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Conteudista: Prof.ª Esp. Paula de França Carmo da Silva 
Revisão Textual: Beatriz Abade
Material Teórico
Material Complementar
Referências
Fisioterapia Dermatofuncional aplicada a
Alterações Tegumentares e Linfáticas
Corporais
Sistema Linfático
O sistema linfático atua garantindo o retorno do �uido contido nos tecidos circundantes para
a grande circulação. Esse �uido, quando entra no sistema linfático, é chamado de linfa e
possui uma circulação unidirecional, indo sempre em direção ao coração. O sistema é formado
pelos capilares linfáticos, vasos linfáticos, ductos linfáticos e linfonodos.
Quando o líquido presente no interstício não é devidamente captado pelo sistema linfático,
temos a formação dos edemas.
Formação do Sistema Linfático
Segundo a maioria dos �siologistas, o Sistema Linfático é formado por:
Um conjunto de capilares linfáticos, vasos coletores e troncos linfáticos;
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Material Teórico
 Objetivo da Unidade:
Desenvolver as capacidades e as habilidades para
avaliação e atuação terapêutica nos distúrbios e
alterações do tegumento e linfáticos corporais.
Linfonodos, os quais trabalham como verdadeiros �ltros;
Órgãos linfoides, responsáveis pelo recolhimento do líquido intersticial e por devolvê-lo
ao sistema vascular sanguíneo, tendo em destaque as tonsilas, o baço e o timo.
O sistema linfático é constituído pelos capilares linfáticos (que vão se unindo e formando os
vasos linfáticos) e pelos linfonodos. Os vasos linfáticos se originam na microcirculação como
linfáticos iniciais, formando uma grande rede entre os capilares arteriais e venosos (Fig. 1).
Nos membros, a comunicação entre o sistema linfático super�cial e o profundo ocorre
somente nas regiões poplíteas, inguinais e axilares.  As principais comunicações entre o
sistema linfático e o venoso ocorrem nas desembocaduras do ducto torácico (este recebe a
linfa dos membros inferiores, do hemitórax esquerdo, do pescoço e da cabeça, além do
membro superior esquerdo), que se origina na cisterna do quilo e do ducto direito (este recebe
a linfa do membro superior direito, do hemitórax direito, do pescoço e da cabeça), originado
pela união dos troncos subclávio, jugular e broncomediastinal direito. 
Então, observa-se esta composição:
Figura 1 – Sistema linfático e interação com sistema
cardiovascular 
Fonte: Adaptada de Getty Images
Linfa
É um líquido incolor, exceto no intestino, onde tem um aspecto leitoso e viscoso. Derivado do
líquido intersticial. Composto por 96% de água e representa cerca de 15 ou 20% do peso
corporal. Só é chamado linfa depois que sai do meio intersticial e penetra nos vasos linfáticos.
Tem uma composição semelhante ao plasma sanguíneo, porém, é rico em dióxido de carbono
e �brinogênio e distribui pelo organismo ácidos graxos e glicerol.
Em nosso corpo, circulam cerca de 2 a 3 litros de linfa por dia, podendo chegar até 20 litros,
conforme as necessidades do organismo.
É composta de duas partes: uma celular, formada por elementos celulares, cuja principal
função é a produção de linfócitos. E a parte plasmática, constituída de eletrólitos, proteínas,
colesterol, ferro, enzimas e hormônios.
O �uxo da linfa é relativamente lento durante períodos de inatividade. Mas existem fatores que
podem acelerar este �uxo fazendo com que a linfa circule em maior velocidade.
Formação da Linfa
A linfa tem quase a mesma composição do líquido intersticial, onde a concentração de
proteínas deste é de 2g/dl semelhante à da linfa. Produzida no fígado, tem concentração
proteica de 6g/dl, e a do intestino, cerca de 3 a 4g/dl, já a linfa torácica (mistura da linfa de
todas as partes do corpo) tem cerca de 3 a 5g/dl, isto porque dois terços de toda linfa é
formada no intestino e fígado; e quando unida à linfa provinda de todo corpo, resulta nessa
concentração.
O sistema linfático é responsável pela absorção de nutrientes do trato gastrointestinal e
gorduras. Quando a refeição é rica em gordura, a linfa do canal torácico pode apresentar
contração de 1 e 2% de gorduras. O �uxo linfático total é estimado em 120ml/ entre 2 e 3L/dia
(100ml �uem através do ducto torácico em repouso por hora e 20ml por outros canais).
Fatores que determinam o �uxo linfático
O �uxo linfático é determinado pelos seguintes fatores:
pressão do líquido intersticial;
válvulas dos vasos linfáticos;
bomba linfática;
contração dos músculos;
movimentação do corpo;
contração das artérias;
compressão extrínseca (roupas, calçados e outros).
Vias Linfáticas
Compostas pelos linfáticos iniciais, vasos linfáticos e troncos linfáticos.
Capilares linfáticos ou linfáticos iniciais
São os vasos iniciais do sistema linfático, são �nos, delicados e transparentes e estão
intimamente ligados aos tecidos, porém, são maiores e mais irregulares que os capilares
sanguíneos. Sua função é captar o líquido intersticial nos tecidos.      
Possuem micro poros que, conforme a tração ou afrouxamento de seus �lamentos de
proteção (�lamentos de Casley-Smith), abrem-se ou fecham-se permitindo a entrada do
�uido intersticial em seu interior através de um orifício denominado zonulae. Não permitem
re�uxo, pois a parede do vaso possui células em formação de escamas que funcionam como
válvulas. São estruturas semelhantes a pequenos dedos de luvas e conectam-se logo aos vasos
linfáticos. 
Vasos linfáticos
Constituídos por:
Vasos pré-coletores – Os quais possuem um diâmetro maior que os capilares linfáticos, são
repletos de válvulas e nos locais próximos a estas os capilares tem seu diâmetro reduzido, o
que lhes confere a aparência de contas de um rosário. O espaço compreendido entre uma
válvula e outra é chamado linfangion. Estas válvulas asseguram o �uxo da linfa numa só
direção. Estruturalmente são muito semelhantes aos capilares linfáticos. Porém, possuem
�bras colágenas, que fortalecem sua estrutura e elementos elásticos e musculares que lhes
fornece contractilidade e alongamento. São inervados e isto garante o �uxo linfático. Quando
o linfangion se distende, a resposta é a contração, onde ocorre a expulsão da linfa para o
próximo linfangion. 
Vasos coletores – também são chamados de coletores linfáticos principais. São vasos
linfáticos de maior calibre e tem a estrutura semelhante à de grandes veias. Possuem três
camadas: a túnica íntima, túnica média e a túnica adventícia que, embora semelhantes, são
mais delgadas e com separação menos nítidas que no sistema nervoso. Recebem a linfa que
vem desde os coletores iniciais passando pelos pré-coletores e coletores de calibre cada vez
maiores.  Apresentam-se nos planos super�cial e profundo.    
Troncos linfáticos
Toda a linfa drenada do corpo, depois de passar por todos os vasos linfáticos e serem �ltrados
nos linfonodos, pelo menos duas vezes, são levados para os troncos linfáticos, que recebem a
linfa de regiões maiores do corpo: tronco subclávio, tronco jugular etc.
Ducto torácico e Ducto linfático direito
Por �m, toda a linfa do corpo desembocará em dois ductos principais: o canal linfático direito
e o ducto torácico que se funde com canal linfático esquerdo. Ambos são responsáveis por
devolver a linfa ao sistema venoso, na junção das veias jugular interna e subclávia.
O ducto linfático direito corre ao longo da borda medial do músculo escaleno anterior, na base
do pescoço e termina na junção da veia subclávia direita com a veia jugular interna direita. Seu
orifício é guarnecido por duas válvulas semilunares, que evitam a passagem de sangue venoso
para o ducto. Esse ducto conduz a linfa para circulação sanguínea nas seguintes regiões do
corpo: lado direito da cabeça, do pescoço e do tórax, do membro superior, do pulmão direito,
do lado direito do coração e da face diafragmática do fígado. 
O ducto torácico conduz a linfa da maior parte do corpo para o sangue. É o tronco comum a
todos os vasos linfáticos, exceto os vasos citados acima (ducto linfático direito). Estende-se
da segunda vértebra lombar para a base do pescoço. Ele começano abdome por uma dilatação,
a cisterna do quilo, entra no tórax através do hiato aórtico do diafragma e entre a aorta e a
veia ázigos. Termina por desembocar no ângulo formado pela junção da veia subclávia
esquerda com a veia jugular interna esquerda.
Vasos quilíferos
Presentes nas vilosidades do intestino delgado, têm como função absorver líquidos
resultantes da digestão.
Linfonodos
Ao longo do trajeto dos vasos linfáticos, existem grupos compactos e esféricos de linfócitos
encapsulados, que são chamados de linfonodos (Fig 2), variam de tamanho, quantidade e
forma. São determinadas regiões do corpo, como axila, região inguinal, mesentério, região
submandibular ou cervical. São estações de �ltragem e podem estar presentes tanto em plano
super�cial como profundo. Possuem a importante função de �ltrar a linfa, retirando dela
bactérias, células neoplásicas, restos celulares e macromoléculas e desenvolvê-la ao sistema
venoso, além da resposta autoimune.
Linfonodos que se apresentam em grupos, como os linfocentros axilares ou os inguinais.
Na parte côncava do linfonodo encontra-se o hilo, local por onde entram e saem vasos
sanguíneos e linfáticos aferentes, que são os vasos que trazem a linfa para o linfonodo. E na
face convexa encontram-se os vasos eferentes, que normalmente são em maior número e
menos calibrosos que os aferentes, por onde a linfa sai puri�cada.
Figura 2 – Linfonodos 
Fonte: Getty Images
A cadeia linfática axilar é a maior do corpo humano, seguida pela cadeia linfática inguinal e,
em terceiro lugar, a cadeia poplítea.
Funções do Sistema Linfático
Talvez a principal função desse sistema seja a de assegurar a cada célula a presença de um
meio adequado para o desenvolvimento de suas atividades ao que podemos chamar de
homeostasia e isso é possível eliminando do interstício parte das substâncias originadas pelo
metabolismo celular, restos celulares e microrganismos, além de servir como via de
transmissão de informação relativa à imunidade.
Como consequência, o sistema linfático também tem participação central no controle da
concentração proteica nos líquidos intersticiais, no volume e na pressão do líquido intersticial.
Destacam-se três das funções mais importantes do sistema linfático:
Retorno de proteínas à circulação: a mais simples e importante função dos vasos linfáticos é a
de permitir o retorno das proteínas à circulação quando extravasam dos capilares sanguíneos.
Alguns poros dos capilares são tão grandes que uma pequena quantidade de proteínas
Cadeia dos linfonodos: cervical anterior e posterior, praclavicular,
infraclavicular, torácico (atrás do corpo do esterno até, mais ou
menos, o músculo do diafragma, 4 dedos abaixo do xifóide), axilar,
olecraniano (cotovelo), inguinal (virilha), poplíteo (dobra do joelho),
tibial (lado externo da tíbia).
extravasa continuamente do plasma, no total, aproximadamente, 1/25 do total de proteínas
circulantes por hora.
Escoamento da linfa ao longo dos vasos linfáticos:
Existem dois fatores principais que determinam taxa de escoamento da linfa ao longo dos
linfáticos:
A pressão do líquido intersticial: sempre que a mesma eleva-se acima do normal, o volume do
líquido intersticial torna-se muito grande e escoa para dentro dos capilares linfáticos, que têm
largas comunicações com esses espaços. Assim sendo, quanto maior for a pressão tecidual,
maior a quantidade de linfa formada.
Grau de bombeamento linfático: a maior causa desta é a contração periódica dos vasos
linfáticos, que ocorre, aproximadamente, uma vez entre seis a dez segundos. Quando um vaso
linfático se distende por excesso de linfa, automaticamente, se contrai. A contração
impulsiona a linfa para a próxima valva linfática e a linfa, então, distende aquele novo
segmento do vaso linfático, fazendo-o também contrair-se. Esse efeito ocorre em cada
segmento sucessivo do vaso até que a linfa seja totalmente bombeada de volta par a
circulação.
A contração dos capilares linfáticos também tem um papel muito importante no escoamento
da linfa.
Filtração da linfa pelos linfonodos linfáticos:
Outra função do sistema linfático é �ltrar a linfa que retorna dos tecidos, antes de esvaziá-la
na circulação, uma vez que as moléculas grandes ou as partículas não podem ser diretamente
absorvidas pelos capilares sanguíneos e através dos vãos linfáticos, que podem deixar os
tecidos.
Entretanto, muitas delas, por exemplo, bactérias ou toxinas proteicas de alto peso molecular -
como a toxina tetânica - podem ser bastante perigosas para um indivíduo, caso alcancem o
sangue.
Edema
É o acúmulo anormal de líquidos no espaço intercelular, resultante de uma lesão, provocando
um “encharcamento” do tecido conjuntivo (Fig. 3). Ocorre quando há desigualdade entre o
volume de capilares linfáticos. Fisiologicamente, ocorre uma passagem de líquido �ltrado do
capilar sanguíneo para o interstício, sendo que parte dele retorna à circulação (reabsorção) e a
outra parte segue para a circulação linfática, constituindo a linfa.
Figura 3 – Linfonodos 
Fonte: Getty Images
Fatores que podem causar edema:
Aqueles que provocam aumento da carga linfática devido a transtornos circulatórios
sanguíneos conhecidos por edema dinâmicos:
Aumento da permeabilidade capilar;
Aumento da pressão capilar;
Diminuição das proteínas plasmáticas.
Aqueles que provocam aumento das proteínas o líquido intersticial, conhecido por
edemas estáticos:
Acúmulo de proteínas no espaço intersticial
Em todos os tipos de edemas, existe um componente linfático e outro sanguíneo. Um
edema estático pode vir a ser dinâmico e vice-versa. O trânsito nos tecidos edemaciados
�ca prejudicado devido aos seguintes fatores:
Alteração da resposta imunológica da região;
Aumento da concentração celular;
Aumento da concentração proteica e de outras partículas no interstício, causando
retenção de líquido intersticial;
Degeneração das paredes dos vasos linfáticos que se tornam mais espessas,
diminuindo sua mobilidade;
Formação das fístulas linfo venosas;
Para recompensar esse edema, o organismo responde com alguns mecanismos de
defesa, como neoformações de vasos linfáticos e de anastomoses linfo-venosas;
abertura de anastomoses linfo-linfáticas e linfo-venosas; aumento da absorção do
capilar.
Tecido Adiposo
O tecido adiposo, também denominado tecido subcutâneo, é um tipo especial de tecido
conjuntivo, onde predominam células adiposas (Fig. 4) e localiza-se logo abaixo da derme.  É
o maior depósito de energia (sob a forma de triglicerídeos) do corpo.
Temos dois tipos de tecido adiposo, o amarelo (armazena energia, é distribuída no tecido
subcutâneo) e o pardo (presente durante o desenvolvimento fetal, permanecendo na vida
adulta apenas em torno dos rins, da aorta, pescoço e mediastino).
Figura 4 – Adipócitos 
Fonte: Getty Images
Além da reserva de energia o tecido adiposo preenche espaços vazios entre outros tecidos e
auxilia a manutenção de certos órgãos em suas posições normais.
A vascularização do tecido adiposo não é muito abundante.
O tecido adiposo é constituído basicamente por lipídios, que contém ou são derivados de
ácidos graxos e a principal maneira de armazená-lo é sob a forma de triglicerídeos. Cada
triglicerídeo é constituído por três moléculas de ácido graxo estrati�cado em glicerol.
O metabolismo de triglicerídeos é controlado por hormônios e as estruturas responsáveis pelo
controle das secreções hormonais são o sistema nervoso e o hipotálamo.
Lipogênese
A síntese de triglicerídeos a partir de glicose ou aminoácidos acontece com a utilização de
certos produtos do desdobramento da glicose e dos aminoácidos na matriz citoplasmática,
podendo ser convertido em ácidos graxos em cadeia longa que, combinado com fosfato de
glicerol, se transforma em triglicerídeos.
Lipólise
Os hormônios lipolíticos ativam a lipase de triglicerídeos e, como resultado, temos a ativação
da enzima adenilciclase, que catalisa e transforma adenosina trifosfato em adenosina
monofosfatocíclico nuclear. Este funcionamento desdobra os triglicerídeos na superfície da
gotícula de gordura, os ácidos graxos que são liberados são metabolizados ou atravessam a
membrana celular do adipócito para entrarem na circulação capilar. Na corrente sanguínea,
eles se ligam a albumina, que atua como carreador e os transporta para as células que os
utilizarão.
Tipos (formas) da distribuição do tecido adiposo no organismo
A distribuição do tecido adiposo no organismo pode ser observada, geralmente, de duas
formas:
Andróide: tem se observado o predomínio de adipócitos na região abdominal e peitoral.
Maior frequência nos homens.
A adiposidade localizada na região abdominal acarreta sérios riscos à saúde de um modo geral.
Estudos comprovam uma relação direta com a hipertensão arterial, perturbações
cardiovasculares, hiperinsulinismo e diabetes mellitus e está associada a maior mortalidade.
Ginóide: acúmulo dos adipócitos nas regiões femorais, glúteas e infra umbilicais quadris e
coxas. 
Maior frequência nas mulheres.
Hidrolipodistro�a Finóde (HLDG) – Cellulite
A HLDG é uma alteração do tecido conjuntivo, tecido adiposo e do sistema circulatório que
envolve o tecido adiposo. Vários termos são utilizados para de�nir esta afecção estética.
(Figura 5)
Na literatura, podemos encontrar:
Fibro Edema Gelóide (FEG);
Lipodistro�a Localizada;
Hidrolipodistro�a Ginóide (HLDG);
Paniculopatia Edemato Fibroesclerótica (PEFE).
Figura 5– HLDG 
Fonte: Getty Images
Etiologia
Muitos fatores podem predispor o organismo à instalação da celulite. Os principais são:
Hereditariedade: os genes determinam toda a nossa constituição, inclusive
características do organismo, como o equilíbrio da produção hormonal, a qualidade da
circulação sanguínea e o biotipo corporal, que estão envolvidos na formação da celulite;
Fatores Hormonais: o hormônio estrogênio é considerado um dos principais causadores
do desenvolvimento da celulite, atuando como desencadeador, perpetuador e agravante
do processo;
Fatores Circulatórios: a permeabilidade aumentada dos vasos sanguíneos constitui um
dos fatores desencadeantes da doença;
Os fatores secundários são:
Alimentação: uma dieta desequilibrada é causadora de obesidade e pode auxiliar o
desenvolvimento da HLDG;
Sedentarismo: causa menos gasto calórico e aumento do depósito de gordura nos
adipócitos;
Excesso de Toxinas: o álcool, refrigerantes, café e chá preto, fumo, falta do hábito de
tomar água, tensão e cansaço auxiliam no acúmulo de toxinas;
Compressão: roupas muito apertadas favorecem a má circulação, colaborando no
processo de instalação da celulite;
Estresse: causa retenção de toxinas, além de poder desencadear alterações no
funcionamento do sistema nervoso central, sistema imunológico e endócrino.
Patogenia
A HLDG pode ser dividida em quatro estágios, classi�cados em graus:
Grau I
Essa é a fase inicial em que a celulite ainda não é percebida. O processo ainda não causa
alterações visíveis e nem palpáveis.
Ocorre um aumento da permeabilidade capilar, isto é, o capilar sanguíneo deixa extravasar
mais líquido para o tecido do que o costume, onde há somente uma estase venosa e linfática,
comprometendo o sistema de retorno, di�cultando a drenagem do líquido intersticial.
Grau II
Se a HLDG progredir, inicia-se um comprometimento maior, já que a eliminação das toxinas
produzidas no metabolismo celular tende a se alojar na substância fundamental modi�cando a
sua consistência de gel �uido para um gel mais condensado. Neste estágio, as trocas
metabólicas começam a �car comprometidas, di�cultando a chegada de nutrientes para as
células que compõem este tecido, o que acarreta uma série de mudanças, principalmente, nos
�broblastos e adipócitos. Os �broblastos começam a produzir substância fundamental com
pH alterado e excesso de proteínas, além de ocorrer uma hipertro�a das células adiposas por
excesso de triglicerídeos. 
A partir deste estágio, o aspecto conhecido como casca de laranja começa a ter forma e pode
torna-se percebível, principalmente, quando o local é pressionado.
Grau III
No terceiro estágio, ocorre a perda do limite entre derme e o tecido adiposo. O tecido
intersticial (substância fundamental) torna-se quase impermeável, as �bras de colágeno
enrijecem (esclerosam) progressivamente, envolvendo toda a estrutura vascular, terminações
nervosas e células adipócitas. 
A partir deste estágio, o aspecto conhecido como casca de laranja torna-se visível, sendo que,
na maioria das vezes, o local não necessita ser pressionado para se notar as ondulações
“casca de laranja”.
Grau IV
Torna a HLDG um estágio praticamente irreversível, o tecido intersticial completamente
impermeável, as �bras colágenas e elásticas esclerosadas se agrupam, formando cápsulas ao
redor das células adipócitas que, por sua vez, aumentam de tamanho pelo excesso de
triglicerídeos estocados e das terminações nervosas, causando dor sob palpação.
Devido ao estrangulamento dos capilares pelas �bras e pela condensação da substância
fundamental, a de�ciência do sistema circulatório do local é inevitável, causando um
comprometimento metabólico em todas as células que fazem parte deste tecido.
Tipos de HLDG
A HLDG pode ser classi�cada quanto a consistência em:
HLDG Dura: acomete mulheres jovens que fazem esportes regularmente. Estas
apresentam tecido �rme e músculos bem delineados e não apresentam sinais de �acidez.
Não é muito aparente e, quando comprimida, observa-se que a pele apresenta aspecto de
“casca de laranja”. Normalmente causa dor.
HLDG Flácida: é comum ocorrer em mulheres que levam vida sedentária e que
emagrecem e engordam rápida e constantemente. É visível mesmo sem a compressão e a
região acometida é mole e trêmula.
HLDG Edematosa: é o tipo mais grave de celulite, por ser doloroso. Apresenta inchaço e
nódulos e, geralmente, é causado por diabetes e distúrbios de tireoide, de ovários ou do
metabolismo. Aparece com maior frequência em mulheres idosas e/ou em estágios de
celulite.
HLDG Mista: abrange a mistura de alguns ou todos os tipos.
Flacidez Issular e Muscular Corporal
A �acidez corporal na estética pode ser analisada por dois fatores distintos, a �acidez tecidual
(tissular) na estrutura da pele e a �acidez muscular, que ocorre no tecido muscular estriado.
A �acidez refere-se ao estado mobilizado, frouxo ou lânguido do tecido. Classi�ca-se a
�acidez como uma “sequela” de vários episódios ocorridos, como gravidez, sedentarismo,
efeito sanfona etc. Ela pode ser muscular ou cutânea. A pele corporal, em seus primeiros
graus de envelhecimento, apresenta diminuição do turgor, elasticidade e outras características
próprias do tecido saudável. Começam a surgir os acúmulos gordurosos que vão deformando
certas regiões: abdômen, cintura, glúteo (caídos e com aspecto achatado), parte interna do
braço, da perna, da coxa e regiões de �ancos.
O que se passa é que o colágeno, componente fundamental do tecido conjuntivo, torna-se
gradualmente mais rígido e a elastina, outro componente do mesmo tecido, vai perdendo sua
elasticidade natural devido à redução do número de �bras e outros componentes. Com o
envelhecimento, a derme apresenta redução da espessura com perda das �bras elásticas e do
colágeno. As �bras elásticas �cam mais amorfas e as colágenas a�nam-se. A forma de avaliar
este quadro é com os dedos (polegar e indicador) em forma de pinça, apertando e esticando a
pele. Se quando soltar a pele voltar ao normal e �car esticada, não há �acidez dérmica. Mas se
demorar a normalizar, a �acidez está presente. Dentre os fatores que ocasionam a �acidez,
destacamos: quadril retrovertido, predisposição genética, idade, maus hábitos alimentares e
vestuário inadequado, que di�culta o retorno sanguíneo e linfático.
Flacidez Tecidual (Tissular)
A �acidez tissular (cutânea) ocorre por diversos fatores relacionados ao envelhecimento
intrínseco e extrínseco, que afetam os componentes presentes na epiderme e na derme. Entre
eles temos:Diminuição da microcirculação cutânea em decorrência da regressão e desorganização
dos pequenos vasos; 
Reabsorção das papilas e assim, muitas reações capilares desaparecem; 
Alteração na produção de �bras colágenas e de elastina;
Modi�cação do tecido conjuntivo;
Superprodução da enzima elastase que degrada as �bras colágenas;
Aumento das colagenases que degradam as �bras colágenas;
Diminuição das luzes vasculares dos capilares da derme.
Tecido Muscular Estriado
A �acidez muscular estética ocorre, especi�camente, nos músculos estriados, que promovem
o movimento do corpo e a sustentação corporal.
Estudos comprovam que o músculo esquelético é um tecido altamente “plástico”, que
responde tanto ao uso quanto ao desuso. A �acidez muscular pode ser desencadeada por
vários fatores:
Genético;
Envelhecimento;
Ação do RL;
Nutrição;
Sedentarismo.
Estrias
Estria é uma atro�a tegumentar adquirida, em forma de linha sinuosa, a princípio
avermelhada e que, posteriormente, torna-se esbranquiçada ou brilhante (nacarada). Podem
ser raras ou numerosas, paralelas umas às outras e perpendiculares às linhas de clivagem da
pele, demonstrando um desequilíbrio elástico localizado, caracterizando, portanto, uma lesão
de pele. 
Apresentam tendência a ocorrer de forma bilateral, isto é, distribuir-se simetricamente em
ambos os lados e são devidas ao rompimento das �bras de sustentação da pele.
Atro�a do local ocorre devido à diminuição da espessura da pele, decorrente da redução do
número e volume de seus elementos e é representada por a�namento, pregueamento, secura,
menor elasticidade e rarefação de pelo. 
Se localiza, com maior frequência, em regiões com alterações teciduais, como glúteos, seios,
abdome, coxas, região lombossacral (comum nos homens), podendo, também, ocorrer em
regiões pouco comuns, como fossa poplítea, tórax, região ilíaca, antebraço, porção anterior do
cotovelo.
Os sintomas iniciais demonstram prurido, dor (em alguns casos), erupção papular plana
levemente eritematosa (rosada). Nesta fase inicial, são denominadas de estrias róseas ou
avermelhadas. Na fase seguinte, o processo de formação está, praticamente, estabelecido e as
lesões se tornam esbranquiçadas (nacaradas) e são denominadas de estrias alba.
Etiologia
A etiologia das estrias é bastante controversa, existindo três teorias que tentam justi�cá-la:
Teoria mecânica
O estiramento constante da pele com ruptura ou perda da qualidade das �bras elásticas
dérmicas é tido como fator básico da origem das estrias.
Teoria endócrina
A teoria endócrina se baseia numa situação em que um hormônio esteroide está presente, de
forma atuante, em todos os casos em que a estria se desenvolve. A ampla ação sobre o tecido
conjuntivo, aumenta o catabolismo proteic e, ainda atuando sobre a célula formadora de �bras
e substância fundamental amorfa - o �broblasto, causa diminuição do volume e número de
elementos da pele gerando a atro�a adquirida (estria).
Foi observado que o uso de medicamentos a base de corticoides tópicos ou não, causam o
surgimento de estrias.
Teoria infecciosa
Essa teoria sugere que processos infecciosos poderiam causar estrias. Ela não é muito aceita
pela maioria dos estudiosos da teoria endócrina, pois consideram que o tratamento efetuado à
base de corticoides seria o verdadeiro desencadeante da atro�a.
Lipodistro�a Localizada
A tela subcutânea é a camada mais profunda da pele, constituída por lóbulo de adipócitos
delimitados por septos de tecido conjuntivo através dos quais circulam os vasos sanguíneos e
as �bras nervosas. 
Os adipócitos grandes e arredondados possuem altas quantidades de lipídios em seu
citoplasma; dependendo do estado nutricional e da região do corpo, a quantidade de tecido
adiposo na hipoderme pode variar. Além disso, a distribuição de células adiposas difere entre
homens e mulheres. O principal papel da tela subcutânea, é armazenar reservas energéticas
para o organismo, ela também desempenha o papel de proteção do organismo contra
choques, age como uma manta térmica e modela o corpo. A gordura localizada ou lipodistro�a
localizada, consiste em uma alteração das células adiposas, ocasionada pela lipogênese,
caracterizada como um distúrbio no metabolismo de gordura ou crescimento anormal de
gordura na hipoderme, acometendo, principalmente, quadris, oblíquo, abdome e coxas. 
A lipólise é um processo pelo qual há a degradação de lipídios em ácidos graxos e glicerol. Ao
contrário da lipogênese, o sangue com baixa concentração de glicose acaba recebendo do
fígado que vem da quebra do glicogênio, para isto, se faz necessário que o fígado torne a
manter seu nível estável e para isso retira os ácidos graxos do sangue.
Recursos Eletrotermofoterapêuticos aplicado às
Afecções Estéticas Corporais
Eletrolipólise
A eletrolipólise é uma técnica que se destina, fundamentalmente, ao tratamento de acúmulo de
gordura nos procedimentos de adiposidade localizada ou da HLDG, promovendo um
incremento da lipólise no tecido adiposo. 
Efeitos �siológicos
O estímulo elétrico que ocorre no tecido provoca em nível local, um conjunto de alterações de
natureza �siológica, que são responsáveis pelo fenômeno da lipólise. 
Efeito Joule
A corrente elétrica, ao circular por um condutor eletrolítico, realiza um trabalho que produz
calor nos tecidos, desencadeando os seguintes efeitos:
Contribui para a instauração de uma vasodilatação e, consequentemente, aumento do
�uxo sanguíneo;
Melhora a nutrição e a oxigenação dos tecidos;
Estimula o metabolismo celular local, facilitando o gasto energético.  
Efeito Eletrolítico
O campo elétrico gerado pela corrente induz a movimentação iônica, que desencadeia
alteração na polaridade da membrana celular. Esta tende a manter o seu potencial elétrico,
promovendo, dessa forma, um consumo de energia em nível celular. 
Efeito de Estímulo Circulatório
Experiências demonstram que a corrente variável com parâmetros em micros de intensidade e
a frequência 25 Hz estimula, diretamente, nervos vasomotores, provocando ativação da
microcirculação local.
Efeito Neuro-Hormonal no Tecido Adiposo
Estudos comprovam que a utilização de uma micro corrente, de baixa frequência, produz
estimulação do sistema nervoso autônomo simpático, liberando catecolaminas (adrenalina e
noradrenalina), aumentando, assim, o AMP cíclico intra-adipocitário e hidrolisando os
triglicerídeos.
Indicações:
Celulite;
Adiposidade localizada.
Endermoterapia / Vacuoterapia
Recurso mecânico que realiza uma movimentação dos tecidos através de uma sucção com
auxílio de um compressor e um cabeçote.
Vacuoterapia: procedimento ou aplicação de modo contínuo ou pulsado de pressão
negativa (vácuo) sobre uma área da superfície corporal.
Endermoterapia: conjugação da Pressão Negativa (vácuo) com a Pressão Positiva
(Massagem) sobre uma área da superfície corporal, produzindo o movimento de apalpar
e rolar da massagem.
Os equipamentos disponíveis no mercado apresentam diversos modelos de cabeçote, o que
gera algumas divergências na sua atuação, mas tem se observado que, independentemente do
modelo, todos são bené�cos nos tratamentos estéticos, quando aplicados de acordo com as
orientações do fabricante, do conhecimento patológico e �siológico do local a tratar, as
indicações e as contraindicações.
Atua sobre a pele e sobre os tecidos situados imediatamente por debaixo dela, realizando uma
massagem de dentro para fora, o que a diferencia das massagens tradicionais que pressionam
os tecidos de fora para dentro.
Efeitos Fisiológicos
Os efeitos �siológicos vão depender de dois fatores principais: das manobras e da potência da
sucção emitida pelo equipamento.
Modos da Sucção
 A sucção (aspiração) pode ser efetuada de dois modos diferentes:
No modo contínuo a aspiração é realizada de forma constante ao longo de toda a sessão;
No modo pulsado a realização é intermitente, ocorrendo tempos de sucção e de repouso
que, geralmente, são reguláveis.
Radiofrequência
Indicadapara o tratamento de �acidez tissular.
Onda eletromagnética de onda bifásica sinusoidal que atua por conversão de calor que é
gerada pelos fenômenos físicos de:
Movimento iônico: as cargas elétricas são atraídas e repelidas ao mudar a polaridade da
corrente e, desta forma, resulta em calor. 
Movimento da rotação de moléculas dipolares: a molécula de H²O, quando exposta a
radiofrequência, gira em torno de seu eixo aproximando as áreas de carga ao eletrodo de
polaridade oposta, causando colisão entre os tecidos e consequentemente aumentando a
temperatura.
Distorção molecular: os elétrons, em torno do núcleo, são atraídos para sofrer uma
distorção de sua órbita, gerando uma conversão de energia elétrica em calórica.
As radiofrequências podem ser:
Mono ou unipolares: somente um eletrodo se insere no circuito com o equipamento e o
paciente. Mais utilizada para tratamento de Lipodistro�a localizada e remodelamento
corporal.
Bipolares: dois eletrodos (um ativo e um dispersivo), estes podem estar separados ou em
uma mesma ponteira.
Tri-tetra ou multipolares: de acordo com o nome, sabe-se a quantidade de eletrodos que
há em um cabeçote e, geralmente, estão localizados coplanarmente.
Quando há resfriamento associado, este sistema de resfriamento tem o objetivo de esfriar a
epiderme, para evitar incômodo e, desta forma, atingir uma temperatura mais elevada nas
camadas mais profundas da pele.
Efeitos biológicos
Hiperemia cutânea profunda;
Aumento da atividade do sistema nervoso parassimpático e diminuição do sistema
simpático;
Efeito anticoagulante;
Aumento da elasticidade dos tecidos ricos em colágeno (FEG, Fibrose);
Diminuição da elasticidade dos tecidos ricos em colágeno;
Neocolagenogênese e neoelastogênese;
Liberação de proteínas de choque;
Lipólise;
Aumento do metabolismo local.
Para a e�cácia da radiofrequência, devemos sempre aquecer o local tratado e manter este
aquecimento por cerca de 7 minutos.
Aquecimento corporal: entre 39° C e 41°C.
Tratamento de �brose: entre 38,5° e 39°C.
A dosimetria é dependente de cada equipamento, o veículo condutor pode ser gel, gel
glicerinado ou glicerina líquida (isso é determinado pelo fabricante do equipamento). Deve-se
sempre levar em consideração a hiperemia local e o conforto do paciente durante a aplicação.
A temperatura do local deve ser aferida, do início ao �nal da sessão, com intervalos máximos
de 1 minuto.
Ultrassom e Lipocavitação
Trata-se de uma vibração mecânica de alta frequência que, quando aplicada sobre a pele, com
um gel de condução, propaga-se aos tecidos biológicos produzindo efeitos térmicos e
mecânicos.
É uma energia mecânica acústica, que se caracteriza pelo choque de moléculas adjacentes na
matéria que pode ou não produzir aquecimento de acordo com sua propagação.
O ultrassom precisa de um meio denso para se propagar desta forma, ele é incapaz de
atravessar o ar, necessita de um meio para acoplamento de condução e, para que isso possa
ocorrer, aplicamos um gel a base de água entre o transdutor e a pele.
Na �sioterapia dermatofuncional, usamos o US com frequência de 3MHz.
A Cavitação
Ocorre em toda aplicação de US, pois os pulsos, no caminho do feixe, oscilam de maneira
cíclica e, diretamente, proporcional à intensidade de saída da unidade geradora de US. 
A cavitação nada mais é do que a oscilação das bolhas dentro de ondas de pressão de US,
aumentando e diminuindo de volume.
Efeitos do ultrassom
Dependente do modo de aplicação, contínuo ou pulsado.
Efeitos térmicos: modo contínuo;
Efeitos mecânicos: modo pulsado.
A oscilação faz com se formem microbolhas cheias de ar, caracterizando o efeito cavitacional.
Características das ondas de ultrassom
As fontes de ultrassom estão disponíveis em diferentes tamanhos e com diferentes
frequências de vibração do cristal. Portanto, a frequência do ultrassom depende das
dimensões do cristal dentro do transdutor (ERA). O tamanho da ERA é de fundamental
importância para determinação do tempo de tratamento.
Frequência
A frequência do ultrassom é medida em mega hertz (MHz) e representa a quantidade de
vibrações por segundo emitidas por aquele transdutor.
A frequência de 3MHz penetra até 2 cm de profundidade e é, desta forma, absorvido pelos
tecidos super�ciais.
Intensidade
A potência de saída de um equipamento gerador de ultrassom é medida em watts (W) e
representa a quantidade de energia produzida por um transdutor. As doses de tratamento
variam de 0,5 a 3,0 W/cm².
O ajuste da dose e o consequente efeito produzido no tecido alvo, a área do corpo a ser tratada,
depende da taxa de não uniformidade do feixe do transdutor, do ciclo de funcionamento, do
meio de acoplamento utilizado e o tempo de aplicação.
A duração do tratamento depende do tamanho da área a ser tratada, porém, a área a ser
tratada não deve ser duas ou três vezes a ERA do transdutor. Se a área for muito grande deve
ser dividida em quadrantes, desta forma o cálculo é o seguinte:
Figura 6
Ciclo de funcionamento (contínuo/pulsado)
Contínuo: aplicação ininterrupta, causando aquecimento. Utilizado para tratamento de
Lipodistro�a localizada e nos pontos de �broses em HLDG grau IV.
Pulsado: aplicação interrompida de US reduz a ocorrência de efeitos térmicos, prevalecendo os
feitos mecânicos. O ciclo de funcionamento varia de 5% a 75%.
O meio de acoplamento entre o transdutor e a pele é através de gel a base de água, aplicando
uma camada consistente e sem grandes bolhas de ar. O equipamento só deve ser ativado após
o contato adequado entre o transdutor e a pele, sobre um meio de acoplamento ideal (gel).
Os movimentos com o transdutor devem ser suaves, lentos e rítmicos, com suave pressão do
transdutor sobre a pele.
Efeito tixotrópico
Transformação de géis coloidais em líquidos;
Diminuição da hiperpolimerização da substância fundamental amorfa;
Inibição do extravasamento de plasma para o meio extravascular;
Diminuição do edema intersticial;
Diminuição da compressão vascular;
Ativação da circulação;
Remoção dos detritos metabólicos que irritam o tecido conjuntivo → minimizando o
processo de �brose.
A energia ultrassônica pode ser utilizada para liberar ativos cosméticos nos tecidos pelo
processo de fonoforese. A teoria da fonoforese é semelhante à da iontoforese, mas essa
técnica não necessita que o produto seja eletricamente carregado,  porém, o produto deve
conter moléculas de tamanho pequeno e baixo peso molecular, diluídos em base
hidrossolúvel, ou seja, gel.
Cosmetologia Aplicada às Afecções
Estéticas Corporais
Princípios Ativos
Princípios ativos são as matérias primas responsáveis pelo efeito do produto quando aplicado
corretamente. Podemos dizer que são os responsáveis pelo “tratamento”. 
Cabe ressaltar que, na maior parte dos casos, a e�ciência de um princípio ativo depende da sua
capacidade de permear a pele e atingir seu local de ação. Tal capacidade depende de fatores
relacionados à estrutura da pele, ao próprio princípio ativo e o veículo adequado.
Sendo assim, podemos concluir que os princípios ativos, são misturados aos veículos para a
obtenção do produto �nal desejado, que vai ter uma indicação especí�ca.
Lipolíticos
Lipolíticos são substâncias (princípios ativos) coadjuvantes, que atuam na lipólise na célula
adipócita.
Mecanismos da atividade dos lipolíticos:
Através de receptores especí�cos, localizados na membrana celular, os lipolíticos
desencadeiam as seguintes ações na célula adipócita:
Aumento do nível de AMP cíclico intracelular, favorecendo a lipólise nos adipócitos;
Inibição da atividade da fosfodiesterase, favorecendo o sistema adenilciclase AMP cíclico
dos adipócitos; 
Permissão para que o AMP cíclico atue por mais tempo, ativando os triglecerídeos a se
transformarem em ácidos graxos livres, numa velocidade maior.
Exemplos de lipolíticos
Cafeisilane (Complexo cafeína-silício);
Theophylisilane C (Complexo metilsilanol teo�lina);
Cafeína;
Triac;
T3;
Argisil L (Arginina combinada ao Silício orgânico);
Xantalgosil(Ace�lina combinada ao Silício orgânico).
Enzimas
A função das enzimas é diminuir a energia de ativação, necessária para que as reações
metabólicas ocorram; e aumentar a velocidade das reações químicas. Con�ra abaixo alguns
exemplos de enzimas utilizadas na estética.
Hialuronidase 
Utilizada em produtos para celulite e Lipodistro�a, para aumento da atividade metabólica;
Despolimerizante do ácido hialurônico;
Thiomucase  
Despolimerizante do ácido hialurônico e sulfato de condroitina;
Usada em produtos para celulite e lipodistro�a para aumento da atividade metabólica. 
Ativadores da Microcirculação
São substâncias que tem como �nalidade desencadear o aumento da temperatura do
organismo em local pré-determinado.
Crioterápicos  
Possuem a capacidade de aumentar a circulação e a temperatura no local da aplicação após um
resfriamento.
Ação dos Crioterápicos
Desencadeiam um esfriamento local e contração dos vasos sanguíneos periféricos;
Aumentam o �uxo sanguíneo, descongestionando os tecidos e diminuindo a retenção de
água.
Exemplo: Cânfora / Mentol 
Termogênicos
São substâncias que possuem a capacidade de aumentar a circulação e a temperatura no local
da aplicação.
Ação dos Termogênicos
Em nível celular
Aumento da oxigenação e nutrição dos tecidos;
Aumento das trocas metabólicas do meio;
Aumento da permeabilidade cutânea;
Em nível circulatório
Aumento da circulação;
Ação;
Aumento da oxigenação e nutrição dos tecidos;
Aumento das trocas metabólicas do meio;
Aumento da permeabilidade cutânea.
Exemplo: Nicotinato de Metila, Pimenta Negra.
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados
nesta Unidade:
O Tecido Adiposo como Centro Regulador do Metabolismo:
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Material Complementar
SCIELO
VEJA EM SCIELO 
https://www.scielo.br/
https://drive.google.com/viewerng/viewer?url=https%3A//www.scielo.br/j/abem/a/htcRSX7FjpchRd4gHNkg7VR/%3Flang%3Dpt%26format%3Dpdf&embedded=true
Tratamento de Gordura Localizada e Lipodistro�a Ginóide com Terapia Combinada:
Radiofrequência Multipolar
Celulite: Artigo de Revisão
REDALYC
VEJA EM REDALYC 
REDALYC
https://www.redalyc.org/
https://drive.google.com/viewerng/viewer?url=https%3A//www.redalyc.org/pdf/2655/265524650006.pdf&embedded=true
https://www.redalyc.org/
O Tecido Adiposo como Centro Regulador do Metabolismo:
Efeitos da Ultracavitação no Tecido Adiposo de Coelhos:
VEJA EM REDALYC 
SCIELO
O tecido adiposo como centro regulador do
metabolismo
REVISÃO O tecido adiposo como centro regulador do metabolismo The adipose
tissue as a regulatory center of the metabolism Miriam H. Fonseca-Alaniz;
Julie Takada; Maria Isabel C.
LEIA MAIS SCIELO 
PATRICIAFROES
https://drive.google.com/viewerng/viewer?url=https%3A//www.redalyc.org/pdf/2655/265519983011.pdf&embedded=true
https://www.scielo.br/
https://www.scielo.br/j/abem/a/htcRSX7FjpchRd4gHNkg7VR/?lang=pt&format=pdf
https://www.scielo.br/j/abem/a/htcRSX7FjpchRd4gHNkg7VR/?lang=pt&format=pdf
https://www.scielo.br/j/abem/a/htcRSX7FjpchRd4gHNkg7VR/?lang=pt&format=pdf
https://patriciafroes.com.br/
Radiofrequência: Método não Invasivo para Tratamento da Flacidez Cutânea e Contorno
Corporal
VEJA EM PATRICIAFROES 
BVSALUD
VEJA EM BVSALUD 
https://drive.google.com/viewerng/viewer?url=https%3A//patriciafroes.com.br/gestao/files/publicacao/arquivo/137/2u.pdf&embedded=true
https://docs.bvsalud.org/
https://drive.google.com/viewerng/viewer?url=https%3A//docs.bvsalud.org/biblioref/2016/07/494/2015_332.pdf&embedded=true
Análise dos Efeitos do Ultrassom Terapêutico e da Eletrolipoforese nas Alterações
Decorrentes do Fibroedema eloide:
SCIELO
VEJA EM SCIELO 
https://www.scielo.br/
https://drive.google.com/viewerng/viewer?url=https%3A//www.scielo.br/j/fm/a/V97G9hnhNjzfGWjYjKBHMZk/%3Fformat%3Dpdf%26lang%3Dpt&embedded=true
ELDER, D. E. Lever: Histopatologia da Pele, 10ª edição. Rio de Janeiro: Grupo GEN/ Guanabara
Koogan, 2011.
FRANGIE, C; et al. Milady Cosmetologia: ciências gerais, da pele e das unhas. São Paulo:
Cengage Learning Brasil, 2018. 
FASSHEBER, D.; et al. Disfunções Dermatológicas aplicadas à estética. São Paulo: Grupo A,
2018. 
BORGES, F. S. Dermato – funcional: modalidades terapêuticas nas disfunções estéticas. São
Paulo: Phorte, 2006.
AGNE, J. E. Criolipólise e outras tecnologias no manejo do tecido adiposo. Santa Maria:
Andreoli, 2016.
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Referências

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