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UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP 
 
 
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS 
 
 
CURSO: Farmácia DISCIPLINA: Anatomia Humana 
NOME DO ALUNO: Fatima Donizete de Sousa 
 RA: 2408320 
POLO DE MATRÍCULA: Jacareí 
POLO DE PRÁTICA: São José dos Campos 
 
DATA DAS AULAS PRÁTICAS: 
24/08/2024 
21/09/2024 
19/10/2024 
 
 
Jacareí, 23 de Outubro de 2024 
 
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IMPORTÂNCIA DOS CONTEÚDOS PRÁTICOS REALIZADOS E A APLICAÇÃO 
PARA FORMAÇÃO. 
Durante as aulas práticas de Anatomia Humana no campus da UNIP, os roteiros 
foram abordados de forma a não seguir a ordem cronológica estabelecida 
inicialmente, mas sim em conformidade com a escolha do professor. Essa abordagem 
permitiu uma conexão mais eficaz entre os diferentes sistemas do corpo humano, 
proporcionando uma compreensão integrada das estruturas anatômicas estudadas. 
O foco das aulas foi reconhecer as estruturas discutidas nas aulas teóricas, que são 
fundamentais para a formação do farmacêutico, possibilitando a compreensão de 
processos fisiológicos, patologias e interações medicamentosas. 
Planos Anatômicos 
No início das aulas, estudamos os planos anatômicos, divisões imaginárias 
usadas para descrever localizações e movimentos do corpo. O plano sagital, que 
divide o corpo em lados direito e esquerdo, é fundamental para descrever movimentos 
como flexão e extensão. O plano coronal, que divide o corpo em anterior e posterior, 
auxilia na descrição de movimentos como abdução e adução. Já o plano transversal, 
que divide o corpo em superior e inferior, é usado para descrever rotações. Em 
resumo, os planos e eixos anatômicos são ferramentas essenciais para descrever a 
anatomia e os movimentos do corpo humano. Eles fornecem uma linguagem comum 
para profissionais de saúde e estudantes de anatomia, facilitando a comunicação e 
compreensão das estruturas e funções do corpo (Planos e eixos anatômicos do corpo 
humano, 2019). 
Aula 1: 
Roteiro 01 - Osteologia 
Na primeira aula prática, abordamos a osteologia, analisando peças 
anatômicas naturais e sintéticas. O estudo do esqueleto axial incluiu os ossos do 
crânio e da face, como nasal, frontal, parietal, esfenoide, lacrimal, etmoide, occipital, 
zigomático, maxila, vômer e temporal (com ênfase no meato acústico externo e no 
processo mastoide), além da mandíbula (destacando o processo coronoide e o 
processo condilar). Também estudamos a coluna vertebral, composta por 7 vértebras 
cervicais (incluindo atlas e áxis), 12 torácicas, 5 lombares, sacro e cóccix, além do 
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esterno (manúbrio, corpo e processo xifoide) e as 12 costelas (7 verdadeiras, 3 falsas 
e 2 flutuantes). 
No esqueleto apendicular, analisamos a cintura escapular, composta pela 
escápula e clavícula, bem como os ossos do membro superior, como o úmero, rádio 
e ulna, além dos ossos do carpo, metacarpos e falanges. A cintura pélvica também foi 
estudada, destacando o ilíaco (composto pelo ílio, ísquio e púbis), com foco na crista 
ilíaca, espinhas ilíacas e forame obturado. 
Aula 1: 
Roteiro 02 - Artrologia 
Na aula seguinte, dedicada à artrologia, foram analisadas articulações fibrosas, 
cartilaginosas e sinoviais, com ênfase nas estruturas dos ombros, joelhos e quadris. 
Foram identificados ligamentos e cartilagens essenciais para a estabilidade e 
mobilidade articular. Esse estudo é relevante para o farmacêutico, pois auxilia na 
compreensão de condições clínicas como artrite e osteoporose, comuns entre 
pacientes que utilizam medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos. 
Contato com o Cadáver e Ética 
Após o estudo das estruturas ósseas e articulares, tivemos o primeiro contato 
com o cadáver preservado, uma experiência enriquecedora que permitiu a observação 
direta das estruturas anatômicas tridimensionais in situ. Além da importância científica, 
esse momento ressaltou a relevância da ética e do respeito no manuseio de corpos 
doados para fins educacionais. Conforme Cohen e Gobbetti (2003), do ponto de vista 
da bioética, os cadáveres devem ser vistos como 'res-humana' e não objetos 
quaisquer de uso, devido ao significado afetivo da memória de um ser humano, 
especialmente para os indivíduos que com ele estabeleceram vínculos emocionais 
(Cohen & Gobbetti, 2003). 
 Essa vivência prática reforçou a necessidade de valorizar a generosidade das 
pessoas que fazem a doação de seus corpos para a ciência, o que permite o avanço 
do conhecimento nas áreas da saúde. Para nós, futuros profissionais, essa 
experiência trouxe à tona uma reflexão sobre a responsabilidade de tratar os corpos 
com dignidade, respeitando a memória do doador e a finalidade educativa. Este 
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momento foi essencial para compreender que, além da técnica, o respeito à vida e à 
morte faz parte da nossa formação ética como profissionais da saúde. 
 
Aula 2: 
Roteiro 03 - Miologia 
O estudo da miologia abordou a análise dos músculos das diversas regiões do 
corpo. Começamos pelos músculos da face, como o bucinador, orbicular da boca, 
masseter e temporal. No pescoço, analisamos o esternocleidomastóideo e o esterno-
hioideo, fundamentais na rotação da cabeça e na deglutição. No dorso e tórax, o foco 
foi nos músculos trapézio, peitoral maior, peitoral menor e intercostais, importantes na 
respiração. No abdome, destacamos os músculos reto abdominal e oblíquos, 
enquanto nos membros superiores estudamos o deltoide, bíceps braquial, extensores 
e flexores do antebraço. Nos membros inferiores, o glúteo máximo e o gastrocnêmio 
foram analisados pela sua relevância na locomoção e no funcionamento do tendão de 
Aquiles. 
Aula 2: 
Roteiro 06 - Sistema Respiratório 
Dando continuidade às práticas, após o estudo da miologia , direcionamos 
nossa atenção para o sistema respiratório. O ponto de partida foi a análise do nariz 
externo e da cavidade nasal, essenciais para a filtração, aquecimento e umidificação 
do ar inalado, processos fundamentais para a saúde respiratória. As conchas nasais 
(superior, média e inferior) foram analisadas pela sua função de aumentar a superfície 
de contato com o ar, otimizando a respiração. Também observamos os seios 
paranasais, que têm papel na respiração e ressonância vocal. A análise continuou 
com a faringe, que conecta a cavidade nasal à laringe, e a laringe, onde estruturas 
cartilaginosas, como a epiglote, protegem as vias respiratórias durante a deglutição e 
produzem a voz. A traqueia, com seus anéis cartilaginosos, conduz o ar aos pulmões, 
onde se bifurca nos brônquios, que formam a árvore brônquica. 
Os pulmões foram analisados quanto aos lobos: o pulmão direito possui três 
lobos (superior, médio e inferior) e o pulmão esquerdo, adaptado à presença do 
coração, tem dois (superior e inferior). Essa análise foi fundamental para entender a 
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estrutura interna dos pulmões e seu papel na troca gasosa. Doenças respiratórias 
obstrutivas, como asma e DPOC, afetam essas estruturas e frequentemente requerem 
tratamentos com medicamentos inalatórios, como broncodilatadores, destacando a 
importância do conhecimento anatômico para o farmacêutico. 
Aula 2 
Roteiro 07 - Sistema Cardiovascular 
Em seguida, estudamos o sistema cardiovascular, onde analisamos as 
câmaras do coração (átrios e ventrículos direito e esquerdo) e as valvas (tricúspide, 
mitral, aórtica e pulmonar). Também foram analisados os principais vasos sanguíneos, 
como a aorta, as veias cavas e as veias pulmonares. A compreensão dessas 
estruturas é crucial para entender o funcionamento da circulação sanguínea e a forma 
como medicamentos, como anticoagulantes e anti-hipertensivos, atuam no sistema 
cardiovascular. Essa prática reforçou a importância do conhecimento anatômico para 
o manejo de terapias cardiovasculares. 
Aula 3: 
Roteiro04 - Sistema Nervoso 
O estudo do sistema nervoso envolveu a análise de peças anatômicas do 
cérebro, cerebelo e tronco encefálico, nos proporcionando uma compreensão 
detalhada dos giros e sulcos cerebrais. Também estudamos estruturas importantes 
como as glândulas pineal e hipófise, que integram o sistema endócrino. O 
entendimento das estruturas do sistema nervoso é vital, pois elas são fundamentais 
para o funcionamento neurológico e endócrino, impactando diretamente a ação de 
medicamentos em condições neurológicas e hormonais. 
Aula 3: 
Roteiro 05 - Sistema Digestório 
No sistema digestório, o foco foi reconhecer estruturas como a boca, esôfago, 
estômago e intestinos, com a análise de peças anatômicas que nos permitiram 
entender a função de órgãos como o fígado e o pâncreas. Esse conhecimento é 
essencial para entender a farmacocinética e a farmacodinâmica dos medicamentos, 
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uma vez que a absorção, metabolização e eliminação de fármacos estão diretamente 
ligadas ao funcionamento desse sistema. 
 
Aula 3: 
Roteiro 08 - Sistema Urinário e Aparelho Reprodutor 
Finalizando as práticas, estudamos o sistema urinário e o aparelho reprodutor, 
com foco em reconhecer estruturas como os rins, ureteres, bexiga e órgãos 
reprodutores. A análise dessas peças anatômicas enriqueceu nosso entendimento da 
filtração e excreção de substâncias, assim como da função reprodutiva. Esse 
conhecimento é vital para a compreensão de como medicamentos podem interferir 
nesses sistemas, afetando a função urinária e reprodutiva em contextos clínicos. 
Desta forma, o estudo da Anatomia é fundamental para a prática farmacêutica, 
pois proporciona uma compreensão detalhada de como os fármacos interagem com 
o corpo humano. A farmacocinética, que estuda o que o organismo faz com o fármaco, 
exige o conhecimento das estruturas anatômicas envolvidas nos processos de 
absorção, distribuição, metabolismo e excreção de medicamentos, como o trato 
gastrointestinal, fígado e rins. Por exemplo, ao prescrever um medicamento para um 
paciente com insuficiência renal, o farmacêutico deve entender a anatomia e a função 
renal para ajustar adequadamente a dose e evitar a toxicidade. 
Além disso, a farmacodinâmica, que examina o que o fármaco faz no 
organismo, depende do conhecimento dos locais de ação dos medicamentos, como 
vasos sanguíneos, coração e rins. Esse conhecimento é vital para entender os 
mecanismos de ação dos medicamentos e prever possíveis efeitos colaterais. Um 
exemplo disso é o uso de anti-hipertensivos, que podem atuar em diferentes órgãos e 
sistemas, como o coração e os vasos sanguíneos. 
Outro aspecto importante é a compreensão das interações medicamentosas, 
que muitas vezes envolvem alterações no metabolismo hepático de fármacos. O 
conhecimento anatômico permite ao farmacêutico identificar interações que podem 
alterar o efeito dos medicamentos e evitar complicações clínicas. 
O conhecimento anatômico também se aplica diretamente à orientação ao 
paciente. Ao explicar o uso de medicamentos, como colírios, o farmacêutico pode 
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descrever de forma clara e precisa a anatomia do olho e como o medicamento 
funcionará naquela região, promovendo um uso mais seguro e eficaz. 
Essas práticas não apenas integram o aprendizado teórico com a vivência 
prática, mas também são cruciais para preparar o futuro farmacêutico, tanto no 
aspecto técnico quanto na capacidade de entender o corpo humano como um todo. 
Essa formação é essencial para garantir uma atuação profissional segura e 
competente no cuidado aos pacientes, aliando o conhecimento científico à prática 
diária. 
Agradeço profundamente pelos ensinamentos e pela rica experiência adquirida 
durante essas aulas, que promoveram discussões importantes e troca de 
experiências. Levo comigo a responsabilidade de aplicar todo esse conhecimento em 
minha futura atuação como profissional da saúde, contribuindo para o bem-estar dos 
pacientes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
Anatomia Humana / Cassio Marcos Vilicev. – São Paulo: Editora Sol, 2019 
COHEN, Cláudio e GOBETTI, Gisele. Bioética e Morte: respeito aos cadáveres. 
Revista da Associação Médica Brasileira, v. 49, n. 2, p. 118, 2003Tradução . 
Disponível em: https://doi.org/10.1590/s0104-42302003000200002. Acesso em: 21 
out. 2024. 
Maestrovirtuale.com - Planos e eixos anatômicos do corpo humano. Disponível 
em: https://maestrovirtuale.com/planos-e-eixos-anatomicos-do-corpo-humano/. 
Acesso em: 21 out. 2024.

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