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PSICANÁLISE FREUD E A CRIAÇÃO DA PSICANÁLISE Freud e a criação da Psicanálise ■ Sigmund Freud ■ Nascimento em 6 de maio de 1856, em Freiberg, Morávia (hoje Příbor, República Tcheca). ■ Mudança para Viena aos quatro anos, onde passou a maior parte da vida. ■ Formação médica na Universidade de Viena em 1881. ■ Casamento com Martha Bernays em 1886; juntos tiveram seis filhos. ■ Morte em 23 de setembro de 1939, em Londres, Reino Unido. Freud e a criação da Psicanálise ■ A Viena da virada do século XIX para o século XX: uma cidade de intensa atividade intelectual e cultural. ■ Freud e seus círculos de discussões, que incluíam figuras como Carl Jung e Alfred Adler antes de suas respectivas rupturas. ■ Reconhecimento inicial e resistência à sua teoria do inconsciente e à sexualidade infantil. Principais Obras ■ “A Interpretação dos Sonhos” (1899) - concepção do inconsciente e a importância dos sonhos. ■ “Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade” (1905) - discutiu a sexualidade em todas as fases da vida. ■ “O Ego e o Id” (1923) - onde delineou a estrutura da personalidade em termos de id, ego e superego. ■ Outros textos significativos incluem “Totem e Tabu”, “O Mal- Estar na Civilização” e “Além do Princípio do Prazer”. Concepção do Inconsciente – Primeiros Passos ■ Consciente: A parte da mente que contém pensamentos e sentimentos dos quais estamos cientes no momento. ■ Pré-Consciente: A região que contém informações e memórias acessíveis, mas que atualmente não estão na consciência. ■ Inconsciente: A parte mais profunda da mente, que contém desejos, memórias e experiências reprimidas. ■ A relevância do inconsciente na tomada de decisão e comportamento humano. Topografia da Mente – Id, Ego e Superego – Evolução dos Conceitos ■ Definição e características de cada instância. ■ Como elas interagem e influenciam o comportamento humano. ■ Conflitos internos e a busca por equilíbrio. Topografia da Mente – Id, Ego e Superego – Evolução dos Conceitos ID Ego ■ Age como mediador entre as demandas impulsivas do Id, as restrições do Superego e as exigências da realidade externa. É a parte “racional” da personalidade. Superego ■ Representa a parte moral da mente, incorporando os valores e padrões aprendidos dos pais e da sociedade. ■ Representa a parte mais primitiva e instintiva da personalidade. É o reservatório das pulsões e desejos básicos, especialmente aqueles relacionados à sexualidade e agressão. Mecanismos de Defesa ■ Recursos Inconscientes para lidar com conflitos entre o id, o superego e a realidade. ■ Proteger o indivíduo de sentimentos e pensamentos desagradáveis ou inaceitáveis. ■ Tipos principais: negação, repressão, projeção, formação reativa, sublimação, entre outros. Mecanismos de Defesa ■ Repressão: Exclusão de desejos, impulsos ou memórias inaceitáveis do campo consciente. ■ Um indivíduo pode esquecer um evento traumático da infância. ■ Negação: Recusa em aceitar a realidade ou a veracidade de uma experiência ou sentimento. ■ Uma pessoa que recebe um diagnóstico médico grave pode inicialmente rejeitá-lo como falso. Mecanismos de Defesa ■ Projeção: Atribuir pensamentos, sentimentos ou impulsos inaceitáveis a outra pessoa. ■ Uma pessoa que tem sentimentos hostis em relação a alguém pode acreditar que essa outra pessoa tem sentimentos hostis em relação a ela. ■ Deslocamento: Redirecionar um impulso ou sentimento de seu alvo original para outro alvo mais aceitável. ■ Descontar a raiva do chefe no animal de estimação ou em um membro da família. Mecanismos de Defesa ■ Formação Reativa: Expressar o oposto de um impulso inaceitável. ■ Alguém que sente atração por outra pessoa, mas vê essa atração como inaceitável, pode agir de forma hostil em relação a ela. ■ Sublimação: Transformar impulsos ou sentimentos inaceitáveis em comportamentos socialmente aceitáveis. ■ Canalizar impulsos agressivos para esportes ou arte. Mecanismos de Defesa ■ Racionalização: Justificar comportamentos ou sentimentos inaceitáveis com razões lógicas, mas falsas. ■ Uma pessoa que não consegue um emprego pode dizer que não queria realmente aquele trabalho. Estágios do Desenvolvimento Psicossocial ■ Estágios de desenvolvimento pelos quais os indivíduos passam desde a infância até a idade adulta, cada um com uma zona erógena associada. ■ As experiências e conflitos em cada estágio moldam a personalidade do indivíduo. ■ A evolução da libido ao longo da vida. ■ Fases: oral, anal, fálico, latente e genital. Estágios do Desenvolvimento Psicossocial Fase Oral (Nascimento até os 18 meses) ■ Zona erógena: Boca. ■ Desafios: Desmame e a descoberta do mundo através da boca. ■ Consequências de fixação: Fumar, comer em excesso, dependência Fase Anal (18 meses aos 3 anos) ■ Zona erógena: Ânus. ■ Desafios: Treinamento do uso do banheiro. ■ Consequências de fixação: Ordem excessiva ou desordem, teimosia. Estágios do Desenvolvimento Psicossocial Fase Fálica (3 anos até os 6 anos) Período de Latência (6 anos e Puberdade) ■ Zona erógena: Órgãos genitais. ■ Desafios: Complexo de Édipo e Complexo de Electra. ■ Consequências de fixação: Vaidade, dificuldade em se relacionar com o sexo oposto. ■ Desenvolvimento social e habilidades. ■ Atividades: Aprendizado na escola, amizade com o mesmo sexo. Estágios do Desenvolvimento Psicossocial ■ Fase Genital (Puberdade – Adulto) ■ Zona erógena: Órgãos genitais. ■ Enfoque: Desenvolvimento de relações íntimas e amorosas saudáveis. Algumas técnicas ■ Interpretação dos sonhos ■ Associação livre: técnica e importância na descoberta de traumas e conflitos. ■ Análise dos atos falhos: compreensão dos erros cotidianos como janelas para o inconsciente. DESDOBRAMENTOS DA PSICANÁLISE FREUDIANA Pós-Freudianos ■ Anna Freud: Filha de Sigmund Freud, ela contribuiu significativamente para a psicanálise infantil e desenvolveu a teoria dos mecanismos de defesa. ■ Melanie Klein: Klein é mais conhecida por suas ideias sobre as relações objeto e pela introdução de conceitos como a posição esquizo-paranoide e a posição depressiva. ■ Donald Winnicott: Winnicott introduziu ideias importantes, como o "objeto transicional" e o "self verdadeiro vs. self falso". Ele também destacou a importância do ambiente, especialmente a mãe, no desenvolvimento infantil. ■ Wilfred Bion: Bion introduziu conceitos como "pensar sem pensador" e desenvolveu teorias sobre a capacidade de pensar e sobre os estados primitivos da mente. ■ Jacques Lacan: Lacan reinterpretou a psicanálise freudiana à luz da linguística e da filosofia estruturalista. Ele é conhecido por seus conceitos de "O Grande Outro", "O Espelho Estágio" e "O Real, O Simbólico, e O Críticas e Ampliações ■ Excessiva ênfase no instinto sexual e a falta de atenção às relações sociais e culturais. ■ Ampliações feitas por pós-freudianos incluem a maior ênfase no ego e nas relações objeto. A Importância da Psicanálise na Cultura e na Arte ■ A influência freudiana na literatura, cinema e artes visuais. ■ Representações do inconsciente na cultura popular. ■ Crítica psicanalítica da cultura: a sociedade e seus descontentamentos. (O mal-estar na civilização) Aplicações Contemporâneas ■ Terapia: evolução da prática clínica e suas variações modernas. ■ Pedagogia: influências da psicanálise na educação e compreensão do processo de aprendizagem. ■ Crítica cultural: análise psicanalítica de fenômenos sociais, tendências e comportamentos contemporâneos. Críticas Contemporâneas à Psicanálise ■ Questões sobre a cientificidade da psicanálise. ■ Críticas vindas da psicologia cognitiva e comportamental. ■ A relevância e aplicabilidade da psicanálise no século XXI. MELANIE KLEIN E A TEORIA DA RELAÇÃO ENTRE OBJETOS Melanie Klein ■ MelanieKlein nasceu em 1882 em Viena, Áustria. Embora não tenha recebido uma formação formal em psicologia ou medicina, ela foi profundamente influenciada por seu próprio tratamento psicanalítico com Sandor Ferenczi e depois com Karl Abraham. ■ Após a morte de Abraham em 1925, Klein mudou-se para Londres, onde sua carreira realmente decolou e onde ela permaneceu até sua morte em 1960. ■ “A Psicanálise de Crianças” (1932) e “Narrativas do Amor e Ódio” (1940). Melanie Klein ■ Psicanálise de crianças ■ Brincar e brinquedos ■ Desenvolvimento da teoria das relações de objeto: Klein expandiu a teoria das relações de objeto, enfatizando a maneira como as primeiras relações da criança com seus cuidadores moldam seu mundo interno e, posteriormente, suas relações interpessoais. Melanie Klein x Anna Freud e a Guerra entre as duas rosas ■ Diferenças na técnica clínica e nas teorias do desenvolvimento infantil. ■ Anna Freud defendia uma abordagem mais educativa na psicanálise infantil. ■ Klein via as crianças como sujeitos completos, com vidas internas ricas e complexas desde muito cedo. ■ Resolução e legado. O conceito de Objeto em Psicanálise ■ Definição de “objeto” segundo Klein: representações internas de “coisas” externas. ■ Diferenciação entre objetos internos e externos. ■ A importância dos objetos no desenvolvimento emocional da criança. Posições Esquizo-Paranóide e Depressiva ■ Descrição da posição esquizo-paranoide: bom e mau, delimitação de situações e funções. ■ transição para a posição depressiva: reconhecimento e reparação. Culpa e preocupação. ■ O papel da angústia e culpa: persecutoriedade e proteção; culpa e reparação. D. W. WINNICOTT E A TEORIA DO AMADURECIMENTO EMOCIONAL D. W. Winnicott ■ Donald Woods Winnicott (1896-1971) Pediatra e psicanalista britânico. ■ “Playing and Reality” (Brincar e Realidade) e “The Maturational Processes and the Facilitating Environment” (Os Processos de Maturação e o Ambiente Facilitador). ■ Influencia de Freud mas também de Klein. ■ Self verdadeiro e falso. ■ Objeto transicional. ■ Ambiente facilitador O conceito de ambiente facilitador ■ Definição e importância do ambiente facilitador no desenvolvimento emocional. ■ A “mãe suficientemente boa” e sua função para a criança. ■ Como falhas no ambiente facilitador podem impactar o desenvolvimento. Objetos e fenômenos transicionais ■ Definição e relevância dos objetos transicionais (ex.: cobertor, ursinho). ■ O espaço transicional e a capacidade de estar sozinho. ■ O papel destes objetos no desenvolvimento da capacidade simbólica e criativa. Fases do amadurecimento emocional segundo Winnicott ■ Integração: a consolidação do self. ■ Personalização: a incorporação do corpo e a experiência de estar dentro dele. ■ Realização: reconhecimento do self e do mundo externo como entidades separadas. O conceito de Self Verdadeiro e Self Falso ■ Definição e diferenciação entre os dois selves. ■ Como a sociedade e o ambiente podem promover o self falso em detrimento do verdadeiro. ■ A busca pela autenticidade e a resistência ao self falso. O Brincar na teoria de Winnicott ■ Brincar como espaço potencial e expressão do self verdadeiro. ■ O brincar na terapia: como Winnicott usava a brincadeira na análise infantil. ■ A capacidade de brincar como indicador de saúde mental e emocional. Slide 1: Psicanálise Slide 2: Freud e a criação da Psicanálise Slide 3: Freud e a criação da Psicanálise Slide 4: Freud e a criação da Psicanálise Slide 5: Principais Obras Slide 6: Concepção do Inconsciente – Primeiros Passos Slide 7: Topografia da Mente – Id, Ego e Superego – Evolução dos Conceitos Slide 8: Topografia da Mente – Id, Ego e Superego – Evolução dos Conceitos Slide 9: Mecanismos de Defesa Slide 10: Mecanismos de Defesa Slide 11: Mecanismos de Defesa Slide 12: Mecanismos de Defesa Slide 13: Mecanismos de Defesa Slide 14: Estágios do Desenvolvimento Psicossocial Slide 15: Estágios do Desenvolvimento Psicossocial Slide 16: Estágios do Desenvolvimento Psicossocial Slide 17: Estágios do Desenvolvimento Psicossocial Slide 18: Algumas técnicas Slide 19: Desdobramentos da Psicanálise FreudiAna Slide 20: Pós-Freudianos Slide 21: Críticas e Ampliações Slide 22: A Importância da Psicanálise na Cultura e na Arte Slide 23: Aplicações Contemporâneas Slide 24: Críticas Contemporâneas à Psicanálise Slide 25: Melanie Klein e a Teoria da Relação entre objetos Slide 26: Melanie Klein Slide 27: Melanie Klein Slide 28: Melanie Klein x Anna Freud e a Guerra entre as duas rosas Slide 29: O conceito de Objeto em Psicanálise Slide 30: Posições Esquizo-Paranóide e Depressiva Slide 31: D. W. Winnicott e a teoria do amadurecimento emocional Slide 32: D. W. Winnicott Slide 33: O conceito de ambiente facilitador Slide 34: Objetos e fenômenos transicionais Slide 35: Fases do amadurecimento emocional segundo Winnicott Slide 36: O conceito de Self Verdadeiro e Self Falso Slide 37: O Brincar na teoria de Winnicott