácil! Quero 
ouro e diamantes o suficiente para ficarmos muito ricos por mais tempo do que a nossa vida 
inteira,” disse Aladim. 
 
Em um piscar de olhos, a casa velha que tinham desapareceu. Aladim e sua mãe viram-se 
sentados em um dos vários quartos de um palácio e vestiam lindas roupas de seda e 
casimira. E eles viveram felizes… até que... 
 
Um dia ele estava andando pela cidade com seus amigos, e ele viu uma moça 
excepcionalmente linda. Aladim imediatamente se apaixonou. Ela era uma princesa, filha do 
 
 
sultão. Ela era a mais adorável, gentil e bonita de todas as garotas que ele havia conhecido. A 
princesa também gostou muito dele e alguns dias depois, Aladim foi até o palácio do sultão. 
 
“Eu quero casar com sua filha.” disse Aladim ao sultão, como se ele mesmo também fosse 
um sultão! Ao invés de ficar com raiva, o sultão riu. “Você teria que possuir um palácio pelo 
menos como o meu para poder pedir a mão de minha filha em casamento,” disse. “Tudo bem, 
vossa majestade verá meu palácio amanhã,” respondeu Aladim. Na mesma noite, quando 
Aladim estava sozinho, ele pediu ao gênio da lâmpada para que lhe concedesse o segundo 
desejo - ter um palácio tão grande como o do sultão, e bem ao lado do dele. 
 
O palácio estava lá no dia seguinte. O sultão permitiu o casamento de sua filha e Aladim. 
Depois que o sultão faleceu, Aladim governou o reino e todos viviam felizes. Essas notícias 
chegaram até Mustafá, que soube como Aladim conseguiu ser tão rico e poderoso. Mustafá 
então bolou um plano para pegar a lâmpada. 
 
Ele esperou Aladim sair do palácio. Quando isso aconteceu, Mustafá foi para perto da janela 
da princesa e gritou o mais alto que pode “Troque suas lâmpadas antigas por lâmpadas 
 
 
novas! Somente hoje na cidade! Lâmpadas novinhas por lâmpadas velhas!” e muitas pessoas 
começaram a chegar e o cercaram. Ele percebeu que a princesa estava lá no meio da 
multidão também. Seu plano era que a princesa trocasse a velha e feia lâmpada que Aladim 
gostava tanto e que ficava guardava no quarto deles. 
 
Assim que Mustafá pegou a lâmpada de Aladim, imediatamente esfregou e um gênio saiu de 
dentro dela, com as mesmas palavras “Mestre, irei lhe conceder três desejos! Cuidado com 
suas escolhas,” “Ah, pare de falar,” gritou Mustafá, “eu quero que você leve a mim, a princesa 
e o palácio dela para o mais longe que for possível. Tão longe, que Aladim não nos 
encontrará mesmo se ele andar por três dias e três noites.” 
 
Já era noite quando Aladim voltou para casa, ele ficou surpreso porque tanto a princesa como 
o palácio haviam sumido. E os procurou por três dias e três noites, mas não conseguiu achar 
sozinho. Então Aladim esfregou seu anel e pediu ao gênio do anel que lhe concedesse o 
segundo desejo - levá-lo até a princesa. 
 
 
 
Em um piscar de olhos, ele já estava no quarto da princesa. “Meu querido Aladim, eu sabia 
que você viria me buscar!” Eles se abraçaram e depois bolaram um plano para enganar 
Mustafá, e fazer com que ele parasse com suas maldades. 
 
Aladim escondeu-se no palácio, e a princesa foi falar com Mustafá. “Acho que meu marido 
nunca vai me encontrar, então quero que você se case comigo,” disse ela. 
 
Mustafá acreditou nela. Ele considerou que aquele era o dia mais feliz de sua vida. Festejou e 
ficou tão bêbado que caiu no sono. A princesa rapidamente pegou a lâmpada e correu para 
encontrar Aladim. 
 
Esfregaram a lâmpada e pediram ao gênio que colocasse o castelo de volta no seu antigo 
lugar. Logo já v estavam na cidade deles e tudo parecia ter voltado ao normal, apenas com 
uma excessão - Mustafá. Aladim pediu ao gênio da lâmpada para realizar seu último desejo e 
Mustafá foi transformado em um sapo. Desta forma ele não os incomodou mais. Como Aladim 
e a princesa não tinham mais desejos a serem concedidos, voltaram à caverna e devolveram 
a lâmpada e o anel. E viveram felizes para sempre. 
 
 
DESENHE OS PERSONAGENS DESSA HISTÓRIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LEITURA 
& 
RACÍOCINIO LÓGICO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CONSIGNAS PARA PESQUISA: “Que horas são”? 
 
 
 
 
 
CONSIGNAS PARA PESQUISA: “Que horas são agora? Monte o seu relógio.” 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CONSIGNAS PARA PESQUISA: “Quais cores você mais gosta de utilizar”? 
 
 
 
Pinte as suas cores preferidas nos cadernos abaixo. 
 
 
 
 
AGORA PRECISAMOS ORGANIZAR AS IMAGENS ABAIXO. 
ORGANIZE DE ACORDO OS ACONTECIMENTOS? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
COLE AS IMAGENS NA ORDEM CERTA DOS ACONTECIMENTOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
E NESSE CASO, COMO PODEMOS ORGANIZAR? 
 
 
 
 
COLE AS IMAGENS NA ORDEM CERTA DOS ACONTECIMENTOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SERÁ QUE CONSEGUIMOS ORGANIZAR ESSE TAMBÉM? 
 
 
 
 
 
COLE AS IMAGENS NA ORDEM CERTA DOS ACONTECIMENTOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
VAMOS AJUDAR ANA A SE ORGANIZAR? 
 
 
 
 
 
 
 
COLE AS IMAGENS NA ORDEM CERTA DOS ACONTECIMENTOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
VAMOS AJUDAR MARIA TAMBÉM A SE ORGANIZAR? 
 
 
 
 
 
 
VOCÊ GOSTOU DAS ATIVIDADES QUE REALIZOU HOJE? 
 
Para menina 
 
 
 
 
 
Recorte e cole ou desenhe o sentimento que expressa o que esta 
sentindo após terminar essas atividades. 
 
 
 
VOCÊ GOSTOU DAS ATIVIDADES QUE REALIZOU HOJE? 
 
Para menino 
 
 
 
 
 
 
Recorte e cole ou desenhe o sentimento que expressa o que esta 
sentindo após terminar essas atividades. 
 
 
 
Teste do Faz de Conta 
 
 
O Faz de Conta é um teste projetivo em que o sujeito é convidado a imaginar como um 
personagem responderia a uma sequência de perguntas. Através de um personagem o sujeito 
expressa auto percepção, real ou imaginário-ideal; percepção da família, real ou ideal; percepção da 
escola como rendimento escolar, real ou ideal, relação com a professora, real ou ideal, e relação 
com os colegas, real ou ideal. Materiais utilizados: 
 
a) Material: folha contendo 46 questões. 
 
b) Aplicação: se o sujeito for do sexo masculino usar Roberto se for do sexo feminino usar Maria. 
Dizer ao sujeito: “Eu conheço um (a) menino (a) chamado (a) Roberto (Maria) e você vai imaginar 
como ele (a) é porque ele (a) faz coisas assim”. Diga-me a primeira coisa que você pensar. 
 
2. Eu conheço um menino chamado Pedro e tu vais imaginar como e por que ele faz as coisas 
assim. Diz a primeira coisa que tu pensares. 
3. Pedro não tem tempo de ouvir músicas.Por quê? 
4. Pedro não jantou ontem. Por quê? 
5. Pedro não brinca com outros meninos. Por quê? 
6. Pedro não viu o filme da TV. Por quê? 
7. A professora disse que precisava falar com Pedro depois da aula. Por quê? 
8. Quando o pai de Pedro chegou ontem, o que aconteceu? Por quê? 
9. Pedro levantou-se durante a noite. Por quê 
10. Quando Pedro abriu a porta, o que ele viu? 
11. Pedro não fez o tema de casa. Por quê? 
12. Pedro sonhou. Com o quê? 
13. A mãe de Pedro vestiu o casaco e saiu. O que aconteceu? 
14. Pedro chegou em casa chorando. Por quê? 
 
 
15. Pedro ficou com raiva da sua mãe. Por quê? 
16. Pedro queria ser mais sabido do que é? Por quê? 
17. Pedro foi para seu quarto. Por quê? 
18. Pedro está com medo de alguma coisa. O que é? 
19. Às vezes alguém aborrece Pedro e ele fica triste. Por quê? 
20. Pedro queria ser mais forte do que é. Por quê? 
21. A mãe de Pedro está preocupada com alguma coisa. O que é? 
22. Pedro não veio jantar em casa. Por quê? 
23. Ontem aconteceu alguma coisa ruim. O que foi? 
24. Pedro não gosta de alguma coisa em seu pai. O que é? 
25. Pedro pensa que seu pai e sua mãe não gostam dele? 
26. Pedro não quer ir à escola hoje. Por quê? 
27. Pedro não gosta de falar na frente da classe. Por quê? 
28. Pedro às vezes não gosta de ser menino. Por quê? 
29. Pedro gostaria de ser maior do que é. Por quê? 
30. Pedro gosta de uma coisa em sua professora. O que é? 
31. Pedro às vezes fica com raiva a escola. Por quê? 
32. Pedro não faz o que sua professora manda. Por quê? 
33. Pedro prefere brincar com meninos ou com meninas? 
34. Pedro não gosta de um menino da sua sala de aula. Por quê? 
35. Pedro fica nervoso e preocupado na escola. Por quê? 
36. Pedro não quer entrar para a sala de aula com os colegas. Por quê? 
37. Certo dia Pedro e sua mãe brigaram. Por quê? 
38. Um dia Pedro quis fugir de casa. Por quê? 
39. Pedro não gosta de algo em sua professora. O que é? 
40. Pedro às vezes fica triste. Por quê? 
41. Quantos anos Pedro tem? 
42. Pedro acha uma pessoa da escola muito boa. Quem é Se Pedro fosse grande e forte, o que 
faria que não pode fazer agora? 
43. Se Pedro fosse rico, o que faria que não possa fazer agora? 
44. Se Pedro fosse sabido, o que faria que não possa fazer agora? 
45. Se Pedro pudesse fazer o que quisesse, o que faria que não possa fazer agora? 
46. O que Pedro quer acima de tudo? 
 
 
 
 
Observação: Visite nosso blog para obter mais 70 testes para realizar com seus aprendentes/pacientes. Basta 
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