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DESPESA PÚBLICA 
 
Segundo Aliomar Baleeiro, despesa pública é a “aplicação de certa quantia em dinheiro, por 
parte da autoridade ou agente público competente, dentro de uma autorização legislativa, para execução de 
um fim a cargo do governo”. 
Consoante o Glossário do Tesouro Nacional, a despesa pública é a aplicação (em dinheiro) de 
recursos do Estado para custear os serviços de ordem pública ou para investir no próprio desenvolvimento 
econômico do Estado. É o compromisso de gasto dos recursos públicos, autorizados pelo Poder competente, 
com o fim de atender a uma necessidade da coletividade prevista no orçamento. 
 
ESTRUTURA DA PROGRAMAÇÃO ORÇAMENTÁRIA DA DESPESA 
 
A compreensão do orçamento exige o conhecimento de sua estrutura e organização, as quais são 
implementadas por meio de um sistema de classificação estruturado com o propósito de atender às exigências 
de informação demandadas por todos os interessados nas questões de finanças públicas, como os poderes 
públicos, as organizações públicas e privadas e os cidadãos em geral. 
 
CLASSIFICAÇÕES QUANTO À FORMA DE INGRESSO 
 
Quanto à forma de ingresso, as despesas podem ser: 
 
Orçamentárias: são as despesas fixadas nas leis orçamentárias ou nas de créditos adicionais, 
instituídas em bases legais. Assim, dependem de autorização legislativa. Obedecem aos estágios da despesa: 
fixação, empenho, liquidação e pagamento. Exemplos: construção de prédios públicos, manutenção de 
rodovias, pagamento de servidores etc. 
 
Extraorçamentárias: são as despesas não consignadas no orçamento ou nas leis de créditos 
adicionais. Correspondem à devolução de recursos transitórios que foram obtidos como receitas 
extraorçamentárias, ou seja, pertencem a terceiros e não aos órgãos públicos, como as restituições de cauções, 
os pagamentos de restos a pagar, o resgate de operações por antecipação de receita orçamentária etc. 
 
CLASSIFICAÇÃO POR NATUREZA DA DESPESA (POR CATEGORIAS) 
 
A Lei 4.320/1964 trata da classificação da despesa por categoria econômica e elementos nos arts. 12 
e 13. Assim como no caso da receita, o art. 8º estabelece que os itens da discriminação da despesa mencionados 
no art. 13 serão identificados por números de código decimal, na forma de anexos dessa Lei. No entanto, 
atualmente, devemos seguir o que está consubstanciado no Anexo II da Portaria Interministerial SOF/STN 
163/2001. 
 
1º Nível: Categoria Econômica 
2º Nível: Grupo de natureza de despesa 
3º e 4º Nível: Modalidade de aplicção 
5º e 6º Nível: Elemento da despesa 
7º e 8º Nível: Desdobramento facultativo do elemento 
 
1º NIVEL – CATEGORIA ECONOMICA 
 
Assim como a receita, este nível da classificação por natureza obedece ao critério econômico. 
Permite analisar o impacto dos gastos públicos na economia do país. A despesa é classificada em duas 
categorias econômicas: 
Despesas Orçamentárias Correntes: classificam-se nessa categoria todas as despesas que não 
contribuem, diretamente, para a formação ou aquisição de um bem de capital; 
Despesas Orçamentárias de Capital: classificam-se nessa categoria aquelas despesas que 
contribuem, diretamente, para a formação ou aquisição de um bem de capital. 
 
1) (CESPE – Técnico Administrativo – ANTT – 2013) Na elaboração da lei orçamentária, a classificação 
das despesas por natureza deve ser feita, pelo menos, por categoria econômica, grupo de natureza de 
despesa e modalidade de aplicação. 
 
2º NIVEL – GRUPO DE NATUREZA DA DESPESA (GND) 
 
É um agregador de elementos de despesa com as mesmas características quanto ao objeto de gasto, 
conforme discriminado a seguir: 
 
1 – Pessoal e Encargos Sociais 
2 – Juros e Encargos da Dívida 
3 – Outras Despesas Correntes 
4 – Investimentos 
5 – Inversões financeiras 
6 – Amortização da Dívida 
 
GND DAS DESPESAS CORRENTES 
 
Pessoal e Encargos Sociais: despesas orçamentárias com pessoal ativo, inativo e pensionistas, 
relativas a mandatos eletivos, cargos, funções ou empregos, civis, militares e de membros de Poder, com 
quaisquer espécies remuneratórias, tais como vencimentos e vantagens, fixas e variáveis, subsídios, proventos 
da aposentadoria, reformas e pensões, inclusive adicionais, gratificações, horas extras e vantagens pessoais de 
qualquer natureza, bem como encargos sociais e contribuições recolhidas pelo ente às entidades de previdência, 
conforme estabelece o caput do art. 18 da Lei Complementar 101, de 2000. 
Juros e Encargos da Dívida: despesas com o pagamento de juros, comissões e outros encargos de 
operações de crédito internas e externas contratadas, bem como da dívida pública mobiliária. 
Outras Despesas Correntes: despesas com aquisição de material de consumo, pagamento de 
diárias, contribuições, auxílio-alimentação, auxílio-transporte, além de outras despesas da categoria econômica 
“despesas correntes” não classificáveis nos demais grupos de natureza de despesa. 
 
GND DAS DESPESAS DE CAPITAL 
 
Investimentos: despesas orçamentárias com softwares e com o planejamento e a execução de obras, 
inclusive com a aquisição de imóveis considerados necessários à realização destas últimas, e com a aquisição 
de instalações, equipamentos e material permanente. 
Inversões Financeiras: despesas orçamentárias com a aquisição de imóveis ou bens de capital já 
em utilização; aquisição de títulos representativos do capital de empresas ou entidades de qualquer espécie, já 
constituídas, quando a operação não importe aumento do capital; e com a constituição ou aumento do capital de 
empresas, além de outras despesas classificáveis neste grupo. 
Amortização da Dívida: despesas com o pagamento e/ou refinanciamento do principal e da 
atualização monetária ou cambial da dívida pública interna e externa, contratual ou mobiliária. 
 
OBS: Consoante a natureza da despesa, o grupo amortização da dívida deverá ser classificado na 
categoria econômica de despesas de capital. No entanto, o grupo juros e encargos da dívida, deverá ser 
classificado na categoria econômica de despesas correntes. 
 
1) (CESPE - Analista de Planejamento, Gestão e Infraestrutura em Propriedade Industrial – Gestão 
Financeira - INPI – 2013) Recursos alocados para manutenção e conservação de instalações imobiliárias 
públicas são classificados como despesas de investimento. 
 
2) (CESPE - Analista Administrativo – Administrador - ANP – 2013) As inversões financeiras 
contemplam as dotações destinadas às obras públicas, aquisição de imóveis ou bens de capital já em 
utilização. 
 
3) (CESPE – Especialista – Contabilidade - ANTT – 2013) A amortização e o os juros da dívida pública 
são exemplos de despesas classificadas na categoria econômica de despesas correntes. 
 
3º E 4º NIVEL - MODALIDADE DE APLICAÇÃO 
 
A modalidade de aplicação indica se os recursos serão aplicados mediante transferência financeira, 
inclusive a decorrente de descentralização orçamentária para outros níveis de Governo, seus órgãos ou 
entidades, ou diretamente para entidades privadas sem fins lucrativos e outras instituições; ou, então, 
diretamente pela unidade detentora do crédito orçamentário, ou por outro órgão ou entidade no âmbito do 
mesmo nível de Governo. A modalidade de aplicação é uma informação gerencial que objetiva, principalmente, 
eliminar a dupla contagem dos recursos transferidos ou descentralizados. 
 
Modalidades de aplicação 
 
40 Transferências a municípios. 
41 Transferências a municípios Fundo a Fundo. 
42 Execução orçamentária delegada a municípios. 
50 Transferências a instituições privadas sem fins lucrativos. 
60 Transferências a instituições privadas com fins lucrativos. 
80 Transferências ao exterior. 
90 Aplicações diretas. 
 
OBS: A Modalidade de Aplicação 90 é a mais utilizada. É a aplicação direta do recurso público 
pelo próprio ente “dono da despesa”. 
 
1) (CESPE - Analista Administrativo – Contador - ANP – 2013) A estratégia para a realização da 
despesa está presente na modalidade de aplicação. 
 
5º E 6º NIVEL – ELEMENTO DE DESPESA 
 
Tem por finalidade identificaros objetos de gasto, tais como vencimentos e vantagens fixas, juros, 
diárias, material de consumo, serviços de terceiros prestados sob qualquer forma, subvenções sociais, obras e 
instalações, equipamentos e material permanente, auxílios, amortização e outros que a Administração Pública 
utiliza para a consecução de seus fins. 
Elementos que mais se destacam: 
41 - Contribuições: despesas orçamentárias para as quais não correspondam contraprestação direta 
em bens e serviços e não sejam reembolsáveis pelo recebedor, inclusive as destinadas a atender a despesas de 
manutenção de outras entidades de direito público ou privado, observado o disposto na legislação vigente. 
42 - Auxílios: despesas orçamentárias destinadas a atender a despesas de investimentos ou 
inversões financeiras de outras esferas de governo ou de entidades privadas sem fins lucrativos, observado, 
respectivamente, o disposto nos arts. 25 e 26 da Lei Complementar no 101/2000. 
43 - Subvenções Sociais: despesas orçamentárias para cobertura de despesas de instituições 
privadas de caráter assistencial ou cultural, sem finalidade lucrativa, de acordo com os arts. 16, parágrafo único, 
e 17 da Lei n° 4.320, de 1964, observado o disposto no art. 26 da LRF. 
 
45 - Subvenções Econômicas: despesas orçamentárias com o pagamento de subvenções 
econômicas, a qualquer título, autorizadas em leis específicas, tais como: ajuda financeira a entidades privadas 
com fins lucrativos; concessão de bonificações a produtores, distribuidores e vendedores; cobertura, direta ou 
indireta, de parcela de encargos de empréstimos e financiamentos e dos custos de aquisição, de produção, de 
escoamento, de distribuição, de venda e de manutenção de bens, produtos e serviços em geral; e, ainda, outras 
operações com características semelhantes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7º E 8º NIVEL - DESDOBRAMENTO FACULTATIVO DO ELEMENTO DA DESPESA 
 
Conforme as necessidades de escrituração contábil e controle da execução orçamentária, fica 
facultado por parte de cada ente o desdobramento dos elementos de despesa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1) (CESPE – Técnico Administrativo – ANTT – 2013) Uma vez discriminada na lei de orçamento, a 
despesa pública em nível de elemento não poderá acrescentar desdobramentos suplementares. 
 
CLASSIFICAÇÕES DOUTRINÁRIAS 
 
Segundo a doutrina, ou seja, consoante os estudiosos do direito financeiro, a despesa pública pode 
ainda ser classificada nos seguintes aspectos: competência institucional, entidades executoras do orçamento, 
afetação patrimonial e regularidade: 
 
Competência institucional: classifica as despesas de acordo com o ente político competente à sua instituição 
ou realização, quais sejam: Governo Federal, Estadual, do Distrito Federal e Municipal. 
 
Afetação patrimonial: 
 Despesa Orçamentária Efetiva: aquela que, no momento da sua realização, reduz a situação líquida 
patrimonial da entidade. Exemplos: despesas correntes, exceto aquisição de materiais para estoque e a 
despesa com adiantamento, que representam fatos permutativos e, assim, são não efetivas. 
 Despesa Orçamentária Não Efetiva ou por Mutação Patrimonial: aquela que, no momento da sua 
realização, não reduz a situação líquida patrimonial da entidade e constitui fato contábil permutativo. 
Exemplo: despesas de capital, exceto as transferências de capital que causam decréscimo patrimonial e, 
assim, são efetivas. 
 
Regularidade ou periodicidade: 
 
 Ordinárias: compostas por despesas perenes e que possuem característica de continuidade, pois se 
repetem em todos os exercícios, como as despesas com pessoal, encargos, serviços de terceiros etc. 
 Extraordinárias: não integram sempre o orçamento, pois são despesas de caráter não continuado, 
eventual, inconstante, imprevisível, como as despesas decorrentes de calamidade pública, guerras, 
comoção interna etc. 
 
1) (CESPE – Técnico Judiciário – Administrativa – CNJ - 2013) Uma despesa pública é considerada não 
efetiva quando não reduz a situação líquida patrimonial da entidade no momento de sua realização. 
 
CLASSIFICAÇÕES NA LEI 4320/1964 
 
Vamos dar uma atenção especial a alguns artigos da Lei 4.320/1964 relacionados ao tema. Repare 
que há diferenças entre os conceitos estudados na classificação da despesa por natureza. Segundo o art. 12, a 
despesa será classificada nas seguintes categorias econômicas: 
 
DESPESAS CORRENTES: 
 
 Despesas de custeio: as dotações para manutenção de serviços anteriormente criados, inclusive as 
destinadas a atender a obras de conservação e adaptação de bens imóveis. 
 Transferências correntes: as dotações para despesas as quais não corresponda contraprestação direta 
em bens ou serviços, inclusive para contribuições e subvenções destinadas a atender à manifestação de 
outras entidades de direito público ou privado. 
 
1) (CESPE – Analista Judiciário – Judiciária – CNJ - 2013) De acordo com a Lei n.º 4.320/1964, as 
despesas previstas com aposentadorias seriam classificadas como transferências correntes. 
 
2) (CESPE – Técnico Judiciário – Administrativa – CNJ - 2013) Se um ente governamental realizar 
despesa que tenha como objetivo o custeio de servidores públicos com atividade ligada à manutenção 
predial, então esses recursos serão classificados como despesas de capital. 
 
ESTÁGIOS DA DESPESA PÚBLICA 
 
 Fixação (PLANEJAMENTO). 
 Empenho (EXECUÇÃO). 
 Liquidação (EXECUÇÃO). 
 Pagamento (EXECUÇÃO). 
 
1) (CESPE – Analista – Contabilidade - ECB – 2011) Consoante o manual de procedimentos 
orçamentários da STN, o estágio da licitação faz parte da etapa de planejamento da despesa 
orçamentária. 
 
FIXAÇÃO 
 
A fixação da despesa orçamentária insere-se no processo de planejamento. É a dotação inicial da 
LOA que, segundo o princípio do equilíbrio, visa assegurar que as despesas autorizadas não serão superiores à 
previsão das receitas. 
Assim, a fixação é concluída com a autorização dada pelo Poder Legislativo por meio da lei 
orçamentária anual, ressalvadas as eventuais aberturas de créditos adicionais no decorrer da vigência do 
orçamento. 
 
EMPENHO 
 
O empenho é o primeiro estágio da execução da despesa. Segundo o art. 58 da Lei 4.320/1964, o 
empenho é o ato emanado de autoridade competente que cria para o Estado obrigação de pagamento pendente 
ou não de implemento de condição. Tal artigo deve ser entendido como uma garantia ao credor que, se ele 
cumprir os termos do que foi tratado com a Administração, receberá o pagamento que estará reservado para ele. 
O empenho da despesa não poderá exceder o limite dos créditos concedidos (art. 59, caput, da Lei 
4320/1964). As despesas só podem ser empenhadas até o limite dos créditos orçamentários iniciais e dos 
créditos orçamentários adicionais, e, de acordo com o cronograma de desembolso da unidade gestora, 
devidamente aprovado. Por exemplo, se o crédito é portador de uma dotação no valor de R$ 100.000,00, o 
empenho não poderá ser superior a esse valor. Assim, o empenho precede a realização da despesa e está restrito 
ao limite do crédito orçamentário. 
O empenho importa deduzir seu valor de dotação adequada à despesa a realizar, por força do 
compromisso assumido. Se na mesma dotação de R$ 100.000,00 forem empenhados R$ 40.000,00, ocorrerá a 
baixa desse valor do crédito disponível de acordo com a sua destinação. Assim, restará o valor de R$ 60.000,00 
para novos empenhos nessa dotação. 
As despesas só podem ser realizadas mediante prévio empenho, consoante o art. 60 da Lei 
4.320/1964, a qual veda a realização de despesa sem prévio empenho: 
 
“Art. 60. É vedada a realização de despesa sem prévio empenho. 
§ 1º Em casos especiais previstos na legislação específica será dispensada a emissão da nota de empenho.” 
 
O que pode ser dispensada é a nota de empenho e nunca o empenho. A nota de empenho (NE) é a 
materialização do empenho. É um documento extraído para cada empenho, utilizado para registrar as operações 
que envolvem despesas orçamentárias realizadas pela AdministraçãoPública Federal, ou seja, o 
comprometimento de despesa, seu reforço ou anulação, indicando o nome do credor, a especificação e o valor 
da despesa, bem como a dedução desse valor do saldo da dotação própria. Embora exista obrigatoriedade do 
nome do credor no documento nota de empenho, em alguns casos torna-se impraticável a emissão de empenhos 
individuais, tendo em vista o número excessivo de credores. 
 
1) (CESPE – Analista Legislativo – Material e Patrimônio – Câmara dos Deputados – 2012) A despesa 
deve ser expressamente definida em lei e precedida de empenho na dotação própria. 
 
2) (CESPE – Analista Judiciário – Contabilidade – CNJ - 2013) Nenhuma despesa pública pode ser 
realizada sem o empenho prévio e sem a respectiva nota de empenho, em que se indique o nome do 
credor, a especificação e a importância das despesas e a dedução do saldo da dotação própria. 
 
Os empenhos são classificados consoante sua natureza e finalidade. São modalidades de 
empenho: 
 Empenho ordinário: para as despesas com montante previamente conhecido e cujo pagamento deva 
ocorrer de uma só vez. 
 Empenho por estimativa: a característica desta modalidade é a existência de despesa cujo montante 
não se possa determinar. Em geral, são gastos que ocorrem regularmente, porém que possuem base 
não homogênea, ou seja, o valor sempre varia. São exemplos as contas de água, energia elétrica e 
telefone, passagens, diárias, gratificações, fretes etc. 
 Empenho global: para atender às despesas com montante também definido. A especificidade é que tal 
modalidade é permitida para atender despesas contratuais e outras sujeitas a parcelamento. São 
exemplos os aluguéis, salários, prestação de serviços etc. 
 
1) (CESPE – TFCE – TCU – 2012) O empenho ordinário é utilizado para as despesas de valor fixo e 
previamente determinado; já o empenho estimativo aplica-se às despesas cujo montante não se pode 
determinar previamente. 
 
LIQUIDAÇÃO 
 
Segundo o art. 63 da Lei 4.320/1964, a liquidação da despesa consiste na verificação do direito 
adquirido pelo credor tendo por base os títulos e os documentos comprobatórios do respectivo crédito. Assim, a 
despesa deve passar pelo processo de verificação do direito adquirido do credor denominado liquidação antes 
de ser paga. Esse procedimento tem como objetivo verificar a importância exata a pagar e a quem se deve 
pagar, para extinguir a obrigação. 
Já sabemos que o empenho é o ato emanado de autoridade competente que cria para o Estado 
obrigação de pagamento pendente ou não de implemento de condição. Porém, estando a despesa legalmente 
empenhada, nem assim o Estado se vê obrigado a efetuar o pagamento, uma vez que o implemento de condição 
poderá estar concluído ou não. A Lei 4.320/1964 determina que o pagamento de qualquer despesa pública, seja 
ela de que importância for, passe pelo crivo da liquidação. É nesse segundo estágio da execução da despesa que 
será cobrada a prestação dos serviços ou a entrega dos bens, ou, ainda, a realização da obra, evitando, dessa 
forma, o pagamento sem o implemento de condição. 
 
Segundo o art. 62 da Lei 4.320/1964: 
“Art. 62. O pagamento da despesa só será efetuado quando ordenado após sua regular liquidação.” 
 
Somente após a apuração do direito adquirido pelo credor, tendo por base os documentos 
comprobatórios do respectivo crédito ou da completa habilitação da entidade beneficiada, a unidade gestora 
providenciará o imediato pagamento da despesa. Assim, nenhuma despesa poderá ser paga sem estar 
devidamente liquidada. 
 
1) (CESPE – Técnico Administrativo - ANTT – 2013) A liquidação da despesa consiste na verificação do 
direito adquirido pelo credor, com base nos títulos e documentos comprobatórios do respectivo crédito. 
 
2) (CESPE - Analista de Planejamento, Gestão e Infraestrutura em Propriedade Industrial – Gestão 
Financeira - INPI – 2013) Quando a prestação ocorre em regime de urgência, tendo sido empenhado o 
recurso necessário para o pagamento de um serviço, a liquidação não é necessária, sendo, então, 
imediatamente executado o pagamento. 
 
PAGAMENTO 
 
O pagamento consiste na entrega de numerário ao credor mediante cheque nominativo, ordens de 
pagamentos ou crédito em conta. No SIAFI, é realizado mediante ordem bancária, equivalente à dívida líquida. 
É o último estágio da despesa. O pagamento da despesa só será efetuado quando ordenado após sua regular 
liquidação. Desta forma, nenhuma despesa poderá ser paga sem estar devidamente liquidada. 
O art. 64 da Lei 4.320/1964 define ainda a ordem de pagamento, a qual é o despacho exarado por 
autoridade competente determinando que a despesa seja paga. Ou seja, é a assinatura do gestor público 
determinando o pagamento. Já a ordem bancária (OB) é o documento do SIAFI utilizado para o pagamento de 
compromissos, bem como para a liberação de recursos para fins de suprimento de fundos. 
O pagamento da despesa será efetuado por tesouraria ou pagadoria regularmente instituídos por 
estabelecimentos bancários credenciados e, em casos excepcionais, por meio de adiantamento (art. 65 da Lei 
4320/1964). 
 
1) (CESPE – Auditor Substituto de Conselheiro – TCE/ES – 2012) A liquidação, último estágio da 
despesa pública, somente ocorre depois de concluídos todos os estágios anteriores. 
 
2) (CESPE - Analista Administrativo – Administrador - ANP – 2013) O ato do pagamento encerra a fase 
de liquidação da despesa. 
 
3) (CESPE - Analista Administrativo – Administrador – TRE/MS – 2013) Como estágio da despesa, a 
liquidação se refere à emissão da ordem de pagamento e ao pagamento propriamente dito. 
 
4) (CESPE – Técnico – FNDE – 2012) A emissão da ordem de pagamento caracteriza o estagio de 
liquidação da despesa.

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