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1. Os poetas integrantes da poesia a partir de 1970, em sua maioria: a) São vinculados à especialização e à tribalização, apenas; b) São professores universitários, editores, tradutores e críticos; c) São basicamente tradutores e críticos, excluindo-se outras especialidades; d) Assemelham-se aos amadores que muito se observavam na poesia marginal; e) São amadores pelo advento da escrita poética nas mídias digitais. 2. São características da poesia contemporânea: a) Retradicionalização; caráter coletivo; anacronismo; hermetismo; b) Modernização; anacronismo; hermetismo; poesia tradicionalista; c) Coletividade vanguardista; anacronismo; hermetismo; caráter plural; d) Caráter tradicional; coletividade vanguardista; anacronismo; hermetismo; e) Caráter plural; anacronismo; hermetismo; retomada de traços tradicionais. 3. Quanto à escrita poética e sua circulação na rede digital, é correto afirmar que: a) As tecnologias não trouxeram inovações em relação à escrita e leitura de textos. b) As mídias digitais transformam qualquer um em poeta, inclusive com reconhecimento pela crítica especializada. c) Na rede, os elementos autor, produto (poesia) e consumidor (leitor) se distanciam pelo fato de não estarem próximos fisicamente. d) As leituras de poesia no livro impresso e nas mídias digitais não se diferenciam quanto à acessibilidade desses dois suportes. e) Com o advento das novas tecnologias digitais, houve uma modernização em relação à escrita e leitura de poesias na rede. 4. (PUC – PR, adaptado) Leia os fragmentos abaixo, retirados do livro Muitas vozes (1999), de Ferreira Gullar, para responder à questão. Meu poema é um tumulto: a fala que nele fala outras vozes arrasta em alarido. (...) A água que ouviste num soneto de Rilke os ínfimos rumores no capim o sabor do hortelã (…) da manhã tudo isso em ti se deposita e cala. Até que de repente um susto ou uma ventania (que o poema dispara) chama esses fósseis à fala. Meu poema é um tumulto, um alarido: basta apurar o ouvido. I. É um exemplo de metapoesia, um dos vários temas recorrentes nesta obra. II. A intertextualidade surge como uma das muitas vozes presentes no poema. III. Fósseis, no poema, é uma referência aos mortos do eu poético, que também são vozes do poema. IV. Apurar o ouvido, no último verso, remete à percepção do material de que se compõe o poema. V. Esse é um dos poucos poemas de Ferreira Gullar, nesta obra, em que a morte se faz presente. Assinale a alternativa CORRETA: a) Somente as assertivas I e IV são verdadeiras. b) As assertivas I, II e V são verdadeiras. c) Somente a assertiva I é falsa. d) As assertivas I, II, III, IV são verdadeiras. e) Todas as assertivas são verdadeiras. 5. (Ufjf-pism 1 2017) A televisão (Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer e Tony Belloto) A televisão Me deixou burro Muito burro demais Oh! Oh! Oh! Agora todas coisas Que eu penso Me parecem iguais Oh! Oh! Oh! O sorvete me deixou gripado Pelo resto da vida E agora toda noite Quando deito É boa noite, querida Oh! Cride, fala pra mãe Que eu nunca li num livro Que o espirro Fosse um vírus sem cura Vê se me entende Pelo menos uma vez Criatura! Oh! Cride, fala pra mãe! A mãe diz pra eu fazer Alguma coisa Mas eu não faço nada Oh! Oh! Oh! A luz do sol me incomoda Então deixa A cortina fechada Oh! Oh! Oh! É que a televisão Me deixou burro Muito burro demais E agora eu vivo Dentro dessa jaula Junto dos animais Oh! Cride, fala pra mãe Que tudo que a antena captar Meu coração captura Vê se me entende Pelo menos uma vez Criatura! Oh! Cride, fala pra mãe! Titãs. Televisão. Lp. Gravadora WEA, 1985. As estrofes 1 e 5 do texto acima permitem afirmar que a inteligência do sujeito está, respectivamente, relacionada: a) Ao discernimento e à liberdade. b) À liberdade e à emoção. c) À memória e à informação. d) À cognição e à leitura. e) À violência e à ordem. 6. (Unemat) Leia o poema "As lições de R. Q.", de Manoel de Barros, abaixo transcrito, e resolva o que se pede. Aprendi com Rômulo Quiroga (um pintor boliviano): A expressão reta não sonha. Não use o traço acostumado. A força de um artista vem das suas derrotas. Só a alma atormentada pode trazer para a voz um formato de pássaro. Arte não tem pensa: O olho vê, a lembrança revê, e a imaginação transvê. É preciso transver o mundo. Isto seja: Deus deu a forma. Os artistas desformam. É preciso desformar o mundo: Tirar da natureza as naturalidades. Fazer cavalo verde, por exemplo [...] Considerando no contexto das tendências dominantes da poesia de Manoel de Barros, no Livro sobre nada (1996) pode-se afirmar que, neste texto, o "eu lírico" vê o mundo como: a) Oportunidade de manisfestar seu desapego tanto pelo sagrado como pelo profano. b) Ânsia de integração em uma sociedade em que o sujeito só é reconhecido pela excentricidade e estranheza. c) Transfiguração do mundo, que corresponde à experiência dos próprios sentidos. d) Frustração, uma vez que o artista é um derrotado, e Deus, uma ameaça. e) Esvaziamento do sentido de Arte, de Natureza e da ausência de sonhos. 7. (UNCISAL-2016) 164 SONETO 204 AO RAPPER De cor, mulato, pardo, negro, preto. O branco é simplesmente branco, e só. Você quer mais respeito, não quer dó. Quer ser um cidadão, não quer o gueto. No Sul, no Pelourinho, no Soweto, lutando contra o falso status quo da máscara, a gravata e o paletó: A letra é mais comprida que um soneto. Seu canto já foi blues, quase balada; Foi soul, foi funk e reggae; agora é bala perdida em tiroteio de emboscada. Xerife do xadrez, você não cala: leva a periferia pra parada, de sola entra no som da minha sala. Acerca da estrutura métrica e rimática do poema acima, um soneto de autoria de Glauco Mattoso, pode-se afirmar a presença de a) Versos decassílabos, com esquema de rimas em ABBA BAAB CDE CDE. b) Versos decassílabos, com esquema de rimas em ABBA BAAB CDC DCD. c) Versos alexandrinos, com esquema de rimas em ABAB CDCD EFG EFG. d) Versos em redondilhas maiores, com esquema de rimas em ABBA BAAB CDE CDE. e) Versos em redondilhas menores, com esquema de rimas em ABBA CDDC EFG EFG. 8. (FUNIVERSA-2010) Aninha e Suas Pedras Não te deixes destruir... Ajuntando novas pedras e construindo novos poemas. Recria tua vida, sempre, sempre. Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça. Faz de tua vida mesquinha um poema. E viverás no coração dos jovens e na memória das gerações que hão de vir. Esta fonte é para uso de todos os sedentos. Toma a tua parte. Vem a estas páginas e não entraves seu uso aos que têm sede. CORALINA, C. Vinténs de cobre: meias confissões de Aninha. São Paulo: Global, 2001. No poema Aninha e suas pedras, Cora Coralina trata de questões muito importantes no que se refere à relação entre sujeito e literatura: a criação e a recepção. Com relação a essas questões e com base em informações teóricas acerca de literatura, é correto afirmar que: a) A leitura do texto literário é condição para quem pretende conhecer e desfrutar do domínio das normas da língua padrão e, portanto, deve ser objeto de exercícios para aquisição da língua escrita. b) A criação literária é produto de experiências mesquinhas; por isso, o seu fazer torna-se ardiloso e desafiador. c) A leitura literária destina-se aos que precisam livrar-se de tormentos; esse é, então, o principal fim do literário: o terapêutico. d) A leitura e a criação literária funcionam como exercício de liberdade e proporcionam o desenvolvimento de um comportamento mais crítico e menos preconceituoso diante do mundo. e) O processo da criação literária depende dos percalços existenciais que precisam ser superados