Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

20 de novembro - Dia Nacional da Consciência Negra
O Dia Nacional da Consciência Negra é comemorado em 20 de novembro, dia da morte de Zumbi dos Palmares, e reivindica essa figura histórica como símbolo de resistência.
"Consciência negra é um termo que ganhou notoriedade na década de 1970, no Brasil, em razão da luta de movimentos sociais que atuavam pela igualdade racial, como o Movimento Negro Unido. O termo é, ao mesmo tempo, uma referência e uma homenagem à cultura ancestral do povo de origem africana, que foi trazido à força e duramente escravizado por séculos no Brasil. É o símbolo da luta, da resistência e a consciência de que a negritude não é inferior e que o negro tem seu valor e seu lugar na sociedade."
Resumo sobre o Dia da Consciência Negra
- O Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra é uma data comemorativa que é celebrada no dia 20 de novembro.
- A data comemorativa foi criada por meio da Lei 12.519/2011, sendo um símbolo da luta contra o racismo no Brasil.
- Essa data celebra a resistência de Zumbi dos Palmares e dos africanos escravizados contra a escravidão e se coloca como momento de resistência ao racismo.
- A data é comemorada no dia 20 de novembro por ser o dia em que Zumbi dos Palmares foi assassinado."
1- O que é consciência negra?
Muitas pessoas, erroneamente, dizem que não se deve celebrar a consciência negra, e sim a consciência humana. Isso, no entanto, é uma ideia que pode até ter surgido com boas intenções, mas acabou prestando um desserviço à luta contra o racismo e a favor da igualdade racial. Historicamente a sociedade sustentou-se por meio de uma relação desigual entre pessoas por vários fatores. Os principais fatores de desigualdade são:
gênero;
cor da pele;
sexualidade;
condição socioeconômica.
2- Consciência negra e o Zumbi dos Palmares
Zumbi dos Palmares é tido como uma das maiores personalidades representativas da força e da luta da população negra em nosso país No entanto, a representatividade de Zumbi coloca-o como um herói e une a comunidade negra em prol da defesa de seus valores e de sua cultura.
Zumbi teria liderado por anos o Quilombo dos Palmares, um complexo de quilombos na região da Serra da Barriga. Na época, a região pertencia à Capitania de Pernambuco, sendo atualmente o estado de Alagoas.
Dados apontam que a morte de Zumbi teria ocorrido em 20 de novembro de 1695, em combate e fuga. Daí veio a escolha do dia 20 de novembro como data de celebração do Dia Nacional da Consciência Negra no Brasil.
 3- Quilombo dos Palmares
O Quilombo dos Palmares foi o maior quilombo que existiu na América Latina. Foi construído na região do atual estado de Alagoas e chegou a reunir cerca de 20 mil habitantes. Foi um dos grandes símbolos da resistência dos escravos no Brasil e foi alvo de expedições organizadas por portugueses e holandeses. Foi destruído em 1694 e seu líder, Zumbi, foi morto no ano seguinte em uma emboscada.
4- Dia da Consciência Negra: o esporte no Brasil como espelho do racismo estrutural
- Barbosa teve que conviver com uma pena perpétua após a derrota da seleção em 1950, um dos exemplos dos tempos sombrios da Amarelinha, que chegou a fazer testes em jogadores negros para comprovar capacidade psicológica
O Dia da Consciência Negra aponta para uma reflexão sobre o racismo estrutural que domina a sociedade brasileira. O esporte é um espelhamento dessa cultura, fruto de um processo de colonização que estabeleceu tendências e implementou também um pensamento esportivo que privou a presença dos afrodescendentes. Em 2019, o futebol brasileiro teve um recorde de casos de injúria racial. De acordo com levantamento do Observatório da Discriminação Racial do Futebol, foram registrados 56 casos, doze ocorrências a mais que no ano anterior. 2018, aliás, foi a temporada que detinha a pior marca até então, com 44. Ou seja, um aumento de cerca de 27,2%.
5- Projeto científico de embranquecimento da seleção brasileira 
Em 1921, com o Sul-Americano disputado na Argentina, A CBD, hoje CBF, buscou evitar animosidades com os hermanos, Em 1919, a seleção brasileira disputou um amistoso com a Alviceleste que motivou uma charge racista publicada por um jornal do país vizinho. A caricatura retratava jogadores brasileiros como macacos e ironizava que “os macaquitos já chegaram em terras argentinas”. A charge revoltou parte da equipe brasileira, que decidiu boicotar o jogo Dois anos depois, o presidente da República, Epitácio Pessoa, preocupado com a imagem do país no exterior, teria recomendado à CBD que não levasse jogadores negros. A seleção fracassou no torneio. Mas, em 1922, a CBD resolveu retirar o veto aos jogadores negros, vencendo o Sul-Americano com a presença de jogadores como Tatu, do Corinthians.
As derrotas na Copa do Mundo de 1950 e 1954 atingiram em cheio os jogadores negros da seleção brasileira, acusados de excessivamente temperamentais, imaturos, emocionalmente vulneráveis e, portanto, despreparados psicologicamente para uma competição mundial. Um dos nomes mais atingidos foi o goleiro Barbosa, o bode expiatório da derrota para o Uruguai na Copa de 1950. A CBD, com a chegada de João Havelange, designou ao treinador Feola, em preparação para o Mundial de 1958, o psicólogo João Carvalhaes.
6- Mulheres Negras no esporte
 A história das mulheres no esporte, infelizmente, ainda é muito pouco conhecida. Foram séculos até que elas conquistassem o direito de praticar esportes, outras décadas para conquistarem o direito de disputar Olimpíadas, outros tantos anos para conseguirem o respeito que merecem nas modalidades que praticam. São poucos os nomes que lembramos, assim, de cabeça, e que sabemos contar a história, de onde veio, o que fez, a importância que teve. Se pensarmos em mulheres negras, então, a memória fica ainda mais escassa.
Essas precisaram lutar ainda mais para terem seus nomes reconhecidos na história. E aproveitando esse 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, um dia de reflexão e de luta, quisemos contar aqui as histórias de 5 mulheres negras que foram pioneiras nas conquistas do esporte brasileiro. Claro que os nomes vão muito além desses, mas escolhemos as atletas mais desconhecidas e que, pela relevância histórica e pioneirismo, merecem muito ser contadas.
7- Os maiores atletas da história na luta contra o racismo
Os maiores atletas da história de esportes como futebol, basquete, atletismo são negros. Nomes como Pelé, Michael Jordan e Usain Bolt ganharam notoriedade e se tornaram referências pelo talento fora da curva em suas respectivas modalidades. Apesar da forte representatividade no cenário esportivo, os negros ainda são bastante discriminados.
O piloto de Fórmula 1 Lewis Hamilton é o exemplo mais emblemático dos últimos anos. O britânico é o único negro na disputa da principal categoria de automobilismo e se tornou uma máquina de bater recordes.
Assim como Hamilton, outros negros escreveram seus nomes na história ao se tornarem os maiores atletas de seus esportes. A lista é extensa e conta com Pelé, no futebol, Michael Jordan, no basquete, Usain Bolt, no atletismo, Serena Williams, no tênis, Muhammad Ali, no boxe, entre outros.
image1.png

Mais conteúdos dessa disciplina