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A literatura negra no Brasil, 
afro-brasileira, ou de autoria
de pessoas negras
A literatura negra no Brasil, afro-
brasileira, ou de autoria de pessoas 
negras, é parte fundamental da 
cultura nacional. Possui uma 
diversidade de vozes, estilos e gêneros 
literários. Além disso, ganha cada vez 
mais força devido ao aumento de 
estudos acadêmicos com alvo em tais 
obras e a disseminação na mídia do 
debate sobre racismo, fazendo com 
que mais pessoas busquem por essas 
obras
História da literatura negra no Brasil
Momentos iniciais
A necessidade de ouvir e contar histórias e o ritmo da 
poesia estão presentes nas mais diversas comunidades 
humanas; e em solos africanos, isso não era diferente. 
Desde lá, os sons dos tambores guiavam o movimento 
das poesias e cantigas, e os griots eram os grandes 
contadores de história. Com o processo diaspórico e de 
colonização, estes fazeres artísticos e literários, ainda 
que com dificuldade e tomando outras roupagens, 
sobreviveram no Brasil. Por isso, dizemos que a 
literatura feita pelos povos negros, desde muito tempo, 
se deu por meio da oralidade, o que os teóricos 
chamam de oralitura ou oratura.
Partindo para as obras escritas em língua portuguesa no 
Brasil, temos em alguns autores do século XIX um marco 
do que conhecemos hoje por literatura negra. Uma das 
primeiras romancistas do Brasil, Maria Firmina dos Reis 
(Maranhão 1822 – 1917) era negra e seu livro “Úrsula”, 
publicado em 1859 ficou por muito tempo apagado. 
Nesta obra, a autora teve a primazia de narrar o horror 
da escravidão, a partir da perspectiva dos escravizados, 
em um momento pré-abolição no qual vigorava a 
estética Romântica, e o sujeito eleito como “Herói da 
nação” era o indígena, e não o negro.
Conheça Luiz Gama, 
advogado escravizado que 
libertou 500 negros no Brasil
Ainda naquela época, autores como Luiz Gama, filho de Luísa 
Mahin, grande libertador de escravos, jornalista e também 
poeta, junto de Machado de Assis e Lima Barreto, grandes 
narradores do Brasil, criticaram a estrutura social e racial da 
sociedade brasileira, a partir de uma perspectiva bastante 
ácida, e dando novos moldes à construção das personagens 
negras que, naquele período, e em outros, eram representadas 
apenas de modo estereotipado e racista. Por isso a importância 
de marcar a autoria negra como um lugar de escrita que se 
afasta destas formas preconceituosas.
É importante lembrar que, além destes, escritores consagrados do 
cânone nacional, como Gonçalves Dias, Gonçalves Crespo, Cruz e Souza, 
entre outros, também foram sujeitos negros que, em maior ou menor 
medida, deixavam marca ou vestígios de identidade em seus poemas.
Agora vamos 
fazer um jogo: 
pegue seu 
caderno e conte 
fazendo riscos 
quantas vezes 
aparece a 
palavra 
“BRANCO” ou 
algo referente a 
‘BRANCO” Cruz e Sousa - Antífona
https://www.youtube.com/watch?v=iuWdvwgPKrs
O Século XX e o 
início da 
contemporaneidade
Nomes como Solano Trindade (1908-1974), Abdias 
Nascimento (1914 -2011), Carolina Maria de Jesus 
(1914-1977) e Carlos Assumpção (1927- ) fizeram 
história em nossa literatura. Abdias, poeta, dramaturgo, 
artista plástico e político, além de ter publicado poesias 
e livros ensaísticos, fundou, em 1944, o Teatro 
Experimental do Negro (TEN), cuja proposta era inserir o 
sujeito negro em primeiro plano na cena dramatúrgica 
brasileira, e não seguindo esteriótipos (e blackfaces) que 
por muito tempo estiveram presentes em importantes 
peças de teatro.
Num período muito próximo, a autora de “Quarto de Despejo” (1960), “Diário de 
Bitita” (1986), “Casa de Alvenaria” (2021), e de outras obras a serem publicadas, 
também representou um grande marco na história da literatura de autoria negra no 
Brasil, haja vista que vendeu milhares de exemplares, e foi traduzida para 13 idiomas.
Esse fato foi inédito porque se trata de uma 
escritora negra e pobre, que morou na favela, 
viu a fome de perto, e refletia em seus livros 
sobre essas questões no mesmo país que 
difundia o mito da democracia racial, ou seja, 
que negros e brancos conviviam 
harmonicamente. Além disso, Carolina escreveu 
poemas sobre amor.
Um pouco mais tarde, em 1978, um grupo de escritores negros 
contemporâneos, a exemplo de Oswaldo de Camargo (1936), Oliveira 
Silviera (1941 – 2009) e Cúti (1951 – ), para citar alguns, fizeram a 
primeira publicação dos Cadernos Negros.
Oswaldo de Camargo (1936) Oliveira Silviera (1941 – 2009) Cúti (1951 – ) 
A coletânea surgiu a partir de um esforço 
coletivo, e de um desejo que estes escritores e 
escritoras tinham de reunir suas obras e criar 
uma vida literária negra no Brasil. Foi a partir 
dessas publicações coletivas que autoras como 
Conceição Evaristo, muito conhecida nos dias de 
hoje, começaram a publicar. Os Cadernos Negros 
congregam poemas e contos e continuam a ser 
publicados, somando mais de 40 edições.
Desde o século XIX, sobretudo com a reunião de escritores promovida a partir dos 
Cadernos, uma base muito sólida da literatura negra no Brasil foi construída, o que abriu 
caminhos para que muitos escritores e escritoras contemporâneas possam publicar e ter 
sua obra apreciada por um público leitor que vem se desenvolvendo a cada dia.
O Século XX, em 
especial, possui muita 
importância, pois 
diversos autores e 
pesquisadores 
iniciaram os estudos 
acadêmicos sobre a 
literatura negra, afro-
brasileira ou de 
autoria negra – todos 
estes termos existem 
e têm suas 
respectivas 
justificativas teóricas.
O mais importante é 
que se compreenda 
que este tipo de 
literatura, que versa 
sobre absolutamente 
todos os temas, conta a 
história da população 
negra pelo seu próprio 
viés. Trata-se, então, de 
uma perspectiva negra 
a partir da qual os 
sujeitos narram a partir 
de si, com dignidade e 
humanidade, expondo, 
dessa maneira, 
questões que muitas 
vezes um olhar branco, 
exterior, não dá conta.
16 principais 
autores da 
literatura negra 
brasileira
Do século XIX até os dias atuais, 
não são poucos os nomes que 
marcaram e seguem marcando a 
literatura de autoria negra no 
Brasil. Na lista abaixo, você 
conhece mais escritoras e 
escritores, de diferentes estilos e 
gêneros literários, e suas 
respectivas obras.
Geni Guimarães
➢Paulista de São Manoel, Geni Guimarães é professora, 
autora de uma série de livro de poemas, a exemplo de “A cor 
da Ternura” (1989) e também publicou contos nos Cadernos 
Negros. Sua obra possui forte traço autobiográfico e versa 
sobre família, afetos e resistências.
➢A cor da ternura (1998) é um livro que aborda de forma 
crítica, por meio da visão de uma mulher negra, os efeitos 
do racismo na construção da vida de uma pessoa de cor.
➢Guimarães escreveu outras obras de suma relevância para 
a história da literatura negra no Brasil, desde contos a 
poemas, confira algumas.
✓Leite do peito (1988)
✓O pênalti (2019)
Eliana Alves Cruz
➢Romancista de mão-cheia, trata sobre o período da 
escravidão em seus livros, recheados de informações 
históricas, como é o caso de “O crime do Cais do 
Valongo (2018)
➢O crime do Cais do Valongo (2018) é um romance 
histórico-policial, que acontece no século XIX e relata 
sobre a vinda dos escravos de Moçambique para o Rio 
de Janeiro.
➢Outros romances e aventuras foram escritas por 
Cruz, explorando a temática do período da escravidão 
de forma responsável e intrigante.
✓Água de Barrela (2018)
✓Nada digo de ti, que em ti não veja (2019)
Elisa Lucinda
➢Capixaba de nascença e carioca de coração, Elisa 
Lucinda é poeta, atriz, cantora, e dona de um texto tanto 
profundo, quanto bem-humorado. Entre seus temas mais 
destacados, está a sexualidade das mulheres e a vida do 
cotidiano.
➢Parem de falar mal da rotina (2011) é uma peça de 
teatro de muito sucesso, que posteriormente virou livro.
➢A artista explora o mundo do cotidiano e sentimentos 
como amor, dor, luto e paixão. Confiraoutras obras dela.
✓Vozes Guardadas (2016)
✓Livro do avesso, o pensamento de Edite (2019)
Cidinha da Silva
➢Grande nome da literatura contemporânea, a mineira 
Cidinha da Silva gravita entre a crônica e conto, e possui um 
texto enigmático que aborda desde temas relacionados à 
ancestralidade, até vivências nas cidades mais agitadas do 
mundo.
➢Um exu em Nova York (2019) percorre, a partir de uma visão 
contemporânea, temas como política, racismo religioso e 
ética no cotidiano.
➢Carregando sempre sua ancestralidade nas escritas, outros 
textos foram publicados pela escritora e jornalista.
✓Os pentes d’Africa (2008)
✓O homem azul do deserto (2018)
Cristiane 
Sobral
Poeta, seus livros e poemas 
abordam temas relacionados à 
estética negra, a vida das 
mulheres negras, amor, entre 
outros. Além de escritora, 
Cristiane Sobral também é atriz 
e editora.
Não vou mais lavar os pratos
Nem vou limpar a poeira dos móveis.
Sinto muito. Comecei a ler. Abri outro dia um livro
e uma semana depois decidi.
Não levo mais o lixo para a lixeira. Nem arrumo
a bagunça das folhas que caem no quintal.
Sinto muito.
Depois de ler percebi
a estética dos pratos, a estética dos traços, a ética,
A estática.
Olho minhas mãos quando mudam a página
dos livros, mãos bem mais macias que antes
e sinto que posso começar a ser a todo instante.
Sinto.
Qualquer coisa.
Não vou mais lavar. Nem levar. Seus tapetes
para lavar a seco. Tenho os olhos rasos d’água.
Sinto muito. Agora que comecei a ler quero entender.
O porquê, por quê? e o porquê.
Existem coisas. Eu li, e li, e li. Eu até sorri.
E deixei o feijão queimar…
Olha que feijão sempre demora para ficar pronto.
Considere que os tempos são outros…
Ah,
esqueci de dizer. Não vou mais.
Resolvi ficar um tempo comigo.
Resolvi ler sobre o que se passa conosco.
Você nem me espere. Você nem me chame. Não vou.
De tudo o que jamais li, de tudo o que jamais entendi,
você foi o que passou
Passou do limite, passou da medida,
passou do alfabeto.
Desalfabetizou.
Não vou mais lavar as coisas
e encobrir a verdadeira sujeira.
Nem limpar a poeira
e espalhar o pó daqui para lá e de lá pra cá.
Desinfetarei minhas mãos e não tocarei suas partes móveis.
Não tocarei no álcool.
Depois de tantos anos alfabetizada, aprendi a ler.
Depois de tanto tempo juntos, aprendi a separar
meu tênis do seu sapato,
minha gaveta das suas gravatas,
meu perfume do seu cheiro.
Minha tela da sua moldura.
Sendo assim, não lavo mais nada, e olho a sujeira
no fundo do copo.
Sempre chega o momento
de sacudir,
de investir,
de traduzir.
Não lavo mais pratos.
Li a assinatura da minha lei áurea
escrita em negro maiúsculo,
em letras tamanho 18, espaço duplo.
Aboli.
Não lavo mais os pratos
Quero travessas de prata,
Cozinha de luxo,
e joias de ouro. Legítimas.
Está decretada a lei áurea.
➢A escritora ganhou diversos prêmios com suas obras, como o Prêmio de montagem GDF e o Prêmio do Ministério da Saúde. 
Além de poemas, Sobral contem livros de contos, confira mais de sua produção.
✓O Tapete Voador (2016)
✓Terra Negra (2017)
Conceição Evaristo
➢Conhecida como a Dama da literatura negra, Conceição Evaristo iniciou suas 
publicações nos Cadernos Negros, e é autora de romances, contos e 
poemas. Sua obra versa sobre afetos, ancestralidade, violência, dentre 
muitos outros temas. Seus livros estão traduzidos em vários idiomas, e 
também possui relevante trabalho acadêmico sobre Literatura Negra.
➢Olhos d’água (2014)é o volume de contos mais famosos da autoria e foi 
agraciado com o prêmio Jabuti. As histórias têm como personagem a 
população afro-brasileira, a pobreza e a violência urbana que as atingem.
➢Seu trabalho é marcado por suas experiências de vida como mulher negra 
no Brasil. Confira outras produções de Evaristo.
✓Ponciá Vicêncio (2003)
✓Poemas da recordação e outros movimentos (2017)
Edimilson de Almeida 
Pereira
Autor de dezenas de livros de poesias, romances e 
também ensaios, Edimilson é dono de uma linguagem 
extremamente sensível e apurada. Suas reflexões, entre 
outros temas, se voltam para a relação dos sujeitos com 
a natureza, a memória, a ancestralidade e as 
religiosidades afro-brasileiras. Além disso, ele também 
escreve livros para crianças. Recentemente, foi lançada a 
antologia Poesia + (2019), que reúne poemas publicados 
de 1985 a 2019.
Tear
O amor é farto.
Nas terrinas foge sob
olhos que cercam
(encarcerados).
o amor vige,
ao resto, embornal.
A sobra tem pegadas
do amor: por isso sobra
no campo.
Amor se debruça
no vão das costelas.
E após, se configura
em renda, texto,
memória.
➢ O autor mineiro é um dos mais 
premiados da literatura brasileira. 
Confira outras obras do poeta.
✓ Poemas para ler com palmas (2017)
✓ O ausente (2020)
Ricardo Aleixo
➢Amante da poesia concreta e um artista multilinguagens, 
Ricardo Aleixo é autor de uma série de livros que tratam de 
temas diversos, como crítica social, religiosidades afro-
brasileiras, além de muita metalinguagem. O que mais 
chama atenção em seus textos é o modo como estão 
dispostos nas página e nas telas. O livro “Pesado demais 
para ventania” (2018) é uma antologia de sua obra.
➢A partir de uma visão crítica da sociedade, sua poesia é 
carregada de sarcasmo e acidez.
✓Modelos vivos (2010)
✓Mundo palavreado (2013)
Grace Passô
➢Importante nome do teatro contemporâneo, Gracê Passô é 
atriz, dramaturga e diretora. Seus textos dramáticos 
abordam as relações humanas em diferentes dimensões e 
são recheados de metalinguagem.
➢Por Elise (2005) é uma peça de teatro e a primeira criação 
do grupo espanca!(MG). Agora em formato de livro, a obra 
as contradições de sentimentos vividas nas relações 
humanas.
➢Suas peças, por vezes, ultrapassam o formato teatro e são 
desenvolvidos como livros, devido sua relevância para a 
literatura negra no Brasil.
✓Congresso internacional do medo (2012)
✓Mata teu pai (2017)
Itamar Vieira Júnior
➢Nascido em Salvador, Itamar Vieira Júnior é Graduado e Mestre 
em Geografia pela Universidade Federal da Bahia. Uma grande 
revelação da literatura contemporânea, é autor do premiadíssimo 
romance “Torto Arado” (2019). Além de romancista, Itamar 
também é autor de livros de contos.
➢Torto Arado (2019) explora o interior do sertão baiano, a relação 
dos povos negros com a terra, a luta por ela, a religiosidade, 
afetos, entre outros temas
➢Sua relação com o estado em que nasceu está presente em todas 
as suas obras, e assim foi o vencedor do XI Prêmio Projeto de Arte 
e Cultura da Bahia.
✓Dias (2012)
✓Doramar ou a odisseia: Histórias (2021)
Lima Barreto
➢Com muita acidez e ironia, o carioca fez um retrato da 
sociedade brasileira em fins do século XIX e início do XX. Seus 
romances e contos falam sobre a loucura, o engano 
disfarçado de inteligência, a família, além de criticarem as 
hipocrisias da sociedade brasileira.
➢Triste fim de policarpo quaresma (1915) é um romance pré-
modernista brasileiro, considerado uma das principais obras 
do movimento. Conta a história de um militar patriota 
brasileiro e desenvolve todas suas contradições durante a 
narrativa.
➢O autor e jornalista brasileiro foi um dos críticos mais 
assíduos da Primeira República Brasileira e traz em suas obras 
essa posição.
✓Recordações do Escrivão Isaías Caminha (1909)
✓Clara dos Anjos (1948)
Mel Duarte
➢Poeta, Mel Duarte encontrou sua dicção no slam, modalidade 
poética que tem como centralidade a expressão vocal. Seus 
temas giram em torno das vivências das mulheres negras 
brasileiras e de questões relativas ao empoderamento. Em 
2019, organizou a antologia “Querem nos calar: poemas para 
serem lidos em voz alta” (2019).
➢Para conhecer mais trabalhos da poeta, confira suas obras 
mais antigas.
✓Fragmentos dispersos (2013)
✓Negra nua crua (2016)
minha condição
Eu não escrevo pra incendiar casas
mas pra ascender faíscas aos olhos de quem me lê
não escrevo pra matar a fome de multidões
mas espero que minhas palavraspreencham um vazio que te ajude a se manter de pé
não escrevo pra governar um povo
eu ouço o que ele diz e utilizo minha voz para propagar sua mensagem
não escrevo pra obter a sua aprovação
mas pra registrar minha trajetória e de tantas mulheres negras que já foram silenciadas.
Eu escrevo pra acessar lugares em mim que são invisíveis aos olhos
pra expurgar pensamentos que não me deixam dormir
escrevo, pois, cada palavra é um atestado da minha condição poeta
e sendo poeta, ainda miúda que sou
escrevo porque a palavra é o que me resta
Num mundo conduzido por falsos profetas
nessa briga de egos e dialética
me apego num sopro de esperança
que me permite o papel e a caneta
Escrevo pra sobreviver
e sobrevivendo eu luto
escrevo se adoeço
e escrevendo me curo
E você? Pra quê escreve?
E pra onde você escorre,
quando esse mar palavra transborda?
Jarid Arraes
➢Cordelista de mão-cheia, ela também é poeta e contista. 
Violências e afetos são temas que permeiam sua escrita, 
trazendo para cena protagonistas negras.
➢Heroínas negras brasileiras em 15 cordéis (2017) é uma obra 
prestigiada, em que a autora resgata a história de mulheres 
postas de lado da História deste país.
➢Vencedora dos prêmios Biblioteca Nacional 2020 e APCA da 
literatura 2019 na categoria contos, a autora também entrou 
para lista de melhores livros de 2019 com duas de suas obras.
✓Um buraco com meu nome (2018)
✓Redemoinho em dia quente (2019)
Marcelo D’Salete
➢O grande artista Marcelo D´Salete, por meio de suas 
histórias em quadrinhos, esta arte sequencial, (re)conta 
importantes momentos da História.
➢Angola Janga (2017), a partir de muita pesquisa e criação 
verbal e visual, apresenta “uma história de palmares”, como 
enuncia o subtítulo.
➢Suas ilustrações dão vida a momentos históricos da 
humanidade. Confira suas outras obras.
✓Encruzilhada (2011)
✓Cumbe (2014)
Miriam Alves
➢Nome importante para a Literatura Negra no Brasil, Miriam 
Alves narra e leva à poesia a condição da mulher negra em um 
país racista. Além de seu trabalho ficcional, tem também 
textos no campo da crítica. Iniciou suas publicações nos 
Cadernos Negros, e é autora de romances e livros de poesia, a 
exemplo do Mulher mat(r)iz (2011).
➢Além de escritora, é ativista na luta antirracista. Suas obras 
permeiam as experiências de pessoas negras na sociedade.
✓Momentos de busca (1983)
✓Maréia (2019)
Com vida (ainda)
Agora me afogo
em cerveja.
Fumo cigarros de cravo.
Acalma ensinam.
Acalme-se!
Mas não me acalmo
Dizem que um novo surgirá.
Um novo?
A dúvida me alucina
Um novo….
Sobre os nossos corpos
Mortos empilhados
(De novo)
Vala comum
Adubando o capital($)
Mortes
Sem estatísticas
Geram lucros brancos
Nos banco$
Não me acalmo
Alucino
Além destas autoras e autores com suas respectivas obras, há 
muito mais da Literatura Negra no Brasil que merece ser 
conhecido, apreciado, e tem de fundamental relevância neste 
campo de estudos. Confira mais algumas obras:
Vídeos sobre as Literaturas Negras no Brasil
Agora, você vai conhecer este tema pela ótica de outros professores(as) e estudiosos(as) de 
literatura e das relações raciais no Brasil
O que é 
Literatura Negra?
Neste vídeo, Alê
Garcia questiona do 
que se trata isto que 
chamamos 
Literatura Negra. 
Traz para o debate 
autores negros, que 
muitas vezes são 
lidos como brancos, 
e apresenta clássicos 
da literatura 
brasileira.
Literatura Negra: 
uma discussão 
teórica
Nesta aula, você pode 
conhecer de modo 
mais aprofundado 
sobre este campo da 
literatura brasileira, 
inclusive, a partir de 
discussões teóricas
Por que estudar
Literatura 
Negra?
O professor Esdras Soares 
responde, de forma breve 
e didática, 6 perguntas 
sobre a literatura negra no 
Brasil e explica o porquê 
estudar sobre o tema. Por 
que falar em literatura 
negra brasileira? Por que 
não falar apenas 
literatura? Entenda isso e 
muito mais!
Agora que 
você viu o 
valor do povo 
negro! Nos ajude a
combater o
racismo!
Fim
	Slide 1: A literatura negra no Brasil, afro-brasileira, ou de autoria de pessoas negras
	Slide 2
	Slide 3: História da literatura negra no Brasil Momentos iniciais
	Slide 4
	Slide 5
	Slide 6: Conheça Luiz Gama, advogado escravizado que libertou 500 negros no Brasil
	Slide 7: É importante lembrar que, além destes, escritores consagrados do cânone nacional, como Gonçalves Dias, Gonçalves Crespo, Cruz e Souza, entre outros, também foram sujeitos negros que, em maior ou menor medida, deixavam marca ou vestígios de identi
	Slide 8: O Século XX e o início da contemporaneidade
	Slide 9: Num período muito próximo, a autora de “Quarto de Despejo” (1960), “Diário de Bitita” (1986), “Casa de Alvenaria” (2021), e de outras obras a serem publicadas, também representou um grande marco na história da literatura de autoria negra no Brasi
	Slide 10: Esse fato foi inédito porque se trata de uma escritora negra e pobre, que morou na favela, viu a fome de perto, e refletia em seus livros sobre essas questões no mesmo país que difundia o mito da democracia racial, ou seja, que negros e brancos 
	Slide 11: Um pouco mais tarde, em 1978, um grupo de escritores negros contemporâneos, a exemplo de Oswaldo de Camargo (1936), Oliveira Silviera (1941 – 2009) e Cúti (1951 – ), para citar alguns, fizeram a primeira publicação dos Cadernos Negros.
	Slide 12
	Slide 13: Desde o século XIX, sobretudo com a reunião de escritores promovida a partir dos Cadernos, uma base muito sólida da literatura negra no Brasil foi construída, o que abriu caminhos para que muitos escritores e escritoras contemporâneas possam pub
	Slide 14: O Século XX, em especial, possui muita importância, pois diversos autores e pesquisadores iniciaram os estudos acadêmicos sobre a literatura negra, afro-brasileira ou de autoria negra – todos estes termos existem e têm suas respectivas justifica
	Slide 15: O mais importante é que se compreenda que este tipo de literatura, que versa sobre absolutamente todos os temas, conta a história da população negra pelo seu próprio viés. Trata-se, então, de uma perspectiva negra a partir da qual os sujeitos na
	Slide 16: 16 principais autores da literatura negra brasileira
	Slide 17: Geni Guimarães
	Slide 18: Eliana Alves Cruz
	Slide 19: Elisa Lucinda
	Slide 20: Cidinha da Silva
	Slide 21: Cristiane Sobral
	Slide 22: Não vou mais lavar os pratos
	Slide 23
	Slide 24
	Slide 25: Conceição Evaristo
	Slide 26: Edimilson de Almeida Pereira
	Slide 27
	Slide 28: Ricardo Aleixo
	Slide 29: Grace Passô
	Slide 30: Itamar Vieira Júnior
	Slide 31: Lima Barreto
	Slide 32: Mel Duarte
	Slide 33
	Slide 34: Jarid Arraes
	Slide 35: Marcelo D’Salete
	Slide 36
	Slide 37: Miriam Alves
	Slide 38
	Slide 39: Além destas autoras e autores com suas respectivas obras, há muito mais da Literatura Negra no Brasil que merece ser conhecido, apreciado, e tem de fundamental relevância neste campo de estudos. Confira mais algumas obras:
	Slide 40: Vídeos sobre as Literaturas Negras no Brasil Agora, você vai conhecer este tema pela ótica de outros professores(as) e estudiosos(as) de literatura e das relações raciais no Brasil
	Slide 41: O que é Literatura Negra?
	Slide 42: Literatura Negra: uma discussão teórica
	Slide 43: Por que estudar Literatura Negra?
	Slide 44
	Slide 45: Fim

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