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Direito Previdenciario Miriam D Xavier 2024_2

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DIREITO
PREVIDENCIÁRIO
Miriam Denise Xavier
DIREITO
PREVIDENCIÁRIO
Miriam Denise Xavier
Sumário
1 Seguridade Social .................................................................................................................................................... 4
2 Financiamento ......................................................................................................................................................... 7
3 Legislação, competência, regimes ......................................................................................................................... 11
4 Conceito previdenciário de empresa e empregador doméstico............................................................................ 18
5 Segurados da previdência social ............................................................................................................................ 20
6 Financiamento da previdência social .................................................................................................................... 31
6.1 Contribuição dos segurados ............................................................................................................................... 31
6.1.1 Contribuição dos segurados empregado, trabalhador avulso e empregado doméstico ................................. 31
6.1.2 Contribuição dos segurados contribuinte individual e segurado facultativo ................................................... 38
6.1.3 Inclusão previdenciária .................................................................................................................................... 40
6.2 Contribuição das empresas – regra geral ........................................................................................................... 42
6.3 Contribuição das empresas - instituições financeiras ......................................................................................... 46
6.4 Contribuição das cooperativas ........................................................................................................................... 47
6.5 Contribuição do segurado especial e do empregador rural pessoa física (PRPF) ............................................... 49
6.6 Contribuição do empregador rural pessoa jurídica (PRPJ) .................................................................................. 53
6.7 Contribuição da agroindústria ............................................................................................................................ 54
6.8 Contribuição da associação desportiva que mantém equipe de futebol profissional ........................................ 55
6.9 Contribuição do empregador doméstico ............................................................................................................ 57
6.10 Salário de contribuição ..................................................................................................................................... 58
6.11 Arrecadação e recolhimento das contribuições ............................................................................................... 67
6.11.1 Prazos ............................................................................................................................................................ 67
6.11.2 Recolhimento fora do prazo .......................................................................................................................... 68
6.12 Cessão de mão de obra - Retenção .................................................................................................................. 71
6.13 Responsabilidade solidária ............................................................................................................................... 74
6.14 Obrigações Acessórias ...................................................................................................................................... 76
6.15 Crimes contra a seguridade social .................................................................................................................... 81
7 Regime Geral de Previdência Social....................................................................................................................... 85
7.1 Prestações .......................................................................................................................................................... 85
7.2 Manutenção da Qualidade de Segurado ........................................................................................................... 86
7.3 Carência ............................................................................................................................................................. 87
7.4 Salário de benefício e renda mensal do benefício ............................................................................................. 89
7.5 Reajustamento do valor dos benefícios .............................................................................................................. 93
7.6 Dependentes ...................................................................................................................................................... 93
7.7 Conceito previdenciário de acidente do trabalho .............................................................................................. 96
7.8 Serviços do regime geral de previdência social .................................................................................................. 97
7.8.1 Serviço social .................................................................................................................................................. 97
7.8.2 Habilitação e reabilitação profissional ............................................................................................................ 98
7.9 Plano de benefícios do regime geral de previdência social ................................................................................ 98
7.9.1 Auxílio por incapacidade temporária .............................................................................................................. 98
7.9.3 Auxílio acidente ............................................................................................................................................. 104
7.9.4 Aposentadoria programada .......................................................................................................................... 105
7.9.5 Aposentadoria por tempo de contribuição ................................................................................................... 107
7.9.6 Aposentadoria especial ................................................................................................................................. 111
7.9.7 Aposentadorias por Tempo de Contribuição e por Idade do Segurado com Deficiência .............................. 114
7.9.8 Salário-família ................................................................................................................................................ 115
7.9.9 Salário-maternidade ...................................................................................................................................... 116
7.9.10 Pensão por morte ........................................................................................................................................ 118
7.9.11 Auxílio reclusão ........................................................................................................................................... 121
7.9.12 Abono anual ................................................................................................................................................ 122
7.10 Decadência e prescrição ................................................................................................................................. 122
7.11 Recurso das decisões administrativas ............................................................................................................no inciso VII do caput do art. 9º, hipótese em que o INSS poderá solicitar a apre-
sentação de documento que comprove o exercício da atividade declarada, observado o disposto no 
art. 19-D.
Segurado facultativo: por ato próprio, por meio do cadastramento de informações pessoais que 
permitam a sua identificação, desde que não exerça atividade que o enquadre na categoria de se-
gurado obrigatório.
Não caberá atribuição de novo número de inscrição se o segurado já possuir NIT/PIS/Pasep/
NIS, ainda que seja efetuada alteração de categoria profissional.
O número no CPF é suficiente e substitutivo para a apresentação do NIT/PIS/Pasep/NIS, desde 
que a inscrição existente no CNIS contenha o número do CPF validado com a base da Secreta-
ria Especial da Receita Federal do Brasil - RFB - Decreto 9.723, de 11/3/2019.
Atividades concomitantes: ex. empregado e contribuinte individual – filiação em cada uma 
delas.
A inscrição pós-morte é admitida para o segurado especial.
Direito Previdenciário | 31
6 Financiamento da previdência social
6.1 Contribuição dos segurados
6.1.1 Contribuição dos segurados empregado, trabalhador 
avulso e empregado doméstico
Os segurados empregados, trabalhadores avulsos e empregados domésticos, contribuem para a 
previdência social, mediante a aplicação, sobre o valor da sua remuneração, limitado ao teto, de 
alíquotas progressivas. Lei 8.212/91, art. 20.
No período anterior à EC 103, de novembro de 2019, as alíquotas eram de 8%, 9% ou 11% de acor-
do com a faixa salarial, sendo estas aplicáveis até a competência fevereiro/2020, pois por força da 
anterioridade nonagesimal, as novas alíquotas, instituídas pela EC 103/19, somente poderiam ser 
exigidas a partir de março/2020.
Tabela de contribuição dos segurados empregado, empregado doméstico e trabalhador avulso, 
para pagamento a partir de 1º de janeiro de 2020 (Portaria Ministério da Economia no 914, de 
13/01/2020, DOU de 14/01/2020):
Salário de contribuição (R$) Alíquota para fins de 
recolhimento (%)
até 1.830,29 8%
de 1.830,30 até 3.050,52 9%
de 3.050,53 até 6.101,06 11%
Para um empregado cuja remuneração era de R$ 3.000,00, era este o seu salário de contribuição – 
SC. A alíquota aplicável era de 9%, e a sua contribuição era determinada pela multiplicação entre o 
SC e a alíquota:
contribuição = 3000,00 x 9% = 270,00
O valor de R$ 270,00 deveria ser arrecadado (descontado) do empregado, mensalmente, pela em-
presa, por ocasião do pagamento da remuneração.
Para um trabalhador cuja remuneração é maior que o teto, o salário de contribuição está limitado 
ao teto.
Para um segurado que recebe R$ 15.000,00 no mês, a contribuição dele, a ser descontada pela 
empresa, é calculada da seguinte forma:
contribuição = 6101,06 x 11% = 671,11
32 | Direito Previdenciário
A partir de março/2020, com a alteração dada pela EC 103/19, a tabela de salários de contribuição 
passou a ser:
Salário de contribuição (R$) Alíquota para fins de 
recolhimento (%)
até 1.045,00 7,5%
de 1.045,01 até 2.089,60 9,0%
de 2.089,61 até 3.134,40 12,0%
de 3.134,41 até 6.101,06 14,0%
Desde então, as alíquotas passaram a ser não cumulativas.
Na mesma época da correção dos benefícios (e do salário mínimo), ou seja, em janeiro de cada ano, 
os valores das faixas de salário de contribuição são corrigidos pelo mesmo índice – INPC acumulado 
do período.
Tabela de contribuição dos segurados empregado, empregado doméstico e trabalhador avulso, para 
pagamento a partir de 1º de janeiro de 2021 (Portaria SEPRT/ME nº 477, de 12/1/2021, DOU de 
13/1/2021).
Salário de contribuição (R$) Alíquota para fins 
de recolhimento (%)
até 1.100,00 7,5%
de 1.100,01 até 2.203,48 9,0%
de 2.203,49 até 3.305,22 12,0%
de 3.305,23 até 6.433,57 14,0%
Tabela de contribuição dos segurados empregado, empregado doméstico e trabalhador avulso, para 
pagamento a partir de 1º de janeiro de 2022 (Portaria Interministerial MTP/ME nº 12, de 17/1/2022, 
DOU de 20/1/2022).
Salário de contribuição (R$) Alíquota para fins 
de recolhimento (%)
até 1.212,00 7,5%
de 1.212,01 até 2.427,35 9,0%
de 2.427,36 até 3.641,03 12,0%
de 3.641,04 até 7.087,22 14,0%
Direito Previdenciário | 33
Tabela de contribuição dos segurados empregado, empregado doméstico e trabalhador avulso, 
para pagamento a partir de 1º de janeiro de 2023 (Portaria INTERMINISTERIAL MPS/MF nº 26, de 
10/1/2023, DOU de 11/1/2023).
Salário de contribuição (R$) Alíquota para fins 
de recolhimento (%)
até 1.302,00 7,5%
de 1.302,01 até 2.571,29 9,0%
de 2.571,30 até 3.856,94 12,0%
de 3.856,95 até 7.507,49 14,0%
Deve-se estar atento às alterações dos valores no mês de janeiro de cada ano.
Excepcionalmente, em maio/2023, o salário mínimo foi reajustado.
Tabela de contribuição dos segurados empregado, empregado doméstico e trabalhador avulso, para 
pagamento a partir de 1º de maio de 2023 (Portaria INTERMINISTERIAL MPS/MF nº 27, de 4/5/2023, 
DOU de 8/5/2023):
Salário de contribuição (R$) Alíquota para fins 
de recolhimento (%)
até 1.320,00 7,5%
de 1.320,01 até 2.571,29 9,0%
de 2.571,30 até 3.856,94 12,0%
de 3.856,95 até 7.507,49 14,0%
Tabela de contribuição dos segurados empregado, empregado doméstico e trabalhador avulso, 
para pagamento a partir de 1º de janeiro de 2024 (Portaria INTERMINISTERIAL MPS/MF nº 2, de 
11/1/2024, DOU de 12/1/2024).
Salário de contribuição (R$) Alíquota para fins 
de recolhimento (%)
até 1.412,00 7,5%
de 1.412,01 até 2.666,68 9,0%
de 2.666,69 até 4.000,03 12,0%
de 4.000,04 até 7.786,02 14,0%
34 | Direito Previdenciário
Assim, para o empregado cuja remuneração era de R$ 3.000,00, em maio/2023, a contribuição a ser 
arrecada pela empresa, ou seja, descontada da sua remuneração, deve ser assim apurada:
Faixa do salário Alíquota Contribuição
 R$ 1.320,00 7,5% R$ 99,00 
 R$ 1.251,29 9,0% R$ 112,61 
 R$ 428,71 12,0% R$ 51,44 
Salário total Alíquota efetiva Contribuição 
R$ 3.000,00 8,77% R$ 263,05 
O cálculo deve ser feito com truncamento na segunda casa decimal, ou seja, deve ser desprezado o 
resultado obtido a partir da terceira casa decimal.
As alíquotas passaram a ser aplicadas por faixa, até o limite da remuneração do trabalhador.
Assim, aplica-se 7,5% sobre o valor até o do salário mínimo, 9% sobre o valor que ultrapassa o salário 
mínimo até o limite da segunda faixa, 12% na faixa seguinte e, finalmente, 14% na faixa seguinte até 
o teto.
A alíquota efetiva é obtida pela divisão entre a contribuição e a remuneração.
Veja o exemplo considerando a remuneração de R$ 5.000,00:
Faixa do salário Alíquota Contribuição
R$ 1.320,00 7,5% R$ 99,00 
R$ 1.251,29 9,0% R$ 112,61 
R$ 1.285,65 12,0% R$ 154,27 
R$ 1.143,06 14,0% R$ 160,02 
Salário total Alíquota efetiva Contribuição 
R$ 5.000,00 10,52% R$ 525,90
Na hipótese de o trabalhador ter múltiplos vínculos de trabalho, ele deve informar aos múltiplos 
empregadores a existência das várias remunerações para fins da aplicação da correta alíquota e para 
limitação do salário de contribuição ao teto previdenciário.
Veja o exemplo:
Na empresa A, o empregado tem um salário de R$ 5.000,00 e é retido da sua remuneração o valor 
de R$ 525,90.
Na empresa B, ele recebe mais R$ 5.000,00.
Logo, sua remuneração total (R$ 10.000,00) ultrapassa o teto, em 2023, de R$ 7.507,49.
Se ele não informar o fato à empresa B, ela agirá como se este fosse o único vinculo do segurado e 
Direito Previdenciário | 35
irá reter também o valor de R$ 525,90.
Neste caso, haverá contribuição acima do teto e a única solução é o segurado apresentar, na Receita 
Federal do Brasil, pedido de restituição.
O procedimento correto é o segurado comunicar à empresa B que já recolhe sobre R$ 5.000,00 na 
empresa A, entregando cópia do contra-cheque ou outro documento que comprove o vínculo e a 
remuneração recebida na empresa A.
Desta forma, a empresa B vai apurar somente a contribuição que falta sobre o valor que excede a
remuneração da empresa A, até o teto.
No caso, se ele recebe R$ 5.000,00 da empresa A, falta R$ 2.507,49para alcançar o teto.
O eSocial efetua o cálculo considerando a remuneração total, até o teto, e as contribuições a partir 
da remuneração que excede a recebida na empresa A. Ou seja, no exemplo, apura a contribuição da 
seguinte forma:
contribuição B = 2.507,49 x 14% = 351,04
Outro exemplo, agora considerando três vínculos:
Na empresa A, o empregado tem um salário de R$ 3.000,00. Na empresa B, recebe mais R$ 3.000,00. 
E ainda tem um terceiro vínculo, com a empresa C, na qual recebe de remuneração o valor de R$ 
2.000,00.
Logo, sua remuneração total (R$ 8.000,00) ultrapassa o teto, em 2023, de R$ 7.507,49. A primeira 
empresa deve efetuar a retenção desconsiderando os demais vínculos:
Faixa do salário Alíquota Contribuição
R$ 1.320,00 7,5% R$ 99,00 
R$ 1.251,29 9,0% R$ 112,61 
R$ 428,71 12,0% R$ 51,44 
Salário total Contribuição 
R$ 3.000,00 R$ 263,05 
A empresa B, sabendo da remuneração recebida na empresa A, deve apurar as contribuições para o 
que excede R$ 3.000,00, até R$ 6.000,00 (R$ 3.000,00 + R$ 3.000,00), da seguinte forma:
Faixa do salário Alíquota Contribuição
 R$ 856,94 12,0% R$ 102,83 
 R$ 2.143,06 14,0% R$ 300,02 
Salário total Contribuição 
R$ 3.000,00 R$ 402,85 
36 | Direito Previdenciário
A empresa C, deve apurar a contribuição sobre o que ultrapassa R$ 6.000,00 até o teto:
contribuição C = 1.507,49 x 14% = 211,05
No caso, basta a empresa informar a existência dos múltiplos vínculos, a remuneração por ela paga 
ao empregado e a remuneração recebida nas empresas anteriores. O eSocial já calcula a contribui-
ção a ser arrecadada (descontada) do empregado e recolhida pela empresa (vide Manual de Orien-
tação do eSocial, Capítulo III, Evento S-1200, Informação Adicional 5).
Uma forma alternativa de a própria empresa calcular o valor a ser retido, já que após somar as várias 
remunerações, a remuneração total para qualquer trabalhador pode atingir qualquer uma das faixas 
da tabela de salários de contribuição, é a empresa seguinte apurar a contribuição sobre o valor total 
das remunerações e subtrair desse resultado a contribuição já paga nas empresas anteriores.
No exemplo numérico em análise, a empresa C apura a contribuição sobre o teto, conforme já ex-
plicado:
Faixa do salário Alíquota Contribuição
 R$ 1.320,00 7,5% R$ 99,00 
 R$ 1.251,29 9,0% R$ 112,61 
 R$ 1.285,65 12,0% R$ 154,27 
 R$ 3.650,55 14,0% R$ 511,07 
Salário total Alíquota efetiva Contribuição 
 R$ 7.507,49 11,68% R$ 876,95 
Do valor encontrado, subtrai o valor já recolhido nas empresas A e B, ou seja, R$ 665,90.
contribuição C = 876,95 – 665,90 = 211,05
Desta forma, a empresa C deverá reter do seu trabalhador o valor de R$ 211,05. 
Na hipótese de múltiplos vínculos e o trabalhador já recolhe sobre o teto em um deles, ele deverá 
informar a situação, devidamente comprovada, para o segundo empregador, que não reterá nenhu- 
ma contribuição.
A partir da EC 103/2019, com a introdução do § 14 no art. 195 da CR/88, restou estabelecido que 
para a contagem do mês como tempo de contribuição, o salário de contribuição mínimo mensal 
seja o mínimo estabelecido para a categoria do segurado, podendo agrupar contribuições de vários 
meses até atingir o mínimo e contar como um mês.
Referido mínimo é o salário mínimo.
Direito Previdenciário | 37
Assim, caso o valor recebido no mês pelo segurado empregado, trabalhador avulso e empregado 
doméstico, seja inferior a um salário mínimo (hipótese possível para serviços prestados por dia ou 
por hora), a contribuição apurada sobre a diferença entre o salário mínimo e o valor recebido deve 
ser recolhida pelo próprio trabalhador.
Sobre a questão, o RPS, no art. 216, com inclusões feitas pelo Decreto nº 10.410, de 2020, dispõe:
Art. 216 [...]
§ 27-A. O segurado que, no somatório de remunerações auferidas no período de um mês, receber 
remuneração inferior ao limite mínimo mensal do salário de contribuição poderá solicitar o ajuste 
das competências pertencentes ao mesmo ano civil, na forma por ele indicada, ou autorizar que os 
ajustes sejam feitos automaticamente, para que o limite mínimo mensal do salário de contribuição 
seja alcançado, por meio da opção por
I - complementar a sua contribuição, observado que: 
a) o recolhimento da complementação deverá ser efetuado pelo próprio segurado até o dia quinze 
do mês seguinte ao da competência de referência e, após essa data, com incidência dos acréscimos 
legais de que tratam os art. 238 e art. 239;
b) para o empregado, o empregado doméstico e o trabalhador avulso, a complementação será efe-
tuada por meio da aplicação da alíquota de sete inteiros e cinco décimos por cento, inclusive para o 
mês em que exista contribuição concomitante na condição de contribuinte individual; e
c) para o contribuinte individual que preste serviço a empresa, de que trata o § 26, e que contribua 
exclusivamente nessa condição, a complementação será efetuada por meio da aplicação da alíquota 
de vinte por cento; 
II - utilizar o valor da contribuição que exceder o limite mínimo de uma competência em outra, ob-
servado que: 
a) para efeito de utilização da contribuição, serão considerados os salários de contribuição apurados 
por categoria, consolidados na competência de origem; 
b) o salário de contribuição poderá ser utilizado para complementar uma ou mais competências com 
valor inferior ao limite mínimo, mesmo que em categoria distinta; 
c) poderão ser utilizados valores excedentes ao limite mínimo do salário de contribuição de mais de 
uma competência para compor o salário de contribuição de apenas uma competência; e
d) utilizado o valor excedente, caso o salário de contribuição da competência favorecida ainda per-
maneça inferior ao limite mínimo, esse valor poderá ser complementado nos termos do disposto no 
inciso I; ou
III - agrupar contribuições inferiores ao limite mínimo de diferentes competências, para aproveita-
mento em contribuições mínimas mensais, observado que: 
a) as competências que não atingirem o valor mínimo do salário de contribuição poderão ser agru-
padas desde que o resultado do agrupamento não ultrapasse o valor mínimo do salário de contri-
buição; 
b) na hipótese de o resultado do agrupamento ser inferior ao limite mínimo do salário de contribui-
ção, o segurado poderá complementar na forma prevista no inciso I ou utilizar valores excedentes na 
38 | Direito Previdenciário
forma prevista no inciso II; e 
c) as competências em que tenha havido exercício de atividade e tenham sido zeradas em decorrên-
cia do agrupamento poderão ser objeto de recolhimento pelo segurado, respeitado o limite mínimo.
Para mais detalhes, vide Portaria INSS nº 230, de 20 de março de 2020.
6.1.2 Contribuição dos segurados contribuinte individual e 
segurado facultativo
Para o contribuinte individual e para o segurado facultativo, o salário de contribuição mínimo é o 
salário mínimo e o salário de contribuição máximo é o teto. Lei 8.212/91, art. 21.
Para o contribuinte individual, o salário de contribuição corresponde à remuneração por ele auferida 
durante o mês.
Para o segurado facultativo, o salário de contribuição é o valor por ele declarado, sendo no mínimo 
o salário mínimo e no máximo o teto.
Via de regra, a alíquota aplicável é de 20%, tanto para o segurado facultativo quanto para o contri-
buinte individual que trabalha por conta própria (presta serviços a pessoas físicas).
Contudo, o RPS, no art. 216, dispõe que:
Art. 216 [...]
§ 26. A alíquota de contribuição a ser descontada pela empresa da remuneração paga, devida ou 
creditada ao contribuinte individual a seu serviço, observado o limite máximo do salário de contri-
buição, é de onze por cento no caso das empresas em geral e de vinte por cento quando se tratar de 
entidade beneficente de assistência social isenta das contribuições sociais patronais. 
§ 27. O contribuinte individual contratado por pessoa jurídica obrigada a proceder à arrecadação 
e ao recolhimento da contribuição por ele devida, cujaremuneração recebida ou creditada no mês, 
por serviços prestados a ela, for inferior ao limite mínimo do salário de contribuição, é obrigado a 
complementar sua contribuição mensal, diretamente, mediante a aplicação da alíquota estabelecida 
no art. 199 sobre o valor resultante da subtração do valor das remunerações recebidas das pessoas 
jurídicas do valor mínimo do salário de contribuição mensal. 
Diante disso, pode-se concluir que se o contribuinte individual prestar serviços para empresas, 
sendo devida a contribuição patronal, sua alíquota é reduzida para 11%.
Por outro lado, se o contratante, mesmo que equiparado a empresa (no conceito previdenciário de 
empresa), estiver dispensado do recolhimento da contribuição patronal, a alíquota aplicável é de 
20%. Tal situação se verifica quando o contratante é entidade beneficente de assistência social imu-
ne ou no caso dos serviços prestados pelo cooperado à cooperativa de trabalho.
No caso de contribuinte individual transportador autônomo (RPS, art. 9º, §15, incisos I e II), o qual 
realiza serviços de transporte rodoviário de carga ou de passageiro ou de serviços prestados com 
a utilização de trator, máquina de terraplenagem, colheitadeira e assemelhados a base de cálculo 
Direito Previdenciário | 39
da contribuição corresponde a vinte por cento do valor registrado na nota fiscal, na fatura ou no 
recibo, quando esses serviços forem prestados sem vínculo empregatício por condutor autônomo 
de veículo rodoviário, auxiliar de condutor autônomo de veículo rodoviário, inclusive por taxista e 
motorista de transporte remunerado privado individual de passageiros, e operador de máquinas.
Assim dispõe o RPS:
Art. 214 [...]
§ 20. O salário de contribuição do condutor autônomo de veículo rodoviário, inclusive o taxista e 
o motorista de transporte remunerado privado individual de passageiros, do auxiliar de condutor 
autônomo e do operador de trator, máquina de terraplanagem, colheitadeira e assemelhados, sem 
vínculo empregatício, a que se referem os incisos I e II do § 15º do art. 9º, e do cooperado filiado a 
cooperativa de transportadores autônomos corresponde a vinte por cento do valor bruto auferido 
pelo frete, carreto ou transporte e não se admite a dedução de qualquer valor relativo aos dispêndios 
com combustível e manutenção do veículo. 
Na hipótese de o contribuinte individual prestar serviços a pessoas físicas equiparadas a empresas, 
não haverá a obrigação do contratante de descontar a contribuição, cabendo ao próprio prestador 
dos serviços recolher a sua contribuição.
Veja o que determina o RPS:
Art. 216 [...]
§ 32. Ficam excluídos da obrigação de descontar a contribuição do contribuinte individual que lhe 
preste serviço: 
I - o produtor rural pessoa física; 
II - o contribuinte individual equiparado a empresa;
III - a missão diplomática e a repartição consular de carreiras estrangeiras; e 
IV - o proprietário ou dono de obra de construção civil, quando pessoa física. 
§ 33. Na hipótese prevista no § 32, cabe ao contribuinte individual recolher a própria contribuição, 
sendo a alíquota, neste caso, de vinte por cento, observado o disposto nos §§ 20, 21 e 23. 
Até a competência 03/2003, os contribuintes individuais contribuíam sobre o salário-base, 
que se tratava de ficção legal, desvinculada da real remuneração do trabalhador. Era dividido 
em dez classes, sendo a classe 1 com o valor de um salário mínimo e a classe 10 com o valor 
do teto do salário de contribuição. De modo geral, o segurado ingressava na classe inicial e a 
progressão para as classes seguintes era voluntária, desde que cumprido o número mínimo de 
meses de permanência em cada classe. Com a edição da Lei 10.666, de 08 de maio de 2003, 
extinguiu-se a escala de salário-base. O art. 14 de referida lei previu a vigência deste disposi-
tivo para abril/2003. 
40 | Direito Previdenciário
Exemplo de múltiplos vínculos, sendo um como empregado na empresa A, outro como contribuinte 
individual que presta serviços à empresa B e ainda trabalha por conta própria (em 2023).
Na empresa A, o empregado tem um salário de R$ 2000,00. Na empresa B, como contribuinte indi- 
vidual, recebe R$ 3.000,00. E ainda recebe o valor de R$ 2.500,00, trabalhando por conta própria.
Na empresa A, ele deverá contribuir pela tabela progressiva sobre R$ 2000,00. Assim, a contribuição 
será de R$ 160,20.
Na empresa B, contribui como contribuinte individual sobre o valor da sua remuneração:
contribuição B = 3.000,00 x 11% = 330,00
Por fim, contribui, sobre o valor que falta (até atingir o teto), por conta própria:
contribuição = 2.500,00 x 20% = 500,00
(vide Manual de Orientação do eSocial, Capítulo III, Evento S-1200, Informação Adicional 5).
6.1.3 Inclusão previdenciária
Regime da LC 123, de 14/12/2006, Lei 8.212/91, art. 21, §§ 2º, 3º e 4º, e Lei 12.470, de 31/08/2011
A alíquota passa a ser de 11% na hipótese de os segurados contribuinte individual e facultativo, 
que contribuam sobre um salário mínimo, optarem por esse regime – no caso do contribuinte indi-
vidual, a incidência da regra de exceção depende, ainda, de que o mesmo não preste serviços a em-
presas ou equiparadas. Esta hipótese tornou-se possível a partir da competência 04/2007. O valor 
de qualquer benefício destes segurados será de um salário mínimo.
Com a publicação da Lei 12.470, de 31/08/2011, passou a existir também a alíquota de 5% nos 
seguintes casos:
a) no caso do microempreendedor individual – MEI, optante pelo simples nacional, que tenha aufe-
rido receita bruta, no ano-calendário anterior, de até R$ 81.000,00; e 
b) do segurado facultativo sem renda própria que se dedique exclusivamente ao trabalho doméstico 
no âmbito de sua residência, desde que pertencente a família de baixa renda.
 
Considera-se de baixa renda a família inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo 
Federal - CadÚnico cuja renda mensal seja de até 2 (dois) salários mínimos.
Caso o segurado que tenha contribuído com a alíquota de 5% ou 11% (descritas acima) pretenda 
contar o tempo de contribuição correspondente, deverá complementar a contribuição mensal me-
Direito Previdenciário | 41
diante o recolhimento de mais 15% ou 9%, conforme o caso, acrescido dos juros moratórios de que 
trata o art. 61 da Lei 9.430/96 (taxa SELIC a partir do mês seguinte ao do vencimento até o mês an-
terior ao do pagamento e 1% no mês de pagamento).
Tal complementação deve ser recolhida por meio de Guia da Previdência Social – GPS.
Ao MEI, além de complementar a contribuição sobre o salário mínimo, é permitido aumentar o seu 
salário de contribuição até o teto. Tal iniciativa implicará na contagem do tempo de contribuição, 
cálculo do benefício pela média dos salários de contribuição e aumento do valor da renda mensal 
do benefício.
Esse recolhimento deve ser feito por meio de GPS, código 1910.
Exemplo:
Um MEI, no ano de 2023, deseja contribuir para a previdência social, mensalmente, sobre o teto.
Como MEI, ele é obrigado a recolher, mensalmente, o valor de 5% sobre o salário mínimo, à época 
de R$ 1.320,00.
contr = 5% x 1.320,00 = 66,00
Para completar a alíquota, ele deve pagar os 15% faltantes sobre o salário mínimo.
contr = 15% x 1.320,00 = 198,00
Para aumentar o salário de contribuição, além do salário mínimo, ele deve pagar mais 20% sobre 
o valor pretendido, limitado ao teto, ou seja, no máximo sobre a diferença entre o teto e o salário 
mínimo.
contr = 20% x (7.507,49 – 1.320,00) = 1.237,49
Assim, sua contribuição adicional a ser recolhida será de R$ 1.435,49 (R$ 198,00 + R$ 1.237,49). Tal 
valor também pode ser encontrado da seguinte forma:
contr = 20% x 7.507,49 – 66,00 = 1.435,49
O recolhimento é feito em GPS código de recolhimento 1910. 
 
42 | Direito Previdenciário
6.2 Contribuição das empresas – regra geral
A Lei 8.212/91, no art. 22, apresenta as alíquotas a serem empregadas pelas empresas sobre a re-
muneração paga aos trabalhadores a seu serviço duranteo mês (empregados, trabalhadores avulsos 
e contribuintes individuais).
Observe que para apuração da contribuição patronal não há teto.
Art. 22. A contribuição a cargo da empresa, destinada à Seguridade Social, além do disposto no art. 
23, é de: 
I - vinte por cento sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas a qualquer título, du-
rante o mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem serviços, destina-
das a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais 
sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços 
efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços, nos 
termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença 
normativa. 
II - para o financiamento do benefício previsto nos arts. 57 e 58 da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, 
e daqueles concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos 
riscos ambientais do trabalho, sobre o total das remunerações pagas ou creditadas, no decorrer do 
mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos: (Redação dada pela Lei nº 9.732, de 1998).
a) 1% (um por cento) para as empresas em cuja atividade preponderante o risco de acidentes do 
trabalho seja considerado leve;
b) 2% (dois por cento) para as empresas em cuja atividade preponderante esse risco seja considera-
do médio;
c) 3% (três por cento) para as empresas em cuja atividade preponderante esse risco seja considerado 
grave.
III - vinte por cento sobre o total das remunerações pagas ou creditadas a qualquer título, no decor-
rer do mês, aos segurados contribuintes individuais que lhe prestem serviços; 
As empresas contribuem com a alíquota de 20% sobre a remuneração paga ou creditada a qualquer 
trabalhador a seu serviço, com ou sem vínculo empregatício.
GILRAT
Para segurados empregados e trabalhadores avulsos, há ainda uma alíquota adicional de 1%, 2% ou 
3%, para o financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade 
laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho – GILRAT (o benefício é o auxílio acidente). 
A alíquota é determina conforme o grau de risco da atividade preponderante da empresa, conside-
rado leve, médio ou grave (as atividade econômicas e correspondentes grau de risco estão listadas 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8213cons.htm
Direito Previdenciário | 43
no anexo V do RPS).
O RPS, art. 202, apresenta elementos importantes a serem observados:
Art. 202. [...]
§ 3º - Considera-se preponderante a atividade que ocupa, em cada estabelecimento da empresa, 
o maior número de segurados empregados e de trabalhadores avulsos.
§ 3º-A - Considera-se estabelecimento da empresa a dependência, matriz ou filial, que tenha núme-
ro de Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica - CNPJ próprio e a obra de construção civil executada 
sob sua responsabilidade.
§ 4º A atividade econômica preponderante da empresa e os respectivos riscos de acidentes do 
trabalho compõem a Relação de Atividades Preponderantes e correspondentes Graus de Risco, 
prevista no Anexo V.
§ 5º É de responsabilidade da empresa realizar o enquadramento na atividade preponderante, ca-
bendo à Secretaria da Receita Previdenciária do Ministério da Previdência Social revê-lo a qualquer 
tempo.. [...]
A atividade econômica principal da empresa, que define o código CNAE principal a ser infor-
mado no cadastro do CNPJ, não se confunde com a atividade preponderante do estabeleci-
mento (matriz ou filial), atividade esta que é utilizada para se determinar o grau de incidência 
de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho (GILRAT) – Vide Solu-
ção de Consulta nº 90 – Cosit, de 14/6/2016. 
Fator Acidentário de Prevenção – FAP
Lei 8.212/91, art. 22, §3º, Lei 10.666/03, art. 10, RPS, art. 202-A
Trata-se de fator de redução ou aumento da alíquota da GILRAT em função da redução ou aumento 
do risco.
Independentemente da qualidade do ambiente de trabalho, as contribuições para a GILRAT de 1%, 
2% ou 3% são pagas conforme o ramo da atividade econômica, considerando o grau de risco leve, 
médio ou grave, respectivamente.
No passado, se uma empresa investisse na melhoria do ambiente de trabalho, eliminando ou redu-
zindo os riscos existentes, esta empresa pagaria a mesma contribuição que outra empresa do mes-
mo ramo que não fazia nenhum investimento.
O FAP foi criado pela Lei 10.666/03, que dispõe:
Art. 10. A alíquota de contribuição de um, dois ou três por cento, destinada ao financiamento do 
benefício de aposentadoria especial ou daqueles concedidos em razão do grau de incidência de in-
capacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho, poderá ser reduzida, em até 
cinqüenta por cento, ou aumentada, em até cem por cento, conforme dispuser o regulamento, em 
razão do desempenho da empresa em relação à respectiva atividade econômica, apurado em con-
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D3048.htm
44 | Direito Previdenciário
formidade com os resultados obtidos a partir dos índices de freqüência, gravidade e custo, calcula-
dos segundo metodologia aprovada pelo Conselho Nacional de Previdência Social.
RPS:
Art. 202-A. As alíquotas a que se refere o caput do art. 202 serão reduzidas em até cinquenta por 
cento ou aumentadas em até cem por cento em razão do desempenho da empresa, individualizada 
pelo seu CNPJ em relação à sua atividade econômica, aferido pelo Fator Acidentário de Prevenção - 
FAP. 
§ 1º O FAP consiste em multiplicador variável em um intervalo contínuo de cinco décimos a dois in-
teiros aplicado à respectiva alíquota, considerado o critério de truncamento na quarta casa decimal.
§ 2º Para fins da redução ou da majoração a que se refere o caput, o desempenho da empresa,
individualizada pelo seu CNPJ será discriminado em relação à sua atividade econômica, a partir da
criação de índice composto pelos índices de gravidade, de frequência e de custo que pondera os res-
pectivos percentis. [...]
A Resolução nº 1.347, de 6/12/2021, do Conselho Nacional de Previdência - CNP, regulamenta a 
metodologia para cálculo do Fator Acidentário de Prevenção - FAP, que possibilita a flexibilização das 
alíquotas da GILRAT.
As empresas que investirem na melhoria do ambiente de trabalho poderão receber até 50% de re-
dução das alíquotas e, ao contrário, as que não investirem, serão oneradas em até 100%, ou seja: as 
alíquotas GILRAT que são de 1% a 3% poderão variar de 0,5% a 6% - GILRAT ajustada pelo FAP.
O Fator Acidentário de Prevenção - FAP é um índice variável num intervalo contínuo de 0,5000 a 
2,0000 a ser aplicado sobre as alíquotas de 1%, 2% ou 3%, correspondentes ao enquadramento da 
empresa na Classificação Nacional de Atividades Econômicas-CNAE.
A análise para fixação do FAP será feita a partir do desempenho da empresa, dentro da respectiva 
atividade, com base em coordenadas simultâneas de frequência, gravidade, e custo:
Calculado, cada índice (f,g,c) de cada empresa, será padronizado e comparado ao índice de todas as 
demais empresas da mesma atívidade econômica a qual a empresa pertence. O resultado da com-
paração de todos os índices atribuirá a cada empresa um fator, que oscilará entre 0,5 e 2. Este fator 
será multiplicado pela alíquota GILRAT atribuída à atividade econômica e o resultado terá como 
consequência a duplicação ou redução da alíquota GILRAT de até a metade.
Com a implementação do FAP, a alíquota GILRAT que é a mesma para todas as empresas com a 
mesma atividade econômica, passa a ser individualizada, determinada pelo produto GILRAT x FAP 
(GILRAT ajustada).
O FAP é calculado anualmente, a partir dos dados dos últimos dois anos, sendo divulgado por meio 
de Portaria do Ministério da Previdência Social.
Cada empresa poderá consultar o seu FAP, e o novo valor produzirá efeitos tributários a partir do 
quarto mêsapós a publicação da portaria.
Direito Previdenciário | 45
Adicional para o financiamento da aposentadoria especial
Além disso, caso a empresa exponha os seus empregados a agentes nocivos, físicos, químicos ou 
biológicos, eles têm direito ao benefício previsto na Lei 8.213/91, art. 57: a aposentadoria especial, 
após 15, 20 ou 25 anos de trabalho, com exposição efetiva, conforme a atividade exercida. A lista de 
agentes nocivos e correspondentes tempos de exposição conta do anexo IV do RPS.
Para financiar a aposentadoria especial, é devida uma alíquota adicional à GILRAT de 12%, 9% ou 6%, 
conforme a atividade exercida pelo segurado a serviço da empresa.
Lei 8.213/91:
Art. 57. A aposentadoria especial será devida, uma vez cumprida a carência exigida nesta Lei, ao se-
gurado que tiver trabalhado sujeito a condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade 
física, durante 15 (quinze), 20 (vinte) ou 25 (vinte e cinco) anos, conforme dispuser a lei. 
[...]
§ 6º O benefício previsto neste artigo será financiado com os recursos provenientes da contribuição 
de que trata o inciso II do art. 22 da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991, cujas alíquotas serão 
acrescidas de doze, nove ou seis pontos percentuais, conforme a atividade exercida pelo segurado 
a serviço da empresa permita a concessão de aposentadoria especial após quinze, vinte ou vinte e 
cinco anos de contribuição, respectivamente. 
 7º O acréscimo de que trata o parágrafo anterior incide exclusivamente sobre a remuneração do 
segurado sujeito às condições especiais referidas no caput. [...]
Resumidamente, pode-se esquematizar a contribuição das empresas (patronal), da seguinte forma:
I – 20%
II – GILRAT 
III – 20%
1%
2%
3%
6%, 25 a
9%, 20 a
12%, 15 a
x FAP (0,5 a 2) + Adicional ap. especial
sobre a remuneração 
paga a empregados e 
trabalhadores avulsos
sobre a remuneração 
paga a contribuintes 
individuais
O RPS, art. 201, § 27, determina que a empresa contratante de serviços de hidráulica, eletrici-
dade, pintura, alvenaria, carpintaria e manutenção ou reparo de veículos, executados por in-
termédio de MEI, mantém, em relação a essa contratação, a obrigatoriedade de recolhimento 
da contribuição patronal de 20% incidente sobre o valor pago no decorrer do mês ao segurado 
contribuinte individual. 
46 | Direito Previdenciário
6.3 Contribuição das empresas - instituições financeiras
A Lei 8.212/91, determina:
Art. 22 [...]
§ 1º No caso de bancos comerciais, bancos de investimentos, bancos de desenvolvimento, caixas 
econômicas, sociedades de crédito, financiamento e investimento, sociedades de crédito imobiliário, 
sociedades corretoras, distribuidoras de títulos e valores mobiliários, empresas de arrendamento 
mercantil, cooperativas de crédito, empresas de seguros privados e de capitalização, agentes 
autônomos de seguros privados e de crédito e entidades de previdência privada abertas e fechadas, 
além das contribuições referidas neste artigo e no art. 23, é devida a contribuição adicional de dois 
vírgula cinco por cento sobre a base de cálculo definida nos incisos I e III deste artigo. 
Portanto, a alíquota de contribuição de tais empresas, incidente sobre a remuneração paga aos se-
gurados ao seu serviço, passa a ser de 22,5%.
Resumidamente, pode-se esquematizar a contribuição das instituições financeiras (patronal), da se-
guinte forma:
I – 22,5%
II – GILRAT 
III – 22,5%
1%
2%
3%
6%, 25 a
9%, 20 a
12%, 15 a
x FAP (0,5 a 2) + Adicional ap. especial
sobre a remuneração 
paga a empregados e 
trabalhadores avulsos
sobre a remuneração 
paga a contribuintes 
individuais
Tal acréscimo foi estabelecido visando a atender ao princípio da isonomia, pois essas empresas 
possuem atividade altamente informatizada, reduzindo ao máximo a mão de obra empregada e 
reduzindo, portanto, a arrecadação previdenciária nesse segmento econômico.
São instituições financeiras sujeitas ao adicional: os bancos comerciais, bancos de investimentos, 
bancos de desenvolvimento, caixas econômicas, sociedades de crédito, financiamento e investimen-
to, sociedades de crédito imobiliário, sociedades corretoras, distribuidoras de títulos e valores mo-
biliários, empresas de arrendamento mercantil, empresas de seguros privados e de capitalização, 
agentes autônomos de seguros privados e de crédito e entidades de previdência privada abertas e 
fechadas.
Direito Previdenciário | 47
As sociedades cooperativas de crédito estavam obrigadas a recolher a contribuição adicional até 
24 de setembro de 2007. A partir de 1º de janeiro de 2008, passaram a contribuir para o Serviço 
Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) com alíquota de 2,5% (dois inteiros e cinco 
décimos por cento) incidente apenas sobre o montante da remuneração paga, devida ou creditada a 
seus empregados, na forma do inciso I do art. 10 da Medida Provisória nº 2.168-40, de 24 de agosto 
de 2001, a que se refere o art. 10 da Lei nº 11.524, de 24 de setembro de 2007.
Lei 11.524/2007, art. 10: 
Art. 10. As sociedades cooperativas de crédito passarão a contribuir para o Serviço Nacional de 
Aprendizagem do Cooperativismo, na forma do disposto no inciso I do caput do art. 10 da Medida 
Provisória no 2.168-40, de 24 de agosto de 2001, em substituição à contribuição adicional prevista 
no § 1º do art. 22 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991.
6.4 Contribuição das cooperativas
A cooperativa, seja ela urbana ou rural, é uma sociedade de pessoas, sem fins lucrativos, com forma 
e natureza jurídica próprias, de natureza civil, não sujeita à falência, constituída para prestar serviços 
a seus associados, na forma da Lei nº 5.764, de 16 de dezembro de 1971.
O cooperado é segurado obrigatório na categoria de contribuinte individual.
Para fins de estudo, considerando apenas as cooperativas que contribuem de forma diferenciada, as 
cooperativas de interesse são as cooperativas de produção e as cooperativas de trabalho.
A cooperativa de produção é a sociedade que, por qualquer forma, detém os meios de produção e 
seus associados contribuem com serviços laborativos ou profissionais para a produção em comum 
de bens ou serviços.
A remuneração do segurado contribuinte individual filiado à cooperativa de produção é o valor a ele 
pago ou creditado correspondente ao resultado obtido na produção.
A Lei nº 10.666, de 8 de maio de 2003, instituiu uma contribuição adicional para as cooperativas de 
produção de 12%, 9% ou 6%, incidente sobre as remunerações pagas, devidas ou creditadas aos seus 
cooperados filiados (contribuintes individuais), conforme a atividade por estes exercidas autorize a 
concessão de aposentadoria especial após 15, 20 ou 25 anos de contribuição, respectivamente. 
A cooperativa de trabalho, também denominada cooperativa de mão de obra, é a sociedade forma-
da por operários, artífices ou pessoas da mesma profissão ou ofício ou de vários ofícios de uma mes-
ma classe, os quais, na qualidade de associados, prestam serviços a terceiros por seu intermédio. 
A remuneração do segurado contribuinte individual filiado à cooperativa de trabalho decorre da 
prestação de serviços por intermédio da cooperativa às pessoas físicas ou jurídicas.
É muito comum, nos dias de hoje, empresas celebrarem contrato com cooperativas de trabalho, 
48 | Direito Previdenciário
obrigando-se estas a prestarem serviços àquelas por intermédio de seus próprios associados 
(chamados “cooperados”).
Exemplo: na contratação de cooperativa de trabalho médico, cujo objeto é a prestação de serviços 
de assistência médica aos empregados da empresa contratante. Naturalmente, ao final de cada mês 
a cooperativa emitirá contra a empresa contratante uma nota fiscal ou fatura de serviços, com vistas 
ao recebimento do valor cobrado pelo trabalho executado no mês anterior por intermédio de seus 
cooperados.
Devido à declaração de inconstitucionalidade pelo STF (Recurso Extraordinário nº 595.838 - São 
Paulo, com repercussãogeral reconhecida) do inciso IV do artigo 22 da Lei 8.212/91, não é mais de-
vida a contribuição de 15% sobre o valor da nota fiscal, devida pela empresa contratante de serviços 
prestados por contribuintes individuais por intermédio de cooperativas de trabalho.
Assim, por não ser devida a “contribuição patronal”, o contribuinte individual que presta serviço a 
empresa por intermédio de cooperativa de trabalho deve recolher a contribuição previdenciária de 
20% sobre o montante da remuneração recebida ou creditada em decorrência do serviço, obser-
vados os limites mínimo e máximo do salário de contribuição (Ato Declaratório Interpretativo RFB 
nº 5, de 25 de maio de 2015).
RPS, art. 216:
§ 31. A cooperativa de trabalho fica obrigada a descontar vinte por cento do valor da quota distribuída 
ao cooperado contribuinte individual por serviços por ele prestados por seu intermédio a empresas, 
a pessoas físicas e a entidades em gozo de isenção e recolher o produto dessa arrecadação até o 
dia vinte do mês subsequente ao da competência a que se referir ou até o dia útil imediatamente 
anterior, se não houver expediente bancário naquele dia.
Resumidamente, pode-se esquematizar a contribuição das cooperativas de produção (patronal), da 
seguinte forma:
I – 20%
II – GILRAT 
III – 20% 
 
 
 
+ Adicional ap. especial
1%
2%
3%
6%, 25 a
9%, 20 a
12%, 15 a
6%, 25 a
9%, 20 a
12%, 15 a
x FAP (0,5 a 2) + Adicional ap. especial
sobre a remuneração 
paga a empregados e 
trabalhadores avulsos
Adicional de aposentadoria especial incide 
sobre a remuneração paga aos CIs cooperados 
que trabalham expostos a agentes nocivos e 
têm direito à aposentadoria especial.
sobre a remuneração paga a contribuintes 
individuais cooperados e contratados
Direito Previdenciário | 49
Resumidamente, pode-se esquematizar a contribuição das cooperativas de trabalho (patronal), da 
seguinte forma:
I – 20%
II – GILRAT 
III – 20%
1%
2%
3%
6%, 25 a
9%, 20 a
12%, 15 a
x FAP (0,5 a 2) + Adicional ap. especial
sobre a remuneração 
paga a empregados e 
trabalhadores avulsos
sobre a remuneração paga a 
contribuintes individuais 
contratados, não cooperados
Repetindo: não há contribuição patronal da cooperativa de trabalho sobre o valor da remuneração 
paga aos seus cooperados (RPS, art. 201, § 19). No caso, a contribuição dos cooperados, segurados 
contribuintes individuais, deverá ser retida pela cooperativa de trabalho, por ocasião do pagamento 
da remuneração, aplicando-se a alíquota de 20% (já que não há contrapartida de contribuição pa-
tronal).
6.5 Contribuição do segurado especial e do empregador 
rural pessoa física (PRPF)
Apresenta-se aqui a forma de contribuição do segurado especial, que coincide com o modelo de 
contribuição patronal do produtor rural pessoa física a que se refere a letra ‘a’ do inciso V do art. 12 
da lei. 
A contribuição do empregador rural pessoa física é substitutiva das referidas nos incisos I e II do art. 
22 da Lei nº 8.212/91, incidente sobre a receita bruta da comercialização da produção rural é de: 
1,2% para a seguridade social e 0,1% para o financiamento dos benefícios concedidos em razão do 
grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho (GIL-
RAT).
Além da contribuição de 1,3% incidente sobre a receita bruta proveniente da comercialização da 
sua produção (para a seguridade social), as duas pessoas físicas mencionadas no art. 25 estão obri-
gadas a recolher 0,2% ao Serviço Nacional de Aprendizagem Rural - SENAR, incidente sobre a mesma 
receita bruta proveniente da comercialização de sua produção. A previsão encontra-se no art. 6º da 
Lei nº 9.528, de 10 de dezembro de 1997.
50 | Direito Previdenciário
Conclui-se, pois, que esses produtores rurais pessoas físicas contribuem com uma alíquota total de 
1,5%, sendo:
+
+
1,2%, (Seguridade Social)
0,1% (GILRAT)
0,2% (SENAR)
1,5% (total)
Não integra a base de cálculo da contribuição a produção rural destinada ao plantio ou refloresta-
mento, nem o produto animal destinado à reprodução ou criação pecuária ou granjeira e à utilização 
como cobaia para fins de pesquisas científicas, quando vendido pelo próprio produtor e por quem 
a utilize diretamente com essas finalidades e, no caso de produto vegetal, por pessoa ou entidade 
registrada no Ministério da Agricultura e Pecuária que se dedique ao comércio de sementes e mudas 
no País (Lei 8.212/91, art. 25, §12, RPS, art. 200, §11). 
Integram a base de cálculo todos os produtos de origem animal ou vegetal (excluídos, portanto, os 
minerais), comercializados in natura ou após serem submetidos a processos de beneficiamento ou 
industrialização rudimentar. 
Processos de beneficiamento são aqueles que compreendem o primeiro tratamento do produto 
rural, sem alterar-lhe as características naturais. Exemplos: lavagem, limpeza, descascamento e se-
cagem.
A industrialização rudimentar consiste na industrialização do produto rural, sem que ocorra a trans-
formação da matéria prima, feita por produtores rurais pessoas físicas. Exemplos: Pasteurização, 
cozimento, moagem, torrefação e embalagem.
Também integram a base de cálculo a receita proveniente:
•	 da comercialização da produção obtida em razão de contrato de parceria ou meação de par-
te do imóvel rural;
•	 da comercialização de artigos de artesanato;
•	 de serviços prestados, de equipamentos utilizados e de produtos comercializados no imóvel 
rural, desde que em atividades turística e de entretenimento desenvolvidas no próprio imó-
vel, inclusive hospedagem, alimentação, recepção, recreação e atividades pedagógicas, bem 
como taxa de visitação e serviços especiais; 
•	 do valor de mercado da produção rural dada em pagamento ou que tiver sido trocada por 
outra, qualquer que seja o motivo ou finalidade;
•	 de atividade artística.
Responsável pelo recolhimento (§§ 7° e 9º do art. 200 do RPS):
•	 A empresa adquirente, consumidora ou consignatária ou a cooperativa, que ficam subroga-
das no cumprimento das obrigações do produtor rural independentemente de as operações 
Direito Previdenciário | 51
de venda ou consignação terem sido realizadas diretamente com estes ou com intermediário 
pessoa física;
•	 A pessoa física não produtor rural, que fica subrogada no cumprimento das obrigações do 
produtor rural quando adquire produção para venda, no varejo, a consumidor pessoa física 
(feirante);
•	 O próprio produtor caso comercialize sua produção diretamente no varejo, a consumidor 
pessoa física, a outro produtor rural pessoa física ou a outro segurado especial; e no caso de 
auferir receita com comercialização de artesanato, prestação de serviços e atividade artística.
Não incide a contribuição sobre a comercialização da produção rural do produtor rural pessoa fí-
sica e do segurado especial com adquirente domiciliado no exterior (ver §2º do art. 149 da CF88, 
que dispõe sobre a não incidência de contribuições sociais sobre receita de exportação). Caso a co-
mercialização se dê com empresa constituída e em funcionamento no Brasil, é considerada receita 
proveniente do comércio interno e não de exportação, independentemente da destinação que esta 
dará ao produto.
NOTAS:
•	 O Empregador rural é segurado obrigatório, devendo recolher mensalmente sua contribuição 
como Contribuinte Individual.
•	 O Segurado Especial: a contribuição sobre a produção rural é obrigatória. Contribui faculta-
tivamente na forma do Contribuinte Individual.
A Lei 12.873/2013 modificou, dentre outros, dispositivos da Lei 8.212/91, incluindo o art. 32-
C, para determinar que, a partir da implantação do eSocial:
- o segurado especial que contratar empregados por prazo determinado ou contribuintes in-
dividuais deve apresentar informações relacionadas ao registro de trabalhadores, aos fatos 
geradores, à base de cálculo e aos valores das contribuições devidas à Previdência Social e ao 
FGTS e outras informações de interesse da Receita Federal do Brasil, do Ministérioda Previ-
dência Social, do Ministério do Trabalho e Emprego e do Conselho Curador do FGTS, por meio 
do eSocial, e efetuará os recolhimentos por meio de documento único de arrecadação;
- as informações prestadas por meio do eSocial têm caráter declaratório, constituem instru-
mento hábil e suficiente para a exigência dos tributos e encargos apurados e substituirão a 
obrigatoriedade de entrega de todas as informações, formulários e declarações a que está 
sujeito o grupo familiar, inclusive as relativas ao recolhimento do FGTS;
- o segurado especial também estará obrigado a recolher os valores do FGTS e os encargos 
trabalhistas sob sua responsabilidade até o dia 7 do mês seguintes ao da competência.
52 | Direito Previdenciário
Resumidamente, pode-se esquematizar a contribuição do segurado especial e do produtor rural 
pessoa física, da seguinte forma:
I – 20%
II – GILRAT
1%
2%
3%
6%, 25 a
9%, 20 a
12%, 15 a
x FAP (0,5 a 2) + Adicional ap. especial
Em substituição às 
alíquotas indicadas 
incidentes sobre a 
remuneração paga 
aos empregados a 
seu serviço, eles 
pagam 1,3% sobre 
a receita bruta.
1,2% (seguridade social) 
+ 0,1% (GILRAT) = 1,3% RB
Não há qualquer obrigação de recolhimento de contribuições na hipótese de contratar contribuintes 
individuais. Cabe aos próprios prestadores de serviços eventuais recolherem as suas contribuições.
A Lei 13.606/18, incluiu o § 13 no art. 25 da Lei 8.212/91, determinando que a partir de ja-
neiro de 2019, o produtor rural pessoa física poderá optar por contribuir na forma prevista 
no caput do artigo 25 (1,3� RB) ou na forma dos incisos I e II do caput do art. 22 da Lei 
8.212/91 (sobre a remuneração), manifestando sua opção mediante o pagamento da contri-
buição incidente sobre a folha de salários relativa a janeiro de cada ano, ou à primeira compe-
tência subsequente ao início da atividade rural, e será irretratável para todo o ano-calendário.
RPS, art. 200:
§ 12. O produtor rural pessoa física poderá optar por contribuir na forma prevista no caput des-
te artigo ou na forma prevista no inciso I do caput do art. 201 e no art. 202, hipótese em que 
deverá manifestar a sua opção por meio do pagamento da contribuição incidente sobre a folha 
de salários relativa a janeiro de cada ano-calendário ou à primeira competência subsequente 
ao início da atividade rural. 
Lembrete:
O PRPF é segurado contribuinte individual e deverá, além da contribuição relativa à produção rural 
(a qual ele somente contribui nos meses em que obtiver receita), recolher, mensalmente, a contri-
buição devida sobre a sua remuneração, aplicando-se a alíquota de 20%.
O segurado especial não precisa efetuar tal recolhimento. Contudo, caso queira, ele pode efetuar a 
contribuição (Lei 8.212/91, art. 25, § 1º), nos mesmos moldes do PRPF, evidentemente, quando tem 
por objetivo obter benefícios do RGPS em montantes superiores a 1 salário mínimo.
Direito Previdenciário | 53
6.6 Contribuição do empregador rural pessoa jurídica 
(PRPJ)
Lei 8.870/94, art. 25, RPS, art. 201, IV e art. 202, §8º.
Os produtores pessoas jurídicas, em substituição às contribuições referidas nos incisos I e II do art. 
22 da Lei nº 8.212/91, estão sujeitos às seguintes contribuições, incidentes sobre a receita bruta 
proveniente da comercialização da sua produção:
1,7% (seguridade social) + 0,1% (GILRAT) = 1,8% RB
Também é devida pelo PRPJ a contribuição para o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – SENAR 
(Lei nº 8.315/91, art. 3º) à alíquota de 0,25% incidente sobre a receita bruta.
O responsável pelo recolhimento é o próprio produtor rural pessoa jurídica – RPS, art. 201, §16.
No caso do produtor rural ter como outra atividade econômica a prestação de serviços a terceiros, 
as remunerações dos trabalhadores nela empregados serão tributadas com as contribuições dos in-
cisos I e II do art. 22 (não ficando, portanto, substituídas pela contribuição descrita no RPS, art. 202, 
IV) – RPS, art. 201, §21. 
O produtor rural pessoa jurídica que exerce outra atividade econômica autônoma, comercial, indus-
trial ou de serviços, no mesmo ou em outro estabelecimento, independentemente de qual seja a 
atividade preponderante, contribuirá da mesma forma das empresas em geral em relação a todas 
as atividades (inclusive a rural) – RPS, art. 201, §22.
Não integram a base de cálculo da contribuição de que trata o inciso IV do caput a produção rural 
destinada ao plantio ou ao reflorestamento nem o produto animal destinado à reprodução ou à 
criação pecuária ou granjeira e à utilização como cobaia para fins de pesquisas científicas, quando 
vendido pelo próprio produtor a quem o utilize diretamente com essas finalidades e, no caso de 
produto vegetal, a pessoa ou entidade registrada no Ministério da Agricultura e Pecuária que se 
dedique ao comércio de sementes e mudas no País (RPS, art. 201, § 24). 
A Lei 13.606/18, incluiu o § 7º no art. 25 da Lei 8.870/94, determinando que a partir de ja-
neiro de 2019, o produtor rural pessoa jurídica poderá optar por contribuir na forma prevista 
no caput do artigo 25 da Lei 8.870/94 ou na forma dos incisos I e II do caput do art. 22 da Lei 
8.212/91, manifestando sua opção mediante o pagamento da contribuição incidente sobre a 
folha de salários relativa a janeiro de cada ano, ou à primeira competência subsequente ao 
início da atividade rural, e será irretratável para todo o ano-calendário.
(RPS, art. 201, §§ 25 e 26) 
54 | Direito Previdenciário
Resumidamente, pode-se esquematizar a contribuição do produtor rural pessoa jurídica, da seguin-
te forma:
1,7% (seguridade social) 
+ 0,1% (GILRAT) = 1,8% RB
I – 20%
II – GILRAT
III – 20%
1%
2%
3%
6%, 25 a
9%, 20 a
12%, 15 a
x FAP (0,5 a 2) + Adicional ap. especial
OU, em substituição 
às alíquotas 
indicadas incidentes 
sobre a remuneração 
paga aos empregados 
a seu serviço, eles 
pagam 1,8% sobre a 
receita bruta.
sobre a remuneração paga 
a contribuintes individuais
6.7 Contribuição da agroindústria
Lei 8.212/91, art. 22-A, RPS, 201-A e 201-B.
Agroindústria é empresa que possui duas atividades econômicas distintas: uma relativa à produção 
de matéria-prima de origem animal ou vegetal (produtos rurais), e outra correspondente à transfor-
mação dessa matéria-prima em produtos industrializados, utilizando, em cada uma dessas ativida-
des, empregados específicos. É agroindústria, por exemplo, a empresa que vende queijo fabricado 
com o leite extraído dos animais de sua produção. 
As agroindústrias, em substituição às contribuições referidas nos incisos I e II do art. 22 da Lei nº 
8.212/91, estão sujeitas às seguintes contribuições, incidentes sobre a receita bruta proveniente da 
comercialização da sua produção:
2,5% (seguridade social) + 0,1% (GILRAT) = 2,6% RB
Também é devida pela agroindústria a contribuição para o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural 
– SENAR (Lei nº 8.315/91, art. 3º) à alíquota de 0,25% incidente sobre a receita bruta.
A substituição descrita (ao contrário dos produtores rurais pessoa jurídica) também se aplica à 
Agroindústria que exerce outra atividade econômica autônoma – RPS, art. 201-B.
No caso de a agroindústria ter como outra atividade econômica a prestação de serviços a terceiros, 
as remunerações dos trabalhadores nela empregados serão tributadas com as contribuições dos 
incisos I e II do art. 22 (não ficando, portanto, substituídas pela contribuição enunciada na cabeça 
do artigo 22-A) – Lei 8.212/91, art. 22-A, § 2º e RPS, art. 201-A, § 2º. 
Direito Previdenciário | 55
O regime substitutivo descrito não se aplica às cooperativas e às agroindústrias de piscicultura, car-
cinicultura, suinocultura e avicultura; também não se aplica à pessoa jurídica que se dedique ao 
florestamento ou reflorestamento como fonte de matéria-prima para industrialização própria (Lei 
8.212/91. artigo 22-A, parágrafos 4º, 6º e 7º). 
Portanto, em que pese a atividade ser agroindustrial, elas devem contribuir da mesma forma que as 
empresasem geral.
Não incide a contribuição sobre a comercialização da produção rural do produtor rural pessoa ju-
rídica e da agroindústria com adquirente domiciliado no exterior (ver §2º do art. 149 da CF88, que 
dispõe sobre a não incidência de contribuições sociais sobre receita de exportação).
Resumidamente, pode-se esquematizar a contribuição da agroindústria, da seguinte forma:
2,5% (seguridade social) 
+ 0,1% (GILRAT) = 2,6% RB
I – 20%
II – GILRAT
III – 20%
1%
2%
3%
6%, 25 a
9%, 20 a
12%, 15 a
x FAP (0,5 a 2) + Adicional ap. especial
Em substituição 
às alíquotas 
indicadas incidentes 
sobre a remuneração 
paga aos empregados 
a seu serviço, elas 
pagam 2,6% sobre 
a receita bruta.
sobre a remuneração paga 
a contribuintes individuais
6.8 Contribuição da associação desportiva que mantém 
equipe de futebol profissional
Lei 8.212/91, art. 22, §§ 6º a 9º, RPS, art. 205.
A contribuição empresarial da associação desportiva que mantém equipe de futebol profissional 
é substitutiva das referidas nos incisos I e II do art. 22 da Lei nº 8.212/91, ou seja, ao invés de 
contribuir sobre as remunerações de seus empregados (atletas, treinador, massagista, médico do 
clube, pessoal administrativo etc.), o clube deverá contribuir com 5% da receita bruta decorrente:
a) dos jogos de que participe no território nacional, ainda que contra um clube estrangeiro;
b) dos contratos de patrocínio ou de licenciamento de uso de suas marcas ou símbolos;
c) dos contratos de publicidade e propaganda, e
d) da transmissão dos espetáculos desportivos de que participe, não importando o local de 
realização dos mesmos.
56 | Direito Previdenciário
A contribuição substitutiva que ora se analisa nada tem a ver com a devida pelos empregados da as-
sociação, esses trabalhadores devem contribuir como os empregados em geral, na forma do art. 20 
da Lei 8.212/91, e a associação, neste particular, tem as obrigações das empresas em geral, estabele-
cidas principalmente no art. 30, inciso I (obrigação de descontar da remuneração dos empregados a 
contribuição por eles devida e recolher os correspondentes valores aos cofres da previdência social). 
Acrescente-se que caso a associação desportiva remunere contribuinte individual estará sujeita à 
contribuição descrita na Lei 8.212/91, art. 22, inciso III.
Na hipótese do clube desfiliar-se da entidade federal de administração do desporto, voltará a contri-
buir como as demais empresas, ou seja, na forma do art. 22 da lei ordinária em comento. 
Embora o contribuinte de fato (aquele que arca com o ônus da tributação) seja a associação despor-
tiva, a responsabilidade pelo recolhimento da contribuição prevista no parágrafo 6º é da entidade 
promotora do espetáculo desportivo. O mesmo ocorre quando a associação desportiva recebe ou-
tras receitas, como patrocínio, publicidade etc.
No caso de receita decorrente de espetáculo desportivo, a entidade promotora do evento deverá 
efetuar o desconto da contribuição e recolher o valor no prazo de dois dias úteis após a realização 
do evento (Lei 8.212/91, art. 22, § 7º).
Tudo o que se viu é inaplicável às associações desportivas que não mantenham clube de futebol 
profissional, que devem, assim, contribuir como as empresas em geral (Lei 8.212/91, art. 22, § 10).
Resumidamente, pode-se esquematizar a contribuição das entidades desportivas que mantêm equi-
pe de futebol profissional da seguinte forma:
I – 20%
II – GILRAT
III – 20%
1%
2%
3%
6%, 25 a
9%, 20 a
12%, 15 a
x FAP (0,5 a 2) + Adicional ap. especial
Em substituição 
às alíquotas 
indicadas incidentes 
sobre a remuneração 
paga aos empregados 
a seu serviço, elas 
pagam 5% sobre a 
receita bruta.
sobre a remuneração paga 
a contribuintes individuais
Direito Previdenciário | 57
6.9 Contribuição do empregador doméstico
Lei 8.212/91, art. 24, , RPS, art. 211.
A contribuição é recolhida pelo empregador doméstico, juntamente com a do empregado domés-
tico a seu serviço. Incide sobre a mesma base de cálculo da contribuição do trabalhador, ou seja, a 
remuneração registrada na sua Carteira de Trabalho, observados os limites mínimo e máximo.
A alíquota aplicada sobre o salário de contribuição do empregado doméstico, com a regulamentação 
da EC 72 (LC 150, de 1/6/15), é de 8% mais 0,8% para financiar o seguro contra acidente do trabalho 
(GILRAT).
O empregador doméstico deve se cadastrar no eSocial, cadastrar o empregado, inclusive se tem 
filhos com idade inferior a 14 anos (para pagamento do salário família), e o contrato de trabalho.
Todos os meses, o empregador deve acessar o eSocial e gerar, online, a folha de pagamento. A 
princípio, o salário contratado pode ser o mesmo, ou sofrer reduções (por motivo de ausência, por 
exemplo) ou ser aumentado (hora extra, por exemplo).
Gerada a folha de pagamento, o próprio eSocial gera a DARF para o recolhimento, em uma só guia, 
da contribuição previdenciária (a arrecadada do empregado doméstico e a patronal), do FGTS (inclu-
sive a parcela indenizatória pela possível despedida imotivada – 40% x 8% = 3,2%) e do imposto de 
renda retido na fonte, caso o empregado doméstico seja contribuinte.
Caso o empregado seja demitido sem justa causa, a multa de 40% do FGTS já foi depositada e será 
transferida para o empregado pela própria Caixa Econômica Federal – CEF.
Por outro lado, caso o empregado seja demitido por justa causa, peça demissão ou venha a falecer, 
tal multa não é devida, sendo cabível o pedido de restituição do valor recolhido pelo empregador 
doméstico.
Regime unificado de pagamento de tributos, de contribuições e dos demais encargos do em-
pregador doméstico - Simples Doméstico (LC 150/15, art. 34, RPS, art. 211-B):
O Simples Doméstico assegurará o recolhimento mensal, mediante documento único de arre-
cadação, dos seguintes valores:
I – 7,5% a 14% de contribuição previdenciária, a cargo do segurado empregado doméstico;
II – 8% de contribuição patronal previdenciária para a seguridade social, a cargo do emprega-
dor doméstico;
III – 0,8% de contribuição social patronal para financiamento do seguro contra acidentes do 
trabalho;
IV – 8% de recolhimento para o FGTS;
V – 3,2%, na forma do art. 22 da LC 150/2015; e
VI – imposto sobre a renda retido na fonte de que trata o inciso I do art. 7º da Lei nº 7.713, de 
22 de dezembro de 1988, se incidente. 
58 | Direito Previdenciário
Caso o empregado tenha filhos com idade inferior a 14 anos, para cada filho é devida uma cota de 
salário família, que deverá ser paga pelo empregador doméstico para o empregado e tal valor será 
deduzido do montante devido. Por isso a necessidade de cadastro dos filhos do empregado domés-
tico. O próprio eSocial, ao gerar a DARF, calcula as cotas de salário família e reembolsa os valores.
6.10 Salário de contribuição
Lei 8.212/91, art. 28, RPS, art. 214.
É o valor sobre o qual incide a alíquota para apuração da contribuição mensal devida pelos segura-
dos do Regime Geral de Previdência Social, exceto o segurado especial (este contribui sobre a receita 
bruta de vendas de sua produção rural) e do empregador. Quer dizer, é a base de cálculo da contri-
buição dessas pessoas, para o financiamento da seguridade social. 
Em princípio, tudo o que for pago, devido ou creditado a essas pessoas pelo seu trabalho constitui 
base de cálculo das contribuições previdenciárias (não possuem natureza salarial os ganhos aufe-
ridos para o trabalho, como, por exemplo, aqueles destinados à compra de uniforme para uso em 
serviço e a habitação entregue gratuitamente ao zelador de edifício de apartamentos). 
A expressão a qualquer título indica a irrelevância do nome que o empregador possa dar às parcelas, 
eis que, salvo as exceções adiante comentadas, todas estarão sujeitas à incidência. 
Ganhos habituais são aqueles obtidos com certa frequência. Não é necessário que sejam pagos 
todos os meses para que se caracterizem como habituais, podendo haver significativos intervalos de 
tempo entre um pagamento e outro.O importante é que o trabalhador, em razão da habitualidade 
com que os pagamentos são feitos, passe a contar com tais ingressos em seu patrimônio. A gratifi-
cação natalina (13º Salário), por exemplo, é um ganho habitual, apesar de sua periodicidade anual.
Ganhos sob a forma de utilidades são aqueles proporcionados não em dinheiro, mas in natura (sa-
lário in natura, salário indireto ou salário-utilidade). Exemplos: cesta-básica, vale-transporte, ha-
bitação gratuita, cessão de produtos da própria empresa a baixo custo, custeio de mensalidades 
escolares do trabalhador e seus dependentes, pagamento de conta telefônica do empregado, etc.
Contudo, há que se respeitar as exclusões legais (§ 9º) e os limites fixados nos §§ 3º ao 5º, todos do 
artigo 28 da Lei 8.212/91.
Parcelas integrantes do salário de contribuição:
•	 o valor do salário maternidade (somente para o empregado – STF, Tema 72);
•	 o 13º salário;
•	 o valor da remuneração correspondente ao período do “aviso prévio” trabalhado;
•	 O adicional constitucional de férias, que corresponde a um pagamento equivalente a, no 
mínimo, 1/3 da remuneração normal de férias do trabalhador. Está previsto no art. 7º, XVII, 
da CF. 
Direito Previdenciário | 59
Sobre o valor pago ao empregado relativo ao terço constitucional de férias gozadas, o STF decidiu, 
Tema 985, em sede de repercussão geral, pela incidência das contribuições previdenciárias.
No caso de aviso prévio não trabalhado, o Decreto 6.727, de 12/01/2009, revogou a alínea ‘f’ 
do inciso V do § 9º do art. 214 do RPS onde constava que não integra o salário de contribuição 
“f) aviso prévio indenizado”), contudo, o STJ decidiu, em sede de recursos repetitivos, Recurso 
Especial 1.230.957 – RS, pela não incidência de contribuições previdenciárias sobre o aviso 
prévio indenizado. Tal decisão tem caráter definitivo.
 
Para as categorias profissionais que possuem um piso salarial específico, o limite mínimo do salário 
de contribuição será o valor desse piso, e não o salário mínimo.
Os valores do salário-mínimo diário e horário correspondem, respectivamente, a 1/30 e 1/220 do 
mensal. 
Se determinado empregado trabalha apenas quatro horas por dia e recebe, em decorrência dessa 
jornada especial, metade de um salário mínimo por mês, contribuirá sobre a importância efetiva-
mente recebida, ou seja, o valor correspondente a meio salário mínimo, neste emprego. Contudo, 
com a publicação da EC 103/2019, deve completar a contribuição sobre o salário mínimo ou agluti-
nar contribuições.
A gratificação natalina é tributada em separado das demais verbas remuneratórias, ou seja, ela não 
deve ser somada à remuneração normal do segurado, para efeito de verificação do teto. 
O parágrafo 9º apresenta relação das rubricas cujos valores não integram o salário de contribuição, 
ou seja, estão fora do campo de incidência das contribuições previdenciárias, tanto a do trabalhador 
como as da empresa. Tais rubricas são, em regra, pagas a segurados empregados. Para o contri-
buinte individual, qualquer valor a ele pago ou creditado integra o salário de contribuição. Exceção 
se verifica no caso dos dirigentes (contribuintes individuais) para os quais há previsão de pagamento 
de seguro de vida em grupo, previdência complementar e despesas médicas, sem que referidas par-
celas integrem o salário de contribuição destes segurados.
O rol aqui apresentado é exaustivo, ou seja, todo e qualquer valor percebido pelos trabalhadores, 
que não se enquadre numa das alíneas a seguir, integra o salário de contribuição:
a) Os benefícios da previdência social, nos termos e limites legais, salvo o salário-maternidade.
b) Ajuda de custo e adicional mensal recebidos pelo aeronauta.
c) A alimentação recebida “in natura”.
Apesar da Lei determinar a necessidade de convênio com o Programa de Alimentação do Trabalha-
dor – PAT, a partir do Parecer PGFN/CRJ/nº 2.117/2011, aprovado pelo Ministro da Fazenda, DOU 
de 24/11/11, o pagamento in natura (quando a própria alimentação é fornecida pela empresa) do 
auxílio-alimentação, não sofre a incidência da contribuição previdenciária, por não constituir verba 
de natureza salarial, esteja o empregador inscrito ou não no PAT ou decorra o pagamento de acordo 
ou convenção coletiva de trabalho.
60 | Direito Previdenciário
Por outro lado, quando o auxílio-alimentação for pago em espécie ou creditado em conta-corrente, 
em caráter habitual, assume feição salarial e, desse modo, integra a base de cálculo da contribuição 
previdenciária.
A CLT dispõe:
Art. 457. [...]
§ 2º As importâncias, ainda que habituais, pagas a título de ajuda de custo, auxílio-alimentação, 
vedado seu pagamento em dinheiro, diárias para viagem, prêmios e abonos não integram a remune-
ração do empregado, não se incorporam ao contrato de trabalho e não constituem base de incidên-
cia de qualquer encargo trabalhista e previdenciário. (Redação dada pela Lei nº 13.467, de 2017)
Também não integram os valores pagos por meio de tíquetes ou cartão alimentação. Vide Solução 
de Consulta Cosit 35, de 23/1/2019.
Vide Parecer Vinculante AGU nº BBL - 04, de 16 de fevereiro de 2022, DOU de 23/2/2022 (o auxílio-
-alimentação na forma de tíquetes ou congêneres, mesmo antes do advento do §2º do art. 457 da 
CLT, já não integrava a base de cálculo da contribuição previdenciária, nos termos do caput do art. 
28 da Lei 8.212/1991).
d) Férias indenizadas e respectivo adicional constitucional, e férias dobradas.
Férias indenizadas são aquelas não gozadas pelo trabalhador, e que, por isso mesmo, são-lhe pagas 
em dinheiro por ocasião da rescisão do seu contrato de trabalho. 
As chamadas férias em dobro (ou ‘férias dobradas’), nos termos do art. 137 da CLT, são aquelas pa-
gas ao trabalhador com um acréscimo de 100%, por terem sido concedidas pelo empregador após o 
prazo estipulado no art. 134 da mesma consolidação (ou seja, após os doze meses subsequentes à 
data em que o empregado tiver adquirido o direito). Elas não integram o salário de contribuição por 
não constituírem uma retribuição pelo trabalho, tendo mais a natureza de punição ao empregador 
que não cumpre a legislação trabalhista. 
e) As importâncias...
1. Relativas à indenização compensatória de quarenta por cento do montante depositado no Fundo 
de Garantia do Tempo de Serviço, como proteção à relação de emprego contra despedida arbitrária 
ou sem justa causa, conforme disposto no inciso I do art. 10 do Ato das Disposições Constitucionais 
Transitórias.
2. Relativas à indenização por tempo de serviço, anterior a 5 de outubro de 1988, do empregado não 
optante pelo FGTS.
Até a entrada em vigor da atual Constituição Federal, havia empregados optantes e empregados não 
optantes pelo regime do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. Quando despedidos sem justa 
causa, os primeiros tinham direito a uma indenização por tempo de serviço, que era paga na base 
da maior remuneração que tivesse percebido na mesma empresa, correspondente a um mês dessa 
remuneração por ano de serviço efetivo ou fração igual ou superior a 6 meses. 
A partir de 5/10/88, todos os empregados se tornaram igualmente protegidos pelo regime do FGTS, 
de modo que, desde então, desapareceu a indenização acima referida. Todavia, o empregado que 
ingressou na empresa antes de 5/10/88 e não optou pelo FGTS, quando de sua demissão sem justa 
Direito Previdenciário | 61
causa, mesmo após a promulgação da CF tem direito à mencionada compensação, correspondente 
ao período trabalhado até 4/10/88 (véspera da promulgação da Carta).
3. Recebidas a título de indenização de que trata o art. 479 da CLT.
Tal artigo dispõe que:
Art. 479 - Nos contratos que tenham termo estipulado, o empregador que, sem justa causa, despedir 
o empregado será obrigado a pagar-lhe, a título de indenização, e por metade, a remuneração a que 
teria direito até o termo do contrato.
Trata-se também de uma indenização por tempo de serviço, só que específica para os contratos por 
tempo determinado.Tanto quanto a vista no item anterior, não compõe a base de cálculo da contri-
buição previdenciária. 
4. Recebidas a título de indenização de que trata o art. 14 da Lei nº 5.889, de 8 de junho de 1973.
A Lei nº 5.889/73 estabelece regras sobre o contrato de trabalho rural. Eis os termos do seu art. 14:
Art. 14 - Expirado normalmente o contrato, a empresa pagará ao safrista, a título de indenização por 
tempo de serviço, importância correspondente a 1/12 (um doze avos) do salário mensal, por mês de 
serviço ou fração superior a 14 (quatorze) dias.
Temos, portanto, um outro caso de indenização por tempo de serviço, que segue as demais no to-
cante à não incidência da contribuição previdenciária.
5. Recebidas a título de incentivo à demissão.
São os chamados “programas de demissão voluntária”, sobretudo no serviço público, nas empresas 
estatais e nas sociedades de economia mista. 
6. Indenização por dispensa sem justa causa no período de trinta dias que antecede a correção sala-
rial a que se refere o art. 9º da Lei nº 7.238, de 29 de outubro de 1984.
Eis o teor do citado dispositivo da Lei nº 7.238/84:
Art. 9º O empregado dispensado, sem justa causa, no período de 30 (trinta) dias que antecede a data 
de sua correção salarial, terá direito a indenização adicional equivalente a um salário mensal, seja 
ele optante ou não pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS.
7. As indenizações previstas nos arts. 496 e 497 da Consolidação das Leis do Trabalho.
Tais dispositivos da CLT estão incluídos no capítulo que trata da estabilidade e dispõem que:
Art. 496 - Quando a reintegração do empregado estável for desaconselhável, dado o grau de incom-
patibilidade resultante do dissídio, especialmente quando for o empregador pessoa física, o tribunal 
do trabalho poderá converter aquela obrigação em indenização devida nos termos do artigo seguinte.
Art. 497 - Extinguindo-se a empresa, sem a ocorrência de motivo de força maior, ao empregado es-
tável despedido é garantida a indenização por rescisão do contrato por prazo indeterminado, paga 
em dobro.
8. Recebidas a título de abono de férias na forma dos arts. 143 e 144 da CLT.
Dizem os citados dispositivos celetistas:
Art. 143. É facultado ao empregado converter 1/3 (um terço) do período de férias a que tiver direito 
http://www81.dataprev.gov.br/sislex/paginas/42/1984/7238.htm
http://www81.dataprev.gov.br/sislex/paginas/10/1943/5452.htm
62 | Direito Previdenciário
em abono pecuniário, no valor da remuneração que lhe seria devida nos dias correspondentes.
Art. 144. O abono de férias de que trata o artigo anterior, bem como o concedido em virtude de cláu-
sula do contrato de trabalho, do regulamento da empresa, de convenção ou acordo coletivo, desde 
que não excedente de 20 (vinte) dias do salário, não integrarão a remuneração do empregado para 
os efeitos da legislação do trabalho e da Previdência Social.
Percebe-se que a CLT permite ao empregado converter 1/3 do período de férias a que tiver direito 
em abono pecuniário. Assim, por exemplo, se determinado trabalhador tem direito a 30 dias de 
férias, pode optar por descansar apenas 20 dias e trabalhar os outros 10, o que lhe assegurará, sem 
prejuízo da remuneração relativa ao período integral de 30 dias, um abono correspondente aos 10 
dias que “vendeu” ao empregador. 
Quanto ao disposto no art. 144, a verba conhecida como abono ou gratificação de férias, desde que 
não excedente a 20 dias do salário, não integra o salário de contribuição. 
9. Recebidas a título de ganhos eventuais e os abonos expressamente desvinculados do salário.
Ganhos eventuais são aqueles que, além de não previstos no contrato de trabalho, no regulamento 
da empresa ou em convenção ou acordo coletivo, são obtidos por mera liberalidade do empregador 
e, principalmente, sem habitualidade. A título de ilustração, se uma empresa, pelo fato de haver 
vencido uma concorrência de extrema importância para a recuperação de suas finanças, acrescenta, 
em determinado mês, certa importância aos salários de seus empregados, sem que tal fato venha 
sendo ou venha a ser uma constante, estamos diante de um ganho eventual.
Abonos expressamente desvinculados do salário, como o próprio texto sugere, são aqueles não 
quantificados em função do salário ajustado entre as partes. Destarte, o empregador fixa livremente 
o quantum, de acordo com suas próprias possibilidades ou conveniência, e, em regra, trabalhadores 
com diferentes níveis salariais recebem a mesma importância. 
Sobre o abono único, previsto em Convenção Coletiva de Trabalho, desvinculado do salário e pago 
sem habitualidade, não há incidência de contribuição previdenciária. Vide Solução de Consulta Cosit 
12, de 9/3/2018.
10. Recebidas a título de licença-prêmio indenizada.
Licença-prêmio, mais encontrada nos órgãos da administração pública do que nas empresas priva-
das, é um benefício que, em regra, traduz-se num descanso remunerado a que faz jus o trabalhador 
depois de atendidas certas condições previstas no contrato de trabalho (geralmente, exige-se certo 
tempo de serviço na empresa sem a ocorrência de falta injustificada). Todavia, embora concebida 
para ser uma licença, ela muitas vezes é “barganhada” pela remuneração correspondente ao seu 
período, à semelhança do abono pecuniário de férias. Quer dizer, ao invés de licenciar-se, o em-
pregado permanece trabalhando e, em consequência, é indenizado na proporção do direito que 
transacionou. É a esta indenização que se refere o item em comento. 
f) A parcela recebida a título de vale-transporte, na forma da legislação própria. Vide Solução de 
Consulta Cosit 58, de 23/6/2020.
Súmula CARF nº 89: A contribuição social previdenciária não incide sobre valores pagos a título de 
vale-transporte, mesmo que em pecúnia.
g) A ajuda de custo, em parcela única, recebida exclusivamente em decorrência de mudança de local 
Direito Previdenciário | 63
de trabalho do empregado, na forma do art. 470 da CLT.
h) As diárias para viagem (a partir de novembro/2017). Antes desta data vigia o seguinte: as diárias 
para viagens, desde que não excedam a 50% da remuneração mensal.
i) A importância recebida a título de bolsa de complementação educacional de estagiário, quando 
paga nos termos da Lei 11.788, de 25/09/2008. 
Observe-se que deve haver convênio entre escola e empresa e o contrato de estágio deve ser assi-
nado por ambos, além do próprio estagiário. 
j) A participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo com lei 
específica.
A lei específica que regulamenta a matéria é a Lei 10.101/00. São predominantes os seguintes en-
tendimentos:
•	 Necessidade de o programa estabelecer regras claras e objetivas e vincular-se ao alcance do 
lucro ou a medição de resultados; e estabelecimento do programa em termos que possibili-
tem ao empregado verificar o cumprimento do acordado.
•	 Possibilidade da instituição do programa para apenas uma parcela dos empregados, admi-
tindo-se também a criação de programa com regras distintas para diferentes grupos de em-
pregados.
•	 O momento da celebração do acordo deve ser anterior ao período a ser considerado na apu-
ração do lucro ou resultado, pois só assim pode-se falar em incentivo à produtividade.
•	 Necessidade de participação sindical.
•	 Periodicidade máxima dos pagamentos: duas vezes no ano civil, com intervalo mínimo de 3 
meses.
Alterações introduzidas pela Lei 14.020, de 6 de julho de 2020:
•	 Consideram-se previamente estabelecidas as regras fixadas em instrumento assinado: an-
teriormente ao pagamento da antecipação, quando prevista; com antecedência de, no míni-
mo, 90 (noventa) dias da data do pagamento da parcela única ou da parcela final, caso haja 
pagamento de antecipação. 
•	 A inobservância à periodicidade de 2 pagamentos com intervalo mínimo de 3 meses entre 
eles invalida exclusivamente os pagamentos feitos em desacordo com a norma, assim enten-
didos: os pagamentos excedentes ao segundo, feitos a um122
7.12 Justificação administrativa.............................................................................................................................. 123
Referências: ............................................................................................................................................................ 123
4 | Direito Previdenciário
1 Seguridade Social
A seguridade social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos 
e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência e à assistência 
social (CR/88, art. 194).
Organização e princípios (CR/88, art. 194, parágrafo único):
Compete ao Poder Público, nos termos da lei, organizar a seguridade social, com base nos seguintes 
objetivos:
I - universalidade da cobertura e do atendimento;
II - uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços às populações urbanas e rurais;
III - seletividade e distributividade na prestação dos benefícios e serviços;
IV - irredutibilidade do valor dos benefícios;
V - equidade na forma de participação no custeio;
VI - diversidade da base de financiamento, identificando-se, em rubricas contábeis específicas 
para cada área, as receitas e as despesas vinculadas a ações de saúde, previdência e assistência so-
cial, preservado o caráter contributivo da previdência social;
VII - caráter democrático e descentralizado da administração, mediante gestão quadripartite, 
com participação dos trabalhadores, dos empregadores, dos aposentados e do Governo nos órgãos 
colegiados.
a. O princípio da solidariedade está apenas implícito no texto constitucional (artigos 194 e 195), 
embora seja o mais importante de todos. 
É a solidariedade que impõe que o financiamento seja por repartição simples, que todos que 
exercem atividade remunerada são obrigados a contribuir e que o fato de contribuir para o Regime 
Geral de Previdência Social – RGPS não é garantia de benefício futuro (as regras de concessão dos 
benefícios devem ser cumpridas para o seu gozo).
b. Universalidade
Este princípio incorpora a ideia de amparar todas as pessoas (universalidade do atendimento) em 
todas as suas necessidades sociais (universalidade da cobertura).
c. Uniformidade e equivalência
A uniformidade significa um único regime de previdência para os trabalhadores urbanos e rurais.
A equivalência refere-se ao aspecto quantitativo dos benefícios desse mesmo regime, isto é, os 
valores dos benefícios devem ser calculados da mesma forma para ambas as populações.
Direito Previdenciário | 5
d. Seletividade e distributividade
A seletividade significa que determinadas prestações podem ser asseguradas somente àqueles que 
se encontrem em estado mais grave de necessidade social, até como forma de realizar a isonomia, 
ou seja, de tratar desigualmente os desiguais, na medida de suas desigualdades. 
Ex.: o salário-família.
A distributividade tem a ver com a principal função do sistema, que é a de funcionar como instrumento 
de distribuição de rendas. Não se coaduna muito com a previdência social, mas muito importante na 
área da saúde e, principalmente, na da assistência social.
Ex.: o Benefício de Prestação Continuada – BPC da Assistência Social.
e. Irredutibilidade
Refere-se, especificamente, à previdência social, e significa o óbvio, ou seja, que os valores nominais 
(valor absoluto) e reais (que exprime o poder de compra da moeda) dos benefícios não podem 
sofrer redução.
A Lei 8.213/91, no artigo 41-A, determina que o valor dos benefícios em manutenção será ajustado, 
anualmente, na mesma data do reajuste do salário-mínimo, com base no Índice Nacional de Preços 
ao Consumidor - INPC, apurado pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE.
f. Equidade
Este princípio traduz a dimensão do princípio da capacidade contributiva no âmbito da seguridade 
social.
Deve ser analisado conjuntamente com o § 9º do art. 195 da CF/88:
§ 9º As contribuições sociais previstas no inciso I do caput deste artigo poderão ter alíquotas 
diferenciadas em razão da atividade econômica, da utilização intensiva de mão de obra, 
do porte da empresa ou da condição estrutural do mercado de trabalho, sendo também 
autorizada a adoção de bases de cálculo diferenciadas apenas no caso das alíneas “b” e “c” 
do inciso I do caput.
g. Diversidade
Ao mesmo tempo em que reflete a solidariedade (todos devem contribuir), este princípio, ao 
determinar que sejam estabelecidas diversas fontes de financiamento, visa imprimir maior garantia 
à sustentação econômica da seguridade social, já que, entrando em crise uma dessas fontes, as 
demais prosseguem transferindo recursos ao sistema.
h. Caráter democrático e descentralizado da administração
Visa à participação da sociedade na organização e no gerenciamento do sistema, mediante gestão 
quadripartite.
6 | Direito Previdenciário
Este princípio é reflexo imediato do art. 10 da CF/88:
Art. 10. É assegurada a participação dos trabalhadores e empregadores nos colegiados dos 
órgãos públicos em que seus interesses profissionais ou previdenciários sejam objeto de 
discussão e deliberação.
Reflete, também, diretriz estabelecida na primeira convenção da OIT, em 1919, segundo a qual o 
Estado deve garantir esse tipo de participação.
Exemplos de observância desse princípio encontramos nos seguintes órgãos:
• Conselho Nacional de Previdência - CNP
• Conselho Nacional da Saúde - CNS
• Conselho Nacional de Assistência Social - CNAS
• Conselho de Recursos da Previdência Social - CRPS
Direito Previdenciário | 7
2 Financiamento
O financiamento da seguridade social está previsto na CR/88:
Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, 
nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do 
Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: 
I - do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei, incidentes sobre:
a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, 
à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício; 
b) a receita ou o faturamento; 
c) o lucro;
II - do trabalhador e dos demais segurados da previdência social, podendo ser adotadas alíquotas 
progressivas de acordo com o valor do salário de contribuição, não incidindo contribuição sobre 
aposentadoria e pensão concedidas pelo Regime Geral de Previdência Social;
III - sobre a receita de concursos de prognósticos.
IV - do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar. 
A CR/88, no art. 167, inciso XI, determina que as contribuições dos empregadores sobre o rendimen-
to do trabalho pago ou creditado e a dos trabalhadores e demais segurados da previdência social 
somente sejam destinadas ao custeio da previdência social. Por isso tais contribuições são denomi-
nadas contribuições sociais previdenciárias.
Art. 167. São vedados:
[...]
XI - a utilização dos recursos provenientes das contribuições sociais de que trata o art. 195, I, 
a, e II, para a realização de despesas distintas do pagamento de benefícios do regime geral de 
previdência social de que trata o art. 201. 
A contribuição das empresas sobre a receita ou faturamento é a Cofins e o Pis e a contribuição sobre 
o lucro líquido é a CSLL.
O citado inciso III trata das parcelas dos valores arrecadados com as loterias (sorteios de números ou 
símbolos) destinados para a seguridade social.
E o inciso IV se refere às contribuições do importador (PIS-importação e Cofins-importação).
Breve análise dos parágrafos do artigo 195.
§ 1º - As receitas dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios destinadas à seguridade social 
constarão dos respectivos orçamentos, não integrando o orçamento da União.
 Cada um dos entes federados (Estados, DF e Municípios) deverá destacar, em seus respectivos or-
çamentos anuais, os recursos destinados à prestaçãomesmo empregado, no mesmo 
ano civil; e os pagamentos efetuados a um mesmo empregado, em periodicidade inferior a 1 
(um) trimestre civil do pagamento anterior. 
•	 Uma vez composta, a comissão paritária dará ciência por escrito ao ente sindical para que in-
dique seu representante no prazo máximo de 10 (dez) dias corridos, findo o qual a comissão 
poderá iniciar e concluir suas tratativas. 
l) O abono do PIS e do PASEP.
Esse abono não tem natureza remuneratória, não integrando, pois, o salário de contribuição.
m) Os valores correspondentes a transporte, alimentação e habitação fornecidos pela empresa ao 
empregado contratado para trabalhar em localidade distante da de sua residência, em canteiro de 
64 | Direito Previdenciário
obras ou local que, por força da atividade, exija deslocamento e estada, observadas as normas de 
proteção estabelecidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
As despesas de viagem objetivam o pagamento dos gastos de viagem e a manutenção do empre-
gado, que para executar seu trabalho precisa deslocar-se temporariamente de um local para outro.
Tais despesas não se confundem com as diárias e, desde que devidamente comprovadas, possui 
natureza ressarcitória; logo, os valores pagos para cobrir tais valores não integram o salário de con-
tribuição.
n) A importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio por incapaci-
dade temporária, desde que este direito seja extensivo à totalidade dos empregados da empresa.
o) As parcelas destinadas à assistência ao trabalhador da agroindústria canavieira, de que trata o art. 
36 da Lei nº 4.870, de 1º de dezembro de 1965.
Mencionada Lei nº 4.870/65 estabeleceu que os trabalhadores das agroindústrias canavieiras fariam 
jus a diversos benefícios de natureza assistencial, custeados por parte das contribuições dessas em-
presas ao extinto IAA/Instituto do Açúcar e do Álcool. Não se tratavam de benefícios em dinheiro, 
mas basicamente de investimentos em prol daqueles trabalhadores e seus dependentes na área da 
educação, saúde e assistência social. 
p) O valor das contribuições efetivamente pago pela pessoa jurídica relativo a programa de previ-
dência complementar, aberto ou fechado, desde que disponível à totalidade de seus empregados e 
dirigentes, observados, no que couber, os arts. 9º e 468º da CLT.
A LC 109/01, ao tratar da previdência complementar aberta, inovou ao dispor que os planos cole-
tivos, quando tenham por objetivo garantir benefícios previdenciários a pessoas físicas vinculadas, 
direta ou indiretamente, a uma pessoa jurídica contratante, poderão ser constituídos por uma ou 
mais categorias específicas de trabalhadores de um mesmo empregador.
q) o valor relativo à assistência prestada por serviço médico ou odontológico, próprio da empresa 
ou por ela conveniado, inclusive o reembolso de despesas com medicamentos, óculos, aparelhos 
ortopédicos, próteses, órteses, despesas médico-hospitalares e outras similares (a partir de novem-
bro/2017).
A Lei 13.467/17, inseriu o § 5º no art. 458 da CLT, com a seguinte redação: 
§ 5º O valor relativo à assistência prestada por serviço médico ou odontológico, próprio ou não, 
inclusive o reembolso de despesas com medicamentos, óculos, aparelhos ortopédicos, próteses, 
órteses, despesas médico-hospitalares e outras similares, mesmo quando concedido em diferentes 
modalidades de planos e coberturas, não integram o salário do empregado para qualquer efeito 
nem o salário de contribuição, para efeitos do previsto na alínea q do § 9º do art. 28 da Lei nº 8.212, 
de 24 de julho de 1991. 
Antes de novembro/2017 havia a necessidade de que a cobertura abrangesse a totalidade de em-
pregados e dirigentes da empresa.
r) O valor correspondente a vestuários, equipamentos e outros acessórios fornecidos ao empregado 
e utilizados no local do trabalho para prestação dos respectivos serviços.
s) O ressarcimento de despesas pelo uso de veículo do empregado e o reembolso creche pago de 
acordo com a legislação trabalhista, observado o limite de seis anos de idade, quando devidamente 
Direito Previdenciário | 65
comprovadas as despesas. Vide Lei 14.457, de 21/9/2022.
A implementação do reembolso-creche ficará condicionada à formalização de acordo individual, 
acordo coletivo ou convenção coletiva de trabalho, o qual estabelecerá condições, prazos e valores.
t) o valor relativo a plano educacional, ou bolsa de estudo, que vise à educação básica de emprega-
dos e seus dependentes e, desde que vinculada às atividades desenvolvidas pela empresa, à edu-
cação profissional e tecnológica de empregados, nos termos da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 
1996, e: 
1. não seja utilizado em substituição de parcela salarial; e 
2. o valor mensal do plano educacional ou bolsa de estudo, considerado individualmente, não ultra-
passe 5% (cinco por cento) da remuneração do segurado a que se destina ou o valor correspondente 
a uma vez e meia o valor do limite mínimo mensal do salário de contribuição, o que for maior.
De acordo com a Lei 9.394/96:
A educação básica abrange a educação infantil, o ensino fundamental e o médio.
A educação profissional e tecnológica abrange os seguintes cursos:
I – de formação inicial e continuada ou qualificação profissional;
II – de educação profissional técnica de nível médio;
III – de educação profissional tecnológica de graduação e pós-graduação.
A educação superior abrangerá os seguintes cursos e programas:
I - cursos sequenciais por campo de saber, de diferentes níveis de abrangência, abertos a candidatos 
que atendam aos requisitos estabelecidos pelas instituições de ensino, desde que tenham concluído 
o ensino médio ou equivalente; 
II - de graduação, abertos a candidatos que tenham concluído o ensino médio ou equivalente e te-
nham sido classificados em processo seletivo;
III - de pós-graduação, compreendendo programas de mestrado e doutorado, cursos de especiali-
zação, aperfeiçoamento e outros, abertos a candidatos diplomados em cursos de graduação e que 
atendam às exigências das instituições de ensino;
IV - de extensão, abertos a candidatos que atendam aos requisitos estabelecidos em cada caso pelas 
instituições de ensino.
Portanto, este tópico contempla curso de graduação em tecnologia (tecnólogo), mas não engloba 
curso de ensino superior. 
É indispensável que a remuneração do empregado ou do dirigente não sofra redução em função 
do pagamento do plano educacional, ou seja, este valor tem que acrescer à remuneração, sem 
substituí-la em qualquer percentual.
Além disso, o valor mensal do plano educacional ou bolsa de estudo, considerado individualmente, 
não ultrapasse 5% (cinco por cento) da remuneração do segurado a que se destina ou o valor cor-
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9394.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9394.htm
66 | Direito Previdenciário
respondente a uma vez e meia o valor do limite mínimo mensal do salário de contribuição, o que 
for maior.
Sobre a bolsa para cursos de educação superior no período anterior à Lei 12.513/11, assim dispõe a 
Súmula CARF nº 149:
Não integra o salário de contribuição a bolsa de estudos de graduação ou de pós-graduação conce-
dida aos empregados, em período anterior à vigência da Lei nº 12.513, de 2011, nos casos em que o 
lançamento aponta como único motivo para exigir a contribuição previdenciária o fato desse auxílio 
se referir a educação de ensino superior.
Vide Solução de Consulta Cosit 286, de 26/12/2018.
u) a importância recebida a título de bolsa de aprendizagem garantida ao adolescente até quatorze 
anos de idade, de acordo com o disposto no art. 64 da Lei 8.069, de 13/7/1990.
v) Os valores recebidos em decorrência da cessão de direitos autorais.
x) O valor da multa prevista no § 8º do art. 477 da CLT. 
Devido à mora no pagamento das verbas rescisórias.
y) o valor correspondente ao vale-cultura 
O vale-cultura deverá ser fornecido ao trabalhador que perceba até cinco salários mínimos mensais.
Os trabalhadorescom renda superior a 5 (cinco) salários mínimos poderão receber o vale-cultura, 
desde que garantido o atendimento à totalidade dos empregados com a remuneração prevista no 
caput, na forma que dispuser o regulamento. 
O valor mensal do vale-cultura, por usuário, será de R$ 50,00 (cinquenta reais). 
O trabalhador poderá ter descontado de sua remuneração o percentual máximo de 10% (dez por 
cento) do valor do vale-cultura, na forma definida em regulamento. 
Os trabalhadores que percebem mais de 5 (cinco) salários mínimos poderão ter descontados de sua 
remuneração, em percentuais entre 20% (vinte por cento) e 90% (noventa por cento) do valor do 
vale-cultura, de acordo com a respectiva faixa salarial, obedecido o disposto no parágrafo único do 
art. 7º e na forma que dispuser o regulamento. 
É vedada, em qualquer hipótese, a reversão do valor do vale-cultura em pecúnia. 
z) os prêmios e os abonos. 
O art. 457 da CLT, § 2º, na redação dada pela Lei 13.467/17, assim dispõe:
Art. 457. [...]
§ 2º As importâncias, ainda que habituais, pagas a título de ajuda de custo, auxílio-alimentação, 
vedado seu pagamento em dinheiro, diárias para viagem, prêmios e abonos não integram a 
remuneração do empregado, não se incorporam ao contrato de trabalho e não constituem base 
de incidência de qualquer encargo trabalhista e previdenciário.
[...]
§ 4º Consideram-se prêmios as liberalidades concedidas pelo empregador em forma de bens, 
serviços ou valor em dinheiro a empregado ou a grupo de empregados, em razão de desempenho 
Direito Previdenciário | 67
superior ao ordinariamente esperado no exercício de suas atividades.
Vide Solução de Consulta Cosit nº 151, de 14/5/2019.
Abono - Sobre o abono único, previsto em Convenção Coletiva de Trabalho, desvinculado do salário 
e pago sem habitualidade, não há incidência de contribuição previdenciária.
aa) os valores recebidos a título de bolsa-atleta, em conformidade com a Lei 10.891/04.
Além destas, o RPS, art. 214, acrescenta:
O reembolso babá, no valor máximo de um salário mínimo, pago em conformidade com a legislação 
trabalhista, observado o limite máximo de seis anos de idade da criança.
O valor das contribuições efetivamente pago pela pessoa jurídica relativo a prêmio de seguro de vida 
em grupo, desde que disponível à totalidade de seus empregados e dirigentes (não há necessidade 
de previsão em acordo coletivo - súmula CARF 182).
6.11 Arrecadação e recolhimento das 
contribuições
6.11.1 Prazos
Lei 8.212/91, art. 30, RPS, art. 216
O recolhimento consiste na transferência, para os cofres públicos, dos valores relativos às contribui-
ções e demais valores destinados ao sistema de seguridade social. Recolher tem o significado de pagar.
A operação pela qual o empregador “desconta” do salário do empregado o valor da contribuição 
previdenciária por este devida, para ulterior recolhimento à RFB, denomina-se arrecadação. 
A empresa também está obrigada a arrecadar e recolher as contribuições dos segurados contribuin-
tes individuais a seu serviço.
Não há obrigatoriedade de arrecadação quando houver a contratação de contribuinte individual 
por outro contribuinte individual, por produtor rural pessoa física, por missão diplomática ou por 
repartição consular (RPS, art. 216, §32). Nestes casos, o contribuinte individual recolhe a própria 
contribuição e a alíquota é de 20% (RPS, art. 216, §33), incidente sobre a remuneração recebida, 
observado o limite máximo.
Empresas e equiparados a empresas:
O prazo fixado para a empresa ou equiparado recolher as contribuições é até o dia 20 do mês se-
guinte àquele em que ocorreu o fato gerador da contribuição. Assim, por exemplo, o recolhimento 
das contribuições incidentes sobre a folha de salários do mês de julho pode ser feito até o dia 20 
de agosto. Após esta data, o recolhimento deverá ocorrer acrescido de juros e multa, consoante o 
disposto no artigo 35 da Lei 8.212/91.
68 | Direito Previdenciário
Caso o dia 20 seja dia não útil, o prazo se antecipa para o último dia útil anterior ao dia 20.
Neste prazo devem ser recolhidas as contribuições normais (retidas dos segurados mais a patronal), 
as contribuições retidas (adquirente de produção rural, tomador de serviços mediante cessão de 
mão de obra, patrocínio de time de futebol etc), as devidas por rescisão do contrato de trabalho.
A contribuição devida incidente sobre o 13º salário deve ser recolhida até o dia 20 de dezembro, que 
se for dia não útil, também antecipa para o último dia útil anterior ao dia 20 de dezembro.
No caso de receita decorrente de espetáculo desportivo, a entidade promotora do evento deverá 
efetuar o desconto da contribuição e recolher o valor no prazo de dois dias úteis após a realização 
do evento (Lei 8.212/91, art. 22, § 7º).
Empregador doméstico:
O prazo fixado para o empregador doméstico recolher as contribuições é até o dia 20 do mês se-
guinte (a partir da competência 03/2024), que antecipa se dia 20 for dia não útil. A contribuição 
relativa ao 13º salário deve ser recolhida até 20 de janeiro do ano seguinte.
Contribuinte individual (por conta própria), segurado facultativo e complementação da contribui-
ção (RPS, art. 216, §27-A):
O prazo fixado para o recolhimento de contribuições próprias do contribuinte individual, segurado 
facultativo e complementação (para que o salário de contribuição atinja o salário mínimo) é até o dia 
15 do mês seguinte, que se prorroga para o primeiro dia útil seguinte caso o dia 15 for dia não útil.
É facultado ao contribuinte individual e ao segurado facultativo cujo salário de contribuição é de 
um salário mínimo, optarem pelo recolhimento trimestral, com vencimento até o dia 15 do mês 
seguinte ao trimestre civil.
Jan/Fev/Mar 15/abr
Abr/Mai/Jun 15/jul
Jul/Ago/Set 15/out
Out/Nov/Dez 15/jan
6.11.2 Recolhimento fora do prazo
Lei 8.212/91, art. 35 e art. 35-A, Lei 8.218/91, art. 6º, Lei 11.941/19.
A partir de 1º de janeiro de 1995, em função do plano de estabilização econômica desenvolvido 
pelo Governo Federal (plano real), a correção monetária deixou de existir, de modo que dessa 
data em diante as contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas pela RFB, quando pagas 
extemporaneamente, são acrescidas apenas de juros de mora e de multa de mora.
Direito Previdenciário | 69
RECOLHIMENTO ESPONTÂNEO:
Para o cálculo dos juros e multa de mora aplica-se a Taxa Selic, conforme determina o artigo 61 da 
Lei 9.430, de 27/12/96:
Art. 61. Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela 
Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1º de janeiro de 1997, não 
pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à 
taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso.
§ 1º A multa de que trata este artigo será calculada a partir do primeiro dia subseqüente ao do 
vencimento do prazo previsto para o pagamento do tributo ou da contribuição até o dia em que 
ocorrer o seu pagamento.
§ 2º O percentual de multa a ser aplicado fica limitado a vinte por cento.
§ 3º Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão juros de mora calculados à taxa a que se 
refere o § 3º do art. 5º, a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o 
mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento.
Assim, os juros de mora incidem sobre o valor originário da dívida. Aplica-se a variação da taxa re-
ferencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (SELIC) a partir do mês seguinte ao do 
vencimento da obrigação até o mês anterior ao do pagamento, mais 1% no mês do pagamento.
A multa de mora é automática, ou seja, deve ser paga pelo contribuinte, quando do recolhimento de 
contribuição em atraso, independentemente de qualquer procedimento administrativo por parte do 
Fisco. Logo, ainda que recolhida espontaneamente, a contribuição em atraso está automaticamente 
sujeita a este acréscimo. A multa moratóriaé aplicada sobre o valor originário da dívida à taxa de 
0,33% por dia de atraso (iniciando-se a contagem em dia útil), limitada a 20%.
Tanto a multa de mora quanto os juros de mora são irreleváveis, ou seja, não pode a autoridade 
administrativa da RFB, ou qualquer outra, dispensar o contribuinte do seu pagamento.
Exemplo:
O vencimento das contribuições da empresa referentes à competência 12/2022 foi em 20/01/2023. 
A empresa que recolheu a contribuição vencida até o mês de maio de 2023, deverá recolher os 
seguintes valores:
Mês Selic
Janeiro/2023 1,12%
Fevereiro/2023 0,92%
Março/2023 1,17%
Abril/202 0,92%
Mês pgto juros multa dia multa
Jan/2023 0%
0,33% 
por dia, 
limitada 
a 20%
25/01/2023 0,99%
Fev/2023 1% 06/02/2023 4,95%
Mar/2023 1,92% 10/03/2023 15,51%
Abr/2023 3,09% 20/04/2023 20%
Mai/2023 4,01% 03/05/2023 20%
70 | Direito Previdenciário
LANÇAMENTO DE OFÍCIO
Nos casos de lançamento de ofício, os juros são os mesmos já descritos, mas passará a incidir a 
multa de ofício (art. 35-A), devendo ser observado o disposto na Lei 9.430/96, artigo 44:
Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas:
I - de 75% (setenta e cinco por cento) sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos 
casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata;
[...]
§ 1º O percentual de multa de que trata o inciso I do caput deste artigo será majorado nos casos 
previstos nos arts. 71, 72 e 73 da Lei nº 4.502, de 30 de novembro de 1964, independentemente de 
outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis, e passará a ser de:
[...]
VI – 100% (cem por cento) sobre a totalidade ou a diferença de imposto ou de contribuição objeto do 
lançamento de ofício;
VII – 150% (cento e cinquenta por cento) sobre a totalidade ou a diferença de imposto ou de 
contribuição objeto do lançamento de ofício, nos casos em que verificada a reincidência do sujeito 
passivo.
§ 1º-A. Verifica-se a reincidência prevista no inciso VII do § 1º deste artigo quando, no prazo de 2 
(dois) anos, contado do ato de lançamento em que tiver sido imputada a ação ou omissão tipificada 
nos arts. 71, 72 e 73 da Lei nº 4.502, de 30 de novembro de 1964, ficar comprovado que o sujeito 
passivo incorreu novamente em qualquer uma dessas ações ou omissões.
§ 2º Os percentuais de multa a que se referem o inciso I do caput e o § 1º deste artigo serão 
aumentados de metade, nos casos de não atendimento pelo sujeito passivo, no prazo marcado, de 
intimação para:
I - prestar esclarecimentos;
II - apresentar os arquivos ou sistemas de que tratam os arts. 11 a 13 da Lei no 8.218, de 29 de agosto
de 1991;
III - apresentar a documentação técnica de que trata o art. 38 desta Lei.
Efetuado o lançamento de ofício, o sujeito passivo pode efetuar o pagamento, a compensação ou 
o parcelamento dos tributos, conforme dispõe a Lei 8.218, de 29/08/91, na redação dada pela MP 
449, de 03/12/2008, convertida na Lei 11.941, de 27/05/09:
Art. 6º Ao sujeito passivo que, notificado, efetuar o pagamento, a compensação ou o parcelamento 
dos tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, inclusive das contribuições 
sociais previstas nas alíneas “a”, “b” e “c” do parágrafo único do art. 11 da Lei no 8.212, de 24 de 
julho de 1991, das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a ter-
ceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, será concedida redução da multa de lançamento 
de ofício nos seguintes percentuais:
Direito Previdenciário | 71
I - cinqüenta por cento se for efetuado o pagamento ou a compensação no prazo de trinta dias, 
contados da data em que o sujeito passivo foi notificado do lançamento;
II - quarenta por cento se o sujeito passivo requerer o parcelamento no prazo de trinta dias, conta-
dos da data em que foi notificado do lançamento;
III - trinta por cento, se for efetuado o pagamento ou a compensação no prazo de trinta dias, conta-
dos da data em que o sujeito passivo foi notificado da decisão administrativa de primeira instância; e
IV - vinte por cento, se o sujeito passivo requerer o parcelamento no prazo de trinta dias, contados 
da data em que foi notificado da decisão administrativa de primeira instância. 
§ 1º No caso de provimento a recurso de ofício interposto por autoridade julgadora de primeira 
instância, aplica-se a redução prevista no inciso III, para o caso de pagamento ou compensação, e 
no inciso IV, para o caso de parcelamento. 
§ 2º A rescisão do parcelamento, motivada pelo descumprimento das normas que o regulam, 
implicará restabelecimento do montante da multa proporcionalmente ao valor da receita não 
satisfeita e que exceder o valor obtido com a garantia apresentada.
As multas de mora e de ofício não se confundem com a multa de que trata o art. 92 da Lei nº 
8.212/91, imponível em virtude do não cumprimento de qualquer uma das obrigações acessórias 
estabelecidas na legislação previdenciária. Aliás, a penalidade do art. 92 nem é automática, posto 
que somente o Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil, no exercício de suas funções, pode aplicá-
-la, mediante a lavratura de auto de infração.
6.12 Cessão de mão de obra - Retenção
Lei 8.212/91, art. 31, RPS, art. 219 a art. 224-A
Entende-se como cessão de mão de obra a colocação à disposição do contratante, em suas depen-
dências ou nas de terceiros, de segurados que realizem serviços contínuos, relacionados ou não com 
a atividade fim da empresa, quaisquer que sejam a natureza e a forma de contratação (art. 31, §3º). 
Tal instituto corresponde à conhecida figura da terceirização de mão de obra.
Serviços contínuos são aqueles que constituem necessidade permanente da contratante, que se 
repetem periódica ou sistematicamente, ligados ou não a sua atividade fim, ainda que sua execução 
seja realizada de forma intermitente ou por diferentes trabalhadores.
Toda empresa que contratar uma outra pessoa jurídica para que esta, por intermédio de seus pró-
prios empregados, preste-lhe serviços mediante o sistema de cessão de mão de obra, fica obrigada a 
reter e a recolher à RFB a importância correspondente a 11% do valor bruto da nota fiscal ou fatura 
de serviços emitida pela contratada. 
Tem-se portanto as empresas contratante/tomadora e contratada/prestadora/cedente de mão de 
obra.
72 | Direito Previdenciário
Exemplo: 
Supondo que o valor bruto da nota fiscal de prestação de serviços seja de R$ 10.000,00, temos que:
A prestadora deverá destacar na nota fiscal, fatura ou recibo de prestação de serviços o valor da 
retenção R$ 1.100,00 (R$ 10.000,00 x 11%).
A tomadora deverá:
a) recolher à RFB importância de R$ 1.100,00 (R$ 10.000,00 x 11%), e
b) pagar à prestadora o valor líquido de R$ 8.900,00 (R$ 10.000,00 – R$ 1.100,00)
O recolhimento é feito pela tomadora, mas o crédito será apurado pela empresa cedente da mão de 
obra, ou seja, a tomadora recolhe para a prestadora.
A prestadora pode compensar o valor que dela foi retido pela tomadora, quando do recolhimento 
das contribuições incidentes sobre a sua folha de pagamento.
O art. 6º da Lei nº 10.666, de 8 de maio de 2003, determina que na hipótese de os trabalhadores ce-
didos exercerem atividades sujeitas à aposentadoria especial, a alíquota correspondente à retenção 
em tela será a estipulada no art. 31 da Lei nº 8.212/91 (11%), acrescida de 4%, 3% ou 2%, conforme o 
tempo de contribuição necessário para tal aposentadoria seja de 15, 20 ou 25 anos (RPS, art. 219, §12). 
Complementando as regra do art. 31 da Lei n° 8.212/91, o RPS estabelece que:
Art. 219. [...]
§ 10. Para fins de recolhimento e de compensação da importância retida, será considerada 
como competência aquela a que corresponder à data da emissão da nota fiscal, fatura ou 
recibo.
§ 11. As importâncias retidas não podem ser compensadas com contribuições arrecadadas pelo 
Instituto Nacional do Seguro Social para outras entidades.
A regra do §11 é a de que aprestadora somente poderá compensar as importâncias que lhe foram 
retidas pela empresa contratante, com as contribuições cuja titularidade seja da RFB. Não poderá fa-
zê-lo com as contribuições que, embora arrecadadas juntamente com aquelas, sejam depois repas-
sadas para as chamadas outras entidades ou terceiros (Sesi, Senai, Sesc, Senac, Sest, Senat, Sebrae, 
Senar, Incra, Salário Educação etc). 
Na impossibilidade de haver compensação integral, ou seja, a contribuição total sobre a folha de 
pagamento da empresa cedente de mão de obra é inferior ao valor que dela foi retido pelas empre-
sas que contrataram os seus serviços, o saldo remanescente será objeto de restituição ou poderá 
ser compensado nas competências subsequentes, inclusive na relativa ao 13º salário (RPS, art. 219, 
§9º).
O RPS no §2º de seu art. 219, apresenta a relação exaustiva de quais são os serviços realizados 
mediante cessão de mão de obra:
I – limpeza, conservação e zeladoria;
II – vigilância e segurança;
Direito Previdenciário | 73
III – construção civil; (empreitada parcial)
IV – serviços rurais;
V – digitação e preparação de dados para processamento;
VI – acabamento, embalagem e acondicionamento de produtos;
VII – cobrança;
VIII – coleta e reciclagem de lixo e resíduos;
IX – copa e hotelaria;
X – corte e ligação de serviços públicos;
XI – distribuição;
XII – treinamento e ensino;
XIII – entrega de contas e documentos;
XIV – ligação e leitura de medidores;
XV – manutenção de instalações, de máquinas e equipamentos;
XVI – montagem;
XVII – operação de máquinas, equipamentos e veículos;
XVIII – operação de pedágio e de terminais de transporte;
XIX – operação de transporte de passageiros, inclusive nos casos de concessão ou sub-con-
cessão;
XX – portaria, recepção e ascensorista;
XXI – recepção, triagem e movimentação de materiais;
XXII – promoção de vendas e eventos;
XXIII – secretaria e expediente;
XXIV – saúde;
XXV – telefonia, inclusive telemarketing.
O RPS, no § 3º do art. 219 dispõe que: Os serviços relacionados nos incisos I a V também estão 
sujeitos à retenção de que trata o caput quando contratados mediante empreitada de mão de 
obra.
Empreitada é a execução, contratualmente estabelecida, de tarefa, de obra ou de serviço, por 
preço ajustado, com ou sem fornecimento de material ou uso de equipamentos, que podem 
ou não ser utilizados, realizada nas dependências da empresa contratante, nas de terceiros ou 
nas da empresa contratada, tendo como objeto um resultado pretendido.
Assim, se os serviços listados nos itens I a V forem contratados por empreitada, também deve-
rá ocorrer a retenção se for prestado nas dependências da contratante ou de terceiros.
74 | Direito Previdenciário
O RPS complementa a regra nos seguintes termos: 
Art. 219 [...]
§ 7º Na contratação de serviços em que a contratada se obriga a fornecer material ou dispor de 
equipamentos, fica facultada ao contratado a discriminação, na nota fiscal, fatura ou recibo, do 
valor correspondente ao material ou equipamentos, que será excluído da retenção, desde que 
contratualmente previsto e devidamente comprovado.
§ 8º Cabe ao Instituto Nacional do Seguro Social normatizar a forma de apuração e o limite mínimo 
do valor do serviço contido no total da nota fiscal, fatura ou recibo, quando, na hipótese do 
parágrafo anterior, não houver previsão contratual dos valores correspondentes a material ou a 
equipamentos.
A lei e o RPS estabelecem obrigações acessórias para a empresa cedente de mão de obra: elaborar 
folhas de pagamento distintas para cada contratante (Lei 8.212, art. 31, §5º) e também, elaborar 
GFIP distintas para cada tomador de serviços (RPS, art. 219, § 5º) ou criar lotações para cada toma-
dor no eSocial (Manual do eSocial, S-1020, item 2).
6.13 Responsabilidade solidária
Lei 8.212/91, art. 3º, VI e IX, RPS, art. 219 a 224-A
Não se considera cessão de mão de obra, para os fins do artigo 30, VI, da Lei 8.212/91, a contratação 
de construção civil em que a empresa construtora assuma a responsabilidade direta e total pela obra 
ou repasse o contrato integralmente. 
Art. 30 [...]
VI - o proprietário, o incorporador definido na Lei nº 4.591, de 16 de dezembro de 1964, o dono da 
obra ou condômino da unidade imobiliária, qualquer que seja a forma de contratação da constru-
ção, reforma ou acréscimo, são solidários com o construtor, e estes com a subempreiteira, pelo cum-
primento das obrigações para com a Seguridade Social, ressalvado o seu direito regressivo contra o 
executor ou contratante da obra e admitida a retenção de importância a este devida para garantia 
do cumprimento dessas obrigações, não se aplicando, em qualquer hipótese, o benefício de ordem; 
Esse inciso dispõe sobre a responsabilidade solidária das pessoas que menciona, relativamente às 
obrigações do construtor, assim entendido aquele que edifica uma casa, um edifício, um viaduto, 
uma piscina, um ginásio, uma igreja, etc. Ou aquele que promove ampliação, reforma, conservação 
e demolição dessas mesmas obras, bem como o preparo do solo e fundações.
O construtor pode ser um autônomo, um grupo de autônomos ou uma empresa de construção civil 
registrada no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura - CREA.
Essas pessoas (proprietário, incorporador, dono da obra ou condômino da unidade imobiliária) res-
pondem solidariamente pelas obrigações do construtor junto à Seguridade Social (a principal dessas 
obrigações é a de recolher as contribuições previdenciárias incidentes sobre a remuneração paga ou 
creditada pelo construtor aos seus empregados que trabalharam na construção).
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L4591.htm
Direito Previdenciário | 75
A empresa de comercialização de imóveis (imobiliária), enquanto incorporadora pode, sim, ser res-
ponsabilizada na forma do inciso VI. Entretanto, quem delas adquire o prédio ou a unidade imobiliá-
ria, está expressamente excluído de tal relação obrigacional, ou seja, não respondem solidariamente 
pelas obrigações do construtor (art. 30, VII).
Não há contribuição à seguridade social se a construção for executada sem mão de obra assalariada, 
ou seja, realizada sob o regime de mutirão (art. 30, VIII). Em tal caso, não existe contratação de mão 
de obra, muito menos pagamentos de salários; as pessoas envolvidas no mutirão cedem o seu tra-
balho, a título gratuito, em decorrência da amizade ou dos laços familiares que as unem.
Mas a lei estabelece outras condições para a não incidência. Além da ausência de salários, exige-se 
que a construção:
a) seja residencial
b) seja destinada a uso apenas da família do proprietário
c) seja de tipo econômico (a construção deve ser modesta)
d) não tenha área superior a 70 m² (RPS, art. 278).
Além das hipóteses descritas, a Lei 8.212/91 também determina a responsabilidade solidária das 
empresas que integram grupo econômico (art. 30, IX).
Caracteriza grupo econômico a existência de duas ou mais pessoas jurídicas de direito privado per-
tencentes às mesmas pessoas (proprietárias) e compondo um conjunto de interesses econômicos 
subordinados ao controle do capital. Sujeitam-se elas a um comando e a uma política mercantil 
únicos. Há padronização de procedimentos.
Verifica-se também a responsabilidade solidária entre as empresas integrantes de consórcios, entre 
o operador portuário e o Órgão Gestor de mão de obra e entre os administradores de entidades 
públicas e o ente administrado.
RPS:
Art. 221-A. O instituto da responsabilidade solidária não se aplica à administração pública direta, 
autárquica e fundacional, quando contratante de serviços, inclusive de obra de construção civil, re-
forma ou acréscimo, independentemente da forma de contratação.
Parágrafo único. A administração pública contratante de serviços, inclusive de construção civil exe-
cutados por meio de cessão de mão de obra ou empreitada parcial, efetuará a retenção prevista no 
art. 219.
Art. 222. As empresas que integram grupo econômico de qualquernatureza, bem como os produ-
tores rurais integrantes do consórcio simplificado de que trata o art. 200-A, respondem entre si, 
solidariamente, pelas obrigações decorrentes do disposto neste Regulamento. 
Art. 222-A. As empresas integrantes de consórcio constituído nos termos do disposto nos art. 278 e 
art. 279 da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, respondem pelas contribuições devidas, em re-
lação às operações praticadas pelo consórcio, na proporção de sua participação no empreendimento.
§ 1º O consórcio que realizar a contratação, em nome próprio, de pessoas jurídicas e físicas, com ou 
sem vínculo empregatício, poderá efetuar a retenção das contribuições e cumprir as respectivas obri-
76 | Direito Previdenciário
gações acessórias, hipótese em que as empresas consorciadas serão solidariamente responsáveis. 
§ 2º Na hipótese de a retenção das contribuições ou o cumprimento das obrigações acessórias re-
lativas ao consórcio ser realizado por sua empresa líder, as empresas consorciadas também serão 
solidariamente responsáveis.
§ 3º O disposto neste artigo abrange as contribuições destinadas a outras entidades e fundos, além 
da multa por atraso no cumprimento das obrigações acessórias.
 Art. 223. O operador portuário e o órgão gestor de mão de obra são solidariamente responsáveis 
pelo pagamento das contribuições previdenciárias e demais obrigações, inclusive acessórias, devidas 
à seguridade social, arrecadadas pelo Instituto Nacional do Seguro Social, relativamente à requisição 
de mão de obra de trabalhador avulso, vedada a invocação do benefício de ordem.
Art. 224. Os administradores de autarquias e fundações públicas, criadas ou mantidas pelo Poder 
Público, de empresas públicas e de sociedades de economia mista sujeitas ao controle da União, 
dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, que se encontrarem em mora por mais de trin-
ta dias, no recolhimento das contribuições previstas neste Regulamento, tornam-se solidariamente 
responsáveis pelo respectivo pagamento, ficando ainda sujeitos às proibições do art. 1º e às sanções 
dos arts. 4º e 7º do Decreto-lei nº 368, de 19 de dezembro de 1968.
6.14 Obrigações Acessórias
Lei 8.212/91, art. 32, RPS, art. 225
De acordo com o art. 113 do Código Tributário Nacional, “a obrigação tributária é principal ou 
acessória”. A primeira tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária, enquanto a 
segunda corresponde a quaisquer prestações positivas (obrigação de fazer) ou negativas (obrigação 
de deixar de fazer) definidas na legislação, que não sejam de pagar. 
Para muitas das infrações previstas na Lei 8.212/91, existe uma penalidade específica. Mas o artigo 
92 prevê que, em não havendo penalidade expressamente cominada, a infração a qualquer dispo- 
sitivo desta lei resulta em aplicação, contra o responsável, de multa variável entre entre R$ 3.215,07 
e R$ 321.505,87 (valores atualizados pela Portaria INTERMINISTERIAL MPS/MF nº 2, de 11/1/2024, 
DOU de 12/1/2024), conforme dispuser o regulamento. As multas aplicadas pelo descumprimento 
das obrigações acessórias estão previstas na Lei 8.212/91, artigos 32-A, 92 e 102 e no RPS, artigos 
283 a 286 e 373.
Lembre-se que todo janeiro os valores são atualizados pelo INPC acumulado do ano.
Em 2022 os valores foram publicados na Portaria Interministerial nº 12, de 17/1/2022, DOU de 
20/1/2022: multa variável entre R$ 2.926,52 e R$ 292.650,52.
Em relação aos créditos tributários, os documentos comprobatórios do cumprimento das obriga-
ções devem ficar arquivados na empresa até que ocorra a prescrição relativa aos créditos decorren-
tes das operações a que se refiram (Lei 8.212/91, artigo 32, §11).
Cumprindo a tarefa que lhe foi cometida pela Lei 8.212/91, o Regulamento da Previdência Social 
também dispõe sobre as infrações nos artigos 283 a 293.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del0368.htm
Direito Previdenciário | 77
Dentre as obrigações acessórias, podemos citar:
1) Preparar folhas de pagamento das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a seu 
serviço, de acordo com os padrões e normas estabelecidos pelo órgão competente da Seguridade 
Social (Lei 8.212/91, artigo 32, inciso I; RPS, artigo 225, inciso I, §9º). 
A folha de pagamento, elaborada mensalmente, de forma coletiva por estabelecimento da em-
presa, por obra de construção civil e por tomador de serviços, com a correspondente totalização, 
deverá:
a) discriminar o nome dos segurados, indicando cargo, função ou serviço prestado;
b) agrupar os segurados por categoria, assim entendido: segurado empregado, trabalhador avul-
so, contribuinte individual;
c) destacar o nome das seguradas em gozo de salário-maternidade;
d) destacar as parcelas integrantes e não integrantes da remuneração e os descontos legais; e
e) indicar o número de quotas de salário-família atribuídas a cada segurado empregado ou traba-
lhador avulso.
2) Lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos 
geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da em-
presa e os totais recolhidos (Lei 8.212/91, artigo 32, inciso II; RPS, artigo 225, inciso II, §§ 13 a 16).
Os lançamentos, devidamente escriturados nos livros Diário e Razão, serão exigidos pela fiscalização 
após noventa dias contados da ocorrência dos fatos geradores das contribuições, devendo, obriga-
toriamente:
a) atender ao princípio contábil do regime de competência; e
b) registrar, em contas individualizadas, todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias de 
forma a identificar, clara e precisamente, as rubricas integrantes e não integrantes do salário de 
contribuição, bem como as contribuições descontadas do segurado, as da empresa e os totais re-
colhidos, por estabelecimento da empresa, por obra de construção civil e por tomador de serviços.
A empresa deverá manter à disposição da fiscalização os códigos ou abreviaturas que identifiquem 
as respectivas rubricas utilizadas na elaboração da folha de pagamento, bem como os utilizados na 
escrituração contábil.
São desobrigadas de apresentação de escrituração contábil a pessoa jurídica tributada com base 
no lucro presumido e a que optar pela inscrição no Regime Especial Unificado de Arrecadação de 
Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte – SIMPLES 
NACIONAL, desde que mantenham escrituração do Livro Caixa e Livro de Registro de Inventário.
3) Prestar à Secretaria da Receita Federal do Brasil todas as informações cadastrais, financeiras e 
contábeis de seu interesse, na forma por ela estabelecida, bem como os esclarecimentos necessá-
rios à fiscalização (Lei 8.212/91, artigo 32, inciso III; RPS, artigo 225, inciso III).
78 | Direito Previdenciário
4) Declarar à Secretaria da Receita Federal do Brasil e ao Conselho Curador do Fundo de Garantia do 
Tempo de Serviço - FGTS, na forma, prazo e condições estabelecidos por esses órgãos, dados relacio- 
nados a fatos geradores, base de cálculo e valores devidos da contribuição previdenciária e outras 
informações de interesse do INSS ou do Conselho Curador do FGTS (Lei 8.212/91, artigo 32, inciso 
IV, §§ 2º, 9º e 10, art. 32-A; RPS, artigo 225, inciso IV, §§ 1º a 4º).
Referida declaração até 2017 era a Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Ser- 
viço e Informações à Previdência Social – GFIP, que constitui instrumento hábil e suficiente para a 
exigência do crédito tributário, e suas informações comporão a base de dados para fins de cálculo e 
concessão dos benefícios previdenciários.
Desde 2018, a GFIP vem sendo substituída pelo eSocial, EFD-Reinf e DCTFweb (vide PORTARIA CON-
JUNTA ME/ Secretaria Especial de Previdência e Trabalho nº 76, de 22 de outubro de 2020).
No Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas – eSocial 
são declaradas as informações relacionadas às relações de trabalho, que abrangem as informações 
necessáriaspara a apuração das contribuições previdenciárias e das contribuições para outras enti-
dades e fundos (Terceiros) incidentes sobre a folha de pagamento ou remunerações pagas, devidas 
ou creditadas aos trabalhadores contratados.
Na Escrituração Fiscal Digital de Retenções e Outras Informações Fiscais – EFD-Reinf são declaradas 
todas as retenções sofridas e realizadas (como acontece, por exemplo, na cessão de mão de obra, 
patrocínio de entidade desportiva que mantém equipe de futebol profissional ou aquisição de pro-
dutos rurais de produtores pessoas físicas) e as contribuições substitutivas incidentes sobre a receita 
bruta (produtores rurais, agroindústrias e CPRB).
A DCTFweb é gerada com as informações do eSocial e da EFD-Reinf e é apresentada mensalmente 
até o dia 15 (quinze) do mês seguinte ao da ocorrência dos fatos. A partir daí são emitidas as guias 
de recolhimento (DARF).
As informações prestadas nas declarações constituem confissão de dívida, sendo instrumento hábil 
e suficiente para exigência do crédito tributário.
Instrução Normativa – IN RFB nº 2005/2021:
Art. 8º A DCTFWeb deverá ser elaborada com base nas informações prestadas na escrituração do 
Sistema Simplificado de Escrituração Digital das Obrigações Previdenciárias, Trabalhistas e Fiscais 
(eSocial) ou na Escrituração Fiscal Digital de Retenções e Outras Informações Fiscais (EFD-Reinf), 
módulos integrantes do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped).
A empresa deverá apresentar a DCTFweb ainda que não ocorram fatos geradores de contribuição 
previdenciária.
A não entrega da DCTFweb impede a expedição da certidão de prova de regularidade fiscal perante 
a Fazenda Nacional. 
5) Informar, anualmente, à Secretaria da Receita Federal do Brasil, na forma por ela estabelecida, o 
nome, o número de inscrição na previdência social e o endereço completo dos comerciantes ambu-
lantes, por ela utilizados no período, a qualquer título, para distribuição ou comercialização de seus 
produtos, sejam eles de fabricação própria ou de terceiros, sempre que se tratar de empresa que 
Direito Previdenciário | 79
realize vendas diretas (RPS, artigo 225, VII).
6) Comunicar, mensalmente, os empregados a respeito dos valores descontados de sua contribuição 
previdenciária e, quando for o caso, dos valores da contribuição do empregador incidentes sobre 
a remuneração do mês de competência por meio de contracheque, recibo de pagamento ou docu-
mento equivalente (RPS, artigo 225, VIII).
7) Exibir qualquer documento ou livro relacionados com as contribuições previstas na Lei 8.212/91 
(Lei 8.212/91, artigo 33, §§ 2° e 3°; RPS, artigos 232 e 233, parágrafo único).
8) Arrecadar, mediante desconto das remunerações, as contribuições dos segurados empregados e 
trabalhadores avulsos e do contribuinte individual a seu serviço (Lei 8.212/91, artigo 30, I, “a”; Lei n° 
10.666/03, artigo 4°; RPS, artigo 216, I, “a”).
9) Efetuar a inscrição no Instituto Nacional do Seguro Social dos seus empregados, cooperados e 
contratados, respectivamente, como empregados ou contribuintes individuais, se ainda não inscri-
tos (Lei 8.213/91, artigo 17; RPS, artigo 18, I e §1° e artigo 225, §23).
10) No caso de sindicato ou o órgão gestor de mão de obra, inscrever trabalhador avulso (Lei 
8.213/91, artigo 17; RPS, artigo 18, I, §1°).
11) Matricular obra de construção civil de sua propriedade ou executada sob sua responsabilidade 
no prazo de 30 (trinta) dias do início de suas atividades (Lei n° 8.212/91, artigo 49, §1º, RPS, artigo 
256, § 1º, II, § 3º).
12) Não distribuir, estando em débito não garantido com a União, por falta de recolhimento de im-
posto, taxa ou contribuição, no prazo legal, quaisquer bonificações a seus acionistas, participação de 
lucros a seus sócios ou quotistas, bem como a seus diretores e demais membros de órgãos dirigen-
tes, fiscais ou consultivos (Lei 8.212/91 artigo 52).
13) Manter laudo técnico atualizado com referência aos agentes nocivos no ambiente de trabalho, 
e emitir documento de comprovação de exposição de acordo com o laudo (Lei 8.213/91, artigo 58, 
§ 3°; RPS, artigo 68, § 4°).
14) Elaborar e manter atualizado perfil profissiográfico abrangendo as atividades desenvolvidas pelo 
trabalhador e de fornecer a este, quando da rescisão do contrato de trabalho ou do desligamento 
do cooperado, cópia autêntica desse documento (Lei 8.213/91, artigo 58, § 4°; RPS, artigo 68, §§ 6°, 
9° e 10°).
80 | Direito Previdenciário
15) No caso específico de entidade promotora de espetáculo desportivo, efetuar o desconto de 5% 
(cinco por cento) da receita bruta decorrente dos espetáculos desportivos para o respectivo reco-
lhimento a RFB, até dois dias úteis após a realização do evento (Lei 8.212/91, artigo 22, § 7°; RPS, 
artigo 205, § 1°).
16) No caso de empresa ou entidade que repassa recursos à associação desportiva que mantém 
equipe de futebol profissional, a título de patrocínio, licenciamento de uso de marcas e símbolos, 
publicidade, propaganda e transmissão de espetáculos, reter o percentual de 5% (cinco por cento) 
da receita bruta, inadmitida qualquer dedução (Lei 8.212/91, artigo 22, § 9°; RPS, artigo 205, § 3°).
17) No caso de empresa cedente de mão de obra, destacar na nota fiscal, fatura ou recibo de presta-
ção de serviços, 11% (onze por cento) do valor bruto da prestação de serviços (Lei 8.212/91, artigo 
31, § 1°; RPS, artigo 219, § 4°).
18) Se contratante de serviços executados mediante cessão de mão de obra, inclusive em regime 
de trabalho temporário, reter onze por cento do valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de 
serviços (Lei 8.212/91, artigo 31; RPS, artigo 219).
19) No caso específico dos Municípios, fornecer à RFB, até o dia dez de cada mês, relação de todos 
os alvarás para construção civil e documentos de habite-se concedidos no mês anterior, de acordo 
com critérios estabelecidos pela RFB (Lei n° 8.212/91, artigo 50; RPS, artigo 226, §§ 1° e 2°).
20) No caso do titular de cartório de registro civil e de pessoas naturais, comunicar, em até um dia 
útil, pelo Sistema Nacional de Informações de Registro Civil (Sirc) ou por outro meio que venha a 
substituí-lo, a relação dos nascimentos, dos natimortos, dos casamentos, dos óbitos, das averba-
ções, das anotações e das retificações registradas na serventia. (Lei 8.212/91, artigo 68).
21) Comunicar acidente de trabalho ao INSS até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e, em 
caso de morte, de imediato (Lei 8.213/91, artigo 22; RPS, artigo 336).
22) Preencher vagas com beneficiários reabilitados, dependentes e pessoas portadoras de deficiên-
cias reabilitadas ou habilitadas profissionalmente pelo INSS, que possuam o certificado de habi-
litação ou reabilitação profissional emitido por este, nos termos do artigo 92 da Lei nº. 8.213, de 
24/07/1991, dentro dos percentuais estabelecidos (Lei 8.213/91, art. 93; RPS, artigo 140).
Pelo descumprimento de obrigação acessória cabe a aplicação de multa por meio de lavratura de 
Auto de Infração.
Direito Previdenciário | 81
Lavrado o Auto de Infração pelo AFRFB, a empresa tem o prazo de 30 dias para pagar com redução 
de 50% do valor lançado (ou parcelar com redução de 40%) ou apresentar impugnação.
Se não pagar ou apresentar impugnação, vai para cobrança amigável (por 30 dias) e se permanecer 
em débito, o mesmo será inscrito em dívida ativa.
Impugnado o Auto de Infração, se julgado procedente, a empresa tem o prazo de 30 dias para pagar 
o valor lançado com redução de 30%, parcelar com redução de 20%, ou apresentar recurso ao Con-
selho Administrativo de Recursos Fiscais.
6.15 Crimes contra a seguridade social
Os crimes contra a seguridade social estão previstos no Código Penal.
A Lei 8.212/91, art. 95, § 2º, elenca as consequências para as empresas que transgredirem as nor-
mas nela previstas. Tais consequências, que, de acordo com o parágrafo, virão sem prejuízo de ou-
tras penalidades cominadas para cada caso (multa administrativa, por exemplo), são relacionadasnas alíneas “a” a “f”, a saber:
a) a suspensão de empréstimos e financiamentos que tenham obtido junto a instituições financeiras 
oficiais (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, etc.); 
b) o cancelamento de tratamento tributário especial (por exemplo, as empresas que se acharem 
inscritas no Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e 
Empresas de Pequeno Porte - SIMPLES, poderão perder o direito de nele prosseguir);
c) a inabilitação para participar de licitação ou de contratar com qualquer órgão público, tanto da 
administração direta como da indireta, e em qualquer nível - federal, estadual, municipal ou do 
Distrito Federal; assim, entre outras restrições, não poderá a empresa participar de concorrência 
pública;
d) possivelmente a mais pesada de todas, esta restrição consiste em não poder a sociedade mercan-
til ou o comerciante individual prosseguir no exercício do comércio. Pelo menos enquanto não 
se colocar em dia com suas contribuições e, se for caso, pagar as multas que eventualmente lhes 
hajam sido impostas. Como a alínea menciona apenas a sociedade mercantil e o comerciante 
individual, não se impede o exercício das atividades das empresas que não pratiquem atos do 
comércio, tais como as sociedades civis prestadoras de serviços, as produtoras rurais pessoas 
jurídicas, as entidades sem fins lucrativos, etc.;
e) a concordata (hoje denominada “recuperação judicial”) é um favor legal, reconhecido por autori-
dade judiciária a empresa que a requeira, na forma e nas condições da chamada Lei de Falências 
(Lei nº 11.101/2005). Tanto é um favor que, transgredindo qualquer das normas da Lei 8.212/91, 
fica a empresa desqualificada para intentá-lo. 
82 | Direito Previdenciário
f) refere-se a alínea às empresas estrangeiras, que dependem de autorização do governo brasileiro 
para funcionar no país. A punição a elas imposta pela transgressão das normas desta Lei é justa-
mente a cassação dessa autorização. 
Artigos do Código Penal que dispõem sobre os crimes contra a seguridade social. 
• APROPRIAÇÃO INDÉBITA PREVIDENCIÁRIA
Art. 168-A. Deixar de repassar à previdência social as contribuições recolhidas dos contribuin-
tes, no prazo e forma legal ou convencional:
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa.
§ 1º Nas mesmas penas incorre quem deixar de:
I – recolher, no prazo legal, contribuição ou outra importância destinada à previdência social 
que tenha sido descontada de pagamento efetuado a segurados, a terceiros ou arrecadada 
do público;
II – recolher contribuições devidas à previdência social que tenham integrado despesas con-
tábeis ou custos relativos à venda de produtos ou à prestação de serviços;
III - pagar benefício devido a segurado, quando as respectivas cotas ou valores já tiverem sido 
reembolsados à empresa pela previdência social.
§ 2º É extinta a punibilidade se o agente, espontaneamente, declara, confessa e efetua o 
pagamento das contribuições, importâncias ou valores e presta as informações devidas à 
previdência social, na forma definida em lei ou regulamento, antes do início da ação fiscal.
§ 3º É facultado ao juiz deixar de aplicar a pena ou aplicar somente a de multa se o agente 
for primário e de bons antecedentes, desde que:
I – tenha promovido, após o início da ação fiscal e antes de oferecida a denúncia, o pagamen-
to da contribuição social previdenciária, inclusive acessórios; ou
II – o valor das contribuições devidas, inclusive acessórios, seja igual ou inferior àquele esta-
belecido pela previdência social, administrativamente, como sendo o mínimo para o ajuiza-
mento de suas execuções fiscais.
• SONEGAÇÃO DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA
Art. 337-A. Suprimir ou reduzir contribuição social previdenciária e qualquer acessório, me-
diante as seguintes condutas:
I – omitir de folha de pagamento da empresa ou de documento de informações previsto pela 
legislação previdenciária segurados empregado, empresário, trabalhador avulso ou traba-
Direito Previdenciário | 83
lhador autônomo ou a este equiparado que lhe prestem serviços;
II – deixar de lançar mensalmente nos títulos próprios da contabilidade da empresa as quan-
tias descontadas dos segurados ou as devidas pelo empregador ou pelo tomador de serviços;
III – omitir, total ou parcialmente, receitas ou lucros auferidos, remunerações pagas ou credi-
tadas e demais fatos geradores de contribuições sociais previdenciárias:
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa.
§ 1º É extinta a punibilidade se o agente, espontaneamente, declara e confessa as contribui-
ções, importâncias ou valores e presta as informações devidas à previdência social, na forma 
definida em lei ou regulamento, antes do início da ação fiscal.
§ 2º É facultado ao juiz deixar de aplicar a pena ou aplicar somente a de multa se o agente 
for primário e de bons antecedentes, desde que:
I – (VETADO)
II – o valor das contribuições devidas, inclusive acessórios, seja igual ou inferior àquele esta-
belecido pela previdência social, administrativamente, como sendo o mínimo para o ajuiza-
mento de suas execuções fiscais.
§ 3º Se o empregador não é pessoa jurídica e sua folha de pagamento mensal não ultrapassa 
R$ 2.555,18 (dois mil, quinhentos e cinqüenta e cinco reais e dezoito centavos),1 o juiz poderá 
reduzir a pena de um terço até a metade ou aplicar apenas a de multa. 
§ 4º O valor a que se refere o parágrafo anterior será reajustado nas mesmas datas e nos 
mesmos índices do reajuste dos benefícios da previdência social.
• FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PÚBLICO
Art. 297. Falsificar, no todo ou em parte, documento público, ou alterar documento público 
verdadeiro:
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa.
. . .
§ 3º Nas mesmas penas incorre quem insere ou faz inserir:
I – na folha de pagamento ou em documento de informações que seja destinado a fazer pro-
va perante a previdência social, pessoa que não possua a qualidade de segurado obrigatório;
II – na Carteira de Trabalho e Previdência Social do empregado ou em documento que deva 
produzir efeito perante a previdência social, declaração falsa ou diversa da que deveria ter 
sido escrita;
1 R$ 6.873,82 (Portaria INTERMINISTERIAL MPS/MF nº 2, de 11/1/2024, DOU de 12/1/2024). 
84 | Direito Previdenciário
III – em documento contábil ou em qualquer outro documento relacionado com as obriga-
ções da empresa perante a previdência social, declaração falsa ou diversa da que deveria ter 
constado.
§ 4º Nas mesmas penas incorre quem omite, nos documentos mencionados no § 3º, nome 
do segurado e seus dados pessoais, a remuneração, a vigência do contrato de trabalho ou de 
prestação de serviços.
• ESTELIONATO
Art. 171 - Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou 
mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento:
Pena - reclusão, de um a cinco anos, e multa.
Exemplos:
a. Percepção de benefício previdenciário mediante fraude.
b. Utilização de CND falsificada e/ou adulterada com o intuito de se obter vantagem ilícita, cau-
sando prejuízo à Previdência Social ou a terceiros.
Praticados por funcionários públicos:
• INSERÇÃO DE DADOS FALSOS EM SISTEMA DE INFORMAÇÕES
Art. 313-A. Inserir ou facilitar, o funcionário autorizado, a inserção de dados falsos, alterar ou excluir 
indevidamente dados corretos nos sistemas informatizados ou bancos de dados da Administração 
Pública com o fim de obter vantagem indevida para si ou para outrem ou para causar dano: 
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa.
•	MODIFICAÇÃO OU ALTERAÇÃO NÃO AUTORIZADA DE SISTEMA DE INFORMAÇÕES
Art. 313-B. Modificar ou alterar, o funcionário, sistema de informações ou programa de informática 
sem autorização ou solicitação de autoridade competente: 
Pena – detenção, de 3 (três) meses a 2 (dois) anos, e multa.
Parágrafo único. As penas são aumentadas de um terço até a metade se da modificação ou altera-
ção resultadano para a Administração Pública ou para o administrado. 
Direito Previdenciário | 85
7 Regime Geral de Previdência Social
7.1 Prestações
Lei 8.213, de 24 de julho de 1991.
Art. 201, CR/88 Benefícios – Lei 8.213/91
Incapacidade (doença e invalidez)
Auxílio por incapacidade temporária 
(auxilio-doença antes EC 103/2019)
Aposentadoria por incapacidade permanente 
(aposentadoria por invalidez antes EC 103/2019)
Auxílio-acidente
Idade avançada Aposentadoria programada (por idade)
Aposentadorias - outras Aposentadoria da pessoa com deficiência
Aposentadoria Especial
Encargos familiares Salário família
Salário maternidade
Prisão Auxílio reclusão
Morte Pensão por morte
Desemprego involuntário Seguro desemprego 
Mais: abono anual, serviço social e reabilitação profissional
BENEFÍCIOS/SERVIÇOS DA PREVIDÊNCIA SOCIAL
Quanto ao segurado
1. Aposentadoria por incapacidade permanente
2. Aposentadoria programada
3. Aposentadoria da pessoa com deficiência
4. Aposentadoria especial
5. Auxílio por incapacidade temporária
6. Salário-família
7. Salário-maternidade
8. Auxílio-acidente
Quanto aos dependentes 9. Pensão por morte
10. Auxílio-reclusão
Ambos 11. Reabilitação profissional
12. Abono anual
Obs: Aposentadoria por tempo de contribuição – regras de transição.
86 | Direito Previdenciário
7.2 Manutenção da Qualidade de Segurado 
Lei 8.213/91, art. 15; RPS, art. 13
Hipóteses em que, mesmo tendo deixado de efetuar recolhimentos, a pessoa mantém a qualidade 
de segurado do RGPS.
Hipótese Período de graça
Enquanto estiver recebendo benefício, exceto auxílio-
acidente sem limite de prazo
Após cessar o benefício por incapacidade
Após livramento (segurado retido ou recluso)
Após cessar a segregação compulsória
Após cessar contribuições* para segurado com até 120 
contribuições
12 meses
Após cessar contribuições* para segurado com mais de 
120 contribuições, sem perda da qualidade de segurado 24 meses
Após cessar serviço militar 3 meses
Segurado facultativo que deixou de contribuir 6 meses
* O prazo será acrescido de 12 meses (Lei 8.213/91, art. 15, § 2o) para o segurado desempregado que comprove essa 
situação pelo registro no órgão próprio do Ministério do Trabalho e Emprego (recebimento de seguro desemprego ou 
inscrição no SINE).
Os prazos são apurados em meses, independentemente do número de dias trabalhados no mês 
(deve ser observado o salário de contribuição mínimo mensal).
Perde-se a qualidade após o 15o dia do 2o mês após o término do período de graça (Lei 8.213/91, 
art. 15, § 4o).
Nos casos de aposentadoria por tempo de contribuição e aposentadoria especial, a perda da qua-
lidade de segurado não implica a caducidade dos direitos a esses benefícios. O mesmo acontece 
no caso de aposentadoria programada (por idade), desde que cumprida a carência exigida (180 
contribuições). 
No caso de fuga do recolhido à prisão, será descontado do prazo da manutenção da 
qualidade de segurado, a partir da data da fuga, o período de graça já usufruído antes 
da reclusão. (IN INSS/PRES 128, de 28/3/2022, art. 187)
Havendo livramento do recolhido à prisão, permanece o prazo integral de doze meses, 
contado a partir da soltura, conforme o inciso IV do art.13 do RPS, aprovado pelo Decreto 
nº 3.048/99.
O segurado obrigatório que, durante o prazo de manutenção da sua qualidade de segu- 
rado (12, 24 ou 36 meses, conforme o caso), se filiar ao RGPS como facultativo, ao deixar 
de contribuir nesta última, terá o direito de usufruir o período de graça de sua condição 
anterior, se mais vantajoso. (IN INSS/PRES 128, de 28/3/2022, art. 184, §7º)
Direito Previdenciário | 87
7.3 Carência 
Lei 8.213/91, art. 24 a 27-A; RPS, art. 26 a art. 30.
Tempo correspondente ao número mínimo de contribuições mensais exigidas para ter direito ao 
benefício, consideradas as competências cujo salário de contribuição seja igual ou superior ao seu 
limite mínimo mensal. 
Os prazos são apurados em meses de contribuição, independentemente do número de dias traba-
lhados no mês (deve ser observado o salário de contribuição mínimo mensal).
Segurados Início da contagem
Empregado
Trabalhador avulso 
Contribuinte individual que presta serviço a 
empresa (desde 04/03)
Empregado doméstico (desde 06/15)
Data de filiação
Recolhimento é presumido
Contribuinte individual que trabalha por conta 
própria
Segurado facultativo
Segurado especial que opta por contribuir 
como CI
data do efetivo recolhimento da primeira 
contribuição sem atraso (não são consideradas 
contribuições recolhidas com atraso referentes 
a competências anteriores)
Para o segurado especial não há “carência” (o segurado especial não precisa comprovar tempo de 
contribuição), mas precisa comprovar tempo de exercício da atividade que o enquadra como segu-
rado especial pelo mesmo período, que começa a contar a partir do efetivo exercício da atividade 
rural, mediante comprovação.
Benefício Segurado carência
Auxílio por incapacidade temporária
Aposentadoria por incapacidade permanente todos 12 contribuições
Obs: Acidente de qualquer natureza, acidente do trabalho, doença 
profissional e do trabalho + doenças da lista do MS/ME (Lei 8.213/91, art. 
26, II e art. 151)
Sem carência
Aposentadoria programada (por idade)
Aposentadoria por tempo de contribuição
Aposentadoria especial
todos 180 contribuições
Salário maternidade* todos Sem carência
Auxílio-reclusão todos 24 contribuições
Pensão por morte
Salário-família
Auxílio-acidente
Sem carência
*STF, julgamento ADIs 2110 e 2111, em 21/3/2024.
88 | Direito Previdenciário
Segurado especial – Deve comprovar o exercício da atividade em período correspondente à carência 
do benefício requerido, ainda que descontinuamente.
Perda da qualidade de segurado (Lei 8.213/91, art. 27-A):
Havendo perda da qualidade de segurado, perde-se também a carência para concessão dos benefí-
cios por incapacidade temporária e permanente, salário-maternidade e auxílio-reclusão.
As contribuições anteriores à perda da qualidade de segurado somente serão computadas para fins 
de carência quando o segurado, a partir da nova filiação, contar com metade do número de contri-
buições exigidas para cumprimento da carência prevista na lei.
CONTAGEM DE TEMPO COMO TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO – Lei 8.213/91, art. 55; RPS, art. 19-C, art. 
188-G
Qualquer tempo em que tenha havido contribuição é considerado (recolhimento como segurado 
facultativo, salário maternidade etc).
Tempo de serviço militar, tempo intercalado de recebimento de benefício por incapacidade, o tem-
po em que o anistiado político esteve compelido ao afastamento de suas atividades profissionais, o 
tempo de serviço do segurado trabalhador rural anterior à competência novembro de 1991.
STF Tema 1125
A tese de repercussão geral fixada foi a seguinte: “É constitucional o cômputo, para fins de 
carência, do período no qual o segurado esteve em gozo do benefício de auxílio-doença, desde 
que intercalado com atividade laborativa”.
As competências em que o salário de contribuição mensal tenha sido igual ou superior ao limite mí-
nimo serão computadas integralmente como tempo de contribuição, independentemente da quan-
tidade de dias trabalhados. 
Na hipótese de o débito ser objeto de parcelamento, o período correspondente ao parcelamento 
somente será computado para fins de concessão de benefício no RGPS e de emissão de certidão de 
tempo de contribuição para fins de contagem recíproca após a comprovação da quitação dos valores 
devidos. 
Direito Previdenciário | 89
7.4 Salário de benefício e renda mensal do benefício 
EC 103/2019; RPS, art. 31 a art. 39
Salário de benefício é o valor básico utilizado para o cálculo da renda mensal dos benefícios de pres-
tação continuada, exceto salário família, salário maternidade, pensão por morte e auxílio reclusão.
Salário de benefício (SB): consiste no resultado da média aritmética simples dos salários de contri-
buição (SC) correspondentes a cem por cento do período contributivo desde a competência julhode 
1994 ou desde o início da contribuição, se posterior a essa competência. Exceto 13º salário.
Todos os salários de contribuição utilizados no cálculo do salário de benefício serão corrigidos, mês 
a mês, de acordo com a variação integral do Índice Nacional de Preço ao Consumidor - INPC, refe-
rente ao período decorrido a partir da primeira competência do salário de contribuição que compõe 
o período básico de cálculo até o mês anterior ao do início do benefício, de modo a preservar o seu 
valor real. 
SB mínimo – 1 salário mínimo
SB máximo – teto
Caso os segurados empregado, trabalhador avulso e empregado doméstico não possam comprovar 
o valor dos seus SC para algumas competências no período básico de cálculo, para tais competências 
será considerado, para fins de cálculo do benefício, o valor do salário mínimo, devendo a renda ser 
recalculada quando da apresentação de prova dos SC.
Para os demais segurados somente serão computados os SC referentes aos meses de contribuição 
efetivamente recolhida.
Quando inexistirem salários de contribuição a partir de julho de 1994, as aposentadorias concedidas 
terão o valor correspondente ao do salário-mínimo
Se, no período básico de cálculo, o segurado tiver recebido benefício por incapacidade, considerar-
-se-á como salário de contribuição, no período, o salário de benefício que serviu de base para o cál-
culo da renda mensal do benefícios por incapacidade, reajustado nas mesmas épocas e nas mesmas 
bases dos benefícios em geral, não podendo ser inferior ao salário mínimo nem superior ao limite 
máximo do salário-de-contribuição.
Para os segurados empregado, empregado doméstico, trabalhador avulso e segurado especial, o 
valor do auxílio-acidente será considerado como salário de contribuição para fins de concessão de 
qualquer aposentadoria. Segurado especial que não contribui facultativamente como contribuinte 
individual – receberá aposentadoria somada ao auxílio acidente, ou seja, 1,5 salário mínimo.
Poderão ser excluídas do cálculo da média os salários de contribuição que resultem em redução do 
valor do benefício, desde que mantido o tempo mínimo de contribuição exigido, vedada a utilização 
do tempo excluído para qualquer finalidade, inclusive para o acréscimo de 2%/ano, para a averbação 
em outro regime previdenciário, para somatório de pontos das aposentadorias na regra de transi-
ção, para o cumprimento de períodos adicionais na regra de transição (pedágio).
90 | Direito Previdenciário
RENDA MENSAL DO BENEFÍCIO – RMB: valor mensal que efetivamente o segurado vai receber.
Limites da RMB:
•	 Mínimo – salário mínimo, para benefícios que substituíam o salário-de-contribuição (o que exclui 
o salário família e o auxílio reclusão).
•	 Máximo – teto do salário de contribuição (alterado sempre que os benefícios são reajustados).
Exceção – Aposentadoria por incapacidade permanente se o beneficiário necessitar de assistência 
permanente de outra pessoa – acréscimo de 25% (mesmo que superior ao teto).
O valor do benefício de aposentadoria, auxílio por incapacidade temporária ou salário maternidade 
do segurado especial que não contribui facultativamente como contribuinte individual sempre será 
de um salário mínimo.
Aposentadorias:
RMB = [60%+2%/ano] x SB 
Onde: 2%/ano – 2% para cada ano que exceder o tempo mínimo de contribuição.
Mulheres e exposição a agente nocivo de 15 anos – 15 anos
Homens e exposição a agente nocivo de 20 ou 25 anos – 20 anos
Poderá ultrapassar 100%, mas o valor estará limitado ao teto do RGPS.
Corresponderá a 100% da média no caso de aposentadoria por incapacidade permanente, quando 
decorrer de acidente de trabalho, de doença profissional e de doença do trabalho. 
Também será de 100% da média no caso de aposentadoria concedida pela regra de transição com 
pedágio de 100%.
Direito Previdenciário | 91
Tempo de contribuição Percentual do benefício
anos Homens Mulheres
15 60% 60%
16 60% 62%
17 60% 64%
18 60% 66%
19 60% 68%
20 60% 70%
21 62% 72%
22 64% 74%
23 66% 76%
24 68% 78%
25 70% 80%
26 72% 82%
27 74% 84%
28 76% 86%
29 78% 88%
30 80% 90%
31 82% 92%
32 84% 94%
33 86% 96%
34 88% 98%
35 90% 100%
36 92% 102%
37 94% 104%
38 96% 106%
39 98% 108%
40 100% 110%
41 102% 112%
42 104% 114%
43 106% 116%
44 108% 118%
45 110% 120%
Auxílio por incapacidade temporária: RMB = 91% SB
O auxílio por incapacidade temporária não poderá exceder a média aritmética simples dos últimos 
doze salários de contribuição, inclusive no caso de remuneração variável, ou, se não alcançado o 
número de doze, a média aritmética simples dos salários de contribuição existentes (Lei 8.213/91, 
art. 28, § 10, RPS, art. 32, § 23).
Auxilio Acidente: RMB = 50% do SB que deu origem ao auxílio por incapacidade temporária que 
antecedeu o auxílio acidente.
92 | Direito Previdenciário
Pensão por morte (EC 103/19, art. 23, RPS, art. 106):
A pensão por morte será equivalente a uma cota familiar de 50% do valor da aposentadoria recebi-
da pelo segurado ou servidor ou daquela a que teria direito se fosse aposentado por incapacidade 
permanente na data do óbito, acrescida de cotas de 10% por dependente, até o máximo de 100%.
As cotas por dependente cessarão com a perda dessa qualidade e não serão reversíveis aos demais 
dependentes.
Na hipótese de existir dependente inválido ou com deficiência intelectual, mental ou grave, o valor 
da pensão por morte de que trata o caput será equivalente a 100% da aposentadoria recebida pelo 
segurado ou daquela a que teria direito se fosse aposentado por incapacidade permanente na data 
do óbito. 
Auxílio reclusão: RMB = 1 salário mínimo (RPS, art. 117).
Acúmulo de aposentadoria e pensão por morte (EC 103/19, art. 24, RPS, art. 167-A):
Art. 24. É vedada a acumulação de mais de uma pensão por morte deixada por cônjuge ou compa-
nheiro, no âmbito do mesmo regime de previdência social, ressalvadas as pensões do mesmo insti-
tuidor decorrentes do exercício de cargos acumuláveis na forma do art. 37 da Constituição Federal.
Permite-se a acumulação:
I – pensão por morte deixada por cônjuge ou companheiro de um regime de previdência social com 
pensão por morte concedida por outro regime de previdência social ou com pensões decorrentes 
das atividades militares de que tratam os arts. 42 e 142 da Constituição Federal; 
II – pensão por morte deixada por cônjuge ou companheiro de um regime de previdência social com 
aposentadoria concedida no âmbito do Regime Geral de Previdência Social ou de regime próprio 
de previdência social ou com proventos de inatividade decorrentes das atividades militares de que 
tratam os arts. 42 e 142 da Constituição Federal; ou
III – pensões decorrentes das atividades militares de que tratam os arts. 42 e 142 da Constituição Fe-
deral com aposentadoria concedida no âmbito do Regime Geral de Previdência Social ou de regime 
próprio de previdência social.
Direito Previdenciário | 93
Ao beneficiário é assegurada a percepção integral do valor do benefício mais vantajoso e uma parte 
da soma dos valores dos demais benefícios, da seguinte forma:
Faixa %
Até 1 SM 100%
Sobre o valor que exceder a 1 SM até 2 SM 60%
Sobre o valor que exceder a 2 SM até 3 SM 40%
Sobre o valor que exceder a 3 SM até 4 SM 20%
Sobre o valor que exceder a 4 SM 10%
Exemplo:
Benefício mais vantajoso: Pensão concedida por RPPS de R$ 8.000,00.
Demais benefícios: aposentadoria de R$ 4.000,00 e pensão concedida pelo RGPS de R$ 2.000,00. 
Total dos demais benefícios: R$ 6.000,00.
Supondo salário mínimo de R$ 1.000,00 para fins didáticos:
Benefício adicional = 1000 + 0,6 x 1000 + 0,4 x 1000 + 0,2 x 1000 + 0,1 x 2000 = 2.400,00
7.5 Reajustamento do valor dos benefícios
 
RPS, art. 40
O valor dos benefícios em manutenção será reajustado, anualmente, na mesma data do reajuste do 
salário mínimo, pro rata, de acordo com suas respectivas datas de início ou do último reajustamen-
to, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor - INPC, apurado pela Fundação Instituto 
Brasileiro de Geografiae Estatística - IBGE. 
7.6 Dependentes
Lei 8.213/91, art. 16; RPS, art. 16.
Subdividem-se em 3 classes:
a) classe I – o cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condi-
ção, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual, mental ou grave 
(equiparam-se ao filho o enteado e o tutelado);
b) classe II – pais;
c) classe III – o irmão não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou 
inválido ou que tenha deficiência intelectual, mental ou grave.
94 | Direito Previdenciário
Dependentes se inscrevem quando do requerimento do benefício.
A existência de dependentes na classe I exclui os dependentes das outras classes (idem para classe 
II em relação a III). A dependência econômica dos beneficiários da classe I é presumida (exceto para 
enteado e tutelado), dos demais deve ser comprovada.
Dependentes de uma mesma classe concorrem entre si em igualdade de condições, sendo os bene-
fícios a eles devidos concedido por rateio.
No caso de invalidez de filho ou equiparado ou irmão, esta deve acontecer antes dos 21 anos ou da 
emancipação, exceto colação de grau em curso de ensino superior.
A maioridade civil ocorre aos 18 anos de idade, contudo, o menor pode ser emancipado, nos termos 
do artigo 5º, parágrafo único do Código Civil, Lei 10.406, de 10 de janeiro de 2002.
Art. 5o A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica habilitada à prática de 
todos os atos da vida civil.
Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade:
I - pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento público, inde-
pendentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver 
dezesseis anos completos;
II - pelo casamento;
III - pelo exercício de emprego público efetivo;
IV - pela colação de grau em curso de ensino superior;
V - pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego, desde que, 
em função deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria.
COMPANHEIRO (A)
Para ser considerado companheiro(a) é preciso comprovar união estável com o(a) segurado(a).
NOTA: A Ação Civil Pública nº 2000.71.00.009347-0 determina que companheiro(a) homossexual de 
segurado(a) terá direito a pensão por morte e auxílio-reclusão.
Para comprovação do vínculo e da dependência econômica, conforme o caso, devem ser apresen-
tados no mínimo DOIS documentos (RPS, art. 22, §3o).
As provas de união estável e de dependência econômica exigem início de prova material contempo-
rânea dos fatos, produzido em período não superior aos vinte e quatro meses anteriores à data do 
óbito ou do recolhimento à prisão do segurado.
Os documentos podem ser, dentre outros:
I - certidão de nascimento de filho havido em comum;
II - certidão de casamento religioso;
Direito Previdenciário | 95
III- declaração do imposto de renda do segurado, em que conste o interessado como seu dependen-
te;
IV - disposições testamentárias;
V - revogado
VI - declaração especial feita perante tabelião;
VII - prova de mesmo domicílio;
VIII - prova de encargos domésticos evidentes e existência de sociedade ou comunhão nos atos da 
vida civil;
IX - procuração ou fiança reciprocamente outorgada;
X - conta bancária conjunta;
XI - registro em associação de qualquer natureza, onde conste o interessado como dependente do 
segurado;
XII - anotação constante de ficha ou livro de registro de empregados;
XIII- apólice de seguro da qual conste o segurado como instituidor do seguro e a pessoa interessada 
como sua beneficiária;
XIV - ficha de tratamento em instituição de assistência médica, da qual conste o segurado como 
responsável;
XV - escritura de compra e venda de imóvel pelo segurado em nome de dependente;
XVI - declaração de não emancipação do dependente menor de vinte e um anos; ou
XVII - quaisquer outros que possam levar à convicção do fato a comprovar.
Perda da condição de dependente:
• por falecimento;
• para o menor de 21 anos: quando completa 21 anos ou é emancipado (exceto colação de grau);
• para o maior de 21 anos inválido: se cessar a invalidez ou emancipação (exceto colação de grau);
• para o deficiente intelectual ou mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz, assim de-
clarado judicialmente, pelo levantamento da interdição;
• para o cônjuge/companheiro: pela separação/divórcio/interrupção da união estável sem pensão 
alimentícia, pela anulação do casamento.
96 | Direito Previdenciário
7.7 Conceito previdenciário de acidente do trabalho
Lei 8.213/91, art. 19 a 23
Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho, provocando lesão corporal ou per-
turbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução, permanente ou temporária, da capa-
cidade para o trabalho. 
Consideram-se acidente do trabalho as seguintes entidades mórbidas:
I - doença profissional, assim entendida a produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho 
peculiar a determinada atividade e constante da respectiva relação elaborada pelo Ministério do 
Trabalho e Emprego e da Previdência Social; 
II - doença do trabalho, assim entendida a adquirida ou desencadeada em função de condições 
especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente, constante da relação 
mencionada.
Em caso excepcional, constatando-se que a doença não incluída na relação resultou das condições 
especiais em que o trabalho é executado e com ele se relaciona diretamente, a Previdência Social 
deve considerá-la acidente do trabalho.
Não são consideradas como doença do trabalho:
a) a doença degenerativa;
b) a inerente a grupo etário;
c) a que não produza incapacidade laborativa; 
d) a doença endêmica adquirida por segurado habitante de região em que ela se desenvolva, salvo 
comprovação de que é resultante de exposição ou contato direto determinado pela natureza do 
trabalho.
 
Equiparam-se também ao acidente do trabalho:
I - o acidente ligado ao trabalho que, embora não tenha sido a causa única, haja contribuído dire-
tamente para a morte do segurado, para redução ou perda da sua capacidade para o trabalho, ou 
produzido lesão que exija atenção médica para a sua recuperação;
II - o acidente sofrido pelo segurado no local e no horário do trabalho, em conseqüência de:
a) ato de agressão, sabotagem ou terrorismo praticado por terceiro ou companheiro de trabalho;
b) ofensa física intencional, inclusive de terceiro, por motivo de disputa relacionada ao trabalho;
Direito Previdenciário | 97
c) ato de imprudência, de negligência ou de imperícia de terceiro ou de companheiro de trabalho;
d) ato de pessoa privada do uso da razão; 
e) desabamento, inundação, incêndio e outros casos fortuitos ou decorrentes de força maior;
III - a doença proveniente de contaminação acidental do empregado no exercício de sua atividade; 
IV - o acidente sofrido pelo segurado ainda que fora do local e horário de trabalho:
a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa;
b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou proporcionar 
proveito;
c) em viagem a serviço da empresa, inclusive para estudo quando financiada por esta dentro de 
seus planos para melhor capacitação da mão-de-obra, independentemente do meio de locomoção 
utilizado, inclusive veículo de propriedade do segurado; 
d) no percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela, qualquer que seja o meio 
de locomoção, inclusive veículo de propriedade do segurado.
A empresa e o empregador doméstico deverá comunicar o acidente do trabalho à Previdência Social 
até o 1º (primeiro) dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de imediato, à autoridade 
competente, sob pena de multa.
Considera-se como dia do acidente, no caso de doença profissional ou do trabalho, a data do início 
da incapacidade laborativa para o exercício da atividade habitual, ou o diados serviços relativos à seguridade social no 
seu próprio âmbito. 
8 | Direito Previdenciário
§ 2º - A proposta de orçamento da seguridade social será elaborada de forma integrada pelos 
órgãos responsáveis pela saúde, previdência social e assistência social, tendo em vista as metas e 
prioridades estabelecidas na lei de diretrizes orçamentárias, assegurada a cada área a gestão de 
seus recursos.
Refere-se ao trabalho técnico que antecede a elaboração do orçamento anual da União, dos Esta-
dos, do DF e dos Municípios, o qual deve ser feito conjuntamente por membros das três áreas da 
Seguridade Social (Saúde, Previdência Social e Assistência Social). A gestão dos recursos, todavia, é 
feita individualmente por cada uma das citadas áreas. 
§ 3º - A pessoa jurídica em débito com o sistema da seguridade social, como estabelecido em lei, 
não poderá contratar com o Poder Público nem dele receber benefícios ou incentivos fiscais ou 
creditícios.
Trata-se de sanção aos inadimplentes junto à Seguridade Social. Com base neste dispositivo, uma 
empresa em atraso com as suas contribuições sociais para a seguridade social não pode, por exem-
plo, participar de concorrência pública, nem usufruir de isenções tributárias, nem obter emprésti-
mos concedidos por instituições financeiras públicas.
Obs: A EC 106, de 7/5/2020, que instituiu o regime extraordinário fiscal, financeiro e de contratações 
para enfrentamento de calamidade pública nacional decorrente de pandemia, suspendeu a aplica-
ção deste parágrafo durante a vigência de estado de calamidade pública nacional (de 20/3/2020 a 
22/4/2022).
§ 4º - A lei poderá instituir outras fontes destinadas a garantir a manutenção ou expansão da 
seguridade social, obedecido o disposto no art. 154, I.
A qualquer momento, poderão ser criadas outras fontes destinadas ao financiamento ou expansão 
da seguridade social, além das atualmente previstas nos quatro incisos do próprio art. 195. Contudo, 
a criação da nova fonte deve ocorrer por meio de lei complementar, desde que seja não-cumulativa 
e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios de outra contribuição social.
§ 5º - Nenhum benefício ou serviço da seguridade social poderá ser criado, majorado ou estendido 
sem a correspondente fonte de custeio total. 
Também conhecido como princípio da pré-existência da fonte de custeio, da reserva do possível ou 
da contrapartida. Significa que se um novo tipo de benefício for criado, ou um benefício já existente 
for majorado ou estendido (isto é, assegurado a pessoas que a eles até então não tinham direito), 
deverá ser criada, simultaneamente, a fonte de custeio equivalente ao desembolso inédito que a 
previdência social terá que realizar, ou seja, deverá ser criado também um novo tipo de contribui-
ção, ou majorada alguma contribuição já existente, via aumento de alíquota ou de base de cálculo.
§ 6º - As contribuições sociais de que trata este artigo só poderão ser exigidas após decorridos 
noventa dias da data da publicação da lei que as houver instituído ou modificado, não se lhes 
aplicando o disposto no art. 150, III, b. 
são os mesmos requisitos do impostos, mas se trata de contribuição social
a nova CS pode ter o mesmo fato gerador do imposto
anterioridade do exercício financeiro
para a CS basta a anterioridade nonagesimal 
Direito Previdenciário | 9
A cobrança de contribuição nova ou aumentada torna-se possível dentro do mesmo ano em que 
publicada a lei que instituiu a novidade, bastando que dessa publicação se aguarde o lapso temporal 
de 90 (noventa) dias. 
§ 7º - São isentas de contribuição para a seguridade social as entidades beneficentes de assistência 
social que atendam às exigências estabelecidas em lei.
Não se cuida propriamente de isenção, mas de imunidade, já que o benefício está previsto na Cons-
tituição Federal.
A matéria encontra-se regulada pela Lei Complementar n° 187, de 16 de dezembro de 2021, DOU 
de 17/12/2021.
Para período anterior, quando da vigência do art. 55 da Lei 8.212/91 e, posteriormente, da Lei 
12.101/09, vide decisão do STF proferida no Recurso Extraordinário (RE) 566622, com reper-
cussão geral reconhecida, e na ADI 4480.
§ 8º - O produtor, o parceiro, o meeiro e o arrendatário rurais e o pescador artesanal, bem como os 
respectivos cônjuges, que exerçam suas atividades em regime de economia familiar, sem empregados 
permanentes, contribuirão para a seguridade social mediante a aplicação de uma alíquota sobre o 
resultado da comercialização da produção e farão jus aos benefícios nos termos da lei. 
Trata-se de pequenos produtores rurais pessoas físicas. A CF determina que a base de cálculo da 
contribuição dessas pessoas seja a receita de vendas da sua produção. 
§ 9º As contribuições sociais previstas no inciso I do caput deste artigo poderão ter alíquotas 
diferenciadas em razão da atividade econômica, da utilização intensiva de mão de obra, do porte 
da empresa ou da condição estrutural do mercado de trabalho, sendo também autorizada a adoção 
de bases de cálculo diferenciadas apenas no caso das alíneas “b” e “c” do inciso I do caput.
A lei poderá dar tratamento diferenciado às pessoas indicadas no inciso I do caput (empregador, 
empresa e entidade a ela equiparada), no tocante à determinação das alíquotas das contribuições 
previstas no mesmo dispositivo (sobre as remunerações dos trabalhadores a seu serviço, sobre a 
receita ou o faturamento e sobre o lucro), em razão da atividade econômica, da utilização intensiva 
de mão de obra, do porte da empresa ou da condição estrutural do mercado de trabalho.
A partir da EC 103/19 a adoção de base de cálculo diferenciada passou a ser possível apenas para as 
contribuições sobre a receita ou o faturamento e sobre o lucro, ficando excluídas as contribuições 
sobre as remunerações dos trabalhadores a seu serviço.
Exemplo prático disso é a contribuição adicional das instituições financeiras.
§ 10 – A lei definirá os critérios de transferência de recursos para o sistema único de saúde e ações 
de assistência social da União para os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, e dos Estados para 
Highlight
Highlight
Highlight
capacidade contributiva
10 | Direito Previdenciário
os Municípios, observada a respectiva contrapartida de recursos.
Caberá à lei ordinária a definição dos critérios a serem obedecidos para efeito de transferência de 
recursos da seguridade social para as áreas da saúde e assistência social. 
§ 11 – São vedados a moratória e o parcelamento em prazo superior a 60 (sessenta) meses e, na 
forma de lei complementar, a remissão e a anistia das contribuições sociais de que tratam a alínea 
“a” do inciso I e o inciso II do caput.
Resumidamente, em Direito Tributário “remissão” e “anistia” significam, respectivamente, perdão 
da dívida tributária e esquecimento da infração cometida pelo contribuinte. 
Para as contribuições sociais das empresas incidentes sobre a folha de salários e as contribuições 
dos trabalhadores (contribuições sociais previdenciárias), nenhum débito poderá ser remitido ou 
anistiado.
A partir da EC 103/19, não poderá ser concedida moratória nem parcelamento em período superior 
a 60 meses.
§ 12 – A lei definirá os setores de atividade econômica para os quais as contribuições incidentes na 
forma dos incisos I, b; e IV do caput, serão não-cumulativas.
Introduzido pela Emenda Constitucional nº 42, de 19/12/2003, este parágrafo abre a possibilidade 
de que lei ordinária defina os setores de atividade econômica que estarão protegidos contra a 
cumulatividade da contribuição sobre a receita ou o faturamento (art. 195, I, b), ou daquela devida 
pelo importador (ou equiparado) de bens ou serviços do exterior (art. 195, IV). Noutros termos, em 
relação às duas exações em apreço, os contribuintes que atuem nos setores eleitos pela lei, estarão 
imunes ao chamado “efeito cascata” (ou seja, da sobreposição do tributo cobrado numa operação 
sobre ele mesmo na operação seguinte). 
§ 13 – Este parágrafoda segregação compul-
sória, ou o dia em que for realizado o diagnóstico, valendo para este efeito o que ocorrer primeiro.
7.8 Serviços do regime geral de previdência social
7.8.1 Serviço social 
O serviço social visa prestar ao beneficiário (segurados e dependentes) orientação e apoio no que 
concerne à solução dos problemas pessoais e familiares e à melhoria de sua interrelação com a pre-
vidência social, para a solução de questões referentes a benefícios, bem como, quando necessário, à 
obtenção de outros recursos sociais da comunidade, inclusive mediante a celebração de convênios, 
acordos, contratos e credenciamentos.
a) será dada prioridade a segurados em benefício por incapacidade temporária e atenção especial 
aos aposentados e pensionistas;
b) para assegurar o efetivo atendimento aos beneficiários será utilizada ajuda material, intervenção 
técnica, assistência jurídica, recursos sociais, intercâmbio com empresas e pesquisa social.
98 | Direito Previdenciário
7.8.2 Habilitação e reabilitação profissional 
Lei 8.213/91, art. 89 a art. 93; RPS, art. 136 a art. 141
Serviço da Previdência Social que tem o objetivo de oferecer, aos segurados incapacitados para o 
trabalho (por motivo de doença ou acidente), em caráter obrigatório, os meios de (re)educação ou 
(re)adaptação profissional para o seu retorno ao mercado de trabalho. Não há carência.
O atendimento é feito por equipe de médicos, assistentes sociais, psicólogos, sociólogos, fisiotera-
peutas e outros profissionais. A habilitação/reabilitação profissional é prestada também aos depen-
dentes, de acordo com a disponibilidade das unidades de atendimento da Previdência Social. 
A Previdência Social poderá fornecer aos segurados recursos materiais necessários à reabilitação 
profissional, incluindo próteses, órteses, taxas de inscrição em cursos profissionalizantes, instru-
mentos de trabalho, implementos profissionais e auxílios transportes e alimentação.
Depois de concluído o processo de reabilitação profissional, a Previdência Social emitirá certificado 
indicando a atividade para a qual o trabalhador foi capacitado profissionalmente. O segurado pode 
retornar ao trabalho na atividade para qual foi capacitado ou outra para a qual se julgue capacitado.
Não constitui obrigação da previdência social a manutenção do segurado no mesmo emprego ou a 
sua colocação em outro para o qual foi reabilitado, cessando o processo de reabilitação profissional 
com a emissão do certificado individual de capacitação.
A empresa com 100 ou mais empregados está obrigada a preencher de 2% a 5% de seus cargos com 
beneficiários reabilitados ou pessoas portadoras de deficiência, habilitadas, na seguinte proporção:
- até 200 empregados........................................... 2%
- de 201 a 500 empregados.................................. 3%
- de 501 a 1000 empregados................................ 4%
- mais de 1000 empregados................................. 5%
7.9 Plano de benefícios do regime geral de 
previdência social
7.9.1 Auxílio por incapacidade temporária
(auxílio-doença antes da EC 103/2019) – Lei 8.213/91, art. 59 a 63; RPS, art. 71 a art. 80
Benefício devido ao segurado incapacitado para o trabalho por motivo de doença ou acidente de 
qualquer natureza, por mais de 15 dias consecutivos.
Comprovação da incapacidade em exame realizado pela perícia médica federal.
Direito Previdenciário | 99
Será devido:
•	 Empregados – a partir do 16o dia, consecutivo ou não, do afastamento do trabalho, sendo os 15 
primeiros dias de responsabilidade do empregador.
•	 Contribuintes Individuais, empregados domésticos, avulsos, especiais e facultativos – a partir do 
início da incapacidade (desde que superior a 15 dias).
Segurado empregado - cabe à empresa que dispuser de serviço médico próprio ou em convênio o 
exame médico e o abono das faltas correspondentes aos primeiros 15 dias de afastamento.
Deve ser requerido em até trinta dias da data do afastamento (para empregados a partir do 16o dia), 
se não o benefício será pago a partir da data do requerimento.
Na impossibilidade de realização do exame médico-pericial inicial antes do término do período de 
recuperação indicado pelo médico assistente em documentação, o empregado é autorizado a retor-
nar ao trabalho no dia seguinte à data indicada pelo médico assistente, mantida a necessidade de 
comparecimento do segurado à perícia na data agendada. 
Segurados empregados – afastamento do trabalho por mais de uma vez dentro de 60 dias, decor-
rente da mesma doença:
•	 se concedido novo benefício decorrente da mesma doença dentro de 60 dias contados da cessa-
ção do benefício anterior, a empresa fica desobrigada do pagamento relativo aos 15 primeiros dias 
de afastamento, prorrogando-se o benefício anterior e descontando-se os dias trabalhados, se for 
o caso.
•	 se o segurado empregado, por motivo de doença, afastar-se do trabalho durante 15 dias, retor-
nando à atividade no 16º dia, e se dela voltar a se afastar dentro de 60 dias desse retorno, fará jus ao 
auxílio por incapacidade temporária a partir da data do novo afastamento. Retornando à atividade 
antes de quinze dias do afastamento, o benefício será devido a partir do dia seguinte ao que com-
pletar aquele período.
O segurado empregado e o empregado doméstico em gozo de auxílio por incapacidade temporária 
é considerado pela empresa e pelo empregador doméstico como licenciado.
Acidente do trabalho - estabilidade no emprego de 12 meses após o término do auxílio.
Carência: 12 contribuições, em regra.
Isenção de carência: Acidente de qualquer natureza (dentro ou fora do trabalho), acidente do tra-
balho, doença profissional ou doença do trabalho e moléstias que constam da lista de doenças (art. 
151 da Lei 8.213/91), desde que a doença apareça após a filiação.
Renda mensal do benefício (RMB): 91% SB ou média aritmética simples dos últimos 12 meses (art. 
32, § 23), o que for menor (se não houver doze salários de contribuição, a média aritmética simples 
dos salários de contribuição existentes).
SB = média aritmética simples dos salários de contribuição desde julho/1994.
100 | Direito Previdenciário
Não é devido o auxílio por incapacidade temporária se ao se filiar à Previdência Social, o segurado já 
seja portador da doença ou lesão invocada como causa do benefício, salvo quando a incapacidade 
sobrevier por motivo de agravamento da doença ou lesão.
O segurado tem a obrigação de submeter-se a exame médico a cargo da perícia médica federal, de 
participar de processo de reabilitação profissional e tratamento dispensado gratuitamente, exceto o 
cirúrgico e transfusão de sangue, que são facultativos.
O benefício não cessa até que o segurado seja dado como habilitado para o desempenho de nova 
atividade que lhe garanta a subsistência, ou, se considerado não recuperável, seja aposentado por 
incapacidade permanente.
Múltipla atividade:
O auxílio por incapacidade temporária do segurado que exercer mais de uma atividade abrangida 
pelo RGPS será devido mesmo no caso de incapacidade apenas para o exercício de uma delas, de-
vendo a perícia médica ser conhecedora de todas as atividades que o mesmo estiver exercendo. 
Neste caso, o valor do benefício poderá ser inferior ao salário mínimo, desde que somado às demais 
remunerações recebidas resultar valor superior a este, além do que observar-se-ão as seguintes 
regras:
a) o auxílio por incapacidade temporária será concedido em relação à atividade para a qual o se-
gurado estiver incapacitado, considerando-se para efeito de carência somente as contribuições 
relativas a essa atividade;
b) se nas várias atividades o segurado exercer a mesma profissão, será exigido de imediato o afasta-
mento de todas;
c) constatada, durante o recebimento do auxílio por incapacidade temporária, a incapacidade do 
segurado para cada uma das demais atividades, o valor do benefício deverá ser revisto com base 
nos respectivos salários de contribuição;
d) quando o segurado queexercer mais de uma atividade se incapacitar definitivamente para uma 
delas, deverá o auxílio por incapacidade temporária ser mantido indefinidamente, não cabendo 
sua transformação em aposentadoria por incapacidade permanente, enquanto essa incapacidade 
não se estender às demais atividades.
O segurado que durante o gozo do auxílio por incapacidade temporária vier a exercer atividade que 
lhe garanta subsistência poderá ter o benefício cancelado a partir do retorno à atividade.
Nesta hipótese, caso o segurado, durante o gozo do auxílio por incapacidade temporária, vier a exer-
cer atividade diversa daquela que gerou o benefício, deverá ser verificada a incapacidade para cada 
uma das atividades exercidas.
O ato de concessão do benefício deverá estabelecer o prazo de sua duração. Na ausência de prazo, 
ele será de 120 dias.
Caso o prazo concedido para a recuperação se revele insuficiente, o segurado poderá solicitar a 
sua prorrogação, na forma estabelecida pelo INSS.
Direito Previdenciário | 101
A comunicação da concessão do auxílio por incapacidade temporária conterá as informações neces-
sárias ao requerimento de sua prorrogação.
O segurado que se considerar capaz antes do prazo estabelecido pela Perícia Médica Federal no ato 
da concessão ou da prorrogação do auxílio por incapacidade temporária somente retornará ao tra-
balho após nova avaliação médico-pericial. 
O segurado poderá desistir do requerimento de prorrogação antes da realização do exame médico-
-pericial, hipótese em que o benefício será mantido até a data da sua desistência, desde que poste-
rior à data de cessação estabelecida pela perícia médica federal. 
O segurado que não concordar com o resultado da avaliação poderá apresentar, no prazo de trinta 
dias, recurso da decisão proferida pela Perícia Médica Federal perante o Conselho de Recursos da 
Previdência Social - CRPS, cuja análise médico-pericial, se necessária, será feita por perito médico 
federal diverso daquele que tenha realizado o exame anterior. 
Cessação do auxílio por incapacidade temporária: falecimento, recuperação da capacidade para o 
trabalho, transformação em aposentadoria por incapacidade permanente ou auxílio acidente.
OBS: a empresa que garantir ao segurado licença remunerada ficará obrigada a pagar-lhe durante 
o período de auxílio por incapacidade temporária a eventual diferença entre o valor deste e a impor-
tância garantida pela licença.
Não será devido o auxílio por incapacidade temporária para o segurado recluso em regime 
fechado. Tem direito o segurado em cumprimento de pena em regime aberto ou semi-aberto.
O segurado em gozo de auxílio por incapacidade temporária na data do recolhimento à prisão 
terá o benefício suspenso por 60 dias, após o qual o benefício será cessado.
Ato do Ministro de Estado da Previdência Social poderá estabelecer as condições de dispensa da 
emissão de parecer conclusivo da perícia médica federal quanto à incapacidade laboral, hipótese na 
qual a concessão do benefício de que trata este artigo será feita por meio de análise documental, 
incluídos atestados ou laudos médicos, realizada pelo INSS (Lei 8.213/91, art. 60, § 14, incluído pela 
Lei 14.441/2022). 
ATESTMED - Portaria Conjunta MPS/INSS n. 38, de 20 de julho de 2023:
• A concessão de benefício por incapacidade da natureza acidentária está condicionada à apresenta-
ção da CAT.
• Duração dos respectivos benefícios limitada a 180 dias.
102 | Direito Previdenciário
7.9.2 Aposentadoria por incapacidade permanente
(APOSENTADORIA POR INVALIDEZ)
Lei 8.213/91, art. 42 a 47; RPS, art. 43 a art. 50
Trata-se do benefício devido ao segurado que ficar incapacitado para qualquer trabalho, indepen-
dentemente de ter recebido auxílio por incapacidade temporária. É um direito que se garante por 
tempo indeterminado, mas não é definitivo, pois o trabalhador fica obrigado a se submeter a avalia-
ção pericial sempre que convocado, exceto para a pessoa com HIV/aids.
Exige o afastamento de todas as atividades do segurado.
O segurado empregado e o empregado doméstico em gozo de aposentadoria por incapacidade per-
manente é considerado pela empresa e pelo empregador doméstico como licenciado.
O segurado em gozo de aposentadoria por incapacidade permanente poderá ser convocado a qual-
quer momento pela perícia médica federal.
A avaliação poderá ser realizada de forma remota ou por análise documental (art. 101, § 6º, intro-
duzido pela Lei 14.441/2022)
Estão dispensados da perícia (art. 101 da Lei 8.213/91) o aposentado por incapacidade permanente 
e o pensionista inválido:
I - após completarem cinquenta e cinco anos ou mais de idade e quando decorridos quinze anos da 
data da concessão da aposentadoria por incapacidade permanente ou do auxílio por incapacidade 
temporária que a precedeu; ou
II - após completarem sessenta anos de idade. 
Caso seja concedida na perícia médica inicial, o benefício será devido:
•	 Empregados – a partir do 16o dia, consecutivo ou não, do afastamento do trabalho, sendo os 15 
primeiros dias de responsabilidade do empregador.
•	 Contribuintes Individuais, empregados domésticos, avulsos, especiais e facultativos – a partir do 
início da incapacidade.
Deve ser requerido em até trinta dias da data do afastamento, se não o benefício será pago a partir 
da data do requerimento.
O segurado empregado e o empregado doméstico em gozo de auxílio por incapacidade temporária 
é considerado pela empresa e pelo empregador doméstico como licenciado.
Carência: 12 contribuições, em regra.
Isenção de carência: Acidente de qualquer natureza (dentro ou fora do trabalho), acidente do tra-
balho, doença profissional ou doença do trabalho e moléstias que constam da lista de doenças (art. 
151 da Lei 8.213/91), desde que a doença apareça após a filiação.
Renda mensal do benefício (RMB): (60%+2%/ano*) SB
Direito Previdenciário | 103
SB = média aritmética simples dos salários de contribuição desde julho/1994.
*para cada ano que exceder a 20 anos de contribuição para homens e 15 anos de contribuição para 
mulheres.
RMB = 100% SB, no caso de acidente do trabalho.
O valor do benefício pode ser acrescido de 25% caso o beneficiário necessite de auxílio permanente 
de outra pessoa, observada a relação constante do anexo I do RPS (atestado por perícia médica fe-
deral). Cessa com a morte do segurado, não sendo incorporado ao valor da pensão por morte.
Cessação da aposentadoria por incapacidade permanente: falecimento, alta médica ou volta volun-
tária ao trabalho.
Segurado que se julga apto a retornar à atividade: realizada a perícia, se concluir pela recuperação, 
a aposentadoria será cancelada:
Benefício cessa
Recuperação total 
dentro de cinco 
anos*
De imediato
Se o segurado empregado tem 
direito a voltar para a mesma 
função que exercia antes
Após tantos meses quantos forem 
os anos de duração do benefício por 
incapacidade
Para demais segurados
Benefício é mantido por Valor do benefício
Recuperação 
parcial ou 
recuperação total 
após cinco anos
6 meses Valor integral
No período seguinte de 6 meses 50%
No período seguinte de 6 meses 25%
*os cinco anos são contados da data do início da aposentadoria por incapacidade permanente ou do auxílio por incapa-
cidade temporária que a antecedeu, ou seja, da data do início da incapacidade.
O segurado que retornar à atividade poderá requerer, a qualquer tempo, novo benefício, tendo este 
processamento normal. Se estiver dentro dos períodos acima, poderá optar pelo benefício mais 
vantajoso.
104 | Direito Previdenciário
7.9.3 Auxílio acidente
Lei 8.213/91, art. 86; RPS, art. 104
É o benefício devido como indenização ao segurado empregado, empregado doméstico, trabalha-
dor avulso e segurado especial que sofra lesões definitivas de acidentes de qualquer natureza, que 
diminuam a capacidade para o trabalho que habitualmente exercia, até que se aposente definitiva-
mente (ou óbito).
As situações que dão direito ao auxílio acidente estão discriminadas no anexo III doRPS.
O segurado tem que ter recebido o auxílio por incapacidade temporária.
Renda mensal do benefício (RMB): 50% SB (mesmo SB do auxílio por incapacidade temporária que 
antecedeu o auxílio acidente).
SB = média aritmética simples dos salários de contribuição desde julho/1994.
O segurado retorna ao trabalho, recebe o salário do empregador e o auxílio-acidente.
Cabe a concessão de auxílio-acidente oriundo de acidente de qualquer natureza ocorrido durante 
o período de manutenção da qualidade de segurado.
Pode ser cumulado com remuneração, auxílio por incapacidade temporária (decorrente de outra 
causa) e salário maternidade. Não acumula com aposentadoria ou outro auxílio-acidente.
Se o auxílio por incapacidade temporária por acidente que tenha dado origem ao auxílio-acidente 
for reaberto, suspende o auxílio-acidente.
Seu valor é somado ao salário de contribuição para fins de cálculo da aposentadoria.
Não será devido o benefício quando do acidente:
a) resultarem danos funcionais ou redução da capacidade funcional sem repercussão na capacidade 
laborativa;
b) houver mudança de função do acidentado, mediante readaptação profissional promovida pela 
empresa, como medida preventiva, em decorrência de inadequação do local de trabalho.
A perda da audição, em qualquer grau, somente proporcionará a concessão do auxílio-acidente, 
quando, além do reconhecimento do nexo de causa entre o trabalho e a doença, resultar, compro-
vadamente, na redução ou perda da capacidade para o trabalho que o segurado habitualmente 
exercia.
É devido, independentemente do retorno do segurado ao trabalho ou de contribuição como 
segurado facultativo. Nesse caso, o tempo não conta como tempo de contribuição, não conta para 
carência ou para manutenção da qualidade de segurado.
Direito Previdenciário | 105
7.9.4 Aposentadoria programada 
(POR IDADE)
Lei 8.213/91, art. 48 a art. 51; RPS, art. 51 a art. 53, art. 188-H
É irreversível e irrenunciável (RPS, art. 181-B). O trabalhador não precisa sair do emprego para re-
querer a aposentadoria.
Homem Mulher
Trabalhadores urbanos 65 anos de idade 62 anos de idade
Tempo mínimo contribuição 20 anos 15 anos
Aposentadoria programada do professor, RPS, art. 54
Professores Homem Mulher
Idade 60 anos 57 anos 
Tempo mínimo contribuição* 25 anos 25 anos
*Educação infantil, ensino fundamental e médio.
NOTA: Conforme o art. 1º da Lei nº 11.301, de 10 de maio de 2006, considera-se função de magistério não apenas o 
exercício da docência, mas também as atividades de direção de unidade escolar e as de coordenação e assessoramento 
pedagógico. 
Será devida:
Ao empregado e ao empregado doméstico:
a) a partir da data do desligamento do emprego, quando requerida até noventa dias depois dela;
b) a partir da data do requerimento, quando não houver desligamento do emprego ou quando for 
requerida após 90 dias dele.
Para os demais segurados, a partir da data da entrada do requerimento.
Renda mensal do benefício (RMB): (60%+2%/ano*) SB
SB = média aritmética simples dos salários de contribuição desde julho/1994.
*para cada ano que exceder a 20 anos de contribuição para homens e 15 anos de contribuição para 
mulheres.
106 | Direito Previdenciário
Aposentadoria por idade do trabalhador rural – RPS, art. 56 e 57
A aposentadoria por idade do trabalhador rural, uma vez cumprido o período de carência exigido, 
será devida ao trabalhador rural (empregado, trabalhador avulso ou contribuinte individual), ao 
segurado especial e aos segurados garimpeiros que trabalhem, comprovadamente, em regime de 
economia familiar.
Homem Mulher
Trabalhadores rurais* 60 anos de idade 55 anos de idade
* O segurado especial tem que comprovar 180 meses de exercício de atividade rural.
RMB = (70% + 1%/ano de contribuição) SB, para empregado, trabalhador avulso, contribuinte indivi-
dual, garimpeiro e segurado especial que opta por contribuir.
Para o segurado especial, RMB = 1 salário mínimo.
Regras de transição para segurados do RGPS – EC 103/2019, art. 18, RPS, art. 188-H:
Tempo mínimo de contribuição de 15 anos para o homem ou mulher que já contribuía antes da 
promulgação da emenda.
Incremento na idade para mulheres:
Ano Idade mínima
2019 60 a
2020 60 a 6 m
2021 61 a
2022 61 a 6 m
2023 62 a
Direito Previdenciário | 107
7.9.5 Aposentadoria por tempo de contribuição
(revogada pela EC 103/2019) – regras de transição – RPS, art. 188-I, art. 188-J, art. 188-K, art. 188-L, 
art. 188-M, art. 188-N, art. 188-O. 
Com a promulgação da EC 103/2019, não é mais possível a aposentadoria por tempo de con-
tribuição, devendo serem observadas as regras de transição para os segurados que já perten-
ciam ao RGPS na data da entrada em vigor da emenda (13/11/2019).
A aposentadoria por tempo de contribuição, ainda possível para os segurados que completaram os 
requisitos até 13/11/2019 (direito adquirido), é irreversível e irrenunciável: a partir do primeiro 
pagamento, o segurado não pode desistir do benefício.
Homem Mulher
Requisito 35 anos de contribuição 30 anos de contribuição
Professor* até ensino médio em 
efetivo magistério 30 anos de contribuição 25 anos de contribuição
*não é aposentadoria especial, é aposentadoria por tempo de contribuição com tratamento especial.
Renda mensal do benefício (RMB): (60%+2%/ano*) SB
SB = média aritmética simples dos salários de contribuição desde julho/1994.
*para cada ano que exceder a 20 anos de contribuição para homens e 15 anos de contribuição para 
mulheres.
108 | Direito Previdenciário
Regras de transição para segurados do RGPS – EC 103/2019:
A) Art. 15 – Sistema de pontos: idade + tempo de contribuição (14 anos de transição) – Mais bené-
fica para quem começou a contribuir mais jovem. Aumenta 1 ponto por ano.
Tempo apurado em dias.
RPS, art. 188-I
Tempo mínimo de contribuição anos
Homem 35
Mulher 30
Ano Mulher Homem
2019 86 96
2020 87 97
2021 88 98
2022 89 99
2023 90 100
2024 91 101
2025 92 102
2026 93 103
2027 94 104
2028 95 105
2029 96 105
2030 97 105
2031 98 105
2032 99 105
2033 100 105
Professores educação infantil, ensino fundamental e médio:
RPS, art. 188-M
Tempo mínimo de contribuição anos
Homem 30
Mulher 25
Direito Previdenciário | 109
Idade + tempo de contribuição
Ano Mulher Homem
2019 81 91
2020 82 92
2021 83 93
2022 84 94
2023 85 95
2024 86 96
2025 87 97
2026 88 98
2027 89 99
2028 90 100
2029 91 100
2030 92 100
Para o servidor público federal, o art. 4º da EC 103/19, apresenta regra semelhante, acrescentando 
a necessidade de idade mínima até 2021 de 56 anos para mulheres e 61 anos para homens, aumen-
tando para 57 anos para mulheres e 62 anos para homens em 2022, 20 anos de serviço público e 5 
anos no cargo.
Paridade só para quem atingir a idade mínima de aposentadoria por idade (sem transição).
B) Art. 16 – Idade mínima aumenta de 6 meses por ano (12 anos de transição) – Mais benéfica para 
quem começou a contribuir mais velho.
Tempo apurado em dias.
RPS, art. 188-J
Tempo mínimo de contribuição anos
Homem 35
Mulher 30
110 | Direito Previdenciário
Idade mínima:
Ano Mulher Homem
2019 56 61
2020 56,5 61,5
2021 57 62
2022 57,5 62,5
2023 58 63
2024 58,5 63,5
2025 59 64
2026 59,5 64,5
2027 60 65
2028 60,5 65
2029 61 65
2030 61,5 65
2031 62 65
Professores educação infantil, ensino fundamental e médio:
RPS, art. 188-N
Tempo mínimo de contribuição anos
Homem 30
Mulher 25
Idade mínima:
Ano Mulher Homem
2019 51 56
2020 51,5 56,5
2021 52 57
2022 52,5 57,5
2023 53 58
2024 53,5 58,5
2025 54 59
2026 54,5 59,5
2027 55 60
2028 55,5 60
2029 56 60
2030 56,5 60
2031 57 60
Direito Previdenciário | 111
C) Art. 17 – Para quem estiver a 2 anos da aposentadoria pela regra anterior na data da entrada em 
vigor da emenda, ou seja, mulher com 28 anos de contribuição e homem com 33 anos de contribui-
ção - Não há idade mínima.
RPS, art. 188-K
Tempo mínimo de contribuição anos
Homem 35
Mulher 30
Pedágio de 50% do tempo que faltava para se aposentar por tempo de contribuição na data da en-
tradaem vigor da emenda.
Cálculo do benefício aplicando o fator previdenciário: RMB = M x FP (média considerando todos os 
salários de contribuição a partir de julho/94).
D) Art. 20 – Pedágio de 100% - Deve contribuir por um período adicional de 100% do tempo mínimo 
de contribuição que faltava para se aposentar na data da entrada em vigor da emenda.
RPS, art. 188-L
Tempo de contribuição Idade mínima
Homem 35 60
Mulher 30 57
Para o professor da educação infantil, ensino fundamental e médio, o tempo de contribuição e a 
idade mínima são reduzidos em 5 anos (RPS, art. 188-O).
RMB = 100% SB (somente nesta regra de transição).
Esta regra também se aplica ao servidor público federal, assegurada a paridade para os que ingres-
saram até 31/12/2003.
7.9.6 Aposentadoria especial
Lei 8.213/91, art. 57 a art. 58; RPS, art. 64 a art. 69, art. 188-P
Concedida aos segurados (empregado, trabalhador avulso, contribuinte individual quando coope-
rado filiado à cooperativa de trabalho ou de produção) que tenham trabalhado permanentemente 
em condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física durante 15, 20 ou 25 anos, 
de acordo com o nível de exposição a agentes nocivos.
112 | Direito Previdenciário
Relação de agentes nocivos considerados para fins de concessão dessa aposentadoria – RPS, anexo IV.
Tempo de exposição Idade mínima
15 anos 55 anos
20 anos 58 anos
25 anos 60 anos
O anexo IV do RPS é exaustivo quanto aos agentes e exemplificativo quanto às atividades, exceto 
agentes biológicos.
Requisitos: nocividade e permanência.
Agente nocivo:
•	 qualitativo – nocividade independe de mensuração;
•	 quantitativo – nocividade caracterizada pela ultrapassagem dos limites de tolerância.
O ruído é considerado agente nocivo se superior a 85 dB (8 horas por dia).
Não será devida a aposentadoria especial quando a adoção de medidas de proteção coletiva ou 
individual eliminem ou neutralizem o grau de exposição do trabalhador a níveis legais de tolerância, 
de forma que afaste a concessão da aposentadoria especial, desde que a empresa comprove o ge-
renciamento dos riscos e a adoção das medidas de proteção recomendadas.
A comprovação da exposição será feita mediante formulário emitido pela empresa com base em 
laudo técnico de condições ambientais do trabalho (LTCAT), elaborado por médico do trabalho ou 
engenheiro de segurança do trabalho.
A empresa deverá ainda elaborar e manter atualizado perfil profissiográfico previdenciário (PPP), 
abrangendo as atividades desenvolvidas pelo trabalhador e fornecer a este, quando da rescisão do 
contrato de trabalho, cópia autêntica deste documento. 
Será devida:
Ao empregado:
a) a partir da data do desligamento do emprego, quando requerida até noventa dias depois dela;
b) a partir da data do requerimento, quando não houver desligamento do emprego ou quando for 
requerida após 90 dias dele.
Para os demais segurados, a partir da data da entrada do requerimento.
Renda mensal do benefício (RMB): (60%+2%/ano*) SB
SB = média aritmética simples dos salários de contribuição desde julho/1994.
*para cada ano que exceder a 20 anos de contribuição para homens (exceto agente nocivo de 15 
anos) e 15 anos de contribuição para mulheres ou exposição a agente nocivo de 15 anos.
Direito Previdenciário | 113
Conversão do tempo de trabalho em condições especiais:
Para o segurado que houver exercido sucessivamente duas ou mais atividades sujeitas a condições 
especiais prejudiciais à saúde ou à integridade física, sem completar em qualquer delas o prazo mí-
nimo exigido para a aposentadoria especial, os respectivos períodos serão somados após conversão, 
conforme tabela abaixo, considerada a atividade preponderante (aquela pela qual o segurado tenha 
contribuído por mais tempo, antes da conversão) para efeito de enquadramento:
Tempo a converter
Para
15 20 25
15 1 1,33 1,67
20 0,75 1 1,25
25 0,6 0,8 1
Ao segurado que recebe aposentadoria especial é vedado retornar ao exercício de atividade ou 
operações que o sujeitem aos agentes nocivos definidos no Regulamento, ou nele permanecer, na 
mesma ou em outra empresa, qualquer que seja a forma de prestação do serviço, ou categoria de 
segurado, sob pena de cessação do benefício.
Regra de transição (pontos): EC 103/19, art. 21, RPS, art. 188-P
Tempo de exposição TC + Idade
15 anos 66
20 anos 76
25 anos 86
Obs: A conversão de tempo de atividade sob condições especiais em tempo de atividade comum 
aplica-se somente ao trabalho prestado até 13 de novembro de 2019.
114 | Direito Previdenciário
7.9.7 Aposentadorias por Tempo de Contribuição e por Idade 
do Segurado com Deficiência
LC 142/2013, RPS, art. 70-A a art. 70-J.
Tem direito a Aposentadoria por Tempo de Contribuição da Pessoa com Deficiência o segurado 
empregado, inclusive o doméstico, trabalhador avulso, contribuinte individual e facultativo, e ainda 
aos segurados especiais que contribuam facultativamente, observadas as seguintes condições: 
I - aos 25 (vinte e cinco) anos de tempo de contribuição na condição de deficiente, se homem, e 20 
(vinte) anos, se mulher, no caso de segurado com deficiência grave; 
II - aos 29 (vinte e nove) anos de tempo de contribuição na condição de deficiente, se homem, e 24 
(vinte e quatro) anos, se mulher, no caso de segurado com deficiência moderada; 
III - aos 33 (trinta e três) anos de tempo de contribuição na condição de deficiente, se homem, e 28 
(vinte e oito) anos, se mulher, no caso de segurado com deficiência leve.
IV- carência de 180 meses de contribuição; e
V- comprovação da condição de pessoa com deficiência na data da entrada do requerimento ou na 
da implementação dos requisitos para o benefício.
Tem direito à aposentadoria por idade da Pessoa com Deficiência o trabalhador urbano e rural que 
cumprir os seguintes requisitos: 
I- idade de 60 anos para os homens e 55 anos para as mulheres;
II- carência de 180 meses de contribuição ou atividade rural, conforme o caso;
III- 15 anos de tempo de contribuição (urbano ou rural) na condição de pessoa com deficiência; e
IV- comprovação da condição de pessoa com deficiência na data da entrada do requerimento ou da 
implementação dos requisitos para o benefício.
Direito Previdenciário | 115
Aposentadoria do Deficiente com alteração do grau de deficiência e/ou exposição a agentes no-
civos
Será admitida a conversão do tempo de contribuição para fins da aposentadoria, desde que cum-
prido em condições especiais e que prejudiquem a saúde ou a integridade física do segurado, se 
resultado for mais favorável ao segurado, conforme tabela abaixo:
MULHER
TEMPO A 
CONVERTER
MULTIPLICADORES
Para 15 Para 20 Para 24 Para 25 Para 28
De 15 anos 1 1,33 1,6 1,67 1,87
De 20 anos 0,75 1 1,2 1,25 1,4
De 24 anos 0,63 0,83 1 1,04 1,17
De 25 anos 0,6 0,8 0,96 1 1,12
De 28 anos 0,54 0,71 0,86 0,89 1
HOMEM
TEMPO A 
CONVERTER
MULTIPLICADORES
Para 15 Para 20 Para 25 Para 29 Para 33
De 15 anos 1 1,33 1,67 1,93 2,2
De 20 anos 0,75 1 1,25 1,45 1,65
De 25 anos 0,6 0,8 1 1,16 1,32
De 29 anos 0,52 0,69 0,86 1 1,14
De 33 anos 0,45 0,61 0,76 0,88 1
A renda mensal da aposentadoria devida ao segurado com deficiência será calculada a partir da 
aplicação dos seguintes percentuais sobre o salário de benefício:
I - cem por cento, na hipótese de aposentadoria por tempo de contribuição; ou 
II - setenta por cento, acrescido de um ponto percentual do salário de benefício por grupo de doze 
contribuições mensais até o máximo de trinta por cento, na hipótese de aposentadoria por idade.
7.9.8 Salário-família
Lei 8.213/91, art. 65 a art. 70; RPS, art. 81 a art. 92
Benefício pago mensalmente aos segurados empregados, empregados domésticos e trabalhadores 
avulsos, pela empresa, empregador doméstico ou OGMO/Sindicato, respectivamente, juntamente 
com a remuneração.
As cotas do salário-família pagas serão deduzidas quando do recolhimento das contribuições. 
benefício da previdência social
bolsa família => benefício da assistência social116 | Direito Previdenciário
Pago pelo INSS, juntamente com o benefício, aos segurados acima em gozo de auxílio por incapa-
cidade temporária, salário maternidade ou aposentadoria por incapacidade permanente. Pago aos 
aposentados, desde que tenham 65 anos ou 60 anos, se homem ou mulher, respectivamente. Ao 
trabalhador rural aposentado por idade aos 60 anos, se do sexo masculino, ou 55 anos, se do sexo 
feminino.
Têm direito ao benefício: segurado empregado, empregado doméstico e trabalhador avulso que 
tenham filho ou equiparado (enteado ou tutelado com dependência econômica) até completar 14 
anos de idade ou inválido (verificada em exame médico-pericial realizado pela perícia médica fede-
ral), com remuneração mensal menor ou igual a R$ 1.819,26 (Portaria INTERMINISTERIAL MPS/MF 
nº 2, de 11/1/2024, DOU de 12/1/2024).
O segurado empregado e trabalhador avulso devem apresentar atestado anual de vacinação para 
crianças até 6 anos e declaração semestral de frequência escolar para as crianças com 4 anos ou 
mais. O empregado doméstico deve apresentar apenas a certidão de nascimento.
Uma cota no valor de R$ 62,04 – em 2024 (independentemente do número de dias trabalhados no 
mês) para cada filho ou equiparado (enteado ou tutelado). Tanto o trabalhador quanto a trabalha-
dora podem receber o benefício para o mesmo filho.
O direito ao salário-família cessa automaticamente:
a) por morte do filho, enteado ou tutelado, a contar do mês seguinte ao do óbito;
b) quando o filho, enteado ou tutelado completar 14 anos de idade, salvo se inválido, a contar do 
mês seguinte ao da data do aniversário;
c) pela recuperação da capacidade do filho, enteado ou tutelado inválido maior de 14 anos de idade, 
a contar do mês seguinte ao da cessação da incapacidade;
d) pelo desemprego do segurado.
As cotas do SF não serão incorporadas, para qualquer efeito, ao salário ou ao benefício.
7.9.9 Salário-maternidade
Lei 8.213/91, art. 71 a art. 73; RPS, art. 93 a art. 103
Benefício concedido por 120 dias à segurada gestante, com início no período entre 28 dias antes do 
parto e a data de ocorrência deste, ou ao segurado que adotar ou obtiver guarda judicial para fins 
de adoção de criança (até completar 12 anos).
Pode ser prorrogado por 2 semanas antes do parto e ao final do período de licença, mediante ates-
tado médico específico.
Exige o afastamento do segurado do trabalho, sob pena de suspensão do benefício.
Parto múltiplo ou adoção de mais de uma criança – somente 1 salário maternidade.
Direito Previdenciário | 117
Valor do benefício:
Segurada Valor do benefício
Empregado e trabalhador avulso
= última remuneração recebida* (sal. Fixo)
= média 6 últimas remunerações (sal. Var)
Empregado doméstico = último salário de contribuição, sujeito ao 
teto
Segurado especial = 1 SM
Contribuinte individual, segurado facultativo 
e segurado em período de graça
= 1/12 da soma dos doze últimos salários 
de contribuição, apurados em um período 
não superior a 15 meses, limitado ao teto.
*limitado ao subsídio de ministro do STF (CF88, art. 37)
Nota: benefício previdenciário sobre o qual incide contribuição previdenciária do segurado.
Carência: Sem carência para qualquer segurado (Decisão STF ADIs 2.110 e 2.111, de 31/3/2024).
O salário maternidade pode ser cumulado com aposentadoria, para o aposentado que retornar à 
atividade.
O salário maternidade não pode ser acumulado com benefício por incapacidade.
Nota: quando ocorrer incapacidade em concomitância com o período de pagamento do salário ma-
ternidade, o auxílio por incapacidade temporária deverá ser suspenso enquanto perdurar o referido 
pagamento, ou terá sua data de início adiada para o 1º dia seguinte ao término do período de 120 
dias
Se natimorto, tem direito ao salário maternidade por 120 dias.
Aborto espontâneo: salário maternidade é pago por 2 semanas.
Considera-se parto o evento que gerou a certidão de nascimento ou certidão de óbito da criança.
No caso de segurada adotante ou que obtiver a guarda judicial para fins de adoção, o salário ma-
ternidade será devido ainda que a mãe biológica também tenha recebido o benefício quando do 
nascimento da criança.
118 | Direito Previdenciário
Será pago pela empresa à segurada gestante. A empresa será reembolsada pelo pagamento do valor 
bruto do salário-maternidade, incluída a gratificação natalina proporcional ao período correspon-
dente à licença, mediante dedução do respectivo valor, no ato do recolhimento das contribuições 
devidas.
Será pago diretamente pela previdência social o salário-maternidade devido ao empregado do mi-
croempreendedor individual, ao empregado doméstico, ao trabalhador avulso, ao contribuinte indi-
vidual, ao segurado especial, ao segurado facultativo e ao empregado adotante.
No caso de salário-maternidade por adoção, o benefício será pago, sempre, diretamente pela previ-
dência social, ainda que o beneficiário se trate de segurado empregado.
Não poderá ser concedido o benefício a mais de um segurado, decorrente do mesmo processo de 
adoção ou guarda, ainda que os cônjuges ou companheiros estejam submetidos a Regime Próprio 
de Previdência Social
No caso de falecimento da segurada ou segurado que fizer jus ao recebimento do salário-materni-
dade, um novo salário-maternidade será pago, por todo o período ou pelo tempo restante a que 
teria direito, ao cônjuge ou companheiro sobrevivente que tenha a qualidade de segurado, exceto 
no caso do falecimento do filho ou de seu abandono, observadas as normas aplicáveis ao salário-
-maternidade.
7.9.10 Pensão por morte
Lei 8.213/91, art. 74 a art. 78; RPS, art. 105 a art. 115
Benefício pago aos dependentes quando o segurado falecer.
Perde o direito à pensão por morte o condenado criminalmente por sentença com trânsito em jul-
gado, como autor, coautor ou partícipe de homicídio doloso, ou de tentativa desse crime, cometido 
contra a pessoa do segurado, ressalvados os absolutamente incapazes e os inimputáveis. 
Perde o direito à pensão por morte o cônjuge, o companheiro ou a companheira se comprovada, a 
qualquer tempo, simulação ou fraude no casamento ou na união estável, ou sua formalização com 
o fim exclusivo de constituir benefício previdenciário, apuradas em processo judicial no qual será 
assegurado o direito ao contraditório e à ampla defesa.
Se o óbito ocorrer após a perda da qualidade de segurado, os dependentes terão direito à pensão 
por morte desde que o trabalhador tenha cumprido, até o dia da morte, os requisitos para obtenção 
de aposentadoria, concedida pela Previdência Social.
A pensão por morte será devida a contar:
a) da data do óbito, quando requerida em até cento e oitenta dias após o óbito, para os filhos meno-
res de dezesseis anos, ou em até noventa dias após o óbito, para os demais dependentes;
b) da data do requerimento, quando requerida após o prazo acima;
c) da decisão judicial, no caso de morte presumida.
Direito Previdenciário | 119
A concessão de pensão por morte não será protelada pela falta de habilitação de outro possível 
dependente, e qualquer habilitação posterior que importe em exclusão ou inclusão de dependente 
somente produzirá efeito a contar da data da habilitação.
Obs: Um novo casamento não anula o benefício. Caso o novo companheiro(a) venha a falecer, a 
viúva(o) poderá escolher a pensão de maior valor.
A pensão por morte somente será devida ao filho ou ao irmão cuja invalidez tenha ocorrido antes 
da emancipação ou de completar a idade de 21 anos, desde que reconhecida e comprovada pela 
perícia médica do INSS a continuidade da invalidez até a data do óbito do segurado.
NOTA: o dependente inválido está obrigado, independentemente de sua idade e sob pena de sus-
pensão do benefício, a submeter-se a exame médico a cargo da previdência social, processo de rea-
bilitação profissional por ela prescrito e custeado e tratamento dispensado gratuitamente, exceto o 
cirúrgico e a transfusão de sangue, que são facultativos.
O cônjuge divorciado ou separadojudicialmente ou de fato, que recebia pensão de alimentos, re-
ceberá a pensão por morte em igualdade de condições com os dependentes de classe I (cônjuge, 
companheira ou companheiro e filhos não emancipados, de qualquer condição, menores de 21 anos 
ou inválidos).
Na hipótese de o segurado falecido estar, na data de seu falecimento, obrigado por determinação 
judicial a pagar alimentos temporários a ex-cônjuge, ex-companheiro ou ex-companheira, a pensão 
por morte será devida pelo prazo remanescente na data do óbito, caso não incida outra hipótese de 
cancelamento anterior do benefício.
A pensão poderá ser concedida, em caráter provisório, por morte presumida:
a) mediante sentença declaratória de ausência, a contar de sua emissão, ou
b) em caso de desaparecimento do segurado por motivo de catástrofe, acidente ou desastre, a con-
tar da data da ocorrência, mediante prova hábil.
NOTA: verificado o reaparecimento do segurado, o pagamento da pensão por morte cessa automa-
ticamente, ficando os dependentes desobrigados da reposição dos valores recebidos, salvo má-fé.
O pagamento da cota individual da pensão por morte cessa:
a) pela morte do pensionista;
b) para o filho, a pessoa a ele equiparada ou o irmão, de ambos os sexos, ao completar vinte e um 
anos de idade, salvo se for inválido ou tiver deficiência intelectual ou mental ou deficiência grave;
c) para o filho ou irmão inválido, pela cessação da invalidez;
d) para o cônjuge ou companheiro:
•	 se inválido ou com deficiência, pela cessação da invalidez ou pelo afastamento da deficiência, 
respeitado os períodos de pagamento de acordo com a idade;
•	 após transcorridos os seguintes períodos, se o óbito ocorrer depois de vertidas 18 contribuições 
pelo segurado e houver comprovação de dois anos de casamento ou de união estável:
120 | Direito Previdenciário
Se o óbito ocorreu até dezembro/2020:
Idade do cônjuge ou companheiro Período de pagamento (anos)
Menos de 21 anos 3
Entre 21 e 26 anos 6
Entre 27 e 29 anos 10
Entre 30 e 40 anos 15
Entre 41 e 43 anos 20
44 anos ou mais vitalícia
Se o óbito ocorreu a partir de 1º/janeiro/2021 (Portaria ME nº 424, de 29/12/2020):
Idade do cônjuge ou companheiro Período de pagamento (anos)
Menos de 22 anos 3
Entre 22 e 27 anos 6
Entre 28 e 30 anos 10
Entre 31 e 41 anos 15
Entre 42 e 44 anos 20
45 anos ou mais vitalícia
As regras acima serão aplicadas se o óbito decorrer de acidente de qualquer natureza, independen-
temente do recolhimento de 18 contribuições pelo segurado ou da comprovação de dois anos de 
casamento ou de união estável.
A pensão por morte será paga por quatro meses se o óbito ocorrer sem que o segurado tenha reco-
lhido 18 contribuições ou houver menos de dois anos de casamento ou de união estável.
Com a extinção da cota do último pensionista, a pensão por morte será encerrada.
O valor da pensão por morte devida aos dependentes do segurado recluso que, nesta condição, 
contribuía para a previdência social, será obtido mediante a realização de cálculo com base no novo 
tempo de contribuição e salários-de-contribuição correspondentes, neles incluídas as contribuições 
recolhidas enquanto recluso.
O exercício de atividade remunerada, inclusive na condição de microempreendedor individual, não 
impede a concessão ou manutenção da parte individual da pensão do dependente com deficiência 
intelectual ou mental ou com deficiência grave.
RMB: A pensão por morte será equivalente a uma cota familiar de 50% do valor da aposentadoria 
recebida pelo segurado ou servidor ou daquela a que teria direito se fosse aposentado por incapa-
cidade permanente na data do óbito, acrescida de cotas de 10% por dependente, até o máximo de 
100%.
As cotas por dependente cessarão com a perda dessa qualidade e não serão reversíveis aos demais 
dependentes.
Na hipótese de existir dependente inválido ou com deficiência intelectual, mental ou grave, o valor 
da pensão por morte de que trata o caput será equivalente a 100% da aposentadoria recebida pelo 
Direito Previdenciário | 121
segurado ou daquela a que teria direito se fosse aposentado por incapacidade permanente na data 
do óbito. 
7.9.11 Auxílio reclusão
Lei 8.213/91, art. 80; RPS, art. 116 a art. 119
Benefício devido aos dependentes durante o período em que o segurado estiver recolhido à prisão 
em regime fechado, desde que de baixa renda – renda mensal de até R$ 1.819,26 (Portaria INTER-
MINISTERIAL MPS/MF nº 2, de 11/1/2024, DOU de 12/1/2024).
A aferição da renda mensal bruta para enquadramento do segurado como de baixa renda ocorrerá 
pela média dos salários de contribuição apurados no período de doze meses anteriores ao mês do 
recolhimento à prisão.
A partir da Lei 13.846/19, exige carência de 24 contribuições.
RMB = 1 salário mínimo
Também é devido em caso de recolhimento do segurado à prisão sem que tenha sido prolatada 
sentença condenatória.
O segurado não pode receber remuneração de empresa, nem estiver em gozo de auxílio por inca-
pacidade temporária, de pensão por morte, de salário-maternidade, de aposentadoria ou de abono 
de permanência em serviço.
O requerimento do auxílio-reclusão será instruído com certidão judicial que ateste o recolhimento 
efetivo à prisão, e será obrigatória a apresentação de prova de permanência na condição de presi-
diário para a manutenção do benefício.
A certidão judicial e a prova de permanência na condição de presidiário poderão ser substituídas 
pelo acesso à base de dados, por meio eletrônico, a ser disponibilizada pelo Conselho Nacional de 
Justiça, com dados cadastrais que assegurem a identificação plena do segurado e da sua condição 
de presidiário.
O exercício de atividade remunerada do segurado recluso, em cumprimento de pena em regime 
fechado, não acarreta a perda do direito ao recebimento do auxílio-reclusão para seus dependentes.
No caso de fuga o benefício é suspenso. Se recapturado, o benefício volta a ser pago se não houver 
perda da qualidade de segurado.
NOTA: se houver exercício de atividade dentro do período de fuga, o mesmo será considerado para 
a verificação da perda ou não da qualidade de segurado.
Embora mantenha a qualidade de segurado no período da reclusão, o segurado não fará jus ao auxí-
lio por incapacidade temporária. Não fará jus a qualquer aposentadoria, enquanto seus dependen-
tes perceberem o auxílio-reclusão.
Na hipótese de morte do segurado que efetuar, no período de reclusão, recolhimentos na condição 
de facultativo, o cálculo da pensão levará em conta aqueles recolhimentos.
122 | Direito Previdenciário
7.9.12 Abono anual
É devido ao segurado ou dependente que, durante o ano, recebeu auxílio por incapacidade 
temporária, auxílio-acidente, aposentadoria, salário maternidade, pensão por morte ou auxílio-
reclusão.
O abono anual será calculado, no que couber, da mesma forma que a gratificação natalina (13º sa-
lário) dos trabalhadores, tendo por base o valor da renda mensal do benefício do mês de dezembro 
de cada ano. Primeira parcela (50%) paga juntamente com o benefício do mês de agosto e parcela 
restante paga juntamente com o benefício do mês de novembro.
7.10 Decadência e prescrição
Lei 8.213/91, art. 103; RPS, art. 347.
O segurado tem o prazo de 10 anos (prazo decadencial) para pedir revisão do valor do benefício (a 
contar do dia primeiro do mês seguinte ao do recebimento da primeira prestação) ou do ato que 
indefere benefício. Em caso de provimento do pedido, pode receber os últimos 5 anos (prescrição 
quinquenal), salvo o direito dos menores e incapazes.
O direito da Previdência Social de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis 
para os seus beneficiários decai em dez anos, contados da data em que foram praticados, salvo 
comprovada má-fé.
7.11 Recurso das decisões administrativas
Lei 8.213/91, art. 126; RPS, art. 305
O Conselho de Recursos da Previdência Social, colegiado integrante da estrutura do Ministério da 
Previdência Social, é órgão de controle jurisdicional das decisões do InstitutoNacional do Seguro 
Social, nos processos de interesse dos beneficiários da seguridade social.
Das decisões proferidas pelo INSS, poderão os interessados, quando não conformados, no prazo de 
trinta dias, recorrer às Juntas de Recursos – JR ou às Câmaras de Julgamento – CaJ do CRPS.
Havendo interposição de recurso do interessado contra decisão do INSS, o processo deverá ser rea-
nalisado e, se reformada totalmente a decisão, será atendido o pedido reclamado. Caso contrário, o 
processo deverá ser encaminhado para a JR, para julgamento.
Direito Previdenciário | 123
7.12 Justificação administrativa
RPS, art. 142 a art. 151
Utilizada para suprir falta ou insuficiência de documento ou produzir prova de fato ou circunstância 
de interesse dos beneficiários, perante a previdência social.
•	 Não pode ser feita em caso de existir registro público;
•	 atrelado a processo administrativo antecedente;
•	 não admite recurso;
•	 início razoável de prova material (documental) contemporânea aos fatos, que apenas pode ser 
dispensada em casos fortuitos ou de força maior;
•	 de 2 a 6 testemunhas idôneas (não podem ser testemunhas os menores de 16 anos, cônjuge/
companheiro ou parente até terceiro grau);
•	 chefia do INSS autoriza a realização e designa o processante;
•	 processada regularmente, deve ser homologada pela chefia:
o quanto à forma;
o quanto ao mérito (eficaz, parcialmente eficaz ou ineficaz);
•	 a homologação de justificação judicial processada com base em prova exclusivamente testemu-
nhal dispensa a justificação administrativa, se complementada com início razoável de prova material.
Não é considerado como tempo de serviço o período reconhecido por meio de ação trabalhista. O 
vínculo empregatício pode ser reconhecido na justiça do trabalho, inclusive com recolhimento para 
o RGPS, contudo, não vincula a Previdência Social. Neste caso, é necessário a Justificação Adminis-
trativa, baseada em prova material. Inclusive, o segurado não precisa recorrer à justiça do trabalho 
para ter sua condição de segurado reconhecida.
Referências:
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2848compilado.htm. Acesso em: 5 mai. 2021.
BRASIL. Código Tributário Nacional. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/
l5172compilado.htm. Acesso em: 5 mai. 2021.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm. Acesso em: 5 mai. 2021.
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124 | Direito Previdenciário
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Acesso em: 5 mai. 2021.
BRASIL. Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943. Aprova a Consolidação das Leis do Trabalho. 
Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm. Acesso em: 5 mai. 
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lho de 1991, 10.910, de 15 de julho de 2004, o Decret-Lei no 5.452, de 1o de maio de 1943, e o De-
creto no 70.235, de 6 de março de 1972; revoga dispositivos das Leis nos 8.212, de 24 de ju-
lho de 1991, 10.593, de 6 de dezembro de 2002, 10.910, de 15 de julho 
de 2004, 11.098, de 13 de janeiro de 2005, e 9.317, de 5 de dezembro de 1996; e dá outras provi-
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Direito Previdenciário | 125
BRASIL. Lei nº 11.524, de 24 de setembro de 2007. Dispõe sobre a utilização de recursos das exigibi-
lidades de aplicação em crédito rural oriundos da poupança rural e dos depósitos a vista para finan-
ciamentos destinados à liquidação de dívidas de produtores rurais ou suas cooperativas com forne-
cedores de insumos, relativas às safras 2004/2005 e 2005/2006; altera as Leis nos 11.076, de 30 de 
dezembro de 2004, e 11.322, de 13 de julho de 2006, 10.194, de 14 de fevereiro de 2001, 10.696, 
de 2 de julho de 2003, 7.827, de 27 de setembro de 1989, 8.427, de 27 de maio de 1992, 11.442, de 
5 de janeiro de 2007, 11.488, de 15 de junho de 2007, 11.491, de 20 de junho de 2007, e a Medida 
Provisória no 2.199-14, de 24 de agosto de 2001; e dá outras providências. Disponível em: http://
www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11524.htm. Acesso em: 5 mai. 2021.
BRASIL. Lei nº 12.470, de 31 de agosto de 2011. Altera os arts. 21 e 24 da Lei nº 8.212, de 24 de 
julho de 1991, que dispõe sobre o Plano de Custeio da Previdência Social, para estabelecer alíquotadiferenciada de contribuição para o microempreendedor individual e do segurado facultativo sem 
renda própria que se dedique exclusivamente ao trabalho doméstico no âmbito de sua residência, 
desde que pertencente a família de baixa renda; altera os arts. 16, 72 e 77 da Lei nº 8.213, de 24 de 
julho de 1991, que dispõe sobre o Plano de Benefícios da Previdência Social, para incluir o filho ou o 
irmão que tenha deficiência intelectual ou mental como dependente e determinar o pagamento do 
salário-maternidade devido à empregada do microempreendedor individual diretamente pela Pre-
vidência Social; altera os arts. 20 e 21 e acrescenta o art. 21-A à Lei nº 8.742, de 7 de dezembro de 
1993 - Lei Orgânica de Assistência Social, para alterar regras do benefício de prestação continuada 
da pessoa com deficiência; e acrescenta os §§ 4º e 5º ao art. 968 da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro 
de 2002 - Código Civil, para estabelecer trâmite especial e simplificado para o processo de abertura, 
registro, alteração e baixa do microempreendedor individual. Disponível em: http://www.planalto.
gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/lei/l12470.htm. Acesso em: 5 mai. 2021.
BRASIL. Lei nº 12.546, de 14 de dezembro de 2011. Institui o Regime Especial de Reintegração de 
Valores Tributários para as Empresas Exportadoras (Reintegra); dispõe sobre a redução do Imposto 
sobre Produtos Industrializados (IPI) à indústria automotiva; altera a incidência das contribuições 
previdenciárias devidas pelas empresas que menciona; altera as Leis nº 11.774, de 17 de setembro 
de 2008, nº 11.033, de 21 de dezembro de 2004, nº 11.196, de 21 de novembro de 2005, nº 10.865, 
de 30 de abril de 2004, nº 11.508, de 20 de julho de 2007, nº 7.291, de 19 de dezembro de 1984, 
nº 11.491, de 20 de junho de 2007, nº 9.782, de 26 de janeiro de 1999, e nº 9.294, de 15 de julho 
de 1996, e a Medida Provisória nº 2.199-14, de 24 de agosto de 2001; revoga o art. 1º da Lei nº 
11.529, de 22 de outubro de 2007, e o art. 6º do Decreto-Lei nº 1.593, de 21 de dezembro de 1977, 
nos termos que especifica; e dá outras providências. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/_ato2011-2014/2011/lei/l12546.htm. Acesso em: 5 mai. 2021.
BRASIL. Lei nº 12.618, de 30 de abril de 2012. Institui o regime de previdência complementar para os 
servidores públicos federais titulares de cargo efetivo, inclusive os membros dos órgãos que mencio-
na; fixa o limite máximo para a concessão de aposentadorias e pensões pelo regime de previdência 
de que trata o art. 40 da Constituição Federal; autoriza a criação de 3 (três) entidades fechadas de 
previdência complementar, denominadas Fundação de Previdência Complementar do Servidor Pú-
blico Federal do Poder Executivo (Funpresp-Exe), Fundação de Previdência Complementar do Servi-
dor Público Federal do Poder Legislativo (Funpresp-Leg) e Fundação de Previdência Complementar 
do Servidor Público Federal do Poder Judiciário (Funpresp-Jud); altera dispositivos da Lei nº 10.887, 
de 18 de junho de 2004; e dá outras providências. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/cci-
vil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12618.htm. Acesso em: 5 mai. 2021.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11524.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11524.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/lei/l12470.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/lei/l12470.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/lei/l12546.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/lei/l12546.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12618.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12618.htm
126 | Direito Previdenciário
BRASIL. Lei nº 13.606, de 9 de janeiro de 2018. Institui o Programa de Regularização Tributária Rural 
(PRR) na Secretaria da Receita Federal do Brasil e na Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional; altera 
as Leis nº s 8.212, de 24 de julho de 1991, 8.870, de 15 de abril de 1994, 9.528, de 10 de dezembro 
de 1997, 13.340, de 28 de setembro de 2016, 10.522, de 19 de julho de 2002, 9.456, de 25 de abril 
de 1997, 13.001, de 20 de junho de 2014, 8.427, de 27 de maio de 1992, e 11.076, de 30 de dezem-
bro de 2004, e o Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal); e dá outras pro-
vidências. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/l13606.
htm. Acesso em: 5 mai. 2021.
BRASIL. Lei nº 13.846, de 18 de junho de 2019. Institui o Programa Especial para Análise de Benefí-
cios com Indícios de Irregularidade, o Programa de Revisão de Benefícios por Incapacidade, o Bônus 
de Desempenho Institucional por Análise de Benefícios com Indícios de Irregularidade do Moni-
toramento Operacional de Benefícios e o Bônus de Desempenho Institucional por Perícia Médica 
em Benefícios por Incapacidade; altera as Leis nos 6.015, de 31 de dezembro de 1973, 7.783, de 28 
de junho de 1989, 8.112, de 11 de dezembro de 1990, 8.212, de 24 de julho de 1991, 8.213, de 24 
de julho de 1991, 8.742, de 7 de dezembro de 1993, 9.620, de 2 de abril de 1998, 9.717, de 27 de 
novembro de 1998, 9.796, de 5 de maio de 1999, 10.855, de 1º de abril de 2004, 10.876, de 2 de 
junho de 2004, 10.887, de 18 de junho de 2004, 11.481, de 31 de maio de 2007, e 11.907, de 2 de 
fevereiro de 2009; e revoga dispositivo da Lei nº 10.666, de 8 de maio de 2003, e a Lei nº 11.720, 
de 20 de junho de 2008. Disponível em: planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/lei/L13846.
htm. Acesso em: 5 mai. 2021.
BRASIL. Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006. http://www.planalto.gov.br/cci-
vil_03/leis/lcp/lcp123.htm. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp123.
htm. Acesso em: 5 mai. 2021.
BRASIL. Ministério da Economia. Instrução Normativa nº 2.110, de 17 de outubro de 2022. Dis- põe 
sobre normas gerais de tributação previdenciária e de arrecadação das contribuições sociais des-
tinadas à Previdência Social e as destinadas a terceiros, administradas pela Secretaria Especial da 
Receita Federal do Brasil (RFB). Disponível em: http://normas.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/
link.action?idAto=126687#2379545. Acesso em: 24 out. 2022.
BRASIL. Ministério da Economia. Instrução Normativa nº 2.053, de 08 de dezembro de 2021. Dispõe 
sobre a Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta (CPRB), destinada ao Regime Geral de 
Previdência Social (RGPS), devida pelas empresas referidas nos arts. 7º e 8º da Lei nº 12.546, de 
14 de dezembro de 2011. Disponível em: http://normas.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/link.
action?idAto=122005#2311432. Acesso em: 24 out. 2022.
BRASIL. Ministério da Economia. Instrução Normativa nº 2.005, de 29 de janeiro de 2021. Dispõe 
sobre a apresentação da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) e da Decla-
ração de Débitos e Créditos Tributários Federais Previdenciários e de Outras Entidades e Fundos 
(DCTFWeb). Disponível em: http://normas.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/link.action?vi-
sao=anotado&idAto=115131#:~:text=IN%20RFB%20N%C2%BA%202005%20%2D%202021&text=-
Disp%C3%B5e%20sobre%20a%20apresenta%C3%A7%C3%A3o%20da,Entidades%20e%20Fun-
dos%20(DCTFWeb). Acesso em: 5 mai. 2021.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/l13606.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/l13606.htm
http://planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/lei/L13846.htm
http://planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/lei/L13846.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp123.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp123.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp123.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp123.htm
http://normas.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/link.action?idAto=126687#2379545
http://normas.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/link.action?idAto=126687#2379545
http://normas.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/link.action?idAto=122005#2311432http://normas.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/link.action?idAto=122005#2311432
http://normas.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/link.action?visao=anotado&idAto=115131#
http://normas.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/link.action?visao=anotado&idAto=115131#
Direito Previdenciário | 127
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br/esocial/pt-br/documentacao-tecnica/manuais/manual-de-orientacao-do-esocial-mos-v-s-1-0.
pdf. Acesso em: 5 mai. 2021.
BRASIL. Ministério da Economia. Portaria SEPRT/ME nº 914, de 13 de janeiro de 2020. Dispõe sobre 
o reajuste dos benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social - INSS e dos demais valores 
constantes do Regulamento da Previdência Social - RPS. Disponível em: https://www.in.gov.br/en/
web/dou/-/portaria-n-914-de-13-de-janeiro-de-2020-237937443. Acesso em: 5 mai. 2021.
BRASIL. Ministério da Economia. Portaria SEPRT/ME nº 477, de 12 de janeiro de 2021. Dispõe sobre 
o reajuste dos benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social - INSS e dos demais valo-
res constantes do Regulamento da Previdência Social - RPS. Disponível em: https://www.in.gov.br/
en/web/dou/-/portaria-seprt/me-n-477-de-12-de-janeiro-de-2021-298858991. Acesso em: 5 mai. 
2021.
BRASIL. Ministério da Economia. Portaria Conjunta SEPRT/ME nº 76, de 22 de outubro de 2020. 
Dispõe sobre o cronograma de implantação do Sistema Simplificado de Escrituração Digital das Obri-
gações Previdenciárias, Trabalhistas e Fiscais (eSocial). . Disponível em: https://www.in.gov.br/en/
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BRASIL. Ministério da Economia. Portaria ME/INSS nº 230, de 20 de março de 2020. Dispõe sobre a 
complementação da contribuição do segurado que, no somatório de remunerações auferidas no pe-
ríodo de 1 (um) mês, a partir de novembro de 2019, recebe remuneração inferior ao limite mínimo 
mensal do salário de contribuição. Disponível em: https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-n-
-230-de-20-de-marco-de-2020-249242147. Acesso em: 5 mai. 2021.
BRASIL. Ministério da Fazenda. Portaria Interministerial MPS/MF Nº 26, DE 10 DE JANEIRO DE 2023. 
Dispõe sobre o reajuste dos benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social - INSS e dos de-
mais valores constantes do Regulamento da Previdência Social - RPS. Disponível em: http://www.nor-
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BRASIL. Ministério da Fazenda. Portaria Interministerial MPS/MF Nº 2, DE 11 DE JANEIRO DE 2024. 
Dispõe sobre o reajuste dos benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social - INSS e demais 
valores constantes do Regulamento da Previdência Social - RPS e dos valores previstos nos incisos II 
a VIII do § 1º do art. 11 da Emenda Constitucional nº 103, de 12 de novembro de 2019, que trata da 
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https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-n-914-de-13-de-janeiro-de-2020-237937443
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https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-conjunta-n-76-de-22-de-outubro-de-2020-284694569
https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-conjunta-n-76-de-22-de-outubro-de-2020-284694569
https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-n-230-de-20-de-marco-de-2020-249242147
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https://www.legisweb.com.br/legislacao/?id=454751
128 | Direito Previdenciário
Direito Previdenciário | 129
	T6_CP1_S2_ART15_I
	T6_CP1_S2_ART15_II
	T6_CP1_S2_ART15_PU
	L_2_T_2_CP_1_S_I_ART9_I_C
	L_2_T_2_CP_1_S_I_ART9_I_D
	L_2_T_2_CP_1_S_I_ART9_I_E
	L_2_T_2_CP_1_S_I_ART9_I_F
	L_2_T_2_CP_1_S_I_ART9_I_G
	L_2_T_2_CP_1_S_I_ART9_I_H
	L_2_T_2_CP_1_S_I_ART9_I_I
	L_2_T_2_CP_1_S_I_ART9_I_J
	L_2_T_2_CP_1_S_I_ART9_I_L
	L_2_T_2_CP_1_S_I_ART9_I_M
	L_2_T_2_CP_1_S_I_ART9_I_O
	L_2_T_2_CP_1_S_I_ART9_I_P
	L_2_T_2_CP_1_S_I_ART9_I_Q
	L_2_T_2_CP_1_S_I_ART9_V_C
	L_2_T_2_CP_1_S_I_ART9_V_E
	L_2_T_2_CP_1_S_I_ART9_V_F
	L_2_T_2_CP_1_S_I_ART9_V_G
	L_2_T_2_CP_1_S_I_ART9_V_H
	L_2_T_2_CP_1_S_I_ART9_V_J
	L_2_T_2_CP_1_S_I_ART9_V_L
	L_2_T_2_CP_1_S_I_ART9_V_M
	L_2_T_2_CP_1_S_I_ART9_V_O
	art38a§6.0
	art38a§5
	_Hlk73203717
	art22iia
	art22iib
	art22iic
	art22iii
	art202
	art202§1
	art202§5
	art57§7
	_Hlk73199254
	_Hlk73198690
	_Hlk73198583
	_Hlk73199283
	_Hlk73199711
	L_3_T_1_CP_3_S_3_ART200_I
	L_3_T_1_CP_3_S_3_ART200_II
	_Hlk73195838
	_Hlk73196796
	_Hlk73197061
	_Hlk73196891
	_Hlk73196968
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	art44ii
	_Hlk70952189
	_Hlk73202886
	_Hlk73203043
	L_9430_CPV_SCIV_ART_61__1o
	_Hlk73202986
	L_9430_CPV_SCIV_ART_61__2o
	L_9430_CPV_SCIV_ART_61__3o
	_Hlk73203132
	_Hlk73204853
	_Hlk73204950
	art219§3
	_Hlk73205506
	T6_CP10_ART32_I
	_Hlk73205626
	L_3_T_1_CP_8_S_3_ART225_9_I
	L_3_T_1_CP_8_S_3_ART225_9_II
	L_3_T_1_CP_8_S_3_ART225_9_III
	L_3_T_1_CP_8_S_3_ART225_9_IV
	L_3_T_1_CP_8_S_3_ART225_9_V
	T6_CP10_ART32_II
	_Hlk73205746
	L_3_T_1_CP_8_S_3_ART225_13_I
	L_3_T_1_CP_8_S_3_ART225_13_II
	L_3_T_1_CP_8_S_3_ART225_15
	L_3_T_1_CP_8_S_3_ART225_16
	L_3_T_1_CP_8_S_3_ART225_16_I
	_Hlk73205766
	_Hlk73205793
	_Hlk73206060
	_Hlk73206122
	_Hlk73206535
	_Hlk37079544
	_Hlk37079922
	T3_CP2_S1_ART19_1
	T3_CP2_S1_ART20_I
	T3_CP2_S1_ART20_II
	T3_CP2_S1_ART20_1
	T3_CP2_S1_ART20_1_A
	T3_CP2_S1_ART20_1_B
	T3_CP2_S1_ART20_1_C
	T3_CP2_S1_ART20_1_D
	T3_CP2_S1_ART20_2
	T3_CP2_S1_ART21
	T3_CP2_S1_ART21_I
	T3_CP2_S1_ART21_II
	T3_CP2_S1_ART21_II_A
	T3_CP2_S1_ART21_II_B
	T3_CP2_S1_ART21_II_C
	T3_CP2_S1_ART21_II_D
	T3_CP2_S1_ART21_II_E
	T3_CP2_S1_ART21_III
	T3_CP2_S1_ART21_IV
	T3_CP2_S1_ART21_IV_A
	T3_CP2_S1_ART21_IV_B
	T3_CP2_S1_ART21_IV_C
	T3_CP2_S1_ART21_IV_D
	T3_CP2_S1_ART22_1
	T3_CP2_S1_ART22_3
	T3_CP2_S1_ART23
	art78§6
	art78§7
	art59§3
	art101§1i0
	art101§1ii
	_Hlk38305216
	art70j.i
	art70j.ii
	1 Seguridade Social
	2 Financiamento
	3 Legislação, competência, regimes
	4 �Conceito previdenciário de empresa e empregador doméstico
	5 Segurados da previdência social
	6 Financiamento da previdência social
	6.1 Contribuição dos segurados
	6.1.1 �Contribuição dos segurados empregado, trabalhador avulso e empregado doméstico
	6.1.2 �Contribuição dos segurados contribuinte individual e segurado facultativo
	6.1.3 Inclusão previdenciária
	6.2 Contribuição das empresas – regra geral
	6.3 Contribuição das empresas - instituiçõesfinanceiras
	6.4 Contribuição das cooperativas
	6.5 �Contribuição do segurado especial e do empregador rural pessoa física (PRPF)
	6.6 �Contribuição do empregador rural pessoa jurídica (PRPJ)
	6.7 Contribuição da agroindústria
	6.8 �Contribuição da associação desportiva que mantém equipe de futebol profissional
	6.9 Contribuição do empregador doméstico
	6.10 Salário de contribuição
	6.11 �Arrecadação e recolhimento das contribuições
	6.11.1 Prazos
	6.11.2 Recolhimento fora do prazo
	6.12 Cessão de mão de obra - Retenção
	6.13 Responsabilidade solidária
	6.14 Obrigações Acessórias
	6.15 Crimes contra a seguridade social
	7 Regime Geral de Previdência Social
	7.1 Prestações
	7.2 Manutenção da Qualidade de Segurado 
	7.3 Carência 
	7.4 Salário de benefício e renda mensal do benefício 
	7.5 Reajustamento do valor dos benefícios
	7.6 Dependentes
	7.7 Conceito previdenciário de acidente do trabalho
	7.8 Serviços do regime geral de previdência social
	7.8.1 Serviço social 
	7.8.2 Habilitação e reabilitação profissional 
	7.9 �Plano de benefícios do regime geral de previdência social
	7.9.1 Auxílio por incapacidade temporária
	7.9.3 Auxílio acidente
	7.9.4 Aposentadoria programada 
	7.9.5 Aposentadoria por tempo de contribuição
	7.9.6 Aposentadoria especial
	7.9.7 �Aposentadorias por Tempo de Contribuição e por Idade do Segurado com Deficiência
	7.9.8 Salário-família
	7.9.9 Salário-maternidade
	7.9.10 Pensão por morte
	7.9.11 Auxílio reclusão
	7.9.12 Abono anual
	7.10 Decadência e prescrição
	7.11 Recurso das decisões administrativas
	7.12 Justificação administrativa
	Referências:foi revogado pela EC 103/19. 
A princípio, não seria mais possível que a contribuição patronal incidente sobre a folha de salários 
fosse substituída pela contribuição sobre a receita ou faturamento (desoneração da folha de 
pagamento).
Contudo, ela foi prorrogada para o ano de 2021 (Lei 14.020/2020) e, em seguida, até 2023 (Lei 
14.288, de 31/12/2021).
§ 14. O segurado somente terá reconhecida como tempo de contribuição ao Regime Geral de 
Previdência Social a competência cuja contribuição seja igual ou superior à contribuição mínima 
mensal exigida para sua categoria, assegurado o agrupamento de contribuições.
Este parágrafo foi introduzido pela EC 103/19 e impõe que para a contagem do mês como tempo de 
contribuição, o salário de contribuição mínimo mensal seja o mínimo estabelecido para a categoria 
do segurado, podendo agrupar contribuições de vários meses até atingir o mínimo e contar como 
um mês.
Direito Previdenciário | 11
3 Legislação, competência, regimes
Saúde Ministéiro da Saúde/SUS
Lei 8.080/90 (LOS)
Previdência Social Ministério da Fazenda/SRFB – custeio – Lei 8.212/91
Ministério da Previdência Social/INSS – benefícios – Lei 8.213/91
Decreto 3.048/99 – Regulamento da Previdência Social - RPS
Assistência Social Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome
Lei 8.742/93 (LOAS)
Decreto 6.214/07 - BPC
Lei 13.146/2015 e Lei 14.176/2021 – Auxílio inclusão
INSS – Instituto Nacional do Seguro Social
Autarquia federal que tem por atribuição gerir, acompanhar e avaliar a concessão e manutenção dos 
benefícios do RGPS e da assistência social.
ASSISTÊNCIA SOCIAL
Lei 8.742/93 (alterada pela Lei 13.982, de 2/4/20) e Decreto 6.214/07
O benefício de Prestação Continuada da Assistência Social – BPC/LOAS consiste no pagamento de 1 
(um) salário mínimo mensal a pessoas com 65 anos ou mais de idade e a pessoas com deficiência 
incapacitante para a vida independente e para o trabalho, onde em ambos os casos a renda per 
capita familiar seja igual ou inferior a ¼ do salário mínimo.
O Benefício é gerido pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate 
à Fome, a quem compete sua gestão, acompanhamento e avaliação e, ao Instituto Nacional do Se-
guro Social (INSS) a sua operacionalização.
Os recursos para custeio do BPC provêm do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS).
São consideradas membros da família, para o cálculo da renda per capita, as pessoas que vivem sob 
o mesmo teto com o mesmo parentesco dos dependentes descritos na Lei 8.213/91, artigo 16, ou 
seja, conjunto de pessoas composto pelo requerente, o cônjuge, o companheiro, a companheira, os 
pais e, na ausência de um deles, a madrasta ou o padrasto, os irmãos solteiros, os filhos e enteados 
solteiros e os menores tutelados.
Entram no cálculo da renda mensal bruta familiar: a soma dos rendimentos brutos auferidos mensal-
mente pelos membros da família composta por salários, proventos, pensões, pensões alimentícias, 
benefícios de previdência pública (exceto se o valor for de até 1 salário mínimo) ou privada, seguro-
-desemprego, comissões, pró-labore, outros rendimentos do trabalho não assalariado, rendimentos 
do mercado informal ou autônomo, rendimentos auferidos do patrimônio e Renda Mensal Vitalícia.
O valor do Benefício de Prestação Continuada concedido a idoso ou pessoa com deficiência não será 
computado no cálculo da renda mensal bruta familiar para fins de concessão do Benefício de Pres-
tação Continuada a outro idoso ou pessoa com deficiência da mesma família.
12 | Direito Previdenciário
Não entram no cálculo da renda mensal bruta familiar: benefícios e auxílios assistenciais de natureza 
eventual e temporária, bolsas de estágio curricular, rendas de natureza eventual ou sazonal, remu-
neração da pessoa com deficiência na condição de aprendiz, benefício previdenciário no valor de 
até 1 salário mínimo.
A acumulação do benefício com a remuneração advinda do contrato de aprendizagem pela pessoa 
com deficiência está limitada ao prazo máximo de dois anos.
O Benefício de Prestação Continuada deverá ser revisto a cada dois anos.
O Benefício de Prestação Continuada não está sujeito a desconto de qualquer contribuição e não 
gera direito ao pagamento de abono anual, é intransferível, não gerando direito à pensão por morte 
aos herdeiros ou sucessores.
Do indeferimento do benefício caberá recurso à Junta de Recursos do Conselho de Recursos da Pre-
vidência Social, no prazo de trinta dias, a contar do recebimento da comunicação.
Os beneficiários e suas famílias deverão ser cadastrados no Cadastro Único para Programas Sociais 
do Governo Federal – CadÚnico.
O Benefício de Prestação Continuada será suspenso em caráter especial quando a pessoa com de-
ficiência exercer atividade remunerada, inclusive na condição de microempreendedor individual, 
mediante comprovação da relação trabalhista ou da atividade empreendedora. O pagamento do 
benefício suspenso será restabelecido mediante requerimento do interessado que comprove a ex-
tinção da relação trabalhista ou da atividade empreendedora, e, quando for o caso, o encerramento 
do prazo de pagamento do seguro-desemprego, sem que tenha o beneficiário adquirido direito a 
qualquer benefício no âmbito da Previdência Social. 
PREVIDÊNCIA SOCIAL
A Previdência Social é o seguro social para a pessoa que contribui. É uma instituição pública que 
tem como objetivo reconhecer e conceder direitos aos seus segurados. A renda transferida pela 
Previdência Social é utilizada para substituir a renda do trabalhador contribuinte, quando ele perde 
a capacidade de trabalho, seja por incapacidade temporária ou permanente, idade avançada, de-
semprego involuntário, maternidade, morte e prisão.
A contribuição é calculada sobre o teto previdenciário e o valor dos benefícios também está limitado 
ao mesmo teto.
REGIME PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL – RPPS (CF88, art. 40)
Art. 40. O regime próprio de previdência social dos servidores titulares de cargos efetivos terá 
caráter contributivo e solidário, mediante contribuição do respectivo ente federativo, de servidores 
ativos, de aposentados e de pensionistas, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro 
e atuarial. [...]
Tem que garantir, no mínimo, aposentadoria e pensão.
file:///E:\Miriam\RFB\art_40_.htm
Direito Previdenciário | 13
REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL – RGPS (CF88, art. 201)
Art. 201. A previdência social será organizada sob a forma do Regime Geral de Previdência Social, de 
caráter contributivo e de filiação obrigatória, observados critérios que preservem o equilíbrio finan-
ceiro e atuarial, e atenderá, na forma da lei, a: 
I - cobertura dos eventos de incapacidade temporária ou permanente para o trabalho e idade avan-
çada;
II - proteção à maternidade, especialmente à gestante;
III - proteção ao trabalhador em situação de desemprego involuntário;
IV - salário-família e auxílio-reclusão para os dependentes dos segurados de baixa renda;
V - pensão por morte do segurado, homem ou mulher, ao cônjuge ou companheiro e dependentes, 
observado o disposto no § 2º.
§ 1º É vedada a adoção de requisitos ou critérios diferenciados para concessão de benefícios, ressal-
vada, nos termos de lei complementar, a possibilidade de previsão de idade e tempo de contribuição 
distintos da regra geral para concessão de aposentadoria exclusivamente em favor dos segurados:
I – com deficiência, previamente submetidos a avaliação biopsicossocial realizada por equipe multi-
profissional e interdisciplinar;
II – cujas atividades sejam exercidas com efetiva exposição a agentes químicos, físicos e biológicos 
prejudiciais à saúde, ou associação desses agentes, vedada a caracterização por categoria profissio-
nal ou ocupação.
Este parágrafo impõe que os únicos motivos para a concessão de aposentadorias pelo RGPS 
com idades e tempos de contribuição inferiores aos demais segurados são a deficiência e o 
trabalho com exposição a agentes nocivos.§ 2º Nenhum benefício que substitua o salário de contribuição ou o rendimento do trabalho do segu-
rado terá valor mensal inferior ao salário mínimo.
§ 3º Todos os salários de contribuição considerados para o cálculo de benefício serão devidamente 
atualizados, na forma da lei.
§ 4º É assegurado o reajustamento dos benefícios para preservar-lhes, em caráter permanente, o 
valor real, conforme critérios definidos em lei.
§ 5º É vedada a filiação ao regime geral de previdência social, na qualidade de segurado facultativo, 
de pessoa participante de regime próprio de previdência.
§ 6º A gratificação natalina dos aposentados e pensionistas terá por base o valor dos proventos do 
mês de dezembro de cada ano.
§ 7º É assegurada aposentadoria no regime geral de previdência social, nos termos da lei, obedeci-
das as seguintes condições:
I – 65 (sessenta e cinco) anos de idade, se homem, e 62 (sessenta e dois) anos de idade, se mulher, 
observado tempo mínimo de contribuição;
14 | Direito Previdenciário
II – 60 (sessenta) anos de idade, se homem, e 55 (cinquenta e cinco) anos de idade, se mulher, para os 
trabalhadores rurais e para os que exerçam suas atividades em regime de economia familiar, nestes 
incluídos o produtor rural, o garimpeiro e o pescador artesanal.
§ 8º O requisito de idade a que se refere o inciso I do § 7º será reduzido em 5 (cinco) anos, para o 
professor que comprove tempo de efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e 
no ensino fundamental e médio fixado em lei complementar.
§ 9º Para fins de aposentadoria, será assegurada a contagem recíproca do tempo de contribuição 
entre o Regime Geral de Previdência Social e os regimes próprios de previdência social, e destes entre 
si, observada a compensação financeira, de acordo com os critérios estabelecidos em lei.
§ 9º-A. O tempo de serviço militar exercido nas atividades de que tratam os arts. 42, 142 e 143 e o 
tempo de contribuição ao Regime Geral de Previdência Social ou a regime próprio de previdência 
social terão contagem recíproca para fins de inativação militar ou aposentadoria, e a compensação 
financeira será devida entre as receitas de contribuição referentes aos militares e as receitas de con-
tribuição aos demais regimes.
§ 10. Lei complementar poderá disciplinar a cobertura de benefícios não programados, inclusive os 
decorrentes de acidente do trabalho, a ser atendida concorrentemente pelo Regime Geral de Previ-
dência Social e pelo setor privado.
§ 11. Os ganhos habituais do empregado, a qualquer título, serão incorporados ao salário para efei-
to de contribuição previdenciária e consequente repercussão em benefícios, nos casos e na forma da 
lei.
§ 12. Lei instituirá sistema especial de inclusão previdenciária, com alíquotas diferenciadas, para 
atender aos trabalhadores de baixa renda, inclusive os que se encontram em situação de informa-
lidade, e àqueles sem renda própria que se dediquem exclusivamente ao trabalho doméstico no 
âmbito de sua residência, desde que pertencentes a famílias de baixa renda.
§ 13. A aposentadoria concedida ao segurado de que trata o § 12 terá valor de 1 (um) salário-míni-
mo.
§ 14. É vedada a contagem de tempo de contribuição fictício para efeito de concessão dos benefícios 
previdenciários e de contagem recíproca.
§ 15. Lei complementar estabelecerá vedações, regras e condições para a acumulação de benefícios 
previdenciários.
§ 16. Os empregados dos consórcios públicos, das empresas públicas, das sociedades de economia 
mista e das suas subsidiárias serão aposentados compulsoriamente, observado o cumprimento do 
tempo mínimo de contribuição, ao atingir a idade máxima de que trata o inciso II do § 1º do art. 40, 
na forma estabelecida em lei.
RGPS x RPPS – exclusão dos segurados do RPPS – Lei 8.213/91, art. 12. Caso o servidor público 
que pertença a RPPS exerça atividade abrangida pelo RGPS, é segurado obrigatório também 
do RGPS e terá direito às coberturas dos dois regimes.
Direito Previdenciário | 15
O RGPS oferece treze coberturas, sendo 11 benefícios (pagos em dinheiro) e 2 serviços, a saber:
Serviços
•	 Reabilitação profissional
•	 Serviço social
Benefícios
Estes 8 benefícios são oferecidos ao próprio segurado:
•	 Auxílio por incapacidade temporária
•	 Aposentadoria por incapacidade permanente
•	 Auxílio acidente
•	 Aposentadoria por tempo de contribuição (revogada pela EC 103/2019) – ainda possível para 
aqueles para os quais se aplicam as regras de transição
•	 Aposentadoria programada (por idade)
•	 Aposentadoria especial
•	 Salário família
•	 Salário maternidade
Estes 2 benefícios são oferecidos aos dependentes do segurado:
•	 Pensão por morte
•	 Auxílio reclusão
Segurados e dependentes fazem jus ao abono anual (equivalente ao 13º salário). 
PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR (CF88, art. 202)
Art. 202. O regime de previdência privada, de caráter complementar e organizado de forma autôno-
ma em relação ao regime geral de previdência social, será facultativo, baseado na constituição de 
reservas que garantam o benefício contratado, e regulado por lei complementar. [...]
LC 109/01 e LC 108/01.
Como se vê, são características da previdência complementar:
•	 Autônomo em relação à previdência oficial
•	 Filiação facultativa
•	 Para financiamento da aposentadoria programada o regime financeiro deve ser de capitali-
zação.
Highlight
16 | Direito Previdenciário
Previdência complementar aberta Previdência complementar fechada
Disponível a qualquer pessoa.
Planos instituídos por entidades abertas 
de previdência complementar. Pode ser 
patrocinado.
Ex. BB previdência, PGBL
Trabalhadores de uma empresa ou que pertencem a 
uma categoria de profissionais.
Instituído ou patrocinado.
Ex EFPC: Forluz, Previ, Desban, Funpresp, OAB - prev
Formas de recebimento/transferência dos recursos.
•	 Resgate – das contribuições vertidas pelo participante para o plano.
•	 Portabilidade – levar o direito acumulado para outro plano
•	 Benefício proporcional diferido – benefício proporcional ao tempo contribuitivo a ser conce-
dido quando cumpridos os requisitos de elegibilidade.
•	 Auto patrocínio – faculdade de o participante manter-se vinculado ao plano contribuindo 
com a sua parte e a do patrocinador (se houver), fazendo jus ao benefício pleno quando 
cumpridos os requisitos de elegibilidade.
LC 108/01 – Para planos patrocinados por órgãos do poder público, empresas públicas e sociedades 
de economia mista, a contribuição do patrocinador é, no máximo, igual à do participante.
Previdência Complementar do Servidor Público Concursado 
CR/88:
Art. 40 [...]
§ 14. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão, por lei de iniciativa do 
respectivo Poder Executivo, regime de previdência complementar para servidores públicos ocupantes 
de cargo efetivo, observado o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social 
para o valor das aposentadorias e das pensões em regime próprio de previdência social, ressalvado 
o disposto no § 16. 
Criada pelo ente federado a previdência complementar para seus servidores, os benefícios do RPPS 
estarão limitados ao mesmo teto do RGPS.
RPPS – União e Funpresp 
Os servidores públicos concursados, ocupantes de cargo efetivo na União – administração direta, 
autarquia ou fundação pública – pertencem ao RPPS da União.
Para os que tomaram posse até dez/2003, a contribuição é calculada sobre a remuneração bruta e 
para o cálculo do valor dos benefícios, há paridade e integralidade.
Já os que tomaram posse entre jan/2004 e jan/2013, a contribuição também é calculada sobre a 
remuneração bruta, contudo, o benefício é calculado pela média das remunerações, sem teto, e o 
reajuste ocorre em janeiro pelo INPC acumulado do período.
Direito Previdenciário | 17
Quanto aos servidores que tomaram posse a partir de fev/2013, para fins de contribuição, aplica-se 
o mesmo teto do RGPS.
Assim, ao conceder os benefícios, será garantido ao servidor, pelo RPPS, ovalor também limitado 
ao teto.
De forma complementar, pode o servidor público contribuir, se quiser, para o fundo de previdência 
complementar fechado, criado especialmente para ele.
No caso da União, tal fundo é o Funpresp, instituído pela Lei 12.618/2012. Definido o valor de contri-
buição do participante (servidor optante), a União garante a contribuição no mesmo montante para 
a constituição da reserva matemática do fundo.
Ao se tornar elegível, o servidor receberá uma aposentadoria do RPPS no valor máximo do teto pre-
videnciário, calculada segundo as regras de concessão de benefícios estabelecida em lei, e um valor 
adicional, que será pago pelo Funpresp, calculado em função do montante acumulado durante o 
período de contribuição e conforme opção de recebimento do participante.
Outros fundos de previdência complementar de servidores públicos:
• MG – Prevcom-MG – jan/2014
• SP – Prevcom – jan/2013
• RJ – RJPrev – set/2013
• Prefeitura de SP – 28/12/18 – gerido pela Prevcom
• DF – Previcom – mar/2019
• ES – Preves – set/2013
18 | Direito Previdenciário
4 Conceito previdenciário de empresa 
e empregador doméstico
A Lei 8.212/91, no artigo 15, traz os conceitos de empresa e de empregador doméstico, no âmbito 
previdenciário:
Art. 15. Considera-se:
I - empresa - a firma individual ou sociedade que assume o risco de atividade econômica urbana ou 
rural, com fins lucrativos ou não, bem como os órgãos e entidades da administração pública direta, 
indireta e fundacional;
II - empregador doméstico - a pessoa ou família que admite a seu serviço, sem finalidade lucrativa, 
empregado doméstico.
Parágrafo único. Equiparam-se a empresa, para os efeitos desta Lei, o contribuinte individual e a 
pessoa física na condição de proprietário ou dono de obra de construção civil, em relação a segurado 
que lhe presta serviço, bem como a cooperativa, a associação ou a entidade de qualquer natureza ou 
finalidade, a missão diplomática e a repartição consular de carreira estrangeiras. 
Assim, consideram-se empresa:
- a firma individual;
- a sociedade que assume o risco de atividade econômica urbana ou rural, com fins lucrativos ou 
não;
- os órgãos e entidades da administração pública direta, indireta e fundacional.
Equiparam-se a empresa:
- o contribuinte individual em relação a segurado que lhe presta serviço;
- a pessoa física ou dono de obra de construção civil em relação a segurado que lhe presta serviço;
- o operador portuário e o órgão gestor de mão de obra;
- a cooperativa;
- a associação ou entidade de qualquer natureza ou finalidade;
- a missão diplomática e a repartição consular de carreira estrangeiras.
Em resumo, para a previdência social existem somente dois tipos de empregadores: as “empresas” 
(no conceito previdenciário de empresa, o que inclui os equiparados) e os empregadores domésti-
cos (o serviço doméstico não gera receita para o seu empregador).
Todas as informações trabalhistas, previdenciárias e tributárias deverão ser prestadas pelas empre-
sas e equiparados no eSocial.
Direito Previdenciário | 19
Os declarantes pessoa jurídica são identificados pelo seu CNPJ – Cadastro Nacional de Pessoas Jurí-
dicas. 
As pessoas físicas que exercem atividade econômica devem se cadastrar no CAEPF – Cadastro de 
Atividades Econômicas da Pessoa Física (vinculado ao seu CPF – Cadastro de Pessoas Físicas).
As obras de construção civil devem ser cadastradas no CNO – Cadastro Nacional de Obras (vinculado 
ao um CPF ou CNPJ).
20 | Direito Previdenciário
5 Segurados da previdência social
1. SEGURADOS OBRIGATÓRIOS – Lei 8.212/91, art. 12; RPS, art. 9º (com atualizações do Decreto 
10.410/20).
Trabalhadores urbanos e rurais que exercem atividade remunerada (a partir de 16 anos)
Sobre a idade mínima, onde se lê 14 (quatorze anos) na Lei 8.212/91, deve-se ler 16 (dezes-
seis) anos, pois esta é a atual idade mínima, prevista na Constituição Federal após a Emenda 
nº 20/98, para que alguém possa ingressar no mercado de trabalho (exceto na condição de 
menor aprendiz, em que tal limite é de 14 anos) Além disso, a LC 150/2015 estabeleceu a ida-
de mínima de 18 anos para empregados domésticos.
I – EMPREGADO (RPS, art. 9º, I)
Aqueles contratados por empresas urbanas ou rurais para prestar serviços em caráter não eventual, 
sob subordinação e mediante remuneração.
Pressupostos: pessoa física (pessoalidade), trabalhando para uma empresa (no conceito 
previdenciário de empresa), não eventualidade, subordinação e onerosidade.
Não eventualidade - relaciona-se com a natureza do serviço (e não com a frequência) - entende-se 
por serviço prestado em caráter não eventual aquele relacionado direta ou indiretamente com as 
atividades normais da empresa (RPS, art. 9º, §4º).
Subordinação - Subordinação jurídica - o direito do empregador de dirigir e fiscalizar a prestação do 
trabalho e dispor dos serviços contratados como melhor lhe aprouver.
Também é considerado segurado empregado o aprendiz, com idade entre 14 e 24 anos, sujeito à 
formação profissional metódica do ofício em que exerça seu trabalho.
Alíneas do inciso I do artigo 9º do RPS:
a) aquele que presta serviço de natureza urbana ou rural a empresa, em caráter não eventual, sob 
sua subordinação e mediante remuneração, inclusive como diretor empregado;
b) aquele que, contratado por empresa de trabalho temporário, na forma prevista em legislação 
específica, por prazo não superior a cento e oitenta dias, consecutivos ou não, prorrogável por 
até noventa dias, presta serviço para atender a necessidade transitória de substituição de pessoal 
regular e permanente ou a acréscimo extraordinário de serviço de outras empresas;
c) o brasileiro ou o estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil para trabalhar como empregado 
no exterior, em sucursal ou agência de empresa constituída sob as leis brasileiras e que tenha 
sede e administração no País;
d) o brasileiro ou o estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil para trabalhar como empregado 
em empresa domiciliada no exterior com maioria do capital votante pertencente a empresa 
Highlight
Direito Previdenciário | 21
constituída sob as leis brasileiras, que tenha sede e administração no País e cujo controle efetivo 
esteja em caráter permanente sob a titularidade direta ou indireta de pessoas físicas domiciliadas 
e residentes no País ou de entidade de direito público interno;
e) aquele que presta serviço no Brasil a missão diplomática ou a repartição consular de carreira es-
trangeira e a órgãos a elas subordinados, ou a membros dessas missões e repartições, excluídos 
o não-brasileiro sem residência permanente no Brasil e o brasileiro amparado pela legislação 
previdenciária do país da respectiva missão diplomática ou repartição consular;
NOTA: diferentemente da alínea anterior, neste caso o brasileiro e o estrangeiro são contratados 
por outro país, mas prestam serviços no Brasil, ficando excluídos (1) o estrangeiro sem residência 
permanente no Brasil e (2) o brasileiro amparado por regime próprio de previdência do país con-
tratante.
f) o brasileiro civil que trabalha para a União no exterior, em organismos oficiais internacionais dos 
quais o Brasil seja membro efetivo, ainda que lá domiciliado e contratado, salvo se amparado por 
regime próprio de previdência social;
g) o brasileiro civil que presta serviços à União no exterior, em repartições governamentais bra-
sileiras, lá domiciliado e contratado, inclusive o auxiliar local de que tratam os arts. 56 e 57 da 
Lei 11.440, de 29 de dezembro de 2006, este desde que, em razão de proibição legal, não possa 
filiar-se ao sistema previdenciário local;
h) o bolsista e o estagiário que prestam serviços a empresa, em desacordo com a Lei no 11.788, de 
25 de setembro de 2008; 
i) o servidor da União, Estado, Distrito Federal ou Município, incluídas suas autarquias e fundações, 
ocupante, exclusivamente, de cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exonera-
ção;j) o servidor do Estado, Distrito Federal ou Município, bem como o das respectivas autarquias e fun-
dações, ocupante de cargo efetivo, desde que, nessa qualidade, não esteja amparado por regime 
próprio de previdência social;
l) o servidor contratado pela União, Estado, Distrito Federal ou Município, bem como pelas respec-
tivas autarquias e fundações, por tempo determinado, para atender a necessidade temporária de 
excepcional interesse público, nos termos do inciso IX do art. 37 da Constituição Federal; 
m) o servidor da União, Estado, Distrito Federal ou Município, incluídas suas autarquias e funda-
ções, ocupante de emprego público;
n) revogado;
o) o escrevente e o auxiliar contratados por titular de serviços notariais e de registro a partir de 21 
de novembro de 1994, bem como aquele que optou pelo Regime Geral de Previdência Social, em 
conformidade com a Lei nº 8.935, de 18 de novembro de 1994;
p) aquele em exercício de mandato eletivo federal, estadual, distrital ou municipal, desde que não 
seja vinculado a regime próprio de previdência social;
q) o empregado de organismo oficial internacional ou estrangeiro em funcionamento no Brasil, sal-
vo quando coberto por regime próprio de previdência social;
r) o trabalhador rural contratado por produtor rural pessoa física, na forma do art. 14-A da Lei no 
file:///C:\Users\miria\Documents\PUC\Direito\Pos%20Tributario\paginas\22\Consti.htm
file:///C:\Users\miria\Documents\PUC\Direito\Pos%20Tributario\paginas\42\1994\8935.htm
22 | Direito Previdenciário
5.889, de 8 de junho de 1973, para o exercício de atividades de natureza temporária por prazo 
não superior a dois meses dentro do período de um ano.
A MP 410, de 28/12/07, convertida na Lei 11.718, de 20/06/08, acrescentou o art. 14-A à Lei 
5.889, de 08/06/73, dispondo sobre o contrato de trabalhador rural por pequeno prazo, nor-
mas de sua filiação e inscrição.
s) aquele contratado como trabalhador intermitente para a prestação de serviços, com subordinação, 
de forma não contínua, com alternância de períodos de prestação de serviços e de inatividade, 
em conformidade com o disposto no § 3º do art. 443 da Consolidação das Leis do Trabalho, 
aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943.
II – EMPREGADO DOMÉSTICO (RPS, art. 9º, II)
Aquele que presta serviço de forma contínua, subordinada, onerosa e pessoal a pessoa ou família, 
no âmbito residencial desta, em atividade sem fins lucrativos, por mais de dois dias por semana.
III – CONTRIBUINTE INDIVIDUAL (autônomo, empresário) (RPS, art. 9º, V)
Trabalhadores que exercem atividades por conta própria ou prestam serviços a empresa sem relação 
de emprego.
Alíneas do inciso V do artigo 9º do RPS.
a) a pessoa física, proprietária ou não, que explora atividade agropecuária, a qualquer título, em ca-
ráter permanente ou temporário, em área, contínua ou descontínua, superior a quatro módulos 
fiscais; ou, quando em área igual ou inferior a quatro módulos fiscais ou atividade pesqueira ou 
extrativista, com auxílio de empregados ou por intermédio de prepostos; ou ainda nas hipóteses 
dos §§ 8º e 23 deste artigo;
b) a pessoa física, proprietária ou não, que explora atividade de extração mineral - garimpo -, em 
caráter permanente ou temporário, diretamente ou por intermédio de prepostos, com ou sem o 
auxílio de empregados, utilizados a qualquer título, ainda que de forma não contínua;
c) o ministro de confissão religiosa e o membro de instituto de vida consagrada, de congregação ou 
de ordem religiosa;
d) o brasileiro civil que trabalha no exterior para organismo oficial internacional do qual o Brasil é 
membro efetivo, ainda que lá domiciliado e contratado, salvo quando coberto por regime próprio 
de previdência social;
NOTA: este brasileiro civil difere do citado na alínea “f” do inciso I do mesmo artigo (que é consi-
derado empregado) pelo simples fato de não prestar serviços para a União, mas para os citados 
organismos internacionais do qual o Brasil seja membro efetivo (Ex. ONU). Deixará, no entanto, de 
ser segurado do RGPS, caso esteja amparado por regime próprio de previdência social.
Direito Previdenciário | 23
e) desde que receba remuneração decorrente de trabalho na empresa:
1. o empresário individual e o titular de empresa individual de responsabilidade limitada, ur-
bana ou rural;
2. o diretor não empregado e o membro de conselho de administração de sociedade anônima;
3. o sócio de sociedade em nome coletivo; e
4. o sócio solidário, o sócio gerente, o sócio cotista e o administrador, quanto a este último, 
quando não for empregado em sociedade limitada, urbana ou rural;
f) revogado;
g) revogado;
h) revogado;
i) o associado eleito para cargo de direção em cooperativa, associação ou entidade de qualquer 
natureza ou finalidade, bem como o síndico ou administrador eleito para exercer atividade de 
direção condominial, desde que recebam remuneração;
j) quem presta serviço de natureza urbana ou rural, em caráter eventual, a uma ou mais empresas, 
sem relação de emprego;
l) a pessoa física que exerce, por conta própria, atividade econômica de natureza urbana, com fins 
lucrativos ou não;
m) o aposentado de qualquer regime previdenciário nomeado magistrado da Justiça Eleitoral, na 
forma dos incisos II do art. 119 ou III do §1º do art. 120 da Constituição Federal;
n) o cooperado de cooperativa de produção que, nesta condição, presta serviço à sociedade coope-
rativa mediante remuneração ajustada ao trabalho executado;
o) revogado;
p) o Micro Empreendedor Individual - MEI de que tratam os arts. 18-A e 18-C da Lei Complementar 
nº 123, de 14 de dezembro de 2006, que opte pelo recolhimento dos impostos e contribuições 
abrangidos pelo Simples Nacional em valores fixos mensais.
q) o médico participante do Projeto Mais Médicos para o Brasil, instituído pela Lei nº 12.871, de 
22 de outubro de 2013, exceto na hipótese de cobertura securitária específica estabelecida por 
organismo internacional ou filiação a regime de seguridade social em seu país de origem, com o 
qual a República Federativa do Brasil mantenha acordo de seguridade social;
r) o médico em curso de formação no âmbito do Programa Médicos pelo Brasil, instituído pela Lei 
nº 13.958, de 18 de dezembro de 2019.
São, portanto, características do contribuinte individual (autônomo):
- a pessoalidade na prestação dos serviços;
- a profissionalidade;
- a assunção de riscos;
- a independência.
file:///C:\Users\miria\Documents\PUC\Direito\Pos%20Tributario\paginas\22\Consti.htm
http://www81.dataprev.gov.br/sislex/paginas/43/2006/123.htm
http://www81.dataprev.gov.br/sislex/paginas/43/2006/123.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12871.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12871.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/Lei/L13958.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/Lei/L13958.htm
24 | Direito Previdenciário
Segundo o Regulamento da Previdência Social (art. 9º, §15), enquadram-se como segurados contri-
buintes individuais, dentre outros:
1. aquele que trabalha como condutor autônomo de veículo rodoviário, inclusive como taxista ou 
motorista de transporte remunerado privado individual de passageiros, ou como operador de 
trator, máquina de terraplenagem, colheitadeira e assemelhados, sem vínculo empregatício;
2. aquele que exerce atividade de auxiliar de condutor autônomo de veículo rodoviário, em auto-
móvel cedido em regime de colaboração, nos termos da Lei nº 6.094, de 30 de agosto de 1974;
3. aquele que, pessoalmente, por conta própria e a seu risco, exerce pequena atividade comercial 
em via pública ou de porta em porta, como comerciante ambulante, nos termos da Lei nº 6.586, 
de 6 de novembro de 1978;
4. o trabalhador associado a cooperativa que, nessa qualidade, presta serviço a terceiros;
5. o membro de conselho fiscal em sociedade por ações (de acordo com o § 1º do art. 161 da Lei nº 
6.404/76,“o conselho fiscal será composto de, no mínimo, 3 (três) e, no máximo, 5 (cinco) mem-
bros, e suplentes em igual número, acionistas ou não, eleitos pela assembléia-geral.”);
6. aquele que presta serviço de natureza não contínua, por conta própria, a pessoa ou família, no 
âmbito residencial desta, em atividade sem fins lucrativos, até dois dias por semana (“diarista”);
7. o notário ou tabelião e o oficial de registros ou registrador, titular de cartório, que detêm a de-
legação do exercício da atividade notarial e de registro, não remunerados pelos cofres públicos, 
admitidos a partir de 21 de novembro de 1994;
8. aquele que, na condição de pequeno feirante, compra para revenda produtos hortifrutigranjeiros 
ou assemelhados;
9. a pessoa física que edifica obra de construção civil;
10. o médico-residente de que trata a Lei nº 6.932, de 7 de julho de 1981, com as alterações da Lei 
nº 8.138, de 28 de dezembro de 1990.
11. o pescador que trabalha em regime de parceria, meação ou arrendamento, em embarcação de 
médio ou grande porte, nos termos da Lei nº 11.959, de 2009;
12. o incorporador de que trata o art. 29 da Lei nº 4.591, de 16 de dezembro de 1964;
13. o bolsista da Fundação Habitacional do Exército contratado em conformidade com a Lei nº 6.855, 
de 18 de novembro de 1980; 
14. o árbitro e seus auxiliares que atuam em conformidade com a Lei nº 9.615, de 24 de março de 
1998;
15. o membro de conselho tutelar de que trata o art. 132 da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, 
quando remunerado;
16. o interventor, o liquidante, o administrador especial e o diretor fiscal de instituição financeira, 
empresa ou entidade referida no § 6º do art. 201;
17. o transportador autônomo de cargas e o transportador autônomo de cargas auxiliar, nos termos 
do disposto na Lei nº 11.442, de 5 de janeiro de 2007; 
18. o repentista de que trata a Lei nº 12.198, de 14 de janeiro de 2010, desde que não se enquadre 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11442.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12189.htm
Direito Previdenciário | 25
na condição de empregado, prevista no inciso I do caput, em relação à referida atividade; e
19. o artesão de que trata a Lei nº 13.180, de 22 de outubro de 2015, desde que não se enquadre em 
outras categorias de segurado obrigatório do RGPS em relação à referida atividade.
IV – TRABALHADOR AVULSO (RPS, art. 9º, VI)
Trabalha para empresa, sem vínculo empregatício. A contratação é feita por órgão gestor de mão de 
obra – OGMO ou sindicato da categoria.
Aquele que:
a) sindicalizado ou não, preste serviço de natureza urbana ou rural a diversas empresas, ou equipa-
rados, sem vínculo empregatício, com intermediação obrigatória do órgão gestor de mão de obra, 
nos termos do disposto na Lei nº 12.815, de 5 de junho de 2013, ou do sindicato da categoria, 
assim considerados:
1. o trabalhador que exerça atividade portuária de capatazia, estiva, conferência e conserto de 
carga e vigilância de embarcação e bloco;
2. o trabalhador de estiva de mercadorias de qualquer natureza, inclusive carvão e minério;
3. o trabalhador em alvarenga (embarcação para carga e descarga de navios);
4. o amarrador de embarcação;
5. o ensacador de café, cacau, sal e similares;
6. o trabalhador na indústria de extração de sal;
7. o carregador de bagagem em porto;
8. o prático de barra em porto;
9. o guindasteiro; e
10. o classificador, o movimentador e o empacotador de mercadorias em portos; e
b) exerça atividade de movimentação de mercadorias em geral, nos termos do disposto na Lei nº 
12.023, de 27 de agosto de 2009, em áreas urbanas ou rurais, sem vínculo empregatício, com 
intermediação obrigatória do sindicato da categoria, por meio de acordo ou convenção coletiva 
de trabalho, nas atividades de:
1. cargas e descargas de mercadorias a granel e ensacados, costura, pesagem, embalagem, 
enlonamento, ensaque, arrasto, posicionamento, acomodação, reordenamento, reparação 
de carga, amostragem, arrumação, remoção, classificação, empilhamento, transporte com 
empilhadeiras, paletização, ova e desova de vagões, carga e descarga em feiras livres e abas-
tecimento de lenha em secadores e caldeiras;
2. operação de equipamentos de carga e descarga; e
3. pré-limpeza e limpeza em locais necessários às operações ou à sua continuidade.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13180.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12023.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12023.htm
26 | Direito Previdenciário
V – SEGURADO ESPECIAL (RPS, art. 9º, VII)
Pessoa física residente no imóvel rural ou em aglomerado urbano ou rural próximo a ele que, indi-
vidualmente ou em regime de economia familiar, ainda que com o auxílio eventual de terceiros a 
título de mútua colaboração, na condição de: 
a) produtor, seja proprietário, usufrutuário, possuidor, assentado, parceiro ou meeiro outorgados, 
comodatário ou arrendatário rurais, que explore atividade: 
1. agropecuária em área de até 4 (quatro) módulos fiscais; ou 
2. de seringueiro ou extrativista vegetal que exerça suas atividades nos termos do inciso XII do 
caput do art. 2º da Lei no 9.985, de 18 de julho de 2000, e faça dessas atividades o principal 
meio de vida; 
b) pescador artesanal ou a este assemelhado, que faça da pesca profissão habitual ou principal meio 
de vida, desde que não utilize embarcação ou utilize embarcação de pequeno porte, nos termos 
da Lei 11.959, de 29/6/09 (RPS, art. 9º, §14, com a redação dada pelo Decreto 8.424/15).
A Lei 11.959/09, no art. 10, §1º, I, define o que é embarcação de pequeno porte: quando pos-
sui arqueação bruta - AB igual ou menor que 20 (vinte).
Assemelham-se ao pescador o mariscador, o caranguejeiro, o eviscerador (limpador de pescado), o 
observador de cardumes, o pescador de tartarugas, o catador de algas.
Considera-se assemelhado ao pescador artesanal aquele que realiza atividade de apoio à pesca ar-
tesanal, exercendo trabalhos de confecção e de reparos de artes e petrechos de pesca e de reparos 
em embarcações de pequeno porte ou atuando no processamento do produto da pesca artesanal.
c) cônjuge ou companheiro, bem como filho maior de dezesseis anos de idade ou a este equiparado, 
do segurado de que tratam as alíneas “a” e “b” deste inciso, que, comprovadamente, tenham 
participação ativa nas atividades rurais do grupo familiar. 
A Lei 11.718, de 23/6/08, incluiu os parágrafos 7º a 13 no artigo 12 da Lei 8.212/91 (o Decreto nº 
6.722, de 30/12/2008, alterou a redação do §8º e incluiu os parágrafos 18 a 25 no artigo 9º do RPS).
Resumindo, atualmente, o segurado especial pode:
• exercer atividade remunerada, não superior a cento e vinte dias, corridos ou intercalados, no ano 
civil;
• utilizar de empregado, à razão de, no máximo, cento e vinte pessoas dia dentro do ano civil, em 
períodos corridos ou intercalados ou, ainda, por tempo equivalente em horas de trabalho, à razão 
de oito horas/dia e quarenta e quatro horas/semana;
Direito Previdenciário | 27
• explorar a propriedade rural para turismo, inclusive com hospedagem, por não mais de cento e 
vinte dias ao ano;
• exercer atividade artesanal (com matéria prima adquirida) ou artística desde que a renda mensal 
obtida na atividade não exceda um salário-mínimo. Se a atividade artesanal for realizada com matéria 
prima própria, não há limite para a renda mensal com esta atividade.
Não descaracteriza a condição de segurado especial:
- a associação a cooperativa agropecuária ou de crédito rural;
- a incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI sobre o produto das atividades 
desenvolvidas nos termos do disposto no inciso VIII; e
- a participação do segurado especial em sociedade empresária ou em sociedade simples ou a sua 
atuação como empresário individual ou como titular de empresa individual de responsabilidade 
limitada de objeto ou âmbito agrícola, agroindustrialou agroturístico, considerada microempresa 
nos termos do disposto na Lei Complementar nº 123, de 2006, desde que, mantido o exercício da 
sua atividade rural na forma prevista no inciso VII do caput e no § 5º, a pessoa jurídica seja composta 
apenas por segurados especiais e sediada no mesmo Município ou em Município limítrofe àquele 
em que ao menos um deles desenvolva as suas atividades.
Lei 13.846/2019:
Art. 38-A O Ministério da Economia manterá sistema de cadastro dos segurados especiais no 
Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), observado o disposto nos §§ 4º e 5º do art. 
17 desta Lei, e poderá firmar acordo de cooperação com o Ministério da Agricultura, Pecuária e 
Abastecimento e com outros órgãos da administração pública federal, estadual, distrital e municipal 
para a manutenção e a gestão do sistema de cadastro. 
§ 1º O sistema de que trata o caput deste artigo preverá a manutenção e a atualização anual do 
cadastro e conterá as informações necessárias à caracterização da condição de segurado especial, 
nos termos do disposto no regulamento. 
[...]
§ 4º A atualização anual de que trata o § 1º deste artigo será feita até 30 de junho do ano subsequente.
§ 5º É vedada a atualização de que trata o § 1º deste artigo após o prazo de 5 (cinco) anos, contado 
da data estabelecida no § 4º deste artigo.
§ 6º Decorrido o prazo de 5 (cinco) anos de que trata o § 5º deste artigo, o segurado especial só 
poderá computar o período de trabalho rural se efetuados em época própria a comercialização da 
produção e o recolhimento da contribuição prevista no art. 25 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 
1991. 
Art. 38-B. O INSS utilizará as informações constantes do cadastro de que trata o art. 38-A para fins 
de comprovação do exercício da atividade e da condição do segurado especial e do respectivo grupo 
familiar. (Incluído pela Lei nº 13.134, de 2015)
§ 1º A partir de 1º de janeiro de 2023, a comprovação da condição e do exercício da atividade rural 
28 | Direito Previdenciário
do segurado especial ocorrerá, exclusivamente, pelas informações constantes do cadastro a que se 
refere o art. 38-A desta Lei. (Incluído pela Lei nº 13.846, de 2019)
§ 2º Para o período anterior a 1º de janeiro de 2023, o segurado especial comprovará o tempo 
de exercício da atividade rural por meio de autodeclaração ratificada por entidades públicas 
credenciadas, nos termos do art. 13 da Lei nº 12.188, de 11 de janeiro de 2010, e por outros órgãos 
públicos, na forma prevista no regulamento. (Incluído pela Lei nº 13.846, de 2019)
§ 3º Até 1º de janeiro de 2025, o cadastro de que trata o art. 38-A poderá ser realizado, atualizado e 
corrigido, sem prejuízo do prazo de que trata o § 1º deste artigo e da regra permanente prevista nos 
§§ 4º e 5º do art. 38-A desta Lei. (Incluído pela Lei nº 13.846, de 2019)
§ 4º Na hipótese de divergência de informações entre o cadastro e outras bases de dados, para fins 
de reconhecimento do direito ao benefício, o INSS poderá exigir a apresentação dos documentos 
referidos no art. 106 desta Lei. (Incluído pela Lei nº 13.846, de 2019)
§ 5º O cadastro e os prazos de que tratam este artigo e o art. 38-A desta Lei deverão ser amplamente 
divulgados por todos os meios de comunicação cabíveis para que todos os cidadãos tenham acesso 
à informação sobre a existência do referido cadastro e a obrigatoriedade de registro.
Vide art. 106 da Lei 8.213/91 e art. 19-D do RPS – comprovação de atividade rural.
Aquele que exerce, concomitantemente, mais de uma atividade remunerada sujeita ao Re-
gime Geral de Previdência Social - RGPS é obrigatoriamente filiado em relação a cada uma 
dessas atividades.
O aposentado pelo Regime Geral de Previdência Social - RGPS que estiver exercendo ou que 
voltar a exercer atividade abrangida por este Regime é segurado obrigatório em relação a essa 
atividade, ficando sujeito às contribuições de que trata a Lei 8.212/91, para fins de custeio da 
Seguridade Social. 
O vínculo empregatício mantido entre cônjuges ou companheiros não impede o reconheci-
mento da qualidade de segurado do empregado, excluído o doméstico, observado o disposto 
no art. 19-B (art. 9º, § 27). 
VI – SEGURADO FACULTATIVO – Lei 8.212/91, art. 14; RPS, art. 11.
Pessoa com mais de 16 anos de idade, que não recebe remuneração e opta por se filiar à previdência 
social. Somente poderá inscrever-se nesta condição aquele que não é segurado obrigatório.
Ex: dona de casa, estudante, desempregado, síndico que não recebe pró-labore (se recebe é CI), 
estagiário.
A CR/88 (art. 201, § 5º) excetua da possibilidade de filiar-se facultativamente a pessoa participante 
de regime próprio de previdência social.
É vedada a filiação facultativa ao RGPS de servidor público aposentado, qualquer que seja o regime 
de previdência social a que esteja vinculado. 
Direito Previdenciário | 29
Observe que o RPS dispõe que “o segurado facultativo somente poderá recolher contribuições em 
atraso quando não tiver ocorrido perda da qualidade de segurado, conforme o disposto no inciso VI 
do art. 13” – seis meses de período de graça.
É segurado facultativo o presidiário que não exerce atividade remunerada nem esteja vinculado a 
qualquer regime de previdência social. E também o segurado recolhido à prisão sob regime fechado 
ou semi-aberto, que, nesta condição, preste serviço, dentro ou fora da unidade penal, a uma ou mais 
empresas, com ou sem intermediação da organização carcerária ou entidade afim, ou que exerce 
atividade artesanal por conta própria.
FILIAÇÃO X INSCRIÇÃO – Lei 8.213/91, art. 17, RPS, art. 18.
Filiação - vínculo estabelecido com a previdência social, da qual decorre direitos e obrigações.
Automática: independentemente de formalização material (inscrição), quando exerce atividade re-
munerada sujeita à filiação obrigatória (RPS, art. 20).
Segurado facultativo: depende de inscrição e recolhimento da primeira contribuição (RPS, art. 11, 
§3º).
Inscrição – comprovação dos dados pessoais e elementos que caracterizam a condição de segurado 
(RPS, art. 18).
NIT – número de identificação do trabalhador (atribuído pelo INSS).
Como é feita:
Empregado: pelo empregador, por meio da formalização do contrato de trabalho e, a partir da obri-
gatoriedade do uso do Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Tra-
balhistas - eSocial, instituído pelo Decreto nº 8.373, de 11 de dezembro de 2014, ou do sistema que 
venha a substituí-lo, por meio do registro contratual eletrônico realizado nesse Sistema.
Com a CTPS digital, para o trabalhador, basta informar o CPF no momento da contração. Para o 
empregador, as informações prestadas no eSocial substituem as anotações que eram realizadas na 
CTPS física.
Trabalhador avulso: pelo cadastramento e pelo registro no órgão gestor de mão de obra, no caso de 
trabalhador portuário, ou no sindicato, no caso de trabalhador não portuário, e a partir da obrigato-
riedade do uso do eSocial, ou do sistema que venha a substituí-lo, por meio do cadastramento e do 
registro eletrônico realizado nesse Sistema.
Empregado doméstico: pelo empregador, por meio do registro contratual eletrônico realizado no 
eSocial.
Contribuinte individual:
a) por ato próprio, por meio do cadastramento de informações para identificação e reconhecimento 
da atividade, hipótese em que o Instituto Nacional do Seguro Social - INSS poderá solicitar a apre-
sentação de documento que comprove o exercício da atividade declarada;
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Decreto/D8373.htm
30 | Direito Previdenciário
b) pela cooperativa de trabalho ou pela pessoa jurídica a quem preste serviço, no caso de coopera-
dos ou contratados, respectivamente, se ainda não inscritos no RGPS; e
c) pelo MEI, por meio do sítio eletrônico do Portal do Empreendedor;
Segurado especial: preferencialmente, pelo titular do grupo familiar que se enquadre em uma das 
condições previstas

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