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Desigualdade Social e Urbana

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Alves Cruz

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Questões resolvidas

O texto, que guarda a grafia original da autora, expõe uma característica da sociedade brasileira, que é o(a):
A Racismo estrutural.
B Desemprego latente.
C Concentração de renda.
D Exclusão informacional.
E Precariedade da educação.
A A Racismo estrutural.
B B Desemprego latente.
C C Concentração de renda.
D D Exclusão informacional.
E E Precariedade da educação.

O ápice da ilustração se traduz por uma conduta social caracterizada pela
A cultura do cancelamento.
B prática do feminicídio.
C postura negacionista.
D ação involuntária.
E defesa da honra.

A orientação adotada por esse parecer fundamenta uma política pública e associa o princípio da inclusão social a:

a) práticas de valorização identitária.
b) medidas de compensação econômica.
c) dispositivos de liberdade de expressão.
d) estratégias de qualificação profissional.
e) instrumentos de modernização jurídica.

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Questões resolvidas

O texto, que guarda a grafia original da autora, expõe uma característica da sociedade brasileira, que é o(a):
A Racismo estrutural.
B Desemprego latente.
C Concentração de renda.
D Exclusão informacional.
E Precariedade da educação.
A A Racismo estrutural.
B B Desemprego latente.
C C Concentração de renda.
D D Exclusão informacional.
E E Precariedade da educação.

O ápice da ilustração se traduz por uma conduta social caracterizada pela
A cultura do cancelamento.
B prática do feminicídio.
C postura negacionista.
D ação involuntária.
E defesa da honra.

A orientação adotada por esse parecer fundamenta uma política pública e associa o princípio da inclusão social a:

a) práticas de valorização identitária.
b) medidas de compensação econômica.
c) dispositivos de liberdade de expressão.
d) estratégias de qualificação profissional.
e) instrumentos de modernização jurídica.

Prévia do material em texto

Sociologia Temática
SOC0051 - (Enem)
A cidade
 
E a situação sempre mais ou menos,
Sempre uns com mais e outros com menos.
A cidade não para, a cidade só cresce
O de cima sobe e o de baixo desce.
CHICO SCIENCE e Nação Zumbi. In: Da lama ao caos. Rio
de Janeiro: Chaos; Sony Music, 1994 (fragmento).
 
A letra da canção do início dos anos 1990 destaca uma
questão presente nos centros urbanos brasileiros que se
refere ao(à) 
a) déficit de transporte público. 
b) estagnação do setor terciário. 
c) controle das taxas de natalidade. 
d) elevação dos índices de criminalidade. 
e) desigualdade da distribuição de renda. 
SOC0064 - (Uece)
Atente para o seguinte excerto:
 
“Em 2017, as pessoas que compuseram o grupo do 1%
mais rico da população brasileira ob�veram rendimento
médio mensal de R$27.213, enquanto a metade mais
pobre da população chegou à marca de R$754, menos
que um salário-mínimo por mês. A desigualdade social
entre os grupos chega a 36,1 vezes, entretanto, quando
se separa por região, no Nordeste, a diferença chega a
44,9 vezes [...]”.
Disponível em: h�ps://economia.ig.com.br/2018-04-
11/desigualdade-renda-ibge.html
 
O texto acima informa dados sobre a situação de
distribuição de renda no Brasil e a concentração de
riqueza entre os mais ricos e a população pobre.
 
Com base nas informações apresentadas, é correto
afirmar que as desigualdades sociais 
a) caracterizam-se principalmente pela desigualdade
econômica decorrente da má distribuição de renda na
sociedade, ou seja, quando a renda é distribuída de
forma desigual na sociedade. 
b) serão superadas pelas inicia�vas individuais, sem a
necessidade de polí�cas públicas que favoreçam a
distribuição de renda. 
c) são processos sociais próprios do funcionamento
natural das sociedades e dizem respeito aos
comportamentos e responsabilidades assumidos por
cada um. 
d) existem e se jus�ficam porque há diferenças de grupos
sociais e de regiões, fazendo com que cada um
obtenha seus rendimentos conforme suas qualidades
e méritos individuais. 
SOC0186 - (Enem)
Eu estava pagando o sapateiro e conversando com um
preto que estava lendo um jornal. Ele estava revoltado
com um guarda civil que espancou um preto e amarrou
numa árvore. O guarda civil é branco. E há certos brancos
que transforma o preto em bode expiatório. Quem sabe
se guarda civil ignora que já foi ex�nta a escravidão e
ainda estamos em regime de chibata?
JESUS, C. M. Quarto de despejo: diário de uma favelada.
São Paulo: Á�ca, 2014.
 
O texto que guarda a grafia original da autora, expõe uma
caracterís�ca da sociedade brasileira, que é o(a):
a) Racismo estrutural. 
b) Desemprego latente. 
c) Concentração de renda. 
d) Exclusão informacional. 
e) Precariedade da educação. 
SOC0068 - (Enem)
Uma área de cerca de 101,7 mil metros quadrados, com
um pá�o ferroviário e uma série de armazéns de açúcar
abandonados pelo poder público. Quem olha de fora vê
apenas isso, mas quem conhece a história do Cais José
Estelita sabe que o local faz parte da história de Recife,
sendo um dos cartões-postais e um dos poucos espaços
1@professorferretto @prof_ferretto
públicos que restam na capital pernambucana. E é por
isso que um grupo está lutando para evitar que as
construções sejam demolidas por um consórcio de
grandes construtoras para construção de prédios
comerciais e residenciais.
BUENO, C. Ocupe Estelita: movimento social e cultural
defende marco histórico de Recife. Ciência e Cultura, n. 4,
2014.
 
A forma de atuação do movimento social relatado
evidencia a sua busca pela 
a) revitalização econômica do lugar. 
b) ampliação do poder de consumo. 
c) preservação do patrimônio material. 
d) intensificação da geração de empregos. 
e) criação de espaços de autossegregação. 
SOC0190 - (Enem)
 
O ápice da ilustração se traduz por uma conduta social
caracterizada pela
a) cultura do cancelamento. 
b) prá�ca do feminicídio. 
c) postura negacionista. 
d) ação involuntária. 
e) defesa da honra. 
SOC0187 - (Enem)
TEXTO I
 
 
 
TEXTO II
É como se os problemas fossem criados pela pandemia
quando, em verdade, isso só demonstra o quanto eles
sofrem uma tenta�va de serem naturalizados. Eles
estavam lá, empurrados para debaixo de vários tapetes.
Diversos levantamentos realizados indicam que parcela
significa�va dos estudantes não têm acesso à internet em
suas casas, não têm computadores; têm celulares, mas
com pacotes baratos que não permitem assis�r a todas
as aulas. E, caso tenham celulares e dados, pergunta-se: É
possível elaborar um texto no celular? É possível interagir
na aula remota pelo celular?
ASSIS. A. E. S. Q. Educação e pandemia. Educação em
Revista, n. 37, 2021 (adaptado).
 
A crí�ca con�da no texto e na figura evidencia o seguinte
aspecto da sociedade contemporânea:
2@professorferretto @prof_ferretto
a) Exclusão social. 
b) Expansão digital. 
c) Manifestação cultural. 
d) Organização espacial. 
e) Valorização intelectual. 
SOC0160 - (Uece)
O tema gênero e sexualidade, atualmente, é mote de
muitos debates acalorados e polêmicos na sociedade
brasileira. Porém, é forçoso reconhecer a per�nência
desses debates a favor de mais inclusão social para o
convívio em uma sociedade que deve prezar por valores
democrá�cos como os das liberdades individuais. Em
tempo, par�ndo de uma compreensão geral das ciências
sociais, gênero e sexualidade são produtos da relação
entre a subje�vidade individual (algo que é de cada
pessoa) e a cultura (questão cole�va). Assim, o “ser
homem”, o “ser mulher” e as orientações sexuais passam
pelo crivo intrincado de decisões pessoais e
socioculturais. E essa perspec�va das ciências sociais em
torno do tema aponta para o melhor convívio nas
democracias contemporâneas.
Assim, considerando o tema gênero e sexualidade nas
ciências sociais, avalie as proposições a seguir:
I. A sigla LGBTQIA+ procura representar, da forma mais
inclusiva possível, os diferentes modos de ser e de se
orientar pelo gênero e sexualidade.
II. As livres expressões da sexualidade causam prejuízos
para a liberdade sexual de todos aqueles que não se
enquadram nessas formas indefinidas de gênero.
III. Nem a cultura nem questões psicológicas conseguem
mudar o fato biológico natural que dis�ngue o que
significa ser do sexo masculino ou do sexo feminino.
IV. A sociodiversidade de gêneros e de orientações
sexuais ainda hoje enfrenta os males dos preconceitos
que julgam como anormais as pessoas não
heterossexuais.
Está correto o que se afirma somente em
a) II e III.
b) II e IV.
c) I e IV.
d) I e III.
SOC0144 - (Enem)
TEXTO I
 Portadoras de mensagem espiritual do passado, as
obras monumentais de cada povo perduram no presente
como o testemunho vivo de suas tradições seculares. A
humanidade, cada vez mais consciente da unidade dos
valores humanos, as considera um bem comum e,
perante as gerações futuras, se reconhece solidariamente
responsável por preservá-las, impondo a si mesma o
dever de transmi�-las na plenitude de sua auten�cidade.
Cartas de Veneza, 31 de maio de 1964. Disponível em:
www.iphan.gov.br. Acesso em 7 out. 2019.
 
TEXTO II
 Os sistemas tradicionais de proteção se mostram
cada vez menos eficientes diante do processo acelerado
de urbanização e transformação de nossa sociedade. A
legislação de proteção peca por considerar o
monumento, até certo ponto, desvinculado da realidade
socioeconômica. O tombamento, ao decretar a
imutabilidade do monumento, provoca a redução de seu
valor venal e o abandono, o que é uma causa, ainda que
lenta, de destruição inevitável.
TELLES, L. S. Manual do patrimônio histórico. Porto
Alegre; Caxias do Sul: Escola Superior de Teologia São
Lourenço de Brindes, 1977 (adaptado).
 
Escritos em temporalidade histórica aproximada, os
textos se distanciam ao apresentarem pontos de vista
diferentes sobre a(s)
a) ampliação do comércio de imagens sacras. 
b) subs�tuição de materiais de valor ar�s�co. 
c) polí�cas de conservação de bens culturais. 
d) defesa da priva�zaçãoa um acordo sobre
as polí�cas que seja sa�sfatório para todos. A democracia
a�vista desconfia das exortações à deliberação por
acreditar que, no mundo real da polí�ca, onde as
desigualdades estruturais influenciam procedimentos e
resultados, processos democrá�cos que parecem cumprir
as normas de deliberação geralmente tendem a
beneficiar os agentes mais poderosos. Ela recomenda,
21@professorferretto @prof_ferretto
portanto, que aqueles que se preocupam com a
promoção de mais jus�ça devem realizar principalmente
a a�vidade de oposição crí�ca, em vez de tentar chegar a
um acordo com que sustenta estruturas de poder
existentes ou delas se beneficia.
YOUNG, I. M. Desafios a�vistas à democracia
delibera�va. Revista Brasileira de Ciência Polí�ca. n. 13.
jan.-abr. 2014.
 
As concepções de democracia delibera�va e de
democracia a�vista apresentadas no texto tratam como
imprescindíveis, respec�vamente,
a) a decisão da maioria e a uniformização de direitos. 
b) a organização de eleições e o movimento anarquista. 
c) a obtenção do consenso e a mobilização das
minorias. 
d) a fragmentação da par�cipação e a desobediência
civil. 
e) a imposição de resistência e o monitoramento da
liberdade. 
SOC0112 - (Enem)
A primeira fase da dominação da economia sobre a vida
social acarretou, no modo de definir toda realização
humana, uma evidente degradação do ser para o ter. A
fase atual, em que a vida social está totalmente tomada
pelos resultados da economia, leva a um deslizamento
generalizado do ter para o parecer, do qual todo ter
efe�vo deve extrair seu pres�gio imediato e sua função
úl�ma. Ao mesmo tempo, toda realidade individual
tornou-se social, diretamente dependente da força social,
moldada por ela. 
DEBORD, G. A sociedade do espetáculo. Rio de Janeiro:
Contraponto, 2015.
 
Uma manifestação contemporânea do fenômeno
descrito no texto é o(a) 
a) valorização dos conhecimentos acumulados. 
b) exposição nos meios de comunicação. 
c) aprofundamento da vivência espiritual. 
d) fortalecimento das relações interpessoais. 
e) reconhecimento na esfera ar�s�ca.
SOC0058 - (Uerj)
IDENTIDADE (1992)
 
Elevador é quase um templo
Exemplo pra minar teu sono
Sai desse compromisso
Não vai no de serviço
Se o social tem dono, não vai...
 
Quem cede a vez não quer vitória
Somos herança da memória
Temos a cor da noite
Filhos de todo açoite
Fato real de nossa história
 
Se o preto de alma branca pra você
É o exemplo da dignidade
Não nos ajuda, só nos faz sofrer
Nem resgata nossa iden�dade
JORGE ARAGÃO
vagalume.com.br
 
A metáfora “preto de alma branca” é cri�cada na letra da
canção por estar associada a um contexto de: 
a) intolerância cultural 
b) desigualdade étnica 
c) discriminação polí�ca 
d) hierarquia econômica 
SOC0050 - (Fmc)
Observe a charge sobre a problemá�ca social.
 
 
A crí�ca con�da na charge é dirigida centralmente ao
seguinte problema: 
22@professorferretto @prof_ferretto
a) Crise ambiental derivada de epidemias urbanas 
b) Desigualdade social decorrente da explosão
demográfica 
c) Segregação socioespacial gerada nos grandes centros
urbanos 
d) Redução do potencial turís�co provocada pela pobreza
urbana 
e) Desigualdade social causada pela desorganização dos
trabalhadores 
SOC0129 - (Enem)
A categoria de refugiado carrega em si as noções de
transitoriedade, provisoriedade e temporalidade. Os
refugiados situam-se entre o país de origem e o país de
des�no. Ao transitarem entre os dois universos, ocupam
posição marginal, tanto em termos iden�tários –
assentada na falta de pertencimento pleno enquanto
membros da comunidade receptora e nos vínculos
introjetados por códigos par�lhados com a comunidade
de origem – quanto em termos jurídicos, ao deixarem de
exercitar, ao menos em caráter temporário, o status de
cidadãos no país de origem e portar o status de
refugiados no país receptor.
MOREIRA. J. B. Refugiados no Brasil: reflexões acerca do
processo de integração local. REMHU. n. 43, jul.-dez.
2014 (adaptado).
 
A condição de transitoriedade dos refugiados no Brasil,
conforme abordada no texto, é provocada pela
associação entre 
a) ascensão social e burocracia estatal. 
b) miscigenação étnica e limites fronteiriços. 
c) desqualificação profissional e ação policial. 
d) instabilidade financeira e crises econômicas. 
e) desenraizamento cultural e insegurança legal.
SOC0119 - (Enem)
Em nenhuma outra época, o corpo magro adquiriu um
sen�do de corpo ideal e esteve tão em evidência como
nos dias atuais: esse corpo, nu ou ves�do, exposto em
diversas revistas femininas e masculinas, está na moda: é
capa de revistas, matérias de jornais, manchetes
publicitárias, e se transformou em um sonho de consumo
para milhares de pessoas. Par�ndo dessa concepção, o
gordo passa a ter um corpo visivelmente sem
comedimento, sem saúde, um corpo es�gma�zado pelo
desvio, o desvio pelo excesso. Entretanto, como afirma a
escritora Marylin Wann, é perfeitamente possível ser
gordo e saudável. Frequentemente os gordos adoecem
não por causa da gordura, mas sim pelo estresse, pela
opressão a que são subme�dos.
VASCONCELOS, N. A.; SUDO, I.; SUDO, N. Um peso na
alma: o corpo gordo e a mídia. Revista Mal-Estar e
Subje�vidade, n. 1, mar. 2004 (adaptado).
 
No texto, o tratamento predominante na mídia sobre a
relação entre saúde e corpo recebe a seguinte crí�ca: 
a) Difusão das esté�cas an�gas. 
b) Exaltação das crendices populares. 
c) Propagação das conclusões cien�ficas. 
d) Reiteração dos discursos hegemônicos. 
e) Contestação dos estereó�pos consolidados.
SOC0188 - (Enem)
Um experimento denominado FunFit foi desenvolvido
com o obje�vo de fazer com que os membros de uma
comunidade local se tornassem mais a�vos fisicamente.
Todos os par�cipantes do estudo foram vinculados a dois
outros membros da comunidade que receberiam
pequenos incen�vos em dinheiro para serem
es�mulados a aumentar a sua a�vidade �sica, que era
medida por acelerômetros nos celulares fornecidos pelo
estado. Assim, se a pessoa andasse mais do que o
habitual, seus conhecidos receberiam o dinheiro. Os
resultados foram assombrosos: o esquema mostrou-se
de quatro a oito vezes mais eficaz do que o método de
oferecer incen�vos individuais.
MOROZOV, E. Big Tech: a ascensão dos dados e a morte
da polí�ca. São Paulo: Ubu, 2018 (adaptado).
 
Contrariando a visão prevalente sobre o impacto
tecnológico nas relações humanas, o texto revela que os
celulares podem desempenhar uma função
a) recrea�va, promovendo o lazer em redes integradas. 
b) social, es�mulando a reciprocidade por meios digitais.
 
c) laboral, convertendo o desenvolvedor em usuário
final. 
d) comercial, direcionando a escolha por produtos
industrializados. 
e) cogni�va, favorecendo ferramentas virtuais. 
SOC0133 - (Enem)
O torém dependia de organização familiar, sendo
brincado por pessoas com vínculos de parentesco e
afinidade que viviam no local. Era visto como uma
brincadeira, um entretenimento feito para os próprios
par�cipantes e seus conhecidos. O tempo do caju era o
pretexto para sua realização, sendo chamadas várias
pessoas da região a fim de tomar mocororó, bebida
fermentada do caju.
23@professorferretto @prof_ferretto
VALLE, C. G. O. Torém/Toré: tradições e invenção no
quadro de mul�plicidade étnica do Ceará
contemporâneo. In: GRÜNEWALD. R. A. (Org.). Toré:
regime encantado dos índios do Nordeste. Recife: Fundaj-
Massangana. 2005. 
 
O ritual mencionado no texto atribui à manifestação
cultural de grupos indígenas do Nordeste brasileiro a
função de 
a) celebrar a história oficial. 
b) es�mular a coesão social. 
c) superar a a�vidade artesanal. 
d) manipular a memória individual. 
e) modernizar o comércio tradicional.
SOC0091 - (Enem)
Não nos resta a menor dúvida de que a principal
contribuição dos diferentes �pos de movimentos sociais
brasileiros nos úl�mos vinte anos foi no plano da
reconstrução do processo de democra�zação do país. E
não se trata apenas da reconstrução do regime polí�co,
da retomadada democracia e do fim do Regime Militar.
Trata-se da reconstrução ou construção de novos rumos
para a cultura do país, do preenchimento de vazios na
condução da luta pela redemocra�zação, cons�tuindo-se
como agentes interlocutores que dialogam diretamente
com a população e com o Estado.
GOHN, M. G. M. Os sem-terras, ONGs e cidadania. São
Paulo: Cortez, 2003 (adaptado).
 
No processo da redemocra�zação brasileira, os novos
movimentos sociais contribuíram para 
a) diminuir a legi�midade dos novos par�dos polí�cos
então criados. 
b) tornar a democracia um valor social que ultrapassa os
momentos eleitorais. 
c) difundir a democracia representa�va como obje�vo
fundamental da luta polí�ca. 
d) ampliar as disputas pela hegemonia das en�dades de
trabalhadores com os sindicatos. 
e) fragmentar as lutas polí�cas dos diversos atores
sociais frente ao Estado.
SOC0127 - (Enem)
A Divisão Internacional do Trabalho significa que alguns
países se especializam em ganhar e outros, em perder.
Nossa comarca no mundo, que hoje chamamos América
La�na, foi precoce: especializou-se em perder desde os
remotos tempos em que os europeus do Renascimento
se aventuraram pelos mares e lhe cravaram os dentes na
garganta. Passaram-se os séculos e a América La�na
aprimorou suas funções.
GALENO, E. As veias abertas da América La�na. São
Paulo: Paz e Terra, 1978.
 
Escrito na década de 1970, o texto considera a
par�cipação da América La�na na Divisão Internacional
do Trabalho marcada pela 
a) produção inovadora de padrões de tecnologia. 
b) superação paula�na do caráter agroexportador. 
c) apropriação imperialista dos recursos territoriais. 
d) valorização econômica dos saberes tradicionais. 
e) dependência externa do suprimento de alimentos.
SOC0147 - (Fcmscsp)
A radicalização polí�ca dos anos 60 foi dessa gente
jovem. Os jovens radicais eram liderados por membros
de seu grupo de pares. Isso se aplicava visivelmente aos
movimentos estudan�s mundiais, mas onde estes
provocaram mo�ns operários em massa, como na França
e na Itália em 1968-9, a inicia�va também veio de jovens
operários. Ninguém, com as limitações da vida real,
poderia ter idealizado os slogans confiantes, mas
patentemente absurdos, dos dias parisienses de maio de
1968, nem do “outono quente” de 1969: “tu�o e súbito”,
queremos tudo e já.
(Eric J. Hobsbawm. Era dos extremos: o breve século XX,
1995. Adaptado.)
Considerando o conteúdo do excerto e conhecimentos
sobre os anos cinquenta e sessenta do século passado,
observa-se que
a) as mobilizações sociais eram um fenômeno
exclusivamente ocidental.
b) as manifestações eram lideradas por polí�cos de
par�dos tradicionais de esquerda.
c) os a�vismos contestatórios restringiam-se às esferas
das lutas polí�cas.
d) os movimentos operários defendiam o fim da
economia agroindustrial.
e) as manifestações contrapunham-se aos ritmos
habituais das mudanças sociais.
SOC0115 - (Enem)
Um dos teóricos da democracia moderna, Hans Kelsen,
considera elemento essencial da democracia real (não da
democracia ideal, que não existe em lugar algum) o
método da seleção dos líderes, ou seja, a eleição.
Exemplar, neste sen�do, é a afirmação de um juiz da
Corte Suprema dos Estados Unidos, por ocasião de uma
eleição de 1902: “A cabine eleitoral é o templo das
ins�tuições americanas, onde cada um de nós é um
24@professorferretto @prof_ferretto
sacerdote, ao qual é confiada a guarda da arca da aliança
e cada um oficia do seu próprio altar”. 
BOBBIO, N. Teoria geral da polí�ca. Rio de Janeiro:
Elsevier, 2000 (adaptado). 
 
As metáforas u�lizadas no texto referem-se a uma
concepção de democracia fundamentada no(a) 
a) jus�ficação teísta do direito. 
b) rigidez da hierarquia de classe. 
c) ênfase formalista na administração. 
d) protagonismo do Execu�vo no poder. 
e) centralidade do indivíduo na sociedade.
SOC0062 - (Enem)
Em escala, o negro é o negro re�nto, o mulato já é o
pardo e como tal meio branco, e se a pele é um pouco
mais clara, já passa a incorporar a comunidade branca. A
forma desse racismo no Brasil decorre de uma situação
em que a mes�çagem não é punida, mas louvada. Com
efeito, as uniões inter-raciais, aqui, nunca foram �das
como crime ou pecado. Nós surgimos, efe�vamente, do
cruzamento de uns poucos brancos com mul�dões de
mulheres índias e negras.
RIBEIRO, D. O povo brasileiro: formação e sen�do do
Brasil. São Paulo: Cia. das Letras, 2004 (adaptado).
 
Considerando o argumento apresentado, a discriminação
racial no Brasil tem como origem 
a) iden�dades regionais. 
b) segregação oficial. 
c) vínculos matrimoniais. 
d) traços feno�picos. 
e) status ocupacional. 
SOC0088 - (Enem)
A discussão levantada na charge, publicada logo após a
promulgação da Cons�tuição de 1988, faz referência ao
seguinte conjunto de direitos:
a) Civis, como o direito à vida, à liberdade de expressão e
à propriedade.
b) Sociais, como direito à educação, ao trabalho e à
proteção à maternidade e à infância.
c) Difusos, como direito à paz, ao desenvolvimento
sustentável e ao meio ambiente saudável.
d) Cole�vos, como direito à organização sindical, à
par�cipação par�dária e à expressão religiosa.
e) Polí�cos, como o direito de votar e ser votado, à
soberania popular e à par�cipação democrá�ca.
SOC0109 - (Enem)
A grande maioria dos países ocidentais democrá�cos
adotou o Tribunal Cons�tucional como mecanismo de
controle dos demais poderes. A inclusão dos Tribunais no
cenário polí�co implicou alterações no cálculo para a
implementação de polí�cas públicas. O governo, além de
negociar seu plano polí�co com o Parlamento, teve que
se preocupar em não infringir a Cons�tuição. Essa nova
arquitetura ins�tucional propiciou o desenvolvimento de
um ambiente polí�co que viabilizou a par�cipação do
Judiciário nos processos decisórios.
CARVALHO, E. R. Revista de Sociologia e Polí�ca, nº 23.
nov. 2004 (adaptado).
 
25@professorferretto @prof_ferretto
O texto faz referência a uma importante mudança na
dinâmica de funcionamento dos Estados
contemporâneos que, no caso brasileiro, teve como
consequência a
a) adoção de eleições para alta magistratura. 
b) diminuição das tensões entre os entes federa�vos. 
c) suspensão do princípio geral dos freios e contrapesos. 
 
d) judicialização de questões próprias da esfera
legisla�va. 
e) profissionalização do quadro de funcionários da
Jus�ça.
SOC0093 - (Enem)
Diante de ameaças surgidas com a engenharia gené�ca
de alimentos, vários grupos da sociedade civil
conceberam o chamado “princípio da precaução”. O
fundamento desse princípio é: quando uma tecnologia
ou produto comporta alguma ameaça à saúde ou ao
ambiente, ainda que não se possa avaliar a natureza
precisa ou a magnitude do dano que venha a ser causado
por eles, deve-se evitá-los ou deixá-los de quarentena
para maiores estudos e avaliações antes de sua liberação.
SEVCENKO, N. A corrida para o século XXI: no loop da
montanha-russa. São Paulo: Cia das Letras, 2001
(adaptado).
 
O texto expõe uma tendência representa�va do
pensamento social contemporâneo, na qual o
desenvolvimento de mecanismos de acautelamento ou
administração de riscos tem como obje�vo 
a) priorizar os interesses econômicos em relação aos
seres humanos e à natureza. 
b) negar a perspec�va cien�fica e suas conquistas por
causa de riscos ecológicos. 
c) ins�tuir o diálogo público sobre mudanças
tecnológicas e suas consequências. 
d) combater a introdução de tecnologias para travar o
curso das mudanças sociais. 
e) romper o equilíbrio entre bene�cios e riscos do
avanço tecnológico e cien�fico.
SOC0092 - (Enem)
Quanto ao “choque de civilizações”, é bom lembrar a
carta de uma menina americana de sete anos cujo pai era
piloto na Guerra no Afeganistão: ela escreveu que –
embora amasse muito seu pai – estava pronta a deixá-lo
morrer, a sacrificá-lo por seu país. Quando o presidente
Bush citou suas palavras, elas foram entendidas como
manifestação “normal” de patrio�smo americano; vamos
conduzir uma experiência mental simples e imaginaruma
menina árabe maometana pate�camente lendo para as
câmeras as mesmas palavras a respeito do pai que lutava
pelo Talibã – não é necessário pensar muito sobre qual
teria sido a nossa reação.
ZIZEK, S. Bem-vindo ao deserto do real. São Paulo: Bom
Tempo, 2003.
 
A situação imaginária proposta pelo autor explicita o
desafio cultural do(a) 
a) prá�ca da diplomacia. 
b) exercício da alteridade. 
c) expansão da democracia. 
d) universalização do progresso. 
e) conquista da autodeterminação.
SOC0196 - (Enem)
Em Vitória (ES), no bairro Goiabeiras, encontramos as
paneleiras, mulheres que são conhecidas pelos
saberes/fazeres das tradicionais panelas de barro, ícones
da culinária capixaba. A tradição passada de mãe para
filha é de origem indígena e sofreu influência de outras
etnias, como a afro e a luso. Dessa mistura, acredita-se
que a fabricação das panelas de barro já tenha 400 anos.
A fabricação das panelas de barro se dá em várias etapas,
desde a obtenção de matéria-prima à confecção das
panelas. As matérias-primas tradicionalmente u�lizadas
são provenientes do meio natural, como: argila, re�rada
do barreiro no Vale do Mulembá; madeira, atualmente
proveniente das sobras da construção civil; e �nta,
extraída da casca do manguezal, o popular mangue-
vermelho.
TRISTÃO, M. A educação ambiental e o pós-colonialismo.
Revista de Educação, n. 53, ago. 2014.
 
Uma caracterís�ca de prá�cas tradicionais como a
exemplificada no texto é vinculação entre os recursos do
mundo natural e a
a) manutenção dos modos de vida. 
b) conservação dos plan�os da roça. 
c) atualização do modelo de gestão. 
d) par�cipação na sociedade de consumo. 
e) especialização nas etapas de produção. 
SOC0138 - (Enem)
Nos setores mais altamente desenvolvidos da sociedade
contemporânea, o transplante de necessidades sociais
para individuais é de tal modo eficaz que a diferença
entre elas parece puramente teórica. As criaturas se
reconhecem em suas mercadorias; encontram sua alma
em seu automóvel, casa em patamares, utensílios de
cozinha.
26@professorferretto @prof_ferretto
MARCUSE, H. A ideologia da sociedade industrial: o
homem unidimensional. Rio de Janeiro: Zahar, 1979.
 
O texto indica que, no capitalismo, a sa�sfação dos
desejos pessoais é influenciada por
a) polí�cas estatais de divulgação. 
b) incen�vos controlados de consumo. 
c) prescrições cole�vas de organização. 
d) mecanismos subje�vos de iden�ficação. 
e) repressões racionalizadas do narcisismo. 
SOC0162 - (Unifor)
Durante a úl�ma década as mulheres conquistaram
posições importantes na sociedade, tanto em termos
legais como profissionais. Paralelamente a essa escalada
de poder, porém, aumentaram os distúrbios ligados à
alimentação, as cirurgias plás�cas, a pornografia e a
necessidade ar�ficialmente provocada de corresponder a
um modelo idealizado de mulher, em que a velhice e a
obesidade, mais do que pecados, são mo�vos para a
es�gma�zação. Em O mito da beleza Naomi Wolf
enfrenta o que ela acredita ser a única trincheira ainda
por derrubar para que a mulher possa obter sua
igualdade em todos os campos. Para mostrar como a
indústria da beleza e o culto à bela fêmea manipulam
imagens que minam a resistência psicológica e material
femininas, reduzindo as conquistas de 20 anos de lutas a
meras ilusões, Naomi escreveu um livro forte, com dados
esta�s�cos contundentes e fúria temperada aqui e ali por
humor e lirismo.
WOLF, Naomi. O Mito da Beleza. Como as imagens de
beleza são usadas contra as mulheres. Tradução de
Waldéa Barcellos. Rocco: Rio de Janeiro, 1992
De acordo com o texto, é correto afirmar que
a) as mulheres conseguiram posições importantes na
sociedade somente em termos legais.
b) o termo "paralelamente" pode ser subs�tuído por
"divergente" sem alterar o sen�do no texto.
c) para consolidação de sua conquista profissional, a
mulher priorizou cuidar da saúde e da imagem.
d) a mulher, para obter igualdade em todos os campos,
deve superar o mito da beleza.
e) há uma necessidade real de a mulher corresponder ao
mito da beleza.
SOC0117 - (Enem)
 
Fala-se aqui de uma arte criada nas ruas e para as ruas,
marcadas antes de tudo pela vida co�diana, seus
conflitos e suas possibilidades, que poderiam envolver
técnicas, agentes e temas que não fossem encontrados
nas ins�tuições mais tradicionais e formais.
VALVERDE, R. R. H. F. Os limites da inversão: a
heterotopia do Beco do Batman. Bole�m Goiano de
Geografia (Online). Goiânia, v. 37, n. 2, maio/ago. 2017
(adaptado).
 
A manifestação ar�s�ca expressa na imagem e
apresentada no texto integra um movimento
contemporâneo de 
a) regulação das relações sociais. 
b) apropriação dos espaços públicos. 
c) padronização das culturas urbanas. 
d) valorização dos formalismos esté�cos. 
e) revitalização dos patrimônios históricos. 
SOC0102 - (Enem)
Quanto mais complicada se tornou a produção industrial,
mais numerosos passaram a ser os elementos da
indústria que exigiam garan�a de fornecimento. Três
deles eram de importância fundamental: o trabalho, a
terra e o dinheiro. Numa sociedade comercial, esse
fornecimento só poderia ser organizado de uma forma:
tornando-os disponíveis à compra. Agora eles �nham que
ser organizados para a venda no mercado. Isso estava de
acordo com a exigência de um sistema de mercado.
Sabemos que em um sistema como esse, os lucros só
podem ser assegurados se se garante a autorregulação
por meio de mercados compe��vos e interdependentes.
POLANYI, K. A grande transformação: as origens de nossa
época. Rio de Janeiro: Campus, 2000 (adaptado).
 
A consequência do processo de transformação
socioeconômica abordado no texto é a
27@professorferretto @prof_ferretto
a) expansão das terras comunais. 
b) limitação do mercado como meio de especulação. 
c) consolidação da força de trabalho como mercadoria. 
d) diminuição do comércio como efeito da
industrialização. 
e) adequação do dinheiro como elemento padrão das
transações. 
SOC0185 - (Enem)
Espera, resignado, o dia 13 daquele mês porque, em tal
data, usança avoenga lhe faculta sondar o futuro,
interrogando a providência. É a experiência tradicional de
Santa Luzia. No dia 12 ao anoitecer expõe ao relento, em
linha, seis pedrinhas de sal, que representam, em ordem
sucessiva da esquerda para a direita, os seis meses
vindouros, de janeiro a junho. Ao alvorecer de 13
observa-as: se estão intactas, pressagiam a seca; se a
primeira apenas se deliu, transmudada em aljôfar
límpido, é certa a chuva em janeiro; se a segunda, em
fevereiro; se a maioria ou todas, é inevitável O inverno
benfazejo. Esta experiência é belíssima.
CUNHA, E. Os sertões. São Paulo: Editora Três, 1984.
 
No experimento descrito, a relação com a paisagem e
com a religiosidade permite que o sertanejo seja
a) afeito à devoção ao aceitar des�nos sacralizados. 
b) acostumado à pobreza ao admi�r acasos naturais. 
c) habituado ao solo ao conhecer terrenos cul�váveis. 
d) ín�mo à Caa�nga ao interpretar condições ambientais.
 
e) próximo à vegetação ao iden�ficar espécies arbus�vas.
 
SOC0099 - (Enem)
Não estou mais pensando como costumava pensar.
Percebo isso de modo mais acentuado quando estou
lendo. Mergulhar num livro, ou num longo ar�go,
costumava ser fácil. Isso raramente ocorre atualmente.
Agora minha atenção começa a divagar depois de duas
ou três páginas. Creio que sei o que está acontecendo.
Por mais de uma década venho passando mais tempo on-
line, procurando e surfando e algumas vezes
acrescentando informação à grande biblioteca da
internet. A internet tem sido uma dádiva para um
escritor como eu. Pesquisas que antes exigiam dias de
procura em jornais ou na biblioteca agora podem ser
feitas em minutos. Como disse o teórico da comunicação
Marshall McLuhan nos anos 60, a mídia não é apenas um
canal passivo para o tráfego de informação. Ela fornece a
matéria, mas também molda o processo de pensamento.
E o que a net parece fazer é pulverizar minha capacidade
de concentração e contemplação.
CARR. N. “Is Google making usstupid?”. Disponível em:
www.theatlan�c.com.
Acesso em: 17 fev. 2013 (adaptado).
 
Em relação à internet, a perspec�va defendida pelo autor
ressalta um paradoxo que se caracteriza por 
a) associar uma experiência superficial à abundância de
informações. 
b) condicionar uma capacidade individual à
desorganização da rede. 
c) agregar uma tendência contemporânea à aceleração
do tempo. 
d) aproximar uma mídia inovadora à passividade da
recepção. 
e) equiparar uma ferramenta digital à tecnologia
analógica. 
SOC0089 - (Enem)
Na sociedade contemporânea, onde as relações sociais
tendem a reger-se por imagens midiá�cas, a imagem de
um indivíduo, principalmente na indústria do espetáculo,
pode agregar valor econômico na medida de seu
incremento técnico: amplitude do espelhamento e da
atenção pública. Aparecer é então mais do que ser; o
sujeito é famoso porque é falado. Nesse âmbito, a lógica
circulatória do mercado, ao mesmo tempo que acena
democra�camente para as massas com os supostos
“ganhos distribu�vos” (a informação ilimitada, a quebra
das supostas hierarquias culturais), afeta a velha cultura
disseminada na esfera pública. A par�cipação nas redes
sociais, a obsessão dos selfies, tanto falar e ser falado
quanto ser visto são índices do desejo de
“espelhamento”.
SODRÉ, M. Disponível em: h�p://alias.estadao.com.br.
Acesso em: 9 fev. 2015 (adaptado).
 
A crí�ca con�da no texto sobre a sociedade
contemporânea enfa�za 
a) a prá�ca iden�tária autorreferente. 
b) a dinâmica polí�ca democra�zante. 
c) a produção instantânea de no�cias. 
d) os processos difusores de informações. 
e) os mecanismos de convergência tecnológica.
SOC0155 - (Uece)
É central, na teoria do materialismo histórico dialé�co de
Karl Marx, a relação entre capital e trabalho. Nesta
perspec�va teórica, a referida relação é fundada na
contradição e na exploração do capital sobre o trabalho.
28@professorferretto @prof_ferretto
E é nesta relação de exploração que se explica a
dominação de uma classe – a que é detentora dos meios
produ�vos – sobre as outras, nas sociedades modeladas,
pelo sistema econômico capitalista.
Sobre a relação capital e trabalho, na teoria marxiana, é
correto dizer que
a) o movimento dialé�co e histórico faz com que o
capital seja superado pelo trabalho e este estabeleça
uma outra forma de exploração.
b) a contradição entre capital e trabalho ocorre porque
há dissociação entre o produtor/trabalhador e a
propriedade dos meios de produção.
c) a realidade histórica da exploração do trabalho trata
sobre a separação entre ideia e matéria na superação
do trabalhador pelo capitalista.
d) o capital é a superação dialé�ca da exploração sobre o
trabalho, o qual é alienado nas relações sociais
organizadas pelo Estado.
SOC0082 - (Enem)
No Brasil, a origem do funk e do hip-hop remonta aos
anos 1970, quando da proliferação dos chamados “bailes
black” nas periferias dos grandes centros urbanos.
Embalados pela black music americana, milhares de
jovens encontravam nos bailes de final de semana uma
alterna�va de lazer antes inexistente. Em cidades como o
Rio de Janeiro ou São Paulo, formavam-se equipes de
som que promoviam bailes onde foi se disseminando um
es�lo que buscava a valorização da cultura negra, tanto
na música como nas roupas e nos penteados. No Rio de
Janeiro ficou conhecido como “Black Rio”. A indústria
fonográfica descobriu o filão e, lançando discos de
“equipe” com as músicas de sucesso nos bailes, difundia
a moda pelo restante do país.
DAYRELL, J. A música entra em cena: o rap e o funk na
socialização da juventude. Belo Horizonte: UFMG, 2005.
 
A presença da cultura hip-hop no Brasil caracteriza-se
como uma forma de 
a) lazer gerada pela diversidade de prá�cas ar�s�cas nas
periferias urbanas. 
b) entretenimento inventada pela indústria fonográfica
nacional. 
c) subversão de sua proposta original já nos primeiros
bailes. 
d) afirmação de iden�dade dos jovens que a pra�cam. 
e) reprodução da cultura musical norte-americana.
SOC0159 - (Upe)
Leia o texto a seguir:
BOGOTÁ (Reuters) – [...].
Os atos, que começaram no final de abril, pressionaram o
governo e parlamentares a arquivarem as reformas
tributária e de saúde e levaram à saída do ministro das
Finanças.
As demandas dos manifestantes se expandiram para
incluir uma renda básica, oportunidades para jovens [...].
O comitê nacional de greve – formado por sindicatos,
grupos de estudantes e outros – exige avanços no que
chama de pe�ções de emergência.
As pe�ções abrangentes incluem o fortalecimento dos
direitos das mulheres, uma moratória nos pagamentos de
hipotecas e serviços públicos por quatro meses e a
revogação das medidas de emergência que os líderes dos
protestos dizem ter piorado as condições de trabalho
durante a pandemia.
GRIFFIN, Olivier. Manifestantes colombianos protestam
por ajuda econômica e mudança social. In: Isto é online,
26/05/2021. Disponível em:
> Acesso em: 27 jul. 2021.
No texto, as transformações propostas pela manifestação
da população colombiana podem favorecer uma
mudança social baseada numa a�tude
a) conservadora.
b) reacionária.
c) revolucionária.
d) ndividualista.
e) estatal.
SOC0137 - (Enem)
Mulheres naturalistas raramente figuraram na corrida
para conhecer terras exó�cas. No século XIX, mulheres
como Lady Charlo�e Canning eventualmente coletavam
espécimes botânicos, mas quase sempre no papel de
esposas coloniais, viajando para locais onde seus maridos
29@professorferretto @prof_ferretto
as levavam e não em busca de seus próprios projetos
cien�ficos.
SOMBRIO, M. M. O. Em busca pelo campo – Mulheres em
expedições cien�ficas no Brasil em meados do século XX.
Cadernos Pagu, n. 48, 2016.
 
No contexto do século XIX, a relação das mulheres com o
campo cien�fico, descrita no texto, é representa�va da
a) afirmação da igualdade de gênero. 
b) transformação dos espaços de lazer. 
c) superação do pensamento patriarcal. 
d) incorporação das estra�ficações sociais. 
e) subs�tuições das a�vidades domés�cas. 
SOC0059 - (Fgv)
Leia com atenção os três documentos abaixo:
 
Documento 1. Cons�tuição Federal de 1946
Ar�go 141; § 5
 
 É livre a manifestação do pensamento sem que
dependa de censura, salvo quanto a espetáculos e
diversões públicas, respondendo cada um, nos casos e na
forma que a lei preceituar, pelos abusos que cometer.
Não é permi�do o anonimato. É assegurado o direito de
resposta. A publicação de livros e periódicos não
dependerá de licença do poder público.
Fonte:
h�ps://www.jusbrasil.com.br/topicos/10616503/paragrafo-
5-ar�go-141-dacons�tuicao-
federal-de-18-de-setembro-de-1946
 
Documento 2. Ato Ins�tucional n. 5 de 1968
Ar�go 5.
 
A suspensão dos direitos polí�cos, com base neste Ato,
importa, simultaneamente, em:
I - cessação de privilégio de foro por prerroga�va de
função;
II - suspensão do direito de votar e de ser votado nas
eleições sindicais;
III - proibição de a�vidades ou manifestação sobre
assunto de natureza polí�ca;
IV - aplicação, quando necessária, das seguintes medidas
de segurança:
a) liberdade vigiada;
b) proibição de frequentar determinados lugares;
c) domicílio determinado,
§ 1º - O ato que decretar a suspensão dos direitos
polí�cos poderá fixar restrições ou proibições
rela�vamente ao exercício de quaisquer outros direitos
públicos ou privados.
Fonte: h�p://www.planalto.gov.br/ccivil_03/AIT/ait-05-
68.htm
 
Documento 3. Cons�tuição Federal de 1988
Ar�go 150
 
A Cons�tuição assegura aos brasileiros e aos estrangeiros
residentes no País a inviolabilidade dos direitos
concernentes à vida, à liberdade, à segurança e à
propriedade, nos termos seguintes:
(...)
§ 6º - Por mo�vo de crença religiosa, ou de convicção
filosófica ou polí�ca, ninguém será privado de qualquer
dos seus direitos.
(...)
§ 8º - É livre a manifestação de pensamento, de
convicção polí�ca ou filosófica e a prestação de
informação sem sujeição à censura, salvo quanto a
espetáculos de diversões públicas, respondendocada
um, nos termos da lei, pelos abusos que cometer. É
assegurado o direito de resposta. A publicação de livros,
jornais e periódicos independe de licença da autoridade.
Não será, porém, tolerada a propaganda de guerra, de
subversão da ordem ou de preconceitos de raça ou de
classe.
Fonte:
h�ps://www.jusbrasil.com.br/topicos/10730738/inciso-
ix-do-ar�go-5-dacons�tuicao-federal-de-1988
 
Assinale a alterna�va correta: 
a) O documento 1 baseia-se no princípio da liberdade de
expressão rela�va e foi elaborado em um período de
intensa polarização polí�co-ideológica e de crise das
ins�tuições democrá�cas. 
b) O documento 2 estabelece o pleno exercício da
opinião polí�ca, a liberdade de organização par�dária
em um contexto de abertura polí�ca e
estabelecimento das regras democrá�cas. 
c) O documento 3 estabelece a censura e os limites para
a expressão ar�s�ca, apontando para os riscos de
crimes e punições advindos de abusos e violações
legais. 
d) Os documentos 1 e 3 asseguram as liberdades de
expressão e de opinião, enquanto o documento 2
amplia a ação do Estado e do Poder Execu�vo em
detrimento dos direitos dos cidadãos. 
e) O documento 1 está vinculado à perspec�va
autoritária caracterís�ca do Estado Novo, durante o
qual, o discurso aparentemente era democrá�co mas
as leis e ins�tuições eram profundamente
autoritárias. 
SOC0071 - (Ufpa)
30@professorferretto @prof_ferretto
Sobre patrimônio material e imaterial no Brasil, é correto
afirmar: 
a) As prá�cas e expressões culturais, para serem
consideradas como bens imateriais, devem apresentar
associação entre os objetos, artefatos e os lugares
onde são desenvolvidos. 
b) O Palacete Pinho, o Parque Zoobotânico do Museu
Emilio Goeldi e o Complexo do Ver-o-Peso são
considerados como patrimônio imateriais do Brasil por
resguardarem a memória dos povos indígenas. 
c) Os recursos naturais são bens culturais de patrimônio
imaterial, por isso é grande o risco de desaparecerem,
caso não sejam preservados por polí�cas sociais. 
d) O O�cio das Baianas de Acarajé agrega diferentes
classes socioeconômicas, promovendo a equidade e a
jus�ça social, e é caracterizado apenas como
patrimônio material. 
e) Os bens materiais têm que apresentar uma prá�ca
cultural regular tal como ocorre, por exemplo, com o
Círio de Nossa Senhora de Nazaré, com o complexo
cultural do Bumba meu Boi do Maranhão e com a
Roda de Capoeira. 
SOC0096 - (Enem)
A questão ambiental, uma das principais pautas
contemporâneas, possibilitou o surgimento de
concepções polí�cas diversas, dentre as quais se destaca
a preservação ambiental, que sugere uma ideia de
intocabilidade da natureza e impede o seu
aproveitamento econômico sob qualquer jus�fica�va.
PORTO-GONÇALVES, C. W. A globalização da natureza e a
natureza da globalização. Rio de Janeiro: Civilização
Brasileira, 2006 (adaptado).
 
Considerando as atuais concepções polí�cas sobre a
questão ambiental, a dinâmica caracterizada no texto
quanto à proteção do meio ambiente está baseada na
a) prá�ca econômica sustentável. 
b) contenção de impactos ambientais. 
c) u�lização progressiva dos recursos naturais. 
d) proibição permanente da exploração da natureza. 
e) definição de áreas prioritárias para a exploração
econômica.
SOC0191 - (Enem)
TEXTO I
A primeira grande lei educacional do Brasil, de 1827,
determinava que, nas “escolas de primeiras letras” do
Império, meninos e meninas estudassem separados e
�vessem currículos diferentes. No Senado, o Visconde de
Cayru foi um dos defensores de que o currículo de
matemá�ca das garotas fosse o mais enxuto possível. Nas
palavras dele, o “belo sexo” não �nha capacidade
intelectual para ir muito longe: – Sobre as contas, são
bastantes [para as meninas] as quatros espécies, que não
estão fora do seu alcance e lhes podem ser de constante
uso na vida.
 
TEXTO II
No Senado, o único a defender publicamente que as
meninas �vessem, em matemá�ca, um currículo idên�co
aos dos meninos foi o Marquês de Santo Amaro (RJ). Ele
argumentou: – Não me parece conforme, às luzes do
tempo em que vivemos, deixarmos de facilitar às
brasileiras a aquisição desses conhecimentos [mais
aprofundados de matemá�ca]. A oposição que se
manifesta não pode nascer senão do arraigado e péssimo
costume em que estavam os an�gos, os quais nem
queriam que suas filhas aprendessem a ler.
WESTIN, R. Senado No�cias. Disponível em:
www.12.senado.leg.br. Acesso em: 20 out. 2021.
(adaptado)
 
Os discursos expressam pontos de vista divergentes
respec�vamente pela oposição entre
a) liberdade de gênero e controle social. 
b) equidade de escolha e imposição cultural. 
c) dominação de corpos e igualdade humana. 
d) geração de oportunidade e restrição profissional. 
e) exclusão de competências e par�cipação polí�ca. 
SOC0142 - (Enem)
Numa sociedade em transição, a marcha da mudança,
em diferentes graus, está impressa em todos os aspectos
da ordem social, especialmente no jogo polí�co, que
nessas sociedades sempre apresenta padrões
caracterís�cos de ambivalência, cujas raízes sociais se
encontram na coexistência de dois padrões de estrutura
social: o padrão tradicional, em declínio, e o novo,
emergente, em expansão. Em tais situações, é possível
encontrar, simultaneamente, apoio para uma orientação
polí�ca ou para outra que seja exatamente o seu oposto.
O padrão ambivalente do processo polí�co, nas
sociedades em desenvolvimento, é o que explica um dos
seus traços mais salientes, e que consiste na tendência ao
adiamento das grandes decisões. Resulta daí que a
inércia polí�ca ou a convulsão polí�ca podem se suceder
uma à outra em períodos surpreendentemente curtos.
PINTO, L. A. C. Sociologia e desenvolvimento. Rio de
Janeiro: Civilização Brasileira, 1975 (adaptado).
 
De acordo com a perspec�va apresentada, central no
pensamento social brasileiro dos anos 1950 e 1960, o
desenvolvimento do país foi marcado por?
31@professorferretto @prof_ferretto
a) radicalidade nas agendas de reforma das elites
dirigentes. 
b) anomalias na execução dos planos econômicos
ortodoxos. 
c) descompassos na construção de quadros ins�tucionais
modernos. 
d) ilegi�midade na atuação dos movimentos de
representação classista. 
e) vagarosidade na dinâmica de aperfeiçoamento dos
programas par�dários. 
SOC0069 - (Enem)
Desde 2002, o Ins�tuto do Patrimônio Histórico e
Ar�s�co Nacional (lphan) tem registrado certos bens
imateriais como patrimônio cultural do país. Entre as
manifestações que já ganharam esse statusestá o o�cio
das baianas do acarajé. Enfa�ze-se: o o�cio das baianas,
não a receita do acarajé. Quando uma baiana prepara o
acarajé, há uma série de códigos impercep�veis para
quem olha de fora. A cor da roupa, a amarra dos panos e
os adereços mudam de acordo com o santo e com a
hierarquia dela no candomblé. O lphan conta que,
registrando o o�cio, “esse e outros mundos ligados ao
preparo do acarajé podem ser descor�nados”. 
KAZ, R. A diferença entre o acarajé e o sanduiche de
Bauru. Revista de História da Biblioteca Nacional, n
13, out. 2006 (adaptado). 
De acordo com o autor, o Iphan evidencia a necessidade
de se protegerem certas manifestações históricas para
que con�nuem exis�ndo, destacando-se nesse caso a 
a) mistura de tradições africanas, indígenas e
portuguesas no preparo do alimento por parte das
cozinheiras baianas. 
b) relação com o sagrado no ato de preparar o alimento,
sobressaindo-se o uso de símbolos e insígnias pelas
cozinheiras. 
c) u�lização de certos ingredientes que se mostram cada
vez mais raros de encontrar, com as mudanças nos
hábitos alimentares. 
d) necessidade de preservação dos locais tradicionais de
preparo do acarajé, ameaçados com as
transformações urbanas no país. 
e) importância de se treinarem as cozinheiras baianas a
fim de resgatar o modo tradicional de preparo do
acarajé, que remonta à escravidão. 
SOC0065 - (Uerj)
Os levantamentos feitos pelo Ins�tuto Brasileiro de
Geografia e Esta�s�ca indicam diferenças quanto à
remuneração e ao acesso ao ensino superiorde homens
e mulheres. 
 
A par�r dos dados, observa-se a permanência da
seguinte prá�ca: 
a) exclusão polí�ca 
b) discriminação racial 
c) homogeneização cultural 
d) hierarquização econômica 
SOC0131 - (Enem)
Por maioria, nós não entendemos uma quan�dade
rela�va maior, mas a determinação de um estado ou de
um padrão em relação ao qual tanto as quan�dades
maiores quanto as menores serão ditas minoritárias.
Maioria supõe um estado de dominação. É nesse sen�do
que as mulheres, as crianças e também os animais são
minoritários.
DELEUZE, G.; GUATTARI. F. Mil platôs. São Paulo: Editora
34, 2012 (adaptado).
 
32@professorferretto @prof_ferretto
No texto, a caracterização de uma minoria decorre da
existência de 
a) ameaças de ex�nção social. 
b) polí�cas de incen�vos estatais. 
c) relações de natureza arbitrária. 
d) valorações de conexões simétricas. 
e) hierarquizações de origem biológica.
SOC0163 - (Unicamp)
No Brasil, um exemplo de história que precisa ser narrada
é a dos movimentos em defesa dos direitos que hoje
reconhecemos como movimentos LGBTQIA+. Tais
movimentos eclodiram como um ato de resistência em
plena ditadura civil-militar, marcada pela repressão e por
ideais conservadores. Naquele contexto, a busca por
visibilidade passou a ser compreendida como um dos
elementos fundamentais para a conquista da cidadania.
Entre outras coisas, os a�vistas defendiam que os direitos
polí�cos, sociais e civis tornam-se socialmente legí�mos
para os cidadãos quando envolvem o direito aos meios
de comunicação e à livre expressão.
(Baseado em Vinicius Ferreira e Igor Sacramento,
Editorial: Movimento LGBT no Brasil: violências,
memórias e lutas. Reciis – Rev Eletron Comun Inf Inov
Saúde. 2019 abr.-jun.13(2): p. 234-239.)
A par�r da leitura do texto, assinale a alterna�va correta
acerca da historicidade dos movimentos polí�cos
iden�tários e suas estratégias polí�cas de ação.
a) Esses movimentos eclodiram na segunda metade do
século XX, foram perseguidos e silenciados pela
ditadura militar e retornaram à cena pública após a
instauração de um regime democrá�co.
b) Por sua capacidade de obter alcance social, desde a
década de 1970, as mídias são ferramentas para a
construção de uma cidadania plena, sendo a busca por
visibilidade, portanto, uma das estratégias de ação do
movimento LGBTQIA+.
c) O Brasil do século XX construiu-se como uma
democracia racial, o que garan�u aos movimentos
polí�cos e iden�tários nacionais o acesso aos direitos
civis, polí�cos e sociais, esvaziando as agendas dos
militantes LGBTQIA+.
d) Na atualidade, a onda de crimes de homofobia e
transfobia es�mulam o movimento LGBTQIA+ a rever
a pauta da visibilidade dos sujeitos, tornando a
militância mais discreta e voltada para o espaço
privado da ação dos indivíduos.
SOC0141 - (Enem)
As grandes empresas seriam, certamente, representação
de um exercício de poder, ante o grau de autonomia de
ação de que dispõem. O que se pretende salientar é a
ideia de enclave: plantas industriais que estabelecem
relações escassas com o entorno, mas exercem grande
influência na economia extralocal.
DAVIDOVICH, F. Estado do Rio de Janeiro: o urbano
metropolitano. Hipóteses e questões. GeoUERJ, n. 21,
2010.
 
Que �po de ação tomada por empresas reflete a forma
de territorialização da produção industrial apresentada
no texto?
a) Criação de vilas operárias. 
b) Promoção de eventos comunitários. 
c) Recuperação de áreas degradadas. 
d) Incorporação de saberes tradicionais. 
e) Importação de mão de obra qualificada. 
SOC0106 - (Enem)
O comércio soube extrair um bom proveito da
intera�vidade própria do meio tecnológico. A
possibilidade de se obter um alto desenho do perfil de
interesses do usuário, que deverá levar às úl�mas
consequências o princípio da oferta como isca para o
desejo consumista, foi o principal deles.
SANTAELLA, L. Culturas e artes do pós-humano: da
cultura das mídias à cibercultura. São Paulo: Paulus, 2003
(adaptado).
 
Do ponto de vista comercial, o avanço das novas
tecnologias indicado no texto está associado à 
a) atuação dos consumidores como fiscalizadores da
produção. 
b) exigência de consumidores conscientes de seus
direitos. 
c) relação direta entre fabricantes e consumidores. 
d) individualização das mensagens publicitárias. 
e) manutenção das preferências de consumo.
SOC0105 - (Enem)
33@professorferretto @prof_ferretto
 
Elaborada em 1969, a releitura con�da na Figura 2 revela
aspectos de uma trajetória e obra dedicada à 
a) valorização de uma representação tradicional da
mulher. 
b) descaracterização de referências do folclore
nordes�no. 
c) fusão de elementos brasileiros à moda da Europa. 
d) massificação do consumo de uma arte local. 
e) criação de uma esté�ca de resistência. 
SOC0123 - (Enem)
Essa atmosfera de loucura e irrealidade, criada pela
aparente ausência de propósitos, é a verdadeira cor�na
de ferro que esconde dos olhos do mundo todas as
formas de campos de concentração. Vistos de fora, os
campos e o que neles acontece só podem ser descritos
como imagens extraterrenas, como se a vida fosse neles
separada das finalidades deste mundo. Mais que o arame
farpado, é a irrealidade dos detentos que ele confina que
provoca uma crueldade tão incrível que termina levando
à aceitação do extermínio como solução perfeitamente
normal.
ARENDT, H. Origens do totalitarismo. São Paulo: Cia das
Letras, 1989 (adaptado).
 
A par�r da análise da autora, no encontro das
temporalidades históricas, evidencia-se uma crí�ca à
naturalização do(a)
a) ideário nacional, que legi�ma as desigualdades
sociais. 
b) alienação ideológica, que jus�fica as ações
individuais. 
c) cosmologia religiosa, que sustenta as tradições
hierárquicas. 
d) segregação humana, que fundamenta os projetos
biopolí�cos. 
e) enquadramento cultural, que favorece os
comportamentos puni�vos.
SOC0118 - (Enem)
 
Produzida no Chile, no final da década de 1970, a
imagem expressa um conflito entre culturas e sua
presença em museus decorrente da 
a) valorização do mercado das obras de arte. 
b) definição dos critérios de criação de acervos. 
c) ampliação da rede de ins�tuições de memória. 
d) burocra�zação do acesso dos espaços exposi�vos. 
e) fragmentação dos territórios das comunidades
representadas. 
SOC0049 - (Enem)
34@professorferretto @prof_ferretto
TEXTO I
TEXTO II
 As ações “Meninas Internacionais no Dia das TIC”
são comemoradas todos os anos no mundo todo. O
evento tem como obje�vo criar um ambiente global que
capacita e incen�va mulheres jovens a considerar a área
crescente de TIC (Tecnologias de Informação e
Comunicação), permi�ndo que tanto as profissionais
quanto as empresas de tecnologia colham os bene�cios
de uma maior par�cipação feminina nesse setor.
 Segundo a União Internacional de
Telecomunicações (UIT), atualmente existem cerca de
260 milhões de usuárias de internet a menos na
comparação com os homens conectados. E, para reverter
esse cenário, o evento busca proporcionar a�vidades de
capacitação, além de discu�r assuntos factuais sobre o
mercado de trabalho.
Disponível em: www.em.com.br. Acesso em: 21 maio
2018.
 
Em ambos os textos, constata-se que a par�cipação das
mulheres nas diferentes áreas de conhecimento 
a) apresenta taxas de crescimento significa�vas em
relação à dos homens. 
b) superou a produção masculina na construção de
projetos ao longo dos anos. 
c) vem sendo es�mulada por meio de ações educa�vas
em diferentes setores. 
d) tem se transformado, seja pela inicia�va feminina, seja
pelo incen�vo de organizações. 
e) dobrou em relação à atuação de pesquisadores do
outro gênero, no intervalo de 16 anos. 
SOC0057 - (Enem)
Nas úl�mas décadas, uma acentuada feminização no
mundo do trabalho vem ocorrendo. Se a par�cipação
masculina pouco cresceu no período pós-1970, a
intensificação da inserção das mulheres foi o traço
marcante. Entretanto, essa presença feminina se dá mais
no espaço dos empregos precários, ondea exploração,
em grande medida, se encontra mais acentuada.
NOGUEIRA, C. M. As trabalhadoras do telemarke�ng:
uma nova divisão sexual do trabalho? In: ANTUJNES, R. et
al.Infoproletários: degradação real do trabalho virtual.
São Paulo: Boitempo, 2009.
 
A transformação descrita no texto tem sido insuficiente
para o estabelecimento de uma condição de igualdade de
oportunidade em virtude da(s) 
a) estagnação de direitos adquiridos e do anacronismo
da legislação vigente. 
b) manutenção do status quo gerencial e dos padrões de
socialização familiar. 
c) desestruturação da herança patriarcal e das mudanças
do perfil ocupacional. 
d) disputas na composição sindical e da presença na
esfera polí�co-par�dária. 
e) exigências de aperfeiçoamento profissional e de
habilidades na competência dire�va. 
SOC0148 - (Unesp)
Nenhum grupo de mulheres brancas conheceu melhor a
diferença entre seu próprio status e o status das
mulheres negras do que o grupo de mulheres brancas
poli�camente conscientes e a�vistas na luta pelos
direitos civis. Ainda assim, várias dessas mulheres
deslocaram-se das lutas pelos direitos civis para as lutas
pela libertação da mulher e lideraram um movimento
feminista em que suprimiram e negaram a consciência
sobre as diferenças que viram e ouviram.
Elas entraram para o movimento feminista apagando e
negando a diferença, sem pensar em raça e gênero
juntos, mas eliminando raça do cenário.
(bell hooks. O feminismo é para todo mundo: polí�cas
arrebatadoras, 2018. Adaptado.)
Ao abordar aspectos do Movimento pelos Direitos Civis
nos Estados Unidos da década de 1960, o excerto
35@professorferretto @prof_ferretto
a) aponta o insucesso das reivindicações de igualdade de
raça e gênero e a persistência de padrões históricos de
desigualdade na sociedade norte-americana.
b) lamenta a ausência de uma história de mobilizações
feministas e negras e de uma disposição das mulheres
brancas para atuar em defesa das conquistas de
direitos sociais.
c) iden�fica a ocorrência em paralelo de ações
afirma�vas das mulheres e dos negros e a falta de
conexão entre esses dois campos de reivindicação de
direitos.
d) caracteriza a mudança radical por que passou a
sociedade norte-americana no período e o nascimento
de interconexões entre os movimentos negro e
feminista.
e) enfa�za a importância da estratégia polí�ca do
a�vismo feminista e sua influência sobre as
mobilizações posteriores de reivindicação de direitos
da população negra.
SOC0158 - (Uece)
A Revolução Industrial, a par�r do século XIX, deu início
ao crescimento populacional e à urbanização das cidades,
e impulsionou tanto o desenvolvimento tecnológico e
cien�fico como, na mesma toada, trouxe perigos e riscos
para a vida cole�va nas sociedades modernas. Antes da
industrialização e da urbanização, os perigos naturais
com que se defrontavam as populações humanas eram,
por exemplo, enchentes e terremotos, mas, desde então,
a humanidade tem-se deba�do, também, com perigos
que surgem pelo efeito da vida cole�va sobre a natureza
como, por exemplo, o controle da produção e descarte
de lixo nas cidades, e o aquecimento global. Segundo
Beck (2011), vivemos em “sociedades de risco” e os
Estados modernos começaram a levar em conta os
perigos introduzidos, a reboque, pelos desenvolvimentos
econômico e tecnológico. De fato, são perigos que têm
origem humana e não natural, e que, segundo Beck
(2011), atualmente, nem a ciência nem a polí�ca
conseguem controlá-los a contento, mas somente através
da ciência e da polí�ca há chance de colocá-los sob
algum controle ou amenizar seus male�cios.
BECK, Ulrich. Sociedade de risco: rumo a uma outra
modernidade. 2ª ed. São Paulo: Editora 34, 2011.
Considerando o significado de “sociedade de risco”,
assinale a proposição verdadeira.
a) A “sociedade de risco” demonstra como as revoluções
cien�fica e tecnológica precisam ser agora estancadas
para que os perigos e os riscos que elas criaram para o
social sejam evitados.
b) Uma “sociedade de risco” significa que indivíduos,
governos e corporações estão, cada vez mais,
preocupados com o controle dos riscos produzidos e
disseminados na vida moderna.
c) A “sociedade de risco” indica um �po de sociedade
moderna em que as incertezas e as inseguranças
produzidas pelos cien�stas não conseguem ser
sanadas nem controladas.
d) Uma “sociedade de risco” aponta que os perigos
oriundos do desenvolvimento econômico estão além
de qualquer controle e que a vida humana e a
natureza estão comprome�das.
SOC0153 - (Uel)
Leia o texto a seguir
Aproximadamente uma em cada quatro milhões acima
de 16 anos foi ví�ma de algum �po de violência na
pandemia no Brasil.
07/06/2021 08h00
Uma pesquisa do Ins�tuto Datafolha, encomendada pelo
Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) concluiu
que 24,4% das mulheres acima de 16 anos afirmam ter
sofrido algum �po de violência, seja �sica, psicológica ou
sexual, no úl�mo ano no Brasil durante a pandemia da
Covid-19.
Ainda de acordo com o estudo, estas 24,4% de mulheres
representam uma população de 17 milhões de ví�mas.
Como referência existem 100 milhões de mulheres de
todas as idades em território brasileiro.
Na comparação com os dados da úl�ma pesquisa (2019),
houve aumento do número de agressões dentro de casa,
que passou de 42% para 48,8%; cresceu a par�cipação de
companheiros, namorados e ex-parceiros nas agressões;
e diminuíram as agressões na rua, que passaram de 29%
para 19%.
Comentários dos leitores:
Leitor 1 há 2 meses
Esse dado de 1 a cada 4 mulheres não está certo. Não
vou nem argumentar porque não tenho provas, mas
tenho quase certeza de que está errado, palhaçada isso!
Leitor 2 há 2 meses
Esse dado é falso porque isso significaria que a cada
quatro conhecidas suas uma teria sido agredida. Você
conhece alguma agredida, .............. .
Leitor 3 há 2 meses
Parece suspeito que mais de 25 milhões de mulheres
tenham sido agredidas.
Esse número só pode estar inflado.
Adaptado de: //g1.globo.com/
36@professorferretto @prof_ferretto
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a atuação
dos movimentos feministas de mulheres, no Brasil, em
relação à violência contra a mulher, assinale a alterna�va
correta.
a) Os movimentos de mulheres, ao promover a
campanha “Quem Ama Não Mata”, contribuíram para
a recusa das teses jurídicas de crime passional nos
casos de violência contra as mulheres.
b) A redução da violência contra a mulher no espaço
público, no contexto da pesquisa no�ciada, deve-se ao
fortalecimento das polí�cas de enfrentamento à
violência contra a mulher no período.
c) As feministas, com o lema “O Pessoal é Polí�co”,
centralizam sua luta nas reivindicações por direitos
polí�cos, assegurando maior par�cipação das
mulheres nos par�dos e em cargos da administração
pública.
d) Para os movimentos feministas, o combate ao
alcoolismo e a outras drogas lícitas e ilícitas entre
homens é uma prioridade na Polí�ca Nacional de
Enfrentamento à Violência contra a Mulher.
e) Com o lema “Em Briga de Marido e Mulher, Não se
Mete a Colher”, os movimentos de mulheres
reivindicam afastamento das polí�cas puni�vistas da
segurança pública nos casos de violência domés�ca.
SOC0146 - (Fuvest)
Henri Lefebvre, em clássico livro - O direito à cidade - ,
escrito em meados do século passado (1968), afirmou,
acerca do fenômeno urbano, que se poderia definir como
"sociedade urbana a realidade social que nasce à nossa
volta". Atualmente, segundo a ONU, 55% da população
mundial vive em cidades e a expecta�va é de que esta
proporção aumente para 70% até 2050. Com relação às
populações urbanas do mundo, em geral, e do Brasil, em
par�cular, é correto afirmar o seguinte:
a) O Brasil acompanha essa tendência verificada pela
ONU, pois ainda não pode ser considerado um país
totalmente desenvolvido, já que não é industrializado,
nem urbanizado.
b) O Brasil já ultrapassou em muito essas projeções
indicadas pela ONU, e uma das consequências disso é
o enfraquecimento do agronegócio, hoje reduzido a
1/3 de sua economia.
c) Tais projeções indicam, em média, as populaçõesque
vivem ou que se deslocarão para as cidades
consideradas médias ou grandes nos países do mundo.
d) Para um país ser considerado urbanizado, é necessário
que sua população urbana ultrapasse os 70%,
iden�ficando uma realidade social, que, segundo
Lefebvre, possa ser caracterizada como "sociedade
urbana".
e) Lefebvre diria que os índices da ONU subes�mam a
quan�dade de pessoas que vivem sob condições,
ritmos e a�vidades ditados pelas "sociedades
urbanas", independentemente de viverem nos campos
ou nas cidades.
SOC0055 - (Unesp)
Os meios de transporte e comunicação em massa, as
mercadorias, casa, alimento e roupa, a produção
irresis�vel da indústria de diversões e informação trazem
consigo a�tudes e hábitos prescritos, certas reações
intelectuais e emocionais que prendem os consumidores
mais ou menos agradavelmente aos produtores e,
através destes, ao todo. Os produtos doutrinam e
manipulam; […] E, ao ficarem esses produtos benéficos à
disposição de maior número de indivíduos e de classes
sociais, a doutrinação que eles portam deixa de ser
publicidade; torna-se um es�lo de vida.
(Herbert Marcuse. A ideologia da sociedade industrial: o
homem unidimensional, 1973.)
 
Marcuse cri�ca o modelo de produção da sociedade
industrial, que, segundo o texto, se expressa na 
a) manipulação, pela propaganda, de consumidores e
produtores. 
b) defesa, pela publicidade, de valores masculinos e
patriarcais. 
c) subs�tuição da pureza do artesanato pela ganância da
fábrica. 
d) alienação do trabalhador provocada pelo trabalho
fabril. 
e) imposição cultural de hábitos e a�tudes individuais. 
SOC0272 - (Enem PPL)
37@professorferretto @prof_ferretto
A morte de um homem negro em Minnesota, nos
Estados Unidos, causou uma onda de indignação depois
da divulgação de um vídeo que mostra um policial branco
ajoelhado no pescoço dele. Nas imagens, o homem,
iden�ficado como George Floyd, de 40 anos, reclama e
diz repe�damente: “Não consigo respirar”.
Caso George Floyd: morte de homem negro filmado com
policial branco com joelhos em seu pescoço causa
indignação nos EUA. Disponível em:
h�ps://g1.globo.com. Acesso em: 11 nov. 2021
(adaptado).
 
Esse acontecimento mo�vou uma série de movimentos
organizados de pressão por ações governamentais de
combate à
a) pobreza extrema.
b) prá�ca xenofóbica.
c) intolerância polí�ca.
d) discriminação racial.
e) segregação religiosa.
SOC0273 - (Enem PPL)
De Sea�le a Porto Alegre, contramovimentos
espontâneos estariam emergindo pragma�camente na
esteira da nova onda de mercan�lização causada pela
globalização. Assim, somados, o aumento da
feminilização, as diferentes formas de flexibilização e o
aumento da informalidade verificados em escala global
serviriam para aproximar obje�vamente os interesses do
proletariado do norte e sul globalizados, possibilitando
uma retomada do processo de internacionalização das
prá�cas solidárias.
BRAGA, R. A rebeldia do precariado: trabalho e
neoliberalismo no sul global. São Paulo: Boitempo, 2017
(adaptado).
 
A unificação da pauta dos movimentos sociais
internacionais, descrita no texto, tem como principal
obje�vo:
a) Denunciar o tráfico de pessoas.
b) Contestar a corrida armamen�sta.
c) Condenar a degradação ambiental.
d) Desaprovar o comércio transnacional.
e) Combater a precarização do emprego.
SOC0276 - (Enem PPL)
Pensar o corpo como algo produzido pela cultura é,
simultaneamente, um desafio e uma necessidade. Um
desafio porque rompe, de certa forma, com o olhar
naturalista sobre o qual muitas vezes o corpo é
observado, explicado, classificado e tratado. Uma
necessidade porque, ao desnaturalizá-lo, revela,
sobretudo, que o corpo é histórico. Isto é, mais do que
um dado natural cuja materialidade nos presen�fica no
mundo, o corpo é uma construção sobre a qual são
conferidas diferentes marcas em diferentes tempos,
espaços, conjunturas econômicas, grupos sociais e
étnicos.
LOURO, G. L.; FELIPE, J.; GOELLNER, S. V. (Org.). Corpo,
gênero e sexualidade: um debate contemporâneo na
educação. Petrópolis: Vozes, 2013 (adaptado).
 
A que valor da contemporaneidade o entendimento
sobre o corpo expresso no texto é correlato?
a) Individualidade.
b) Fraternidade.
c) Diversidade.
d) Igualdade.
e) Liberdade.
SOC0277 - (Enem PPL)
Se por um lado podemos falar de certa “influência” do
feminismo nas organizações de esquerda armada a par�r
da admissão das mulheres nessas organizações, e de sua
efe�va par�cipação, muitas vezes de armas na mão, nos
eventos, além de sua prisão, tortura e desaparecimento,
por outro lado, a impressão que temos ao ler os relatos
ou ouvir os testemunhos das pessoas entrevistadas é que
uma “consciência feminista” apenas se deu nessas
mulheres num momento posterior. Como se o contato
com os movimentos e literatura feministas no exílio ou
após 1975, com o Ano da Mulher ins�tuído pela
Organização das Nações Unidas, desse a tais mulheres
palavras para expressar o que antes seria um sen�mento
difuso diante daquilo que lhes acontecia no co�diano.
WOLFF, C. S. Feminismo e configurações de gênero na
guerrilha: perspec�vas compara�vas no Cone Sul, 1968-
1985. Revista Brasileira de História, n. 54, 2007.
 
Para as mulheres apresentadas no texto, a reflexão sobre
a perspec�va feminista proporcionou o(a)
a) desvalorização de suas demandas na resistência.
b) direcionamento da ação militante contra a violência
domés�ca.
c) enfraquecimento da atuação nos movimentos
subversivos.
d) ressignificação da memória acerca do engajamento
polí�co.
e) limitação da par�cipação das trabalhadoras em
manifestações.
SOC0278 - (Enem PPL)
38@professorferretto @prof_ferretto
 
A capa do jornal A Vóz da Raça, da década de 1930,
apresenta que o obje�vo da Frente Negra Brasileira era:
a) Restringir as religiosidades.
b) Padronizar as manifestações.
c) Ressignificar o socialismo.
d) Combater as discriminações.
e) Publicizar o totalitarismo.
SOC0279 - (Enem PPL)
O equilíbrio ecológico e social do caipira se
estabeleceu em função do que poderíamos qualificar de
condições primi�vas do meio: terra virgem de fácil
amanho, abundância da caça, pesca e coleta, fraca
densidade demográfica, limitando a concorrência vital.
Quando, apesar disto, um determinado meio se exauria
(rela�vamente aos seus precários recursos técnicos, é
claro, não em absoluto), ele corrigia a situação pela
mobilidade. A mobilidade recria o meio, permi�ndo as
condições desejadas; e deste modo garante o equilíbrio.
CANDIDO, A. Os parceiros do Rio Bonito. São Paulo: Duas
Cidades, 1971.
 
A construção do sujeito histórico mencionado pelo autor
problema�za a relação entre
a) agricultura familiar e dinamização do mercado local.
b) comunidades autônomas e garan�a de direitos sociais.
c) cul�vos i�nerantes e disponibilidade de riquezas
naturais.
d) cercamento de la�fúndios e proletarização de setores
camponeses.
e) condições de compe��vidade e ampliação da
agroindústria moderna.
SOC0280 - (Enem PPL)
 
 
Na imagem, está registrada a estratégia de atuação de
um �po de movimento social urbano. Considerando-se os
direitos cons�tucionais, essa estratégia ressalta a
necessidade de adoção de medidas governamentais que
promovam o(a)
a) controle de fluxos emigratórios.
b) acesso a moradias adequadas.
c) dissolução da propriedade privada.
d) descentralização de espaços de lazer.
e) restrição ao processo de ver�calização.
SOC0281 - (Enem PPL)
Houve uma rede de televisão brasileira que
conseguiu, com ousadia e exclusividade, uma entrevista
com o presidente da Líbia, logo após o bombardeio de
sua casa pela aviação estadunidense, em 1986. Foi
constrangedor para Kadafi e para os telespectadores
ouvir as perguntas: “O que o senhor sen�u quando
percebeu o bombardeio? O que o senhor sen�u quando
viu sua família ameaçada? O que o senhor achou desse
ato dos inimigos?”. Nenhuma pergunta sobre o
significado do atentado na polí�ca e na geopolí�ca do
Oriente Próximo; nenhuma indagação que permi�sse
furar o bloqueio das informações a que as agências
no�ciosas estadunidenses submetem a Líbia.CHAUÍ, M. Simulacro e poder: uma análise da mídia.
In: A ideologia da competência. Belo Horizonte:
Autên�ca, 2016.
 
O argumento levantado no texto é uma crí�ca ao papel
da imprensa brasileira por
a) problema�zar a narra�va dos acontecimentos
históricos.
b) dissimular a parcialidade dos conteúdos midiá�cos.
c) defender o par�darismo dos relatos jornalís�cos.
d) julgar a visão autoritária dos discursos oficiais.
e) explorar a lógica bipolar dos eventos globais.
39@professorferretto @prof_ferretto
SOC0282 - (Enem PPL)
Em um placar acirrado (quatro votos a três), a
Suprema Corte dos EUA decidiu que a cota racial
conquistada por negros(as) e la�nos(as) para admissão
de novos(as) alunos(as) nas universidades não viola o
princípio de igualdade perante a lei. Portanto, não é
incons�tucional, como foi alegado. Nos EUA, a cota racial
é chamada de “ação afirma�va”.
MELO, J. O. Suprema Corte mantém cota racial para
universidades dos EUA. Disponível em:
www.conjur.com.br. Acesso em: 12 nov. 2021 (adaptado).
 
A decisão da Suprema Corte, com impacto sobre o
sistema educacional estadunidense, obje�vou garan�r a
a) obtenção do perdão judicial.
b) anulação das dívidas estudan�s.
c) aprovação dos cursos superiores.
d) u�lização dos recursos estrangeiros.
e) promoção da diversidade acadêmica.
SOC0264 - (Enem PPL)
Maria Leonor é uma criança de 7 anos de Miranda do
Douro, em Portugal, que começou a achar muito
diver�do “falar brasileiro” depois que conheceu um
influenciador digital na internet. Jonathan, de 6, vive no
Porto e passou a cumprimentar as amiguinhas com “oi,
menina” depois que descobriu vídeos de brasileiros nas
redes sociais. As duas crianças são parte de um
fenômeno que provoca polêmica em Portugal. O sotaque
brasileiro tem criado polêmica entre alguns países e virou
tema na imprensa local.
FARIAS, V. F.; VASCONCELOS, R. Crianças portuguesas
aprendem a “falar brasileiro” no Youtube durante a
pandemia. Disponível em:
h�ps://internacional.estadao.com.br. Acesso em: 11 nov.
2021 (adaptado).
 
O fenômeno descrito no texto é provocado pelo
a) aumento das trocas comerciais.
b) desenvolvimento dos laços afe�vos.
c) crescimento do intercâmbio cultural.
d) incremento da padronização linguís�ca.
e) enfrentamento do preconceito estrutural.
SOC0266 - (Enem PPL)
O legado dos movimentos sociais dos anos 1970-80
Na mudança de regime polí�co, que culminou com a
Carta Cons�tucional de 1988, os movimentos sociais
foram, sem dúvida, os grandes atores. Se tomarmos a
Cons�tuição de 1988 como o coroamento desse
processo, no qual os movimentos sociais ocuparam a
cena pública, vamos perceber que os valores
democrá�cos nela inscritos são inéditos como
experiência de sociedade, e não seria exagero dizer que a
sociedade brasileira de antes de 1964 não se
reconheceria na Carta de 1988, o que equivale a dizer
que o processo vivido nesses anos recentes logrou
estabelecer os fundamentos de uma nova sociedade
marcada, especialmente, pelo reconhecimento dos
direitos de cidadania que a sociedade passou a atribuir-
se através dos seus movimentos.
SILVEIRA, R. J. Revista Mediações, n. 1, jan.-jun. 2000
(adaptado). 
 
Com base no texto, a ação dos atores sociais
mencionados produziu o seguinte resultado:
a) Manipulação da memória nacional.
b) Subordinação do sistema judiciário.
c) Imposição dos discursos ideológicos.
d) Transformação da realidade histórica.
e) Destruição dos princípios tradicionais.
SOC0268 - (Enem PPL)
Há uma década, Alter (PA) e Santarém (PA) resgatam o
idioma de nheengatu — a língua mais falada no Brasil e
proibida em 1758 pela Coroa portuguesa — por meio do
ensino em 47 escolas. Uma delas é a Escola Indígena
Antônio de Sousa Pedroso, mais conhecida como Escola
Borari. A região é hoje repleta de mestres na�vos de
nheengatu. Nhe’eng significa “língua”, e “boa” é a
tradução de katu. Daí o nheengatu ou nhengatu (ou
língua geral), criado no século 16 pelos jesuítas a par�r
do tupi e criminalizado no século 18 por um decreto do
Marquês de Pombal.
LEMOS, S. Indígena ensina língua proibida pelos
portugueses na paradisíaca Alter (PA). Disponível em:
h�ps://tab.uol.com.br. Acesso em: 11 nov. 2021
(adaptado).
 
O ensino da língua mencionada no texto tem como
obje�vo a
a) resolução dos conflitos legais.
b) este�zação do dialeto regional.
c) grama�zação do vocabulário local.
d) valorização da tradição cultural.
e) reabilitação das autoridades polí�cas.
SOC0269 - (Enem PPL)
TEXTO I
 
40@professorferretto @prof_ferretto
TEXTO II
Pás Principal porto de entrada de africanos
escravizados no Brasil e nas Américas, o Cais do Valongo,
localizado no Rio de Janeiro (RJ), passou a integrar a lista
do Patrimônio Mundial da Organização das Nações
Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco)
em 1o de março de 2017. O Brasil recebeu perto de
quatro milhões de escravos durante os mais de três
séculos de duração do regime escravagista. Pelo Cais do
Valongo, na região portuária da cidade, passou
aproximadamente um milhão de africanos escravizados
em cerca de 40 anos, o que o tornou o maior porto
receptor de escravos do mundo.
FRAZÃO, F. Disponível em:
h�ps://agenciabrasil.ebc.com.br. Acesso em: 3 nov. 2021.
 
Ao ser reconhecido como Patrimônio Mundial pela
Unesco, o sí�o arqueológico mencionado inscreve-se
como
a) guardião da memória de povos oprimidos.
b) reduto da tradição de imigrantes estrangeiros.
c) região de celebrações de rituais cris�anizados.
d) depósito de fragmentos de artefatos arquitetônicos.
e) local de desembarque de nobres lusitanos.
SOC0270 - (Enem PPL)
Nas An�lhas, o jovem negro que, na escola, não para
de repe�r “nossos pais, os gauleses”, iden�fica-se com o
explorador, com o civilizador, com o branco que traz a
verdade aos selvagens, uma verdade toda branca. Há
iden�ficação, isto é, o jovem negro adota subje�vamente
uma a�tude de branco. Ele carrega o herói, que é branco,
com toda a sua agressividade — a qual, nessa idade,
assemelha-se estreitamente a uma dádiva: uma dádiva
carregada de sadismo.
FANON, F. Pele negra, máscaras brancas. Salvador:
Edu�a, 2008.
 
A reflexão do autor sobre o processo de socialização
apresentado no texto expõe qual elemento cons�tuidor
das relações sociais?
a) A violência estatal.
b) O racismo estrutural.
c) A opressão religiosa.
d) O desemprego crônico.
e) A desigualdade educacional.
SOC0271 - (Enem PPL)
Ana Maria [entrevistadora]: Vida de empreguete é tão
dura assim como vocês retratam no clipe?
Penha [empregada]: Olha, Ana, di�cil mesmo é aturar
cara de patroa ignorante que não sabe pedir as coisas
com educação.
Sonia [patroa]: Ana, eu acho que nós estamos vivendo
uma inversão total de valores, entende? Não somos nós
que precisamos das empregadas. Elas é que precisam do
emprego, precisam do dinheiro que nós pagamos.
Cida [empregada]: Até parece, dona Sonia, a senhora
precisa de mim até pra pegar água!
Sonia: Eu sou de um tempo em que os serviçais sabiam o
seu lugar!
Cida: Eu esqueci que a senhora pegou a época da
escravidão!
Ana Maria: Gente, eu só quis promover aqui uma
confraternização...
Chayenne [patroa]: Ana, pare tudo, porque agora eu
quero falar! Eu sou uma patroa que dou de tudo: eu dou
comida, eu dou quar�nho, eu dou sabão de coco pra elas
se lavarem, eu dou papel higiênico, eu dou copo, prato,
talher, tudo separado, sem descontar o salário!
Penha: Agora, pra �rar férias, como manda a lei, é um
sacri�cio! E ela viaja e quer que eu fique carregando a
mala dela. Eu não sou carregadora de mala, não!
MACEDO, R. M. Espelho mágico: produção e recepção de
imagens de empregadas domés�cas em uma telenovela
brasileira. Cadernos Pagu, n. 48, 2016.
 
O diálogo, extraído de uma telenovela brasileira exibida
em 2012, traduz o pensamento de uma sociedade
caracterizada pela presença de
a) símbolos da expansão de bens culturais.
b) avanços do número de contratos formais.
c) elementos do sistema do ca�veiro colonial.
d) progressos da venda de produtos midiá�cos.
e) signos da modernização de relações laborais.
SOC0289 - (Enem PPL)
As canções dos escravostornaram-se espetáculos em
eventos sociais e religiosos organizados pelos senhores e
chegaram a ser cantadas e representadas, ao longo do
século XIX, de forma estereo�pada e deprecia�va,
41@professorferretto @prof_ferretto
pelos blackfaces dos Estados Unidos e Cuba, e pelos
teatros de revista do Brasil. As canções escravas, sob a
forma de cakewalks ou lundus, despontavam
frequentemente no promissor mercado de par�turas
musicais, nos salões, nos teatros e até mesmo na
nascente indústria fonográfica – mas não
necessariamente seus protagonistas negros. O mundo do
entretenimento e dos empresários musicais atlân�cos
produziu atraentes diversões dançantes com base em
gêneros e ritmos iden�ficados com a população negra
das Américas.
ABREU, M. O legado das canções escravas nos Estados
Unidos e no Brasil: diálogos musicais no pós-abolição.
Revista Brasileira de História, n. 69, jan-jun. 2015.
 
A absorção de elementos da vivência escrava pela
nascente indústria do lazer, como demonstrada no texto,
caracteriza-se como
a) ação afirma�va.
b) missão civilizatória.
c) desobediência civil.
d) apropriação cultural.
e) comportamento xenofóbico.
SOC0290 - (Enem PPL)
Grileiro de terra
O jagunço falou com o caboclo
Conversando na sua varanda
Meu patrão vai tomar suas terras
Tá cercado por todas as bandas
Acho bom sair quanto antes
Pegue a sua família e se manda
Porque saibas que um mal acordo
É melhor do que boa demanda 
TAVIANO & TAVARES. Disponível em:
www.kboing.com.br. Acesso em: 16 abr. 2015
(fragmento).
 
A situação de conflito descrita é caracterís�ca de espaços
rurais onde ocorre o processo de
a) formação de sistema de parceria.
b) homologação de reservas extra�vistas.
c) falsificação de �tulos de propriedades.
d) terceirização de mão de obra empregada.
e) desagregação de organizações coopera�vistas.
SOC0291 - (Enem PPL)
A agenda escolar 2008 convida os alunos das escolas
municipais do Recife à leitura mensal de trechos de
poemas dos 12 ar�stas agraciados com estátuas desde
2005. Dessa maneira, esses alunos �veram acesso, em
cada mês do ano, a informações sobre as personalidades
retratadas no papel e no espaço público, lendo e
discu�ndo seus versos e visitando as esculturas
instaladas estrategicamente no centro da cidade. Trata-
se, em suma, de uma pedagogia do espaço público que
repousa no reconhecimento de personalidades e lugares
simbólicos para a cidade. De acordo com a prefeitura, o
i�nerário poé�co seria uma maneira de fazer reconhecer
talentos que embelezam os postais recifenses, além de
estreitar laços do cidadão com a cultura.
MACIEL, C. A. A.; BARBOSA, D. T. Democracia, espaços
públicos e imagens simbólicas da cidade do Recife. In:
CASTRO, I. E.; RODRIGUES, J. N.; RIBEIRO, R. W. (Org.).
Espaços da democracia. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil,
2013 (adaptado).
 
No texto, está descrita uma ação do poder público que
coloca a paisagem como um fator capaz de contribuir
para a
a) inclusão das minorias reprimidas.
b) consolidação dos direitos polí�cos.
c) redução de desigualdades de renda.
d) construção do sen�mento de pertencimento.
e) promoção do crescimento da economia.
SOC0293 - (Enem PPL)
A originalidade do Absolu�smo português talvez
esteja no fato de ter sido o regime polí�co europeu que
melhor sinte�zou a ideia do patrimonialismo estatal: os
recursos materiais da nação se confundindo com os bens
pessoais do monarca.
 
SOUSA, M. Disponível em:
www.turmadamonica.com.br. Acesso em: 16 abr. 2015.
A ironia expressa na �rinha representa uma crí�ca à
seguinte relação entre sociedade e natureza:
a) Perseguição étnica indígena.
b) Crescimento econômico predatório.
c) Modificação de prá�cas colonizadoras.
d) Comprome�mento de jazidas minerais.
e) Desenvolvimento de reservas extra�vistas.
SOC0294 - (Enem PPL)
42@professorferretto @prof_ferretto
Uma civilização é a en�dade cultural mais ampla. As
aldeias, as regiões, as etnias, as nacionalidades, os
segmentos religiosos, todos têm culturas dis�ntas em
diferentes níveis de heterogeneidade cultural. A cultura
de um vilarejo no sul da Itália pode ser diferente da de
um vilarejo no norte da Itália, mas ambos
compar�lharam uma cultura italiana comum que os
dis�ngue de vilarejos alemães. As comunidades
europeias, por sua vez, compar�lharão aspectos culturais
que as dis�nguem das comunidades chinesas ou hindus.
HUNTINGTON, S. P. O choque de civilizações. Rio de
Janeiro: Obje�va,1997.
 
De acordo com esse entendimento, a civilização é uma
construção cultural que se baseia na
a) atemporalidade dos valores universais.
b) globalização do mundo contemporâneo.
c) fragmentação das ações polí�cas.
d) centralização do poder estatal.
e) iden�dade dos grupos sociais.
SOC0283 - (Enem PPL)
Cargos nas áreas de educação, saúde, arte, mídia,
gestão, negócios e finanças são os que têm maior
probabilidade de sobreviver aos avanços da tecnologia,
aponta estudo da Universidade de Oxford. A crescente
informa�zação, porém, con�nuará a eliminar profissões,
principalmente aquelas que não exigem habilidades
cria�vas, sociais e percepção espacial mais sofis�cada.
SCHREIBER, M. Conheça as profissões “mais ameaçadas”
pela tecnologia. Disponível em: www.bbc.com. Acesso
em: 11 dez. 2018 (adaptado).
 
A análise do mundo do trabalho, conforme apresentada
no texto, assume um caráter determinista por restringir a
áreas específicas a u�lização de qual caracterís�ca?
a) Segurança previdenciária.
b) Capacidade inven�va.
c) Estabilidade funcional.
d) A�vidade qualificada.
e) Formalidade laboral.
SOC0285 - (Enem PPL)
Foi no século XVIII, nas terras de uma fazenda, que
surgiu a Vila Dis�nta e Real de Sobral. O desenvolvimento
da localidade se deu por estar próxima ao Rio Acaraú,
que ligava aos estados de Pernambuco, Piauí e
Maranhão. O tombamento de Sobral trouxe, ainda, como
peculiaridade no Ceará o envolvimento dos moradores.
Quem passa pela cidade pode ver construções que
trazem os es�los coloniais, eclé�cos, art déco e
vernaculares.
No interior do Ceará, município de Sobral guarda e arte
colonial brasileira. Disponível em:
h�tp://portal.iphan.gov.br. Acesso em: 14 jul. 2015
(adaptado).
 
A condição atribuída ao complexo arquitetônico da
cidade, conforme mencionada no texto, proporcionou a
a) harmonização de espaços sociais.
b) valorização de reservas ecológicas.
c) ampliação de conjuntos residenciais.
d) manutenção de comunidades de pescadores.
e) preservação de artefatos de memória.
SOC0286 - (Enem PPL)
Entre as muitas batalhas, destaca-se aquela voltada
para a dessegregação dos ônibus de Montgomery,
Alabama. O estopim foi a prisão da costureira Rosa Parks,
que se recusou a ceder seu assento a um homem branco.
O boicote aos ônibus teve início em dezembro de 1955. A
população negra preferia andar quilômetros a pé, todos
os dias, a sofrer as humilhações de um transporte
segregado.
Disponível em: h�p://cienciahoje.uol.com.br. Acesso
em: 30 mar. 2015 (adaptado).
 
O tema do texto refere-se a um movimento social que, na
longa duração da história norte-americana, exigia a
a) concre�zação de princípios socialistas.
b) abolição do trabalho compulsório.
c) proteção da militância polí�ca.
d) legi�mação do voto feminino.
e) extensão de direitos civis.
SOC0287 - (Enem PPL)
TEXTO I
O uso do Cerrado pelas populações indígenas estava
ligado a um caráter conservacionista e sagrado. A caça e
a pesca eram realizadas apenas para a subsistência. A
coleta recolhia apenas o que o Cerrado oferecia. A
agricultura com a produção de milho e tubérculos abria
apenas alguns clarões nas áreas de florestas decíduas. O
Cerrado era o fundamento central da existência dessas
tribos. Isso significa a sacralização dos elementos deste
bioma pelos grupos indígenas.
SILVA, E. B. D.; BORGES, J. A. Dos usos e reocupações do
Cerrado goiano: agroecologia como alterna�va. XI
EREGEO, Jataí-GO, 2009 (adaptado).
 
TEXTO II
43@professorferretto @prof_ferretto
O desenvolvimento sustentável é aquele que atende
às necessidades do presente sem comprometer a
capacidade de as gerações futuras atenderemde sí�os arqueológicos. 
e) medidas de salvaguarda de peças museológicas. 
SOC0193 - (Enem)
TEXTO I
Interseccionalidade: intercruzamento de desigualdades
que gera padrões complexos de discriminação.
 
TEXTO II
3@professorferretto @prof_ferretto
 
Considerando o conceito apresentando no Texto I e os
dados apresentados no Texto II, no Brasil, são fatores que
intensificam o fenômeno da discriminação:
a) Raça e gênero. 
b) Etnia e habitação. 
c) Idade e nupcialidade. 
d) Profissão e sexualidade. 
e) Escolaridade e fecundidade. 
SOC0070 - (Enem)
Nas úl�mas décadas, a capoeira está cada vez mais
presente no ambiente escolar, seja por intermédio de
estudantes que a pra�cam nos intervalos das aulas, seja
como parte das propostas curriculares de diversas
ins�tuições de ensino.
Disponível em: h�p://crv.educação.mg.gov.br
(adaptado).
 
Cada vez mais reconhecida, a capoeira é considerada a
14ª expressão ar�s�ca do país, registrada como
patrimônio imaterial pelo IPHAN. Sua prá�ca representa
nas escolas um(a) 
a) a�vidade que proporciona diálogo e inclusão para os
pra�cantes. 
b) alterna�va quer contraria o ECA (Estatuto da Criança e
do Adolescente). 
c) meio didá�co desvinculado da cultura popular. 
d) movimento teórico e intelectual sem práxis cole�va.
e) prá�ca sem vínculo iden�tário e cultural. 
SOC0054 - (Uel)
Referindo-se à Declaração Universal dos Direitos
Humanos (DUDH), em 2017, a então presidente da
Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal
Brasileiro, disse:
 
Se todas as nações �vessem seguido esse documento
[desde sua promulgação], nós não teríamos as mazelas
que a gente tem hoje no mundo e no Brasil,
principalmente. A impressão que eu tenho é que nenhum
governante lê a Declaração dos Direitos Humanos. Em
todo lugar que eu vou, eu leio alguns ar�gos que são
elementares. Tratam da liberdade, do direito à
alimentação, à saúde, à moradia. É lamentável que o
mundo não tenha dado passos importantes durante [esse
tempo].
Adaptado de: www12.senado.leg.br
 
Com base nos conhecimentos sobre a DUDH, considere
as afirma�vas a seguir.
 
I. Em alguns países desenvolvidos, as ameaças aos
direitos humanos vêm, também, na forma da negação de
direitos aos imigrantes, em manifestações de ódio racial
ou de discriminação sexual ou religiosa.
II. A ideia de “universal” con�da na DUDH indica
princípios que valem para todas as pessoas, de todos os
países, independentemente de etnia, raça, classe social,
religião ou qualquer outra condição.
III. Um dos fundamentos da DUDH é a noção de
“dignidade humana”: cada ser humano possui valor
intrínseco, isto é, em si mesmo, cons�tuindo-se,
portanto, como sujeito de direitos.
IV. As violações de direitos humanos previstas na DUDH
excluem aquelas pra�cadas por agentes e empresas
privadas, como, por exemplo, as referentes às relações de
trabalho.
 
Assinale a alterna�va correta. 
a) Somente as afirma�vas I e II são corretas. 
b) Somente as afirma�vas I e IV são corretas. 
c) Somente as afirma�vas III e IV são corretas. 
d) Somente as afirma�vas I, II e III são corretas. 
e) Somente as afirma�vas II, III e IV são corretas. 
SOC0083 - (Enem)
Parecer CNE/CP nº 3/2004, que ins�tuiu as Diretrizes
Curriculares Nacionais para a Educação das Relações
Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-
Brasileira e Africana. Procura-se oferecer uma resposta,
entre outras, na área da educação, à demanda da
população afrodescendente, no sen�do de polí�cas de
ações afirma�vas. Propõe a divulgação e a produção de
conhecimentos, a formação de a�tudes, posturas que
eduquem cidadãos orgulhosos de seu pertencimento
étnico-racial — descendentes de africanos, povos
indígenas, descendentes de europeus, de asiá�cos —
para interagirem na construção de uma nação
democrá�ca, em que todos igualmente tenham seus
direitos garan�dos.
BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Disponível em:
www.semesp.org.br. Acesso em: 21 nov. 2013
(adaptado).
 
A orientação adotada por esse parecer fundamenta uma
polí�ca pública e associa o princípio da inclusão social a 
a) prá�cas de valorização iden�tária. 
b) medidas de compensação econômica. 
c) disposi�vos de liberdade de expressão. 
d) estratégias de qualificação profissional. 
e) instrumentos de modernização jurídica.
4@professorferretto @prof_ferretto
SOC0056 - (Enem)
A sociedade burguesa moderna, que brotou das ruínas
da sociedade feudal, não aboliu os antagonismos de
classes. Não fez senão subs�tuir velhas classes, velhas
condições de opressão, velhas formas de luta por outras
novas. Entretanto, a nossa época, a época da burguesia,
caracteriza-se por ter simplificado os antagonismos de
classes.
MARX, K.; ENGELS, F. O manifesto comunista. São Paulo:
Paz e Terra, 1998.
 
Na perspec�va dos autores, os antagonismos entre as
classes sociais no capitalismo decorrem da separação
entre aqueles que detêm os meios de produção e
aqueles que 
a) vendem a força de trabalho. 
b) exercem a a�vidade comercial. 
c) possuem os �tulos de nobreza. 
d) controlam a propriedade da terra. 
e) monopolizam o mercado financeiro. 
SOC0195 - (Enem)
Nascidas o Líbano, as duas irmãs não puderam ser
registradas no país, porque lá é exigido que os nascidos
sejam filhos de pais e mães libaneses. Seus pais, de
nacionalidade síria, também não puderam registrá-las no
país de origem. Na Síria, crianças só são registradas por
pais oficialmente casados, o que não era o caso deles.
Disponível em: h�ps://agenciabrasi.ebc.com.br. Acesso
em: 7 nov. 2021.
 
Em situações como a apresentada no texto, as pessoas ao
nascerem já se encontram na condição sociopolí�ca de
a) exiladas. 
b) apátridas. 
c) foragidas. 
d) refugiadas. 
e) clandes�nas. 
SOC0189 - (Enem)
A dublagem é o novo campo a ser explorado pela
inteligência ar�ficial, e há empresas dedicadas a fazer
com que as vozes originais de atores sejam transpostas
para outros idiomas. A novidade reforça a tendência da
automação de postos de trabalho nas mais diversas
áreas. Tem potencial para facilitar a vida de estúdios e
produtoras e, ao mesmo tempo, tornar mais escassas as
oportunidades para dubladores e atores que trabalham
com isso.
GAGLIONI, C. Disponível em: www.nexojornal.com.br.
Acesso em: 25 ou. 2021.
 
A consequência da mudança tecnológica apresentada no
texto é a
a) proteção da economia nacional. 
b) valorização da cultura tradicional. 
c) diminuição da formação acadêmica. 
d) estagnação da manifestação ar�s�ca. 
e) ampliação do desemprego estrutural. 
SOC0084 - (Enem)
Estatuto da Frente Negra Brasileira (FNB)
Art. 1º – Fica fundada nesta cidade de São Paulo, para se
irradiar por todo o Brasil, a Frente Negra Brasileira, união
polí�ca e social da Gente Negra Nacional, para a
afirmação dos direitos históricos da mesma, em virtude
da sua a�vidade material e moral no passado e para
reivindicação de seus direitos sociais e polí�cos, atuais,
na Comunhão Brasileira.
Diário Oficial do Estado de São Paulo, 4 nov. 1931.
 
Quando foi fechada pela ditadura do Estado Novo, em
1937, a FNB caracterizava-se como uma organização 
a) polí�ca, engajada na luta por direitos sociais para a
população negra no Brasil. 
b) beneficente, dedicada ao auxílio dos negros pobres
brasileiros depois da abolição. 
c) paramilitar, voltada para o alistamento de negros na
luta contra as oligarquias regionais. 
d) democrá�co-liberal, envolvida na Revolução
Cons�tucionalista conduzida a par�r de São Paulo. 
e) internacionalista, ligada à exaltação da iden�dade das
populações africanas em situação de diáspora. 
SOC0100 - (Enem)
TEXTO I
5@professorferretto @prof_ferretto
 
TEXTO II
Metade da nova equipe da Nasa é composta por
mulheres
Até hoje, cerca de 350 astronautas americanos já
es�veram no espaço, enquanto as mulheres não chegam
a ser um terço desse número. Após o anúncio da turma
composta 50% mulheres, alguns internautas escreveram
comentários machistas e desrespeitosos sobre a escolha
nas redes sociais.
Disponível em: h�ps://catacralivre.com.br.suas
próprias necessidades.
COMISSÃO das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e
Desenvolvimento. Nosso futuro comum [Relatório
Brundtland]. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas,
1988.
 
Qual caracterís�ca presente no Texto II amplia a
concepção de conservação ambiental apresentada no
Texto I?
a) Mercan�lização da natureza.
b) Valorização cultural da paisagem.
c) Organização da produção familiar.
d) Manutenção da cobertura vegetal.
e) Preocupação com os descendentes.
SOC0298 - (Enem PPL)
Para dar conta do movimento histórico do processo
de inserção dos povos indígenas em contextos urbanos,
cuja memória reside na fala dos seus sujeitos, foi
necessário construir um método de inves�gação,
baseado na História Oral, que desvelasse essas vivências
ainda não estudadas pela historiografia, bem como as
confli�vas relações de fronteira daí decorrentes. A par�r
da história oral foi possível entender a dinâmica de
deslocamento e inserção dos índios urbanos no contexto
da sociedade nacional, bem como perceber os
entrelugares construídos por estes grupos étnicos na luta
pela sobrevivência e no enfrentamento da sua condição
de invisibilidade.
MUSSI, P. L. V. Tronco velho ou ponta da rama? A mulher
indígena terena nos entrelugares da fronteira urbana.
Patrimônio e Memória, n. 1, 2008.
 
O uso desse método para compreender as condições dos
povos indígenas nas áreas urbanas brasileiras jus�fica-se
por
a) focalizar a empregabilidade de indivíduos carentes de
especialização técnica.
b) permi�r o recenseamento de cidadãos ausentes das
esta�s�cas oficiais.
c) neutralizar as ideologias de observadores imbuídos de
viés acadêmico.
d) promover o retorno de grupos apartados de suas
nações de origem.
e) registrar as trajetórias de sujeitos distantes das
prá�cas de escrita.
SOC0299 - (Enem PPL)
Uma priva�zação do espaço maior do que aquela
proporcionada pelo quarto evidencia-se cada vez mais
nos séculos XVII e XVIII. Como as ruelles [espaço entre a
cama e a parede], as alcovas são espaços além do leito,
longe da porta que dá acesso à sala (ou à antecâmara,
nas casas da elite). Thomas Jefferson, tecnólogo do es�lo
século XVIII, mandou construir uma parede em torno de
sua cama a fim de fechar completamente o pequeno
cômodo além do leito — cômodo no qual só ele podia
entrar, descendo da cama do lado da ruelle.
RANUM, O. Os refúgios da in�midade. In: CHARTIER,
R. (Org.). História da vida privada: da Renascença ao
Século das Luzes. São Paulo: Cia. das Letras, 2009
(adaptado).
 
A par�r do século XVII, a história da casa, que foi se
modificando para atender aos novos hábitos dos
indivíduos, provocou o(a)
a) ampliação dos recintos.
b) iluminação dos corredores.
c) desvalorização da cozinha.
d) embelezamento dos jardins.
e) especialização dos aposentos.
SOC0300 - (Enem PPL)
O frevo é uma forma de expressão musical,
coreográfica e poé�ca, enraizada no Recife e em Olinda,
no estado de Pernambuco. O frevo é formado pela
grande mescla de gêneros musicais, danças, capoeira e
artesanato. É uma das mais ricas expressões da
inven�vidade e capacidade de realização popular na
cultura brasileira. Possui a capacidade de promover a
cria�vidade humana e também o respeito à diversidade
cultural. No ano de 2012, a Unesco proclamou o frevo
como Patrimônio Imaterial da Humanidade.
PORTAL BRASIL. Disponível em: www.brasil.gov.br.
Acesso em: 10 fev. 2013.
 
A caracterís�ca da manifestação cultural descrita que
jus�fica a sua condição de Patrimônio Imaterial da
Humanidade é a
a) conversão dos festejos em produto da elite.
b) expressão de sen�dos construídos cole�vamente.
c) dominação ideológica de um grupo étnico sobre
outros.
d) disseminação turís�ca internacional dos eventos
fes�vos.
e) iden�ficação de simbologias presentes nos
monumentos ar�s�cos.
SOC0302 - (Enem PPL)
44@professorferretto @prof_ferretto
É amplamente conhecida a grande diversidade
gastronômica da espécie humana. Frequentemente, essa
diversidade é u�lizada para classificações deprecia�vas.
Assim, no início do século, os americanos denominavam
os franceses de “comedores de rãs”. Os índios kaapor
discriminam os �mbiras chamando-os pejora�vamente
de “comedores de cobra”. E a palavra po�guara pode
significar realmente “comedores de camarão”. As pessoas
não se chocam apenas porque as outras comem coisas
variadas, mas também pela maneira que agem à mesa.
Como u�lizamos garfos, surpreendemo-nos com o uso
dos palitos pelos japoneses e das mãos por certos
segmentos de nossa sociedade.
LARAIA, R. Cultura: um conceito antropológico. São
Paulo: Jorge Zahar, 2001 (adaptado).
 
O processo de estranhamento citado, com base em um
conjunto de representações que grupos ou indivíduos
formam sobre outros, tem como causa o(a)
a) reconhecimento mútuo entre povos.
b) etnocentrismo recorrente entre populações.
c) comportamento hos�l em zonas de conflito.
d) constatação de agressividade no estado de natureza.
e) transmutação de valores no contexto da modernidade.
SOC0303 - (Enem PPL)
Tal como foi concebido, o desenvolvimento da
Amazônia pressupunha o desmatamento. Muitas forças
foram envolvidas e cons�tuíram uma teia de múl�plos
interesses: as ins�tuições financeiras internacionais, a
tecnocracia militar e civil, as elites regionais e nacionais,
as corporações transnacionais, os madeireiros, os colonos
sem terra e os garimpeiros.
SANTOS, L. G. Poli�zar as novas tecnologias: o
impacto sociotécnico da informação digital e gené�ca.
São Paulo: Editora 34, 2003 (adaptado).
 
O modo de exploração descrito opõe-se a um modelo de
desenvolvimento que
a) gera empregos formais.
b) possibilita lucros imediatos.
c) maximiza a�vidades de extração.
d) reitera a dependência econômica.
e) promove a conservação de recursos.
SOC0304 - (Enem PPL)
O Morro do Vidigal é um clássico do Rio de Janeiro. A
vista dá para Ipanema e a favela é pequena e
rela�vamente segura. Aos poucos, casas de um padrão
mais alto estão sendo construídas. Ar�stas plás�cos e
gringos compraram imóveis ali. Os moradores recebem
propostas atraentes e se mudam. Não são propostas
milionárias. Apenas o suficiente para se transferirem para
um lugar mais longe e um pouco melhor. Os novos
habitantes, aos poucos, impõem uma nova ro�na e uma
nova cara.
NOGUEIRA, K. O que é gentrificação e por que ela está
gerando tanto barulho no Brasil. Disponível em:
www.diariodocentrodomundo.com.br. Acesso em: 7 jul.
2015 (adaptado).
 
O texto discute um processo em curso em várias cidades
brasileiras. Uma consequência socioespacial desse
processo é a
a) expansão horizontal da área local.
b) expulsão velada da população pobre.
c) alocação imprópria de recursos públicos.
d) priva�zação indevida do território urbano.
e) remoção forçada de residências irregulares.
SOC0305 - (Enem PPL)
A elaboração da Lei n. 11.340/06 (Lei Maria da Penha)
par�u, em grande medida, de uma perspec�va crí�ca aos
resultados ob�dos pela criação dos Juizados Especiais
Criminais direcionada à banalização do conflito de
gênero, observada na prá�ca corriqueira da aplicação de
medidas alterna�vas correspondentes ao pagamento de
cestas básicas pelos acusados.
VASCONCELOS, F. B. Disponível em:
www.cartacapital.com.br. Acesso em: 11 dez. 2012
(adaptado).
 
No contexto descrito, a lei citada pode alterar a situação
da mulher ao proporcionar sua
a) atuação como provedora do lar.
b) inserção no mercado de trabalho.
c) presença em ins�tuições policiais.
d) proteção contra ações de violência.
e) par�cipação enquanto gestora pública.
SOC0306 - (Enem PPL)
Uma criança com deficiência mental deve ser man�da
em casa ou mandada a uma ins�tuição? Um parente
mais velho que costuma causar problemas deve ser
cuidado ou podemos pedir que vá embora? Um
casamento infeliz deve ser prolongado pelo bem das
crianças?
MURDOCH, I. A soberania do bem. São Paulo: Unesp,
2013.
 
Os ques�onamentos apresentados no texto possuem
uma relevância filosófica à medida que problema�zam
45@professorferretto @prof_ferretto
conflitos que estão nos domínios da
a) polí�ca e da esfera pública.
b)teologia e dos valores religiosos.
c) lógica e da validade dos raciocínios.
d) é�ca e dos padrões de comportamento.
e) epistemologia e dos limites do conhecimento.
SOC0307 - (Enem PPL)
Num país que conviveu com o trabalho escravo
durante quatro séculos, o trabalho domés�co é ainda
considerado um subemprego. E os indivíduos que atuam
nessa área são, muitas vezes, vistos pelos patrões como
um mal necessário: é preciso ter em casa alguém que
limpe o banheiro, lave a roupa, �re o pó e arrume a
gaveta. Existe uma inegável desvalorização das a�vidades
domés�cas em relação a outros �pos de trabalho.
RANGEL, C. Domés�cas: nascer, deixar, permanecer
ou simplesmente estar. In: SOUZA, E. (Org.). Negritude,
cinema e educação. Belo Horizonte: Mazza, 2011
(adaptado).
 
Objeto de legislação recente, o enfrentamento do
problema mencionado resultou na
a) criação de novos o�cios.
b) ampliação de direitos sociais.
c) redução da desigualdade de gênero.
d) fragilização da representação sindical.
e) erradicação da a�vidade informal.
SOC0308 - (Enem PPL)
Quer um conselho? Vá conhecer alguma coisa da terra
e deixe os homens em paz... Os homens mudam, a terra
é inalterável. Vá por aí dentro, embrenhe-se pelo interior
e observe alguma coisa de proveitoso. Aqui na capital só
encontrará casas mais altas, ruas mais cheias e coisas
parecidas ao que de igual existe em todas as cidades
modernas. Mas ao contato com a terra você sen�rá o que
não pode sen�r nas avenidas asfaltadas.
LOBATO, M. Loba�ana: meio ambiente. São Paulo:
Brasiliense, 1985.
 
O texto literário evidencia uma percepção dual sobre a
cidade e o campo, fundamentada na ideia de
a) progresso cien�fico.
b) evolução da sociedade.
c) valorização da natureza.
d) racionalidade econômica.
e) democra�zação do espaço.
SOC0309 - (Enem PPL)
Ao longo dos úl�mos 500 anos, o Brasil viu suas
fronteiras do litoral expandirem-se para o interior. É
apenas lógico que a Amazônia tenha sido a úl�ma
fronteira a ser conquistada e subme�da aos ditames da
agricultura, pecuária, lavoura e silvicultura. A
incorporação recente das áreas amazônicas à exploração
capitalista tem resultado em implicações problemá�cas,
dentre elas a destruição do rico patrimônio natural da
região.
NITSCH, M. O futuro da Amazônia: questões crí�cas,
cenários crí�cos. Estudos Avançados, n. 46, dez. 2002.
 
Na situação descrita, a destruição do patrimônio natural
dessa área destacada é explicada pelo(a)
a) distribuição da população ribeirinha.
b) patenteamento das espécies na�vas.
c) expansão do transporte hidroviário.
d) desenvolvimento do agronegócio.
e) aumento da a�vidade turís�ca.
SOC0310 - (Enem PPL)
As primeiras ações acerca do patrimônio histórico no
Brasil datam da década de 1930, com a criação do Serviço
do Patrimônio Histórico e Ar�s�co Nacional (SPHAN), em
1937. Nesse período, o conceito que norteou a polí�ca
de patrimônio limitou-se aos monumentos
arquitetônicos relacionados ao passado brasileiro e
vinculava-se aos ideais modernistas de conhecer,
compreender e recriar o Brasil por meio da valorização
da tradição.
SANTOS, G. Poder e patrimônio histórico:
possibilidades de diálogo entre educação histórica e
educação patrimonial no ensino médio. EntreVer, n. 2,
jan.-jul. 2012.
 
Considerando o contexto mencionado, a criação dessa
polí�ca patrimonial obje�vou a
a) consolidação da historiografia oficial.
b) definição do mercado cultural.
c) afirmação da iden�dade nacional.
d) divulgação de sí�os arqueológicos.
e) universalização de saberes museológicos.
SOC0311 - (Enem PPL)
46@professorferretto @prof_ferretto
A evolução na estrutura etária apresentada influenciou o
Estado a formular ações para
a) garan�r a igualdade de gênero.
b) priorizar a construção de escolas.
c) reestruturar o sistema previdenciário.
d) inves�r no controle da natalidade.
e) fiscalizar a entrada de imigrantes.
SOC0312 - (Enem PPL)
O rapaz que pretende se casar não nasceu com esse
impera�vo. Ele foi insuflado pela sociedade, reforçado
pelas incontáveis pressões de histórias de família,
educação, moral, religião, dos meios de comunicação e
da publicidade. Em outras palavras, o casamento não é
um ins�nto, e sim uma ins�tuição.
BERGER, P. Perspec�vas sociológicas: uma visão
humanís�ca. Petrópolis: Vozes, 1986 (adaptado).
 
O casamento, conforme é tratado no texto, possui como
caracterís�ca o(a)
a) consolidação da igualdade sexual.
b) ordenamento das relações sociais.
c) conservação dos direitos naturais.
d) superação das tradições culturais.
e) ques�onamento dos valores cristãos.
SOC0314 - (Enem PPL)
TEXTO I
Frantz Fanon publicou pela primeira vez, em 1952, seu
estudo sobre colonialismo e racismo, Pele negra,
máscaras brancas. Ao dizer que “para o negro, há
somente um des�no” e que esse des�no é branco, Fanon
revelou que as aspirações de muitos povos colonizados
foram formadas pelo pensamento colonial
predominante.
BUCKINGHAM, W. et al. O livro da filosofia. São Paulo:
Globo, 2011 (adaptado).
 
TEXTO II
Mesmo que não queiramos cobrar desses
estabelecimentos (salões de beleza) uma eficácia polí�ca
nos moldes tradicionais da militância, uma vez que são
estabelecimentos comerciais e não en�dades do
movimento negro, o fato é que, ao se autodenominarem
“étnicos” e se apregoarem como divulgadores de uma
autoimagem posi�va do negro em uma sociedade racista,
os salões se colocam no cerne de uma luta polí�ca e
ideológica.
GOMES, N. Corpo e cabelo como símbolos da
iden�dade negra. Disponível em: www.rizoma.ufsc.br.
Acesso em: 13 fev. 2013.
 
Os textos apresentam uma mudança relevante na
cons�tuição iden�tária frente à discriminação racial. No
Brasil, o desdobramento dessa mudança revela o(a)
a) valorização de traços culturais.
b) u�lização de resistência violenta.
c) fortalecimento da organização par�dária.
d) enfraquecimento dos vínculos comunitários.
e) aceitação de estruturas de submissão social.
SOC0315 - (Enem PPL)
Enquanto persis�rem as grandes diferenças sociais e
os níveis de exclusão que conhecemos hoje no Brasil, as
polí�cas sociais compensatórias serão indispensáveis.
SACHS, I. Inclusão social pelo trabalho decente.
Revista de Estudos Avançados, n. 51, ago. 2004.
 
As ações referidas são legi�madas por uma concepção de
polí�ca pública
a) focada no vínculo clientelista.
b) pautada na liberdade de inicia�va.
c) baseada em relações de parentesco.
d) orientada por organizações religiosas.
e) centrada na regulação de oportunidades.
SOC0316 - (Enem PPL)
No Brasil, assim como em vários outros países, os
modernos movimentos LGBT representam um desafio às
formas de condenação e perseguição social contra
desejos e comportamentos sexuais an�convencionais
associados à vergonha, imoralidade, pecado,
degeneração, doença. Falar do movimento LGBT implica,
47@professorferretto @prof_ferretto
portanto, chamar a atenção para a sexualidade como
fonte de es�gmas, intolerância, opressão.
SIMÕES, J. Homossexualidade e movimento LGBT:
es�gma, diversidade e cidadania. In: BOTELHO, A.;
SCHWARCZ, L. M. Cidadania, um projeto em construção.
São Paulo: Claro Enigma, 2012 (adaptado).
 
O movimento social abordado jus�fica-se pela defesa do
direito de
a) organização sindical.
b) par�cipação par�dária.
c) manifestação religiosa.
d) formação profissional.
e) afirmação iden�tária.
SOC0318 - (Enem PPL)
A polí�ca de pacificação não resolve todos os
problemas da favela carioca, ela é apenas um primeiro
indispensável passo para que seus moradores sejam
tratados como cidadão. As Unidades de Polícia
Pacificadora (UPPs) recuperaram um território que estava
ocupado por bandidos com armas de guerra,
subs�tuíram a opressão de criminosos pela jus�ça formal
do Estado. [Mas] se a UPP não for seguida por escola,
hospital, saneamento, defensoria pública, emprego,
daqui a pouco a polícia de ocupação terá que ir embora
das favelas por inú�l. Ou será obrigada a exercer a
mesma opressão que o tráfico exercia para se proteger.
CACÁ DIEGUES. A contrapar�da do lucro. O Globo, 28
jul. 2012.
 
Para o autor, a consolidação da cidadania nascomunidades carentes está condicionada à
a) efe�vação de direitos sociais.
b) con�nuidade da ação ofensiva.
c) superação dos conflitos de classe.
d) interferência de en�dades religiosas.
e) integração das forças de segurança.
SOC0319 - (Enem PPL)
A luta contra o racismo, no Brasil, tomou um rumo
contrário ao imaginário nacional e ao consenso cien�fico,
formado a par�r dos anos 1930. Por um lado, o
Movimento Negro Unificado, assim como as demais
organizações negras, priorizaram em sua luta a
desmis�ficação do credo da democracia racial, negando o
caráter cordial das relações raciais e afirmando que, no
Brasil, o racismo está entranhado nas relações sociais. O
movimento aprofundou, por outro lado, sua polí�ca de
construção de iden�dade racial, chamando de “negros”
todos aqueles com alguma ascendência africana, e não
apenas os “pretos”.
GUIMARÃES, A. S. A. Classes, raças e democracia. São
Paulo: Editora 34, 2012.
 
A estratégia u�lizada por esse movimento �nha como
obje�vo
a) eliminar privilégios de classe.
b) alterar injus�ças econômicas.
c) combater discriminações étnicas.
d) iden�ficar preconceitos religiosos.
e) reduzir as desigualdades culturais.
SOC0313 - (Enem PPL)
O racismo ins�tucional é a negação cole�va de uma
organização em prestar serviços adequados para pessoas
por causa de sua cor, cultura ou origem étnica. Pode estar
associado a formas de preconceito inconsciente,
desconsideração e reforço de estereó�pos que colocam
algumas pessoas em situações de desvantagem.
GIDDENS, A. Sociologia. Porto Alegre: Penso, 2012
(adaptado).
 
O argumento apresentado no texto permite o
ques�onamento de pressupostos de universalidade e
jus�fica a ins�tucionalização de polí�cas an�rracismo. No
Brasil, um exemplo desse �po de polí�ca é a
a) reforma do Código Penal.
b) elevação da renda mínima.
c) adoção de ações afirma�vas.
d) revisão da legislação eleitoral.
e) censura aos meios de comunicação.
SOC0320 - (Enem PPL)
No primeiro semestre do ano de 2009, o Supremo
Tribunal Federal (STF), a mais alta corte judicial brasileira,
prolatou decisão referente ao polêmico caso envolvendo
a demarcação da reserva indígena Raposa Serra do Sol,
onde habitam aproximadamente dezenove mil índios
aldeados nas tribos Macuxi, Wapixana, Taurepang,
Ingarikó e Paramona – em julgamento paradigmá�co que
estabeleceu uma série de conceitos e diretrizes válidas
não só para o caso em questão, mas para todas as
reservas indígenas demarcadas ou em processo de
demarcação no Brasil.
SALLES, D. J. P. C. Disponível em: www.ambito-
juridico.com.br. Acesso em: 30 jul. 2013 (adaptado).
 
A demarcação de terras indígenas, conforme o texto,
evidencia a
48@professorferretto @prof_ferretto
a) ampliação da população indígena na região.
b) função do Direito na organização da sociedade.
c) mobilização da sociedade civil pela causa indígena.
d) diminuição do preconceito contra os índios no Brasil.
e) pressão de organismos internacionais em defesa dos
índios brasileiros.
SOC0322 - (Enem PPL)
Penso, pois, que o Carnaval põe o Brasil de ponta-
cabeça. Num país onde a liberdade é privilégio de uns
poucos e é sempre lida por seu lado legal e cívico, a festa
abre nossa vida a uma liberdade sensual, nisso que o
mundo burguês chama de liber�nagem. Dando livre
passagem ao corpo, o Carnaval des�tui posicionamentos
sociais fixos e rígidos, permi�ndo a “fantasia”, que
inventa novas iden�dades e dá uma enorme elas�cidade
a todos os papéis sociais reguladores.
DAMATTA, R. O que o Carnaval diz do Brasil.
Disponível em: h�p://revistaepoca.globo.com. Acesso
em: 29 fev. 2012.
 
Ressaltando os seus aspectos simbólicos, a abordagem
apresentada associa o Carnaval ao(à)
a) inversão de regras e ro�nas estabelecidas.
b) reprodução das hierarquias de poder existentes.
c) submissão das classes populares ao poder das elites.
d) proibição da expressão cole�va dos anseios de cada
grupo.
e) consagração dos aspectos autoritários da sociedade
brasileira.
SOC0323 - (Enem PPL)
O padrão da pirâmide etária ilustrada apresenta
demanda de inves�mentos socioeconômicos para a
a) redução da mortalidade infan�l.
b) promoção da saúde dos idosos.
c) resolução do déficit habitacional.
d) garan�a da segurança alimentar.
e) universalização da educação básica.
SOC0325 - (Enem PPL)
DAHMER, A. Disponível em:
h�p://malvados.wordpress.com. Acesso em: 11 dez.
2012.
 
Analisar o processo atual de circulação e de
armazenamento de determinados bens culturais diante
da transformação decorrente do impacto de novas
tecnologias indica que hoje
a) as músicas e os textos têm privilegiado um formato
digital, tornando inadmissível sua acumulação.
b) a rede mundial de computadores acaba com o
chamado direito autoral, que é inaplicável em relações
virtuais.
c) a segurança e a inclusão digital são problemas,
expondo a impossibilidade de realizar um comércio
feito on-line.
d) as mídias digitais e a internet permi�ram maior fluxo
desses produtos, pois seu acúmulo independe de
grandes bases materiais.
e) a pirataria é o recurso u�lizado pelos consumidores,
visto que são impedidos de adquirir legalmente algo
desprovido de suporte �sico.
SOC0326 - (Enem PPL)
49@professorferretto @prof_ferretto
A imagem retrata uma prá�ca cultural brasileira cuja raiz
histórica está associada à
a) liberdade religiosa.
b) migração forçada
c) devoção ecumênica.
d) a�vidade missionária.
e) mobilização polí�ca.
SOC0327 - (Enem PPL)
De alcance nacional, o Movimento dos Trabalhadores
Rurais Sem Terra (MST) representa a incorporação à vida
polí�ca de parcela importante da população,
tradicionalmente excluída pela força do la�fúndio.
Milhares de trabalhadores rurais se organizaram e
pressionaram o governo em busca de terra para cul�var e
de financiamento de safras. Seus métodos ― a invasão
de terras públicas ou não cul�vadas ― tangenciam a
ilegalidade, mas, tendo em vista a opressão secular de
que foram ví�mas e a extrema len�dão dos governos em
resolver o problema agrário, podem ser considerados
legí�mos.
CARVALHO, J. M. Cidadania no Brasil: o longo caminho.
Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2006 (adaptado).
 
Argumenta-se que as reivindicações apresentadas por
movimentos sociais, como o descrito no texto, têm como
obje�vo contribuir para o processo de
a) inovação ins�tucional.
b) organização par�dária.
c) renovação parlamentar.
d) esta�zação da propriedade.
e) democra�zação do sistema.
SOC0328 - (Enem PPL)
Flor da negritude
Nascido numa casa an�ga, pequena, com grande
quintal arborizado, localizada no subúrbio de Lins de
Vasconcelos, o Renascença Clube foi fundado por 29
sócios, todos negros. Buscava-se instaurar, por meio do
Renascença, um campo de relações em que os filhos de
famílias negras bem-sucedidas pudessem encontrar
pessoas consideradas do mesmo nível social e cultural,
para fins de amizade ou casamento. Os homens usavam
trajes obrigatoriamente formais, flores na lapela, às vezes
de summer ou até de fraque. As mulheres se ves�am
com muitas sedas, ce�ns e rendas, não esquecendo as
luvas e os chapéus.
GIACOMINI, S. M. Revista de História da Biblioteca
Nacional, 19 set. 2007 (adaptado).
 
No início dos anos 1950, a fundação do Renascença
Clube, como espaço de convivência, demonstra o(a)
a) inexperiência associa�va que levou a elite negra a
imitar os clubes dos brancos
b) isolamento da comunidade destacada que ignorava a
democracia racial brasileira.
c) interesse de um grupo de negros na afirmação social
para se livrar do preconceito.
d) existência de uma elite negra imune ao preconceito
pela posição social que ocupava.
e) criação de um racismo inver�do que impedia a
presença de pessoas brancas nesses clubes.
SOC0329 - (Enem PPL)
Uma fábrica na qual os operários fossem, efe�va e
integralmente, simples peças de máquinas executando
cegamente as ordens da direção pararia em quinze
minutos. O capitalismo só pode funcionar com a
contribuição constante da a�vidade propriamente
humana de seus subjugados que, ao mesmo tempo,
tenta reduzir e desumanizar o mais possível.
CASTORIADIS,C. A ins�tuição imaginária da
sociedade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982.
 
O texto destaca, além da dinâmica material do
capitalismo, a importância da dimensão simbólica da
sociedade, que consiste em
50@professorferretto @prof_ferretto
a) elaborar significações e valores no mundo para dotá-lo
de um sen�do que transcende a concretude da vida.
b) estabelecer relações lúdicas entre a vida e a realidade
sem a pretensão de transformar o mundo dos
homens.
c) atuar sobre a vivência real e modificá-la para
estabelecer relações interpessoais baseadas no
interesse mútuo.
d) criar discursos des�nados a exercer o convencimento
sobre audiências, independentemente das posições
defendidas.
e) defender a caridade como realização pessoal, por
meio de prá�cas assistenciais, na defesa dos menos
favorecidos.
SOC0331 - (Enem PPL)
OITICICA, H. Parangolé. Disponível em:
www.muhka.be. Acesso em: 23 maio 2012.
 
Inspirada em fantasias de Carnaval, a arte apresentada se
opunha à concepção de patrimônio vigente nas décadas
de 1960 e 1970 na medida em que
a) se apropriava das expressões da cultura popular para
produzir uma arte efêmera des�nada ao protesto.
b) resgatava símbolos ameríndios e africanos para se
adaptar a exposições em espaços públicos.
c) absorvia elementos gráficos da propaganda para criar
objetos comercializáveis pelas galerias.
d) valorizava elementos da arte popular para construir
representações da iden�dade brasileira.
e) incorporava elementos da cultura de massa para
atender às exigências dos museus.
SOC0332 - (Enem PPL)
Nossas vidas são dominadas não só pelas inu�lidades
de nossos contemporâneos, como também pelas de
homens que já morreram há várias gerações. Além disso,
cada inu�lidade ganha credibilidade e reverência com
cada década passada desde sua promulgação. Isso
significa que cada situação social em que nos
encontramos não só é definida por nossos
contemporâneos, como ainda predefinida por nossos
predecessores. Esse fato é expresso no aforismo segundo
o qual os mortos são mais poderosos que os vivos.
BERGER, P. Perspec�vas sociológicas: uma visão
humanís�ca. Petrópolis: Vozes, 1986 (adaptado).
 
Segundo a perspec�va apresentada no texto, os
indivíduos de diferentes gerações convivem, numa
mesma sociedade, com tradições que
a) permanecem como determinações da organização
social.
b) promovem o esquecimento dos costumes.
c) configuram a superação de valores.
d) sobrevivem como heranças sociais.
e) atuam como ap�dões ins�n�vas.
SOC0334 - (Enem PPL)
A �rinha compara dois veículos de comunicação,
atribuindo destaque à
a) resistência do campo virtual à adulteração de dados.
b) intera�vidade dos programas de entretenimento
abertos.
c) confiança do telespectador nas no�cias veiculadas.
d) credibilidade das fontes na esfera computacional.
e) autonomia do internauta na busca de informações.
SOC0336 - (Enem PPL)
O reconhecimento da união homoafe�va levou o
debate à esfera pública, dividindo opiniões. Apesar da
grande repercussão gerada pela mídia, a população ainda
não se faz suficientemente esclarecida, confundindo o
conceito de união estável com casamento. Apesar de ter
sido legi�mado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o
reconhecimento da união homoafe�va é fruto do
protagonismo dos movimentos sociais como um todo.
51@professorferretto @prof_ferretto
ARÊDES, N.; SOUZA, I.; FERREIRA, E. Disponível em:
h�p://reporterpontocom.wordpress.com. Acesso em: 1
mar. 2012 (adaptado).
 
As decisões em favor das minorias, tomadas pelo Poder
Judiciário, foram possíveis pela organização desses
grupos. Ainda que não sejam assimiladas por toda a
população, essas mudanças
a) contribuem para a manutenção da ordem social.
b) reconhecem a legi�midade desses pleitos.
c) dependem da inicia�va do Poder Legisla�vo Federal.
d) resultam na celebração de um consenso polí�co.
e) excedem o princípio da isonomia jurídica.
SOC0337 - (Enem PPL)
Dubai é uma cidade-estado planejada para estarrecer
os visitantes. São tamanhos e formatos grandiosos, em
hotéis e centros comerciais reluzentes, numa colagem de
es�los e atrações que parece testar diariamente os
limites da arquitetura voltada para o lazer. O maior
shopping do tórrido Oriente Médio abriga uma pista de
esqui, a orla do Golfo Pérsico ganha milionárias ilhas
ar�ficiais, o centro financeiro anuncia para breve a torre
mais alta do mundo (a Burj Dubai) e tem ainda o projeto
de um campo de golfe coberto! Coberto e refrigerado,
para usar com sol e chuva, inverno e verão.
Disponível em: h�p://viagem.uol.com.br. Acesso em: 30
jul. 2012 (adaptado).
 
No texto, são descritas algumas caracterís�cas da
paisagem de uma cidade do Oriente Médio. Essas
caracterís�cas descritas são resultado do(a)
a) criação de territórios polí�cos estratégicos.
b) preocupação ambiental pautada em decisões
governamentais.
c) u�lização de tecnologia para transformação do espaço.
d) demanda advinda da extração local de combus�veis
fósseis.
e) emprego de recursos públicos na redução de
desigualdades sociais.
SOC0338 - (Enem PPL)
Mediante o Código de Posturas de 1932, o poder
público enumera e prevê, para os habitantes de
Fortaleza, uma série de proibições condicionadas pela
hora: após as 22 horas era vetada a emissão de sons em
volume acentuado. O uso de buzinas, sirenes, vitrolas,
motores ou qualquer objeto que produzisse barulho seria
punido com multa. No início dos anos 1940 o úl�mo
bonde par�a da Praça do Ferreira às 23 horas.
SILVA FILHO, A. L. M. Fortaleza: imagens da cidade.
Fortaleza: Museu do Ceará; Secult, 2001 (adaptado).
 
Como Fortaleza, muitas capitais brasileiras
experimentaram, na primeira metade do século XX, um
novo �po de vida urbana, marcado por condutas que
evidenciam uma
a) experiência temporal regida pelo tempo orgânico e
pessoal.
b) experiência que flexibilizava a obediência ao tempo do
relógio.
c) relação de códigos que es�mulavam o trânsito de
pessoas na cidade.
d) norma�zação do tempo com vistas à disciplina dos
corpos na cidade.
e) cultura urbana capaz de conviver com diferentes
experiências temporais.
SOC0340 - (Enem PPL)
O ícone dos conflitos que assolam a região da bacia
do Xingu na atualidade é o projeto da hidrelétrica de Belo
Monte. Prevista para ser implantada no Médio Xingu,
tem a capacidade de gerar, segundo os estudos da
Eletronorte, 11 mil megawa�s de energia, o que faria
dela a segunda maior hidrelétrica do Brasil. Entre
adesivos que refletem o teor polêmico do projeto — “Eu
quero Belo Monte” e “Fora Belo Monte” —, os
moradores de Altamira, cidade polo da região onde a
usina deverá ser construída, se dividem.
MARTINHO, N. O coração do Brasil. Horizonte
Geográfico, n. 129, jun. 2010 (adaptado).
 
Na polêmica apresentada, de acordo com a perspec�va
dos trabalhadores da região, um argumento favorável e
outro contrário à implementação do projeto estão,
respec�vamente, na
a) urbanização da periferia e valorização dos imóveis
rurais.
b) recuperação da autoes�ma e criação de empregos
qualificados.
c) expansão de lavouras e crescimento do assalariamento
agrícola.
d) captação de inves�mentos e expropriação dos
posseiros pobres.
e) adoção do preservacionismo e estabelecimento de
reservas permanentes.
SOC0341 - (Enem PPL)
52@professorferretto @prof_ferretto
As novas tecnologias foram massificadas, alcançando e
impactando de diferentes formas os lugares. A ironia
proposta pela charge indica que o acesso à tecnologia
está
a) vinculado a mudanças na paisagem.
b) garan�do de forma equita�va aos cidadãos.
c) priorizado para resolver as desigualdades.
d) relacionado a uma ação redentora na vida social.
e) dissociado de revoluções na realidade socioespacial.
SOC0342 - (Enem PPL)
O cartum evidencia um desafio que o tema da inclusão
social impõe às democracias contemporâneas. Esse
desafio exige a combinação entre
a) par�cipação polí�ca e formação profissional
diferenciada.
b) exercício da cidadania e polí�cas de transferência de
renda.
c) modernização das leis e ampliação do mercado de
trabalho.
d) universalização de direitose reconhecimento das
diferenças.
e) crescimento econômico e flexibilização dos processos
sele�vos.
SOC0343 - (Enem PPL)
Confidência do itabirano
De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço:
esta pedra de ferro, futuro aço do Brasil;
este São Benedito do velho santeiro Alfredo Durval;
este couro de anta, estendido no sofá de visitas;
este orgulho, esta cabeça baixa.
Tive ouro, �ve gado, �ve fazendas.
Hoje sou funcionário público.
Itabira é apenas uma fotografia na parede. Mas como
dói.
ANDRADE, C. D. Sen�mento do mundo. São Paulo:
Cia. das Letras, 2012 (fragmento).
 
O poeta pensa a região como lugar, pleno de afetos. A
longa história da ocupação de Minas Gerais, iniciada com
a mineração, deixou marcas que se atualizam em Itabira,
pequena cidade onde nasceu o poeta. Nesse sen�do, a
evocação poé�ca indica o(a)
a) pujança da natureza resis�ndo à ação humana.
b) sen�do de con�nuidade do progresso.
c) cidade como imagem posi�va da iden�dade mineira.
d) percepção da cidade como paisagem da memória.
e) valorização do processo de ocupação da região.
SOC0344 - (Enem PPL)
Maria da Penha
Você não vai ter sossego na vida, seu moço 
Se me der um tapa
Da dona “Maria da Penha” 
Você não escapa
O bicho pegou, não tem mais a banca 
De dar cesta básica, amor
Vacilou, tá na tranca
Respeito, afinal, é bom e eu gosto
[...]
 
Não vem que eu não sou
Mulher de ficar escutando esculacho 
Aqui o buraco é mais embaixo
53@professorferretto @prof_ferretto
A nossa paixão já foi tarde
[...]
 
Se quer um conselho, não venha 
Com essa arrogância ferrenha 
Vai dar com a cara
Bem na mão da “Maria da Penha”.
ALCIONE. De tudo o que eu gosto. 
Rio de Janeiro: Indie; Warner, 2007.
 
A letra da canção faz referência a uma inicia�va
des�nada a combater um �po de desrespeito e exclusão
social associado, principalmente, à(s)
a) mudanças decorrentes da entrada da mulher no
mercado de trabalho.
b) formas de ameaça domés�ca que se restringem à
violência �sica.
c) relações de gênero socialmente construídas ao longo
da história.
d) violência domés�ca contra a mulher relacionada à
pobreza.
e) ingestão excessiva de álcool pelos homens.
SOC0345 - (Enem PPL)
Sempre teceremos panos de seda 
E nem por isso ves�remos melhor 
Seremos sempre pobres e nuas
E teremos sempre fome e sede
Nunca seremos capazes de ganhar tanto
Que possamos ter melhor comida.
CHRÉTIEN DE TROYES. Yvain ou le chevalier au lion
(1177-1181). Apud MACEDO, J. R.
A mulher na Idade Média.
 
O tema do trabalho feminino vem sendo abordado pelos
estudos históricos mais recentes. Algumas fontes são
importantes para essa abordagem, tal como o poema
apresentado, que alude à
a) inserção das mulheres em a�vidades tradicionalmente
masculinas.
b) ambição das mulheres em ocupar lugar
preponderante na sociedade.
c) possibilidade de mobilidade social das mulheres na
indústria têx�l medieval.
d) exploração das mulheres nas manufaturas têxteis no
mundo urbano medieval.
e) servidão feminina como �po de mão de obra vigente
nas tecelagens europeias.
SOC0346 - (Enem PPL)
FIGURA 1
FIGURA 2
 
As figuras indicam mudanças no universo feminino, como
a
 
a) decadência da Monarquia, revelada pela aparição
solitária e informal das nobres.
b) redução na escolaridade, simbolizada pela vida
dinâmica e sem dedicação à leitura.
c) ampliação do status, conferida pela passagem do local
rús�co para os jardins do palácio.
d) inclusão na polí�ca, representada pela diferença entre
o espaço privado e o espaço público.
e) valorização do corpo, salientada pelo uso de roupas
mais curtas e pela postura mais relaxada.
SOC0347 - (Enem PPL)
Quem acompanhasse os debates na Câmara dos
Deputados em 1884 poderia ouvir a leitura de uma
moção de fazendeiros do Rio de Janeiro: “Ninguém no
Brasil sustenta a escravidão pela escravidão, mas não há
um só brasileiro que não se oponha aos perigos da
desorganização do atual sistema de trabalho”. Livres os
negros, as cidades seriam invadidas por “turbas ignaras”,
“gente refratária ao trabalho e ávida de ociosidade”. A
produção seria destruída e a segurança das famílias
estaria ameaçada. Veio a Abolição, o Apocalipse ficou
para depois e o Brasil melhorou (ou será que alguém
duvida?). Passados dez anos do início do debate em
54@professorferretto @prof_ferretto
torno das ações afirma�vas e do recurso às cotas para
facilitar o acesso dos negros às universidades públicas
brasileiras, felizmente é possível conferir a consistência
dos argumentos apresentados contra essa inicia�va. De
saída, veio a advertência de que as cotas exacerbariam a
questão racial. Essa ameaça vai completar 18 anos e não
se registraram casos significa�vos de exacerbação.
GASPARI, E. As cotas e a urucubaca. Folha de S. Paulo, 3
jun. 2009.
 
O argumento elaborado pelo autor sugere que as
censuras às cotas raciais são
a) poli�camente ignoradas.
b) socialmente jus�ficadas.
c) culturalmente qualificadas.
d) historicamente equivocadas.
e) economicamente fundamentadas.
SOC0350 - (Enem PPL)
Desde 2002, o Ins�tuto do Patrimônio Histórico e
Ar�s�co Nacional (Iphan) tem registrado certos bens
imateriais como patrimônio cultural do país. Entre as
manifestações que já ganharam esse status está o o�cio
das baianas do acarajé. Enfa�ze-se: o o�cio das baianas,
não a receita do acarajé. Quando uma baiana prepara o
acarajé, há uma série de códigos impercep�veis para
quem olha de fora. A cor da roupa, a amarra dos panos e
os adereços mudam de acordo com o santo e com a
hierarquia dela no candomblé. O Iphan conta que,
registrando o o�cio, “esse e outros mundos ligados ao
preparo do acarajé podem ser descor�nados”.
KAZ, R. A diferença entre o acarajé e o sanduíche de
Bauru. Revista de História da Biblioteca Nacional, n. 13,
out. 2006 (adaptado).
 
De acordo com o autor, o Iphan evidencia a necessidade
de se protegerem certas manifestações históricas para
que con�nuem exis�ndo, destacando-se nesse caso a
a) mistura de tradições africanas, indígenas e
portuguesas no preparo do alimento por parte das
cozinheiras baianas.
b) relação com o sagrado no ato de preparar o alimento,
sobressaindo-se o uso de símbolos e insígnias pelas
cozinheiras.
c) u�lização de certos ingredientes que se mostram cada
vez mais raros de encontrar, com as mudanças nos
hábitos alimentares.
d) necessidade de preservação dos locais tradicionais de
preparo do acarajé, ameaçados com as
transformações urbanas no país.
e) importância de se treinarem as cozinheiras baianas a
fim de resgatar o modo tradicional de preparo do
acarajé, que remonta à escravidão.
SOC0351 - (Enem PPL)
A mitologia comparada surge no século XVIII. Essa
tendência influenciou o escritor cearense José de
Alencar, que, inspirado pelo es�lo da epopeia homérica
na Ilíada, propõe em Iracema uma espécie de mito
fundador do povo brasileiro. Assim como a Ilíada vincula
a cons�tuição do povo helênico à Guerra de Troia,
deflagrada pelo romance proibido de Helena e Páris,
Iracema vincula a formação do povo brasileiro aos
conflitos entre índios e colonizadores, atravessados pelo
amor proibido entre uma índia — Iracema — e o
colonizador português Mar�m Soares Moreno.
DETIENNE, M. A invenção da mitologia. Rio de
Janeiro: José Olympio, 1998 (adaptado).
 
A comparação estabelecida entre a Ilíada e Iracema
demonstra que essas obras
a) combinam folclore e cultura erudita em seus es�los
esté�cos.
b) ar�culam resistência e opressão em seus gêneros
literários.
c) associam história e mito em suas construções
iden�tárias.
d) refletem pacifismo e belicismo em suas escolhas
ideológicas.
e) traduzem revolta e conformismo em seus padrões
alegóricos.
SOC0352 - (Enem PPL)
Os movimentos sociais do século XXI, ações cole�vas
deliberadas que visam à transformação de valores e
ins�tuições da sociedade, manifestam-se na e pela
internet. O mesmo pode ser dito do movimento
ambiental, o movimento das mulheres, vários
movimentos pelos direitos humanos, movimentos de
55@professorferretto @prof_ferretto
iden�dade étnica, movimentos religiosos, movimentos
nacionalistas edos defensores/proponentes de uma lista
infindável de projetos culturais e causas polí�cas.
CASTELLS, M. A galáxia da internet: reflexões sobre a
internet, os negócios e a sociedade.
Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003.
 
De acordo com o texto, a população engajada em
processos polí�cos pode u�lizar a rede mundial de
computadores como recurso para mobilização, pois a
internet caracteriza-se por 
a) diminuir a insegurança do sistema eleitoral.
b) reforçar a possibilidade de maior par�cipação
qualificada.
c) garan�r o controle das informações geradas nas
mobilizações.
d) incrementar o engajamento cívico para além das
fronteiras locais.
e) ampliar a par�cipação pela solução da escassez de
tempo dos cidadãos.
SOC0353 - (Enem PPL)
O enclave supõe a presença de “muros sociais”
internos que separam e distanciam populações e grupos
de um mesmo lugar. Tais muros revelam as grandes
contradições e discrepâncias presentes nas cidades
brasileiras. É aqui que o território merece ser
considerado um novo elemento nas polí�cas públicas,
enquanto um sujeito catalisador de potências no
processo de refundação do social.
KOGA, D. Medidas de cidades: entre territórios de vida e
territórios vividos. São Paulo: Cortez, 2003.
 
No contexto atual das múl�plas territorializações,
apontadas no fragmento, a formação de enclaves
for�ficados no espaço urbano é resultado da
a) autossegregação eli�sta em prol de garan�a de
segurança.
b) segmentação social das polí�cas públicas por níveis de
carência.
c) influência de grupos polí�cos globais em rede no
co�diano urbano.
d) ampliação dos territórios móveis nas áreas
residenciais tradicionais.
e) necessidade da população em associar espacialmente
trabalho e moradia.
SOC0354 - (Enem PPL)
As redes sociais tornaram-se espaços importantes de
relacionamento e comunicação. A charge apresenta o
impacto da internet na vida dos indivíduos quando faz
referência à
a) ampliação do poder dos clérigos no controle dos fiéis.
b) adequação dos ritos sacramentais ao co�diano.
c) perda de privacidade em ambiente virtual.
d) reinterpretação da noção de pecado.
e) modernização das ins�tuições religiosas.
SOC0355 - (Enem PPL)
A Estátua do Laçador, tombada como patrimônio em
2001, é um monumento de Porto Alegre/RS, que
representa o gaúcho (em trajes �picos).
Disponível em: www.portoalegre.tur.br. Acesso em: 3
ago. 2012 (adaptado).
 
O monumento iden�fica um(a) 
 
a) exemplo de bem imaterial.
b) forma de exposição da individualidade.
c) modo de enaltecer os ideais de liberdade.
d) manifestação histórico-cultural de uma população.
e) maneira de propor mudanças nos costumes.
56@professorferretto @prof_ferretto
SOC0356 - (Enem PPL)
Canto dos lavradores de Goiás
Tem fazenda e fazenda 
Que é grande perfeitamente 
Sobe serra desce serra 
Salta muita água corrente
Sem lavoura e sem ninguém
O dono mora ausente. 
Lá só tem caçambeiro 
Tira onda de valente
Isso é que é grande barreira 
Que está em nossa frente 
Tem muita gente sem terra 
Tem muita terra sem gente.
ARTINS, J. S. Ca�veiro da terra. São Paulo: Ciências
Humanas, 1979.
 
No canto registrado pela cultura popular, a caracterís�ca
do mundo rural brasileiro no século XX destacada é a
a) atuação da bancada ruralista.
b) expansão da fronteira agrícola.
c) valorização da agricultura familiar.
d) manutenção da concentração fundiária.
e) implementação da modernização conservadora.
SOC0357 - (Fuvest)
No cerne da ideologia Bannon há uma série de
contrastes extraordinariamente simplificadores entre
bom e mau, sagrado e profano. Essa série semió�ca cria
perigosos outros, cuja existência con�nua ameaça a boa
gente que cons�tui o que Bannon descreve como a
“verdadeira América” (...). Numa ordem social
democrá�ca, o conflito entre oponentes par�dários é
agonís�co, não antagonís�co. Bannon vê de outra forma.
Não há espaço para a cortesia em seu universo (...).
Jeffrey Alexander. “Vociferando contra o iluminismo: A
ideologia de Steve Bannon”. Sociologia & Antropologia,
vol. 08, n. 3, set-dez, 2018.
 
O antagonismo é a luta entre inimigos, enquanto o
agonismo representa a luta entre adversários. (...) o
propósito da polí�ca democrá�ca é transformar
antagonismo em agonismo. Isso demanda oferecer
canais por meio dos quais às paixões cole�vas serão
dados mecanismos de expressarem-se sobre questões
que, ainda que permi�ndo possibilidade suficiente de
iden�ficação, não construirão o opositor como inimigo,
mas como adversário.
Chantal Mouffe. “Por um modelo agonís�co de
democracia”. Revista de Sociologia e Polí�ca, Curi�ba, n.
25, nov. 2005, p. 11-23.
 
A primeira citação foi re�rada de um texto em que o
sociólogo Jeffrey Alexander desenvolve o que
compreende ser a ideologia de Steve Bannon, assessor
do ex-presidente norte- americano Donald Trump. A
segunda citação foi extraída de um ar�go em que a
cien�sta polí�ca Chantal Mouffe desenvolve a noção de
“pluralismo agonís�co”. A par�r da perspec�va
apresentada nas citações, é correto afirmar que a
ideologia de Steve Bannon
a) defende uma ordem social agonís�ca baseada na
divisão entre grupos e nos conflitos entre inimigos
polí�cos.
b) sustenta uma ordem social baseada em consensos e
que não admite conflitos entre adversários.
c) defende a possibilidade de conflitos entre adversários,
mas não admite a lógica antagonís�ca da aniquilação e
exclusão do inimigo.
d) defende uma ordem social dividida entre bom e mau e
que transforma o antagonismo em agonismo.
e) sustenta uma ordem social antagonís�ca fundada na
divisão da sociedade entre lados opostos que devem
ser entendidos como inimigos.
SOC0358 - (Fuvest)
O IPHAN - Ins�tuto do Patrimônio Histórico e Ar�s�co
Nacional e a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro
envidaram esforços no sen�do de deixar exposta para a
contemplação da população parte do Sí�o Arqueológico
do Cais do Valongo, com o obje�vo de apresentar ao
visitante, através daquele pequeno, mas representa�vo
espaço, a materialização do momento mais trágico da
nossa história, fazendo com que ele não seja esquecido.
(...)
A história do Cais do Valongo e do seu entorno está
indissoluvelmente ligada à história universal, por ter sido
a porta de entrada do maior volume de africanos
escravizados nas Américas. O Rio de Janeiro era, então, a
mais afro- atlân�ca das cidades costeiras do território
brasileiro (...).
Disponível em h�p://portal.iphan.gov.br/.
 
O texto integra a proposta elaborada pelo IPHAN, em
2016, para inscrição do Sí�o Arqueológico do Cais do
Valongo na lista do Patrimônio Mundial. Com base no
documento, a história do Cais do Valongo se entrelaça à
história universal, pois se relaciona ao
57@professorferretto @prof_ferretto
a) tráfico de africanos escravizados para a América de
colonização portuguesa. 
b) Rio de Janeiro como única cidade escravista das
Américas na época colonial. 
c) trabalho de escavação realizado por arqueólogos
estrangeiros no passado. 
d) fluxo de escravizados do Brasil para outras partes das
Américas, após as independências.
e) esforço do IPHAN para silenciar a história da
escravidão no mundo atlân�co. 
SOC0359 - (Fuvest)
“A associação de sistemas múl�plos de subordinação
tem sido descrita de vários modos: discriminação
composta, cargas múl�plas ou como dupla ou tripla
discriminação. A interseccionalidade é uma conceituação
do problema que busca capturar as consequências
estruturais e dinâmicas da interação entre dois ou mais
eixos da subordinação. Ela trata especificamente da
forma pela qual o racismo, o patriarcalismo, a opressão
de classe e outros sistemas discriminatórios criam
desigualdades básicas que estruturam as posições
rela�vas de mulheres, raças, etnias, classes e outras”.
CRENSHAW, Kimberlé W. “Documento para o
Encontro de Especialistas em Aspectos da Discriminação
Racial Rela�vos ao Gênero”. Estudos Feministas, ano 10,
no 1/2002.
 
 
 
O texto da professora e jurista estadunidense Kimberlé
Crenshaw define o conceito de interseccionalidade para o
estudo das múl�plas discriminações. A par�r dessa
definição, é possíveldizer que os dados do Dieese sobre
o mercado de trabalho brasileiro em 2021 indicam que
a) a interseccionalidade de discriminações de gênero, de
raça e de classe faz com que homens negros sejam o
grupo social mais vulnerável.
b) as discriminações de raça e gênero não se relacionam;
assim, mulheres negras e homens negros sofrem as
mesmas discriminações no mercado de trabalho.
c) a interseccionalidade de discriminações a�nge de
maneira igual mulheres brancas e negras pertencentes
às classes trabalhadoras.
d) a interseccionalidade de discriminações de gênero e
raça explica o fato de as mulheres negras ocuparem as
posições menos valorizadas e mais mal pagas no
mercado de trabalho.
e) as situações de gênero e de raça não têm impacto no
mercado de trabalho. Trabalhadores e trabalhadoras
são discriminados igualmente em virtude da
desigualdade de classe social.
SOC0360 - (Fuvest)
“O voto feminino no Brasil completou 90 anos. Desde
que a professora Celina Guimarães se alistou para votar
em Mossoró, em 1927, e Alzira Soriano, primeira mulher
eleita para um cargo público no país, assumiu a Prefeitura
de Lajes, em 1929, ambos municípios do Rio Grande do
Norte, muita coisa mudou. Em que pesem os avanços
legais, o cenário nacional segue desfavorável, e a
par�cipação das mulheres na polí�ca ainda é irrisória
considerando-se o perfil demográfico brasileiro.
Mulheres somam 52% dos votantes, mas representam
apenas 15% dos parlamentares do Congresso. A maioria
da população feminina é negra, ao contrário da
parlamentar, que é majoritariamente não negra.
Indígena, apenas uma. Verdade que o percentual de
par�cipação feminina na Câmara e no Senado cresceu na
comparação com legislaturas anteriores. Ainda assim, é
pouco. Na prá�ca, a polí�ca no Brasil é feita por homens
brancos. Dados da União Interparlamentar, que reúne
países ligados à ONU, colocam o Brasil na posição 145o
do ranking Mulheres nos Parlamentos Nacionais. Numa
nação onde em 2021 quatro mulheres foram ví�mas de
feminicídio por dia, e os casos de estupro voltaram a
crescer, já passou da hora de usar a via democrá�ca para
tentar mudar esse cenário. É necessário que as mulheres
assumam o protagonismo nesse pleito, reivindiquem
cabeças de chapas majoritárias e exijam transparência na
distribuição dos recursos do fundo par�dário. Claro que
não há garan�as de transformação, mas pode ser uma
bela oportunidade de ao menos dar uma sacolejada no
jogo e incluir em pauta a discussão de alguns problemas
reais do Brasil”.
ROSA, Ana Cris�na. “Com mulheres na cabeça”. Folha
de S. Paulo. 27.02.2022. Adaptado.
 
58@professorferretto @prof_ferretto
É correto afirmar que o cenário nacional ao qual se refere
a autora do texto
a) dispôs equita�vamente as legislaturas, ainda que sem
afetar a par�cipação das mulheres. 
b) sofreu um expressivo retrocesso quanto à par�cipação
das mulheres na polí�ca. 
c) alterou-se ao longo da história do Brasil, porém não
consolidou significa�vamente a atuação das mulheres
na polí�ca. 
d) adequou-se ao perfil demográfico brasileiro, embora
sem alçar o país a boas posições nos rankings de
mulheres na polí�ca.
e) estruturou-se por meio de vias democrá�cas, visto
que possibilitou a discussão de problemas
relacionados a fundos par�dários. 
SOC0361 - (Fuvest)
“O ‘País’ abriu quarta-feira em suas colunas o mais
interessante dos plebiscitos para solução de um
importante problema social: Como deve ser educada a
mulher... Trata-se de saber se devemos ser educadas
para, pelo casamento, sermos sustentadas pelo homem,
ou para nos tornarmos hábeis e prover à nossa própria
subsistência pelo nosso único trabalho. Se admi�s a
primeira hipótese, em que consiste a educação feminina
para o casamento? Se preferis a segunda, quais são os
gêneros de trabalho em que a mulher pode, sem decair,
ganhar a vida em nossa terra? (...) Esta forma de
educação requer toda uma ordem de conhecimento que
não sejam apenas frívolos. (...) Os nossos costumes, por
isso mesmo, são ingênuos e se apoiam em preconceitos e
tradições, não admitem ainda a mulher que trabalha. (...)
Assim mesmo as professoras já lograram subir um pouco
na cotação social. As médicas vão impondo-se pouco a
pouco...”.
Carmem Dolores. “A Semana”. Rio de Janeiro,
08/04/1906. In: VASCONCELLOS, Eliane (org.). Carmem
Dolores. Crônicas, 1905-1910. Rio de Janeiro: Arquivo
Público do Estado do Rio de Janeiro, 1998.
 
De acordo com o excerto, assinale a alterna�va mais
adequada para expressar o processo de inserção das
mulheres no mundo do trabalho no início do século XX.
a) O patriarcalismo e o emprego do dote foram
erradicados pelos protocolos jurídicos adotados no
regime republicano, favorecendo o reconhecimento
social do trabalho feminino.
b) A educação feminina dissociava-se das convenções
vigentes na sociedade e dos padrões morais
preconizados pelo catolicismo.
c) O reconhecimento social do trabalho feminino estava
limitado à esfera pública, pois o espaço domés�co
ainda permanecia marcado pela autoridade masculina.
d) O processo de feminização do magistério na escola
básica proporcionou o reconhecimento do trabalho
das mulheres e a conquista de novos papéis sociais.
e) A ruptura do preconceito para com o trabalho
feminino nas fábricas, comércio, serviço público e
profissões liberais se deu efe�vamente após a
conquista dos direitos polí�cos pelas mulheres, em
1934.
SOC0362 - (Fuvest)
Luc Boltanski e Ève Chiapello demonstram com
clareza e sagacidade a capacidade antropofágica do
capitalismo financeiro que “engole” a linguagem do
protesto e da libertação para transformá-la e u�lizá-la
para legi�mar a dominação social e polí�ca a par�r do
próprio mercado.
Na dimensão do mundo do trabalho, por exemplo,
todo um novo vocabulário teve que ser inventado para
escamotear as novas transformações e melhor oprimir o
trabalhador. Com essa linguagem aparentemente
libertadora, passa-se a impressão de que o ambiente de
trabalho melhorou e o trabalhador se emancipou.
Assim houve um esforço dirigido para transformar o
trabalhador em "colaborador", para eufemizar e
esconder a consciência de sua superexploração; tenta-se
também exaltar os supostos valores de liderança para
possibilitar que, a par�r de agora, o próprio funcionário,
não mais o patrão, passe a controlar e vigiar o colega de
trabalho. Ou, ainda, há a intenção de difundir a cultura
do empreendedorismo, segundo a qual todo mundo
pode ser empresário de si mesmo. E, o mais importante,
se ele falhar nessa empreitada, a culpa é apenas dele. É
necessário sempre culpar individualmente a ví�ma pelo
fracasso socialmente construído.
SOUZA, Jessé. Como o racismo criou o Brasil. Rio de
Janeiro: Estação Brasil, 2021.
 
De acordo com o texto, o uso de "colaborador” no lugar
de “trabalhador”, no campo das relações de trabalho,
indica
59@professorferretto @prof_ferretto
a) o apagamento da linguagem de reivindicação e a falsa
ideia de um trabalhador fortalecido.
b) a valorização do trabalhador vigiado pelo Estado nas
tradicionais relações emprega�cias.
c) a difusão da cultura da meritocracia, que fortalece as
relações do trabalhador com o Estado.
d) a consciência do patrão que rejeita a cultura do
neoliberalismo.
e) o impedimento de o trabalhador inves�r na prá�ca do
empreendedorismo.
SOC0364 - (Fuvest)
Tempo de nos aquilombar
 
É tempo de caminhar em fingido silêncio,
e buscar o momento certo no grito,
aparentar fechar um olho evitando o cisco
e abrir escancaradamente o outro.
 
É tempo de fazer os ouvidos moucos
para os vazios lero-leros,
e cuidar dos passos assuntando as vias,
ir se vigiando atento, que o buraco é fundo.
 
É tempo de ninguém se soltar de ninguém,
mas olhar fundo na palma aberta
a alma de quem lhe oferece o gesto.
O laçar de mãos não pode ser algemas,
sim acertada tá�ca, necessário esquema.
 
É tempo de formar novos quilombos,
em qualquer lugar que estejamos
e que venham dias futuros, salve 2020
A mís�ca quilombola persiste afirmando:
"a liberdade é uma luta constante".
Conceição Evaristo. Jornal O Globo, 31/12/2019.
 
Considerandoo enfoque do texto na denúncia social, o
eu lírico revela, predominantemente,
a) a crí�ca às reações da nossa sociedade frente aos
problemas que ficaram no passado.
b) as jus�fica�vas para a segregação social no mundo
contemporâneo.
c) as tensões sociais presentes há tempos, sob a luz dos
embates do momento atual.
d) a importância de contornar os problemas sociais do
passado.
e) as peculiaridades das diferentes classes sociais ao
enfrentar os problemas sociais atuais.
SOC0365 - (Fuvest)
“Entre os anos de 2012 e 2022, o número de pessoas
autodeclaradas pretas e pardas aumentou em uma taxa
superior à do crescimento do total da população do país,
segundo o resultado da Pesquisa Nacional por Amostra
de Domicílios (PNAD) Con�nua do IBGE. No caso dos
negros, essa porcentagem variou de 7,4% em 2012 para
10,6% em 2022. ‘(...) uma das hipóteses para o
crescimento da proporção é que a percepção racial tenha
mudado dentro da população, nos úl�mos anos’.”
O Globo, 22/07/2022; CNN Brasil, 16/06/2023.
 
“Pois bem, é justamente a par�r daí que aparece a
necessidade de teorizar as ‘raças’ como o que elas são,
ou seja, construtos sociais, formas de iden�dade
baseadas numa ideia biológica errônea, mas eficaz,
socialmente, para construir, manter e reproduzir
diferenças e privilégios. Se as raças não existem num
sen�do estritamente realista de ciência, ou seja, se não
são um fato do mundo �sico, são, contudo, plenamente
existentes no mundo social, produtos de formas de
classificar e de iden�ficar que orientam as ações dos
seres humanos.”
GUIMARÃES, Antônio Sergio Alfredo. Raças e estudos
de relações raciais no Brasil. Novos Estudos CEBRAP, n.54,
1999. p.153.
 
Relacionando os dados trazidos pela PNAD/IBGE e o
conceito de raça do sociólogo Antônio Sergio Alfredo
Guimarães, é correto afirmar:
60@professorferretto @prof_ferretto
a) A hipótese de que a autopercepção racial de parte dos
brasileiros mudou está em conflito com a tese de que
raça é um construto social. Isso porque, como os
traços feno�picos da população brasileira man�veram-
se os mesmos de 2012 a 2022, não haveria mo�vos
para o aumento dos autodeclarados pretos e pardos. 
b) A tese de que raças são construtos sociais ganha força
diante das mudanças na autopercepção de parte dos
brasileiros sobre sua condição racial. Alterações
culturais e ideológicas da inserção social de negros e
pardos teriam permi�do o crescimento dos assim
autodeclarados. 
c) As alterações na autopercepção racial captadas pelas
pesquisas do IBGE não guardam relação com a ideia de
que raça é um construto social. Na verdade, reafirmam
que as raças são realidades biológicas e que mais
indivíduos estariam se dando conta do seu verdadeiro
pertencimento racial. 
d) Os dados colhidos pelo IBGE sobre o aumento da
autodeclaração racial dos respondentes como pretos e
pardos indicam que houve um aumento dessa
população no Brasil, o que contraria a tese de que raça
é um construto social, e não uma realidade biológica.
e) A existência do racismo no Brasil indica que a tese de
raça como construto social está errada. Se raça fosse
um construto social, e não uma realidade biológica, os
indivíduos prefeririam se declarar como brancos para
evitar serem ví�mas de racismo. 
SOC0366 - (Fuvest)
“O lugar do ensino superior agora tem as portas
abertas. A (...) Cons�tuição é que impõe essa situação
por decreto. Mas (...) este não pode garan�r que todos
tenham a tal ‘capacidade’ que lhes vai permi�r o
aproveitamento dessa educação. Há rapazes – até agora
são poucas as moças com a força de vontade que Jabu,
ainda menina, �nha para dar e vender – que recebem
bolsas ou auxílios de algum �po (...). As ‘aulas de reforço’
(...): um band-aid. Steve sabe que isso não é uma solução
para o abismo da educação ruim do fundo do qual os
alunos tentam emergir.
A Luta não terminou.
– (...) Eu tenho alunos de estudos africanos que não
sabem escrever (...).
– Então o que é que nós devíamos estar fazendo? (...)
O professor Nielson ainda usa terno (...), embora o
padrão da indumentária tenha relaxado a par�r do
exemplo dado pelas túnicas de Mandela. (...) – Você não
está propondo que a gente baixe ainda mais os critérios
de admissão à universidade. Então a universidade é pra
avançar no conhecimento ou é pra andar pra trás?
O que Steve está perguntando é se esse ensino
adicional de faz de conta na esperança de elevar os
alunos a um nível universitário pode compensar dez anos
de educação primária e secundária de péssimo nível.”
GORDIMER, Nadine. O melhor tempo é o tempo
presente. São Paulo: Companhia das Letras, 2014. p.82-
83.
 
No excerto do romance da escritora sul-africana Nadine
Gordimer, é possível iden�ficar:
a) o regime de apartheid em vigor na África do Sul na
época em que o romance se passa, que man�nha
alunos e professores negros fora da universidade.
b) a segregação formal das mulheres no acesso à
educação, conforme estabelecido pela Cons�tuição
promulgada no pós-apartheid.
c) as eficazes estratégias de apoio aos estudantes pobres
para assegurar a boa qualidade da educação básica e
superior na época do apartheid.
d) as incertezas sobre as estratégias adotadas para
enfrentar desigualdades sociais e educacionais legadas
pelo regime do apartheid na África do Sul.
e) o reconhecimento consensual do sucesso do projeto
de inclusão educacional no cenário sul-africano pós-
apartheid.
SOC0367 - (Fuvest)
“Por quê? Porque pensar em direitos humanos tem
um pressuposto: reconhecer que aquilo que
consideramos indispensável para nós é também
indispensável para o próximo. (...).
Nesse ponto as pessoas são frequentemente ví�mas
de uma curiosa obnubilação. Elas afirmam que o próximo
tem direito, sem dúvida, a certos bens fundamentais,
como casa, comida, instrução, saúde, coisas que ninguém
bem formado admite hoje em dia que sejam privilégio de
minorias, como são no Brasil. Mas será que pensam que
seu semelhante pobre teria direito a ler Dostoievski ou
ouvir os quartetos de Beethoven? (...). Ora, o esforço
para incluir o semelhante no mesmo elenco de bens que
reivindicamos está na base da reflexão sobre os direitos
humanos.”
CANDIDO, Antonio. Vários escritos. 3a ed. revista e
ampliada. São Paulo: Duas Cidades, 1995.
 
Com base na leitura do texto, pode-se afirmar que
Antonio Candido defende que o acesso a bens como a
literatura e a música
61@professorferretto @prof_ferretto
a) é privilégio de minorias, pois são bens que exigem
reflexão.
b) deve ser reivindicado como um direito, e não como
um privilégio.
c) vi�miza as pessoas que não têm acesso a bens
fundamentais para viver.
d) humaniza as minorias privilegiadas, incen�vando-as a
compar�lhar seu conhecimento.
e) é indispensável para quem luta pelos direitos
humanos.
SOC0368 - (Fuvest)
“A história do skate no Brasil passou por fases
diferentes e até mesmo antagônicas. Em 1988, por
exemplo, na cidade de São Paulo, sob acusação de ser
prá�ca displicente, foi promulgada a Lei n o 25.871, pelo
então prefeito Jânio Quadros, que proibia a prá�ca da
modalidade nas ruas da cidade. Essa proibição foi
alterada no ano seguinte, quando a nova prefeita da
cidade, Luiza Erundina, em um de seus primeiros atos,
revogou essa mesma lei e liberou a prá�ca do skate nas
ruas da cidade.
Anos depois, em 2015, o Brasil somava 8,4 milhões de
pra�cantes de skate, segundo pesquisa Datafolha.
Já em 2021, quando o skate estreou como
modalidade olímpica nos Jogos de Tóquio, o Brasil se
destacou como o segundo país com mais medalhas
olímpicas na modalidade. No mesmo ano, a indústria
nacional ligada ao esporte foi considerada a segunda
maior do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, cujo
mercado é es�mado em US$ 4,5 bilhões ao ano.”
Thais Carrança, BBC News Brasil em São Paulo, 26
julho 2021. Adaptado.
 
A par�r da leitura do texto, é correto afirmar:
a) O skate adentrou o mundo espor�vo, entre outros
mo�vos, por pressão dos pra�cantes da modalidade.
No entanto, prá�cas espor�vas que surgem pautadas
pelo lazer ou por a�vidades co�dianas não deveriam
ser consideradasmodalidades espor�vas por não
terem sido ins�tucionalizadas desde sua origem.
b) Eventos espor�vos de grande alcance, tal qual a
Olimpíada, deveriam considerar as estruturas
norma�vas que dão origem aos esportes para inseri-
los nas compe�ções. Apenas dessa forma, seria
possível garan�r a auten�cidade das modalidades e
jus�ficar a inserção do skate como esporte olímpico.
c) Os esportes são uma forma de representação das
prá�cas sociais. Sendo assim, as transformações
sociais podem resultar em alterações de regras
espor�vas, na espor�vização de prá�cas de lazer e até
na ex�nção de modalidades espor�vas.
d) Os esportes podem sofrer alterações norma�vas ao
longo dos tempos. Com tal efeito, torna-se equivocado
datar a criação de um esporte, pois ele já pode ter
sofrido alterações que descaracterizaram sua origem.
e) O skate, bem como outras prá�cas espor�vas, foi
criado de modo discreto, por grupos pequenos, e
ganhou força e ascensão a par�r do aumento de
incen�vo financeiro para sua realização, o que é
determinante para um esporte alcançar
reconhecimento mundial.
SOC0369 - (Fuvest)
“As sociólogas, filósofas e a�vistas feministas
destacaram, com o conceito de ‘reprodução social’, algo
que a teoria econômica ocultava: para que haja produção
de bens e de serviços é necessário que as pessoas que os
produzem sejam, por sua vez, produzidas. O trabalho da
reprodução social, portanto, cria e repõe a condição
primordial e necessária – a existência de pessoas que
trabalham – para que a produção econômica possa
con�nuar ocorrendo. Em grande medida, esse trabalho é
relegado ao ambiente familiar e às mulheres: cuidado
com os filhos, cuidado com doentes e idosos, preparação
de alimentos, limpeza e arrumação da casa e outros. O
trabalho de reprodução se opõe, socialmente, ao
trabalho de produção; este está inserido numa economia
organizada com base em empresas – nas fábricas, na
agricultura, nos escritórios –, voltado para o mercado e é
percebido como merecedor de contrapar�da financeira:
o salário. Assim, mesmo quando um trabalho da esfera
da reprodução se realiza por meio de uma relação de
emprego, se for realizado por mulheres, ele costuma ser
mal pago e desfrutar de menor pres�gio.”
ARRUZZA, Cinzia; BATTACHARYA, Tithi; FRASER, Nancy.
Feminismo para os 99%: um manifesto. São Paulo:
Boitempo, 2019.
 
62@professorferretto @prof_ferretto
“A chamada ‘economia do cuidado’ é o conjunto de
a�vidades não remuneradas, geralmente exercidas por
mulheres, como a limpeza da casa, preparação de
alimentos e os cuidados com crianças, idosos e doentes
da família. Um pacote que vale 11% do PIB atual (...). Em
valores, foram cerca de 634,3 bilhões de reais em 2015
[por exemplo]. (...) Contabilizar o valor dos afazeres
domés�cos no PIB do Brasil só se tornou possível a par�r
de 2001, quando o IBGE introduziu na Pesquisa Nacional
por Amostra de Domicílios (PNAD) a pergunta referente
ao número de horas despendido pela população para
executar essas a�vidades.”
Disponível em h�ps://www.cartacapital.com.br/.
 
Nos textos apresentados, encontram-se dois conceitos, o
de “reprodução social” e o de “economia do cuidado”. De
acordo com as definições desses conceitos e com os
dados indicados, qual das afirmações a seguir está
correta?
a) Os conceitos de reprodução social e de economia do
cuidado são contraditórios porque o primeiro se refere
a todo trabalho domés�co e o segundo apenas ao
trabalho domés�co pago e que é possível contabilizar.
b) Ambos os conceitos se referem a um �po de trabalho
cuja importância é socialmente reconhecida, fato que
pode ser comprovado pela porcentagem expressiva
que ele representava do PIB brasileiro no ano de 2015.
c) As definições de reprodução social e de economia do
cuidado excluem, necessariamente, a possibilidade de
que o Estado seja responsável por parte das tarefas
envolvidas na reprodução das pessoas.
d) A contabilização no PIB dos valores dos afazeres
domés�cos no contexto da economia do cuidado
abarca apenas uma parte da reprodução social, pois
não inclui o trabalho domés�co remunerado e os
trabalhos de reprodução executados fora do ambiente
domés�co.
e) Os dados es�mados sobre a par�cipação das
a�vidades domés�cas não remuneradas no PIB do
Brasil mostram que a reprodução social acontece
apenas quando não há uma relação salarial entre
quem executa e quem se beneficia desse �po de
trabalho.
SOC0370 - (Fuvest)
O Atlas da Violência, publicado em 2019 e organizado
pelo Ins�tuto de Pesquisa Econômica Aplicada e Fórum
Brasileiro de Segurança Pública, apresenta um estudo
para melhor compreender a violência no país. Os dados
que ali constam referem-se ao período de 2007 a 2017.
Um dos capítulos desse documento trata,
especificamente, da violência contra a mulher. O gráfico a
seguir mostra a evolução da taxa de homicídios de
mulheres (equivalente ao número de homicídios por 100
mil mulheres), de 2007 a 2017, no Brasil e nas três
unidades federa�vas com as menores taxas em 2017.
 
 
De acordo com os dados apresentados, é correto afirmar:
a) Dentre as unidades federa�vas citadas, a que teve
maior decréscimo na taxa de homicídios de mulheres
no período entre 2014 e 2017 foi São Paulo.
b) As três unidades federa�vas indicadas �veram um
decréscimo na taxa de homicídios de mulheres em
2017 quando comparada com a taxa de 2007.
c) A taxa de homicídios de mulheres no Brasil em 2017 é
maior que a soma das taxas das três unidades
federa�vas apresentadas neste mesmo ano.
d) Dentre as unidades federa�vas apontadas, a que
apresentou a maior taxa de homicídios de mulheres
em 2017 é Santa Catarina, superando a taxa registrada
nos demais estados da região Sul.
e) Dentre as unidades federa�vas mencionadas, a maior
redução na taxa de homicídios de mulheres, entre
2016 e 2017, registrada na pesquisa ocorreu no
Distrito Federal.
SOC0371 - (Fuvest)
“O preconceito linguís�co é tanto mais poderoso
porque, em grande medida, ele é ‘invisível’, no sen�do de
que quase ninguém fala dele, com exceção dos raros
cien�stas sociais que se dedicam a estudá-lo.
Pouquíssimas pessoas reconhecem a existência do
preconceito linguís�co, quem dirá a sua gravidade como
um sério problema social.”
BAGNO, Marcos. Preconceito linguís�co: o que é,
como se faz. Edições Loyola, São Paulo, 1999.
 
Com base na leitura do texto, é possível depreender que
o preconceito linguís�co, apesar de nocivo para a
sociedade, muitas vezes é despercebido. Nesse sen�do,
assinale a alterna�va que apresenta um exemplo de
preconceito linguís�co.
63@professorferretto @prof_ferretto
a) A língua falada é um instrumento de sobrevivência em
sociedade.
b) A língua varia tão rapidamente quanto as mudanças
que ocorrem na sociedade.
c) Existem muitas maneiras de se expressar a mesma
ideia.
d) Os habitantes de uma cidade grande não possuem
sotaque na língua falada.
e) Todo falante na�vo de uma língua a conhece
plenamente.
SOC0372 - (Fuvest)
TEXTO I
“W. I. Thomas, decano dos sociólogos norte-
americanos, formula um teorema básico para as ciências
sociais: ‘Se os indivíduos definem as situações como
reais, elas são reais em suas consequências’. (...) A
primeira parte do teorema cons�tui uma incessante
lembrança de que os homens reagem não somente aos
traços obje�vos de uma situação, como também, e às
vezes principalmente, ao sen�do que a situação tem para
eles. E, assim que atribuíram algum sen�do à situação,
sua conduta consequente, e algumas das consequências
dessa conduta, são determinadas pelo sen�do atribuído.
(...) A profecia que se cumpre por si mesma é,
inicialmente, uma definição falsa da situação que provoca
uma nova conduta, a qual, por sua vez, converte em
verdadeiro o conceito originalmente falso.”.
MERTON, Robert. Sociologia: Teoria e Estrutura. São
Paulo: Editora Mestre Jou, 1970. p.515-517.
 
TEXTO II
“Depois de alguns anos inseridos nesta lógica de
abuso e privações de dis�ntos �pos, o detento é
novamente colocado em liberdade. (...) Conseguir um
trabalho não é tão fácil como parece, já que mesmo as
a�vidades menos qualificadase manuais (como as
relacionadas a limpeza, serviços gerais, construção civil,
dentre outras) demandam ‘atestado de bons
antecedentes e a marca da passagem pela cadeia pode
significar um indesejável pertencimento ao mundo do
crime’ (Ramalho, 2018, p. 91). (...) O fator [condicionante
da reincidência] mais citado, presente em 44% dos textos
[sobre o tema], foi a baixa qualificação e as poucas
oportunidades, sendo essa a explicação padrão de boa
parte da literatura para a reincidência.”
 
RIBEIRO, Ludmila; OLIVEIRA, Valéria. Reincidência e
reentrada na prisão no Brasil: o que os estudos dizem
sobre os fatores que contribuem para essa trajetória.
Ar�go Estratégico 56. São Paulo: Ins�tuto Igarapé, 2022.
p.10-14.
 
Aplicando a noção proposta por Robert Merton, no texto
I, ao cenário descrito no texto II, qual definição da
situação das pessoas egressas do sistema prisional pelos
possíveis empregadores no mercado de trabalho tornaria
a reincidência criminal uma “profecia que se cumpre por
si mesma”?
a) Pessoas egressas do sistema prisional têm dificuldade
de conseguir emprego no mercado de trabalho porque
são es�gma�zadas.
b) Pessoas egressas do sistema prisional têm a mesma
chance de conseguir empregos que o restante da
população, razão pela qual não devem ser
privilegiadas pelos empregadores.
c) Pessoas egressas do sistema prisional já foram
condenadas e cumpriram pena pelo crime come�do e
merecem a oportunidade de trabalhar para
recomeçarem a vida.
d) Pessoas egressas do sistema prisional voltarão a
cometer crimes e, por isso, não devem ser contratadas
para trabalhar.
e) Pessoas egressas do sistema prisional conseguem
somente trabalhos informais e de baixa remuneração
por terem pouca qualificação e dificuldades para
conseguir seus documentos.
SOC0373 - (Unesp)
Nenhum grupo de mulheres brancas conheceu
melhor a diferença entre seu próprio status e o status das
mulheres negras do que o grupo de mulheres brancas
poli�camente conscientes e a�vistas na luta pelos
direitos civis. Ainda assim, várias dessas mulheres
deslocaram-se das lutas pelos direitos civis para as lutas
pela libertação da mulher e lideraram um movimento
feminista em que suprimiram e negaram a consciência
sobre as diferenças que viram e ouviram.
Elas entraram para o movimento feminista apagando
e negando a diferença, sem pensar em raça e gênero
juntos, mas eliminando raça do cenário.
(bell hooks. O feminismo é para todo mundo: polí�cas
arrebatadoras, 2018. Adaptado.)
 
Ao abordar aspectos do Movimento pelos Direitos Civis
nos Estados Unidos da década de 1960, o excerto
64@professorferretto @prof_ferretto
a) aponta o insucesso das reivindicações de igualdade de
raça e gênero e a persistência de padrões históricos de
desigualdade na sociedade norte-americana.
b) lamenta a ausência de uma história de mobilizações
feministas e negras e de uma disposição das mulheres
brancas para atuar em defesa das conquistas de
direitos sociais.
c) iden�fica a ocorrência em paralelo de ações
afirma�vas das mulheres e dos negros e a falta de
conexão entre esses dois campos de reivindicação de
direitos.
d) caracteriza a mudança radical por que passou a
sociedade norte-americana no período e o nascimento
de interconexões entre os movimentos negro e
feminista.
e) enfa�za a importância da estratégia polí�ca do
a�vismo feminista e sua influência sobre as
mobilizações posteriores de reivindicação de direitos
da população negra.
SOC0374 - (Unesp)
As transformações no tempo e no espaço são
responsáveis também pela ressignificação de conceitos,
de modo que a pobreza urbana de hoje não é a mesma
que a de décadas atrás [...].
O impera�vo das finanças permi�u a renovação dos
padrões de consumo das camadas mais pobres das
cidades, que experimentam, ao mesmo tempo, a
precariedade em seu co�diano. Dessa maneira, pobreza
urbana é nova por- que possui os conteúdos do atual
período da história, e é velha porque ocorre em
copresença da falta de serviços e infraestruturas básicas.
(Kauê Lopes dos Santos. Uma nova pobreza urbana:
financeirização do consumo e novos espaços da periferia
de São Paulo, 2017.)
 
O excerto iden�fica
a) a contradição no perfil da pobreza nas cidades
contemporâneas e define espaço como uma
acumulação desigual de temporalidades.
b) o aumento de consumo de bens duráveis e
semiduráveis pela população pobre urbana e celebra o
sucesso da polí�ca desenvolvimen�sta dos anos 1950.
c) a expansão territorial das metrópoles dos países
emergentes e ques�ona a importância do estudo do
passado para compreender os problemas do presente.
d) o impacto da modernização tecnológica das grandes
cidades dos países subdesenvolvidos e destaca a
implantação de polí�cas de aceleração do
desenvolvimento nos anos 2000.
e) a paralisia do setor financeiro privado diante do
aumento da pobreza na década de 2010 e indica uma
tendência de inves�mentos nas áreas nobres das
grandes cidades. 
SOC0375 - (Unesp)
O espaço urbano é onde proliferavam a pobreza e
certa autonomia dos desqualificados sociais, bastante
incômoda para as autoridades. Era justamente este o
espaço social das mulheres pobres, livres, forras e
escravizadas. Circulavam pelas fontes públicas, tanques,
lavadouros, pontes, ruas e praças da cidade, onde era
jogado o lixo das casas e o mato crescia a ponto de
ocultar escravizados fugidos: o seu espaço social era
justamente o ponto de interseção onde se alternavam e
se sobrepunham as áreas de convívio das vizinhanças e
dos forasteiros; a do fisco municipal e a do pequeno
comércio clandes�no; as margens da escravidão e do
trabalho livre, o espaço do trabalho domés�co e o de sua
extensão ou comercialização pelas ruas...
(Maria Odila Leite da Silva Dias. “Mulheres sem
história”. In: Revista de História, 1983. Adaptado.)
 
Ao tratar de São Paulo do século XVIII, o excerto
estabelece um paralelo entre a condição das mulheres no
espaço urbano e
a) a situação de abandono das crianças pobres da
colônia.
b) a cons�tuição de um padrão ideal de família burguesa.
c) o prevalecimento dos interesses polí�cos da
metrópole.
d) a área de indefinição social, polí�ca ou econômica.
e) os setores da sociedade defensores de propostas
iden�tárias.
SOC0376 - (Unesp)
Observe as imagens. A da esquerda é in�tulada
“Plantas do Orquidário Moderno” (1845). A da direita
65@professorferretto @prof_ferretto
in�tula-se “Madame Professora” (1846).
 
 
 
As duas imagens referem-se a algumas sociedades
europeias do século XIX e
a) representam, com ironia, os novos papéis exercidos
pelas mulheres nas sociedades do período. 
b) aludem, com humor, ao avanço das pesquisas e do
ensino nas sociedades do período. 
c) constatam a subs�tuição da estrutura patriarcal pelo
matriarcalismo nas sociedades industriais. 
d) ilustram, com surpresa, a padronização do trabalho
feminino nas sociedades de economia industrial.
e) celebram a liderança polí�ca feminina numa
sociedade de hegemonia liberal. 
SOC0377 - (Unesp)
Leia as manchetes.
Com o premiado filme “Parasita”, Coreia do Sul
espalha seu “so� power” pelo mundo
(h�ps://tab.uol.com.br, 07.11.2019. Adaptado.)
 
Da banda de música pop “BTS” ao filme “Parasita”,
entenda como a Coreia do Sul aplica o “so� power”
(www.poder360.com.br, 05.04.2022. Adaptado.)
 
Da série “Round 6” ao es�lo musical “K-pop”, cultura
sul-coreana é novo vetor do “so� power” de Seul
(www.rfi.fr/br, 14.10.2021. Adaptado.)
 
O “so� power” citado nas manchetes corresponde
a) à alienação de consumidores quanto à origem de seus
produtos, ou seja, ao desconhecimento sobre a atual
divisão internacional do trabalho.
b) ao domínio do mercado pelo uso da coerção, ou seja,
à construção de uma relação de dependência dos
merca- dos em relação ao mundo oriental.
c) à busca de uma hegemonia por consenso, ou seja, à
u�lização da indústria cultural para se fazer presente
em diversos países.
d) à estratégia de combate à xenofobia nos países
ocidentais, ou seja, ao fortalecimento da
democra�zação do consumo de produtos culturais em
escala supranacional.
e)Acesso em: 10
mar. 2016.
 
A comparação entre o anúncio publicitário de 1968 e a
repercussão da no�cia de 2016 mostra a 
a) eli�zação da carreira cien�fica. 
b) qualificação da a�vidade domés�ca. 
c) ambição de indústrias patrocinadoras. 
d) manutenção de estereó�pos de gênero. 
e) equiparação de papéis nas relações familiares. 
SOC0067 - (Enem)
Para a Organização das Nações Unidas para a Educação, a
Ciência e a Cultura (Unesco), é importante promover e
proteger monumentos, sí�os históricos e paisagens
culturais. Mas não só de aspectos �sicos se cons�tui a
cultura de um povo. As tradições, o folclore, os saberes,
as línguas, as festas e diversos outros aspectos e
manifestações devem ser levados em consideração. Os
afro-brasileiros contribuíram e ainda contribuem
fortemente na formação do patrimônio imaterial do
Brasil, que concentra o segundo con�ngente de
população negra do mundo, ficando atrás apenas da
Nigéria.
MENEZES, S. A força da cultura negra: Iphan reconhece
manifestações como patrimônio imaterial. Disponível em:
www.ipea.gov.br. Acesso em: 29 set. 2015.
 
Considerando a abordagem do texto, os bens imateriais
enfa�zam a importância das representações culturais
para a 
a) construção da iden�dade nacional. 
b) elaboração do sen�mento religioso. 
c) dicotomia do conhecimento prá�co. 
d) reprodução do trabalho cole�vo. 
e) reprodução do saber tradicional. 
SOC0192 - (Enem)
Após sete anos da ocupação de um terreno abandonado
em Santo André, no ABC paulista, os condomínios Novo
Pinheirinho e Santos Dias foram inaugurados, com a
presença de representantes dos governos federal,
estadual e municipal. A ocupação começou em 2012 e,
desde então, o movimento vinha reivindicando o direito
de usufruir do espaço para a construção de casas. A
Cartas Magna, em seu art. 6º, garante a todos os
brasileiros o direito à moradia.
PUTTI, A. Disponível em: www.cartacapital.com.br.
Acesso em: 13 nov. 2021 (adaptado).
 
O texto apresenta uma estratégia usada pelo movimento
social para
a) fragilizar o poder público. 
b) fomentar a economia solidária. 
c) controlar a propriedade estatal. 
d) garan�r o preceito cons�tucional. 
e) incen�var a especulação imobiliária. 
SOC0164 - (Uece)
As pessoas que não seguem a heteronorma�vidade
dominante e possuem gêneros e sexualidades diferentes
não são mais referidas pelas an�gas siglas GLS (Gays,
Lésbicas e Simpa�zantes) e LGBT (Lésbicas, Bissexuais e
Transexuais). Mais recentemente, criou-se a sigla
LGBTQIA+ que engloba uma variedade maior de
6@professorferretto @prof_ferretto
iden�dades de gênero e sexualidades para além das já
conhecidas. Essa sigla consegue representar hoje,
pessoas que são transgêneros, traves�s, queer,
intersexuais, assexuais, agêneros, demissexuais, dentre
outras. Uma das razões para tal mudança é que a mais
recente sigla une, de forma mais coerente, tanto gênero
como sexualidade, como explica Rita Von Hunty em
vídeos do seu canal Tempero Drag no site Youtube.
“Rita em 5 minutos: LGBTQIA+”, Canal Tempero Drag,
Disponível em: h�ps://www.youtube.com/watch?
v=EREoc40JBr8 Acesso em: 25/04/2022
A respeito da recente sigla LGBTQIA+, é correto dizer que
a) sua diferença para as siglas usadas anteriormente está
no fato de que elas aliavam gênero e sexualidade.
b) o gênero está representado apenas na letra T, que
inicia a palavra transgêneros, enquanto as outras
letras representam as diferentes sexualidades.
c) sua relevância está no fato de promover maior
inclusão social.
d) ainda não contempla a totalidade dos gêneros e
sexualidades, pois exclui pessoas heterossexuais, que
não estão representadas.
SOC0094 - (Enem)
Ninguém nasce mulher: torna-se mulher. Nenhum
des�no biológico, psíquico, econômico define a forma
que a fêmea humana assume no seio da sociedade; é o
conjunto da civilização que elabora esse produto
intermediário entre o macho e o castrado que qualificam
o feminino.
BEAUVOIR, S. O segundo sexo. Rio de Janeiro: Nova
Fronteira, 1980.
 
Na década de 1960, a proposição de Simone de Beauvoir
contribuiu para estruturar um movimento social que teve
como marca o(a)
a) ação do Poder Judiciário para criminalizar a violência
sexual. 
b) pressão do Poder Legisla�vo para impedir a dupla
jornada de trabalho. 
c) organização de protestos públicos para garan�r a
igualdade de gênero. 
d) oposição de grupos religiosos para impedir os
casamentos homoafe�vos. 
e) estabelecimentos de polí�cas governamentais para
promover ações afirma�vas.
SOC0085 - (Enem)
Mas plantar pra dividir
Não faço mais isso, não.
Eu sou um pobre caboclo,
Ganho a vida na enxada.
O que eu colho é dividido
Com quem não planta nada.
Se assim con�nuar
vou deixar o meu sertão,
mesmo os olhos cheios d‘água
e com dor no coração.
Vou pró Rio carregar massas
pros pedreiros em construção.
Deus até está ajudando:
está chovendo no sertão!
Mas plantar pra dividir,
Não faço mais isso, não.
VALE, J; AQUINO, J. B. Sina de caboclo. São Paulo:
Polygram, 1994 (fragmento).
 
No trecho da canção, composta na década de 1960,
retrata-se a insa�sfação do trabalhador rural com 
a) a distribuição desigual da produção. 
b) os financiamentos feitos ao produtor rural. 
c) a ausência de escolas técnicas no campo. 
d) os empecilhos advindos das secas prolongadas. 
e) a precariedade de insumos no trabalho do campo. 
SOC0107 - (Enem)
Muitos países se caracterizam por terem populações
mul�étnicas. Com frequência, evoluíram desse modo ao
longo de séculos. Outras sociedades se tornaram
mul�étnicas mais rapidamente, como resultado de
polí�cas incen�vando a migração, ou por conta de
legados coloniais e imperiais.
GIDDENS. A. Sociologia. Porto Alegre: Penso, 2012
(adaptado).
 
Do ponto de vista do funcionamento das democracias
contemporâneas, o modelo de sociedade descrito
demanda, simultaneamente, 
a) defesa do patrio�smo e rejeição ao hibridismo. 
b) universalização de direitos e respeito à diversidade. 
c) segregação do território e es�mulo ao autogoverno. 
d) polí�cas de compensação e homogeneização do
idioma. 
e) padronização da cultura e repressão aos
par�cularismos.
SOC0122 - (Enem)
A criação do Sistema Único de Saúde (SUS) como uma
polí�ca para todos cons�tui-se uma das mais
importantes conquistas da sociedade brasileira no século
XX. O SUS deve ser valorizado e defendido como um
marco para a cidadania e o avanço civilizatório. A
7@professorferretto @prof_ferretto
democracia envolve um modelo de Estado no qual
polí�cas protegem os cidadãos e reduzem as
desigualdades. O SUS é uma diretriz que fortalece a
cidadania e contribui para assegurar o exercício de
direitos, o pluralismo polí�co e o bem-estar como valores
de uma sociedade fraterna, pluralista e sem
preconceitos, conforme prevê a Cons�tuição Federal de
1988.
RIZZOTO, M. L. F. et al. Jus�ça social, democracia com
direitos sociais e saúde: a luta do Cebes. Revista Saúde
em Debate, n. 116, jan.-mar. 2018 (adaptado).
 
Segundo o texto, duas caracterís�cas da concepção da
polí�ca pública analisada são:
a) Paternalismo e filantropia. 
b) Liberalismo e meritocracia. 
c) Universalismo e igualitarismo. 
d) Nacionalismo e individualismo. 
e) Revolucionarismo e copar�cipação.
SOC0111 - (Enem)
Outra importante manifestação das crenças e tradições
africanas na Colônia eram os objetos conhecidos como
“bolsas de mandinga”. A insegurança tanto �sica como
espiritual gerava uma necessidade generalizada de
proteção: das catástrofes da natureza, das doenças, da
má sorte, da violência dos núcleos urbanos, dos roubos,
das brigas, dos male�cios de fei�ceiros etc. Também para
trazer sorte, dinheiro e até atrair mulheres, o costume
era corrente nas primeiras décadas do século XVIII,
envolvendo não apenas escravos, mas também homens
brancos. 
CALAINHO, D. B. Fei�ços e fei�ceiros. In: FIGUEIREDO, L.
História do Brasil para ocupados. Rio de Janeiro: Casa da
Palavra, 2013 (adaptado).
 
A prá�ca histórico-cultural de matriz africana descrita no
texto representava um(a) 
a) expressãoao redesenho da hierarquia polí�co-econômica, ou
seja, ao retorno à velha ordem mundial pautada pelo
consumo cultural.
SOC0378 - (Unesp)
Analise a charge do cartunista Seri.
 
 
Ao se referir ao Censo, a charge
66@professorferretto @prof_ferretto
a) denuncia o preconceito socioeconômico do Censo e
traz ao debate a angús�a da população carente, à
margem das conquistas que possam oferecer jus�ça
social.
b) sa�riza a falta de empa�a dos recenseadores e
demonstra a insa�sfação da população com os
serviços públicos, precários àqueles que dependem de
sua oferta.
c) associa o atraso ao grau de desenvolvimento da
população e transfere às pessoas a responsabilidade
por sua condição, distante da noção de equidade.
d) minimiza a importância do Censo e cri�ca o
imedia�smo observado em nossa sociedade, marcada
pela desvalorização da reflexão e do senso crí�co.
e) ironiza o atraso na realização do Censo e remete a
uma de suas funções, a de embasar polí�cas públicas
com dados sobre a realidade da população.
SOC0379 - (Unesp)
A uberização nomeia um novo �po de gestão e
controle da força de trabalho, também compreendida
como uma tendência passível de se generalizar no
âmbito das relações de trabalho. [...] Resultando das
formas contemporâneas de eliminação de direitos,
transferência de riscos e custos para os trabalhadores e
novos arranjos produ�vos, ela em alguma medida
sinte�za processos em curso há décadas, ao mesmo
tempo em que se apresenta como tendência para o
futuro do trabalho. O tema ganha visibilidade com a
formação de enormes con�ngentes de trabalhadores
controlados por empresas que operam por meio de
plataformas digitais.
(Ludmila Costhek Abílio et al. “Uberização e
plataformização do trabalho no Brasil: conceitos,
processos e formas”. Sociologias, 2021.)
 
O excerto aborda as novas relações trabalhistas mediadas
por plataformas digitais. Com tais relações, nos próximos
anos o futuro do trabalho será definido pela
a) autogestão do trabalhador na relação com grandes
empresas.
b) queda na geração de vagas no setor informal.
c) persistência de mecanismos de exploração.
d) ex�nção de postos de serviço no setor primário.
e) flexibilidade na jornada de trabalho do profissional
não autônomo.
SOC0381 - (Unicamp)
No Brasil, um exemplo de história que precisa ser
narrada é a dos movimentos em defesa dos direitos que
hoje reconhecemos como movimentos LGBTQIA+. Tais
movimentos eclodiram como um ato de resistência em
plena ditadura civil-militar, marcada pela repressão e por
ideais conservadores. Naquele contexto, a busca por
visibilidade passou a ser compreendida como um dos
elementos fundamentais para a conquista da cidadania.
Entre outras coisas, os a�vistas defendiam que os direitos
polí�cos, sociais e civis tornam-se socialmente legí�mos
para os cidadãos quando envolvem o direito aos meios
de comunicação e à livre expressão. 
(Baseado em Vinicius Ferreira e Igor Sacramento,
Editorial: Movimento LGBT no Brasil: violências,
memórias e lutas. Reciis – Rev Eletron Comun Inf Inov
Saúde. 2019 abr.-jun.13(2): p. 234-239.)
 
A par�r da leitura do texto, assinale a alterna�va correta
acerca da historicidade dos movimentos polí�cos
iden�tários e suas estratégias polí�cas de ação.
a) Esses movimentos eclodiram na segunda metade do
século XX, foram perseguidos e silenciados pela
ditadura militar e retornaram à cena pública após a
instauração de um regime democrá�co. 
b) Por sua capacidade de obter alcance social, desde a
década de 1970, as mídias são ferramentas para a
construção de uma cidadania plena, sendo a busca por
visibilidade, portanto, uma das estratégias de ação do
movimento LGBTQIA+. 
c) O Brasil do século XX construiu-se como uma
democracia racial, o que garan�u aos movimentos
polí�cos e iden�tários nacionais o acesso aos direitos
civis, polí�cos e sociais, esvaziando as agendas dos
militantes LGBTQIA+.
d) Na atualidade, a onda de crimes de homofobia e
transfobia es�mulam o movimento LGBTQIA+ a rever
a pauta da visibilidade dos sujeitos, tornando a
militância mais discreta e voltada para o espaço
privado da ação dos indivíduos. 
SOC0383 - (Unicamp)
No livro “A invenção dos direitos humanos”, a
historiadora Lynn Hunt nomeou dois mecanismos de
transformação na França de fins do século XVIII. O
primeiro seria a popularização dos chamados romances
epistolares. As cartas enviadas pelas protagonistas
discorrem sobre as emoções humanas para os leitores. As
lutas das personagens Clarissa e Pâmela, descritas por
Samuel Richardson, ou as questões de Júlia, personagem
de Jean-Jacques Rousseau, fizeram com que os leitores
reconhecessem a legi�midade de seus desejos e de suas
vivências. Outro mecanismo de transformação social foi a
campanha contra a tortura, marcada por uma nova visão
de corpo. Para Hunt, ler relatos de tortura e romances
epistolares ajudou a moldar o foro ín�mo de cada um, o
que teve repercussão na polí�ca. 
67@professorferretto @prof_ferretto
 
Considerando o texto acima e o contexto histórico
comentado, assinale a alterna�va correta sobre os
direitos humanos.
a) O nascimento dos direitos humanos ligou-se ao
aparecimento do sen�mento de empa�a entre
diferentes sujeitos sociais, independentemente de sua
condição social, como se podia ver nos romances
epistolares. Isso influenciou os preceitos de liberdade
individual e de igualdade social. 
b) Conhecidas através dos romances policiais editados
pela imprensa revolucionária francesa, as personagens
literárias femininas subalternas ganharam importância
ao se oporem à tortura, defendida pelo Terceiro
Estado nos debates sobre direitos humanos. 
c) O nascimento dos direitos humanos envolveu a
contestação, pela imprensa francesa, da tortura como
prá�ca de obtenção de testemunho ou como cas�go.
Isso se devia ao fato de que a tortura feria a concepção
cristã de corpo, defendida pela Declaração dos Direitos
do Homem e do Cidadão.
d) Ao afirmar que todos são iguais perante a lei e que
todos gozam dos mesmos direitos,
independentemente de sua origem social ou
nascimento, a Declaração dos Direitos do Homem e do
Cidadão defendia o cidadão passivo, indiferente à
violência e à humilhação na convivência co�diana. 
SOC0384 - (Unicamp)
“Como pode um povo vivo 
Viver nesta cares�a
Como poderei viver
Como poderei viver
 
Dia e noite, noite e dia 
Com a barriga vazia 
Como pode um operário 
Viver com esse salário
 
Como pode a criançada 
Estudar sem comer nada”. 
(“Programa oficial do lançamento geral do abaixo-
assinado” do Movimento do Custo de Vida, 12/03/1978.
Doc. 039_4. Fundo ECO_PRE, Centro Pastoral Vergueiro.
Citado em: MONTEIRO, Thiago Nunes. Como pode um
povo vivo viver nesta cares�a: O Movimento do Custo de
Vida em São Paulo (1973-1982). São Paulo: Humanitas,
2017.)
 
A letra acima foi u�lizada pela campanha coordenada
pelo Movimento Custo de Vida, iniciado por mulheres
das periferias da cidade de São Paulo, em 1978. Sobre as
lutas por melhores condições de vida durante a década
de 1970 na ditadura militar (1964-85), é correto afirmar
que
a) o Movimento do Custo de Vida foi organizado para
protestar contra as polí�cas econômicas e sociais da
ditaura militar que provocavam o arrocho salarial e a
inflação.
b) diante da impossibilidade de fazer protestos de rua, o
Movimento do Custo de Vida teve atuação por meio
de letras de músicas de duplo sen�do (para driblar a
censura), veiculadas no rádio. 
c) após reunir cerca de 200 mil pessoas na Praça da Sé
em São Paulo em 1978, o Movimento do Custo de Vida
migrou para a luta armada como resposta à repressão.
d) as Comunidades Eclesiais de Base, instaladas nas
periferias das grandes cidades e onde começou o
Movimento do Custo de Vida, foram desmanteladas
em 1979.
SOC0385 - (Unicamp)
Sobre os debates entre os Governos do Mercosul, é
importante destacar que existem instâncias de
construção de memórias regionais. Estas experiências
acompanham os processos de verdade e jus�ça que
estão em andamento nos países para revisar, inves�gar e
julgar os crimes de lesa-humanidadecome�dos, no
passado, pelo Estado. Nesta linha, os lugares de Memória
são instâncias que buscam transformar certas marcas a
fim de evocar memórias e torná-las inteligíveis ao situá-
las no contexto de um relato mais amplo. 
(Adaptado de: MERCOSUL. Ins�tuto de Polí�cas
Públicas em Direitos Humanos do MERCOSUL (IPPDH).
Princípios fundamentais para as polí�cas públicas sobre
lugares de me- mória. Buenos Aires: Mercosul, p. 5,
2012.)
 
A par�r do excerto e de seus conhecimentos, assinale a
alterna�va correta.
68@professorferretto @prof_ferretto
a) Embora o Mercosul seja definido pela integração
econômica, seus países membros também par�lham
experiências de ditaduras militares no passado,
experiências essas que cons�tuem uma memória
regional comum. 
b) A escolha de lugares de memória comuns ao passado
dos países membros do Mercosul pauta a agenda
econômica de sua integração e baliza a construção de
patrimônios edificados. 
c) A reparação dos crimes come�dos pelas ditaduras
militares dos estados membros do Mercosul se tornou
possível com a criação de instâncias jurídicas
supranacionais que julgam violações contra a
humanidade.
d) Ainda que novas, nota-se que o obje�vo das polí�cas
públicas de memória do Mercosul – acerca dos
traumas das ditaduras – é eleger um conjunto de
patrimônios edificados para pacificar o passado. 
SOC0386 - (Unicamp)
Com propósitos diferentes, ambas as imagens promovem
a desinformação. Comparando historicamente os dois
exemplos de desinformação, é correto afirmar que
a) as campanhas de desinformação podem ser
encontradas em diferentes contextos, como visto no
uso do panfleto da rainha pela coroa francesa – com o
obje�vo de defender a monarquia – e na imagem do
Papa – que explora a contradição entre a riqueza do
Va�cano e os excluídos defendidos por ele. 
b) no século XVIII e no século XXI, a produção e a
circulação de fake news e desinformação são
controladas pelos aparelhos de censura que revisam
conteúdos orais e impressos, ainda que estruturados a
par�r de tecnologias diferenciadas. 
c) na era digital, a ruptura causada pelo uso de
Inteligência Ar�ficial e seu potencial na produção de
desinformação está ao alcance do público, na
instantaneidade e no realismo da imagem. No início da
contemporaneidade, as manipulações em imagens e
em no�cias eram acessadas pelo público através de
jornais e panfletos. 
d) os disposi�vos de Inteligência Ar�ficial representam
uma ruptura no combate à desinformação ao
possibilitar o rastreio e a eliminação instantânea
de fake news. No século XVIII, o público era refém de
no�cias falsas pela ausência desta tecnologia.
SOC0387 - (Unicamp)
Povos e comunidades tradicionais são grupos
culturalmente diferenciados e que se reconhecem como
tais. Esses grupos contam com formas próprias de
organização social, além de ocuparem e usarem
territórios e recursos naturais como condição para sua
reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e
econômica. Para tanto, u�lizam conhecimentos,
inovações e prá�cas gerados e transmi�dos pela tradição
(Inciso I, Art. 3o, Decreto 6.040 / 2007). Es�ma-se que
cerca de 4,5 milhões de pessoas fazem parte de
comunidades tradicionais atualmente no Brasil.
(Adaptado de: Populações Tradicionais – Ins�tuto
Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.
Disponível em: h�ps://www.gov.br/icmbio/pt-
br/assuntos/populacoes- -tradicionais. Acesso em
12/06/2023.)
 
Assinale a alterna�va que faz a correspondência correta
dos povos e comunidades tradicionais com a sua região
de atuação e com as suas prá�cas específicas de
organização socioterritorial.
69@professorferretto @prof_ferretto
a) Mulheres quebradeiras de coco babaçu da região do
Meio-norte aproveitam as matas de cocais e fazem uso
comunitário dos babaçuais para a coleta de coco e de
outros produtos das palmeiras. 
b) Geraizeiros da região da Amazônia Ocidental se
beneficiam dos rios para a pesca e pra�cam o
extra�vismo de frutos u�lizados na culinária regional e
transformados em produtos alimen�cios. 
c) Caiçaras da região litorânea do Ceará pra�cam a pesca
artesanal, u�lizam as riquezas naturais da Mata
Atlân�ca para o extra�vismo de frutos e fazem uso dos
roçados para a�vidades agrícolas de subsistência.
d) Faxinalenses do norte de Minas Gerais usufruem dos
campos para o desenvolvimento do extra�vismo
vegetal da erva mate e do pinhão, do cul�vo agrícola
em pequena escala e da criação de animais soltos. 
SOC0388 - (Unicamp)
 
Nas grandes cidades de todo o planeta, com maior ou
menor intensidade, cresce o número de pessoas em
situação de rua. No caso brasileiro, todavia, essa é uma
realidade urbana perene, agravada em momentos de
crise. Segundo es�ma�va do Ins�tuto de Pesquisa
Econômica Aplicada (IPEA), em 2022, exis�am 281.472
pessoas em situação de rua no Brasil.
(MONTFERRE, H., População em situação de rua
supera 281,4 mil pessoas no Brasil. IPEA, 08/12/2022)
 
O fenômeno descrito no excerto, e reportado na imagem,
se cons�tuiu historicamente nas cidades brasileiras em
função
 
 
a) da crise conjuntural da úl�ma década, agravada com a
pandemia de covid-19; muitas vezes, a gestão urbana
impõe a essa população a precariedade da circulação
sem fim pela cidade e mesmo pela rede urbana. 
b) do processo de modernização-urbanização
excludente; as ações de polí�ca urbana implementam
programas de habitação popular nas áreas centrais
para viabilizar a gentrificação e o direito à cidade a
essa população. 
c) da crise conjuntural da úl�ma década, agravada pela
pandemia de covid-19; a gestão urbana busca formas
de integrar essa população aos espaços urbanos por
meio das casas de acolhimento e de programas de
emprego e renda.
d) do processo de modernização-urbanização
excludente; a gestão urbana promove, muitas vezes,
prá�cas de “higienização” do espaço, isto é, de
expulsão, com o apoio de setores da sociedade. 
SOC0390 - (Unicamp)
TEXTO 1 
 
 
Manifesto de lançamento da “Coalizão Negra Por
Direitos”, reunião de en�dades e cole�vos do movimento
negro brasileiro, 2020.
 
TEXTO 2 
O sociólogo Octavio Ianni afirmou que democracia e
cidadania são processos polí�cos marcados por
dificuldades e retrocessos, pois a par�cipação social –
especialmente a de grupos como mulheres, negros,
indígenas – é uma luta penosa e que, no Brasil, vem
sendo realizada precariamente ao longo da história.
(Adaptado de: “Entrevista com Octavio Ianni:
Comunicação e Globalização”. Revista Novos Olhares, n.
4, p. 25, 1999.)
 
De acordo com os textos 1 e 2, é possível dizer que, no
caso brasileiro, os conceitos de democracia e de
cidadania
70@professorferretto @prof_ferretto
a) são limitados pela persistência histórica do racismo,
pois os movimentos sociais pouco se ocupam dessa
temá�ca, reduzindo a possibilidade da conquista de
igualdade. 
b) podem ser tomados como conceitos relacionados,
rela�vos à esfera do indivíduo, e marcados por
processos lineares de conquistas de direitos sociais. 
c) podem ser tomados como conceitos relacionados,
próprios da esfera cole�va, e marcados por processos
não lineares de conquistas e perdas de direitos sociais.
d) são marcados por disputas sociais e históricas, e
influenciam, de modo secundário, o exercício da
igualdade, especialmente para grupos como mulheres,
negros e indígenas. 
SOC0391 - (Unicamp)
As sociólogas Patrícia Hill Collins e Sirma Bilge
procuram explicar as relações entre mérito, oportunidade
e desigualdades u�lizando a metáfora de um campo de
futebol. Elas imaginam uma situação na qual o campo
seria um terreno levemente em declive, na qual o gol do
Time 1 fica no topo e o do Time 2, na parte baixa.
Quando o Time 1 tenta marcar um gol, a topografia do
campo ajuda, o que não ocorre com o Time 2, que pode
ter talento e disciplina, mas sempre trava uma batalha
morro acima para marcar um gol. No caso de uma par�da
de futebol, torcedores ficariam indignados se os campos
de verdade fossem inclinados dessa maneira. No entanto,
é isso que fazem as divisões sociais de classe, gênero e
raça, ou seja, achamosque estamos jogando em
igualdade de condições quando, na verdade, não
estamos. 
(Adaptado de: HILL COLLINS, P.; BILGE, S.
Interseccionalidades. São Paulo: Boitempo, p. 32-33,
2016.)
 
A par�r do texto, é correto afirmar que
a) divisões sociais de classe, gênero e raça permitem que
todas as pessoas tenham acesso às mesmas
oportunidades e possam igualmente desenvolver suas
habilidades e ap�dões. 
b) condições de compe�ção individual são marcadas por
divisões de classe, gênero e raça, e são influenciadas
pelo contexto social, polí�co e econômico. 
c) o mérito e o esforço individual podem ser isolados das
divisões de classe, gênero e raça e considerados como
parâmetros justos para a dinâmica da vida social.
d) divisões de classe, gênero e raça estão presentes na
vida em sociedade e têm relação marginal com o
fenômeno da desigualdade. 
SOC0392 - (Unicamp)
"A negação da plena humanidade do Outro, o seu
enclausuramento em categorias que lhe são estranhas, a
afirmação de sua incapacidade inata para o
desenvolvimento e aperfeiçoamento humano, a
des�tuição da sua capacidade de produzir cultura e
civilização prestam-se a afirmar uma razão racializada,
que hegemoniza e naturaliza a superioridade europeia." 
(CARNEIRO, Sueli. Disposi�vo de racialidade. A
construção do outro como não ser como fundamento do
ser. São Paulo: Zahar, p. 91, 2023.)
 
Escolha a alterna�va que apresenta crí�ca semelhante à
de Sueli Carneiro.
a) "Tão essencial é a diferença entre essas duas raças
humanas [branca e negra], que parece ser tão grande
em relação às capacidades mentais quanto às
diferenças de cores." (E. Kant. Observações sobre o
sen�mento do belo e do sublime. Campinas: Papirus,
p. 75- 76,1993.). 
b) "É na brutalidade e na selvageria que vemos o homem
africano, na medida em que o podemos observar; e
assim permanece hoje." (Hegel. A razão na história.
Lisboa: Edições 70, p. 218.) 
c) “A nossa solução foi medíocre. Estragou as duas raças,
fundindo-as. O negro perdeu as suas admiráveis
qualidades �sicas de selvagem, e o branco sofreu a
inevitável piora de caráter, consequente a todos os
cruzamentos entre raças díspares". (Personagem Miss
Jane, do livro O Presidente Negro, de Monteiro Lobato.
São Paulo: Editora Lafonte, p. 82, 2019.)
d) "Na medida em que o racismo, enquanto discurso, se
situa entre os discursos de exclusão, o grupo por ele
excluído é tratado como objeto e não como
sujeito." (Lélia Gonzales. Cultura, etnicidade e
trabalho: efeitos linguís�cos e polí�cos da exploração
da mulher". In: RIOS, F.; LIMA, M. Por um feminismo
afro-la�no-americano. São Paulo: Zahar, p. 43, 2020.) 
SOC0393 - (Unicamp)
"Apesar de sua presumida evidência, a ar�culação
entre liberdade e igualdade é mais complicada do que
parece. Sua reunião em um mesmo indivíduo, que seria,
ao mesmo tempo, livre e igual a seus semelhantes,
esconde tensões significa�vas. Como, por exemplo,
alguém poderia ser livre em um contexto no qual
prevalecem desigualdades aberrantes? Em contrapar�da,
o que resta da liberdade se os indivíduos não puderem
singularizar-se e diferenciar-se uns dos outros?"
(FIGUEIREDO, V. A paixão da Igualdade: uma
genealogia do indivíduo moral na França. Belo Horizonte:
Relicário, p. 9, 2021.)
71@professorferretto @prof_ferretto
 
Escolha, dentre as alterna�vas a seguir, aquela que
sinte�za melhor a ideia expressa na citação de
Figueiredo:
a) A realização da liberdade e da igualdade independe da
supressão de desigualdades profundas. 
b) A ar�culação entre liberdade e igualdade é um ideal
que não contrasta com regimes polí�cos
an�democrá�cos.
c) A ar�culação entre liberdade e igualdade é complexa
porque exige tanto a supressão de desigualdades
extremas quanto a possibilidade da afirmação das
diferenças individuais.
d) O desenvolvimento pleno do capitalismo e da livre
concorrência são condições suficientes para a
concre�zação da liberdade e da igualdade. 
72@professorferretto @prof_ferrettodo valor das fes�vidades da população
pobre. 
b) ferramenta para submeter os ca�vos ao trabalho
forçado. 
c) estratégia de subversão do poder da monarquia
portuguesa. 
d) elemento de conversão dos escravos ao catolicismo
romano. 
e) instrumento para minimizar o sen�mento de
desamparo social.
SOC0140 - (Enem)
Houve crescimento de 74% da população brasileira
encarcerada entre 2005 e 2012. As análises
possibilitaram iden�ficar o perfil da população que está
nas prisões do país: homens, jovens (abaixo de 29 anos),
negros, com ensino fundamental incompleto, acusados
de crimes patrimoniais e, no caso dos presos adultos,
condenados e cumprindo regime fechado e,
majoritariamente, com penas de quatro até oito anos.
BRASIL. Mapa do encarceramento: os jovens do Brasil.
Brasília: Presidência da República, 2015.
 
Nesse contexto, as polí�cas públicas para minimizar a
problemá�ca descrita devem privilegiar a
a) flexibilização do Código Civil. 
b) promoção da inclusão social. 
c) redução da maioridade penal. 
d) contenção da corrupção polí�ca. 
e) expansão do período de reclusão. 
SOC0098 - (Enem)
Ser moderno é encontrar-se em um ambiente que
promete aventura, poder, alegria, crescimento,
autotransformação e transformação das coisas em redor
– mas ao mesmo tempo ameaça destruir tudo o que
temos, tudo o que sabemos, tudo o que somos. A
experiência ambiental da modernidade anula todas as
fronteiras geográficas e raciais, de classe e nacionalidade:
nesse sen�do, pode-se dizer que a modernidade une a
espécie humana. Porém, é uma unidade paradoxal, uma
unidade de desunidade.
BERMAN. M. Tudo que é sólido desmancha no ar: a
aventura da modernidade.
São Paulo: Cia. das Letras. 1986 (adaptado).
 
O texto apresenta uma interpretação da modernidade
que a caracteriza como um(a) 
a) dinâmica social contraditória. 
b) interação cole�va harmônica. 
c) fenômeno econômico estável. 
d) sistema internacional decadente. 
e) processo histórico homogeneizador.
SOC0145 - (Enem)
Após sete anos da ocupação de um terreno abandonado
em Santo André, no ABC paulista, os condomínios Novo
Pinheirinho e Santos Dias foram inaugurados, com a
presença de representantes dos governos federal,
estadual e municipal. A ocupação começou em 2012 e,
desde então, o movimento vinha reivindicando o direito
de usufruir do espaço para a construção de casas. A
8@professorferretto @prof_ferretto
Cartas Magna, em seu art. 6º, garante a todos os
brasileiros o direito à moradia.
PUTTI, A. Disponível em: www.cartacapital.com.br.
Acesso em: 13 nov. 2021 (adaptado).
O texto apresenta uma estratégia usada pelo movimento
social para
a) fragilizar o poder público.
b) fomentar a economia solidária.
c) controlar a propriedade estatal.
d) garan�r o preceito cons�tucional.
e) incen�var a especulação imobiliária.
SOC0063 - (Udesc)
Vários foram os movimentos sociais que ganharam força
e visibilidade a par�r dos anos 60. O movimento
feminista é, reconhecidamente, um deles. As questões de
gênero, bastante deba�das nos dias atuais, advêm das
pautas e das reivindicações deste movimento.
 
A respeito das questões de gênero e com base nas
informações acima, assinale a alterna�va correta. 
a) As discussões sobre gênero visam instaurar uma
supremacia do feminino sobre o masculino. 
b) As relações de gênero são fundamentadas,
exclusivamente, na biologia e podem ser
compreendidas como sinônimo de “sexo”. 
c) As chamadas relações de gênero são cons�tuídas por
elementos de ordem polí�ca, econômica e social. 
d) As questões de gênero desconsideram os aspectos
históricos, que fundamentam uma sociedade. 
e) As questões de gênero não possuem relação com os
movimentos feministas. 
SOC0053 - (Fmc)
As teorias racistas do século XIX ganharam relevância à
medida que se desenvolveram teorias cien�ficas como o
evolucionismo e o posi�vismo.
 
Essa associação, própria do século XIX, que ressoa,
entretanto, até hoje pode ser explicada a par�r 
a) dos receios do avanço do socialismo no século XIX, em
especial, na Rússia, originando polí�cas de expansão
para a Ásia e África com o intuito de protegê-las pela
valorização de suas economias e pelo elogio de suas
etnias. 
b) do desdobramento das propostas iluministas, que
ganharam força no terreno polí�co com o liberalismo
e o socialismo, possibilitando alianças como a que
garan�u a unificação alemã e o fim dos preconceitos
raciais em relação à África. 
c) do crescente desenvolvimento econômico das nações
europeias, capitaneado pela Inglaterra, a promover o
bem-estar nas grandes cidades e servindo de exemplo
para a criação de uma base de igualdade civilizacional
entre Europa e Ásia. 
d) do papel significa�vo desempenhado pelos estados
europeus, livres das amarras dos regimes
monárquicos, no processo de mundialização, ao final
do século XIX, como a ação inglesa favorecedora do
crescimento econômico e da independência da
Índia. 
e) do protagonismo europeu no tocante ao
desenvolvimento intelectual e tecnológico, pós-
revolução industrial, reforçando a liderança e a
hegemonia europeia sobre o mundo e marcando as
polí�cas de intervenção na África e na Ásia com forte
exclusão racial. 
SOC0087 - (Enem)
Compreende-se assim o alcance de uma reivindicação
que surge desde o nascimento da cidade na Grécia
an�ga: a redação das leis. Ao escrevê-las, não se faz mais
que assegurar-lhes permanência e fixidez. As leis tornam-
se bem comum, regra geral, susce�vel de ser aplicada a
todos da mesma maneira.
VERNANT, J. P. As origens do pensamento grego. Rio de
Janeiro: Bertrand Brasil, 1992 (adaptado).
 
Para o autor, a reivindicação atendida na Grécia an�ga,
ainda vigente no mundo contemporâneo, buscava
garan�r o seguinte princípio:
a) Isonomia – igualdade de tratamento aos cidadãos.
b) Transparência – acesso às informações
governamentais.
c) Tripar�ção – separação entre os poderes polí�cos
estatais.
d) Equiparação – igualdade de gênero na par�cipação
polí�ca.
e) Elegibilidade – permissão para candidatura aos cargos
públicos.
9@professorferretto @prof_ferretto
SOC0126 - (Enem)
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada e
proclamada pela Assembleia Geral da ONU na Resolução
217-A, de 10 de dezembro de 1948, foi um
acontecimento histórico de grande relevância. Ao
afirmar, pela primeira vez em escala planetária, o papel
dos direitos humanos na convivência cole�va, pode ser
considerada um evento inaugural de uma nova
concepção de vida internacional.
LAFER, C. Declaração Universal dos Direitos Humanos
(1948). In: MAGNOLI, D. (Org.). História da paz. São
Paulo: Contexto, 2008.
 
A declaração citada no texto introduziu uma nova
concepção nas relações internacionais ao possibilitar a
a) superação da soberania estatal. 
b) defesa dos grupos vulneráveis. 
c) redução da truculência belicista. 
d) impunidade dos atos criminosos. 
e) inibição dos choques civilizacionais.
SOC0061 - (Unesp)
“Eu �nha muito medo, estava sozinha, não �nha como
não trabalhar. Ela não me deixava amamentar meu filho
pela manhã, dizia que eu perderia tempo.” (Dora E. A.
Calle)
 
“Quando eu precisava sair da casa, sempre �nha que
pedir a chave. E nessa hora a chave sempre sumia.” (Raul
G. P. Mendoza)
 
“A casa onde eu trabalhava �nha outros 14 bolivianos,
que, assim como eu, queriam guardar dinheiro e voltar
para nosso país. Mas não é bem assim que acontece.”
(Alicia V. Balboa)
(Bárbara Forte. “Tecendo sonhos”.
h�ps://no�cias.bol.uol.com.br, 09.05.2019. Adaptado.)
 
Esses depoimentos retratam a realidade vivida por
imigrantes bolivianos que trabalharam no setor têx�l da
capital paulista.
 
Os depoimentos evidenciam 
a) a compe��vidade da Divisão Internacional do
Trabalho. 
b) a relação de trabalho análoga à escravidão. 
c) o processo de segregação es�mulado pela
xenofobia. 
d) a flexibilização das leis trabalhistas. 
e) o descompasso do trabalho formal com as mudanças
da globalização. 
SOC0128 - (Enem)
O toyo�smo, a par�r dos anos 1970, teve grande impacto
no mundo ocidental,quando se mostrou para os países
avançados como uma opção possível para a superação de
uma crise de acumulação.
ANTUNES, R. Os sen�dos do trabalho: ensaio sobre a
afirmação e a negação do trabalho. São Paulo: Boitempo,
2009 (adaptado).
 
A caracterís�ca organizacional do modelo em questão,
requerida no contexto de crise, foi o(a) 
a) expansão dos grandes estoques. 
b) incremento da fabricação em massa. 
c) adequação da produção à demanda. 
d) aumento da mecanização do trabalho. 
e) centralização das etapas de planejamento. 
SOC0113 - (Enem)
Em algumas línguas de Moçambique não existe a palavra
“pobre”. O indivíduo é pobre quando não tem parentes.
A pobreza é a solidão, a ruptura das relações familiares
que, na sociedade rural, servem de apoio à
sobrevivência. Os consultores internacionais,
especialistas em elaborar relatórios sobre a miséria,
talvez não tenham em conta o impacto dramá�co da
destruição dos laços familiares e das relações de
entreajuda. Nações inteiras estão tornando-se “órfãs”, e a
mendicidade parece ser a única via de uma agonizante
sobrevivência. 
COUTO, M. E se Obama fosse africano? & outras
intervenções. Portugal: Caminho, 2009 (adaptado). 
 
Em uma leitura que extrapola a esfera econômica, o
autor associa o acirramento da pobreza à 
a) afirmação das origens ancestrais. 
b) fragilização das redes de sociabilidade. 
c) padronização das polí�cas educacionais. 
d) fragmentação das propriedades agrícolas. 
e) globalização das tecnologias de comunicação.
10@professorferretto @prof_ferretto
SOC0066 - (Enem)
Queijo de Minas vira patrimônio cultural brasileiro
 
O modo artesanal da fabricação do queijo em Minas
Gerais foi registrado nesta quinta-feira (15) como
patrimônio cultural imaterial brasileiro pelo Conselho
Consul�vo do Ins�tuto do Patrimônio Histórico e Ar�s�co
Nacional (Iphan). O veredicto foi dado em reunião do
conselho realizada no Museu de Artes e O�cios, em Belo
Horizonte. O presidente do Iphan e do conselho ressaltou
que a técnica de fabricação artesanal do queijo está
“inserida na cultura do que é ser mineiro”. 
Folha de S. Paulo, 15 maio 2008.
 
Entre os bens que compõem o patrimônio nacional, o
que pertence à mesma categoria citada no texto está
representado em: 
a)
b)
c)
d)
11@professorferretto @prof_ferretto
e)
SOC0156 - (Ufu)
O futuro terá menos empregos e mais trabalho [...]. Com
o passar dos anos, os vínculos emprega�cios começam a
ser desfeitos, abrindo espaço para outras formas de gerar
renda que não exigem presença �sica do funcionário. [...]
Formatos tradicionais serão subs�tuídos por contratos
esporádicos e temporários, em que o vínculo entre as
partes se encerra após a entrega. O expert pode
trabalhar em dois, três lugares diferentes par�cipando de
projetos dis�ntos.
RODRIGUES, Robson G. Tecnologias alteram modelos de
trabalho, que passam a ser mais flexíveis. Correio
Braziliense, 2018. Disponível em:
. Acesso em:
11 set. 2022.
Temos de reconhecer que nosso trabalhador sai do
processo de produção diferente de quando nele entrou.
[...] O contrato pelo qual ele vende sua força de trabalho
ao capitalista prova – por assim dizer, põe o preto no
branco – que ele dispõe livremente de si mesmo.
Fechado o negócio, descobre-se que ele não era
“nenhum agente livre”, que o tempo de que livremente
dispõe para vender sua força de trabalho é o tempo em
que é forçado a vendê-la, que, na verdade, seu parasita
não o deixará “enquanto houver um músculo, um nervo,
uma gota de sangue para explorar”.
MARX, Karl. O capital: crí�ca da economia polí�ca. Trad.
Rubens Enderle. São Paulo: Boitempo, 2013. Livro I. p.
373-374.
A par�r da comparação entre a no�cia sobre o avanço do
modelo de trabalho flexível e as considerações de Marx
acerca da posição do trabalhador no mercado capitalista,
é correto concluir que, na perspec�va marxista,
a) a liberdade de escolha do local em que se realiza o
trabalho impede a alienação em relação ao que é
produzido.
b) as formas flexíveis de trabalho podem aumentar a
jornada de trabalho ao eliminarem a dis�nção entre
tempo livre e tempo de trabalho.
c) as novas tecnologias possibilitaram a flexibilização da
jornada de trabalho, valorizando os direitos
trabalhistas.
d) os novos modelos de trabalho resolvem a contradição
entre trabalho e lazer.
SOC0139 - (Enem)
Vocês que fazem parte dessa massa
Que passa nos projetos do futuro
É duro tanto ter que caminhar
E dar muito mais do que receber
Ê, ô, ô, vida de gado
Povo marcado
Ê, povo feliz!
ZÉ RAMALHO. A peleja do diabo com o dono do céu. Rio
de Janeiro: Sony, 1979 (fragmento).
 
Qual comportamento cole�vo é cri�cado no trecho da
letra da canção lançada em 1979?
a) Militância polí�ca. 
b) Passividade social. 
c) Altruísmo religioso. 
d) Autocontrole moral. 
e) Inconformismo eleitoral. 
SOC0121 - (Enem)
A maior parte das agressões e manifestações
discriminatórias contra as religiões de matrizes africanas
ocorrem em locais públicos (57%). É na rua, na via
pública, que �veram lugar mais de 2/3 das agressões,
geralmente em locais próximos às casas de culto dessas
religiões. O transporte público também é apontado como
um local em que os adeptos das religiões de matrizes
africanas são discriminados, geralmente quando se
encontram paramentados por conta dos preceitos
religiosos.
REGO, L. F.; FONSECA, D. P. R.; GIACOMINI, S.
M. Cartografia social de terreiros no Rio de Janeiro. Rio
de Janeiro: PUC-Rio, 2014.
 
As prá�cas descritas no texto são incompa�veis com a
dinâmica de uma sociedade laica e democrá�ca porque 
12@professorferretto @prof_ferretto
a) asseguram as expressões mul�culturais. 
b) promovem a diversidade de etnias. 
c) falseiam os dogmas teológicos. 
d) es�mulam os rituais sincré�cos. 
e) restringem a liberdade de credo.
SOC0150 - (Ufpr)
Considere o trecho a seguir:
Os problemas de diversidade e pluralismo colocados em
pauta pelas sociedades mul�culturais, a par�r da década
de 1980, obrigaram-nos a uma nova reflexão sobre o
reconhecimento universalista proposto pela
Modernidade. Os movimentos sociais organizados por
homossexuais, negros, mulheres, entre outros grupos,
passaram a reivindicar a efe�va realização da igualdade
de oportunidades e o fim dos princípios discriminatórios.
Deu-se, então, o estabelecimento de polí�cas públicas
que ficaram conhecidas como polí�cas de ação
afirma�va.
(O’DONNEL, Julia et al. Tempos modernos, tempos de
sociologia. Rio de Janeiro: Editora do Brasil, 2018.)
Com base na argumentação das autoras, pode-se afirmar
que:
a) em termos prá�cos, a defesa desse novo �po de
reconhecimento social es�mula diferentes ações de
inclusão social, com exceção da “polí�ca de cotas”.
b) as polí�cas de ação afirma�va cons�tuem uma
estratégia ideológica pouco eficaz, correspondendo a
uma agenda globalista.
c) movimentos sociais organizados por homossexuais,
negros e negras (entre outras minorias) estão hiper-
representados na sociedade em virtude das recentes
polí�cas públicas de ação afirma�va, gerando grandes
distorções e privilégios para estes grupos favorecidos.
d) é necessário amplo debate sobre os temas da
diversidade e representação social, a�tude impera�va
para atualização de categorias fundamentadas em
pressupostos pré-modernistas.
e) ações afirma�vas se baseiam em um pressuposto que
leva em conta as condições desiguais de determinados
grupos sociais para acesso às oportunidades sociais.
SOC0110 - (Enem)
Sou filho natural de uma negra, africana livre, da Costa da
Mina (Nagô de Nação), de nome Luiza Mahin, pagã, que
sempre recusou o ba�smo e a doutrina cristã. Minha
mãe era baixa de estatura, magra, bonita, a cor era de um
preto re�nto e sem lustro, �nha os dentes alvíssimos
como a neve, era muito al�va, geniosa, insofrida. Dava-se
ao comércio – era quitantedeira, muito laboriosa e, mais
de uma vez, na Bahia, foi presa por envolver-se em
planos de insurreição de escravos que não �veram efeito.
AZEVEDO, E. “Lá vai verso!”: Luiz Gama e as primeiras
trovasburlescas de Getulino. In: CHALHOUB, S.; PEREIRA,
L. A. M. A história contada: capítulos de história social da
literatura no Brasil. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1998
(adaptado).
 
Nesse trecho de suas memórias, Luiz Gama ressalta a
importância dos(as)
a) laços de solidariedade familiar. 
b) estratégias de resistência cultural. 
c) mecanismos de hierarquização tribal. 
d) instrumentos de dominação religiosa. 
e) limites da concessão de alforria.
SOC0136 - (Enem)
Seu turno de trabalho acabou, você já está em casa e é
hora do jantar da família. Mas, em vez de relaxar, você
começa a pensar na possibilidade ter recebido alguma
mensagem importante no e-mail profissional ou no grupo
de WhatsApp da empresa. Imediatamente, você fica
distante. Momentos depois, com alguns toques na tela
do celular, você está de volta ao ambiente de trabalho. O
jantar e a família ficaram em segundo plano.
A simples vontade de chegar mensagens do trabalho pós-
expediente prejudica sua saúde – e a de sua família.
Disponível em: www.bbc.com. Acesso em: 4 dez. 2018.
 
O texto indica prá�cas nas relações co�dianas do
trabalho que causam para o indivíduo a
a) proteção da vida privada. 
b) ampliação de a�vidades extras. 
c) elevação de etapas burocrá�cas. 
d) diversificação do lazer recrea�vo. 
e) desobrigação de afazeres domés�cos.
SOC0048 - (Unesp)
A classificação das raças em “superiores” e “inferiores”,
recorrente desde o século XVII, ganha uma falsa
legi�midade baseada no mito iluminista do saber
cien�fico, coincidindo com a necessária jus�fica�va de
que a dominação e a exploração da África, mais do que
“naturais” e inevitáveis, eram “necessárias” para
desenvolver os “selvagens” africanos, de acordo com as
normas e os valores da civilização ocidental.
(Leila Leite Hernandez. A África na sala de aula: visita à
história contemporânea, 2005.)
 
13@professorferretto @prof_ferretto
As teorias raciais u�lizadas durante o processo de
colonização da África no século XIX eram 
a) desdobramentos do pensamento ilustrado, que
valorizava a liberdade e a igualdade social e de
natureza. 
b) manifestações ideológicas que buscavam jus�ficar a
exploração e o domínio europeus sobre o con�nente
africano. 
c) baseadas no pensamento lamarckista, que explicava a
transmissão gené�ca de caracterís�cas fisiológicas e
intelectuais adquiridas. 
d) validadas pela defesa darwinista do direito dos
superiores se imporem aos demais seres vivos. 
e) sustentadas pelo pensamento antropológico, que
tratava as diferenças culturais dos diversos povos
como posi�vas e necessárias. 
SOC0097 - (Enem)
O conceito de função social da cidade incorpora a
organização do espaço �sico como fruto da regulação
social, isto é, a cidade deve contemplar todos os seus
moradores e não somente aqueles que estão no mercado
formal da produção capitalista da cidade. A tradição dos
códigos de edificação, uso e ocupação do solo no Brasil
sempre par�ram do pressuposto de que a cidade não
tem divisões entre os incluídos e os excluídos
socialmente.
QUINTO JR., L. P. Nova legislação urbana e os velhos
fantasmas.
Estudos Avançados (USP), n. 47, 2003 (adaptado).
 
Uma polí�ca governamental que contribui para viabilizar
a função social da cidade, nos moldes indicados no texto,
é a 
a) qualificação de serviços públicos em bairros
periféricos. 
b) implantação de centros comerciais em eixos
rodoviários. 
c) proibição de construções residenciais em regiões
íngremes. 
d) disseminação de equipamentos culturais em locais
turís�cos. 
e) desregulamentação do setor imobiliário em áreas
favelizadas.
SOC0143 - (Enem)
No seio de diversos povos africanos, nomeadamente no
an�go Reino do Congo, existem testemunhos gráficos de
que a escrita tomava várias formas. Exemplo disso são as
tampas de panela esculpidas em baixo-relevo do povo
Woyo (região de Cabinda), com cenas e provérbios do
co�diano, desenhos na terra ou areia, imagens gravadas
ou inscritas nos bastões de chefe ou em pedras sagradas,
mas, sobretudo, movimentos do corpo humano inscritos
num gestual familiar. Entre os Woyo exis�a o costume de
os pais oferecerem aos filhos testos ou tampas de
panelas entalhados, transmi�ndo uma espécie de recado,
com signos codificados que traduziam orientações para
conseguir uma boa relação conjugal, ter sensatez na
escolha do cônjuge e estar alerta para as dificuldades do
casamento.
RODRIGUES, M. R. A. M.; TAVARES, A. C. P. Singularidades
museológicas de uma tábua com esculturas em diálogo:
do alambamento ao casamento em Cabinda
(Angola). Anais do Museu Paulista, n. 2, maio-ago. 2017
(adaptado).
 
Para o povo Woyo, os artefatos culturais mencionados no
texto cumprem a função de uma
a) pedagogia dos costumes sociais. 
b) imposição das formas de comunicação. 
c) desvalorização dos comportamentos da juventude. 
d) des�tuição dos valores do matrimônio. 
e) etnografia das celebrações religiosas. 
SOC0125 - (Enem)
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) realizou 248
ações fiscais e resgatou um total de 1.590 trabalhadores
da situação análoga à de escravo, em 2014, em todo o
país. A análise do enfrentamento do trabalho em
condições análogas às de escravo materializa a efe�vação
de parcerias inéditas no trato da questão, podendo ser
referenciadas ações fiscais realizadas com o Ministério da
Defesa, Exército Brasileiro, Ins�tuto Brasileiro do Meio
Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e
Ins�tuto Chico Mendes de Conservação da
Biodiversidade (ICMBio).
Disponível em: h�p://portal.mte.gov.br. 
Acesso em: 4 fev. 2015 (adaptado).
 
A estratégia defendida no texto para reduzir o problema
social apontado consiste em:
a) Ar�cular os órgãos públicos. 
b) Pressionar o Poder Legisla�vo. 
c) Ampliar a emissão de multas. 
d) Limitar a autonomia das empresas. 
e) Financiar as pesquisas acadêmicas.
SOC0157 - (Uece)
Os processos de trabalho sofreram mudanças nos úl�mos
50 anos ao redor do mundo com a implementação da
concepção de flexibilidade nas novas formas de gestão. E,
14@professorferretto @prof_ferretto
de forma inevitável, a implementação dessa flexibilização
das normas e do ambiente de trabalho trouxe variadas
consequências para os trabalhadores. Uma dessas
consequências, para Senne� (2011) é o que ele
iden�ficou como “formação do caráter do novo
trabalhador no novo capitalismo”. Para esse autor, o
ambiente de trabalho moderno e flexível carrega como
consequências a instabilidade, a insegurança e a
compe�ção que não permitem que as pessoas construam
um caráter embasado a par�r de algumas virtudes como
lealdade, confiança, comprome�mento e ajuda mútua.
Nesse sen�do, Senne� argumenta que existe no que ele
chamou de “novo capitalismo” uma “corrosão do caráter
dos novos trabalhadores”.
SENNETT, Richard. A corrosão do caráter: as
consequências pessoais do trabalho no novo capitalismo.
16ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2011.
Considerando o exposto, assinale a afirmação verdadeira.
a) As dinâmicas que marcam esse “novo capitalismo”, na
verdade, trazem mudanças inevitáveis, porém muito
mais benéficas para o trabalhador.
b) A integridade e a confiança são reforçadas na
construção do caráter desse “novo trabalhador”, que
se prepara melhor para conquistar seus obje�vos.
c) Para a não corrosão do caráter, seriam necessárias
condições mais estáveis no trabalho, o que estas novas
formas de gestão não proporcionam.
d) A flexibilização dos processos destravou o acesso para
a ascensão individual do trabalhador, o que ajuda a
corroer as an�gas estruturas capitalistas.
SOC0151 - (Ufpr)
Considere o excerto a seguir.
Na sociologia, até os anos 1970, o conceito de “papéis
sociais de sexo”, apresentado pela antropóloga cultural
estadunidense Margaret Mead (1901-1978), era o termo
mais u�lizado. É a par�r dessa década que as teorias
sociais passam a u�lizar o conceito de gênero
influenciadas pela chamada segunda onda do feminismo
[...]. Desse modo, o conceito de gênero passa a enfa�zar
os processos de construção dos comportamentos em
relaçãoao corpo e aos afetos, justamente para superar o
“congelamento” das categorias de homem e mulher que
advêm de descrições biológicas. [...] Isso quer dizer, como
afirma o sociólogo francês Pierre Bourdieu, que as
estruturas e ins�tuições sociais partem de uma
construção simbólica em que as caracterís�cas
masculinas e femininas são biologizadas, naturalizadas e,
portanto, dificilmente podem ser desconstruídas.
(SILVA, Afrânio et. al. Sociologia em movimento. São
Paulo: Moderna, 2016. p. 333.)
Sobre a abordagem sociológica do conceito de gênero, é
correto afirmar:
a) A imaginação sociológica, categoria definida pela
sociologia norte-americana, é a ferramenta mais
importante no processo de construção das categorias
de análise e do conceito de gênero, contrariando as
teses de Pierre Bourdieu sobre os poderes simbólicos.
b) Para a sociologia, iden�dade de gênero se cons�tui no
contexto das relações sociais, base na qual se
formulam sen�dos e significados aos aspectos
anatômicos e se ins�tucionalizam diferenciações
psíquicas e comportamentais e divisões sexuais do
trabalho social.
c) Margaret Mead pouco contribuiu para os estudos
sobre gênero, pois sua abordagem estritamente
antropológica não ofereceu ferramentas eficazes na
análise sociológica.
d) Apesar das diferentes ondas feministas que se
formaram no decorrer do século XX, não houve
impacto significa�vo nos estudos sociológicos sobre
gênero, pois só muito recentemente a sociologia tem
se preocupado com o tema.
e) Para a teoria social, é imprescindível considerar os
aspectos inatos e essenciais da a�vidade humana,
logo, os estudos sociológicos daí decorrentes
demonstram como os aspectos relacionais têm pouca
influência sobre os estudos de gênero.
SOC0124 - (Enem)
Saudado por centenas de militantes de movimentos
sociais de quarenta países, o papa Francisco encerrou no
dia 09/07/2015 o 2º Encontro Mundial dos Movimentos
Populares, em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia.
Segundo ele, a “globalização da esperança, que nasce dos
povos e cresce entre os pobres, deve subs�tuir esta
globalização da exclusão e da indiferença”.
Disponível em: h�p://cartamaior.com.br. 
Acesso em: 15 jul. 2015 (adaptado).
 
No texto há uma crí�ca ao seguinte aspecto do mundo
globalizado:
a) Liberdade polí�ca. 
b) Mobilidade humana. 
c) Conec�vidade cultural. 
d) Disparidade econômica. 
e) Complementaridade comercial.
SOC0197 - (Enem)
) Hoje sou um ser inanimado, mas já �ve vida pulsante
em seivas vegetais, fui um ser vivo; é bem verdade que
do reino vegetal, mas isso não me �rou a percepção de
vida vivida como tamborete. Guardo apreço pelos meus
criadores, as mãos que me fizeram, me venderam, 6
15@professorferretto @prof_ferretto
pelas mulheres que me usaram para suas vendas e de
tantas outras maneiras. Essas pessoas, sim, �veram suas
subje�vidades, singularidades e pluralidades, que estão
incorporadas a mim. É preciso considerar que a nossa
história, de móveis de museus, está para além da mera
vinculação aos es�los e à patrimonialização que
recebemos como bem material vinculado ao patrimônio
imaterial. A nossa história está ligada aos dons individuais
das pessoas e suas prá�cas sociais. Alguns indivíduos
consagravam-se por terem determinados requisitos, tais
como o conhecimento de modelos clássicos ou destreza
nos desenhos.
FREITAS, J. M.; OLIVEIRA, L. R. Memórias de um
tamborete de baiana: as muitas vozes em um objeto de
museu. Revista Brasileira de Pesquisa (Auto)Biográfica, n.
14, maio-ago. 2020 (adaptado).
 
Ao descrever-se como patrimônio museológico, o objeto
abordado no texto associa a sua história às
a) habilidades ar�s�cas e culturais dos sujeitos. 
b) vocações religiosas e pedagógicas dos mestres. 
c) naturezas antropológica e etnográfica dos expositores.
 
d) preservações arquitetônicas e visual dos
conservatórios. 
e) competências econômica e financeira dos
comerciantes.
SOC0052 - (Uerj)
Fronteiras reais 
 
As fronteiras reais desrespeitam fronteiras cartográficas e
geopolí�cas e serpenteiam pelo mundo, dividindo povos
e classes. Para cruzar uma fronteira real, não é preciso
passaporte ou qualquer outra formalidade. Com um
passo, você atravessa uma fronteira econômica, às vezes
sem nem se dar conta. Num país como o Brasil, para usar
um triste exemplo, pode-se sair de um mundo e entrar
em outro ao dobrar uma esquina. Botswana aqui, Miami
logo ali. 
LUIS FERNANDO VERISSIMO 
O Globo, 10/09/2015.
 
Com base na reflexão do escritor, um exemplo de
fronteira real dos dias atuais está presente em: 
a)
b)
c)
d)
SOC0060 - (Enem)
Um dos resquícios franceses na dança são os comandos
proferidos pelo marcador da quadrilha. Seu papel é
anunciar os próximos passos da coreografia. O
abrasileiramento de termos franceses deu origem, por
exemplo, ao sarué (soirée – reunião social noturna,
ordem para todos se juntarem no centro do salão),
16@professorferretto @prof_ferretto
anarriê (en arrière – para trás) e anavã (en avant – para
frente).
Disponível em: www.ebc.com.br. Acesso em: 06 jul. 2015.
 
A caracterís�ca apresentada dessa manifestação popular
resulta do seguinte processo sócio-histórico: 
a) Massificação da arte erudita. 
b) Rejeição de hábitos eli�stas. 
c) Laicização dos rituais religiosos. 
d) Restauração dos costumes an�gos. 
e) Apropriação de prá�cas estrangeiras. 
SOC0090 - (Enem)
Apesar de seu disfarce de inicia�va e o�mismo, o homem
moderno está esmagado por um profundo sen�mento de
impotência que o faz olhar fixamente e, como que
paralisado, para as catástrofes que se avizinham. Por isso,
desde já, saliente-se a necessidade de uma permanente
a�tude crí�ca, o único modo pelo qual o homem
realizará sua vocação natural de integrar-se, superando a
a�tude do simples ajustamento ou acomodação,
apreendendo temas e tarefas de sua época.
FREIRE. P. Educação como prá�ca da liberdade. Rio de
Janeiro: Paz e Terra. 2011.
 
Paulo Freire defende que a superação das dificuldades e
a apreensão da realidade atual será ob�da pelo(a) 
a) desenvolvimento do pensamento autônomo. 
b) obtenção de qualificação profissional. 
c) resgate de valores tradicionais. 
d) realização de desejos pessoais. 
e) aumento da renda familiar.
SOC0073 - (Enem)
A Unesco define como Patrimônio Cultural Imaterial “as
prá�cas, representações, expressões, conhecimentos e
técnicas – junto com os instrumentos, objetos, artefatos
e lugares culturais que lhes são associados – que as
comunidades, os grupos e, em alguns casos, os
indivíduos reconhecem como parte integrante de seu
patrimônio cultural.” São exemplos de bens registrados
como Patrimônio Imaterial no Brasil: o Círio de Nazaré no
Pará, o Samba de Roda do Recôncavo Baiano, o O�cio das
Baianas de Acarajé, o Jongo no Sudeste, entre outros.
Disponível em: h�p://www.portal.iphan.gov.br. Acesso
em: 29 jul. 2010 (adaptado).
 
É bastante recente no Brasil o registro de determinadas
manifestações culturais como integrantes de seu
Patrimônio Cultural Imaterial. O obje�vo de se realizar e
divulgar este �po de registro é 
a) reconhecer o valor da cultura popular para torná-la
equivalente à cultura erudita. 
b) recuperar as caracterís�cas originais das
manifestações culturais dos povos na�vos do Brasil. 
c) promover o respeito à diversidade cultural por meio
da valorização das manifestações populares. 
d) possibilitar a absorção das manifestações culturais
populares pela cultura nacional brasileira. 
e) inserir as manifestações populares no mercado,
proporcionando retorno financeiro a seus
produtores. 
SOC0108 - (Enem)
A par�cipação da mulher no processo de decisão polí�ca
ainda é extremamente limitada em pra�camente todos
os países, independentemente do regime econômico e
social e da estrutura ins�tucional vigente em cada um
deles. É fato público e notório, além de empiricamente
comprovado, que as mulheres estão em geral sub-
representadas nos órgãos do poder, pois a proporção não
corresponde jamais ao peso rela�vo dessa parte da
população.
TABAK, F. Mulheres públicas: par�cipaçãopolí�ca e
poder. Rio de Janeiro: Letra Capital, 2002.
 
No âmbito do Poder Legisla�vo brasileiro, a tenta�va de
reverter esse quadro de sub-representação tem
envolvido a implementação, pelo Estado, de 
a) leis de combate à violência domés�ca. 
b) cotas de gênero nas candidaturas par�dárias. 
c) programas de mobilização polí�ca nas escolas. 
d) propagandas de incen�vo ao voto consciente. 
e) apoio financeiro às lideranças femininas.
SOC0154 - (Fuvest)
17@professorferretto @prof_ferretto
Considerando a ironia da �rinha, é possível inferir que
a) o serviço de transporte público é gerido pelo Estado.
b) a qualidade do transporte é uma forma de punição.
c) os responsáveis pelo transporte são punidos no Brasil.
d) o brasileiro é um povo que tolera a criminalidade.
e) o transporte público é responsável pela mobilidade
urbana.
SOC0095 - (Enem)
Só num sen�do muito restrito, o indivíduo cria com seus
próprios recursos o modo de falar e de pensar que lhe
são atribuídos. Fala o idioma de seu grupo; pensa à
maneira de seu grupo. Encontra a sua disposição apenas
determinadas palavras e significados. Estas não só
determinam, em grau considerável, as vias de acesso
mental ao mundo circundante, mas também mostram, ao
mesmo tempo, sob que ângulo e em que contexto de
a�vidade os objetos foram até agora percep�veis ao
grupo ou ao indivíduo.
MANNHEIM, K. Ideologia e utopia. Porto Alegre: Globo,
1950 (adaptado).
 
Ilustrando uma proposição básica da sociologia do
conhecimento, o argumento de Karl Mannheim defende
que o(a)
a) conhecimento sobre a realidade é condicionado
socialmente. 
b) submissão ao grupo manipula o conhecimento do
mundo. 
c) divergência é um privilégio de indivíduos
excepcionais. 
d) educação formal determina o conhecimento do
idioma. 
e) domínio das línguas universaliza o conhecimento.
SOC0194 - (Enem)
O princípio básico do Estado de direito é o da eliminação
do arbítrio no exercício dos poderes públicos, com a
consequente garan�a de direitos dos indivíduos perante
esses poderes. Estado de direito significa que nenhum
indivíduo, presidente ou cidadão comum está acima da
lei. Os governos democrá�cos exercem a autoridade por
meio da lei e estão eles próprios sujeitos aos
constrangimentos impostos pela lei.
CANOTILHO, J. J. G. Estado de direito, Lisboa: Gradiva,
1999 (adaptado).
 
Nas sociedades contemporâneas, consiste em violação
do princípio básico enunciado no texto:
a) Supressão de eleições de representantes polí�cos. 
b) Intervenção em áreas de vulnerabilidade pela Igreja. 
c) Disseminação de projetos sociais em universidades. 
d) Ampliação dos processos de concentração de renda. 
e) Regulamentação das relações de trabalho pelo
Legisla�vo. 
SOC0132 - (Enem)
Quando a taxa de remuneração do capital excede
substancialmente a taxa de crescimento da economia,
pela lógica, a riqueza herdada aumenta mais rápido do
que a renda e a produção. Então, basta aos herdeiros
poupar uma parte limitada da renda de seu capital para
que ele cresça mais rápido do que a economia como um
todo. Sob essas condições, é quase inevitável que a
riqueza herdada supere a riqueza cons�tuída durante
uma vida de trabalho, e que a concentração do capital
a�nja níveis muito altos.
PIKETTY, T. O capital no século XXI. Rio de Janeiro
Intrínseca, 2014 (adaptado).
 
Considerando os princípios que legi�mam as
democracias liberais, a lógica econômica descrita no
texto enfraquece o(a) 
a) ideologia do mérito. 
b) direito de nascimento. 
c) eficácia da legislação. 
d) ganho das financeiras. 
e) eficiência dos mercados.
SOC0103 - (Enem)
A linhagem dos primeiros crí�cos ambientais brasileiros
não pra�cou o elogio laudatório da beleza e da grandeza
do meio natural brasileiro. O meio natural foi elogiado
por sua riqueza e potencial econômico, sendo sua
destruição interpretada como um signo de atraso,
ignorância e falta de cuidado.
PÁDUA, J. A. Um sopro de destruição: pensamento
polí�co e crí�ca ambiental no Brasil escravagista (1786-
1888). Rio de Janeiro: Zahar, 2002 (adaptado).
 
Descrevendo a posição dos crí�cos ambientais brasileiros
dos séculos XVIII e XIX, o autor demonstra que, via de
regra, eles viam o meio natural como
18@professorferretto @prof_ferretto
a) ferramenta essencial para o avanço da nação. 
b) dádiva divina para o desenvolvimento industrial. 
c) paisagem privilegiada para a valorização fundiária. 
d) limitação topográfica para a promoção da
urbanização. 
e) obstáculo climá�co para o desenvolvimento da
civilização. 
SOC0130 - (Enem)
O uso de novas tecnologias envolve a assimilação de uma
cultura empresarial na qual haja a integração entre as
propostas de modernização tecnológica e a
racionalização. Nem sempre o uso de novas tecnologias é
apenas um processo técnico na medida em que
pressupõe uma nova orientação no controle do capital,
no processo produ�vo e na qualificação da mão de obra.
Dos diversos efeitos que derivaram dessa orientação, a
terceirização, a precarização e a flexibilização aparecem
com constância como caracterís�cas do paradigma
flexível, em subs�tuição ao modelo taylorista-fordista.
HERÉDIA, V. Novas tecnologias nos processos de
trabalho: efeito, da reestruturação produ�va. Scripta
Nova, n. 170, ago. 2004 (adaptado).
 
O uso de novas tecnologias relacionado ao controle
empresarial é cri�cado no texto em razão da 
a) operacionalização da tarefa laboral. 
b) capacitação de profissionais liberais. 
c) fragilização das relações de trabalho. 
d) hierarquização dos cargos execu�vos. 
e) aplicação dos conhecimentos da ciência.
SOC0152 - (Ufpr)
Considere o texto a seguir:
Os sociólogos franceses Luc Boltanski e Ève Chiapello, em
sua obra in�tulada O novo espírito do capitalismo (2009),
afirmam que a nova polí�ca de contratação e as novas
organizações da estrutura empresarial (que é global)
permitem que o empregador, ao subcontratar a mão de
obra, possa ocultar que é o empregador. É o caso de
grandes empresas norte-americanas de celulares que
transferiram sua produção para empresas fornecedoras
na China. [...] Ou seja, levam a alterações contratuais de
trabalho que, ao facilitarem os trâmites e a burocracia
para a demissão de empregados, como é o caso dos
chamados temporários, aumentam a sensação de
insegurança dos trabalhadores.
(ARAÚJO, Silvia Maria de Araújo; BRIDI, Maria Aparecida;
MOTIM, Benilde Lenzi. Sociologia. São Paulo: Scipione,
2016. p. 152.)
Sobre os problemas rela�vos à transformação no mundo
do trabalho no século XXI, é corretor afirmar:
a) A introdução de novas regras salariais tem beneficiado
trabalhadores e trabalhadoras num contexto global,
pois a flexibilização possibilitou a organização de seus
próprios horários de a�vidade profissional.
b) A modernização industrial que se viu refle�da no
desenvolvimento tecnológico – caso ilustra�vo são as
empresas norte-americanas fabricantes de celulares –
propiciou a organização mais eficiente das leis
laborais.
c) A flexibilização das leis que regulam as a�vidades
laborais resulta em aumento da assimetria nas
relações entre capital e trabalho, dificultando
especialmente a ação de sindicatos em favor dos
trabalhadores e trabalhadoras.
d) Trabalhadoras e trabalhadores temporários, embora
tenham condições de trabalho menos seguras, são
beneficiados pela aquisição de maior capacidade de
agir cole�vamente por meio de negociações
intermediadas por corporações profissionais.
e) O fenômeno da terceirização gerou impacto posi�vo
no mercado de trabalho, resultando em modalidades
mais justas de contratação, como no caso do
empreendedorismo
SOC0135 - (Enem)
O protagonismo indígena vem optando por uma
estratégia de “des-invisibilização”, valendo-se da
dinâmica das novas tecnologias. Em outubro de 2012,
após receberem uma liminar lhes negando o direito a
permanecer em suas terras, os Guarani de Pyelito Kue
divulgaram uma carta na qual se dispunham a morrer,
mas não a sair de suas terras. Esse fato foi amplamente
divulgado, gerando uma grande mobilização na internet,
quelevou milhares de pessoas a escolherem seu lado,
divulgando a hashtag “#somostodosGuarani-Kaiowá” ou
acrescentando o sobrenome Guarani-Kaiowá a seus
nomes nos perfis das principais redes sociais.
CAPIBERIBE, A; BONILLA, O. A ocupação do Congresso:
contra o que lutam os índios? Estudos Avançados, n. 83,
2015 (adaptado).
 
A estratégia comunica�va adotada pelos indígenas, no
contexto em pauta, teve por efeito. 
a) enfraquecer as formas de militância polí�ca. 
b) abalar a iden�dade de povos tradicionais. 
c) inserir as comunidades no mercado global. 
d) distanciar os grupos de culturas locais. 
e) angariar o apoio de segmentos étnicos externos. 
19@professorferretto @prof_ferretto
SOC0134 - (Enem)
Famoso por ser o encantador de viúvas da cidade de
Cabaceiras, na Paraíba, Zé de Sila é um contador de
histórias parecido com o personagem Chicó, do Auto da
Compadecida. Ele defende veementemente que a oração
da avó sustentava mais a chuva. “Quando era pequeno e
chovia por aqui, ajudava minha avó colocando os pratos
emborcados no terreiro para diminuir o vento. Ela fazia
isso e rezava para a chuva durar mais”, diz Zé de Sila.
GALDINO, V.; BARBOSA, R. C. Ar�stas por um dia? João
Pessoa: Editora Universitária, 2009.
 
Ao destacar expressões e vivências populares do
co�diano, o texto mobiliza os seguintes aspectos da
diversidade regional: 
a) Alianças afe�vas conectadas ao ritual matrimonial. 
b) Prá�cas mís�cas associadas ao patrimônio cultural. 
c) Manifestações teatrais atreladas ao imaginário
polí�co. 
d) Narra�vas �lmicas relacionadas às intempéries
climá�cas. 
e) Argumentações literárias interligadas às catástrofes
ambientais.
SOC0149 - (Uece)
A pesquisa Perfil dos Entregadores Ciclistas de Apps da
cidade de São Paulo, realizada pela Associação Brasileira
do Setor de Bicicletas, Aliança Bike, em 2019, feita com
270 pessoas, revelou, dentre outros resultados, o
seguinte: a maioria desses trabalhadores autônomos, à
época, possuíam uma jornada diária de 12 horas pelos 7
dias da semana, eram majoritariamente homens jovens e
ganhavam em média R$ 936,00 mensais. Desse perfil,
conclui-se que há uma grande disparidade de ganho
desses entregadores comparados com os trabalhadores
empregados legalmente e com direitos e, mais ainda, se
considerarmos que o salário-mínimo no emprego formal
no Brasil, em 2019, era de R$ 998,00 mensais com uma
jornada diária de 8 horas por 6 dias semanais. No ano de
2021, a Prosus, inves�dora da plataforma Ifood no Brasil,
declarou ter faturado 10 milhões apenas com o ramo de
entregas para restaurantes parceiros da companhia. Na
perspec�va de Karl Marx, todos os trabalhadores nas
economias capitalistas são explorados, pois trabalham
bem mais do que ganham. Isso porque o Capital apenas
existe e persiste produzindo Mais-Valia na relação com o
Trabalho. A Mais-Valia resulta do tempo gasto no
trabalho pelo trabalhador e não pago pelos
empregadores. Em resumo, ocorre quando os valores
pagos aos trabalhadores são bem menores do que os
valores que eles produzem.
Par�ndo do exposto, marque a alterna�va correta.
a) Os trabalhadores de call centers não estão subme�dos
à produção de Mais-Valia como os entregadores de
apps, pois escolhem suas jornadas de trabalho.
b) A Mais-Valia na relação dos entregadores ciclistas com
essas plataformas digitais é maior em comparação
com os trabalhadores com carteira assinada.
c) O perfil desses entregadores, como demonstra a
pesquisa, aponta como a juventude tem escolhido
essas novas ocupações no lugar das tradicionais.
d) A compensação pelas longas jornadas de trabalho que
esses entregadores de apps possuem ocorre por conta
de bene�cios, como as férias remuneradas.
SOC0114 - (Enem)
 
O anúncio publicitário da década de 1940 reforça os
seguintes estereó�pos atribuídos historicamente a uma
suposta natureza feminina: 
a) Pudor inato e ins�nto maternal. 
b) Fragilidade �sica e necessidade de aceitação. 
c) Isolamento social e procura de autoconhecimento. 
d) Dependência econômica e desejo de ostentação. 
e) Mentalidade fú�l e conduta hedonista.
SOC0072 - (Enem)
20@professorferretto @prof_ferretto
O O�cio das Baianas de Acarajé cons�tui um bem cultural
de natureza imaterial, inscrito no Livro dos Saberes em
2005, que consiste em uma prá�ca tradicional de
produção e venda, em tabuleiro, das chamadas comidas
de baiana, feitas com azeite de dendê e ligadas ao culto
dos orixás, amplamente disseminadas na cidade de
Salvador, Bahia. 
Disponível em: h�p://portal.iphan.gov.br. Acesso em: 29
fev. 2009 (adaptado).
 
O texto contém a descrição de um bem cultural que foi
reconhecido pelo IPHAN (Ins�tuto do Patrimônio
Histórico Ar�s�co Nacional) como patrimônio imaterial,
pois representa 
a) uma técnica culinária com valor comercial e
atra�vidade turís�ca. 
b) um símbolo da vitalidade dessas mulheres e de suas
comunidades. 
c) uma manifestação ar�s�ca an�ga e de abrangência
nacional. 
d) um modo de fazer e viver ligado a uma iden�dade
étnica e regional. 
e) uma fusão de ritos das diferentes heranças e tradições
religiosas do país. 
SOC0120 - (Enem)
O processamento da mandioca era uma a�vidade já
realizada pelos na�vos que viviam no Brasil antes da
chegada de portugueses e africanos. Entretanto, ao longo
do processo de colonização portuguesa, a produção de
farinha foi aperfeiçoada e ampliada, tornando-se lugar-
comum em todo o território da colônia portuguesa na
América. Com a consolidação do comércio atlân�co em
suas diferentes conexões, a farinha atravessou os mares e
chegou aos mercados africanos.
BEZERRA, N. R. Escravidão, farinha e tráfico atlân�co: um
novo olhar sobre as relações entre o Rio de Janeiro e
Benguela (1790-1830). Disponível em: www.bn.br. Acesso
em: 20 ago. 2014 (adaptado).
 
Considerando a formação do espaço atlân�co, esse
produto exemplifica historicamente a 
a) difusão de hábitos alimentares. 
b) disseminação de rituais fes�vos. 
c) ampliação dos saberes autóctones. 
d) apropriação de costumes guerreiros. 
e) diversificação de oferendas religiosas.
SOC0104 - (Enem)
Art. 231. São reconhecidos aos índios sua organização
social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os
direitos originários sobre as terras que tradicionalmente
ocupam, compe�ndo à União demarcá-las, proteger e
fazer respeitar todos os seus bens.
BRASIL. Cons�tuição da República Federa�va do Brasil de
1988. Disponível em: www.planalto.gov. br. Acesso em:
27 abr. 2017.
 
A persistência das reivindicações rela�vas à aplicação
desse preceito norma�vo tem em vista a vinculação
histórica fundamental entre 
a) etnia e miscigenação racial. 
b) sociedade e igualdade jurídica. 
c) espaço e sobrevivência cultural. 
d) progresso e educação ambiental. 
e) bem-estar e modernização econômica. 
SOC0161 - (Unichristus)
Inúmeros estudos mostram que mulheres em uniões
heterossexuais ainda fazem a maior parte do trabalho
domés�co e dos cuidados com as crianças. Muitos casais
pretendem dividir as responsabilidades em partes iguais,
mas, por várias razões estruturais e socioeconômicas,
alocam tarefas ao longo de linhas �picamente de gênero.
Mesmo em casais que pensam ter alcançado uma divisão
igualitária do trabalho, as formas mais ocultas de cuidado
geralmente recaem sobre a mulher.
Disponível em: h�ps://www.bbc.com/worklife/ar�cle.
Acesso em: 26 maio 2021 (adaptado).
Infere-se, a par�r da leitura, que o(a)
a) equidade de gêneros subsiste, com funções
distribuídas de acordo com o potencial psicossocial.
b) modelo de maternidade confirma a emancipação
feminina em uma sociedade moderna.
c) dupla jornada de trabalho da mulher persiste como
imposição de gênero.
d) mulher nasceu com potencial para executar
mul�tarefas, das mais simples às mais complexas.
e) con�nuidade de uma sociedade patriarcal permanece
marcada por uma divisão funcional.
SOC0101 - (Enem)
A democracia delibera�va afirma que as partes do
conflito polí�co devem deliberar entre si e, por meio de
argumentação razoável, tentar chegar

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