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74314(B)- ANÁLISE INSTRUMENTAL 2: MÉTODOS ELETROANALÍTICOS Sextas-feiras: 08.00-11.40 Orlando Fatibello-Filho LABBES / Departamento de Química Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) bello@ufscar.br http://www.labbes.ufscar.br Aula 2-Condutometria 2 Introdução As medidas de condutividade de soluções foram reportadas pela primeira vez por Henry Cavendish em 1776. Este pesquisador tentou imitar a eletricidade de uma enguia elétrica (Electrophorus electricus). Ele empregou 6 tubos de vidro medindo cada um 30,48 cm de comprimento (um pé, na escala padrão vigente na época) e dois eletrodos metálicos nas extremidades de cada tubo, sendo que um deles era móvel de maneira que ele podia ajustar a distância entre eles. A descarga elétrica era fornecida por 6 jarros de Leyden com a mesma carga armazenada em cada um destes dispositivos. Uma das extremidades era ligada ao botão da garrafa. Ele fazia parte do circuito elétrico como detector de choque no lugar de um galvanômetro, que foi desenvolvido 40 anos mais tarde. CAVENDISH, H. An account of some attempts to imitate the effects of the torpedo by electricity, Philosophical Transactions of the Royal Society, v. 66, 196-225, 1776 3 O emprego de corrente alternada entre os dois eletrodos de platina em frequências adequadas foi reportado pela primeira vez por Friedrich Kohlrausch e August Nippoldt (1869) e a ausência de polarização dos eletrodos levaram a resultados mais satisfatórios e confiáveis. Atualmente, os condutivímetros comerciais possuem uma frequência entre 40 e 2000 Hz, i.e., a polaridade entre os eletrodos se alterna entre 40 e 2000 vezes por segundo, evitando-se assim o acúmulo de espécies durante as medidas de condutância elétrica ou da resistência elétrica das soluções. KOHLRAUSCH, F.; NIPPOLDT, W. A. Über die Gültigkeit der Ohmschen Gesetze für Electrolyte und eine numerische Bestimmung des Leitungswiderstanes der verdünnten Schwefelsaure durch alternierende Ströme, Annalen der Physik und Chemie, v. 214, 280-298, 1869 (doi:10.1002/andp.18692141006). 4 CONDUTORES 1) Primeira classe ou Eletrônicos metálicos: elétrons 2) Segunda classe ou Iônicos: íons Figura 1. Condutores eletrônicos e iônicos 5 Figura 2 Perfil de potencial aplicado ao longo do tempo em condutivímetros de corrente alternada. Os esquemas mostram a direção do deslocamento dos íons em solução de acordo com o potencial do eletrodo 6 Figura 3 Ponte de Wheatstone para medidas da resistência de soluções: G é um galvanômetro; R1 e R2 são resistências fixas, R3 é uma resistência de valor variável e Rx é a resistência desconhecida (célula de condutividade). Lei de Kirchhoff (lei das malhas) 𝑹𝒙 = 𝑹𝟐 𝑹𝟏 𝑹𝟑 7 Figura 4 Esquema de uma célula condutométrica 𝑬 = 𝑹 × 𝑰 (1): 1a lei Ohm E é o potencial (V), R a resistência da solução (Ω) e I a corrente (A). 𝑮 = 𝟏 𝑹 (3) A condutância da solução (G) é o inverso da resistência (R) em ohm 𝑮 = 𝜿 𝑨 𝒍 = 𝜿𝜣−𝟏 (4) A condutância específica ou condutividade elétrica (κ, S cm-1) é a recíproca da resistência específica ou resistividade da solução (ρ, Ω cm). A relação entre condutância, condutividade elétrica e os parâmetros geométricos da célula (constante da célula) (𝜣) são dados na Equação 3 𝜣= 𝒍 𝑨 Ω−𝟏 = 𝑺 (𝑺𝒊𝒆𝒎𝒆𝒏𝒔)= 𝟏 𝒐𝒉𝒎 𝑹 = 𝝆 𝒍 𝑨 (2) A resistência específica é a resistência oferecida por 1 cm3 do material (𝝆 = 𝟏 𝜿 ) 8 Na Figura 4 é mostrada um esquema de uma célula condutométrica contendo dois eletrodos de platina platinizada de área A (cm2) a uma distância Ɩ (cm) mergulhadas em uma solução eletrolítica. A constante da célula, Θ (cm-1), é a razão entre a distância entre os eletrodos (Ɩ) e a área (A) deles. Uma constante de célula Θ = 1,0 cm-1 é empregada para soluções com condutividades elétricas (κ) variando entre 10 e 2000 µS cm-1 e uma constante de célula de Θ = 10,0 cm-1 para soluções com condutividades elétricas (κ) variando de 1000 a 200000 µS cm-1. 9 Figura 5 Algumas células condutométricas utilizadas para a determinação da resistência de soluções pelo método de contato eletrodo-eletrólito. (A) célula de Ostwald, (B) célula de Jones-Bollinger, (C) célula de imersão e (D) célula de pipeta. 10 CONDUTOMETRIA INSTRUMENTAÇÃO Medição da resistência (condutividade) de soluções Sensor de temperatura Célula de condutância Condutivímetro Solução de calibração Figura 6 Condutivímetro 11 CONDUTOMETRIA Constante da célula 𝜣= 𝒍 𝑨 1,0 cm−1 (±10%) INSTRUMENTAÇÃO Figura 7 célula típica de condutância 12 Figura 8. Valores recomentados da constante da célula (Θ) para distintas faixas de condutividade elétrica (κ ) de soluções. CONDUTOMETRIA 13 ➢ Determinação de constantes de dissociação (ionização) ➢ Produtos de solubilidade ➢ Condutâncias equivalentes ➢ Formação de complexos ➢ Efeito de solventes Medição da condutância (G) de soluções iônicas Condutometria direta Titulação condutométrica Aplicações 14 CONDUTOMETRIA FATORES QUE AFETAM A CONDUTÂNCIA (G) DE UMA SOLUÇÃO ➢ Temperatura ➢Quantidade de íons ➢ Cargas dos íons ➢Mobilidade dos íons 15 CONDUTOMETRIA Efeito da Temperatura Na condução iônica, a resistência diminui com o aumento da temperatura (contrário do condutor metálico) O aumento de temperatura provoca o aumento da condutância específica (ou condutividade elétrica) dκ dT +1 a +2% por grau 𝑮 = 𝜿 𝑨 𝒍 = 𝜿𝜣−𝟏 (4)𝑮 = 𝟏 𝑹 (𝟑) 16 Temperatura/oC 1 mol L-1 0,1 mol L-1 0,02 mol L-1 0,01 mol L-1 0 0,0654 0,00716 0,001522 0,000776 5 0,0740 0,00822 0,001752 0,000895 10 0,0832 0,00932 0,001995 0,001019 15 0,0925 0,01048 0,002243 0,001147 20 0,1020 0,01167 0,002501 0,001278 25 0,1120 0,01289 0,002768 0,001412 30 - 0,01412 0,003036 0,001552 Tabela 1 Condutividade elétrica, κ, de soluções de KCl (em S cm-1) 17 CONDUTOMETRIA κ = 0,0003 + 0,1188[KCl] R² = 0,9999 0 0,05 0,1 0 0,5 1 κ / S c m − 1 [KCl]/ mol L−1 Figura 9 Condutividade elétrica (κ) (S cm-1) versus concentração de KCl (mol L-1) , T= 25 oC 18 Exemplo 1 Uma célula de condutividade apresenta 60 Ω de resistência (R) para uma solução de KCl 0,1 mol/L a 25 0C. Qual é a constante da célula (Θ)? Resposta: Considerando-se que termo l/A é a constante da célula, Θ, combinando-se as Equações (3) e (4) e obtendo-se o valor de 𝜅 da Tabela 1, obtém-se: 𝛩 = 𝑙 𝐴 = 𝜅 𝐺 = 𝜅𝑅 = 0,01289 S cm × 60Ω Θ = 𝜅𝑅 = 0,01289 S cm × 60Ω = 0,772 1 Ωcm Ω = 0,773 cm−1 A constante da célula é igual a 0,773 cm-1 e, como trata-se de um parâmetro geométrico, pode ser utilizada para outros eletrólitos, em outros solventes e outras temperaturas. CONDUTOMETRIA Efeito da concentração Ácido acético 0 500 κ , S c m − 1 0,00 0,10 [HAc], mol L−1 KCl 0 1200 κ , S c m − 1 0,00 0,10 [KCl], mol L−1 19 Figura 10 Condutividade elétrica de eletrólitos fortes e fracos 20 CONDUTOMETRIA Efeito da concentração A condutância específica aumenta em ambos os casos (eletrólitos fortes e fracos) devido ao aumento do número de íons por unidade de volume da solução No caso dos eletrólitos fortes, o número de íons por unidade de volume aumenta na mesma proporção da concentração. OBS: Para soluções muito concentradas, a relação linear entre κ e concentração pode ser perdida devido aos efeitos de interação iônica. No caso dos eletrólitos fracos, o aumento gradual do número de íons por unidade de volume se relaciona com à ionização parcial do soluto e diminuição do grau de ionização com o aumento da concentração. 21 Figura 11 Condutividade elétrica, κ, de algumas soluções aquosas em função da concentração. 22 Condutividade molar (m) m = 𝜿 𝒄 = Τ𝑺 𝒄𝒎 ൗ𝒎𝒐𝒍 𝑳 = Τ𝑺 𝐜𝐦 ൗ𝒎𝒐𝒍 𝟏𝟎𝟑𝐜𝒎𝟑 = 𝟏𝟎𝟑 𝑺𝒄𝒎𝟐 𝒎𝒐𝒍 =𝟏𝟎𝟑 𝑺𝒄𝒎𝟐𝒎𝒐𝒍−𝟏 Para comparação de eletrólitos em distintas concentrações é importante definir a condutividade molar de um eletrólito (m), que é a condutividadeelétrica (κ) apresentada por um eletrólito em determinada concentração dividida pela concentração (c). 23 Em 1900, Friedrich Kohlrausch propôs empiricamente que a condutividade molar de um eletrólito forte em baixa concentração diminui linearmente com a raiz quadrada da concentração: 𝜦𝒎 = 𝜦∞ − 𝒌 𝒄 sendo 𝜦𝒎 a condutividade molar do eletrólito na concentração c (mol/L), 𝜦∞ a condutividade molar do eletrólito em diluição infinita e k a constante de Kohlrausch. Figura 12 Condutividade molar iônica de algumas soluções aquosas em função da raiz quadrada da concentração. 24 Eletrólito 𝛬∞ S cm2 mol-1 Diferença / S cm2 mol-1 KCl 149,86 23,41 NaCl 126,45 KNO3 144,96 23,41 NaNO3 121,55 KI 150,32 23,41 NaI 126,91 KCl 149,86 4,90 KNO3 144,96 NaCl 126,45 4,90 NaNO3 121,55 Tabela Condutividade molar limite (𝜦∞ ) para distintas soluções salinas e a diferença de condutividade molar limite para eletrólitos com íons comuns Condutividade molar limite (𝜦∞) 𝜦∞= 𝝀∞ + + 𝝀∞ − 25 Condutividade molar limite, 𝜦∞ e condutividades iônicas molares, 𝝀 Cátion 𝜆∞ + S cm2 mol-1 Ânion 𝜆∞ −/ S cm2 mol-1 H3O + 349,8 OH– 198,6 K+ 73,5 SO4 2– 159,6 NH4 + 73,5 Br– 78,1 Ag+ 61,9 I– 76,8 Ba2+ 127,3 Cl– 76,3 Cu2+ 107,2 NO3 – 71,4 Mg2+ 106,1 CO3 2– 138,6 Na+ 50,1 F– 55,4 Li+ 38,7 CH3COO– 40,9 Tabela Condutividades molares limites para alguns íons (𝝀∞) em água a 25 0C. 𝛬∞=λ∞ + + λ∞ − 26 Wilhelm Ostwald (1888) propôs a lei da diluição de um eletrólito fraco 𝛼 = Λ𝑚 Λ∞ sendo Ka a constante de dissociação do ácido acético (HAc), Ac- ânion acetato e 𝜶 o grau de dissociação. CH3COOH + H2O ⇌ CH3COO + H3O + Início c0 0 10-7 Equil. c0 – c0 c0 c0 𝐾𝑎 = 𝐴𝑐− [𝐻+] [𝐻𝐴𝑐] = (𝛼𝑐0)2 (1 − 𝛼)𝑐0 = 𝛼2𝑐0 1 − 𝛼 27 𝐾𝑎 = ∝2 𝑐0 1 −∝ = Λ𝑚 2 𝑐0 (Λ∞ − Λ𝑚)Λ∞ 1 Λ𝑚 = 1 Λ∞ + Λ𝑚𝑐0 𝐾𝑎Λ∞ 2 1 Λ𝑚 1 Λ∞ Λ𝑚𝑐0 1 𝐾𝑎Λ∞ 2 Figura 13 Determinação gráfica da constante de dissociação do HAc (Ka) 28 CONDUTOMETRIA Medição da condutância (G) de soluções ➢ A condutância de uma solução é determinada pela medida da resistência entre dois eletrodos de platina em uma célula com geometria bem definida. + − A l + + − − E Figura 14 Não medir resistência de uma solução com CC 29 CONDUTOMETRIA Medição da condutância (G) de soluções + −+ + − − E Corrente Alternada ➢ Freqüência da corrente alternada entre 60 e 1000 Hz ➢ Evita eletrólise − + E + + − − ➢ As medidas não podem ser realizadas sob corrente contínua (CC) ou corrente direta (DC) por causa da ocorrência de reações eletródicas: oxidação no ânodo e redução no cátodo. ➢ Existem vários dispositivos eletrônicos capazes de operar em corrente alternada (CA) e mensurar a resistência da solução, que será apresentada como condutância caso seja desejado. Figura 15 Medindo a resistência da solução com corrente alternada (AC) 30 CONDUTOMETRIA Medição da condutância (G) de soluções INSTRUMENTAÇÃO CÉLULAS CONDITIMÉTRICAS Construídas com eletrodos de Pt platinizada com uma geometria constante e conhecida. Não é necessário ter conhecimento da área (A) nem da distância entre os eletrodos (l), bastando conhecer a constante de célula (l / A), como será visto logo mais adiante. Pt platinizada Figura 16 As células condutimétricas (ou de condutâncias) 31 Condutometria direta ➢ Baseia-se em medidas de condutância específica; ➢ Possui campo limitado em análises quantitativas, devido à falta de especificidade/seletividade; ➢ Todos íons presentes contribuem para a condutância ➢ As células conditimétricas devem possuir características apropriadas. 32 Condutometria direta ➢ As células são dimensionadas de acordo com a condutância da solução de amostra Soluções com condutâncias baixas: A área dos eletrodos (A) deve ser grande e a distância (l) entre estes pequena G =κ A l Soluções com condutâncias altas: A área dos eletrodos (A) deve ser pequena e a distância (l) entre estes grande ➢ O controle de temperatura é muito importante! Para medidas com exatidão de 1% regular a temperatura em ±0,5ºC Para reduzir o erro a 0,1% é necessário um controle de ±0,05ºC (4) 𝜃−1 = 𝐴 𝑙 33 Condutometria direta ➢ A constante da célula (l / A) deve ser exatamente conhecida; Para uma apropriada cobertura da faixa de condutâncias das soluções iônicas, usam-se células com constantes entre 0,1 e 10 ➢ Em geral, a constante da célula ( l / A) não é determinada diretamente a partir dos parâmetros l e A da célula; ➢ Na prática, a constante de célula é avaliada com base na medida da condutância G de uma solução com condutância específica (κ) conhecida: κ G = l A G =κ A l Rearranjando Soluções de condutâncias específicas (condutividade elétrica, κ) conhecidas são as soluções- padrão de calibração: KCl 𝜣= 𝒍 𝑨 34 Condutometria direta ➢ Executa-se a calibração do sistema de medição com soluções de KCl de concentrações adequadas à faixa de condutividade em que serão realizadas as medições. Calibração das células de condutância t (°C) Gramas de KCl em 1000g de solução 71,1352 7,41913 0,745263 0 0,06517 0,007137 0,0007736 18 0,09783 0,011166 0,0012205 25 0,11134 0,012856 0,0014087 Condutância específica para soluções de KCl Os valores de condutância destas soluções foram estabelecidos em células com geometria perfeitamente definidas. 35 Condutometria direta ➢ Uma vez que a constante de célula (𝜣= 𝒍 𝑨 ) é determinada na calibração os valores de condutância específica podem ser determinados para a solução de amostra de interesse: κ = G . l A Determinado na calibração Medida experimental 36 Condutometria direta ➢ A pureza do solvente (geralmente água) é muito importante nos trabalhos envolvendo condutometria direta de soluções; ➢ As condutâncias específicas (ou elétricas) da maioria das soluções são superiores a 10−3 S cm−1 e, assim, a condutância específica da água pode ser desprezada; ➢ No caso de soluções com condutâncias específicas menores que 10−3 S cm−1, a contribuição da água precisa ser descontada, desde que os eletrólitos da solução não reajam com as impurezas iônicas da água. CORREÇÃO DO SOLVENTE Água de alta pureza (água de condutividade): κA+ é substituído gradativamente por C+ A+ + B− + C+ + D− AD + B− + C+ Amostra Titulante Figura 17 Arranjo experimental empregado em uma titulação ácido-base 41 Titulação condutométrica C o n d u tâ n c ia Volume da solução de titulante P.F. C o n d u tâ n c ia Volume da solução de titulante P.F. C o n d u tâ n c ia Volume da solução de titulante P.F. Caso 1 λ0 A > λ0 C Caso 2 λ0 A ≈ λ0 C Caso 3 λ0 A não exige calibração • Controle de T • Uso de alto volume de titulado e concentração de titulante Titulação condutométrica • PF determinado por mudanças de condutância devido à diferenças de condutividade dos reagentes e produtos • Titulação de neutralização maior relevância prática Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32 Slide 33 Slide 34 Slide 35 Slide 36 Slide 37 Slide 38 Slide 39 Slide 40 Slide 41 Slide 42 Slide 43 Slide 44 Slide 45 Slide 46 Slide 47 Slide 48 Slide 49 Slide 50 Slide 51 Slide 52