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M I C O L O G I A O conteúdo presente não é de minha autoria. Introdução à micologia Reino Fungi - características fisiológicas Fungo é diferente do vegetal, ele não sintetiza clorofila, não tem celulose na parede celular, não armazena amido (reserva). O mesmo tem mais características semelhantes a um animal, como presença de quitina na parede celular e armazena glicogênio (reserva). Importância ● Decompositores ● Indústria farmacêutica e de alimento (biotransformadores) ● Simbiose: - micorrizas (fungos e raízes): proteção, auxilia na absorção de água e minerais do solo. - Líquens (fungos e algas): indicador de pureza ambiental. ● São seres eucarióticos ● Ubíquos: está ou existe ao mesmo tempo em toda parte ● Quimioheterotróficos: compostos orgânicos do substrato como fontes de energia e carbono ● Osmotróficos: se nutrem através da absorção dos alimentos ● Aeróbio ou anaeróbio facultativo: depende da presença do oxigênio para manutenção do seu metabolismo ● Maioria e saprofítica: absorção de substâncias orgânica em decomposição Patogênicos oportunistas Apenas a minoria causa infecção, que são denominadas micoses. Existem mais de 100 mil espécies e apenas 200 são patogênicas. Morfologia Leveduriformes - formas ovais ou esferoidais - São unicelulares - Parede celular formada por polissacarídeos, proteínas e quitina (pouca quantidade) Filamentosos - parede celular formada por quitina, lipídios, proteínas e polissacarídeos. - crescimento apical e multinucleado. Filamentos ●Hifas (septadas ou não septadas): filamento individual ●Micélio (bolor): conjunto de hifas - micélio vegetativo: Digestão extracorpórea. Importante na nutrição do fungo, o fungo se nutre por absorção. Ele libera enzima e degrada as moléculas complexas para deixar mais simples para a absorção. - Micélio aéreo: Reprodutivo. Além de crescer para dentro, também cresce para fora do ambiente. Devido ao vento e outros fatores, se desprendem e caem no solo, essa estrutura que caiu no solo vai se reproduzir e gerar novos fungos. Ciclo de vida ●Reprodução assexuada e sexuada ● Formação de esporos: há esporos assexuais que são formados pelas hifas de um organismo e esporos sexuais que resultam da fusão de núcleo de duas linhagens opostas e cruzamento de uma mesma espécie de fungo. - A reprodução assexuada tem objetivo na disseminação fúngica, pode ser por brotamento ou fissão binária (leveduras). Ou, por esporulação e fragmentação (filamentosos). Reprodução assexuada dos fungos filamentosos O fungo na sua reprodução assexuada vai produzir: 1. Esporangiósporo: estruturas reprodutivas cuja porção terminal é em forma de uma vesícula. No esporângio é onde se encontram os esporos (esporangiósporos). Quando a vesícula se rompe eles são liberados no ambiente. 2. Conidiósporo: é um esporo que além de ficar dentro, fica fora do ambiente. Esporo que participa da reprodução assexuada de fungos, no processo de esporulação. São formados por meio de mitose, e são mais conhecidos pelo nome de conídio. O condio uni ou multicelular não é fechado em uma bolsa, são produzidos em cadeia na extremidade. 3. Artroconídeos: formados pela fragmentação da hifa em segmentos retangulares. 4. clamidoconídios: estrutura de resistência que possui parede dupla e germinam em condições adversas. Podem ser produzidos por fungos filamentosos e leveduras Reprodução sexuada de fungos filamentosos: Quando ocorre a reprodução em espécies geneticamente diferentes são autoestéreis / heterotálica. E quando são espécies geneticamente iguais são chamadas de autoférteis/ homotálicas - Ela é divida em 3 etapas: plasmogamia, cariogamia e meiose e se dá pela fusão de núcleo. As hifas monocarióticas são haploides e se fundem passando ser passa a ser dicariótica (esse processo é chamado de plasmogamia - união dos núcleos). Os núcleos se juntam e passa a ser uma célula diplóide (cariogamia), em seguida sofre a meiose. 1. Basidiósporos: são esperados sexuados externos e originam-se no ápice de uma célula fértil, chamado basídio ou comum. A reprodução dá origem aos filos: Reprodução assexuada de leveduras Brotamento ou fissão binária. 1. Blastoconídios: resultante do processo de brotamento ou gemulação. A célula mãe origina uma gêmula, o blastoconídio que cresce recebe um núcleo após a divisão do núcleo da célula mãe. Reprodução sexuada de leveduras: 1. Ascósporos: algumas leveduras podem originar esporos sexuados, após duas celular sofrerem fusão celular e nuclear, seguida de meiose (ascósporos). Importância dos esporos sexuados ● Possibilita a recombinação ● Classificação/taxonômica ● Adaptação e aperfeiçoamento da espécie (nutriente) ● Diversidade genética Resumindo: esporos assexuais são formados pelas hifas de um organismo, quando esses esporos germinam, formam organismos geneticamente idênticos. Já, os esporos assexuais resultam da fusão de núcleos de tipos opostos de cruzamento, esses organismos apresentarão características e ambas linhagens parentais. Característica morfológica da colônia leveduras ● Pastosa ● Cremosa ●Mucóide Características morfológicas da coluna filamentosos ● Algodonosas ● Pulverulentas ● Crateriformes ● Com pigmentos ● Coloração do micélio vegetativo: epibiótico difrente de endobiótico Macroconídios (parece barcos) e microconídios (parece bolinhas) são critérios de classificação Mecanismo de patogenicidade A patogenicidade medida por componentes, que estimulam diferentes respostas no hospedeiro Hipótese que as toxinas, enzimas e outros metabólitos produzidos in vitro e in vivo pelos fungos patogênicos tenham papéis importantes nas lesões teciduais geradas. Fatores de virulência ●Produção de queratinase por dermatófitos dimorfismo ● Cápsula mucopolissacarideo ● Aderência e invasão ● Distúrbio no sistema imune = inibição citocina ● Produção de melanina: proteção contra produtos oxidantes do tecido e células de defesas Esses fatores asseguram sua sobrevivência e proliferação no hospedeiro, aumenta o poder de penetração e invasão, evade os mecanismos do sistema imune do hospedeiro Colonização e doenças ● Micoses superficiais: limitadas a pele e pelos. ● Micoses cutâneas: camada queratinizada epiderme, pêlos e unhas. ●Micoses subcutâneas: derme e músculos (traumatismo, tumefação). ● Micose sistêmicas: originalmente nos pulmões que podem se disseminar. ● Micose oportunista: tratamento com atb ou imunossuprimido . …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. dermatófitos ●Família arthrodermataceae ●São fungos queratinofílicos- se estabelecem em estruturas que são queratinizadas do organismo ●Parasitam estruturas epidérmicas queratinizadas ●Produtores de queratinase ●Hidrolisam a queratina da pele e fâneros para obtenção de nutrientes ●Não invadem a epiderme. ● Fungos aeróbios que crescem lentamente. Para seu crescimento fúngico é necessário um meio de cultura favorável como o ágar sabouraud dextrose. Crescem também na tº ambiente. Condição não parasitária/ no ambiente ● Produz hifas ramificadas septadas ● Reprodução assexuada (conídios) ● Podem ser macroconídios (estruturas multicelulares semelhantes a vagem) e microconídios (esferas ou bastonetes unicelulares) ●Critérios para diagnóstico Características das colônias e de pigmentações são úteis na diferenciação de dermatófitos Classificação quanto ao reservatório Antropofílicos: aqueles que acometem os homens Zoofílicos: aqueles que acometem os animais Geofílicos: aqueles que acometem o solo. Dermatofitose Em homens é popularmente conhecida como tinea e em animal como “tinha”, sua transmissão pode ocorrer pelo contato direto e indireto (persistência em fômites e nas instalações). Em geral, a tinha regride espontaneamente em algumas semanas ou meses, a menos que complicada por infecção bacteriana secundária ou por fatores constitucionais corporais. Como ocorreo processo infeccioso? É divido em 3 parte Adesão do conídio e germinação e penetração do fungo no estrato córneo 1. Contato com o conídio e adesão do mesmo. 2. A partir do conídio ocorre a germinação da hifa que vence a barreira da pele (filme de gordura sobre a camada córnea) e tem contato com a queratina do estrato córneo. 3. Partes da hifa se diferenciam em artroconídeos 4. Produção de queratinase e hidrólise da queratina 5. Produção de metabólitos e produtos de excreção 6. Ação irritante, alergênica e tóxica 7. Resposta inflamatória local 8. Lesões dos pelos tipo ectothrix: artroconídeos fora do pêlo e endothrix, dentro do pêlo. Diagnóstico laboratorial ● Testes de triagem ● Lâmpada de wood (obs: nem todos produzem metabólitos fluorescentes e alguns sabões e pomadas podem florescer e dar um positivo negativo) ● Exame microscópico: raspagem de pêlo e hifas e artroconídeos. A coleta deve ser pelas margens de qualquer lesão e pegar o pelo com a área intrafolicular - O preparo da lâmina pode ser com hidróxido de sódio, hidróxido de potássio ou calcofluor. - ●Exame histopatológico: não é tão necessário, é útil para diagnosticar casos suspeitos com cultura negativa para fungo. O Isolamento se dá em meio seletivo e deve-se adicionar o pêlo dentro do tubo e a partir dali vai crescer o fungo. - Meio de cultura seletivo: Ágar sabouraud com cloranfenicol e cicloheximida, Dermatophyte teste medium e Rapid sporulation medium A partir desse crescimento fúngico pode realizar uma identificação microscópica adicionando uma gota azul de metileno. Microsporum Canis ………………………… …………... A partir do crescimento tem uma colônia algodonosa amarela com pigmento branco no meio Macroconídios com membrana e septos largos. Microsporum gypseum ………………………… ………….. Colônia pulverulenta creme, semelhante ao canis porém os septos e membranas dos macroconídios são finos Acomete cavalos, cães, roedores e humanos. Microsporum nanum ………………………… … ………... Macroconídios em forma de balão ou raquete, com um septo. - Acomete suínos e está presente no ambiente Identificação bioquímica de Microsporum spp. 1. Urease: observa hidrólise da ureia 2. Perfuração do pêlo humano “in vitro” 3. Produção de conídios em ágar arroz 4. Tolerância ao fungicida benomyl Gênero trichophyton --- Macroconídios alongados e muitos microconídios ovais ou piriformes. Alguns apresentam Clamidoconídios (estrutura de resistência que tem duas paredes) Trichophyton equinum …… …… Colônias planas, com sulcos suaves de cor branca polida Macroconídios raramente são produzidos, mas quando estão presentes são clavados, lisos, de paredes finas. Acomete equinos e humanos. Trichophyton mentagrophytes …… …… Colônia algodonosa branca/creme Macroconídios alongados, clavados, parede fina e lisa Acomete: camundongos, porquinhos da índia, cangurus, gatos, coelhos, cavalos, ovelha coelho. Causam lesões inflamatórias. Trichophyton verrucosum … … Crescimento lento, pequenas, de botão, com coloração branco/creme com uma superfície semelhante a camurça aveludada Hifas largas e irregulares com muitos clamidoconídios terminais e intercalares. Acomete bovinos. Identificação bioquímica de trichophyton spp. 1. Urease 2. Perfuração do eplo humano “in vitro” 3. Crescimento é 37ºC 4. Crescimento em ágar trichophyton de 1 a 7 …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. Aspergillus spp. Fungos filamentosos saprófitas de infecção oportunista. Ele está presente no solo, vegetação, alimentos como ração grãos e vegetais, no ar e água ou objetos expostos, feno, silagem e adubo químico. Eles são resistentes ao calor e à dessecação. ●Hifas hialinas, septadas - diferenciam em estruturas reprodutivas típicas = conídios ●Colônias de cor branca, azul-esverdeada, amarela, cores, marrom e negras. ●Crescimento: aeróbios. ● Reprodução assexuada ●Espécie patogênica: - A, fumigatus: doença em humanos e animais - A. niger, A. flavus e A. terreus (aflatoxina) Transmissão Através da inalação dos esporos, podendo também ser através da ingestão de alimentos contaminados. O diagnóstico é feito por exames de radiografia (pois ele gera uma massa fúngica no pulmão), escarro e diagnóstico de sangue. Aspergilose Aspergiloma: Forma crônica da doença, pode ser assintomática ou expectoração. Pode gerar um processo inflamatório. Manifestação: tosse, perda de peso, dispneia, fadiga e ou presença de hemoptise. A fixação dos fungos na cavidade pulmonar gera uma lesão tecidual. Nessa lesão encontra elementos miceliais vivos e mortos, células inflamatória, fibrina, muco, componentes do sangue, componentes do epitélio em degradação. Diagnóstico histológico: prata-metenamina ou PAS- invasão pelas hifas. Fatores de virulência ● Adesinas: proteínas de superfície (de conídios e de hifas): galactosamina galactano - que se ligam às proteínas da matriz extracelular (colágeno, fibronectina, fibrinogênio e laminina). Permite que o fungo possa aderir à célula do hospedeiro. Função: mascarar o PAMP, inibir a quimiotaxia PMN ●Parede celular: exibe um PAMP que é reconhecido por receptores toll-like na superfície de macrófagos hospedeiros, assim, ocorre a indução de secreção de citocinas inflamatórias. ● Enzimas extracelulares: elastase, proteases e fosfolipases - reduzem os efeitos dos radicais peróxidos produzidos pelas células fagocíticas. ● Aquisição de ferro: sideróforos hidroxamatos - aquisição de ferro das proteínas ligadoras de ferro (transferrina e lactoferrina). - Fusarinina e traiacetilfulsarina C: absorsão do ferro das proteínas ligadoras de ferro do hospedeiro - Ferrocromo - armazenamento do ferro tanto na hifa e conídio. - ● Pigmento (melanina) - inibe a ação de radicais livres Gliotoxina: inibe a atividade de cílios e a fagocitose por macrófagos Infecção em humanos: ●Sinusite ou pneumonia por inalação ●enfermidade cutânea após trauma ou contaminação ● queimaduras: meio de infecção secundária ● doença disseminada por via hematogênica ● Mucormicose rinocerebral: doença fatal Aspergilose bovina ……………………………………………………………………… ● Mastite: inoculação intramamária, abcessos no úbere ● Infecções intra uterinas: via hematogênica - placentite: aborto no final da gestação. Aspergilose aviária ………………………… v…………… ……………… ● Inalação de esporos ambientais, foco primário pulmonar e disseminação hematogênica. ● Gera distúrbios comportamentais e respiração ofegante; ● Pode gerar formação de granulomas caseosos nos sacos aéreos. Ceratomicose equinos ………………………………………………………………… ● A partir de lesão da córnea ● Sinais respiratórios indica aspergilose na bolsa gutural de equinos Em cães ● Osteomielite ● Aspergilose nasal: espirros e secreções sanguino purulentas ● Cães de conformação craniana dolica e mesocefálica tem predisposição. Diagnóstico ● Exame direto: esfregaço com coloração ● Cultura: Ágar dextrose sabouraud ● Teste sorológico: detecção de anticorpos no soro do animal. - Imunoenzimático indireta (ELIZA) ● PCR …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. Sporothrix schenckii Taxonomia ● Ascomycota - características moleculares e morfológica ● Fase teleomórfica de S. schenkii - rDNA 18s - ophiostoma sentonoceras ● Variação nas sequências de genes (codifica: calmodulina, quitina cinase e b- tubulina) - complexo sporothrix ● Sporothrix chilensis ● Micoses subcutáneas profundas ● Fungo - saprófita > vegetal em decomposição ● Dimórfico > micelial (22º a 28ºC) e levedura (35 a 37ºC). Importante para fixação no ambiente e organismo do hospedeiro. - substrato, atmosfera e a temperatura de incubaçãosão condições que auxiliam no dimorfismo do fungo ● Reservatórios naturais: matéria orgânica e solo Distribuição Micose cosmopolita - presente em vários lugares principalmente em regiões tropicais e subtropicais. Micelial Presente no meio ambiente, aparência membranosa com superfície enrugada, coloração clara e pigmentação escura ou acinzentada. - Hifas delgadas, septadas, hialinas, ramificações com conidióforos. Levedura Tecidos ou meio riscos a 37º Forma fusiforme a ovóide com 2,5 a 5 mm Complexo sporothrix Desenvolvimento em ph diverso - micelial - 3 a 12 - levedura - 2,4 a 9,5 Temperatura ótima de crescimento = 30ºc a 37ºC Transmissão Contato com uma ferida infectada ou exsudatos de um gato infectado Infecção por inalação ou ingestão - extra-cutânea. Zoonoses Gatos são responsáveis pela transmissão zoonótica para humanos por causa do número alto de organismos sporothrix encontrados nos nódulos. ● Isolamento na unha ●Animais infectados transmitem a doença por mordedura e arranhadura. Transmissão “doença do jardineiro” ●Contato traumático (graveto, espinho de flores, etc..) ● Ferimento por perfuração traumática Depende do estado imunológico do paciente e carga microbiana. Fatores de virulência Adesinas ligantes de fibronectinas: (realiza a capacidade de adesão na forma patogênica) - fungos + cel. epiteliais. Enzima: - Proteinases - S. schenkii produz duas proteases I e II. A importância dessas enzimas na patogênese da esporotricose não é conhecida. Hidrólise das células do estrato córneo humano 3 - Termotolerância: inibição a partir de 40 Parede celular: - Lipídio - a porção lipídica S. schenckii a fagocitose por monócitos e macrófagos Melanina - inibidor de radicais livres nos fagolisossomos - fator de resistência a condições desfavoráveis no ambiente (micelial) - Diminuição na eficácia de terbinafina - Aumenta a resistencia a agocitose por macrofagos - Ácidos siálicos - inibem a captação de S. schenckii pelas células fagociticas - direciona as proteínas do S.C, mais para a via degradação que para a produção de fragmentos e opsonização efetivos de anafilatoxinas. Dimorfismo: queda na expressão de B (1,3)-glucana, aumento da expressão de a(1-3)-glucana = correlação com a virulência Ramnose: [] na P.C de células jovens (4-7 dias), relação com a patogenicidade de conídios de S. schenkii Esporotricose em humanos ………………………………………….. ●Lesão inicial: nódulo cutânea ulcerativo ●Canais linfáticos subcutânea = úlceras supurativas ●Raramente, formas disseminadas ocorrem afetando os ossos, articulações, boca, nariz ou rins (imunossuprimidos -pode ser letal ) ●Osteoarticular - infecção secundária devido a disseminação hematogênica, inoculação direta ●Esporotricose pulmonar - prognóstico desfavorável (demora no diagnóstico e fatores coinfecção pelo HIV) Esporotricose em gatos …………………………………………….. ●Contato com solo, vegetais e brigas ●Lesões nodulares (cabeça e cauda) - necrose profunda ●Nódulos secundários (urso dos vasos linfáticos) que ulceram e liberam exsudatos soropurulentos ●Músculos e osso ficam expostos ●Extra-cutâneo - alterações respiratórias As infecções podem se espalhar para outros locais da pele Esporotricose em cães ………………………………………………. ●Lesões cutâneas isoladas ou múltiplas, crostosas e alopecias (cabeça e tronco) ●Evolução - lceras com exsudato purulento ●Doença disseminada = rara ●Sistema respiratório - mais acometido Esporotricose em equinos …………………………………….. ●Esporotricose linfocutânea (+ comum) ●Nódulos ulceram e liberam exsudato amarelado Amostra para exame direto Swab ●Lesões cutâneas: cavidade nasal, lesões exsudativas ●Aspiração de abcessos não ulcerados: purulento ou seropurulento ●Fragmento de lesões: em formol a 10% ou solução salina. Exame direto - Esfregaço: coloração de gram, panótico e fucsina simples - Estruturas leveduriformes - Interior de macrofagos e neutrofios ou extracelularmente - Difícil visualização em humanos e em outras espécies de animais. Exame histopatológico Coloração de rotina: hematoxilina e eosina - inespecífica: evidencia outros agente e protozoários Isolamento Forma micelial ● Ágar sabouraud + cloranfenicol ●5 a 7 dias entre 25 a 30ºC ●Colônias de cor branca: cresce rapidamente tornando-se negras ou marrons, rugosas e dura ●Conídios em forma e peras agrupados ao redor dos conidióforos Leveduriforme ●Ágar infusão cérebro coração +5% sangue ●Ágar sangue +5% ●Ágar BHI ●3 semanas a 37ºC ●Colônias de cor creme a castanho claro Identificação da espécie. Assimilação sacarose e rafinos: Capacidade de uma levedura apresenta de crescer aerobicamente na presença e determinado carboidrato, fornecido como uma fonte de carbono Detecção molecular: Amplificação e seguimento de genes fúngicos - 28s rRNA - Gene CAL Tratamento ●Animais - iodeto de sódio (via oral) ●Cetoconazol (> caninos) e itraconazol pode ser usado ●Humanos = anfotericina B (forma disseminada, osteoarticular, sistêmica do SNC). …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. …………………………………………………. Histoplasma capsulatum Características Fungo saprófita - reservatório natural: solo rico em nitrogênio - Microambientes: cavernas, construções abandonadas, galinheiros, árvores Dimorfismo - Micelial = 25ºC a 30ºC - Levedura = 37 ºC Morfologia Fase Micelial Tipo A (albino) - coloração branca a bege-clara - algodoada - Pouco propágulo Tipo B (brown) - Pouco filamentoso ● Hifas septadas ● Hialinas ● Macroconídeos “tubculados” ● Microconídios “esférico a piriformes” Levedura ● Colônia úmida ● Coloração branco-amarelada ● Rugosas e/ou lisas ● Células ovais unibrotantes de 2 a 4 Mm Transmissão O contágio se dá por via respiratória, quando micrósporos se soltam do Histoplasma capsulatum e, absorvidos pelas vias aéreas, penetram no organismo do hospedeiro e se instalam nos alvéolos pulmonares, que inflamam. ● Disseminação - Linfonodo mediastinal - Sistema fagocícito - mononuclear - ● Estado de latência dentro das granulomas ● Macrofago - evita respostas efetoras do hospedeiro H. capsulatum var. farciminosum ● Infecção instalada em feridas cutâneas ● Oriundos de lesões cutâneas ou exsudato nasal e/ou ocular de animais infectados ● Fômites: materiais utilizados em escovação ou os arreios ● Transmissão por artrópodes. Fatores de virulência ● a- 1,3 - glucana: sobrevivência e replicação do fungo no pulmão. Bloqueia o reconhecimento da PAMP por células fagocitárias. - Regula o nº de leveduras dentro dos fagócitos, escape do sistema imune e induz a formação de granuloma - ● Melanina = inibidor de radicais livres; resistência a anfotericina B e à caspofungina 3 ● Proteínas ligadora de cálcio (Cbp) = multiplicação em ambiente com baixo teor de cálcio (quelação de cálcio impede a ação de enzimas lisossomais). ● Antígeno H = estimula a resposta imune mediada por célula, contra a fase de levedura. ● Aquisição de ferro: produção de sideróforos hidroxamatos - remoção do ferro as ptns ligadoras de ferro - ● Acidificação de fagolisossomo: a diminuição da ação das enzimas lisossômicas e aumenta o PH. ph de 6 a 6,5 . ●Antígeno M = catalase; sobrevivência da fase de levedura. Histoplasmose: formas clínicas Subclínica - assintomático principal em pacientes imunocompetentes Aguda - variação de idade, estado imunológico, carga microbiana - Crianças e adultos - Febre alta, cefaléia, tosse seca, mialgia e astenia, dor retroesternal e insuficiência respiratória. -Achados radiológicos: lesões sugestivas infecção primária ou quadro de pneumonia intersticial. A agressiva evolui para óbito entre duas e cinco semanas. Disseminada crônica ……………………………………………… ... .... Lesões nas vias respiratórias e digestivas superiores ● Não comprometimento pulmonar - Evolução lenta acompanhada de febre baixa e intermitente, astenia e emagrecimento. Oportunista …………………………………………………. Pacientes imunocomprometidos - Febre, tosse, dispneia, hepatomegalia, esplenomegalia e anemia Infiltrado intersticial difuso em exames radiológicos - Lesões extrapulmonares - fígado, baço, intestinos, pele, linfonodos. Histoplasmose em animais Gatos -------------------------------------- Apresentam-se clinicamente sadio ou desenvolve doença disseminada ● Fraqueza, letargia, febre, anorexia, emaciação, sinais oculares ● Sinais respiratórios- crônicos e inespecíficos. ● Lesões granulomatosas em pulmões ● Linfadenomegalia periférica ou visceral, esplenomegalia e hepatomegalia ● Lesões ósseas Cães --------------------- ● Inapetência, perda de peso e febre ● Limitados à árvore respiratória: dispneia, tosse e sons pulmonares anormais ● Disseminada = compromete do TGI - diarreia do intestino grosso com tenesmo - Muco e sangue fresco nas fezes. ● Hepatomegalia, linfadenomegalia visceral, esplenomegalia, icterícia e ascite ● Calcificação pulmonar = histoplasmose pulmonar inativa Diagnóstico Amostra - exsudato de lesões mucosas - Pus de qualquer lesões - Sangue - medula óssea - escaro - material de lavado gástrico, quando não se obtém escarro - líquor - Exame direto Giemsa, gram, wright, PAS, prata metenamina de grocott Macrófagos, neutrófilos e nos monocitos do sangue periférico. Cultura Fase micelial - ágar sabouraud dextrose - Ágar mycosel - Até 30 dias - 25ºC - Crescimento micelial branco e macio ou marrom - camurça Microconídios e macroconídios: lactofenol azul algodão, hifas hialinas e septadas. Fase levedura - Ágar sangue - PAgar BHI - 37º C - 1 semana - Umidade apropriada - Coloniais branca-amareladas Imunológico Teste intradérmico pelo histoplasmina - O teste é positivo, com uma induração de 5mm ou mais, após 48 - 72h da intradermorreação com 0,1 mL antígeno de histoplasma. - Sorológico ● Fixação do complemento - antígeno da fase levedura ● Imunodifusão dupla - pesquisa de anticorpos circulantes contra os antígenos M e H ● Radioimunoensaio ou ELISA - deteção e antígeno histoplasmínico. Exames radiológicos - não são específicos. - Técnica moléculas ● Genes que codificam o RNA ribossômico ● Genes que codificam a proteína M Tratamento A duração do tratamento é variável, dependendo da gravidade da infecção e da resposta do paciente. - Anfotericina B - riscos de recaída - Aplicação de formalina (3%) ou fenol (5%) - controle ambiental. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….………………………………………………… ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….………………………………………………… ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….………………………………………………… ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….………………………………………………… ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….………………………………………………… ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….………………………………………………… ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….………………………………………………… ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….………………………………………………… ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….………………………………………………… ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….………………………………………………… ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….………………………………………………… ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….………………………………………………… ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….………………………………………………… ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….………………………………………………… Candida spp. ● Levedura com formação de blastoconídios e clamidoconídios ● Pode formar pseudo-hifas e hifas verdadeiras (colabora para invasividade e proliferação ativa no hospedeiro) ● Habita a mucosa (trato digestivo e genital) da maioria de mamíferos e aves ● Aeróbio obrigatório; ● Ampla faixa de Ph e temperatura ● Resistente ao congelamento ● Na maioria das vezes a contaminação é endógena (microbiota) ● Normalmente acontece imunossuprimidos ● Habitat: trato digestivo anterior (boca-estômago) ● Infecções no trato genital, unha, pele ● Trato respiratório e septicemia podem ocorrer. A candidíase está vinculada à ● Desequilíbrios imunes e hormonais, antibioticoterapia, rompimento da barreira epitelial ● Diminuição da resistência do hospedeiro à colonização ou intensa exposição dos hospedeiros debilitados ● Deficiência nutricional ● Candidíase mucocutânea crônica. Fatores de virulência A patogenicidade é um processo multifatorial que é regulado por uma rede de fatores de virulência ● Adesinas: Vão se ligar a diferentes receptores do hospedeiro. ● Produção de hifa verdadeira: esconde a b-glucana que é reconhecida, assim causando uma deficiência da indução para síntese de interleucina 12 (citocina) ● Proteinase: invasão do tecido a partir de degradação das células do hospedeiro. ● Fosfolipase: invasão da mucosa epitelial + degradação da membrana ● Glicoproteína: semelhante a endotoxina Transmissão ● Atrito, calor, umidade ● Contato com secreções ● Transmissão vertical (mãe para fetos) Candidíase cutânea …………………………………………………………………. Áreas de dobras da pele, representadas por placas eritematosas e lesões satélites ● Ela pode ser sistêmica - evolui para disseminada. Candidíase Aviária: cavidade oral e trato digestivo - placas pseudomembranosas necróticas emetrial caseoso - dificulta a deglutição e respiração Infecções Gastrointestinais em aves jovem: - doença caquetizante, gastrointestinal , deformação de bico e mortalidade. - Potros e Suínos: lesões ulcerativas do trato digestivos Vacas: mastite Equinos: infecções intestinais, respiratórias e septicemia. Cães e gatos: lesões ulcerativas que não cicatrizam nas mucosas da cavidade bucal, trato gastrintestinal, respiratório, geniturinário. Os cães apresentam lesões em músculos, ossos, ouvidos, pele, trato urinário e em gatos ocorre infecção urinária e esporadicamente causa pleurite purulenta Morfologia de colônia Diagnóstico ● Swab ● Imprints ● Cortes histológicos ● Microscopia Ágar Sabouraud + cloranfenicol: Inibe o crescimento de bactérias CHROMagar: diagnóstico Liberam compostos (cromogéneos) de várias cores na sequência da degradação de enzimas específicas Cultivo em lâmina: Avaliar a presença de clamidoconídio Hidrólise da ureia: avalia a hidrolise da ureia através da enzima urease Tubo Germinativo: avaliação de hifa verdadeira - Teste positivo: filamento fino e cilíndrico, originado do blastoconídio da levedura, no qual não se observa nenhuma zona de constrição, quer na base ou ao longo de sua extensão. - Auxanograma: Capacidade que uma levedura apresenta de crescer aerobicamente na presença de determinado carboidrato, fornecido como uma fonte de carbono Zimograma Capacidade que uma levedura de fermentar carboidrato. - 48h e 1 semana de incubação a 37ºC. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….………………………………………………… ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….………………………………………………… ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….………………………………………………… ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….………………………………………………… ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….………………………………………………… ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….………………………………………………… ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….………………………………………………… ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….………………………………………………… Cryptococcus neoformans ● Levedura - basidiomiceto de forma globulosa ● Possui cápsula em sua forma leveduriforme que lhe confere proteção - fagocitose. Composição da cápsula: Glucuronoxilomanana (90%), galacto xilomanana ( 5-8%) e manoproteína (1%). ● Vive em superfícies sujas e empoeiradas ● Excrementos ricos em creatina (excremento de pombos). Reservatório: Pombos ● Acomete animais e humanos ● Micose de natureza sistêmica oportunista cresce em meio comuns e em temperatura corporal ou ambiental ●Colônias acinzentadas e esbranquiçadas, com aspecto mucóide. ● Composição antigênica de glucuronoxilomanana ● Diferença entre antígenos: fenotípicas, genéticas e epidemiológicas. ● Sorotipos ( A, B, C, D, AD) - A: C. neoformans var, grubii - A, D, AD - C. neoformans var. neoformans - B e C - C. neoformans var. gattii. Variedade neoformans e grubii - excretas de pombos, poeiras, madeira em decomposição em cavidades de árvores. Zona temperada. Cryptococcus neoformans, é de carácter oportunista, cosmopolita, associada à imunossupressão celular. Cryptococcus gattii, uma infecção primária, de hospedeiro imunocompetente. - + virulento e predileção SNC. Transmissão pela inalação, é respiratória, porém não é contagiosa. - Acomete o sistema nervoso central após… disseminação dos pulmões; - Baixa imunidade - meningite criptocócica sintomas: febre e cefaléia, raramente alteração do nível de consciência Fatores de virulência ● Cápsula (polissacarídeos) - depleção do sistema complemento, reduzida resposta de anticorpos, inibição da migração de leucócitos e da fagocitose. ● Produção de melanina - resistência às células fúngicas contra ataque das células imunológicas efetoras ● Atividade urease- fonte de nitrogênio - sobrevivência no hospedeiro. ● Fosfolipase B1 - aderência ao epitélio pulmonar, sobrevivência e replicação dentro de macrófagos e disseminação através do sistema linfático e hematogênico. ● Manitol - interfer na morte de fagocits pela remoção de radicais hidroxila - minimiza o ambiente hostil do interior do fagolisossomo ● Calcineurina A - crescimento a 37ºC em atmosfera similar a 5% de CO2 e pH 7,3. Síndromes Criptococose 1. Gatos: lesões ulcerativas da mucosa do nariz, boca e seios nasais - Lesões cutâneas ulcerativas - origem hematogênicas - SNC - 2. Em cães - localização mais comum: SNC 3. Bovinos: mastite com destruição do epitélio lactífero (infecção por inoculação). 4. Equino: meningite, granulomas nasais e, ocasionalmente, rinite e pneumonia granulomatosa. Pode gerar donça intestinl, endometrite e aborto. Diagnóstico ● Líquor ● Fragmentos de tecido, ● Aspirados de lesões cutâneas ● Escarros ● Amostras do trato respiratório. 1. Exame direto Com coloração da amostra com tinta, observa-se o brotamento e a cápsula. 2. Cultura ● Ágar sabouraud ● Ágar níger: A enzima fenol-oxidase produzida pelo microorganismo age sobre os compostos di ou poli fenólicos e forma colônias com pigmentação marrom mucóides devido a produção de melanina (doce de leite) ● Ágar uréia: urease hidrolisando a ureia. 3. Auxanograma Capacidade da levedura crescer aerobicamente na presença de terminado carboidrato. 4. Zimograma Capacidade de fermentação de diferentes carboidratos. 5. Aglutinação em Látex Observada a presença do antígeno desta levedura. C. Neoformans XX C. gattii Para diferenciar pode fazer uma prova C.G.B (canavanina-glicina- azul de bromotimol - ph de 5,8 ) - única fonte de carbono e nitrogênio - Incubação a 28ºC - 5 dias. C. gattii: resistente a L- canavanina (metaboliza em produtos não tóxicos) - usa glicina, produz amônia - alteração do PH (alcalinização). Fica azul. C. neoformans - susceptíveis a L- canavanina - não usa glicina. Tratamento ● Fluconazol: anfotericina B, cetoconazol itraconazol, flucitosina, ● Desinfecção de superfícies com solução de cal (máscaras) ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. Quimioterapia antifúngica As drogas antifúngicas necessitam de aplicação clínica adequada. Classificação dos anti fungos Natural: antibióticos (produzidos por microorganismos, que inibem ou matam outros microorganismos - Polienos - Griseofulvina Sintéticos ou semi- sintéticos: quimioterápicos (sintetizados em laboratório) - Flucitosina - Derivados eólicos - Alilaminas - Derivados morfolínicos e outros… Quanto a atividade: Fungistática (impede o crescimento) ou fungicida (mata/lisa diretamente as células). - direta ou indiretamente (agentes químicos - característica de modificar a condição local). Quanto ao espectro Amplo e restrito Mecanismo de ação 1. Antifúngicos que atuam na síntese de parede celular - glicana: - Equinocandinas (pasogunfina, micafungina, anidulafungina, aminocandina). Atua no sistema enzimática impedindo a síntese da glicana que constitui a parede celular. 2. Antifúngico que atuam na membrana plasmática: - Poliênicos (anfotericina B e Nistatina). 1º mecanismo - se liga ao ergosterol, forma poros/canais iônicos, que destroem a integridade osmótica da membrana e ocorre a perda de constituintes intracelulares. 2º mecanismo - geração de uma cascata de reações oxidativas desencadeada pela oxidação da própria anfotericina B - dano direto > fungicida - Azóis (imidazóis e triazóis): vão inibir a enzima lanosterol 14- a- demetilase e inibidas, não ocorre a síntese de ergosterol, constituinte da membrana. - Alilaminas (terbinafina, butenafina): acúmulo de esqualeno no citoplasma e falta de ergosterol nas membranas 3. Antifúngicos que atuam na inibição da mitose: - (griseofulvina): interação com os microtúbulos que inibe a mitose 4. Antifúngicos que atuam na síntese do Ác nucleico - Flucitosina: atua como antimetabólito, análogo da pirimidina fluorada (base do DNA). Ele é semelhante a citosina, a única diferença é que ele possui um flúor no carbono 5 do anel. A flucitosina entra na célula fúngica através de uma enzima (permease citosina), quando entra é desanimada pela citosina desaminase. Logo, tornando -se 5-fluorouracil que é convertido em 5- fluoro desoxi uridina monofosfato que compete com o monofosfato de desoxiuridina, a timidilato sintase, que impede a síntese de DNA e proteína. Ou, a 5-fluorouracil pode ser convertido em ácido 5- fluoruridilico, que compete com a uracila na síntese do RNA formando um RNA defeituoso. Resistência antifúngica Resistência aos azóis: 1. mutação no Gene (ERG 11) codifica a enzima-alvo lansterol 14-a-demetilase, assim diminui a afinidade. 2. superexressão de ERG11 resulta na superprodução da enzima-alvo, necessitando maiores concentrações do medicamento dentro da célula. 3. A indução da expressão de genes da principal bomba de efluxo do tipo facilitador (MDR) - expulsa o fármaco de dentro da célula para fora Resistência aos poliênicos Diminuição da quantidade de ergosterol dentro da membrana, gera o acúmulo de outro esterol, diferente de ergosterol, com baixa afinidade pelos poliênicos - fitoesterol. Assim ocorre o mascaramento de ergosterol nas membranas celulares - pede a ligação de moléculas o antifúngico no ergosterol. Resistência a flucitosina 1. Captação diminuída do medicamento (perda da atividade da permease).2. Perda da atividade enzimática da citosina desaminase 3. Perda da capacidade de converter a 5-FU em 5-FdUMP 4. Alteram ou aumentam os níveis e timidilato sintase que interfere na ligação do constituinte nela, fazendo com que ocorra a síntese de DNA e proteína normalmente Resistência à equinocandinas Mutação no gene fsk1 e fks2 - genes que codificam proteína integral de membrana que atuam no complexo enzimático da síntese da glicana. Resistência às alilaminas Bomba de fluxo a multimedicmentos CDR1. Falhas terapêuticas não parecem resultar da resistência. Testes de suscetibilidade ● Fornecem uma estimativa confiável da atividade dos fármacos contra o organismo ● Correlação com a atividade antifúngica in vivo ● Monitoramento de resistência entre uma população normal susceptível ● Avaliação de novas drogas antifúngicas ● Métodos qualitativos e quantitativo -CLSI Teste qualitativo - antifungigrama 1. Fazer o isolamento fúngico em uma placa com o meio de cultura e a partir dali pega umas 5 colônias de fungos e suspende na suspensão fúngica salina (1 x 10^6 UFC/ml). 2. A suspensão vai adicionar em uma placa de ágar muller- hinton, pega um swab e espalhe a suspensão em 3 diferentes direções. 3. Com isso, coloca discos de papel filtro com os antifúngicos e vai incubar (levar para estufa - geralmente 16hrs À 27º). Ao retirar vai observar um halo que será medido por uma régua e observar se foi resistente ou sensível. A leitura ocorre de acordo com uma tabela. Teste quantitativa -E-test Determina a concentração mínima inibitória (CIM). Exemplo põe a concentração em uma fita em um gradiente de concentração do antifúngicos, Teste quantitativo - Diluição em caldo ● Leveduras - documento m27-s44 ● Filamentoso - documento m38-A2 ● ;CIM - inibição do crescimento fúngico. Translúcido - o fungo não cresceu naquela concentração Como minimizar a seleção de cepas resistentes? ● Evitar o uso indiscriminado e antifúngicos ● Diagnóstico correto ● Tratamento adequado ● Utilizar dosagens adequadas e suficientes ● Mudar tão lo de antifúngico quando se observa que o fungo possui sinais de resistência ● Fazer teste de susceptibilidade à droga quando necessário. micotoxinas São metabólitos tóxicos secundários que são produzidos por alguns fungos filamentosos. ● Importância em produtos agroalimentares ● Segurança sanitária de alimentos: aflatoxina, Ocratoxina A, Fumonisina, Patulina, Zearalenona e Deoxinivalenol (maiores micotoxinas) Produção de micotoxinas pelos fungos 1. Leg: fase inicial de crescimento, quando o microrganismo tem contato como ambiente 2. Log: fase de crescimento exponencial do microrganismo 3. Estacionária: mesmo nº de microrganismo que cresce é o mesmo que morre. Ocorre alteração de ph, diminuição de nutriente 4. Morte: não há condições ambientais para o crescimento e desenvolvimento do microrganismo A produção das micotoxinas é no final da fase estacionária. Fases de produção de alimentos até o consumo humano Deve haver cuidados na pré e pós colheita pois há fungos que são patógenos de plantas Micotoxinas em alimentos - Grãos e rações (constantemente contaminados) Fatores que favorecem a contaminação: ambientais como umidade do substrato, temperatura do ambiente, métodos de processamento, produção e armazenamento, tipo de alimento, fisiologia e bioquímica do fungo. Exposição Efeitos agudos e crônicos (micotoxicose) ● Dor abdominal ● Dor de cabeça ● Náusea ● Vômito ● Diarreia ● Tontura Transmissão por: inalação, ingestão, contato. Não é transmitida de pessoa para pessoa. A toxicidade depende de: 1. Quantidade ingerida 2. Tempo e via de exposição 3. Possíveis sinergias toxicológica 4. Idade 5. Sexo 6. Estado fisiológico As micotoxinas podem ser carcinogênicas, mutagênicas, teratogênicas, citotóxicas, neurotóxicas, nefrotóxicas, estrogênicas, imunossupressoras. Principais fungos Aflatoxina (Aspergillus spp.) ………………………………. Existem 4 aflatoxinas: - B1, B2 : fluorescência azul violeta - G1, G2 : fluorescência azul esverdeada Carcinogênica - Classe 1 (IARC): B1 É biotransformada no fígado. Também pode ser transformada em aflatoxina M1 e M2 que são metabólitos hidroxilados das aflatoxinas B1 e B2. A ingestão acomete o fígado, é hepatotóxico e a absorção ocorre pelo trato gastrointestinal. B1 tem capacidade de realizar ligação a ácidos nucleicos e nucleoproteínas, causando alterações genéticas também. Afla - Aves São acometidas em aves, ocorre aumento do fígado, baço e rins e atrofia da bursa de fabricius e timo, gerando uma imunossupressão. Fígado: - Coloração amarelada a amarelo - terra - Friável - Hemorragias múltiplas - Deposição de gordura Afla - bovinos Já ocorreu prolapso retal, inchaço dos órgãos , hemorragias, apatia, anorexia depressão Afla - suínos ● Danoso ao rim, baço, pâncreas. ● Redução do ganho de peso ● Redução no consumo da ração ● Diarréia ● Fezes com sangue Em porcas prenhas: anorexia, icterícia, depleção de linfócitos na área do epitélio germinativo. Ocratoxina (Penicillium e Aspergillus sppp.) ……. .. Ocratoxina A, B e C Carcinogênica: classe 2B (IARC): B ● Aspergillus - climas mais quentes e tropicais ● Penicillium - climas mais temperados Café, vinho, frutos secos, cereais e seus derivados. ● Molécula moderadamente estável aos procedimentos ● Ela tem absorção rápida no estômago e lenta no intestino. ● No sangue ela se liga à albumina ● É nefrotóxica. OTA- Aves Análogo à fenilalanina e gera a inibição da síntese de proteína. ● Inibição enzimática (gliconeogênese) - alteração do metabolismo de carboidrato ● Diminuição da concentração de glicogênio - aceleração da decomposição do glicogênio, inibição do transporte ativo da glicose no fígado, inibição da glicogênio sintase Gera perda de peso, redução da conversão alimentar, diminuição de ovos, danos renais - depleção renal de albumina - hipoproteinemia e hipoalbuminemia. Nefropatia - atrofia e degeneração dos túbulos proximais e distais + Fibrose intersticial Efeitos degenerativos no fígado e rim, mudanças generativo do órgãos linfóides, degeneração e edema no cérebro, hemorragia musculares e adenocarcinoma OTA- suínos ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. MICOTOXINAS Fumonisinas ……………………………………………………………………………………… Fusarium verticillioides, F. proliferatum e F. moniliforme. Encontrado em: Milho e sorgo ●Fígado e rim - retêm a maior parte ● Interfere na biossíntese de esfingolipídios e turnover de esfingosina. - Inibidores competitivos: esfinganina N- aciltransferase, Esfingosina N- aciltransferase > análogas de bases esfingídeos, se ligam naquela região onde se ligaria a enzima e promove a desordem. ● São produzidos no R.E FBS - homens Carcinogênica - classe 2B (câncer esofágico) e gera alterações no tubo neural. ● Intoxicação aguda: dor abdominal e diarreia FBs- Equinos Leucoencefalomalácia equina FBs- suínos Edema pulmonar, hidrotórax, lesões hepáticas, lesões hiperplásicas na mucosa esofágica. ● Gestante: Desenvolvimento do feto ● Aumento do peso dos pulmões ● Edema pulmonar ● Distúrbios respiratórios FBs - Aves Diminuição do peso corporal e da média de ganho de peso diário ● Aumento do peso do fígado, proventrículo e moela, e os níveis séricos de cálcio, colesterol e da enzima aspartato aminotransferase ●Atrofia do timo, hiperplasia biliar e necrose hepática ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. Zearalenona ……………………………………………………………………………………….. F. gramminearum. F. culmorum F. cerealis. F, esquiseti. F. crookwellense. F. semitectum ● Micotoxina estrogénica não esteróide ● Lactona e ácido fenólico resorcílico ● Fluorescência azul ● Encontrada em: milho, aveia, centeio, cevada, arroz e trigo. Culturas de inverno. ● Metabolização no fígado. Mecanismo de ação: é transportada através da membrana e compete com o hormônio (17B- estradiol) e se liga a receptores citosólicos, formando um complexo ZEA-E-2R que se ligam a receptores nucleares E2 e altera a síntese de mRNA. ● Geram efeitos anabólicos e estrogênicos. Zea- humanos Nascimento de bebês prematuros: telarca prematura e puberca precoce. Aumento da mama na pré puberdade em meninos e pseudopuberdade nas meninas. Zea- suínos ● Edema da vulva, do útero e dos mamilos. ● Prolapso vaginal e infertilidade ● Maior secreção das células endometriais, síntese das proteínas uterinas, peso do trato reprodutivo ● Pseudogestação ● Leitões natimortos ● Machos: atrofia testicular, hipertrofia de glândulas mamárias, edema do prepucio, diminuição da libida, e feminização. Zea- bovinos ● Hiperestrogenismo, redução de fertilidade e repetição de cio. ● Secreção vaginal, edema de glândula mamária, vulva e útero. Morte embrionária e aborto. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. Desoxinivalenol …………………………………………………………………… F. graminearum e F. culmorum ●Tricoteceno classe B ●Vomitoxina - consumo por suínos ●Neurotoxina: teratogênica e imunossupressora ● Encontrada em: cereais, trigo, centeio, aeia, cevada, milho e arroz. ● Rápida absorção e distribuição no organismo. O fígado é o primeiro órgão afetado após absorção, seguido do rim, baço, coração e cérebro. Ação: Inibição da síntese proteica - peptidil transferase. - Interfere no alongamento/terminação da síntese Baixa dosagens > estresse ribotóxico - ativa as vias de sinalização das mitogen activated protein kinases (MAPKs) - Maior índice apoptótico - Interferência na fosforilação - transcrição de mRNA e tradução Maiores dosagens ativa o p38 e faz a inibição da síntese protéica. No sistema nervoso leva alteração do a.a tpr que atua na síntese de serotonina, e, quanto mais serotonina no sistema nervoso, gera uma anorexia. - Menor status imunitário - inibição da síntese proteica e levando a depleção dos folículos linfóides. Don- homens Agudo - Náusea, vômito, diarreia, dor abdominal, perda de peso, dor de cabeça, tontura e febre, imunossupressão. Don- suínos ● Perda da função da parede intestinal - decréscimo da expressão da proteína claudina-4. ● Menor ganho de peso ● Menor taxa de síntese de albumina e linfócitos ● Alterações reprodutivas - menor oócitos e embriões Imunotóxico: Inibidor de síntese proteica, quebras de ingestão e de produção, menor gordura do leite, maior contagem de células somáticas, alterações metabólicas e imunodepressão. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. Malassezia spp ● Lipofílicas ● Lipodependentes ● Organismos pleomórfico ● Células globosas ou elipsóides ● Brotamento único “colarete” ● Parede celular espessa, com várias camadas ● Reprodução assexuada ● Aeróbias ● Não ferramentas ● Urease-positivos 1 2 3 1. Furfur ● Branco-fosco textura cremosa ● Formas e tamanhos variáveis ● Cilíndricas ● Ovais e esféricas ● Crescimento de 37ºC a 41ºC ● pH alto Pachydermatis ● Cor creme, com textura macia ● Células ovais pequenas ● Crescimento exacerbado quando se adiciona lipídio ao meio de cultura ● Tº ideal é de 37ºC ● Zoofílica Globosa ● Colônias elevadas, dobradas, rugosas, ásperas e quebradiças ● Amarela clara ● Forma esférica ● Produz filamentos curtos ● Crescimento é limitado a 37ºC Importância Homem: Pitiríase versicolor, uma micose superficial Transmissão: infecções em caso de alimentação parental com lipídios. Animais: ● Otites com secreção escura e odor intenso ● Eritemas cutâneos geralmente com ou sem exsudação ● Prurido, hiperpigmentação, crostas, escamas secas ou úmidas ● Foliculites ● Infecções ungueais ● Dermatites localizadas com ou sem alopécia Transmissão: doença iatrogênica na transmissão da levedura de um cão com otite externa a um paciente humano Patogenia ● Depende da idade, sexo, raça, predisposição genética e fatores geoclimáticos. ● Má nutrição, avitaminoses gravidez, diabetes, corticoterapia prolongada, terapia parental, contraceptivo oral e imunodeficiência > fatores que favorecem Máculas - Hipocrômica: pouca pigmentação, acúmulo de sub. lipídica símile na camada córnea - bloqueia a penetração da luz ultravioleta - Hipercrômica: aumento das melanossomas Fatores de virulência - Fosfolipase: produção de metabólitos do ácido araquidônico - inflamação cutânea com resposta inflamatória. - Melanina: capacidade de colonização e aumento da sobrevivência sobre ou dentro do hospedeiro. - Urease: fonte de nitrogênio. - Protease: mediação do catabolismo de proteína - degradação de alvos proteicas específicos: aquisição de nutrientes e aderência a superfície da pele. - Biofilme: adesão a células epiteliais. Manifestação clínica ● Micose superficial ● Máculas e/ou prurido ● Conhecida como micose da praia ou pano branco ● Não contagiosa ● Maioria assintomática Em animais: M. pachydermatis ● Pele de condutos da orelha externa de cães, gatos e equinos - Devon rex, possui naturalmente um número mais elevado de fungos malassezia spp. Predisposição do animal, alterações no microambiente e nas defesas do animal, microambiente da pele ou conduto auditivo ricos em lipídios e desordens imunológicas tornam os animais mais susceptíveis. O microambiente pode ser alterado por: excessiva produção de gordura, diminuição da qualidade da gordura, aumento da umidade, rachaduras na superfície epidérmica, doenças que levem a inflamaçãocutânea e alterem a produção de gordura Cães: Lesões dermatológicas localizadas ou generalizadas em ambiente relativamente quente e úmido da pele. Leva o prurido e o odor intenso. - Dermatite localizada: focinho, rosto e orelhas e área ventral e membros. Ligeiramente amareladas a acinzentadas Gatos: com pele oleosa e problemas de ouvidos, diabetes, câncer e vírus imunodeficiência felino são mais susceptíveis. Equino: em um tennessee walking horse foi visto alopecia difusa, não inflamatória, sem exudato ou crosta Diagnóstico laboratorial ● Lâmpada de wood - fluorescência - U 360mm - Metabólitos pityrialactona - Verde-amarelada ● Raspagem da lesão ● Fita durex ● Swab. ● Isolamento - meio dixon (contém ácido. oleico e glicerol) - Ágar sabouraud (azeite de oliva, cloranfenicol , cicloheximida - 35º a 37º de 3 a 6 dias. ● Esculina - hidrólise da esculina > esculetina + glicose. A esculetina ● Catalase - quebra do peróxido de hidrogênio em O2 e água. ● Assimilação do tween 20, 40, 60 e 80 - surfactante não iônico, ésteres de ác. gracos de polioxietileno sorbitol - positivo - zona de precipitação - em ágar sabouraud Tratamento Uso tópico: nistatina, clotrimazol e miconazol Shampoo: iconazol + clorexidina Sistêmico ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….………………………………………………….