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Prova 17

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Questões resolvidas

(UNCISAL-2016)
SONETO 204 AO RAPPER
De cor, mulato, pardo, negro, preto.
O branco é simplesmente branco, e só.
Você quer mais respeito, não quer dó.
Quer ser um cidadão, não quer o gueto.
No Sul, no Pelourinho, no Soweto,
lutando contra o falso status quo
da máscara, a gravata e o paletó:
A letra é mais comprida que um soneto.
Seu canto já foi blues, quase balada;
Foi soul, foi funk e reggae; agora é bala
perdida em tiroteio de emboscada.
Xerife do xadrez, você não cala:
leva a periferia pra parada,
de sola entra no som da minha sala.
Acerca da estrutura métrica e rimática do poema acima, um soneto de autoria de
Glauco Mattoso, pode-se afirmar a presença de
versos decassílabos, com esquema de rimas em ABBA BAAB CDE CDE.
versos em redondilhas menores, com esquema de rimas em ABBA CDDC EFG EFG.
X versos decassílabos, com esquema de rimas em ABBA BAAB CDC DCD.
versos alexandrinos, com esquema de rimas em ABAB CDCD EFG EFG.
versos em redondilhas maiores, com esquema de rimas em ABBA BAAB CDE CDE.

Acerca da estrutura métrica e rimática do poema acima, um soneto de autoria de Glauco Mattoso, pode-se afirmar a presença de
versos decassílabos, com esquema de rimas em ABBA BAAB CDE CDE.
versos em redondilhas menores, com esquema de rimas em ABBA CDDC EFG EFG.
versos decassílabos, com esquema de rimas em ABBA BAAB CDC DCD.
versos alexandrinos, com esquema de rimas em ABAB CDCD EFG EFG.
versos em redondilhas maiores, com esquema de rimas em ABBA BAAB CDE CDE.
a) I e II.
b) II e III.
c) III e IV.
d) IV e V.
X e) I e III.

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Questões resolvidas

(UNCISAL-2016)
SONETO 204 AO RAPPER
De cor, mulato, pardo, negro, preto.
O branco é simplesmente branco, e só.
Você quer mais respeito, não quer dó.
Quer ser um cidadão, não quer o gueto.
No Sul, no Pelourinho, no Soweto,
lutando contra o falso status quo
da máscara, a gravata e o paletó:
A letra é mais comprida que um soneto.
Seu canto já foi blues, quase balada;
Foi soul, foi funk e reggae; agora é bala
perdida em tiroteio de emboscada.
Xerife do xadrez, você não cala:
leva a periferia pra parada,
de sola entra no som da minha sala.
Acerca da estrutura métrica e rimática do poema acima, um soneto de autoria de
Glauco Mattoso, pode-se afirmar a presença de
versos decassílabos, com esquema de rimas em ABBA BAAB CDE CDE.
versos em redondilhas menores, com esquema de rimas em ABBA CDDC EFG EFG.
X versos decassílabos, com esquema de rimas em ABBA BAAB CDC DCD.
versos alexandrinos, com esquema de rimas em ABAB CDCD EFG EFG.
versos em redondilhas maiores, com esquema de rimas em ABBA BAAB CDE CDE.

Acerca da estrutura métrica e rimática do poema acima, um soneto de autoria de Glauco Mattoso, pode-se afirmar a presença de
versos decassílabos, com esquema de rimas em ABBA BAAB CDE CDE.
versos em redondilhas menores, com esquema de rimas em ABBA CDDC EFG EFG.
versos decassílabos, com esquema de rimas em ABBA BAAB CDC DCD.
versos alexandrinos, com esquema de rimas em ABAB CDCD EFG EFG.
versos em redondilhas maiores, com esquema de rimas em ABBA BAAB CDE CDE.
a) I e II.
b) II e III.
c) III e IV.
d) IV e V.
X e) I e III.

Prévia do material em texto

1. Os poetas integrantes da poesia a partir de 1970, em sua maioria: 
a) São vinculados à especialização e à tribalização, apenas; 
b) São professores universitários, editores, tradutores e críticos; 
c) São basicamente tradutores e críticos, excluindo-se outras especialidades; 
d) Assemelham-se aos amadores que muito se observavam na poesia 
marginal; 
e) São amadores pelo advento da escrita poética nas mídias digitais. 
 
 
2. São características da poesia contemporânea: 
a) Retradicionalização; caráter coletivo; anacronismo; hermetismo; 
b) Modernização; anacronismo; hermetismo; poesia tradicionalista; 
c) Coletividade vanguardista; anacronismo; hermetismo; caráter plural; 
d) Caráter tradicional; coletividade vanguardista; anacronismo; hermetismo; 
e) Caráter plural; anacronismo; hermetismo; retomada de traços tradicionais. 
 
 
3. Quanto à escrita poética e sua circulação na rede digital, é correto afirmar 
que: 
a) As tecnologias não trouxeram inovações em relação à escrita e leitura de 
textos. 
b) As mídias digitais transformam qualquer um em poeta, inclusive com 
reconhecimento pela crítica especializada. 
c) Na rede, os elementos autor, produto (poesia) e consumidor (leitor) se 
distanciam pelo fato de não estarem próximos fisicamente. 
d) As leituras de poesia no livro impresso e nas mídias digitais não se 
diferenciam quanto à acessibilidade desses dois suportes. 
e) Com o advento das novas tecnologias digitais, houve uma modernização 
em relação à escrita e leitura de poesias na rede. 
 
 
4. (PUC – PR, adaptado) Leia os fragmentos abaixo, retirados do livro Muitas 
vozes (1999), de Ferreira Gullar, para responder à questão. 
Meu poema 
é um tumulto: 
a fala 
que nele fala 
outras vozes 
arrasta em alarido. 
(...) 
A água que ouviste 
num soneto de Rilke 
os ínfimos rumores no capim 
o sabor 
do hortelã 
(…) 
da manhã 
tudo isso em ti 
se deposita 
e cala. 
Até que de repente 
um susto 
ou uma ventania 
(que o poema dispara) 
chama 
esses fósseis à fala. 
Meu poema 
é um tumulto, um alarido: 
basta apurar o ouvido. 
I. É um exemplo de metapoesia, um dos vários temas recorrentes nesta obra. 
II. A intertextualidade surge como uma das muitas vozes presentes no poema. 
III. Fósseis, no poema, é uma referência aos mortos do eu poético, que 
também são vozes do poema. 
IV. Apurar o ouvido, no último verso, remete à percepção do material de que 
se compõe o poema. 
V. Esse é um dos poucos poemas de Ferreira Gullar, nesta obra, em que a 
morte se faz presente. 
Assinale a alternativa CORRETA: 
a) Somente as assertivas I e IV são verdadeiras. 
b) As assertivas I, II e V são verdadeiras. 
c) Somente a assertiva I é falsa. 
d) As assertivas I, II, III, IV são verdadeiras. 
e) Todas as assertivas são verdadeiras. 
 
 
5. (Ufjf-pism 1 2017) 
A televisão 
(Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer e Tony Belloto) 
A televisão 
Me deixou burro 
Muito burro demais 
Oh! Oh! Oh! 
Agora todas coisas 
Que eu penso 
Me parecem iguais 
Oh! Oh! Oh! 
O sorvete me deixou 
gripado 
Pelo resto da vida 
E agora toda noite 
Quando deito 
É boa noite, querida 
Oh! Cride, fala pra 
mãe 
Que eu nunca li num 
livro 
Que o espirro 
Fosse um vírus sem cura 
Vê se me entende 
Pelo menos uma vez 
Criatura! 
Oh! Cride, fala pra 
mãe! 
A mãe diz pra eu fazer 
Alguma coisa 
Mas eu não faço nada 
Oh! Oh! Oh! 
A luz do sol me 
incomoda 
Então deixa 
A cortina fechada 
Oh! Oh! Oh! 
É que a televisão 
Me deixou burro 
Muito burro demais 
E agora eu vivo 
Dentro dessa jaula 
Junto dos animais 
Oh! Cride, fala pra 
mãe 
Que tudo que a 
antena captar 
Meu coração captura 
Vê se me entende 
Pelo menos uma vez 
Criatura! 
Oh! Cride, fala pra 
mãe! 
Titãs. Televisão. Lp. Gravadora WEA, 1985. 
As estrofes 1 e 5 do texto acima permitem afirmar que a inteligência do sujeito 
está, respectivamente, relacionada: 
a) Ao discernimento e à liberdade. 
b) À liberdade e à emoção. 
c) À memória e à informação. 
d) À cognição e à leitura. 
e) À violência e à ordem. 
 
 
6. (Unemat) Leia o poema "As lições de R. Q.", de Manoel de Barros, abaixo 
transcrito, e resolva o que se pede. 
Aprendi com Rômulo Quiroga (um pintor boliviano): 
A expressão reta não sonha. 
Não use o traço acostumado. 
A força de um artista vem das suas derrotas. 
Só a alma atormentada pode trazer para a voz um formato de pássaro. 
Arte não tem pensa: 
O olho vê, a lembrança revê, e a imaginação transvê. 
É preciso transver o mundo. 
Isto seja: 
Deus deu a forma. Os artistas desformam. 
É preciso desformar o mundo: 
Tirar da natureza as naturalidades. 
Fazer cavalo verde, por exemplo [...] 
Considerando no contexto das tendências dominantes da poesia de Manoel 
de Barros, no Livro sobre nada (1996) pode-se afirmar que, neste texto, o "eu 
lírico" vê o mundo como: 
a) Oportunidade de manisfestar seu desapego tanto pelo sagrado como pelo 
profano. 
b) Ânsia de integração em uma sociedade em que o sujeito só é reconhecido 
pela excentricidade e estranheza. 
c) Transfiguração do mundo, que corresponde à experiência dos próprios 
sentidos. 
d) Frustração, uma vez que o artista é um derrotado, e Deus, uma ameaça. 
e) Esvaziamento do sentido de Arte, de Natureza e da ausência de sonhos. 
 
 
7. (UNCISAL-2016) 
164 
SONETO 204 AO RAPPER 
De cor, mulato, pardo, negro, preto. 
O branco é simplesmente branco, e só. 
Você quer mais respeito, não quer dó. 
Quer ser um cidadão, não quer o gueto. 
No Sul, no Pelourinho, no Soweto, 
lutando contra o falso status quo 
da máscara, a gravata e o paletó: 
A letra é mais comprida que um soneto. 
Seu canto já foi blues, quase balada; 
Foi soul, foi funk e reggae; agora é bala 
perdida em tiroteio de emboscada. 
Xerife do xadrez, você não cala: 
leva a periferia pra parada, 
de sola entra no som da minha sala. 
Acerca da estrutura métrica e rimática do poema acima, um soneto de 
autoria de Glauco Mattoso, pode-se afirmar a presença de 
a) Versos decassílabos, com esquema de rimas em ABBA BAAB CDE CDE. 
b) Versos decassílabos, com esquema de rimas em ABBA BAAB CDC DCD. 
c) Versos alexandrinos, com esquema de rimas em ABAB CDCD EFG EFG. 
d) Versos em redondilhas maiores, com esquema de rimas em ABBA BAAB CDE 
CDE. 
e) Versos em redondilhas menores, com esquema de rimas em ABBA CDDC 
EFG EFG. 
 
 
8. (FUNIVERSA-2010) 
Aninha e Suas Pedras 
Não te deixes destruir... 
Ajuntando novas pedras 
e construindo novos poemas. 
Recria tua vida, sempre, sempre. 
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça. 
Faz de tua vida mesquinha 
um poema. 
E viverás no coração dos jovens 
e na memória das gerações que hão de vir. 
Esta fonte é para uso de todos os sedentos. 
Toma a tua parte. 
Vem a estas páginas 
e não entraves seu uso 
aos que têm sede. 
CORALINA, C. Vinténs de cobre: meias confissões de Aninha. São Paulo: Global, 2001. 
No poema Aninha e suas pedras, Cora Coralina trata de questões muito 
importantes no que se refere à relação entre sujeito e literatura: a criação e a 
recepção. Com relação a essas questões e com base em informações 
teóricas acerca de literatura, é correto afirmar que: 
a) A leitura do texto literário é condição para quem pretende conhecer e 
desfrutar do domínio das normas da língua padrão e, portanto, deve ser 
objeto de exercícios para aquisição da língua escrita. 
b) A criação literária é produto de experiências mesquinhas; por isso, o seu 
fazer torna-se ardiloso e desafiador. 
c) A leitura literária destina-se aos que precisam livrar-se de tormentos; esse é, 
então, o principal fim do literário: o terapêutico. 
d) A leitura e a criação literária funcionam como exercício de liberdade e 
proporcionam o desenvolvimento de um comportamento mais crítico e menos 
preconceituoso diante do mundo. 
e) O processo da criação literária depende dos percalços existenciais que 
precisam ser superados

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