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AD1 – 2023.2 – LEGISLAÇÃO COMERCIAL CURSO DE ADMNJISTRAÇÃO CEDERJ PROFª. DEBORA LACS SICHEL GABRIELE DAMASCENO SIMÕES – 21115060010 1. Na elaboração do projeto de estatuto de uma companhia em constituição, você foi consultado(a) sobre a formação da denominação quanto aos aspectos da inserção do objeto social e da possibilidade de emprego do aditivo companhia. Sobre tais aspectos, responda aos itens a seguir. A) É necessário que a denominação contenha a indicação do objeto da companhia, seja ela composta por nome patronímico ou por nome de fantasia? Justifique. R: Não. É facultativo a indicação do objeto da companhia na formação da denominação, seja ela composta por nome patronímico ou por nome de fantasia. Tal concepção está previsto como fundamento no Código Civil. B) O aditivo companhia é de emprego obrigatório na denominação e pode ser empregado no início ou ao final dela? Justifique. R: Não. A denominação pode ser composta seja pelo aditivo de companhia seja como sociedade anônima, sendo desnecessário o emprego do aditivo companhia ao final. 2. João Claudio Cunha exerce o comércio de equipamentos eletrônicos, por meio de estabelecimento instalado no Centro da cidade de Sumidouro. Observe-se que João Claudio não se registrou como empresário perante a Junta Comercial. Com base nesse cenário, responda: A) São válidos os negócios jurídicos de compra e venda realizados por João Claudio no curso de sua atividade? R: Sim, os atos são validos. B) Quais os principais efeitos da ausência de registro de João Claudio como empresário? R: A ausência de registro não retira a capacidade ou qualidade de empresário próprios da irregularidade do exercício da atividade. 3. Considerando-se a atividade de escritor como profissão intelectual de natureza literária, o escritor que se torna dono de uma editora de livros para preparatório de concursos, ainda que escreva para essa nessa mesma editora, é empresário? Por quê? R: Sim, nessa situação, a prática da profissão intelectual deixa de ter o papel principal no empreendimento, transformando-se em apenas um componente secundário de uma atividade economicamente estruturada através da coordenação de vários outros elementos de produção: emprego de trabalhadores, estabelecimento e legalização de uma marca, seleção de um local comercial. 4. Andrea Feliciana, titular de uma conta bancária em instituição de grande porte, foi a uma mercearia e comprou alguns produtos para consumo de sua família. Pagou a compra com cartão de débito automático. Em casa, reparou que o nome que constava na nota fiscal era ASSOMBRO COMESTÍVEIS LTDA, não era o mesmo que constava no comprovante de pagamento de sua compra, CASAS FONTOURA, contudo o endereço do estabelecimento era o mesmo em ambos os comprovantes. Como se explica o nome que consta na nota fiscal não ser igual ao nome constante no comprovante de pagamento? R: Uma das possíveis explicações é a presença de um nome fantasia. Muitas empresas utilizam um nome fantasia para fins comerciais e de marketing, que pode ser diferente do nome oficial registrado da empresa. No exemplo dado, "Casas Fontoura" pode ser o nome fantasia da empresa "Assombro Comestíveis Ltda". Outra possível razão é a diferença na razão social. A razão social é o nome legalmente registrado da empresa, usado para fins oficiais e jurídicos. No caso apresentado, "Assombro Comestíveis Ltda" pode ser a razão social da empresa, o nome registrado na Junta Comercial ou órgão equivalente. Além disso, pode ter ocorrido uma divergência cadastral entre o nome oficial da empresa e o nome no recibo de pagamento. Essa inconsistência pode surgir de uma atualização recente no nome da empresa ou de alguma mudança que ainda não tenha sido atualizada em todos os documentos. Independente da razão, é importante compreender que a diferença entre o nome na nota fiscal e no comprovante de pagamento não anula a validade da compra feita por Andrea Feliciana. O que realmente importa é que o endereço do estabelecimento seja idêntico em ambos os documentos, indicando que a compra foi efetuada no mesmo local. 5. Paissandu Alimentos em Conserva Ltda. é titular da marca de produto Geist registrada, em 2012, no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), nas classes 29 (azeitonas em conserva) da Classificação Internacional de Marcas de Nice. O registro da marca expirou em 30 de setembro de 2022, mas a sociedade empresária continuou empregando a marca no produto indicado na classe acima, tendo solicitado a prorrogação ao INPI, em 28 de novembro de 2022, com pagamento de retribuição adicional. Sobre a hipótese apresentada, responda aos itens a seguir. A) Considerando-se que o pedido de prorrogação foi feito após a expiração do registro da marca, o titular da marca poderia ainda requerer a prorrogação do registro? R: Sim, de acordo com a Lei de Propriedade Industrial (Lei 9.279), o detentor do registro tem a possibilidade de solicitar a extensão do registro até 6 meses após o término da sua validade, mediante um pagamento adicional (conforme artigo 133, parágrafo 2º). Portanto, é importante notar que a expiração do registro, por si só, não implica na perda dos direitos associados à marca registrada. B) Como administrador de uma sociedade que recebeu por instrumento particular a cessão de registro da marca Geist, em 20 de outubro de 2022, como opinaria sobre a validade desse negócio jurídico? R: A transferência dos direitos da marca para terceiros é permitida desde que os requisitos de registro sejam cumpridos, conforme estabelece o artigo 134 da Lei 9.279. No entanto, a transferência só será oficialmente registrada se o registro da marca estiver em situação regular. Dado que a transferência ocorreu em outubro, após a expiração do registro e antes da solicitação de prorrogação, o contrato de transferência não tem validade. Após a extensão dos direitos de marca, um novo contrato de transferência deve ser celebrado e, então, o pedido de registro correspondente deve ser submetido ao INPI para ser oficialmente reconhecido. 6. A empresária Zenilda Thomé Aguiar foi interditada por decisão judicial no curso do exercício da empresa, no entanto foi concedida autorização para seu prosseguimento. A sentença de interdição nomeou como curadora a senhora Amparo Boa Ventura, que exerce o cargo de juíza de direito. Com base nessas informações, responda aos itens a seguir. A) A quem caberá a administração da empresa antes exercida Zenilda Thomé Aguiar? R: A administração da empresa antes exercida por Zenilda Thomé Aguiar caberá à senhora Amparo Boa Ventura, que foi nomeada curadora pela sentença de interdição. A curadora terá a responsabilidade de gerir os assuntos relacionados à empresa em nome de Zenilda Thomé Aguiar, garantindo o cumprimento das decisões judiciais e a condução adequada dos negócios. B) A quem caberá o uso da nova firma individual? R: O uso da nova firma virtual caberá à senhora Amparo Boa Ventura, a curadora designada na sentença de interdição. Ela terá a autoridade legal para representar a empresa e tomar decisões relacionadas ao uso da nova firma virtual, seguindo as orientações legais e judiciais estabelecidas no contexto da interdição de Zenilda Thomé Aguiar.