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ANÁLISE TEMPORAL DA PAISAGEM NA BACIA DO 
CÓRREGO IGREJINHA EM JUIZ DE FORA-MG, COM O 
USO DO MAPBIOMAS
Isabel Patrícia Martins Baêta Guimarães (UFSC); Diogo Parreira Lapa (UFJF); Francisco Carlos Moreira 
Gomes (UFRJ)
E-mail de contato: isabel.pmbg@posgrad.ufsc.br
METODOLOGIA
INTRODUÇÃO
A geografia busca compreender os processos da paisagem, que é
multifacetada, formada por aspectos naturais, culturais e
socioeconômicos. Esses elementos se interagem em áreas complexas e
diversas, refletindo mudanças nos processos das paisagens.
Modificações antrópicas, como o uso e a cobertura do solo, têm impacto
significativo, especialmente no meio rural, com o desmatamento e
monocultura afetando o ambiente local. A análise desses impactos é
complexa, especialmente em bacias hidrográficas, que são áreas com
fluxos bem definidos de matéria e energia.
No município de Juiz de Fora, a Bacia Hidrográfica do Córrego Igrejinha
apresenta uma dinâmica complexa, com atividades mineradoras,
agropecuária e silvicultura, além de ocupações urbanas e rurais. A
região, com cerca de 40 km², possui diversas configurações
geomorfológicas e um clima tropical de altitude.
O presente trabalho vai buscar discutir um dos aspectos da paisagem,
marcado pela composição do uso e cobertura, a partir das concepções
de das Métricas Ecológicas na Bacia do córrego Igrejinha, em Juiz de Fora
- MG.
Dados de Uso e 
Cobertura do 
Solo 
MapBiomas
Métricas 
Ecológicas da 
Paisagem
RESULTADOS
Entre 2002 e 2022, observou-se que as classes de Pastagem e Mosaico de
Usos apresentaram decréscimo real, embora a Pastagem tenha mostrado
leve crescimento entre 2012 e 2022. Muitas dessas alterações ocorreram
em áreas urbanizadas e não vegetadas, principalmente a jusante do
córrego, reflexo do crescimento urbano na região. A classe "Corpos
Hídricos" aumentou significativamente, principalmente devido à construção
de açudes e barragens, como a da Nexa Resources.
As "Áreas não Vegetadas" surgiram como terrenos degradados, com
escavações em áreas mineradas e terraplanagem para loteamentos,
evidenciando o crescimento dessa classe, especialmente a partir de 2021. O
aterro dos brejos e a supressão do córrego também se destacaram. A
expansão urbana e a flexibilidade do novo código florestal contribuíram
para a substituição de pastagens e outras áreas por infraestruturas.
Contudo, a área analisada não está inserida nas políticas de conservação
ambiental do município.
A classe "Formação Florestal" apresentou variações, com crescimento em
2012, seguido por uma redução em 2022, e aumento da fragmentação. Esse
cenário indica fragmentos menores e menos conectados, o que prejudica a
interação ecológica.
A preservação ambiental da BHCI continua sensível, pois muitos fragmentos
estão distantes do Córrego Igrejinha e seus afluentes, dificultando as trocas
ecológicas. O "Mosaico de Usos" se destaca nas margens do córrego e em
áreas úmidas, refletindo a mistura de classes urbanizadas, não vegetadas e
naturais.
CONCLUSÕES
A insuficiência na disposição de Fragmentos Florestais e na formação de
faixas de proteção ao longo de rodovias, conforme o Novo Código Florestal
(2012), é evidente na área estudada, onde a grande fragmentação desde
2012 sugere falta de fiscalização e de interesse público na preservação
dessas áreas. A constante modificação da área, com a adição de novas
infraestruturas, destaca a necessidade de incluí-la nas áreas de diretrizes
especiais (ADEs) do município. Observou-se pouca conectividade entre os
fragmentos florestais, baixa proteção nas margens dos corpos d’água e
intensa urbanização na parte inferior da bacia.
As métricas da paisagem se mostraram úteis para monitorar mudanças
temporais, impactos no uso da terra e a perda de corredores ecológicos,
facilitando a análise integrada com dados do MapBiomas. A combinação
dos métodos utilizados contribui para o monitoramento ambiental e pode
ser replicada em outras escalas para validar sua eficácia.
REFERÊNCIAS 
BIBLIOGRÁFICAS

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