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Sociologia Temática SOC0051 - (Enem) A cidade E a situação sempre mais ou menos, Sempre uns com mais e outros com menos. A cidade não para, a cidade só cresce O de cima sobe e o de baixo desce. CHICO SCIENCE e Nação Zumbi. In: Da lama ao caos. Rio de Janeiro: Chaos; Sony Music, 1994 (fragmento). A letra da canção do início dos anos 1990 destaca uma questão presente nos centros urbanos brasileiros que se refere ao(à) a) déficit de transporte público. b) estagnação do setor terciário. c) controle das taxas de natalidade. d) elevação dos índices de criminalidade. e) desigualdade da distribuição de renda. SOC0064 - (Uece) Atente para o seguinte excerto: “Em 2017, as pessoas que compuseram o grupo do 1% mais rico da população brasileira ob�veram rendimento médio mensal de R$27.213, enquanto a metade mais pobre da população chegou à marca de R$754, menos que um salário-mínimo por mês. A desigualdade social entre os grupos chega a 36,1 vezes, entretanto, quando se separa por região, no Nordeste, a diferença chega a 44,9 vezes [...]”. Disponível em: h�ps://economia.ig.com.br/2018-04- 11/desigualdade-renda-ibge.html O texto acima informa dados sobre a situação de distribuição de renda no Brasil e a concentração de riqueza entre os mais ricos e a população pobre. Com base nas informações apresentadas, é correto afirmar que as desigualdades sociais a) caracterizam-se principalmente pela desigualdade econômica decorrente da má distribuição de renda na sociedade, ou seja, quando a renda é distribuída de forma desigual na sociedade. b) serão superadas pelas inicia�vas individuais, sem a necessidade de polí�cas públicas que favoreçam a distribuição de renda. c) são processos sociais próprios do funcionamento natural das sociedades e dizem respeito aos comportamentos e responsabilidades assumidos por cada um. d) existem e se jus�ficam porque há diferenças de grupos sociais e de regiões, fazendo com que cada um obtenha seus rendimentos conforme suas qualidades e méritos individuais. SOC0186 - (Enem) Eu estava pagando o sapateiro e conversando com um preto que estava lendo um jornal. Ele estava revoltado com um guarda civil que espancou um preto e amarrou numa árvore. O guarda civil é branco. E há certos brancos que transforma o preto em bode expiatório. Quem sabe se guarda civil ignora que já foi ex�nta a escravidão e ainda estamos em regime de chibata? JESUS, C. M. Quarto de despejo: diário de uma favelada. São Paulo: Á�ca, 2014. O texto que guarda a grafia original da autora, expõe uma caracterís�ca da sociedade brasileira, que é o(a): a) Racismo estrutural. b) Desemprego latente. c) Concentração de renda. d) Exclusão informacional. e) Precariedade da educação. SOC0068 - (Enem) Uma área de cerca de 101,7 mil metros quadrados, com um pá�o ferroviário e uma série de armazéns de açúcar abandonados pelo poder público. Quem olha de fora vê apenas isso, mas quem conhece a história do Cais José Estelita sabe que o local faz parte da história de Recife, sendo um dos cartões-postais e um dos poucos espaços 1@professorferretto @prof_ferretto públicos que restam na capital pernambucana. E é por isso que um grupo está lutando para evitar que as construções sejam demolidas por um consórcio de grandes construtoras para construção de prédios comerciais e residenciais. BUENO, C. Ocupe Estelita: movimento social e cultural defende marco histórico de Recife. Ciência e Cultura, n. 4, 2014. A forma de atuação do movimento social relatado evidencia a sua busca pela a) revitalização econômica do lugar. b) ampliação do poder de consumo. c) preservação do patrimônio material. d) intensificação da geração de empregos. e) criação de espaços de autossegregação. SOC0190 - (Enem) O ápice da ilustração se traduz por uma conduta social caracterizada pela a) cultura do cancelamento. b) prá�ca do feminicídio. c) postura negacionista. d) ação involuntária. e) defesa da honra. SOC0187 - (Enem) TEXTO I TEXTO II É como se os problemas fossem criados pela pandemia quando, em verdade, isso só demonstra o quanto eles sofrem uma tenta�va de serem naturalizados. Eles estavam lá, empurrados para debaixo de vários tapetes. Diversos levantamentos realizados indicam que parcela significa�va dos estudantes não têm acesso à internet em suas casas, não têm computadores; têm celulares, mas com pacotes baratos que não permitem assis�r a todas as aulas. E, caso tenham celulares e dados, pergunta-se: É possível elaborar um texto no celular? É possível interagir na aula remota pelo celular? ASSIS. A. E. S. Q. Educação e pandemia. Educação em Revista, n. 37, 2021 (adaptado). A crí�ca con�da no texto e na figura evidencia o seguinte aspecto da sociedade contemporânea: 2@professorferretto @prof_ferretto a) Exclusão social. b) Expansão digital. c) Manifestação cultural. d) Organização espacial. e) Valorização intelectual. SOC0160 - (Uece) O tema gênero e sexualidade, atualmente, é mote de muitos debates acalorados e polêmicos na sociedade brasileira. Porém, é forçoso reconhecer a per�nência desses debates a favor de mais inclusão social para o convívio em uma sociedade que deve prezar por valores democrá�cos como os das liberdades individuais. Em tempo, par�ndo de uma compreensão geral das ciências sociais, gênero e sexualidade são produtos da relação entre a subje�vidade individual (algo que é de cada pessoa) e a cultura (questão cole�va). Assim, o “ser homem”, o “ser mulher” e as orientações sexuais passam pelo crivo intrincado de decisões pessoais e socioculturais. E essa perspec�va das ciências sociais em torno do tema aponta para o melhor convívio nas democracias contemporâneas. Assim, considerando o tema gênero e sexualidade nas ciências sociais, avalie as proposições a seguir: I. A sigla LGBTQIA+ procura representar, da forma mais inclusiva possível, os diferentes modos de ser e de se orientar pelo gênero e sexualidade. II. As livres expressões da sexualidade causam prejuízos para a liberdade sexual de todos aqueles que não se enquadram nessas formas indefinidas de gênero. III. Nem a cultura nem questões psicológicas conseguem mudar o fato biológico natural que dis�ngue o que significa ser do sexo masculino ou do sexo feminino. IV. A sociodiversidade de gêneros e de orientações sexuais ainda hoje enfrenta os males dos preconceitos que julgam como anormais as pessoas não heterossexuais. Está correto o que se afirma somente em a) II e III. b) II e IV. c) I e IV. d) I e III. SOC0144 - (Enem) TEXTO I Portadoras de mensagem espiritual do passado, as obras monumentais de cada povo perduram no presente como o testemunho vivo de suas tradições seculares. A humanidade, cada vez mais consciente da unidade dos valores humanos, as considera um bem comum e, perante as gerações futuras, se reconhece solidariamente responsável por preservá-las, impondo a si mesma o dever de transmi�-las na plenitude de sua auten�cidade. Cartas de Veneza, 31 de maio de 1964. Disponível em: www.iphan.gov.br. Acesso em 7 out. 2019. TEXTO II Os sistemas tradicionais de proteção se mostram cada vez menos eficientes diante do processo acelerado de urbanização e transformação de nossa sociedade. A legislação de proteção peca por considerar o monumento, até certo ponto, desvinculado da realidade socioeconômica. O tombamento, ao decretar a imutabilidade do monumento, provoca a redução de seu valor venal e o abandono, o que é uma causa, ainda que lenta, de destruição inevitável. TELLES, L. S. Manual do patrimônio histórico. Porto Alegre; Caxias do Sul: Escola Superior de Teologia São Lourenço de Brindes, 1977 (adaptado). Escritos em temporalidade histórica aproximada, os textos se distanciam ao apresentarem pontos de vista diferentes sobre a(s) a) ampliação do comércio de imagens sacras. b) subs�tuição de materiais de valor ar�s�co. c) polí�cas de conservação de bens culturais. d) defesa da priva�zaçãoa um acordo sobre as polí�cas que seja sa�sfatório para todos. A democracia a�vista desconfia das exortações à deliberação por acreditar que, no mundo real da polí�ca, onde as desigualdades estruturais influenciam procedimentos e resultados, processos democrá�cos que parecem cumprir as normas de deliberação geralmente tendem a beneficiar os agentes mais poderosos. Ela recomenda, 21@professorferretto @prof_ferretto portanto, que aqueles que se preocupam com a promoção de mais jus�ça devem realizar principalmente a a�vidade de oposição crí�ca, em vez de tentar chegar a um acordo com que sustenta estruturas de poder existentes ou delas se beneficia. YOUNG, I. M. Desafios a�vistas à democracia delibera�va. Revista Brasileira de Ciência Polí�ca. n. 13. jan.-abr. 2014. As concepções de democracia delibera�va e de democracia a�vista apresentadas no texto tratam como imprescindíveis, respec�vamente, a) a decisão da maioria e a uniformização de direitos. b) a organização de eleições e o movimento anarquista. c) a obtenção do consenso e a mobilização das minorias. d) a fragmentação da par�cipação e a desobediência civil. e) a imposição de resistência e o monitoramento da liberdade. SOC0112 - (Enem) A primeira fase da dominação da economia sobre a vida social acarretou, no modo de definir toda realização humana, uma evidente degradação do ser para o ter. A fase atual, em que a vida social está totalmente tomada pelos resultados da economia, leva a um deslizamento generalizado do ter para o parecer, do qual todo ter efe�vo deve extrair seu pres�gio imediato e sua função úl�ma. Ao mesmo tempo, toda realidade individual tornou-se social, diretamente dependente da força social, moldada por ela. DEBORD, G. A sociedade do espetáculo. Rio de Janeiro: Contraponto, 2015. Uma manifestação contemporânea do fenômeno descrito no texto é o(a) a) valorização dos conhecimentos acumulados. b) exposição nos meios de comunicação. c) aprofundamento da vivência espiritual. d) fortalecimento das relações interpessoais. e) reconhecimento na esfera ar�s�ca. SOC0058 - (Uerj) IDENTIDADE (1992) Elevador é quase um templo Exemplo pra minar teu sono Sai desse compromisso Não vai no de serviço Se o social tem dono, não vai... Quem cede a vez não quer vitória Somos herança da memória Temos a cor da noite Filhos de todo açoite Fato real de nossa história Se o preto de alma branca pra você É o exemplo da dignidade Não nos ajuda, só nos faz sofrer Nem resgata nossa iden�dade JORGE ARAGÃO vagalume.com.br A metáfora “preto de alma branca” é cri�cada na letra da canção por estar associada a um contexto de: a) intolerância cultural b) desigualdade étnica c) discriminação polí�ca d) hierarquia econômica SOC0050 - (Fmc) Observe a charge sobre a problemá�ca social. A crí�ca con�da na charge é dirigida centralmente ao seguinte problema: 22@professorferretto @prof_ferretto a) Crise ambiental derivada de epidemias urbanas b) Desigualdade social decorrente da explosão demográfica c) Segregação socioespacial gerada nos grandes centros urbanos d) Redução do potencial turís�co provocada pela pobreza urbana e) Desigualdade social causada pela desorganização dos trabalhadores SOC0129 - (Enem) A categoria de refugiado carrega em si as noções de transitoriedade, provisoriedade e temporalidade. Os refugiados situam-se entre o país de origem e o país de des�no. Ao transitarem entre os dois universos, ocupam posição marginal, tanto em termos iden�tários – assentada na falta de pertencimento pleno enquanto membros da comunidade receptora e nos vínculos introjetados por códigos par�lhados com a comunidade de origem – quanto em termos jurídicos, ao deixarem de exercitar, ao menos em caráter temporário, o status de cidadãos no país de origem e portar o status de refugiados no país receptor. MOREIRA. J. B. Refugiados no Brasil: reflexões acerca do processo de integração local. REMHU. n. 43, jul.-dez. 2014 (adaptado). A condição de transitoriedade dos refugiados no Brasil, conforme abordada no texto, é provocada pela associação entre a) ascensão social e burocracia estatal. b) miscigenação étnica e limites fronteiriços. c) desqualificação profissional e ação policial. d) instabilidade financeira e crises econômicas. e) desenraizamento cultural e insegurança legal. SOC0119 - (Enem) Em nenhuma outra época, o corpo magro adquiriu um sen�do de corpo ideal e esteve tão em evidência como nos dias atuais: esse corpo, nu ou ves�do, exposto em diversas revistas femininas e masculinas, está na moda: é capa de revistas, matérias de jornais, manchetes publicitárias, e se transformou em um sonho de consumo para milhares de pessoas. Par�ndo dessa concepção, o gordo passa a ter um corpo visivelmente sem comedimento, sem saúde, um corpo es�gma�zado pelo desvio, o desvio pelo excesso. Entretanto, como afirma a escritora Marylin Wann, é perfeitamente possível ser gordo e saudável. Frequentemente os gordos adoecem não por causa da gordura, mas sim pelo estresse, pela opressão a que são subme�dos. VASCONCELOS, N. A.; SUDO, I.; SUDO, N. Um peso na alma: o corpo gordo e a mídia. Revista Mal-Estar e Subje�vidade, n. 1, mar. 2004 (adaptado). No texto, o tratamento predominante na mídia sobre a relação entre saúde e corpo recebe a seguinte crí�ca: a) Difusão das esté�cas an�gas. b) Exaltação das crendices populares. c) Propagação das conclusões cien�ficas. d) Reiteração dos discursos hegemônicos. e) Contestação dos estereó�pos consolidados. SOC0188 - (Enem) Um experimento denominado FunFit foi desenvolvido com o obje�vo de fazer com que os membros de uma comunidade local se tornassem mais a�vos fisicamente. Todos os par�cipantes do estudo foram vinculados a dois outros membros da comunidade que receberiam pequenos incen�vos em dinheiro para serem es�mulados a aumentar a sua a�vidade �sica, que era medida por acelerômetros nos celulares fornecidos pelo estado. Assim, se a pessoa andasse mais do que o habitual, seus conhecidos receberiam o dinheiro. Os resultados foram assombrosos: o esquema mostrou-se de quatro a oito vezes mais eficaz do que o método de oferecer incen�vos individuais. MOROZOV, E. Big Tech: a ascensão dos dados e a morte da polí�ca. São Paulo: Ubu, 2018 (adaptado). Contrariando a visão prevalente sobre o impacto tecnológico nas relações humanas, o texto revela que os celulares podem desempenhar uma função a) recrea�va, promovendo o lazer em redes integradas. b) social, es�mulando a reciprocidade por meios digitais. c) laboral, convertendo o desenvolvedor em usuário final. d) comercial, direcionando a escolha por produtos industrializados. e) cogni�va, favorecendo ferramentas virtuais. SOC0133 - (Enem) O torém dependia de organização familiar, sendo brincado por pessoas com vínculos de parentesco e afinidade que viviam no local. Era visto como uma brincadeira, um entretenimento feito para os próprios par�cipantes e seus conhecidos. O tempo do caju era o pretexto para sua realização, sendo chamadas várias pessoas da região a fim de tomar mocororó, bebida fermentada do caju. 23@professorferretto @prof_ferretto VALLE, C. G. O. Torém/Toré: tradições e invenção no quadro de mul�plicidade étnica do Ceará contemporâneo. In: GRÜNEWALD. R. A. (Org.). Toré: regime encantado dos índios do Nordeste. Recife: Fundaj- Massangana. 2005. O ritual mencionado no texto atribui à manifestação cultural de grupos indígenas do Nordeste brasileiro a função de a) celebrar a história oficial. b) es�mular a coesão social. c) superar a a�vidade artesanal. d) manipular a memória individual. e) modernizar o comércio tradicional. SOC0091 - (Enem) Não nos resta a menor dúvida de que a principal contribuição dos diferentes �pos de movimentos sociais brasileiros nos úl�mos vinte anos foi no plano da reconstrução do processo de democra�zação do país. E não se trata apenas da reconstrução do regime polí�co, da retomadada democracia e do fim do Regime Militar. Trata-se da reconstrução ou construção de novos rumos para a cultura do país, do preenchimento de vazios na condução da luta pela redemocra�zação, cons�tuindo-se como agentes interlocutores que dialogam diretamente com a população e com o Estado. GOHN, M. G. M. Os sem-terras, ONGs e cidadania. São Paulo: Cortez, 2003 (adaptado). No processo da redemocra�zação brasileira, os novos movimentos sociais contribuíram para a) diminuir a legi�midade dos novos par�dos polí�cos então criados. b) tornar a democracia um valor social que ultrapassa os momentos eleitorais. c) difundir a democracia representa�va como obje�vo fundamental da luta polí�ca. d) ampliar as disputas pela hegemonia das en�dades de trabalhadores com os sindicatos. e) fragmentar as lutas polí�cas dos diversos atores sociais frente ao Estado. SOC0127 - (Enem) A Divisão Internacional do Trabalho significa que alguns países se especializam em ganhar e outros, em perder. Nossa comarca no mundo, que hoje chamamos América La�na, foi precoce: especializou-se em perder desde os remotos tempos em que os europeus do Renascimento se aventuraram pelos mares e lhe cravaram os dentes na garganta. Passaram-se os séculos e a América La�na aprimorou suas funções. GALENO, E. As veias abertas da América La�na. São Paulo: Paz e Terra, 1978. Escrito na década de 1970, o texto considera a par�cipação da América La�na na Divisão Internacional do Trabalho marcada pela a) produção inovadora de padrões de tecnologia. b) superação paula�na do caráter agroexportador. c) apropriação imperialista dos recursos territoriais. d) valorização econômica dos saberes tradicionais. e) dependência externa do suprimento de alimentos. SOC0147 - (Fcmscsp) A radicalização polí�ca dos anos 60 foi dessa gente jovem. Os jovens radicais eram liderados por membros de seu grupo de pares. Isso se aplicava visivelmente aos movimentos estudan�s mundiais, mas onde estes provocaram mo�ns operários em massa, como na França e na Itália em 1968-9, a inicia�va também veio de jovens operários. Ninguém, com as limitações da vida real, poderia ter idealizado os slogans confiantes, mas patentemente absurdos, dos dias parisienses de maio de 1968, nem do “outono quente” de 1969: “tu�o e súbito”, queremos tudo e já. (Eric J. Hobsbawm. Era dos extremos: o breve século XX, 1995. Adaptado.) Considerando o conteúdo do excerto e conhecimentos sobre os anos cinquenta e sessenta do século passado, observa-se que a) as mobilizações sociais eram um fenômeno exclusivamente ocidental. b) as manifestações eram lideradas por polí�cos de par�dos tradicionais de esquerda. c) os a�vismos contestatórios restringiam-se às esferas das lutas polí�cas. d) os movimentos operários defendiam o fim da economia agroindustrial. e) as manifestações contrapunham-se aos ritmos habituais das mudanças sociais. SOC0115 - (Enem) Um dos teóricos da democracia moderna, Hans Kelsen, considera elemento essencial da democracia real (não da democracia ideal, que não existe em lugar algum) o método da seleção dos líderes, ou seja, a eleição. Exemplar, neste sen�do, é a afirmação de um juiz da Corte Suprema dos Estados Unidos, por ocasião de uma eleição de 1902: “A cabine eleitoral é o templo das ins�tuições americanas, onde cada um de nós é um 24@professorferretto @prof_ferretto sacerdote, ao qual é confiada a guarda da arca da aliança e cada um oficia do seu próprio altar”. BOBBIO, N. Teoria geral da polí�ca. Rio de Janeiro: Elsevier, 2000 (adaptado). As metáforas u�lizadas no texto referem-se a uma concepção de democracia fundamentada no(a) a) jus�ficação teísta do direito. b) rigidez da hierarquia de classe. c) ênfase formalista na administração. d) protagonismo do Execu�vo no poder. e) centralidade do indivíduo na sociedade. SOC0062 - (Enem) Em escala, o negro é o negro re�nto, o mulato já é o pardo e como tal meio branco, e se a pele é um pouco mais clara, já passa a incorporar a comunidade branca. A forma desse racismo no Brasil decorre de uma situação em que a mes�çagem não é punida, mas louvada. Com efeito, as uniões inter-raciais, aqui, nunca foram �das como crime ou pecado. Nós surgimos, efe�vamente, do cruzamento de uns poucos brancos com mul�dões de mulheres índias e negras. RIBEIRO, D. O povo brasileiro: formação e sen�do do Brasil. São Paulo: Cia. das Letras, 2004 (adaptado). Considerando o argumento apresentado, a discriminação racial no Brasil tem como origem a) iden�dades regionais. b) segregação oficial. c) vínculos matrimoniais. d) traços feno�picos. e) status ocupacional. SOC0088 - (Enem) A discussão levantada na charge, publicada logo após a promulgação da Cons�tuição de 1988, faz referência ao seguinte conjunto de direitos: a) Civis, como o direito à vida, à liberdade de expressão e à propriedade. b) Sociais, como direito à educação, ao trabalho e à proteção à maternidade e à infância. c) Difusos, como direito à paz, ao desenvolvimento sustentável e ao meio ambiente saudável. d) Cole�vos, como direito à organização sindical, à par�cipação par�dária e à expressão religiosa. e) Polí�cos, como o direito de votar e ser votado, à soberania popular e à par�cipação democrá�ca. SOC0109 - (Enem) A grande maioria dos países ocidentais democrá�cos adotou o Tribunal Cons�tucional como mecanismo de controle dos demais poderes. A inclusão dos Tribunais no cenário polí�co implicou alterações no cálculo para a implementação de polí�cas públicas. O governo, além de negociar seu plano polí�co com o Parlamento, teve que se preocupar em não infringir a Cons�tuição. Essa nova arquitetura ins�tucional propiciou o desenvolvimento de um ambiente polí�co que viabilizou a par�cipação do Judiciário nos processos decisórios. CARVALHO, E. R. Revista de Sociologia e Polí�ca, nº 23. nov. 2004 (adaptado). 25@professorferretto @prof_ferretto O texto faz referência a uma importante mudança na dinâmica de funcionamento dos Estados contemporâneos que, no caso brasileiro, teve como consequência a a) adoção de eleições para alta magistratura. b) diminuição das tensões entre os entes federa�vos. c) suspensão do princípio geral dos freios e contrapesos. d) judicialização de questões próprias da esfera legisla�va. e) profissionalização do quadro de funcionários da Jus�ça. SOC0093 - (Enem) Diante de ameaças surgidas com a engenharia gené�ca de alimentos, vários grupos da sociedade civil conceberam o chamado “princípio da precaução”. O fundamento desse princípio é: quando uma tecnologia ou produto comporta alguma ameaça à saúde ou ao ambiente, ainda que não se possa avaliar a natureza precisa ou a magnitude do dano que venha a ser causado por eles, deve-se evitá-los ou deixá-los de quarentena para maiores estudos e avaliações antes de sua liberação. SEVCENKO, N. A corrida para o século XXI: no loop da montanha-russa. São Paulo: Cia das Letras, 2001 (adaptado). O texto expõe uma tendência representa�va do pensamento social contemporâneo, na qual o desenvolvimento de mecanismos de acautelamento ou administração de riscos tem como obje�vo a) priorizar os interesses econômicos em relação aos seres humanos e à natureza. b) negar a perspec�va cien�fica e suas conquistas por causa de riscos ecológicos. c) ins�tuir o diálogo público sobre mudanças tecnológicas e suas consequências. d) combater a introdução de tecnologias para travar o curso das mudanças sociais. e) romper o equilíbrio entre bene�cios e riscos do avanço tecnológico e cien�fico. SOC0092 - (Enem) Quanto ao “choque de civilizações”, é bom lembrar a carta de uma menina americana de sete anos cujo pai era piloto na Guerra no Afeganistão: ela escreveu que – embora amasse muito seu pai – estava pronta a deixá-lo morrer, a sacrificá-lo por seu país. Quando o presidente Bush citou suas palavras, elas foram entendidas como manifestação “normal” de patrio�smo americano; vamos conduzir uma experiência mental simples e imaginaruma menina árabe maometana pate�camente lendo para as câmeras as mesmas palavras a respeito do pai que lutava pelo Talibã – não é necessário pensar muito sobre qual teria sido a nossa reação. ZIZEK, S. Bem-vindo ao deserto do real. São Paulo: Bom Tempo, 2003. A situação imaginária proposta pelo autor explicita o desafio cultural do(a) a) prá�ca da diplomacia. b) exercício da alteridade. c) expansão da democracia. d) universalização do progresso. e) conquista da autodeterminação. SOC0196 - (Enem) Em Vitória (ES), no bairro Goiabeiras, encontramos as paneleiras, mulheres que são conhecidas pelos saberes/fazeres das tradicionais panelas de barro, ícones da culinária capixaba. A tradição passada de mãe para filha é de origem indígena e sofreu influência de outras etnias, como a afro e a luso. Dessa mistura, acredita-se que a fabricação das panelas de barro já tenha 400 anos. A fabricação das panelas de barro se dá em várias etapas, desde a obtenção de matéria-prima à confecção das panelas. As matérias-primas tradicionalmente u�lizadas são provenientes do meio natural, como: argila, re�rada do barreiro no Vale do Mulembá; madeira, atualmente proveniente das sobras da construção civil; e �nta, extraída da casca do manguezal, o popular mangue- vermelho. TRISTÃO, M. A educação ambiental e o pós-colonialismo. Revista de Educação, n. 53, ago. 2014. Uma caracterís�ca de prá�cas tradicionais como a exemplificada no texto é vinculação entre os recursos do mundo natural e a a) manutenção dos modos de vida. b) conservação dos plan�os da roça. c) atualização do modelo de gestão. d) par�cipação na sociedade de consumo. e) especialização nas etapas de produção. SOC0138 - (Enem) Nos setores mais altamente desenvolvidos da sociedade contemporânea, o transplante de necessidades sociais para individuais é de tal modo eficaz que a diferença entre elas parece puramente teórica. As criaturas se reconhecem em suas mercadorias; encontram sua alma em seu automóvel, casa em patamares, utensílios de cozinha. 26@professorferretto @prof_ferretto MARCUSE, H. A ideologia da sociedade industrial: o homem unidimensional. Rio de Janeiro: Zahar, 1979. O texto indica que, no capitalismo, a sa�sfação dos desejos pessoais é influenciada por a) polí�cas estatais de divulgação. b) incen�vos controlados de consumo. c) prescrições cole�vas de organização. d) mecanismos subje�vos de iden�ficação. e) repressões racionalizadas do narcisismo. SOC0162 - (Unifor) Durante a úl�ma década as mulheres conquistaram posições importantes na sociedade, tanto em termos legais como profissionais. Paralelamente a essa escalada de poder, porém, aumentaram os distúrbios ligados à alimentação, as cirurgias plás�cas, a pornografia e a necessidade ar�ficialmente provocada de corresponder a um modelo idealizado de mulher, em que a velhice e a obesidade, mais do que pecados, são mo�vos para a es�gma�zação. Em O mito da beleza Naomi Wolf enfrenta o que ela acredita ser a única trincheira ainda por derrubar para que a mulher possa obter sua igualdade em todos os campos. Para mostrar como a indústria da beleza e o culto à bela fêmea manipulam imagens que minam a resistência psicológica e material femininas, reduzindo as conquistas de 20 anos de lutas a meras ilusões, Naomi escreveu um livro forte, com dados esta�s�cos contundentes e fúria temperada aqui e ali por humor e lirismo. WOLF, Naomi. O Mito da Beleza. Como as imagens de beleza são usadas contra as mulheres. Tradução de Waldéa Barcellos. Rocco: Rio de Janeiro, 1992 De acordo com o texto, é correto afirmar que a) as mulheres conseguiram posições importantes na sociedade somente em termos legais. b) o termo "paralelamente" pode ser subs�tuído por "divergente" sem alterar o sen�do no texto. c) para consolidação de sua conquista profissional, a mulher priorizou cuidar da saúde e da imagem. d) a mulher, para obter igualdade em todos os campos, deve superar o mito da beleza. e) há uma necessidade real de a mulher corresponder ao mito da beleza. SOC0117 - (Enem) Fala-se aqui de uma arte criada nas ruas e para as ruas, marcadas antes de tudo pela vida co�diana, seus conflitos e suas possibilidades, que poderiam envolver técnicas, agentes e temas que não fossem encontrados nas ins�tuições mais tradicionais e formais. VALVERDE, R. R. H. F. Os limites da inversão: a heterotopia do Beco do Batman. Bole�m Goiano de Geografia (Online). Goiânia, v. 37, n. 2, maio/ago. 2017 (adaptado). A manifestação ar�s�ca expressa na imagem e apresentada no texto integra um movimento contemporâneo de a) regulação das relações sociais. b) apropriação dos espaços públicos. c) padronização das culturas urbanas. d) valorização dos formalismos esté�cos. e) revitalização dos patrimônios históricos. SOC0102 - (Enem) Quanto mais complicada se tornou a produção industrial, mais numerosos passaram a ser os elementos da indústria que exigiam garan�a de fornecimento. Três deles eram de importância fundamental: o trabalho, a terra e o dinheiro. Numa sociedade comercial, esse fornecimento só poderia ser organizado de uma forma: tornando-os disponíveis à compra. Agora eles �nham que ser organizados para a venda no mercado. Isso estava de acordo com a exigência de um sistema de mercado. Sabemos que em um sistema como esse, os lucros só podem ser assegurados se se garante a autorregulação por meio de mercados compe��vos e interdependentes. POLANYI, K. A grande transformação: as origens de nossa época. Rio de Janeiro: Campus, 2000 (adaptado). A consequência do processo de transformação socioeconômica abordado no texto é a 27@professorferretto @prof_ferretto a) expansão das terras comunais. b) limitação do mercado como meio de especulação. c) consolidação da força de trabalho como mercadoria. d) diminuição do comércio como efeito da industrialização. e) adequação do dinheiro como elemento padrão das transações. SOC0185 - (Enem) Espera, resignado, o dia 13 daquele mês porque, em tal data, usança avoenga lhe faculta sondar o futuro, interrogando a providência. É a experiência tradicional de Santa Luzia. No dia 12 ao anoitecer expõe ao relento, em linha, seis pedrinhas de sal, que representam, em ordem sucessiva da esquerda para a direita, os seis meses vindouros, de janeiro a junho. Ao alvorecer de 13 observa-as: se estão intactas, pressagiam a seca; se a primeira apenas se deliu, transmudada em aljôfar límpido, é certa a chuva em janeiro; se a segunda, em fevereiro; se a maioria ou todas, é inevitável O inverno benfazejo. Esta experiência é belíssima. CUNHA, E. Os sertões. São Paulo: Editora Três, 1984. No experimento descrito, a relação com a paisagem e com a religiosidade permite que o sertanejo seja a) afeito à devoção ao aceitar des�nos sacralizados. b) acostumado à pobreza ao admi�r acasos naturais. c) habituado ao solo ao conhecer terrenos cul�váveis. d) ín�mo à Caa�nga ao interpretar condições ambientais. e) próximo à vegetação ao iden�ficar espécies arbus�vas. SOC0099 - (Enem) Não estou mais pensando como costumava pensar. Percebo isso de modo mais acentuado quando estou lendo. Mergulhar num livro, ou num longo ar�go, costumava ser fácil. Isso raramente ocorre atualmente. Agora minha atenção começa a divagar depois de duas ou três páginas. Creio que sei o que está acontecendo. Por mais de uma década venho passando mais tempo on- line, procurando e surfando e algumas vezes acrescentando informação à grande biblioteca da internet. A internet tem sido uma dádiva para um escritor como eu. Pesquisas que antes exigiam dias de procura em jornais ou na biblioteca agora podem ser feitas em minutos. Como disse o teórico da comunicação Marshall McLuhan nos anos 60, a mídia não é apenas um canal passivo para o tráfego de informação. Ela fornece a matéria, mas também molda o processo de pensamento. E o que a net parece fazer é pulverizar minha capacidade de concentração e contemplação. CARR. N. “Is Google making usstupid?”. Disponível em: www.theatlan�c.com. Acesso em: 17 fev. 2013 (adaptado). Em relação à internet, a perspec�va defendida pelo autor ressalta um paradoxo que se caracteriza por a) associar uma experiência superficial à abundância de informações. b) condicionar uma capacidade individual à desorganização da rede. c) agregar uma tendência contemporânea à aceleração do tempo. d) aproximar uma mídia inovadora à passividade da recepção. e) equiparar uma ferramenta digital à tecnologia analógica. SOC0089 - (Enem) Na sociedade contemporânea, onde as relações sociais tendem a reger-se por imagens midiá�cas, a imagem de um indivíduo, principalmente na indústria do espetáculo, pode agregar valor econômico na medida de seu incremento técnico: amplitude do espelhamento e da atenção pública. Aparecer é então mais do que ser; o sujeito é famoso porque é falado. Nesse âmbito, a lógica circulatória do mercado, ao mesmo tempo que acena democra�camente para as massas com os supostos “ganhos distribu�vos” (a informação ilimitada, a quebra das supostas hierarquias culturais), afeta a velha cultura disseminada na esfera pública. A par�cipação nas redes sociais, a obsessão dos selfies, tanto falar e ser falado quanto ser visto são índices do desejo de “espelhamento”. SODRÉ, M. Disponível em: h�p://alias.estadao.com.br. Acesso em: 9 fev. 2015 (adaptado). A crí�ca con�da no texto sobre a sociedade contemporânea enfa�za a) a prá�ca iden�tária autorreferente. b) a dinâmica polí�ca democra�zante. c) a produção instantânea de no�cias. d) os processos difusores de informações. e) os mecanismos de convergência tecnológica. SOC0155 - (Uece) É central, na teoria do materialismo histórico dialé�co de Karl Marx, a relação entre capital e trabalho. Nesta perspec�va teórica, a referida relação é fundada na contradição e na exploração do capital sobre o trabalho. 28@professorferretto @prof_ferretto E é nesta relação de exploração que se explica a dominação de uma classe – a que é detentora dos meios produ�vos – sobre as outras, nas sociedades modeladas, pelo sistema econômico capitalista. Sobre a relação capital e trabalho, na teoria marxiana, é correto dizer que a) o movimento dialé�co e histórico faz com que o capital seja superado pelo trabalho e este estabeleça uma outra forma de exploração. b) a contradição entre capital e trabalho ocorre porque há dissociação entre o produtor/trabalhador e a propriedade dos meios de produção. c) a realidade histórica da exploração do trabalho trata sobre a separação entre ideia e matéria na superação do trabalhador pelo capitalista. d) o capital é a superação dialé�ca da exploração sobre o trabalho, o qual é alienado nas relações sociais organizadas pelo Estado. SOC0082 - (Enem) No Brasil, a origem do funk e do hip-hop remonta aos anos 1970, quando da proliferação dos chamados “bailes black” nas periferias dos grandes centros urbanos. Embalados pela black music americana, milhares de jovens encontravam nos bailes de final de semana uma alterna�va de lazer antes inexistente. Em cidades como o Rio de Janeiro ou São Paulo, formavam-se equipes de som que promoviam bailes onde foi se disseminando um es�lo que buscava a valorização da cultura negra, tanto na música como nas roupas e nos penteados. No Rio de Janeiro ficou conhecido como “Black Rio”. A indústria fonográfica descobriu o filão e, lançando discos de “equipe” com as músicas de sucesso nos bailes, difundia a moda pelo restante do país. DAYRELL, J. A música entra em cena: o rap e o funk na socialização da juventude. Belo Horizonte: UFMG, 2005. A presença da cultura hip-hop no Brasil caracteriza-se como uma forma de a) lazer gerada pela diversidade de prá�cas ar�s�cas nas periferias urbanas. b) entretenimento inventada pela indústria fonográfica nacional. c) subversão de sua proposta original já nos primeiros bailes. d) afirmação de iden�dade dos jovens que a pra�cam. e) reprodução da cultura musical norte-americana. SOC0159 - (Upe) Leia o texto a seguir: BOGOTÁ (Reuters) – [...]. Os atos, que começaram no final de abril, pressionaram o governo e parlamentares a arquivarem as reformas tributária e de saúde e levaram à saída do ministro das Finanças. As demandas dos manifestantes se expandiram para incluir uma renda básica, oportunidades para jovens [...]. O comitê nacional de greve – formado por sindicatos, grupos de estudantes e outros – exige avanços no que chama de pe�ções de emergência. As pe�ções abrangentes incluem o fortalecimento dos direitos das mulheres, uma moratória nos pagamentos de hipotecas e serviços públicos por quatro meses e a revogação das medidas de emergência que os líderes dos protestos dizem ter piorado as condições de trabalho durante a pandemia. GRIFFIN, Olivier. Manifestantes colombianos protestam por ajuda econômica e mudança social. In: Isto é online, 26/05/2021. Disponível em: > Acesso em: 27 jul. 2021. No texto, as transformações propostas pela manifestação da população colombiana podem favorecer uma mudança social baseada numa a�tude a) conservadora. b) reacionária. c) revolucionária. d) ndividualista. e) estatal. SOC0137 - (Enem) Mulheres naturalistas raramente figuraram na corrida para conhecer terras exó�cas. No século XIX, mulheres como Lady Charlo�e Canning eventualmente coletavam espécimes botânicos, mas quase sempre no papel de esposas coloniais, viajando para locais onde seus maridos 29@professorferretto @prof_ferretto as levavam e não em busca de seus próprios projetos cien�ficos. SOMBRIO, M. M. O. Em busca pelo campo – Mulheres em expedições cien�ficas no Brasil em meados do século XX. Cadernos Pagu, n. 48, 2016. No contexto do século XIX, a relação das mulheres com o campo cien�fico, descrita no texto, é representa�va da a) afirmação da igualdade de gênero. b) transformação dos espaços de lazer. c) superação do pensamento patriarcal. d) incorporação das estra�ficações sociais. e) subs�tuições das a�vidades domés�cas. SOC0059 - (Fgv) Leia com atenção os três documentos abaixo: Documento 1. Cons�tuição Federal de 1946 Ar�go 141; § 5 É livre a manifestação do pensamento sem que dependa de censura, salvo quanto a espetáculos e diversões públicas, respondendo cada um, nos casos e na forma que a lei preceituar, pelos abusos que cometer. Não é permi�do o anonimato. É assegurado o direito de resposta. A publicação de livros e periódicos não dependerá de licença do poder público. Fonte: h�ps://www.jusbrasil.com.br/topicos/10616503/paragrafo- 5-ar�go-141-dacons�tuicao- federal-de-18-de-setembro-de-1946 Documento 2. Ato Ins�tucional n. 5 de 1968 Ar�go 5. A suspensão dos direitos polí�cos, com base neste Ato, importa, simultaneamente, em: I - cessação de privilégio de foro por prerroga�va de função; II - suspensão do direito de votar e de ser votado nas eleições sindicais; III - proibição de a�vidades ou manifestação sobre assunto de natureza polí�ca; IV - aplicação, quando necessária, das seguintes medidas de segurança: a) liberdade vigiada; b) proibição de frequentar determinados lugares; c) domicílio determinado, § 1º - O ato que decretar a suspensão dos direitos polí�cos poderá fixar restrições ou proibições rela�vamente ao exercício de quaisquer outros direitos públicos ou privados. Fonte: h�p://www.planalto.gov.br/ccivil_03/AIT/ait-05- 68.htm Documento 3. Cons�tuição Federal de 1988 Ar�go 150 A Cons�tuição assegura aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade dos direitos concernentes à vida, à liberdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: (...) § 6º - Por mo�vo de crença religiosa, ou de convicção filosófica ou polí�ca, ninguém será privado de qualquer dos seus direitos. (...) § 8º - É livre a manifestação de pensamento, de convicção polí�ca ou filosófica e a prestação de informação sem sujeição à censura, salvo quanto a espetáculos de diversões públicas, respondendocada um, nos termos da lei, pelos abusos que cometer. É assegurado o direito de resposta. A publicação de livros, jornais e periódicos independe de licença da autoridade. Não será, porém, tolerada a propaganda de guerra, de subversão da ordem ou de preconceitos de raça ou de classe. Fonte: h�ps://www.jusbrasil.com.br/topicos/10730738/inciso- ix-do-ar�go-5-dacons�tuicao-federal-de-1988 Assinale a alterna�va correta: a) O documento 1 baseia-se no princípio da liberdade de expressão rela�va e foi elaborado em um período de intensa polarização polí�co-ideológica e de crise das ins�tuições democrá�cas. b) O documento 2 estabelece o pleno exercício da opinião polí�ca, a liberdade de organização par�dária em um contexto de abertura polí�ca e estabelecimento das regras democrá�cas. c) O documento 3 estabelece a censura e os limites para a expressão ar�s�ca, apontando para os riscos de crimes e punições advindos de abusos e violações legais. d) Os documentos 1 e 3 asseguram as liberdades de expressão e de opinião, enquanto o documento 2 amplia a ação do Estado e do Poder Execu�vo em detrimento dos direitos dos cidadãos. e) O documento 1 está vinculado à perspec�va autoritária caracterís�ca do Estado Novo, durante o qual, o discurso aparentemente era democrá�co mas as leis e ins�tuições eram profundamente autoritárias. SOC0071 - (Ufpa) 30@professorferretto @prof_ferretto Sobre patrimônio material e imaterial no Brasil, é correto afirmar: a) As prá�cas e expressões culturais, para serem consideradas como bens imateriais, devem apresentar associação entre os objetos, artefatos e os lugares onde são desenvolvidos. b) O Palacete Pinho, o Parque Zoobotânico do Museu Emilio Goeldi e o Complexo do Ver-o-Peso são considerados como patrimônio imateriais do Brasil por resguardarem a memória dos povos indígenas. c) Os recursos naturais são bens culturais de patrimônio imaterial, por isso é grande o risco de desaparecerem, caso não sejam preservados por polí�cas sociais. d) O O�cio das Baianas de Acarajé agrega diferentes classes socioeconômicas, promovendo a equidade e a jus�ça social, e é caracterizado apenas como patrimônio material. e) Os bens materiais têm que apresentar uma prá�ca cultural regular tal como ocorre, por exemplo, com o Círio de Nossa Senhora de Nazaré, com o complexo cultural do Bumba meu Boi do Maranhão e com a Roda de Capoeira. SOC0096 - (Enem) A questão ambiental, uma das principais pautas contemporâneas, possibilitou o surgimento de concepções polí�cas diversas, dentre as quais se destaca a preservação ambiental, que sugere uma ideia de intocabilidade da natureza e impede o seu aproveitamento econômico sob qualquer jus�fica�va. PORTO-GONÇALVES, C. W. A globalização da natureza e a natureza da globalização. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2006 (adaptado). Considerando as atuais concepções polí�cas sobre a questão ambiental, a dinâmica caracterizada no texto quanto à proteção do meio ambiente está baseada na a) prá�ca econômica sustentável. b) contenção de impactos ambientais. c) u�lização progressiva dos recursos naturais. d) proibição permanente da exploração da natureza. e) definição de áreas prioritárias para a exploração econômica. SOC0191 - (Enem) TEXTO I A primeira grande lei educacional do Brasil, de 1827, determinava que, nas “escolas de primeiras letras” do Império, meninos e meninas estudassem separados e �vessem currículos diferentes. No Senado, o Visconde de Cayru foi um dos defensores de que o currículo de matemá�ca das garotas fosse o mais enxuto possível. Nas palavras dele, o “belo sexo” não �nha capacidade intelectual para ir muito longe: – Sobre as contas, são bastantes [para as meninas] as quatros espécies, que não estão fora do seu alcance e lhes podem ser de constante uso na vida. TEXTO II No Senado, o único a defender publicamente que as meninas �vessem, em matemá�ca, um currículo idên�co aos dos meninos foi o Marquês de Santo Amaro (RJ). Ele argumentou: – Não me parece conforme, às luzes do tempo em que vivemos, deixarmos de facilitar às brasileiras a aquisição desses conhecimentos [mais aprofundados de matemá�ca]. A oposição que se manifesta não pode nascer senão do arraigado e péssimo costume em que estavam os an�gos, os quais nem queriam que suas filhas aprendessem a ler. WESTIN, R. Senado No�cias. Disponível em: www.12.senado.leg.br. Acesso em: 20 out. 2021. (adaptado) Os discursos expressam pontos de vista divergentes respec�vamente pela oposição entre a) liberdade de gênero e controle social. b) equidade de escolha e imposição cultural. c) dominação de corpos e igualdade humana. d) geração de oportunidade e restrição profissional. e) exclusão de competências e par�cipação polí�ca. SOC0142 - (Enem) Numa sociedade em transição, a marcha da mudança, em diferentes graus, está impressa em todos os aspectos da ordem social, especialmente no jogo polí�co, que nessas sociedades sempre apresenta padrões caracterís�cos de ambivalência, cujas raízes sociais se encontram na coexistência de dois padrões de estrutura social: o padrão tradicional, em declínio, e o novo, emergente, em expansão. Em tais situações, é possível encontrar, simultaneamente, apoio para uma orientação polí�ca ou para outra que seja exatamente o seu oposto. O padrão ambivalente do processo polí�co, nas sociedades em desenvolvimento, é o que explica um dos seus traços mais salientes, e que consiste na tendência ao adiamento das grandes decisões. Resulta daí que a inércia polí�ca ou a convulsão polí�ca podem se suceder uma à outra em períodos surpreendentemente curtos. PINTO, L. A. C. Sociologia e desenvolvimento. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1975 (adaptado). De acordo com a perspec�va apresentada, central no pensamento social brasileiro dos anos 1950 e 1960, o desenvolvimento do país foi marcado por? 31@professorferretto @prof_ferretto a) radicalidade nas agendas de reforma das elites dirigentes. b) anomalias na execução dos planos econômicos ortodoxos. c) descompassos na construção de quadros ins�tucionais modernos. d) ilegi�midade na atuação dos movimentos de representação classista. e) vagarosidade na dinâmica de aperfeiçoamento dos programas par�dários. SOC0069 - (Enem) Desde 2002, o Ins�tuto do Patrimônio Histórico e Ar�s�co Nacional (lphan) tem registrado certos bens imateriais como patrimônio cultural do país. Entre as manifestações que já ganharam esse statusestá o o�cio das baianas do acarajé. Enfa�ze-se: o o�cio das baianas, não a receita do acarajé. Quando uma baiana prepara o acarajé, há uma série de códigos impercep�veis para quem olha de fora. A cor da roupa, a amarra dos panos e os adereços mudam de acordo com o santo e com a hierarquia dela no candomblé. O lphan conta que, registrando o o�cio, “esse e outros mundos ligados ao preparo do acarajé podem ser descor�nados”. KAZ, R. A diferença entre o acarajé e o sanduiche de Bauru. Revista de História da Biblioteca Nacional, n 13, out. 2006 (adaptado). De acordo com o autor, o Iphan evidencia a necessidade de se protegerem certas manifestações históricas para que con�nuem exis�ndo, destacando-se nesse caso a a) mistura de tradições africanas, indígenas e portuguesas no preparo do alimento por parte das cozinheiras baianas. b) relação com o sagrado no ato de preparar o alimento, sobressaindo-se o uso de símbolos e insígnias pelas cozinheiras. c) u�lização de certos ingredientes que se mostram cada vez mais raros de encontrar, com as mudanças nos hábitos alimentares. d) necessidade de preservação dos locais tradicionais de preparo do acarajé, ameaçados com as transformações urbanas no país. e) importância de se treinarem as cozinheiras baianas a fim de resgatar o modo tradicional de preparo do acarajé, que remonta à escravidão. SOC0065 - (Uerj) Os levantamentos feitos pelo Ins�tuto Brasileiro de Geografia e Esta�s�ca indicam diferenças quanto à remuneração e ao acesso ao ensino superiorde homens e mulheres. A par�r dos dados, observa-se a permanência da seguinte prá�ca: a) exclusão polí�ca b) discriminação racial c) homogeneização cultural d) hierarquização econômica SOC0131 - (Enem) Por maioria, nós não entendemos uma quan�dade rela�va maior, mas a determinação de um estado ou de um padrão em relação ao qual tanto as quan�dades maiores quanto as menores serão ditas minoritárias. Maioria supõe um estado de dominação. É nesse sen�do que as mulheres, as crianças e também os animais são minoritários. DELEUZE, G.; GUATTARI. F. Mil platôs. São Paulo: Editora 34, 2012 (adaptado). 32@professorferretto @prof_ferretto No texto, a caracterização de uma minoria decorre da existência de a) ameaças de ex�nção social. b) polí�cas de incen�vos estatais. c) relações de natureza arbitrária. d) valorações de conexões simétricas. e) hierarquizações de origem biológica. SOC0163 - (Unicamp) No Brasil, um exemplo de história que precisa ser narrada é a dos movimentos em defesa dos direitos que hoje reconhecemos como movimentos LGBTQIA+. Tais movimentos eclodiram como um ato de resistência em plena ditadura civil-militar, marcada pela repressão e por ideais conservadores. Naquele contexto, a busca por visibilidade passou a ser compreendida como um dos elementos fundamentais para a conquista da cidadania. Entre outras coisas, os a�vistas defendiam que os direitos polí�cos, sociais e civis tornam-se socialmente legí�mos para os cidadãos quando envolvem o direito aos meios de comunicação e à livre expressão. (Baseado em Vinicius Ferreira e Igor Sacramento, Editorial: Movimento LGBT no Brasil: violências, memórias e lutas. Reciis – Rev Eletron Comun Inf Inov Saúde. 2019 abr.-jun.13(2): p. 234-239.) A par�r da leitura do texto, assinale a alterna�va correta acerca da historicidade dos movimentos polí�cos iden�tários e suas estratégias polí�cas de ação. a) Esses movimentos eclodiram na segunda metade do século XX, foram perseguidos e silenciados pela ditadura militar e retornaram à cena pública após a instauração de um regime democrá�co. b) Por sua capacidade de obter alcance social, desde a década de 1970, as mídias são ferramentas para a construção de uma cidadania plena, sendo a busca por visibilidade, portanto, uma das estratégias de ação do movimento LGBTQIA+. c) O Brasil do século XX construiu-se como uma democracia racial, o que garan�u aos movimentos polí�cos e iden�tários nacionais o acesso aos direitos civis, polí�cos e sociais, esvaziando as agendas dos militantes LGBTQIA+. d) Na atualidade, a onda de crimes de homofobia e transfobia es�mulam o movimento LGBTQIA+ a rever a pauta da visibilidade dos sujeitos, tornando a militância mais discreta e voltada para o espaço privado da ação dos indivíduos. SOC0141 - (Enem) As grandes empresas seriam, certamente, representação de um exercício de poder, ante o grau de autonomia de ação de que dispõem. O que se pretende salientar é a ideia de enclave: plantas industriais que estabelecem relações escassas com o entorno, mas exercem grande influência na economia extralocal. DAVIDOVICH, F. Estado do Rio de Janeiro: o urbano metropolitano. Hipóteses e questões. GeoUERJ, n. 21, 2010. Que �po de ação tomada por empresas reflete a forma de territorialização da produção industrial apresentada no texto? a) Criação de vilas operárias. b) Promoção de eventos comunitários. c) Recuperação de áreas degradadas. d) Incorporação de saberes tradicionais. e) Importação de mão de obra qualificada. SOC0106 - (Enem) O comércio soube extrair um bom proveito da intera�vidade própria do meio tecnológico. A possibilidade de se obter um alto desenho do perfil de interesses do usuário, que deverá levar às úl�mas consequências o princípio da oferta como isca para o desejo consumista, foi o principal deles. SANTAELLA, L. Culturas e artes do pós-humano: da cultura das mídias à cibercultura. São Paulo: Paulus, 2003 (adaptado). Do ponto de vista comercial, o avanço das novas tecnologias indicado no texto está associado à a) atuação dos consumidores como fiscalizadores da produção. b) exigência de consumidores conscientes de seus direitos. c) relação direta entre fabricantes e consumidores. d) individualização das mensagens publicitárias. e) manutenção das preferências de consumo. SOC0105 - (Enem) 33@professorferretto @prof_ferretto Elaborada em 1969, a releitura con�da na Figura 2 revela aspectos de uma trajetória e obra dedicada à a) valorização de uma representação tradicional da mulher. b) descaracterização de referências do folclore nordes�no. c) fusão de elementos brasileiros à moda da Europa. d) massificação do consumo de uma arte local. e) criação de uma esté�ca de resistência. SOC0123 - (Enem) Essa atmosfera de loucura e irrealidade, criada pela aparente ausência de propósitos, é a verdadeira cor�na de ferro que esconde dos olhos do mundo todas as formas de campos de concentração. Vistos de fora, os campos e o que neles acontece só podem ser descritos como imagens extraterrenas, como se a vida fosse neles separada das finalidades deste mundo. Mais que o arame farpado, é a irrealidade dos detentos que ele confina que provoca uma crueldade tão incrível que termina levando à aceitação do extermínio como solução perfeitamente normal. ARENDT, H. Origens do totalitarismo. São Paulo: Cia das Letras, 1989 (adaptado). A par�r da análise da autora, no encontro das temporalidades históricas, evidencia-se uma crí�ca à naturalização do(a) a) ideário nacional, que legi�ma as desigualdades sociais. b) alienação ideológica, que jus�fica as ações individuais. c) cosmologia religiosa, que sustenta as tradições hierárquicas. d) segregação humana, que fundamenta os projetos biopolí�cos. e) enquadramento cultural, que favorece os comportamentos puni�vos. SOC0118 - (Enem) Produzida no Chile, no final da década de 1970, a imagem expressa um conflito entre culturas e sua presença em museus decorrente da a) valorização do mercado das obras de arte. b) definição dos critérios de criação de acervos. c) ampliação da rede de ins�tuições de memória. d) burocra�zação do acesso dos espaços exposi�vos. e) fragmentação dos territórios das comunidades representadas. SOC0049 - (Enem) 34@professorferretto @prof_ferretto TEXTO I TEXTO II As ações “Meninas Internacionais no Dia das TIC” são comemoradas todos os anos no mundo todo. O evento tem como obje�vo criar um ambiente global que capacita e incen�va mulheres jovens a considerar a área crescente de TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação), permi�ndo que tanto as profissionais quanto as empresas de tecnologia colham os bene�cios de uma maior par�cipação feminina nesse setor. Segundo a União Internacional de Telecomunicações (UIT), atualmente existem cerca de 260 milhões de usuárias de internet a menos na comparação com os homens conectados. E, para reverter esse cenário, o evento busca proporcionar a�vidades de capacitação, além de discu�r assuntos factuais sobre o mercado de trabalho. Disponível em: www.em.com.br. Acesso em: 21 maio 2018. Em ambos os textos, constata-se que a par�cipação das mulheres nas diferentes áreas de conhecimento a) apresenta taxas de crescimento significa�vas em relação à dos homens. b) superou a produção masculina na construção de projetos ao longo dos anos. c) vem sendo es�mulada por meio de ações educa�vas em diferentes setores. d) tem se transformado, seja pela inicia�va feminina, seja pelo incen�vo de organizações. e) dobrou em relação à atuação de pesquisadores do outro gênero, no intervalo de 16 anos. SOC0057 - (Enem) Nas úl�mas décadas, uma acentuada feminização no mundo do trabalho vem ocorrendo. Se a par�cipação masculina pouco cresceu no período pós-1970, a intensificação da inserção das mulheres foi o traço marcante. Entretanto, essa presença feminina se dá mais no espaço dos empregos precários, ondea exploração, em grande medida, se encontra mais acentuada. NOGUEIRA, C. M. As trabalhadoras do telemarke�ng: uma nova divisão sexual do trabalho? In: ANTUJNES, R. et al.Infoproletários: degradação real do trabalho virtual. São Paulo: Boitempo, 2009. A transformação descrita no texto tem sido insuficiente para o estabelecimento de uma condição de igualdade de oportunidade em virtude da(s) a) estagnação de direitos adquiridos e do anacronismo da legislação vigente. b) manutenção do status quo gerencial e dos padrões de socialização familiar. c) desestruturação da herança patriarcal e das mudanças do perfil ocupacional. d) disputas na composição sindical e da presença na esfera polí�co-par�dária. e) exigências de aperfeiçoamento profissional e de habilidades na competência dire�va. SOC0148 - (Unesp) Nenhum grupo de mulheres brancas conheceu melhor a diferença entre seu próprio status e o status das mulheres negras do que o grupo de mulheres brancas poli�camente conscientes e a�vistas na luta pelos direitos civis. Ainda assim, várias dessas mulheres deslocaram-se das lutas pelos direitos civis para as lutas pela libertação da mulher e lideraram um movimento feminista em que suprimiram e negaram a consciência sobre as diferenças que viram e ouviram. Elas entraram para o movimento feminista apagando e negando a diferença, sem pensar em raça e gênero juntos, mas eliminando raça do cenário. (bell hooks. O feminismo é para todo mundo: polí�cas arrebatadoras, 2018. Adaptado.) Ao abordar aspectos do Movimento pelos Direitos Civis nos Estados Unidos da década de 1960, o excerto 35@professorferretto @prof_ferretto a) aponta o insucesso das reivindicações de igualdade de raça e gênero e a persistência de padrões históricos de desigualdade na sociedade norte-americana. b) lamenta a ausência de uma história de mobilizações feministas e negras e de uma disposição das mulheres brancas para atuar em defesa das conquistas de direitos sociais. c) iden�fica a ocorrência em paralelo de ações afirma�vas das mulheres e dos negros e a falta de conexão entre esses dois campos de reivindicação de direitos. d) caracteriza a mudança radical por que passou a sociedade norte-americana no período e o nascimento de interconexões entre os movimentos negro e feminista. e) enfa�za a importância da estratégia polí�ca do a�vismo feminista e sua influência sobre as mobilizações posteriores de reivindicação de direitos da população negra. SOC0158 - (Uece) A Revolução Industrial, a par�r do século XIX, deu início ao crescimento populacional e à urbanização das cidades, e impulsionou tanto o desenvolvimento tecnológico e cien�fico como, na mesma toada, trouxe perigos e riscos para a vida cole�va nas sociedades modernas. Antes da industrialização e da urbanização, os perigos naturais com que se defrontavam as populações humanas eram, por exemplo, enchentes e terremotos, mas, desde então, a humanidade tem-se deba�do, também, com perigos que surgem pelo efeito da vida cole�va sobre a natureza como, por exemplo, o controle da produção e descarte de lixo nas cidades, e o aquecimento global. Segundo Beck (2011), vivemos em “sociedades de risco” e os Estados modernos começaram a levar em conta os perigos introduzidos, a reboque, pelos desenvolvimentos econômico e tecnológico. De fato, são perigos que têm origem humana e não natural, e que, segundo Beck (2011), atualmente, nem a ciência nem a polí�ca conseguem controlá-los a contento, mas somente através da ciência e da polí�ca há chance de colocá-los sob algum controle ou amenizar seus male�cios. BECK, Ulrich. Sociedade de risco: rumo a uma outra modernidade. 2ª ed. São Paulo: Editora 34, 2011. Considerando o significado de “sociedade de risco”, assinale a proposição verdadeira. a) A “sociedade de risco” demonstra como as revoluções cien�fica e tecnológica precisam ser agora estancadas para que os perigos e os riscos que elas criaram para o social sejam evitados. b) Uma “sociedade de risco” significa que indivíduos, governos e corporações estão, cada vez mais, preocupados com o controle dos riscos produzidos e disseminados na vida moderna. c) A “sociedade de risco” indica um �po de sociedade moderna em que as incertezas e as inseguranças produzidas pelos cien�stas não conseguem ser sanadas nem controladas. d) Uma “sociedade de risco” aponta que os perigos oriundos do desenvolvimento econômico estão além de qualquer controle e que a vida humana e a natureza estão comprome�das. SOC0153 - (Uel) Leia o texto a seguir Aproximadamente uma em cada quatro milhões acima de 16 anos foi ví�ma de algum �po de violência na pandemia no Brasil. 07/06/2021 08h00 Uma pesquisa do Ins�tuto Datafolha, encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) concluiu que 24,4% das mulheres acima de 16 anos afirmam ter sofrido algum �po de violência, seja �sica, psicológica ou sexual, no úl�mo ano no Brasil durante a pandemia da Covid-19. Ainda de acordo com o estudo, estas 24,4% de mulheres representam uma população de 17 milhões de ví�mas. Como referência existem 100 milhões de mulheres de todas as idades em território brasileiro. Na comparação com os dados da úl�ma pesquisa (2019), houve aumento do número de agressões dentro de casa, que passou de 42% para 48,8%; cresceu a par�cipação de companheiros, namorados e ex-parceiros nas agressões; e diminuíram as agressões na rua, que passaram de 29% para 19%. Comentários dos leitores: Leitor 1 há 2 meses Esse dado de 1 a cada 4 mulheres não está certo. Não vou nem argumentar porque não tenho provas, mas tenho quase certeza de que está errado, palhaçada isso! Leitor 2 há 2 meses Esse dado é falso porque isso significaria que a cada quatro conhecidas suas uma teria sido agredida. Você conhece alguma agredida, .............. . Leitor 3 há 2 meses Parece suspeito que mais de 25 milhões de mulheres tenham sido agredidas. Esse número só pode estar inflado. Adaptado de: //g1.globo.com/ 36@professorferretto @prof_ferretto Com base no texto e nos conhecimentos sobre a atuação dos movimentos feministas de mulheres, no Brasil, em relação à violência contra a mulher, assinale a alterna�va correta. a) Os movimentos de mulheres, ao promover a campanha “Quem Ama Não Mata”, contribuíram para a recusa das teses jurídicas de crime passional nos casos de violência contra as mulheres. b) A redução da violência contra a mulher no espaço público, no contexto da pesquisa no�ciada, deve-se ao fortalecimento das polí�cas de enfrentamento à violência contra a mulher no período. c) As feministas, com o lema “O Pessoal é Polí�co”, centralizam sua luta nas reivindicações por direitos polí�cos, assegurando maior par�cipação das mulheres nos par�dos e em cargos da administração pública. d) Para os movimentos feministas, o combate ao alcoolismo e a outras drogas lícitas e ilícitas entre homens é uma prioridade na Polí�ca Nacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher. e) Com o lema “Em Briga de Marido e Mulher, Não se Mete a Colher”, os movimentos de mulheres reivindicam afastamento das polí�cas puni�vistas da segurança pública nos casos de violência domés�ca. SOC0146 - (Fuvest) Henri Lefebvre, em clássico livro - O direito à cidade - , escrito em meados do século passado (1968), afirmou, acerca do fenômeno urbano, que se poderia definir como "sociedade urbana a realidade social que nasce à nossa volta". Atualmente, segundo a ONU, 55% da população mundial vive em cidades e a expecta�va é de que esta proporção aumente para 70% até 2050. Com relação às populações urbanas do mundo, em geral, e do Brasil, em par�cular, é correto afirmar o seguinte: a) O Brasil acompanha essa tendência verificada pela ONU, pois ainda não pode ser considerado um país totalmente desenvolvido, já que não é industrializado, nem urbanizado. b) O Brasil já ultrapassou em muito essas projeções indicadas pela ONU, e uma das consequências disso é o enfraquecimento do agronegócio, hoje reduzido a 1/3 de sua economia. c) Tais projeções indicam, em média, as populaçõesque vivem ou que se deslocarão para as cidades consideradas médias ou grandes nos países do mundo. d) Para um país ser considerado urbanizado, é necessário que sua população urbana ultrapasse os 70%, iden�ficando uma realidade social, que, segundo Lefebvre, possa ser caracterizada como "sociedade urbana". e) Lefebvre diria que os índices da ONU subes�mam a quan�dade de pessoas que vivem sob condições, ritmos e a�vidades ditados pelas "sociedades urbanas", independentemente de viverem nos campos ou nas cidades. SOC0055 - (Unesp) Os meios de transporte e comunicação em massa, as mercadorias, casa, alimento e roupa, a produção irresis�vel da indústria de diversões e informação trazem consigo a�tudes e hábitos prescritos, certas reações intelectuais e emocionais que prendem os consumidores mais ou menos agradavelmente aos produtores e, através destes, ao todo. Os produtos doutrinam e manipulam; […] E, ao ficarem esses produtos benéficos à disposição de maior número de indivíduos e de classes sociais, a doutrinação que eles portam deixa de ser publicidade; torna-se um es�lo de vida. (Herbert Marcuse. A ideologia da sociedade industrial: o homem unidimensional, 1973.) Marcuse cri�ca o modelo de produção da sociedade industrial, que, segundo o texto, se expressa na a) manipulação, pela propaganda, de consumidores e produtores. b) defesa, pela publicidade, de valores masculinos e patriarcais. c) subs�tuição da pureza do artesanato pela ganância da fábrica. d) alienação do trabalhador provocada pelo trabalho fabril. e) imposição cultural de hábitos e a�tudes individuais. SOC0272 - (Enem PPL) 37@professorferretto @prof_ferretto A morte de um homem negro em Minnesota, nos Estados Unidos, causou uma onda de indignação depois da divulgação de um vídeo que mostra um policial branco ajoelhado no pescoço dele. Nas imagens, o homem, iden�ficado como George Floyd, de 40 anos, reclama e diz repe�damente: “Não consigo respirar”. Caso George Floyd: morte de homem negro filmado com policial branco com joelhos em seu pescoço causa indignação nos EUA. Disponível em: h�ps://g1.globo.com. Acesso em: 11 nov. 2021 (adaptado). Esse acontecimento mo�vou uma série de movimentos organizados de pressão por ações governamentais de combate à a) pobreza extrema. b) prá�ca xenofóbica. c) intolerância polí�ca. d) discriminação racial. e) segregação religiosa. SOC0273 - (Enem PPL) De Sea�le a Porto Alegre, contramovimentos espontâneos estariam emergindo pragma�camente na esteira da nova onda de mercan�lização causada pela globalização. Assim, somados, o aumento da feminilização, as diferentes formas de flexibilização e o aumento da informalidade verificados em escala global serviriam para aproximar obje�vamente os interesses do proletariado do norte e sul globalizados, possibilitando uma retomada do processo de internacionalização das prá�cas solidárias. BRAGA, R. A rebeldia do precariado: trabalho e neoliberalismo no sul global. São Paulo: Boitempo, 2017 (adaptado). A unificação da pauta dos movimentos sociais internacionais, descrita no texto, tem como principal obje�vo: a) Denunciar o tráfico de pessoas. b) Contestar a corrida armamen�sta. c) Condenar a degradação ambiental. d) Desaprovar o comércio transnacional. e) Combater a precarização do emprego. SOC0276 - (Enem PPL) Pensar o corpo como algo produzido pela cultura é, simultaneamente, um desafio e uma necessidade. Um desafio porque rompe, de certa forma, com o olhar naturalista sobre o qual muitas vezes o corpo é observado, explicado, classificado e tratado. Uma necessidade porque, ao desnaturalizá-lo, revela, sobretudo, que o corpo é histórico. Isto é, mais do que um dado natural cuja materialidade nos presen�fica no mundo, o corpo é uma construção sobre a qual são conferidas diferentes marcas em diferentes tempos, espaços, conjunturas econômicas, grupos sociais e étnicos. LOURO, G. L.; FELIPE, J.; GOELLNER, S. V. (Org.). Corpo, gênero e sexualidade: um debate contemporâneo na educação. Petrópolis: Vozes, 2013 (adaptado). A que valor da contemporaneidade o entendimento sobre o corpo expresso no texto é correlato? a) Individualidade. b) Fraternidade. c) Diversidade. d) Igualdade. e) Liberdade. SOC0277 - (Enem PPL) Se por um lado podemos falar de certa “influência” do feminismo nas organizações de esquerda armada a par�r da admissão das mulheres nessas organizações, e de sua efe�va par�cipação, muitas vezes de armas na mão, nos eventos, além de sua prisão, tortura e desaparecimento, por outro lado, a impressão que temos ao ler os relatos ou ouvir os testemunhos das pessoas entrevistadas é que uma “consciência feminista” apenas se deu nessas mulheres num momento posterior. Como se o contato com os movimentos e literatura feministas no exílio ou após 1975, com o Ano da Mulher ins�tuído pela Organização das Nações Unidas, desse a tais mulheres palavras para expressar o que antes seria um sen�mento difuso diante daquilo que lhes acontecia no co�diano. WOLFF, C. S. Feminismo e configurações de gênero na guerrilha: perspec�vas compara�vas no Cone Sul, 1968- 1985. Revista Brasileira de História, n. 54, 2007. Para as mulheres apresentadas no texto, a reflexão sobre a perspec�va feminista proporcionou o(a) a) desvalorização de suas demandas na resistência. b) direcionamento da ação militante contra a violência domés�ca. c) enfraquecimento da atuação nos movimentos subversivos. d) ressignificação da memória acerca do engajamento polí�co. e) limitação da par�cipação das trabalhadoras em manifestações. SOC0278 - (Enem PPL) 38@professorferretto @prof_ferretto A capa do jornal A Vóz da Raça, da década de 1930, apresenta que o obje�vo da Frente Negra Brasileira era: a) Restringir as religiosidades. b) Padronizar as manifestações. c) Ressignificar o socialismo. d) Combater as discriminações. e) Publicizar o totalitarismo. SOC0279 - (Enem PPL) O equilíbrio ecológico e social do caipira se estabeleceu em função do que poderíamos qualificar de condições primi�vas do meio: terra virgem de fácil amanho, abundância da caça, pesca e coleta, fraca densidade demográfica, limitando a concorrência vital. Quando, apesar disto, um determinado meio se exauria (rela�vamente aos seus precários recursos técnicos, é claro, não em absoluto), ele corrigia a situação pela mobilidade. A mobilidade recria o meio, permi�ndo as condições desejadas; e deste modo garante o equilíbrio. CANDIDO, A. Os parceiros do Rio Bonito. São Paulo: Duas Cidades, 1971. A construção do sujeito histórico mencionado pelo autor problema�za a relação entre a) agricultura familiar e dinamização do mercado local. b) comunidades autônomas e garan�a de direitos sociais. c) cul�vos i�nerantes e disponibilidade de riquezas naturais. d) cercamento de la�fúndios e proletarização de setores camponeses. e) condições de compe��vidade e ampliação da agroindústria moderna. SOC0280 - (Enem PPL) Na imagem, está registrada a estratégia de atuação de um �po de movimento social urbano. Considerando-se os direitos cons�tucionais, essa estratégia ressalta a necessidade de adoção de medidas governamentais que promovam o(a) a) controle de fluxos emigratórios. b) acesso a moradias adequadas. c) dissolução da propriedade privada. d) descentralização de espaços de lazer. e) restrição ao processo de ver�calização. SOC0281 - (Enem PPL) Houve uma rede de televisão brasileira que conseguiu, com ousadia e exclusividade, uma entrevista com o presidente da Líbia, logo após o bombardeio de sua casa pela aviação estadunidense, em 1986. Foi constrangedor para Kadafi e para os telespectadores ouvir as perguntas: “O que o senhor sen�u quando percebeu o bombardeio? O que o senhor sen�u quando viu sua família ameaçada? O que o senhor achou desse ato dos inimigos?”. Nenhuma pergunta sobre o significado do atentado na polí�ca e na geopolí�ca do Oriente Próximo; nenhuma indagação que permi�sse furar o bloqueio das informações a que as agências no�ciosas estadunidenses submetem a Líbia.CHAUÍ, M. Simulacro e poder: uma análise da mídia. In: A ideologia da competência. Belo Horizonte: Autên�ca, 2016. O argumento levantado no texto é uma crí�ca ao papel da imprensa brasileira por a) problema�zar a narra�va dos acontecimentos históricos. b) dissimular a parcialidade dos conteúdos midiá�cos. c) defender o par�darismo dos relatos jornalís�cos. d) julgar a visão autoritária dos discursos oficiais. e) explorar a lógica bipolar dos eventos globais. 39@professorferretto @prof_ferretto SOC0282 - (Enem PPL) Em um placar acirrado (quatro votos a três), a Suprema Corte dos EUA decidiu que a cota racial conquistada por negros(as) e la�nos(as) para admissão de novos(as) alunos(as) nas universidades não viola o princípio de igualdade perante a lei. Portanto, não é incons�tucional, como foi alegado. Nos EUA, a cota racial é chamada de “ação afirma�va”. MELO, J. O. Suprema Corte mantém cota racial para universidades dos EUA. Disponível em: www.conjur.com.br. Acesso em: 12 nov. 2021 (adaptado). A decisão da Suprema Corte, com impacto sobre o sistema educacional estadunidense, obje�vou garan�r a a) obtenção do perdão judicial. b) anulação das dívidas estudan�s. c) aprovação dos cursos superiores. d) u�lização dos recursos estrangeiros. e) promoção da diversidade acadêmica. SOC0264 - (Enem PPL) Maria Leonor é uma criança de 7 anos de Miranda do Douro, em Portugal, que começou a achar muito diver�do “falar brasileiro” depois que conheceu um influenciador digital na internet. Jonathan, de 6, vive no Porto e passou a cumprimentar as amiguinhas com “oi, menina” depois que descobriu vídeos de brasileiros nas redes sociais. As duas crianças são parte de um fenômeno que provoca polêmica em Portugal. O sotaque brasileiro tem criado polêmica entre alguns países e virou tema na imprensa local. FARIAS, V. F.; VASCONCELOS, R. Crianças portuguesas aprendem a “falar brasileiro” no Youtube durante a pandemia. Disponível em: h�ps://internacional.estadao.com.br. Acesso em: 11 nov. 2021 (adaptado). O fenômeno descrito no texto é provocado pelo a) aumento das trocas comerciais. b) desenvolvimento dos laços afe�vos. c) crescimento do intercâmbio cultural. d) incremento da padronização linguís�ca. e) enfrentamento do preconceito estrutural. SOC0266 - (Enem PPL) O legado dos movimentos sociais dos anos 1970-80 Na mudança de regime polí�co, que culminou com a Carta Cons�tucional de 1988, os movimentos sociais foram, sem dúvida, os grandes atores. Se tomarmos a Cons�tuição de 1988 como o coroamento desse processo, no qual os movimentos sociais ocuparam a cena pública, vamos perceber que os valores democrá�cos nela inscritos são inéditos como experiência de sociedade, e não seria exagero dizer que a sociedade brasileira de antes de 1964 não se reconheceria na Carta de 1988, o que equivale a dizer que o processo vivido nesses anos recentes logrou estabelecer os fundamentos de uma nova sociedade marcada, especialmente, pelo reconhecimento dos direitos de cidadania que a sociedade passou a atribuir- se através dos seus movimentos. SILVEIRA, R. J. Revista Mediações, n. 1, jan.-jun. 2000 (adaptado). Com base no texto, a ação dos atores sociais mencionados produziu o seguinte resultado: a) Manipulação da memória nacional. b) Subordinação do sistema judiciário. c) Imposição dos discursos ideológicos. d) Transformação da realidade histórica. e) Destruição dos princípios tradicionais. SOC0268 - (Enem PPL) Há uma década, Alter (PA) e Santarém (PA) resgatam o idioma de nheengatu — a língua mais falada no Brasil e proibida em 1758 pela Coroa portuguesa — por meio do ensino em 47 escolas. Uma delas é a Escola Indígena Antônio de Sousa Pedroso, mais conhecida como Escola Borari. A região é hoje repleta de mestres na�vos de nheengatu. Nhe’eng significa “língua”, e “boa” é a tradução de katu. Daí o nheengatu ou nhengatu (ou língua geral), criado no século 16 pelos jesuítas a par�r do tupi e criminalizado no século 18 por um decreto do Marquês de Pombal. LEMOS, S. Indígena ensina língua proibida pelos portugueses na paradisíaca Alter (PA). Disponível em: h�ps://tab.uol.com.br. Acesso em: 11 nov. 2021 (adaptado). O ensino da língua mencionada no texto tem como obje�vo a a) resolução dos conflitos legais. b) este�zação do dialeto regional. c) grama�zação do vocabulário local. d) valorização da tradição cultural. e) reabilitação das autoridades polí�cas. SOC0269 - (Enem PPL) TEXTO I 40@professorferretto @prof_ferretto TEXTO II Pás Principal porto de entrada de africanos escravizados no Brasil e nas Américas, o Cais do Valongo, localizado no Rio de Janeiro (RJ), passou a integrar a lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em 1o de março de 2017. O Brasil recebeu perto de quatro milhões de escravos durante os mais de três séculos de duração do regime escravagista. Pelo Cais do Valongo, na região portuária da cidade, passou aproximadamente um milhão de africanos escravizados em cerca de 40 anos, o que o tornou o maior porto receptor de escravos do mundo. FRAZÃO, F. Disponível em: h�ps://agenciabrasil.ebc.com.br. Acesso em: 3 nov. 2021. Ao ser reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco, o sí�o arqueológico mencionado inscreve-se como a) guardião da memória de povos oprimidos. b) reduto da tradição de imigrantes estrangeiros. c) região de celebrações de rituais cris�anizados. d) depósito de fragmentos de artefatos arquitetônicos. e) local de desembarque de nobres lusitanos. SOC0270 - (Enem PPL) Nas An�lhas, o jovem negro que, na escola, não para de repe�r “nossos pais, os gauleses”, iden�fica-se com o explorador, com o civilizador, com o branco que traz a verdade aos selvagens, uma verdade toda branca. Há iden�ficação, isto é, o jovem negro adota subje�vamente uma a�tude de branco. Ele carrega o herói, que é branco, com toda a sua agressividade — a qual, nessa idade, assemelha-se estreitamente a uma dádiva: uma dádiva carregada de sadismo. FANON, F. Pele negra, máscaras brancas. Salvador: Edu�a, 2008. A reflexão do autor sobre o processo de socialização apresentado no texto expõe qual elemento cons�tuidor das relações sociais? a) A violência estatal. b) O racismo estrutural. c) A opressão religiosa. d) O desemprego crônico. e) A desigualdade educacional. SOC0271 - (Enem PPL) Ana Maria [entrevistadora]: Vida de empreguete é tão dura assim como vocês retratam no clipe? Penha [empregada]: Olha, Ana, di�cil mesmo é aturar cara de patroa ignorante que não sabe pedir as coisas com educação. Sonia [patroa]: Ana, eu acho que nós estamos vivendo uma inversão total de valores, entende? Não somos nós que precisamos das empregadas. Elas é que precisam do emprego, precisam do dinheiro que nós pagamos. Cida [empregada]: Até parece, dona Sonia, a senhora precisa de mim até pra pegar água! Sonia: Eu sou de um tempo em que os serviçais sabiam o seu lugar! Cida: Eu esqueci que a senhora pegou a época da escravidão! Ana Maria: Gente, eu só quis promover aqui uma confraternização... Chayenne [patroa]: Ana, pare tudo, porque agora eu quero falar! Eu sou uma patroa que dou de tudo: eu dou comida, eu dou quar�nho, eu dou sabão de coco pra elas se lavarem, eu dou papel higiênico, eu dou copo, prato, talher, tudo separado, sem descontar o salário! Penha: Agora, pra �rar férias, como manda a lei, é um sacri�cio! E ela viaja e quer que eu fique carregando a mala dela. Eu não sou carregadora de mala, não! MACEDO, R. M. Espelho mágico: produção e recepção de imagens de empregadas domés�cas em uma telenovela brasileira. Cadernos Pagu, n. 48, 2016. O diálogo, extraído de uma telenovela brasileira exibida em 2012, traduz o pensamento de uma sociedade caracterizada pela presença de a) símbolos da expansão de bens culturais. b) avanços do número de contratos formais. c) elementos do sistema do ca�veiro colonial. d) progressos da venda de produtos midiá�cos. e) signos da modernização de relações laborais. SOC0289 - (Enem PPL) As canções dos escravostornaram-se espetáculos em eventos sociais e religiosos organizados pelos senhores e chegaram a ser cantadas e representadas, ao longo do século XIX, de forma estereo�pada e deprecia�va, 41@professorferretto @prof_ferretto pelos blackfaces dos Estados Unidos e Cuba, e pelos teatros de revista do Brasil. As canções escravas, sob a forma de cakewalks ou lundus, despontavam frequentemente no promissor mercado de par�turas musicais, nos salões, nos teatros e até mesmo na nascente indústria fonográfica – mas não necessariamente seus protagonistas negros. O mundo do entretenimento e dos empresários musicais atlân�cos produziu atraentes diversões dançantes com base em gêneros e ritmos iden�ficados com a população negra das Américas. ABREU, M. O legado das canções escravas nos Estados Unidos e no Brasil: diálogos musicais no pós-abolição. Revista Brasileira de História, n. 69, jan-jun. 2015. A absorção de elementos da vivência escrava pela nascente indústria do lazer, como demonstrada no texto, caracteriza-se como a) ação afirma�va. b) missão civilizatória. c) desobediência civil. d) apropriação cultural. e) comportamento xenofóbico. SOC0290 - (Enem PPL) Grileiro de terra O jagunço falou com o caboclo Conversando na sua varanda Meu patrão vai tomar suas terras Tá cercado por todas as bandas Acho bom sair quanto antes Pegue a sua família e se manda Porque saibas que um mal acordo É melhor do que boa demanda TAVIANO & TAVARES. Disponível em: www.kboing.com.br. Acesso em: 16 abr. 2015 (fragmento). A situação de conflito descrita é caracterís�ca de espaços rurais onde ocorre o processo de a) formação de sistema de parceria. b) homologação de reservas extra�vistas. c) falsificação de �tulos de propriedades. d) terceirização de mão de obra empregada. e) desagregação de organizações coopera�vistas. SOC0291 - (Enem PPL) A agenda escolar 2008 convida os alunos das escolas municipais do Recife à leitura mensal de trechos de poemas dos 12 ar�stas agraciados com estátuas desde 2005. Dessa maneira, esses alunos �veram acesso, em cada mês do ano, a informações sobre as personalidades retratadas no papel e no espaço público, lendo e discu�ndo seus versos e visitando as esculturas instaladas estrategicamente no centro da cidade. Trata- se, em suma, de uma pedagogia do espaço público que repousa no reconhecimento de personalidades e lugares simbólicos para a cidade. De acordo com a prefeitura, o i�nerário poé�co seria uma maneira de fazer reconhecer talentos que embelezam os postais recifenses, além de estreitar laços do cidadão com a cultura. MACIEL, C. A. A.; BARBOSA, D. T. Democracia, espaços públicos e imagens simbólicas da cidade do Recife. In: CASTRO, I. E.; RODRIGUES, J. N.; RIBEIRO, R. W. (Org.). Espaços da democracia. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2013 (adaptado). No texto, está descrita uma ação do poder público que coloca a paisagem como um fator capaz de contribuir para a a) inclusão das minorias reprimidas. b) consolidação dos direitos polí�cos. c) redução de desigualdades de renda. d) construção do sen�mento de pertencimento. e) promoção do crescimento da economia. SOC0293 - (Enem PPL) A originalidade do Absolu�smo português talvez esteja no fato de ter sido o regime polí�co europeu que melhor sinte�zou a ideia do patrimonialismo estatal: os recursos materiais da nação se confundindo com os bens pessoais do monarca. SOUSA, M. Disponível em: www.turmadamonica.com.br. Acesso em: 16 abr. 2015. A ironia expressa na �rinha representa uma crí�ca à seguinte relação entre sociedade e natureza: a) Perseguição étnica indígena. b) Crescimento econômico predatório. c) Modificação de prá�cas colonizadoras. d) Comprome�mento de jazidas minerais. e) Desenvolvimento de reservas extra�vistas. SOC0294 - (Enem PPL) 42@professorferretto @prof_ferretto Uma civilização é a en�dade cultural mais ampla. As aldeias, as regiões, as etnias, as nacionalidades, os segmentos religiosos, todos têm culturas dis�ntas em diferentes níveis de heterogeneidade cultural. A cultura de um vilarejo no sul da Itália pode ser diferente da de um vilarejo no norte da Itália, mas ambos compar�lharam uma cultura italiana comum que os dis�ngue de vilarejos alemães. As comunidades europeias, por sua vez, compar�lharão aspectos culturais que as dis�nguem das comunidades chinesas ou hindus. HUNTINGTON, S. P. O choque de civilizações. Rio de Janeiro: Obje�va,1997. De acordo com esse entendimento, a civilização é uma construção cultural que se baseia na a) atemporalidade dos valores universais. b) globalização do mundo contemporâneo. c) fragmentação das ações polí�cas. d) centralização do poder estatal. e) iden�dade dos grupos sociais. SOC0283 - (Enem PPL) Cargos nas áreas de educação, saúde, arte, mídia, gestão, negócios e finanças são os que têm maior probabilidade de sobreviver aos avanços da tecnologia, aponta estudo da Universidade de Oxford. A crescente informa�zação, porém, con�nuará a eliminar profissões, principalmente aquelas que não exigem habilidades cria�vas, sociais e percepção espacial mais sofis�cada. SCHREIBER, M. Conheça as profissões “mais ameaçadas” pela tecnologia. Disponível em: www.bbc.com. Acesso em: 11 dez. 2018 (adaptado). A análise do mundo do trabalho, conforme apresentada no texto, assume um caráter determinista por restringir a áreas específicas a u�lização de qual caracterís�ca? a) Segurança previdenciária. b) Capacidade inven�va. c) Estabilidade funcional. d) A�vidade qualificada. e) Formalidade laboral. SOC0285 - (Enem PPL) Foi no século XVIII, nas terras de uma fazenda, que surgiu a Vila Dis�nta e Real de Sobral. O desenvolvimento da localidade se deu por estar próxima ao Rio Acaraú, que ligava aos estados de Pernambuco, Piauí e Maranhão. O tombamento de Sobral trouxe, ainda, como peculiaridade no Ceará o envolvimento dos moradores. Quem passa pela cidade pode ver construções que trazem os es�los coloniais, eclé�cos, art déco e vernaculares. No interior do Ceará, município de Sobral guarda e arte colonial brasileira. Disponível em: h�tp://portal.iphan.gov.br. Acesso em: 14 jul. 2015 (adaptado). A condição atribuída ao complexo arquitetônico da cidade, conforme mencionada no texto, proporcionou a a) harmonização de espaços sociais. b) valorização de reservas ecológicas. c) ampliação de conjuntos residenciais. d) manutenção de comunidades de pescadores. e) preservação de artefatos de memória. SOC0286 - (Enem PPL) Entre as muitas batalhas, destaca-se aquela voltada para a dessegregação dos ônibus de Montgomery, Alabama. O estopim foi a prisão da costureira Rosa Parks, que se recusou a ceder seu assento a um homem branco. O boicote aos ônibus teve início em dezembro de 1955. A população negra preferia andar quilômetros a pé, todos os dias, a sofrer as humilhações de um transporte segregado. Disponível em: h�p://cienciahoje.uol.com.br. Acesso em: 30 mar. 2015 (adaptado). O tema do texto refere-se a um movimento social que, na longa duração da história norte-americana, exigia a a) concre�zação de princípios socialistas. b) abolição do trabalho compulsório. c) proteção da militância polí�ca. d) legi�mação do voto feminino. e) extensão de direitos civis. SOC0287 - (Enem PPL) TEXTO I O uso do Cerrado pelas populações indígenas estava ligado a um caráter conservacionista e sagrado. A caça e a pesca eram realizadas apenas para a subsistência. A coleta recolhia apenas o que o Cerrado oferecia. A agricultura com a produção de milho e tubérculos abria apenas alguns clarões nas áreas de florestas decíduas. O Cerrado era o fundamento central da existência dessas tribos. Isso significa a sacralização dos elementos deste bioma pelos grupos indígenas. SILVA, E. B. D.; BORGES, J. A. Dos usos e reocupações do Cerrado goiano: agroecologia como alterna�va. XI EREGEO, Jataí-GO, 2009 (adaptado). TEXTO II 43@professorferretto @prof_ferretto O desenvolvimento sustentável é aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a capacidade de as gerações futuras atenderemde sí�os arqueológicos. e) medidas de salvaguarda de peças museológicas. SOC0193 - (Enem) TEXTO I Interseccionalidade: intercruzamento de desigualdades que gera padrões complexos de discriminação. TEXTO II 3@professorferretto @prof_ferretto Considerando o conceito apresentando no Texto I e os dados apresentados no Texto II, no Brasil, são fatores que intensificam o fenômeno da discriminação: a) Raça e gênero. b) Etnia e habitação. c) Idade e nupcialidade. d) Profissão e sexualidade. e) Escolaridade e fecundidade. SOC0070 - (Enem) Nas úl�mas décadas, a capoeira está cada vez mais presente no ambiente escolar, seja por intermédio de estudantes que a pra�cam nos intervalos das aulas, seja como parte das propostas curriculares de diversas ins�tuições de ensino. Disponível em: h�p://crv.educação.mg.gov.br (adaptado). Cada vez mais reconhecida, a capoeira é considerada a 14ª expressão ar�s�ca do país, registrada como patrimônio imaterial pelo IPHAN. Sua prá�ca representa nas escolas um(a) a) a�vidade que proporciona diálogo e inclusão para os pra�cantes. b) alterna�va quer contraria o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). c) meio didá�co desvinculado da cultura popular. d) movimento teórico e intelectual sem práxis cole�va. e) prá�ca sem vínculo iden�tário e cultural. SOC0054 - (Uel) Referindo-se à Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), em 2017, a então presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal Brasileiro, disse: Se todas as nações �vessem seguido esse documento [desde sua promulgação], nós não teríamos as mazelas que a gente tem hoje no mundo e no Brasil, principalmente. A impressão que eu tenho é que nenhum governante lê a Declaração dos Direitos Humanos. Em todo lugar que eu vou, eu leio alguns ar�gos que são elementares. Tratam da liberdade, do direito à alimentação, à saúde, à moradia. É lamentável que o mundo não tenha dado passos importantes durante [esse tempo]. Adaptado de: www12.senado.leg.br Com base nos conhecimentos sobre a DUDH, considere as afirma�vas a seguir. I. Em alguns países desenvolvidos, as ameaças aos direitos humanos vêm, também, na forma da negação de direitos aos imigrantes, em manifestações de ódio racial ou de discriminação sexual ou religiosa. II. A ideia de “universal” con�da na DUDH indica princípios que valem para todas as pessoas, de todos os países, independentemente de etnia, raça, classe social, religião ou qualquer outra condição. III. Um dos fundamentos da DUDH é a noção de “dignidade humana”: cada ser humano possui valor intrínseco, isto é, em si mesmo, cons�tuindo-se, portanto, como sujeito de direitos. IV. As violações de direitos humanos previstas na DUDH excluem aquelas pra�cadas por agentes e empresas privadas, como, por exemplo, as referentes às relações de trabalho. Assinale a alterna�va correta. a) Somente as afirma�vas I e II são corretas. b) Somente as afirma�vas I e IV são corretas. c) Somente as afirma�vas III e IV são corretas. d) Somente as afirma�vas I, II e III são corretas. e) Somente as afirma�vas II, III e IV são corretas. SOC0083 - (Enem) Parecer CNE/CP nº 3/2004, que ins�tuiu as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro- Brasileira e Africana. Procura-se oferecer uma resposta, entre outras, na área da educação, à demanda da população afrodescendente, no sen�do de polí�cas de ações afirma�vas. Propõe a divulgação e a produção de conhecimentos, a formação de a�tudes, posturas que eduquem cidadãos orgulhosos de seu pertencimento étnico-racial — descendentes de africanos, povos indígenas, descendentes de europeus, de asiá�cos — para interagirem na construção de uma nação democrá�ca, em que todos igualmente tenham seus direitos garan�dos. BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Disponível em: www.semesp.org.br. Acesso em: 21 nov. 2013 (adaptado). A orientação adotada por esse parecer fundamenta uma polí�ca pública e associa o princípio da inclusão social a a) prá�cas de valorização iden�tária. b) medidas de compensação econômica. c) disposi�vos de liberdade de expressão. d) estratégias de qualificação profissional. e) instrumentos de modernização jurídica. 4@professorferretto @prof_ferretto SOC0056 - (Enem) A sociedade burguesa moderna, que brotou das ruínas da sociedade feudal, não aboliu os antagonismos de classes. Não fez senão subs�tuir velhas classes, velhas condições de opressão, velhas formas de luta por outras novas. Entretanto, a nossa época, a época da burguesia, caracteriza-se por ter simplificado os antagonismos de classes. MARX, K.; ENGELS, F. O manifesto comunista. São Paulo: Paz e Terra, 1998. Na perspec�va dos autores, os antagonismos entre as classes sociais no capitalismo decorrem da separação entre aqueles que detêm os meios de produção e aqueles que a) vendem a força de trabalho. b) exercem a a�vidade comercial. c) possuem os �tulos de nobreza. d) controlam a propriedade da terra. e) monopolizam o mercado financeiro. SOC0195 - (Enem) Nascidas o Líbano, as duas irmãs não puderam ser registradas no país, porque lá é exigido que os nascidos sejam filhos de pais e mães libaneses. Seus pais, de nacionalidade síria, também não puderam registrá-las no país de origem. Na Síria, crianças só são registradas por pais oficialmente casados, o que não era o caso deles. Disponível em: h�ps://agenciabrasi.ebc.com.br. Acesso em: 7 nov. 2021. Em situações como a apresentada no texto, as pessoas ao nascerem já se encontram na condição sociopolí�ca de a) exiladas. b) apátridas. c) foragidas. d) refugiadas. e) clandes�nas. SOC0189 - (Enem) A dublagem é o novo campo a ser explorado pela inteligência ar�ficial, e há empresas dedicadas a fazer com que as vozes originais de atores sejam transpostas para outros idiomas. A novidade reforça a tendência da automação de postos de trabalho nas mais diversas áreas. Tem potencial para facilitar a vida de estúdios e produtoras e, ao mesmo tempo, tornar mais escassas as oportunidades para dubladores e atores que trabalham com isso. GAGLIONI, C. Disponível em: www.nexojornal.com.br. Acesso em: 25 ou. 2021. A consequência da mudança tecnológica apresentada no texto é a a) proteção da economia nacional. b) valorização da cultura tradicional. c) diminuição da formação acadêmica. d) estagnação da manifestação ar�s�ca. e) ampliação do desemprego estrutural. SOC0084 - (Enem) Estatuto da Frente Negra Brasileira (FNB) Art. 1º – Fica fundada nesta cidade de São Paulo, para se irradiar por todo o Brasil, a Frente Negra Brasileira, união polí�ca e social da Gente Negra Nacional, para a afirmação dos direitos históricos da mesma, em virtude da sua a�vidade material e moral no passado e para reivindicação de seus direitos sociais e polí�cos, atuais, na Comunhão Brasileira. Diário Oficial do Estado de São Paulo, 4 nov. 1931. Quando foi fechada pela ditadura do Estado Novo, em 1937, a FNB caracterizava-se como uma organização a) polí�ca, engajada na luta por direitos sociais para a população negra no Brasil. b) beneficente, dedicada ao auxílio dos negros pobres brasileiros depois da abolição. c) paramilitar, voltada para o alistamento de negros na luta contra as oligarquias regionais. d) democrá�co-liberal, envolvida na Revolução Cons�tucionalista conduzida a par�r de São Paulo. e) internacionalista, ligada à exaltação da iden�dade das populações africanas em situação de diáspora. SOC0100 - (Enem) TEXTO I 5@professorferretto @prof_ferretto TEXTO II Metade da nova equipe da Nasa é composta por mulheres Até hoje, cerca de 350 astronautas americanos já es�veram no espaço, enquanto as mulheres não chegam a ser um terço desse número. Após o anúncio da turma composta 50% mulheres, alguns internautas escreveram comentários machistas e desrespeitosos sobre a escolha nas redes sociais. Disponível em: h�ps://catacralivre.com.br.suas próprias necessidades. COMISSÃO das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. Nosso futuro comum [Relatório Brundtland]. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1988. Qual caracterís�ca presente no Texto II amplia a concepção de conservação ambiental apresentada no Texto I? a) Mercan�lização da natureza. b) Valorização cultural da paisagem. c) Organização da produção familiar. d) Manutenção da cobertura vegetal. e) Preocupação com os descendentes. SOC0298 - (Enem PPL) Para dar conta do movimento histórico do processo de inserção dos povos indígenas em contextos urbanos, cuja memória reside na fala dos seus sujeitos, foi necessário construir um método de inves�gação, baseado na História Oral, que desvelasse essas vivências ainda não estudadas pela historiografia, bem como as confli�vas relações de fronteira daí decorrentes. A par�r da história oral foi possível entender a dinâmica de deslocamento e inserção dos índios urbanos no contexto da sociedade nacional, bem como perceber os entrelugares construídos por estes grupos étnicos na luta pela sobrevivência e no enfrentamento da sua condição de invisibilidade. MUSSI, P. L. V. Tronco velho ou ponta da rama? A mulher indígena terena nos entrelugares da fronteira urbana. Patrimônio e Memória, n. 1, 2008. O uso desse método para compreender as condições dos povos indígenas nas áreas urbanas brasileiras jus�fica-se por a) focalizar a empregabilidade de indivíduos carentes de especialização técnica. b) permi�r o recenseamento de cidadãos ausentes das esta�s�cas oficiais. c) neutralizar as ideologias de observadores imbuídos de viés acadêmico. d) promover o retorno de grupos apartados de suas nações de origem. e) registrar as trajetórias de sujeitos distantes das prá�cas de escrita. SOC0299 - (Enem PPL) Uma priva�zação do espaço maior do que aquela proporcionada pelo quarto evidencia-se cada vez mais nos séculos XVII e XVIII. Como as ruelles [espaço entre a cama e a parede], as alcovas são espaços além do leito, longe da porta que dá acesso à sala (ou à antecâmara, nas casas da elite). Thomas Jefferson, tecnólogo do es�lo século XVIII, mandou construir uma parede em torno de sua cama a fim de fechar completamente o pequeno cômodo além do leito — cômodo no qual só ele podia entrar, descendo da cama do lado da ruelle. RANUM, O. Os refúgios da in�midade. In: CHARTIER, R. (Org.). História da vida privada: da Renascença ao Século das Luzes. São Paulo: Cia. das Letras, 2009 (adaptado). A par�r do século XVII, a história da casa, que foi se modificando para atender aos novos hábitos dos indivíduos, provocou o(a) a) ampliação dos recintos. b) iluminação dos corredores. c) desvalorização da cozinha. d) embelezamento dos jardins. e) especialização dos aposentos. SOC0300 - (Enem PPL) O frevo é uma forma de expressão musical, coreográfica e poé�ca, enraizada no Recife e em Olinda, no estado de Pernambuco. O frevo é formado pela grande mescla de gêneros musicais, danças, capoeira e artesanato. É uma das mais ricas expressões da inven�vidade e capacidade de realização popular na cultura brasileira. Possui a capacidade de promover a cria�vidade humana e também o respeito à diversidade cultural. No ano de 2012, a Unesco proclamou o frevo como Patrimônio Imaterial da Humanidade. PORTAL BRASIL. Disponível em: www.brasil.gov.br. Acesso em: 10 fev. 2013. A caracterís�ca da manifestação cultural descrita que jus�fica a sua condição de Patrimônio Imaterial da Humanidade é a a) conversão dos festejos em produto da elite. b) expressão de sen�dos construídos cole�vamente. c) dominação ideológica de um grupo étnico sobre outros. d) disseminação turís�ca internacional dos eventos fes�vos. e) iden�ficação de simbologias presentes nos monumentos ar�s�cos. SOC0302 - (Enem PPL) 44@professorferretto @prof_ferretto É amplamente conhecida a grande diversidade gastronômica da espécie humana. Frequentemente, essa diversidade é u�lizada para classificações deprecia�vas. Assim, no início do século, os americanos denominavam os franceses de “comedores de rãs”. Os índios kaapor discriminam os �mbiras chamando-os pejora�vamente de “comedores de cobra”. E a palavra po�guara pode significar realmente “comedores de camarão”. As pessoas não se chocam apenas porque as outras comem coisas variadas, mas também pela maneira que agem à mesa. Como u�lizamos garfos, surpreendemo-nos com o uso dos palitos pelos japoneses e das mãos por certos segmentos de nossa sociedade. LARAIA, R. Cultura: um conceito antropológico. São Paulo: Jorge Zahar, 2001 (adaptado). O processo de estranhamento citado, com base em um conjunto de representações que grupos ou indivíduos formam sobre outros, tem como causa o(a) a) reconhecimento mútuo entre povos. b) etnocentrismo recorrente entre populações. c) comportamento hos�l em zonas de conflito. d) constatação de agressividade no estado de natureza. e) transmutação de valores no contexto da modernidade. SOC0303 - (Enem PPL) Tal como foi concebido, o desenvolvimento da Amazônia pressupunha o desmatamento. Muitas forças foram envolvidas e cons�tuíram uma teia de múl�plos interesses: as ins�tuições financeiras internacionais, a tecnocracia militar e civil, as elites regionais e nacionais, as corporações transnacionais, os madeireiros, os colonos sem terra e os garimpeiros. SANTOS, L. G. Poli�zar as novas tecnologias: o impacto sociotécnico da informação digital e gené�ca. São Paulo: Editora 34, 2003 (adaptado). O modo de exploração descrito opõe-se a um modelo de desenvolvimento que a) gera empregos formais. b) possibilita lucros imediatos. c) maximiza a�vidades de extração. d) reitera a dependência econômica. e) promove a conservação de recursos. SOC0304 - (Enem PPL) O Morro do Vidigal é um clássico do Rio de Janeiro. A vista dá para Ipanema e a favela é pequena e rela�vamente segura. Aos poucos, casas de um padrão mais alto estão sendo construídas. Ar�stas plás�cos e gringos compraram imóveis ali. Os moradores recebem propostas atraentes e se mudam. Não são propostas milionárias. Apenas o suficiente para se transferirem para um lugar mais longe e um pouco melhor. Os novos habitantes, aos poucos, impõem uma nova ro�na e uma nova cara. NOGUEIRA, K. O que é gentrificação e por que ela está gerando tanto barulho no Brasil. Disponível em: www.diariodocentrodomundo.com.br. Acesso em: 7 jul. 2015 (adaptado). O texto discute um processo em curso em várias cidades brasileiras. Uma consequência socioespacial desse processo é a a) expansão horizontal da área local. b) expulsão velada da população pobre. c) alocação imprópria de recursos públicos. d) priva�zação indevida do território urbano. e) remoção forçada de residências irregulares. SOC0305 - (Enem PPL) A elaboração da Lei n. 11.340/06 (Lei Maria da Penha) par�u, em grande medida, de uma perspec�va crí�ca aos resultados ob�dos pela criação dos Juizados Especiais Criminais direcionada à banalização do conflito de gênero, observada na prá�ca corriqueira da aplicação de medidas alterna�vas correspondentes ao pagamento de cestas básicas pelos acusados. VASCONCELOS, F. B. Disponível em: www.cartacapital.com.br. Acesso em: 11 dez. 2012 (adaptado). No contexto descrito, a lei citada pode alterar a situação da mulher ao proporcionar sua a) atuação como provedora do lar. b) inserção no mercado de trabalho. c) presença em ins�tuições policiais. d) proteção contra ações de violência. e) par�cipação enquanto gestora pública. SOC0306 - (Enem PPL) Uma criança com deficiência mental deve ser man�da em casa ou mandada a uma ins�tuição? Um parente mais velho que costuma causar problemas deve ser cuidado ou podemos pedir que vá embora? Um casamento infeliz deve ser prolongado pelo bem das crianças? MURDOCH, I. A soberania do bem. São Paulo: Unesp, 2013. Os ques�onamentos apresentados no texto possuem uma relevância filosófica à medida que problema�zam 45@professorferretto @prof_ferretto conflitos que estão nos domínios da a) polí�ca e da esfera pública. b)teologia e dos valores religiosos. c) lógica e da validade dos raciocínios. d) é�ca e dos padrões de comportamento. e) epistemologia e dos limites do conhecimento. SOC0307 - (Enem PPL) Num país que conviveu com o trabalho escravo durante quatro séculos, o trabalho domés�co é ainda considerado um subemprego. E os indivíduos que atuam nessa área são, muitas vezes, vistos pelos patrões como um mal necessário: é preciso ter em casa alguém que limpe o banheiro, lave a roupa, �re o pó e arrume a gaveta. Existe uma inegável desvalorização das a�vidades domés�cas em relação a outros �pos de trabalho. RANGEL, C. Domés�cas: nascer, deixar, permanecer ou simplesmente estar. In: SOUZA, E. (Org.). Negritude, cinema e educação. Belo Horizonte: Mazza, 2011 (adaptado). Objeto de legislação recente, o enfrentamento do problema mencionado resultou na a) criação de novos o�cios. b) ampliação de direitos sociais. c) redução da desigualdade de gênero. d) fragilização da representação sindical. e) erradicação da a�vidade informal. SOC0308 - (Enem PPL) Quer um conselho? Vá conhecer alguma coisa da terra e deixe os homens em paz... Os homens mudam, a terra é inalterável. Vá por aí dentro, embrenhe-se pelo interior e observe alguma coisa de proveitoso. Aqui na capital só encontrará casas mais altas, ruas mais cheias e coisas parecidas ao que de igual existe em todas as cidades modernas. Mas ao contato com a terra você sen�rá o que não pode sen�r nas avenidas asfaltadas. LOBATO, M. Loba�ana: meio ambiente. São Paulo: Brasiliense, 1985. O texto literário evidencia uma percepção dual sobre a cidade e o campo, fundamentada na ideia de a) progresso cien�fico. b) evolução da sociedade. c) valorização da natureza. d) racionalidade econômica. e) democra�zação do espaço. SOC0309 - (Enem PPL) Ao longo dos úl�mos 500 anos, o Brasil viu suas fronteiras do litoral expandirem-se para o interior. É apenas lógico que a Amazônia tenha sido a úl�ma fronteira a ser conquistada e subme�da aos ditames da agricultura, pecuária, lavoura e silvicultura. A incorporação recente das áreas amazônicas à exploração capitalista tem resultado em implicações problemá�cas, dentre elas a destruição do rico patrimônio natural da região. NITSCH, M. O futuro da Amazônia: questões crí�cas, cenários crí�cos. Estudos Avançados, n. 46, dez. 2002. Na situação descrita, a destruição do patrimônio natural dessa área destacada é explicada pelo(a) a) distribuição da população ribeirinha. b) patenteamento das espécies na�vas. c) expansão do transporte hidroviário. d) desenvolvimento do agronegócio. e) aumento da a�vidade turís�ca. SOC0310 - (Enem PPL) As primeiras ações acerca do patrimônio histórico no Brasil datam da década de 1930, com a criação do Serviço do Patrimônio Histórico e Ar�s�co Nacional (SPHAN), em 1937. Nesse período, o conceito que norteou a polí�ca de patrimônio limitou-se aos monumentos arquitetônicos relacionados ao passado brasileiro e vinculava-se aos ideais modernistas de conhecer, compreender e recriar o Brasil por meio da valorização da tradição. SANTOS, G. Poder e patrimônio histórico: possibilidades de diálogo entre educação histórica e educação patrimonial no ensino médio. EntreVer, n. 2, jan.-jul. 2012. Considerando o contexto mencionado, a criação dessa polí�ca patrimonial obje�vou a a) consolidação da historiografia oficial. b) definição do mercado cultural. c) afirmação da iden�dade nacional. d) divulgação de sí�os arqueológicos. e) universalização de saberes museológicos. SOC0311 - (Enem PPL) 46@professorferretto @prof_ferretto A evolução na estrutura etária apresentada influenciou o Estado a formular ações para a) garan�r a igualdade de gênero. b) priorizar a construção de escolas. c) reestruturar o sistema previdenciário. d) inves�r no controle da natalidade. e) fiscalizar a entrada de imigrantes. SOC0312 - (Enem PPL) O rapaz que pretende se casar não nasceu com esse impera�vo. Ele foi insuflado pela sociedade, reforçado pelas incontáveis pressões de histórias de família, educação, moral, religião, dos meios de comunicação e da publicidade. Em outras palavras, o casamento não é um ins�nto, e sim uma ins�tuição. BERGER, P. Perspec�vas sociológicas: uma visão humanís�ca. Petrópolis: Vozes, 1986 (adaptado). O casamento, conforme é tratado no texto, possui como caracterís�ca o(a) a) consolidação da igualdade sexual. b) ordenamento das relações sociais. c) conservação dos direitos naturais. d) superação das tradições culturais. e) ques�onamento dos valores cristãos. SOC0314 - (Enem PPL) TEXTO I Frantz Fanon publicou pela primeira vez, em 1952, seu estudo sobre colonialismo e racismo, Pele negra, máscaras brancas. Ao dizer que “para o negro, há somente um des�no” e que esse des�no é branco, Fanon revelou que as aspirações de muitos povos colonizados foram formadas pelo pensamento colonial predominante. BUCKINGHAM, W. et al. O livro da filosofia. São Paulo: Globo, 2011 (adaptado). TEXTO II Mesmo que não queiramos cobrar desses estabelecimentos (salões de beleza) uma eficácia polí�ca nos moldes tradicionais da militância, uma vez que são estabelecimentos comerciais e não en�dades do movimento negro, o fato é que, ao se autodenominarem “étnicos” e se apregoarem como divulgadores de uma autoimagem posi�va do negro em uma sociedade racista, os salões se colocam no cerne de uma luta polí�ca e ideológica. GOMES, N. Corpo e cabelo como símbolos da iden�dade negra. Disponível em: www.rizoma.ufsc.br. Acesso em: 13 fev. 2013. Os textos apresentam uma mudança relevante na cons�tuição iden�tária frente à discriminação racial. No Brasil, o desdobramento dessa mudança revela o(a) a) valorização de traços culturais. b) u�lização de resistência violenta. c) fortalecimento da organização par�dária. d) enfraquecimento dos vínculos comunitários. e) aceitação de estruturas de submissão social. SOC0315 - (Enem PPL) Enquanto persis�rem as grandes diferenças sociais e os níveis de exclusão que conhecemos hoje no Brasil, as polí�cas sociais compensatórias serão indispensáveis. SACHS, I. Inclusão social pelo trabalho decente. Revista de Estudos Avançados, n. 51, ago. 2004. As ações referidas são legi�madas por uma concepção de polí�ca pública a) focada no vínculo clientelista. b) pautada na liberdade de inicia�va. c) baseada em relações de parentesco. d) orientada por organizações religiosas. e) centrada na regulação de oportunidades. SOC0316 - (Enem PPL) No Brasil, assim como em vários outros países, os modernos movimentos LGBT representam um desafio às formas de condenação e perseguição social contra desejos e comportamentos sexuais an�convencionais associados à vergonha, imoralidade, pecado, degeneração, doença. Falar do movimento LGBT implica, 47@professorferretto @prof_ferretto portanto, chamar a atenção para a sexualidade como fonte de es�gmas, intolerância, opressão. SIMÕES, J. Homossexualidade e movimento LGBT: es�gma, diversidade e cidadania. In: BOTELHO, A.; SCHWARCZ, L. M. Cidadania, um projeto em construção. São Paulo: Claro Enigma, 2012 (adaptado). O movimento social abordado jus�fica-se pela defesa do direito de a) organização sindical. b) par�cipação par�dária. c) manifestação religiosa. d) formação profissional. e) afirmação iden�tária. SOC0318 - (Enem PPL) A polí�ca de pacificação não resolve todos os problemas da favela carioca, ela é apenas um primeiro indispensável passo para que seus moradores sejam tratados como cidadão. As Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) recuperaram um território que estava ocupado por bandidos com armas de guerra, subs�tuíram a opressão de criminosos pela jus�ça formal do Estado. [Mas] se a UPP não for seguida por escola, hospital, saneamento, defensoria pública, emprego, daqui a pouco a polícia de ocupação terá que ir embora das favelas por inú�l. Ou será obrigada a exercer a mesma opressão que o tráfico exercia para se proteger. CACÁ DIEGUES. A contrapar�da do lucro. O Globo, 28 jul. 2012. Para o autor, a consolidação da cidadania nascomunidades carentes está condicionada à a) efe�vação de direitos sociais. b) con�nuidade da ação ofensiva. c) superação dos conflitos de classe. d) interferência de en�dades religiosas. e) integração das forças de segurança. SOC0319 - (Enem PPL) A luta contra o racismo, no Brasil, tomou um rumo contrário ao imaginário nacional e ao consenso cien�fico, formado a par�r dos anos 1930. Por um lado, o Movimento Negro Unificado, assim como as demais organizações negras, priorizaram em sua luta a desmis�ficação do credo da democracia racial, negando o caráter cordial das relações raciais e afirmando que, no Brasil, o racismo está entranhado nas relações sociais. O movimento aprofundou, por outro lado, sua polí�ca de construção de iden�dade racial, chamando de “negros” todos aqueles com alguma ascendência africana, e não apenas os “pretos”. GUIMARÃES, A. S. A. Classes, raças e democracia. São Paulo: Editora 34, 2012. A estratégia u�lizada por esse movimento �nha como obje�vo a) eliminar privilégios de classe. b) alterar injus�ças econômicas. c) combater discriminações étnicas. d) iden�ficar preconceitos religiosos. e) reduzir as desigualdades culturais. SOC0313 - (Enem PPL) O racismo ins�tucional é a negação cole�va de uma organização em prestar serviços adequados para pessoas por causa de sua cor, cultura ou origem étnica. Pode estar associado a formas de preconceito inconsciente, desconsideração e reforço de estereó�pos que colocam algumas pessoas em situações de desvantagem. GIDDENS, A. Sociologia. Porto Alegre: Penso, 2012 (adaptado). O argumento apresentado no texto permite o ques�onamento de pressupostos de universalidade e jus�fica a ins�tucionalização de polí�cas an�rracismo. No Brasil, um exemplo desse �po de polí�ca é a a) reforma do Código Penal. b) elevação da renda mínima. c) adoção de ações afirma�vas. d) revisão da legislação eleitoral. e) censura aos meios de comunicação. SOC0320 - (Enem PPL) No primeiro semestre do ano de 2009, o Supremo Tribunal Federal (STF), a mais alta corte judicial brasileira, prolatou decisão referente ao polêmico caso envolvendo a demarcação da reserva indígena Raposa Serra do Sol, onde habitam aproximadamente dezenove mil índios aldeados nas tribos Macuxi, Wapixana, Taurepang, Ingarikó e Paramona – em julgamento paradigmá�co que estabeleceu uma série de conceitos e diretrizes válidas não só para o caso em questão, mas para todas as reservas indígenas demarcadas ou em processo de demarcação no Brasil. SALLES, D. J. P. C. Disponível em: www.ambito- juridico.com.br. Acesso em: 30 jul. 2013 (adaptado). A demarcação de terras indígenas, conforme o texto, evidencia a 48@professorferretto @prof_ferretto a) ampliação da população indígena na região. b) função do Direito na organização da sociedade. c) mobilização da sociedade civil pela causa indígena. d) diminuição do preconceito contra os índios no Brasil. e) pressão de organismos internacionais em defesa dos índios brasileiros. SOC0322 - (Enem PPL) Penso, pois, que o Carnaval põe o Brasil de ponta- cabeça. Num país onde a liberdade é privilégio de uns poucos e é sempre lida por seu lado legal e cívico, a festa abre nossa vida a uma liberdade sensual, nisso que o mundo burguês chama de liber�nagem. Dando livre passagem ao corpo, o Carnaval des�tui posicionamentos sociais fixos e rígidos, permi�ndo a “fantasia”, que inventa novas iden�dades e dá uma enorme elas�cidade a todos os papéis sociais reguladores. DAMATTA, R. O que o Carnaval diz do Brasil. Disponível em: h�p://revistaepoca.globo.com. Acesso em: 29 fev. 2012. Ressaltando os seus aspectos simbólicos, a abordagem apresentada associa o Carnaval ao(à) a) inversão de regras e ro�nas estabelecidas. b) reprodução das hierarquias de poder existentes. c) submissão das classes populares ao poder das elites. d) proibição da expressão cole�va dos anseios de cada grupo. e) consagração dos aspectos autoritários da sociedade brasileira. SOC0323 - (Enem PPL) O padrão da pirâmide etária ilustrada apresenta demanda de inves�mentos socioeconômicos para a a) redução da mortalidade infan�l. b) promoção da saúde dos idosos. c) resolução do déficit habitacional. d) garan�a da segurança alimentar. e) universalização da educação básica. SOC0325 - (Enem PPL) DAHMER, A. Disponível em: h�p://malvados.wordpress.com. Acesso em: 11 dez. 2012. Analisar o processo atual de circulação e de armazenamento de determinados bens culturais diante da transformação decorrente do impacto de novas tecnologias indica que hoje a) as músicas e os textos têm privilegiado um formato digital, tornando inadmissível sua acumulação. b) a rede mundial de computadores acaba com o chamado direito autoral, que é inaplicável em relações virtuais. c) a segurança e a inclusão digital são problemas, expondo a impossibilidade de realizar um comércio feito on-line. d) as mídias digitais e a internet permi�ram maior fluxo desses produtos, pois seu acúmulo independe de grandes bases materiais. e) a pirataria é o recurso u�lizado pelos consumidores, visto que são impedidos de adquirir legalmente algo desprovido de suporte �sico. SOC0326 - (Enem PPL) 49@professorferretto @prof_ferretto A imagem retrata uma prá�ca cultural brasileira cuja raiz histórica está associada à a) liberdade religiosa. b) migração forçada c) devoção ecumênica. d) a�vidade missionária. e) mobilização polí�ca. SOC0327 - (Enem PPL) De alcance nacional, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) representa a incorporação à vida polí�ca de parcela importante da população, tradicionalmente excluída pela força do la�fúndio. Milhares de trabalhadores rurais se organizaram e pressionaram o governo em busca de terra para cul�var e de financiamento de safras. Seus métodos ― a invasão de terras públicas ou não cul�vadas ― tangenciam a ilegalidade, mas, tendo em vista a opressão secular de que foram ví�mas e a extrema len�dão dos governos em resolver o problema agrário, podem ser considerados legí�mos. CARVALHO, J. M. Cidadania no Brasil: o longo caminho. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2006 (adaptado). Argumenta-se que as reivindicações apresentadas por movimentos sociais, como o descrito no texto, têm como obje�vo contribuir para o processo de a) inovação ins�tucional. b) organização par�dária. c) renovação parlamentar. d) esta�zação da propriedade. e) democra�zação do sistema. SOC0328 - (Enem PPL) Flor da negritude Nascido numa casa an�ga, pequena, com grande quintal arborizado, localizada no subúrbio de Lins de Vasconcelos, o Renascença Clube foi fundado por 29 sócios, todos negros. Buscava-se instaurar, por meio do Renascença, um campo de relações em que os filhos de famílias negras bem-sucedidas pudessem encontrar pessoas consideradas do mesmo nível social e cultural, para fins de amizade ou casamento. Os homens usavam trajes obrigatoriamente formais, flores na lapela, às vezes de summer ou até de fraque. As mulheres se ves�am com muitas sedas, ce�ns e rendas, não esquecendo as luvas e os chapéus. GIACOMINI, S. M. Revista de História da Biblioteca Nacional, 19 set. 2007 (adaptado). No início dos anos 1950, a fundação do Renascença Clube, como espaço de convivência, demonstra o(a) a) inexperiência associa�va que levou a elite negra a imitar os clubes dos brancos b) isolamento da comunidade destacada que ignorava a democracia racial brasileira. c) interesse de um grupo de negros na afirmação social para se livrar do preconceito. d) existência de uma elite negra imune ao preconceito pela posição social que ocupava. e) criação de um racismo inver�do que impedia a presença de pessoas brancas nesses clubes. SOC0329 - (Enem PPL) Uma fábrica na qual os operários fossem, efe�va e integralmente, simples peças de máquinas executando cegamente as ordens da direção pararia em quinze minutos. O capitalismo só pode funcionar com a contribuição constante da a�vidade propriamente humana de seus subjugados que, ao mesmo tempo, tenta reduzir e desumanizar o mais possível. CASTORIADIS,C. A ins�tuição imaginária da sociedade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982. O texto destaca, além da dinâmica material do capitalismo, a importância da dimensão simbólica da sociedade, que consiste em 50@professorferretto @prof_ferretto a) elaborar significações e valores no mundo para dotá-lo de um sen�do que transcende a concretude da vida. b) estabelecer relações lúdicas entre a vida e a realidade sem a pretensão de transformar o mundo dos homens. c) atuar sobre a vivência real e modificá-la para estabelecer relações interpessoais baseadas no interesse mútuo. d) criar discursos des�nados a exercer o convencimento sobre audiências, independentemente das posições defendidas. e) defender a caridade como realização pessoal, por meio de prá�cas assistenciais, na defesa dos menos favorecidos. SOC0331 - (Enem PPL) OITICICA, H. Parangolé. Disponível em: www.muhka.be. Acesso em: 23 maio 2012. Inspirada em fantasias de Carnaval, a arte apresentada se opunha à concepção de patrimônio vigente nas décadas de 1960 e 1970 na medida em que a) se apropriava das expressões da cultura popular para produzir uma arte efêmera des�nada ao protesto. b) resgatava símbolos ameríndios e africanos para se adaptar a exposições em espaços públicos. c) absorvia elementos gráficos da propaganda para criar objetos comercializáveis pelas galerias. d) valorizava elementos da arte popular para construir representações da iden�dade brasileira. e) incorporava elementos da cultura de massa para atender às exigências dos museus. SOC0332 - (Enem PPL) Nossas vidas são dominadas não só pelas inu�lidades de nossos contemporâneos, como também pelas de homens que já morreram há várias gerações. Além disso, cada inu�lidade ganha credibilidade e reverência com cada década passada desde sua promulgação. Isso significa que cada situação social em que nos encontramos não só é definida por nossos contemporâneos, como ainda predefinida por nossos predecessores. Esse fato é expresso no aforismo segundo o qual os mortos são mais poderosos que os vivos. BERGER, P. Perspec�vas sociológicas: uma visão humanís�ca. Petrópolis: Vozes, 1986 (adaptado). Segundo a perspec�va apresentada no texto, os indivíduos de diferentes gerações convivem, numa mesma sociedade, com tradições que a) permanecem como determinações da organização social. b) promovem o esquecimento dos costumes. c) configuram a superação de valores. d) sobrevivem como heranças sociais. e) atuam como ap�dões ins�n�vas. SOC0334 - (Enem PPL) A �rinha compara dois veículos de comunicação, atribuindo destaque à a) resistência do campo virtual à adulteração de dados. b) intera�vidade dos programas de entretenimento abertos. c) confiança do telespectador nas no�cias veiculadas. d) credibilidade das fontes na esfera computacional. e) autonomia do internauta na busca de informações. SOC0336 - (Enem PPL) O reconhecimento da união homoafe�va levou o debate à esfera pública, dividindo opiniões. Apesar da grande repercussão gerada pela mídia, a população ainda não se faz suficientemente esclarecida, confundindo o conceito de união estável com casamento. Apesar de ter sido legi�mado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o reconhecimento da união homoafe�va é fruto do protagonismo dos movimentos sociais como um todo. 51@professorferretto @prof_ferretto ARÊDES, N.; SOUZA, I.; FERREIRA, E. Disponível em: h�p://reporterpontocom.wordpress.com. Acesso em: 1 mar. 2012 (adaptado). As decisões em favor das minorias, tomadas pelo Poder Judiciário, foram possíveis pela organização desses grupos. Ainda que não sejam assimiladas por toda a população, essas mudanças a) contribuem para a manutenção da ordem social. b) reconhecem a legi�midade desses pleitos. c) dependem da inicia�va do Poder Legisla�vo Federal. d) resultam na celebração de um consenso polí�co. e) excedem o princípio da isonomia jurídica. SOC0337 - (Enem PPL) Dubai é uma cidade-estado planejada para estarrecer os visitantes. São tamanhos e formatos grandiosos, em hotéis e centros comerciais reluzentes, numa colagem de es�los e atrações que parece testar diariamente os limites da arquitetura voltada para o lazer. O maior shopping do tórrido Oriente Médio abriga uma pista de esqui, a orla do Golfo Pérsico ganha milionárias ilhas ar�ficiais, o centro financeiro anuncia para breve a torre mais alta do mundo (a Burj Dubai) e tem ainda o projeto de um campo de golfe coberto! Coberto e refrigerado, para usar com sol e chuva, inverno e verão. Disponível em: h�p://viagem.uol.com.br. Acesso em: 30 jul. 2012 (adaptado). No texto, são descritas algumas caracterís�cas da paisagem de uma cidade do Oriente Médio. Essas caracterís�cas descritas são resultado do(a) a) criação de territórios polí�cos estratégicos. b) preocupação ambiental pautada em decisões governamentais. c) u�lização de tecnologia para transformação do espaço. d) demanda advinda da extração local de combus�veis fósseis. e) emprego de recursos públicos na redução de desigualdades sociais. SOC0338 - (Enem PPL) Mediante o Código de Posturas de 1932, o poder público enumera e prevê, para os habitantes de Fortaleza, uma série de proibições condicionadas pela hora: após as 22 horas era vetada a emissão de sons em volume acentuado. O uso de buzinas, sirenes, vitrolas, motores ou qualquer objeto que produzisse barulho seria punido com multa. No início dos anos 1940 o úl�mo bonde par�a da Praça do Ferreira às 23 horas. SILVA FILHO, A. L. M. Fortaleza: imagens da cidade. Fortaleza: Museu do Ceará; Secult, 2001 (adaptado). Como Fortaleza, muitas capitais brasileiras experimentaram, na primeira metade do século XX, um novo �po de vida urbana, marcado por condutas que evidenciam uma a) experiência temporal regida pelo tempo orgânico e pessoal. b) experiência que flexibilizava a obediência ao tempo do relógio. c) relação de códigos que es�mulavam o trânsito de pessoas na cidade. d) norma�zação do tempo com vistas à disciplina dos corpos na cidade. e) cultura urbana capaz de conviver com diferentes experiências temporais. SOC0340 - (Enem PPL) O ícone dos conflitos que assolam a região da bacia do Xingu na atualidade é o projeto da hidrelétrica de Belo Monte. Prevista para ser implantada no Médio Xingu, tem a capacidade de gerar, segundo os estudos da Eletronorte, 11 mil megawa�s de energia, o que faria dela a segunda maior hidrelétrica do Brasil. Entre adesivos que refletem o teor polêmico do projeto — “Eu quero Belo Monte” e “Fora Belo Monte” —, os moradores de Altamira, cidade polo da região onde a usina deverá ser construída, se dividem. MARTINHO, N. O coração do Brasil. Horizonte Geográfico, n. 129, jun. 2010 (adaptado). Na polêmica apresentada, de acordo com a perspec�va dos trabalhadores da região, um argumento favorável e outro contrário à implementação do projeto estão, respec�vamente, na a) urbanização da periferia e valorização dos imóveis rurais. b) recuperação da autoes�ma e criação de empregos qualificados. c) expansão de lavouras e crescimento do assalariamento agrícola. d) captação de inves�mentos e expropriação dos posseiros pobres. e) adoção do preservacionismo e estabelecimento de reservas permanentes. SOC0341 - (Enem PPL) 52@professorferretto @prof_ferretto As novas tecnologias foram massificadas, alcançando e impactando de diferentes formas os lugares. A ironia proposta pela charge indica que o acesso à tecnologia está a) vinculado a mudanças na paisagem. b) garan�do de forma equita�va aos cidadãos. c) priorizado para resolver as desigualdades. d) relacionado a uma ação redentora na vida social. e) dissociado de revoluções na realidade socioespacial. SOC0342 - (Enem PPL) O cartum evidencia um desafio que o tema da inclusão social impõe às democracias contemporâneas. Esse desafio exige a combinação entre a) par�cipação polí�ca e formação profissional diferenciada. b) exercício da cidadania e polí�cas de transferência de renda. c) modernização das leis e ampliação do mercado de trabalho. d) universalização de direitose reconhecimento das diferenças. e) crescimento econômico e flexibilização dos processos sele�vos. SOC0343 - (Enem PPL) Confidência do itabirano De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço: esta pedra de ferro, futuro aço do Brasil; este São Benedito do velho santeiro Alfredo Durval; este couro de anta, estendido no sofá de visitas; este orgulho, esta cabeça baixa. Tive ouro, �ve gado, �ve fazendas. Hoje sou funcionário público. Itabira é apenas uma fotografia na parede. Mas como dói. ANDRADE, C. D. Sen�mento do mundo. São Paulo: Cia. das Letras, 2012 (fragmento). O poeta pensa a região como lugar, pleno de afetos. A longa história da ocupação de Minas Gerais, iniciada com a mineração, deixou marcas que se atualizam em Itabira, pequena cidade onde nasceu o poeta. Nesse sen�do, a evocação poé�ca indica o(a) a) pujança da natureza resis�ndo à ação humana. b) sen�do de con�nuidade do progresso. c) cidade como imagem posi�va da iden�dade mineira. d) percepção da cidade como paisagem da memória. e) valorização do processo de ocupação da região. SOC0344 - (Enem PPL) Maria da Penha Você não vai ter sossego na vida, seu moço Se me der um tapa Da dona “Maria da Penha” Você não escapa O bicho pegou, não tem mais a banca De dar cesta básica, amor Vacilou, tá na tranca Respeito, afinal, é bom e eu gosto [...] Não vem que eu não sou Mulher de ficar escutando esculacho Aqui o buraco é mais embaixo 53@professorferretto @prof_ferretto A nossa paixão já foi tarde [...] Se quer um conselho, não venha Com essa arrogância ferrenha Vai dar com a cara Bem na mão da “Maria da Penha”. ALCIONE. De tudo o que eu gosto. Rio de Janeiro: Indie; Warner, 2007. A letra da canção faz referência a uma inicia�va des�nada a combater um �po de desrespeito e exclusão social associado, principalmente, à(s) a) mudanças decorrentes da entrada da mulher no mercado de trabalho. b) formas de ameaça domés�ca que se restringem à violência �sica. c) relações de gênero socialmente construídas ao longo da história. d) violência domés�ca contra a mulher relacionada à pobreza. e) ingestão excessiva de álcool pelos homens. SOC0345 - (Enem PPL) Sempre teceremos panos de seda E nem por isso ves�remos melhor Seremos sempre pobres e nuas E teremos sempre fome e sede Nunca seremos capazes de ganhar tanto Que possamos ter melhor comida. CHRÉTIEN DE TROYES. Yvain ou le chevalier au lion (1177-1181). Apud MACEDO, J. R. A mulher na Idade Média. O tema do trabalho feminino vem sendo abordado pelos estudos históricos mais recentes. Algumas fontes são importantes para essa abordagem, tal como o poema apresentado, que alude à a) inserção das mulheres em a�vidades tradicionalmente masculinas. b) ambição das mulheres em ocupar lugar preponderante na sociedade. c) possibilidade de mobilidade social das mulheres na indústria têx�l medieval. d) exploração das mulheres nas manufaturas têxteis no mundo urbano medieval. e) servidão feminina como �po de mão de obra vigente nas tecelagens europeias. SOC0346 - (Enem PPL) FIGURA 1 FIGURA 2 As figuras indicam mudanças no universo feminino, como a a) decadência da Monarquia, revelada pela aparição solitária e informal das nobres. b) redução na escolaridade, simbolizada pela vida dinâmica e sem dedicação à leitura. c) ampliação do status, conferida pela passagem do local rús�co para os jardins do palácio. d) inclusão na polí�ca, representada pela diferença entre o espaço privado e o espaço público. e) valorização do corpo, salientada pelo uso de roupas mais curtas e pela postura mais relaxada. SOC0347 - (Enem PPL) Quem acompanhasse os debates na Câmara dos Deputados em 1884 poderia ouvir a leitura de uma moção de fazendeiros do Rio de Janeiro: “Ninguém no Brasil sustenta a escravidão pela escravidão, mas não há um só brasileiro que não se oponha aos perigos da desorganização do atual sistema de trabalho”. Livres os negros, as cidades seriam invadidas por “turbas ignaras”, “gente refratária ao trabalho e ávida de ociosidade”. A produção seria destruída e a segurança das famílias estaria ameaçada. Veio a Abolição, o Apocalipse ficou para depois e o Brasil melhorou (ou será que alguém duvida?). Passados dez anos do início do debate em 54@professorferretto @prof_ferretto torno das ações afirma�vas e do recurso às cotas para facilitar o acesso dos negros às universidades públicas brasileiras, felizmente é possível conferir a consistência dos argumentos apresentados contra essa inicia�va. De saída, veio a advertência de que as cotas exacerbariam a questão racial. Essa ameaça vai completar 18 anos e não se registraram casos significa�vos de exacerbação. GASPARI, E. As cotas e a urucubaca. Folha de S. Paulo, 3 jun. 2009. O argumento elaborado pelo autor sugere que as censuras às cotas raciais são a) poli�camente ignoradas. b) socialmente jus�ficadas. c) culturalmente qualificadas. d) historicamente equivocadas. e) economicamente fundamentadas. SOC0350 - (Enem PPL) Desde 2002, o Ins�tuto do Patrimônio Histórico e Ar�s�co Nacional (Iphan) tem registrado certos bens imateriais como patrimônio cultural do país. Entre as manifestações que já ganharam esse status está o o�cio das baianas do acarajé. Enfa�ze-se: o o�cio das baianas, não a receita do acarajé. Quando uma baiana prepara o acarajé, há uma série de códigos impercep�veis para quem olha de fora. A cor da roupa, a amarra dos panos e os adereços mudam de acordo com o santo e com a hierarquia dela no candomblé. O Iphan conta que, registrando o o�cio, “esse e outros mundos ligados ao preparo do acarajé podem ser descor�nados”. KAZ, R. A diferença entre o acarajé e o sanduíche de Bauru. Revista de História da Biblioteca Nacional, n. 13, out. 2006 (adaptado). De acordo com o autor, o Iphan evidencia a necessidade de se protegerem certas manifestações históricas para que con�nuem exis�ndo, destacando-se nesse caso a a) mistura de tradições africanas, indígenas e portuguesas no preparo do alimento por parte das cozinheiras baianas. b) relação com o sagrado no ato de preparar o alimento, sobressaindo-se o uso de símbolos e insígnias pelas cozinheiras. c) u�lização de certos ingredientes que se mostram cada vez mais raros de encontrar, com as mudanças nos hábitos alimentares. d) necessidade de preservação dos locais tradicionais de preparo do acarajé, ameaçados com as transformações urbanas no país. e) importância de se treinarem as cozinheiras baianas a fim de resgatar o modo tradicional de preparo do acarajé, que remonta à escravidão. SOC0351 - (Enem PPL) A mitologia comparada surge no século XVIII. Essa tendência influenciou o escritor cearense José de Alencar, que, inspirado pelo es�lo da epopeia homérica na Ilíada, propõe em Iracema uma espécie de mito fundador do povo brasileiro. Assim como a Ilíada vincula a cons�tuição do povo helênico à Guerra de Troia, deflagrada pelo romance proibido de Helena e Páris, Iracema vincula a formação do povo brasileiro aos conflitos entre índios e colonizadores, atravessados pelo amor proibido entre uma índia — Iracema — e o colonizador português Mar�m Soares Moreno. DETIENNE, M. A invenção da mitologia. Rio de Janeiro: José Olympio, 1998 (adaptado). A comparação estabelecida entre a Ilíada e Iracema demonstra que essas obras a) combinam folclore e cultura erudita em seus es�los esté�cos. b) ar�culam resistência e opressão em seus gêneros literários. c) associam história e mito em suas construções iden�tárias. d) refletem pacifismo e belicismo em suas escolhas ideológicas. e) traduzem revolta e conformismo em seus padrões alegóricos. SOC0352 - (Enem PPL) Os movimentos sociais do século XXI, ações cole�vas deliberadas que visam à transformação de valores e ins�tuições da sociedade, manifestam-se na e pela internet. O mesmo pode ser dito do movimento ambiental, o movimento das mulheres, vários movimentos pelos direitos humanos, movimentos de 55@professorferretto @prof_ferretto iden�dade étnica, movimentos religiosos, movimentos nacionalistas edos defensores/proponentes de uma lista infindável de projetos culturais e causas polí�cas. CASTELLS, M. A galáxia da internet: reflexões sobre a internet, os negócios e a sociedade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003. De acordo com o texto, a população engajada em processos polí�cos pode u�lizar a rede mundial de computadores como recurso para mobilização, pois a internet caracteriza-se por a) diminuir a insegurança do sistema eleitoral. b) reforçar a possibilidade de maior par�cipação qualificada. c) garan�r o controle das informações geradas nas mobilizações. d) incrementar o engajamento cívico para além das fronteiras locais. e) ampliar a par�cipação pela solução da escassez de tempo dos cidadãos. SOC0353 - (Enem PPL) O enclave supõe a presença de “muros sociais” internos que separam e distanciam populações e grupos de um mesmo lugar. Tais muros revelam as grandes contradições e discrepâncias presentes nas cidades brasileiras. É aqui que o território merece ser considerado um novo elemento nas polí�cas públicas, enquanto um sujeito catalisador de potências no processo de refundação do social. KOGA, D. Medidas de cidades: entre territórios de vida e territórios vividos. São Paulo: Cortez, 2003. No contexto atual das múl�plas territorializações, apontadas no fragmento, a formação de enclaves for�ficados no espaço urbano é resultado da a) autossegregação eli�sta em prol de garan�a de segurança. b) segmentação social das polí�cas públicas por níveis de carência. c) influência de grupos polí�cos globais em rede no co�diano urbano. d) ampliação dos territórios móveis nas áreas residenciais tradicionais. e) necessidade da população em associar espacialmente trabalho e moradia. SOC0354 - (Enem PPL) As redes sociais tornaram-se espaços importantes de relacionamento e comunicação. A charge apresenta o impacto da internet na vida dos indivíduos quando faz referência à a) ampliação do poder dos clérigos no controle dos fiéis. b) adequação dos ritos sacramentais ao co�diano. c) perda de privacidade em ambiente virtual. d) reinterpretação da noção de pecado. e) modernização das ins�tuições religiosas. SOC0355 - (Enem PPL) A Estátua do Laçador, tombada como patrimônio em 2001, é um monumento de Porto Alegre/RS, que representa o gaúcho (em trajes �picos). Disponível em: www.portoalegre.tur.br. Acesso em: 3 ago. 2012 (adaptado). O monumento iden�fica um(a) a) exemplo de bem imaterial. b) forma de exposição da individualidade. c) modo de enaltecer os ideais de liberdade. d) manifestação histórico-cultural de uma população. e) maneira de propor mudanças nos costumes. 56@professorferretto @prof_ferretto SOC0356 - (Enem PPL) Canto dos lavradores de Goiás Tem fazenda e fazenda Que é grande perfeitamente Sobe serra desce serra Salta muita água corrente Sem lavoura e sem ninguém O dono mora ausente. Lá só tem caçambeiro Tira onda de valente Isso é que é grande barreira Que está em nossa frente Tem muita gente sem terra Tem muita terra sem gente. ARTINS, J. S. Ca�veiro da terra. São Paulo: Ciências Humanas, 1979. No canto registrado pela cultura popular, a caracterís�ca do mundo rural brasileiro no século XX destacada é a a) atuação da bancada ruralista. b) expansão da fronteira agrícola. c) valorização da agricultura familiar. d) manutenção da concentração fundiária. e) implementação da modernização conservadora. SOC0357 - (Fuvest) No cerne da ideologia Bannon há uma série de contrastes extraordinariamente simplificadores entre bom e mau, sagrado e profano. Essa série semió�ca cria perigosos outros, cuja existência con�nua ameaça a boa gente que cons�tui o que Bannon descreve como a “verdadeira América” (...). Numa ordem social democrá�ca, o conflito entre oponentes par�dários é agonís�co, não antagonís�co. Bannon vê de outra forma. Não há espaço para a cortesia em seu universo (...). Jeffrey Alexander. “Vociferando contra o iluminismo: A ideologia de Steve Bannon”. Sociologia & Antropologia, vol. 08, n. 3, set-dez, 2018. O antagonismo é a luta entre inimigos, enquanto o agonismo representa a luta entre adversários. (...) o propósito da polí�ca democrá�ca é transformar antagonismo em agonismo. Isso demanda oferecer canais por meio dos quais às paixões cole�vas serão dados mecanismos de expressarem-se sobre questões que, ainda que permi�ndo possibilidade suficiente de iden�ficação, não construirão o opositor como inimigo, mas como adversário. Chantal Mouffe. “Por um modelo agonís�co de democracia”. Revista de Sociologia e Polí�ca, Curi�ba, n. 25, nov. 2005, p. 11-23. A primeira citação foi re�rada de um texto em que o sociólogo Jeffrey Alexander desenvolve o que compreende ser a ideologia de Steve Bannon, assessor do ex-presidente norte- americano Donald Trump. A segunda citação foi extraída de um ar�go em que a cien�sta polí�ca Chantal Mouffe desenvolve a noção de “pluralismo agonís�co”. A par�r da perspec�va apresentada nas citações, é correto afirmar que a ideologia de Steve Bannon a) defende uma ordem social agonís�ca baseada na divisão entre grupos e nos conflitos entre inimigos polí�cos. b) sustenta uma ordem social baseada em consensos e que não admite conflitos entre adversários. c) defende a possibilidade de conflitos entre adversários, mas não admite a lógica antagonís�ca da aniquilação e exclusão do inimigo. d) defende uma ordem social dividida entre bom e mau e que transforma o antagonismo em agonismo. e) sustenta uma ordem social antagonís�ca fundada na divisão da sociedade entre lados opostos que devem ser entendidos como inimigos. SOC0358 - (Fuvest) O IPHAN - Ins�tuto do Patrimônio Histórico e Ar�s�co Nacional e a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro envidaram esforços no sen�do de deixar exposta para a contemplação da população parte do Sí�o Arqueológico do Cais do Valongo, com o obje�vo de apresentar ao visitante, através daquele pequeno, mas representa�vo espaço, a materialização do momento mais trágico da nossa história, fazendo com que ele não seja esquecido. (...) A história do Cais do Valongo e do seu entorno está indissoluvelmente ligada à história universal, por ter sido a porta de entrada do maior volume de africanos escravizados nas Américas. O Rio de Janeiro era, então, a mais afro- atlân�ca das cidades costeiras do território brasileiro (...). Disponível em h�p://portal.iphan.gov.br/. O texto integra a proposta elaborada pelo IPHAN, em 2016, para inscrição do Sí�o Arqueológico do Cais do Valongo na lista do Patrimônio Mundial. Com base no documento, a história do Cais do Valongo se entrelaça à história universal, pois se relaciona ao 57@professorferretto @prof_ferretto a) tráfico de africanos escravizados para a América de colonização portuguesa. b) Rio de Janeiro como única cidade escravista das Américas na época colonial. c) trabalho de escavação realizado por arqueólogos estrangeiros no passado. d) fluxo de escravizados do Brasil para outras partes das Américas, após as independências. e) esforço do IPHAN para silenciar a história da escravidão no mundo atlân�co. SOC0359 - (Fuvest) “A associação de sistemas múl�plos de subordinação tem sido descrita de vários modos: discriminação composta, cargas múl�plas ou como dupla ou tripla discriminação. A interseccionalidade é uma conceituação do problema que busca capturar as consequências estruturais e dinâmicas da interação entre dois ou mais eixos da subordinação. Ela trata especificamente da forma pela qual o racismo, o patriarcalismo, a opressão de classe e outros sistemas discriminatórios criam desigualdades básicas que estruturam as posições rela�vas de mulheres, raças, etnias, classes e outras”. CRENSHAW, Kimberlé W. “Documento para o Encontro de Especialistas em Aspectos da Discriminação Racial Rela�vos ao Gênero”. Estudos Feministas, ano 10, no 1/2002. O texto da professora e jurista estadunidense Kimberlé Crenshaw define o conceito de interseccionalidade para o estudo das múl�plas discriminações. A par�r dessa definição, é possíveldizer que os dados do Dieese sobre o mercado de trabalho brasileiro em 2021 indicam que a) a interseccionalidade de discriminações de gênero, de raça e de classe faz com que homens negros sejam o grupo social mais vulnerável. b) as discriminações de raça e gênero não se relacionam; assim, mulheres negras e homens negros sofrem as mesmas discriminações no mercado de trabalho. c) a interseccionalidade de discriminações a�nge de maneira igual mulheres brancas e negras pertencentes às classes trabalhadoras. d) a interseccionalidade de discriminações de gênero e raça explica o fato de as mulheres negras ocuparem as posições menos valorizadas e mais mal pagas no mercado de trabalho. e) as situações de gênero e de raça não têm impacto no mercado de trabalho. Trabalhadores e trabalhadoras são discriminados igualmente em virtude da desigualdade de classe social. SOC0360 - (Fuvest) “O voto feminino no Brasil completou 90 anos. Desde que a professora Celina Guimarães se alistou para votar em Mossoró, em 1927, e Alzira Soriano, primeira mulher eleita para um cargo público no país, assumiu a Prefeitura de Lajes, em 1929, ambos municípios do Rio Grande do Norte, muita coisa mudou. Em que pesem os avanços legais, o cenário nacional segue desfavorável, e a par�cipação das mulheres na polí�ca ainda é irrisória considerando-se o perfil demográfico brasileiro. Mulheres somam 52% dos votantes, mas representam apenas 15% dos parlamentares do Congresso. A maioria da população feminina é negra, ao contrário da parlamentar, que é majoritariamente não negra. Indígena, apenas uma. Verdade que o percentual de par�cipação feminina na Câmara e no Senado cresceu na comparação com legislaturas anteriores. Ainda assim, é pouco. Na prá�ca, a polí�ca no Brasil é feita por homens brancos. Dados da União Interparlamentar, que reúne países ligados à ONU, colocam o Brasil na posição 145o do ranking Mulheres nos Parlamentos Nacionais. Numa nação onde em 2021 quatro mulheres foram ví�mas de feminicídio por dia, e os casos de estupro voltaram a crescer, já passou da hora de usar a via democrá�ca para tentar mudar esse cenário. É necessário que as mulheres assumam o protagonismo nesse pleito, reivindiquem cabeças de chapas majoritárias e exijam transparência na distribuição dos recursos do fundo par�dário. Claro que não há garan�as de transformação, mas pode ser uma bela oportunidade de ao menos dar uma sacolejada no jogo e incluir em pauta a discussão de alguns problemas reais do Brasil”. ROSA, Ana Cris�na. “Com mulheres na cabeça”. Folha de S. Paulo. 27.02.2022. Adaptado. 58@professorferretto @prof_ferretto É correto afirmar que o cenário nacional ao qual se refere a autora do texto a) dispôs equita�vamente as legislaturas, ainda que sem afetar a par�cipação das mulheres. b) sofreu um expressivo retrocesso quanto à par�cipação das mulheres na polí�ca. c) alterou-se ao longo da história do Brasil, porém não consolidou significa�vamente a atuação das mulheres na polí�ca. d) adequou-se ao perfil demográfico brasileiro, embora sem alçar o país a boas posições nos rankings de mulheres na polí�ca. e) estruturou-se por meio de vias democrá�cas, visto que possibilitou a discussão de problemas relacionados a fundos par�dários. SOC0361 - (Fuvest) “O ‘País’ abriu quarta-feira em suas colunas o mais interessante dos plebiscitos para solução de um importante problema social: Como deve ser educada a mulher... Trata-se de saber se devemos ser educadas para, pelo casamento, sermos sustentadas pelo homem, ou para nos tornarmos hábeis e prover à nossa própria subsistência pelo nosso único trabalho. Se admi�s a primeira hipótese, em que consiste a educação feminina para o casamento? Se preferis a segunda, quais são os gêneros de trabalho em que a mulher pode, sem decair, ganhar a vida em nossa terra? (...) Esta forma de educação requer toda uma ordem de conhecimento que não sejam apenas frívolos. (...) Os nossos costumes, por isso mesmo, são ingênuos e se apoiam em preconceitos e tradições, não admitem ainda a mulher que trabalha. (...) Assim mesmo as professoras já lograram subir um pouco na cotação social. As médicas vão impondo-se pouco a pouco...”. Carmem Dolores. “A Semana”. Rio de Janeiro, 08/04/1906. In: VASCONCELLOS, Eliane (org.). Carmem Dolores. Crônicas, 1905-1910. Rio de Janeiro: Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro, 1998. De acordo com o excerto, assinale a alterna�va mais adequada para expressar o processo de inserção das mulheres no mundo do trabalho no início do século XX. a) O patriarcalismo e o emprego do dote foram erradicados pelos protocolos jurídicos adotados no regime republicano, favorecendo o reconhecimento social do trabalho feminino. b) A educação feminina dissociava-se das convenções vigentes na sociedade e dos padrões morais preconizados pelo catolicismo. c) O reconhecimento social do trabalho feminino estava limitado à esfera pública, pois o espaço domés�co ainda permanecia marcado pela autoridade masculina. d) O processo de feminização do magistério na escola básica proporcionou o reconhecimento do trabalho das mulheres e a conquista de novos papéis sociais. e) A ruptura do preconceito para com o trabalho feminino nas fábricas, comércio, serviço público e profissões liberais se deu efe�vamente após a conquista dos direitos polí�cos pelas mulheres, em 1934. SOC0362 - (Fuvest) Luc Boltanski e Ève Chiapello demonstram com clareza e sagacidade a capacidade antropofágica do capitalismo financeiro que “engole” a linguagem do protesto e da libertação para transformá-la e u�lizá-la para legi�mar a dominação social e polí�ca a par�r do próprio mercado. Na dimensão do mundo do trabalho, por exemplo, todo um novo vocabulário teve que ser inventado para escamotear as novas transformações e melhor oprimir o trabalhador. Com essa linguagem aparentemente libertadora, passa-se a impressão de que o ambiente de trabalho melhorou e o trabalhador se emancipou. Assim houve um esforço dirigido para transformar o trabalhador em "colaborador", para eufemizar e esconder a consciência de sua superexploração; tenta-se também exaltar os supostos valores de liderança para possibilitar que, a par�r de agora, o próprio funcionário, não mais o patrão, passe a controlar e vigiar o colega de trabalho. Ou, ainda, há a intenção de difundir a cultura do empreendedorismo, segundo a qual todo mundo pode ser empresário de si mesmo. E, o mais importante, se ele falhar nessa empreitada, a culpa é apenas dele. É necessário sempre culpar individualmente a ví�ma pelo fracasso socialmente construído. SOUZA, Jessé. Como o racismo criou o Brasil. Rio de Janeiro: Estação Brasil, 2021. De acordo com o texto, o uso de "colaborador” no lugar de “trabalhador”, no campo das relações de trabalho, indica 59@professorferretto @prof_ferretto a) o apagamento da linguagem de reivindicação e a falsa ideia de um trabalhador fortalecido. b) a valorização do trabalhador vigiado pelo Estado nas tradicionais relações emprega�cias. c) a difusão da cultura da meritocracia, que fortalece as relações do trabalhador com o Estado. d) a consciência do patrão que rejeita a cultura do neoliberalismo. e) o impedimento de o trabalhador inves�r na prá�ca do empreendedorismo. SOC0364 - (Fuvest) Tempo de nos aquilombar É tempo de caminhar em fingido silêncio, e buscar o momento certo no grito, aparentar fechar um olho evitando o cisco e abrir escancaradamente o outro. É tempo de fazer os ouvidos moucos para os vazios lero-leros, e cuidar dos passos assuntando as vias, ir se vigiando atento, que o buraco é fundo. É tempo de ninguém se soltar de ninguém, mas olhar fundo na palma aberta a alma de quem lhe oferece o gesto. O laçar de mãos não pode ser algemas, sim acertada tá�ca, necessário esquema. É tempo de formar novos quilombos, em qualquer lugar que estejamos e que venham dias futuros, salve 2020 A mís�ca quilombola persiste afirmando: "a liberdade é uma luta constante". Conceição Evaristo. Jornal O Globo, 31/12/2019. Considerandoo enfoque do texto na denúncia social, o eu lírico revela, predominantemente, a) a crí�ca às reações da nossa sociedade frente aos problemas que ficaram no passado. b) as jus�fica�vas para a segregação social no mundo contemporâneo. c) as tensões sociais presentes há tempos, sob a luz dos embates do momento atual. d) a importância de contornar os problemas sociais do passado. e) as peculiaridades das diferentes classes sociais ao enfrentar os problemas sociais atuais. SOC0365 - (Fuvest) “Entre os anos de 2012 e 2022, o número de pessoas autodeclaradas pretas e pardas aumentou em uma taxa superior à do crescimento do total da população do país, segundo o resultado da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Con�nua do IBGE. No caso dos negros, essa porcentagem variou de 7,4% em 2012 para 10,6% em 2022. ‘(...) uma das hipóteses para o crescimento da proporção é que a percepção racial tenha mudado dentro da população, nos úl�mos anos’.” O Globo, 22/07/2022; CNN Brasil, 16/06/2023. “Pois bem, é justamente a par�r daí que aparece a necessidade de teorizar as ‘raças’ como o que elas são, ou seja, construtos sociais, formas de iden�dade baseadas numa ideia biológica errônea, mas eficaz, socialmente, para construir, manter e reproduzir diferenças e privilégios. Se as raças não existem num sen�do estritamente realista de ciência, ou seja, se não são um fato do mundo �sico, são, contudo, plenamente existentes no mundo social, produtos de formas de classificar e de iden�ficar que orientam as ações dos seres humanos.” GUIMARÃES, Antônio Sergio Alfredo. Raças e estudos de relações raciais no Brasil. Novos Estudos CEBRAP, n.54, 1999. p.153. Relacionando os dados trazidos pela PNAD/IBGE e o conceito de raça do sociólogo Antônio Sergio Alfredo Guimarães, é correto afirmar: 60@professorferretto @prof_ferretto a) A hipótese de que a autopercepção racial de parte dos brasileiros mudou está em conflito com a tese de que raça é um construto social. Isso porque, como os traços feno�picos da população brasileira man�veram- se os mesmos de 2012 a 2022, não haveria mo�vos para o aumento dos autodeclarados pretos e pardos. b) A tese de que raças são construtos sociais ganha força diante das mudanças na autopercepção de parte dos brasileiros sobre sua condição racial. Alterações culturais e ideológicas da inserção social de negros e pardos teriam permi�do o crescimento dos assim autodeclarados. c) As alterações na autopercepção racial captadas pelas pesquisas do IBGE não guardam relação com a ideia de que raça é um construto social. Na verdade, reafirmam que as raças são realidades biológicas e que mais indivíduos estariam se dando conta do seu verdadeiro pertencimento racial. d) Os dados colhidos pelo IBGE sobre o aumento da autodeclaração racial dos respondentes como pretos e pardos indicam que houve um aumento dessa população no Brasil, o que contraria a tese de que raça é um construto social, e não uma realidade biológica. e) A existência do racismo no Brasil indica que a tese de raça como construto social está errada. Se raça fosse um construto social, e não uma realidade biológica, os indivíduos prefeririam se declarar como brancos para evitar serem ví�mas de racismo. SOC0366 - (Fuvest) “O lugar do ensino superior agora tem as portas abertas. A (...) Cons�tuição é que impõe essa situação por decreto. Mas (...) este não pode garan�r que todos tenham a tal ‘capacidade’ que lhes vai permi�r o aproveitamento dessa educação. Há rapazes – até agora são poucas as moças com a força de vontade que Jabu, ainda menina, �nha para dar e vender – que recebem bolsas ou auxílios de algum �po (...). As ‘aulas de reforço’ (...): um band-aid. Steve sabe que isso não é uma solução para o abismo da educação ruim do fundo do qual os alunos tentam emergir. A Luta não terminou. – (...) Eu tenho alunos de estudos africanos que não sabem escrever (...). – Então o que é que nós devíamos estar fazendo? (...) O professor Nielson ainda usa terno (...), embora o padrão da indumentária tenha relaxado a par�r do exemplo dado pelas túnicas de Mandela. (...) – Você não está propondo que a gente baixe ainda mais os critérios de admissão à universidade. Então a universidade é pra avançar no conhecimento ou é pra andar pra trás? O que Steve está perguntando é se esse ensino adicional de faz de conta na esperança de elevar os alunos a um nível universitário pode compensar dez anos de educação primária e secundária de péssimo nível.” GORDIMER, Nadine. O melhor tempo é o tempo presente. São Paulo: Companhia das Letras, 2014. p.82- 83. No excerto do romance da escritora sul-africana Nadine Gordimer, é possível iden�ficar: a) o regime de apartheid em vigor na África do Sul na época em que o romance se passa, que man�nha alunos e professores negros fora da universidade. b) a segregação formal das mulheres no acesso à educação, conforme estabelecido pela Cons�tuição promulgada no pós-apartheid. c) as eficazes estratégias de apoio aos estudantes pobres para assegurar a boa qualidade da educação básica e superior na época do apartheid. d) as incertezas sobre as estratégias adotadas para enfrentar desigualdades sociais e educacionais legadas pelo regime do apartheid na África do Sul. e) o reconhecimento consensual do sucesso do projeto de inclusão educacional no cenário sul-africano pós- apartheid. SOC0367 - (Fuvest) “Por quê? Porque pensar em direitos humanos tem um pressuposto: reconhecer que aquilo que consideramos indispensável para nós é também indispensável para o próximo. (...). Nesse ponto as pessoas são frequentemente ví�mas de uma curiosa obnubilação. Elas afirmam que o próximo tem direito, sem dúvida, a certos bens fundamentais, como casa, comida, instrução, saúde, coisas que ninguém bem formado admite hoje em dia que sejam privilégio de minorias, como são no Brasil. Mas será que pensam que seu semelhante pobre teria direito a ler Dostoievski ou ouvir os quartetos de Beethoven? (...). Ora, o esforço para incluir o semelhante no mesmo elenco de bens que reivindicamos está na base da reflexão sobre os direitos humanos.” CANDIDO, Antonio. Vários escritos. 3a ed. revista e ampliada. São Paulo: Duas Cidades, 1995. Com base na leitura do texto, pode-se afirmar que Antonio Candido defende que o acesso a bens como a literatura e a música 61@professorferretto @prof_ferretto a) é privilégio de minorias, pois são bens que exigem reflexão. b) deve ser reivindicado como um direito, e não como um privilégio. c) vi�miza as pessoas que não têm acesso a bens fundamentais para viver. d) humaniza as minorias privilegiadas, incen�vando-as a compar�lhar seu conhecimento. e) é indispensável para quem luta pelos direitos humanos. SOC0368 - (Fuvest) “A história do skate no Brasil passou por fases diferentes e até mesmo antagônicas. Em 1988, por exemplo, na cidade de São Paulo, sob acusação de ser prá�ca displicente, foi promulgada a Lei n o 25.871, pelo então prefeito Jânio Quadros, que proibia a prá�ca da modalidade nas ruas da cidade. Essa proibição foi alterada no ano seguinte, quando a nova prefeita da cidade, Luiza Erundina, em um de seus primeiros atos, revogou essa mesma lei e liberou a prá�ca do skate nas ruas da cidade. Anos depois, em 2015, o Brasil somava 8,4 milhões de pra�cantes de skate, segundo pesquisa Datafolha. Já em 2021, quando o skate estreou como modalidade olímpica nos Jogos de Tóquio, o Brasil se destacou como o segundo país com mais medalhas olímpicas na modalidade. No mesmo ano, a indústria nacional ligada ao esporte foi considerada a segunda maior do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, cujo mercado é es�mado em US$ 4,5 bilhões ao ano.” Thais Carrança, BBC News Brasil em São Paulo, 26 julho 2021. Adaptado. A par�r da leitura do texto, é correto afirmar: a) O skate adentrou o mundo espor�vo, entre outros mo�vos, por pressão dos pra�cantes da modalidade. No entanto, prá�cas espor�vas que surgem pautadas pelo lazer ou por a�vidades co�dianas não deveriam ser consideradasmodalidades espor�vas por não terem sido ins�tucionalizadas desde sua origem. b) Eventos espor�vos de grande alcance, tal qual a Olimpíada, deveriam considerar as estruturas norma�vas que dão origem aos esportes para inseri- los nas compe�ções. Apenas dessa forma, seria possível garan�r a auten�cidade das modalidades e jus�ficar a inserção do skate como esporte olímpico. c) Os esportes são uma forma de representação das prá�cas sociais. Sendo assim, as transformações sociais podem resultar em alterações de regras espor�vas, na espor�vização de prá�cas de lazer e até na ex�nção de modalidades espor�vas. d) Os esportes podem sofrer alterações norma�vas ao longo dos tempos. Com tal efeito, torna-se equivocado datar a criação de um esporte, pois ele já pode ter sofrido alterações que descaracterizaram sua origem. e) O skate, bem como outras prá�cas espor�vas, foi criado de modo discreto, por grupos pequenos, e ganhou força e ascensão a par�r do aumento de incen�vo financeiro para sua realização, o que é determinante para um esporte alcançar reconhecimento mundial. SOC0369 - (Fuvest) “As sociólogas, filósofas e a�vistas feministas destacaram, com o conceito de ‘reprodução social’, algo que a teoria econômica ocultava: para que haja produção de bens e de serviços é necessário que as pessoas que os produzem sejam, por sua vez, produzidas. O trabalho da reprodução social, portanto, cria e repõe a condição primordial e necessária – a existência de pessoas que trabalham – para que a produção econômica possa con�nuar ocorrendo. Em grande medida, esse trabalho é relegado ao ambiente familiar e às mulheres: cuidado com os filhos, cuidado com doentes e idosos, preparação de alimentos, limpeza e arrumação da casa e outros. O trabalho de reprodução se opõe, socialmente, ao trabalho de produção; este está inserido numa economia organizada com base em empresas – nas fábricas, na agricultura, nos escritórios –, voltado para o mercado e é percebido como merecedor de contrapar�da financeira: o salário. Assim, mesmo quando um trabalho da esfera da reprodução se realiza por meio de uma relação de emprego, se for realizado por mulheres, ele costuma ser mal pago e desfrutar de menor pres�gio.” ARRUZZA, Cinzia; BATTACHARYA, Tithi; FRASER, Nancy. Feminismo para os 99%: um manifesto. São Paulo: Boitempo, 2019. 62@professorferretto @prof_ferretto “A chamada ‘economia do cuidado’ é o conjunto de a�vidades não remuneradas, geralmente exercidas por mulheres, como a limpeza da casa, preparação de alimentos e os cuidados com crianças, idosos e doentes da família. Um pacote que vale 11% do PIB atual (...). Em valores, foram cerca de 634,3 bilhões de reais em 2015 [por exemplo]. (...) Contabilizar o valor dos afazeres domés�cos no PIB do Brasil só se tornou possível a par�r de 2001, quando o IBGE introduziu na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) a pergunta referente ao número de horas despendido pela população para executar essas a�vidades.” Disponível em h�ps://www.cartacapital.com.br/. Nos textos apresentados, encontram-se dois conceitos, o de “reprodução social” e o de “economia do cuidado”. De acordo com as definições desses conceitos e com os dados indicados, qual das afirmações a seguir está correta? a) Os conceitos de reprodução social e de economia do cuidado são contraditórios porque o primeiro se refere a todo trabalho domés�co e o segundo apenas ao trabalho domés�co pago e que é possível contabilizar. b) Ambos os conceitos se referem a um �po de trabalho cuja importância é socialmente reconhecida, fato que pode ser comprovado pela porcentagem expressiva que ele representava do PIB brasileiro no ano de 2015. c) As definições de reprodução social e de economia do cuidado excluem, necessariamente, a possibilidade de que o Estado seja responsável por parte das tarefas envolvidas na reprodução das pessoas. d) A contabilização no PIB dos valores dos afazeres domés�cos no contexto da economia do cuidado abarca apenas uma parte da reprodução social, pois não inclui o trabalho domés�co remunerado e os trabalhos de reprodução executados fora do ambiente domés�co. e) Os dados es�mados sobre a par�cipação das a�vidades domés�cas não remuneradas no PIB do Brasil mostram que a reprodução social acontece apenas quando não há uma relação salarial entre quem executa e quem se beneficia desse �po de trabalho. SOC0370 - (Fuvest) O Atlas da Violência, publicado em 2019 e organizado pelo Ins�tuto de Pesquisa Econômica Aplicada e Fórum Brasileiro de Segurança Pública, apresenta um estudo para melhor compreender a violência no país. Os dados que ali constam referem-se ao período de 2007 a 2017. Um dos capítulos desse documento trata, especificamente, da violência contra a mulher. O gráfico a seguir mostra a evolução da taxa de homicídios de mulheres (equivalente ao número de homicídios por 100 mil mulheres), de 2007 a 2017, no Brasil e nas três unidades federa�vas com as menores taxas em 2017. De acordo com os dados apresentados, é correto afirmar: a) Dentre as unidades federa�vas citadas, a que teve maior decréscimo na taxa de homicídios de mulheres no período entre 2014 e 2017 foi São Paulo. b) As três unidades federa�vas indicadas �veram um decréscimo na taxa de homicídios de mulheres em 2017 quando comparada com a taxa de 2007. c) A taxa de homicídios de mulheres no Brasil em 2017 é maior que a soma das taxas das três unidades federa�vas apresentadas neste mesmo ano. d) Dentre as unidades federa�vas apontadas, a que apresentou a maior taxa de homicídios de mulheres em 2017 é Santa Catarina, superando a taxa registrada nos demais estados da região Sul. e) Dentre as unidades federa�vas mencionadas, a maior redução na taxa de homicídios de mulheres, entre 2016 e 2017, registrada na pesquisa ocorreu no Distrito Federal. SOC0371 - (Fuvest) “O preconceito linguís�co é tanto mais poderoso porque, em grande medida, ele é ‘invisível’, no sen�do de que quase ninguém fala dele, com exceção dos raros cien�stas sociais que se dedicam a estudá-lo. Pouquíssimas pessoas reconhecem a existência do preconceito linguís�co, quem dirá a sua gravidade como um sério problema social.” BAGNO, Marcos. Preconceito linguís�co: o que é, como se faz. Edições Loyola, São Paulo, 1999. Com base na leitura do texto, é possível depreender que o preconceito linguís�co, apesar de nocivo para a sociedade, muitas vezes é despercebido. Nesse sen�do, assinale a alterna�va que apresenta um exemplo de preconceito linguís�co. 63@professorferretto @prof_ferretto a) A língua falada é um instrumento de sobrevivência em sociedade. b) A língua varia tão rapidamente quanto as mudanças que ocorrem na sociedade. c) Existem muitas maneiras de se expressar a mesma ideia. d) Os habitantes de uma cidade grande não possuem sotaque na língua falada. e) Todo falante na�vo de uma língua a conhece plenamente. SOC0372 - (Fuvest) TEXTO I “W. I. Thomas, decano dos sociólogos norte- americanos, formula um teorema básico para as ciências sociais: ‘Se os indivíduos definem as situações como reais, elas são reais em suas consequências’. (...) A primeira parte do teorema cons�tui uma incessante lembrança de que os homens reagem não somente aos traços obje�vos de uma situação, como também, e às vezes principalmente, ao sen�do que a situação tem para eles. E, assim que atribuíram algum sen�do à situação, sua conduta consequente, e algumas das consequências dessa conduta, são determinadas pelo sen�do atribuído. (...) A profecia que se cumpre por si mesma é, inicialmente, uma definição falsa da situação que provoca uma nova conduta, a qual, por sua vez, converte em verdadeiro o conceito originalmente falso.”. MERTON, Robert. Sociologia: Teoria e Estrutura. São Paulo: Editora Mestre Jou, 1970. p.515-517. TEXTO II “Depois de alguns anos inseridos nesta lógica de abuso e privações de dis�ntos �pos, o detento é novamente colocado em liberdade. (...) Conseguir um trabalho não é tão fácil como parece, já que mesmo as a�vidades menos qualificadase manuais (como as relacionadas a limpeza, serviços gerais, construção civil, dentre outras) demandam ‘atestado de bons antecedentes e a marca da passagem pela cadeia pode significar um indesejável pertencimento ao mundo do crime’ (Ramalho, 2018, p. 91). (...) O fator [condicionante da reincidência] mais citado, presente em 44% dos textos [sobre o tema], foi a baixa qualificação e as poucas oportunidades, sendo essa a explicação padrão de boa parte da literatura para a reincidência.” RIBEIRO, Ludmila; OLIVEIRA, Valéria. Reincidência e reentrada na prisão no Brasil: o que os estudos dizem sobre os fatores que contribuem para essa trajetória. Ar�go Estratégico 56. São Paulo: Ins�tuto Igarapé, 2022. p.10-14. Aplicando a noção proposta por Robert Merton, no texto I, ao cenário descrito no texto II, qual definição da situação das pessoas egressas do sistema prisional pelos possíveis empregadores no mercado de trabalho tornaria a reincidência criminal uma “profecia que se cumpre por si mesma”? a) Pessoas egressas do sistema prisional têm dificuldade de conseguir emprego no mercado de trabalho porque são es�gma�zadas. b) Pessoas egressas do sistema prisional têm a mesma chance de conseguir empregos que o restante da população, razão pela qual não devem ser privilegiadas pelos empregadores. c) Pessoas egressas do sistema prisional já foram condenadas e cumpriram pena pelo crime come�do e merecem a oportunidade de trabalhar para recomeçarem a vida. d) Pessoas egressas do sistema prisional voltarão a cometer crimes e, por isso, não devem ser contratadas para trabalhar. e) Pessoas egressas do sistema prisional conseguem somente trabalhos informais e de baixa remuneração por terem pouca qualificação e dificuldades para conseguir seus documentos. SOC0373 - (Unesp) Nenhum grupo de mulheres brancas conheceu melhor a diferença entre seu próprio status e o status das mulheres negras do que o grupo de mulheres brancas poli�camente conscientes e a�vistas na luta pelos direitos civis. Ainda assim, várias dessas mulheres deslocaram-se das lutas pelos direitos civis para as lutas pela libertação da mulher e lideraram um movimento feminista em que suprimiram e negaram a consciência sobre as diferenças que viram e ouviram. Elas entraram para o movimento feminista apagando e negando a diferença, sem pensar em raça e gênero juntos, mas eliminando raça do cenário. (bell hooks. O feminismo é para todo mundo: polí�cas arrebatadoras, 2018. Adaptado.) Ao abordar aspectos do Movimento pelos Direitos Civis nos Estados Unidos da década de 1960, o excerto 64@professorferretto @prof_ferretto a) aponta o insucesso das reivindicações de igualdade de raça e gênero e a persistência de padrões históricos de desigualdade na sociedade norte-americana. b) lamenta a ausência de uma história de mobilizações feministas e negras e de uma disposição das mulheres brancas para atuar em defesa das conquistas de direitos sociais. c) iden�fica a ocorrência em paralelo de ações afirma�vas das mulheres e dos negros e a falta de conexão entre esses dois campos de reivindicação de direitos. d) caracteriza a mudança radical por que passou a sociedade norte-americana no período e o nascimento de interconexões entre os movimentos negro e feminista. e) enfa�za a importância da estratégia polí�ca do a�vismo feminista e sua influência sobre as mobilizações posteriores de reivindicação de direitos da população negra. SOC0374 - (Unesp) As transformações no tempo e no espaço são responsáveis também pela ressignificação de conceitos, de modo que a pobreza urbana de hoje não é a mesma que a de décadas atrás [...]. O impera�vo das finanças permi�u a renovação dos padrões de consumo das camadas mais pobres das cidades, que experimentam, ao mesmo tempo, a precariedade em seu co�diano. Dessa maneira, pobreza urbana é nova por- que possui os conteúdos do atual período da história, e é velha porque ocorre em copresença da falta de serviços e infraestruturas básicas. (Kauê Lopes dos Santos. Uma nova pobreza urbana: financeirização do consumo e novos espaços da periferia de São Paulo, 2017.) O excerto iden�fica a) a contradição no perfil da pobreza nas cidades contemporâneas e define espaço como uma acumulação desigual de temporalidades. b) o aumento de consumo de bens duráveis e semiduráveis pela população pobre urbana e celebra o sucesso da polí�ca desenvolvimen�sta dos anos 1950. c) a expansão territorial das metrópoles dos países emergentes e ques�ona a importância do estudo do passado para compreender os problemas do presente. d) o impacto da modernização tecnológica das grandes cidades dos países subdesenvolvidos e destaca a implantação de polí�cas de aceleração do desenvolvimento nos anos 2000. e) a paralisia do setor financeiro privado diante do aumento da pobreza na década de 2010 e indica uma tendência de inves�mentos nas áreas nobres das grandes cidades. SOC0375 - (Unesp) O espaço urbano é onde proliferavam a pobreza e certa autonomia dos desqualificados sociais, bastante incômoda para as autoridades. Era justamente este o espaço social das mulheres pobres, livres, forras e escravizadas. Circulavam pelas fontes públicas, tanques, lavadouros, pontes, ruas e praças da cidade, onde era jogado o lixo das casas e o mato crescia a ponto de ocultar escravizados fugidos: o seu espaço social era justamente o ponto de interseção onde se alternavam e se sobrepunham as áreas de convívio das vizinhanças e dos forasteiros; a do fisco municipal e a do pequeno comércio clandes�no; as margens da escravidão e do trabalho livre, o espaço do trabalho domés�co e o de sua extensão ou comercialização pelas ruas... (Maria Odila Leite da Silva Dias. “Mulheres sem história”. In: Revista de História, 1983. Adaptado.) Ao tratar de São Paulo do século XVIII, o excerto estabelece um paralelo entre a condição das mulheres no espaço urbano e a) a situação de abandono das crianças pobres da colônia. b) a cons�tuição de um padrão ideal de família burguesa. c) o prevalecimento dos interesses polí�cos da metrópole. d) a área de indefinição social, polí�ca ou econômica. e) os setores da sociedade defensores de propostas iden�tárias. SOC0376 - (Unesp) Observe as imagens. A da esquerda é in�tulada “Plantas do Orquidário Moderno” (1845). A da direita 65@professorferretto @prof_ferretto in�tula-se “Madame Professora” (1846). As duas imagens referem-se a algumas sociedades europeias do século XIX e a) representam, com ironia, os novos papéis exercidos pelas mulheres nas sociedades do período. b) aludem, com humor, ao avanço das pesquisas e do ensino nas sociedades do período. c) constatam a subs�tuição da estrutura patriarcal pelo matriarcalismo nas sociedades industriais. d) ilustram, com surpresa, a padronização do trabalho feminino nas sociedades de economia industrial. e) celebram a liderança polí�ca feminina numa sociedade de hegemonia liberal. SOC0377 - (Unesp) Leia as manchetes. Com o premiado filme “Parasita”, Coreia do Sul espalha seu “so� power” pelo mundo (h�ps://tab.uol.com.br, 07.11.2019. Adaptado.) Da banda de música pop “BTS” ao filme “Parasita”, entenda como a Coreia do Sul aplica o “so� power” (www.poder360.com.br, 05.04.2022. Adaptado.) Da série “Round 6” ao es�lo musical “K-pop”, cultura sul-coreana é novo vetor do “so� power” de Seul (www.rfi.fr/br, 14.10.2021. Adaptado.) O “so� power” citado nas manchetes corresponde a) à alienação de consumidores quanto à origem de seus produtos, ou seja, ao desconhecimento sobre a atual divisão internacional do trabalho. b) ao domínio do mercado pelo uso da coerção, ou seja, à construção de uma relação de dependência dos merca- dos em relação ao mundo oriental. c) à busca de uma hegemonia por consenso, ou seja, à u�lização da indústria cultural para se fazer presente em diversos países. d) à estratégia de combate à xenofobia nos países ocidentais, ou seja, ao fortalecimento da democra�zação do consumo de produtos culturais em escala supranacional. e)Acesso em: 10 mar. 2016. A comparação entre o anúncio publicitário de 1968 e a repercussão da no�cia de 2016 mostra a a) eli�zação da carreira cien�fica. b) qualificação da a�vidade domés�ca. c) ambição de indústrias patrocinadoras. d) manutenção de estereó�pos de gênero. e) equiparação de papéis nas relações familiares. SOC0067 - (Enem) Para a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), é importante promover e proteger monumentos, sí�os históricos e paisagens culturais. Mas não só de aspectos �sicos se cons�tui a cultura de um povo. As tradições, o folclore, os saberes, as línguas, as festas e diversos outros aspectos e manifestações devem ser levados em consideração. Os afro-brasileiros contribuíram e ainda contribuem fortemente na formação do patrimônio imaterial do Brasil, que concentra o segundo con�ngente de população negra do mundo, ficando atrás apenas da Nigéria. MENEZES, S. A força da cultura negra: Iphan reconhece manifestações como patrimônio imaterial. Disponível em: www.ipea.gov.br. Acesso em: 29 set. 2015. Considerando a abordagem do texto, os bens imateriais enfa�zam a importância das representações culturais para a a) construção da iden�dade nacional. b) elaboração do sen�mento religioso. c) dicotomia do conhecimento prá�co. d) reprodução do trabalho cole�vo. e) reprodução do saber tradicional. SOC0192 - (Enem) Após sete anos da ocupação de um terreno abandonado em Santo André, no ABC paulista, os condomínios Novo Pinheirinho e Santos Dias foram inaugurados, com a presença de representantes dos governos federal, estadual e municipal. A ocupação começou em 2012 e, desde então, o movimento vinha reivindicando o direito de usufruir do espaço para a construção de casas. A Cartas Magna, em seu art. 6º, garante a todos os brasileiros o direito à moradia. PUTTI, A. Disponível em: www.cartacapital.com.br. Acesso em: 13 nov. 2021 (adaptado). O texto apresenta uma estratégia usada pelo movimento social para a) fragilizar o poder público. b) fomentar a economia solidária. c) controlar a propriedade estatal. d) garan�r o preceito cons�tucional. e) incen�var a especulação imobiliária. SOC0164 - (Uece) As pessoas que não seguem a heteronorma�vidade dominante e possuem gêneros e sexualidades diferentes não são mais referidas pelas an�gas siglas GLS (Gays, Lésbicas e Simpa�zantes) e LGBT (Lésbicas, Bissexuais e Transexuais). Mais recentemente, criou-se a sigla LGBTQIA+ que engloba uma variedade maior de 6@professorferretto @prof_ferretto iden�dades de gênero e sexualidades para além das já conhecidas. Essa sigla consegue representar hoje, pessoas que são transgêneros, traves�s, queer, intersexuais, assexuais, agêneros, demissexuais, dentre outras. Uma das razões para tal mudança é que a mais recente sigla une, de forma mais coerente, tanto gênero como sexualidade, como explica Rita Von Hunty em vídeos do seu canal Tempero Drag no site Youtube. “Rita em 5 minutos: LGBTQIA+”, Canal Tempero Drag, Disponível em: h�ps://www.youtube.com/watch? v=EREoc40JBr8 Acesso em: 25/04/2022 A respeito da recente sigla LGBTQIA+, é correto dizer que a) sua diferença para as siglas usadas anteriormente está no fato de que elas aliavam gênero e sexualidade. b) o gênero está representado apenas na letra T, que inicia a palavra transgêneros, enquanto as outras letras representam as diferentes sexualidades. c) sua relevância está no fato de promover maior inclusão social. d) ainda não contempla a totalidade dos gêneros e sexualidades, pois exclui pessoas heterossexuais, que não estão representadas. SOC0094 - (Enem) Ninguém nasce mulher: torna-se mulher. Nenhum des�no biológico, psíquico, econômico define a forma que a fêmea humana assume no seio da sociedade; é o conjunto da civilização que elabora esse produto intermediário entre o macho e o castrado que qualificam o feminino. BEAUVOIR, S. O segundo sexo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980. Na década de 1960, a proposição de Simone de Beauvoir contribuiu para estruturar um movimento social que teve como marca o(a) a) ação do Poder Judiciário para criminalizar a violência sexual. b) pressão do Poder Legisla�vo para impedir a dupla jornada de trabalho. c) organização de protestos públicos para garan�r a igualdade de gênero. d) oposição de grupos religiosos para impedir os casamentos homoafe�vos. e) estabelecimentos de polí�cas governamentais para promover ações afirma�vas. SOC0085 - (Enem) Mas plantar pra dividir Não faço mais isso, não. Eu sou um pobre caboclo, Ganho a vida na enxada. O que eu colho é dividido Com quem não planta nada. Se assim con�nuar vou deixar o meu sertão, mesmo os olhos cheios d‘água e com dor no coração. Vou pró Rio carregar massas pros pedreiros em construção. Deus até está ajudando: está chovendo no sertão! Mas plantar pra dividir, Não faço mais isso, não. VALE, J; AQUINO, J. B. Sina de caboclo. São Paulo: Polygram, 1994 (fragmento). No trecho da canção, composta na década de 1960, retrata-se a insa�sfação do trabalhador rural com a) a distribuição desigual da produção. b) os financiamentos feitos ao produtor rural. c) a ausência de escolas técnicas no campo. d) os empecilhos advindos das secas prolongadas. e) a precariedade de insumos no trabalho do campo. SOC0107 - (Enem) Muitos países se caracterizam por terem populações mul�étnicas. Com frequência, evoluíram desse modo ao longo de séculos. Outras sociedades se tornaram mul�étnicas mais rapidamente, como resultado de polí�cas incen�vando a migração, ou por conta de legados coloniais e imperiais. GIDDENS. A. Sociologia. Porto Alegre: Penso, 2012 (adaptado). Do ponto de vista do funcionamento das democracias contemporâneas, o modelo de sociedade descrito demanda, simultaneamente, a) defesa do patrio�smo e rejeição ao hibridismo. b) universalização de direitos e respeito à diversidade. c) segregação do território e es�mulo ao autogoverno. d) polí�cas de compensação e homogeneização do idioma. e) padronização da cultura e repressão aos par�cularismos. SOC0122 - (Enem) A criação do Sistema Único de Saúde (SUS) como uma polí�ca para todos cons�tui-se uma das mais importantes conquistas da sociedade brasileira no século XX. O SUS deve ser valorizado e defendido como um marco para a cidadania e o avanço civilizatório. A 7@professorferretto @prof_ferretto democracia envolve um modelo de Estado no qual polí�cas protegem os cidadãos e reduzem as desigualdades. O SUS é uma diretriz que fortalece a cidadania e contribui para assegurar o exercício de direitos, o pluralismo polí�co e o bem-estar como valores de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, conforme prevê a Cons�tuição Federal de 1988. RIZZOTO, M. L. F. et al. Jus�ça social, democracia com direitos sociais e saúde: a luta do Cebes. Revista Saúde em Debate, n. 116, jan.-mar. 2018 (adaptado). Segundo o texto, duas caracterís�cas da concepção da polí�ca pública analisada são: a) Paternalismo e filantropia. b) Liberalismo e meritocracia. c) Universalismo e igualitarismo. d) Nacionalismo e individualismo. e) Revolucionarismo e copar�cipação. SOC0111 - (Enem) Outra importante manifestação das crenças e tradições africanas na Colônia eram os objetos conhecidos como “bolsas de mandinga”. A insegurança tanto �sica como espiritual gerava uma necessidade generalizada de proteção: das catástrofes da natureza, das doenças, da má sorte, da violência dos núcleos urbanos, dos roubos, das brigas, dos male�cios de fei�ceiros etc. Também para trazer sorte, dinheiro e até atrair mulheres, o costume era corrente nas primeiras décadas do século XVIII, envolvendo não apenas escravos, mas também homens brancos. CALAINHO, D. B. Fei�ços e fei�ceiros. In: FIGUEIREDO, L. História do Brasil para ocupados. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2013 (adaptado). A prá�ca histórico-cultural de matriz africana descrita no texto representava um(a) a) expressãoao redesenho da hierarquia polí�co-econômica, ou seja, ao retorno à velha ordem mundial pautada pelo consumo cultural. SOC0378 - (Unesp) Analise a charge do cartunista Seri. Ao se referir ao Censo, a charge 66@professorferretto @prof_ferretto a) denuncia o preconceito socioeconômico do Censo e traz ao debate a angús�a da população carente, à margem das conquistas que possam oferecer jus�ça social. b) sa�riza a falta de empa�a dos recenseadores e demonstra a insa�sfação da população com os serviços públicos, precários àqueles que dependem de sua oferta. c) associa o atraso ao grau de desenvolvimento da população e transfere às pessoas a responsabilidade por sua condição, distante da noção de equidade. d) minimiza a importância do Censo e cri�ca o imedia�smo observado em nossa sociedade, marcada pela desvalorização da reflexão e do senso crí�co. e) ironiza o atraso na realização do Censo e remete a uma de suas funções, a de embasar polí�cas públicas com dados sobre a realidade da população. SOC0379 - (Unesp) A uberização nomeia um novo �po de gestão e controle da força de trabalho, também compreendida como uma tendência passível de se generalizar no âmbito das relações de trabalho. [...] Resultando das formas contemporâneas de eliminação de direitos, transferência de riscos e custos para os trabalhadores e novos arranjos produ�vos, ela em alguma medida sinte�za processos em curso há décadas, ao mesmo tempo em que se apresenta como tendência para o futuro do trabalho. O tema ganha visibilidade com a formação de enormes con�ngentes de trabalhadores controlados por empresas que operam por meio de plataformas digitais. (Ludmila Costhek Abílio et al. “Uberização e plataformização do trabalho no Brasil: conceitos, processos e formas”. Sociologias, 2021.) O excerto aborda as novas relações trabalhistas mediadas por plataformas digitais. Com tais relações, nos próximos anos o futuro do trabalho será definido pela a) autogestão do trabalhador na relação com grandes empresas. b) queda na geração de vagas no setor informal. c) persistência de mecanismos de exploração. d) ex�nção de postos de serviço no setor primário. e) flexibilidade na jornada de trabalho do profissional não autônomo. SOC0381 - (Unicamp) No Brasil, um exemplo de história que precisa ser narrada é a dos movimentos em defesa dos direitos que hoje reconhecemos como movimentos LGBTQIA+. Tais movimentos eclodiram como um ato de resistência em plena ditadura civil-militar, marcada pela repressão e por ideais conservadores. Naquele contexto, a busca por visibilidade passou a ser compreendida como um dos elementos fundamentais para a conquista da cidadania. Entre outras coisas, os a�vistas defendiam que os direitos polí�cos, sociais e civis tornam-se socialmente legí�mos para os cidadãos quando envolvem o direito aos meios de comunicação e à livre expressão. (Baseado em Vinicius Ferreira e Igor Sacramento, Editorial: Movimento LGBT no Brasil: violências, memórias e lutas. Reciis – Rev Eletron Comun Inf Inov Saúde. 2019 abr.-jun.13(2): p. 234-239.) A par�r da leitura do texto, assinale a alterna�va correta acerca da historicidade dos movimentos polí�cos iden�tários e suas estratégias polí�cas de ação. a) Esses movimentos eclodiram na segunda metade do século XX, foram perseguidos e silenciados pela ditadura militar e retornaram à cena pública após a instauração de um regime democrá�co. b) Por sua capacidade de obter alcance social, desde a década de 1970, as mídias são ferramentas para a construção de uma cidadania plena, sendo a busca por visibilidade, portanto, uma das estratégias de ação do movimento LGBTQIA+. c) O Brasil do século XX construiu-se como uma democracia racial, o que garan�u aos movimentos polí�cos e iden�tários nacionais o acesso aos direitos civis, polí�cos e sociais, esvaziando as agendas dos militantes LGBTQIA+. d) Na atualidade, a onda de crimes de homofobia e transfobia es�mulam o movimento LGBTQIA+ a rever a pauta da visibilidade dos sujeitos, tornando a militância mais discreta e voltada para o espaço privado da ação dos indivíduos. SOC0383 - (Unicamp) No livro “A invenção dos direitos humanos”, a historiadora Lynn Hunt nomeou dois mecanismos de transformação na França de fins do século XVIII. O primeiro seria a popularização dos chamados romances epistolares. As cartas enviadas pelas protagonistas discorrem sobre as emoções humanas para os leitores. As lutas das personagens Clarissa e Pâmela, descritas por Samuel Richardson, ou as questões de Júlia, personagem de Jean-Jacques Rousseau, fizeram com que os leitores reconhecessem a legi�midade de seus desejos e de suas vivências. Outro mecanismo de transformação social foi a campanha contra a tortura, marcada por uma nova visão de corpo. Para Hunt, ler relatos de tortura e romances epistolares ajudou a moldar o foro ín�mo de cada um, o que teve repercussão na polí�ca. 67@professorferretto @prof_ferretto Considerando o texto acima e o contexto histórico comentado, assinale a alterna�va correta sobre os direitos humanos. a) O nascimento dos direitos humanos ligou-se ao aparecimento do sen�mento de empa�a entre diferentes sujeitos sociais, independentemente de sua condição social, como se podia ver nos romances epistolares. Isso influenciou os preceitos de liberdade individual e de igualdade social. b) Conhecidas através dos romances policiais editados pela imprensa revolucionária francesa, as personagens literárias femininas subalternas ganharam importância ao se oporem à tortura, defendida pelo Terceiro Estado nos debates sobre direitos humanos. c) O nascimento dos direitos humanos envolveu a contestação, pela imprensa francesa, da tortura como prá�ca de obtenção de testemunho ou como cas�go. Isso se devia ao fato de que a tortura feria a concepção cristã de corpo, defendida pela Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. d) Ao afirmar que todos são iguais perante a lei e que todos gozam dos mesmos direitos, independentemente de sua origem social ou nascimento, a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão defendia o cidadão passivo, indiferente à violência e à humilhação na convivência co�diana. SOC0384 - (Unicamp) “Como pode um povo vivo Viver nesta cares�a Como poderei viver Como poderei viver Dia e noite, noite e dia Com a barriga vazia Como pode um operário Viver com esse salário Como pode a criançada Estudar sem comer nada”. (“Programa oficial do lançamento geral do abaixo- assinado” do Movimento do Custo de Vida, 12/03/1978. Doc. 039_4. Fundo ECO_PRE, Centro Pastoral Vergueiro. Citado em: MONTEIRO, Thiago Nunes. Como pode um povo vivo viver nesta cares�a: O Movimento do Custo de Vida em São Paulo (1973-1982). São Paulo: Humanitas, 2017.) A letra acima foi u�lizada pela campanha coordenada pelo Movimento Custo de Vida, iniciado por mulheres das periferias da cidade de São Paulo, em 1978. Sobre as lutas por melhores condições de vida durante a década de 1970 na ditadura militar (1964-85), é correto afirmar que a) o Movimento do Custo de Vida foi organizado para protestar contra as polí�cas econômicas e sociais da ditaura militar que provocavam o arrocho salarial e a inflação. b) diante da impossibilidade de fazer protestos de rua, o Movimento do Custo de Vida teve atuação por meio de letras de músicas de duplo sen�do (para driblar a censura), veiculadas no rádio. c) após reunir cerca de 200 mil pessoas na Praça da Sé em São Paulo em 1978, o Movimento do Custo de Vida migrou para a luta armada como resposta à repressão. d) as Comunidades Eclesiais de Base, instaladas nas periferias das grandes cidades e onde começou o Movimento do Custo de Vida, foram desmanteladas em 1979. SOC0385 - (Unicamp) Sobre os debates entre os Governos do Mercosul, é importante destacar que existem instâncias de construção de memórias regionais. Estas experiências acompanham os processos de verdade e jus�ça que estão em andamento nos países para revisar, inves�gar e julgar os crimes de lesa-humanidadecome�dos, no passado, pelo Estado. Nesta linha, os lugares de Memória são instâncias que buscam transformar certas marcas a fim de evocar memórias e torná-las inteligíveis ao situá- las no contexto de um relato mais amplo. (Adaptado de: MERCOSUL. Ins�tuto de Polí�cas Públicas em Direitos Humanos do MERCOSUL (IPPDH). Princípios fundamentais para as polí�cas públicas sobre lugares de me- mória. Buenos Aires: Mercosul, p. 5, 2012.) A par�r do excerto e de seus conhecimentos, assinale a alterna�va correta. 68@professorferretto @prof_ferretto a) Embora o Mercosul seja definido pela integração econômica, seus países membros também par�lham experiências de ditaduras militares no passado, experiências essas que cons�tuem uma memória regional comum. b) A escolha de lugares de memória comuns ao passado dos países membros do Mercosul pauta a agenda econômica de sua integração e baliza a construção de patrimônios edificados. c) A reparação dos crimes come�dos pelas ditaduras militares dos estados membros do Mercosul se tornou possível com a criação de instâncias jurídicas supranacionais que julgam violações contra a humanidade. d) Ainda que novas, nota-se que o obje�vo das polí�cas públicas de memória do Mercosul – acerca dos traumas das ditaduras – é eleger um conjunto de patrimônios edificados para pacificar o passado. SOC0386 - (Unicamp) Com propósitos diferentes, ambas as imagens promovem a desinformação. Comparando historicamente os dois exemplos de desinformação, é correto afirmar que a) as campanhas de desinformação podem ser encontradas em diferentes contextos, como visto no uso do panfleto da rainha pela coroa francesa – com o obje�vo de defender a monarquia – e na imagem do Papa – que explora a contradição entre a riqueza do Va�cano e os excluídos defendidos por ele. b) no século XVIII e no século XXI, a produção e a circulação de fake news e desinformação são controladas pelos aparelhos de censura que revisam conteúdos orais e impressos, ainda que estruturados a par�r de tecnologias diferenciadas. c) na era digital, a ruptura causada pelo uso de Inteligência Ar�ficial e seu potencial na produção de desinformação está ao alcance do público, na instantaneidade e no realismo da imagem. No início da contemporaneidade, as manipulações em imagens e em no�cias eram acessadas pelo público através de jornais e panfletos. d) os disposi�vos de Inteligência Ar�ficial representam uma ruptura no combate à desinformação ao possibilitar o rastreio e a eliminação instantânea de fake news. No século XVIII, o público era refém de no�cias falsas pela ausência desta tecnologia. SOC0387 - (Unicamp) Povos e comunidades tradicionais são grupos culturalmente diferenciados e que se reconhecem como tais. Esses grupos contam com formas próprias de organização social, além de ocuparem e usarem territórios e recursos naturais como condição para sua reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica. Para tanto, u�lizam conhecimentos, inovações e prá�cas gerados e transmi�dos pela tradição (Inciso I, Art. 3o, Decreto 6.040 / 2007). Es�ma-se que cerca de 4,5 milhões de pessoas fazem parte de comunidades tradicionais atualmente no Brasil. (Adaptado de: Populações Tradicionais – Ins�tuto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. Disponível em: h�ps://www.gov.br/icmbio/pt- br/assuntos/populacoes- -tradicionais. Acesso em 12/06/2023.) Assinale a alterna�va que faz a correspondência correta dos povos e comunidades tradicionais com a sua região de atuação e com as suas prá�cas específicas de organização socioterritorial. 69@professorferretto @prof_ferretto a) Mulheres quebradeiras de coco babaçu da região do Meio-norte aproveitam as matas de cocais e fazem uso comunitário dos babaçuais para a coleta de coco e de outros produtos das palmeiras. b) Geraizeiros da região da Amazônia Ocidental se beneficiam dos rios para a pesca e pra�cam o extra�vismo de frutos u�lizados na culinária regional e transformados em produtos alimen�cios. c) Caiçaras da região litorânea do Ceará pra�cam a pesca artesanal, u�lizam as riquezas naturais da Mata Atlân�ca para o extra�vismo de frutos e fazem uso dos roçados para a�vidades agrícolas de subsistência. d) Faxinalenses do norte de Minas Gerais usufruem dos campos para o desenvolvimento do extra�vismo vegetal da erva mate e do pinhão, do cul�vo agrícola em pequena escala e da criação de animais soltos. SOC0388 - (Unicamp) Nas grandes cidades de todo o planeta, com maior ou menor intensidade, cresce o número de pessoas em situação de rua. No caso brasileiro, todavia, essa é uma realidade urbana perene, agravada em momentos de crise. Segundo es�ma�va do Ins�tuto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), em 2022, exis�am 281.472 pessoas em situação de rua no Brasil. (MONTFERRE, H., População em situação de rua supera 281,4 mil pessoas no Brasil. IPEA, 08/12/2022) O fenômeno descrito no excerto, e reportado na imagem, se cons�tuiu historicamente nas cidades brasileiras em função a) da crise conjuntural da úl�ma década, agravada com a pandemia de covid-19; muitas vezes, a gestão urbana impõe a essa população a precariedade da circulação sem fim pela cidade e mesmo pela rede urbana. b) do processo de modernização-urbanização excludente; as ações de polí�ca urbana implementam programas de habitação popular nas áreas centrais para viabilizar a gentrificação e o direito à cidade a essa população. c) da crise conjuntural da úl�ma década, agravada pela pandemia de covid-19; a gestão urbana busca formas de integrar essa população aos espaços urbanos por meio das casas de acolhimento e de programas de emprego e renda. d) do processo de modernização-urbanização excludente; a gestão urbana promove, muitas vezes, prá�cas de “higienização” do espaço, isto é, de expulsão, com o apoio de setores da sociedade. SOC0390 - (Unicamp) TEXTO 1 Manifesto de lançamento da “Coalizão Negra Por Direitos”, reunião de en�dades e cole�vos do movimento negro brasileiro, 2020. TEXTO 2 O sociólogo Octavio Ianni afirmou que democracia e cidadania são processos polí�cos marcados por dificuldades e retrocessos, pois a par�cipação social – especialmente a de grupos como mulheres, negros, indígenas – é uma luta penosa e que, no Brasil, vem sendo realizada precariamente ao longo da história. (Adaptado de: “Entrevista com Octavio Ianni: Comunicação e Globalização”. Revista Novos Olhares, n. 4, p. 25, 1999.) De acordo com os textos 1 e 2, é possível dizer que, no caso brasileiro, os conceitos de democracia e de cidadania 70@professorferretto @prof_ferretto a) são limitados pela persistência histórica do racismo, pois os movimentos sociais pouco se ocupam dessa temá�ca, reduzindo a possibilidade da conquista de igualdade. b) podem ser tomados como conceitos relacionados, rela�vos à esfera do indivíduo, e marcados por processos lineares de conquistas de direitos sociais. c) podem ser tomados como conceitos relacionados, próprios da esfera cole�va, e marcados por processos não lineares de conquistas e perdas de direitos sociais. d) são marcados por disputas sociais e históricas, e influenciam, de modo secundário, o exercício da igualdade, especialmente para grupos como mulheres, negros e indígenas. SOC0391 - (Unicamp) As sociólogas Patrícia Hill Collins e Sirma Bilge procuram explicar as relações entre mérito, oportunidade e desigualdades u�lizando a metáfora de um campo de futebol. Elas imaginam uma situação na qual o campo seria um terreno levemente em declive, na qual o gol do Time 1 fica no topo e o do Time 2, na parte baixa. Quando o Time 1 tenta marcar um gol, a topografia do campo ajuda, o que não ocorre com o Time 2, que pode ter talento e disciplina, mas sempre trava uma batalha morro acima para marcar um gol. No caso de uma par�da de futebol, torcedores ficariam indignados se os campos de verdade fossem inclinados dessa maneira. No entanto, é isso que fazem as divisões sociais de classe, gênero e raça, ou seja, achamosque estamos jogando em igualdade de condições quando, na verdade, não estamos. (Adaptado de: HILL COLLINS, P.; BILGE, S. Interseccionalidades. São Paulo: Boitempo, p. 32-33, 2016.) A par�r do texto, é correto afirmar que a) divisões sociais de classe, gênero e raça permitem que todas as pessoas tenham acesso às mesmas oportunidades e possam igualmente desenvolver suas habilidades e ap�dões. b) condições de compe�ção individual são marcadas por divisões de classe, gênero e raça, e são influenciadas pelo contexto social, polí�co e econômico. c) o mérito e o esforço individual podem ser isolados das divisões de classe, gênero e raça e considerados como parâmetros justos para a dinâmica da vida social. d) divisões de classe, gênero e raça estão presentes na vida em sociedade e têm relação marginal com o fenômeno da desigualdade. SOC0392 - (Unicamp) "A negação da plena humanidade do Outro, o seu enclausuramento em categorias que lhe são estranhas, a afirmação de sua incapacidade inata para o desenvolvimento e aperfeiçoamento humano, a des�tuição da sua capacidade de produzir cultura e civilização prestam-se a afirmar uma razão racializada, que hegemoniza e naturaliza a superioridade europeia." (CARNEIRO, Sueli. Disposi�vo de racialidade. A construção do outro como não ser como fundamento do ser. São Paulo: Zahar, p. 91, 2023.) Escolha a alterna�va que apresenta crí�ca semelhante à de Sueli Carneiro. a) "Tão essencial é a diferença entre essas duas raças humanas [branca e negra], que parece ser tão grande em relação às capacidades mentais quanto às diferenças de cores." (E. Kant. Observações sobre o sen�mento do belo e do sublime. Campinas: Papirus, p. 75- 76,1993.). b) "É na brutalidade e na selvageria que vemos o homem africano, na medida em que o podemos observar; e assim permanece hoje." (Hegel. A razão na história. Lisboa: Edições 70, p. 218.) c) “A nossa solução foi medíocre. Estragou as duas raças, fundindo-as. O negro perdeu as suas admiráveis qualidades �sicas de selvagem, e o branco sofreu a inevitável piora de caráter, consequente a todos os cruzamentos entre raças díspares". (Personagem Miss Jane, do livro O Presidente Negro, de Monteiro Lobato. São Paulo: Editora Lafonte, p. 82, 2019.) d) "Na medida em que o racismo, enquanto discurso, se situa entre os discursos de exclusão, o grupo por ele excluído é tratado como objeto e não como sujeito." (Lélia Gonzales. Cultura, etnicidade e trabalho: efeitos linguís�cos e polí�cos da exploração da mulher". In: RIOS, F.; LIMA, M. Por um feminismo afro-la�no-americano. São Paulo: Zahar, p. 43, 2020.) SOC0393 - (Unicamp) "Apesar de sua presumida evidência, a ar�culação entre liberdade e igualdade é mais complicada do que parece. Sua reunião em um mesmo indivíduo, que seria, ao mesmo tempo, livre e igual a seus semelhantes, esconde tensões significa�vas. Como, por exemplo, alguém poderia ser livre em um contexto no qual prevalecem desigualdades aberrantes? Em contrapar�da, o que resta da liberdade se os indivíduos não puderem singularizar-se e diferenciar-se uns dos outros?" (FIGUEIREDO, V. A paixão da Igualdade: uma genealogia do indivíduo moral na França. Belo Horizonte: Relicário, p. 9, 2021.) 71@professorferretto @prof_ferretto Escolha, dentre as alterna�vas a seguir, aquela que sinte�za melhor a ideia expressa na citação de Figueiredo: a) A realização da liberdade e da igualdade independe da supressão de desigualdades profundas. b) A ar�culação entre liberdade e igualdade é um ideal que não contrasta com regimes polí�cos an�democrá�cos. c) A ar�culação entre liberdade e igualdade é complexa porque exige tanto a supressão de desigualdades extremas quanto a possibilidade da afirmação das diferenças individuais. d) O desenvolvimento pleno do capitalismo e da livre concorrência são condições suficientes para a concre�zação da liberdade e da igualdade. 72@professorferretto @prof_ferrettodo valor das fes�vidades da população pobre. b) ferramenta para submeter os ca�vos ao trabalho forçado. c) estratégia de subversão do poder da monarquia portuguesa. d) elemento de conversão dos escravos ao catolicismo romano. e) instrumento para minimizar o sen�mento de desamparo social. SOC0140 - (Enem) Houve crescimento de 74% da população brasileira encarcerada entre 2005 e 2012. As análises possibilitaram iden�ficar o perfil da população que está nas prisões do país: homens, jovens (abaixo de 29 anos), negros, com ensino fundamental incompleto, acusados de crimes patrimoniais e, no caso dos presos adultos, condenados e cumprindo regime fechado e, majoritariamente, com penas de quatro até oito anos. BRASIL. Mapa do encarceramento: os jovens do Brasil. Brasília: Presidência da República, 2015. Nesse contexto, as polí�cas públicas para minimizar a problemá�ca descrita devem privilegiar a a) flexibilização do Código Civil. b) promoção da inclusão social. c) redução da maioridade penal. d) contenção da corrupção polí�ca. e) expansão do período de reclusão. SOC0098 - (Enem) Ser moderno é encontrar-se em um ambiente que promete aventura, poder, alegria, crescimento, autotransformação e transformação das coisas em redor – mas ao mesmo tempo ameaça destruir tudo o que temos, tudo o que sabemos, tudo o que somos. A experiência ambiental da modernidade anula todas as fronteiras geográficas e raciais, de classe e nacionalidade: nesse sen�do, pode-se dizer que a modernidade une a espécie humana. Porém, é uma unidade paradoxal, uma unidade de desunidade. BERMAN. M. Tudo que é sólido desmancha no ar: a aventura da modernidade. São Paulo: Cia. das Letras. 1986 (adaptado). O texto apresenta uma interpretação da modernidade que a caracteriza como um(a) a) dinâmica social contraditória. b) interação cole�va harmônica. c) fenômeno econômico estável. d) sistema internacional decadente. e) processo histórico homogeneizador. SOC0145 - (Enem) Após sete anos da ocupação de um terreno abandonado em Santo André, no ABC paulista, os condomínios Novo Pinheirinho e Santos Dias foram inaugurados, com a presença de representantes dos governos federal, estadual e municipal. A ocupação começou em 2012 e, desde então, o movimento vinha reivindicando o direito de usufruir do espaço para a construção de casas. A 8@professorferretto @prof_ferretto Cartas Magna, em seu art. 6º, garante a todos os brasileiros o direito à moradia. PUTTI, A. Disponível em: www.cartacapital.com.br. Acesso em: 13 nov. 2021 (adaptado). O texto apresenta uma estratégia usada pelo movimento social para a) fragilizar o poder público. b) fomentar a economia solidária. c) controlar a propriedade estatal. d) garan�r o preceito cons�tucional. e) incen�var a especulação imobiliária. SOC0063 - (Udesc) Vários foram os movimentos sociais que ganharam força e visibilidade a par�r dos anos 60. O movimento feminista é, reconhecidamente, um deles. As questões de gênero, bastante deba�das nos dias atuais, advêm das pautas e das reivindicações deste movimento. A respeito das questões de gênero e com base nas informações acima, assinale a alterna�va correta. a) As discussões sobre gênero visam instaurar uma supremacia do feminino sobre o masculino. b) As relações de gênero são fundamentadas, exclusivamente, na biologia e podem ser compreendidas como sinônimo de “sexo”. c) As chamadas relações de gênero são cons�tuídas por elementos de ordem polí�ca, econômica e social. d) As questões de gênero desconsideram os aspectos históricos, que fundamentam uma sociedade. e) As questões de gênero não possuem relação com os movimentos feministas. SOC0053 - (Fmc) As teorias racistas do século XIX ganharam relevância à medida que se desenvolveram teorias cien�ficas como o evolucionismo e o posi�vismo. Essa associação, própria do século XIX, que ressoa, entretanto, até hoje pode ser explicada a par�r a) dos receios do avanço do socialismo no século XIX, em especial, na Rússia, originando polí�cas de expansão para a Ásia e África com o intuito de protegê-las pela valorização de suas economias e pelo elogio de suas etnias. b) do desdobramento das propostas iluministas, que ganharam força no terreno polí�co com o liberalismo e o socialismo, possibilitando alianças como a que garan�u a unificação alemã e o fim dos preconceitos raciais em relação à África. c) do crescente desenvolvimento econômico das nações europeias, capitaneado pela Inglaterra, a promover o bem-estar nas grandes cidades e servindo de exemplo para a criação de uma base de igualdade civilizacional entre Europa e Ásia. d) do papel significa�vo desempenhado pelos estados europeus, livres das amarras dos regimes monárquicos, no processo de mundialização, ao final do século XIX, como a ação inglesa favorecedora do crescimento econômico e da independência da Índia. e) do protagonismo europeu no tocante ao desenvolvimento intelectual e tecnológico, pós- revolução industrial, reforçando a liderança e a hegemonia europeia sobre o mundo e marcando as polí�cas de intervenção na África e na Ásia com forte exclusão racial. SOC0087 - (Enem) Compreende-se assim o alcance de uma reivindicação que surge desde o nascimento da cidade na Grécia an�ga: a redação das leis. Ao escrevê-las, não se faz mais que assegurar-lhes permanência e fixidez. As leis tornam- se bem comum, regra geral, susce�vel de ser aplicada a todos da mesma maneira. VERNANT, J. P. As origens do pensamento grego. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1992 (adaptado). Para o autor, a reivindicação atendida na Grécia an�ga, ainda vigente no mundo contemporâneo, buscava garan�r o seguinte princípio: a) Isonomia – igualdade de tratamento aos cidadãos. b) Transparência – acesso às informações governamentais. c) Tripar�ção – separação entre os poderes polí�cos estatais. d) Equiparação – igualdade de gênero na par�cipação polí�ca. e) Elegibilidade – permissão para candidatura aos cargos públicos. 9@professorferretto @prof_ferretto SOC0126 - (Enem) A Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada e proclamada pela Assembleia Geral da ONU na Resolução 217-A, de 10 de dezembro de 1948, foi um acontecimento histórico de grande relevância. Ao afirmar, pela primeira vez em escala planetária, o papel dos direitos humanos na convivência cole�va, pode ser considerada um evento inaugural de uma nova concepção de vida internacional. LAFER, C. Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948). In: MAGNOLI, D. (Org.). História da paz. São Paulo: Contexto, 2008. A declaração citada no texto introduziu uma nova concepção nas relações internacionais ao possibilitar a a) superação da soberania estatal. b) defesa dos grupos vulneráveis. c) redução da truculência belicista. d) impunidade dos atos criminosos. e) inibição dos choques civilizacionais. SOC0061 - (Unesp) “Eu �nha muito medo, estava sozinha, não �nha como não trabalhar. Ela não me deixava amamentar meu filho pela manhã, dizia que eu perderia tempo.” (Dora E. A. Calle) “Quando eu precisava sair da casa, sempre �nha que pedir a chave. E nessa hora a chave sempre sumia.” (Raul G. P. Mendoza) “A casa onde eu trabalhava �nha outros 14 bolivianos, que, assim como eu, queriam guardar dinheiro e voltar para nosso país. Mas não é bem assim que acontece.” (Alicia V. Balboa) (Bárbara Forte. “Tecendo sonhos”. h�ps://no�cias.bol.uol.com.br, 09.05.2019. Adaptado.) Esses depoimentos retratam a realidade vivida por imigrantes bolivianos que trabalharam no setor têx�l da capital paulista. Os depoimentos evidenciam a) a compe��vidade da Divisão Internacional do Trabalho. b) a relação de trabalho análoga à escravidão. c) o processo de segregação es�mulado pela xenofobia. d) a flexibilização das leis trabalhistas. e) o descompasso do trabalho formal com as mudanças da globalização. SOC0128 - (Enem) O toyo�smo, a par�r dos anos 1970, teve grande impacto no mundo ocidental,quando se mostrou para os países avançados como uma opção possível para a superação de uma crise de acumulação. ANTUNES, R. Os sen�dos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho. São Paulo: Boitempo, 2009 (adaptado). A caracterís�ca organizacional do modelo em questão, requerida no contexto de crise, foi o(a) a) expansão dos grandes estoques. b) incremento da fabricação em massa. c) adequação da produção à demanda. d) aumento da mecanização do trabalho. e) centralização das etapas de planejamento. SOC0113 - (Enem) Em algumas línguas de Moçambique não existe a palavra “pobre”. O indivíduo é pobre quando não tem parentes. A pobreza é a solidão, a ruptura das relações familiares que, na sociedade rural, servem de apoio à sobrevivência. Os consultores internacionais, especialistas em elaborar relatórios sobre a miséria, talvez não tenham em conta o impacto dramá�co da destruição dos laços familiares e das relações de entreajuda. Nações inteiras estão tornando-se “órfãs”, e a mendicidade parece ser a única via de uma agonizante sobrevivência. COUTO, M. E se Obama fosse africano? & outras intervenções. Portugal: Caminho, 2009 (adaptado). Em uma leitura que extrapola a esfera econômica, o autor associa o acirramento da pobreza à a) afirmação das origens ancestrais. b) fragilização das redes de sociabilidade. c) padronização das polí�cas educacionais. d) fragmentação das propriedades agrícolas. e) globalização das tecnologias de comunicação. 10@professorferretto @prof_ferretto SOC0066 - (Enem) Queijo de Minas vira patrimônio cultural brasileiro O modo artesanal da fabricação do queijo em Minas Gerais foi registrado nesta quinta-feira (15) como patrimônio cultural imaterial brasileiro pelo Conselho Consul�vo do Ins�tuto do Patrimônio Histórico e Ar�s�co Nacional (Iphan). O veredicto foi dado em reunião do conselho realizada no Museu de Artes e O�cios, em Belo Horizonte. O presidente do Iphan e do conselho ressaltou que a técnica de fabricação artesanal do queijo está “inserida na cultura do que é ser mineiro”. Folha de S. Paulo, 15 maio 2008. Entre os bens que compõem o patrimônio nacional, o que pertence à mesma categoria citada no texto está representado em: a) b) c) d) 11@professorferretto @prof_ferretto e) SOC0156 - (Ufu) O futuro terá menos empregos e mais trabalho [...]. Com o passar dos anos, os vínculos emprega�cios começam a ser desfeitos, abrindo espaço para outras formas de gerar renda que não exigem presença �sica do funcionário. [...] Formatos tradicionais serão subs�tuídos por contratos esporádicos e temporários, em que o vínculo entre as partes se encerra após a entrega. O expert pode trabalhar em dois, três lugares diferentes par�cipando de projetos dis�ntos. RODRIGUES, Robson G. Tecnologias alteram modelos de trabalho, que passam a ser mais flexíveis. Correio Braziliense, 2018. Disponível em: . Acesso em: 11 set. 2022. Temos de reconhecer que nosso trabalhador sai do processo de produção diferente de quando nele entrou. [...] O contrato pelo qual ele vende sua força de trabalho ao capitalista prova – por assim dizer, põe o preto no branco – que ele dispõe livremente de si mesmo. Fechado o negócio, descobre-se que ele não era “nenhum agente livre”, que o tempo de que livremente dispõe para vender sua força de trabalho é o tempo em que é forçado a vendê-la, que, na verdade, seu parasita não o deixará “enquanto houver um músculo, um nervo, uma gota de sangue para explorar”. MARX, Karl. O capital: crí�ca da economia polí�ca. Trad. Rubens Enderle. São Paulo: Boitempo, 2013. Livro I. p. 373-374. A par�r da comparação entre a no�cia sobre o avanço do modelo de trabalho flexível e as considerações de Marx acerca da posição do trabalhador no mercado capitalista, é correto concluir que, na perspec�va marxista, a) a liberdade de escolha do local em que se realiza o trabalho impede a alienação em relação ao que é produzido. b) as formas flexíveis de trabalho podem aumentar a jornada de trabalho ao eliminarem a dis�nção entre tempo livre e tempo de trabalho. c) as novas tecnologias possibilitaram a flexibilização da jornada de trabalho, valorizando os direitos trabalhistas. d) os novos modelos de trabalho resolvem a contradição entre trabalho e lazer. SOC0139 - (Enem) Vocês que fazem parte dessa massa Que passa nos projetos do futuro É duro tanto ter que caminhar E dar muito mais do que receber Ê, ô, ô, vida de gado Povo marcado Ê, povo feliz! ZÉ RAMALHO. A peleja do diabo com o dono do céu. Rio de Janeiro: Sony, 1979 (fragmento). Qual comportamento cole�vo é cri�cado no trecho da letra da canção lançada em 1979? a) Militância polí�ca. b) Passividade social. c) Altruísmo religioso. d) Autocontrole moral. e) Inconformismo eleitoral. SOC0121 - (Enem) A maior parte das agressões e manifestações discriminatórias contra as religiões de matrizes africanas ocorrem em locais públicos (57%). É na rua, na via pública, que �veram lugar mais de 2/3 das agressões, geralmente em locais próximos às casas de culto dessas religiões. O transporte público também é apontado como um local em que os adeptos das religiões de matrizes africanas são discriminados, geralmente quando se encontram paramentados por conta dos preceitos religiosos. REGO, L. F.; FONSECA, D. P. R.; GIACOMINI, S. M. Cartografia social de terreiros no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: PUC-Rio, 2014. As prá�cas descritas no texto são incompa�veis com a dinâmica de uma sociedade laica e democrá�ca porque 12@professorferretto @prof_ferretto a) asseguram as expressões mul�culturais. b) promovem a diversidade de etnias. c) falseiam os dogmas teológicos. d) es�mulam os rituais sincré�cos. e) restringem a liberdade de credo. SOC0150 - (Ufpr) Considere o trecho a seguir: Os problemas de diversidade e pluralismo colocados em pauta pelas sociedades mul�culturais, a par�r da década de 1980, obrigaram-nos a uma nova reflexão sobre o reconhecimento universalista proposto pela Modernidade. Os movimentos sociais organizados por homossexuais, negros, mulheres, entre outros grupos, passaram a reivindicar a efe�va realização da igualdade de oportunidades e o fim dos princípios discriminatórios. Deu-se, então, o estabelecimento de polí�cas públicas que ficaram conhecidas como polí�cas de ação afirma�va. (O’DONNEL, Julia et al. Tempos modernos, tempos de sociologia. Rio de Janeiro: Editora do Brasil, 2018.) Com base na argumentação das autoras, pode-se afirmar que: a) em termos prá�cos, a defesa desse novo �po de reconhecimento social es�mula diferentes ações de inclusão social, com exceção da “polí�ca de cotas”. b) as polí�cas de ação afirma�va cons�tuem uma estratégia ideológica pouco eficaz, correspondendo a uma agenda globalista. c) movimentos sociais organizados por homossexuais, negros e negras (entre outras minorias) estão hiper- representados na sociedade em virtude das recentes polí�cas públicas de ação afirma�va, gerando grandes distorções e privilégios para estes grupos favorecidos. d) é necessário amplo debate sobre os temas da diversidade e representação social, a�tude impera�va para atualização de categorias fundamentadas em pressupostos pré-modernistas. e) ações afirma�vas se baseiam em um pressuposto que leva em conta as condições desiguais de determinados grupos sociais para acesso às oportunidades sociais. SOC0110 - (Enem) Sou filho natural de uma negra, africana livre, da Costa da Mina (Nagô de Nação), de nome Luiza Mahin, pagã, que sempre recusou o ba�smo e a doutrina cristã. Minha mãe era baixa de estatura, magra, bonita, a cor era de um preto re�nto e sem lustro, �nha os dentes alvíssimos como a neve, era muito al�va, geniosa, insofrida. Dava-se ao comércio – era quitantedeira, muito laboriosa e, mais de uma vez, na Bahia, foi presa por envolver-se em planos de insurreição de escravos que não �veram efeito. AZEVEDO, E. “Lá vai verso!”: Luiz Gama e as primeiras trovasburlescas de Getulino. In: CHALHOUB, S.; PEREIRA, L. A. M. A história contada: capítulos de história social da literatura no Brasil. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1998 (adaptado). Nesse trecho de suas memórias, Luiz Gama ressalta a importância dos(as) a) laços de solidariedade familiar. b) estratégias de resistência cultural. c) mecanismos de hierarquização tribal. d) instrumentos de dominação religiosa. e) limites da concessão de alforria. SOC0136 - (Enem) Seu turno de trabalho acabou, você já está em casa e é hora do jantar da família. Mas, em vez de relaxar, você começa a pensar na possibilidade ter recebido alguma mensagem importante no e-mail profissional ou no grupo de WhatsApp da empresa. Imediatamente, você fica distante. Momentos depois, com alguns toques na tela do celular, você está de volta ao ambiente de trabalho. O jantar e a família ficaram em segundo plano. A simples vontade de chegar mensagens do trabalho pós- expediente prejudica sua saúde – e a de sua família. Disponível em: www.bbc.com. Acesso em: 4 dez. 2018. O texto indica prá�cas nas relações co�dianas do trabalho que causam para o indivíduo a a) proteção da vida privada. b) ampliação de a�vidades extras. c) elevação de etapas burocrá�cas. d) diversificação do lazer recrea�vo. e) desobrigação de afazeres domés�cos. SOC0048 - (Unesp) A classificação das raças em “superiores” e “inferiores”, recorrente desde o século XVII, ganha uma falsa legi�midade baseada no mito iluminista do saber cien�fico, coincidindo com a necessária jus�fica�va de que a dominação e a exploração da África, mais do que “naturais” e inevitáveis, eram “necessárias” para desenvolver os “selvagens” africanos, de acordo com as normas e os valores da civilização ocidental. (Leila Leite Hernandez. A África na sala de aula: visita à história contemporânea, 2005.) 13@professorferretto @prof_ferretto As teorias raciais u�lizadas durante o processo de colonização da África no século XIX eram a) desdobramentos do pensamento ilustrado, que valorizava a liberdade e a igualdade social e de natureza. b) manifestações ideológicas que buscavam jus�ficar a exploração e o domínio europeus sobre o con�nente africano. c) baseadas no pensamento lamarckista, que explicava a transmissão gené�ca de caracterís�cas fisiológicas e intelectuais adquiridas. d) validadas pela defesa darwinista do direito dos superiores se imporem aos demais seres vivos. e) sustentadas pelo pensamento antropológico, que tratava as diferenças culturais dos diversos povos como posi�vas e necessárias. SOC0097 - (Enem) O conceito de função social da cidade incorpora a organização do espaço �sico como fruto da regulação social, isto é, a cidade deve contemplar todos os seus moradores e não somente aqueles que estão no mercado formal da produção capitalista da cidade. A tradição dos códigos de edificação, uso e ocupação do solo no Brasil sempre par�ram do pressuposto de que a cidade não tem divisões entre os incluídos e os excluídos socialmente. QUINTO JR., L. P. Nova legislação urbana e os velhos fantasmas. Estudos Avançados (USP), n. 47, 2003 (adaptado). Uma polí�ca governamental que contribui para viabilizar a função social da cidade, nos moldes indicados no texto, é a a) qualificação de serviços públicos em bairros periféricos. b) implantação de centros comerciais em eixos rodoviários. c) proibição de construções residenciais em regiões íngremes. d) disseminação de equipamentos culturais em locais turís�cos. e) desregulamentação do setor imobiliário em áreas favelizadas. SOC0143 - (Enem) No seio de diversos povos africanos, nomeadamente no an�go Reino do Congo, existem testemunhos gráficos de que a escrita tomava várias formas. Exemplo disso são as tampas de panela esculpidas em baixo-relevo do povo Woyo (região de Cabinda), com cenas e provérbios do co�diano, desenhos na terra ou areia, imagens gravadas ou inscritas nos bastões de chefe ou em pedras sagradas, mas, sobretudo, movimentos do corpo humano inscritos num gestual familiar. Entre os Woyo exis�a o costume de os pais oferecerem aos filhos testos ou tampas de panelas entalhados, transmi�ndo uma espécie de recado, com signos codificados que traduziam orientações para conseguir uma boa relação conjugal, ter sensatez na escolha do cônjuge e estar alerta para as dificuldades do casamento. RODRIGUES, M. R. A. M.; TAVARES, A. C. P. Singularidades museológicas de uma tábua com esculturas em diálogo: do alambamento ao casamento em Cabinda (Angola). Anais do Museu Paulista, n. 2, maio-ago. 2017 (adaptado). Para o povo Woyo, os artefatos culturais mencionados no texto cumprem a função de uma a) pedagogia dos costumes sociais. b) imposição das formas de comunicação. c) desvalorização dos comportamentos da juventude. d) des�tuição dos valores do matrimônio. e) etnografia das celebrações religiosas. SOC0125 - (Enem) O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) realizou 248 ações fiscais e resgatou um total de 1.590 trabalhadores da situação análoga à de escravo, em 2014, em todo o país. A análise do enfrentamento do trabalho em condições análogas às de escravo materializa a efe�vação de parcerias inéditas no trato da questão, podendo ser referenciadas ações fiscais realizadas com o Ministério da Defesa, Exército Brasileiro, Ins�tuto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Ins�tuto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Disponível em: h�p://portal.mte.gov.br. Acesso em: 4 fev. 2015 (adaptado). A estratégia defendida no texto para reduzir o problema social apontado consiste em: a) Ar�cular os órgãos públicos. b) Pressionar o Poder Legisla�vo. c) Ampliar a emissão de multas. d) Limitar a autonomia das empresas. e) Financiar as pesquisas acadêmicas. SOC0157 - (Uece) Os processos de trabalho sofreram mudanças nos úl�mos 50 anos ao redor do mundo com a implementação da concepção de flexibilidade nas novas formas de gestão. E, 14@professorferretto @prof_ferretto de forma inevitável, a implementação dessa flexibilização das normas e do ambiente de trabalho trouxe variadas consequências para os trabalhadores. Uma dessas consequências, para Senne� (2011) é o que ele iden�ficou como “formação do caráter do novo trabalhador no novo capitalismo”. Para esse autor, o ambiente de trabalho moderno e flexível carrega como consequências a instabilidade, a insegurança e a compe�ção que não permitem que as pessoas construam um caráter embasado a par�r de algumas virtudes como lealdade, confiança, comprome�mento e ajuda mútua. Nesse sen�do, Senne� argumenta que existe no que ele chamou de “novo capitalismo” uma “corrosão do caráter dos novos trabalhadores”. SENNETT, Richard. A corrosão do caráter: as consequências pessoais do trabalho no novo capitalismo. 16ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2011. Considerando o exposto, assinale a afirmação verdadeira. a) As dinâmicas que marcam esse “novo capitalismo”, na verdade, trazem mudanças inevitáveis, porém muito mais benéficas para o trabalhador. b) A integridade e a confiança são reforçadas na construção do caráter desse “novo trabalhador”, que se prepara melhor para conquistar seus obje�vos. c) Para a não corrosão do caráter, seriam necessárias condições mais estáveis no trabalho, o que estas novas formas de gestão não proporcionam. d) A flexibilização dos processos destravou o acesso para a ascensão individual do trabalhador, o que ajuda a corroer as an�gas estruturas capitalistas. SOC0151 - (Ufpr) Considere o excerto a seguir. Na sociologia, até os anos 1970, o conceito de “papéis sociais de sexo”, apresentado pela antropóloga cultural estadunidense Margaret Mead (1901-1978), era o termo mais u�lizado. É a par�r dessa década que as teorias sociais passam a u�lizar o conceito de gênero influenciadas pela chamada segunda onda do feminismo [...]. Desse modo, o conceito de gênero passa a enfa�zar os processos de construção dos comportamentos em relaçãoao corpo e aos afetos, justamente para superar o “congelamento” das categorias de homem e mulher que advêm de descrições biológicas. [...] Isso quer dizer, como afirma o sociólogo francês Pierre Bourdieu, que as estruturas e ins�tuições sociais partem de uma construção simbólica em que as caracterís�cas masculinas e femininas são biologizadas, naturalizadas e, portanto, dificilmente podem ser desconstruídas. (SILVA, Afrânio et. al. Sociologia em movimento. São Paulo: Moderna, 2016. p. 333.) Sobre a abordagem sociológica do conceito de gênero, é correto afirmar: a) A imaginação sociológica, categoria definida pela sociologia norte-americana, é a ferramenta mais importante no processo de construção das categorias de análise e do conceito de gênero, contrariando as teses de Pierre Bourdieu sobre os poderes simbólicos. b) Para a sociologia, iden�dade de gênero se cons�tui no contexto das relações sociais, base na qual se formulam sen�dos e significados aos aspectos anatômicos e se ins�tucionalizam diferenciações psíquicas e comportamentais e divisões sexuais do trabalho social. c) Margaret Mead pouco contribuiu para os estudos sobre gênero, pois sua abordagem estritamente antropológica não ofereceu ferramentas eficazes na análise sociológica. d) Apesar das diferentes ondas feministas que se formaram no decorrer do século XX, não houve impacto significa�vo nos estudos sociológicos sobre gênero, pois só muito recentemente a sociologia tem se preocupado com o tema. e) Para a teoria social, é imprescindível considerar os aspectos inatos e essenciais da a�vidade humana, logo, os estudos sociológicos daí decorrentes demonstram como os aspectos relacionais têm pouca influência sobre os estudos de gênero. SOC0124 - (Enem) Saudado por centenas de militantes de movimentos sociais de quarenta países, o papa Francisco encerrou no dia 09/07/2015 o 2º Encontro Mundial dos Movimentos Populares, em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. Segundo ele, a “globalização da esperança, que nasce dos povos e cresce entre os pobres, deve subs�tuir esta globalização da exclusão e da indiferença”. Disponível em: h�p://cartamaior.com.br. Acesso em: 15 jul. 2015 (adaptado). No texto há uma crí�ca ao seguinte aspecto do mundo globalizado: a) Liberdade polí�ca. b) Mobilidade humana. c) Conec�vidade cultural. d) Disparidade econômica. e) Complementaridade comercial. SOC0197 - (Enem) ) Hoje sou um ser inanimado, mas já �ve vida pulsante em seivas vegetais, fui um ser vivo; é bem verdade que do reino vegetal, mas isso não me �rou a percepção de vida vivida como tamborete. Guardo apreço pelos meus criadores, as mãos que me fizeram, me venderam, 6 15@professorferretto @prof_ferretto pelas mulheres que me usaram para suas vendas e de tantas outras maneiras. Essas pessoas, sim, �veram suas subje�vidades, singularidades e pluralidades, que estão incorporadas a mim. É preciso considerar que a nossa história, de móveis de museus, está para além da mera vinculação aos es�los e à patrimonialização que recebemos como bem material vinculado ao patrimônio imaterial. A nossa história está ligada aos dons individuais das pessoas e suas prá�cas sociais. Alguns indivíduos consagravam-se por terem determinados requisitos, tais como o conhecimento de modelos clássicos ou destreza nos desenhos. FREITAS, J. M.; OLIVEIRA, L. R. Memórias de um tamborete de baiana: as muitas vozes em um objeto de museu. Revista Brasileira de Pesquisa (Auto)Biográfica, n. 14, maio-ago. 2020 (adaptado). Ao descrever-se como patrimônio museológico, o objeto abordado no texto associa a sua história às a) habilidades ar�s�cas e culturais dos sujeitos. b) vocações religiosas e pedagógicas dos mestres. c) naturezas antropológica e etnográfica dos expositores. d) preservações arquitetônicas e visual dos conservatórios. e) competências econômica e financeira dos comerciantes. SOC0052 - (Uerj) Fronteiras reais As fronteiras reais desrespeitam fronteiras cartográficas e geopolí�cas e serpenteiam pelo mundo, dividindo povos e classes. Para cruzar uma fronteira real, não é preciso passaporte ou qualquer outra formalidade. Com um passo, você atravessa uma fronteira econômica, às vezes sem nem se dar conta. Num país como o Brasil, para usar um triste exemplo, pode-se sair de um mundo e entrar em outro ao dobrar uma esquina. Botswana aqui, Miami logo ali. LUIS FERNANDO VERISSIMO O Globo, 10/09/2015. Com base na reflexão do escritor, um exemplo de fronteira real dos dias atuais está presente em: a) b) c) d) SOC0060 - (Enem) Um dos resquícios franceses na dança são os comandos proferidos pelo marcador da quadrilha. Seu papel é anunciar os próximos passos da coreografia. O abrasileiramento de termos franceses deu origem, por exemplo, ao sarué (soirée – reunião social noturna, ordem para todos se juntarem no centro do salão), 16@professorferretto @prof_ferretto anarriê (en arrière – para trás) e anavã (en avant – para frente). Disponível em: www.ebc.com.br. Acesso em: 06 jul. 2015. A caracterís�ca apresentada dessa manifestação popular resulta do seguinte processo sócio-histórico: a) Massificação da arte erudita. b) Rejeição de hábitos eli�stas. c) Laicização dos rituais religiosos. d) Restauração dos costumes an�gos. e) Apropriação de prá�cas estrangeiras. SOC0090 - (Enem) Apesar de seu disfarce de inicia�va e o�mismo, o homem moderno está esmagado por um profundo sen�mento de impotência que o faz olhar fixamente e, como que paralisado, para as catástrofes que se avizinham. Por isso, desde já, saliente-se a necessidade de uma permanente a�tude crí�ca, o único modo pelo qual o homem realizará sua vocação natural de integrar-se, superando a a�tude do simples ajustamento ou acomodação, apreendendo temas e tarefas de sua época. FREIRE. P. Educação como prá�ca da liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 2011. Paulo Freire defende que a superação das dificuldades e a apreensão da realidade atual será ob�da pelo(a) a) desenvolvimento do pensamento autônomo. b) obtenção de qualificação profissional. c) resgate de valores tradicionais. d) realização de desejos pessoais. e) aumento da renda familiar. SOC0073 - (Enem) A Unesco define como Patrimônio Cultural Imaterial “as prá�cas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas – junto com os instrumentos, objetos, artefatos e lugares culturais que lhes são associados – que as comunidades, os grupos e, em alguns casos, os indivíduos reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural.” São exemplos de bens registrados como Patrimônio Imaterial no Brasil: o Círio de Nazaré no Pará, o Samba de Roda do Recôncavo Baiano, o O�cio das Baianas de Acarajé, o Jongo no Sudeste, entre outros. Disponível em: h�p://www.portal.iphan.gov.br. Acesso em: 29 jul. 2010 (adaptado). É bastante recente no Brasil o registro de determinadas manifestações culturais como integrantes de seu Patrimônio Cultural Imaterial. O obje�vo de se realizar e divulgar este �po de registro é a) reconhecer o valor da cultura popular para torná-la equivalente à cultura erudita. b) recuperar as caracterís�cas originais das manifestações culturais dos povos na�vos do Brasil. c) promover o respeito à diversidade cultural por meio da valorização das manifestações populares. d) possibilitar a absorção das manifestações culturais populares pela cultura nacional brasileira. e) inserir as manifestações populares no mercado, proporcionando retorno financeiro a seus produtores. SOC0108 - (Enem) A par�cipação da mulher no processo de decisão polí�ca ainda é extremamente limitada em pra�camente todos os países, independentemente do regime econômico e social e da estrutura ins�tucional vigente em cada um deles. É fato público e notório, além de empiricamente comprovado, que as mulheres estão em geral sub- representadas nos órgãos do poder, pois a proporção não corresponde jamais ao peso rela�vo dessa parte da população. TABAK, F. Mulheres públicas: par�cipaçãopolí�ca e poder. Rio de Janeiro: Letra Capital, 2002. No âmbito do Poder Legisla�vo brasileiro, a tenta�va de reverter esse quadro de sub-representação tem envolvido a implementação, pelo Estado, de a) leis de combate à violência domés�ca. b) cotas de gênero nas candidaturas par�dárias. c) programas de mobilização polí�ca nas escolas. d) propagandas de incen�vo ao voto consciente. e) apoio financeiro às lideranças femininas. SOC0154 - (Fuvest) 17@professorferretto @prof_ferretto Considerando a ironia da �rinha, é possível inferir que a) o serviço de transporte público é gerido pelo Estado. b) a qualidade do transporte é uma forma de punição. c) os responsáveis pelo transporte são punidos no Brasil. d) o brasileiro é um povo que tolera a criminalidade. e) o transporte público é responsável pela mobilidade urbana. SOC0095 - (Enem) Só num sen�do muito restrito, o indivíduo cria com seus próprios recursos o modo de falar e de pensar que lhe são atribuídos. Fala o idioma de seu grupo; pensa à maneira de seu grupo. Encontra a sua disposição apenas determinadas palavras e significados. Estas não só determinam, em grau considerável, as vias de acesso mental ao mundo circundante, mas também mostram, ao mesmo tempo, sob que ângulo e em que contexto de a�vidade os objetos foram até agora percep�veis ao grupo ou ao indivíduo. MANNHEIM, K. Ideologia e utopia. Porto Alegre: Globo, 1950 (adaptado). Ilustrando uma proposição básica da sociologia do conhecimento, o argumento de Karl Mannheim defende que o(a) a) conhecimento sobre a realidade é condicionado socialmente. b) submissão ao grupo manipula o conhecimento do mundo. c) divergência é um privilégio de indivíduos excepcionais. d) educação formal determina o conhecimento do idioma. e) domínio das línguas universaliza o conhecimento. SOC0194 - (Enem) O princípio básico do Estado de direito é o da eliminação do arbítrio no exercício dos poderes públicos, com a consequente garan�a de direitos dos indivíduos perante esses poderes. Estado de direito significa que nenhum indivíduo, presidente ou cidadão comum está acima da lei. Os governos democrá�cos exercem a autoridade por meio da lei e estão eles próprios sujeitos aos constrangimentos impostos pela lei. CANOTILHO, J. J. G. Estado de direito, Lisboa: Gradiva, 1999 (adaptado). Nas sociedades contemporâneas, consiste em violação do princípio básico enunciado no texto: a) Supressão de eleições de representantes polí�cos. b) Intervenção em áreas de vulnerabilidade pela Igreja. c) Disseminação de projetos sociais em universidades. d) Ampliação dos processos de concentração de renda. e) Regulamentação das relações de trabalho pelo Legisla�vo. SOC0132 - (Enem) Quando a taxa de remuneração do capital excede substancialmente a taxa de crescimento da economia, pela lógica, a riqueza herdada aumenta mais rápido do que a renda e a produção. Então, basta aos herdeiros poupar uma parte limitada da renda de seu capital para que ele cresça mais rápido do que a economia como um todo. Sob essas condições, é quase inevitável que a riqueza herdada supere a riqueza cons�tuída durante uma vida de trabalho, e que a concentração do capital a�nja níveis muito altos. PIKETTY, T. O capital no século XXI. Rio de Janeiro Intrínseca, 2014 (adaptado). Considerando os princípios que legi�mam as democracias liberais, a lógica econômica descrita no texto enfraquece o(a) a) ideologia do mérito. b) direito de nascimento. c) eficácia da legislação. d) ganho das financeiras. e) eficiência dos mercados. SOC0103 - (Enem) A linhagem dos primeiros crí�cos ambientais brasileiros não pra�cou o elogio laudatório da beleza e da grandeza do meio natural brasileiro. O meio natural foi elogiado por sua riqueza e potencial econômico, sendo sua destruição interpretada como um signo de atraso, ignorância e falta de cuidado. PÁDUA, J. A. Um sopro de destruição: pensamento polí�co e crí�ca ambiental no Brasil escravagista (1786- 1888). Rio de Janeiro: Zahar, 2002 (adaptado). Descrevendo a posição dos crí�cos ambientais brasileiros dos séculos XVIII e XIX, o autor demonstra que, via de regra, eles viam o meio natural como 18@professorferretto @prof_ferretto a) ferramenta essencial para o avanço da nação. b) dádiva divina para o desenvolvimento industrial. c) paisagem privilegiada para a valorização fundiária. d) limitação topográfica para a promoção da urbanização. e) obstáculo climá�co para o desenvolvimento da civilização. SOC0130 - (Enem) O uso de novas tecnologias envolve a assimilação de uma cultura empresarial na qual haja a integração entre as propostas de modernização tecnológica e a racionalização. Nem sempre o uso de novas tecnologias é apenas um processo técnico na medida em que pressupõe uma nova orientação no controle do capital, no processo produ�vo e na qualificação da mão de obra. Dos diversos efeitos que derivaram dessa orientação, a terceirização, a precarização e a flexibilização aparecem com constância como caracterís�cas do paradigma flexível, em subs�tuição ao modelo taylorista-fordista. HERÉDIA, V. Novas tecnologias nos processos de trabalho: efeito, da reestruturação produ�va. Scripta Nova, n. 170, ago. 2004 (adaptado). O uso de novas tecnologias relacionado ao controle empresarial é cri�cado no texto em razão da a) operacionalização da tarefa laboral. b) capacitação de profissionais liberais. c) fragilização das relações de trabalho. d) hierarquização dos cargos execu�vos. e) aplicação dos conhecimentos da ciência. SOC0152 - (Ufpr) Considere o texto a seguir: Os sociólogos franceses Luc Boltanski e Ève Chiapello, em sua obra in�tulada O novo espírito do capitalismo (2009), afirmam que a nova polí�ca de contratação e as novas organizações da estrutura empresarial (que é global) permitem que o empregador, ao subcontratar a mão de obra, possa ocultar que é o empregador. É o caso de grandes empresas norte-americanas de celulares que transferiram sua produção para empresas fornecedoras na China. [...] Ou seja, levam a alterações contratuais de trabalho que, ao facilitarem os trâmites e a burocracia para a demissão de empregados, como é o caso dos chamados temporários, aumentam a sensação de insegurança dos trabalhadores. (ARAÚJO, Silvia Maria de Araújo; BRIDI, Maria Aparecida; MOTIM, Benilde Lenzi. Sociologia. São Paulo: Scipione, 2016. p. 152.) Sobre os problemas rela�vos à transformação no mundo do trabalho no século XXI, é corretor afirmar: a) A introdução de novas regras salariais tem beneficiado trabalhadores e trabalhadoras num contexto global, pois a flexibilização possibilitou a organização de seus próprios horários de a�vidade profissional. b) A modernização industrial que se viu refle�da no desenvolvimento tecnológico – caso ilustra�vo são as empresas norte-americanas fabricantes de celulares – propiciou a organização mais eficiente das leis laborais. c) A flexibilização das leis que regulam as a�vidades laborais resulta em aumento da assimetria nas relações entre capital e trabalho, dificultando especialmente a ação de sindicatos em favor dos trabalhadores e trabalhadoras. d) Trabalhadoras e trabalhadores temporários, embora tenham condições de trabalho menos seguras, são beneficiados pela aquisição de maior capacidade de agir cole�vamente por meio de negociações intermediadas por corporações profissionais. e) O fenômeno da terceirização gerou impacto posi�vo no mercado de trabalho, resultando em modalidades mais justas de contratação, como no caso do empreendedorismo SOC0135 - (Enem) O protagonismo indígena vem optando por uma estratégia de “des-invisibilização”, valendo-se da dinâmica das novas tecnologias. Em outubro de 2012, após receberem uma liminar lhes negando o direito a permanecer em suas terras, os Guarani de Pyelito Kue divulgaram uma carta na qual se dispunham a morrer, mas não a sair de suas terras. Esse fato foi amplamente divulgado, gerando uma grande mobilização na internet, quelevou milhares de pessoas a escolherem seu lado, divulgando a hashtag “#somostodosGuarani-Kaiowá” ou acrescentando o sobrenome Guarani-Kaiowá a seus nomes nos perfis das principais redes sociais. CAPIBERIBE, A; BONILLA, O. A ocupação do Congresso: contra o que lutam os índios? Estudos Avançados, n. 83, 2015 (adaptado). A estratégia comunica�va adotada pelos indígenas, no contexto em pauta, teve por efeito. a) enfraquecer as formas de militância polí�ca. b) abalar a iden�dade de povos tradicionais. c) inserir as comunidades no mercado global. d) distanciar os grupos de culturas locais. e) angariar o apoio de segmentos étnicos externos. 19@professorferretto @prof_ferretto SOC0134 - (Enem) Famoso por ser o encantador de viúvas da cidade de Cabaceiras, na Paraíba, Zé de Sila é um contador de histórias parecido com o personagem Chicó, do Auto da Compadecida. Ele defende veementemente que a oração da avó sustentava mais a chuva. “Quando era pequeno e chovia por aqui, ajudava minha avó colocando os pratos emborcados no terreiro para diminuir o vento. Ela fazia isso e rezava para a chuva durar mais”, diz Zé de Sila. GALDINO, V.; BARBOSA, R. C. Ar�stas por um dia? João Pessoa: Editora Universitária, 2009. Ao destacar expressões e vivências populares do co�diano, o texto mobiliza os seguintes aspectos da diversidade regional: a) Alianças afe�vas conectadas ao ritual matrimonial. b) Prá�cas mís�cas associadas ao patrimônio cultural. c) Manifestações teatrais atreladas ao imaginário polí�co. d) Narra�vas �lmicas relacionadas às intempéries climá�cas. e) Argumentações literárias interligadas às catástrofes ambientais. SOC0149 - (Uece) A pesquisa Perfil dos Entregadores Ciclistas de Apps da cidade de São Paulo, realizada pela Associação Brasileira do Setor de Bicicletas, Aliança Bike, em 2019, feita com 270 pessoas, revelou, dentre outros resultados, o seguinte: a maioria desses trabalhadores autônomos, à época, possuíam uma jornada diária de 12 horas pelos 7 dias da semana, eram majoritariamente homens jovens e ganhavam em média R$ 936,00 mensais. Desse perfil, conclui-se que há uma grande disparidade de ganho desses entregadores comparados com os trabalhadores empregados legalmente e com direitos e, mais ainda, se considerarmos que o salário-mínimo no emprego formal no Brasil, em 2019, era de R$ 998,00 mensais com uma jornada diária de 8 horas por 6 dias semanais. No ano de 2021, a Prosus, inves�dora da plataforma Ifood no Brasil, declarou ter faturado 10 milhões apenas com o ramo de entregas para restaurantes parceiros da companhia. Na perspec�va de Karl Marx, todos os trabalhadores nas economias capitalistas são explorados, pois trabalham bem mais do que ganham. Isso porque o Capital apenas existe e persiste produzindo Mais-Valia na relação com o Trabalho. A Mais-Valia resulta do tempo gasto no trabalho pelo trabalhador e não pago pelos empregadores. Em resumo, ocorre quando os valores pagos aos trabalhadores são bem menores do que os valores que eles produzem. Par�ndo do exposto, marque a alterna�va correta. a) Os trabalhadores de call centers não estão subme�dos à produção de Mais-Valia como os entregadores de apps, pois escolhem suas jornadas de trabalho. b) A Mais-Valia na relação dos entregadores ciclistas com essas plataformas digitais é maior em comparação com os trabalhadores com carteira assinada. c) O perfil desses entregadores, como demonstra a pesquisa, aponta como a juventude tem escolhido essas novas ocupações no lugar das tradicionais. d) A compensação pelas longas jornadas de trabalho que esses entregadores de apps possuem ocorre por conta de bene�cios, como as férias remuneradas. SOC0114 - (Enem) O anúncio publicitário da década de 1940 reforça os seguintes estereó�pos atribuídos historicamente a uma suposta natureza feminina: a) Pudor inato e ins�nto maternal. b) Fragilidade �sica e necessidade de aceitação. c) Isolamento social e procura de autoconhecimento. d) Dependência econômica e desejo de ostentação. e) Mentalidade fú�l e conduta hedonista. SOC0072 - (Enem) 20@professorferretto @prof_ferretto O O�cio das Baianas de Acarajé cons�tui um bem cultural de natureza imaterial, inscrito no Livro dos Saberes em 2005, que consiste em uma prá�ca tradicional de produção e venda, em tabuleiro, das chamadas comidas de baiana, feitas com azeite de dendê e ligadas ao culto dos orixás, amplamente disseminadas na cidade de Salvador, Bahia. Disponível em: h�p://portal.iphan.gov.br. Acesso em: 29 fev. 2009 (adaptado). O texto contém a descrição de um bem cultural que foi reconhecido pelo IPHAN (Ins�tuto do Patrimônio Histórico Ar�s�co Nacional) como patrimônio imaterial, pois representa a) uma técnica culinária com valor comercial e atra�vidade turís�ca. b) um símbolo da vitalidade dessas mulheres e de suas comunidades. c) uma manifestação ar�s�ca an�ga e de abrangência nacional. d) um modo de fazer e viver ligado a uma iden�dade étnica e regional. e) uma fusão de ritos das diferentes heranças e tradições religiosas do país. SOC0120 - (Enem) O processamento da mandioca era uma a�vidade já realizada pelos na�vos que viviam no Brasil antes da chegada de portugueses e africanos. Entretanto, ao longo do processo de colonização portuguesa, a produção de farinha foi aperfeiçoada e ampliada, tornando-se lugar- comum em todo o território da colônia portuguesa na América. Com a consolidação do comércio atlân�co em suas diferentes conexões, a farinha atravessou os mares e chegou aos mercados africanos. BEZERRA, N. R. Escravidão, farinha e tráfico atlân�co: um novo olhar sobre as relações entre o Rio de Janeiro e Benguela (1790-1830). Disponível em: www.bn.br. Acesso em: 20 ago. 2014 (adaptado). Considerando a formação do espaço atlân�co, esse produto exemplifica historicamente a a) difusão de hábitos alimentares. b) disseminação de rituais fes�vos. c) ampliação dos saberes autóctones. d) apropriação de costumes guerreiros. e) diversificação de oferendas religiosas. SOC0104 - (Enem) Art. 231. São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, compe�ndo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens. BRASIL. Cons�tuição da República Federa�va do Brasil de 1988. Disponível em: www.planalto.gov. br. Acesso em: 27 abr. 2017. A persistência das reivindicações rela�vas à aplicação desse preceito norma�vo tem em vista a vinculação histórica fundamental entre a) etnia e miscigenação racial. b) sociedade e igualdade jurídica. c) espaço e sobrevivência cultural. d) progresso e educação ambiental. e) bem-estar e modernização econômica. SOC0161 - (Unichristus) Inúmeros estudos mostram que mulheres em uniões heterossexuais ainda fazem a maior parte do trabalho domés�co e dos cuidados com as crianças. Muitos casais pretendem dividir as responsabilidades em partes iguais, mas, por várias razões estruturais e socioeconômicas, alocam tarefas ao longo de linhas �picamente de gênero. Mesmo em casais que pensam ter alcançado uma divisão igualitária do trabalho, as formas mais ocultas de cuidado geralmente recaem sobre a mulher. Disponível em: h�ps://www.bbc.com/worklife/ar�cle. Acesso em: 26 maio 2021 (adaptado). Infere-se, a par�r da leitura, que o(a) a) equidade de gêneros subsiste, com funções distribuídas de acordo com o potencial psicossocial. b) modelo de maternidade confirma a emancipação feminina em uma sociedade moderna. c) dupla jornada de trabalho da mulher persiste como imposição de gênero. d) mulher nasceu com potencial para executar mul�tarefas, das mais simples às mais complexas. e) con�nuidade de uma sociedade patriarcal permanece marcada por uma divisão funcional. SOC0101 - (Enem) A democracia delibera�va afirma que as partes do conflito polí�co devem deliberar entre si e, por meio de argumentação razoável, tentar chegar