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Governança, Riscos e Compliance – Professor Marcio Medeiros Qual a relação da Estratégia com a Gestão e com a Governança? Vídeo 01 Governança Pública - ENAP Vídeos/Aula 01/Vídeo 01 - Governança Pública - ENAP.avi Governança, Riscos e Compliance – Professor Marcio Medeiros Como fazer o elo entre Governança e Gestão? ACORDO DE RESULTADOS Governança, Riscos e Compliance – Professor Marcio Medeiros Art. 3º São princípios da governança pública: I - capacidade de resposta; II - integridade; III - confiabilidade; IV - melhoria regulatória; V - prestação de contas e responsabilidade; e VI - transparência. Decreto 9.203/17 Art. 5º São mecanismos para o exercício da governança pública: I - liderança, que compreende conjunto de práticas ........: a) integridade; b) competência; c) responsabilidade; e d) motivação; II - estratégia, que compreende a definição de diretrizes, objetivos, planos e ações, além de critérios de priorização e alinhamento entre organizações e partes interessadas, para que os serviços e produtos de responsabilidade da organização alcancem o resultado pretendido; e III - controle, que compreende processos estruturados para mitigar os possíveis riscos com vistas ao alcance dos objetivos institucionais e para garantir a execução ordenada, ética, econômica, eficiente e eficaz das atividades da organização, com preservação da legalidade e da economicidade no dispêndio de recursos públicos. Governança, Riscos e Compliance – Professor Marcio Medeiros Portaria 123/2019: institui o Comitê Ministerial de Governança – CMG, e os comitês temáticos. http://www.in.gov.br/materia/-/asset_publisher/Kujrw0TZC2Mb/content/id/68938700 Governança, Riscos e Compliance – Professor Marcio Medeiros 41 “Governança corporativa ou governo das sociedades ou das empresas é o conjunto de processos, costumes, políticas, leis, regulamentos e instituições que regulam a maneira como uma empresa é dirigida, administrada ou controlada. O termo inclui também o estudo sobre as relações entre os diversos atores envolvidos (os stakeholders) e os objetivos pelos quais a empresa se orienta”. Wikipédia “A governança é o sistema e a estrutura de poder que regem os mecanismos através dos quais as companhias são dirigidas e controladas”. Cadbury Committee (1992) Definição sobre Governança https://pt.wikipedia.org/wiki/Stakeholders Governança, Riscos e Compliance – Professor Marcio Medeiros Refere-se ao conjunto de mecanismos de convergência de interesses de atores direta e indiretamente impactados pelas atividades das organizações (SHLEIFER; VISHNY, 1997), mecanismos esses que protegem os investidores externos da expropriação pelos internos (gestores e acionistas controladores) (LA PORTA et al., 2000). Definição sobre Governança Governança, Riscos e Compliance – Professor Marcio Medeiros 43 “A governança corporativa trata do conjunto de leis e regulamentos que visam: a) assegurar os direitos dos acionistas das empresas, controladores e minoritários; b)disponibilizar informações que permitam aos acionistas acompanhar decisões empresariais impactantes, avaliando o quanto elas interferem em seus direitos; c) possibilitar aos diferentes públicos alcançados pelos atos das empresas no emprego de instrumentos que assegurem observância de seus direitos; d)promover a interação dos acionistas, dos conselhos de administração e da direção executiva das empresas”. Monks e Minow (1995) Definição sobre Governança Governança, Riscos e Compliance – Professor Marcio Medeiros 44 “Governança corporativa ou governo das sociedades ou das empresas é o conjunto de processos, costumes, políticas, leis, regulamentos e instituições que regulam a maneira como uma empresa é dirigida, administrada ou controlada. O termo inclui também o estudo sobre as relações entre os diversos atores envolvidos (os stakeholders) e os objetivos pelos quais a empresa se orienta”. Wikipédia “A governança é o sistema e a estrutura de poder que regem os mecanismos através dos quais as companhias são dirigidas e controladas”. Cadbury Committee (1992) Definição sobre Governança https://pt.wikipedia.org/wiki/Stakeholders Governança, Riscos e Compliance – Professor Marcio Medeiros Refere-se ao conjunto de mecanismos de convergência de interesses de atores direta e indiretamente impactados pelas atividades das organizações (SHLEIFER; VISHNY, 1997), mecanismos esses que protegem os investidores externos da expropriação pelos internos (gestores e acionistas controladores) (LA PORTA et al., 2000). Definição sobre Governança Governança, Riscos e Compliance – Professor Marcio Medeiros 46 “A governança corporativa trata do conjunto de leis e regulamentos que visam: a) assegurar os direitos dos acionistas das empresas, controladores e minoritários; b)disponibilizar informações que permitam aos acionistas acompanhar decisões empresariais impactantes, avaliando o quanto elas interferem em seus direitos; c) possibilitar aos diferentes públicos alcançados pelos atos das empresas no emprego de instrumentos que assegurem observância de seus direitos; d)promover a interação dos acionistas, dos conselhos de administração e da direção executiva das empresas”. Monks e Minow (1995) Definição sobre Governança Governança, Riscos e Compliance – Professor Marcio Medeiros 47 “Conjunto de mecanismos pelos quais os fornecedores de recursos garantem que obterão para si o retorno sobre o seu investimento”. Shleifer e Vishny (1997) “Governança corporativa é uma relação entre os stakeholders, a qual é usada para determinar e controlar o desempenho e a direção estratégica das organizações”. Hitt, Ireland e Hoskisson (1999) “Governança corporativa pode ser descrita como mecanismos ou princípios que governam o processo decisório dentro de uma empresa, visando minimizar os problemas de agência”. Carvalho (2002) Definição sobre Governança Governança, Riscos e Compliance – Professor Marcio Medeiros 48 “Governança corporativa pode ser definida como um conjunto de relacionamentos entre a gerência da companhia, seus conselhos, acionistas, e outros stakeholders. Governança corporativa também fornece a estrutura pela qual os objetivos da empresa são estabelecidos, e os meios para atingi-los e o monitoramento da performance são determinados. A boa governança deveria fornecer incentivos específicos para os conselhos e para os gestores na busca dos objetivos que representam os interesses da companhia e dos acionistas, bem como deveria facilitar o efetivo monitoramento do negócio”. OCDE (2004)” Definição sobre Governança Governança, Riscos e Compliance – Professor Marcio Medeiros 49 “Capacidade de controlar o comportamento dos agentes de uma organização, fazendo com que os recursos dessa organização sejam mobilizados e aplicados de forma eficaz e eficiente e sob níveis de risco adequados para o cumprimento da missão e dos objetivos requeridos pelos acionistas e outros participantes relevantes”. Santos (2004) “Conjunto de valores, princípios, propósitos e regras que rege o sistema de poder e os mecanismos de gestão das corporações, buscando a maximização da riqueza dos acionistas e do atendimento dos direitos de outras partes interessadas, minimizando oportunismos conflitantes com este fim”. Andrade e Rosseti (2004). Definição sobre Governança Pública Governança, Riscos e Compliance – Professor Marcio Medeiros 50 “Governança Corporativa é o sistema pelo qual as organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas, envolvendo as práticas e os relacionamentos entre proprietários, conselho de administração, diretoria e órgãos de controle. As boas práticas de Governança Corporativa convertem princípios em recomendações objetivas, alinhando interesses com a finalidade de preservar e otimizar o valor da organização, facilitando seu acesso ao capital e contribuindo para a sua longevidade.” IBGC Definição sobre Governança Pública Governança, Riscos e Compliance – Professor Marcio Medeiros51 Definição sobre Governança Pública Governança pública: pode ser entendida como o sistema que determina o equilíbrio de poder entre os envolvidos — cidadãos, representantes eleitos (governantes), alta administração, gestores e colaboradores — com vistas a permitir que o bem comum prevaleça sobre os interesses de pessoas ou grupos (MATIAS- PEREIRA, 2010, adaptado). Governança no setor público refere-se, portanto, aos mecanismos de avaliação, direção e monitoramento; e às interações entre estruturas, processos e tradições, as quais determinam como cidadãos e outras partes interessadas são ouvidos, como as decisões são tomadas e como o poder e as responsabilidades são exercidos (GRAHN; AMOS; PLUMPTRE, 2003). Preocupa-se, por conseguinte, com a capacidade dos sistemas políticos e administrativos de agir efetiva e decisivamente para resolver problemas públicos (PETERS, 2012). Governança, Riscos e Compliance – Professor Marcio Medeiros 52 Objetivos essenciais da Governança 1. Prover uma estrutura eficiente de incentivos para a administração, visando a maximização de valor da empresa. 2. Estabelecer responsabilidades e outros tipos de salvaguardas para evitar que os acionistas majoritários, membros da diretoria e gestores (insiders) promovam qualquer tipo de expropriação de valor em detrimento dos acionistas minoritários e credores (outsiders) Governança, Riscos e Compliance – Professor Marcio Medeiros 53 Governo Aberto – Vídeo 03 CGU De acordo com a OCDE, para a construção de um governo aberto existem três princípios-chave a serem levados em consideração: Accountability É necessário que existam mecanismos que possibilitem a identificação e responsabilização dos servidores públicos por suas ações. Transparência Disponibilização de informações confiáveis, relevantes e tempestivas sobre as atividades do governo. Participação Social O governo deve escutar os cidadãos e empresas e levar em consideração os seus anseios tanto no desenho quanto na implementação das políticas públicas. Tecnologia e Inovação os governos reconhecem a importância de garantir aos cidadãos o acesso aberto à tecnologia, o papel das novas tecnologias na condução da inovação e a importância da capacitação dos cidadãos para utilizar tecnologias. Vídeos/Aula 01/Vídeo 03 Aula1_Parceria para Governo Aberto - OGP (Open Government Partnership).avi Governança, Riscos e Compliance – Professor Marcio Medeiros Especificamente no que se refere ao setor público, a crise fiscal dos anos 1980 exigiu novo arranjo econômico e político internacional, com a intenção de tornar o Estado mais eficiente. Esse contexto propiciou discutir a governança na esfera pública e resultou no estabelecimento dos princípios básicos que norteiam as boas práticas de governança nas organizações públicas (IFAC, 2001): transparência, integridade e prestação de contas. Governança no Setor Público ✓ Boa governança no setor público -, da International Federation of Accountants – IFAC, publicado em 2001; ✓ Australian National Audit Office - ANAO publicou, em 2003, o Guia de melhores práticas para a governança no setor público, em que ratifica os princípios preconizados pela IFAC e acrescenta outros três: liderança, compromisso e integração. Governança, Riscos e Compliance – Professor Marcio Medeiros Governança no Setor Público Essa tendência de tornar o setor público mais eficiente e ético foi reforçada pela publicação conjunta em 2004 — pelo The Chartered Institute of Public Finance and Accountancy – CIPFA e pelo Office for Public Management Ltd – OPM - do Guia de padrões de boa governança para serviços públicos, cujos seis princípios alinham-se aos já apresentados, com ênfase na eficiência e na eficácia. IFAC, CIPFA, OPM, Independent Commission for Good Governance in Public Services – ICGGPS; o Banco Mundial; e o Institute of Internal Auditors – IIA avaliaram as condições necessárias à melhoria da governança nas organizações públicas e concordaram que, para melhor atender aos interesses da sociedade, é importante garantir o comportamento ético, íntegro, responsável, comprometido e transparente da liderança; controlar a corrupção; implementar efetivamente um código de conduta e de valores éticos; observar e garantir a aderência das organizações às regulamentações, códigos, normas e padrões; garantir a transparência e a efetividade das comunicações; balancear interesses e envolver efetivamente os stakeholders (cidadãos, usuários de serviços, acionistas, iniciativa privada). Governança, Riscos e Compliance – Professor Marcio Medeiros Boa Governança no Setor Público a) garantir a entrega de benefícios econômicos, sociais e ambientais para os cidadãos; b) garantir que a organização seja, e pareça, responsável para com os cidadãos; c) ter clareza acerca de quais são os produtos e serviços efetivamente prestados para cidadãos e usuários, e manter o foco nesse propósito; d) dialogar com e prestar contas à sociedade; e) ser transparente, mantendo a sociedade informada acerca das decisões tomadas e dos riscos envolvidos; f) possuir e utilizar informações de qualidade e mecanismos robustos de apoio às tomadas de decisão; g) garantir a qualidade e a efetividade dos serviços prestados aos cidadãos; h) promover o desenvolvimento contínuo da liderança e dos colaboradores; i) definir claramente processos, papéis, responsabilidades e limites de poder e de autoridade; j) institucionalizar estruturas adequadas de governança; k) selecionar a liderança tendo por base aspectos como conhecimento, habilidades e atitudes (competências individuais); l) avaliar o desempenho e a conformidade da organização e da liderança, mantendo um balanceamento adequado entre eles; m) garantir a existência de um sistema efetivo de gestão de riscos; n) utilizar-se de controles internos para manter os riscos em níveis adequados e aceitáveis; o) controlar as finanças de forma atenta, robusta e responsável; e p) prover aos cidadãos dados e informações de qualidade (confiáveis, tempestivas, relevantes e compreensíveis).