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Questões resolvidas

É praticamente um consenso historiográfico a interpretação de que onde houve escravidão, houve resistência. Os escravos jamais se conformaram com a perda da liberdade e as rebeliões representaram a principal forma de resistência coletiva. Sobre o tema, responda: qual foi a maior revolta de cativos no Brasil, liderada por escravos muçulmanos, tendo a participação de africanos e crioulos, escravos e libertos, atingindo mobilização de cerca de 600 revoltosos?

a) Revolta de João Congo.
b) Revolta de Nazaré das Farinhas.
c) Levante dos Malês.
d) Insurreição do Haiti.
e) Revolta de Carrancas.

Pedro I abdicou do trono, em 1831, em favor de seu filho Pedro de Alcântara, iniciando-se no Brasil o Período Regencial. A partir de 1840 e durante todo o período imperial, a vida política do País passou a ser dominada pelos


[A] liberais e conservadores.
[B] conservadores e socialistas.
[C] liberais e republicanos.
[D] comunistas e republicanos.
[E] liberais e anarquistas.

Tendo por base o texto acima e os seus conhecimentos sobre a Revolta dos Malês, marque a alternativa CORRETA:

a) Monumentos e episódios históricos da população negra possuem lugares privilegiados nas cidades desde o passado escravista brasileiro, ainda que alguns monumentos e atores históricos tenham sido esquecidos e outros privilegiados, como os malês no Campo da Pólvora.
b) O espaço urbano da cidade de Salvador é um reconhecido patrimônio histórico do passado brasileiro, no qual estão inscritas memórias de brancos, negros e mestiços, como os malês do Campo da Pólvora, o que demonstra a inutilidade do debate sobre o racismo no Brasil.
c) Enquanto o site Salvador Escravista mapeia lugares esquecidos que foram palco de importantes episódios da história da população negra da cidade, a Câmara dos Vereadores aprova um projeto de lei na contramão desta iniciativa, ao exaltar os traficantes de seres humanos rerados da África.
d) A iniciativa dos historiadores em propor homenagens reparadoras é um ato que busca afirmar a memória histórica dos malês, ressaltando sua atuação na luta contra o cativeiro e a imposição de outras religiões, evidenciando que muitos negros escravizados não aceitaram a condição de vítimas.
e) Historiadores mencionados pela reportagem prezam pela exaltação de homenagens controversas, pois locais históricos de Salvador com ligações com a escravidão devem ser esquecidos; por isso, é preciso muito diálogo com o Poder Executivo municipal, a fim de vetar o projeto aprovado.

O excerto refere-se às consequências da experiência política inaugurada na história brasileira em 1831 e que resultou em

a) fechamento do Poder Legislativo e adoção do Poder Moderador.
b) projetos de recolonização do Brasil e imposição do absolutismo monárquico.
c) rivalidades entre grupos dominantes e rebeliões populares.
d) dissolução do poder central e consolidação de repúblicas regionais.
e) enfraquecimento militar do Estado e início da propaganda abolicionista.

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Questões resolvidas

É praticamente um consenso historiográfico a interpretação de que onde houve escravidão, houve resistência. Os escravos jamais se conformaram com a perda da liberdade e as rebeliões representaram a principal forma de resistência coletiva. Sobre o tema, responda: qual foi a maior revolta de cativos no Brasil, liderada por escravos muçulmanos, tendo a participação de africanos e crioulos, escravos e libertos, atingindo mobilização de cerca de 600 revoltosos?

a) Revolta de João Congo.
b) Revolta de Nazaré das Farinhas.
c) Levante dos Malês.
d) Insurreição do Haiti.
e) Revolta de Carrancas.

Pedro I abdicou do trono, em 1831, em favor de seu filho Pedro de Alcântara, iniciando-se no Brasil o Período Regencial. A partir de 1840 e durante todo o período imperial, a vida política do País passou a ser dominada pelos


[A] liberais e conservadores.
[B] conservadores e socialistas.
[C] liberais e republicanos.
[D] comunistas e republicanos.
[E] liberais e anarquistas.

Tendo por base o texto acima e os seus conhecimentos sobre a Revolta dos Malês, marque a alternativa CORRETA:

a) Monumentos e episódios históricos da população negra possuem lugares privilegiados nas cidades desde o passado escravista brasileiro, ainda que alguns monumentos e atores históricos tenham sido esquecidos e outros privilegiados, como os malês no Campo da Pólvora.
b) O espaço urbano da cidade de Salvador é um reconhecido patrimônio histórico do passado brasileiro, no qual estão inscritas memórias de brancos, negros e mestiços, como os malês do Campo da Pólvora, o que demonstra a inutilidade do debate sobre o racismo no Brasil.
c) Enquanto o site Salvador Escravista mapeia lugares esquecidos que foram palco de importantes episódios da história da população negra da cidade, a Câmara dos Vereadores aprova um projeto de lei na contramão desta iniciativa, ao exaltar os traficantes de seres humanos rerados da África.
d) A iniciativa dos historiadores em propor homenagens reparadoras é um ato que busca afirmar a memória histórica dos malês, ressaltando sua atuação na luta contra o cativeiro e a imposição de outras religiões, evidenciando que muitos negros escravizados não aceitaram a condição de vítimas.
e) Historiadores mencionados pela reportagem prezam pela exaltação de homenagens controversas, pois locais históricos de Salvador com ligações com a escravidão devem ser esquecidos; por isso, é preciso muito diálogo com o Poder Executivo municipal, a fim de vetar o projeto aprovado.

O excerto refere-se às consequências da experiência política inaugurada na história brasileira em 1831 e que resultou em

a) fechamento do Poder Legislativo e adoção do Poder Moderador.
b) projetos de recolonização do Brasil e imposição do absolutismo monárquico.
c) rivalidades entre grupos dominantes e rebeliões populares.
d) dissolução do poder central e consolidação de repúblicas regionais.
e) enfraquecimento militar do Estado e início da propaganda abolicionista.

Prévia do material em texto

Brasil Império
Período Regencial
H0316 - (Uece)
Entre abril de 1831 e julho de 1840, durante o período
em que o príncipe herdeiro, Pedro de Alcântara, foi
menor de idade, o Brasil esteve sob comando de
regentes. As quatro regências (duas trinas e duas unas)
se seguiram durante nove anos que marcaram a nossa
história no século XIX. Sobre esse período, é correto
afirmar que
a) ocorreram avanços sociais inegáveis, como a abolição
da escravatura e a concessão do direito ao voto para
os analfabetos, contudo ambos foram revogados com
a chegada de D. Pedro II ao trono. 
b) foi um período de grande agitação social e polí�ca no
qual ocorreram revoltas de escravos, como a dos
Malês, em Salvador e revoltas separa�stas como a
Cabanagem, no Pará, a Sabinada, na Bahia e a
Farroupilha, no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. 
c) foi um período de grande paz interna, o que
proporcionou um desenvolvimento econômico e social
sem precedentes, isso foi o que garan�u a D. Pedro II
um governo longevo de 49 anos que só acabou com
sua morte em 1889. 
d) durante esses anos o país expandiu seu território,
tendo anexado a Província Cispla�na e o estado do
Acre, definindo assim suas atuais fronteiras e sua
posição de maior país da América do Sul. 
H0876 - (Upf)
É pra�camente um consenso historiográfico a
interpretação de que onde houve escravidão, houve
resistência. Os escravos jamais se conformaram com a
perda da liberdade e as rebeliões representaram a
principal forma de resistência cole�va.
Sobre o tema, responda: qual foi a maior revolta de
ca�vos no Brasil, liderada por escravos muçulmanos,
tendo a par�cipação de africanos e crioulos, escravos e
libertos, a�ngindo mobilização de cerca de 600
revoltosos? 
a) Revolta de João Congo. 
b) Revolta de Nazaré das Farinhas. 
c) Levante dos Malês. 
d) Insurreição do Hai�. 
e) Revolta de Carrancas. 
H0884 - (U�pr)
Dom Bertrand de Orleans e Bragança, de 75 anos, trineto
de D. Pedro II e bisneto da princesa Isabel se pronunciou
recentemente, por meio da mídia, defendendo que a
melhor solução no âmbito da polí�ca interna seria o
retorno do regime monárquico. Com base nesse
enunciado, assinale qual foi a forma de governo adotado
no Brasil entre o primeiro e o segundo reinado, período
compreendido entre 1831 e 1840. 
a) Regime Republicano. 
b) Regime Parlamentarista. 
c) Regime Regencial. 
d) Regime Segregacionista. 
e) Regime Democrá�co. 
H0318 - (Fatec)
Leia o texto.
 
Em abril de 1831, Dom Pedro I abdicou ao trono do Brasil
em favor de seu filho, Dom Pedro de Alcântara que �nha,
então, cinco anos de idade. Uma Regência foi criada para
governar até que Dom Pedro II, como ficaria conhecido,
a�ngisse a maioridade e pudesse ser coroado.
 
Durante o Período Regencial, a polí�ca brasileira foi
marcada
1@professorferretto @prof_ferretto
a) pela intensificação da polí�ca expansionista do
regente Feijó, que acentuou os conflitos internacionais
no Cone Sul (Guerras da Cispla�na e do Paraguai), e
pelo aumento progressivo da dívida externa brasileira.
 
b) pela fragmentação do Império, marcada pela perda de
territórios fronteiriços (Província Cispla�na, Amazônia
Colombiana) nos combates com as tropas de Simón
Bolívar e José de San Mar�n. 
c) pelo pacto federa�vo, conduzido pelo jovem
imperador, que favoreceu as demandas dos
regionalistas, concedendo autonomia administra�va às
províncias. 
d) pela promulgação da primeira Cons�tuição do
Império, que sofreu forte resistência das elites
regionais por seu caráter centralizador, pela criação do
poder Moderador e pela extensão do direito de voto
aos analfabetos. 
e) pela criação das Assembleias Legisla�vas Provinciais e
pela eclosão de rebeliões em diversas províncias,
sendo algumas de caráter popular (como a
Cabanagem) e outras comandadas pelas elites
regionais (caso da Guerra dos Farrapos). 
H0306 - (Uece)
Entre 7 de abril de 1831 e 24 de julho de 1840, o Brasil foi
governado por regentes. Isso deveu-se à abdicação de D.
Pedro I ao trono brasileiro em favor de seu filho que �nha
então cinco anos e quatro meses de idade. Esse Período
regencial, de pouco mais de 9 anos, teve inicialmente
duas regências trinas, e após um ato adicional, em 1834,
que alterou o modelo de regência previsto na
Cons�tuição Imperial de 1824, teve, também, duas
regências unas.
Essa época da história brasileira foi marcada por
a) várias rebeliões em províncias do norte, nordeste e sul
do país, algumas delas com obje�vos separa�stas e
outras com caráter de defesa da monarquia. 
b) grandes avanços nos direitos sociais e uma maior
unificação e pacificação interna, se comparada aos
períodos de governo dos dois imperadores. 
c) acentuar o espírito republicano do povo brasileiro, o
que levou à crise e queda imediata da monarquia e à
adoção da república como forma de governo. 
d) efe�var o consenso entre restauradores e trabalhistas
que se man�veram no poder alternadamente, mas
não realizaram nenhuma inovação federalista no
modelo monárquico brasileiro. 
H0888 - (Espcex)
Pedro I abdicou do trono, em 1831, em favor de seu filho
Pedro de Alcântara, iniciando-se no Brasil o Período
Regencial. A par�r de 1840 e durante todo o período
imperial, a vida polí�ca do País passou a ser dominada
pelos 
a) liberais e conservadores. 
b) conservadores e socialistas. 
c) liberais e republicanos. 
d) comunistas e republicanos. 
e) liberais e anarquistas. 
H0882 - (Udesc)
A abdicação de Dom Pedro I, em 1831, foi seguida por
anos turbulentos, nos quais diferentes grupos polí�cos
defendiam dis�ntos projetos para os des�nos da nação.
Neste período – que, até a coroação de Dom Pedro II, é
conhecido como “Período Regencial” diversas revoltas
eclodiram nas províncias e reivindicavam, especialmente,
autonomia em relação ao poder central. 
 
Assinale a alterna�va que contém apenas os nomes das
revoltas ocorridas durante o “Período Regencial”. 
a) Farroupilha, Cabanagem, Inconfidência Mineira,
Revolta dos Malês. 
b) Farroupilha, Sabinada, Balaiada, Cabanagem. 
c) Inconfidência Mineira, Revolução Pernambucana,
Conjuração Baiana, Sabinada. 
d) Sabinada, Balaiada, Farroupilha, Coluna Prestes. 
e) Cabanagem, Sabinada, Araguaia, Revolução
Pernambucana. 
H0893 - (Uefs)
Em 1835, a Regência Una foi assumida por Diogo Feijó.
Foi eleito em votação apertada, com pouco mais da
metade dos votos, numa demonstração clara de que
enfrentaria grande oposição em seu governo. Logo
explodiram rebeliões em várias províncias, alguma
reivindicando mais poder, outras com obje�vos
separa�stas e até mesmo tendência republicana. Todas
com maior ou menor mobilização popular.
VAINFAS, Ronaldo ET AL. História. São Paulo: Saraiva, v. 2,
2010, p. 207.
 
No clima de rebeliões do período descrito no texto, as
maiores mobilizações populares ocorreram 
2@professorferretto @prof_ferretto
a) na Cabanagem do Grão-Pará, na Balaiada do
Maranhão e nos Malês, na Bahia. 
b) na guerra da Cispla�na, no quilombo dos Palmares e
na guerra de independência na Bahia. 
c) na Revolução Pernambucana de 1817, na
Confederação do Equador e na guerra dos Mascates. 
d) na campanha da Maioridade, na pressão pela
abdicação de D. Pedro I e na declaração de guerra do
Brasil ao Paraguai. 
e) em todas as províncias do Sul e do Sudeste, onde
prevalecia a maioria da população rural, carente de
atendimento por parte dos setores governamentais. 
H0313 - (U�f)
Leia atentamente o texto abaixo e em seguida responda:
O Ato Adicional de 1834 reformou a cons�tuição em
sen�do descentralizante. Criou as assembleias
provinciais, concedendo mais poder às províncias, e
aboliu o Conselho de Estado. À maior descentralização
seguiu-se um recrudescimento dos conflitos e revoltas
provinciais. Nunca houve período mais conturbado na
história do Brasil.
CARVALHO, J. M.. D. Pedro II: ser ou não ser. São Paulo:
Companhia das Letras, 2007, p. 36.
 
As revoltas ocorridas durante o período regencial
expressavam um grande descontentamento com o
projeto centralizado de Estado, lideradopelas elites
enraizadas na Corte.
Sobre as revoltas regenciais é CORRETO afirmar que:
a) os revoltosos eram formados, exclusivamente, por
grandes proprietários de terra que disputavam entre si
o direito de maior representa�vidade e projeção no
cenário nacional. 
b) em sua maioria, as revoltas regenciais ameaçavam a
unidade do Império por meio de reivindicações que
poderiam levar à fragmentação do território em
pequenas repúblicas. 
c) índios e africanos foram os grupos sociais que
representaram maior resistência aos movimentos
revoltosos, lutando ao lado do governo imperial. 
d) luta contra a escravidão era uma reivindicação comum
a todas as revoltas que ocorreram no período,
representando o início das manifestações
abolicionistas no país. 
e) o sucesso dos conflitos armados contribuiu para que
as províncias alcançassem maior autonomia
administra�va e suas elites pudessem implementar
projetos polí�cos baseados no federalismo. 
H0309 - (Acafe)
“A criação de gado se generalizou, na região, assim como
a transformação da carne bovina em charque (carne-
seca). O charque era um produto vital...”
Fonte: FAUSTO, Boris. História do Brasil. 5ª. Edição. São
Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1997.
Página 168. 
 
Pode-se afirmar que as questões envolvendo o charque
resultaram num conflito ocorrido no período regencial
que chegou até o início do Segundo Reinado no Brasil.
Nesse sen�do, é correto afirmar: 
a) As questões envolvendo o charque foi um dos mo�vos
da Guerra dos Farrapos, iniciada no Rio Grande do Sul. 
 
b) Esse conflito ocorreu na região mineradora, entre os
produtores nordes�nos e gaúchos, e ficou conhecido
como Guerra dos Emboabas. 
c) A produção de charque em Mato Grosso, área de
intensa pecuária no Segundo Reinado, ocasionou um
conflito entre produtores locais e estancieiros
oriundos do Rio Grande do Sul. A solução foi a divisão
de Mato Grosso, criando-se o estado de Mato Grosso
do Sul. 
d) Após este conflito, o Imperador D. Pedro II autorizou a
importação de charque do Uruguai e da Argen�na, já
que as charqueadas da região sudeste foram ex�ntas.
O charque pla�no entrava no Brasil com baixas taxas
alfandegárias. 
H0867 - (Fuvest)
A revolta dos Malês, ocorrida em Salvador em 1835, 
a) foi uma revolta organizada por escravizados e libertos,
contra a escravidão e a imposição da religião
católica. 
b) expressava as aspirações de liberdade dos escravos
urbanos impedidos de comprar as suas cartas de
alforria. 
c) externava a indignação da população urbana branca
com as prá�cas da violência e dos cas�gos públicos. 
d) reivindicava mais autonomia para as províncias,
contrapondo-se à polí�ca centralizadora empregada
pelos gestores imperiais. 
e) fracassou em decorrência das dificuldades
encontradas na arregimentação de escravos dos
engenhos do Recôncavo. 
H0871 - (U�f)
Leia a no�cia publicada no site da BBC Brasil:
 
“Em meio ao debate sobre homenagens a traficantes de
seres humanos re�rados da África — que ganhou nova
3@professorferretto @prof_ferretto
força com os protestos de movimentos an�rracistas nos
Estados Unidos e na Europa neste ano — um grupo de
historiadores decidiu jogar luz sobre esta e outras
ligações esquecidas de homenagens, ruas e locais
históricos de Salvador com a escravidão. [...] A inicia�va
dos historiadores deu origem ao site Salvador Escravista
(h�ps://www.salvadorescravista.com/), que mapeia
homenagens controversas, homenagens reparadoras e
também lugares esquecidos, onde ocorreram episódios
importantes da história da população negra da cidade.
[...] [Entre as discussões e propostas,] um projeto
aprovado pela Câmara dos Vereadores da capital baiana
quer nomear a estação de metrô no Campo da Pólvora
em homenagem aos malês, e colocar um monumento na
praça onde fica a estação.”
h�ps://www.bbc.com/portuguese/brasil-54181648,
publicado em 27 de setembro de 2020
 
Tendo por base o texto acima e os seus conhecimentos
sobre a Revolta dos Malês, marque a alterna�va
CORRETA: 
a) Monumentos e episódios históricos da população
negra possuem lugares privilegiados nas cidades desde
o passado escravista brasileiro, ainda que alguns
monumentos e atores históricos tenham sido
esquecidos e outros privilegiados, como os malês no
Campo da Pólvora. 
b) O espaço urbano da cidade de Salvador é um
reconhecido patrimônio histórico do passado
brasileiro, no qual estão inscritas memórias de
brancos, negros e mes�ços, como os malês do Campo
da Pólvora, o que demonstra a inu�lidade do debate
sobre o racismo no Brasil. 
c) Enquanto o site Salvador Escravista mapeia lugares
esquecidos que foram palco de importantes episódios
da história da população negra da cidade, a Câmara
dos Vereadores aprova um projeto de lei na contramão
desta inicia�va, ao exaltar os traficantes de seres
humanos re�rados da África. 
d) A inicia�va dos historiadores em propor homenagens
reparadoras é um ato que busca afirmar a memória
histórica dos malês, ressaltando sua atuação na luta
contra o ca�veiro e a imposição de outras religiões,
evidenciando que muitos negros escravizados não
aceitaram a condição de ví�mas. 
e) Historiadores mencionados pela reportagem prezam
pela exaltação de homenagens controversas, pois
locais históricos de Salvador com ligações com a
escravidão devem ser esquecidos; por isso, é preciso
muito diálogo com o Poder Execu�vo municipal, a fim
de vetar o projeto aprovado. 
H0870 - (Famerp)
[…] período de tão frequentes conflitos sociais e de
cultura entre grupos da população – conflitos complexos
com aparência de simplesmente polí�cos – que todo ele
se dis�ngue pela trepidação e pela inquietação.
(Gilberto Freyre. Sobrados e mucambos. Apud: Lilia M.
Schwarcz e Heloisa M. Starling.
Brasil: uma biografia, 2018.)
 
O texto trata do período das Regências no Brasil (1831-
1840). Entre as tensões que o caracterizaram, é possível
citar mobilizações e rebeliões de caráter regionalista,
como a 
a) Sabinada, e sociais, como os protestos anarquistas em
São Paulo. 
b) Farroupilha, e étnico-religiosas, como a Revolta dos
Malês. 
c) Revolução Cons�tucionalista, e de gênero, como a luta
pelo voto feminino. 
d) Confederação do Equador, e trabalhistas, como a
greve geral no Rio de Janeiro. 
e) Conjuração Baiana, e emancipacionistas, como a
Inconfidência Mineira. 
H0872 - (Fuvest)
A Cabanagem foi uma revolta social ocorrida no Norte do
Brasil entre 1835 e 1840 e se insere em um contexto
frequentemente chamado de “Período Regencial”. Trata-
se de uma revolta que, junto a outras do mesmo período,
indica: 
a) o impacto, no Brasil, de conflitos de fronteira com os
países hispânicos recém-formados na América. 
b) expansão de interesses imperialistas franceses e
alemães em meio a geopolí�ca da 2ª Revolução
Industrial. 
c) a capacidade negociadora das elites imperiais em
evitar que questões regionais desembocassem em
conflitos armados. 
d) a persistência, no contexto nacional brasileiro, de
disputas entre jesuítas e governantes em torno da
exploração do trabalho escravo. 
e) o caráter violento e socialmente excludente do
processo de formação do Estado nacional brasileiro. 
H0310 - (Unicamp)
O escritor José de Alencar relata como ocorriam as
reuniões do Clube da Maioridade, realizadas na casa de
seu pai em 1840. Discu�a-se nessas ocasiões a
antecipação da maioridade do imperador D. Pedro II,
então com apenas 14 anos, para que ele pudesse assumir
o trono antes do tempo determinado pela Cons�tuição.
No fim da vida, José de Alencar rememora os episódios
4@professorferretto @prof_ferretto
de sua infância e chega a uma surpreendente conclusão:
os polí�cos que frequentavam sua casa na ocasião iam lá
não porque estavam pensando no futuro do país, mas
apenas para devorar tabletes e bombons de chocolate.
Conforme o relato do escritor, os membros do Clube da
Maioridade, discu�ndo altos assuntos na sala de sua
casa, pareciam realmente gente séria e preocupada com
os des�nos do Brasil, até que chegava a hora do
chocolate.
Para Alencar,a discussão polí�ca no Brasil se resumia a
um “devorar de chocolate”, isto é, cada um defendia
apenas seus interesses par�culares e nada mais.
Adaptado de Daniel Pinha Silva, “O império do
chocolate”, em
h�p://www.revistadehistoria.com.br/secao/leituras/o-
imperio-do-chocolate.
Acessado em: 01/08/2016.
 
Sobre o Golpe da Maioridade e a visão de José de Alencar
a esse respeito, é correto afirmar que:
a) O golpe foi uma manobra das elites polí�cas, que
criaram uma forma de alterar a Cons�tuição e
contemplar os seus interesses durante o período
regencial, fato cri�cado por Alencar ao fazer uma
anedota com o chocolate. 
b) Ao entregar o poder a um jovem de 14 anos, alegando
ser maior de 18, os polí�cos do Império manifestavam
uma ousada visão polí�ca para evitar a influência da
Inglaterra nos assuntos brasileiros, preservando seus
interesses como donos de escravos. 
c) O golpe foi uma resposta dos conservadores às
propostas liberais que pretendiam estabelecer a
República no país, e Alencar apontou uma prá�ca
polí�ca dos parlamentares que é recorrente na história
do país. 
d) José de Alencar expressou sua decepção com os
polí�cos e, ao registrar sua visão sobre o Clube da
Maioridade, o escritor contribuiu para inibir
procedimentos semelhantes durante o Império,
assegurando uma transição pacífica e legal para a
República, em 1889. 
H0875 - (Enem)
Depois da Independência, em 1822, o país enfrentaria
problemas que com frequência emergiram durante a
formação dos Estados nacionais da América La�na. Em
muitas regiões do Brasil, essas divergências foram
acompanhadas de revoltas, inclusive contra o imperador
D. Pedro I. Com a abdicação deste, em 1831, o país
atravessaria tempos ainda mais turbulentos sob o regime
regencial.
REIS, J. J. Rebelião escrava no Brasil: a história do Levante
dos Malês em 1835. São Paulo: Cia. das Letras, 2003
(adaptado).
 
A instabilidade polí�ca no país, ao longo dos períodos
mencionados, foi decorrente da(s) 
a) disputas entre as tendências unitarista e federalista. 
b) tensão entre as forças do Exército e Marinha
nacional. 
c) dinâmicas demográficas nas fronteiras amazônica e
pla�na. 
d) extensão do direito de voto aos estrangeiros e ex-
escravos. 
e) reivindicações da ex-metrópole nas esferas comercial e
diplomá�ca. 
H0315 - (Uel)
Sob o ponto de vista das ideias, foram diversas as
correntes polí�cas que atuaram no período regencial no
Brasil (1831-1840).
 
Assinale a alterna�va que apresenta, corretamente, os
integrantes e suas posições polí�co-ideológicas.
a) Os cabanos situavam-se na região norte do país, eram
administradores das províncias, corporações do
exército local e elite dos comerciantes portugueses;
defendiam o retorno da família imperial. 
b) Os farroupilhas eram pequenos proprietários rurais e
comerciantes, representavam o setor mais
conservador do grupo dos chimangos; postulavam o
retorno da monarquia com a imposição de medidas
centralizadoras. 
c) Os liberais exaltados eram proprietários rurais,
integrantes do exército e classe média urbana, que
defendiam a descentralização do poder imperial e a
autonomia das províncias. 
d) Os liberais moderados, ou chimangos, eram
comerciantes portugueses, aristocratas e integrantes
da alta patente do exército, que defendiam a volta do
ex-imperador e a autonomia das províncias. 
e) Os restauradores, ou caramurus, eram membros do
setor rural abolicionista e intelectuais da classe média;
defendiam as reformas socioeconômicas que visavam
à expulsão do ex-imperador. 
H0891 - (I�a)
Durante o Período Regencial – 1831-1840 – o Brasil foi
palco de diferentes �pos de rebeliões como a
Farroupilha, a Cabanagem, a Balaiada, entre outras.
Embora apresentem par�cularidades, esses movimentos
apontam para pontos comuns como: 
5@professorferretto @prof_ferretto
a) o ques�onamento da unidade territorial,
apresentando projetos separa�stas e republicanos. 
b) a proposta de antecipar a maioridade de D. Pedro,
como forma de garan�r um governo de base
nacional. 
c) o estabelecimento temporário de um novo regime
polí�co, capaz de unir o país até a posse de D. Pedro
II. 
d) a ex�nção imediata do sistema de escravidão e o
estabelecimento do trabalho assalariado em todos os
setores econômicos. 
e) a luta contra a grande propriedade e pela reforma
agrária que permi�sse uma reestruturação agrária no
país. 
H0302 - (Ufu)
“[...] foi o mais notável movimento popular do Brasil. O
único em que as camadas mais inferiores da população
conseguiram ocupar o poder de toda uma província com
certa estabilidade. [...] primeira insurreição popular que
passou da simples agitação para uma tomada efe�va de
poder.”
PRADO JÚNIOR, Caio. Evolução Polí�ca do Brasil e outros
estudos. São Paulo: Brasiliense, 1975. p. 69. (Adaptado)
 
A citação acima diz respeito à Cabanagem, uma das
principais revoltas ocorridas no chamado Período
Regencial Brasileiro. Acerca desse movimento, é correto
afirmar que
a) ocorreu na cidade de Salvador, em 1835, com
significa�va par�cipação de africanos escravizados de
origem muçulmana. O levante durou menos de 24
horas e foi duramente reprimido. Os revoltosos
sobreviventes foram mortos, presos ou degradados. 
b) ocorreu no Maranhão entre os anos de 1838 e 1841 e
foi liderado por homens pobres (com apoio de
escravos, de vaqueiros e mesmo de alguns
fazendeiros) que enfrentaram grandes proprietários
de terra, comerciantes e autoridades polí�cas. 
c) ocorreu na província da Bahia entre os anos de 1837 e
1838. Seu obje�vo era, dentre outros, a criação de
uma república de caráter transitório até que Dom
Pedro II alcançasse a maioridade. 
d) ocorreu na província do Grão-Pará, entre 1835 e 1840,
em decorrência da exploração sofrida pelos
trabalhadores subme�dos a um regime de trabalho de
semiescravidão. Esses foram violentamente
reprimidos e aproximadamente 30 mil pessoas
morreram assassinadas por tropas imperiais e em
incêndios.
H0881 - (I�a)
O Período Regencial é considerado como um dos mais
agitados da História do Brasil. A Independência ainda era
recente e os debates acerca do grau de autonomia das
Províncias eram muito presentes.
 
Sobre esse contexto e as revoltas dele decorrentes,
marque V para Verdadeiro e F para Falso. Em seguida,
assinale a alterna�va que representa a sequência correta:
 
(__) O grupo polí�co dos liberais exaltados defendiam,
dentre outras ideias, uma maior autonomia das
Províncias.
(__) A Revolta dos Malês, que ocorreu em Salvador, 1835,
demonstrou às elites o poder de contestação de
africanos e escravos, desencadeando no aumento da
repressão aos revoltosos.
(__) A Sabinada e a Cabanagem foram exemplos dos
poucos movimentos ocorridos no Brasil durante a
Regência. As demais Províncias vivenciaram esse período
sem conflitos.
(__) Nesse período, o chamado Ato Adicional estabeleceu
a criação das Assembleias Provinciais e da Regência Una,
ele�va e temporária.
(__) A Farroupilha, que durou cerca de 10 anos, foi um
movimento do período regencial que resultou na
Independência do Rio Grande do Sul e sua união com o
Uruguai.
 
A sequência correta é: 
a) V, V, F, V, F. 
b) V, F, F, V, V. 
c) F, V, F, V, V. 
d) F, F, F, V, V. 
e) V, V, F, F, F. 
H0873 - (Famema)
Foram os próprios liberais que defenderam a nomeação
do presidente da província pelo governo central, de
modo que garan�sse a ar�culação das partes em um
todo dirigido pelo governo do Rio de Janeiro. O que a
experiência em 1831 ensinou à elite brasileira é que a
autonomia regional �nha de conviver com um controle
mais rígido do governo central para manter a ordem
interna.
(Miriam Dolhnikoff. “Elites regionais e a construção do
Estado Nacional”. In: István Jancsón (org.). Brasil:
formação do Estado e da Nação, 2003. Adaptado.)
 
O excerto refere-se às consequências da experiência
polí�ca inaugurada na história brasileira em 1831 e que
resultou em 
6@professorferretto @prof_ferretto
a) fechamento do Poder Legisla�vo e adoção do Poder
Moderador. 
b) projetos de recolonização do Brasil eimposição do
absolu�smo monárquico. 
c) rivalidades entre grupos dominantes e rebeliões
populares. 
d) dissolução do poder central e consolidação de
repúblicas regionais. 
e) enfraquecimento militar do Estado e início da
propaganda abolicionista. 
H0895 - (Uece)
Aprovado em agosto de 1834, o chamado Ato Adicional
propôs alterações à Cons�tuição brasileira de 1824. A
principal delas se caracterizou por 
a) conceder maior autonomia às Províncias. 
b) subs�tuir a Regência Una Pela Regência Trina. 
c) manter e ampliar o poder do Conselho de Estado. 
d) ex�nguir a vitaliciedade do Senado. 
H0317 - (I�a)
“Queremos Pedro II,
Ainda que não tenha idade.
A nação dispensa a Lei
E viva a maioridade.”
 
As ações pela antecipação da maioridade, expresso na
quadrinha popular do século XIX, confirma a esperança
de superação da crise vigente durante o Período
Regencial.
Sobre o golpe da maioridade podemos afirmar:
a) Este ato significou a diminuição das atribuições de D.
Pedro II, e uma tenta�va de solucionar a crise social e
econômica que a�ngia as províncias do norte do país.
 
b) A proposta da antecipação da maioridade do
imperador foi apresentada pelos liberais para
solucionar a crise polí�ca vivida pelo país. 
c) O golpe da maioridade foi uma manobra dos
conservadores para antecipar a maioridade de D.
Pedro, o qual assume o poder aos 17 anos. 
d) O golpe da maioridade ocorre no momento em que os
problemas sociais que marcaram o período regencial:
fome, seca e estagnação das culturas tradicionais
�nham sido totalmente superados. 
e) A medida foi apresentada no momento em que a
revoltas regenciais foram reprimidas pelos governos
locais com ajuda do governo central. 
H0883 - (Uel)
Sob o ponto de vista das ideias, foram diversas as
correntes polí�cas que atuaram no período regencial no
Brasil (1831-1840).
 
Assinale a alterna�va que apresenta, corretamente, os
integrantes e suas posições polí�co-ideológicas. 
a) Os cabanos situavam-se na região norte do país, eram
administradores das províncias, corporações do
exército local e elite dos comerciantes portugueses;
defendiam o retorno da família imperial. 
b) Os farroupilhas eram pequenos proprietários rurais e
comerciantes, representavam o setor mais
conservador do grupo dos chimangos; postulavam o
retorno da monarquia com a imposição de medidas
centralizadoras. 
c) Os liberais exaltados eram proprietários rurais,
integrantes do exército e classe média urbana, que
defendiam a descentralização do poder imperial e a
autonomia das províncias. 
d) Os liberais moderados, ou chimangos, eram
comerciantes portugueses, aristocratas e integrantes
da alta patente do exército, que defendiam a volta do
ex-imperador e a autonomia das províncias. 
e) Os restauradores, ou caramurus, eram membros do
setor rural abolicionista e intelectuais da classe média;
defendiam as reformas socioeconômicas que visavam
à expulsão do ex-imperador. 
H0880 - (Unesp)
A Revolta dos Malês, ocorrida em 1835 na Bahia, contou
com ampla par�cipação popular e defendeu, entre outras
propostas, 
a) a rejeição ao catolicismo e a construção de uma
ordem islâmica. 
b) a manutenção da escravidão de africanos e a
ampliação da escravização de indígenas. 
c) o retorno de D. Pedro I e o restabelecimento da
monarquia absolu�sta. 
d) a ampliação das relações diplomá�cas e comerciais
com os países africanos. 
e) o reconhecimento dos direitos e deveres de todo
cidadão brasileiro. 
H0314 - (Ifsul)
A Revolta dos Malês, ocorrida em Salvador, Província da
Bahia, na noite de 24 de janeiro de 1835, durante o Brasil
Império, mais precisamente durante o Período Regencial
(1831 a 1840), representou uma rápida rebelião
7@professorferretto @prof_ferretto
organizada pelos escravos e que foi reprimida pelas
tropas imperiais.
Disponível em:
.
Acesso em: 22 jul. 2016. (texto adaptado).
 
Essa revolta representou a mobilização de cerca de 1.500
escravos africanos, os quais lutavam pela
a) libertação dos negros de origem islâmica e pela
tomada do poder. 
b) libertação dos índios guaranis e de outros escravos
dos engenhos vizinhos. 
c) independência do Brasil e pelas ideias republicanas. 
d) defesa da religião católica e pela manutenção de suas
crenças, cultos e costumes. 
H0307 - (Ufs)
A carta de despedida de D. Pedro I é um dos documentos
que assinalam o triunfo do Par�do Brasileiro sobre o
Par�do Português e a passagem do Primeiro Reinado ao
Período Regencial. Em 1834, foi promulgado um Ato
Adicional à Cons�tuição, que tentava conciliar os
interesses das facções polí�cas. Esse período conturbado
de nossa história, caracterizado por lutas entre
restauradores, exaltados e moderados, assim como pelas
rebeliões provinciais que colocaram em risco a
integridade territorial e polí�ca do país, encerrou-se em
1840, com o golpe da maioridade e o início do Segundo
Reinado.
COSTA, Luís César Amad & MELLO, Leonel Itaussu de
Almeida. História do Brasil. São Paulo: Scipione, 2007,
p.169. (Adaptado).
 
Ao ler o texto, percebemos que surge, após o Primeiro
Reinado, uma nova fase para a história polí�ca brasileira.
Durante essa fase ou período,
a) ocorreu a manutenção do Conselho de Estado, órgão
que assessorava o imperador no exercício do poder
Moderador. 
b) a Revolução Farroupilha, que apresentava caráter
separa�sta e republicano, foi mo�vada pelo
descontentamento com a polí�ca tributária aplicada à
província, entre outros fatores. 
c) o Golpe da Maioridade, desfechado pelo Par�do
Conservador, trouxe harmonia polí�ca às próximas
quatro décadas, evitando confrontos ideológicos entre
os par�dos da época. 
d) o Brasil experimentou pela primeira vez o sistema
parlamentarista, que ficou conhecido como
“parlamentarismo às avessas”, visto que o Primeiro-
Ministro �nha poderes reduzidos. 
e) foi marcado por grandes conflitos externos, como foi o
caso da Guerra do Paraguai, que, ao seu final, elevou o
pres�gio do exército brasileiro no contexto da polí�ca
nacional. 
H0877 - (Fac. Albert Einstein)
Durante o período Regencial (1831-1840) ocorreram no
Brasil várias rebeliões provinciais, expressões, ao mesmo
tempo, das lutas das elites pelo poder local e por maior
autonomia das províncias, e da marginalização das
camadas populares, empobrecidas e excluídas da
par�cipação polí�ca. A revolta que, ocorrida no
Maranhão, contou também com a par�cipação de
escravos foragidos foi: 
a) Farroupilha. 
b) Cabanagem. 
c) Sabinada. 
d) Balaiada. 
H0894 - (Puccamp)
O universo ficcional de Machado de Assis é povoado
pelos �pos sociais que se mesclavam na sociedade
fluminense do século XIX: proprietários, ren�stas,
comerciantes, homens pobres mas livres e escravos.
Cruzam seus interesses e medem-se em seus poderes ou
em sua falta de poder. É essa a configuração das
personagens das obras-primas Memórias póstumas de
Brás Cubas e Dom Casmurro. A tragédia do negro
escravizado está exposta em contos violentos, e o
capricho dos senhores proprietários dá o tom a
narradores como Brás Cubas e Bento San�ago, o
Ben�nho, que contam suas histórias de modo a
apresentar com ar de naturalidade a prá�ca das
violências pessoais ou sociais mais profundas.
(TÁVOLA, Bernardim da. Inédito)
 
8@professorferretto @prof_ferretto
Violências sociais abundaram no período regencial,
momento em que eclodiram rebeliões populares que
foram duramente reprimidas, caso da 
a) Guerra de Canudos, que implicou a resistência
armada, na Bahia, de milhares de famílias em torno do
líder religioso Antonio Conselheiro, resultando em
grande massacre. 
b) Farroupilha, conflito iniciado no Rio Grande do Sul,
que durou cerca de dez anos e foi mo�vado pela
revolta contra a polí�ca de impostos vigente e por
anseios separa�stas de parte da elite. 
c) Sabinada, originada no Maranhão, em regiões
paupérrimas de cul�vo de algodão e protagonizada
por trabalhadores livres e escravos, que contaram com
apoio de parte da elite local. 
d) Guerra dosPalmares, conflito desencadeado pela
repressão aos quilombolas liderados por Zumbi dos
Palmares, com apoio de pequenos agricultores da
região de Alagoas. 
e) Revolta da Chibata, que mobilizou um grande
con�ngente de escravos revoltados contra os maus
tratos e a prá�ca das chicotadas em praça pública, na
cidade do Rio de Janeiro. 
H0890 - (Acafe)
A fase histórica do Brasil conhecida como Período
Regencial foi de 1831 com a abdicação de D. Pedro I até o
final de 1840, quando Pedro de Alcântara assumiu o
trono do Império do Brasil.
 
Acerca do período regencial é correto afirmar, exceto:
a) Poli�camente, os Liberais Moderados eram formados
por proprietários rurais e comerciantes brasileiros das
províncias. Defendiam a manutenção da escravidão. 
b) Criação da Guarda Nacional que, entres outras
funções, servia para reprimir conflitos e rebeliões
regionais. Os grandes proprietários rurais receberam o
�tulo de “Coronel”. 
c) A Guerra da Cispla�na e a Confederação do Equador
foram movimentos que aconteceram no período
regencial e serviram de pretexto para antecipar a
maioridade de Pedro de Alcântara (D. Pedro II), e levá-
lo ao trono do Império. 
d) Em 1835, escravos de origem islâmica realizaram a
Revolta dos Malês, em Salvador, na Bahia. A revolta foi
sufocada por forças imperiais e muitos revoltosos
foram presos e degredados. 
H0869 - (Fmp)
Leia a reportagem sobre o lançamento do quadrinho
Rocha Navegável.
 
Lançada no final de 2020 pela editora baiana RV, a HQ
Rocha Navegável, de Fábio Costa e Igor Souza, mistura
fatos ocorridos em Salvador com uma viagem histórica e
espiritual, onde os malês são peças fundamentais. Na
história, o espírito dos revoltosos cobra a existência de
um monumento a eles no Campo da Pólvora, local que
no passado abrigou uma vala comum, onde os
escravizados mortos eram a�rados. O local foi cemitério
para muitos dos malês mortos na revolta de 1835.
“Resistência: Revolta dos Malês completa 186 anos mais
lembrada do que nunca”. Jornal Correio. Edição de 25
jan. 2021. Disponível em:
. Acesso em: 29 jul. 2021.
 
De acordo com o descrito na reportagem, a exigência de
um monumento no local onde foram enterrados os
rebeldes malês se jus�fica como uma 
a) melhoria urbana da cidade de Salvador. 
b) homenagem ao regente Diogo Antônio Feijó. 
c) crí�ca à violência dos movimentos abolicionistas. 
d) contestação da memória oficial sobre o movimento. 
e) reverência aos soldados brasileiros mortos na
ocasião. 
H0886 - (Upe)
Rio de Janeiro, 1831. Com cerca de 150 mil habitantes, a
capital do Império era um grande caldeirão polí�co e
social em ebulição. A chamada Revolução de 7 de abril
forçara a abdicação do primeiro imperador e ins�tuíra
uma regência trina para governar a nação até a
maioridade de Pedro II. 
BASILE, Marcello. “Revolta e cidadania na corte
regencial”. 
In: h�ps://api-assets-produc�on.s3.us-east-
1.amazonaws.com/pdf/tem/v11n22/v11n22a03
 
No contexto apontado, a arena polí�ca brasileira
encontrava-se dividida entre três grupos, que disputavam
o poder e os cargos públicos com interesses bastante
dis�ntos. Eram eles, respec�vamente: 
a) unitaristas, maragatos e jacobinos. 
b) liberais, militares e conservadores. 
c) socialistas, federalistas e anarquistas. 
d) liberais moderados, liberais exaltados e caramurus. 
e) comerciantes, proprietários de escravos e militares. 
H0300 - (Fmp)
9@professorferretto @prof_ferretto
Considere o texto da historiadora Maria de Fá�ma
Gouvêa sobre o período das regências no Brasil (1831-
1840).
 
O Ato Adicional de 1834 transformou os Conselhos Gerais
das Províncias em assembleias legisla�vas provinciais,
tendo ainda ampliado o número de representantes
provinciais reunidos no âmbito do legisla�vo provincial,
ficando essas assembleias encarregadas de auxiliar os
presidentes de província na gestão administra�va sob sua
jurisdição.
GOUVÊA, M. F. O império das províncias. Rio de Janeiro,
1822-1889. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2008, p.
19.
 
A medida descrita pelo texto possui, explicitamente, um
perfil
a) autoritário e absolu�sta 
b) federalista e regressista 
c) descentralizador e progressista 
d) democrá�co e socialista 
e) centralizador e liberal 
H0868 - (Upe)
Para entendermos os conflitos ocorridos nos primeiros
anos do Segundo Reinado, temos que levar em
consideração as discussões e reformas empreendidas
durante o final do Período Regencial. Esse período foi
marcado por revoltas, como Cabanagem, Balaiada,
Sabinada, Guerra dos Farrapos, entre outras
manifestações. A eclosão dessas revoltas fortalecia o
clima de insegurança, fato que veio incen�var o ideal
reformista e centralista nos seus úl�mos anos.
(Adaptado)
Referência: DA SILVA, Roberta Felix. Revoltas liberais no
início do Segundo Reinado: Francisco de Salles Torres
Homem imprensa e polí�ca. XXVII Simpósio Nacional de
História. Conhecimento Histórico e diálogo nacional.
UFRN, 2013, p. 03.
 
Considerando o texto, as chamadas “revisões das
reformas”, ações revisionistas que visavam devolver ao
governo central os poderes “perdidos” com a
descentralização regencial, foram assim caracterizadas: 
a) Regresso Conservador. 
b) Referendo An�escravidão. 
c) Retorno ao Parlamentarismo. 
d) Reforma do Sistema Republicano. 
e) Reformulação dos Par�dos Polí�cos. 
H0303 - (Enem)
Uns viam na abdicação uma verdadeira revolução,
sonhando com um governo de conteúdo republicano;
outros exigiam o respeito à Cons�tuição, esperando
alcançar, assim, a consolidação da Monarquia. Para
alguns, somente uma Monarquia centralizada seria capaz
de preservar a integridade territorial do Brasil; outros
permaneciam ardorosos defensores de uma organização
federa�va, à semelhança da jovem República norte-
americana. Havia aqueles que imaginavam que somente
um Poder Execu�vo forte seria capaz de garan�r e
preservar a ordem vigente; assim como havia os que
eram favoráveis à atribuição de amplas prerroga�vas à
Câmara dos Deputados, por entenderem que somente ali
estariam representados os interesses das diversas
províncias e regiões do Império.
MATTOS, I. R.; GONÇALVES, M. A. O Império da boa
sociedade: a consolidação do Estado imperial brasileiro.
São Paulo: Atual, 1991 (adaptado).
 
O cenário descrito revela a seguinte caracterís�ca polí�ca
do período regencial:
a) Instalação do regime parlamentar. 
b) Realização de consultas populares. 
c) Indefinição das bases ins�tucionais. 
d) Limitação das instâncias legisla�vas. 
e) Radicalização das disputas eleitorais. 
H0311 - (Fgv)
Sobre a regência do paulista Diogo Antônio Feijó, entre
1835 e 1837, é correto afirmar que
10@professorferretto @prof_ferretto
a) o regente conseguiu vencer a eleição devido ao apoio
recebido dos produtores de algodão do Nordeste,
classe emergente nos anos 1830, o que possibilitou o
combate às rebeliões regenciais e o início do processo
de centralização polí�co-administra�va. 
b) o apoio inicial que Feijó recebeu de todas as forças
polí�cas do Império foi, progressivamente, sendo
corroído porque o regente eleito mostrou simpa�a
pelo projeto polí�co da Balaiada, que defendia uma
Monarquia baseada no voto universal. 
c) a opção de Feijó em negociar com os farroupilhas e
com a liderança popular da Cabanagem provocou forte
reação dos grupos mais conservadores, especialmente
do Par�do Conservador, que organizaram a queda de
Feijó por meio de um golpe de Estado. 
d) o isolamento polí�co do regente Feijó, que provocou a
sua renúncia do mandato, relacionou-se com a sua
incapacidade de conter as rebeliões que se
espalhavam por várias províncias do Império e com a
vitória eleitoral do grupo regressista. 
e) as condições econômicas brasileiras foram se
deteriorando durante a década de 1830 e provocaram
um forte desgaste da regência de Feijó, que renunciou
ao cargo depois de um acordo para uma reforma
cons�tucional. 
H0889- (Upf)
As revoltas provinciais do período Regencial, que
varreram o país de norte a sul, �veram dis�ntos atores
sociais e propostas.
“As províncias, desprezadas pela corte, cur�ndo o exílio
dentro do país, e insa�sfeitas com a Regência, reagem...” 
(FAORO, Raymundo. Os donos do poder. v.1, 5. Ed., 2012,
p. 320)
Sobre essas revoltas, considere as afirmações a seguir.
 
I. A Cabanagem ocorreu no Pará e teve ampla
par�cipação de elementos de baixa condição social
(índios, seringueiros, lavradores e caboclos), os quais não
�nham um programa sistemá�co de reivindicações, mas
demonstravam seu ódio aos portugueses.
II. A Guerra dos Farrapos foi liderada pela elite dos
estancieiros e teve como principal proposta a abolição
incondicional da escravidão no Rio Grande do Sul e a
defesa do trabalho assalariado.
III. A Sabinada reuniu uma base ampla de apoio,
incluindo integrantes da classe média e do comércio de
Salvador. Uma de suas bandeiras de luta foi a adoção do
federalismo.
IV. A Balaiada caracterizou-se por sucessivos levantes,
inclusive de escravos, sem unidade entre si, o que levou a
ser vencida pelas tropas legalistas com rela�va facilidade.
O separa�smo não foi proposto pelos rebeldes.
 
Está correto apenas o que se afirma em: 
a) I e II. 
b) I, II e III. 
c) I, III e IV. 
d) II e III. 
e) II, III e IV. 
H0304 - (Espcex)
Em 1834, numa tenta�va de harmonizar as diversas
forças em conflito no País, grupos polí�cos, como o dos
moderados, promoveram uma reforma na Cons�tuição
do Império, mediante a promulgação do Ato Adicional.
Observe os enunciados abaixo.
 
I. Criação do Conselho de Estado.
II. Criação das Assembleias Legisla�vas provinciais.
III. A regência deixava de ser trina para se tornar una.
IV. Fundação do Clube da Maioridade.
 
Assinale a opção em as afirma�vas estão relacionadas ao
Ato Adicional.
a) I e II 
b) II e IV 
c) II e III 
d) I e IV 
e) III e IV 
H0885 - (Mackenzie)
(...) no segundo ano do governo de Araújo Lima
aumentaram as disputas polí�cas no Congresso. (...) por
lá os ânimos estavam divididos. A saída veio rápida, e
inesperada, a despeito de não ser de todo inusitada. O
único consenso possível foi antecipar a maioridade
polí�ca do menino Pedro, que na época contava apenas
catorze anos. (...). Por isso preparou-se um golpe, o golpe
da maioridade, e o maior ritual público que o Brasil já
conheceu.
Lilia M. Schwarcz e Heloísa M. Starling. Brasil: Uma
biografia.
São Paulo: Companhia das Letras, 2015, p. 266.
 
Assinale a alterna�va correta que contenha o contexto
em que ocorreu o golpe a que o texto se refere. 
11@professorferretto @prof_ferretto
a) A antecipação da maioridade do imperador
demonstrou a incapacidade polí�ca das elites
brasileiras, reunidas no par�do conservador, em
gerenciar o país; daí a necessidade de recorrer à figura
de D. Pedro, ainda menino, para solucionar o
problema. 
b) O golpe da maioridade foi a resposta dos
Conservadores às reformas promovidas pelos Liberais,
o que reforçou o clima de instabilidade polí�ca vivida
no país e acentuou a crise polí�ca, só superada, por
sua vez, com a proclamação da República. 
c) Diante das várias rebeliões regenciais, dos projetos
republicanos e da radicalização da situação, reforçou-
se uma saída simbólica, sustentada em um regime
monárquico de governo, em que só o monarca poderia
garan�r a unidade nacional. 
d) Diante das pressões polí�cas, da crise econômica e
das insa�sfações sociais, a maioridade de D. Pedro foi
a saída encontrada pela família imperial, à revelia do
Congresso, para se manter a unidade nacional e o
poder das elites agrárias nacionais. 
e) Venerado pelas camadas populares, D. Pedro II usou
de sua popularidade para angariar apoio à sua
ascensão ao poder, mesmo que, para isso, tenha
mergulhado o país em uma instabilidade polí�ca que
só seria superada com a Lei Áurea. 
H0878 - (Unicamp)
O pastor norte-americano Pat Robertson, dono do canal
de comunicação Chris�an Broadcas�ng Network, afirmou
que a tragédia provocada pelo terremoto no Hai�, em
janeiro de 2010, foi decorrente do “pacto com o diabo”
que setores da população hai�ana teriam feito para que
o país se tornasse independente. Nas palavras do Pastor,
"Os hai�anos estavam sob o jugo da França. Eles se
uniram e fizeram um pacto com o diabo. Disseram:
'Serviremos a � caso nos liberte da França'".
(Adaptado de Haroldo Ceravolo Sereza, “Pastor
americano atribui terremoto a 'pacto com o Diabo' e
provoca protestos; país se libertou da França em
1804”. Uol no�cias. 14/01/2010. Disponível
em h�ps://no�cias.uol.com.br/especiais/terremoto-
hai�/ultnot/2010/01/14/ult9967u9.jhtm. Acessado em
30/08/2017.)
 
A par�r da leitura do texto e de seus conhecimentos,
assinale a alterna�va correta. 
a) A independência do Hai� foi decisiva para que o
Império Brasileiro, que projetava a construção de um
Estado Nação reconhecido internacionalmente,
reprimisse movimentos como a Revolta Malês, em
Salvador (1835). 
b) A declaração do Pastor é pautada em preconceitos em
relação às prá�cas religiosas dos afrodescendentes no
Hai�. A conquista espiritual, parte dos projetos
imperialistas, garan�u a eliminação de religiões
consideradas pagãs nas Américas. 
c) Colônia francesa nas An�lhas, Saint Domingue tornou-
se responsável por 40% da produção mundial de cacau
no século XVIII. A mão de obra empregada era
majoritariamente escrava, com a exploração de
africanos ou de seus descendentes. 
d) O processo de independência do Hai� foi apoiado por
outras colônias, interrompendo o projeto imperialista
europeu no Novo Mundo. Após 1804, os EUA
conduzem as ações imperialistas na América,
tornando-se a principal referência cultural no
con�nente. 
H0308 - (Espcex)
"... Caxias �nha visão certa de que pacificar é um esforço
por costurar... de concessões recíprocas, de vontade
sincera, tudo voltado para a conciliação... "
Neto, Jonas Correia em Revista Militar / Edição
comemora�va do Bicentenário de Caxias, 2003, pág 9
 
O fragmento de texto acima ressalta uma das
caracterís�cas marcantes de Luiz Alves de Lima e Silva, o
Duque de Caxias, evidenciada durante sua carreira
militar: ser um pacificador.
Das rebeliões listadas abaixo, ocorridas no Brasil durante
os 1º e 2º Reinados, as que �veram par�cipação efe�va
de Caxias foram a
a) Revolta dos Malês; e Questão Religiosa. 
b) Sabinada; e Guerra dos Farrapos. 
c) Cabanagem; e Revolução Praieira. 
d) Conjuração baiana; e Sabinada. 
e) Balaiada; e Guerra dos Farrapos. 
H0892 - (Esc. Naval)
Observe a charge a seguir:
 
12@professorferretto @prof_ferretto
 
É correto afirmar que a charge acima faz referência 
a) à Cons�tuição de 1824, na qual destacamos, entre
outros aspectos, a criação do Poder Moderador de uso
exclusivo do imperador que também era chefe do
Legisla�vo e do Judiciário. 
b) ao período das Regências, mais precisamente a
Regência Una do Padre Diogo Feijó a qual se
caracterizou por ser de orientação mais liberal e
descentralizadora. 
c) ao início do Segundo Reinado, quando D. Pedro II sobe
ao poder, a par�r de um arranjo polí�co entre Liberais
e Conservadores que ficou conhecido como Golpe da
Maioridade. 
d) ao período das Regências, destacando-se o momento
da implantação da Regência Una que subs�tui a
Regência Trina Provisória de 1831, tendo a frente o
Padre Diogo Feijó. 
e) à convocação da Assembleia Cons�tuinte de 1823, a
qual foi dissolvida pelos Conservadores no que ficou
conhecido como noite da agonia, por se tentar limitar
os poderes do imperador. 
H0299 - (Fac. Pequeno Príncipe)
Leia o texto que segue.
 
"A natureza de um par�do polí�co precisa ser discu�da
como um prefácio aos problemas das origens par�dárias
no Brasil. Deve-se recordar que, para os atores polí�cos
pós-independência, não havia histórico de par�dos
parlamentares – nem mesmo de parlamento. De fato, em
algumas das primeiras disputas na Câmara durante a
Regência, estava claro que a função básica do par�do
polí�co, par�cularmente a ideia de um par�do de
oposição, era intensamentedeba�da, e não apenas
porque a ameaça de conflito era bastante real."
NEEDELL, Jeffrey D. "Formação dos par�dos polí�cos no
Brasil da Regência à Conciliação, 1831-1857". Almanack
Braziliense. São Paulo, nº 10, p. 5-22, nov. 2009, p. 8.
Disponível em:
.
Acesso em: 07/08/19.
 
Com base no fragmento de texto, considere as
afirma�vas a seguir.
 
I. O primeiro par�do duradouro foi o Par�do
Conservador. Formado por dissidentes liberais que
romperam com aliados mais radicais, chamados
exaltados.
II. Muitos deputados do Par�do Conservador, mantendo-
se fiéis aos princípios liberais, exprimiam seu desejo de
manter equilibrada a relação de poder entre o monarca e
o parlamento – representante de seus interesses.
III. Com as regências, foi dissolvida a relação de
dependência entre eleitores e figuras proeminentes da
sociedade, como grandes proprietários de terras e
comerciantes.
IV. A oposição ao par�do do imperador vinha por parte
dos os exaltados, que �veram atuação notória a par�r do
início da década de 1830.
 
Estão CORRETAS somente as afirma�vas
a) I, II e IV. 
b) II e III. 
c) I e III. 
d) I, III e IV. 
e) I, II e III. 
H0879 - (Mackenzie)
“Em agosto de 1791, passados dois anos da Revolução
Francesa e dos seus reflexos em São Domingos, os
escravos se revoltaram. Em uma luta que se estendeu por
doze anos, eles derrotaram, por sua vez, os brancos locais
e os soldados da monarquia francesa. Debelaram
também uma invasão espanhola, uma expedição
britânica com algo em torno de sessenta mil homens e
uma expedição francesa de semelhantes dimensões
comandada pelo cunhado de Bonaparte. A derrota da
expedição de Bonaparte, em 1803, resultou no
estabelecimento do Estado negro do Hai�, que
permanece até os dias de hoje”.
C. L. R. James. Os jacobinos negros: Toussaint L’Ouverture
e a revolução de São Domingos. São Paulo: Bomtempo,
2000, p.15
 
Acerca da independência do Hai� e de seus reflexos em
outras regiões da América, assinale a alterna�va correta. 
13@professorferretto @prof_ferretto
a) O movimento foi realizado sob a égide dos ideais
liberais e nacionalistas, defendidos, por sua vez, pelo
Iluminismo francês. Seu sucesso foi determinante para
a realização de importantes transformações
estruturais nas sociedades das novas nações la�no-
americanas. 
b) Trata-se de uma ar�culação escrava que, sob
influência direta dos interesses geopolí�cos
estadunidenses e dos ideais iluministas, colocou em
xeque o controle francês sobre a ilha. Seu sucesso
incen�vou o surgimento do movimento zapa�sta, em
1994. 
c) Resultado de insa�sfações sociais e polí�cas da
população escrava, demonstrou a força popular no
contexto do surgimento dos Estados nacionais na
América La�na. Seu sucesso influenciou Simon Bolívar
e San Mar�n a iniciarem as lutas pelas independências
na América do Sul. 
d) Apesar de seu sucesso, o movimento resultou na
ascensão de governantes corruptos que, longe de
resolverem as desigualdades sociais, contribuíram
para a consolidação de grupos oligárquicos no poder.
Esses aspectos determinaram o surgimento do
caudilhismo no contexto da América La�na
independente. 
e) Foi a única revolta escrava bem-sucedida da História
americana e as dificuldades que �veram que superar
coloca em evidência a magnitude dos interesses
envolvidos. No Brasil, sua influência pôde ser sen�da
na ar�culação que levaria à Revolta dos Malês, em
1835. 
H0305 - (I�a)
Para os Sabinos, o que prevalecia no Brasil após a
independência do país era o “colonialismo de Corte”. O
que isso significava?
a) Que não houve independência, pois a situação de
dependência de Portugal se man�nha. 
b) Uma expressão de uma insa�sfação com a
centralização polí�ca no Rio de Janeiro e com o
crescente abafamento de pleitos locais em nome da
unidade nacional. 
c) A insa�sfação com o fato de a regência no Rio de
Janeiro ficar, desde a abdicação de Pedro I, sob o
controle dos restauracionistas, que pretendiam a volta
à colonização. 
d) Que os sabinos eram a expressão dos “Exaltados” já
que, durante a sublevação, em nenhum momento
abriram mão de se separarem do Brasil. 
e) Apesar das intensas lutas federalistas que
antecederam a Sabinada, aquelas não �nham
nenhuma conexão com esta, já que cri�cavam a
separação da província da Bahia do restante do Brasil. 
 
H0874 - (Unesp)
Ar�go 1º – Todos os escravos, que entrarem no território
ou portos do Brasil, vindos de fora, ficam livres [...].
Ar�go 2º – Os importadores de escravos no Brasil
incorrerão na pena corporal do ar�go cento e setenta e
nove do Código Criminal, imposta aos que reduzem à
escravidão pessoas livres [...].
(Lei de 7 de novembro de 1831. h�ps://camara.leg.br.)
 
A Lei de 7 de novembro de 1831, também conhecida
como “Lei Feijó”, 
a) proporcionou a imediata superação da escravidão no
Brasil, que se consolidou com a entrada maciça de
imigrantes europeus a par�r da década de 1870. 
b) teve efeito reduzido, pois o tráfico internacional de
escravos e a entrada de mão de obra africana no
território brasileiro persis�ram nos governos
sucessivos do país até a metade do século XIX. 
c) foi promulgada por pressão da Coroa inglesa, que
determinou que navios britânicos apreendessem todas
as embarcações suspeitas de tráfico de escravizados. 
d) proibiu a escravidão no Brasil, embora a escassez de
mão de obra assalariada tenha levado à manutenção
do emprego de mão de obra de escravizados até a
década de 1880. 
e) resultou da guinada ocorrida no Período Regencial,
quando o Brasil assumiu diretrizes liberais e ilustradas
na condução da polí�ca econômica e no
reconhecimento dos direitos humanos. 
H0312 - (Mackenzie)
14@professorferretto @prof_ferretto
“... esses males, nós os temos suportado em comum com
as outras Províncias da União Brasileira (...). Para que
lançássemos mãos das armas foi preciso a concorrência
de outras causas (...) que nos dizem respeito(...) e que
nos trouxeram ín�ma convicção da impossibilidade de
avançarmos na carreira da Civilização e prosperidade
sujeitos a um governo que há formado o projeto iníquo
de nos submeter à mais abjeta escravidão (...).”
 
O trecho do Manifesto Farroupilha de 1838, referia-se ao
a) fortalecimento do poder central nas mãos da elite
la�fundiária, ligados ao setor exportador, impedindo
assim a par�cipação polí�ca das camadas médias
urbanas, sobretudo dos militares. 
b) estabelecimento de tarifas alfandegárias favoráveis
aos interesses dos estanceiros gaúchos e
charqueadores e maior autonomia aos governos
provinciais. 
c) desejo de um governo federalista capaz de limitar o
anseio e efe�va par�cipação das classes populares e
ampliar o poder dos grandes proprietários de escravos
junto ao governo. 
d) anseio autonomista das diversas províncias do país e
eliminação do regime de produção escravista, vigente
também no sul do país, para tentar dinamizar o
mercado consumidor nacional. 
e) repúdio à polí�ca centralizadora do governo imperial,
assim como às demais rebeliões populares que
assolavam o país, defendendo reformas sociais e a
adesão a um regime unitarista. 
H0896 - (Upf)
Analise o fragmento a seguir. 
 
“No Brasil, nos anos seguintes à Abdicação, em 7 de abril
de 1831, os liberais federalistas promoveram
movimentos polí�cos e armados no Ceará (1831-1832),
em Pernambuco (1831-1835), em Minas Gerais (1833-
1835), na Bahia (1837-1838), no Grão-Pará (1835-1840),
no Maranhão (1838-1841) e no Mato Grosso (1834). Com
a intervenção das camadas sociais subalternizadas livres
e escravizadas, alguns desses movimentos ganharam
forte conteúdo social, como a Balaiada (1838-1841), no
Maranhão, e a Cabanagem (1835-1836), no Grão-Pará.” 
(MAESTRI, Mário. Breve História do Rio Grande do
Sul. Passo Fundo: Editora Universidade de Passo Fundo,
2010. Adaptado)
 
O Rio Grande do Sul se inseriu nesse contexto de revoltas
quando eclodiu a chamada Revolução Farroupilha (1835-
1845). Sobre essa guerra, considere as afirmações a
seguir. 
 
I. Cons�tui associaçãoingênua deduzir que o qualifica�vo
“farroupilha” provém de “farrapo”, condição em que
estariam as ves�mentas dos soldados republicanos nos
momentos finais do conflito. A denominação deveu-se ao
fato de que, no Brasil, os liberais exaltados eram
conhecidos como “farroupilhas”, isto é, como
revolucionários, razão pela qual o movimento passou à
história como Revolução Farroupilha. 
II. O projeto de Cons�tuição da República Rio-Grandense
inspirava-se na Carta estadunidense, que assegurava os
direitos aos cidadãos livres e desconhecia os dos
trabalhadores escravizados. 
III. O então barão de Caxias, pres�giado pela repressão
da Balaiada, no Maranhão, assumiu a chefia da província
e das tropas do Império. Nas cidades, Caxias distribuía
carne à população e contratava o serviço das famílias
pobres para costurar fardamentos para as tropas
imperiais, em uma clara polí�ca de conquista da simpa�a
dos sul-rio-grandenses livres. 
IV. Os farroupilhas propuseram a reorganização dos
la�fúndios por meio de projeto de reforma agrária, o
qual consis�a na distribuição de lotes para os escravos
que haviam lutado em suas fileiras e para os imigrantes
que os haviam apoiado. Em resumo, defendiam a jus�ça
social. Essa postura é comemorada até hoje nos desfiles
do Dia do Gaúcho, que ocorrem, anualmente, em 20 de
setembro. 
 
Está correto o que se afirma em: 
a) I apenas. 
b) I e II apenas. 
c) III apenas. 
d) I, II e III apenas. 
e) I, II, III e IV. 
H0887 - (Espm)
A an�nomia centralização-descen tralização foi um dos
principais temas presentes nos debates parlamentares.
Para alguns a proposta de descentra lização era a única
capaz de salvar o país da desagregação. Acreditavam que,
com a concessão de maior liberdade de ação, as
províncias con�nuariam ligadas ao império. Para outros,
era justamente essa maior autonomia que poderia levar
a ruptura defini�va. Apesar da oposição dos dois
argumentos, o obje�vo de am bos os grupos era o
mesmo: preservar a unidade nacional. (...) Em 12 de maio
de 1840, depois de prolongados debates parlamentares
foi aprovada a Lei Interpreta�va do Ato Adicional de
1834. 
Sonia Guarita do Amaral – organizadora. O Brasil como
Império. 
 
15@professorferretto @prof_ferretto
A Lei Interpreta�va do Ato Adicional deve ser relacionada
com: 
a) a ex�nção da Regência Trina e a criação da Regência
Una; 
b) a abolição do Conselho de Estado, princi pal órgão de
assessoria do imperador; 
c) a criação das Assembleias Legisla�vas Provinciais, com
deputados eleitos que possuíam um rela�vo poder
delibera�vo; 
d) a criação da Guarda Nacional, subordina da ao
Ministério da Jus�ça e, em grande parte, controlada
pelos senhores de terras e de escravos; 
e) diminuição dos poderes das Assembleias Legisla�vas
Provinciais, assegurando o re torno da centralização
dos poderes. 
H1341 - (Enem PPL)
Uns viam na abdicação uma verdadeira revolução,
sonhando com um governo de conteúdo republicano;
outros exigiam o respeito à Cons�tuição, esperando
alcançar, assim, a consolidação da Monarquia. Para
alguns, somente uma Monarquia centralizada seria capaz
de preservar a integridade territorial do Brasil; outros
permaneciam ardorosos defensores de uma organização
federa�va, à semelhança da jovem República norte-
americana. Havia aqueles que imaginavam que somente
um Poder Execu�vo forte seria capaz de garan�r e
preservar a ordem vigente; assim como havia os que
eram favoráveis à atribuição de amplas prerroga�vas à
Câmara dos Deputados, por entenderem que somente ali
estariam representados os interesses das diversas
províncias e regiões do Império.
MATTOS, I. R.; GONÇALVES, M. A. O Império da boa
sociedade: a consolidação do Estado imperial brasileiro.
São Paulo: Atual, 1991 (adaptado).
 
O cenário descrito revela a seguinte caracterís�ca polí�ca
do período regencial:
a) Instalação do regime parlamentar.
b) Realização de consultas populares.
c) Indefinição das bases ins�tucionais.
d) Limitação das instâncias legisla�vas.
e) Radicalização das disputas eleitorais.
H1342 - (Enem PPL)
A Regência iria enfrentar uma série de rebeliões nas
províncias, marcadas pela reação das elites locais contra
o centralismo monárquico levado a efeito pelos
interesses dos setores ligados ao café da Corte, como a
Cabanagem, no Pará, a Balaiada, no Maranhão, e a
Sabinada, na Bahia. Mas, de todas elas, a Revolução
Farroupilha era aquela que mais preocuparia, não só pela
sua longa duração como pela sua situação fronteiriça da
província do Rio Grande, tradicionalmente a garan�dora
dos limites e dos interesses antes lusitanos e agora
nacionais do Prata.
PESAVENTO, S. J. Farrapos com a faca na bota. In:
FIGUEIREDO, L. História do Brasil para ocupados. Rio de
Janeiro: Casa da Palavra, 2013.
 
A caracterís�ca regional que levou uma das revoltas
citadas a ser mais preocupante para o governo central
era a
a) autonomia bélica local.
b) coesão ideológica radical.
c) liderança polí�ca situacionista.
d) produção econômica exportadora.
e) localização geográfica estratégica.
H1427 - (Fuvest)
A revolta dos Malês, ocorrida em Salvador em 1835,
a) foi uma revolta organizada por escravizados e libertos,
contra a escravidão e a imposição da religião católica.
b) expressava as aspirações de liberdade dos escravos
urbanos impedidos de comprar as suas cartas de
alforria. 
c) externava a indignação da população urbana branca
com as prá�cas da violência e dos cas�gos públicos.
d) reivindicava mais autonomia para as províncias,
contrapondo-se à polí�ca centralizadora empregada
pelos gestores imperiais.
e) fracassou em decorrência das dificuldades
encontradas na arregimentação de escravos dos
engenhos do Recôncavo.
16@professorferretto @prof_ferretto