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Algumas técnicas do Direito Comum: a) interpretação gramatical: consiste na verificação do sentido exato do texto gramatical das normas jurídicas, do alcance das palavras empregadas pelo legislador; b) lógica: estabelece uma conexão entre os diferentes textos legais, supondo os meios fornecidos pela interpretação gramatical; c) teleológica: volta-se para a procura do fim objetivado pelo legislador, elegendo-o como fonte do processo interpretativo do texto legal; d) autêntica: é aquela que emana do próprio órgão que estabeleceu a norma interpretada, declarando o seu sentido e conteúdo por meio de outra norma jurídica.
Interpretação do Direito do Trabalho: ao interpretá-lo, o interprete deverá, embora partindo do método gramatical e do sentido e alcance das palavras, alcançar o sentido social das leis trabalhistas e a função que exercem na sociedade empresarial; a função interpretativa encontra seu principal agente no juiz do trabalho.
Conceito de Integração das Lacunas: integração é o fenômeno pelo qual a plenitude da ordem jurídica é mantida sempre que inexistente uma norma jurídica prevendo o fato a ser decidido; consiste numa autorização para que o interprete, através de certas técnicas jurídicas, promova a solução do caso, cobrindo as lacunas decorrentes da falta de norma jurídica.
Analogia: consiste na utilização, para solucionar um determinado caso concreto, de norma jurídica destinada a caso semelhante; é admissível somente quando existir uma autorização nesse sentido, como no direito do trabalho (CLT, art. 8º).
Eqüidade: é um processo de retificação das distorções da injustiça da lei (sentido aristotélico); é um processo de criação de norma jurídica que integrará o ordenamento.
Princípios gerais do direito: com o propósito de integrar o direito positivo, quando se mostrar lacunoso, a ciência do direito admite a elaboração de uma norma jurídica valendo-se dos modelos teóricos dos quais será extraída a matéria que servirá de conteúdo à norma assim projetada no ordenamento jurídico; portanto deles podem ser tirados os elementos necessários para a constituição da norma aplicável ao caso concreto.
Interpretação do direito do trabalho
a) interpretação gramatical: consiste na verificação do sentido exato do texto gramatical das normas jurídicas, do alcance das palavras empregadas pelo legislador;
b) lógica: estabelece uma conexão entre os diferentes textos legais, supondo os meios fornecidos pela interpretação gramatical;
c) teleológica: volta-se para a procura do fim objetivado pelo legislador, elegendo-o como fonte do processo interpretativo do texto legal;
d) autêntica: é aquela que emana do próprio órgão que estabeleceu a norma interpretada, declarando o seu sentido e conteúdo por meio de outra norma jurídica.
Interpretação do Direito do Trabalho: ao interpretá-lo, o interprete deverá, embora partindo do método gramatical e do sentido e alcance das palavras, alcançar o sentido social das leis trabalhistas e a função que exercem na sociedade empresarial; a função interpretativa encontra seu principal agente no juiz do trabalho.
Conceito de Integração das Lacunas: integração é o fenômeno pelo qual a plenitude da ordem jurídica é mantida sempre que inexistente uma norma jurídica prevendo o fato a ser decidido; consiste numa autorização para que o interprete, através de certas técnicas jurídicas, promova a solução do caso, cobrindo as lacunas decorrentes da falta de norma jurídica.
Analogia: consiste na utilização, para solucionar um determinado caso concreto, de norma jurídica destinada a caso semelhante; é admissível somente quando existir uma autorização nesse sentido, como no direito do trabalho (CLT, art. 8º).
Eqüidade: é um processo de retificação das distorções da injustiça da lei (sentido aristotélico); é um processo de criação de norma jurídica que integrará o ordenamento.
Princípios gerais do direito: com o propósito de integrar o direito positivo, quando se mostrar lacunoso, a ciência do direito admite a elaboração de uma norma jurídica valendo-se dos modelos teóricos dos quais será extraída a matéria que servirá de conteúdo à norma assim projetada no ordenamento jurídico; portanto deles podem ser tirados os elementos necessários para a constituição da norma aplicável ao caso concreto.
Interpretação das normas jurídicas, as fontes formais do Direito Processual do Trabalho
Primeira maneira de se interpretar uma norma jurídica, principalmente num sistema como o nosso, que obviamente adota a norma escrita, o direito positivo, já que não se passa oralmente entre gerações, é a interpretação gramatical.
Temos que nos lembrar de que temos várias formas de interpretação da norma jurídica, sob pena de não conseguir segurança no resultado dessa análise interpretativa. Temos que tirar a interpretação mais segura do ponto de vista científico. A primeira delas é a gramatical. Analisamos a linguagem, o texto criado pelo legislador. A limitação dessa forma de interpretação é que nem sempre o legislador consegue chegar a um resultado satisfatório para que se chegue a uma interpretação segura. Os parlamentares, que são os que editam e aditam projetos de lei, podem não ser tão escolados como nós, estudantes. Então temos uma segunda forma de interpretação da norma jurídica, que é a formalógica.
Na forma lógica, comparamos um dispositivo com outros dispositivos de lei. Quando fazemos essa comparação para efeito de interpretação de hermenêutica, estamos interpretando de maneira nova.
Terceira maneira que temos para interpretar as fontes formais é a forma teleológica. É a mais interessante. Por quê? Porque procuramos entender, na maneira teleológica, ou seja, finalística, o objetivo, a finalidade do legislador. Quando conseguimos entender o objetivo, conseguimos alcançar resultados práticos mais palpáveis. Qual era a intenção do legislador? O que ele pretendia alcançar?
EXEMPLO: Teleologicamente falando, a finalidade desse dispositivo é forçar o empregador a pagar, à ocasião da primeira audiência, as verbas incontroversas. Significa que não existe desculpa para não pagar o último salário trabalhado, ou o período de férias antes da alegada falta grave. Se não pagar, poderá acabar pagando o valor acrescido de 50%. Há juízes que aplicam isso à empregada doméstica. Sim, por interpretação. O Direito Material do Trabalho, em muitos pontos, colide com as peculiaridades dos direitos do trabalhador doméstico. Mas o processo para o domestico é o mesmo para o celetista.
Uma maneira parecida com a forma lógica, mas que era aplicada num contexto macro, num contexto maior, é a forma sistemática. 
SISTEMATICA: Nela, avaliamos um dispositivo de lei em face de todo o sistema jurídico de um país. Analisamos em face de outras normas, de decretos, princípios, para então se chegar à melhor interpretação.
Como as normas jurídicas não são capazes de prever todas e quaisquer situações que se apresentem, o aplicador do Direito deve elastecer o campo de aplicação da norma para atender à realidade social. Primeiramente, veja o art. 7º da CLT:
A forma histórica de interpretar as normas do Direito Processual do Trabalho, por sua vez, se complementa à teleológica. Nesta, observa-se a finalidade. Na histórica, avaliamos as fontes reais que impulsionaram o legislador na ocasião da edição da norma. Quando entendemos o panorama da época da promulgação da norma, conseguimos entender a finalidade usada por ele.
E a chamada “interpretação conforme”? Vimos em Direito do Trabalho I. É a interpretação do a 625-D em face do inciso XXXV do art. 5º da Constituição. É a interpretação de um dispositivo em face de um dispositivo constitucional, em que interpretamos conforme a Constituição. Ou interpretamos em face de princípios, o que também é interpretação conforme. A inconstitucionalidade só será declarada se realmente não tiver como aquela norma ser considerada constitucional. Tenta-se usar a boa vontade, que é necessária para garantir a segurança jurídica da coletividade.
Formas de interpretar = métodos de exegese Classificação a) Quanto àorigem: Autêntica (realizada pelo próprio legislativo / norma de mesma natureza). Judicial (realizada pelo Judiciário / suas decisões; não é vinculante; art. 103-A da CF/88). Doutrinária (executada pelos doutos, estudiosos do direito e comentaristas /livros, comentários à lei, em pareceres, etc). Quanto à natureza: Gramatical, literal ou filológico (através de regras de lingüística / pelas regras gramaticais / interpretação mais “pobre”/ primeiro método utilizado / art.111 do CTN). Teleológico (busca descobrir a verdadeira intenção da lei - da mens legis /art. 112 do CC/02). Sistemática (interpretada de acordo com as demais normas existentes em um ramo específico) Histórico (realiza a análise da norma partindo dos seus antecedentes históricos, das circunstancias fáticas e jurídicas que lhe antecederam, bem como o próprio processo legislativo). Evolutivo (analisar a norma de acordo com a realidade atual / atualiza a norma por intermédio da interpretação) c) Quanto aos efeitos: Declarativa ou enunciativa (apenas declara o exato alcance da norma) Ab-rogante (reconhece que o preceito interpretado é inaplicável) Extensiva (estende o alcance da norma / norma “disse menos que o deveria dizer”) Restritiva (restringe o alcance eficacial da norma/ “disse mais do que deveria dizer”)
- Quanto às fontes: a) Interpretação Autêntica (legislativa): É o método onde o legislador dá apenas um depoimento sobre os trabalhos preparatórios da lei, da realidade social que possibilitou seu surgimento e de seus objetivos fundamentais. Pode servir também como base para interpretar outra lei, que por ventura tenha sentido controvertido ou obscuro (FRIEDE, 2006, p.159). b) Interpretação Doutrinária: É a realizada pelos juristas, pelos cientistas do direito, por pessoas cientificamente aptas a interpretar as leis, realiza-se através de teses, comentários a legislação, manuais apresentados por estes. c) Interpretação Judicial (ou Jurisprudenciais): É aquela que resulta das decisões prolatadas pela justiça, esta interpretação resultará em efeitos práticos para a sociedade. É uma interpretação que emana do juiz, que se faz presente em sentenças, acórdãos, súmulas etc. Este tipo de interpretação tem o poder de influenciar o Poder Legislativo na criação de novas leis, já que revela os conflitos essenciais da lei com a realidade fática. - Quanto aos meios: a) Interpretação Gramatical: É aquela voltada à investigação das palavras da lei, partindo do exame gramatical dos vocábulos que a constitui. É um exame preliminar das palavras, mediante as quais as leis são apresentadas. É importante destacar que este tipo de interpretação é somente o ponto de partida do intérprete em busca do significado da norma, jamais poderá ser seu ponto de chegada ou o único método utilizado na busca desse fim. Assim sendo, a aplicação pura e simples da interpretação gramatical não garante a exata tradução da norma ou da distribuição da justiça, porém não pode ser desconsiderada sob pena de sacrificar a segurança jurídica, já que as figuras de legislador e intérprete não podem ser confundidas (MENDES, 2008, p. 79). Interpretação Racional (ou Lógica): É um procedimento interpretativo que busca o sentido da norma através da aplicação dos princípios científicos da lógica. Este método para parte da doutrina deve ser analisado sob o prisma de 5 (cinco) componentes (FRIEDI, 2006, p. 162): - O mens legis: Análise daquilo que realmente foi dito pelo legislador, desconsiderando suas intenções. - O mens legislatori: Este sim, busca a verdadeira intenção do legislador ao editar a norma, independente do que foi efetivamente escrito. - O ocasio legis: O que é determinante para este tipo de interpretação é o conjunto de circunstâncias que foram determinantes para a criação daquele norma jurídica. - O a contrario sensu: Este sim é o real componente da interpretação lógica, ou seja, será permitido conferir direitos ou determinar proibições interpretando pelo o que não está expressamente proibido ou permitido. Obtém-se a conclusão, através da exclusão. - O a fortiori: Segundo FRIEDE (2006): “pode ser resumido pela máxima do Direito segundo a qual “quem pode o mais pode o menos”. Estes argumentos acima elencados, neste método interpretativo devem ser levados em consideração na análise do sentido da norma, pois ao final a interpretação racional buscará uma aplicação lógica formal da lei. c) Interpretação Sistemática: Este método pressupõe o uso da racionalidade do legislador, a unidade e coerência do ordenamento jurídico. Busca-se esclarecer o conteúdo da norma, considerando-a em relação a outras normas do sistema, isto é, de uma perspectiva estrutural. O intérprete situa o dispositivo a ser interpretado dentro do contexto normativo geral em que ele se encontra. Este tipo de interpretação tem como finalidade resolver eventuais conflitos de normas jurídicas, conjugando sistematicamente os dispositivos, examinando-os sob a ótica do sistema jurídico em que estão inseridos e do direito que queiram tutelar (FRIEDE, 2006, p.163). d) Interpretação Histórica: Busca-se o real sentido da norma a ser interpretada através de precedentes normativos, se necessário utilizando até mesmo documentos históricos, pois muitas vezes o verdadeiro sentido da norma está escondido atrás de expressões antigas não mais utilizadas na atualidade. As novas normas jurídicas são resultado do aperfeiçoamento das normas anteriores. Interpreta-se a norma para revelar a vontade histórica do legislador no momento de sua edição. e) Interpretação Teleológica: Para este método é sempre possível atribuir um propósito, uma finalidade, às normas jurídicas. Na verdade, procura-se interpretar as leis de forma a melhor aplicá-las na sociedade em que estão inseridas (FRIEDE, 2006, p. 164). O objetivo é alcançar a finalística da lei, fazendo uma ligação entre lei, causa e finalidade. - Quanto ao resultado: a) Interpretação declarativa: ocorre quando o legislador disse exatamente o que está escrito, ou seja, o operador do direito ao interpretar a norma obterá um sentido idêntico ao pretendido pelo legislador, há uma equivalência entre as palavras da norma e seu espírito, não permitindo qualquer extensão interpretativa. b) Extensiva: ocorre quando o operador do direito ao interpretar a norma acaba estendendo o seu alcance, pois o legislador ao editar a norma disse menos do que seria necessário. A interpretação aqui acaba por dar a norma um sentido mais amplo do que aquele que foi expresso pelo legislador. c) Interpretativa Restritiva: Ocorre quando a interpretação der a norma um sentido mais amplo do que aquele expresso pelo legislador no corpo da norma. A diferença é que neste caso o sentido da norma, o objetivo que o legislador gostaria de alcançar está expresso no texto da norma, mas é necessário que o intérprete amplie essa interpretação diante da problemática da realidade fática. A despeito da pluralidade de métodos interpretativos que podem ser utilizados pelo intérprete, deve-se ter em mente que a interpretação do direito é uma, ou seja, nenhum método interpretativo é único e absoluto. É importante dizer que o ideal é que o intérprete proceda em primeiro lugar a interpretação literal para, em seguida, observar as interpretações lógica, sistemática, histórica e teleológica, concluindo ao final pela integralização de todos esses meios, chegando assim no conhecimento do verdadeiro conteúdo e significado da norma jurídica (FRIEDE, 2006, p. 165). A interpretação da norma jurídica tem como finalidade precípua tornar possível a aplicação dos enunciados normativos, abstratos e gerais, em virtude das situações vividas pela sociedade como um todo, sendo assim, a norma tem a função de regular as situações concretas do cotidiano. Por isso é muito importante respeitar as regras de interpretação, para que se possa controlar a racionalidade do trabalho hermenêutico e da mesma forma avaliar o seu resultado (MENDES, 2008)

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