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1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CADERNO DE JURISPRUDÊNCIA 
SEMANA 01 
 
CADERNO DE JURISPRUDÊNCIAS 
 
PREPARAÇÃO EXTENSIVA 48 SEMANAS 
 
CICLO I – SEMANA 02/48 
2 
COMO UTILIZAR O MATERIAL 
 
 
Este material de apoio deve ser lido semanalmente aos sábados. A ideia é que, por meio da leitura 
recorrente, o aluno fixe os principais entendimentos do STF e STJ. Em caso de dúvida sobre o teor do 
julgado, recomendamos que o aluno recorra ao site Dizer o Direito e estude o informativo na íntegra, já 
que nosso objetivo é somente trazer os principais pontos de forma a facilitar os estudos e revisão. 
Observação: foram inseridos também os julgados considerados MAIS IMPORTANTES com data anterior ao 
ano de 2018. 
 
Sumário 
SEMANA 01 ......................................................................................................................................................... 4 
DIREITO PENAL ................................................................................................................................................... 4 
1. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA ..................................................................................................................... 4 
1.1. APONTAMENTOS e DIVERGÊNCIAS: ........................................................................................................................ 4 
1.2. RECONHECE-SE a aplicação do princípio da insignificância: .................................................................................... 8 
1.3. Crimes nos quais a Jurisprudência REJEITA a aplicação do princípio da insignificância: ......................................... 9 
2. DOSIMETRIA DA PENA: .................................................................................................................................11 
2.1. Pena de Multa: ...................................................................................................................................................... 19 
3. CONCURSO FORMAL E CRIME CONTINUADO: .............................................................................................21 
3.1. Crime Continuado: ................................................................................................................................................ 21 
4. INDULTO: ......................................................................................................................................................22 
5. FIXAÇÃO DO REGIME PRISIONAL: .................................................................................................................23 
6. PENAS RESTRITIVAS DE DIREITOS: ................................................................................................................24 
7. PRESCRIÇÃO: .................................................................................................................................................25 
8. OUTROS TEMAS DA PARTE GERAL: ..............................................................................................................27 
8.1. Medida de Segurança: ........................................................................................................................................... 27 
8.2. Livramento Condicional: ........................................................................................................................................ 27 
8.3. Imputabilidade: ..................................................................................................................................................... 28 
8.4. Arrependimento Posterior: ................................................................................................................................... 28 
8.5. Reincidência: ......................................................................................................................................................... 28 
8.6. Teoria do Domínio Final do Fato: .......................................................................................................................... 28 
8.7. Perda do Cargo: ..................................................................................................................................................... 28 
8.8. Causa de aumento de pena ................................................................................................................................... 29 
8.9. Responsabilidade Penal da Pessoa Jurídica: .......................................................................................................... 29 
9. CRIME CONTRA A PESSOA: ...........................................................................................................................29 
CADERNO DE JURISPRUDÊNCIAS 
 
PREPARAÇÃO EXTENSIVA 48 SEMANAS 
 
CICLO I – SEMANA 02/48 
3 
9.1. Homicídio (Art. 121): ............................................................................................................................................. 30 
10. CRIMES CONTRA A HONRA: ........................................................................................................................33 
11. CRIMES CONTRA A LIBERDADE INDIVIDUAL: .............................................................................................35 
12. CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO: ..............................................................................................................35 
13. CRIME DE VIOLAÇÃO DE DIREITO AUTORAL (ART 184 DO CP): ..................................................................43 
14. CRIME CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL: ......................................................................................................43 
15. CRIMES CONTRA A SAÚDE PÚBLICA: ..........................................................................................................46 
16. CRIMES CONTRA A FÉ PÚBLICA: .................................................................................................................47 
17. CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: .........................................................................................48 
17.1. Crimes Diversos: .................................................................................................................................................. 49 
17.2. Descaminho: ........................................................................................................................................................ 51 
17.3. Contrabando (Art. 334 A): ................................................................................................................................... 52 
17.4. Denunciação Caluniosa (Art.339): ....................................................................................................................... 52 
17.5. Corrupção: ........................................................................................................................................................... 52 
17.6. Peculato: .............................................................................................................................................................. 54 
17.7. Conceito de Funcionário Público e Causa de Aumento do Art. 327, §2º do CP .................................................. 54 
 
 
 
CADERNO DE JURISPRUDÊNCIAS 
 
PREPARAÇÃO EXTENSIVA 48 SEMANAS 
 
CICLO I – SEMANA 02/48 
4 
SEMANA 01 
 
DIREITO PENAL 
 
1. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA 
 
1.1. APONTAMENTOS e DIVERGÊNCIAS: 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Admite-se reconhecer a não punibilidade de um furto de coisa com valor insignificante, ainda que 
presentes antecedentes penais do agente, se NÃO denotarem estes tratar-se de alguém que se dedica, 
com habitualidade, a cometer crimes patrimoniais. 
STJ. AgRg no REsp 1.986.729-MG, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 28/06/2022, DJe 30/06/2022Em caso de descumprimento injustificado da pena restritiva de direitos (ex: prestação pecuniária), o CP 
prevê, como consequência, a reconversão da pena restritiva de direitos em privativa de liberdade. Logo, o 
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CICLO I – SEMANA 02/48 
25 
juiz não deve decretar o arresto dos bens do condenado como forma de cumprimento forçado da pena 
substitutiva. A possibilidade de reconversão da pena já é a medida que, por força normativa, atribui 
coercividade à pena restritiva de direitos. 
STJ. 6ª Turma. REsp 1.699.665-PR, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, julgado em 07/08/2018. (Info 631) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Não é possível a execução da pena restritiva de direitos antes do trânsito em julgado da condenação. 
Nota: 
• Súmula nº 643, STJ. A execução da pena restritiva de direitos depende do trânsito em julgado da 
condenação. 
O cumprimento da pena somente pode ter início com o esgotamento de todos os recursos. 
É proibida a chamada execução provisória da pena. 
STF. Plenário. ADC 43/DF, ADC 44/DF, ADC 54/DF, Rel. Min. Marco Aurélio, julgados em 07/11/2019. 
STJ. 3ª Seção. EREsp 1.619.087-SC, Rel. para acórdão Min. Jorge Mussi, julgado em 14/6/2017 (Info 609). 
 
 
7. PRESCRIÇÃO: 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
O Termo inicial da contagem do prazo da prescrição da pretensão executória é o trânsito em julgado para 
ambas as partes. 
AgRg no REsp 1.983.259-PR, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, Terceira Seção, por maioria, julgado 26/10/2022, DJe 03/11/2022. (Info 755). 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
O acórdão confirmatório da condenação é causa interruptiva da prescrição. 
Nota: o que reduz também é causa interruptiva da prescrição. 
Nos termos do inciso IV do art. 117 do Código Penal, o acórdão condenatório sempre interrompe a 
prescrição, inclusive quando confirmatório da sentença de 1º grau, seja mantendo, reduzindo ou 
aumentando a pena anteriormente imposta. A prescrição é, como se sabe, o perecimento da pretensão 
punitiva ou da pretensão executória pela inércia do próprio Estado. 
No art. 117 do Código Penal, que deve ser interpretado de forma sistemática, todas as causas interruptivas 
da prescrição demonstram, em cada inciso, que o Estado não está inerte. Não obstante a posição de parte 
da doutrina, o Código Penal não faz distinção entre acórdão condenatório inicial e acórdão condenatório 
confirmatório da decisão. Não há, sistematicamente, justificativa para tratamentos díspares. 
AgRg no AREsp 1.668.298-SP, Rel. Min. Felix Fischer, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 12/05/2020, DJe 18/05/2020. (Info 672-STJ) 
Mesmo sentido: STF. Plenário. HC 176473/RR, Rel. Min. Alexandre de Moraes, julgado em 27/04/2020 (Info 990). STF. 1ª Turma. RE 1195122 AgR-
segundo, Rel. Min. Marco Aurélio, Red. acórdão Min. Alexandre de Moraes, julgado em 30/11/2020. 
REsp 1.930.130-MG, Rel. Min. João Otávio de Noronha, Terceira Seção, por unanimidade, julgado em 10/08/2022 (Tema 1100). (Info 744). 
 
http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?origemPesquisa=informativo&origemPesquisa=informativo&tipo=num_pro&valor=AREsp1668298
https://processo.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%28RESP.clas.+e+%40num%3D%221930130%22%29+ou+%28RESP+adj+%221930130%22%29.suce.
http://www.stj.jus.br/repetitivos/temas_repetitivos/pesquisa.jsp?novaConsulta=true&tipo_pesquisa=T&cod_tema_inicial=1100&cod_tema_final=1100
CADERNO DE JURISPRUDÊNCIAS 
 
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CICLO I – SEMANA 02/48 
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No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
A comunicabilidade da interrupção do prazo prescricional alcança tão somente os corréus do mesmo 
processo. Dessa forma, havendo desmembramento, os feitos passam a tramitar de forma autônoma, 
possuindo seus próprios prazos, inclusive em relação à prescrição. 
STJ. 5ª Turma. AgRg no RHC 121.697/SP, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, julgado em 19/10/2021. 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
O cumprimento de pena imposta em outro processo, ainda que em regime aberto ou em prisão domiciliar, 
impede o curso da prescrição executória. 
Nota: Não há que se falar em fluência do prazo prescricional, o que impede o reconhecimento da extinção 
de sua punibilidade. 
AgRg no RHC 123.523-SP, Rel. Min. Jorge Mussi, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 13/04/2020, DJe 20/04/2020. (Info 670-STJ) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
A decretação da prescrição da pretensão punitiva do Estado na ação penal não fulmina o interesse 
processual no exercício da pretensão indenizatória a ser deduzida no juízo cível pelo mesmo fato. 
REsp 1.802.170-SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 20/02/2020, DJe 26/02/2020. (Info 666-STJ) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
O termo “sentença” contido no art. 115 do Código Penal se refere à primeira decisão condenatória, seja a 
do juiz singular ou a proferida pelo Tribunal, não se operando a redução do prazo prescricional quando a 
sentença condenatória é confirmada em sede de apelação. 
Nota: havendo substancial modificação da sentença pelo acórdão, além de modificar a tipificação conferida 
ao fato, deve o acórdão ser considerado novo marco interruptivo da prescrição inclusive para fins de 
aplicação do benefício do art. 115 do CP. STJ, 6ª Turma, AgRg no Resp 1481022/RS, julgado em 18/09/2018. 
STJ. 6ª Turma. HC 316.110-SP, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, julgado em 25/06/2019. (Info 652) 
Mesmo sentido: STJ. 6ª Turma. AgRg nos EDcl no AREsp 491258/TO, Rel. Min. Antonio Saldanha Palheiro, julgado em 07/02/2019. STJ. 6ª Turma. HC 
316110/SP, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, julgado em 25/06/2019. 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
⇾ O início do prazo da prescrição executória deve ser o momento em que ocorre o trânsito em julgado 
para o MP? 
⇾ Ou o início do prazo deverá ser o instante em que se dá o trânsito em julgado para ambas as partes, ou 
seja, tanto para a acusação como para a defesa? 
Posição do STF: o início da contagem do prazo de prescrição somente se dá quando a pretensão executória 
pode ser exercida. Se o Estado não pode executar a pena, não se pode dizer que o prazo prescricional já 
está correndo. Assim, mesmo que tenha havido trânsito em julgado para a acusação, se o Estado ainda 
não pode executar a pena (ex: está pendente uma apelação da defesa), não teve ainda início a contagem 
do prazo para a prescrição executória. É preciso fazer uma interpretação sistemática do art. 112, I, do CP. 
http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?origemPesquisa=informativo&origemPesquisa=informativo&tipo=num_pro&valor=RHC123523
https://scon.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%27201900182386%27.REG.
CADERNO DE JURISPRUDÊNCIAS 
 
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CICLO I – SEMANA 02/48 
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STF. 1ª Turma. RE 696533/SC, Rel. Min. Luiz Fux, red. p/ o ac. Min. Roberto Barroso, julgado em 6/2/2018 
(Info 890). 
 
• Nova (e atual) posição do STJ: 
O termo inicial da contagem do prazo da prescrição da pretensão executória é o trânsito em julgado para 
ambas as partes. 
STJ. 3ª Seção. AgRg no REsp 1.983.259-PR, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado 26/10/2022 (Info 755). 
STF. 1ª Turma. RE 696533/SC, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 06/02/2018. (Info 890) 
 
 
8. OUTROS TEMAS DA PARTE GERAL: 
 
8.1. Medida de Segurança: 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Na aplicação do art. 97 do CP não deve ser considerada a natureza da pena privativa de liberdade aplicável, 
mas sim a periculosidade do agente, cabendo ao julgador a faculdade de optar pelo tratamento que melhor 
se adapte ao inimputável. 
Nota: mesmo que o inimputável tenha praticado um fato previsto como crime punível com reclusão, ainda 
assim será possível submetê-lo a tratamento ambulatorial, desde que fiquedemonstrado que essa é a 
medida de segurança que melhor se ajusta ao caso concreto (princípio da individualização da pena). Desta 
forma, mesmo em se tratando de delito punível com reclusão, é facultado ao magistrado a escolha do 
tratamento mais adequado ao inimputável (adequação, proporcionalidade e razoabilidade). 
 STJ. 3ª Seção. EREsp 998.128-MG, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 27/11/2019. (Info 662) 
 
 
8.2. Livramento Condicional: 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Aplica-se o limite temporal previsto no art. 75 do Código Penal ao apenado em livramento condicional. 
STJ. REsp 1.922.012-RS, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 05/10/2021, DJe 08/10/2021. 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
O descumprimento das condições impostas para o livramento condicional não pode ser invocado para 
impedir a concessão do indulto, a título de não preenchimento do requisito subjetivo. 
Nota: o magistrado deve apenas verificar o preenchimento dos requisitos previstos no decreto presidencial. 
AgRg no HC 537.982-DF, Rel. Min. Jorge Mussi, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 13/04/2020, DJe 20/04/2020. (Info 670-STJ) 
 
https://scon.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%27202100411896%27.REG.
http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?origemPesquisa=informativo&origemPesquisa=informativo&tipo=num_pro&valor=HC537982
CADERNO DE JURISPRUDÊNCIAS 
 
PREPARAÇÃO EXTENSIVA 48 SEMANAS 
 
CICLO I – SEMANA 02/48 
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8.3. Imputabilidade: 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
O reconhecimento da inimputabilidade ou semi-imputabilidade do réu depende da prévia instauração de 
incidente de insanidade mental e do respectivo exame médico-legal nele previsto. 
REsp 1.802.845-RS, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 23/06/2020, DJe 30/06/2020. (Info 675 STJ) 
 
8.4. Arrependimento Posterior: 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Aplica-se o arrependimento posterior para o agente que fez o ressarcimento da dívida principal antes do 
recebimento da denúncia, mas somente pagou depois os juros e a correção monetária. 
STF. 1ª Turma. HC 165312/SP, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 14/4/2020. (Info 973) 
 
 
8.5. Reincidência: 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Para fins de comprovação da reincidência, é necessária documentação hábil que traduza o cometimento 
de novo crime depois de transitar em julgado a sentença condenatória por crime anterior, mas não se 
exige, contudo, forma específica para a comprovação. 
STF. 1ª Turma. HC 162548 AgR/SP, Rel. Min. Rosa Weber, julgado em 16/6/2020. (Info 982) 
Mesmo sentido: STJ. 5ª Turma. AgRg no HC 448.972/SP, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 16/08/2018. 
 
 
8.6. Teoria do Domínio Final do Fato: 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
A teoria do domínio do fato não permite, isoladamente, que se faça uma acusação pela prática de qualquer 
crime, sendo certo que a imputação deve ser acompanhada da devida descrição, no plano fático, do nexo de 
causalidade entre a conduta e o resultado delituoso. 
Nota: O conceito de “domínio do fato” ou “domínio final do fato” não se satisfaz com a simples referência à 
posição do indivíduo como administrador ou gestor (de fato ou previsto no contrato social da empresa). Em 
outras palavras, o fato de a pessoa ser administradora da empresa não é motivo, por si só, para que se possa 
atribuir a responsabilidade penal pela prática de crime tributário. 
STJ. 6ª Turma. REsp 1.854.893-SP, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, julgado em 08/09/2020. (Info 681) 
 
8.7. Perda do Cargo: 
 
https://scon.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%27201900742449%27.REG.
CADERNO DE JURISPRUDÊNCIAS 
 
PREPARAÇÃO EXTENSIVA 48 SEMANAS 
 
CICLO I – SEMANA 02/48 
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No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
O reconhecimento de que o réu, condenado pelo crime de corrupção de testemunha, praticou ato 
incompatível com o cargo de policial militar, é fundamento válido para a decretação da perda do cargo 
público. 
Nota: Com efeito, o reconhecimento de que o réu praticou ato incompatível com o cargo por ele ocupado é 
fundamento suficiente para a decretação do efeito extrapenal de perda do cargo público (AgRg no REsp n. 
1.613.927/RS, Ministra Maria Thereza de Assis Moura, Sexta Turma, DJe 30/09/2016). 
STJ. HC 710.966-SE, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, por maioria, julgado em 15/03/2022, DJe 28/03/2022. (Info 731) 
 
8.8. Causa de aumento de pena 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
A mera afirmação de que o denunciado ocupa o cargo de desembargador é insuficiente para a incidência da 
causa de aumento de pena prevista no art. 327, § 2º, do Código Penal. 
Nota: No presente caso, o MPF deixou de descrever a presença da "circunstância de imposição hierárquica" 
(STF, Inq 3980, supra), donde a impossibilidade de ela ser presumida "apenas pelo exercício d[o] cargo" de 
desembargador. (STF, Inq 3980, supra). 
STJ. AgRg na APn 970-DF, Rel. Min. Maria Isabel Gallotti, Corte Especial, por unanimidade, julgado em 04/05/2022.. (Info 736) 
 
 
8.9. Responsabilidade Penal da Pessoa Jurídica: 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
O princípio da intranscendência da pena, previsto no art. 5º, XLV da Constituição Federal, tem aplicação às 
pessoas jurídicas, de modo que, extinta legalmente a pessoa jurídica - sem nenhum indício de fraude -, aplica-
se analogicamente o art. 107, I, do Código Penal, com a consequente extinção de sua punibilidade. 
Nota: a pena é disciplinada por um plexo normativo próprio, com matizes garantistas que delimitam sua 
extensão e também não têm correspondência no campo das obrigações. Para os fins deste voto, o mais 
relevante deles é o princípio da pessoalidade ou intranscendência, insculpido no art. 5º, XLV, da CR/1988. 
STJ. REsp 1.977.172-PR, Rel. Min. Ribeiro Dantas, Terceira Seção, por maioria, julgado em 24/08/2022. (Info 746) 
 
 
9. CRIME CONTRA A PESSOA: 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
A qualificadora prevista no art. 129, § 2º, IV, do Código Penal (deformidade permanente) abrange somente 
lesões corporais que resultam em danos físicos. 
Nota: 
https://scon.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%27202103897770%27.REG.
https://processo.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&valor=APn970
https://processo.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&valor=REsp1977172
CADERNO DE JURISPRUDÊNCIAS 
 
PREPARAÇÃO EXTENSIVA 48 SEMANAS 
 
CICLO I – SEMANA 02/48 
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Se a lesão corporal praticada resultou em “deformidade permanente” na vítima, incide a qualificadora 
prevista no art. 129, § 2º, IV, do CP. 
A “alteração permanente da personalidade” pode ser considerada como uma “deformidade permanente”? 
Não. 
Quando o art. 129, § 2º, IV, do CP fala em “deformidade permanente” ele está se referindo a lesões estéticas 
de grande monta, capazes de causar desconforto a quem a vê ou ao seu portador. Logo, o art. 129, § 2º, IV, 
do CP abrange apenas lesões corporais que resultam em danos físicos. 
Veja AINDA: A deformidade permanente apta a caracterizar a qualificadora no inciso IV do § 2º do art. 129 
do Código Penal, segundo parte da doutrina, precisa representar lesão estética de certa monta, capaz de 
produzir desgosto, desconforto a quem vê ou humilhação ao portador, não sendo qualquer dano estético ou 
físico. STJ. 5ª Turma. AgRg no AREsp 1895015/TO, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 
17/08/2021. 
STJ. 6ª Turma. HC 689.921-SP, Rel. Min. Laurita Vaz, julgado em 08/03/2022 (Info 728). 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
O crime de remoção de órgãos qualificado pelo resultado morte, previsto no art. 14, § 4º, da Lei nº 9.434/97, 
NÃO é de competência do Júri. 
Nota: 
O bem jurídico a ser protegido, no caso,é a incolumidade pública, a ética e a moralidade no contexto da 
doação de órgãos e tecidos, além da preservação da integridade física das pessoas e do respeito à memória 
dos mortos. 
Veja: É do juízo criminal singular a competência para julgar o crime de remoção ilegal de órgãos, praticado 
em pessoa viva e que resulta morte, previsto no art. 14, § 4º, da Lei nº 9.434/97 (Lei de Transplantes). 
STF. Plenário. RE 1313494/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 14/9/2021 (Info 1030). 
STF. Plenário. RE 1313494/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 14/9/2021 (Info 1030). 
 
9.1. Homicídio (Art. 121): 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Há NULIDADE no quesito que não questiona os jurados sobre a ciência dos mandantes do crime em relação 
ao modus operandi pelos executores diretos - emboscada -, já que as qualificadoras objetivas do homicídio 
só se comunicam entre os coautores desde que tenham ciência do fato que qualifica o crime. 
STJ. REsp 1.973.397-MG, Rel. Min. Ribeiro Dantas, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 06/09/2022. (Info 748). 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
A qualificadora da paga (art. 121, 2º, I, do CP) não é aplicável aos mandantes do homicídio, porque o 
pagamento é, para eles, a conduta que os integra no concurso de pessoas, mas não o motivo do crime. 
https://processo.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%28RESP.clas.+e+%40num%3D%221973397%22%29+ou+%28RESP+adj+%221973397%22%29.suce.
CADERNO DE JURISPRUDÊNCIAS 
 
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CICLO I – SEMANA 02/48 
31 
No mesmo sentido: A qualificadora de ter sido o delito praticado mediante paga ou promessa de 
recompensa é circunstância de caráter pessoal e, portanto, incomunicável, por força do art. 30 do CP. Nesse 
sentido: STJ. 5ª Turma. HC 403263/SP, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 13/11/2018. 
⚠ DIVERGÊNCIA: 
O homicídio mercenário, a qualificadora da paga ou promessa de recompensa é elementar do tipo 
qualificado, comunicando-se ao mandante do delito. 
STJ. 6ª Turma. AgInt no REsp 1681816/GO, Rel. Min. Nefi Cordeiro, julgado em 03/05/2018. 
STJ. REsp 1.973.397-MG, Rel. Min. Ribeiro Dantas, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 06/09/2022. 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Não há incompatibilidade entre o dolo eventual e o reconhecimento do meio cruel, na medida em que o 
dolo do agente, direto ou indireto, não exclui a possibilidade de a prática delitiva envolver o emprego de 
meio mais reprovável, como veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel (art. 
121, § 2º, III, do CP). 
Nota: 
⚠ DIVERGÊNCIA: 
• O dolo eventual não se compatibiliza com a qualificadora do art. 121, § 2º, IV (traição, emboscada 
dissimulação). Para que incida a qualificadora da surpresa é indispensável que fique provado que o agente 
teve a vontade de surpreender a vítima, impedindo ou dificultando que ela se defendesse. Ora, no caso do 
dolo eventual, o agente não tem essa intenção, considerando que não quer matar a vítima, mas apenas 
assume o risco de produzir esse resultado. Como o agente não deseja a produção do resultado, ele não 
direcionou sua vontade para causar surpresa à vítima. Logo, não pode responder por essa circunstância 
(surpresa). 
STF. 2ª Turma. HC 111442/RS, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 28/8/2012 (Info 677). 
• A qualificadora de natureza objetiva prevista no inciso III do § 2º do art. 121 do Código Penal não se 
compatibiliza com a figura do dolo eventual, pois enquanto a qualificadora sugere a ideia de premeditação, 
em que se exige do agente um empenho pessoal, por meio da utilização de meio hábil, como forma de 
garantia do sucesso da execução, tem-se que o agente que age movido pelo dolo eventual não atua de forma 
direcionada à obtenção de ofensa ao bem jurídico tutelado, embora, com a sua conduta, assuma o risco de 
produzi-la. 
STJ. 6ª Turma. EDcl no REsp 1848841/MG, Rel. Min. Nefi Cordeiro, julgado em 2/2/2021. 
OBS.: É possível haver homicídio qualificado praticado com dolo eventual? 
• No caso das qualificadoras do motivo FÚTIL e/ou TORPE (art. 121, § 2º, I e II, do CP): SIM. 
Não há dúvidas quanto a isso. Trata-se da posição do STJ e do STF. O fato de o réu ter assumido o risco de 
produzir o resultado morte (dolo eventual), não exclui a possibilidade de o crime ter sido praticado por 
motivo fútil, uma vez que o dolo do agente, direto ou indireto, não se confunde com o motivo que ensejou 
a conduta. 
STJ. 6ª Turma. REsp 1601276/RJ, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, julgado em 13/06/2017. 
https://processo.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%28RESP.clas.+e+%40num%3D%221973397%22%29+ou+%28RESP+adj+%221973397%22%29.suce.
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32 
STJ. 5ª Turma. REsp 1836556-PR, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, julgado em 15/06/2021 (Info 701) 
Mesmo sentido: STJ. 6ª Turma. REsp 1829601-PR, Rel. Min. Nefi Cordeiro, julgado em 04/02/2020. (Info 665) e STJ. 5ª Turma. AgRg no REsp 
1573829/SC, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 09/04/2019. 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
A tese da legítima defesa da honra é inconstitucional, por violar os princípios constitucionais da dignidade 
da pessoa humana, da proteção à vida e da igualdade de gênero. 
STF. Plenário. Processo relacionado: ADPF 779, julgado em 26/02/2021. 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Deve prevalecer a orientação no sentido de que a tenra idade da vítima (menor de 18 anos de idade) é 
elemento concreto e transborda aqueles inerentes ao crime de homicídio, sendo apto, pois, a justificar o 
agravamento da pena-base, mediante valoração negativa das consequências do crime, ressalvada, para 
evitar bis in idem, a hipótese em que aplicada a causa de aumento prevista no art. 121, § 4º (parte final), 
do Código Penal. 
STJ. 3ª Seção. AgRg no REsp 1851435-PA, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 12/08/2020 (Info 679). 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Verifica-se a existência de dolo eventual no ato de dirigir veículo automotor sob a influência de álcool, 
além de fazê-lo na contramão. 
Nota: Esse é, portanto, um caso específico que evidencia a diferença entre a culpa consciente e o dolo 
eventual. O condutor assumiu o risco ou, no mínimo, não se preocupou com o risco de, eventualmente, 
causar lesões ou mesmo a morte de outrem. 
Veja AINDA: 
• A embriaguez do agente condutor do automóvel, por si só, não pode servir de premissa bastante para a 
afirmação do dolo eventual em acidente de trânsito com resultado morte. A embriaguez do agente condutor 
do automóvel, sem o acréscimo de outras peculiaridades, não pode servir como presunção de que houve 
dolo eventual. STJ. 6ª Turma. REsp 1689173-SC, Rel. Min. Rogério Schietti Cruz, julgado em 21/11/2017 (Info 
623). 
• Na primeira fase do Tribunal do Júri, ao juiz togado cabe apreciar a existência de dolo eventual ou culpa 
consciente do condutor do veículo que, após a ingestão de bebida alcoólica, ocasiona acidente de trânsito 
com resultado morte. STJ. 6ª Turma. REsp 1689173-SC, Rel. Min. Rogério Schietti Cruz, julgado em 
21/11/2017 (Info 623). 
STF. 1ª Turma. HC 124687/MS, rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 29/5/2018. (Info 904) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Não caracteriza bis in idem o reconhecimento das qualificadoras de motivo torpe e de feminicídio no crime 
de homicídio praticado contra mulher em situação de violência doméstica e familiar. 
STJ. 6ª Turma. HC 433.898-RS, Rel. Min. Nefi Cordeiro, julgado em 24/04/2018. (Info 625) 
https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6081690
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10. CRIMES CONTRA A HONRA: 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Manifestações por parte da imprensa de naturezacrítica, satírica, agressiva, grosseira ou deselegante não 
autorizam, por si sós, o uso do direito penal para, mesmo que de forma indireta, silenciar a atividade 
jornalística. 
Nota: Foram pesadas, violentas e até mesmo grosseiras, sim, mas caso se admita que um servidor público de 
alto escalação não possa ter sua atuação funcional criticada, mesmo da forma que foi no caso concreto, será 
o mesmo que manter sobre o jornalismo uma ameaça constante de punição, de natureza penal, caso as 
críticas eventualmente tecidas sejam inconvenientes, satíricas, inoportunas ao olhar do criticado. 
STJ. 6ª Turma. AgRg no HC 691.897-DF, Rel. Min. Olindo Menezes (Desembargador convocado do TRF 1ª Região), Rel. Acd. Min. Sebastião Reis 
Júnior, Sexta Turma, julgado em 17/05/2022, DJe 26/05/2022 (Info 738). 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
O crime de injúria praticado pela internet por mensagens privadas, as quais somente o autor e o destinatário 
têm acesso ao seu conteúdo, consuma-se no local em que a vítima tomou conhecimento do conteúdo 
ofensivo. 
Nota: No caso de delitos contra a honra praticados por meio da internet, o local da consumação do delito é 
aquele onde incluído o conteúdo ofensivo na rede mundial de computadores. 
Contudo, tal entendimento diz respeito aos casos em que a publicação é possível de ser visualizada por 
terceiros, indistintamente, a partir do momento em que veiculada por seu autor. Na situação em análise, 
embora tenha sido utilizada a internet para a suposta prática do crime de injúria, o envio da mensagem de 
áudio com o conteúdo ofensivo à vítima ocorreu por meio de aplicativo de troca de mensagens entre usuários 
em caráter privado, denominado Instagram direct, no qual somente o autor e o destinatário têm acesso ao 
seu conteúdo, não sendo acessível para visualização por terceiros, após a sua inserção na rede de 
computadores. 
Portanto, no caso, aplica-se o entendimento geral de que o crime de injúria se consuma no local onde a 
vítima tomou conhecimento do conteúdo ofensivo. 
STJ. 3ª Seção. CC 184.269-PB, Rel. Min. Laurita Vaz, julgado em 09/02/2022 (Info 724). 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
O crime de injúria racial, espécie do gênero racismo, é IMPRESCRITÍVEL. 
Nota: A denominada injúria racial é mais um delito no cenário do racismo, sendo, portanto, imprescritível, 
inafiançável e sujeito à pena de reclusão. STJ. 6ª Turma. AgRg no REsp 1849696/SP, Rel. Min. Sebastião Reis 
Júnior, julgado em 16/06/2020. 
STF. Plenário. HC 154248/DF, Rel. Min. Edson Fachin, julgado em 28/10/2021 (Info 1036). 
 
https://processo.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%28%28AGRHC.clas.+ou+%22AgRg+no+HC%22.clap.%29+e+%40num%3D%22691897%22%29+ou+%28%28AGRHC+ou+%22AgRg+no+HC%22%29+adj+%22691897%22%29.suce.
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No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
O § 3º do art. 326-A do Código Eleitoral, incluído pela Lei 13.834/2019, é constitucional. 
Nota: 
A sanção abstratamente prevista para o crime de “divulgação de ato objeto de denunciação caluniosa 
eleitoral” está em consonância com os princípios da proporcionalidade e da individualização da pena. 
Art. 326-A (...) § 3º Incorrerá nas mesmas penas deste artigo quem, comprovadamente ciente da inocência 
do denunciado e com finalidade eleitoral, divulga ou propala, por qualquer meio ou forma, o ato ou fato que 
lhe foi falsamente atribuído. 
STF. Plenário. ADI 6225/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia, julgado em 20/8/2021 (Info 1026). 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Nos crimes contra honra não basta criticar o indivíduo ou a sua gestão da coisa pública, é necessário o dolo 
específico de ofender a honra alheia. 
STJ. 3ª Seção. HC 653.641-TO, Rel. Min. Ribeiro Dantas, Terceira Seção, por unanimidade, julgado em 23/06/2021, DJe 29/06/2021. 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
A retratação da calúnia, feita antes da sentença, acarreta a extinção da punibilidade do agente 
INDEPENDENTE de aceitação do ofendido. 
Nota: O art. 143 do CP exige apenas que a retratação seja cabal, ou seja, deve ser clara, completa, definitiva 
e irrestrita, sem remanescer nenhuma dúvida ou ambiguidade quanto ao seu alcance, que é justamente o de 
desdizer as palavras ofensivas à honra, retratando-se o ofensor do malfeito. 
STJ. Corte Especial. APn 912/RJ, Rel. Min. Laurita Vaz, julgado em 03/03/2021 (Info 687). 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Configura difamação a conduta do agente que publica vídeo de um discurso no qual a frase completa do 
orador é editada, transmitindo a falsa ideia de que ele estava falando mal de negros e pobres. 
Nota: A edição de um vídeo ou áudio tem como objetivo guiar o espectador e, quando feita com o objetivo 
de difamar a honra de uma pessoa, configura dolo da prática criminosa. Vale ressaltar que esta conduta do 
agente, ainda que praticada por Deputado Federal, não estará protegida pela imunidade parlamentar. 
STF. 1ª Turma. AP 1021/DF, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 18/8/2020 (Info 987). 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
A ausência de previsibilidade de que a ofensa chegue ao conhecimento da vítima afasta o dolo específico 
do delito de injúria, tornando a conduta atípica. 
Caso: vítima retira o telefone e fica ouvindo a conversa da autora com colega (sem o conhecimento delas), 
oportunidade em que aquela profere ofensas contra a vítima duração a ligação. 
REsp 1.765.673-SP, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 26/05/2020, DJe 29/05/2020. (Info 672-STJ) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
https://scon.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%27202100833515%27.REG.
https://scon.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%27201801872526%27.REG.
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A esposa tem legitimidade para propor queixa-crime contra autor de mensagem que insinua que o seu 
marido tem uma relação extraconjugal com outro homem. 
Nota: Se alguém alega que um indivíduo casado mantém relação homossexual extraconjugal com outro 
homem, a esposa deste indivíduo tem legitimidade para ajuizar queixa-crime por injúria, alegando que 
também é ofendida. 
STF. 1ª Turma. Pet 7417 AgR/DF, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 9/10/2018. (Info 919) 
 
 
11. CRIMES CONTRA A LIBERDADE INDIVIDUAL: 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
A revogação da contravenção de perturbação da tranquilidade (art. 65 da LCP) pela Lei 14.132/2021, não 
significa que tenha ocorrido abolitio criminis em relação a todos os fatos que estavam enquadrados na 
referida infração penal. 
Nota: No caso concreto apreciado pelo STJ, o acusado, mesmo depois de processado e condenado em 
primeira instância pela contravenção penal do art. 65 da LCP, voltou a tentar contato com a mesma vítima 
ao lhe enviar três e-mails e um presente. Desse modo, houve reiteração. Com a entrada em vigor da Lei nº 
14.132/2021, ele pediu o reconhecimento de que teria havido abolitio criminis. O STJ, contudo, não aceitou. 
Isso porque houve reiteração, de modo que a sua conduta se amolda ao que passou a ser punido pelo art. 
147-A do CP, inserido pela Lei nº 14.132/2021. Logo, houve evidente continuidade normativo-típica. 
STJ. 6ª Turma. AgRg nos EDcl no REsp 1.863.977-SC, Rel. Min. Laurita Vaz, julgado em 14/12/2021 (Info 722). 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Configura o crime de violação de domicílio (art. 150 do CP) o ingresso e a permanência, sem autorização, 
em gabinete de Delegado de Polícia, embora faça parte de um prédio ou de uma repartição públicos. 
Nota: No caso concreto, dezenas de manifestantes foram até a Delegacia de Polícia Federal cobrar agilidade 
na conclusão de um inquérito policial. Como não foram recebidos, decidiram invadir o gabinete do Delegado. 
STJ. 5ª Turma.HC 298763-SC, Rel. Min. Jorge Mussi, julgado em 7/10/2014. 
 
 
12. CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO: 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
A competência para o julgamento do crime de estelionato, ainda que se tenha utilizado de imagens digitais 
adulteradas de passaporte válido de terceiro e documentos emitidos por órgão públicos federais, quando 
inexistente evidência de prejuízo a interesses, bens ou serviços da União, é da JUSTIÇA ESTADUAL, devendo 
ser respeitada a regra de foro do domicílio da vítima no caso de o crime ser praticado mediante depósito, 
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transferência de valores ou cheque sem provisão de fundos em poder do sacado ou com o pagamento 
frustrado. 
STJ. CC 178.697-PR, Rel. Min. Laurita Vaz, Terceira Seção, por unanimidade, julgado em 22/06/2022, DJe 27/06/2022. 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Para que incida o § 1º do art. 155 do CP as únicas exigências são que o furto ocorra à noite e em situação de 
repouso e, por isso, são irrelevantes os fatos das vítimas estarem, ou não, dormindo no momento do crime, 
ou o local de sua ocorrência, em estabelecimento comercial, via pública, residência desabitada ou em 
veículos, bastando que o furto ocorra, obrigatoriamente, à noite e em situação de repouso. 
STJ. 3ª Seção. REsp 1979989-RS, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, julgado em 22/06/2022 (Recurso Repetitivo – Tema 1144) (Info 742). 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
A causa de aumento prevista no § 1º do art. 155 do Código Penal (prática do crime de furto no período 
noturno) não incide no crime de furto na sua forma qualificada (§ 4º). 
Nota: Seguindo a técnica legislativa, para que considerasse aplicável a majorante no furto qualificado, deveria 
o legislador colocar o § 1º após a pena atribuída, o que não ocorreu. Se a qualificação do delito é apresentada 
em parágrafo posterior ao que trata da majorante, é porque o legislador afastou a incidência desta em 
relação aos crimes qualificados previstos no § 4º do art. 155 do CP. Nesse contexto, aderindo a uma 
interpretação sistemática sob o viés topográfico, em que se define a extensão interpretativa de um 
dispositivo legal levando-se em conta sua localização no conjunto normativo, a aplicação da referida causa 
de aumento limitar-se-ia ao furto simples, não incidindo, pois, no furto qualificado. 
 É razoável admitir a possibilidade de, diante das circunstâncias fáticas, a prática do furto durante o período 
de repouso noturno ser levada em consideração na dosimetria da pena. Em outras palavras, se a incidência 
da majorante no furto qualificado mostra-se excessiva, poderá ser utilizada como circunstância judicial 
negativa na primeira fase da dosimetria (art. 59 do CP) 
⚠ DIVERGÊNCIA: 
A causa de aumento do repouso noturno se coaduna com o furto qualificado quando compatível com a 
situação fática. 
STF. 1ª Turma. HC 180966 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 04/05/2020. 
STJ. REsp 1.890.981-SP, Rel. Min. João Otávio de Noronha, Terceira Seção, por unanimidade, julgado em 25/05/2022 (Tema 1087). (Info 738). 
Mesmo sentido: REsp 1.979.989-RS, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, Terceira Seção, por unanimidade, julgado em 22/06/2022. (Tema 1144) – Info 
742. 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Em razão da novatio legis in mellius engendrada pela Lei n. 13.654/2018, o emprego de arma branca, embora 
não configure mais causa de aumento do crime de roubo, poderá ser utilizado como fundamento para a 
majoração da pena-base, quando as circunstâncias do caso concreto assim justificarem. 
STJ. REsp 1.921.190-MG, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, Terceira Seção, por unanimidade, julgado em 25/05/2022, DJe 26/05/2022. (Tema 1110). 
(Info 738). 
https://scon.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%27202101037573%27.REG.
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/4cd31d31e16ac873f5f421d5880e88d6?categoria=11&subcategoria=106
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/4cd31d31e16ac873f5f421d5880e88d6?categoria=11&subcategoria=106
https://processo.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&valor=REsp1890981
http://www.stj.jus.br/repetitivos/temas_repetitivos/pesquisa.jsp?novaConsulta=true&tipo_pesquisa=T&cod_tema_inicial=1087&cod_tema_final=1087
https://scon.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%27202200124499%27.REG.
http://www.stj.jus.br/repetitivos/temas_repetitivos/pesquisa.jsp?novaConsulta=true&tipo_pesquisa=T&cod_tema_inicial=1144&cod_tema_final=1144
https://scon.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%27202100364019%27.REG.
http://www.stj.jus.br/repetitivos/temas_repetitivos/pesquisa.jsp?novaConsulta=true&tipo_pesquisa=T&cod_tema_inicial=1110&cod_tema_final=1110
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No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
No crime de estelionato, não identificadas as hipóteses descritas no § 4º do art. 70 do CPP, a competência 
deve ser fixada no local onde o agente delituoso obteve, mediante fraude, em benefício próprio e de 
terceiros, os serviços custeados pela vítima. 
Nota: Lei n. 14.155/2021, que acrescentou o § 4º do art. 70 do Código de Processo Penal - CPP com o seguinte 
teor: "nos crimes previstos no art. 171 do Decreto-Lei n. 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), 
quando praticados mediante depósito, mediante emissão de cheques sem suficiente provisão de fundos em 
poder do sacado ou com o pagamento frustrado ou mediante transferência de valores, a competência será 
definida pelo local do domicílio da vítima, e, em caso de pluralidade de vítimas, a competência firmar-se-á 
pela prevenção". 
Todavia, a inovação legislativa disciplinou a competência do delito de estelionato em situações específicas 
descritas pelo legislador, as quais não ocorrem no caso concreto, porquanto os autos não noticiam a 
ocorrência transferências bancárias ou depósitos efetuados pela empresa vítima e tampouco de cheque 
emitido sem suficiente provisão de fundos. 
STJ. CC 185.983-DF, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, Terceira Seção, por unanimidade, julgado em 11/05/2022, DJe 13/05/2022. 
(Info 736). 
 
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O fiel depositário de penhora judicial sobre o faturamento está sujeito às penas previstas no art. 168, § 1º, 
II, do Código Penal. 
STJ. 6ª Turma. AgRg no REsp 1.871.947/PR, Rel. Min. Rogério Schietti Cruz, julgado em 26/04/2022. 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Em regra, é necessária perícia para comprovar a escalada no caso de furto qualificado (art. 155, § 4º, II, do 
CP). Excepcionalmente, a prova pericial será prescindível (dispensável) se houver nos autos elementos aptos 
a comprovar a escalada de forma inconteste. 
STJ. 6ª Turma. AgRg no REsp 1895487-DF, Rel. Min. Antonio Saldanha Palheiro, julgado em 26/04/2022 (Info 735). 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
O crime de estelionato praticado por meio de saque de cheque fraudado compete ao Juízo do local da agência 
bancária da vítima. 
Nota: a hipótese em análise não foi expressamente prevista na nova legislação, visto que não se trata de 
cheque emitido sem provisão de fundos ou com pagamento frustrado, mas de tentativa de saque de cártula 
falsa, em prejuízo de correntista. Sobre o tema, destaque-se que: (...) 3. Há que se diferenciar a situação em 
que o estelionato ocorre por meio do saque (ou compensação) de cheque clonado, adulterado ou falsificado, 
da hipótese em que a própria vítima, iludida por um ardil, voluntariamente, efetua depósitos e/ou 
transferências de valores para a conta corrente de estelionatário. Quando se está diante de estelionato 
cometido por meio de cheques adulterados ou falsificados, a obtenção da vantagem ilícita ocorre no 
https://scon.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%27202200372140%27.REG.https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/e355ad06c5a89f911fbb0aff2de52435?categoria=11&subcategoria=106
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/e355ad06c5a89f911fbb0aff2de52435?categoria=11&subcategoria=106
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/e355ad06c5a89f911fbb0aff2de52435?categoria=11&subcategoria=106
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38 
momento em que o cheque é sacado, pois é nesse momento que o dinheiro sai efetivamente da 
disponibilidade da entidade financeira sacada para, em seguida, entrar na esfera de disposição do 
estelionatário. Em tais casos, entende-se que o local da obtenção da vantagem ilícita é aquele em que se 
situa a agência bancária onde foi sacado o cheque adulterado, seja dizer, onde a vítima possui conta bancária. 
(....) (AgRg no CC 171.632/SC, Rel. Ministro Reynaldo Sores da Fonseca, Terceira Seção, DJe 16/06/2020). 
Assim, aplica-se o entendimento pela competência do Juízo do local do eventual prejuízo, que ocorre com a 
autorização para o saque do numerário no local da agência bancária da vítima. 
STJ. 3ª Seção. CC 182.977-PR, Rel. Min. Laurita Vaz, julgado em 09/03/2022 (Info 728). 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Adotando-se a teoria objetivo-formal, o rompimento de cadeado e destruição de fechadura da porta da casa 
da vítima, com o intuito de, mediante uso de arma de fogo, efetuar subtração patrimonial da residência, 
configuram meros atos preparatórios que impedem a condenação por tentativa de roubo circunstanciado. 
Nota: Existem algumas teorias que buscam definir em que momento se dá a passagem dos atos preparatórios 
para os atos executórios. 
Veja como o tema é tratado por Jamil Chaim Alves (Manual de Direito Penal. Salvador: Juspodivm, 2020, p. 
370-371): 
a) Teoria subjetiva: Leva em consideração a vontade criminosa, o plano interno do autor. Logo, não há 
distinção entre atos preparatórios e atos executórias. Uma vez detectada a vontade de praticar a infração, é 
possível a punição. 
b) Teoria da hostilidade ao bem jurídico: Atos executórios são aqueles que atacam o bem jurídico, retirando-
o do “estado de paz”. Era defendida por Nelson Hungria. 
c) Teoria objetivo-formal ou lógico-formal: Atos executórios são aqueles que iniciam a realização do núcleo 
do tipo penal (denomina-se “formal” porque parâmetro é a lei, ou seja, a prática do verbo nuclear descrito 
no tipo). Era defendida por Frederico Marques. 
d) Teoria objetivo-material: Atos executórias são aqueles que iniciam a realização do núcleo do tipo penal e 
também os imediatamente anteriores, de acordo com a visão de um terceiro observador. 
e) Teoria objetivo-individual: A tentativa começa com a atividade do autor que, segundo o seu plano 
concretamente delitivo, se aproxima da realização. A origem dessa teoria remonta a Hans Welzel. 
⇾ Em que momento se consuma o crime de roubo? 
Existem quatro teorias sobre o tema: 
1ª) Contrectacio: segundo esta teoria, a consumação se dá pelo simples contato entre o agente e a coisa 
alheia. Se tocou, já consumou. 
2ª) Apprehensio (amotio): a consumação ocorre no momento em que a coisa subtraída passa para o poder 
do agente, ainda que por breve espaço de tempo, mesmo que o sujeito seja logo perseguido pela polícia ou 
pela vítima. Quando se diz que a coisa passou para o poder do agente, isso significa que houve a inversão da 
posse. Por isso, ela é também conhecida como teoria da inversão da posse. Vale ressaltar que, para esta 
corrente, o crime se consuma mesmo que o agente não fique com a posse mansa e pacífica. A coisa é retirada 
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da esfera de disponibilidade da vítima (inversão da posse), mas não é necessário que saia da esfera de 
vigilância da vítima (não se exige que o agente tenha posse desvigiada do bem). 
3ª) Ablatio: a consumação ocorre quando a coisa, além de apreendida, é transportada de um lugar para 
outro. 
4ª) Ilatio: a consumação só ocorre quando a coisa é levada ao local desejado pelo ladrão para tê-la a salvo. 
• Súmula nº 582, STJ. Consuma-se o crime de roubo com a inversão da posse do bem mediante emprego de 
violência ou grave ameaça, ainda que por breve tempo e em seguida à perseguição imediata ao agente e 
recuperação da coisa roubada, sendo prescindível a posse mansa e pacífica ou desvigiada. 
STJ. 5ª Turma. AREsp 974.254-TO, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 21/09/2021 (Info 711). 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Nos crimes de estelionato, quando praticados mediante depósito, por emissão de cheques sem suficiente 
provisão de fundos em poder do sacado ou com o pagamento frustrado ou por meio da transferência de 
valores, a competência será definida pelo LOCAL DO DOMICÍLIO DA VÍTIMA, em razão da superveniência de 
Lei nº 14.155/2021, ainda que os fatos tenham sido anteriores à nova lei. 
Nota: O novo § 4º do art. 70 do CPP, que trata sobre a competência para julgar o crime de estelionato, aplica-
se imediatamente aos inquéritos policiais que estavam em curso quando entrou em vigor a Lei nº 
14.155/2021. 
STJ. 3ª Seção. CC 180.832-RJ, Rel. Min. Laurita Vaz, julgado em 25/08/2021 (Info 706). 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
A reincidência específica tratada no art. 44, § 3º, do Código Penal somente se aplica quando forem idênticos, 
e não apenas de mesma espécie, os crimes praticados. 
Nota: MUDANÇA DE ENTENDIMENTO 
O que se entende por reincidente específico para os fins do § 3º do art. 44? É o indivíduo que cometeu um 
novo crime doloso idêntico. 
• se o condenado tiver praticado um novo crime doloso idêntico: não terá direito à substituição. 
Ex: João foi condenado por furto simples. Depois, foi novamente condenado por furto simples. Não terá 
direito à substituição porque a reincidência se operou em virtude da prática do mesmo crime. 
• se o condenado tiver praticado um novo crime doloso da mesma espécie (mas que não seja idêntico): pode 
ter direito à substituição. 
Ex: Pedro foi condenado por furto simples (art. 155, caput). Depois, foi novamente condenado, mas agora 
por furto qualificado (art. 155, § 4º). 
Em tese, o juiz poderia conceder a substituição porque o furto simples e o furto qualificado são crimes da 
“mesma espécie”, mas não são o “mesmo crime”. 
STJ. 3ª Seção. AREsp 1.716.664-SP, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 25/08/2021 (Info 706). 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Retroatividade da representação no crime de estelionato: 
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/4ef42b32bccc9485b10b8183507e5d82?categoria=11&subcategoria=106
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Nota: 
• Em 09.06.2020 - O STJ entendeu que a retroatividade da representação do crime de estelionato deve se 
restringir à fase policial, já que a representação tem natureza de CONDIÇÃO DE PROCEDIBILIDADE e não 
condição de prosseguibilidade (HC 573.093). 
• 04.08.2020 - A decisão do STJ foi no sentido de que, por ser lei mais benéfica e de conteúdo normativo 
penal, deve retroagir atingindo também as ações penais (HC 583.837-SC). “A retroatividade da representação 
prevista § 5º do art. 171 alcança todos os processos em curso.” STJ. 6ª Turma. HC 583.837/SC, Rel. Min. 
Sebastião Reis Júnior, julgado em 04/08/2020 (Info 677). 
• 14.09.2020 - Entretanto, a 5a Turma do STJ decidiu no sentido anterior, posicionamento REITERADO no dia 
21.09.20: pela irretroatividade. 
• 14.10.2020 - No mesmo sentido, a 1ª Turma do STFreconheceu não ser cabível a aplicação retroativa do 
parágrafo 5º do artigo 171 do CP, uma vez que no momento do oferecimento da denúncia a ação era 
incondicionada e não se exigia representação (HC 187.341/SP). 
• Em 24.03.2021, a 3a Seção do STJ decidiu: A retroatividade da representação no crime de estelionato não 
alcança aqueles processos cuja denúncia já foi oferecida. 
Ocorre que, em 22.06.2021, a 2ª Turma do STF decidiu que a alteração promovida pela Lei nº 13.964/2019, 
que introduziu o § 5º ao art. 171 do Código Penal, ao condicionar o exercício da pretensão punitiva do Estado 
à representação da pessoa ofendida, DEVE SER APLICADA DE FORMA RETROATIVA A ABRANGER TANTO AS 
AÇÕES PENAIS NÃO INICIADAS QUANTO AS AÇÕES PENAIS EM CURSO ATÉ O TRÂNSITO EM JULGADO. 
STF. 2ª Turma. HC 180421 AgR/SP, Rel. Min. Edson Fachin, julgado em 22/6/2021 (Info 1023). 
Divergência: STF. 2ª Turma. HC 180421 AgR/SP, Rel. Min. Edson Fachin, julgado em 22/6/2021 (Info 1023) X STJ. 3ª Seção. HC 610.201/SP, Rel. Min. 
Ribeiro Dantas, julgado em 24/03/2021. (Info 691) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
O art. 4º da Lei nº 13.654/2018, que revogou o inciso I do § 2º do art. 157 do CP, não possui vício de 
inconstitucionalidade formal. 
Nota: não é possível o controle jurisdicional em relação à interpretação de normas regimentais das Casas 
Legislativas, sendo vedado ao Poder Judiciário, substituindo-se ao próprio Legislativo, dizer qual o verdadeiro 
significado da previsão regimental, por tratar-se de assunto interna corporis, sob pena de ostensivo 
desrespeito à Separação de Poderes, por intromissão política do Judiciário no Legislativo. 
⚠ Tese fixada pelo STF: “Em respeito ao princípio da separação dos poderes, previsto no art. 2º da 
Constituição Federal, quando não caracterizado o desrespeito às normas constitucionais pertinentes ao 
processo legislativo, é defeso ao Poder Judiciário exercer o controle jurisdicional em relação à interpretação 
do sentido e do alcance de normas meramente regimentais das Casas Legislativas, por se tratar de matéria 
interna corporis.” 
STF. Plenário. RE 1297884/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 11/6/2021 (Repercussão Geral – Tema 1120) (Info 1021). 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
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Não se aplica a agravante prevista no art. 61, II, “h”, do Código Penal na hipótese em que o crime de furto 
qualificado pelo arrombamento à residência ocorreu quando os proprietários não se encontravam no imóvel, 
não havendo que se falar, portanto, em ameaça à vítima ou em benefício do agente para a prática delitiva 
em razão de sua condição de fragilidade. 
Nota: 
“Art. 61. São circunstâncias que sempre agravam a pena, quando não constituem ou qualificam o crime: II - 
ter o agente cometido o crime: h) contra criança, maior de 60 (sessenta) anos, enfermo ou mulher grávida.” 
Por se tratar de agravante de natureza objetiva, a incidência do art. 61, II, “h”, do CP não depende da prévia 
ciência pelo réu da idade da vítima, sendo, de igual modo, desnecessário perquirir se tal circunstância, de 
fato, facilitou ou concorreu para a prática delitiva, pois a maior vulnerabilidade do idoso é presumida. 
STJ. 5ª Turma. HC 593.219-SC, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 25/08/2020. (Info 679) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Configura o crime de ROUBO (e não estelionato) a conduta do funcionário de uma empresa que combina 
com outro indivíduo para que este simule assalta o empregado com uma arma de fogo e, dessa forma, leve 
o dinheiro da empresa. 
STF. 1ª Turma. HC 147584/RJ, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 2/6/2020. (Info 980) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Não se admite a incidência do princípio da insignificância na prática de estelionato majorado por médico 
que, no desempenho de cargo público, registra o ponto e se retira do hospital. 
Nota: no julgado, fala-se em estelionato qualificado, mas é majorado. 
AgRg no HC 548.869-RS, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 12/05/2020, DJe 25/05/2020. (Info 672-STJ) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
A despeito da presença de qualificadora no crime de furto possa, à primeira vista, impedir o 
reconhecimento da atipicidade material da conduta, a análise conjunta das circunstâncias pode 
demonstrar a ausência de lesividade do fato imputado, recomendando a aplicação do princípio da 
insignificância. 
HC 553.872-SP, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 11/02/2020, DJe 17/02/2020. (Info 665- STJ) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
A dívida de corrida de táxi não pode ser considerada coisa alheia móvel para fins de configuração da 
tipicidade dos delitos patrimoniais. 
Nota: não se pode comparar “dívida de transporte” com a “coisa alheia móvel”, sob pena de violação dos 
princípios da tipicidade e legalidade. 
STJ. 6ª Turma. REsp 1.757.543-RS, Rel. Min. Antonio Saldanha Palheiro, julgado em 24/09/2019. (Info 658) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?origemPesquisa=informativo&origemPesquisa=informativo&tipo=num_pro&valor=HC548869
https://scon.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%27201903831131%27.REG.
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A alteração do sistema de medição, mediante fraude, para que aponte resultado menor do que o real 
consumo de energia elétrica configura ESTELIONATO. 
Nota: o agente desvia a energia por meio de ligação clandestina (gato) = furto; o agente altera o sistema de 
medição = estelionato. 
STJ. 5ª Turma. AREsp 1.418.119-DF, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, julgado em 07/05/2019. (Info 648) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
No caso de furto de energia elétrica mediante fraude, o adimplemento do débito antes do recebimento da 
denúncia NÃO EXTINGUE A PUNIBILIDADE. 
NOTA: o furto de energia elétrica não pode receber o mesmo tratamento dado ao inadimplemento tributário. 
O pagamento do débito antes do recebimento da denúncia não configura causa extintiva de punibilidade, 
mas causa de redução de pena relativa ao arrependimento posterior (art. 16, CP). 
RHC 101.299-RS, Rel. Min. Nefi Cordeiro, Rel. Acd. Min. Joel Ilan Paciornik, por unanimidade, julgado em 13/03/2019, Dje 04/04/2019. (Info 645) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
O emprego de arma branca deixou de ser majorante do crime de roubo com a modificação operada pela 
Lei nº 13.654/2018, que revogou o inciso I do § 2º do art. 157 do Código Penal. 
Nota: Observe que houve abolitio criminis, devendo a Lei nº 13.654/2018 ser aplicada retroativamente para 
excluir a referida causa de aumento da pena imposta aos réus condenados por roubo majorado pelo emprego 
de arma branca. Trata-se, pois da aplicação da novatio legis in mellius prevista no art. 5º, XL, da CF/88. 
Veja também: 
HC 556.629-RJ, Rel. Min. Ribeiro Dantas, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 03/03/2020, DJe 
23/03/2020. (Info 668-STJ) 
Nos casos em que se aplica a Lei n. 13.654/2018, é possível a valoração do emprego de arma branca, no 
crime de roubo, como circunstância judicial desabonadora (art. 59 do CP). 
Nota: Com o advento da Lei 13.654, de 23 de abril de 2018, que revogou o inciso I do artigo 157 do CP, o 
emprego de arma branca no crime de roubo deixou de ser considerado como majorante, a justificar o 
incremento da reprimenda na terceira fase do cálculo dosimétrico, sendo, porém, plenamente possível a sua 
valoração como circunstância judicial desabonadora, nos moldes do reconhecido pelas instâncias ordinárias. 
STJ. 5ª Turma. REsp 1519860/RJ, Rel. Min. Jorge Mussi, julgado em 17/05/2018. (Info 626) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
A existência de sistemade vigilância em estabelecimento comercial não constitui óbice para a tipificação 
do crime de furto. 
Nota: 
• Súmula nº 567, STJ. Sistema de vigilância realizado por monitoramento eletrônico ou por existência de 
segurança no interior de estabelecimento comercial, por si só, não torna impossível a configuração do crime 
de furto. 
STF. 1ª Turma. HC 111278/MG, rel. orig. Min. Marco Aurélio, julgado em 10/4/2018. (Info 897) 
https://scon.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%27202000030642%27.REG.
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13. CRIME DE VIOLAÇÃO DE DIREITO AUTORAL (ART 184 DO CP): 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Presentes a materialidade e a autoria, afigura-se TÍPICA, em relação ao crime previsto no artigo 184, 
parágrafo 2º, do Código Penal, a conduta de expor à venda CDs e DVDs piratas. 
• Súmula nº 502, STJ. Presentes a materialidade e a autoria, afigura-se típica, em relação ao crime previsto 
no artigo 184, parágrafo 2º, do Código Penal, a conduta de expor à venda CDs e DVDs piratas. 
STJ. 3ª Seção. REsp 1.193.196. Súmula 502-STJ 
 
 
14. CRIME CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL: 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Presente o dolo específico de satisfazer à lascívia, própria ou de terceiro, a prática de ato libidinoso com 
menor de 14 anos configura o crime de estupro de vulnerável (art. 217-A do CP), independentemente da 
ligeireza ou da superficialidade da conduta, não sendo possível a desclassificação para o delito de 
importunação sexual (art. 215-A do CP). 
Nota: Desclassificar a prática de ato libidinoso com pessoa menor de 14 anos para o delito do art. 215-A do 
CP, crime de médio potencial ofensivo que admite a suspensão condicional do processo, desrespeitaria ao 
mandamento constitucional de criminalização do art. 227, §4º, da CRFB, que determina a punição severa do 
abuso ou exploração sexual de crianças e adolescentes. Haveria também descumprimento a tratados 
internacionais. O art. 19 da Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança é peremptório ao impor 
aos Estados a adoção de medidas legislativas, administrativas, sociais e educacionais apropriadas para 
proteger a criança contra "todas" as formas de abuso. 
STJ. REsp 1.959.697-SC, Rel. Min. Ribeiro Dantas, Terceira Seção, por unanimidade, julgado em 08/06/2022. (Tema 1121) 
(Info 740). 
Mesmo sentido: STJ. 3ª Seção. AgRg na RvCr 4.969/DF, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 26/06/2019. 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
A simulação de arma de fogo pode sim configurar a “grave ameaça”, para os fins do tipo do art. 213 do Código 
Penal. 
Nota: A simulação de arma de fogo pode sim configurar a “grave ameaça”. Isso porque a “grave ameaça” 
deve ser analisada com base no sentimento unilateral que é provocado no espírito da vítima subjugada. A 
existência de grave ameaça não depende do risco objetivo e concreto a que a vítima foi efetivamente 
submetida. 
STJ. 6ª Turma. REsp 1.916.611-RJ, Rel. Min. Olindo Menezes (Desembargador convocado do TRF 1ª Região), julgado em 21/09/2021 (Info 711). 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
https://migalhas.uol.com.br/
https://processo.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&valor=REsp1959697
http://www.stj.jus.br/repetitivos/temas_repetitivos/pesquisa.jsp?novaConsulta=true&tipo_pesquisa=T&cod_tema_inicial=1121&cod_tema_final=1121
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O “cliente” da exploração sexual (art. 218-B do CP) pode ser punido sozinho, ou seja, mesmo que não haja 
um proxeneta. 
Nota: O delito previsto no art. 218-B, § 2º, inciso I, do Código Penal, na situação de exploração sexual, não 
exige a figura do terceiro intermediador. 
STJ. 3ª Seção. EREsp 1.530.637/SP, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 24/03/2021 (Info 690). 
STJ. 3ª Seção. EREsp 1.530.637/SP, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 24/03/2021. (Info 690) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Para que se configure ato libidinoso, não se exige contato físico entre ofensor e vítima. Assim, doutrina e 
jurisprudência sustentam a prescindibilidade do contato físico direto do réu com a vítima, a fim de priorizar 
o nexo causal entre o ato praticado pelo acusado, destinado à satisfação da sua lascívia, e o efetivo dano à 
dignidade sexual sofrido pela ofendida. 
Nota: 
• Segundo a posição majoritária na doutrina (ex. Cleber Masson e Rogério Sanches, por exemplos), a simples 
contemplação lasciva já configura o “ato libidinoso” descrito nos arts. 213 e 217-A do Código Penal, sendo 
irrelevante, para a consumação dos delitos, que haja contato físico entre ofensor e ofendido. É o mesmo 
entendimento do STJ. 5ª Turma. RHC 70976-MS, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, julgado em 2/8/2016 (Info 587). 
• Assim, a 6ª Turma do STJ no informativo (685) decidiu assim como a doutrina e jurisprudência que 
sustentam a PRESCINDIBILIDADE DO CONTATO FÍSICO DIRETO DO RÉU COM A VÍTIMA, A FIM DE PRIORIZAR 
O NEXO CAUSAL ENTRE O ATO PRATICADO PELO ACUSADO, DESTINADO À SATISFAÇÃO DA SUA LASCÍVIA, E 
O EFETIVO DANO À DIGNIDADE SEXUAL SOFRIDO PELA OFENDIDA. 
Veja ainda: Em situações excepcionais, tem-se que o crime de estupro pode se caracterizar, inclusive, em 
situações nas quais não há contato físico entre o agente e a vítima. 
STJ. 5ª Turma. HC 611.511/SP, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, DJe 15/10/2020. 
STJ. 6ª Turma. HC 478.310, Rel. Min. Rogério Schietti, julgado em 09/02/2021. (Info 685) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
A irmã de vítima do crime de estupro de vulnerável responde por conduta omissiva imprópria se assume o 
papel de garantidora. 
Nota: Para que uma pessoa responda por um crime omissivo impróprio é preciso que, na situação concreta, 
ela tivesse o dever legal de agir e, mesmo assim, deixou de atuar, o que acabou auxiliando na produção do 
resultado delituoso e há três hipóteses legais acerca do dever de agir: art. 13, §2º, do CP: 
“A omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para evitar o resultado. O dever 
de agir incumbe a quem: 
 a) tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou vigilância; 
b) de outra forma, assumiu a responsabilidade de impedir o resultado; 
c) com seu comportamento anterior, criou o risco da ocorrência do resultado.” 
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CICLO I – SEMANA 02/48 
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No caso concreto, a irmã assumiu a responsabilidade ao levar a criança para a sua casa sem a companhia da 
genitora e criou risco da ocorrência do resultado ao não denunciar o agressor, mesmo ciente de suas 
condutas, bem como ao continuar deixando a menina sozinha em casa. 
STJ. 5ª Turma. HC 603.195-PR, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 06/10/2020. (Info 681) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Não há nenhuma nulidade quando o Juiz refuta o exame pericial não esclarecedor nos crimes de estupro de 
vulnerável sem conjunção carnal, para, acolhendo as demais provas, principalmente o depoimento da vítima 
e das testemunhas, concluir pela condenação do réu, porque no sistema jurídico penal brasileiro vigora o 
princípio do “livre convencimento motivado” do julgador. 
STJ. 6ª Turma. AgRg nos EDcl no RHC 127.089/MG, Rel. Ministro Nefi Cordeiro, julgado em 24/11/2020. 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
No crime sexual cometido durante vulnerabilidade temporária da vítima, sob a égide do art. 225 do Código 
Penal com a redação dada pela Lei n. 12.015/2009, a ação penal pública é condicionada à representação. 
Nota: 
⚠ DIVERGÊNCIA 
Em casos de vulnerabilidade da ofendida, a ação penal é pública incondicionada, nos moldes do parágrafo 
único do art. 225 do CP. Esse dispositivo não fez qualquer distinção entre a vulnerabilidade temporária ou 
permanente, haja vista que a condição devulnerável é aferível no momento do cometimento do crime, 
ocasião em que há a prática dos atos executórios com vistas à consumação do delito. Em outras palavras, 
seja a vulnerabilidade permanente ou temporária, no caso de estupro de vulnerável a ação penal é sempre 
incondicionada. 
STJ. 5ª Turma. AgRg no AREsp 1103678/PR, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 26/02/2019. 
⚠ ATENÇÃO: A discussão acima exposta existia antes da Lei nº 13.718/2018, sendo certo que atualmente 
não importa diante da atual redação do art. 225 do CP que passou a prever que TODOS os crimes contra a 
dignidade sexual são de ação pública INCONDICIONADA. 
REsp 1.814.770-SP, Rel. Min. Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 05/05/2020, DJe 01/07/2020. (Info 675 STJ) 
Mesmo sentido: STJ. 5ª Turma. RHC 148.695/MG, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonsenca, julgado em 17/08/2021. 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
A conduta caracterizada como “beijo lascivo”, contra criança de 05 (cinco) anos de idade, se subsome a 
prática do crime de estupro de vulnerável, previsto no art. 217-A do Código Penal. Não é possível 
desclassificar essa conduta para a contravenção penal de molestamento (art. 65 do Decreto-Lei nº 
3.668/41). 
STF. 1ª Turma. HC 134591/SP, rel. orig. Min. Marco Aurélio, red. p/ o ac. Min. Alexandre de Moraes, julgado em 1/10/2019. (Info 954) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
https://scon.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%27201901450535%27.REG.
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O crime de assédio sexual (art. 216-A do CP) é geralmente associado à superioridade hierárquica em 
relações de emprego, no entanto pode também ser caracterizado no caso de constrangimento cometido 
por professores contra alunos. 
 
STJ. 6ª Turma. REsp 1759135/SP, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, Rel. p/ Acórdão Min. Rogerio Schietti Cruz, julgado em 13/08/2019 (Info 658). 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
O crime previsto no inciso I do § 2º do artigo 218-B do Código Penal se consuma independentemente da 
manutenção de relacionamento sexual habitual entre o ofendido e o agente. 
Nota: basta um único contato para configuração do crime. Além disso, o cliente pode ser punido sozinho, 
ainda que não exista um proxeneta. 
HC 371.633/SP, Rel. Min. Jorge Mussi, por unanimidade, julgado em 19/03/2019, DJe 26/03/2019. (Info 645) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
No artigo 218-B do Código Penal não basta aferir a idade da vítima, devendo-se averiguar se o menor de 
18 (dezoito) anos ou a pessoa enferma ou doente mental, não tem o necessário discernimento para a 
prática do ato, ou por outra causa não pode oferecer resistência. 
Nota: imaturidade associada à má situação financeira o torna vulnerável. 
HC 371.633-SP, Rel. Min. Jorge Mussi, por unanimidade, julgado em 19/03/2019, DJe 26/03/2019. (Info 645) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
A conduta consistente em manter casa para fins libidinosos, por si só, não mais caracteriza crime, sendo 
necessário, para a configuração do delito, que HAJA EXPLORAÇÃO SEXUAL, assim entendida como a 
violação à liberdade das pessoas que ali exercem a mercancia carnal. 
STJ. 6ª Turma. REsp 1.683.375-SP, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, julgado em 14/08/2018. (Info 631) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
A Súmula 608 do STF permanece válida mesmo após o advento da Lei nº 12.015/2009. Assim, em caso de 
estupro praticado mediante violência real, a ação penal é pública INCONDICIONADA mesmo após a Lei nº 
12.015/2009. 
STF. 1ª Turma. HC 125360/RJ, rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 27/2/2018. (Info 892) 
 
 
15. CRIMES CONTRA A SAÚDE PÚBLICA: 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
É inconstitucional a aplicação do preceito secundário do art. 273 do Código Penal, com redação dada pela 
Lei nº 9.677/98 (reclusão, de 10 a 15 anos, e multa), à hipótese prevista no seu § 1ºB, I, que versa sobre a 
importação de medicamento sem registro no órgão de vigilância sanitária. 
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Nota: Para esta situação específica, fica repristinado o preceito secundário do art. 273, na redação originária 
(reclusão, de 1 a 3 anos, e multa). 
STF. Plenário. RE 979962/RS, Rel. Min. Roberto Barroso, julgado em 24/3/2021 (Repercussão Geral – Tema 1003). (Info 1011) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
NÃO será possível aplicar para o réu que praticou o art. 273, § 1º-B do CP a causa de diminuição prevista 
no § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/2006, por ausência de previsão legal. 
Nota: 
⚠ Divergências 
• Para a 5ª Turma: SIM, é possível. Nesse sentido: STJ. 5ª Turma. AgRg no REsp 1810273/SP, Rel. Min. Joel 
Ilan Paciornik, julgado em 01/10/2019. 
O § 1º-B foi inserido no art. 273 do CP por força da Lei 9.677/98. O objetivo do legislador foi o de punir 
pessoas que vendem determinados “produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais” e que, embora 
não se possa dizer que sejam falsificados, estão em determinadas condições que fazem com que seu uso seja 
potencialmente perigoso para a população. 
A pena prevista pelo legislador para o § 1º-B foi de 10 a 15 anos de reclusão. Ocorre que essa pena é muito 
alta e, por conta disso, começou a surgir entre os advogados que militam na área a constante alegação de 
que essa reprimenda seria inconstitucional por violar o princípio da proporcionalidade. 
⇾ A tese foi acolhida pelo STJ? SIM. 
O STJ decidiu que o preceito secundário do art. 273, § 1º-B, inciso V, do CP é inconstitucional por ofensa aos 
princípios da proporcionalidade e da razoabilidade. 
⇾ O que o STF entende a respeito? O Plenário do STF ainda não se manifestou sobre o tema. No entanto, 
existem precedentes da Corte em sentido contrário ao que decidiu o STJ, ou seja, acórdãos sustentando que 
o § 1º-B do art. 273 é CONSTITUCIONAL (RE 829226 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 10/02/2015; RE 
844152 AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 02/12/2014). 
⇾ Para fins de concurso, você deve estar atento para o modo como a pergunta será formulada. 
• Se indagarem a posição do STJ, é pela inconstitucionalidade. 
• Se perguntarem sobre o STF, este possui precedentes sustentando que o art. 273, § 1º-B, do CP é 
constitucional. 
Caso o enunciado não diga qual dos dois entendimentos está sendo exigido, assinale a posição STJ porque 
esta foi divulgada em Informativo e é mais conhecida. 
STJ. Corte especial. AI no HC 239363-PR, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 26/2/2015 (Info 559). 
STJ. 5ª Turma. AgRg no AREsp 1192979/SP, Rel. Min. Jorge Mussi, julgado em 13/12/2018. 
STJ. 6ª Turma. AgRg no REsp 1740663/PR, Rel. Min. Nefi Cordeiro, julgado em 11/06/2019. 
 
 
16. CRIMES CONTRA A FÉ PÚBLICA: 
 
CADERNO DE JURISPRUDÊNCIAS 
 
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No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Compete à Justiça Federal processar e julgar o crime de falsificação de documento público, consistente na 
falsificação de identidades funcionais do Poder Judiciário da União. 
Nota: a falsificação de identidades funcionais do Poder Judiciário da União atinge direta e essencialmente a 
fé pública e a presunção de veracidade de documento, cuja expedição atribui-se à Administração Pública 
Federal, à qual o resguardo compete constitucionalmente à Justiça Comum Federal (art. 109, inciso IV, da 
Constituição Federal). 
STJ. CC 192.033-SP, Rel. Ministra Laurita Vaz, Terceira Seção, por unanimidade, julgado em 14/12/2022, DJe 19/12/2022. (Info 763). 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
A empresa ostensiva, ou seja, a importadora aparente, que não indica o verdadeiro importador das 
mercadorias pratica o delito tipificado no art. 299 do Código Penal (falsidade ideológica). 
Nota: demais,considera-se como local da infração a sede fiscal da pessoa jurídica responsável pela inserção, 
na Declaração de Importação, de seu nome como importadora ostensiva, sabedora de que o real importador 
é outro. 
STJ. 3ª Seção. AgRg no CC 175.542/PR, Rel. Joel Ilan Paciornik, julgado em 24/02/2021 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Na falsidade ideológica, o termo inicial da contagem do prazo da prescrição da pretensão punitiva é o 
momento da consumação do delito (e não o momento da eventual reiteração de seus efeitos). 
Nota: A falsidade ideológica é crime formal e instantâneo, cujos efeitos podem se protrair no tempo. 
STJ. 3ª Seção. RvCr 5233-DF, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 13/05/2020 (Info 672). 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Adulterar placa de veículo reboque ou semirreboque NÃO configura o crime do art. 311 do CP. 
STJ. 6ª Turma. RHC 98058-MG, Rel. Min. Laurita Vaz, julgado em 24/09/2019 (Info 657). 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Para tipificar o crime do art. 291 do CP, basta que o agente detenha a posse de petrechos destinados à 
falsificação de moeda, sendo prescindível que o maquinário seja de uso exclusivo para esse fim. 
STJ. 6ª Turma. REsp 1.758.958-SP, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 11/09/2018. (Info 633) 
 
 
17. CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
A conduta de ingressar em estabelecimento prisional com chip de celular NÃO se subsome ao tipo penal 
previsto no art. 349-A do Código Penal. 
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/54eea69746513c0b90bbe6227b6f46c3?categoria=11&subcategoria=110
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/54eea69746513c0b90bbe6227b6f46c3?categoria=11&subcategoria=110
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/54eea69746513c0b90bbe6227b6f46c3?categoria=11&subcategoria=110
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/54eea69746513c0b90bbe6227b6f46c3?categoria=11&subcategoria=110
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/5e98d23afe19a774d1b2dcbefd5103eb?categoria=11&subcategoria=110
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/5e98d23afe19a774d1b2dcbefd5103eb?categoria=11&subcategoria=110
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/5e98d23afe19a774d1b2dcbefd5103eb?categoria=11&subcategoria=110
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PREPARAÇÃO EXTENSIVA 48 SEMANAS 
 
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Nota: Cuidado para não confundir: A posse de chip de telefone celular pelo preso, dentro de estabelecimento 
prisional, configura falta disciplinar de natureza grave, ainda que ele não esteja portando o aparelho (STJ. 5ª 
Turma. HC 260122-RS, Rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, julgado em 21/3/2013). 
STJ. 5ª Turma. HC 619776/DF, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 20/04/2021 (Info 693). 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
O crime de exercício arbitrário das próprias razões é formal e consuma-se com o emprego do meio arbitrário, 
ainda que o agente não consiga satisfazer a sua pretensão. 
⚠ Nota: Na doutrina, há posição de que o crime é material (Nelson Hungria e Mirabete, por exemplos): Se o 
agente não conseguiu o resultado pretendido, ele não fez justiça pelas próprias mãos. Logo, o delito não se 
consumou. 
Entretanto, para o STJ, o tipo penal afirma que o sujeito age “para satisfazer” a sua pretensão sendo, então, 
suficiente, para a consumação do delito, que o agente tenha praticado atos para fazer justiça com as próprias 
mãos, ainda que não tenha conseguido. 
⚠ FRISA-SE QUE NÃO É NECESSÁRIO QUE O AGENTE TENHA ATINGIDO EFETIVAMENTE O SEU OBJETIVO. E, 
POR FIM, RESSALTA-SE QUE A SATISFAÇÃO, SE OCORRER, CONSTITUI MERO EXAURIMENTO DA CONDUTA. 
STJ. 6ª Turma. REsp 1.860.791, Rel. Min. Laurita Vaz, julgado em 09/02/2021. (Info 685) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Aquele que compra o prestígio de alguém que alegava ter influência junto a órgão público para impedir 
um ato de fiscalização, apesar de praticar ato antiético e imoral, não comete nenhum ilícito se, ao fim e ao 
cabo, é enganado e não obtém o resultado esperado. 
STJ. 5ª Turma. RHC 122.913, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, julgado em 15/12/2020. 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
O crime do art. 359-C do CP é próprio considerando que somente pode ser sujeito ativo do delito o agente 
público que tenha poderes para contrair obrigação em nome do ente que representa. 
STJ. 5ª Turma. AREsp 1.415.425-AP, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, julgado em 19/09/2019. (Info 657) 
 
 
17.1. Crimes Diversos: 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
São atípicas as condutas de submeter-se à vacinação contra covid-19 em local diverso do agendado e/ou 
com aplicação de imunizante diverso do reservado e/ou de submeter-se à vacinação sem a realização de 
agendamento. 
CADERNO DE JURISPRUDÊNCIAS 
 
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CICLO I – SEMANA 02/48 
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Nota: No caso, o Tribunal de origem considerou que as condutas de submeter-se à vacinação contra covid-
19 em local diverso do agendado, com aplicação de imunizante diverso do reservado e sem a realização de 
agendamento subsumir-se-iam, em tese, aos tipos penais previstos nos arts. 312 e 317, § 2º, do Código Penal. 
STJ. AgRg no RHC 160.947-CE, Rel. Min. João Otávio de Noronha, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 27/09/2022, DJe 30/09/2022. (Info 
752). 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Não é típico o ato do servidor que se apropria de valores que já lhe pertenceriam, em razão do cargo por ele 
ocupado. 
Nota: 
Nos termos da jurisprudência deste STJ, não é típico o ato do servidor que se apropria de valores que já lhe 
pertenceriam, em razão do cargo por ele ocupado. Assim, a conduta da funcionária poderia ter repercussões 
disciplinares ou mesmo no âmbito da improbidade administrativa, mas não se ajusta ao delito de peculato, 
porque seus vencimentos efetivamente lhe pertenciam. Se o servidor merecia perceber a remuneração, à 
luz da ausência da contraprestação respectiva, é questão a ser discutida na esfera administrativo-
sancionadora, mas não na instância penal, por falta de tipicidade. 
STJ. 5a Turma. AgRg no AREsp 2.073.825-RS, Rel. Min. Ribeiro Dantas, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 16/08/2022, DJe 22/08/2022. 
(Info 746). 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
A desobediência à ordem legal de parada, emanada por agentes públicos em contexto de policiamento 
ostensivo, para a prevenção e repressão de crimes, constitui conduta penalmente típica, prevista no art. 330 
do Código Penal Brasileiro. 
STJ. 3ª Seção. REsp 1859933-SC, Rel. Min. Antonio Saldanha Palheiro, julgado em 09/03/2022 (Recurso Repetitivo – Tema 1060) (Info 732). 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
A mera interpretação equivocada da norma tributária não configura o crime de excesso de exação. 
STJ. 6ª Turma. REsp 1943262-SC, Rel. Min. Antônio Saldanha Palheiro, julgado em 05/10/2021 (Info 712). 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Comete crime de DESOBEDIÊNCIA (art. 330 do CP) o indivíduo que não atende a ordem dada pelo oficial de 
justiça na ocasião do cumprimento de mandado de entrega de veículo, expedido no juízo cível. 
STF. 1ª Turma. HC 169417/SP, rel. orig. Min. Marco Aurélio, red. p/ o ac. Min. Alexandre de Moraes, julgado em 28/4/2020 (Info 975). 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
A norma do art. 331 do Código Penal, que tipifica o crime de desacato, foi recepcionada pela Constituição de 
1988. 
https://processo.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%28%28AGRRHC.clas.+ou+%22AgRg+no+RHC%22.clap.%29+e+%40num%3D%22160947%22%29+ou+%28%28AGRRHC+ou+%22AgRg+no+RHC%22%29+adj+%22160947%22%29.suce.
https://processo.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%28%28AGARESP.clas.+ou+%22AgRg+no+AREsp%22.clap.%29+e+%40num%3D%222073825%22%29+ou+%28%28AGARESP+ou+%22AgRg+no+AREsp%22%29+adj+%222073825%22%29.suce.(Info 
744). 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Admite-se, EXCEPCIONALMENTE, a aplicação do princípio da insignificância a crime praticado em prejuízo 
da administração pública quando for ÍNFIMA a lesão ao bem jurídico tutelado. 
STJ. RHC 153.480-SP, Rel. Min. Laurita Vaz, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 24/05/2022, DJe 31/05/2022. 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
EXCEPCIONALMENTE, admite-se o princípio da insignificância nos crimes contra a fé pública (USO DE 
ATESTADO FALSO) em casos que o dolo do réu revela, de plano, "a mínima ofensividade da conduta do 
agente, a nenhuma periculosidade social da ação, o reduzidíssimo grau de reprovabilidade do 
comportamento e a inexpressividade da lesão jurídica provocada", a demonstrar a atipicidade material da 
conduta e afastar a incidência do Direito Penal, sendo suficientes as sanções previstas na Lei trabalhista. 
⇾ PARA FIXAR: 
Admite-se, EXCEPCIONALMENTE, o princípio da insignificância nos crimes contra a fé pública se: 
↳ O dolo do réu revelar: 
• mínima ofensividade da conduta do agente; 
• nenhuma periculosidade social da ação; 
• reduzidíssimo grau de reprovabilidade do comportamento; e 
• inexpressividade da lesão jurídica provocada. 
Nota: 
⚠ CUIDADO! Há DIVERGÊNCIA: a jurisprudência do STF e do STJ é no sentido da INAPLICABILIDADE do 
princípio da insignificância na hipótese de crimes praticados contra a fé pública (ex: uso de atestado médico 
falso; introdução de moedas falsas), em função do bem jurídico tutelado pela norma, que, no caso, a fé 
pública representa caráter supraindividual. 
https://processo.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%28%28AGRESP.clas.+ou+%22AgRg+no+REsp%22.clap.%29+e+%40num%3D%221986729%22%29+ou+%28%28AGRESP+ou+%22AgRg+no+REsp%22%29+adj+%221986729%22%29.suce.
https://scon.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%27202102872810%27.REG.
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5 
STF. 2ª Turma. HC 117638, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 11/03/2014. STF. 1ª Turma. HC 187269, Rel. Min 
Roberto Barroso, decisão monocrática em 18/06/2020. STJ. 6ª Turma. AgRg-AREsp 1.963.955, Rel. Min. Sebastião Reis 
Júnior, julgado em 08/02/2022. STJ. 5ª Turma. AgRg-RHC 155.201, Rel. Min. Jesuíno Rissato, julgado em 12/12/2021. 
⚠ Portanto, o julgado acima é uma EXCEÇÃO! 
STJ. 5ª Turma. AgRg no AREsp 1816993/B1, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, julgado em 16/11/2021 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Se a pessoa for encontrada com alguns poucos gramas de droga para consumo próprio é possível aplicar o 
princípio da insignificância. 
Nota: O julgado acima foi decidido por EMPATE (2x), razão pela qual foi concedido o HC. 
⚠ CUIDADO! Há DIVERGÊNCIA: 
• STJ: NÃO é possível aplicar o princípio da insignificância. 
A jurisprudência de ambas as turmas do STJ firmou entendimento de que o crime de posse de drogas para 
consumo pessoal (art. 28 da Lei nº 11.343/06) é de perigo presumido ou abstrato e a pequena quantidade 
de droga faz parte da própria essência do delito em questão, não lhe sendo aplicável o princípio da 
insignificância. 
STJ. 6ª Turma. RHC 35920 -DF, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, julgado em 20/5/2014. Info 541. STJ. 5ª Turma. HC 
377.737, Rel. Min. Felix Fischer, julgado em 16/03/2017. STJ. 6ª Turma. AgRg-RHC 147.158, Rel. Min. Rogerio Schietti 
Cruz, julgado em 25/5/2021. STF: Há um precedente da 1ª Turma, aplicando o princípio STF. 1ª Turma. HC 110475, Rel. 
Min. Dias Toffoli, julgado em 14/02/2012. 
STF. 2ª Turma. HC 202883 AgR, Relator(a) p/ Acórdão Min. Gilmar Mendes, julgado em 15/09/2021 
Mesmo sentido: STF. 1ª Turma. HC 110475, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 14/02/2012. 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
NÃO pode ser aplicado para fins de incidência do princípio da insignificância nos crimes tributários 
ESTADUAIS o parâmetro de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), estabelecido no art. 20 da Lei nº 10.522/2002, 
devendo ser observada a lei estadual vigente em razão da autonomia do ente federativo. 
STJ. 5ª Turma. AgRg-HC 549.428-PA. Rel. Min. Jorge Mussi, julgado em 19/05/2020. 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
NÃO é possível a aplicação do princípio da insignificância aos crimes tributários de acordo com o montante 
definido em parâmetro estabelecido para a propositura judicial de execução fiscal. 
Nota: 
⚠ DIVERGÊNCIA. 
SIM. É possível a aplicação do princípio da insignificância aos crimes tributários e de descaminho quando 
o débito tributário verificado NÃO ultrapassar o limite de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), a teor do disposto 
no art. 20 da Lei nº 10.522/2002, com as atualizações efetivadas pelas Portarias n. 75 e 130, ambas do 
Ministério da Fazenda. 
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STF. 2ª Turma. HC-AgR 160.239-SP, Rel. Min. Gilmar Mendes; Julg. 22/05/2020. STF. 2ª Turma. HC-AgR 174.329-SC, Rel. 
Min. Ricardo Lewandowski; Julg. 05/11/2019; DJE 18/11/2019. STJ. 3ª Seção. HC 535.063-SP. Rel. Min. Sebastião Reis 
Júnior; Julg. 10/06/2020; DJE 25/08/2020. 
STF. 1ª Turma. HC-AgR 144.193-SP, Rel. Min. Alexandre de Moraes, julgado em 15/04/2020. 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
É POSSÍVEL aplicar o princípio da insignificância para furto de bem avaliado em R$ 20,00 mesmo que o 
agente tenha antecedentes criminais por crimes patrimoniais. 
Nota: 
A existência de antecedentes criminais (habitualidade criminosa) pode servir como argumento do juiz para 
afastar a aplicação do princípio da insignificância. 
No entanto, NÃO se trata de uma vedação absoluta, podendo ser, EXCEPCIONALMENTE, aplicado o 
princípio, COM BASE NAS CIRCUNSTÂNCIAS DO CASO CONCRETO. 
Nesse sentido: STF. 2ª Turma. HC 141440 AgR/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 14/8/2018 (Info 911), 
STF. 2ª Turma. HC 159435 AgR, Rel. Min. Edson Fachin, julgado em 28/06/2019, STJ. 5ª Turma. AgRg no AREsp 
1517800/TO, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 20/02/2020. 
Ainda vale o conhecimento da jurisprudência em Teses do STJ (ed. 47): 
Tese 7: O princípio da insignificância deve ser afastado nos casos em que o réu 
faz do crime o seu MEIO DE VIDA, ainda que a coisa furtada seja de pequeno 
valor. 
OBS.: É possível aplicar o princípio da insignificância para o furto de mercadorias 
avaliadas em R$ 29,15, mesmo que a subtração tenha ocorrido durante o período 
de repouso noturno e mesmo que o agente seja reincidente. Vale ressaltar que os 
produtos haviam sido furtados de um estabelecimento comercial e que logo após 
o agente foi preso, ainda na porta do estabelecimento. Objetos furtados: R$ 4,15 
em moedas, uma garrafa de Coca-Cola, duas garrafas de cerveja e uma garrafa de 
pinga marca 51, tudo avaliado em R$ 29,15. 
STF. 2ª Turma. HC 181389 AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 14/4/2020 (Info 973). 
STF. 1ª Turma. RHC 174784/MS, rel. orig. Min. Marco Aurélio, red. p/ o ac. Min. Alexandre de Moraes, julgado em 11/2/2020. (Info 966) 
Mesmo sentido: STF. Plenário. HC 123108/MG, HC 123533/SP, HC 123734/MG, Rel. Min. Roberto Barroso, julgados em 3/8/2015 (Info 793) e STF. 2ª 
Turma. HC 181389 AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 14/4/2020 (Info 973). 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
É possível aplicar o princípio da insignificância para a conduta de transmitir sinal de internet como 
provedor SEM autorização da ANATEL (art. 183 da Lei nº 9.472/97)? 
• No STJ: é pacífico que NÃO: 
↳ Súmula nº 606, STJ: Não se aplica o princípio da insignificância a casos de transmissão clandestina de 
sinal de internet via radiofrequência, que caracteriza o fato típico previsto no art. 183 da Lei nº 9.472/1997. 
• No STF: prevalece que não. 
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Assim, é inaplicável o princípio da insignificância no crime de transmissãohttps://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/08b7dc6e8b36bcaac15847827b7951a9?categoria=11&subcategoria=111
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Nota: De acordo com a jurisprudência da Corte Interamericana de Direitos Humanos e do Supremo Tribunal 
Federal, a liberdade de expressão não é um direito absoluto e, em casos de grave abuso, é legítima a 
utilização do direito penal para a proteção de outros interesses e direitos relevantes. 
STF. Plenário. ADPF 496, Rel. Roberto Barroso, julgado em 22/06/2020. (Info 992) 
Mesmo sentido: STF. 2ª Turma. HC 141949/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 13/03/2018. (Info 894) 
 
 
17.2. Descaminho: 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Incide a causa especial de aumento de pena prevista no § 3º do art. 334 do Código Penal quando se tratar 
de descaminho praticado em transporte aéreo, não sendo relevante o fato de o voo ser regular ou 
clandestino. 
AgRg no AREsp 2.197.959-SP, Rel. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, por maioria, julgado em 28/2/2023. 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Para aplicação da majorante prevista no art. 334, § 3º, do Código Penal, é necessária a condição de 
clandestinidade. 
⚠ Nota: 
A majorante somente pode ser aplicada quando houver uma maior reprovabilidade da conduta, 
caracterizada pela atuação do imputado no sentido de dificultar a fiscalização estatal, por meio da 
clandestinidade. 
• Em sentido contrário: STJ e 1ª Turma do STF: NÃO. 
O art. 334, § 3º, do Código Penal prevê a aplicação da pena em dobro se “o crime de contrabando ou 
descaminho é praticado em transporte aéreo”. 
• Se a lei não faz restrições quanto à espécie de voo que enseja a aplicação da majorante, não cabe ao 
intérprete restringir a aplicação do dispositivo legal, sendo irrelevante que o transporte seja clandestino ou 
regular. 
STJ. 5ª Turma. HC 390.899/SP, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 23/11/2017. 
STJ. 6ª Turma. AgRg no REsp 1850255/SP, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 26/05/2020. 
• O art. 334, § 3º, do CP, ao versar sobre o aumento da sanção nos casos de descaminho praticado em 
transporte aéreo, não distingue os casos de voos clandestinos ou regulares. 
STF. 1ª Turma. HC 169846, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 12/11/2019. 
STF. Plenário. HC 162553 AgR/CE, relator Min. Edson Fachin, redator do acórdão Min. Gilmar Mendes, julgado em 14/9/2021 (Info 1030). 
Em sentido contrário: STJ e 1ª Turma do STF 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
 
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Compete à JUSTIÇA FEDERAL o julgamento dos crimes de CONTRABANDO e de DESCAMINHO, ainda que 
inexistentes indícios de transnacionalidade na conduta. 
STJ. 3ª Seção. CC 160.748-SP, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 26/09/2018. (Info 635) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
É dispensada a existência de procedimento administrativo fiscal com a posterior constituição do crédito 
tributário para a configuração do crime de descaminho (art. 334 do CP), tendo em conta sua natureza 
formal. 
STF. 1ª Turma. HC 121798/BA, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 29/5/2018. (Info 904) 
 
17.3. Contrabando (Art. 334 A): 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Configura CONTRABANDO (e não descaminho) a conduta de importar, à margem da disciplina legal, arma 
de pressão por ação de gás comprimido ou por ação de mola. 
Não é possível aplicar o princípio da insignificância mesmo que a arma de ar comprimido importada seja 
de calibre inferior a 6 mm, já que este postulado é incabível para contrabando. 
STF. 2ª Turma. HC 131943/RS, Rel. Min. Gilmar Mendes, red. p/ o ac. Min. Edson Fachin, julgado em 7/5/2019. (Info 939) 
Mesmo sentido: STJ. 5ª Turma. REsp 1428628/RS, julgado em 28/04/2015/STJ. 6ª Turma. REsp 1.427.726-RS, julgado em 14/10/2014. 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Compete à Justiça Federal a condução do inquérito que investiga o cometimento do delito previsto no art. 
334, § 1º, IV, do Código Penal, na hipótese de venda de mercadoria estrangeira, permitida pela ANVISA, 
desacompanhada de nota fiscal e sem comprovação de pagamento de imposto de importação. 
STJ. CC 159.680-MG, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, por unanimidade, julgado em 08/08/2018, DJe 20/08/2018. 
 
17.4. Denunciação Caluniosa (Art.339): 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Se, em razão da comunicação falsa de crime, houve a instauração de inquérito policial, sendo a falsidade 
descoberta durante os atos investigatórios nele realizados, o delito cometido é o de DENUNCIAÇÃO 
CALUNIOSA, previsto no art. 339 do CP. O fato de o indivíduo apontado falsamente como autor do delito 
inexistente não ter sido indiciado no curso da investigação não é motivo suficiente para desclassificar a 
conduta para o crime do art. 340. 
STJ. 6ª Turma. REsp 1482925-MG, Rel. Min. Sebastião Reis, julgado em 6/10/2016. (Info 592) 
 
17.5. Corrupção: 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?origemPesquisa=informativo&tipo=num_pro&valor=CC159680
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53 
Configura o crime de CORRUPÇÃO ATIVA o oferecimento de vantagem indevida a funcionário público para 
determiná-lo a omitir ou retardar ato de ofício relacionado com o cometimento do crime de posse de drogas 
para uso próprio. 
Nota: O artigo 28 da Lei de Drogas, ainda que não preveja pena privativa de liberdade, permanece como 
crime. Não houve descriminalização da conduta, mas tão somente sua despenalização, vez que a norma 
especial conferiu tratamento penal mais brando aos usuários de drogas. Em casos dessa natureza, muito 
embora não se imponha a prisão em flagrante, é obrigação do policial conduzir o autor do fato diretamente 
ao juízo competente ou, na falta deste, à delegacia, lavrando-se, neste caso, o respectivo termo 
circunstanciado e providenciando-se as requisições dos exames e perícias necessários, nos termos do artigo 
48, §§ 2º e 3º, da Lei n. 11.343/2006. 
Cumpre ressaltar, ainda, que para a configuração do delito de corrupção ativa, a norma penal sequer exige 
que o ato de ofício tenha sido efetivamente praticado, até porque, em se constatando que o funcionário 
retardou ou omitiu ato de ofício, ou o praticou infringindo dever funcional, incidirá a causa de aumento de 
pena prevista no parágrafo único do artigo 333 do Código Penal. 
STJ. 5ª Turma. AREsp 2.007.599-RJ, Rel. Min. Jesuíno Rissato (Desembargador convocado do TJDFT), Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 
03/05/2022. (Info 735). 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Para tipificação do art. 317 do Código Penal - CORRUPÇÃO PASSIVA -, deve ser demonstrada a solicitação ou 
recebimento de vantagem indevida pelo agente público, não configurada quando há mero ressarcimento ou 
reembolso de despesa. 
Nota: Não comete crime o médico do SUS que cobra do paciente um valor pelo fato de utilizar, na cirurgia, a 
sua máquina particular de videolaparoscopia (que não é oferecida na rede pública). 
STJ. 5ª Turma. HC 541.447-SP, Rel. Min. João Otávio de Noronha, julgado em 14/09/2021 (Info 709). 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Pratica corrupção passiva o Deputado Federal que recebe vantagem indevida para interceder junto a 
diretor da Petrobrás com o intuito de que fazer com que a empresa faça acordo com empresa privada e 
pague a ela determinadas quantias em atraso. 
Nota: o julgado trouxe novo entendimento indo aoencontro do julgado STJ 6ª Turma no Resp 1745410, de 
02/10/2018 (Informativo 635). 
STF. 2ª Turma. AP 1002/DF, Rel. Min. Edson Fachin, julgado em 9/6/2020. (Info 981) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
O crime de corrupção passiva consuma-se ainda que a solicitação ou recebimento de vantagem indevida, 
ou a aceitação da promessa de tal vantagem, esteja relacionada com atos que formalmente não se inserem 
nas atribuições do funcionário público, mas que, em razão da função pública, materialmente implicam 
alguma forma de facilitação da prática da conduta almejada. 
STJ. 6ª Turma. REsp 1745410-SP, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, Rel. Acd. Min. Laurita Vaz, julgado em 02/10/2018 (Info 635). 
https://processo.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&valor=AREsp2007599
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54 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Pratica corrupção passiva o Deputado que concede apoio político à permanência de Diretor da Petrobrás 
em troca do recebimento de propina. 
STF. 2ª Turma. AP 996/DF, Rel. Min. Edson Fachin, julgado em 29/5/2018. (Info 904) 
 
17.6. Peculato: 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
O mero proveito econômico não é suficiente para tipificar o crime de peculato-desvio, é necessário que o 
agente pratique alguma conduta voltada ao desvio de verbas públicas. 
STJ. AgRg no RHC 144.053-RJ, Rel. Min. Jesuíno Rissato (Desembargador Convocado Do TJDFT), Rel. Acd. Min. Ribeiro Dantas, Quinta Turma, por 
maioria, julgado em 19/10/2021, DJe 03/11/2021. 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
 
Configura o crime de PECULATO-DESVIO o fomento econômico de candidatura à reeleição por Governador 
de Estado com o patrimônio de empresas estatais. 
REsp 1.776.680-MG, Rel. Min. Jorge Mussi, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 11/02/2020, DJe 21/02/2020. (Info 666-STJ) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
O administrador que desconta valores da folha de pagamento dos servidores públicos para quitação de 
empréstimo consignado e não os repassa a instituição financeira pratica PECULATO-DESVIO, sendo 
desnecessária a demonstração de obtenção de proveito próprio ou alheio, bastando a mera vontade de 
realizar o núcleo do tipo. 
APn 814-DF, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, Rel. Acd. Min. João Otávio de Noronha, Corte Especial, por maioria, julgado em 06/11/2019, DJe 
04/02/2020. (Info 664, STJ) 
 
17.7. Conceito de Funcionário Público e Causa de Aumento do Art. 327, §2º do CP 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
É incabível a causa de aumento do art. 327, § 2º, do CP pelo mero exercício do cargo, sendo necessária a 
demonstração de uma imposição hierárquica ou de direção. 
Nota: A mera afirmação de que o denunciado ocupa o cargo de desembargador é insuficiente para a 
incidência da causa de aumento de pena prevista no art. 327, § 2º, do Código Penal. 
STJ. Corte Especial. AgRg na APn 970-DF, Rel. Min. Maria Isabel Gallotti, julgado em 04/05/2022 (Info 736). 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
https://processo.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%28%28AGRRHC.clas.+ou+%22AgRg+no+RHC%22.clap.%29+e+%40num%3D%22144053%22%29+ou+%28%28AGRRHC+ou+%22AgRg+no+RHC%22%29+adj+%22144053%22%29.suce.
https://scon.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%27201802862763%27.REG.
https://scon.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%27201500798123%27.REG.
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/2fa6cb0776995363c2a2ae7d57ac3845?categoria=11&subcategoria=111
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/2fa6cb0776995363c2a2ae7d57ac3845?categoria=11&subcategoria=111
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55 
O Capítulo I do Título XI do Código Penal, que tipifica os crimes praticados por funcionários contra a 
administração em geral, não se aplica aos dirigentes do "Sistema S". 
STJ. RHC 163.470-DF, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 21/06/2022, DJe 27/06/2022. 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
A causa de aumento do art. 327, § 2º, do CP não se aplica para autarquias. 
Nota: Isso porque o dispositivo legal menciona apenas órgãos, sociedade de economia mista, empresas 
públicas e fundações. 
STF. 2ª Turma. AO 2093/RN, Rel. Min. Cármen Lúcia, julgado em 3/9/2019. (Info 950) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
O diretor de organização social pode ser considerado funcionário público por equiparação para fins penais 
(art. 327, § 1º do CP). Isso porque as organizações sociais que celebram contratos de gestão com o Poder 
Público devem ser consideradas “entidades paraestatais”, nos termos do art. 327, § 1º do CP. 
Nota: 
⇾ São considerados funcionários públicos para fins penais: 
• Diretor de organização social STF. 1ª Turma. HC 138484/DF, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 11/9/2018 
(Info 915). 
• Administrador de Loteria STJ. 5ª Turma. AREsp 679.651/RJ, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, julgado em 
11/09/2018. 
• Advogados dativos STJ. 5ª Turma. HC 264.459-SP, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 
10/3/2016 (Info 579). 
• Médico de hospital particular credenciado/conveniado ao SUS (após a Lei 9.983/2000) STJ. 5ª Turma. AgRg 
no REsp 1101423/RS, Rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, julgado em 06/11/2012. 
• Estagiário de órgão ou entidade públicos STJ. 6ª Turma. REsp 1303748/AC, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, 
julgado em 25/06/2012. 
STF. 1ª Turma. HC 138484/DF, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 11/09/2018. (Info 915) 
 
 
 
 
https://scon.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%27202201050699%27.REG.clandestina de sinal de internet, 
por configurar o delito previsto no art. 183 da Lei nº 9.472/97, que é crime formal, e, como tal, prescinde 
de comprovação de prejuízo para sua consumação (STF. 1ª Turma. HC 124795 AgR, Rel. Min. Rosa Weber, 
julgado em 23/08/2019). 
Ocorre que no HC 157014 AgR/SE, julgado pela 2ª Turma do STF em 17/9/2019 (Info 952), houve um 
empate na votação: dois Ministros entenderam que se deveria reconhecer o princípio e dois outros 
negaram o HC. 
Quando há um empate no julgamento de um habeas corpus, prevalece a decisão mais favorável ao 
paciente, conforme determina o art. 146, parágrafo único, do Regimento Interno do STF. 
Assim, neste caso concreto, o réu foi absolvido por se tratar de delito de bagatela, em razão do mínimo 
potencial ofensivo da conduta. 
STF. 2ª Turma. HC 157014 AgR/SE, rel. orig. Min. Cármen Lúcia, red. p/ o ac. Min Ricardo Lewandowski, julgado em 17/9/2019. (Info 952) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
A Primeira Turma, por maioria, concedeu, de ofício, a ordem de habeas corpus para fixar o regime inicial 
aberto em favor de condenado pelo furto de duas peças de roupa avaliadas em R$ 130,00. 
Após ter sido absolvido pelo juízo de primeiro grau ante o princípio da insignificância, o paciente foi 
condenado pelo Tribunal de Justiça à pena de 1 (um) ano e 9 (nove) meses de reclusão em regime inicial 
semiaberto. A Corte de origem levou em consideração os maus antecedentes, como circunstância judicial 
desfavorável, e a reincidência para afastar a aplicação do princípio da insignificância. 
Nota: neste caso, não se absolveu o réu, mas utilizou a insignificância como exceção jurisprudencial à regra 
do art. 33, § 2º, do CP (base na proporcionalidade). 
C 135164/MT, rel. Min. Marco Aurélio, red. p/ ac. Min. Alexandre de Moraes, julgamento em 23.4.2019. (Info 938-STF) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
O princípio da bagatela NÃO SE APLICA ao crime previsto no art. 34, caput c/c parágrafo único, II, da Lei nº 
9.605/98. 
Nota: 
Art. 34 da Lei nº 9.605/98: “Pescar em período no qual a pesca seja proibida ou em lugares interditados por órgão competente: 
Pena - detenção de 1 (um) ano a 3 (três) anos ou multa, ou ambas as penas cumulativamente. 
Parágrafo único. Incorre nas mesmas penas quem: [...] 
II - pesca quantidades superiores às permitidas, ou mediante a utilização de aparelhos, petrechos, técnicas e métodos não 
permitidos;” 
Obs.: apesar de a redação utilizada no informativo original ter sido bem incisiva (“O princípio da bagatela não 
se aplica ao crime previsto no art. 34, caput c/c parágrafo único, II, da Lei 9.605/98”), existem julgados tanto 
do STF como do STJ aplicando, excepcionalmente, o princípio da insignificância para o delito de pesca 
ilegal. 
⚠ CUIDADO! Há DIVERGÊNCIA: Não se configura o crime previsto no art. 34 da Lei nº 9.605/98 na hipótese 
em há a devolução do único peixe – ainda vivo – ao rio em que foi pescado. 
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8 
STJ. 6ª Turma. REsp 1.409.051-SC, Rel. Min. Nefi Cordeiro, julgado em 20/4/2017 (Info 602). 
STF. 1ª Turma. HC 122560/SC, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 08/05/2018. (Info 901) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
NÃO SE APLICA o princípio da insignificância a CASOS DE TRANSMISSÃO CLANDESTINA DE SINAL DE 
INTERNET VIA RADIOFREQUÊNCIA, que caracteriza o fato típico previsto no art. 183 da Lei nº 9.472/1997. 
Art. 183, Lei nº 9.472/1997. Desenvolver clandestinamente atividades de telecomunicação: 
Pena - detenção de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, aumentada da metade se houver dano a terceiro, e multa de R$ 10.000,00 (dez mil 
reais). 
Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem, direta ou indiretamente, concorrer para o crime. 
• Súmula nº 606, STJ. NÃO SE APLICA o princípio da insignificância a casos de transmissão clandestina de 
sinal de internet via radiofrequência, que caracteriza o fato típico previsto no art. 183 da Lei n. 9.472/1997. 
⚠ CUIDADO! Há DIVERGÊNCIA: Para o STF é possível, em situações excepcionais, o reconhecimento do 
princípio da insignificância desde que a rádio clandestina opere em baixa frequência, em localidades 
afastadas dos grandes centros e em situações nas quais ficou demonstrada a inexistência de lesividade. 
STF. 2ª Turma. HC 138134/BA, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 7/2/2017 (Info 853). STF. 2ª Turma. HC 
142738 AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 04/04/2018. 
STJ. 3ª Seção. Aprovada em 11/04/2018, DJe 17/04/2018. (Info 622) 
Súmula 606-STJ 
 
1.2. RECONHECE-SE a aplicação do princípio da insignificância: 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
É possível aplicar o princípio da insignificância para o furto de mercadorias avaliadas em R$ 29,15, mesmo 
que a subtração tenha ocorrido durante o período de repouso noturno e mesmo que o agente seja 
reincidente. 
Nota: 
• Regra: o STF afasta a aplicação do princípio da insignificância aos acusados reincidentes ou de habitualidade 
delitiva comprovada. 
• Entretanto, a reincidência não impede, por si só, que o juiz da causa reconheça a insignificância penal da 
conduta, à luz dos elementos do caso concreto. 
STF. Plenário. HC 123108/MG, HC 123533/SP e HC 123734/MG, Rel. Min. Roberto Barroso, julgados em 3/8/2015. 
STF. 2ª Turma. HC 181389 AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 14/4/2020. (Info 973) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
STF reconheceu o princípio da insignificância, mas, como o réu era reincidente, em vez de absolvê-lo, o 
Tribunal utilizou esse reconhecimento para conceder a pena restritiva de direitos, afastando o óbice do 
art. 44, II, do CP. 
STF. 1ª Turma. HC 137217/MG, Rel. Min. Marco Aurélio, red. p/ ac. Min. Alexandre de Moraes, julgado em 28/8/2018. (Info 913) 
 
CADERNO DE JURISPRUDÊNCIAS 
 
PREPARAÇÃO EXTENSIVA 48 SEMANAS 
 
CICLO I – SEMANA 02/48 
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No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Em regra, a habitualidade delitiva específica (ou seja, o fato de o réu já responder a outra ação penal pelo 
mesmo delito) é um parâmetro (critério) que afasta o princípio da insignificância mesmo em se tratando 
de bem de reduzido valor. 
EXCEPCIONALMENTE, no entanto, as peculiaridades do caso concreto podem justificar o afastamento 
dessa regra e a aplicação do princípio, com base na ideia da PROPORCIONALIDADE. 
É o caso, por exemplo, do furto de um galo, quatro galinhas caipiras, uma galinha garnizé e três quilos de 
feijão, bens avaliados em pouco mais de cem reais. O valor dos bens é inexpressivo e não houve emprego 
de violência. Enfim, é caso de mínima ofensividade, ausência de periculosidade social, reduzido grau de 
reprovabilidade e inexpressividade da lesão jurídica. Mesmo que conste em desfavor do réu outra ação 
penal instaurada por igual conduta, ainda em trâmite, a hipótese é de típico crime famélico. 
A excepcionalidade também se justifica por se tratar de hipossuficiente. Não é razoável que o Direito Penal 
e todo o aparelho do Estado-polícia e do Estado-juiz movimente-se no sentido de atribuir relevância a estas 
situações. 
STF. 2ª Turma. HC 141440 AgR/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 14/08/2018. (Info 911) 
 
1.3. Crimes nos quais a Jurisprudência REJEITA a aplicação do princípio da insignificância: 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
A MULTIRREINCIDÊNCIA específica somada ao fato de o acusado estar em prisão domiciliar durante as 
reiterações criminosas são circunstâncias que INVIABILIZAM a aplicação do princípio da insignificância. 
STJ. 6ª Turma. REsp 1.957.218-MG, Rel. Min. Olindo Menezes (Desembargador convocado do TRF 1ª Região), Sexta Turma, por maioria, julgado 
em 23/08/2022 (Info 746). 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
NÃO SE APLICA o princípio da insignificância para o CRIME DE CONTRABANDO. 
Nota: 
NÃO SE APLICA aos crimes de CONTRABANDO DE CIGARROS, por menor quepossa ter sido o resultado da 
lesão patrimonial, pois a conduta atinge outros bens jurídicos, como a saúde, a segurança e a moralidade 
pública. 
STJ. ProAfR no REsp 1.971.993-SP, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, Terceira Seção, por unanimidade, julgado em 12/04/2022, DJe 29/04/2022. (Tema 
1143) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
O simples fato de CARTUCHOS apreendidos estarem desacompanhados da respectiva arma de fogo NÃO 
IMPLICA, por si só, a ATIPICIDADE da conduta, de maneira que as peculiaridades do caso concreto devem 
ser analisadas a fim de se aferir os requisitos. 
REQUISITOS: 
↳ O dolo do réu revelar: 
https://processo.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%28RESP.clas.+e+%40num%3D%221957218%22%29+ou+%28RESP+adj+%221957218%22%29.suce.
https://processo.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%28%28PAFRESP.clas.+ou+%22ProAfR+no+REsp%22.clap.%29+e+%40num%3D%221971993%22%29+ou+%28%28PAFRESP+ou+%22ProAfR+no+REsp%22%29+adj+%221971993%22%29.suce.
http://www.stj.jus.br/repetitivos/temas_repetitivos/pesquisa.jsp?novaConsulta=true&tipo_pesquisa=T&cod_tema_inicial=1143&cod_tema_final=1143
http://www.stj.jus.br/repetitivos/temas_repetitivos/pesquisa.jsp?novaConsulta=true&tipo_pesquisa=T&cod_tema_inicial=1143&cod_tema_final=1143
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• mínima ofensividade da conduta do agente; 
• nenhuma periculosidade social da ação; 
• reduzidíssimo grau de reprovabilidade do comportamento; e 
• inexpressividade da lesão jurídica provocada. 
Nota: Na hipótese dos autos, embora com o embargado tenha sido apreendida apenas uma munição de 
uso restrito, desacompanhada de arma de fogo, ele foi também condenado pela prática dos crimes 
descritos nos arts. 33, caput, e 35, da Lei nº 11.343/06 (tráfico de drogas e associação para o tráfico), o que 
afasta o reconhecimento da atipicidade da conduta, por não estarem demonstradas a mínima ofensividade 
da ação e a ausência de periculosidade social exigidas para tal finalidade. 
No mesmo sentido: Não se reconhece a incidência excepcional do princípio da insignificância ao crime de 
posse ou porte ilegal de munição, quando acompanhado de outros delitos, tais como o tráfico de drogas. 
STF. 1ª Turma. HC 206977 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, julgado em 18/12/2021. 
⚠ CUIDADO! O atual entendimento do STJ é no sentido de que a apreensão de pequena quantidade de 
munição, desacompanhada da arma de fogo, permite a aplicação do princípio da insignificância ou bagatela. 
STJ. 5ª Turma. AgRg no HC 517.099/MS, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, julgado em 06/08/2019. 
STJ. 3ª Seção. EREsp 1.856.980, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, julgado em 22/09/2021 (Info 710). 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
NÃO SE APLICA o princípio da insignificância para o CRIME DE APROPRIAÇÃO INDÉBITA PREVIDENCIÁRIA. 
Nota: INDEPENDENTEMENTE DO VALOR DO ILÍCITO, pois esses tipos penais protegem a própria subsistência 
da Previdência Social, de modo que é elevado o grau de reprovabilidade da conduta do agente que atenta 
contra este bem jurídico supraindividual. 
STJ. 3ª Seção. AgRg na RvCr 4.881/RJ, Rel. Min. Felix Fischer, julgado em 22/05/2019. 
Mesmo sentido: STF. 1ª Turma. HC 102550, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 20/09/2011. STF. 2ª Turma. RHC 132706 AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, 
julgado em 21/06/2016. 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
NÃO SE APLICA o princípio da insignificância ao furto de bem de inexpressivo valor pecuniário de 
associação sem fins lucrativos com o induzimento de filho menor a participar do ato. 
STJ. 6ª Turma. RHC 93.472-MS, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, julgado em 15/03/2018. (Info 622) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
O STJ e o STF NÃO ADMITEM a aplicação dos princípios da insignificância e da bagatela imprópria aos 
CRIMES E CONTRAVENÇÕES PRATICADOS COM VIOLÊNCIA OU GRAVE AMEAÇA CONTRA A MULHER, no 
âmbito das relações domésticas, dada a relevância penal da conduta. 
Nota: Vale ressaltar que o fato de o casal ter se reconciliado NÃO significa atipicidade material da conduta 
ou desnecessidade de pena. 
STF. 2ª Turma. RHC 133043/MT, Rel. Min. Cármen Lúcia, julgado em 10/5/2016 (Info 825). 
Mesmo sentido: STJ. 5ª Turma. HC 333.195/MS, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 12/04/2016. 
STJ. 6ª Turma. AgRg no HC 318849/MS, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 27/10/2015. 
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/b1563a78ec59337587f6ab6397699afc?categoria=11&subcategoria=95&assunto=251
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2. DOSIMETRIA DA PENA: 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
A confirmação pelo tribunal do júri da dissimulação e do uso de meio que dificultou a defesa da vítima deve 
ensejar uma única elevação em decorrência da qualificadora contida no art. 121, § 2º, inciso IV, do Código 
Penal, ainda que quesitadas individualmente e não guardem relação de interdependência entre si. 
STJ. Processo sob segredo de justiça, Rel. Ministra Laurita Vaz, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 7/2/2023. (Info 764) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
A atenuante da confissão, mesmo qualificada, pode ser compensada integralmente com qualificadora 
deslocada para a segunda fase da dosimetria em razão da pluralidade de qualificadoras. 
Nota: No caso, a atenuante da confissão, mesmo qualificada, pode ser compensada integralmente com a 
qualificadora do motivo fútil, que fora deslocada para a segunda fase da dosimetria em razão da pluralidade 
de qualificadoras. 
Isso, porque são circunstâncias igualmente preponderantes, conforme entende este Tribunal Superior, que 
define que "tal conclusão, por certo, deve ser igualmente aplicada à hipótese dos autos, por se tratarem de 
circunstâncias igualmente preponderantes, que versam sobre os motivos determinantes do crime e a 
personalidade do réu, conforme a dicção do art. 67 do CP" (HC 408.668/SP, relator Ministro Ribeiro Dantas, 
Quinta Turma, DJe 21/9/2017). 
STJ. AgRg no REsp 2.010.303-MG, Rel. Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 14/11/2022, DJe 
18/11/2022. (Info 761). 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
No concurso entre AGRAVANTES e ATENUANTES, a atenuante da confissão espontânea deve preponderar 
sobre a agravante da dissimulação, nos termos do art. 67 do Código Penal. 
Nota: Esta Corte Superior entende que a confissão espontânea é circunstância preponderante, e a agravante 
da dissimulação não está prevista como circunstância preponderante por não se encaixar nos quesitos 
previstos no art. 67 do Código Penal. Assim, a reprimenda deve ser reduzida na segunda fase da dosimetria. 
STJ. 6ª Turma. HC 557.224-PR, Rel. Min. Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 16/08/2022, DJe 19/08/2022 (Info 
745). 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
É possível, na segunda fase da dosimetria da pena, a COMPENSAÇÃO integral da atenuante da confissão 
espontânea com a agravante da reincidência, seja ela específica ou não. 
Todavia, nos casos de MULTIRREINCIDÊNCIA, deve ser reconhecida a preponderância da agravante prevista 
no art. 61, I, do Código Penal, sendo admissível a sua compensação proporcional com a atenuante da 
https://scon.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%27202000067111%27.REG.
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12 
confissão espontânea, em estrito atendimento aos princípios da individualização da pena e da 
proporcionalidade. 
Art. 61, CP. São circunstâncias que sempre agravam a pena, quando não constituem ou qualificam o crime: 
(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 
I - a reincidência; 
Nota: 
⚠ CUIDADO! Há DIVERGÊNCIA: A posição do STF é a de que a agravante da REINCIDÊNCIA prevalece. 
Ateor do disposto no art. 67 do Código Penal, a circunstância agravante da reincidência, como 
preponderante, prevalece sobre a confissão. 
STF. 2ª Turma. Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 18/03/2014. 
Concurso de circunstâncias agravantes e atenuantes 
Art. 67, CP. No concurso de agravantes e atenuantes, a pena deve aproximar-se do limite indicado pelas circunstâncias 
preponderantes, entendendo-se como tais as que resultam dos motivos determinantes do crime, da personalidade do 
agente e da reincidência. 
(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 
STJ. 5ª Turma. REsp 1.972.098-SC, Rel. Min. Ribeiro Dantas, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 14/06/2022, DJe 20/06/2022. (Info 742). 
Mesmo sentido: STJ. 5ª Turma. HC 620640, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, julgado em 02/02/2021. 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
A condição de policial militar que pratica o crime de extorsão indica maior reprovabilidade e censura da 
conduta praticada, o que justifica a majoração da pena base. 
Nota: o fato de ser policial militar justifica a maior reprovabilidade da conduta (culpabilidade) e, por 
conseguinte, a exasperação da pena-base, uma vez que o comportamento dele esperado seria exatamente 
o de evitar a prática de crimes. A referida característica não é elementar do crime de extorsão, não havendo 
que se falar em bis in idem. 
STJ. EDcl no AgRg no REsp 1.903.213-MG, Rel. Min. Olindo Menezes (Desembargador convocado do TRF da 1ª Região), Sexta Turma, por 
unanimidade, julgado em 07/06/2022, DJe 10/06/2022. 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
A atenuante da menoridade relativa deve ser considerada circunstância preponderante na exasperação da 
pena. 
↳ A atenuante da menoridade relativa, assim como a da confissão espontânea, por estarem relacionadas com a 
personalidade do agente, devem ser consideradas preponderantes, nos termos do art. 67 do CP. 
Nesse sentido: "1. O Superior Tribunal de Justiça já firmou o entendimento de que a confissão espontânea (Recurso 
Especial Representativo de Controvérsia 1.341.370/MT) e a menoridade relativa, sendo atributos da personalidade do 
agente, são igualmente preponderantes com a reincidência e os motivos do delito, consoante disposto no art. 67 do 
Código Penal." (AgRg no REsp 1627502/RO, Rel. Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, julgado em 28/11/2017, DJe 
01/12/2017). 
STJ. AgRg no HC 693.079-SP, Rel. Min. Olindo Menezes (Desembargador convocado do TRF da 1ª Região), Sexta Turma, por unanimidade, julgado 
em 14/06/2022, DJe 20/06/2022. 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art61
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art67
https://scon.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%27202103697907%27.REG.
https://processo.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&valor=REsp1903213
https://processo.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%28%28AGRHC.clas.+ou+%22AgRg+no+HC%22.clap.%29+e+%40num%3D%22693079%22%29+ou+%28%28AGRHC+ou+%22AgRg+no+HC%22%29+adj+%22693079%22%29.suce.
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No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
O réu fará jus à atenuante do art. 65, III, 'd', do CP quando houver admitido a autoria do crime perante a 
autoridade, independentemente de a confissão ser utilizada pelo juiz como um dos fundamentos da sentença 
condenatória, e mesmo que seja ela parcial, qualificada, extrajudicial ou retratada. 
↳ Circunstâncias atenuantes 
Art. 65, CP. São circunstâncias que sempre ATENUAM a pena: 
(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 
III - ter o agente: 
(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 
d) confessado espontaneamente, perante a autoridade, a autoria do crime; 
Nota: o direito subjetivo à atenuação da pena surge quando o réu CONFESSA (momento constitutivo), e não 
quando o juiz cita sua confissão na fundamentação da sentença condenatória (momento meramente 
declaratório). 
Ademais, viola o princípio da legalidade condicionar a atenuação da pena à citação expressa da confissão na 
sentença como razão decisória, mormente porque o direito subjetivo e preexistente do réu não pode ficar 
disponível ao arbítrio do julgador. 
STJ. 5ª Turma. REsp 1.972.098-SC, Rel. Min. Ribeiro Dantas, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 14/06/2022, DJe 20/06/2022. (Info 740). 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Ameaçar a vítima na presença de seu filho menor de idade justifica a valoração negativa da culpabilidade do 
agente. 
STJ. 5ª Turma. AREsp 1.964.508-MS, Rel. Min. Ribeiro Dantas, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 29/03/2022, DJe 01/04/2022. (Info 
731). 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
O roubo em transporte coletivo vazio é circunstância concreta que NÃO justifica a elevação da pena-base. 
STJ. 5ª Turma. AgRg no HC 693.887-ES, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 15/02/2022 (Info 727). 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Na hipótese de condenação concomitante a pena privativa de liberdade e multa, o inadimplemento da 
sanção pecuniária, pelo condenado que comprovar impossibilidade de fazê-lo, NÃO obsta o 
reconhecimento da extinção da punibilidade. 
Nota: 
Regra: obsta! Exceção: se o condenado comprovar a impossibilidade de pagar a sanção pecuniária, neste 
caso, será possível a extinção da punibilidade mesmo sem a quitação da multa. Bastará cumprir a pena 
privativa de liberdade e comprovar que não tem condições de pagar a multa. 
Isso porque o STF, ao julgar a ADI 3150/DF, declarou que, à luz do preceito estabelecido pelo art. 5º, XLVI, da 
Constituição Federal, a multa, ao lado da privação de liberdade e de outras restrições – perda de bens, 
prestação social alternativa e suspensão ou interdição de direitos –, é espécie de pena aplicável em 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art65
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art65
https://scon.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%27202103697907%27.REG.
https://processo.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&valor=AREsp1964508
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retribuição e em prevenção à prática de crimes, não perdendo ela sua natureza de sanção penal. Logo, em 
regra, não se pode declarar a extinção da punibilidade pelo cumprimento integral da pena privativa de 
liberdade quando pendente o pagamento da multa criminal. 
STJ. 3ª Seção. REsp 1.785.383-SP e REsp 1.785.861/SP, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, julgados em 24/11/2021 (Recurso Repetitivo - Tema 931) 
(Info 720). 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
É manifestamente ILEGAL a negativação dos antecedentes e a aplicação da agravante da reincidência, 
quando fundamentadas em condenações, ainda que transitadas em julgado, por fatos posteriores àquele 
sob julgamento. 
STJ. 6ª Turma. AgRg no AREsp 1903802/ES, Rel. Min. Laurita Vaz, julgado em 21/09/2021. 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Se o Tribunal, em recurso exclusivo da defesa, exclui circunstância judicial reconhecida na sentença, isso deve 
gerar a diminuição da pena. 
STJ. 3ª Seção. EREsp 1.826.799-RS, Rel. Min. Ribeiro Dantas, Rel. Acd. Min. Antônio Saldanha Palheiro, julgado em 08/09/2021, DJe 08/10/2021 
(Info 713). 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Condenações criminais transitadas em julgado, não consideradas para caracterizar a reincidência, somente 
podem ser valoradas, na primeira fase da dosimetria, a título de antecedentes criminais, NÃO se admitindo 
sua utilização para desabonar a personalidade ou a conduta social do agente. 
STJ. 3ª Seção. Tema 1077.REsp 1794854-DF, Rel. Min. Laurita Vaz, julgado em 23/06/2021 (Recurso Repetitivo – Tema 1077) (Info 702) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
A jurisprudência do STJfirmou-se no sentido de que a exasperação da pena-base, pela existência de 
circunstâncias judiciais negativas, deve seguir o parâmetro da fração de 1/6 para cada circunstância judicial 
negativa, fração que se firmou em observância aos princípios da razoabilidade e proporcionalidade. 
Nota: 
⚠ A maioria da doutrina afirma que deveria ser aplicada a fração de 1/8 para cada circunstância judicial 
negativa. Isso porque existem oito circunstâncias judiciais. Assim, se o juiz detectasse a existência de três 
circunstâncias judiciais desfavoráveis, aumentaria a pena-base em 3/8. 
⚠ O STJ, contudo, não possui uma posição pacífica existindo decisões recentes em vários sentidos diversos. 
• Para elevação da pena-base, podem ser utilizadas as frações de 1/6 sobre a pena mínima ou de 1/8 sobre 
o intervalo entre as penas mínima e máxima, exigindo-se fundamentação concreta e objetiva para o uso de 
percentual de aumento diverso de um desses. 
STJ. 5ª Turma. AgRg no AREsp n. 1.942.233/DF, Rel. Min. João Otávio de Noronha, julgado em 24/5/2022. 
• Não há um critério matemático para a escolha das frações de aumento em função da negativação dos 
vetores contidos no art. 59 do Código Penal, sendo garantida a discricionariedade do julgador para a fixação 
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da pena-base, dentro do seu livre convencimento motivado e de acordo com as peculiaridades do caso 
concreto. 
STJ. 6ª Turma. AgRg no HC n. 665.698/RS, Rel. Min. Antônio Saldanha Palheiro, julgado em 10/5/2022. 
• A jurisprudência deste Tribunal Superior é firme em garantir a discricionariedade do julgador, sem a fixação 
de critério aritmético, na escolha da sanção a ser estabelecida na primeira etapa da dosimetria. 
STJ. 6ª Turma. AgRg no HC n. 670.044/RS, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, julgado em 10/5/2022. 
• Não há direito subjetivo do réu ao emprego da fração de 1/6 por cada circunstância judicial desfavorável, 
para elevação da reprimenda básica. 
STJ. 5ª Turma. AgRg no AREsp 2.037.079/TO, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 26/04/2022. 
STJ. 6ª Turma. AgRg no HC 647642/SC, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 15/06/2021 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
É possível o aumento de pena-base fundado nos abalos psicológicos causados à vítima sobrevivente. 
Nota: no caso concreto, a pena-base foi exasperada em razão do abalo psicológico causado à ofendida que 
precisou vender sua residência por valor muito inferior ao de mercado, pois não conseguia conviver com as 
lembranças que o local lhe trazia e precisou adquirir com urgência outro imóvel para morar. A presença de 
sequelas psicológicas decorrentes do crime tem sido considerado fundamento idôneo para justificar o 
afastamento da pena-base do piso legal, pois demonstra que a conduta do agente extrapolou os limites 
ordinários do tipo penal violado, merecendo, portanto, maior repreensão. Para tanto, a exasperação da 
pena-base deve estar fundamentada em dados concretos extraídos da conduta imputada ao acusado, os 
quais devem desbordar dos elementos próprios do tipo penal. 
STJ. 5ª Turma. HC 624.350/SC, Rel. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 09/12/2020. 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Havendo pluralidade de causas de aumento de pena e sendo apenas uma delas empregada na terceira fase, 
as demais podem ser utilizadas nas demais etapas da dosimetria da pena. 
Nota: A etapa judicial adotou O SISTEMA TRIFÁSICO DA DOSIMETRIA, conforme explicitado no item 51 da 
Exposição de Motivos da Parte Geral do Código Penal e delineado no art. 68 do Código Penal. Assim, a 
dosimetria da pena na sentença obedece a um critério trifásico: 
• 1º passo: o juiz calcula a pena-base de acordo com as circunstâncias judiciais do art. 59, CP; 
• 2º passo: o juiz aplica as agravantes e atenuantes; 
• 3º passo: o juiz aplica as causas de aumento e de diminuição. 
Este critério trifásico, elaborado por Nelson Hungria, foi adotado pelo Código Penal, sendo consagrado pela 
jurisprudência pátria: STJ. 6ª Turma. AgRg no REsp 1021796/RS, Rel. Min. Assusete Magalhães, julgado em 
19/03/2013. 
O deslocamento da majorante sobejante para outra fase da dosimetria, além de não contrariar o sistema 
trifásico, é a que melhor se coaduna com o princípio da individualização da pena. 
STJ. 3ª Seção. HC 463.434-MT, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 25/11/2020 (Info 684). 
CADERNO DE JURISPRUDÊNCIAS 
 
PREPARAÇÃO EXTENSIVA 48 SEMANAS 
 
CICLO I – SEMANA 02/48 
16 
OBS.: esse mesmo raciocínio empregado no caso das qualificadoras pode também ser utilizado para os casos 
em que há pluralidade de causas de aumento de pena. 
STJ. 3ª Seção. HC 463.434-MT, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 25/11/2020. (Info 684) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
O forte vínculo de parentesco com o adolescente induzido à prática do crime torna a conduta dos pacientes 
mais repreensível. 
STJ. 5ª Turma. HC 614.998/PE, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 13/10/2020. 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
A circunstância de se tratar de réu da carreira da polícia – DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL – denota 
reprovabilidade especial a justificar o aumento da pena-base, tratando-se de culpabilidade que ultrapassa 
aquela ínsita aos delitos pelos quais condenado, previstos nos arts. 312 e 311 do CP. 
STJ. 6ª Turma. AgRg no REsp 1.885.525, Rel. Min. Nefi Cordeiro, julgado em 06/10/2020. 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Não se aplica a agravante prevista no art. 61, II, “h”, do Código Penal na hipótese em que o crime de furto 
qualificado pelo arrombamento à residência ocorreu quando os proprietários não se encontravam no imóvel, 
não havendo que se falar, portanto, em ameaça à vítima ou em benefício do agente para a prática delitiva 
em razão de sua condição de fragilidade. 
Nota: 
Art. 61, CP. São circunstâncias que sempre agravam a pena, quando não constituem ou qualificam o crime: [...] 
II - ter o agente cometido o crime: [...] 
h) contra criança, maior de 60 (sessenta) anos, enfermo ou mulher grávida.” 
Por se tratar de agravante de natureza objetiva, a incidência do art. 61, II, “h”, do CP não depende da prévia 
ciência pelo réu da idade da vítima, sendo, de igual modo, desnecessário perquirir se tal circunstância, de 
fato, facilitou ou concorreu para a prática delitiva, pois a maior vulnerabilidade do idoso é presumida. 
STJ. 5ª Turma. HC 593.219-SC, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 25/08/2020. (Info 679) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
NÃO se aplica para o reconhecimento dos maus antecedentes o prazo quinquenal de prescrição da 
reincidência, previsto no art. 64, I, do Código Penal. 
Nota: 
⇾ A existência de condenação anterior, ocorrida em prazo superior a 5 (cinco) anos, contado da extinção da 
pena, poderá ser considerada como maus antecedentes? Após o período depurador, ainda será possível 
considerar a condenação como maus antecedentes? 
• SIM. As condenações atingidas pelo período depurador quinquenal do art. 64, inciso I, do CP, embora 
afastem os efeitos da reincidência, NÃO impedem a configuração de maus antecedentes, na primeira etapa 
da dosimetria da pena. 
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/9afe487de556e59e6db6c862adfe25a4?categoria=11&subcategoria=96&criterio-pesquisa=e
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/9afe487de556e59e6db6c862adfe25a4?categoria=11&subcategoria=96&criterio-pesquisa=e
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/9afe487de556e59e6db6c862adfe25a4?categoria=11&subcategoria=96&criterio-pesquisa=e
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/9afe487de556e59e6db6c862adfe25a4?categoria=11&subcategoria=96&criterio-pesquisa=e
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/9afe487de556e59e6db6c862adfe25a4?categoria=11&subcategoria=96&criterio-pesquisa=eCADERNO DE JURISPRUDÊNCIAS 
 
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CICLO I – SEMANA 02/48 
17 
STJ. 5ª Turma. AgRg no HC 558.745/SP, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 15/09/2020. STJ. 
6ª Turma. AgRg no HC 471.346/MS, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, julgado em 21/05/2019. 
• NÃO se aplica para o reconhecimento dos maus antecedentes o prazo quinquenal de prescrição da 
reincidência, previsto no art. 64, I, do Código Penal. 
STF. Plenário. RE 593818/SC, Rel. Min. Roberto Barroso, julgado em 17/8/2020 (Repercussão Geral - Tema 
150). 
⚠ Obs.: vale ressaltar, contudo, que o STJ possui o entendimento no sentido de que, quando os registros 
da folha de antecedentes do réu são muito antigos, admite-se o afastamento de sua análise desfavorável, 
em aplicação à teoria do direito ao esquecimento: 
Quando os registros da folha de antecedentes do réu são muito antigos, como no presente caso, admite-se 
o afastamento de sua análise desfavorável, em aplicação à teoria do direito ao esquecimento. Não se pode 
tornar perpétua a valoração negativa dos antecedentes, nem perenizar o estigma de criminoso para fins de 
aplicação da reprimenda, pois a transitoriedade é consectário natural da ordem das coisas. Se o transcurso 
do tempo impede que condenações anteriores configurem reincidência, esse mesmo fundamento - o lapso 
temporal - deve ser sopesado na análise das condenações geradoras, em tese, de maus antecedentes. 
STJ. 6ª Turma. HC 452.570/PR, Rel. Min. Antônio Saldanha Palheiro, julgado em 02/02/2021. 
STF. Plenário. RE 593818/SC, Rel. Min. Roberto Barroso, julgado em 17/8/2020. (Repercussão Geral - Tema 150) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Demonstrada mera falta de técnica na sentença, o habeas corpus pode ser deferido para nominar de forma 
correta os registros pretéritos da paciente, doravante chamados de maus antecedentes, e NÃO de conduta 
social, SEM afastar, todavia, o dado desabonador que, concretamente, existe nos autos e justifica 
diferenciada individualização da pena. 
HC 501.144-SP, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 10/03/2020, DJe 17/03/2020. (Info 669-STJ) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Nos casos em que se aplica a Lei n. 13.654/2018, é possível a valoração do EMPREGO DE ARMA BRANCA, 
NO CRIME DE ROUBO, como circunstância judicial desabonadora (art. 59 do CP). 
Nota: com o advento da Lei 13.654, de 23 de abril de 2018, que revogou o inciso I do artigo 157 do CP, o 
emprego de arma branca no crime de roubo deixou de ser considerado como majorante, a justificar o 
incremento da reprimenda na terceira fase do cálculo dosimétrico, sendo, porém, plenamente possível a sua 
valoração como circunstância judicial desabonadora, nos moldes do reconhecido pelas instâncias 
ordinárias. 
HC 556.629-RJ, Rel. Min. Ribeiro Dantas, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 03/03/2020, DJe 23/03/2020. (Info 668-STJ) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
A qualificadora do meio cruel é compatível com o dolo eventual. 
CASO: réu atropelou pedestre, não parou o veículo e o arrastou por 500 metros. 
https://scon.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%27201900883013%27.REG.
https://scon.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%27202000030642%27.REG.
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CICLO I – SEMANA 02/48 
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REsp 1.829.601-PR, Rel. Min. Nefi Cordeiro, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 04/02/2020, DJe 12/02/2020. (Info 665-STJ) 
Mesmo sentido: STJ, 5ª Turma. AgRg no Resp 157389/SC, julgado em 09/04/2019. 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
A folha de antecedentes criminais é um documento válido para comprovar maus antecedentes ou 
reincidência. 
Veja também: é possível que a reincidência do réu seja demonstrada com informações processuais extraídas 
dos sítios eletrônicos dos tribunais. 
STJ. 5ª Turma. AgRg no HC 448972/SP, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 16/08/2018/STF. 1ª Turma. 
HC 162548 AgR/SP, Rel. Min. Rosa Weber, julgado em 16/6/2020 (Info 982). 
• Súmula nº 636, STJ. A folha de antecedentes criminais é documento suficiente a comprovar os maus 
antecedentes e a reincidência. 
STJ. 3ª Seção. Aprovada em 26/06/2019, DJe 27/06/2019. (Info 650) 
Súmula 636-STJ 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
O descumprimento REITERADO de medidas protetivas de urgência é fundamento idôneo para valorar 
negativamente a personalidade do agente, porquanto tal comportamento revela seu especial desrespeito 
e desprezo tanto pela mulher quanto pelo sistema judicial. 
STJ. 6ª Turma. HC 452.391/PR, Rel. Min. Rogério Schietti Cruz, julgado em 28/05/2019. 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Para ter direito à atenuante da confissão espontânea no caso do crime de tráfico de drogas, é necessário 
que o réu admita que traficava, NÃO podendo dizer que era mero usuário. 
Nota: a incidência da atenuante da confissão espontânea no crime de tráfico ilícito de entorpecentes exige 
o reconhecimento da traficância pelo acusado, NÃO bastando a mera admissão da posse ou propriedade 
para uso próprio. 
• Súmula nº 630, STJ. A incidência da atenuante da confissão espontânea no crime de tráfico ilícito de 
entorpecentes exige o reconhecimento da traficância pelo acusado, não bastando a mera admissão da posse 
ou propriedade para uso próprio. 
STJ. 3ª Seção. Aprovada em 24/04/2019, DJe 29/04/2019. (Info 646) 
Súmula 630-STJ 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Condenações anteriores transitadas em julgado NÃO podem ser utilizadas como personalidade ou conduta 
social desfavorável. 
Nota: não se admite a utilização de condenações criminais para desvalorar a personalidade ou a conduta 
social do agente. A conduta e personalidade do agente não se confundem com antecedentes criminais. A 
atuação do réu no contexto familiar, na comunidade, no trabalho etc. é conduta social; o seu temperamento 
e características do seu caráter é sua personalidade social. 
https://scon.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%27201901396675%27.REG.
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/1147dc16a8e1b44eead07282cad093f8?categoria=11&subcategoria=96&criterio-pesquisa=e
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/1147dc16a8e1b44eead07282cad093f8?categoria=11&subcategoria=96&criterio-pesquisa=e
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/1147dc16a8e1b44eead07282cad093f8?categoria=11&subcategoria=96&criterio-pesquisa=e
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/1147dc16a8e1b44eead07282cad093f8?categoria=11&subcategoria=96&criterio-pesquisa=e
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/1147dc16a8e1b44eead07282cad093f8?categoria=11&subcategoria=96&criterio-pesquisa=e
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/1147dc16a8e1b44eead07282cad093f8?categoria=11&subcategoria=96&criterio-pesquisa=e
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/1147dc16a8e1b44eead07282cad093f8?categoria=11&subcategoria=96&criterio-pesquisa=e
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CICLO I – SEMANA 02/48 
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STJ. 3ª Seção. EAREsp 1.311.636-MS, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 10/04/2019. (Info 947) 
Mesmo sentido: STJ. 6ª Turma. REsp 1.760.972-MG, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 08/11/2018 (Info 639) / STJ, 5ª Turma. HC 475.436/PE, 
julgado em 13.12.2018; STF, 2ª Turma, RHC 130132, julgado em 10/05/2016 (Info 825). 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
A existência de condenações definitivas anteriores NÃO se presta a fundamentar a exasperação da pena-
base como personalidade voltada para o crime. 
Condenações transitadas em julgado NÃO constituem fundamento idôneo para análise desfavorável da 
personalidade do agente. 
STJ. 6ª Turma. HC 472.654-DF, Rel. Min. Laurita Vaz,julgado em 21/02/2019. (Info 643) 
Mesmo sentido: STJ. 5ª Turma. HC 466.746/PE, julgado em 11/12/2018. 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Não se mostra correto o magistrado utilizar as condenações anteriores transitadas em julgado como 
“conduta social desfavorável”. NÃO é possível a utilização de condenações anteriores com trânsito em 
julgado como fundamento para negativar a conduta social. 
NOTA: não se pode confundir conduta social (comportamento do agente no meio familiar, no ambiente de 
trabalho e no relacionamento com outros indivíduos) com antecedentes criminais. 
STJ. 6ª Turma. REsp 1.760.972-MG, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 08/11/2018. (Info 639) 
Mesmo sentido: STJ, 5ª Turma. HC 475.436/PE, julgado em 13.12.2018; STF, 2ª Turma, RHC 130132, julgado em 10/05/2016. (Info 825) 
Mais recente: STJ. 3ª Seção. EAREsp 1.311.636-MS, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 10/04/2019. (Info 947) 
 
 
2.1. Pena de Multa: 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Em adequação ao entendimento do Supremo Tribunal Federal, o INADIMPLEMENTO da pena de multa 
obsta a extinção da punibilidade do apenado. 
Nota: O STF decidiu na ADI 3.150/DF que a multa é espécie de pena. 
AgRg no REsp 1.850.903-SP, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 28/04/2020, DJe 30/04/2020. 
(Info 671-STJ) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
O MINISTÉRIO PÚBLICO possui legitimidade para propor a cobrança de multa decorrente de sentença penal 
condenatória transitada em julgado, com a possibilidade subsidiária de cobrança pela Fazenda Pública. 
Nota: a Súmula 521-STF fica superada e deverá ser cancelada. 
Súmula 521-STJ: A legitimidade para a execução fiscal de multa pendente de pagamento imposta em 
sentença condenatória é exclusiva da Procuradoria da Fazenda Pública. 
Nota: O presente caderno é de jurisprudência e o julgado postado é do Plenário do STF na ADI 3.150 -DF 
que, apesar de ser de 2018, foi publicado somente em junho de 2020 no sentido de legitimação prioritária 
http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?origemPesquisa=informativo&origemPesquisa=informativo&tipo=num_pro&valor=REsp1850903
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CICLO I – SEMANA 02/48 
20 
do MP, podendo a multa ser cobrada pela Fazenda se o MP não houver atuado em prazo razoável (90 
dias). 
Tal posição foi REAFIRMADA pelo STF em decisão publicada em outubro de 2020: […] 
1. Execução penal em que foi extinta a pena privativa de liberdade pelo indulto. Não obstante, subsistente o 
dever jurídico de pagamento da pena de multa. 
2. O juízo da execução penal é competente para a execução da multa se houver atuação do Ministério 
Público, que é o legitimado prioritário (12ª QO na AP nº 470, de minha relatoria; ADI nº 3150, em que fui 
designado redator para o acórdão). 
3. Por outro lado, havendo atuação da Fazenda Pública, legitimado subsidiário, a execução da multa deve 
ocorrer perante o juízo da execução fiscal. 
4. Na hipótese, a PGFN noticia que a multa criminal é objeto de execução fiscal. Assim, não há motivo para o 
prosseguimento desta execução penal porque já ajuizada a respectiva execução fiscal no juízo cível. 
5. Arquivamento da execução penal. […] (Execução Penal nº 12/DF, STF, Rel. Min. Roberto Barroso, decisão 
de 16.10.2020, publicado no DJ em 19.10.2020). 
 
Obs. há um julgado da 5ª Turma do STJ publicado em novembro no sentido que cabe ao juízo das execuções 
penais, sem ressalvas, a competência da execução da pena de multa. 
Assentou o STJ: 
[…] II - O Plenário do Excelso Pretório, em sede de controle concentrado de constitucionalidade, via dotada 
de eficácia erga omnes e efeito vinculante em relação aos demais órgão do Poder Judiciário 
nacional, reconheceu ser atribuição prioritária do Ministério Público, Federal ou Estadual, promover a 
execução da pena de multa, o que fará conforme o procedimento descrito nos artigos 164 e seguintes da Lei 
n. 7.210/1984, perante o Juízo das Execuções Penais. 
III - No caso vertente, colhe-se da decisão de primeiro grau, transcrita no acórdão guerreado (fls. 51-57), que 
à época em que requerida a declaração do indulto da sanção pecuniária perante o juízo das execuções penais, 
ainda não havia sido encaminhada informações quanto ao débito à Procuradoria da Fazenda Nacional para 
inscrição em dívida ativa. 
IV - Ainda que assim não fosse, proveito algum decorreria da declaração de incompetência do juízo das 
execuções penais, eis que, conforme a atual redação do artigo 51 do Código Penal, recentemente alterada 
pela Lei n. 13.964/2019, cabe ao juízo das execuções penais, SEM RESSALVAS, a competência para 
execução da pena de multa. É de conhecimento geral que as alterações nas regras processuais relativas à 
competência material têm aplicação imediata, independentemente das que vigiam à época do cometimento 
do crime. […] (Agravo Regimental no Recurso Especial nº 1.869.371-PR, STJ, 5ª Turma, julgado em 
17.11.2020, publicado no DJ em 24.11.2020) 
Em conclusão, depois da entrada em vigor da Lei nº 13.964/2019, a execução da pena de multa deverá ser, 
necessariamente, perante o Juízo da Execução Penal, com atribuição exclusiva do Ministério Público, sendo 
descabido falar, desde então, em atribuição subsidiária da Fazenda Pública perante a Vara de Execuções 
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CICLO I – SEMANA 02/48 
21 
Fiscais, nos termos em que decidido pelo STF (segundo a redação da disposição anterior) na ADI nº 3.150-
DF. 
 
⚠ CUIDADO! MODULAÇÃO DOS EFEITOS: 
O STF, em embargos de declaração, decidiu modular os efeitos do entendimento acima e afirmou que 
existe competência concorrente da Procuradoria da Fazenda Pública quanto às execuções findas ou 
iniciadas até a data do trânsito em julgado da presente ação direta de inconstitucionalidade (STF. Plenário. 
ADI 3150 ED, Rel. Min. Roberto Barroso, julgado em 20/04/2020). 
STF. Plenário. ADI 3150/DF, Min. Roberto Barroso, julgado em 12 e 13/12/2018. (Info 927) 
 
 
3. CONCURSO FORMAL E CRIME CONTINUADO: 
 
3.1. Crime Continuado: 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
 
É proporcional a aplicação da fração máxima de 2/3 na hipótese de a conduta criminosa corresponder a 7 
ou mais infrações em continuidade delitiva. 
Nota: A jurisprudência do STJ entende que "a fração a ser aplicada a título de continuidade delitiva deve ser 
proporcional ao número de infrações cometidas, sendo aplicada a fração máxima de 2/3 no caso de 7 ou 
mais infrações." (AgRg no AREsp n. 2.067.269/SP, Ministro Olindo Menezes (Desembargador convocado do 
TRF 1ª Região), Sexta Turma, DJe de 5/8/2022). 
2 crimes aumenta 1/6 
3 crimes aumenta 1/5 
4 crimes aumenta 1/4 
5 crimes aumenta 1/3 
6 crimes aumenta 1/2 
7 ou mais aumenta 2/3 
STJ. AgRg no REsp 1.945.790-MS, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 13/09/2022. (Info 749). 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
https://processo.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%28%28AGRESP.clas.+ou+%22AgRg+no+REsp%22.clap.%29+e+%40num%3D%221945790%22%29+ou+%28%28AGRESP+ou+%22AgRg+no+REsp%22%29+adj+%221945790%22%29.suce.
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22 
O reconhecimento da continuidade delitiva não importa na obrigatoriedade de redução da pena definitiva 
fixada em cúmulo material, porquanto há possibilidade de aumento do delito mais gravoso em até o triplo, 
nos termos do art. 71, parágrafo único, in fine, do Código Penal. 
STJ. 6ª Turma. AgRg no HC 301.882-RJ, Rel. Min. Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 19/04/2022, DJe 
26/04/2022. (Info 734) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Os delitos de apropriação indébita previdenciária e de sonegação de contribuição previdenciária,previstos, respectivamente, nos arts. 168-A e 337-A do CP, embora sejam do mesmo gênero, são de 
espécies diversas; obstando a benesse da continuidade delitiva. 
 
STJ. 5ª Turma. AgRg no REsp 1868826/CE, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 09/02/2021. 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Não há continuidade delitiva entre os crimes de roubo e extorsão, ainda que praticados em conjunto. Isso 
porque, os referidos crimes, apesar de serem da mesma natureza, são de espécies diversas. 
 
STF. 1ª Turma. HC 190909, rel. org. Min. Marco Aurélio, red. p/ o ac. Min. Dias Toffoli, julgado em 26/10/2020. 
Mesmo sentido: STJ. 5ª Turma. HC 435.792/SP, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 24/05/2018. STF. 1ª Turma. HC 114667/SP, rel. org. Min. Marco 
Aurélio, red. p/ o ac. Min. Roberto Barroso, julgado em 24/4/2018 (Info 899). TJ. 5ª Turma. AgInt no AREsp 908.786/PB, Rel. Min. Felix Fischer, julgado 
em 06/12/2016. 
 
 
4. INDULTO: 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
O indulto é instituto da execução penal, não se estendendo os benefícios da norma instituidora aos presos 
cautelarmente com direito à detração penal. 
Nota: a jurisprudência da Corte, é no sentido de que o indulto é instituto da execução penal, não se 
estendendo os benefícios da norma instituidora, no caso o Decreto Presidencial n. 9.246/1997, aos presos 
cautelarmente com direito à detração penal, mas apenas aos que cumpriam prisão-pena na ocasião da edição 
da norma. 
STJ. AgRg no AREsp 1.887.116-GO, Rel. Min. Olindo Menezes (Desembargador convocado do TRF 1ª Região), Sexta Turma, por unanimidade, 
julgado em 03/05/2022, DJe 06/05/2022. (Info 736) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
O INDULTO extingue somente a pena ou medida de segurança, NÃO interferindo nos efeitos secundários 
da condenação. 
Nota: 
⚠ Já a ANISTIA extingue os efeitos primários e secundários. 
https://processo.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%28%28AGRHC.clas.+ou+%22AgRg+no+HC%22.clap.%29+e+%40num%3D%22301882%22%29+ou+%28%28AGRHC+ou+%22AgRg+no+HC%22%29+adj+%22301882%22%29.suce.
https://processo.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%28%28AGARESP.clas.+ou+%22AgRg+no+AREsp%22.clap.%29+e+%40num%3D%221887116%22%29+ou+%28%28AGARESP+ou+%22AgRg+no+AREsp%22%29+adj+%221887116%22%29.suce.
CADERNO DE JURISPRUDÊNCIAS 
 
PREPARAÇÃO EXTENSIVA 48 SEMANAS 
 
CICLO I – SEMANA 02/48 
23 
• Súmula nº 631, STJ. O indulto extingue os efeitos primários da condenação (pretensão executória), mas 
não atinge os efeitos secundários, penais ou extrapenais. 
3ª Seção. Aprovada em 24/04/2019, DJe 29/04/2019. (Info 646) 
 
 
5. FIXAÇÃO DO REGIME PRISIONAL: 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Dadas as peculiaridades do caso concreto, admite-se que ao réu primário, condenado à pena igual ou 
inferior a 4 (quatro) anos de reclusão, seja fixado o regime inicial aberto, ainda que negativada 
circunstância judicial. 
Nota: A despeito de o § 3º do art. 33 do Código Penal dispor que para a escolha do modo inicial de 
cumprimento da pena deverão ser observados os critérios do art. 59, não fica o julgador compelido a fixar 
regime mais gravoso do que o cabível em razão do quantitativo da sanção imposta, ainda que presente 
circunstância judicial desfavorável. 
Assim, embora a definição da pena-base acima do mínimo legalmente previsto autorize, nos termos do art. 
33, § 3º, do Código Penal, a fixação do regime inicial imediatamente mais grave do que o estabelecido em 
razão do quantum da pena aplicada, nada impede que o julgador deixe de recrudescer o modo prisional se 
entender que aquele cominado ao montante da pena imposta se mostra suficiente à reprovação do delito. 
É possível, portanto, concluir que a negativação de circunstâncias judiciais, ao contrário do que ocorre 
quando reconhecida a agravante da reincidência, confere ao julgador a faculdade - e não a obrigatoriedade 
- de recrudescer o regime prisional. 
STJ. 6ª Turma. REsp 1.970.578-SC, Rel. Min. Olindo Menezes (Desembargador convocado do TRF1ª Região), Sexta Turma, por maioria, julgado em 
03/05/2022. (Info 735) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
A reincidência delitiva do paciente, que praticou o quinto furto em pequeno município, eleva a gravidade 
subjetiva de sua conduta. 
Nota: João, reincidente, foi condenado a uma pena de 1 ano e 4 meses de reclusão, em regime inicial fechado, 
pela prática do crime de furto simples (art. 155, caput, do CP). A defesa postulou a aplicação do regime aberto 
com base no princípio da insignificância, considerado o objeto furtado ter sido apenas uma garrafa de licor. 
O STF decidiu impor o regime semiaberto. Entendeu-se que, de um lado, o regime fechado deve ser afastado. 
Por outro, não se pode conferir o regime aberto para um condenado reincidente, uma vez que isso poderia 
se tornar um incentivo à criminalidade, ainda mais em cidades menores, onde o furto é, via de regra, 
perpetrado no mesmo estabelecimento. 
STF. 1ª Turma. HC 136385/SC, Rel. Min. Marco Aurélio, red. julgado em 07/08/2018. (Info 910) 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
https://processo.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&valor=REsp1970578
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Se todas as circunstâncias judiciais são favoráveis, de forma que a pena-base foi fixada no mínimo legal, 
então, neste caso, NÃO cabe a imposição de regime inicial mais gravoso. 
Nota: o STJ possui um enunciado nesse sentido: 
• Súmula nº 440, STJ: Fixada a pena-base no mínimo legal, é VEDADO o estabelecimento de regime prisional 
mais gravoso do que o cabível em razão da sanção imposta, com base apenas na gravidade abstrata do delito. 
STF. 2ª Turma. RHC 131133/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 10/10/2017 (Info 881). 
 
 
6. PENAS RESTRITIVAS DE DIREITOS: 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Se a prestação pecuniária prevista no art. 45, § 1º do CP for paga à vítima (o que é a prioridade), esse valor 
deverá ser abatido da quantia fixada como reparação dos danos (art. 387, IV, do CPP). 
Nota: A partir de uma interpretação teleológica, pode-se concluir que o art. 45, § 1º, do CP previu uma ordem 
sucessiva de preferência entre os beneficiários elencados. Assim, havendo vítima determinada, o valor fixado 
como prestação pecuniária deve ser a ela destinado. Se não houver vítima, quem recebe são seus 
dependentes ou a entidade pública ou privada. 
STJ. 5ª Turma. REsp 1.882.059-SC, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, julgado em 19/10/2021 (Info 714). 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Não existe direito subjetivo do réu em optar, na substituição da pena privativa de liberdade por restritiva 
de direitos por qual medida prefere cumprir, cabendo ao judiciário fixar a medida mais adequada ao caso 
concreto. 
Nota: Não existe direito subjetivo do réu em optar, na substituição da pena privativa de liberdade, se prefere 
duas penas restritivas de direitos ou uma restritiva de direitos e uma multa. AgRg no HC 456.224/SC, Rel. 
Ministro JOEL ILAN PACIORNIK, QUINTA TURMA, DJe 01/04/2019. AgRg no HC 587.473/SC, Rel. Ministra 
LAURITA VAZ, SEXTA TURMA, julgado em 25/08/2020, DJe 04/09/2020. 
AgRg no HC 582.302/SC, Rel. Ministro JOEL ILAN PACIORNIK, QUINTA TURMA, julgado em 03/11/2020, DJe 16/11/2020. 
 
No Concurso Será Cobrado Da Seguinte Forma: 
Não é possível a aplicação da detração, na pena privativa de liberdade, do valor recolhido a título de 
prestação pecuniária. Isto porque, a prestação pecuniária tem caráter penal e indenizatório, com 
consequências jurídicas distintas da prestação de serviços à comunidade (em que se admite a detração). 
TJ. 5ª Turma. REsp 1853916/PR, Rel. Min. Nefi Cordeiro, julgado em04/08/2020. STJ. 6ª Turma. AgRg no HC 401.049/SC, Rel. Min. Ribeiro Dantas, 
julgado em 13/12/2018. 
 
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