Prévia do material em texto
1 PAYBACK O período de payback é o tempo necessário para que os fluxos de caixa positivos cubram os investimentos realizados no projeto e, normalmente, é expresso em anos. O payback é calculado usando os fluxos de caixa nominais (quando é utilizado o valor presente dos fluxos de caixa, esse critério é chamado de payback descontado). Toda empresa define, previamente, um prazo máximo para que o projeto reponha o custo dos investimentos necessários. Esse prazo é chamado de período de corte. A decisão é tomada comparando-se o payback do projeto com o período de corte adotado pela empresa, sendo aceitos todos aqueles projetos que apresentem um payback menor do que o período de corte. Esse critério já foi muito utilizado, mas caiu em desuso devido às inúmeras desvantagens que apresenta em comparação ao VPL. Vejamos: � o payback ignora todos os fluxos de caixa posteriores ao período de corte; � o uso de um mesmo período de corte pode levar uma empresa a aceitar muitos projetos de curto prazo, mas que não maximizam a sua riqueza, e � a data de corte reflete interesses de curto prazo, e não o aumento de riqueza do acionista. A principal vantagem do payback está no fato de ser um método simples e de fácil cálculo. Além disso, dá uma indicação, mesmo que rudimentar, do risco do projeto. As consequências do uso desse critério, no entanto, podem ser um alto grau de investimento no curto prazo e a não maximização do valor para o acionista.