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A Teoria da Dependência surgiu a partir dos anos 60 e 70 como uma forma de contestar a visão dominante na época de que os países em desenvolvimento poderiam atingir o progresso econômico seguindo o modelo dos países desenvolvidos. Os pensadores que contribuíram para o desenvolvimento dessa teoria argumentaram que a situação de dependência dos países do Sul em relação aos países do Norte era uma barreira significativa para o seu desenvolvimento.
Figuras-chave como Raúl Prebisch e Celso Furtado foram fundamentais para a elaboração da Teoria da Dependência. Prebisch, economista argentino, foi um dos primeiros a discutir a desvantagem estrutural dos países em desenvolvimento no comércio internacional, enquanto Furtado, economista brasileiro, destacou a importância de políticas econômicas voltadas para o desenvolvimento interno dos países periféricos.
A Teoria da Dependência argumenta que a relação de dependência entre países dominantes e dominados não é uma questão de escolha ou etapa necessária do desenvolvimento, mas sim uma consequência das relações de poder desiguais presentes no sistema internacional. Os países do Sul estariam em uma posição de subordinação em relação aos países do Norte, sendo explorados e desfavorecidos nas trocas comerciais.
No entanto, a Teoria da Dependência também enfrentou críticas ao longo do tempo. Alguns estudiosos argumentam que ela simplifica demais as relações complexas entre os países e ignora as diversas estratégias que os países em desenvolvimento podem adotar para buscar o seu desenvolvimento. Além disso, a teoria também foi acusada de não oferecer soluções práticas para a situação de dependência dos países periféricos.
Diante dessas críticas, é importante considerar que a Teoria da Dependência contribuiu significativamente para a compreensão das desigualdades globais e para o debate sobre o desenvolvimento econômico dos países em desenvolvimento. Ela enfatizou a necessidade de políticas mais equitativas e solidárias entre os países, além de questionar as estruturas de poder vigentes no sistema internacional.
No entanto, para avançar nesse debate, é essencial considerar perspectivas alternativas e novas abordagens que possam complementar e enriquecer a discussão sobre as relações de dependência entre os países. A busca por soluções inovadoras e sustentáveis para os desafios do desenvolvimento global exige uma visão plural e colaborativa, que incorpore diferentes pontos de vista e propostas concretas de ação.
Em suma, a Teoria da Dependência foi uma contribuição valiosa para o campo das relações internacionais e do desenvolvimento econômico, mas é fundamental continuar discutindo e aprimorando as suas ideias à luz das críticas e das transformações do cenário global. Somente assim será possível avançar na construção de um mundo mais justo e equitativo para todos os países e suas sociedades.

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