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P U B SEXTA-FEIRA, 27 DE DEZEMBRO DE 2024 •ANO XXXII •Nº: 5548 •SÉRIE: III •DIRECTOR: RICARDO PINTO •MOP 10 E LO I C A R V A LH O E LO I C A R V A LH O Natal trouxe aumento substancial de visitantes •P. 5 AUTORIDADES QUEREM ALARGAR SERVIÇO DE AMBULÂNCIA TRANSFRONTEIRIÇA PARA ZHUHAI E HENGQIN O Governo de Macau está a negociar com as autoridades do Continente o alargamento do serviço de ambulância transfronteiriça para Zhuhai e a Ilha da Montanha. O transporte transfronteiriço em ambulância está agora disponível entre Hong Kong e Macau há quase um mês, com três ambulâncias locais que podem chegar do hospital público de Macau a cinco hospitais na cidade vizinha.•P. 3 RENDIMENTO NACIONAL BRUTO REGISTOU AUMENTO ANUAL SUPERIOR A 50% O valor do Rendimento Nacional Bruto registou um aumento anual de 50,9%, tendo alcançado 359,81 mil milhões de patacas em 2023, graças à “recuperação gradual das actividades económicas locais”. As autoridades indicam que o Rendimento Nacional Bruto per capita foi assim de 530.504 patacas e o Produto Interno Bruto per capita fixou-se em 544.530 patacas.•P. 7 FOGO-DE-ARTIFICIO DEU COR AOS CÉUS DE MACAU EM MAIS UM ANIVERSÁRIO DA RAEM Macau comemorou o 25.º aniversário do estabelecimento da RAEM com um animado fogo-de-artifício. Sendo parte das festividades do “duplo aniversário”, que também celebra os 75 anos da República Popular da China, o evento ocorreu na ribeira em frente à Torre de Macau e contou com cinco temas distintos e símbolos significativos que proporcionaram “uma experiência audiovisual memorável”, segundo a organização.•P. 4 ENTREVISTA FILIPE FIGUEIREDO, PRESIDENTE DA APEP “Há professores com excesso de carga horária” •P. 10/11 ponto final • SEXTA-FEIRA, 27 DE DEZEMBRO DE 20242 | POLÍTICA G C S G C S nova fase, o Governo irá esforçar-se para unir os vários sectores, con- soante a implementação do princípio “um país, dois sistemas”. A intenção é aproveitar as oportunidades, avan- çar com as reformas e potenciar as vantagens oferecidas por este prin- cípio, promovendo assim um desen- volvimento de qualidade em Macau. A palestra teve lugar na Complexo da Plataforma de Serviços para a Coo- peração Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa e contou com a presença de cerca de 650 parti- cipantes, entre os quais altos funcio- nários, representantes dos diferentes sectores e figuras como Zheng Xin- cong, director do Gabinete de Ligação do Governo Popular Central na RAEM, a par dos antigos Chefes do Executivo, Chui Sai On e Ho Iat Seng. Durante o evento, Sam Hou Fai salientou a preocupação apresen- tada por Xi Jinping com o desen- volvimento de Macau e dos seus residentes e referiu que a visita do presidente demonstrou uma ligação “sincera” com Macau, levando os residentes a sentirem uma ligação mais forte com a liderança nacional e uma maior confiança no quadro “um país, dois sistemas”. Ao apresentar a sua perspetiva, o Chefe do Executivo reflectiu sobre uma série de discursos proferidos por Xi durante a sua estadia e afir- mou que estes discursos englobam visões históricas, actuais e futuras, fornecendo directivas claras para re- forçar as vantagens do princípio “um país, dois sistemas” que, segundo Sam, é essencial para uma governa- ção eficaz e precisa. Um dos principais pontos sa- lientados por Sam Hou Fai foi a ne- cessidade de Macau assumir maior responsabilidade pela segurança nacional. O Chefe do Executivo su- Realizada palestra sobre a visão do Presidente Xi Jinping para o desenvolvimento futuro de Macau Os líderes governamentais e os representantes da comunidade reuniram-se recentemente para explorar os discursos proferidos pelo Presidente Xi Jinping ao longo da sua estadia em Macau, numa tentativa de estabelecer um roteiro para o futuro da região que enfatize a segurança, a governação, o envolvimento dos jovens e a diversificação económica. GUIOMAR SALEMA guiomarcostasalema.pontofinal@gmail.com F oi recentemente orga- nizada uma conferência centrada na aprendi- zagem, na divulgação e na implementação dos principais discursos proferidos pelo Presidente Xi Jinping durante a sua recente visita a Macau. Este evento teve como objectivo envolver todos os sectores da sociedade de Macau num diálogo vital sobre o desen- volvimento futuro, orientado pelas ideias do líder nacional. O Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, abriu os trabalhos sublinhando a importância dos discursos do Presi- dente Xi Jinping que, de acordo com o próprio, oferecem uma orientação “profunda” para o crescimento e desenvolvimento futuros de Macau. Sam Hou Fai sublinhou que, nesta blinhou a importância de anteci- par potenciais ameaças, mesmo em tempos de paz, e de manter uma de- dicação inabalável aos interesses da soberania, da segurança e do desen- volvimento. A diversificação económica foi também destacada como outra área crucial para o progresso. Sam Hou Fai apelou a iniciativas que promovam um desenvolvimento económico variado, instando as partes interes- sadas a abordarem esta questão com ideias inovadoras e planeamento es- tratégico. Segundo Sam, ao reforçar a economia local através de um leque mais alargado de indústrias, Ma- cau pode assegurar um crescimento sustentável e a resistência a choques externos. O Chefe do Executivo falou ainda da importância de integrar o desen- volvimento de Macau nas estratégias nacionais e apelou a uma melhor coordenação entre a Área da Grande Baía e Macau, facilitando assim ini- ciativas que melhorem o emprego local e os padrões de vida. Reconhecendo, ultimamente, a juventude como um foco central para o desenvolvimento futuro, Sam Hou Fai terminou com a afirmação da necessidade de envolver as gerações mais novas e promover o seu cresci- mento através da criação de oportu- nidades e de sistemas de apoio que respondam às suas necessidades em matéria de educação, emprego e em- preendedorismo. A conferência contou com a participação de diferentes especia- listas e funcionários que discutiram igualmente a implementação das principais mensagens de Xi Jinping. Os temas abordados foram desde a importância da Zona de Cooperação Profunda entre Guangdong e Macau até à necessidade de reconstruir a sociedade sob o princípio “um país, dois sistemas”. economia de Macau. Sam Hou Fai destacou a importância da relação estreita entre Guangdong e Macau, que é marcada por intercâmbios frequentes e uma estreita colaboração em diversas áreas. Expressou o seu agradecimento ao Comité Provincial de Guangdong e ao governo provincial pelo apoio contínuo ao desenvolvimento sustentável da RAEM, enfatizando que, após assumir a chefia do governo, escolheu realizar a sua primeira visita oficial a Guangdong como um gesto de agradecimento e amizade. Durante as discussões, Sam Hou Fai solicitou que Guangdong continuasse a oferecer o seu forte apoio ao novo governo de Macau, especialmente na construção da Zona de Cooperação Aprofundada em Hengqin e no fortalecimento da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau. Reafirmou que as duas regiões devem trabalhar juntas para integrar a implementação do espírito das diretrizes proferidas por Xi Jinping recentemente, o que deverá ser um tema central na Reunião Conjunta de Cooperação Guangdong-Macau prevista para o próximo ano. Huang Kunming, por sua vez, elogiou os feitos históricos de Macau desde o seu retorno à China e reconheceu os importantes contributos do povo de Macau para o crescimento socioeconómico de Guangdong. Também garantiu que Guangdong se compromete a estudar e aplicar rigorosamente o espírito e as instruções dos discursos de Xi Jinping, reforçando o princípio de “um país, dois sistemas” e as melhorias no bem-estar da população em geral. Ambas as partes concordaram em aproveitar as oportunidades proporcionadas pela construção da Grande BaíaDe acordo com a sentença lida na quarta-feira, Jiang desempenhou um papel crucial na compra da tinta utilizada para vandalizar o santuário, juntamente com duas pessoas. Ao proferir a decisão, o juiz Yasushi Fuke afirmou que era um “acto imperdoável recorrer a ações ilegais para exprimir as suas opiniões”, segundo a agência espanhola EFE. Em Maio, Jiang gravou um vídeo nas redes sociais que mostrava a viagem de metro até ao local, onde fingiu urinar no monumento e pintou a palavra “casa de banho” com uma tinta vermelha em ‘spray’. O incidente ocorreu semanas depois de outro cidadão chinês ter sobrevoado com um ‘drone’ instalações militares japonesas e partilhado imagens nas redes sociais do contratorpedeiro “Izumo”, o navio-almirante da sua classe. O tribunal rejeitou as alegações de Jiang de que pretendeu protestar contra a libertação de água radioativa tratada da central nuclear danificada de Fukushima no Oceano Pacífico, iniciada em 2023, segundo a agência japonesa Kyodo. Os outros dois chineses envolvidos no caso regressaram à China e as autoridades japonesas colocaram-nos numa lista de pessoas procuradas pela polícia. Yasukuni é o local onde se encontram os mortos de guerra do Japão, mas há muito que é uma fonte de fricção diplomática com a China e outros países asiáticos. Em causa está o facto de homenagear os líderes japoneses que foram condenados como criminosos de guerra num tribunal internacional após a Segunda Guerra Mundial (1939- 1945). Durante o conflito, o Japão invadiu e ocupou vários países e territórios, incluindo China, Filipinas, Indonésia e Timor. analisar o processo que levou à destituição do antecessor de Han, Yoon Suk-yeol, tem seis meses para pronunciar- -se sobre a validade desta decisão. O preenchimento dos três lugares vagos no Tribu- nal Constitucional desde ou- tubro poderia tornar a desti- tuição de Yoon mais prová- vel, uma vez que isto requer o apoio de pelo menos seis dos nove membros do juízo. O pedido de destituição de Han Duck-soo foi apre- sentado depois do presiden- te interino ter dito que não nomearia novos juízes para o Tribunal Constitucional até que o PD e o Partido do Poder Popular (PPP, no poder) che- garem a acordo. O PD, que tem uma clara maioria parlamentar, quer propôr dois dos três juízes, enquanto o PPP insiste que ambos os partidos apre- sentem um candidato cada e cheguem a acordo sobre o terceiro. Analistas dizem que os conservadores do PPP podem estar a tentar atrasar tanto quanto possível a destituição de Yoon, dada a possibilidade de o Supremo Tribunal rati- ficar em breve uma sentença por violação da lei eleitoral que afastaria o líder dos libe- rais do PD, Lee Jae-myung. O presidente interino disse que deve “abster-se de exercer os mais importantes poderes presidenciais exclu- sivos, incluindo a nomeação para instituições constitu- cionais”. “É necessário pri- meiro chegar a um consen- so entre o partido no poder e a oposição na Assembleia Nacional, que representa o povo”, defendeu Han Duck- -soo. A recusa de Han prova “que não tem vontade nem capacidade para respeitar a Constituição”, lamentou o líder dos deputados do PD, Park Chan-dae. O principal partido da oposição tinha também exi- gido que o presidente inte- rino criasse duas comissões especiais, incluindo uma para investigar a imposi- ção por parte de Yoon da lei marcial, em 03 de dezembro, e o envio do exército para tentar impedir o parlamento de suspender esta medida. A Constituição da Coreia do Sul prevê que o parla- mento possa destituir o pre- sidente por maioria de dois terços dos votos, e o primei- ro-ministro e outros mem- bros do governo por maioria simples. A oposição, que tem 192 dos 300 lugares na Assem- bleia Nacional, afirma que só precisa de uma maioria simples para depor Han, uma vez que este é também primeiro-ministro. O PPP defende que é ne- cessária uma maioria de dois terços, uma vez que Han é o presidente interino da quar- ta maior economia da Ásia. Lusa Advertisement Eu, PUI KUONG LEI, para o cumprimento do acórdão do processo n.º CR2-22-0213-PCC, vem publicar o conteúdo principal da sentença que se segue: IV. Decisão Pelo exposto, julga-se parcialmente procedente o recurso interposto por Huang Zhangjin, passando-se a decidir o seguinte: 1. Condenar Pui Kuong Lei, recorrido, que cometeu, em autoria material e de forma consumada, 72 crimes de publicidade e calúnia (difamação), p.p. pelo art.º 177.º, n.° 2 e art.º 174.º, n.º 1, em conjugação com o art.º 12.º n.º 2 da Lei nº. 11/2009, alterada pela Lei n.º 4/2020, na pena de prisão de dois meses para cada um dos crimes, isto é, em cúmulo jurídico, numa pena de prisão única de 2 anos e 3 meses, com suspensão de 3 anos; 2. O recorrido tem de cumprir as seguintes obrigações da suspensão: 1) Remover 72 vídeos em causa publicados na conta do recorrido no Douyin, no prazo de 3 dias após o trânsito em julgado da sentença; e 2) Manter a decisão da sentença no sentido de publicar um pedido de desculpas a Huang Zhangjin, ora recorrente, no Macau Daily e Ponto Final, bem como, na conta do arguido no Douyin por dois dias consecutivos, no prazo de 10 dias após o trânsito em julgado da sentença; 3. Publicar o conteúdo principal da sentença condenatória no Macau Daily e Ponto Final para informar o público sobre a condenação, com o conteúdo específico a determinar pelo tribunal a quo na execução da sentença, no prazo de 20 dias a contar do trânsito em julgado da mesma. 4. Reconhecer o direito do recorrente à indeminização pelos danos patrimoniais, com a liquidação por fazer na execução da sentença. 5. Pagar a Huang Zhangjin, ora recorrente, MOP120.000,00, a título de indemnização pelos danos não patrimoniais, acrescidos dos juros legais fixados na jurisprudência uni- formizada do Tribunal de Segunda Instância de 2 de Março de 2011 no processo de recurso n.º 69/2010. 6. Manter as outras decisões da sentença do recorrido. PUI KUONG LEI, 27 de Dezembro de 2024 ponto final • SEXTA-FEIRA, 27 DE DEZEMBRO DE 202410 | ENTREVISTA E LO I C A R V A LH O havia mudanças substanciais na gestão da escola, pratica- mente deste a sua fundação. É normal que, havendo pro- cessos e procedimentos que estão instalados e que não são mudados há muito tempo, havendo uma nova direcção, que veio de fora e não estava metida nesses procedimen- tos e querendo implementar algumas mudanças, que isso tenha causado alguns atritos. Depois, houve mudanças que tentaram ser implementa- das, ou que poderiam ter sido implementadas de outra for- ma, para não causar o tumul- to que causaram. Esta nova direcção viu-se envolvida numa grande po- lémica, após ter dispensado alguns profissionais, que foram depois novamente reintegrados pelo Governo português. O que aconteceu? Houve uma falha de comu- nicação. Não vou tecer co- mentários sobre a mudança de professores, porque isso é algo que compete à direcção e à Fundação. Aos pais com- pete aferir se os professores são ou não são bons e, no que isso diz respeito, é importan- te ressalvar que, depois des- se acontecimento em Maio, houve muita confusão. Toda a gente dizia que os novos professores eram amigos, vinham de Timor, vinha a namorada e não sei quem. A verdade é que, todos os pro- fessores novos que vieram, até ver, pelo menos, está toda a gente, pais e alunos, satis- feita com eles. Dito isto, hou- ve uma falta de comunicação — talvez tenha havido algu- ma falta de sensibilidade na forma como as decisões fo- ram tomadas — porque, da- queles cinco [dispensados], nenhum deles foi substituí- do. Isto devia ter sido logo dito. Não foi. Só foi dito mais tarde, o que agravou a situa- ção. É verdade que nesse gru- po de professores estava uma professora [Alexandra Do- mingues] — ela foi professo- ra de uma das minhas filhas e eu confesso que, como pro- fessora, tinha (e tenho) boa consideração porela — e que isso poderá ter causado algu- ma celeuma. O que está a dizer é que essa professora em particular era bastante querida pelos pais? A maioria das pessoas tinha- -a em boa consideração. Essa professora levou a que os pais estivessem particu- larmente revoltados com a decisão da nova direcção? Sim, se essa professora não tivesse estado naquela lista, se calhar, nada do que se pas- sou se teria passado. Resumindo, na sua opinião, toda a questão que envolveu a mudança do corpo docente foi uma falha de comunica- ção? Naquela altura, quando isto aconteceu, parecia que estes professores se tinham ido embora para serem contrata- dos amigos. A verdade é que nenhum destes professores — os que foram contratados — foi para as disciplinas que os professores [dispensados] leccionavam. Mas a verdade é que hoje há falta de professores? Sim, mas não são professores de Português nem daquelas disciplinas [que os profes- sores dispensados lecciona- vam]. Porque é que há esta falta de professores? Neste momento, faltam dois professores: um de Matemá- tica e outro de Físico-Quí- mica. Pelo menos aquilo que nos é dito, e tenho de confiar nisso, após as coisas estarem mais ou menos planeadas para o início deste ano lectivo, houve alguns professores que saíram, o que causou a falta Perante a falta de docentes, a Associação de Pais e de Encarre- gados de Educação da Escola Portuguesa de Macau (APEP) pediu ao Presidente da Repú- blica de Portugal que intercedesse junto do Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) sobre a não autorização de quatro professores para leccionarem em Macau. Entretanto, poucos dias depois, no dia 3 de Dezembro, surgiu uma resposta do MECI, mas continua a ser insufi- ciente face às necessi- dades: a aprovação de mais duas licenças espe- ciais. Numa entrevista ao PONTO FINAL, o presidente da APEP, Filipe Figueiredo, fala sobre o ambiente que se vive na comunidade, as críticas de que tem sido alvo a direcção e o agravamento de alguns problemas com a politização da Escola Portuguesa. LUCIANA LEITÃO Qual é o balan- ço que faz deste primeiro ano da nova administra- ção da Escola Portuguesa? Aconteceu muita coisa. O que acaba por motivar uma par- te substancial do que está a acontecer é a mudança quer na administração da Funda- ção, quer na própria direcção da Escola, com a contratação do novo director. Grande par- te das coisas que aconteceram resultaram de ter havido esta mudança, uma vez que não “Nunca é bom começar o ano com falta de professores” de professores. Entretanto, fruto do despacho do senhor Ministro, que reintegrou os outros professores [que ti- nham sido dispensados], foi ordenado que a Escola, nas contratações, seguisse um determinado procedimento. Era preciso criar critérios de contratação e isso foram coi- sas que atrasaram. Tudo isso só começou no final de Agos- to. Foi seguido o processo de contratação, seleccionados os professores e, em meados de Setembro, iniciou-se e concluiu-se o pedido de au- torizações. Houve também aqui uma série de situações que mudaram também, não desde o ano passado, mas há “O espaço actual com o que lá está edificado não é suficiente” ponto final • SEXTA-FEIRA, 27 DE DEZEMBRO DE 2024 | 11ENTREVISTA PUB relativamente pouco tem- po, nomeadamente no que diz respeito aos BIR [Bilhete de Identidade de Residente da RAEM]. Dantes, um por- tuguês vinha para cá, tinha trabalho e acesso ao BIR. Hoje em dia, já não acontece. Obriga a que os currículos te- nham de ser enviados para a DSEJ [Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvi- mento da Juventude] avaliar. Depois da avaliação da DSEDJ, isto vai para a DSAL [Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais], para dizer se auto- riza ou não a contratação de não residentes. Fez-se este processo todo, houve autori- zação e depois, não sei como as coisas se processam pro- priamente, os professores foram contactados, pediram a licença especial e aos cin- co que foram contratados foi autorizada uma licença e in- deferida as restantes, devi- do à falta de professores em Portugal. Aquilo que me é dito também é que isto não é uma especificidade da Escola Portuguesa. Estão cerca de 30 professores para as Escolas Portuguesas no estrangeiro, nesta situação. Entretanto, a APEP requereu a intervenção do Presidente da República de Portugal. O que é esperado? Quando soubemos que isto aconteceu [o indeferimen- to das licenças], escrevemos ao Ministério da Educação — este não nos respondeu, nem sequer acusou recep- ção de e-mail, a pedir para avaliarem a situação. Nós percebemos, obviamente, as dificuldades que existem em Portugal, mas, sendo as Escolas Portuguesas no es- trangeiro uma bandeira da língua e da cultura portugue- sa, estando sempre o Gover- no de Portugal a dizer que as Escolas Portuguesas no es- trangeiro são importantes e são um veículo que mostra a importância e a boa educação dada na escola em Portugal, que isto seja tido em consi- deração. Ao contrário do que acontece em Portugal, no es- trangeiro é difícil encontrar, para não dizer impossível, professores que ensinem em língua portuguesa. Como o Ministério não nos respon- deu — entretanto, respondeu há relativamente pouco tem- po, já depois da carta para o Presidente da República —, nós enviámos a carta para o Presidente da República, com conhecimento para os grupos parlamentares, para o Con- sulado e para o Ministério dos Negócios Estrangeiros. Que resposta foi essa que veio, entretanto, do Minis- tério da Educação? Um e-mail no dia 3 de De- zembro, o dia em que foram aprovadas duas licenças es- peciais. Isso resolve o problema? Foram pedidas cinco inicial- mente. Dessas, foi aprovada ainda em Outubro uma e de- pois outra. A seguir, foram pedidas mais três (são dois pedidos distintos para dis- ciplinas distintas) e destas foram aprovadas duas. O pro- blema ficaria resolvido com a aprovação das oito pedidas e não de quatro. Fundamental neste momento é a aprovação de duas (Matemática e Físico- -Química). É que não nos po- demos esquecer que, devido ao que foi dito aqui, desde o fi- nal de Maio, e durante alguns meses, alguns dos professo- res inicialmente contratados decidiram não vir. Advertisement Seria caso para pedir uma mudança da direcção? Não me cabe a mim estar a dizer isso. Os mandatos têm a sua duração. Estes estão cá há um ano, os outros estiveram cá muitos anos e foram tam- bém sujeitos a críticas. Neste momento, uma mudança se- ria ainda pior. Os seus quatro filhos estão na Escola Portuguesa. Como pai, está preocupado com a qualidade do ensino? Na minha situação particu- lar, sinceramente, os meus filhos não estão nas turmas onde há falta de professo- res. Como pai, obviamente que estou preocupado, por- que acho que é fundamental que o quadro docente este- ja completo. Preocupa-me também — isto é transmiti- do também às crianças (sin- to isto em casa, tenho filhos que vão do 12.º ano ao 3.º ano) — porque sinto algum mal-estar dentro da própria escola. Em paralelo com a falta de professores, essa devia ser também uma preo- cupação da actual direcção. Em jeito de balanço, quais as grandes questões que têm de mudar rapidamente na Escola Portuguesa de Ma- cau? É a questão do corpo docente, quer estabilizando — há sempre depois professores que querem sair por vários motivos, porque mudam de escola ou porque se reforma ou pelo que quer que seja — mas, pelo menos, ter o quadro completo (acho que isso é fundamental). É fundamental também haver uma pacificação interna e a questão do espaço. Mudança, alargamento ou obras no espaço? Melhorias das infra-estrutu- ras. Isto já é uma questão anti- ga, mas acha que o espaço actual é suficiente para os interesses da Escola Portu- guesa de Macau? Manifestamente, o espaço actual com o que lá está edi- ficado não é suficiente. Ago- ra, se é possível reconverteraquele espaço, alargando-o, como houve aí há uns anos um projecto que era criar um edifício ou utilizar os edifícios existentes para criarem-se mais salas, isso aí já é uma questão mais técnica que eu não consigo dizer. foi falado no último conselho de administração onde a As- sociação tem assento, há um projecto de melhoramento de algumas infra-estruturas. Isto era para ter sido posto em prática durante o Verão, mas depois, com aquelas confusões todas, acabou por não dar. Têm sido feitas pe- quenas obras, e acho que es- tão planeadas a breve trecho, não uma intervenção grande, mas uma intervenção, pelo menos no que diz respeito às casas de banho, que efectiva- mente estão velhas. Do seu ponto de vista, con- siderando a celeuma em que tem estado envolvida a Es- cola Portuguesa de Macau, as críticas dos pais e a per- turbação na comunidade, há motivo para alarme? Esta celeuma toda é tudo um conjunto de situações que ocorreram quase simultanea- mente e criaram tudo isto. Um dos grandes problemas e que gerou este burburinho foi politizar-se a Escola. Isso foi, se calhar, a pior coisa que po- dia ter acontecido e que agra- vou a situação em que estava. Refere-se às filiações par- tidárias dos professores que foram contratados e foram destacadas pela comunidade? Sim. E de comunicados lan- çados pela secção PSD em Macau, de intervenção de po- líticos locais, que nunca tive- ram qualquer interesse pela Escola e continuam a não ter, porque, da mesma forma que os professores foram ter com esses políticos, nós também escrevemos, nesta questão dos professores, para ver se eles faziam alguma coisa e nenhum nos respondeu. Os interesses são relativos. A politização da Escola veio criar mais atrito? Quando se tenta pôr numa escola questões partidárias, isso tem tudo para correr mal. Quando as coisas já não estão bem, tem tudo para correr ainda pior. Não acha que esta nova di- recção também tem alguma culpa nesta questão? Na politização, não tem. Na comunicação e na forma como as coisas foram feitas, podiam ter sido feitas de ou- tra forma. “Um dos grandes problemas e que gerou este burburinho foi politizar-se a Escola” optar por professores que não tenham vínculo ao Governo, ao Ministério da Educação, que não necessitem dessa autorização. Entretanto, o ano lectivo está a passar... O ano lectivo está a passar, está a decorrer. Não há alu- nos sem aulas. Há profes- sores com excesso de carga horária. Foram contratados localmente dois professores que estão a exercer funções enquanto esta situação não se resolve. Os alunos estão a ser preju- dicados neste momento? Estão. Os alunos e a comuni- dade toda. Os alunos, porque nunca é bom haver mudan- ças de professores a meio do ano. Nunca é bom começar o ano com falta de professores. Os professores, porque, prin- cipalmente aqueles que estão com mais carga lectiva, certa- mente andarão mais cansados e isso reflectir-se-á na for- ma como leccionam. Os pais, porque estão preocupados, principalmente no que diz respeito aos alunos do 9.º ano, porque há exames nacionais. Há alguma coisa que a actual direcção possa fazer para re- solver esta situação? A direcção, olhando para isto, tem de encontrar um plano B para solucionar o problema. E já devia estar a apresentá- -lo, considerando que esta- mos em Dezembro? Sim. Tem havido conversas com o Ministério. O secre- tário-geral do Ministério faz parte do conselho de admi- nistração da Fundação Escola Portuguesa de Macau. E nada se resolve. As soluções — ou, pelo menos, tentativas de so- lucionar esta situação — de- viam estar em cima da mesa. Paralelamente à questão dos professores, também há crí- ticas dos pais às condições da EPM, como a falta de sa- las de aula e de outros espa- ços. Em que ponto estamos? Estamos no ponto em que estamos há muitos anos. A Escola tem tido, ao longo dos anos, um aumento de alunos e o espaço mantém-se. Sa- bemos que há projectos para melhoria. Em princípio, diria eu, pelo menos foi aquilo que “Há professores com excesso de carga horária” E as licenças para estas duas disciplinas mais críticas continuam por aprovar? Sim. Qual é o plano B, nesse caso? Aquilo que pedimos ao Mi- nistério da Educação é para encontrar solução. A verdade é que em Macau é impossível contratar, não há. Se calhar, a Escola vai ter de fazer ou- tro procedimento concursal ou uma coisa desse género, e ponto final • SEXTA-FEIRA, 27 DE DEZEMBRO DE 202412 | 5548 ad IAM- 109-NI-2024 Notificação n.º 00005/NOEP/DJN/2023 Considerando que não se revela possível notificar os interessados, pessoalmente, por ofício, telefone, ou outra forma, para o efeito do regime procedimental nos respectivos processos administrativos sancionatórios, nos termos do artigo 14.º do Decreto-Lei n.º 52/99/M, de 4 de Outubro, e do artigo 68.º e n.º 1 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, o signatário notifica, pela presente, ao abrigo do n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, as infractoras constantes das tabelas anexas a esta notificação, do conteúdo das respectivas decisões sancionatórias: Nos termos do n.º 4 do artigo 36.º, n.º 1 do artigo 37.º, artigo 38.º e artigo 39.º do Regulamento Geral dos Espaços Públicos, aprovado pelo Regulamento Administrativo n.º 28/2004, o Presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais ou seus substitutos exararam despachos nas respectivas informações, tendo em consideração as infracções administrativas comprovadas e a existência de culpa confirmada. Assim: 1. Foram aplicadas às infractoras constantes das Tabelas I a III as multas previstas no n.º 2 do artigo 45.º do Regulamento Geral dos Espaços Públicos e no artigo 2.º do Catálogo das Infracções, aprovado pelo Despacho do Chefe do Executivo n.º 106/2005, no valor de MOP 600,00 (cada infracção); Os factos ilícitos exarados nas acusações, provados testemunhalmente, constituem infracções administrativas ao disposto no n.º 1 do artigo 4.º do Regulamento Geral dos Espaços Públicos e previstos no n.º 23 do artigo 2.º do Catálogo das Infracções, porquanto resultam da prática de actos de “colocar ou abandonar no espaço público quaisquer materiais ou objectos”, tendo sido as infractoras notificadas do conteúdo das acusações. (Cfr.: Tabela I) Os factos ilícitos exarados nas acusações, provados testemunhalmente, constituem infracções administrativas ao disposto no n.º 5 do artigo 12.º do Regulamento Geral dos Espaços Públicos e previsto no n.º 16 do artigo 2.º do Catálogo das Infracções, porquanto resultam da prática do actos de “manter no passeio ou na via pública contentores ou outros recipientes de resíduos sólidos que devem ser diariamente recolhidos”, tendo sido a infractora notificada do conteúdo das acusações. (Cfr.: Tabela II) O facto ilícito exarado na acusação, provado testemunhalmente, constitui infracção administrativa ao disposto na alínea 1) do n.º 1 do artigo 14.º do Regulamento Geral dos Espaços Públicos e previsto no n.º 6 do artigo 2.º do Catálogo das Infracções, porquanto resulta da prática de actos de “não cumprir as recomendações técnicas para evitar a queda de pingos de águas provenientes de aparelho de ar condicionado, após o decurso do prazo fixado pelo presente Instituto para o efeito, de acordo com as circunstâncias do caso concreto”, tendo sido a infractora notificada do conteúdo da acusação. (Cfr.: Tabela III) 2. Além disso, as infractoras podem ainda apresentar reclamação contra os actos sancionatórios ao autor do acto, no prazo de 15 (quinze) dias, a contar da data da publicação da notificação, nos termos dos artigos 145.º, 148.º e 149.º do Código do Procedimento Administrativo, sem prejuízo da aplicação do disposto no artigo 123.º do referido Código. Para efeitos do disposto no n.º 2 do artigo 150.º do mesmo Código, a reclamação não tem efeito suspensivo sobreo acto. 3. Quanto aos actos sancionatórios, as infractoras podem apresentar recurso contencioso no prazo estipulado nos artigos 25.º e 26.º do Código de Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 110/99/M, de 13 de Dezembro, ao Tribunal Administrativo da Região Administrativa Especial de Macau. 4. Sem prejuízo da aplicação do disposto no artigo 75.º do Código do Procedimento Administrativo, para efeitos do disposto no n.º 4 do artigo 55.º do Regulamento Geral dos Espaços Públicos, os infractores deverão efectuar a liquidação de todo o valor das multas aplicadas, dentro do prazo de 30 (trinta) dias, a partir da data da publicação da presente notificação, na Divisão Jurídica e de Notariado do IAM (Núcleo Operativo do IAM para a Execução do Regulamento Geral dos Espaços Públicos), sita na Rua do Dr. Soares, n.º 6, Edifício Soares (Casa Amarela ao lado do Edifício do IAM na Avenida de Almeida Ribeiro), Macau, ou nos Centros de Prestação de Serviços ao Público, sob gestão do IAM (vide endereços em https://www.iam.gov.mo/p/servicept/introduction/servicecenter/), sendo também possível pagar as multas, no seu valor total, por meios electrónicos, através do acesso ao endereço electrónico https://app.iam.gov.mo/rgepwebpay, dos quiosques de serviços e informação, dos quiosques de multiaplicações da Direcção dos Serviços de Identificação ou da aplicação para telemóvel “Conta Única de Acesso Comum aos Serviços Públicos”. Caso contrário, o IAM submeterá os processos à Repartição das Execuções Fiscais da Direcção dos Serviços de Finanças, para a cobrança coerciva, nos termos do artigo 17.º do Decreto-Lei n.º 52/99/M e do artigo 29.º do Decreto-Lei n.º 30/99/M. 5. Não é de atender a esta notificação, caso as infractoras constantes das tabelas anexas tenham já saldado, aquando da presente publicação, as respectivas multas, resultantes da acusação. Para informações mais pormenorizadas, os interessados poderão ligar para o telefone n.º 8399 3248 ou dirigir-se pessoalmente ao referido Núcleo Operativo deste Instituto. Aos 31 de Março de 2023 O Presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais José Tavares Tabela I Designação do empresário comercial N.º fiscal de contribuinte N.º da acusação Data da infracção Data em que foi exarado o despacho de aplicação da multa 金星小食一人有限公司 8236**** 2-000104TZ/2022 2022-03-30 2022-09-08 新力士汽車服務有限公司 8152**** A003504/2022 2022-01-19 2022-09-08 Tabela II Designação do empresário comercial N.º fiscal de contribuinte N.º da acusação Data da infracção Data em que foi exarado o despacho de aplicação da multa 灶記咖啡美食有限公司 CAFÉ E COMIDA CHOU KEI LIMITADA 8230**** 2-000504TF/2021 2021-10-15 2022-01-10 灶記咖啡美食有限公司 CAFÉ E COMIDA CHOU KEI LIMITADA 8230**** 2-000460TU/2021 2021-07-13 2021-09-23 Tabela III Designação do empresário comercial N.º fiscal de contribuinte N.º da acusação Data da infracção Data em que foi exarado o despacho de aplicação da multa AGÊNCIA COMERCIAL E PREDIAL WAN CHEN, LIMITADA 8146**** 2-01448WB/2020 2020-06-04 2020-09-15 Aviso De acordo com o Despacho do Chefe do Executivo n.°109/2005, os requerimentos visando a renovação de licenças anuais, a emitir pelo Instituto para os Assuntos Munic- ipais, devem ser tratados, anualmente, entre Janeiro e Fevereiro, salvo se outro prazo estiver fixado em disposição legal. Na falta de regime especial, a não renovação da licença anual no supramencionado prazo implica a cessação da actividade licenciada, salvo se o interessado proceder à respectiva regularização no prazo de 90 dias. Caso efectue o pedido de renovação da licença anual no período de regularização de 90 dias, fica sujeito a uma taxa adicional calculada nos seguintes termos: • Dentro de 30 dias, a contar do termo do prazo para a apresentação do pedido de renovação da licença: 30% da taxa da licença em causa; • Dentro de 60 dias, a contar do termo do prazo para a apresentação do pedido de renovação da licença: 60% da taxa da licença em causa; • Dentro de 90 dias, a contar do termo do prazo para a apresentação do pedido de renovação da licença: 100% da taxa da licença em causa. Para um melhor conhecimento dos titulares de licença, é apresentada a seguinte tabela descritiva com os tipos de licenças a renovar entre 1 de Janeiro e 28 de Fevereiro de 2025: Tipos de Licença Licença de reclamos e tabuletas de carácter permanente Licença de pejamento de carácter permanente Emissão de licença de vendilhão Licença de reclamos em veículos Licença de esplanada Licenciamento de outros animais – cavalos Os locais e as horas de expediente, para o tratamento de requerimentos de renovação de licenças, são os seguintes: Centro de Serviços do IAM Avenida da Praia Grande, n.°s762- 804, Edf .China Plaza, 2.° andar, Macau. Centro de Prestação de Serviços ao Público da Zona Norte Rua Nova da Areia Preta, n.º 52, Centro de Serviços da RAEM, Macau. Centro de Prestação de Serviços ao Público da Zona Central Rotunda de Carlos da Maia, n.os 5 e 7 , Complexo da Rotunda de Carlos da Maia, 3.º andar, Macau. Centro de Prestação de Serviços ao Público das Ilhas Rua de Coimbra, n.º 225, 3.˚ andar, Centro de Serviços da RAEM das Ilhas , Taipa. Horário de funcionamento: 2.ª a 6.ª feira, das 9h00 às 18h00 (aberto à hora de almoço, encerrado aos sábados, domingos e feriados) Centro de Prestação de Serviços ao Público das Ilhas - Posto de Seac Pai Van Avenida de Vale das Borboletas, Complexo Comunitário de Seac Pai Van, 6.˚ andar, Coloane. Horário de funcionamento: 2.ª a 6.ª feira, das 9h00 às 13h00; e das 14h30 às 17h00 (encerrado aos sábados, domingos e feriados) Os formulários para o pedido de renovação das supramencionadas licenças poderão ser descarregados do website do IAM (www.iam.gov.mo). Os titulares da “Conta Única” (para indivíduos ou entidades) podem tratar da renovação através da “Plataforma para Empresas e Associações” ou do website do IAM (excepto para o Licenciamento de outros animais – cavalos). O requerimento atrasado implica o pagamento de taxa adicional. Por favor, trate de renovação o mais rapidamente possível. Macau, 29 de Novembro de 2024 O Presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais José Maria da Fonseca Tavares CULTURA Cinemateca Paixão volta a mostrar natureza multifacetada do cinema alemão A Cinemateca Paixão volta a recordar a grande final do “Festival de Cinema Alemão KINO 2024 - Macau”, novamente em colaboração com o Goethe-Institut Hong Kong. O festival realizar-se-á de 28 de Dezembro a 21 de Janeiro de 2025, apresentando oito filmes alemães contemporâneos seleccionados que mergulham em questões sociais profundas e exploram a natureza multifacetada da humanidade. PEDRO ANDRÉ SANTOS Pedrosantos.pontofinal@gmail.com O “Festival de Cinema Ale- mão KINO 2024 - Macau” está de regresso e vai apresentar um segmento especial, “KINO Actress in Focus - Sandra Hüller”, onde serão exibidas seis obras clássicas de Sandra Hüller com uma variedade de des- taques. O KINO German Film Festival 2024 abrirá com “Weekend Rebels”, um fil- me inspirador baseado numa história verídica que arreca- dou mais de 60 milhões de dólares de Hong Kong nas bilheteiras alemãs. Outros destaques incluem “Beyond the Blue Border”, adapta- do de um romance de Dorit Linke, que reflecte o perío- do tumultuoso da Alemanha Oriental pré-reunificação; 15 Years, pelo qual a actriz principal ganhou o Bavarian Film Awards para Melhor Actriz, oferecendo um re- trato profundo do bem e do mal; “Every You Every Me”, que foi seleccionado na sec- ção Panorama da Berlinale e reexamina uma relação à bei- ra do colapso; “Artur e Dia- na”, um ‘road movie’ como- vente e agridoce filmado em película de 16 mm; e “Scor- ched Earth”, que conta a história de um ex-criminoso chamado Troy que regressou e testemunhou o fim de uma era. Além disso, o festival de cinema deste ano seleccio- nou especialmentedois fil- mes alemães produzidos fora da Alemanha, “Andrea Gets a Divorce” e “8 Days in Au- gust”, mostrando a força e o encanto do cinema europeu, segundo os organizadores. Outro destaque é a sec- ção “KINO Actress in Focus - Sandra Hüller”, que apre- senta seis obras clássicas da actriz alemã, incluindo “Anatomy of a Fall”, que ganhou a Palma de Ouro no Festival de Cannes e lhe valeu uma nomeação para o Óscar de Melhor Actriz; “The Zone Of Interest”, que ganhou o Prémio do Júri em Cannes e o Prémio FIPRESCI; “Sisi & Ich”, em que Hüller interpre- ta uma criada corajosa que se apaixona pela princesa Sisi; “Exile”, um filme concorren- te do Festival de Berlim que explora as crises de identida- de dos imigrantes através de uma lente de suspense; “In the Aisles”, com o actor ale- mão Franz Rogowski; e “Toni Erdmann”, que valeu a Hüller o prémio de melhor actriz nos European Film Awards. Uma conferência sobre cinema intitulada “Talk on Actres- s-in-focus: Sandra Hüller’s Ultra-Cool Otherworld”, apresentada pela crítica de cinema de Hong Kong Joyce Yang, também será organiza- da durante o festival. Os bilhetes já estão dis- poníveis para compra na Ci- nemateca Paixão. ponto final • SEXTA-FEIRA, 27 DE DEZEMBRO DE 2024 | 13 PONTO DE CITAÇÃO “1. As imagens, como esta do Público, da espalhafatosa operação de polícia ontem no Martin Moniz, em Lisboa - com dezenas de pessoas viradas contra a parede por numerosos polícias armados em postura agressiva -, são indignas de um Estado de direito. Com efeito, nos termos da Constituição, as medidas de polícia, por lesivas potencialmente de direitos fundamentais, desde logo a liberdade de circulação (como é o caso), são somente as previstas na lei e não podem ser utilizadas «para além dos estritamente necessário» (CRP, art. 272º, nº 2). Como atos de poder que são, as medidas polícia não escapam às regras de limitação do poder próprias do Estado de direito constitucional que nos orgulhamos de ser, que excluem o abuso de poder ou o seu uso arbitrário. 2. Ora, das declarações públicas do Primeiro- Ministro, a endossar politicamente a “operação especial de prevenção criminal”, como a designou eufemisticamente, não resulta uma explicação minimamente convincente sobre o sentido e a necesssidade daquela demonstração de força, nem para o aparato bélico utilizado. Numa democracia parlamentar como a nossa, o Governo deve ser chamado, sem demora, a dar as necessárias explicações perante a AR, sob pena de se deixar passar em silêncio cúmplice a deriva securitária em curso em Portugal e a invenção de um clima artificial de insegurança para a justificar politicamente. Adenda: De entre os muitos textos de protesto hoje publicados gostaria de ter escrito este, de João Miguel Tavares, no Público, um autor insuspeito de desvalorizar a segurança e de desconsiderar as forças de segurança. Aplauso!” VITAL MOREIRA Causa Nossa https://causa-nossa.blogspot.com/ “As democracias liberais têm má imprensa no Ocidente, onde as autocracias voltam a merecer acenos de simpatia cem anos após terem incendiado grande parte do solo europeu. A verdade, porém, é que estamos preparados para enfrentar a pulsão imperialista e neocolonial de Vladimir Putin. A Europa (obviamente dissociada da tirania de Moscovo, inimiga declarada do “decadentismo liberal”) é mais forte do que a Federação Russa. Mesmo que acabe por perder o escudo protector dos EUA. Não precisamos do Irão nem da Coreia comunista nem de mercenários do islamismo radical iemenita para nos fornecerem armamento e combaterem por nós. Ao procurar esses aliados entre a escória do planeta enquanto ameaçava destruir o Ocidente com bombas nucleares (cenário paranóico que nem Estaline ousou traçar), Putin escolheu um campo de onde já não sairá ileso. E deu enorme prova de fraqueza, não de força. Tendo sido incapaz de conquistar Kiev, assassinar Zelenski, instalar um fantoche à frente do Governo ucraniano e até de preservar o seu vassalo Assad na Síria, é capaz de quê? De “conquistar” cerca de 45 mil km2 de ruínas, o equivalente a menos de metade da superfície de Portugal. Entre avanços e recuos, apenas exibe isto como débil troféu de caça na Ucrânia desde Fevereiro de 2022. É inútil os seus apaniguados cá na terra alimentarem ilusões: mais depressa cairá o ditador russo do que alguma pedra essencial mudará na Europa Ocidental - a tal «decadente» parcela do globo que muitos abominam, quase todos invejam mas onde ninguém recusaria viver. Por ser o pior continente, à excepção de todos os outros.” PEDRO CORREIA Delito de Opinião https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/ “Pedro Góis foi escolhido pelo Governo para dirigir o Observatório das Migrações, afiançando que “precisamos de um fluxo de cem mil imigrantes por ano”. Ao mesmo tempo, diz que “os salários são baixos, e como há uma chegada recorrente de mão-de-obra, eles não tendem a aumentar, e isso, ano após ano, acaba por ter influência em todo o sistema”. O drama, claro, é que se reforçou desde a troika uma economia de baixa pressão salarial, demasiado concentrada em sectores como a construção, o agronegócio ou o turismo, onde os patrões exigem uma força de trabalho barata, abundante e descartável. Sem instrumentos de política económica, furtados pela integração europeia, este é o modelo que nos cabe na divisão europeia do trabalho. Quem não quiser falar de capitalismo globalizado e da respetiva arbitragem laboral, deve calar-se sobre a corrida laboral para o fundo e sobre os seus efeitos sociais e políticos.” JOÃO RODRIGUES Ladrões de Bicicletas http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/ 0 Trav. do Bispo, nº 1, 6º andar, Macau % pontofinalmacau@gmail.com ! 2833 9566 / 28338583plano para levar Pequim a participar nas conversações sobre um cessar-fogo na Ucrânia. Pouco depois do seu recente encontro com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky em Paris, Trump publicou: “Deve haver um cessar-fogo imediato e devem começar as negociações” e “a China pode ajudar”. Esta última observação ganhou subitamente mais significado depois de Trump ter feito o invulgar convite ao líder chinês para participar na cerimónia de 20 de janeiro. Deixando de lado a questão de saber se Xi aceitará o convite de Trump para ir a Washington - provavelmente não aceitará -, a grande questão é saber se isso ajudará efectivamente Trump a pôr fim ao conflito.” TETYANA MALYARENKO E STEFAN WOLFF Académicos SOUTH CHINA MORNING POST “A presença de imigrantes em Portugal traz benefícios indesmentíveis à sociedade, ajudando a resolver desafios estruturais enquanto enriquece o país em múltiplas dimensões, a começar pela dimensão económica. Sem eles, sectores como a agricultura, a construção civil, os serviços domésticos, a restauração ou a hotelaria não funcionam. Sem imigrantes, o turismo, a galinha dos ovos de ouro da nossa economia, colapsa. Aos mais distraídos convém recordar igualmente que os imigrantes contribuem significativamente para a Segurança Social, ajudando a equilibrar as finanças públicas num contexto de envelhecimento populacional. Sem a imigração, num território em que há mais mortes que nascimentos, é o país que morre lentamente. Um governo que não for capaz de dar futuro ao seu país, não constrói futuro para si próprio.” PAULO BALDAIA Jornalista EXPRESSO OPINÃO ponto final • SEXTA-FEIRA, 27 DE DEZEMBRO DE 202414 | OPINIÃO E m 25 de Dezembro de 2024, o Mi- nistro dos Negócios Estrangeiros japonês, Takeshi Iwaya, visitou Pequim e reuniu-se com o seu ho- mólogo chinês, Wang Yi, e com o Primeiro-Ministro chinês, Li Qiang. A visita de Iwaya à China tem importantes implica- ções diplomáticas e políticas para as relações sino-japonesas, pouco antes do regresso de Donald Trump à presidência dos EUA. A visita de Iwaya a Pequim pode ser vista como um seguimento de uma ação construti- va e de um processo de criação de confiança, pouco depois de o Primeiro-Ministro japonês, Shigeru Ishiba, se ter reunido com o Presiden- te chinês, Xi Jinping, à margem da Cimeira de Cooperação Económica Ásia-Pacífico, reali- zada em Lima, em novembro. Durante a reu- nião no Peru, os dois líderes afirmaram o seu objetivo comum de desenvolver uma “relação mutuamente benéfica baseada em interesses estratégicos comuns” - um termo diplomáti- co fundamental que abre caminho à visita de Iwaya à China em Dezembro. Iwaya e Wang Yi participaram na segun- da reunião do mecanismo de consulta de alto nível sobre intercâmbios interpessoais e cul- turais entre o Japão e a China, durante a qual foram alcançados dez importantes consensos. Estas questões consensuais incluem a promoção vigorosa dos intercâmbios de jo- vens; a criação de mais plataformas para in- tercâmbios entre as cidades irmãs; o reforço do intercâmbio e da cooperação desportiva; o apoio à cooperação contínua nas áreas das indústrias cinematográfica, musical, edito- rial, de animação e de jogos; o reforço da coo- peração nos meios de comunicação social e nos grupos de reflexão; e a realização de mais intercâmbios entre organizações de mulhe- res para partilharem as suas experiências na promoção não só da igualdade de género, mas também do desenvolvimento conjunto de ho- mens e mulheres; o reforço da colaboração mútua na promoção da Exposição Mundial 2025 em Osaka e Kansai; e a consolidação de uma maior comunicação e amizade entre os cidadãos chineses e japoneses. Obviamente, do ponto de vista do re- forço do intercâmbio cultural e educativo, estes consensos podem ser saudados como um enorme sucesso numa altura em que as sociedades e os cidadãos dos dois países não se entendem muito bem. Em setembro de 2024, um residente de Shenzhen esfaqueou um rapaz japonês de 10 anos - um incidente que suscitou a preocupação do Governo japo- nês e dos residentes japoneses na China. Este acontecimento seguiu-se a um ataque abor- tado por um assaltante a uma mãe japonesa e ao seu filho na cidade de Suzhou, em junho, que levou à morte de um cidadão chinês que protegia os dois japoneses. Estes aconteci- mentos infelizes suscitaram a preocupação do Governo japonês e de alguns residentes japoneses na China quanto à possibilidade de o sentimento anti-japonês ter sido desne- cessariamente suscitado nas redes sociais da China continental. Embora não existam pro- vas concretas que apontem para a origem ra- cial dos ataques, os dois incidentes afectaram as relações sino-japonesas. As sondagens de opinião pública no Japão e na China revelaram igualmente que a maioria dos cidadãos dos dois países tem uma opinião negativa sobre o outro - uma tendência preocupante do ponto de vista das interações entre sociedades. O consenso comum alcançado entre Iwaya e Wang Yi foi política e socialmente importante. O intercâmbio de jovens entre os dois países é necessário para minimizar os mal-entendidos mútuos e aprofundar o co- nhecimento das gerações mais jovens sobre a sociedade e os valores de ambos os países. O intercâmbio desportivo pode ajudar a impul- sionar o desenvolvimento do desporto chinês em algumas áreas fracas, especialmente o fu- tebol, em que o Japão é excelente e se tornou um modelo para a maioria dos países asiáti- cos. O intercâmbio desportivo pode e irá pro- mover a aprendizagem mútua entre as duas partes. Iwaya disse a Wang Yi que o Japão está disposto a reforçar a confiança mútua, a coor- denação e a cooperação com a China, aumen- tando simultaneamente os pontos da agenda das relações bilaterais e “reduzindo as ques- tões pendentes”. A expressão “reduzir as questões pendentes” foi positiva, apontando para o pragmatismo de Iwaya ao lidar com a parte chinesa. • A visita de Iwaya a Pequim e as suas implicações para as relações sino-japonesas ponto final • SEXTA-FEIRA, 27 DE DEZEMBRO DE 2024 | 15OPINÃO Wang Yi reiterou a oposição da China à descarga marítima pelo Japão da água “con- taminada por energia nuclear” em Fukushi- ma, mas observou que o Japão deve cumprir as suas obrigações e compromissos interna- cionais para com a China. Wang Yi acrescen- tou ainda que o Japão deve criar um sistema de monitorização internacional a longo prazo da água “contaminada por energia nuclear” e que pode permitir que a China recolha amos- tras e teste a água mais tarde. É interessante notar que a China con- cordou em flexibilizar gradualmente a im- portação de produtos marítimos e de marisco japoneses para o continente. A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Mao Ning, disse em 24 de dezembro que o go- verno chinês estava a considerar o reinício das importações de produtos aquáticos japoneses a partir do primeiro semestre de 2025. Após a visita de Iwaya a Pequim, é de es- perar que a retoma das importações de pro- dutos do mar japoneses para a China seja uma questão de tempo. Assim, o diferendo sino-japonês sobre o tratamento da água “contaminada por ener- gia nuclear” em Fukushima foi resolvido, bem como a questão de saber se os produtos do mar japoneses devem ser autorizados a entrar na China. A visita de Iwaya à China pode ser considerada uma conclusão feliz. O pragmatismo prevalece de ambos os lados. O Governo japonês decidiu introduzir um novo visto de entradas múltiplas, válido por 10 anos, para os cidadãos chineses que visitem o Japão a título individual para fins turísticos. Atualmente, a validade máxima é de cinco anos. A flexibilização do período de validade do visto facilitará a visita de mais tu- ristas chineses ao Japão - uma medida posi- tiva de preparação para a Exposição Mundial 2025 em Osaka e Kansai. Esta flexibilização por parte do Japão pode ser vista como uma contrapartida à recente política do Governo chinês, emnovembro, de isenção de vistos de curta duração para os cidadãos japoneses, cuja estadia máxima foi alargada para 30 dias, em vez do anterior limite de 15 dias. O Japão também deixará de exigir aos ci- dadãos chineses com idade igual ou superior a sessenta e cinco anos a apresentação de um certificado de emprego para viagens de turismo individuais, facilitando muito a visita dos refor- mados chineses ao Japão. A estadia máxima dos turistas chineses em grupo será alargada para 30 dias, em vez do atual limite de 15 dias. Assim, no que se refere às visitas turís- ticas, os dois países têm vindo a adotar uma política pragmática de flexibilização dos re- quisitos de entrada e de estadia dos cidadãos do outro lado, alcançando uma situação van- tajosa para todos. Durante uma entrevista à Phoenix TV, em 24 de dezembro, quando Iwaya foi ques- tionado sobre Taiwan, a sua resposta foi que discordava da opinião de que se houver pro- blemas em Taiwan, o Japão também estará em apuros - uma opinião que liga diretamente a segurança de Taiwan à do Japão. Em vez dis- so, Iwaya observou que, pessoalmente, espera que Taiwan não tenha problemas em primeiro lugar, o que significa que a paz e a estabilidade devem prevalecer no Estreito de Taiwan. Re- conhecendo que Taiwan é um amigo do Japão, Iwaya adere firmemente ao comunicado con- junto sobre as relações diplomáticas entre o Japão e a China e sublinhou que a questão de Taiwan deve ser resolvida através de um diá- logo pacífico. Do ponto de vista diplomático, Iwaya foi hábil e cuidadoso na abordagem da questão de Taiwan. Em vez de relacionar a segurança de Taiwan com a do Japão, passou a enfatizar a resolução pacífica da questão de Taiwan sem provocar a sensibilidade do lado chinês. Iwaya também mantém o princípio de salvaguardar os interesses do Japão. Manifes- tou a Wang Yi a sua preocupação com a situa- ção no Mar do Leste, onde se situa a região de Senkaku (Diaoyu em chinês), controlada pelo Japão e reclamada pela China. Iwaya queixou- -se de que uma boia chinesa podia ser vista na zona económica japonesa, ou no sul da ilha de Yonaguni, na prefeitura de Okinawa, e pediu que a China a removesse. O Japão tem pro- testado repetidamente junto da China con- tra a “intrusão” de navios chineses nas suas águas territoriais no Mar do Leste, especial- mente nas zonas em torno das ilhas Senkaku (Diaoyu). Relativamente à soberania sobre a ilha Senkaku (Diaoyu), não se pode esperar que haja e venha a haver qualquer avanço, mas o posicionamento de Iwaya na mesa de discus- são com Wang Yi foi mais um gesto político do que uma solução diplomática, especialmente porque a China é bastante firme na sua afir- mação de soberania sobre a ilha Diaoyu. Iwaya manifestou a sua preocupação com a detenção de alguns cidadãos japoneses na China devido a alegações de espionagem, acrescentando que as ambiguidades da lei chinesa contra a espionagem já causaram in- quietação em alguns japoneses relativamente à China. Apelou à “libertação rápida” de al- guns cidadãos japoneses que foram detidos pelas autoridades chinesas - um pedido que provavelmente demorará algum tempo a ser resolvido, talvez de uma forma discreta. Iwaya encontrou-se com o primeiro-mi- nistro Li Qiang, que afirmou que a China está disposta a trabalhar com o Japão para imple- mentar o consenso acordado pelos líderes dos dois países. Li acrescentou que ambas as partes devem promover o desenvolvimento sustentado e saudável das relações bilaterais e que devem alcançar mais resultados novos em colaborações pragmáticas. Ele disse: “Espera- -se que o Japão trabalhe com a China, respeite os princípios estabelecidos nos quatro docu- mentos políticos China-Japão, encare a histó- ria de frente e olhe para o futuro, administre construtivamente as diferenças e disputas e cuide do quadro geral das relações China-Ja- pão”. (Xinhua, 25 de dezembro de 2024: ht- tps://english.www.gov.cn/news/202412/25/ content_WS676be8b1c6d0868f4e8ee443. html) A visita de Iwaya a Pequim é significativa. Pouco antes do regresso de Donald Trump à presidência dos EUA, a melhoria das relações do Japão com a China pode abrir caminho ao seu importante papel moderador nas relações sino-americanas que em breve se deteriora- rão, especialmente porque a nova adminis- tração Trump irá agravar a sua guerra comer- cial e tecnológica com a China. Além disso, a melhoria das relações si- no-japonesas pode beneficiar os sectores empresariais tanto na China como no Japão. Segundo consta, a Toyota está interessada em estabelecer uma nova fábrica de veículos eléctricos na China. Se assim for, as empre- sas japonesas estão interessadas em operar na China. Se o agravamento da guerra comercial entre os EUA e a China provocar um certo grau de “dissociação”, o atual reforço das relações entre o Japão e a China não seguirá, de modo algum, o caminho dos EUA, que será prova- velmente autoproteccionista, isolacionista e hostil sob a liderança de Trump. Segundo consta, o Japão está a explorar a possibilidade de convidar o Primeiro-Mi- nistro chinês Li Qiang a participar na reunião de líderes entre a China, o Japão e a Coreia do Sul, a realizar mais tarde no Japão, em 2025. O calendário da reunião poderá coincidir com a iniciativa chinesa de permitir a reentrada dos produtos do mar japoneses no continen- te. Em termos diplomáticos, a possível visita de Li Qiang ao Japão em 2025 será importante, recordando e repetindo a importante visita do falecido primeiro-ministro chinês Li Keqiang ao Japão em 2018 para a sétima reunião de lí- deres China-Japão-Coreia do Sul. Sendo um aliado próximo dos EUA, Tó- quio tem estado naturalmente do lado de Washington em termos da sua política de se- gurança, mas tem também adotado uma polí- tica económica e sociocultural mais suave em relação a Pequim, equilibrando assim a China de uma forma delicada, ao mesmo tempo que reforça o seu rearmamento militar para fa- zer face à ameaça militar chinesa. Ao mesmo tempo, o Japão está a implementar uma abor- dagem pragmática para envolver os chineses a nível económico, cultural e social. Se a nova administração Trump vier a adotar uma polí- tica agressiva em relação à China, em termos económicos e militares, o Japão continuará a ser um ator crucial na mediação entre o inevi- tável agravamento das relações entre os EUA e a China. Em conclusão, a visita de Iwaya a Pequim é importante do ponto de vista diplomático e político. Diplomaticamente, o Japão tem vin- do a adotar uma abordagem pragmática para envolver a China de forma ativa, ao mesmo tempo que levanta preocupações sobre ques- tões que reflectem os interesses japoneses e reforça as interações socioculturais que me- lhoram e cimentam as relações sino-japo- nesas num período de transição crucial que aguarda o regresso da administração de Do- nald Trump nos EUA. Embora se possa prever que as relações dos EUA com a China se de- teriorarão provavelmente sob a forma de uma guerra comercial e tecnológica mais agressiva e séria, a melhoria das relações do Japão com a China está agora a preparar o caminho para que Tóquio tenha mais espaço de manobra diplomático nas relações sino-americanas, que inevitavelmente mudarão nos próximos meses e anos. Atualmente, o pragmatismo continua a prevalecer no desenvolvimento das relações do Japão com a China, cujo vasto mercado tem vindo a proporcionar enormes oportunidades económicas ao sector empre- sarial japonês e cuja sociedade e cultura ne- cessitam realmente de uma compreensão mais profunda por parte do povo japonês.v Sonny Lo Autor e professor de Ciência Política Este artigo foi publicado originalmente em inglês na Macau NewsAgency/MNA ponto final • SEXTA-FEIRA, 27 DE DEZEMBRO DE 202416 | OPINIÃO D atas, há muitas… Determinar a data exacta da independência de Portugal não é tarefa fácil. A data de 1143, a do suposto ‘Tratado de Zamo- ra’, será, provavelmente, a que mais consenso encontrará entreas pessoas já que foi isso que a grande maioria aprendeu na escola. No en- tanto, não existe nenhum vestígio nem tes- temunho que sugiram que este tratado tenha alguma vez existido. Dada a sua suposta im- portância, deveriam existir cópias, pelo me- nos três, uma para D. Afonso Henriques, uma para Afonso VII de Leão e uma para o legado do Papa. Para além destas, segundo o costume, cópias de documentos deste teor deveriam ter sido enviadas para os arcebispos de Toledo, Santiago, Braga e possivelmente Coimbra. No entanto, nenhuma cópia do texto se conhece nem nenhuma referência a um tal tratado se encontra em nenhuma fonte antiga. Assim sendo, pelo menos cinco são as da- tas que importam considerar no processo de independência de Portugal. A primeira é 1128, quando D. Afonso Henriques lidera a rebelião contra a sua mãe, D. Tareja, como era então conhecida D. Teresa, e o conde Fernão Peres de Trava, amante desta, no campo de São Ma- mede. O governo do Condado Portucalense, que estivera nas mãos de D. Teresa desde 1112, aquando da morte de D. Henrique de Borgo- nha, passou então para D. Afonso, que deveria ter por volta de 18 anos na altura. Outra data também muito importante é 1137 quando se assina o ‘Tratado de Tui’. Em 1136, os partidários de D. Teresa fazem uma incursão no território português na tentativa de recuperar o poder. D. Afonso Henriques, em resposta, toma a cidade de Tui e vários castelos nas vizinhanças. Afonso VII de Leão, recém-chegado de Aragão, encontra-se en- tão com o primo em Tui e ambos assinam aí um tratado de paz onde D. Afonso de Portugal promete fidelidade a Afonso VII de Leão. Este tratado estabelece também as fronteiras de Portugal na região do Minho que desde então se tornaram as fronteiras europeias fixas mais antigas. O mal-estar entre os dois primos terá co- meçado porque D. Afonso Henriques faltou à coroação de Afonso VII que se auto-procla- mou ‘imperador de todas as Espanhas’ e se fez coroar na catedral de Leão, a 26 de Maio de 1135, pelo antipapa Anacleto II, que, na sua empresa de angariar apoio para a sua causa, acedeu ao pedido. A ausência de D. Afonso foi sentida como um acto de desrespeito ao novo título de Afonso VII. Afonso VI de Leão, pai de D. Teresa e avô de ambos, já ocasionalmente se auto-intitulara imperador. Desde que tomara o poder de sua mãe, D. Afonso Henriques nunca se referiu a si mes- mo como ‘conde’ mas sempre como ‘prínci- pe’ ou ‘infante’ e é como ‘infante de Portugal’ que é tratado no texto da paz de Tui. Já a partir de 1139, após a estrondosa vitória nos campos de Ourique, a 25 de Julho, dia de Santiago Ma- ta-mouros, começa a ser intitulado nos docu- mentos como ‘rei de Portugal’. D. Afonso, ao se (auto-)intitular rei, estava implicitamente a quebrar os laços de vassalagem de Portugal em relação ao rei de Leão e Castela. Em 1143, o cardeal Guido de Vico vem à península para tratar de problemas de admi- nistração religiosa e encontra-se com Afonso VII e com D. Afonso Henriques na cidade de Zamora, nos dias quatro e cinco de Outubro. Não se sabe o conteúdo da conversa e não se conhece nenhum tratado ou documento es- crito que resultasse desse colóquio, assim que é mais rigoroso falar de ‘Conferência de Za- mora’ do que de ‘Tratado de Zamora’. Apesar de não existirem testemunhos escritos deste encontro, duas cartas, uma do dia quatro e outra do dia cinco de Outubro, foram enviadas aos nobres leoneses Martin Cidez e Pons de Cabrera, desde Zamora, em que se faz men- ção a um colóquio entre o rei de Portugal e o imperador Afonso VII, no qual também es- tava presente o cardeal legado do Papa. Es- tas duas cartas são os primeiros documentos despachados pela chancelaria régia de Afon- so VII em que D. Afonso Henriques é tratado como ‘rei de Portugal’. Uma outra curiosidade é que o cardeal Guido de Vico é descrito em muitos livros de História de Portugal como sendo o legado do Papa Inocêncio II, no en- tanto, quando Guido de Vico chega a Portugal, Inocêncio II já tinha morrido; morreu a 24 de Setembro de 1143 e dois dias depois foi eleito papa Celestino II, em cujo conclave o cardeal Guido de Vico participou. Ainda em 1143, D. Afonso Henriques es- creve ao Papa a carta ‘Claves Regni Coelorum’ onde declara Portugal ‘census’ ou vassalo do Papa, e se compromete a pagar quatro onças de ouro por ano a Roma. A resposta demorou vários anos e vários papas a chegar. Em 1179, o Papa Alexandre III, escreve na bula ‘Manifestis Probatum’: ‘concedemos e confirmamos por autoridade apostólica ao teu excelso domínio o reino de Portugal com inteiras honras de reino e a dig- nidade que aos reis pertence’. Esta é a última etapa do processo de independência de Por- tugal. Os papas, na altura, funcionavam como uma espécie de ‘Nações Unidas’ só que bas- tante mais eficaz. O ‘Tratado de Tui’ é de 14 de Julho de 1137, a carta de D. Afonso Henriques ao papa é de 23 de Dezembro de 1143 e a bula de Alexandre III data de 2 de Junho de 1179. No entanto, se formos ler os documentos originais em Latim não são estas as datas que encontramos; as datas escritas de facto nos documentos são: 4 • LVSITANO DE SERMONE Saturnália (II) In Anno Domini Bismillesimo Vicensimo Quarto de Julho de 1175, 13 de Dezembro de 1181 e 23 de Maio de 1179, respectivamente. Como se ex- plicam estas discrepâncias de dias e de anos, mas não de meses? Deixando a discrepância dos dias para mais tarde e começando pela dos anos, veri- ficamos que, enquanto na bula papal o ano de 1179 que se encontra escrito no texto corres- ponde à data que hoje aceitamos, já, nos do- cumentos portugueses e castelhanos, o ano escrito no texto não condiz com o ano em que nós consideramos que os feitos se deram. O que está aqui em jogo são dois sistemas diferentes de datação. O da bula papal corres- ponde ao nosso sistema moderno, a datação usada nos documentos peninsulares, por sua vez, utiliza um sistema diferente, conhecido como ‘Era de César’ ou ‘Era Hispânica’, ex- clusivo da Península Ibérica e usado desde os tempos dos reinos visigóticos. A ‘Era de Cé- sar’ começa a contar os anos a partir do ano 38 a.C. Quando confrontados com um documen- to datado desta maneira, basta subtrair 38 ao ano da data escrita no documento e obtemos o correspondente ano da ‘Era de Cristo’, que é basicamente a que nós utilizamos hoje. Em Portugal, a ‘Era de César’ esteve em vigor até 1422, ano em que, a 22 de Agosto, D. João I ordena a introdução da ‘Era de Cristo’ ou ‘Anno Domini’. Portugal foi, assim, o último país do Ocidente a adoptar a ‘Era de Cristo’ e a última nação ibérica a abandonar a ‘Era de César’; Castela já o fizera em 1382, por mão de um rei também chamado João I. A origem deste sistema peculiar de data- ção e a sua associação ao nome de Júlio César não tiveram até hoje uma explicação satisfa- tória. Muito provavelmente reflectirá algo que se passou na Península Ibérica, possivelmente no âmbito de alguma reforma administrativa que não deixou testemunho e que, de alguma forma, ficou ligada ao nome de Júlio César, apesar de que este já tivesse sido assassina- do quando este sistema supostamente teve início. Embora exclusivo da península, daí o nome de ‘Era Hispânica’, estendeu-se tam- bém ao Norte de África levado pelo mouros, que o adoptaram parcialmente, e pelos judeus que lhe chamavam ‘Era Safarence’. De acordo com este sistema, que já ninguém usa, hoje estaríamos no ano de 2062. Eras O sistema utilizado pela bula de Alexandre III, o mesmo que D. João I introduz em Portu- gal em 1422, é conhecido como ‘Era de Cristo’ ou, em Latim, por ‘Anno Domini’, que quer di- zer ‘no ano do Senhor’. Este ‘Ano do Senhor’, ponto final • SEXTA-FEIRA, 27 DE DEZEMBRO DE 2024 | 17OPINIÃO ou como se dizia em Portugal até à república ‘Ano da Graça de Nosso Senhor (Jesus Cristo)’ é um sistema de datação que começa a contar os anos a partir do nascimento de Cristo. A ‘Era de César’ e a ‘Era de Cristo’são formas de organização do tempo que, ao con- trário do que acontece com o ano solar, o mês lunar ou os dias e as noites, não respondem a leituras de fenómenos da Natureza, como sejam as estações do ano ou as fases da lua, mas que dependem de episódios da história do Homem e servem para que nós saibamos onde posicionar factos em relação uns aos outros no eixo cronológico. Permite, assim, consta- tar que o Império Romano do Ocidente caiu antes da invenção da imprensa por caracteres móveis que, por sua vez, foi inventada antes da queda do Império Romano do Oriente. Embora a ‘Era de Cristo’ seja o sistema que se usa hoje em todo o mundo, tal como no caso da manutenção dos calendários lunares antigos por parte de determinadas culturas, também alguns dos sistemas de datação que existiram no passado continuam a ser utiliza- dos hoje. São disso exemplo a ‘Era da Criação’ dos judeus e a ‘Era da Hijri’ dos muçulmanos. A Criação do Mundo O ‘Anno Mundi’ é a denominação tradi- cional em Latim da ‘era’ também conhecida como a ‘Era da Criação’, ou ‘Era Hebraica’, que em Israel goza de carácter oficial. Em he- braico o nome desta ‘era’ é ‘livryat haolam’ ou seja, ‘na criação do mundo’ pois conta os anos a partir da criação do mundo segundo o relato contido no livro do Génesis. A ‘Era da Cria- ção’, ao contrário daquilo que se possa pensar, não é muito antiga. A Palestina esteve sem- pre, ou quase sempre, sob a colonização de algum império e os judeus seguiam o calen- dário que a potência colonizadora usava. As- sim, nos dias de Cristo, usava-se o calendário romano ao lado da ‘Era Selêucida’ ou, como é conhecida em Latim, a ‘Era Graecorum’ ou ‘Era dos Gregos’. Esta ‘era’ conta os anos a partir da reconquista da Babilónia pelo rei Se- leuco I Nicator em 311 a.C. A ‘Era Selêucida foi adoptada quando a Judeia se tornou um reino cliente (160-134 a.C.) do Império Selêucida e continuou a ser utilizada pelos judeus até aos primeiros séculos da era cristã, inclusive depois do nascimento do judaísmo rabíni- co que se dá por volta dos séculos segundo e terceiro da nossa era. É na Idade Média, mais precisamente em 1178, quando Maimonides (1138-1204), um dos rabinos históricos mais influentes do judaísmo, publicou o seu ‘opus magnum’, a ‘Mishneh Torah’ ou ‘Repetição da Torah’, obra ainda hoje utilizada nos tribunais religiosos de Israel e não só, que este siste- ma de datação adquiriu a sua forma actual e passou a ser utilizado quase universalmente pelos judeus. Assim, desde o dia três de Ou- tubro de 2024, dia de ‘rosh hashanah’, ou dia de ‘Ano Novo’ judeu, que estamos no ano 5785 depois da criação do mundo. Os judeus não são, no entanto, os únicos a contar o tempo a partir da criação do mun- do. Enquanto no Ocidente europeu, os cristãos romanos, passaram a contar os anos a partir do nascimento de Cristo desde o século sex- to, mas sobretudo a partir do século nono, os ortodoxos do Oriente contavam os anos, tal como os judeus, a partir da criação do mun- do. No entanto, os números dos judeus e dos bizantinos não batiam certo ainda que calcu- lados a partir do mesmo evento. Dada a na- tureza do material usado para calcular a data do começo do mundo, uma discrepância de uns anos, ou até de umas décadas não acar- retaria grande escândalo, mas a discrepância entre o sistema dos judeus e o dos bizantinos é de quase dois mil anos, mais precisamente 1748 anos. De acordo com a ‘Era da Criação’ seguida por Constantinopla, desde o dia 1 de Setembro, o dia de Ano Novo do calendário juliano bizantino, nós encontramo-nos no ano 7533 desde que o mundo foi criado. Esta diferença no cálculo da idade do mundo deve- -se às diferentes fontes em que as duas tra- dições se baseiam. Os gregos bizantinos cal- cularam a data da criação do mundo com base na Septuaginta, a tradução Grega do Antigo Testamento produzida em Alexandria, en- quanto que os judeus utilizaram a sua versão ‘original’ hebraica. Ora, estas duas versões do Antigo Testamento variam suficientemente entre si a ponto de que produzem uma tal dis- crepância. A versão bizantina da ‘Era da Criação’ levou o seu tempo a ser calculada. Antes da versão actual, que foi calculada por um monge em 639, existiu uma versão alexandrina calcu- lada em 412. [A versão Alexandrina do ‘Anno Mundi’ dos gregos não deve ser confundida com a ‘Era Alexandrina’ dos cristãos coptas do Egipto que também existiu e que ainda hoje é parcialmente utilizada.] A versão bizantina actual considera que o mundo foi criado 5509 anos antes do nascimento de Cristo, enquanto que a antiga versão alexandrina datava a ori- gem do mundo de 5081 antes de Cristo. Para obter a data actual do mundo basta adicionar 2024 a estes números. A ‘Era da Criação’ ou o ‘Anno Mundi’ foi adoptada por Bizâncio em 988 e durou até à sua queda em 1453. A Igreja Ortodoxa usou este sistema desde 691 até 1728, quando o patriarca de Constantinopla adoptou oficial- mente a ‘Era de Cristo’, mas ainda hoje mui- tas comunidades ortodoxas utilizam o antigo sistema lado a lado do da ‘Era de Cristo’ nos seus documentos. A Fuga de Maomé Outra forma de contar os anos ainda hoje em vigor é a ‘Era de Hijri’, também chamada em Latim ‘Anno Hegirae’, daí a abreviatura AH. Este sistema de datação, seguido por mi- lhões de muçulmanos à volta do mundo, co- meça a contar os anos desde a partida, ou em árabe ‘hijrah’, de Maomé de Meca para Medi- na, que ocorreu no ano de 622. A ‘Era de Hijri’ foi adoptada em 639, por ordem de Omar ibn-al-Khattab (583-644), o segundo califa do primeiro califado e um dos sogros de Maomé. O sistema de contagem dos anos que existia antes não era eficiente pois, entre outros problemas, tornava difícil distinguir as prescrições e leis mais recentes das mais antigas. Antes da adopção da ‘Era de Hijri’, os anos eram “nomeados” a partir de eventos importantes que teriam acontecido nesses mesmos anos. O exemplo clássico é o do ‘ano dos elefantes’, que se refere ao ano de 571, ano em que nasceu Maomé. Ficou conhe- cido assim porque nesse ano um rei cristão do Iémen atacou a cidade de Meca com a ajuda de vários elefantes. De acordo com a ‘Era de Hijri’, nós en- contramo-nos no ano de 1446 e continuare- mos nele até 26 de Junho de 2025, data em que começa o ano de 1447. A Nossa Era e o Nascimento ‘Dele’ A forma moderna de contar os anos é muitas vezes referida como ‘Era Comum’, especialmente em inglês, mas, na verdade, a ‘forma moderna ocidental’ de contar os anos que, por via da economia e das relações polí- ticas e diplomáticas internacionais, se esten- deu a todo o mundo é basicamente a ‘Era de Cristo’ ou, em Latim, ‘Anno Domini’, a mes- ma que Alexandre III usa na bula ‘Manifestis Probatum’ de 1179. As razões para que a fórmula ‘Era Co- mum’ substitua a de ‘Era de Cristo’ são, para além do propósito de expurgar da sociedade moderna todas as referências a Jesus Cristo, o facto de que esta é hoje utilizada ‘comum- mente’ como padrão, sobretudo nos negócios internacionais, por grande parte do planeta, e porque, na verdade, esta ‘era’ pode, afinal de contas, não começar a partir do nascimento de Cristo. Até meados dos séculos sexto e sétimo, a forma mais comum de contar os anos era ainda pelo nome dos cônsules de Roma. Des- de os dias da república romana que os anos se identificavam pelo nome dos dois cônsu- les que eram eleitos naquele ano. Em Roma, contavam-se os anos a partir da fundação da cidade, ou seja, ‘ab urbe condita’, o que ocor- reu a 21 de Abril de 753 a.C. –dia ainda hoje festejado– mas em vez de números os anos tinham o nome dos respectivos cônsules. A seguir à queda do império, este sistema con- tinuou a ser utilizado já que o senado romano permaneceu aberto até aos princípios do sé- culo sétimo e Roma, ora elegia, ora nomeava um cônsul e o outro era nomeado ou eleito em Bizâncio. A partir de 535, o Ocidente dei- xa de ter o seu cônsul e, no Oriente, a partir de 542 o imperador passaa cumular o cargo de cônsul até que em 887, o imperador Leão VI (866-912) abole o cargo. À medida que as monarquias ocidentais se vão estabelecendo, começou-se também a datar os documentos em relação ao ‘ano régio’, ou seja, em relação ao ano em que o rei, príncipe ou papa tomou o poder. Assim, a bula de Alexandre III, para além do ano de 1179, é também datada do ‘vi- gésimo ano do pontificado de Alexandre III’. No entanto, uma data universal comum era necessária para que os eventos se pudes- sem relacionar entre si de forma mais eficien- te. Na Ibéria, como já vimos, utilizava-se a ‘Era de César’, enquanto que na Europa orien- tal, antes da adopção generalizada da ‘Era da Criação’, utilizava-se a ‘Era de Diocleciano’, também denominada a ‘Era dos Mártires’. Esta ‘era’ contava os anos a partir do ano de 284 d.C. quando Diocleciano, que empreen- dera a última grande perseguição aos cristãos, subira ao poder. De acordo com esta ‘era’, es- taríamos hoje no ano de 1740. Em 525, um monge grego que habitava então em Roma e que ficou conhecido para a história como Dioniso, o exíguo (470-544), calculou que o ano do consulado de Probo Júnior, o cônsul daquele mesmo ano, corres- pondia ao ano de 525 desde o nascimento de Jesus Cristo. Assim nasceu a ‘Era de Cristo’ ou o ‘Anno Domini’ que nós ainda hoje usamos todos os dias. Nada se sabe da metodologia nem das fontes que Dionísio utilizou para calcular o ‘Anno Domini’ mas, hoje em dia, investiga- dores e académicos crêem que Dionísio se terá enganado e que Jesus terá nascido entre seis e quatro anos antes da data que Dionísio cal- culou. A ‘Era de Cristo’ foi adoptada pelo im- pério carolíngio nos finais do século oitavo e, assim, estendeu-se por uma grande parte da Europa ocidental e central, território que hoje ocupam a França, a Bélgica, a Holanda, gran- de parte da Alemanha e o Norte de Itália. Por volta do século XI, à excepção da Península Ibérica, a ‘Era de Cristo’ tinha-se já tornado comum em toda a Europa ocidental católica. A Europa oriental, por sua vez, continuaria ainda a utilizar a ‘Era de Diocleciano’ seguida depois da ‘Era da Criação’. Existe uma outra ‘era’ também baseada no nascimento de Cristo que é ainda hoje uti- lizada na igreja ortodoxa Tehawedo da Etió- pia e da Eritreia. Calculada por Arriano, um monge alexandrino que viveu no princípio do século quinto, esta ‘era’ defende que Je- sus nasceu nove anos depois da data calculada por Dionísio. Arriano é também, responsável pela “correcção” em um ano da ‘Era Alexan- drina’, às vezes também denominada de ‘Era de Antioquia’, proposta em 412 por Panodo- ros, outro monge egípcio seu contemporâneo. Esta ‘era’ foi utilizada nas igrejas ortodoxa do Egipto e da Abissínia a partir do século sex- to. De acordo com os cálculos de Arriano, nós hoje estaríamos no ano 7516. Afinal, que no que respeita a anos, parece ser que não é só a independência de Portugal que é difícil de determinar com precisão! Roberto Ceolin MA (Conim.) MPhil, DPhil (Oxon.) Docente Universitário de Línguas Antigas ponto final • SEXTA-FEIRA, 27 DE DEZEMBRO DE 202418 | ÓCIOÓCIO CARNEIRO Carta do Dia: 2 de Copas, que significa Amor. Amor: No amor está em alta! Faça uma declaração ao seu companheiro. Saúde: Se tem tendência para sofrer de cãibras coma mais amendoins e bananas. Dinheiro: Provável promoção na carreira. Números da Sorte: 6, 14, 21, 29, 38, 47 TOURO Carta do Dia: Ás de Copas, que significa Princípio do Amor, Grande Alegria. Amor: Está prestes a viver um grande amor. Saúde: Atenção, proteja a garganta. Use um lenço se sair à noite. Dinheiro: Possível lucro inesperado. Números da Sorte: 9, 14, 26, 35, 41, 47 GÉMEOS Carta do Dia: Cavaleiro de Copas, que significa Proposta Vantajosa. Amor: As suas emoções estão ao rubro. Encha a sua cara-metade de mimos. Saúde: Dê especial atenção aos dentes. Coma mais maçãs e amêndoas. Dinheiro: Poderá receber uma nova proposta. Está em maré de sorte. Números da Sorte: 8, 15, 25, 32, 37, 48 CARANGUEJO Carta do Dia: Rei de Paus, que significa Força, Coragem e Justiça. Amor: Promova a harmonia na sua casa. Seja sempre justo. Saúde: O seu fígado pode estar a precisar de uma limpeza, faça uma dieta isenta de gorduras e açúcar durante pelo menos 3 dias. Dinheiro: Com determinação conseguirá terminar um projeto urgente. Números da Sorte: 17, 21, 26, 35, 39, 42 LEÃO Carta do Dia: 9 de Paus, que significa Força na Adversidade. Amor: Vai ter força para ultrapassar um mal-estar com um familiar e devolver a harmonia ao seu lar. Saúde: Mantenha-se jovem por mais tempo comendo uvas. Dinheiro: Aposte no crescimento profissional. Inscreva-se num curso. Números da Sorte: 2, 5, 18, 23, 35, 39 VIRGEM Carta do Dia: Rainha de Paus, que significa Poder Material. Amor: Procure estar mais perto das pessoas que ama. Vai sentir-se melhor. Saúde: Use protetor solar, proteja a pele. Dinheiro: Terá poder material para fazer uma compra que deseja há muito. Números da Sorte: 1, 9, 18, 35, 41, 47 BALANÇA Carta do Dia: Cavaleiro de Espadas, que significa Guerreiro, Cuidado. Amor: Vai passar momentos agradáveis junto da pessoa amada. Saúde: Evite abusar dos doces. Ajude a prevenir a diabetes. Dinheiro: Bom período para fazer uma poupança. Amealhar nunca é demais. Números da Sorte: 9, 17, 20, 22, 35, 46 ESCORPIÃO Carta do Dia: Ás de Espadas, que significa Sucesso. Amor: Evite que terceiros interfiram na sua relação. Proteja o seu amor. Saúde: Possíveis dores de cabeça. Beba chá de hortelã. Dinheiro: Não deixe que o trabalho seja afetado por oscilações de humor. Números da Sorte: 2, 18, 20, 23, 45, 49 SAGITÁRIO Carta do Dia: Ás de Ouros, que significa Harmonia e Prosperidade. Amor: Procure cultivar a harmonia e o romantismo na sua relação. Saúde: Pode sentir-se cansado. Ganhe energia comendo bananas e espinafres. Dinheiro: No trabalho deve ser firme, justo e imparcial. Crie uma carreira próspera. Números da Sorte: 1, 9, 10, 15, 29, 41 CAPRICÓRNIO Carta do Dia: Rei de Ouros, que significa Inteligente, Prático. Amor: Terá oportunidade de assumir uma relação séria. Força! Saúde: Irá sentir-se em plena forma. Dinheiro: Dia ótimo para trabalhar em equipa. Várias cabeças pensam melhor do que uma. Números da Sorte: 14, 16, 26, 31, 39, 47 AQUÁRIO Carta do Dia: O Louco, que significa Excentricidade. Amor: Boas perspetivas amorosas. Esteja atento. Saúde: Para evitar dores musculares faça alongamentos várias vezes ao dia. Dinheiro: Boas perspetivas a nível financeiro. Esteja atento. Números da Sorte: 17, 20, 23, 39, 40, 47 PEIXES Carta do Dia: O Diabo, que significa Energias Negativas. Amor: Proteja-se das energias más que prejudicam a relação. Seja amoroso. Saúde: Modere o consumo de bebidas alcoólicas. Cuide do fígado. Dinheiro: Deixe-se de fantasias. Agarre-se ao trabalho e melhore o desempenho. Números da Sorte: 9, 15, 17, 23, 29, 30 / horóscopo Artes visuais no Tap Seac Decorre até ao dia 29 de Dezembro a Exposição Anual de Artes Visuais de Macau 2024, na Galeria do Tap Seac. A exposição conta com o trabalho de 181 artistas e apresenta um total de 178 peças ou conjuntos de obras de arte. Os trabalhos apresentados abrangem uma série de expressões artísticas ocidentais, incluindo o desenho, a aguarela, a pintura a óleo, a gravura, a escultura, a cerâmica, a fotografia, o vídeo, meios mistos e arte de instalação, apresentados em formatos bidimensionais e tridimensionais. A exposição exibirá 45 obras seleccionadas e premiadas, que reflectem os diferentes temas e as capacidades criativas dos artistas locais. Crystal Chan expõe “Subtropical Romance” na Taipa Até 8 de Fevereiro, estará patente na galeria da Taipa Village Cultural Association a exposição “Subtropical Romance”, de Crystal Chan. As obras prometem transportar o público para cenários tropicais multicoloridos e vibrantes, com elementos que reflecteme focar na promoção do desenvolvimento sinérgico das indústrias, especialmente nas áreas da medicina tradicional chinesa, turismo e indústrias culturais. O encontro também foi marcado pela presença de membros destacados do governo da RAEM e líderes provinciais de Guangdong, reforçando a intenção de aumentar a colaboração e a integração entre as duas regiões em busca de um desenvolvimento mutuamente benéfico. Sam Hou Fai reuniu-se com Líderes Provinciais de Guangdong em Cantão COOPERAÇÃO Na passada terça-feira, o novo Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, liderou uma delegação do governo de Macau a Cantão, onde se encontrou com líderes da província de Guangdong. A reunião incluiu Huang Kunming, secretário do Comité Provincial de Guangdong do Partido Comunista Chinês (PCC), e Wang Weizhong, vice- secretário do Comité Provincial e Governador da província. O objectivo principal do encontro foi discutir a cooperação entre Guangdong e Macau, enfatizando a implementação do espírito e das directrizes proferidas pelo Presidente Xi Jinping durante a sua recente visita a Macau, especialmente em relação à diversificação adequada da ponto final • SEXTA-FEIRA, 27 DE DEZEMBRO DE 2024 | 3SOCIEDADE Autoridades pretendem alargar serviço de ambulância transfronteiriça para Zhuhai e Hengqin der promover melhor este servi- ço”, sublinhou Wong Kin, adjunto do Comandante-geral dos Serviços de Polícia Unitários (SPU), em de- clarações ao canal Macau em língua chinesa. O actual serviço de ambulância transfronteiriça entre Hong Kong e Macau foi lançado a título expe- rimental no final do mês passado, com duração de um ano. Na fase inicial do plano, serão apenas rea- lizadas transferências transfron- teiriças unilaterais do lado de Ma- cau para Hong Kong. Neste caso, o Executivo disse esperar também que possa ser efectuado serviço bi- lateral no futuro. Entretanto, três ambulâncias de Macau podem agora prestar serviço directo do Centro Hospita- lar Conde de São Januário (CHCSJ) para cinco hospitais públicos em Hong Kong, incluindo Hong Kong Children’s Hospital, North Lantau Hospital, Princess Margaret Hos- pital, Queen Mary Hospital e Tuen Mun Hospital. Segundo a apresentação do Governo, ao abrigo do mecanismo de transporte transfronteiriço em ambulância, os pacientes com ne- cessidades específicas e cujas con- dições clínicas sejam consideradas adequadas, podem ser transferidos directamente entre instituições O Governo de Macau está a negociar com as autoridades do Continente no âmbito de alargamento do serviço de ambulância transfronteiriça para Zhuhai e a Ilha da Montanha. O transporte transfronteiriço em ambulância está agora disponível entre Hong Kong e Macau há quase um mês, com três ambulâncias locais que podem chegar do hospital público de Macau para cinco hospitais na cidade vizinha. CATARINA CHAN catarinachan.pontofinal@gmail.com P assou quase um mês desde a inauguração do serviço de transpor- te transfronteiriço em ambulância entre Hong Kong e Macau. O Governo da RAEM planeia agora estender o plano até Zhuhai e Ilha da Montanha, espe- rando que seja concretizado o tra- balho “o mais rápido possível”. “Estamos a discutir com Zhuhai e Hengqin. Esperamos que possamos avançar o mais rapida- mente possível com a apreciação de detalhes na próxima etapa. Afi- nal de contas, são governos dife- rentes, mas partilham o mesmo objectivo, ou seja, esperamos po- Serviço de Urgência do CHCSJ, salien- tou que o serviço permite que mais pacientes com necessidade possam ser enviados para tratamento fora de Macau, nomeadamente nos casos de transplantação de órgãos. “Em comparação com as re- giões vizinhas, é mais difícil para o serviço de transplantação de órgãos de Macau encontrar órgãos adequa- dos para os doentes. E alguns dos hospitais participantes [de Hong Kong] estão mais aptos a lidar com condições específicas, por exem- plo, têm programas especiais para tratar a falência de órgãos específi- cos e transplante de medula óssea” Recorde-se que o transpor- te transfronteiriço em ambulân- cia deverá ter como pressuposto o acordo prévio entre o hospital de envio e o hospital de recepção, sen- do necessário ter em conta as ne- cessidades médicas, a segurança e os interesses do paciente. As auto- ridades asseguram que o mecanis- mo prevê ainda medidas para evitar o abuso da sua utilização. No procedimento, cabe ao hos- pital de envio proceder ao diag- nóstico clínico e avaliar a necessi- dade de transferência do paciente para efeitos de tratamentos ou de reabilitação, coordenando poste- riormente com médico do hospi- tal de recepção mediante o Centro de Controlo de Incidentes Graves da Autoridade Hospitalar de Hong Kong, a fim de decidir se há neces- sidade de activar o mecanismo de transferência. Segundo o represen- tante do CHCSJ, o processo de coor- denação demora, em geral, “alguns dias” antes do transporte. médicas de Macau e Hong Kong, “sem terem a necessidade de efec- tuar a transferência de uma ambu- lância para a outra no posto fron- teiriço, reduzindo desta forma os riscos que possam ocorrer durante a transferência”, indica. Os governos de Macau e Hong Kong já realizaram exercícios de transporte transfronteiriço de pa- ciente, de forma a verificar o per- curso do transporte e as forma- lidades referentes à migração. A viagem do CHCSJ para o Princess Margaret Hospital demorava cerca de uma hora e 50 minutos, durante o período fora das horas de pico. Chang Tam Fei, coordenador do S P U INCÊNDIO NA VENCESLAU DE MORAIS OBRIGOU À EVACUAÇÃO DE 60 PESSOAS Um total de 60 moradores foram evacuados e cinco foram encaminhados para o hospital esta terça-feira devido a um incêndio num prédio residencial na Avenida de Venceslau de Morais. O edifício começou a arder pelas 16h e poderá ter sido provocado por um curto-circuito nos cabos eléctricos numa fracção do 13º andar do prédio, avançou o Corpo de Bombeiros, citado pela Rádio Macau em língua chinesa. O fogo foi extinto em meia hora, e cinco pessoas com idades compreendidas entre os 14 e os 89 anos foram transferidas para tratamento no hospital devido à inalação de fumo. O Instituto de Acção Social assegurou que está a acompanhar o serviço de realojamento temporário a estas cinco pessoas afectadas. O organismo acrescentou que providenciou apoio emocional e aconselhamento psicológico, bem como outros apoios necessários, às famílias afectadas pelo incêndio. No incidente, um total de 56 bombeiros e 12 veículos de emergência foram destacados para apoiar a operação, enquanto 40 agentes da Polícia de Segurança Pública também foram destacados para ajudar. A parede exterior de um prédio no Largo do Senado incendiou-se à meia-noite do passado sábado, que poderá ter sido causado pelas lanternas de decoração, adiantou o Instituto Cultural (IC). É de frisar que o edifício em causa está inserido no conjunto classificado do “Largo do Senado”. O IC disse ter enviado imediatamente pessoal para inspeccionar o estado do edifício após receber a notificação dos Bombeiros e da Polícia de Segurança Pública. Segundo a avaliação do organismo, o incêndio terá provocado fumo negro na parede exterior do primeiro andar do edifício, causando o escurecimento da parede e danos ligeiros, sem problemas estruturais. O IC garante coordenar os trabalhos de reparação das partes danificadas da fachada do edifício. SENG IOI MAN PRESIDE COMISSÃO DE ASSUNTOS ELEITORAIS DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA As eleições para a 8ª Legislatura da Assembleia Legislativa vão ser realizadas no próximo ano e o Governo anunciou ontem a nomeação da Comissão de Assuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa (CAEAL), da qual Seng Ioi Man é o novo presidente. Um despacho do Chefe do Executivo em Boletim Oficialas vivências dos vários viajantes. Praias ensolaradas, frutas exóticas e palmeiras são centrais nesta reflexão artística sobre a fantasia do “paraíso”. Fotografia de Gonçalo Lobo Pinheiro em exposição na Livraria Portuguesa “Poética Urbana” é o nome do novo livro do fotojornalista Gonçalo Lobo Pinheiro, que dá também origem a uma exposição que está patente na Livraria Portuguesa entre o dia 7 e 29 de Dezembro. Na mostra, serão apresentadas 20 obras seleccionadas do livro, que contém imagens de cinco anos de observação de Macau. São retratos de momentos efémeros, com foco nos bairros antigos do território, que ainda preservam um carácter distinto no meio das transformações urbanas. ponto final • SEXTA-FEIRA, 27 DE DEZEMBRO DE 2024 | 19 PUB ÓCIO / televisão / cinema / sugestão My Date with Macao – 19h50TDM CANAL MACAU TDM CANAL MACAU 13:30 Telejornal RTPi (Diferido) 14:30 RTPi Directo 16:10 Nazaré 17:00 Street Football 17:25 Bem Me Quer (Repetição) 18:10 Encantos de Moçambique 19:05 Queridos Papás 19:50 My Date with Macao 20:00 Telejornal 20:45 25 Anos RAEM 21:15 O Mundo de Marlon S2 - Fim 21:40 Bem Me Quer 22:30 TDM News 23:05 Atitude 23:35 RTPi Directo TDM ENTRETENIMENTO 09:59 Open 10:00 Xing Guang Da Dao 11:20 The Silence of the Monster 12:10 Young Speaker 13:00 Dance World 13:30 Love In The Bay Area 14:00 Repeat of Good Morning Macau 14:30 TDM Focus 14:31 Lucky’s First Love (Repeat) 15:20 Our Blissful Game (Repeat) 16:20 Historical Figures 16:40 The Silence of the Monster (Repeat) 17:30 Singing China 18:00 Foolish Wolf and His Friends 18:25 Vacation of Love 20:00 Infinity and Beyond S4 22:00 New Amsterdam Season 4 22:45 Love Sichuan 23:00 Marlon (Season 2) 23:30 Global Child (Season 3) (Repeat) 00:30 Singing China 01:00 Close TDM DESPORTO 09:59 Open 10:00 AFC Asian Qualifiers - Road To 26 : Uzbekistan vs DPR Korea 11:50 BWF World Tour - French Open 2024: Women’s Single - Semi Final 13:00 Sport News 13:15 BWF World Tour - French Open 2024: Mixed’s Double - Semi Final 14:05 Sports Weekly Highlight 14:10 AFC Asian Qualifiers - Road To 26 : Iran vs Kyrgyz Republic 16:05 Wimbledon Championships 2024: Gentlemen’s Single - finals 18:55 Sports Weekly Highlight 19:00 Asian Tour Golf Highlights 19:50 One year countdown to the National Games 20:20 FIBA 3x3 Asia Cup 2024: Malaysia vs Macau 20:45 FIBA 3x3 Asia Cup 2024: India vs Macau 21:10 Sport News 21:20 FIBA 3x3 Asia Cup 2024: Macau vs Maldives 21:45 FIBA 3x3 Asia Cup 2024: Iran vs Macau 22:15 FIBA 3x3 Asia Cup 2024: Republic of Korea vs Macau 22:50 Sport News 23:00 AFC Asian Qualifiers - Road To 26 : Qatar vs United Arab Emirates 01:00 Close CINEMAS EMPEROR Sonic The Hedgehog 3 14h35; 17h15; 22h15 The Lord of the Rings: The War of the Rohirrim 12h; 16h55; 19h15 The Prosecutor 12h30; 14h55; 17h30; 19h45; 22h Fullmetal Alchemist Brotherhood Special Edition 12h; 16h40 Last Song for You 14h50; 16h55; 19h25 Mufasa: The Lion King 12h35; 12h45; 15h; 19h; 21h; 21h35 [IMAX with Laser] 14h40; 17h05; 21h55 Solo Leveling -ReAwakening 12h40 Moana 2 12h25; 14h35; 16h45 Wicked 15h15 Papa 12h15; 19h25; 21h15; 21h55 The Last Dance 12h10; 14h30; 15h; 17h20; 18h25; 18h55; 19h25; 19h45; 21h35; 21h50 UA GALAXY CINEMA We Live In Time 17h30; 21h25; 23h35 Hidden Face 22h30 Sonic The Hedgehog 3 (Can) 16h50 (Ing) 9h45; 18h20 The Lord of the Rings: The War of the Rohirrim (Versão Japonesa) 17h40 The Lord of the Rings: The War of the Rohirrim 14h15; 19h The Prosecutor 10h; 12h20; 14h40; 16h20; 17h; 18h; 19h; 19h20; 20h40; 21h40(VIP); 21h40; 22h35; 23h30 Last Song for You 16h15; 21h30 Fullmetal Alchemist Brotherhood Special Edition 15h05 Here 16h Mufasa: The Lion King (Can) 10h35; 12h50; 16h45; 20h25 (Ing) 9h55; 12h; 14h; 19h10 Conclave 14h35; 18h30 Kraven The Hunter 15h30 Promise of Decades 11h50 Moana 2 9h50 Papa 20h; 22h40 The Last Dance 12h10; 20h10; 21h Cineteatro Macau Sonic The Hedgehog 3 15h35; 19h40 The Lord of the Rings: The War of the Rohirrim 13h; 16h30; 19h The Prosecutor 17h35; 21h45 Mufasa: The Lion King 13h30; 17h40, 19h40 Last Song For You 14h30; 21h30 Promise of Decades 11h The Last Dance 15h30, 21h45 CGV Cinemas Sonic The Hedgehog 3 14h55 [4DX] 19h20 The Lord of the Rings: The War of the Rohirrim 11h10; 16h55, 18h50; 21h45 The Prosecutor 10h30; 12h45; 14h35; 21h55 Fullmetal Alchemist Brotherhood Special Edition 16h10 Last Song for You 10h25; 12h30; 15h05; 19h40 Mufasa: The Lion King [4DX] (Can) 12h40; 21h30 (Can)17h05; 19h30 (Can) 10h40; 15h (Ing) 12h50 Papa 17h10; 21h50 The Last Dance 10h20; 13h45; 17h; 19h25; 21h25 Rua de S. Domingos 16-18, macau The Prosecutor Ho-Pong MakDonnie Yen Escrava da Liberdade Ildefonso Falcones Suma de Letras, 2023 Um romance deslumbrante sobre duas mulheres corajosas que lutarão, cada uma com as suas armas, contra o racismo e a injustiça, escrito pelo mais importante autor espanhol de romances históricos da atualidade. Cuba, Meados do Século XIX. Um navio com uma carga sinistra aporta na praia de Jibacoa, em Cuba. Mais de setecentas mulheres e meninas sequestradas da sua África natal chegam para trabalhar, até à exaustão, nos canaviais e dar à luz crianças que também serão escravas. Kaweka é uma delas, uma menina de onze anos que viverá em primeira mão o horror da escravidão na fazenda do cruel Marquês de Santadoma, uma injustiça contra a qual se insurgirá, pois a única escravidão a que Kaweka está disposta a submeter-se é a da luta pela liberdade. Madrid, Época atual. Lita, uma jovem mulata, é filha de Concepción, a mulher que serviu toda a sua vida na casa do Marquês de Santadoma. Apesar de ter estudos e uma forte ambição profissional, a insegurança no emprego obriga Lita a recorrer aos todo-poderosos Santadoma em busca de uma oportunidade no banco do marquês. Ao mergulhar nas finanças da empresa e no passado dessa família abastada, a jovem descobre a origem da sua fortuna e decide travar uma batalha judicial em prol da dignidade e da justiça que a sua mãe e todas as mulheres que deram as suas vidas ao serviço de homens brancos que nunca as trataram como iguais merecem. ponto final • SEXTA-FEIRA, 27 DE DEZEMBRO DE 202420 | 5 30/65 % ‘20› “12› PUB ÚLTIMA 1 LÍDER OPOSITOR NO CAMBOJA CONDENADO A DOIS ANOS DE PRISÃO O líder do Partido do Poder Nacional (oposição) do Camboja, Sun Chanthy, foi condenado ontem a dois anos de prisão sob a acusação de incitar à desordem social ao criticar o Governo nas redes sociais. Sun Chanthy, detido desde maio após uma viagem ao Japão onde se reuniu com trabalhadores cambojanos, foi condenado por um tribunal da capital, Phnom Penh, noticiou a agência espanhola EFE. O tribunal também retirou a Sun Chanthy o direito de votar e de se candidatar em futuras eleições, segundo o meio de comunicação social cambojano pró-governamental Fresh News. As autoridades acusaram o político de tentar provocar o caos na sociedade cambojana, publicando acusações sobre a forma como o Governo geria os programas destinados aos pobres, entre outras questões. O primeiro- ministro, Hun Manet, justificou a detenção de Sun Chanthy há alguns meses, alegando abuso do direito à liberdade de expressão para fazer falsas acusações contra o Governo, que exerce um poder autoritário no país do Sudeste Asiático. Hun Manet assumiu o poder em Agosto de 2023, substituindo o pai, Hun Sen, que governou o Camboja com ‘mão de ferro’ durante quase quatro décadas. veículos eléctricos ameaça agora as marcas alemãs, japonesas e norte-americanas, que dominam o mercado mundial de automóveis há várias décadas. A quota das marcas estrangeiras no mercado chinês caiu para um mínimo histórico de 37% - um declínio acentuado em relação aos 64% registados em 2020 - à medida que as vendas de veículos eléctricoscresceram cerca de 40%, em 2024, em termos homólogos. Só este mês, a norte-americana General Motors reduziu em mais de cinco mil milhões de dólares (4,8 mil milhões de euros) o valor do seu negócio na China. A dona da Porsche alertou para uma redução da sua participação na Volkswagen de até 20 mil milhões de euros, enquanto as rivais japonesas Nissan e Honda anunciaram uma fusão, para responder a um “ambiente empresarial em mudança drástica”. Vincent Sun, analista de títulos mobiliários que cobre o setor automóvel chinês para o grupo de pesquisa de investimentos Morningstar, observou que vários fabricantes de automóveis multinacionais, incluindo a Volkswagen da Alemanha, não vão lançar novos modelos eléctricos na China até ao final de 2025 ou 2026. O HSBC estimou que cerca de 90 novos modelos de automóveis foram lançados na China, no quarto trimestre de 2024 - cerca de um por dia -, quase 90% eléctricos. ACIDENTE AÉREO NO CAZAQUISTÃO FAZ 38 MORTOS O acidente com um avião da companhia Azerbaijan Airlines no Cazaquistão fez quarta-feira 38 mortos, declarou o vice-primeiro- ministro deste país, Kanat Bozumbaev, citado pelos ‘media’. “A situação não é boa, 38 mortos”, declarou durante uma reunião com representantes do Azerbaijão o vice-primeiro-ministro do Cazaquistão, citado pela agência russa Interfax. O mesmo número de vítimas mortais foi avançado pelo ‘site’ pró-governamental Tengrinews. O Embraer 190 fazia um voo entre Baku, capital do Azerbaijão e Grozni, capital da república russa da Chechénia e levaria a bordo 67 pessoas, mas as circunstâncias do acidente ainda não foram esclarecidas. O Ministério das Situações de Emergência do país indicou na rede Telegram que “29 pessoas estão hospitalizadas, incluindo três crianças”. O Ministério Público do Azerbaijão tinha informado anteriormente que 32 pessoas sobreviveram, sem indicar o número de mortos. Segundo a companhia aérea, estariam a bordo 62 passageiros e cinco tripulantes e o avião tentou fazer uma aterragem de emergência a cerca de três quilómetros de Aktau, um porto do Mar Cáspio. A aparelho acabou por embater no solo e incendiou-se. VENDAS DE ELÉCTRICOS DEVEM SUPERAR AS DE CARROS CONVENCIONAIS NA CHINA EM 2025 As vendas de veículos eléctricos devem ultrapassar as dos automóveis com motores de combustão interna na China, pela primeira vez, em 2025, segundo dados do sector, ilustrando o rápido avanço no país asiático. A China deve ultrapassar as previsões internacionais e os objectivos oficiais de Pequim, com as vendas domésticas de veículos eléctricos - incluindo baterias puras e híbridos - a crescerem cerca de 20% para mais de 12 milhões de unidades, em 2025, de acordo estimativas de bancos de investimento e grupos de investigação citadas pelo jornal britânico Financial Times. O número seria mais do dobro dos 5,9 milhões vendidos em 2022. As previsões são dos bancos de investimento UBS e HSBC e dos grupos de investigação Morningstar e Wood Mackenzie. Estas previsões implicam que, nos próximos anos, as fábricas instaladas na China para produzir dezenas de milhões de automóveis com motores tradicionais não terão praticamente procura no mercado chinês, segundo os analistas. Eles salientaram também que o rápido crescimento da indústria chinesa derevelou ainda a lista dos vogais incluindo Lai U Hou, Ng Wai Han, Mak Kim Meng, Ho In Mui e Wong Lok I. Seng Ioi Man é juiz do Tribunal de Segunda Instância; Lai U Hou é delegado coordenador do Ministério Público, enquanto Ng Wai Han é directora dos Serviços de Administração e Função Pública, Mak Kim Meng vai ser o vice-presidente do Conselho de Administração Instituto para os Assuntos Municipais a partir de 2025 e Wong Lok I é agora subdirector do Gabinete de Comunicação Social. Conforme a Lei Eleitoral para a Assembleia Legislativa, os membros da CAEAL são nomeados no ano anterior ao da eleição, de entre residentes permanentes da RAEM de reconhecida idoneidade, por despacho do Chefe do Executivo, e tomam posse perante este. PRÉDIO NO LARGO DO SENADO DANIFICADO DEVIDO A DECORAÇÕES DE ILUMINAÇÃO ponto final • SEXTA-FEIRA, 27 DE DEZEMBRO DE 20244 | SOCIEDADE G C S Céus foram cobertos por fogo-de-artifício durante celebrações do estabelecimento da RAEM Macau comemorou o 25.º aniversário do estabelecimento da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) com um animado fogo-de- artifício, promovido pela Direcção dos Serviços de Turismo. Sendo parte das festividades do “duplo aniversário”, que também celebra os 75 anos da República Popular da China, o evento ocorreu na ribeira em frente à Torre de Macau. Com cinco temas distintos e símbolos significativos, a exibição proporcionou à audiência uma experiência audiovisual memorável apresentando Macau mais uma vez como um importante centro de turismo e lazer, segundo os organizadores. ELÓI CARVALHO eloicarvalho.pontofinal@gmail.com N o dia 25 de De- zembro reali- zou-se um es- pectáculo de fogo-de-artifício para celebrar o 25.º aniversário do estabelecimento da Região Administrativa Especial de Ma- cau (RAEM). A iniciativa, pro- movida pela Direcção dos Servi- ços de Turismo (DST), integra-se nas festividades do denominado “duplo aniversário”, que assina- la não apenas o retorno de Ma- cau à China, mas também o 75.º aniversário da República Popular da China. O evento teve lugar na zona ribeirinha em frente à Torre de Macau e fez parte do grande evento de Natal, “Iluminar Ma- cau 2024”. O objectivo principal foi oferecer aos residentes e vi- sitantes uma experiência me- morável, realçando a vitalidade do sector de turismo e a impor- tância dos eventos culturais em Macau. O espectáculo começou às 21h, conduzido por uma se- lecção de músicas românticas, acompanhadas por efeitos de iluminação de laser. O tema central da exibição centrava-se no amor pela Pá- tria e pela cidade de Macau. A apresentação foi organizada em cinco partes distintas, cada uma reflectindo aspectos culturais e emocionais de Macau. Os temas abordados incluíram “Olá Ma- cau!”, “Coração Puro Acompa- nha Rejuvenescimento”, “Nova Viagem em Macau”, “Cenas de Macau no Natal” e “Noite com fogo-de-artifício no Natal em Macau”. Estas secções do espec- táculo, segundo o que avançou a DST, pretendiam não apenas en- cantar o público, como também reforçaram a ligação afectiva dos cidadãos com os valores da sua terra. A particularidade da cele- bração deste ano reside nos sím- bolos integrados nos desenhos deslumbrados no fogo-de-arti- fício. Foram utilizados elemen- tos visuais pertinentes à ocasião, como o número “75” em home- nagem ao 75.º aniversário da Re- pública Popular da China, e “25” para marcar o 25.º aniversário do retorno de Macau à Pátria. Outros símbolos, como a estrela de cinco pontas e o nó chinês, estiveram também presentes, representando a implementação do princípio de “um país, dois sistemas”, além de aspirar a um futuro melhor para o País e para a RAEM. O espectáculo teve uma duração aproximada de 15 mi- nutos e foi transmitido em lo- calizações estratégicas prepa- radas com sistema de som. Es- tas áreas permitiram ao público participar numa experiência audiovisual piromusical, o que contribuiu ainda mais para a atmosfera de celebrações. A DST tem vindo a organi- zar diversos eventos ao longo do ano com o intuito de promover o desenvolvimento do “turismo + eventos” e celebrar o “duplo aniversário”. As actividades in- cluíram a Parada de Celebração do Ano do Dragão, a 12.ª Expo In- ternacional de Turismo (Indús- tria) de Macau, a “Festa Inter- nacional das Cidades de Gastro- nomia, Macau” e o 32.º Concurso Internacional de Fogo-de-Arti- fício de Macau. A celebração do 25.º ani- versário do estabelecimento da RAEM, coroada com a exibição de fogo-de-artifício, pretende reafirmar a importância de Ma- cau como uma metrópole inter- nacional vibrante e dinâmica, para dar início a 2025 e, grande. O evento não apenas celebra o passado, mas também projecta esperanças para um futuro de prosperidade e estabilidade para a Região e seus habitantes, en- quadrando-se nas directrizes ex- pressas durante a recente visita do Presidente Xi Jinping à cidade. CONDOLÊNCIAS A Chefe do Gabinete do secretário para a Segurança, Cheong Ioc Ieng, faleceu na segunda-feira na sequência de um acidente de trânsito ocorrido na Avenida de Venceslau de Morais. O Gabinete de Wong Sio Chak confirmou a identidade da vítima do acidente no dia seguinte ao acontecimento. “O secretário para a Segurança Wong Sio Chak, todos os colegas do Gabinete e o pessoal de todos os serviços da área da Segurança manifestam a profunda consternação pela perda da sua colega, com quem trabalhavam há longos anos, e que sempre pautou com excelência o desempenho das suas funções”, pode se ler numa notificação divulgada pelo Gabinete. Wong Sio Chak e o pessoal da área de Segurança expressaram ainda condolências aos familiares da Chefe do Gabinete e prometem apoio aos seus familiares e colaboração na organização das cerimónias fúnebres. Além disso, os Serviços de Alfândega, os Serviços de Polícia Unitários, o Comissariado contra a Corrupção, a Polícia Judiciária, a Direcção dos Serviços das Forças de Segurança, a Direcção dos Serviços Correccionais, a Escola Superior das Forças de Segurança e a Comissão de Fiscalização da Disciplina das Forças e Serviços de Segurança também emitiram notas de condolências pelo falecimento da também antiga subdirectora da Polícia Judiciária e ex- directora da Escola da Polícia Judiciária. O acidente fatal aconteceu por volta das 16h de segunda- feira, quando a vítima, de 57 anos, conduzia sozinha um carro ligeiro e embateu num autocarro que seguia à sua frente, o que causou posteriormente um incêndio no veículo. A condutora encontrava-se sem sinais de vida quando chegaram os bombeiros ao local, tendo sido encaminhada para o Centro Hospital Conde de S. Januário, mas sem sucesso na tentativa de reanimação efectuada pelos médicos. Dois passageiros do autocarro em questão, incluindo um idoso de 72 anos e uma mulher de 55 anos, foram enviados para o hospital para tratamento de contusões nas costas. C.C. Chefe do Gabinete de Wong Sio Chak morre em acidente de viação ponto final • SEXTA-FEIRA, 27 DE DEZEMBRO DE 2024 | 5SOCIEDADE Aumento do tráfego fronteiriço em Macau durante o período de Natal terior registou 5.653 entradas no dia 24 de Dezembro, que subiram para 6.134 no dia 25. O Aeroporto Internacional de Macau registou igualmente um aumento das en- tradas de 11.425 para 12.093 du- rante este período, o que ilustra a procura de viagens aéreas na épo- ca festiva. O Posto Fronteiriço de Heng- qin registou ainda 29.676 entradas no dia 24, tendo o total no dia 25 subido para as 33.069. Este posto, que liga Macau à ilha de Hengqin, tornou-se uma rota vital para os viajantes que procuram visitar ambas as regiões com facilidade. Relativamente à análise das estatísticas de saída, em todos os postos foram registadas 306.187 saídas no dia 24 de Dezembro,su- bindo para 318.483 no dia 25, dia de Natal. As Portas do Cerco lidera- ram o número de saídas ao regis- tarem 166.690 no dia 24 e aumen- tando para 173.073 no dia 25. A Ponte Hong Kong-Zhuhai- -Macau registou simultaneamente um crescimento no tráfego de saí- da. O posto registou 39.028 saídas no dia 24 de Dezembro, que subi- ram para 43.259 no dia seguinte. Outros postos fronteiriços re- gistaram também uma activida- de em termos de saídas. O Porto Exterior registou 4.456 saídas na véspera de Natal, que diminuíram ligeiramente para 4.175 no dia de Natal. Os números do Aeroporto de Macau reflectiram uma queda semelhante das 10.894 saídas no dia 24 para as 10.183 do dia seguin- te, o que indica alterações nos pa- drões de viagem durante o feriado movimentado. MAIS DE 100 MIL ENTRADAS DE TURISTAS Em relação às estatísticas de vi- sitantes, Macau registou um ele- vado afluxo de turistas durante o período de Natal. No dia 24 de Dezembro, o total de entradas de visitantes registou 97.787, tendo aumentado para 117.025 no dia 25 de Dezembro. Este crescimento substancial é indicativo da atrac- ção de Macau como destino de férias, particularmente durante épocas comemorativas. As Portas do Cerco continua- ram a ser o principal ponto de en- trada de visitantes, tendo regis- tado 37.662 entradas na véspera de Natal, com um novo aumento para 43.080 no dia de Natal. Este crescimento evidencia o papel do posto como porta de entrada numa das épocas mais movimentadas do ano. No sector da aviação, o Ae- roporto de Macau registou 6.685 entradas de visitantes no dia 24 de Dezembro, que diminuíram li- geiramente para 5.235 no dia 25 de Dezembro. Esta variação reflecte a natureza evolutiva da procura de viagens aéreas, uma vez que mais viajantes optam por ferries e rotas terrestres durante feriados. Os números de saída de visi- tantes também fornecem uma vi- são das tendências de viagem du- rante esta época festiva. O número total de saídas de visitantes foi de 93.879 no dia 24, aumentando para 110.615 no dia 25. As Portas do Cer- co voltaram a liderar, com 39.349 saídas, que subiram para 46.208 no dia seguinte. Já do Aeroporto de Macau, registaram-se 7.945 saídas de visitantes no dia 24 de Dezem- bro, que diminuíram ligeiramente para 7.663 no dia seguinte. Os dados relativos aos dias 24 e 25 de Dezembro demonstram um aumento significativo de passa- gens fronteiriças em Macau du- rante a época natalícia, revelando os padrões de entradas e saídas nos diferentes postos. Macau registou um aumento substancial de passagens fronteiriças durante a época natalícia, com o total de entradas e saídas a subir de 626.194 no 24, para 679.574 no dia 25. As Portas do Cerco foram o principal ponto de entrada e o Aeroporto também registou um aumento das viagens aéreas, apesar da ligeira quebra nas partidas no dia de Natal. GUIOMAR SALEMA guiomarcostasalema.pontofinal@gmail.com D urante o período de Natal, os postos fronteiriços de Ma- cau registaram um aumento no tráfego significativo para a região. O nú- mero total de entradas e saídas registado pelo Corpo de Polícia de Segurança Pública atingiu as 626.194 no dia 24 de Dezembro, tendo a actividade aumentado para 679.574 no dia de Natal, 25 de De- zembro. Este aumento significa- tivo do tráfego sublinha a impor- tância da época para as viagens de entrada e saída da região. Os dados revelam um movimento substan- cial nos diferentes postos frontei- riços e as entradas consistem tanto em residentes locais como em vi- sitantes internacionais. A Ponte Hong Kong-Zhuhai- -Macau surgiu como um canal de entrada significativo. A 24 de De- zembro, as entradas nesta ponte totalizaram em 46.593, aumentan- do para 61.835 no dia seguinte. Já as Portas do Cerco, uma tra- vessia terrestre fundamental para Macau, registaram 169.055 entra- das na véspera de Natal. Este nú- mero inclui 66.697 residentes de Macau e 97.159 do interior da Chi- na. No dia de Natal, estes núme- ros evidenciaram um crescimento contínuo, com 181.829 entradas registadas, enfatizando a impor- tância do posto durante a época festiva. Outros postos fronteiriços também contribuíram para o mo- vimento das festas. O Porto Ex- E LO I C A R V A LH O COM NOVO CAMPUS, UNIVERSIDADE DE MACAU TERÁ 25.000 ALUNOS ATÉ 2030 O novo campus da Universidade de Macau (UM), projecto de colaboração transfronteiriço envolvendo as duas cidades, Macau e Zhuhai, deverá estar concluído até 2028. Segundo o vice-reitor, Rui Martins, o espaço irá ocupar meio quilómetro quadrado, na zona oeste da ilha de Hengqin, e irá incluir quatro unidades: uma Faculdade de Medicina Pública, em associação com a Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, uma Faculdade de Ciências da Informação, uma Faculdade de Engenharia e uma Faculdade de Design (que deverá incluir também Arquitectura). O vice- reitor conta que o novo campus albergue 8.000 alunos, juntando- se aos 17.000, que espera vir a ter, nos próximos anos, no campus já existente. Rui Martins destacou ainda um aspecto inovador: “Neste novo campus, apesar de os cursos serem oferecidos na China Continental, serão aprovados em Macau.” As afirmações foram proferidas numa sessão que decorreu no Centro Científico e Cultural de Macau, em Lisboa, no dia 19 de Dezembro, no âmbito do ciclo de conferências “O legado português em Macau: 25 anos da retrocessão”. CHAO WAI IENG SUCEDE JOSÉ TAVARES EM LIDERANÇA DO IAM Chao Wai Ieng foi nomeado como o novo presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais do Instituto para os Assuntos Municipais (IAM), anunciou um despacho do Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, publicado ontem em Boletim Oficial. Sucedendo no cargo a José Tavares, que se reformou na semana passada, Chao Wai Ieng ingressou na função pública em 2003 e trabalhava no Comissariado contra a Corrupção e no Gabinete do Secretário para a Administração e Justiça. Tornou-se subdirector dos Serviços de Identificação em 2020 e foi promovido director em 2022. A nomeação de Chao Wai Ieng é válida pelo período de um ano, a partir de 1 de janeiro de 2025. Já Mak Kim Meng, que era administrador do IAM, vai ocupar o cargo de vice-presidente do Conselho de Administração do IAM. ponto final • SEXTA-FEIRA, 27 DE DEZEMBRO DE 20246 | PUBLICIDADE Advertisement Governo da Região Administrativa Especial de Macau Serviços de Alfândega de Macau Notificação n.°: 036/2024 Não tendo sido possível notificar os infractores da tabela seguinte pela forma prevista nos n.os 1 e 2 do artigo 49.º da Lei n.º 7/2003, procede-se, por este meio, à respectiva notificação nos termos da alínea 2) do n.º 3 do mesmo artigo: Relativamente aos infractores indicados na tabela, que importaram e/ou exportaram mercadorias que constam do Mapa B (Tabela de Importação) do Anexo II e/ou do Anexo III do Despacho do Chefe do Executivo n.º 487/2016 a que se refere o n.º 4 do artigo 9.º da Lei n.º 7/2003 vigente, e/ou cujo valor seja superior ao equivalente a 5.000 patacas, sem terem obtido licença de importação ou apresentado declaração de importação e exportação válidas, foi proferido despacho do Director-geral dos Serviços de Alfândega referente aos respectivos processos sancionatórios, no qual, foi referido que, dado que os infractores violaram o disposto na alínea 2) do n.º 1 do artigo 9.º e/ou na alínea 1) do n.º 1 do artigo 10.º da Lei n.º 7/2003 vigente, nos termos do n.º 1 do artigo 36.º e/ou do n.o 1 do artigo 37.o do mesmo diploma, foi-lhes aplicada a pena de multa, sendo as mercadorias apreendidas, declaradas perdidas a favor da RAEM. Nome do Infractor Sexo Tipo do Domu- mento N.º do Documento N.o do Processo Sancionário N.o e Data de A.N Multa (MOP) WANG YINNU F a 15xxx38(6) 310/DPI/2021 351/2021 15/1/2021 1000 ZHANG JUNSI M b C4xxxx320 482/DPI/2021 514/2021 23/1/2021 5000 WEI YAMEI F CAxxxx669477/DPI/2021 515/2021 5000 LIN XINHUA M C2xxxx551 486/DPI/2021 520/2021 5000 LIANG QINGYING F a 16xxx49(4) 544/DPI/2021 593/2021 26/1/2021 5000 SOU CHAN WANG M 13xxx30(0) 591/DPI/2021 617/2021 27/1/2021 10000 WEI CAIJIN F b C6xxxx095 842/DPI/2021 897/2021 5/2/2021 5000 NG KIM KAN M a 12xxx14(1) 1216/DPI/2021 1298/2021 1/3/2021 5000 FONG CHI KEONG 51xxx01(2) 1316/DPI/2021 1402/2021 6/3/2021 5000 DENG LIHUAN F b C2xxxx990 1329/DPI/2021 1426/2021 7/3/2021 5000 CHONG IOK TONG M a 74xxx62(8) 1390/DPI/2021 1478/2021 10/3/2021 5000 WU WANZHEN F b C8xxxx247 1415/DPI/2021 1501/2021 11/3/2021 5000 KUONG KAM KUAI a 15xxx88(0) 1416/DPI/2021 1502/2021 5000 LIN XINHUA M b C2xxxx551 1418/DPI/2021 1504/2021 5000 LIN XIANEN C8xxxx016 1452/DPI/2021 1547/2021 13/3/2021 5000 NG KIM KAN a 12xxx14(1) 1519/DPI/2021 1605/2021 17/3/2021 5000 ZHONG DENGHUI b C4xxxx630 1692/DPI/2021 1782/2021 25/3/2021 5000 TANG KENG IO a 16xxx50(7) 1766/DPI/2021 1805/2021 26/3/2021 5000 HUANG JINJUN b CCxxxx805 1735/DPI/2021 1829/2021 28/3/2021 5000 WANG CONG CCxxxx523 1758/DPI/2021 1857/2021 29/3/2021 5000 CHAO CHAN HONG a 12xxx01(5) 1923/DPI/2021 2025/2021 9/4/2021 5000 YANG MAOQIANG b CCxxxx093 1875/DPI/2021 2035/2021 5000 WAN HUIMIN CBxxxx096 1877/DPI/2021 2037/2021 5000 YANG GUOBAO C9xxxx967 1909/DPI/2021 2051/2021 10/4/2021 5000 ZHOU ZHICAI C0xxxx898 1901/DPI/2021 2056/2021 5000 WU LI F a 15xxx87(2) 2169/DPI/2021 2103/2021 13/4/2021 5000 FONG KA HOU M 13xxx56(0) 1986/DPI/2021 2121/2021 14/4/2021 5000 XIAN WEIJUN 16xxx36(5) 1988/DPI/2021 2124/2021 5000 HOI KAI LOK 13xxx95(6) 2244/DPI/2021 2355/2021 25/4/2021 5000 OU ZHENQUAN b CAxxxx621 2426/DPI/2021 2551/2021 4/5/2021 5000 HE RUNLE CCxxxx517 2918/DPI/2021 3053/2021 24/5/2021 5000 FANG JIANWEI CCxxxx774 3291/DPI/2021 3286/2021 3/6/2021 6000 LI JIAYU C9xxxx436 3491/DPI/2021 3441/2021 9/6/2021 5000 LAM FOK LAN F a 15xxx77(1) 3721/DPI/2021 3887/2021 25/6/2021 5000 LU ZHICHENG M b C4xxxx236 3835/DPI/2021 4013/2021 30/6/2021 5000 ZHOU, XIYUAN C3xxxx660 4111/DPI/2021 4265/2021 9/7/2021 5000 GUAN TIANGUO C7xxxx376 4103/DPI/2021 4299/2021 10/7/2021 5000 TAN MEILIAN F CBxxxx730 4098/DPI/2021 4302/2021 5000 LIAO BAOLIANG M CBxxxx091 4160/DPI/2021 4343/2021 12/7/2021 5000 LIN, YANSHAN F C1xxxx981 4192/DPI/2021 4373/2021 13/7/2021 5000 LI, ZHANNING M C8xxxx455 4219/DPI/2021 4388/2021 14/7/2021 5000 WONG WAN HOU F a 16xxx84(6) 4254/DPI/2021 4424/2021 15/7/2021 1000 ZHU, YONGJUAN b CAxxxx490 4240/DPI/2021 4426/2021 5000 ZHANG, JIAKANG M CCxxxx413 4419/DPI/2021 4603/2021 23/7/2021 5000 PAN TIAN F CCxxxx386 4417/DPI/2021 4631/2021 24/7/2021 5000 LU,ZHIJIN M CCxxxx738 4595/DPI/2021 4798/2021 2/8/2021 5000 LIU, YONGJUAN F CCxxxx918 4625/DPI/2021 4825/2021 4/8/2021 5000 WU, YIHONG M C6xxxx584 4636/DPI/2021 4833/2021 5/8/2021 5000 WANG, CUIFANG F C5xxxx864 4639/DPI/2021 4837/2021 5000 LI, XIAOHONG M C9xxxx602 4640/DPI/2021 4838/2021 5000 YE YINXIONG C4xxxx343 4654/DPI/2021 4848/2021 6/8/2021 5000 KUANG SONGLIAN C4xxxx150 4662/DPI/2021 4853/2021 5000 LI, FEIHANG CCxxxx356 4663/DPI/2021 4865/2021 7/8/2021 5000 TANG,TAO CCxxxx905 4664/DPI/2021 4866/2021 10000 CAO, ZHIKANG CCxxxx665 4667/DPI/2021 4868/2021 5000 ZENG, ZHILIANG C6xxxx913 4670/DPI/2021 4870/2021 5000 CHEN, JIACONG C4xxxx054 4671/DPI/2021 4871/2021 5000 CHEN JIEJUN CCxxxx927 4675/DPI/2021 4879/2021 8/8/2021 5000 CHEN TUFU CCxxxx384 4676/DPI/2021 4880/2021 5000 MO SIMEI F CAxxxx255 4677/DPI/2021 4881/2021 5000 ZHAO MINGYAN M C9xxxx168 4682/DPI/2021 4883/2021 5000 ZHANG SHIHUA C6xxxx619 4693/DPI/2021 4893/2021 9/8/2021 5000 WU WEITANG C0xxxx750 4696/DPI/2021 4896/2021 5000 HUANG MEIJUAN F CCxxxx629 4699/DPI/2021 4899/2021 5000 ZHONG, JIANYONG M CCxxxx103 4710/DPI/2021 4912/2021 10/8/2021 5000 ZHENG, XIAOYING F C2xxxx402 4871/DPI/2021 5085/2021 19/8/2021 5000 ZENG, JINGCONG CCxxxx715 4927/DPI/2021 5099/2021 20/8/2021 5000 REN WANMENG M C2xxxx368 4906/DPI/2021 5124/2021 21/8/2021 5000 HU GAOBANG CCxxxx938 4917/DPI/2021 5125/2021 5000 LI SHAOQIN C9xxxx683 4919/DPI/2021 5126/2021 5000 DENG, XIAOZHEN F C7xxxx875 4903/DPI/2021 5138/2021 22/8/2021 5000 TONG, FONG IEONG a 13xxx84(7) 4908/DPI/2021 5140/2021 5000 ZHANG, YONGHUANG M b CCxxxx176 4909/DPI/2021 5141/2021 5000 LI JINHUA F b C5xxxx019 4932/DPI/2021 5156/2021 23/8/2021 5000 ZHU MEI CBxxxx356 4935/DPI/2021 5159/2021 5000 JIANG, JUNDA M CBxxxx614 4965/DPI/2021 5180/2021 24/8/2021 5000 HU QIUCHENG CCxxxx005 5098/DPI/2021 5323/2021 31/8/2021 5000 WU, CHUNSONG CBxxxx055 5108/DPI/2021 5337/2021 1/9/2021 5000 Nome do Infractor Sexo Tipo do Domu- mento N.º do Documento N.o do Processo Sancionário N.o e Data de A.N Multa (MOP) YANG, CUICHENG M b C3xxxx547 5138/DPI/2021 5356/2021 2/9/2021 5000 HONG WENBIN a 16xxx28(1) 5139/DPI/2021 5357/2021 5000 CHEN, YUSANG b CBxxxx272 5135/DPI/2021 5361/2021 5000 FENG, CHANGLIANG CCxxxx204 5163/DPI/2021 5393/2021 4/9/2021 10000 WU WEI CCxxxx990 5166/DPI/2021 5394/2021 5000 LUO, MEI F C0xxxx089 5184/DPI/2021 5409/2021 5/9/2021 5000 HUO, JIANPING M CBxxxx999 5188/DPI/2021 5413/2021 5000 HE, XUEJIAN C8xxxx854 5295/DPI/2021 5541/2021 12/9/2021 5000 HUANG JIEMING CBxxxx278 5310/DPI/2021 5552/2021 13/9/2021 5000 LI QUNQING F C4xxxx394 5314/DPI/2021 5556/2021 5000 LIU XIUQIN CBxxxx906 5322/DPI/2021 5560/2021 5000 WAN HAIJUN M CCxxxx958 5323/DPI/2021 5561/2021 5000 HUANG LIANGZHENG C3xxxx012 5342/DPI/2021 5574/2021 14/9/2021 5000 CHEN MING CCxxxx732 5372/DPI/2021 5577/2021 5000 FENG DONGZAN CCxxxx443 5373/DPI/2021 5583/2021 15/9/2021 5000 LIAO, ZHENGFANG F CCxxxx472 5365/DPI/2021 5590/2021 5000 HU, YURONG CCxxxx316 5366/DPI/2021 5591/2021 5000 DENG JIEYONG M CCxxxx252 5474/DPI/2021 5723/2021 23/9/2021 5000 ZHENG RUI C9xxxx736 5475/DPI/2021 5725/2021 5000 DU ZHIDA C1xxxx255 5491/DPI/2021 5740/2021 24/9/2021 5000 LI, ZHONGPING CCxxxx130 5509/DPI/2021 5750/2021 25/9/2021 5000 TAN, YUEYING F C4xxxx179 5515/DPI/2021 5752/2021 5000 CHEN, SUMAN CCxxxx129 5520/DPI/2021 5758/2021 5000 LIU, GEN M CCxxxx201 5668/DPI/2021 5930/2021 20/10/2021 5000 WU JUNFENG CCxxxx335 5879/DPI/2021 6143/2021 31/10/2021 10000 LI TINGTING F CAxxxx828 5908/DPI/2021 6168/2021 1/11/2021 10000 LO XIAOPING CCxxxx129 6016/DPI/2021 6251/2021 5/11/2021 5000 YUAN SHIQIANG M CCxxxx704 5987/DPI/2021 6255/2021 5000 LI TUMEI F C2xxxx181 5988/DPI/2021 6256/2021 5000 GUO SHUIMEI C3xxxx775 5992/DPI/2021 6266/2021 5000 LI GUANGRONG CCxxxx243 5993/DPI/2021 6271/2021 5000 YU MINGJIE M C8xxxx172 6000/DPI/2021 6286/2021 6/11/2021 5000 YE CHAOHONG C9xxxx753 6020/DPI/2021 6288/2021 5000 JIAO JIANFEN F C2xxxx677 6032/DPI/2021 6295/2021 5000 LIAO GUANGJIAN M CCxxxx185 6039/DPI/2021 6299/2021 5000 PAN RUQI CCxxxx779 6022/DPI/2021 6301/2021 5000 HE ZHONGFEI CCxxxx582 6040/DPI/2021 6302/2021 5000 YANG HUAYING F C0xxxx924 6043/DPI/2021 6309/2021 5000 LIANG HUIJUAN CCxxxx999 6004/DPI/2021 6318/2021 7/11/2021 5000 XIA XIAOFENG M CCxxxx521 6048/DPI/2021 6319/2021 5000 LIANG YONGYIN F C0xxxx714 6005/DPI/2021 6320/2021 5000 DONG XINWANG M C0xxxx077 6012/DPI/2021 6332/2021 5000 LI TURUI C3xxxx762 6053/DPI/2021 6333/2021 5000 HU GUOJUN C8xxxx138 6072/DPI/2021 6346/2021 8/11/2021 5000 LIANG YEHAI C6xxxx182 6073/DPI/2021 6347/2021 5000 YAO YINGJUN CCxxxx419 6074/DPI/2021 6350/2021 5000 HU BING CCxxxx477 6078/DPI/2021 6357/2021 5000 LI YANHONG C2xxxx411 6079/DPI/2021 6358/2021 10000 HUANG ZONGMENG CBxxxx226 6081/DPI/2021 6360/2021 5000 WANG XIAOMEI F CCxxxx462 6110/DPI/2021 6370/2021 9/11/2021 5000 LI BINGQUAN M CCxxxx206 6109/DPI/2021 6371/2021 5000 MAI JIGENG CAxxxx304 6105/DPI/2021 6377/2021 5000 HE FENGYING F C5xxxx739 6104/DPI/2021 6378/2021 5000 LIN ZHONGWAN M CCxxxx662 6103/DPI/2021 6379/2021 5000 TAN, YUEYING F C4xxxx179 6101/DPI/2021 6381/2021 10000 LIU YUPENG M C7xxxx641 6099/DPI/2021 6384/2021 5000 WANG FEI CAxxxx777 6098/DPI/2021 6385/2021 5000 LU JIANCAI C3xxxx980 6090/DPI/2021 6386/2021 5000 TIAN JINMI CCxxxx198 6126/DPI/2021 6400/2021 10/11/2021 5000 HUANG MINGHUI C1xxxx971 6141/DPI/20216404/2021 5000 HUANG DONGLING F CCxxxx667 6122/DPI/2021 6405/2021 5000 FENG, SIYOU M CCxxxx104 6135/DPI/2021 6410/2021 10000 LIN YUWEN C2xxxx211 6160/DPI/2021 6427/2021 11/11/2021 5000 CHEN SHISONG C7xxxx128 6163/DPI/2021 6429/2021 5000 WU JIANYAN F CCxxxx079 6158/DPI/2021 6432/2021 5000 QIU RONGLIN M CCxxxx206 6198/DPI/2021 6449/2021 12/11/2021 5000 CHEN LIANHUA F C5xxxx169 6200/DPI/2021 6451/2021 5000 SIYU HUIXIAN C2xxxx925 6201/DPI/2021 6452/2021 5000 IEONG CHI HOU M a 15xxx97(1) 6214/DPI/2021 6482/2021 13/11/2021 5000 LI KE b C4xxxx598 6216/DPI/2021 6487/2021 5000 ZHENG JIANPING C2xxxx916 6217/DPI/2021 6488/2021 5000 DAI XIONGWEN CAxxxx833 6218/DPI/2021 6490/2021 5000 XIE QINGFEN F C0xxxx457 6222/DPI/2021 6499/2021 14/11/2021 5000 JIANG HAILING C4xxxx165 6225/DPI/2021 6511/2021 5000 JIE, XIANSHENG M C7xxxx809 6413/7.280/DPI/2021 6593/2021 18/11/2021 5000 QIN, FURONG CCxxxx954 6472/DPI/2021 6709/2021 23/11/2021 1000 Nota: a. Bilhete de identidade de residente da RAEM b. Salvo-conduto para Deslocação a Hong Kong e Macau da RPC Para os devidos efeitos, notificam-se os infractores acima referidos que, de acordo com o artigo 54.º da Lei n.º 7/2003 vigente, relativamente às respectivas decisões sancionatórias, poderão interpor recurso contencioso para o Tribunal Administrativo da RAEM, no prazo determinado nos artigos 25.º e 26.o do Código do Processo Administrativo Contencioso vigente. Os infractores poderão ainda apresentar a reclamação para o Director-geral, no prazo de quinze dias, mas não tem efeito suspensivo, nos termos do n.º 1 do artigo 148.o, 149.o e do n.o 2 do artigo 150.o do Código do Procedimento Administrativo vigente. Decorrido o prazo de interposição de recurso, sem que seja interposto recurso em relação à decisão em causa, a mesma pode ser executada imediatamente. Sem prejuízo do disposto no artigo 75.º do Código do Procedimento Administrativo vigente, nos termos do n.º 1 do artigo 51.º da Lei n.º 7/2003 vigente, os infractores devem comparecer na Divisão Técnica e de Contencioso do Departamento da Propriedade Intelectual no Edifício do Posto Fronteiriço de Macau no Posto Fronteiriço Qingmao, nas horas de expediente, a fim de levantar guia de multa (receita eventual) ou realizar a liquidação da multa através do “Serviço de pagamento online de multa” (em www.customs.gov.mo ou na conta de wechat dos Serviços de Alfândega de Macau), no prazo de quinze (15) dias, a contar da data da publicação da presente notificação. Caso contrário, o respectivo processo será enviado para a Repartição das Execuções Fiscais da Direcção dos Serviços de Finanças de Macau, nos termos do n.o 3 do artigo 51.º do mesmo diploma, para cobrança coerciva. No âmbito dos processos por infracção administrativa referidos, os infractores poderão ainda consultar ou levantar as informações do processo sancionatório, junto da Divisão Técnica e de Contencioso do Departamento da Propriedade Intelectual no Edifício do Posto Fronteiriço de Macau do Posto Fronteiriço Qingmao. Para qualquer esclarecimento, ligue para o telef. n.º 84900888. Serviços de Alfândega de Macau, aos 6 de Dezembro de 2024 Chefe do Departamento da Propriedade Intelectual Lee Sze Ngar ponto final • SEXTA-FEIRA, 27 DE DEZEMBRO DE 2024 | 7ECONOMIAAdvertisement Governo da Região Administrativa Especial de Macau Serviços de Alfândega de Macau Notificação n.°: 036/2024 Não tendo sido possível notificar os infractores da tabela seguinte pela forma prevista nos n.os 1 e 2 do artigo 49.º da Lei n.º 7/2003, procede-se, por este meio, à respectiva notificação nos termos da alínea 2) do n.º 3 do mesmo artigo: Relativamente aos infractores indicados na tabela, que importaram e/ou exportaram mercadorias que constam do Mapa B (Tabela de Importação) do Anexo II e/ou do Anexo III do Despacho do Chefe do Executivo n.º 487/2016 a que se refere o n.º 4 do artigo 9.º da Lei n.º 7/2003 vigente, e/ou cujo valor seja superior ao equivalente a 5.000 patacas, sem terem obtido licença de importação ou apresentado declaração de importação e exportação válidas, foi proferido despacho do Director-geral dos Serviços de Alfândega referente aos respectivos processos sancionatórios, no qual, foi referido que, dado que os infractores violaram o disposto na alínea 2) do n.º 1 do artigo 9.º e/ou na alínea 1) do n.º 1 do artigo 10.º da Lei n.º 7/2003 vigente, nos termos do n.º 1 do artigo 36.º e/ou do n.o 1 do artigo 37.o do mesmo diploma, foi-lhes aplicada a pena de multa, sendo as mercadorias apreendidas, declaradas perdidas a favor da RAEM. Nome do Infractor Sexo Tipo do Domu- mento N.º do Documento N.o do Processo Sancionário N.o e Data de A.N Multa (MOP) WANG YINNU F a 15xxx38(6) 310/DPI/2021 351/2021 15/1/2021 1000 ZHANG JUNSI M b C4xxxx320 482/DPI/2021 514/2021 23/1/2021 5000 WEI YAMEI F CAxxxx669 477/DPI/2021 515/2021 5000 LIN XINHUA M C2xxxx551 486/DPI/2021 520/2021 5000 LIANG QINGYING F a 16xxx49(4) 544/DPI/2021 593/2021 26/1/2021 5000 SOU CHAN WANG M 13xxx30(0) 591/DPI/2021 617/2021 27/1/2021 10000 WEI CAIJIN F b C6xxxx095 842/DPI/2021 897/2021 5/2/2021 5000 NG KIM KAN M a 12xxx14(1) 1216/DPI/2021 1298/2021 1/3/2021 5000 FONG CHI KEONG 51xxx01(2) 1316/DPI/2021 1402/2021 6/3/2021 5000 DENG LIHUAN F b C2xxxx990 1329/DPI/2021 1426/2021 7/3/2021 5000 CHONG IOK TONG M a 74xxx62(8) 1390/DPI/2021 1478/2021 10/3/2021 5000 WU WANZHEN F b C8xxxx247 1415/DPI/2021 1501/2021 11/3/2021 5000 KUONG KAM KUAI a 15xxx88(0) 1416/DPI/2021 1502/2021 5000 LIN XINHUA M b C2xxxx551 1418/DPI/2021 1504/2021 5000 LIN XIANEN C8xxxx016 1452/DPI/2021 1547/2021 13/3/2021 5000 NG KIM KAN a 12xxx14(1) 1519/DPI/2021 1605/2021 17/3/2021 5000 ZHONG DENGHUI b C4xxxx630 1692/DPI/2021 1782/2021 25/3/2021 5000 TANG KENG IO a 16xxx50(7) 1766/DPI/2021 1805/2021 26/3/2021 5000 HUANG JINJUN b CCxxxx805 1735/DPI/2021 1829/2021 28/3/2021 5000 WANG CONG CCxxxx523 1758/DPI/2021 1857/2021 29/3/2021 5000 CHAO CHAN HONG a 12xxx01(5) 1923/DPI/2021 2025/2021 9/4/2021 5000 YANG MAOQIANG b CCxxxx093 1875/DPI/2021 2035/2021 5000 WAN HUIMIN CBxxxx096 1877/DPI/2021 2037/2021 5000 YANG GUOBAO C9xxxx967 1909/DPI/2021 2051/2021 10/4/2021 5000 ZHOU ZHICAI C0xxxx898 1901/DPI/2021 2056/2021 5000 WU LI F a 15xxx87(2) 2169/DPI/2021 2103/2021 13/4/2021 5000 FONG KA HOU M 13xxx56(0) 1986/DPI/2021 2121/2021 14/4/2021 5000 XIAN WEIJUN 16xxx36(5) 1988/DPI/2021 2124/2021 5000 HOI KAI LOK 13xxx95(6) 2244/DPI/2021 2355/2021 25/4/2021 5000 OU ZHENQUAN b CAxxxx621 2426/DPI/2021 2551/2021 4/5/2021 5000 HE RUNLE CCxxxx517 2918/DPI/2021 3053/2021 24/5/2021 5000 FANG JIANWEI CCxxxx774 3291/DPI/2021 3286/2021 3/6/2021 6000 LI JIAYU C9xxxx436 3491/DPI/2021 3441/2021 9/6/2021 5000 LAM FOK LAN F a 15xxx77(1) 3721/DPI/2021 3887/2021 25/6/2021 5000 LU ZHICHENG M b C4xxxx236 3835/DPI/2021 4013/2021 30/6/2021 5000 ZHOU, XIYUAN C3xxxx660 4111/DPI/2021 4265/2021 9/7/2021 5000 GUAN TIANGUO C7xxxx376 4103/DPI/2021 4299/2021 10/7/2021 5000 TAN MEILIAN F CBxxxx730 4098/DPI/2021 4302/2021 5000 LIAO BAOLIANG M CBxxxx091 4160/DPI/2021 4343/2021 12/7/2021 5000 LIN, YANSHAN F C1xxxx981 4192/DPI/2021 4373/2021 13/7/2021 5000 LI, ZHANNING M C8xxxx455 4219/DPI/2021 4388/2021 14/7/2021 5000 WONG WAN HOU F a 16xxx84(6) 4254/DPI/2021 4424/2021 15/7/2021 1000 ZHU, YONGJUAN b CAxxxx490 4240/DPI/2021 4426/2021 5000 ZHANG, JIAKANG M CCxxxx413 4419/DPI/2021 4603/2021 23/7/2021 5000 PAN TIAN F CCxxxx386 4417/DPI/2021 4631/2021 24/7/2021 5000 LU,ZHIJIN M CCxxxx7384595/DPI/2021 4798/2021 2/8/2021 5000 LIU, YONGJUAN F CCxxxx918 4625/DPI/2021 4825/2021 4/8/2021 5000 WU, YIHONG M C6xxxx584 4636/DPI/2021 4833/2021 5/8/2021 5000 WANG, CUIFANG F C5xxxx864 4639/DPI/2021 4837/2021 5000 LI, XIAOHONG M C9xxxx602 4640/DPI/2021 4838/2021 5000 YE YINXIONG C4xxxx343 4654/DPI/2021 4848/2021 6/8/2021 5000 KUANG SONGLIAN C4xxxx150 4662/DPI/2021 4853/2021 5000 LI, FEIHANG CCxxxx356 4663/DPI/2021 4865/2021 7/8/2021 5000 TANG,TAO CCxxxx905 4664/DPI/2021 4866/2021 10000 CAO, ZHIKANG CCxxxx665 4667/DPI/2021 4868/2021 5000 ZENG, ZHILIANG C6xxxx913 4670/DPI/2021 4870/2021 5000 CHEN, JIACONG C4xxxx054 4671/DPI/2021 4871/2021 5000 CHEN JIEJUN CCxxxx927 4675/DPI/2021 4879/2021 8/8/2021 5000 CHEN TUFU CCxxxx384 4676/DPI/2021 4880/2021 5000 MO SIMEI F CAxxxx255 4677/DPI/2021 4881/2021 5000 ZHAO MINGYAN M C9xxxx168 4682/DPI/2021 4883/2021 5000 ZHANG SHIHUA C6xxxx619 4693/DPI/2021 4893/2021 9/8/2021 5000 WU WEITANG C0xxxx750 4696/DPI/2021 4896/2021 5000 HUANG MEIJUAN F CCxxxx629 4699/DPI/2021 4899/2021 5000 ZHONG, JIANYONG M CCxxxx103 4710/DPI/2021 4912/2021 10/8/2021 5000 ZHENG, XIAOYING F C2xxxx402 4871/DPI/2021 5085/2021 19/8/2021 5000 ZENG, JINGCONG CCxxxx715 4927/DPI/2021 5099/2021 20/8/2021 5000 REN WANMENG M C2xxxx368 4906/DPI/2021 5124/2021 21/8/2021 5000 HU GAOBANG CCxxxx938 4917/DPI/2021 5125/2021 5000 LI SHAOQIN C9xxxx683 4919/DPI/2021 5126/2021 5000 DENG, XIAOZHEN F C7xxxx875 4903/DPI/2021 5138/2021 22/8/2021 5000 TONG, FONG IEONG a 13xxx84(7) 4908/DPI/2021 5140/2021 5000 ZHANG, YONGHUANG M b CCxxxx176 4909/DPI/2021 5141/2021 5000 LI JINHUA F b C5xxxx019 4932/DPI/2021 5156/2021 23/8/2021 5000 ZHU MEI CBxxxx356 4935/DPI/2021 5159/2021 5000 JIANG, JUNDA M CBxxxx614 4965/DPI/2021 5180/2021 24/8/2021 5000 HU QIUCHENG CCxxxx005 5098/DPI/2021 5323/2021 31/8/2021 5000 WU, CHUNSONG CBxxxx055 5108/DPI/2021 5337/2021 1/9/2021 5000 Nome do Infractor Sexo Tipo do Domu- mento N.º do Documento N.o do Processo Sancionário N.o e Data de A.N Multa (MOP) YANG, CUICHENG M b C3xxxx547 5138/DPI/2021 5356/2021 2/9/2021 5000 HONG WENBIN a 16xxx28(1) 5139/DPI/2021 5357/2021 5000 CHEN, YUSANG b CBxxxx272 5135/DPI/2021 5361/2021 5000 FENG, CHANGLIANG CCxxxx204 5163/DPI/2021 5393/2021 4/9/2021 10000 WU WEI CCxxxx990 5166/DPI/2021 5394/2021 5000 LUO, MEI F C0xxxx089 5184/DPI/2021 5409/2021 5/9/2021 5000 HUO, JIANPING M CBxxxx999 5188/DPI/2021 5413/2021 5000 HE, XUEJIAN C8xxxx854 5295/DPI/2021 5541/2021 12/9/2021 5000 HUANG JIEMING CBxxxx278 5310/DPI/2021 5552/2021 13/9/2021 5000 LI QUNQING F C4xxxx394 5314/DPI/2021 5556/2021 5000 LIU XIUQIN CBxxxx906 5322/DPI/2021 5560/2021 5000 WAN HAIJUN M CCxxxx958 5323/DPI/2021 5561/2021 5000 HUANG LIANGZHENG C3xxxx012 5342/DPI/2021 5574/2021 14/9/2021 5000 CHEN MING CCxxxx732 5372/DPI/2021 5577/2021 5000 FENG DONGZAN CCxxxx443 5373/DPI/2021 5583/2021 15/9/2021 5000 LIAO, ZHENGFANG F CCxxxx472 5365/DPI/2021 5590/2021 5000 HU, YURONG CCxxxx316 5366/DPI/2021 5591/2021 5000 DENG JIEYONG M CCxxxx252 5474/DPI/2021 5723/2021 23/9/2021 5000 ZHENG RUI C9xxxx736 5475/DPI/2021 5725/2021 5000 DU ZHIDA C1xxxx255 5491/DPI/2021 5740/2021 24/9/2021 5000 LI, ZHONGPING CCxxxx130 5509/DPI/2021 5750/2021 25/9/2021 5000 TAN, YUEYING F C4xxxx179 5515/DPI/2021 5752/2021 5000 CHEN, SUMAN CCxxxx129 5520/DPI/2021 5758/2021 5000 LIU, GEN M CCxxxx201 5668/DPI/2021 5930/2021 20/10/2021 5000 WU JUNFENG CCxxxx335 5879/DPI/2021 6143/2021 31/10/2021 10000 LI TINGTING F CAxxxx828 5908/DPI/2021 6168/2021 1/11/2021 10000 LO XIAOPING CCxxxx129 6016/DPI/2021 6251/2021 5/11/2021 5000 YUAN SHIQIANG M CCxxxx704 5987/DPI/2021 6255/2021 5000 LI TUMEI F C2xxxx181 5988/DPI/2021 6256/2021 5000 GUO SHUIMEI C3xxxx775 5992/DPI/2021 6266/2021 5000 LI GUANGRONG CCxxxx243 5993/DPI/2021 6271/2021 5000 YU MINGJIE M C8xxxx172 6000/DPI/2021 6286/2021 6/11/2021 5000 YE CHAOHONG C9xxxx753 6020/DPI/2021 6288/2021 5000 JIAO JIANFEN F C2xxxx677 6032/DPI/2021 6295/2021 5000 LIAO GUANGJIAN M CCxxxx185 6039/DPI/2021 6299/2021 5000 PAN RUQI CCxxxx779 6022/DPI/2021 6301/2021 5000 HE ZHONGFEI CCxxxx582 6040/DPI/2021 6302/2021 5000 YANG HUAYING F C0xxxx924 6043/DPI/2021 6309/2021 5000 LIANG HUIJUAN CCxxxx999 6004/DPI/2021 6318/2021 7/11/2021 5000 XIA XIAOFENG M CCxxxx521 6048/DPI/2021 6319/2021 5000 LIANG YONGYIN F C0xxxx714 6005/DPI/2021 6320/2021 5000 DONG XINWANG M C0xxxx077 6012/DPI/2021 6332/2021 5000 LI TURUI C3xxxx762 6053/DPI/2021 6333/2021 5000 HU GUOJUN C8xxxx138 6072/DPI/2021 6346/2021 8/11/2021 5000 LIANG YEHAI C6xxxx182 6073/DPI/2021 6347/2021 5000 YAO YINGJUN CCxxxx419 6074/DPI/2021 6350/2021 5000 HU BING CCxxxx477 6078/DPI/2021 6357/2021 5000 LI YANHONG C2xxxx411 6079/DPI/2021 6358/2021 10000 HUANG ZONGMENG CBxxxx226 6081/DPI/2021 6360/2021 5000 WANG XIAOMEI F CCxxxx462 6110/DPI/2021 6370/2021 9/11/2021 5000 LI BINGQUAN M CCxxxx206 6109/DPI/2021 6371/2021 5000 MAI JIGENG CAxxxx304 6105/DPI/2021 6377/2021 5000 HE FENGYING F C5xxxx739 6104/DPI/2021 6378/2021 5000 LIN ZHONGWAN M CCxxxx662 6103/DPI/2021 6379/2021 5000 TAN, YUEYING F C4xxxx179 6101/DPI/2021 6381/2021 10000 LIU YUPENG M C7xxxx641 6099/DPI/2021 6384/2021 5000 WANG FEI CAxxxx777 6098/DPI/2021 6385/2021 5000 LU JIANCAI C3xxxx980 6090/DPI/2021 6386/2021 5000 TIAN JINMI CCxxxx198 6126/DPI/2021 6400/2021 10/11/2021 5000 HUANG MINGHUI C1xxxx971 6141/DPI/2021 6404/2021 5000 HUANG DONGLING F CCxxxx667 6122/DPI/2021 6405/2021 5000 FENG, SIYOU M CCxxxx104 6135/DPI/2021 6410/2021 10000 LIN YUWEN C2xxxx211 6160/DPI/2021 6427/2021 11/11/2021 5000 CHEN SHISONG C7xxxx128 6163/DPI/2021 6429/2021 5000 WU JIANYAN F CCxxxx079 6158/DPI/2021 6432/2021 5000 QIU RONGLIN M CCxxxx206 6198/DPI/2021 6449/2021 12/11/2021 5000 CHEN LIANHUA F C5xxxx169 6200/DPI/2021 6451/2021 5000 SIYU HUIXIAN C2xxxx925 6201/DPI/2021 6452/2021 5000 IEONG CHI HOU M a 15xxx97(1) 6214/DPI/2021 6482/2021 13/11/2021 5000 LI KE b C4xxxx598 6216/DPI/2021 6487/2021 5000 ZHENG JIANPING C2xxxx916 6217/DPI/2021 6488/2021 5000 DAI XIONGWEN CAxxxx833 6218/DPI/2021 6490/2021 5000 XIE QINGFEN F C0xxxx457 6222/DPI/2021 6499/2021 14/11/2021 5000 JIANG HAILING C4xxxx165 6225/DPI/2021 6511/2021 5000 JIE, XIANSHENG M C7xxxx809 6413/7.280/DPI/2021 6593/2021 18/11/2021 5000 QIN, FURONG CCxxxx954 6472/DPI/2021 6709/2021 23/11/2021 1000 Nota: a. Bilhete de identidade de residente da RAEM b. Salvo-conduto para Deslocação a Hong Kong e Macau da RPC Para os devidos efeitos, notificam-se os infractores acima referidos que, de acordo com o artigo 54.º da Lei n.º 7/2003 vigente, relativamente às respectivas decisões sancionatórias, poderão interpor recurso contencioso para o Tribunal Administrativo da RAEM, no prazo determinado nos artigos 25.º e 26.o do Código do Processo Administrativo Contencioso vigente. Os infractores poderão ainda apresentar a reclamação para o Director-geral, no prazo de quinze dias, mas não tem efeito suspensivo, nos termos do n.º 1 do artigo 148.o, 149.o e do n.o 2 do artigo 150.o do Código do Procedimento Administrativo vigente. Decorrido o prazo de interposição de recurso, sem que seja interposto recurso em relação à decisão em causa, a mesma pode ser executada imediatamente. Sem prejuízo do disposto no artigo 75.º do Código do Procedimento Administrativo vigente, nos termos do n.º 1 do artigo 51.º da Lei n.º 7/2003 vigente, os infractores devem comparecer na Divisão Técnica e de Contencioso do Departamento da Propriedade Intelectual no Edifício do Posto Fronteiriço de Macau no Posto Fronteiriço Qingmao, nas horas de expediente, a fim de levantar guia de multa (receita eventual) ou realizar a liquidação da multa através do “Serviço de pagamento online de multa” (em www.customs.gov.mo ou na conta de wechat dos Serviços de Alfândega de Macau), no prazo de quinze (15) dias, a contar da data da publicação da presente notificação. Caso contrário, o respectivo processo será enviado para a Repartição das Execuções Fiscais da Direcção dos Serviçosde Finanças de Macau, nos termos do n.o 3 do artigo 51.º do mesmo diploma, para cobrança coerciva. No âmbito dos processos por infracção administrativa referidos, os infractores poderão ainda consultar ou levantar as informações do processo sancionatório, junto da Divisão Técnica e de Contencioso do Departamento da Propriedade Intelectual no Edifício do Posto Fronteiriço de Macau do Posto Fronteiriço Qingmao. Para qualquer esclarecimento, ligue para o telef. n.º 84900888. Serviços de Alfândega de Macau, aos 6 de Dezembro de 2024 Chefe do Departamento da Propriedade Intelectual Lee Sze Ngar O valor do Rendimento Nacional Bruto registou um aumento anual de 50,9%, tendo alcançado 359,81 mil milhões de patacas em 2023, graças à “recuperação gradual das actividades económicas locais”. As autoridades indicam que o Rendimento Nacional Bruto per capita foi assim de 530.504 patacas e o Produto Interno Bruto per capita fixou-se em 544.530 patacas. E m 2023, o Rendimento Nacional Bruto (RNB) de Macau, calculado a preços correntes, atin- giu 359,81 mil milhões de patacas, o que corresponde a um crescimento de 50,9% em compa- ração ao ano anterior, avançaram ontem as estatísticas divulgadas pela Direcção dos Serviços de Esta- tística e Censos (DSEC), atribuindo a razão à recuperação gradual das actividades económicas locais. Nesse sentido, devido ao cres- cimento do RNB e o estável cresci- mento populacional no ano passa- Reserva financeira perdeu dinheiro pela segunda vez em 2024 GOVERNO ISENTA PAGAMENTO DAS RENDAS DAS BANCAS DOS MERCADOS PÚBLICOS Os arrendatários das bancas dos mercados públicos vão ficar isentos do pagamento da renda durante o próximo ano, enquanto os vendilhões, adelos, artesãos e outros operadores na rua ficam também isentos do pagamento das taxas. A informação foi avançada por um despacho assinado pelo Chefe do Executivo e publicado ontem em Boletim Oficial. Não se procederá ainda à cobrança das taxas de inspecção, durante o ano de 2025. Além disso, o Governo anunciou ainda a isenção do pagamento da taxa de emissão da licença de vendilhão por parte dos residentes, que produz efeitos a partir de 1 de Março do próximo ano. E LO I C A R V A LH O Rendimento Nacional Bruto de Macau subiu mais de 50% em termos aunais do, o RNB per capita registou um aumento real de 50,8% no ano em análise, passou a ter 530.504 pata- cas, face a 2022. O Produto Interno Bruto 75,1% cifrou-se em 369,33 mil milhões de patacas com um acres- cimento de 75,1%, enquanto o PIB per capita subiu 75%, para 544.530 patacas. É de frisar que as entradas to- tais dos rendimentos de factores externos, ou seja, os rendimentos obtidos pelos residentes que in- vestiram no exterior obtiveram melhoria significativa, tendo au- mentado mais 58,3% para 108,01 mil milhões de patacas. As saídas totais dos rendimentos de facto- res externos, que se referem aos obtidos pelos não residentes em Macau, cifraram-se em 117,53 mil milhões de patacas, subindo signi- ficativamente 264,7%. De acordo com a DSCE, o RNB refere-se ao rendimento total ob- tido pelos residentes, quer de pes- soas singulares quer colectivas, de uma economia na realização de ac- tividades económicas dentro e fora dessa economia, correspondendo ao PIB mais as entradas totais dos rendimentos de factores externos, sendo o rendimento obtido pelos residentes que investiram no ex- terior, menos as saídas totais dos rendimentos de factores externos, que é o rendimento obtido pelos não residentes em Macau. Além disso, no ano transacto, os rendimentos de investimen- to directo obtidos em Macau pelas empresas e investidores não resi- dentes aumentaram para 51,34 mil milhões de patacas, o que levou as saídas totais dos rendimentos de factores externos a atingir 117,53 mil milhões de patacas, com uma notável subida anual de 264,7%. Os rendimentos da carteira de investimento (9,85 mil milhões de patacas), os rendimentos de outros investimentos (41,96 mil milhões de patacas) e as remunerações dos empregados (14,35 mil milhões de patacas) também verificaram um crescimento de 80,5%, 67,8% e 18,9%, respectivamente. No que diz respeito a activida- des comerciais de Macau na Ilha da Montanha, os rendimentos obtidos pelas empresas e investidores de Macau em Hengqin arrecadaram 157,2 milhões de patacas em 2023. Além destes, os rendimentos de investimento directo obtidos em Macau pelas empresas e inves- tidores da Hengqin fixaram-se em 107,6 milhões de patacas, tendo os rendimentos de factores obtidos por Macau através de Hengqin re- gistado uma entrada líquida de 49,6 milhões de patacas. C.C. ECONOMIA A reserva financeira de Macau perdeu 3,61 mil milhões de patacas em Outubro, em comparação com setembro, a segunda queda este ano. A reserva cifrou-se em 613,3 mil milhões de patacas no final de Outubro, indicam dados publicados em Boletim Oficial. Este valor representa uma queda mensal, a primeira desde Abril, em comparação com setembro, quando a reserva atingiu o valor mais elevado dos últimos dois anos, de 616,9 mil milhões de patacas. Apesar do recuo em Outubro, a reserva ganhou 32,9 mil milhões de patacas durante os primeiros 10 meses de 2024. Ainda assim, o valor permanece longe do recorde de 663,7 mil milhões de patacas atingido em Fevereiro de 2021, em plena pandemia da covid-19. O valor da reserva extraordinária no final de outubro era de 431,9 mil milhões de patacas e a reserva básica, equivalente a 150% do orçamento público de Macau para este ano, era de 153,4 mil milhões de patacas. A Assembleia Legislativa de Macau aprovou em novembro de 2023 o orçamento da região para este ano, que prevê uma subida de 1,4% nas despesas totais, para 105,9 mil milhões de patacas. A reserva financeira de Macau é maioritariamente composta por depósitos e contas correntes no valor de 242,2 mil milhões de patacas, títulos de crédito no montante de 123,2 mil milhões de patacas e até 244,7 mil milhões de patacas em investimentos subcontratados. A reserva financeira de Macau ganhou 22,2 mil milhões de patacas em 2023, depois de ter perdido quase quatro vezes mais no ano anterior. Isto apesar de, em 2023, as autoridades da região terem voltado a transferir quase 10,4 mil milhões de patacas da reserva financeira para o orçamento público. No final de janeiro, a AMCM sublinhou que os investimentos renderam à reserva financeira quase 29 mil milhões de patacas em 2023, correspondendo a uma taxa de rentabilidade de 5,2%. O orçamento de Macau para 2024 prevê o regresso dos excedentes nas contas públicas, antecipando um saldo positivo de 1,17 mil milhões de patacas, no final do ano, sem “necessidade de recorrer à reserva financeira”. E LO I C A R V A LH O ponto final • SEXTA-FEIRA, 27 DE DEZEMBRO DE 20248 | O Ministério da Habitação da China manifestou ontem empenho em continuar a estabilizar o sector imobiliário em 2025, com o objectivo de inverter a crise de liquidez dos últimos anos. As autoridades chinesas têm vindo a anunciar políticas para travar a queda do mercado imobiliário, uma questão que preocupa Pequim devido às implicações para a estabilidade social, uma vez que a habitação é um dos principais veículos de investimento das famílias chinesas. O Ministério da Ha- bitação da China manifestou on- tem empenhoem continuar a esta- bilizar o sector imobiliário em 2025, com o intuito de inverter a crise de liquidez dos últimos anos. Durante uma conferência sobre habitação e planeamento urbano, o organismo anunciou medidas destinadas a impul- sionar a procura, como a im- plementação de políticas que facilitem o acesso à habitação para compradores de um pri- meiro imóvel. Os indicadores apontam para uma recuperação do sec- tor em 2024, impulsionada por um conjunto de medidas que favoreceram as transações de casas novas, de acordo com de- clarações do ministério divul- gadas pela agência noticiosa oficial chinesa Xinhua. Para consolidar a tendên- cia, o ministério afirmou que vão ser tomadas medidas para “otimizar a oferta de habita- ção”, com um controlo mais apertado sobre a construção, para melhorar a qualidade de novos apartamentos e garantir que “satisfazem as necessida- des de grupos como os novos residentes urbanos, os jovens ou os trabalhadores migran- tes”. Os representantes do mi- nistério sublinharam também a criação de um “novo modelo de desenvolvimento” para o setor imobiliário, centrado no “au- mento da oferta de habitação de alta qualidade”. De acordo com a agência governamental, foram anun- ciadas reformas no sistema de venda de habitações, com o objetivo de passar das tra- dicionais vendas em planta, uma prática comum no país asiático, para a venda de casas já concluídas. Os preços das casas novas na China caíram pelo 18º mês consecutivo em novembro, embora a um ritmo mais lento do que no mês anterior, face às crescentes medidas governa- mentais para apoiar o sector. Nas últimas semanas, as autoridades chinesas conti- nuaram a anunciar políticas para travar a queda do merca- do imobiliário, uma questão que preocupa Pequim devido às implicações para a estabilidade social, uma vez que a habitação é um dos principais veículos de investimento das famílias chi- nesas. Em Novembro, o governo anunciou novas políticas fiscais para estabilizar o mercado imo- biliário. Também as principais cidades, como Pequim e Xangai, tomaram reduziram os impos- tos sobre compra de imóveis de luxo. Uma das principais causas do recente abrandamento da economia da China é precisa- mente a crise do setor imobiliá- rio, cujo peso no PIB [Produto Interno Bruto] chinês - soman- do os factores indirectos - foi estimado por alguns analistas em cerca de 30%. Lusa Campanha anticorrupção no Exército chinês dita afastamento de mais dois generais FORÇAS ARMADAS O órgão máximo legislativo da China retirou ontem o estatuto de membro a mais dois generais, numa altura em que Pequim intensifica a sua campanha anticorrupção nas Forças Armadas do país. O Comité Permanente da Assembleia Nacional Popular (NPC, na sigla em inglês) confirmou que o tenente-general You Haitao, antigo vice- comandante do Exército chinês, e o tenente- general Li Pengcheng, antigo comandante naval do Comando do Teatro do Sul das Forças Armadas, foram afastados do órgão legislativo. De acordo com o comunicado, You e Li são suspeitos de “violações graves das leis e da disciplina”, uma expressão normalmente usada pelas autoridades chinesas em casos de corrupção. A queda dos dois generais ocorre num período de mudanças de pessoal dentro do Exército de Libertação Popular (ELP), uma vez que vários oficiais superiores foram acusados de corrupção. Miao Hua, membro da poderosa Comissão Militar Central e diretor do seu departamento de trabalho político, foi colocado sob investigação, também por corrupção, em novembro. You, de 66 anos, tornou-se comandante adjunto do exército no início de 2016. Ele ocupou anteriormente o cargo de vice- comandante da Região Militar de Nanjing e foi promovido a tenente-general em 2014. Li, 61 anos, desempenhou anteriormente funções como vice-chefe do Estado-Maior da Frota do Mar do Norte da Marinha do ELP, diretor do Instituto de Investigação de Equipamento da Marinha e chefe do Estado- Maior da Frota do Mar do Leste. Li foi comandante naval do Comando do Teatro do Sul depois de o seu antecessor, Ju Xinchun, ter sido também afastado do órgão legislativo, em dezembro de 2023, juntamente com outros oito generais, incluindo vários altos oficiais da Força de Foguetes do ELP, que supervisiona o arsenal nuclear do país. As recentes mudanças de pessoal também incluem a promoção de um oficial de longa data da força aérea, Chen Hui, ao posto de general, confirmando-o como o novo comissário político do exército para supervisionar a ideologia, a educação política e o moral das unidades, informou a agência de notícias oficial chinesa Xinhua na segunda- feira. Em setembro, foi anunciado que Deng Zhiping, um vice-comandante do exército, foi afastado da NPC por suspeita de corrupção. Deng, de 60 anos, foi aclamado como herói de guerra durante os confrontos fronteiriços da China com o Vietname nos anos 70 e 80. Pequim também colocou dois dos seus antigos ministros da Defesa, Li Shangfu e Wei Fenghe, sob investigação em junho. ZHUHAI CANCELA MARATONA ONDE ATAQUE COM CARRO MATOU 35 PESSOAS Zhuhai cancelou a edição deste ano da maratona, pouco mais de um mês depois de um ataque com um automóvel que causou a morte a 35 pessoas nesta cidade do sul da China. Num comunicado divulgado na terça- feira, a organização da maratona de Zhuhai, que inclui a autarquia e o conglomerado estatal chinês Zhuhai Huafa, anunciou que a competição foi cancelada após uma “avaliação cautelosa”. No mês passado, os organizadores já tinham adiado a edição deste ano da maratona de Zhuhai, que estava inicialmente marcada para 8 de Dezembro. A competição tinha ficado marcada para 12 de Janeiro de 2025. A organização prometeu reembolsar, no prazo de 15 dias, o valor pago pelos atletas para participarem na maratona e ajudar os inscritos que sintam dificuldades em cancelar reservas de hotel em Zhuhai. Os atletas que iriam participar na competição deste ano terão já lugar reservado na edição de 2025, garantiram ainda os organizadores. O cancelamento surgiu um dia depois do adiamento de uma outra maratona, em Hengqin (ilha da montanha), uma zona económica especial que faz parte de Zhuhai. A competição, originalmente marcada para 29 de dezembro, deverá acontecer em 23 de Março de 2025. A organização não apresentou qualquer razão para o adiamento. CHINA China promete mais esforços em 2025 para estabilizar sector imobiliário ponto final • SEXTA-FEIRA, 27 DE DEZEMBRO DE 2024 | 9 PUB REGIÃO O principal partido da oposição da Coreia do Sul apresentou ontem um pedido de destituição do presidente interino, por Han Duck-soo se recusar a nomear juízes para o Tribunal Constitucional. “ A p r e s e n t á m o s a moção pouco antes da sessão plenária”, disse Park Sung-joon aos jornalistas, na Assem- bleia Nacional, o parlamento sul-coreano. “Vamos colo- car isso a votação amanhã”, acrescentou o deputado do Partido Democrático (PD). O PD tinha dado a Han Duck- -soo até segunda-feira para nomear juízes para os luga- res vagos no Tribunal Cons- titucional. Este tribunal, que está a Tribunal japonês condena chinês acusado de vandalizar santuário da guerra Oposição na Coreia do Sul apresentou moção para destituir presidente interino JUSTIÇA Um tribunal japonês condenou um chinês residente no Japão a oito meses de prisão por ter vandalizado um pilar de pedra num santuário de Tóquio que homenageia os mortos na guerra, noticiaram ontem meios locais. Trata-se do controverso santuário Yasukuni, que homenageia os mortos de guerra japoneses e é visto por países asiáticos invadidos pelo Japão como um símbolo do imperialismo japonês. Jiang Zhuojun, 29 anos, estava a ser julgado no Tribunal Distrital de Tóquio sob a acusação de danos materiais e desrespeito por um local de culto.