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Mineralogia e Petrologia Cristalografia Aula 2 Cristal • É um sólido geométrico regular limitado por superfícies planas e suaves que são a expressão externa do arranjo interno regular dos íons ou átomos constituintes. perfeição no desenvolvimento Cristal • sólido homogêneo com uma ordem interna tridimensional. Matéria microcristalina • Se substâncias cristalinas ocorrem em agregados de grão fino, só visíveis ao microscópio. Matéria criptocristalina • Se os agregados são tão finos que os grãos só podem ser identificados por raios-X Forma externa • Euédrico Sólido cristalino com faces bem definidas (do grego “hedron” que significa face + o prefixo grego “eu” que significa bom) • Subédrico Sólido cristalino com faces imperfeitas (do grego “hedron” que significa face + o prefixo latino sub que significa qualquer coisa ou alguma coisa). • Anédrico Sólido cristalino sem faces (do grego “hedron” que significa face + o prefixo grego “an” que significa sem). Euédrico- Subédrico- Anédrico Definição de cristalografia • A cristalografia descreve a forma, simetria e estrutura cristalina dos minerais. • A cristalografia relaciona a estrutura cristalina dos minerais com a sua forma externa. Teoria reticular • René-Juste Haüy introduziu o conceito de “moléculas integrantes” (correspondente ao conceito moderno de célula unitária) que, regularmente empilhadas, desenvolvem várias formas comuns. • A célula unitária é a menor unidade da estrutura ou padrão, que pode ser indefinidamente repetida para gerar toda a estrutura. Ordem unidimensional (filas) • O ponto “O” que representa uma unidade química, que é repetido por translação, segundo uma direção y e distância b. Ponto Homólogo ou nós Ponto Homólogo ou nós • A distância constante que separa dois pontos homólogos consecutivos é o parâmetro de fila Ordem unidimensionao • Fila reticular. • É uma sequência de pontos homólogos, igualmente espaçados, distribuídos ao longo de uma direção. Ordem bidimensional (malhas planas) • O resultado de translações regulares em duas direções diferentes, designadas por x e y. • padrão bidimensional regular produzido com dois espaçamentos diferentes a e b e um ângulo γ entre as direções x e y, diferente de 90°, 60° e 120° malha plana Malha primária Definida pelas filas cujos parâmetros são iguais às menores distâncias que separam os pontos homólogos. Malha secundária • Os lados não correspondem às menores distâncias que separam os pontos homólogos Filas conjugadas • Quando nenhum ponto da fila está situado fora dos nós. Filas não conjugadas • Fila tem pontos fora dos nós diz-se não conjugada. 5 tipos de malhas planas • 1 ) dependem do valor do ângulo γ, entre as direções x e y. • 2 ) da dimensão de a relativamente a b Malha quadrada Malha retangular primitiva (P) • apenas com nós nos vértices da célula unitária Malha retangular centrada (C) • Possui nós nos vértices e centro da célula unitária; Malha hexagonal Malha oblíqua. pentagonal ou octogonal Ordem tridimensional (malhas espaciais) • São construídas adicionando uma direção de • translação (vetor) às malhas planas. • As arestas da célula unitária são indicadas por a, b e c. • Os eixos coordenados, x, y e z. • Os ângulos entre os eixos coordenados por α, β e γ, sendo: • α o ângulo entre b e c, • β o ângulo entre a e c • γ o ângulo entre a e b. • As dimensões da célula unitária são expressas em angstrom (1Å = 10-8 cm) base pentagonal ou octogonal • Não existem • Porque por repetição sucessiva da célula unitária não seria possível cobrir a totalidade do plano reticular sem deixar espaços vazios Ordem tridimensional (malhas espaciais) • As malhas tridimensionais podem ser construídas adicionando uma direção de translação (vetor) às malhas planas. – a, b e c arestas da célula unitária – Eixos coordenados, x, y e z – α, β e γ ângulos entre os eixos • α o ângulo entre b e c, β o ângulo entre a e c e γ o As dimensões da célula unitária são expressas em angstrom (1Å = 10-8 cm) 14 tipos de malhas espaciais diferentes • malhas de Bravais: – Malha cúbica ou isométrica (P, F e I); – Malha tetragonal (P e I); – Malha ortorrômbica (P, C, F e I); – Malha monoclínica (P e I); – Malha triclínica (P); – Malha hexagonal (P ou C); – Malha romboédrica ou trigonal (R). Malha de Bravais podem ser de 6 tipos • Primitivas ou simples, P Apenas têm pontos homólogos ou nós nos vértices; há 7 malhas primitivas; • Centradas ou corpo centrado, I Tem pontos homólogos nos vértices e no centro da célula unitária; • Faces centradas, F Tem pontos homólogos nos vértices e no centro de todas as faces; • Bases centradas, C Têm pontos homólogos nos vértices e no centro das faces perpendiculares a c; as malhas podem ser A ou B se o par de faces com pontos homólogos no seu • centro for perpendicular a a ou b, respectivamente (“Side-centered”); Multiplicidade - A multiplicidade corresponde ao número de nós contidos nas malhas múltiplas • Cada nó num vértice da malha é comum a 8 malhas; • Cada nó numa aresta da malha é comum a 4 malhas; • Cada nó numa face da malha é comum a 2 malhas; • Cada nó no interior da malha só a ela pertence. Restrições • 1. As arestas da célula unitária devem coincidir, se possível, com os eixos de simetria da malha • 2. As arestas devem estar relacionadas umas com as outras pela simetria da malha; • 3. A célula é, normalmente, a menor possível, satisfazendo as exigências 1 e 2, ou seja, deve • apresentar simetria completa; • 4. A célula unitária deve possuir a possibilidade fundamental de por repetição nas três direções construir o cristal sem deixar espaços vazios. 33 AS 14 REDES DE BRAVAIS Dos 7 sistemas cristalinos podemos identificar 14 tipos diferentes de células unitárias, conhecidas com redes de Bravais. Cada uma destas células unitárias tem certas características que ajudam a diferenciá-las das outras células unitárias. Além do mais, estas características também auxiliam na definição das propriedades de um material particular. 34 OS 7 SISTEMAS CRISTALINOS Operações e elementos de simetria • o motivo (aquilo que se repete • período ou ritmo (lei de repetição). • O ritmo é constante e resulta da aplicação de operações de simetria. Simetria • Translação • Rotação • Reflexão • Inversão Simetrias da Natureza Diapositiva 1: Mineralogia e Petrologia Diapositiva 2: Cristal Diapositiva 3: Cristal Diapositiva 4: Matéria microcristalina Diapositiva 5: Matéria criptocristalina Diapositiva 6: Forma externa Diapositiva 7: Euédrico- Subédrico- Anédrico Diapositiva 8: Definição de cristalografia Diapositiva 9: Teoria reticular Diapositiva 10: Ordem unidimensional (filas) Diapositiva 11 Diapositiva 12: Ordem unidimensionao Diapositiva 13: Ordem bidimensional (malhas planas) Diapositiva 14: Malha primária Diapositiva 15: Malha secundária Diapositiva 16: Filas conjugadas Diapositiva 17: Filas não conjugadas Diapositiva 18: 5 tipos de malhas planas Diapositiva 19: Malha quadrada Diapositiva 20: Malha retangular primitiva (P) Diapositiva 21: Malha retangular centrada (C) Diapositiva 22: Malha hexagonal Diapositiva 23: Malha oblíqua. Diapositiva 24: pentagonal ou octogonal Diapositiva 25: Ordem tridimensional (malhas espaciais) Diapositiva 26: base pentagonal ou octogonal Diapositiva 27: Ordem tridimensional (malhas espaciais) Diapositiva 28: 14 tipos de malhas espaciais diferentes Diapositiva 29 Diapositiva 30: Malha de Bravais podem ser de 6 tipos Diapositiva 31: Multiplicidade - A multiplicidade corresponde ao número de nós contidos nas malhas múltiplas Diapositiva 32: Restrições Diapositiva 33 Diapositiva 34 Diapositiva 35: Operações e elementos de simetria Diapositiva 36: Simetria Diapositiva 37: Simetrias da Natureza