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Brasília-DF. 
Patologias em sistemas de 
imPermeabilização – diagnóstico e 
reabilitação
Elaboração
Daniela Glizt S. de Carvalho, M.a.
Produção
Equipe Técnica de Avaliação, Revisão Linguística e Editoração
Sumário
APRESENTAÇÃO ................................................................................................................................. 4
ORGANIZAÇÃO DO CADERNO DE ESTUDOS E PESQUISA .................................................................... 5
INTRODUÇÃO.................................................................................................................................... 7
UNIDADE I
PROJETO DE IMPERMEABILIZAÇÃO E NORMAS TÉCNICAS .................................................................... 11
CAPÍTULO 1
PROJETO DE IMPERMEABILIZAÇÃO ......................................................................................... 13
CAPÍTULO 2
NORMAS TÉCNICAS ............................................................................................................... 18
UNIDADE II
CARACTERIZAÇÃO DO SISTEMA DE IMPERMEABILIZAÇÃO..................................................................... 24
CAPÍTULO 1
FUNÇÕES DA IMPERMEABILIZAÇÃO ........................................................................................ 24
CAPÍTULO 2
CLASSIFICAÇÃO DOS SISTEMAS DE IMPERMEABILIZAÇÃO ....................................................... 27
UNIDADE III
PATOLOGIAS ........................................................................................................................................ 31
CAPÍTULO 1
PATOLOGIA E MANIFESTAÇÃO PATOLÓGICA ........................................................................... 31
CAPÍTULO 2
MECANISMOS DE MANIFESTAÇÃO DAS ÁGUAS NAS EDIFICAÇÕES ......................................... 34
CAPÍTULO 3
MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS CAUSADAS POR FLUIDOS – ÁGUA ......................................... 39
UNIDADE IV
SISTEMA DE IMPERMEABILIZAÇÃO ........................................................................................................ 62
CAPÍTULO 1
SELEÇÃO DO SISTEMA ............................................................................................................ 62
CAPÍTULO 2
IMPERMEABILIZAÇÃO FLEXÍVEL ............................................................................................... 66
CAPÍTULO 3
IMPERMEABILIZAÇÃO RÍGIDA .................................................................................................. 74
REFERÊNCIAS .................................................................................................................................. 77
4
Apresentação
Caro aluno
A proposta editorial deste Caderno de Estudos e Pesquisa reúne elementos que se 
entendem necessários para o desenvolvimento do estudo com segurança e qualidade. 
Caracteriza-se pela atualidade, dinâmica e pertinência de seu conteúdo, bem como pela 
interatividade e modernidade de sua estrutura formal, adequadas à metodologia da 
Educação a Distância – EaD.
Pretende-se, com este material, levá-lo à reflexão e à compreensão da pluralidade 
dos conhecimentos a serem oferecidos, possibilitando-lhe ampliar conceitos 
específicos da área e atuar de forma competente e conscienciosa, como convém 
ao profissional que busca a formação continuada para vencer os desafios que a 
evolução científico-tecnológica impõe ao mundo contemporâneo.
Elaborou-se a presente publicação com a intenção de torná-la subsídio valioso, de modo 
a facilitar sua caminhada na trajetória a ser percorrida tanto na vida pessoal quanto na 
profissional. Utilize-a como instrumento para seu sucesso na carreira.
Conselho Editorial
5
Organização do Caderno 
de Estudos e Pesquisa
Para facilitar seu estudo, os conteúdos são organizados em unidades, subdivididas em 
capítulos, de forma didática, objetiva e coerente. Eles serão abordados por meio de textos 
básicos, com questões para reflexão, entre outros recursos editoriais que visam tornar 
sua leitura mais agradável. Ao final, serão indicadas, também, fontes de consulta para 
aprofundar seus estudos com leituras e pesquisas complementares.
A seguir, apresentamos uma breve descrição dos ícones utilizados na organização dos 
Cadernos de Estudos e Pesquisa.
Provocação
Textos que buscam instigar o aluno a refletir sobre determinado assunto antes 
mesmo de iniciar sua leitura ou após algum trecho pertinente para o autor 
conteudista.
Para refletir
Questões inseridas no decorrer do estudo a fim de que o aluno faça uma pausa e reflita 
sobre o conteúdo estudado ou temas que o ajudem em seu raciocínio. É importante 
que ele verifique seus conhecimentos, suas experiências e seus sentimentos. As 
reflexões são o ponto de partida para a construção de suas conclusões.
Sugestão de estudo complementar
Sugestões de leituras adicionais, filmes e sites para aprofundamento do estudo, 
discussões em fóruns ou encontros presenciais quando for o caso.
Atenção
Chamadas para alertar detalhes/tópicos importantes que contribuam para a 
síntese/conclusão do assunto abordado.
6
Saiba mais
Informações complementares para elucidar a construção das sínteses/conclusões 
sobre o assunto abordado.
Sintetizando
Trecho que busca resumir informações relevantes do conteúdo, facilitando o 
entendimento pelo aluno sobre trechos mais complexos.
Para (não) finalizar
Texto integrador, ao final do módulo, que motiva o aluno a continuar a aprendizagem 
ou estimula ponderações complementares sobre o módulo estudado.
7
Introdução
Antecedendo a existência das edificações como conhecemos no mundo atual, o 
homem já buscava se abrigar em locais seguros, utilizava, assim as cavernas para 
se proteger do frio, das chuvas e de animais perigosos. Devido às temperaturas 
amenas do período de glaciação, nesses locais era comum a existência de 
infiltrações e umidade que tornavam esses locais insalubres.
Logo, quando do aprimoramento dos sistemas construtivos, tornando as edificações 
cada vez mais seguras e resistentes, a impermeabilização, assim como outras etapas 
da construção, tornou-se melhor assistida.
A ação das intempéries pode vir a prejudicar as estruturas, armações, alvenaria e 
revestimentos, tornando o ambiente insalubre com a proliferação de fungos e mofo 
e principalmente comprometendo a segurança da edificação, reduzindo assim a sua 
vida útil.
Mesmo com todos os avanços tecnológicos dos sistemas construtivos, o incremento 
no mercado de produtos específicos considerando as várias possibilidades do 
aparecimento de patologias ligadas ao sistema de impermeabilização, é fato que o 
processo de execução permanece um dos problemas mais graves quando o assunto é 
impermeabilização. 
Ou seja, a mão de obra para a realização desse serviço deve ser especializada, 
não podendo o serviço ser executado negligenciando a boa técnica e materiais 
de qualidade. Outra situação comum, por se tratar de um problema observado 
somente após a obra, diz respeito ao baixo investimento neste item, por parte do 
construtor.
A partir de 1968, no Brasil, especificamente quando da construção da linha norte 
sul do metrô no município de São Paulo foi percebida a necessidade de termos 
diretrizes para materiais e serviços de impermeabilização.
8
Figura 1. Túnel entre as estações Saúde e Praça da Árvore, Zona Sul de São Paulo Primeiro túnel concretado do 
metro – dezembro 1969.
Fonte: https://theurbanearth.wordpress.com/2009/10/11/a-construcao-da-linha-azul-linha-1-do-metro-de-sao-paulo/.
Ocorrem assim as primeiras reuniões com o objetivo de se criar normas técnicas 
a respeito deste tema. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) 
publicou em 1975 a primeira norma brasileira de impermeabilização. Data deste 
mesmo ano a criação do Instituto Brasileiro de Impermeabilização (IBI) tendo 
como diretriz o estudo, a pesquisa, o desenvolvimento de produtos e serviços, 
além de divulgar a importância dos serviços de impermeabilização.» características da superfície,
https://www.tecnosilbr.com.br/o-que-e-e-como-ocorre-a-carbonatacao-do-concreto/
57
PATOLOGIAS │ UNIDADE III
 » condições climáticas.
 » umidade provocada por vazamentos e infiltrações nas paredes e pisos 
onde estão assentadas as cerâmicas;
Figura 49. Revestimento de piso soltando.
Fonte: https://andrelit.com.br/patologias-de-descolamento-saiba-porque-lajota-de-ceramica-descola/.
As manifestações patológicas vão intensificando ao longo do tempo. Por exemplo, 
a percolação da água em peça de concreto, inicialmente causa o surgimento de 
eflorescência e posteriormente o desplacamento.
A umidade pode influenciar no desplacamento do revestimento pois esse a absorve 
e provoca uma expansão nas suas dimensões. “A expansão por umidade (EPU), 
também chamada de dilatação higroscópica, é o aumento de tamanho da placa 
cerâmica na presença de umidade” (BAUER; RAGO, 2000, p. 41).
Figura 50. Revestimento de cerâmico em parede soltado.
Fonte: https://reformweb.com.br/blog/post/22/Pisos-e-Revestimentos-Soltando%3A-E-Agora%3F.
https://reformweb.com.br/blog/post/22/Pisos-e-Revestimentos-Soltando:-E-Agora
58
UNIDADE III │ PATOLOGIAS
Não só nos revestimentos cerâmicos pode ocorrer o descolamento, mas também 
é comum ocorrer em revestimentos argamassados. Neste caso ocorrerá devido ao 
traço de cimento utilizado, qualidade dos materiais, espessura do revestimento, 
aplicação do revestimento, tipo de pintura, da umidade e da expansão da argamassa 
de assentamento.
Figura 51. Destacamento de revestimento argamassado.
Fonte: https://blogdaliga.com.br/conheca-as-patologias-mais-comuns-em-revestimentos/.
Há três tipos comuns de deslocamentos em revestimentos argamassados:
 » Descolamento com empolamento: ocorre quando as vesículas 
(corresponde ao empolamento da estrutura) se descolam do emboço 
devido a hidratação tardia da cal, excesso de umidade, presença de 
matéria orgânica na areia. As partes internas podem se apresentar 
brancas, pretas ou vermelho-ferrugem.
Figura 52. Destacamento de revestimento argamassado.
Fonte: http://o-portico.blogspot.com/2015/07/patologias-das-argamassas-de.html.
https://blogdaliga.com.br/conheca-as-patologias-mais-comuns-em-revestimentos/
http://o-portico.blogspot.com/2015/07/patologias-das-argamassas-de.html
59
PATOLOGIAS │ UNIDADE III
 » Descolamento em placas: caracteriza-se pela perda de aderência 
entre as placas cerâmicas e o substrato, ou seja, ocorre o 
descolamento de placas endurecidas e formação de vazios abaixo da 
camada de revestimento. Entre as prováveis causas estão: argamassa 
muito rica ou pouca aderência à superfície de base. 
Figura 53. Destacamento de revestimento cerâmico e argamassado.
Fonte: https://sindusconchapeco.com.br/ckeditor_assets/attachments/81/material_palestra_dia_24-05-18_-_a_onda_dos_
desplacamentos_ceramicos.pdf.
 » Descolamento com pulverulência: quando o reboco se desagrega 
com facilidade (esfarinhamento) e apresenta som cavo sob percussão. 
Excesso de finos nos agregados, traços pobres em aglomerante ou 
ricos em cal. 
Figura 54. Deslocamento com pulverulência.
Fonte: https://www.cimentoitambe.com.br/patologias-do-concreto/esfarelamento-concreto.html.
https://sindusconchapeco.com.br/ckeditor_assets/attachments/81/material_palestra_dia_24-05-18_-_a_onda_dos_desplacamentos_ceramicos.pdf
https://sindusconchapeco.com.br/ckeditor_assets/attachments/81/material_palestra_dia_24-05-18_-_a_onda_dos_desplacamentos_ceramicos.pdf
60
UNIDADE III │ PATOLOGIAS
Bolhas, manchas e tinta descamada na pintura: são os problemas mais 
comuns e mais evidentes causados por infiltração e umidade. Podem ser causados 
por vazamentos de instalações hidráulicas, umidade do ar, infiltrações na pintura. 
No caso das bolhas, podem ocorrer por diversos fatores, entre os quais podemos 
destacar:
 » aplicação de massa corrida em áreas sujeitas ao contato com a água;
 » pintura sobre superfície pulverulenta;
 » repintura sem lixamento prévio.
Figura 55. Bolhas na pintura.
Fonte: http://www.orionet.net.br/site/wp-content/uploads/2012/08/Bolhas-em-pinturas-sobre-alvenaria.png.
Já as manchas podem ser provenientes da eflorescência (já comentado nesse texto), 
reboco úmido (não foi dado o tempo de espera adequado para a secagem da base – 
tempo ideal 30 dias), ou ainda devido a chuvas irregulares (chuvas tipo garoa) 
que molham somente pontos isolados da parede, quando a tinta ainda não está 
totalmente curada.
Figura 56. Manchas na pintura.
Fonte: http://bematintas.com.br/blog/principais-defeitos-de-pintura/.
http://www.orionet.net.br/site/wp-content/uploads/2012/08/Bolhas-em-pinturas-sobre-alvenaria.png
http://bematintas.com.br/blog/principais-defeitos-de-pintura/
61
PATOLOGIAS │ UNIDADE III
Destacamento na pintura: o destacamento da tinta, pode ocorrer em escamas, 
resultante da perda de adesão e integridade do filme. A descamação pode ser entre 
camadas ou até o substrato. 
Figura 57. Destacamento da pintura.
Fonte: http://bematintas.com.br/blog/principais-defeitos-de-pintura/.
Pode ocorrer ainda o desbotamento da tinta principalmente devido as intempéries 
ou a:
 » fenômeno natural que ocorre em todos os materiais;
 » resistência física e química de alguns pigmentos, as cores que os 
utilizam podem apresentar um desbotamento mais acelerado;
 » aplicação de tinta sobre superfícies de alvenaria ainda não curadas;
 » presença de cal e/ou outras substâncias de alta alcalinidade;
 » eflorescência.
Figura 58. Desbotamento da tinta.
 
ANTES DEPOIS 
Expostos por 12 meses a 
intempéries 
Fonte: http://sohelices.com.br/cores-para-fachadas-x-solidez-a-luz-e-intemperies/.
http://bematintas.com.br/blog/principais-defeitos-de-pintura/
http://sohelices.com.br/cores-para-fachadas-x-solidez-a-luz-e-intemperies/
62
UNIDADE IVSISTEMA DE 
IMPERMEABILIZAÇÃO
A seguir comentaremos a respeito dos produtos mais viáveis para garantir a 
impermeabilização e reabilitação das obras, lembrando que, devido à diversidade 
de produtos encontrados no mercado, é recomendável treinamento de equipe 
técnica, visando ter mão de especializada para cada tipo de procedimento.
Muitas vezes as falhas não estão nas especificações de projeto, mas na execução 
dos serviços. Nesses casos é necessária a fiscalização, e seguindo esse raciocínio, 
Righi (2009) afirma que, o controle da execução da impermeabilização é 
fundamental para sua eficácia e o mesmo deve ser feito pela empresa aplicadora 
e pelo responsável da obra.
CAPÍTULO 1
Seleção do Sistema
O tipo de impermeabilização a ser utilizado deverá ser escolhido de modo a 
atender as solicitações da estrutura, material, flexibilidade, temas anteriormente 
já apresentados neste texto, em conjunto com as obrigatoriedades que as normas 
técnicas estipulam. 
Existem dois sistemas principais, a impermeabilização rígida e a impermeabilização 
flexível. O critério principal de divisão é a possibilidade ou não das partes 
construtivas admitirem algum tipo de fissuração (MORAES, 2002). Ainda 
segundo Moraes (2002), os sistemas flexíveis são aqueles aplicáveis a estruturas 
sujeitas a variações térmicas e/ou grandes vibrações, cargas dinâmicas, recalques 
e/ou forte exposição solar.
O sistema flexível sob pressão positiva por membrana se caracteriza pela aplicação 
de produtos de impermeabilização flexíveis. Já o sistema sob pressão positiva por 
manta, é um sistema flexível cuja indicação básica se dá para estruturas muito 
deformáveis, nas quais as membranas poderiam apresentar falhas (MORAES, 
2002).
63
SISTEMA DE IMPERMEABILIZAÇÃO │ UNIDADE IV
Quanto à impermeabilização rígida, ela torna a área trabalhada impermeável 
pela inclusão de aditivos químicos, juntamente com a granulometria correta dos 
agregados e a diminuição da porosidade do elemento.
Souza e Melhado (1998), afirmam que a seleção do sistema de impermeabilização 
deve ter como diretrizes:
 » atender aos requisitos de desempenho;
 » a máxima racionalização construtiva;
 » a máxima construtibilidade;» a adequação do sistema de impermeabilização aos demais subsistemas, 
elementos e componentes do edifício;
 » custo compatível com o empreendimento;
 » durabilidade do sistema.
A impermeabilização será escolhida considerando as características da estrutura 
que receberá a proteção, o substrato envolvido e o ambiente no qual será utilizado 
o material considerando, nesse caso, todas as situações possíveis de ocorrência 
neste local, tais como flexibilidade da estrutura, incidência de chuvas etc.
Quadro 6. Principais características dos sistemas.
DESCRIÇÃO RÍGIDOS FLEXÍVEIS
APLICAÇÕES 
INDICADAS
Sua aplicação é recomendada para as partes estáveis da 
edificação. São locais menos sujeitos ao aparecimento 
de trincas e fissuras, que poderiam comprometer a 
impermeabilização. Por isso, sua principal utilização ocorre 
em fundações, pisos internos em contato com o solo, 
contenções e piscinas enterradas.
A elasticidade desses produtos faz com que eles sejam 
mais indicados para estruturas sujeitas a movimentações, 
vibrações, isolação e variações térmicas (dilatações e 
contrações). Portanto, são mais usados em lajes (térreo e 
cobertura), banheiros, cozinhas, terrações e reservatórios 
elevados.
COMO SÃO 
VENDIDOS 
Como aditivos para argamassa ou como argamassa 
industrializada. Também são encontradas misturas 
aplicadas em forma de pintura, formando um revestimento 
impermeável.
Os sistemas flexíveis são encontrados na forma de mantas, 
aderidas ou não à estrutura. Também fazem parte desse 
grupo misturas moldadas no local, que depois de secas, 
formam uma membrana elástica protetora.
EXEMPLOS Argamassa impermeável com aditivo hidrófugo 
Impermeabilizantes
Cimentos poliméricos
Cristalizantes
Resinas epóxi
Mantas asfálticas
Membranas asfálticas moldadas no local (a quente ou a frio)
Mantas de PEAD, PVC EPDM
Membranas de poliuretano, de poliureia, resinas acrílicas, 
etc.
Fonte: Equipe Obra, 2012.
64
UNIDADE IV │ SISTEMA DE IMPERMEABILIZAÇÃO
Sistema genérico de impermeabilização
De modo genérico, o sistema de impermeabilização é composto por um conjunto 
de etapas ou, dependendo do material empregado, camadas exigidas pelo 
sistema utilizado a fim de proporcionar a manutenção da integridade do local. A 
seguir apresentaremos um sistema que consta não só com o produto destinado 
a impermeabilizar, mas também com uma serie de camadas exigidas para o seu 
funcionamento.
Figura 59. Sistema genérico de impermeabilização.
 
Base 
Impermeabilização 
Fonte: https://silo.tips/download/universidade-federal-de-santa-maria-centro-de-tecnologia-curso-de-engenharia-civ-5, 
adaptado.
O sistema genérico apresentado acima possui as seguintes camadas:
 » Base: o sistema a ser empregado para base dependerá das diversas 
variações encontradas de materiais utilizadas para sua composição, 
tais como movimentação térmica, cargas aplicadas, geometria da peça.
 » Regularização: esta camada tem como função regularizar o substrato 
(base), visando a uniformidade da superfície com inclinação de no 
mínimo de 1%, quando o local exigir.
 » Berço: proteção da camada impermeável.
 » Camada Impermeável: esta camada tem como função criar barreira 
contra a passagem de fluidos (água).
https://silo.tips/download/universidade-federal-de-santa-maria-centro-de-tecnologia-curso-de-engenharia-civ-5
65
SISTEMA DE IMPERMEABILIZAÇÃO │ UNIDADE IV
 » Camada Amortecimento: a camada de amortecimento evitar danos 
provocados por movimentações diferenciais. 
 » Proteção Mecânica: tem como função criar barreira contra a 
passagem de fluidos, água por exemplo.
66
CAPÍTULO 2
Impermeabilização Flexível
O sistema flexível está dividido em dois grupos: 
 » sistema flexível moldado no local (membranas): asfálticas, acrílicas e 
poliméricas;
 » sistema flexível pré-fabricado (mantas): asfálticas, elastoméricas 
(butílicas, EPDM), e plásticas (PVC, PEAD). 
Entre os sistemas moldados no local, destacamos:
Sistema flexível moldado no local a frio (membranas): a impermeabilização 
por esse sistema consiste na aplicação de um produto impermeabilizante líquido 
que, após a secagem, se converte numa membrana flexível.
Figura 60. Aplicação de sistema flexível a frio.
Fonte: https://fibersals.com.br/blog/mantas-x-membranas-na-impermeabilizacao/.
É indicada, principalmente, para espaços pequenos ou locais de difícil acesso. 
Diferente da impermeabilização pré-fabricada, a moldada in loco exige maior 
atenção na execução, e existem diversos tipos de materiais que podem ser utilizados 
como membranas impermeabilizantes. Portanto, as características de resistência, 
flexibilidade, durabilidade, modo de aplicação também variam de acordo com o 
material a ser utilizado.
https://fibersals.com.br/blog/mantas-x-membranas-na-impermeabilizacao/
67
SISTEMA DE IMPERMEABILIZAÇÃO │ UNIDADE IV
Aplicação:
 » imprimação – ou com próprio produto (diluído, a frio); 
 » necessárias várias demãos podendo ser executadas com auxílio 
de rolo, trincha, vassoura (ideal é intercalar as camadas com 
estruturantes-véu de noiva, por exemplo);
 » aplicação de proteção mecânica.
Figura 61. Camadas de uma membrana asfáltica.
 
Véu de poliéster 
 
imprimação 
Regularização 
Proteção 
Camadas de emulsão 
asfáltica 
Laje 
Fonte: Construnormas, 2017.
Para as áreas sujeitas a água de percolação (tais como pisos de banheiro, cozinhas 
e outras áreas frias, floreiras e lajes em geral) é importante adotar o caimento 
mínimo de 1%.
Sistema flexível moldado no local a quente: um dos mais conhecidos 
no Brasil, é obtido através de várias camadas de material asfáltico derretido 
intercalado com telas ou mantas estruturantes. O termo “a quente” se refere, 
portanto, ao calor necessário para realizar a execução do serviço.
É indicado para áreas menores, com muitos recortes, de forma a evitar o uso de 
juntas de dilatação e emendas. 
Aplicação:
 » imprimação;
 » pintura primária com solução de asfalto diluída em solvente ou água;
 » aquecimento do asfalto de forma homogênea e em temperatura 
adequada; 
68
UNIDADE IV │ SISTEMA DE IMPERMEABILIZAÇÃO
 » aplicação de uma demão do asfalto utilizando meada de fios de juta 
e extensão do estruturante com sobreposição mínima de 10 cm, 
aplicando sobre este a quantidade de demãos necessárias para a sua 
saturação;
 » em caso de aplicação de mais de um estruturante, o procedimento 
deve ser repetido (NBR 9574 – 2008).
Já como sistemas flexíveis pré-fabricados, apresentamos:
Mantas asfálticas: 
Trata-se de um sistema de impermeabilização industrializada 
por calandragem do asfalto modificado e estruturado com 
armadura de poliéster ou fibra de vidro. O processo consiste no 
aquecimento do asfalto por volta de 200 °C armazenado em um 
tanque no qual é inserido o estruturante que fica impregnado 
pelo asfalto. Depois, entra em um processo que define a espessura 
da manta e o posicionamento do estruturante. No final, ocorre o 
resfriamento, a aplicação do material de acabamento e, por último, 
o Embobinamento (VEDACIT, 2016).
A manta impermeabilizante, ou manta asfáltica como é mais conhecida, é 
classificada como um sistema pré-fabricado flexível, justamente pela sua 
capacidade de acompanhar movimentações da estrutura. Em sua aplicação 
deve-se utilizar reforço estruturante como véu de poliéster, véu de fibra de vidro, 
filme de polietileno, filme de poliéster etc.
Principais características segundo Guarizo (2008), possuem: 
 » alta resistência aos esforços mecânicos; 
 » elevada flexibilidade; 
 » alta resistência ao funcionamento estático e dinâmico; 
 » ampla faixa de resistência a temperatura; 
 » alta resistência a fadiga mecânica; 
 » elevada durabilidade; 
 » estabilidade térmica e dimensional.
https://fibersals.com.br/blog/tudo-sobre-manta-asfaltica/
69
SISTEMA DE IMPERMEABILIZAÇÃO │ UNIDADE IV
Aplicação: de acordo com as recomendações contidas no site mapa da obra 
temos que:
 » Verificar se a superfície está limpa, seca e bem regularizada,com 
caimento para os ralos e meia-cana nas quinas, que eliminam os 
cantos vivos.
 » Aplicar um primer (imprimação), que é uma tinta de ligação, entre 
a manta e o local onde ela será aplicada. Aguardar o tempo indicado 
pelo fabricante.
 » Quando o primer estiver seco, desenrolar a manta, que tem 1 m x 10 m, 
do ponto mais baixo para o mais alto.
 » Com o maçarico, colar a manta na base. A chama do maçarico derrete 
a manta e a fixa à superfície.
 » Para fazer o arremate, a intensidade da chama do maçarico deve ser 
diminuída. Com a espátula, assentar a manta de forma que fique bem 
fixa, sem vãos por onde possa entrar água.
 » Quando um rolo de manta chegar ao fim, desenrolar outra manta e 
soldá-la sobre a primeira. Nas emendas, é preciso sobrepor uma sobre 
a outra em 10 cm.
 » Fazer o teste da lâmina d’água durante 72 horas para verificação da 
estanqueidade.
Figura 62. Detalhe de aplicação de manta asfáltica em superfície horizontal.
5 Proteção mecânica
3 Manta asfál�ca
4 Camada separadora
2 Primer
1Regularização
Laje de concreto
Fonte: https://www.aecweb.com.br/cls/catalogos/4/51133/47catalogo-vedacit.pdf.
https://www.aecweb.com.br/cls/catalogos/4/51133/47catalogo-vedacit.pdf
70
UNIDADE IV │ SISTEMA DE IMPERMEABILIZAÇÃO
Figura 63. Detalhe de aplicação de manta asfáltica em superfície horizontal com acréscimo de isolação térmica.
5 Proteção mecânica
3 Manta asfál�ca
4 Isolação térmica
2 Primer
1Regularização
Laje de concreto
Fonte: https://www.aecweb.com.br/cls/catalogos/4/51133/47catalogo-vedacit.pdf.
Recomenda-se a utilização das mantas para lajes externas, térreo, lajes de cobertura, 
jardins, varandas descobertas, piscinas e espelhos d’água. 
A aplicação da manta asfáltica é um processo bastante específico, sendo altamente 
recomendado que seja executado por profissionais e empresas qualificadas. Por ser 
um sistema pré-fabricado, as chances maiores de ocorrer falhas são justamente no 
momento da instalação, caso seja malfeita.
Depois de aplicada, a manta asfáltica deve ser revestida (regularização) para evitar 
choques mecânicos que podem comprometer a vida útil do sistema. Detalhes 
relacionados a superfícies verticais, rodapé, ralos e caimentos devem ser observados 
para total garantia do sistema. 
Nas superfícies verticais, em primeiro lugar, deve-se levar a manta do piso 
até cobrir parte da meia-cana. Depois, colar outra manta, fazendo a parte do 
rodapé e descendo no piso 10 cm (transpasse). O trecho do rodapé fica com 
manta dupla. Nas paredes, estruturar a argamassa com tela galvanizada ou 
plástica, malha 1/2 a 1”.
https://www.aecweb.com.br/cls/catalogos/4/51133/47catalogo-vedacit.pdf
71
SISTEMA DE IMPERMEABILIZAÇÃO │ UNIDADE IV
Figura 64. Detalhes de aplicação de manta asfáltica em superfície vertical.
 
1-Substrato 
2-Chapisco 
3-Regularização 
4-Primer 
5-Manta 
6-Camada separadora 
7-Tela de fixação 
8-Proteção superficial 
9-Junta elástica 
Fonte: https://docente.ifrn.edu.br/valtencirgomes/disciplinas/construcao-civil-ii-1/manual-sobre-impermeabilizacao.
Figura 65. Detalhe de rodapé e caimento.
 
1-Biselamento 
2-Papel Kraft 
3-Tela “galinheiro” metálica 
40cm 
2 cm 
≥ 1 m 
R=8 cm 
Fonte: https://docente.ifrn.edu.br/valtencirgomes/disciplinas/construcao-civil-ii-1/manual-sobre-impermeabilizacao.
Figura 66. Detalhe do ralo.
 
ralo 
impermeabilização caixa 
condutor 
 ~10 cm 
Fonte: https://docente.ifrn.edu.br/valtencirgomes/disciplinas/construcao-civil-ii-1/manual-sobre-impermeabilizacao.
https://docente.ifrn.edu.br/valtencirgomes/disciplinas/construcao-civil-ii-1/manual-sobre-impermeabilizacao
https://docente.ifrn.edu.br/valtencirgomes/disciplinas/construcao-civil-ii-1/manual-sobre-impermeabilizacao
https://docente.ifrn.edu.br/valtencirgomes/disciplinas/construcao-civil-ii-1/manual-sobre-impermeabilizacao
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UNIDADE IV │ SISTEMA DE IMPERMEABILIZAÇÃO
O passo a passo executivo compreende todos os itens mencionados acima, sempre 
tendo o cuidado de corrigir possíveis imperfeições na área que se pretende 
impermeabilizar.
Figura 67. Execução de manta asfáltica – correções de imperfeições.
Fonte: https://www.ufrgs.br/eso/content/?p=1443.
Figura 68. Execução de manta asfáltica – aplicação de prime.
Fonte: https://www.ufrgs.br/eso/content/?p=1443.
https://www.ufrgs.br/eso/content/?p=1443
https://www.ufrgs.br/eso/content/?p=1443
73
SISTEMA DE IMPERMEABILIZAÇÃO │ UNIDADE IV
Figura 69. Execução de manta asfáltica – cuidado com superfícies verticais e ralos.
Fonte: https://www.ufrgs.br/eso/content/?p=1443.
Figura 70. Execução de manta asfáltica – cuidado com sobreposição.
Fonte: https://www.ufrgs.br/eso/content/?p=1443.
Figura 71. Execução de manta asfáltica – cuidado com sobreposição.
Fonte: https://www.ufrgs.br/eso/content/?p=1443.
https://www.ufrgs.br/eso/content/?p=1443
https://www.ufrgs.br/eso/content/?p=1443
https://www.ufrgs.br/eso/content/?p=1443
74
CAPÍTULO 3
Impermeabilização Rígida
Os sistemas rígidos são utilizados em estruturas não sujeitas a movimentação ou 
fissuração. Os impermeabilizantes rígidos não funcionam em conjunto com os 
elementos estruturais, ou seja, não podem ser aplicados em superfícies sujeitas a 
grandes variações de temperatura. Mas são ideais para locais que não fiquem sobre 
ação de condições de temperaturas constantes. São mais utilizados em:
 » subsolos; 
 » poços de elevador; 
 » reservatórios de água enterrados; 
 » piscinas enterradas; 
 » galerias de barragens. 
 » silos; 
 » baldrames; 
 » muros de arrimo.
Entre os sistemas rígidos, destacamos:
Argamassa impermeável com aditivo hidrófugo: a argamassa impermeável 
é feita de maneira semelhante à argamassa convencional, porém, com o uso 
de aditivos hidrófugos na água de amassamento, que conferem propriedades 
impermeabilizantes ao produto final.
Figura 72. Argamassa com aditivo hidrófugo.
Fonte: https://www.inovacivil.com.br/os-principais-sistemas-de-impermeabilizacao/.
https://www.inovacivil.com.br/os-principais-sistemas-de-impermeabilizacao/
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SISTEMA DE IMPERMEABILIZAÇÃO │ UNIDADE IV
A aplicação será de duas a três camadas de emboço aditivado (2 litros por saco de 
cimento). Sua principal vantagem é a facilidade para realizar a aplicação já que o 
processo é o mesmo do convencional e de baixo custo, pois o aditivo hidrófugo possui 
baixo custo e não é necessária mão de obra especializada.
Cristalizantes: os materiais de impermeabilização cristalizantes são compostos 
químicos de cimentos aditivados, resina e água que possuem a propriedade de 
penetração por osmose nos capilares da estrutura. 
São aplicados na região que se deseja impermeabilizar de modo que, ao entrar 
em contato com a água de infiltração, o composto sofre cristalização e preenche 
os poros presentes no concreto, estabelecendo, assim, uma barreira impermeável 
(FERREIRA, 2012).
Figura 73. Aplicação de cristalização.
Fonte: https://www.diprotec.com.br/produto/cristalizantes/.
Entre as principais vantagens temos:
 » não altera a potabilidade da água;
 » resiste a pressões negativas e positivas;
 » gera maior resistência química ao concreto.
Em projetos de reabilitação e restauro, é necessário que os engenheiros, arquitetos 
e técnicos envolvidos entendam os mecanismos de infiltração da água na obra 
(edificação) para que seja possível indicar a melhor solução bem como seu processo 
executivo, evitando-se assim o surgimento de patologias.
https://www.diprotec.com.br/produto/cristalizantes/
76
UNIDADE IV │ SISTEMA DE IMPERMEABILIZAÇÃO
Quadro 7. Resumo das soluções de patologias de impermeabilização.
RESUMO DAS SOLUÇÕES DE PATOLOGIAS DE IMPERMEABILIZAÇÃO
Local do problema Tipo de solução Materiais
Estruturas 
enterradas
Pelo lado interno Argamassa polimérica + argamassa com aditivo hidrófugo
Pelo lado externo
Mantas asfálticas + dreno
Membranas acrílicas ou asfálticas + dreno
Membranas de cimento a base de polímeros + dreno
Fundações
Alvenaria de tijolos maciços Cristalizantes
Alvenaria de tijolosfurados Argamassa polimérica + argamassa com aditivo hidrófugo
Boxes de banheiro Reimpermeabilização total
Membranas acrílicas ou asfálticas 
Mantas asfálticas 
Argamassa polimérica com tela de poliéster
Lajes de cobertura
Reimpermeabilização total
Áreas com muitas interferências - Membranas
Áreas sem interferências - Mantas asfálticas
Reimpermeabilização localizada Utilização do mesmo sistema do existente no local
Reservatórios
Reservatórios elevados
Membranas acrílicas 
Membranas de cimento a base de polímeros
Mantas de PVC
Reservatórios enterrados
Argamassa polimérica
Membranas acrílicas 
Membranas de cimento a base de polímeros
Mantas de PVC
Fonte: Righi, 2009.
Figura 74. Aplicação impermeabilização rígida em reservatório.
Fonte: https://www.impermab.com.br/impermeabilizacao/impermeabilizacao-de-reservatorios/impermeabilizacao-de-
reservatorios-enterrados/empresa-de-impermeabilizacao-de-reservatorios-de-concreto-pocos-de-caldas.
É importante verificar as orientações do fabricante, para tanto, temos que seguir 
todas as orientações e características técnicas informadas por ele, contidas nas 
embalagens ou em seus boletins técnicos.
77
Referências
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83
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Prof.pdf - Artigo-Techne-174-set-2011- Patologia das construções: uma especialidade 
na engenharia civil Por Fernando Benigno da Silva Edição 174 - Setembro/2011.
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	Apresentação
	Organização do Caderno de Estudos e Pesquisa
	Introdução
	Unidade I
	Projeto de impermeabilização e normas técnicas
	Capítulo 1
	Projeto de Impermeabilização
	Capítulo 2
	Normas Técnicas
	Unidade II
	Caracterização do sistema de impermeabilização
	Capítulo 1
	Funções da Impermeabilização
	Capítulo 2
	Classificação dos Sistemas de Impermeabilização
	Unidade III
	Patologias
	Capítulo 1
	Patologia e Manifestação Patológica
	Capítulo 2
	Mecanismos de Manifestação das Águas nas Edificações
	Capítulo 3
	Manifestações Patológicas Causadas por Fluidos – água
	Unidade IV
	Sistema de impermeabilização
	Capítulo 1
	Seleção do Sistema
	Capítulo 2
	Impermeabilização Flexível
	Capítulo 3
	Impermeabilização Rígida
	ReferênciasPosteriormente encontramos a norma NBR 12190/01 da Associação Brasileira 
de Normas Técnicas – ABNT (2001) – como a proteção das construções contra a 
passagem de fluidos, que apresenta como principal objetivo da impermeabilização 
a proteção das edificações, que sofrem efeitos negativos causados pelas infiltrações, 
vazamentos etc. Esta norma foi cancelada em 2003 e substituída pela NBR 9575/10 – 
Impermeabilização – Seleção e projeto.
Com esta substituição foi agregada a nova norma as exigências e recomendações 
relativas à seleção e projeto de impermeabilização, para que sejam atendidos os 
requisitos mínimos de proteção da construção contra a passagem de fluidos, bem 
como os requisitos de salubridade, segurança e conforto do usuário, de forma a ser 
garantida a estanqueidade das partes construtivas que a requeiram. No que se refere 
à execução dos serviços de impermeabilização, temos a orientação através da norma 
ABNT NBR 9574:2008.
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9
A partir da publicação do Código de Defesa do Consumidos - por meio da Lei 
no 8.078/1990 – houve o incremento das exigências dos consumidores, o que 
antes era tido como aceitável e razoável tornou-se inaceitável. Para a construção 
civil essa realidade foi enfatizada com a criação da Norma de Desempenho NBR 
15.575 de 2013, e tornou-se um divisor de águas para a qualidade das edificações 
entregues, obrigando as empresas do ramo conceberem e executarem as obras 
considerando um determinado nível de desempenho para as obras que já devem 
constar em projeto e ser atendidas ao longo de uma vida útil. 
Segundo Dinis (1997), os sistemas de impermeabilização que hoje existem trazem 
um hall de diferentes concepções e princípios de funcionamento, passando 
pelos materiais utilizados e pelas técnicas de aplicação. Esta diversidade gera 
várias possibilidades de classificações que ajudam no melhor entendimento e 
possibilitam de forma geral comparar os diferentes tipos de sistemas existentes 
no mercado nacional. Apesar desta informação ter mais de 20 anos, permanece 
ainda atual tendo em vista o aparecimento de uma série de fabricantes e produtos.
Objetivos
Para que possamos chegar a uma melhor qualidade no que se refere a materiais, 
serviços e produtos destinados a diferentes tipos de obras que fazem parte 
Engenharia de Impermeabilizações dando ênfase à compreensão e utilização das 
normas técnicas vigentes, se faz necessário alinharmos nosso conhecimento a 
partir dos seguintes objetivos:
 » Conceituar impermeabilização e seus respectivos tipos.
 » Verificar os produtos específicos indicados para cada elemento 
analisando suas possíveis vantagens e desvantagens.
 » Identificar as principais ocorrências relacionadas à inexistência e/ou 
falta de qualidade nos sistemas de impermeabilização.
10
11
UNIDADE I
PROJETO DE 
IMPERMEABILIZAÇÃO 
E NORMAS TÉCNICAS
Como já mencionado, a busca por estanqueidade nas edificações iniciou-se há muito 
tempo. Em se tratando dos primeiros materiais usados para a impermeabilização, 
Arantes (2007, p. 8) diz que foram usados os betuminosos, asfaltos e alcatrões, 
produtos tradicionalmente utilizados nos banhos romanos e proteção das estacas de 
madeira na antiguidade.
A partir do século XIX, com o avanço da industrialização, ocorreu também no 
setor de impermeabilização, a utilização de materiais e técnicas que visavam 
maior proteção das edificações com relação às chuvas e umidades. 
A princípio, os telhados eram executados com maior inclinação para escoamento 
das águas, posteriormente as construções optaram por fazer grandes vãos 
horizontais que facilitariam o escoamento das águas de chuvas. Também no século 
XIX, já era conhecido o betume com a utilização do asfalto em lajes planas.
Ainda segundo Arantes (2007, p. 9), no Brasil as primeiras impermeabilizações 
utilizavam óleo de baleia na mistura das argamassas para o assentamento de 
tijolos e revestimentos das paredes das obras que necessitavam dessa proteção. 
Para a durabilidade das construções a impermeabilização se faz necessária, uma 
vez que a água para as obras somente é importante durante a construção (mistura 
de materiais, água e agregados). Concluída a construção, a água passa a ser grande 
inimigo da durabilidade, a partir da mistura desta com os poluentes que reduz a vida 
útil dos empreendimentos.
A impermeabilização nas diversas construções é obtida a partir da aplicação de 
materiais ou produtos diversos em áreas molhadas (banheiros, cozinhas, lajes e 
áreas externas) expostas às águas das chuvas, umidades etc., que podem danificar os 
elementos construtivos da construção. 
A não execução da impermeabilização ou a utilização de produtos ou técnicas 
impróprias podem gerar retrabalhado e custos adicionais acima do previstos 
inicialmente para a construção. Os prejuízos materiais poderão ser grandes ou 
12
UNIDADE I │ PROJETO DE IMPERMEABILIZAÇÃO E NORMAS TÉCNICAS
pequenos dependendo do problema apresentado, porém, há possibilidade de 
causar danos à saúde. Dessa forma, é fundamental estudar o local de aplicação, 
quanto a materiais e serviços a serem aplicados. 
Ainda hoje temos empresas de pequeno, médio e até grande porte que definem o tipo 
de impermeabilização a ser aplicada somente no momento de sua execução, sem o 
prévio desenvolvimento de projetos básico ou executivo. A situação ainda pode ser 
agravada pela falta de conhecimento dos produtos existentes no mercado. 
13
CAPÍTULO 1
Projeto de Impermeabilização
Assim como o projeto de arquitetura, fundações, estruturas, instalações de 
hidráulica e elétrica, elaborar o projeto do sistema de impermeabilização somente 
trará benefícios não apenas para o usuário final, mas também para o construtor, 
pois reduzirá expressivamente as queixas do pós-obra, seja esta comercial, 
residencial, mista, túnel, barragem ou qualquer outra.
Esse projeto deve ser executado conforme técnicas e normas de forma a evitar, 
ao máximo, possíveis manifestações patológicas, ou seja, especificar, detalhar 
os produtos bem como as respectivas aplicações das técnicas do sistema de 
impermeabilização para cada tipo de obra.
A ABNT NBR9575:2010 – Impermeabilização - seleção e projeto da Associação 
Brasileira de Normas Técnicas apresenta definições no que diz respeito ao termo 
impermeabilização e estanqueidade, como apresentado a seguir:
Estanqueidade: propriedade de um elemento (ou de um conjunto 
de componentes) de impedir a penetração ou passagem de fluidos 
através de si. A sua determinação está associada a uma pressão-limite 
de utilização (a que se relaciona com as condições de exposição do 
elemento fluido);
Impermeabilização: conjunto de operações e técnicas construtivas 
(serviços), composto por uma ou mais camadas, que tem por finalidade 
proteger as construções contra a ação deletéria de fluidos, de vapores e 
da unidade.
Fonte: NBR 9575:2010
A NBR9575:2010 propõe o desenvolvimento do projeto de impermeabilização 
em etapas, sendo essas divididas em estudo preliminar, projeto básico e projeto 
executivo.
Estudo preliminar: esta etapa será destinada à obtenção de informações 
legais, técnicas e custo. Objetiva verificar as áreas que necessitarão do sistema 
de impermeabilização, focando nas exigências de desempenho quanto a 
estanqueidade e ação das águas (fluidos em geral). Falaremos mais à frente 
especificamente sobre a norma de desempenho.
14
UNIDADE I │ PROJETO DE IMPERMEABILIZAÇÃO E NORMAS TÉCNICAS
Projeto básico: quando da elaboração do projeto básico, as peças gráficas são 
desenvolvidas em conjunto com memorial descritivo do sistema a ser adotado 
para determinado tipo de obra visando a durabilidade frente à ação dos fluidos, 
vapores e umidades.
Projeto executivo: desenvolvimento das peças gráficas e descritivas contendo 
o detalhamento de todos os sistemas de impermeabilização envolvidos em 
determinada construção. É importante que este projeto seja executado em 
conjunto com as demais disciplinas bem como a sua compatibilização. 
Quadro1. Exemplo de projeto básico em área de implantação – térreo.
TIPO LOCAL DESCRIÇÃO
1 LIXO SOBRESOLO CIMENTO POLIMÉRICO 2Kg/m². ESPESSURA 2mm. CONFORME NORMA NBR 11905 ABNT
2 PISO CHURRASQUEIRA DUPLA CAMADA 7mm: MANTA 4mm TIPO III - B. NBR 9952 ABNT ADERIDA COM ASFALTO 3kg/
m² NBR 9910 ABNT. CONFORME A NORMA NBR 9952/9910 ABNT.3 COBERTURA CURRASQUEIRA
Fonte: Carvalho, 2020.
Figura 2. Projeto – Sugestão.
 
Lixo 
Gradil = 
2,50 m 
1 
2 3 
Espaço Gourmet 
Muro 
Churrasqueira M
ur
et
a 
= 
1,
50
 m
 
M
ur
o 
=2
,5
0 
m
 
M
ur
o 
=2
,5
0 
m
 
Fonte: Carvalho, 2020.
15
PROJETO DE IMPERMEABILIZAÇÃO E NORMAS TÉCNICAS │ UNIDADE I
Para que o resultado seja eficiente, não só a elaboração do projeto deverá seguir as 
normas técnicas, mas durante a execução será necessário respeitar o projeto de 
impermeabilização mantendo a correta execução. O ideal é que esse projeto seja 
específico para determinadas áreas de atuação (piscinas, coberturas, áreas frias 
etc.) sendo desenvolvido por um profissional legalmente habilitado ou por empresa 
especializada.
Segundo Antunes (2004), a existência de um projeto de impermeabilização minimiza 
a ocorrência de patologias já que permite controlar a execução, além de prever 
detalhes construtivos e arremates.
O profissional ou empresa responsável pela execução do projeto de 
impermeabilização deverá ter em mãos não só o projeto de arquitetura, mas 
também as disciplinas de estrutura, instalações elétricas e hidráulicas, pois estas 
também terão ligação com a impermeabilização.
Há menos de duas décadas tínhamos uma oferta reduzida de produtos no mercado 
para realização desses serviços. No entanto, com a evolução tecnológica dos 
materiais ligados a construção civil, surgiu uma gama significativa de produtos 
que permitem uma estanqueidade adequada. 
Figura 3. Exemplo de projeto executivo – detalhamento.
 
5 – Borda pedra goiás verde 
 
3 – Assentamento 
Acerto de superfície (0,2 cm) 
 
4 - Pastilha cerâmica jatobá 
2,5x2,5 – JD4716 – verde 
Macau 
2 – Impermeabilização 
 
Sistema 2 e 3 
 
1 - Estrutura 
 
Fonte: Carvalho, 2020.
16
UNIDADE I │ PROJETO DE IMPERMEABILIZAÇÃO E NORMAS TÉCNICAS
Figura 4. Exemplo de projeto executivo – detalhamento.
 
 
 
PREPARAÇÃO DE 
RODAPÉ (MEIA CANA): 
ARREDONDAR OS 
CANTOS VIVOS DA 
REGULARIZAÇÃO 
 
MEIA CANA 5 A 8cm 
ACABAMENTO 
 TELA PEAD 
MASTIQUE 
POLIURETANO 
PROTEÇÃO MECÂNICA 
CAMADA 
SEPARADORA 
LAJE DE 
CONCRETO 
REGULARIZAÇÃO 
PRIMER 
MANTA ASFÁLTICA VERIFICAR 
TIPO DO LOCAL 
DETALHE MEIA CANA E RODAPÉ 
Fonte: Carvalho, 2020.
As informações gráficas e descritivas desses projetos vão permitir a realização de 
uma programação adequada da execução sem interferir nas diversas etapas das 
obras.
Finalizado o desenvolvimento do projeto executivo, a contratação do prestador de 
serviços deverá ocorrer a partir da fixação de critérios tais como: o conhecimento do 
aplicador do material que será utilizado bem como a norma técnica aplicável. 
Caso haja alguma alteração de fabricante e/ou produto indicado em projeto, é 
recomendável consultar o projetista, uma vez que esse terá condições de validar 
os produtos equivalentes. Segundo o Instituto Brasileiro de Impermeabilização, 
a contratação dos serviços de impermeabilização deve ser conforme as situações a 
seguir.
17
PROJETO DE IMPERMEABILIZAÇÃO E NORMAS TÉCNICAS │ UNIDADE I
Quadro 2. Contratação dos serviços de impermeabilização – situações.
Edifício 
comercial
As empresas devem procurar profissionais com expertise na área e integrá-los aos outros projetistas da obra.
Com a proposta técnica na mão, pode-se buscar no mercado a melhor relação custo-benefício.
 Hospital 
público
Para obras de hospitais em que há o envolvimento de muitas disciplinas, faz-se necessário que haja a compatibilização dos 
projetos entre todas envolvidas. No momento da contratação da mão de obra (subcontratado), o incorporador/construtor 
deve verificar a idoneidade e a saúde financeira dele.
 Condomínio 
habitado
Os fornecedores ou fabricantes poderão ser consultados para fornecer melhores informações no que diz respeito aos 
produtos a serem utilizados, principalmente devido aos inúmeros produtos disponíveis no mercado. Mas, como várias 
pessoas participam da decisão de contratar, os orçamentos (no mínimo três) devem ser bem detalhados.
 A própria 
residência
Para essa situação, é necessário ter orientação de um especialista, a aplicação pode ser contratada por empreitada global, 
considerando material e mão de obra, mas é vital que haja a fiscalização. Importante: o projetista pode ser o fiscal, mas o 
aplicador, não.
 Pequena 
reforma
Por ter uma dimensão pequena, o maior problema é controlar a qualidade do serviço. Mas muitos fabricantes possuem 
instaladores associados que resultam em acréscimo da credibilidade.
Fonte: https://ibibrasil.org.br/projetos/, 2020, adaptado.
https://ibibrasil.org.br/projetos/
18
CAPÍTULO 2
Normas Técnicas
No que diz respeito às normas técnicas, além da norma NBR 9575 – 
Impermeabilização – Seleção e Projeto, temos inúmeras outras relacionadas a 
execução e materiais que podemos especificar visando o incremento da qualidade. 
A utilização dessas normas tem sido um importante agente de mudanças no 
que se refere a uma série de conceitos e terminologias importantes, além de 
ter incorporado diversos conceitos e tipos de impermeabilização até então sem 
normalização.
Destacamos no quadro abaixo um resumo de normas relacionadas ao sistema de 
impermeabilização.
Quadro 3. Normas Técnicas (ABNT) relacionadas ao sistema de impermeabilização.
Comitê Brasileiro de Impermeabilização (CB-022) da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT)
ABNT NBR 9574:2008 Execução de impermeabilização.
ABNT NBR 9575:2010 Impermeabilização - Seleção e projeto.
ABNT NBR 9685:2005 Emulsão asfáltica para impermeabilização.
ABNT NBR 9686:2006 Solução e emulsão asfáltica empregados como material de imprimação.
ABNT NBR 9690:2007 Impermeabilização - Mantas de cloreto de polivinila (PVC).
ABNT NBR 9910:2002 Asfaltos modificados para impermeabilização sem adição de polímeros - características de desempenho.
ABNT NBR 9952:2014 Manta asfáltica para impermeabilização.
ABNT NBR 11797:1992 Manta de etileno-propileno-dieno-monômero (EPDM) para impermeabilização - Especificação.
ABNT NBR 11905:2015 Argamassa polimérica industrializada para impermeabilização.
ABNT NBR 12170:2009 Potabilidade da água aplicável em sistema de impermeabilização - Método de ensaio.
ABNT NBR 12171:1992
Aderência aplicável em sistema de impermeabilização composto por cimento impermeabilizante e polímeros - 
Método de ensaio.
ABNT NBR 13121:2009 Asfalto elastomérico para impermeabilização.
ABNT NBR 13176:1994 Polímeros - Determinação do índice de acidez de dispersão - Método de ensaio.
ABNT NBR 13321:2008 Membrana acrílica para impermeabilização.
ABNT NBR 15352:2006
Mantas termoplásticas de polietileno de alta densidade (PEAD) e de polietileno linear (PEBDL) para 
impermeabilização.
ABNT NBR 15375:2007 Bocal de etileno-propileno-dieno monômero (EPDM) para impermeabilização de descida de águas.
ABNT NBR 15375:2006 Bocal de etileno-propileno-dieno monômero (EPDM) para impermeabilização de descida de águas - Emenda 1.
ABNT NBR 15414:2006 Membrana de poliuretano com asfalto para impermeabilização.
ABNT NBR 15487:2007 Membrana de poliuretano para impermeabilização.
ABNT NBR 15885:2010 Membrana de polímero acrílico com ou sem cimento, para impermeabilização.
ABNT NBR 16072:2012 Argamassa impermeável.
ABNT NBR 16411:2015 Fita asfáltica autoadesiva.
Fonte: Coletânea ABNT.
19
PROJETO DE IMPERMEABILIZAÇÃO E NORMAS TÉCNICAS │ UNIDADE I
É importante ressaltar que a NBR 9574 – Execução de Impermeabilização, recomenda 
a necessidade de realização de ensaios para a verificação de falhas no sistema 
executado. Entre os ensaios, destacamos: 
 » teste com lâmina de água; 
 » teste com equipamentos eletrônicos, termografiaetc.
O teste de lâmina d’água deve ser feito com água limpa e durante um período 
de 72 horas para verificar a estanqueidade do sistema.
Figura 5. Teste de lâmina d´água.
Fonte: https://www.picuki.com/profile/engenhariadaobra.
Ocorrendo a necessidade de reparos, esses deverão ser executados e posteriormente 
o ensaio deverá ser repetido para liberação do local ao cliente e/ou usuário. 
Já o teste com equipamento eletrônico poderá ser utilizado um ensaio não 
destrutivo por meio da termografia infravermelha que avalia os sistemas em uma 
edificação quanto à existência de inconsistências nos seus padrões de temperatura. 
Havendo divergências nos padrões, há indicação de patologias.
https://www.picuki.com/profile/engenhariadaobra
20
UNIDADE I │ PROJETO DE IMPERMEABILIZAÇÃO E NORMAS TÉCNICAS
Figura 6. Presença de água na emenda do rodapé da manta.
Fonte: http://ibibrasil.org.br/simposio2018/wp-content/uploads/2018/06/A-utiliza%C3%A7%C3%A3o-da-termografia-para-
completar-o-ensaio-de-estanqueidade-em-locais-impermeabilizados-Estudo-de-caso.pdf.
Podemos complementar os ensaios utilizando os testes eletrostáticos que são 
detectores de furos. Esses equipamentos elétricos operam por meio do fechamento 
de arco voltaico. São utilizados sobre as impermeabilizações para comprovação da 
estanqueidade, segundo procedimento não destrutivo.
NBR 15.575 edificações habitacionais – 
desempenho
O objetivo de termos uma Norma de Desempenho foi buscar atender aos usuários 
quanto às suas exigências no que diz respeito à qualidade do empreendimento. 
Independente da tecnologia utilizada ou do tipo do material este deverá atender 
os requisitos da Norma, especificamente no que se refere a impermeabilização ou, 
considerando uma maneira mais ampla, a estanqueidade.
A norma NBR 15.575 entrou em vigor em julho de 2013 e estabeleceu importantes 
critérios para a construção civil. Apesar do processo contínuo de adaptação do 
setor, empreendimentos contemplando a norma somente começaram a se tornar 
realidade a partir de 2016.
A NBR 15.575 está dividia em seis partes:
 » requisitos gerais;
 » requisitos para os sistemas estruturais;
21
PROJETO DE IMPERMEABILIZAÇÃO E NORMAS TÉCNICAS │ UNIDADE I
 » requisitos para o sistema de pisos;
 » requisitos para o sistema de vedações verticais internas e externas;
 » requisitos para os sistemas de coberturas;
 » requisitos para os sistemas hidrossanitários.
Quando apresentamos os requisitos, é necessário entender que cada um deles diz 
respeito a sistemas, ou seja, serão necessário diversos elementos para compor um 
sistema e não apenas um único item.
Exemplificando, para composição do sistema de vedação vertical temos as janelas 
formadas por alumínio e vidros, blocos, revestimentos argamassados etc. Esses 
elementos deverão ser avaliados não somente pelos materiais, mas por todo o 
conjunto que compõe a parede.
A norma de desempenho, apesar de se aplicar somente para as edificações 
habitacionais, fez com que o setor de construção se adaptasse mudando de modo 
geral seus parâmetros de qualidade. Muitas empresas passaram a implantar o 
Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ).
A indicação do desempenho, ou melhor, o comportamento que uma edificação 
deverá ter durante o seu uso envolvem não só a durabilidade, mas também a 
segurança e conforto. A norma ainda apresenta o tempo mínimo de durabilidade 
dos diversos subsistemas que compõem a edificação, sendo informados nesta 
norma os níveis de desempenho.
 » Mínimo;
 » Intermediário;
 » Superior.
Já no desenvolvimento dos projetos deverá ser verificado o entorno da construção 
para que as condições mínimas sejam sempre atendidas.
A Norma de Desempenho da ABNT divide a casa em cinco sistemas diferentes. Veja 
quais são eles e o que cada um deve garantir em termos de segurança e conforto ao 
usuário. 
22
UNIDADE I │ PROJETO DE IMPERMEABILIZAÇÃO E NORMAS TÉCNICAS
Figura 7. Novos padrões de qualidade para a construção civil.
 
1 
2 
3 
4 
5 
Fonte: https://www.caubr.gov.br/mudancasnormadesempenho/ - adaptado.
1. Vedações: paredes externas e internas devem garantir a estanqueidade, 
proteção acústica contra sons externos e conforto térmico. A norma apresenta os 
níveis internos de variação de temperatura obrigatórios de acordo com cada região 
climática brasileira.
2. Cobertura: o pé direto mínimo de um imóvel deve ser de 2,5 metros de altura, 
com variações em banheiros e corredores. A norma estabelece quais os pesos que a 
cobertura deve aguentar e quantas horas ela deve resistir ao fogo sem ceder.
3. Estrutura: a norma estabelece os critérios de estabilidade e resistência do 
imóvel, inclusive com métodos para medir que tipos de impactos a estrutura pode 
aguentar sem apresentar falhas ou rachaduras.
4. Sistema hidrossanitários: a norma garante que todas as edificações devem 
estar ligadas a rede de esgoto ou possuir alternativas próprias de tratamentos dos 
dejetos. Também diz que pressão e peso dos canos d´água devem suportar.
5. Pisos: devem aguentar a força de certos impactos especificados e manter níveis 
seguros contra escorregamento, para evitar acidentes domésticos.
No que se refere a impermeabilização, a norma estabelece aspectos relacionados a 
segurança, habitabilidade, sustentabilidade e condições de exposição. Especificamente 
sobre a impermeabilização no item habitabilidade, verifica-se a necessidade de 
atendermos à estanqueidade.
https://www.caubr.gov.br/mudancasnormadesempenho/
23
PROJETO DE IMPERMEABILIZAÇÃO E NORMAS TÉCNICAS │ UNIDADE I
Estanqueidade:
 » estanqueidade a fontes de UMIDADE EXTERNAS à edificação;
 » estanqueidade a fontes de UMIDADE INTERNAS à edificação;
 » estanqueidade à água utilizada na operação do imóvel.
A norma de Desempenho NBR 15575:2013 também cita e “exige” o teste de 
estanqueidade como quesito mínimo para desempenho das edificações.
24
UNIDADE II
CARACTERIZAÇÃO 
DO SISTEMA DE 
IMPERMEABILIZAÇÃO
CAPÍTULO 1
Funções da Impermeabilização
Como já apontado anteriormente, a água torna-se inimiga da edificação após a 
entrega da obra, promovendo o processo de aceleração da deterioração do concreto, 
comprometimento das armaduras, anomalias em tintas e outros revestimentos, 
resultando na redução da vida útil da edificação. 
Figura 8. Falha na impermeabilização de laje de cobertura.
Fonte: https://fibersals.com.br/blog/como-impermeabilizar-laje-antiga/.
Funções da Impermeabilização:
 » garantir maior vida útil da construção;
 » impedir a corrosão das armaduras do concreto;
 » preservar a construção de intempéries;
 » diminuir a necessidade de reformas e pinturas;
 » preservar a saúde dos moradores evitando ambientes insalubres 
devido a umidade, fungos e mofos.
https://fibersals.com.br/blog/como-impermeabilizar-laje-antiga/
25
CARACTERIZAÇÃO DO SISTEMA DE IMPERMEABILIZAÇÃO │ UNIDADE II
O IBI (2018), em seu guia, elenca os procedimentos necessários visando garantir a 
estanqueidade das obras:
 » elaboração de Projeto de Impermeabilização (básico e executivo). 
Como já apresentado, deve ser bem detalhado e elaborado por 
profissional habilitado; 
 » qualidade dos materiais e sistemas impermeabilizantes; 
 » qualidade da execução da mão de obra de aplicação; 
 » dimensionamento das diversas camadas que compõem o sistema; 
 » qualidade da construção; 
 » adequação e compatibilização com as interfaces dos demais sistemas 
existentes; 
 » fiscalização e acompanhamento constantes por profissional 
habilitado; 
 » correta execução dos detalhes constantes dos projetos de 
impermeabilização; 
 » prazos exequíveis para execução, além de ensaios e testes do sistema 
de impermeabilização aplicado; 
 » preservação da impermeabilização, por meio de programas de 
manutenção da construção; 
 » conformidade dos sistemas, projetos e aplicações às normas técnicas 
da ABNT e do CB-022 – Comitê Brasileiro de Impermeabilização.
Segundo o Guia de Aplicação da Norma de Desempenho para Impermeabilização 
do Instituto Brasileirode Impermeabilização – IBI (2018), o sistema de 
impermeabilização deve atender às exigências de desempenho, compatíveis com as 
solicitações previstas em projeto, tais como: 
 » resistir às cargas estáticas e dinâmicas; 
 » resistir aos efeitos dos movimentos de dilatação e retração do 
substrato e dos acabamentos ocasionados por variações térmicas; 
 » resistir à degradação ocasionada por influências climáticas, térmicas, 
químicas ou biológicas decorrentes da ação da água, gases ou ar 
atmosférico; 
26
UNIDADE II │ CARACTERIZAÇÃO DO SISTEMA DE IMPERMEABILIZAÇÃO
 » resistir às pressões hidrostáticas, de percolação, coluna d’água e 
umidade do solo; 
 » apresentar aderência, flexibilidade, resistência e estabilidade 
físico-mecânica; 
 » apresentar vida útil compatível com as condições previstas em projeto; 
 » resistir à água de percolação, água de condensação, umidade de solo e 
pressão unilateral e bilateral.
27
CAPÍTULO 2
Classificação dos Sistemas de 
Impermeabilização
Os sistemas impermeabilizantes são classificados de acordo com as suas 
características quanto a solicitação, aderência, flexibilidade, composição, exposição 
ao intemperismo e método de sua aplicação.
Quanto à solicitação: é importante ressaltar que precedido ao estudo 
preliminar, o técnico responsável pela elaboração do projeto deverá verificar a 
solicitação imposta pela água (fluido) junto às partes construtivas que necessitam 
de estanqueidade. Essa solicitação poderá ocorrer de quatro formas distintas, 
segundo a ABNT NBR 9575:2010:
 » imposta pela água de percolação: água superficial;
 » imposta pela água de condensação: condensação de vapor;
 » imposta pela umidade do solo: capilaridade;
 » imposta pelo fluido sob pressão unilateral ou bilateral.
Pressão Positiva: contato direto da água com a superfície a ser impermeabilizada;
Exemplo: Impermeabilização de caixa d’água.
Pressão Negativa: contato indireto da água com a superfície a ser impermeabilizada.
Exemplo: Parte aterrada de um muro de arrimo.
Figura 9. Pressões – Positiva e Negativa.
 
Pressão Positiva (+) Pressão Negativa (-) 
impermeabilização impermeabilização 
Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=MpAsUa3OzG4.
28
UNIDADE II │ CARACTERIZAÇÃO DO SISTEMA DE IMPERMEABILIZAÇÃO
Quanto ao material: os sistemas de impermeabilização podem ser classificados de 
acordo com a composição do material como: argamassas, cristalizantes, asfálticos e 
poliméricos, segundo Oliveira (2015). Os mais comumente utilizados são:
Asfálticos:
 » manta asfáltica;
 » membrana de asfalto elastomérico, em solução;
 » asfálticos membrana de asfalto modificado sem adição de polímero; 
 » membrana de asfalto elastomérico; 
 » membrana de emulsão asfáltica. 
Poliméricos:
 » membrana de poliuretano;
 » manta de acetato de etilvinila (EVA);
 » membrana epoxídica;
 » manta de polietileno de alta densidade (PEAD);
 » membrana elastomérica de estilenobutadieno-estireno (SBS);
Cimentícios 
 » argamassa polimérica; 
 » argamassa com aditivo impermeabilizante; 
 » argamassa modificada com polímero; 
 » cimento modificado com polímero.
Quanto à flexibilidade: segundo a NBR 9575/10, temos dois grupos de sistemas 
impermeabilizantes: rígidos e flexíveis. Porém, no mercado é possível encontrar as 
empresas fornecedores ofertando o semiflexível, ainda não normatizado.
29
CARACTERIZAÇÃO DO SISTEMA DE IMPERMEABILIZAÇÃO │ UNIDADE II
A escolha do sistema a ser utilizado vai depender das características das estruturas 
e dos materiais em que serão aplicadas. Dessa forma será escolhido o material 
destinado a determinada superfície, ou seja, somente rígido ou somente flexível. A 
NBR 9575 define o sistema rígido e flexível da seguinte forma: 
Impermeabilização Rígida: Conjunto de materiais e ou produtos 
que não apresentam características de flexibilidade compatíveis e 
aplicáveis às partes construtivas não sujeitas à movimentação do 
elemento construtivo. 
Impermeabilização Flexível: Conjunto de materiais e ou 
produtos que apresentam características de flexibilidade compatíveis 
e aplicáveis às partes construtivas sujeitas à movimentação do 
elemento construtivo. Para ser caracterizada como flexível, a camada 
impermeável deve ser submetida a ensaio específico.
Os materiais flexíveis podem ser moldados no local ou pré-fabricados, sendo os 
principais:
 » moldados no local: as membranas por meio de processos sob calor ou 
frio (emulsões);
 » pré-fabricadas: as mantas.
Já para os rígidos, temos a inclusão de aditivos químicos e agregados na argamassa 
ou a aplicação de membranas acrílicas rígidas. 
A impermeabilização rígida é considerada eficiente para locais não sujeitos às 
fissuras, tais como galerias, piscinas, subsolos, uma vez que esses locais possuem 
pouca variação de temperaturas. Portanto, não estão sujeitos a movimentação ou 
grandes deformações. 
Destacamos a seguir os mais utilizados:
 » argamassa impermeável;
 » argamassas poliméricas.
https://www.blok.com.br/impermeabilizantes-acrilicos
30
UNIDADE II │ CARACTERIZAÇÃO DO SISTEMA DE IMPERMEABILIZAÇÃO
Figura 10. Classificação dos sistemas de impermeabilização quanto a flexibilidade Flexível e Rígido.
 
rígido flexível 
 movimentação 
Sistema rígido 
executado no 
local 
Sistema flexível 
Pré-fabricados: as 
Mantas 
rígido flexível 
 movimentação 
Argamassa com 
aditivo 
impermeabilizante 
Emulsões 
Manta
Cimentícios 
Fonte: Manual Técnico Vedacit, 2016.
31
UNIDADE IIIPATOLOGIAS
CAPÍTULO 1
Patologia e Manifestação Patológica
Muitas vezes utilizamos o conceito de patologia para descrever ocorrências, tais 
como: infiltração, manchas na pintura, fissuras e etc. Na verdade, tais ocorrências 
são resultado de um problema sofrido na construção, seja em sua estrutura, 
sistema de vedação, instalações elétricas ou hidráulicas, cobertura entre outros. 
Ou seja, na verdade, o que observamos são as manifestações patológicas. A seguir 
apresentaremos os respectivos conceitos para melhor compreensão.
Patologia: segundo Silva (2011), a patologia é uma ciência que estuda e procura 
explicar os mecanismos de degradação, anomalias ou problemas de uma construção. 
Normalmente sua ocorrência se deve à falta de projetos ou erro na concepção desse, 
como. por exemplo, inexistência de detalhes executivos ou referências quanto 
a fabricantes ou ainda baixa qualidade da mão de obra. A falta de manutenções 
preventivas ou corretivas é outro fator que reduz a vida útil da edificação. 
Sucintamente, a patologia é a causa/motivo de determinada ocorrência. 
Manifestação patológica: segundo Silva (2011), é a expressão resultante de 
um mecanismo de degradação (eflorescências, fissuras etc.). Sucintamente, a 
manifestação patológica é o efeito de uma ocorrência.
Figura 11. Patologia x Manifestação patológica.
 
Patologia – falta de 
impermeabilização 
na laje 
Manifestação 
Patológica - infiltração 
Fonte: https://www.masterplate.com.br/vazamento-na-laje-o-que-fazer/.
https://www.masterplate.com.br/vazamento-na-laje-o-que-fazer/
32
UNIDADE III │ PATOLOGIAS
A água é um dos maiores causadores de patologias, de forma direta ou indireta, 
quer se encontre no estado de gelo, no líquido ou mesmo enquanto vapor de água. 
Pode ser vista como um agente de degradação ou como meio para instalação de 
outros agentes. (QUERUZ, 2007). 
Para melhor entendimento e diagnóstico da atuação das águas junto à edificação, 
bem como a sua ocorrência, é importante saber:
 » onde agem as infiltrações;
 » como funcionam os mecanismos de entrada e proliferação dos fluidos.
Figura 12. Águas nas edificações.
 
chuva 
chuva Condensação 
Condensação 
Infiltrações 
Infiltrações 
Capilaridade 
Falta de ventilação 
e insolação 
Percolações 
Superficial 
Lençol freático 
Vazamentos 
subterrâneos 
Vazamentos 
Fonte: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/engenharia-civil/manifestacoes-patologicas, adaptado.
De acordo com Storte (2006), a água pode penetrar em umaconstrução das 
seguintes formas:
 » estado líquido;
 » águas pluviais;
 » águas de infiltração;
 » umidade ascendente;
 » estado de vapor;
 » condensação capilar;
https://www.nucleodoconhecimento.com.br/engenharia-civil/manifestacoes-patologicas
33
PATOLOGIAS │ UNIDADE III
 » absorção higroscópica;
 » condensação.
Na imagem acima é possível verificar diversos problemas tendo como origem a água 
(fluidos) podendo se manifestar em muitos elementos de uma edificação, tais como: 
paredes, pisos, fachadas, elementos de concreto armado, dentre outros.
34
CAPÍTULO 2
Mecanismos de Manifestação das 
Águas nas Edificações
Umidade por percolação: em física, química e ciência dos materiais, percolação 
se refere ao movimento e filtragem de fluidos por materiais porosos. Em uma 
edificação podemos referenciar como a água que escoa com a ação da gravidade 
livre, ou seja, a migração da água por meio dos poros, trincas e fissuras. Podemos 
representar a percolação de acordo com a imagem abaixo.
Figura 13. Percolação – Fluxo subterrâneo.
D 
E 
S 
C 
E 
N 
D 
E 
N 
T 
E 
chuva 
Percolação: 
fluxo d´água 
subterrâneo 
 
2 – O fluxo perto do barranco 
Minas e bicas 
d´água 
rio 
A água que entrou no 
terreno forma 
caminhos e vai sair do 
barranco 
By WATANABE 
Fonte: http://www.ebanataw.com.br/roberto/percolacao/perc2.htm, adaptado.
Já na representação do processo de percolação que ocorre na imagem a seguir, 
é possível verificar que, na base do caixilho, há percolação de água acumulada 
no parapeito da janela. Tal situação pode ocorrer devido à falta de calafetação 
adequada no caixilho (vedação), falta da existência de pingadeiras ou má fixação 
delas. Outros exemplos, podemos citar: terraço, cobertura e lavagem.
Figura 14. Percolação pela esquadria.
 
D 
E 
S 
C 
E 
N 
D 
E 
N 
T 
E 
 esquadria 
Água ou umidade sobre o 
parapeito – pressão menor 
que 0,1 m c.d.a 
Água ou 
unidade 
percolada 
Parede de 
alvenaria 
Fonte: Pozzobon, 2007.
35
PATOLOGIAS │ UNIDADE III
Umidade por infiltração: ocasionada na grande maioria das vezes pelas águas 
das chuvas, ou seja, ocorre uma penetração da água no interior dos edifícios 
pelas paredes, portas, janelas por meio de trincas, podendo ser intensificada 
pela ação do vento. 
Outra possibilidade de sua ocorrência se dá pela existência de tubulações mal 
executadas afetando tanto as instalações hidráulicas quanto as instalações 
elétricas. As consequências observadas são as manchas de umidade e infiltrações 
maiores, com o aparecimento ou “afloramento” da água na superfície. 
Quando a ocorrência é ocasionada por vazamentos em sistemas de tubulação 
(águas pluviais e recalque, esgoto, gás), reservatórios ou canalizações, pode estar 
ligada à vida útil dos imóveis e as respectivas manutenções.
Figura 15. Infiltração decorrente de laje.
Fonte: https://zonasul.portalje.com.br/noticias/obras/como-evitar-infiltracoes-em-paredes-e-lajes/2017/01/09/.
Figura 16. Infiltração por meio de conduítes.
Fonte: https://www.cec.com.br/dicas-manutencao-infiltracao-e-goteiras-de-aguas-pluviais-em-telhado-laje-ou-forro?id=306.
https://zonasul.portalje.com.br/noticias/obras/como-evitar-infiltracoes-em-paredes-e-lajes/2017/01/09/
36
UNIDADE III │ PATOLOGIAS
Umidade por condensação: nesse caso temos a transformação da água em 
estado gasoso para o líquido. Ocorre devido à presença de grande quantidade 
de umidade no ar. Quando este ar entra em contato com superfícies mais frias, 
como vidros, metais e paredes, ocorre a formação de pequenas gotas de água. Esse 
fenômeno está associado à falta de ventilação.
Figura 17. Condensação.
Fonte: https://planville2u.com.br/2017/07/mofo-ou-bolor-umidade-por-condensacao.html#prettyPhoto.
A condensação é mais comum em períodos chuvosos, inverno ou áreas molhadas 
nas residências, como, por exemplo, banheiros. É importante tratar pois tornam-se 
lugares insalubres ao morador, além, é claro, do fator estético do local, com a 
formação de bolor nas paredes. 
Figura 18. Formação de bolor.
Fonte: https://planville2u.com.br/2017/07/mofo-ou-bolor-umidade-por-condensacao.html#prettyPhoto.
37
PATOLOGIAS │ UNIDADE III
Umidade ascensional: também conhecida como infiltração por capilaridade, 
ocorre através dos poros dos materiais, por exemplo (tijolos, concretos porosos etc.) 
em contato com a presença do solo úmido pela ação da tensão superficial, no qual a 
situação mais comum é a presença de umidade do solo que se eleva no material.
Figura 19. Infiltração por capilaridade.
Fonte: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/engenharia-civil/manifestacoes-patologicas.
Resulta no aparecimento de manchas na parte inferior das paredes, que absorvem 
a água do solo pela fundação. Pode estar relacionado a vigas de fundação que ficam 
enterradas.
Figura 20. Infiltração por capilaridade.
Fonte: https://www.fazfacil.com.br/wp-content/uploads/2015/06/20150622-umidade-3.jpg.
https://www.nucleodoconhecimento.com.br/engenharia-civil/manifestacoes-patologicas
38
UNIDADE III │ PATOLOGIAS
Quando há situações específicas como a presença de lençol freático aflorado ou 
quase superficial, próximo ou no próprio terreno, o risco de ocorrer ascensão da 
umidade é intensificado.
A infiltração por capilaridade afeta pisos e paredes segundo Souza (2008 apud 
ALIPRANDINI, 2015, p. 35) no máximo até 0,8 metros, porém, para Hillesheim 
et al. (2016), essa subida poderá atingir até no máximo 1,0 metro.
Água sob pressão: quando apresentamos a classificação dos sistemas com relação 
à solicitação, já havíamos tratado deste assunto, demostrando a ação da pressão 
na estrutura. Aqui apresentaremos as definições segundo a norma ABNT NBR 
9575:2010.
Água sob pressão negativa: água, confinada ou não, que exerce pressão 
hidrostática superior a 1 kPa (0,1 m.c.a), de forma inversa à impermeabilização.
Água sob pressão positiva: água, confinada ou não, que exerce pressão 
hidrostática superior a 1 kPa (0,1 m.c.a), de forma direta à impermeabilização.
Figura 21. Água sob pressão – negativa e positiva.
 
Alvenaria, chapisco 
e reboco 
Impermeabilização 
para pressão 
positiva 
Impermeabilização 
para pressão 
negativa 
Fonte: https://www.blok.com.br/blog/impermeabilizacao-pressao-negativa-positiva.
Tendo conhecimento sobre como funcionam os mecanismos de entrada e 
proliferação dos fluidos na edificação (obras diversas), bem como a sua forma de 
agir, ou melhor, após a análise dos tipos de umidade e das condições da obra, será 
possível determinar quais as manifestações patológicas causadas pela umidade.
https://www.blok.com.br/blog/impermeabilizacao-pressao-negativa-positiva
39
CAPÍTULO 3
Manifestações patológicas causadas 
por fluidos – água
Na maioria das vezes as manifestações patológicas nas edificações estão atreladas 
às falhas nas fases de projeto e execução, podendo chegar a 68% somando as duas 
possibilidades. 
Figura 22. Origem das patologias em impermeabilização.
Fonte: Helene; Figueiredo, 2003 apud Silva; Jonov, 2016.
Os custos com impermeabilização, quando prevista desde a fase do projeto 
de construção do imóvel, giram em torno de 0,5% a 3% do valor total da 
obra. Já os gastos para correção desses problemas ocasionados pela falta de 
impermeabilização, durante ou após terminada a construção, superam 15% do 
valor final da obra. 
A título de verificação do investimento, podemos pensar em um empreendimento 
com área construída de 100 metros quadrados e com padrão médio de acabamento, 
cujo valor de investimento por metro quadrado gira em torno de R$ 2.400,00 
reais, portanto, essa edificação chegaria a R$ 240.000,00 reais. 
40
UNIDADE III │ PATOLOGIAS
Durante a sua construção teríamos um investimento do sistema de impermeabilização 
na ordem de R$ 4.800,00 reais, cerca de 2% do investimento total, porém quando 
do término da construção as despesas poderiam chegar a R$ 36.000,00, cerca 
de 15% do total, porque, nesse caso, teríamos o investimento em serviços já 
finalizados alémdo fornecimento e aplicação dos impermeabilizantes.
Segundo pesquisa do Sindicato de Habitação do Rio de Janeiro, feita em cinquenta 
e dois edifícios de oito construtoras, as maiores queixas e reclamações extraídas 
dos ocupantes sobre as patologias mais comuns nesses edifícios referem-se 
à parte hidráulica (o que comprova a grande frequência das infiltrações nos 
edifícios), a trincas nas paredes, a problemas de esquadrias, impermeabilizações 
etc. (BOSCARRIOL, 2013). 
Figura 23. Principais patologias em edificações no Rio de Janeiro.
Fonte: Helene; Figueiredo, 2003 apud Silva; Jonov, 2016.
Especificamente nesta pesquisa, os problemas relacionados à parte hidráulica 
superaram os de impermeabilização. Todavia, os reflexos dos problemas 
hidráulicos resultam em consequências para os sistemas de impermeabilização, 
uma vez que comprometem sua vida útil.
41
PATOLOGIAS │ UNIDADE III
Nem sempre será simples identificar as causas das patologias. O que conseguimos 
observar mais facilmente são as consequências, as manifestações, entre as quais 
podemos destacar:
 » bolor – mofo;
 » infiltrações – goteiras;
 » corrosão;
 » fissuras;
 » eflorescências;
 » carbonatação do concreto;
 » descolamento dos revestimentos cerâmico e argamassado;
 » bolhas, manchas e tinta descamada na pintura.
Bolor – mofo: são espécies de fungos e podem existir vários tipos. Porém 
enquanto o bolor apenas infecta as paredes e os objetos, o mofo corrói o material 
afetado. 
O bolor normalmente apresenta uma tonalidade acinzentada e pode ser mais 
facilmente removido com pano úmido. Já o mofo apresenta pontos pretos mais 
difíceis de serem retirados.
Segundo Trauzzola (1998), o desenvolvimento do bolor ou mofo é um problema de 
grande importância econômica e uma ocorrência comum em áreas tropicais. 
Além de afetar as paredes, telhas, tubulações dos imóveis, podem atingir os seus 
usuários, causando problemas respiratórios ou agravando os já existentes, tais 
como: asma alérgica, rinite alérgica, sinusite fúngica, alergias.
Figura 24. Bolor nas paredes internas.
Fonte: https://www.aecweb.com.br/revista/materias/bolor-nas-paredes-pode-causar-danos-as-estruturas-das-edificacoes/7490.
https://drlavatudo.com/alergia/rinite-alergica-causas-sintomas/
https://www.aecweb.com.br/revista/materias/bolor-nas-paredes-pode-causar-danos-as-estruturas-das-edificacoes/7490
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UNIDADE III │ PATOLOGIAS
Figura 25. Mofo nas paredes externas.
Fonte: http://g1.globo.com/goias/mercado-imobiliario/noticia/2017/04/especialistas-explicam-como-evitar-e-tratar-mofo-nas-
paredes-e-moveis.html.
Figura 26. Mofo no rejunte de azulejos.
Fonte: https://www.tuacasa.com.br/como-tirar-mofo-da-parede/.
Figura 27. Mofo em pisos.
Fonte: https://www.tuacasa.com.br/como-tirar-mofo-da-parede/.
http://g1.globo.com/goias/mercado-imobiliario/noticia/2017/04/especialistas-explicam-como-evitar-e-tratar-mofo-nas-paredes-e-moveis.html
http://g1.globo.com/goias/mercado-imobiliario/noticia/2017/04/especialistas-explicam-como-evitar-e-tratar-mofo-nas-paredes-e-moveis.html
https://www.tuacasa.com.br/como-tirar-mofo-da-parede/
https://www.tuacasa.com.br/como-tirar-mofo-da-parede/
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PATOLOGIAS │ UNIDADE III
No momento da compra/venda de uma edificação com a identificação destas 
manifestações, haverá a desvalorização do imóvel. No Brasil os custos de aquisição 
de uma edificação são elevados, sendo assim, a constatação de tais problemas leva 
à diminuição de seu valor e consequentemente de sua atratividade. Quem pretende 
adquirir um imóvel leva em consideração tais questões para negociar preços e prazos. 
Dessa forma, a impermeabilização não é apenas uma questão de conservação, mas 
um investimento que poderá ser resgatado no futuro com a conservação do imóvel.
Infiltrações – goteiras: as goteiras provocadas principalmente em épocas de 
chuva, utilizam pequenas frestas, rachaduras ou buracos em telhados ou lajes 
impermeabilizadas ou não, por onde a água possa entrar resultando em grandes 
estragos em uma casa (qualquer tipo de obra), tirando de vez o sossego de seu morador.
Dependendo da quantidade de chuvas a água pode ficar acumulada causando 
manchas ou pode infiltrar diretamente em forma de gotas ou até na forma de jorro 
de água.
Figura 28. Infiltrações e goteiras – danos no forro.
Fonte: https://fibersals.com.br/blog/goteira-como-resolver/.
Figura 29. Infiltrações e goteiras - manchas no forro.
Fonte: https://fibersals.com.br/blog/goteira-como-resolver/.
https://fibersals.com.br/blog/goteira-como-resolver/
https://fibersals.com.br/blog/goteira-como-resolver/
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UNIDADE III │ PATOLOGIAS
Essa quantidade de água afeta não só esteticamente, mas também é factível 
o comprometimento da estrutura da edificação. Na ocorrência da falha da 
impermeabilização, deverá ser providenciado o reparo o mais brevemente 
possível. Segundo Bauer (2008) “as manchas podem se apresentar com colorações 
diferenciadas, como marrom, verde e preta, entre outras, conforme a causa. A de 
coloração marrom pode representar a existência de elementos com ferrugem com 
as estruturas metálicas dos telhados”.
Além da possiblidade de telhas quebradas ou soltas, podemos encontrar ainda 
ausência de condutores, ou entupimento das calhas e rufos. A falta de limpeza 
desses dispositivos pode causar entupimentos nos coletores e tubos de descida, 
reduzindo a capacidade de vazão ou até mesmo impedindo o escoamento. 
Figura 30. Entupimento de calhas.
Fonte: https://www.aecweb.com.br/revista/materias/manutencao-e-limpeza-de-calhas-sao-fundamentais-para-evitar-
obstrucoes/18279.
A inclinação do telhado também é um fator fundamental para o escoamento das 
águas de chuvas. Além disso, um telhado com pouca inclinação pode provocar a 
sobrecarga nas ripas, e isso pode ocasionar problemas na estrutura.
A inclinação do telhado é obtida considerando o tipo do material usado na 
confecção da telha, sendo que cada material necessita de uma inclinação 
diferente. O material utilizado na confecção do produto poderá ser de cerâmica 
(mais comumente utilizado), de concreto, metal, aço galvanizado, vidro, 
policarbonato, fibrocimento e outros. 
Temos ainda as coberturas ecológicas com a utilização de telhas com fibra natural 
ou material reciclado. As telhas ecológicas retêm pouco calor e não retêm umidade, 
proporcionando um excelente conforto. Quando da escolha da telha, também é 
https://www.aecweb.com.br/revista/materias/manutencao-e-limpeza-de-calhas-sao-fundamentais-para-evitar-obstrucoes/18279
https://www.aecweb.com.br/revista/materias/manutencao-e-limpeza-de-calhas-sao-fundamentais-para-evitar-obstrucoes/18279
https://blog.regionaltelhas.com.br/telhas-galvanizadas-o-que-elas-sao-e-quais-seus-beneficios/
http://glory-handsomely-club.blogs.rockstage.io/telha-ecologica-3-solucoes-criativas-e-tecnicamente-viaveis/
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PATOLOGIAS │ UNIDADE III
importante observar a cor do material: cores escuras como o preto e o marinho 
retêm mais calor e devem ser usadas em regiões frias. Já as cores claras, como o 
branco e o bege, absorvem pouco calor e são escolhas ideias para regiões quentes.
Figura 31. Tipos de telhas cerâmicas.
 
Americana Colonial 
Portuguesa 
Francesa 
imin=36% - 16 un/m² 
Italiana 
imin=30% - 14 un/m² 
Romana 
imin=30% - 16 un/m² 
Fonte: https://www.suaobra.com.br/dicas/8-tipos-de-telha-entenda-as-diferencas.
Além das telhas cerâmicas, podemos utilizar:
 » telhas metálicas: mínimo de 3% de inclinação;
 » telhas de concreto: de 30 a 40% de inclinação;
Recordando os cálculos: o primeiro passo é a escolha da telha que será 
utilizada no telhado. Como observado acima, podemos investir em diversos tipos 
e marcas. No entanto, devemos atentar para a qualidade do material ofertado. 
Existem materiais de boa qualidade e com bom custo-benefício. Mas é essencial 
não se atentar somente ao preço, pois a construção precisa estar dentro das 
normas técnicas que garantem sua qualidade e durabilidade.
Figura 32. Ação dos ventos sobre o telhado.
Fonte:https://blogdoroque.com.br/2015/03/23/vento-arranca-parte-de-telhado-de-uma-residencia/.
https://www.suaobra.com.br/dicas/8-tipos-de-telha-entenda-as-diferencas
https://blogdoroque.com.br/2015/03/23/vento-arranca-parte-de-telhado-de-uma-residencia/
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UNIDADE III │ PATOLOGIAS
As inclinações aplicadas aos telhados são medidas em porcentagem (%) e não por 
ângulos (º), visando facilitar o processo e evitar possíveis erros quando utilizados 
ângulos.
Há recomendação, por parte dos fabricantes, da utilização de inclinações de 
30%, como por exemplo para as telhas americanas, significa então que a cada 
1 metro – 100 centímetros de estrutura, é necessário que o telhado suba 30 
centímetros.
Figura 33. Telhado com inclinação de 30%.
 
Telhado com inclinação de 30% 
30cm 
100cm 
Fonte: https://www.vivadecora.com.br/pro/estudante/inclinacao-telhado/.
No caso da telha de fibrocimento (sem amianto) o fabricante recomenta uma 
inclinação de 10%, ou seja, a cada 1 metro – 100 centímetros de estrutura, é 
necessário que o telhado suba 10 centímetros.
Figura 34. Telhado com inclinação de 30%.
 
10cm 
100cm 
Fonte: https://www.vivadecora.com.br/pro/estudante/inclinacao-telhado/.
E, no caso da avaliação da inclinação de uma cobertura existente, será necessário 
verificar os projetos e, na ausência desses, verificar in loco os comprimentos e as 
alturas, como no exemplo abaixo: 
Figura 35. Telhado com inclinação de 30%.
 
 0,87 cm 
 7 m 
Fonte: https://www.vivadecora.com.br/pro/estudante/inclinacao-telhado/.
https://www.vivadecora.com.br/pro/estudante/inclinacao-telhado/
https://www.vivadecora.com.br/pro/estudante/inclinacao-telhado/
https://www.vivadecora.com.br/pro/estudante/inclinacao-telhado/
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PATOLOGIAS │ UNIDADE III
Logo, teremos que dividir a altura do telhado pelo comprimento:
 » 0,87/7,00 = 0,124 → 12,40%
Corrosão: no Brasil a maioria das unidades habitacionais utilizam na sua 
fabricação o concreto armado, ou seja, concreto mais armadura em aço. Sabemos 
que o concreto resiste bem apenas aos esforços de compressão, já malhas de 
aço são adicionadas com o objetivo de resistir aos outros esforços solicitantes, 
sendo o principal deles a flexão. 
Figura 36. Esforços Solicitantes – concreto armado.
 
COMPRESSÃO TRAÇÃO 
TORÇÃO 
FLEXÃO 
CISALHAMENTO 
Fonte: https://fibersals.com.br/blog/danos-estruturais-causados-pela-infiltracao/, adaptado.
A utilização do concreto acrescido do aço torna a estrutura mais resistente a 
todos os esforços, ou seja, mais completa. Essa parceria de aço e concreto só é 
possível com a ausência de água pois é fato que os metais em geral são materiais 
que oxidam facilmente.
Figura 37. Corrosão na armadura em vigas.
Fonte: https://www.asope.com.br/single-post/2018/10/09/Corrosao-de-armadura.
https://fibersals.com.br/blog/danos-estruturais-causados-pela-infiltracao/
https://www.asope.com.br/single-post/2018/10/09/Corrosao-de-armadura
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UNIDADE III │ PATOLOGIAS
Por esse motivo, a armadura de uma estrutura de concreto armado deve estar 
sempre longe de qualquer contato com a água, ar ou ambiente que favoreça a 
corrosão.
A corrosão de armaduras se dá pela formação de uma pilha eletroquímica no 
interior do concreto armado, desenvolvendo-se assim um cátodo e um ânodo 
numa barra de aço, sendo oxidado na parte anódica e reduzido na parte catódica. 
Vários fatores são necessários para que haja a corrosão de armaduras sendo um 
deles a água, porque esta é essencial para que ocorra a reação catódica de redução 
do oxigênio, e porque influi na resistividade do concreto e na permeabilidade ao 
oxigênio (FIGUEIREDO; MEIRA, 2013).
Figura 38. Corrosão na armadura base do pilar.
Fonte: https://www.aecweb.com.br/revista/materias/corrosao-do-concreto-e-causada-por-umidade-e-gases-nocivos/6412.
Helene (1993) associa a patologia de corrosão de armaduras às propriedades 
intrínsecas do concreto. Essas devem ser consideradas, pois o cobrimento do 
concreto tem a finalidade de proteger fisicamente a armadura e propiciar um 
meio alcalino elevado que evite a corrosão por promover a proteção do aço, 
principalmente, da ação de íons cloretos. 
É importante ressaltar que, segundo Meira (2017), a chegada de íons cloreto à 
região próxima da armadura não representa, por si só, o início do processo de 
corrosão. Uma das condições para que esse processo possa se iniciar é que os 
cloretos cheguem em quantidade suficiente para despassivar a armadura. 
https://www.aecweb.com.br/revista/materias/corrosao-do-concreto-e-causada-por-umidade-e-gases-nocivos/6412
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PATOLOGIAS │ UNIDADE III
Meira (2017) complementa que essa quantidade é conhecida como limite crítico 
de cloretos e depende de um número importante de variáveis, as quais estão 
relacionadas com o meio ambiente, as características dos materiais e a interface 
aço-concreto, como se apresenta no Quadro 4. O teor crítico de cloretos apresenta 
uma extensa variação.
Quadro 4. Fatores que influenciam o limite crítico de cloreto em % em relação à massa aglomerante.
Interface com aço
Fatores relacionados com concreto
Fatores externos
Materiais cimentícios Barreira representada pelo concreto
Vazios/falhas Quantidade de CA Cura Quantidade de umidade
Oxidação prévia pH Relação água/aglomerante Variações de umidade
 Cinza volante Espessura de recobrimento Concentração de oxigênio
 Escória Origem dos íons cloreto
 Sílica ativa Tipo de cátion que acompanha o cloreto
 Quantidade de aglomerante Temperatura
Fonte: Glass e Buenfeld, 1997a.
Segundo publicação do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento da Arquitetura 
(IBDA), a corrosão das armaduras é uma das principais manifestações patológicas, 
responsáveis por prejuízos da ordem de 0,5% do PIB, segundo algumas estatísticas 
(STORTE, 2020).
Figura 39. Corrosão na armadura em laje.
Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=hFrnFpiswNc.
Entre as principais ocorrências que resultam nessas manifestações destacamos:
 » cobrimento da armadura abaixo dos valores preconizados pelas 
normas da ABNT;
 » concreto executado com elevado fator água/cimento, acarretando 
incremento da porosidade e fissuras de retração;
50
UNIDADE III │ PATOLOGIAS
Cobrimento das armaduras: no que se refere ao cobrimento das armaduras 
atendendo aos critérios normativos ligados à durabilidade, está disposto no item 
7.4.7 da NBR 6118:2014, que ele é definido em função das condições de exposição 
da estrutura. O item 7.4.7.2 prescreve que seja respeitado um cobrimento nominal 
(cobrimento mínimo + tolerância de execução Δc) determinado no quadro 5 em 
função da classe de agressividade ambiental.
Quadro 5. Correspondência entre a classe de agressividade ambiental e o cobrimento nominal para Δc = 
10mm (7.2 – Norma).
Tipo de Estrutura Componente ou elemento
Classe de agressividade 
ambiental (Tabela 6.1)
I II III IV 
Cobrimento nominal mm
Concreto armado
Lajeb 20 25 35 45
Viga/pilar 25 30 40 50
Elementos estruturais em contato com o solo d 30 40 50
Concreto protendido a
Laje 25 30 40 50
Viga/pilar 30 35 45 55
a Cobrimento nominal da bainha ou dos fios, cabos e cordoalhas. O cobrimento da armadura passiva deve respeitar os cobrimentos para 
concreto armado.
b Para a face superior de lajes e vigas que serão revestidas com argamassa de contrapiso, com revestimentos finais secos tipo carpete e 
madeira, com argamassa de revestimento e acabamento, como pisos de elevado desempenho, pisos cerâmicos, pisos asfálticos e outros, as 
exigências desta tabela podem ser substituídas pelas de 7.4.7.5, respeitado um cobrimento nominal ≥ 15mm.
c Nas superfícies expostas a ambientes agressivos, como reservatórios, estações de tratamento de água e esgoto, condutos de esgoto, canaletas 
de efluentes e outras obras em ambientes química e intensamente agressivos, devem ser atendidos os cobrimentos da classe de agressividades 
IV.
d No trecho dos pilares em contato com o solo junto aos elementos de fundação, a armadura deve ter cobrimento nominal ≥ 45mm.
Fonte: https://suporte.altoqi.com.br/hc/pt-br/articles/115004562174-Prescri%C3%A7%C3%B5es-normativas-para-cobrimento-das-armaduras.
A corrosão da armadura merece uma atenção redobrada, uma vez que pode levar ao 
colapso da estrutura. Dessa forma, cabe ao projetista analisar o ambiente ao qual o 
material será exposto.
Figura 40. Barras de aço com leve oxidação.
Fonte: https://eduqc.com.br/concursos/engenharia/edificacoes-concreto-armado/.
https://suporte.altoqi.com.br/hc/pt-br/articles/115004562174-Prescri%C3%A7%C3%B5es-normativas-para-cobrimento-das-armaduras
https://suporte.altoqi.com.br/hc/pt-br/articles/115004562174-Prescri%C3%A7%C3%B5es-normativas-para-cobrimento-das-armaduras
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PATOLOGIAS │ UNIDADE III
Uma das grandes dúvidas quando da execução das obras é quanto à utilização da 
armadura que tenha ficado exposta por longos períodos e apresenta indícios de 
oxidação (ferrugem). 
Para que possamos utilizar esse material a superfície das barras deve estar livre de 
ferrugem uma vez que esta poderá afetar de maneira adversa o concreto, o aço ou a 
aderência entre esses materiais. Será possível a utilização desse material quando:
 » As barras de aço apresentarem, sobre a sua superfície, produtos 
descartáveis em função do processo de corrosão, todavia deverão 
passar por uma limpeza superficial antes da sua aplicação.
 » As barras de aço em exposição prolongada podem ficar levemente 
oxidadas em ambientes de agressividade fraca a moderada 
agressividade, por períodos de até três meses, todavia quando da 
sua utilização deve-se verificar se ocorreu a perda de seção. Essa 
perda poderá ser de, no máximo, 10% em relação ao diâmetro da 
barra, e claro após a devida limpeza.
Trincas ou fissuras: as trincas ou fissuras podem ocorrer durante a vida útil da 
obra, sendo a patologia mais comum encontrada nas edificações de modo geral. 
Muitas vezes são causadas por motivos simples e de fácil resolução, porém algumas 
delas podem indicar sérios riscos à edificação e a todos que vivem nela. 
Figura 41. Trincas – fissuras.
Fonte: https://www.mapadaobra.com.br/inovacao/entendendo-as-trincas-e-fissuras/.
https://www.mapadaobra.com.br/inovacao/entendendo-as-trincas-e-fissuras/
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UNIDADE III │ PATOLOGIAS
Entre as principais causas do aparecimento das trincas e fissuras no concreto, 
podemos destacar:
 » corrosão da armadura e cobrimento insuficiente; 
 » impermeabilização inexistente e armadura mal posicionada; 
 » elemento estrutural sobrecarregado; 
 » movimentações térmicas; 
 » deformações lentas e retração do concreto; 
 » impacto acidental; 
 » ações de fogo; 
 » recalque de fundação.
Neste conteúdo vamos focar nas fissuras provocadas pela umidade. As fissuras 
que ocorrem provocadas pela umidade são muitos semelhantes às causadas 
pelas variações de temperatura. Elas podem aparecer em qualquer local, mas 
principalmente junto às bases das paredes e também nas formas verticais.
Figura 42. Trincas – fissuras.
Fonte: https://dansolucao.com.br/principais-patologias-causadas-por-infiltracoes-e-umidade/#:~:text=Fissuras%20ou%20
trincas&text=Nem%20sempre%20s%C3%A3o%20causados%20por,pela%20estrutura%2C%20aumentando%20o%20dano.
Conforme Thomaz (1989), as mudanças higroscópicas ocasionam modificações 
nas dimensões dos materiais porosos que integram os elementos e componentes 
da construção. Com o aumento da umidade, há uma expansão do material e com a 
redução, ocorre o contrário, uma contração dele. 
53
PATOLOGIAS │ UNIDADE III
Existem então vínculos que irão impedir ou restringir essas movimentações 
por umidade, ocorrerão fissuras. As movimentações podem ser reversíveis ou 
irreversíveis (THOMAZ, 1989).
Figura 43. Movimentações reversíveis e irreversíveis devido a variações de umidade.
 
Movimentação (%) 
Movimentação 
irreversível 
 
tempo 
Movimentação 
reversível 
 
Fonte: Thomaz, 1989. 
Thomaz complementa que a movimentação irreversível está associada geralmente 
à fabricação do material, originadas da perda ou ganho de água até que a umidade 
higroscópica de equilíbrio do material fabricado seja atingida. Por outro lado, as 
movimentações reversíveis ocorrem devido a variações de teor de umidade do 
material, são delimitadas por um certo intervalo, mesmo se o material estiver 
totalmente seco ou totalmente saturado.
Eflorescências: de modo simplista podemos dizer que a eflorescência é 
uma formação esbranquiçada que pode aparecer não apenas nas paredes, mas 
também nos pisos sendo que pode ocorrer em diversos tipos de materiais, tais 
como revestimentos cerâmicos, paredes de blocos de concretos, argamassas, 
revestimentos em pedras etc.
Figura 44. Eflorescência em paredes de fachada.
Fonte: https://www.mapadaobra.com.br/capacitacao/diga-adeus-eflorescencia-as-manchas-brancas-nas-fachadas/.
https://www.mapadaobra.com.br/capacitacao/diga-adeus-eflorescencia-as-manchas-brancas-nas-fachadas/
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UNIDADE III │ PATOLOGIAS
Eflorescência é a formação de depósitos salinos na superfície do concreto ou 
argamassas etc. como resultado da sua exposição à água de infiltrações ou 
intempéries. Esses depósitos de sais podem ser de metais alcalinos (sódio e 
potássio) e alcalino-ferrosos (cálcio e magnésio). 
Figura 45. Eflorescência no fundo de uma laje de concreto.
Fonte: https://cimentomaua.com.br/blog/eflorescencia-descubra-como-evitar/.
Quando estes são expostos à água, se dissolvem e vão para a superfície ocorre a 
evaporação da água e resulta na formação desses depósitos salinos. Há casos em que 
seus sais constituintes podem alternar não só a aparência do elemento no qual se 
deposita, mas também pode resultar na degradação dele.
Bauer (2008) afirma que existem três condições necessárias para a que eflorescência 
exista: 
 » o teor de sais solúveis presentes nos materiais ou componentes;
 » a presença de água;
 » a pressão necessária para que a solução seja transportada para a superfície.
Podem ocorrer também:
 » quando a pintura é feita sobre o revestimento argamassado ainda 
úmido, não respeitando o tempo necessário para a secagem da base;
 » quando há utilização para a limpeza de ácidos em alta concentração 
sem remoção do produto por lavagem do local.
https://cimentomaua.com.br/blog/eflorescencia-descubra-como-evitar/
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PATOLOGIAS │ UNIDADE III
Figura 46. Eflorescência em pisos.
Fonte: http://www.empresascity.com.br/sem-categoria/o-que-e-eflorescencia-e-como-resolver/.
Carbonatação do concreto: a reação do cimento com a água resulta em 
compostos hidratados. Dessa reação resulta o hidróxido de cálcio que, em 
combinação com os hidróxidos ferrosos do aço, forma uma capa protetora para 
a armadura. 
Figura 47. Carbonatação do concreto.
Fonte: https://fibersals.com.br/blog/danos-estruturais-causados-pela-infiltracao/.
http://www.empresascity.com.br/sem-categoria/o-que-e-eflorescencia-e-como-resolver/
https://fibersals.com.br/blog/danos-estruturais-causados-pela-infiltracao/
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UNIDADE III │ PATOLOGIAS
Verifica-se a carbonatação do concreto em concretos muito porosos ou com baixo 
cobrimento das armaduras reduzindo assim a alcalinidade do concreto para 
valores de PH inferiores a 10. A consequência é a destruição da capa passivadora 
da armadura, resultando no início do processo de corrosão, quando em presença 
de água (eletrólito), oxigênio e diferença de potencial da armadura.
É comum a carbonatação avançar de fora para dentro no concreto, por meio de uma 
frente carbonatada, devido à existência de trincas e fissuras por onde avançam as 
águas.
Figura 48. Processo de carbonatação do concreto.
Fonte: https://www.tecnosilbr.com.br/o-que-e-e-como-ocorre-a-carbonatacao-do-concreto/.
Descolamento dos revestimentos cerâmico e argamassado: a umidade e a 
infiltração podem levar ao descolamento dos pisos e azulejos que perdem aderência 
por conta das deformações causadas. Esse descolamento, quando ocorre em 
fachadas, pode representar risco aos usuários.
Entre as principais causas para a ocorrência dos descolamentos e desplacamentos, 
podemos citar:
 » falta de aderência do revestimento à base;
 » tipo de argamassa empregado;
 » processo de execução;

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