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RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 SEMANA 04 Caderno de Comentários RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 2 Sumário DIREITO PENAL: CAUSAS EXTINTIVAS DA PUNIBILIDADE .................................................................................. 3 LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL: LEI DE CRIMES HEDIONDOS............................................................................ 28 DIREITO PENAL: TEORIA GERAL DA PENA ....................................................................................................... 41 LEI DE INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO ........................................................................... 71 DIREITO CIVIL: DAS PESSOAS ........................................................................................................................... 91 DIREITO TRIBUTÁRIO: LIMITAÇÕES AO PODER DE TRIBUTAR ....................................................................... 118 MEDICINA LEGAL: PERÍCIAS E PERITOS E DOCUMENTOS MÉDICO-LEGAIS ................................................... 144 MEDICINA LEGAL: ANTROPOLOGIA FORENSE ............................................................................................... 164 www.masterconcursos.com RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 3 DIREITO PENAL: CAUSAS EXTINTIVAS DA PUNIBILIDADE 1 - 2022 - FGV - PC-AM - FGV - 2022 - PC-AM - Delegado de Polícia - Edital nº 01 No dia 13 de dezembro de 2021, Joaquim trafegava em seu veículo automotor, em via urbana, no Município de Manaus, com sinalização expressa de velocidade máxima de 40 km/h, por estar em área escolar. No entanto, violando seu dever de cuidado, fez o carro alcançar a marca de 80 km/h, vindo a atropelar motociclista que trafegava pela mesma via, que, em virtude das lesões sofridas, veio a falecer no local. Instaurada a devida investigação, enquanto se aguardava a elaboração das peças técnicas, surgiu a informação de que a escola havia sido desativada e que o local passou a ter nova velocidade limite, de 90 km/h, determinada por ato administrativo municipal. Diante dessa hipótese assinale a afirmativa correta. A-Não há alteração da situação jurídico-penal, pois não houve modificação do fim de proteção do tipo penal. B-Houve abolitio criminis, em razão da alteração ocorrida na norma integradora, acarretando extinção da punibilidade. C-Houve abolitio criminis, em razão da sucessão de normas convocadas pelos elementos normativos. D-Houve abolitio criminis, em razão da ocorrência de novatio legis administrativa, que favorece o agente. E-Não há alteração da situação jurídico-penal, em razão da incidência da regra do tempus regit actum. COMENTÁRIO Em breve síntese, o que é pretensão punitiva?Aa pretensão punitiva estatal traduz-se no direito de punir do estado. Este através de sua competência privativa exercida pela União – como ente federativo – autorizada pelo art. 22, inciso I da CR/88 legisla criando normas incriminadoras e não incriminadoras. Nesta situação há o atendimento do jus puniendi abstrato, quando da criação do preceito primário e do preceito secundário do tipo penal nascendo assim uma redação típica sujeita a subsunção de comportamentos humanos. Como bem aborda Renato Brasileiro de Lima, pretensão punitiva: “consiste no poder do Estado de exigir de quem comete um delito a submissão à sanção penal. Através da pretensão punitiva, o Estado- Administração procura tornar efetivo o ius puniendi, exigindo do autor do crime, que está obrigado a sujeitar-se à sanção penal, o cumprimento desta obrigação que consiste em sofrer as consequenciais do crime e se concretiza no dever de abster-se de qualquer resistência contra os órgãos estatais a que cumpre executar a pena. Porém, tal pretensão não poderá ser voluntariamente resolvida sem um processo, não podendo nem o Estado impor a RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 4 sanção penal, nem o infrator submeter-se à pena. Assim sendo, tal pretensão já nasce insatisfeita.” Por outro lado, quando do cometimento do injusto penal nasce para o estado o jus puniendi in concreto. Isto é, o Estado possui o direito de punir concretamento – por via instrumental – através da ação penal (sendo os legitimados ativos o Ministério Público seja o ofendido nas ações penais privadas) observando-se todos os princípios constitucionais expressos e implícitos além das diretrizes processuais penais. Ademais, não podemos perder de vistas a pretensão executória estatal incidente somente após o transito em julgado da sentença penal condenatória. Na ocasião, a sentença irá se transformar em título executivo concedendo a competência ao juiz da vara das execuções penais o direito de presidir tal execução, cumprindo a fiel determinação quando da sentença penal proferida em sede de processo de conhecimento. A questão apresentada não modifica a situação fático-juridica. Isso porque, a conduta tipificada do art. 302 do CTB não precisa de complementação neste sentido exposto pela quesito. Ora, em que pese o tipo ser norma penal em branco, sobretudo para identificar o que vem a ser “direção de veículo automotor”, na situação narrada a modificação dos quilômetros para aquém e a inativação da rede escolar não extingue a punibilidade do agente infrator tampouco constitui abolitio criminis. Portanto, o fato de ocorrer a ausência da ativação da rede escolar no momento da conduta não interfere na proteção do bem jurídico tutelado pela norma. E também em razão da incidência da regra do tempus regit actum. GABARITO: A 2 - 2022 - FGV - PC-AM - FGV - 2022 - PC-AM - Delegado de Polícia - Edital nº 01 Determinado agente foi imputado pela prática de crime de roubo, na forma simples. No curso da instrução, a partir do surgimento de novas provas, foi realizado o aditamento à denúncia, com inclusão de dois novos coautores, com a caracterização de concurso de agentes entre estes e o agente original. O recebimento do aditamento à denúncia A-sempre constitui marco interruptivo da pretensão punitiva e produz efeitos relativos a todos os acusados. B-sempre constitui marco interruptivo da pretensão punitiva, mas não produz efeitos relativos ao réu original. C-constitui, ressalvados os casos de cumprimento de pena e reincidência, marco interruptivo da pretensão punitiva, mas não produz efeitos relativos ao réu original. RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 5 D-constitui, ressalvados os casos de cumprimento de pena e reincidência, marco interruptivo da pretensão punitiva e produz efeitos relativos a todos os acusados. E-não produz efeitos no marco interruptivo da pretensão punitiva, posto já operados com a imputação original, a inclusão superveniente de novos imputados. COMENTÁRIO O aditamento à denúncia constitui-se em alteração formal da petição inicial acusatória onde o legitimado ad causam (MP para as ações penais públicas e o ofendido para as ações penais privadas) inclui novos integrantes no polo passivo bem como insere novas situações fático- jurídicas penais. Este aditamento pode ser feito no corpo da queixa-crime realizado pelo querelante nos termos do art. 46, §2° do CPP, bem como pelo Órgão Ministerial obedecendo o disposto do art. 384 do CPP (atente-se que esta hipótese ocorre na instrução processual penal já na fase avançada do processo concedendo a doutrina o nome de mutatio libelli). Além disso, quando da ocasião do oferecimento da denúncia e seu posterior recebimento pelo magistrado competente, esta – recebimento da denúncia - constitui-se em marco interruptivo do lapso prescricional por determinação do art. 117, I do CP. Muito se discutiu a respeito do recebimentohttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.826.htm#art18 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.826.htm#art18 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5 RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 32 Neste caso, o legislador ordinário estabeleceu prioridade na tramitação dos processos quando tratarem de crimes hediondos (Nestor Távora e Fabio Roque entendem que tal prioridade de tramitação devem alcançar também delitos equiparados a hediondo utilizando- se uma interpretação extensiva): Art. 394-A. Os processos que apurem a prática de crime hediondo terão prioridade de tramitação em todas as instâncias. (Incluído pela Lei nº 13.285, de 2016). GABARITO: E 3 - 2018 - CESPE - Polícia Federal - Delegado de Polícia Em cada item que se segue, é apresentada uma situação hipotética seguida de uma assertiva a ser julgada com relação a crime de tortura, crime hediondo, crime previdenciário e crime contra o idoso. Paula, proprietária de uma casa de prostituição, induziu e passou a explorar sexualmente duas garotas de quinze anos de idade. Nessa situação, o crime praticado por Paula é hediondo e, por isso, insuscetível de anistia, graça e indulto. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIO Trata-se de delito hediondo previsto no inciso VIII do art. 1° da lei n° 8072/90: Art. 1o São considerados hediondos os seguintes crimes, todos tipificados no Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal, consumados ou tentados: (Redação dada pela Lei nº 8.930, de 1994) (Vide Lei nº 7.210, de 1984) I - homicídio (art. 121), quando praticado em atividade típica de grupo de extermínio, ainda que cometido por um só agente, e homicídio qualificado (art. 121, § 2º, incisos I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII e IX); (Redação dada pela Lei nº 14.344, de 2022) Vigência I-A – lesão corporal dolosa de natureza gravíssima (art. 129, § 2o) e lesão corporal seguida de morte (art. 129, § 3o), quando praticadas contra autoridade ou agente descrito nos arts. 142 e 144 da Constituição Federal, integrantes do sistema prisional e da Força Nacional de Segurança Pública, no exercício da função ou em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13285.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8930.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8930.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L7210.htm#art9a http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2022/Lei/L14344.htm#art32 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2022/Lei/L14344.htm#art34 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art142 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art144 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art144 RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 33 decorrência dela, ou contra seu cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo até terceiro grau, em razão dessa condição; (Incluído pela Lei nº 13.142, de 2015) II - roubo: (Redação dada pela Lei nº 13.964, de 2019) a) circunstanciado pela restrição de liberdade da vítima (art. 157, § 2º, inciso V); (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) b) circunstanciado pelo emprego de arma de fogo (art. 157, § 2º-A, inciso I) ou pelo emprego de arma de fogo de uso proibido ou restrito (art. 157, § 2º-B); (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) c) qualificado pelo resultado lesão corporal grave ou morte (art. 157, § 3º); (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) III - extorsão qualificada pela restrição da liberdade da vítima, ocorrência de lesão corporal ou morte (art. 158, § 3º); (Redação dada pela Lei nº 13.964, de 2019) IV - extorsão mediante seqüestro e na forma qualificada (art. 159, caput, e §§ lo, 2o e 3o); (Inciso incluído pela Lei nº 8.930, de 1994) V - estupro (art. 213, caput e §§ 1o e 2o); (Redação dada pela Lei nº 12.015, de 2009) VI - estupro de vulnerável (art. 217-A, caput e §§ 1o, 2o, 3o e 4o); (Redação dada pela Lei nº 12.015, de 2009) VII - epidemia com resultado morte (art. 267, § 1o). (Inciso incluído pela Lei nº 8.930, de 1994) VII-A – (VETADO) (Inciso incluído pela Lei nº 9.695, de 1998) VII-B - falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais (art. 273, caput e § 1o, § 1o-A e § 1o-B, com a redação dada pela Lei no 9.677, de 2 de julho de 1998). (Inciso incluído pela Lei nº 9.695, de 1998) VIII - favorecimento da prostituição ou de outra forma de exploração sexual de criança ou adolescente ou de vulnerável (art. 218-B, caput, e §§ 1º e 2º). (Incluído pela Lei nº 12.978, de 2014) IX - furto qualificado pelo emprego de explosivo ou de artefato análogo que cause perigo comum (art. 155, § 4º-A). (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13142.htm#art3 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8930.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8930.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12015.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12015.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12015.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8930.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8930.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9695.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9695.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9677.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9677.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9677.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9677.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9695.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L12978.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L12978.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5 RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 34 Parágrafo único. Consideram-se também hediondos, tentados ou consumados: (Redação dada pela Lei nº 13.964, de 2019) I - o crime de genocídio, previsto nos arts. 1º, 2º e 3º da Lei nº 2.889, de 1º de outubro de 1956; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) II - o crime de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso proibido, previsto no art. 16 da Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) III - o crime de comércio ilegal de armas de fogo, previsto no art. 17 da Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) IV - o crime de tráfico internacional de arma de fogo, acessório ou munição, previsto noart. 18 da Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) V - o crime de organização criminosa, quando direcionado à prática de crime hediondo ou equiparado. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) GABARITO: CERTO 4 - 2018 - NUCEPE - PC-PI - Delegado de Polícia Acerca dos Crimes hediondos, marque a alternativa CORRETA. a)São considerados hediondos o Infanticídio e o Estupro. b)A tentativa de homicídio simples ou de homicídio qualificado constituem-se crimes hediondos. c)É possível a liberdade provisória aos autores de crimes hediondos e equiparados. d)Dependendo da gravidade do crime, é cabível ao juiz classificar o crime como hediondo. e)Tratando-se de crime hediondo ou equiparado, o condenado por crime de tortura, em qualquer modalidade, deverá iniciar o cumprimento da pena em regime fechado. COMENTÁRIO A – INCORRETA: o infanticídio não é crime hediondo uma vez que não consta do rol taxativo do art. 1° da lei n° 8072/90. B - INCORRETA: somente a tentativa do homicídio qualificado será delito hediondo ou tentativa do homicídio simples quando praticado em atividade típica de grupo de extermínio, ainda que cometido por um só agente. Portanto, o homicídio puro e simples não é hediondo. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L2889.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L2889.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.826.htm#art16 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.826.htm#art16 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.826.htm#art17 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.826.htm#art17 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.826.htm#art18 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.826.htm#art18 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5 RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 35 C - CORRETA: é cabível liberdade provisória sem fiança, numa interpretação a contrário sensu da própria CR/88 e da legislação de n° 11.464/07 que alterou a lei de regência. Em que pese ocorrer pela via legislativa, a vedação da liberdade provisória de forma abstrata é incompatível com a ordem constitucional sobretudo o princípio da individualização da pena e o livre convencimento motivado do magistrado. D - INCORRETA: os crimes hediondos são listados por meio do legislador ordinário atendendo o mandado de criminalização expresso do inciso XLIII do art. 5° da CR/88. Isto é, em virtude da adoção do sistema legal somente o legislador (juiz não pode determinar se determinado delito é hediondo ou não) pode determinar qual crime será classificado como hediondo. Contudo, os crimes equiparados a hediondo já são definidos pela própria Carta Constitucional, quais sejam, os delitos de tortura, tráfico ilícito de entorpecentes ou terrorismo. E – INCORRETA: conforme o TEMA 972 DE RG o STF decidiu que: É inconstitucional a fixação ex lege, com base no art. 2º, § 1º, da Lei 8.072/1990, do regime inicial fechado, devendo o julgador, quando da condenação, ater-se aos parâmetros previstos no artigo 33 do Código Penal. [Tese definida no ARE 1.052.700 RG, rel. min. Edson Fachin, P, j. 2- 11-2017, DJE 18 de 1º-2-2018, Tema 972.] Tal entendimento também se estende ao delito de tortura. GABARITO: C 5 - 2018 - VUNESP - PC-BA - Delegado de Polícia Considere o seguinte caso hipotético. A Força Nacional está atuando legalmente em Salvador. O civil “X”, irmão de um Policial Militar do Estado de São Paulo que integra a Força Nacional, residente na referida cidade, se envolveu em acidente de trânsito sem vítimas, ao abalroar o veículo do condutor “Y”. Após se identificar como irmão do Militar do Estado integrante da Força Nacional, foi violentamente agredido por “Y”, que confessou ter assim agido apenas por saber dessa condição. As agressões provocaram lesões corporais gravíssimas no civil “X”. Diante do exposto, é correto afirmar que o crime praticado por “Y” http://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=14274497 http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudenciaRepercussao/verAndamentoProcesso.asp?incidente=5201890&numeroProcesso=1052700&classeProcesso=ARE&numeroTema=972 RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 36 a)não é considerado hediondo, pois a legislação contempla apenas o crime de homicídio doloso perpetrado contra o Militar do Estado. b)é considerado hediondo, apenas por se tratar de uma lesão corporal dolosa de natureza gravíssima, independentemente da condição da eventual vítima. c)não é considerado hediondo, pois a legislação não contempla lesão corporal dolosa de natureza gravíssima como crime hediondo. d)é considerado hediondo, pois o civil “X” foi vítima de lesão corporal dolosa de natureza gravíssima apenas por ser irmão de Militar do Estado em razão de sua função. e)somente seria considerado hediondo se o crime de lesão corporal dolosa de natureza gravíssima fosse perpetrado contra o próprio Militar do Estado em razão de sua função. COMENTÁRIO Trata-se de delito hediondo, isso porque, o §3° do art. 129 do CP (lesão corporal gravíssima) somado à interpretação do inciso I-A do art 1° da Lei n° 8072/90 (quando praticadas contra autoridade ou agente descritos nos arts. 142 e 144 da Constituição Federal, integrantes do sistema prisional e da Força Nacional de Segurança Pública, no exercício da função ou em decorrência dela, ou contra seu cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo até terceiro grau, em razão dessa condição) está inserido também no rol numerus clausus. Art. 1o São considerados hediondos os seguintes crimes, todos tipificados no Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal, consumados ou tentados: (Redação dada pela Lei nº 8.930, de 1994) (Vide Lei nº 7.210, de 1984) I - homicídio (art. 121), quando praticado em atividade típica de grupo de extermínio, ainda que cometido por um só agente, e homicídio qualificado (art. 121, § 2º, incisos I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII e IX); (Redação dada pela Lei nº 14.344, de 2022) Vigência I-A – lesão corporal dolosa de natureza gravíssima (art. 129, § 2o) e lesão corporal seguida de morte (art. 129, § 3o), quando praticadas contra autoridade ou agente descrito nos arts. 142 e 144 da Constituição Federal, integrantes do sistema prisional e da Força Nacional de Segurança Pública, no exercício da função ou em decorrência dela, ou contra seu cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo até terceiro grau, em razão dessa condição; (Incluído pela Lei nº 13.142, de 2015) II - roubo: (Redação dada pela Lei nº 13.964, de 2019) a) circunstanciado pela restrição de liberdade da vítima (art. 157, § 2º, inciso V); (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art142 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art144 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8930.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8930.htm#art1http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L7210.htm#art9a http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2022/Lei/L14344.htm#art32 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2022/Lei/L14344.htm#art34 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art142 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art142 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art144 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13142.htm#art3 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5 RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 37 b) circunstanciado pelo emprego de arma de fogo (art. 157, § 2º-A, inciso I) ou pelo emprego de arma de fogo de uso proibido ou restrito (art. 157, § 2º-B); (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) c) qualificado pelo resultado lesão corporal grave ou morte (art. 157, § 3º); (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) III - extorsão qualificada pela restrição da liberdade da vítima, ocorrência de lesão corporal ou morte (art. 158, § 3º); (Redação dada pela Lei nº 13.964, de 2019) IV - extorsão mediante seqüestro e na forma qualificada (art. 159, caput, e §§ lo, 2o e 3o); (Inciso incluído pela Lei nº 8.930, de 1994) V - estupro (art. 213, caput e §§ 1o e 2o); (Redação dada pela Lei nº 12.015, de 2009) VI - estupro de vulnerável (art. 217-A, caput e §§ 1o, 2o, 3o e 4o); (Redação dada pela Lei nº 12.015, de 2009) VII - epidemia com resultado morte (art. 267, § 1o). (Inciso incluído pela Lei nº 8.930, de 1994) VII-A – (VETADO) (Inciso incluído pela Lei nº 9.695, de 1998) VII-B - falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais (art. 273, caput e § 1o, § 1o-A e § 1o-B, com a redação dada pela Lei no 9.677, de 2 de julho de 1998). (Inciso incluído pela Lei nº 9.695, de 1998) VIII - favorecimento da prostituição ou de outra forma de exploração sexual de criança ou adolescente ou de vulnerável (art. 218-B, caput, e §§ 1º e 2º). (Incluído pela Lei nº 12.978, de 2014) IX - furto qualificado pelo emprego de explosivo ou de artefato análogo que cause perigo comum (art. 155, § 4º-A). (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) Parágrafo único. Consideram-se também hediondos, tentados ou consumados: (Redação dada pela Lei nº 13.964, de 2019) I - o crime de genocídio, previsto nos arts. 1º, 2º e 3º da Lei nº 2.889, de 1º de outubro de 1956; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) II - o crime de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso proibido, previsto no art. 16 da Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8930.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8930.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12015.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12015.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12015.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8930.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8930.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9695.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9695.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9677.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9677.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9677.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9677.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9695.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L12978.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L12978.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L2889.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L2889.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.826.htm#art16 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.826.htm#art16 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5 RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 38 III - o crime de comércio ilegal de armas de fogo, previsto no art. 17 da Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) IV - o crime de tráfico internacional de arma de fogo, acessório ou munição, previsto no art. 18 da Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) V - o crime de organização criminosa, quando direcionado à prática de crime hediondo ou equiparado. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) GABARITO: D 6 - 2017 - IBADE - PC-AC - Delegado de Polícia Sobre o crime de extorsão mediante sequestro, é correto afirmar que: a)a consumação do crime do art. 159 do CP se opera com a exigência de uma vantagem como condição ou preço do resgate, o que faz com que o delito seja doutrinariamente classificado como crime formal. b)o crime é hediondo mesmo em sua forma simples, dispensando a verificação de resultados morte ou lesão corporal de natureza grave para a incidência da Lei n°8.072, de 1990. c)o concurso de pessoas é uma das circunstâncias qualificadoras concernentes ao crime de extorsão mediante sequestro, nos mesmos moldes do furto e diferentemente do que ocorre no roubo, no qual a pluralidade de agentes tem a natureza de causa de aumento da pena. d)há, no art. 159 do Código Penal, previsão expressa de delação premiada, determinando diminuição da pena ao participante que revelar o crime à autoridade, permitindo a libertação do sequestrado ou a recuperação do produto ou do proveito do crime. e)ocorre a forma qualificada da extorsão mediante sequestro, entre outras hipóteses, quando a restrição à liberdade da vítima dura mais de quinze dias, mas nunca em tempo inferior. COMENTÁRIO A – INCORRETA: em que pese o delito do art. 159 do CP ser classificado como crime formal ou de resultado cortado a consumação não se opera com o ato da exigência e sim no momento em que há restrição da liberdade da vítima com a finalidade especial de obtenção da vantagem indevida. B - CORRETA: de fato, o delito do art. 159 do CP é classificado como hediondo em toda a sua extensão. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.826.htm#art17 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.826.htm#art17 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.826.htm#art18 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.826.htm#art18 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5 RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 39 IV - extorsão mediante seqüestro e na forma qualificada (art. 159, caput, e §§ lo, 2o e 3o); C - INCORRETA: na verdade o concurso de pessoas não dá ao delito de extorsão mediante sequestro a natureza de crime qualificado.Somente será qualificado quando o mencionado delito for cometido em bando ou quadrilha, estes pressupõem uma associação estável e permanente não podendo ser confundido com o concurso eventual de pessoas. Ademais, quando cometido nesta situação – concurso eventual de pessoas – é possível aplicação de causa de diminuição de pena nos termos do §4° do art. 159 do CP: Extorsão mediante seqüestro Art. 159 - Seqüestrar pessoa com o fim de obter, para si ou para outrem, qualquer vantagem, como condição ou preço do resgate: Vide Lei nº 8.072, de 25.7.90 (Vide Lei nº 10.446, de 2002) Pena - reclusão, de oito a quinze anos. (Redação dada pela Lei nº 8.072, de 25.7.1990) § 1o Se o seqüestro dura mais de 24 (vinte e quatro) horas, se o seqüestrado é menor de 18 (dezoito) ou maior de 60 (sessenta) anos, ou se o crime é cometido por bando ou quadrilha. Vide Lei nº 8.072, de 25.7.90 (Redação dada pela Lei nº 10.741, de 2003) Pena - reclusão, de doze a vinte anos. (Redação dada pela Lei nº 8.072, de 25.7.1990) § 2º - Se do fato resulta lesão corporal de natureza grave: Vide Lei nº 8.072, de 25.7.90 Pena - reclusão, de dezesseis a vinte e quatro anos. (Redação dada pela Lei nº 8.072, de 25.7.1990) § 3º - Se resulta a morte: Vide Lei nº 8.072, de 25.7.90 Pena - reclusão, de vinte e quatro a trinta anos. (Redação dada pela Lei nº 8.072, de 25.7.1990) § 4º - Se o crime é cometido em concurso, o concorrente que o denunciar à autoridade, facilitando a libertação do seqüestrado, terá sua pena reduzida de um a dois terços. D - INCORRETA: o erro do quesito está em afirmar que a minorante do §4° do art. 159 do CP irá abranger também àquele concorrente que permitir a recuperação do produto ou do proveito do crime. Todavia, a causa especial de diminuição de pena somente irá incidir http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8072.htm#art9 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10446.htm#art1i http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10446.htm#art1i http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8072.htm#art159 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8072.htm#art159 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8072.htm#art9 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2003/L10.741.htm#art159%C2%A71 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2003/L10.741.htm#art159%C2%A71 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8072.htm#art159 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8072.htm#art159 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8072.htm#art9 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8072.htm#art159 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8072.htm#art9 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8072.htm#art159 RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 40 quando o crime é cometido em concurso, o concorrente que o denunciar à autoridade, facilitando a libertação do sequestrado, terá sua pena reduzida de um a dois terços. E – INCORRETA: diante da qualificadora ser uma espécie de tipo qualificado à prazo, atrairá esta quando o sujeito ativo do ato de extorsão mediante sequestro, cercear a liberdade da vítima por mais de 24h nos termos do §1° do art. 159 do CP. GABARITO: B 7 - 2012 - CESPE - PC-AL - Delegado de Polícia No que concerne aos aspectos processuais das leis penais extravagantes e às inovações legais havidas no sistema processual penal, julgue o item a seguir. A prisão temporária para os crimes hediondos e equiparados, em função da gravidade objetiva dessas infrações penais, é de 30 dias, prorrogável por igual período em caso de extrema e comprovada necessidade. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIO A prisão temporária, medida cautelar de natureza pessoal ou simplesmente prisão cautelar, decretada pela autoridade judiciária mediante representação da autoridade policial ou de requerimento do MP, somente no curso do inquérito policial, possui pra geral de 5 dias podendo ser prorrogado por igual prazo mais uma única vez em caso de extrema e comprovada necessidade. Contudo, no caso de crimes hediondos ou equiparados a lei amplia este mencionado prazo para 30 dias podendo ser prorrogado por igual período nos termos do art. 2°, §4° da lei n° 8.072/90. § 4o A prisão temporária, sobre a qual dispõe a Lei no 7.960, de 21 de dezembro de 1989, nos crimes previstos neste artigo, terá o prazo de 30 (trinta) dias, prorrogável por igual período em caso de extrema e comprovada necessidade GABARITO: CERTO http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L7960.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L7960.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L7960.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L7960.htm RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 41 DIREITO PENAL: TEORIA GERAL DA PENA 1 - 2022 -CESPE / CEBRASPE -PC-PB - CESPE / CEBRASPE - 2022 - PC-PB - Delegado de Polícia Civil Em relação ao livramento condicional e à suspensão condicional da pena, é correto afirmar que A-a execução da pena privativa de liberdade não superior a dois anos poderá ser suspensa desde que o condenado não seja reincidente em crime doloso ou culposo. B-as penas relativas a infrações diversas não podem ser somadas para efeito do livramento condicional. C-a execução da pena privativa de liberdade não superior a quatro anos poderá ser suspensa quando o condenado for idoso. D-cabe livramento condicional ao condenado que cumprir mais de dois terços da pena, independentemente de ser reincidente específico em crime hediondo. E-a condenação anterior a uma pena de multa não impede a concessão da suspensão condicional da pena. COMENTÁRIO A – INCORRETA: Trata-se do instituto da suspensão condicional da pena em que o magistrado reconhece a pretensão punitiva estatal e suspende a sua execução desde que cumpridos os requisitos, isto é, nada menciona ser reincidente em crime culposo. Logo, mesmo o condenado sendo reincidente em delito imprudente deve ser concedido o benefício. É o que consta da redação do art. 77 e seguintes do CP versando que: Art. 77 - A execução da pena privativa de liberdade, não superior a 2 (dois) anos, poderá ser suspensa, por 2 (dois) a 4 (quatro) anos, desde que: I - o condenado não seja reincidente em crime doloso; II - a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e personalidade do agente, bem como os motivos e as circunstâncias autorizem a concessão do benefício III - Não seja indicada ou cabível a substituição prevista no art. 44 deste Código. § 1º - A condenação anterior a pena de multa não impede a concessão do benefício § 2o A execução da pena privativa de liberdade, não superior a quatro anos, poderá ser suspensa, por quatro a seis anos, desde que o condenado seja maior de setenta anos de idade, ou razões de saúde justifiquem a suspensão RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 42 Art. 78 - Durante o prazo da suspensão, o condenado ficará sujeito à observação e ao cumprimento das condições estabelecidas pelo juiz. § 1º - No primeiro ano do prazo, deverá o condenado prestar serviços à comunidade (art. 46) ou submeter-se à limitação de fim de semana (art. 48). § 2° Se o condenado houver reparado o dano, salvo impossibilidade de fazê-lo, e se as circunstâncias do art. 59 deste Código lhe forem inteiramente favoráveis, o juiz poderá substituir a exigência do parágrafo anterior pelas seguintes condições, aplicadas cumulativamente: a) proibição de freqüentar determinados lugares; b) proibição de ausentar-seda comarca onde reside, sem autorização do juiz; c) comparecimento pessoal e obrigatório a juízo, mensalmente, para informar e justificar suas atividades. Art. 79 - A sentença poderá especificar outras condições a que fica subordinada a suspensão, desde que adequadas ao fato e à situação pessoal do condenado. Art. 80 - A suspensão não se estende às penas restritivas de direitos nem à multa. Revogação obrigatória Art. 81 - A suspensão será revogada se, no curso do prazo, o beneficiário: I - é condenado, em sentença irrecorrível, por crime doloso; II - frustra, embora solvente, a execução de pena de multa ou não efetua, sem motivo justificado, a reparação do dano; III - descumpre a condição do § 1º do art. 78 deste Código. Revogação facultativa § 1º - A suspensão poderá ser revogada se o condenado descumpre qualquer outra condição imposta ou é irrecorrivelmente condenado, por crime culposo ou por contravenção, a pena privativa de liberdade ou restritiva de direitos. Prorrogação do período de prova § 2º - Se o beneficiário está sendo processado por outro crime ou contravenção, considera-se prorrogado o prazo da suspensão até o julgamento definitivo. RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 43 § 3º - Quando facultativa a revogação, o juiz pode, ao invés de decretá-la, prorrogar o período de prova até o máximo, se este não foi o fixado. Cumprimento das condições Art. 82 - Expirado o prazo sem que tenha havido revogação, considera-se extinta a pena privativa de liberdade. Acrescenta-se ainda que compete ao juízo da execução penal decidir sobre a suspensão condicional da pena nos termos do art. 66, III, “d”, da LEP. B – INCORRETA: para o efeito do benefício do livramento condicional, as penas devem ser somadas nos termos do art. 84 do CP: “As penas que correspondem a infrações diversas devem somar-se para efeito do livramento.” C – INCORRETA: trata-se do instituto da suspensão etária da pena que exige a idade de 70 anos ou mais para que a pessoa venha a ser beneficiada nos termos do art. 77. §2° do CP: “A execução da pena privativa de liberdade, não superior a quatro anos, poderá ser suspensa, por quatro a seis anos, desde que o condenado seja maior de setenta anos de idade, ou razões de saúde justifiquem a suspensão.” D – INCORRETA: neste caso fica vedado o livramento condicional nos termos do art. 83, V, do CP: “cumpridos mais de dois terços da pena, nos casos de condenação por crime hediondo, prática de tortura, tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, tráfico de pessoas e terrorismo, se o apenado não for reincidente específico em crimes dessa natureza.” E – CORRETA: De fato a condenação anterior a pena de multa não obsta a concessão do benefício, nos termos do art. 77, §1° do CP: “A condenação anterior a pena de multa não impede a concessão do benefício.” RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 44 GABARITO: E 2 - 2021 - FUMARC - PC-MG - FUMARC - 2021 - PC-MG - Delegado de Polícia Substituto Conforme a legislação e o entendimento jurisprudencial dos tribunais superiores acerca da fixação e execução da pena, é CORRETO afirmar: A-A existência de circunstância atenuante pode conduzir à redução da pena abaixo do mínimo legal. B-A jurisprudência admite a fixação de regime inicial de cumprimento de pena semiaberto ao reincidente condenado a pena igual ou inferior a quatro anos. C-A pena unificada para atender ao limite de quarenta anos de cumprimento, determinado pelo art. 75 do Código Penal, é considerada para a concessão dos benefícios prisionais previstos na lei de execução penal, conforme consolidada jurisprudência do STF. D-Consoante expressa previsão legal, a embriaguez culposa é circunstância atenuante apta a reduzir a reprimenda nessa fase. COMENTÁRIO A – INCORRETA: na dosimetria da pena, em breve síntese, há três fases, a saber: a primeira fase irá analisar as circunstâncias judiciais favoráveis ou desfavoráveis – art. 59 do CP – fixando a pena-base não podendo o magistrado reduzir aquém do mínimo e aumentar além do máximo devendo respeitar as margens do preceito secundário; a segunda fase irá recair sobre a existência ou não de circunstâncias atenuantes ou agravantes – art. 61 e 65 do CP - também não podendo o magistrado reduzir aquém do mínimo e aumentar além do máximo devendo respeitar as margens do preceito secundário o qual comina a reprimenda e; a terceira fase da dosimetria, esta consiste na análise do magistrado em verificar a existência ou não de causas de diminuição e aumento de pena (podem ser chamadas de minorante ou majorante da pena. Sempre estará presente como uma fração determinada no tipo penal). Ademais, conforme entendimento doutrinário e jurisprudencial – cerne da questão – nesta fase – primeira e segunda - NÃO PODE o magistrado diminuir aquém ou aumentar além das margens secundárias do tipo. Não por outro motivo que o STJ editou a súmula de n° 231 versando que: “A incidência da circunstância atenuante não pode conduzir à redução da pena abaixo do mínimo legal.” B - CORRETA: o acerto da questão encontra abrigo na jurisprudência sumulada do STJ de verbete de n° 269, a saber: RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 45 “É admissível a adoção do regime prisional semi-aberto aos reincidentes condenados a pena igual ou inferior a quatro anos se favoráveis as circunstâncias judiciais.” C - INCORRETA: neste caso, a unificação das penas não é levado em consideração quando da concessão do benefício do livramento condicional e, sim o total da pena imposta na sentença judicial condenatória. Aliás, o verbete de súmula n° 715 do STF, caminha nesse sentido, a saber: “A pena unificada para atender ao limite de trinta anos de cumprimento, determinado pelo art. 75 do Código Penal, não é considerada para a concessão de outros benefícios, como o livramento condicional ou regime mais favorável de execução.” Atente-se que a questão ao mencionar “40 anos” é em virtude do advento da lei 13.964/19 atualizando o limite da pena do art. 75 do CP. D - INCORRETA: Não há previsão do art. 65 do CP desta atenuante. GABARITO: B 3 - 2021 - FAPEC - PC-MS - FAPEC - 2021 - PC-MS - Delegado de Polícia No Direito Penal, é de suma importância estabelecer o exato momento da prática delitiva, bem como compreender as teorias adotadas. Quando o crime se considera praticado? A resposta a esta indagação pode repercutir, por exemplo, na análise da imputabilidade do agente, na verificação de sua idade para fins de dosimetria da pena, etc. Sobre essas considerações, assinale a alternativa correta. A-Rick Grimes, de 17 anos e 11 meses de idade, com animus necandi, efetuou dois disparos de arma de fogo contra seu desafeto, Negan Smith, empreendendo fuga na sequência. A vítima foi atingida na região do peito, sofreu bastante hemorragia e foi socorrida no Hospital Regional de Alexandria. Depois de um mês, quando Rick Grimes já havia completado 18 anos, Negan Smith veio a óbito, em razão dos disparos recebidos naquela ocasião. Nessa hipótese, é correto afirmar que Rick Grimes irá responder por crime de homicídio (art. 121 do Código Penal), porque, quando o delito se consumou, ele já possuía 18 anos, sendo indivíduo imputável na ocasião do resultado naturalístico. B-Glenn Rhee, com 20 anos, 11 meses e 29 dias de idade, subtraiu para si, mediante grave ameaça exercida por meio de um revólver de calibre .38, uma bolsa, contendo em seu interior R$ 300,00 (trezentos reais) em RETAFINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 46 espécie e um aparelho celular avaliado em R$ 1.000,00 (mil reais), bens pertencentes à vítima, Daryl Dixon. No momento da prolação da sentença que o condenou pelo crime de roubo majorado, Gleen Rhee contava com 27 anos de idade. Nesses termos, ele será beneficiado com a atenuante da menoridade relativa, prevista no art. 65, inciso I, do Código Penal. C-Em relação à lei penal no tempo, o Código Penal adota a teoria da ubiquidade, pois se considera praticado o crime tanto no momento da ação ou omissão quanto no momento do resultado. D-Shane Walsh, indivíduo de 20 anos de idade, com animus rem sibi habendi, subtraiu, para si, com emprego de uma chave falsa, um veículo Honda Civic estacionado em frente ao Supermercado de Atlanta. Depois de uma hora, a vítima, Lori Grimes, notou o furto, acionou a Polícia Militar, e o suspeito foi preso em flagrante. Considere que, hipoteticamente, na época do crime, a pena para tal comportamento era de reclusão de 3 a 10 anos. Por outro lado, na data da sentença, o réu já tinha 22 anos de idade, estando em vigor outra lei que previu pena de reclusão de 2 a 8 anos para o mesmo comportamento. Logo, Shane Walsh deverá ser condenado pela pena da lei antiga, ainda que mais grave, pois, de acordo com o Código Penal, considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja o momento do resultado (teoria da atividade). E-Para estabelecer o tempo do crime, deverá ser levado em conta o exato momento de sua consumação, assim como ocorre para fins de verificação do prazo de prescrição. COMENTÁRIO A – INCORRETA: Neste caso, quanto ao tempo do crime, o Código penal adotou a teoria da atividade, isto é, considera-se praticado o delito no momento da ação ou omissão ainda que outro seja o momento o resultado nos termos do próprio art. 4° do diploma repressor. Logo, na situação da questão, Rick Grimes não praticou crime e, sim, ato infracional análogo a crime sendo de competência da vara da infância e juventude com todos os consectários lógicos do ECA. Diferentemente quanto ao lugar do delito que pode ser tanto o local da ação ou omissão quanto o local do resultado nos termos do art. 6° do CP. Ademais, uma outra linha é a adotada pelo Código de processo penal, este adotou a teoria do resultado considerando o local da consumação o lugar para processar e julgar o delito. A saber, os artigos mencionados: Art. 4º - Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja o momento do resultado (tempo do crime – teoria da atividade); Art. 6º - Considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em parte, bem como onde se produziu RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 47 ou deveria produzir-se o resultado (lugar do crime – teoria da ubiquidade); Art. 70. A competência será, de regra, determinada pelo lugar em que se consumar a infração, ou, no caso de tentativa, pelo lugar em que for praticado o último ato de execução (local ou competência territorial para processar e julgar o delito – teoria do resultado). B – CORRETA: de fato, Glenn Rhee será beneficiado pela atenuante obrigatória prevista do art. 65, I, do CP. Isso porque, considera-se praticado o delito no momento da ação ou omissão ainda que outro seja o momento o resultado nos termos do art. 4° do diploma penal. Art. 65 - São circunstâncias que sempre atenuam a pena: I - ser o agente menor de 21 (vinte e um), na data do fato, ou maior de 70 (setenta) anos, na data da sentença; C – INCORRETA: Neste caso, quanto ao tempo do crime, o Código penal adotou a teoria da atividade, isto é, considera-se praticado o delito no momento da ação ou omissão ainda que outro seja o momento o resultado nos termos do art. 4° do CP, já citado. D - INCORRETA: trata-se, neste caso, de sucessão de leis penais no tempo, sendo resolvido este conflito temporal, através da lei mais benéfica, isto é, aplica-se a última legislação que diminuiu a reprimenda para 2 a 8 anos. O fundamento é constitucional nos termos do inciso XL do art. 5° da CR/88: XL - a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu; E – INCORRETA: em que pese o termo a quo do prazo prescricional adotar a teoria do resultado fluindo aquele a partir deste, esta afirmação não é idêntica a questão ao tempo do crime. Isto é, com relação ao tempo do crime leva-se em consideração ao momento do comportamento humano nos termos do art. 4° do CP, já mencionado. GABARITO: B 4 - 2021 - FGV - PC-RN - FGV - 2021 - PC-RN - Delegado de Polícia Civil Substituto A legislação penal vigente dispõe que as penas privativas de liberdade deverão ser executadas em forma progressiva, devendo o apenado satisfazer requisitos de ordem objetiva e subjetiva para progredir de regime. Sobre o processo de execução penal, dispõe a lei que RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 48 A-poderá ser fixada,como condição para progressão para regime aberto,a prestação de serviços à comunidade; B-a falta grave, quando admitida pelo apenado, poderá ser reconhecida independentemente de processo administrativo; C-nos crimes praticados com violência, a realização do exame criminológico é indispensável; D-a previsão de determinada conduta como falta grave não exige respeito ao princípio da legalidade e, consequentemente, da irretroatividade da lei mais gravosa; E-não poderá ser concedido livramento condicional ao apenado reincidente na prática de crimes hediondos com resultado morte, apesar de possível, em tese, a progressão de regime. COMENTÁRIO A – INCORRETA: é o entendimento da súmula n° 493 STJ, a saber: “É inadmissível a fixação de pena substitutiva (art. 44 do CP) como condição especial ao regime aberto.” B - INCORRETA: o STJ possui jurisprudência fixada no verbete de súmula n° 533: “Súmula 533-STJ: Para o reconhecimento da prática de falta disciplinar no âmbito da execução penal, é imprescindível a instauração de procedimento administrativo pelo diretor do estabelecimento prisional, assegurado o direito de defesa, a ser realizado por advogado constituído ou defensor público nomeado.” C - INCORRETA: em breve síntese, o exame criminológico já fora exigência indispensável para progressão de regime. Contudo, com o avanço legislativo e jurisprudencial tal linha de raciocínio não mais encontra abrigo na lei de n° 7210/84. Não por outro motivo, o STF instado a se manifestar sobre o instituto do exame criminológico editou a súmula vinculante de n° 26, a saber: “Para efeito de progressão de regime no cumprimento de pena por crime hediondo, ou equiparado, o juízo da execução observará a inconstitucionalidade do art. 2º da Lei n. 8.072, de 25 de julho de 1990, sem prejuízo de avaliar se o condenado preenche, ou não, os requisitos objetivos e subjetivos do benefício, podendo determinar, para tal fim, de modo fundamentado, a realização de exame criminológico.” RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 49 Aliás, não podemos perder de vista a súmula de n° 439 do STJ, a saber: "Admite-se o exame criminológico pelas peculiaridades do caso, desde que em decisão motivada”. D - INCORRETA: a instituição da falta grave também respeita todos os consectários do direito penal sancionador. Isto é, de acordo com o entendimento jurisprudencial do STJ: “HABEAS CORPUS. EXECUÇÃO PENAL. PROGRESSÃO PARA REGIME SEMIABERTO. PEDIDO PREJUDICADO. FALTA GRAVE. PERDA DOS DIAS REMIDOS. POSSE DE APARELHO CELULAR ANTES DA LEI Nº 11.466/2007. CONDUTA NÃO TIPIFICADA. PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE E IRRETROATIVIDADE DA LEI PENAL MAIS RIGOROSA. INCOMPETÊNCIA ESTADUAL PARA LEGISLAR SOBRE FALTAS GRAVES. ORDEMPREJUDICADA EM PARTE E CONCEDIDA. 1. Antes do advento da Lei nº 11.466 de 29 de março de 2007, a posse de aparelho telefônico não constava do rol taxativo previsto no art. 50 da Lei de Execuções Penais, onde estão previstas as condutas caracterizadoras de falta disciplinar de natureza grave, razão pela qual não está autorizado o reconhecimento da falta por este motivo, sob pena de violação do princípio da legalidade e da irretroatividade da lei penal mais rigorosa. 2. Resolução da Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo tipificando a conduta como falta grave não é suficiente para legitimar a decisão, pois nos termos do art. 49 da Lei nº 7.210/1984, a legislação local somente está autorizada a especificar as condutas que caracterizem faltas leves ou médias e suas respectivas sanções. 3. Habeas corpus prejudicado em parte e, na parte remanescente, concedido para retirar a anotação da falta disciplinar ocorrida em 21/9/2005 e todos os efeitos dela decorrentes. (HC 155.372/SP, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, QUINTA TURMA, julgado em 02/08/2012, DJe 15/08/2012)” RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 50 E – CORRETA: com o advento da lei n° 13.964/19, com vigor normativo em 23 de janeiro de 2020, foi substancialmente alterado o disposto do art. 112 da LEP que versa sobre a progressão de regime. Antes a passagem do apenado para o regime mais brando era de 1/6 ou de 2/5 ou 3/5 (crimes hediondos ou equiparados), atualmente coma reforma anticrime o sistema progressivo é atendido de forma a cumprir o mínimo de 16% indo até 70%. Em breve síntese, aquele apenado que praticou crime hediondo ou equiparado com resultado morte, reincidente ou não, terá seu benefício do livramento condicional vedado nos termos do art. 112, VI, alínea “a” e inciso VIII da LEP. Art. 112. A pena privativa de liberdade será executada em forma progressiva com a transferência para regime menos rigoroso, a ser determinada pelo juiz, quando o preso tiver cumprido ao menos: I - 16% (dezesseis por cento) da pena, se o apenado for primário e o crime tiver sido cometido sem violência à pessoa ou grave ameaça; II - 20% (vinte por cento) da pena, se o apenado for reincidente em crime cometido sem violência à pessoa ou grave ameaça; III - 25% (vinte e cinco por cento) da pena, se o apenado for primário e o crime tiver sido cometido com violência à pessoa ou grave ameaça; IV - 30% (trinta por cento) da pena, se o apenado for reincidente em crime cometido com violência à pessoa ou grave ameaça; V - 40% (quarenta por cento) da pena, se o apenado for condenado pela prática de crime hediondo ou equiparado, se for primário; VI - 50% (cinquenta por cento) da pena, se o apenado for: a) condenado pela prática de crime hediondo ou equiparado, com resultado morte, se for primário, vedado o livramento condicional; b) condenado por exercer o comando, individual ou coletivo, de organização criminosa estruturada para a prática de crime hediondo ou equiparado; ou c) condenado pela prática do crime de constituição de milícia privada; VII - 60% (sessenta por cento) da pena, se o apenado for reincidente na prática de crime hediondo ou equiparado; VIII - 70% (setenta por cento) da pena, se o apenado for reincidente em crime hediondo ou equiparado com resultado morte, vedado o livramento condicional. RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 51 GABARITO: E 5 - 2021 - FGV - PC-RN - FGV - 2021 - PC-RN - Delegado de Polícia Civil Substituto Enquanto cumpria pena em regime semiaberto, identificou-se que Gabriel tinha uma faca escondida embaixo de sua cama. Após observância de todas as formalidades legais, foi confirmada a conduta de Gabriel, sendo a informação encaminhada para o Poder Judiciário. Considerando apenas as informações expostas, a conduta de Gabriel: A-não configura falta grave por ausência de previsão legal; B-configura falta grave e permite a regressão de regime e perda da integralidade dos dias remidos; C-configura falta grave, permitindo a regressão de regime, mas não a perda de qualquer dia remido apartir do trabalho; D-permite o reconhecimento de falta grave e, consequentemente, a regressão de regime e a perda de parte dos dias remidos; E-não permite consequências em relação à progressão ou aos dias remidos, mas tão só a aplicação de regime disciplinar diferenciado. COMENTÁRIO A – INCORRETA: O fato do apenado possuir indevidamente instrumento que possa ferir a integridade física de outrem configura falta grave nos termos do art. 50, III da LEP: Art. 50. Comete falta grave o condenado à pena privativa de liberdade que: III - possuir, indevidamente, instrumento capaz de ofender a integridade física de outrem; B – INCORRETA: em que pese configurar falta grave, a parte final está incorreta. Isso porque, a prática de falta grave acarretará a perda de 1/3 dos dias remidos nos termos do art. 127 da lei n° 7210/89: “Art. 127. Em caso de falta grave, o juiz poderá revogar até 1/3 (um terço) do tempo remido, observado o disposto no art. 57, recomeçando a contagem a partir da data da infração disciplinar.” C – INCORRETA: a prática de falta grave acarretará a perda de 1/3 dos dias remidos nos termos do art. 127 da lei n° 7210/89. RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 52 D – CORRETA a prática de falta grave acarreta uma série de consequências para o apenado, as saber: a) interrupção do benefício da progressão de regime nos termos do art. 112, §6° da LEP; b) perda de 1/3 dos dias remidos conforme o art. 127 da LEP; c) aplicação do regime disciplinar diferenciado nos termos do art. 52 da LEP; d) revogação da monitoração eletrônica nos termos do art 146-D, II da LEP; e) a conversão da pena de prestação de serviços nos termos do art. 181 da LEP; f) a regressão de regime nos termos do art. 118, I da LEP. Por outro lado, a falta grave não acarretará a interrupção do prazo para a concessão do livramento condicional, comutação da pena e do indulto conforme entendimento do STJ nas súmulas de n°441 e 535. E – INCORRETA: conforme apontado, a prática de falta grave acarreta a interrupção da contagem do prazo para a obtenção da progressão de regime e a perda de 1/3 dos dias remidos. GABARITO: D 6- 2021 - FGV - PC-RN - FGV - 2021 - PC-RN - Delegado de Polícia Civil Substituto Paula namorou João por onze meses, tendo dado fim ao relacionamento em razão do comportamento ciumento e agressivo deste. Três meses após, João, inconformado com o fim do relacionamento, abordou Paula na saída do seu trabalho e, após desferir um soco em seu rosto, causando-lhe lesão leve, ainda a perseguiu até sua casa, ameaçando-a de morte caso não retomasse o namoro. Temendo a reação de João, Paula registrou o ocorrido, sendo os fatos confirmados por perícia e testemunhas que presenciaram o evento. João foi denunciado pelos crimes de lesão corporal e ameaça. Diante do que foi acima narrado, é correto constatar que: A-o fato não se encaixa na Lei Maria da Penha, pois ocorrido após o fim do relacionamento entre João e Paula; B-caso condenado, João poderá ter sua pena privativa de liberdade substituída por restritiva de direitos; C-a natureza leve da lesão causada tornou indispensável a representação da vítima para denúncia do crime de lesão; D-caso condenado, em razão da natureza dos delitos, João não poderá apelar em liberdade; E-caso condenado por pena de até dois anos, João poderá ser beneficiado com a aplicação do sursis da pena, não sendo cabível, contudo, a suspensão condicional do processo. COMENTÁRIO RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/1353 A – INCORRETA: nos termos da jurisprudência em tese de n ° 41 do STJ: “A agressão do namorado contra a namorada, mesmo cessado o relacionamento, mas que ocorra em decorrência dele, está inserida na hipótese do art. 5º, III, da Lei n. 11.340/06, caracterizando a violência doméstica.” B - INCORRETA: conforme súmula de n° 588 do STJ: “A prática de crime ou contravenção penal contra a mulher com violência ou grave ameaça no ambiente doméstico impossibilita a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos.” C - INCORRETA: os crimes que atinjam o plano da integridade física da mulher no âmbito da lei Maria da Penha, ainda que seja leve, torna a ação penal pública incondicionada. Isso porque, o art. 41 da lei n° 11.340/06 veda a aplicação da lei n° 9099/95 no âmbito da violência doméstica e familiar. Por tal razão, o único fundamento que torna a lesão leve, disposta do art. 129 do CP, de ação penal pública condicionada a representação é o disposto do art. 88 da lei n° 9099/95. Com efeito, em virtude da vedação da aplicação da lei do JECRIM no âmbito doméstico fica a ação penal pública incondicionada já que no silêncio da legislação aplica-se esta, nos termos do art. 100 do CP. Art. 41 da lei 11.340/06: Aos crimes praticados com violência doméstica e familiar contra a mulher, independentemente da pena prevista, não se aplica a Lei nº 9.099, de 26 de setembro de 1995. Art. 88 da lei n° 9099/95: Além das hipóteses do Código Penal e da legislação especial, dependerá de representação a ação penal relativa aos crimes de lesões corporais leves e lesões culposas. Art. 100 do CP: A ação penal é pública, salvo quando a lei expressamente a declara privativa do ofendido. Essa, inclusive, é a interpretação dada pelo STF e STJ: “o crime de lesão corporal em contexto de violência doméstica é de ação pública incondicionada, que independe da vontade da vítima para a persecução penal...(STF, ADI 4424).” http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9099.htm RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 54 “Súmula 542 do STJ: 'A ação penal relativa ao crime de lesão corporal resultante de violência doméstica contra a mulher é pública incondicionada'. “ D - INCORRETA: Caso o réu seja condenado poderá apelar em liberdade, já que é esta a regra de tratamento do sistema. Contudo, a teor da fundamentação da sentença o juiz poderá fundamentar no sentido de decretação de alguma medida cautelar de natureza pessoal. E – CORRETA: o instituto da suspensão condicional da pena do art. 77 do CP (sursis material) não pode ser confundido com a suspensão condicional do processo (sursis processual) prevista no art. 89 da lei n° 9099/95. Aquele, reconhece a pretensão punitiva estatal e suspende a pretensão executória da pena desde que cumpridos os requisitos estabelecidos no artigo já citado, este (sursis processual) atua no plano inicial do processo, isto é, ao oferecer a denúncia o MP deverá apresentar a suspensão condicional do processo atendendo a regra despenalizadora do sistema do Juizado Especial. Neste caso, temos uma exceção ao princípio da indisponibilidade da ação penal pública uma vez que, em tese, estaria o órgão ministerial desistindo de prosseguir o feito. GABARITO: E 7- 2021 - CESPE / CEBRASPE - Polícia Federal - CESPE / CEBRASPE - 2021 - Polícia Federal - Delegado de Polícia Federal Com relação à teoria geral do direito penal, julgue o item seguinte. A consciência atual da ilicitude é elemento do dolo, conforme a teoria finalista da ação. Certo Errado COMENTÁRIO Neste caso, a consciência atual da ilicitude, para a teoria finalista da ação é elemento da culpabilidade já que esta teoria modifica a alocação do dolo colocando-o na conduta, deixando a culpabilidade somente com elementos normativos (imputabilidade, potencial consciência da ilicitude e exigibilidade de conduta diversa). Todavia, para os clássicos a consciência da ilicitude fazia parte do dolo tornando-o colorido. GABARITO: ERRADO RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 55 8- 2019 - Instituto Acesso - PC-ES - Instituto Acesso - 2019 - PC-ES - Delegado de Polícia - Anulado A ideia de punição é assunto base para a construção de um sistema penal democrático. Não é à toa que, no decorrer da história, pesquisadores, juristas, doutrinadores, bem como a jurisprudência, trataram das tentativas de justificação dos fins que se pretende alcançar com a aplicação das penas em âmbito do Direto Penal. Em observância ao Código Penal de 1940, marque a afirmativa correta em relação aos fins atribuídos à pena, no caso brasileiro. A-De acordo com a ideia de prevenção geral que foi construída em reação ao caso brasileiro, tal justificativa é a adotada para aplicação da pena no Brasil. B-De acordo com o desenvolvimento de bases estatísticas para o direito penal, chegamos ao entendimento de aplicação da teoria utilitarista unificada, que incorpora o modelo da civil law e common law. C-O Código Penal de 1940, em junção com a jurisprudência, adotou como única justificação a retribuição, tendo a pena como fim em si mesma. D-O Código Penal de 1940 adotou a teoria mista, unificada ou eclética, que reflete na unificação das ideias de retribuição e prevenção como finalidade para aplicação das penas. E-De acordo com a legislação penal, a ressocialização do preso mediante o cumprimento da pena é o único fim determinado legalmente para a pena. COMENTÁRIO A – INCORRETA: O código penal adota a teoria eclética, mista ou unificada no que toca a finalidade da pena, ou seja, a sanção penal tem o fim de prevenir a prática de infrações penais, quanto retribuir ao apenado o “mal praticado”. Esta conclusão é extraída da parte final do art. 59 do CP: Art. 59 - O juiz, atendendo à culpabilidade, aos antecedentes, à conduta social, à personalidade do agente, aos motivos, às circunstâncias e consequências do crime, bem como ao comportamento da vítima, estabelecerá, conforme seja necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime: B - INCORRETA: a teoria utilitarista ou relativa concede a pena o caráter unicamente preventivo em que consta a ideia de prevenção geral e especial e não foi adotada pelo ordenamento jurídico pátrio. Portanto, a afirmativa está incorreta. C - INCORRETA: tanto o Diploma Penal quanto a atual jurisprudência caminham na adoção da teoria mista, em que há a junção das facetas absolutas e relativas da pena. RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 56 “As penas devem visar à reeducação do condenado. A história da humanidade teve, tem e terá compromisso com a reeducação e com a reinserção social do condenado. Se fosse doutro modo, a pena estatal estaria fadada ao insucesso. (STJ. REsp 662807/MG)” D - CORRETA: Em breve síntese, para fins de fixação, repisa-se que o código penal adota a teoria eclética, mista ou unificada no que toca a finalidade da pena, ou seja, a sanção penal tem o fim de prevenir a pratica de infrações penais, quanto retribuir ao apenado o “mal praticado”. Esta conclusão é extraída da parte final do art. 59 do CP: Art. 59 - O juiz, atendendo à culpabilidade, aos antecedentes, à conduta social, à personalidade do agente, aos motivos, às circunstâncias e consequências do crime, bem como ao comportamento da vítima, estabelecerá, conforme seja necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime: E – INCORRETA: a finalidade da pena não é somente ressocializadora. Isso porque, sinteticamente, dentro das concepções absoluta e relativa, aquela detém a característica de punir o indivíduo de forma a retribuir o mal praticado por ele, esta, quer dizer a relativa, caminha no sentido da prevenção geral e especial. GABARITO:D 9 - 2018 - CESPE / CEBRASPE - PC-SE - CESPE - 2018 - PC-SE - Delegado de Polícia A polícia civil de determinado município deflagrou operação a fim de investigar a exploração ilícita de jogo do bicho, promovida pelos denominados banqueiros. Constatou-se que os chamados recolhedores usavam motocicletas para coletar apostas em municípios vizinhos. Identificadas as motocicletas usadas, o Ministério Público estadual requereu a busca e apreensão dos veículos, o que foi deferido pelo juízo competente. Intimado, Antônio, dono de uma das motocicletas e recolhedor de apostas, compareceu à delegacia, ocasião em que firmou compromisso de posterior comparecimento ao juízo criminal e entregou o veículo, após lavratura do competente termo circunstanciado. Na audiência preliminar, o representante do Ministério Público apresentou proposta de transação penal a Antônio: pagamento de dez cestas básicas a uma instituição de caridade. A proposta foi aceita e devidamente homologada pelo juízo. Comprovado o cumprimento da proposta, foi proferida sentença extintiva da punibilidade de Antônio. Na mesma sentença, o magistrado acolheu manifestação do Ministério Público e decretou o confisco da motocicleta de Antônio. RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 57 Com referência a essa situação hipotética, julgue o item a seguir, considerando os institutos inerentes à Lei n.º 9.099/1995 e o entendimento dos tribunais superiores acerca da matéria. Dada a extinção da punibilidade de Antônio, o juízo não poderia ter decretado o confisco da motocicleta apreendida. Certo Errado COMENTÁRIO Em razão da inexistência do devido processo legal com a consequente ausência formação de um título executivo judicial (sentença penal condenatória transitada em julgado) o magistrado não poderia ter decretado a medida confiscatória. GABARITO: CERTO 10 - 2018 - CESPE / CEBRASPE - Polícia Federal - CESPE - 2018 - Polícia Federal - Delegado de Polícia Federal Em cada item que se segue, é apresentada uma situação hipotética seguida de uma assertiva a ser julgada com base na legislação de regência e na jurisprudência dos tribunais superiores a respeito de aplicação de pena, cominação de penas, regime de penas, medidas de segurança e livramento condicional. Flávio, maior e capaz, condenado a pena de doze anos pela prática de homicídio doloso qualificado, iniciou o cumprimento da pena em regime fechado. Durante a execução da pena, ele apresentou comportamento excelente e colaborativo, por isso, após o período mínimo para a progressão de regime, seu advogado requereu ao juiz a passagem de Flávio para o regime aberto. Nessa situação, o pedido não poderá ser atendido: a progressão do regime prisional de Flávio deverá ser para o regime semiaberto. Certo Errado COMENTÁRIO Inexiste no atual ordenamento jurídico o instituto da progressão de regime “per saltum” nos termos da súmula de n° 491 do STJ. Ao contrário, a regressão de regime, por exemplo, do aberto para o fechado é possível, a teor do art. 118, I da LEP. Não é outro o entendimento do STJ: RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 58 PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO PENAL. REGRESSÃO PER SALTUM DE REGIME PRISIONAL. POSSIBILIDADE. O art. 118, inciso I, da Lei de Execução Penal, estabelece que o apenado ficará sujeito à transferência para qualquer dos regimes mais gravosos quando praticar fato definido como crime doloso ou falta grave, não havendo que se observar a forma progressiva estabelecida no art. 112 do normativo em referência. Agravo regimental desprovido. (STJ, AgRg no REsp 1575529 / MS, Ministro FELIX FISCHER, 5ª T., julg. em 07.06.2016). GABARITO: CERTO 11 - 2018 - UEG - PC-GO - UEG - 2018 - PC-GO - Delegado de Polícia A suspensão condicional da pena pode ser aplicada nos casos de condenação a pena privativa de liberdade não superior a três anos, nos crimes previstos na Lei n. A-9.605/1998, que dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente. B-10.671/2003, que dispõe sobre o Estatuto de Defesa do Torcedor. C-10.741/2003, que dispõe sobre o Estatuto do Idoso. D-11.101/2005, que regula a recuperação judicial, a extrajudicial e a falência do empresário e da sociedade empresária. E-13.146/2015, que institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). COMENTÁRIO A afirmação da letra A é a única correta uma vez que é a redação do art. 16 da lei n° 9605/98: “Nos crimes previstos nesta Lei, a suspensão condicional da pena pode ser aplicada nos casos de condenação a pena privativa de liberdade não superior a três anos.” GABARITO: A 12- 2018 - VUNESP - PC-BA - VUNESP - 2018 - PC-BA - Delegado de Polícia A respeito da Teoria das Penas, assinale a alternativa correta. RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 59 A-A finalidade da pena, na teoria relativa, é prevenir o crime. Na vertente preventiva-geral, o criminoso é punido a fim de impedir que ele volte a praticar novos crimes. B-A finalidade da pena, na teoria relativa, é prevenir o crime. Na vertente preventiva especial, de acentuado caráter intimatório, o criminoso é punido para servir de exemplo aos demais cidadãos. C-A finalidade da pena, na teoria absoluta, é castigar o criminoso, pelo mal praticado. O mérito dessa teoria foi introduzir, no Direito Penal, o princípio da proporcionalidade de pena ao delito praticado. D-A finalidade da pena, para a teoria eclética, é ressocializar o criminoso. O mérito dessa teoria foi humanizar as penas impostas, impedindo as cruéis e humilhantes. E-O ordenamento jurídico brasileiro adota a teoria absoluta, tendo a pena apenas o fim de ressocializar o criminoso. COMENTÁRIO A – INCORRETA: de fato a finalidade da pena na teoria relativa ou utilitarista é prevenir a prática de delitos. Contudo, a prevenção geral tem como objetivo central alcançar a sociedade, seja em seu aspecto positivo (prevenção integradora) inculcando à sociedade a ideia de não praticar delitos para que respeite o sistema, seja em seu aspecto negativo (prevenção intimidadora) que influi na sociedade aspectos reflexivos para que aqueles que não pratiquem delitos sob pena de ter o mesmo fim aquele sujeito ao cárcere. Teoria relativa/utilitarista: finalidade preventiva, que divide-se em geral e especial. Prevenção geral: é dirigida à sociedade. • Prevenção geral negativa: É uma coação psicológica. Efeito intimidatório da pena é uma ameaça legal dirigida à sociedade para que se abstenham de cometer delitos. • Prevenção geral positiva, integradora ou estabilizadora: reafirmação da força do DP, demonstração de que a lei ainda está vigente, criando uma sensação de confiança na sociedade, com a ideia de que o crime é combatido. Prevenção especial: dirige-se ao criminoso. • Prevenção especial negativa: visa a neutralização do condenado por meio do cárcere, visando evitar a reincidência, quando outros meios menos lesivos não se mostrarem eficazes para sua ressocialização. RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 60 Prevenção especial positiva: preocupa-se com a ressocialização do condenado. B - INCORRETA: a prevenção especial tem como objetivo central o apenado. Isto é, aquele sujeito ao cárcere é a figura central da finalidade da pena. Em seu aspecto positivo, nas palavras de Roxin “a missão da pena consiste unicamente em fazer com que o autor desista de cometer futuros delitos”, neste caso temos a sua faceta ressocializadora. Lado outro, o seu aspecto negativo, para Rogério Greco temos a ideia de neutralização daquele que praticou a infraçãopenal, com a sua segregação ao cárcere. Retira-se o agente de forma momentânea do convívio social impedindo que este pratique novas infrações penais. C - CORRETA: a teoria absoluta adota a ideia de retribuição ou reprovação da conduta praticada pelo agente, retribuindo o mal praticado por ele na medida da pena aplicada. D - INCORRETA: a teoria eclética ou mista não somente detém a ideia de ressocialização do apenado mas também de retribuição, isto é, contém duas faces da mesma moeda, ora trabalhando para que coloque aquele indivíduo encancerado de volta ao convívio social, ora retribuindo o mal praticado por ele. Teoria eclética/mista/unificadora/conciliatória: • Adotada pelo Brasil (art. 59 do CP, LEP e Pacto de San José da Costa Rica). Há quem diga que é dupla (retribuição e prevenção) ou tripla (retribuição, prevenção geral e prevenção especial). • Para o STF (HC 91.874) – as finalidades da pena devem ser buscadas com igual ênfase pelo Estado e pelo condenado. E – INCORRETA: conforme explicação acima, o sistema penal brasileiro adota a teoria eclética ou mista. GABARITO: C 13 - 2018 - CESPE / CEBRASPE - PC-MA - CESPE - 2018 - PC-MA - Delegado de Polícia Civil Um sentenciado foi beneficiado com o livramento condicional, cujo término do período de prova estava previsto para 25/5/2016. Porém, no dia 29/2/2016, ele praticou novo delito, pelo qual veio a ser condenado RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 61 por sentença transitada em julgado. Apesar disso, o juízo da execução penal não procedeu à suspensão cautelar do benefício, tendo praticado tal ato somente no dia 11/9/2016. Com relação a essa situação hipotética e a aspectos a ela correlatos, julgue os seguintes itens. I O fato de não ter sido oportunamente suspenso o benefício é irrelevante, pois o livramento deve ser revogado pelo juiz da execução quando sobrevém condenação irrecorrível à pena de prisão. II Competiria ao juízo da execução penal determinar a suspensão do livramento condicional, cautelarmente, para revogá-lo depois, se fosse o caso. III Julgar-se-ia extinta a pena relativa ao primeiro delito se, relativamente ao segundo, cometido na vigência do livramento condicional, o réu fosse absolvido no segundo grau de jurisdição. IV A revogação do benefício seria facultativa se a nova condenação, referente ao crime cometido no período de prova, fosse de pena distinta da privativa de liberdade. Estão certos apenas os itens A-I e II. B-I e III. C-II e IV. D-I, III e IV. E-II, III e IV. COMENTÁRIO As únicas afirmações corretas são as II e IV. Isso porque, a afirmação I diz categoricamente que a não suspensão do benefício é irrelevante. Esta assertiva está equivocada uma vez que, a depender da situação, o benefício somente será revogado caso haja alguma causa obrigatória ou facultativa de revogação. A afirmação II encontra abrigo no art. 66, III, ‘e’ c/c art 145 da LEP. Já a afirmação III está incorreta porque “o juiz não poderá declarar extinta a pena, enquanto não passar em julgado a sentença em processo a que responde o liberado, por crime cometido na vigência do livramento”, nos termos do art. 89 do CP. Por fim, a afirmação IV está correta porque está em consonância com o art. 87 do CP. RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 62 GABARITO: C 14- 2018 - CESPE / CEBRASPE - PC-MA - CESPE - 2018 - PC-MA - Delegado de Polícia Civil A respeito das teorias que tratam das funções da pena, assinale a opção correta. A-A teoria correcionalista considera que a pena se esgota na ideia da retribuição como resposta ao mal causado pelo autor do crime. B-A teoria preventiva geral positiva considera que a pena tem a função de inibir comportamentos antissociais e moldar comportamentos socialmente aceitos. C-A teoria absoluta considera que a pena possui caráter retributivo, preventivo e ressocializador. D-A teoria preventiva geral considera a pena como um meio para prevenir a reincidência do indivíduo. E-A teoria preventiva especial considera a pena como um meio para intimidar os potenciais praticantes de condutas delituosas. COMENTÁRIO A – INCORRETA: a escola correcionalista, Rogério Sanches, entendia a pena como correção da vontade do criminoso e não a retribuição a um mal, motivo pelo qual pode ser determinada. B - CORRETA: de fato a finalidade da pena na teoria relativa ou utilitarista é prevenir a prática de delitos. A prevenção geral tem como objetivo central alcançar a sociedade, seja em seu aspecto positivo (prevenção integradora) inculcando à sociedade a ideia de não praticar delitos para que respeite o sistema, seja em seu aspecto negativo (prevenção intimidadora) que influi na sociedade aspectos reflexivos para que aqueles que não pratiquem delitos sob pena de ter o mesmo fim aquele sujeito ao cárcere. Teoria relativa/utilitarista: finalidade preventiva, que divide-se em geral e especial. Prevenção geral: é dirigida à sociedade. • Prevenção geral negativa: É uma coação psicológica. Efeito intimidatório da pena é uma ameaça legal dirigida à sociedade para que se abstenham de cometer delitos. Prevenção geral positiva, integradora ou estabilizadora: reafirmação da força do DP, demonstração de que a lei ainda está vigente, criando uma sensação de confiança na sociedade, com a ideia de que o crime é combatido. RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 63 C - INCORRETA: a teoria absoluta adota a ideia de retribuição ou reprovação da conduta praticada pelo agente, retribuindo o mal praticado por ele na medida da pena aplicada. Teoria absolutista: finalidade retributiva. A pena é um fim em si mesmo. Sua única missão é punir, castigar. É uma decorrência da delinquência. Diz-se que a pena é um mal justo, em resposta a um mal injusto, que é o crime. É a negação da negação do direito. • Tem por base a ideia do contrato social. Quem o viola não é digno do direito de cidadania. A pena serve para restabelecer a vigência da vontade geral • Crítica: a pena é mero instrumento de vingança do Estado, sem finalidade prática. Não se ocupa da ressocialização do agente. • Principais autores: Kant e Hegel. D - INCORRETA: neste caso a prevenção seria especial negativa. Ademais, a prevenção especial tem como objetivo central o apenado. Isto é, aquele sujeito ao cárcere é a figura central da finalidade da pena. Em seu aspecto positivo, nas palavras de Roxin “a missão da pena consiste unicamente em fazer com que o autor desista de cometer futuros delitos”, neste caso temos a sua faceta ressocializadora. Lado outro, o seu aspecto negativo, para Rogério Greco temos a ideia de neutralização daquele que praticou a infração penal, com a sua segregação ao cárcere. Retira-se o agente de forma momentânea do convívio social impedindo que esta pratique novas infrações penais. Prevenção especial: dirige-se ao criminoso. • Prevenção especial negativa: visa a neutralização do condenado por meio do cárcere, visando evitar a reincidência, quando outros meios menos lesivos não se mostrarem eficazes para sua ressocialização. • Prevenção especial positiva: preocupa-se com a ressocialização do condenado. E – INCORRETA: Neste caso, seria a prevenção geral negativa. GABARITO: B 15 - 2017 - FAPEMS - PC-MS - FAPEMS - 2017 - PC-MS - Delegado de Polícia RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 64 No que diz respeito ao sistema de aplicação da pena, assinale a alternativa correta. A-No caso de condenado reincidente em crime doloso, porém com as circunstâncias do artigo 59 do Código Penal inteiramente favoráveis, a pena-base pode ser aplicada no mínimo legal. B-A qualificadora da torpezado aditamento da denúncia, se seria marco interruptivo ou não da prescrição. O STF instado a se manifestar nesse sentido resolveu a celeuma e declarou em sede de controle difuso que o ato do recebimento do aditamento a denúncia interrompe, de fato, a prescrição desde que traga novos fatos. A assertiva correta apresenta duas hipóteses de não comunicação da interrupção, quais sejam, o cumprimento de pena e a reincidência, estas não alcançam todos os agentes uma vez que são circunstancias incomunicáveis não se estendendo a todos. Art. 46. O prazo para oferecimento da denúncia, estando o réu preso, será de 5 dias, contado da data em que o órgão do Ministério Público receber os autos do inquérito policial, e de 15 dias, se o réu estiver solto ou afiançado. No último caso, se houver devolução do inquérito à autoridade policial (art. 16), contar-se-á o prazo da data em que o órgão do Ministério Público receber novamente os autos. § 1o Quando o Ministério Público dispensar o inquérito policial, o prazo para o oferecimento da denúncia contar-se-á da data em que tiver recebido as peças de informações ou a representação § 2o O prazo para o aditamento da queixa será de 3 dias, contado da data em que o órgão do Ministério Público receber os autos, e, se este não se pronunciar dentro do tríduo, entender-se-á que não tem o que aditar, prosseguindo-se nos demais termos do processo. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689compilado.htm#art16 RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 6 Art. 384. Encerrada a instrução probatória, se entender cabível nova definição jurídica do fato, em conseqüência de prova existente nos autos de elemento ou circunstância da infração penal não contida na acusação, o Ministério Público deverá aditar a denúncia ou queixa, no prazo de 5 (cinco) dias, se em virtude desta houver sido instaurado o processo em crime de ação pública, reduzindo-se a termo o aditamento, quando feito oralmente Causas interruptivas da prescrição Art. 117 - O curso da prescrição interrompe-se: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) I - pelo recebimento da denúncia ou da queixa; (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) II - pela pronúncia; (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) III - pela decisão confirmatória da pronúncia; ( IV - pela publicação da sentença ou acórdão condenatórios recorríveis; (Redação dada pela Lei nº 11.596, de 2007). V - pelo início ou continuação do cumprimento da pena; (Redação dada pela Lei nº 9.268, de 1º.4.1996) VI - pela reincidência. (Redação dada pela Lei nº 9.268, de 1º.4.1996) § 1º - EXCETUADOS OS CASOS DOS INCISOS V E VI DESTE ARTIGO, a interrupção da prescrição produz efeitos relativamente a todos os autores do crime. Nos crimes conexos, que sejam objeto do mesmo processo, estende-se aos demais a interrupção relativa a qualquer deles. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) § 2º - Interrompida a prescrição, salvo a hipótese do inciso V deste artigo, todo o prazo começa a correr, novamente, do dia da interrupção GABARITO: D 3 - 2022 - FGV - PC-AM - FGV - 2022 - PC-AM - Delegado de Polícia - Edital nº 01 No que toca ao acórdão condenatório, assinale a afirmativa correta. A-Interrompe a prescrição, desde que aumente a pena anteriormente imposta. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art117 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art117 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art117 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art117 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art117 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art117 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11596.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9268.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9268.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9268.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art117 RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 7 B-Interrompe a prescrição, desde que não importe em diminuição da pena anteriormente imposta. C-Não interrompe a prescrição, quando meramente confirmatório da sentença de primeiro grau. D-Sempre interrompe a prescrição, desde que o fato seja posterior ao julgamento do HC 176.473/PR pelo STF. E-Sempre interrompe a prescrição, inclusive quando confirmatório da sentença de primeiro grau. COMENTÁRIO Em sede do informativo de n° 980 o STF manifestou no sentido de que: HABEAS CORPUS 176.473 RELATOR: MIN. ALEXANDRE DE MORAES Decisão: Após os votos dos Ministros Alexandre de Moraes (Relator), Edson Fachin, Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Marco Aurélio, que denegavam a ordem; e dos votos dos Ministros Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes, que a concediam, pediu vista dos autos o Ministro Dias Toffoli (Presidente). Falaram: pelo paciente, a Dra. Tatiana Mello Aragão Bianchini, Defensora Pública Federal; e, pela Procuradoria-Geral da República, o Dr. Antônio Augusto Brandão de Aras, Procurador-Geral da República. Ausente, por motivo de licença médica, o Ministro Celso de Mello. Plenário, 05.02.2020. Decisão: O Tribunal, por maioria, indeferiu a ordem de habeas corpus e fixou a seguinte tese: "NOS TERMOS DO INCISO IV DO ARTIGO 117 DO CÓDIGO PENAL, O ACÓRDÃO CONDENATÓRIO SEMPRE INTERROMPE A PRESCRIÇÃO, INCLUSIVE QUANDO CONFIRMATÓRIO DA SENTENÇA DE 1º GRAU, SEJA MANTENDO, REDUZINDO OU AUMENTANDO A PENA ANTERIORMENTE IMPOSTA", nos termos do voto do Relator, vencidos os Ministros Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Celso de Mello. Plenário, Sessão Virtual de 17.4.2020 a 24.4.2020. EMENTA: HABEAS CORPUS. ALEGADA PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA. INOCORRÊNCIA. INTERRUPÇÃO DA PRESCRIÇÃO PELO ACÓRDÃO CONFIRMATÓRIO DE SENTENÇA CONDENATÓRIA. 1. A prescrição é o perecimento da pretensão punitiva ou da pretensão executória pela inércia do próprio Estado; prendendo-se à noção de perda do direito de punir por sua negligencia, ineficiência ou incompetência em determinado lapso de tempo. 2. O Código Penal não faz distinção entre acórdão condenatório inicial ou confirmatório RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 8 da decisão para fins de interrupção da prescrição. O acórdão que confirma a sentença condenatória, justamente por revelar pleno exercício da jurisdição penal, é marco interruptivo do prazo prescricional, nos termos do art. 117, IV, do Código Penal. 3. Habeas Corpus indeferido, com a seguinte TESE: Nos termos do inciso IV do artigo 117 do Código Penal, o Acórdão condenatório sempre interrompe a prescrição, inclusive quando confirmatório da sentença de 1º grau, seja mantendo, reduzindo ou aumentando a pena anteriormente imposta GABARITO: E 4 - 2022 - CESPE / CEBRASPE - PC-PB - CESPE / CEBRASPE - 2022 - PC-PB - Delegado de Polícia Civil Em 16/11/2011, um indivíduo, réu primário com 21 anos de idade à época, cometeu furto simples (art. 155, caput, Código Penal – pena de reclusão, de um a quatro anos, e multa). A denúncia foi oferecida em 10/11/2015 e recebida em 16/11/2015. Após a tramitação regular do processo, esse indivíduo foi condenado à pena de dois anos de reclusão, sentença publicada em 16/11/2018. Apenas a defesa recorreu, e o acórdão publicado em 16/11/2021 reduziu a pena para um ano de reclusão. A partir dessa situação hipotética, é correto afirmar que A-o juiz deveria ter reconhecido, com base na pena aplicada na sentença, a prescrição virtual ocorrida entre a data do fato e a do recebimento da denúncia. B-não ocorreu prescrição nem em razão da pena emno crime de homicídio (CP, artigo 121, § 2°, inciso I) determina a majoração do quantum de pena privativa de liberdade na terceira fase da dosimetria. C-O início do cumprimento de pena privativa por condenação pelo crime de homicídio culposo na direção de veiculo automotor (artigo 302 da Lei n° 9.503/1997) sempre será no regime fechado em razão da gravidade da conduta em relação ao bem jurídico protegido penalmente. D-Sendo as circunstâncias judiciais favoráveis, admite-se a fixação do regime inicial aberto para o condenado reincidente, quando a pena fixada na sentença é igual ou inferior a quatro anos. E-Na sentença condenatória por crime de estelionato (CP,artigo 171, caput), a pena aplicada em um ano de prisão pode ser substituída por duas penas restritivas de direitos, desde que presentes os requisitos previstos no artigo 44 do Código Penal. COMENTÁRIO A – CORRETA: Isso porque, a reincidência é agravante genérica incidindo na segunda fase da dosimetria da pena, sob pena de bis in idem. B – INCORRETA: majorante é diferente de qualificadora. Aquela, é verdadeira causa de aumento de pena a incidir na terceira fase da dosimetria penal. Esta (qualificadora) significa uma tipo qualificado com margens de penas maiores do tipo básico partindo a análise inicial da dosimetria deste patamar. C – INCORRETA: a afirmação destoa de todo o sistema penal. Isso porque, o condenado a crime culposo, qualquer que seja a pena, terá a pena privativa de liberdade substituída por restritiva de direitos. Portanto, não há que se falar na submissão do infrator a nenhum regime prisional. D – INCORRETA: a afirmação destoa da jurisprudência sumulada do STJ de verbete de n° 269, a saber: “É admissível a adoção do regime prisional semi-aberto aos reincidentes condenados a pena igual ou inferior a quatro anos se favoráveis as circunstâncias judiciais.” E – INCORRETA: na condenação igual ou inferior a um ano, a substituição pode ser feita por multa ou por uma pena restritiva de direitos; se superior a um ano, a pena privativa de RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 65 liberdade pode ser substituída por uma pena restritiva de direitos e multa ou por duas restritivas de direitos nos termos do art. 44, §2° do CP. GABARITO: A 16- 2017 - FCC - PC-AP - FCC - 2017 - PC-AP - Delegado de Polícia Segundo o regime do livramento condicional, A-a notícia da prática de infração penal implica imediata revogação do livramento condicional. B-será julgada extinta a pena privativa de liberdade, se expirar o prazo do livramento sem revogação. C-é vedada a concessão do livramento condicional para o preso que não gozou de 5 saídas temporárias ao longo da execução da pena. D-é incabível para pessoas condenadas por crime hediondo ou cometidos com violência ou grave ameaça contra a pessoa. E-o livramento condicional é direito subjetivo do sentenciado que cumprir um sexto da pena e apresentar bom comportamento carcerário. COMENTÁRIO A – INCORRETA: para ocorrer a revogação do benefício do livramento condicional deverá necessariamente acontecer a sentença penal condenatória transitada em julgado nos termos do art. 86 do CP: “Revoga-se o livramento, se o liberado vem a ser condenado a pena privativa de liberdade, em sentença irrecorrível: I - por crime cometido durante a vigência do benefício; II - por crime anterior, observado o disposto no art. 84 deste Código. “ B – CORRETA: De fato, nos termos do art. 90 do CP, se até o seu término o livramento não for revogado, considera-se extinta a pena privativa de liberdade. C - INCORRETA: não existe tal vedação na lei n° 7210/84. D - INCORRETA: somente nos crimes hediondos ou equiparados com resultado morte que é vedado o livramento condicional. RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 66 E – INCORRETA: nos termos do art. 83 do CP: Art. 83 - O juiz poderá conceder livramento condicional ao condenado a pena privativa de liberdade igual ou superior a 2 (dois) anos, desde que: I - cumprida mais de um terço da pena se o condenado não for reincidente em crime doloso e tiver bons antecedentes; II - cumprida mais da metade se o condenado for reincidente em crime doloso; III - comprovado: a) bom comportamento durante a execução da pena; b) não cometimento de falta grave nos últimos 12 (doze) meses; c) bom desempenho no trabalho que lhe foi atribuído; e d) aptidão para prover a própria subsistência mediante trabalho honesto; IV - tenha reparado, salvo efetiva impossibilidade de fazê-lo, o dano causado pela infração; V - cumpridos mais de dois terços da pena, nos casos de condenação por crime hediondo, prática de tortura, tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, tráfico de pessoas e terrorismo, se o apenado não for reincidente específico em crimes dessa natureza. Parágrafo único - Para o condenado por crime doloso, cometido com violência ou grave ameaça à pessoa, a concessão do livramento ficará também subordinada à constatação de condições pessoais que façam presumir que o liberado não voltará a delinqüir. GABARITO: B 17 - 2016 - FUNCAB - PC-PA - FUNCAB - 2016 - PC-PA - Delegado de Policia Civil - Reaplicação Immanuel Kant, em sua obra Metafísica dos Costumes, elaborou estudos sobre a teoria da pena. Acerca de sua formulação, é correto afirmar que: RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 67 A-sob uma perspectiva dialética, o filósofo concebe a pena como a negação da negação, isto é, o crime constitui uma negação da liberdade, razão pela qual se impõe um ato coativo que contradiga essa negação e importe uma afirmação (do direito). B-Na esteira de Von Liszt, o filósofo vê a sanção penal como uma forma de se alcançar a reinserção social do condenado ou, ao menos, sua neutralização, realizando dessa forma a missão de prevenção especial da pena. C-Kant funda sua teoria no terreno de moralidade humana, sustentando que a pena não visa a realizar objetivos sociais ou qualquer outro bem, de modo que deve ser aplicada simplesmente porque o criminoso cometeu um crime; vislumbrar finalidades na pena, para o filósofo, seria tratar o homem como um meio, o que repudia, concedendo ao seu pensamento caráter retributivo. D-a pena, para Kant, visa a confirmar a vigência da norma penal naqueles casos em que se impõe a aplicação de um direito penal de exceção, ou seja, busca-se prevenir um fato futuro perigoso através da custódia de segurança. E-assevera o pensador, em lição marcadamente utilitarista, que a pena só se justifica quando coligada a uma finalidade, qual seja, a prevenção de novos delitos, voltando-se, portanto, ao futuro; consequentemente, tem-se a pena como uma forma de intimidação, em que o respeito às leis decorreria do temor em suportar uma privação da liberdade ou restrição a direitos. COMENTÁRIO A – INCORRETA: trata-se de pensamento de Hegel e não de Kant. Aquele é o partidário da teoria absolutista ou retributiva. B - INCORRETA: Franz Von Liszt, dentro da escola moderna alemã, versa que a pena é um instrumento de ordem e segurança social atraindo a função preventiva geral negativa (coação psicológica). C – CORRETA: Immanuel Kant, com a visão de que o ser humano é um fim em si mesmo e não mero objeto – imperativo categórico - de fato adota esta visão da finalidade da pena. D - INCORRETA: essa afirmação leva-nos ao pensamento de Gunther Jakobs dentro de seu funcionalismo sistêmico ou radical adotando uma prevenção geral positivo em sua faceta absoluta. Isto é, a prevenção da pena tem aúnica função de garantir a validade da norma, que teria sua eficácia abalada se, diante da violação, não houvesse resposta. E – INCORRETA: Kant adotava uma visão absoluta ou retribucionista. GABARITO: C RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 68 18- 2016 - CESPE / CEBRASPE - PC-PE - CESPE - 2016 - PC-PE - Delegado de Polícia O ordenamento penal brasileiro adotou a sistemática bipartida de infração penal — crimes e contravenções penais —, cominando suas respectivas penas, por força do princípio da legalidade. Acerca das infrações penais e suas respectivas reprimendas, assinale a opção correta. A-O crime de homicídio doloso praticado contra mulher é hediondo e, por conseguinte, o cumprimento da pena privativa de liberdade iniciar-se-á em regime fechado, em decorrência de expressa determinação legal. B-No crime de tráfico de entorpecente, é cabível a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, bem como a fixação de regime aberto, quando preenchidos os requisitos legais. C-Constitui crime de dano, previsto no CP, pichar edificação urbana. Nesse caso, a pena privativa de liberdade consiste em detenção de um a seis meses, que pode ser convertida em prestação de serviços à comunidade. D-O STJ autoriza a imposição de penas substitutivas como condição especial do regime aberto. E-O condenado por contravenção penal, com pena de prisão simples não superior a quinze dias, poderá cumpri-la, a depender de reincidência ou não, em regime fechado, semiaberto ou aberto, estando, em quaisquer dessas modalidades, obrigado a trabalhar. COMENTÁRIO A – INCORRETA: o crime de femicídio, isto é, o homicídio simples quando recair sobre o sujeito passivo mulher – ausente os elementos subjetivos especiais – não é crime hediondo. Diferentemente do feminicídio, verdadeiro homicídio qualificado e, portanto, crime hediondo. B - CORRETA: trata-se do tráfico de drogas privilegiado (tecnicamente o nome correto é minorado já que prevê uma causa de diminuição e não um minus no preceito secundário em relação ao tipo básico) previsto do art. 33, §4° da lei de drogas: “§ 4º Nos delitos definidos no caput e no § 1º deste artigo, as penas poderão ser reduzidas de um sexto a dois terços, vedada a conversão em penas restritivas de direitos , desde que o agente seja primário, de bons antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa.” C - INCORRETA: trata-se de crime ambiental previsto do art. 65 da lei n° 9605/98. “Art. 65. Pichar ou por outro meio conspurcar edificação ou monumento urbano pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, e multa. “ http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Congresso/RSF-05-2012.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Congresso/RSF-05-2012.htm RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 69 D - INCORRETA: é o entendimento da Súmula n° 493 STJ, a saber: “É inadmissível a fixação de pena substitutiva (art. 44 do CP) como condição especial ao regime aberto.” E – INCORRETA: nos termos do art. 6° da LCP a pena de prisão simples deve ser cumprida, sem rigor penitenciário, em estabelecimento especial ou seção especial de prisão comum, em regime semi-aberto ou aberto. GABARITO: B 19- 2014 - Aroeira - PC-TO - Aroeira - 2014 - PC-TO - Delegado de Polícia Nos crimes praticados com abuso de poder ou violação de dever para com a administração pública, a perda de cargo, função pública ou mandato eletivo constitui efeito da condenação, quando aplicada pena privativa de liberdade por tempo igual ou superior a: A-seis meses. B-um ano. C-dois meses. D-três anos. COMENTÁRIO A resposta é letra B, isto é, de 1 ano nos termos do art. 92 do CP: Art. 92 - São também efeitos da condenação: I - a perda de cargo, função pública ou mandato eletivo: a) quando aplicada pena privativa de liberdade por tempo igual ou superior a um ano, nos crimes praticados com abuso de poder ou violação de dever para com a Administração Pública; b) quando for aplicada pena privativa de liberdade por tempo superior a 4 (quatro) anos nos demais casos. GABARITO: B 20- 2014 - Aroeira - PC-TO - Aroeira - 2014 - PC-TO - Delegado de Polícia RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 70 A pena de multa consiste no pagamento de quantia fixada na sentença e calculada em dias-multa. Essa pena deve ser paga ao: A-Fundo Penitenciário, sendo, no mínimo, de dez e, no máximo, de trezentos e sessenta dias-multa. B-Conselho Penitenciário, sendo, no mínimo, de trinta e, no máximo, de trezentos e sessenta e cinco dias- multa. C-Conselho da Comunidade, sendo, no mínimo, de cinquenta e, no máximo, de quinhentos dias-multa. D-Fundo de Amparo ao Trabalhador, sendo, no mínimo, de vinte e, no máximo, de duzentos dias-multa. COMENTÁRIO Nos termos do art. 49 do CP a pena de multa consiste no pagamento ao fundo penitenciário da quantia fixada na sentença e calculada em dias-multa. Será, no mínimo, de 10 (dez) e, no máximo, de 360 (trezentos e sessenta) dias-multa. GABARITO: A RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 71 LEI DE INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO 1 - 2021 - FUMARC - PC-MG - FUMARC - 2021 - PC-MG - Delegado de Polícia Substituto A., domiciliado em Santa Cruz do Escalvado – MG, foi passear no Vietnã, onde sofreu mal súbito e faleceu. Deixou os herdeiros F., G. e R., bem como vasto patrimônio. O herdeiro G. verificou que a lei vietnamita sobre direito sucessório é mais favorável a ele. Invocou, no inventário judicial, a lei vietnamita para herdar o dobro do que teria direito pelo direito sucessório brasileiro. A alegação NÃO pode ser acolhida porque: A-a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro dispõe de forma contrária. B-atenta contra a soberania brasileira. C-lesa o fisco brasileiro. D-lesa os demais herdeiros. COMENTÁRIO Redação do art. 10 da LINDB: Art. 10 da LINDB: A sucessão por morte ou por ausência obedece à lei do país em que domiciliado o falecido ou o desaparecido, qualquer que seja a natureza e a situação dos bens. OBS. A frase "sempre que não lhe seja mais favorável" prevista na LINDB se trata de bens de estrangeiros. GABARITO: A 2 - 2021 - FAPEC - PC-MS - FAPEC - 2021 - PC-MS - Delegado de Polícia Sobre a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, assinale a alternativa correta. A-A repristinação, entendida como a restauração da lei revogada pela revogação da sua lei revogadora, é admitida como regra no direito brasileiro. B-A lei do país onde está domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família. Será aplicada a lei do país dos nubentes quanto aos impedimentos dirimentes e às formalidades da celebração. RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 72 C-Tratando-se de brasileiros, são competentes as autoridades diplomáticas brasileiras para lhes celebrar o casamento e os mais atos de Registro Civil e de tabelionato, inclusive o registro de nascimento e de óbito dos filhos de brasileiro ou brasileira nascidos no país da sede da Embaixada. D-Nas esferas administrativa, controladora e judicial, não se decidirá com base em valores jurídicos abstratos sem que sejam consideradas as consequências práticas da decisão. E-As autoridades públicas devem atuar para aumentar a segurança jurídica na aplicação das normas, inclusive por meio de regulamentos, súmulas administrativas e respostas a consultas, que terão caráter vinculante em relação ao demais órgãos da Administração Pública, até ulterior revisão.COMENTÁRIO A – INCORRETA: Aplicação do art. 2º, § 3º, LINDB: Art. 2º, § 3 Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência. B - INCORRETA: Art. 7º, § 1º, LINDB: Art. 7 A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família. § 1 Realizando-se o casamento no Brasil, será aplicada a lei brasileira quanto aos impedimentos dirimentes e às formalidades da celebração. C - INCORRETA: Art. 18, caput, LINDB: Art. 18. Tratando-se de brasileiros, são competentes as autoridades consulares brasileiras para lhes celebrar o casamento e os mais atos de Registro Civil e de tabelionato, inclusive o registro de nascimento e de óbito dos filhos de brasileiro ou brasileira nascido no país da sede do Consulado. D - CORRETA: Art. 20, LINDB: RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 73 Art. 20. Nas esferas administrativa, controladora e judicial, não se decidirá com base em valores jurídicos abstratos sem que sejam consideradas as consequências práticas da decisão. . E – INCORRETA: Art. 30, LINDB: Art. 30. As autoridades públicas devem atuar para aumentar a segurança jurídica na aplicação das normas, inclusive por meio de regulamentos, súmulas administrativas e respostas a consultas. Parágrafo único. Os instrumentos previstos no caput deste artigo terão caráter vinculante em relação ao órgão ou entidade a que se destinam, até ulterior revisão. GABARITO: D 3 - 2021 - NC-UFPR - PC-PR - NC-UFPR - 2021 - PC-PR - Delegado de Polícia A palavra fato quer dizer acontecido, feito, ocorrido, operado, realizado, sendo o particípio passado do verbo fazer, do verbo latino factio, is, feci, factum, ere. Fato é, assim, todo acontecimento, que pode ser natural, jurídico ou humano, encontrando nesse posicionamento suas três espécies. (AZEVEDO, Álvaro Villaça. Teoria Geral dos Contratos Típicos e Atípicos, 2009, p. 03.) A respeito do assunto, considere as seguintes afirmativas: 1. O fato natural provém da natureza, dispensa a vontade humana e nunca produz efeitos jurídicos, tal como um maremoto em alto mar, na própria natureza, sendo irrelevante para o Direito. 2. Um tsunami que traz danos a uma cidade é um exemplo de um fato natural, não jurídico. 3. O fato jurídico não depende da vontade humana, mas produz efeitos no ordenamento jurídico, como se dá com um fato natural que adentra na órbita de direitos de uma pessoa produzindo um dano. 4. O fato humano é o único que sempre exigirá a manifestação de vontade do sujeito e, por tratar-se de verdadeiro ato jurídico, uma de suas formas manifestar-se-á na realização pura e simples da vontade humana. Assinale a alternativa correta. A-Somente a afirmativa 1 é verdadeira. RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 74 B-Somente as afirmativas 2 e 3 são verdadeiras. C-Somente as afirmativas 2 e 4 são verdadeiras. D-Somente as afirmativas 1, 3 e 4 são verdadeiras. E-As afirmativas 1, 2, 3 e 4 são verdadeiras. COMENTÁRIO Fato jurídico é "uma ocorrência que interessa ao Direito, ou seja, que tenha relevância jurídica. O fato jurídico lato sensu pode ser natural, denominado fato jurídico stricto sensu. Esse pode ser um fato ordinário ou extraordinário. Pode o fato ser ainda humano, surgindo o conceito de fato jurígeno" (TARTUCE, Flávio. Manual de Direito Civil. Volume único. 6ª ed. Método: São Paulo, 2016, p. 221). 1. APESAR DE A BANCA GABARITAR A ASSERTIVA COMO CORRETA, não é irrelevante. Ao afirmar que o fato natural provém da natureza, dispensando a vontade humana, a questão está perfeitamente correta. Segundo vasta doutrina, o fato natural é aquele que provém de fenômenos naturais, como o nascimento, a morte, o decurso do tempo, uma tempestade, um furacão, uma nevasca ou qualquer outro evento incontrolável pela vontade humana. Porém, ao dizer que um evento natural nunca produz efeitos jurídicos, a assertiva incidiu em erro. Veja inclusive como exemplo é a afirmativa 2 que traz um fato natural que tem relevância para o Direito. 2. implica em resultados no mundo jurídico (danos à cidade). 3. Correta 4. correta GABARITO: D, mas a 1 está incorreta. 4 - 2021 - INSTITUTO AOCP - PC-PA - INSTITUTO AOCP - 2021 - PC-PA - Delegado de Polícia Civil Considerando o que dispõe a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, assinale a alternativa correta. A-Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta dias depois de oficialmente publicada. B-Na aplicação da lei, o juiz não atenderá às exigências do bem comum, mas sim aos fins sociais a que ela se dirige. C-O estrangeiro casado, que se naturalizar brasileiro, pode, mediante expressa anuência de seu cônjuge, requerer ao juiz, no ato de entrega do decreto de naturalização, que se apostile ao mesmo a adoção do RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 75 regime de comunhão parcial de bens, respeitados os direitos de terceiros e dada essa adoção ao competente registro. D-Para qualificar e reger as obrigações, aplicar-se-á a lei do país em que as obrigações tiverem de ser cumpridas. E-O regime de bens, legal ou convencional, obedece à lei do país em que tiverem os nubentes domicílio, e, se este for diverso, a do último domicílio conjugal. COMENTÁRIO A – INCORRETA: O caput do art. 1º da LINDB dispõe que, salvo disposição em contrário, “a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois de oficialmente publicada”. B - INCORRETA: LINDB: “Art. 5º Na aplicação da lei, o juiz atenderá aos fins sociais a que ela se dirige e às exigências do bem comum. C - CORRETA: LINDB: §5º do art. 7º: “§ 5º - O estrangeiro casado, que se naturalizar brasileiro, pode, mediante expressa anuência de seu cônjuge, requerer ao juiz, no ato de entrega do decreto de naturalização, se apostile ao mesmo a adoção do regime de comunhão parcial de bens, respeitados os direitos de terceiros e dada esta adoção ao competente registro”. D - INCORRETA: LINDB “Art. 9º Para qualificar e reger as obrigações, aplicar-se-á a lei do país em que se constituírem”. E – INCORRETA: LINDB: §4º do art. 7º: “§ 4o O regime de bens, legal ou convencional, obedece à lei do país em que tiverem os nubentes domicílio, e, se este for diverso, a do primeiro domicílio conjugal”. GABARITO: C 5 - 2019 - Instituto Acesso - PC-ES - Instituto Acesso - 2019 - PC-ES - Delegado de Polícia - Anulado RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 76 A atual Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (Decreto-lei 4.657, de 4 de setembro de 1942 e suas alterações), antiga “Lei de Introdução ao Código Civil, é composta de regras que incidem no campo da atuação dos agentes públicos, bem como estabelece regras gerais de interpretação. Tendo em vista as disposições deste Diploma Legal, assinale a seguir a alternativa correta: A-Nas decisões emanadas das esferas administrativas, judicial e controladora, valores abstratos podem ser utilizados desde que, em tais decisões, sejam consideradas as consequências práticas de sua utilização no caso concreto. B-Uma lei federal revogada por outra lei federal posterior tem sua vigência restaurada caso a lei revogadora posterior perca sua vigência, como também tem sua eficácia jurídica restabelecida para casos concretos para os quais era aplicada, C-A lei do país em que a pessoa natural é domiciliada, seja ela brasileira nata ou naturalizada após processo regular com decisão transitada em julgado, determina as regras especificas sobre responsabilidade civil a seremaplicadas num caso concreto. D-Na hipótese de lacuna legal, que consiste em não haver uma hipótese normativa especifica e expressa a ser aplicada para um determinado caso concreto, o Juiz decidirá utilizando a ponderação, a analogia, os costumes e os princípios gerais do direito. E-O agente público, em nível Federal, Estadual ou Municipal, no uso de suas atribuições estabelecidas em regime jurídico próprio, responderá pessoalmente por suas decisões ou opiniões técnicas em caso de Imprudência, negligência, imperícia ou erro grosseiro. COMENTÁRIO A – CORRETA: O art. 20 da LINDB prevê: "Art. 20. Nas esferas administrativa, controladora e judicial, não se decidirá com base em valores jurídicos abstratos sem que sejam consideradas as consequências práticas da decisão. Parágrafo único. A motivação demonstrará a necessidade e a adequação da medida imposta ou da invalidação de ato, contrato, ajuste, processo ou norma administrativa, inclusive em face das possíveis alternativas". . B - INCORRETA: LINDB: RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 77 §3º do art. 2º: "Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência". C - INCORRETA: LINDB: Art. 7º: "A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família". D - INCORRETA: LINDB: Art. 4o Quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes e os princípios gerais de direito. E – INCORRETA: LINDB: Art. 28: O agente público responderá pessoalmente por suas decisões ou opiniões técnicas em caso de dolo ou erro grosseiro. GABARITO: A 6 - 2018 - CESPE / CEBRASPE - PC-SE - CESPE - 2018 - PC-SE - Delegado de Polícia Uma nova lei, que disciplinou integralmente matéria antes regulada por outra norma, foi publicada oficialmente sem estabelecer data para a sua entrada em vigor e sem prever prazo de sua vigência. Sessenta dias após a publicação oficial dessa nova lei, foi ajuizada uma ação em que as partes discutem um contrato firmado anos antes sobre o assunto objeto das referidas normas. Tendo como referência essa situação hipotética, julgue o seguinte item, com base na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro. Apesar de a nova lei ter revogado integralmente a anterior, ela não se aplica ao contrato objeto da ação. Certo Errado COMENTÁRIO RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 78 Art. 6º da LINDB “A Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada". CRFB, em seu art. 5º, XXXVI, dispõe que: “a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada". Nesse caso específico, estamos diante de um ato jurídico perfeito. Veja o § 1º do dispositivo legal: “Reputa-se ato jurídico perfeito o já consumado segundo a lei vigente ao tempo em que se efetuou". GABARITO: Correta 7 - 2018 - CESPE / CEBRASPE - PC-SE - CESPE - 2018 - PC-SE - Delegado de Polícia Uma nova lei, que disciplinou integralmente matéria antes regulada por outra norma, foi publicada oficialmente sem estabelecer data para a sua entrada em vigor e sem prever prazo de sua vigência. Sessenta dias após a publicação oficial dessa nova lei, foi ajuizada uma ação em que as partes discutem um contrato firmado anos antes sobre o assunto objeto das referidas normas. Tendo como referência essa situação hipotética, julgue o seguinte item, com base na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro No momento do ajuizamento da ação, a nova lei já estava em vigor. Certo Errado COMENTÁRIO Art. 1º da LINDB: “Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois de oficialmente publicada". GABARITO: CERTA 8 - 2018 - CESPE / CEBRASPE - Polícia Federal - CESPE - 2018 - Polícia Federal - Delegado de Polícia Federal Diante da existência de normas gerais sobre determinado assunto, publicou-se oficialmente nova lei que estabelece disposições especiais acerca desse assunto. Nada ficou estabelecido acerca da data em que essa nova lei entraria em vigor nem do prazo de sua vigência. Seis meses depois da publicação oficial da nova lei, um juiz recebeu um processo em que as partes discutiam um contrato firmado anos antes. RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 79 A partir dessa situação hipotética, julgue o item a seguir, considerando o disposto na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro. O caso hipotético configura repristinação, devendo o julgador, por isso, diante de eventual conflito de normas, aplicar a lei mais nova e específica. Certo Errado COMENTÁRIO LINDB: Art. 2º § 3o Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência. O caso hipotético não configura repristinação, pois não há revogação de nenhuma lei. A lei nova que estabeleceu disposições especiais, a par da lei geral já existente não a revogou, nem a modificou, permanecendo ambas em vigor e produzindo efeitos a partir da sua entrada em vigor (45 dias após publicada), de modo que ao haver o questionamento seis meses depois, já está produzindo efeitos, porém não retroage para alcançar os efeitos do ato jurídico perfeito. GABARITO: Errada 9 - 2018 - CESPE / CEBRASPE - Polícia Federal - CESPE - 2018 - Polícia Federal - Delegado de Polícia Federal Diante da existência de normas gerais sobre determinado assunto, publicou-se oficialmente nova lei que estabelece disposições especiais acerca desse assunto. Nada ficou estabelecido acerca da data em que essa nova lei entraria em vigor nem do prazo de sua vigência. Seis meses depois da publicação oficial da nova lei, um juiz recebeu um processo em que as partes discutiam um contrato firmado anos antes. A partir dessa situação hipotética, julgue o item a seguir, considerando o disposto na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro. A nova lei começou a vigorar no país quarenta e cinco dias depois de oficialmente publicada e permanecerá em vigor até que outra lei a modifique ou a revogue. Certo Errado COMENTÁRIO RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 80 Art. 1º da LINDB: “Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois de oficialmente publicada". Art. 2º: “Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue.” (PRINCÍPIO DA CONTINUIDADE DAS LEIS) GABARITO: Certa 10 - 2018 - NUCEPE - PC-PI - NUCEPE - 2018 - PC-PI - Delegado de Polícia Civil Com base na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, marque a alternativa CORRETA. A-O período de vacatio legis de uma lei de direito material é diferente quando se trata de norma de direito processual. B-As organizações destinadas a fins de interesse coletivo, como as sociedades e as fundações, obedecem à lei do Estado em que se constituírem. C-Dependendo da importância da lei, o legislador deve estabelecer um período de vacatio legis mais extenso, de 1 (um) ano para os Códigos e Leis Complementares. D-Uma lei nova não modifica a anterior se for com ela incompatível ou tratar sobre a mesma matéria. E-A equidade é sempre uma forma de integração quando houver omissão da lei. COMENTÁRIO A – INCORRETA: O legislador não faz distinção, quanto ao prazo, entre lei de direito material e processual. B - CORRETA: LINDB, art. 11 da LINDB. Portanto, devem ser aplicadas as regras do local de sua constituição. As organizações destinadas a fins de interesse coletivo,como as sociedades e as fundações, obedecem à lei do Estado em que se constituirem. C - INCORRETA: Sem previsão na LINDB. D - INCORRETA: LINDB: Art. 2º Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue. § 1º A lei posterior revoga a RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 81 anterior quando expressamente o declare, quando seja com ela incompatível ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior. E – INCORRETA: Art. 4º da LINDB “Quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes e os princípios gerais de direito" GABARITO: B 11- 2018 - CESPE / CEBRASPE - PC-MA - CESPE - 2018 - PC-MA - Delegado de Polícia Civil De acordo com a LINDB, no tocante ao fenômeno da repristinação, salvo disposição em contrário, a lei A-nova que estabeleça disposições gerais a respeito de outras já existentes não revogará leis anteriores. B-revogada voltará a vigorar se a lei que a revogou for declarada inconstitucional em controle difuso. C-revogada não se restaurará se a lei revogadora perder a vigência. D-nova que estabeleça disposições especiais a respeito de outras já existentes não revogará leis anteriores. E-nova revogará a anterior se regular inteiramente a mesma matéria. COMENTÁRIO Atenção ao enunciado que traz "quanto à Repristinação". O único item que fala de repristinação é o C. Portanto, a assertiva correta. GABARITO: C 12 - 2017 - IBADE - PC-AC - IBADE - 2017 - PC-AC - Delegado de Polícia Civil Segundo a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, assinale a afirmativa correta. A-A revogação de lei anterior por lei posterior só ocorre nos casos em que expressamente declarada. B-A lei revogada é automaticamente restaurada se a lei revogadora tiver perdido a vigência. C-O casamento de estrangeiros poderá celebrar-se perante autoridades diplomáticas ou consulares do país de apenas um dos nubentes. D-Salvo disposição em contrário, uma lei começa a vigorar no Brasil sessenta dias depois de oficialmente publicada. E-As regras sobre os direitos de família são determinadas pela lei do país em que a pessoa for domiciliada. RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 82 COMENTÁRIO A – INCORRETA: LINDB: Art. 2º. § 1o A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare, quando seja com ela incompatível ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior. B - INCORRETA: LINDB, Art. 2º § 3o Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência. C - INCORRETA: LINDB, Art. 7º. § 2o O casamento de estrangeiros poderá celebrar-se perante autoridades diplomáticas ou consulares do país de ambos os nubentes. D - INCORRETA: LINDB, Art. 1o Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois de oficialmente publicada. E – CORRETA: Art. 7º da LINDB: A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família. GABARITO: E 13 - 2017 - CESPE / CEBRASPE - PC-GO - CESPE - 2017 - PC-GO - Delegado de Polícia Substituto A Lei n.º XX/XXXX, composta por quinze artigos, elaborada pelo Congresso Nacional, foi sancionada, promulgada e publicada. A respeito dessa situação, assinale a opção correta, de acordo com a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro. A-Se algum dos artigos da lei sofrer alteração antes de ela entrar em vigor, será contado um novo período de vacância para o dispositivo alterado. B-Caso essa lei tenha revogado dispositivo da legislação anterior, automaticamente ocorrerá o efeito repristinatório se nela não houver disposição em contrário. RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 83 C-A lei irá revogar a legislação anterior caso estabeleça disposições gerais sobre assunto tratado nessa legislação. D-Não havendo referência ao período de vacância, a nova lei entra em vigor imediatamente, sendo eventuais correções em seu texto consideradas nova lei. E-Não havendo referência ao período de vacância, a lei entrará em vigor, em todo o território nacional, três meses após sua publicação. COMENTÁRIO A – CORRETA: LINDB: Art. 1º. § 3o Se, antes de entrar a lei em vigor, ocorrer nova publicação de seu texto, destinada a correção, o prazo deste artigo e dos parágrafos anteriores começará a correr da nova publicação. B - INCORRETA: LINDB, Art. 2º § 3o Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência. C - INCORRETA: LINDB, Art. 2º. § 2o A lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já existentes, não revoga nem modifica a lei anterior. D - INCORRETA: LINDB, Art. 1o Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois de oficialmente publicada. Art. 1º. § 4o As correções a texto de lei já em vigor consideram-se lei nova. E – INCORRETA: LINDB, Art. 1o Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois de oficialmente publicada. GABARITO: A RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 84 14 - 2016 - FUNCAB - PC-PA - FUNCAB - 2016 - PC-PA - Delegado de Policia Civil - Reaplicação De acordo com a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro: A-a revogação de lei por lei posterior, quando houver incompatibilidade entre elas, deve ser expressa. B-o Direito Brasileiro admite de forma ampla o fenômeno da repristinação. C-a lei, quando não se destinar à vigência temporária, terá vigor até que outra a modifique ou a revogue. D-salvo disposição em contrário, uma lei entra em vigor no país 60 (sessenta) dias depois de oficialmente publicada. E-a lei revogada se restaura na hipótese de a lei revogadora ter perdido a vigência. COMENTÁRIO A – INCORRETA: LINDB, Art. 2º. § 1o A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare, quando seja com ela incompatível ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior. B - INCORRETA: LINDB, Art. 2º § 3o Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência. C - CORRETA: LINDB, Art. 2o Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue. D - INCORRETA: LINDB, Art. 1o Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois de oficialmente publicada. Art. 1º. § 4o As correções a texto de lei já em vigor consideram-se lei nova. E – INCORRETA: LINDB, Art. 2º. § 3o Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência. GABARITO: C RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 85 15 - 2016 - FUNCAB - PC-PA - FUNCAB - 2016 - PC-PA - Delegado de Polícia Civil - Prova Anulada Assinale a resposta correta, de acordo com a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro. A-A escusa ao cumprimento da lei exige a demonstração de seu desconhecimento. B-As obrigações são regidas pela lei do país em que constituídas. C-Perdendo a lei revogadora sua vigência, não se admite a previsão legal de repristinação da lei revogada. D-As regras sobre a capacidade e o direito de família são regidas pela lei do país onde nascida a pessoa. E-Na omissão da lei, deve o juiz recorrer a livre discricionariedade. COMENTÁRIO A – INCORRETA: LINDB: Art. 3o Ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que nãoa conhece. B - CORRETA: LINDB, art. 9º § 2o A obrigação resultante do contrato reputa-se constituída no lugar em que residir o proponente. C - INCORRETA: LINDB: Art. 2º. § 3o Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência. D - INCORRETA: LINDB, Art. 7o A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família. E – INCORRETA: LINDB, Art. 4o Quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes e os princípios gerais de direito. GABARITO: B 16 - 2014 - ACAFE - PC-SC - ACAFE - 2014 - PC-SC - Delegado de Polícia RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 86 “Ao adquirir vigência, a lei torna-se obrigatória. Entretanto, encontra uma série de situações em curso no mundo jurídico: algumas em formação, outras já consolidadas. É necessário, portanto, compatibilizar a nova lei com o estado de coisas existente no momento de seu ingresso”. GOMES, José Jairo. Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, São Paulo: Atlas, 2012, p. 52) Nesse sentido, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa correta. l A lei nova poderá prever um conjunto de disposições transitórias para resolver as questões conflitantes das duas leis: a nova e a revogada. ll Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência. lll As correções a texto de lei já em vigor não se consideram lei nova. lV A lei em vigor não terá de respeitar o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada. V Nos Estados estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, se inicia três meses depois de oficialmente publicada. A-Apenas III, IV e V estão corretas. B-Apenas I, II e III estão corretas. C-Apenas I, II e V estão corretas. D-Apenas a afirmação IV está correta. E-Todas as afirmações estão corretas. COMENTÁRIO Estão incorretas as seguintes: lll As correções a texto de lei já em vigor não se consideram lei nova. lV A lei em vigor não terá de respeitar o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada. Vejamos o porquê: sobre a III, dispõe o art. 1º § 4o: As correções a texto de lei já em vigor consideram-se lei nova; e sobre a IV: Art. 6º A Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada. GABARITO: C 17 - 2014 - ACAFE - PC-SC - ACAFE - 2014 - PC-SC - Delegado de Polícia A ordem social ficaria ameaçada se o juiz, na aplicação do Direito, deixasse de suprir as deficiências da lei com a analogia, os costumes e os princípios gerais do Direito. (art. 4º. do Decreto-Lei n. 4.657/42 – Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro - LINDB) RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 87 Nesse sentido, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa correta. l O juiz não poderá exigir prova do texto e da vigência de lei estrangeira, se a desconhecer, de pessoa que a invoca. ll A aplicação do Direito encontra-se intimamente ligada à Hermenêutica e à Interpretação. lll À luz de um caso concreto, o texto legal é interpretado para dele extrair-se a norma jurídica individual. lV As lacunas e deficiências do Direito não podem ser preenchidas pelo intérprete da lei. V Aplicar-se-á a lei do país em que for domiciliado o proprietário, quanto aos bens moveis que ele trouxer ou se destinarem a transporte para outros lugares. A-Apenas I, III e IV estão corretas. B-Apenas II, III e IV estão corretas. C-Apenas II, III e V estão corretas. D-Apenas IV e V estão corretas. E-Todas as afirmações estão corretas. COMENTÁRIO Estão incorretas as seguintes: l O juiz não poderá exigir prova do texto e da vigência de lei estrangeira, se a desconhecer, de pessoa que a invoca. lV As lacunas e deficiências do Direito não podem ser preenchidas pelo intérprete da lei. Vejamos o porquê: sobre a I, dispõe o art. 14. Não conhecendo a lei estrangeira, poderá o juiz exigir de quem a invoca prova do texto e da vigência; e sobre a IV: Art. 4o Quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes e os princípios gerais de direito. GABARITO: C 18 - 2014 - NUCEPE - PC-PI - NUCEPE - 2014 - PC-PI - Delegado de Polícia É na Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro que encontramos normas que disciplinam o âmbito de aplicação das normas jurídicas. Dentre as alternativas abaixo, marque a CORRETA. A-Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país 45 (quarenta e cinco) dias depois de oficialmente ultrapassado o período de vacatio legis. B-A vigência das leis, que os governos estaduais elaborem por autorização do Governo Federal, depende da aprovação deste e começará no prazo que a legislação estadual fixar. RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 88 C-A lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já existentes, não revoga nem modifica a lei anterior. D-Quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes, os princípios gerais de direito e equidade. E-A lei em vigor terá efeito imediato, condicional e geral, respeitados o ato jurídico perfeito, direito adquirido e a coisa julgada. COMENTÁRIO A – INCORRETA: LINDB: Art. 1o Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois de oficialmente publicada. B - INCORRETA: LINDB: Art. 1º. § 2o A vigência das leis, que os Governos Estaduais elaborem por autorização do Governo Federal, depende da aprovação deste e começa no prazo que a legislação estadual fixar. (Revogado pela Lei nº 12.036, de 2009). C - CORRETA: LINDB: Art. 2º. § 2o A lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já existentes, não revoga nem modifica a lei anterior. D - INCORRETA: LINDB: Art. 4o Quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes e os princípios gerais de direito. E – INCORRETA: LINDB: Art. 6º A Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada. GABARITO: C http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12036.htm#art4 RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 89 19 - 2014 - VUNESP - PC-SP - VUNESP - 2014 - PC-SP - Delegado de Polícia Assinale a alternativa correta, de acordo com as disposições da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (Decreto-Lei n.º 4.657/1942). A-A lei nova revoga a lei antiga, quando com esta incompatível, ainda que não haja expressa declaração de revogação. B-As correções a texto de lei já em vigor não implicam em lei nova. C-A repristinação é regra no direito brasileiro, admitindo-se disposição legal que afaste sua incidência. D-Entende-se por ato jurídico perfeito a decisão judicial da qual não caiba mais recurso. E-O Brasil não adota, em regra, o instituto da vacatio legis, salvo no estrangeiro, quando admitida a obrigatoriedade da lei brasileira. COMENTÁRIO Quando uma lei nova é publicada, um dos efeitos é a revogação de dispositivos anteriores. A revogação pode ser expressa – quando traz no seu enunciado de forma expressa a revogação ou tácita – quando a nova norma disciplina a matéria de forma diferente da original anterior, sendo com essa incompatível, tornando-se ilógica e sem sentido sua manutenção. Pode ser chamada também, de revogação oblíqua. Portanto, a assertiva “A” é a correta, sendo certoque as demais estão em dissonância com os dispositivos previstos na LINDB. GABARITO: A 20 - 2013 - CESPE / CEBRASPE - DPF - CESPE / CEBRASPE - 2013 - Polícia Federal - Delegado Com base na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, julgue o item a seguir. A revogação de uma norma pela superveniência de outra que disponha sobre a mesma matéria poderá atingir as situações já consumadas sob a égide da lei antiga, afetando os efeitos pretéritos produzidos ou incidindo sobre os efeitos presentes ou futuros de situações passadas ocorridas na vigência da norma revogada. Certo Errado RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 90 COMENTÁRIO A retroatividade que poderá atingir os efeitos pretéritos, presentes e futuros de uma situação jurídica consumada. Veja que a questão trouxe “situação jurídica", ou seja, não disse ato jurídico perfeito, direito adquirido e ou coisa julgada. GABARITO: Certa RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 91 DIREITO CIVIL: DAS PESSOAS 1 - 2022 - CESPE / CEBRASPE - PC-RJ - CESPE / CEBRASPE - 2022 - PC-RJ - Delegado de Polícia Acerca dos direitos fundamentais, à luz do direito civilista, assinale a opção correta. A-De acordo com Código Civil Brasileiro, seja qual for a circunstância, cada pessoa tem a liberdade para dispor do próprio corpo do modo que bem desejar, tanto por meio de mutilações quanto por qualquer forma de diminuição permanente da integridade física. B-Com exceção dos casos previstos em lei, os direitos da personalidade são irrenunciáveis e poderão ser transmitidos, caso o seu exercício sofra limitação voluntária. C-Os direitos da personalidade são direitos essenciais à dignidade e integridade e dependem da capacidade civil da pessoa, podendo ser citados os direitos a vida, liberdade, privacidade e intimidade. D-Abstratamente, os direitos fundamentais, entre os quais o direito da personalidade, sempre terão grau de importância entre si, independentemente da análise do caso em concreto. E-Ao tratar da proteção à integridade física e do direito ao próprio corpo, o Código Civil Brasileiro traz a possibilidade de recusa em submeter-se a tratamento ou intervenção médica em situações em que o procedimento demonstre risco à vida da pessoa. COMENTÁRIO A – INCORRETA: o CC/02 em seu art. 13 determina que: “Salvo por exigência médica, é defeso o ato de disposição do próprio corpo, quando importar diminuição permanente da integridade física, ou contrariar os bons costumes. Parágrafo único. O ato previsto neste artigo será admitido para fins de transplante, na forma estabelecida em lei especial.” O equívoco da questão está em afirmar que a diminuição permanente da integridade física poderá ocorrer em qualquer circunstância. Com efeito, para que haja a intervenção no próprio corpo deverá haver uma exigência médica para tanto. B - INCORRETA: É vedado pelo próprio art. 11 do diploma civilista a limitação voluntária dos direitos da personalidade civil. “Art. 11. Com exceção dos casos previstos em lei, os direitos da personalidade são intransmissíveis e irrenunciáveis, não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária.” RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 92 C - INCORRETA: personalidade é diferente de capacidade. O ato de surgimento da personalidade civil dá-se quando do nascimento com vida. Em outras palavras, a pessoa detém personalidade seja em sentido objetivo (é o conjunto de atributos próprios e exclusivos da pessoa humana merecedores de especial proteção da ordem jurídica) e subjetivo (aptidão genérica para ser titular de direitos e obrigações). Capacidade é o ato de exercer direitos e adquirir obrigações. Esta subdivide-se capacidade de direito (é a aptidão para adquirir os direitos na vida civil, em resumo, é a capacidade para ser TITULAR de direitos - todos possuem) e capacidade de fato (é a faculdade de exercer por si só os direitos adquiridos, sem a necessidade de assistente ou representante. Ademais, aqueles que são maiores de 16 anos e menores de 18 anos possuem capacidade relativa, podendo contrair matrimônio – art. 1517 do CC - e até formalizar testamentos/capacidade para testar –art. 1860, par único do CC; por outro lado os maiores de 18 anos possuem plena capacidade de exercer seus direitos). Portanto, a personalidade independe da capacidade (há quem defenda, por outros, Schreiber que personalidade confunde-se com capacidade de direito uma vez que um ou outro concede a pessoa a titularidade de direitos) D - INCORRETA: os princípios (mandamentos de otimização para Robert Alexy), espécie do gênero normas, não possuem hierarquia, isto é, não há prevalência maior entre um princípio e outro. Na verdade, quando há algum conflito entre princípios a técnica a ser observada é a da ponderação. Utiliza-se uma “balança” e observa qual o princípio possui o maior peso no caso concreto. Aplica-se, portanto, aquela norma que mais se adequa ao caso para que haja uma harmonia entre o princípio de maior peso e a concretude do caso. Lado outro, as regras (“tudo ou nada”), também espécies de normas, possuem hierarquia entre si observando sempre a técnica da subsunção. Em palavras outras, se o caso concreto narra uma nulidade por simulação, há regra neste sentido no art. 167, §1° do CC. E – CORRETA: redação literal do art. 15 do CC: “Art. 15. Ninguém pode ser constrangido a submeter-se, com risco de vida, a tratamento médico ou a intervenção cirúrgica.” GABARITO: E 2 - 2022 - CESPE / CEBRASPE - PC-PB - CESPE / CEBRASPE - 2022 - PC-PB - Delegado de Polícia Civil RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 93 Conforme o Código Civil e o entendimento jurisprudencial do Superior Tribunal de Justiça (STJ), os direitos da personalidade A-podem ser objeto de limitação voluntária de natureza permanente. B-podem ser objeto de limitação voluntária geral. C-não podem ser objeto de disponibilidade relativa. D-podem ser objeto de disponibilidade, como no caso de disposição, para fins científicos, do próprio corpo para depois da morte. E-não podem ser objeto de disponibilidade, como na circunstância de diminuição permanente da integridade física, por exigência médica. COMENTÁRIO Nos termos do art. 11 do CC/02: Art. 11. Com exceção dos casos previstos em lei, os direitos da personalidade são intransmissíveis e irrenunciáveis, não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária. Aliás, consta da jurisprudência em tese de n° 137 do STJ: O exercício dos direitos da personalidade pode sofrer limitação voluntária, desde que não seja permanente nem geral. Nos termos do art. 14 do CC/02: Art. 14. É válida, com objetivo científico, ou altruístico, a disposição gratuita do próprio corpo, no todo ou em parte, para depois da morte. Parágrafo único. O ato de disposição pode ser livremente revogado a qualquer tempo. GABARITO: D 3 - 2021 - FUMARC - PC-MG - FUMARC - 2021 - PC-MG - Delegado de Polícia Substituto A., inscrito no CPF sob nº 00.000.000-00, sócio gerente de AB Ltda., alienou para CD S/A um imóvel da sociedade empresária sem anuências dos demais sócios L. e J. Estes dois sócios entendem que a alienação é RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 94 inválida, porque A., na data em que foi feita a alienação, era portador de gravíssima doença mental. Quanto à invalidade e tendo em conta o Estatuto da Pessoa com Deficiência, a alienação é A-apenas anulável, porque não existe mais nulidade por incapacidade civil absoluta do agente em decorrência de doença mental. B-inválida, por decisão dos sócios L e J. C-nula, por incapacidadeabsoluta do agente. D-válida, por falta de prova da incapacidade absoluta do agente. COMENTÁRIO Trata-se de incapacidade relativa (neste caso estamos diante de uma anulabilidade ou nulidade relativa, descartando as alternativas que versem sobre nulidade absoluta) em virtude da doença mental instalada podendo gerar a impossibilidade de exprimir sua vontade, seja de forma transitória ou permanente. Em virtude da regra contida do art. 171, I do CC: Art. 171. Além dos casos expressamente declarados na lei, é anulável o negócio jurídico: I - por incapacidade relativa do agente; O prazo decadencial a ser aplicado é de 4 anos conforme disposição do art. 178, III do CC. Ademais, a parte final da assertiva “A” encontra-se em consonância com o disposto do art. 3° do CC, uma vez que somente os menores de 16 anos são absolutamente incapazes. GABARITO: A 4 - 2021 - FAPEC - PC-MS - FAPEC - 2021 - PC-MS - Delegado de Polícia Sobre os direitos da personalidade, assinale a alternativa correta. A-Os direitos da personalidade são atributos exclusivos das pessoas físicas e não se aplicam às pessoas jurídicas, apesar de as últimas poderem sofrer dano moral, nos termos da Súmula 227 do Superior Tribunal de Justiça. B-Depende de prova do prejuízo a indenização pela publicação não autorizada de imagem de pessoa, com fins econômicos ou comerciais. C-Os direitos da personalidade são intransmissíveis e irrenunciáveis, não podendo o seu exercício sofrer limitação, salvo manifestação expressa da vontade do titular. RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 95 D-De acordo com o posicionamento do Supremo Tribunal Federal (ADI 4815) e nos termos do art. 20 do Código Civil, há a necessidade de autorização expressa do titular do direito da personalidade para publicação de biografia. E-O nome da pessoa não pode ser empregado por outrem em publicações ou representações que a exponham ao desprezo público, ainda quando não haja intenção difamatória. COMENTÁRIO A – INCORRETA: Os direitos da personalidade também podem se estender as pessoas jurídicas, desde que haja compatibilidade para tanto – “no que couber” – nos termos do art. 52 do CC. A exemplo disso é a proteção da personalidade em sentido subjetivo da pessoa jurídica. Art. 52. Aplica-se às pessoas jurídicas, no que couber, a proteção dos direitos da personalidade. B - INCORRETA: nos termos da sumula n° 403 do STJ: “Independe de prova do prejuízo a indenização pela publicação não autorizada de imagem de pessoa com fins econômicos ou comerciais.” C - INCORRETA: nem mesmo por expressa manifestação do titular do direito. Neste sentido é a redação do art. 11 do CC: Art. 11. Com exceção dos casos previstos em lei, os direitos da personalidade são intransmissíveis e irrenunciáveis, não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária. D - INCORRETA: conforme jurisprudência do STF, em controle concentrado, prescinde-se da autorização expressa do titular do direito da personalidade para publicação de biografia. Ademais, nos termos da ADI 4815/DF: Ação direta julgada procedente para dar interpretação conforme à Constituição aos arts. 20 e 21 do Código Civil, sem redução de texto, para, em consonância com os direitos fundamentais à liberdade de pensamento e de sua expressão, de criação artística, produção científica, declarar inexigível autorização de pessoa biografada relativamente a obras biográficas literárias ou audiovisuais, sendo também desnecessária autorização de pessoas retratadas como RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 96 coadjuvantes (ou de seus familiares, em caso de pessoas falecidas ou ausentes). E – CORRETA: redação literal do art. 17 do CC: Art. 17. O nome da pessoa não pode ser empregado por outrem em publicações ou representações que a exponham ao desprezo público, ainda quando não haja intenção difamatória. GABARITO: E 5 - 2021 - NC-UFPR - PC-PR - NC-UFPR - 2021 - PC-PR - Delegado de Polícia D.M., menor com dezesseis anos de idade, ficou órfã perdendo seu pai e sua mãe por conta da pandemia do novo coronavírus. Agora, após ser recentemente aprovada no vestibular de medicina, ela precisa manter-se economicamente sozinha, tendo apenas um tio como tutor, que administra os bens e negócios deixados pelos seus pais, os quais empregam uma grande quantidade de trabalhadores. Considerando as informações apresentadas, assinale a alternativa correta. A-A morte dos pais de D.M. é suficiente para lhe garantir plena capacidade para os atos da vida civil, ante a situação excepcional de crise sanitária mundial, dispensando a oitiva de seu tutor. B-Uma das formas de D.M. adquirir a emancipação, tendo em vista possuir apenas dezesseis anos completos, se deu com a sua aprovação para curso superior. C-D.M. poderá ser emancipada somente por decisão judicial, após ouvido seu tutor, tendo em vista o falecimento de ambos os seus genitores. D-D.M. só poderá exercer os atos da vida civil após dezoito anos completos, nos termos da lei civil, quando adquirirá sua maioridade e consequente capacidade de direito. E-D.M. ficou imediatamente responsável pelos negócios de seus pais, o que acarretou sua emancipação automática por conta da presunção de economia própria, ainda que existente o tutor. COMENTÁRIO A emancipação é o ato de antecipar a capacidade civil da pessoa maior de 16 anos e menor de 18 anos, podendo ser legal, voluntária ou judicial. A emancipação legal ocorre quando a própria lei concede o adiantamento da cessação da incapacidade como no exercício de emprego público efetivo (atenção: a aprovação, isso, por si só, não gera a emancipação), pelo casamento, pela colação de grau em curso de ensino superior ou pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego, desde RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 97 que, em função deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria (no caso, não havia economia própria do menor). Noutro lado, a emancipação voluntária dá-se pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento público, independentemente de homologação judicial. Por fim, a emancipação judicial ocorre por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos tudo (É O CASO DA QUESTÃO) nos termos do art. 5°, parágrafo único e seus incisos do CC. DICA DD: É importante acrescentar que a emancipação não exime a responsabilidade civil por fato de terceiro dos pais (no caso do art. 5°, par único, I do CC) conforme jurisprudência remansosa do STJ. GABARITO: C 6 - 2021 - NC-UFPR - PC-PR - NC-UFPR - 2021 - PC-PR - Delegado de Polícia Considere o seguinte caso hipotético: Determinada pessoa é constrangida a tratamento médico para curar-se de uma doença grave detectada há vários anos por um médico oncologista. Trata-se de uma moderna técnica cirúrgica, sem comprovação científica e nunca testada em humanos, adotada por um médico em uma cidade no interior do estado do Paraná. O Delegado de Polícia, ao tomar conhecimento do caso, decide instaurar um inquérito para apurar os fatos, tendo em vista que a pessoa que fora obrigada ao tratamento inovador veio a óbito em decorrência desse tratamento. Com base nas informações apresentadas, assinale a alternativa correta. A-A vontade do paciente morto, externada em vida para a ampla doação de seus órgãos, pode ser superada pela vontade de seus familiares ante o evidente erro médico. B-Caso o paciente morto não houvesse deixado nada testado em vida, a decisão sobre a doação de órgãos caberia à família ou aos seus herdeiros. C-Ninguém pode ser constrangido a submeter-se, sem risco de vida, a tratamento médico ou intervenção cirúrgica.D-A retirada de órgãos do paciente morto pode atender a fins econômicos e de pesquisa, contanto que se preserve o caráter científico. E-Salvo por exigência médica, é permitido o ato de disposição do próprio corpo, quando importar diminuição permanente da integridade física, ou contrariar os bons costumes. COMENTÁRIO A – INCORRETA: a pessoa, quando da manifestação em vida da doação de seus órgãos, esta vontade não pode ser revogada pelos seus próximos uma vez que trata de ato que não pode RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 98 ser suprimido por seus familiares. Com efeito, essa interpretação é extraída do enunciado de n° 277 da IV jornada de Direito Civil: “O art. 14 do Código Civil, ao afirmar a validade da disposição gratuita do próprio corpo, com objetivo científico ou altruístico, para depois da morte, determinou que a manifestação expressa do doador de órgãos em vida prevalece sobre a vontade dos familiares, portanto, a aplicação do art. 4º da Lei n. 9.434/97 ficou restrita à hipótese de silêncio do potencial doador.” B - CORRETA: trata-se de interpretação do art. 4° da lei n° 9434/97: Art. 4o A retirada de tecidos, órgãos e partes do corpo de pessoas falecidas para transplantes ou outra finalidade terapêutica, dependerá da autorização do cônjuge ou parente, maior de idade, obedecida a linha sucessória, reta ou colateral, até o segundo grau inclusive, firmada em documento subscrito por duas testemunhas presentes à verificação da morte. C - INCORRETA: redação literal do art. 15 do CC: “Art. 15. Ninguém pode ser constrangido a submeter-se, COM risco de vida, a tratamento médico ou a intervenção cirúrgica.” D - INCORRETA: nos termos do art. 14 do CC/02: Art. 14. É válida, com objetivo científico, ou altruístico, a disposição gratuita do próprio corpo, no todo ou em parte, para depois da morte. Parágrafo único. O ato de disposição pode ser livremente revogado a qualquer tempo. E – INCORRETA: o CC/02 em seu art. 13 determina que: “Salvo por exigência médica, é defeso o ato de disposição do próprio corpo, quando importar diminuição permanente da integridade física, ou contrariar os bons costumes. Parágrafo único. O ato previsto neste artigo será admitido para fins de transplante, na forma estabelecida em lei especial.” RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 99 GABARITO: B 7 - 2021 - INSTITUTO AOCP -PC-PA - INSTITUTO AOCP - 2021 - PC-PA - Delegado de Polícia Civil De acordo com o que dispõe o Código Civil acerca do domicílio, é correto afirmar que A-o agente diplomático do Brasil, que, citado no estrangeiro, alegar extraterritorialidade sem designar onde tem, no país, o seu domicílio, poderá ser demandado no Distrito Federal ou no primeiro ponto do território brasileiro onde o teve. B-se a administração, ou diretoria, tiver a sede no estrangeiro, haver-se-á por domicílio da pessoa jurídica, no tocante às obrigações contraídas por cada uma das suas agências, o lugar do estabelecimento, sito no Brasil, a que ela corresponder. C-se a pessoa natural tiver diversas residências, onde, alternadamente, viva, considerar-se-á domicílio seu apenas a última residência estabelecida. D-muda-se o domicílio, transferindo a residência, ainda que não haja intenção manifesta de o mudar. E-tendo a pessoa jurídica diversos estabelecimentos em lugares diferentes, o local do primeiro estabelecimento criado será considerado domicílio para os atos praticados em qualquer um deles. COMENTÁRIO A – INCORRETA: incompatível com a redação do art. 77 do CC: Art. 77. O agente diplomático do Brasil, que, citado no estrangeiro, alegar extraterritorialidade sem designar onde tem, no país, o seu domicílio, poderá ser demandado no Distrito Federal ou no ÚLTIMO ponto do território brasileiro onde o teve. B - CORRETA: redação literal do art. 75, §2° do CC: § 2 o Se a administração, ou diretoria, tiver a sede no estrangeiro, haver-se-á por domicílio da pessoa jurídica, no tocante às obrigações contraídas por cada uma das suas agências, o lugar do estabelecimento, sito no Brasil, a que ela corresponder. C - INCORRETA: cada uma das residências serão consideradas como domicilio é o que dispõe o art. 71 do CC: RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 100 Art. 71. Se, porém, a pessoa natural tiver diversas residências, onde, alternadamente, viva, considerar-se-á domicílio seu QUALQUER DELAS. D - INCORRETA: literalidade do art. 74 do CC: Art. 74. Muda-se o domicílio, transferindo a residência, com a INTENÇÃO MANIFESTA DE O MUDAR. E – INCORRETA: redação do §1° do art. 75 do CC: § 1 o Tendo a pessoa jurídica diversos estabelecimentos em lugares diferentes, CADA UM DELES SERÁ CONSIDERADO DOMICÍLIO PARA OS ATOS NELE PRATICADOS. GABARITO: B 8 - 2018 - FUMARC - PC-MG - Delegado de Polícia Amanda tem 15 anos de idade. Mateus, por deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática pessoal dos atos da vida civil. Tício é excepcional, sem desenvolvimento mental completo. De acordo com o Código Civil e o Estatuto da Pessoa com Deficiência, considera(m)-se absolutamente incapaz(es) de exercer, pessoalmente, os atos da vida civil: a)Amanda e Mateus. b)Amanda. c)Mateus e Tício. d)Mateus. COMENTÁRIO Somente Amanda será absolutamente incapaz uma vez que possui 15 anos de idade. A alteração do art. 3° do CC/02, promovida pela lei n° 13.146/15, determina que serão absolutamente incapazes os menores de 16 anos. Os demais, podem ser considerados incapazes relativamente a depender do grau de afetação da capacidade nos termos do art. 4, III do CC. RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 101 GABARITO: B 9 - 2018 - NUCEPE - PC-PI - Delegado de Polícia Fernando, atualmente, com 17 (dezessete) anos de idade, nasceu sem o movimento das pernas. Quanto a personalidade e capacidade de Fernando, podemos afirmar: a)que Fernando possui incapacidade absoluta, o que acarreta a proibição total do exercício dos atos da vida civil, por si só; b)a personalidade jurídica e capacidade de fato de Fernando tiveram início no dia que este nasceu com vida; c)possui incapacidade relativa apenas em razão do critério etário; d)sendo Fernando uma pessoa moral passou a ter personalidade jurídica no dia do registro no cartório que confeccionou sua Certidão de Nascimento; e)possui incapacidade absoluta em virtude de ser pessoa com deficiência. COMENTÁRIO Fernando é somente incapaz relativamente em virtude de possuir 17 anos de idade (art. 4°, I do CC). Isso porque, o fato de não possuir o movimento das pernas não interfere na sua capacidade de adquirir direitos e obrigações tampouco suprime a sua declaração de vontade perante terceiros. Ademais, como abordado, personalidade é diferente de capacidade. Aquela surge com o nascimento com vida (o ato de registro da pessoa natural é somente declaratório, ao contrário do registro do ato constitutivo de determinada pessoa jurídica em junta comercial, este constitui-se em ato constitutivo da personalidade jurídica). Porém, esta (capacidade) surge quando o indivíduo está apto a exercer todos os direitos e deveres na ordem civil subdividindo- se em capacidade de fato (faculdade de exercer os direitos sem assistente ou representante) ou de direito (ser titular de direitos). GABARITO: C 10 - 2018 - FUNDATEC - PC-RS - Delegado de Polícia Pela leitura dos enunciados normativos do Código Civil brasileiro, assinale a alternativa INCORRETA. a)Com exceção dos casos previstos em lei, o exercício dos direitos de personalidade não pode sofrer, voluntariamente, limitações, observada a característica da irrenunciabilidadede tais direitos. RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 102 b)Além da possibilidade legal de realização de transplantes e exceto por determinação médica, é defeso o ato de disposição sobre o próprio corpo quando importar diminuição permanente da integridade física, ou contrariar os bons costumes. c)Não se pode usar o nome de outrem em propaganda comercial sem a devida autorização. d)Salvo se necessária à manutenção da ordem pública, a utilização da imagem de uma pessoa falecida poderá ser proibida, exclusivamente a requerimento de seus ascendentes ou descendentes, se se destinar a fins comerciais. e)A intimidade da pessoa natural é inviolável, e o juiz adotará as providências para fazer cessar ato contrário a esta norma. COMENTÁRIO A única assertiva incorreta é a letra D, isso porque, o art. 20, parágrafo único do CC autoriza ao cônjuge, ascendente ou descendente a legitimação ativa para pleitear em juiz a proteção do direito de imagem do morto ou declarado ausente. Art. 20. Salvo se autorizadas, ou se necessárias à administração da justiça ou à manutenção da ordem pública, a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas, a seu requerimento e sem prejuízo da indenização que couber, se lhe atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou se se destinarem a fins comerciais. (Vide ADIN 4815) Parágrafo único. Em se tratando de morto ou de ausente, são partes legítimas para requerer essa proteção o CÔNJUGE, os ASCENDENTES ou os DESCENDENTES. As demais constam do art. 11 ao art. 21 do CC/02: Art. 11. Com exceção dos casos previstos em lei, os direitos da personalidade são intransmissíveis e irrenunciáveis, não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária. Art. 12. Pode-se exigir que cesse a ameaça, ou a lesão, a direito da personalidade, e reclamar perdas e danos, sem prejuízo de outras sanções previstas em lei. Parágrafo único. Em se tratando de morto, terá legitimação para requerer a medida prevista neste artigo o cônjuge sobrevivente, ou qualquer parente em linha reta, ou colateral até o quarto grau. http://www.stf.jus.br/portal/peticaoInicial/verPeticaoInicial.asp?base=ADIN&s1=4815&processo=4815 RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 103 Art. 13. Salvo por exigência médica, é defeso o ato de disposição do próprio corpo, quando importar diminuição permanente da integridade física, ou contrariar os bons costumes. Parágrafo único. O ato previsto neste artigo será admitido para fins de transplante, na forma estabelecida em lei especial. Art. 14. É válida, com objetivo científico, ou altruístico, a disposição gratuita do próprio corpo, no todo ou em parte, para depois da morte. Parágrafo único. O ato de disposição pode ser livremente revogado a qualquer tempo. Art. 15. Ninguém pode ser constrangido a submeter-se, com risco de vida, a tratamento médico ou a intervenção cirúrgica. Art. 16. Toda pessoa tem direito ao nome, nele compreendidos o prenome e o sobrenome. Art. 17. O nome da pessoa não pode ser empregado por outrem em publicações ou representações que a exponham ao desprezo público, ainda quando não haja intenção difamatória. Art. 18. Sem autorização, não se pode usar o nome alheio em propaganda comercial. Art. 19. O pseudônimo adotado para atividades lícitas goza da proteção que se dá ao nome. Art. 21. A vida privada da pessoa natural é inviolável, e o juiz, a requerimento do interessado, adotará as providências necessárias para impedir ou fazer cessar ato contrário a esta norma. Veja ainda: Enunciado de número 4 do CJF nesse sentido. Vejamos: “O exercício dos direitos da personalidade pode sofrer limitação voluntária, desde que não seja permanente nem geral"; Enunciado 278 do CJF: “A publicidade que divulgar, sem autorização, qualidades inerentes a determinada pessoa, ainda que sem mencionar seu nome, mas sendo capaz de identificá-la, constitui violação a direito da personalidade"; O STF julgou procedente a Ação Direto de Inconstitucionalidade de número 4815, reconhecendo a inconstitucionalidade parcial dos arts. 20 e 21 sem redução de texto. A ação foi proposta pela Associação RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 104 Nacional de Editores de Livros, para que pudessem ser publicados livros sem haver a necessidade do consentimento da pessoa biografada, tendo, pois, prevalecido liberdade de expressão, do contrário, caracterizar-se-ia verdadeira censura. GABARITO: D 11 - 2018 - CESPE - PC-MA - Delegado de Polícia O início da personalidade civil das pessoas físicas e das pessoas jurídicas de direito privado ocorre, respectivamente, com a)o nascimento com vida e com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro, precedida de autorização ou aprovação do Poder Executivo, quando necessária. b)o registro civil do nascido com vida e com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro, precedida de autorização ou aprovação do Poder Executivo, quando necessária. c)a concepção do nascituro e com a autorização ou aprovação do Poder Executivo, quando necessária. d)o registro civil do nascido com vida e com a autorização ou aprovação do Poder Executivo. e)a concepção do nascituro e com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro, precedida de autorização ou aprovação do Poder Executivo, quando necessária. COMENTÁRIO O início da personalidade civil da pessoa natural (teoria natalista) dá-se com o nascimento com vida. Lado outro, começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização ou aprovação do Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que passar o ato constitutivo. GABARITO: A 12 - 2017 - FAPEMS - PC-MS - Delegado de Polícia No que se refere à pessoa natural, é correto afirmar que a)o incapaz responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes. Não obstante a regra da responsabilidade solidária entre os pais, emanada do inciso I, do artigo 932 do Código Civil, o Superior Tribunal de Justiça já decidiu que a mãe que, à época do acidente provocado por seu filho menor de idade, residia permanentemente em local distinto daquele no qual morava o menor - sobre quem apenas o pai exercia autoridade de fato -, não pode RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 105 ser responsabilizada pela reparação civil advinda do ato ilícito, mesmo considerando que ela não deixou de deter o poder familiar sobre o filho. b)o artigo 2° do Código Civil disciplina a tutela jurídica do nascituro. Por consenso da doutrina jurídica, citado dispositivo legal, é perfeitamente aplicável ao embrião. c)são absolutamente incapazes de exercerem pessoalmente os atos da vida civil aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua vontade. Nessa hipótese legal, a incapacidade opera- se automaticamente, sendo desnecessário o processo de interdição. d)o Código Civil estabelece que a pessoa com deficiência não poderá testemunhar, salvo se assegurados todos os recursos de tecnologia assistiva. e)o nascituro não tem direito a compensação por danos morais decorrentes da morte de seu genitor vítima de acidente de trabalho. Aliás, esse entendimento adotado pelo Superior Tribunal de Justiça coincide com a teoria natalista, adotada pelo Código Civil e pelo ministro relator da ADI n° 3.510/DF [Lei da Biossegurança]. COMENTÁRIO A – CORRETA: em que pese a questão esteja em consonância com o art. 928 do CC e com aabstrato nem em razão da pena em concreto. C-houve, devido à pena em concreto final, prescrição retroativa entre a data do fato e a do recebimento da denúncia. D-houve, por pena em concreto final, prescrição retroativa entre o recebimento da denúncia e a sentença, pois há causa de redução do prazo prescricional. E-ocorreu, em razão da pena efetivamente aplicada, a prescrição superveniente entre a data de publicação da sentença e a do julgamento do acórdão. COMENTÁRIO A prescrição, em breve síntese, constitui-se em perda do direito de punir do Estado em virtude da ausência da pretensão punitiva ou após a formação de um título executivo perecendo a pretensão executória da pena. Pode ocorrer de forma em abstrato ou em concreto. A prescrição em abstrato da pena constitui-se após a consumação do delito findando antes da sentença penal condenatória irrecorrível, uma vez que após esta a pretensão passa a ser RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 9 executória com base na pena em concreto fixada na sentença. Na questão apresentada não ocorreu a perda do direito de punir do Estado, isso porque não existe a modalidade da prescrição virtual com base em pena hipotética nos termos da sumula n° 438 do STJ. O enfoque da questão seria na idade de 21 anos, dando a entender que o prazo prescricional correria pela metade, contudo, tal premissa é equivocada porque o art. 115 do CP versa que o lapso prescricional irá correr pela metade quando o agente for MENOR DE 21 ANOS na data do fato. Ademais, a prescrição retroativa e a superveniente - lembre-se que nesta situação a prescrição é da PRETENSÃO PUNITIVA uma vez que operou o trânsito em julgado para a acusação e não para a defesa, isto é, ainda não formou sentença penal condenatória irrecorrível nos termos do art. 110, §1° do CP – não ocorreram na situação em apreço uma vez que se operavam em 4 anos. Prescrição antes de transitar em julgado a sentença Art. 109. A prescrição, antes de transitar em julgado a sentença final, salvo o disposto no § 1o do art. 110 deste Código, regula-se pelo máximo da pena privativa de liberdade cominada ao crime, verificando-se: I - em vinte anos, se o máximo da pena é superior a doze; II - em dezesseis anos, se o máximo da pena é superior a oito anos e não excede a doze; III - em doze anos, se o máximo da pena é superior a quatro anos e não excede a oito; IV - em oito anos, se o máximo da pena é superior a dois anos e não excede a quatro; V - em quatro anos, se o máximo da pena é igual a um ano ou, sendo superior, não excede a dois; VI - em 3 (três) anos, se o máximo da pena é inferior a 1 (um) ano. Prescrição depois de transitar em julgado sentença final condenatória Art. 110 - A prescrição depois de transitar em julgado a sentença condenatória regula-se pela pena aplicada e verifica-se nos prazos fixados no artigo anterior, os quais se aumentam de um terço, se o condenado é reincidente. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) § 1o A prescrição, depois da sentença condenatória com trânsito em julgado para a acusação ou depois de improvido seu recurso, http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art110 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art110 RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 10 regula-se pela pena aplicada, não podendo, em nenhuma hipótese, ter por termo inicial data anterior à da denúncia ou queixa. Súmula 438 do STJ - É inadmissível a extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão punitiva com fundamento em pena hipotética, independentemente da existência ou sorte do processo penal. Redução dos prazos de prescrição Art. 115 - São reduzidos de metade os prazos de prescrição quando o criminoso era, ao tempo do crime, menor de 21 (vinte e um) anos, ou, na data da sentença, maior de 70 (setenta) anos GABARITO: B 5 - 2022 - CESPE / CEBRASPE - PC-PB - CESPE / CEBRASPE - 2022 - PC-PB - Delegado de Polícia Civil Extinguem a punibilidade do agente A-renúncia e perempção na ação pública condicionada. B-decadência e retratação na ação pública incondicionada. C-retratação e perdão aceito na ação pública condicionada. D-perdão aceito e perempção na ação privada propriamente dita. E-decadência e renúncia na ação privada subsidiária da pública. COMENTÁRIO Nos termos do art. 107 do CP: Extinção da punibilidade Art. 107 - Extingue-se a punibilidade: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) I - pela morte do agente; II - pela anistia, graça ou indulto; III - pela retroatividade de lei que não mais considera o fato como criminoso; IV - pela prescrição, decadência ou perempção; V - PELA RENÚNCIA DO DIREITO DE QUEIXA OU PELO PERDÃO ACEITO, NOS CRIMES DE AÇÃO PRIVADA; VI - pela retratação do agente, nos casos em que a lei a admite; http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art107 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art107 RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 11 VII - (Revogado pela Lei nº 11.106, de 2005) VIII - (Revogado pela Lei nº 11.106, de 2005) IX - pelo perdão judicial, nos casos previstos em lei. GABARITO: D 6 - 2021 - FAPEC - PC-MS - FAPEC - 2021 - PC-MS - Delegado de Polícia Considerando o regramento das leis penais no tempo e a história do Direito Penal na República Federativa do Brasil, assinale a alternativa correta. A-O Código Penal de 1969 (Decreto-lei n. 1.004/69) revogou alguns dispositivos do Código Penal de 1940 (Decreto-lei n. 2.848/40), produzindo efeitos jurídicos, muito embora tenha sido revogado ainda em seu período de vacatio legis. B-Desde que seja em caráter benéfico, a doutrina majoritária entende ser possível aplicar leis penais antes de consumada sua vigência. C-Tanto o STF quanto o STJ não admitem a combinação de leis penais. D-A abolitio criminis e a novatio legis in mellius são causas de extinção da punibilidade aplicáveis para beneficiar o réu, ainda que tenha havido o trânsito em julgado da sentença penal condenatória. E-Nos crimes permanentes e continuados, a lei penal aplicável será aquela mais benéfica ao agente e não a lei mais grave em vigor antes da cessação da permanência ou da continuidade. Isso porque, de acordo com a CF/1988, vige o princípio da retroatividade da lei penal mais benéfica ao agente. COMENTÁRIO A – INCORRETA: O código penal de 1969 ou, melhor, o projeto de 1969 de Nelson Hungria revogava totalmente o Código Penal de 1940 e não somente alguns dispositivos. B – INCORRETA a doutrina majoritária adota o posicionamento no sentido da inadmissibilidade da aplicação de lei penal, ainda que mais benéfica, em período de vacatio legis. Neste caso, para a legislação criminal surti seus efeitos deverá aguardar a consumação do prazo. Por outro lado, Rogério Greco defende a possibilidade de aplicação da lei penal mais benéfica durante seu período de vacatio. C – CORRETA: é pacifico nos Tribunais Superiores à inadmissibilidade da combinação de leis penais ainda que a combinação seja mais favorável uma vez que o juiz estaria atuando como legislador positivo, criando uma terceira lei. Neste caso, ou incide a ultra atividade da legislação anterior ou a retroatividade da lei mais nova. Nesse sentido é a sumula n° 501 do STJ: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11106.htm#art5 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11106.htm#art5 RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 12 É cabível a aplicaçãojurisprudência do STJ no informativo 575 veiculado abaixo, tal entendimento não é isento de críticas. “A mãe que, à época de acidente provocado por seu filho menor de idade, residia permanentemente em local distinto daquele no qual morava o menor - sobre quem apenas o pai exercia autoridade de fato - não pode ser responsabilizada pela reparação civil advinda do ato ilícito, mesmo considerando que ela não deixou de deter o poder familiar sobre o filho (INFO 575 STJ).” Vale ressaltar que o tema acima é polêmico, havendo precedentes mais antigos em sentido um pouco diverso do que foi decidido. Confira um deles: (...) 1. Os pais respondem civilmente, de forma objetiva, pelos atos dos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua companhia (artigo 932, I, do Código Civil). 2. O fato de o menor não residir com o(a) genitor(a) não configura, por si só, causa excludente de responsabilidade civil. 3. Há que se investigar se persiste o poder familiar com todas os deveres/poderes de orientação e vigilância que lhe são inerentes. Precedentes. (...) (STJ. 3ª Turma. AgRg no AREsp 220.930/MG, Rel. Min. Sidnei Beneti, julgado em 09/10/2012) RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 106 O atual entendimento caminha no sentido de responsabilidade SOLIDÁRIA entre os pais uma vez que tal solidariedade é presumida por lei. B - INCORRETA: embrião não é nascituro e não há consenso na doutrina. Este já é concebido no útero materno sendo alcançado pela parte final do art. 2° do CC: Art. 2 o A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro. C - INCORRETA: nos termos do art. 4° do CC são RELATIVAMENTE incapazes: Art. 4 o São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: (Redação dada pela Lei nº 13.146, de 2015) (Vigência) I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos; II - os ébrios habituais e os viciados em tóxico; (Redação dada pela Lei nº 13.146, de 2015) (Vigência) III - aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua vontade; (Redação dada pela Lei nº 13.146, de 2015) (Vigência) IV - os pródigos. Parágrafo único. A capacidade dos indígenas será regulada por legislação especial. D - INCORRETA: tal afirmação está dissonante da atual redação do art. 228 do CC: Art. 228. Não podem ser admitidos como testemunhas: I - os menores de dezesseis anos; II - ( Revogado); (Redação dada pela Lei nº 13.146, de 2015) (Vigência) III - (Revogado); (Redação dada pela Lei nº 13.146, de 2015) (Vigência) IV - o interessado no litígio, o amigo íntimo ou o inimigo capital das partes; V - os cônjuges, os ascendentes, os descendentes e os colaterais, até o terceiro grau de alguma das partes, por consangüinidade, ou afinidade. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art114 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art127 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art114 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art114 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art127 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art114 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art114 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art127 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art123 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art114 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art127 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art123 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art114 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art114 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art127 RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 107 E – INCORRETA: o STJ já reconheceu a possibilidade de fixação de dano moral ao nascituro em sede do seu informativo 549: RECURSO ESPECIAL. RESPONSABILIDADE CIVIL. PERDA DE UMA CHANCE. DESCUMPRIMENTO DE CONTRATO DE COLETA DE CÉLULAS- TRONCO EMBRIONÁRIAS DO CORDÃO UMBILICAL DO RECÉM NASCIDO. NÃO COMPARECIMENTO AO HOSPITAL. LEGITIMIDADE DA CRIANÇA PREJUDICADA. DANO EXTRAPATRIMONIAL CARACTERIZADO. 1. Demanda indenizatória movida contra empresa especializada em coleta e armazenagem de células tronco embrionárias, em face da falha na prestação de serviço caracterizada pela ausência de prepostos no momento do parto. 2. Legitimidade do recém-nascido, pois "as crianças, mesmo da mais tenra idade, fazem jus à proteção irrestrita dos direitos da personalidade, entre os quais se inclui o direito à integralidade mental, assegurada a indenização pelo dano moral decorrente de sua violação" (REsp. 1.037.759/RJ, Rel. Min. Nancy Andrighi, TERCEIRA TURMA, julgado em 23/02/2010, DJe 05/03/2010). 3. A teoria da perda de uma chance aplica-se quando o evento danoso acarreta para alguém a frustração da chance de obter um proveito determinado ou de evitar uma perda. 4. Não se exige a comprovação da existência do dano final, bastando prova da certeza da chance perdida, pois esta é o objeto de reparação. 5. Caracterização de dano extrapatrimonial para criança que tem frustrada a chance de ter suas células embrionárias colhidas e armazenadas para, se for preciso, no futuro, fazer uso em tratamento de saúde. 6. Arbitramento de indenização pelo dano extrapatrimonial sofrido pela criança prejudicada. 7. Doutrina e jurisprudência acerca do tema. 8. RECURSO ESPECIAL PROVIDO. (REsp 1291247/RJ, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, TERCEIRA TURMA, julgado em 19/08/2014, DJe 01/10/2014) GABARITO: A RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 108 13 - 2017 - CESPE - PC-GO - Delegado de Polícia No que concerne à pessoa natural, à pessoa jurídica e ao domicílio, assinale a opção correta. a)Sendo o domicílio o local em que a pessoa permanece com ânimo definitivo ou o decorrente de imposição normativa, como ocorre com os militares, o domicílio contratual é incompatível com a ordem jurídica brasileira. b)Conforme a teoria natalista, o nascituro é pessoa humana titular de direitos, de modo que mesmo o natimorto possui proteção no que concerne aos direitos da personalidade. c)De acordo com o Código Civil, deve ser considerado absolutamente incapaz aquele que, por enfermidade ou deficiência mental, não possuir discernimento para a prática de seus atos. d)A ocorrência de grave e injusta ofensa à dignidade da pessoa humana configura o dano moral, sendo desnecessária a comprovação de dor e sofrimento para o recebimento de indenização por esse tipo de dano e)Na hipótese de desaparecimento do corpo de pessoa em situação de grave risco de morte, como, por exemplo, no caso de desastre marítimo, o reconhecimento do óbito depende de prévia declaração de ausência. COMENTÁRIO A – INCORRETA: no presente caso o domicilio contratual é compatível com a ordem jurídica nos termos do art. 78 do CC: Art. 78. Nos contratos escritos, poderão os contratantes especificar domicílio onde se exercitem e cumpram os direitos e obrigações deles resultantes. B - INCORRETA: A teoria natalista, adotada pelo atual diploma civil de 2002, condiciona a concessão da personalidade civil somente quando o produto da concepção nascer com vida. Neste caso, o nascituro não pode ser titular de direitos e sim, possuidor de expectativa de direitos. Do outro lado, a teoria concepcionista – capitaneada atualmente pelos autores Flavio Tartuce, Cristiano Chaves de Farias e Nelson Rosenvald,Pablo Stolze e Rodolfo Pamplona Filho e entre outros, inclusive, pelo STJ ao reconhecer ao nascituro a incidência de dano moral em razão da perda de seu pai – apregoa que o nascituro é titular de direitos, adquirindo-se, portanto, a personalidade civil desde a concepção no útero materno. Por fim, uma terceira linha de entendimento é a teoria da personalidade condicional, neste caso, de forma parecida – ou igual – a personalidade civil começa com o nascimento com vida, contudo, os direitos do nascituro estão sujeitos a uma condição suspensiva. Acrescenta-se ainda que o natimorto possui proteção uma vez que foi concebido porém não nasceu com vida. C - INCORRETA: nos termos do art. 4° do CC são RELATIVAMENTE incapazes: RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 109 Art. 4 o São incapazes, RELATIVAMENTE a certos atos ou à maneira de os exercer: (Redação dada pela Lei nº 13.146, de 2015) (Vigência) I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos; II - os ébrios habituais e os viciados em tóxico; (Redação dada pela Lei nº 13.146, de 2015) (Vigência) III - aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua vontade; (Redação dada pela Lei nº 13.146, de 2015) (Vigência) IV - os pródigos. Parágrafo único. A capacidade dos indígenas será regulada por legislação especial. D - CORRETA: de fato, neste caso (A ocorrência de grave e injusta ofensa à dignidade da pessoa humana configura o dano moral, sendo desnecessária a comprovação de dor e sofrimento para o recebimento de indenização por esse tipo de dano) o dano é in re ipsa, isto é, presumido. Essa ideia de demonstração de dor e sofrimento (leia sobre o caso da atriz Maitê Proença) para pleitear indenização está superada. E – INCORRETA: nos termos do art. 7° do CC: Art. 7 o Pode ser declarada a morte presumida, sem decretação de ausência: I - se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida; II - se alguém, desaparecido em campanha ou feito prisioneiro, não for encontrado até dois anos após o término da guerra. Parágrafo único. A declaração da morte presumida, nesses casos, somente poderá ser requerida depois de esgotadas as buscas e averiguações, devendo a sentença fixar a data provável do falecimento. GABARITO: D 14 - 2016 - FUNCAB - PC-PA - Delegado de Polícia Sobre os direitos da personalidade, pode-se afirmar que: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art114 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art127 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art114 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art114 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art127 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art114 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art114 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art127 RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 110 a)a cassação dos direitos políticos de pessoa natural equivale à perda de personalidade. b)a proteção que o Código Civil defere ao nascituro alcança o natimorto com relação a tais direitos. c)mesmo o natimorto adquire personalidade jurídica. d)a personalidade civil tem início com o registro em cartório do nascimento com vida depois de decorridas 24 horas. e)o nascimento com vida por si só não confere os direitos de personalidade ao recém-nascido. COMENTÁRIO A – INCORRETA: a cessação dos direitos políticos produz efeitos negativos à pessoa, como por exemplo, ausência da qualidade de cidadão, não podendo possuir a capacidade eleitoral ativa e passiva, mas, jamais equivale a perda da personalidade uma vez que esta é irrenunciável, imprescritível, inalienável e assim por diante. B - CORRETA: de fato, isso porque o natimorto é aquele que não nasceu com vida e, portanto, não obteve personalidade civil já que esta começa com o nascimento com vida. Na verdade, o natimorto já fora um nascituro merecendo a proteção devida pela parte final do art. 2° do CC. C - INCORRETA: natimorto não adquire a personalidade civil. D - INCORRETA: o nascimento com vida já pressupõe a própria personalidade civil. O registro em cartório possui efeitos meramente declaratórios. E – INCORRETA: a aquisição da personalidade civil pressupõe o nascimento com vida. Portanto, o fato de isso ocorrer pressupõe a capacidade de ser titular de direitos (capacidade de direito ou gozo). GABARITO: B 15 - 2016 - CESPE - PC-PE - Delegado de Polícia Com base nas disposições do Código Civil, assinale a opção correta a respeito da capacidade civil. a)Os pródigos, outrora considerados relativamente incapazes, não possuem restrições à capacidade civil, de acordo com a atual redação do código em questão. RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 111 b)Indivíduo que, por deficiência mental, tenha o discernimento reduzido é considerado relativamente incapaz. c)O indivíduo que não consegue exprimir sua vontade é considerado absolutamente incapaz. d)Indivíduos que, por enfermidade ou deficiência mental, não tiverem o necessário discernimento para a prática dos atos da vida civil são considerados absolutamente incapazes. e)Somente os menores de dezesseis anos de idade são considerados absolutamente incapazes pela lei civil. COMENTÁRIO A – INCORRETA: o atual CC/02 considera os pródigos incapazes relativamente: Art. 4 o São incapazes, RELATIVAMENTE a certos atos ou à maneira de os exercer: (Redação dada pela Lei nº 13.146, de 2015) (Vigência) I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos; II - os ébrios habituais e os viciados em tóxico; (Redação dada pela Lei nº 13.146, de 2015) (Vigência) III - aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua vontade; (Redação dada pela Lei nº 13.146, de 2015) (Vigência) IV - os pródigos. Parágrafo único. A capacidade dos indígenas será regulada por legislação especial. B - INCORRETA: o rol do art. 4° do CC/02 citado não contempla tal hipótese, portanto, aquele que possui discernimento ainda que reduzido é plenamente capaz. C - INCORRETA: somente (é temerário afirmar desta forma uma vez que em sede processual civil existe o processo de interdição, mas, o que prevalece é a literalidade do art. 3° do CC) os menores de 16 anos são absolutamente incapazes. D - INCORRETA: nos termos do art. 4° do CC: Art. 4 o São incapazes, RELATIVAMENTE a certos atos ou à maneira de os exercer: (Redação dada pela Lei nº 13.146, de 2015) (Vigência) I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos; II - os ébrios habituais e os viciados em tóxico; (Redação dada pela Lei nº 13.146, de 2015) (Vigência) III - aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua vontade; (Redação dada pela Lei nº 13.146, de 2015) (Vigência) http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art114 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art127 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art114 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art114 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art127 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art114 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art114 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art127 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art114 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art127 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art114http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art114 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art127 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art114 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art114 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art127 RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 112 IV - os pródigos. Parágrafo único. A capacidade dos indígenas será regulada por legislação especial. E – CORRETA: conforme redação do art. 3° do CC: Art. 3 o São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os menores de 16 (dezesseis) anos. GABARITO: E 16 - 2015 - FUNIVERSA - PC-DF - Delegado de Polícia No que diz respeito ao regime jurídico da pessoa natural, da pessoa jurídica, dos direitos de personalidade e a temas correlatos, assinale a alternativa correta conforme disposto no Código Civil e na jurisprudência do STJ. a)Caso uma pessoa jurídica condenada a indenizar dano moral reconhecido em decisão judicial não efetue o pagamento da quantia arbitrada pelo juiz, os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações serão, automaticamente, estendidos aos bens particulares de seus administradores ou sócios. b)Pessoas jurídicas não gozam de proteção quanto aos direitos de personalidade. c)Muito embora o nome, nele compreendidos o prenome e o sobrenome, goze de proteção legal contra seu emprego em publicações que o exponha ao desprezo público, ainda quando não haja intenção difamatória, não existe, no ordenamento jurídico brasileiro, previsão legal expressa de extensão dessa proteção ao pseudônimo adotado para atividades lícitas. d)Pessoas públicas e notórias não deixam, só por isso, de ter o resguardo de direitos da personalidade. e)A proibição da utilização ou da exposição da imagem de uma pessoa, sem autorização prévia, restringe-se aos casos de destinação comercial da publicação. COMENTÁRIO A – INCORRETA: neste caso a extensão dos efeitos da condenação da pessoa jurídica, em regra, não atinge os dos sócios automaticamente. Neste caso, deverá ser instaurado o procedimento de incidente de desconsideração de personalidade jurídica, modalidade de intervenção de terceiros no âmbito do art. 133 do CPC c/c art. 50 do CC. A resposta encontra abrigo neste último artigo citado: Art. 50. Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade ou pela confusão patrimonial, pode o juiz, a RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 113 requerimento da parte, ou do Ministério Público quando lhe couber intervir no processo, desconsiderá-la para que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares de administradores ou de sócios da pessoa jurídica beneficiados direta ou indiretamente pelo abuso. B - INCORRETA: Os direitos da personalidade também podem se estender as pessoas jurídicas, desde que haja compatibilidade para tanto – “no que couber” – nos termos do art. 52 do CC. A exemplo disso é a proteção da personalidade em sentido subjetivo da pessoa jurídica. Art. 52. Aplica-se às pessoas jurídicas, no que couber, a proteção dos direitos da personalidade. C - INCORRETA: existe proteção no art. 19 do CC: Art. 19. O pseudônimo adotado para atividades lícitas goza da proteção que se dá ao nome. D - CORRETA: de fato. Nos termos da jurisprudência em tese de n° 137 do STJ: 4) No tocante às pessoas públicas, apesar de o grau de resguardo e de tutela da imagem não ter a mesma extensão daquela conferida aos particulares, já que comprometidos com a publicidade, restará configurado o abuso do direito de uso da imagem quando se constatar a vulneração da intimidade ou da vida privada. E – INCORRETA: nos termos do art. 20 do diploma civilista: Art. 20. Salvo se autorizadas, ou se necessárias à administração da justiça ou à manutenção da ordem pública, a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas, a seu requerimento e sem prejuízo da indenização que couber, se lhe atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou se se destinarem a fins comerciais. RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 114 GABARITO: D 17 - 2013 - CESPE - DPF - Delegado de Polícia A respeito da pessoa natural e da propriedade, julgue o item que se segue. Se o beneficiário de ato jurídico praticado por incapaz provar ter agido de boa-fé, o ato será anulado somente em caso de o incapaz ser interditado por ocasião de sua prática. ( ) Certo ( ) Errado COMENTÁRIO Conforme jurisprudência antiga no informativo de n° 207 do STJ: ATO JURÍDICO. PRÁTICA. INCAPAZ. ANTERIORIDADE. INTERDIÇÃO. A decretação da nulidade do ato jurídico praticado pelo incapaz não depende da sentença de interdição. Reconhecida pelas instâncias ordinárias a existência da incapacidade, impõe-se a decretação da nulidade, protegendo-se o adquirente de boa-fé com a retenção do imóvel até a devolução do preço pago, devidamente corrigido, e a indenização das benfeitorias. Precedentes citados: REsp 9.077-RS, DJ 30/3/1992, e REsp 38.353-RJ, DJ 23/4/2001. REsp 296.895-PR, Rel. Min. Carlos Alberto Menezes Direito, julgado em 6/5/2004. GABARITO: ERRADO 18 - 2013 - COPS-UEL - PC-PR - Delegado de Polícia Com relação às Pessoas Naturais, consoante disposto na Parte Geral do Código Civil vigente, considere as afirmativas a seguir. I. São objetos de registro público e versam sobre os fatos e atos da pessoa natural: o nascimento; os casamentos; o óbito; eventualmente a emancipação; a interdição e sua eventual baixa; bem como a possível sentença declaratória de ausência ou morte presumida. II. Os atos que são objeto de averbação em registro público restringem-se ao casamento, às sentenças que decretarem a nulidade ou a anulação deste, ao divórcio, à emancipação que restrinja de forma relativa ou absoluta a capacidade para os atos da vida civil e os que reconhecerem a filiação. RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 115 III. Desaparecendo uma pessoa do seu domicílio sem dela haver notícia, se não houver deixado representante ou procurador a quem caiba administrar-lhe os bens, o juiz, a requerimento de qualquer herdeiro, declarará a morte presumida e determinará que se abra a sucessão provisória. IV. Se o ausente regressar nos dez anos seguintes à abertura da sucessão definitiva, este haverá só os bens existentes no estado em que se acharem, os sub-rogados em seu lugar, ou o preço que os herdeiros e demais interessados houverem recebido pelos bens alienados depois daquele tempo. Assinale a alternativa correta. a)Somente as afirmativas I e II são corretas. b)Somente as afirmativas I e IV são corretas. c)Somente as afirmativas III e IV são corretas. d)Somente as afirmativas I, II e III são corretas. e)Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. COMENTÁRIO A afirmação I está em consonância com o art. 9 ° do CC (CORRETA): Art. 9 o Serão registrados em registro público: I - os nascimentos, casamentos e óbitos; II - a emancipação por outorga dos pais ou por sentença do juiz; III - a interdição por incapacidade absoluta ou relativa; IV - a sentença declaratória de ausência e de morte presumida. A afirmação II está em dissonância com o art. 10 do CC: Art. 10. Far-se-á averbação em registro público: I - das sentenças que decretarem a nulidade ou anulação do casamento, o divórcio, a separação judicial e o restabelecimento da sociedade conjugal; II - dos atos judiciais ou extrajudiciais que declararem ou reconhecerema filiação; A afirmação III está equivocada uma vez que é declarada a AUSENCIA nos termos do art. 20 do CC: Art. 22. Desaparecendo uma pessoa do seu domicílio sem dela haver notícia, se não houver deixado representante ou procurador a quem caiba administrar-lhe os bens, o juiz, a requerimento de qualquer RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 116 interessado ou do Ministério Público, declarará a ausência, e nomear- lhe-á curador. A afirmação IV encontra abrigo no art. 39 do CC (CORRETA): Art. 39. Regressando o ausente nos dez anos seguintes à abertura da sucessão definitiva, ou algum de seus descendentes ou ascendentes, aquele ou estes haverão só os bens existentes no estado em que se acharem, os sub-rogados em seu lugar, ou o preço que os herdeiros e demais interessados houverem recebido pelos bens alienados depois daquele tempo. GABARITO: B 19 - 2013 - COPS-UEL - PC-PR - Delegado de Polícia Acerca da capacidade civil das Pessoas Naturais, como previsto na Lei Civil, assinale a alternativa correta. a)A emancipação por concessão do pai, da pessoa menor de 18 anos e maior de 16, pode ocorrer desde que seja em decorrência de sentença judicial, caso em que se dispensa a oitiva da mãe. b)A emancipação por concessão do pai, faz cessar a menoridade, o que pode ocorrer mediante a lavratura de escritura pública, independentemente de homologação judicial. c)A emancipação da pessoa menor de 18 anos e maior de 16, que decorrente de orfandade foi posta sob tutela, dar-se-á mediante sentença judicial, com a necessária manifestação do tutor. d)A mulher solteira, viúva ou divorciada, que deixou de conviver com o pai de seu filho menor, poderá promover sua emancipação, desde que este esteja registrado em nome dos dois, mediante instrumento público a ser homologado judicialmente. e)Quem tem ao menos 16 anos e se mantém por economia própria, em decorrência de relação de emprego, pode requerer judicialmente sua emancipação, com a prova de sua alegação. COMENTÁRIO A emancipação é o ato de antecipar a capacidade civil da pessoa maior de 16 anos e menor de 18 anos, podendo ser legal, voluntária ou judicial. A emancipação legal ocorre quando a própria lei concede o adiantamento da cessação da incapacidade como no exercício de emprego público efetivo, pelo casamento, pela colação de grau em curso de ensino superior ou pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego, desde que, em função deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria. De outro lado, a emancipação voluntária dá-se pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 117 mediante instrumento público, independentemente de homologação judicial. Por fim, a emancipação judicial ocorre por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos tudo (É O CASO DA QUESTÃO) nos termos do art. 5°, parágrafo único e seus incisos do CC. É importante acrescentar que a emancipação não exime a responsabilidade civil por fato de terceiro dos pais (no caso do art. 5°, par único, I do CC) conforme jurisprudência remansosa do STJ. GABARITO: C RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 118 DIREITO TRIBUTÁRIO: LIMITAÇÕES AO PODER DE TRIBUTAR 1 - 2021 - CESPE / CEBRASPE - Polícia Federal - CESPE / CEBRASPE - 2021 - Polícia Federal - Delegado de Polícia Federal Considerando os princípios e as normas do direito tributário, julgue o item que se segue. De acordo com o STF, a imunidade tributária aplicável aos livros, quanto ao imposto de importação, alcança os leitores de livros eletrônicos apenas se estes não possuírem funcionalidades acessórias. Certo Errado COMENTÁRIO A imunidade tributária é quando o afastamento do tributo é realizado no próprio texto constitucional. Diferentemente da isenção tributária, nesta o tributo existe porém é excluído através de legislação ordinária (isenção é hipótese de exclusão do crédito tributário nos termos do art. 175, I do CTN). O cerne da questão envolve a sumula vinculante de n° 57, veja: “A imunidade tributária constante do art. 150, VI, d, da CF/88 aplica- se à importação e comercialização, no mercado interno, do livro eletrônico (e-book) e dos suportes exclusivamente utilizados para fixá-los, como leitores de livros eletrônicos (e-readers), ainda que possuam funcionalidades acessórias.” GABARITO: ERRADO 2 - 2021 - CESPE / CEBRASPE - Polícia Federal - CESPE / CEBRASPE - 2021 - Polícia Federal - Delegado de Polícia Federal Considerando os princípios e as normas do direito tributário, julgue o item que se segue. Para a instituição de novas taxas, deve-se observar tanto a anterioridade anual quanto a anterioridade nonagesimal. Certo Errado COMENTÁRIO RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 119 Tributo é o gênero do qual decorre as espécies imposto, taxas, contribuição de melhoria, empréstimo compulsório e contribuições especiais (a corrente majoritária adota uma linha quinária ou quinquipartite). As taxas são tributos que pressupõem a realização do exercício do poder de polícia ou de serviço público tendo como base de cálculo sempre equivalente ao serviço prestado nos termos do art. 77 do CTN e art 145, II da CF/88: “As taxas cobradas pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, têm como fato gerador o exercício regular do poder de polícia, ou a utilização, efetiva ou potencial, de serviço público específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição.” “Art. 145. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir os seguintes tributos: II - taxas, em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição;” Há limitações ao poder de tributar do poder público dentre elas existem os princípios da legalidade, anterioridade anual, anterioridade nonagesimal (ou noventena), a proibição do confisco e assim por diante. As taxas não escapam desta limitação constitucional já que a própria redação do art. 150, III da CR/88 deixa entrever que: “Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: III - cobrar tributos: a) em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado; b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou; c) antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou, observado o disposto na alínea b;” GABARITO: CORRETA 3 - 2018 - CESPE / CEBRASPE - Polícia Federal - CESPE - 2018 - Polícia Federal - Delegado de Polícia Federal RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 120 A empresa XZY Ltda., contribuinte do ICMS, pagava mensalmente esse tributo a determinado estado da Federação, no dia 15 de cada mês. No dia 30/6/2017, esse estado editou ato normativo que alterava a data do pagamento do referido tributo para o dia 10 de cada mês, entrando tal ato em vigor no dia 1.º/7/2017. Sem saber da alteração, a empresa XZY Ltda. pagou o tributo no dia 15/7/2017, o que acarretou multa e juros de mora pelo pagamento com atraso. Nessa situação hipotética. a antecipação do prazo para o pagamento do ICMS só poderia ter sido feita por lei e somente poderia ter entrado em vigor no exercício financeiro seguinte.Certo Errado COMENTÁRIO Tributo é o gênero do qual decorre as espécies imposto, taxas, contribuição de melhoria, empréstimo compulsório e contribuições especiais (a corrente majoritária adota uma linha quinária ou quinquipartite). O ICMS é tributo de atribuição do Estado-membro e do DF. Com efeito, em que pese exigir lei, a alteração da data do pagamento do tributo não se sujeita ao princípio da anterioridade anual já que não pressupõe majoração ou instituição de novo imposto. Aplica-se ao caso a sumula vinculante de n° 50: “Norma legal que altera o prazo de recolhimento de obrigação tributária não se sujeita ao princípio da anterioridade.” GABARITO: ERRADO 4 - 2018 - CESPE / CEBRASPE - Polícia Federal - CESPE - 2018 - Polícia Federal - Delegado de Polícia Federal Acerca de crédito tributário, competência tributária e Sistema Tributário Nacional, julgue o próximo item. Os estados e os municípios estão imunes à instituição de contribuições sociais, pela União, sobre os seus serviços. Certo Errado COMENTÁRIO A imunidade recíproca alcança única e exclusivamente IMPOSTOS. Veja: RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 121 Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: VI - instituir IMPOSTOS sobre: a) patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros; b) templos de qualquer culto; c) patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusive suas fundações, das entidades sindicais dos trabalhadores, das instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos, atendidos os requisitos da lei; d) livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão. e) fonogramas e videofonogramas musicais produzidos no Brasil contendo obras musicais ou literomusicais de autores brasileiros e/ou obras em geral interpretadas por artistas brasileiros bem como os suportes materiais ou arquivos digitais que os contenham, salvo na etapa de replicação industrial de mídias ópticas de leitura a laser. GABARITO: ERRADO 5 - 2018 - UEG - PC-GO - UEG - 2018 - PC-GO - Delegado de Polícia O sistema tributário nacional é integrado por um conjunto de princípios e regras que limitam o exercício do poder de tributar do Estado. Acerca do exercício da competência tributária verifica-se que A-a anterioridade aplicável ao direito penal tem igual aplicação na seara tributária, sendo vedada qualquer alteração na legislação tributária, ainda que não corresponda a aumento do tributo. B-é vedada a cobrança de tributos antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada lei que os instituiu, aumentou ou reduziu. C-a imunidade religiosa é consectária da garantia fundamental da liberdade religiosa, que tem alcance além do templo religioso. D-a vedação do não-confisco ao Estado, no exercício de seu poder de tributar, limita a perda de bens no âmbito criminal. E-as regras de imunidade tributária devem ser interpretadas restritivamente, na medida em que correspondem a benefícios fiscais aos contribuintes. COMENTÁRIO RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 122 A – INCORRETA: o princípio da anterioridade anual irá impossibilitar a cobrança do tributo no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou conforme versa o art. 150, inciso III, ‘b’ da CR/88. Contudo, em que pese haja semelhança nos princípios incidentes na seara penal e tributária, o citado princípio não irá incidir quando haja redução na carga tributária. B - INCORRETA: o princípio da noventena ou da anterioridade nonagesimal não irá incidir quando houver redução da carga tributária, aplicando-se, neste caso, imediatamente. C - CORRETA: de fato, o STF possui jurisprudência no sentido de alargar a incidência da imunidade tributária religiosa: “Recurso extraordinário. 2. Imunidade tributária de templos de qualquer culto. Vedação de instituição de impostos sobre o patrimônio, renda e serviços relacionados com as finalidades essenciais das entidades. Artigo 150, VI, b e § 4º, da Constituição. 3. Instituição religiosa. IPTU sobre imóveis de sua propriedade que se encontram alugados. 4. A imunidade prevista no art. 150, VI, b, CF, deve abranger não somente os prédios destinados ao culto, mas, também, o patrimônio, a renda e os serviços "relacionados com as finalidades essenciais das entidades nelas mencionadas". 5. O § 4º do dispositivo constitucional serve de vetor interpretativo das alíneas b e c do inciso VI do art. 150 da Constituição Federal. Equiparação entre as hipóteses das alíneas referidas. 6. Recurso extraordinário provido (STF - RE: 325822 SP, Relator: ILMAR GALVÃO, Data de Julgamento: 18/12/2002, Tribunal Pleno, Data de Publicação: DJ 14-05-2004 PP- 00033 EMENT VOL-02151-02 PP- 00246).” D - INCORRETA: o confisco no setor criminal é amplamente aceito e possui disposição legal, bem como é efeito da sentença penal condenatória: Art. 91 - São efeitos da condenação: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) I - tornar certa a obrigação de indenizar o dano causado pelo crime; (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) II - a perda em favor da União, ressalvado o direito do lesado ou de terceiro de boa-fé: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 123 a) dos instrumentos do crime, desde que consistam em coisas cujo fabrico, alienação, uso, porte ou detenção constitua fato ilícito; b) do produto do crime ou de qualquer bem ou valor que constitua proveito auferido pelo agente com a prática do fato criminoso. § 1º Poderá ser decretada a perda de bens ou valores equivalentes ao produto ou proveito do crime quando estes não forem encontrados ou quando se localizarem no exterior. (Incluído pela Lei nº 12.694, de 2012) § 2º Na hipótese do § 1o, as medidas assecuratórias previstas na legislação processual poderão abranger bens ou valores equivalentes do investigado ou acusado para posterior decretação de perda. (Incluído pela Lei nº 12.694, de 2012) Art. 91-A. Na hipótese de condenação por infrações às quais a lei comine pena máxima superior a 6 (seis) anos de reclusão, poderá ser decretada a perda, como produto ou proveito do crime, dos bens correspondentes à diferença entre o valor do patrimônio do condenado e aquele que seja compatível com o seu rendimento lícito. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) § 1º Para efeito da perda prevista no caput deste artigo, entende-se por patrimônio do condenado todos os bens: (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) I - de sua titularidade, ou em relação aos quais ele tenha o domínio e o benefício direto ou indireto, na data da infração penal ou recebidos posteriormente; e (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) II - transferidos a terceiros a título gratuito ou mediante contraprestação irrisória, a partir do início da atividade criminal. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) § 2º O condenado poderá demonstrar a inexistência da incompatibilidade ou a procedência lícita do patrimônio. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) § 3º A perda prevista neste artigo deverá ser requerida expressamente pelo Ministério Público, por ocasião do oferecimento da denúncia, com indicação da diferença apurada. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) § 4º Na sentença condenatória, o juiz deve declarar o valor da diferença apurada e especificar os bens cuja perda for decretada. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 124 § 5º Os instrumentos utilizados para a prática de crimes por organizações criminosas e milícias deverão serdeclarados perdidos em favor da União ou do Estado, dependendo da Justiça onde tramita a ação penal, ainda que não ponham em perigo a segurança das pessoas, a moral ou a ordem pública, nem ofereçam sério risco de ser utilizados para o cometimento de novos crimes. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) E – INCORRETA: as imunidades tributárias não são interpretadas restritivamente; Isso porque, não pode ser confundida com as isenções, estas possuem uma hermenêutica restrita. GABARITO: C 6 - 2018 - UEG - PC-GO - UEG - 2018 - PC-GO - Delegado de Polícia O princípio da legalidade, que está a indicar no direito penal que não há sanção criminal sem a devida tipificação penal, se manifesta também nas relações jurídicas tributárias. Acerca da aplicação do princípio da legalidade tributária, tem-se o seguinte: A-É direito fundamental do contribuinte que a exação tributária, como sanção pecuniária de ato ilícito tributário, encontre-se prevista em lei específica. B-A Constituição Federal, ao tratar da legalidade em matéria tributária no art.150, I, é redundante, dado que já é prevista a legalidade no art.5º, II, no capítulo dos Direitos Fundamentais. C-A obrigação tributária acessória, melhor denominada como dever instrumental, demanda fixação em lei na medida em que corresponde a ônus ao contribuinte. D-O Código Tributário Nacional, ao dispor sobre a aplicação do princípio da legalidade tributária, prescinde sua observância na atualização do valor monetário da base de cálculo do tributo. E-Com origem na Magna Carta de 1215, quando desde então vigorava “no taxation without representation”, é direito fundamental do contribuinte, previsto no art.150, I, da Constituição de 1988, que não encontra mitigação na ordem tributária brasileira. COMENTÁRIO A – INCORRETA: tributo não pode ter ato ilícito como fato gerador B - INCORRETA: o princípio da legalidade do inciso II do art. 5° da CR/88 é direcionado a todos de forma ampla, isto é, num sentido genérico em que qualquer ato normativo primário ou RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 125 secundário restringe a atividade de todos. Isso não exclui a necessidade de outras disposições mais especificas para tratar de assuntos outros. A exemplo disso, é o princípio da legalidade tributária, mais especifico e restrito ao âmbito da temática. C - INCORRETA: nos termos do art. 113 do CTN: Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória. § 1º A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extingue-se juntamente com o crédito dela decorrente. § 2º A obrigação acessória decorre da LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA e tem por objeto as prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos. § 3º A obrigação acessória, pelo simples fato da sua inobservância, converte-se em obrigação principal relativamente à penalidade pecuniária. Afinal, o que é legislação tributária? O art. 96 do CTN responde: “A expressão "legislação tributária" compreende as leis, os tratados e as convenções internacionais, os decretos e as normas complementares que versem, no todo ou em parte, sobre tributos e relações jurídicas a eles pertinentes.” Portanto, a afirmação de que a obrigação tributária necessita e lei é equivocada já que pode ser instituída por ato infralegal e dentre outros. D - CORRETA: art. 97, §2° do CTN: “Não constitui majoração de tributo, para os fins do disposto no inciso II deste artigo, a atualização do valor monetário da respectiva base de cálculo.” E – INCORRETA: sofre mitigação. A exemplo disso é a alteração de alíquotas dos tributos. RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 126 GABARITO: D 7 - 2018 - NUCEPE - PC-PI - NUCEPE - 2018 - PC-PI - Delegado de Polícia Civil Considerando o previsto na Constituição Federal, bem como a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, assinale a alternativa CORRETA. A-A imunidade recíproca reconhecida constitucionalmente às entidades políticas não pode ser reconhecida às empresas públicas e às sociedades de economia mista, sejam quais forem as finalidades a que se dedicarem tais entidades. B-Norma legal que altera o prazo de recolhimento da obrigação tributária se sujeita ao princípio da anterioridade, por se tratar de verdadeira garantia reconhecida ao sujeito passivo da obrigação. C-De acordo com o expressamente previsto na Constituição Federal, os requisitos para o gozo da imunidade devem estar previstos em lei ordinária específica de cada ente político. D-Entidade de assistência social, sem fins lucrativos, que aluga imóvel a terceiros, não deixa de ser imune ao IPTU, desde que o valor dos aluguéis seja aplicado nas atividades para as quais tais entidades foram constituídas. E-É vedado o protesto das certidões de dívida ativa, constituindo mecanismo inconstitucional e ilegítimo por restringir de forma desproporcional direitos fundamentais garantidos aos contribuintes e, assim, constituir sanção política. COMENTÁRIO A – INCORRETA: as imunidades recíprocas contidas do inciso VI do art. 150 da CR/88 podem ser estendidas as sociedades de economia mista e as empresas públicas desde que a finalidade seja primariamente o interesse público. Nesse sentido, foi o julgamento do STF no tema 1140 em sede de RE de n° 1320054: “As empresas públicas e as sociedades de economia mista delegatárias de serviços públicos essenciais, que não distribuam lucros a acionistas privados nem ofereçam risco ao equilíbrio concorrencial, são beneficiárias da imunidade tributária recíproca prevista no artigo 150, VI, a, da Constituição Federal, independentemente de cobrança de tarifa como contraprestação do serviço.” B - INCORRETA: Aplica-se ao caso a súmula vinculante de n° 50: “Norma legal que altera o prazo de recolhimento de obrigação tributária não se sujeita ao princípio da anterioridade.” RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 127 C - INCORRETA: em breve síntese, a imunidade tributária decorre da própria constituição prescindindo de lei. D - CORRETA: trata-se da súmula vinculante de n° 52: “Ainda quando alugado a terceiros, permanece imune ao IPTU o imóvel pertencente a qualquer das entidades referidas pelo art. 150, VI, “c”, da Constituição Federal, desde que o valor dos aluguéis seja aplicado nas atividades para as quais tais entidades foram constituídas.” E – INCORRETA: O STF: “O protesto das Certidões de Dívida Ativa constitui mecanismo constitucional e legítimo, por não restringir de forma desproporcional quaisquer direitos fundamentais garantidos aos contribuintes e, assim, não constituir sanção política.” (ADI 5135, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Tribunal Pleno, julgado em 09/11/2016, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-022 DIVULG 06- 02-2018 PUBLIC 07-02-2018) GABARITO: D 8 - 2017 - CESPE / CEBRASPE - PC-GO - CESPE - 2017 - PC-GO - Delegado de Polícia Substituto Sabendo que, por disposição constitucional expressa, em regra, os princípios tributários e as limitações ao poder de tributar não se aplicam de forma idêntica a todas as espécies tributárias, assinale a opção correta a respeito da aplicação desses institutos. A-Apenas aos impostos estaduais aplica-se o princípio que proíbe o estabelecimento de diferença tributária entre bens e serviços de qualquer natureza em razão de sua procedência ou seu destino. B-A aplicação do princípio da não vinculação de receita a despesa específica é limitada aos impostos. C-Em regra, o princípio da anterioridade do exercício aplica-se da mesma forma aos impostos e às contribuições sociais da seguridade social. D-Oprincípio da capacidade contributiva aplica-se sempre e necessariamente aos impostos. E-O princípio da anterioridade do exercício atinge, de forma ampla, as hipóteses de empréstimos compulsórios previstas no texto constitucional. RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 128 COMENTÁRIO A – INCORRETA: nos termos do art. 152 da CR/88: “É vedado aos ESTADOS, ao DISTRITO FEDERAL e aos MUNICÍPIOS estabelecer diferença tributária entre bens e serviços, de qualquer natureza, em razão de sua procedência ou destino.” É importante salientar que NÃO ALCANÇA A UNIÃO. B - CORRETA: de fato, nos termos do art. 167, IV da CR/88 a vedação alcança somente os impostos: ‘’a vinculação de receita de IMPOSTOS a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas a repartição do produto da arrecadação dos impostos a que se referem os arts. 158 e 159, a destinação de recursos para as ações e serviços públicos de saúde, para manutenção e desenvolvimento do ensino e para realização de atividades da administração tributária, como determinado, respectivamente, pelos arts. 198, § 2º, 212 e 37, XXII, e a prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de receita, previstas no art. 165, § 8º, bem como o disposto no § 4º deste artigo;” C - INCORRETA: o princípio da anterioridade do exercício financeiro não é aplicável quando da constituição da contribuição social. Neste caso, aplica-se regra da noventena nos termos do art. 195, §6° da CR/88: “As contribuições sociais de que trata este artigo só poderão ser exigidas após decorridos noventa dias da data da publicação da lei que as houver instituído ou modificado, não se lhes aplicando o disposto no art. 150, III, "b".” D - INCORRETA: o princípio da capacidade contributiva aplica-se aos tributos em geral nos termos do art. 150, II da CR/88: “Instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente, proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou função por eles exercida, independentemente da denominação jurídica dos rendimentos, títulos ou direitos;” RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 129 E – INCORRETA: o princípio da anterioridade anual não atinge o inciso I do art. 148 da CR/88: Art. 148. A União, mediante lei complementar, poderá instituir empréstimos compulsórios: I - para atender a despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade pública, de guerra externa ou sua iminência; GABARITO: B 9 - 2017 - CESPE / CEBRASPE - PC-GO - CESPE - 2017 - PC-GO - Delegado de Polícia Substituto O estado de Goiás instituiu, por lei ordinária, um departamento de fiscalização de postos de gasolina com objetivo de aferir permanentemente as condições de segurança e vigilância de tais locais, estabelecendo um licenciamento especial e anual para o funcionamento de tais estabelecimentos e instituindo uma taxa anual de R$ 1.000 a ser paga pelos empresários, relacionada a tal atividade estatal. A respeito dessa situação hipotética, assinale a opção correta A-A instituição do departamento de fiscalização de postos de gasolina como órgão competente com funcionamento regular é suficiente para caracterizar o exercício efetivo do poder de polícia. B-É desnecessária, para justificar a cobrança de taxa, a criação de órgão específico para o desempenho das atividades de fiscalização de postos de gasolina, por se tratar de competências inerentes às autoridades de segurança pública. C-Para observar o princípio da capacidade contributiva, a taxa deveria ter correspondência com o valor venal do imóvel a ser fiscalizado, sendo inconstitucional a cobrança de valor fixo por estabelecimento. D-A taxa em questão é inconstitucional, já que a segurança pública é um dever do Estado, constituindo um serviço indivisível, a ser mantido apenas por impostos, o que torna incabível a cobrança de taxa. E-Por ter caráter contraprestacional, a taxa só será devida caso o departamento de fiscalização de postos de gasolina faça visitas periódicas aos estabelecimentos, certificando-se do cumprimento das normas de segurança e vigilância de tais locais, de acordo com a legislação. COMENTÁRIO Em breve síntese, o STF possui entendimento no sentido de que basta a criação do órgão fiscalizador para que haja legitimidade na criação de taxa derivada do poder de polícia autorizando a incidência do tributo. No informativo de n° 1020, o STF em sede de ADI n° 6737/PR decidiu que: “É constitucional a instituição de taxa pela qual observada equivalência razoável entre o valor exigido do contribuinte e os RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 130 custos referentes ao exercício do poder de polícia, nos termos do art. 145, II, da Constituição Federal.” GABARITO: A 10 - 2015 - FUNIVERSA - PC-DF - FUNIVERSA - 2015 - PC-DF - Delegado de Polícia No que se refere ao princípio tributário da anterioridade anual e nonagesimal, assinale a alternativa correta. A-Os municípios e o Distrito Federal, ao fixarem a base de cálculo do IPTU, devem respeitar o princípio da anterioridade nonagesimal. B-O princípio da anterioridade anual não incide sobre o imposto sobre produtos industrializados (IPI), isto é, em caso de majoração do tributo, este poderá ser cobrado no mesmo exercício financeiro da publicação da lei que o majorou, desde que respeitado o princípio da anterioridade nonagesimal. C-Em se tratando de instituição ou majoração dos tributos sobre o comércio exterior, do imposto sobre importação de produtos estrangeiros e do imposto sobre exportação para o exterior de produtos nacionais ou nacionalizados, deve-se observar o princípio da anterioridade anual, isto é, tais tributos só poderão ser cobrados no exercício financeiro seguinte ao da publicação da lei que os instituiu ou aumentou. D-Caso haja majoração da alíquota do imposto de renda (IR), é vedado à União cobrar o tributo com a nova alíquota antes de decorridos noventa dias da publicação da lei que o majorou. E-Aplica-se a anterioridade nonagesimal à fixação da base de cálculo do IPVA pelo Distrito Federal. COMENTÁRIO Para responder esta questão basta saber o art. 150, §1° da CR/88 que menciona as exceções aos princípios da anterioridade anual e a nonagesimal § 1º A vedação do inciso III, b, não se aplica aos tributos previstos nos arts. 148, I, 153, I, II, IV e V; e 154, II; e a vedação do inciso III, c, não se aplica aos tributos previstos nos arts. 148, I, 153, I, II, III e V; e 154, II, nem à fixação da base de cálculo dos impostos previstos nos arts. 155, III, e 156, I. GABARITO: B 11 - 2015 - VUNESP - PC-CE - VUNESP - 2015 - PC-CE - Delegado de Polícia Civil de 1a Classe RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 131 Determina a Constituição Federal que o imposto sobre a propriedade territorial rural não incidirá sobre pequenas glebas rurais, definidas em lei, quando as explore o proprietário que não possua outro imóvel. Referida determinação implica em A-isenção. B-imunidade. C-remissão parcial. D-remissão total. E-anistia. COMENTÁRIO Trata-se da imunidade tributária, isso porque a retirada da incidência do tributo é feita de forma constitucional impedindo o acontecimento do fato gerador. GABARITO: B 12- 2013 - UEPA - PC-PA - UEPA - 2013 - PC-PA - Delegado de Polícia Assinale a alternativa correta acerca das limitações constitucionais ao poder de tributar. A-É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios instituir quaisquer tributos sobre templos de qualquer culto. B-As bases de cálculo ou as alíquotas dos impostos de competência da União deverão ser aumentadas exclusivamente por Decreto do Presidente da República. C-Asalíquotas do ICMS sobre a comercialização de combustíveis e lubrificantes poderão ser reduzidas e restabelecidas sem observância da regra da anterioridade de exercício. D-A instituição de contribuições de seguridade social submete-se à regra da anterioridade de exercício, mas está excluída da aplicação da regra da anterioridade nonagesimal. E-À fixação da base de cálculo do IPVA e do IPTU, não se aplica a exigência da anterioridade nonagesimal nem a exigência da anterioridade do exercício. COMENTÁRIO A – INCORRETA: a vedação recai somente sobre IMPOSTOS nos termos do art.150, VI D da CR/88: Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 132 VI - instituir IMPOSTOS sobre: a) patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros; b) templos de qualquer culto; c) patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusive suas fundações, das entidades sindicais dos trabalhadores, das instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos, atendidos os requisitos da lei; d) livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão.e) fonogramas e videofonogramas musicais produzidos no Brasil contendo obras musicais ou literomusicais de autores brasileiros e/ou obras em geral interpretadas por artistas brasileiros bem como os suportes materiais ou arquivos digitais que os contenham, salvo na etapa de replicação industrial de mídias ópticas de leitura a laser. B - INCORRETA: em que pese o art. 21 do CTN versar que o Poder Executivo pode, nas condições e nos limites estabelecidos em lei, alterar as alíquotas ou as bases de cálculo do imposto, a fim de ajustá-lo aos objetivos da política cambial e do comércio exterior. A parte “base de cálculo” não foi recepcionada uma vez que só pode ser alterada por meio de lei especifica. C - CORRETA: art. 155, §4°, IV, ‘c’ da CR/88, isto é, não se aplica, nestes casos a hipótese do art. 150, III, b da CR/88. D - INCORRETA: Neste caso, aplica-se regra da noventena nos termos do art. 195, §6° da CR/88: “As contribuições sociais de que trata este artigo só poderão ser exigidas após decorridos noventa dias da data da publicação da lei que as houver instituído ou modificado, não se lhes aplicando o disposto no art. 150, III, "b".” E – INCORRETA: o art. 150, §1° da CR/88 que menciona as exceções ao princípios da anterioridade anual e a nonagesimal § 1º A vedação do inciso III, b, não se aplica aos tributos previstos nos arts. 148, I, 153, I, II, IV e V; e 154, II; e a vedação do inciso III, c, não se aplica aos tributos previstos nos arts. 148, I, 153, I, II, III e V; e 154, RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 133 II, nem à fixação da base de cálculo dos impostos previstos nos arts. 155, III,(IPVA) e 156, I (IPTU). GABARITO: C 13 - 2009 - CESPE / CEBRASPE - PC-RN - CESPE - 2009 - PC-RN - Delegado de Polícia Acerca da repartição das receitas tributárias, assinale a opção correta. A-O repasse da quota constitucionalmente devida aos municípios a título de ICMS pode sujeitar-se à condição prevista em programa de benefício fiscal de âmbito estadual. B-Pertencem aos municípios 50% do produto da arrecadação do ICMS do estado. C-Pertence aos municípios o produto da arrecadação do imposto da União sobre renda e proventos de qualquer natureza, incidente na fonte, sobre rendimentos pagos, a qualquer título, por eles, suas autarquias e pelas fundações que instituírem e mantiverem. D-Pertencem aos estados 50% do produto da arrecadação dos impostos que a União instituir com base no exercício de sua competência residual que lhe é atribuída pela CF. E-A União entregará do produto da arrecadação dos impostos sobre renda e proventos de qualquer natureza 22,5% ao Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal. COMENTÁRIO A – INCORRETA: nos termos do art. 160 da CR/88: “É vedada a retenção ou qualquer restrição à entrega e ao emprego dos recursos atribuídos, nesta seção, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, neles compreendidos adicionais e acréscimos relativos a impostos.” Aliás, o STF decidiu que: CONSTITUCIONAL. ICMS. REPARTIÇÃO DE RENDAS TRIBUTÁRIAS. PRODEC. PROGRAMA DE INCENTIVO FISCAL DE SANTA CATARINA. RETENÇÃO, PELO ESTADO, DE PARTE DA PARCELA PERTENCENTE AOS MUNICÍPIOS. INCONSTITUCIONALIDADE. RE DESPROVIDO. I - A parcela do imposto estadual sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, a que se RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 134 refere o art. 158, IV, da Carta Magna pertence de pleno direito aos Municípios. II - O repasse da quota constitucionalmente devida aos Municípios não pode sujeitar-se à condição prevista em programa de benefício fiscal de âmbito estadual. III - Limitação que configura indevida interferência do Estado no sistema constitucional de repartição de receitas tributárias. IV - Recurso extraordinário desprovido. (Grifei) B - INCORRETA: Neste caso, pertencem aos municípios 25%: “Art. 158. Pertencem aos Municípios: IV - vinte e cinco por cento do produto da arrecadação do imposto do Estado sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação.” C - CORRETA: a resposta é literalidade do artigo a seguir: Art. 158. Pertencem aos Municípios: I - o produto da arrecadação do imposto da União sobre renda e proventos de qualquer natureza, incidente na fonte, sobre rendimentos pagos, a qualquer título, por eles, suas autarquias e pelas fundações que instituírem e mantiverem; D - INCORRETA: literalidade do artigo a seguir: Art. 157. Pertencem aos Estados e ao Distrito Federal: I - o produto da arrecadação do imposto da União sobre renda e proventos de qualquer natureza, incidente na fonte, sobre rendimentos pagos, a qualquer título, por eles, suas autarquias e pelas fundações que instituírem e mantiverem; II - vinte por cento do produto da arrecadação do imposto que a União instituir no exercício da competência que lhe é atribuída pelo art. 154, I. E – INCORRETA: literalidade do artigo abaixo: Art. 159. A União entregará: RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 135 I - do produto da arrecadação dos impostos sobre renda e proventos de qualquer natureza e sobre produtos industrializados, 50% (cinquenta por cento), da seguinte forma: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 112, de 2021) Produção de efeitos a) vinte e um inteiros e cinco décimos por cento ao Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal; (Vide Lei Complementar nº 62, de 1989) GABARITO: C 14 - 2009 - CESPE / CEBRASPE - PC-RN - CESPE - 2009 - PC-RN - Delegado de Polícia Em relação ao Sistema Tributário Nacional e à jurisprudência do STF, assinale a opção correta. A-O ordenamento jurídico brasileiro admite a instituição de taxa para o custeio de serviços prestados por órgãos de segurança pública, na medida em que tal atividade, por ser essencial, pode ser financiada por qualquer espécie de tributo existente. B-As taxas cobradas em razão exclusivamente dos serviços públicos de coleta, remoção e tratamento ou destinação de lixo ou resíduos provenientes de imóveis são constitucionais, no entanto é inconstitucional a cobrança de valores tidos como taxa em razão de serviços de conservação e limpeza de logradouros e bens públicos. C-O STF firmou orientação no sentido de que as custas judiciaise os emolumentos concernentes aos serviços notariais e registrais não possuem natureza tributária, uma vez que não se enquadram em nenhuma das espécies tributárias previstas na CF. D-As normas relativas à prescrição e à decadência tributárias têm natureza de normas específicas de direito tributário, cuja disciplina é reservada a lei ordinária, sendo certo que as contribuições previdenciárias prescrevem em dez anos, contados da data da sua constituição definitiva. E-Os cemitérios que consubstanciam extensões de entidades de cunho religioso não estão abrangidos pela imunidade tributária prevista na CF, uma vez que as normas que tratam de renúncia fiscal devem ser interpretadas restritivamente. COMENTÁRIO A – INCORRETA: Nos termos do RE 536.639/PR do STF: EMENTAS: 1. TRIBUTO. Taxa de Segurança Pública. É INCONSTITUCIONAL a taxa que tenha por fato gerador a prestação de serviço de segurança pública, ainda que requisitada por particular. Serviço Público indivisível e não específico. Agravo regimental improvido. Precedentes. Dado seu caráter uti universi, o serviço de http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc112.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc112.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc112.htm#art3 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LCP/Lcp62.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LCP/Lcp62.htm RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 136 segurança pública não é passível de ser remunerado mediante taxa, atividade que só pode ser sustentada pelos impostos. B - CORRETA: extrai-se do inteiro teor da súmula vinculante de n° 19: (...) observo, inicialmente, que o Supremo Tribunal Federal fixou balizas quanto à interpretação dada ao art. 145, II, da CF/1988, no que concerne à cobrança de taxas pelos serviços públicos de limpeza prestados à sociedade. Com efeito, a Corte entende como específicos e divisíveis os serviços públicos de coleta, remoção e tratamento ou destinação de lixo ou resíduos provenientes de imóveis, desde que essas atividades sejam completamente dissociadas de outros serviços públicos de limpeza realizados em benefício da população em geral (uti universi) e de forma indivisível, tais como os de conservação e limpeza de logradouros e bens públicos (praças, calçadas, vias, ruas, bueiros). Decorre daí que as taxas cobradas em razão exclusivamente dos serviços públicos de coleta, remoção e tratamento ou destinação de lixo ou resíduos provenientes de imóveis são constitucionais, ao passo que é inconstitucional a cobrança de valores tidos como taxa em razão de serviços de conservação e limpeza de logradouros e bens públicos. (...) Além disso, no que diz respeito ao argumento da utilização de base de cálculo própria de impostos, o Tribunal reconhece a constitucionalidade de taxas que, na apuração do montante devido, adote um ou mais dos elementos que compõem a base de cálculo própria de determinado imposto, desde que não se verifique identidade integral entre uma base e a outra. [RE 576.321 QO-RG, voto do rel. min. Ricardo Lewandowski, P, j. 4- 12-2008, DJE 30 de 13-2-2009, Tema 146.] C - INCORRETA: em sede da ADI n° 1378-5 o STF decidiu que: NATUREZA JURÍDICA DAS CUSTAS JUDICIAIS E DOS EMOLUMENTOS EXTRAJUDICIAIS. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou orientação no sentido de que as custas judiciais e os emolumentos concernentes aos serviços notariais e registrais possuem natureza tributária, qualificando-se como taxas remuneratórias de serviços públicos, sujeitando-se, em conseqüência, quer no que concerne à sua instituição e majoração, https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm http://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=AC&docID=576025 http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudenciaRepercussao/verAndamentoProcesso.asp?incidente=2589598&numeroProcesso=576321&classeProcesso=RE&numeroTema=146 RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 137 quer no que se refere a sua exigibilidade, ao regime jurídico- constitucional pertinente a essa especial modalidade de tributo vinculado, notadamente aos princípios fundamentais que proclamam, dentre outras, as garantias essenciais (a) da reserva de competência impositiva, (b) da legalidade, (c) da isonomia e (d) da anterioridade. Precedentes. Doutrina. D - INCORRETA: o assunto versa sobre as limitações tributárias ao poder de tributar, logo, estas questões somente podem ser estabelecidas por lei complementar nos termos do art. 146 da CR/88: Art. 146. Cabe à lei complementar: I - dispor sobre conflitos de competência, em matéria tributária, entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios; II - regular as limitações constitucionais ao poder de tributar; III - estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, especialmente sobre: a) definição de tributos e de suas espécies, bem como, em relação aos impostos discriminados nesta Constituição, a dos respectivos fatos geradores, bases de cálculo e contribuintes; b) obrigação, lançamento, crédito, prescrição e decadência tributários; c) adequado tratamento tributário ao ato cooperativo praticado pelas sociedades cooperativas. d) definição de tratamento diferenciado e favorecido para as microempresas e para as empresas de pequeno porte, inclusive regimes especiais ou simplificados no caso do imposto previsto no art. 155, II, das contribuições previstas no art. 195, I e §§ 12 e 13, e da contribuição a que se refere o art. 239. Parágrafo único. A lei complementar de que trata o inciso III, d, também poderá instituir um regime único de arrecadação dos impostos e contribuições da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, observado que: I - será opcional para o contribuinte; II - poderão ser estabelecidas condições de enquadramento diferenciadas por Estado; RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 138 III - o recolhimento será unificado e centralizado e a distribuição da parcela de recursos pertencentes aos respectivos entes federados será imediata, vedada qualquer retenção ou condicionamento; IV - a arrecadação, a fiscalização e a cobrança poderão ser compartilhadas pelos entes federados, adotado cadastro nacional único de contribuintes. E – INCORRETA: os cemitérios também são alcançados pela imunidade tributária conforme jurisprudência consolidada do STF. GABARITO: B 15- 2009 - FUNIVERSA - PC-DF - FUNIVERSA - 2009 - PC-DF - Delegado de Polícia - Objetiva Instituição de ensino superior não regularmente registrada nos órgãos competentes e não inscrita no cadastro fiscal omitiu do fisco sua existência e os documentos necessários à comprovação de sua situação, deixando de recolher tributo por entender estar amparada pela imunidade constitucional. Assim, o fisco, constatando tal situação, lavrou auto de infração contra a instituição. Considerando essa situação hipotética, assinale a alternativa correta. A-A imunidade das instituições de ensino é objetiva e independe de circunstâncias e outros requisitos para o seu reconhecimento. B-O auto de infração não poderá ser anulado após sua lavratura, mesmo se provando que a instituição atende aos requisitos legais exigidos para a imunidade. C-A imunidade aplica-se aos impostos previstos na Constituição Federal e às taxas de serviços. D-A imunidade é subjetiva e, portanto, condicionada aos requisitos previstos em lei. E-O fisco não poderia ter autuado a instituição, pois, mesmo não demonstrando os requisitos legais, a imunidade se faz presente. COMENTÁRIO A imunidade tributária é um benefício concedido diretamente pela Constituição Federal que incide somente sobre osIMPOSTOS impedindo a ocorrência do fato gerador tributário. Neste caso, não há falar em imunidade tributária porque a instituição de ensino não cumpriu os requisitos do art. 14 do CTN e não está alocada numa das possibilidades do art. 150, VI da CR/88. De toda forma, se o auto de infração for inválido nada impede a anulação deste ato administrativo. Portanto, a resposta correta é a letra D. RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 139 GABARITO: D 16 - 2005 - NCE-UFRJ - PC-DF - NCE-UFRJ - 2005 - PC-DF - Delegado de Polícia No Direito Tributário, o princípio da estrita legalidade, previsto na Constituição Federal art. 150, I e no Código Tributário Nacional arts. 97 e 113, fixa que somente a lei pode estabelecer: A-a cominação de penalidades; B-a fixação de prazos; C-as obrigações tributárias acessórias; D-as regras de interpretação; E-o conteúdo e o alcance dos tratados internacionais. COMENTÁRIO De forma parecida com o Direito Penal, somente por lei podem ser estabelecidas as penalidades. GABARITO: A 17 - 2005 - NCE-UFRJ - PC-DF - NCE-UFRJ - 2005 - PC-DF - Delegado de Polícia A regra do in dubio pro reo, também conhecido em matéria tributária como princípio do in dubio pro contribuinte, estabelece que a lei fiscal que define infrações, ou lhe comina penalidades, deve ser interpretada da maneira mais favorável ao acusado, em caso de dúvida quanto a certas hipóteses, EXCETO quanto à: A-capitulação legal do fato; B-natureza ou às circunstâncias materiais do fato, ou à natureza ou extensão dos seus efeitos; C-autoria, imputabilidade, ou punibilidade; D-natureza da penalidade aplicável, ou sua graduação; E-majoração de tributos, ou sua redução. COMENTÁRIO Nos termos do art. 112 do CTN: Art. 112. A lei tributária que define infrações, ou lhe comina penalidades, interpreta-se da maneira mais favorável ao acusado, em caso de dúvida quanto: I - à capitulação legal do fato; RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 140 II - à natureza ou às circunstâncias materiais do fato, ou à natureza ou extensão dos seus efeitos; III - à autoria, imputabilidade, ou punibilidade; IV - à natureza da penalidade aplicável, ou à sua graduação Portanto, não se encontra nos incisos a majoração de tributos, ou sua redução. GABARITO: E 18 - 2004 - CESPE / CEBRASPE - Polícia Federal - CESPE - 2004 - Polícia Federal - Delegado de Polícia - Regional Considere que a União tenha instituído a cobrança de CPMF durante o período de 2 anos e, 1 mês antes de findar o prazo de vigência, em outubro, tenha prorrogado a cobrança por mais 6 meses. Em face dessa consideração, julgue os itens a seguir. A cobrança devida pela prorrogação não poderá ser realizada no mesmo exercício financeiro, tendo em vista o princípio da anterioridade. Certo Errado COMENTÁRIO Neste caso, poderá ser realizada a cobrança no mesmo exercício financeiro uma vez que não incide a anterioridade anual. De forma parecida o STF no tema 91 de RG decidiu que: “O prazo nonagesimal previsto no art. 150, III, c, da Constituição Federal somente deve ser utilizado nos casos de criação ou majoração de tributos, não nas situações, como a prevista na Lei paulista 11.813/04, de simples prorrogação de alíquota já aplicada anteriormente.” A súmula vinculante n° 50 também pode ser aplicada ao caso: Norma legal que altera o prazo de recolhimento de obrigação tributária não se sujeita ao princípio da anterioridade. GABARITO: ERRADO 19 - 2004 - CESPE / CEBRASPE - Polícia Federal - CESPE - 2004 - Polícia Federal - Delegado de Polícia - Regional RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 141 Considere que a União tenha instituído a cobrança de CPMF durante o período de 2 anos e, 1 mês antes de findar o prazo de vigência, em outubro, tenha prorrogado a cobrança por mais 6 meses. Em face dessa consideração, julgue os itens a seguir. A prorrogação é possível, uma vez que, no caso, não se aplica o princípio da anterioridade nonagesimal. Certo Errado COMENTÁRIO Aplica-se o decidido no STF no tema 91 de RG: “O prazo nonagesimal previsto no art. 150, III, c, da Constituição Federal somente deve ser utilizado nos casos de criação ou majoração de tributos, não nas situações, como a prevista na Lei paulista 11.813/04, de simples prorrogação de alíquota já aplicada anteriormente.” GABARITO: CORRETA 20 - 2004 - CESPE / CEBRASPE - Polícia Federal - CESPE / CEBRASPE - 2004 - Polícia Federal - Delegado de Polícia A fiscalização tributária apreendeu em estabelecimento farmacêutico controle paralelo de vendas de três anos anteriores à fiscalização, sem emissão de notas fiscais, de cápsulas para emagrecimento compostas de substância capaz de causar dependência psíquica e acionou imediatamente a polícia, que efetuou a prisão em flagrante do sócio-gerente por tráfego de entorpecente, já que tal substância estava estocada em prateleira, vindo a ser proferida sentença condenatória com trânsito em julgado. Com base na situação hipotética acima, julgue os itens a seguir. A lei não descreve atos ilícitos como hipótese de incidência do tributo, entretanto, a autoridade fazendária poderá exigir o tributo decorrente da venda dos psicotrópicos. Certo Errado RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 142 COMENTÁRIO A questão está correta isso porque incide ao caso o princípio do non olet (o dinheiro não tem cheiro). Aliás, o STF em sede do informativo de n° 637 já decidiu que: “É possível a incidência de tributação sobre valores arrecadados em virtude de atividade ilícita, consoante o art. 118 do CTN (“Art. 118. A definição legal do fato gerador é interpretada abstraindo-se: I - da validade jurídica dos atos efetivamente praticados pelos contribuintes, responsáveis, ou terceiros, bem como da natureza do seu objeto ou dos seus efeitos; II - dos efeitos dos fatos efetivamente ocorridos”). Com base nessa orientação, a 1ª Turma conheceu parcialmente de habeas corpus e, na parte conhecida, por maioria, denegou a ordem. Na espécie, o paciente fora condenado pelo crime previsto no art. 1º, I, da Lei 8.137/1990 (“Art. 1° Constitui crime contra a ordem tributária suprimir ou reduzir tributo, ou contribuição social e qualquer acessório, mediante as seguintes condutas: I - omitir informação, ou prestar declaração falsa às autoridades fazendárias”) e sustentava a atipicidade de sua conduta, porque inexistiria obrigação tributária derivada da contravenção penal do jogo do bicho (Decreto-Lei 6.259/44, art. 58). O Min. Dias Toffoli, relator, assinalou que a definição legal do fato gerador deveria ser interpretada com abstração da validade jurídica da atividade efetivamente praticada, bem como da natureza do seu objeto ou dos seus efeitos. Ressaltou que a possibilidade de tributação da renda obtida em razão de conduta ilícita consubstanciar-se-ia no princípio do non olet. Assim, concluiu que o réu praticara sonegação fiscal, porquanto não declarara suas receitas, mesmo que resultantes de ato contravencional. O Min. Luiz Fux aludiu ao caráter sui generis da teoria geral do direito tributário. Acrescentou que seria contraditório o não-pagamento do imposto proveniente de ato ilegal, pois haveria locupletamento da própria torpeza em detrimento do interesse público da satisfação das necessidades coletivas, a qual se daria por meio da exação tributária. Vencido o Min. Marco Aurélio, que concedia a ordem por entender que recolhimento de tributo pressuporia atividade legítima. Precedente citado: HC 77530/RS (DJU de 18.9.98). RETA FINAL DELEGADO GOIÁSretroativa da Lei n. 11.343/2006, desde que o resultado da incidência das suas disposições, na íntegra, seja mais favorável ao réu do que o advindo da aplicação da Lei n. 6.368/1976, sendo vedada a combinação de leis. D – INCORRETA: o instituto da abolitio criminis não se confunde com a nova lei mais benéfica. Aquele é a revogação formal e material de determinado dispositivo penal retirando do ordenamento a qualificação de determinado comportamento como injusto penal traduzindo- se em causa extintiva de punibilidade. A nova lei mais benéfica é aquela legislação que de qualquer forma beneficia o agente, seja diminuindo a pena, diminuindo determinado prazo prescricional, a ação penal e assim por diante. E – INCORRETA: trata-se do entendimento da sumula n° 711 do STF: A lei penal mais grave aplica-se ao crime continuado ou ao crime permanente, se a sua vigência é anterior à cessação da continuidade ou da permanência. GABARITO: C 7 - 2021 - NC-UFPR - PC-PR - NC-UFPR - 2021 - PC-PR - Delegado de Polícia Considere o seguinte caso hipotético: J.J. respondeu processo pelo crime de peculato (art. 312 do Código Penal) cometido no dia 30/09/2010, quando tinha 66 anos de idade. A denúncia foi oferecida pelo Ministério Público em 16/10/2014 e recebida pelo(a) Magistrado(a) competente no dia 18/10/2014. O processo tramitou regularmente e J.J. foi condenado a cumprir pena de 2 anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, e ao pagamento de 10 dias-multa no valor de 1/30 do salário mínimo vigente à época do fato. A sentença foi proferida em 16/11/2016 e publicada no dia 18/11/2016. Não houve interposição de recurso pelas partes e foi certificado o trânsito em julgado, ocorrido em 05/12/2016. Em 20/10/2018 se iniciou o cumprimento da pena. A partir das normas aplicáveis à extinção da punibilidade, é correto afirmar que nesse caso: A-houve prescrição da pretensão punitiva pela pena em abstrato. B-houve prescrição da pretensão punitiva intercorrente (subsequente) pela pena em concreto. C-houve prescrição da pretensão punitiva retroativa pela pena em concreto. D-houve somente prescrição da pretensão executória. E-não houve prescrição. RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 13 COMENTÁRIO Trata-se do instituto da prescrição da pretensão punitiva de forma retroativa (esta com previsão no art. 110, §1° do CP) com base na pena estabelecida na sentença de 2 anos. Isso porque, na data da sentença o agente já detinha idade superior a 70 anos contando o prazo prescricional pela metade nos termos do art. 115 do CP. Ao visualizar a regra do art. 109, V do CP c/c art. 10 do cp c/c art. 115 do mesmo diploma a prescrição retroativa teve como marco inicial a data do recebimento da denúncia no dia 18/10/2014 consumando-se no dia 18/10/2016. Portanto, ocorreu a extinção da punibilidade em virtude do perecimento do direito de punir estatal. Prescrição depois de transitar em julgado sentença final condenatória Art. 110 - A prescrição depois de transitar em julgado a sentença condenatória regula-se pela pena aplicada e verifica-se nos prazos fixados no artigo anterior, os quais se aumentam de um terço, se o condenado é reincidente. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) § 1O A PRESCRIÇÃO, DEPOIS DA SENTENÇA CONDENATÓRIA COM TRÂNSITO EM JULGADO PARA A ACUSAÇÃO OU DEPOIS DE IMPROVIDO SEU RECURSO, REGULA-SE PELA PENA APLICADA, NÃO PODENDO, EM NENHUMA HIPÓTESE, TER POR TERMO INICIAL DATA ANTERIOR À DA DENÚNCIA OU QUEIXA. Redução dos prazos de prescrição Art. 115 - São reduzidos de metade os prazos de prescrição quando o criminoso era, ao tempo do crime, menor de 21 (vinte e um) anos, ou, na data da sentença, maior de 70 (setenta) anos GABARITO: C 8- 2021 - FGV - PC-RN - FGV - 2021 - PC-RN - Delegado de Polícia Civil Substituto Prescrição é a perda pelo Estado do direito de punir ou executar a pena em razão do decurso do tempo, tratando-se de causa de extinção da punibilidade. Sobre o tema, analise as afirmativas a seguir. I. O termo inicial da prescrição da pretensão punitiva é o do dia em que cessar a permanência, em crimes desta natureza. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art110 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art110 RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 14 II. A publicação do acórdão condenatório interrompe o prazo da prescrição da pretensão executória. III. A desclassificação posterior pelo Tribunal do Júri faz desaparecera causa de interrupção da prescrição em razão da pronúncia. Está correto somente o que se afirma em: A-I; B-II; C-III; D-I e III; E-II e III. COMENTÁRIO A única afirmação correta é a “I” nos termos do art. 111, III do CP. Isso porque, as assertivas II e III estão dissonantes da jurisprudência dos Tribunais Superiores. A publicação do acórdão condenatório interrompe o prazo prescricional da PRETENSÃO PUNITIVA uma vez que ainda não há sentença irrecorrível. Ademais, mesmo que posteriormente haja desclassificação do delito em sede do Tribunal do júri isso não interfere na interrupção do prazo prescricional quando da pronuncia nos termos da Súmula n° 191 STJ. Termo inicial da prescrição antes de transitar em julgado a sentença final Art. 111 - A prescrição, antes de transitar em julgado a sentença final, começa a correr: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) I - do dia em que o crime se consumou; (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) II - no caso de tentativa, do dia em que cessou a atividade criminosa; (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) III - nos crimes permanentes, do dia em que cessou a permanência; (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) IV - nos de bigamia e nos de falsificação ou alteração de assentamento do registro civil, da data em que o fato se tornou conhecido. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) V - nos crimes contra a dignidade sexual ou que envolvam violência contra a criança e o adolescente, previstos neste Código ou em legislação especial, da data em que a vítima completar 18 (dezoito) anos, salvo se a esse tempo já houver sido proposta a ação http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art111 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art111 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art111 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art111 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art111 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art111 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art111 RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 15 penal. (Redação dada pela Lei nº 14.344, de 2022) Vigência - novidade legislativa. Sumula n° 191 do STJ: A pronúncia é causa interruptiva da prescrição, ainda que o Tribunal do Júri venha a desclassifi car o crime. GABARITO: A 9 - 2021 - INSTITUTO AOCP - PC-PA - INSTITUTO AOCP - 2021 - PC-PA - Delegado de Polícia Civil De acordo com o Direito Penal, assinale a alternativa INCORRETA. A-Aplica-se a lei brasileira ao crime de homicídio cometido na Argentina contra o Presidente da República do Brasil. Trata-se de hipótese de extraterritorialidade incondicionada, dada a incidência do princípio da representação. B-A sentença concessiva do perdão judicial é declaratória da extinção da punibilidade, não subsistindo qualquer efeito condenatório. C-Consuma-se o crime de roubo com a inversão da posse do bem mediante emprego de violência ou grave ameaça, ainda que por breve tempo e em seguida à perseguição imediata ao agente e recuperaçãoSEMANA 04/13 143 GABARITO: CORRETA RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 144 MEDICINA LEGAL: PERÍCIAS E PERITOS E DOCUMENTOS MÉDICO-LEGAIS 1 - 2022 - CESPE / CEBRASPE - PC-PB - CESPE / CEBRASPE - 2022 - PC-PB - Delegado de Polícia Civil O corpo de um personal trainner que praticava habitualmente exercícios exenuantes matinais na praia foi encontrado caído sobre a areia sem sinais externos de violência. Após análises periciais e do legista, constatou-se que a morte desse indivíduo ocorreu em consequência de choque cardiogênico (tamponamento cardíaco), o qual decorre da ação de energias de ordem A-física. B-mista. C-bioquímica. D-físico-química. E-biodinâmica. COMENTÁRIO A energia de ordem biodinâmica é abordada pela doutrina da seguinte forma: Para Genival Veloso de França, choque é representado pela resposta orgânica de um agente agressor, através de um mecanismo de defesa destinado a proteger-se dos efeitos nocivos do trauma. Para o autor, choque cardiogênico é uma deficiência aguda no bombeamento do coração e a decadência de rendimento cardíaco. (FERREIRA, Wilson Luiz Palermo. Medicina legal. 5. ed. Salvador: JusPodivm, 2020). Vamos resumir alguns pontos para revisão: Energia de ordem mecânica: aqui temos o uso de armas, como por exemplo os revólveres, punhais, que são armas propriamente ditas. Além disso, temos ainda as armas eventuais (ex: navalha, foice, machado etc). Energia de ordem física: são estudadas as lesões causadas por meio de uma ação que seja capaz de alterar o estado físico dos corpos. Aqui, os casos mais encontrados são de temperatura, pressão atmosférica, eletricidade, radioatividade, luz e som. Energia de ordem química: relacionada às substâncias que se utilizam da ação física, química ou biológica e que podem causar danos à vida da pessoa se entrar em contato com os tecidos vicos. Ex: envenenamento e substâncias cáusticas. Energias de ordem físico-química: aqui, encontramos elementos que impedem a passagem do ar pelas vias respiratórias, alterando, inclusive, a composição bioquímica do sangue (asfixia). Ex: afogamento, esganadura, confinamento etc. RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 145 Energias de ordem biquímica: se manifestam por meio de uma ação combinada (química e biológica), atuando lesivamente de modo negativo oi positivo, levando em consideração as condições orgâncias e de defesa de cada indivíduo. Aqui, o caso mais corriqueiro são as perturbações alimentares (ex: inanição). Energias de ordem biodinâmica: ocorrem por quadros complexos resultantes de múltiplos fatores. É aqui que entra o estudo da síndrome chamada de choque, síndrome da falência múltipla de órgãos e coagulação intravascular disseminada. Energias de ordem mista: como o próprio nome diz, tem-se um misto de energias. As doenças profissionais e os acidentes de trabalho estão desse tipo de energia. Ex: fadiga, algumas doenças parasitárias e todas as formas de sevícias. Então grave que pode ser cobrado novamente. Resultados (clássicos) produzidos pelas energias: . Mecânica (Ex. equimose; fratura e escoriação) . Física (Ex. sinal de Lichtemberg - eletricidade natural; sinal de Jellineck - eletricidade industrial; queimaduras) . Química (Ex. escaras produzidas por ácidos) . Físico-química (Ex. mancha de Tardieu - possível morte por asfixia; mancha de Paltauf - possível afogamento) . Biodinâmica (Ex. Choque cardiogênico; falência múltipla de órgãos) . Mista (Ex. fadiga; sevícias) GABARITO: E 2 - 2021 – NC UFPR – PC-PR – Delegado de Polícia Considere o seguinte caso hipotético Individuo masculino, caucasiano, 62 anos de idade, servidor público de nível superior do IFPR, é encaminhado pela delegacia de plantão de Foz do Iguaçu ao IML da cidade, afirmando ter sido agredido pela esposa na região da boca. Conforme figura acima, o médico legista de plantão constata que o homem apresenta uma lesão: RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 146 a) grave. b) gravíssima. c) leve. d) idiopática. e) severa. COMENTÁRIO Perda de dois dentes configura lesão grave Origem: STJ A lesão corporal que provoca na vítima a perda de dois dentes tem natureza grave (art. 129, § 1º, III, do CP), e não gravíssima (art. 129, § 2º, IV, do CP). A perda de dois dentes pode até gerar uma debilidade permanente (§ 1º, III), ou seja, uma dificuldade maior da mastigação, mas não configura deformidade permanente (§ 2º, IV). § 1º Se resulta: III - debilidade permanente de membro, sentido ou função; § 2º Se resulta: IV - deformidade permanente; STJ. 6ª Turma. REsp 1620158-RJ, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, julgado em 13/9/2016 (Info 590). GABARITO: A 3 - 2021 – NC UFPR – PC-PR – Delegado de Polícia Entre os conceitos a seguir, assinale a alternativa que apresenta uma definição de medicina legal. a) Disciplina que defende os interesses sociais e individuais indisponíveis. b) Especialidade que estuda dados oriundos de experimentos clínicos. c) Arte de fazer relatórios em juízo. d) Estudo da origem das propriedades físicas e químicas. e) Ciência que estuda os processos químicos que ocorrem nos organismos vivos. COMENTÁRIO Conceituação dada por diversos autores: https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/2f364281f619584f24f63a794a12e354?palavra-chave=Perda+de+dois+dentes+configura+les%C3%A3o+grave+%28e+n%C3%A3o+grav%C3%ADssima%29&criterio-pesquisa=e RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 147 LACASSAGNE → é a arte de pôr os conceitos médicos ao serviço da administração da justiça. FRANÇA → é a contribuição da medicina, da tecnologia e outras ciências afins, às questões do Direito na elaboração das leis, na administração judiciária e na consolidação da doutrina. HOFFMAN → é a ciência que tem por objetivo o estudo das questões no exercício da jurisprudência civil e criminal e cuja solução depende de certos conhecimentos médicos. HYGINO → medicina a serviço das ciências jurídicas e sociais, enquanto arte e ciência, destituída de método e objeto próprio, mas que carece de especialização, sob pena de prejuízo do laudo (conceito mais restritivo). HÉLIO GOMES → “O conjunto de conhecimentos médicos e paramédicos destinados a servir ao Direito, cooperando na elaboração, auxiliando na interpretação e colaborando na execução dos dispositivos legais, no seu campo de ação de medicina aplicada”. ANDRÉ PARÉ → “Arte de fazer relatórios em juízo.” TOURDES → “a aplicação do conhecimento médico às questões que concernem aos direitos e aos deveres dos homens reunidos em sociedade”. Concordamos com ambos (Lacassagne e Hoffman), pois a medicina legal é, a um só tempo, arte e ciência. É arte porque a realização de uma perícia médica requer habilidade na prática do exame e estilo na redação do laudo; é ciência porque, além de ter um campo próprio de pesquisas, vale-se de todo o conhecimento oferecido pelas demais especialidades médicas. HERCULES, Hygino de C. Medicina Legal, texto e Atlas, 2ª Edição, pg. 13. A medicina legal é uma disciplina eminentemente jurídica, pois, por mais que traga seus conceitos da medicina e outros ramos das ciências biológicas, seus conhecimentos são destinados para a utilização no ramo do Direito. Essa é a razão pela qual se afirma que a Medicina Legal é a mais importante e significativa das ciências subsidiárias do Direito. (Wilson Palermo) GABARITO: C 4 -2021- FGV -PC-RN - Delegado de Polícia Civil Substituto Adolescente é detido após praticar um roubo em via pública. Na delegacia de polícia, ele não apresenta identificação e alega que é menor. O delegado, nesse caso, deve encaminhar o adolescenteao: A-órgão responsável pela identificação dactiloscópica; RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 148 B-Instituto Médico Legal, para a coleta de sangue e análise de DNA; C-Instituto Médico Legal, para a radiografia dos punhos; D-Instituto Médico Legal, para a radiologia da coluna vertebral e medida do ângulo de Cobb; E-Instituto Médico Legal, para exame antropométrico. COMENTÁRIO A radiografia dos punhos é um método de identificação quanto à idade. Paralelamente, quando se fala na radiografia dos ossos (princípalmente os do punho, do cotovelo, do joelho, do tornozelo e da bacia), devemos buscar o ponto (ou grau) de ossificação e da soldadura das epífeses. A do rádio (osso do antebraço), por exemplo se dá em torno de 18 anos para o sexo feminino e 20 anos para o masculo. GABARITO: C 5 -2021 -INSTITUTO AOCP -PC-PA - Delegado de Polícia Civil Durante a noite, um duplo homicídio aconteceu no interior de um sítio próximo à rodovia. Não há família nem documentos no local do crime. Em relação ao processo de identificação dos cadáveres em questão, assinale a alternativa correta. A-O reconhecimento facial dos cadáveres se dá ainda no local do crime por ação do Perito Papiloscopista, visto que este é o responsável pela gestão da equipe de Antropologia Forense. B-A identificação por datiloscopia é um processo confiável, porém de difícil execução, pois exige um dispendioso esforço financeiro do estado que impossibilita o acesso a essa tecnologia. C-Um caso como este só pode ter resolutividade através do exame de DNA. O Perito Médico Legista é o profissional responsável pela execução desse processo de identidade. D-O policial civil que for designado para esse caso tem o dever de definir a identificação dos corpos ainda no local de crime pelo método antropométrico de Bertillon. E-No sistema dactiloscópico de Vucetich, a impressão do polegar da mão direita denomina-se fundamental e é a base da classificação do sistema. COMENTÁRIO A – INCORRETA O reconhecimento facial não é feito pelo perito papiloscopista. B – INCORRETA RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 149 A identificação por datiloscopia é um processo confiável, porém, NÃO é de difícil execução. É um método prático, rápido, fácil, de baixo custo e aceitável socialmente. C - INCORRETA Os métodos primários de identificação são a papiloscopia, o estudo da odontologia forense (pela arcada dentária) e a genética forense (pelo DNA) e os responsáveis pelo exame de DNA são os peritos da genética forense. D - INCORRETA O método antropométrico de Bertillon é um método histórico, que utilizava medidas corporais, mas não é um método utilizado hoje na prática e nem com grande eficácia para a identificação. E - CORRETA O polegar da mão direita é chamado de fundamental no sistema dactiloscópico de Vucetich. GABARITO: E 6- 2018 - FUMARC - PC-MG - Delegado de Polícia No que tange à perícia oficial e em acordo com o CPP, é CORRETO afirmar: a) É facultada ao acusado a indicação de assistente técnico, após admissão pela autoridade policial. b) Entende-se por perícia complexa aquela que abrange mais de uma área de conhecimento especializado. c) Faculta-se ao Ministério Público e ao assistente técnico do querelante a formulação de quesitos a qualquer tempo do inquérito policial. d) Na falta de perito oficial, qualquer contribuinte poderá exercer o mister, desde que não inadimplente com impostos públicos, e que seja admitido pelo delegado de polícia presidente do inquérito. COMENTÁRIO A – INCORRETA CPP, Art. 159. § 4º, CPP O assistente técnico atuará a partir de sua admissão pelo juiz e após a conclusão dos exames e elaboração do laudo pelos peritos oficiais, sendo as partes intimadas desta decisão. B – CORRETA CPP, Art. 159. § 7º,CPP- Tratando-se de perícia complexa que abranja mais de uma área de conhecimento especializado, poder-se-á RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 150 designar a atuação de mais de um perito oficial, e a parte indicar mais de um assistente técnico. C - INCORRETA CPP, Art. 159. § 3o Serão facultadas ao Ministério Público, ao assistente de acusação, ao ofendido, ao querelante e ao acusado a formulação de quesitos e indicação de assistente técnico. A assertiva delimita como sendo do inquérito policial. D - INCORRETA CPP, Art. 159, § 1º, CPP- Na falta de perito oficial, o exame será realizado por 2 (duas) pessoas idôneas, portadoras de diploma de curso superior preferencialmente na área específica, dentre as que tiverem habilitação técnica relacionada com a natureza do exame. GABARITO: B 7- 2018 - VUNESP - PC-BA - Delegado de Polícia Jovem do sexo masculino é encontrado morto no seu quarto, aparentemente um caso de suicídio por enforcamento. Logo ao chegar no local de morte, a equipe pericial encontra a vítima na cama, com o objeto usado como elemento constritor removido. Nessa situação, o perito criminal deve a) avaliar detalhadamente o local, buscar pistas de envolvimento de terceiros, não realizar o exame pericial do cadáver e registrar a alteração notada no laudo final. b) fazer o boletim de ocorrência com a alteração notada, isolar e preservar o local de morte, e solicitar o envio de equipe pericial do instituto médico-legal para realização de perícia conjunta. c) informar à autoridade policial sobre a alteração do local de morte, emitir o laudo de impedimento e determinar a remoção imediata do cadáver para o instituto médico-legal. d) realizar o exame externo do cadáver, de tudo que é encontrado em torno dele ou que possa ter relação com o fato em questão, e registrar no laudo a alteração notada no local de morte. e) realizar o registro fotográfico do local, investigar as circunstâncias da morte, não realizar o exame pericial do cadáver, coletar o provável instrumento utilizado e descrever no laudo a alteração do local de morte. COMENTÁRIO RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 151 CPP, Art. 162. Parágrafo único. Nos casos de morte violenta, bastará o simples exame externo do cadáver, quando não houver infração penal que apurar, ou quando as lesões externas permitirem precisar a causa da morte e não houver necessidade de exame interno para a verificação de alguma circunstância relevante. CPP, Art. 169. Parágrafo único. Os peritos registrarão, no laudo, as alterações do estado das coisas e discutirão, no relatório, as conseqüências dessas alterações na dinâmica dos fatos. GABARITO: D 8- 2018 - CESPE - PC-MA - Delegado de Polícia Texto 1A9AAA Em determinada cidade interiorana, por volta das dezesseis horas de um dia ensolarado, o corpo de uma mulher jovem foi encontrado por populares, em área descoberta de um terreno baldio. O delegado de plantão foi comunicado do fato e, ao dirigir-se ao local, a autoridade policial verificou que o corpo se encontrava em decúbito dorsal e despido. A perícia de local, tendo realizado exame perinecroscópico, verificou que o corpo apresentava temperatura de 27 ºC, além de rigidez completa de tronco e membros. Constataram-se escoriações na face, fraturas dos elementos dentários anteriores, manchas roxas na região cervical anterior e duas lesões profundas na região torácica anterior, abaixo da mama esquerda, medindo a maior delas 4 cm × 1 cm. Havia tênue mancha de tonalidade avermelhada na face posterior do corpo, que só não se evidenciava nas partes que estavam em contato com o solo. Nas adjacências das lesões torácicas e no solo próximo ao corpo, havia pequena quantidade de sangue coagulado. No mesmo terreno onde estava o corpo, foi encontrada uma faca de gume liso único. A lâmina, que estavasuja de sangue, tinha formato triangular e media 20 cm de comprimento e 4 cm de largura em sua base. Exames laboratoriais realizados posteriormente atestaram que o sangue presente na faca pertencia à vítima. Após a lavagem do corpo, foi possível detectar lesões torácicas, de acordo com as imagens mostradas na figura a seguir. Considerando a situação hipotética apresentada no texto 1A9AAA e a figura que a ele se segue, assinale a opção correta. RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 152 a) Se não houvesse um perito médico-legista oficial na localidade, mas houvesse um médico e um dentista lotados no posto de saúde local, o delegado de polícia poderia nomeá-los para que eles realizassem o exame de corpo de delito. b) O exame de corpo de delito deverá ser iniciado somente no período diurno. c) Será necessário aguardar ao menos seis horas após a localização do cadáver para se proceder à autópsia. d) O exame interno do cadáver poderá ser dispensado, uma vez que as lesões externas são suficientes para se estabelecer com precisão a causa da morte. e) Após realizar o exame cadavérico, o perito médico-legista deverá redigir o parecer médico-legal, no qual deverá descrever minuciosamente o que observou e responder aos quesitos formulados. COMENTÁRIO A – CORRETA Artigo 159, §1º do CPP: Na falta de perito oficial, o exame será realizado por 2 (duas) pessoas idôneas, portadoras de diploma de curso superior preferencialmente na área específica, dentre as que tiverem habilitação técnica relacionada com a natureza do exame. B – INCORRETA Artigo 161 do CPP: O exame pericial de corpo de delito poderá ser feito em qualquer dia e a qualquer hora. C - INCORRETA Artigo 162, caput, do CPP: A autópsia será feita pelo menos seis horas depois do óbito, salvo se os peritos, pela evidência dos sinais de morte, julgarem que possa ser feita antes daquele prazo, o que declararão no auto. D - INCORRETA CPP, artigo 162, parágrafo único: Nos casos de morte violenta, bastará o simples exame externo do cadáver, quando não houver infração penal que apurar, ou quando as lesões externas permitirem precisar a causa de morte e não houver necessidade de exame interno para a verificação de alguma circunstância. E - INCORRETA RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 153 Artigo 160, caput, do CPP: Os peritos elaborarão o laudo pericial, onde descreverão minuciosamente o que examinarem, e responderão aos quesitos formulados. GABARITO: A 9- 2017 - IBADE - PC-AC - Delegado de Polícia Durante investigação que durou um mês, policiais civis descobriram um extenso esquema que envolvia diversos médicos da cidade. Tais médicos mantinham clínicas clandestinas com precárias condições de higiene, em que praticavam aborto. Algumas mulheres acabaram morrendo em decorrência desta prática ilegal. No curso da investigação, o Delegado de Polícia fez diversas requisições de exames para o perito legista, com a finalidade de buscar elementos de informação para o inquérito policial. Com base nas informações acima, assinale a alternativa correta. a) É inviável a realização de exames complementares para a pesquisa de substâncias abortivas, se o perito não estiver de posse do nome do produto a ser pesquisado. b) O exame para diagnóstico do aborto recente em mulher morta tem como objetivo, dentre outros, a análise de aspectos internos e externos do cadáver. c) O perito legista irá responder aos quesitos do exame mediante a apresentação do atestado, que deverá ser entregue no prazo de quinze dias. d) É inviável a realização de exame de DNA para confronto entre restos fetais e um cadáver do sexo feminino. e) é inviável a realização de exame cadavérico na mulher morta para a pesquisa de materiais ou lesões. COMENTÁRIO Exclua todas as assertivas que traz “é inviável”. Considere o art. 160, CPP: Os peritos elaborarão o laudo pericial, onde descreverão minuciosamente o que examinarem, e responderão aos quesitos formulados. Parágrafo único. O laudo pericial será elaborado no prazo máximo de 10 dias, podendo este prazo ser prorrogado, em casos excepcionais, a requerimento dos peritos. Veja: DIAGNÓSTICO DA GRAVIDEZ PREGRESSA NO CADÁVER Segundo Hércules “convém lembrar, inicialmente, que os dados do exame externo também devem ser pesquisados no cadáver. Mas, quando ocorre morte materna como complicação do aborto, a perícia deve ser complementada pela necropsia. Os peritos passam a ter acesso à RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 154 genitália interna e às demais vísceras. Mas a demonstração dos elementos ovulares continua a ser a pedra angular da perícia nos casos de morte materna." HÉRCULES, Hygino de Carvalho. Medicina Legal, Texto e Atlas. Ed. Atheneu, 2005, p. 590. GABARITO: B 10- 2017 - CESPE - PC-GO - Delegado de Polícia No que se refere às perícias e aos laudos médicos em medicina legal, assinale a opção correta. a) As perícias podem consistir em exames da vítima, do indiciado, de testemunhas ou de jurado. b) A perícia em antropologia forense permite estabelecer a identidade de criminosos e de vítimas, por meio de exames de DNA, sem, no entanto, determinar a data e a circunstância da morte. c) A opção pela perícia antropológica deve ser conduta de rotina nos casos em que a família da vítima manifestar suspeita de morte por envenenamento. d) As perícias médico-legais são restritas aos processos penais e civis. e) Laudo médico-legal consiste em narração ditada a um escrivão durante o exame. COMENTÁRIO A – CORRETA Livro: Medicina Legal e Noções de Criminalística,autora Neusa Bittar, 4ª edição,pag 27: "Até as testemunhas e os jurados são passíveis de exame pericial quando há dúvidas sobre sua sanidade mental." B – INCORRETA A perícia antropológica não se relaciona com a data e circunstância da morte. C - INCORRETA A perícia antropológica e morte por envenenamento não possuem nenhum tipo de correlação. D - INCORRETA São cabíveis, ainda, nos procedimentos administrativos, processos trabalhistas e previdenciários. E - INCORRETA Muito comum em provas: Laudo se o documento é realizado após a investigação dos peritos. Auto se ditado ao escrivão perante testemunhas. RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 155 GABARITO: A 11- 2016 - CESPE - PC-PE - Delegado de Polícia Com relação aos conhecimentos sobre corpo de delito, perito e perícia em medicina legal e aos documentos médico-legais, assinale a opção correta. a) Perícia é o exame determinado por autoridade policial ou judiciária com a finalidade de elucidar fato, estado ou situação no interesse da investigação e da justiça. b) O atestado médico equipara-se ao laudo pericial, para serventia nos autos de inquéritos e processos judiciais, devendo ambos ser emitidos por perito oficial. c) Perito oficial é todo indivíduo com expertise técnica na área de sua competência incumbido de realizar o exame. d) É inválido o laudo pericial que não foi assinado por dois peritos oficiais. e) Define-se corpo de delito como o conjunto de vestígios comprobatórios da prática de um crime evidenciado no corpo de uma pessoa. COMENTÁRIO A – CORRETA Genival Veloso de França (pg. 13) conceitua a perícia como: "Define-se perícia médico-legal como um conjunto de procedimentos médicos e técnicos que tem como finalidade o esclarecimento de um fato de interesse da justiça. A perícia, segundo seu modo de realizar- se, pode ser sobre o fato a analisar (peritia percipiendi) ou sobre uma perícia já realizada (pericia deducendi), o que para alguns constitui- se em um Parecer". B – INCORRETA Laudo é um documento minucioso resultado da perícia, objetivandoauxiliar aos operadores do direito no que tiver de útil à elucidação do fato. Atestado é um documento simples, resumido que afirma algum fato. C - INCORRETA Nas comarcas onde não exista perito oficial, a autoridade judiciária pode designar duas pessoas idôneas, portadoras de curso superior, escolhidas preferencialmente na área específica, dentre as que tiverem habilitação técnica relacionada à natureza do exame (art. 159, § 1º, CPP). RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 156 D - INCORRETA Art. 159, § 7º CPP- Tratando-se de perícia complexa que abranja mais de uma área de conhecimento especializado, poder-se-á designar a atuação de mais de um perito, e a parte indicar mais de um assistente técnico. E - INCORRETA Muito comum o examinador tentar confundir em provas: Exame de delito- registra no laudo a existência e a realidade do delito. Corpo de delito- próprio crime em sua tipicidade. GABARITO: A 12- 2014 - ACAFE - PC-SC - Delegado de Polícia Segundo a melhor doutrina, pode-se considerar que “Documento é toda anotação escrita que tem a finalidade de reproduzir e representar uma manifestação de pensamento”. Dentre os documentos médicos legais temos as seguintes descrições: - É declaração simples, por escrito, de um fato médico e de suas possíveis consequências, feitas por qualquer médico que esteja no exercício regular de sua profissão e que tem o propósito de sugerir um estado de doença, para fim de licença, dispensa ou justificativa de falta de serviço. - Comunicações compulsórias feitas às autoridades competentes, pelo médico, de um fato profissional, por necessidade sanitária e social sobre moléstia infectocontagiosa, doença de trabalho e a morte encefálica. - Intercessão no decurso de um processo, por estudioso médico legal, nomeado para intervir na qualidade de perito, para emitir suas impressões e responder aos quesitos formulados pelas partes. - Descrição minuciosa de uma perícia médica, feita por peritos oficiais, requisitada por autoridade policial ou judiciária frente a um inquérito policial. É constituído de preâmbulo, quesitos, histórico ou comemorativo, descrição, discussão conclusão e resposta dos quesitos. As definições acima se referem, respectivamente, a: a) atestado, notificação, parecer médico-legal e relatoria médico-legal. b) parecer médico-legal, notificação, atestado e relatoria médico-legal. c) atestado, parecer médico-legal, relatoria médico-legal e notificação. d) relatoria médico-legal, notificação, relatoria médico-legal e atestado. e) atestado, relatoria médico-legal, parecer médico-legal e notificação. RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 157 COMENTÁRIO ATESTADO - É declaração simples, por escrito, de um fato médico e de suas possíveis consequências, feitas por qualquer médico que esteja no exercício regular de sua profissão e que tem o propósito de sugerir um estado de doença, para fim de licença, dispensa ou justificativa de falta de serviço. NOTIFICAÇÃO - Comunicações compulsórias feitas às autoridades competentes, pelo médico, de um fato profissional, por necessidade sanitária e social sobre moléstia infectocontagiosa, doença de trabalho e a morte encefálica. PARECER MÉDICO-LEGAL - Intercessão no decurso de um processo, por estudioso médico legal, nomeado para intervir na qualidade de perito, para emitir suas impressões e responder aos quesitos formulados pelas partes. RELATORIA MÉDICO-LEGAL - Descrição minuciosa de uma perícia médica, feita por peritos oficiais, requisitada por autoridade policial ou judiciária frente a um inquérito policial. É constituído de preâmbulo, quesitos, histórico ou comemorativo, descrição, discussão conclusão e resposta dos quesitos. GABARITO: A 13- 2013 - UEG - PC-GO - Delegado de Polícia A prova pericial é muito valorada na fase do inquérito policial e na fase processual. Com relação às perícias tem-se que a) o exame de corpo de delito deve ser solicitado pela autoridade competente diretamente ao perito. b) na exumação, o administrador do cemitério deve mostrar o local da inumação do corpo. c) o exame médico pericial complementar deve ser realizado 30 dias após o primeiro exame. d) nos casos de perícias complexas o exame pericial deve ser realizado por dois peritos. COMENTÁRIO A – INCORRETA RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 158 CPP, Art. 178. No caso do art. 159, o exame (de corpo de delito) será requisitado pela autoridade ao diretor da repartição, juntando- se ao processo o laudo assinado pelos peritos. B – CORRETA CPP, Art. 163. Em caso de exumação para exame cadavérico, a autoridade providenciará para que, em dia e hora previamente marcados, se realize a diligência, da qual se lavrará auto circunstanciado. Parágrafo único. O administrador de cemitério público ou particular indicará o lugar da sepultura, sob pena de desobediência. No caso de recusa ou de falta de quem indique a sepultura, ou de encontrar-se o cadáver em lugar não destinado a inumações, a autoridade procederá às pesquisas necessárias, o que tudo constará do auto. C - INCORRETA CPP, Art. 168. Em caso de lesões corporais, se o primeiro exame pericial tiver sido incompleto, proceder-se-á a exame complementar por determinação da autoridade policial ou judiciária, de ofício, ou a requerimento do Ministério Público, do ofendido ou do acusado, ou de seu defensor. § 2o Se o exame tiver por fim precisar a classificação do delito no art. 129, § 1o, I, do Código Penal, deverá ser feito logo que decorra o prazo de 30 dias, contado da data do crime. D - INCORRETA 159 do CPP: § 7o Tratando-se de perícia complexa que abranja mais de uma área de conhecimento especializado, poder-se-á designar a atuação de mais de um perito oficial, e a parte indicar mais de um assistente técnico. GABARITO: B 14- 2013 - UEG - PC-GO - Delegado de Polícia A respeito dos documentos médico-legais, tem-se o seguinte: RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 159 a) relatório médico somente poderá ser elaborado por médico legista. b) laudo e auto são documentos idênticos. c) o atestado de óbito poderá ser assinado por profissional não médico. d) notificação é uma comunicação feita pelo médico ao delegado de polícia sobre um fato relevante na investigação. COMENTÁRIO Embora a legislação determine que a DO para óbitos por causa externa seja emitida pelo IML, a autoridade policial ou judicial, com base no Código de Processo Penal, pode designar qualquer pessoa (de preferência as que tiverem habilitações técnicas) para atuar como perito legista “ad hoc” em municípios onde não existe o IML. Essa designação não é opcional, e a determinação tem que ser obedecida. O perito eventual prestará compromisso e seu exame ficará restrito a um exame externo do cadáver, com descrição, no laudo necroscópico, das lesões externas, se existirem. Anotar na DO as lesões, tipo de causa externa, devendo mencionar o número do Boletim de ocorrência. GABARITO: C 15- 2012 - CESPE - PC-AL - Delegado de Polícia Em relação à perícia médico-legal, julgue os itens que se seguem. Conceitua-se lesão como a atuação de uma energia externa (física, mecânica ou química) sobre o corpo da pessoa, com intensidade suficiente para provocar desvio da normalidade, com ou sem expressão morfológica; trauma corresponde à alteração estrutural proveniente da agressão ao organismo, podendo ser visível macro ou microscopicamente. COMENTÁRIO A banca trouxe exatamente os livros adotados pelo Professor Hygino de Carvalho Hércules, vejamos: -LESÃO: "é a alteração estrutural proveniente de uma agressão aoorganismo". RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 160 -TRAUMA: atuação de uma energia externa sobre o indivíduo, de modo suficientemente intenso para provocar desvio da normalidade, com ou sem expressão morfológica. GABARITO: Errada 16- 2012 - CESPE - PC-AL - Delegado de Polícia A lesão corporal seguida de morte não se confunde com o homicídio culposo, pois, na primeira situação, chamada de homicídio preterdoloso, ocorre o dolo. Nesse caso, o autor tem a intenção de provocar a lesão corporal, mas não a morte da vítima. COMENTÁRIO A figura do HOMICÍDIO PRETERDOLOSO é uma construção doutrinária consistente em LESÃO CORPORAL SEGUIDA DE MORTE (art. 129, § 3º, CP). Observa-se uma conduta, inicialmente, dolosa e um resultado agravador culposo. Afirma-se que no crime preterdoloso há DOLO NO ANTECEDENTE (CONDUTA) e CULPA NO CONSEQUENTE (RESULTADO). GABARITO: Certa 17- 2012 - FUNCAB - PC-RJ - Delegado de Polícia Os documentos médico-legais são mecanismos de comunicação com as autoridades e, portanto, devem ser elaborados com metodologia, de forma a obedecer uma configuração preestabelecida. Constituem parte comum ao relatório ou laudo e ao parecer, EXCETO: a) descrição. b) discussão. c) conclusão. d) preâmbulo. e) quesitos. COMENTÁRIO RELATÓRIO (seja o LAUDO ou AUTO) é composto por: PREÂMBULO, QUESITOS,HISTÓRICO, DESCRIÇÃO, DISCUSSÃO, CONCLUSÃO,RESPOSTA AOS QUESITOS . A descrição é a parte mais importante do relatório médico. RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 161 PARECER- consiste em respostas técnicas fornecidas às consultas médico-legais. Possui as mesmas partes que o RELATÓRIO, a exceção da DESCRIÇÃO. GABARITO: A 18- 2011 - FUMARC - PC-MG - Delegado de Polícia A capacidade de diagnosticar e mensurar a dor, alegada em um exame pericial, constitui um desafio da medicina legal, por se tratar de um dado subjetivo. O sinal de dor, avaliado pela contagem prévia do pulso radial, compressão do ponto doloroso alegado e nova contagem do pulso, é denominado pelo epônimo de sinal de a) Mulher. b) Levi. c) Imbert. d) Mankof. COMENTÁRIO De acordo com França: Mankof: contagem prévia do pulso radial, compressão do ponto doloroso e nova contagem do pulso; Levi: percebido atavés das contrações e dilatações da pupila, quando se comprime o ponto doloroso; Mulher: delimitado o ponto doloroso dentro de um círculo táctil, sem que o examinado olhe, cumprime-se com o dedo um local que não seja doloroso dentro do mesmo círculo e, imediatamente, passa-se a comprimir o ponto doloroso; Imbert: quando a região dolorosa é um braço ou uma perna, coloca-se o paciente em repouso, contam-se as pulsaçoes radiais e, em seguida, manda-se que ele se apoie na perna dolorosa ou segure um peso com o braço ofendido. O aumento da pulsação leva a concluir pela existência da dor. GABARITO: D RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 162 19 - 2012 - PC-SP - PC-SP - Delegado de Polícia A diferença entre laudo e auto médico-legal é: a) os dois são ditados a um escrivão. b) o auto é apenas um resumo do laudo. c) o primeiro é escrito e o segundo é ditado a um escrivão perante testemunhas. d) .os dois são pareceres. e) o laudo só pode ser realizado pelo médico legista. COMENTÁRIO Laudo e Auto são espécies de Relatórios, o que os difere é a forma como são elaborados. O relatório elaborado diretamente pelo perito é denominado Laudo. Porém se o relatório é ditado diretamente ao escrivão, na presença de testemunhas, denomina-se Auto. Referência Bibliográfica: Croce, Delton e outro, Manual de Medicina Legal, 8. ed. – São Paulo: Saraiva, 2012. GABARITO: C 20 - 2012 - PC-SP - PC-SP - Delegado de Polícia Perícia médico-legal baseada exclusivamente em prontuários médicos denomina-se: a) Complementar b) Indireta. c) Documental. d) Subsidiária e) Direta COMENTÁRIO Classificação das Perícias: a) direta: exame de corpo de delito direto (art. 158 do CPP); b) indireta: exame de corpo de delito indireto (art. 158 e 172, § único) - quando os vestígios forem destruídos, tendo o perito que colher dados fornecidos anteriormente pelo fato, exemplos: através de prontuários médicos, prova testemunhal (doutrina majoritária); RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 163 c) contraditória: (arts. 180 e 182 do CPP, arts. 436 e 437 do CPC) diferentes peritos apresentam conclusões divergentes sobre a mesma matéria; d) complementares: (art. 168, § 1o e 2o do CPP) a segunda perícia complementa a primeira em função de erros e omissões; e) perícias retrospectivas: realizadas sobre fatos passados; f) contra-perícia: realizada com o intuito de impugnar ou tornar sem efeito a primeira. GABARITO: B RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 164 MEDICINA LEGAL: ANTROPOLOGIA FORENSE 1 - 2021 - FUMARC - PC-MG - FUMARC - 2021 - PC-MG - Delegado de Polícia Substituto Durante a perícia de um corpo esqueletizado, os achados mais evidentes do dimorfismo sexual são observados no(a) A-clavícula. B-fêmur. C-pelve. D-úmero. COMENTÁRIO Ossos mais importantes na caracterização do dimorfismo sexual: • pelve • crânio • mandíbula • tórax • ossos longos Questão semelhante cobrada no Concurso de 2011 para Delta MG: No esqueleto, a estimativa do sexo, faz-se pelas características morfológicas observadas, após a puberdade. Os achados mais evidentes do dimorfismo sexual são observados no(a) Alternativas: A) clavícula. B) úmero. C) fêmur. D) pelve - CORRETA GABARITO: C 2 - 2021 – NC UFPR – PC-PR – Delegado de Polícia Cadáver em bom estado de conservação é encontrado por transeuntes em estrada carroçável e é levado ao instituto de medicina legal mais próximo do fato. Possíveis familiares afirmam tratar-se de um parente a quem não encontram há vários anos. A forma mais prática e menos onerosa para identificar o cadáver é através do/da: RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 165 a) reconhecimento pela família, que deve assinar formulário específico para tal. b) sistema antropométrico de Bertillon. c) sistema odontológico de Amoedo. d) impressão digital genética do ADN. e) sistema dactiloscópico de Vucetich. COMENTÁRIO O reconhecimento não é considerado um método pela medicina legal. O sistema dactiloscópico de Vucetich, nesse caso, seria mais prático e menos oneroso, uma vez que seria necessária “apenas” a colheita das impressões digitais do cadáver. O método datiloscópico é forma de identificação judiciária/policial, feita por peritos em papiloscopia/papiloscopista e é um dos mais eficientes e mais utilizados no Brasil e no mundo. GABARITO: E 3 - 2019 - Instituto Acesso - PC-ES - Delegado de Polícia A respeito da identificação criminal, assinale a alternativa correta: a) A fotografia sinalética constitui um método bastante eficaz de identificação e, por sua precisão, pode ser utilizada como método isolado de identificação de pessoas. b) A rugopalatoscopia é um método de identificação que leva em consideração as cristas sinuosas existentes do palato duro. c) As tatuagens não possuem valor significativo no processo de identificação de pessoas. d) Ilhotas, forquilhas e bifurcações são espécies de pontos característicos existentes nos desenhos digitais, sendo que a presença de ao menos quatro destes pontos, sem nenhum ponto de divergência, indica confronto positivo para a identificação do suspeito. e) A datiloscopia se constitui um excelente método de identificação e tem como principais característicasa unicidade, a mutabilidade, a praticidade e a classificabilidade. COMENTÁRIO A – INCORRETA Fotografia Sinalética - São tiradas duas fotos, uma de frente e outra de perfil, ambas com redução de 1/7. A comparação é feita por justaposição da foto recente com a dos arquivos. B – CORRETA RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 166 Rugopalatoscopia - é a ciência que estuda as rugas palatinas nas suas formas, tamanhos e posições, baseia-se na diferença individual das cristas sinuosas que todos nós apresentamos na mucosa do palato duro (céu da boca). O rugograma é obtido por moldagem feita com massa de dentista, seguida de forma gessada em que as cristas ficam em relevo. C - INCORRETA Identificação através de sinais individuais - Há sinais que podem identificar uma pessoa e outros que servem para excluí-la. São valorizados: Malformações: lábio leporino, polidactilia (número aumentado de dedos), sindactilia (fusão de um ou mais dedos), pé torto, tatuagem, cicatrizes, etc. Tatuagens: têm valor inestimável na identificação de pessoas, pois, em avançado estado de putrefação, ocorre a perda da epiderme, o que impede a leitura das impressões digitais, mas não a perda da derme, de modo que as tatuagens não desaparecem dos corpos em decomposição. D - INCORRETA A maioria dos autores está de acordo em estabelecer confronto positivo quando temos de 12 a 20 pontos coincidentes, sem que haja qualquer ponto de divergência (e não 4 pontos). E - INCORRETA Para Genival França, são fundamentos biológicos ou técnicos que qualificam e preenchem condições imprescindíveis para que o método de identificação seja aceitável: 1. Unicidade: obedece a individualidade e exclusividade - critérios únicos que somente a pessoa a ser identificada possui. Alguns elementos são específicos de cada indivíduo 2. Imutabilidade: corresponde às características não mudam e não se alteram com o tempo. 3. Perenidade: Consiste na capacidade de certos elementos resistirem à ação do tempo; permanecem durante toda a vida e, até certo tempo, após a morte. Assim, o critério escolhido, que será sempre o mesmo, deve ficar com a pessoa durante sua vida inteira. Obs.: A imutabilidade se refere a inalterabilidade, enquanto a perenidade se refere a durabilidade. Contudo, parte da doutrina não realiza tal distinção, de modo que não aponta a perenidade como requisito (Atenção em provas com a forma de cobrança!). RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 167 4. Praticabilidade: O processo de identificação não deve ser complexo, seja na obtenção ou no registro de caracteres. São fáceis de serem obtidos e registrados. 5. Classificabilidade: O método deve permitir que os dados obtidos sejam arquivados de forma facilitada, de modo que não requeira grandes especialistas para a realização do procedimento e forneça acesso simples quando necessário. GABARITO: B 4 - 2019 - Instituto Acesso - PC-ES - Delegado de Polícia Em junho de 2011, um menino de 11 anos de nome Juan foi morto na Grande Vitória. Seu desaparecimento durou duas semanas. Um corpo de criança foi encontrado, no mesmo período, em estado de putrefação, nas margens de um córrego, cerca de alguns quilômetros de distância do local do crime. Na perícia de local, a antropóloga forense identificou o cadáver como sendo de uma menina. Posteriormente, por meio de exame genético, comprovou-se que aquele cadáver era do menino de 11 anos. A antropóloga forense, para identificação daquele corpo, de acordo com sua faixa etária, não poderia utilizar o(s)/a(s): a) desenvolvimento de pelos pubianos. b) parâmetros morfológicos confiáveis. c) radiografias das mãos. d) crânio braquicéfalo. e) suturas cranianas afastadas. COMENTÁRIO A braquiocefalia é uma condição de um crânio largo em relação a seu comprimento. Apenas a presença/ausência dessa condição não nos permite inferir nada a respeito da idade do cadáver. GABARITO: D 5 - 2018 - CESPE - PC-SE - Delegado de Polícia A respeito de identificação médico-legal, de aspectos médico-legais das toxicomanias e lesões por ação elétrica, de modificadores da capacidade civil e de imputabilidade penal, julgue o item que se segue. O procedimento de identificação de uma pessoa baseia-se na comparação entre a experiência da sensação proporcionada no passado com a mesma experiência renovada no presente pela pessoa a ser identificada. ( ) Certo ( ) Errado RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 168 COMENTÁRIO Identificação é o processo pelo qual se determina a identidade de uma pessoa ou de uma coisa. As características que não se alteram ao longo do tempo de vida de um indivíduo e aquelas que resistem mesmo após a morte são consideradas: requisitos biológicos: imutabilidade e perenidade, respectivamente. Veja que FRANÇA destaca que a identidade objetiva é "aquela que nos permite afirmar tecnicamente que determinada pessoa é ela mesma por apresentar um elenco de elementos positivos e mais ou menos perenes que a faz distinta das demais. E não da identidade subjetiva, tida como a sensação que cada indivíduo tem de que foi, é e será ele mesmo, ou seja, a consciência da sua própria identidade, ou do seu “eu". Esta é uma questão ligada à estrutura da personalidade". FRANÇA, Genival Veloso de. Medicina Legal, Editora Guanabara Koogan, 10ª edição, 2015, p. 135 e 136. GABARITO: E 6 - 2018 - CESPE - PC-MA - Delegado de Polícia Em determinada cidade interiorana, por volta das dezesseis horas de um dia ensolarado, o corpo de uma mulher jovem foi encontrado por populares, em área descoberta de um terreno baldio. O delegado de plantão foi comunicado do fato e, ao dirigir-se ao local, a autoridade policial verificou que o corpo se encontrava em decúbito dorsal e despido. A perícia de local, tendo realizado exame perinecroscópico, verificou que o corpo apresentava temperatura de 27 ºC, além de rigidez completa de tronco e membros. Constataram-se escoriações na face, fraturas dos elementos dentários anteriores, manchas roxas na região cervical anterior e duas lesões profundas na região torácica anterior, abaixo da mama esquerda, medindo a maior delas 4 cm × 1 cm. Havia tênue mancha de tonalidade avermelhada na face posterior do corpo, que só não se evidenciava nas partes que estavam em contato com o solo. Nas adjacências das lesões torácicas e no solo próximo ao corpo, havia pequena quantidade de sangue coagulado. No mesmo terreno onde estava o corpo, foi encontrada uma faca de gume liso único. A lâmina, que estava suja de sangue, tinha formato triangular e media 20 cm de comprimento e 4 cm de largura em sua base. Exames laboratoriais realizados posteriormente atestaram que o sangue presente na faca pertencia à vítima. Após a lavagem do corpo, foi possível detectar lesões torácicas, de acordo com as imagens mostradas na figura a seguir. RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 169 A perícia dactiloscópica realizada no cadáver referido no texto identificou a impressão digital de um único dedo na faca encontrada no local do crime. A comparação dessa impressão digital com os dados do arquivo criminal revelou que ela coincidia com a do dedo indicador da mão direita de um homem foragido da justiça que havia sido condenado pelo estupro seguido de morte de outras mulheres. Com referência a essas considerações adicionais, assinale a opção correta. a) A análise do perfil genético de espermatozoides detectados na secreção vaginal da vítima seria opção mais confiável que a impressão digital para identificar o criminoso. b) No caso considerado, a impressão digital de uma única polpa digital poderá ser consideradasuficiente para estabelecer a autoria do crime. c) Se o referido homem tiver um irmão gêmeo univitelínico, as impressões digitais serão insuficientes para diferenciá-los. d) A impressão digital encontrada na faca deverá ser comparada com registros recentes do homem em questão, uma vez que as linhas dactiloscópicas variam com o tempo. e) O fato de ser comum encontrar indivíduos diferentes que possuam impressões digitais idênticas justifica a impossibilidade de se estabelecer com segurança a autoria no caso em apreço. COMENTÁRIO Para Genival França, são fundamentos biológicos ou técnicos que qualificam e preenchem condições imprescindíveis para que o método de identificação seja aceitável: Unicidade: obedece a individualidade e exclusividade - critérios únicos que somente a pessoa a ser identificada possui. Alguns elementos são específicos de cada indivíduo Imutabilidade: corresponde às características não mudam e não se alteram com o tempo. Perenidade: Consiste na capacidade de certos elementos resistirem à ação do tempo; permanecem durante toda a vida e, até certo tempo, após a morte. Assim, o critério escolhido, que será sempre o mesmo, deve ficar com a pessoa durante sua vida inteira. RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 170 Obs.: A imutabilidade se refere a inalterabilidade, enquanto a perenidade se refere a durabilidade. Contudo, parte da doutrina não realiza tal distinção, de modo que não aponta a perenidade como requisito (Atenção em provas com a forma de cobrança!). Praticabilidade: O processo de identificação não deve ser complexo, seja na obtenção ou no registro de caracteres. São fáceis de serem obtidos e registrados. Classificabilidade: O método deve permitir que os dados obtidos sejam arquivados de forma facilitada, de modo que não requeira grandes especialistas para a realização do procedimento e forneça acesso simples quando necessário. GABARITO: B 7 - 2017 - CESPE - PC-GO - Delegado de Polícia De acordo com Ottolenghi, um indivíduo de pele branca ou trigueira, com íris azuis ou castanhas, cabelos lisos ou crespos, louros ou castanhos, com perfil de face ortognata ou ligeiramente prognata e contorno anterior da cabeça ovoide é classificado como a) indiano. b) australoide. c) caucásico. d) negroide. e) mongólico. COMENTÁRIO De acordo com Ottolenghi, podem ser citados alguns tipos étnicos fundamentais: 1. Caucásico; 2. Mongólico; 3. Negróide; 4. Indiano; 5. Australóide. Obs:. Há dificuldades para estimar cor da pele pelo esqueleto, pois além dos tipos fundamentais, há uma enorme miscigenação, por isso tal identificação possui um valor relativo. RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 171 CAUCÁSICO Pele branca ou trigueira; Cabelos lisos ou crespos; louros ou castanhos; Íris azuis ou castanhas; Contorno crânio facial anterior ovoide ou ovoide-poligonal; Perfil facial ortognata e ligeiramente prognata; MONGÓLICO Pele amarela; Cabelos lisos; Face achatada de diante para trás; Fronte larga e baixa; Espaço interorbital largo; Maxilares pequenos e mento saliente; NEGRÓIDE Pele negra; Cabelos crespos, em tufos; Crânio pequeno; perfil facial prognata; Fronte alta e saliente; Íris castanhas; Nariz pequeno, largo e achatado; perfil côncava e curto; narinas espessas e afastadas, visíveis de frente e circulares; INDIANO Não se afigura como um tipo racial definido; Estatura alta; Pele amarelo-trigueira, tendente ao avermelhado; Cabelos pretos, lisos, espessos e luzidios; Íris castanhas; Crânio mesocéfalo; Supercílios espessos; Orelhas pequenas; Nariz saliente, estreito e longo; Barba escassa; Fronte vertical; zigomas salientes e largos. AUSTRALÓIDE Estatura alta; Pele trigueira; Nariz curto e largo; Arcadas zigomáticas largas e volumosas; Prognatismo. GABARITO: C RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 172 8 - 2016 - FUNCAB - PC-PA - Delegado de Polícia No que se refere ao tema “identificação", os ângulos de Jacquart, Cloquet e Curvier são verificados: a) no tórax. b) nas pernas. c) nos braços. d) na bacia. e) no crânio. COMENTÁRIO - Jacquar: tem como ponto anterior a base da fenda nasal. - Cloquet: tem como ponto anterior a linha de implantação dos dentes. - Curvier: tem como ponto anterior a borda dos dentes. DETERMINAÇÃO DA RAÇA NO QUE DIZ RESPEITO AO ÂNGULO FACIAL: VARIANTE RAÇA CAUCASTICA MONGOLÓIDE NEGRA JACQUART 76,5º 72° 70,3° CLOQUET 62° 59,4° 58° CURVIER 54° 53° 48° “Ângulo facial. Sua importância está na determinação do prognatismo, constituindo-se em um valioso elemento da distinção racial. Segundo Jacquart, o ângulo é dado por uma linha que passa pelo ponto mais saliente da fronte e pela linha nasal anterior (...) São importantes também os ângulos de Curvier (uma linha que passa pela parte mais saliente da fronte até o ângulo dentário superior, e por outra linha que vai do ângulo dentário superior até o conduto auditivo externo) e de Cloquet (uma linha que vai da parte mais saliente da fronte até o ponto alveolar, e outra linha que vai do ponto alveolar até o conduto auditivo externo)." FRANÇA, Genival Veloso de. Medicina Legal, Editora Guanabara Koogan, 10ª edição, 2015, p. 141. RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 173 GABARITO: E 9 - 2013 - UEG - PC-GO - Delegado de Polícia No local do crime, os peritos arrecadaram um desenho digital que apresentava um delta à esquerda. Pelo sistema de Vucetich, este desenho é classificado como a) presilha interna b) verticilo c) presilha externa d) arco COMENTÁRIO Relembrando... 1. Arco: Ausência de deltas; 2. Presilha Interna: Presença de delta à direita do examinador; 3. Presilha Externa: Presença de delta à esquerda do examinador; 4. Verticilo: Presença de 2 deltas. GABARITO: C 10 - 2013 - UEG - PC-GO - Delegado de Polícia Em Antropologia Forense, os ângulos faciais (Jacquart, Cloquet e Curvier) são determinantes para: a) altura b) idade c) sexo d) raça COMENTÁRIO - Jacquar: tem como ponto anterior a base da fenda nasal. - Cloquet: tem como ponto anterior a linha de implantação dos dentes. - Curvier: tem como ponto anterior a borda dos dentes. RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 174 DETERMINAÇÃO DA RAÇA NO QUE DIZ RESPEITO AO ÂNGULO FACIAL: VARIANTE RAÇA CAUCASTICA MONGOLÓIDE NEGRA JACQUART 76,5º 72° 70,3° CLOQUET 62° 59,4° 58° CURVIER 54° 53° 48° “Ângulo facial. Sua importância está na determinação do prognatismo, constituindo-se em um valioso elemento da distinção racial. Segundo Jacquart, o ângulo é dado por uma linha que passa pelo ponto mais saliente da fronte e pela linha nasal anterior (...) São importantes também os ângulos de Curvier (uma linha que passa pela parte mais saliente da fronte até o ângulo dentário superior, e por outra linha que vai do ângulo dentário superior até o conduto auditivo externo) e de Cloquet (uma linha que vai da parte mais saliente da fronte até o ponto alveolar, e outra linha que vai do ponto alveolar até o conduto auditivo externo)." FRANÇA, Genival Veloso de. Medicina Legal, Editora Guanabara Koogan, 10ª edição, 2015, p. 141. GABARITO: D 11 - 2012 - FGV - PC-MA - Delegado de Polícia O sistema dactiloscópico de Vucetich é um dos principais métodos utilizados na identificação policial e judiciária. Numa individual dactiloscópica expressa pela fórmula E0.3.1.3 AX.4.4.2 , verifica-se que a pessoa identificada apresenta a) amputação do dedo polegaresquerdo. b) amputação do dedo indicador direito. c) amputação do dedo indicador esquerdo. d) amputação do dedo polegar direito. e) amputação do dedo mínimo esquerdo. COMENTÁRIO RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 175 Na questão temos a fórmula datiloscópica: Série E 0313 ---------- Seção A X442 A classificação padrão no estudo da antropologia consiste no famoso "VEIA 4321". a) V ou 4- Verticilo; b) E ou 3- Presilha Externa; c) I ou 2- Presilha Interna; d) A ou 1- Arco. Lembrando que : 0- significa que ocorreu uma amputação ou adalactia X- significa uma ilegibilidade que pode decorrer de cicatrizes ou outro tipo de alteração GABARITO: B 12 - 2012 - FUNCAB - PC-RJ - Delegado de Polícia A identificação de uma pessoa se define como um conjunto de características que individualiza a pessoa, tornando-a diferente das demais. Sob esta óptica, o exame de DNA, embora moderno e com alto grau de confiabilidade, não é suficiente para a determinação da identidade, pois via de regra, essas análises são realizadas utilizando-se como material de comparação amostras de familiares, sendo assim um método capaz de gerar o grau de parentesco e, não a identidade propriamente dita, ou seja, pode determinar se um indivíduo é filho de alguém, mas não qual dos filhos. Outras técnicas, científicas, ao contrário do exame de DNA, podem, isoladamente, conferir a identidade a um cadáver, considerando a preexistência de parâmetros de comparação. Entre essas técnicas, estão: a) reconhecimento facial, arcada dentária e sobreposição de imagens. b) reconhecimento facial, sinais particulares e sobreposição de imagens. c) impressão dactiloscópica, sinais particulares e sobreposição de imagens. d) impressão dactiloscópica, arcada dentária e sobreposição de imagens. e) impressão dactiloscópica, arcada dentária e sinais particulares. COMENTÁRIO RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 176 Coloca-se a justificativa da banca diante dos recursos que foram interpostos. Ressalta-se que a banca exigiu do candidato uma resposta baseada em TÉCNICAS CIENTÍFICAS. Segue justificativa da banca: "Obviamente não existe uma única técnica científica de identificação que possa atender a todo e qualquer caso em que morte é verificada. As técnicas que são usualmente utilizadas, como a impressão dactiloscópica e o exame de arcada dentária, são válidas para a imensa maioria dos casos como meio de produção de prova de identificação. Os sinais particulares, tais como tatuagens, cicatrizes, amputações e estigmas profissionais não seguem aos princípios básicos de identificação que são: a unicidade, imutabilidade e praticidade. Não é possível, do ponto de vista científico, conferir identidade a um indivíduo unicamente por ele possuir determinada marca ou tatuagem. Os sinais particulares, embora incapazes de, por si só, identificar o indivíduo, geralmente tem relevância como critério de exclusão no processo de investigação médico-legal. Segundo Greco, o reconhecimento “Consiste em fazer-se a identificação por meio de comparação empírica, sem utilizar nenhuma técnica de base científica." Desta forma, configura uma técnica subjetiva que não apresenta possibilidade de comprovação analítica por diferentes pessoas em diferentes lugares. A sobreposição de imagens fotográficas e radiológicas associada aos fundamentos de prosopometria é uma técnica científica aceita internacionalmente há muitos anos, tendo servido inclusive para a identificação de nazistas foragidos. Esta técnica está sendo cada vez mais utilizada devido ao acesso aos avanços no campo da computação gráfica. Como citado no enunciado da questão, a existência de registros radiológicos prévios da pessoa, permite a sua identificação através da sobreposição de radiografias. As mais utilizadas nesta situação são as radiografias do crânio, dos ossos longos, dos dentes e da face, em particular dos seios paranasais". Referências: 1. BLANCO, R. S. Apostila de Medicina Legal. Rio de Janeiro, 2000; ps. 368-369. 2. FRANÇA, G. V. Medicina Legal. 6ª Ed., Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001. Cap. 3, ps. 49- 53. 3. GRECO, R. Medicina Legal a Luz do Direito Penal e do Direito Processual Penal. 10 Ed. Rio RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 177 de Janeiro, 2011; Cap. 2, p. 40. 4. HERCULES, H.C. Medicina Legal – Texto e Atlas. 1ª Ed., São Paulo: Atheneu, 2005. Cap. 4, ps. 31- 35. GABARITO: D 13 - 2011 - FUMARC - PC-MG - Delegado de Polícia No esqueleto, a estimativa do sexo, faz-se pelas características morfológicas observadas, após a puberdade. Os achados mais evidentes do dimorfsmo sexual são observados no(a) a)clavícula. b)úmero. c)fêmur. d)pelve. COMENTÁRIO Ossos mais importantes na caracterização do dimorfismo sexual: • pelve • crânio • mandíbula • tórax • ossos longos Questão semelhante: 2021 - FUMARC - PC-MG - FUMARC - 2021 - PC- MG - Delegado de Polícia Substituto Durante a perícia de um corpo esqueletizado, os achados mais evidentes do dimorfismo sexual são observados no(a) A-clavícula. B-fêmur. C-pelve. D-úmero. GABARITO: D 14 - 2009 - FUNCAB - PC-RO - Delegado de Polícia Identidade médico-legal é o conjunto de características apresentadas por um indivíduo que o torna único. Assinale a opção INCORRETA acerca da identificação médico-legal. RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 178 a) O sistema de identificação dactiloscópica de Vucetich é um processo de grande valia e de extraordinário efeito, porque apresenta os requisitos essenciais para um bom método: unicidade, praticabilidade, imutabilidade e classificabilidade; só não apresenta o requisito de perenidade. b) Identificação médico-legal pode ser realizada em um indivíduo vivo ou em cadáver, inteiro, espostejado ou reduzido a ossos. c) Na identificação médico-legal, são considerados os seguintes parâmetros: idade, sexo, raça, estatura e peso, pois, partindo-se do geral, chega-se ao particular, ao indivíduo. d) Características ocasionais, tais como a presença de tatuagens, calos de fraturas ósseas e próteses dentárias, ósseas ou de outros tipos, não possuem valor para a antropologia forense. e)Medidas de dimensões de ossos longos e comparações com tabelas podem dar ideia da estatura de indivíduos quando vivos. COMENTÁRIO Identificação através de sinais individuais - Há sinais que podem identificar uma pessoa e outros que servem para excluí-la. São valorizados: Malformações: lábio leporino, polidactilia (número aumentado de dedos), sindactilia (fusão de um ou mais dedos), pé torto, tatuagem, cicatrizes, etc. Tatuagens: têm valor inestimável na identificação de pessoas, pois, em avançado estado de putrefação, ocorre a perda da epiderme, o que impede a leitura das impressões digitais, mas não a perda da derme, de modo que as tatuagens não desaparecem dos corpos em decomposição. SOBRE A “A” JUSTIFICATIVA PARA A BANCA TER CONSIDERADO A LETRA A COMO CORRETA: A maioria da doutrina classifica como fundamentos biológicos da identificação: unicidade, imutabilidade e perenidade; como fundamentos teóricos: praticabilidade e classificabilidade. Pois bem, ocorre que Hygino de C. Hercules não considera a perenidade como fundamento biológico da identificação. O autor justifica que ao longo da vida as pessoas podem vim a perder o dedo, por exemplo, caso em não haveria perenidade (Medicina Legal - Texto e Altas. São Paulo: Atheneu, 2005, p.30). Ademais, "Finalmente, pode-se dizer que o método de identificação pelo sistema dactiloscópico de Vucetich é um processo de grande valia e de extraordinário efeito, porque ele apresenta os requisitos essenciaisde um bom método: unicidade, praticabilidade, imutabilidade e classificabilidade. Só não apresenta o requisito da perenidade." (FRANÇA,2017) OBS. A questão foi anulada diante das controvérsias. RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 179 GABARITO: D 15 - 2009 - CEPERJ - PC-RJ - Delegado de Polícia Durante operação policial na favela do Barbante, em Campo Grande, foi encontrado um crânio humano incompleto que apresentava em análise preliminar: 1- suturas cranianas bem visíveis; 2- fronte verticalizada; 3- glabela curva; 4- margens supra-orbitárias finas; 5- orifício em tronco de cone com o bisel voltado para a face externa do osso frontal; 6- processos mastóideos pouco volumosos; 7- ausência de crista na nuca; 8- côndilos occipitais curtos e largos. Assinale a opção que aponta o diagnóstico pericial. a) Mulher jovem com uma lesão de saída de projétil de arma de fogo no osso frontal. b) Homem adulto com uma lesão de entrada de projétil de arma de fogo no osso frontal. c) Mulher adulta com uma lesão de saída de projétil de arma de fogo no osso frontal. d) Homem jovem com uma lesão de saída de projétil de arma de fogo no osso frontal. e) Mulher idosa com uma lesão de entrada de projétil de arma de fogo no osso frontal. COMENTÁRIO As suturas cranianas bem visíveis indicam que a pessoa é jovem, pois com o passar do tempo, elas desaparecem. Na mulher, a fronte verticalizada. O crânio feminino tem a fronte mais vertical, a articulação frontonasal curva, saliências ósseas e as apófises mastoides e estiloides menos desenvolvidas que o crânio masculino. De modo geral, aceita-se a capacidade do crânio feminino correspondendo a nove décimos da capacidade do masculino. O crânio do sexo masculino tem espessura óssea mais pronunciada, processos mastoides mais salientes, fronte mais inclinada para trás, glabela mais pronunciada, arcos superciliares mais salientes, apófises estiloides longas e grossas e mandíbula mais robusta, do que na mulher. RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 180 Margens supra-orbitárias finas indicam ser mulher: "Notam-se uma espessura menor e bordas cortantes nas mulheres, enquanto nos homens a margem é mais espessa e romba". A indicação de orifício em tronco de cone com o bisel voltado para a face externa do osso frontal- Trata-se do sinal de Bonnet- Tronco do cone- orifício menor, base do tronco do cone- orifício maior; bisel voltado para dentro- entrada do projétil; bisel voltado para fora- saída- Logo, é uma lesão de saída. Veja que, nas mulheres, a superfície externa do occipital é lisa, com mínima projeção óssea visível quando observada; nos homens, há rugosidade na superfície, a protuberância é mais marcada, podendo definir uma forte crista na nuca, às vezes em forma de gancho. Ademais, côndilos occipitais curtos e largos indicam sexo feminin. Fonte: livro HÉRCULES, Hygino de Carvalho. Medicina Legal, Texto e Atlas. Ed. Atheneu, 2005, p. 56 e 57. Para complementar: "O crânio no sexo masculino tem espessura óssea mais pronunciada, processos mastóideos mais salientes e separados um do outro, fronte mais inclinada para trás, glabela mais pronunciada, arcos superciliares mais salientes, rebordos superorbitários rombos, articulação frontonasal angulosa, apófises estiloides longas e grossas e mandíbula mais robusta. Na mulher, a fronte é mais vertical, a glabela menos pronunciada, os arcos superciliares menos salientes, os rebordos superorbitários cortantes, a articulação frontonasal curva, as apófises estiloides curtas e finas e a mandíbula menos robusta. Os côndilos occipitais são longos, delgados e em forma de sola de sapato no homem, e curtos, largos e em forma de rim na mulher", FRANÇA, Genival Veloso de. Medicina Legal, Editora Guanabara Koogan, 10ª edição, 2015, p. 144 GABARITO: A 16 - 2008 - CEFET-BA - PC-BA - Delegado de Polícia Assinale a alternativa correta. a) Os exames periciais podem determinar a identidade do criminoso. b) A identidade do criminoso só pode ser realizada pelas provas testemunhais. c) O “modus operandi”, ou seja, a maneira e a espécie como foi praticado o delito não tem importância na investigação policial. d) A testemunha é o elemento sobre o qual incide a ação criminosa. e) A identidade de uma pessoa é determinada somente pelo exame de DNA. COMENTÁRIO RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 181 Identificação é o processo pelo qual se determina a identidade de uma pessoa ou de uma coisa. As características que não se alteram ao longo do tempo de vida de um indivíduo e aquelas que resistem mesmo após a morte são consideradas: requisitos biológicos: imutabilidade e perenidade, respectivamente. Veja que FRANÇA destaca que a identidade objetiva é "aquela que nos permite afirmar tecnicamente que determinada pessoa é ela mesma por apresentar um elenco de elementos positivos e mais ou menos perenes que a faz distinta das demais. E não da identidade subjetiva, tida como a sensação que cada indivíduo tem de que foi, é e será ele mesmo, ou seja, a consciência da sua própria identidade, ou do seu “eu". Esta é uma questão ligada à estrutura da personalidade". FRANÇA, Genival Veloso de. Medicina Legal, Editora Guanabara Koogan, 10ª edição, 2015, p. 135 e 136. GABARITO: Ada coisa roubada, sendo prescindível a posse mansa e pacífica ou desvigiada. D-Para a configuração do delito de violação de direito autoral e a comprovação de sua materialidade, é suficiente a perícia realizada por amostragem do produto apreendido, nos aspectos externos do material, e é desnecessária a identificação dos titulares dos direitos autorais violados ou daqueles que os representem. E-O crime de estupro de vulnerável se configura com a conjunção carnal ou prática de ato libidinoso com menor de catorze anos, sendo irrelevante eventual consentimento da vítima para a prática do ato, sua experiência sexual anterior ou existência de relacionamento amoroso com o agente. COMENTÁRIO A – INCORRETA: a afirmação encontra-se equivocada uma vez que o princípio incidente é o da proteção, defesa ou real. Este tem aplicabilidade no art. 7°, I, ‘a’, ‘b’ e ‘c’ do CP (contra a vida ou a liberdade do Presidente da República; contra o patrimônio ou a fé pública da União, do Distrito Federal, de Estado, de Território, de Município, de empresa pública, sociedade de economia mista, autarquia ou fundação instituída pelo Poder Público e contra a administração pública, por quem está a seu serviço). Por outro lado, o princípio da representação tem incidência no art. 7°, II, ‘c’ do CP (praticados em aeronaves ou embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade privada, quando em território estrangeiro e aí não sejam julgados). Ademais, existem alguns outros princípios, quais sejam, o da personalidade ou da nacionalidade (art. 7°, I, alínea d; art. 7°, II, aliena b e art. 7°, §3° ambos do CP), do domicílio http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2022/Lei/L14344.htm#art31 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2022/Lei/L14344.htm#art34 RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 16 (art. 7°, I, alínea d do CP “quando o agente for domiciliado no brasil” e o delito for o de genocídio muito embora aquele não seja brasileiro) e da justiça universal (art. 7° II, alínea a do CP, que, por tratado ou convenção, o Brasil se obrigou a reprimir.); B – CORRETA: trata-se da súmula de n° 18 do STJ: A sentença concessiva do perdão judicial é declaratória da extinção da punibilidade, não subsistindo qualquer efeito condenatório. C – CORRETA: está em consonância com a súmula de n° 582 do STJ: “Consuma-se o crime de roubo com a inversão da posse do bem mediante emprego de violência ou grave ameaça, ainda que por breve tempo e em seguida à perseguição imediata ao agente e recuperação da coisa roubada, sendo prescindível a posse mansa e pacífica ou desvigiada.” D – CORRETA: entendimento sumulado de n° 574 do STJ: “Para a configuração do delito de violação de direito autoral e a comprovação de sua materialidade, é suficiente a perícia realizada por amostragem do produto apreendido, nos aspectos externos do material, e é desnecessária a identificação dos titulares dos direitos autorais violados ou daqueles que os representem.” E – CORRETA: trata-se do teor da súmula de n° 593 do STJ posteriormente incorporada ao art. 217-A, §5° do CP: “O crime de estupro de vulnerável se configura com a conjunção carnal ou prática de ato libidinoso com menor de 14 anos, sendo irrelevante eventual consentimento da vítima para a prática do ato, sua experiência sexual anterior ou existência de relacionamento amoroso com o agente.” GABARITO: A 10 - 2021 - INSTITUTO AOCP - PC-PA - INSTITUTO AOCP - 2021 - PC-PA - Delegado de Polícia Civil Referente ao Direito Penal, assinale a alternativa correta. RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 17 A-São exemplos de crimes que não admitem a tentativa: os preterdolosos, os unissubsistentes, os omissivos próprios e os de perigo concreto. B-Os crimes próprios são incompatíveis com a coautoria, haja vista que são delitos em que o tipo penal exige uma situação de fato ou de direito diferenciada por parte do sujeito ativo. C-Nos crimes cometidos sem violência ou grave ameaça à pessoa, reparado o dano ou restituída a coisa, até o recebimento da denúncia ou da queixa, por ato voluntário do agente, a pena será reduzida de um terço até a metade. D-O indulto extingue os efeitos primários da condenação (pretensão executória), mas não atinge os efeitos secundários, penais ou extrapenais. E-Em relação ao concurso formal próprio, o Código Penal adotou o sistema da exasperação, aplicando-se a pena de qualquer dos crimes, se idênticos, ou então a mais grave, aumentada, em qualquer caso, de um sexto até dois terços. COMENTÁRIO A – INCORRETA: a tentativa é a cessação da atividade delitiva por circunstancias alheias à vontade do agente conforme o inciso II do art. 14 do CP. Trata-se de norma de extensão temporal (verdadeira norma de adequação indireta ou mediata) que permite a combinação de tipos penais para que haja a subsunção correta. A ausência desta norma acarretaria a atipicidade de crimes tentados, ressalvados os delitos de atentado ou de empreendimento que estipulam a tentativa a título de delito consumado. Alguns delitos são incompatíveis com a tentativa uma vez que não permitem o desdobramento do iter criminis consumando-se com um único ato. A exemplo dos delitos que inadmitem fracionamento do iter criminis são: crimes unissubsistentes, crimes culposos, crimes preterdolosos (em regra), crimes de atentado ou de empreendimento, crimes condicionados, omissivos próprios ou puros, de perigo abstrato, contravenções penais, crimes subordinados e condição objetiva de punibilidade, crimes habituais, crimes com tipo penal composto de condutas amplamente abrangentes e crimes obstáculos. Os crimes de perigo concreto comportam a tentativa em virtude de que é possível o fracionamento do iter criminis. B – INCORRETA: os delitos próprios exigem a qualidade especial do sujeito ativo. Se o concorrente conhece essa qualidade e pratica a conduta em divisão de tarefas com aquele, o crime próprio se dará em coautoria nos termos do art. 30 do CP. C – INCORRETA: trata-se da causa geral de diminuição de pena chamada de arrependimento posterior no termos do art. 16 do CP admitindo uma fração de diminuição de um a dois terços: RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 18 “Nos crimes cometidos sem violência ou grave ameaça à pessoa, reparado o dano ou restituída a coisa, até o recebimento da denúncia ou da queixa, por ato voluntário do agente, a pena será reduzida de um a dois terços.” D – CORRETA: está em harmonia com a Súmula de n° 631 do STJ: “O indulto extingue os efeitos primários da condenação (pretensão executória), mas não atinge os efeitos secundários, penais ou extrapenais” E – INCORRETA: de fato, o código penal no concurso formal próprio de crimes adota o sistema de exasperação, contudo, a parte final da afirmação está errada uma vez que o disposto do art. 70 do CP concede um aumento de um sexto até metade. É importante salientar que o concurso formal poderá se dar também de forma imprópria adotando o sistema de cumulação de penas estabelecido no final do dispositivo citado. Quando o agente, mediante uma só ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes, idênticos ou não, aplica-se-lhe a mais grave das penas cabíveis ou, se iguais, somente uma delas, mas aumentada, em qualquer caso, de um sexto até metade. As penas aplicam-se, entretanto, cumulativamente, se a ação ou omissão é dolosa e os crimes concorrentes resultam de desígnios autônomos, consoante o disposto no artigo anterior. GABARITO: D 11 - 2021 - INSTITUTO AOCP - PC-PA - INSTITUTO AOCP - 2021 - PC-PA - Delegado de Polícia Civil Analise a seguinte situação hipotética: Romeu, funcionário público, praticou dois crimes de peculato (art. 312, caput, CP), devendoo segundo, pelas condições de tempo, local, modo de execução e outras semelhantes, ser considerado continuação do primeiro. Foi regularmente processado e condenado, com a aplicação da pena privativa de liberdade no patamar mínimo. Nesse caso, considerando que ocorreu o trânsito em julgado da sentença penal condenatória para ambas as partes, a extinção da punibilidade pela prescrição ocorrerá em A-quatro anos. RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 19 B-oito anos. C-doze anos. D-dezesseis anos. E-vinte anos. COMENTÁRIO Trata-se de continuidade delitiva nos termos do art. 71 do CP (é importante alertar que a fração de aumento não interferirá no prazo prescricional). A sentença penal condenatória fixou o patamar mínimo, isto é, de 2 anos (o preceito secundário do art. 312 do CP fixa patamar mínimo de 2 anos e máximo de 12 anos). De acordo com o art. 109, V do CP a prescrição se dará em 4 anos. GABARITO: A 12 - 2021 - CESPE / CEBRASPE - Polícia Federal - CESPE / CEBRASPE - 2021 - Polícia Federal - Delegado de Polícia Federal Acerca da teoria da pena, julgue o item que se segue. O inadimplemento da pena de multa não obsta a extinção da punibilidade do apenado. Certo Errado COMENTÁRIO GABARITO ERRADO: Preste atenção na decisão do informativo de n° 720 do STJ em sede de recursos repetitivos a afirmação torna-se correta: “Na hipótese de condenação concomitante a pena privativa de liberdade e multa, o inadimplemento da sanção pecuniária, PELO CONDENADO QUE COMPROVAR IMPOSSIBILIDADE DE FAZÊ-LO, não obsta o reconhecimento da extinção da punibilidade.” 13 - 2021 - CESPE / CEBRASPE - Polícia Federal - CESPE / CEBRASPE - 2021 - Polícia Federal - Delegado de Polícia Federal RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 20 Acerca da teoria da pena, julgue o item que se segue. O acórdão confirmatório da condenação interrompe a prescrição. Certo Errado COMENTÁRIO Em sede do informativo de n° 980 o STF manifestou no sentido de que: HABEAS CORPUS 176.473 RELATOR: MIN. ALEXANDRE DE MORAES Decisão: Após os votos dos Ministros Alexandre de Moraes (Relator), Edson Fachin, Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Marco Aurélio, que denegavam a ordem; e dos votos dos Ministros Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes, que a concediam, pediu vista dos autos o Ministro Dias Toffoli (Presidente). Falaram: pelo paciente, a Dra. Tatiana Mello Aragão Bianchini, Defensora Pública Federal; e, pela Procuradoria-Geral da República, o Dr. Antônio Augusto Brandão de Aras, Procurador-Geral da República. Ausente, por motivo de licença médica, o Ministro Celso de Mello. Plenário, 05.02.2020. Decisão: O Tribunal, por maioria, indeferiu a ordem de habeas corpus e fixou a seguinte tese: "NOS TERMOS DO INCISO IV DO ARTIGO 117 DO CÓDIGO PENAL, O ACÓRDÃO CONDENATÓRIO SEMPRE INTERROMPE A PRESCRIÇÃO, INCLUSIVE QUANDO CONFIRMATÓRIO DA SENTENÇA DE 1º GRAU, SEJA MANTENDO, REDUZINDO OU AUMENTANDO A PENA ANTERIORMENTE IMPOSTA", nos termos do voto do Relator, vencidos os Ministros Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Celso de Mello. Plenário, Sessão Virtual de 17.4.2020 a 24.4.2020. EMENTA: HABEAS CORPUS. ALEGADA PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA. INOCORRÊNCIA. INTERRUPÇÃO DA PRESCRIÇÃO PELO ACÓRDÃO CONFIRMATÓRIO DE SENTENÇA CONDENATÓRIA. 1. A prescrição é o perecimento da pretensão punitiva ou da pretensão executória pela inércia do próprio Estado; prendendo-se à noção de perda do direito de punir por sua negligencia, ineficiência ou incompetência em determinado lapso de tempo. 2. O Código Penal não faz distinção entre acórdão condenatório inicial ou confirmatório da decisão para fins de interrupção da prescrição. O acórdão que RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 21 confirma a sentença condenatória, justamente por revelar pleno exercício da jurisdição penal, é marco interruptivo do prazo prescricional, nos termos do art. 117, IV, do Código Penal. 3. Habeas Corpus indeferido, com a seguinte TESE: Nos termos do inciso IV do artigo 117 do Código Penal, o Acórdão condenatório sempre interrompe a prescrição, inclusive quando confirmatório da sentença de 1º grau, seja mantendo, reduzindo ou aumentando a pena anteriormente imposta GABARITO: CERTO 14 - 2021 - CESPE / CEBRASPE - Polícia Federal - CESPE / CEBRASPE - 2021 - Polícia Federal - Delegado de Polícia Federal No que concerne aos crimes previstos na parte especial do Código Penal, julgue o item subsequente. Em se tratando do crime de falsidade ideológica, o prazo prescricional se reinicia com a eventual reiteração de seus efeitos. Certo Errado COMENTÁRIO A TERCEIRA SEÇÃO do STJ em sede do informativo de n° 672 decidiu que: “Na falsidade ideológica, o termo inicial da contagem do prazo da prescrição da pretensão punitiva é o momento da consumação do delito e não o da eventual reiteração de seus efeitos.” GABARITO: ERRADO 15 - 2019 - Instituto Acesso - PC-ES - Instituto Acesso - 2019 - PC-ES - Delegado de Polícia - Anulado “A extinção da punibilidade significa o desaparecimento do poder de punir do Estado em relação a fatos definidos como crimes, pela ocorrência de eventos, situações ou acontecimentos determinados na lei como causas de extinção da punibilidade (art. 107, CP).” (SANTOS, Juarez Cirino dos. Direito Penal Parte Geral. 5ª ed., Florianópolis: Conceito, 2012). Tendo em vista as causas de extinção de punibilidade conhecidas em âmbito de Direito Penal, assinale a alternativa correta com relação ao indulto. RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 22 A-seus efeitos atingem quaisquer crimes previstos no ordenamento jurídico pátrio. B-o indulto individual ou graça depende exclusivamente, para sua concessão, de pedido provocado por petição do condenado. C-trata-se de benefício concedido exclusivamente pelo Presidente da República por meio de lei delegada. D-pode ser delegado pelo Presidente da República aos Ministros de Estado, ao Procurador-Geral da República ou ao Defensor Público-Geral Federal. E-é atribuição privativa do Presidente da República, podendo ser delegada, na forma estabelecida na Constituição Federal, aos Ministros de Estado, ao Procurador-Geral da República ou ao Advogado-Geral da União COMENTÁRIO O indulto é uma causa extintiva de punibilidade de atribuição do Presidente da República por meio de Decreto podendo ser delegada aos Ministros de Estado, PGR ou ao AGU, para excluir os efeitos penais primários (execução da pena), subsistindo os efeitos penais secundários (reincidência por exemplo) e extrapenais (art. 107, II do CP c/c art. 84, XII da CR/88). É importante salientar que os crimes hediondos ou equiparados são insuscetíveis de graça, indulto ou anistia nos termos do art. 5°, XLIII da CR/88. GABARITO: E 16 - 2018 - CESPE / CEBRASPE - Polícia Federal - CESPE - 2018 - Polícia Federal - Delegado de Polícia Federal Em cada item seguinte, é apresentada uma situação hipotética seguida de uma assertiva a ser julgada com base na legislação de regência e na jurisprudência dos tribunais superiores a respeito de exclusão da culpabilidade, concurso de agentes, prescrição e crime contra o patrimônio. Júnior, maior e capaz, foi processado e julgado pelo crime de estelionato. Tendo verificado que Júnior tinha sido condenado pelo mesmo crime havia dois anos, o juiz aumentou a pena em um terço. Nessa situação, o aumento da pena não influirá no prazo da prescrição da pretensão punitiva. Certo Errado COMENTÁRIO A majoração influirá na prescrição retroativa ou superveniente da pena uma vez que estas modalidades, muito embora sejam modalidades de prescriçãoda pretensão punitiva, o parâmetro será a pena final, em concreto, fixada na sentença. Atente-se ainda que a RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 23 reincidência aumenta o prazo da prescrição executória em um terço nos moldes do art. 110 do CP. A questão tenta levar o candidato ao erro uma vez que de fato ela não influirá na prescrição da pretensão punitiva em abstrato, contudo, determinará o lapso temporal da prescrição retroativa ou superveniente espécies daquela. GABARITO: ERRADO 17 - 2018 - UEG - PC-GO - UEG - 2018 - PC-GO - Delegado de Polícia “Com efeito, é sabido que a prescrição é um instituto vocacionado a realizar a estabilização das situações jurídicas em razão do decurso do tempo, com a finalidade de proporcionar a paz social mediante a promoção da segurança jurídica, sendo certo que, embora possua um fundamento comum, suas características diferem em cada ramo do Direito em que se faça presente.” (STJ, RMS 043771, DJe 03/05/2018, Rel. Min. Assusete Magalhães). No Código Penal brasileiro, verifica-se que a prescrição, A-no caso de concurso de crimes, incidirá sobre o somatório das respectivas penas. B-no caso de evadir-se o condenado ou de revogar-se o livramento condicional, é regulada pelo tempo que resta da pena. C-no caso de pena de multa, ocorrerá em três anos, quando a multa for a única cominada ou aplicada. D-quando o criminoso era, na data da sentença, maior de sessenta anos, tem seu prazo reduzido pela metade. E-antes de transitar em julgado a sentença final, começa a correr, nos crimes permanentes, a partir do dia em que se iniciou a permanência. COMENTÁRIO A – INCORRETA: no concurso de crimes a prescrição irá incidir individualmente, isto é, pela pena de cada crime nos termos do art. 119 do CP: “No caso de concurso de crimes, a extinção da punibilidade incidirá sobre a pena de cada um, isoladamente.” B – CORRETA: redação literal do art. 113 do CP: “No caso de evadir-se o condenado ou de revogar-se o livramento condicional, a prescrição é regulada pelo tempo que resta da pena.” C – INCORRETA: redação do art. 114 do CP: RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 24 A prescrição da pena de multa ocorrerá: I - em 2 (dois) anos, quando a multa for a única cominada ou aplicada; II - no mesmo prazo estabelecido para prescrição da pena privativa de liberdade, quando a multa for alternativa ou cumulativamente cominada ou cumulativamente aplicada. D – INCORRETA: no caso, o acusado deve possuir na data da sentença idade superior a 70 anos: “São reduzidos de metade os prazos de prescrição quando o criminoso era, ao tempo do crime, menor de 21 (vinte e um) anos, ou, na data da sentença, maior de 70 (setenta) anos.” E – INCORRETA: do dia em que CESSOU a atividade criminosa nos termos do art. 111 do CP: Termo inicial da prescrição antes de transitar em julgado a sentença final Art. 111 - A prescrição, antes de transitar em julgado a sentença final, começa a correr: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) I - do dia em que o crime se consumou; (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) II - no caso de tentativa, do dia em que cessou a atividade criminosa; (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) III - nos crimes permanentes, do dia em que cessou a permanência; (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) IV - nos de bigamia e nos de falsificação ou alteração de assentamento do registro civil, da data em que o fato se tornou conhecido. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984); V - nos crimes contra a dignidade sexual ou que envolvam violência contra a criança e o adolescente, previstos neste Código ou em legislação especial, da data em que a vítima completar 18 (dezoito) anos, salvo se a esse tempo já houver sido proposta a ação penal. (Redação dada pela Lei nº 14.344, de 2022) Vigência - novidade legislativa. GABARITO: B http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art111 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art111 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art111 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art111 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art111 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art111 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art111 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2022/Lei/L14344.htm#art31 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2022/Lei/L14344.htm#art34 RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 25 18 - 2018 - VUNESP - PC-SP - VUNESP - 2018 - PC-SP - Delegado de Polícia A ação penal privada subsidiária é cabível no crime de A-exercício arbitrário das próprias razões, sem emprego de violência (CP, art. 345, parágrafo único). B-furto de coisa comum (CP, art. 156). C-esbulho possessório de propriedade particular, sem emprego de violência (CP, art. 161, II, § 3o ). D-fraude à execução (CP, art. 179). E-dano (CP, art. 163, caput). COMENTÁRIO A ação penal privada subsidiária da pública ou ação penal privada substitutiva (ou queixa-crime substitutiva) incide nos crimes de ação penal pública uma vez que surge o direito do ofendido em postular judicialmente a pretensão punitiva estatal via queixa substitutiva quando da inércia do MP. O termo inicial dá-se após o transcurso do prazo em que o MP devia oferecer a denúncia e não o faz. Neste caso, nasce para o ofendido o prazo de 6 meses para intentar a queixa substitutiva nos termos do art. 29 do CPP c/c art. 100, §3° do CP. Art. 100, §3° CP: A ação de iniciativa privada pode intentar-se nos crimes de ação pública, se o Ministério Público não oferece denúncia no prazo legal. Art. 29. Será admitida ação privada nos crimes de ação pública, se esta não for intentada no prazo legal, cabendo ao Ministério Público aditar a queixa, repudiá-la e oferecer denúncia substitutiva, intervir em todos os termos do processo, fornecer elementos de prova, interpor recurso e, a todo tempo, no caso de negligência do querelante, retomar a ação como parte principal. GABARITO: B 19 - 2018 - VUNESP - PC-SP - VUNESP - 2018 - PC-SP - Delegado de Polícia No que concerne ao art. 107 do CP, que enumera as causas extintivas da punibilidade, trata-se de rol A-exemplificativo, já que são admitidas pela legislação causas ali não contidas, como, por exemplo, o cumprimento da suspensão condicional do processo. B-taxativo, já que não admite exceção. C-taxativo, uma vez que as causas supralegais de extinção da punibilidade não são reconhecidas pela jurisprudência. RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 26 D-exemplificativo, já que são admitidas pela legislação causas ali não contidas, como, por exemplo, a incapacidade mental superveniente ao crime. E-exemplificativo, já que são admitidas pela legislação causas ali não contidas, como, por exemplo, o indulto. COMENTÁRIO O rol do art. 107 do Código Penal é EXEMPLIFICATIVO. Isso porque, outras causas que extinguem a punibilidade estão na parte especial do Código Penal, tais como, a reparação do dano antes da sentença irrecorrível no peculato culposo (art.312, §3° do CP) e também a retratação ou declaração da verdade no processo em que ocorreu o ilícito nos crimes de falso testemunho ou falsa perícia (art. 342, §2° do CP). Peculato Art. 312 - Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio: Pena - reclusão, de dois a dozeanos, e multa. § 1º - Aplica-se a mesma pena, se o funcionário público, embora não tendo a posse do dinheiro, valor ou bem, o subtrai, ou concorre para que seja subtraído, em proveito próprio ou alheio, valendo-se de facilidade que lhe proporciona a qualidade de funcionário. Peculato culposo § 2º - Se o funcionário concorre culposamente para o crime de outrem: Pena - detenção, de três meses a um ano. § 3º - No caso do parágrafo anterior, a reparação do dano, se precede à sentença irrecorrível, extingue a punibilidade; se lhe é posterior, reduz de metade a pena imposta. Art. 342, § 2o CP: O fato deixa de ser punível se, antes da sentença no processo em que ocorreu o ilícito, o agente se retrata ou declara a verdade GABARITO: A 20 - 2018 - NUCEPE - PC-PI - NUCEPE - 2018 - PC-PI - Delegado de Polícia Civil As causas interruptivas da prescrição tem o objetivo de fazer com que o prazo, a partir delas, seja novamente reiniciado, o curso da prescrição interrompe-se, conforme a enumeração contida no Código Penal. Qual destas situações NÃO é causa interruptiva da prescrição? RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 27 A-Pela pronúncia. B-Pela decisão confirmatória da pronúncia. C-Pelo recebimento do inquérito ou da denúncia. D-Pela publicação da sentença ou acórdão condenatório recorrível. E-Pelo início ou continuação do cumprimento da pena. COMENTÁRIO As causas interruptivas da prescrição devem ser interpretadas restritivamente sob pena de analogia in malam partem. Portanto, o rol do art. 117 do CP não inclui o recebimento do inquérito como causa interruptiva da prescrição. Causas interruptivas da prescrição Art. 117 - O curso da prescrição interrompe-se: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) I - pelo recebimento da denúncia ou da queixa; (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) II - pela pronúncia; (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) III - pela decisão confirmatória da pronúncia; (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) IV - pela publicação da sentença ou acórdão condenatórios recorríveis; (Redação dada pela Lei nº 11.596, de 2007). V - pelo início ou continuação do cumprimento da pena; (Redação dada pela Lei nº 9.268, de 1º.4.1996) VI - pela reincidência. GABARITO: C http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art117 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art117 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art117 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art117 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art117 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art117 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art117 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art117 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11596.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9268.htm#art1 RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 28 LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL: LEI DE CRIMES HEDIONDOS 1 - 2022 - CESPE / CEBRASPE -PC-PB - CESPE / CEBRASPE - 2022 - PC-PB - Delegado de Polícia Civil Considerando as disposições penais e processuais penais estabelecidas na Lei n.º 8.072/1990 (Lei de Crimes Hediondos) e a jurisprudência dos tribunais superiores acerca da matéria, assinale a opção correta. A-Os crimes hediondos e equiparados estão listados na Constituição Federal, não dispondo o legislador ordinário de liberdade para ampliar tal rol. B-O prazo de prisão temporária para os crimes hediondos e equiparados é de 30 dias, não sendo admitida prorrogação, porque ele já é ampliado em relação ao regramento da Lei n.º 7.960/1989. C-Se associação criminosa destinada à prática de crimes hediondos for desmantelada em razão de informações fornecidas por participante ou associado do grupo criminoso, este receberá perdão judicial. D-O rol de crimes hediondos inclui o roubo qualificado por lesão corporal grave, porém não abrange o homicídio simples, salvo se praticado em atividade típica de grupo de extermínio. E-Os crimes hediondos são insuscetíveis de anistia, graça, indulto, liberdade provisória e fiança. COMENTÁRIO A – INCORRETA: os crimes hediondos são listados por meio do legislador ordinário atendendo o mandado de criminalização expresso do inciso XLIII do art. 5° da CR/88. Isto é, em virtude da adoção do sistema legal, somente o legislador pode determinar qual crime será classificado como hediondo. Contudo, os crimes equiparados a hediondo já são definidos pela própria Carta Constitucional, quais sejam, os delitos de tortura, tráfico ilícito de entorpecentes ou terrorismo. CRFB, art. 5°, XLIII - a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos, por eles respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo evitá-los, se omitirem; B - INCORRETA: a prisão temporária, medida cautelar de natureza pessoal ou simplesmente prisão cautelar, decretada pela autoridade judiciária mediante representação da autoridade policial ou de requerimento do MP, somente no curso do inquérito policial. Possui o prazo geral de 5 dias, podendo ser prorrogado por igual prazo mais uma única vez em caso de extrema e comprovada necessidade. Contudo, no caso de crimes hediondos ou equiparados, a lei amplia este mencionado prazo para 30 dias podendo ser prorrogado por igual período nos termos do art. 2°, §4° da lei n° 8.072/90. RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 29 § 4o A prisão temporária, sobre a qual dispõe a Lei no 7.960, de 21 de dezembro de 1989, nos crimes previstos neste artigo, terá o prazo de 30 (trinta) dias, prorrogável por igual período em caso de extrema e comprovada necessidade. C - INCORRETA: somente terá uma causa de diminuição de pena de um a dois terços nos termos do parágrafo único do art. 8 da lei n° 8072/90: Art. 8º Será de três a seis anos de reclusão a pena prevista no art. 288 do Código Penal, quando se tratar de crimes hediondos, prática da tortura, tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins ou terrorismo. Parágrafo único. O participante e o associado que denunciar à autoridade o bando ou quadrilha, possibilitando seu desmantelamento, terá a pena reduzida de um a dois terços. D - CORRETA: trata-se de interpretação do rol taxativo do art. 1°da lei n° 8072/90: Art. 1o São considerados hediondos os seguintes crimes, todos tipificados no Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal, consumados ou tentados: (Redação dada pela Lei nº 8.930, de 1994) (Vide Lei nº 7.210, de 1984) I - homicídio (art. 121), quando praticado em atividade típica de grupo de extermínio, ainda que cometido por um só agente, e homicídio qualificado (art. 121, § 2º, incisos I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII e IX); (Redação dada pela Lei nº 14.344, de 2022) Vigência I-A – lesão corporal dolosa de natureza gravíssima (art. 129, § 2o) e lesão corporal seguida de morte (art. 129, § 3o), quando praticadas contra autoridade ou agente descrito nos arts. 142 e 144 da Constituição Federal, integrantes do sistema prisional e da Força Nacional de Segurança Pública, no exercício da função ou em decorrência dela, ou contra seu cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo até terceiro grau, em razão dessa condição; (Incluído pela Lei nº 13.142, de 2015) II - roubo: (Redação dada pela Lei nº 13.964, de 2019) a) circunstanciado pela restrição de liberdade da vítima (art. 157,§ 2º, inciso V); (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L7960.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L7960.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L7960.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L7960.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm#art288 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm#art288 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8930.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8930.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L7210.htm#art9a http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2022/Lei/L14344.htm#art32 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2022/Lei/L14344.htm#art34 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art142 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art144 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art144 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13142.htm#art3 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5 RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 30 b) circunstanciado pelo emprego de arma de fogo (art. 157, § 2º-A, inciso I) ou pelo emprego de arma de fogo de uso proibido ou restrito (art. 157, § 2º-B); (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) c) qualificado pelo resultado lesão corporal grave ou morte (art. 157, § 3º); (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) III - extorsão qualificada pela restrição da liberdade da vítima, ocorrência de lesão corporal ou morte (art. 158, § 3º); (Redação dada pela Lei nº 13.964, de 2019) IV - extorsão mediante seqüestro e na forma qualificada (art. 159, caput, e §§ lo, 2o e 3o); (Inciso incluído pela Lei nº 8.930, de 1994) V - estupro (art. 213, caput e §§ 1o e 2o); (Redação dada pela Lei nº 12.015, de 2009) VI - estupro de vulnerável (art. 217-A, caput e §§ 1o, 2o, 3o e 4o); (Redação dada pela Lei nº 12.015, de 2009) VII - epidemia com resultado morte (art. 267, § 1o). (Inciso incluído pela Lei nº 8.930, de 1994) VII-A – (VETADO) (Inciso incluído pela Lei nº 9.695, de 1998) VII-B - falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais (art. 273, caput e § 1o, § 1o-A e § 1o-B, com a redação dada pela Lei no 9.677, de 2 de julho de 1998). (Inciso incluído pela Lei nº 9.695, de 1998) VIII - favorecimento da prostituição ou de outra forma de exploração sexual de criança ou adolescente ou de vulnerável (art. 218-B, caput, e §§ 1º e 2º). (Incluído pela Lei nº 12.978, de 2014) IX - furto qualificado pelo emprego de explosivo ou de artefato análogo que cause perigo comum (art. 155, § 4º-A). (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) Parágrafo único. Consideram-se também hediondos, tentados ou consumados: (Redação dada pela Lei nº 13.964, de 2019) I - o crime de genocídio, previsto nos arts. 1º, 2º e 3º da Lei nº 2.889, de 1º de outubro de 1956; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) II - o crime de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso proibido, previsto no art. 16 da Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8930.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8930.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12015.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12015.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12015.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8930.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8930.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9695.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9695.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9677.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9677.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9677.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9677.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9695.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L12978.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L12978.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L2889.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L2889.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.826.htm#art16 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.826.htm#art16 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5 RETA FINAL DELEGADO GOIÁS SEMANA 04/13 31 III - o crime de comércio ilegal de armas de fogo, previsto no art. 17 da Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) IV - o crime de tráfico internacional de arma de fogo, acessório ou munição, previsto no art. 18 da Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) V - o crime de organização criminosa, quando direcionado à prática de crime hediondo ou equiparado. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) E – INCORRETA: é cabível liberdade provisória sem fiança, numa interpretação a contrário sensu da própria CR/88 e da legislação de n° 11.464/07 que alterou a lei de regência. Em que pese ocorrer pela via legislativa, a vedação da liberdade provisória de forma abstrata, tal vedação é incompatível com a ordem constitucional sobretudo o princípio da individualização da pena e o livre convencimento motivado do magistrado. GABARITO: D 2 -2019 -Instituto Acesso -PC-ES -Instituto Acesso - 2019 - PC-ES - Delegado de Polícia - Anulado A Lei 8.072/90 já foi alvo de muitas controvérsias e, por isso, diversas alterações. Da obrigação do regime fechado, como início do cumprimento da pena, à frações diferenciadas na execução penal, a própria criação da Lei e sua contextualização na sociedade brasileira ainda é alvo de críticas. Em relação ao processo penal e às alterações feitas nesta Lei, assinale a seguir a afirmativa correta. A-Os prazos processuais podem ser diminuídos quando se tratar de processos que versarem sobre crimes hediondos. B-Os prazos processuais podem ser diminuídos, apenas para a defesa, quando se tratar de processos que versarem sobre crimes hediondos. C-A Lei 13.285/16 estabeleceu prioridade de tramitação dos processos que versarem sobre crimes hediondos apenas quando envolverem tipos da Lei 11.343/06. D-Os prazos processuais podem ser relativizados para uma maior celeridade nos processos que versarem sobre crimes hediondos. E-A Lei 13.285/16 estabeleceu a prioridade de tramitação dos processos que versarem sobre crimes hediondos. COMENTÁRIO http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.826.htm#art17 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.826.htm#art17 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5