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1 Morfologia Externa de Caule Profa. Ariadna Valentina Lopes Caule • Definição e Caracterização – Órgão vegetativo, – geralmente aéreo (exceção bulbos, rizomas), – geralmente aclorofilado (exceção caules herbáceos ou jovens em geral) – especializado para a produção e sustentação de ramos, folhas, flores, frutos – condução de água e produtos da fotossíntese – pode ainda funcionar como órgão de reserva (ex. batata inglesa, inhame, cará) e órgão de propagação vegetativa – apresenta folhas e brotos vegetativos – é dividido em nós (região onde nascem as folhas) e entrenós (região entre um nó e outro) – Apresenta, geralmente, geotropismo negativo. 2 nó entrenó Caule • Nós e entrenós Caule • Funções – sustentação – condução Pode ainda: – realizar fotossíntese – armazenar reservas – propagação vegetativa. 3 Caule • Origem – Tem origem a partir do caulículo do embrião da semente – Ao iniciar o seu desenvolvimento origina o epicótilo, acima dos cotilédones e dos primórdios foliares, e o hipocótico, abaixo – Ramificações originam-se a partir de gemas laterais. Caule • Partes – gema apical ou terminal, constituída por meristema primário, situado no ápice do caule – porção lenhosa ou herbácea (que se ramifica e dá suporte às folhas) que é o caule propriamente dito (os ramos caulinares surgem do desenvolvimento de gemas laterais). 4 •Tipos • Aéreos • Aquáticos • Subterrâneos • Caules Aéreos – Eretos Troncos - caule aéreo, ereto, bem desenvolvido, lenhoso, com ramificações. ex. árvores, arbustos 5 • Caules Aéreos – Eretos Haste - caule herbáceo ou fracamente lignificado, pouco resistente, clorofilado. • Caules Aéreos – Eretos Estipe ou estípite - caule cilíndrico, resistente, alongado, geralmente sem ramificação, com um capitel de folhas no ápice. ex. palmeiras, raramente nas eudicotiledôneas, ex. mamão. 6 • Caules Aéreos – Eretos Colmo - caule típico dos bambus, nós e entrenós bem marcantes, pode ser cheio (ex. cana-de-açúcar, milho) ou oco (bambu). No colmo oco a medula desaparece durante o desenvolvimento, permanecendo apenas nas regiões dos nós (diafragmas nodais). • Caules Aéreos – Trepadores • Volúveis ou sarmentosos Volúvel Sarmentoso (ex. gavinha de chuchu) Volúveis - Caules trepadores que sobem em um suporte SEM elementos de fixação, enrolando-se em espiral. ex. feijão Sarmentosos - Caules trepadores COM elementos de fixação representados por gavinhas (uva ou chuchu) ou por raízes adventícias grampiformes (hera). Sarmentoso 7 - Caules Rastejantes, estolões (ou estolhos) Ex.: Abóbora, Morango, Melancia, Gramíneas, Hortelã Rastejantes – Crescem paralelos ao solo; pouco resistentes e por isso não se mantêm eretos; podem ou não ter raízes de trechos em trechos. ex. abóbora. Nos nós formam-se ramos eretos e raízes fasciculadas, funcionam como elemento de reprodução vegetativa. • Caules Subterrâneos – Rizomas, Tubérculos e bulbos Rizoma – Gengibre Rizomas – Caules subterrâneos mais ou menos cilíndricos, que se desenvolvem paralelos à superfície da terra. ex. bananeira, espada-de- São- Jorge, bambu, samambaias. Rizoma – Espada-de-São-Jorge 8 • Caules Subterrâneos Tubérculo – Batata, Solanum tuberosum - Solanaceae Tubérculos – Subterrâneos, dilatados pelas reservas, ovóides, com gemas ou brotos (“olhos”). Podem ser considerados rizomas hipertrofiados e diferem deles pelo crescimento limitado e pela falta de raízes. ex. batata inglesa, inhame, cará. • Caules Subterrâneos Bulbo tunicado– Cebola, Allium cepa - Alliaceae Bulbos – São caules modificados bem complexos. Apresentam uma porção central, um eixo cônico, que é chamado de prato e que representa a porção caulinar. Este prato é envolvido por folhas modificadas, os catáfilos, que em geram acumulam reservas e tem na base raízes. Podem ser: Bulbo sólido ou cheio – prato mais desenvolvido que as folhas, ex. açafrão. Bulbo escamoso – folhas ou escamas mais desenvolvidas que o prato, folhas imbricadas, ex. lírio. Bulbo tunicado - folhas ou escamas mais desenvolvidas que o prato, folhas (túnicas ou escamas) concêntricas e envolvendo o prato, ex. cebola. Bulbo composto ou bulbilho – apresenta pequenos bulbos, ex. alho. 9 • Adaptações caulinares Cladódio ou filocládio Cladódios e filocládios – caules com funções de folhas, folhas são ausentes ou rudimentares ou modificadas em espinhos. - Cladódios são caules carnosos, com crescimento contínuo, verdes, parecem folhas suculentas, ex. cactos em geral. A natureza caulinar eh comprovada pela formação de flores - Filocládios são ramos curtos, de crescimento limitado. ex. aspargo • Adaptações caulinares Gavinha de maracujá Gavinhas – ramos filamentosos, alongados, que, por serem modificações caulinares, podem produzir folhas e até mesmo flores ex. maracujá e uva. Gavinhas de uva 10 • Adaptações caulinares Espinhos – Laranjeira, Limoeiro Acúleos de roseira ≠ espinhos Espinhos – ramos curtos, endurecidos, lignificados, secos, com tecido vascular, funcionam como elementos de proteção, ex. limão, laranja. Diferem dos acúleos, pois estes são apêndices epidérmicos, fáceis de destacar, sem vascularização. São pelos rígidos de origem puramente epidérmica.