Prévia do material em texto
Brasil Império Período Regencial H0316 - (Uece) Entre abril de 1831 e julho de 1840, durante o período em que o príncipe herdeiro, Pedro de Alcântara, foi menor de idade, o Brasil esteve sob comando de regentes. As quatro regências (duas trinas e duas unas) se seguiram durante nove anos que marcaram a nossa história no século XIX. Sobre esse período, é correto afirmar que a) ocorreram avanços sociais inegáveis, como a abolição da escravatura e a concessão do direito ao voto para os analfabetos, contudo ambos foram revogados com a chegada de D. Pedro II ao trono. b) foi um período de grande agitação social e polí�ca no qual ocorreram revoltas de escravos, como a dos Malês, em Salvador e revoltas separa�stas como a Cabanagem, no Pará, a Sabinada, na Bahia e a Farroupilha, no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. c) foi um período de grande paz interna, o que proporcionou um desenvolvimento econômico e social sem precedentes, isso foi o que garan�u a D. Pedro II um governo longevo de 49 anos que só acabou com sua morte em 1889. d) durante esses anos o país expandiu seu território, tendo anexado a Província Cispla�na e o estado do Acre, definindo assim suas atuais fronteiras e sua posição de maior país da América do Sul. H0876 - (Upf) É pra�camente um consenso historiográfico a interpretação de que onde houve escravidão, houve resistência. Os escravos jamais se conformaram com a perda da liberdade e as rebeliões representaram a principal forma de resistência cole�va. Sobre o tema, responda: qual foi a maior revolta de ca�vos no Brasil, liderada por escravos muçulmanos, tendo a par�cipação de africanos e crioulos, escravos e libertos, a�ngindo mobilização de cerca de 600 revoltosos? a) Revolta de João Congo. b) Revolta de Nazaré das Farinhas. c) Levante dos Malês. d) Insurreição do Hai�. e) Revolta de Carrancas. H0884 - (U�pr) Dom Bertrand de Orleans e Bragança, de 75 anos, trineto de D. Pedro II e bisneto da princesa Isabel se pronunciou recentemente, por meio da mídia, defendendo que a melhor solução no âmbito da polí�ca interna seria o retorno do regime monárquico. Com base nesse enunciado, assinale qual foi a forma de governo adotado no Brasil entre o primeiro e o segundo reinado, período compreendido entre 1831 e 1840. a) Regime Republicano. b) Regime Parlamentarista. c) Regime Regencial. d) Regime Segregacionista. e) Regime Democrá�co. H0318 - (Fatec) Leia o texto. Em abril de 1831, Dom Pedro I abdicou ao trono do Brasil em favor de seu filho, Dom Pedro de Alcântara que �nha, então, cinco anos de idade. Uma Regência foi criada para governar até que Dom Pedro II, como ficaria conhecido, a�ngisse a maioridade e pudesse ser coroado. Durante o Período Regencial, a polí�ca brasileira foi marcada 1@professorferretto @prof_ferretto a) pela intensificação da polí�ca expansionista do regente Feijó, que acentuou os conflitos internacionais no Cone Sul (Guerras da Cispla�na e do Paraguai), e pelo aumento progressivo da dívida externa brasileira. b) pela fragmentação do Império, marcada pela perda de territórios fronteiriços (Província Cispla�na, Amazônia Colombiana) nos combates com as tropas de Simón Bolívar e José de San Mar�n. c) pelo pacto federa�vo, conduzido pelo jovem imperador, que favoreceu as demandas dos regionalistas, concedendo autonomia administra�va às províncias. d) pela promulgação da primeira Cons�tuição do Império, que sofreu forte resistência das elites regionais por seu caráter centralizador, pela criação do poder Moderador e pela extensão do direito de voto aos analfabetos. e) pela criação das Assembleias Legisla�vas Provinciais e pela eclosão de rebeliões em diversas províncias, sendo algumas de caráter popular (como a Cabanagem) e outras comandadas pelas elites regionais (caso da Guerra dos Farrapos). H0306 - (Uece) Entre 7 de abril de 1831 e 24 de julho de 1840, o Brasil foi governado por regentes. Isso deveu-se à abdicação de D. Pedro I ao trono brasileiro em favor de seu filho que �nha então cinco anos e quatro meses de idade. Esse Período regencial, de pouco mais de 9 anos, teve inicialmente duas regências trinas, e após um ato adicional, em 1834, que alterou o modelo de regência previsto na Cons�tuição Imperial de 1824, teve, também, duas regências unas. Essa época da história brasileira foi marcada por a) várias rebeliões em províncias do norte, nordeste e sul do país, algumas delas com obje�vos separa�stas e outras com caráter de defesa da monarquia. b) grandes avanços nos direitos sociais e uma maior unificação e pacificação interna, se comparada aos períodos de governo dos dois imperadores. c) acentuar o espírito republicano do povo brasileiro, o que levou à crise e queda imediata da monarquia e à adoção da república como forma de governo. d) efe�var o consenso entre restauradores e trabalhistas que se man�veram no poder alternadamente, mas não realizaram nenhuma inovação federalista no modelo monárquico brasileiro. H0888 - (Espcex) Pedro I abdicou do trono, em 1831, em favor de seu filho Pedro de Alcântara, iniciando-se no Brasil o Período Regencial. A par�r de 1840 e durante todo o período imperial, a vida polí�ca do País passou a ser dominada pelos a) liberais e conservadores. b) conservadores e socialistas. c) liberais e republicanos. d) comunistas e republicanos. e) liberais e anarquistas. H0882 - (Udesc) A abdicação de Dom Pedro I, em 1831, foi seguida por anos turbulentos, nos quais diferentes grupos polí�cos defendiam dis�ntos projetos para os des�nos da nação. Neste período – que, até a coroação de Dom Pedro II, é conhecido como “Período Regencial” diversas revoltas eclodiram nas províncias e reivindicavam, especialmente, autonomia em relação ao poder central. Assinale a alterna�va que contém apenas os nomes das revoltas ocorridas durante o “Período Regencial”. a) Farroupilha, Cabanagem, Inconfidência Mineira, Revolta dos Malês. b) Farroupilha, Sabinada, Balaiada, Cabanagem. c) Inconfidência Mineira, Revolução Pernambucana, Conjuração Baiana, Sabinada. d) Sabinada, Balaiada, Farroupilha, Coluna Prestes. e) Cabanagem, Sabinada, Araguaia, Revolução Pernambucana. H0893 - (Uefs) Em 1835, a Regência Una foi assumida por Diogo Feijó. Foi eleito em votação apertada, com pouco mais da metade dos votos, numa demonstração clara de que enfrentaria grande oposição em seu governo. Logo explodiram rebeliões em várias províncias, alguma reivindicando mais poder, outras com obje�vos separa�stas e até mesmo tendência republicana. Todas com maior ou menor mobilização popular. VAINFAS, Ronaldo ET AL. História. São Paulo: Saraiva, v. 2, 2010, p. 207. No clima de rebeliões do período descrito no texto, as maiores mobilizações populares ocorreram 2@professorferretto @prof_ferretto a) na Cabanagem do Grão-Pará, na Balaiada do Maranhão e nos Malês, na Bahia. b) na guerra da Cispla�na, no quilombo dos Palmares e na guerra de independência na Bahia. c) na Revolução Pernambucana de 1817, na Confederação do Equador e na guerra dos Mascates. d) na campanha da Maioridade, na pressão pela abdicação de D. Pedro I e na declaração de guerra do Brasil ao Paraguai. e) em todas as províncias do Sul e do Sudeste, onde prevalecia a maioria da população rural, carente de atendimento por parte dos setores governamentais. H0313 - (U�f) Leia atentamente o texto abaixo e em seguida responda: O Ato Adicional de 1834 reformou a cons�tuição em sen�do descentralizante. Criou as assembleias provinciais, concedendo mais poder às províncias, e aboliu o Conselho de Estado. À maior descentralização seguiu-se um recrudescimento dos conflitos e revoltas provinciais. Nunca houve período mais conturbado na história do Brasil. CARVALHO, J. M.. D. Pedro II: ser ou não ser. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 36. As revoltas ocorridas durante o período regencial expressavam um grande descontentamento com o projeto centralizado de Estado, lideradopelas elites enraizadas na Corte. Sobre as revoltas regenciais é CORRETO afirmar que: a) os revoltosos eram formados, exclusivamente, por grandes proprietários de terra que disputavam entre si o direito de maior representa�vidade e projeção no cenário nacional. b) em sua maioria, as revoltas regenciais ameaçavam a unidade do Império por meio de reivindicações que poderiam levar à fragmentação do território em pequenas repúblicas. c) índios e africanos foram os grupos sociais que representaram maior resistência aos movimentos revoltosos, lutando ao lado do governo imperial. d) luta contra a escravidão era uma reivindicação comum a todas as revoltas que ocorreram no período, representando o início das manifestações abolicionistas no país. e) o sucesso dos conflitos armados contribuiu para que as províncias alcançassem maior autonomia administra�va e suas elites pudessem implementar projetos polí�cos baseados no federalismo. H0309 - (Acafe) “A criação de gado se generalizou, na região, assim como a transformação da carne bovina em charque (carne- seca). O charque era um produto vital...” Fonte: FAUSTO, Boris. História do Brasil. 5ª. Edição. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1997. Página 168. Pode-se afirmar que as questões envolvendo o charque resultaram num conflito ocorrido no período regencial que chegou até o início do Segundo Reinado no Brasil. Nesse sen�do, é correto afirmar: a) As questões envolvendo o charque foi um dos mo�vos da Guerra dos Farrapos, iniciada no Rio Grande do Sul. b) Esse conflito ocorreu na região mineradora, entre os produtores nordes�nos e gaúchos, e ficou conhecido como Guerra dos Emboabas. c) A produção de charque em Mato Grosso, área de intensa pecuária no Segundo Reinado, ocasionou um conflito entre produtores locais e estancieiros oriundos do Rio Grande do Sul. A solução foi a divisão de Mato Grosso, criando-se o estado de Mato Grosso do Sul. d) Após este conflito, o Imperador D. Pedro II autorizou a importação de charque do Uruguai e da Argen�na, já que as charqueadas da região sudeste foram ex�ntas. O charque pla�no entrava no Brasil com baixas taxas alfandegárias. H0867 - (Fuvest) A revolta dos Malês, ocorrida em Salvador em 1835, a) foi uma revolta organizada por escravizados e libertos, contra a escravidão e a imposição da religião católica. b) expressava as aspirações de liberdade dos escravos urbanos impedidos de comprar as suas cartas de alforria. c) externava a indignação da população urbana branca com as prá�cas da violência e dos cas�gos públicos. d) reivindicava mais autonomia para as províncias, contrapondo-se à polí�ca centralizadora empregada pelos gestores imperiais. e) fracassou em decorrência das dificuldades encontradas na arregimentação de escravos dos engenhos do Recôncavo. H0871 - (U�f) Leia a no�cia publicada no site da BBC Brasil: “Em meio ao debate sobre homenagens a traficantes de seres humanos re�rados da África — que ganhou nova 3@professorferretto @prof_ferretto força com os protestos de movimentos an�rracistas nos Estados Unidos e na Europa neste ano — um grupo de historiadores decidiu jogar luz sobre esta e outras ligações esquecidas de homenagens, ruas e locais históricos de Salvador com a escravidão. [...] A inicia�va dos historiadores deu origem ao site Salvador Escravista (h�ps://www.salvadorescravista.com/), que mapeia homenagens controversas, homenagens reparadoras e também lugares esquecidos, onde ocorreram episódios importantes da história da população negra da cidade. [...] [Entre as discussões e propostas,] um projeto aprovado pela Câmara dos Vereadores da capital baiana quer nomear a estação de metrô no Campo da Pólvora em homenagem aos malês, e colocar um monumento na praça onde fica a estação.” h�ps://www.bbc.com/portuguese/brasil-54181648, publicado em 27 de setembro de 2020 Tendo por base o texto acima e os seus conhecimentos sobre a Revolta dos Malês, marque a alterna�va CORRETA: a) Monumentos e episódios históricos da população negra possuem lugares privilegiados nas cidades desde o passado escravista brasileiro, ainda que alguns monumentos e atores históricos tenham sido esquecidos e outros privilegiados, como os malês no Campo da Pólvora. b) O espaço urbano da cidade de Salvador é um reconhecido patrimônio histórico do passado brasileiro, no qual estão inscritas memórias de brancos, negros e mes�ços, como os malês do Campo da Pólvora, o que demonstra a inu�lidade do debate sobre o racismo no Brasil. c) Enquanto o site Salvador Escravista mapeia lugares esquecidos que foram palco de importantes episódios da história da população negra da cidade, a Câmara dos Vereadores aprova um projeto de lei na contramão desta inicia�va, ao exaltar os traficantes de seres humanos re�rados da África. d) A inicia�va dos historiadores em propor homenagens reparadoras é um ato que busca afirmar a memória histórica dos malês, ressaltando sua atuação na luta contra o ca�veiro e a imposição de outras religiões, evidenciando que muitos negros escravizados não aceitaram a condição de ví�mas. e) Historiadores mencionados pela reportagem prezam pela exaltação de homenagens controversas, pois locais históricos de Salvador com ligações com a escravidão devem ser esquecidos; por isso, é preciso muito diálogo com o Poder Execu�vo municipal, a fim de vetar o projeto aprovado. H0870 - (Famerp) […] período de tão frequentes conflitos sociais e de cultura entre grupos da população – conflitos complexos com aparência de simplesmente polí�cos – que todo ele se dis�ngue pela trepidação e pela inquietação. (Gilberto Freyre. Sobrados e mucambos. Apud: Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling. Brasil: uma biografia, 2018.) O texto trata do período das Regências no Brasil (1831- 1840). Entre as tensões que o caracterizaram, é possível citar mobilizações e rebeliões de caráter regionalista, como a a) Sabinada, e sociais, como os protestos anarquistas em São Paulo. b) Farroupilha, e étnico-religiosas, como a Revolta dos Malês. c) Revolução Cons�tucionalista, e de gênero, como a luta pelo voto feminino. d) Confederação do Equador, e trabalhistas, como a greve geral no Rio de Janeiro. e) Conjuração Baiana, e emancipacionistas, como a Inconfidência Mineira. H0872 - (Fuvest) A Cabanagem foi uma revolta social ocorrida no Norte do Brasil entre 1835 e 1840 e se insere em um contexto frequentemente chamado de “Período Regencial”. Trata- se de uma revolta que, junto a outras do mesmo período, indica: a) o impacto, no Brasil, de conflitos de fronteira com os países hispânicos recém-formados na América. b) expansão de interesses imperialistas franceses e alemães em meio a geopolí�ca da 2ª Revolução Industrial. c) a capacidade negociadora das elites imperiais em evitar que questões regionais desembocassem em conflitos armados. d) a persistência, no contexto nacional brasileiro, de disputas entre jesuítas e governantes em torno da exploração do trabalho escravo. e) o caráter violento e socialmente excludente do processo de formação do Estado nacional brasileiro. H0310 - (Unicamp) O escritor José de Alencar relata como ocorriam as reuniões do Clube da Maioridade, realizadas na casa de seu pai em 1840. Discu�a-se nessas ocasiões a antecipação da maioridade do imperador D. Pedro II, então com apenas 14 anos, para que ele pudesse assumir o trono antes do tempo determinado pela Cons�tuição. No fim da vida, José de Alencar rememora os episódios 4@professorferretto @prof_ferretto de sua infância e chega a uma surpreendente conclusão: os polí�cos que frequentavam sua casa na ocasião iam lá não porque estavam pensando no futuro do país, mas apenas para devorar tabletes e bombons de chocolate. Conforme o relato do escritor, os membros do Clube da Maioridade, discu�ndo altos assuntos na sala de sua casa, pareciam realmente gente séria e preocupada com os des�nos do Brasil, até que chegava a hora do chocolate. Para Alencar,a discussão polí�ca no Brasil se resumia a um “devorar de chocolate”, isto é, cada um defendia apenas seus interesses par�culares e nada mais. Adaptado de Daniel Pinha Silva, “O império do chocolate”, em h�p://www.revistadehistoria.com.br/secao/leituras/o- imperio-do-chocolate. Acessado em: 01/08/2016. Sobre o Golpe da Maioridade e a visão de José de Alencar a esse respeito, é correto afirmar que: a) O golpe foi uma manobra das elites polí�cas, que criaram uma forma de alterar a Cons�tuição e contemplar os seus interesses durante o período regencial, fato cri�cado por Alencar ao fazer uma anedota com o chocolate. b) Ao entregar o poder a um jovem de 14 anos, alegando ser maior de 18, os polí�cos do Império manifestavam uma ousada visão polí�ca para evitar a influência da Inglaterra nos assuntos brasileiros, preservando seus interesses como donos de escravos. c) O golpe foi uma resposta dos conservadores às propostas liberais que pretendiam estabelecer a República no país, e Alencar apontou uma prá�ca polí�ca dos parlamentares que é recorrente na história do país. d) José de Alencar expressou sua decepção com os polí�cos e, ao registrar sua visão sobre o Clube da Maioridade, o escritor contribuiu para inibir procedimentos semelhantes durante o Império, assegurando uma transição pacífica e legal para a República, em 1889. H0875 - (Enem) Depois da Independência, em 1822, o país enfrentaria problemas que com frequência emergiram durante a formação dos Estados nacionais da América La�na. Em muitas regiões do Brasil, essas divergências foram acompanhadas de revoltas, inclusive contra o imperador D. Pedro I. Com a abdicação deste, em 1831, o país atravessaria tempos ainda mais turbulentos sob o regime regencial. REIS, J. J. Rebelião escrava no Brasil: a história do Levante dos Malês em 1835. São Paulo: Cia. das Letras, 2003 (adaptado). A instabilidade polí�ca no país, ao longo dos períodos mencionados, foi decorrente da(s) a) disputas entre as tendências unitarista e federalista. b) tensão entre as forças do Exército e Marinha nacional. c) dinâmicas demográficas nas fronteiras amazônica e pla�na. d) extensão do direito de voto aos estrangeiros e ex- escravos. e) reivindicações da ex-metrópole nas esferas comercial e diplomá�ca. H0315 - (Uel) Sob o ponto de vista das ideias, foram diversas as correntes polí�cas que atuaram no período regencial no Brasil (1831-1840). Assinale a alterna�va que apresenta, corretamente, os integrantes e suas posições polí�co-ideológicas. a) Os cabanos situavam-se na região norte do país, eram administradores das províncias, corporações do exército local e elite dos comerciantes portugueses; defendiam o retorno da família imperial. b) Os farroupilhas eram pequenos proprietários rurais e comerciantes, representavam o setor mais conservador do grupo dos chimangos; postulavam o retorno da monarquia com a imposição de medidas centralizadoras. c) Os liberais exaltados eram proprietários rurais, integrantes do exército e classe média urbana, que defendiam a descentralização do poder imperial e a autonomia das províncias. d) Os liberais moderados, ou chimangos, eram comerciantes portugueses, aristocratas e integrantes da alta patente do exército, que defendiam a volta do ex-imperador e a autonomia das províncias. e) Os restauradores, ou caramurus, eram membros do setor rural abolicionista e intelectuais da classe média; defendiam as reformas socioeconômicas que visavam à expulsão do ex-imperador. H0891 - (I�a) Durante o Período Regencial – 1831-1840 – o Brasil foi palco de diferentes �pos de rebeliões como a Farroupilha, a Cabanagem, a Balaiada, entre outras. Embora apresentem par�cularidades, esses movimentos apontam para pontos comuns como: 5@professorferretto @prof_ferretto a) o ques�onamento da unidade territorial, apresentando projetos separa�stas e republicanos. b) a proposta de antecipar a maioridade de D. Pedro, como forma de garan�r um governo de base nacional. c) o estabelecimento temporário de um novo regime polí�co, capaz de unir o país até a posse de D. Pedro II. d) a ex�nção imediata do sistema de escravidão e o estabelecimento do trabalho assalariado em todos os setores econômicos. e) a luta contra a grande propriedade e pela reforma agrária que permi�sse uma reestruturação agrária no país. H0302 - (Ufu) “[...] foi o mais notável movimento popular do Brasil. O único em que as camadas mais inferiores da população conseguiram ocupar o poder de toda uma província com certa estabilidade. [...] primeira insurreição popular que passou da simples agitação para uma tomada efe�va de poder.” PRADO JÚNIOR, Caio. Evolução Polí�ca do Brasil e outros estudos. São Paulo: Brasiliense, 1975. p. 69. (Adaptado) A citação acima diz respeito à Cabanagem, uma das principais revoltas ocorridas no chamado Período Regencial Brasileiro. Acerca desse movimento, é correto afirmar que a) ocorreu na cidade de Salvador, em 1835, com significa�va par�cipação de africanos escravizados de origem muçulmana. O levante durou menos de 24 horas e foi duramente reprimido. Os revoltosos sobreviventes foram mortos, presos ou degradados. b) ocorreu no Maranhão entre os anos de 1838 e 1841 e foi liderado por homens pobres (com apoio de escravos, de vaqueiros e mesmo de alguns fazendeiros) que enfrentaram grandes proprietários de terra, comerciantes e autoridades polí�cas. c) ocorreu na província da Bahia entre os anos de 1837 e 1838. Seu obje�vo era, dentre outros, a criação de uma república de caráter transitório até que Dom Pedro II alcançasse a maioridade. d) ocorreu na província do Grão-Pará, entre 1835 e 1840, em decorrência da exploração sofrida pelos trabalhadores subme�dos a um regime de trabalho de semiescravidão. Esses foram violentamente reprimidos e aproximadamente 30 mil pessoas morreram assassinadas por tropas imperiais e em incêndios. H0881 - (I�a) O Período Regencial é considerado como um dos mais agitados da História do Brasil. A Independência ainda era recente e os debates acerca do grau de autonomia das Províncias eram muito presentes. Sobre esse contexto e as revoltas dele decorrentes, marque V para Verdadeiro e F para Falso. Em seguida, assinale a alterna�va que representa a sequência correta: (__) O grupo polí�co dos liberais exaltados defendiam, dentre outras ideias, uma maior autonomia das Províncias. (__) A Revolta dos Malês, que ocorreu em Salvador, 1835, demonstrou às elites o poder de contestação de africanos e escravos, desencadeando no aumento da repressão aos revoltosos. (__) A Sabinada e a Cabanagem foram exemplos dos poucos movimentos ocorridos no Brasil durante a Regência. As demais Províncias vivenciaram esse período sem conflitos. (__) Nesse período, o chamado Ato Adicional estabeleceu a criação das Assembleias Provinciais e da Regência Una, ele�va e temporária. (__) A Farroupilha, que durou cerca de 10 anos, foi um movimento do período regencial que resultou na Independência do Rio Grande do Sul e sua união com o Uruguai. A sequência correta é: a) V, V, F, V, F. b) V, F, F, V, V. c) F, V, F, V, V. d) F, F, F, V, V. e) V, V, F, F, F. H0873 - (Famema) Foram os próprios liberais que defenderam a nomeação do presidente da província pelo governo central, de modo que garan�sse a ar�culação das partes em um todo dirigido pelo governo do Rio de Janeiro. O que a experiência em 1831 ensinou à elite brasileira é que a autonomia regional �nha de conviver com um controle mais rígido do governo central para manter a ordem interna. (Miriam Dolhnikoff. “Elites regionais e a construção do Estado Nacional”. In: István Jancsón (org.). Brasil: formação do Estado e da Nação, 2003. Adaptado.) O excerto refere-se às consequências da experiência polí�ca inaugurada na história brasileira em 1831 e que resultou em 6@professorferretto @prof_ferretto a) fechamento do Poder Legisla�vo e adoção do Poder Moderador. b) projetos de recolonização do Brasil eimposição do absolu�smo monárquico. c) rivalidades entre grupos dominantes e rebeliões populares. d) dissolução do poder central e consolidação de repúblicas regionais. e) enfraquecimento militar do Estado e início da propaganda abolicionista. H0895 - (Uece) Aprovado em agosto de 1834, o chamado Ato Adicional propôs alterações à Cons�tuição brasileira de 1824. A principal delas se caracterizou por a) conceder maior autonomia às Províncias. b) subs�tuir a Regência Una Pela Regência Trina. c) manter e ampliar o poder do Conselho de Estado. d) ex�nguir a vitaliciedade do Senado. H0317 - (I�a) “Queremos Pedro II, Ainda que não tenha idade. A nação dispensa a Lei E viva a maioridade.” As ações pela antecipação da maioridade, expresso na quadrinha popular do século XIX, confirma a esperança de superação da crise vigente durante o Período Regencial. Sobre o golpe da maioridade podemos afirmar: a) Este ato significou a diminuição das atribuições de D. Pedro II, e uma tenta�va de solucionar a crise social e econômica que a�ngia as províncias do norte do país. b) A proposta da antecipação da maioridade do imperador foi apresentada pelos liberais para solucionar a crise polí�ca vivida pelo país. c) O golpe da maioridade foi uma manobra dos conservadores para antecipar a maioridade de D. Pedro, o qual assume o poder aos 17 anos. d) O golpe da maioridade ocorre no momento em que os problemas sociais que marcaram o período regencial: fome, seca e estagnação das culturas tradicionais �nham sido totalmente superados. e) A medida foi apresentada no momento em que a revoltas regenciais foram reprimidas pelos governos locais com ajuda do governo central. H0883 - (Uel) Sob o ponto de vista das ideias, foram diversas as correntes polí�cas que atuaram no período regencial no Brasil (1831-1840). Assinale a alterna�va que apresenta, corretamente, os integrantes e suas posições polí�co-ideológicas. a) Os cabanos situavam-se na região norte do país, eram administradores das províncias, corporações do exército local e elite dos comerciantes portugueses; defendiam o retorno da família imperial. b) Os farroupilhas eram pequenos proprietários rurais e comerciantes, representavam o setor mais conservador do grupo dos chimangos; postulavam o retorno da monarquia com a imposição de medidas centralizadoras. c) Os liberais exaltados eram proprietários rurais, integrantes do exército e classe média urbana, que defendiam a descentralização do poder imperial e a autonomia das províncias. d) Os liberais moderados, ou chimangos, eram comerciantes portugueses, aristocratas e integrantes da alta patente do exército, que defendiam a volta do ex-imperador e a autonomia das províncias. e) Os restauradores, ou caramurus, eram membros do setor rural abolicionista e intelectuais da classe média; defendiam as reformas socioeconômicas que visavam à expulsão do ex-imperador. H0880 - (Unesp) A Revolta dos Malês, ocorrida em 1835 na Bahia, contou com ampla par�cipação popular e defendeu, entre outras propostas, a) a rejeição ao catolicismo e a construção de uma ordem islâmica. b) a manutenção da escravidão de africanos e a ampliação da escravização de indígenas. c) o retorno de D. Pedro I e o restabelecimento da monarquia absolu�sta. d) a ampliação das relações diplomá�cas e comerciais com os países africanos. e) o reconhecimento dos direitos e deveres de todo cidadão brasileiro. H0314 - (Ifsul) A Revolta dos Malês, ocorrida em Salvador, Província da Bahia, na noite de 24 de janeiro de 1835, durante o Brasil Império, mais precisamente durante o Período Regencial (1831 a 1840), representou uma rápida rebelião 7@professorferretto @prof_ferretto organizada pelos escravos e que foi reprimida pelas tropas imperiais. Disponível em: . Acesso em: 22 jul. 2016. (texto adaptado). Essa revolta representou a mobilização de cerca de 1.500 escravos africanos, os quais lutavam pela a) libertação dos negros de origem islâmica e pela tomada do poder. b) libertação dos índios guaranis e de outros escravos dos engenhos vizinhos. c) independência do Brasil e pelas ideias republicanas. d) defesa da religião católica e pela manutenção de suas crenças, cultos e costumes. H0307 - (Ufs) A carta de despedida de D. Pedro I é um dos documentos que assinalam o triunfo do Par�do Brasileiro sobre o Par�do Português e a passagem do Primeiro Reinado ao Período Regencial. Em 1834, foi promulgado um Ato Adicional à Cons�tuição, que tentava conciliar os interesses das facções polí�cas. Esse período conturbado de nossa história, caracterizado por lutas entre restauradores, exaltados e moderados, assim como pelas rebeliões provinciais que colocaram em risco a integridade territorial e polí�ca do país, encerrou-se em 1840, com o golpe da maioridade e o início do Segundo Reinado. COSTA, Luís César Amad & MELLO, Leonel Itaussu de Almeida. História do Brasil. São Paulo: Scipione, 2007, p.169. (Adaptado). Ao ler o texto, percebemos que surge, após o Primeiro Reinado, uma nova fase para a história polí�ca brasileira. Durante essa fase ou período, a) ocorreu a manutenção do Conselho de Estado, órgão que assessorava o imperador no exercício do poder Moderador. b) a Revolução Farroupilha, que apresentava caráter separa�sta e republicano, foi mo�vada pelo descontentamento com a polí�ca tributária aplicada à província, entre outros fatores. c) o Golpe da Maioridade, desfechado pelo Par�do Conservador, trouxe harmonia polí�ca às próximas quatro décadas, evitando confrontos ideológicos entre os par�dos da época. d) o Brasil experimentou pela primeira vez o sistema parlamentarista, que ficou conhecido como “parlamentarismo às avessas”, visto que o Primeiro- Ministro �nha poderes reduzidos. e) foi marcado por grandes conflitos externos, como foi o caso da Guerra do Paraguai, que, ao seu final, elevou o pres�gio do exército brasileiro no contexto da polí�ca nacional. H0877 - (Fac. Albert Einstein) Durante o período Regencial (1831-1840) ocorreram no Brasil várias rebeliões provinciais, expressões, ao mesmo tempo, das lutas das elites pelo poder local e por maior autonomia das províncias, e da marginalização das camadas populares, empobrecidas e excluídas da par�cipação polí�ca. A revolta que, ocorrida no Maranhão, contou também com a par�cipação de escravos foragidos foi: a) Farroupilha. b) Cabanagem. c) Sabinada. d) Balaiada. H0894 - (Puccamp) O universo ficcional de Machado de Assis é povoado pelos �pos sociais que se mesclavam na sociedade fluminense do século XIX: proprietários, ren�stas, comerciantes, homens pobres mas livres e escravos. Cruzam seus interesses e medem-se em seus poderes ou em sua falta de poder. É essa a configuração das personagens das obras-primas Memórias póstumas de Brás Cubas e Dom Casmurro. A tragédia do negro escravizado está exposta em contos violentos, e o capricho dos senhores proprietários dá o tom a narradores como Brás Cubas e Bento San�ago, o Ben�nho, que contam suas histórias de modo a apresentar com ar de naturalidade a prá�ca das violências pessoais ou sociais mais profundas. (TÁVOLA, Bernardim da. Inédito) 8@professorferretto @prof_ferretto Violências sociais abundaram no período regencial, momento em que eclodiram rebeliões populares que foram duramente reprimidas, caso da a) Guerra de Canudos, que implicou a resistência armada, na Bahia, de milhares de famílias em torno do líder religioso Antonio Conselheiro, resultando em grande massacre. b) Farroupilha, conflito iniciado no Rio Grande do Sul, que durou cerca de dez anos e foi mo�vado pela revolta contra a polí�ca de impostos vigente e por anseios separa�stas de parte da elite. c) Sabinada, originada no Maranhão, em regiões paupérrimas de cul�vo de algodão e protagonizada por trabalhadores livres e escravos, que contaram com apoio de parte da elite local. d) Guerra dosPalmares, conflito desencadeado pela repressão aos quilombolas liderados por Zumbi dos Palmares, com apoio de pequenos agricultores da região de Alagoas. e) Revolta da Chibata, que mobilizou um grande con�ngente de escravos revoltados contra os maus tratos e a prá�ca das chicotadas em praça pública, na cidade do Rio de Janeiro. H0890 - (Acafe) A fase histórica do Brasil conhecida como Período Regencial foi de 1831 com a abdicação de D. Pedro I até o final de 1840, quando Pedro de Alcântara assumiu o trono do Império do Brasil. Acerca do período regencial é correto afirmar, exceto: a) Poli�camente, os Liberais Moderados eram formados por proprietários rurais e comerciantes brasileiros das províncias. Defendiam a manutenção da escravidão. b) Criação da Guarda Nacional que, entres outras funções, servia para reprimir conflitos e rebeliões regionais. Os grandes proprietários rurais receberam o �tulo de “Coronel”. c) A Guerra da Cispla�na e a Confederação do Equador foram movimentos que aconteceram no período regencial e serviram de pretexto para antecipar a maioridade de Pedro de Alcântara (D. Pedro II), e levá- lo ao trono do Império. d) Em 1835, escravos de origem islâmica realizaram a Revolta dos Malês, em Salvador, na Bahia. A revolta foi sufocada por forças imperiais e muitos revoltosos foram presos e degredados. H0869 - (Fmp) Leia a reportagem sobre o lançamento do quadrinho Rocha Navegável. Lançada no final de 2020 pela editora baiana RV, a HQ Rocha Navegável, de Fábio Costa e Igor Souza, mistura fatos ocorridos em Salvador com uma viagem histórica e espiritual, onde os malês são peças fundamentais. Na história, o espírito dos revoltosos cobra a existência de um monumento a eles no Campo da Pólvora, local que no passado abrigou uma vala comum, onde os escravizados mortos eram a�rados. O local foi cemitério para muitos dos malês mortos na revolta de 1835. “Resistência: Revolta dos Malês completa 186 anos mais lembrada do que nunca”. Jornal Correio. Edição de 25 jan. 2021. Disponível em: . Acesso em: 29 jul. 2021. De acordo com o descrito na reportagem, a exigência de um monumento no local onde foram enterrados os rebeldes malês se jus�fica como uma a) melhoria urbana da cidade de Salvador. b) homenagem ao regente Diogo Antônio Feijó. c) crí�ca à violência dos movimentos abolicionistas. d) contestação da memória oficial sobre o movimento. e) reverência aos soldados brasileiros mortos na ocasião. H0886 - (Upe) Rio de Janeiro, 1831. Com cerca de 150 mil habitantes, a capital do Império era um grande caldeirão polí�co e social em ebulição. A chamada Revolução de 7 de abril forçara a abdicação do primeiro imperador e ins�tuíra uma regência trina para governar a nação até a maioridade de Pedro II. BASILE, Marcello. “Revolta e cidadania na corte regencial”. In: h�ps://api-assets-produc�on.s3.us-east- 1.amazonaws.com/pdf/tem/v11n22/v11n22a03 No contexto apontado, a arena polí�ca brasileira encontrava-se dividida entre três grupos, que disputavam o poder e os cargos públicos com interesses bastante dis�ntos. Eram eles, respec�vamente: a) unitaristas, maragatos e jacobinos. b) liberais, militares e conservadores. c) socialistas, federalistas e anarquistas. d) liberais moderados, liberais exaltados e caramurus. e) comerciantes, proprietários de escravos e militares. H0300 - (Fmp) 9@professorferretto @prof_ferretto Considere o texto da historiadora Maria de Fá�ma Gouvêa sobre o período das regências no Brasil (1831- 1840). O Ato Adicional de 1834 transformou os Conselhos Gerais das Províncias em assembleias legisla�vas provinciais, tendo ainda ampliado o número de representantes provinciais reunidos no âmbito do legisla�vo provincial, ficando essas assembleias encarregadas de auxiliar os presidentes de província na gestão administra�va sob sua jurisdição. GOUVÊA, M. F. O império das províncias. Rio de Janeiro, 1822-1889. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2008, p. 19. A medida descrita pelo texto possui, explicitamente, um perfil a) autoritário e absolu�sta b) federalista e regressista c) descentralizador e progressista d) democrá�co e socialista e) centralizador e liberal H0868 - (Upe) Para entendermos os conflitos ocorridos nos primeiros anos do Segundo Reinado, temos que levar em consideração as discussões e reformas empreendidas durante o final do Período Regencial. Esse período foi marcado por revoltas, como Cabanagem, Balaiada, Sabinada, Guerra dos Farrapos, entre outras manifestações. A eclosão dessas revoltas fortalecia o clima de insegurança, fato que veio incen�var o ideal reformista e centralista nos seus úl�mos anos. (Adaptado) Referência: DA SILVA, Roberta Felix. Revoltas liberais no início do Segundo Reinado: Francisco de Salles Torres Homem imprensa e polí�ca. XXVII Simpósio Nacional de História. Conhecimento Histórico e diálogo nacional. UFRN, 2013, p. 03. Considerando o texto, as chamadas “revisões das reformas”, ações revisionistas que visavam devolver ao governo central os poderes “perdidos” com a descentralização regencial, foram assim caracterizadas: a) Regresso Conservador. b) Referendo An�escravidão. c) Retorno ao Parlamentarismo. d) Reforma do Sistema Republicano. e) Reformulação dos Par�dos Polí�cos. H0303 - (Enem) Uns viam na abdicação uma verdadeira revolução, sonhando com um governo de conteúdo republicano; outros exigiam o respeito à Cons�tuição, esperando alcançar, assim, a consolidação da Monarquia. Para alguns, somente uma Monarquia centralizada seria capaz de preservar a integridade territorial do Brasil; outros permaneciam ardorosos defensores de uma organização federa�va, à semelhança da jovem República norte- americana. Havia aqueles que imaginavam que somente um Poder Execu�vo forte seria capaz de garan�r e preservar a ordem vigente; assim como havia os que eram favoráveis à atribuição de amplas prerroga�vas à Câmara dos Deputados, por entenderem que somente ali estariam representados os interesses das diversas províncias e regiões do Império. MATTOS, I. R.; GONÇALVES, M. A. O Império da boa sociedade: a consolidação do Estado imperial brasileiro. São Paulo: Atual, 1991 (adaptado). O cenário descrito revela a seguinte caracterís�ca polí�ca do período regencial: a) Instalação do regime parlamentar. b) Realização de consultas populares. c) Indefinição das bases ins�tucionais. d) Limitação das instâncias legisla�vas. e) Radicalização das disputas eleitorais. H0311 - (Fgv) Sobre a regência do paulista Diogo Antônio Feijó, entre 1835 e 1837, é correto afirmar que 10@professorferretto @prof_ferretto a) o regente conseguiu vencer a eleição devido ao apoio recebido dos produtores de algodão do Nordeste, classe emergente nos anos 1830, o que possibilitou o combate às rebeliões regenciais e o início do processo de centralização polí�co-administra�va. b) o apoio inicial que Feijó recebeu de todas as forças polí�cas do Império foi, progressivamente, sendo corroído porque o regente eleito mostrou simpa�a pelo projeto polí�co da Balaiada, que defendia uma Monarquia baseada no voto universal. c) a opção de Feijó em negociar com os farroupilhas e com a liderança popular da Cabanagem provocou forte reação dos grupos mais conservadores, especialmente do Par�do Conservador, que organizaram a queda de Feijó por meio de um golpe de Estado. d) o isolamento polí�co do regente Feijó, que provocou a sua renúncia do mandato, relacionou-se com a sua incapacidade de conter as rebeliões que se espalhavam por várias províncias do Império e com a vitória eleitoral do grupo regressista. e) as condições econômicas brasileiras foram se deteriorando durante a década de 1830 e provocaram um forte desgaste da regência de Feijó, que renunciou ao cargo depois de um acordo para uma reforma cons�tucional. H0889- (Upf) As revoltas provinciais do período Regencial, que varreram o país de norte a sul, �veram dis�ntos atores sociais e propostas. “As províncias, desprezadas pela corte, cur�ndo o exílio dentro do país, e insa�sfeitas com a Regência, reagem...” (FAORO, Raymundo. Os donos do poder. v.1, 5. Ed., 2012, p. 320) Sobre essas revoltas, considere as afirmações a seguir. I. A Cabanagem ocorreu no Pará e teve ampla par�cipação de elementos de baixa condição social (índios, seringueiros, lavradores e caboclos), os quais não �nham um programa sistemá�co de reivindicações, mas demonstravam seu ódio aos portugueses. II. A Guerra dos Farrapos foi liderada pela elite dos estancieiros e teve como principal proposta a abolição incondicional da escravidão no Rio Grande do Sul e a defesa do trabalho assalariado. III. A Sabinada reuniu uma base ampla de apoio, incluindo integrantes da classe média e do comércio de Salvador. Uma de suas bandeiras de luta foi a adoção do federalismo. IV. A Balaiada caracterizou-se por sucessivos levantes, inclusive de escravos, sem unidade entre si, o que levou a ser vencida pelas tropas legalistas com rela�va facilidade. O separa�smo não foi proposto pelos rebeldes. Está correto apenas o que se afirma em: a) I e II. b) I, II e III. c) I, III e IV. d) II e III. e) II, III e IV. H0304 - (Espcex) Em 1834, numa tenta�va de harmonizar as diversas forças em conflito no País, grupos polí�cos, como o dos moderados, promoveram uma reforma na Cons�tuição do Império, mediante a promulgação do Ato Adicional. Observe os enunciados abaixo. I. Criação do Conselho de Estado. II. Criação das Assembleias Legisla�vas provinciais. III. A regência deixava de ser trina para se tornar una. IV. Fundação do Clube da Maioridade. Assinale a opção em as afirma�vas estão relacionadas ao Ato Adicional. a) I e II b) II e IV c) II e III d) I e IV e) III e IV H0885 - (Mackenzie) (...) no segundo ano do governo de Araújo Lima aumentaram as disputas polí�cas no Congresso. (...) por lá os ânimos estavam divididos. A saída veio rápida, e inesperada, a despeito de não ser de todo inusitada. O único consenso possível foi antecipar a maioridade polí�ca do menino Pedro, que na época contava apenas catorze anos. (...). Por isso preparou-se um golpe, o golpe da maioridade, e o maior ritual público que o Brasil já conheceu. Lilia M. Schwarcz e Heloísa M. Starling. Brasil: Uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015, p. 266. Assinale a alterna�va correta que contenha o contexto em que ocorreu o golpe a que o texto se refere. 11@professorferretto @prof_ferretto a) A antecipação da maioridade do imperador demonstrou a incapacidade polí�ca das elites brasileiras, reunidas no par�do conservador, em gerenciar o país; daí a necessidade de recorrer à figura de D. Pedro, ainda menino, para solucionar o problema. b) O golpe da maioridade foi a resposta dos Conservadores às reformas promovidas pelos Liberais, o que reforçou o clima de instabilidade polí�ca vivida no país e acentuou a crise polí�ca, só superada, por sua vez, com a proclamação da República. c) Diante das várias rebeliões regenciais, dos projetos republicanos e da radicalização da situação, reforçou- se uma saída simbólica, sustentada em um regime monárquico de governo, em que só o monarca poderia garan�r a unidade nacional. d) Diante das pressões polí�cas, da crise econômica e das insa�sfações sociais, a maioridade de D. Pedro foi a saída encontrada pela família imperial, à revelia do Congresso, para se manter a unidade nacional e o poder das elites agrárias nacionais. e) Venerado pelas camadas populares, D. Pedro II usou de sua popularidade para angariar apoio à sua ascensão ao poder, mesmo que, para isso, tenha mergulhado o país em uma instabilidade polí�ca que só seria superada com a Lei Áurea. H0878 - (Unicamp) O pastor norte-americano Pat Robertson, dono do canal de comunicação Chris�an Broadcas�ng Network, afirmou que a tragédia provocada pelo terremoto no Hai�, em janeiro de 2010, foi decorrente do “pacto com o diabo” que setores da população hai�ana teriam feito para que o país se tornasse independente. Nas palavras do Pastor, "Os hai�anos estavam sob o jugo da França. Eles se uniram e fizeram um pacto com o diabo. Disseram: 'Serviremos a � caso nos liberte da França'". (Adaptado de Haroldo Ceravolo Sereza, “Pastor americano atribui terremoto a 'pacto com o Diabo' e provoca protestos; país se libertou da França em 1804”. Uol no�cias. 14/01/2010. Disponível em h�ps://no�cias.uol.com.br/especiais/terremoto- hai�/ultnot/2010/01/14/ult9967u9.jhtm. Acessado em 30/08/2017.) A par�r da leitura do texto e de seus conhecimentos, assinale a alterna�va correta. a) A independência do Hai� foi decisiva para que o Império Brasileiro, que projetava a construção de um Estado Nação reconhecido internacionalmente, reprimisse movimentos como a Revolta Malês, em Salvador (1835). b) A declaração do Pastor é pautada em preconceitos em relação às prá�cas religiosas dos afrodescendentes no Hai�. A conquista espiritual, parte dos projetos imperialistas, garan�u a eliminação de religiões consideradas pagãs nas Américas. c) Colônia francesa nas An�lhas, Saint Domingue tornou- se responsável por 40% da produção mundial de cacau no século XVIII. A mão de obra empregada era majoritariamente escrava, com a exploração de africanos ou de seus descendentes. d) O processo de independência do Hai� foi apoiado por outras colônias, interrompendo o projeto imperialista europeu no Novo Mundo. Após 1804, os EUA conduzem as ações imperialistas na América, tornando-se a principal referência cultural no con�nente. H0308 - (Espcex) "... Caxias �nha visão certa de que pacificar é um esforço por costurar... de concessões recíprocas, de vontade sincera, tudo voltado para a conciliação... " Neto, Jonas Correia em Revista Militar / Edição comemora�va do Bicentenário de Caxias, 2003, pág 9 O fragmento de texto acima ressalta uma das caracterís�cas marcantes de Luiz Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, evidenciada durante sua carreira militar: ser um pacificador. Das rebeliões listadas abaixo, ocorridas no Brasil durante os 1º e 2º Reinados, as que �veram par�cipação efe�va de Caxias foram a a) Revolta dos Malês; e Questão Religiosa. b) Sabinada; e Guerra dos Farrapos. c) Cabanagem; e Revolução Praieira. d) Conjuração baiana; e Sabinada. e) Balaiada; e Guerra dos Farrapos. H0892 - (Esc. Naval) Observe a charge a seguir: 12@professorferretto @prof_ferretto É correto afirmar que a charge acima faz referência a) à Cons�tuição de 1824, na qual destacamos, entre outros aspectos, a criação do Poder Moderador de uso exclusivo do imperador que também era chefe do Legisla�vo e do Judiciário. b) ao período das Regências, mais precisamente a Regência Una do Padre Diogo Feijó a qual se caracterizou por ser de orientação mais liberal e descentralizadora. c) ao início do Segundo Reinado, quando D. Pedro II sobe ao poder, a par�r de um arranjo polí�co entre Liberais e Conservadores que ficou conhecido como Golpe da Maioridade. d) ao período das Regências, destacando-se o momento da implantação da Regência Una que subs�tui a Regência Trina Provisória de 1831, tendo a frente o Padre Diogo Feijó. e) à convocação da Assembleia Cons�tuinte de 1823, a qual foi dissolvida pelos Conservadores no que ficou conhecido como noite da agonia, por se tentar limitar os poderes do imperador. H0299 - (Fac. Pequeno Príncipe) Leia o texto que segue. "A natureza de um par�do polí�co precisa ser discu�da como um prefácio aos problemas das origens par�dárias no Brasil. Deve-se recordar que, para os atores polí�cos pós-independência, não havia histórico de par�dos parlamentares – nem mesmo de parlamento. De fato, em algumas das primeiras disputas na Câmara durante a Regência, estava claro que a função básica do par�do polí�co, par�cularmente a ideia de um par�do de oposição, era intensamentedeba�da, e não apenas porque a ameaça de conflito era bastante real." NEEDELL, Jeffrey D. "Formação dos par�dos polí�cos no Brasil da Regência à Conciliação, 1831-1857". Almanack Braziliense. São Paulo, nº 10, p. 5-22, nov. 2009, p. 8. Disponível em: . Acesso em: 07/08/19. Com base no fragmento de texto, considere as afirma�vas a seguir. I. O primeiro par�do duradouro foi o Par�do Conservador. Formado por dissidentes liberais que romperam com aliados mais radicais, chamados exaltados. II. Muitos deputados do Par�do Conservador, mantendo- se fiéis aos princípios liberais, exprimiam seu desejo de manter equilibrada a relação de poder entre o monarca e o parlamento – representante de seus interesses. III. Com as regências, foi dissolvida a relação de dependência entre eleitores e figuras proeminentes da sociedade, como grandes proprietários de terras e comerciantes. IV. A oposição ao par�do do imperador vinha por parte dos os exaltados, que �veram atuação notória a par�r do início da década de 1830. Estão CORRETAS somente as afirma�vas a) I, II e IV. b) II e III. c) I e III. d) I, III e IV. e) I, II e III. H0879 - (Mackenzie) “Em agosto de 1791, passados dois anos da Revolução Francesa e dos seus reflexos em São Domingos, os escravos se revoltaram. Em uma luta que se estendeu por doze anos, eles derrotaram, por sua vez, os brancos locais e os soldados da monarquia francesa. Debelaram também uma invasão espanhola, uma expedição britânica com algo em torno de sessenta mil homens e uma expedição francesa de semelhantes dimensões comandada pelo cunhado de Bonaparte. A derrota da expedição de Bonaparte, em 1803, resultou no estabelecimento do Estado negro do Hai�, que permanece até os dias de hoje”. C. L. R. James. Os jacobinos negros: Toussaint L’Ouverture e a revolução de São Domingos. São Paulo: Bomtempo, 2000, p.15 Acerca da independência do Hai� e de seus reflexos em outras regiões da América, assinale a alterna�va correta. 13@professorferretto @prof_ferretto a) O movimento foi realizado sob a égide dos ideais liberais e nacionalistas, defendidos, por sua vez, pelo Iluminismo francês. Seu sucesso foi determinante para a realização de importantes transformações estruturais nas sociedades das novas nações la�no- americanas. b) Trata-se de uma ar�culação escrava que, sob influência direta dos interesses geopolí�cos estadunidenses e dos ideais iluministas, colocou em xeque o controle francês sobre a ilha. Seu sucesso incen�vou o surgimento do movimento zapa�sta, em 1994. c) Resultado de insa�sfações sociais e polí�cas da população escrava, demonstrou a força popular no contexto do surgimento dos Estados nacionais na América La�na. Seu sucesso influenciou Simon Bolívar e San Mar�n a iniciarem as lutas pelas independências na América do Sul. d) Apesar de seu sucesso, o movimento resultou na ascensão de governantes corruptos que, longe de resolverem as desigualdades sociais, contribuíram para a consolidação de grupos oligárquicos no poder. Esses aspectos determinaram o surgimento do caudilhismo no contexto da América La�na independente. e) Foi a única revolta escrava bem-sucedida da História americana e as dificuldades que �veram que superar coloca em evidência a magnitude dos interesses envolvidos. No Brasil, sua influência pôde ser sen�da na ar�culação que levaria à Revolta dos Malês, em 1835. H0305 - (I�a) Para os Sabinos, o que prevalecia no Brasil após a independência do país era o “colonialismo de Corte”. O que isso significava? a) Que não houve independência, pois a situação de dependência de Portugal se man�nha. b) Uma expressão de uma insa�sfação com a centralização polí�ca no Rio de Janeiro e com o crescente abafamento de pleitos locais em nome da unidade nacional. c) A insa�sfação com o fato de a regência no Rio de Janeiro ficar, desde a abdicação de Pedro I, sob o controle dos restauracionistas, que pretendiam a volta à colonização. d) Que os sabinos eram a expressão dos “Exaltados” já que, durante a sublevação, em nenhum momento abriram mão de se separarem do Brasil. e) Apesar das intensas lutas federalistas que antecederam a Sabinada, aquelas não �nham nenhuma conexão com esta, já que cri�cavam a separação da província da Bahia do restante do Brasil. H0874 - (Unesp) Ar�go 1º – Todos os escravos, que entrarem no território ou portos do Brasil, vindos de fora, ficam livres [...]. Ar�go 2º – Os importadores de escravos no Brasil incorrerão na pena corporal do ar�go cento e setenta e nove do Código Criminal, imposta aos que reduzem à escravidão pessoas livres [...]. (Lei de 7 de novembro de 1831. h�ps://camara.leg.br.) A Lei de 7 de novembro de 1831, também conhecida como “Lei Feijó”, a) proporcionou a imediata superação da escravidão no Brasil, que se consolidou com a entrada maciça de imigrantes europeus a par�r da década de 1870. b) teve efeito reduzido, pois o tráfico internacional de escravos e a entrada de mão de obra africana no território brasileiro persis�ram nos governos sucessivos do país até a metade do século XIX. c) foi promulgada por pressão da Coroa inglesa, que determinou que navios britânicos apreendessem todas as embarcações suspeitas de tráfico de escravizados. d) proibiu a escravidão no Brasil, embora a escassez de mão de obra assalariada tenha levado à manutenção do emprego de mão de obra de escravizados até a década de 1880. e) resultou da guinada ocorrida no Período Regencial, quando o Brasil assumiu diretrizes liberais e ilustradas na condução da polí�ca econômica e no reconhecimento dos direitos humanos. H0312 - (Mackenzie) 14@professorferretto @prof_ferretto “... esses males, nós os temos suportado em comum com as outras Províncias da União Brasileira (...). Para que lançássemos mãos das armas foi preciso a concorrência de outras causas (...) que nos dizem respeito(...) e que nos trouxeram ín�ma convicção da impossibilidade de avançarmos na carreira da Civilização e prosperidade sujeitos a um governo que há formado o projeto iníquo de nos submeter à mais abjeta escravidão (...).” O trecho do Manifesto Farroupilha de 1838, referia-se ao a) fortalecimento do poder central nas mãos da elite la�fundiária, ligados ao setor exportador, impedindo assim a par�cipação polí�ca das camadas médias urbanas, sobretudo dos militares. b) estabelecimento de tarifas alfandegárias favoráveis aos interesses dos estanceiros gaúchos e charqueadores e maior autonomia aos governos provinciais. c) desejo de um governo federalista capaz de limitar o anseio e efe�va par�cipação das classes populares e ampliar o poder dos grandes proprietários de escravos junto ao governo. d) anseio autonomista das diversas províncias do país e eliminação do regime de produção escravista, vigente também no sul do país, para tentar dinamizar o mercado consumidor nacional. e) repúdio à polí�ca centralizadora do governo imperial, assim como às demais rebeliões populares que assolavam o país, defendendo reformas sociais e a adesão a um regime unitarista. H0896 - (Upf) Analise o fragmento a seguir. “No Brasil, nos anos seguintes à Abdicação, em 7 de abril de 1831, os liberais federalistas promoveram movimentos polí�cos e armados no Ceará (1831-1832), em Pernambuco (1831-1835), em Minas Gerais (1833- 1835), na Bahia (1837-1838), no Grão-Pará (1835-1840), no Maranhão (1838-1841) e no Mato Grosso (1834). Com a intervenção das camadas sociais subalternizadas livres e escravizadas, alguns desses movimentos ganharam forte conteúdo social, como a Balaiada (1838-1841), no Maranhão, e a Cabanagem (1835-1836), no Grão-Pará.” (MAESTRI, Mário. Breve História do Rio Grande do Sul. Passo Fundo: Editora Universidade de Passo Fundo, 2010. Adaptado) O Rio Grande do Sul se inseriu nesse contexto de revoltas quando eclodiu a chamada Revolução Farroupilha (1835- 1845). Sobre essa guerra, considere as afirmações a seguir. I. Cons�tui associaçãoingênua deduzir que o qualifica�vo “farroupilha” provém de “farrapo”, condição em que estariam as ves�mentas dos soldados republicanos nos momentos finais do conflito. A denominação deveu-se ao fato de que, no Brasil, os liberais exaltados eram conhecidos como “farroupilhas”, isto é, como revolucionários, razão pela qual o movimento passou à história como Revolução Farroupilha. II. O projeto de Cons�tuição da República Rio-Grandense inspirava-se na Carta estadunidense, que assegurava os direitos aos cidadãos livres e desconhecia os dos trabalhadores escravizados. III. O então barão de Caxias, pres�giado pela repressão da Balaiada, no Maranhão, assumiu a chefia da província e das tropas do Império. Nas cidades, Caxias distribuía carne à população e contratava o serviço das famílias pobres para costurar fardamentos para as tropas imperiais, em uma clara polí�ca de conquista da simpa�a dos sul-rio-grandenses livres. IV. Os farroupilhas propuseram a reorganização dos la�fúndios por meio de projeto de reforma agrária, o qual consis�a na distribuição de lotes para os escravos que haviam lutado em suas fileiras e para os imigrantes que os haviam apoiado. Em resumo, defendiam a jus�ça social. Essa postura é comemorada até hoje nos desfiles do Dia do Gaúcho, que ocorrem, anualmente, em 20 de setembro. Está correto o que se afirma em: a) I apenas. b) I e II apenas. c) III apenas. d) I, II e III apenas. e) I, II, III e IV. H0887 - (Espm) A an�nomia centralização-descen tralização foi um dos principais temas presentes nos debates parlamentares. Para alguns a proposta de descentra lização era a única capaz de salvar o país da desagregação. Acreditavam que, com a concessão de maior liberdade de ação, as províncias con�nuariam ligadas ao império. Para outros, era justamente essa maior autonomia que poderia levar a ruptura defini�va. Apesar da oposição dos dois argumentos, o obje�vo de am bos os grupos era o mesmo: preservar a unidade nacional. (...) Em 12 de maio de 1840, depois de prolongados debates parlamentares foi aprovada a Lei Interpreta�va do Ato Adicional de 1834. Sonia Guarita do Amaral – organizadora. O Brasil como Império. 15@professorferretto @prof_ferretto A Lei Interpreta�va do Ato Adicional deve ser relacionada com: a) a ex�nção da Regência Trina e a criação da Regência Una; b) a abolição do Conselho de Estado, princi pal órgão de assessoria do imperador; c) a criação das Assembleias Legisla�vas Provinciais, com deputados eleitos que possuíam um rela�vo poder delibera�vo; d) a criação da Guarda Nacional, subordina da ao Ministério da Jus�ça e, em grande parte, controlada pelos senhores de terras e de escravos; e) diminuição dos poderes das Assembleias Legisla�vas Provinciais, assegurando o re torno da centralização dos poderes. H1341 - (Enem PPL) Uns viam na abdicação uma verdadeira revolução, sonhando com um governo de conteúdo republicano; outros exigiam o respeito à Cons�tuição, esperando alcançar, assim, a consolidação da Monarquia. Para alguns, somente uma Monarquia centralizada seria capaz de preservar a integridade territorial do Brasil; outros permaneciam ardorosos defensores de uma organização federa�va, à semelhança da jovem República norte- americana. Havia aqueles que imaginavam que somente um Poder Execu�vo forte seria capaz de garan�r e preservar a ordem vigente; assim como havia os que eram favoráveis à atribuição de amplas prerroga�vas à Câmara dos Deputados, por entenderem que somente ali estariam representados os interesses das diversas províncias e regiões do Império. MATTOS, I. R.; GONÇALVES, M. A. O Império da boa sociedade: a consolidação do Estado imperial brasileiro. São Paulo: Atual, 1991 (adaptado). O cenário descrito revela a seguinte caracterís�ca polí�ca do período regencial: a) Instalação do regime parlamentar. b) Realização de consultas populares. c) Indefinição das bases ins�tucionais. d) Limitação das instâncias legisla�vas. e) Radicalização das disputas eleitorais. H1342 - (Enem PPL) A Regência iria enfrentar uma série de rebeliões nas províncias, marcadas pela reação das elites locais contra o centralismo monárquico levado a efeito pelos interesses dos setores ligados ao café da Corte, como a Cabanagem, no Pará, a Balaiada, no Maranhão, e a Sabinada, na Bahia. Mas, de todas elas, a Revolução Farroupilha era aquela que mais preocuparia, não só pela sua longa duração como pela sua situação fronteiriça da província do Rio Grande, tradicionalmente a garan�dora dos limites e dos interesses antes lusitanos e agora nacionais do Prata. PESAVENTO, S. J. Farrapos com a faca na bota. In: FIGUEIREDO, L. História do Brasil para ocupados. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2013. A caracterís�ca regional que levou uma das revoltas citadas a ser mais preocupante para o governo central era a a) autonomia bélica local. b) coesão ideológica radical. c) liderança polí�ca situacionista. d) produção econômica exportadora. e) localização geográfica estratégica. H1427 - (Fuvest) A revolta dos Malês, ocorrida em Salvador em 1835, a) foi uma revolta organizada por escravizados e libertos, contra a escravidão e a imposição da religião católica. b) expressava as aspirações de liberdade dos escravos urbanos impedidos de comprar as suas cartas de alforria. c) externava a indignação da população urbana branca com as prá�cas da violência e dos cas�gos públicos. d) reivindicava mais autonomia para as províncias, contrapondo-se à polí�ca centralizadora empregada pelos gestores imperiais. e) fracassou em decorrência das dificuldades encontradas na arregimentação de escravos dos engenhos do Recôncavo. 16@professorferretto @prof_ferretto