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<p>Conceitos Fundamentais</p><p>Manassés Dos Santos Silva</p><p>Você sabe qual a sua relação com o meio ambiente e a sociedade</p><p>em que vive? Provavelmente pensou em algo relacionado com a</p><p>preservação da natureza. Mas vai muito além disso, principalmente</p><p>para você como cidadão!</p><p>Sendo assim, caro estudante, o conteúdo que será tratado neste</p><p>e-book é de fundamental importância para a compreensão dos</p><p>conceitos e da relação meio ambiente e sociedade, destacando o</p><p>papel do cidadão na sociedade moderna.</p><p>Bons estudos!</p><p>2</p><p>Subtópicos</p><p>Sobre as sociedades humanas ������������������������� 3</p><p>A origem das sociedades humanas �����������������������������������������������3</p><p>Conceitos relacionados às sociedades modernas������������������������5</p><p>Considerações finais �����������������������������������������������������������������������8</p><p>Sociedade e cidadania ��������������������������������������� 9</p><p>Breve histórico da ideia de cidadania ���������������������������������������������9</p><p>Considerações finais ���������������������������������������������������������������������15</p><p>Sociedade e Meio ambiente ����������������������������16</p><p>A Relação homem-natureza: origens �������������������������������������������16</p><p>A relação homem-natureza: as mudanças no século 20 ������������21</p><p>A relação do homem-natureza: início do século 21 ��������������������26</p><p>Considerações finais ���������������������������������������������������������������������30</p><p>Referências Bibliográficas & Consultadas ���31</p><p>3</p><p>Sobre as sociedades</p><p>humanas</p><p>Neste tópico, você conhecerá um pouco sobre a origem</p><p>das sociedades humanas, as características que leva-</p><p>ram a uma sociedade moderna e um breve histórico da</p><p>ideia de cidadania�</p><p>A origem das sociedades humanas</p><p>Na evolução da linha do tempo, muitas teorias surgiram</p><p>para explicar a vida social e seu nascimento� Para enten-</p><p>der como surgiram as sociedades humanas, precisamos</p><p>compreender o conceito de “sociedade”: domínio das</p><p>relações entre indivíduos (ou grupos de indivíduos, co-</p><p>munidades) que se desenvolve à margem das relações</p><p>de poder e, em um âmbito mais moderno, que caracte-</p><p>rizam as instituições estatais�</p><p>Existem muitas teorias que tentam explicar a origem</p><p>dos Estados, que são desencadeadas por duas teorias</p><p>principais: a teoria Naturalista, em que o Estado foi for-</p><p>matado por acaso, ou seja, a partir de uma sociedade,</p><p>o surgimento do Estado é um processo natural; e a teo-</p><p>ria Contratualista, no qual o Estado foi gerado por uma</p><p>força de vontade humana manifestada através de uma</p><p>série de eventos volitivos, sendo que tais eventos foram</p><p>incentivados por uma variedade de problemas sociais,</p><p>por sua complexidade e por suas consequências, ou</p><p>4</p><p>seja, a sociedade, e consequentemente o Estado, surgiu</p><p>a partir de objetivos em comuns (Cezario, 2010)�</p><p>Estudando as teorias sobre a sociedade e suas origens,</p><p>podemos observar que o ser humano tem necessidade</p><p>de viver em grupo, por desejo, segurança etc� Assim,</p><p>passamos a entender que o homem é um ser racional</p><p>e político que convive de forma organizada� Essa ne-</p><p>cessidade de convivência harmoniosa e organizada</p><p>decorre da característica humana de ter consciência e</p><p>emoções, não apenas instinto�</p><p>Faz parte do ser humano associar-se com outros que</p><p>são semelhantes a você e crescer em sociedade� À me-</p><p>dida que os grupos crescem, devido à natureza humana,</p><p>regras e líderes precisam ser desenvolvidos para que</p><p>as pessoas possam se auto-organizar� À medida que o</p><p>grupo cresce, as relações interpessoais entre os mem-</p><p>bros tornam-se mais complexas e as regras e formas</p><p>de liderança tornam-se mais abrangentes�</p><p>SAIBA MAIS</p><p>As teorias, Naturalismo e Contratualismo, procuram defender, às</p><p>suas maneiras, a origem da sociedade que, consequentemente,</p><p>fundamentou os alicerces para o surgimento do Estado� Para</p><p>conhecer mais sobre as teorias e suas características, leia o</p><p>texto Naturalismo VS. Contratualismo ou a completude de duas</p><p>teorias, de Leandro Fazollo Cezario�</p><p>5</p><p>Disponível em: https://conteudojuridico�com�br/consulta/Artigos/</p><p>19564/naturalismo-vs-contratualismo-ou-a-completude-</p><p>-de-duas-teorias�</p><p>Conceitos relacionados às sociedades</p><p>modernas</p><p>Determinar uma data específica para o nascimento da</p><p>modernidade é uma tarefa desafiadora, pois o conceito</p><p>de “história” tem um significado imenso na sociedade</p><p>atual. Para que uma civilização seja classificada como</p><p>moderna, ela deve possuir uma historiografia que en-</p><p>fatize sua distinção e crie seu próprio relato histórico�</p><p>Essa historiografia deve reconhecer a ocorrência de fe-</p><p>nômenos históricos sem precedentes, em vez de apenas</p><p>replicar um padrão universal sem idade (Soares, 2019)�</p><p>Geralmente, a civilização contemporânea é retratada</p><p>como um sistema que gira em torno da troca e da pro-</p><p>dução, ao mesmo tempo em que funciona como uma</p><p>hierarquia estruturada de posições sociais com níveis</p><p>variados de significado dentro da estrutura social mais</p><p>ampla� A atribuição desses papéis não é uniforme em</p><p>termos dos benefícios obtidos com o trabalho, que po-</p><p>dem incluir tanto a compensação financeira e o tempo</p><p>de lazer, quanto o nível de poder exercido sobre a so-</p><p>ciedade como um todo�</p><p>https://conteudojuridico.com.br/consulta/Artigos/19564/naturalismo-vs-contratualismo-ou-a-completude-de-duas-teorias</p><p>https://conteudojuridico.com.br/consulta/Artigos/19564/naturalismo-vs-contratualismo-ou-a-completude-de-duas-teorias</p><p>https://conteudojuridico.com.br/consulta/Artigos/19564/naturalismo-vs-contratualismo-ou-a-completude-de-duas-teorias</p><p>6</p><p>De acordo com o estudioso Antony Giddens (2001), a</p><p>modernidade é uma cultura de contradições, ou seja,</p><p>tem dois lados: por um lado, oferece enormes oportuni-</p><p>dades de riqueza, expectativa de vida, tecnologias que</p><p>melhoram as condições gerais de vida, etc�, por outro</p><p>lado, preza pelo individualismo e pela manutenção de</p><p>sistemas de alta desigualdade� Segundo Giddens (2001),</p><p>o pensamento clássico parece não ter explorado adequa-</p><p>damente os aspectos duais da modernidade, oscilando</p><p>quase sempre entre o otimismo exagerado do progresso</p><p>científico e tecnológico, e o pessimismo de vislumbrar</p><p>um mundo regido pela racionalidade instrumental�</p><p>A modernidade não é inteiramente dinâmica, é também</p><p>estática, com suas reconhecidas âncoras materiais,</p><p>suas “longas prisões”, suas tradições, suas raízes, seus</p><p>arquétipos, enfim, valores e práticas antigas e modernas,</p><p>que reproduzem e reforçam o caráter contraditório do</p><p>que estamos discutindo�</p><p>A modernidade, em sua estrutura, é esse turbilhão de</p><p>contradições, sendo o lugar da produção industrial, do</p><p>conhecimento tecnológico e científico, do Estado-Nação</p><p>secular, da introspecção permanente em todos os as-</p><p>pectos da vida social e do princípio do individualismo�</p><p>Esse conjunto de características compõem o que po-</p><p>demos chamar de cultura moderna, que se realiza em</p><p>vários níveis de intensidade em cada país�</p><p>7</p><p>Um conceito manifesto nas sociedades modernas é o</p><p>conceito de “tecnociência”, que Ogiboski (2012) afirma</p><p>ser um recurso de linguagem para denotar a íntima re-</p><p>lação entre ciência e tecnologia� Porém, mais que um</p><p>simples termo, representa um conceito amplamente</p><p>utilizado na comunidade interdisciplinar de estudos</p><p>sociais da ciência e tecnologia que buscam evidenciar</p><p>a desconfiguração dos limites desse cruzamento. O</p><p>termo procura sublinhar os laços sociais das atividades</p><p>científico-tecnológicas, mantidas e afirmadas por redes</p><p>materiais não humanas�</p><p>8</p><p>Considerações finais</p><p>9 A origem das sociedades humanas modernas está</p><p>baseada nas teorias do naturalismo e do contratualismo�</p><p>9 A sociedade moderna está organizada com base no</p><p>princípio do individualismo�</p><p>9 A tecnociência é uma forma hegemônica de conhe-</p><p>cimento nas sociedades modernas�</p><p>9</p><p>Sociedade e cidadania</p><p>Neste tópico, você conhecerá o processo histórico da</p><p>ideia de cidadania e suas características dentro da</p><p>sociedade�</p><p>Breve histórico da ideia de cidadania</p><p>A palavra “cidadão” é derivada do latim “civitas”� Este</p><p>conceito pode ser rastreado até</p><p>os tempos antigos� Na</p><p>civilização grega, tem conotações de república, igual-</p><p>dade e liberdade� Aristóteles descreve cidadão como</p><p>uma pessoa que tem a capacidade de exercer o poder</p><p>público e participar do processo decisório público da</p><p>cidade-estado� Aristóteles também elaborou os critérios</p><p>para obter esse status�</p><p>Nos tempos antigos, o conceito de igualdade era restrito</p><p>a um grupo limitado de homens livres, excluindo efeti-</p><p>vamente estrangeiros, escravos e mulheres� Embora a</p><p>cidadania clássica fosse altamente seletiva, Aristóteles</p><p>enfatizou que ela fornecia uma dimensão política que</p><p>permeia todos os aspectos da vida da cidade-estado</p><p>(Costa; Ianni, 2018)�</p><p>Costa e Ianni (2018) defendem que os cidadãos são</p><p>aqueles que podem usufruir dos benefícios e vantagens</p><p>da vida na cidade, isto é, trata-se de um indivíduo que</p><p>participa da vida política e do processo decisório da</p><p>cidade-estado� Isso é conhecido como cidadania ativa,</p><p>10</p><p>no entanto, a capacidade de participar está diretamente</p><p>relacionada ao status de pessoa livre�</p><p>FIQUE ATENTO</p><p>Aristóteles é um dos nomes mais conhecidos entre os grandes</p><p>filósofos da humanidade. Viveu no período da Grécia Antiga e</p><p>dedicou-se aos estudos sobre diversos assuntos, como a Ética</p><p>e a Política, tendo como obras notáveis Poética, Physica, Política</p><p>e Ética a Nicômaco�</p><p>Em sua análise seminal da cidadania, Marshall (1967)</p><p>examinou a experiência histórica britânica e identificou</p><p>três categorias distintas de direitos: direitos individuais</p><p>ou civis, direitos políticos e direitos sociais� Esses direi-</p><p>tos não foram concedidos imediatamente, mas foram</p><p>obtidos gradualmente, permitindo a identificação de</p><p>épocas históricas específicas que correspondiam a</p><p>cada conjunto de direitos�</p><p>Para Marshall (1967), a cidadania moderna é um status</p><p>concedido àqueles que são membros integrais de uma</p><p>comunidade, e todos aqueles que possuem o status</p><p>são iguais com respeito aos direitos e obrigações per-</p><p>tinentes ao Estado�</p><p>Vamos saber um pouco sobre esses direitos identifica-</p><p>dos por Marshall (1967) a seguir:</p><p>z Direitos dos indivíduos ou direitos civis: abrangem</p><p>uma ampla gama de privilégios, incluindo a liberdade</p><p>11</p><p>de congregar, expressar-se, opinar, acreditar em uma</p><p>determinada religião, viajar, fazer contratos, acesso a</p><p>processos legais justos, emprego e propriedade, entre</p><p>outros� Esses direitos foram estabelecidos na Europa</p><p>durante o século 18 e desde então foram refinados e</p><p>desenvolvidos�</p><p>z Direitos políticos: abrangem o direito de voto e o</p><p>direito de concorrer a um cargo político, seja como</p><p>membro de um órgão governamental ou como eleitor</p><p>registrado� Esses direitos foram obtidos em toda a Eu-</p><p>ropa durante o século 19�</p><p>z Direitos sociais: relativos ao acesso aos benefícios</p><p>do patrimônio coletivo, como saúde, educação e previ-</p><p>dência social� Este tipo de direito garante um nível básico</p><p>de bem-estar e segurança econômica� O século 20 viu</p><p>o estabelecimento desse direito como uma conquista</p><p>europeia significativa.</p><p>REFLITA</p><p>No Dicionário de Políticas Públicas (Ferreira; Fernandes, 2013,</p><p>p. 45), afirma-se que “[...] os termos cidadão e cidadania geral-</p><p>mente remetem ao indivíduo pertencente a uma comunidade e</p><p>portador de um conjunto de direitos e deveres [...]. Que direitos</p><p>são esses? Eles mudam ao longo da história? Em que âmbito</p><p>são exercidos?”�</p><p>Isso nos faz refletir que, à medida que a tecnologia e o desen-</p><p>volvimento econômico avançam, a sociedade passa a ter uma</p><p>maior consciência ambiental e de cidadania� Essa mudança</p><p>12</p><p>gradual a cada ano do século 21 levou a uma concepção mais</p><p>reflexiva de avaliação do desenvolvimento, propondo, assim, a</p><p>sustentabilidade como fator social�</p><p>A noção de cidadania é multifacetada, no entanto, o que</p><p>exatamente isso implica? Cidadania denota o status de</p><p>membro de um indivíduo e reconhecimento dentro de</p><p>uma comunidade particular� Também está associado</p><p>a uma série de responsabilidades e privilégios que um</p><p>indivíduo deve à sociedade da qual faz parte� O conceito</p><p>de cidadania é historicamente e geralmente contextua-</p><p>lizado por uma referência espacial, que se caracteriza</p><p>pela correlação entre um indivíduo e um determinado</p><p>território, pertencente à estrutura sócio-política da área�</p><p>Isso demonstra que cidadania não é um conceito inato</p><p>e objetivo, mas sim uma ideia que a sociedade criou�</p><p>Ela ganha significado a partir de experiências comparti-</p><p>lhadas, tanto pessoais quanto sociais. Especificamente,</p><p>a cidadania representa uma identidade sociopolítica e</p><p>precisamos compreender que a identidade pessoal se</p><p>refere às qualidades e traços inerentes de alguém, en-</p><p>quanto a identidade social refere-se às características</p><p>que definem o relacionamento de alguém com outras</p><p>comunidades� Em essência, a identidade social é um</p><p>sentimento de pertencer a um coletivo maior, uma so-</p><p>ciedade (Costa; Ianni, 2018)�</p><p>Existem múltiplas interdependências entre a socieda-</p><p>de e o meio ambiente, entendido como a base física e</p><p>13</p><p>territorial do desenvolvimento� Procuramos satisfazer</p><p>as nossas necessidades todos os dias e para isso re-</p><p>corremos à biodiversidade do planeta e tudo o que ela</p><p>tem para nos oferecer�</p><p>No Brasil, apesar dos notáveis ganhos de direitos após</p><p>o fim do regime militar (1964-1985), ainda há muito tra-</p><p>balho a ser feito na questão da cidadania� Ainda assim,</p><p>a cidadania permanece remota para muitos brasileiros,</p><p>pois a conquista dos direitos políticos, sociais e civis não</p><p>pode mascarar a tragédia de milhões mergulhados na</p><p>miséria, alto desemprego e grande número de analfabe-</p><p>tos e semianalfabetos – sem falar na tragédia nacional</p><p>das vítimas da violência privada e oficial.</p><p>Adquirir o direito à cidadania brasileira muitas vezes</p><p>envolve o atendimento de pré-requisitos específicos. O</p><p>conceito de nacionalidade refere-se àqueles que nascem</p><p>em uma determinada localização geográfica ou são</p><p>considerados equivalentes a tais indivíduos� No Brasil,</p><p>por exemplo, são considerados cidadãos os nascidos</p><p>no país ou filhos de pais brasileiros. O mesmo vale para</p><p>os estrangeiros que solicitaram a naturalização�</p><p>De acordo com a idade de um indivíduo, certas respon-</p><p>sabilidades e privilégios são concedidos ou esperados�</p><p>Um exemplo disso é a exigência de educação dos 4 aos</p><p>17 anos, o direito de voto nas eleições aos 16 anos e</p><p>a maioridade legal aos 18 anos� Os indivíduos que são</p><p>condenados à prisão estão sujeitos a restrições legais�</p><p>14</p><p>Seus direitos políticos são suspensos e eles são legal-</p><p>mente impedidos de exercer sua liberdade�</p><p>Para que possamos compreender melhor os nossos</p><p>direitos e deveres enquanto cidadãos, observe os se-</p><p>guintes exemplos de direitos: saúde, educação, moradia,</p><p>trabalho, previdência, lazer etc�; e de deveres: obediên-</p><p>cia à lei, eleição de governantes por voto obrigatório,</p><p>serviço militar obrigatório (para homens), pagamento</p><p>de impostos etc�</p><p>SAIBA MAIS</p><p>No Direito Brasileiro, a questão da nacionalidade brasileira é</p><p>matéria constitucional e regida pelo artigo 12 da Constituição</p><p>Federal� Esse artigo reúne os cidadãos da República Federativa do</p><p>Brasil� Para saber mais sobre a Nacionalidade Brasileira, acesse</p><p>o site do Governo Federal, disponível em: https://www�gov�br/</p><p>mre/pt-br/assuntos/portal-consular/nacionalidade-brasileira�</p><p>https://www.gov.br/mre/pt-br/assuntos/portal-consular/nacionalidade-brasileira</p><p>https://www.gov.br/mre/pt-br/assuntos/portal-consular/nacionalidade-brasileira</p><p>15</p><p>Considerações finais</p><p>9 A cidadania está sempre em processo de constru-</p><p>ção contínua�</p><p>9 A cidadania corresponde a uma história criada pela</p><p>mudança social, repleta de lutas, contradições e persis-</p><p>tência para resolver problemas sociais�</p><p>9 A cidadania é uma identidade político-social que está</p><p>intrinsecamente ligada ao processo de exclusão-inclusão�</p><p>16</p><p>Sociedade e Meio</p><p>ambiente</p><p>Neste tópico, você conhecerá o processo histórico da</p><p>ideia de cidadania e suas características dentro da</p><p>sociedade�</p><p>A Relação homem-natureza: origens</p><p>Você já observou as dinâmicas da natureza?</p><p>Já perce-</p><p>beu como os fluxos naturais interferem nas rotinas e</p><p>desenvolvimento de uma sociedade?</p><p>Neste tópico, você conhecerá a estreita relação e inter-</p><p>dependência entre a natureza e os padrões de forma</p><p>de vida humana, como o meio ambiente, com seus ele-</p><p>mentos físicos, químicos e biológicos, continuam se</p><p>relacionando com as sociedades�</p><p>Mesmo que por muito tempo o homem tenha erronea-</p><p>mente achado que poderia driblar e controlar a natureza</p><p>e seus processos, se torna cada dia mais perceptível</p><p>que isso não é tão fácil ou possível quanto parece�</p><p>Partindo do pressuposto “natureza não é natural”, haja</p><p>vista ser “criado e instituído pelo homem”, a concepção</p><p>de natureza é algo constituído e construído no âmbito</p><p>social, histórico e espacial. A natureza se define, em nos-</p><p>sa sociedade, por “aquilo que se opõe à cultura e esta é</p><p>tomada como algo superior e que conseguiu controlar</p><p>e dominar a natureza”� Ou seja, é tudo aquilo que tem</p><p>17</p><p>característica natural e que não apresenta intervenção</p><p>antrópica (ação humana)� Dessa forma, a concepção de</p><p>natureza tem mostrado uma relação de interesse social</p><p>dos diversos grupos humanos (Gonçalves, 2002, p� 23)�</p><p>Desde a formação das primeiras civilizações, é possível</p><p>perceber a intensa relação entre homem e natureza, e</p><p>como a compreensão desse meio e suas dinâmicas</p><p>mudaram o curso da história humana. Ao verificarmos</p><p>as atuais questões ambientais que preocupam a so-</p><p>ciedade e podem extinguir as diversas formas de vida,</p><p>e até mesmo tornar inabitável o nosso planeta, você</p><p>com certeza já conseguiu compreender que a relação</p><p>homem-sociedade nem sempre foi, ou é, uma relação</p><p>equilibrada e saudável� A seguir você entenderá como</p><p>essa história começou e como se perpetua até os dias</p><p>atuais�</p><p>A luta pela sobrevivência sempre foi um dos principais</p><p>motivos para que a sociedade entendesse que sua re-</p><p>lação com a natureza era indispensável� Entender os</p><p>ciclos naturais foi crucial para o desenvolvimento do</p><p>modo de vida produtivo e estável�</p><p>Você consegue imaginar nossas vidas sem o fogo para</p><p>realizar o cozimento dos alimentos? E como seria o cul-</p><p>tivo deles sem o conhecimento dos fluxos agrícolas?</p><p>É difícil imaginar nossas vidas sem esses recursos em</p><p>um mundo globalizado e cheio de tecnologias� Chega</p><p>a ser complicado até conceber que a espécie humana</p><p>18</p><p>já viveu esse momento, e que foi justamente a partir do</p><p>desenvolvendo de técnicas e conhecimento acerca da</p><p>natureza e de suas dinâmicas que foi possível chegar-</p><p>mos aos dias atuais enquanto sociedade�</p><p>A espécie do Homo sapiens surgiu no planeta Terra há</p><p>cerca de 195 mil anos e se desenvolveu principalmente</p><p>nos últimos 10 mil anos (Mendonça, 2005)� Nesse período</p><p>formaram relações complexas, sociedades organizadas,</p><p>desenvolveram técnicas agrícolas, estabeleceram rela-</p><p>ções com outras espécies vivas e assim contribuíram</p><p>para a formação do conhecimento que primariamente</p><p>garantiram uma sobrevivência bem-sucedida e estável�</p><p>O Paleolítico é o primeiro e o mais extenso período da</p><p>humanidade, representando 99% da vida das sociedades</p><p>humanas� Neste período o homem começou a construir</p><p>ferramentas que auxiliam no processo de caça, mas não</p><p>dominava o fogo, não conhecia as técnicas agrícolas</p><p>e criação de animais� Esses fatores faziam com que</p><p>o homem paleolítico ainda vivesse de forma nômade�</p><p>FIQUE ATENTO</p><p>Nomadismo corresponde aos povos nômades, cujo estilo de vida</p><p>é errante ou sem destino. Já o Sedentarismo corresponde aos</p><p>povos sedentários, aqueles que escolhem um lugar para morar</p><p>e se estabelecer� Embora um estilo de vida sedentário seja o</p><p>dominante e mais prevalente em nossa espécie, ambos podem</p><p>ser encontrados em diferentes comunidades humanas hoje�</p><p>19</p><p>Entre os anos de 7 mil a�C� a 2500 a�C�, ocorreu o perío-</p><p>do Neolítico, a segunda etapa da pré-história, conhecido</p><p>como Revolução Neolítica, por causa dos grandes feitos</p><p>e descobertas desse período que mudaram o curso da</p><p>humanidade� Naquele período o homem já dominava o</p><p>fogo, o que permitiu ampliar sua procura e conservação</p><p>de alimentos. Com a pedra polida, ferramentas eficien-</p><p>tes foram fabricadas, e a domesticação e criação de</p><p>animais agilizou e possibilitou as formas de transporte�</p><p>Além disso, os habitantes viviam em casas de tijolos de</p><p>barro� Sem calçadas ou ruas entre as habitações, a maio-</p><p>ria era acessada por buracos no teto e portas nas laterais</p><p>das casas, com acesso por escadas e degraus (Figura 1)�</p><p>Figura 1: Çatalhöyük, 7400 a�C�, Konya, Turquia – Patrimônio</p><p>Mundial da UNESCO�</p><p>Fonte: Wikimedia�</p><p>https://commons.wikimedia.org/wiki/File:%C3%87atalh%C3%B6y%C3%BCk,_7400_BC,_Konya,_Turkey_-_UNESCO_World_Heritage_Site,_03.jpg</p><p>20</p><p>O desenvolvimento de técnicas agrícolas possibilitou a</p><p>rotação de culturas, permitindo que o homem passasse</p><p>de nômade a sedentário, além disso, o uso de recursos</p><p>naturais para o desenvolvimento artístico como artesa-</p><p>nato e pintura foi enorme nesse período, favorecendo</p><p>a formação das primeiras civilizações, organizadas,</p><p>complexas e com divisão de funções�</p><p>REFLITA</p><p>É possível que toda essa trajetória histórica da relação entre o</p><p>homem e o meio ambiente faça você se perguntar: como che-</p><p>gamos nesse panorama atual das questões ambientais?</p><p>É notório que o homem começou a entender que a natureza era</p><p>a base de todos os recursos naturais para o desenvolvimento</p><p>de várias atividades� O seu sucesso inicial, em relação ao co-</p><p>nhecimento dos processos naturais, levou a um entendimento</p><p>errado de que a natureza era inabalável, que ela se recuperava</p><p>sozinha e que os recursos eram inesgotáveis� Não existia uma</p><p>consciência de interligação entre homem e meio ambiente e isso</p><p>foi um dos diversos motivos que precederam o surgimento das</p><p>grandes questões ambientais�</p><p>21</p><p>O modo de vida sedentário e crescimento populacional</p><p>requereu a exploração de mais recursos naturais, e o</p><p>surgimento de cidades geraram grandes ciclos de des-</p><p>matamento e impacto ambiental� Desta forma, podemos</p><p>entender que o estabelecimento das diversas civilizações</p><p>só foi possível quando houve interação entre o homem</p><p>e o meio ambiente�</p><p>“A grande mudança de sociedades matriciais</p><p>para patriarcais aconteceu quando a tecnologia</p><p>disponível deixou de ser aplicada unicamente para</p><p>a produção (agrícola e de artefatos) e passou efeti-</p><p>vamente a ser utilizada para a fabricação de armas�</p><p>Paulatinamente, as sociedades se tornaram domina-</p><p>doras� Surgiram os impérios� A ideia de dominação e</p><p>apropriação da natureza e de outros povos foi se am-</p><p>pliando e difundindo pela região que hoje correspon-</p><p>de ao Oriente Médio e Europa, de onde importamos</p><p>nosso modo de ser atual� (Mendonça, 2005, p� 59)�</p><p>A relação homem-natureza: as</p><p>mudanças no século 20</p><p>A relação do homem com a natureza é o que construiu a</p><p>história das sociedades� Observamos que não existiriam</p><p>as sociedades se o homem não se permitisse interagir</p><p>com o meio ambiente� Por conta disso, discutiremos</p><p>a evolução das relações homem/natureza e quais as</p><p>mudanças que ocorreram desde o fim do período Neo-</p><p>lítico até o século 20�</p><p>22</p><p>Vamos entender, para tanto, quais etapas foram pre-</p><p>cursoras das inovações, avanços e retrocessos do sé-</p><p>culo 20� No século 17, conhecido historicamente como</p><p>Idade Moderna, as relações entre o homem e a religião</p><p>ficaram fragilizadas pela Reforma Protestante e pelo</p><p>rompimento com a Igreja Católica�</p><p>Por muito tempo a relação religiosa do homem e os</p><p>dogmas católicos impediram o homem de produzir co-</p><p>nhecimento e entender processos naturais por outros</p><p>meios que não fossem criacionistas e desejos divinos�</p><p>A ciências e o uso de recursos eram vistos como here-</p><p>sias, apesar disso, o movimento conhecido atualmente</p><p>como Revolução Científica surgiu, sendo angariado por</p><p>Galileu Galilei, que difundiu o pensamento científico, o</p><p>antropocentrismo e avanços tecnológicos importantes</p><p>que foram precursores do período posterior, a Revolu-</p><p>ção Industrial�</p><p>A Revolução Industrial teve origem na Inglaterra, no</p><p>século 18, e foi disseminada para todo o mundo,</p><p>mu-</p><p>dando as formas de vida e produção, trazendo outras</p><p>configurações para a forma como o homem se relacio-</p><p>nava com a natureza�</p><p>Ainda naquele século, tivemos o desenvolvimento de</p><p>várias tecnologias em diversas áreas, como a invenção</p><p>da máquina a vapor (1778) (Figura 2), o tear mecânico</p><p>(1785), o trem a vapor (1828), entre outros. Junto a es-</p><p>ses marcos, a ciências avançava cada vez mais a ponto</p><p>23</p><p>de, no início do século 19, ocorrer a Segunda Revolução</p><p>industrial, momento de grande importância e respon-</p><p>sável por originar uma série de problemas ambientais</p><p>que permeiam até os dias atuais como, por exemplo, os</p><p>buracos na camada de ozônio e o aquecimento global�</p><p>Figura 2: Máquina a vapor�</p><p>Fonte: Wikimedia�</p><p>No século 19 o homem que já havia descoberto o petró-</p><p>leo e começava a usá-lo como combustível em diversos</p><p>processos produtivos� A energia elétrica também se</p><p>tornou a mais utilizada nos ambientes industriais e a</p><p>indústria química alavanca com o processo de destila-</p><p>ção do petróleo para gerar diversos outros produtos� A</p><p>partir daí, surgem alguns dilemas na relação do homem</p><p>com o meio ambiente�</p><p>https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Maquina_a_vapor_PB.jpg</p><p>24</p><p>Houve danos na natureza que não conseguirão ser</p><p>remediados pelo homem, a poluição e as alterações</p><p>climáticas começam a preocupar diversas sociedades�</p><p>Paralelo a isso, o mundo vive a ascensão do regime</p><p>econômico capitalista, que incentiva o consumismo e</p><p>que trouxe para natureza uma busca desenfreada de</p><p>matéria-prima, resultando também em uma enorme</p><p>produção de resíduos�</p><p>Diante das problemáticas ambientais vividas pelo ho-</p><p>mem moderno, o conceito de meio ambiente ganha outra</p><p>roupagem� Muitas conferências mundiais são realiza-</p><p>das no intuito de desacelerar a destruição do planeta</p><p>e, consequentemente, a extinção da espécie humana�</p><p>Em meados de 1972, o crescimento populacional, a</p><p>falta de saneamento e a poluição foram temas da pri-</p><p>meira Conferência das Nações Unidas em Estocolmo,</p><p>que tinha como objetivo buscar soluções para frear as</p><p>consequências geradas pela desequilibrada relação do</p><p>homem com o meio ambiente� É nesse cenário que vai</p><p>surgir um conceito que com certeza você já se deparou</p><p>muito nos dias atuais: sustentabilidade�</p><p>SAIBA MAIS</p><p>Em 1972, realizou-se a Conferência das Nações Unidas em Esto-</p><p>colmo, com a sugestão de um novo tipo de desenvolvimento, o</p><p>“Ecodesenvolvimento”, que buscava conciliar o desenvolvimento</p><p>econômico à prudência ecológica e à justiça social, fortalecendo,</p><p>assim, a consciência pública quanto aos problemas ambientais�</p><p>25</p><p>No Brasil, como consequência da Conferência de Estocolmo,</p><p>em 1973, é criada pelo Decreto nº 73�030, de 30 de outubro, a</p><p>Secretaria Especial do Meio Ambiente (Sema), que propunha</p><p>discutir a questão ambiental junto à opinião pública, sem pos-</p><p>suir, no entanto, poder de polícia na defesa do meio ambiente�</p><p>Para saber mais sobre essas conferências e essa mudança no</p><p>pensamento da relação homem/meio ambiente, você pode ler</p><p>o artigo de Crisla Maciel Pott e Carina Costa Estrela intitulado</p><p>Histórico ambiental: desastres ambientais e o despertar de um</p><p>novo pensamento, disponível em: https://www�scielo�br/j/ea/a/</p><p>pL9zbDbZCwW68Z7PMF5fCdp/?format=pdf&lang=pt�</p><p>Nos anos posteriores à conferência de 1972, diversas</p><p>outras ocorreram com o intuito de desenvolver práticas</p><p>sustentáveis, criar metas de diminuição dos impactos</p><p>ambientais e desenvolver mecanismos para preserva-</p><p>ção e conservação do meio ambiente�</p><p>Com isso, no Brasil, a Constituição Federal de 1988, art�</p><p>225, dispõe que: “Todos têm direito ao meio ambiente</p><p>ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do</p><p>povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se</p><p>ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-</p><p>-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”</p><p>(Brasil, 1988)�</p><p>Perceba que o conceito de meio ambiente passa agora a</p><p>ser mais abrangente, entendendo que os espaços diver-</p><p>sos de convivência humana como o trabalho, a cultura</p><p>e os meios artificiais também são considerados meio</p><p>https://www.scielo.br/j/ea/a/pL9zbDbZCwW68Z7PMF5fCdp/?format=pdf&lang=pt</p><p>https://www.scielo.br/j/ea/a/pL9zbDbZCwW68Z7PMF5fCdp/?format=pdf&lang=pt</p><p>26</p><p>ambiente, não sendo restrito apenas para o local com</p><p>árvores e animais�</p><p>A relação do homem-natureza: início</p><p>do século 21</p><p>A partir da Revolução Industrial, tivemos um cresci-</p><p>mento exponencial de exploração de recursos naturais,</p><p>além de uma série de avanços tecnológicos à medida</p><p>que traziam novidades e benefícios, entretanto, trouxe</p><p>também grandes impactos ambientais, alguns até já</p><p>irreversíveis�</p><p>O século 21 traz características duais, pois ao mesmo</p><p>tempo que cientistas alertam para uma destruição am-</p><p>biental sem precedentes, colocando em risco a nossa</p><p>própria existência, temos o fomento do modelo eco-</p><p>nômico capitalista, que usa de maneira desenfreada</p><p>os recursos naturais, principalmente os de fontes não</p><p>renováveis, trazendo a problemática da escassez de</p><p>vários recursos indispensáveis à sobrevivência não só</p><p>do homem, mas de toda a biodiversidade presente no</p><p>planeta�</p><p>Pode-se afirmar que este século é caracterizado pela</p><p>crise na relação homem/meio ambiente� Muitos são os</p><p>tratados e conferências que tratam da saúde do meio</p><p>ambiente, mas ao que parece as formas de vida susten-</p><p>táveis encontram no capitalismo um grande opositor�</p><p>27</p><p>O grande crescimento populacional, o uso exagerado</p><p>de combustíveis fósseis e a grande quantidade de po-</p><p>luentes emitidos por diversas fontes traz à tona o caos</p><p>ecológico que vive nosso planeta�</p><p>O consumismo é um dos vilões deste século, pois dele</p><p>surgem vários outros problemas em uma cadeia altamen-</p><p>te destrutiva ao meio ambiente� Funciona da seguinte</p><p>forma: quanto mais você consome, mais resíduos são</p><p>gerados e mais matéria-prima é retirada do meio am-</p><p>biente, gerando, dessa forma, uma cadeia de impactos</p><p>que vão desde o esgotamento dos recursos naturais,</p><p>passando pela poluição dos processos produtivos e</p><p>gerando um dos dilemas mais graves dessa crise am-</p><p>biental, resultando na geração e destinação de resíduos�</p><p>O crescimento elevado do consumismo é perceptível</p><p>em vários níveis sociais, independentemente de se ter</p><p>mais ou menos recursos financeiros. Aos mais ricos, o</p><p>consumo inspira e demonstra poder social, já aos mais</p><p>pobres, o desejo de possuir bens, serviços e produtos</p><p>levam a uma busca extremamente cansativa por formas</p><p>de obter boas remunerações, para conseguir suprir seus</p><p>anseios de consumo�</p><p>Movimentando toda essa indústria do consumo, fruto</p><p>do capitalismo, são estabelecidos padrões, valores e</p><p>comportamentos que fomentam cada vez mais a ne-</p><p>cessidade do consumo� Muitas são as técnicas que fa-</p><p>vorecem ou estimulam o indivíduo ao consumo, mesmo</p><p>28</p><p>quando não existe uma necessidade aparente� Os gran-</p><p>des shoppings são verdadeiros centros estimuladores</p><p>de consumo, neles há diversas ambientações e técnicas</p><p>que aproximam o indivíduo do consumo, trazendo assim</p><p>uma sensação de bem-estar e realização�</p><p>As diversas formas de mídia também contribuem de</p><p>maneira significativa para tais estímulos. Sem perce-</p><p>bermos, somos a todo tempo bombardeados por in-</p><p>formações de produtos, promoções, e novidades que</p><p>são lançadas nos diversos produtos e serviços� Tudo é</p><p>feito de maneira bem articulada – as cores, os sons, a</p><p>linguagem – para convencer o público-alvo a comprar</p><p>aquele produto�</p><p>Se você observar a partir de hoje, perceberá que as pro-</p><p>pagandas de brinquedo passam em horários que existem</p><p>uma grande quantidade de crianças assistindo a uma</p><p>programação infantil� As marcas passam um ideal de</p><p>sucesso na aquisição de seus produtos e a partir disso,</p><p>mas não só, a cultura do ter vem se sobressaindo sobre a</p><p>cultura do ser, trazendo à tona uma geração de pessoas</p><p>frustradas por não alcançar os objetivos de consumo�</p><p>Contudo, é importante ressaltar que nos dias atuais exis-</p><p>tem uma série de possibilidades de associar capitalismo</p><p>e sustentabilidade, mas é extremamente necessário a</p><p>sensibilidade,</p><p>engajamento e conscientização sobre</p><p>os problemas ambientais e sobre as consequências</p><p>advindas desses problemas�</p><p>29</p><p>Diversos cientistas alertam para a possível irreversibi-</p><p>lidade de vários impactos ambientais caso atitudes e</p><p>mudanças de comportamento não ocorram, tornando-se</p><p>cada dia mais imprescindível uma educação ambiental</p><p>massiva em todas as esferas da sociedade�</p><p>30</p><p>Considerações finais</p><p>9 A história do homem e suas relações com a natureza</p><p>permitiram o desenvolvimento das sociedades�</p><p>9 Os processos produtivos a partir da exploração de</p><p>recursos naturais trouxe consequências negativas para as</p><p>dinâmicas ambientais, colocando em risco a sociedade�</p><p>9 A diminuição dos impactos ambientais é indispen-</p><p>sável à aplicabilidade de formas de vida sustentáveis�</p><p>31</p><p>Referências Bibliográficas</p><p>& Consultadas</p><p>CEZARIO, L. F. Naturalismo VS. Contratualismo ou a com-</p><p>pletude de duas teorias� Conteúdo Jurídico, Brasília-DF:</p><p>2010� Disponível em: https://conteudojuridico�com�br/</p><p>consulta/Artigos/19564/naturalismo-vs-contratualismo-</p><p>-ou-a-completude-de-duas-teorias� Acesso em: 11 de</p><p>setembro de 2023�</p><p>COSTA, M� I� S�; IANNI, A� M� Z� O conceito de cidadania�</p><p>In: Individualização, cidadania e inclusão na socieda-</p><p>de contemporânea: uma análise teórica [on-line]. São</p><p>Bernardo do Campo, SP: Editora UFABC, 2018, pp� 43-</p><p>73� Disponível em: https://books�scielo�org/id/sysng/</p><p>pdf/costa-9788568576953-03�pdf� Acesso em: 11 de</p><p>setembro de 2023�</p><p>FERREIRA, G� N�; FERNANDES, M� F� L� Cidadão e Ci-</p><p>dadania� In: GIOVANNI, G. D; NOGUEIRA, M. A. (Orgs.).</p><p>Dicionário de Políticas Públicas� São Paulo: Fundap:</p><p>Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2013.</p><p>GIDDENS, A� Em defesa da Sociologia: ensaios, inter-</p><p>pretações e tréplicas. Tradução de Roneide V. Majer e</p><p>Klaus B� Gerhardt� São Paulo: Unesp, 2001�</p><p>OGIBOSKI, V. Reflexões sobre a tecnociência: uma aná-</p><p>lise crítica da sociedade tecnologicamente potenciali-</p><p>zada� 2012� 104 f� Dissertação (Mestrado em Ciência,</p><p>https://conteudojuridico.com.br/consulta/Artigos/19564/naturalismo-vs-contratualismo-ou-a-completude-de-duas-teorias</p><p>https://conteudojuridico.com.br/consulta/Artigos/19564/naturalismo-vs-contratualismo-ou-a-completude-de-duas-teorias</p><p>https://conteudojuridico.com.br/consulta/Artigos/19564/naturalismo-vs-contratualismo-ou-a-completude-de-duas-teorias</p><p>https://books.scielo.org/id/sysng/pdf/costa-9788568576953-03.pdf</p><p>https://books.scielo.org/id/sysng/pdf/costa-9788568576953-03.pdf</p><p>32</p><p>Tecnologia e Sociedade) – Universidade Federal de São</p><p>Carlos, São Carlos, 2012� Disponível em: https://repo-</p><p>sitorio�ufscar�br/bitstream/handle/ufscar/1093/4589�</p><p>pdf?sequence=1&isAllowed=y� Acesso em: 11 de se-</p><p>tembro de 2023�</p><p>SOARES, D� B� Sociedade moderna: ciência e sentido</p><p>em Eric Weil� Griot: Revista de Filosofia, [S. l.], v. 19, n.</p><p>2, p� 171-181, 2019� Disponível em: https://www3�ufrb�</p><p>edu�br/seer/index�php/griot/article/view/1169� Acesso</p><p>em: 11 de setembro de 2023�</p><p>ARISTÓTELES� A Política� Tradução do grego por Nes-</p><p>tor Silveira Chaves, 2� ed� Revisada� São Paulo – Bauru:</p><p>EDIPRO, 2009�</p><p>COSTA, M� I� S�; IANNI, A� M� Z� O conceito de cidadania�</p><p>In: Individualização, cidadania e inclusão na socieda-</p><p>de contemporânea: uma análise teórica [on-line]. São</p><p>Bernardo do Campo, SP: Editora UFABC, 2018, pp� 43-</p><p>73� Disponível em: https://books�scielo�org/id/sysng/</p><p>pdf/costa-9788568576953-03�pdf� Acesso em: 11 de</p><p>setembro de 2023�</p><p>FERREIRA, G� N�; FERNANDES, M� F� L� Cidadão e Ci-</p><p>dadania� In: GIOVANNI, G. D; NOGUEIRA, M. A. (Orgs.).</p><p>Dicionário de Políticas Públicas� São Paulo: Fundap:</p><p>Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2013.</p><p>https://repositorio.ufscar.br/bitstream/handle/ufscar/1093/4589.pdf?sequence=1&isAllowed=y</p><p>https://repositorio.ufscar.br/bitstream/handle/ufscar/1093/4589.pdf?sequence=1&isAllowed=y</p><p>https://repositorio.ufscar.br/bitstream/handle/ufscar/1093/4589.pdf?sequence=1&isAllowed=y</p><p>https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/1169</p><p>https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/1169</p><p>https://books.scielo.org/id/sysng/pdf/costa-9788568576953-03.pdf</p><p>https://books.scielo.org/id/sysng/pdf/costa-9788568576953-03.pdf</p><p>33</p><p>GIDDENS, A� Em defesa da Sociologia: ensaios, inter-</p><p>pretações e tréplicas. Tradução de Roneide V. Majer e</p><p>Klaus B� Gerhardt� São Paulo: Unesp, 2001�</p><p>MARSHALL, T� H� Cidadania, classe social e status� Rio</p><p>de Janeiro: Zahar, 1967.</p><p>SOARES, D� B� Sociedade moderna: ciência e sentido</p><p>em Eric Weil� Griot: Revista de Filosofia, [S. l.], v. 19, n.</p><p>2, p� 171-181, 2019� Disponível em: https://www3�ufrb�</p><p>edu�br/seer/index�php/griot/article/view/1169� Acesso</p><p>em: 11 de setembro de 2023�</p><p>BRASIL� Constituição da República Federativa do Bra-</p><p>sil. Brasília, DF: Senado Federal: Centro Gráfico, 1988.</p><p>COTRIM, G� Saber e fazer história� Editora Saraiva� São</p><p>Paulo, 1999�</p><p>GONÇALVES, C. W. P. Os descaminhos do meio ambien-</p><p>te� São Paulo: Contexto, 2002�</p><p>MENDONÇA, R� Conservar e criar: natureza, cultura e</p><p>complexidade� Editora Senac São Paulo� São Paulo, 2005�</p><p>https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/1169</p><p>https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/1169</p><p>Sobre as sociedades humanas</p><p>A origem das sociedades humanas</p><p>Conceitos relacionados às sociedades modernas</p><p>Considerações finais</p><p>Sociedade e cidadania</p><p>Breve histórico da ideia de cidadania</p><p>Considerações finais</p><p>Sociedade e Meio ambiente</p><p>A Relação homem-natureza: origens</p><p>A relação homem-natureza: as mudanças no século 20</p><p>A relação do homem-natureza: início do século 21</p><p>Considerações finais</p><p>Referências Bibliográficas & Consultadas</p>

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