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Higiene do 
trabalho
Unidade 4 - Livro Didático Digital
Sumário
 
CLIQUE NO CAPÍTULO PARA SER REDIRECIONADO
Agentes Químicos: Conceituação e Classificação
 Agentes Químicos: Conhecendo as Vias de Penetração
	 Classificação	dos	Agentes	Químicos
Classificação dos Agentes Químicos
 Avaliação de Riscos Químicos: Visão Geral
 Planejamento de Amostragem 
 Limites de Tolerância para Agentes Químicos 
Trabalho em Espaços Confinados, Radiação e Pressão
 Espaços	Confinados:	Conceito	e	Riscos	Ocupacionais
 Procedimentos	de	Segurança	em	Espaços	Confinados
 Radiações e Pressões Anormais 
Ergonomia no Ambiente Ocupacional: Uma Visão Geral 
 Ergonomia: Noções Gerais
 Metodologias de Avaliação Ergonômica 
Referências 
5
17
31
43
57
Objetivos Definição
Explicando Melhor Você Sabia?
Acesse Resumindo
Nota Importante
Saiba Mais Reflita
Atividades Testando
Para o início do 
desenvolvimento de uma 
nova competência;
Se houver necessidade 
de se apresentar um novo 
conceito;
Algo precisa ser melhor 
explicado ou detalhado;
Curiosidades indagações 
lúdicas sobre o tema em 
estudo, se form necessarias;
Se for preciso acesar um 
ou mais sites para fazer 
dowload, assistir videos, ler 
textos, ouvir podcast;
Quando for preciso se fazer 
um resumo acumulativo 
das últimas abordagens;
quando forem necessárias 
observações ou 
complementações para o
seu conhecimento;
As observações escritas 
tiveram que ser priorizadas 
para você;
Textos, referências 
bibliográficas	e	links	para	
aprofundamento do seu 
conhecimento;
Se houver a necessidade 
de chamar a atenção 
sobre	algo	a	ser	refletido	ou	
discutido sobre;
Quando alguma atividade 
de autoaprendizagem for 
aplicada;
Quando o desenvolvimento 
de uma competência for 
concluído e questões forem 
explicadas. 
@faculdadelibano_
1
O direito e a sua 
relação com a 
justiça e a moral
Higiene do trabalho Capítulo 1
Agentes Químicos: 
Conceituação e 
Classificação
Objetivos
Ao término deste capítulo você terá conhecimento de uma base teórica 
que permitirá a você entender o que são agentes químicos e como eles 
se classificam. Assim, você vai conhecer algumas definições básicas 
relacionadas ao organismo humano que estão diretamente vinculadas 
aos riscos químicos. Isso é de suma importância para a sua atuação 
profissional, uma vez que com esse conhecimento você terá condições 
de identificar em um ambiente de trabalho quais agentes químicos 
presentes podem provocar danos à saúde do trabalhador através da 
penetração deles no organismo humano por diferentes vias. E então? 
Motivado para desenvolver esta competência? Vamos lá. Avante!
Agentes Químicos: Conhecendo as Vias de Penetração
Nesta unidade vamos aprofundar o conhecimento sobre agentes químicos. Em unidades 
anteriores abordamos os agentes químicos de forma breve, e agora é o momento e 
entendermos as especificidades desses agentes. Para tanto, vamos recordar inicialmente 
o conceito de agente químicos.
Na higiene ocupacional, os agentes químicos são definidos como substâncias, 
elementos, compostos ou resíduos de composição química que, durante sua fabricação, 
armazenamento, manuseio e transporte, podem exercer sua capacidade de ação tóxica 
sobre o organismo ou contaminar o ar do ambiente de trabalho.
No campo nas normatização desse tipo de agentes, os agentes químicos são definidos 
Higiene do trabalho Agentes Químicos: Conceituação e Classificação Capítulo 1
pela legislação brasileira pela norma NR 09 - Programa de Gerenciamento de Riscos 
(1978) como:
[...] as substâncias, compostos ou produtos que possam penetrar no 
organismo pela via respiratória, nas formas de poeiras, fumos, névoas, 
neblinas, gases ou vapores, ou que, pela natureza da atividade da 
exposição, possam ter contato ou ser absorvidos pelo organismo 
através da pele ou ingestão. (BRASIL, 1978)
Produtos químicos têm sido utilizados desde o princípio da civilização humana para 
os mais diversos fins. Os agentes químicos se apresentam de forma massiva nos 
diferentes tipos de indústria, como produção de plásticos, fertilizantes, saneantes, álcool, 
galvanoplastia, têxtil, petroquímica, mineração, entre outras.
Agora que revisamos o conceito de agentes químicos e sabemos que se apresentam 
em diversos tipos de indústria, podemos concluir que os trabalhadores nesse contexto 
diariamente lidam com essas substâncias. Então, como elas podem ser fonte de risco 
para a saúde deles? Sabemos que danos à saúde ao trabalhador acontecem quando 
ele entra em contato com os agentes químicos acima do limite permitido. Nesse contato, 
o agente químico pode penetrar no organismo humano por meio de diferentes vias: 
respiratória, via percutânea e digestiva.
Vamos começar entendendo a penetração por via respiratória. Para tanto, você lembra 
quais órgãos compõem nosso sistema respiratório e como ele funciona? Vamos 
relembrar, pois isso nos ajudará a entender como em um ambiente ocupacional os 
agentes químicos podem penetrar por meio desse sistema e causar danos à saúde do 
trabalhador.
Você Sabia?
O Sistema respiratório humano é “o conjunto de órgãos que controlam 
a entrada, filtragem, aquecimento, umidificação e saída do ar. A função 
do sistema respiratório é trocar os gases envolvidos no processo de 
respiração celular, logo tem como função captar oxigênio atmosférico 
e liberar o CO2 produzido no organismo para o meio ambiente. Esse 
Higiene do trabalho Agentes Químicos: Conceituação e Classificação Capítulo 1
Agora que você já recordou como nosso sistema respiratório e composto, é importante 
saber que, ao inalar um agente químico acima dos limites de tolerância permitido, ele 
pode se manifestar em qualquer um desses órgãos e nas demais partes do corpo, uma 
vez que a substância química chega ao sangue.
Além disso, deve-se considerar que o ar respirado deve ser respirável no ambiente 
ocupacional. A esse respeito, asseveram Peixoto e Ferreira (2013):]
Ar respirável se constitui em uma composição na qual o organismo 
humano possa ficar exposto sem sofrer danos ou incômodos. 
Constituem-se riscos respiratórios a exposição a ambientes com 
deficiência de oxigênio (19,5 %), contaminados por aerodispersóides, 
gases e vapores que produzam situaçõe ambientais que possam ser 
consideradas imediatamente perigosas à vida e saúde ou situações 
que produzam efeitos nocivos a curto ou longo prazo. (PEIXOTO; 
FERREIRA, 2013, p. 18)
Portanto, devemos ter em mente que, em um ambiente ocupacional seguro para o 
trabalhador, o ar deve conter oxigênio suficiente para a manutenção do organismo 
humano e estar livre de agentes químicos, como aerodispersóides, gases e vapores, pois 
a via respiratória é a principal via de penetração de agentes químicos no organismo 
humano e o trabalhador inala grande volume de ar e a maioria dos agentes químicos 
contaminantes se misturam a ele em forma de poeira gases e vapores.
Portanto lembre-se: em ambientes de manipulação de agentes químicos, deve-se 
rigorosamente obedecer aos limites de tolerância e fazer uso de equipamentos de 
proteção, como máscaras respiradoras, uma vez que o ar essa é a principal fonte de 
contaminação.
Além da contaminação por vias respiratórias, o trabalhador pode se contaminar por meio 
processo de troca gasosa entre sistema respiratório e o sangue é 
denominado hematose. O processo respiratório é fundamental no 
fornecimento do oxigênio para todas as células do corpo humano para 
a manutenção da vida” (PEIXOTO; FERREIRA, 2013, p. 15).
Higiene do trabalho Agentes Químicos: Conceituação e Classificação Capítulo 1
da penetração da substância na pele (via percutânea) e pela ingestão (via digestiva). A 
pele é um mecanismo de proteção contra a penetração de muitas substâncias, como 
a poeira. Contudo uma poeira composta por agentes químicos, em contato com a pele, 
pode causar desde simples irritações e até atingir o sangue, dando origem a efeitos 
tóxicos.
 
A respeito desse tipo de penetração, devemos ter cuidado em qualquer ambientede junho de 1978: Aprova as normas regulamentadoras que 
consolidam as leis do trabalho, relativas à segurança e medicina do trabalho. Norma 
Regulamentadora no 15 (NR 15): Atividades e Operações Insalubres. Diário Oficial da 
República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, 1978. Disponível em: http://portal.
mte. gov.br/data/files/8A7C816A33EF45990134335E790F6C84/ NR-15%20 (atualizada%20
2011)%20II.pdf. Acesso em: 25 abr. 2020.
BRISTOT, V. M. Introdução à engenharia de segurança do trabalho. Criciúma, SC: UNESC, 
2019. Disponível em: http://repositorio.unesc.net/ handle/1/6948. Acesso em: 8 abr. 2020.
Higiene do trabalho Referências
COIMBRA, I. V. et al. A importância da ergonomia para a saúde dos colaboradores. In: 
Seminário Científico do UNIFACIG, n. 1. Anais [...], 2017.
CONFINAMENTO. In: DICIO, Dicionário Online de Português. Porto: 7Graus, 2022. Disponível 
em: https://www.dicio.com.br/confinamento. Acesso em: 30 jun. 2020.
ENTENDA a importância de saber ler e interpretar a ACGHI. Analytics Brasil, 2020. Disponível 
em: https://www.analyticsbrasil.com.br/blog/ entenda-a-importancia-de-saber-ler-e-
interpretar-a-acgih/. Acesso em: 15 abr. 2020.
ERGONOMIA. In: DICIO, Dicionário Online de Português. Porto: 7Graus, 2022. Disponível em: 
https://www.dicio.com.br/ergonomia. Acesso em: 30 jun. 2020.
ESPAÇO. In: DICIO, Dicionário Online de Português. Porto: 7Graus, 2022. Disponível em: 
https://www.dicio.com.br/espaço. Acesso em: 30 jun. 2020.
FALZON, P. Ergonomia. São Paulo: Editora Blucher, 2007.
FOGAÇA, J. Diferença entre Gás e Vapor. Mundo Educação, [s.d.]. Disponível em: https://
mundoeducacao.bol.uol.com.br/quimica/ diferenca-entre-gas-vapor.htm. Acesso em: 
25 abr. 2020.
GRANDJEAN, E. Fitting the task to the man: an ergonomic approach. London: Taylor & 
Francis, 1980.
IIDA, I. Ergonomia: Projeto e Produção. 2. ed. São Paulo. Blucher, 2005.
MÁSCULO, F. S.; VIDAL, M. C. Ergonomia: Trabalho Adequado e
Eficiente. Rio de Janeiro: Elsevier/ABREPO, 2011.
NATIONAL INSTITUTE FOR OCCUPATIONAL SAFETY AND HEALTH
- NIOSH. A guide to safety in confined spaces. USA: Department of Health and Human 
Services, Centers of Disease Control, 1987.ocupacional com a presença e manipulação de agentes químicos, mesmo que os limites 
de tolerância atrelados ao ar sejam respeitados, uma vez que reações adversas na pele 
podem aparecer apenas com o contato, independentemente do grau de exposição do 
trabalhador. Nessas condições, o ideal é que o trabalhador desenvolva suas atividades 
sempre protegido por equipamentos de proteção individual, como luvas, capas e 
macacões resistentes à substância exposta.
Já a contaminação por via digestiva ocorre de forma acidental quando, por exemplo, 
um trabalhador, pelo manuseio, contamina um alimento e o ingere. Para essa via de 
contaminação, os mecanismos de prevenção são os cuidados de higiene, como lavar 
as mãos.
Classificação dos Agentes Químicos
Aprendemos que os agentes químicos contaminantes podem se apresentar em forma 
de partículas (aerodispersóides) ou gases e vapores. Toda classificação dos agentes 
químicos de baseia em como esses agentes se apresentam.
A contaminação de partículas sólidas ou líquidas, ou seja, a contaminação por 
aerodispersóides, é condicionada às seguintes variáveis da substância química: tamanho, 
forma, densidade, velocidade de reação e concentração na atmosfera. Por exemplo, 
o tamanho das partículas está relacionada diretamente com a forma de penetração 
do agente químico no organismo. Pelo tamanho da partícula, os aerodispersóides 
são classificados em inaláveis, torácicos, respiráveis e invisíveis. Essa classificação é 
apresentada no Quadro 1.
Higiene do trabalho Agentes Químicos: Conceituação e Classificação Capítulo 1
É importante conhecermos essa classificação e o tamanho das partículas porque assim 
podemos, na prática da higiene ocupacional, identificar a via de contaminação mais 
suscetível e priorizar as medidas de proteção correspondentes, para reduzir o risco de 
contaminação do trabalhador no ambiente ocupacional. Além de serem classificados 
pelo tamanho, os aerodispersóides podem ser classificados pelo estado físico e pela 
sua ação no organismo humano, conforme o Quadro 2.
QUADRO 1
Classificação do material particulado 
FONTE
Peixoto e Ferreira (2013, p. 19).2020.
Tipo de 
particulado
Tamanho 
aproximado 
(μm)
Observação
Inalável 0 a 100 Entra através do nariz e da boca.
Torácico 0 a 25 Penetra através da laringe.
Respirável 0 a 10 Penetra nos bronquíolos, atingindo a região 
de trocas gasosas.
Visível Ø 50 Partículas visíveis ao olho humano.
Classificação Exemplos
Forma 
Física
Névoas Exemplos de processos que produzem pós: 
mineração, moagem, jato de areia, transformação 
de calcário, amianto, pós de madeira, etc.
Neblinas Partículas líquidas geradas pela condensação de 
vapores de um líquido, como neblina de água e de 
ácidos.
Névoas Partículas líquidas geradas pela ruptura mecânica 
de um líquido, como nebulização de agrotóxicos e 
pintura tipo spray.
Higiene do trabalho Agentes Químicos: Conceituação e Classificação Capítulo 1
QUADRO 2
Classificação dos aerodispersóides
FONTE
Peixoto e Ferreira (2013, p. 20-22).
Forma 
Física
Fumaça Misturas de gases, vapores e aerodispersóides 
provenientes da combustão incompleta de 
materiais, como fumaça proveniente da 
combustão de madeira e plástico.
Fibras São partículas sólidas produzidas por rompimento 
mecânico com característica física de um formato 
alongado, como amianto.
Ação no 
organismo 
humano
Incômodas Partículas não contendo asbesto (amianto) ou 
com teor de sílica cristalina abaixo de 1%, sem 
efeito tóxico conhecido, mas que não podem ser 
consideradas biologica- mente inertes. Exemplos: 
gesso, calcário, etc. São conhecidas como PNOC 
(Particulate Not Otherwise Classified) ou PNOS 
(Particulates Not Otherwise Specified).
Fibrogênicas Alteram a estrutura celular dos alvéolos, 
restringindo a capacidade de troca de oxigênio, 
como sílica cristalina, amianto, berílio, ferro e 
algodão.
Irritantes Irritam, inflamam e ulceram o trato respiratório, 
como névoas ácidas ou alcalinas.
Produtoras de 
febre
Produzem calafrios e febre, como fumos de cobre e 
zinco.
Sistêmicas Provocam danos em órgãos ou sistemas do 
organismo, como cádmio, chumbo e manganês.
Alergênicas Produzem reações alérgicas devido à formação de 
anticorpos, como pólen, pelos de animais e fungos.
Cancerígenas Provocam câncer após período latente. Exemplos: 
amianto, cromatos e radionuclídeos.
Mutagênicas 
e 
teratogênicas
Induzem mutação e nível celular (mutagê- nicas) 
ou alterações genéticas (teratogênicas). Exemplos: 
chumbo e mercúrio.
Higiene do trabalho Agentes Químicos: Conceituação e Classificação Capítulo 1
No âmbito da higiene ocupacional, tanto os gases como os vapores podem ser 
classificados por sua composição e sua ação no organismo humano quando 
contaminado. O Quadro 3 resume essa classificação.
A contaminação por partículas gasosas pode dar-se por meio de gases e vapores. É 
importante que saibamos o que diferencia gás e vapor, embora na prática da higiene 
ocupacional as ações preventivas aplicadas a ambos são comuns. Por definição, 
segundo Fogaça (2018), gás é uma substância no estado gasoso submetida a 
condições normais de temperatura e pressão, enquanto os vapores são substâncias no 
estado gasoso que, quando condicionados a temperatura ambiente de 25 °C e pressão 
atmosférica de 760 mmHg, apresentam-se no estado líquido. 
Explicando Melhor
Para melhor compreendermos a diferença entre gás e vapor, temos 
o seguinte exemplo: em um ambiente com temperatura de 29 °C e 
pressão de 760 mmHg, temos a presença de vapor de água e gás hélio. 
Por um motivo qualquer, esse ambiente foi resfriado à temperatura de 
25 °C. Após o resfriamento, o hélio continuou no estado de gasoso, mas 
o vapor de água passou a ser água em estado líquido ou sólido.
Classificação Exemplos
Composição Vapores orgânicos Álcool etílico, benzeno e xileno.
Gases ou vapores 
ácidos
Cloro, ácido clorídrico e CO2.
Gases ou vapores 
alcalinos
Amônia e amina.
Gases ou vapores 
especiais
Monóxido de carbono e agrotóxicos.
Higiene do trabalho Agentes Químicos: Conceituação e Classificação Capítulo 1
Ação no 
organismo 
humano
Irritantes Irritantes primários atuam no local de 
contato com o organismo, isto é, não 
exercem ação tóxica no organismo como 
um todo (cloro e gás lacrimogêneo) e os 
irritantes secundários que, além de atuarem 
nos locais de contato, produzem efeitos 
tóxicos em todo o organismo (gás sulfídrico).
Sensibilizantes Produzem uma resposta imunológica do 
organismo a um químico. Alguns ramos 
de indústria utilizam substâncias que 
são sensibilizantes, como: a indústria da 
borracha, dos corantes e dos aditivos de 
uma forma geral.
Anestésicos Ação depressiva no sistema nervoso central, 
reduzindo a capacidade mental e física, e 
diminuindo a habilidade para a realização 
de tarefas. Exemplos: eteno, benzeno, tolueno 
e álcool etílico.
Asfixiantes Bloqueio dos processos vitais devido à falta 
de oxigenação. Podem ser simples, quando 
em altas concentrações no ar substituem o 
oxigênio (metano, etano e CO2) ou químicos, 
quando interferem na oxigenação das 
células (monóxido de carbono).
Sistêmicos Provocam alterações funcionais em órgãos 
ou sistemas do organismo. Exemplos: 
mercúrio (sistema nervoso e rim) e fósforo 
(ossos).
Alergênicos Resinas epóxi.
Cancerígenos Cloreto de vinila e benzeno.
Mutagênicos e 
teratogênicos
Diclorobuteno.
QUADRO 3
Classificação dos gases e vapores
FONTE
Peixoto e Ferreira (2013, p. 22-23).
Higiene do trabalho Agentes Químicos: Conceituação e Classificação Capítulo 1
Como podemos observar, as substâncias químicas agem de forma diferente no 
organismo humano. Então, como podemos o potencial tóxicos dos aerodispersóides e 
dos gases de vapores? Para fazer essa avaliação, são considerados os seguintes critérios: 
concentração, frequência respiratória e capacidade pulmonar, sensibilidade individual, 
toxicidade e tempo de exposição. A relação de cada um desses critérios com a ação da 
substância noorganismo humano é apresentada no Quadro 4
Critério Avaliação Definição/observações
Concentração Quanto maior a 
concentração,
maiores serão os 
efeitos
nocivos sobre o 
organismo humano.
Torna muito importante dimensionar
corretamente os métodos de
amostragem, principalmente na
escolha dos equipamentos de
medição envolvidos, que devem ser
adequados e precisos.
ABN 
Frequência 
respiratória e 
capacidade
pulmonar
Quanto maior a 
capacidade, maior 
será a absorção do 
agente químico.
Quantidade de ar inalado pelo 
trabalhador durante a jornada de 
trabalho.
Sensibilidade
individual
Quanto maiores os 
efeitos nocivos sobre 
o organismo humano.
Nível de resistência varia de indivíduo 
para indivíduo. Portanto, um trabalhador 
pode apresentar características 
pessoais que podem levá-lo a sofrer 
os efeitos da exposição ao trabalho, 
de forma bastante particular, mesmo 
com exposições abaixo dos valores 
estabelecidos como limites.
Toxicidade Quanto maiores os 
efeitos nocivos sobre 
o organismo humano.
É o potencial tóxico da substância
no organismo. Atenção redobrada 
deve ser dedicada àquelas substâncias 
que têm potencial tóxico mais elevado 
(normalmente limites de tolerância 
com valor muito pequeno), pois podem 
causar grandes efeitos nocivos mesmo 
em baixíssimas concentrações.
Higiene do trabalho Agentes Químicos: Conceituação e Classificação Capítulo 1
Tempo de 
exposição
Quanto maior o 
tempo de exposição, 
maior será
a absorção do 
agente químico.
É o tempo que o organismo fica exposto 
ao contaminante. No dimensionamento 
da exposição do trabalhador, devemos 
considerar todas as situações que 
constituem o ciclo de trabalho e 
de exposição, para assegurar que 
a amostragem é verdadeiramente 
representativa daquela exposição.
QUADRO 3
Classificação dos gases e vapores
FONTE
Peixoto e Ferreira (2013, p. 22-23).
Saiba Mais
Para saber um pouco mais sobre exposição ocupacional aos resíduos 
de gases anestésicos, leia o artigo “Exposição ocupacional a resíduos de 
gases anestésicos”, de Oliveira (2009)
Agora você já conhece os diferentes tipos de agentes químicos que podem estar 
presentes no ambiente ocupacional e os principais critérios de avaliação de riscos 
ocupacionais relacionados a esses agentes. No capítulo seguinte aprofundaremos 
sobre a avaliação, destacando os equipamentos de medição, limites de tolerância e 
outros aspectos importantes. 
Higiene do trabalho Agentes Químicos: Conceituação e Classificação Capítulo 1
Resumindo
Você já se sente capaz de definir e diferenciar os tipos de agentes 
químicos que podem estar presentes em um ambiente ocupacional? 
Você reconhece as vias de contaminação do organismo nesse 
contexto? Para garantirmos, vamos revisar o que vimos neste capítulo. 
Inicialmente, recordamos o conceito de agentes químicos, que são 
substâncias, compostos ou produtos que podem penetrar no organismo 
pela via respiratória, em forma de poeiras, fumos, névoas, neblinas, 
gases ou vapores, ou que, pela natureza da atividade da exposição, 
possam ter contato ou ser absorvidos pelo organismo através da pele 
ou ingestão. Você também aprendeu que a principal via de penetração 
de agentes químicos no organismo humano é a respiratória, seguida 
pela percutânea e digestiva. Por último, vimos que os agentes químicos 
podem ser classificados considerando a forma física que se apresentam, 
o tamanho, a composição e principalmente pela sua ação no organismo 
contaminado. Assim sendo, deve-se avaliar esses agentes de acordo com 
os seguintes critérios em relação ao risco ocupacional: concentração, 
frequência respiratória e capacidade pulmonar, toxicidade e tempo de 
exposição. 
@faculdadelibano_
2
Limites de 
Tolerância 
e Avaliação 
dos Agentes 
Químicos
Higiene do trabalho Capítulo 2
Limites de Tolerância e 
Avaliação dos Agentes 
Químicos
Objetivos
Ao término deste capítulo você será capaz de avaliar os riscos e limites de 
tolerância à exposição de agentes químicos atribuídos pela legislação 
em vigor. Você aprenderá quais são os instrumentos utilizados para medir 
a presença de agentes químicos no ambiente ocupacional, limites de 
tolerância e outras informações importantes referentes à avaliação de 
agentes químicos. Esses conceitos direcionarão sua atuação profissional 
no estabelecimento de medidas preventivas e de controle de riscos 
ocupacionais relacionados à exposição do trabalhador a agentes 
químicos. E então? Motivado para desenvolver esta competência? 
Vamos lá. Avante!
Avaliação de Riscos Químicos: Visão Geral
Para a avaliarmos o risco químico ao qual um trabalhador está exposto em um dado 
ambiente ocupacional, o que devemos ter na nossa bagagem de conhecimento teórico? 
E na prática, por onde devemos começar o processo? Bem, essas são as perguntas 
que vamos responder aqui, porque em sua prática profissional uma boa avaliação é 
condicionada ao seu conhecimento a respeito dos agentes de risco e do ambiente de 
trabalho e à amostra do agente químico analisada.
A Figura 1 representa a abrangência do que devemos conhecer para avaliar a exposição 
do trabalhador ao risco ocupacional relacionados a agentes químicos.
Higiene do trabalho Limites de Tolerância e Avaliação dos Agentes Químicos Capítulo 2
Ao analisarmos o conteúdo da Figura 1 você vai perceber que a avaliação a exposição do 
trabalhador ao risco químico é algo complexo que reúne vários aspectos. Para ilustrar, 
vejamos no Quadro 5 um modelo para uma avaliação qualitativa dos riscos decorrentes 
da exposição do trabalhador à poeira do gesso que retrata as condições de saúde e 
segurança na qual estão submetidos os trabalhadores em indústrias relacionadas.
FIGURA 1
Avaliação de risco 
ocupacional: o 
conhecimento 
necessário
FONTE
Elaborada pela autora 
(2022).
Saiba Mais
A American Conference of Governmental Industrial Hygienists (ACGHI), 
ou Conferência Americana de Higienistas Industriais Governamentais, 
é uma associação privada de profissionais de higiene ocupacional e 
outros relacionados, sediada nos Estados Unidos da América (ANALYTICS 
BRASIL, 2020). 
Higiene do trabalho Limites de Tolerância e Avaliação dos Agentes Químicos Capítulo 2
 
Modelo para Avaliação dos Riscos Decorrentes da Exposição do Trabalhador à 
Poeira do Gesso. 
FIGURA A
Checklist
FONTE
Severo e Sousa (2017, p. 1.140-1.141).
Higiene do trabalho Limites de Tolerância e Avaliação dos Agentes Químicos Capítulo 2
O modelo consiste em um checklist (Figura A) e um questionário (Figura B) 
fundamentados nas normas técnicas e na legislação em vigor relacionadas à 
exposição do trabalhador a agentes químicos. Esse modelo pode ser aplicado em 
empresas produtoras de gesso para observar conformidades e não conformidades 
em relação às normas técnicas e legislação aplicável acerca da saúde e segurança 
do trabalhador expostos à poeira do gesso. Após a aplicação do checklist, os dados 
serão avaliados com base nos parâmetros dispostos no Quadro A, bem como os 
dados questionário com base no Quadro B, ambos dispostos a seguir.
 
Higiene do trabalho Limites de Tolerância e Avaliação dos Agentes Químicos Capítulo 2
QUADRO A
Parâmetros de avaliação do checklist
FONTE
Adaptado de Severo e Sousa (2017).
QUADRO B
Parâmetros de avaliação do checklist
FONTE
Adaptado de Severo e Sousa (2017).
Higiene do trabalho Limites de Tolerância e Avaliação dos Agentes Químicos Capítulo 2
Como podemos ver, o Quadro 5 traz um modelo que está embasado no conhecimento 
do agente químico avaliado e nas normas vigentes de proteção ao trabalhador. Com 
base nele, é possível elaborar modelos similares contemplando outros tipos de indústrias 
e agentes químicos. Contudo, o modelo apresentado permite uma análise qualitativa, 
mas, quando se busca, por exemplo, medir e avaliar a concentração de uma substância 
química no ambiente ocupacional, ou seja, uma análise quantitativa, devemos analisar 
uma amostra.
Planejamento de Amostragem
Os riscos químicospresentes em um ambiente ocupacional só podem ser avaliados 
de forma quantitativa a partir do momento em que o profissional responsável pela 
avaliação extrai uma amostra da ou das substâncias químicas presentes no ambiente 
estudado. Uma amostra é uma pequena porção do agente químico presente no 
ambiente analisado e que deve representá-lo como um todo extraída por um processo 
denominado amostragem.
 Um processo adequado de amostragem é importante para permitir uma análise que 
represente o mais próximo possível o quanto o trabalhador é exposto a substâncias no 
ambiente ocupacional. A esse respeito, asseveram Peixoto e Ferreira (2013):
Evidentemente a amostragem de agentes químicos é complexa, e o que devemos 
sempre ter em mente é que uma avaliação bem realizada é aquela mais representativa 
possível da exposição do trabalhador. A exatidão e precisão dos resultados obtidos, bem 
como o grau de confiabilidade exigido, dependerão muito do correto dimensionamento 
da amostragem e da qualidade do sistema de medição adotado. [...]Quanto melhor 
for a sensibilidade, precisão e exatidão do sistema de medição e quanto maior for o 
Definição
Amostragem de agentes químicos é o processo ou a técnica de 
escolha, seleção e coleta de agentes químicos presentes no ambiente 
ocupacional e que expõe o trabalhador a danos em sua saúde.
Higiene do trabalho Limites de Tolerância e Avaliação dos Agentes Químicos Capítulo 2
número de amostras, mais próximo estará a avaliação da verdadeira concentração. 
(PEIXOTO; FERREIRA, 2013, p. 27)
Vejamos na colocação de Peixoto e Ferreira (2013) a importância da amostragem: 
ela é quem define a exatidão e precisão dos dados obtidos e a serem avaliados. Os 
autores ainda destacam dois fatores importantes nesse contexto: dimensionamento da 
amostragem (tamanho da amostra, quantidade de amostras) e sistema de medição 
(procedimentos e coleta). Para tanto, o profissional responsável deve, antes de qualquer 
coisa, planejar a sua amostragem. O planejamento de uma amostra envolve os seguintes 
elementos: tempo de amostragem, quantidade de amostras, tipo de amostragem, 
instrumentos utilizados (amostradores) e métodos de coleta.
Quanto ao tempo de amostra, devemos ter em mente que ele é determinado por 
análise do ciclo do trabalho, caraterística do agente a ser analisado, volume de ar a ser 
coletado que seja adequado para análise e quantidade mínima necessária do agente 
para permitir que a análise seja feita.
A quantidade de amostras é condicionada ao que se busca avaliar e à variabilidade 
da exposição do trabalhador ao agente químico a ser analisado. Se essa exposição 
se mantiver em termos de volume e tempo constantes, uma quantidade pequena de 
amostra pode ser suficiente. Contudo, se a exposição varia muito em tempo de volume da 
substância, é necessária a coleta de várias amostras em períodos de tempos diferentes.
O tipo de amostragem pode ser classificado tendo como critérios a posição do amostrador 
(instrumento de coleta da amostra) ou a duração da amostragem. O Quadro 6 resume 
essa classificação.
Importante
Na NHO, NR 15 e NIOSH podemos encontrar a normatização dos 
procedimentos que estabelecem tempos mínimos de amostragens 
em relação do volumes de contaminante a serem coletados para uma 
análise.
Higiene do trabalho Limites de Tolerância e Avaliação dos Agentes Químicos Capítulo 2
QUADRO 6
Tipos de amostragem
FONTE
https://bit.ly/2KAuU30. Acesso em: 16 dez. 2020.
Critério de 
classificação
Tipo de 
amostragem
Definição
Posição do 
amostrador
Pessoal O amostrador acompanha o trabalhador 
durante todo o período de trabalho e é 
colocado próximo à região respiratória.
Ambiental, de 
área ou estática
O amostrador é fixado em um determinado 
local próximo à fonte e fornece informações 
sobre a emissividade dessa fonte.
Duração da 
amostragem
Instantâneas Curta duração (normalmente menores 
que 5 minutos), para verificarmos se o valor 
máximo ou valor teto foi atingido, ou avaliar 
os instantes de maior concentração.
Contínuas Em períodos maiores que 30 minutos, 
sendo mais adequadas para avaliação da 
média ponderada.
Contínuas de 
amostra única 
de período
Amostra única de período completo. A 
avaliação da exposição é feita com base 
em uma única amostragem.
Contínuas de 
amostras
consecutivas de 
período
Amostras consecutivas de período 
completo. A amostragem é dividida em 
várias amostragens.
Contínuas de 
amostras de 
período parcial
Amostras de período parcial em que não é 
coberto integralmente o tempo
de amostragem.
Higiene do trabalho Limites de Tolerância e Avaliação dos Agentes Químicos Capítulo 2
Ainda no planejamento da amostragem deve-se definir o tipo de amostradores e o tipo 
de meio que será feito a coleta. Para facilitar a nossa visualização, o Quadro a seguir 
apresenta a definição de cada tipo de amostrador e meios de coleta.
Importante
Amostra única ou amostra consecutiva são utilizadas quando o objetivo 
da avaliação é verificar a média de concentração da substância à 
qual o trabalhador é exposto ao longo de uma jornada de trabalho. 
Já amostra de período parcial é mais adequada para avaliar picos de 
concentração da substância à qual o trabalhador é exposto em dada 
atividade/operação específica
Tipo Informação relevantes 
Tipo de 
amos- 
tradores 
quanto à 
passagem
do ar
Ativos -Coletam de um volume conhecido de ar através da 
passagem forçada do ar pelo emprego de bombas 
de fluxo.
-O contaminante que está sendo investi- gado é 
coletado em filtros ou substâncias específicas. Os 
procedimentos de amos- tragem apropriados, de 
acordo com o contaminante, encontram-se em 
normas nacionais e internacionais.
-Utilizam-se os amostradores ativos quando é 
necessário avaliar a concentração média no tempo 
(TWA).
Passivos - Não exigem a passagem forçada do ar, pois agem 
por difusão molecular.
-Utilizam a tendência natural de os gases e vapores 
se moverem de uma área de maior concentração 
para uma área de menor concentração.
Higiene do trabalho Limites de Tolerância e Avaliação dos Agentes Químicos Capítulo 2
QUADRO 7
Tipos de amostradores e meios coletores
FONTE
Adaptado de Peixoto e Ferreira (2013, p. 30-33).
Meios 
coletores
Filtros de 
membra-
na
-Utilizados na coleta dos aerodispersóides.
-A retenção do contaminante se dá através da 
passagem forçada do ar (amos- tragem ativa) por 
esses filtros (cloreto de polivinila para poeiras, éster 
celulose para fumos metálicos e amianto) que os 
retêm. Posteriormente, esses filtros são enviados para 
análise em laboratórios especializados.
Sólido
adsor-
vente
- As moléculas do contaminante são aderidas a 
uma superfície sólida específica (carvão ativado 
para solventes orgânicos e sílica gel para solventes 
polares).
Líquido
absor-
vente
- As moléculas do contaminante introdu- zem-se 
em outra fase, normalmente, nos casos de avaliação 
ocupacional, líquida (impingers e borbulhadores).
Tipos de 
amos- tra-
dores quan-
to à leitura 
da concen-
tração
Leitura 
direta
-Fornecem imediatamente a concentra- ção do 
contaminante por leitura direta em superfícies 
graduadas (tubos colorimétri- cos) ou display de 
equipamentos (oxímetros, medidores de CO, CO2, 
H2S, SO2, explosímetros).
- São indicados para monitoramento qualitativo, 
detecção de vazamentos, monitoramento contínuo e 
sistemas de alarme.
Leitura 
indireta
-Caracterizam pela retenção do contaminante para 
posterior análise em laboratório.
Por fim, em um planejamento de amostragem, deve-se ainda definir os métodos de 
coleta, que podem ser de dois tipos: de ar total ou com separação de contaminantes. A 
respeito deles, esclarecem Peixoto e Ferreira (2013):
Ar total – quando uma amostra de ar e recolhida (sacos de 
amostragem, frascos de amostragem e seringas). [...] Com 
Higiene do trabalho Limites de Tolerância e Avaliação dos Agentes Químicos Capítulo 2
separação dos contaminantes – o contaminante é separado 
através de retenção em filtros, absorção em meio líquido,adsorção 
em meio sólido ou condensação de vapores, para posterior análise 
em laboratório. Neste tipo de amostragem um volume conhecido 
de ar contaminado passa através de um meio coletor adequado, 
separando- se, assim, os contaminantes do restante do ar. Em ambos 
os casos a análise deve ser realizada o mais rápido possível, pois o 
contaminante pode permear através das paredes plásticas ou sofrer 
dessorção, perdendo-se parte da amostra. (PEIXOTO; FERREIRA, 2013, 
p. 32-33)
Agora você já tem conhecimento suficiente para planejar uma análise por meio de 
amostragem de agentes químicos presentes no ambiente ocupacional. Portanto, feito 
esse planejamento, o responsável pela análise deve coletar a amostra e analisá-la, 
considerando os limites de tolerância dos agentes analisados. Vejamos a seguir os 
limites de tolerância.
Limites de Tolerância para Agentes Químicos
A questão que precisamos entender aqui é: onde encontramos definidos os limites de 
tolerância referentes a agentes químicos, a fim de compará-los com as análises feitas 
com base na amostra coletada? Bem, os limites de tolerância para agentes químicos 
são definidos nas legislações brasileira e internacionais, devendo-se, então, observar 
conformidades da prática no ambiente de trabalho das normativas.
Lembre-se sempre de que os limites de tolerância ou limites de exposição ocupacional 
refletem a concentração ou intensidade dos agentes químicos presentes no ambiente 
ocupacional a níveis aceitáveis, onde o trabalhador possa estar exposto frequentemente, 
sem sofrer danos à saúde. Na legislação brasileira, os limites de tolerância são definidos 
no anexo 11 da NR 15, conforme apresenta o Quadro 8.
Higiene do trabalho Limites de Tolerância e Avaliação dos Agentes Químicos Capítulo 2
FIGURA 8
Limites de tolerância segundo a NR 15
FONTE
Peixoto e Ferreira (2013, p. 39).
 
Higiene do trabalho Limites de Tolerância e Avaliação dos Agentes Químicos Capítulo 2
Resumindo
Você já se sente capaz de avaliar os riscos e limites de tolerância à 
exposição de agentes químicos atribuídos pela legislação em vigor? Para 
mostrar que você adquiriu esse conhecimento, vamos recordar o que 
vimos. Aprendemos que avaliar riscos relacionados a agentes químicos 
não é uma tarefa simples e, para cumpri-la, é necessário conhecer os 
agentes químicos (características, ações no organismo, etc.), saber extrair 
uma amostra corretamente do ambiente ocupacional e saber analisar 
tais agentes a partir dos limites de tolerância atribuídos na legislação. 
Você aprendeu que uma boa amostra é de sua importância e que, 
para obtê-la, deve-se planejá-la, considerando os seguintes aspectos: 
tempo de amostragem, quantidade de amostras, tipo de amostragem, 
instrumentos utilizados (amostradores) e métodos de coleta. Por fim, 
você aprendeu que os limites de tolerância são definidos pela NR 15 e 
refletem a concentração ou intensidade dos agentes químicos presentes 
no ambiente ocupacional a níveis aceitáveis, onde o trabalhador possa 
estar exposto frequentemente, sem sofrer danos à saúde.
@faculdadelibano_
3
Trabalho 
em Espaços 
Confinados,
Radiação e 
Pressão
Higiene do trabalho Capítulo 3
Trabalho em Espaços 
Confinados, Radiação e 
Pressão
Objetivos
Ao término deste capítulo você será capaz de avaliar a atmosfera de 
espaços confinados e a presença de radiações e pressões anormais 
nesse tipo de espaço. Você também vai aprender aspectos específicos 
relacionados à higiene ocupacional em ambientes onde o trabalhador 
é exposto a radiações e pressões anormais, e compreender o que é um 
espaço confinado, radiação, pressões anormais e riscos que o trabalhador 
corre nesse tipo de ambiente. Assim, na sua prática profissional, você 
saberá como atribuir procedimentos de segurança adequados para 
proteger o trabalhador. E então? Pronto para desenvolver esta habilidade? 
Vamos lá. Avante!
Espaços Confinados: Conceito e Riscos Ocupacionais
Pense rápido: O que vem em sua mente quando falamos na palavra confinamento? 
Acredito que em sua mente veio a imagem de um ambiente fechado, ou ainda um 
sentimento de estar entre quatro paredes. Bem, para iniciarmos nos estudos sobre 
ambientes confinados, devemos saber inicialmente o significado básico das palavras 
que compõe esse termo: espaço e confinamento.
Para isso, vamos recorrer a um dicionário. Espaço é uma extensão limitada, onde 
podemos entender por extensão por prolongamento de algo (ESPAÇO, 2022). Já a 
palavra confinamento remete a um estado ou condição do que ou de quem se encontra 
preso, cercado e impossibilitado de sair (CONFINAMENTO, 2022). Lembra-se da reflexão 
inicial? Se você imaginou uma situação em que estava preso, você tem uma ideia do 
Higiene do trabalho Trabalho em Espaços Confinados, Radiação e Pressão Capítulo 3
que é desenvolver atividades em um ambiente confinado. Imagine como exemplo dois 
homens trabalhando em uma espécie de caverna fechada e de difícil acesso. Agora 
temos uma ideia preliminar do que seja uma definição de ambiente confinado, contudo 
essa ideia ainda é abrangente quando remetemos ao campo da higiene ocupacional. 
Vejamos no Quadro 9 algumas definições específicas de espaço confinado no âmbito 
da higiene e segurança do trabalho.
Com base nas definições de ambientes confinados dispostas no Quadro 9, as 
características principais de um ambiente confinado são: projeção para não ocupação 
humana contínua, limitação de locais de entrada e saída, e presença de ventilação 
natural limitada e insuficiente para remoção de contaminantes perigosos.
QUADRO 9
Definições de espaços confinados
FONTE
Adaptado de Peixoto e Ferreira (2013, p. 114).
Fonte Definição
Norma 
regulamentadora 
Nº 33 (Segurança 
e Saúde nos 
Trabalhos em 
Espaços Confinados.
Espaço confinado é aquele que é composto por área ou 
ambiente cujo projeto não foi feito para que houvesse 
uma exposição humana contínua, possuindo meios 
limitados de entrada e saída, com ventilação existente 
insuficiente para remoção de contaminantes ou onde 
possa existir deficiência ou enriquecimento de oxigênio.
ABNT NBR 14787 Qualquer área que não tenha sido projetada para 
ocupação humana contínua, apresentando meios 
de entrada e saída na qual a ventilação existente é 
insuficiente para remover contaminantes perigosos, 
podendo, além de contaminantes, haver deficiência ou
enriquecimento de oxigênio.
NIOSH (National 
Institute for 
Occupational Safety 
and Health)
Espaço que apresenta passagens limitadas de entrada 
e saída, com ventilação natural deficiente que contém 
ou produz perigosos contaminantes do ar e que não é 
destinado para ocupação humana contínua.
Higiene do trabalho Trabalho em Espaços Confinados, Radiação e Pressão Capítulo 3
Agora que você sabe o que caracteriza um espaço confinado, seria capaz de listar 
algumas profissões cujos os trabalhadores desenvolvem suas atividades nessas 
condições? Vejamos uma pequena lista no Quadro 10.
Definição
Espaço confinado é qualquer área que não tenha sido projetada para 
ocupação humana contínua, possui meios limitados de entrada e saída, 
e ventilação existente insuficiente para remoção de contaminantes ou 
onde possa existir deficiência ou enriquecimento de oxigênio (ABNT NBR 
14787, 2001).
QUADRO 10
Exemplo de profissões que atuam em espaços confinados
FONTE
Intermercados (2018).
Profissão Descrição
Alpinista 
industrial
Trabalhador que, a serviço de uma empresa, realiza funções como 
limpeza ou restauração de vidros, fachadas, telhados e caixas 
d’água. Em 2009, foram regulamentadas as regras que a Associação 
Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) criou para este tipo de trabalho, 
cujo acesso é por cordas. Os principais riscos da atividade são altura, 
vento forte, emissão de gases e perigo de explosão.
Minerador O minerador é o profissional que perfura o minério com uma máquina 
hidráulica e o detona com explosivos. O produto dessas etapas é o 
minério fragmentado, que depois é transportado e processado. As 
minas dividem-seem dois tipos: subterrâneas e a céu aberto. Chama-
se lavra o conjunto de operações da mineração, desde a extração de 
minérios até a etapa de aproveitamento industrial. Neste universo, os 
exemplos de espaço confinado são diversos.
Técnico 
em 
proteção 
catódica
Aplica corrente elétrica em dutos carregados, sejam eles de gás, 
derivados de petróleo ou com água. A junção entre corrente elétrica 
e materiais explosivos eleva muito o risco da profissão. A proteção 
catódica é a única solução para controlar a corrosão de estruturas 
enterradas ou imersas. O processo tem fases sequenciais: isolamento 
elétrico, revestimento do duto com material isolante e, por fim, 
passagem de corrente elétrica.
Higiene do trabalho Trabalho em Espaços Confinados, Radiação e Pressão Capítulo 3
Listamos no Quadro 10 três profissões cujas atividades são realizadas em ambientes 
confinados, mas quais são efetivamente os riscos que correm esses profissionais? Em 
linhas gerais, os riscos relacionados a esse tipo de ambiente ocupacional podem ser 
divididos em dois grupos: perigos atmosféricos e perigos físicos ou gerais. Os perigos 
atmosféricos remetem justamente a uma característica do ambiente confinado: 
presença de ventilação natural limitada e insuficiente para remoção de contaminantes 
perigosos. Em um ambiente confinado, o trabalhador pode perder a consciência por 
falta de oxigênio ou inalação de substâncias químicas, por exemplo, ou ainda, em caso 
de emergência, pode encontrar dificuldades de sair do ambiente. Para facilitar o nosso 
entendimento, o Quadro 11 lista os principais riscos considerados perigos atmosféricos.
QUADRO 11
 Perigos atmosféricos em espaços confinados
FONTE
 Peixoto e Ferreira (2013, p. 111-118).
Riscos Implicações para o condutor
Atmosfera corrosiva 
resultante de processos 
industriais produzidas 
por reações químicas ou 
biológicas.
Em alguns casos, de acordo com propriedades 
das substâncias que ocupam o espaço e de sua 
quantidade, podem causar danos à pele ou aos 
olhos, não necessariamente de forma imediata, 
porém, não descartando a possibilidade de um 
efeito carcinogênico a uma exposição prolongada.
Líquidos e gases 
inflamáveis, como o 
acetileno, o propano, 
o butano, o GLP (Gás 
Liquefeito de Petróleo), a 
gasolina e os álcoois.
Estes produtos, quando confinados e em mistura 
com o oxigênio do ar, podem produzir uma explosão. 
Podemos incluir também grãos, fertilizantes à base 
de nitratos e produtos químicos aplicados no solo 
que produzem pós- combustíveis.
Procedimentos industriais 
com o uso de gases 
inertes (como o nitrogênio, 
argônio, dióxido de 
carbono, etc.) para 
remoção do oxigênio (O2) 
do ar tornando o espaço 
confinado com deficiência 
de O2.
Aplica corrente elétrica em dutos carregados, sejam 
eles de gás, derivados de petróleo ou com água. A 
junção entre corrente elétrica e materiais explosivos 
eleva muito o risco da profissão. A proteção catódica 
é a única solução para controlar a corrosão de 
estruturas enterradas ou imersas. O processo tem 
fases sequenciais: isolamento elétrico, revestimento 
do duto com material isolante e, por fim, passagem 
de corrente elétrica.
Higiene do trabalho Trabalho em Espaços Confinados, Radiação e Pressão Capítulo 3
Como riscos físicos ou gerais se enquadram vibrações, ruídos, radiações, pressões 
anormais, entre outros, além de riscos de acidentes, como escorregamento, soterramento, 
afogamento, etc. Considerando os riscos que podem existir em um espaço confinado, 
vamos estudar alguns procedimentos de segurança.
Procedimentos de Segurança em Espaços Confinados
A primeiro procedimento de segurança é analisar se o ambiente em que o trabalhador 
está possui todas as características para ser classificado como espaço confinado. 
Para isso, as seguintes perguntas devem ser feitas obtendo-se uma resposta positiva, 
segundo Peixoto e Ferreira (2013):
Havendo ainda alguma dúvida de como identificar tecnicamente se um ambiente 
específico é um espaço confinado, podemos seguir um guia desenvolvido pela OSHA, 
que através de três perguntas, nos ajuda a avaliar se este ambiente é de fato um espaço 
confinado. As questões são:
• O espaço é grande o suficiente para o trabalhador entrar e executar completamente 
o seu trabalho?
• Há limitação significativa para entrar e sair e que dificulte uma fuga?
• Este espaço não está desenhado para ocupação humana contínua, inadequado para 
ocupação em condição normal de trabalho e não oferece condições de segurança e 
FIGURA 2
Teores de oxigênio e implicações para a saúde do trabalhador
FONTE
Adaptado de Torloni (2003); NIOSH (1987) e Peixoto e Ferreira (2013, p. 118).
 
Higiene do trabalho Trabalho em Espaços Confinados, Radiação e Pressão Capítulo 3
de saúde adequada?
Se para as questões acima todas as respostas forem do tipo “SIM”, o 
ambiente é considerado espaço confinado. Se assim for constatado, 
deve ser organizado e seguido um procedimento para a entrada do 
trabalhador de forma segura. (PEIXOTO; FERREIRA, 2013, p. 119)
Uma vez o ambiente sendo um espaço confinado, os procedimentos de prevenção 
adotados devem seguir as normas NBR 1478 e NR 33. 
Essas normativas detalham como proceder antes, durante e depois que o trabalhador 
desenvolve suas atividades laborais no ambiente em questão. A partir delas, podemos 
concluir que os procedimentos de segurança são:
FIGURA 3
Sinalização de espaço confinado
FONTE
Peixoto e Ferreira (2013, p. 120).
 
• Manter os funcionários informados sobre 
o conteúdo das normas e da importância 
de serem cumpridas.
• Averiguar se existem perigos atmosféricos 
e gerais no espaço confinado onde serão 
desenvolvidas as atividades laborais.
• Informar aos trabalhadores os riscos 
que ele corre ao desempenhar suas 
atividades.
• Aplicar os procedimentos de entrada 
segura, que consistem em:
• Sinalização e restrição de acesso: isso é 
feito a partir do uso de fitas e cones de 
segurança, além de sinalização específica 
“Espaço confinado identificado”, exigida 
por norma regulamentadora (NR 33), que 
informa a proibição da entrada e do risco 
de morte no local de entrada do espaço. 
A Figura 3 apresenta essa sinalização.
• Solicitação da entrada: por escrito a partir do preenchimento de um formulário 
específico, conforme ilustra a Figura 4.
Higiene do trabalho Trabalho em Espaços Confinados, Radiação e Pressão Capítulo 3
• Verificação das condições do ambiente: essa verificação consiste no preenchimento 
do formulário de permissão pelo supervisor de entrada do local, ilustrado na Figura 5, a 
partir da verificação dos requisitos de segurança.
FIGURA 4
Anexo I (NR 33): parte informativa da permissão
FONTE
Peixoto e Ferreira (2013, p. 121).
FIGURA 4
Anexo I (NR 33): parte informativa da permissão
FONTE
Peixoto e Ferreira (2013, p. 121).
Higiene do trabalho Trabalho em Espaços Confinados, Radiação e Pressão Capítulo 3
Na verificação das condições do ambiente o supervisor de entrada (pessoa que controla 
a entrada no espaço confinado) deve aplicar testes atmosféricos para verificar a 
presença de oxigênio e substâncias presentes no ar que podem comprometer a saúde 
do trabalhador.
Após a verificação criteriosa e o preenchimento do formulário de permissão, o supervisor 
deve conferir se todos os campos foram informados com “SIM”, autorizando a entrada 
do trabalhador. Se algum dos campos for assinalado com “NÃO”, o trabalho não é 
autorizado e a entrada do trabalhador não poderá ser permitida.
• Uso de equipamentos de proteção: uma vez concedida a entrada, o trabalhador deve 
fazê-la com o uso de todos os equipamentos de proteção necessários. Destacam-se 
Importante
Em espaços confinados, nunca deve ser utilizado oxigênio puro para 
ventilar, pois isso aumenta os riscos de incêndio e de explosão.
 
FIGURA 3
Sinalização de espaço confinado
FONTE
Peixoto e Ferreira (2013, p. 120).
os seguintes equipamentos: máscara 
autônoma com cilindro de ar mandado, 
tripé, cinturões de segurança e aparelhos 
derádio e de iluminação artificial. A Figura 
6 ilustra esses equipamentos. 
• Monitoração do trabalho pelo supervisor 
ou vigia: ao autorizar a entrada, o supervisor 
ou outro funcionário denominado como 
vigia deve ficar monitorando o ambiente 
enquanto o outro trabalhador permanece 
em seu interior. A função é monitorar para 
verificar alterações caso surjam e agir 
para evitar acidentes. O vigia deve estar 
atento a alarmes sonoros e detectores de 
gases que geralmente são instalados na 
cintura do trabalhador que está dentro 
do ambiente confinado.
Higiene do trabalho Trabalho em Espaços Confinados, Radiação e Pressão Capítulo 3
• Preenchimento da finalização de permissão: após o término dos serviços previstos, o 
supervisor deve fazer o encerramento da permissão de entrada de forma documentada, 
especificando o horário do fim do procedimento no formulário de controle.
Agora que você já está ciente de como prevenir danos ao trabalhador em um ambiente 
confinado, é importante destacarmos dois agentes de riscos que podem se fazer 
presentes nesse tipo de ambiente: a radiação e as pressões anormais.
Radiações e Pressões Anormais
Revisando: De modo geral, podemos definir radiação como emissão de raios ou 
partículas. No âmbito dos estudos ocupacionais, a radiação e seus efeitos são analisados 
considerando os seus dois tipos: ionizantes e não ionizantes. Pressões anormais são 
pressões acima ou abaixo da pressão atmosférica. Assim, atividades laborais podem 
ser realizadas em ambiente de pressão hiperbárica (acima) ou pressão hiperbárica 
(abaixo).
No contexto de espaços confinados, a presença de radiação deve ser avaliada, 
considerando seus tipos e implicações para o organismo humano, conforme destaca o 
Quadro 12.
Radiação Fontes Implicações
Micro-ondas
Produzidas em 
estações de radar, 
rádio transmissão e 
em alguns processos 
industriais e medicinais.
Causam aquecimento localizado na 
pele. Tem como característica ser 
pouco pentrante (alguns milímetros) 
e sua absorção causa, basicamente, 
o aquecimento superficial (pele).
Radiação 
infravermelha
Origem natural (sol) ou
artificial (fornos, metais 
incandescentes, solda).
Tem como característi- ca ser pouco 
penetrante (alguns milímetros)
e sua absorção causa, basicamente, 
o aquecimento superficial (pele).
Higiene do trabalho Trabalho em Espaços Confinados, Radiação e Pressão Capítulo 3
O que devemos destacar mesmo no contexto de ambientes confinados são as pressões 
anormais. A pressão hiperbárica se dá em condições em que o trabalhador realiza suas 
atividades em ambientes sob ar comprimido. Veja um exemplo de tubulão pneumático 
ilustrado na Figura 7.
FIGURA 12
A radiação e as implicações para a saúde do trabalhador
FONTE
Adaptado de Peixoto e Ferreira (2012, p. 46-48).
Radiofrequência
Emprego de cores em 
tubulações
Pouco penetrante e seus efeitos 
serão sempre superficiais, 
normalmente envolvendo a pele 
e os olhos. Um efeito importante e 
reconhecido da radiação ultravioleta 
é o câncer de pele.
Radiação de grande 
comprimento de 
onda encontradas 
em radiofusão AM, 
ondas VHF, UHF, 
radioamadorismo,
Radionavegação e
radioastronomia.
Normalmente, não apresentam 
problemas ocupacionais. Os efeitos 
à saúde são predominantemente 
térmicos, ou seja, aquecimento por 
absorção da radiação pelos tecidos.
FIGURA 7
Tubulão pneumático
FONTE
Persuhn (2013, p. 85).
 
Higiene do trabalho Trabalho em Espaços Confinados, Radiação e Pressão Capítulo 3
Assim sendo, o tubulão pneumático é um exemplo de ambiente confinado, no qual 
o trabalhador exposto à alta pressão pode sofrer: lesões pulmonares, barotraumas 
(traumatismo provocado pela pressão), embolias, intoxicação por oxigênio, intoxicação 
por gás carbônico, toxicidade cerebral, etc.
Resumindo
Entendeu a atmosfera de espaços confinados e a presença de radiações 
e pressões anormais nesse tipo de espaço? Você também aprendeu que 
espaço confinado é qualquer área que não tenha sido projetada para 
ocupação humana contínua, possui meios limitados de entrada e saída, 
e ventilação existente insuficiente para remoção de contaminantes ou 
onde possa existir deficiência ou enriquecimento de oxigênio (ABNT NBR 
14787, 2001). Sendo assim, em linhas gerais, os riscos relacionados a esse 
tipo de ambiente ocupacional podem ser divididos em dois grupos: 
perigos atmosféricos e perigos físicos ou gerais. Aprendemos que existem 
normas e procedimentos de segurança que devem ser cumpridos no 
desenvolvimento de atividades laborais em espaços confinados, a fim de 
proteger o trabalhador. Por último, destacamos como a radiação e as 
pressões anormais podem ser riscos presentes em espaços confinados.
@faculdadelibano_
4
Ergonomia 
no Ambiente 
Ocupacional: Uma 
Visão Geral
Higiene do trabalho Capítulo 4
Ergonomia no Ambiente 
Ocupacional: Uma Visão 
Geral
Objetivos
Ao término deste capítulo você será capaz de compreender aspectos 
genéricos da ergonomia no ambiente ocupacional. Neste capítulo você 
vai aprender o que é ergonomia no ambiente de trabalho como um 
agente de risco, uma vez que esse agente é fonte de várias doenças 
de trabalho. Nesse sentido, esse conhecimento irá ajudar você em sua 
prática profissional a realizar avaliações ergonômicas e estabelecer 
medidas de prevenção à saúde do trabalhador. E então? Pronto para 
desenvolver esta habilidade? Vamos lá. Avante!
Ergonomia: Noções Gerais
Quando você ouve o termo “ergonomia no trabalho”, você automaticamente o associa a 
quais palavras ou imagens? Primeiramente, o que devemos ter em mente é que ela é um 
agente de risco ocupacional, assim como os agentes físicos, químicos e biológicos que 
já estudamos. E como agente de risco, ela se apresenta nos mais diferentes contextos de 
trabalho e ambientes. Mas afinal o que é ergonomia? O Dicionário Online de Português 
(2022) atribui o seguintes significados à palavra ergonomia:
[...] Estudo científico que busca melhorar as condições de trabalho, 
visando um aumento de produtividade, através da análise das 
relações entre o homem e a máquina. Melhoria das condições de 
trabalho, através da utilização de mecanismos tecnológicos e/ou do 
uso de desenho industrial. (ERGONOMIA, 2022)
Higiene do trabalho Ergonomia no Ambiente Ocupacional: Uma Visão Geral Capítulo 4
O significado do dicionário nos leva a concluir que a ergonomia está relacionada, assim 
como os demais riscos ocupacionais, às condições de trabalho, mas com destaque 
para a interação entre homem, máquinas, equipamentos e tecnologia que ele utiliza 
para desenvolver suas atividades. Para melhor pontuarmos o que abrange a ergonomia 
no âmbito da higiene ocupacional, vejamos algumas definições mais específicas de
ergonomia no Quadro 13.
Além dos conceitos apresentados no Quadro 13, é importante destacar que a ergonomia 
como campo de estudo científico pode ser dividida, de acordo com seus focos, em: 
ergonomia física, ergonomia cognitiva e ergonomia organizacional. Veja a Figura 8.
QUADRO 10
Exemplo de profissões que atuam em espaços confinados
FONTE
Intermercados (2018).
Autor (ano) Definição de ergonomia
Grandjean 
(1969)
O estudo do comportamento do homem em seu trabalho.
Falzon (2007). A ergonomia é o estudo científico da relação entre o homem e 
seus meios, métodos e ambientes de trabalho. Seu objetivo é 
elaborar, com a colaboração das diversas disciplinas científicas 
que a compõem, um corpo de conhecimentos que, em uma 
perspectiva de aplicação, deve ter como finalidade uma melhor 
adaptação ao homtem dos meios tecnológicos de produção e 
dos ambientes de trabalho e de vida.
Associação 
Brasileira de 
Ergonomia 
(ABERGO, 2010).
A ergonomia é o estudo científico da relação entre o homem e 
seus meios, métodos e ambientes de trabalho. Seu objetivo é 
elaborar, com a colaboração das diversas disciplinas científicas 
que a compõem, um corpo de conhecimentos que, em uma 
perspectiva de aplicação, deve ter como finalidade uma melhor 
adaptação ao homem dos meiostecnológicos de produção e 
dos ambientes de trabalho e de vida.
Higiene do trabalho Ergonomia no Ambiente Ocupacional: Uma Visão Geral Capítulo 4
No âmbito da higiene ocupacional, como podemos definir ergonomia no ambiente de 
trabalho? Para responder a esse questionamento, recordamos o conceito de higiene 
ocupacional e a abordagem multifuncional do estudo da saúde do trabalhador, 
conforme apresenta a Figura 14
FIGURA 13
Tubulão pneumático
FONTE
Persuhn (2013, p. 85).
 
Higiene do trabalho Ergonomia no Ambiente Ocupacional: Uma Visão Geral Capítulo 4
FIGURA 14
Abordagem multifuncional da saúde ocupacional
FONTE
Adaptado de Rossete (2014; p. 9).
Definição
Higiene ocupacional é o campo de estudo científico que objetiva a 
antecipação, o reconhecimento, a avaliação e o controle de riscos para 
a saúde, no ambiente de trabalho, com foco em proteger a integridade 
física e o bem-estar do trabalhador, e salvaguardar a comunidade em 
geral.
 
Diante do conceito de higiene na abordagem multifuncional da saúde ocupacional, 
podemos concluir que a ergonomia no âmbito da higiene ocupacional volta-se para 
o foco físico e pode ser definida como: o estudo da postura no trabalho, manuseio de 
materiais, movimentos repetitivos, distúrbios musculoesqueléticos relacionados ao 
trabalho, projeto de posto de trabalho, segurança e saúde do trabalhador como agentes 
de riscos à saúde do trabalhador.
Higiene do trabalho Ergonomia no Ambiente Ocupacional: Uma Visão Geral Capítulo 4
Desse modo, a ergonomia no trabalho ocupa-se em estabelecer relação entre o homem 
e seus meios, métodos e ambientes de trabalho, objetivando intervenções e projetos 
que visem melhorar, de forma integrada e não dissociada, a segurança, o conforto, o 
bem-estar e a eficácia das atividades humanas.
Agora temos uma definição precisa do que é ergonomia no trabalho dentro do contexto 
que estamos estudando. Por exemplo, se nos referimos à ergonomia do trabalho em 
ambientes confinados, estamos buscando identificar como manuseio de materiais, 
movimentos repetitivo, postura, etc. dentro de um espaço confinado podem oferecer 
riscos à saúde do trabalhador.
Para facilitar, podemos dizer que a ergonomia no trabalho tem sua definição vinculada 
aos seguintes palavras e termos: trabalho, posto de trabalho, biomecânica ocupacional, 
posturas corporais e antropometria. Para entender como se dá na prática dos estudos 
ergonômicos a identificação dos possíveis danos à saúde do trabalhador, é necessário 
entender o que significa cada termo, conforme o disposto no Quadro 14.
Definição
No campo da higiene ocupacional, a ergonomia no trabalho pode ser 
definida como o estudo da postura no trabalho, do manuseio de materiais, 
dos movimentos repetitivos, dos distúrbios musculoesqueléticos 
relacionados ao trabalho, do projeto de posto de trabalho, da segurança e 
da saúde do trabalhador como agentes de riscos à saúde do trabalhador
‘
Termo Conceito (Significado)
Trabalho O trabalho na perspectiva econômica é definido como um fator 
de produção, sendo esse considerado como toda e qualquer 
atividade desempenhada pelo homem com o objetivo de 
satisfação de necessidades.
Higiene do trabalho Ergonomia no Ambiente Ocupacional: Uma Visão Geral Capítulo 4
Diante dos conceitos dispostos no Quadro 14, devemos ter em mente que as condições 
de posto de trabalho e a postura corporal são agentes que podem causar danos à 
saúde do trabalhador, e a ergonomia do ambiente ocupacional visa, portanto, a partir 
de estudos, prevenir esses danos por meio da identificação de ações corretivas. Por 
exemplo, uma postura inadequada durante a operação de uma máquina no posto de 
trabalho constantemente pode ocasionar lesões na coluna. Vejamos no Quadro 15 a 
relação entre postura e as implicações no organismo humano.
‘
QUADRO 10
Exemplo de profissões que atuam em espaços confinados
FONTE
Intermercados (2018).
Posto de 
trabalho
Ambiente laboral que interage com o trabalhador. É a configuração 
física do sistema humano-máquina-ambiente, ou seja, é a 
interação do trabalhador com as máquinas, equipamentos e 
procedimentos operacionais necessários para a transformação 
dos inputs em outputs.
Biomecânica 
ocupacional
É a parte da ergonomia que trata da análise postural e suas 
consequências.
Postura 
corporal
É a organização dos diversos segmentos corporais no espaço no 
processo de construção de um posto de trabalho ergonômico ou 
de adequação do posto de trabalho aos padrões ergonômicos 
da avaliação da postura. É de fundamental importância.
Antropemetria É a técnica para expressar quantitativamente o corpo humano, a 
atividade ou prática científica relativa à observação, qualificação 
e análise do crescimento somático do homem, com o objetivo 
de projetar dimensões adequadas ao trabalhador em um 
determinado posto de trabalho.
Higiene do trabalho Ergonomia no Ambiente Ocupacional: Uma Visão Geral Capítulo 4
FIGURA 14
Postura e suas implicações para o organismo humano
FONTE
Adaptado de Araújo (2005, p. 37-38) e Másculo (2011).
Posição Implicações para o organismo humano
Trabalho em pé Na imagem a pessoa 1 apresenta uma postura 
adequada, diferente da pessoa,
2. Uma postura inadequada por horas prolongadas 
pode implicar: diminuição do retorno nervosos, 
causado por pouca atuação do fator motobomba 
muscular, altas exigências das válvulas venosas, 
acúmulo de sangue nos membros inferiores e nas 
veias da pelves, com a possibilidade de edemas nesta 
região, nutrição inadequada da pele, favorecendo o 
surgimento de úlceras.
Trabalho sentado A imagem apresenta duas pessoas trabalhando 
sentadas com o que se considera uma postura 
correta.
De uma maneira mais sistêmica, a postura sentada 
pode causar consequências desfavoráveis para 
articulações do braço, para a coluna vertebral, para 
os membros do esqueleto e para coluna lombar.
Você Sabia?
Ao término deste capítulo, você será capaz de entender em que consiste 
a ciência do Direito e como ela está relacionada com a moral e com 
a justiça. Certamente isto será fundamental para a compreensão dos 
capítulos a seguir. Motivado para desenvolver esta competência? Então 
vamos lá. Avante!
Higiene do trabalho Ergonomia no Ambiente Ocupacional: Uma Visão Geral Capítulo 4
Danos Definição/Exemplos Causas
LER (Lesões 
por Esforços 
Repetitivos)
Conjunto de doenças 
como a Tendinite 
(inflamação dos 
tendões), Bursite 
(inflamação da bursa 
que funciona como um 
amortecedor entre os 
ossos), Tenossinovite 
(inflamação da 
membrana que envolve 
os tendões), entre 
outras.
Entre os fatores causadores 
da doença, os mais comuns 
são: os funcionários realizam 
de maneira incorreta suas 
atividades, não respeitando 
seus limites, não mantendo 
uma postura adequada 
para o desempenho de suas 
atividades, a ausência de 
pausas para descanso e o 
estresse que pode acarretar, 
principalmente, irritabilidade e 
descontrole emocional.
DORT (Distúrbios 
Osteomusculares 
Relacionados ao 
Trabalho)
Distúrbios da DORT são devidos 
fun- damentalmente à utilização 
biome- canicamente incorreta 
dos membros superiores, com 
força excessiva, manutenção 
de posturas incorretas, alta 
repetitividade de um mesmo 
padrão de movimento e 
compressão mecânica das 
delicadas estruturas dos 
membros superiores.
Agora que você já sabe do que trata a ergonomia no ambiente ocupacional, pare e reflita: 
quais danos ocupacionais estão ligadas a essa? São exemplos de danos relacionadas 
a ergonomia no ambiente ocupacional as LER (Lesões por Esforços Repetitivos) e 
DORT (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho). O Quadro 15 resume 
objetivamente esses danos e possíveis causas. 
Higiene do trabalho Ergonomia no Ambiente Ocupacional: Uma Visão Geral Capítulo 4
Agora que já temos noções gerais sobre a ergonomia no ambiente ocupacional, 
podemos ter o conhecimento de algumas metodologias de avaliação ergonômica as 
quais você poderá fazer uso em sua atuação profissional para diagnosticar possíveis 
agentesde risco ergonômico.
Metodologias de Avaliação Ergonômica
Uma metodologia de avaliação, de modo geral, consiste em um guia de ações e 
procedimentos que norteiam o estudo de algo para um dado fim, um objetivo. Podemos 
listar como metodologias e avaliação ergonômica: a Análise Ergonômica do Ambiente 
de trabalho (AET), a Técnica da Escola OCRA e a elaboração de laudos técnicos. Vamos 
conhecer aqui objetivamente no que consistem essas metodologias, apontando para 
qual finalidade podem ser utilizadas, etapas metodológicas e variáveis consideradas 
para estudo. O Quadro 16 apresenta objetivamente essas metodologias.
Você Sabia?
As doenças LER/DORT foram detectadas no início do século XVIII, porém 
somente a partir de 1970, essas doenças foram relacionadas ao ambiente 
de trabalho.
Higiene do trabalho Ergonomia no Ambiente Ocupacional: Uma Visão Geral Capítulo 4
Metodologia Finalidade de 
aplicação
Etapas 
metodológicas
Variáveis consideradas 
para avaliação de risco 
ergonômico
Análise 
ergonômica 
do trabalho 
(AET)
Procedimento 
universalmente 
aplicável e pode 
ser 
usado para 
vários desses 
propósitos.
1. Análise do 
sistema de 
trabalho, os tipos 
e as propriedades 
dos objetos de 
trabalho, os 
equipamentos 
utilizados e 
o ambiente 
(físico, sociais e 
organizacionais) 
são registrados 
e avaliados em 
escalas nominais e 
numéricas.
Sistema de trabalho, as tarefas e 
a demanda do trabalho.
Propósito de 
sua origem: 
verificar a carga 
de trabalho 
e a pressão 
dentro de um 
determinado 
sistema de 
trabalho.
2. Análise das 
tarefas, abrange as 
atividades
necessárias para o 
trabalhador.
3. Análise da 
demanda de 
trabalho, em três 
seções: percepção, 
decisão e resposta/
atividade.
Técnica
OCRA-Oc-
cupational 
Repetitive 
Actions
Desenvolvido 
para prevenir 
lesões musculo-
esqueléticas 
dos membros 
supriores.
1.Avaliação as 
características dos 
riscos de lesões 
dos membros 
superiores dos 
trabalhadores em 
consequência da 
tarefa executada.
Repetição: O risco é maior 
à medida que aumenta a 
frequência dos movimentos e/ou 
diminui o tempo do ciclo.
Higiene do trabalho Ergonomia no Ambiente Ocupacional: Uma Visão Geral Capítulo 4
Técnica
OCRA-Oc-
cupational 
Repetitive 
Actions
Desenvolvido 
para prevenir 
lesões musculo-
esqueléticas 
dos membros 
supriores.
2.Adequação das 
condi- ções dos 
postos de traba- 
lho, a partir das 
medidas do esforço 
muscular e da 
repetitividade.
Força: O trabalho deverá 
envolver a execução de forças 
suaves, evitando movimentos 
bruscos ou irregulares. O 
manuseio preciso (pegar e 
colocar o objeto com precisão), 
o tipo e a natureza da aplicação 
da força podem gerar um 
esforço muscular adicional.
3.Previsão a 
quantidade de 
trabalhadores 
afetados.
Postura e movimento: As tarefas 
e as operações realizadas no 
trabalho devem proporcionar 
variações de postura. As tarefas 
executadas no trabalho devem 
restringir faixas extremas de 
movimento das articulações 
e evitar as posturas estáticas 
prolongadas. Quando envolvem 
posturas com movimentos 
complexos combinados (por 
exemplo, flexão e torção) podem 
apresentar um risco maior.
4. Proposição de 
algumas soluções 
práticas e que 
sejam passíveis de 
se executar
Duração do trabalho e 
recuperação fisiológica 
insuficiente: O tempo de 
duração do trabalho pode 
ser fragmentado de várias 
formas. A oportunidade para 
a recuperação ou o repouso 
pode estar dentro de cada um 
desses períodos de trabalho. 
A insuficiência do tempo para 
a recuperação do corpo entre 
movimentos repetitivos (por 
exemplo, a falta de tempo para 
a recuperação fisiológica) 
aumenta o risco de lesões 
musculoesqueléticas
5. Possibilitar a 
produtividade sem 
riscos.
Higiene do trabalho Ergonomia no Ambiente Ocupacional: Uma Visão Geral Capítulo 4
Laudos
Ergonômicos
Atestar as 
condições 
ergonômicas 
de alguma 
atividade 
específica da 
organização.
Introdução. Cenário geral do relatório é 
apresentada na introdução, 
junto com as justificativas 
relativas às razões científicas 
que motivam a realização do 
trabalho em questão.
Estabeleci-
mento de 
parâmetros 
para a 
adaptação 
das condições 
de trabalho, 
permitindo 
documentar e 
sistematizar a 
realização de 
um 
procedimento 
específico, 
garantindo 
segurança 
jurídica e 
operacional à 
empresa.
Desenvolvimento Descrição da tarefa/atividade 
analisada, de maneira mais 
completa e esclarecedora 
possível.
Método científico utilizado 
para a análise.
Considerações 
finais.
Conclusões inerentes aos 
proble-mas verificados:
Biomecânico: com a solução 
indicada, o corpo humano do 
trabalhador apresenta melhor 
funcionamento.
Fisiológico: objetiva diminuir a 
fadiga do trabalhador.
Epidemiológico: a partir da 
implantação da medida 
indicada ocorre a diminuição 
das lesões.
Psicofísico: refere-se à boa 
aceitabilidade da sugestão 
por parte dos trabalhadores.
Produtividade: refere-se 
ao melhor rendimento no 
trabalho proporcionadas 
pelas sugestões 
apresentadas.
FIGURA 16
Metodologias de avaliação ergonômica
FONTE
Adaptado de Bristot (2013, p. 2019).
Higiene do trabalho Ergonomia no Ambiente Ocupacional: Uma Visão Geral Capítulo 4
Agora você conhece algumas metodologias que podem ser aplicadas em análises 
ergonômicas em ambientes ocupacionais. Com base nas informações contidas no 
Quadro 16, você pode escolher o método mais adequado para a situação que precisa 
analisar e definir técnicas de coleta de dados como observação das rotinas de trabalho, 
entrevistas, entre outros.
Resumindo
Chegamos ao fim desta unidade e você compreendeu aspectos 
genéricos da ergonomia no ambiente ocupacional. Você também 
aprendeu que no âmbito da higiene ocupacional a ergonomia é definida 
como o estudo da postura no trabalho, do manuseio de materiais, dos 
movimentosrepetitivos, dosdistúrbiosmusculoesqueléticos relacionados 
ao trabalho, do projeto de posto de trabalho, da segurança e da saúde 
do trabalhador como agentes de riscos à saúde do trabalhador. Diante 
desse conceito, é necessário que estudos ergonômicos sejam realizados 
no contexto do ambiente ocupacional. Para realização desses estudos, 
é importante a priori entender os seguintes conceitos relacionados 
à ergonomia: trabalho, posto de trabalho, biomecânica ocupacional, 
posturas corporais e astrometria. A realização de estudos ergonômicos 
requer o conhecimento das LER (Lesões por Esforços Repetitivos) e 
DORT (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho), e de 
metodologias de avaliação que objetivam identificar e verificar riscos 
ergonômicos aos quais os trabalhadores são expostos ao longo de sua 
jornada de trabalho.
Higiene do trabalho
Referências
ARAUJO, G. A. Riscos ergonômicos nas atividades de manutenção industrial em 
espaços confinados. 2015. Dissertação (Mestrado em Ergonomia) - Universidade 
Federal de Pernambuco, Recife, 2015. Disponível em: https://repositorio.ufpe.br/
handle/123456789/15046. Acesso em: 15 abr. 2020.
ABERGO. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ERGONOMIA, [s.d.]. 
Disponível em: www.abergo.org.br. Acesso em: 15 abr. 2020. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE 
NORMAS TÉCNICAS - ABNT. NBR 14787: Espaços confinados – Prevenção de acidentes, 
procedimentos e medidas de proteção. Rio de Janeiro, 2001.
BERNARDO, D. C. R. et al. O estudo da ergonomia e seus benefícios no ambiente de 
trabalho: uma pesquisa bibliográfica. Saberes Interdisciplinares, v. 6, n. 11, p. 97-112, 2017.
BRASIL. NHO 04. Método de coleta e análise de fibras em locais de trabalho. FUNDACENTRO, 
2001. Disponível em: http://www.fundacentro. gov.br/dominios/ctn/anexos/Publicacao/
NHO04.pdf. Acesso em: 10 ago. 2020.
BRASIL. NHO 08. Coleta de material particulado sólido suspenso no ar de ambientes de 
trabalho (procedimento técnico). FUNDACENTRO, 2009. Disponível em: http://www.
fundacentro.gov.br/dominios/SES/ anexos/NHO08_portal.pdf. Acesso em: 10 ago. 2020.
BRASIL. Portaria n° 3214, de 08

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