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C: É possível a penhora de bem de família de condômino, na proporção de sua fração ideal, se inexistente
patrimônio próprio do condomínio para responder por dívida oriunda de danos a terceiros. Ex: um pedestre
foi ferido por conta de um pedaço da fachada que nele caiu. Essa vítima terá que propor a ação contra o
condomínio. Se o condomínio não tiver patrimônio próprio para satisfazer o débito, os condôminos podem ser
chamados a responder pela dívida, na proporção de sua fração ideal. Mesmo que um condômino tenha
comprado um apartamento neste prédio depois do fato, ele ainda assim poderá ser obrigado a pagar porque as
despesas de condomínio são obrigações propter rem. STJ. 4ª Turma. REsp 1473484-RS, Rel. Min. Luis Felipe
Salomão, julgado em 21/06/2018 (Info 631).
A: O fato de o bem imóvel ter sido adquirido no curso da demanda executiva não afasta a
impenhorabilidade do bem de família. A aquisição de imóvel para moradia permanente da família,
independentemente da pendência de ação executiva, sem que tenha havido alienação ou oneração de outros
bens, não implica fraude à execução. O benefício da impenhorabilidade aos bens de família pode ser concedido
ainda que o imóvel tenha sido adquirido no curso da demanda executiva, salvo na hipótese do art. 4º da Lei nº
8.009/90. STJ. 4ª Turma. REsp 1.792.265-SP, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 14/12/2021 (Info 723). STJ.
4ª Turma. AgInt nos EDcl no AREsp 2.182.745-BA, Rel. Min. Raul Araújo, julgado em 18/4/2023 (Info 771). 
B: É impenhorável o bem de família oferecido como caução em contrato de locação comercial. Exemplo
hipotético: em um contrato de locação comercial de terceiro, Ricardo ofereceu sua casa como caução (garantia)
da relação locatícia (art. 37, I, da Lei nº 8.245/91). O terceiro (locatário) não pagou os aluguéis e o locador
executou o locatário e Ricardo pedindo a penhora da casa objeto da caução. Ocorre que se trata de bem de
família onde Ricardo reside. Será possível a penhora? Não. As hipóteses excepcionais nas quais o bem de
família pode ser penhorado estão previstas, taxativamente, no art. 3º da Lei nº 8.009/90. Tais hipóteses não
admitem interpretação extensiva. STJ. 4ª Turma. REsp 1789505-SP, Rel. Min. Marco Buzzi, julgado em
22/03/2022 (Info 732).
D: O terreno cuja unidade habitacional está em fase de construção, para fins de residência, está protegido
pela impenhorabilidade por dívidas, por se considerar antecipadamente bem de família. A obra inacabada
já se presume como residência e deve ser protegida. Para fins de proteção do bem de família, deve-se adotar
uma interpretação finalística e valorativa da Lei nº 8.009/90, uma interpretação que leve em consideração o
contexto sociocultural e econômico do País. STJ. 4ª Turma. REsp 1960026-SP, Rel. Min. Marco Buzzi, julgado em
11/10/2022 (Info 753).
E: Súmula 486, STJ: É impenhorável o único imóvel residencial do devedor que esteja locado a terceiros.
26/09/2024, 17:52 Mesa de Estudos
https://app.qconcursos.com/playground/questoes?discipline_ids%5B%5D=53&examining_board_ids%5B%5D=63&exclude_nullified=true&exclud… 1/1
Impenhorabilidade do bem de família.
Art. 2º Excluem-se da impenhorabilidade os veículos de transporte, obras de arte e adornos suntuosos.
Parágrafo único. No caso de imóvel locado, a impenhorabilidade aplica-se aos bens móveis quitados que
guarneçam a residência e que sejam de propriedade do locatário, observado o disposto neste artigo.
Art. 3º A impenhorabilidade é oponível em qualquer processo de execução civil, fiscal, previdenciária, trabalhista
ou de outra natureza, salvo se movido:
II - pelo titular do crédito decorrente do financiamento destinado à construção ou à aquisição do imóvel, no
limite dos créditos e acréscimos constituídos em função do respectivo contrato;
III – pelo credor da pensão alimentícia, resguardados os direitos, sobre o bem, do seu coproprietário que, com o
devedor, integre união estável ou conjugal, observadas as hipóteses em que ambos responderão pela
dívida;                 
IV - para cobrança de impostos, predial ou territorial, taxas e contribuições devidas em função do imóvel familiar;
V - para execução de hipoteca sobre o imóvel oferecido como garantia real pelo casal ou pela entidade familiar;
VI - por ter sido adquirido com produto de crime ou para execução de sentença penal condenatória a
ressarcimento, indenização ou perdimento de bens.
Art. 4º Não se beneficiará do disposto nesta lei aquele que, sabendo-se insolvente, adquire de má-fé imóvel mais
valioso para transferir a residência familiar, desfazendo-se ou não da moradia antiga.
§ 1º Neste caso, poderá o juiz, na respectiva ação do credor, transferir a impenhorabilidade para a moradia
familiar anterior, ou anular-lhe a venda, liberando a mais valiosa para execução ou concurso, conforme a
hipótese.
§ 2º Quando a residência familiar constituir-se em imóvel rural, a impenhorabilidade restringir-se-á à sede de
moradia, com os respectivos bens móveis, e, nos casos do , à área limitada como pequena propriedade rural.
Art. 5º Para os efeitos de impenhorabilidade, de que trata esta lei, considera-se residência um único imóvel
utilizado pelo casal ou pela entidade familiar para moradia permanente.
Parágrafo único. Na hipótese de o casal, ou entidade familiar, ser possuidor de vários imóveis utilizados como
residência, a impenhorabilidade recairá sobre o de menor valor, salvo se outro tiver sido registrado, para esse fim,
no Registro de Imóveis e na forma do art. 70 do Código Civil.
26/09/2024, 17:54 Mesa de Estudos
https://app.qconcursos.com/playground/questoes?discipline_ids%5B%5D=53&examining_board_ids%5B%5D=63&exclude_nullified=true&exclud… 1/1
Tipos de usucapião:
USUCAPIÃO EXTRAORDINÁRIA
Art. 1.238, CC - "Aquele que, por quinze anos, sem interrupção, nem oposição, possuir como seu um imóvel,
adquire-lhe a propriedade, independentemente de título e boa-fé; podendo requerer ao juiz que assim o declare
por sentença, a qual servirá de título para o registro no Cartório de Registro de Imóveis.
Parágrafo único. O prazo estabelecido neste artigo reduzir-se-á a dez anos se o possuidor houver estabelecido no
imóvel a sua moradia habitual, ou nele realizado obras ou serviços de caráter produtivo."
USUCAPIÃO ORDINÁRIA
Art. 1.242, CC - "Adquire também a propriedade do imóvel aquele que, contínua e incontestadamente, com justo
título e boa-fé, o possuir por dez anos.
Parágrafo único. Será de cinco anos o prazo previsto neste artigo se o imóvel houver sido adquirido,
onerosamente, com base no registro constante do respectivo cartório, cancelada posteriormente, desde que os
possuidores nele tiverem estabelecido a sua moradia, ou realizado investimentos de interesse social e
econômico."
USUCAPIÃO ESPECIAL URBANA
Art. 183, CF - "Aquele que possuir como sua área urbana de até duzentos e cinqüenta metros quadrados, por
cinco anos, ininterruptamente e sem oposição, utilizando-a para sua moradia ou de sua família, adquirir-lhe-á o
domínio, desde que não seja proprietário de outro imóvel urbano ou rural." 
USUCAPIÃO ESPECIAL RURAL
Art. 191, CF - "Aquele que, não sendo proprietário de imóvel rural ou urbano, possua como seu, por cinco anos
ininterruptos, sem oposição, área de terra, em zona rural, não superior a cinqüenta hectares, tornando-a
produtiva por seu trabalho ou de sua família, tendo nela sua moradia, adquirir-lhe-á a propriedade.
Parágrafo único. Os imóveis públicos não serão adquiridos por usucapião."
USUCAPIÃO COLETIVA
Art. 10, Estatuto da cidade - "Os núcleos urbanos informais existentes sem oposição há mais de cinco anos e cuja
área total dividida pelo número de possuidores seja inferior a duzentos e cinquenta metros quadrados por
possuidor são suscetíveis de serem usucapidos coletivamente, desde que os possuidores não sejam proprietários
de outro imóvel urbano ou rural."     
USUCAPIÃO POR ABANDONO DE LAR
Art. 1.240-A. Aquele que exercer, por 2 (dois) anos ininterruptamente e sem oposição, posse direta, com
exclusividade, sobre imóvel urbano deuma vez que a legislação civil não
elenca POSSE como direito real. Veja a jurisprudência do STJ:
RECURSO ESPECIAL - AÇÃO REIVINDICATÓRIA - IMPROCEDÊNCIA - PRESCRIÇÃO AQUISITIVA -
CONFIGURAÇÃO - POSSE LONGEVA, PACÍFICA E ININTERRUPTA POR MAIS DE QUINZE ANOS (NO
MÍNIMO), ORIGINÁRIA DE JUSTO TÍTULO - RECURSO ESPECIAL PROVIDO.
I - A usucapião, forma de aquisição originária da propriedade, caracterizada, dentre outros requisitos, pelo
exercício inconteste e ininterrupto da posse, tem o condão, caso configurada, de prevalecer sobre a propriedade
registrada, não obstante seus atributos de perpetuidade e obrigatoriedade, em razão da inércia prolongada do
proprietário de exercer seus direitos dominiais. Não por outra razão, a configuração da prescrição aquisitiva
enseja a improcedência da ação reivindicatória do proprietário que a promove tardiamente;
II - A fundamentação exarada pelo Tribunal de origem no sentido de que o título que conferira posse à ora
recorrente somente se revelaria justo em relação às partes contratantes, mas injusto perante àquele que possui o
registro, carece de respaldo legal, pois tal assertiva, caso levada a efeito, encerraria a própria inocuidade do
instituto da usucapião (ordinária);
III - Por justo título, para efeito da usucapião ordinária, deve-se compreender o ato ou fato jurídico que,
em tese, possa transmitir a propriedade, mas que, por lhe faltar algum requisito formal ou
intrínseco (como a venda a non domino), não produz tal efeito jurídico. Tal ato ou fato jurídico, por ser
juridicamente aceito pelo ordenamento jurídico, confere ao possuidor, em seu consciente, a legitimidade
de direito à posse, como se dono do bem transmitido fosse ("cum animo domini");
IV - O contrato particular de cessão e transferência de direitos e obrigações de instrumento particular de
compra e venda, o qual originou a longeva posse exercida pela ora recorrente, para efeito de comprovação
da posse, deve ser reputado justo título;
V - Ainda que as posses anteriores não sejam somadas com a posse exercida pela ora recorrente, o que contraria
o disposto no artigo 552 do Código Civil de 1916 (ut REsp 171.204/GO, Rel. Min. Aldir Passarinho Junior, Quarta
Turma, DJ 01.03.2004), vê-se que o lapso de quinze anos fora inequivocamente atingido;
VI - Esclareça-se que o acolhimento da tese de defesa, estribada na prescrição aquisitiva, com a conseqüente
improcedência da reivindicatória, de forma alguma, implica a imediata transcrição do imóvel em nome da
prescribente, ora recorrente, que, para tanto, deverá, por meio de ação própria, obter o reconhecimento judicial
que declare a aquisição da propriedade.
VII - Recurso Especial provido. (REsp n. 652.449/SP, relator Ministro Massami Uyeda, Terceira Turma, DJe de
23/3/2010.)
26/09/2024, 23:16 Mesa de Estudos
https://app.qconcursos.com/playground/questoes?discipline_ids[]=8&examining_board_ids[]=63&publication_year[]=2021&publication_year[]=202… 1/1
Situação similar: O STJ decidiu que um hotel não tem responsabilidade civil diante do homicídio praticado por um
hóspede contra outro no local – e, portanto, não tem obrigação de indenizar a família da vítima. Para o tribunal, o
homicídio é um acontecimento imprevisível, decorrente de ato de terceiro, e não pode ser considerado como um
risco que faz parte do negócio.
RECURSO ESPECIAL Nº 2114079 - RS (2023/0313380-5)
CIVIL. PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. AÇÃO INDENIZATÓRIA POR DANOS MORAIS. HOMICÍDIO
OCORRIDO NAS DEPENDÊNCIAS DE ESTABELECIMENTO COM HOSPEDAGEM. ART. 932, IV E ART. 933 DO CC.
FONTE AUTÔNOMA DE RESPONSABILIDADE. NECESSIDADE DE DEMONSTRAÇÃO DO NEXO DE IMPUTAÇÃO.
AUSÊNCIA DE NEXO DE CAUSALIDADE NO CASO CONCRETO. ACÓRDÃO RECORRIDO MANTIDO. RECURSO
ESPECIAL NÃO PROVIDO. 1. Os arts. 932, IV e 933 do CC consagram hipótese de responsabilidade civil dos donos
de estabelecimento onde se alberga por dinheiro. Trata-se de fonte autônoma de responsabilidade objetiva e
solidária por fato de terceiro. 2. Conquanto imposta pela lei, sua aplicação não pode ser automática, mas sim,
contextualizada, para se averiguar se o dano está, de fato, relacionado com os riscos inerentes à atividade
realizada pelo estabelecimento. 3. Mesmo o moderno princípio da imputação civil dos danos exige essa relação
causal. A teoria objetiva permite a responsabilização do fornecedor sem culpa, mas não sem uma causa. 4.
Na hipótese sub judice, o Balneário, que fazia locação onerosa de chalés, veio a ser palco de uma conduta
imprevisível e despropositada, em que um hóspede assassinou outro hóspede em razão de uma discussão
envolvendo cerveja, ou seja, totalmente alheia ao negócio de hospedagem, de modo que o estabelecimento não
passou de mera ocasião para o evento danoso. Em outras palavras, a atividade desenvolvida pelo Balneário
não criou esse risco, nem tampouco constituiu causa adequada à prática do ilícito. 5. O dever de vigilância
e de segurança imputável ao dono da hospedaria não significa exigir que ele tenha total controle sobre as
ações de seus respectivos hóspedes, até porque esse dever de vigilância extremo é inviável, donde resulta
a incapacidade de se lhe atribuir o risco, ainda que assegurado o direito de regresso. 6. Deve ser aplicada,
ao caso, a excludente do nexo, por caracterização de fortuito externo, prevista no art. 14, § 3º, II do CDC,
pois a causa do evento danoso é fato completamente estranho à atividade desenvolvida pelo fornecedor. 7.
Recurso especial não provido. 
01/10/2024, 23:29 Mesa de Estudos
https://app.qconcursos.com/playground/questoes?discipline_ids[]=8&examining_board_ids[]=63&publication_year[]=2021&publication_year[]=202… 1/1
DOD: A teoria da perda de uma chance é adotada no Brasil?
SIM, esta teoria é aplicada pelo STJ, que exige, no entanto, que o dano seja REAL, ATUAL e CERTO, dentro de um
juízo de probabilidade, e não mera possibilidade, porquanto o dano potencial ou incerto, no espectro da
responsabilidade civil, em regra não é indenizável (REsp 1.104.665-RS, Rel. Min. Massami Uyeda, julgado em
9/6/2009).
Em outros julgados, fala-se que a chance perdida deve ser REAL e SÉRIA, que proporcione ao lesado efetivas
condições pessoais de concorrer à situação futura esperada (AgRg no REsp 1220911/RS, Segunda Turma, julgado
em 17/03/2011).
01/10/2024, 23:41 Mesa de Estudos
https://app.qconcursos.com/playground/questoes?discipline_ids[]=8&examining_board_ids[]=63&publication_year[]=2021&publication_year[]=202… 1/1
RESPONSABILIDADE CIVIL. CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO PRESTADORA  DE SERVIÇO DE TRANSPORTE.
PRAZO PRESCRICIONAL. REVISÃO DA JURISPRUDÊNCIA.  ART. 1º-C DA LEI N. 9.494/97. PRINCÍPIO DA
ESPECIALIDADE. ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO  FEDERAL E SÚMULA VINCULANTE N. 10/STF. PRESCRIÇÃO
QUINQUENAL.
1. O prazo de prescrição das ações indenizatórias movidas em desfavor de pessoa jurídica de direito 
privado prestadora de serviços públicos de transporte é quinquenal, consoante o disposto no art.  1º-C da
Lei n. 9.494/97.
2. Entendimento consagrado a partir da aplicação da regra da especialidade do disposto no art. 97  da
Constituição Federal, que prevê a cláusula de reserva de plenário, bem como da Súmula  Vinculante n. 10 do STF,
que vedam ao julgador negar a aplicação de norma que não foi declarada  inconstitucional.
3. Recurso especial provido.
(REsp 1277724/PR, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, TERCEIRA TURMA, julgado em 26/05/2015, DJe
10/06/2015)
01/10/2024, 23:52 Mesa de Estudos
https://app.qconcursos.com/playground/questoes?discipline_ids[]=8&examining_board_ids[]=63&publication_year[]=2021&publication_year[]=202… 1/1
Para que fique caracterizada a responsabilidade civil do Estado por danos decorrentes do comércio de fogos de
artifício, é necessário que exista a violação de um dever jurídico específico de agir, que ocorrerá quando for
concedida a licença para funcionamento sem as cautelas legais ou quando for de conhecimento do poder público
eventuais irregularidades praticadas pelo particular.
STF. Plenário. RE 136861/SP, rel. orig. Min. Edson Fachin, red.p/ o ac. Min. Alexandre de Moraes, julgado em
11/3/2020 (repercussão geral – Tema 366) (Info 969).
Danos por comércio de fogos de artifício:
Estado tinha conhecimento que existia irregularidade/ concedeu licença para funcionamento sem se atentar aos
cuidados? SERÁ RESPONSABILIZADO.
Estado não tinha conhecimento/ nem concedeu licença? NÃO SERÁ RESPONSABILIZADO!
01/10/2024, 23:55 Mesa de Estudos
https://app.qconcursos.com/playground/questoes?discipline_ids[]=8&examining_board_ids[]=63&publication_year[]=2021&publication_year[]=202… 1/1
* ANULAÇÃO - Prazo decadencial de 4 anos - Conta-se a partir dos 18 anos.
Art. 171 do CC. Além dos casos expressamente declarados na lei, é anulável o negócio jurídico: I - por incapacidade
relativa do agente;
Art. 178 do CC. É de quatro anos o prazo de decadência para pleitear-se a anulação do negócio jurídico, contado: III -
no de atos de incapazes, do dia em que cessar a incapacidade.
* COBRANÇA - Prazo prescricional de 5 anos - Conta-se a partir dos 16 anos.
Art. 206 do CC. Prescreve: § 5º Em cinco anos: I - a pretensão de cobrança de dívidas líquidas constantes de
instrumento público ou particular;
Art. 198 do CC. Também não corre a prescrição: I - contra os incapazes de que trata o art.
3 [absolutamente incapazes, isto é, menores 16 anos]
Gostei (317) Respostas (6) Reportar abuso
02/10/2024, 11:28 Q2448577 - Questões de Concursos | Qconcursos.com
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/questoes/cd952baa-f8 1/1
https://www.qconcursos.com/usuario/perfil/concurseiro_8349b461
A promessa de compra e venda é um contrato preliminar por meio do qual uma pessoa (promitente
vendedor) se compromete a vender o seu bem ao promissário comprador após este pagar
integralmente o preço que foi ajustado.
Se o promitente vendedor, mesmo após receber o preço integral combinado, recusar-se a outorgar a
escritura pública, o promissário comprador poderá ajuizar ação de adjudicação compulsória.
Existe um prazo para que o promissário comprador proponha a ação de adjudicação compulsória? NÃO
(STJ, REsp 1.216.568, 2015).
Por quê? Primeiro, o prazo seria decadencial (porque é uma ação constitutiva), porém, a lei não prevê
nenhum prazo. Quando não há previsão de prazo decadencial para determinada ação, significa que a
parte poderá propor a ação a qualquer tempo.
IMPORTANTE: se o promitente comprador não estiver na posse do imóvel, ele tem que ter cuidado
para que o possuidor não fique morando lá tempo suficiente para adquiri-lo por usucapião. Se isso
acontecer, o promitente comprador perderá seu direito real à aquisição pelo fato de o possuidor ter
adquirido outro direito real (o de propriedade).
.
d) Primeira parte correta: Súmula 239-STJ: O direito à adjudicação compulsória não se condiciona ao
registro do compromisso de compra e venda no cartório de imóveis. Segunda parte incorreta: se a
promessa não for registrada, ela ainda é válida perante o promitente vededor, mas não produz, em
regra, efeitos para terceiros, porque o registro é uma condição para tanto (E95, I JDC).
.
e) Primeira parte correta: trata-se aplicação da exceção do contrato não cumprido. Art. 476, CC. Nos
contratos bilaterais, nenhum dos contratantes, antes de cumprida a sua obrigação, pode exigir o
implemento da do outro. Segunda parte incorreta: embora a ação de adjudicação compulsória possa
ser proposta a qualquer tempo, o decurso do tempo não é irrelevante. Pode ser que quem esteja na
posse do imóvel o adquira pr usucapião nesse interregno.
30/09/2024, 23:03 Mesa de Estudos
https://app.qconcursos.com/playground/questoes?discipline_ids[]=8&examining_board_ids[]=63&publication_year[]=2021&publication_year[]=202… 1/1
A averbação do contrato com cláusula de vigência no registro de imóveis é imprescindível para que a
locação possa ser oposta ao adquirente.
RECURSO ESPECIAL. AQUISIÇÃO. SHOPPING CENTER. LOJAS. LOCAÇÃO. AÇÃO DE DESPEJO. CLÁUSULA DE
VIGÊNCIA. REGISTRO. AUSÊNCIA. OPOSIÇÃO. ADQUIRENTE. IMPOSSIBILIDADE. 1. Recurso especial interposto
contra acórdão publicado na vigência do Código de Processo Civil de 2015 (Enunciados Administrativos nºs 2 e
3/STJ). 2. A controvérsia gira em torno de definir se o contrato de locação com cláusula de vigência em caso de
alienação precisa estar averbado na matrícula do imóvel para ter validade ou se é suficiente o conhecimento do
adquirente acerca da cláusula para proteger o locatário. 3. A lei de locações exige, para que a alienação do imóvel
não interrompa a locação, que o contrato seja por prazo determinado, haja cláusula de vigência e que o ajuste
esteja averbado na matrícula do imóvel. 4. Na hipótese dos autos, não há como opor a cláusula de vigência à
adquirente do shopping center. Apesar de no contrato de compra e venda haver cláusula dispondo que a
adquirente se sub-rogaria nas obrigações do locador nos inúmeros contratos de locação, não há referência
à existência de cláusula de vigência, muito mesmo ao fato de que o comprador respeitaria a locação até o
termo final. 5. Ausente o registro, não é possível impor restrição ao direito de propriedade, afastando
disposição expressa de lei, quando o adquirente não se obrigou a respeitar a cláusula de vigência da
locação. 6. Recurso especial provido. (REsp 1669612/RJ, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA
TURMA, julgado em 07/08/2018, DJe 14/08/2018)
26/09/2024, 21:34 Mesa de Estudos
https://app.qconcursos.com/playground/questoes?discipline_ids[]=8&examining_board_ids[]=63&publication_year[]=2021&publication_year[]=202… 1/1
Código Civil
Art. 447. Nos contratos onerosos, o alienante responde pela evicção. Subsiste esta garantia ainda que a
aquisição se tenha realizado em hasta pública.
Art. 448. Podem as partes, por cláusula expressa, reforçar, diminuir ou excluir a responsabilidade pela evicção.
Art. 449. Não obstante a cláusula que exclui a garantia contra a evicção, se esta se der, tem direito o evicto
a receber o preço que pagou pela coisa evicta, se não soube do risco da evicção, ou, dele informado, não o
assumiu.
Art. 450. Salvo estipulação em contrário, tem direito o evicto, além da restituição integral do preço ou das
quantias que pagou: I - à indenização dos frutos que tiver sido obrigado a restituir; II - à indenização pelas
despesas dos contratos e pelos prejuízos que diretamente resultarem da evicção; III - às custas judiciais e
aos honorários do advogado por ele constituído. Parágrafo único. O preço, seja a evicção total ou parcial, será
o do valor da coisa, na época em que se evenceu, e proporcional ao desfalque sofrido, no caso de evicção parcial.
No caso, a cláusula contratual se relacionava à discussão judicial de partilha de herança, não à qualidade de
roubado do bem, desconhecida pela compradora, de sorte que não soube deste risco nem o assumiu.
Além disso, para que o evicto possa exercer os direitos resultantes da evicção, na hipótese em que a perda
da coisa tenha sido determinada pela Justiça, não é necessário o trânsito em julgado da decisão. Esse foi o
entendimento da Quarta Turma do STJ ao apreciar o Recurso Especial 1.332.112.
26/09/2024, 21:21 Mesa de Estudos
https://app.qconcursos.com/playground/questoes?discipline_ids[]=8&examining_board_ids[]=63&publication_year[]=2021&publication_year[]=202… 1/1até 250m² (duzentos e cinquenta metros quadrados) cuja propriedade
divida com ex-cônjuge ou ex-companheiro que abandonou o lar, utilizando-o para sua moradia ou de sua família,
adquirir-lhe-á o domínio integral, desde que não seja proprietário de outro imóvel urbano ou rural. 
§ 1 O direito previsto no caput não será reconhecido ao mesmo possuidor mais de uma vez.
Crédito: QC Felipe Moreira
26/09/2024, 23:19 Mesa de Estudos
https://app.qconcursos.com/playground/questoes?discipline_ids[]=8&examining_board_ids[]=63&publication_year[]=2021&publication_year[]=202… 1/1
Art. 496. É anulável a venda de ascendente a descendente, salvo se os outros descendentes e o cônjuge do
alienante expressamente houverem consentido.
Parágrafo único. Em ambos os casos, dispensa-se o consentimento do cônjuge se o regime de bens for o da
separação obrigatória.
26/09/2024, 18:10 Mesa de Estudos
https://app.qconcursos.com/playground/questoes?difficulty[]=2&discipline_ids[]=497&examining_board_ids[]=63&publication_year[]=2024&public… 1/1
I. O regime dos bens do casamento de Diego José e Lia obedecerá à lei brasileira em razão de o primeiro
domicílio conjugal ter sido estabelecido no Brasil. (CERTO).
Art. 7º, § 4, LINDB: O regime de bens, legal ou convencional, obedece à lei do país em que tiverem os
nubentes domicílio, e, se este for diverso, a do primeiro domicílio conjugal.
II. Como Pablo é brasileiro e domiciliado no Brasil, a guarda será determinada pela lei brasileira. (CERTO).
Art. 7 A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da
personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.
III. A qualificação dos bens situados na cidade natal de Diego José e a regulação das relações a ele
concernentes, observará a lei do país em que estiverem situados. (CERTO).
Art. 8 Para qualificar os bens e regular as relações a eles concernentes, aplicar-se-á a lei do país em que
estiverem situados.
26/09/2024, 18:58 Mesa de Estudos
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A) ERRADO
STJ, 2019: A inércia do locador em exigir o reajuste dos aluguéis por longo período de tempo suprime o direito à
cobrança de valores pretéritos, mas não impede a atualização dos aluguéis a partir da notificação extrajudicial
encaminhada ao locatário. - Info 659.
B) ERRADO
STJ, 2019: Obrigação alimentar extinta mas mantida por longo período de tempo por mera liberalidade do
alimentante não pode ser perpetuada com fundamento no instituto da surrectio. - Info 654.
C) ERRADO
Art. 330. O pagamento reiteradamente feito em outro local faz presumir renúncia do credor relativamente ao
previsto no contrato.
D) ERRADO
STJ, 2023: Não é razoável exigir prestação de contas detalhadas sobre investimentos do extinto Fundo 157
quando ausente a especificação do valor investido e do período em questão. - Info Especial 12.
O STJ disse que o investidor tem direito à prestação de contas, mas não de contas detalhadas de décadas
anteriores.
E) CORRETO
STJ, 2017: "1. Como de sabença, a supressio inibe o exercício de um direito, até então reconhecido, pelo seu não
exercício. Por outro lado, e em direção oposta à supressio, mas com ela intimamente ligada, tem-se a teoria da
surrectio, cujo desdobramento é a aquisição de um direito pelo decurso do tempo, pela expectativa
legitimamente despertada por ação ou comportamento. 2. Sob essa ótica, o longo transcurso de tempo (quase
seis anos), sem a cobrança da obrigação de compra de quantidades mínimas mensais de combustível,
suprimiu, de um lado, a faculdade jurídica da distribuidora (promitente vendedora) de exigir a prestação
e, de outro, criou uma situação de vantagem para o posto varejista (promissário comprador), cujo
inadimplemento não poderá implicar a incidência da cláusula penal compensatória contratada". - REsp
1.338.432/SP.
26/09/2024, 19:11 Mesa de Estudos
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A questão gira em torno da mudança de entendimento do STJ sobre o assunto no tema 970. Vamos
entender:
O que é uma cláusula penal?
Cláusula penal é uma cláusula do contrato ou um contrato acessório ao principal em que se
estipula, previamente, o valor da indenização que deverá ser paga pela parte contratante que não
cumprir, culposamente, a obrigação. A cláusula penal também pode ser chamada de multa convencional, multa
contratual ou pena convencional. A cláusula penal é uma obrigação acessória, referente a uma obrigação
principal. Pode estar inserida dentro do contrato (como uma cláusula) ou prevista em instrumento separado.
O que é lucros cessantes?
Conforme o texto do artigo 402 do CC, os lucros cessantes são uma espécie de prejuízo (perdas e danos), que
consiste no que a pessoa deixou de receber ou lucrar em razão de um ato ou evento que lhe causou danos.
Art. 402. Salvo as exceções expressamente previstas em lei, as perdas e danos devidas ao credor abrangem, além
do que ele efetivamente perdeu, o que razoavelmente deixou de lucrar.
Voltando para a questão:
Em caso de atraso na entrega do imóvel, é possível a cumulação da indenização por lucros cessantes com a
cláusula penal moratória? 
NÃO.
Para o Min. Luis Felipe Salomão, a natureza da cláusula penal moratória é eminentemente reparatória
(indenizatória), possuindo também, reflexamente, uma função dissuasória (ou seja, de desestímulo ao
descumprimento).
Tanto isso é verdade que a maioria dos contratos de promessa de compra e venda prevê uma multa contratual
por atraso (cláusula penal moratória) que varia de 0,5% a 1% ao mês sobre o valor total do imóvel. Esse valor é
escolhido porque representa justamente a quantia que imóvel alugado, normalmente, produziria ao
locador.
Assim, como a cláusula penal moratória já serve para indenizar/ressarcir os prejuízos que a parte
sofreu, NÃO se pode fazer a sua cumulação com lucros cessantes (que também consiste em uma forma de
ressarcimento).
Diante desse cenário, havendo cláusula penal no sentido de prefixar, em patamar razoável, a indenização, não
cabe a sua cumulação com lucros cessantes.
A cláusula penal moratória tem a finalidade de indenizar pelo adimplemento tardio da obrigação, e, em
regra, estabelecida em valor equivalente ao locativo, afasta-se sua cumulação com lucros cessantes.
STJ. 2ª Seção. REsp 1.498.484-DF, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 22/05/2019 (recurso repetitivo) (Info
651).
Fonte: Dizer o Direito
26/09/2024, 19:14 Mesa de Estudos
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Inicialmente, constata-se a ausência de informação essencial no enunciado quanto à apresentação do cheque à
instituição financeira. A solução do questionamento apresentado exige uma análise conjunta do entendimento do
STJ no REsp1.560.576 e no REsp 2.031.041.
A alternativa E está correta, de acordo com o entendimento do STJ: "Havendo prática de agiotagem, devem
ser declaradas nulas apenas as estipulações usurárias, conservando-se o negócio jurídico de empréstimo
pessoal entre pessoas físicas mediante redução dos juros aos limites legais" (REsp n. 1.560.576/ES, Rel.
Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, TERCEIRA TURMA, julgado em 02/08/2016, DJe 23/08/2016).
Ademais, a informação acerca da apresentação torna-se relevante para a resposta, na medida em que o STJ
possui o entendimento de que "É nula a execução fundada em cheque não apresentado, previamente, ao sacado
para pagamento, ante a ausencia de exigibilidade do titulo, nos termos do inciso I , do art. 803, do CPC/2015
(REsp n. 2.031.041/DF, relatora Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 14/3/2023, DJe de
16/3/2023).
Assim, presumindo-se que o examinador considerou que o cheque foi apresentado para pagamento na
instituição financeira, será possivel a compensação do cheque no limitedo valor expurgado dos juros ilicitos
fonte: ESTRATÉGIA
26/09/2024, 19:26 Mesa de Estudos
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Trata-se da aplicação do instituto do lucro da intervenção, que garante ao lesado o gozo de todo o proveito
econômico obtido a partir da exploração indevida dos seus direitos personalíssimos. O fundamento é a vedação
do enriquecimento sem causa.
Tema já decidido pelo STJ no famoso caso Giovanna Antonelli (REsp 1698701)
26/09/2024, 20:29 Mesa de Estudos
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A ação pauliana é movida contra todos os integrantes do ato fraudulento:
devedor insolvente
pessoa que com ele celebrou o negócio
terceiro adquirente que agiu de .
Considerando-se que Ernesto e Fran estavam de má-fé, cabe a anulação do negócio jurídico quanto a eles, mantendo-se os efeitos
quando aos demais.
90
natalinha 25/05/2023 às 15:07
Art.s 158 e 159 + Anterioridade do crédito: Além do eventus damni e do consilium fraudis, para reste configurada a fraude contra
credores exige-se que o crédito seja anterior à alienação. Assim, em regra, somente quem já era credor no momento da alienação
fraudulenta é que poderá pedir a anulação do negócio jurídico.Excepcionalmente, contudo, o STJ afirma que este requisito da
anterioridade pode ser dispensado se for verificado que houve uma fraude predeterminada em detrimento de credores
futuros (REsp 1092134/SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 05/08/2010). Em outras palavras, a pessoa, já sabendo que iria ter
dívidas em um futuro próximo, aliena seus bens para evitar que os credores tenham como cobrá-lo.
26/09/2024, 20:33 Mesa de Estudos
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Pressupostos da fraude contra credores:
No caso de alienação onerosa: Eventus damni + consilium fraudis + Anterioridade do crédito
Art. 159. Serão igualmente anuláveis os contratos onerosos do devedor insolvente, quando a insolvência for
notória, ou houver motivo para ser conhecida do outro contratante.
Quais são os pressupostos que devem ser provados pelo credor:
a) Eventus damni (dano): é o prejuízo provocado ao credor. Deverá ser demonstrado que a alienação acarretou
prejuízo ao credor porque esta disposição dos bens levou o devedor à insolvência ou agravou ainda mais esse
estado. É classificado como pressuposto objetivo.
b) Consilium fraudis: é o conluio fraudulento entre o alienante e o adquirente. Para que haja a anulação, o
adquirente precisa estar de má-fé. É o pressuposto subjetivo.
Obs1: o art. 159 do CC presume a má-fé do adquirente (presume o consilium fraudis) em duas hipóteses:
• Quando a insolvência do devedor/alienante for notória. Ex: Varig.
• Quando houver motivo para que a insolvência do devedor/alienante seja conhecida do outro
contratante. Ex: se o negócio jurídico for celebrado entre dois irmãos ou entre sogro e genro.
c) Anterioridade do crédito:
Além do eventus damni e do consilium fraudis, para reste configurada a fraude contra credores exige-se que o
crédito seja anterior à alienação.
Assim, em regra, somente quem já era credor no momento da alienação fraudulenta é que poderá pedir a
anulação do negócio jurídico.
Excepcionalmente, contudo, o STJ afirma que este requisito da anterioridade pode ser dispensado se for
verificado que houve uma fraude predeterminada em detrimento de credores futuros (REsp 1092134/SP, Rel. Min.
Nancy Andrighi, julgado em 05/08/2010). Em outras palavras, a pessoa, já sabendo que iria ter dívidas em um
futuro próximo, aliena seus bens para evitar que os credores tenham como cobrá-lo.
Na alienação gratuita ou remissão de dívida: Exige-se apenas o eventus damni. Segue artigo:
Art. 158. Os negócios de transmissão gratuita de bens ou remissão de dívida, se os praticar o devedor já
insolvente, ou por eles reduzido à insolvência, ainda quando o ignore, poderão ser anulados pelos credores
quirografários, como lesivos dos seus direitos.
QUESTÃO: A alienação do caso da questão foi onerosa, então, em regra deveria apresentar o consilium fraudis e
a anterioridade do débito. No entanto, o caso incorreu em duas exceções com relação ao consilium fraudis a
filha do devedor tinha ciência da insolvência, apesar de não querer participar da fraude, já no caso da
anterioridade do débito o devedor percebeu que estava à beira da insolvência. Assim, houve fraude contra
credores mesmo não preenchido todos os requisitos, por se enquadrar na exceção.
FONTE: DIZER O DIREITO.
26/09/2024, 20:34 Mesa de Estudos
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Direto ao ponto concurseiro:
A venda a non domino (no caso a pessoa que não possui a propriedade do bem mas mesmo assim o vende) não está sujeita ao prazo
prescricional (REsp 1.748.504 – PE- Julgado do STJ).
Mas qual o motivo disto? A venda é nula e, sendo assim, não está sujeita a prazo prescricional relativo à anulação de atos por vício de
consentimento (de 4 anos). Já o terceiro de boa-fé terá, em ação de regresso, reivindicar eventuais danos.
Bons estudos e continue no foco !!!
487
Arthur Camacho 03/12/2023 às 12:06
Art. 1.268 CC/02: Feita por quem não seja proprietário, a tradição não aliena a propriedade, exceto se a coisa, oferecida ao público, em
leilão ou estabelecimento comercial, for transferida em circunstâncias tais que, ao adquirente de boa-fé, como a qualquer pessoa, o
alienante se afigurar dono.
§ 2º Não transfere a propriedade a tradição, quando tiver por título um negócio jurídico nulo
Art. 169 CC/02: O negócio jurídico nulo não é suscetível de confirmação, nem convalesce pelo decurso do tempo.
O terceiro de boa-fé tem direito ao regresso mediante ação judicial contra Rodolfo.
26/09/2024, 20:38 Mesa de Estudos
https://app.qconcursos.com/playground/questoes?difficulty[]=3&discipline_ids[]=8&examining_board_ids[]=63&publication_year[]=2022&publicati… 1/1
Classificação quanto a fungibilidade:
• Infungíveis: não podem ser substituídos, pois são distintos dos demais. Ex: carro, imóveis.
• Fungíveis: podem ser substituídos por outros da mesma espécie, qualidade e quantidade. Ex: dinheiro, alimento.
Classificação quanto à consuntibilidade:
• Consumíveis: uso importa na destruição, ou no caso de venda. Ex: Dinheiro, alimentos.
• Inconsumíveis: é possível reiterados usos. Ex: carro, roupas.
Obs.: Um livro pode ser consumível ou inconsumível a depender da finalidade. Para uma livraria, ao vendê-lo, o
livro é consumível; porém para quem compra, o bem é inconsumível, afinal permitirá várias leituras.
Ainda existem subclassificações dos bens acessórios (bem principal que existe por si e o bem acessório que
depende da existência do principal. Ex: O fruto (acessório) em relação à árvore (principal)):
• Pertença: destinada de modo duradouro ao uso, serviço ou aformoseamento, sem ser parte integrante.
26/09/2024, 20:53 Mesa de Estudos
https://app.qconcursos.com/playground/questoes?discipline_ids[]=8&examining_board_ids[]=63&publication_year[]=2024&subject_ids[]=14347&e… 1/1
Art. 961 do Código Civil - O crédito real prefere ao pessoal de qualquer espécie; o crédito pessoal privilegiado,
ao simples; e o privilégio especial, ao geral.
1º crédito real (hipoteca, anticrese, penhor)
2º crédito pessoal privilegiado
3º crédito pessoal simples
4º privilégio especial (art. 964, do CC)
5º privilégio geral (art. 965, do CC)
Súmula 478, STJ -> Na execução de crédito relativo a cotas condominiais, este tem preferência sobre o
hipotecário
26/09/2024, 20:58 Mesa de Estudos
https://app.qconcursos.com/playground/questoes?discipline_ids%5B%5D=8&examining_board_ids%5B%5D=63&exclude_nullified=true&exclude… 1/1
-No caso de doaçãopara um herdeiro, é DISPENSÁVEL a concordância dos demais, porém é adiantamento da
legítima.
-No caso de venda para algum dos herdeiros é INDSPENSÁVEL a concordância dos demais.
Não é difícil, faz muito sentido.
No exemplo da questão só é você pensar o seguinte: antes da venda os irmão precisam analisar se o preço da
compra realmente corresponde ao que equivale, Por isso necessita da concordância deles. Pois caso a compra
seja feita por preço menor do equivalente, pode-se caracterizar fraude.
Porém, se fosse doação, não tem preço a ser analisado, já sabe-se que de fato doou, ou seja, já se comprova o
adiantamento da legitima. Adiantamento que será analisado em regra, no inventário.
Direito civil faz muito sentindo :)
26/09/2024, 21:04 Mesa de Estudos
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LEI No 8.245, DE 18 DE OUTUBRO DE 1991.
Art. 13. A cessão da locação, a sublocação e o empréstimo do imóvel, total ou parcialmente, dependem do
consentimento prévio e escrito do locador.
§ 1º Não se presume o consentimento pela simples demora do locador em manifestar formalmente a sua
oposição.
§ 2º Desde que notificado por escrito pelo locatário, de ocorrência de uma das hipóteses deste artigo, o locador
terá o prazo de trinta dias para manifestar formalmente a sua oposição.
26/09/2024, 21:10 Mesa de Estudos
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No SEGURO DE VIDA (seguro de pessoas) é devida a indenização securitária mesmo que o acidente que
vitimou o segurado tenha decorrido de seu estado de embriaguez?
SIM. É vedada a exclusão de cobertura do seguro de vida na hipótese de sinistro ou acidente decorrente de atos
praticados pelo segurado em estado de embriaguez.
STJ. 3ª Turma. REsp 1.665.701-RS, Rel. Min. Ricardo Villas BôasCueva, julgado em 9/5/2017 (Info 604).
STJ. 2ª Seção. EREsp 973.725-SP, Rel. Min. Lázaro Guimarães (Desembargador Convocado Do TRF 5ª Região),
julgado em 25/04/2018 (Info 625).
No SEGURO DE AUTOMÓVEL (seguro de bens) celebrado por uma empresa com a seguradora, é devida a
indenização securitária se o condutor do veículo estava embriagado?
• Em regra: NÃO.
• Exceção: será devido o pagamento da indenização se o segurado conseguir provar que o acidente ocorreria
mesmo que o condutor não estivesse embriagado.
Não é devida a indenização securitária decorrente de contrato de seguro de automóvel quando o causador do
sinistro (condutor do veículo segurado) estiver em estado de embriaguez, salvo se o segurado demonstrar que o
infortúnio ocorreria independentemente dessa circunstância.
STJ. 3ª Turma. REsp 1.485.717-SP, Rel. Min. Ricardo Villas BôasCueva, julgado em 22/11/2016 (Info 594).
26/09/2024, 21:46 Mesa de Estudos
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Segundo o STJ, em regra, o usufruto é intransferível (art. 1.393 do Código Civil) e insuscetível de partilha em casos
de divórcio ou dissolução de união estável.
"Reconhecido que ambos são titulares do direito real de usufruto, e não sendo viável o exercício simultâneo do
direito, absolutamente possível a cessão do bem imóvel, a título oneroso, a terceiro (v.g., contrato de aluguel), cuja
remuneração há de ser repartida, em porções iguais, entre os ex-cônjuges. Alternativamente, no caso de apenas um
dos usufrutuários exercer o uso do bem, abre-se a via da indenização àquele que se encontra privado da fruição da
coisa, compensação essa que pode se dar mediante o pagamento de valor correspondente à metade do valor
estimado do aluguel do imóvel. Em qualquer hipótese, as despesas do imóvel hão de ser arcadas pelos dois
usufrutuários."
26/09/2024, 23:10 Mesa de Estudos
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Questão discutível. O “direito e ação” que Marta pretendeu vender foi a POSSE sobre o imóvel, mais
especificamente a "posse ad usucapionem". O Valor da transação foi estipulado em R$100.000,00, valor que à
época da prova era maior que 30 vezes o maior salário-minimo vigente no País (esperamos que assim continue!
Xô inflação).
A celeuma está em diferir se POSSE se enquadra no conceito de Direito Real, ou não, pois sendo considerado
direito real, o art. 108 do Código Civil determinaria escritura pública como essencial ao NJ em razão do valor
(acima de 30 SM).
O problema é que há grande divergência doutrinária (pasmem, com debate já em Savigny e Ihering). Há Autores
que entendem a posse como "pluridimensional" (ora como direito real, ora como direito obrigacional, ora como
situação de fato).
Acredito que a Banca acabou por considerar a "posse ad usucapionem" como não sendo um direito real, já
que não se encontra no rol de direitos reais previstos no art. 1.225 do Código Civil.
Acrescento que parte da doutrina afirma que a "taxatividade/tipicidade" é uma das características dos Direitos
reais, segundo a qual apenas será Direito Real aquilo que a lei prever como tal (em outras palavras, o rol do art.
1.225 seria rol fechado).
Segue as normas mencionadas:
CC. Art. 108. Não dispondo a lei em contrário, a escritura pública é essencial à validade dos negócios jurídicos
que visem à constituição, transferência, modificação ou renúncia de direitos reais sobre imóveis de
valor superior a trinta vezes o maior salário mínimo vigente no País.
CC. Art. 1.225. São direitos reais:
I - a propriedade; II - a superfície; III - as servidões; IV - o usufruto; V - o uso; VI - a habitação; VII - o direito do
promitente comprador do imóvel; VIII - o penhor; IX - a hipoteca; X - a anticrese. XI - a concessão de uso especial
para fins de moradia; XII - a concessão de direito real de uso; e XIII - a laje.
26/09/2024, 23:15 Mesa de Estudos
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Pessoal, trata-se de uma CESSÃO DE DIREITOS, com efeitos obrigacionais, uma vez que a legislação civil não
elenca POSSE como direito real. Veja a jurisprudência do STJ:
RECURSO ESPECIAL - AÇÃO REIVINDICATÓRIA - IMPROCEDÊNCIA - PRESCRIÇÃO AQUISITIVA -
CONFIGURAÇÃO - POSSE LONGEVA, PACÍFICA E ININTERRUPTA POR MAIS DE QUINZE ANOS (NO
MÍNIMO), ORIGINÁRIA DE JUSTO TÍTULO - RECURSO ESPECIAL PROVIDO.
I - A usucapião, forma de aquisição originária da propriedade, caracterizada, dentre outros requisitos, pelo
exercício inconteste e ininterrupto da posse, tem o condão, caso configurada, de prevalecer sobre a propriedade
registrada, não obstante seus atributos de perpetuidade e obrigatoriedade, em razão da inércia prolongada do
proprietário de exercer seus direitos dominiais. Não por outra razão, a configuração da prescrição aquisitiva
enseja a improcedência da ação reivindicatória do proprietário que a promove tardiamente;
II - A fundamentação exarada pelo Tribunal de origem no sentido de que o título que conferira posse à ora
recorrente somente se revelaria justo em relação às partes contratantes, mas injusto perante àquele que possui o
registro, carece de respaldo legal, pois tal assertiva, caso levada a efeito, encerraria a própria inocuidade do
instituto da usucapião (ordinária);
III - Por justo título, para efeito da usucapião ordinária, deve-se compreender o ato ou fato jurídico que,
em tese, possa transmitir a propriedade, mas que, por lhe faltar algum requisito formal ou
intrínseco (como a venda a non domino), não produz tal efeito jurídico. Tal ato ou fato jurídico, por ser
juridicamente aceito pelo ordenamento jurídico, confere ao possuidor, em seu consciente, a legitimidade
de direito à posse, como se dono do bem transmitido fosse ("cum animo domini");
IV - O contrato particular de cessão e transferência de direitos e obrigações de instrumentoparticular de
compra e venda, o qual originou a longeva posse exercida pela ora recorrente, para efeito de comprovação
da posse, deve ser reputado justo título;
V - Ainda que as posses anteriores não sejam somadas com a posse exercida pela ora recorrente, o que contraria
o disposto no artigo 552 do Código Civil de 1916 (ut REsp 171.204/GO, Rel. Min. Aldir Passarinho Junior, Quarta
Turma, DJ 01.03.2004), vê-se que o lapso de quinze anos fora inequivocamente atingido;
VI - Esclareça-se que o acolhimento da tese de defesa, estribada na prescrição aquisitiva, com a conseqüente
improcedência da reivindicatória, de forma alguma, implica a imediata transcrição do imóvel em nome da
prescribente, ora recorrente, que, para tanto, deverá, por meio de ação própria, obter o reconhecimento judicial
que declare a aquisição da propriedade.
VII - Recurso Especial provido. (REsp n. 652.449/SP, relator Ministro Massami Uyeda, Terceira Turma, DJe de
23/3/2010.)
26/09/2024, 23:16 Mesa de Estudos
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Situação similar: O STJ decidiu que um hotel não tem responsabilidade civil diante do homicídio praticado por um
hóspede contra outro no local – e, portanto, não tem obrigação de indenizar a família da vítima. Para o tribunal, o
homicídio é um acontecimento imprevisível, decorrente de ato de terceiro, e não pode ser considerado como um
risco que faz parte do negócio.
RECURSO ESPECIAL Nº 2114079 - RS (2023/0313380-5)
CIVIL. PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. AÇÃO INDENIZATÓRIA POR DANOS MORAIS. HOMICÍDIO
OCORRIDO NAS DEPENDÊNCIAS DE ESTABELECIMENTO COM HOSPEDAGEM. ART. 932, IV E ART. 933 DO CC.
FONTE AUTÔNOMA DE RESPONSABILIDADE. NECESSIDADE DE DEMONSTRAÇÃO DO NEXO DE IMPUTAÇÃO.
AUSÊNCIA DE NEXO DE CAUSALIDADE NO CASO CONCRETO. ACÓRDÃO RECORRIDO MANTIDO. RECURSO
ESPECIAL NÃO PROVIDO. 1. Os arts. 932, IV e 933 do CC consagram hipótese de responsabilidade civil dos donos
de estabelecimento onde se alberga por dinheiro. Trata-se de fonte autônoma de responsabilidade objetiva e
solidária por fato de terceiro. 2. Conquanto imposta pela lei, sua aplicação não pode ser automática, mas sim,
contextualizada, para se averiguar se o dano está, de fato, relacionado com os riscos inerentes à atividade
realizada pelo estabelecimento. 3. Mesmo o moderno princípio da imputação civil dos danos exige essa relação
causal. A teoria objetiva permite a responsabilização do fornecedor sem culpa, mas não sem uma causa. 4.
Na hipótese sub judice, o Balneário, que fazia locação onerosa de chalés, veio a ser palco de uma conduta
imprevisível e despropositada, em que um hóspede assassinou outro hóspede em razão de uma discussão
envolvendo cerveja, ou seja, totalmente alheia ao negócio de hospedagem, de modo que o estabelecimento não
passou de mera ocasião para o evento danoso. Em outras palavras, a atividade desenvolvida pelo Balneário
não criou esse risco, nem tampouco constituiu causa adequada à prática do ilícito. 5. O dever de vigilância
e de segurança imputável ao dono da hospedaria não significa exigir que ele tenha total controle sobre as
ações de seus respectivos hóspedes, até porque esse dever de vigilância extremo é inviável, donde resulta
a incapacidade de se lhe atribuir o risco, ainda que assegurado o direito de regresso. 6. Deve ser aplicada,
ao caso, a excludente do nexo, por caracterização de fortuito externo, prevista no art. 14, § 3º, II do CDC,
pois a causa do evento danoso é fato completamente estranho à atividade desenvolvida pelo fornecedor. 7.
Recurso especial não provido. 
01/10/2024, 23:29 Mesa de Estudos
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DOD: A teoria da perda de uma chance é adotada no Brasil?
SIM, esta teoria é aplicada pelo STJ, que exige, no entanto, que o dano seja REAL, ATUAL e CERTO, dentro de um
juízo de probabilidade, e não mera possibilidade, porquanto o dano potencial ou incerto, no espectro da
responsabilidade civil, em regra não é indenizável (REsp 1.104.665-RS, Rel. Min. Massami Uyeda, julgado em
9/6/2009).
Em outros julgados, fala-se que a chance perdida deve ser REAL e SÉRIA, que proporcione ao lesado efetivas
condições pessoais de concorrer à situação futura esperada (AgRg no REsp 1220911/RS, Segunda Turma, julgado
em 17/03/2011).
01/10/2024, 23:41 Mesa de Estudos
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RESPONSABILIDADE CIVIL. CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO PRESTADORA  DE SERVIÇO DE TRANSPORTE.
PRAZO PRESCRICIONAL. REVISÃO DA JURISPRUDÊNCIA.  ART. 1º-C DA LEI N. 9.494/97. PRINCÍPIO DA
ESPECIALIDADE. ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO  FEDERAL E SÚMULA VINCULANTE N. 10/STF. PRESCRIÇÃO
QUINQUENAL.
1. O prazo de prescrição das ações indenizatórias movidas em desfavor de pessoa jurídica de direito 
privado prestadora de serviços públicos de transporte é quinquenal, consoante o disposto no art.  1º-C da
Lei n. 9.494/97.
2. Entendimento consagrado a partir da aplicação da regra da especialidade do disposto no art. 97  da
Constituição Federal, que prevê a cláusula de reserva de plenário, bem como da Súmula  Vinculante n. 10 do STF,
que vedam ao julgador negar a aplicação de norma que não foi declarada  inconstitucional.
3. Recurso especial provido.
(REsp 1277724/PR, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, TERCEIRA TURMA, julgado em 26/05/2015, DJe
10/06/2015)
01/10/2024, 23:52 Mesa de Estudos
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Para que fique caracterizada a responsabilidade civil do Estado por danos decorrentes do comércio de fogos de
artifício, é necessário que exista a violação de um dever jurídico específico de agir, que ocorrerá quando for
concedida a licença para funcionamento sem as cautelas legais ou quando for de conhecimento do poder público
eventuais irregularidades praticadas pelo particular.
STF. Plenário. RE 136861/SP, rel. orig. Min. Edson Fachin, red. p/ o ac. Min. Alexandre de Moraes, julgado em
11/3/2020 (repercussão geral – Tema 366) (Info 969).
Danos por comércio de fogos de artifício:
Estado tinha conhecimento que existia irregularidade/ concedeu licença para funcionamento sem se atentar aos
cuidados? SERÁ RESPONSABILIZADO.
Estado não tinha conhecimento/ nem concedeu licença? NÃO SERÁ RESPONSABILIZADO!
01/10/2024, 23:55 Mesa de Estudos
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* ANULAÇÃO - Prazo decadencial de 4 anos - Conta-se a partir dos 18 anos.
Art. 171 do CC. Além dos casos expressamente declarados na lei, é anulável o negócio jurídico: I - por incapacidade
relativa do agente;
Art. 178 do CC. É de quatro anos o prazo de decadência para pleitear-se a anulação do negócio jurídico, contado: III -
no de atos de incapazes, do dia em que cessar a incapacidade.
* COBRANÇA - Prazo prescricional de 5 anos - Conta-se a partir dos 16 anos.
Art. 206 do CC. Prescreve: § 5º Em cinco anos: I - a pretensão de cobrança de dívidas líquidas constantes de
instrumento público ou particular;
Art. 198 do CC. Também não corre a prescrição: I - contra os incapazes de que trata o art.
3 [absolutamente incapazes, isto é, menores 16 anos]
Gostei (317) Respostas (6) Reportar abuso
02/10/2024, 11:28 Q2448577 - Questões de Concursos | Qconcursos.com
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/questoes/cd952baa-f8 1/1
https://www.qconcursos.com/usuario/perfil/concurseiro_8349b461
A promessa de compra e venda é um contrato preliminar por meio do qual uma pessoa (promitente
vendedor) se compromete a vender o seu bem ao promissário comprador após este pagar
integralmente o preço que foi ajustado.
Se o promitente vendedor, mesmoapós receber o preço integral combinado, recusar-se a outorgar a
escritura pública, o promissário comprador poderá ajuizar ação de adjudicação compulsória.
Existe um prazo para que o promissário comprador proponha a ação de adjudicação compulsória? NÃO
(STJ, REsp 1.216.568, 2015).
Por quê? Primeiro, o prazo seria decadencial (porque é uma ação constitutiva), porém, a lei não prevê
nenhum prazo. Quando não há previsão de prazo decadencial para determinada ação, significa que a
parte poderá propor a ação a qualquer tempo.
IMPORTANTE: se o promitente comprador não estiver na posse do imóvel, ele tem que ter cuidado
para que o possuidor não fique morando lá tempo suficiente para adquiri-lo por usucapião. Se isso
acontecer, o promitente comprador perderá seu direito real à aquisição pelo fato de o possuidor ter
adquirido outro direito real (o de propriedade).
.
d) Primeira parte correta: Súmula 239-STJ: O direito à adjudicação compulsória não se condiciona ao
registro do compromisso de compra e venda no cartório de imóveis. Segunda parte incorreta: se a
promessa não for registrada, ela ainda é válida perante o promitente vededor, mas não produz, em
regra, efeitos para terceiros, porque o registro é uma condição para tanto (E95, I JDC).
.
e) Primeira parte correta: trata-se aplicação da exceção do contrato não cumprido. Art. 476, CC. Nos
contratos bilaterais, nenhum dos contratantes, antes de cumprida a sua obrigação, pode exigir o
implemento da do outro. Segunda parte incorreta: embora a ação de adjudicação compulsória possa
ser proposta a qualquer tempo, o decurso do tempo não é irrelevante. Pode ser que quem esteja na
posse do imóvel o adquira pr usucapião nesse interregno.
30/09/2024, 23:03 Mesa de Estudos
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C: É possível a penhora de bem de família de condômino, na proporção de sua fração ideal, se inexistente
patrimônio próprio do condomínio para responder por dívida oriunda de danos a terceiros. Ex: um pedestre
foi ferido por conta de um pedaço da fachada que nele caiu. Essa vítima terá que propor a ação contra o
condomínio. Se o condomínio não tiver patrimônio próprio para satisfazer o débito, os condôminos podem ser
chamados a responder pela dívida, na proporção de sua fração ideal. Mesmo que um condômino tenha
comprado um apartamento neste prédio depois do fato, ele ainda assim poderá ser obrigado a pagar porque as
despesas de condomínio são obrigações propter rem. STJ. 4ª Turma. REsp 1473484-RS, Rel. Min. Luis Felipe
Salomão, julgado em 21/06/2018 (Info 631).
A: O fato de o bem imóvel ter sido adquirido no curso da demanda executiva não afasta a
impenhorabilidade do bem de família. A aquisição de imóvel para moradia permanente da família,
independentemente da pendência de ação executiva, sem que tenha havido alienação ou oneração de outros
bens, não implica fraude à execução. O benefício da impenhorabilidade aos bens de família pode ser concedido
ainda que o imóvel tenha sido adquirido no curso da demanda executiva, salvo na hipótese do art. 4º da Lei nº
8.009/90. STJ. 4ª Turma. REsp 1.792.265-SP, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 14/12/2021 (Info 723). STJ.
4ª Turma. AgInt nos EDcl no AREsp 2.182.745-BA, Rel. Min. Raul Araújo, julgado em 18/4/2023 (Info 771). 
B: É impenhorável o bem de família oferecido como caução em contrato de locação comercial. Exemplo
hipotético: em um contrato de locação comercial de terceiro, Ricardo ofereceu sua casa como caução (garantia)
da relação locatícia (art. 37, I, da Lei nº 8.245/91). O terceiro (locatário) não pagou os aluguéis e o locador
executou o locatário e Ricardo pedindo a penhora da casa objeto da caução. Ocorre que se trata de bem de
família onde Ricardo reside. Será possível a penhora? Não. As hipóteses excepcionais nas quais o bem de
família pode ser penhorado estão previstas, taxativamente, no art. 3º da Lei nº 8.009/90. Tais hipóteses não
admitem interpretação extensiva. STJ. 4ª Turma. REsp 1789505-SP, Rel. Min. Marco Buzzi, julgado em
22/03/2022 (Info 732).
D: O terreno cuja unidade habitacional está em fase de construção, para fins de residência, está protegido
pela impenhorabilidade por dívidas, por se considerar antecipadamente bem de família. A obra inacabada
já se presume como residência e deve ser protegida. Para fins de proteção do bem de família, deve-se adotar
uma interpretação finalística e valorativa da Lei nº 8.009/90, uma interpretação que leve em consideração o
contexto sociocultural e econômico do País. STJ. 4ª Turma. REsp 1960026-SP, Rel. Min. Marco Buzzi, julgado em
11/10/2022 (Info 753).
E: Súmula 486, STJ: É impenhorável o único imóvel residencial do devedor que esteja locado a terceiros.
26/09/2024, 17:52 Mesa de Estudos
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Impenhorabilidade do bem de família.
Art. 2º Excluem-se da impenhorabilidade os veículos de transporte, obras de arte e adornos suntuosos.
Parágrafo único. No caso de imóvel locado, a impenhorabilidade aplica-se aos bens móveis quitados que
guarneçam a residência e que sejam de propriedade do locatário, observado o disposto neste artigo.
Art. 3º A impenhorabilidade é oponível em qualquer processo de execução civil, fiscal, previdenciária, trabalhista
ou de outra natureza, salvo se movido:
II - pelo titular do crédito decorrente do financiamento destinado à construção ou à aquisição do imóvel, no
limite dos créditos e acréscimos constituídos em função do respectivo contrato;
III – pelo credor da pensão alimentícia, resguardados os direitos, sobre o bem, do seu coproprietário que, com o
devedor, integre união estável ou conjugal, observadas as hipóteses em que ambos responderão pela
dívida;                 
IV - para cobrança de impostos, predial ou territorial, taxas e contribuições devidas em função do imóvel familiar;
V - para execução de hipoteca sobre o imóvel oferecido como garantia real pelo casal ou pela entidade familiar;
VI - por ter sido adquirido com produto de crime ou para execução de sentença penal condenatória a
ressarcimento, indenização ou perdimento de bens.
Art. 4º Não se beneficiará do disposto nesta lei aquele que, sabendo-se insolvente, adquire de má-fé imóvel mais
valioso para transferir a residência familiar, desfazendo-se ou não da moradia antiga.
§ 1º Neste caso, poderá o juiz, na respectiva ação do credor, transferir a impenhorabilidade para a moradia
familiar anterior, ou anular-lhe a venda, liberando a mais valiosa para execução ou concurso, conforme a
hipótese.
§ 2º Quando a residência familiar constituir-se em imóvel rural, a impenhorabilidade restringir-se-á à sede de
moradia, com os respectivos bens móveis, e, nos casos do , à área limitada como pequena propriedade rural.
Art. 5º Para os efeitos de impenhorabilidade, de que trata esta lei, considera-se residência um único imóvel
utilizado pelo casal ou pela entidade familiar para moradia permanente.
Parágrafo único. Na hipótese de o casal, ou entidade familiar, ser possuidor de vários imóveis utilizados como
residência, a impenhorabilidade recairá sobre o de menor valor, salvo se outro tiver sido registrado, para esse fim,
no Registro de Imóveis e na forma do art. 70 do Código Civil.
26/09/2024, 17:54 Mesa de Estudos
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Tipos de usucapião:
USUCAPIÃO EXTRAORDINÁRIA
Art. 1.238, CC - "Aquele que, por quinze anos, sem interrupção, nem oposição, possuir como seu um imóvel,
adquire-lhe a propriedade, independentemente de título e boa-fé; podendo requerer ao juiz que assim o declare
por sentença, a qual servirá de título para o registro no Cartório de Registro de Imóveis.
Parágrafo único. O prazo estabelecido neste artigo reduzir-se-á a dez anos se o possuidor houver estabelecido noimóvel a sua moradia habitual, ou nele realizado obras ou serviços de caráter produtivo."
USUCAPIÃO ORDINÁRIA
Art. 1.242, CC - "Adquire também a propriedade do imóvel aquele que, contínua e incontestadamente, com justo
título e boa-fé, o possuir por dez anos.
Parágrafo único. Será de cinco anos o prazo previsto neste artigo se o imóvel houver sido adquirido,
onerosamente, com base no registro constante do respectivo cartório, cancelada posteriormente, desde que os
possuidores nele tiverem estabelecido a sua moradia, ou realizado investimentos de interesse social e
econômico."
USUCAPIÃO ESPECIAL URBANA
Art. 183, CF - "Aquele que possuir como sua área urbana de até duzentos e cinqüenta metros quadrados, por
cinco anos, ininterruptamente e sem oposição, utilizando-a para sua moradia ou de sua família, adquirir-lhe-á o
domínio, desde que não seja proprietário de outro imóvel urbano ou rural." 
USUCAPIÃO ESPECIAL RURAL
Art. 191, CF - "Aquele que, não sendo proprietário de imóvel rural ou urbano, possua como seu, por cinco anos
ininterruptos, sem oposição, área de terra, em zona rural, não superior a cinqüenta hectares, tornando-a
produtiva por seu trabalho ou de sua família, tendo nela sua moradia, adquirir-lhe-á a propriedade.
Parágrafo único. Os imóveis públicos não serão adquiridos por usucapião."
USUCAPIÃO COLETIVA
Art. 10, Estatuto da cidade - "Os núcleos urbanos informais existentes sem oposição há mais de cinco anos e cuja
área total dividida pelo número de possuidores seja inferior a duzentos e cinquenta metros quadrados por
possuidor são suscetíveis de serem usucapidos coletivamente, desde que os possuidores não sejam proprietários
de outro imóvel urbano ou rural."     
USUCAPIÃO POR ABANDONO DE LAR
Art. 1.240-A. Aquele que exercer, por 2 (dois) anos ininterruptamente e sem oposição, posse direta, com
exclusividade, sobre imóvel urbano de até 250m² (duzentos e cinquenta metros quadrados) cuja propriedade
divida com ex-cônjuge ou ex-companheiro que abandonou o lar, utilizando-o para sua moradia ou de sua família,
adquirir-lhe-á o domínio integral, desde que não seja proprietário de outro imóvel urbano ou rural. 
§ 1 O direito previsto no caput não será reconhecido ao mesmo possuidor mais de uma vez.
Crédito: QC Felipe Moreira
26/09/2024, 23:19 Mesa de Estudos
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Art. 496. É anulável a venda de ascendente a descendente, salvo se os outros descendentes e o cônjuge do
alienante expressamente houverem consentido.
Parágrafo único. Em ambos os casos, dispensa-se o consentimento do cônjuge se o regime de bens for o da
separação obrigatória.
26/09/2024, 18:10 Mesa de Estudos
https://app.qconcursos.com/playground/questoes?difficulty[]=2&discipline_ids[]=497&examining_board_ids[]=63&publication_year[]=2024&public… 1/1
I. O regime dos bens do casamento de Diego José e Lia obedecerá à lei brasileira em razão de o primeiro
domicílio conjugal ter sido estabelecido no Brasil. (CERTO).
Art. 7º, § 4, LINDB: O regime de bens, legal ou convencional, obedece à lei do país em que tiverem os
nubentes domicílio, e, se este for diverso, a do primeiro domicílio conjugal.
II. Como Pablo é brasileiro e domiciliado no Brasil, a guarda será determinada pela lei brasileira. (CERTO).
Art. 7 A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da
personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.
III. A qualificação dos bens situados na cidade natal de Diego José e a regulação das relações a ele
concernentes, observará a lei do país em que estiverem situados. (CERTO).
Art. 8 Para qualificar os bens e regular as relações a eles concernentes, aplicar-se-á a lei do país em que
estiverem situados.
26/09/2024, 18:58 Mesa de Estudos
https://app.qconcursos.com/playground/questoes?discipline_ids[]=8&examining_board_ids[]=63&exclude_nullified=true&exclude_outdated=true&… 1/1
A) ERRADO
STJ, 2019: A inércia do locador em exigir o reajuste dos aluguéis por longo período de tempo suprime o direito à
cobrança de valores pretéritos, mas não impede a atualização dos aluguéis a partir da notificação extrajudicial
encaminhada ao locatário. - Info 659.
B) ERRADO
STJ, 2019: Obrigação alimentar extinta mas mantida por longo período de tempo por mera liberalidade do
alimentante não pode ser perpetuada com fundamento no instituto da surrectio. - Info 654.
C) ERRADO
Art. 330. O pagamento reiteradamente feito em outro local faz presumir renúncia do credor relativamente ao
previsto no contrato.
D) ERRADO
STJ, 2023: Não é razoável exigir prestação de contas detalhadas sobre investimentos do extinto Fundo 157
quando ausente a especificação do valor investido e do período em questão. - Info Especial 12.
O STJ disse que o investidor tem direito à prestação de contas, mas não de contas detalhadas de décadas
anteriores.
E) CORRETO
STJ, 2017: "1. Como de sabença, a supressio inibe o exercício de um direito, até então reconhecido, pelo seu não
exercício. Por outro lado, e em direção oposta à supressio, mas com ela intimamente ligada, tem-se a teoria da
surrectio, cujo desdobramento é a aquisição de um direito pelo decurso do tempo, pela expectativa
legitimamente despertada por ação ou comportamento. 2. Sob essa ótica, o longo transcurso de tempo (quase
seis anos), sem a cobrança da obrigação de compra de quantidades mínimas mensais de combustível,
suprimiu, de um lado, a faculdade jurídica da distribuidora (promitente vendedora) de exigir a prestação
e, de outro, criou uma situação de vantagem para o posto varejista (promissário comprador), cujo
inadimplemento não poderá implicar a incidência da cláusula penal compensatória contratada". - REsp
1.338.432/SP.
26/09/2024, 19:11 Mesa de Estudos
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A questão gira em torno da mudança de entendimento do STJ sobre o assunto no tema 970. Vamos
entender:
O que é uma cláusula penal?
Cláusula penal é uma cláusula do contrato ou um contrato acessório ao principal em que se
estipula, previamente, o valor da indenização que deverá ser paga pela parte contratante que não
cumprir, culposamente, a obrigação. A cláusula penal também pode ser chamada de multa convencional, multa
contratual ou pena convencional. A cláusula penal é uma obrigação acessória, referente a uma obrigação
principal. Pode estar inserida dentro do contrato (como uma cláusula) ou prevista em instrumento separado.
O que é lucros cessantes?
Conforme o texto do artigo 402 do CC, os lucros cessantes são uma espécie de prejuízo (perdas e danos), que
consiste no que a pessoa deixou de receber ou lucrar em razão de um ato ou evento que lhe causou danos.
Art. 402. Salvo as exceções expressamente previstas em lei, as perdas e danos devidas ao credor abrangem, além
do que ele efetivamente perdeu, o que razoavelmente deixou de lucrar.
Voltando para a questão:
Em caso de atraso na entrega do imóvel, é possível a cumulação da indenização por lucros cessantes com a
cláusula penal moratória? 
NÃO.
Para o Min. Luis Felipe Salomão, a natureza da cláusula penal moratória é eminentemente reparatória
(indenizatória), possuindo também, reflexamente, uma função dissuasória (ou seja, de desestímulo ao
descumprimento).
Tanto isso é verdade que a maioria dos contratos de promessa de compra e venda prevê uma multa contratual
por atraso (cláusula penal moratória) que varia de 0,5% a 1% ao mês sobre o valor total do imóvel. Esse valor é
escolhido porque representa justamente a quantia que imóvel alugado, normalmente, produziria ao
locador.
Assim, como a cláusula penal moratória já serve para indenizar/ressarcir os prejuízos que a parte
sofreu, NÃO se pode fazer a sua cumulação com lucros cessantes (que também consiste em uma forma de
ressarcimento).
Diante desse cenário, havendo cláusula penal no sentido de prefixar,em patamar razoável, a indenização, não
cabe a sua cumulação com lucros cessantes.
A cláusula penal moratória tem a finalidade de indenizar pelo adimplemento tardio da obrigação, e, em
regra, estabelecida em valor equivalente ao locativo, afasta-se sua cumulação com lucros cessantes.
STJ. 2ª Seção. REsp 1.498.484-DF, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 22/05/2019 (recurso repetitivo) (Info
651).
Fonte: Dizer o Direito
26/09/2024, 19:14 Mesa de Estudos
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Inicialmente, constata-se a ausência de informação essencial no enunciado quanto à apresentação do cheque à
instituição financeira. A solução do questionamento apresentado exige uma análise conjunta do entendimento do
STJ no REsp1.560.576 e no REsp 2.031.041.
A alternativa E está correta, de acordo com o entendimento do STJ: "Havendo prática de agiotagem, devem
ser declaradas nulas apenas as estipulações usurárias, conservando-se o negócio jurídico de empréstimo
pessoal entre pessoas físicas mediante redução dos juros aos limites legais" (REsp n. 1.560.576/ES, Rel.
Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, TERCEIRA TURMA, julgado em 02/08/2016, DJe 23/08/2016).
Ademais, a informação acerca da apresentação torna-se relevante para a resposta, na medida em que o STJ
possui o entendimento de que "É nula a execução fundada em cheque não apresentado, previamente, ao sacado
para pagamento, ante a ausencia de exigibilidade do titulo, nos termos do inciso I , do art. 803, do CPC/2015
(REsp n. 2.031.041/DF, relatora Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 14/3/2023, DJe de
16/3/2023).
Assim, presumindo-se que o examinador considerou que o cheque foi apresentado para pagamento na
instituição financeira, será possivel a compensação do cheque no limite do valor expurgado dos juros ilicitos
fonte: ESTRATÉGIA
26/09/2024, 19:26 Mesa de Estudos
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Trata-se da aplicação do instituto do lucro da intervenção, que garante ao lesado o gozo de todo o proveito
econômico obtido a partir da exploração indevida dos seus direitos personalíssimos. O fundamento é a vedação
do enriquecimento sem causa.
Tema já decidido pelo STJ no famoso caso Giovanna Antonelli (REsp 1698701)
26/09/2024, 20:29 Mesa de Estudos
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A ação pauliana é movida contra todos os integrantes do ato fraudulento:
devedor insolvente
pessoa que com ele celebrou o negócio
terceiro adquirente que agiu de .
Considerando-se que Ernesto e Fran estavam de má-fé, cabe a anulação do negócio jurídico quanto a eles, mantendo-se os efeitos
quando aos demais.
90
natalinha 25/05/2023 às 15:07
Art.s 158 e 159 + Anterioridade do crédito: Além do eventus damni e do consilium fraudis, para reste configurada a fraude contra
credores exige-se que o crédito seja anterior à alienação. Assim, em regra, somente quem já era credor no momento da alienação
fraudulenta é que poderá pedir a anulação do negócio jurídico.Excepcionalmente, contudo, o STJ afirma que este requisito da
anterioridade pode ser dispensado se for verificado que houve uma fraude predeterminada em detrimento de credores
futuros (REsp 1092134/SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 05/08/2010). Em outras palavras, a pessoa, já sabendo que iria ter
dívidas em um futuro próximo, aliena seus bens para evitar que os credores tenham como cobrá-lo.
26/09/2024, 20:33 Mesa de Estudos
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Pressupostos da fraude contra credores:
No caso de alienação onerosa: Eventus damni + consilium fraudis + Anterioridade do crédito
Art. 159. Serão igualmente anuláveis os contratos onerosos do devedor insolvente, quando a insolvência for
notória, ou houver motivo para ser conhecida do outro contratante.
Quais são os pressupostos que devem ser provados pelo credor:
a) Eventus damni (dano): é o prejuízo provocado ao credor. Deverá ser demonstrado que a alienação acarretou
prejuízo ao credor porque esta disposição dos bens levou o devedor à insolvência ou agravou ainda mais esse
estado. É classificado como pressuposto objetivo.
b) Consilium fraudis: é o conluio fraudulento entre o alienante e o adquirente. Para que haja a anulação, o
adquirente precisa estar de má-fé. É o pressuposto subjetivo.
Obs1: o art. 159 do CC presume a má-fé do adquirente (presume o consilium fraudis) em duas hipóteses:
• Quando a insolvência do devedor/alienante for notória. Ex: Varig.
• Quando houver motivo para que a insolvência do devedor/alienante seja conhecida do outro
contratante. Ex: se o negócio jurídico for celebrado entre dois irmãos ou entre sogro e genro.
c) Anterioridade do crédito:
Além do eventus damni e do consilium fraudis, para reste configurada a fraude contra credores exige-se que o
crédito seja anterior à alienação.
Assim, em regra, somente quem já era credor no momento da alienação fraudulenta é que poderá pedir a
anulação do negócio jurídico.
Excepcionalmente, contudo, o STJ afirma que este requisito da anterioridade pode ser dispensado se for
verificado que houve uma fraude predeterminada em detrimento de credores futuros (REsp 1092134/SP, Rel. Min.
Nancy Andrighi, julgado em 05/08/2010). Em outras palavras, a pessoa, já sabendo que iria ter dívidas em um
futuro próximo, aliena seus bens para evitar que os credores tenham como cobrá-lo.
Na alienação gratuita ou remissão de dívida: Exige-se apenas o eventus damni. Segue artigo:
Art. 158. Os negócios de transmissão gratuita de bens ou remissão de dívida, se os praticar o devedor já
insolvente, ou por eles reduzido à insolvência, ainda quando o ignore, poderão ser anulados pelos credores
quirografários, como lesivos dos seus direitos.
QUESTÃO: A alienação do caso da questão foi onerosa, então, em regra deveria apresentar o consilium fraudis e
a anterioridade do débito. No entanto, o caso incorreu em duas exceções com relação ao consilium fraudis a
filha do devedor tinha ciência da insolvência, apesar de não querer participar da fraude, já no caso da
anterioridade do débito o devedor percebeu que estava à beira da insolvência. Assim, houve fraude contra
credores mesmo não preenchido todos os requisitos, por se enquadrar na exceção.
FONTE: DIZER O DIREITO.
26/09/2024, 20:34 Mesa de Estudos
https://app.qconcursos.com/playground/questoes?difficulty[]=3&discipline_ids[]=8&examining_board_ids[]=63&publication_year[]=2022&publicati… 1/1
Direto ao ponto concurseiro:
A venda a non domino (no caso a pessoa que não possui a propriedade do bem mas mesmo assim o vende) não está sujeita ao prazo
prescricional (REsp 1.748.504 – PE- Julgado do STJ).
Mas qual o motivo disto? A venda é nula e, sendo assim, não está sujeita a prazo prescricional relativo à anulação de atos por vício de
consentimento (de 4 anos). Já o terceiro de boa-fé terá, em ação de regresso, reivindicar eventuais danos.
Bons estudos e continue no foco !!!
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Arthur Camacho 03/12/2023 às 12:06
Art. 1.268 CC/02: Feita por quem não seja proprietário, a tradição não aliena a propriedade, exceto se a coisa, oferecida ao público, em
leilão ou estabelecimento comercial, for transferida em circunstâncias tais que, ao adquirente de boa-fé, como a qualquer pessoa, o
alienante se afigurar dono.
§ 2º Não transfere a propriedade a tradição, quando tiver por título um negócio jurídico nulo
Art. 169 CC/02: O negócio jurídico nulo não é suscetível de confirmação, nem convalesce pelo decurso do tempo.
O terceiro de boa-fé tem direito ao regresso mediante ação judicial contra Rodolfo.
26/09/2024, 20:38 Mesa de Estudos
https://app.qconcursos.com/playground/questoes?difficulty[]=3&discipline_ids[]=8&examining_board_ids[]=63&publication_year[]=2022&publicati…1/1
Classificação quanto a fungibilidade:
• Infungíveis: não podem ser substituídos, pois são distintos dos demais. Ex: carro, imóveis.
• Fungíveis: podem ser substituídos por outros da mesma espécie, qualidade e quantidade. Ex: dinheiro, alimento.
Classificação quanto à consuntibilidade:
• Consumíveis: uso importa na destruição, ou no caso de venda. Ex: Dinheiro, alimentos.
• Inconsumíveis: é possível reiterados usos. Ex: carro, roupas.
Obs.: Um livro pode ser consumível ou inconsumível a depender da finalidade. Para uma livraria, ao vendê-lo, o
livro é consumível; porém para quem compra, o bem é inconsumível, afinal permitirá várias leituras.
Ainda existem subclassificações dos bens acessórios (bem principal que existe por si e o bem acessório que
depende da existência do principal. Ex: O fruto (acessório) em relação à árvore (principal)):
• Pertença: destinada de modo duradouro ao uso, serviço ou aformoseamento, sem ser parte integrante.
26/09/2024, 20:53 Mesa de Estudos
https://app.qconcursos.com/playground/questoes?discipline_ids[]=8&examining_board_ids[]=63&publication_year[]=2024&subject_ids[]=14347&e… 1/1
Art. 961 do Código Civil - O crédito real prefere ao pessoal de qualquer espécie; o crédito pessoal privilegiado,
ao simples; e o privilégio especial, ao geral.
1º crédito real (hipoteca, anticrese, penhor)
2º crédito pessoal privilegiado
3º crédito pessoal simples
4º privilégio especial (art. 964, do CC)
5º privilégio geral (art. 965, do CC)
Súmula 478, STJ -> Na execução de crédito relativo a cotas condominiais, este tem preferência sobre o
hipotecário
26/09/2024, 20:58 Mesa de Estudos
https://app.qconcursos.com/playground/questoes?discipline_ids%5B%5D=8&examining_board_ids%5B%5D=63&exclude_nullified=true&exclude… 1/1
-No caso de doação para um herdeiro, é DISPENSÁVEL a concordância dos demais, porém é adiantamento da
legítima.
-No caso de venda para algum dos herdeiros é INDSPENSÁVEL a concordância dos demais.
Não é difícil, faz muito sentido.
No exemplo da questão só é você pensar o seguinte: antes da venda os irmão precisam analisar se o preço da
compra realmente corresponde ao que equivale, Por isso necessita da concordância deles. Pois caso a compra
seja feita por preço menor do equivalente, pode-se caracterizar fraude.
Porém, se fosse doação, não tem preço a ser analisado, já sabe-se que de fato doou, ou seja, já se comprova o
adiantamento da legitima. Adiantamento que será analisado em regra, no inventário.
Direito civil faz muito sentindo :)
26/09/2024, 21:04 Mesa de Estudos
https://app.qconcursos.com/playground/questoes?discipline_ids[]=8&examining_board_ids[]=63&publication_year[]=2021&publication_year[]=202… 1/1
LEI No 8.245, DE 18 DE OUTUBRO DE 1991.
Art. 13. A cessão da locação, a sublocação e o empréstimo do imóvel, total ou parcialmente, dependem do
consentimento prévio e escrito do locador.
§ 1º Não se presume o consentimento pela simples demora do locador em manifestar formalmente a sua
oposição.
§ 2º Desde que notificado por escrito pelo locatário, de ocorrência de uma das hipóteses deste artigo, o locador
terá o prazo de trinta dias para manifestar formalmente a sua oposição.
26/09/2024, 21:10 Mesa de Estudos
https://app.qconcursos.com/playground/questoes?discipline_ids[]=8&examining_board_ids[]=63&publication_year[]=2021&publication_year[]=202… 1/1
No SEGURO DE VIDA (seguro de pessoas) é devida a indenização securitária mesmo que o acidente que
vitimou o segurado tenha decorrido de seu estado de embriaguez?
SIM. É vedada a exclusão de cobertura do seguro de vida na hipótese de sinistro ou acidente decorrente de atos
praticados pelo segurado em estado de embriaguez.
STJ. 3ª Turma. REsp 1.665.701-RS, Rel. Min. Ricardo Villas BôasCueva, julgado em 9/5/2017 (Info 604).
STJ. 2ª Seção. EREsp 973.725-SP, Rel. Min. Lázaro Guimarães (Desembargador Convocado Do TRF 5ª Região),
julgado em 25/04/2018 (Info 625).
No SEGURO DE AUTOMÓVEL (seguro de bens) celebrado por uma empresa com a seguradora, é devida a
indenização securitária se o condutor do veículo estava embriagado?
• Em regra: NÃO.
• Exceção: será devido o pagamento da indenização se o segurado conseguir provar que o acidente ocorreria
mesmo que o condutor não estivesse embriagado.
Não é devida a indenização securitária decorrente de contrato de seguro de automóvel quando o causador do
sinistro (condutor do veículo segurado) estiver em estado de embriaguez, salvo se o segurado demonstrar que o
infortúnio ocorreria independentemente dessa circunstância.
STJ. 3ª Turma. REsp 1.485.717-SP, Rel. Min. Ricardo Villas BôasCueva, julgado em 22/11/2016 (Info 594).
26/09/2024, 21:46 Mesa de Estudos
https://app.qconcursos.com/playground/questoes?discipline_ids[]=8&examining_board_ids[]=63&publication_year[]=2021&publication_year[]=202… 1/1
Segundo o STJ, em regra, o usufruto é intransferível (art. 1.393 do Código Civil) e insuscetível de partilha em casos
de divórcio ou dissolução de união estável.
"Reconhecido que ambos são titulares do direito real de usufruto, e não sendo viável o exercício simultâneo do
direito, absolutamente possível a cessão do bem imóvel, a título oneroso, a terceiro (v.g., contrato de aluguel), cuja
remuneração há de ser repartida, em porções iguais, entre os ex-cônjuges. Alternativamente, no caso de apenas um
dos usufrutuários exercer o uso do bem, abre-se a via da indenização àquele que se encontra privado da fruição da
coisa, compensação essa que pode se dar mediante o pagamento de valor correspondente à metade do valor
estimado do aluguel do imóvel. Em qualquer hipótese, as despesas do imóvel hão de ser arcadas pelos dois
usufrutuários."
26/09/2024, 23:10 Mesa de Estudos
https://app.qconcursos.com/playground/questoes?discipline_ids[]=8&examining_board_ids[]=63&publication_year[]=2021&publication_year[]=202… 1/1
Questão discutível. O “direito e ação” que Marta pretendeu vender foi a POSSE sobre o imóvel, mais
especificamente a "posse ad usucapionem". O Valor da transação foi estipulado em R$100.000,00, valor que à
época da prova era maior que 30 vezes o maior salário-minimo vigente no País (esperamos que assim continue!
Xô inflação).
A celeuma está em diferir se POSSE se enquadra no conceito de Direito Real, ou não, pois sendo considerado
direito real, o art. 108 do Código Civil determinaria escritura pública como essencial ao NJ em razão do valor
(acima de 30 SM).
O problema é que há grande divergência doutrinária (pasmem, com debate já em Savigny e Ihering). Há Autores
que entendem a posse como "pluridimensional" (ora como direito real, ora como direito obrigacional, ora como
situação de fato).
Acredito que a Banca acabou por considerar a "posse ad usucapionem" como não sendo um direito real, já
que não se encontra no rol de direitos reais previstos no art. 1.225 do Código Civil.
Acrescento que parte da doutrina afirma que a "taxatividade/tipicidade" é uma das características dos Direitos
reais, segundo a qual apenas será Direito Real aquilo que a lei prever como tal (em outras palavras, o rol do art.
1.225 seria rol fechado).
Segue as normas mencionadas:
CC. Art. 108. Não dispondo a lei em contrário, a escritura pública é essencial à validade dos negócios jurídicos
que visem à constituição, transferência, modificação ou renúncia de direitos reais sobre imóveis de
valor superior a trinta vezes o maior salário mínimo vigente no País.
CC. Art. 1.225. São direitos reais:
I - a propriedade; II - a superfície; III - as servidões; IV - o usufruto; V - o uso; VI - a habitação; VII - o direito do
promitente comprador do imóvel; VIII - o penhor; IX - a hipoteca; X - a anticrese. XI - a concessão de uso especial
para fins de moradia; XII - a concessão de direito real de uso; e XIII - a laje.
26/09/2024, 23:15 Mesa de Estudos
https://app.qconcursos.com/playground/questoes?discipline_ids[]=8&examining_board_ids[]=63&publication_year[]=2021&publication_year[]=202… 1/1
Pessoal, trata-se de uma CESSÃO DE DIREITOS, com efeitos obrigacionais,

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