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Propriedades dos Fluidos Prof. Dr. Maurizio Silveira Quadro Universidade Federal de Pelotas Centro de Engenharias Viscosidade Absoluta ou Dinâmica (μ) A lei de Newton, impõe uma proporcionalidade entre a tensão de cisalhamento e o gradiente de velocidade. Viscosidade absoluta (μ) É uma propriedade de cada fluído Viscosidade Absoluta ou Dinâmica (μ) A lei de Newton, impõe uma proporcionalidade entre a tensão de cisalhamento e o gradiente de velocidade. • É originada pela coesão entre as moléculas e pelos choques entre elas • É a propriedade responsável pela resistência ao cisalhamento. Forças de Coesão e Adesão Viscosidade Absoluta ou Dinâmica (μ) Fluidos Gás Líquido Tem comportamento diferente com a To Viscosidade Absoluta ou Dinâmica (μ) Fluidos Gás Líquido A viscosidade de um gás aumenta com o aumento da Temperatura A viscosidade de um liquido diminui com o aumento da Temperatura Viscosidade Absoluta ou Dinâmica (μ) 1) A resistência de um fluido ao cisalhamento depende da coesão e da velocidade de transferência de quantidade de movimento moléculas. 2) Nos líquidos as moléculas estão mais próximas que no gás, existindo forças de coesão maiores que nos gases Duas questões a serem levadas em conta .................... Viscosidade Absoluta ou Dinâmica (μ) Fluidos Gás Líquido Forças de coesão são muito pequenas, então o condicionante é a quantidade de movimento Coesão diminui com o aumento de temperatura Qt maior a To; maior a quantidade de movimento Qt maior a To; maior a viscosidade; Viscosidade Absoluta ou Dinâmica (μ) Nos gases a viscosidade é diretamente proporcional a energia cinética das moléculas, portanto a viscosidade aumenta com o aumento da temperatura. Nos líquidos a viscosidade é diretamente proporcional à força de atração entre as moléculas, portanto a viscosidade diminui com o aumento da temperatura. Sendo conhecido o diagrama da tensão de cisalhamento () em função do gradiente de velocidade (dv/dy) tg dy dv Viscosidade Absoluta ou Dinâmica (μ) Água a 38ºC Água a 16ºC dv/dy ` tg Viscosidade Absoluta ou Dinâmica (μ) Unidades de Medidas – Análise Dimensional F (Força) T (tempo) L (comprimento) MKS (SI) N s m2 MK*S (Técnico) Kgf s m2 CGS dina s cm2 Grandezas Fundamentais Grandezas derivadas Tensão de Cisalhamento A F F (Força) T (tempo) L (comprimento) MKS (SI) N s m2 MK*S (Técnico) Kgf s m2 CGS dina s cm2 LL F * 2 FL 2 FL Tensão de Cisalhamento F (Força) T (tempo) L (comprimento) MKS (SI) N s m2 MK*S (Técnico) Kgf s m2 CGS dina s cm2 2 FL 2 m N SI 2 m Kgf Técnico 2 cm dina CGS 2 * s cmg dina 2 * s mkg N Viscosidade Absoluta dy dv 2 FL 1 LTdv Ldy L LT dy dv 1 1 T dy dv Qual a unidade do gradiente de velocidade ..... Viscosidade Absoluta F (Força) T (tempo) L (comprimento) MKS (SI) N s m2 MK*S (Técnico) Kgf s m2 CGS dina s cm2 2 * m sN SI 1 2 T FL 2 FTL 2 * m sKgf Técnico poise cm sdina CGS 2 * dy dv Exemplo .... Exemplo .... Exemplo .... Massa Especifica (ρ) É a massa de fluido por unidade de volume ..... V m Segunda classificação dos fluidos Está classificação é feita em relação a sua massa específica Fluidos Incompressíveis Compressíveis São aqueles que para qualquer variação de pressão não ocorre variação de volume (ρ = cte) Qualquer variação de pressão causa variações sensíveis de seu volume (ρ ≠ cte) Segunda classificação dos fluidos Está classificação é muito limitada, já que todos os fluídos são compressíveis .............. Segunda classificação dos fluidos Escoamento Incompressíveis: São aqueles provocados por uma variação de pressão que origina, tanto uma variação de temperatura como de volume depressíveis (ρ = cte). Escoamento Compressíveis: São aqueles provocados por uma variação de pressão que origina, tanto uma variação de temperatura como de volume sensíveis (ρ ≠cte). Massa Específica g F m 3 LV V m 2 LT F m Aceleração da gravidade m/s2 3 -12 L LFT 4 2 L FT F (Força) T (tempo) L (comprimento) MKS (SI) N s m2 MK*S (Técnico) Kgf s m2 CGS dina s cm2 4 2 L FT 4 2 m s*N SI 2 * s mkg N como 3 m kg SI 4 2 m s*kgf Técnico como UTM m skgf 2 * 3 m UTM Técnico 4 2 cm s*dina CGS 2 * s cmg dina como 3 cm g CGS Massa Específica Peso Especifico (ɣ) É o peso de fluido por unidade de volume ..... V G FG 3 LV 3 L F F (Força) T (tempo) L (comprimento) MKS (SI) N s m2 MK*S (Técnico) Kgf s m2 CGS dina s cm2 3 m N SI Peso Específico 3 L F 3 m kgf Técnico 3 cm dina CGS Relação ente ɣ e ρ V G V m V m *g g* 1º ) 2º ) Massa Especifica Relativo É a relação da massa especifica do fluido considerado e a massa especifica padrão da água para líquidos e do ar para gases. Água fluido R Ar fluido R Líquidos Gases Peso Específico Relativo água Fluido R É a relação do peso especifico do fluido considerado e o peso especifico padrão da água para líquidos e do ar para gases. Líquidos Gases ar Fluido R Como a massa especifica e o peso especifico diferem por uma constante (g), pode se concluir que o valor da massa e do peso especifico ....... São o mesmo .... ou não .... Exemplo .... Viscosidade Cinemática É a relação entre a viscosidade absoluta e a massa específica do fluido Na mesma pressão e temperatura A viscosidade cinemática, geralmente é obtida em laboratórios através de viscosímetros. Viscosidade Cinemática Viscosímetro Stormer Viscosímetro BrookField Viscosidade Cinemática 4 2 L FT 2 FTL 42 2 LFT FTL T L 2 s m TécnicoSI 2 stoke s cm CGS 2 Equação de Estado dos Gases Quando um fluído não puder ser considerado incompressível, e ao mesmo tempo, houver efeitos térmicos haverá a necessidade de determinar variações da massa especifica em função da pressão e temperatura. RT P Equação de Estado dos Gases Em mudança de estado 2 1 1 2 2 1 T TPP Processo Isotérmico cte PP 2 2 1 1 Processo Isobárico CteTT 2211 Equação de Estado dos Gases Processo Isocórico cte T P T P 2 2 1 1 Processo Adiabático cte PP kk 2 2 1 1 k V V PP 2 1 12 Exemplo) Numa tubulação escoa hidrogênio (k = 1,4; R= 4.122 m2/s2K). Numa seção (1) P1 = 3X105 N/m2 e T1= 30oC. Ao longo da tubulação a temperatura mantém-se constante. Qual é a massa especifica do gás numa seção (2) em que P2= 1,5 X 105 N/m2.