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Aula 05
Direito Eleitoral p/ Polícia Civil de Goiás (Delegado)
Professor: Ricardo Torques
 
RATEIO DE MATERIAIS PARA CONCURSOS
Direito Eleitoral p/ PC-GO 
Delegado 
Aula 05 - Prof. Ricardo Torques 
 
 
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AULA 05 
LEI DAS ELEIÇÕES 
Sumário 
 
1 - Considerações Iniciais ................................................................................................. 3 
2 - Sistemas Eleitorais ..................................................................................................... 3 
2.1 - Introdução .......................................................................................................... 3 
2.2 - Sistemas Eleitorais ............................................................................................... 4 
3 - Coligação Partidária .................................................................................................. 22 
4 - Convenções ............................................................................................................. 28 
4.1 - Conceito ........................................................................................................... 28 
4.2 - Normas que Regem as Convenções ...................................................................... 28 
4.3 - Momento de Realização da Convenção .................................................................. 30 
4.4 - Candidatura Nata ............................................................................................... 31 
5 - Registro de Candidaturas .......................................................................................... 33 
5.1 - Número de candidatos ........................................................................................ 34 
5.2 - Quota Eleitoral de Gênero ................................................................................... 40 
5.3 - Vagas remanescentes ......................................................................................... 42 
5.4 - Competência para Registrar ................................................................................ 42 
5.5 - Legitimados e prazo limite para requerer o registro ................................................ 44 
5.6 - Documentos que devem constar do Registro ......................................................... 45 
5.7 - Nome para Registro do Candidato ........................................................................ 51 
5.8 - Substituição de Candidato ................................................................................... 53 
5.9 - Cancelamento do Registro ................................................................................... 54 
5.10 - Número do Candidato ....................................................................................... 55 
5.11 - Prazo para Julgamento dos Pedidos de Registro ................................................... 56 
5.12 - Regras específicas do CE ................................................................................... 58 
6 - Sistema eletrônico de votação e de totalização dos votos .............................................. 60 
6.1 - Urna Eletrônica .................................................................................................. 60 
6.2 - Painel ............................................................................................................... 62 
 
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7 - Questões ................................................................................................................. 65 
7.1 – Questões sem Comentários ................................................................................. 66 
7.2 – Gabarito ........................................................................................................... 92 
7.3 – Questões com Comentários ................................................................................. 93 
8 - Resumo da Aula ..................................................................................................... 150 
9 - Considerações Finais .............................................................................................. 168 
 
 
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LEI DAS ELEIÇÕES 
1 - Considerações Iniciais 
Na aula de hoje o desenvolvimento observará a seguinte estrutura: 
 
Vamos à luta?! 
2 - Sistemas Eleitorais 
2.1 - Introdução 
Sistema constitui o modo de organização pelo qual se estruturam e se organizam 
o governo, a administração, a rotação do Poder, definindo, dessa forma, quem é 
o legítimo detentor do Poder Político. 
Vejamos o conceito trazido pela doutrina de José Jairo Gomes1: 
Sistema eleitoral é o complexo de procedimentos empregados na realização das eleições, 
ensejando a representação do povo no poder estatal. 
Desse modo, os sistemas eleitorais constituem um conjunto de procedimentos 
para determinar quem exercerá a representação do povo. 
Mais importante que conhecer o conceito, é compreender a finalidade e a 
função dos sistemas eleitorais. Esses sistemas têm por objetivo organizar as 
eleições e regularizar a conversão dos votos recebidos para determinar de 
quem é o mandato político. 
Desse modo, segundo o doutrinador2 referido, os sistemas eleitorais 
proporcionam 
a captação eficiente, segura e imparcial da vontade popular democraticamente manifestada, 
de sorte que os mandatos eletivos sejam conferidos e exercidos com legitimidade. É 
também sua função estabelecer meios para que os diversos grupos sociais sejam 
representados, bem como para que as relações entre representantes e representados se 
fortaleçam. 
Para a nossa prova: 
 
1 GOMES, José Jairo. Direito Eleitoral, 10ª edição, rev., atual. e ampl. São Paulo: Editora Atlas 
S/A, p. 121. 
2 GOMES, José Jairo. Direito Eleitoral, p. 121. 
•Sistemas Eleitorais (princípio majoritário e proporcional, representação
proporcional e disposições gerais);
•Convenções;
•Coligações;
•Registro de Candidaturas.
•Sistema Eletrônico de votação.
Aula
 
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Logo, cumpre a nós estudar os sistemas eleitorais, especialmente o adotado pelo 
Brasil! 
Segundo o art. 1º, da Lei das Eleições: 
Art. 1º As eleições para Presidente e Vice-Presidente da República, Governador e 
Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal, Prefeito e Vice-Prefeito, Senador, 
Deputado Federal, Deputado Estadual, Deputado Distrital e Vereador dar-se-ão, em 
todo o País, NO PRIMEIRO DOMINGO DE OUTUBRO DO ANO RESPECTIVO. 
Parágrafo único. Serão realizadas simultaneamente as eleições: 
I – para Presidente e Vice-Presidente da República, Governador e Vice-Governador de 
Estado e do Distrito Federal, Senador, Deputado Federal, Deputado Estadual e Deputado 
Distrital; 
II – para Prefeito, Vice-Prefeito e Vereador. 
Do dispositivo acima, devemos extrair que as eleições ocorrem no primeiro 
domingo de outubro, em dois blocos: 
 1º bloco: eleições nacionais e estaduais (Presidente e vice-Presidente, 
Governador e vice-Governador, Deputados Federal e Estadual e Senador). 
 2º bloco: eleições municipais (Prefeito, vice-Prefeito e Vereador). 
A eleição desses cargos é realizada segundo sistema eleitoral próprio. 
2.2 - Sistemas Eleitorais 
Tradicionalmente, fala-se em sistema majoritário, sistema proporcionalAqui não temos dificuldades, cada partido ou coligação poderá indicar um único 
candidato para o cargo de Presidente, de Governador e de Prefeito (com os 
respectivos vices). 
Assim... 
 
CARGO DE 
PRESIDENTE/VICE
1 candidato 
(partido ou 
coligação)
CARGO DE 
GOVERNADOR/VICE
1 candidato 
(partido ou 
coligação)
CARGO DE 
PREFEITO/VICE
1 candidato 
(partido ou 
coligação)
 
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Regras para a escolha do número de candidatos ao cargo de Senador da 
República 
Já em relação ao cargo de Senador devemos ter mais atenção. Como sabemos, 
cada Estado membro é representado por 3 senadores com mandatos de 8 anos. 
Desse modo, a cada 4 anos haverá a renovação do quadro de senadores. Num 
ano há a eleição de 2, passados 4 anos, haverá a eleição de 1 Senador. Vejamos: 
2014 1 Senador eleitor 
2018 2 Senadores serão eleitos 
2022 1 Senador será eleitor 
E, assim, sucessivamente 
Desse modo, nos anos em que houver a eleição de 2 Senadores, o partido, 
ou coligação, indicará 2 candidatos. No ano em que houver a eleição de 
apenas 1 Senador, o partido, ou coligação, indicará apenas 1 candidato 
a Senador. 
Regras para a escolha do número de Deputados Federal, Distrital e Estadual 
Em relação aos cargos de Deputados (Federais e Estaduais), 
cada partido, ou coligação, poderá indicar vários candidatos, 
conforme veremos adiante. São estabelecidos percentuais em 
razão do número vagas e entre os cargos de Deputados 
Federais. 
 PARA CASAS LEGISLATIVAS COM MAIS DE 12 VAGAS A DEPUTADO FEDERAL 
Cada partido, ou coligação, poderá indicar até 150% do número de lugares a 
preencher para os cargos de Deputado Federal, de Deputados Estaduais e 
Distritais. 
Vejamos o dispositivo: 
Art. 10. Cada partido ou coligação poderá registrar candidatos para a Câmara dos 
Deputados, a Câmara Legislativa, as Assembleias Legislativas e as Câmaras Municipais no 
TOTAL DE ATÉ 150% (cento e cinquenta por cento) do número de lugares a preencher, 
SALVO: 
Notem a expressão “salvo”. São exceções à regra acima, que envolvem Estados-
membros com 12 vagas, ou menos, ou municípios com até 100 mil eleitores. 
Veremos essas regras adiante. 
A regra, portanto, é a de que o Estado-membro que tiver mais de 12 vagas para 
o cargo de Deputado Federal poderá registrar o equivalente a 150% do número 
de lugares a ser preenchidos. 
Qual o parâmetro utilizado para fixar o número de vagas para Deputado 
Federal? 
 
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Desnecessário aprofundar o assunto nesse aspecto. A CF determina que a fixação 
do número de deputados federais observará lei complementar (art. 45, §1º, da 
CF). Atualmente, a matéria é disciplinada pela Lei Complementar nº 78/1993. 
Assim, se o número de Deputados Federais no Estado for maior de 12, o partido 
que desejar concorrer às eleições proporcionais gerais poderá registrar até 150% 
do número de vagas. 
Assim: 
 o partido poderá registrar até 150% do número de vagas ofertadas para 
o cargo de Deputado Federal pelo Estado. 
 o partido poderá registrar até 150% do número de vagas ofertadas para 
o cargo de Deputado Estadual do Estado. 
Vamos criar um exemplo totalmente hipotético. 
Vamos supor que o Estado de São Paulo tenha direito a 50 cargos de Deputado 
Federal. Em razão disso (por ser maior que 12, aplicamos as regras estudadas 
acima). 
Vamos, agora, supor que temos as seguintes vagas a serem preenchidas nas 
eleições 
 
Em face da situação hipotética acima, questiona-se: 
Quantos candidatos o Partido A, isoladamente, poderá registrar para 
concorrer à Câmara dos Deputados pelo Estado de São Paulo? Já a 
Coligação “Sempre Vencendo”, que reúne os Partidos B e C, poderá 
registrar quantos candidatos para o Cargo de Deputado Federal pelo 
estado paulista? 
Do mesmo modo, tanto o Partido A como a Coligação “Sempre Vencendo” 
poderão indicar até 150% do número de vagas. Como são 50 vagas, podem 
indicar 75 candidatos. 
Calculando: 層捜宋ガ 纂蚕 捜宋 噺 層┸ 捜 姉 捜宋 噺 挿捜 
Pergunta-se: 
Quantos candidatos o Partido A, isoladamente poderá registrar para 
concorrer à Assembleia Legislativa de São Paulo? Já a Coligação 
“Sempre Vencendo”, que reúne os Partidos B e C, poderá registrar 
quantos candidatos para o Cargo de Deputado Estadual? 
50 cargos Deputado Federal pelo Estado de 
São Paulo
20 cargos Deputado do Estado de São Paulo
 
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Tanto o Partido A como a Coligação “Sempre Vencendo” poderão indicar até 
150% do número de vagas. Como são 20 vagas, podem indicar 30 candidatos. 
Calculando: 層捜宋ガ 纂蚕 匝宋 噺 層┸ 捜 姉 匝宋 噺 惣宋 
As regras que vimos até o presente aplicam-se aos Estados que tenham, mais de 
12 vagas na Câmara dos Deputados (cargo de Deputado Federal). 
E para os Estados-membros que tiverem 12, ou menos, vagas para o 
Cargo de Deputado Federal? 
 PARA CASAS LEGISLATIVAS COM 12, OU MENOS, VAGAS A DEPUTADO FEDERAL 
Aqui aplicaremos a regra constante do art. 10, I, da Lei das Eleições: 
I - nas unidades da Federação em que o número de lugares a preencher para a Câmara dos 
Deputados não exceder a doze, nas quais cada partido ou coligação poderá registrar 
candidatos a Deputado Federal e a Deputado Estadual ou Distrital no total de até 200% 
(duzentos por cento) das respectivas vagas; 
Vamos criar um exemplo totalmente hipotético. 
Vamos supor que o Estado de Sergipe tenha direito a 10 cargos de Deputado 
Federal. Em razão disso (por ser menor que 12, aplicamos as regras estudadas 
acima). 
Vamos, agora, supor que temos as seguintes vagas a serem preenchidas nas 
eleições 
 
Em face da situação hipotética acima, questiona-se: 
Quantos candidatos o Partido A, isoladamente, poderá registrar para 
concorrer à Câmara dos Deputado pelo Estado de Sergipe? Já a 
Coligação “Sempre Vencendo”, que reúne os Partidos B e C, poderá 
registrar quantos candidatos para o Cargo de Deputado Federal? 
Tanto o Partido A como a Coligação “Sempre Vencendo” poderão indicar até 
200% do número de vagas. Como são 10 vagas, podem indicar 20 candidatos. 
Calculando: 匝宋宋ガ 纂蚕 層宋 噺 匝 姉 層宋 噺 匝宋 
Pergunta-se: 
Quantos candidatos o Partido A, isoladamente, poderá registrar para 
concorrer à Assembleia Legislativa de Sergipe? Já a Coligação “Sempre 
10 cargos Deputado Federal pelo Estado 
de Sergipe
8 cargos Deputado do Estado de 
Sergipe
 
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Vencendo”, que reúne os Partidos B e C, poderá registrar quantos 
candidatos para o Cargo de Deputado Estadual? 
Tanto o Partido A como a Coligação “Sempre Vencendo” poderão indicar até 
200% do número de vagas. Como são 8 vagas, podem indicar 16 candidatos. 
Calculando: 匝宋宋ガ 纂蚕 掻 噺 匝 姉 掻 噺 層掃 
Com isso, encerramos as regras relativas ao cálculo das vagas que podem ser 
indicados para o cargo de Deputado Federal e de Deputado Estadual. 
Resta analisar a distribuição das vagas quando envolver o cargo de Vereador. 
Regras para a escolha do número de Vereadores 
Para a definição do número de candidatos que cada partido poderá indicar para 
o cargo de Vereador, devemos conhecer a regra constante do art. 10, caput e II, 
da Lei das Eleições. 
O caput aplica-se aos municípios que tiverem mais de 100.000 eleitores, com 
uma regra única aplicável tanto a partidos como a coligações. O inc. II 
aplica-seapenas às coligações. Nos municípios que tiverem 100.000 ou menos 
eleitores cada coligação poderá registrar 200% do número de lugares a 
preencher. 
Vejamos: 
Art. 10. Cada partido ou coligação poderá registrar candidatos para a Câmara dos 
Deputados, a Câmara Legislativa, as Assembleias Legislativas e as Câmaras Municipais no 
TOTAL DE ATÉ 150% (cento e cinquenta por cento) do número de lugares a preencher, 
SALVO: 
II - nos Municípios de até cem mil eleitores, nos quais cada coligação poderá 
registrar candidatos no total de até 200% (duzentos por cento) do número de 
lugares a preencher. 
Assim, podemos distinguir duas regras para a definição do número de vagas para 
vereador: 
 1º REGRA: TANTO PARTIDOS COMO COLIGAÇÕES podem indicar até 
150% do número de vagas existentes para os cargos da Câmara Municipal 
com mais de 100.000 eleitores. 
 2º REGRA: quando o número de eleitores for igual ou inferior a 100.000 
temos duas regras: uma para partidos, outra para coligações: 
 PARTIDOS podem indicar até 150% do número de vagas existentes 
para o cargo de vereador (permanece o mesmo da regra acima). 
 COLIGAÇÕES podem indicar até 200% do número de vagas 
existentes para o cargo de vereador. 
Interessante, não?! Definitivamente, o assunto é complexo porque envolve uma 
série de divisões e de subdivisões de regras. Mas com calma e com o exemplo 
que faremos abaixo, ficará mais fácil. 
Aqui também é oportuno o seguinte questionamento: 
 
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Qual o parâmetro utilizado para fixar o número de vagas para 
Vereador? 
A CF estabelece, no art. 29, inúmeras faixas de vereadores em função do número 
de habitantes do município. 
Para facilitar a compreensão vamos construir um exemplo fictício. Vamos supor 
que os municípios de Campinas e de Penápolis em São Paulo tenham o seguinte 
número de cargos e de eleitores 
 
Vejamos os questionamentos: 
Quantos candidatos o Partido A, isoladamente, poderá registrar para 
concorrer à Câmara Municipal de Campinas? Já a Coligação “Sempre 
Vencendo”, que reúne os Partidos B e C, poderá registrar quantos 
candidatos para o Cargo de Vereador? 
Por se tratar de cidade com mais de 100.000 eleitores, tanto o partido como a 
coligação poderão registrar 150% das vagas. Como, no nosso exemplo, temos 
35 cargos, tanto o Partido A como a Coligação “Sempre Vencendo” poderão 
indicar 53 candidatos. 
Calculando: 層捜宋ガ 纂蚕 惣捜 噺 層┸ 捜 姉 惣捜 噺 捜匝┸ 捜 
Pergunta-se: 
No cálculo acima foi arredondado para cima? Por quê? 
Justamente! Foi arredondado para cima em razão do que prevê o art. 10, 
§4º, a Lei das Eleições. Vejamos: 
§ 4º Em todos os cálculos, será sempre desprezada a fração, se inferior a meio, e igualada 
a um, se igual ou superior. 
Portanto, em relação ao arredondamento, temos: 
CAMPINAS 35 cargos 500.000 eleitores
PENÁPOLIS 10 cargos 50.000 eleitores
 
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Concluindo, cada partido ou coligação poderá registrar até 53 candidatos. 
Resta calcular o número de candidatos indicáveis para a Câmara Municipal de 
Penápolis. Para tanto, pergunta-se: 
Quantos candidatos o Partido A, isoladamente, poderá registrar para 
concorrer à Câmara Municipal de Penápolis? Já a Coligação “Sempre 
Vencendo”, que reúne os Partidos B e C, poderá registrar quantos 
candidatos para o Cargo de Vereador? 
Por se tratar de cidade com menos de 100.000 eleitores, temos regras distintas. 
O partido poderá registrar 150% das vagas. Como, no nosso exemplo, temos 10 
cargos, o Partido A poderá indicar 15 candidatos. 
Calculando: 層捜宋ガ 纂蚕 層宋 噺 層┸ 捜 姉 惣捜 噺 層捜 
Já o Partido B entra na regra específica, qual seja, a indicação de 200% das 
vagas. Como, no exemplo, temos 10 cargos, a Coligação “Sempre Vencendo” 
poderá indicar até 20 candidatos. 
Calculando: 匝宋宋ガ 纂蚕 層宋 噺 匝 姉 惣捜 噺 匝宋 
Notaram a diferença? Não há maiores dificuldades, o cálculo exige, todavia, 
atenção. A vantagem é que são raras as questões envolvendo o cálculo. 
Dificilmente a temática será abordada em provas objetivas de concurso público. 
De toda forma, a correta compreensão do cálculo facilita a memorização dos 
dispositivos legais. 
Com isso, vimos todas as regras referentes à fixação do número de candidatos 
para todas os cargos-políticos eletivos. Vamos em frente! 
5.2 - Quota Eleitoral de Gênero 
Vamos iniciar com o dispositivo da Lei das Eleições: 
§ 3º Do número de vagas resultante das regras previstas neste artigo, cada partido ou 
coligação preencherá o mínimo de 30% (trinta por cento) e o máximo de 70% 
(setenta por cento) para candidaturas de cada sexo. 
Do dispositivo acima podemos concluir que cada sexo deve possuir, ao menos, 
30% dos candidatos em relação ao outro. Vejamos: se o Partido A indica, entre 
10 candidatos, 3 mulheres e 7 homens, está atendendo à regra acima. Do mesmo 
SE INFERIOR A MEIO 
(0,5)
arredonda-se para 
baixo
SE IGUAL OU SUPERIOR 
A MEIO (0,5)
arredonda-se para 
cima
 
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modo, ocorrerá se indicar 4 mulheres e 6 homens ou 5 mulheres e 5 homens. 
Haverá, contudo, violação à regra, se indicar apenas 2 ou 1 mulheres dentre os 
10 candidatos. 
Notem que a regra prevê 30% mínimo para cada um dos sexos. Assim, não 
restaria violada a regra, obviamente, caso o partido indicasse 6 candidatas e 4 
candidatos. 
Sobre a finalidade dessa norma, vejamos os ensinamentos de José Jairo 
Gomes18: 
A intenção é garantir um espaço mínimo de participação de homens e mulheres na vida 
política do País, já que o pluralismo constitui fundamento da República brasileira, estando 
entre os seus objetivos a construção de uma sociedade livre, justa e solidária, para além da 
promoção da dignidade da pessoa humana. 
Desse modo, apresentada a lista de candidatos a Justiça Eleitoral analisará a 
adequação ao percentual previsto no §3º, determinando que o partido, ou 
coligação, acrescentem candidatos ou retirem alguns se necessário. Esse é o 
entendimento do TSE19 e da doutrina, tal como José Jairo Gomes20. Para tanto, o 
juiz assinalará prazo de 72 horas para regularização, sob pena de indeferimento 
do demonstrativo de regularidade partidária, que prejudicará todas as 
candidaturas do partido. 
Outro julgado relevante sobre a matéria refere-se aos casos em que a proporção 
resta prejudicada por desistência, por renúncia ou por morte de candidato de um 
dos sexos após o prazo para registro. Vejamos, primeiramente o entendimento 
do TSE21, que citamos: 
 
REPRESENTAÇÃO. ELEIÇÃO PROPORCIONAL. PERCENTUAIS LEGAIS POR SEXO. ALEGAÇÃO. 
DESCUMPRIMENTO POSTERIOR. RENÚNCIA DE CANDIDATAS DO SEXO FEMININO. 
1. Os percentuais de gênero previstos no art. 10, § 3º, da Lei nº 9.504/97 devem ser 
observados tanto no momento do registro da candidatura, quanto em eventual 
preenchimento de vagas remanescentes ou na substituição de candidatos, conforme 
previsto no § 6º do art. 20 da Res.-TSE nº 23.373. 
2. Se, no momento da formalização das renúncias por candidatas, já tinha sido ultrapassado 
o prazo para substituição das candidaturas, previsto no art. 13, § 3º, da Lei nº 9.504/97, 
não pode o partido ser penalizado, considerando, em especial, que não havia possibilidade 
jurídica de serem apresentadas substitutas, de modo a readequar os percentuais legais de 
gênero. 
Recurso especial não provido. 
Vejamos um exemplo que ilustra a hipótese. O Partido A tem direito a indicar 10 
vagas. Quando do registro das candidaturas, indica 3 candidatas e 7 candidatos.Contudo, uma das candidatas desiste da candidatura e, por conta disso, a 
 
18 GOMES, José Jairo. Direito Eleitoral, p. 301. 
19 REspe nº 2.939/2012. 
20 GOMES, José Jairo. Direito Eleitoral, p. 302. 
21 Recurso Especial Eleitoral nº 21498, Acórdão de 23/05/2013, Relator(a) Min. HENRIQUE NEVES 
DA SILVA, Publicação: DJE - Diário de justiça eletrônico, Tomo 117, Data 24/06/2013, Página 56. 
 
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proporcionalidade fica abalada. Nesse caso, segundo o TSE não haverá qualquer 
prejuízo ao candidato, posto que o percentual foi atendido quando do registro da 
candidatura. 
5.3 - Vagas remanescentes 
Em regra, os partidos políticos devem escolher seus candidatos em convenção. 
Vimos que eles não são obrigados a preencher todas as vagas que a lei faculta, 
podendo indicar menos candidatos que o máximo estabelecido. 
Se isso ocorrer, o partido político poderá preencher essas vagas remanescentes, 
desde que no prazo de 30 dias antes das eleições. É o que prevê o § 5º, do art. 
10, da LE: 
§ 5º No caso de as convenções para a escolha de candidatos NÃO indicarem o número 
máximo de candidatos previsto no caput, os órgãos de direção dos partidos 
respectivos poderão preencher as vagas remanescentes ATÉ TRINTA DIAS ANTES 
DO PLEITO. 
Muita atenção ao prazo estipulado, pois antes da reforma eleitoral esse prazo era 
de 60 dias. Agora, com a redação dada pela Lei nº 13.165/2015 o prazo é de 
30 DIAS. 
Conforme se extrai do dispositivo, não será necessária a realização de outra 
Convenção, uma vez que os próprios órgãos de deliberação dos partidos 
poderão preencher as vagas remanescentes. De todo modo, poderá a 
Convenção determinar as regras de como serão escolhidos os candidatos às 
vagas remanescentes. 
 
Essencial para a nossa prova é memorizar o prazo para indicar as vagas 
remanescentes: 
 
5.4 - Competência para Registrar 
Todos esses candidatos escolhidos, seja para eleições pelo princípio majoritário, 
seja para as eleições proporcionais devem ser registrados perante a Justiça 
Eleitoral. Na sequência do nosso estudo veremos algumas regras de 
procedimento que disciplinam quem poderá requerer o registro, o prazo, quais 
os documentos devem ser apresentados, questão dos nomes e do número dos 
candidatos, o órgão judicial responsável pelo registro, entre outros assuntos. 
Questiona-se: 
PRAZO PARA INDICAR 
CANDIDATOS ÀS VAGAS 
REMANESCENTES
30 dias antes do 
pleito
 
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Qual é o órgão responsável por analisar e por efetuar o registro das 
candidaturas? 
Essa regra vem explicitada expressamente no art. 89, do Código Eleitoral. 
Vejamos: 
Art. 89. Serão REGISTRADOS: 
I - no Tribunal Superior Eleitoral os candidatos a presidente e vice-presidente da 
República; 
II - nos Tribunais Regionais Eleitorais os candidatos a senador, deputado federal, 
governador e vice-governador e deputado estadual; 
III - nos Juízos Eleitorais os candidatos a vereador, prefeito e vice-prefeito e juiz de 
paz. 
Cada uma das esferas do Poder Judiciário eleitoral terá competência para 
registrar um determinado grupo de candidatos. A regra utilizada para distribuir a 
competência é lógica e remete à circunscrição dos cargos. 
Assim, se o sujeito pretender registrar candidatura para o cargo de vereador 
deverá fazê-lo perante o Juiz Eleitoral da Zona Eleitoral competente do respectivo 
município. Se a pretensão é registrar a candidatura a Presidente, deverá proceder 
ao registro perante o TSE. 
Já em relação à competência dos TREs devemos estar atentos para o fato de os 
Senadores representarem o Estado-membro pelo qual foram eleitos. Já os 
Deputados Federais, representam a população daquele Estado-membro. Logo, 
quem desejar concorrer a esses cargos (assim como a Governador, a vice-
Governador e a Deputado Estadual) devem registrar a candidatura perante o TRE 
respectivo. 
Se você compreendeu as informações acima não terá dificuldades para extrair, 
no dia da prova, o esquema abaixo: 
 
Sigamos! 
COMPETÊNCIA PARA O REGISTRO DE CANDIDATURA
Juiz Eleitoral
cargos de Prefeito e de 
vice-Prefeito
TRE
cargos de Senador Federal, 
de Deputado Federal, de 
Governador, de vice-
Governador e de Deputado 
Estadual
TSE
cargos de Presidente e de 
vice-Presidente
 
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5.5 - Legitimados e prazo limite para requerer o 
registro 
Vamos iniciar com os legitimados para requerer o registro, ou seja, quem poderá 
comparecer à Justiça eleitoral para efetuar o registro do candidato. 
Para tanto, vamos traçar um esquema: 
 
Segundo o art. 11, da LE, tanto os partidos políticos como a coligação terão 
até as 19 horas do dia 15 de agosto do ano eleitoral para registrar os 
candidatos escolhidos em convenção. 
Art. 11. Os partidos e coligações solicitarão à Justiça Eleitoral o registro de seus 
candidatos ATÉ AS DEZENOVE HORAS DO DIA 15 DE AGOSTO do ano em que se 
realizarem as eleições. 
Esse dispositivo possui dupla relevância para a nossa prova. Isso porque arrola 
prazos. Sabemos que as provas de concurso gostam de cobrar prazos nas 
questões objetivas. Além disso, novamente temos um assunto com redação 
alterada pela Lei nº 13.165/2015. Assim, redobrem a atenção! 
 
 
Após esse prazo é possível o registro às vagas remanescentes, tal como vimos 
acima, bem como a substituição de candidatos, na forma do art. 13 da LE, que 
será estudado adiante. 
LEGITIMADOS PARA 
REQUERER O 
REGISTRO
partido político
coligaçãopré-candidato
PRAZO PARA REGISTRAR 
CANDIDATOS PERANTE A 
JUSTIÇA ELEITORAL
até as 19 horas do 
dia 15 de agosto do 
ano eleitoral
 
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Passado o prazo limite acima, serão divulgadas listas conferindo publicidade aos 
candidatos indicados pelos partidos políticos. Caso o candidato regularmente 
escolhido não conste na lista, ele próprio poderá requerer o registro à Justiça 
Eleitoral no PRAZO DE 48 HORAS. 
É o que prevê o §4º, do art. 11º, da LE: 
§ 4º Na hipótese de o partido ou coligação não requerer o registro de seus candidatos, 
estes poderão fazê-lo perante a Justiça Eleitoral, observado o prazo máximo de quarenta e 
oito horas seguintes à publicação da lista dos candidatos pela Justiça Eleitoral. 
 
 
5.6 - Documentos que devem constar do Registro 
O §1º, abaixo citado, é um dos mais relevantes da matéria e, com frequência, é 
exigido em prova. Por isso, muita atenção! 
§ 1º O pedido de registro deve ser instruído com os seguintes documentos: 
I – cópia da ata a que se refere o art. 8º [ata de Convenção do partido]; 
II – autorização do candidato, por escrito; 
III – prova de filiação partidária; 
IV – declaração de bens, assinada pelo candidato; 
E
X
C
E
Ç
Õ
E
S
48 h após a publicação das 
listas, pelo próprio candidato
se partido ou coligação não 
registrar 
até 30 dias antes do pleito
vagas remanescentes pelo 
órgão de direção (não 
escolhido em convenção)
até 10 dias após a 
ocorrência do fato se o 
candidato
for declarado inelegível (20 
dias antes) 
se o candidato renunciar (20 
dias antes)
tiver indeferido ou cancelado 
o registro (20 dias antes)
se o candidato falecer após 
o termo final do prazo do 
registro
 
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V – cópia do título eleitoral ou certidão, fornecida pelo Cartório Eleitoral, de que o 
candidato é eleitor na circunscrição ou requereu sua inscrição ou transferência de domicílio 
no prazo previsto no art. 9º; 
VI – certidão de quitação eleitoral; 
VII – certidões criminais fornecidas pelos órgãos de distribuição da Justiça Eleitoral, 
Federal e Estadual; 
VIII – fotografia do candidato, nas dimensões estabelecidas em instrução da Justiça 
Eleitoral, para efeito do disposto no § 1º do art. 59; 
IX – propostas defendidas pelo candidato a Prefeito, a Governador de Estado e a 
Presidente da República. 
O CE traz um dispositivo semelhante e prevê uma série de documentos que 
devem instruir o pedido de registro de candidatura. Não citaremos o dispositivo, 
porque a Lei das Eleições, nesse aspecto, mostra-se mais completa e, portanto, 
é a que será eventualmente exigida em prova. 
Quanto ao rol de documentos acima devemos tecer algumas considerações 
pontuais. 
 A fotografia do candidato apresentada será aquela que aparecerá na urna 
no dia das eleições. Vejamos um exemplo retirado das eleições 2014: 
 
 Exige-se a indicação pelos detentores de mandatos políticos da proposta 
de governo. Devemos estar atentos para não incorrer em erro no dia da 
prova. Essas propostas não são exigidas, portanto, de candidatos às 
Casas Legislativas, ou seja, não se exige dos candidatos a Vereador, a 
Deputado Estadual, a Deputado Federal, a do Senador da República. Será 
exigida apenas para concorrer aos cargos de Prefeito, de Governador e de 
Presidente. 
Embora o próprio nome indique tratar de proposta de “governo”, vejamos o 
esquema abaixo para evitar confusões na hora da prova. 
 
PROPOSTA DE GOVERNO
DEVEM INDICAR
Presidente Governador Prefeito
NÃO PRECISAM INDICAR
Vereador Deputado 
Estadual
Deputado 
Federal
Senador da 
República
 
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Além disso, conforme entendimento do TSE, exige-se, além dos documentos 
elencados nesse dispositivo, os seguintes: 
 prova de desincompatibilização, quando for o caso; e 
 comprovante de escolaridade, cuja falta pode ser suprida por declaração 
de próprio punho. Devemos lembrar, ainda, que a aferição da alfabetização 
se fará individualmente, sem constrangimentos, não podendo ser realizado, 
por exemplo, em audiência pública, sob pena de afrontar a dignidade 
humana do candidato. 
 A certidão da quitação eleitoral tem por finalidade averiguar se o candidato 
– que também é eleitor – está regular com o exercício da capacidade eleitora 
ativa. Verifica-se, assim, se eventuais multas aplicadas foram quitadas ou, ao 
menos, parceladas, se o débito for alto. 
 Do rol de documentos acima, a própria LE, no art. 11º, §13, dispensa a 
apresentação dos documentos acima, caso a Justiça Eleitoral tenha acesso, em 
seus respectivos sistemas, a tais informações. Informações como a prova da 
filiação partidária, a cópia do título ou a respectiva certidão e a certidão de 
quitação eleitoral podem ser dispensadas. É o que prevê o dispositivo abaixo: 
Vejamos a literalidade do §: 
§ 13. Fica dispensada a apresentação pelo partido, coligação ou candidato de documentos 
produzidos a partir de informações detidas pela Justiça Eleitoral, entre eles os indicados nos 
incisos III, V e VI do § 1º deste artigo. 
Sigamos com os demais §§ do art. 11, da LE! 
Para a plenitude dos direitos políticos, condição essencial de elegibilidade, devem 
os candidatos possuir a idade mínima constitucionalmente exigida. 
EM REGRA, a idade mínima é aferida na data da posse. Para compreender bem 
a exceção, questiona-se: 
É possível, portanto, que o candidato a vereador registre a candidatura 
aos 17 anos de idade? 
NÃO! Para o cargo de vereador exige-se a idade mínima de 18 anos. Antes da 
Lei nº 13.165/2015 a idade mínima era aferida na data da posse para todos os 
cargos político-eletivos. Com a Reforma Eleitoral temos uma nova regra. Vejamos 
o art. 11, §2º, da Lei das Eleições: 
§ 2º A idade mínima constitucionalmente estabelecida como condição de elegibilidade é 
verificada tendo por referência a data da posse, SALVO quando fixada em dezoito 
anos, hipótese em que será aferida na data-limite para o pedido de registro. 
A única hipótese que temos no art. 14, §3º, da Constituição, que prevê a idade 
mínima de 18 anos, é para o cargo de vereador. Portanto, em relação a esse 
cargo, não aplicamos a data da posse para a aferição da idade mínima, 
mas a data do registro da candidatura. 
Assim, respondendo ao questionamento inicial, NÃO PODERÁ o cidadão com 17 
anos de idade pretender registrar a candidatura ao cargo de Vereador, ainda que 
complete 18 anos até a data da posse. 
Retomando as faixas de idades descritas no art. 14, §3º, da CF, temos: 
 
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IDADE 
MÍNIMA 
CARGOS MOMENTO DE 
AFERIÇÃO 
35 anos 
 Presidente e Vice-Presidente 
 Senador 
data da posse 
30 anos 
 Governador e Vice-Governador de Estado e do 
Distrito Federal 
21 anos 
 Deputado Federal 
 Deputado Estadual ou do Distrito Federal 
 Prefeito e Vice-Prefeito 
 Juiz de paz 
18 anos  Vereador data do registro da 
candidatura 
De acordo com o §3º, o juiz poderá abrir prazo de 72 horas para diligências, a 
fim de certificar-se da higidez ou para complementação dos documentos que 
vimos acima: 
§ 3º Caso entenda necessário, o Juiz abrirá PRAZO DE SETENTA E DUAS HORAS para 
diligências. 
Sobre o assunto é relevante, ainda, o conhecimento da Súmula nº 3 do TSE: 
Súmula TSE nº 3/1992 
Possibilidade de juntada de documento com o recurso ordinário em processo de registro de 
candidatos quando o juiz não abre prazo para suprimento de defeito de instrução do pedido. 
O §4º, do art. 11, já foi estudado acima. Desse modo, sigamos para o próximo 
parágrafo. 
§ 5º Até a data a que se refere este artigo, os Tribunais e Conselhos de Contas deverão 
tornar disponíveis à Justiça Eleitoral relação dos que tiveram suas contas relativas 
ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável 
e por decisão irrecorrível do órgão competente, ressalvados os casos em que a questão 
estiver sendo submetida à apreciação do Poder Judiciário, ou que haja sentença judicial 
favorável ao interessado. 
Para aferir a regularidade das contas dos candidatos exercentes de mandato 
político, o §5º prevê que o TCU e os TCE deverão encaminhar à Justiça Eleitoral, 
até o dia 15 de agosto do ano eleitoral, a relação de detentores de mandato 
político que tiveram as contas rejeitadas por irregularidade insanável e por 
decisão irrecorrível. Atenção! Os requisitos são cumulativos (notem que a 
conjunção é “E” e não “OU”): 
 
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Vejamos, ainda, o §6º: 
§ 6º A Justiça Eleitoral possibilitará aos interessados acesso aos documentos apresentados 
para os fins do disposto no § 1º. 
Vimos que um dos documentos exigidos é a certidão de quitação eleitoral. Sobre 
a quitação eleitoral, vejamos o disposto no §7º do art. 11º da Lei 9.504/1997: 
§ 7º A certidão de quitação eleitoral abrangerá exclusivamente a plenitude do gozo 
dos direitos políticos, o regular exercício do voto, o atendimento a convocações da 
Justiça Eleitoral para auxiliar os trabalhos relativosao pleito, a inexistência de multas 
aplicadas, em caráter definitivo, pela Justiça Eleitoral e não remitidas, e a apresentação 
de contas de campanha eleitoral. 
 
No que diz respeito à multa, para fins de comprovação da quitação eleitoral, o 
eleitor poderá: 
1. efetuar, até a data do pedido do registro, o pagamento de eventuais dívidas 
existentes; 
2. formalizar, até a data do pedido de registro, pedido de parcelamento. 
É o que dispõe o §8º abaixo: 
§ 8º Para fins de expedição da certidão de que trata o § 7º, considerar-se-ão quites aqueles 
que: 
I – condenados ao pagamento de multa, tenham, até a data da formalização do seu pedido 
de registro de candidatura, comprovado o pagamento ou o parcelamento da dívida 
regularmente cumprido; 
II – pagarem a multa que lhes couber individualmente, excluindo-se qualquer modalidade 
de responsabilidade solidária, mesmo quando imposta concomitantemente com outros 
candidatos e em razão do mesmo fato. 
III – o parcelamento das multas eleitorais é direito do cidadão, seja ele eleitor ou candidato, 
e dos partidos políticos, podendo ser parceladas em até 60 (sessenta) meses, desde que 
não ultrapasse o limite de 10% (dez por cento) de sua renda. 
O TCU e os TCE deverão enviar a 
relação de detentores de mandato 
político que tiveram as contas 
rejeitadas por:
irregularidade 
insanável E
decisão irrecorrível
•a plenitura do gozo dos direitos políticos;
•a regular exercício do direito do voto;
•o atendimento às convocações da Justiça Eleitoral;
•a inexistência de multas aplicadas.
A QUITAÇÃO ELEITORAL ABRANGERÁ
 
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Notem que o parcelamento constitui direito subjetivo do cidadão e observará 
os seguintes parâmetros: 
 
Além disso, quanto à regra do parcelamento, deve-se observar subsidiariamente, 
por força do §11, as regras atinentes ao parcelamento tributário: 
§ 11. A Justiça Eleitoral observará, no parcelamento a que se refere o § 8º deste artigo, as 
regras de parcelamento previstas na legislação tributária federal. 
Seja para viabilizar o pagamento, seja para permitir o pedido de parcelamento 
do candidato, prevê a LE que a Justiça Eleitoral encaminhará ATÉ O DIA 5 DE 
JUNHO DO ANO ELEITORAL – portanto, 2 meses e 10 dias antes do término 
do período para registro dos candidatos escolhidos em Convenção – a lista de 
devedores de multa eleitoral. 
 
 
É isso que dispõe o §9º abaixo citado: 
§ 9º A Justiça Eleitoral enviará aos partidos políticos, na respectiva circunscrição, até o dia 
5 de junho do ano da eleição, a relação de todos os devedores de multa eleitoral, a qual 
embasará a expedição das certidões de quitação eleitoral. 
Atualmente, o acesso dos partidos políticos às relações de devedores de multa 
eleitoral deve ser feito com a utilização do sistema Filiaweb, mediante habilitação 
dos usuários dos diretórios nacionais e regionais das agremiações, conforme 
orientação do TSE22. 
O §10 é bastante relevante. A regra é que as condições de elegibilidade e as 
causas de inelegibilidade sejam aferidas no momento da formalização do pedido, 
à exceção de situações jurídicas supervenientes e do critério da idade mínima, 
que é condição de inelegibilidade a ser aferida no momento da posse. 
§ 10. As condições de elegibilidade e as causas de inelegibilidade devem ser aferidas 
no momento da formalização do pedido de registro da candidatura, ressalvadas as 
alterações, fáticas ou jurídicas, supervenientes ao registro que afastem a inelegibilidade. 
Quanto aos §§ 11 a 13, já foram abordados acima. 
 
22 AgR-Respe nº 34.604/2012. 
PARCELAMENTO
até 60 meses não pode ultrapassar 10% da renda do candidato
LISTA DE DEVEDORES DE 
MULTA ELEITORAL
Será encaminhada pela Justiça Eleitoral até o 
dia 5 de junho do ano eleitoral,
 
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5.7 - Nome para Registro do Candidato 
Em relação ao nome do candidato para registro da candidatura não há maiores 
exigências. O art. 94, do Código Eleitoral, permite que o candidato seja 
registrado, inclusive, sem o prenome. O fundamental será, sempre, o 
conhecimento da identidade do candidato. 
Vejamos: 
Art. 95. O candidato poderá ser registrado sem o prenome, ou com o nome 
abreviado, desde que a supressão não estabeleça dúvida quanto à sua identidade. 
A Lei das Eleições, por sua vez, traz uma disciplina mais extensa da matéria. 
Segundo o diploma, o candidato deverá indicar, para além do nome completo, 
outras 3 opções de nome para registro. Não há conflito entre a redação do Código 
Eleitoral e a Lei das Eleições. Na Lei exige-se a indicação do nome completo para 
fins de registro. Em relação ao nome que aparecerá na urna eletrônica no dia da 
votação, a LE flexibiliza e permite que sejam indicadas três opções de nome para 
aparecer na urna. Vejamos: 
Art. 12. O candidato às eleições proporcionais indicará, no pedido de registro, além de 
seu nome completo, as variações nominais com que deseja ser registrado, ATÉ O 
MÁXIMO DE TRÊS OPÇÕES, que poderão ser o prenome, sobrenome, cognome, nome 
abreviado, apelido ou nome pelo qual é mais conhecido, desde que não se estabeleça 
dúvida quanto à sua identidade, não atente contra o pudor e não seja ridículo ou 
irreverente, mencionando em que ordem de preferência deseja registrar-se. 
Essa lista de nomes será informada em ordem, contudo, não poderá: 
 
Em razão disso, poderá a Justiça Eleitoral exigir a prova de que é conhecido pelo 
nome, quando houver possibilidade de confundir o eleitor. É o que prevê, 
inclusive, o §1º do art. 11: 
§ 2º A Justiça Eleitoral poderá exigir do candidato prova de que é conhecido por 
determinada opção de nome por ele indicado, quando seu uso puder confundir o eleitor. 
Em determinada eleição poderá ocorrer de dois candidatos pretenderem o mesmo 
nome para a campanha eleitoral. São as hipóteses de homonímia. Ocorre 
homonímia quando os nomes sejam escritos ou pronunciados da mesma forma. 
Em tais casos, o §1º do art. 12 estabelece um procedimento a ser adotado pela 
Justiça Eleitoral. 
§ 1º Verificada a ocorrência de homonímia, a Justiça Eleitoral procederá atendendo ao 
seguinte: 
I – havendo dúvida, poderá exigir do candidato prova de que é conhecido por dada 
opção de nome, indicada no pedido de registro; 
•NÃO gere dúvidas quanto à identidade;
•NÃO atente contra o pudor;
•NÃO seja ridículo ou irreverente.
PARA ALÉM DO NOME COMPLETO O CANDIDATO 
INDICARÁ OUTROS 3 NOMES EM ORDEM DE 
PREFERÊNCIA, DESDE QUE:
 
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II – ao candidato que, na data máxima prevista para o registro, esteja exercendo 
mandato eletivo ou o tenha exercido nos últimos quatro anos, ou que nesse mesmo 
prazo se tenha candidatado com um dos nomes que indicou, será deferido o seu uso 
no registro, ficando outros candidatos impedidos de fazer propaganda com esse mesmo 
nome; 
III – ao candidato que, pela sua vida política, social ou profissional, seja identificado por 
um dado nome que tenha indicado, será deferido o registro com esse nome, observado 
o disposto na parte final do inciso anterior; 
IV – tratando-se de candidatos cuja homonímia não se resolva pelas regras dos dois incisos 
anteriores, a Justiça Eleitoral deverá notificá-los para que, em dois dias, cheguem a acordo 
sobre os respectivos nomes a serem usados; 
V – não havendo acordo no caso do inciso anterior, a Justiça Eleitoral registrará cada 
candidato com o nome e sobrenome constantesdo pedido de registro, observada a ordem 
de preferência ali definida. 
Primeiramente, os candidatos, cujos nomes são homônimos, são chamados a 
comprovar que são conhecidos pelo nome indicado no registro. Se ambos 
fizerem tal prova, deve a Justiça aferir qual deles está exercendo mandato 
eletivo, tenha exercido ou, ao menos, concorrido nos últimos quatro 
anos, utilizando-se do nome que gerou a discussão. Na hipótese de ambos 
terem utilizado o mesmo nome e não ter sido identificado anteriormente pela 
Justiça Eleitoral, afere-se se os candidatos são conhecidos no meio político, 
social ou profissional com aquele nome. Novamente, se ambos forem 
reconhecidos pelo mesmo nome, os candidatos serão registrados com o nome 
completo. 
Ainda sobre o tema, vejamos a Súmula nº 4 do TSE: 
Súmula TSE nº 4/1992 
Não havendo preferência entre candidatos que pretendam o registro da mesma variação 
nominal, defere-se o do que primeiro o tenha requerido. 
Vejamos um esquema para facilitar a compreensão: 
 
1º
•comprovar que
são conhecidos
pelo nome
indicado
2º
•verificar se já utilizou o
nome quando do
exercício de mandato
eletivo ou se concorreu
com tal nome
3º
•comprovar que
são conhecidos
política, social
ou
profissionalmen
te com o nome
4º
•são registrados
com o nome
completo
 
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O §2º já fora analisado, portanto, sigamos com o §3º! 
Ainda quanto ao registro do nome pelo candidato, discorre o § 3º do art. 12, que 
a Justiça Eleitoral não permitirá o uso pelo candidato de nome de candidato já 
registrado à eleição majoritária, exceto se detentor de mandato eletivo e utilize, 
ou tenha utilizado, esse nome. 
§ 3º A Justiça Eleitoral indeferirá todo pedido de variação de nome coincidente com nome 
de candidato a eleição majoritária, salvo para candidato que esteja exercendo mandato 
eletivo ou o tenha exercido nos últimos quatro anos, ou que, nesse mesmo prazo, tenha 
concorrido em eleição com o nome coincidente. 
Por fim, vejamos os §§4º e 5º que se referem ao dever atribuído à Justiça 
eleitoral de dar publicidade às variações de nome e dos nomes definidos após o 
procedimento acima estudado: 
§ 4º Ao decidir sobre os pedidos de registro, a Justiça Eleitoral publicará as variações de 
nome deferidas aos candidatos. 
§ 5º A Justiça Eleitoral organizará e publicará, até trinta dias antes da eleição, as seguintes 
relações, para uso na votação e apuração: 
I – a primeira, ordenada por partidos, com a lista dos respectivos candidatos em ordem 
numérica, com as três variações de nome correspondentes a cada um, na ordem escolhida 
pelo candidato; 
II – a segunda, com o índice onomástico e organizada em ordem alfabética, nela constando 
o nome completo de cada candidato e cada variação de nome, também em ordem alfabética, 
seguidos da respectiva legenda e número. 
5.8 - Substituição de Candidato 
Em relação à substituição de candidatos, a regra geral é a seguinte: 
 
É o que prevê o caput do art. 13: 
Art. 13. É facultado ao partido ou coligação substituir candidato que for considerado 
inelegível, renunciar ou falecer após o termo final do prazo do registro ou, ainda, 
tiver seu registro indeferido ou cancelado. 
Ocorrendo algumas hipóteses acima, o partido – por decisão da maioria 
absoluta do órgão executivo – terá PRAZO DE 10 DIAS para indicar o 
substituto, a contar do fato ou da ciência da decisão que deu origem. 
§ 1º A escolha do substituto far-se-á na forma estabelecida no estatuto do partido a que 
pertencer o substituído, e o registro deverá ser requerido ATÉ 10 (DEZ) DIAS contados 
do fato ou da notificação do partido da decisão judicial que deu origem à substituição. 
PERMITE-SE A SUBSTITUIÇÃO PELO PARTIDO OU 
COLIGAÇÃO, SE O CANDIDATO INDICADO
for considerado 
inelegível renunciar falecer
tiver indeferido 
ou cancelado o 
registro
 
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Devemos lembrar, tal como visto quanto estudamos coligações, que em cargo de 
agrupamento de partidos, não é necessário que o substituto seja do mesmo 
partido, podendo ser de qualquer dos partidos coligados. Essa regra é extraída 
do §2º: 
§ 2º Nas eleições majoritárias, se o candidato for de coligação, a substituição deverá 
fazer-se por decisão da maioria absoluta dos órgãos executivos de direção dos 
partidos coligados, podendo o substituto ser filiado a QUALQUER partido dela 
integrante, desde que o partido ao qual pertencia o substituído renuncie ao direito de 
preferência. 
Finalmente, quanto ao art. 13, é muito importante conhecer o §3º, que foi 
recentemente incluído na Lei das Eleições, por intermédio da Lei nº 12.891/2013. 
Segundo esse dispositivo, a substituição, tanto nas eleições proporcionais como 
nas eleições majoritárias, somente será possível se apresentada até 20 dias 
antes das eleições. 
Há, todavia, EXCEÇÕES. Em caso de falecimento de candidato a substituição 
poderá ser feita após esse prazo, ainda que às vésperas do pleito. 
§ 3º Tanto nas eleições majoritárias como nas proporcionais, a substituição só se 
efetivará se o novo pedido for apresentado até 20 (vinte) dias antes do pleito, 
EXCETO em caso de falecimento de candidato, quando a substituição poderá ser efetivada 
após esse prazo. 
 
5.9 - Cancelamento do Registro 
O candidato deve respeito à legenda a qual está filiado. Existe regra prevendo 
que se o detentor do mandato eletivo desfiliar-se injustificadamente, perderá o 
mandato eletivo, uma vez que o entendimento atual é de que a vaga ocupada 
pelo político é do partido. 
Nesse contexto, ainda que escolhido em Convenção e registrado para concorrer 
às eleições, caso o candidato seja expulso do partido ao qual está filiado, 
tal fato será comunicado à Justiça Eleitoral, e o cidadão terá o registro 
cancelado. 
PRAZOS PARA A ESCOLHA DE 
SUBSTITUTOS
até 20 dias antes 
do pleito
EXCEÇÃO: em caso de falecimento 
poderá ser indicado após o prazo de 20 
dias.
 
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Art. 14. Estão sujeitos ao cancelamento do registro os candidatos que, ATÉ A DATA DA 
ELEIÇÃO, forem expulsos do partido, em processo no qual seja assegurada ampla defesa 
e sejam observadas as normas estatutárias. 
Parágrafo único. O cancelamento do registro do candidato será decretado pela Justiça 
Eleitoral, após solicitação do partido. 
 
Vejamos um quadro síntese para facilitar a memorização: 
 
5.10 - Número do Candidato 
Cada candidato irá concorrer às eleições com um número próprio com indicação 
do partido político ao qual está filiado. A extensão do número indica o 
cargo para o qual concorre. 
Art. 15. A identificação numérica dos candidatos se dará mediante a observação dos 
seguintes critérios: 
I – os candidatos aos cargos majoritários concorrerão com o número identificador do 
partido ao qual estiverem filiados; 
II – os candidatos à Câmara dos Deputados concorrerão com o número do partido 
ao qual estiverem filiados, acrescido de dois algarismos à direita; 
III – os candidatos às Assembléias Legislativas e à Câmara Distrital concorrerão com 
o número do partido ao qual estiverem filiados acrescido de três algarismos à 
direita; 
IV – o Tribunal Superior Eleitoral baixará resolução sobre a numeração dos candidatos 
concorrentes às eleições municipais. 
Quanto às eleições municipais, a Lei das Eleições atribui o regramento dos 
números à Resolução do TSE, que não interessa para o objeto de nossa prova. 
Em relação ao cargo de Senador da República, segundoo TSE, haverá acréscimo 
de um algarismo à direita. 
 
CANCELAMENTO DO 
REGISTRO
expulso do partido por 
violar o estatuto
deve ser assegurada a 
ampla defesa
 
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Vejamos, em seguida, os §§: 
§ 1º Aos partidos fica assegurado o direito de manter os números atribuídos à sua legenda 
na eleição anterior, e aos candidatos, nesta hipótese, o direito de manter os números que 
lhes foram atribuídos na eleição anterior para o mesmo cargo. 
§ 2º Aos candidatos a que se refere o § 1º do art. 8º, é permitido requerer novo número 
ao órgão de direção de seu partido, independentemente do sorteio a que se refere o § 2º 
do art. 100 da Lei nº 4.737, de 15 de julho de 1965 – Código Eleitoral. 
§ 3º Os candidatos de coligações, nas eleições majoritárias, serão registrados com o 
número de legenda do respectivo partido e, nas eleições proporcionais, com o número de 
legenda do respectivo partido acrescido do número que lhes couber, observado o disposto 
no parágrafo anterior. 
Dos parágrafos citados acima, destaca-se: 
 O partido tem o direito de manter a legenda. 
 Os candidatos que concorrerem ao cargo de Senador da República, de 
Deputado Estadual, de Deputado Federal e de Vereador poderão solicitar a 
alteração da variação de números à direita, desde que observada a legenda. 
 Os candidatos a cargos do Poder Executivo (Presidente, Governador e 
Prefeito) utilizarão o número da legenda. 
5.11 - Prazo para Julgamento dos Pedidos de Registro 
ATÉ 20 DIAS ANTES DAS ELEIÇÕES, os TRE enviarão ao TSE a relação dos 
candidatos sob sua competência, com referência ao sexo e ao cargo para o qual 
concorrer. Até essa data, todos os pedidos de registro devem estar julgados 
nas instâncias ordinárias, inclusive aqueles que forem objeto de impugnação. 
Para tanto, a Justiça Eleitoral deverá conferir prioridade, em relação aos demais 
processos judiciais, àqueles que envolvam o registro de candidatos. 
Presidente os dois algarismos da legenda LL
Senador os dois algarismos da legenda + 
número à direita LLX
Deputado 
Federal
os dois algarismos da legenda + dois 
números à direita LLXX
Deputado 
Estadual
os dois algarismos da legenda + três 
números à direita LLXXX
Eleições 
Municipais
disciplinados por Resolução Específica 
do TSE
 
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Essas regras estão no art. 16, da Lei 9.504/1997, e também foram alteradas pela 
Lei nº 13.165.2015. Duas informações são importantes para fins de prova: 
1ª – o prazo! A redação anterior previa o período de 45 dias para envio 
das informações ao TSE. Agora esse prazo passou para 20 dias. 
2ª – o julgamento nas instâncias ordinárias. Isso significa dizer que os 
pedidos de registros de candidatura devem estar julgados pelo Juiz 
Eleitoral e pelo TRE quando for o caso. NÃO abrange, portanto, eventuais 
recursos ao TSE. 
Vejamos a literalidade do caput do art. 16: 
Art. 16. ATÉ VINTE DIAS ANTES da data das eleições, os Tribunais Regionais 
Eleitorais enviarão ao Tribunal Superior Eleitoral, para fins de centralização e 
divulgação de dados, a relação dos candidatos às eleições majoritárias e 
proporcionais, da qual constará obrigatoriamente a referência ao sexo e ao cargo a que 
concorrem. 
§ 1º Até a data prevista no caput, todos os pedidos de registro de candidatos, inclusive 
os impugnados e os respectivos recursos, devem estar julgados pelas instâncias 
ORDINÁRIAS, e publicadas as decisões a eles relativas. 
Em face disso, assegura-se prioridade de julgamento aos processos de registro 
de candidatura, sendo possível a determinação de sessões extraordinárias para 
a análise dos processos que envolvam a matéria. É o que se extrai do §2º abaixo: 
§ 2º Os processos de registro de candidaturas terão prioridade sobre quaisquer 
outros, devendo a Justiça El eitoral adotar as providências necessárias para o cumprimento 
do prazo previsto no § 1º, inclusive com a realização de sessões extraordinárias e a 
convocação dos juízes suplentes pelos Tribunais, sem prejuízo da eventual aplicação do 
disposto no art. 97 e de representação ao Conselho Nacional de Justiça. 
Para finalizarmos a parte teórica da presente aula, compete analisar o art. 16-A, 
introduzido na Lei das Eleições por força da Lei nº 12.034/2009, bem como o art. 
16-B, introduzido por força da Lei nº 12.891/2013. 
Embora a Lei estabeleça prazo de 45 dias para findar o processo, todo o 
procedimento eleitoral inicia antes desse prazo, de modo que os candidatos 
começam a propaganda eleitoral. Tendo isso em vista, vejamos: 
Art. 16-A. O candidato cujo registro esteja sub judice poderá efetuar todos os atos 
relativos à campanha eleitoral, inclusive utilizar o horário eleitoral gratuito no rádio e na 
televisão e ter seu nome mantido na urna eletrônica enquanto estiver sob essa 
condição, ficando a validade dos votos a ele atribuídos condicionada ao deferimento de seu 
registro por instância superior. 
Parágrafo único. O cômputo, para o respectivo partido ou coligação, dos votos atribuídos 
ao candidato cujo registro esteja sub judice no dia da eleição fica condicionado ao 
deferimento do registro do candidato. 
A ideia aqui é bem simples, em razão do princípio da presunção de inocência, 
enquanto o candidato não for julgado definitivamente, poderá concorrer 
normalmente. 
Em relação ao art. 16-B, a regra possui a mesma racionalidade. Embora haja 
prazo de 45 dias para julgar, por vezes, a Justiça Eleitoral não consegue finalizá-
lo nesse prazo. Obviamente, o candidato não poderá ser prejudicado em razão 
da mora do Poder Judiciário. Assim, prevê o art. 16-B, que o candidato concorrerá 
 
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normalmente, segundo as prescrições do art. 16-A (visto acima) até a decisão 
definitiva. 
Art. 16-B. O disposto no art. 16-A quanto ao direito de participar da campanha eleitoral, 
inclusive utilizar o horário eleitoral gratuito, aplica-se igualmente ao candidato cujo pedido 
de registro tenha sido protocolado no prazo legal e ainda não tenha sido apreciado pela 
Justiça Eleitoral. 
5.12 - Regras específicas do CE 
O Código Eleitoral também traz algumas regras específicas referentes ao registro 
de candidatos, para além das já abordadas acima. Ante a importância do diploma 
para a prova, bem como em razão de parte dos seus dispositivos sofreram 
alterações recentemente, vamos tratar deles em tópico separado. 
 o candidato poderá registrar uma única candidatura, seja na mesma 
ou em diferentes circunscrições. 
Embora essa regra seja um tanto lógica, o CE traz um dispositivo expresso nesse 
sentido. Vejamos: 
Art. 88. NÃO é permitido registro de candidato embora para cargos diferentes, por mais 
de uma circunscrição ou para mais de um cargo na mesma circunscrição. 
Parágrafo único. Nas eleições realizadas pelo sistema proporcional o candidato deverá ser 
filiado ao partido, na circunscrição em que concorrer, pelo tempo que fôr fixado nos 
respectivos estatutos. 
Por exemplo, uma mesma pessoa não poderá registrar candidatura para o cargo 
de Prefeito Municipal e de Vereador, mesmo se pretender escolher entre um dos 
cargos se eleito. Do mesmo modo, não poderá registrar candidatura para o cargo 
de Deputado Federal e de Vereador. 
 O partido político, ou os candidatos, somente poderão se inscrever 
candidatos caso tenham, dentro da circunscrição, constituído diretório 
partidário. 
Essa regra, que consta do art. 90, do CE, prevê que o partido políticodeverá 
possuir órgão na circunscrição em que pretende lançar candidato. Por exemplo, 
se o Partido A – que possui registro a nível nacional, exigido de todos os partidos 
– decidir lançar candidato a Prefeito na cidadezinha de Corbélia/PR, deverá 
constituir um órgão partidário naquela localidade. 
Vejamos, por fim, a literalidade do Código Eleitoral: 
Art. 90. Somente poderão inscrever candidatos os partidos que possuam diretório 
devidamente registrado na circunscrição em que se realizar a eleição. 
 O registro para os cargos do Poder Executivo é de chapa única, ou seja, 
cada partido ou coligação poderá lançar apenas um único candidato. 
É o que prevê o art. 91, caput, do CE: 
Art. 91. O registro de candidatos a presidente e vice-presidente, governador e vice-
governador, ou prefeito e vice-prefeito, far-se-á sempre em chapa única e 
indivisível, ainda que resulte a indicação de aliança de partidos. 
 
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 O registro de candidatos a suplente de Senador da República é 
efetuado conjuntamente com o registro do titular. 
Essa regra, que consta do art. 91, §1º, do CE, disciplina que, na realidade, ao 
elegermos um Senador da República, estamos elegendo duas pessoas, o titular 
e o respectivo suplente. Nesse contexto, o suplente assemelha-se ao vice dos 
cargos do Poder Executivo. 
Vejamos: 
1º O registro de candidatos a senador far-se-á com o do suplente partidário. 
 O registro de candidato a suplente de Deputados Federais é, em caráter 
excepcional, efetuado junto com o titular, APENAS PARA OS 
TERRITÓRIOS, SE HOUVER. 
Estuda-se na parte de Sistemas Eleitorais, que os suplentes dos cargos a 
Deputado Federal são determinados pela distribuição conforme o cálculo dos 
quocientes eleitorais, partidários e médias. Para os território e em relação ao 
cargo de Deputados Federais temos a regra específica constante do §2º, do art. 
91, do CE: 
§ 2º Nos Territórios far-se-á o registro do candidato a deputado com o do suplente. 
 Prazo para pedido de registro na Justiça Eleitoral: ATÉ 15.08. 
Vimos que a convenção se realizará entre 20.07 e 05.08. Nos dias seguintes, os 
partidos políticos, ou candidatos, deverão promover o registro perante a Justiça 
Eleitoral. O art. 93, do CE, com redação conferida pela Lei nº 13.165/2015, 
estabeleceu que o registro de candidaturas deverá ocorrer até as 19 horas do dia 
15.08, ou seja, nos dez dias seguintes ao prazo final para a realização das 
convenções. 
Vejamos: 
Art. 93. O prazo de entrada em cartório ou na Secretaria do Tribunal, conforme o caso, 
de requerimento de registro de candidato a cargo eletivo terminará, 
improrrogavelmente, ÀS DEZENOVE HORAS DO DIA 15 DE AGOSTO do ano em que 
se realizarem as eleições. 
Quanto aos §§ 1º e 2º, ambos reproduzem regras da Lei das Eleições, já tratadas 
acima, razão pela qual apenas citaremos os dispositivos: 
§ 1o Até vinte dias antes da data das eleições, todos os requerimentos, inclusive os que 
tiverem sido impugnados, devem estar julgados pelas instâncias ordinárias, e publicadas as 
decisões a eles relativas. 
§ 2o As convenções partidárias para a escolha dos candidatos serão realizadas, no máximo, 
até 5 de agosto do ano em que se realizarem as eleições. 
O §3º, por sua vez, traz uma questão específica: ele disciplina 
§ 3º Nesse caso, se se tratar de eleição municipal, o juiz eleitoral deverá apresentar a 
sentença no prazo de 2 (dois) dias, podendo o recorrente, nos 2 (dois) dias seguintes, aditar 
as razões do recurso; no caso de registro feito perante o Tribunal, se o relator não 
apresentar o acórdão no prazo de 2 (dois) dias, será designado outro relator, na ordem da 
votação, o qual deverá lavrar o acórdão do prazo de 3 (três) dias, podendo o recorrente, 
nesse mesmo prazo, aditar as suas razões. 
 
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 O art. 97, do CE, traz um procedimento de impugnação ao pedido de 
registro. Trata-se de uma impugnação prévia, antes mesmo da análise 
judicial do pedido. 
Em razão disso, tão logo seja publicado o pedido, o órgão responsável da Justiça 
Federal promoverá a publicação para que os interessados (partidos políticos, 
Ministério Público e, até mesmo, o cidadão) possam efetuar impugnação. 
Art. 97. Protocolado o requerimento de registro, o presidente do Tribunal ou o juiz 
eleitoral, no caso de eleição municipal ou distrital, fará publicar imediatamente edital 
para ciência dos interessados. 
Devemos desconsiderar os §§ do art. 97, pois o procedimento observa as normas 
estabelecidas na Lei de Inelegibilidades. Quanto aos arts. 98 a 101 estão, em 
parte, não recepcionados pela CF e, em parte, revogados tacitamente pela Lei 
das Eleições. 
6 - Sistema eletrônico de votação e de totalização dos 
votos 
Embora a legislação conceda à Justiça prazo de 10 dias para apurar o resultado 
final das eleições, em regra, a finalização dos trabalhos ocorre em, no máximo, 
24 horas. Graças ao sistema eletrônico de votação e de totalização de votos, o 
nosso Sistema Eleitoral tem se consagrado como modelo internacional. 
Eventualmente, o sistema poderá apresentar falhas que tornam o sistema 
eletrônico inoperável. Em tais situações, deve-se utilizar o sistema de cédulas 
oficiais. Contudo, a votação manual será utilizada apenas em situações 
excepcionais, conforme dispõe o art. 59 da Lei das Eleições. 
Art. 59. A votação e a totalização dos votos serão feitas por sistema eletrônico, podendo 
o Tribunal Superior Eleitoral autorizar, em caráter excepcional, a aplicação das 
regras fixadas nos arts. 83 a 89. 
Desse modo, a utilização do sistema manual além de excepcional, depende de 
autorização do TSE. O conjunto de programas que compreende o sistema 
eletrônico de votação é desenvolvido exclusivamente pelo TSE ou sob encomenda 
desse órgão. Isso não significa, todavia, que esses softwares e hardwares não 
sejam passíveis de fiscalização pelos partidos políticos e pelos candidatos. 
O controle é tão rígido que inclusive o fornecimento de urnas para treinamento é 
controlado pelo TSE e acompanhado pelos partidos políticos. 
Como se trata de um procedimento atual, não foi disciplinado no Código Eleitoral. 
A matéria vem disciplinada na Lei das Eleições, a qual passamos a analisar! 
6.1 - Urna Eletrônica 
Os §§, do art. 59, trazem regras quanto à utilização da urna eletrônica. De acordo 
com o §1º, aparecerá na urna o campo para o número do candidato ou da 
legenda. Após digitá-lo aparecerá o nome e a fotografia do candidato, bem como 
o nome e a legenda do partido político. 
 
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Vejamos uma representação de urna eletrônica: 
 
 
Vejamos a literalidade dos §§ do art. 59 da Lei das Eleições: 
§ 1º A votação eletrônica será feita no número do candidato ou da legenda partidária, 
devendo o nome e fotografia do candidato e o nome do partido ou a legenda 
partidária aparecer no painel da urna eletrônica, com a expressão designadora do 
cargo disputado no masculino ou feminino, conforme o caso. 
§ 2º Na votação para as eleições proporcionais, serão computados para a legenda 
partidária os votos em que não seja possível a identificação do candidato, DESDE 
QUE o número identificador do partido seja digitado de forma correta. 
Dos dispositivos acima, destaca-se o §2º que trata do voto de legenda. O voto 
será considerado para a legenda caso o eleitor apresente corretamente o número 
do partido, porém, coloque de forma incorretao número do candidato. 
Desse modo, o eleitor poderá votar no candidato, na legenda, apenas, nulo ou 
em branco. 
1º CAMPO PARA NÚMERO DO CANDIDATO OU DA LEGENDA
2º NOME E FOTOGRAFIA DO CANDIDATO E A LEGENDA
 
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O voto nulo é apenas registrado para fins estatísticos e não é computado como 
voto válido, ou seja, não vai para nenhum candidato, partido político ou 
coligação. O mesmo ocorre em relação ao voto nulo. 
Nenhum desses votos são considerados válidos. Os votos nulos não são 
considerados válidos desde o Código Eleitoral (Lei nº 4.737/1965). Já os votos 
em branco não são considerados válidos desde a Lei nº 9.504/1997 (Lei das 
Eleições). 
 
 
6.2 - Painel 
O painel da urna eletrônica apresenta aos eleitores as informações relativas ao 
candidato digitado, devendo constar os seguintes dados: 
VOTO EM 
BRANCO
o eleitor não manifesta preferência por 
nenhum dos candidatos. 
VOTO 
NULO
o eleitor manifesta sua vontade de anular, 
digitando na urna eletrônica um número 
que não seja correspondente a nenhum 
candidato ou partido político.
É POSSÍVEL 
VOTAR
para o 
candidato
na legenda
nulo
em branco
 
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Há uma ordem estabelecida para votar, tanto nas eleições gerais quanto nas 
eleições municipais. 
Nesse contexto, vejamos o §3º que possui especial importância para a nossa 
prova, uma vez que foi recentemente alterado pela Lei nº 12.891/2013: 
§ 3º A urna eletrônica exibirá para o eleitor os painéis na seguinte ordem: 
I – para as eleições de que trata o inciso I do parágrafo único do art. 1º, deputado federal, 
deputado estadual ou distrital, senador, governador e vice-governador de estado 
ou do Distrito Federal, presidente e vice-presidente da República; 
II – para as eleições de que trata o inciso II do parágrafo único do art. 1º, vereador, 
prefeito e vice-prefeito. 
 PARA AS ELEIÇÕES GERAIS 
 
 PARA AS ELEIÇÕES MUNICIPAIS 
 
1º- a designação do 
cargo disputado;
2º - número do 
candidato;
3º - nome do titular 
e, inclusive, vice e 
suplente, se for o 
caso;
4º - nome do partido 
ou a respectiva 
legenda
5º - foto do titular do 
cargo e, inclusive, dos 
vices e suplentes se 
for o caso.
presidente 
e vice-
presidente 
da 
República
governador 
e vice-
governador
senadordeputado 
estadual
deputado 
federal
prefeito e vice-Prefeitovereador
 
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Registre-se que para o pleito em 2016, no momento em que o eleitor votar serão 
listados, no visor ao lado, os candidatos já votados até então. Ao final da votação 
o eleitor, e apenas ele, poderá constatar o rol dos candidatos que votou. 
É bom registrar que, em regra, somente será admitido para votar no dia das 
eleições o eleitor que estiver com o nome indicado nas folhas de votação, que 
são afixados nas respectivas seções. De todo modo, permite-se – segundo 
disciplinado em Resoluções do TSE – o voto em trânsito, para candidato a 
Presidente e a vice-Presidente em seções específicas e nas capitais de estado. 
O §4º disciplina a assinatura digital para cada voto registrado na urna eletrônica: 
§ 4º A urna eletrônica disporá de recursos que, mediante assinatura digital, permitam o 
registro digital de cada voto e a identificação da urna em que foi registrado, resguardado o 
anonimato do eleitor. 
Atualmente, a autenticação digital ocorre previamente quando o eleitor é 
registrado antes de votar pelos mesários. Esse procedimento que, atualmente, é 
feito de forma manual, passará a ser implementado na forma biométrica, a fim 
de conferir ainda mais autenticidade ao sistema. Após o registro o eleitor 
comparecerá à cabina de votação para lançar os votos. 
Ao final, a urna eletrônica procede a assinatura digital do arquivo que contém 
todos os votos do eleitor e do arquivo que comporá o boletim de urna (extraído 
ao final da votação), registrando o horário do voto e não permitindo, em qualquer 
hipótese, a substituição ou a alteração do voto lançado. 
Vejamos, nesse sentido, os §§ 5º e 6º: 
§ 5º Caberá à Justiça Eleitoral definir a chave de segurança e a identificação da urna 
eletrônica de que trata o § 4º. 
§ 6º Ao final da eleição, a urna eletrônica procederá à assinatura digital do arquivo de 
votos, com aplicação do registro de horário e do arquivo do boletim de urna, de maneira 
a impedir a substituição de votos e a alteração dos registros dos termos de início e término 
da votação. 
Finalmente, vejamos o §7º, que trata da possibilidade de o TSE fornecer urnas 
de treinamento: 
§ 7º O Tribunal Superior Eleitoral colocará à disposição dos eleitores urnas eletrônicas 
destinadas a treinamento. 
O art. 60 da LE reporta-se novamente ao voto de legenda: 
Art. 60. No sistema eletrônico de votação considerar-se-á voto de legenda quando o eleitor 
assinalar o número do partido no momento de votar para determinado cargo e somente 
para este será computado. 
O art. 61 discorre acerca do sigilo e da inviolabilidade do 
direito ao voto. Quanto a esse dispositivo é importante 
registrar que a Lei nº 12.034/2009 pretendeu 
implementar a impressão do voto para o eleitor. 
Assim, ao final da votação, seria emitido um comprovante de votação com os 
votos lançados pelo eleitor. Esse mecanismo, contudo, foi declarado 
 
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inconstitucional pelo STF na ADI nº 4.54323, por violação da garantia 
constitucional do segredo do voto. 
 
CONSTITUCIONAL. ELEITORAL. ART. 5º DA LEI N. 12.034/2009: IMPRESSÃO DE VOTO. 
SIGILO DO VOTO: DIREITO FUNDAMENTAL DO CIDADÃO. VULNERAÇÃO POSSÍVEL DA 
URNA COM O SISTEMA DE IMPRESSÃO DO VOTO: INCONSISTÊNCIAS PROVOCADAS NO 
SISTEMA E NAS GARANTIAS DOS CIDADÃOS. INCONSTITUCIONALIDADE DA NORMA. AÇÃO 
JULGADA PROCEDENTE. 1. A exigência legal do voto impresso no processo de 
votação, contendo número de identificação associado à assinatura digital do 
eleitor, vulnera o segredo do voto, garantia constitucional expressa. 2. A garantia 
da inviolabilidade do voto impõe a necessidade de se assegurar ser impessoal o voto para 
garantia da liberdade de manifestação, evitando-se coação sobre o eleitor. 3. A manutenção 
da urna em aberto põe em risco a segurança do sistema, possibilitando fraudes, o que não 
se harmoniza com as normas constitucionais de garantia do eleitor. 4. Ação julgada 
procedente para declarar a inconstitucionalidade do art. 5º da Lei n. 12.034/2009. 
Dessa forma, de acordo com o julgado, a impressão do voto poderá colocar o 
sistema em risco, gerar coação sobre o eleitor, possibilitando fraude. Nesse 
sentido, observa-se exclusivamente a regra do art. 61: 
Art. 61. A urna eletrônica contabilizará cada voto, ASSEGURANDO-LHE O SIGILO E 
INVIOLABILIDADE, garantida aos partidos políticos, coligações e candidatos ampla 
fiscalização. 
O art. 61-A foi revogado pelo art. 2º da Lei nº 10.740/2003. O art. 62, por sua 
vez, trata da regra que define que somente poderá votar quem constar da 
folha de votação: 
Art. 62. Nas Seções em que for adotada a urna eletrônica, somente poderão votar eleitores 
cujos nomes estiverem nas respectivas folhas de votação, não se aplicando a ressalva a que 
se refere o art. 148, § 1º , da Lei nº 4.737, de 15 de julho de 1965 – Código Eleitoral. 
Parágrafo único.O Tribunal Superior Eleitoral disciplinará a hipótese de falha na urna 
eletrônica que prejudique o regular processo de votação. 
7 - Questões 
Temos a seguinte distribuição de questões, que denota a importância dos 
assuntos para fins de prova: 
 
23 ADI 4543, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, julgado em 
06/11/2013, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-199 DIVULG 10-10-2014 PUBLIC 13-
10-2014 
 
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Serão, portanto, 71 questões de provas anteriores das mais diversas bancas. As 
questões foram separadas de acordo com a importância da matéria para a prova. 
 
Em relação aos assuntos estudados na aula de hoje, destacam-se os seguintes 
assuntos: 
Sistemas Eleitorais; 
 Registro de Candidaturas. 
7.1 – Questões sem Comentários 
Questão 01 – FCC/TRE-PB – Técnico Judiciário – Área 
Administrativa 
Adotar-se-á o princípio majoritário na eleição para 
(A) Presidente e Vice-Presidente da República, Governador e Vice-Governador de Estado, 
Senado Federal, Prefeito e Vice-Prefeito. 
(B) Governador e Vice-Governador de Estado, Senado Federal, Câmara dos Deputados, 
Prefeito e Vice-Prefeito. 
(C) Senado Federal, Câmara dos Deputados, Assembleias Legislativas e Câmaras 
Municipais. 
(D) Presidente e Vice-Presidente da República, Governador e Vice-Governador de Estado, 
Senado Federal e Câmara dos Deputados. 
(E) Senado Federal, Câmara dos Deputados, Assembleias Legislativas, Prefeito e Vice-
Prefeito. 
Questão 02 – FCC/TRE-AC – Analista Judiciário – 2010 
A respeito da representação proporcional, é correto afirmar: 
a) Os lugares não preenchidos com a aplicação dos quocientes partidários 
serão livremente distribuídos pela Justiça Eleitoral. 
0
5
10
15
20
25
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Distribuição das Questões
Sistemas Eleitorias Coligações Convenções Registro de Candidatura Sistema Eletrônico
 
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b) Se nenhum partido ou coligação alcançar o quociente eleitoral, serão 
convocadas novas eleições. 
c) Determina-se para cada coligação o quociente partidário, dividindo-se 
pelos lugares a preencher o número de votos válidos dados sob a mesma 
coligação de legendas, desprezada a fração. 
d) Determina-se para cada partido o quociente partidário, dividindo-se pelos 
lugares a preencher o número de votos válidos dados sob a mesma legenda, 
desprezada a fração. 
e) Determina-se o quociente eleitoral dividindo-se o número de votos válidos 
apurados pelo de lugares a preencher em cada circunscrição eleitoral, 
desprezada a fração se igual ou inferior a meio, equivalente a um, se 
superior. 
Questão 03 – FCC/TRE-RR – Analista Judiciário – 2012 
Obedecerá ao princípio da representação proporcional a eleição para 
a) a Câmara dos Deputados. 
b) o Senado Federal. 
c) Governador de Estado. 
d) Prefeito Municipal. 
e) Vice-Prefeito Municipal. 
Questão 04 – FCC/TRE-CE – Técnico Judiciário – 2012 
Serão realizadas, simultaneamente, as eleições para 
a) Prefeito, Vice-Prefeito e Vereador. 
b) Presidente e Vice-Presidente da República, Prefeito e Vice-Prefeito. 
c) Deputado Federal, Deputado Estadual e Vereador. 
d) Senador, Deputado Federal, Deputado Estadual e Vereador. 
e) Governador e Vice-Governador de Estado, Deputado Estadual e Vereador. 
Questão 05 – FCC/TRE-PB – Técnico Judiciário – Área 
Administrativa 
Adotar-se-á o princípio majoritário na eleição para 
(A) Presidente e Vice-Presidente da República, Governador e Vice-
Governador de Estado, Senado Federal, Prefeito e Vice-Prefeito. 
(B) Governador e Vice-Governador de Estado, Senado Federal, Câmara dos 
Deputados, Prefeito e Vice-Prefeito. 
(C) Senado Federal, Câmara dos Deputados, Assembleias Legislativas e 
Câmaras Municipais. 
 
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(D) Presidente e Vice-Presidente da República, Governador e Vice-
Governador de Estado, Senado Federal e Câmara dos Deputados. 
(E) Senado Federal, Câmara dos Deputados, Assembleias Legislativas, 
Prefeito e Vice-Prefeito. 
Questão 06 – FCC/TRE-TO – Analista Judiciário – 2011 
Numa eleição para Governador do Estado, concorreram vários candidatos. 
João foi o mais votado, mas não alcançou maioria absoluta de votos, não 
computados os em branco e nulos, na primeira votação. José, Luiz e Mário 
empataram em segundo lugar, sendo José o mais idoso, Mário o mais jovem 
e Luiz o que concorria pelo maior número de partidos coligados. Nesse caso, 
o segundo turno será disputado entre 
a) João, José e Luiz. 
b) João, José, Luiz e Mário. 
c) João e Luiz. 
d) João e Mário. 
e) João e José. 
Questão 07 – FCC/AL-PE – Analista Legislativo – 2014 
Aplica-se o sistema da representação proporcional nas eleições para 
a) Presidente da República e para o Senado Federal. 
b) a Câmara dos Deputados e para as Assembleias Legislativas. 
c) Prefeitos Municipais e para as Câmaras Municipais. 
d) a Câmara dos Deputados e para o Senado Federal. 
e) Governador de Estado e para as Assembleias Legislativas. 
Questão 08 – CESPE/TRE-PI - Analista Judiciário – Judiciária - 
2016 
Com base no disposto na Lei n.º 9.504/1997, assinale a opção correta. 
a) Nas eleições proporcionais, são computados como válidos todos os votos 
registrados pelas mesas receptoras. 
b) As eleições para governador, vice-governador, prefeito, vice-prefeito e 
vereador realizam-se simultaneamente, no primeiro domingo de outubro do 
ano de eleições estaduais. 
c) Nas eleições proporcionais, consideram-se válidos os votos dados a 
candidatos regularmente inscritos e às legendas partidárias. 
d) Será considerado eleito o candidato a governador que obtiver a maioria 
absoluta de votos, computados os votos brancos e nulos. 
 
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e) Caso candidato a prefeito desista de concorrer à eleição municipal antes 
do segundo turno, deverá o juiz eleitoral cancelar imediatamente o pleito, 
devendo convocar novas eleições para o ano seguinte. 
Questão 09 – CESPE/TRE-RS - Técnico Judiciário – 
Administrativa - 2015 
As eleições para prefeitos, vice-prefeitos e vereadores aproximam-se. Em 
determinado município, de acordo com a última pesquisa do Instituto 
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na data das eleições, haverá 
pouco menos de vinte e seis mil eleitores alistados. Considerando que a 
presente situação hipotética se concretize, assinale a opção correta. 
a) Os partidos de candidatos a vereadores têm a prerrogativa de coligarem-
se para o registro de candidatos comuns, desde que pelo menos três partidos 
queiram fazê-lo. 
b) As eleições para prefeitos e vice-prefeitos têm de ser obrigatoriamente 
realizadas na mesma data. Entretanto, não estão vinculadas ao sufrágio 
simultâneo para a escolha dos vereadores. 
c) Ao final da apuração, serão considerados vencedores das eleições aqueles 
candidatos a prefeito e vice-prefeito que auferirem a maioria dos votos 
válidos, desconsiderando-se os brancos e nulos, desde que ao menos 50% 
mais um dos eleitores alistados exerçam efetivamente o ato de votar. 
d) Nas eleições para prefeito e vice-prefeito do referido município, o número 
de eleitores alistados em nada interfere no procedimento eleitoral, sendo 
que, se o prefeito obtiver a maioria dos votos entre seus concorrentes, 
representará,e 
sistema misto. 
FUNÇÃO E FINALIDADE DOS SISTEMAS ELEITORAIS
proporcionar a 
captação de votos 
segundo a vontade 
popular
conferir a 
legitimidade ao 
exercício do 
mandato político
possibilitar a 
representação 
popular de 
diversos 
segmentos da 
sociedade
fortalecer as 
relações entre 
representantes e 
representados
 
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Vejamos cada um desses sistemas, isoladamente. 
Antes de tudo, qual deles é adotado pelo Brasil? O 
SISTEMA MAJORITÁRIO e o SISTEMA 
PROPORCIONAL. Por adotarmos ambos, não seria 
misto nosso sistema? NÃO, muito cuidado, não 
adotamos o sistema misto. 
Sistema Eleitoral Majoritário 
O sistema eleitoral majoritário objetiva o princípio da representação da 
maioria. O candidato que receber a maioria dos votos será considerado 
vencedor, seja essa maioria absoluta ou relativa. 
No primeiro caso, para ser considerado eleito, o candidato deverá atingir mais da 
metade dos votos de todo o corpo eleitoral. 
No segundo caso, para ser considerado eleito, o candidato deverá atingir a 
maioria dos votos em relação aos seus concorrentes. É bem simples, 
vejamos! 
 PELA MAIORIA ABSOLUTA: 
Candidato A – 10.000 votos 
Candidato B – 6.000 votos 
Candidato C – 2.000 votos 
O Candidato A seria eleito, uma vez que atingiu 55,55% dos 
votos e, portanto, mais da metade dos votos de todo o 
corpo eleitoral. 
 PELA MAIORIA RELATIVA: 
Candidato A – 7.000 votos 
Candidato B – 6.000 votos 
Candidato C – 2.000 votos 
O Candidato A seria eleito, uma vez que somou mais votos 
que seus concorrentes (Candidato A e Candidato B), 
embora tenha alcançado apenas 46,44% dos votos. 
Ademais, o sistema majoritário comporta duas espécies, conforme esquema 
abaixo: 
SISTEMAS 
ELEITORAIS
majoritário
proporcional
misto
 
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No sistema majoritário de único turno, será considerado eleito o candidato 
que obtiver o maior número de votos entre os participantes do certame, 
exigindo-se apenas a maioria relativa. 
SISTEMA MAJORITÁRIO DE ÚNICO TURNO 
exige-se apenas a maioria simples 
No sistema majoritário de dois turnos, será considerado eleito o candidato 
que obtiver a maioria absoluta dos votos, não computados os votos brancos 
e nulos. Desse modo, se não for atingida a maioria absoluta, faz-se segundo 
turno entre os dois candidatos com melhor colocação para que, finalmente, seja 
atingida a maioria absoluta. 
SISTEMA MAJORITÁRIO DE DOIS TURNOS 
exige-se a maioria absoluta 
Vimos todas as regras gerais, agora devemos saber como elas se aplicam na CF. 
 
Devemos notar que há uma distinção relevante em relação 
à eleição de prefeitos. Nas localidades onde houver mais 
de 200.000 eleitores, adota-se o princípio majoritário 
ESPÉCIES DE 
SISTEMA 
ELEITORAL 
MAJORITÁRIO
de único turno (ou 
simples)
de dois turnos
S
IS
T
E
M
A
S
 E
L
E
IT
O
R
A
IS
MAJORITÁRIO
de turno único
Senador
Prefeito (Municípios 
com menos de 
200.000 eleitores)
de dois turnos
Presidente
Governadores
Prefeito (Municípios 
com mais de 200.000 
eleitores)
 
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absoluto de dois turnos. Já nos municípios onde houver até 200 mil eleitores 
adota-se o princípio majoritário simples de turno único. 
E se no município houver exatamente 200.000 
eleitores? Será um único turno! Notem que o 
dispositivo constitucional refere “MAIS de 200.000 mil 
eleitores”. Logo com 200 mil adota-se o sistema 
majoritário de único turno. 
Vejamos os dispositivos que subsidiam o esquema acima: 
 art. 28, caput, da CF 
Art. 28. A eleição do Governador e do Vice-Governador de Estado, para mandato de 
quatro anos, realizar-se-á no primeiro domingo de outubro, em primeiro turno, e no último 
domingo de outubro, em segundo turno, se houver, do ano anterior ao do término do 
mandato de seus antecessores, e a posse ocorrerá em primeiro de janeiro do ano 
subseqüente, observado, quanto ao mais, o disposto no art. 77. 
 art. 29, II, da CF: 
II - eleição do Prefeito e do Vice-Prefeito realizada no primeiro domingo de outubro do 
ano anterior ao término do mandato dos que devam suceder, aplicadas as regras do art. 
77, no caso de Municípios com mais de duzentos mil eleitores; 
 art. 46, da CF: 
Art. 46. O Senado Federal compõe-se de representantes dos Estados e do Distrito Federal, 
eleitos segundo o princípio majoritário. 
 art. 77, §2º, da CF: 
§ 2º - Será considerado eleito Presidente o candidato que, registrado por partido político, 
obtiver a maioria absoluta de votos, não computados os em branco e os nulos. 
Para finalizar, respondamos ao seguinte questionamento: 
E o que se entende por maioria absoluta? É a metade mais um? 51% 
dos votos? 
Esse tipo de questionamento é corriqueiro em provas. 
Tecnicamente as expresões “metade mais um” ou 
“51% dos votos” estão INCORRETAS, contudo, há 
provas que consideram as referidas expressões 
corretas. São expressões informais para referir-se à maioria absoluta. 
Matematicamente falando, maioria absoluta representa o primeiro número 
inteiro acima da metade. Vejamos em forma de exemplos que fica mais fácil! 
1001 eleitores 
Maioria Absoluta: 
501 votos 
50,049% 
Notem que é incorreto afirmar “51% dos votos”, não é mesmo? 
Do mesmo modo é incorreto afirmar que a maioria corresponde à metade mais 
um voto, pois assim teríamos: 
 
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500,5 (metade) + 1 = 501,5 
Não existe meio voto, não é mesmo? 
Portanto, para a nossa prova, memorize: 
 
 
Para arrematar, vejamos os dispositivos pertinentes aos assuntos estudados da 
Lei das Eleições: 
Art. 2º Será considerado eleito o candidato a Presidente ou a Governador que obtiver 
a MAIORIA ABSOLUTA DE VOTOS, não computados os em branco e os nulos. 
§ 1º Se nenhum candidato alcançar maioria absoluta na primeira votação, far-se-á 
nova eleição no último domingo de outubro, concorrendo os dois candidatos mais 
votados, e considerando-se eleito o que obtiver a maioria dos votos válidos. 
§ 2º SE, ANTES DE REALIZADO O SEGUNDO TURNO, ocorrer morte, desistência ou 
impedimento legal de candidato, convocar-se-á, dentre os remanescentes, o de 
maior votação. 
§ 3º Se, na hipótese dos parágrafos anteriores, remanescer em segundo lugar mais de 
um candidato com a mesma votação, qualificar-se-á o mais idoso. 
§ 4º A eleição do Presidente importará a do candidato a Vice-Presidente com ele registrado, 
o mesmo se aplicando à eleição de Governador. 
Art. 3º Será considerado eleito Prefeito o candidato que obtiver a maioria dos votos, 
não computados os em branco e os nulos. 
§ 1º A eleição do Prefeito importará a do candidato a Vice-Prefeito com ele registrado. 
§ 2º Nos Municípios com MAIS DE DUZENTOS MIL ELEITORES, aplicar-se-ão as regras 
estabelecidas nos §§ 1º a 3º do artigo anterior [aplicam-se as regras relativas ao 
segundo turno]. 
Dos dispositivos acima é importante aprofundarmos um pouco o assunto em 
relação ao §2º, do art. 2º, o qual pode ser esquematizado da seguinte forma: 
 
MAIORIA ABSOLUTA primeiro número inteiro 
acima da metade
matematicamente correto
convoca-se o remanescente 
com maior votação, se antes 
do 2º turno um dos candidatos 
entre os primeiros colocados
FALECER
DESISTIR
HOUVER IMPEDIMENTO LEGALde modo irretratável, sua eleição e a do vice-prefeito com ele 
registrado. 
e) Para concorrer às eleições, os vereadores deverão possuir domicílio 
eleitoral e filiação partidária deferida na respectiva circunscrição há pelo 
menos seis meses antes das eleições. 
Questão 10 – CESPE/TRE-MT - Técnico Judiciário – 
Administrativa - 2015 
A respeito dos sistemas eleitorais, assinale a opção correta. 
a) Serão eleitos para o cargo de vereador os candidatos registrados por um 
partido ou coligação, conforme quociente eleitoral, na ordem da votação 
nominal que cada um tenha recebido. 
b) Nas eleições municipais, o número de eleitores determina tanto a 
realização de eleição de dois turnos no município quanto o número de vagas 
para a composição da câmara de vereadores. 
c) Os senadores devem ser eleitos pelo sistema proporcional para mandatos 
de oito anos, havendo renovação dos membros da casa a cada quatro anos, 
alternadamente, por um e dois terços. 
 
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d) Para que um candidato ao cargo de presidente da República ou de 
governador de estado seja eleito, deve obter a maioria absoluta dos votos 
válidos nas eleições. 
e) Os ocupantes de cargos eletivos das casas do Congresso Nacional são 
eleitos pelo sistema proporcional, cuja finalidade é propiciar a 
representatividade de algumas minorias. 
Questão 11 – CESPE/TJ-BA – Juiz – 2012 
Considerando as características peculiares do sistema eleitoral brasileiro, 
assinale a opção correta. 
a) O candidato a presidente da República será eleito em primeiro turno se 
obtiver maioria relativa dos votos dos eleitores que efetivamente 
comparecerem às urnas, excluídos os votos nulos. 
b) A eleição dos vereadores é feita pelo sistema majoritário, pelo qual são 
eleitos, por maioria simples, os mais votados. 
c) A eleição para vereador, assim como as demais eleições para cargos 
legislativos, é realizada pelo sistema proporcional. 
d) Nas eleições para prefeito, haverá segundo turno quando um candidato 
não obtiver a maioria relativa dos votos. 
e) Governador e senador são eleitos pelo sistema majoritário; deputado 
distrital e federal, pelo sistema proporcional. 
Questão 12 – CESPE/TRE-MS - Técnico Judiciário - Área 
Administrativa - 2013 
Com base na Lei n.º 9.504/1997, que estabelece normas para as eleições, 
assinale a opção correta. 
a) Tanto durante a propaganda para eleição proporcional como durante a 
propaganda para eleição majoritária, a coligação usa, obrigatoriamente, sob 
sua denominação, as legendas de todos os partidos que a integram. 
b) Pode participar das eleições o partido que tenha registrado seu estatuto 
no Tribunal Superior Eleitoral até a data da indicação das candidaturas, 
conforme o disposto em lei, e que possua, até a data da convenção, órgão 
de direção constituído na circunscrição, de acordo com o seu estatuto. 
c) Somente nos municípios com mais de duzentos mil eleitores existe a 
possibilidade de eleição de prefeito em segundo turno. 
d) Nas eleições proporcionais, contam-se como válidos apenas os votos 
dados a candidatos regularmente inscritos. 
e) A denominação adotada pela coligação durante as eleições poderá referir-
se ao nome ou número dos candidatos, bem como conter pedido de voto 
para partido político. 
 
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Questão 13 – CESPE/MPE-RR – Promotor de Justiça – 2008 - 
adaptada 
De 1935 até agora, o sistema brasileiro para a eleição de deputados e 
vereadores traz essa característica que tanto o distingue dos modelos 
proporcionais empregados em todo o mundo: a escolha uninominal, pelos 
eleitores, a partir de listas apresentadas pelos partidos. 
Sessenta e tantos anos decorridos da introdução desse modelo de escolha 
uninominal no Brasil - desde a reforma trazida ao Código de 1932 e pela Lei 
n.º 48/1935 -, somam-se as queixas de políticos e estudiosos contra a 
experiência, no dizer de Giusti Tavares, "singular e estranha". 
Walter C. Porto. A mentirosa urna. São Paulo: Martins Fontes, 2004, p. 121 
(com adaptações). 
A partir das informações do texto acima, julgue os itens que se seguem, 
acerca do sistema eleitoral brasileiro nas eleições para deputado e vereador. 
No sistema proporcional de lista aberta, o eleitor, ao votar em um candidato, 
contribui para a eleição de todos os demais candidatos do mesmo partido. 
Questão 14 – CESPE/MPE-RR – Promotor de Justiça – 2008 - 
adaptada 
De 1935 até agora, o sistema brasileiro para a eleição de deputados e 
vereadores traz essa característica que tanto o distingue dos modelos 
proporcionais empregados em todo o mundo: a escolha uninominal, pelos 
eleitores, a partir de listas apresentadas pelos partidos. 
Sessenta e tantos anos decorridos da introdução desse modelo de escolha 
uninominal no Brasil - desde a reforma trazida ao Código de 1932 e pela Lei 
n.º 48/1935 -, somam-se as queixas de políticos e estudiosos contra a 
experiência, no dizer de Giusti Tavares, "singular e estranha". 
Walter C. Porto. A mentirosa urna. São Paulo: Martins Fontes, 2004, p. 121 
(com adaptações). 
A partir das informações do texto acima, julgue os itens que se seguem, 
acerca do sistema eleitoral brasileiro nas eleições para deputado e vereador. 
O candidato a vereador mais votado em uma cidade é eleito, 
independentemente do desempenho dos demais candidatos da mesma 
legenda. 
Questão 15 – FEPESE/DPE-SC – Defensor Público – 2012 
Quanto ao sistema eleitoral majoritário previsto pela ordem constitucional 
brasileira em vigor, é correto afirmar: 
a) É utilizado na escolha de representantes para o Senado Federal. 
b) Distribui as cadeiras na proporção dos votos obtidos pelos partidos 
políticos ou coligações. 
 
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c) Utiliza o quociente eleitoral como um mecanismo de cláusula de barreira. 
d) Utiliza o critério das sobras eleitorais para distribuir cadeiras de acordo 
com a maior média do quociente eleitoral. 
e) Adota o procedimento de escolha dos representantes através de listas 
mistas. 
Questão 16 – ISAE/AL-AM – Procurador – 2011 
Quanto ao sistema eleitoral adotado no Brasil, assinale a afirmativa correta. 
a) O sufrágio é censitário e direto. 
b) Haverá eleição indireta para o Senado. 
c) As eleições parlamentares não serão proporcionais. 
d) Nas eleições presidenciais, a circunscrição será o País. 
e) O voto é facultativo e secreto. 
Questão 17 – FGV/TRE-PA – Técnico Judiciário – 2011 
Concluído o primeiro turno das eleições para Governador, Mévio e Caio foram 
os candidatos mais votados, sem que nenhum dos dois tivesse alcançado 
maioria absoluta dos votos válidos. Contudo, durante as comemorações pelo 
surpreendente resultado que o levou ao segundo turno, Mévio sofreu um 
infarto fulminante e veio a falecer. Considerando que Tício foi o terceiro 
colocado, deverá ocorrer 
a) nova eleição, no prazo de 90 dias, em que concorrerão todos os 
candidatos apresentados no primeiro turno recém-concluso, que deverá ser 
anulado. 
b) o segundo turno entre Caio e Tício. 
c) nova eleição, em turno único, entre todos os candidatos originalmente 
inscritos, sendo o lugar de Mévio ocupado por seu candidato a vice. 
d) o empossamento de Caio como Governador. 
e) o segundo turno entre Caio e o candidato a vice de Mévio. 
Questão 18 – FUNDEP/TJ-MG – Juiz – 2014 
O sistema eleitoral é o conjunto de técnicas e procedimentos que se 
empregam na realização das eleições, destinados a organizar arepresentação do povo no território nacional, sendo que, no Brasil, se adota 
o sistema majoritário e o proporcional. 
Considerando o sistema eleitoral brasileiro, assinale a alternativa 
INCORRETA. 
a) O sistema majoritário é aquele em que são eleitos os candidatos que 
tiverem o maior número de votos para o cargo disputado. 
 
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b) No sistema majoritário deve-se observar, para os cargos de presidente, 
governador e prefeitos de municípios com mais de duzentos mil eleitores, 
que é necessária a obtenção da maioria absoluta de votos, não computados 
os em branco e os nulos, no 1º turno, sob pena de se realizar o 2º turno 
com os dois candidatos mais votados. 
c) O sistema proporcional é utilizado para os cargos de várias vagas, como 
os de senadores. 
d) O sistema proporcional objetiva distribuir proporcionalmente as vagas 
entre os partidos políticos que participam da disputa e, com isso, viabilizar 
a representação de todos os setores da sociedade no parlamento. 
Questão 19 – CONSULPLAN/TRE-MG – Técnico Judiciário – 
Área Administrativa – 2015 
“A votação e a totalização dos votos serão feitas por sistema eletrônico. Na 
votação para as eleições proporcionais, os votos em que não seja possível a 
identificação do candidato, de acordo com a Lei nº 9.504/1997, serão 
computados para o partido ____________, desde que o número 
identificador do partido seja digitado de forma correta.” Assinale a 
alternativa que completa corretamente a afirmativa anterior. 
a) coligado 
b) majoritário 
c) minoritário 
d) do candidato 
Questão 20 – CONSULPLAN/TRE-MG – Técnico Judiciário – 
Área Administrativa – 2015 
Nos termos da Lei nº 9.504/1997, havendo empate na votação para o 
segundo lugar, o critério de desempate favorecerá o candidato mais: 
a) idoso 
b) probo 
c) jovem 
d) qualificado 
Questão 21 – IESES/TRE-MA – Analista Administrativo – 2015 
Sobre os sistemas eleitorais assinale a alternativa correta: 
a) O sistema eleitoral proporcional parte da necessidade de calcular o 
quociente eleitoral e o quociente partidário, é aplicado no direito brasileiro 
nas eleições para cargos executivos e legislativos. 
b) O sistema eleitoral majoritário determina que o vencedor das eleições 
seja o candidato que tiver a maioria relativa dos votos válidos e que consiga 
atingir o quociente partidário. 
 
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c) O sistema majoritário é caracterizado como aquele no qual o candidato 
que obtiver a maioria dos votos será declarado vencedor, sendo que no 
direito brasileiro este sistema se aplica as eleições para Presidente, Senador, 
Governador e Prefeito. 
d) O sistema eleitoral proporcional é aquele em que o candidato é declarado 
vitorioso quando consegue atingir o quociente eleitoral, sendo que as 
eleições para prefeito nas cidades com mais de 200 mil habitantes são 
realizadas pelo sistema proporcional. 
Questão 22 – IESES/TRE-MA – Técnico Administrativo – 2015 
- adaptada 
Quanto à Lei que estabelece normas para as eleições, assinale a alternativa 
INCORRETA: 
a) A eleição do Presidente importará a do candidato a Vice-Presidente com 
ele registrado, o mesmo se aplicando à eleição de Governador. Com relação 
ao Prefeito, todavia, a eleição do Prefeito não importará a do candidato a 
Vice-Prefeito com ele registrado. 
b) A escolha dos candidatos pelos partidos e a deliberação sobre coligações 
deverão ser feitas no período de 20 de julho a 05 de agosto do ano em que 
se realizarem as eleições. 
c) As normas para a escolha e substituição dos candidatos e para a formação 
de coligações serão estabelecidas no estatuto do partido, observadas as 
disposições da Lei n. 9.504/97. 
d) Nas eleições proporcionais, contam-se como válidos apenas os votos 
dados a candidatos regularmente inscritos e às legendas partidárias. 
Questão 23 – IESES/TRE-MA – Técnico Administrativo – 2015 
Com relação às disposições da Lei n. 9.504/97, é correto afirmar: 
a) Será considerado eleito o candidato a Presidente ou a Governador que 
obtiver a maioria absoluta de votos, não computados tão somente os nulos. 
b) Será considerado eleito o candidato a Presidente ou a Governador que 
obtiver a maioria absoluta de votos, não computados os em branco e os 
nulos. 
c) Serão realizadas simultaneamente as eleições para Presidente e Vice-
Presidente da República, Governador e Vice-Governador de Estado e do 
Distrito Federal, e, por sua vez, para Senador, Deputado Federal, Deputado 
Estadual e Deputado Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito e Vereador. 
d) Será considerado eleito o candidato a Presidente ou a Governador que 
obtiver a maioria absoluta de votos, não computados apenas os em branco. 
Questão 24 – FCC/TRE-SE – Analista Judiciário – Área 
Administrativa – 2015 
 
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Os partidos políticos Alpha, Beta e Delta formaram a Coligação ABD. O 
partido Delta entendeu, posteriormente, ter ocorrido irregularidade na 
formação da Coligação que afetou a sua validade. Nesse caso, esse partido 
poderá, isoladamente, questionar tal validade no processo eleitoral somente 
(A) durante o período compreendido entre a data da convenção e o termo 
final do prazo para a impugnação do registro de candidaturas. 
(B) até a data da convenção. 
(C) após o termo final do prazo para impugnação do registro de 
candidaturas. 
(D) durante o período compreendido entre a data da convenção e o termo 
final do prazo para registro de candidaturas. 
(E) durante o período compreendido entre o termo final para registro de 
candidaturas e a data da eleição. 
Questão 25 – FCC/TRE-SE – Analista Judiciário – Área 
Administrativa – 2015 
A responsabilidade pelo pagamento das multas decorrentes da propaganda 
eleitoral é 
(A) de responsabilidade do Fundo Partidário. 
(B) de responsabilidade exclusiva dos candidatos, não alcançando os 
respectivos partidos. 
(C) solidária entre todos os partidos que integram a coligação. 
(D) solidária entre os candidatos e os respectivos partidos, não alcançando 
outros partidos, ainda que integrantes de uma mesma coligação. 
(E) de responsabilidade exclusiva dos partidos, não alcançando os 
candidatos, nem outros partidos integrantes da coligação. 
Questão 26 – FCC/TRE-AP – Técnico Judiciário – 2015 
Os partidos A, B e C coligaram-se para disputar as eleições municipais, tendo 
José como candidato a Prefeito. De acordo com a Lei no 9.504/97, a 
coligação só poderá, dentre as cinco alternativas sugeridas abaixo, 
denominar-se Coligação 
(A) O município do Futuro. 
(B) José Prefeito. 
(C) ABC, com José e você. 
(D) Três partidos por um homem só: José. 
(E) Vote em José e nos partidos ABC, agora coligados. 
Questão 27 – FCC/AL-PE – Analista Administrativo – 2014 
 
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Os partidos Alpha, Gama e Beta formaram uma coligação para disputar as 
eleições para os cargos de Prefeito Municipal, Vice- Prefeito Municipal e 
Vereador do município de Gibraltar. Nesse caso, poderão 
a) indicar delegados para representar a coligação perante a Justiça Eleitoral. 
b) dar à coligação o nome de “Coligação Vote nos Candidatos de Nossos 
Partidos”. 
c) autorizar a inscrição na chapa da coligação apenas candidatos de partidos 
que tenham conseguidoeleger Vereadores no pleito anterior. 
d) lançar candidatos a Prefeito e Vice-Prefeito até o limite do número de 
partidos que a integram. 
e) usar, na propaganda para a eleição majoritária, apenas o nome do partido 
a que o candidato for filiado. 
Questão 28 – FCC/TRE-RO – Analista Judiciário – 2013 
Os partidos Alpha e Beta pretendem formar uma coligação, tendo como 
candidato a Prefeito Municipal José João da Silva, candidato inscrito sob o nº 
88. Dentre os nomes sugeridos pelos filiados, a coligação poderá denominar-
se 
a) José João é a solução. 
b) É a vez de José João. 
c) Vote em Alpha e Beta. 
d) 88 vezes mais dedicação. 
e) Economia e Trabalho. 
Questão 29 – CESPE/TRE-PI - Técnico Judiciário – 
Administrativa - 2016 
Acerca das normas que regem as coligações, assinale a opção correta. 
a) A coligação proporcional vincula os partidos da coligação majoritária, 
quando estas forem efetivadas nas duas formas, dentro da mesma 
circunscrição, podendo os coligados proporcionalmente celebrar novas 
coligações com partidos distintos dos da formação majoritária. 
b) A coligação deverá ter denominação própria, que não poderá resultar da 
junção de todas as siglas dos partidos que a integrem. 
c) Os partidos formadores de determinada coligação responderão perante a 
justiça eleitoral subsidiariamente ao partido da coligação que possuir maior 
representatividade no Congresso Nacional. 
d) No caso de aplicação de multas pela justiça eleitoral em decorrência de 
ilegalidades relativas às propagandas de campanha, respondem 
subsidiariamente, na seguinte ordem, as coligações, o partido político e o 
candidato. 
 
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e) Poderão ser firmadas coligações entre partidos dentro da mesma 
circunscrição, tanto para pleitos majoritários quanto para pleitos 
proporcionais. 
Questão 30 – CESPE/MPE-RR - Promotor de Justiça - 2012 
A respeito da disciplina constitucional e legal das coligações partidárias, 
assinale a opção correta. 
a) Partidos coligados nas eleições proporcionais podem apoiar formalmente 
candidatos diferentes para a chefia do Poder Executivo. 
b) Nas eleições gerais, uma coligação partidária para a eleição do presidente 
da República impõe coerência nas coligações para a eleição de governador 
de estado. 
c) São vedadas coligações diferenciadas para prefeito e para vereador. 
d) Partido que lança candidato a prefeito deve repetir a mesma coligação 
para vereador. 
e) Um partido que lança candidato a prefeito não pode coligar-se, para a 
eleição de vereador, com outro partido que tenha candidato majoritário 
nessa eleição. 
Questão 31 – CESPE/TRE-GO – Técnico Judiciário – Área 
Administrativa - 2015 
Julgue os itens que se seguem, referentes às Leis de n.º 9.504/1997 e n.º 
9.096/1995, bem como à Resolução TSE n.º 21.538/2003. 
Nas eleições majoritárias, os partidos políticos podem, dentro da mesma 
circunscrição, celebrar coligações, mas esse tipo de aliança é proibido no 
caso de eleições proporcionais. 
Questão 32 – IESES/TRE-MA – Técnico Administrativo – 2015 
Em relação às coligações, de acordo com a Lei 9.504/1997, considere as 
seguintes afirmações: 
I. É facultado aos partidos políticos, dentro da mesma circunscrição, celebrar 
coligações para eleição majoritária, proporcional, ou para ambas, podendo, 
neste último caso, formar-se mais de uma coligação para a eleição 
proporcional dentre os partidos que integram a coligação para o pleito 
majoritário. 
II. A denominação da coligação não poderá coincidir, incluir ou fazer 
referência a nome ou número de candidato, nem conter pedido de voto para 
partido político. 
III. A responsabilidade pelo pagamento de multas decorrentes de 
propaganda eleitoral é solidária entre os candidatos e os respectivos 
partidos, alcançando outros partidos mesmo quando integrantes de uma 
mesma coligação. 
 
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É correto o que se afirma em: 
a) Apenas II e III. 
b) I, II e III. 
c) Apenas I e II. 
d) Apenas I e III. 
Questão 33 – FCC/TRE-AP – Técnico Judiciário – 2015 
As convenções partidárias 
(A) somente poderão deliberar a respeito da escolha dos candidatos às 
eleições majoritárias ou proporcionais. 
(B) poderão deliberar a respeito da escolha dos candidatos às eleições 
majoritárias ou proporcionais e a respeito de coligações. 
(C) somente poderão deliberar a respeito de coligações. 
(D) deverão ser realizadas em qualquer data do mês de agosto do ano das 
eleições. 
(E) deverão constar de termo interno do partido, dispensada a rubrica da 
Justiça Eleitoral e a respectiva publicação em qualquer meio de comunicação. 
Questão 34 – FCC/TRE-SP - Analista Judiciário - Área 
Judiciária - 2012 
Num determinado município, a convenção partidária realizada no último dia 
do prazo legal deliberou a respeito da formação de coligação, deliberação 
esta contrária às diretrizes legitimamente estabelecidas pelo órgão de 
direção nacional, que, por isso, anulou a deliberação e todos os atos dela 
decorrentes. Em vista disso, houve necessidade de escolha de candidatos. 
Nesse caso, observadas as demais exigências legais, 
a) deverá ser realizada nova convenção partidária para esse fim nos quinze 
dias posteriores à anulação. 
b) deverá ser realizada nova convenção partidária para esse fim nos trinta 
dias posteriores à anulação da deliberação. 
c) o partido ficará sem candidatos para esse pleito eleitoral, por já ter 
esgotado o prazo legal para realização das convenções. 
d) o pedido de registro de novos candidatos deverá ser apresentado à Justiça 
Eleitoral nos dez dias seguintes à deliberação relativa à anulação. 
e) o pedido de registro de candidatos só poderá ser feito por estes 
pessoalmente, diretamente à Justiça Eleitoral, nos quinze dias seguintes ao 
ato de anulação. 
Questão 35 – FCC/TRE-CE - Técnico Judiciário - Área 
Administrativa - 2012 
 
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As convenções partidárias para escolha de candidatos 
a) não poderão, por falta de atribuição legal, deliberar sobre coligações. 
b) poderão ser realizadas gratuitamente em prédios públicos, 
responsabilizando-se os partidos políticos pelos danos causados com a 
realização do evento. 
c) poderão ser substituídas por indicações do órgão de direção nacional. 
d) deverão ser feitas no período de 02 a 12 de julho do ano em que se 
realizarem as eleições. 
e) não terão suas deliberações lançadas em ata em livro aberto e rubricado 
pela Justiça Eleitoral, em razão do princípio da autonomia partidária. 
Questão 36 – CESPE/TRE-MS - Técnico Judiciário – 2013 - 
adaptada 
Considerando a Lei das Eleições (Lei n.º 9.504/1997), assinale a opção 
correta. 
a) É vedado ao partido ou à coligação substituir, após o término do prazo 
para registro de candidatura, candidato que vier a renunciar. 
b) Cabe ao estatuto do partido político regular as normas para a escolha de 
candidatos, observadas as disposições legais. 
c) É facultado aos partidos políticos, dentro da mesma circunscrição, celebrar 
coligações para a eleição majoritária, mas não para a eleição proporcional. 
d) Para concorrer às eleições, o candidato deve transferir seu domicílio 
eleitoral para a respectiva circunscrição até o dia 5 de julho do ano em que 
se realizar o pleito. 
e) O candidato às eleições proporcionais será registrado com o nome que 
livremente indicar em seu pedido, ainda que esse nome seja irreverente ou 
ridículo. 
Questão 37 – CESPE/TRE-GO– Analista Judiciário – Área 
Administrativa - 2015 - adaptada 
A respeito da Lei n.º 9.504/1997, que estabelece normas para as eleições 
no Brasil, julgue os seguintes itens. 
A escolha dos candidatos pelos partidos e a deliberação sobre as coligações 
devem ser feitas entre 20 de julho e 5 de agosto do ano em que se realizarem 
as eleições, lavrando-se a respectiva ata em livro aberto, rubricado pela 
Justiça Eleitoral, publicada em vinte e quatro horas em qualquer meio de 
comunicação. 
Questão 38 – CESPE/MPR-RR – Promotor de Justiça – 2013 
Considerando as disposições da Lei Eleitoral n.º 9.504/1997 a respeito das 
condutas vedadas aos agentes públicos, julgue o item abaixo. 
 
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É permitido ao prefeito municipal ceder imóvel de propriedade do município 
para a realização de convenção de partido político para a escolha de 
candidato à prefeitura. 
Questão 39 – CESPE/TRE-BA - Analista Judiciário - Área 
Administrativa – 2010 – adaptada 
Acerca das regras concernentes à filiação partidária, julgue os itens a seguir. 
O cidadão que pretende concorrer a cargo eletivo poderá mudar de partido 
no ano do pleito, desde que seja observado o mínimo de seis meses de 
filiação, a contar da data das eleições. 
Questão 40 – IESES/TRE-MA – Analista Judiciário – Área 
Judiciária – 2015 - adaptada 
Em relação às convenções para escolha de candidatos assinale a alternativa 
correta: 
a) Para a realização das convenções de escolha de candidatos, os partidos 
políticos só poderão usar prédios públicos se for realizado o pagamento 
antecipado do valor correspondente a utilização do prédio. 
b) As normas para a escolha e substituição dos candidatos e para a formação 
de coligações serão estabelecidas na lei eleitoral, sendo vedado ao estatuto 
dos partidos políticos tratar desse tema. 
c) Se a convenção partidária de nível inferior se opuser, na deliberação sobre 
coligações, às diretrizes legitimamente estabelecidas pelo órgão de direção 
nacional, nos termos do respectivo estatuto, poderá esse órgão anular a 
deliberação e os atos dela decorrentes. 
d) A escolha dos candidatos pelos partidos e a deliberação sobre coligações 
deverão ser feitas no período de 12 de Junho a 05 de julho do ano em que 
se realizarem as eleições, devendo ser lavrada ata com assinatura do 
presidente do partido e todos os candidatos escolhidos. 
Questão 41 – FGV/AL-MT – Procurador - 2013 
Sobre o tema "Convenções para a Escolha de Candidatos", assinale a 
afirmativa correta. 
a) As normas para a escolha e substituição dos candidatos e para a formação 
de coligações serão estabelecidas no estatuto do partido, observadas as 
disposições da Lei n. 9.504/97. 
b) As normas para a escolha e substituição dos candidatos e para a formação 
de coligações são estabelecidas na Constituição Federal. 
c) As normas para a escolha e substituição de candidatos e para a formação 
de coligações são estabelecidas pelo Código Civil. 
d) As normas para a escolha e substituição dos candidatos e para a formação 
de coligações são estabelecidas no Código Eleitoral. 
 
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e) As normas para a escolha e substituição dos candidatos e para a formação 
de coligações são estabelecidas na Lei Complementar n. 64/90. 
Questão 42 – VUNESP/Câmara Municipal de Itatiba – SP – 
Advogado - 2015 
Para concorrer a cargo eletivo, o eleitor deverá estar filiado ao respectivo 
partido pelo menos um seis meses antes da data fixada para 
a) as eleições majoritárias ou proporcionais. 
b) a diplomação dos candidatos eleitos aos cargos majoritários ou 
proporcionais. 
c) a posse dos eleitos aos cargos majoritários ou proporcionais. 
d) o registro da candidatura aos cargos majoritários e da data fixada para 
as convenções para os cargos proporcionais. 
e) as convenções para escolha de candidatos. 
Questão 43 – VUNESP/Câmara Municipal de Itatiba – SP – 
Advogado -2015 
Se a convenção partidária de nível inferior se opuser, na deliberação sobre 
coligações, às diretrizes legitimamente estabelecidas pelo órgão de direção 
nacional, nos termos do respectivo estatuto, poderá esse órgão anular a 
deliberação e os atos dela decorrentes, sendo que as anulações de 
deliberações dos atos decorrentes de convenção partidária, na condição 
estabelecida, 
a) deverão ser comunicadas à Justiça Comum, no prazo de 15 (quinze) dias, 
após a decisão. 
b) deverão ser comunicadas à Justiça Eleitoral, no prazo de 30 (trinta) dias, 
após a data limite para o registro de candidatos. 
c) deverão ser comunicadas à Justiça Eleitoral, no prazo de 15 (quinze) dias, 
após a data limite para o registro de candidatos. 
d) não poderão ser objeto de apreciação pela Justiça Comum ou Eleitoral. 
e) não serão objeto de comunicação ou apreciação da Justiça Eleitoral, 
exceto no caso de nulidade formal, que poderá ser arguida na Justiça 
Comum. 
Questão 44 – Inédita - 2015 
Julgue o item seguinte de acordo com a reforma eleitoral trazida pela Lei nº 
13.165/2015: 
Para concorrer às eleições, o candidato deverá possuir domicílio eleitoral na 
respectiva circunscrição pelo prazo de, pelo menos, seis meses antes do 
pleito, e estar com a filiação deferida pelo partido no mínimo um ano antes 
da data da eleição. 
 
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Questão 45 – FCC/TRE-SE – Analista Judiciário – Área 
Judiciária - 2015 
Considere: 
I. Autorização do candidato, por escrito. 
II. Certidão de quitação eleitoral. 
III. Prova de filiação partidária. 
IV. Declaração de bens, assinada pelo candidato. 
V. Atestado de antecedentes expedido pela Delegacia de Polícia do local da 
residência do candidato. 
Incluem-se dentre os documentos que devem instruir o pedido de registro 
de candidaturas à Câmara dos Deputados os indicados APENAS em 
(A) I, II, III e IV. 
(B) II, III e V. 
(C) I, III e IV. 
(D) I, II, IV e V. 
(E) II, III, IV e V. 
Questão 46 – FCC/TRE-AP – Técnico Judiciário – 2015 
Após o termo final do prazo de registro de candidaturas, Tício, candidato a 
Deputado Estadual pelo Partido Gama, teve seu registro cancelado pela 
Justiça Eleitoral. Nesse caso, é facultado ao Partido Gama substituir o 
candidato e requerer o registro do candidato indicado em substituição 
(A) no prazo de 30 dias, contados da data da decisão que deu origem à 
substituição. 
(B) em até 5 dias, contados da notificação do partido da decisão que deu 
origem à substituição. 
(C) no prazo de 30 dias, contados da notificação do partido da decisão que 
deu origem à substituição. 
(D) no prazo de 10 dias, contados da notificação do partido da decisão que 
deu origem à substituição. 
(E) em até 10 dias antes do pleito. 
Questão 47 – FCC/TRE-AP – Técnico Judiciário – 2015 
João e José foram escolhidos, em convenção, candidatos a Deputado 
Estadual pelo partido Delta. Todavia, o partido Delta não requereu o registro 
de suas candidaturas no prazo legal. Nesse caso, João e José 
(A) poderão requerer o registro de suas candidaturas no prazo de 48 horas 
seguintes à publicação da lista dos candidatos pela Justiça Eleitoral. 
 
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(B) deverão requerer ao Tribunal Regional Eleitoral que obrigue o partido 
Delta a formular o requerimento de registro de suas candidaturas.(C) deverão requerer ao Tribunal Superior Eleitoral que obrigue o partido 
Delta a formular o requerimento de registro de suas candidaturas. 
(D) não poderão concorrer ao pleito, mas poderão pleitear indenização ao 
partido Delta. 
(E) poderão concorrer ao pleito independentemente do registro de suas 
candidaturas. 
Questão 48 – FCC/TRE-SP - Analista Judiciário - Área 
Administrativa - 2012 
A convenção do partido Alpha escolheu, dentre outros, Tício e Tércio para 
candidatos a Deputado Federal e Deputado Estadual, respectivamente. 
Publicada a lista dos candidatos pela Justiça Eleitoral, verificou-se que os 
registros das candidaturas de Tício e Tércio não haviam sido requeridos pelo 
partido. Nesse caso, Tício e Tércio 
a) não poderão concorrer às eleições, podendo apenas reclamar da omissão 
ao órgão de direção nacional. 
b) só poderão concorrer às eleições se a Justiça Eleitoral conceder prazo 
suplementar ao partido Alpha para formalizar os requerimentos de registro. 
c) poderão requerer o registro de suas candidaturas perante a Justiça 
Eleitoral dentro das quarenta e oito horas seguintes à publicação da lista de 
candidatos. 
d) só poderão concorrer às eleições se o partido Alpha formular o 
requerimento de registro de suas candidaturas no prazo de três dias em 
relação a Tício e de cinco dias em relação a Tércio. 
e) deverão ajuizar ação de obrigação de fazer contra o partido Alpha para 
obrigá-lo a requerer o registro. 
Questão 49 – FCC/TRE-SP - Analista Judiciário - Área 
Administrativa - 2012 
Um dos candidatos a Prefeito Municipal de determinado município teve o 
pedido de registro impugnado, tendo o Juiz Eleitoral, afinal, declarado a sua 
inelegibilidade. A decisão transitou em julgado e o registro do referido 
candidato foi cancelado após o termo final do prazo de registro. Nesse caso, 
a) o partido deverá convocar nova convenção partidária para a escolha do 
substituto. 
b) o candidato a Vice-Prefeito disputará a eleição como candidato a Prefeito 
Municipal. 
c) a Comissão Executiva do respectivo partido poderá fazer a escolha do 
substituto. 
 
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d) não será possível a substituição por já ter se encerrado o prazo legal para 
registro de candidaturas. 
e) o candidato cujo registro foi cancelado poderá disputar a eleição e, se for 
eleito, assumirá o candidato a Vice-Prefeito. 
Questão 50 – FCC/TRE-SP - Técnico Judiciário - Área 
Administrativa - 2012 
Dois candidatos a Vereador indicaram, no pedido de registro, além do nome 
completo, as variações nominais com que desejavam ser registrados, 
mencionando em primeiro lugar na ordem de preferência, o mesmo apelido. 
Verificou-se que ambos eram conhecidos com esse apelido em sua vida 
social e profissional sendo que, anteriormente, nunca foram candidatos a 
nenhum cargo eletivo. Foram notificados para chegar a um acordo em dois 
dias, o que não ocorreu. Em vista disso, a Justiça Eleitoral 
a) registrará cada candidato com o nome e o sobrenome constantes do 
pedido de registro, observada a ordem de preferência ali definida. 
b) realizará sorteio entre os dois candidatos, em local público, com a 
presença destes e de representantes dos respectivos partidos. 
c) registrará os dois candidatos com o apelido indicado, acrescido dos 
algarismos 1 e 2. 
d) indeferirá o registro dos dois candidatos, porque a identidade de nomes 
poderá confundir o eleitor. 
e) deferirá o registro do apelido ao candidato cujo partido político tiver maior 
número de filiados. 
Questão 51 – FCC/TRE-RR – 2015 – Técnico Judiciário – Área 
Administrativa 
Pedro, candidato da coligação Alpha ao cargo de Prefeito Municipal, faleceu 
após o deferimento do registro de sua candidatura. A coligação poderá 
substituir o candidato falecido desde que, preenchidas as demais condições 
legais, 
(A) o partido ao qual pertencia o candidato falecido deixe de integrar a 
coligação. 
(B) o registro seja requerido até 10 dias contados do falecimento. 
(C) os partidos coligados realizem novas convenções para aprovação do 
substituto. 
(D) a indicação do substituto seja feita pela unanimidade dos órgãos 
executivos de direção dos partidos coligados. 
(E) o registro seja requerido até 60 dias antes da data do pleito. 
Questão 52 – FCC/AL-PE - Analista Legislativo - 2015 
 
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Quanto a multas aplicadas, em caráter definitivo, pela Justiça Eleitoral, 
considerar-se-ão quites os candidatos que comprovarem o parcelamento da 
dívida regularmente cumprido até a data 
a) da posse. 
b) do deferimento do pedido de registro de candidatura. 
c) da formalização do seu pedido de registro de candidatura. 
d) do pleito eleitoral. 
e) da diplomação. 
Questão 53 – CESPE/TRE-PI - Técnico Judiciário – 
Administrativa - 2016 
Considerando a Lei n.º 13.165/2015, que promoveu alterações na legislação 
eleitoral, assinale a opção correta. 
a) A lei em questão alterou o prazo para os partidos políticos e as suas 
coligações solicitarem à justiça eleitoral o registro de seus candidatos. 
b) A referida lei veda a individualização, pelos partidos e pelos candidatos, 
da contabilização dos gastos de campanha. 
c) Com a nova lei, o candidato passou a ter o direito de utilizar, de forma 
ilimitada, suas próprias verbas para a promoção da campanha a que se 
lançar candidato. 
d) A referida lei alterou a data para a escolha dos candidatos, mas manteve 
o prazo para a deliberação a respeito das coligações. 
e) Relativamente à filiação partidária do candidato, o novo texto legal alterou 
a condição de prazo para concorrer às eleições para, no mínimo, dois anos 
antes do pleito. 
Questão 54 – CESPE/TRE-PI - Técnico Judiciário – 
Administrativa - 2016 
No que se refere ao registro de candidatos, assinale a opção correta. 
a) A apresentação da declaração de bens assinada pelo requerente é 
facultativa para o candidato servidor público militar. 
b) Para fins de registro de candidato a cargo do Poder Legislativo municipal, 
é indispensável a apresentação, no momento do requerimento de registro, 
de proposta e plano de aperfeiçoamento da legislação pelo candidato. 
c) A não concessão de registro de candidatura por inércia do candidato 
possibilita que o partido ou a coligação faça a sua devida inscrição em até 
trinta dias antes do pleito. 
d) Os partidos e as coligações devem obedecer a data e hora limites, 
determinadas pela legislação, para requerer o registro de seus candidatos. 
 
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e) Não há limitação quantitativa para o registro de candidatos, por partido 
político, para a disputa de pleito eleitoral a cargos do Poder Legislativo. 
Questão 55 – CESPE/TRE-RS - Analista Judiciário – Judiciária 
- 2015 
 O percentual médio de mulheres que ocupam cargos legislativos (câmaras 
baixas e senados) no mundo é de 20,3%. Nas câmaras baixas, elas 
representam 20,7% dos legisladores e nos senados, 18,1%. No Brasil, 
embora 16% dos membros do Senado Federal sejam mulheres, na Câmara 
dos Deputados elas ocupam apenas 8,6% das vagas, o que coloca o país 
entre os dois países com índices mais baixos de representação política 
feminina nestas posições da América Latina. A situação nas assembleias 
legislativas estaduais e câmaras municipais não difere tanto desse quadro: 
atualmente, elas ocupam 12,8% e 12,5%, respectivamente, das posições 
destas casas. 
Teresa Sacchet. Democracia pela metade: candidaturas e desempenhoeleitoral das mulheres. 
Tendo esse fragmento de texto como referência inicial, assinale a opção que 
apresenta os percentuais mínimo e máximo de reserva previstos para cada 
um dos sexos nas Leis n.º 9.504/1997 e n.º 13.165/2015. 
a) 30% e 70% do número de vagas efetivamente preenchidas pelo partido 
ou pela coligação 
b) 35% e 65% das cadeiras em disputa 
c) 35% e 65% do número das vagas efetivamente preenchidas pelo partido 
ou pela coligação 
d) 30% e 70% das cadeiras em disputa 
e) 30% e 70% do número de candidaturas que o partido ou a coligação tem 
o direito de apresentar, independentemente do número de vagas 
efetivamente preenchidas 
Questão 56 – CESPE/TRE-MS - Técnico Judiciário - Área 
Administrativa – 2013 - adaptada 
A respeito das convenções para escolha de candidatos e registros de 
candidaturas, assinale a opção correta. 
a) Um partido político de um estado da Federação que possua oito deputados 
federais poderá registrar no máximo doze candidatos para a Câmara dos 
Deputados. 
b) O pedido de registro de um candidato a prefeito deve ser instruído com 
as propostas por ele defendidas. 
c) Uma coligação partidária de um estado da Federação que possua oito 
deputados federais poderá registrar até doze candidatos para a Câmara dos 
Deputados. 
 
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d) As normas para a escolha e substituição de candidatos são estabelecidas 
pela Lei n.º 9.504/1997. 
e) A escolha dos candidatos pelos partidos pode ser feita no ano em que se 
realizam as eleições, a qualquer momento, até a véspera do registro das 
candidaturas. 
Questão 57 – CESPE/TRE-GO – Analista Judiciário – Área 
Administrativa - 2015 
A respeito da Lei n.º 9.504/1997, que estabelece normas para as eleições 
no Brasil, julgue os seguintes itens. 
A lei cria reserva de vagas para ambos os sexos ao determinar que cada 
partido político ou coligação, ao realizar o registro de candidatos, deve 
preencher o mínimo de 30% e o máximo de 70% de candidatura de cada 
sexo. 
Questão 58 – CESPE/MPE-AC - Promotor de Justiça - 2014 
Considere que, no exercício do mandato de senador, Ivo seja escolhido pela 
coligação integrada por seu partido para disputar o cargo de prefeito no ano 
de 2016. Em face dessa situação, assinale a opção correta à luz das 
disposições constitucionais e da legislação eleitoral hoje em vigor. 
a) Se o pedido de registro da candidatura for indeferido e o partido renunciar 
ao direito de preferência, Ivo poderá ser substituído por filiado a qualquer 
partido integrante da coligação em até dez dias contados da notificação da 
decisão judicial. 
b) O pedido de registro da candidatura de Ivo deve ser apresentado pela 
coligação ao juiz eleitoral até às 18 horas do nonagésimo dia anterior à data 
marcada para a eleição. 
c) Na hipótese de o partido ou coligação não requerer o registro de Ivo, ele 
mesmo pode fazê-lo perante o TRE, observado o prazo máximo de 48 horas 
seguintes à publicação da lista dos candidatos pela justiça eleitoral. 
d) A impugnação ao pedido de registro de candidatura de Ivo pode ser feita 
por candidato, partido político, coligação, MP, ou qualquer eleitor, em petição 
fundamentada. 
e) Se o pedido de registro da candidatura for indeferido, Ivo poderá efetuar 
atos relativos à campanha eleitoral, e seu nome poderá ser mantido na urna 
eletrônica, ficando a validade dos votos a ele atribuídos condicionada a 
registro válido de substituto. 
Questão 59 – MPE-SC – Promotor de Justiça – 2012 – adaptada 
Quanto ao registro de candidatura, julgue o item a seguir. 
No processo de registro de candidatos, quando a sentença for entregue em 
cartório antes de três dias contados da conclusão ao juiz, o prazo para o 
 
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recurso ordinário, salvo intimação pessoal anterior, só se conta do termo 
final daquele tríduo. 
Questão 60 – MPE-SC – Promotor de Justiça – 2012 – adaptada 
No que se refere ao registro de candidatos, julgue o item subsequente. 
No processo de registro de candidatos, o partido que não o impugnou não 
tem legitimidade para recorrer da sentença que o deferiu, salvo se se cuidar 
de matéria constitucional. 
Questão 61 – VUNESP/TJ-MG – Juiz – 2012 – adaptada 
Julgue a correção ou incorreção do item a seguir. 
É correto afirmar que o candidato com pedido de registro sub judice poderá 
prosseguir a campanha eleitoral, exceto a participação na propaganda pelo 
rádio e TV (horário gratuito), conforme recente interpretação jurisprudencial 
do Tribunal Superior Eleitoral. 
Questão 62 – IESES/TRE-MA – Analista Administrativo – 2015 
Um partido político deseja concorrer isoladamente e lançar candidatos a 
eleição da Câmara Municipal. Conforme a legislação eleitoral em relação ao 
numero máximo de candidatos que o partido poderá registrar na eleição 
assinale a alternativa correta: 
a) O partido poderá registrar candidatos para a Câmara Municipal até 
cinqüenta por cento do número de lugares a preencher. 
b) O partido poderá registrar candidatos para a Câmara Municipal até cem 
por cento do número de lugares a preencher. 
c) O partido poderá registrar candidatos para a Câmara Municipal até o dobro 
do número de lugares a preencher. 
d) O partido poderá registrar candidatos para a Câmara Municipal até cento 
e cinqüenta por cento do número de lugares a preencher. 
Questão 63 – IESES/TRE-MA – Técnico Administrativo – 2015 
- adaptada 
Os partidos e as coligações solicitarão à Justiça Eleitoral o registro de seus 
candidatos até: 
a) As dezenove horas do dia 30 de julho do ano em que se realizarem as 
eleições. 
b) As dezenove horas do dia 15 de agosto do ano em que se realizarem as 
eleições. 
c) As vinte horas do dia 5 de junho do ano em que se realizarem as eleições. 
d) As vinte horas do dia 5 de julho do ano em que se realizarem as eleições. 
 
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Questão 64 – IESES/TRE-MA – Técnico Administrativo – 2015 
- adaptada 
Com relação ao registro de candidatos, é correto afirmar: 
a) A certidão de quitação eleitoral abrangerá exclusivamente a regular 
apresentação de contas de campanha eleitoral. 
b) É vedado ao partido ou coligação substituir candidato que tiver seu 
registro indeferido ou cancelado. 
c) Nos Municípios de até cem mil eleitores, nos quais cada coligação poderá 
registrar candidatos no total de até 200% (duzentos por cento) do número 
de lugares a preencher. 
d) Os partidos e coligações solicitarão à Justiça Eleitoral o registro de seus 
candidatos até as dezenove horas do dia 15 de julho do ano anterior àquele 
Questão 65 - FCC/MPE-PA – Promotor de Justiça – 2014 
Sobre o processo de votação e de totalização dos votos mediante o uso de 
sistema eletrônico, considere as seguintes afirmativas: 
I. Considera-se nulo o voto que venha a ser o único registrado na urna 
eletrônica, em virtude do comparecimento de apenas um eleitor à seção 
eleitoral, pois prevalece, no caso, a garantia constitucional do voto secreto. 
II. A falha na urna eletrônica, que impede a continuidade da votação antes 
que o segundo eleitor conclua seu voto, autoriza considerar insubsistente o 
voto já emitido pelo primeiro eleitor. 
III. Caso ocorra, após as dezessete horas do dia do pleito, defeito na urna 
eletrônica que impeça a continuidade da votação e falte apenas o voto de 
um eleitor presente na seção, a votação será encerrada sem o voto desse 
eleitor, entregando-se-lhe o comprovante de votação, com o registrodessa 
ocorrência na ata. 
IV. Não havendo êxito nos procedimentos de contingência adotados em 
razão de falha na urna eletrônica, a votação terá continuidade mediante o 
uso de cédulas, sendo cabível, a qualquer tempo, a retomada do sistema 
eletrônico caso nova urna devidamente lacrada seja providenciada pela 
Justiça Eleitoral. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
a) II e III. 
b) I e III. 
c) I e IV. 
d) III e IV. 
e) II e IV. 
 
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Questão 66 – FCC - TRE-AP/Técnico Judiciário - Área 
Administrativa – 2006 – questão adaptada 
Quanto ao sistema eletrônico de votação julgue o item seguinte 
A urna eletrônica exibirá, para as eleições gerais a seguinte ordem: deputado 
federal, deputado estadual ou distrital, senador, governador e vice-
governador de estado ou do Distrito Federal, presidente e vice-presidente 
da República. 
Questão 67 – FCC - TRE-AP/Técnico Judiciário - Área 
Administrativa – 2006 
No sistema eletrônico de votação, 
a) a urna eletrônica exibirá para o eleitor, primeiramente, os painéis 
referentes às eleições majoritárias e, em seguida, os referentes às eleições 
proporcionais. 
b) caberá aos fiscais de partidos definir a chave de segurança e a 
identificação da urna eletrônica. 
c) a urna eletrônica disporá de assinatura digital que permita o registro de 
cada voto e a identificação do eleitor que o digitou, posteriormente arquivado 
no Cartório Eleitoral. 
d) o Tribunal Superior Eleitoral colocará à disposição dos eleitores urnas 
eletrônicas destinadas a treinamento. 
e) serão considerados nulos na votação para as eleições proporcionais os 
votos em que não seja possível identificar o candidato, ainda que o número 
identificador do partido seja digitado de forma correta. 
Questão 68 – FCC/TJ-GO – Juiz – 2012 
No sistema eletrônico de votação, adotado pela legislação eleitoral brasileira, 
a) a votação eletrônica será feita sempre no número do candidato, devendo 
o nome e fotografia do candidato aparecer no painel da urna eletrônica, com 
a expressão designadora do cargo disputado no masculino ou feminino, 
conforme o caso. 
b) a urna eletrônica exibirá para o eleitor, primeiramente, os painéis 
referentes às eleições majoritárias e, em seguida, os referentes às eleições 
proporcionais. 
c) caberá ao Supremo Tribunal Federal definir a chave de segurança e a 
identificação da urna eletrônica. 
d) a urna eletrônica contabilizará cada voto, assegurando-lhe o sigilo e 
inviolabilidade, garantida aos partidos políticos, coligações e candidatos 
ampla fiscalização. 
e) os Tribunais Regionais Eleitorais disciplinarão a hipótese de falha na urna 
eletrônica que prejudique o regular processo de votação. 
 
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Questão 69 – FCC/TRE-PR – Analista Judiciário – Área 
Administrativa – 2012 
Quanto ao sistema eletrônico de votação e totalização dos votos, é correto 
afirmar: 
a) Nas seções em que for adotada urna eletrônica não poderão votar 
eleitores cujos nomes não estejam nas respectivas folhas de votação. 
b) A Justiça Eleitoral, em razão do risco de fraude, não poderá disponibilizar 
aos eleitores urnas eletrônicas para treinamento. 
c) As urnas eletrônicas deverão registrar, mediante assinatura digital, o 
nome de cada eleitor e o respectivo voto. 
d) A votação e a totalização dos votos será feita exclusivamente por sistema 
eletrônico, não podendo a Justiça Eleitoral, nem em caráter excepcional, 
substituir por cédulas oficiais. 
e) Os painéis para as eleições presidenciais serão sempre exibidos em 
primeiro lugar pelos painéis das urnas eletrônicas. 
Questão 70 – IESES/TRE-MA – Técnico Administrativo – 2015 
Sobre o Sistema Eletrônico de Votação e Totalização dos votos, assinale a 
alternativa INCORRETA: 
a) A urna eletrônica contabilizará cada voto, assegurando-lhe o sigilo e 
inviolabilidade, garantida aos partidos políticos, coligações e candidatos 
ampla fiscalização. 
b) A urna eletrônica disporá de recursos que, mediante assinatura digital, 
permitam o registro digital de cada voto e a identificação da urna em que foi 
registrado, resguardado o anonimato do eleitor. 
c) Na votação para as eleições proporcionais, serão computados para a 
legenda partidária os votos em que seja possível a identificação do 
candidato, desde que o número identificador do partido seja digitado de 
forma correta. 
d) Ao final da eleição, a urna eletrônica procederá à assinatura digital do 
arquivo de votos, com aplicação do registro de horário e do arquivo do 
boletim de urna, de maneira a impedir a substituição de votos e a alteração 
dos registros dos termos de início e término da votação. 
Questão 71 – FGV/TRE-PA – TJAA – 2011 
Com base no Sistema Eletrônico de Votação e Totalização dos Votos, assinale 
a alternativa correta. 
a) No caso de votação para eleição proporcional, serão computados para a 
legenda partidária os votos em que não seja possível a identificação do 
candidato, desde que o número identificador do partido seja digitado de 
forma correta. 
 
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b) As urnas eletrônicas não poderão dispor de recursos que permitam o 
registro digital de cada voto e a identificação da urna em que foi registrado, 
sob pena de violar o anonimato do eleitor e gerar a impugnação da fase de 
votação no processo eleitoral. 
c) A votação eletrônica será feita somente no número do candidato, sendo 
vedado uso da expressão designadora do cargo disputado no masculino ou 
feminino, para assegurar o tratamento igualitário entre homens e mulheres. 
d) É vedada a utilização de urnas para treinamento de eleitores, sob pena 
de violar o princípio da moralidade administrativa. 
e) A utilização de urnas eletrônicas poderá ser substituída pelas cédulas 
oficiais, a depender do perfil do eleitorado, que deverá ser avaliado por cada 
Tribunal Regional Eleitoral. 
7.2 – Gabarito 
Questão 01 – A Questão 02 – E 
Questão 03 – A Questão 04 – A 
Questão 05 – A Questão 06 – E 
Questão 07 – B Questão 08 – C 
Questão 09 – D Questão 10 – D 
Questão 11 – E Questão 12 – C 
Questão 13 – CORRETA Questão 14 – INCORRETA 
Questão 15 – A Questão 16 – D 
Questão 17 – B Questão 18 – C 
Questão 19 – D Questão 20 – A 
Questão 21 – C Questão 22 – A 
Questão 23 – B Questão 24 – A 
Questão 25 – D Questão 26 – A 
Questão 27 – A Questão 28 – E 
Questão 29 – E Questão 30 – E 
Questão 31 – INCORRETA Questão 32 – C 
Questão 33 – B Questão 34 – D 
 
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Questão 35 – B Questão 36 – B 
Questão 37 – CORRETA Questão 38 – CORRETA 
Questão 39 – CORRETA Questão 40 – C 
Questão 41 – A Questão 42 – A 
Questão 43 – B Questão 44 – INCORRETA 
Questão 45 – A Questão 46 – D 
Questão 47 – A Questão 48 – C 
Questão 49 – C Questão 50 – A 
Questão 51 – B Questão 52 – C 
Questão 53 – A Questão 54 – D 
Questão 55 – A Questão 56 – B 
Questão 57 – CORRETA Questão 58 – A 
Questão 59 – CORRETA Questão 60 – CORRETA 
Questão 61 – INCORRETA Questão 62 – D 
Questão 63 – B Questão 64 – C 
Questão 65 – A Questão 66 – CORRETA 
Questão 67 – D Questão 68 – D 
Questão 69 – A Questão 70 – C 
Questão 71 – A 
7.3 – Questões com Comentários 
Sistemas Eleitorais 
Questão 01 – FCC/TRE-PB – Técnico Judiciário – Área 
AdministrativaAdotar-se-á o princípio majoritário na eleição para 
(A) Presidente e Vice-Presidente da República, Governador e Vice-Governador de Estado, 
Senado Federal, Prefeito e Vice-Prefeito. 
(B) Governador e Vice-Governador de Estado, Senado Federal, Câmara dos Deputados, 
Prefeito e Vice-Prefeito. 
 
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(C) Senado Federal, Câmara dos Deputados, Assembleias Legislativas e Câmaras 
Municipais. 
(D) Presidente e Vice-Presidente da República, Governador e Vice-Governador de Estado, 
Senado Federal e Câmara dos Deputados. 
(E) Senado Federal, Câmara dos Deputados, Assembleias Legislativas, Prefeito e Vice-
Prefeito. 
Comentários 
Quanto ao princípio proporcional e majoritário, lembre-se: 
 
Portanto, a alternativa A é a correta e o gabarito da questão. 
Questão 02 – FCC/TRE-AC – Analista Judiciário – 2010 
A respeito da representação proporcional, é correto afirmar: 
a) Os lugares não preenchidos com a aplicação dos quocientes partidários 
serão livremente distribuídos pela Justiça Eleitoral. 
b) Se nenhum partido ou coligação alcançar o quociente eleitoral, serão 
convocadas novas eleições. 
c) Determina-se para cada coligação o quociente partidário, dividindo-se 
pelos lugares a preencher o número de votos válidos dados sob a mesma 
coligação de legendas, desprezada a fração. 
d) Determina-se para cada partido o quociente partidário, dividindo-se pelos 
lugares a preencher o número de votos válidos dados sob a mesma legenda, 
desprezada a fração. 
e) Determina-se o quociente eleitoral dividindo-se o número de votos válidos 
apurados pelo de lugares a preencher em cada circunscrição eleitoral, 
desprezada a fração se igual ou inferior a meio, equivalente a um, se 
superior. 
Comentários 
S
IS
T
E
M
A
S
 
E
L
E
IT
O
R
A
IS
majoritário
simples maior número de 
votos
Senador
Prefeito (menos 
de 200.000 
eleitores)
absoluta
atingir mais de 
metade dos 
votos
Presidente
Governadores
Prefeito (mais de 
200.000 
eleitores)
proporcional votos do partido
Deputado 
Federal
Deputado 
Estadual
Vereador
 
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A alternativa A está incorreta, pois após aplicação do quociente partidário, as 
sobras serão distribuídas conforme cálculo específico e não de acordo com a 
Justiça Eleitoral. 
A alternativa B está incorreta e cobra uma regra específica do art. 111, do CE. 
Caso nenhum partido alcance o quociente eleitoral serão eleitos os candidatos 
mais votados. 
Art. 111 - Se nenhum Partido ou coligação alcançar o quociente eleitoral, considerar-se-ão 
eleitos, até serem preenchidos todos os lugares, os candidatos mais votados. 
A alternativa C está incorreta por conceituar de forma errônea o quociente 
eleitoral. O quociente eleitoral é obtido a partir da razão (da divisão) entre o 
número de votos válidos distribuídos aos candidatos e/ou diretamente às 
legendas, sem computar os votos brancos e nulos, pelo número de vagas 
ofertadas. 
A alternativa D está incorreta, o quociente partidário auxilia no cálculo do 
número de candidatos que o partido conseguiu eleger. Para se chegar ao 
quociente partidário devemos dividir o número de votos do partido pelo valor 
encontrado no quociente eleitoral. 
A alternativa E está correta e é o gabarito da questão. Confira o comentário da 
alternativa C! 
Questão 03 – FCC/TRE-RR – Analista Judiciário – 2012 
Obedecerá ao princípio da representação proporcional a eleição para 
a) a Câmara dos Deputados. 
b) o Senado Federal. 
c) Governador de Estado. 
d) Prefeito Municipal. 
e) Vice-Prefeito Municipal. 
Comentários 
O único cargo que possui eleições pelo sistema proporcional, dentre os citados, é 
o cargo de Deputado, seja ele estadual, distrital ou federal. Lembre-se que os 
vereadores também são eleitos pelo princípio da representação proporcional ou 
sistema proporcional. 
Portanto, a alternativa A está correta e é o gabarito da questão. 
Questão 04 – FCC/TRE-CE – Técnico Judiciário – 2012 
Serão realizadas, simultaneamente, as eleições para 
a) Prefeito, Vice-Prefeito e Vereador. 
b) Presidente e Vice-Presidente da República, Prefeito e Vice-Prefeito. 
c) Deputado Federal, Deputado Estadual e Vereador. 
 
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d) Senador, Deputado Federal, Deputado Estadual e Vereador. 
e) Governador e Vice-Governador de Estado, Deputado Estadual e Vereador. 
Comentários 
A questão não trata diretamente dos sistemas majoritário e proporcional, mas de 
um assunto correlato, a realização das eleições. 
As eleições de Prefeito, Vice-Prefeito e Vereador são realizadas simultaneamente. 
No outro biênio serão realizadas as eleições para Presidente, Vice-Presidente, 
Senador, Governador, Vice-Governador, Deputado Estadual ou Distrital e 
Deputado Federal. 
Assim, a alternativa A está correta e é o gabarito da questão. 
Questão 05 – FCC/TRE-PB – Técnico Judiciário – Área 
Administrativa 
Adotar-se-á o princípio majoritário na eleição para 
(A) Presidente e Vice-Presidente da República, Governador e Vice-
Governador de Estado, Senado Federal, Prefeito e Vice-Prefeito. 
(B) Governador e Vice-Governador de Estado, Senado Federal, Câmara dos 
Deputados, Prefeito e Vice-Prefeito. 
(C) Senado Federal, Câmara dos Deputados, Assembleias Legislativas e 
Câmaras Municipais. 
(D) Presidente e Vice-Presidente da República, Governador e Vice-
Governador de Estado, Senado Federal e Câmara dos Deputados. 
(E) Senado Federal, Câmara dos Deputados, Assembleias Legislativas, 
Prefeito e Vice-Prefeito. 
Comentários 
Quanto ao princípio proporcional e majoritário, lembre-se: 
 
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Portanto, a alternativa A é a correta e o gabarito da questão. 
Questão 06 – FCC/TRE-TO – Analista Judiciário – 2011 
Numa eleição para Governador do Estado, concorreram vários candidatos. 
João foi o mais votado, mas não alcançou maioria absoluta de votos, não 
computados os em branco e nulos, na primeira votação. José, Luiz e Mário 
empataram em segundo lugar, sendo José o mais idoso, Mário o mais jovem 
e Luiz o que concorria pelo maior número de partidos coligados. Nesse caso, 
o segundo turno será disputado entre 
a) João, José e Luiz. 
b) João, José, Luiz e Mário. 
c) João e Luiz. 
d) João e Mário. 
e) João e José. 
Comentários 
A questão cobra a aplicação do art. 2º da Lei 9.504/1997. 
Art. 2º Será considerado eleito o candidato a Presidente ou a Governador que obtiver 
a MAIORIA ABSOLUTA DE VOTOS, não computados os em branco e os nulos. 
§ 1º Se nenhum candidato alcançar maioria absoluta na primeira votação, far-se-á 
nova eleição no último domingo de outubro, concorrendo os dois candidatos mais 
votados, e considerando-se eleito o que obtiver a maioria dos votos válidos. 
§ 2º SE, ANTES DE REALIZADO O SEGUNDO TURNO, ocorrer morte, desistência ou 
impedimento legal de candidato, convocar-se-á, dentre os remanescentes, o de 
maior votação. 
§ 3º Se, na hipótese dos parágrafos anteriores, remanescer em segundo lugar mais de um 
candidato com a mesma votação, qualificar-se-á o mais idoso. 
S
IS
T
E
M
A
S
 
E
L
E
IT
O
R
A
IS
majoritário
simples maior número de 
votos
Senador
Prefeito (menos de 
200.000 eleitores)
absoluta atingir mais de 
metade dos votos
Presidente
GovernadoresPrefeito (mais de 
200.000 eleitores)
proporcional votos do partido
Deputado Federal
Deputado Estadual
Vereador
 
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§ 4º A eleição do Presidente importará a do candidato a Vice-Presidente com ele 
registrado, o mesmo se aplicando à eleição de Governador. 
Assim, em caso de empate no segundo lugar, o candidato que irá concorrer no 
segundo turno será o mais velho, portanto, concorrerão João e José. 
Assim, a alternativa E está correta e é o gabarito da questão. 
Questão 07 – FCC/AL-PE – Analista Legislativo – 2014 
Aplica-se o sistema da representação proporcional nas eleições para 
a) Presidente da República e para o Senado Federal. 
b) a Câmara dos Deputados e para as Assembleias Legislativas. 
c) Prefeitos Municipais e para as Câmaras Municipais. 
d) a Câmara dos Deputados e para o Senado Federal. 
e) Governador de Estado e para as Assembleias Legislativas. 
Comentários 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. 
É aplicado o sistema proporcional para as eleições de Deputados e Vereados, ou 
seja, para os cargos que compõe a Câmara dos Deputados e as Assembleias 
Legislativas. 
Embora fácil, é assunto cobrado com frequência. Assim, vamos montar o seguinte 
esquema, que você deve memorizar: 
 PROPORCIONAL MAJORITÁRIO 
ELEIÇÕES 2016 Vereador Prefeito e vice-Prefeito 
ELEIÇÕES 2018 
Deputado Estadual 
Deputado Federal e Distrital 
Presidente e vice-Presidente 
Governador e vice-Governador 
Senador da República 
Questão 08 – CESPE/TRE-PI - Analista Judiciário – Judiciária - 
2016 
Com base no disposto na Lei n.º 9.504/1997, assinale a opção correta. 
a) Nas eleições proporcionais, são computados como válidos todos os votos 
registrados pelas mesas receptoras. 
b) As eleições para governador, vice-governador, prefeito, vice-prefeito e 
vereador realizam-se simultaneamente, no primeiro domingo de outubro do 
ano de eleições estaduais. 
c) Nas eleições proporcionais, consideram-se válidos os votos dados a 
candidatos regularmente inscritos e às legendas partidárias. 
 
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d) Será considerado eleito o candidato a governador que obtiver a maioria 
absoluta de votos, computados os votos brancos e nulos. 
e) Caso candidato a prefeito desista de concorrer à eleição municipal antes 
do segundo turno, deverá o juiz eleitoral cancelar imediatamente o pleito, 
devendo convocar novas eleições para o ano seguinte. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. São válidos, no sistema proporcional, os votos 
dados ao candidato registrado e à legenda do partido. Vejamos o art. 5º, da LE. 
Art. 5º Nas eleições proporcionais, contam-se como válidos apenas os votos dados a 
candidatos regularmente inscritos e às legendas partidárias. 
A alternativa B está incorreta. Essas eleições são realizadas em anos alternados. 
Vejamos o art. 1º, parágrafo único, da LE, que lista as eleições realizadas 
simultaneamente. 
Parágrafo único. Serão realizadas simultaneamente as eleições: 
I - para Presidente e Vice-Presidente da República, Governador e Vice-Governador de Estado 
e do Distrito Federal, Senador, Deputado Federal, Deputado Estadual e Deputado Distrital; 
II - para Prefeito, Vice-Prefeito e Vereador. 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão, tendo em vista o art. 5º 
citado acima. 
A alternativa D está incorreta. Os votos brancos e nulos não são computados, 
consoante dispõe o art. 2º, da LE. 
Art. 2º Será considerado eleito o candidato a Presidente ou a Governador que obtiver a 
maioria absoluta de votos, não computados os em branco e os nulos. 
A alternativa E está incorreta, pois em caso de desistência do candidato, será 
convocado entre os remanescentes aquele que obteve maior votação. Vejamos o 
art. 2º, § 2º, da LE. 
§ 2º Se, antes de realizado o segundo turno, ocorrer morte, desistência ou impedimento 
legal de candidato, convocar-se-á, dentre os remanescentes, o de maior votação. 
Questão 09 – CESPE/TRE-RS - Técnico Judiciário – 
Administrativa - 2015 
As eleições para prefeitos, vice-prefeitos e vereadores aproximam-se. Em 
determinado município, de acordo com a última pesquisa do Instituto 
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na data das eleições, haverá 
pouco menos de vinte e seis mil eleitores alistados. Considerando que a 
presente situação hipotética se concretize, assinale a opção correta. 
a) Os partidos de candidatos a vereadores têm a prerrogativa de coligarem-
se para o registro de candidatos comuns, desde que pelo menos três partidos 
queiram fazê-lo. 
b) As eleições para prefeitos e vice-prefeitos têm de ser obrigatoriamente 
realizadas na mesma data. Entretanto, não estão vinculadas ao sufrágio 
simultâneo para a escolha dos vereadores. 
 
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c) Ao final da apuração, serão considerados vencedores das eleições aqueles 
candidatos a prefeito e vice-prefeito que auferirem a maioria dos votos 
válidos, desconsiderando-se os brancos e nulos, desde que ao menos 50% 
mais um dos eleitores alistados exerçam efetivamente o ato de votar. 
d) Nas eleições para prefeito e vice-prefeito do referido município, o número 
de eleitores alistados em nada interfere no procedimento eleitoral, sendo 
que, se o prefeito obtiver a maioria dos votos entre seus concorrentes, 
representará, de modo irretratável, sua eleição e a do vice-prefeito com ele 
registrado. 
e) Para concorrer às eleições, os vereadores deverão possuir domicílio 
eleitoral e filiação partidária deferida na respectiva circunscrição há pelo 
menos seis meses antes das eleições. 
Comentários 
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. 
Fique atento, pois essa questão pegou muita gente preparada. A pegadinha da 
questão é que não há alternativa correta se não considerarmos o enunciado. Note 
que o enunciado fala em “considerando a presente situação hipotética”. 
Assim, no caso do município que possui 26.000 habitantes, o número de eleitores 
alistados não interfere no procedimento eleitoral. Nessa situação específica, será 
considerado eleito Prefeito o candidato que obtiver a maioria dos votos válidos. 
O que confunde nessa questão é que, a depender do número de eleitores 
alistados no Município, ocorrerá segundo turno nas eleições para Prefeito e Vice. 
Se o Município possuir mais de 200.000 mil eleitores haverá segundo turno nas 
eleições, se possuir menos de 200.000 eleitores, as eleições serão decididas em 
turno único. 
Contudo, essa discussão não deve ser trazida nessa questão, pois na situação 
hipotética o Município possui apenas 26.000 eleitores. 
Portanto, correta a alternativa D. 
Questão 10 – CESPE/TRE-MT - Técnico Judiciário – 
Administrativa - 2015 
A respeito dos sistemas eleitorais, assinale a opção correta. 
a) Serão eleitos para o cargo de vereador os candidatos registrados por um 
partido ou coligação, conforme quociente eleitoral, na ordem da votação 
nominal que cada um tenha recebido. 
b) Nas eleições municipais, o número de eleitores determina tanto a 
realização de eleição de dois turnos no município quanto o número de vagas 
para a composição da câmara de vereadores. 
c) Os senadores devem ser eleitos pelo sistema proporcional para mandatos 
de oito anos, havendo renovação dos membros da casa a cada quatro anos, 
alternadamente, por um e dois terços. 
 
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d) Para que um candidato ao cargo de presidente da República ou de 
governador de estado seja eleito, deve obter a maioria absoluta dos votos 
válidos nas eleições. 
e) Os ocupantes de cargos eletivos das casas do Congresso Nacional são 
eleitos pelo sistema proporcional, cuja finalidade é propiciar a 
representatividade de algumas minorias. 
Comentários 
Não é necessário quebrar a cabeça nessa questão e tentar diferenciar quociente 
eleitoral e quociente partidário. Para responder a questão basta lembrar que as 
eleições de Presidente e Governador ocorrem pelo sistema majoritário e exige-se 
a maioria absoluta dos votos. 
Portanto, a alternativa D está correta e é o gabarito da questão. 
Lembre-se, ainda, que os Senadores são eleitos pelo sistema majoritário, o que 
torna as alternativas B e E incorretas. 
Questão 11 – CESPE/TJ-BA – Juiz – 2012 
Considerando as características peculiares do sistema eleitoral brasileiro, 
assinale a opção correta. 
a) O candidato a presidente da República será eleito em primeiro turno se 
obtiver maioria relativa dos votos dos eleitores que efetivamente 
comparecerem às urnas, excluídos os votos nulos. 
b) A eleição dos vereadores é feita pelo sistema majoritário, pelo qual são 
eleitos, por maioria simples, os mais votados. 
c) A eleição para vereador, assim como as demais eleições para cargos 
legislativos, é realizada pelo sistema proporcional. 
d) Nas eleições para prefeito, haverá segundo turno quando um candidato 
não obtiver a maioria relativa dos votos. 
e) Governador e senador são eleitos pelo sistema majoritário; deputado 
distrital e federal, pelo sistema proporcional. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, pois o sistema majoritário simples, com votos da 
maioria relativa é utilizado para as eleições para os cargos de Senador e Prefeitos 
de Municípios com menos de 200.000 eleitores. 
A alternativa B está incorreta, pois a eleição de vereadores ocorre pelo sistema 
proporcional. 
A alternativa C está incorreta, pois as eleições para Senador, cargo do Poder 
Legislativo, são realizadas pelo sistema majoritário. 
A alternativa D está incorreta, pois somente haverá segundo turno se o 
Município possuir mais de 200.000 eleitores. A partir daí, no segundo turno, será 
aplicada a maioria absoluta. 
 
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A alternativa E está correta e é o gabarito da questão. 
Confira dois esquemas que sintetizam a matéria abordada na questão: 
 SISTEMAS ELEITORAIS 
 
 MANDATOS POLÍTICO-ELETIVOS PELO SISTEMA PROPORCIONAL 
 
Questão 12 – CESPE/TRE-MS - Técnico Judiciário - Área 
Administrativa - 2013 
Com base na Lei n.º 9.504/1997, que estabelece normas para as eleições, 
assinale a opção correta. 
a) Tanto durante a propaganda para eleição proporcional como durante a 
propaganda para eleição majoritária, a coligação usa, obrigatoriamente, sob 
sua denominação, as legendas de todos os partidos que a integram. 
b) Pode participar das eleições o partido que tenha registrado seu estatuto 
no Tribunal Superior Eleitoral até a data da indicação das candidaturas, 
conforme o disposto em lei, e que possua, até a data da convenção, órgão 
de direção constituído na circunscrição, de acordo com o seu estatuto. 
c) Somente nos municípios com mais de duzentos mil eleitores existe a 
possibilidade de eleição de prefeito em segundo turno. 
S
IS
T
E
M
A
S
 E
L
E
IT
O
R
A
IS
MAJORITÁRIO
de turno único
Senador
Prefeito (Municípios 
com menos de 
200.000 eleitores)
de dois turnos
Presidente
Governadores
Prefeito (Municípios 
com mais de 200.000 
eleitores)
SÃO ELEITOS PELO SISTEMA PROPORCIONAL
Deputados Federais Deputados Estaduais Vereadores
 
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d) Nas eleições proporcionais, contam-se como válidos apenas os votos 
dados a candidatos regularmente inscritos. 
e) A denominação adotada pela coligação durante as eleições poderá referir-
se ao nome ou número dos candidatos, bem como conter pedido de voto 
para partido político. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, de acordo com o § 2º, do art. 6º da Lei 
9.504/2997. Não há essa obrigatoriedade nas eleições proporcionais, a regra se 
aplica apenas na propaganda para as eleições majoritárias. 
§ 2º Na propaganda para eleição majoritária, a coligação usará, obrigatoriamente, sob sua 
denominação, as legendas de todos os partidos que a integram; na propaganda para eleição 
proporcional, cada partido usará apenas sua legenda sob o nome da coligação. 
A alternativa B está incorreta. O registro do estatuto no TSE deve ser feito 
até 1 ano antes do pleito. Vejamos o art. 4º da Lei nº 9;504/1997. 
Além disso, o partido deverá constituir, até a data da Convenção, órgão de 
direção constituído na circunscrição em que irá lançar candidatos. 
Art 4º Poderá participar das eleições o partido que, até um ano antes do pleito, tenha 
registrado seu estatuto no Tribunal Superior Eleitoral, conforme o disposto em lei, e tenha, 
até a data da convenção, órgão de direção constituído na circunscrição, de acordo com o 
respectivo estatuto. 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. Essa foi fácil pessoal! 
Vejamos o art. 3º, da Lei 9.504/1997. Há segundo turno para o cargo de Prefeito 
apenas se o município possuir mais de 200 mil eleitores. 
Art. 3º Será considerado eleito Prefeito o candidato que obtiver a maioria dos votos, não 
computados os em branco e os nulos. 
§ 2º Nos Municípios com mais de duzentos mil eleitores, aplicar-se-ão as regras 
estabelecidas nos §§ 1º a 3º do artigo anterior. 
A alternativa D está incorreta. Nas eleições proporcionais são válidos os votos 
dados aos candidatos e às legendas. 
Art. 5º Nas eleições proporcionais, contam-se como válidos apenas os votos dados a 
candidatos regularmente inscritos e às legendas partidárias. 
Lembre-se: 
 
A alternativa E está incorreta, com base no § 1º - A do art. 6º da Lei 
9.504/1997: 
§ 1º-A. A denominação da coligação não poderá coincidir, incluir ou fazer referência a nome 
ou número de candidato, nem conter pedido de voto para partido político. 
VOTOS 
VÁLIDOS candidatos legendas
 
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Questão 13 – CESPE/MPE-RR – Promotor de Justiça – 2008 - 
adaptada 
De 1935 até agora, o sistema brasileiro para a eleição de deputados e 
vereadores traz essa característica que tanto o distingue dos modelos 
proporcionais empregados em todo o mundo: a escolha uninominal, pelos 
eleitores, a partir de listas apresentadas pelos partidos. 
Sessenta e tantos anos decorridos da introdução desse modelo de escolha 
uninominal no Brasil - desde a reforma trazida ao Código de 1932 e pela Lei 
n.º 48/1935 -, somam-se as queixas de políticos e estudiosos contra a 
experiência, no dizer de Giusti Tavares, "singular e estranha". 
Walter C. Porto. A mentirosa urna. São Paulo: Martins Fontes, 2004, p. 121 
(com adaptações). 
A partir das informações do texto acima, julgue os itens que se seguem, 
acerca do sistema eleitoral brasileiro nas eleições para deputado e vereador. 
No sistema proporcional de lista aberta, o eleitor, ao votar em um candidato, 
contribui para a eleição de todos os demais candidatos do mesmo partido. 
Comentários 
O enunciado da questão assusta, mas o tema é extremamente simples. 
Para responder corretamente a assertiva precisamos saberRATEIO DE MATERIAIS PARA CONCURSOS
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Embora as questões exijam a literalidade dos dispositivos. É importante o 
seguinte questionamento: 
A convocação do terceiro colocado ocorrerá no falecimento, na 
desistência ou no impedimento legal tanto do titular como do vice? 
 
O texto da Lei das Eleições não diferencia, fala apenas em “candidato”. Assim, a 
maioria das questões de prova não fará tal diferenciação. 
Contudo, podemos aprofundar um pouco mais e distinguir o estudo, do seguinte 
modo: 
1º - falecimento, desistência ou impedimento legal do TITULAR 
Nesse caso, haverá a convocação do terceiro candidato mais votado, com 
aplicação da literalidade do art. 2º, §2º, da Lei das Eleições. 
2º - falecimento, desistência ou impedimento legal do VICE 
Nesse caso, não seria justo ocorrer a substituição. Embora não haja 
distinção, sabemos que, na prática, para os cargos do Poder Executivo, 
vota-se na pessoa do titular. Assim, se o vice falecer, desistir da 
candidatura ou for legalmente impedido de concorrer ao pleito, o 
entendimento majoritário no TSE3 é no sentido de que é possível substituir 
a candidatura por alguém do mesmo partido político ou coligação. 
Desse modo, vamos levar para a nossa prova... 
 
 
Para finalizar, vejamos o que dispõe o art. 4º e 5º, da LE: 
Art. 4º Poderá participar das eleições o partido que, ATÉ UM ANO ANTES DO PLEITO, 
tenha registrado seu estatuto no Tribunal Superior Eleitoral, conforme o disposto em 
lei, e tenha, ATÉ A DATA DA CONVENÇÃO, órgão de direção constituído na 
circunscrição, de acordo com o respectivo estatuto. 
 
3 Resolução TSE nº 14.340/1994 e Resolução TSE nº 20.141/1998. 
FALECIMENTO, 
DESISTÊNCIA ou 
IMPEDIMENTO
do vice
substitui-se por outro 
candidato do partido ou 
coligação 
(entendimento do TSE)
do titular convoca-se o terceiro 
candidato mais votado
 
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Assim: 
 
Vejamos, ainda, o art. 5º, que introduz o tópico que passaremos a estudar: 
Art. 5º Nas eleições proporcionais, contam-se como válidos apenas os votos dados a 
candidatos regularmente inscritos e às legendas partidárias. 
Portanto, desde logo memorizem: 
 
Sistema Eleitoral Proporcional 
Vamos iniciar o tópico com os ensinamentos de José Jairo Gomes4: 
O sistema proporcional foi concebido para refletir os diversos pensamentos e tendência 
existentes no meio social. Visa distribuir entre as múltiplas entidades políticas as vagas 
existentes nas Casas Legislativas, tornando equânime e disputa pelo poder e, 
principalmente, ensejando a representação de grupos minoritários. 
A ideia do sistema proporcional é simples: se o partido teve 20% dos votos, terá 
direito a 20% das vagas disponíveis. Se teve 60% dos votos, terá direito a 60% 
das vagas. 
Afirma-se, assim, que a distribuição de cadeiras será mais equânime ao distribui-
las dentro do partido e não para os candidatos. 
Em razão disso, no sistema proporcional permite-se o 
voto não apenas ao candidato, mas o voto de legenda. 
Nesse caso, o eleitor não escolhe um candidato específico, 
mas atribui seu voto à legenda do partido tão somente. 
 
4 GOMES, José Jairo. Direito Eleitoral, p. 122. 
PODERÁ 
PARTICIPAR DAS 
ELEIÇÕES O 
PARTIDO QUE...
até 1 ano antes do 
pleito
tenha registrado, junto 
ao TSE, seu estatuto
até a data da 
Convenção
tiver órgão de direção 
constituído na 
circunscrição em que 
pretenda lançar 
candidato
NAS ELEIÇÕES 
PROPORCIONAIS SÃO VÁLIDOS 
OS VOTOS
conferidos aos candidatos 
regularmente inscritos E
às legendas partidárias
 
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Por exemplo, ao votar para o cargo de Deputado Estadual é possível: 
 votar para um candidato em específico, por exemplo, 13123. Nesse caso, 
o número 13 indica o partido, no caso do exemplo, o Partido dos 
Trabalhadores, e 123 indica o candidato. 
 votar apenas para a legenda do partido, por exemplo, 13---, Nesse caso, 
o eleitor não atribui voto ao candidato, mas apenas à legenda. 
No Brasil, o sistema eleitoral proporcional é adotado, em regra, aos cargos do 
Poder Legislativo. A única exceção é o cargo de Senador da República que, como 
vimos, observa o sistema eleitoral majoritário de único turno. 
 
 
Para o cálculo da distribuição dos cargos há toda uma sistemática, que é 
desenvolvida na Lei das Eleições e no Código Eleitoral. 
Dada a complexidade que envolve a matéria vamos estudá-la com calma e com 
a criação de exemplos. Nesse contexto, vamos iniciar o estudo pelo quociente 
eleitoral. 
Quociente Eleitoral 
O quociente eleitoral é obtido a partir da razão (da divisão) entre o número 
de votos válidos distribuídos aos candidatos e/ou diretamente às 
legendas, sem computar os votos brancos e nulos, pelo número de vagas 
ofertadas. 
De acordo com o CE: 
Art. 106. Determina-se o quociente eleitoral dividindo-se o número de votos válidos 
apurados pelo de lugares a preencher em cada circunscrição eleitoral, desprezada a fração 
se igual ou inferior a meio, equivalente a um, se superior. 
Parágrafo único. Revogado. 
Em forma de fórmula, temos: 芸憲剣潔件結券建結 継健結件建剣堅欠健 噺 軽ú兼結堅剣 穴結 撃剣建剣嫌 撃á健件穴剣嫌 岫潔欠券穴件穴欠建剣嫌 髪 健結訣結券穴欠岻軽ú兼結堅剣 穴結 撃欠訣欠嫌 頚血結堅建欠穴欠嫌 
Do resultado, devemos desprezar a fração se igual ou inferior a meio (menor que 
0,5) ou arredondar para 1 se superior a meio (maior que 0,5). Desse modo: 
SÃO ELEITOS PELO SISTEMA PROPORCIONAL
Deputados Federais Deputados Estaduais Vereadores
 
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 se da divisão acima resultar em 5.000,45 (menor ou igual que meio), o 
quociente será arredondado para 5.000. 
 se o quociente eleitoral der 5.000,65 (maior que meio) será arredondado 
para 5.001. 
Vejamos um exemplo de cálculo de quociente eleitoral: 
Número de Eleitores: 100.000 
Número de Vagas: 20 
芸継 噺 などど┻どどどにど 噺 の┻どどど 
No exemplo acima o quociente eleitoral (QE) será 5.000. 
Desse modo, a cada 5.000 votos que a legenda receber ela 
poderá indicar um candidato! 
Até aí tranquilo, não é mesmo? Redobrem a atenção 
porque a matéria é bastante complicada! 
Além do quociente eleitoral, devemos calcular também o quociente partidário. 
Vamos lá! 
Quociente Partidário 
O quociente partidário auxilia no cálculo do número de candidatos que o 
partido conseguiu eleger. Para chegar ao quociente partidário devemos 
dividir o número de votos do partido pelo valor encontrado no quociente 
eleitoral. 
De acordo com o CE: 
Art. 107 - Determina-se para cada Partido ou coligação o quociente partidário, dividindo-se 
pelo quociente eleitoral o número de votos válidos dados sob a mesma legenda ou coligação 
de legendas, desprezada a fração. 
O número de votos do partido político inclui não apenas os votos conferidos ao 
candidato do partido, mas também os votos de legenda, como vimos acima. 
Desse modo, teremos um quociente partidário para cada partido! 
Assim: 芸憲剣潔件結券建結 鶏欠堅建件穴á堅件剣 噺 軽え 穴結 撃剣建剣嫌 穴剣 喧欠堅建件穴剣 髪 軽え 穴結 撃剣建剣嫌 欠喧結券欠嫌 券欠 詣結訣結券穴欠芸継 
Voltando ao nosso exemplo... 
Partido A = 50.000 
Partido B = 30.000 
Partido C = 20.000 
芸鶏欠堅建件穴剣 畦 噺 のど┻どどどの┻どどど 噺 など 芸鶏欠堅建件穴剣 稽 噺 ぬど┻どどどの┻どどど 噺 は 芸鶏欠堅建件穴剣 系 噺 にど┻どどどの┻どどど 噺 ね 
Desse modo teremos: 芸鶏欠堅建件穴剣 畦 噺 など 
 
RATEIO DE MATERIAIS PARA CONCURSOS
Direito Eleitoral p/ PC-GOapenas que nas 
eleições proporcionais o voto é para o candidato ou para a legenda partidária. 
Vejamos o esquema de aula. 
 
Portanto, a assertiva está correta. 
Questão 14 – CESPE/MPE-RR – Promotor de Justiça – 2008 - 
adaptada 
De 1935 até agora, o sistema brasileiro para a eleição de deputados e 
vereadores traz essa característica que tanto o distingue dos modelos 
proporcionais empregados em todo o mundo: a escolha uninominal, pelos 
eleitores, a partir de listas apresentadas pelos partidos. 
Sessenta e tantos anos decorridos da introdução desse modelo de escolha 
uninominal no Brasil - desde a reforma trazida ao Código de 1932 e pela Lei 
NAS ELEIÇÕES 
PROPORCIONAIS SÃO 
VÁLIDOS OS VOTOS
conferidos aos candidatos 
regularmente inscritos E
às legendas partidárias
 
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n.º 48/1935 -, somam-se as queixas de políticos e estudiosos contra a 
experiência, no dizer de Giusti Tavares, "singular e estranha". 
Walter C. Porto. A mentirosa urna. São Paulo: Martins Fontes, 2004, p. 121 
(com adaptações). 
A partir das informações do texto acima, julgue os itens que se seguem, 
acerca do sistema eleitoral brasileiro nas eleições para deputado e vereador. 
O candidato a vereador mais votado em uma cidade é eleito, 
independentemente do desempenho dos demais candidatos da mesma 
legenda. 
Comentários 
A assertiva está incorreta. Nas eleições proporcionais o voto pode ser destinado 
ao candidato ou ao partido, contudo, as vagas serão distribuídas conforme o 
desempenho do partido político. Assim, pode acontecer de um candidato ser mais 
votado e ficar fora da lista de eleitos. Assim, as eleições para o sistema 
proporcional dependem do cálculo do quociente partidário. 
Questão 15 – FEPESE/DPE-SC – Defensor Público – 2012 
Quanto ao sistema eleitoral majoritário previsto pela ordem constitucional 
brasileira em vigor, é correto afirmar: 
a) É utilizado na escolha de representantes para o Senado Federal. 
b) Distribui as cadeiras na proporção dos votos obtidos pelos partidos 
políticos ou coligações. 
c) Utiliza o quociente eleitoral como um mecanismo de cláusula de barreira. 
d) Utiliza o critério das sobras eleitorais para distribuir cadeiras de acordo 
com a maior média do quociente eleitoral. 
e) Adota o procedimento de escolha dos representantes através de listas 
mistas. 
Comentários 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. O sistema majoritário é 
utilizado nas eleições de Presidente, Senador, Governador e Prefeitos. 
A alternativa B está incorreta, pois trata do sistema proporcional. 
A alternativa C está incorreta, pois o sistema proporcional se utiliza do quociente 
eleitoral para determinar os eleitos. 
A alternativa D está incorreta, pois as sobras eleitorais ocorrem apenas nos 
sistemas proporcionais. 
A alternativa E está incorreta, pois não há escolha de representantes através 
de listas mistas. 
Questão 16 – ISAE/AL-AM – Procurador – 2011 
 
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Quanto ao sistema eleitoral adotado no Brasil, assinale a afirmativa correta. 
a) O sufrágio é censitário e direto. 
b) Haverá eleição indireta para o Senado. 
c) As eleições parlamentares não serão proporcionais. 
d) Nas eleições presidenciais, a circunscrição será o País. 
e) O voto é facultativo e secreto. 
Comentários 
Algumas das alternativas tratam de assuntos discutidos nessa aula, outras tratam 
de teoria geral do direito eleitoral, de qualquer forma, achamos interessante 
trazer a questão. 
A alternativa A está incorreta. Conforme dispõe a Constituição, o sufrágio é 
universal se contrapõe a ideia de sufrágio censitário que representa a modalidade 
de sufrágio restrito, no qual se concede o direito de votar ao cidadão que possui 
certa capacidade econômica. O voto censitário representa um regresso social e 
não é aplicado no Brasil. 
Lembre-se que, de acordo com o art. 60, §4º, II, da CF, constitui cláusula 
pétrea o voto: direto, secreto, universal e periódico. 
A alternativa B está incorreta, pois as eleições para o Senado Federal são diretas 
e pelo sistema majoritário. 
A alternativa C está incorreta, pois as eleições para o Parlamento – Congresso 
Nacional – nós temos tanto pessoas eleitas pelo sistema proporcional como pelo 
sistema majoritário. Desse modo, a alternativa ficaria correta apenas se 
mencionasse que que “as eleições parlamentares podem ser proporcionais”. 
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. A alternativa é bastante 
lógica e se não bastasse ainda há o art. 86, do CE. 
Art. 86. Nas eleições presidenciais, a circunscrição será o País; nas eleições federais e 
estaduais, o Estado; e, nas municipais, o respectivo Município. 
A alternativa E está incorreta, pois em regra o voto é obrigatório, sendo 
facultativo apenas em alguns casos excepcionais. 
Questão 17 – FGV/TRE-PA – Técnico Judiciário – 2011 
Concluído o primeiro turno das eleições para Governador, Mévio e Caio foram 
os candidatos mais votados, sem que nenhum dos dois tivesse alcançado 
maioria absoluta dos votos válidos. Contudo, durante as comemorações pelo 
surpreendente resultado que o levou ao segundo turno, Mévio sofreu um 
infarto fulminante e veio a falecer. Considerando que Tício foi o terceiro 
colocado, deverá ocorrer 
a) nova eleição, no prazo de 90 dias, em que concorrerão todos os 
candidatos apresentados no primeiro turno recém-concluso, que deverá ser 
anulado. 
 
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b) o segundo turno entre Caio e Tício. 
c) nova eleição, em turno único, entre todos os candidatos originalmente 
inscritos, sendo o lugar de Mévio ocupado por seu candidato a vice. 
d) o empossamento de Caio como Governador. 
e) o segundo turno entre Caio e o candidato a vice de Mévio. 
Comentários 
A questão exige o conhecimento do § 2º, do art. 2º da Lei 9.504/1997. Veja: 
§ 2º SE, ANTES DE REALIZADO O SEGUNDO TURNO, ocorrer morte, desistência ou 
impedimento legal de candidato, convocar-se-á, dentre os remanescentes, o de maior 
votação. 
Assim, a alternativa B está correta e é o gabarito da questão. O segundo turno 
será realizado entre Caio e Tício. 
Questão 18 – FUNDEP/TJ-MG – Juiz – 2014 
O sistema eleitoral é o conjunto de técnicas e procedimentos que se 
empregam na realização das eleições, destinados a organizar a 
representação do povo no território nacional, sendo que, no Brasil, se adota 
o sistema majoritário e o proporcional. 
Considerando o sistema eleitoral brasileiro, assinale a alternativa 
INCORRETA. 
a) O sistema majoritário é aquele em que são eleitos os candidatos que 
tiverem o maior número de votos para o cargo disputado. 
b) No sistema majoritário deve-se observar, para os cargos de presidente, 
governador e prefeitos de municípios com mais de duzentos mil eleitores, 
que é necessária a obtenção da maioria absoluta de votos, não computados 
os em branco e os nulos, no 1º turno, sob pena de se realizar o 2º turno 
com os dois candidatos mais votados. 
c) O sistema proporcional é utilizado para os cargos de várias vagas, como 
os de senadores. 
d) O sistema proporcional objetiva distribuir proporcionalmente as vagas 
entre os partidos políticos que participam da disputa e, com isso, viabilizar 
a representação de todos os setores da sociedade no parlamento. 
Comentários 
Essa questão parece difícil por ter um texto muito longo, mas na realidade é 
muito fácil. Precisamos saber apenas que os senadoressão eleitos pelo sistema 
majoritário. Assim, a alternativa C está incorreta e é o gabarito da questão. 
A alternativa A embora correta está incompleta. Não basta simplesmente o 
maior número de votos. Será necessário, em determinadas situações que seja 
maioria seja qualificada, que seja a maioria absoluta. De toda forma você não 
 
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pode afirmar incorreta a alternativa, pois na maioria absoluta também é exigido 
“o maior número de votos para o cargo disputado”. 
O aspecto acima vem descrito na alternativa B, que está completa. 
A alternativa D, por fim, explicita a pretensão do sistema proporcional de modo 
correto. 
Questão 19 – CONSULPLAN/TRE-MG – Técnico Judiciário – 
Área Administrativa – 2015 
“A votação e a totalização dos votos serão feitas por sistema eletrônico. Na 
votação para as eleições proporcionais, os votos em que não seja possível a 
identificação do candidato, de acordo com a Lei nº 9.504/1997, serão 
computados para o partido ____________, desde que o número 
identificador do partido seja digitado de forma correta.” Assinale a 
alternativa que completa corretamente a afirmativa anterior. 
a) coligado 
b) majoritário 
c) minoritário 
d) do candidato 
Comentários 
No sistema proporcional permite-se o voto não apenas ao candidato, mas o voto 
de legenda. Neste caso, o eleitor não escolhe um candidato específico, mas 
atribui seu voto à legenda do partido tão somente. 
Por exemplo, ao votar para o cargo de Deputado Estadual é possível: 
 votar para um candidato em específico, por exemplo, 13123. Neste caso, 
o número 13 indica o partido, no caso do exemplo, o Partido dos 
Trabalhadores, e 123 indica o candidato. 
 votar apenas para a legenda do partido, por exemplo, 13---, Neste caso, 
o eleitor não atribui voto ao candidato, mas apenas à legenda. 
Desse modo, o voto será atribuído ao PARTIDO DO CANDIDATO, o que torna a 
alternativa D a correta e gabarito da questão. 
Questão 20 – CONSULPLAN/TRE-MG – Técnico Judiciário – 
Área Administrativa – 2015 
Nos termos da Lei nº 9.504/1997, havendo empate na votação para o 
segundo lugar, o critério de desempate favorecerá o candidato mais: 
a) idoso 
b) probo 
c) jovem 
d) qualificado 
 
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Comentários 
Para responder à questão devemos conhecer o art. 2º, §3º da Lei das Eleições, 
que trata do caso de empate entre os candidatos para se qualificar para o 
segundo turno caso não seja obtida a maioria absoluta pelo primeiro colocado. 
Tal situação é remota, mas poderá ocorrer. Caso aconteça será qualificado o 
candidato mais idoso. 
Confira o dispositivo: 
§ 3º Se, na hipótese dos parágrafos anteriores, remanescer em segundo lugar mais de 
um candidato com a mesma votação, qualificar-se-á o mais idoso. 
Logo, a alternativa A é a correta e gabarito da questão. 
Questão 21 – IESES/TRE-MA – Analista Administrativo – 2015 
Sobre os sistemas eleitorais assinale a alternativa correta: 
a) O sistema eleitoral proporcional parte da necessidade de calcular o 
quociente eleitoral e o quociente partidário, é aplicado no direito brasileiro 
nas eleições para cargos executivos e legislativos. 
b) O sistema eleitoral majoritário determina que o vencedor das eleições 
seja o candidato que tiver a maioria relativa dos votos válidos e que consiga 
atingir o quociente partidário. 
c) O sistema majoritário é caracterizado como aquele no qual o candidato 
que obtiver a maioria dos votos será declarado vencedor, sendo que no 
direito brasileiro este sistema se aplica as eleições para Presidente, Senador, 
Governador e Prefeito. 
d) O sistema eleitoral proporcional é aquele em que o candidato é declarado 
vitorioso quando consegue atingir o quociente eleitoral, sendo que as 
eleições para prefeito nas cidades com mais de 200 mil habitantes são 
realizadas pelo sistema proporcional. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. O sistema proporcional não é aplicado para as 
eleições a cargos do Poder executivo. 
A alternativa B está incorreta, pois é exigida a maioria absoluta dos votos. 
Vejamos o artigo correspondente nas leis das eleições. 
Art. 2º Será considerado eleito o candidato a Presidente ou a Governador que obtiver 
a MAIORIA ABSOLUTA DE VOTOS, não computados os em branco e os nulos. 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. 
A alternativa D está incorreta. As eleições de prefeito se dão pelo sistema 
majoritário e não pelo proporcional. 
Questão 22 – IESES/TRE-MA – Técnico Administrativo – 2015 
- adaptada 
 
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Quanto à Lei que estabelece normas para as eleições, assinale a alternativa 
INCORRETA: 
a) A eleição do Presidente importará a do candidato a Vice-Presidente com 
ele registrado, o mesmo se aplicando à eleição de Governador. Com relação 
ao Prefeito, todavia, a eleição do Prefeito não importará a do candidato a 
Vice-Prefeito com ele registrado. 
b) A escolha dos candidatos pelos partidos e a deliberação sobre coligações 
deverão ser feitas no período de 20 de julho a 05 de agosto do ano em que 
se realizarem as eleições. 
c) As normas para a escolha e substituição dos candidatos e para a formação 
de coligações serão estabelecidas no estatuto do partido, observadas as 
disposições da Lei n. 9.504/97. 
d) Nas eleições proporcionais, contam-se como válidos apenas os votos 
dados a candidatos regularmente inscritos e às legendas partidárias. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta e é o gabarito da questão, de acordo com o § 4º, 
do art. 2º e art. 3º, § 1º da Lei 9.504/1997. A eleição do prefeito também 
importará na eleição do vice-prefeito com ele registrado. 
§ 4º A eleição do Presidente importará a do candidato a Vice-Presidente com ele registrado, 
o mesmo se aplicando à eleição de Governador. 
(...) 
Art. 3º Será considerado eleito Prefeito o candidato que obtiver a maioria dos votos, 
não computados os em branco e os nulos. 
§ 1º A eleição do Prefeito importará a do candidato a Vice-Prefeito com ele registrado. 
A alternativa B está correta de acordo com o art. 8º da Lei 9.504/1997, com 
redação dada pela Lei 13.165/2015. 
Art. 8o A escolha dos candidatos pelos partidos e a deliberação sobre coligações 
deverão ser feitas no PERÍODO DE 20 DE JULHO A 5 DE AGOSTO do ano em que se 
realizarem as eleições, lavrando-se a respectiva ata em livro aberto, rubricado pela Justiça 
Eleitoral, publicada em vinte e quatro horas em qualquer meio de comunicação. 
A alternativa C está correta, com base no art. 7º, da Lei 9.504/1997. 
Art. 7º As normas para a escolha e substituição dos candidatos e para a formação de 
coligações serão estabelecidas no estatuto do partido, observadas as disposições desta Lei. 
A alternativa D está correta, tendo em vista o que prevê o art. 5º, da Lei 
9.504/1997. 
Art. 5º Nas eleições proporcionais, contam-se como válidos apenas os votos dados a 
candidatos regularmente inscritos e às legendas partidárias. 
Questão 23 – IESES/TRE-MA – Técnico Administrativo – 2015 
Com relação às disposições da Lei n. 9.504/97, é correto afirmar: 
a) Será considerado eleito o candidato a Presidente ou a Governador que 
obtiver a maioria absoluta de votos, não computados tão somente os nulos. 
 
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b) Será considerado eleito o candidato a Presidente ou a Governador que 
obtiver a maioria absoluta de votos, não computados os em branco e os 
nulos. 
c) Serão realizadas simultaneamente as eleições para Presidente e Vice-
Presidente da República, Governador e Vice-Governador de Estado e do 
Distrito Federal, e, por sua vez, para Senador, Deputado Federal, Deputado 
Estadual e Deputado Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito e Vereador. 
d) Será considerado eleito o candidato a Presidente ou a Governador que 
obtiver a maioria absoluta de votos, não computados apenas os em branco. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, pois não serão computados os votos brancos e 
nulos, de acordo com a Lei 9.096/1995. 
Art. 2º Será considerado eleito o candidato a Presidente ou a Governador que obtiver 
a MAIORIA ABSOLUTA DE VOTOS, não computados os em branco e os nulos. 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão, conforme artigo citado 
acima. 
A alternativa C está incorreta, pois as eleições de Prefeitos, Vice-Prefeitos e 
Vereadores serão realizadas em outros anos e não juntamente com as eleições 
para Presidente, vice-Presidente, Governador, vice-Governador e membros do 
Congresso Nacional e da Assembleia Legislativa. 
Vejamos o art. 1º, parágrafo único da Lei 9.504/1997: 
Parágrafo único. Serão realizadas simultaneamente as eleições: 
I – para Presidente e Vice-Presidente da República, Governador e Vice-Governador de 
Estado e do Distrito Federal, Senador, Deputado Federal, Deputado Estadual e Deputado 
Distrital; 
II – para Prefeito, Vice-Prefeito e Vereador. 
A alternativa D está incorreta, com base no art. 2º citado acima. 
 
Se você teve dificuldades nas questões 01 e 23 acima retome o estudo do 
capítulo 02 desta aula. 
Coligações 
Questão 24 – FCC/TRE-SE – Analista Judiciário – Área 
Administrativa – 2015 
Os partidos políticos Alpha, Beta e Delta formaram a Coligação ABD. O 
partido Delta entendeu, posteriormente, ter ocorrido irregularidade na 
formação da Coligação que afetou a sua validade. Nesse caso, esse partido 
poderá, isoladamente, questionar tal validade no processo eleitoral somente 
 
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(A) durante o período compreendido entre a data da convenção e o termo 
final do prazo para a impugnação do registro de candidaturas. 
(B) até a data da convenção. 
(C) após o termo final do prazo para impugnação do registro de 
candidaturas. 
(D) durante o período compreendido entre a data da convenção e o termo 
final do prazo para registro de candidaturas. 
(E) durante o período compreendido entre o termo final para registro de 
candidaturas e a data da eleição. 
Comentários 
A questão cobra o conhecimento do art. 6º, § 4º, da LE. 
§ 4º O partido político coligado somente possui legitimidade para atuar de forma 
isolada no processo eleitoral quando questionar a validade da própria coligação, 
durante o período compreendido entre a data da convenção e o termo final do prazo para a 
impugnação do registro de candidatos. 
Notem que o partido coligado somente poderá atuar de forma isolada para 
questionar a validade da Coligação. Nesse caso, deverá faze-lo entre a data da 
realização da convenção e o fim do prazo para impugnação do registro de 
candidatos. 
Deste modo, alternativa A está correta e é o gabarito da questão. 
Questão 25 – FCC/TRE-SE – Analista Judiciário – Área 
Administrativa – 2015 
A responsabilidade pelo pagamento das multas decorrentes da propaganda 
eleitoral é 
(A) de responsabilidade do Fundo Partidário. 
(B) de responsabilidade exclusiva dos candidatos, não alcançando os 
respectivos partidos. 
(C) solidária entre todos os partidos que integram a coligação. 
(D) solidária entre os candidatos e os respectivos partidos, não alcançando 
outros partidos, ainda que integrantes de uma mesma coligação. 
(E) de responsabilidade exclusiva dos partidos, não alcançando os 
candidatos, nem outros partidos integrantes da coligação. 
Comentários 
A questão cobra um artigo específico da Lei das Eleições. O art. 6º, § 5º. 
§ 5o A responsabilidade pelo pagamento de multas decorrentes de propaganda eleitoral 
é solidária entre os candidatos e os respectivos partidos, não alcançando outros 
partidos mesmo quando integrantes de uma mesma coligação. 
Portanto, a alternativa D está correta e é o gabarito da questão. 
 
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Questão 26 – FCC/TRE-AP – Técnico Judiciário – 2015 
Os partidos A, B e C coligaram-se para disputar as eleições municipais, tendo 
José como candidato a Prefeito. De acordo com a Lei no 9.504/97, a 
coligação só poderá, dentre as cinco alternativas sugeridas abaixo, 
denominar-se Coligação 
(A) O município do Futuro. 
(B) José Prefeito. 
(C) ABC, com José e você. 
(D) Três partidos por um homem só: José. 
(E) Vote em José e nos partidos ABC, agora coligados. 
Comentários 
Vejamos, inicialmente, o que diz o art. 6º, da lei das eleições em seus §§ iniciais. 
Art. 6º É facultado aos partidos políticos, dentro da mesma circunscrição, celebrar 
coligações para eleição majoritária, proporcional, ou para ambas, podendo, neste último 
caso, formar-se mais de uma coligação para a eleição proporcional dentre os partidos que 
integram a coligação para o pleito majoritário. 
§ 1º A coligação terá denominação própria, que poderá ser a junção de todas as 
siglas dos partidos que a integram, sendo a ela atribuídas as prerrogativas e obrigações 
de partido político no que se refere ao processo eleitoral, e devendo funcionar como um só 
partido no relacionamento com a Justiça Eleitoral e no trato dos interesses interpartidários. 
§ 1o-A. A denominação da coligação não poderá coincidir, incluir ou fazer 
referência a nome ou número de candidato, nem conter pedido de voto para 
partido político. 
Assim, a alternativa A está correta e é o gabarito da questão. 
As demais alternativas estão incorretas, pois não pode a coligação adotar ou fazer 
qualquer referência ao nome do candidato. 
Questão 27 – FCC/AL-PE – Analista Administrativo – 2014 
Os partidos Alpha, Gama e Beta formaram uma coligação para disputar as 
eleições para os cargos de Prefeito Municipal, Vice- Prefeito Municipal e 
Vereador do município de Gibraltar. Nesse caso, poderão 
a) indicar delegados para representar a coligação perante a Justiça Eleitoral. 
b) dar à coligação o nome de “Coligação Vote nos Candidatos de Nossos 
Partidos”. 
c) autorizar a inscrição na chapa da coligação apenas candidatos de partidos 
que tenham conseguido eleger Vereadores no pleito anterior. 
d) lançar candidatos a Prefeito e Vice-Prefeito até o limite do número de 
partidos que a integram. 
e) usar, na propaganda para a eleição majoritária, apenas o nome do partido 
a que o candidato for filiado. 
 
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Comentários 
A alternativa A está correta, pois traz o entendimento do art. 6º da Lei 
9.504/1997, especificamente, quanto ao que prevê o § 3º. 
§ 3º Na formação de coligações, devem ser observadas, ainda, as seguintes normas: 
IV – a coligação será representada perante a Justiça Eleitoral pela pessoa 
designada na forma do inciso III ou por Delegados indicados pelos partidos que a 
compõem, podendo nomear até: 
a) três Delegados perante o Juízo Eleitoral; 
b) quatro Delegados perante o Tribunal Regional Eleitoral; 
c) cinco Delegados perante o Tribunal Superior Eleitoral. 
A alternativaB está incorreta, tendo em vista o que prescreve o art. 6º, em seu 
§ 1º e 1º - A da Lei 9.504/1997. 
§ 1º A coligação terá denominação própria, que poderá ser a junção de todas as siglas dos 
partidos que a integram, sendo a ela atribuídas as prerrogativas e obrigações de partido 
político no que se refere ao processo eleitoral, e devendo funcionar como um só partido no 
relacionamento com a Justiça Eleitoral e no trato dos interesses interpartidários. 
§ 1º-A. A denominação da coligação não poderá coincidir, incluir ou fazer referência a nome 
ou número de candidato, nem conter pedido de voto para partido político. 
Portanto, por conter pedido de voto a “Coligação Vote nos Candidatos de Nossos 
Partidos” é ilegal. 
A alternativa C está incorreta, pois a coligação pode inscrever na chapa qualquer 
candidato pertencente aos partidos políticos que a integram. 
§ 3º Na formação de coligações, devem ser observadas, ainda, as seguintes normas: 
I – na chapa da coligação, podem inscrever-se candidatos filiados a qualquer partido político 
dela integrante; 
A alternativa D está incorreta, pois somente é permitido lançar um candidato a 
Prefeito e Vice. Apenas nas eleições proporcionais poderão ser lançados vários 
candidatos. Vejamos o art. 10, § 1º. 
§ 1º No caso de coligação para as eleições proporcionais, independentemente do número 
de partidos que a integrem, poderão ser registrados candidatos até o dobro do número de 
lugares a preencher. 
A alternativa E está incorreta pelo que prevê o § 2º, do art. 6º. 
§ 2º Na propaganda para eleição majoritária, a coligação usará, obrigatoriamente, sob sua 
denominação, as legendas de todos os partidos que a integram; na propaganda para eleição 
proporcional, cada partido usará apenas sua legenda sob o nome da coligação. 
De acordo com o dispositivo citado, a coligação deverá usar, obrigatoriamente, a 
legenda de todos os partidos que a integral para as eleições majoritárias. Não é 
possível usar apenas o nome do partido a que o candidato for filiado. 
Questão 28 – FCC/TRE-RO – Analista Judiciário – 2013 
Os partidos Alpha e Beta pretendem formar uma coligação, tendo como 
candidato a Prefeito Municipal José João da Silva, candidato inscrito sob o nº 
 
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88. Dentre os nomes sugeridos pelos filiados, a coligação poderá denominar-
se 
a) José João é a solução. 
b) É a vez de José João. 
c) Vote em Alpha e Beta. 
d) 88 vezes mais dedicação. 
e) Economia e Trabalho. 
Comentários 
Vejamos o § 1º - A, do art. 6º da Lei 9.504/1997. 
§ 1º-A. A denominação da coligação não poderá coincidir, incluir ou fazer referência a nome 
ou número de candidato, nem conter pedido de voto para partido político. 
Desta forma, a única denominação possível para a coligação é Economia e 
trabalho. Assim, a alternativa E está correta e é o gabarito da questão. 
Questão 29 – CESPE/TRE-PI - Técnico Judiciário – 
Administrativa - 2016 
Acerca das normas que regem as coligações, assinale a opção correta. 
a) A coligação proporcional vincula os partidos da coligação majoritária, 
quando estas forem efetivadas nas duas formas, dentro da mesma 
circunscrição, podendo os coligados proporcionalmente celebrar novas 
coligações com partidos distintos dos da formação majoritária. 
b) A coligação deverá ter denominação própria, que não poderá resultar da 
junção de todas as siglas dos partidos que a integrem. 
c) Os partidos formadores de determinada coligação responderão perante a 
justiça eleitoral subsidiariamente ao partido da coligação que possuir maior 
representatividade no Congresso Nacional. 
d) No caso de aplicação de multas pela justiça eleitoral em decorrência de 
ilegalidades relativas às propagandas de campanha, respondem 
subsidiariamente, na seguinte ordem, as coligações, o partido político e o 
candidato. 
e) Poderão ser firmadas coligações entre partidos dentro da mesma 
circunscrição, tanto para pleitos majoritários quanto para pleitos 
proporcionais. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, pois não existe vinculação entre coligações nas 
eleições proporcionais e majoritárias. 
A alternativa B está incorreta. O art. 6º, § 1º, da LE, prescreve expressamente 
que o nome da coligação poderá resultar da junção das siglas dos partidos. 
 
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A alternativa C está incorreta. A responsabilidade é solidária entre candidato e 
partido, mas não alcança os demais partidos da coligação. Vejamos o art. 6º, § 
5º, da LE. 
§ 5o A responsabilidade pelo pagamento de multas decorrentes de propaganda eleitoral é 
solidária entre os candidatos e os respectivos partidos, não alcançando outros partidos 
mesmo quando integrantes de uma mesma coligação. 
A alternativa D está incorreta com o mesmo fundamento acima. 
A alternativa E está correta e é o gabarito d questão, de acordo cm o art. 6º, 
caput. 
Art. 6º É facultado aos partidos políticos, dentro da mesma circunscrição, celebrar 
coligações para eleição majoritária, proporcional, ou para ambas, podendo, neste último 
caso, formar-se mais de uma coligação para a eleição proporcional dentre os partidos que 
integram a coligação para o pleito majoritário. 
 Questão 30 – CESPE/MPE-RR - Promotor de Justiça - 2012 
A respeito da disciplina constitucional e legal das coligações partidárias, 
assinale a opção correta. 
a) Partidos coligados nas eleições proporcionais podem apoiar formalmente 
candidatos diferentes para a chefia do Poder Executivo. 
b) Nas eleições gerais, uma coligação partidária para a eleição do presidente 
da República impõe coerência nas coligações para a eleição de governador 
de estado. 
c) São vedadas coligações diferenciadas para prefeito e para vereador. 
d) Partido que lança candidato a prefeito deve repetir a mesma coligação 
para vereador. 
e) Um partido que lança candidato a prefeito não pode coligar-se, para a 
eleição de vereador, com outro partido que tenha candidato majoritário 
nessa eleição. 
Comentários 
A alternativa E está correta e é o gabarito da questão, conforme art. 6º. 
Art. 6º É facultado aos partidos políticos, dentro da mesma circunscrição, celebrar 
coligações para eleição majoritária, proporcional, ou para ambas, podendo, neste último 
caso, formar-se mais de uma coligação para a eleição proporcional dentre os partidos que 
integram a coligação para o pleito majoritário. 
Para resolver essa questão devemos lembrar que não existe mais a regra de 
verticalização das coligações. Observem que as alternativas incorretas aplicam a 
verticalização. 
Questão 31 – CESPE/TRE-GO – Técnico Judiciário – Área 
Administrativa - 2015 
Julgue os itens que se seguem, referentes às Leis de n.º 9.504/1997 e n.º 
9.096/1995, bem como à Resolução TSE n.º 21.538/2003. 
 
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Nas eleições majoritárias, os partidos políticos podem, dentro da mesma 
circunscrição, celebrar coligações, mas esse tipo de aliança é proibido no 
caso de eleições proporcionais. 
Comentários 
A assertiva está incorreta. As coligações são permitidas pela legislação eleitoral 
tanto para as eleições majoritárias quanto para as eleições proporcionais, 
conforme se dispõe o art. 6º, caput, da Lei 9.504/1997: 
Art. 6º É facultado aos partidos políticos, dentro da mesma circunscrição, celebrar 
coligações para eleição majoritária, proporcional, ou para ambas, podendo, neste último 
caso, formar-se mais de uma coligação para a eleição proporcionaldentre os partidos que 
integram a coligação para o pleito majoritário. 
Questão 32 – IESES/TRE-MA – Técnico Administrativo – 2015 
Em relação às coligações, de acordo com a Lei 9.504/1997, considere as 
seguintes afirmações: 
I. É facultado aos partidos políticos, dentro da mesma circunscrição, celebrar 
coligações para eleição majoritária, proporcional, ou para ambas, podendo, 
neste último caso, formar-se mais de uma coligação para a eleição 
proporcional dentre os partidos que integram a coligação para o pleito 
majoritário. 
II. A denominação da coligação não poderá coincidir, incluir ou fazer 
referência a nome ou número de candidato, nem conter pedido de voto para 
partido político. 
III. A responsabilidade pelo pagamento de multas decorrentes de 
propaganda eleitoral é solidária entre os candidatos e os respectivos 
partidos, alcançando outros partidos mesmo quando integrantes de uma 
mesma coligação. 
É correto o que se afirma em: 
a) Apenas II e III. 
b) I, II e III. 
c) Apenas I e II. 
d) Apenas I e III. 
Comentários 
Vamos analisar cada um dos itens. 
O item I está correto, pois reproduz integralmente o art. 6º, caput da Lei 
9.504/1997. 
Art. 6º É facultado aos partidos políticos, dentro da mesma circunscrição, celebrar 
coligações para eleição majoritária, proporcional, ou para ambas, podendo, neste último 
caso, formar-se mais de uma coligação para a eleição proporcional dentre os partidos que 
integram a coligação para o pleito majoritário. 
 
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O item II também está correto pelo que prescreve o art. 6º, I-A da Lei 
9.504/1997. 
§ 1º-A. A denominação da coligação NÃO poderá coincidir, incluir ou fazer 
referência a nome ou número de candidato, nem conter pedido de voto para 
partido político. 
O item III está incorreto. A questão suprime o “não”. O art. 6º, § 5º, do Códifo 
Eleitoral, declina que a responsabilidade pelo pagamento de multas é solidária 
entre os candidatos e os respectivos partidos. Quando coligado, os demais 
partidos não serão atingidos pela responsabilização. 
Atentem-se: 
§ 5º A responsabilidade pelo pagamento de multas decorrentes de propaganda 
eleitoral é solidária entre os candidatos e os respectivos partidos, não alcançando outros 
partidos mesmo quando integrantes de uma mesma coligação. 
Portanto, a alternativa C está correta e é o gabarito da questão. 
 
Se você teve dificuldades nas questões 24 e 32 acima retome o estudo do 
capítulo 03 desta aula. 
Convenções 
Questão 33 – FCC/TRE-AP – Técnico Judiciário – 2015 
As convenções partidárias 
(A) somente poderão deliberar a respeito da escolha dos candidatos às 
eleições majoritárias ou proporcionais. 
(B) poderão deliberar a respeito da escolha dos candidatos às eleições 
majoritárias ou proporcionais e a respeito de coligações. 
(C) somente poderão deliberar a respeito de coligações. 
(D) deverão ser realizadas em qualquer data do mês de agosto do ano das 
eleições. 
(E) deverão constar de termo interno do partido, dispensada a rubrica da 
Justiça Eleitoral e a respectiva publicação em qualquer meio de comunicação. 
Comentários 
Essa é uma questão legislativa, mas que também exige percepção teórica. 
Vejamos inicialmente o art. 8º, da Lei das Eleições, que foi alterado recentemente 
pela Lei 13.165/2015. 
Art. 8o A escolha dos candidatos pelos partidos e a deliberação sobre coligações 
deverão ser feitas no período de 20 de julho a 5 de agosto do ano em que se realizarem as 
eleições, lavrando-se a respectiva ata em livro aberto, rubricado pela Justiça Eleitoral, 
publicada em vinte e quatro horas em qualquer meio de comunicação. 
 
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Assim, conclui-se que as convenções partidárias poderão deliberar sobre as 
escolhas dos candidatos (qualquer candidato, note que o artigo não distingue) e 
sobre as coligações. Assim, a alternativa B está correta e é o gabarito da 
questão. 
Questão 34 – FCC/TRE-SP - Analista Judiciário - Área 
Judiciária - 2012 
Num determinado município, a convenção partidária realizada no último dia 
do prazo legal deliberou a respeito da formação de coligação, deliberação 
esta contrária às diretrizes legitimamente estabelecidas pelo órgão de 
direção nacional, que, por isso, anulou a deliberação e todos os atos dela 
decorrentes. Em vista disso, houve necessidade de escolha de candidatos. 
Nesse caso, observadas as demais exigências legais, 
a) deverá ser realizada nova convenção partidária para esse fim nos quinze 
dias posteriores à anulação. 
b) deverá ser realizada nova convenção partidária para esse fim nos trinta 
dias posteriores à anulação da deliberação. 
c) o partido ficará sem candidatos para esse pleito eleitoral, por já ter 
esgotado o prazo legal para realização das convenções. 
d) o pedido de registro de novos candidatos deverá ser apresentado à Justiça 
Eleitoral nos dez dias seguintes à deliberação relativa à anulação. 
e) o pedido de registro de candidatos só poderá ser feito por estes 
pessoalmente, diretamente à Justiça Eleitoral, nos quinze dias seguintes ao 
ato de anulação. 
Comentários 
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. O pedido de registro de 
novos candidatos deverá ser apresentado à Justiça Eleitoral nos dez dias 
seguintes à deliberação relativa à anulação. Vejamos o que dispõe o art. 7º, §§ 
2º e 4º, da Lei 9.504. 
Art. 7º As normas para a escolha e substituição dos candidatos e para a formação de 
coligações serão estabelecidas no estatuto do partido, observadas as disposições desta Lei. 
§ 2o Se a convenção partidária de nível inferior se opuser, na deliberação sobre coligações, 
às diretrizes legitimamente estabelecidas pelo órgão de direção nacional, nos termos do 
respectivo estatuto, poderá esse órgão anular a deliberação e os atos dela decorrentes. 
§ 4o Se, da anulação, decorrer a necessidade de escolha de novos candidatos, o pedido 
de registro deverá ser apresentado à Justiça Eleitoral nos 10 (dez) dias seguintes 
à deliberação, observado o disposto no art. 13. 
Questão 35 – FCC/TRE-CE - Técnico Judiciário - Área 
Administrativa - 2012 
As convenções partidárias para escolha de candidatos 
a) não poderão, por falta de atribuição legal, deliberar sobre coligações. 
 
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b) poderão ser realizadas gratuitamente em prédios públicos, 
responsabilizando-se os partidos políticos pelos danos causados com a 
realização do evento. 
c) poderão ser substituídas por indicações do órgão de direção nacional. 
d) deverão ser feitas no período de 02 a 12 de julho do ano em que se 
realizarem as eleições. 
e) não terão suas deliberações lançadas em ata em livro aberto e rubricado 
pela Justiça Eleitoral, em razão do princípio da autonomia partidária. 
Comentários 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão, tendo em vista o que 
estabelece o art. 8º, § 2º, da Lei 9.504/1997. Aos partidos é permitido utilizar 
para suas convenções os prédios públicos. O uso é gratuito e o partido se 
responsabilizará por eventuais danos. 
Confira a redação atualizada do dispositivo: 
Art. 8o A escolha dos candidatos pelos partidos e a deliberação sobre coligações 
deverão ser feitas no PERÍODO DE 20 DE JULHO A 5 DE AGOSTO do ano em que se 
realizarem as eleições, lavrando-se a respectiva ata em livro aberto, rubricado pela Justiça 
Eleitoral, publicada em vinte e quatro horas em qualquer meio de comunicação. 
§ 2º Para a realizaçãodas convenções de escolha de candidatos, os partidos políticos 
poderão usar gratuitamente prédios públicos, responsabilizando-se por danos 
causados com a realização do evento. 
Portanto, no que diz respeito à utilização de prédios públicos para convenções, 
lembre-se: 
 Uso gratuito; 
 Responsabilização em caso de dano. 
Questão 36 – CESPE/TRE-MS - Técnico Judiciário – 2013 - 
adaptada 
Considerando a Lei das Eleições (Lei n.º 9.504/1997), assinale a opção 
correta. 
a) É vedado ao partido ou à coligação substituir, após o término do prazo 
para registro de candidatura, candidato que vier a renunciar. 
b) Cabe ao estatuto do partido político regular as normas para a escolha de 
candidatos, observadas as disposições legais. 
c) É facultado aos partidos políticos, dentro da mesma circunscrição, celebrar 
coligações para a eleição majoritária, mas não para a eleição proporcional. 
d) Para concorrer às eleições, o candidato deve transferir seu domicílio 
eleitoral para a respectiva circunscrição até o dia 5 de julho do ano em que 
se realizar o pleito. 
 
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e) O candidato às eleições proporcionais será registrado com o nome que 
livremente indicar em seu pedido, ainda que esse nome seja irreverente ou 
ridículo. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, pois é facultado ao partido ou coligação substituir 
o candidato. 
Art. 13. É facultado ao partido ou coligação substituir candidato que for considerado 
inelegível, renunciar ou falecer após o termo final do prazo do registro ou, ainda, tiver seu 
registro indeferido ou cancelado. 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. As normas de escolha e 
substituição de candidatos são estabelecidas no estatuto do partido. 
Art. 7º As normas para a escolha e substituição dos candidatos e para a formação de 
coligações serão estabelecidas no estatuto do partido, observadas as disposições desta Lei. 
A alternativa C está incorreta, tendo em vista o que prevê o art. 6º, da Lei 
9.504/1997. É permitido a formação de coligações em eleições proporcionais 
também. Veja: 
Art. 6º É facultado aos partidos políticos, dentro da mesma circunscrição, celebrar 
coligações para eleição majoritária, proporcional, ou para ambas, podendo, neste último 
caso, formar-se mais de uma coligação para a eleição proporcional dentre os partidos que 
integram a coligação para o pleito majoritário. 
A alternativa D está incorreta, pois o candidato deve transferir seu domicílio 
eleitoral pelo menos um ano antes do pleito. Vejamos o art. 9º da Lei 9.504/1997. 
Art. 9º Para concorrer às eleições, o candidato deverá possuir domicílio eleitoral na 
respectiva circunscrição pelo PRAZO DE, PELO MENOS, UM ANO antes do pleito, e 
estar com a filiação deferida pelo partido no mínimo SEIS MESES antes da data da 
eleição. 
A alternativa E está incorreta, conforme o caput do art. 12, o nome do candidato 
não pode atentar contra o pudor, ser ridículo ou irreverente. 
Art. 12. O candidato às eleições proporcionais indicará, no pedido de registro, além de seu 
nome completo, as variações nominais com que deseja ser registrado, até o máximo de três 
opções, que poderão ser o prenome, sobrenome, cognome, nome abreviado, apelido ou 
nome pelo qual é mais conhecido, desde que não se estabeleça dúvida quanto à sua 
identidade, não atente contra o pudor e não seja ridículo ou irreverente, mencionando em 
que ordem de preferência deseja registrar-se. 
Questão 37 – CESPE/TRE-GO – Analista Judiciário – Área 
Administrativa - 2015 - adaptada 
A respeito da Lei n.º 9.504/1997, que estabelece normas para as eleições 
no Brasil, julgue os seguintes itens. 
A escolha dos candidatos pelos partidos e a deliberação sobre as coligações 
devem ser feitas entre 20 de julho e 5 de agosto do ano em que se realizarem 
as eleições, lavrando-se a respectiva ata em livro aberto, rubricado pela 
Justiça Eleitoral, publicada em vinte e quatro horas em qualquer meio de 
comunicação. 
 
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Comentários 
Está correta a assertiva. A questão é cópia do art. 8º da Lei das Eleições: 
Art. 8o A escolha dos candidatos pelos partidos e a deliberação sobre coligações 
deverão ser feitas no PERÍODO DE 20 DE JULHO A 5 DE AGOSTO do ano em que se 
realizarem as eleições, lavrando-se a respectiva ata em livro aberto, rubricado pela Justiça 
Eleitoral, publicada em vinte e quatro horas em qualquer meio de comunicação. 
Do art. acima extrai-se que a convenção ocorre num período delimitado. No ato 
redige-se uma ata que é rubricada pela Justiça Eleitoral e publicada em 24 horas. 
 
Questão 38 – CESPE/MPR-RR – Promotor de Justiça – 2013 
Considerando as disposições da Lei Eleitoral n.º 9.504/1997 a respeito das 
condutas vedadas aos agentes públicos, julgue o item abaixo. 
É permitido ao prefeito municipal ceder imóvel de propriedade do município 
para a realização de convenção de partido político para a escolha de 
candidato à prefeitura. 
Comentários 
A assertiva está correta. Como dissemos em aula é permitida a cessão de prédio 
público para a realização das convenções partidárias, por expressa previsão do 
art. 8º, § 2º. 
§ 2º Para a realização das convenções de escolha de candidatos, os partidos políticos 
poderão usar gratuitamente prédios públicos, responsabilizando-se por danos 
causados com a realização do evento. 
Questão 39 – CESPE/TRE-BA - Analista Judiciário - Área 
Administrativa – 2010 – adaptada 
Acerca das regras concernentes à filiação partidária, julgue os itens a seguir. 
O cidadão que pretende concorrer a cargo eletivo poderá mudar de partido 
no ano do pleito, desde que seja observado o mínimo de seis meses de 
filiação, a contar da data das eleições. 
Comentários 
MOMENTO DA CONVENÇÃO
20.07 a 05.08
redige-se uma ata
a ata deve ser rubricada pela 
Justiça Eleitoral
a ata deve ser publicada em 24 
horas
 
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A assertiva está correta, pois o cidadão que pretenda concorrer ao pleito eleitoral 
poderá mudar no partido no ano das eleições, desde que observe a regra 
constante do art. 9º da Lei 9.504/1997. 
Art. 9º Para concorrer às eleições, o candidato deverá possuir domicílio eleitoral na 
respectiva circunscrição pelo prazo de, pelo menos, um ano antes do pleito, e estar com a 
filiação deferida pelo partido no mínimo seis meses antes da data da eleição. 
Questão 40 – IESES/TRE-MA – Analista Judiciário – Área 
Judiciária – 2015 - adaptada 
Em relação às convenções para escolha de candidatos assinale a alternativa 
correta: 
a) Para a realização das convenções de escolha de candidatos, os partidos 
políticos só poderão usar prédios públicos se for realizado o pagamento 
antecipado do valor correspondente a utilização do prédio. 
b) As normas para a escolha e substituição dos candidatos e para a formação 
de coligações serão estabelecidas na lei eleitoral, sendo vedado ao estatuto 
dos partidos políticos tratar desse tema. 
c) Se a convenção partidária de nível inferior se opuser, na deliberação sobre 
coligações, às diretrizes legitimamente estabelecidas pelo órgão de direção 
nacional, nos termos do respectivo estatuto, poderá esse órgão anular a 
deliberação e os atos dela decorrentes. 
d) A escolha dos candidatos pelos partidos e a deliberação sobre coligações 
deverão ser feitas no período de 12 de Junho a 05 de julho do ano em que 
se realizarem as eleições, devendo ser lavrada ata com assinaturado 
presidente do partido e todos os candidatos escolhidos. 
Comentários 
Vejamos cada uma das alternativas. 
A alternativa A está incorreta. Ao contrário do afirmado, a realização de 
convenções em prédios públicos é gratuita Vejamos o art. 8º, §2º, da Lei 
9.504/1997: 
§ 2º Para a realização das convenções de escolha de candidatos, os partidos políticos 
poderão usar gratuitamente prédios públicos, responsabilizando-se por danos causados com 
a realização do evento. 
A alternativa B está incorreta, pois de acordo com o art. 7º, caput, da Lei 
9.504/1997, os estatutos dos partidos poderão disciplinar normas para a escolha 
e substituição dos candidatos e para a formação de coligações. 
Art. 7º As normas para a escolha e substituição dos candidatos e para a formação de 
coligações serão estabelecidas no estatuto do partido, observadas as disposições desta Lei. 
A alternativa C está correta, pois constitui a literalidade do art. 7º, §2º, da Lei 
9.504/1997: 
§ 2º Se a convenção partidária de nível inferior se opuser, na deliberação sobre coligações, 
às diretrizes legitimamente estabelecidas pelo órgão de direção nacional, nos termos do 
respectivo estatuto, poderá esse órgão anular a deliberação e os atos dela decorrentes. 
 
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A alternativa D está incorreta. O art. 8º da Lei 9.504/1997 estabelece: 
Art. 8o A escolha dos candidatos pelos partidos e a deliberação sobre coligações 
deverão ser feitas no PERÍODO DE 20 DE JULHO A 5 DE AGOSTO do ano em que se 
realizarem as eleições, lavrando-se a respectiva ata em livro aberto, rubricado pela Justiça 
Eleitoral, publicada em vinte e quatro horas em qualquer meio de comunicação. 
Logo, o período de escolha dos candidatos vai de 20 julho a 5 de agosto e não de 
12 de junho a 5 de julho como mencionado. 
Questão 41 – FGV/AL-MT – Procurador - 2013 
Sobre o tema "Convenções para a Escolha de Candidatos", assinale a 
afirmativa correta. 
a) As normas para a escolha e substituição dos candidatos e para a formação 
de coligações serão estabelecidas no estatuto do partido, observadas as 
disposições da Lei n. 9.504/97. 
b) As normas para a escolha e substituição dos candidatos e para a formação 
de coligações são estabelecidas na Constituição Federal. 
c) As normas para a escolha e substituição de candidatos e para a formação 
de coligações são estabelecidas pelo Código Civil. 
d) As normas para a escolha e substituição dos candidatos e para a formação 
de coligações são estabelecidas no Código Eleitoral. 
e) As normas para a escolha e substituição dos candidatos e para a formação 
de coligações são estabelecidas na Lei Complementar n. 64/90. 
Comentários 
A questão cobra a literalidade do art. 7º, da Lei 9.504/1997. 
Art. 7º As normas para a escolha e substituição dos candidatos e para a formação de 
coligações serão estabelecidas no estatuto do partido, observadas as disposições 
desta Lei. 
Assim, a alternativa A está correta e é o gabarito da questão. 
Vamos relembrar o esquema de aula sobre o assunto. 
 
NORMAS PARA 
AS 
CONVENÇÕES
além das 
prescrições 
legais
devem ser 
observadas as 
normas do 
estatuto OU
caso não haja 
regramento no 
estatuto
devem ser observadas as normas 
fixadas pelo órgão de direção nacional 
do partido que publicará as 
informações no DOU até 180 dias 
antes do pleito
 
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Questão 42 – VUNESP/Câmara Municipal de Itatiba – SP – 
Advogado - 2015 
Para concorrer a cargo eletivo, o eleitor deverá estar filiado ao respectivo 
partido pelo menos um seis meses antes da data fixada para 
a) as eleições majoritárias ou proporcionais. 
b) a diplomação dos candidatos eleitos aos cargos majoritários ou 
proporcionais. 
c) a posse dos eleitos aos cargos majoritários ou proporcionais. 
d) o registro da candidatura aos cargos majoritários e da data fixada para 
as convenções para os cargos proporcionais. 
e) as convenções para escolha de candidatos. 
Comentários 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. 
Para concorrer tanto as eleições majoritárias quanto proporcionais, o candidato 
deverá estar filiado e possuir domicílio eleitoral na circunscrição a pelo menos 
seis meses. Vejamos o caput do art. 9º, da Lei 9.504/1997. 
Art. 9º Para concorrer às eleições, o candidato deverá possuir domicílio eleitoral na 
respectiva circunscrição pelo PRAZO DE, PELO MENOS, UM ANO antes do pleito, e 
estar com a filiação deferida pelo partido no mínimo SEIS MESES antes da data da 
eleição. 
Questão 43 – VUNESP/Câmara Municipal de Itatiba – SP – 
Advogado -2015 
Se a convenção partidária de nível inferior se opuser, na deliberação sobre 
coligações, às diretrizes legitimamente estabelecidas pelo órgão de direção 
nacional, nos termos do respectivo estatuto, poderá esse órgão anular a 
deliberação e os atos dela decorrentes, sendo que as anulações de 
deliberações dos atos decorrentes de convenção partidária, na condição 
estabelecida, 
a) deverão ser comunicadas à Justiça Comum, no prazo de 15 (quinze) dias, 
após a decisão. 
b) deverão ser comunicadas à Justiça Eleitoral, no prazo de 30 (trinta) dias, 
após a data limite para o registro de candidatos. 
c) deverão ser comunicadas à Justiça Eleitoral, no prazo de 15 (quinze) dias, 
após a data limite para o registro de candidatos. 
d) não poderão ser objeto de apreciação pela Justiça Comum ou Eleitoral. 
e) não serão objeto de comunicação ou apreciação da Justiça Eleitoral, 
exceto no caso de nulidade formal, que poderá ser arguida na Justiça 
Comum. 
 
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Comentários 
A questão requer que o candidato aponte o prazo para comunicação da Justiça 
Eleitoral em caso de anulação das deliberações de convenção partidária e dos 
atos dela decorrentes. Como dissemos em aula, esse prazo é de 30 dias. 
§ 3º As anulações de deliberações dos atos decorrentes de convenção partidária, 
na condição acima estabelecida, deverão ser comunicadas à Justiça Eleitoral NO PRAZO 
DE 30 (TRINTA) DIAS após a data limite para o registro de candidatos. 
Assim, a alternativa B está correta e é o gabarito da questão. 
Questão 44 – Inédita - 2015 
Julgue o item seguinte de acordo com a reforma eleitoral trazida pela Lei nº 
13.165/2015: 
Para concorrer às eleições, o candidato deverá possuir domicílio eleitoral na 
respectiva circunscrição pelo prazo de, pelo menos, seis meses antes do 
pleito, e estar com a filiação deferida pelo partido no mínimo um ano antes 
da data da eleição. 
Comentários 
A assertiva está incorreta. Houve a inversão dos prazos de filiação e de domicílio 
eleitoral. 
Com a Reforma Eleitoral esses prazos são os seguintes: 
 
Para a prova devemos lembrar do caput art. 9º da LE: 
Art. 9º Para concorrer às eleições, o candidato deverá possuir domicílio eleitoral na 
respectiva circunscrição pelo prazo de, pelo menos, um ano antes do pleito, e estar com a 
filiação deferida pelo partido no mínimo seis meses antes da data da eleição. (Redação dada 
pela Lei nº 13.165, de 2015) 
 
Se você teve dificuldades nas questões 33 e 44 acima retome o estudo do 
capítulo 04 desta aula. 
Registro de Candidaturas 
Questão 45 – FCC/TRE-SE – Analista Judiciário – Área 
Judiciária - 2015 
TEMPO MÍNIMO DE DOMICÍLIO 
ELEITORAL 1 ano
TEMPO MÍNIMO DE FILIAÇÃO 
PARTIDÁRIA 6 meses
 
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Considere: 
I. Autorização do candidato, por escrito. 
II. Certidão de quitação eleitoral. 
III. Prova de filiação partidária. 
IV. Declaração de bens, assinada pelo candidato. 
V. Atestado de antecedentes expedido pela Delegacia de Polícia do local da 
residência do candidato. 
Incluem-se dentre os documentos que devem instruir o pedido de registro 
de candidaturas à Câmara dos Deputados os indicados APENAS em 
(A) I, II, III e IV. 
(B) II, III e V. 
(C) I, III e IV. 
(D) I, II, IV e V. 
(E) II, III, IV e V. 
Comentários 
Nessa questão a banca cobrou o conhecimento do art. 11, §1º, da LE: 
§ 1º O pedido de registro deve ser instruído com os seguintes documentos: 
I – cópia da ata a que se refere o art. 8º [ata de Convenção do partido]; 
II – autorização do candidato, por escrito; 
III – prova de filiação partidária; 
IV – declaração de bens, assinada pelo candidato; 
V – cópia do título eleitoral ou certidão, fornecida pelo Cartório Eleitoral, de que o 
candidato é eleitor na circunscrição ou requereu sua inscrição ou transferência de domicílio 
no prazo previsto no art. 9º; 
VI – certidão de quitação eleitoral; 
VII – certidões criminais fornecidas pelos órgãos de distribuição da Justiça Eleitoral, 
Federal e Estadual; 
VIII – fotografia do candidato, nas dimensões estabelecidas em instrução da Justiça 
Eleitoral, para efeito do disposto no § 1º do art. 59; 
IX – propostas defendidas pelo candidato a Prefeito, a Governador de Estado e a 
Presidente da República. 
Assim: 
 o item I corresponde ao documento referido no inc. II do art. 11, §1º, da LE. 
 o item II corresponde ao documento referido no inc. VI do art. 11, §1º, da LE. 
 o item III corresponde ao documento referido no inc. III do art. 11, §1º, da 
LE. 
 o item IV corresponde ao documento referido no inc. IV do art. 11, §1º, da LE. 
 
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Já em relação ao item V, a questão tenta no induzir a erro com o inc. VI. A 
certidão criminal lá referida será expedida pelo Poder Judiciário, não por órgão 
do Poder Executivo, no caso a Política Federal. Logo, a certidão de antecedentes 
não atende ao documento exigido no inc. VII. 
Vejamos a jurisprudência do TSE24: 
[...] Impugnação registro de candidato. Deputado estadual. Certidão criminal. Ausência. 
[...] Certidão de vara de execução criminal não supre a exigência expressa do art. 11, § 1º, 
VII, da Lei nº 9.504/97. Necessidade de certidão do órgão de distribuição da Justiça 
Eleitoral, Federal e Estadual. [...] 
Assim, a alternativa A está correta e é gabarito da questão, pois os itens I, II, 
III e IV estão corretos. 
Questão 46 – FCC/TRE-AP – Técnico Judiciário – 2015 
Após o termo final do prazo de registro de candidaturas, Tício, candidato a 
Deputado Estadual pelo Partido Gama, teve seu registro cancelado pela 
Justiça Eleitoral. Nesse caso, é facultado ao Partido Gama substituir o 
candidato e requerer o registro do candidato indicado em substituição 
(A) no prazo de 30 dias, contados da data da decisão que deu origem à 
substituição. 
(B) em até 5 dias, contados da notificação do partido da decisão que deu 
origem à substituição. 
(C) no prazo de 30 dias, contados da notificação do partido da decisão que 
deu origem à substituição. 
(D) no prazo de 10 dias, contados da notificação do partido da decisão que 
deu origem à substituição. 
(E) em até 10 dias antes do pleito. 
Comentários 
Vejamos o art. 13, da Lei das Eleições. 
Art. 13. É facultado ao partido ou coligação substituir candidato que for considerado 
inelegível, renunciar ou falecer após o termo final do prazo do registro ou, ainda, tiver seu 
registro indeferido ou cancelado. 
Ocorrendo algumas hipóteses acima, o partido – por decisão da maioria 
absoluta do órgão executivo – terá PRAZO DE 10 DIAS para indicar o 
substituto, a contar do fato ou da ciência da decisão que deu origem. 
§ 1º A escolha do substituto far-se-á na forma estabelecida no estatuto do partido a que 
pertencer o substituído, e o registro deverá ser requerido ATÉ 10 (DEZ) DIAS contados 
do fato ou da notificação do partido da decisão judicial que deu origem à 
substituição. 
Portanto, a alternativa D está correta e é o gabarito da questão. 
 
24 Ac. de 25.9.2006 no ARO nº 1.192, rel. Min. Gerardo Grossi. 
 
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Questão 47 – FCC/TRE-AP – Técnico Judiciário – 2015 
João e José foram escolhidos, em convenção, candidatos a Deputado 
Estadual pelo partido Delta. Todavia, o partido Delta não requereu o registro 
de suas candidaturas no prazo legal. Nesse caso, João e José 
(A) poderão requerer o registro de suas candidaturas no prazo de 48 horas 
seguintes à publicação da lista dos candidatos pela Justiça Eleitoral. 
(B) deverão requerer ao Tribunal Regional Eleitoral que obrigue o partido 
Delta a formular o requerimento de registro de suas candidaturas. 
(C) deverão requerer ao Tribunal Superior Eleitoral que obrigue o partido 
Delta a formular o requerimento de registro de suas candidaturas. 
(D) não poderão concorrer ao pleito, mas poderão pleitear indenização ao 
partido Delta. 
(E) poderão concorrer ao pleito independentemente do registro de suas 
candidaturas. 
Comentários 
Trata-se de mais uma questão que aborda o registro de candidatos. Essa parte 
da disciplina sofreu recente alteração pela Lei nº 13.165/2015, mas o § aqui 
cobrado não foi alterado. Vejamos o § 4º, do art. 11, da LE. 
§ 4o Na hipótese de o partido ou coligação não requerer o registro de seus candidatos, 
estes poderão fazê-lo perante a Justiça Eleitoral, observado o prazo máximo de 
quarenta e oito horas seguintes à publicação da lista dos candidatos pela Justiça 
Eleitoral. 
Deste modo, alternativa A está correta e é o gabarito da questão. 
Questão 48 – FCC/TRE-SP - Analista Judiciário - Área 
Administrativa - 2012 
A convenção do partido Alpha escolheu, dentre outros, Tício e Tércio para 
candidatos a Deputado Federal e Deputado Estadual, respectivamente. 
Publicada a lista dos candidatos pela Justiça Eleitoral, verificou-se que os 
registros das candidaturas de Tício e Tércio não haviam sido requeridos pelo 
partido. Nesse caso, Tício e Tércio 
a) não poderão concorrer às eleições, podendo apenas reclamar da omissão 
ao órgão de direção nacional. 
b) só poderão concorrer às eleições se a Justiça Eleitoral conceder prazo 
suplementar ao partido Alpha para formalizar os requerimentos de registro. 
c) poderão requerer o registro de suas candidaturas perante a Justiça 
Eleitoral dentro das quarenta e oito horas seguintes à publicação da lista de 
candidatos. 
d) só poderão concorrer às eleições se o partido Alpha formular o 
requerimento de registro de suas candidaturas no prazo de três dias em 
relação a Tício e de cinco dias em relação a Tércio. 
 
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e) deverão ajuizar ação de obrigação de fazer contra o partido Alpha para 
obrigá-lo a requerer o registro. 
Comentários 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. Os candidatos que não 
tiverem suas candidaturas registradas pelo partido poderão requerer o registro 
perante a Justiça Eleitoral dentro das quarenta e oito horas seguintes à publicação 
da lista de candidatos. Vejamos o que dispõe o art. 11, § 4º, da Lei 9.504/1997, 
com redação dada pela Lei12.034/2009. 
Art. 11. Os partidos e coligações solicitarão à Justiça Eleitoral o registro de seus candidatos 
até as dezenove horas do dia 15 de agosto do ano em que se realizarem as eleições 
§ 4º Na hipótese de o partido ou coligação não requerer o registro de seus candidatos, estes 
poderão fazê-lo perante a Justiça Eleitoral, observado o prazo máximo de quarenta e 
oito horas seguintes à publicação da lista dos candidatos pela Justiça Eleitoral. 
Questão 49 – FCC/TRE-SP - Analista Judiciário - Área 
Administrativa - 2012 
Um dos candidatos a Prefeito Municipal de determinado município teve o 
pedido de registro impugnado, tendo o Juiz Eleitoral, afinal, declarado a sua 
inelegibilidade. A decisão transitou em julgado e o registro do referido 
candidato foi cancelado após o termo final do prazo de registro. Nesse caso, 
a) o partido deverá convocar nova convenção partidária para a escolha do 
substituto. 
b) o candidato a Vice-Prefeito disputará a eleição como candidato a Prefeito 
Municipal. 
c) a Comissão Executiva do respectivo partido poderá fazer a escolha do 
substituto. 
d) não será possível a substituição por já ter se encerrado o prazo legal para 
registro de candidaturas. 
e) o candidato cujo registro foi cancelado poderá disputar a eleição e, se for 
eleito, assumirá o candidato a Vice-Prefeito. 
Comentários 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão, pelo que prevê o art. 13, 
da Lei 9.504/1997. É permitido ao partido substituir o candidato considerado 
inelegível. 
Art. 13. É facultado ao partido ou coligação substituir candidato que for considerado 
inelegível, renunciar ou falecer após o termo final do prazo do registro ou, ainda, tiver seu 
registro indeferido ou cancelado. 
§ 1º A escolha do substituto far-se-á na forma estabelecida no estatuto do partido a que 
pertencer o substituído, e o registro deverá ser requerido até 10 (dez) dias contados do fato 
ou da notificação do partido da decisão judicial que deu origem à substituição. 
§ 2º Nas eleições majoritárias, se o candidato for de coligação, a substituição deverá fazer-
se por decisão da maioria absoluta dos órgãos executivos de direção dos partidos coligados, 
 
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podendo o substituto ser filiado a qualquer partido dela integrante, desde que o partido ao 
qual pertencia o substituído renuncie ao direito de preferência. 
§ 3º Tanto nas eleições majoritárias como nas proporcionais, a substituição só se efetivará 
se o novo pedido for apresentado até 20 (vinte) dias antes do pleito, exceto em caso de 
falecimento de candidato, quando a substituição poderá ser efetivada após esse prazo. 
Em complemento à questão vem a previsão do art. 17, da Lei de Inelegibilidade 
que fala da Comissão Executiva. 
Art. 17. É facultado ao partido político ou coligação que requerer o registro de candidato 
considerando inelegível dar-lhe substituto, mesmo que a decisão passada em julgado tenha 
sido proferida após o termo final do prazo de registro, caso em que a respectiva Comissão 
Executiva do Partido fará a escolha do candidato. 
Questão 50 – FCC/TRE-SP - Técnico Judiciário - Área 
Administrativa - 2012 
Dois candidatos a Vereador indicaram, no pedido de registro, além do nome 
completo, as variações nominais com que desejavam ser registrados, 
mencionando em primeiro lugar na ordem de preferência, o mesmo apelido. 
Verificou-se que ambos eram conhecidos com esse apelido em sua vida 
social e profissional sendo que, anteriormente, nunca foram candidatos a 
nenhum cargo eletivo. Foram notificados para chegar a um acordo em dois 
dias, o que não ocorreu. Em vista disso, a Justiça Eleitoral 
a) registrará cada candidato com o nome e o sobrenome constantes do 
pedido de registro, observada a ordem de preferência ali definida. 
b) realizará sorteio entre os dois candidatos, em local público, com a 
presença destes e de representantes dos respectivos partidos. 
c) registrará os dois candidatos com o apelido indicado, acrescido dos 
algarismos 1 e 2. 
d) indeferirá o registro dos dois candidatos, porque a identidade de nomes 
poderá confundir o eleitor. 
e) deferirá o registro do apelido ao candidato cujo partido político tiver maior 
número de filiados. 
Comentários 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão, tendo em vista o que 
prescreve o art. 12, § 1º, incisos IV e V. Notem que o art. 12 explica em detalhes 
o caso prático. Não havendo solução entre os candidatos com o mesmo apelido, 
a JE irá registrar ambos com o nome e sobrenome que constarem no pedido de 
registro. 
Art. 12. O candidato às eleições proporcionais indicará, no pedido de registro, além de seu 
nome completo, as variações nominais com que deseja ser registrado, até o máximo de três 
opções, que poderão ser o prenome, sobrenome, cognome, nome abreviado, apelido ou 
nome pelo qual é mais conhecido, desde que não se estabeleça dúvida quanto à sua 
identidade, não atente contra o pudor e não seja ridículo ou irreverente, mencionando em 
que ordem de preferência deseja registrar-se. 
 
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§ 1º Verificada a ocorrência de homonímia, a Justiça Eleitoral procederá atendendo ao 
seguinte: 
IV - tratando-se de candidatos cuja homonímia não se resolva pelas regras dos dois incisos 
anteriores, a Justiça Eleitoral deverá notificá-los para que, em dois dias, cheguem 
a acordo sobre os respectivos nomes a serem usados; 
V - não havendo acordo no caso do inciso anterior, a Justiça Eleitoral registrará 
cada candidato com o nome e sobrenome constantes do pedido de registro, 
observada a ordem de preferência ali definida. 
Questão 51 – FCC/TRE-RR – 2015 – Técnico Judiciário – Área 
Administrativa 
Pedro, candidato da coligação Alpha ao cargo de Prefeito Municipal, faleceu 
após o deferimento do registro de sua candidatura. A coligação poderá 
substituir o candidato falecido desde que, preenchidas as demais condições 
legais, 
(A) o partido ao qual pertencia o candidato falecido deixe de integrar a 
coligação. 
(B) o registro seja requerido até 10 dias contados do falecimento. 
(C) os partidos coligados realizem novas convenções para aprovação do 
substituto. 
(D) a indicação do substituto seja feita pela unanimidade dos órgãos 
executivos de direção dos partidos coligados. 
(E) o registro seja requerido até 60 dias antes da data do pleito. 
Comentários 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. 
A questão exige o conhecimento do art. 13 da Lei das Eleições. 
Art. 13. É facultado ao partido ou coligação substituir candidato que for considerado 
inelegível, renunciar ou falecer após o termo final do prazo do registro ou, ainda, tiver seu 
registro indeferido ou cancelado. 
§ 1º A escolha do substituto far-se-á na forma estabelecida no estatuto do partido a que 
pertencer o substituído, e o registro deverá ser requerido até 10 (dez) dias contados 
do fato ou da notificação do partido da decisão judicial que deu origem à 
substituição. 
Assim, é possível a substituição do candidato após o registro de candidatura em 
caso de falecimento. O prazo para substituição é de 10 dias contados da data do 
falecimento. 
Vejamos o esquema: 
 
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Importante lembrar, ainda, dos prazos para a escolha dos substitutos: 
 
Questão 52 – FCC/AL-PE - Analista Legislativo - 2015 
Quanto a multas aplicadas, em caráter definitivo, pela Justiça Eleitoral,considerar-se-ão quites os candidatos que comprovarem o parcelamento da 
dívida regularmente cumprido até a data 
a) da posse. 
b) do deferimento do pedido de registro de candidatura. 
c) da formalização do seu pedido de registro de candidatura. 
d) do pleito eleitoral. 
e) da diplomação. 
Comentários 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão, de acordo com o art. 11, 
§ 8º, inciso I. 
§ 8º Para fins de expedição da certidão de que trata o § 7o, considerar-se-ão quites aqueles 
que: 
I - condenados ao pagamento de multa, tenham, até a data da formalização do seu 
pedido de registro de candidatura, comprovado o pagamento ou o parcelamento da 
dívida regularmente cumprido; 
PERMITE-SE A SUBSTITUIÇÃO PELO PARTIDO OU 
COLIGAÇÃO, SE O CANDIDATO INDICADO
for considerado 
inelegível renunciar falecer
tiver indeferido 
ou cancelado o 
registro
PRAZOS PARA A ESCOLHA DE 
SUBSTITUTOS
até 20 dias 
antes do pleito
EXCEÇÃO: em caso de falecimento 
poderá ser indicado após o prazo de 
20 dias.
 
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Assim, até a data da formalização do pedido de registro de candidatura o 
candidato condenado ao pagamento de multas deverá comprovar o pagamento 
ou parcelamento da dívida. 
Questão 53 – CESPE/TRE-PI - Técnico Judiciário – 
Administrativa - 2016 
Considerando a Lei n.º 13.165/2015, que promoveu alterações na legislação 
eleitoral, assinale a opção correta. 
a) A lei em questão alterou o prazo para os partidos políticos e as suas 
coligações solicitarem à justiça eleitoral o registro de seus candidatos. 
b) A referida lei veda a individualização, pelos partidos e pelos candidatos, 
da contabilização dos gastos de campanha. 
c) Com a nova lei, o candidato passou a ter o direito de utilizar, de forma 
ilimitada, suas próprias verbas para a promoção da campanha a que se 
lançar candidato. 
d) A referida lei alterou a data para a escolha dos candidatos, mas manteve 
o prazo para a deliberação a respeito das coligações. 
e) Relativamente à filiação partidária do candidato, o novo texto legal alterou 
a condição de prazo para concorrer às eleições para, no mínimo, dois anos 
antes do pleito. 
Comentários 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. De fato, a Lei nº 
13.165/2015 alterou o prazo para registro de candidatura. O prazo era até 05 de 
julho e passou a ser até 15 de agosto. Vejamos o art. 11, da Lei das Eleições. 
Art. 11. Os partidos e coligações solicitarão à Justiça Eleitoral o registro de seus candidatos 
até as dezenove horas do dia 15 de agosto do ano em que se realizarem as 
eleições. 
A alternativa B está incorreta. A Lei nº 13.165/2015 incluiu o art. 18-A que trata 
da individualização dos gastos de campanha. 
Art. 18-A. Serão contabilizadas nos limites de gastos de cada campanha as despesas 
efetuadas pelos candidatos e as efetuadas pelos partidos que puderem ser individualizadas. 
A alternativa C está incorreta, pois a utilização de recursos próprios não é 
ilimitada. Vejamos o art. 23, § 1º-A: 
§ 1o-A O candidato poderá usar recursos próprios em sua campanha até o limite de gastos 
estabelecido nesta Lei para o cargo ao qual concorre. 
A alternativa D está incorreta. A Lei nº 13.165/2015 alterou o prazo para 
deliberação das coligações. O período anterior era de 12 a 30 de junho. Agora a 
escolha passou a ser de 20 de julho a 05 de agosto. Vejamos o art. 8º, da LE. 
Art. 8o A escolha dos candidatos pelos partidos e a deliberação sobre coligações deverão 
ser feitas no período de 20 de julho a 5 de agosto do ano em que se realizarem as 
eleições, lavrando-se a respectiva ata em livro aberto, rubricado pela Justiça Eleitoral, 
publicada em vinte e quatro horas em qualquer meio de comunicação. 
 
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A alternativa E está incorreta, pois o prazo de filiação ao partido foi reduzido 
para 6 meses. Vejamos o art. 9º, da LE. 
Art. 9o Para concorrer às eleições, o candidato deverá possuir domicílio eleitoral na 
respectiva circunscrição pelo prazo de, pelo menos, um ano antes do pleito, e estar com a 
filiação deferida pelo partido no mínimo seis meses antes da data da eleição. 
Questão 54 – CESPE/TRE-PI - Técnico Judiciário – 
Administrativa - 2016 
No que se refere ao registro de candidatos, assinale a opção correta. 
a) A apresentação da declaração de bens assinada pelo requerente é 
facultativa para o candidato servidor público militar. 
b) Para fins de registro de candidato a cargo do Poder Legislativo municipal, 
é indispensável a apresentação, no momento do requerimento de registro, 
de proposta e plano de aperfeiçoamento da legislação pelo candidato. 
c) A não concessão de registro de candidatura por inércia do candidato 
possibilita que o partido ou a coligação faça a sua devida inscrição em até 
trinta dias antes do pleito. 
d) Os partidos e as coligações devem obedecer a data e hora limites, 
determinadas pela legislação, para requerer o registro de seus candidatos. 
e) Não há limitação quantitativa para o registro de candidatos, por partido 
político, para a disputa de pleito eleitoral a cargos do Poder Legislativo. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, pois o pedido de registro da candidatura deve ser 
instruído com a declaração de bens do candidato de acordo com o art. 11, § 1º, 
IV, da LE. 
A alternativa B está incorreta. O que se exige no momento da candidatura é a 
explanação das propostas defendidas pelo candidato, de acordo com o art. 11, § 
1º, IX da LE, e não o plano de aperfeiçoamento legislativo. 
A alternativa C está incorreta. A lei não fala em caso de inércia do candidato. 
Além disso, o prazo para o partido e coligação é de 10 dias. Vejamos o art. 13, 
da LE. 
Art. 13. É facultado ao partido ou coligação substituir candidato que for considerado 
inelegível, renunciar ou falecer após o termo final do prazo do registro ou, ainda, tiver seu 
registro indeferido ou cancelado. 
§ 1o A escolha do substituto far-se-á na forma estabelecida no estatuto do partido a que 
pertencer o substituído, e o registro deverá ser requerido até 10 (dez) dias contados do fato 
ou da notificação do partido da decisão judicial que deu origem à substituição. 
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. As datas e horários 
limites estão previstos o art. 1, caput, da LE. 
Art. 11. Os partidos e coligações solicitarão à Justiça Eleitoral o registro de seus candidatos 
até as dezenove horas do dia 15 de agosto do ano em que se realizarem as eleições. 
 
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A alternativa E está incorreta, pois há limitação quantitativa para registro de 
candidatos, expressamente prevista no art. 10, da LE. 
Questão 55 – CESPE/TRE-RS - Analista Judiciário – Judiciária 
- 2015 
 O percentual médio de mulheres que ocupam cargos legislativos (câmaras 
baixas e senados) no mundo é de 20,3%. Nas câmaras baixas, elas 
representam 20,7% dos legisladores e nos senados, 18,1%. No Brasil, 
embora 16% dos membros do Senado Federal sejam mulheres, na Câmara 
dos Deputados elas ocupam apenas 8,6% das vagas, o que coloca o país 
entre os dois países com índices mais baixos de representação política 
feminina nestas posições da América Latina. A situação nas assembleias 
legislativas estaduais e câmaras municipais não difere tanto desse quadro: 
atualmente, elas ocupam 12,8% e 12,5%, respectivamente, das posições 
destas casas. 
Teresa Sacchet. Democracia pela metade: candidaturasDelegado 
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芸鶏欠堅建件穴剣 稽 噺 は 芸鶏欠堅建件穴剣 系 噺 ね 
O que significam esses quocientes? 
Significam o número de candidatos eleitos pelo partido. Assim, o Partido A elegeu 
10 candidatos, o Partido B elegeu 6 candidatos e o Partido C elegeu 4 candidatos. 
Aqui é importante tecer uma observação relevante, que diferencia o quociente 
partidário do quociente eleitoral, que estudamos acima. Na resolução da fórmula 
para chegar ao quociente eleitoral, caso resulte em um número fracionário, 
faremos o arredondamento. Se menor, ou igual a meio, despreza-se a fração. Se 
maior que meio, arredonda-se para cima. Ok? 
Aqui, em relação ao quociente partidário, o CE é expresso ao afirmar que a fração 
será desprezada. Assim, se no cálculo do quociente partidário obtivermos, por 
exemplo 10,2 ou 10,8, consideraremos o quociente partidário como 10 em ambas 
as situações. 
Vejamos o fundamento legal, extraído do Código Eleitoral: 
QUOCIENTE 
ELEITORAL 
Art. 106. Determina-se o quociente eleitoral dividindo-se o número de 
votos válidos apurados pelo de lugares a preencher em cada circunscrição 
eleitoral, desprezada a fração se igual ou inferior a meio, 
equivalente a um, se superior. 
QUOCIENTE 
PARTIDÁRIO 
Art. 107. Determina-se para cada partido ou coligação o quociente 
partidário, dividindo-se pelo quociente eleitoral o número de votos válidos 
dados sob a mesma legenda ou coligação de legendas, desprezada a 
fração. 
Agora, atenção! A Lei nº 13.165/2015 alterou a 
redação do art. 108, prevendo uma não condição para que 
o candidato seja considerado eleito no sistema 
proporcional. Além do cálculo acima, o candidato deverá 
obter o quantitativo de votos igual ou superior a 
10% do quociente eleitoral. 
Vejamos o dispositivo: 
Art. 108. Estarão eleitos, entre os candidatos registrados por um partido ou coligação que 
tenham obtido votos em número IGUAL OU SUPERIOR A 10% (dez por cento) do 
quociente eleitoral, tantos quantos o respectivo quociente partidário indicar, na ordem da 
votação nominal que cada um tenha recebido. 
A distribuição de vagas observará o número de votos dentro do partido. Podemos 
afirmar que a escolha das 10 vagas do Partido A observará o princípio majoritário 
dentro do próprio partido, o mesmo ocorrendo em relação aos demais candidatos. 
É o que se extrai do §1º, do art. 109, vejamos: 
§ 1º O preenchimento dos lugares com que cada partido ou coligação for contemplado far-
se-á segundo a ordem de votação recebida por seus candidatos. 
No exemplo acima, o QE foi igual a 5.000. Assim, no caso do Partido A poderão 
eleitos os candidatos que atingirem o mínimo de 500 votos, ou seja, 10% de 
 
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5.000. Se os dez primeiros colocados tiverem, pelo menos 500 votos, estarão 
todos eleitos. Contudo, se o 9º ou o 10º colocado não obtiver 500 votos, MESMO 
QUE O PARTIDO TENHA DIREITO A 10 VAGAS, não será considerado eleito 
pela regra acima. 
Assim, tivemos a seguinte votação e distribuição de votos, em razão do QE e do 
QP que calculamos: 
Partido A Partido B Partido C 
09 candidatos eleitos 6 candidatos eleitos 4 candidatos 
Zé 1 – 30000 votos 
Zé 2 – 6000 votos 
Zé 3 – 4000 votos 
Zé 4 – 3000 votos 
Zé 5 – 2000 votos 
Zé 6 – 1000 votos 
Zé 7 – 800 votos 
Zé 8 – 700 votos 
Zé 9 – 650 votos 
Zé 10 – 450 votos 
João 1 – 9000 votos 
João 2 – 7000 votos 
João 3 – 5000 votos 
João 4 – 3000 votos 
João 5 – 2000 votos 
João 6 – 1500 votos 
João 7 – 1000 votos 
João 8 – 500 votos 
 
Jorge 1 – 5500 votos 
Jorge 2 – 4500 votos 
Jorge 3 – 3500 votos 
Jorge 4 – 3000 votos 
Jorge 5 – 2000 votos 
Jorge 6 – 1000 votos 
* Os 1400 votos restantes 
estão distribuídos em 
candidatos com menor 
votação e em votos de 
legenda. 
* Os 1000 votos restantes 
estão distribuídos em 
candidatos com menor 
votação e em votos de 
legenda. 
* Os 500 votos restantes 
estão distribuídos em 
candidatos com menor 
votação e em votos de 
legenda. 
Do exemplo acima devemos extrair algumas conclusões. 
 Nem sempre o candidato com mais votos será eleito. Vejamos, por 
exemplo, a situação de João 7, João 8 e Jorge 5 e Jorge 6. Eles tiveram 
mais votos que Zé 6, Zé 7, Zé 8 e Zé 9, contudo, não foram eleitos porque 
os respectivos partidos tiveram menos cadeiras. 
Isso ocorre porque dentro do Partido A o número de votos do candidato Zé 
1 foi expressivo e, por conta disso, acabou por levar consigo candidatos 
com menos votos. 
 Em face da nova redação conferida ao art. 108, o candidato ”Zé 10”, 
muito embora seja o 10º dentro do Partido A, NÃO está eleito, pois NÃO 
atingiu o mínimo de 10% do quociente eleitoral. 
Pergunta-se: 
O que ocorre com a vaga não preenchida do Partido A? 
Caso não preenchidas as vagas, devemos observar o parágrafo único do art. 108, 
que remete ao art. 109, também alterado pela Lei nº 13.165/2015. Vejamos: 
 
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Parágrafo único. Os lugares não preenchidos em razão da exigência de votação nominal 
mínima a que se refere o caput serão distribuídos de acordo com as regras do art. 109. 
O art. 109, do CE, trata do cálculo das sobras. 
Cálculo de Média 
Muita atenção, o art. 109, do CE, foi alterado pela Lei nº 13.165/2015! 
Vejamos, primeiramente, a literalidade do dispositivo: 
Art. 109. Os lugares NÃO preenchidos com a aplicação dos quocientes partidários e em 
razão da exigência de votação nominal mínima a que se refere o art. 108 serão distribuídos 
de acordo com as seguintes regras: 
I - dividir-se-á o número de votos válidos atribuídos a cada partido ou coligação 
pelo número de lugares definido para o partido pelo cálculo do quociente 
partidário do art. 107, mais um, cabendo ao partido ou coligação que apresentar a maior 
média um dos lugares a preencher, DESDE QUE tenha candidato que atenda à 
exigência de votação nominal mínima; 
II - repetir-se-á a operação para cada um dos lugares a preencher; 
III - quando não houver mais partidos ou coligações com candidatos que atendam às duas 
exigências do inciso I, as cadeiras serão distribuídas aos partidos que apresentem 
as maiores médias. 
São duas as situações em que podem ocorrer a sobra de vagas: 
1º - quando pela distribuição em função do quociente partidário, não fechar 
completamente o número de vagas. 
2º - quando algum dos candidatos, embora classificado no número de 
vagas do partido, não obtiver a votação nominal mínima. 
Se sobrar vagas, devemos aplicar os incisos I a III. Embora o dispositivo 
apresente três incisos, a regra é uma só! Os demais (inc. II e III) complementam 
o inc. I, caso não seja suficiente para distribuir as vagas remanescentes. 
Vamos com calma... 
REGRA PRINCIPAL 
Para calcular a média usaremos a seguinte fórmula: 警é穴件欠 噺 軽え 穴結 撃剣建剣嫌 穴剣 鶏欠堅建件穴剣芸鶏 髪 な 
Toma-se o número de votos válidos atribuídos ao partido/coligação pelo número 
de lugares que o partido teve mais um. Quem tiver a maior média, receberá a 
vaga remanescente. Registre-se que o partido somente terá direito à vaga 
remanescente caso atinja o número nominal mínimo que vimos acima. 
REGRAS COMPLEMENTARES 
1ª REGRA: Se houver mais de uma vaga, procede-se novamente a operação acima 
para distribuição das demais vagas e assim sucessivamente. Essa é a regra do 
inc. II. 
 
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2ª REGRA:e desempenho 
eleitoral das mulheres. 
Tendo esse fragmento de texto como referência inicial, assinale a opção que 
apresenta os percentuais mínimo e máximo de reserva previstos para cada 
um dos sexos nas Leis n.º 9.504/1997 e n.º 13.165/2015. 
a) 30% e 70% do número de vagas efetivamente preenchidas pelo partido 
ou pela coligação 
b) 35% e 65% das cadeiras em disputa 
c) 35% e 65% do número das vagas efetivamente preenchidas pelo partido 
ou pela coligação 
d) 30% e 70% das cadeiras em disputa 
e) 30% e 70% do número de candidaturas que o partido ou a coligação tem 
o direito de apresentar, independentemente do número de vagas 
efetivamente preenchidas 
Comentários 
A alternativa cobra um artigo bem específico da lei das eleições. Vejamos o art. 
10, § 3º. 
§ 3o Do número de vagas resultante das regras previstas neste artigo, cada partido ou 
coligação preencherá o mínimo de 30% (trinta por cento) e o máximo de 70% 
(setenta por cento) para candidaturas de cada sexo. 
Assim, devem ser reservado um número mínimo de candidaturas femininas em 
cada eleição. Ou seja, cada partido reservará um mínimo de 30% e máximo de 
70% de candidaturas para cada sexo. 
Dessa forma, a alternativa A está correta e é o gabarito da questão. 
Questão 56 – CESPE/TRE-MS - Técnico Judiciário - Área 
Administrativa – 2013 - adaptada 
 
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A respeito das convenções para escolha de candidatos e registros de 
candidaturas, assinale a opção correta. 
a) Um partido político de um estado da Federação que possua oito deputados 
federais poderá registrar no máximo doze candidatos para a Câmara dos 
Deputados. 
b) O pedido de registro de um candidato a prefeito deve ser instruído com 
as propostas por ele defendidas. 
c) Uma coligação partidária de um estado da Federação que possua oito 
deputados federais poderá registrar até doze candidatos para a Câmara dos 
Deputados. 
d) As normas para a escolha e substituição de candidatos são estabelecidas 
pela Lei n.º 9.504/1997. 
e) A escolha dos candidatos pelos partidos pode ser feita no ano em que se 
realizam as eleições, a qualquer momento, até a véspera do registro das 
candidaturas. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, pois o Estado tem menos de 12 Deputados 
Federais, assim, o partido político poderá registrar até o dobro do número de 
lugares, ou seja, o dobro de 8 vagas, totalizando 16 candidatos. Vejamos o que 
dispõe o art. 10, II, da Lei das Eleições: 
I - nas unidades da Federação em que o número de lugares a preencher para a Câmara dos 
Deputados não exceder a doze, nas quais cada partido ou coligação poderá registrar 
candidatos a Deputado Federal e a Deputado Estadual ou Distrital no total de até 
200% (duzentos por cento) das respectivas vagas; 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão, de acordo com o § 1º, 
do art. 11. Notem que são diversos os documentos que devem acompanhar o 
pedido do registro de candidato a prefeito e dentre eles estão as propostas da 
candidatura. 
Art. 11. Os partidos e coligações solicitarão à Justiça Eleitoral o registro de seus candidatos 
até as dezenove horas do dia 15 de agosto do ano em que se realizarem as eleições. 
§ 1º O pedido de registro deve ser instruído com os seguintes documentos: 
IX - propostas defendidas pelo candidato a Prefeito, a Governador de Estado e a 
Presidente da República. 
A alternativa C está incorreta pelo mesmo fundamento da alternativa A. 
Havendo coligação o número corresponderá ao dobro de vagas informadas. 
A alternativa D está incorreta, pois essas regras serão tratadas no estatuto do 
partido. Vejamos o art. 7º. 
Art. 7º As normas para a escolha e substituição dos candidatos e para a formação de 
coligações serão estabelecidas no estatuto do partido, observadas as disposições desta Lei. 
A alternativa E está incorreta, pois a lei estabelece períodos para a escolha dos 
candidatos. 
 
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Art. 8º A escolha dos candidatos pelos partidos e a deliberação sobre coligações deverão 
ser feitas no período de 20 de julho a 5 de agosto do ano em que se realizarem as eleições, 
lavrando-se a respectiva ata em livro aberto, rubricado pela Justiça Eleitoral, publicada em 
vinte e quatro horas em qualquer meio de comunicação. (Redação dada pela Lei nº 13.165, 
de 2015) 
Questão 57 – CESPE/TRE-GO – Analista Judiciário – Área 
Administrativa - 2015 
A respeito da Lei n.º 9.504/1997, que estabelece normas para as eleições 
no Brasil, julgue os seguintes itens. 
A lei cria reserva de vagas para ambos os sexos ao determinar que cada 
partido político ou coligação, ao realizar o registro de candidatos, deve 
preencher o mínimo de 30% e o máximo de 70% de candidatura de cada 
sexo. 
Comentários 
Está correta a assertiva. A questão envolveu o assunto referente à quota de 
gênero, disciplinada pelo art. 10, §3º, da Lei das Eleições que estabelece que um 
dos sexos deverá preencher, ao menos, 30% dos registros de candidaturas. 
§ 3º Do número de vagas resultante das regras previstas neste artigo, cada partido ou 
coligação preencherá o mínimo de 30% (trinta por cento) e o máximo de 70% 
(setenta por cento) para candidaturas de cada sexo. 
Questão 58 – CESPE/MPE-AC - Promotor de Justiça - 2014 
Considere que, no exercício do mandato de senador, Ivo seja escolhido pela 
coligação integrada por seu partido para disputar o cargo de prefeito no ano 
de 2016. Em face dessa situação, assinale a opção correta à luz das 
disposições constitucionais e da legislação eleitoral hoje em vigor. 
a) Se o pedido de registro da candidatura for indeferido e o partido renunciar 
ao direito de preferência, Ivo poderá ser substituído por filiado a qualquer 
partido integrante da coligação em até dez dias contados da notificação da 
decisão judicial. 
b) O pedido de registro da candidatura de Ivo deve ser apresentado pela 
coligação ao juiz eleitoral até às 18 horas do nonagésimo dia anterior à data 
marcada para a eleição. 
c) Na hipótese de o partido ou coligação não requerer o registro de Ivo, ele 
mesmo pode fazê-lo perante o TRE, observado o prazo máximo de 48 horas 
seguintes à publicação da lista dos candidatos pela justiça eleitoral. 
d) A impugnação ao pedido de registro de candidatura de Ivo pode ser feita 
por candidato, partido político, coligação, MP, ou qualquer eleitor, em petição 
fundamentada. 
e) Se o pedido de registro da candidatura for indeferido, Ivo poderá efetuar 
atos relativos à campanha eleitoral, e seu nome poderá ser mantido na urna 
 
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eletrônica, ficando a validade dos votos a ele atribuídos condicionada a 
registro válido de substituto. 
Comentários 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. 
Trata-se de questão que cobra a possibilidade de substituição do candidato em 
determinadas situações. Vejamos o art. 13, §§ 1º e 2º, da LE. 
Art. 13. É facultado ao partido ou coligação substituir candidato que for considerado 
inelegível, renunciar ou falecer após o termo final do prazo do registro ou, ainda, tiver seu 
registro indeferido ou cancelado. 
§ 1º A escolha do substituto far-se-á na forma estabelecida no estatuto do partido a que 
pertencer o substituído, e o registro deverá ser requerido até 10 (dez) dias contados 
do fato ou da notificação do partido da decisão judicial que deu origem à substituição. 
Assim, no caso de candidato com pedido de registro indeferidopoderá haver a 
substituição no prazo de 10 dias contados da data do fato ou notificação. 
Questão 59 – MPE-SC – Promotor de Justiça – 2012 – adaptada 
Quanto ao registro de candidatura, julgue o item a seguir. 
No processo de registro de candidatos, quando a sentença for entregue em 
cartório antes de três dias contados da conclusão ao juiz, o prazo para o 
recurso ordinário, salvo intimação pessoal anterior, só se conta do termo 
final daquele tríduo. 
Comentários 
Trouxemos essa questão para discussão, porque se refere a uma súmula do TSE 
que se trata do processo de registro de candidatura e pode, eventualmente, 
aparecer na sua prova. 
A assertiva está correta, com base na Súmula TSE 10: 
Sumula Nº 10 - Publicada no DJ de 28, 29 e 30/10/92. 
No processo de registro de candidatos, quando a sentença for entregue em Cartório antes 
de três dias contados da conclusão ao Juiz, o prazo para o recurso ordinário, salvo intimação 
pessoal anterior, só se conta do termo final daquele tríduo. 
Questão 60 – MPE-SC – Promotor de Justiça – 2012 – adaptada 
No que se refere ao registro de candidatos, julgue o item subsequente. 
No processo de registro de candidatos, o partido que não o impugnou não 
tem legitimidade para recorrer da sentença que o deferiu, salvo se se cuidar 
de matéria constitucional. 
Comentários 
Essa é mais uma questão que se refere a um tema sumulado pelo TSE. 
A assertiva está correta, de acordo com a Súmula nº 11. 
Sumula Nº 11 - Publicada no DJ de 28, 29 e 30/10/92. 
 
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No processo de registro de candidatos, o partido que não o impugnou não tem legitimidade 
para recorrer da sentença que o deferiu, salvo se se cuidar de matéria constitucional. 
Questão 61 – VUNESP/TJ-MG – Juiz – 2012 – adaptada 
Julgue a correção ou incorreção do item a seguir. 
É correto afirmar que o candidato com pedido de registro sub judice poderá 
prosseguir a campanha eleitoral, exceto a participação na propaganda pelo 
rádio e TV (horário gratuito), conforme recente interpretação jurisprudencial 
do Tribunal Superior Eleitoral. 
Comentários 
A assertiva está incorreta, pois poderá prosseguir a campanha eleitoral, de 
acordo com o art. 16-A, da lei 9.504/1997. 
Art. 16-A. O candidato cujo registro esteja sub judice poderá efetuar todos os atos relativos 
à campanha eleitoral, inclusive utilizar o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão e 
ter seu nome mantido na urna eletrônica enquanto estiver sob essa condição, ficando a 
validade dos votos a ele atribuídos condicionada ao deferimento de seu registro por instância 
superior. 
Questão 62 – IESES/TRE-MA – Analista Administrativo – 2015 
Um partido político deseja concorrer isoladamente e lançar candidatos a 
eleição da Câmara Municipal. Conforme a legislação eleitoral em relação ao 
numero máximo de candidatos que o partido poderá registrar na eleição 
assinale a alternativa correta: 
a) O partido poderá registrar candidatos para a Câmara Municipal até 
cinqüenta por cento do número de lugares a preencher. 
b) O partido poderá registrar candidatos para a Câmara Municipal até cem 
por cento do número de lugares a preencher. 
c) O partido poderá registrar candidatos para a Câmara Municipal até o dobro 
do número de lugares a preencher. 
d) O partido poderá registrar candidatos para a Câmara Municipal até cento 
e cinqüenta por cento do número de lugares a preencher. 
Comentários 
A questão exige o conhecimento do art. 10, da Lei das eleições. 
Art. 10. Cada partido ou coligação poderá registrar candidatos para a Câmara dos 
Deputados, a Câmara Legislativa, as Assembleias Legislativas e as Câmaras Municipais no 
total de até 150% (cento e cinquenta por cento) do número de lugares a preencher, salvo: 
(Redação dada pela Lei nº 13.165, de 2015) 
Assim, o gabarito da questão é a alternativa D. 
Questão 63 – IESES/TRE-MA – Técnico Administrativo – 2015 
- adaptada 
 
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Os partidos e as coligações solicitarão à Justiça Eleitoral o registro de seus 
candidatos até: 
a) As dezenove horas do dia 30 de julho do ano em que se realizarem as 
eleições. 
b) As dezenove horas do dia 15 de agosto do ano em que se realizarem as 
eleições. 
c) As vinte horas do dia 5 de junho do ano em que se realizarem as eleições. 
d) As vinte horas do dia 5 de julho do ano em que se realizarem as eleições. 
Comentários 
Segundo o art. 11 da LE, tanto os partidos políticos como a coligação terão 
até as 19 horas do dia 15 de julho do ano eleitoral para registrar os 
candidatos escolhidos em convenção. 
Art. 11. Os partidos e coligações solicitarão à Justiça Eleitoral o registro de seus 
candidatos ATÉ AS DEZENOVE HORAS DO DIA 15 DE AGOSTO do ano em que se 
realizarem as eleições. 
 
Deste modo, a alternativa B está correta e é o gabarito da questão. 
Questão 64 – IESES/TRE-MA – Técnico Administrativo – 2015 
- adaptada 
Com relação ao registro de candidatos, é correto afirmar: 
a) A certidão de quitação eleitoral abrangerá exclusivamente a regular 
apresentação de contas de campanha eleitoral. 
b) É vedado ao partido ou coligação substituir candidato que tiver seu 
registro indeferido ou cancelado. 
c) Nos Municípios de até cem mil eleitores, nos quais cada coligação poderá 
registrar candidatos no total de até 200% (duzentos por cento) do número 
de lugares a preencher. 
d) Os partidos e coligações solicitarão à Justiça Eleitoral o registro de seus 
candidatos até as dezenove horas do dia 15 de julho do ano anterior àquele 
em que se realizarem as eleições. 
Comentários 
Temos uma questão que gera dubiedade e, em razão disso, poderá ser 
impugnada. Vejamos cada uma das alternativas. 
A alternativa A está incorreta, pois a certidão abrangerá vários dados. Vejamos 
o § 7º, do art. 11, da LE. 
PRAZO PARA REGISTRAR 
CANDIDATOS PERANTE A 
JUSTIÇA ELEITORAL
até as 19 horas do 
dia 15 de julho do 
ano eleitoral
 
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§ 7º A certidão de quitação eleitoral abrangerá exclusivamente a plenitude do gozo 
dos direitos políticos, o regular exercício do voto, o atendimento a convocações da 
Justiça Eleitoral para auxiliar os trabalhos relativos ao pleito, a inexistência de multas 
aplicadas, em caráter definitivo, pela Justiça Eleitoral e não remitidas, e a apresentação 
de contas de campanha eleitoral. 
 
A alternativa B está incorreta, pois expõe exatamente o contrário do caput do 
art. 13, da LE. 
Art. 13. É facultado ao partido ou coligação substituir candidato que for considerado 
inelegível, renunciar ou falecer após o termo final do prazo do registro ou, ainda, tiver seu 
registro indeferido ou cancelado. 
A alternativa C foi apontada como gabarito da questão pelo que prescreve o art. 
10, § 1º, da LE. 
Art. 10. Cada partido ou coligação poderá registrar candidatos para a Câmara dos 
Deputados, a Câmara Legislativa, as Assembleias Legislativas e as Câmaras Municipais no 
total de até 150% (cento e cinquenta por cento) do número de lugares a preencher, salvo: 
(Redação dada pela Lei nº 13.165, de 2015) 
II - nos Municípios de até cem mil eleitores, nos quais cada coligação poderá registrar 
candidatos no total de até 200% (duzentos por cento) do número de lugares a preencher. 
(Incluído pela Lei nº 13.165, de 2015) 
A alternativa D está incorreta, pois o prazo é do ano em que se realizarem as 
eleições e não do ano anterior, como menciona a questão. Vejamos o dispositivocorrespondente da Lei das Eleições. 
Art. 11. Os partidos e coligações solicitarão à Justiça Eleitoral o registro de seus candidatos 
até as dezenove horas do dia 15 de agosto do ano em que se realizarem as eleições. 
(Redação dada pela Lei nº 13.165, de 2015) 
 
Se você teve dificuldades nas questões 45 e 64 acima retome o estudo do 
capítulo 04 desta aula. 
Sistema Eletrônico de Votação 
Questão 65 - FCC/MPE-PA – Promotor de Justiça – 2014 
Sobre o processo de votação e de totalização dos votos mediante o uso de 
sistema eletrônico, considere as seguintes afirmativas: 
I. Considera-se nulo o voto que venha a ser o único registrado na urna 
eletrônica, em virtude do comparecimento de apenas um eleitor à seção 
eleitoral, pois prevalece, no caso, a garantia constitucional do voto secreto. 
•plenitura do gozo dos direitos políticos
•regular exercício do direito do voto
•atendimento às convocações da Justiça Eleitoral
•inexistência de multas aplicadas
A QUITAÇÃO ELEITORAL ABRANGERÁ
 
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II. A falha na urna eletrônica, que impede a continuidade da votação antes 
que o segundo eleitor conclua seu voto, autoriza considerar insubsistente o 
voto já emitido pelo primeiro eleitor. 
III. Caso ocorra, após as dezessete horas do dia do pleito, defeito na urna 
eletrônica que impeça a continuidade da votação e falte apenas o voto de 
um eleitor presente na seção, a votação será encerrada sem o voto desse 
eleitor, entregando-se-lhe o comprovante de votação, com o registro dessa 
ocorrência na ata. 
IV. Não havendo êxito nos procedimentos de contingência adotados em 
razão de falha na urna eletrônica, a votação terá continuidade mediante o 
uso de cédulas, sendo cabível, a qualquer tempo, a retomada do sistema 
eletrônico caso nova urna devidamente lacrada seja providenciada pela 
Justiça Eleitoral. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
a) II e III. 
b) I e III. 
c) I e IV. 
d) III e IV. 
e) II e IV. 
Comentários 
Vamos analisar cada uma das alternativas. 
O item I está incorreta, conforme decisão do TSE. Se houver, na urna eletrônica, 
um único voto, dá-se o cômputo, ainda que isso implique, em tese, o afastamento 
do sigilo. 
O item II está correto, conforme prevê o art. 96, §2º, da Resolução do TSE 
23.399/14. 
§ 2º Na hipótese de ocorrer falha na urna que impeça a continuidade da votação 
eletrônica antes que o segundo eleitor conclua seu voto, esgotadas as possibilidades 
previstas no artigo anterior, deverá o primeiro eleitor votar novamente, em outra urna 
ou em cédulas, sendo o voto sufragado na urna danificada considerado insubsistente. 
O item III está correta, pois se refere ao art. 68, §2º, da Resolução do TSE 
23.372/11. 
§ 2º Caso ocorra defeito na urna que impeça a continuidade da votação e falte 
apenas o voto de um eleitor presente na Seção, a votação será encerrada sem o 
voto desse eleitor e após lhe será entregue o comprovante de votação, com o 
registro dessa ocorrência na ata. 
O item IV está incorreto. De acordo com o art. 97, da Resolução do TSE 
23.399/14, a votação dar-se-á por cédulas até seu encerramento. 
Art. 97. Não havendo êxito nos procedimentos de contingência, a votação dar-se-á por 
cédulas até seu encerramento, adotando-se as seguintes providências: 
Dessa forma, a alternativa A está correta e é o gabarito da questão. 
 
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Questão 66 – FCC - TRE-AP/Técnico Judiciário - Área 
Administrativa – 2006 – questão adaptada 
Quanto ao sistema eletrônico de votação julgue o item seguinte 
A urna eletrônica exibirá, para as eleições gerais a seguinte ordem: deputado 
federal, deputado estadual ou distrital, senador, governador e vice-
governador de estado ou do Distrito Federal, presidente e vice-presidente 
da República. 
Comentários 
A assertiva está correta. 
Conforme vimos na parte teórica da aula, a ordem de votação observa a 
distribuição trazida pelo art. 59, §3º, da LE, que assim disciplina: 
§ 3º A urna eletrônica exibirá para o eleitor os painéis na seguinte ordem: 
I – para as eleições de que trata o inciso I do parágrafo único do art. 1º, deputado federal, 
deputado estadual ou distrital, senador, governador e vice-governador de estado ou do 
Distrito Federal, presidente e vice-presidente da República; 
II – para as eleições de que trata o inciso II do parágrafo único do art. 1º, vereador, prefeito 
e vice-prefeito. 
 PARA AS ELEIÇÕES GERAIS 
 
 PARA AS ELEIÇÕES MUNICIPAIS 
 
Registre-se que embora a questão seja de 2006, ela foi atualizada de acordo com 
a Lei nº 12.891/2013. 
Questão 67 – FCC - TRE-AP/Técnico Judiciário - Área 
Administrativa – 2006 
No sistema eletrônico de votação, 
presidente e 
vice-
presidente da 
República
governador e 
vice-
governador
senadordeputado 
estadual
deputado 
federal
prefeito e vice-Prefeitovereador
 
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a) a urna eletrônica exibirá para o eleitor, primeiramente, os painéis 
referentes às eleições majoritárias e, em seguida, os referentes às eleições 
proporcionais. 
b) caberá aos fiscais de partidos definir a chave de segurança e a 
identificação da urna eletrônica. 
c) a urna eletrônica disporá de assinatura digital que permita o registro de 
cada voto e a identificação do eleitor que o digitou, posteriormente arquivado 
no Cartório Eleitoral. 
d) o Tribunal Superior Eleitoral colocará à disposição dos eleitores urnas 
eletrônicas destinadas a treinamento. 
e) serão considerados nulos na votação para as eleições proporcionais os 
votos em que não seja possível identificar o candidato, ainda que o número 
identificador do partido seja digitado de forma correta. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, com base no art. 59, § 3º, da LE. Primeiramente 
aparecem os painéis das eleições proporcionais e depois das eleições 
majoritárias. 
3º A urna eletrônica exibirá para o eleitor, primeiramente, os painéis referentes às eleições 
proporcionais e, em seguida, os referentes às eleições majoritárias. 
A alternativa B está incorreta, uma vez que compete à Justiça Eleitoral definir 
a chave de segurança da urna eletrônica, nos termos do art. 59, §5º, da LE: 
§ 5º Caberá à Justiça Eleitoral definir a chave de segurança e a identificação da urna 
eletrônica de que trata o § 4o. (Redação dada pela Lei 10.740, de 1º.10.2003) 
A alternativa C está incorreta. De fato, a urna disporá de assinatura digital. 
Contudo, não há mecanismo de identificação do eleitor que digitou o voto em 
razão do segredo do voto, não havendo se falar, ainda, de arquivamento no 
cartório eleitoral. A matéria vem disciplina no art. 59, §4º, da LE: 
Art. 59 - § 4º A urna eletrônica disporá de recursos que, mediante assinatura digital, 
permitam o registro digital de cada voto e a identificação da urna em que foi registrado, 
resguardado o anonimato do eleitor. (Redação dada pela Lei 10.740, de 1º.10.2003) 
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. Vejamos o parágrafo do 
art. 59 da LE da qual foi extraída: 
§ 7º O Tribunal Superior Eleitoral colocará à disposição dos eleitores urnas eletrônicas 
destinadas a treinamento. (Redação dada pela Lei 10.740, de 1º.10.2003) 
A alternativa E está incorreta e prevê o denominado voto de legenda. Os votos 
não serão considerados nulos e sim computados para a legenda. Vejamos o art. 
59, §2º, da LE, que subsidia a questão: 
§ 2º Na votação para as eleições proporcionais, serão computadospara a legenda partidária 
os votos em que não seja possível a identificação do candidato, desde que o número 
identificador do partido seja digitado de forma correta. 
Questão 68 – FCC/TJ-GO – Juiz – 2012 
 
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No sistema eletrônico de votação, adotado pela legislação eleitoral brasileira, 
a) a votação eletrônica será feita sempre no número do candidato, devendo 
o nome e fotografia do candidato aparecer no painel da urna eletrônica, com 
a expressão designadora do cargo disputado no masculino ou feminino, 
conforme o caso. 
b) a urna eletrônica exibirá para o eleitor, primeiramente, os painéis 
referentes às eleições majoritárias e, em seguida, os referentes às eleições 
proporcionais. 
c) caberá ao Supremo Tribunal Federal definir a chave de segurança e a 
identificação da urna eletrônica. 
d) a urna eletrônica contabilizará cada voto, assegurando-lhe o sigilo e 
inviolabilidade, garantida aos partidos políticos, coligações e candidatos 
ampla fiscalização. 
e) os Tribunais Regionais Eleitorais disciplinarão a hipótese de falha na urna 
eletrônica que prejudique o regular processo de votação. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. Embora a regra seja a votação no nome do 
candidato, admite-se, nos termos do art. 59, §1º, da LE, nas eleições 
proporcionais, o voto de legenda o que torna a alternativa incorreta. 
§ 1º A votação eletrônica será feita no número do candidato ou da legenda partidária, 
devendo o nome e fotografia do candidato e o nome do partido ou a legenda partidária 
aparecer no painel da urna eletrônica, com a expressão designadora do cargo disputado no 
masculino ou feminino, conforme o caso. 
A alternativa B está incorreta. Para as eleições gerais, lembre-se da ordem 
abaixo, que vem disciplinada no art. 59, §3º, I, com redação dada pela Lei nº 
12.891/2013: 
 PARA AS ELEIÇÕES GERAIS 
 
A alternativa C está incorreta, pois caberá a própria JE a chave de segurança e 
identificação da urna eletrônica, conforme art. 59, § 5º, da LE. 
§ 5o Caberá à Justiça Eleitoral definir a chave de segurança e a identificação da urna 
eletrônica de que trata o § 4o. 
presidente e 
vice-
presidente da 
República
governador e 
vice-
governador
senadordeputado 
estadual
deputado 
federal
 
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A alternativa D está correta e é gabarito da questão, pois a urna eletrônica 
contabilizará cada voto, assegurando-lhe o sigilo e inviolabilidade, garantida aos 
partidos políticos, coligações e candidatos ampla fiscalização. É a informação que 
consta do §4º do art. 59, da LE. 
A alternativa E está incorreta, tendo em vista que as regras gerais relativas à 
matéria do processamento eletrônico dos votos serão disciplinadas pelo TSE, 
conforme o art. 62, § único, da LE: 
Parágrafo único. O Tribunal Superior Eleitoral disciplinará a hipótese de falha na urna 
eletrônica que prejudique o regular processo de votação. 
Questão 69 – FCC/TRE-PR – Analista Judiciário – Área 
Administrativa – 2012 
Quanto ao sistema eletrônico de votação e totalização dos votos, é correto 
afirmar: 
a) Nas seções em que for adotada urna eletrônica não poderão votar 
eleitores cujos nomes não estejam nas respectivas folhas de votação. 
b) A Justiça Eleitoral, em razão do risco de fraude, não poderá disponibilizar 
aos eleitores urnas eletrônicas para treinamento. 
c) As urnas eletrônicas deverão registrar, mediante assinatura digital, o 
nome de cada eleitor e o respectivo voto. 
d) A votação e a totalização dos votos será feita exclusivamente por sistema 
eletrônico, não podendo a Justiça Eleitoral, nem em caráter excepcional, 
substituir por cédulas oficiais. 
e) Os painéis para as eleições presidenciais serão sempre exibidos em 
primeiro lugar pelos painéis das urnas eletrônicas. 
Comentários 
O art. 62, da Lei nº 5.904/97, trata da regra que define que somente poderá 
votar quem constar da folha de votação: 
Art. 62. Nas Seções em que for adotada a urna eletrônica, somente poderão votar 
eleitores cujos nomes estiverem nas respectivas folhas de votação, não se aplicando 
a ressalva a que se refere o art. 148, § 1º , da Lei nº 4.737, de 15 de julho de 1965 – 
Código Eleitoral. 
Parágrafo único. O Tribunal Superior Eleitoral disciplinará a hipótese de falha na urna 
eletrônica que prejudique o regular processo de votação. 
Dessa forma, a alternativa A está correta e é o gabarito da questão. 
Questão 70 – IESES/TRE-MA – Técnico Administrativo – 2015 
Sobre o Sistema Eletrônico de Votação e Totalização dos votos, assinale a 
alternativa INCORRETA: 
a) A urna eletrônica contabilizará cada voto, assegurando-lhe o sigilo e 
inviolabilidade, garantida aos partidos políticos, coligações e candidatos 
ampla fiscalização. 
 
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b) A urna eletrônica disporá de recursos que, mediante assinatura digital, 
permitam o registro digital de cada voto e a identificação da urna em que foi 
registrado, resguardado o anonimato do eleitor. 
c) Na votação para as eleições proporcionais, serão computados para a 
legenda partidária os votos em que seja possível a identificação do 
candidato, desde que o número identificador do partido seja digitado de 
forma correta. 
d) Ao final da eleição, a urna eletrônica procederá à assinatura digital do 
arquivo de votos, com aplicação do registro de horário e do arquivo do 
boletim de urna, de maneira a impedir a substituição de votos e a alteração 
dos registros dos termos de início e término da votação. 
Comentários 
A alternativa A está correta, tendo em vista o que prescreve o art. 61 da LE: 
Art. 61. A urna eletrônica contabilizará cada voto, ASSEGURANDO-LHE O SIGILO E 
INVIOLABILIDADE, garantida aos partidos políticos, coligações e candidatos ampla 
fiscalização. 
A alternativa B está correta pelo que estabelece o § 4º, do art. 59 da LE: 
§ 4º A urna eletrônica disporá de recursos que, mediante assinatura digital, permitam o 
registro digital de cada voto e a identificação da urna em que foi registrado, resguardado o 
anonimato do eleitor. 
A alternativa C está incorreta e é o gabarito da questão. Somente serão 
computados para a legenda os votos nos quais não for possível a identificação do 
candidato. Vejamos o que disciplina o §2º do art. 59 da LE: 
§ 2º Na votação para as eleições proporcionais, serão computados para a legenda partidária 
os votos em que não seja possível a identificação do candidato, DESDE QUE o número 
identificador do partido seja digitado de forma correta. 
A alternativa D está correta, conforme art. 59, § 6º da LE: 
§ 6º Ao final da eleição, a urna eletrônica procederá à assinatura digital do arquivo de 
votos, com aplicação do registro de horário e do arquivo do boletim de urna, de maneira 
a impedir a substituição de votos e a alteração dos registros dos termos de início e término 
da votação. 
Questão 71 – FGV/TRE-PA – TJAA – 2011 
Com base no Sistema Eletrônico de Votação e Totalização dos Votos, assinale 
a alternativa correta. 
a) No caso de votação para eleição proporcional, serão computados para a 
legenda partidária os votos em que não seja possível a identificação do 
candidato, desde que o número identificador do partido seja digitado de 
forma correta. 
b) As urnas eletrônicas não poderão dispor de recursos que permitam o 
registro digital de cada voto e a identificação da urna em que foi registrado, 
sob pena de violar o anonimato do eleitor e gerara impugnação da fase de 
votação no processo eleitoral. 
 
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c) A votação eletrônica será feita somente no número do candidato, sendo 
vedado uso da expressão designadora do cargo disputado no masculino ou 
feminino, para assegurar o tratamento igualitário entre homens e mulheres. 
d) É vedada a utilização de urnas para treinamento de eleitores, sob pena 
de violar o princípio da moralidade administrativa. 
e) A utilização de urnas eletrônicas poderá ser substituída pelas cédulas 
oficiais, a depender do perfil do eleitorado, que deverá ser avaliado por cada 
Tribunal Regional Eleitoral. 
Comentários 
A resposta dessa questão passa pela análise do art. 59 da Lei 9.504/1997. Veja! 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão, porque retrata o “voto 
de legenda”, estabelecido no art. 59, §2º, segundo o qual apenas nas eleições 
proporcionais, eventuais votos em que não seja possível identificar o candidato, 
mas identificável o partido, o voto será computado para o partido. 
A alternativa B peca ao informar que as urnas não conterão de recurso que 
permita o registro digital dos votos. Pelo contrário, determina-se na Lei das 
Eleições que as urnas contenham esse instrumento, tal como se extrai da leitura 
do art. 59, §4º. 
A alternativa C está incorreta, pois a votação poderá ser feita no candidato ou 
na legenda e não somente “no número do candidato” como expôs a questão. Essa 
regra consta do art. 59, §1º, da Lei das Eleições. 
A alternativa D também está incorreta ao afirmar que as urnas não podem ser 
utilizadas para treinamento de eleitores. O §7º do art. 59 prevê justamente o 
contrário! 
Por fim, a alternativa E está incorreta. Não há possibilidade de utilização de 
cédulas de acordo com o “perfil do eleitorado”. A utilização do sistema manual, 
ocorrerá em hipóteses excepcionais como estabelece o caput do art. 59. 
 
Se você teve dificuldades nas questões 65 e 71 acima retome o estudo do 
capítulo 06 desta aula. 
 
 
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8 - Resumo da Aula 
Para finalizar o estudo da matéria, trazemos um resumo dos 
principais aspectos estudados ao longo da aula. Nossa 
sugestão é a de que esse resumo seja estudado sempre 
previamente ao início da aula seguinte, como forma de 
“refrescar” a memória. Além disso, segundo a organização 
de estudos de vocês, a cada ciclo de estudos é fundamental 
retomar esses resumos. Caso encontrem dificuldade em 
compreender alguma informação, não deixem de retornar à 
aula. 
Sistemas Eleitorais 
 INTRODUÇÃO 
 os sistemas eleitorais constituem um conjunto de procedimentos para 
determinar quem exercerá a representação do povo. 
 
 as eleições ocorrem no primeiro domingo de outubro, em dois blocos: 
 1º bloco: eleições nacionais e estaduais (Presidente e vice-Presidente, 
Governador e vice-Governador, Deputados Federal e Estadual e Senador). 
 2º bloco: eleições municipais (Prefeito, vice-Prefeito e Vereador). 
 TIPOS DE SISTEMAS ELEITORAIS 
 SISTEMAS: 
 
FUNÇÃO E FINALIDADE DOS SISTEMAS ELEITORAIS
proporcionar a 
captação de votos 
segundo a vontade 
popular
conferir 
legitimidade ao 
exercício do 
mandato político
possibilitar a 
representação 
popular de 
diversos 
segmentos da 
sociedade
fortalecer as 
relações entre 
representantes e 
representados
SISTEMAS 
ELEITORAIS
majoritário
proporcional
misto
 
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 Adotamos o SISTEMA MAJORITÁRIO e o SISTEMA PROPORCIONAL. Não 
adotamos o sistema misto. 
 SISTEMAS ELEITORAL MAJORITÁRIO 
 objetiva o princípio da representação da maioria 
 Maioria absoluta: para ser considerado eleito, o candidato deverá atingir 
mais da metade dos votos de todo o corpo eleitoral. 
 Maioria relativa: para ser considerado eleito, o candidato deverá atingir a 
maioria dos votos em relação a seus concorrentes. 
 Ademais, o sistema majoritário comporta duas espécies, conforme esquema 
abaixo: 
 
 sistema majoritário de único turno: eleito o candidato que obtiver o 
maior número de votos entre os participantes do certame, 
exigindo-se apenas a maioria relativa. 
SISTEMA MAJORITÁRIO DE ÚNICO TURNO 
exige-se apenas a maioria simples 
 sistema majoritário de dois turnos: eleito o candidato que obtiver a 
maioria absoluta dos votos, não computados os votos brancos e nulo. 
Se não for atingida a maioria absoluta, faz-se segundo turno entre os dois 
candidatos com melhor colocação. 
SISTEMA MAJORITÁRIO DE DOIS TURNOS 
exige-se a maioria absoluta 
ESPÉCIES DE 
SISTEMA 
ELEITORAL 
MAJORITÁRIO
de único turno (ou 
simples)
de dois turnos
 
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 convocação do remanescente: 
 
 falecimento, desistência ou impedimento 
 
S
IS
T
E
M
A
S
 E
L
E
IT
O
R
A
IS
MAJORITÁRIO
de turno único
Senador
Prefeito (Municípios 
com menos de 
200.000 eleitores)
de dois turnos
Presidente
Governadores
Prefeito (Municípios 
com mais de 200.000 
eleitores)
MAIORIA ABSOLUTA primeiro número inteiro 
acima da metade
matematicamente correto
convoca-se o remanescente 
com maior votação, se antes 
do 2º turno um dos 
candidatos entre os primeiros 
colocados
FALECER
DESISTIR
HOUVER IMPEDIMENTO LEGAL
FALECIMENTO, 
DESISTÊNCIA ou 
IMPEDIMENTO
do vice
substitui-se por outro 
candidato do partido 
ou coligação 
(entendimento do TSE)
do titular convoca-se o terceiro 
candidato mais votado
 
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 votos válidos: 
 
 SISTEMA ELEITORAL PROPORCIONAL 
 no sistema proporcional permite-se o voto não apenas ao candidato, mas o 
voto de legenda 
 O sistema eleitoral proporcional é adotado para os cargos do Poder Legislativo. 
A única exceção é o cargo de Senador da República que observa o sistema 
eleitoral majoritário de único turno. 
 
 Quociente Eleitoral: razão (da divisão) entre o número de votos válidos 
distribuídos aos candidatos e/ou diretamente às legendas, sem computar os 
votos brancos e nulos, pelo número de vagas ofertadas. 芸憲剣潔件結券建結 継健結件建剣堅欠健 噺 軽ú兼結堅剣 穴結 撃剣建剣嫌 撃á健件穴剣嫌 岫潔欠券穴件穴欠建剣嫌 髪 健結訣結券穴欠岻軽ú兼結堅剣 穴結 撃欠訣欠嫌 頚血結堅建欠穴欠嫌 
 Do resultado, devemos desprezar a fração igual ou inferior a meio (menor ou 
igual que 0,5) ou arredondar para 1 se superior a meio (maior que 0,5). 
PODERÁ 
PARTICIPAR DAS 
ELEIÇÕES O 
PARTIDO QUE...
até 1 ano antes do 
pleito
tenha registrado, junto 
ao TSE, seu estatuto
até a data da 
Convenção
tiver órgão de direção 
constituído na 
circunscrição em que 
pretenda lançar 
candidato
NAS ELEIÇÕES 
PROPORCIONAIS SÃO 
VÁLIDOS OS VOTOS
conferidos aos candidatos 
regularmente inscritos E
às legendas partidárias
SÃO ELEITOS PELO SISTEMA PROPORCIONAL
Deputados Federais Deputados Estaduais Vereadores
 
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 Quociente Partidário: dividir o número de votos do partido pelo valor 
encontrado no quociente partidário. 芸憲剣潔件結券建結鶏欠堅建件穴á堅件剣 噺 軽え 穴結 撃剣建剣嫌 穴剣 喧欠堅建件穴剣 髪 軽え 穴結 撃剣建剣嫌 欠喧結券欠嫌 券欠 詣結訣結券穴欠芸継 
 VOTAÇÃO NOMINAL MÍNIMA: o candidato deverá obter o quantitativo 
de votos igual ou superior a 10% do quociente eleitoral. 
 Cálculo de Média 
 2 hipóteses: 
1º - quando pela distribuição em função do quociente partidário não fechar 
completamente o número de vagas. 
2º - quando algum dos candidatos, embora classificados no número de 
vagas do partido, não obtiver a votação nominal mínima. 
 Em situações como essa devemos considerar as seguintes regras: 
REGRA PRINCIPAL 警é穴件欠 噺 軽え 穴結 撃剣建剣嫌 穴剣 鶏欠堅建件穴剣芸鶏 髪 な 
REGRAS COMPLEMENTARES 
1ª REGRA: Se houver mais de uma vaga, procede-se novamente a operação 
acima para distribuição das demais vagas e, assim, sucessivamente. Essa 
é a regra do inc. II. 
2ª REGRA: Por fim, o inc. III determina que se os candidatos classificados 
na ordem remanescente não obtiverem o mínimo de 10% do quociente 
eleitoral, a vaga será destinada ao candidato cujo partido tiver a maior 
média. 
 Para o exercício dos cargos no legislativo são eleitos suplentes, cuja escolha 
observará a ordem de classificação dentro do partido político. 
 OBSERVAÇÕES FINAIS 
 Os partidos que não preencherem o quociente eleitoral não poderão 
participar do cálculo da média, em razão do que prevê o art. 109, §2º, do 
CE. 
 No caso de empate na votação de candidatos de um mesmo partido 
político ou coligação, será eleito o candidato mais idoso. 
 Se nenhum partido ou coligação alcançar o quociente eleitoral, a regra 
de definição das vagas observará o princípio majoritário. 
 Os suplentes serão os candidatos mais votados em ordem, sem a regra 
da votação nominal mínima acima estudada. 
 Se não houver suplente em caso de vacância serão realizadas novas 
eleições, exceto se faltar menos de quinze meses para o término do 
mandato. 
 
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 SISTEMA ELEITORAL MISTO 
SISTEMA MISTO = REGRAS DO SISTEMA MAJORITÁRIO + REGRAS 
DO SISTEMA PROPORCIONAL 
SISTEMA ELEITORAL BRASILEIRO = SISTEMA MAJORITÁRIO OU 
SISTEMA PROPORCIONAL 
Coligação Partidária 
 CONCEITO: são agrupamentos transitórios de partidos políticos criados com o 
objetivo de disputar as eleições. 
 
 A LE confere liberdade aos partidos políticos para se organizarem sob a forma 
de coligações (tanto nas eleições majoritárias como nas eleições proporcionais). 
 LIMITAÇÃO: dentro da mesma circunscrição (nacional, estadual ou municipal), 
caso haja eleições tanto para cargos majoritários como para cargos 
proporcionais, não se admite a formação de distintas coligações na mesma 
circunscrição. 
 NÃO CONFUNDIR COM VERTICALIZAÇÃO: essa organização aplica-se 
dentro da mesma circunscrição. 
 
 TEM DENOMINAÇÃO PRÓPRIA e SERÁ CONSIDERADA COMO PARTIDO 
POLÍTICO PARA FINS DE SUAS RELAÇÕES PERANTE A JUSTIÇA ELEITORAL. 
 REFERÊNCIA ÀS COLIGAÇÕES NAS ELEIÇÕES: 
COLIGAÇÃO PARTIDÁRIA
agrupamento de 
partidos temporário
não possui 
personalidade 
jurídica
atua perante a 
Justiça Eleitoral 
como se fosse um 
partido
VERTICALIZAÇÃO 
PARTIDÁRIA
NÃO existe a obrigatoriedade de vinculação 
entre as candidaturas de âmbito nacional, 
estadual, distrital ou municipal para a 
formação de coligações.
 
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 A coligação poderá inscrever candidatos de qualquer dos partidos 
políticos. 
 REGISTRO DE CANDIDATOS PELA COLIGAÇÃO: rol de pessoas legitimadas a 
assinar o pedido (não é necessária a assinatura por todos os indicados) 
 
 A representação dos interesses da coligação perante a Justiça Eleitoral poderá 
ocorrer pelo representante eleito ou pelos Delegados escolhidos. 
 
 Os partidos, em regra, não poderão atuar isoladamente quando coligados. 
Assim, devem se fazer representar por intermédio da coligação e dos delegados 
escolhidos. 
 O princípio da solidariedade entre partidos e candidatos em relação às multas 
impostas por propagandas irregulares não se estende às coligações (não é 
possível responsabilizar um dos partidos da coligação por atos praticados pelo 
ELEIÇÕES 
MAJORITÁRIAS
usará obrigatoriamente a 
legenda de todos os partidos, 
sob sua denominação
ELEIÇÕES 
PROPORCIONAIS
usará apenas a legenda do 
partido sob o nome da coligação
PODEM SUBSCREVER O 
PEDIDO DE REGISTRO
Presidentes dos partidos 
coligados
Delegados de Partido
maioria dos membros dos 
respectivos órgãos 
executivos de direção
representante da coligação
DELEGADOS DA COLIGAÇÃO
3
Juízo Eleitoral
4
TRE
5
TSE
 
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candidato ou pelo partido ao qual está filiado em relação aos atos de 
propaganda). 
Convenções 
 CONCEITO 
 
 NORMAS QUE REGEM AS CONVENÇÕES 
 
 RELAÇÃO ENTRE ÓRGÃO NACIONAL E ÓRGÃOS ESTADUAIS E 
MUNICIPAIS 
 
 MOMENTO DE REALIZAÇÃO DA CONVENÇÃO 
POR CONVENÇÕES DEVEMOS COMPREENDER A REUNIÃO FORMADA 
PELOS FILIADOS DO PARTIDO OU COLIGAÇÃO PARA ESCOLHER OS 
CANDIDATOS QUE CONCORRERÃO ÀS ELEIÇÕES.
NORMAS PARA AS 
CONVENÇÕES
além das prescrições 
legais
devem ser observadas 
as normas do estatuto 
OU
caso não haja 
regramento no 
estatuto
devem ser observadas as normas fixadas pelo 
órgão de direção nacional do partido que publicará 
as informações no DOU até 180 dias antes do pleito
O órgão nacional pode anular a deliberação e atos decorrentes
caso contrários às normas legitimamente fixadas pelo partido
político.
Tal anulação deverá ser comunicada à Justiça Eleitoral no
prazo de 30 dias após o limite para o registro de candidatos.
Se necessário escolher novos candidatos, o pedido de registro
deverá ser apresentado à Justiça Eleitoral nos 10 dias
seguintes à deliberação.
 
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 No momento da Convenção há deliberação quanto à formação de coligações. 
Contudo, segundo o TSE permite-se à Convenção delegar tal atribuição ao órgão 
nacional do partido. De todo modo para a validade da convenção exige-se que 
ela seja constituída até às 19 horas do dia 15.08. 
 CANDIDATURA NATA 
 
 Essa regra está fixada no art. 8º, §1º, da LE. O STF, contudo, em decisão 
liminar, decidiu pela suspensão da aplicabilidade desse dispositivo até o 
julgamento final da ADI nº 2.530. Tal regra não se aplica por ora ante a 
suspensão da eficácia pelo STF! 
 A LE permite a utilização gratuita de prédios públicos para a realização 
das convenções. 
 Condições de elegibilidade: filiação partidária e domicílio 
 
 Registre-se, ainda, que o estatuto do partido político poderá prever prazo 
superior a seis meses, conforme estabelece a Lei dos Partidos Políticos. 
Registro de Candidaturas 
 NÚMERO DE CANDIDATOS 
MOMENTO DA CONVENÇÃO
20.07 a 05.08
redige-se uma ata
a ata deve ser rubricada pela 
Justiça Eleitoral
a ata deve ser publicada em 24 
horas
CANDIDATURA 
NATA
Privilégio para Deputados e Vereadores de se 
lançarem candidatos à reeleição sem necesidade 
de escolha em Convenção, caso mantenham-se 
filiados ao mesmo partido político pelo qual se 
elegeram.
FILIAÇÃO PARTIDÁRIA 6 meses
DOMICÍLIO ELEITORAL NA 
CIRCUNSCRIÇÃO 1 ano
 
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 Regras para escolha do número de candidatos aos cargos do Poder Executivo 
 
 Regras para escolha do número de candidatos ao cargo de Senador da 
República. Nos anos que houver a eleição de 2 Senadores o partido ou 
coligação indicará 2 candidatos. No ano que houver a eleição de apenas 
1 Senador, o partido ou coligação indicará 1 candidato a Senador apenas. 
 Regras para escolha do número de Deputados Federal, Distrital e Estadual 
 PARA CASAS LEGISLATIVAS COM MAIS DE 12 VAGAS A DEPUTADO FEDERAL 
Cada partido ou coligação poderá indicar até 150% o número de lugares 
a preencher para os cargos de Deputado Federal, Deputados Estaduais e 
Distritais. 
 PARA CASAS LEGISLATIVAS COM 12 OU MENOS VAGAS A DEPUTADO FEDERAL 
 Nas unidades da Federação em que o número de lugares a preencher 
para a Câmara dos Deputados não exceder a doze, nas quais cada 
partido ou coligação poderá registrar candidatos a Deputado 
Federal e a Deputado Estadual ou Distrital no total de até 200% 
(duzentos por cento) das respectivas vagas 
 Regras para escolha do número de Vereadores 
Cada partido ou coligação poderá registrar candidatos para as Câmaras 
Municipais no TOTAL DE ATÉ 150% (cento e cinquenta por cento) do número 
de lugares a preencher, EXCETO nos Municípios de até cem mil eleitores, 
nos quais cada coligação poderá registrar candidatos no total de até 200% 
(duzentos por cento) do número de lugares a preencher. 
 ARREDONDAMENTO 
CARGO DE 
PRESIDENTE/VICE
1 candidato 
(partido ou 
coligação)
CARGO DE 
GOVERNADOR/VICE
1 candidato 
(partido ou 
coligação)
CARGO DE 
PREFEITO/VICE
1 candidato 
(partido ou 
coligação)
 
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 QUOTA ELEITORAL DE GÊNERO 
 Do número de vagas, cada partido ou coligação preencherá o mínimo de 30% 
e o máximo de 70% para candidaturas de cada sexo. 
 VAGAS REMANESCENTES 
 
COMPETÊNCIA PARA REGISTRAR 
 
 LEGITIMADOS E PRAZO LIMITE PARA REQUER O REGISTRO 
SE INFERIOR A MEIO 
(0,5)
arredonda-se para 
baixo
SE IGUAL OU SUPERIOR 
A MEIO (0,5)
arredonda-se para 
cima
PRAZO PARA INDICAR 
CANDIDATOS ÀS VAGAS 
REMANESCENTES
30 dias antes do 
pleito
COMPETÊNCIA PARA O REGISTRO DE CANDIDATURA
Juiz Eleitoral
cargos de Prefeito e de 
vice-Prefeito
TRE
cargos de Senador Federal, 
de Deputado Federal, de 
Governador, de vice-
Governador e de Deputado 
Estadual
TSE
cargos de Presidente e de 
vice-Presidente
 
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 Tanto os partidos políticos como a coligação terão até as 19 horas do 
dia 15 de agosto do ano eleitoral para registrar os candidatos escolhidos 
em convenção. 
 
 Passado o prazo limite acima, serão divulgadas listas conferindo publicidade 
aos candidatos indicados pelos partidos políticos. Caso o candidato 
regularmente escolhido não conste da lista, ele próprio poderá requerer o 
registro à Justiça Eleitoral no PRAZO DE 48 HORAS. 
LEGITIMADOS PARA 
REQUERER O 
REGISTRO
partido político
coligaçãopré-candidato
PRAZO PARA REGISTRAR 
CANDIDATOS PERANTE A 
JUSTIÇA ELEITORAL
até as 19 horas do 
dia 15 de agosto do 
ano eleitoral
 
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 AFERIÇÃO DA IDADE MÍNIMA E DO DOMICÍLIO 
EM REGRA, a idade mínima é aferida na data da posse. Para o cargo de vereador, 
CONTUDO, exige-se a idade mínima de 18 anos a idade mínima será aferida na 
data-limite para o pedido de registro. 
 NOME PARA REGISTRO DO CANDIDATO 
 
 Dois candidatos pretenderem o mesmo nome para a campanha eleitoral – 
PROCEDIMENTO: 
E
X
C
E
Ç
Õ
E
S
48 h após a publicação das 
listas, pelo próprio candidato
se partido ou coligação não 
registrar 
até 30 dias antes do pleito
vagas remanescentes pelo 
órgão de direção (não 
escolhido em convenção)
até 10 dias após a 
ocorrência do fato se o 
candidato
for declarado inelegível (20 
dias antes) 
se o candidato renunciar (20 
dias antes)
tiver indeferido ou cancelado 
o registro (20 dias antes)
se o candidato falecer após 
o termo final do prazo do 
registro
•NÃO gere dúvidas quanto à identidade;
•NÃO atente contra o pudor;
•NÃO seja ridículo ou irreverente.
PARA ALÉM DO NOME COMPLETO O CANDIDATO 
INDICARÁ OUTROS 3 NOMES EM ORDEM DE 
PREFERÊNCIA, DESDE QUE:
 
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 SUBSTITUIÇÃO DE CANDIDATO 
 
 PRAZO 
 
 CANCELAMENTO DO REGISTRO 
 
 NÚMERO DO CANDIDATO 
1º
•comprovar que são
conhecidos pelo nome
indicado
2º
•verificar se já utilizou o nome
quando do exercício de
mandato eletivo ou se
concorreu com tal nome
3º
•comprovar que são
conhecidos política, social ou
profissionalmente com o
nome
4º
•são registrados com o
nome completo
PERMITE-SE A SUBSTITUIÇÃO PELO PARTIDO OU 
COLIGAÇÃO, SE O CANDIDATO INDICADO
for considerado 
inelegível renunciar falecer
tiver indeferido 
ou cancelado o 
registro
PRAZOS PARA A ESCOLHA DE 
SUBSTITUTOS
até 20 dias 
antes do pleito
EXCEÇÃO: em caso de falecimento 
poderá ser indicado após o prazo de 20 
dias.
CANCELAMENTO DO 
REGISTRO
expulso do partido por 
violar o estatuto
deve ser assegurada a 
ampla defesa
 
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Cada candidato irá concorrer às eleições com um número próprio com indicação 
do partido político ao qual está filiado. A extensão do número indica o 
cargo para o qual concorre. 
 
 O partido tem o direito de manter a legenda. 
 Os candidatos que concorrerem ao cargo de Senador da República, 
Deputado Estadual, Deputado Federal e Vereador poderão solicitar a 
alteração da variação de números à direita, desde que observada a legenda. 
 Os candidatos a cargos do Poder Executivo (Presidente, Governador e 
Prefeito) utilização o número da legenda. 
 PRAZO PARA JULGAMENTO DOS PEDIDOS DE REGISTRO 
 ATÉ 20 DIAS ANTES DAS ELEIÇÕES, os TREs enviarão ao TSE a relação dos 
candidatos sob sua competência, com referência ao sexo e cargo para o qual 
concorrer. Até essa data, todos os pedidos de registro devem estar julgados 
nas instâncias ordinárias, inclusive aqueles que forem objeto de impugnação. 
Para tanto, a Justiça Eleitoral deverá conferir prioridade em relação aos demais 
processos judiciais, àqueles que envolvam o registro de candidatos. 
 REGRAS ESPECÍFICAS DO CE 
 o candidato poderá registrar uma única candidatura, seja na mesma ou em 
diferentes circunscrições. 
 O partido político ou os candidatos somente poderão se inscrever candidatos 
caso tenham, dentro da circunscrição, constituído diretório partidário. 
 O registro para os cargos do Poder Executivo é de chapa única, ou seja, cada 
partido ou coligação poderá lançar apenas um único candidato. 
 O registro de candidatos a suplente de Senador da República é efetuado 
conjuntamente com o registro do titular. 
Presidente os dois algarismos da legenda LL
Senador os dois algarismos da legenda + 
número à direita LLX
Deputado 
Federal
os dois algarismos da legenda + dois 
números à direita LLXX
Deputado 
Estadual
os dois algarismos da legenda + três 
números à direita LLXXX
Eleições 
Municipais
disciplinados por Resolução Específica 
do TSE
 
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 O registro de candidato a suplente de Deputados Federais é, em caráter 
excepcional, efetuado junto com o titular, APENAS PARA OS TERRITÓRIOS, 
SE HOUVER. 
 prazo para pedido de registro na Justiça Eleitoral: ATÉ 15.08. 
Sistema eletrônico de votação e totalização dos votos 
 CONCEITO 
 Conjunto de programas que compreende o sistema eletrônico de votação é 
desenvolvido exclusivamente pelo TSE ou sob encomenda deste órgão. Isso não 
significa, todavia, que esses softwares e hardwares não sejam passíveis de 
fiscalização pelos partidos políticos e candidatos. 
 O controle é tão rígido que inclusive o fornecimento de urnas para treinamento 
é controlada pelo TSE e acompanhado pelos partidos políticos. 
 URNA ELETRÔNICA 
 Ordem das telas: 
 
 Imagem: 
 
 Voto em branco versus voto nulo: 
1º CAMPO PARA NÚMERO DO CANDIDATO OU DA LEGENDA
2º NOME E FOTOGRAFIA DO CANDIDATO E A LEGENDA
 
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 Possibilidade votos: 
 
 PAINEL 
 Informações: 
 
 
 PARA AS ELEIÇÕES GERAIS 
VOTO EM 
BRANCO
eleitor não manifesta preferência por 
nenhum dos candidatos. 
VOTO 
NULO
eleitor manifesta sua vontade de anular, 
digitando na urna eletrônica um número 
que não seja correspondente a nenhum 
candidato ou partido político.
É POSSÍVEL 
VOTAR
para o 
candidato
na legenda
nulo
em branco
1º- a designação do 
cargo disputado;
2º - número do 
candidato;
3º - nome do titular e, 
inclusive, vice e 
suplente, se for o 
caso;
4º - nome do partido 
ou a respectiva 
legenda
5º - foto do titular do 
cargo e, inclusive, dos 
vices e suplentes se 
for o caso.
 
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 PARA AS ELEIÇÕES MUNICIPAIS 
 
 Registre-se que já para o próximo pleito em 2016, à medida que o eleitor votar, 
haverá a formação de uma lista dos candidatos já votados. Ao final da votação o 
eleitor, e apenas, poderá constatar o rol dos candidatos que votou. 
 É bom registrar que, em regra, somente será admitido para votar no dia das 
eleições o eleitor que estiver com o nome indicado nas folhas de votação, que 
são afixados nas respectivas seções. De todo modo, permite-se – segundo 
disciplinado em Resoluções do TSE – o voto em trânsito, para candidato a 
Presidente e vice-Presidente em seções específicas e nas capitais de estado. 
 impressão do voto para o eleitor - de acordo com o TSE, a impressão do 
voto poderá por o sistema em risco, gerar coação sobre o eleitor, possibilitando 
fraude. 
 Somente poderá votar quem constar da folha de votação. 
 
presidente 
e vice-
presidente 
da 
República
governador 
e vice-
governador
senadordeputado 
estadual
deputado 
federal
prefeito e vice-Prefeitovereador
 
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9 - Considerações Finais 
Chegamos ao final da aula. 
Na próxima aula veremos a Lei dos Partidos Políticos. 
Até lá! 
Bons estudos! 
Ricardo Torques 
 
rst.estrategia@gmail.com 
 
bit.ly/eleitoralparaconcursos 
 
 
RATEIO DE MATERIAIS PARA CONCURSOSPor fim, o inc. III determina que, se os candidatos classificados na 
ordem remanescente não obtiverem o mínimo de 10% do quociente eleitoral, a 
vaga será destinada ao candidato cujo partido tiver a maior média. 
Notem, portanto, que as duas regras acima são complementares. 
Na sequência, vamos construir dois exemplos, um para o caso em que o 
candidato, embora classificado não atingir a votação nominal mínima. Outro 
exemplo, para as situações nas quais não fechar completamente o número de 
vagas na distribuição em função do quociente partidário. 
EXEMPLO 01: QUANDO ALGUM DOS CANDIDATOS, EMBORA 
CLASSIFICADO NO NÚMERO DE VAGAS DO PARTIDO, NÃO OBTIVER A 
VOTAÇÃO NOMINAL MÍNIMA. 
No exemplo que tratamos acima, calculamos a distribuição de vagas e notamos 
que houve a sobra de uma vaga. 
Vamos retomar os dados... 
 quociente eleitoral 
Número de Eleitores: 100.000 
Número de Vagas: 20 
芸継 噺 などど┻どどどにど 噺 の┻どどど 
 quociente partidário 
Partido A = 50.000 
Partido B = 30.000 
Partido C = 20.000 
芸鶏欠堅建件穴剣 畦 噺 のど┻どどどの┻どどど 噺 など 芸鶏欠堅建件穴剣 稽 噺 ぬど┻どどどの┻どどど 噺 は 芸鶏欠堅建件穴剣 系 噺 にど┻どどどの┻どどど 噺 ね 
 distribuição das vagas 
Partido A Partido B Partido C 
09 candidatos eleitos 6 candidatos eleitos 4 candidatos eleitos 
Zé 1 – 30000 votos 
Zé 2 – 6000 votos 
Zé 3 – 4000 votos 
Zé 4 – 3000 votos 
Zé 5 – 2000 votos 
Zé 6 – 1000 votos 
Zé 7 – 800 votos 
Zé 8 – 700 votos 
Zé 9 – 650 votos 
João 1 – 9000 votos 
João 2 – 7000 votos 
João 3 – 5000 votos 
João 4 – 3000 votos 
João 5 – 2000 votos 
João 6 – 1500 votos 
João 7 – 1000 votos 
João 8 – 500 votos 
 
Jorge 1 – 5500 votos 
Jorge 2 – 4500 votos 
Jorge 3 – 3500 votos 
Jorge 4 – 3000 votos 
Jorge 5 – 2000 votos 
Jorge 6 – 1000 votos 
 
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Zé 10 – 450 votos 
* Os 1400 votos restantes 
estão distribuídos em 
candidatos com menor 
votação e em votos de 
legenda. 
* Os 1000 votos restantes 
estão distribuídos em 
candidatos com menor 
votação e em votos de 
legenda. 
* Os 500 votos restantes estão 
distribuídos em candidatos com 
menor votação e em votos de 
legenda. 
 sobra 
Houve sobra de uma vaga pelo não preenchimento da votação mínima nominal. 
Nesse caso será necessário efetuar o cálculo da sobra de vagas. 
No exemplo que vimos acima: 芸鶏欠堅建件穴剣 畦 噺 ひ 芸鶏欠堅建件穴剣 稽 噺 は 芸鶏欠堅建件穴剣 系 噺 ね 
ひ 髪 は 髪 ね 噺 なひ 
Notem que houve sobra neste caso, já que a soma dos quocientes resultou em 
19 candidatos eleitos para 20 cadeiras. 
Vamos, portanto, aplicar a fórmula da média... 
Dessa forma, teremos: 
Q Partido A = 9 
Q Partido B = 6 
Q Partido C = 4 
警é穴件欠 畦 噺 のど┻どどどひ 髪 な 噺 の┻どどど 警é穴件欠 稽 噺 ぬど┻どどどは 髪 な 噺 ね┻にぱは 警é穴件欠 系 噺 にど┻どどどね 髪 な 噺 ね┻どどど 
Agora redobrem a atenção! Devemos considerar como detentor da vaga 
remanescente, o partido que obtiver a maior média. No caso, o Partido A, porque 
atingiu a média de 5.000. Contudo, devemos ressaltar que o 10º candidato não 
atingiu o mínimo, logo devemos buscar o segundo colocado com maior média. 
Assim, ao Partido B (João 7) será destinada a vaga remanescente. 
Assim, teremos: 芸鶏欠堅建件穴剣 畦 噺 ひ 芸鶏欠堅建件穴剣 稽 噺 ば 芸鶏欠堅建件穴剣 系 噺 ね 
Agora vejamos a possibilidade de sobra de vagas em decorrência do não 
preenchimento em face do quociente partidário... 
EXEMPLO 02: QUANDO, PELA DISTRIBUIÇÃO EM FUNÇÃO DO QUOCIENTE 
PARTIDÁRIO, NÃO FECHAR COMPLETAMENTE O NÚMERO DE VAGAS. 
 calculando o quociente eleitoral 
 
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Número de Eleitores: 100.000 
Número de Vagas: 16 
芸継 噺 などど┻どどどなは 噺 は┻にのど 
Nesse exemplo, vamos considerar que todos os candidatos de todos os partidos 
atingiram, pelo menos, 625 votos, ou seja, 10% do quociente eleitoral acima. 
 calculando o quociente partidário 
Partido A = 46.000 
Partido B = 28.000 
Partido C = 26.000 
芸鶏欠堅建件穴剣 畦 噺 ねは┻どどどは┻にのど 噺 ば┸ぬは 芸鶏欠堅建件穴剣 稽 噺 にぱ┻どどどは┻にのど 噺 ね┸ねぱ 芸鶏欠堅建件穴剣 系 噺 には┻どどどは┻にのど 噺 ね┸なは 
Desprezando o quociente partidário, temos: 芸鶏欠堅建件穴剣 畦 噺 ば 芸鶏欠堅建件穴剣 稽 噺 ね 芸鶏欠堅建件穴剣 系 噺 ね 
Lembrem-se, NO CÁLCULO DO QUOCIENTE PARTIDÁRIO, DESPREZA-SE A 
FRAÇÃO! 
Somando os quocientes, temos (7 + 4 + 4 = 15). Há uma sobra de uma vaga a 
ser distribuída. 
A qual partido ela será destinada? 
Para calcular a quem será destinada a vaga remanescente devemos dividir o 
número de votos válidos atribuídos a cada partido político pelo quociente de cada 
partido somando 1, aquele que atingir a maior média ficará com a vaga 
remanescente. 
Segundo o exemplo: 警é穴件欠 噺 軽え 穴結 撃剣建剣嫌 穴剣 鶏欠堅建件穴剣芸鶏 髪 な 
Assim, teremos: 
Q Partido A = 7 
Q Partido B = 4 
Q Partido C = 4 
警é穴件欠 畦 噺 ねは┻どどどば 髪 な 噺 の┻ばのど 警é穴件欠 稽 噺 にぱ┻どどどね 髪 な 噺 のはどど 警é穴件欠 系 噺 には┻どどどね 髪 な 噺 のにどど 
Quem levará a vaga remanescente? O Partido A, porque teve a maior média. 
Desse modo, no exemplo trazido, os candidatos serão distribuídos entre os 
partidos do seguinte modo: 
 
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Q Partido A = 8 (7 do quociente partidário + a vaga remanescente) 
Q Partido B = 4 
Q Partido C = 4 
Para finalizar, devemos avaliar a hipótese de existir mais de duas vagas 
sobrando. No exemplo acima, sobrou apenas uma única vaga. 
Mas, e se sobrar duas ou mais? 
Em tais situações devemos aplicar o cálculo acima duas vezes. Vejamos mais um 
exemplo! 
 calculando o QE 
Número de Eleitores: 100.000 
Número de Vagas: 16 
芸継 噺 などど┻どどどなは 噺 は┻にのど 
 calculando o QP 
Partido A = 32.000 
Partido B = 21.000 
Partido C = 20.000 
Partido D = 14.000 
Partido E = 7.000 
Partido F = 6.000 
芸鶏欠堅建件穴剣 畦 噺 ぬに┻どどどは┻にのど 噺 の┸なに 芸鶏欠堅建件穴剣 稽 噺 にな┻どどどは┻にのど 噺 ぬ┸ぬは 芸鶏欠堅建件穴剣 系 噺 にど┻どどどは┻にのど 噺 ぬ┸に 芸鶏欠堅建件穴剣 経 噺 なね┻どどどは┻にのど 噺 に┸にね 芸鶏欠堅建件穴剣 継 噺 ば┻どどどは┻にのど 噺 な┸なに 芸鶏欠堅建件穴剣 繋 噺 は┻どどどは┻にのど 噺 ど┸ひは 
Notem, inicialmente, que o Partido F não terá direito a nenhuma cadeira, pois 
não conseguiu o número mínimo de votos. 
Em relação aos demais, desprezando o quociente partidário, temos: 芸鶏欠堅建件穴剣 畦 噺 の 芸鶏欠堅建件穴剣 稽 噺 ぬ 芸鶏欠堅建件穴剣 系 噺 ぬ 芸鶏欠堅建件穴剣 経 噺 に 芸鶏欠堅建件穴剣 継 噺 な 
Somando os quocientes, temos (5 + 3 + 3 + 2 + 1 = 14). Há sobra de duas 
vagas a serem distribuídas. 
Em relação à primeira vaga... 
Lembrem-se, inicialmente, da fórmula para o cálculo da média. 
 
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警é穴件欠 噺 軽え 穴結 撃剣建剣嫌 穴剣 鶏欠堅建件穴剣芸鶏 髪 な 
Assim, teremos: 
芸鶏欠堅建件穴剣 畦 噺 の 芸鶏欠堅建件穴剣 稽 噺 ぬ 芸鶏欠堅建件穴剣 系 噺 ぬ 芸鶏欠堅建件穴剣 経 噺 に 芸鶏欠堅建件穴剣 継 噺 な 
警é穴件欠 畦 噺 ぬに┻どどどの 髪 な 噺 捜┻ 惣惣惣 警é穴件欠 稽 噺 にな┻どどどぬ 髪 な 噺 のにのど 警é穴件欠 系 噺 にど┻どどどぬ 髪 な 噺 のどどど 警é穴件欠 経 噺 なね┻どどどに 髪 な 噺 ねははは 警é穴件欠 継 噺 ば┻どどどな 髪 な 噺 ぬのどど 
Assim, o Partido A ficará com a primeira vaga remanescente. 
Em relação à segunda vaga... 
Para o cálculo da segunda vaga remanescente, devemos efetuar novo cálculo, 
PORÉM, AGORA CONSIDERANDO A VAGA ADICIONAL DO PARTIDO A. 
Assim, temos: 
芸鶏欠堅建件穴剣 畦 噺 の 芸鶏欠堅建件穴剣 稽 噺 ぬ 芸鶏欠堅建件穴剣 系 噺 ぬ 芸鶏欠堅建件穴剣 経 噺 に 芸鶏欠堅建件穴剣 継 噺 な 
警é穴件欠 畦 噺 ぬに┻どどど掃 髪 な 噺 想┻ 捜挿層 警é穴件欠 稽 噺 にな┻どどどぬ 髪 な 噺 捜匝捜宋 警é穴件欠 系 噺 にど┻どどどぬ 髪 な 噺 のどどど 警é穴件欠 経 噺 なね┻どどどに 髪 な 噺 ねははは 警é穴件欠 継 噺 ば┻どどどな 髪 な 噺 ぬのどど 
A segunda vaga ficará, portanto, com o Partido B. 
Dessa forma, teremos a seguinte distribuição final de vagas: 芸鶏欠堅建件穴剣 畦 噺 は 芸鶏欠堅建件穴剣 稽 噺 ね 芸鶏欠堅建件穴剣 系 噺 ぬ 芸鶏欠堅建件穴剣 経 噺 に 芸鶏欠堅建件穴剣 継 噺 な 芸鶏欠堅建件穴剣 繋 噺 ど 
 
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Finalizamos o estudo da distribuição das vagas no sistema proporcional. Antes de 
seguirmos para as observações relativas ao sistema eleitoral misto, devemos 
tecer uma rápida observação. 
Para o exercício dos cargos no legislativo são eleitos suplentes, cuja escolha 
observará a ordem de classificação dentro do partido político. 
Vejamos, ainda, alguns aspectos pontuais relevantes. 
Observações Finais 
Vejamos algumas informações finais. 
 Os partidos que não preencherem o quociente eleitoral não poderão 
participar do cálculo da média, em razão do que prevê o art. 109, §2º, do 
CE. 
§ 2o Somente poderão concorrer à distribuição dos lugares os partidos ou as coligações que 
tiverem obtido quociente eleitoral. 
 
 No caso de empate na votação de candidatos de um mesmo partido 
político ou coligação, será eleito o candidato mais idoso. 
Vimos que, dentro do mesmo partido, a definição das vagas observará o número 
de votos. Caso haja empate entre eles, será escolhido o candidato mais idoso, 
conforme orienta o art. 110, do CE: 
Art. 110. Em caso de empate, haver-se-á por eleito o candidato mais idoso. 
 Se nenhum partido ou coligação alcançar o quociente eleitoral, a regra 
de definição das vagas observará o princípio majoritário. 
A remotíssima hipótese vem declinada no art. 111, do CE: 
Art. 111 - Se nenhum Partido ou coligação alcançar o quociente eleitoral, considerar-se-ão 
eleitos, até serem preenchidos todos os lugares, os candidatos mais votados. 
 Os suplentes serão os candidatos mais votados em ordem, sem a regra 
da votação nominal mínima acima estudada. 
Atenção à redação do art. 112, que foi alterado pela Lei nº 13.165/2015. 
Art.112. Considerar-se-ão suplentes da representação partidária: 
Parágrafo único. Na definição dos suplentes da representação partidária, não há exigência 
de votação nominal mínima prevista pelo art. 108. 
 Se não houver suplente em caso de vacância serão realizadas novas 
eleições, exceto se faltar menos de quinze meses para o término do 
mandato. 
O CE fala em 9 meses! Vejamos: 
Art. 113. Na ocorrência de vaga, não havendo suplente para preenchê-la, far-se-á eleição, 
salvo se faltarem menos de nove meses para findar o período de mandato. 
Os partidos que não preencheram o quociente eleitoral 
não poderão participar do cálculo da média
 
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Contudo, em relação a essa matéria, devemos aplicar o art. 56, §2º, da CF. 
Vejamos: 
§ 2º Ocorrendo vaga e não havendo suplente, far-se-á eleição para preenchê-la se faltarem 
mais de quinze meses para o término do mandato. 
Portanto: 
 
Sistema Eleitoral Misto 
Vamos tratar do sistema misto apenas para não gerar confusões desnecessárias 
no dia da prova. Trata-se de um sistema peculiar, que mescla, para a escolha de 
um mesmo candidato, regras do sistema majoritário com regras do sistema 
proporcional. 
Notem que em nosso sistema eleitoral ou adotamos o sistema majoritário ou 
adotamos o sistema proporcional. Não há, para nenhum dos cargos elegíveis, a 
mescla entre o sistema proporcional e o sistema majoritário ao mesmo tempo. 
Lembre-se: 
SISTEMA MISTO = REGRAS DO SISTEMA MAJORITÁRIO + REGRAS DO 
SISTEMA PROPORCIONAL 
SISTEMA ELEITORAL BRASILEIRO = SISTEMA MAJORITÁRIO OU 
SISTEMA PROPORCIONAL 
Quanto ao sistema misto é o necessário para a nossa prova! 
Finalizamos, assim, a primeira parte dos nossos estudos, que envolve os sistemas 
eleitorais e os dispositivos iniciais da Lei das Eleições. 
3 - Coligação Partidária 
As coligações são agrupamentos transitórios de partidos políticos criados com o 
objetivo de disputar as eleições. 
Segundo a doutrina de José Jairo Gomes5: 
Coligação é o consórcio de partidos políticos formados com o propósito de atuação conjunta 
e cooperativa na disputa eleitoral. 
A coligação, embora não tenha personalidade jurídica, durante o processo 
eleitoral atua como se fosse um partido político perante a Justiça Eleitoral, com 
as mesmas prerrogativas e funções de um partido político. 
Para a prova... 
 
5 GOMES, José Jairo. Direito Eleitoral, p. 274. 
Se não houver suplente em caso de vacância serão realizadas 
novas eleições, exceto se faltar menos de quinze meses para o 
término do mandato
 
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A prerrogativa dos partidos em constituir coligações vem disciplinada no art. 6º, 
da LE: 
Art. 6º É facultado aos partidos políticos, dentro da mesma circunscrição, celebrar 
coligações para eleição majoritária, proporcional, ou para ambas, podendo, neste último 
caso, formar-se mais de uma coligação para a eleição proporcional dentre os partidos que 
integram a coligação para o pleito majoritário. 
O dispositivo acima confere liberdade aos partidos políticos para se organizarem 
sob a forma de coligações. Assim, tanto nas eleições majoritárias como nas 
eleições proporcionais, os partidos possuem ampla liberdade na formação de 
coligações. 
Há, contudo, uma limitação. Dentro da mesma circunscrição (nacional, estadual 
ou municipal), caso haja eleições tanto para cargos majoritários como para 
cargos proporcionais, não se admite a formação de distintas coligações na mesma 
circunscrição. 
Por exemplo, se os Partidos A, B e C forem coligados para eleição do cargo de 
Governador do Estado do Amazonas, não se admite a formação de coligação entre 
os Partidos A, C e D para candidato ao cargo de Deputado Federal daquele Estado. 
Essa é a regra. A parte final do art. 6º, contudo, permite que entre os partidos 
que formam a coligação para cargos majoritários é possível formar-se coligações 
menores para cargos proporcionais. 
A melhor forma de compreender é por meio de exemplos. 
Se formada coligação entre os Partidos A, B, C e D para a eleição do cargo de 
Governador do Estado do Amazonas, admite-se a formação de coligação entre os 
Partidos A e B para o cargo de Deputado Federal. Do mesmo modo, os Partidos 
C e D também poderão, isoladamente ou coligados, lançarem candidatos próprios 
ao cargo de Deputado Federal. O que não é admissível é esses partidos firmarem 
coligações com outros, diferentes daqueles que se organizaram no pleito 
majoritário. 
Outra informação importante! Não confundam com o conceito de verticalização 
partidária. Essa organização que estudamos aplica-se dentro da mesma 
circunscrição. 
Sabemos que, antes de 2006, havia entendimento no sentido de que as 
coligações firmadas a nível federal (para a eleição de Presidente, por exemplo), 
COLIGAÇÃO PARTIDÁRIA
agrupamento de 
partidos temporário
não possui 
personalidade 
jurídica
atua perante a 
Justiça Eleitoral 
como se fosse um 
partido
 
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deveriam ser observadas a nível estadual (para o cargo de Governador). Essa 
regra era denominada de verticalização das coligações. 
Em que pese a liberdade conferida aos partidos políticos para se organizar em 
coligações, o TSE impunha a obrigatoriedade de que os partidos políticos, 
coligados em eleições presidenciais não poderiam formar alianças distintas nas 
esferas estaduais, distrital ou municipais com outros partidos. 
Essa regra denominou-se de verticalização das coligações partidárias. 
Contudo, a Emenda Constitucional nº 52/2006 pôs fim à verticalização ao prever, 
no art. 17º, §1º, da CF, que os partidos políticos têm autonomia para definir a 
estrutura eo funcionamento, podendo se coligar a outros partidos SEM A 
OBRIGATORIEDADE DE VINCULAÇÃO ENTRE AS CANDIDATURAS EM 
ÂMBITO NACIONAL, ESTADUAL, DISTRITAL OU MUNICIPAL. 
Vejamos o dispositivo, segundo a redação atual: 
§ 1º É assegurada aos partidos políticos autonomia para definir sua estrutura interna, 
organização e funcionamento e para adotar os critérios de escolha e o regime de suas 
coligações eleitorais, sem obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em âmbito 
nacional, estadual, distrital ou municipal, devendo seus estatutos estabelecer normas de 
disciplina e fidelidade partidária. 
Tranquilo, não? 
 
 
Vejamos, em seguida, o §1º, do art. 6º, da LE: 
§ 1º A coligação terá denominação própria, que poderá ser a junção de todas as siglas 
dos partidos que a integram, sendo a ela atribuídas as prerrogativas e obrigações de partido 
político no que se refere ao processo eleitoral, e devendo funcionar como um só partido no 
relacionamento com a Justiça Eleitoral e no trato dos interesses interpartidários. 
Além de especificar que a coligação partidária tem denominação própria, o §1º 
destaca a informação que vimos acima, de que a coligação será considerada como 
partido político para fins de suas relações perante a Justiça Eleitoral. 
Ainda quanto à denominação, temos: 
§ 1º-A. A denominação da coligação NÃO poderá coincidir, incluir ou fazer 
referência a nome ou número de candidato, nem conter pedido de voto para 
partido político. 
VERTICALIZAÇÃO 
PARTIDÁRIA
NÃO existe a obrigatoriedade de vinculação 
entre as candidaturas de âmbito nacional, 
estadual, distrital ou municipal para a 
formação de coligações.
 
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Vejamos, a título de curiosidade, as coligações formadas 
para as eleições presidenciais, entre os três principais 
candidatos nas Eleições de 20146: 
Coligação com a Força do Povo Coligação Muda Brasil Unidos pelo Brasil 
 
Em relação à propaganda eleitoral, prevê o §2º que as coligações deverão portar-
se de dois modos nas eleições, a depender se são eleições majoritárias ou 
eleições proporcionais: 
§ 2º Na propaganda para eleição majoritária, a coligação 
usará, OBRIGATORIAMENTE, sob sua denominação, as legendas de todos os 
partidos que a integram; na propaganda para eleição proporcional, cada partido usará 
APENAS sua legenda sob o nome da coligação. 
Assim... 
 
 
Vejamos, na sequência, o §3º, que disciplina mais algumas regras importantes 
em relação à formação das coligações: 
§ 3º Na formação de coligações, devem ser observadas, ainda, as seguintes normas: 
I – na chapa da coligação, podem inscrever-se candidatos filiados a qualquer partido 
político dela integrante; 
II – o pedido de registro dos candidatos deve ser subscrito pelos Presidentes dos 
partidos coligados, por seus Delegados, pela maioria dos membros dos respectivos 
órgãos executivos de direção OU por representante da coligação, na forma do inciso 
III; 
 
6 Consultado em http://g1.globo.com/politica/eleicoes/2014/coligacoes-
partidarias/infografico/index.html, acesso 18.01.2015. 
ELEIÇÕES 
MAJORITÁRIAS
usará obrigatoriamente a 
legenda de todos os partidos, 
sob sua denominação
ELEIÇÕES 
PROPORCIONAIS
usará apenas a legenda do 
partido sob o nome da 
coligação
 
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III – os partidos integrantes da coligação devem designar um representante, que terá 
atribuições equivalentes às de Presidente de partido político, no trato dos interesses e 
na representação da coligação, no que se refere ao processo eleitoral; 
IV – a coligação será representada perante a Justiça Eleitoral pela pessoa designada 
na forma do inciso III OU por Delegados indicados pelos partidos que a compõem, 
podendo nomear até: 
a) três Delegados perante o Juízo Eleitoral; 
b) quatro Delegados perante o Tribunal Regional Eleitoral; 
c) cinco Delegados perante o Tribunal Superior Eleitoral. 
§ 4º O partido político coligado somente possui legitimidade para atuar de forma 
isolada no processo eleitoral quando questionar a validade da própria coligação, 
durante o período compreendido entre a data da convenção e o termo final do prazo para a 
impugnação do registro de candidatos. 
§ 5º A responsabilidade pelo pagamento de multas decorrentes de propaganda 
eleitoral é solidária entre os candidatos e os respectivos partidos, não alcançando outros 
partidos mesmo quando integrantes de uma mesma coligação. 
Acerca dos dispositivos acima, algumas observações são pertinentes. 
 A coligação poderá inscrever candidatos de qualquer um dos partidos 
políticos. 
Ademais, segundo entendimento do TSE não é necessário em eleições 
proporcionais, que a coligação indique candidatos de todos os partidos coligados7. 
 Quanto ao registro de candidatos pela coligação, a Lei das Eleições estabelece 
um rol de pessoas legitimadas a assinar o pedido. Esse rol é alternativo, ou seja, 
se um deles assinar basta. Não é necessária a assinatura por todos os 
indicados. 
Vejamos o rol que consta do art. 6º, §3º, II, da LE: 
 
Em que pese essa regra, é natural que os partidos políticos elejam 
representantes, os quais terão atribuições equivalentes às de Presidente de 
partido político no trato dos interesses e na representação da coligação, no que 
se refere ao processo eleitoral. 
 
7 REspe nº 13.404/2013. 
PODEM SUBSCREVER O 
PEDIDO DE REGISTRO
Presidentes dos partidos 
coligados
Delegados de Partido
maioria dos membros dos 
respectivos órgãos 
executivos de direção
representante da coligação
 
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 De todo modo, prevê a LE que a representação dos interesses da 
coligação perante a Justiça Eleitoral poderá ocorrer pelo representante 
eleito ou pelos Delegados escolhidos. 
Esses delegados serão responsáveis pela representação da coligação perante os 
órgãos da Justiça Eleitoral. Para fins de prova objetiva é fundamental memorizar 
o número de delegados cadastrados. 
 
Embora representem os interesses da coligação, os delegados não possuem 
capacidade postulatória, segundo entendimento do TSE8. Isso significa dizer 
que não poderão ingressar com ações em nome da coligação. 
 Os partidos, em regra, não poderão atuar isoladamente quando coligados. 
Assim, devem se fazer representar por intermédio da coligação e dos delegados 
escolhidos. 
Há, entretanto, uma exceção! Permite-se, excepcionalmente, que o partido atue 
sozinho para questionar a validade da própria coligação. Além disso, 
registre-se que tal atuação é restringida no tempo, ou seja, poderá o partido 
atuar sozinho para questionar a validade da coligação APENAS entre a data da 
convenção e o termo final do prazo para a impugnação do registro de 
candidatos. 
 Vige na Justiça Eleitoral o princípio da solidariedade entre partidos e candidatos 
em relação às multas impostas por propagandas irregulares. 
Tal princípio não se estende, contudo, às coligações. Desse modo, não é possível 
responsabilizar um dos partidos da coligação por atos praticados pelo candidato 
ou pelo partido, ao qual está filiado em relação aos atos de propaganda. 
A extinção das coligações ocorre, naturalmente, com o término das eleições. 
Contudo, segundo a doutrina, a extinção poderá decorrer do distrato, ou seja, 
quando os partidos concluem não ser mais conveniente manter a coligação. 
Também é possível a extinção da coligação pela extinçãode um dos partidos, 
quando houver dois partidos coligados, ou pela desistência de candidatos no 
pleito, quando não houver indicação de substitutos. 
 
8 REspe nº 26.587/2006. 
DELEGADOS DA COLIGAÇÃO
3
Juízo Eleitoral
4
TRE
5
TSE
 
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4 - Convenções 
4.1 - Conceito 
Em regra, o cidadão que observar as condições de elegibilidade e caso não incorra 
numa das inelegibilidades constitucionais e infraconstitucionais poderá 
candidatar-se a cargo político. Fala-se no direito subjetivo de concorrer às 
eleições. De todo modo, na prática, há mais interessados do que vagas para 
concorrer aos cargos políticos. Assim, é necessário a estruturação de um sistema 
para a seleção, dentro do partido, dos candidatos que serão lançados. 
Esse sistema de escolha é a convenção partidária. 
Segundo José Jairo Gomes9: 
Convenção é a reunião ou assembleia formada pelos filiados a um partido político – 
denominado convencionais – cuja finalidade é eleger os que concorrerão ao pleito. Em 
outros termos, é o meio pelo qual os partidos escolhem os candidatos que disputarão as 
eleições. 
As convenções constituem, portanto, em órgãos de deliberação dos partidos 
políticos que são regidos essencialmente pelo estatuto do partido 
político. Dentro da liberdade conferida aos partidos políticos pelo art. 17, §1º, 
da CF, está a possibilidade de disciplinar o funcionamento das convenções. 
 
 
4.2 - Normas que Regem as Convenções 
Como vimos, confere-se liberdade aos partidos políticos para a escolha de 
candidatos. Contudo, deve-se observar as prescrições legais, tal como se 
depreende do art. 7º, caput, da LE: 
Art. 7º As normas para a escolha e substituição dos candidatos e para a formação de 
coligações serão estabelecidas no estatuto do partido, observadas as disposições 
desta Lei. 
Se não houver regras suficientes no estatuto, quem definirá as normas para as 
convenções é o órgão de direção nacional do partido político, que deverá fixar 
tais regras e, em seguida, publicá-las no DOU no prazo de 180 dias antes das 
eleições. 
§ 1º Em caso de omissão do estatuto, caberá ao órgão de direção nacional do partido 
estabelecer as normas a que se refere este artigo, publicando-as no Diário Oficial da 
União ATÉ CENTO E OITENTA DIAS ANTES DAS ELEIÇÕES. 
 
9 GOMES, José Jairo. Direito Eleitoral, p. 268. 
POR CONVENÇÕES DEVEMOS COMPREENDER A REUNIÃO FORMADA PELOS 
FILIADOS DO PARTIDO OU DA COLIGAÇÃO PARA ESCOLHER OS 
CANDIDATOS QUE CONCORRERÃO ÀS ELEIÇÕES.
 
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Vejamos uma linha do tempo: 
 
É importante que saibamos que haverá tantas convenções quantas forem as 
eleições. Melhor explicando, há convenções nacionais, estaduais e municipais. 
Assim, nas convenções nacionais, escolhe-se o candidato à Presidência e à vice-
Presidência da República que concorrerá pelo partido. Nas convenções estaduais, 
são escolhidos candidatos a Governador, a vice-Governador, a Senador da 
República e a Deputado Federal e Estadual. Já nas convenções municipais, 
escolhem-se os candidatos a Prefeito e a vice-Prefeito, bem como candidatos ao 
cargo de vereador. 
Como vimos, as normas, ou estão fixadas no estatuto do partido, ou estão fixadas 
pelo órgão de direção nacional. Desse modo, os demais órgãos do partido devem 
observar as prescrições estabelecidas, uma vez que representam, em última 
análise, a ideologia do partido político. 
Nesse contexto, nos ensina José Jairo Gomes10: 
Diante do caráter nacional que ostentam os partidos políticos necessariamente devem 
ostentar (CF, art. 17, I), o ajuste nacional apresenta primazia em relação aos inferiores – 
estadual e municipal. 
Em razão disso, os diretórios estaduais ou municipais devem observar as 
diretrizes fixadas pelo órgão nacional do partido político. Caso não 
observem tais regras durante as respectivas convenções, o órgão nacional 
poderá anular a deliberação e os atos decorrentes. Essa anulação deve ser 
comunicada à Justiça Eleitoral no prazo de 30 dias após a data limite para o 
registro de candidatos (dia 15.08 do ano das eleições até as 19 horas). 
Caso seja necessário escolher novos candidatos, o pedido de registro será 
apresentado à Justiça Eleitoral nos 10 dias seguintes à deliberação de anulação 
pelo órgão nacional. 
Vejamos os §§ 2º a 4º do art. 6º da Lei 9.504/1997: 
 
10 GOME, José Jairo. Direito Eleitoral, p. 268. 
NORMAS PARA AS 
CONVENÇÕES
além das prescrições 
legais
devem ser observadas 
as normas do estatuto 
OU
caso não haja 
regramento no 
estatuto
devem ser observadas as normas fixadas pelo 
órgão de direção nacional do partido que publicará 
as informações no DOU até 180 dias antes do 
pleito
 
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§ 2º Se a convenção partidária de nível inferior se opuser, na deliberação sobre 
coligações, às diretrizes legitimamente estabelecidas pelo órgão de direção 
nacional, nos termos do respectivo estatuto, poderá esse órgão anular a deliberação e 
os atos dela decorrentes. 
§ 3º As anulações de deliberações dos atos decorrentes de convenção partidária, 
na condição acima estabelecida, deverão ser comunicadas à Justiça Eleitoral NO PRAZO 
DE 30 (TRINTA) DIAS após a data limite para o registro de candidatos. 
§ 4º Se, da anulação, decorrer a necessidade de escolha de novos candidatos, o 
pedido de registro deverá ser apresentado à Justiça Eleitoral nos 10 (DEZ) DIAS 
seguintes à deliberação, observado o disposto no art. 13. 
Para a prova... 
 
 
4.3 - Momento de Realização da Convenção 
O momento de realização das convenções é disciplinado no art. 8º da LE. Muita 
atenção a esse dispositivo, pois a Lei nº 13.165/2015 alterou 
significativamente a sua redação. 
Vejamos a literalidade: 
Art. 8o A escolha dos candidatos pelos partidos e a deliberação sobre coligações 
deverão ser feitas no PERÍODO DE 20 DE JULHO A 5 DE AGOSTO do ano em que se 
realizarem as eleições, lavrando-se a respectiva ata em livro aberto, rubricado pela Justiça 
Eleitoral, publicada em vinte e quatro horas em qualquer meio de comunicação. 
Do art. acima extrai-se que a convenção ocorre num período delimitado. No ato 
redige-se uma ata que é rubricada pela Justiça Eleitoral e publicada em 24 horas. 
O órgão nacional pode anular a deliberação e os atos
decorrentes caso sejam contrários às normas legitimamente
fixadas pelo partido político.
Tal anulação deverá ser comunicada à Justiça Eleitoral no
prazo de 30 dias após o limite para o registro de candidatos.
Se necessário escolher novos candidatos, o pedido de registro
deverá ser apresentado à Justiça Eleitoral nos 10 dias
seguintes à deliberação.
 
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Em que pese tal regra, o TSE11 reconheceu em decisão 
recente, a necessidade da lavratura da ata de convenção, 
para escolha dos candidatos, com rubrica da ata pela 
Justiça Eleitoral. Vejamos o teor da ementa referida: 
REGISTRO DE CANDIDATURAS. ATA DE CONVENÇÃO. Embora o art. 8º da Lei nº 9.504/97 
estabeleça a exigência de que a lavratura de ata de convenção ocorra em livro aberto e 
rubricado pela Justiça Eleitoral, é possível o deferimento do demonstrativo de regularidadede atos partidários se não for evidenciado nenhum indício de grave irregularidade ou fraude 
no caso concreto, o que foi corroborado pela ausência de impugnação pelas legendas ou 
candidatos que integram a coligação ou mesmo por convencionais não escolhidos para a 
disputa. Agravo regimental não provido. 
Segundo orientação de José Jairo Gomes12, esse julgado consagra a regra de que 
não há decretação da nulidade se não houver demonstração de nulidade. Trata-
se da aplicação da regra do “pas de nullité sans grief”, segundo o qual meras 
irregularidades formais não possuem o condão de anular o procedimento que 
atingiu o objetivo a que se propôs. 
Em regra, no momento da Convenção há deliberação quanto à formação de 
coligações. Contudo, segundo o TSE13, permite-se à Convenção delegar tal 
atribuição ao órgão nacional do partido. De todo modo, para a validade da 
convenção exige-se que ela seja constituída até o dia 5/8. 
Para finalizar, devemos citar, ainda, outro entendimento do TSE14 a respeito das 
convenções. Em julgado, no ano de 2014, entendeu o Órgão Eleitoral Superior 
que a ocorrência de fraude na convenção de um, ou mais, partidos 
integrantes de coligação não acarreta, necessariamente, no indeferimento do 
registro da coligação, mas a exclusão dos partidos cujas convenções 
tenham sido consideradas inválidas. 
4.4 - Candidatura Nata 
Primeiramente: 
O que é candidatura nata? 
 
11 AgR-REspe nº 8.942/2012. 
12 GOMES, José Jairo. Direito Eleitoral, p. 271. 
13 REspe nº 26.763/2006. 
14 REspe nº 2204/2014. 
MOMENTO DA CONVENÇÃO
20.07 a 05.08
redige-se uma ata
a ata deve ser rubricada pela 
Justiça Eleitoral
a ata deve ser publicada em 24 
horas
 
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É o privilégio conferido aos detentores de mandato de Deputado Federal, de 
Deputado Estadual ou Distrital e de Vereadores de se lançarem à reeleição, 
independentemente de escolha em convenção partidária, bastando que estejam, 
tão somente, filiados ao mesmo partido político para o qual foram eleitos 
originariamente. 
 
Essa regra está fixada no art. 8º, §1º, da Lei 9.504/1997. O STF, contudo, em 
decisão liminar, decidiu pela suspensão da aplicabilidade desse dispositivo até o 
julgamento final da ADI nº 2.530. Os autos encontram-se com o relator desde 
2010 e aguardam julgamento final15. 
Desse modo, para fins do nosso concurso, é importante 
conhecer o dispositivo, porém, devemos saber 
que, atualmente, não há que se falar em 
candidatura nata, uma vez que o dispositivo se 
encontra com a aplicabilidade suspensa por 
decisão do STF. 
Essa regra vem disciplina do art. 8º, §1º: 
§ 1º Aos detentores de mandato de Deputado Federal, Estadual ou Distrital, ou de 
Vereador, e aos que tenham exercido esses cargos em qualquer período da legislatura que 
estiver em curso, é assegurado o registro de candidatura para o mesmo cargo pelo partido 
a que estejam filiados. 
Lembrem-se! Tal regra não se aplica, por ora, ante a suspensão da eficácia 
pelo STF! 
Para finalizarmos o dispositivo, vejamos o art. 8º, §2º, da Lei 9.504/1997, que 
permite a utilização gratuita de prédios públicos para a realização das 
convenções. 
§ 2º Para a realização das Convenções de escolha de candidatos, os partidos políticos 
poderão usar GRATUITAMENTE prédios públicos, responsabilizando-se por danos 
causados com a realização do evento. 
Para finalizar esse capítulo, vejamos o art. 9º, da LE. Aqui também devemos ter 
a máxima atenção em razão da reforma imposta pela Lei 13.165/2015, que 
reduziu o prazo de filiação partidária. Vejamos: 
Art. 9º Para concorrer às eleições, o candidato deverá possuir domicílio eleitoral na 
respectiva circunscrição pelo PRAZO DE, PELO MENOS, UM ANO antes do pleito, e 
estar com a filiação deferida pelo partido no mínimo SEIS MESES antes da data da 
eleição. 
Assim... 
 
15 Acompanhamento processual em http://goo.gl/3BWZib, acesso em 05.11.2015. 
CANDIDATURA 
NATA
Privilégio para Deputados e para Vereadores de se 
lançarem candidatos à reeleição sem necessidade 
de escolha em Convenção, caso mantenham-se 
filiados ao mesmo partido político pelo qual se 
elegeram.
 
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Para que determinada pessoa seja elegível, ela deverá possuir domicílio 
eleitoral na circunscrição por, pelo menos, UM ANO e filiação partidária 
por, pelo menos, SEIS MESES. Ambas as condições de elegibilidade levam em 
consideração a data das eleições. 
Registre-se, ainda, que o estatuto do partido político poderá prever prazo 
superior a seis meses, conforme estabelece a Lei dos Partidos Políticos. O que 
ele não poderá é fixar prazo inferior ao mínimo fixado no caput do art. 9º. 
Vejamos, na sequência, a regra constante do parágrafo único, que prevê: 
Parágrafo único. Havendo fusão ou incorporação de partidos após o prazo estipulado 
no caput, será considerada, para efeito de filiação partidária, a data de filiação do candidato 
ao partido de origem. 
No mesmo sentido, e também utilizado como fundamento para vedar a 
candidatura nata, está o art. 87, caput, do Código Eleitoral: 
Art. 87. Somente podem concorrer às eleições candidatos registrados por partidos. 
Parágrafo único. Nenhum registro será admitido fora do período de 6 (seis) meses antes da 
eleição16. 
Finalizamos, assim, as principais regras relativas às Convenções! 
5 - Registro de Candidaturas 
O registro das candidaturas é disciplinado entre os arts. 10 e 16-B da Lei das 
Eleições. 
Segundo Jose Cairo Gomes17: 
Com vistas a aferir tais requisitos é preciso que o partido formalize na Justiça Eleitoral 
pedido ou requerimento de registro de candidatura de seus filiados que tenham sido 
escolhidos em convenção e concordem em disputar as eleições. Para tanto, é instaurado 
um complexo processo, cujo objeto é o registro de candidatos no pleito político-eleitoral. 
 
16 Revogado tacitamente pela Lei das Eleições, conforme estudado acima. 
17 GOMES, José Jairo. Direito Eleitoral, p. 277. 
FILIAÇÃO PARTIDÁRIA 6 meses
DOMICÍLIO ELEITORAL NA 
CIRCUNSCRIÇÃO 1 ano
 
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Para chegarmos ao registro propriamente, devemos tratar, primeiramente, das 
regras que definem o número de candidatos que cada partido, ou coligação, 
poderá registrar. 
5.1 - Número de candidatos 
Vamos iniciar o estudo das regras constantes da Lei das Eleições que fixam o 
número de candidatos que poderão ser indicados pelos partidos políticos e pelas 
coligações. Veremos que, para cada cargo, haverá um número fixo e determinado 
de candidatos que podem ser apresentados. 
Esse assunto possui especial relevância porque a sistemática de definição do 
número de vagas foi totalmente modificada com recente reforma eleitoral. A Lei 
nº 13.165/2015 estabeleceu novos critérios e parâmetros, o que indica a 
necessidade de bem estudar esse assunto, uma vez que tem significativa 
probabilidade de aparecer em prova. 
Aqui, uma premissa inicial deve ficar clara: 
SOMENTE FAZ SENTIDO FALAR DE NÚMERO DE CANDIDATOS POR 
PARTIDO PARA AS ELEIÇÕES DE DEPUTADO (FEDERAL E ESTADUAL) E 
DE VEREADOR. Isso porque, em relação aos cargos do Poder Executivo, 
cada partido poderá registrar apenas um único candidato. 
E os cargos de Senador da República? 
Para tornar nosso estudo didático, vejamos: 
Regras para a escolha do número de candidatos aos cargos do Poder 
Executivo

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