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Independência do Brasil e o Primeiro 
Reinado 
A Crise do Sistema Colonial: Contexto e 
Fatores de Instabilidade 
A crise do sistema colonial no Brasil foi resultado 
de mudanças políticas, econômicas e sociais que 
enfraqueceram o domínio português no território 
e criaram tensões entre a colônia e a metrópole. 
Sendo seus principais fatores: 
Monopólio Comercial: A política do pacto colonial 
(exclusividade comercial com Portugal) limitava o 
desenvolvimento econômico da colônia, gerando 
insatisfação entre os colonos. 
Aumento da Fiscalização: A Coroa Portuguesa 
passou a intensificar a cobrança de tributos, 
especialmente com a derrama, uma medida para 
garantir o quinto do ouro. 
Esgotamento do Ouro: No século XVIII, as jazidas 
de ouro começaram a se esgotar, o que afetou a 
economia mineira e gerou descontentamento 
social. 
Influência do Iluminismo: Ideias iluministas vindas 
da Europa inspiraram movimentos emancipatórios, 
contestando a legitimidade do sistema colonial e 
o absolutismo como por exemplo a Inconfidência 
Mineira e a Conjuração Baiana. 
A Política Pombalina: Transformações no 
Império Português 
A política pombalina foi implementada durante o 
governo do Marquês de Pombal (1750-1777), sob 
o reinado de D. José I. Este período foi marcado 
por reformas que buscavam modernizar e 
centralizar o controle da Coroa sobre suas 
colônias, especialmente o Brasil. 
• Reformas Administrativas: 
Transferência da capital do Brasil de Salvador 
para o Rio de Janeiro (1763), visando aproximar o 
governo das regiões mineradoras. 
Extinção do sistema de capitanias hereditárias e 
maior controle da administração colonial pela 
Coroa. 
• Reformas Econômicas: 
Criação da Companhia Geral do Grão-Pará e 
Maranhão e da Companhia Geral de Pernambuco 
e Paraíba para estimular a economia regional e 
monopolizar o comércio colonial. 
Combate ao contrabando, especialmente de ouro, 
e fortalecimento da fiscalização tributária. 
Incentivo à produção agrícola de gêneros 
exportáveis, como cacau, canela, arroz, tabaco e 
algodão. 
Intensificação da exploração da mão de obra 
escravizada africana para sustentar as lavouras e 
atividades econômicas. 
Tentativa de controlar e integrar populações 
indígenas após a expulsão dos jesuítas, muitas 
vezes por meio da escravização disfarçada de 
"missões laicas." 
• Educação e Cultura: 
Expulsão dos jesuítas (1759): os jesuítas foram 
acusados de interferir na administração colonial e 
impedir a exploração da mão de obra indígena. 
Após sua expulsão, a Coroa assumiu o controle da 
educação. 
–
 
Conjuração Baiana e Inconfidência Mineira: 
Movimentos Emancipatórios no Brasil 
Colonial 
1. Inconfidência Mineira (1789): 
Contexto e Características 
A Inconfidência Mineira foi um 
movimento de caráter elitista, ocorrido na 
Capitania de Minas Gerais, em resposta às tensões 
econômicas e políticas do final do século XVIII. 
Contexto Histórico: 
Declínio da Mineração: O esgotamento das jazidas 
de ouro em Minas Gerais reduziu a arrecadação da 
Coroa Portuguesa, que respondeu com a 
intensificação da cobrança de tributos, 
especialmente a derrama (cobrança forçada do 
quinto atrasado). 
Influência Iluminista: Ideias vindas da Revolução 
Americana (1776) e da Revolução Francesa (1789) 
inspiraram a elite local a buscar maior autonomia 
política e econômica. 
Sociedade Secreta: O movimento foi liderado por 
membros da elite mineira, incluindo poetas, 
militares e intelectuais, como Joaquim José da 
Silva Xavier (Tiradentes), que desejavam romper 
com o domínio português. 
Principais Características: 
Propostas: Criação de uma república 
independente em Minas Gerais, implementação de 
uma universidade em Vila Rica (atual Ouro Preto) 
e redução dos impostos coloniais. 
Fracasso: O movimento foi delatado antes de sua 
eclosão. Seus líderes foram presos, e Tiradentes, 
que assumiu a responsabilidade, foi enforcado em 
1792, tornando-se mártir da independência 
brasileira. 
Elitismo: Embora revolucionário, o movimento não 
incluía a abolição da escravidão e tinha um 
caráter elitista, restringindo a participação às 
classes dominantes. 
2. Conjuração Baiana (1798): 
Contexto e Características 
A Conjuração Baiana, também 
chamada de Revolta dos Alfaiates, ocorreu na 
Bahia, com maior participação das classes 
populares em comparação à Inconfidência 
Mineira. 
Contexto Histórico: 
Economia em Crise: Salvador, que havia perdido o 
status de capital para o Rio de Janeiro em 1763, 
enfrentava declínio econômico e desemprego 
crescente. 
Desigualdades Sociais: A alta concentração de 
riquezas entre a elite colonial contrastava com a 
miséria das classes populares, formadas por 
alfaiates, pequenos comerciantes, escravizados e 
libertos. 
Influência Iluminista: A circulação de ideias 
iluministas, especialmente ligadas à igualdade e 
liberdade, motivou a busca por transformações 
sociais e políticas. 
Propostas: 
Proclamação de uma república baseada na 
igualdade racial e social. 
Fim da escravidão e redução das desigualdades 
econômicas. 
Declaração de independência da Bahia em relação 
a Portugal. 
Participação Popular: Diferentemente da 
Inconfidência Mineira, teve a adesão de negros, 
pardos, trabalhadores urbanos e setores 
populares. 
Repressão Violenta: Assim como a Inconfidência, a 
revolta foi sufocada antes de se concretizar. Seus 
 
líderes foram capturados, torturados e 
executados, com grande repercussão pública. 
Caráter Social: A Conjuração Baiana destacava 
questões sociais, como a igualdade e o fim da 
escravidão, tornando-se um marco no debate 
sobre justiça social no Brasil colonial. 
 
Comparação entre os movimentos 
Impactos e Legado: 
Inconfidência Mineira: Embora fracassado, 
influenciou o ideal de independência e consolidou 
a figura de Tiradentes como herói nacional. 
Conjuração Baiana: Marcou o pioneirismo na luta 
por igualdade racial e social, deixando um legado 
de resistência e inspirando futuros movimentos 
populares. 
Ambos os movimentos foram fundamentais para a 
formação da consciência emancipatória no Brasil 
e evidenciaram as tensões entre a colônia e a 
metrópole no final do século XVIII. 
A Chegada da Corte 
Portuguesa ao Brasil e a 
Abertura dos Portos (1808): 
Impactos Econômicos e 
Políticos 
A chegada da família real portuguesa ao Brasil foi 
motivada pela ameaça de invasão de Portugal 
pelas tropas napoleônicas. Em 1807, com a 
assinatura do Bloqueio Continental, Napoleão 
Bonaparte buscava isolar a Inglaterra 
economicamente, exigindo que Portugal rompesse 
relações com os britânicos. Como Portugal se 
recusou, Napoleão ordenou a invasão do território. 
Para proteger a monarquia, Dom João VI decidiu 
transferir a corte para o Brasil, com apoio da 
Inglaterra. 
Partida de Portugal: Em 1808, cerca de 15 mil 
pessoas, entre membros da família real, ministros 
e funcionários, embarcaram para o Brasil. 
Escolha do Brasil: O Brasil, maior e mais rica colônia 
portuguesa, foi escolhido como refúgio devido à 
sua distância estratégica e recursos naturais 
abundantes. 
A Abertura dos Portos (1808) 
A primeira medida de Dom João VI ao chegar ao 
Brasil foi decretar a Abertura dos Portos às Nações 
Amigas, permitindo que o Brasil negociasse 
diretamente com outras nações, principalmente a 
Inglaterra. 
Fim do Pacto Colonial: Rompeu o sistema 
mercantilista que obrigava o Brasil a comercializar 
exclusivamente com Portugal. 
Benefícios à Inglaterra: Como “nação amiga”, a 
Inglaterra ganhou privilégios comerciais, 
consolidando sua influência econômica na região. 
• Impactos: 
Favorecimento à Inglaterra: O Tratado 
de Comércio e Navegação (1810) 
concedeu tarifas alfandegárias mais 
baixas aos produtos britânicos, prejudicando a 
incipiente indústria brasileira e o comércio 
português. 
Desenvolvimento Urbano: A chegada da corte 
trouxe investimentosna infraestrutura de cidades 
 
como o Rio de Janeiro, com melhorias nos portos, 
construção de estradas e organização urbana. 
Mudança do Status Colonial: O Brasil deixou de ser 
uma simples colônia e tornou-se o centro do 
Império Português, com o Rio de Janeiro como 
capital do Reino Unido de Portugal, Brasil e 
Algarves (1815). 
Aumento do Poder Local: A presença da corte 
aumentou a autonomia política e administrativa 
do Brasil em relação a Portugal. 
Pressões de Portugal: A elite portuguesa 
ressentiu-se da transferência da corte e das 
mudanças políticas que enfraqueceram a antiga 
metrópole. 
A chegada da corte e a abertura dos portos 
marcaram o início de profundas transformações no 
Brasil, tanto econômicas quanto políticas, 
preparando o terreno para a independência em 
1822. 
A Revolução de 1817, a Revolução do Porto 
e a Volta de Dom João VI a Portugal: 
Caminhos para a Independência do Brasil 
1. A Revolução de 1817 (Pernambuco) 
Contexto: A Revolução de 1817 ocorreu em 
Pernambuco, no contexto de descontentamento 
da elite local com a centralização do poder no Rio 
de Janeiro e a alta carga tributária. A presença 
da corte no Brasil aumentou as despesas públicas, 
agravando as desigualdades regionais. As 
províncias que aderiram ao movimento no 
Nordeste foram: Paraíba, Rio Grande do Norte, 
Ceará, Alagoas e Bahia. 
• Principais Objetivos: 
Proclamar uma república independente em 
Pernambuco. 
Estabelecer uma constituição, abolindo privilégios 
do clero e da monarquia. 
Implementar um governo mais igualitário, 
inspirado pelos ideais iluministas e pela Revolução 
Francesa. 
A revolta teve início em março de 1817, com o 
apoio de diversos grupos sociais, incluindo setores 
da elite agrária e camadas populares. 
Os revolucionários tomaram o poder em 
Pernambuco, mas a revolução foi sufocada em 
poucos meses pelo exército português. 
A repressão foi brutal, com execuções e confiscos 
de bens, mas a revolução marcou o início de 
movimentos emancipatórios no Brasil. 
2. A Revolução do Porto (1820) 
Contexto: Em Portugal, a crise econômica e o 
descontentamento com a permanência da corte 
no Brasil levaram ao movimento conhecido como 
Revolução Liberal do Porto. 
• Principais Demandas: 
O retorno de Dom João VI a Portugal para 
restabelecer a centralidade da metrópole. 
A instauração de uma monarquia constitucional, 
com limites ao poder do rei. 
Recolonizar o Brasil, revertendo a autonomia 
conquistada após a chegada da corte. 
• Impactos no Brasil: 
A Revolução do Porto intensificou as tensões entre 
Portugal e as elites brasileiras, que temiam perder 
os benefícios adquiridos com a presença da corte 
no Rio de Janeiro. 
A Volta de Dom João VI a Portugal (1821) 
Motivação: Pressionado pelas Cortes de Lisboa, 
Dom João VI retornou a Portugal em 1821, 
 
deixando o Brasil sob o comando de seu filho, Dom 
Pedro. 
• Consequências: 
O retorno do rei foi visto pelas elites portuguesas 
como uma oportunidade de recolonizar o Brasil. 
No Brasil, o retorno de Dom João VI deixou a elite 
brasileira preocupada com a possível perda de sua 
autonomia econômica e política. 
Dom João VI recomendou a Dom Pedro que 
permanecesse no Brasil e defendesse os interesses 
da coroa portuguesa, mas isso se revelou um 
marco no processo de independência. 
Impactos na Independência do Brasil 
Aprofundamento do Nacionalismo Brasileiro: 
A Revolução de 1817 e a repressão brutal 
despertaram um sentimento de resistência e 
identidade nacional em Pernambuco e em outras 
regiões. 
A Revolução do Porto demonstrou os limites das 
elites portuguesas em aceitar a autonomia 
brasileira, aprofundando o fosso entre os dois 
lados do Atlântico. 
• Conflito de Interesses: 
As exigências das Cortes de Lisboa, como o retorno 
do Brasil à condição de colônia, colocaram Dom 
Pedro em uma posição de liderança nas 
reivindicações brasileiras. 
O antagonismo entre os interesses portugueses e 
brasileiros culminou no Dia do Fico (1822) e no 
rompimento final com Portugal. 
• Movimentos Pró-Independência: 
A revolução pernambucana e a crise política 
provocada pela Revolução do Porto foram 
antecedentes diretos da articulação política que 
resultou na proclamação da independência em 7 
de setembro de 1822. 
Pós-Independência do Brasil, a Assembleia 
Constituinte e a Constituição de 1824 
Após a independência em 1822, o Brasil enfrentou 
o desafio de organizar seu novo sistema político e 
econômico, sob a liderança de Dom Pedro I. Apesar 
da ruptura com Portugal, o país manteve a 
estrutura monárquica centralizada. 
Conflitos Regionais: A independência não foi 
aceita de imediato em algumas províncias, 
especialmente no Norte e Nordeste, como no caso 
da Confederação do Equador (1824), que 
contestava o centralismo do governo imperial. 
Convocação da Assembleia Constituinte 
Primeira Constituição: Em 1823, Dom Pedro I 
convocou a Assembleia Constituinte para elaborar 
a primeira constituição brasileira. A intenção era 
estabelecer as bases jurídicas e políticas do novo 
Estado. 
A Assembleia Constituinte foi marcada por 
conflitos entre o imperador e os deputados. 
Os deputados defendiam uma constituição que 
limitasse o poder do imperador, enquanto Dom 
Pedro I desejava manter um controle centralizado. 
Dissolução da Assembleia: Em 12 de novembro de 
1823, insatisfeito com as propostas dos 
deputados, Dom Pedro I dissolveu a Assembleia 
por meio de um golpe, conhecido como a "Noite da 
Agonia". Ele então incumbiu um grupo de 
conselheiros próximos de redigir a nova 
constituição. 
A Constituição de 1824 
Promulgação: A Constituição de 1824 foi 
outorgada (imposta) por Dom Pedro I em 25 de 
março de 1824. Essa foi a primeira constituição do 
Brasil e permaneceu em vigor até a Proclamação 
da República em 1889. 
 
• Principais Características: 
Monarquia Constitucional e Hereditária: O Brasil 
foi estabelecido como uma monarquia 
centralizada, com o imperador no topo do poder. 
Poder Moderador: Dom Pedro I instituiu o Poder 
Moderador, uma inovação política que dava ao 
imperador autoridade máxima para arbitrar entre 
os demais poderes (Executivo, Legislativo e 
Judiciário). 
Centralização: As províncias tinham pouca 
autonomia, e o governo imperial concentrava 
grande parte do poder político e administrativo. 
Religião Oficial: O catolicismo foi declarado 
religião oficial do Brasil, e o imperador tinha o 
título de Defensor Perpétuo da Religião. 
Cidadania Restrita: A cidadania era limitada a 
homens livres e alfabetizados, excluindo grande 
parte da população, como escravizados, mulheres 
e analfabetos. 
Voto Censitário: O direito ao voto era baseado na 
renda, restringindo a participação política às 
elites econômicas. 
Impactos da Constituição de 1824 
Revoltas Regionais: A centralização do poder 
gerou insatisfação em várias províncias. Um 
exemplo foi a Confederação do Equador 
(1824), um movimento republicano e separatista 
que contestava o autoritarismo do imperador e a 
falta de autonomia das províncias. 
Consolidação do Estado Brasileiro: Apesar das 
tensões, a Constituição foi fundamental para 
estabelecer uma base política e institucional que 
unificou o território brasileiro, garantindo a 
continuidade do país como uma monarquia 
independente. 
Confederação Equador 
• Objetivos do Movimento 
Autonomia Regional: Os líderes da Confederação 
buscavam maior autonomia administrativa e 
política para as províncias. 
República Federalista: Inspirados nos ideais 
republicanos e liberais, pretendiam criar um 
governo republicano com características 
federativas. 
Oposição à Centralização: Contestavam o 
autoritarismo de Dom Pedro I e a falta de 
participação das elites regionais nas decisões 
políticas do Império. 
Abolição de Privilégios Econômicos: Havia um 
desejo de mudança nas relações de poder, 
especialmente contra o controleeconômico 
exercido pela monarquia. 
• Províncias Envolvidas: 
Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Piauí, Rio 
Grande do Norte, Alagoas e Pernambuco. 
• Lideranças e Mobilização 
O movimento foi liderado por figuras importantes 
do cenário político e intelectual da época, como: 
Manuel de Carvalho Pais de Andrade (governador 
de Pernambuco e principal articulador do 
movimento). 
Frei Caneca, que utilizou seu prestígio religioso e 
intelectual para mobilizar a população. 
Os líderes buscaram apoio popular e militar para 
consolidar a separação e implementar o modelo 
republicano. 
• Desfecho 
O movimento foi duramente reprimido pelas forças 
imperiais de Dom Pedro I. Tropas navais e 
terrestres foram enviadas para combater os 
revoltosos. 
 
A superioridade militar do governo central 
resultou no colapso da Confederação ainda em 
1824. 
• Repressão e Execuções: 
Muitos líderes foram capturados e executados, 
como Frei Caneca, que foi condenado à morte. 
A repressão brutal demonstrou a determinação do 
governo imperial em manter a unidade territorial 
e o controle centralizado. 
Razões para a Abdicação de Dom 
Pedro I (1831) 
A abdicação de Dom Pedro I foi resultado de uma 
série de crises políticas, econômicas e sociais que 
marcaram os últimos anos do Primeiro Reinado. Os 
principais fatores foram: 
• Desgaste Político: 
O autoritarismo de Dom Pedro I, evidenciado pelo 
fechamento da Assembleia Constituinte em 1823 e 
a imposição da Constituição de 1824, gerou 
descontentamento entre diversas camadas da 
população, especialmente as elites políticas. 
Sua decisão de permanecer como rei de Portugal 
após a morte de seu pai, Dom João VI, em 1826, 
criou desconfiança sobre suas prioridades e seu 
compromisso com o Brasil. 
• Crise Econômica: 
Os gastos com a Guerra da Cisplatina agravaram 
a situação financeira do país. 
A elevada dívida externa e a inflação 
contribuíram para o empobrecimento da 
população e intensificaram as tensões sociais. 
• Insatisfação Popular e Movimentos de 
Oposição: 
A repressão às revoltas internas, como a 
Confederação do Equador (1824), alienou ainda 
mais as províncias e gerou ressentimento contra o 
governo central. 
Surgiram críticas de liberais e republicanos, que 
exigiam maior participação política e 
descentralização do poder. 
• Conflitos Urbanos: 
No Rio de Janeiro, conflitos entre portugueses e 
brasileiros, conhecidos como a Noite das 
Garrafadas (1831), demonstraram o aumento das 
tensões entre o povo e o governo. 
Os brasileiros acusavam Dom Pedro I de favorecer 
comerciantes e elites portuguesas, alimentando o 
sentimento nacionalista. 
• Pressão das Elites e do Exército: 
 
A elite agrária, que sustentava a economia do 
país, começou a se afastar do imperador devido à 
centralização do poder. 
O Exército, que também estava insatisfeito com o 
governo, recusou-se a intervir em seu favor 
durante as crises. 
A Abdicação e o Fim do Primeiro Reinado 
Em 7 de abril de 1831, Dom Pedro I abdicou em 
favor de seu filho, Dom Pedro II, que tinha apenas 
cinco anos de idade. 
Após a abdicação, Dom Pedro I voltou a Portugal 
para lutar pelo trono contra seu irmão, Dom 
Miguel, na Guerra Civil Portuguesa.

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