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1 de 10faculdade.grancursosonline.com.br
PROFESSOR(A): FRANCIELE LOURENÇO
Introdução ao Mercado Financeiro Digital
Modelos Digitais versus Moedas Fiduciárias
Objetivo da Aula
Mostrar as características principais das moedas digitais e fiduciárias.
Apresentação
No cenário financeiro contemporâneo, uma revolução está em andamento impulsionada 
pela ascensão da internet, inteligências artificiais e, particularmente, pelas moedas digitais 
e as criptomoedas.
Tradicionalmente, as moedas fiduciárias têm sido o pilar das transações econômicas 
globais, mas com o advento da tecnologia blockchain e da descentralização, novas formas 
de moedas emergiram desafiando as normas convencionais.
Nesta unidade, iremos mostrar a você, aluno(a), os principais conceitos das moedas 
digitais, moedas fiduciárias e criptomoedas, destacando suas características, implicações 
e impacto no panorama econômico global.
1. Moedas Digitais
Nos últimos anos, as moedas digitais emergiram como uma das inovações mais revolucionárias 
do mundo financeiro. Desde a criação do Bitcoin em 2009, por um indivíduo ou grupo usando 
o pseudônimo de Satoshi Nakamoto, o contexto financeiro mundial mudou irreversivelmente.
O que são moedas digitais?
As moedas digitais, também conhecidas como criptomoedas, são formas de dinheiro 
que existem apenas em formato digital. Elas não são emitidas por governos ou instituições 
financeiras tradicionais, como bancos centrais. Em vez disso, são descentralizadas e operam 
em uma rede de computadores distribuídos, conhecida como blockchain.
Quanto à tecnologia blockchain, podemos dizer que é a espinha dorsal das moedas 
digitais. Essa tecnologia funciona como um livro-razão público e descentralizado, em que 
Livro Eletrônico
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Professor(a): Franciele Lourenço
todas as transações são registradas de forma segura e imutável. Cada bloco na cadeia 
contém um registro das transações recentes, e esses blocos são conectados de forma 
cronológica, criando uma cadeia contínua de informações. A criptografia garante que as 
transações sejam seguras e os registros não possam ser alterados retroativamente.
É importante dizer que a tecnologia blockchain utiliza um método chamado de “proof of work” 
para estabelecer consensos, que consiste em um processo de validação a partir da introdução 
de um desafio computacional a ser resolvido sempre que um novo bloco de informações vai ser 
inserido na cadeia geral descentralizada. Esse processo consiste em um método da criptografia 
chamado de função de dispersão criptográfica, ou função hash (Fausto, 2021).
O Bitcoin foi a primeira moeda digital a ganhar popularidade e continua sendo a mais 
conhecida e amplamente utilizada. No entanto, desde então, milhares de outras 
criptomoedas surgiram, cada uma com suas próprias características e casos de uso 
específicos. Ethereum, Litecoin, Ripple e muitas outras têm ganhado destaque, 
cada uma com seu próprio conjunto de recursos e tecnologias.
As moedas digitais possuem vantagens e desvantagens. Uma das principais vantagens 
das moedas digitais é a descentralização. Isto porque, ao contrário do sistema financeiro 
tradicional, onde as transações são controladas por instituições centralizadas, as moedas 
digitais são operadas por uma rede descentralizada de computadores, o que significa que 
não há um ponto único de falha. Isso torna as transações mais seguras e menos suscetíveis 
a manipulações ou ataques cibernéticos.
Stella (2017) ainda cita que os criptoativos são instrumentos que não possuem a garantia 
de um governo central, e que esses ativos ainda não são aceitos por governos para liquidação de 
obrigações tributárias, muito menos legalmente definidos como moedas com poder liberatório 
de obrigações ou respaldo de seguros de depósito (como ocorre com a moeda bancária).
No entanto, nos últimos anos, para que o uso das moedas digitais crescesse em todo o 
mundo. Grandes empresas começaram a aceitar pagamentos em criptomoedas, e muitos 
investidores institucionais têm incluído ativos digitais em seus portfólios. Além disso, em 
países onde o acesso aos serviços financeiros tradicionais é limitado, as moedas digitais 
têm proporcionado uma alternativa acessível e inclusiva.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARCOS - 04814982224, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou
distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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Professor(a): Franciele Lourenço
Apesar de seu crescimento e popularidade, as moedas digitais ainda enfrentam uma 
série de desafios. A volatilidade dos preços é uma preocupação para muitos investidores, e 
a falta de regulamentação clara em muitas jurisdições levanta questões sobre segurança e 
proteção do consumidor.
No entanto, à medida que o espaço das criptomoedas amadurece, esperamos ver uma 
maior clareza regulatória e uma adoção mais ampla dessas tecnologias inovadoras. Por isso, 
em relação às moedas comuns, podemos dizer que:
As características mais relevantes para a diferenciação conceitual entre criptomoedas e outros 
valores escriturais são: I – serem denominadas na própria unidade de conta; e II – possuírem 
estrutura operacional descentralizada, com governança definida primordialmente no software 
por meio do qual funcionam (Stella, 2017, p. 151).
Portanto, as moedas digitais representam uma mudança sísmica no mundo financeiro, 
desafiando os modelos tradicionais e oferecendo novas oportunidades para inclusão 
financeira e inovação. À medida que continuamos a explorar e entender essas tecnologias, 
é essencial reconhecer seu potencial transformador e abraçar as oportunidades que elas 
apresentam para construir um sistema financeiro mais justo, eficiente e inclusivo.
2. Moedas Fiduciárias
Moedas fiduciárias são a espinha dorsal das economias modernas. Esse tipo de moeda 
representa uma forma de dinheiro cujo valor não está intrinsecamente ligado a nenhum ativo 
físico, como ouro ou prata, mas, sim, à confiança e à autoridade do governo que as emite.
Todas as moedas fiduciárias existentes no mundo têm algum valor econômico, porque as pessoas, 
em consenso, confiam que um determinado pedaço de papel ou um objeto metálico emitidos 
pelo Estado tem o valor gravado na face de uma nota, ou moeda. Ou seja, o papel-moeda não 
tem nada que o garanta, a não ser a confiança depositada nele (Santos, 2022, p. 8).
As moedas fiduciárias têm uma história longa e complexa, que remonta a séculos 
atrás. Inicialmente, o dinheiro era frequentemente lastreado em metais preciosos 
como ouro e prata. No entanto, à medida que as economias cresceram e se tornaram 
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mais complexas, tornou-se inviável manter uma reserva suficiente de metais 
preciosos para respaldar toda a oferta monetária.
O surgimento das moedas fiduciárias pode ser rastreado até as primeiras formas de 
dinheiro de papel, emitidas por governos ou instituições financeiras. Ao longo do tempo, a 
confiança na estabilidade dessas moedas aumentou, levando muitos países a abandonarem 
o padrão ouro e a adotarem sistemas monetários baseados em moedas fiduciárias.
A confiança das moedas fiduciárias será cada vez mais testada, visto que o dinheiro, na 
sua ampla quantidade, cerca de 90%, apenas existe em meio eletrônico, na forma de bits 
(Santos, 2022). Harari (2017, p. 188 apud Santos, 2022, p. 8) descreveu que “o dinheiro é o 
mais universal e mais eficiente sistema de confiança mútua já inventado”.
Mas como as moedas fiduciárias tiveram origem e funcionam?
Lopes e Rossetti (1998,p. 34 apud Fontenelle, 2017) explicam que:
A emissão de moedas sem lastro ocorreu na Inglaterra durante a guerra com a França (1797) 
e na Itália durante a guerra com a Áustria (1866). Por fim, com o advento da Primeira Guerra 
Mundial (1914-1918) todos os países recorreram à tal prática, gerando uma ampla deterioração 
das moedas nacionais.
As moedas fiduciárias operam com base na confiança e na autoridade do governo 
ou instituição que as emite. O valor de uma moeda fiduciária é determinado pela oferta 
e demanda no mercado cambial, bem como pela política monetária do país emissor. Os 
governos têm o poder de controlar a oferta de moeda, influenciando, assim, a inflação, 
o crescimento econômico e outros aspectos da economia. Essas moedas são geralmente 
impressas em papel-moeda e cunhadas em moedas metálicas. Elas facilitam transações 
comerciais, o pagamento de impostos, salários e dívidas, e são amplamente aceitas dentro 
das fronteiras do país emissor.
Por isso, desempenham um papel fundamental na economia moderna, facilitando 
o comércio, incentivando o investimento e promovendo o crescimento econômico. Elas 
fornecem uma forma conveniente de armazenar valor e realizar transações, tornando-se 
um meio de troca amplamente aceito.
Além disso, as moedas fiduciárias permitem que os governos implementem políticas 
monetárias para estabilizar a economia e alcançar objetivos macroeconômicos, como o 
controle da inflação e o estímulo ao emprego. Os bancos centrais desempenham um papel 
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crucial na gestão da oferta de moeda e na supervisão do sistema financeiro, garantindo a 
estabilidade do sistema monetário.
Hayek (2011) explica que, por um período de 2000 anos, o interesse governamental ou 
direito exclusivo de fazer dinheiro significou, na prática, o monopólio sobre a cunhagem de 
moedas de ouro, prata ou cobre. Com o tempo, os governos perceberam que tal monopólio 
era uma excelente fonte de riqueza e poderia ser utilizada como instrumento de poder.
Mas, apesar dos benefícios das moedas fiduciárias, elas também enfrentam desafios 
e críticas. A confiança na estabilidade das moedas fiduciárias pode ser abalada por crises 
econômicas, hiperinflação ou instabilidade política. Além disso, o controle centralizado das 
moedas fiduciárias por governos e instituições financeiras pode levantar preocupações 
sobre a privacidade financeira e a autonomia individual.
O transporte de metais a longas distâncias tornou-se relativamente difícil, em decorrência 
do peso, riscos e roubos. Isso levou à necessidade de novos instrumentos monetários mais 
flexíveis, criou-se a prática de depósito de moedas em casas de custódia, cujos recibos 
serviriam de garantia para as transações comerciais (Fontenelle, 2017).
Com o surgimento de tecnologias digitais e criptomoedas, como o Bitcoin, algumas pessoas 
questionam a relevância contínua das moedas fiduciárias. No entanto, até o momento, as 
moedas fiduciárias continuam a desempenhar um papel dominante na economia global, 
fornecendo uma base sólida para o funcionamento dos sistemas financeiros modernos.
Em geral, as moedas fiduciárias são uma característica central das economias 
modernas, evoluindo para se adaptar às necessidades econômicas em constante mudança 
e desempenhando um papel crucial no funcionamento dos sistemas financeiros globais.
Embora enfrentem desafios e críticas, as moedas fiduciárias continuam a ser a espinha 
dorsal da economia contemporânea, fornecendo estabilidade e confiança aos mercados 
financeiros em todo o mundo. À medida que a tecnologia avança e novas formas de dinheiro 
emergem, é importante que os governos e as instituições financeiras continuem a adaptar-
se e a inovar para garantir a eficiência e a segurança dos sistemas monetários.
3. Criptomoedas
No final da primeira década do século XXI, um fenômeno revolucionário começou a 
tomar forma no mundo das finanças. Surgiu uma tecnologia disruptiva conhecida como 
blockchain, que possibilitou a criação das primeiras criptomoedas.
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O Comitê de Pagamentos e Infraestruturas de Mercado do Banco de Compensações 
Internacionais (CPMI/BIS) descreve a DLT como “Os processos e tecnologias relacionadas 
que permitem que nós em uma rede (ou arranjo) proponham, validem e registrem de forma 
segura as mudanças de estado (ou atualizações) em um livro-razão sincronizado que está 
distribuído entre os nós da rede”.
As criptomoedas são formas de moeda digital que utilizam a criptografia para garantir 
transações seguras e controlar a criação de novas unidades. Diferentemente das moedas 
tradicionais emitidas por governos, as criptomoedas operam em uma rede descentralizada, 
sem a necessidade de uma autoridade central, como um banco central, para gerenciá-las. 
Trata-se de instrumentos desenhados para viabilizar transferências de valores em rede de 
maneira segura e independente de um sistema de intermediação financeira (Stella, 2017).
A tecnologia fundamental que possibilitou o surgimento das criptomoedas é o blockchain. 
Trata-se de um registro público de todas as transações que já ocorreram em uma determinada 
rede. Cada bloco contém um conjunto de transações recentes, e esses blocos são encadeados 
de forma sequencial, formando assim a “cadeia de blocos”.
O blockchain é descentralizado e distribuído entre todos os participantes da rede, o que 
significa que não há uma autoridade central que controle ou gerencie as transações. Isso 
torna o sistema mais seguro contra fraudes e ataques cibernéticos, pois qualquer tentativa 
de modificar uma transação requereria o consenso da maioria dos participantes da rede.
O Bitcoin foi a primeira criptomoeda a ser criada e continua sendo a mais conhecida e 
valiosa até hoje, apesar de sua verdadeira identidade permanecer desconhecida. Aranha 
(2021) explica que o Bitcoin é um algoritmo matemático computacional inalterado e inviolável. 
Cada Bitcoin é produzida e rastreada para impedir sua duplicação e falsificação, pois o 
sistema tem uma quantidade limitada de criptomoedas que não ultrapassa 21 milhões de 
código de programação distribuído pelo mundo todo.
A criação do Bitcoin é feita por meio de um processo computacional intensivo conhecido 
como “mineração”, no qual os mineradores competem para resolver problemas matemáticos 
complexos, e o vencedor é recompensado com novos Bitcoins. Esse processo garante a 
segurança e a integridade da rede Bitcoin.
Desde o surgimento da Bitcoin, milhares de outras criptomoedas foram criadas, cada 
uma com seus próprios recursos e casos de uso específicos. Algumas das criptomoedas 
mais populares incluem Ethereum, Ripple, Litecoin e Bitcoin Cash.
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O Ethereum (ETH), inicialmente chamado de Ether, foi criado em 2016, é conhecido 
por sua capacidade de suportar contratos inteligentes, que são programas de computador 
autoexecutáveis que automatizam e facilitam transações financeiras.
No entanto, após um hacker encontrou uma falha no sistema e conseguiu roubar o 
equivalente a US$ 50 milhões em Ether.Diante de dúvidas sobre o que seria do futuro da 
moeda, a comunidade que a mantinha optou por criar uma nova rede – a Ethereum Classic 
e com o apoio da comunidade, hoje vale mais que a sua primeira versão (Infomoney, 2022).
Originalmente, o Ether não foi criado para ser uma moeda digital como o Bitcoin. A ideia 
era que se tornasse um ativo para recompensar os desenvolvedores pelo uso da plataforma 
Ethereum em seus projetos. Trata-se de uma plataforma descentralizada utilizada para 
executar “contratos inteligentes”, que são operações realizadas automaticamente quando 
certas condições são cumpridas.
O blockchain também é a base para a validação das transações com Ethereum, para 
garantir a segurança e ainda evitar fraudes. Assim como no caso do Bitcoin, a criação de 
novas moedas também se baseia no processo de mineração (Infomoney, 2022).
O Ripple (XRP) foi criado em 2012, idealizado pelo desenvolvedor Ryan Fugger, o empresário 
Chris Larsen e o programador Jed McCaleb e, é utilizado principalmente para pagamentos 
transfronteiriços e remessas internacionais, enquanto o Litecoin (LTC) é considerado uma 
alternativa mais rápida e leve o Bitcoin.
Uma característica importante do sistema XRP é suportar na sua rede outros tokens 
representando moedas tradicionais e até outros bens. A ideia é que o sistema permita 
realizar pagamentos seguros e instantâneos (Infomoney, 2022).
O XRP é capaz de aceitar vários ativos e facilitar a realização das transações e a não dependência 
do sistema financeiro tradicional para realizar operações. Outra característica diferente do 
sistema é que não há um processo de mineração, como no caso do Bitcoin e do Ethereum.
O Litecoin, criado em 2011 por um ex-funcionário do Google, Charlie Lee, tem 
características semelhantes ao Bitcoin, mas com um processo de mineração, reduzindo o 
tempo necessário para confirmar transações. É utilizado em operações diárias, projetado 
para produzir mais unidades, com um limite de 84 milhões de moedas, contra 21 milhões 
do Bitcoin (Infomoney, 2022).
Bitcoin Cash foi introduzido em agosto de 2017 como uma nova versão da Bitcoin original, 
criado para aperfeiçoar a primeira moeda. Esta versão surgiu devido às preocupações com 
as taxas elevadas e o longo tempo de processamento das transações associadas ao Bitcoin. 
Uma mudança significativa do Bitcoin Cash é o aumento do limite de tamanho de bloco de 
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8 MB, consideravelmente maior que o de 1 MB do Bitcoin original. Este ajuste permite que 
as confirmações das transações ocorrem de maneira mais rápida e com taxas mais baixas, 
facilitando o uso da criptomoeda para transações diárias (Infomoney, 2022).
É importante salientar que as criptomoedas têm o potencial de revolucionar o sistema 
financeiro global ao tornar as transações mais rápidas, econômicas e acessíveis a todos. 
Elas eliminam a necessidade de intermediários, como bancos, reduzindo os custos e os 
tempos de transação.
Além disso, as criptomoedas oferecem uma alternativa atraente para pessoas em países 
com moedas instáveis ou sistemas financeiros subdesenvolvidos, podendo atuar como 
proteção contra a inflação e a instabilidade econômica. Também possibilitam o acesso a 
serviços financeiros para pessoas que não tem acesso a bancos tradicionais.
Mas, apesar de seu potencial, as criptomoedas enfrentam uma série de desafios e 
controvérsias. A volatilidade dos preços é um problema significativo, com os valores das 
criptomoedas muitas vezes experimentando grandes oscilações em curtos períodos de tempo.
Além disso, as criptomoedas são frequentemente associadas a atividades ilegais, como 
lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo, devido à sua natureza pseudônima e 
descentralizada. Isso levou muitos governos a adotarem uma postura cautelosa em relação 
às criptomoedas, com alguns países impondo restrições ou proibições ao seu uso.
Sendo assim, as criptomoedas representam uma nova fronteira no mundo das finanças, 
com o potencial de transformar radicalmente a maneira como fazemos transações e 
gerenciamos nosso dinheiro. Embora enfrentem desafios significativos, seu crescimento 
e adoção continuam a aumentar, sugerindo que elas podem desempenhar um papel cada 
vez mais importante no futuro do sistema financeiro global.
Considerações Finais da Aula
O panorama financeiro atual é marcado pela ascensão das moedas digitais, moedas fiduciárias 
e criptomoedas, representando uma transformação significativa no mundo financeiro.
As moedas digitais emergiram como uma inovação disruptiva, desafiando modelos 
convencionais e ampliando oportunidades de inclusão financeira. Impulsionadas pela 
tecnologia blockchain, as criptomoedas oferecem uma alternativa descentralizada e segura 
para transações, eliminando intermediários e garantindo transparência.
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Apesar de prometerem transações mais rápidas e acessíveis globalmente, enfrentam 
desafios como volatilidade e questões regulatórias. As moedas fiduciárias são importantes 
para a economia global, proporcionando estabilidade aos mercados financeiros.
Reconhecer o potencial transformador dessas tecnologias é fundamental para construir 
um sistema financeiro mais justo e inclusivo. A integração harmoniosa das diferentes formas 
de moedas pode promover diversidade e resiliência no sistema financeiro, adaptando-se 
às necessidades da sociedade em constante evolução.
Material Complementar
 
Moedas digitais: entenda o que são criptomoedas, stablecoins e CDBs
2021, Carlos Ragazzo e Bruna Cataldo. Instituto Propague.
O material mostra conceitos principais das moedas digitais, o fluxo de intermediação, 
as tecnologias envolvidas e alguns tipos de moedas digitais.
Disponível em: https://institutopropague.org/wp-content/uploads/2021/09/Moedas-
-digitais-entenda-o-que-sao-criptomoedas-stablecoins-e-CBDCs-White-Paper-Ins-
tituto-Propague.pdf. Acesso em: 13 mai. 2024.
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do. 2. ed. Rio de Janeiro: Valentina, 2021.
COMITÊ sobre Pagamentos e Infraestruturas de Mercado. Distributed ledger techno-
logy in payment, clearing and settlement – an analytical framework. CPIM, 2017. 
Disponível em: https://www.bis.org/cpmi/publ/d157.htm. Acesso em: 17 mar. 2024.
FAUSTO, Gabriel Correa Barbosa Brun. Moedas digitais: impactos no sistema financeiro 
e o papel de resposta dos bancos centrais. Monografia de final de curso. Departamento 
de economia, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. 2021. Disponível em: 
https://www.econ.puc-rio.br/uploads/adm/trabalhos/files/Gabriel_Correa_Barbosa_
Brun_Fausto_Mono_21.1.pdf. Acesso em: 17 mar. 2024.
FONTENELLE, Mariana. Bitcoin, ouro e papel-moeda: uma análise jurídica comparativa 
da criptomoeda. Universidade de Brasília/DF, Curso de Direito, Brasília: DF. 2017. Dispo-
nível: https://bdm.unb.br/bitstream/10483/18379/1/2017_MarianaFonteneleSilva.pdf. 
Acesso em: 16 mar. 2023
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https://www.bis.org/cpmi/publ/d157.htm
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10 de 10faculdade.grancursosonline.com.br
Professor(a): Franciele Lourenço
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https://repositorio.animaeducacao.com.br/bitstreams/87c92695-8379-49d6-bff6-737aa00b35c9/download
https://revistapgbc.bcb.gov.br/revista/issue/download/26/A9%20V.11%20-%20N.2
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