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Vestibulares Filosofia Contemporânea Filosofia da Ciência FIL0471 - (Uel) Leia o texto a seguir. [...] não exigirei que um sistema cien�fico seja susce�vel de ser dado como válido, de uma vez por todas, em sen�do posi�vo; exigirei, porém, que sua forma lógica seja tal que se torne possível validá-lo através de recurso a provas empíricas em sen�do nega�vo [...]. (POPPER, K. A lógica da pesquisa cien�fica. Trad. L. Hegenberg e O. S. da Mota. São Paulo: Cultrix, 1972. p. 42.) Assinale a alterna�va que corresponde ao critério de avaliação das teorias cien�ficas empregado por Popper. a) Falseabilidade b) Organicidade c) Confiabilidade d) Diale�cidade e) Diferenciabilidade FIL0472 - (Unicentro) “(...) a ciência tem mais que um simples valor de sobrevivência biológica. Ela não é apenas um instrumento ú�l. Embora não possa a�ngir a verdade nem a probabilidade, o esforço pelo conhecimento e a procura pela verdade ainda são os mo�vos mais fortes da descoberta cien�fica. Não sabemos, podemosapenas conjecturar. E nossas conjecturas são guiadas pela fé não cien�fica, meta�sica (embora explicável biologicamente), nas leis ou regularidades que podemos desvendar – descobrir” (POPPER, Karl. A Lógicada pesquisa cien�fica, in CHAUÍ (org.), Primeira Filosofia. São Paulo: Brasiliense, 1987 – p. 213-214). De acordo com o enunciado, e com seus conhecimentos sobre o tema, qual das alterna�vas abaixo caracteriza a ciência contemporânea para Karl Popper (1902-1994)? a) Para Popper, o que garante a verdade do discurso cien�fico é sua condição de refutabilidade: quando uma teoria resiste à refutação, ela é corroborada. Assim, não é a explicação e a jus�ficação de sua teoria que deve preocupar o cien�sta, mas sim o levantamento de possíveis teorias que a refutem. b) Popper abandonou o empirismo para dedicar-se ao chamado anarquismo epistemológico. Defende o pluralismo metodológico e cri�ca as posições posi�vistas e as metodologias norma�vas adotadas pela ciência contemporânea. c) Popper nega que o desenvolvimento da ciência tenha sido levado a efeito pelo ideal de refutação. Segundo o autor, a ciência progride pela tradição intelectual representada pelo conceito de paradigma. d) De acordo com Popper, o homem está convencido de sua capacidade de conhecer o mundo pela ciência. A concepção de ciência do autor tem como pressuposto o mecanicismo e o determinismo. e) Popper elaborou o primeiro exemplo de teoria cien�fica encontrado na ciência moderna: a teoria da gravitação universal, fazendo da fisiologia uma ciência posi�va, tendo por modelo o método experimental da �sica e daquímica. FIL0479 - (Uel) “As experiências e erros do cien�sta consistem de hipóteses. Ele as formula em palavras, e muitas vezes por escrito. Pode então tentar encontrar brechas em qualquer uma dessas hipóteses, cri�cando-a experimentalmente, ajudado por seus colegas cien�stas, que ficarão deleitados se puderem encontrar uma brecha nela. Se a hipótese não suportar essas crí�cas e esses testes pelo menos tão bem quanto suas concorrentes, será eliminada”. (POPPER, Karl. Conhecimento obje�vo. Trad. de Milton Amado. São Paulo: Edusp & Ita�aia, 1975. p. 226.) 1@professorferretto @prof_ferretto Com base no texto e nos conhecimentos sobre ciência e método cien�fico, é correto afirmar: a) O método cien�fico implica a possibilidade constante de refutações teóricas por meio de experimentos cruciais. b) A crí�ca no meio cien�fico significa o fracasso do cien�sta que formulou hipóteses incorretas. c) O conflito de hipóteses cien�ficas deve ser resolvido por quem as formulou, sem ajuda de outros cien�stas. d) O método crí�co consiste em impedir que as hipóteses cien�ficas tenham brechas. e) A a�tude crí�ca é um empecilho para o progresso cien�fico. FIL0481 - (Unioeste) “Segundo o filósofo da ciência Thomas Kuhn, paradigma é um conjunto sistemá�co de métodos, formas de experimentações e teorias que cons�tuem um modelo cien�fico, tornando-se condição reguladora da observação. [...] A ciência normal, conforme Kuhn, funciona subme�da por paradigmas estabelecidos historicamente num campo contextual de problemas e soluções concretas. [...] Os paradigmas são estabelecidos nos momentos de revolução cien�fica [...] Portanto, para Kuhn, a ciência se desenvolve por meio de rupturas, por saltos e não de maneira gradual e progressiva”. (E. C. Santos) Sobre a concepção de ciência de Kuhn, é incorreto afirmar que a) o desenvolvimento cien�fico não se dá de modo linear, cumula�vo e progressivo. b) o desenvolvimento cien�fico possui momentos de revolução, de ruptura, nos quais há mudança de paradigma. c) a ciência normal é o período em que a pesquisa cien�fica é dirigida por um paradigma. d) um exemplo de mudança de paradigma (revolução) na Astronomia e a subs�tuição do sistema geocêntrico aristotélico-ptolomaico pelo sistema heliocêntrico copernicano-galilaico. e) a ciência não está subme�da, de forma alguma, às condições históricas. FIL0469 - (Ufsm) Há muitas razões para valorizar a ciência. A importância de prever e explicar fenômenos naturais e facilitar nosso controle de ambientes hos�s, facilitando nossa adaptação, é uma delas. Em função do sucesso que a ciência tem em explicar muitos fenômenos, a maioria das pessoas não diretamente envolvidas com a�vidades cien�ficas tende a pensar que uma teoria cien�fica é um conjunto de leis verdadeiras e infalíveis sobre o mundo natural. Mudanças teóricas radicais na história da ciência (como a subs�tuição de um modelo geocêntrico por um modelo heliocêntrico de explicação do movimento planetário) levaram filósofos a suspeitar dessa imagem das teorias cien�ficas. A teoria da ciência do �sico e filósofo austríaco Karl Popper se caracterizou por sustentar que as leis cien�ficas possuem um caráter I. hipoté�co e provisório. II. assistemá�co e irracional. III. matemá�co e formal. IV. contraditório e tautológico. É/São verdadeira(s) a(s) asser�va(s) a) I apenas. b) I e II apenas. c) III apenas. d) II e IV apenas. e) III e IV apenas. FIL0480 - (Unioeste) “Kuhn sustenta que a ciência progride quando os cien�stas são treinados numa tradição intelectual comum e usam essa tradição para resolver os problemas que ela suscita. Kuhn vê a história de uma ciência ‘madura’ como sendo, essencialmente, uma sucessão de tradições, cada uma das quais com sua própria teoria e seus próprios métodos de pesquisa, cada um guiando uma comunidade de cien�stas durante um certo período de tempo e sendo finalmente abandonada. Kuhn começou por chamar às ideias de uma tradição cien�fica um ‘paradigma’ [...] O paradigma, como um todo, determina que problemas são inves�gados, que dados são considerados per�nentes, que técnicas de inves�gação são usadas e que �pos de solução se admitem. [...] Revoluções, como as de Copérnico, Newton, Darwin e Einstein não são frequentes, diz Kuhn, e são deflagradas por crises. Uma crise ocorre quando os cien�stas são incapazes de resolver muitos problemas de longa data com que o paradigma se defronta”. Kneller Considerando o texto acima e as ideias de Kuhn sobre a a�vidade cien�fica, seguem as afirma�vas abaixo: I. O paradigma determina o que uma comunidade cien�fica pode inves�gar, quais os métodos e as soluções possíveis. II. A história da ciência mostra uma sucessão de rupturas ou revoluções, ou seja, mudanças de paradigmas e não 2@professorferretto @prof_ferretto um processo progressivo linear con�nuo do conhecimento cien�fico. III. Um paradigma entra em crise e pode ser subs�tuído por outro quando ele não permite mais a solução de problemas considerados importantes pela comunidade cien�fica. IV. A história da ciência não tem nenhuma importância para a inves�gação da a�vidade cien�fica, pois a ciência não é condicionada, de forma alguma, por seu contexto histórico. V. O progresso cien�fico ocorre dentro de uma tradição enquanto o paradigma permi�r que os problemas considerados importantes sejam resolvidos (ciêncianormal). Das afirma�vas feitas acima a) apenas IV está correta. b) apenas III e V estão corretas. c) apenas I, II e IV estão corretas. d) apenas I, II e V estão corretas. e) apenas I, II, III, V estão corretas. FIL0475 - (Uel) A ciência é uma das poucas a�vidades humanas – talvez a única –em que os erros são cri�cados sistema�camente (e com frequência corrigidos). Por isso podemos dizer que, no campo da ciência, aprendemosmuitas vezes com os nossos erros; por isso podemos falar em clareza e sensatez sobre o progresso cien�fico. Na maior parte dos outros campos de a�vidade do homem ocorrem mudanças, mas raramente há progresso –a não ser dentro de uma perspec�va muito estreita dos nossos obje�vos neste mundo. Quase todos os ganhos são neutralizados por alguma perda – e quase nunca sabemos como avaliar as mudanças. (POPPER, K. R. Conjecturase refutações. 2 ed. Brasília: Editora da UNB. 1982. p. 242.) Com base no texto e nos conhecimentos sobre a concepção de progresso da ciência em Karl R. Popper, é correto afirmar. a) É necessário que todas as consequências de uma teoria cien�fica sejam verificadas a fim de se a�ngir a verdade em si. b) A descoberta da lei do progresso da ciência permite impulsionar progressiva e linearmente a ciência na direção da verdade. c) Os cien�stas estruturam as informações disponíveis em um dado momento histórico, incorporando saberes anteriores, tendo como base o método paratá�co. d) O progresso da ciência ocorre quando são suprimidas defini�vamente as ideias meta�sicas, pois historicamente é nula a sua contribuição para as descobertas cien�ficas. e) A eliminação dos erros das teorias anteriores e a subs�tuição destas por outras mais verossímeis e, portanto, mais próximas da verdade permitem o progresso da ciência. FIL0467 - (Ufsj) O Círculo de Viena foi um importante marco para a filosofia e, exemplarmente, propôs que, a) antes de ser classificado de percepção externa ou subje�vidade, todo e qualquer dado deve ser sistema�camente analisado. b) em qualquer evento, existe algo de subje�vo e isso é disfarçado pelas extraordinárias extensões no mundo meta�sico. c) para ser aceita como verdadeira, uma teoria cien�fica deveria passar pelo crivo da verificação empírica. d) no limite do que o sujeito pode perceber e do que é exatamente o objeto há um abismo de possibilidades e é nisso que consiste a importância da meta�sica. FIL0477 - (Uel) Leia o texto a seguir. Denomino problema da demarcação o problema de estabelecer um critério que nos habilite a dis�nguir entre as ciências empíricas, de uma parte, e a matemá�ca e a lógica, bem como os sistemas “meta�sicos” de outra. Esse problema foi abordado por Hume, que tentou resolvê-lo. Com Kant, tornou-se o problema central da teoria do conhecimento. (POPPER, K. R. A Lógica da Pesquisa Cien�fica. Tradução de Leonidas Hegenberg e Octanny Silveira da Mota. São Paulo: Cultrix, 1972. p. 35.) Com base no texto e nos conhecimentos sobre Popper, assinale a alterna�va correta. 3@professorferretto @prof_ferretto a) Os enunciados meta�sicos devem ser eliminados do discurso cien�fico por serem des�tuídos de conteúdo cogni�vo. b) O problema da demarcação encontra solução na lógica indu�va. c) O problema da demarcação, assim como o problema da indução, não tem uma solução racional. d) A meta�sica deve ser eliminada por não cons�tuir um problema cien�ficamente relevante. e) Os enunciados meta�sicos não fazem parte do discurso cien�fico por não serem passíveis de falseamento. FIL0476 - (Uel) Considerando a solução apresentada por Karl Popper ao problema da indução nos métodos de inves�gação cien�fica, é correto afirmar que, para ele, o método cien�fico a) é indu�vo e racional. b) é dedu�vo e irracional. c) é indu�vo e irracional. d) não segue os padrões de racionalidade impostos pela lógica. e) é dedu�vo e racional. FIL0468 - (Uel) Leia o texto a seguir. Esta é uma concepção de ciência que considera a abordagem crí�ca sua caracterís�ca mais importante. Para avaliar uma teoria o cien�sta deve indagar se pode ser cri�cada - se se expõe a crí�cas de todos os �pos e, em caso afirma�vo, se resiste a essas crí�cas. POPPER, Karl. Conjecturas e refutações. Trad. Sérgio Bath. Brasília: UnB, 1982. p. 284. Com base no texto e nos conhecimentos sobre a filosofia de Popper, assinale a alterna�va correta. a) A concepção de ciência da qual fala Popper é aquela que possui o princípio de verificabilidade, com proposições rigorosas que procuram corrigir as teorias cien�ficas. b) A ciência busca alcançar o conhecimento de �po essencial, pois ele garante a verdade de uma teoria cien�fica, permi�ndo o desenvolvimento em direção à verdade obje�va visada pela ciência. c) Uma teoria cien�fica é verdadeira se suas proposições são empiricamente falsificáveis via testes, permi�ndo que sejam autocorrigidas e desenvolvidas na direção de uma verdade obje�va. d) Os testes empíricos nas ciências humanas, tais como psicologia e sociologia, visam confirmar seu valor de cien�ficidade, pois suas teorias são falsificáveis. e) A concepção de ciência que Popper sustenta é a passivista ou receptacular, na qual as teorias cien�ficas são elaboradas por meio dos sen�dos e o erro surge ao interferirmos nos dados ob�dos da experiência. FIL0630 - (Fer) “Só reconhecerei um sistema como empírico ou cien�fico se ele for passível de comprovação pela experiência. Essas considerações sugerem que deve ser tomada como critério de demarcação […] a falseabilidade de um sistema. Em outras palavras, não exigirei que um sistema cien�fico seja susce�vel de ser dado como válido, de uma vez por todas, em sen�do posi�vo; exigirei, porém, que sua forma lógica seja tal que se torne possível validá-lo por meio de recurso a provas empíricas, em sen�do nega�vo: deve ser possível refutar, pela experiência, um sistema cien�fico empírico.” (Karl Popper. A lógica da pesquisa cien�fica, 2001.) Sobre o critério da falseabilidade e a filosofia da ciência de Karl Popper, assinale o item correto. a) Para Karl Popper, o valor de uma teoria não se mede pela sua verdade, mas pela possibilidade de ser falsificada. b) Segundo Karl Popper, é a posse de uma teoria irrefutável que confere validade à ciência. c) O critério de demarcação cien�fica, para Karl Popper, é a verificabilidade de um sistema. d) Segundo Popper, uma proposição do �po “choverá ou não choverá aqui amanhã” é um enunciado cien�fico, pois não pode ser refutada pela experiência. e) Karl Popper criou a teoria dos paradigmas, para explicar o desenvolvimento do pensamento cien�fico. FIL0474 - (Unicentro) 4@professorferretto @prof_ferretto Consideremos o campo da epistemologia contemporânea; sob esse aspecto, podemos afirmar que a posição de Thomas Kuhn (1922-1996), em relação à ciência, se contrapôs à concepção cien�fica de Karl Popper (1902-1994)? Assinale a alterna�va correta. a) Sim, Kuhn se contrapôs à teoria de Popper ao negar que o desenvolvimento da ciência se dê mediante o ideal de refutação. Ao contrário, Kuhn afirma que a ciência progride pela tradição intelectual representada pelo paradigma que é a visão de mundo expressa numa teoria. b) Não, Kuhn absorve a teoria da refutabilidade de Popper ao desenvolver sua concepção de paradigma cien�fico. Para ambos, o que garante a verdade de um discurso cien�fico é sua condição de jus�ficação, ou seja, quando uma teoria é jus�ficada ela é corroborada. c) Não, Kuhn argumentou que uma teoria, como paradigma, deve ser desenvolvida em vez de cri�cada, mo�vo pelo qual ele não poderia opor-se ao pensamento de Popper. Sua tenta�va será outra: tentar harmonizar aqueles pontos de vista que divergem do seu. d) Sim, Kuhn cedo abandonou o empirismo, classificando-se como anarquista epistemológico. Dessa forma, opôs-se não apenas à concepção metodológica de Popper como também de outros contemporâneos seus, como Lakatos, por exemplo. Diferentemente de Popper, Kuhn anuncia queas teorias não são nem verdadeiras, nem falsas, mas úteis. e) Sim, diferentemente de Popper, para quem a �sica newtoniana era considerada a imagem verdadeira do mundo, tendo como pressupostos o mecanicismo e o determinismo, Kuhn estabelece como paradigma de sua concepção de ciência o irracionalismo de Heisenberg e seu princípio da incerteza. FIL0470 - (Unioeste) “Acredito que a função do cien�sta e do filósofo é solucionar problemas cien�ficos ou filosóficos e não falar sobre o que ele e outros filósofos estão fazendo ou deveriam fazer (...) Quando disse que a indagação sobre o caráter dos problemas filosóficos é mais apropriada do que a pergunta ‘Que é a filosofia?’ quis insinuar uma das razões da fu�lidade da atual controvérsia a respeito da natureza da filosofia: a crença ingênua de que existe de fato uma en�dade que podemos chamar de ‘filosofia’ ou de ‘a�vidade filosófica’, com uma ‘natureza’, essência ou caráter determinado (...) Na verdade não é possível dis�nguir disciplinas em função da matéria de que tratam (...) Estudamos problemas, não matérias: problemas que podem ultrapassar as fronteiras de qualquer matéria ou disciplina”. Karl Popper. Assinale a alterna�va que não corresponde à concepção de filosofia de Karl Popper. a) Os problemas filosóficos podem ultrapassar as fronteiras da filosofia e implicar soluções interdisciplinares. b) A filosofia e as demais disciplinas têm problemas em comum. c) Não existe algo como uma en�dade filosófica ou a�vidade com natureza determinada que possa ser mencionada como resposta a pergunta “Que é a filosofia?”. d) Ao filosofo não cabe indicar o que deve ser feito, mas ocupar-se da resolução de problemas. e) Antes de solucionar problemas é imprescindível que se determine a essência da filosofia, sua natureza. FIL0478 - (Uel) Karl Popper, em “A lógica da inves�gação cien�fica”, se opõe aos métodos indu�vos das ciências empíricas. Em relação a esse tema, diz Popper: “Ora, de um ponto de vista lógico, estálonge de ser óbvio que estejamos jus�ficados aoinferir enunciados universais a par�r dos singulares,por mais elevado que seja o número destes úl�mos”. Fonte: POPPER, K. R. A lógica da inves�gação cien�fica.Tradução de Pablo Rubén Mariconda. São Paulo: Abril Cultural, 1980, p.3. Com base no texto e nos conhecimentos sobre Popper, assinale a alterna�va correta: a) Para Popper, qualquer conclusão ob�da por inferência indu�va é verdadeira. b) De acordo com Popper, o princípio da indução não tem base lógica porque a verdade das premissas não garante a verdade da conclusão. c) Uma inferência indu�va é aquela que, a par�r de enunciados universais, infere enunciados singulares. d) A observação de mil cisnes brancos jus�fica, segundo Popper, a conclusão de que todos os cisnes são brancos. e) Para Popper, a solução para o problema do princípio da indução seria passar a considerá-lo não como verdadeiro, mas apenas como provável. FIL0473 - (Unioeste) “Um cien�sta, seja teórico seja experimental, propõe enunciados, ou sistemas de enunciados, e testa-os passo 5@professorferretto @prof_ferretto a passo. No campo das ciências empíricas, mais par�cularmente, constrói hipóteses ou sistemas de teorias e testa-as com a experiência por meio da observação e do experimento. Sugiro que é tarefa da lógica da inves�gação cien�fica ou lógica do conhecimento apresentar uma análise desse procedimento; isto é, analisar o método das ciências empíricas […]. A etapa inicial, o ato de conceber ou inventar uma teoria, não me parece exigir uma análise nem ser susce�vel dela. A questão de saber como acontece que uma nova ideia ocorre a um homem – seja essa ideia um tema musical, seja um conflito dramá�co, seja uma teoria cien�fica – pode ser de grande interesse para a psicologia empírica; mas ela é irrelevante para a análise lógica do conhecimento cien�fico.” (Popper) Considerando o texto acima, é incorreto afirmar, sobre a filosofia da ciência de Karl Popper, que a) o que importa para decidir se uma a�vidade é ou não cien�fica é o que o cien�sta faz com suas teorias e não como ele as cria. b) faz parte da a�vidade cien�fica testar seus enunciados, e é sobre o modo de fazer esse teste que incide a análise lógica popperiana. c) o teste dos enunciados de uma teoria cien�fica deve ser realizado por meio da experiência, ou seja, por meio da observação e da experimentação. d) o modo pelo qual um cien�sta concebe uma teoria é de interesse da psicologia empírica e não da filosofia da ciência. e) não se pode aplicar uma análise lógica em nenhuma das etapas da a�vidade cien�fica, pois o método das ciências empíricas não se diferencia da a�vidade ar�s�ca. 6@professorferretto @prof_ferretto