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Planejamento e orçament empresarial o Armindo Aparecido Evangelista PL AN EJ AM EN TO E O RÇ AM EN TO E M PR ES AR IA L Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Simone M. P. Vieira - CRB 8a/4771) Evangelista, Armindo Aparecido Planejamento e orçamento empresarial / Armindo Aparecido Evangelista. – São Paulo : Editora Senac São Paulo, 2022. (Série Universitária) Bibliografia e-ISBN 978-85-396-3420-0 (ePub/2022) e-ISBN 978-85-396-3421-7 (PDF/2022) 1. Planejamento empresarial 2. Planejamento estratégico 3. Administração financeira 4. Controle orçamentário. I. Título. II. Série 22-1559t CDD – 658.4012 658.151 BISAC BUS063000 BUS027000 Índice para catálogo sistemático 1. Planejamento estratégico 658.4012 2. Orçamento empresarial 658.151 M at er ia l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D ist ân ci a da R ed e Se na c EA D, d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, so b as p en as d a Le i. © E di to ra S en ac S ão P au lo . PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO EMPRESARIAL M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. Armindo Aparecido Evangelista M at er ia l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D ist ân ci a da R ed e Se na c EA D, d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, so b as p en as d a Le i. © E di to ra S en ac S ão P au lo . Administração Regional do Senac no Estado de São Paulo Presidente do Conselho Regional Abram Szajman Diretor do Departamento Regional Luiz Francisco de A. Salgado Superintendente Universitário e de Desenvolvimento Luiz Carlos Dourado Editora Senac São Paulo Conselho Editorial Luiz Francisco de A. Salgado Luiz Carlos Dourado Darcio Sayad Maia Lucila Mara Sbrana Sciotti Luís Américo Tousi Botelho Gerente/Publisher Luís Américo Tousi Botelho Coordenação Editorial/Prospecção Dolores Crisci Manzano Ricardo Diana Administrativo grupoedsadministrativo@sp.senac.br Comercial comercial@editorasenacsp.com.br Acompanhamento Pedagógico Otacilia da Paz Pereira Designer Educacional Nathália Barros de Souza Santos Revisão Técnica Alexandre Santos Preparação e Revisão de Texto Cristine Akemi Sakô Projeto Gráfico Alexandre Lemes da Silva Emília Correa Abreu Capa Antonio Carlos De Angelis Editoração Eletrônica Gabriel Dantas Arrais Ilustrações Gabriel Dantas Arrais Imagens Adobe Stock Photos E-book Rodolfo Santana Proibida a reprodução sem autorização expressa. Todos os direitos desta edição reservados à Editora Senac São Paulo Rua 24 de Maio, 208 – 3o andar Centro – CEP 01041-000 – São Paulo – SP Caixa Postal 1120 – CEP 01032-970 – São Paulo – SP Tel. (11) 2187-4450 – Fax (11) 2187-4486 E-mail: editora@sp.senac.br Home page: http://www.livrariasenac.com.br © Editora Senac São Paulo, 2022 Sumário M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. Capítulo 1 Conceito sobre planejamento estratégico, 7 1 Conceito, 8 2 Planejamento e suas subdivisões, 13 3 Etapas do planejamento estratégico, 16 Considerações finais, 22 Referências, 22 Capítulo 2 Premissas do planejamento e seus componentes, 23 1 Conceito sobre orçamento empresarial, 24 2 Orçamento e processo de gestão, 28 3 Tipos de orçamento, 29 4 Terminologia de orçamento, 34 5 Etapas da montagem do orçamento, 36 Considerações finais, 39 Referências, 39 Capítulo 3 Plano e orçamento de marketing, 41 1 Orçamento de fluxo de caixa, 42 2 Orçamento das despesas comerciais, 49 3 Orçamento de vendas, 53 Considerações finais, 60 Referências, 60 Capítulo 4 Plano e orçamento de produção, 63 1 Orçamento de produção, 64 2 Orçamento de materiais de produção, 72 3 Orçamento da mão de obra direta, 77 4 Orçamento dos custos indiretos de fabricação, 82 Considerações finais, 87 Referências, 87 Capítulo 5 Plano e orçamento das demais despesas, 89 1 Orçamento das despesas administrativas, 90 2 Orçamentos de outros departamentos, 95 3 Orçamento de investimentos e financiamentos, 104 Considerações finais, 115 Referências, 115 Capítulo 6 Análise do orçamento, 117 1 Projeção da demonstração de resultado do exercício, 118 2 Projeção do balanço patrimonial, 122 3 Ponto de equilíbrio, 129 Considerações finais, 138 Referências, 138 6 Planejamento e orçamento empresarial M at er ia l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D ist ân ci a da R ed e Se na c EA D, d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, so b as p en as d a Le i. © E di to ra S en ac S ão P au lo .Capítulo 7 Avaliação financeira do resultado, 139 1 Orçamento de caixa projetado, 140 2 Alavancagem operacional, 157 Considerações finais, 163 Referências, 164 Capítulo 8 Controle orçamentário, 165 3 Controle orçamentário e informações gerenciais, 166 4 Especificações sobre as variações (previsto × realizado), 170 5 Sistemas de orçamentos, 179 Considerações finais, 187 Referências, 188 Sobre o autor, 191 7 M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. Capítulo 1 Conceito sobre planejamento estratégico É importante saber que, em uma empresa, muitas são as competên- cias e habilidades necessárias para o bom desempenho do processo de planejamento. Neste capítulo você terá acesso à conceituação do pla- nejamento estratégico, aos elementos que compõem o planejamento estratégico e às etapas do planejamento estratégico. 8 Planejamento e orçamento empresarial M at er ia l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D ist ân ci a da R ed e Se na c EA D, d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, so b as p en as d a Le i. © E di to ra S en ac S ão P au lo .As características dos níveis do planejamento empresarial – estraté- gico, tático e operacional – também são elencadas como responsáveis pela condução dos processos. O conteúdo continua pautando o plane- jamento estratégico no que diz respeito a diagnosticar as variáveis am- bientais interna e externa com a utilização da matriz SWOT (do acrônimo em inglês strenghts, weakenesses, opportunities, threats), ou seja, ma- triz que apresenta os pontos fortes, fracos, oportunidades e ameaças que a empresa detecta quando o diagnóstico está sendo processado. As cinco forças de Porter também estão presentes no capítulo, pois essa análise externa ambiental é complementar à matriz SWOT, de modo que o administrador ou gestor tenha uma gama maior de informações para utilizar nas tomadas de decisões quando for preparar o planejamento. 1 Conceito Antes de conceituar o planejamento estratégico vamos comentar um pouco sobre o planejamento empresarial. Para elucidar melhor sua trajetória, Nascimento e Reginato (2009, p. 128) dividem-no em três fa- ses distintas, ilustradas pela figura 1. A primeira, chamada de produçãoem massa, que permeou os anos 1900 a 1930, caracterizando-se pela estabilidade ambien- tal e por pouca interferência governamental nas regras do mundo empresarial. Os empresários tinham suas preocupações voltadas para o desenvolvimento de novos métodos de produção e o con- trole de custos. A segunda, chamada de marketing de massa, que permeou os anos 1930 a 1950, caracterizou-se pela mudança de foco das empresas, ou seja, elas deixaram de pensar somente no ambien- te interno e começaram a observar o ambiente externo, fazendo com que a compreensão, desejo e necessidade dos consumidores (seus clientes) viessem a incorporar o seu planejamento. 9Conceito sobre planejamento estratégico M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. A terceira, chamada de era da informação ou do conhecimento, que permeou os anos 1950 até os dias atuais, caracterizada pela competitividade e ambiente crescentemente turbulento e instável, onde as medições e projeções de resultados, que haviam sido efi- cazes em outros períodos, tornaram-se ineficazes e inoperantes como ferramenta de planejamento. Isso levou as empresas a bus- carem novas alternativas que auxiliassem a manter-se equilibra- das em seus ambientes. Figura 1 – Trajetória do planejamento Marketing de massa 1930 – 1950 Produção em massa 1900 – 1930 Era da informação 1950 – atual De maneira sucinta, o planejamento tem o objetivo de prospectar uma condição futura mais adequada do que do presente, e mostra os caminhos a serem seguidos em prol deste objetivo. Mosimann e Fisch (1998, p. 45) traçam algumas das caraterísticas do planejamento, con- forme a figura 2. 10 Planejamento e orçamento empresarial M at er ia l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D ist ân ci a da R ed e Se na c EA D, d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, so b as p en as d a Le i. © E di to ra S en ac S ão P au lo .Figura 2 – Características do planejamento Planejamento Sempre existe em uma empresa Antecede as operações Tende a reduzir as incertezas Deve ser um processo dinâmico Fonte: adaptado de Mosimann e Fish (2008, p. 45). A questão da tomada de decisão está presente em todo o processo de gestão empresarial. As decisões mais comuns que permeiam o dia a dia estão descritas a seguir: • Estratégicas: voltadas para o mix de produtos e seus mercados. • Administrativas: voltadas para a estrutura de recursos da em- presa que possa atender suas necessidades e gerar os melhores resultados. • Operacionais: voltadas para a obtenção dos melhores indicado- res possíveis nas suas operações. Frezatti (2015, p. 7) comenta que: Planejar consiste em decidir antecipadamente o que deve ser feito. Toda empresa planeja em alguma intensidade e algumas se vol- tam para o longo, médio e curto prazos, outras, nem tanto. Segundo Sobanski (2011, p. 15): Numa empresa, geralmente as decisões mais complexas são aquelas que têm maiores impactos sobre a organização, envolvem mais recursos, são de difícil reversabilidade, envolvem alto nível de desconhecimento e acarretam risco mais acentuado. A esse tipo de decisão chamamos de estratégia. 11Conceito sobre planejamento estratégico M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. Sabe-se que o planejamento estratégico atualmente é visto com relativa popularidade nas comunidades acadêmicas e empresariais no Brasil. Diversos artigos, livros impressos e e-books são publicados, descrevendo seus aspectos e enfatizando suas dimensões positivas e negativas. Boa parte da população acadêmica e empresarial acredita que o pla- nejamento estratégico só é possível quando se convive em um ambien- te de estabilidade e em grandes empresas. Mas a maioria sabe que o planejamento estratégico é um forte aliado em todos os ambientes e em empresas de qualquer tamanho. Assim, pode-se definir o planejamento estratégico como a função que determina um meio sistemático para a tomada de decisões, visan- do a garantir o sucesso da empresa em seu ambiente atual e futuro. Com relação à tomada de decisões, é necessário destacar que o planejamento não diz respeito a decisões futuras, mas a implicações futuras de decisões presentes. Uma das maiores dificuldades do admi- nistrador ou gestor que toma decisões não é o que sua empresa deve fazer no futuro, mas sim o que deve fazer hoje para a empresa estar preparada para as incertezas do futuro. IMPORTANTE Planejamento estratégico deve ser participativo ao invés de centra- lizador, prospectivo ao invés de projetivo (ver além do que os olhos enxergam), flexível ao invés de rígido, dinâmico ao invés de estático e proativo ao invés de reativo. Precisa estar sempre voltado para o futuro. Padoveze (2016, p. 23) menciona que “planejamento estratégico é a etapa inicial do processo de gestão, quando a empresa formula ou reformula suas estratégias de acordo com uma visão de futuro”. Nessa fase, a alta cúpula da empresa precisa estabelecer os objetivos 12 Planejamento e orçamento empresarial M at er ia l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D ist ân ci a da R ed e Se na c EA D, d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, so b as p en as d a Le i. © E di to ra S en ac S ão P au lo .perante os seus comandados e estes, por consequência, precisam es- tabelecer as metas individuais ou setoriais em prol do alcance do ob- jetivo da empresa. O planejamento estratégico, como toda e qualquer ferramenta de gestão, apresenta os pontos considerados favoráveis para aquela em- presa que fazem com que ela permaneça em sua rotina e em operação. Quem planeja sabe avaliar as perspectivas a curto, médio e longo pra- zos, pois entende o que ocorre no mercado, de modo que cria diferen- ciais sobre os concorrentes; antecipa-se a situações desfavoráveis do mercado e, assim, cria participação e espaço no mercado; e desenvolve produtos e serviços adequados ao mercado. NA PRÁTICA O planejamento estratégico é a arte de passagem do estágio “onde es- tou” para “onde quero ir”. Por exemplo: neste ano, nosso market share do produto carro-chefe é de 12,5% e nossa meta para os próximos dois anos é atingir 15%. Pelo lado contrário, quem não planeja acaba sendo surpreendido por alterações do mercado, de modo que precisa sempre se reprogramar; depende do movimento diário, o que demonstra que pode estar desin- formado sobre seu setor; está atrelado a iniciativas da concorrência; e fica sempre à mercê da conjuntura na qual sua empresa está inserida. 2 Planejamento e suas subdivisões O ato de planejar é caracterizado como uma maneira de a empresa se organizar em relação a tudo aquilo que deverá fazer para alcançar seus objetivos no futuro, ou seja, o que precisa realizar na prática de maneira organizada para colher os melhores frutos no futuro. 13Conceito sobre planejamento estratégico M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. Vale dizer que a partir do momento em que a empresa consegue satisfazer os clientes com a venda e entrega de seu produto, serviço ou mercadoria,é possível afirmar que está alcançando um dos seus objetivos. Se estes estiverem de acordo com o planejado, o resultado será o melhor possível. A figura 3 mostra a hierarquia dos níveis de pla- nejamento: estratégico, tático e operacional. Figura 3 – Hierarquia dos níveis de planejamento Plano estratégico Planos funcionais Execução operacional A B C Planejamento táticoB Planejamento operacionalCPlanejamento estratégicoA Fonte: adaptado de Petrokas e Bueno (2016, p.15). 2.1 Planejamento estratégico Segundo Petrokas e Bueno (2016, p. 14): O planejamento estratégico é mais amplo, procura formular os objetivos e definir os cursos de ação considerando as condições externas e internas das empresas, promovendo a sobrevivência, a estabilidade e o crescimento destas. Deve ser elaborado pela alta administração das empresas e ser projetado para o longo prazo, tendo os seus efeitos e consequências estendidos para vários anos, em geral de cinco a dez anos. O planejamento estratégico tem a responsabilidade de planificar as estratégias que a empresa quer adotar e está no mais alto nível de destaque. O planejamento operacional procede do planejamento tático, 14 Planejamento e orçamento empresarial M at er ia l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D ist ân ci a da R ed e Se na c EA D, d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, so b as p en as d a Le i. © E di to ra S en ac S ão P au lo .que, por sua vez, decorre do planejamento estratégico, estabelecendo e definindo a subordinação entre eles. 2.2 Planejamento tático O planejamento tático é responsável pelos planos funcionais, e re- fere-se basicamente aos objetivos setoriais e à maneira de conduzir a coordenação do seu emprego na empresa. Constitui-se na continuida- de do planejamento estratégico e serve como suporte ao plano opera- cional. É importante mencionar que o esforço e os meios para atingir os objetivos estratégicos da empresa são planejados e descritos no planejamento tático. Conforme Borba, Lisboa e Ulhôa (2009, p. 69) a estruturação do plane- jamento tático envolve fundamentalmente quatro conjuntos de planos: 1. Planejamento organizacional. O desenvolvimento da estrutura é necessário para acompanhar a estratégia e ela se altera em função das variações e mutações do próprio ambiente. 2. Planejamento de novos produtos ou serviços e novos mercados. O planejamento tático determina os mecanismos e os meios para atingir e atuar nesse mercado, projetando novos serviços ou até mesmo diversificando os já existentes. 3. Planejamento de operações e processos. São as fases de refor- mulação do planejamento e do controle de produção. 4. Planejamento de desenvolvimento de recursos. Estão incluídos os aspectos referentes à capacidade operacional da empresa, potencial de desenvolvimento, possibilidade e capacidade pro- gramática de ampliações e outros atributos referentes aos re- cursos físicos, equipamentos, instrumentais e financeiros, além dos prédios e da capacidade de investimentos. 15Conceito sobre planejamento estratégico M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. Vale lembrar que o planejamento tático é mais específico e com um horizonte temporal mais curto. Geralmente abrange o período de um ano e pode ser desmembrado por mês, bimestre, trimestre ou semes- tre. Portanto, sem o planejamento tático, as operações se desagregam da estratégia e comprometem o alcance dos objetivos e metas. 2.3 Planejamento operacional O planejamento operacional consiste na definição de políticas e metas operacionais da empresa, apoiadas em planos para um determinado perío- do, sempre em consonância com as diretrizes estratégicas estabelecidas. Esta fase de execução do planejamento subdivide-se em diversas etapas. Em cada uma delas utiliza-se um sistema de informações como suporte. Mosimann e Fisch (1998, p. 49) relatam essas etapas: • A primeira etapa está relacionada ao desenvolvimento de políti- cas alternativas, ou seja, os parâmetros para a tomada de deci- sões repetitivas possíveis, em função do plano estratégico. • A segunda etapa está relacionada à escolha das políticas opera- cionais, as quais implementam o sistema de informações. • As demais etapas estão relacionadas à elaboração dos planos alternativos. O planejamento operacional tem como origem e natureza fixar parâ- metros e direcionar a execução das decisões. É a representação quanti- tativa das diretrizes originadas no planejamento estratégico. Ao mesmo tempo, o planejamento operacional passa a ser a base de controle e avaliação de desempenho. Por ser o parâmetro utilizado para quantifi- car e qualificar a eficácia atingida pela execução das operações reali- zadas, balizará as decisões dos gestores. Para ser viável e palpável, o planejamento operacional tem como produto o orçamento, que corres- ponde ao detalhamento das operações planejadas. 16 Planejamento e orçamento empresarial M at er ia l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D ist ân ci a da R ed e Se na c EA D, d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, so b as p en as d a Le i. © E di to ra S en ac S ão P au lo . 3 Etapas do planejamento estratégico A estratégia da empresa é criada a partir de seus objetivos cor- porativos. Estes, por sua vez, decorrem das metas, que devem estar alinhadas com a visão, missão e valores da empresa, em um processo interativo e integrado. As empresas são livres para montar as fases que compõem seu planejamento estratégico. O modelo da figura 4 pode ser modificado quando necessário. Figura 4 – Etapas do planejamento estratégico Análise dos ambientes Externo Interno Oportunidades e ameaças Forças e fraquezas Valores Diretrizes Objetivos e metas Estratégias Missão Visão Fonte: adaptado de Mendonça e Pinto (2003, p. 9). A declaração de visão é um conjunto preciso e bem elaborado de pa- lavras que anunciam para onde a empresa está caminhando e traçam um quadro de o que ela deseja ser ou onde quer chegar. A declaração de missão tem o intuito de comunicar interna e ex- ternamente o propósito da organização e do seu negócio. Ela pode ser breve e reunir em poucas palavras as atividades da empresa, os 17Conceito sobre planejamento estratégico M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. mercados que quer atingir, os produtos e serviços que quer fornecer à comunidade, sua diferenciação e seu papel em relação aos concorren- tes e as principais conquistas que a empresa quer atingir. Os valores fazem parte de um conjunto de crenças e princípios que orientam as atividades e operações de uma empresa, independente- mente de seu porte ou segmento. Podem estar ligados à clientela, qua- lidade, imagem, transparência, entre outros quesitos que a empresa julgue pertinentes. As análises dos ambientes consistem no estudo do cenário externo e da realidade interna de uma empresa. Esse tipo de medida é de fun- damental importância para criar ações estratégicas em momentos de incerteza, pois permite conhecer os aspectos favoráveis e desfavorá- veis que o mercado apresenta, além de situar a empresa dentro do seu real contexto. No planejamento estratégico, essas análises consistem em prospectar os ambientes interno e externo da empresa. Asdiretrizes influenciam e são influenciadas pela análise da situa- ção, já que envolvem aspectos amplos de atuação da empresa que ser- vem como base para o direcionamento de toda a organização. Os objetivos são declarações específicas que se relacionam direta- mente a determinada meta e fornecem detalhes sobre o que deve ser feito e quando. É comum que os objetivos sejam associados a números e datas. Já as metas correspondem ao itinerário básico para chegar ao destino que a empresa deseja. Costumam ser expressas em termos de intenções gerais da empresa. São resultados abrangentes com os quais a empresa assumiu um compromisso definitivo e as metas de- vem criar um elo indissolúvel entre as ações da empresa e sua missão. As estratégias são escolhidas segundo as opções que se mostram para a empresa, conforme análises de ambiente. Como exemplos, te- mos as estratégias de crescimento de mercado (maiores volumes de venda), de desenvolvimento de produto (descoberta de novas utiliza- ções para os produtos) e de desenvolvimento de mercado (expansão geográfica dos mercados interno e externo). 18 Planejamento e orçamento empresarial M at er ia l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D ist ân ci a da R ed e Se na c EA D, d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, so b as p en as d a Le i. © E di to ra S en ac S ão P au lo . 3.1 Matriz SWOT e cinco forças de Porter 3.1.1 Matriz SWOT Desenvolvida por membros da Harvard School of Business no final dos anos 1960, serve de base para o planejamento estratégico no que diz respeito ao levantamento e observância das variáveis ambientais externa e interna da empresa. Com a matriz SWOT é possível identificar potenciais ameaças e oportunidades existentes no ambiente externo e avaliar o ambiente interno da empresa, buscando identificar os pontos fortes e fracos. Essas análises são utilizadas pela empresa para defini- ção da estratégia mais adequada às condições observadas. Consiste no estudo do cenário externo e da realidade interna de uma empresa. É de fundamental importância para criar ações estratégicas em momentos de incerteza, porque permite conhecer os fatores favo- ráveis e desfavoráveis que o mercado apresenta, além de situar a em- presa dentro do seu real contexto. PARA PENSAR Você conhece toda força ou fraqueza, oportunidade ou ameaça que sua empresa possui? Toda empresa tem seus pontos fortes e fracos, chamados de fatores do ambiente interno, os quais dependem única e exclusivamente de deci- sões e ações gerenciais da própria direção. No ambiente externo, existem oportunidades e ameaças sobre as quais a empresa não tem controle, ou seja, ocorrem de maneira independente da vontade da direção. A figura 5 traz um resumo da matriz SWOT, citando algumas pergun- tas com as quais a empresa pode se deparar no instante em que estiver 19Conceito sobre planejamento estratégico M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. aplicando os quesitos da matriz. Ou seja, tratam-se de exemplos que indicam o caminho a ser percorrido na busca das variáveis ambientais externa e interna. Figura 5 – Resumo da matriz SWOT Strenghts (forças) Weaknesses (fraquezas) Opportunities (oportunidades) Threats (ameaças) O que é mal feito? O que pode ser melhorado? O que deve ser evitado? Que obstáculo a empresa tem? O que a concorrência está fazendo? O desenvolvimento tecnológico trará alguma mudança ameaçadora? Quais são as nossas vantagens? O que a empresa faz bem feito? Quais são as tendências de mercado? Como elas podem ser exploradas? Quais as oportunidades que existem? Resumo da matriz SWOT O acrônimo SWOT tem como tradução: forças, fraquezas, oportu- nidades e ameaças. As forças ou pontos fortes significam vantagens operacionais e/ou comerciais que a empresa possui em relação aos seus concorrentes e devem ser aproveitadas ao máximo para manter- -se com elas. As fraquezas ou pontos fracos representam as fragilida- des operacionais que limitam a capacidade de adoção de uma estraté- gia. As oportunidades podem converter-se em situações favoráveis ao crescimento do negócio, consolidação do mercado e melhores resulta- dos. As ameaças podem representar riscos de continuidade do negócio. 20 Planejamento e orçamento empresarial M at er ia l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D ist ân ci a da R ed e Se na c EA D, d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, so b as p en as d a Le i. © E di to ra S en ac S ão P au lo . 3.2 Cinco forças de Porter Segundo Porter (1999) apud Nascimento e Reginato (2009, p. 17): Existem muitos fatores no ambiente externo que podem influenciar os negócios da empresa, assim, foi desenvolvido um modelo para que a empresa consiga analisar e avaliar as forças competitivas e formatar uma estratégia que possa dar sustentação aos lucros fu- turos e seja capaz de melhor defender-se delas ou ainda as utilizar a seu favor. A figura 6 mostra as cinco forças de Porter e algumas das atividades exercidas por cada uma delas. Figura 6 – Cinco forças de Porter Ameaça de novos entrantes • Facilidade ou dificuldade de se estabelecerem novos concorrentes Ameaça de produtos substitutos • Novas tendências • Substituições diretas Poder dos fornecedores • Força dos fornecedores para determinar preços e outras condições Poder dos clientes • Força dos clientes para determinar preços e outras condições Rivalidade entre concorrentes diretos • Concentração de mercado • Diferenciação • Excesso de capacidade • Crescimento ou redução de mercado • Sazonalidade Fonte: adaptado de Nascimento e Reginato (2009, p. 147). 21Conceito sobre planejamento estratégico M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. Nascimento e Reginato (2009, p. 147) descrevem as cinco forças de Porter: a. Rivalidade entre concorrentes diretos. As manobras pelo posicio- namento entre concorrentes de um setor podem levar à redução de lucros, em decorrência da diminuição no preço de venda e do aumento do custo da competição por uma posição no mercado. b. Ameaça de novos entrantes. Os novos entrantes no mercado tra- zem novas capacidades, o desejo de obter participações no mer- cado e, normalmente, boas somas de recursos para se firmarem no mercado. c. Ameaça de produtos substitutos. Os produtos e serviços substi- tutos provocam a redução da rentabilidade de determinado setor, e, possivelmente, de seu crescimento. d. Poder aquisitivo dos clientes. Dependendo do perfil dos clientes, é inevitável a perda de margem, via redução de preços. e. Poder dos fornecedores. Dependendo do porte e da quantidade de fornecedores no mercado, eles podem exercer o poder de nego- ciação sobre os participantes de um setor, o que ocorre tanto via aumento de preços como pela diminuição da qualidade. Durante o cotidiano da empresa, no que diz respeito ao planejamen- to estratégico, a matriz SWOT e as cinco forças de Porter não são ex- cludentes entre si e podem trabalhar simultaneamente, ou seja, uma é complementar à outra. PARA SABER MAIS Para se aprofundar um pouco mais sobre o assunto planejamento es- tratégico, sugerimos a leitura do capítulo 3 da obra Controladoria estra- tégica (OLIVEIRA; PEREZ JUNIOR; SILVA,2015). 22 Planejamento e orçamento empresarial M at er ia l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D ist ân ci a da R ed e Se na c EA D, d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, so b as p en as d a Le i. © E di to ra S en ac S ão P au lo . Considerações finais Neste capítulo, apresentaram-se a conceituação, os níveis e as eta- pas do planejamento estratégico. Conhecer esses fatores permite tra- balhar com mais tranquilidade e assertividade no momento da tomada de decisão, de modo que as discussões sobre planejamento tornam-se mais viáveis e ricas de detalhes. Referências BORBA, Valdir R.; LISBOA, Teresinha C.; ULHÔA, Wander M. M. Gestão adminis- trativa e financeira de organizações de saúde. São Paulo: Atlas, 2009. FREZATTI, Fábio. Orçamento empresarial: planejamento e controle gerencial. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2015. MENDONÇA, Carlos A. V. de; PINTO, Paulo C. F. Gestão estratégica. Brasília. Sebrae, 2003. (Série contabilizando o sucesso). MOSIMANN, Clara P.; FISCH, Sílvio. Controladoria: seu papel na administração de empresas. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1998. NASCIMENTO, Auster M.; REGINATO, Luciane. Controladoria: um enfoque na eficácia organizacional. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2009. OLIVEIRA, Luís; PEREZ JUNIOR, José H; SILVA, Carlos A. dos S. Controladoria estratégica. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2008. PADOVEZE, Clóvis L. Planejamento orçamentário. 3. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2016. PETROKAS, Leandro A.; BUENO, Thiago V. A. Planejamento financeiro e orça- mentário. Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S. A., 2016. SOBANSKI, Jaert J. Prática de orçamento empresarial: um exercício progra- mado. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2011. E-book.