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Clínica deClínica de
ruminantesruminantes
IIII
Afecções de pele
 Papel do Fungo Pithomyces chartarum
Prolifera na espécie Brachiaria decumbens, uma forrageira trazida ao
Brasil no período colonial.
Ao ser ingerido pelos bovinos, o fungo causa fotossensibilização, uma
reação cutânea à luz solar.
Fotossensibilização em BovinosFotossensibilização em Bovinos
Causada pelo Fungo PithomycesCausada pelo Fungo Pithomyces
chartarum em Brachiaria decumbenschartarum em Brachiaria decumbens
 MECANISMO DE AÇÃO
O fungo ou seus esporos, ingeridos pelos animais,
acumulam-se no fígado, interferindo no metabolismo da
clorofila.
Isso leva à formação da filoeritrina, um agente
fotodinâmico que, ao ser ativado pela luz UV, causa
lesões celulares.
Fotossensibilização - BrachiariaFotossensibilização - Brachiaria
decumbensdecumbens
SINTOMAS CLÍNICOS
Inapetência, prurido, edema,
lacrimejamento e icterícia.
Lesões em áreas de pele menos
pigmentadas ou com pelagem fina
(mucosa nasal, tetos, orelhas, entre
outros).
Evolução para necrose, formação
de crostas e descamação.
Fotossensibilização - BrachiariaFotossensibilização - Brachiaria
decumbensdecumbens
DIAGNÓSTICO
Sinais clínicos e histórico de
ingestão de Brachiaria decumbens
infestada por P. chartarum.
Lesões histopatológicas incluem
hepatite crônica, degeneração
hepática, retenção biliar e
dermatite necrótica
Fotossensibilização - BrachiariaFotossensibilização - Brachiaria
decumbensdecumbens
Retirar os animais afetados do sol.
Uso de protetores hepáticos, anti-
histamínicos, pomadas cicatrizantes e
manejo nutricional adequado.
TRATAMENTO
FotosenssibilizaçãoFotosenssibilização
PrevençãoPrevenção
USO DE PASTAGENS
GENETICAMENTE
MELHORADAS PARA
REDUZIR A INCIDÊNCIA DO
FUNGO.
EVITAR O CONSUMO DE
FORRAGEIRAS
CONTAMINADAS.
DermatofiloseDermatofilose
Afecções de pele
Aspectos Gerais
Definição: Dermatite exsudativa e proliferativa causada pela bactéria
Dermatophilus congolensis.
Impacto Econômico: Perdas significativas na bovinocultura, especialmente em
regiões tropicais úmidas.
Caráter Zoonótico: Pode afetar humanos
DermatofiloseDermatofilose
1 2
ETIOLOGIA
Agente: Dermatophilus congolensis
Bactéria Gram-positiva, filamentosa e ramificada, do grupo actinomicetos.
Patógeno anaeróbio facultativo, capnofílico, com melhor crescimento em
microaerofilia.
Produz zoósporos móveis quimioatraídos por CO₂
DermatofiloseDermatofilose
1 2
Exposição a chuvas e umidade excessiva.
Lesões mecânicas, químicas ou causadas por carrapatos.
Situações de estresse (desmame, castração, descorna).
Desnutrição e imunossupressão.
Categorias mais suscetíveis:
Bezerros de 1 a 12 meses.
Vacas no pós-parto, especialmente primíparas.
Dermatofilose -Dermatofilose -
Fatores de riscoFatores de risco
Lesões iniciais: Pápulas
evoluindo para crostas
destacáveis com tufos de
pelos.
Apresentação:
Aguda ou crônica.
Surtos ou casos isolados.
Pode ser localizada ou
generalizada.
Dermatofilose -Dermatofilose -
Características clínicasCaracterísticas clínicas
Dermatofilose -Dermatofilose -
Características clínicasCaracterísticas clínicas
Aparência das lesões iniciais:
Área com pelos emaranhados ou crostas
úmidas.
Quando removidas, deixam a pele vermelha e
exsudativa (liberando líquido).
Evolução das lesões:
Começam como pequenas pápulas (caroços).
Espalham-se pelo corpo e formam crostas
duras com tufos de pelos, parecendo pincéis.
Em casos graves, as lesões podem cobrir
grandes áreas do corpo.
DermatofiDermatofiloselose - Sinais Clínicos - Sinais Clínicos
Locais mais afetados:
Cabeça, pescoço, costas, barbela, membros
inferiores, região perineal, cauda, boca e orelhas.
Outras áreas comuns: inguinal, escroto, úbere e
axilas.
Complicações:
Infecções secundárias, miíases (bicheiras) e
carrapatos agravam as lesões.
Pode levar à morte em casos severos.
Fatores agravantes:
Carrapatos, como o Amblyomma variegatum,
enfraquecem o sistema imunológico, favorecendo a
forma crônica e progressiva da doença.
Como é transmitida?
Contato direto: Entre animais ou com crostas infectadas no ambiente.
Contato indireto:
Carrapatos transmitem a doença.
Banhos de imersão podem espalhar a bactéria, caso a solução esteja
contaminada.
Aves, como o pica-boi, também podem espalhar a infecção.
Pode passar de ovelhas para bois em criações juntas.
Existe chance de transmissão da mãe para o bezerro antes do nascimento.
Dermatofilose - PatogeniaDermatofilose - Patogenia
Como a doença acontece?
Entrada da bactéria:1.
A bactéria entra na pele por feridas, picadas de insetos ou outros machucados.
Às vezes, ela pode usar os poros dos pelos como entrada.
Infecção na pele:2.
A bactéria cresce na pele, causando inflamação e crostas.
Essas crostas caem e espalham a infecção para outros animais, principalmente
com a chuva.
Crosta como fonte de infecção:3.
As crostas têm a bactéria e podem infectar novos animais se não forem
tratadas.
Dermatofilose - PatogeniaDermatofilose - Patogenia
Por que é grave?
Ação da bactéria:
Ela usa enzimas para penetrar na
pele, romper células e se alimentar do
tecido do animal.
As proteínas da bactéria enfraquecem
as defesas naturais da pele.
Carrapatos ajudam a piorar:
A saliva do carrapato enfraquece o
sistema de defesa do boi, facilitando
a infecção.
Dermatofilose - PatogeniaDermatofilose - Patogenia
O que favorece a doença?
Ambientes úmidos e
chuvas constantes.
Presença de
carrapatos.
Animais com feridas
ou pele danificada.
Microscopia: Análise de crostas com coloração (Giemsa, Gram) para observar a
bactéria característica.
Cultura Bacteriana: Isolamento em ágar sangue, mas pode ser dificultado por
contaminantes.
PCR: Método rápido e preciso para identificar o DNA da bactéria.
Sorologia: Pouco usada, aplicada em estudos epidemiológicos.
Imunofluorescência: Método avançado para identificar antígenos diretamente nas
lesões
Dermatofilose - DiagnósticoDermatofilose - Diagnóstico
Isolamento e higiene: Isolar os animais infectados e desinfetar equipamentos para
evitar a disseminação.
Antibióticos sistêmicos:
Penicilina e estreptomicina: Doses diárias por 5 dias (5.000 UI/kg de penicilina e 5
mg/kg de estreptomicina).
Oxitetraciclina: Dose de 20 mg/kg intramuscular a cada 48 horas.
Tratamento tópico: Apenas como complemento ao tratamento sistêmico.
Banhos químicos: Banhos de imersão ou aspersão com sulfato de zinco ou cobre
(0,2%–0,5%) associados a antibióticos sistêmicos.
Dermatofilose - TratamentoDermatofilose - Tratamento
Controle de carrapatos: Principal medida preventiva, reduzindo a incidência da
doença.
Higiene: Limpeza de banheiros de imersão e destruição de fômites contaminados.
Ectoparasiticidas: Uso de produtos como sulfato de alumínio e hexacloreto de
benzeno.
Vacinação: Não há vacina eficaz disponível atualmente.
Manejo reprodutivo: Substituir animais crônicos ou suscetíveis por raças mais
resistentes a carrapatos e à dermatofilose.
Dermatofilose - Controle +Dermatofilose - Controle +
ProfilaxiaProfilaxia
DermatofitoseDermatofitose
Dermatofitose é uma micose cutânea contagiosa causada por fungos
dermatófitos (ex.: Trichophyton, Microsporum, Epidermophyton).
Caracteriza-se por lesões secas, arredondadas, não pruriginosas, que afetam
estruturas queratinizadas (pele, pelos, unhas, cascos, chifres).
Fatores predisponentes: contato direto/indireto, ambiente úmido e quente,
imunossupressão.
DermatofitoseDermatofitose 
Fungos classificados em geofílicos (habitam o solo), zoofílicos (adaptados a
animais), e antropofílicos (adaptados a humanos).
Transmissão ocorre por contato direto (animal-animal/humano) ou por
fômites contaminados.
Dermatofitose - Grupos eDermatofitose - Grupos e
TransmissãoTransmissão
Lesões circulares de alopecia
com descamação e crostas.
Locais comuns: cabeça,
pescoço, ombros e tórax em
cavalos e bovinos.
Prurido geralmente ausente,
mas pode haver invasão
bacteriana secundária
Dermatofitose - SinaisDermatofitose - Sinais
ClínicosClínicos
Dermatofitose - SinaisDermatofitose - Sinais
ClínicosClínicosBaseado em características clínicas, microscopia de pelos infectados e
culturas fúngicas.
Raspados cutâneos são coletados após limpeza da pele para evitar
contaminação.
Dermatofitose - DiagnósticoDermatofitose - Diagnóstico
Tópico: Pomadas à base de iodo, tiabendazol, ou compostos quaternários
de amônia.
Sistêmico: Uso de antifúngicos como griseofulvina ou itraconazol.
Terapia combinada pode ser necessária para casos graves ou rebanhos
inteiros.
Dermatofitose - TratamentoDermatofitose - Tratamento
Isolamento de animais infectados e desinfecção de fômites e ambientes.
Evitar a introdução de animais com dermatofitose sem diagnóstico e
tratamento prévios.
Uso de desinfetantes como hipoclorito de sódio ou compostos fenólicos.
Dermatofitose - Prevenção +Dermatofitose - Prevenção +
ControleControle