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TUTORIA - PROVA 1- Compreender os fatores de risco para infecções urinárias complicadas: Identificar condições como diabetes mellitus e outras comorbidades que predispõem pacientes a infecções urinárias complicadas e discutir a fisiopatologia por trás desse aumento de risco. Infecções urinárias complicadas são aquelas associadas a condições que aumentam o risco de infecção ou falha no tratamento. Diferentemente das infecções simples, elas geralmente exigem cuidados mais complexos e podem levar a complicações mais sérias. FATORES DE RISCO Diabetes Mellitus : O diabetes mellitus mal controlado é um dos principais fatores de risco para infecções urinárias complicadas. A hiperglicemia crônica prejudica o sistema imunológico e promove o crescimento bacteriano na urina, além de diminuir a motilidade vesical, favorecendo a estase urinária, o que aumenta a chance de infecções. ● Neuropatia diabética : Complica o esvaziamento completo da bexiga, resultando em urina residual que facilita o desenvolvimento de bactérias. COMORBIDADES Hipertensão Arterial : A hipertensão pode causar alterações nos vasos sanguíneos renais, comprometendo a perfusão e a função renal, o que pode predispor o paciente a infecções urinárias complicadas. O paciente MRS, por exemplo, tem histórico de hipertensão, controlado com enalapril. Complicações Anatômicas ou Funcionais : Anormalidades estruturais no trato urinário (ex.: obstruções, cálculos renais) ou o uso de dispositivos como cateteres também são fatores de risco. Essas condições criam barreiras ao fluxo urinário, aumentando a retenção e a infecção bacteriana. Histórico de Recorrentes da ITU : Pacientes com infecções urinárias frequentes, como no caso de MRS, têm maior probabilidade de desenvolver infecções mais graves com o tempo, especialmente quando não tratados especificamente ou com fatores predisponentes. Cateterização Urinária: Pacientes que utilizam cateteres urinários de forma prolongada ou intermitente apresentam risco aumentado de infecções urinárias complicadas. O cateter serve como via de entrada direta para bactérias na bexiga e pode promover a formação de biofilmes bacterianos, que são mais resistentes ao tratamento com antibióticos. Imunossupressão: Pacientes imunossuprimidos, como aqueles em uso de corticosteroides crônicos, tratamento quimioterápico ou transplantados, têm um risco aumentado de infecções complicadas. A redução na capacidade de resposta imune torna difícil eliminar as bactérias específicas do trato urinário, causando infecções persistentes ou recorrentes. Uso de Dispositivos Urinários: O uso de cateteres urinários ou stents aumenta o risco de ITU, especialmente em casos de uso prolongado. Estes dispositivos proporcionam um caminho para a entrada de bactérias, favorecendo infecções complicadas. Doenças Neurológicas: Doenças como esclerose múltipla, lesão medular ou acidente vascular cerebral podem levar à disfunção vesical neurogênica, na qual a capacidade de esvaziamento da bexiga está comprometida. O esvaziamento incompleto promove estase urinária, aumentando o risco de colonização bacteriana e infecciosa. ● Sexo feminino. ● Ausência de circuncisão em meninos. ● Obstrução urinária. ● Disfunção miccional. ● Constipação. ● Obesidade FISIOPATOLOGIA A invasão do trato urinário por micro-organismos, em geral, ocorre quando patógenos da flora retal migram para a bexiga através da uretra. Se eles permanecerem apenas no espaço vesical, temos a cistite aguda, que é a infecção do trato urinário baixo, ou seja, restrita à bexiga! Em alguns casos, esses uropatógenos (ou seja, micro- organismos com poder de infectar o trato urinário) podem migrar através dos ureteres até o rim e causar a pielonefrite, que é a infecção do trato urinário alto. Essa é a principal via de contaminação do trato urinário alto, ou seja, por via ascendente. A via hematogênica, ou seja, quando uma bactéria que está na corrente sanguínea migra até o rim e provoca infecção urinária, é menos comum e, em geral, está associada à infecção por Staphylococcus aureus e há quadros mais graves com complicações, como abscessos renais. Os uropatógenos ganham o trato urinário por migração da flora retal ou podem ser provenientes da vagina, reto ou pênis do parceiro sexual. É por essa razão que as mulheres são mais acometidas por esses micro-organismos: apresentam maior proximidade entre o ânus e a uretra, possuem a uretra mais curta e ambiente periuretral mais úmido pela lubrificação vaginal. Todos esses fatores em conjunto propiciam maior infectividade das bactérias no trato geniturinário feminino, por isso as ITUs são mais comuns em mulheres jovens sexualmente ativas! Alguns fatores comportamentais e genéticos também estão ligados à maior ocorrência de ITUs. O uso de espermicidas, relações sexuais frequentes, parceiro sexual novo e higiene íntima precária são fatores que predispõem à maior ocorrência de ITU por propiciarem a multiplicação de uropatógenos, seja por meio da redução da flora bacteriana vaginal natural e protetora (pelo uso de espermicidas) ou por aumentar a migração de micro-organismos do reto para a uretra, em razão de relações sexuais frequentes ou contato com novos uropatógenos advindos de novos parceiros sexuais. Entre os fatores genéticos, destaca-se a presença de mutações do gene CXCR1, que codifica o receptor de interleucina-8 e confere menor imunidade e maior susceptibilidade às ITUs. 2- Entender os critérios clínicos e laboratoriais que diferenciam uma ITU complicada de uma não complicada e como essa distinção influencia o manejo clínico e terapêutico. A infecção do trato urinário (ITU) corresponde a um processo infeccioso de etiologia bacteriana, viral ou fúngica que acomete o trato geniturinário. Classificada em complicada e não complicada. ITU NÃO COMPLICADA: A ITU não complicada é definida como, infecção em um paciente saudável com menos de 3 episódios de ITU por ano, sem histórico recente de uso de antimicrobianos e ausência de anormalidades anatômicas subjacentes no trato urinário. Caracterizado, em algumas literaturas, por incluir a presença de sinais clínicos e laboratoriais de uma cistite, como exemplo: - Disúria (ardência ou dor ao urinar); - Aumento da frequência urinária; - Urgência urinária (necessidade súbita e intensa de urinar); - Sensação de esvaziamento incompleto da bexiga; - Urina turva ou com aspecto anormal; - Hematúria (presença de sangue na urina) em alguns casos; - Dor ou desconforto na região suprapúbica (abaixo do umbigo); - Piúria e bacteriúria; - Ausente de febre e demais sinais sistêmicos por infecção. ITU COMPLICADA: A infecção do trato urinário complicada inclui os casos nos quais há alterações anatômicas e/ou funcionais do trato urinário associadas, como, por exemplo: refluxo vesicoureteral, bexiga neurogênica, obstruções, litíase renal, hiperplasia prostática benigna, tumores ou quando esta infecção ocorre em pacientes diabéticos, em uso de cateteres vesicais, imunossuprimidos ou gestantes. No entanto, outros autores consideram que a ITU complicada é caracterizada pela presença de sinais sistêmicos (febre, calafrios, fadiga) associados ao sítio de infecção no trato urinário, independentemente das condições clínicas prévias do paciente. Portanto, segundo esta definição, toda pielonefrite é considerada uma ITU complicada, e nem todo paciente com condições clínicas preexistentes será classificado como tendo uma ITU complicada se não apresentar sinais e sintomas de infecção sistêmica. Sinais clínicos e laboratoriais que podem aparecer em uma pielonefrite: - Sintomas semelhantes aos da cistite; - Febre e calafrios; - Dor no flanco (região lateral do abdômen, próximo às costas), geralmente em um lado; - Mal-estar geral; - Náuseas e vômitos; - Dor lombar. MANEJO: Como visto anteriormente, a ITU pode ser classificada como não complicada, quando ocorre em pacientes com estrutura e função do trato urinário normais e é adquirida fora do ambiente hospitalar, enquanto a complicada inclui as de causa obstrutiva,anatomofuncionais e até mesmo metabólicas. Visto isso, o manejo e a abordagem terapêutica será diferente em cada condição. Inicialmente, o profissional deverá realizar a anamnese e exame físico para verificar sinais positivos para ITU. ITU não complicada: Para diagnóstico realiza-se exame de análise de urina- esse exame é fundamental para o diagnóstico da ITU, pois a amostra de urina é coletada e examinada quanto à presença de leucócitos (piúria), nitritos e hematúria. A presença de piúrias e nitritos sugerem uma infecção bacteriana. Outro fator diagnóstico é a cultura de urina, utilizada para identificar o patógeno e determinar sua sensibilidade aos antibióticos. Manejo terapêutico: Utilização de analgésicos para as dores e aumento da hidratação dos pacientes. ITU complicada: Realiza-se uma avaliação clínica mais detalhada: investigação dos fatores de risco subjacentes, considerando uma avaliação urológica e estratégias de prevenção personalizadas, como profilaxia antibiótica em casos recorrentes. Para fatores diagnósticos: realiza-se a solicitação da cultura de urina acompanhada de exames mais extensivos, além dos laboratoriais solicita-se também os de imagem para avaliar a presença de complicações ou anomalias estruturais no trato urinário Caso o quadro do paciente complique deve ser considerado tratamento para quaisquer anomalias estruturais, como pedras nos rins, obstruções ou abscessos renais. E em casos severos, pode ser necessário hospitalização para uso de antibióticos intravenosos e monitoramento, especialmente em pacientes com fatores de risco. Por fim, uma parte essencial do manejo da ITU é educar os pacientes: - Explicar as medidas preventivas; - Os sinais de alerta de recorrência; - Importância de seguir o tratamento prescrito, é fundamental para um resultado satisfatório; - Apresentar o uso racional de antibióticos e fornecer informações claras sobre a importância de completar a terapia antimicrobiana são elementos essenciais para o sucesso do tratamento. 3- Analisar os achados de exames complementares, como EAS, urocultura, hemograma e ultrassonografia, no contexto de infecções urinárias complicadas e discutir seu papel no diagnóstico e no acompanhamento da doença. ACHADOS DOS EXAMES 1. Exame de Urina Simples (EAS) - Aspecto Turvo: Indica a presença de substâncias como leucócitos, bactérias, hemácias ou cilindros, sugerindo uma infecção ou inflamação. - Leucócitos >100 por Campo: Consistente com piúria significativa, reforçando a suspeita de ITU. - Hemácias 20-30 por Campo: Pode indicar irritação ou lesão do trato urinário, comum em cistite ou pielonefrite. - Nitrito Positivo: Sugere infecção por bactérias gram-negativas redutoras de nitrato, como Escherichia coli, que são os patógenos mais comuns em ITUs. - Bactérias Abundantes: Apoia a presença de bacteriúria significativa, compatível com ITU. Interpretação: O EAS confirma a presença de uma infecção urinária, possivelmente cistite ou pielonefrite, dependendo da extensão dos sintomas clínicos. Em um contexto de diabetes, há maior propensão para complicações. 2. Urocultura - Resultado em Andamento: Fundamental para identificar o agente etiológico específico e determinar o perfil de sensibilidade antimicrobiana. Interpretação: Em ITUs complicadas, como na paciente com diabetes mal controlada, a urocultura é essencial para orientar a terapia antibiótica adequada, especialmente devido ao risco aumentado de infecções por patógenos resistentes ou atípicos. 3. Hemograma - Leucócitos 15.000/mm³ com Neutrofilia e Desvio à Esquerda: Indica uma resposta inflamatória aguda típica de infecção bacteriana. - PCR Elevada (50 mg/L): Marcador de inflamação sistêmica, corroborando a presença de uma infecção ativa e possivelmente mais severa. Interpretação: Os achados do hemograma sugerem uma resposta imunológica robusta à infecção, possivelmente indicando uma ITU ascendente (pielonefrite) ou uma infecção sistêmica (sepse) em estágio inicial, especialmente em pacientes imunocomprometidos como diabéticos. 4. Glicemia Capilar - 280 mg/dL: Indica hiperglicemia significativa no momento da consulta, refletindo controle glicêmico inadequado. Interpretação: A hiperglicemia crônica e aguda é um fator de risco para ITUs complicadas, pois níveis elevados de glicose na urina promovem a proliferação bacteriana e comprometem a resposta imune local. 5. Ultrassonografia de Abdome e Rins - Rins com Dimensões Normais, Sem Sinais de Obstrução ou Litíase: Reduz a probabilidade de ITU complicada por fatores anatômicos como obstrução do trato urinário. - Pequena Quantidade de Debris na Bexiga: Pode indicar presença de purulento ou material inflamatório, consistente com cistite. Interpretação: A ultrassonografia exclui complicações estruturais como litíase ou obstrução que poderiam predispor a uma ITU complicada. A presença de debris na bexiga reforça a necessidade de tratamento adequado para evitar progressão da infecção. Discussão sobre o Papel dos Exames no Diagnóstico e Acompanhamento 1. Diagnóstico Inicial: - EAS: Serve como exame de triagem para suspeita de ITU, permitindo uma rápida avaliação da presença de piúria, bacteriúria e hematuria. - Hemograma e PCR: Auxiliam na avaliação da extensão da resposta inflamatória e na diferenciação entre ITU simples e complicada. - Glicemia Capilar: Avalia o controle glicêmico, fator crucial no manejo de pacientes diabéticos com ITU. 2. Confirmação Diagnóstica e Escolha Terapêutica: - Urocultura: Fundamental para confirmar o diagnóstico de ITU, identificar o agente etiológico específico e determinar o perfil de sensibilidade antimicrobiana, orientando a terapia antibiótica, especialmente em casos complicados onde a resistência bacteriana é mais provável. 3. Avaliação de Complicações e Estruturas Anatômicas: - Ultrassonografia: Utilizada para identificar possíveis complicações anatômicas ou funcionais que possam predispor a ITUs complicadas, como obstrução do trato urinário, litíase renal ou abscessos. 4- Elaborar um plano de tratamento adequado, considerando o uso de antibioticoterapia empírica, hidratação e monitoramento rigoroso, assim como os ajustes necessários após a obtenção de resultados de urocultura. Antibioticoterapia Fonte: Yellowbook Sanar- Condutas e Fluxos Cefalexina: ● Classe: Cefalosporina de 1ª geração ● Descrição: Antibiótico que atua inibindo a síntese da parede celular bacteriana, eficaz contra várias infecções bacterianas, especialmente gram-positivas e algumas gram-negativas. ● Espectro de Ação: Amplo, incluindo estafilococos e estreptococos. ● Dosagem: 500 mg a cada 6 horas. ● Duração do Tratamento: 7 a 21 dias. ● Via de Administração: Oral. Ceftriaxona: ● Classe: Cefalosporina de 3ª geração ● Descrição: Antibiótico de amplo espectro, eficaz contra uma variedade de patógenos, especialmente gram-negativas. A ceftriaxona é frequentemente utilizada para infecções mais graves devido à sua capacidade de penetrar em tecidos e fluidos corporais. ● Espectro de Ação: Eficaz contra enterobactérias e algumas bactérias gram-positivas. ● Dosagem: 1 a 2 g por via intravenosa, uma vez ao dia. ● Duração do Tratamento: 7 a 21 dias. ● Vida de Administração: Longa, permitindo uma dosagem diária. Gentamicina: ● Classe: Aminoglicosídeo ● Descrição: Antibiótico que atua inibindo a síntese de proteínas bacterianas, utilizado principalmente para infecções graves, especialmente aquelas causadas por bactérias gram-negativas. É frequentemente administrado em combinação com outros antibióticos para melhorar a eficácia. ● Espectro de Ação: Principalmente eficaz contra gram-negativas, incluindo Pseudomonas e Enterobacter. ● Dosagem: 1,5 mg/kg por via intravenosa a cada 8 horas ou 3 mg/kg em dose única diária. ● Duração do Tratamento: Ajustar conforme a gravidade da infecção e a função renal. ● Indicação: Terapia combinada para infecções graves. ATENÇÃO ● O ajuste de tratamento em infecções do trato urinário deve considerar a resposta clínica e os resultadosda urocultura para garantir eficácia e evitar resistência bacteriana. Em casos complicados, é crucial tratar alterações urológicas ou doenças associadas para prevenir recidivas e novas infecções. Hidratação: ● Ingestão Oral: Incentivar o paciente a aumentar a ingestão de líquidos (2-3 litros/dia), a menos que contraindicado. ● Hidratação IV: Se a paciente apresentar sinais de desidratação, febre persistente ou incapacidade de hidratar adequadamente por via oral, considerar a administração de fluidos IV com solução salina isotônica. Monitoramento Rigoroso ● Sinais Vitais: Monitorar PA, FC, FR e temperatura a cada 4 horas. ● Avaliação dos Sintomas: Reavaliar dor lombar, disúria, e febre diariamente. ● Exames Laboratoriais: Repetir hemograma e glicemia a cada 48 horas, monitorando leucócitos e glicemia capilar (Manter controle entre 70-180 mg/dL). Ajustes Após Resultados da Urocultura ● Identificação do Patógeno: Após a obtenção dos resultados da urocultura (em 48-72 horas), ajustar a antibioticoterapia com base na sensibilidade do patógeno isolado. ● Troca de antibiótico: Se a urocultura mostrar resistência ao antibiótico empírico utilizado, trocar para um antibiótico apropriado. ● Tratamento de Complicações: Caso a urocultura mostre infecção complicada (como pielonefrite), considerar o uso de antibióticos intravenosos como a ceftriaxona ou piperacilina/tazobactam. Controle Glicêmico: ● Ajustes na Medicação: Revisar e ajustar a dose da metformina, considerando a glicemia elevada (280 mg/dL). Se necessário, discutir a introdução de insulina ou outros antidiabéticos. Pontos extras: ● Educação do Paciente: Instruir a paciente sobre a importância do controle glicêmico adequado e sua relação com a prevenção de infecções. ● Instruir sobre Sinais de Alerta: Orientar sobre a necessidade de retorno ao hospital se ocorrer piora da dor, novos sintomas ou febre persistente. ● Manutenção da Hidratação e Higiene: Reforçar a importância da ingestão adequada de líquidos e práticas de higiene para prevenir futuras infecções. ● Em casos de pacientes com ITU complicada como pielonefrite têm uma apresentação mais dramática, como febre alta, dor lombar e evidências de bacteremia. Nestas situações, de maior gravidade, deve-se pensar em abscesso sob obstrução urinária (com pionefrose) ou necrose papilar aguda (especialmente em diabéticos). O diagnóstico (por ultra-sonografia, tomografia computadorizada ou cintilografia com gálio) deve ser feito rapidamente e o tratamento cirúrgico é, em geral, indicado. 5- Identificar sinais de complicações e a necessidade de hospitalização em ITU complicada. A ITU complicada basicamente compreende pacientes com obstruções nas vias urinárias, problemas metabólicos, presenças de corpo estranho e instrumentação ou cirurgias urológicas. Sinais de Complicações em ITU Complicada ● Febre Persistente: Febre alta que não responde a antipiréticos. ● Dor Lombar Intensa: Dor lombar significativa que pode indicar pielonefrite ou abscesso renal. ● Sintomas Sistêmicos: Sinais de septicemia, como calafrios, confusão mental, e hipotensão. ● Desidratação: Sinais de desidratação severa, como mucosas secas e diminuição da diurese. ● Sinais de Falência Renal: Alterações na diurese (oligúria ou anúria) e aumento dos níveis de creatinina. ● Complicações Neurológicas: Confusão, letargia ou alterações no nível de consciência. ● Resultados Laboratoriais: Leucocitose severa, desvio à esquerda, e aumento significativo da PCR. Necessidade de Hospitalização A hospitalização é necessária se a paciente apresentar: ● Sintomas sistêmicos ou sinais de choque. ● Dificuldade em manter a hidratação oral. ● Exacerbação dos sintomas ou agravamento do quadro clínico. ● Necessidade de antibióticos intravenosos. ● Monitoramento intensivo devido a comorbidades, como diabetes descompensada. Critérios de internação ● Pielonefrite complicada com necessidade de abordagem urológica, estável hemodinamicamente, sem sinais de descompensação clínica; ● Pacientes sem condições de receber a antibioticoterapia via oral ● Pielonefrite complicada por germe resistente isolado ou suspeita embasada em fatores de risco (em geral infecção recorrente) que necessite de antibioticoterapia parenteral inicial com posterior possível descalonamento. ● Obs: Em unidades que há semi-intensiva considerar conforme o quadro clínico. REFERÊNCIAS POR OBJETIVO FEITO 1 ● Estratégia Med ● Nitzan, O., Elias, M., Chazan, B., & Saliba, W. (2015). Urinary tract infections in patients with type 2 diabetes mellitus: Review of prevalence, diagnosis, and management. Diabetes, Metabolic Syndrome and Obesity: Targets and Therapy, 8, 129-136. 2 ● SALOMÃO, Reinaldo. Infectologia: Bases Clínicas e Tratamento. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2023. E-book. ISBN 9788527739849. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com. br/#/books/9788527739849/. Acesso em: 21 set. 2024. ● SANARMED. Infecção do trato urinário (ITU) complicada: definição e tratamento. Disponível em: https://sanarmed.com/infeccao-do-trat o-urinario-itu-complicada-definicao-e- tratamento-yellowbook/. Acesso em: 21 set. 2024. 3 4 ● INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO COMPLICADA- PROJETO DIRETRIZES - ASSOCIAÇÃO MÉDICA E CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA ● SILVA, Daiane Gomes da. Tratamento de infecção do trato urinário em pacientes diabéticos: uma revisão integrativa.https ://l.uf.br//fluxo de bits//lidar//10183/164007//000342.pdf ?sequência==1 ● ASSOCIAÇÃO MÉDICA BRASILEIRA. Infecção urinária não complicada na mulher: tratamento .https ://amb.org .br https://sanarmed.com/infeccao-do-trato-urinario-itu-complicada-definicao-e-tratamento-yellowbook/ https://sanarmed.com/infeccao-do-trato-urinario-itu-complicada-definicao-e-tratamento-yellowbook/ https://sanarmed.com/infeccao-do-trato-urinario-itu-complicada-definicao-e-tratamento-yellowbook/ https://sanarmed.com/infeccao-do-trato-urinario-itu-complicada-definicao-e-tratamento-yellowbook/ https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/164007/000342774.pdf?sequence=1 https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/164007/000342774.pdf?sequence=1 https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/164007/000342774.pdf?sequence=1 https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/164007/000342774.pdf?sequence=1 https://amb.org.br/files/ans/infeccao_urinaria_nao-complicada_na_mulher-tratamento.pdf /arquivos/anos/infeccao_urinaria_nao- complicada_na_mul-trato.pdf . 5 ● Cavalcante, J. F. et al. (2020). "Infecção Urinária em Pacientes Diabéticos: Aspectos Clínicos e Tratamento." Jornal Brasileiro de Nefrologia, 42(4), 438-444. ● EINSTEIN. Infecção do trato urinário. Disponível em: https://medicalsuite.einstein.br/pratica- medica/Pathways/Infec%C3%A7%C3 %A3o-do-Trato-Urin%C3%A1rio.pdf. Acesso em: 21 set. 2024. ● SANARMED. Infecção do trato urinário (ITU) complicada: definição e tratamento. Disponível em: https://sanarmed.com/infeccao-do-trat o-urinario-itu-complicada-definicao-e- tratamento-yellowbook/. 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