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Aleitamento Materno
Professor(a) autor(a)/conteudista
Eliana Regina Louzada
Ana Cristina Faria
Gabriela Chamusca
Professor(a) revisor(a)
Marília Alonso Mota Goularte 
É vedada, terminantemente, a cópia do material didático sob qualquer 
forma, o seu fornecimento para fotocópia ou gravação, para alunos 
ou terceiros, bem como o seu fornecimento para divulgação em locais 
públicos, telessalas ou qualquer outra forma de divulgação pública, sob 
pena de responsabilização civil e criminal.
Sumário
Aleitamento Materno ..................................................................................4
Objetivo ........................................................................................................... 4
1. Aleitamento materno ................................................................................... 4
1.1 Importância do aleitamento materno ..................................................... 5
1.2 Mitos e crendices ................................................................................... 6
1.3 Papel dos profissionais de saúde na amamentação .............................. 7
2. Políticas nacionais de aleitamento materno ............................................... 8
2.1 Rede Amamenta Brasil ........................................................................... 8
2.2 Rede Brasileira de Bancos de Leite ........................................................ 8
2.3 Iniciativa ao Hospital Amigo da Criança ................................................ 8
2.4 Método Canguru..................................................................................... 9
2.5 Direitos da mulher nutriz ........................................................................ 9
3. Anatomia da mama ................................................................................... 10
3.1 Fisiologia da lactação .......................................................................... 12
4. Manejo da amamentação .......................................................................... 15
4.1 A pega .................................................................................................. 16
4.2 Duração da mamada ............................................................................ 21
5. Baixa produção de leite ............................................................................. 22
6. Amamentação para bebês especiais ......................................................... 23
7. Retirada e armazenamento do leite ........................................................... 25
8. Galactagogos ............................................................................................ 26
8.1 Galactogogos naturais ......................................................................... 26
9. Contraindicação ao aleitamento materno ................................................. 26
10. Medicamentos e lactação ....................................................................... 27
10.1 O uso de drogas e álcool durante a amamentação ............................ 28
11. Grupos de apoio à amamentação............................................................ 29
12. Cuidados com as mamas na gestação e lactação .................................. 29
Recapitulando ............................................................................................... 30
Glossário ....................................................................................................... 30
Referências bibliográficas ............................................................................. 30
Bibliografia clássica ................................................................................... 30
Bibliografia geral ........................................................................................ 31
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Aleitamento Materno
Objetivo
Prezado aluno, nesta Unidade vamos abordar todos os itens relacionados com a amamentação. Além disso, 
iremos abordar algumas dificuldades deste período e a adequada orientação do profissional nutricionista.
Vídeo: Introdução ao aleitamento materno
https://player.vimeo.com/video/859832000
Estude todo o conteúdo, assista às videoaulas e faça todos os exercícios propostos para esta Unidade. 
Bom estudo!
1. Aleitamento materno
Um dos maiores problemas de saúde pública enfrentados é a maneira como o recém-nascido e a criança 
se alimentam no decorrer dos meses de vida iniciais (Brasil, 2015).
A amamentação é geneticamente programada e não tem como objetivo apenas a alimentação do bebê, 
mas também promove o vínculo afetivo entre mãe e filho, que já se relacionaram na gravidez como ges-
tante e feto. Porém, seu reconhecimento como meio de alimentação exclusivo nos primeiros meses de 
vida da criança é recente, pois apenas por volta do início da década de 1990 surgiram as primeiras nar-
rativas sobre os prejuízos que a suplementação precoce de água, sucos, chás e até mesmo alimentos e 
leite industrializados em detrimento do leite materno pode acarretar na saúde e no desenvolvimento da 
criança (IOM, 1991).
Em 1991, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu como seria considerado o aleitamento 
materno exclusivo e dividiu o aleitamento materno em cinco denominações diferentes (Brasil, 2015):
1. Aleitamento materno exclusivo: somente pode ser considerado quando a criança recebe do peito 
de sua mãe ou extraído do peito materno. Nenhum outro alimento sólido ou líquido pode ser con-
siderado neste tipo de aleitamento, excluindo medicamentos ou suplementos vitamínicos.
2. Aleitamento materno predominante: quando a criança recebe outro líquido à base de água ou 
suco além do leite materno.
3. Aleitamento materno: é quando a criança recebe leite materno (direto da mama ou ordenhado), 
independentemente de receber ou não outros alimentos.
https://player.vimeo.com/video/859832000
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4. Aleitamento materno complementado: é quando a criança recebe outros alimentos sólidos ou 
semissólidos além do leite materno.
5. Aleitamento materno misto: é quando a criança recebe aleitamento materno e outro leite.
O desmame consiste em processos adaptativos nutricionais, sociais e ambientais e, por recomendação 
da OMS, a inclusão de alimentos diferentes do leite materno deve se iniciar no sexto mês, sem, todavia, 
abandonar a amamentação, que deve ser encorajada até os 2 anos de idade (Brasil, 2019).
1.1 Importância do aleitamento materno
Vídeo: Importância do aleitamento materno
https://player.vimeo.com/video/859832410
A produção de leite (lactação) pela mulher e a sucção instintiva do bebê não asseguram que a ama-
mentação ocorra sem dificuldades, sendo muitas vezes necessário ensinar e estimular as mulheres e 
também os bebês. Vários estudos comprovam as vantagens que o aleitamento materno oferece para as 
crianças, suas mães e suas famílias (Vitolo, 2014).
Para as mães, várias vantagens fisiológicas são conferidas. O aleitamento materno iniciado ainda na 
maternidade diminui os riscos de hemorragias, que é um dos primeiros motivos de mortalidade materna 
no Brasil, pois a involução do útero mais rápida, estimulada pela sucção do bebê, acarreta perdas diminuí-
das de sangue, reduzindo o risco de possível anemia da mãe. Além disso, a sucção do bebê de maneira 
eficaz produz liberação de ocitocina que auxilia na involução uterina, protegendo a mãe contra a anemia. 
A mulher que amamenta pode se beneficiar com o efeito contraceptivo da amamentação descrito como 
método a amenorreia da amamentação (LAM), que ocorre pela atividade do ovário inibida e na conse-
quente interrupção da ovulação por inibição do hormônio gonadotrófico resultante da alta de prolactina 
nos primeiros seis meses pós-parto, desde que ainda não tenha tido seu primeiro ciclo menstrual e que 
o aleitamento materno seja exclusivo. A amamentação exclusiva oferece uma proteção semelhante à 
pílula anticoncepcional, ou seja, de 98 a 100% de proteção (Brasil, 2019).
Em relação à retenção de peso materno no pós-parto, estudos atestam vários fatores relacionados,_heading=h.4du1wux
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	_heading=h.1idq7dh
	_heading=h.42ddq1a
	_heading=h.2hio093como ganho de peso corporal na gravidez, número de filhos, intervalo muito próximo entre os partos, 
idade, situação conjugal, estilo de vida, raça, amamentação (dependendo da duração desta e se é exclu-
siva ou não), consumo de energia e prática de atividade física, mas ainda não apresentam conclusões 
sobre a eficácia do aleitamento materno no auxílio da perda de peso materno. Diversos estudos demons-
tram que o aleitamento materno exclusivo continuado é um fator que protege a mulher contra o câncer 
de ovário, endométrio e de mama durante o período pré e pós-menopausa (Donovan et al., 2020).
https://player.vimeo.com/video/859832410
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Dentre as vantagens psicológicas da amamentação, destacam-se a formação do vínculo afetivo e do 
apego entre a mãe e o filho pela maior interação entre ambos, o que diminui a ansiedade tanto para a 
mãe quanto para o bebê. Para o filho, a proteção que o leite materno oferece contra doenças é compro-
vada por vários estudos e abrangem proteção contra alergias em geral, rinites alérgicas, asma e derma-
tites atópicas. O aleitamento materno proporciona à criança proteção contra várias doenças que podem 
surgir entre a infância e a vida adulta e pode intervir em seu crescimento e desenvolvimento, atuando 
contra a desnutrição (Brasil, 2019).
Diversos estudos preconizam que o aleitamento materno protege contra diabetes mellitus, principalmente 
se existe histórico familiar, e outros estudos afirmam que o colostro, juntamente com o leite maduro, tem 
efeito protetor contra parasitoses (especialmente giardíase), infecções respiratórias agudas e diarreia.
Halken (2021), explica que, com o aleitamento materno continuado, as crianças ficam protegidas contra 
a doença celíaca, mesmo após a inclusão do glúten, além da proteção contra a doença de Chron, colite 
ulcerativa e doenças do sistema digestivo e sobrepeso em crianças de 4 anos até a idade adulta.
Existem também estudos comprovando o benefício na prevenção contra as cáries quando o aleitamento 
materno ocorre por mais de 40 dias contínuos, além de ser legitimado que o leite materno não é cario-
gênico. Ao sugar a mama da mãe, a criança desenvolve o ciclo sucção/deglutição/respiração e previne 
disfunções motoras de ordem oral e seus desenlaces (respiração bucal, problemas de deglutição e na 
articulação dentária, e futuros distúrbios na fala) (Branger et al., 2019).
O desenvolvimento cognitivo e motor são privilegiados com menos incidências de distúrbios neuroló-
gicos, melhor habilidade motora visual, poucas perturbações emocionais e comportamentais, melhor 
desenvolvimento psicomotor, neurológico e social, possivelmente em razão dos nutrientes fornecidos 
pelo leite materno no período em que o cérebro tem um crescimento e desenvolvimento acelerados, com 
resultados em estudos com crianças alimentadas por leite materno exclusivo por 6 meses. O efeito mais 
marcante da amamentação na proteção às doenças é maior quanto menor for a idade da criança e maior 
tempo de aleitamento exclusivo diretamente no peito (Brasil, 2019).
Carvalho e Tamez (2016) ressaltam que, de maneira impactante, o aleitamento materno exclusivo dimi-
nui as despesas da família e vai além, ao influenciar nos custos dos serviços de saúde e da sociedade, 
pois evita gastos extras com leites industriais, mamadeiras, bicos de mamadeiras, acessórios de lim-
peza e também diminui a quantidade de faltas dos pais no trabalho por motivo de doença da criança, 
sendo por consequência um excelente método na melhora do custo-benefício para a saúde pública.
No Brasil, o tempo do aleitamento materno vem melhorando ao longo dos anos, sendo descrito, entre 2019 
e 2020, dessa maneira: 53% das crianças brasileiras continuam sendo amamentadas no primeiro ano de 
vida, 45,7% como aleitamento exclusivo até os 6 meses e 60% para menores de 4 meses (Enani, 2023).
1.2 Mitos e crendices
Muitas crendices populares, mitos e tabus comentados com as lactentes e familiares despertam preo-
cupações equivocadas e desnecessárias em um período em que a ansiedade e a intranquilidade podem 
trazer malefícios ao bom andamento do aleitamento materno.
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Um dos mitos mais difundidos é que a mulher não é capaz de produzir leite suficiente para o bebê. O 
mito do leite fraco geralmente procede do desconhecimento da lactante sobre o colostro. Muitas ges-
tantes temem a dor no momento do aleitamento materno, mas a dor geralmente ocorre quando o bebê 
mama em uma posição incorreta.
Outro mito fortemente preconizado é que o leite industrializado irá alimentar melhor o bebê. Porém, o 
leite industrial não possui anticorpos maternos que possam combater infecções, não apresenta hormô-
nios e enzimas, e, apesar de conter mais proteínas que o leite materno, elas não são facilmente digeridas 
pelo organismo do bebê (Brasil, 2019).
1.3 Papel dos profissionais de saúde na amamentação
Para garantir a pega ideal, a mãe precisa ser estimulada a aprender a melhor posição para amamentar 
seu bebê, que, por sua vez, aprende a usar seus reflexos de alimentação para pegar a mama da mãe – o 
processo depende exclusivamente de uma boa interação entre a mãe e o bebê.
O aleitamento materno depende do desejo e da disponibilidade da mãe para alimentar o filho, e é con-
sequência de sua história de vida positiva relacionada à amamentação, além de um bom suporte fami-
liar, comunitário e profissional. É essencial que todos os envolvidos neste processo sejam facilitadores 
no início do aleitamento materno e na manutenção deste, unidos na ação de aumentar e fortalecer a 
autoestima da mulher em sua capacidade de alimentar seu filho.
No entanto, a decisão de amamentar ou não é da mãe e do bebê. Os profissionais de saúde são respon-
sáveis por orientar, estimular e minimizar as dificuldades da amamentação. Dessa forma, a nutriz que 
afirma não desejar amamentar deve ser respeitada em sua decisão, mas deve receber as orientações 
dos benefícios do aleitamento materno, bem como entender o motivo pelo qual não quer amamentar. 
A orientação em relação aos substitutos do leite materno deve ser realizada somente após a mãe ter 
recebido todo o apoio de promoção e acompanhamento ao aleitamento materno.
É essencial que os serviços de saúde promovam, apoiem e protejam o aleitamento materno, iniciando 
pela preparação pré-natal, orientando as gestantes sobre os benefícios de alimentar seus filhos exclu-
sivamente no peito, sobre os riscos da alimentação industrial e a utilização de chupeta e mamadeiras. 
Os tabus e as crendices que rodeiam a amamentação a respeito dos cuidados em relação ao manejo do 
aleitamento, da anatomia do seio e da fisiologia da lactação devem ser esclarecidos, e a importância da 
interação entre mãe e filho na primeira meia hora após o nascimento deve ser destacada – se possível, 
deve-se orientar em relação à importância de o aleitamento materno ser iniciado nesse estágio.
É importante frisar que a escolha pelo aleitamento e também por sua duração são extremamente indu-
zidos por atitudes sociais da mãe e pelo apoio e suporte que ela recebe da família e de sua comunidade. 
É importante também que a mãe tenha sido instruída pela assistência de saúde em relação à primeira 
mamada e antes de sair da maternidade para que possa reconhecer o bom posicionamento e a boa pega 
do bebê, para que consiga extrair sozinha seu leite de forma manual, sobre a maneira de produzir maior 
quantidade de leite e também sobre a alimentação futura do seu filho.
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2. Políticas nacionais de aleitamento materno
Vídeo: Cuidados com a relação à mama
https://player.vimeo.com/video/859833053
A proteção ao aleitamento materno tem uma história importante ao longo dos anos com o objetivo de 
diminuir o desmame precoce, promovendo a diminuição dos índices de mortalidade infantil. O Brasil é 
um dos maiores incentivadores do aleitamento materno do mundo.
Nesse sentido, entre as linhas de cuidado prioritárias e as principais ações da Coordenação Geral de 
Saúde da Criança e Aleitamento Materno (AM), estão:Rede Amamenta Brasil; Rede Brasileira de Bancos 
de Leite Humano; Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC); Método Canguru; Monitoramento e Ava-
liação, Educação, Comunicação e Mobilização Social; e também, a Proteção Legal ao AM (Brasil, 2018).
2.1 Rede Amamenta Brasil
A ação visa ao fortalecimento das ações de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno e à 
alimentação complementar saudável para crianças menores de dois anos de idade, aprimorando as 
competências e habilidades dos profissionais de saúde da Atenção Básica. Para isso, ocorre a formação 
de tutores que atuam nas Unidades Básicas de Saúde e que fazem a implementação dos programas nas 
UBS em que atuam (Brasil, 2013).
2.2 Rede Brasileira de Bancos de Leite
Ação que incentiva o aleitamento materno e a doação de leite humano para bebês prematuros e de baixo 
peso ao nascer. Além disso, é parte integrante do Sistema Único de Saúde (SUS) e reconhecida pela 
OMS como a maior e mais complexa do mundo (Brasil, 1997).
2.3 Iniciativa ao Hospital Amigo da Criança
Nesta ação, é concedido um selo de qualidade, conferido pelo Ministério da Saúde, aos hospitais que 
cumprem os dez passos para o sucesso do aleitamento materno. Além disso, também são avaliados 
outros critérios, como o cuidado respeitoso e humanizado à mulher durante o pré-parto, no parto e pós-
-parto, garantia de livre acesso à mãe e ao pai e permanência deles junto ao recém-nascido internado, 
durante 24 horas, e cumprimento a Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes e 
Crianças na Primeira Infância (NBCAL).
https://player.vimeo.com/video/859833053
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Os Dez Passos para o Sucesso do Aleitamento Materno são os seguintes (Brasil, 2011):
1. Ter uma política de aleitamento materno escrita que seja rotineiramente transmitida a toda a 
equipe de cuidados da saúde.
2. Capacitar toda a equipe de cuidados da saúde nas práticas necessárias para implementar essa 
política.
3. Informar todas as gestantes sobre os benefícios e o manejo do aleitamento materno.
4. Ajudar as mães a iniciar o aleitamento materno na primeira meia hora após o nascimento.
5. Mostrar às mães como amamentar e como manter a lactação, mesmo se estiverem distantes 
dos seus filhos.
6. Não oferecer aos recém-nascidos bebida ou alimento que não seja o leite materno, a não ser que 
haja indicação médica.
7. Praticar o alojamento conjunto – permitir que mães e bebês permaneçam juntos, 24 horas por dia.
8. Incentivar o aleitamento materno sob livre demanda.
9. Não oferecer bicos artificiais ou chupetas a crianças amamentadas.
10. Promover grupos de apoio à amamentação e encaminhar as mães a esses grupos no momento 
da alta na maternidade.
2.4 Método Canguru
É um modelo de assistência ao recém-nascido prematuro e a sua família durante o período de internação 
hospitalar. O objetivo é oferecer o cuidado humanizado, utilizando estratégias de intervenção biopsi-
cossocial. O método estimula a presença dos pais na unidade neonatal, o contato pele a pele do recém-
-nascido prematuro com os familiares e a participação destes nos cuidados com o filho. Esse método 
apresenta muitas vantagens incluindo o estímulo ao aleitamento materno (Brasil, 2007).
2.5 Direitos da mulher nutriz
A Constituição Federal brasileira de 1988 amplificou a licença-maternidade para 120 dias (quatro meses), 
a partir do dia do nascimento do bebê, sem detrimento ao salário da mulher. Quando a criança de até um 
ano de idade for adotada, a mãe adotiva terá licença de 120 dias.
A Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) define que, nos primeiros seis meses, além dos intervalos 
para alimentação e repouso durante a jornada de trabalho, a mulher que amamenta tem direito a dois 
descansos de meia hora cada um, quando a mãe poderá sair do seu trabalho para amamentar.
A nutriz pode fazer um acordo com seu patrão para usar esse período de uma hora reservado para ama-
mentar para sair mais cedo do trabalho, chegar mais cedo em casa e alimentar o filho.
Em locais em que trabalharem 30 mulheres com 16 anos de idade ou mais, deve existir um local apro-
priado para que elas deixem seus filhos no período da amamentação, ou as empresas podem adotar o 
sistema reembolso-creche para reembolsar as despesas com a creche escolhida pela profissional de 
maneira integral (Brasil, 2004).
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3. Anatomia da mama
Como característica dos mamíferos, as mamas têm como função principal prover a nutrição da criança, 
mas também têm papel importante na sexualidade. Na mulher, a glândula mamária e seus tecidos adi-
poso e conjuntivo (que promovem sustentação e forma) se desenvolvem na adolescência sob ação 
hormonal, atingindo seu total desenvolvimento na idade fértil.
O complexo areolopapilar apresenta fibras nervosas, que têm importante papel de condução de infor-
mação sensorial da sucção até a medula espinhal e o cérebro, além de regular a secreção de ocitocina 
e prolactina quando a criança abocanha o mamilo e uma grande parte da aréola, pressionando os seios 
lactíferos com a língua, e para fazer com que o leite seja expelido durante a amamentação.
A aréola é circular, com variação de tamanho e diâmetro, e apresenta uma superfície irregular e pigmen-
tada, com folículos pilosos, glândulas sebáceas e sudoríparas conhecidas como glândulas de Mont-
gomery. Durante a gestação, os orifícios dos ductos das glândulas aumentam de volume, marcando a 
aréola com pequenas elevações, conhecidas como tubérculos de Montgomery, que liberam uma secre-
ção que aparentemente serve para proteger a pele com lubrificação e efeito antibacteriano.
Durante a gravidez, a aréola aumenta seu tamanho e fica mais escura. Esta é uma modificação estrutural 
que não regride após o parto. O mamilo, ou papila, situa-se no centro da aréola, com forma cilíndrica de 
tamanho e cor variados e semelhantes à aréola, não apresentam pelos e glândulas sudoríparas, mas 
inúmeras glândulas sebáceas são encontradas no ponto mais alto da mama, apresentando entre 15 a 
20 pequenos orifícios por onde os ductos lactíferos desembocam.
O complexo areopapilar encontra-se sobre o músculo areolar e suas fibras são distribuídas nos senti-
dos radial e circular, com continuidade na papila, com fibras circulares e longitudinais que envolvem os 
ductos lactíferos com o tecido conjuntivo de sustentação. A contração dos ductos conduz ao telotismo 
(enrijecimento do mamilo) e à ejeção do leite que está armazenado nos seios lactíferos situados logo 
abaixo da aréola, que são expansões dos ductos lactíferos e que depois se abrem no mamilo pelos ori-
fícios estreitos.
As glândulas mamárias assemelham-se às glândulas sudoríparas e são especializadas em secreção 
láctea por controle hormonal hipofisário e ovariano. Sua estrutura é formada por ductos lactíferos que 
partem da base do mamilo e se estendem até abaixo da aréola quando se dilatam e formam os seios 
lactíferos, prolongando-se de maneira radial à parede torácica com inúmeras ramificações em ductos 
menores até se formarem os alvéolos ou ácinos. Eles se unem e formam os lobos mamários, os quais 
são separados por depósitos de gordura, tecido fibroso, vasos sanguíneos, nervos e vasos linfáticos.
Os lobos têm variações de tamanho e são numerosos na porção superior da mama – cada mama está 
relacionada a um ducto lactífero e também a suas ramificações extra e intralobulares.
As figuras a seguir ilustram a fisiologia da mama.
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Figura – Corte sagital da mama.
Costelas
Músculo peitoral menor
Faísca peitoral
Músculo peitoral maior
Ligamentos suspensores
Ductos lactíferos
Mamilo
Seios lactíferos
Lóbulos secretores
contendo alvéolos
Sulco inframamário
Tecido adiposo
Aréola
Camadas da
fáscia superfacial 
Profunda
Superficial
“Espaço” retromamário
Legenda: A parte superior apresenta a mama em repouso e a parte inferior, a mama em lactação. 
Fonte: Carvalho e Tamez (2016).
Figura – Mamas em posição frontal
Processo axilar
Sulco
intermamário
Ligamento
suspensor
Aréola e
mamilo
Glândula
mamária
Glândulamamária
Legenda: Mama direita ilustrando o período de lactação, e mama esquerda, o período de repouso. 
Fonte: Carvalho e Tamez (2016).
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Os alvéolos têm a função de produzir leite e possuem células epiteliais com papel retrátil, responsáveis 
por expulsar o leite para os ductos menores. Depois o leite passa pelos dutos principais e é armazenado 
nos seios lactíferos, sendo exteriorizado pelos orifícios do mamilo.
Carvalho e Tamez (2016) explicam que os hormônios estrógenos têm a função de estimulat a deposição 
de gordura do estroma, estimular o aumento e impulsionar o desenvolvimento dos ductos, e incentivar 
a estruturação de alvéolos. Durante a gestação, a ação sinérgica de estrógenos e progesteronas forma-
dos pela placenta, da prolactina, formada na adeno-hipófise, e do hormônio do crescimento estimula a 
formação dos verdadeiros alvéolos secretores de leite.
3.1 Fisiologia da lactação
A lactação é a capacidade de se produzir o alimento ideal para os filhos e é característica dos mamí-
feros. Durante a gestação e o pós-parto, a mama passa por modificações com a finalidade de produzir, 
armazenar e destinar o leite em sua constituição. Na gravidez, o tecido mamário modifica-se para garan-
tir a multiplicação de condutos e alvéolos. No período entre a quinta e a oitava semana, ocorre aumento 
da pigmentação areolar e mamilar e dilatação das veias da superfície. No final do primeiro trimestre, a 
região começa a apresentar fluxo sanguíneo aumentado por dilatação dos vasos e surgem capilares 
novos rodeando os glóbulos menores.
As células alveolares são funcionais em produzir o leite com toda sua constituição e as células epiteliais 
reduzem somente alguns compostos lácteos e removem do plasma sanguíneo outros componentes 
necessários para a formação do leite.
A síntese dos componentes do leite materno ocorre por meio dos seguintes mecanismos:
 • Difusão: a água e os íons Na, K e Cl atravessam a membrana celular para o interior do alvéolo.
 • Exocitose: membranas celular e proteica se fundem e a proteína fica livre.
 • Secreção apócrina: promoção de secreção dos lipídios.
 • Pinocitose: por um receptor transcelular, são carregadas pelas células alveolares.
 • Via paracelular: as células presentes no leite serão secretadas por intermédio da solução de con-
tinuidade por entre as células alveolares em uma sequência de ocorrências regidas por ação 
hormonal, produzindo o leite materno.
Por ação hormonal, a produção de leite passa por uma série de fases, que são didaticamente apresenta-
das como lactogênese I, lactogênese II e galactopoese.
No último trimestre gestacional, a partir da vigésima semana, ocorre a lactogênese I, que é quando a 
mama já é capaz de produzir o pré-colostro em baixa quantidade. O controle inicial da produção de 
leite depende da ação hormonal, pois a placenta libera e inibe a prolactina, hormônio cuja função é 
produzir leite.
Com a liberação da placenta após o parto e o consequente cessar da liberação de progesterona, ocorre 
uma elevação rápida de concentração de prolactina no sangue materno, que induz a síntese do leite e a 
produção de colostro.
13/32
Na sequência, a mama se intumesce sob efeito de grande imigração de água por conta da lactose, e ocorre 
a dilatação dos ductos e dos alvéolos. Esse momento é chamado de apojadura e normalmente ocorre 
entre 24 a 48 horas após a saída da placenta e, em seguida, ocorre a descida do leite, marcando o início da 
lactogênese II – a regulação da produção de leite ocorre no próprio local, tornando o processo autócrino.
O volume da produção de leite depende da demanda e é proporcionalmente direto ao número de mama-
das, ou seja, quanto maior a frequência das mamadas, maior o volume de leite produzido, pois a sucção 
que o bebê faz no peito estimula as terminações nervosas encontradas na aréola e no mamilo, que 
emitem impulsos para o hipotálamo e, por sua vez, estimula a hipófise posterior a secretar ocitocina e 
a hipófise anterior a liberar prolactina, que é enviada para os alvéolos, estimulando-os a produzir o leite.
Figura – A produção de prolactina deve-se a um reflexo somático
 
Bebê
 sugando
Prolactina 
no sangue
Impulsos 
sensoriais 
do mamilo
Fonte: https://www.istockphoto.com/br/vetor/m%C3%A3e-de-pele-escura-amamentando-seu-beb%C3%AA-rec%C3%A9m-
nascido-mulher-amamentando-beb%C3%AA-com-gm1396686607-451355299.
Fatores estimulantes e também inibidores de produção de prolactina são encontrados no hipotálamo. A 
dopamina tem ação inibidora mediada pelo Proactin Inhibiting Factor (PIF), com atuação nas células lactró-
ficas encontradas na hipófise anterior, e como agentes estimulantes se apresentam o Vasoactive Instestinal 
Peptide (VIP), a Thyrotropin Releasing Hormone (TRH), e a Angiotensina II, encontradas no hipotálamo.
No momento em que o bebê suga o mamilo, as terminações nervosas e os corpúsculos táteis da derme 
do mamilo e da aréola são estimulados. Esse estímulo se conecta ao hipotálamo após percorrer fibras 
nervosas e depois a medula espinhal, inibindo a dopamina e liberando a prolactina, que alcança as célu-
las do alvéolo mamário por via sanguínea e, consequentemente, estimula a secreção de leite. Com a 
ocitocina transportada até os alvéolos, as células mioepiteliais têm estímulos para se contrair, expelindo 
o leite materno produzido, caracterizando um reflexo somatopsíquico, pois abrange estímulos neurais, 
endócrinos e psíquicos.
https://www.istockphoto.com/br/vetor/m%C3%A3e-de-pele-escura-amamentando-seu-beb%C3%AA-rec%C3%A9m-nascido-mulher-amamentando-beb%C3%AA-com-gm1396686607-451355299
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Figura – A produção de ocitocina ocorre por reflexo somatopsíquico
Bebê
 sugando
Ocitocina 
no sangue
Impulsos 
sensoriais 
do mamilo
Fonte: adaptado de Oksana Skrypichaiko/istock.com.
A sucção do bebê não é por si só suficiente para a liberação do leite, e é indispensável a ação da ocito-
cina em conjunto. Assim, estímulos visuais, auditivos, pensamentos, emoções e sentimentos têm inter-
ferência no reflexo da descida do leite, e as mães são estimuladas a ter pensamentos prazerosos pelo 
bebê e sentimentos agradáveis ao vê-lo, tocá-lo, cheirá-lo e ouvir seus sons para colaborar com o reflexo 
da ocitocina e promover a descida do leite materno.
Por outro lado, sentimentos e pensamentos desagradáveis podem desencadear adrenalina e noradrenalina, 
inibindo o reflexo da descida do leite. No pós-parto, o benefício da liberação da ocitocina em consequência 
da sucção do complexo mamilo areolar pelo bebê é produzir a contração uterina em um processo fisiológico 
involuntário que colabora na involução do útero, diminuindo o risco de anemia ferropriva na mulher.
A galactopoese ou lactogênese III é a capacidade de conservação e continuidade de produzir o leite, e 
que passa a depender da perfeita sincronia do eixo hipotalâmico-pituirário perfeito para intermediar as 
concentrações de prolactina e ocitocina e assegurar a produção láctea.
Para que ocorra o processo de lactação, é primordial que aconteça a síntese do leite e que ele seja libe-
rado para os alvéolos e seios lactíferos. Se falta estímulo de sucção para o complexo mamiloareolar, 
também falta prolactina liberada pela glândula pituitária e o fluxo sanguíneo capilar é afetado, podendo 
inibir todo o processo.
A regulação da quantidade de leite produzido nas células alveolares é alcançada por um mecanismo 
de proteção da mama contra as consequências do seu preenchimento em demasia, o que pode ser pre-
judicial à produção láctea. Esse mecanismo é acionado se a mama não for esvaziada em determinado 
tempo por bloqueio da ação da prolactina na célula alveolar por acúmulo de peptídeos supressores 
encontrados no leite.
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Se o leite é liberado por expressão ou sucção, esses peptídeos supressores são removidos e o leite volta 
a ser produzido pela mama, ajustandoa produção às conveniências alimentares do lactente. Portanto, é 
essencial que a mulher compreenda que a produção láctea depende do esvaziamento constante da mama.
O recém-nascido é capaz de aprender a se alimentar logo ao nascer por intermédio dos reflexos pri-
mitivos que asseguram a pega e a sucção do seio materno. Esses reflexos devem ser estimulados, 
com respeito ao tempo de aprendizagem do bebê, para que ele não se atrapalhe durante a alimentação 
e compreenda que tais reflexos têm papel fundamental no aleitamento materno. Eles atuam integral-
mente e em conjunto, na sequência a seguir:
 • Reflexo de busca ou procura: é a boca do bebê em ampla abertura, ao receber estímulo tátil ao 
tocar o seio com seu lábio superior.
 • Reflexo de extrusão: o bebê posiciona a língua sobre a gengiva inferior para segurar o complexo 
mamilo-areolar, preenchendo o espaço total da cavidade oral. Ao posicionar a língua correta-
mente, se faz uma “teta” eficiente do tecido mamário, que toca a junção entre o palato duro e o 
palato mole, estimulando o reflexo de sucção no bebê e prevenindo lesões no mamilo materno;
 • Reflexo de sucção: quando o mamilo encosta o palato, a língua realiza movimentos ondulatórios 
que comprimem a mama de forma ritmada, e, juntamente com o fechamento dos lábios e da gen-
giva, “ordenha” o leite dos seios lactíferos;
 • Preensão reflexa ou mordida fásica: em resposta às gengivas estimuladas conforme a boca se 
fecha no seio, ocorre a abertura e o fechamento ritmado da mandíbula, e o leite é transferido para 
os seios lactíferos, de onde é retirado;
 • Reflexo de deglutição: é um movimento coordenado entre a deglutição e a respiração, e ocorre 
quando o leite é transportado da faringe para o esôfago.
Os reflexos anteriormente descritos estão presentes nos recém-nascidos normais, mas sua diminuição pode 
ser causada por analgesia ou sedação obstétrica ou interferências, como o uso de chupetas e mamadeiras.
Assim, para que o bebê extraia o leite da mama, são necessários abertura ideal de sua boca, lábios 
posicionados para fora, língua bem colocada e com movimentação ideal, já que o seio materno deve 
ser comprimido por sua mandíbula. É possível saber que a pega do seio do bebê está correta quando 
se observa a boca do bebê com boa abertura, com o lábio inferior virado para fora, e seu queixo esteja 
bem encostado no seio materno (escondendo a parte inferior da aréola) e com a aréola aparecendo mais 
acima de sua boca.
4. Manejo da amamentação
Vídeo: Manejo da amamentação
https://player.vimeo.com/video/859833453
https://player.vimeo.com/video/859833453
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Algumas ações dos profissionais de saúde que estiverem acompanhando a dupla mãe/bebê são funda-
mentais para o sucesso da amamentação. A OMS orienta que o bebê deve ser colocado ao seio materno 
logo após o parto, ainda na primeira hora de vida. Esse processo reduz as chances de mortalidade infan-
til, fazendo com que aumentem as chances do aleitamento materno prolongado, visto que o reflexo de 
sucção se inicia neste primeiro momento. Além disso, o vínculo entre mãe/filho começa a se estabele-
cer, fortalecendo também as chances de sucesso na amamentação.
Neste primeiro momento de contato com o seio materno, mãe e bebê devem sempre estar acompanha-
dos e sendo orientados para evitar qualquer machucado nas mamas. No momento da amamentação, é 
importante que o bebê esteja acordado, para que consiga fazer a extração do leite de forma adequada. 
Para os bebês que são mais sonolentos, a retirada das roupas parece ser uma boa alternativa para os 
manter acordados (Brasil, 2019).
4.1 A pega
A boa posição do bebê em relação à mama é indispensável para que a amamentação ocorra com sucesso 
e, na maioria das vezes, a posição mais cômoda para mãe e bebê é encontrada por ambos de maneira 
intuitiva. As posições geralmente escolhidas são as de aconchego, mas a mãe pode escolher a melhor 
posição para cada circunstância, desde que seja confortável.
Para observar se a posição escolhida é adequada, é importante observar estes quatro aspectos:
1. a cabeça do bebê e seu corpo devem estar alinhados;
2. o pescoço do bebê precisa estar apoiado para que sua boca fique no mesmo plano e de frente 
para o complexo mamilo-areolar;
3. o corpo do bebê deve estar junto ao da mãe, apoiado com a cabeça no meio do antebraço;
4. quando o bebê for recém-nascido, deve ser apoiado nos glúteos.
A postura da mãe também é muito importante, pois é o bebê que deve ir até a mama. A figura a seguir 
mostra a posição incorreta e a posição correta para que o bebê consiga realizar a extração de forma 
adequada (Rego, 2015).
Figura – Posições de amamentação
Legenda: A – Posicionamento não confortável; B: Posicionamento confortável. Fonte: Rego (2015).
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As figuras seguintes mostram alguns exemplos de posições de amamentação.
Bebê de frente e próximo à mãe
Fonte: Rego (2015).
Mãe sentada, segurando o bebê deitado lateralmente
Fonte: Carvalho e Tamez (2016).
Mãe e bebê deitados
Fonte: Carvalho e Tamez (2016).
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Posição de cavalinho, útil em casos especiais
Fonte: Carvalho e Tamez (2016).
Deitada, posição ideal para quando a produção de leite é excessiva
Fonte: Carvalho e Tamez (2016).
Posição invertida com braço apoiando o bebê
Fonte: Carvalho e Tamez (2016).
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Para assegurar uma boa pega, é necessário inter-relacionar a posição mãe-bebê, a pega adequada e a 
sucção eficaz. Não se recomenda pinçar os mamilos, fazendo um “V” com os dedos (posição de tesoura), 
mas é indicado apoiar a mama com a mão fechada no tórax, logo abaixo da mama. A mãe deve envolver 
a mama com a mão que está livre, com o polegar bem acima da aréola e os demais dedos e a palma da 
mão formando a letra “C”, deixando os dedos longe da aréola e do mamilo para permitir que o bebê abo-
canhe bem a mama, conforme demonstra a figura abaixo.
Figura – Manejo de como segurar a mama
Legenda: A e B – Manejo correto de segurar a mama. C – Pega correta. Fonte: Carvalho e Tamez (2016).
Na sequência, a mãe deve tocar com seu mamilo o centro do lábio inferior do bebê, estimulando-o a abrir 
a boca e baixar a língua (reflexo de busca), e aproximar o bebê da mama para que ele abocanhe grande 
parte da aréola. Dessa forma, isso permitirá que o mamilo toque o palato do bebê, acionando o reflexo 
de sucção.
Figura – Maneira correta de iniciar a mamada
Legenda: A – Estimular o bebê encostando o mamilo em seu lábio. B – O bebê estimulado abre a boca. C – O bebê faz a pega, 
abocanhando a aréola de maneira correta. Fonte: Carvalho e Tamez (2016).
Para que uma sucção eficaz ocorra por meio de uma boa pega, o recém-nascido precisa demonstrar 
reflexo de busca, assumindo com a língua uma posição anteriorizada em forma de concha entre a gen-
giva e a região mamilo-areolar, realizando também o selamento labial e os movimentos rápidos e ondu-
latórios com a língua, consolidando pela oclusão da língua e do palato uma pressão negativa intraoral, 
coordenados com movimentos mandibulares, sugando o leite da mama.
Assim que o leite toca o palato mole, o reflexo de deglutição é ativado. O bebê faz a sucção, a deglutição 
e a respiração no tempo de uma sugada por segundo, coordenando um padrão sequencial de 1:1:1 no 
começo da mamada e alterando ao final para duas sugadas por segundo. Ao sugar a mama, o bebê exe-
cuta um perfeito movimento com sua musculatura facial total, respirando pelo nariz.
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Figura – A pega correta
Fonte: Pro Matre (2022, p. 10).
SAIBA MAIS
Os movimentos musculares efetuados durante a sucção na mama da mãe são totalmente diferentes 
dos realizados com a ajuda da mamadeira. Na mamadeira, a língua do bebê se apresenta em uma 
posição posteriorizada e com a ponta baixa, realizando movimentos de ida e volta (“vaivém”), e o 
dorso da língua se mantém elevado para assegurar que não ocorra excesso de leite por conta da faci-
lidade de seu gotejamento, e, para realizar a deglutição, a língua fica mal posicionada, podendo trazer 
graves consequênciasfuncionais (na deglutição, mastigação e respiração) e estruturais (modifica-
ções na arcada dentária), além de provocar traumas e fissuras nos mamilos.
Após a mamada, o mamilo apresenta-se arredondado e alongado ao sair da boca do bebê, e ele parece 
satisfeito. O bebê desabocanha o peito de forma espontânea quando termina a mamada, mas se a mãe 
precisar interrompê-la, deve colocar o dedo menor pelo canto da boca do bebê até ficar entre as gengivas 
inferior e superior e, assim que ele começar a sugar o dedo da mãe, ela deve retirá-lo do peito, prevenindo 
dessa forma rachaduras e fissuras.
Figura – Forma correta de retirar o bebê do peito, para prevenir rachaduras
Fonte: Carvalho e Tamez (2016).
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4.1.1 Pega incorreta
É possível reconhecer uma pega incorreta quando a boca do bebê está direcionada para a frente, mas 
com pouca abertura, o seu lábio inferior está posicionado para dentro, suas bochechas não estão rela-
xadas, o bebê está com a cabeça longe do corpo da mãe e seu queixo não encosta na mama, deixando 
a aréola aparente. O mamilo fica dolorido enquanto a mamada acontece, podendo até ser ferido e, após a 
mamada aparenta estar achatado, enquanto as mamas seguem ingurgitadas. Durante a pega incorreta, 
o bebê suga rapidamente e de forma superficial. Como não consegue grande volume de leite, o bebê fica 
irritado e isso o leva a querer mamar a todo momento ou a lutar contra a mama. O bebê não ganha peso 
e chora bastante.
Mamadas demoradas apresentam-se como sinal de pega ineficiente.
Figura – A pega incorreta
Fonte: https://www.uacuida.com/blog/amamentacao-pega-correta.
4.2 Duração da mamada
A duração de cada mamada é determinada pelo bebê, e cada um tem seu próprio ritmo. Não é reco-
mendado um tempo para cada mama e nem que se espere o intervalo de tempo de 3 horas entre uma 
mamada e outra. Atualmente, a literatura descreve que o bebê nasce com uma autorregulação de fome 
e saciedade. Isso permite que o bebê determine o intervalo de tempo entre as mamadas e também o 
tempo de duração de cada uma delas. Este processo é chamado livre demanda. No entanto, é impor-
tante observar os bebês que não conseguem esgotar a mama e ficam muito sonolentos logo no início 
das mamadas. Nos primeiros dias após o parto, em que ocorre a produção do colostro, o bebê mama por 
menos tempo e com um intervalo de tempo menor entre as mamadas. Após o momento da apojadura, 
onde ocorre a descida do leite maduro, o intervalo entre as mamadas tende a aumentar e o tempo de 
mamada também (Brasil, 2019).
https://www.uacuida.com/blog/amamentacao-pega-correta
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5. Baixa produção de leite
Vídeo: Produção do leite materno
https://player.vimeo.com/video/859833695
A quantidade de leite materno varia em função da necessidade do bebê de se alimentar, da frequência 
com que mama, do período da lactação e, também, da capacidade da glândula mamária materna. Em 
casos extremos, o estado de nutrição materna pode ter efeito nocivo sobre a quantidade de leite produ-
zido, e, geralmente, o lactente recebe todos os nutrientes de que necessita.
Porém, uma das causas mais frequentes do desmame precoce é que as nutrizes acreditam que o volume 
de leite produzido não é suficiente. A maneira adequada para verificar se a produção de leite materno 
está adequada é observar a evolução do estado nutricional do bebê em relação ao ganho de peso e 
ao crescimento. Além disso, deve-se observar se o bebê está suficientemente hidratado em função do 
número de trocas de fraldas.
Os sinais comuns do bebê que mama o suficiente é alerta, com tonicidade muscular normal, apresentar 
a urina transparente, fazendo de seis a oito micções por dia e aumentando seu peso de 18 a 30 gramas 
por dia (dependendo da sua idade).
Quando uma mãe acredita que realmente não produz leite suficiente para seu filho, é necessário dar 
apoio e confiança a ela, enaltecendo aspectos positivos e, se necessário, oferecer ajuda prática, pres-
tando auxílio para que encontre a melhor posição na mamada e buscando melhorar sua autoestima e 
confiança, concentrando esforços na causa da baixa produção do leite, se ela realmente existir.
É preciso reconhecer com exatidão quando uma nutriz realmente demonstra baixa produção de leite, e 
o diagnóstico acertado depende de uma boa anamnese, observação das mamadas, exame das mamas 
e exame físico da criança.
A baixa produção de leite pode ser classificada como baixa produção propriamente dita e baixa trans-
ferência de leite. Isso pode ocorrer devido a vários fatores: uso de mamadeiras e chupetas que podem 
causar a “confusão de bicos”, fazendo com que o bebê fique confuso ao sugar; oferta de outros líquidos 
ao bebê entre as mamadas; descontinuação das mamadas noturnas, falta de flexibilidade no horário 
das mamadas, cirurgia mamária antes da gravidez com retirada de tecido glandular, uso de remédios 
que podem interferir na produção de leite, doença na mãe e diminuição da produção de leite da mãe por 
controle hormonal.
As principais circunstâncias relacionadas à baixa transferência de leite são questões que envolvem 
a pega e a posição, a utilização de cremes ou substâncias que possam alterar o cheiro e o sabor das 
https://player.vimeo.com/video/859833695
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mamas, mamadas não frequentes e curtas, mamilos com apresentação invertida ou plana, cirurgias 
mamária com diminuição de tecido glandular, mamas com lesões ou ingurgitamentos, fatores relaciona-
dos a estresse e cansaço e outros relacionados à criança (por estar cansada, com sono, com calor, com 
dor, com frio ou por ter alguma doença que possa dificultar as mamadas).
Algumas medidas que auxiliam no aumento de produção de leite são: aumentar o número e a duração 
da mamada, corrigir a pega do bebê à aréola para que a sucção seja eficiente, estimular as mamas com 
a sucção, estimular o descanso da mãe entre as mamadas, aumentar a ingestão de água, líquidos e ali-
mentos por ela, além de oferecer apoio, incentivo e carinho dos familiares e das pessoas envolvidas na 
amamentação.
6. Amamentação para bebês especiais
Vídeo: Amamentação para bebês especiais
https://player.vimeo.com/video/859833897
Bebês especiais necessitam e merecem atenção especial dos profissionais de saúde no aleitamento 
materno – esta deve ser muito estimulada por meio de transmissão de conhecimento para os pais sobre 
sua importância para o desenvolvimento como do bebê como um todo.
O sucesso da amamentação dos bebês com necessidades especiais depende do apoio familiar e da 
equipe multiprofissional treinada para atender aos desafios do manejo e da manutenção da lactação. 
Informar os pais sobre as reais condições de saúde do neonato os auxiliará a entender e a se adaptar 
melhor ao fato de o filho requerer atenção específica.
A hospitalização costuma ser extremamente estressante, causando incertezas, inseguranças e angús-
tias nos pais, e esses sentimentos podem afetar a lactação. As mães precisam ser apoiadas e orienta-
das sobre os métodos de ordenha para assegurar que o filho receba o leite materno.
Na maioria das crianças em situação especial, como as prematuras, com malformações congênitas, 
de baixo peso, com síndromes genéticas, problemas neurológicos ou erros inatos do metabolismo, 
a instituição da sucção se torna difícil por imaturidade do sistema motor oral ou por procedimentos 
usados, como uso de sondas orogástricas ou cânulas traqueais, que prejudicam os processos de 
sucção/deglutição/respiração.
As crianças com problemas neurológicos ou malformações congênitas também podem demonstrar difi-
culdades de sucção por sequelas neurológicas, malformações congênitas, alterações anatômicas ou 
imaturidade, que podem dificultar a implantação da lactação, porque alteram os padrões de sucção 
e deglutição.
https://player.vimeo.com/video/859833897
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Os bebês prematuros têm no leite materno a melhor opção para o desenvolvimento do seu cérebro, das 
funções visual e imunológica e de uma melhor absorção de nutrientes. O manejo do aleitamento em 
prematurosapresenta desafios em manter a lactação e assegurar o aleitamento exclusivo.
A ordenha é eficaz e a mãe deve ser estimulada a iniciar a amamentação logo após o parto, e também 
a fazer a expressão da mama pelo menos seis vezes por dia, em intervalos regulares, inclusive à noite. 
O leite pode ser oferecido por gavagem naso ou orogástrica, por copinho ou finger feed, e há controvér-
sias quanto ao uso de mamadeiras e bicos de silicone, mas cada caso deve ser avaliado para decidir o 
método mais adequado.
Bebês prematuros beneficiam-se do método Mãe Canguru, que é uma assistência humanizada em que 
o prematuro é colocado em contato com a mãe entre os seus seios, pele a pele, e na posição vertical, 
preso por um tecido arrumado no corpo da mãe. Este contato íntimo favorece a mãe com estímulos para 
a produção láctea e oferece ao bebê uma sensação de aconchego, que diminui a sensação de abandono, 
e, por ficar na posição vertical, o bebê fica protegido de apneias e regurgitação.
A gemiparidade traz maiores desafios relacionados ao aleitamento materno quando ocorre prematuri-
dade, pois muitas vezes esses bebês precisam ser afastados das mães para receberem cuidados espe-
ciais e, quando iniciam a amamentação, têm ritmo de sucção lento, o que pode ser pouco suficiente para 
dar estímulos adequados à mama.
Para assegurar a produção adequada de leite materno, a ordenha deve ser mantida até que os bebês 
tenham condições de mamar com eficiência. É importante que a mãe seja apoiada e auxiliada também 
nas tarefas domésticas para que possa estar disponível e descansada para oferecer as mamadas que 
demandam mais tempo.
Algumas orientações importantes são: iniciar o aleitamento materno o quanto antes (se possível ainda 
na sala de parto), dar preferência em amamentar os dois filhos ao mesmo tempo, respeitar as diferenças 
de cada bebê em relação a necessidades nutricionais e padrões de sono, descansar entre as mamadas 
e ter dieta balanceada.
Bebês que manifestam icterícia devem ser estimulados à amamentação, pois estudos demonstram 
que eliminam fezes e bilirrubina em maior quantidade, diminuindo as concentrações sanguíneas dessa 
substância. Para evitar a icterícia, o aleitamento deve ter início precoce, com grande número de mama-
das para que o recém-nascido elimine o mecônio e excrete a bilirrubina conjugada. Na doença celíaca, na 
fibrose cística e no hipotireoidismo, não existem evidências contrárias à prática do aleitamento materno 
exclusivo até pelo menos os seis meses de idade.
Bebês com Síndrome de Down têm necessidade de assistência especial e precisam de muito estímulo 
por conta da hipotonia (baixo tônus muscular). A amamentação é mais uma forma de estimular o seu 
desenvolvimento. As primeiras tentativas de mamar geralmente não são eficazes, e esses bebês preci-
sam de mais estímulo.
A mãe do recém-nascido com Síndrome de Down deve ser encorajada a manter a amamentação na posi-
ção vertical, com frequência maior e intervalos menores entre uma mamada e outra. A mesma recomen-
dação é válida para as mães de bebês cardiopatas, que, ao contrário do que se sustentava, não encontra 
implicações em maior esforço cardiorrespiratório na sucção ao ser amamentado na mama (Rego, 2015; 
Carvalho; Tamez; 2016).
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7. Retirada e armazenamento do leite
Muitas vezes, é preciso retirar o leite materno, processo conhecido como ordenha. Esta prática pode ser 
utilizada no ato da apojadura para aliviar a mama, nos momentos em que ela está muito cheia, principal-
mente quando a mãe precisa ficar um tempo longe do bebê.
A ordenha deve ser realizada de forma manual; no entanto, há equipamentos próprios para a extração do 
leite. Esses equipamentos devem ser utilizados com cautela devido ao risco de contaminação.
Para se preparar para a ordenha do leite materno, a mãe deve higienizar as mãos, estar em um ambiente 
tranquilo e limpo, prender os cabelos e utilizar touca, evitar falar durante a ordenha, utilizar máscara, reti-
rar anéis, alianças, pulseiras. Após o preparo, a nutriz deve iniciar a ordenha massageando toda a mama 
com as pontas dos dedos ou a palma da mão, de forma circular, começando pela aréola. Formando um 
C com os dedos da mão, é preciso colocar o polegar perto da aréola na parte de cima do peito. Os outros 
dedos devem sustentar a mama pela parte de baixo. A mãe deve firmar os dedos e empurrar a aréola 
para trás em direção ao corpo. Ela deve apertar suavemente um dedo contra o outro, sem deslizá-los na 
aréola, repetindo esse movimento várias vezes até o leite começar a sair.
A nutriz deve desprezar o primeiro jato e, depois, posicionar o recipiente onde será coletado o leite. O 
tempo de retirada costuma ser de 20 a 30 minutos, porém, este varia entre as nutrizes.
Figura – Ordenha do leite
Fonte: Pro Matre (2022, p. 14).
O armazenamento do leite deve ser realizado em frascos identificados com data e hora. Após a ordenha, 
deve ser guardado no congelador ou freezer (até 15 dias) ou na prateleira mais próxima ao congelador 
da geladeira (até 12 horas). Se for para doação, o leite deve ser armazenado congelado por no máximo 
10 dias e ser transportado para um banco de leite humano.
O descongelamento do leite materno pode ser realizado em banho-maria, com o fogo desligado. O leite 
não deve ferver e também não deve ser utilizado o micro-ondas no descongelamento.
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Para oferecer o leite ao bebê, o ideal é utilizar copo ou xícaras e posicionar o bebê sentado com a cabeça 
firme e o pescoço alinhado ao corpo, não devendo ficar torcido. Deve-se encostar o copo no lábio supe-
rior e deixar o leite materno tocar o lábio do bebê. A criança fará movimentos de lambida, engolindo o 
leite. É importante não virar uma grande quantidade do leite para evitar engasgos (Brasil, 2019).
8. Galactagogos
Junto com o estímulo da ordenha, algumas substâncias podem ser administradas concomitantemente, 
com o objetivo de auxiliar na produção do leite materno, sendo chamadas de galactagogos. É importante 
ressaltar que não há nenhuma medicação específica para estimular a produção do leite materno. Dessa 
forma, a indicação das medicações com efeitos colaterais de aumento de produção do leite, em determi-
nadas doses, deve ser ponderada entre risco e benefício.
Os medicamentos mais utilizados são metoclopamida, domperidona e sulpirida. Porém, essas substân-
cias podem provocar alguns efeitos indesejados para a mãe ou para o bebê, como sonolência, déficit de 
sucção, irritabilidade e desconforto abdominal.
8.1 Galactogogos naturais
São alimentos ou ervas conhecidas pela sabedoria popular que podem auxiliar na produção do leite 
materno. No entanto, não há evidência científica, há poucos estudos descrevendo essas práticas. Os 
galactagogos naturais mais encontrados são: freno grego, alfafa, semente de coentro, cardo santo, 
semente de anis, semente de funcho, canjica, caldo de cana, água de coco e suco de uva (Pirulo, 2019).
9. Contraindicação ao aleitamento materno
Vídeo: Contraindicação ao aleitamento materno
https://player.vimeo.com/video/859834266
Em algumas situações, a amamentação deve ser contraindicada pelos profissionais de saúde, pois 
causa riscos à saúde do bebê. Porém, em muitos casos ocorre a indicação do desmame indevidamente. 
Na maioria das infecções a nutriz deve permanecer com o aleitamento materno, conforme descrito no 
quadro a seguir.
https://player.vimeo.com/video/859834266
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Quadro – Indicações e recomendações da amamentação em casos especiais
Tipo de vírus Recomendação
Citomegalovírus Amamentar
Hepatite A Amamentar
Hepatite B Amamentar, desde que aplicada a vacina anti-hepatite B e a imunoglobulina.
Hepatite C
Amamentar
Contraindicar temporariamente se houver fissuras nos mamilos ou carga viral 
elevada.
Rubéola Amamentar
Caxumba Amamentar
Herpes simples
Amamentar quando as lesões não atingirem as mamas.
Se as lesões foram no seio, suspender temporariamente a amamentação.
Varicela
Amamentar, exceto quando as lesões surgirem entre 5 dias antes edois dias 
após o parto. Nessa situação, suspender a amamentação temporariamente.
Sarampo Amamentar
HTLV 1 e 2 Não amamentar
HIV Não amamentar
Fonte: Adaptado de Ferreira (2023).
No caso de crianças com diagnóstico de galactosemia, a amamentação deve ser contraindicada, pois 
esta população não consegue realizar a absorção da lactose (Ferreira, 2023).
10. Medicamentos e lactação
A droga passa do sangue para o leite materno por mecanismos que envolvem as membranas biológicas 
das células, as quais possuem proteínas e fosfolipídios em sua constituição. Após atravessar o endo-
télio capilar, a droga passa para o interstício e atravessa a membrana basal das células alveolares do 
tecido mamário.
A passagem de drogas ou medicamentos para o leite humano, bem como sua absorção pelo lactente, 
sofre influência de alguns fatores que são relacionados com a nutriz, o lactente e a própria droga.
Os medicamentos presentes no sangue podem ser excretados parcialmente para a glândula mamária e 
depois para o leite materno. Dessa forma, a prescrição de medicamentos para a lactante deve observar 
o risco à saúde do bebê. Muitas classes de medicamentos apresentam alternativas compatíveis com 
a amamentação.
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DICA
Para avaliar se a medicação é compatível com a amamentação, os profissionais de saúde podem 
pesquisar no site e-lactancia.org. Este site classifica as medicações em categorias de muito baixo 
risco até alto risco à amamentação.
10.1 O uso de drogas e álcool durante a amamentação
Burgo et al (2002) explicam que qualquer substância que crie dependência deve ser evitada pelas nutrizes 
por causa dos possíveis danos à sua saúde emocional e física e também pelos efeitos deletérios sobre 
o bebê. O álcool é declarado compatível com o aleitamento desde que em dose diminuída e espaçada; 
porém, o efeito supressor do álcool na lactogênese é conhecido quando ingerido em doses moderadas 
a elevadas. É sugerido que, quando for ingerida uma dose de álcool, a amamentação seja suspensa por 
pelo menos duas horas. Os efeitos do álcool durante a amamentação envolvem modificação no odor do 
leite e comprometimento modesto no desenvolvimento motor do bebê.
O uso de tabaco expõe o lactente à nicotina e à cotinina, que são liberados no leite materno proporcio-
nalmente ao número de cigarros que a mãe fuma. O cádmio, substância nociva encontrada no cigarro, 
também se apresenta no leite materno das nutrizes fumantes, que produzem menos leite, e esse leite 
tem menor conteúdo de lipídios. Além disso, proporciona o desmame precoce devido à baixa produção 
de prolactina (Özalp; Yalçin, 2021).
Os bebês de mães fumantes são acometidos com maior frequência por infecções respiratórias e dimi-
nuição na saturação do oxigênio e na frequência respiratória após as mamadas, além de um aumento 
na frequência de cólicas. Porém, os bebês de nutrizes fumantes que não são amamentados por elas 
apresentam aproximadamente o dobro de incidência de doenças respiratórias. O conselho que deve ser 
dado às nutrizes é interromper ou diminuir o fumo na maior quantidade possível, e não oferecer a mama 
após fumar e também não fumar próximo ou no mesmo local onde o bebê estiver (Rego, 2015; Carvalho; 
Tamez, 2016).
D’Apolito (2013) alerta que o aleitamento materno não é aconselhável à nutriz usuária de cocaína, nem 
mesmo quando for ocasional. É orientado que o aleitamento seja suspenso por pelo menos 24 horas 
após o uso casual de cocaína. Os efeitos no lactente são pupilas dilatadas, vômitos, diarreias e irritabili-
dade. O uso de heroína pode causar o vício no lactente, mas também amenizar seus sinais de abstinência, 
diminuindo o seu período de hospitalização. A utilização da maconha pode provocar alta concentração 
de tetraidrocanabinol no leite materno, e esta substância pode ser encontrada também no lactente, cau-
sando redução no desenvolvimento motor do bebê – a amamentação deve ser suspensa quando a mãe 
usar maconha, mesmo ocasionalmente. Além disso, o bebê não deve ser exposto à fumaça.
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11. Grupos de apoio à amamentação
Após a alta hospitalar, é recomendado que a nutriz tenha contato com uma clínica de apoio ao aleita-
mento materno, com serviços que incluam:
 • aulas de aleitamento pós-natal;
 • serviços telefônicos 24 horas para encaminhamento e aconselhamento;
 • centro de equipamentos e produtos referentes à amamentação, como locação de bombas elétri-
cas, roupas e acessórios para a nutriz, acessórios para o apoio do aleitamento, bem como vídeos 
e livros.
Essas clínicas podem fazer parte da própria maternidade onde o bebê nasceu apresentar serviços de 
apoio à gestante e à nutriz.
12. Cuidados com as mamas na gestação e lactação
Não há evidências científicas para o preparo das mamas na gestação. Diante disso, não é recomendado 
passar cremes, manipular os mamilos e utilizar conchas. Todos esses processos estão relacionados 
com estímulo de trabalho de parto e risco de contaminação fúngica mamária.
A recomendação para o período da gestação é que a mulher participe de grupos de gestante, assista a 
palestras que orientem em relação a todo processo de amamentação. O uso de sutiã é recomendado, 
pois as mamas aumentam e ficam pesadas, necessitando de maior apoio para que a saída do leite seja 
proporcionada. No entanto, o sutiã especial para amamentação (de janela) não deve ser utilizado na 
primeira semana, pois pode apertar a mama que está edemaciada por conta da apojadura e atrapalhar 
a descida do leite.
Não é necessário limpar os mamilos com nenhuma substância antes ou depois das mamadas, ou mesmo 
na hora do banho. Além disso, é importante evitar o uso de perfumes e desodorantes fortes, pois podem 
provocar alergias no bebê (Brasil, 2019).
Para evitar esse problema, é necessário que a mulher seja orientada a limpar as mamas apenas uma vez 
ao dia, durante o banho, pois as glândulas de Montgomery fornecem uma secreção oleosa que não deve 
ser retirada, e que protege o complexo mamilo areolar.
Não é recomendado o uso de conchas mamárias, pois ocorre grande chance do desenvolvimento fún-
gico na mama. Além disso, o uso de absorventes para seios também não é recomendado. No entanto, a 
prática de utilizar o próprio leite materno como protetor ou cicatrizante nos mamilos tem sido descrita 
com resultados positivos (Dennis et al., 2014).
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Recapitulando
A amamentação, apesar de ser instintiva, necessita de preparo e aprendizado entre a dupla mãe e bebê. 
Para isso, os profissionais de saúde estão cada vez mais se especializando e se preparando para realizar 
orientações adequadas em relação à amamentação. Além disso, atualmente, o Brasil apresenta melhora 
na prevalência em amamentação. Esses resultados são provenientes das diversas políticas públicas de 
incentivo ao aleitamento materno que o Brasil oferece.
O profissional de saúde deve entender a importância do aleitamento materno tanto para a mãe quanto 
para o bebê. Dessa forma, deve saber orientar os manejos da amamentação, bem como a pega correta. 
Nesse sentido, é fundamental que os profissionais estejam preparados para situações especiais, como 
a amamentação de bebês prematuros ou baixo peso ao nascer.
 Consulte materiais complementares na sua plataforma de aula.
Glossário
Ordenha
Ação de retirar leite das tetas de alguns animais. Fonte: Dicionário Online de Português – Dicio. Ordenha.
Lactação
Ação ou efeito de lactar (amamentar); amamentação. Fonte: Dicionário Online de Português – Dicio. Lactação.
Galactogogos
Que faz aumentar a secreção do leite. Fonte: Dicionário Online de Português – Dicio. Galactogogo.
Reflexo
Que não age diretamente; que se realiza indiretamente: influência reflexa. Fonte: Dicionário Online de Portu-
guês – Dicio. Reflexo.
Referências bibliográficas
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https://www.promatre.com.br/wp-content/uploads/2022/02/PM_CartilhaAmamentacao_2022_compressed.pdf
	Aleitamento Materno
	Objetivo
	1. Aleitamento materno
	1.1 Importância do aleitamento materno
	1.2 Mitos e crendices
	1.3 Papel dos profissionais de saúde na amamentação
	2. Políticas nacionais de aleitamento materno
	2.1 Rede Amamenta Brasil
	2.2 Rede Brasileira de Bancos de Leite
	2.3 Iniciativa ao Hospital Amigo da Criança
	2.4 Método Canguru
	2.5 Direitos da mulher nutriz
	3. Anatomia da mama
	3.1 Fisiologia da lactação
	4. Manejo da amamentação
	4.1 A pega
	4.2 Duração da mamada
	5. Baixa produção de leite
	6. Amamentação para bebês especiais
	7. Retirada e armazenamento do leite
	8. Galactagogos
	8.1 Galactogogos naturais
	9. Contraindicação ao aleitamento materno
	10. Medicamentos e lactação
	10.1 O uso de drogas e álcool durante a amamentação
	11. Grupos de apoio à amamentação
	12. Cuidados com as mamas na gestação e lactação
	Recapitulando
	Glossário
	Referências bibliográficas
	Bibliografia clássica
	Bibliografia geral
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	_heading=h.1tuee74