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GESTÃO SUSTENTÁVEL DOS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL
GESTÃO SUSTENTÁVEL DOS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL
Os planos de Gestão Integrada 
de Resíduos (GIR) têm um papel importante na obtenção de uma gestão sustentável em todos os aspectos, que são: ambientais, saúde, financeiro-econômicos, socioculturais e institucionais. Todos os elementos dos sistemas de resíduos estão inseridos no planejamento.
Etapas da GIR
Diagnóstico
Planejamento
Implantação
PGRCC
Monitoramento
Educação Ambiental
Melhoria Contínua
GESTÃO SUSTENTÁVEL DOS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL
GESTÃO SUSTENTÁVEL DOS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL
Abaixo o ciclo PDCA, uma ferramenta muito utilizada no nosso trabalho e dia a dia. É um ciclo contínuo onde sempre haverá melhorias, e assim será o nosso trabalho.
Os problemas que possuem relação direta com resíduos sólidos podem ser definidos em desequilíbrio ambiental e saúde pública.
GESTÃO SUSTENTÁVEL DOS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL
GESTÃO SUSTENTÁVEL DOS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL
A Lei nº 12.305/10, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) é bastante atual e contém instrumentos importantes para permitir o avanço necessário ao País no enfrentamento dos principais problemas ambientais, sociais e econômicos decorrentes do manejo inadequado dos resíduos sólidos. 
GESTÃO SUSTENTÁVEL DOS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL
No âmbito federal a resolução CONAMA nº 307, de 05 de julho de 2002, que estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil.
Legislações
GESTÃO SUSTENTÁVEL DOS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL
 Objetivos:
Disciplinar as ações necessárias de forma a minimizar os impactos ambientais.
Determinar a elaboração de Plano Integrado de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil, de responsabilidade dos municípios.
GESTÃO SUSTENTÁVEL DOS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL
 Art. 2º Para efeito desta Resolução são adotadas as seguintes definições: 
I - Resíduos da construção civil: são os provenientes de construções, reformas, reparos e demolições de obras de construção civil, e os resultantes da preparação e da escavação de terrenos, tais como: tijolos, blocos cerâmicos, concreto em geral, solos, rochas, metais, resinas, colas, tintas, madeiras e compensados, forros, argamassa, gesso, telhas, pavimento asfáltico, vidros, plásticos, tubulações, fiação elétrica etc., comumente chamados de entulhos de obras, caliça ou metralha.
GESTÃO SUSTENTÁVEL DOS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL
Classe A - são os resíduos reutilizáveis ou recicláveis como agregados, tais como:
a) de construção, demolição, reformas e reparos de pavimentação e de outras obras de infraestrutura, inclusive solos provenientes de terraplanagem;
b) de construção, demolição, reformas e reparos de edificações: componentes cerâmicos (tijolos, blocos, telhas, placas de revestimento etc.), argamassa e concreto; e
c) de processo de fabricação e/ou demolição de peças pré-moldadas em concreto (blocos, tubos e etc.) produzidas nos canteiros de obras.
GESTÃO SUSTENTÁVEL DOS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL
Classe B - são os resíduos recicláveis para outras destinações, tais como plásticos, papel, papelão, metais, vidros, madeiras, embalagens vazias de tintas imobiliárias e gesso; (Redação dada pela Resolução nº 469/2015). 
*O gesso deverá ser separado dos outros resíduos, caso seja misturado inviabiliza a reciclagem e o material acaba indo para o aterro da construção. O gesso em aterros é um problema porque acaba criando bolsões e desestabiliza o terreno.
Resíduos oriundos da remoção de vegetação ou poda serão considerados como Classe B.
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Classe C - são os resíduos para os quais não foram desenvolvidas tecnologias ou aplicações economicamente viáveis que permitam a sua reciclagem ou recuperação; 
Exemplo: Lixa e estopa, massa corrida, massa de vidro
Classe D - são resíduos perigosos oriundos do processo de construção, tais como tintas, solventes, óleos e outros ou aqueles contaminados ou prejudiciais à saúde oriundos de demolições, reformas e reparos de clínicas radiológicas, instalações industriais e outros, bem como telhas e demais objetos
No âmbito dessa resolução consideram-se embalagens vazias de tintas imobiliárias, aquelas cujo recipiente apresenta apenas filme seco de tinta em seu revestimento interno, sem acúmulo de resíduo de tinta líquida. (Redação dada pela Resolução nº 469/2015).
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Classificação dos resíduos de acordo com o CONAMA 307 DE 05/07/2002
GESTÃO SUSTENTÁVEL DOS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL
II - Geradores: são pessoas, físicas ou jurídicas, públicas ou privadas, responsáveis por atividades ou empreendimentos que gerem os resíduos definidos nesta Resolução; 
III - Transportadores: são as pessoas, físicas ou jurídicas, encarregadas da coleta e do transporte dos resíduos entre as fontes geradoras e as áreas de destinação; 
e
IV - Agregado reciclado: é o material granular proveniente do beneficiamento de resíduos de construção que apresentem características técnicas para a aplicação em obras de edificação, de infraestrutura, em aterros sanitários ou outras obras de engenharia.
GESTÃO SUSTENTÁVEL DOS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL
V - Gerenciamento de resíduos: é o sistema de gestão que visa reduzir, reutilizar ou reciclar resíduos, incluindo planejamento, responsabilidades, práticas, procedimentos e recursos para desenvolver e implementar as ações necessárias ao cumprimento das etapas previstas em programas e planos; 
VI - Reutilização: é o processo de reaplicação de um resíduo, sem transformação do mesmo; e
VII - Reciclagem: é o processo de reaproveitamento de um resíduo, após ter sido submetido à transformação.
GESTÃO SUSTENTÁVEL DOS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL
 Resolução SMAC nº 387 de 24/05/2005 - Disciplina a apresentação de projeto de gerenciamento de Resíduos da Construção Civil.
 Decreto Municipal nº 27.078 de 27/09/2006 - Institui o Plano Integrado de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil.
 Lei 4.969 de 03/12/2008 – Dispões sobre objetivos, instrumentos, princípios e diretrizes para gestão integrada de resíduos sólidos no Município do Rio de Janeiro e dá outras providências. 
 NBR’S - 15112, 15113, 15114 e 15115
Legislações
GESTÃO SUSTENTÁVEL DOS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL
O Programa de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil (PGRCC ) é um documento norteador das práticas de gerenciamento dos resíduos gerados em obras. No município do Rio de Janeiro, a elaboração de um PGRCC para fins de licenciamento ambiental é regulada pela Resolução SMAC Nº 027 DE 08 DE OUTUBRO DE 2020.
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Institui o PGRCC da Resolução SMAC nº 027 de 10 de outubro de 2020.
Descrição do sistema construtivo
Caracterização dos resíduos
Minimização
Segregação 
Armazenamento 
Movimentação e Transporte
Destinação dos Resíduos
NOP- INEA -35 de 13/03/2018 – Norma Operacional para o Sistema Online de Manifesto de Transporte de Resíduos 
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Para alcançar os melhores resultados com o gerenciamento da gestão de resíduos dentro do canteiro de obras é substancial que a partir da implantação e ao longo de todo o processo construtivo haja o acompanhamento constante da execução dos procedimentos definidos no PGRCC. 
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CRONOGRAMA DE IMPLANTAÇÃO DO PGRCC
A Implantação do PGRCC se dará assim que começarem as primeiras atividades na obra.
Quadro comparativo de resíduos entre previsto no PGRCC e o gerado na obra.
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RIA – Relatório de Implantação e Acompanhamento (por etapa da obra)
Assinado pelo PREO (Profissional Responsável pela Obra) e complementarmente por outro profissional habilitado, caso haja.
 A comprovação das informações prestadas no RIA dar-se por meio dos Certificados de DestinaçãoFinal - CDF do Sistema MTR do INEA
 A prefeitura do Rio de Janeiro, disponibiliza, no seu site a relação de empresas licenciadas para a destinação ambiental de Resíduos da Construção Civil Tabela RCC (Empresas Licenciadas).
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Dica:
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BOAS PRÁTICAS DE RESÍDUOS NAS OBRAS
GESTÃO SUSTENTÁVEL DOS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL
As iniciativas para a minimização dos resíduos devem ser planejadas e descritas de forma a informar quais ações serão tomadas para garantir o princípio dos 3 R’s: redução, reutilização e reciclagem dos resíduos.
Comunicação Visual e Educação Ambiental.
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Classificação das Cores da de acordo com a Resolução CONAMA 
nº 275, de 25 de abril de 2001
Exemplo de Baias
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Exemplo de Caçambas estacionárias
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Exemplo de Bags
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Resíduos gerados pelos trabalhadores
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Ideias de como reaproveitar alguns Resíduos da Construção Civil
GESTÃO SUSTENTÁVEL DOS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL
 Construa móveis
 Muitos materiais de construção podem ser reaproveitados para a confecção de móveis. Sobras de madeira, por exemplo, podem dar ótimos bancos ou decks. Além disso, o material também pode ser utilizado como um aparador para armazenar livros e itens de decoração com muito mais personalidade.
 Portas antigas podem ser repintadas e usadas como cabeceiras vintage para camas.
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Transforme a decoração da sua casa
Materiais de construção também podem ser transformados em itens de decoração em geral. É possível reutilizar, por exemplo, garrafas, latas de tinta, caixotes de madeira, canos de PVC e muitos outros itens. Eles podem ser transformados em porta copos, vasos para flores, luminárias, mesas, caixotes para organização e muito mais.
 Reutilize pregos
Pregos grandes podem ser reutilizados como penduradores — itens decorativos e funcionais que farão a diferença em sua sala, banheiro e cozinha, servindo para pendurar chaves, bolsas, toalhas e panos de pratos.
 Porcelanato
O porcelanato, por sua vez, pode ser utilizado como tampão de mesa ou pode até mesmo se transformar em armários ou prateleiras.
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Há Projetos de empresas que doam o material que sobrou da obra para comunidades próximas ou até mesmo revitalizando no entorno da obra. É importante que o material doado não esteja contaminado.
Essa é uma forma de agir com responsabilidade, e sustentabilidade.
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Referências Bibliográgicas 
 
BRASIL - Decreto N º 27.078, de 27 de setembro de 2006 - Institui o Plano Integrado de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civill, Brasília, 2006. – Disponível<https://www.gov.br/mma/pt-br>
 
BRASIL - Lei n° 12.305, de 02 de agosto de 2010 – Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos; altera a Lei n° 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras providências.
 
BRASIL - Resolução CONAMA nº 275, de 25 de abril de 2001. Estabelece o código de cores para os diferentes tipos de resíduos, a ser adotado na identificação de coletores e transportadores, bem como nas campanhas informativas para a coleta seletiva, Brasília, 2001. 
 
BRASIL - Resolução CONAMA nº 307, de 05 de julho de 2002, e suas alterações – Estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil;.
  
LUCHEZZI, Celso – Boas práticas sustentáveis para a construção civil – São Paulo: Haryon.
 
RIO DE JANEIRO - SMAC - Secretaria Municipal de Meio Ambiente da Cidade do Rio de Janeiro - Resolução nº 387 de 24 de maio de 2005. DISCIPLINA apresentação de projeto de gerenciamento de Resíduos da Construção Civil – RCC.
 
RIO DE JANEIRO - SMAC - Secretaria Municipal de Meio Ambiente da Cidade do Rio de Janeiro - Resolução nº 027 de 08 de outubro de 2020. Disciplina a apresentação de Planos de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil - PGRCC, para fins de licenciamento ambiental, adequa o seu acompanhamento ao Sistema de Manifesto de 
 
TRANSPORTE DE RESÍDUOS (Sistema MTR) do INEA, e complementarmente, estabelece diretrizes para o correto.
 
RIO DE JANEIRO - INEA - Instituto Estadual do Ambiente –Manifesto de Transporte de Resíduos Acesso: <http://www.inea.rj.gov.br/inea-licenciamento-pos-licenca-e-fiscalizacao/sistema-de-autocontrole/manifesto-de-transporte-de-residuos-mtr/>.
 
 
 
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OBRIGADA!!
Juliana Lopes
 Engenheira Sanitarista e Ambiental 
Especialista em Engenheira de Segurança do Trabalho
julianalopes@sinduscon-rio.com.br
(21) 99498-5743/ 99716-7076
Luíza Franca
 Engenheira Ambiental e Mestre em Engenharia de Transporte
luiza.franca@celsolisboa.edu.br
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