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M I C O L O G I A
O conteúdo presente não é de minha autoria.
Introdução à micologia
Reino Fungi - características fisiológicas
Fungo é diferente do vegetal, ele não sintetiza
clorofila, não tem celulose na parede celular, não
armazena amido (reserva). O mesmo tem mais
características semelhantes a um animal, como
presença de quitina na parede celular e armazena
glicogênio (reserva).
Importância
● Decompositores
● Indústria farmacêutica e de alimento
(biotransformadores)
● Simbiose:
- micorrizas (fungos e raízes): proteção, auxilia
na absorção de água e minerais do solo.
- Líquens (fungos e algas): indicador de pureza
ambiental.
● São seres eucarióticos
● Ubíquos: está ou existe ao mesmo tempo em toda
parte
● Quimioheterotróficos: compostos orgânicos do
substrato como fontes de energia e carbono
● Osmotróficos: se nutrem através da absorção dos
alimentos
● Aeróbio ou anaeróbio facultativo: depende da
presença do oxigênio para manutenção do seu
metabolismo
● Maioria e saprofítica: absorção de substâncias
orgânica em decomposição
Patogênicos oportunistas
Apenas a minoria causa infecção, que são
denominadas micoses. Existem mais de 100 mil
espécies e apenas 200 são patogênicas.
Morfologia
Leveduriformes
- formas ovais ou esferoidais
- São unicelulares
- Parede celular formada por polissacarídeos,
proteínas e quitina (pouca quantidade)
Filamentosos
- parede celular formada por quitina, lipídios,
proteínas e polissacarídeos.
- crescimento apical e multinucleado.
Filamentos
●Hifas (septadas ou não septadas): filamento
individual
●Micélio (bolor): conjunto de hifas
- micélio vegetativo: Digestão extracorpórea.
Importante na nutrição do fungo, o fungo se
nutre por absorção. Ele libera enzima e
degrada as moléculas complexas para deixar
mais simples para a absorção.
- Micélio aéreo: Reprodutivo. Além de crescer
para dentro, também cresce para fora do
ambiente. Devido ao vento e outros fatores, se
desprendem e caem no solo, essa estrutura
que caiu no solo vai se reproduzir e gerar
novos fungos.
Ciclo de vida
●Reprodução assexuada e sexuada
● Formação de esporos: há esporos assexuais que
são formados pelas hifas de um organismo e esporos
sexuais que resultam da fusão de núcleo de duas
linhagens opostas e cruzamento de uma mesma
espécie de fungo.
- A reprodução assexuada tem objetivo na
disseminação fúngica, pode ser por
brotamento ou fissão binária (leveduras). Ou,
por esporulação e fragmentação
(filamentosos).
Reprodução assexuada dos fungos filamentosos
O fungo na sua reprodução assexuada vai produzir:
1. Esporangiósporo: estruturas reprodutivas
cuja porção terminal é em forma de uma
vesícula. No esporângio é onde se encontram
os esporos (esporangiósporos). Quando a
vesícula se rompe eles são liberados no
ambiente.
2. Conidiósporo: é um esporo que além de ficar
dentro, fica fora do ambiente. Esporo que
participa da reprodução assexuada de fungos,
no processo de esporulação. São formados
por meio de mitose, e são mais conhecidos
pelo nome de conídio. O condio uni ou
multicelular não é fechado em uma bolsa, são
produzidos em cadeia na extremidade.
3. Artroconídeos: formados pela fragmentação
da hifa em segmentos retangulares.
4. clamidoconídios: estrutura de resistência que
possui parede dupla e germinam em
condições adversas. Podem ser produzidos
por fungos filamentosos e leveduras
Reprodução sexuada de fungos filamentosos:
Quando ocorre a reprodução em espécies
geneticamente diferentes são autoestéreis /
heterotálica. E quando são espécies geneticamente
iguais são chamadas de autoférteis/ homotálicas
- Ela é divida em 3 etapas: plasmogamia,
cariogamia e meiose e se dá pela fusão de
núcleo.
As hifas monocarióticas são haploides e se fundem
passando ser passa a ser dicariótica (esse processo é
chamado de plasmogamia - união dos núcleos). Os
núcleos se juntam e passa a ser uma célula diplóide
(cariogamia), em seguida sofre a meiose.
1. Basidiósporos: são esperados sexuados
externos e originam-se no ápice de uma célula
fértil, chamado basídio ou comum.
A reprodução dá origem aos filos:
Reprodução assexuada de leveduras
Brotamento ou fissão binária.
1. Blastoconídios: resultante do processo de
brotamento ou gemulação. A célula mãe
origina uma gêmula, o blastoconídio que
cresce recebe um núcleo após a divisão do
núcleo da célula mãe.
Reprodução sexuada de leveduras:
1. Ascósporos: algumas leveduras podem
originar esporos sexuados, após duas celular
sofrerem fusão celular e nuclear, seguida de
meiose (ascósporos).
Importância dos esporos sexuados
● Possibilita a recombinação
● Classificação/taxonômica
● Adaptação e aperfeiçoamento da espécie (nutriente)
● Diversidade genética
Resumindo: esporos assexuais são formados pelas
hifas de um organismo, quando esses esporos
germinam, formam organismos geneticamente
idênticos. Já, os esporos assexuais resultam da fusão
de núcleos de tipos opostos de cruzamento, esses
organismos apresentarão características e ambas
linhagens parentais.
Característica morfológica da colônia leveduras
● Pastosa
● Cremosa
●Mucóide
Características morfológicas da coluna filamentosos
● Algodonosas
● Pulverulentas
● Crateriformes
● Com pigmentos
● Coloração do micélio vegetativo: epibiótico difrente
de endobiótico
Macroconídios (parece barcos) e microconídios
(parece bolinhas) são critérios de classificação
Mecanismo de patogenicidade
A patogenicidade medida por componentes, que
estimulam diferentes respostas no hospedeiro
Hipótese que as toxinas, enzimas e outros metabólitos
produzidos in vitro e in vivo pelos fungos patogênicos
tenham papéis importantes nas lesões teciduais
geradas.
Fatores de virulência
●Produção de queratinase por dermatófitos
dimorfismo
● Cápsula mucopolissacarideo
● Aderência e invasão
● Distúrbio no sistema imune = inibição citocina
● Produção de melanina: proteção contra produtos
oxidantes do tecido e células de defesas
Esses fatores asseguram sua sobrevivência e
proliferação no hospedeiro, aumenta o poder de
penetração e invasão, evade os mecanismos do
sistema imune do hospedeiro
Colonização e doenças
● Micoses superficiais: limitadas a pele e pelos.
● Micoses cutâneas: camada queratinizada epiderme,
pêlos e unhas.
●Micoses subcutâneas: derme e músculos
(traumatismo, tumefação).
● Micose sistêmicas: originalmente nos pulmões que
podem se disseminar.
● Micose oportunista: tratamento com atb ou
imunossuprimido .
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dermatófitos
●Família arthrodermataceae
●São fungos queratinofílicos- se estabelecem em
estruturas que são queratinizadas do organismo
●Parasitam estruturas epidérmicas queratinizadas
●Produtores de queratinase
●Hidrolisam a queratina da pele e fâneros para
obtenção de nutrientes
●Não invadem a epiderme.
● Fungos aeróbios que crescem lentamente. Para seu
crescimento fúngico é necessário um meio de cultura
favorável como o ágar sabouraud dextrose. Crescem
também na tº ambiente.
Condição não parasitária/ no ambiente
● Produz hifas ramificadas septadas
● Reprodução assexuada (conídios)
● Podem ser macroconídios (estruturas multicelulares
semelhantes a vagem) e microconídios (esferas ou
bastonetes unicelulares)
●Critérios para diagnóstico
Características das colônias e de pigmentações são
úteis na diferenciação de dermatófitos
Classificação quanto ao reservatório
Antropofílicos: aqueles que acometem os homens
Zoofílicos: aqueles que acometem os animais
Geofílicos: aqueles que acometem o solo.
Dermatofitose
Em homens é popularmente conhecida como tinea e
em animal como “tinha”, sua transmissão pode
ocorrer pelo contato direto e indireto (persistência
em fômites e nas instalações).
Em geral, a tinha regride espontaneamente em
algumas semanas ou meses, a menos que complicada
por infecção bacteriana secundária ou por fatores
constitucionais corporais.
Como ocorreo processo infeccioso?
É divido em 3 parte Adesão do conídio e germinação
e penetração do fungo no estrato córneo
1. Contato com o conídio e adesão do mesmo.
2. A partir do conídio ocorre a germinação da
hifa que vence a barreira da pele (filme de
gordura sobre a camada córnea) e tem
contato com a queratina do estrato córneo.
3. Partes da hifa se diferenciam em
artroconídeos
4. Produção de queratinase e hidrólise da
queratina
5. Produção de metabólitos e produtos de
excreção
6. Ação irritante, alergênica e tóxica
7. Resposta inflamatória local
8. Lesões dos pelos tipo ectothrix: artroconídeos
fora do pêlo e endothrix, dentro do pêlo.
Diagnóstico laboratorial
● Testes de triagem
● Lâmpada de wood (obs: nem todos produzem
metabólitos fluorescentes e alguns sabões e pomadas
podem florescer e dar um positivo negativo)
● Exame microscópico: raspagem de pêlo e hifas e
artroconídeos. A coleta deve ser pelas margens de
qualquer lesão e pegar o pelo com a área intrafolicular
- O preparo da lâmina pode ser com hidróxido
de sódio, hidróxido de potássio ou calcofluor.
-
●Exame histopatológico: não é tão necessário, é útil
para diagnosticar casos suspeitos com cultura
negativa para fungo.
O Isolamento se dá em meio seletivo e deve-se
adicionar o pêlo dentro do tubo e a partir dali vai
crescer o fungo.
- Meio de cultura seletivo: Ágar sabouraud
com cloranfenicol e cicloheximida,
Dermatophyte teste medium e Rapid
sporulation medium
A partir desse crescimento fúngico pode realizar uma
identificação microscópica adicionando uma gota azul
de metileno.
Microsporum Canis ………………………… …………...
A partir do crescimento tem uma colônia algodonosa
amarela com pigmento branco no meio
Macroconídios com membrana e septos largos.
Microsporum gypseum ………………………… …………..
Colônia pulverulenta creme, semelhante ao canis
porém os septos e membranas dos macroconídios
são finos
Acomete cavalos, cães, roedores e humanos.
Microsporum nanum ………………………… … ………...
Macroconídios em forma de balão ou raquete, com
um septo.
- Acomete suínos e está presente no ambiente
Identificação bioquímica de Microsporum spp.
1. Urease: observa hidrólise da ureia
2. Perfuração do pêlo humano “in vitro”
3. Produção de conídios em ágar arroz
4. Tolerância ao fungicida benomyl
Gênero trichophyton ---
Macroconídios alongados e muitos microconídios
ovais ou piriformes.
Alguns apresentam Clamidoconídios (estrutura de
resistência que tem duas paredes)
Trichophyton equinum …… ……
Colônias planas, com sulcos suaves de cor branca
polida
Macroconídios raramente são produzidos, mas
quando estão presentes são clavados, lisos, de
paredes finas.
Acomete equinos e humanos.
Trichophyton mentagrophytes …… ……
Colônia algodonosa branca/creme
Macroconídios alongados, clavados, parede fina e lisa
Acomete: camundongos, porquinhos da índia,
cangurus, gatos, coelhos, cavalos, ovelha coelho.
Causam lesões inflamatórias.
Trichophyton verrucosum … …
Crescimento lento, pequenas, de botão, com coloração
branco/creme com uma superfície semelhante a
camurça aveludada
Hifas largas e irregulares com muitos clamidoconídios
terminais e intercalares.
Acomete bovinos.
Identificação bioquímica de trichophyton spp.
1. Urease
2. Perfuração do eplo humano “in vitro”
3. Crescimento é 37ºC
4. Crescimento em ágar trichophyton de 1 a 7
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Aspergillus spp.
Fungos filamentosos saprófitas de infecção
oportunista. Ele está presente no solo, vegetação,
alimentos como ração grãos e vegetais, no ar e água
ou objetos expostos, feno, silagem e adubo químico.
Eles são resistentes ao calor e à dessecação.
●Hifas hialinas, septadas - diferenciam em estruturas
reprodutivas típicas = conídios
●Colônias de cor branca, azul-esverdeada, amarela,
cores, marrom e negras.
●Crescimento: aeróbios.
● Reprodução assexuada
●Espécie patogênica:
- A, fumigatus: doença em humanos e animais
- A. niger, A. flavus e A. terreus (aflatoxina)
Transmissão
Através da inalação dos esporos, podendo também
ser através da ingestão de alimentos contaminados.
O diagnóstico é feito por exames de radiografia (pois
ele gera uma massa fúngica no pulmão), escarro e
diagnóstico de sangue.
Aspergilose
Aspergiloma: Forma crônica da doença, pode ser
assintomática ou expectoração. Pode gerar um
processo inflamatório.
Manifestação: tosse, perda de peso, dispneia, fadiga e
ou presença de hemoptise.
A fixação dos fungos na cavidade pulmonar gera
uma lesão tecidual. Nessa lesão encontra elementos
miceliais vivos e mortos, células inflamatória, fibrina,
muco, componentes do sangue, componentes do
epitélio em degradação.
Diagnóstico histológico: prata-metenamina ou PAS-
invasão pelas hifas.
Fatores de virulência
● Adesinas: proteínas de superfície (de conídios e de
hifas): galactosamina galactano - que se ligam às
proteínas da matriz extracelular (colágeno,
fibronectina, fibrinogênio e laminina). Permite que o
fungo possa aderir à célula do hospedeiro.
Função: mascarar o PAMP, inibir a quimiotaxia PMN
●Parede celular: exibe um PAMP que é reconhecido
por receptores toll-like na superfície de macrófagos
hospedeiros, assim, ocorre a indução de secreção de
citocinas inflamatórias.
● Enzimas extracelulares: elastase, proteases e
fosfolipases - reduzem os efeitos dos radicais
peróxidos produzidos pelas células fagocíticas.
● Aquisição de ferro: sideróforos hidroxamatos -
aquisição de ferro das proteínas ligadoras de ferro
(transferrina e lactoferrina).
- Fusarinina e traiacetilfulsarina C: absorsão
do ferro das proteínas ligadoras de ferro do
hospedeiro
- Ferrocromo - armazenamento do ferro tanto
na hifa e conídio.
-
● Pigmento (melanina) - inibe a ação de radicais livres
Gliotoxina: inibe a atividade de cílios e a fagocitose por
macrófagos
Infecção em humanos:
●Sinusite ou pneumonia por inalação
●enfermidade cutânea após trauma ou contaminação
● queimaduras: meio de infecção secundária
● doença disseminada por via hematogênica
● Mucormicose rinocerebral: doença fatal
Aspergilose bovina ………………………………………………………………………
● Mastite: inoculação intramamária, abcessos no
úbere
● Infecções intra uterinas: via hematogênica -
placentite: aborto no final da gestação.
Aspergilose aviária ………………………… v…………… ………………
● Inalação de esporos ambientais, foco primário
pulmonar e disseminação hematogênica.
● Gera distúrbios comportamentais e respiração
ofegante;
● Pode gerar formação de granulomas caseosos nos
sacos aéreos.
Ceratomicose equinos …………………………………………………………………
● A partir de lesão da córnea
● Sinais respiratórios indica aspergilose na bolsa
gutural de equinos
Em cães
● Osteomielite
● Aspergilose nasal: espirros e secreções sanguino
purulentas
● Cães de conformação craniana dolica e
mesocefálica tem predisposição.
Diagnóstico
● Exame direto: esfregaço com coloração
● Cultura: Ágar dextrose sabouraud
● Teste sorológico: detecção de anticorpos no soro do
animal. - Imunoenzimático indireta (ELIZA)
● PCR
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Sporothrix schenckii
Taxonomia
● Ascomycota - características moleculares e
morfológica
● Fase teleomórfica de S. schenkii - rDNA 18s -
ophiostoma sentonoceras
● Variação nas sequências de genes (codifica:
calmodulina, quitina cinase e b- tubulina)
- complexo sporothrix
● Sporothrix chilensis
● Micoses subcutáneas profundas
● Fungo - saprófita > vegetal em decomposição
● Dimórfico > micelial (22º a 28ºC) e levedura (35 a
37ºC). Importante para fixação no ambiente e
organismo do hospedeiro.
- substrato, atmosfera e a temperatura de
incubaçãosão condições que auxiliam no
dimorfismo do fungo
● Reservatórios naturais: matéria orgânica e solo
Distribuição
Micose cosmopolita - presente em vários lugares
principalmente em regiões tropicais e subtropicais.
Micelial
Presente no meio ambiente, aparência membranosa
com superfície enrugada, coloração clara e
pigmentação escura ou acinzentada.
- Hifas delgadas, septadas, hialinas,
ramificações com conidióforos.
Levedura
Tecidos ou meio riscos a 37º
Forma fusiforme a ovóide com 2,5 a 5 mm
Complexo sporothrix
Desenvolvimento em ph diverso
- micelial - 3 a 12
- levedura - 2,4 a 9,5
Temperatura ótima de crescimento = 30ºc a 37ºC
Transmissão
Contato com uma ferida infectada ou exsudatos de
um gato infectado
Infecção por inalação ou ingestão - extra-cutânea.
Zoonoses
Gatos são responsáveis pela transmissão zoonótica
para humanos por causa do número alto de
organismos sporothrix encontrados nos nódulos.
● Isolamento na unha
●Animais infectados transmitem a doença por
mordedura e arranhadura.
Transmissão “doença do jardineiro”
●Contato traumático (graveto, espinho de flores, etc..)
● Ferimento por perfuração traumática
Depende do estado imunológico do paciente e
carga microbiana.
Fatores de virulência
Adesinas ligantes de fibronectinas: (realiza a
capacidade de adesão na forma patogênica) - fungos
+ cel. epiteliais.
Enzima:
- Proteinases - S. schenkii produz duas
proteases I e II. A importância dessas enzimas
na patogênese da esporotricose não é
conhecida. Hidrólise das células do estrato
córneo humano 3
-
Termotolerância: inibição a partir de 40
Parede celular:
- Lipídio - a porção lipídica S. schenckii a
fagocitose por monócitos e macrófagos
Melanina - inibidor de radicais livres nos
fagolisossomos
- fator de resistência a condições desfavoráveis
no ambiente (micelial)
- Diminuição na eficácia de terbinafina
- Aumenta a resistencia a agocitose por
macrofagos
-
Ácidos siálicos - inibem a captação de S. schenckii
pelas células fagociticas
- direciona as proteínas do S.C, mais para a via
degradação que para a produção de
fragmentos e opsonização efetivos de
anafilatoxinas.
Dimorfismo: queda na expressão de B (1,3)-glucana,
aumento da expressão de a(1-3)-glucana = correlação
com a virulência
Ramnose: [] na P.C de células jovens (4-7 dias),
relação com a patogenicidade de conídios de S.
schenkii
Esporotricose em humanos …………………………………………..
●Lesão inicial: nódulo cutânea ulcerativo
●Canais linfáticos subcutânea = úlceras supurativas
●Raramente, formas disseminadas ocorrem afetando
os ossos, articulações, boca, nariz ou rins
(imunossuprimidos -pode ser letal )
●Osteoarticular - infecção secundária devido a
disseminação hematogênica, inoculação direta
●Esporotricose pulmonar - prognóstico desfavorável
(demora no diagnóstico e fatores coinfecção pelo HIV)
Esporotricose em gatos ……………………………………………..
●Contato com solo, vegetais e brigas
●Lesões nodulares (cabeça e cauda) - necrose
profunda
●Nódulos secundários (urso dos vasos linfáticos) que
ulceram e liberam exsudatos soropurulentos
●Músculos e osso ficam expostos
●Extra-cutâneo - alterações respiratórias
As infecções podem se espalhar para outros locais
da pele
Esporotricose em cães ……………………………………………….
●Lesões cutâneas isoladas ou múltiplas, crostosas e
alopecias (cabeça e tronco)
●Evolução - lceras com exsudato purulento
●Doença disseminada = rara
●Sistema respiratório - mais acometido
Esporotricose em equinos ……………………………………..
●Esporotricose linfocutânea (+ comum)
●Nódulos ulceram e liberam exsudato amarelado
Amostra para exame direto
Swab
●Lesões cutâneas: cavidade nasal, lesões exsudativas
●Aspiração de abcessos não ulcerados: purulento ou
seropurulento
●Fragmento de lesões: em formol a 10% ou solução
salina.
Exame direto
- Esfregaço: coloração de gram, panótico e
fucsina simples
- Estruturas leveduriformes
- Interior de macrofagos e neutrofios ou
extracelularmente
-
Difícil visualização em humanos e em outras
espécies de animais.
Exame histopatológico
Coloração de rotina: hematoxilina e eosina
- inespecífica: evidencia outros agente e
protozoários
Isolamento
Forma micelial
● Ágar sabouraud + cloranfenicol
●5 a 7 dias entre 25 a 30ºC
●Colônias de cor branca: cresce rapidamente
tornando-se negras ou marrons, rugosas e dura
●Conídios em forma e peras agrupados ao redor dos
conidióforos
Leveduriforme
●Ágar infusão cérebro coração +5% sangue
●Ágar sangue +5%
●Ágar BHI
●3 semanas a 37ºC
●Colônias de cor creme a castanho claro
Identificação da espécie.
Assimilação sacarose e rafinos: Capacidade de uma
levedura apresenta de crescer aerobicamente na
presença e determinado carboidrato, fornecido como
uma fonte de carbono
Detecção molecular: Amplificação e seguimento de
genes fúngicos
- 28s rRNA
- Gene CAL
Tratamento
●Animais - iodeto de sódio (via oral)
●Cetoconazol (> caninos) e itraconazol pode ser
usado
●Humanos = anfotericina B (forma disseminada,
osteoarticular, sistêmica do SNC).
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Histoplasma capsulatum
Características
Fungo saprófita
- reservatório natural: solo rico em nitrogênio
- Microambientes: cavernas, construções
abandonadas, galinheiros, árvores
Dimorfismo
- Micelial = 25ºC a 30ºC
- Levedura = 37 ºC
Morfologia
Fase Micelial
Tipo A (albino)
- coloração branca a bege-clara
- algodoada
- Pouco propágulo
Tipo B (brown)
- Pouco filamentoso
● Hifas septadas
● Hialinas
● Macroconídeos “tubculados”
● Microconídios “esférico a piriformes”
Levedura
● Colônia úmida
● Coloração branco-amarelada
● Rugosas e/ou lisas
● Células ovais unibrotantes de 2 a 4 Mm
Transmissão
O contágio se dá por via respiratória, quando
micrósporos se soltam do Histoplasma capsulatum e,
absorvidos pelas vias aéreas, penetram no organismo
do hospedeiro e se instalam nos alvéolos pulmonares,
que inflamam.
● Disseminação
- Linfonodo mediastinal
- Sistema fagocícito - mononuclear
-
● Estado de latência dentro das granulomas
● Macrofago
- evita respostas efetoras do hospedeiro
H. capsulatum var. farciminosum
● Infecção instalada em feridas cutâneas
● Oriundos de lesões cutâneas ou exsudato nasal e/ou
ocular de animais infectados
● Fômites: materiais utilizados em escovação ou os
arreios
● Transmissão por artrópodes.
Fatores de virulência
● a- 1,3 - glucana: sobrevivência e replicação do fungo
no pulmão. Bloqueia o reconhecimento da PAMP por
células fagocitárias.
- Regula o nº de leveduras dentro dos fagócitos,
escape do sistema imune e induz a formação
de granuloma
-
● Melanina = inibidor de radicais livres; resistência a
anfotericina B e à caspofungina 3
● Proteínas ligadora de cálcio (Cbp) = multiplicação
em ambiente com baixo teor de cálcio (quelação de
cálcio impede a ação de enzimas lisossomais).
● Antígeno H = estimula a resposta imune mediada por
célula, contra a fase de levedura.
● Aquisição de ferro: produção de sideróforos
hidroxamatos
- remoção do ferro as ptns ligadoras de ferro
-
● Acidificação de fagolisossomo: a diminuição da
ação das enzimas lisossômicas e aumenta o PH. ph de
6 a 6,5 .
●Antígeno M = catalase; sobrevivência da fase de
levedura.
Histoplasmose: formas clínicas
Subclínica
- assintomático principal em pacientes
imunocompetentes
Aguda
- variação de idade, estado imunológico, carga
microbiana
- Crianças e adultos
- Febre alta, cefaléia, tosse seca, mialgia e
astenia, dor retroesternal e insuficiência
respiratória.
-Achados radiológicos: lesões sugestivas
infecção primária ou quadro de pneumonia
intersticial.
A agressiva evolui para óbito entre duas e cinco
semanas.
Disseminada crônica ……………………………………………… ... ....
Lesões nas vias respiratórias e digestivas superiores
● Não comprometimento pulmonar
- Evolução lenta acompanhada de febre baixa e
intermitente, astenia e emagrecimento.
Oportunista ………………………………………………….
Pacientes imunocomprometidos
- Febre, tosse, dispneia, hepatomegalia,
esplenomegalia e anemia
Infiltrado intersticial difuso em exames radiológicos
- Lesões extrapulmonares - fígado, baço,
intestinos, pele, linfonodos.
Histoplasmose em animais
Gatos --------------------------------------
Apresentam-se clinicamente sadio ou desenvolve
doença disseminada
● Fraqueza, letargia, febre, anorexia, emaciação, sinais
oculares
● Sinais respiratórios- crônicos e inespecíficos.
● Lesões granulomatosas em pulmões
● Linfadenomegalia periférica ou visceral,
esplenomegalia e hepatomegalia
● Lesões ósseas
Cães ---------------------
● Inapetência, perda de peso e febre
● Limitados à árvore respiratória: dispneia, tosse e sons
pulmonares anormais
● Disseminada = compromete do TGI
- diarreia do intestino grosso com tenesmo
- Muco e sangue fresco nas fezes.
● Hepatomegalia, linfadenomegalia visceral,
esplenomegalia, icterícia e ascite
● Calcificação pulmonar = histoplasmose pulmonar
inativa
Diagnóstico
Amostra
- exsudato de lesões mucosas
- Pus de qualquer lesões
- Sangue
- medula óssea
- escaro
- material de lavado gástrico, quando não se
obtém escarro
- líquor
-
Exame direto
Giemsa, gram, wright, PAS, prata metenamina de
grocott
Macrófagos, neutrófilos e nos monocitos do sangue
periférico.
Cultura
Fase micelial
- ágar sabouraud dextrose
- Ágar mycosel
- Até 30 dias - 25ºC
- Crescimento micelial branco e macio ou
marrom - camurça
Microconídios e macroconídios: lactofenol azul
algodão, hifas hialinas e septadas.
Fase levedura
- Ágar sangue
- PAgar BHI
- 37º C - 1 semana
- Umidade apropriada
- Coloniais branca-amareladas
Imunológico
Teste intradérmico pelo histoplasmina
- O teste é positivo, com uma induração de
5mm ou mais, após 48 - 72h da
intradermorreação com 0,1 mL antígeno de
histoplasma.
-
Sorológico
● Fixação do complemento - antígeno da fase
levedura
● Imunodifusão dupla - pesquisa de anticorpos
circulantes contra os antígenos M e H
● Radioimunoensaio ou ELISA - deteção e antígeno
histoplasmínico.
Exames radiológicos
- não são específicos.
-
Técnica moléculas
● Genes que codificam o RNA ribossômico
● Genes que codificam a proteína M
Tratamento
A duração do tratamento é variável, dependendo da
gravidade da infecção e da resposta do paciente.
- Anfotericina B - riscos de recaída
- Aplicação de formalina (3%) ou fenol (5%) -
controle ambiental.
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Candida spp.
● Levedura com formação de blastoconídios e
clamidoconídios
● Pode formar pseudo-hifas e hifas verdadeiras
(colabora para invasividade e proliferação ativa no
hospedeiro)
● Habita a mucosa (trato digestivo e genital) da
maioria de mamíferos e aves
● Aeróbio obrigatório;
● Ampla faixa de Ph e temperatura
● Resistente ao congelamento
● Na maioria das vezes a contaminação é endógena
(microbiota)
● Normalmente acontece imunossuprimidos
● Habitat: trato digestivo anterior (boca-estômago)
● Infecções no trato genital, unha, pele
● Trato respiratório e septicemia podem ocorrer.
A candidíase está vinculada à
● Desequilíbrios imunes e hormonais,
antibioticoterapia, rompimento da barreira epitelial
● Diminuição da resistência do hospedeiro à
colonização ou intensa exposição dos hospedeiros
debilitados
● Deficiência nutricional
● Candidíase mucocutânea crônica.
Fatores de virulência
A patogenicidade é um processo multifatorial que é
regulado por uma rede de fatores de virulência
● Adesinas: Vão se ligar a diferentes receptores do
hospedeiro.
● Produção de hifa verdadeira: esconde a b-glucana
que é reconhecida, assim causando uma deficiência
da indução para síntese de interleucina 12 (citocina)
● Proteinase: invasão do tecido a partir de
degradação das células do hospedeiro.
● Fosfolipase: invasão da mucosa epitelial +
degradação da membrana
● Glicoproteína: semelhante a endotoxina
Transmissão
● Atrito, calor, umidade
● Contato com secreções
● Transmissão vertical (mãe para fetos)
Candidíase cutânea ………………………………………………………………….
Áreas de dobras da pele, representadas por placas
eritematosas e lesões satélites
● Ela pode ser sistêmica - evolui para disseminada.
Candidíase
Aviária: cavidade oral e trato digestivo - placas
pseudomembranosas necróticas emetrial caseoso -
dificulta a deglutição e respiração
Infecções Gastrointestinais em aves jovem:
- doença caquetizante, gastrointestinal ,
deformação de bico e mortalidade.
-
Potros e Suínos: lesões ulcerativas do trato digestivos
Vacas: mastite
Equinos: infecções intestinais, respiratórias e
septicemia.
Cães e gatos: lesões ulcerativas que não cicatrizam
nas mucosas da cavidade bucal, trato gastrintestinal,
respiratório, geniturinário. Os cães apresentam lesões
em músculos, ossos, ouvidos, pele, trato urinário e em
gatos ocorre infecção urinária e esporadicamente
causa pleurite purulenta
Morfologia de colônia
Diagnóstico
● Swab
● Imprints
● Cortes histológicos
● Microscopia
Ágar Sabouraud + cloranfenicol: Inibe o
crescimento de bactérias
CHROMagar: diagnóstico Liberam compostos
(cromogéneos) de várias cores na sequência da
degradação de enzimas específicas
Cultivo em lâmina: Avaliar a presença de
clamidoconídio
Hidrólise da ureia: avalia a hidrolise da ureia através
da enzima urease
Tubo Germinativo: avaliação de hifa verdadeira
- Teste positivo: filamento fino e cilíndrico,
originado do blastoconídio da levedura, no
qual não se observa nenhuma zona de
constrição, quer na base ou ao longo de sua
extensão.
-
Auxanograma: Capacidade que uma levedura
apresenta de crescer aerobicamente na presença de
determinado carboidrato, fornecido como uma fonte
de carbono
Zimograma
Capacidade que uma levedura de fermentar
carboidrato.
- 48h e 1 semana de incubação a 37ºC.
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Cryptococcus neoformans
● Levedura - basidiomiceto de forma globulosa
● Possui cápsula em sua forma leveduriforme que lhe
confere proteção - fagocitose. Composição da
cápsula: Glucuronoxilomanana (90%), galacto
xilomanana ( 5-8%) e manoproteína (1%).
● Vive em superfícies sujas e empoeiradas
● Excrementos ricos em creatina (excremento de
pombos). Reservatório: Pombos
● Acomete animais e humanos
● Micose de natureza sistêmica oportunista
cresce em meio comuns e em temperatura corporal
ou ambiental
●Colônias acinzentadas e esbranquiçadas, com
aspecto mucóide.
● Composição antigênica de glucuronoxilomanana
● Diferença entre antígenos: fenotípicas, genéticas e
epidemiológicas.
● Sorotipos ( A, B, C, D, AD)
- A: C. neoformans var, grubii
- A, D, AD - C. neoformans var. neoformans
- B e C - C. neoformans var. gattii.
Variedade neoformans e grubii - excretas de pombos,
poeiras, madeira em decomposição em cavidades de
árvores. Zona temperada.
Cryptococcus neoformans, é de carácter oportunista,
cosmopolita, associada à imunossupressão celular.
Cryptococcus gattii, uma infecção primária, de
hospedeiro imunocompetente.
- + virulento e predileção SNC.
Transmissão pela inalação, é respiratória, porém não
é contagiosa.
- Acomete o sistema nervoso central após…
disseminação dos pulmões;
- Baixa imunidade - meningite criptocócica
sintomas: febre e cefaléia, raramente
alteração do nível de consciência
Fatores de virulência
● Cápsula (polissacarídeos) - depleção do sistema
complemento, reduzida resposta de anticorpos,
inibição da migração de leucócitos e da fagocitose.
● Produção de melanina - resistência às células
fúngicas contra ataque das células imunológicas
efetoras
● Atividade urease- fonte de nitrogênio -
sobrevivência no hospedeiro.
● Fosfolipase B1 - aderência ao epitélio pulmonar,
sobrevivência e replicação dentro de macrófagos e
disseminação através do sistema linfático e
hematogênico.
● Manitol - interfer na morte de fagocits pela remoção
de radicais hidroxila - minimiza o ambiente hostil do
interior do fagolisossomo
● Calcineurina A - crescimento a 37ºC em atmosfera
similar a 5% de CO2 e pH 7,3.
Síndromes
Criptococose
1. Gatos: lesões ulcerativas da mucosa do nariz,
boca e seios nasais
- Lesões cutâneas ulcerativas - origem
hematogênicas
- SNC
-
2. Em cães - localização mais comum: SNC
3. Bovinos: mastite com destruição do epitélio
lactífero (infecção por inoculação).
4. Equino: meningite, granulomas nasais e,
ocasionalmente, rinite e pneumonia
granulomatosa. Pode gerar donça intestinl,
endometrite e aborto.
Diagnóstico
● Líquor
● Fragmentos de tecido,
● Aspirados de lesões cutâneas
● Escarros
● Amostras do trato respiratório.
1. Exame direto
Com coloração da amostra com tinta, observa-se o
brotamento e a cápsula.
2. Cultura
● Ágar sabouraud
● Ágar níger: A enzima fenol-oxidase produzida pelo
microorganismo age sobre os compostos di ou poli
fenólicos e forma colônias com pigmentação marrom
mucóides devido a produção de melanina (doce de
leite)
● Ágar uréia: urease hidrolisando a ureia.
3. Auxanograma
Capacidade da levedura crescer aerobicamente na
presença de terminado carboidrato.
4. Zimograma
Capacidade de fermentação de diferentes
carboidratos.
5. Aglutinação em Látex
Observada a presença do antígeno desta levedura.
C. Neoformans XX C. gattii
Para diferenciar pode fazer uma prova C.G.B
(canavanina-glicina- azul de bromotimol - ph de 5,8 )
- única fonte de carbono e nitrogênio
- Incubação a 28ºC - 5 dias.
C. gattii: resistente a L- canavanina (metaboliza em
produtos não tóxicos) - usa glicina, produz amônia -
alteração do PH (alcalinização). Fica azul.
C. neoformans - susceptíveis a L- canavanina - não
usa glicina.
Tratamento
● Fluconazol: anfotericina B, cetoconazol itraconazol,
flucitosina,
● Desinfecção de superfícies com solução de cal
(máscaras)
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Quimioterapia antifúngica
As drogas antifúngicas necessitam de aplicação
clínica adequada.
Classificação dos anti fungos
Natural: antibióticos (produzidos por
microorganismos, que inibem ou matam outros
microorganismos
- Polienos
- Griseofulvina
Sintéticos ou semi- sintéticos: quimioterápicos
(sintetizados em laboratório)
- Flucitosina
- Derivados eólicos
- Alilaminas
- Derivados morfolínicos e outros…
Quanto a atividade:
Fungistática (impede o crescimento) ou fungicida
(mata/lisa diretamente as células).
- direta ou indiretamente (agentes químicos -
característica de modificar a condição local).
Quanto ao espectro
Amplo e restrito
Mecanismo de ação
1. Antifúngicos que atuam na síntese de
parede celular - glicana:
- Equinocandinas (pasogunfina,
micafungina, anidulafungina,
aminocandina). Atua no sistema
enzimática impedindo a síntese da
glicana que constitui a parede celular.
2. Antifúngico que atuam na membrana
plasmática:
- Poliênicos (anfotericina B e Nistatina).
1º mecanismo - se liga ao ergosterol,
forma poros/canais iônicos, que
destroem a integridade osmótica da
membrana e ocorre a perda de
constituintes intracelulares. 2º
mecanismo - geração de uma cascata
de reações oxidativas desencadeada
pela oxidação da própria anfotericina
B - dano direto > fungicida
- Azóis (imidazóis e triazóis): vão inibir a
enzima lanosterol 14- a- demetilase e
inibidas, não ocorre a síntese de
ergosterol, constituinte da membrana.
- Alilaminas (terbinafina, butenafina):
acúmulo de esqualeno no citoplasma e
falta de ergosterol nas membranas
3. Antifúngicos que atuam na inibição da
mitose:
- (griseofulvina): interação com os
microtúbulos que inibe a mitose
4. Antifúngicos que atuam na síntese do Ác
nucleico
- Flucitosina: atua como antimetabólito,
análogo da pirimidina fluorada (base
do DNA). Ele é semelhante a citosina, a
única diferença é que ele possui um
flúor no carbono 5 do anel.
A flucitosina entra na célula fúngica através de uma
enzima (permease citosina), quando entra é
desanimada pela citosina desaminase. Logo, tornando
-se 5-fluorouracil que é convertido em 5- fluoro desoxi
uridina monofosfato que compete com o monofosfato
de desoxiuridina, a timidilato sintase, que impede a
síntese de DNA e proteína.
Ou, a 5-fluorouracil pode ser convertido em ácido 5-
fluoruridilico, que compete com a uracila na síntese do
RNA formando um RNA defeituoso.
Resistência antifúngica
Resistência aos azóis:
1. mutação no Gene (ERG 11) codifica a
enzima-alvo lansterol 14-a-demetilase, assim
diminui a afinidade.
2. superexressão de ERG11 resulta na
superprodução da enzima-alvo, necessitando
maiores concentrações do medicamento
dentro da célula.
3. A indução da expressão de genes da principal
bomba de efluxo do tipo facilitador (MDR) -
expulsa o fármaco de dentro da célula para
fora
Resistência aos poliênicos
Diminuição da quantidade de ergosterol dentro da
membrana, gera o acúmulo de outro esterol, diferente
de ergosterol, com baixa afinidade pelos poliênicos -
fitoesterol. Assim ocorre o mascaramento de
ergosterol nas membranas celulares - pede a ligação
de moléculas o antifúngico no ergosterol.
Resistência a flucitosina
1. Captação diminuída do medicamento (perda
da atividade da permease).2. Perda da atividade enzimática da citosina
desaminase
3. Perda da capacidade de converter a 5-FU em
5-FdUMP
4. Alteram ou aumentam os níveis e timidilato
sintase que interfere na ligação do constituinte
nela, fazendo com que ocorra a síntese de
DNA e proteína normalmente
Resistência à equinocandinas
Mutação no gene fsk1 e fks2 - genes que codificam
proteína integral de membrana que atuam no
complexo enzimático da síntese da glicana.
Resistência às alilaminas
Bomba de fluxo a multimedicmentos CDR1.
Falhas terapêuticas não parecem resultar da
resistência.
Testes de suscetibilidade
● Fornecem uma estimativa confiável da atividade dos
fármacos contra o organismo
● Correlação com a atividade antifúngica in vivo
● Monitoramento de resistência entre uma população
normal susceptível
● Avaliação de novas drogas antifúngicas
● Métodos qualitativos e quantitativo -CLSI
Teste qualitativo - antifungigrama
1. Fazer o isolamento fúngico em uma placa com o
meio de cultura e a partir dali pega umas 5 colônias de
fungos e suspende na suspensão fúngica salina (1 x
10^6 UFC/ml).
2. A suspensão vai adicionar em uma placa de ágar
muller- hinton, pega um swab e espalhe a suspensão
em 3 diferentes direções.
3. Com isso, coloca discos de papel filtro com os
antifúngicos e vai incubar (levar para estufa -
geralmente 16hrs À 27º). Ao retirar vai observar um
halo que será medido por uma régua e observar se foi
resistente ou sensível. A leitura ocorre de acordo com
uma tabela.
Teste quantitativa -E-test
Determina a concentração mínima inibitória (CIM).
Exemplo põe a concentração em uma fita em um
gradiente de concentração do antifúngicos,
Teste quantitativo - Diluição em caldo
● Leveduras - documento m27-s44
● Filamentoso - documento m38-A2
● ;CIM - inibição do crescimento fúngico.
Translúcido - o fungo não cresceu naquela
concentração
Como minimizar a seleção de cepas resistentes?
● Evitar o uso indiscriminado e antifúngicos
● Diagnóstico correto
● Tratamento adequado
● Utilizar dosagens adequadas e suficientes
● Mudar tão lo de antifúngico quando se observa que
o fungo possui sinais de resistência
● Fazer teste de susceptibilidade à droga quando
necessário.
micotoxinas
São metabólitos tóxicos secundários que são
produzidos por alguns fungos filamentosos.
● Importância em produtos agroalimentares
● Segurança sanitária de alimentos: aflatoxina,
Ocratoxina A, Fumonisina, Patulina, Zearalenona e
Deoxinivalenol (maiores micotoxinas)
Produção de micotoxinas pelos fungos
1. Leg: fase inicial de crescimento, quando o
microrganismo tem contato como ambiente
2. Log: fase de crescimento exponencial do
microrganismo
3. Estacionária: mesmo nº de microrganismo
que cresce é o mesmo que morre. Ocorre
alteração de ph, diminuição de nutriente
4. Morte: não há condições ambientais para o
crescimento e desenvolvimento do
microrganismo
A produção das micotoxinas é no final da fase
estacionária.
Fases de produção de alimentos até o consumo
humano
Deve haver cuidados na pré e pós colheita pois há
fungos que são patógenos de plantas
Micotoxinas em alimentos
- Grãos e rações (constantemente
contaminados)
Fatores que favorecem a contaminação: ambientais
como umidade do substrato, temperatura do
ambiente, métodos de processamento, produção e
armazenamento, tipo de alimento, fisiologia e
bioquímica do fungo.
Exposição
Efeitos agudos e crônicos (micotoxicose)
● Dor abdominal
● Dor de cabeça
● Náusea
● Vômito
● Diarreia
● Tontura
Transmissão por: inalação, ingestão, contato.
Não é transmitida de pessoa para pessoa.
A toxicidade depende de:
1. Quantidade ingerida
2. Tempo e via de exposição
3. Possíveis sinergias toxicológica
4. Idade
5. Sexo
6. Estado fisiológico
As micotoxinas podem ser carcinogênicas,
mutagênicas, teratogênicas, citotóxicas, neurotóxicas,
nefrotóxicas, estrogênicas, imunossupressoras.
Principais fungos
Aflatoxina (Aspergillus spp.) ……………………………….
Existem 4 aflatoxinas:
- B1, B2 : fluorescência azul violeta
- G1, G2 : fluorescência azul esverdeada
Carcinogênica - Classe 1 (IARC): B1
É biotransformada no fígado. Também pode ser
transformada em aflatoxina M1 e M2 que são
metabólitos hidroxilados das aflatoxinas B1 e B2.
A ingestão acomete o fígado, é hepatotóxico e a
absorção ocorre pelo trato gastrointestinal.
B1 tem capacidade de realizar ligação a ácidos
nucleicos e nucleoproteínas, causando alterações
genéticas também.
Afla - Aves
São acometidas em aves, ocorre aumento do fígado,
baço e rins e atrofia da bursa de fabricius e timo,
gerando uma imunossupressão.
Fígado:
- Coloração amarelada a amarelo - terra
- Friável
- Hemorragias múltiplas
- Deposição de gordura
Afla - bovinos
Já ocorreu prolapso retal, inchaço dos órgãos ,
hemorragias, apatia, anorexia depressão
Afla - suínos
● Danoso ao rim, baço, pâncreas.
● Redução do ganho de peso
● Redução no consumo da ração
● Diarréia
● Fezes com sangue
Em porcas prenhas: anorexia, icterícia, depleção de
linfócitos na área do epitélio germinativo.
Ocratoxina (Penicillium e Aspergillus sppp.) ……. ..
Ocratoxina A, B e C
Carcinogênica: classe 2B (IARC): B
● Aspergillus - climas mais quentes e tropicais
● Penicillium - climas mais temperados
Café, vinho, frutos secos, cereais e seus derivados.
● Molécula moderadamente estável aos
procedimentos
● Ela tem absorção rápida no estômago e lenta no
intestino.
● No sangue ela se liga à albumina
● É nefrotóxica.
OTA- Aves
Análogo à fenilalanina e gera a inibição da síntese de
proteína.
● Inibição enzimática (gliconeogênese) - alteração do
metabolismo de carboidrato
● Diminuição da concentração de glicogênio -
aceleração da decomposição do glicogênio, inibição
do transporte ativo da glicose no fígado, inibição da
glicogênio sintase
Gera perda de peso, redução da conversão
alimentar, diminuição de ovos, danos renais -
depleção renal de albumina - hipoproteinemia e
hipoalbuminemia.
Nefropatia - atrofia e degeneração dos túbulos
proximais e distais + Fibrose intersticial
Efeitos degenerativos no fígado e rim, mudanças
generativo do órgãos linfóides, degeneração e edema
no cérebro, hemorragia musculares e adenocarcinoma
OTA- suínos
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MICOTOXINAS
Fumonisinas ………………………………………………………………………………………
Fusarium verticillioides, F. proliferatum e F.
moniliforme.
Encontrado em: Milho e sorgo
●Fígado e rim - retêm a maior parte
● Interfere na biossíntese de esfingolipídios e turnover
de esfingosina.
- Inibidores competitivos: esfinganina N-
aciltransferase, Esfingosina N- aciltransferase >
análogas de bases esfingídeos, se ligam
naquela região onde se ligaria a enzima e
promove a desordem.
● São produzidos no R.E
FBS - homens
Carcinogênica - classe 2B (câncer esofágico) e gera
alterações no tubo neural.
● Intoxicação aguda: dor abdominal e diarreia
FBs- Equinos
Leucoencefalomalácia equina
FBs- suínos
Edema pulmonar, hidrotórax, lesões hepáticas,
lesões hiperplásicas na mucosa esofágica.
● Gestante: Desenvolvimento do feto
● Aumento do peso dos pulmões
● Edema pulmonar
● Distúrbios respiratórios
FBs - Aves
Diminuição do peso corporal e da média de ganho de
peso diário
● Aumento do peso do fígado, proventrículo e moela, e
os níveis séricos de cálcio, colesterol e da enzima
aspartato aminotransferase
●Atrofia do timo, hiperplasia biliar e necrose hepática
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Zearalenona ………………………………………………………………………………………..
F. gramminearum. F. culmorum F. cerealis. F,
esquiseti. F. crookwellense. F. semitectum
● Micotoxina estrogénica não esteróide
● Lactona e ácido fenólico resorcílico
● Fluorescência azul
● Encontrada em: milho, aveia, centeio, cevada,
arroz e trigo. Culturas de inverno.
● Metabolização no fígado.
Mecanismo de ação: é transportada através da
membrana e compete com o hormônio (17B-
estradiol) e se liga a receptores citosólicos, formando
um complexo ZEA-E-2R que se ligam a receptores
nucleares E2 e altera a síntese de mRNA.
● Geram efeitos anabólicos e estrogênicos.
Zea- humanos
Nascimento de bebês prematuros: telarca prematura e
puberca precoce. Aumento da mama na pré
puberdade em meninos e pseudopuberdade nas
meninas.
Zea- suínos
● Edema da vulva, do útero e dos mamilos.
● Prolapso vaginal e infertilidade
● Maior secreção das células endometriais, síntese das
proteínas uterinas, peso do trato reprodutivo
● Pseudogestação
● Leitões natimortos
● Machos: atrofia testicular, hipertrofia de glândulas
mamárias, edema do prepucio, diminuição da libida, e
feminização.
Zea- bovinos
● Hiperestrogenismo, redução de fertilidade e repetição
de cio.
● Secreção vaginal, edema de glândula mamária, vulva
e útero. Morte embrionária e aborto.
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Desoxinivalenol ……………………………………………………………………
F. graminearum e F. culmorum
●Tricoteceno classe B
●Vomitoxina - consumo por suínos
●Neurotoxina: teratogênica e imunossupressora
● Encontrada em: cereais, trigo, centeio, aeia,
cevada, milho e arroz.
● Rápida absorção e distribuição no organismo. O
fígado é o primeiro órgão afetado após absorção,
seguido do rim, baço, coração e cérebro.
Ação: Inibição da síntese proteica - peptidil transferase.
- Interfere no alongamento/terminação da
síntese
Baixa dosagens > estresse ribotóxico - ativa as vias de
sinalização das mitogen activated protein kinases
(MAPKs)
- Maior índice apoptótico
- Interferência na fosforilação - transcrição de
mRNA e tradução
Maiores dosagens ativa o p38 e faz a inibição da
síntese protéica.
No sistema nervoso leva alteração do a.a tpr que atua
na síntese de serotonina, e, quanto mais serotonina no
sistema nervoso, gera uma anorexia.
- Menor status imunitário - inibição da síntese
proteica e levando a depleção dos folículos
linfóides.
Don- homens
Agudo - Náusea, vômito, diarreia, dor abdominal,
perda de peso, dor de cabeça, tontura e febre,
imunossupressão.
Don- suínos
● Perda da função da parede intestinal - decréscimo da
expressão da proteína claudina-4.
● Menor ganho de peso
● Menor taxa de síntese de albumina e linfócitos
● Alterações reprodutivas - menor oócitos e embriões
Imunotóxico: Inibidor de síntese proteica, quebras de
ingestão e de produção, menor gordura do leite, maior
contagem de células somáticas, alterações
metabólicas e imunodepressão.
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Malassezia spp
● Lipofílicas
● Lipodependentes
● Organismos pleomórfico
● Células globosas ou elipsóides
● Brotamento único “colarete”
● Parede celular espessa, com várias camadas
● Reprodução assexuada
● Aeróbias
● Não ferramentas
● Urease-positivos
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1. Furfur
● Branco-fosco textura cremosa
● Formas e tamanhos variáveis
● Cilíndricas
● Ovais e esféricas
● Crescimento de 37ºC a 41ºC
● pH alto
Pachydermatis
● Cor creme, com textura macia
● Células ovais pequenas
● Crescimento exacerbado quando se adiciona lipídio
ao meio de cultura
● Tº ideal é de 37ºC
● Zoofílica
Globosa
● Colônias elevadas, dobradas, rugosas, ásperas e
quebradiças
● Amarela clara
● Forma esférica
● Produz filamentos curtos
● Crescimento é limitado a 37ºC
Importância
Homem: Pitiríase versicolor, uma micose superficial
Transmissão: infecções em caso de alimentação
parental com lipídios.
Animais:
● Otites com secreção escura e odor intenso
● Eritemas cutâneos geralmente com ou sem
exsudação
● Prurido, hiperpigmentação, crostas, escamas secas
ou úmidas
● Foliculites
● Infecções ungueais
● Dermatites localizadas com ou sem alopécia
Transmissão: doença iatrogênica na transmissão da
levedura de um cão com otite externa a um paciente
humano
Patogenia
● Depende da idade, sexo, raça, predisposição genética
e fatores geoclimáticos.
● Má nutrição, avitaminoses gravidez, diabetes,
corticoterapia prolongada, terapia parental,
contraceptivo oral e imunodeficiência > fatores que
favorecem
Máculas
- Hipocrômica: pouca pigmentação, acúmulo
de sub. lipídica símile na camada córnea -
bloqueia a penetração da luz ultravioleta
- Hipercrômica: aumento das melanossomas
Fatores de virulência
- Fosfolipase: produção de metabólitos do
ácido araquidônico - inflamação cutânea com
resposta inflamatória.
- Melanina: capacidade de colonização e
aumento da sobrevivência sobre ou dentro do
hospedeiro.
- Urease: fonte de nitrogênio.
- Protease: mediação do catabolismo de
proteína - degradação de alvos proteicas
específicos: aquisição de nutrientes e
aderência a superfície da pele.
- Biofilme: adesão a células epiteliais.
Manifestação clínica
● Micose superficial
● Máculas e/ou prurido
● Conhecida como micose da praia ou pano branco
● Não contagiosa
● Maioria assintomática
Em animais:
M. pachydermatis
● Pele de condutos da orelha externa de cães, gatos e
equinos
- Devon rex, possui naturalmente um número
mais elevado de fungos malassezia spp.
Predisposição do animal, alterações no microambiente
e nas defesas do animal, microambiente da pele ou
conduto auditivo ricos em lipídios e desordens
imunológicas tornam os animais mais susceptíveis.
O microambiente pode ser alterado por: excessiva
produção de gordura, diminuição da qualidade da
gordura, aumento da umidade, rachaduras na
superfície epidérmica, doenças que levem a
inflamaçãocutânea e alterem a produção de gordura
Cães: Lesões dermatológicas localizadas ou
generalizadas em ambiente relativamente quente e
úmido da pele. Leva o prurido e o odor intenso.
- Dermatite localizada: focinho, rosto e orelhas e
área ventral e membros. Ligeiramente
amareladas a acinzentadas
Gatos: com pele oleosa e problemas de ouvidos,
diabetes, câncer e vírus imunodeficiência felino são
mais susceptíveis.
Equino: em um tennessee walking horse foi visto
alopecia difusa, não inflamatória, sem exudato ou
crosta
Diagnóstico laboratorial
● Lâmpada de wood - fluorescência
- U 360mm
- Metabólitos pityrialactona
- Verde-amarelada
● Raspagem da lesão
● Fita durex
● Swab.
● Isolamento
- meio dixon (contém ácido. oleico e glicerol)
- Ágar sabouraud (azeite de oliva, cloranfenicol ,
cicloheximida
- 35º a 37º de 3 a 6 dias.
● Esculina
- hidrólise da esculina > esculetina + glicose. A
esculetina
● Catalase
- quebra do peróxido de hidrogênio em O2 e
água.
● Assimilação do tween 20, 40, 60 e 80
- surfactante não iônico, ésteres de ác. gracos
de polioxietileno sorbitol
- positivo - zona de precipitação
- em ágar sabouraud
Tratamento
Uso tópico: nistatina, clotrimazol e miconazol
Shampoo: iconazol + clorexidina
Sistêmico
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