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ECONOMIA 
E FINANÇAS 
PÚBLICAS
Teoria do Consumidor
Livro Eletrônico
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Teoria do Consumidor
EConomia E Finanças PúbliCas
Daisy Assmann
 
Sumário
apresentação .....................................................................................................................................................................3
Teoria do Consumidor ....................................................................................................................................................4
1. Teoria do Consumidor: uma introdução ..........................................................................................................4
2. Restrição orçamentária ..........................................................................................................................................6
3. Preferências do Consumidor...............................................................................................................................14
4. Tipos de Preferências do Consumidor ..........................................................................................................19
Resumo ...............................................................................................................................................................................26
Questões Comentada em aula .............................................................................................................................. 28
Questões de Concurso ...............................................................................................................................................30
Gabarito ...............................................................................................................................................................................41
Gabarito Comentado ...................................................................................................................................................42
Referências bibliográficas ...................................................................................................................................... 69
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para daniel moura - 10763753408, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
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Teoria do Consumidor
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ApresentAção
Olá, futuro(a) concursado(a)! 😊 
Tudo bem? E os estudos? Progredindo? O importante é não parar. A constância é o maior 
desafio e o melhor aliado de todo concurseiro. Bora lá?! 📝 
Esta aula vai cobrir os seguintes pontos do edital RFB:
4. Teoria do Consumidor: restrição orçamentária, curvas de indiferença, utilidade, bens substitutos e 
complementares, escolha do consumidor, efeito renda e efeito substituição, demanda de mercado, 
excedente do consumidor.
Espero que você goste do que vamos estudar e do material a seguir. Por favor: material 
obrigatório! 😉 É o que você precisa saber para passar.
Então, fica ligado no curso GRAN. Estou esperando as dúvidas no Fórum do aluno!
Vamos começar? 
Daisy Assmann
@profadaisyassmann
 
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Teoria do Consumidor
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Daisy Assmann
TEoRia Do ConsUmiDoR
1. teoriA do Consumidor: umA introdução
A teoria do consumidor tem por objetivo apresentar um modelo que explique a tomada de 
decisão dos consumidores. Os consumidores não são iguais. Possuem diferentes modelos 
de decisão. Veremos na aula de hoje os principais modelos cobrados em concurso público e 
que são os principais modelos estudados também. Atente-se o infográfico a seguir:
Um ponto que merece destaque é a definição de otimização. Digo isso, pois toda a teoria 
do consumidor está baseada nisso. Queremos obter a melhor cesta de consumo, certo? Então 
queremos otimizá-la. Porém não é uma otimização incondicional.
Essa cesta que você quer e que é a melhor que você pode querer, afinal, sempre queremos 
o melhor para nós mesmos, não é verdade?!
Nesse processo de otimização, estamos invariavelmente condicionados ao nosso salário, 
aos recursos que entram todo mês como fonte de receita. Isso significa, em termos da teoria 
do consumidor, que o que desejamos para compor a nossa cesta de bens está restrita a uma 
renda. Esta restrição chamaremos de restrição orçamentária. Então agora iremos estudar o 
modelo que explica esse processo de tomada de decisão do consumidor: escolher a melhor 
cesta de consumo dada a restrição orçamentária.
Vamos aproveitar, então, e trazer dois conceitos do ponto de vista de Varian (2015, p. 2):
O princípio de otimização: As pessoas tentam escolher o melhor padrão de consumo ao seu alcance.
O princípio de equilíbrio: Os preços ajustam-se até que o total que as pessoas demandam seja 
igual ao total ofertado.
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Atente-se o infográfico a seguir.
Atente-se que vamos usar esses dois princípios a todo momento e que a ideia é essa 
que acabamos de ver: queremos a melhor cesta de bens que o nosso bolso pode comprar. 
Atente-se que o princípio de equilíbrio vai interferir naquilo que o mercado pode ofertar e, in-
diretamente, isso vai afetar a escolha da cesta de bens. Atente-se o trecho a seguir de Wells 
e Krugman (2015, p. 228) sobre a saciedade do consumidor.
Ocasionalmente, os restaurantes oferecem o sistema de “bufê a preço fixo” para atrair clientes: 
saladas, almoço e jantares com mexilhões fritos à vontade.
Mas como pode um dono de restaurante oferecer esse sistema e ter certeza de que não vai ter 
prejuízo no negócio? Se cobrar $12,99 por jantar com mexilhão frito, sem limite de quantidade, o 
que impede que o cliente médio devore $30 em mexilhão?
A resposta é que, embora de vez em quando alguém se aproveite da oferta – colocando em um 
prato 30 ou 40 mexilhões fritos –, essa é uma ocorrência rara. E mesmo quem gosta de mexilhão 
frito fica meio horrorizado ao ver uma situação dessas. De 5 a 10 mexilhões fritos pode ser um 
prazer, mas 30 chega a ser absurdo. Qualquer um que pague por esse tipo de refeição quer tirar o 
melhor proveito, mas uma pessoa sensata sabe quando um mexilhão a mais é demais.
Observe essa última sentença. Dissemos que os clientes em um restaurante querem “aproveitar ao má-
ximo” a refeição. Soa como se quisesse maximizar algo. E dissemos também que ele vai parar quando 
o consumo de um mexilhão a mais for um erro. Soa como se estivesse tomando uma decisão marginal.
A resposta é sim, é uma questão de gosto – e os economistas não conhecem muito sobre de 
onde vêm os gostos. Mas os economistas podem dizer muito sobre como um indivíduo racional 
satisfaz seus gostos. E essa é, de fato, a maneira que os economistas pensam sobre a escolha do 
consumidor. Eles trabalham com um modelo de consumidor racional – um consumidor que sabe 
o que quer e faz o melhor das oportunidades disponíveis.
Até que ponto estamos dispostos a consumir algo? E como essa saciedade interfere na 
cesta de bens de consumo?
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para daniel mouraConsiderando esse tema, julgue (C ou E) o item seguinte, acerca da teoria do consumidor.
Um aumento no consumo de um bem pode não aumentar o nível de utilidade de um indivíduo.
045. (VUNESP/MPE-ES/AGENTE TÉCNICO/ECONOMISTA/2013) Quando é reduzido o pre-
ço de um dentre dois bens, mantida a renda constante, pode-se detectar o chamado efeito 
substituição, situação em que o consumidor realoca seus gastos entre os dois bens. Neste 
contexto, pode-se afirmar que
a) o efeito renda substitui o efeito substituição.
b) a redução do preço de um bem não afeta o nível de bem-estar do consumidor.
c) o efeito preço pode ser decomposto em efeito renda combinado com efeito substituição.
d) a redução do preço de um bem deve reduzir o nível de bem-estar do consumidor.
e) o efeito substituição substitui o efeito preço.
046. (CEBRASPE-CESPE/CACD/DIPLOMATA/2010) A análise das demandas individual e 
de mercado constitui um dos pilares da teoria microeconômica. Acerca desse assunto, jul-
gue C ou E.
Nos mercados competitivos, a escolha ótima a ser feita por determinado consumidor corres-
ponde à escolha em que a taxa marginal de substituição entre dois bens quaisquer é igual para 
todos os consumidores.
047. (VUNESP/PREF SJC/ANALISTA EM GESTÃO MUNICIPAL/CIÊNCIAS ECONÔMI-
CAS/2015) Um bem de Giffen
a) pode ser um bem de luxo com elasticidade renda superior a 1.
b) é um bem cuja elasticidade preço da oferta é superior a 1.
c) é um bem cuja demanda apresenta declividade negativa para qualquer preço.
d) é um bem muito raro.
e) é um bem inferior cujo efeito renda, em módulo, supera o efeito substituição.
048. (CEBRASPE-CESPE/CACD/DIPLOMATA/2010) A análise das demandas individual e 
de mercado constitui um dos pilares da teoria microeconômica. Acerca desse assunto, jul-
gue C ou E.
Supondo-se que, no Brasil, o uso de transporte coletivo seja um bem inferior, conclui-se que o 
efeito renda decorrente do aumento do preço das passagens de ônibus contribui para reforçar 
o efeito substituição, o que reduz a demanda por esse tipo de transporte.
049. (FGV/ANALISTA CENSITÁRIO/IBGE/ANÁLISE SOCIOECONÔMICA/2017) Com relação 
à teoria do consumidor, analise os itens a seguir:
I – Com exceção de bens complementares perfeitos, a curva de demanda hicksiana (compen-
sada) por um bem tem inclinação negativa, pois o efeito substituição é sempre negativo para 
aumentos do preço desse bem.
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II – Considere preferências de um consumidor descritas pela seguinte função utilidade: U (x, 
y) = x²+y. Comparando-se as cestas de consumo A = (10,20) e B = (0,60), pode-se inferir que a 
situação desse consumidor está duas vezes melhor com o consumo da cesta A do que com o 
consumo da cesta B, ou seja, a função utilidade apresenta a propriedade cardinal.
III – Um bem é classificado como bem de Giffen se o efeito renda é menor que o efeito substituição.
Está correto o que se afirmar em:
a) Somente I;
b) Somente I e II;
c) Somente I e III;
d) Somente II e III;
e) I, II e III.
050. (FGV/TÉCNICO DE NÍVEL SUPERIOR/PREF. SALVADOR/SUPORTE ADMINISTRATIVO/
ECONOMIA OU GESTÃO FINANCEIRA/2017) Suponha que um indivíduo decida por uma cesta 
de dois bens (x e y) e que ele sempre decida consumir apenas um dos bens dependendo da 
razão de preços entre eles.
Logo, suas preferências são
a) Convexas.
b) Côncavas.
c) De Leontief.
d) Lexicográficas.
e) De bens complementares perfeitos.
051. (FGV/AUDITOR FISCAL TRIBUTÁRIO DA RECEITA MUNICIPAL/CUIABÁ/2016) A curva de 
indiferença é um ferramental importante na análise de preferências e escolhas do consumidor.
Assinale a opção que indica uma das características das curvas de indiferença, caso o consu-
midor tenha preferências racionais.
a) Duas curvas nunca se cruzam, o que viola o pressuposto de transitividade das preferências.
b) A utilidade do consumidor aumenta quando as curvas se deslocam em direção à origem dos 
eixos cartesianos.
c) As curvas de indiferença geram cestas indiferentes mesmo se uma das cestas contenha uma 
quantidade estritamente maior de todos os bens.
d) As curvas não cruzam o conjunto orçamentário do consumidor.
e) As curvas são convexas para funções utilidade convexas e côncavas, para funções utilida-
de côncavas.
052. (FGV/ANALISTA PORTUÁRIO/CODEBA/ECONOMISTA/2016) Uma pessoa recebe uma 
ligação de uma atendente de um banco, com a finalidade de responder a uma pesquisa de 
opinião. Dentre os quesitos possíveis, a pessoa deve opinar sobre quais as qualidades que 
ela valoriza mais nos serviços prestados pelo banco, dentre elas: segurança, baixo custo, 
remuneração elevada e quantidade de caixas eletrônicos.
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A atendente pede para a pessoa dizer quais as qualidades que prefere, mas sempre duas a 
duas. Em suas duas primeiras respostas, a pessoa disse que prefere segurança a baixo custo 
e prefere baixo custo a quantidade de caixas eletrônicos.
Se suas preferências são racionais, em sua terceira resposta, a pessoa não pode preferir
a) Remuneração elevada a quantidade de caixas eletrônicos.
b) Quantidade de caixas eletrônicos a remuneração elevada.
c) Segurança a remuneração elevada.
d) Baixo custo a remuneração elevada.
e) Quantidade de caixas eletrônicos a segurança.
053. (FGV/ANALISTA/DPE MT/ECONOMISTA/2015) Nos Jogos Olímpicos, a classificação 
dos países é feita por ordem decrescente do número de medalhas de ouro. No caso de em-
pate entre países nesse tipo de medalha, a classificação passa a ser por ordem decrescente 
do número de medalhas de prata. E no caso de novo empate, a classificação passa a ser por 
ordem decrescente do número de medalhas de bronze.
Esse tipo de classificação é um exemplo de preferências
a) Localmente saciadas.
b) Estritamente côncavas.
c) Intransitivas.
d) Quase lineares.
e) Lexicográficas.
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GabaRiTo
1. C
2. C
3. a
4. E
5. C
6. b
7. b
8. e
9. C
10. d
11. E
12. E
13. E
14. E
15. C
16. E
17. b
18. e
19. C
20. E
21. c
22. e
23. C
24. c
25. d
26. e
27. E
28. c
29. E
30. E31. E
32. E
33. E
34. c
35. C
36. C
37. e
38. E
39. C
40. a
41. c
42. e
43. E
44. C
45. c
46. C
47. E
48. E
49. a
50. b
51. a
52. e
53. e
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GabaRiTo ComEnTaDo
007. (CESGRANRIO/EPE/APE PETRÓLEO/ABASTECIMENTO/2014) Suponha que um con-
sumidor tenha renda igual a y reais, sua cesta de bens inclua água e pão, e que sua restrição 
orçamentária seja representada pela reta decrescente no gráfico abaixo.
Suponha que a água custe 2 reais, e o pão, 4 reais. Na situação em que a renda do consumidor é 
igual a 100 reais e em outra situação na qual sua renda é de 150 reais, a inclinação da restrição 
orçamentária acima será, respectivamente,
a) 2 e 2,5
b) 2 e 2
c) ½ e ½
d) ½ e ¾
e) 4 e 2
Essa questão requer que você saiba qual é a fórmula da inclinação da curva de restrição orça-
mentária. Atente-se o gráfico a seguir de Varian (2015).
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Nesse gráfico, você vai poder perceber que a fórmula da inclinação da reta de restrição orça-
mentária é . Então para responder a essa questão basta dividir 4 por 2 que são os preços 
dos bens que serão comprados.
Outro ponto importante da questão é que haveria a possibilidade de você pensar que as inclina-
ções poderiam ser diferentes por causa do aumento da renda que é descrita na questão, porém 
isso não é possível.
Alterações na renda deslocam a reta orçamentária para dentro ou para fora conforme pode ser 
visto no gráfico.
Pode haver ainda mais uma questão: o sinal da negativo da inclinação. Nesse tipo de situação, 
considere, sim, o sinal positivo. Isso ocorre, pois é uma convenção reportar o sinal positivo, pois 
sempre será negativo o sinal dessa inclinação.
Letra b.
008. (VUNESP/DESENVOLVE/ECONOMISTA/2014) O equilíbrio de um consumidor racional 
que consome dois bens pode ser representado graficamente. Um deslocamento paralelo, para 
cima e à direita da restrição orçamentária pode representar:
a) aumento do preço de um dos bens, se este for inferior.
b) queda do preço de um dos bens, se este for superior.
c) redução na renda do consumidor.
d) aumento no preço dos dois bens na mesma proporção.
e) queda no preço dos dois bens na mesma proporção.
A questão quer saber o que acontece quando temos um deslocamento para cima e para a 
direita da restrição orçamentária do consumidor. Atente-se o gráfico a seguir conforme Varian 
(2015, p. 23).
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O gráfico acima demonstra exatamente o que ocorre quando há um deslocamento para cima 
e para a direita da reta orçamentária. Agora precisamos identificar isso nas alternativas dispo-
níveis. “e” fala em uma redução no preço dos dois bens na mesma proporção. Quando temos 
essa situação, nos deparamos com uma situação equivalente a um aumento da renda na mesma 
proporção da queda dos preços dos bens.
Letra e.
009. (CEBRASPE-CESPE/MPOG/PGCE/2015) Considerando a restrição orçamentária linear 
do consumidor no espaço de bens, em que a quantidade do bem x é representada no eixo das 
abscissas, e a do bem y, no eixo das ordenadas, julgue o próximo item.
Se os preços dos bens x e y duplicarem e a renda do consumidor triplicar, então haverá deslo-
camento paralelo para a direita da restrição orçamentária.
Nesse item, a questão pede para analisar uma situação hipotética em que o preço duplicou e a 
renda triplicou. O que podemos perceber com isso? O aumento da renda foi maior do que o au-
mento dos preços. Então temos um deslocamento da reta orçamentária paralelo e para a direita.
Certo.
010. (FGV/ALE-RO/ANALISTA LEGISLATIVO/ECONOMIA/2018) Assinale a opção que apre-
senta uma característica do bem de Giffen.
a) É um bem inferior, mas cujo efeito renda não se sobrepõe ao efeito substituição de forma 
que o efeito preço é negativo.
b) O efeito renda é menor do que aquele obtido por um bem de luxo.
c) Sua elasticidade é maior do que a de um bem necessário, em termos absolutos.
d) Sua demanda é positivamente inclinada.
e) Sua demanda é perfeitamente inelástica.
Como já vimos, bens de Giffen são uma exceção à lei da demanda (regra geral: preço e quantidade 
são negativamente relacionados), e, por isso, preço e quantidade demandada são positivamente 
relacionados que é exatamente o que está escrito n“d”.
Letra d.
011. (CEBRASPE-CESPE/CACD/DIPLOMATA/2017) Um bem de Giffen é um bem com elas-
ticidade-renda da demanda maior que 1.
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O caso dos bens de Giffen é que preço e quantidade são positivamente correlacionados. En-
tão a elasticidade-preço da demanda é positiva. E os bens que possuem a elasticidade-renda 
da demanda maior do que 1 são os bens de luxo, supérfluos ou superior. Portanto, o gabarito 
está errado.
Errado.
012. (CEBRASPE-CESPE/TCU/AUDITOR FEDERAL DE CONTROLE EXTERNO/2008) A incli-
nação da curva de restrição orçamentária depende dos preços relativos dos bens e da renda 
do consumidor.
Como estamos falando da inclinação da curva de restrição orçamentária, então a renda não 
importa aqui. Atente-se o gráfico a seguir conforme Varian (2015, p. 23).
Sua inclinação depende da relação entre os preços: “-p1/p2”.
Errado.
013. (CEBRASPE-CESPE/POLÍCIA FEDERAL/AGENTE/2008) Julgue o item que se segue, 
a respeito de tributos, tarifas e subsídios, e tendo como foco a eficiência econômica e a dis-
tribuição da renda.
Suponha que uma pessoa tenha uma renda de R$ 1.200,00, despendida no consumo de dois 
conjuntos de bens e serviços x e y, cujos preços unitários são, respectivamente, iguais a R$ 1,00 
e R$ 3,00. Suponha, ainda, que a linha do orçamento seja representada pela seguinte equação:
qx + 3qy = 1.200.
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Nesse caso, se o preço de y se elevar para R$ 4,00, por aumento da tributação, permanecendo 
constantes a renda e o preço de x, a inclinação da reta se elevará de um terço para um quarto.
Como estamos falando da inclinação da reta orçamentária, então não interessa informações 
sobre renda, pois a fórmula da inclinação da reta orçamentária é .
Depois a questão pede para calcular a inclinação da reta orçamentária a partir da equação dareta: qx + 3qy = 1.200.
Existem duas inclinações: a primeira sem o a alteração e a segunda com a alteração. A primeira 
é: qx + 3qy = 1.200
A segunda é: qx + 4qy = 1.200
Nesse caso, percebemos que a inclinação da reta passa de 1/3 para ¼, como 1/3 é maior do 
que ¼, então a inclinação diminuiu. E isso significa que o item está errado.
Errado.
014. (CEBRASPE-CESPE/SUFRAMA/ECONOMISTA/2014) Quando a elevação do preço do 
bem causa redução da quantidade demandada, diz-se que o bem é inferior.
A regra que o enunciado da questão fala se refere a um bem normal, pois segue a lei geral da 
demanda. Como nem todos os bens inferiores seguem essa regra como é o caso dos bens de 
Giffen, então o item está errado.
Errado.
015. (CEBRASPE-CESPE/SUFRAMA/ECONOMISTA/2014) Quando preços dos bens e renda 
do consumidor são multiplicados por escalar positivo, a restrição orçamentária não é alterada.
Um escalar positivo é um número qualquer. Então como a questão fala em escalar positivo, 
multiplicaremos por um número positivo. A questão fala em multiplicar os preços e a renda por 
um escalar positivo. Nesse caso, o efeito sobre a restrição orçamentária será nulo.
Certo.
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016. (CEBRASPE-CESPE/FUB/ECONOMISTA/2018) As curvas de indiferença que represen-
tem níveis distintos de preferência podem se cruzar.
O axioma da transitividade nos diz que curvas de indiferença não podem se cruzar, pois assim 
garante que possamos comparar as possibilidades de preferências. Atente-se a figura a seguir 
de Varian (2015, p. 36):
Errado.
017. (FCC/ALESE/ANALISTA LEGISLATIVO/ECONOMIA/2018) O efeito de um aumento nos 
preços dos alimentos sobre a linha de orçamento de um dado consumidor, sem alterações 
em sua renda, em uma representação gráfica que relaciona os gastos com alimentação (eixo 
x) e os gastos com educação (eixo y) gera
a) um deslocamento paralelo da linha de orçamento original, com afastamento desta dos eixos 
de coordenadas.
b) uma rotação na linha de orçamento em torno de um intercepto, girando para dentro.
c) um deslocamento paralelo da linha de orçamento original, com aproximação desta dos eixos 
de coordenadas.
d) uma deformação da linha que tem seu centro aproximado do eixo de coordenadas.
e) uma rotação na linha de orçamento em torno de um intercepto, girando para fora.
Atente-se o gráfico a seguir para o caso em que há uma variação nos preços dos bens. Há uma 
alteração da inclinação da reta orçamentária. Atente-se o gráfico a seguir de Varian (2015, p. 23):
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Assim fica mais fácil a compreensão. Atente-se que a questão fala da situação em que um dos 
bens fica mais caro, então compraremos menos desse bem com a mesma renda. No gráfico, 
isso significa um recuo da reta orçamentária como pode ser visto acima. Por isso, o gabarito 
é a letra b.
Letra b.
018. (CEBRASPE-CESPE/TCE-MG/ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO/ECONOMIA/2018) 
Uma curva de indiferença (CI) representa graficamente os pontos que descrevem as diferentes 
combinações de bens em um mesmo nível de utilidade ao consumidor. O que justifica uma 
inclinação negativa da CI é
a) o mapa de indiferença.
b) a restrição orçamentária.
c) o custo marginal.
d) a utilidade marginal crescente.
e) a taxa marginal de substituição.
A taxa marginal de substituição entre os bens é igual à inclinação da curva de indiferença. A TMS 
é negativa porque quando a quantidade de um bem aumenta, a quantidade do outro bem deve 
diminuir uma vez que o orçamento não muda. Por isso, as curvas são negativamente inclinadas.
Letra e.
019. (IADES/CACD/DIPLOMATA/2019) No estudo das preferências dos consumidores, um 
dos pressupostos mais usados pode ser resumido em “quanto mais de um bem, melhor”. 
Todavia, nem sempre é assim. Ainda que isso facilite a criação de modelos para o estudo da 
teoria do consumidor e de curvas de demanda, há coisas que “enjoam”. Isso pode chegar ao 
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ponto em que não apenas a satisfação adicional fique menor, mas que ela fique negativa com 
a aquisição da unidade adicional do bem.
Considerando essa informação e a teoria econômica subjacente, julgue o item a seguir.
A quantidade máxima que pode ser adquirida de um bem sem reduzir a utilidade total do con-
sumidor, quando existe, marca um ponto de saciedade.
É isso que podemos notar nesse tipo de curva de demanda: aquele que gera a saciedade. Aí 
quando você chega nessa situação, não faz mais sentido consumir mais desse bem já que che-
gamos no ponto de saciedade. Atente-se a seguir o gráfico desse tipo de preferência conforme 
Varian (2015, p. 40):
Certo.
020. (IADES/CACD/DIPLOMATA/2019) No estudo das preferências dos consumidores, um 
dos pressupostos mais usados pode ser resumido em “quanto mais de um bem, melhor”. 
Todavia, nem sempre é assim. Ainda que isso facilite a criação de modelos para o estudo da 
teoria do consumidor e de curvas de demanda, há coisas que “enjoam”. Isso pode chegar ao 
ponto em que não apenas a satisfação adicional fique menor, mas que ela fique negativa com 
a aquisição da unidade adicional do bem.
Considerando essa informação e a teoria econômica subjacente, julgue o item a seguir.
Bens que apresentam nível de quantidade a partir do qual a satisfação adicional é negativa têm 
curva de demanda crescente a partir dessa quantidade.
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Essa questão está falando dos bens saciados. Nessa situação, não há que se falar em curva 
de demanda crescente, mas sim, nula a partir do ponto de saciedade como pode ser visto no 
gráfico a seguir conforme Varian (2015, p. 40):
Por isso, o item está errado.
Errado.
021. (ESAF/ANAC/ESPECIALISTA EM REGULAÇÃO DE AVALIAÇÃO CIVIL/2016) Seja o 
conjunto (x1, x2) a representação da cesta de consumo do consumidor em que x1 e x2 são 
as quantidades dos bens 1 e 2, respectivamente. Suponha que os preços desses bens sejam 
dados por p1 (para o bem 1) e p2 (para o bem 2) e que o orçamento do consumidor seja dado 
por R. Com base nessas informações, é correto afirmar que
a) as quantidades demandadas dos bens 1 e 2 dependem da produtividade marginal dos fatores 
de produção.
b) a inclinação da restrição orçamentária depende da relação entre x1 e x2.
c) a função restrição orçamentária é homogênea de grau zero em p1, p2 e R.
d) a quantidade máxima que o consumidor pode adquirir do bem 2 é dada pela relação R/p1.
e) o conjunto orçamentário é dado pela reta R=p1x1+p2x2.
Vamos analisartodas as alternativas uma a uma.
a) as quantidades demandadas dos bens 1 e 2 dependem da produtividade marginal dos fatores 
de produção. Está errada, porém esse assunto iremos ver nas próximas aulas.
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b) a inclinação da restrição orçamentária depende da relação entre x1 e x2. Está incorreta, pois a 
inclinação da reta orçamentária depende da relação de preços e não da quantidade de bens x1 e x2.
c) a função restrição orçamentária é homogênea de grau zero em p1, p2 e R. Está correta e 
é gabarito da questão. O que significa uma função ser homogênea de grau zero? Quando 
multiplicamos pelo mesmo número os preços e a renda, a função não é alterada em suas 
quantidades.
d) a quantidade máxima que o consumidor pode adquirir do bem 2 é dada pela relação R/p1. 
Está errada, pois a quantidade máxima que o consumidor pode adquirir do bem 2 é dada por 
R/p2 e não R/p1.
e) o conjunto orçamentário é dado pela reta R=p1x1+p2x2. Está errada, pois o conjunto orçamen-
tário compreende todas as cestas e não apenas os que estão na reta orçamentária. Em outras 
palavras, R≥p1x1+p2x2.
Letra c.
022. (ESAF/MPOG/EPPGO/2013) Conforme os princípios básicos da microeconomia, existem 
alguns pressupostos relacionados com as preferências do consumidor. Um desses pressupos-
tos é que as preferências são transitivas. Podemos afirmar que a transitividade significa que:
a) as preferências dos consumidores são independentes das comparações entre diferentes 
cestas de bens.
b) a comparação entre três cestas de bens não pode ser realizada se elas não tiverem a mesma 
quantidade de bens.
c) se uma cesta de bens A é preferida à cesta de bens B e se a cesta de bens B é preferida à 
cesta de bens C, então A somente será preferida à C se as curvas de indiferenças forem con-
vexas em relação à origem.
d) o consumidor somente poderá comparar três cestas de mercadorias se em seu conjunto de 
preferências houver quatro ou mais cestas de bens.
e) se uma cesta de bens A é preferida à cesta de bens B e se a cesta de bens B é preferida à 
cesta de bens C, então A é preferida à C.
Sobre o axioma da transitividade, é exatamente o que está descrito nE: se uma cesta de bens 
A é preferida à cesta de bens B e se a cesta de bens B é preferida à cesta de bens C, então A é 
preferida à C.
Letra e.
023. (CEBRASPE-CESPE/TCE-RO/AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO/2013) Curva de in-
diferença de dois bens substitutos perfeitos é uma reta.
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A curva de indiferença de dois bens substitutos é uma reta. Atente-se o gráfico a seguir como 
representamos a curva de indiferença desse tipo de preferência do consumidor conforme Va-
rian (2015):
Certo.
024. (ESAF/MF/ANALISTA DE FINANÇAS E CONTROLE/ECONÔMICO-FINANCEIRA/2013) 
Sobre a teoria do consumidor, é correto afirmar que:
a) as preferências são ditas completas se para duas cestas quaisquer for possível dizer que 
uma é preferível à outra.
b) se duas cestas de consumo estiverem na mesma curva de indiferença, a cesta com maior 
consumo do bem mais caro está associada a um maior nível de utilidade.
c) quando todos os axiomas de preferências são observados, é possível afirmar que curvas de 
indiferença não podem interceptar-se.
d) se duas cestas pertencem à mesma curva de indiferença, é porque as duas cestas têm o 
mesmo custo.
e) quanto mais cara a cesta, mais alta a curva de indiferença a que a cesta pertence.
Vamos analisar as alternativas individualmente. Vamos lá!?
a) as preferências são ditas completas se para duas cestas quaisquer for possível dizer que 
uma é preferível à outra. Alternativa incorreta, pois está incompleta, pois ficou faltando a parte 
que fala que se as cestas são indiferentes também.
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b) se duas cestas de consumo estiverem na mesma curva de indiferença, a cesta com maior 
consumo do bem mais caro está associada a um maior nível de utilidade. Esstambém está 
incorreta, pois cestas de consumo que estão na mesma curva de indiferença geram o mesmo 
nível de utilidade. Atente-se o gráfico a seguir de Varian (2015, p. 43):
c) quando todos os axiomas de preferências são observados, é possível afirmar que curvas de 
indiferença não podem interceptar-se. Está correta, pois é essa a definição que vimos na aula 
de hoje. Atente-se a figura a seguir de Varian (2015, p. 36):
d) se duas cestas pertencem à mesma curva de indiferença, é porque as duas cestas têm o 
mesmo custo. Está incorreta, pois a curva de indiferença indica quais cestas têm o mesmo 
nível de utilidade.
e) quanto mais cara a cesta, mais alta a curva de indiferença a que a cesta pertence. Alternativa 
incorreta, pois a escolha ótima estará na curva mais alta e não quanto mais cara a cesta.
Letra c.
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025. (FCC/TCE PR/ANALISTA DE CONTROLE/2011) Em relação à teoria do consumidor, 
considere:
I – As curvas de indiferença mais baixas são preferíveis às mais altas, assumindo-se a premissa 
da não saciedade e da transitividade na ordenação das preferências do consumidor.
II – No equilíbrio do consumidor com dois bens, a taxa de marginal de substituição entre eles 
é igual à razão entre seus preços.
III – A inclinação das curvas de indiferença do consumidor é função do preço relativo dos bens 
de sua cesta de consumo.
IV – Bens inferiores são aqueles em que geralmente o valor absoluto do efeito renda é menor 
que o do efeito substituição.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I e II.
b) I e III.
c) II e III.
d) II e IV.
e) I, III e IV.
A afirmativa I nos diz que: As curvas de indiferença mais baixas são preferíveis às mais altas, 
assumindo-se a premissa da não saciedade e da transitividade na ordenação das preferências 
do consumidor. Está incorreta, pois as curvas de indiferença mais altas são as preferidas e não 
as mais baixas.
A afirmativa II nos diz que: No equilíbrio do consumidor com dois bens, a taxa de marginal de 
substituição entre eles é igual à razão entre seus preços. Essa afirmativa está correta, pois, no 
equilíbrio, temos que TMS=P1/P2.
A afirmativa III nos diz que: A inclinação das curvas de indiferença do consumidor é função 
do preço relativo dos bens de sua cesta de consumo. Está incorreta, pois a inclinação da reta 
orçamentária é função do preço relativo dos bens de sua cesta de consumo.
A afirmativa IV nos diz que: Bens inferiores são aqueles em que geralmente o valor absoluto do 
efeito renda é menor que o do efeito substituição. Estácorreta, pois o valor absoluto do efeito 
renda deverá ser inferior ao valor absoluto do efeito substituição. Se não for assim, eles seriam 
bens de Giffen.
Letra d.
026. (VUNESP/BNDES/PROFISSIONAL BÁSICO/2002) Com relação à teoria do consumidor, 
é correto afirmar que
a) a inclinação da curva de restrição orçamentária depende da renda do consumidor.
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b) as curvas de indiferença são geralmente côncavas em relação à origem dos eixos, porque a 
taxa marginal de substituição entre os dois bens aumenta à medida em que o consumidor se 
desloca para baixo e para a direita da curva.
c) quando a taxa marginal de substituição entre dois bens é constante ao longo da curva de 
indiferença, um bem é complementar perfeito do outro.
d) a posição e a forma das curvas de indiferença para um consumidor dependem de seu nível 
de renda e dos preços dos bens por ela representados.
e) se as curvas de indiferença do consumidor forem estritamente convexas, na cesta que re-
presenta a escolha ótima do consumidor, a taxa marginal de substituição entre os dois bens 
iguala, em valor absoluto, a razão de seus preços relativos.
Vamos analisar cada uma das alternativas. Bora!
a) a inclinação da curva de restrição orçamentária depende da renda do consumidor. Está incor-
reta, pois a inclinação da curva de restrição orçamentária depende da relação entre os preços 
dos bens e não da renda do consumidor.
b) as curvas de indiferença são geralmente côncavas em relação à origem dos eixos, porque a 
taxa marginal de substituição entre os dois bens aumenta à medida em que o consumidor se 
desloca para baixo e para a direita da curva. Está incorreta, pois a regra geral é que a curva de 
indiferença seja convexa, pois o consumidor prefere diversificar seu consumo.
c) quando a taxa marginal de substituição entre dois bens é constante ao longo da curva de 
indiferença, um bem é complementar perfeito do outro. Alternativa incorreta, pois as curvas de 
indiferença de bens complementares têm formato em L, denotando sua TMS infinita na parte 
vertical e zero na parte horizontal. Atente-se, a seguir, o gráfico segundo Varian (2015, p.38):
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d) a posição e a forma das curvas de indiferença para um consumidor dependem de seu nível 
de renda e dos preços dos bens por ela representados. está incorreta, pois a posição e a forma 
das curvas de indiferença dependem das preferências do consumidor.
e) se as curvas de indiferença do consumidor forem estritamente convexas, na cesta que repre-
senta a escolha ótima do consumidor, a taxa marginal de substituição entre os dois bens iguala, 
em valor absoluto, a razão de seus preços relativos. Alternativa correta, pois são justamente as 
definições que vimos na aula de hoje.
Letra e.
027. (CEBRASPE-CESPE/SEFAZ-ES/CONSULTOR DO EXECUTIVO/2010) Suponha que um 
consumidor gaste otimamente sua renda semanal de R$ 80,00 com 20 unidades de vestuário, 
pagando R$ 2,00 a unidade, e com 40 unidades de alimento, pagando R$ 1,00 a unidade.
Com relação às restrições orçamentárias desse consumidor, julgue o item abaixo.
Com a mesma renda semanal, caso o preço do alimento caia 50% em determinada semana, a 
taxa marginal de substituição passa para -1.
Essa questão está pedindo para fazermos uma comparação de TMS. A primeira TMS é para 
representar a situação padrão do enunciado. Como a TMS é uma razão de preços, então vamos 
fazer -p1/p2 que vai ficar assim:
A segunda situação é aquela em que há uma redução de 50% do preço do alimento, aí a TMS 
vai ficar assim:
Errado.
028. (FGV/SEFAZ-RJ/AUDITOR FISCAL DA RECEITA ESTADUAL/2007) A teoria do consu-
midor modela a escolha ótima de um consumidor face a diferentes cestas factíveis de bens. 
Nesse contexto, a escolha ótima do consumidor deverá ser:
a) a curva de indiferença que se situar no ponto médio da restrição orçamentária.
b) a cesta de bens que conferir o maior nível de utilidade ao consumidor e que estiver fora do 
conjunto orçamentário do consumidor.
c) a cesta de bens, pertencente ao conjunto orçamentário do consumidor, que se situar na curva 
de indiferença mais alta.
d) a curva de indiferença que estiver mais inclinada positivamente.
e) a curva de indiferença que possuir o maior número de cestas indiferentes.
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Vamos analisar cada uma das alternativas:
a) a curva de indiferença que se situar no ponto médio da restrição orçamentária. Alternativa 
incorreta, pois isso não ocorre necessariamente.
b) a cesta de bens que conferir o maior nível de utilidade ao consumidor e que estiver fora do 
conjunto orçamentário do consumidor. Alternativa incorreta, pois estamos restritos ao conjunto 
orçamentário.
c) a cesta de bens, pertencente ao conjunto orçamentário do consumidor, que se situar na curva 
de indiferença mais alta. Alternativa correta, pois é essa é a regra geral para a escolha ótima.
d) a curva de indiferença que estiver mais inclinada positivamente. Alternativa incorreta, pois 
não faz sentido algum.
e) a curva de indiferença que possuir o maior número de cestas indiferentes. Alternativa incor-
reta, pois não há relação entre curva de indiferença com a quantidade de cestas indiferentes.
Letra c.
029. (CEBRASPE-CESPE/MTE/ECONOMISTA/2008) O fato de a redução substancial dos 
preços dos computadores elevar a demanda por CDs/DVDs atesta que as curvas de indiferença 
entre esses bens caracterizam-se por apresentar taxas marginais de substituição decrescentes.
Pela descrição do enunciado da questão, podemos perceber que a demanda de computadores 
e CDs/DVDs são complementares. Porém, não sabemos se são complementares perfeitos ou 
não. Por esse motivo, o item está errado. A curva em L dos complementares tem TMS infinita 
até o ângulo reto, quanto se torna zero. Isso não é decrescente.
Errado.
030. (CEBRASPE-CESPE/SEFAZ-ES/CONSULTOR DO EXECUTIVO/2008) Se determinados 
consumidores estiverem dispostos a comprar produtos mais baratos, mesmo que isso signi-
fique o consumo de produtos de pior qualidade, então, para esses consumidores, as curvas 
de indiferença entre os atributos preço e qualidade estarão negativamente inclinadas.
Essa questão está incorreta, pois troca os atributos no lugar dos bens.
Errado.
031. (CEBRASPE-CESPE/SEFAZ ES/CONSULTOR DO EXECUTIVO/2008) O fato de um con-
sumidor considerar que medicamentos de marcas específicas e medicamentos genéricos 
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sejam equivalentesimplica que, para esse consumidor, a taxa marginal de substituição entre 
esses remédios é nula.
O item está incorreto, pois, na situação narrada, a TMS será constante e não nula.
Errado.
032. (CEBRASPE-CESPE/CGE-PI/AUDITOR GOVERNAMENTAL/2015) As curvas de indife-
rença apresentam inclinação positiva e densidade em todo o espaço de bens.
está incorreta, pois a inclinação é negativa e não positiva como informado no item.
Errado.
033. (CEBRASPE-CESPE/TCE RO/AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO/2013) Acerca das 
preferências do consumidor e suas curvas de indiferença, julgue o item subsequente.
As premissas de integralidade, transitividade e monotonicidade explicam as preferências de 
um consumidor racional.
Item incorreto, pois as premissas citadas no item não explicam a Teoria do Consumidor. As 
premissas existem para simplificar a teoria.
Errado.
034. (VUNESP/MPE-SP/ANALISTA TÉCNICO CIENTÍFICO/ECONOMISTA/2019) A figura a 
seguir mostra o mapa de indiferenças de um consumidor em relação a dois bens.
Pode-se afirmar que, do ponto de vista desse consumidor, esses dois bens são
a) Substitutos perfeitos
b) Não relacionados
c) Complementares perfeitos
d) Independentes
e) Superiores
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O gráfico apresentado representa o mapa de indiferença de bens complementares perfeitos.
Letra c.
035. (CEBRASPE-CESPE/CACD/DIPLOMATA/2018) Essa citação de Marshall indica que, 
por detrás de preços, há, da parte do consumidor, motivações que consideram a satisfação 
a ser obtida com cada bem na hora da compra.
Considerando esse tema, julgue (C ou E) o item seguinte, acerca da teoria do consumidor.
Dependendo do formato da curva de indiferença de um consumidor para dois bens, um des-
locamento paralelo de sua restrição orçamentária para cima e para a direita poderá provocar 
queda no consumo de um dos bens em questão.
O item está correto, pois no caso de um bem inferior podemos ter o aumento da renda e dimi-
nuição do consumo do bem.
Certo.
036. (CEBRASPE-CESPE/CACD/DIPLOMATA/2018) Essa citação de Marshall indica que, 
por detrás de preços, há, da parte do consumidor, motivações que consideram a satisfação 
a ser obtida com cada bem na hora da compra.
Considerando esse tema, julgue (C ou E) o item seguinte, acerca da teoria do consumidor.
Caso as preferências do indivíduo sejam representadas por uma função de utilidade linear, é 
possível que ele escolha não consumir um dos bens.
Item correto, pois essa é a demanda de bens substitutos perfeitos.
Certo.
037. (FGV/AL-RO/ANALISTA LEGISLATIVO/ECONOMIA/2018) Suponha que um indivíduo 
tenha preferências estritamente convexas e monotônicas. Se este indivíduo é indiferente entre 
as cestas x = (3,5) e y = (5,3), logo ele irá preferir, estritamente,
a) a cesta z = (4,0) em relação a cesta x apenas.
b) a cesta x em relação a qualquer combinação convexa de y com a cesta w = (4,5).
c) a cesta y em relação à cesta obtida pela média geométrica entre a cesta x e a própria cesta y.
d) qualquer cesta obtida pela combinação convexa (t3 + (1-t)*5, t5 + (1-t)*3), t ≥ 0, em relação 
as cestas x e y.
e) a cesta obtida pela média aritmética entre as cestas x e y em relação às próprias cestas x e y.
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Curvas de indiferença convexas implicam que as médias serão preferidas aos extremos, pois 
esses pontos, necessariamente, pertencerão a curvas de indiferença mais altas. Atente-se esse 
raciocínio no gráfico a seguir de Varian (2015, p. 44):
Letra e.
038. (CEBRASPE-CESPE/EBSERH/ANALISTA ADMINISTRATIVO/ECONOMIA [ADAPTA-
DA]/2018) A utilidade ordinal é caracterizada por uma abordagem centrada em afirmações 
do tipo “O bem A é preferível ao bem B”, exemplo do conceito de utilidade ordinal, não é su-
ficiente para fundamentar as propriedades gerais das curvas de indiferença do consumidor.
Item incorreto, pois o conceito de utilidade ordinal é suficiente para fundamentar as propriedades 
gerais das curvas de indiferença do consumidor.
Errado.
039. (CEBRASPE-CESPE/TJ-SE/ANALISTA JUDICIÁRIO/ECONOMIA/2014) Acerca das 
teorias cardinal e ordinal da utilidade, das curvas de indiferença e da escolha ótima, julgue o 
item seguinte.
De acordo com a teoria ordinal, as funções utilidade U e V representariam as mesmas prefe-
rências se V = 4U3 + 10.
Alterações que foram feitas na função “V” são monotônicas, por isso representam as mesmas 
preferências da função “U”.
Certo.
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Teoria do Consumidor
EConomia E Finanças PúbliCas
Daisy Assmann
040. (VUNESP/ARSESP/ESPECIALISTA EM REGULAÇÃO/ECONÔMICO FINANCEIRO/2018) 
Em relação à teoria do consumidor, supondo-se apenas dois bens de consumo X e Y, é correto 
afirmar que
a) as preferências do consumidor são consideradas monotônicas quando ele sempre prefere 
uma maior quantidade de cada bem, independentemente de quanto deste já esteja consumindo.
b) o equilíbrio do consumidor ocorre na cesta de bens em que a taxa marginal de substituição 
entre os bens X e Y é maior que a razão dos respectivos preços.
c) a inclinação da curva de indiferença é função dos preços relativos dos bens X e Y.
d) as curvas de indiferença normalmente são côncavas em relação à origem porque a taxa 
marginal de substituição dos bens X e Y é cada vez maior à medida que o consumo de um dos 
bens aumenta.
e) uma curva de indiferença situada à esquerda de outra implica que o nível de satisfação do 
consumidor é maior na primeira do que na segunda.
“a” está correta, pois quando falamos de bens, e não de males, é razoável supor que o consu-
midor prefira consumir mais a consumir menos.
Letra a.
041. (FGV/SEFAZ-RJ/AUDITOR FISCAL DA RECEITA ESTADUAL/2011) Suponha uma eco-
nomia em que as preferências dos agentes sejam relacionadas aos bens A e B. A respeito 
dessas curvas de indiferença NÃO é correto afirmar que
a) as curvas de indiferença nunca se cruzam.
b) curvas mais próximas da origem representam curvas menos preferíveis em relação às curvas 
mais distantes.
c) curvas de indiferença côncavas indicam uma preferência dos consumidores com relação à 
variedade.
d) as curvas de indiferença são negativamente inclinadas indicando o trade-off entre os bens A e B.
e) curvas de indiferença lineares indicam uma mesma taxa marginal de substituição entre os 
bens A e B.
Vamos à análise das alternativas.
a) as curvas de indiferença nunca se cruzam. Alternativa correta, pois essa é a regra geral.
b) curvas mais próximas da origem representam curvas menos preferíveis em relação às curvas 
mais distantes. Alternativa correta, pois as cestas mais próximas têm menos bens e, por isso, 
são menos preferidas pelo consumidor.
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c) curvas de indiferença côncavas indicam uma preferência dos consumidores com relação à 
variedade. Alternativa incorreta, pois as curvas de indiferença côncavas indicam preferência por 
especialidade e não por diversificar o consumo.
d) as curvas de indiferença são negativamente inclinadas indicando o trade-off entre os bens A 
e B. Alternativa correta, pois trade-off é uma situação de escolha em que abrimos mão de algo 
para obter outra coisa em troca.
e) curvas de indiferença lineares indicam uma mesma taxa marginal de substituição entre os 
bens A e B. Alternativa correta, pois as curvas de indiferença lineares possuem TMS constante 
em toda sua extensão.
Letra c.
042. (CONSULPLAN/NATIVIDADE/Economista/2014) “Um mapa de indiferença descreve as 
preferências de um consumidor em relação a diversas combinações de bens e serviços. Porém, 
as preferências do consumidor não explicam totalmente o comportamento do consumidor. As 
escolhas são também influenciadas pelas restrições orçamentárias, as quais, em razão dos 
preços a serem pagos pelos diversos bens e serviços, limitam a possibilidade de as pessoas 
fazerem opções.”
O fragmento anterior se refere ao comportamento
a) do produtor: restrição de custos.
b) do consumidor: efeito inflacionário.
c) de produtor: restrição orçamentária.
d) do consumidor: restrição orçamentária.
correta é a letra d: do consumidor: restrição orçamentária.
Errado.
043. (CEBRASPE-CESPE/FUB/ECONOMISTA/2018) As curvas de indiferença são uma forma 
gráfica de representar as preferências de um agente.
Considerando curvas de indiferença que satisfaçam os axiomas de completude, reflexividade 
e transitividade, bem como a existência de apenas dois bens, julgue o item a seguir.
As curvas de indiferença que representem níveis distintos de preferência podem se cruzar.
As curvas de indiferença não podem se cruzar, certo?!
Errado.
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044. (CEBRASPE-CESPE/FUB/ECONOMISTA/2018) O preço que uma pessoa paga por uma 
coisa nunca pode exceder e raramente se aproxima daquilo que ela estaria disposta a pagar 
em vez de ficar sem essa coisa — de modo que a satisfação que ela obtém de sua compra 
geralmente excede àquela que é obtida quando ela desiste dessa compra.
Alfred Marshall. Princípios de economia. Coleção Os Economistas. São Paulo: Abril, v. 1, 1982, p. 123 (com 
adaptações).
Essa citação de Marshall indica que, por detrás de preços, há, da parte do consumidor, motiva-
ções que consideram a satisfação a ser obtida com cada bem na hora da compra.
Considerando esse tema, julgue (C ou E) o item seguinte, acerca da teoria do consumidor.
Um aumento no consumo de um bem pode não aumentar o nível de utilidade de um indivíduo.
Item correto, pois podemos ter um mal ao invés de ter um bem. Ou quando o aumento do con-
sumo de um bem gera a redução no consumo de outro bem. Nessas duas situações, é possível 
aumentar o consumo sem aumentar a utilidade.
Certo.
045. (VUNESP/MPE-ES/AGENTE TÉCNICO/ECONOMISTA/2013) Quando é reduzido o pre-
ço de um dentre dois bens, mantida a renda constante, pode-se detectar o chamado efeito 
substituição, situação em que o consumidor realoca seus gastos entre os dois bens. Neste 
contexto, pode-se afirmar que
a) o efeito renda substitui o efeito substituição.
b) a redução do preço de um bem não afeta o nível de bem-estar do consumidor.
c) o efeito preço pode ser decomposto em efeito renda combinado com efeito substituição.
d) a redução do preço de um bem deve reduzir o nível de bem-estar do consumidor.
e) o efeito substituição substitui o efeito preço.
Vamos à análise das alternativas.
a) o efeito renda substitui o efeito substituição. Alternativa incorreta, pois não faz sentido em 
substituição de efeitos.
b) a redução do preço de um bem não afeta o nível de bem-estar do consumidor. Alternativa incorreta, 
pois a redução do preço de um bem alcança possibilita alcançar curvas de indiferença mais altas.
c) o efeito preço pode ser decomposto em efeito renda combinado com efeito substituição. 
Afirmativa correta, pois podemos dividir o efeito preço em duas partes: o efeito renda e o efeito 
substituição.
d) a redução do preço de um bem deve reduzir o nível de bem-estar do consumidor. Afirmativa 
incorreta, pois uma redução do preço tende a aumentar o bem-estar do consumidor, mas não 
necessariamente deve como está escrito no item.
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e) o efeito substituição substitui o efeito preço. Alternativa incorreta, pois não faz sentido falar 
em substituição de efeitos.
Letra c.
046. (CEBRASPE-CESPE/CACD/DIPLOMATA/2010) A análise das demandas individual e 
de mercado constitui um dos pilares da teoria microeconômica. Acerca desse assunto, jul-
gue C ou E.
Nos mercados competitivos, a escolha ótima a ser feita por determinado consumidor corres-
ponde à escolha em que a taxa marginal de substituição entre dois bens quaisquer é igual para 
todos os consumidores.
Item certo, pois, em mercados competitivos, o preço dos bens é o mesmo para todos os con-
sumidores. E isso significa que podemos usar a fórmula da TMS.
Certo.
047. (VUNESP/PREF SJC/ANALISTA EM GESTÃO MUNICIPAL/CIÊNCIAS ECONÔMI-
CAS/2015) Um bem de Giffen
a) pode ser um bem de luxo com elasticidade renda superior a 1.
b) é um bem cuja elasticidade preço da oferta é superior a 1.
c) é um bem cuja demanda apresenta declividade negativa para qualquer preço.
d) é um bem muito raro.
e) é um bem inferior cujo efeito renda, em módulo, supera o efeito substituição.
correta é a letra “e”, pois o bem de Giffen é aquele cuja quantidade demanda tem relação posi-
tiva com o preço, ou seja, quando o preço aumento sua quantidade aumenta, quando o preço 
cai sua quantidade demandada cai.
Errado.
048. (CEBRASPE-CESPE/CACD/DIPLOMATA/2010) A análise das demandas individual e 
de mercado constitui um dos pilares da teoria microeconômica. Acerca desse assunto, jul-
gue C ou E.
Supondo-se que, no Brasil, o uso de transporte coletivo seja um bem inferior, conclui-se que o 
efeito renda decorrente do aumento do preço das passagens de ônibus contribui para reforçar 
o efeito substituição, o que reduz a demanda por esse tipo de transporte.
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Item incorreto, pois, no caso de bens inferiores, o efeito renda diminui o efeito substituição. 
Uma redução no consumo diante de um aumento de preço acaba sendo menor do que seria 
para bens normais.
Errado.
049. (FGV/ANALISTA CENSITÁRIO/IBGE/ANÁLISE SOCIOECONÔMICA/2017) Com relação 
à teoria do consumidor, analise os itens a seguir:
I – Com exceção de bens complementares perfeitos, a curva de demanda hicksiana (compen-
sada) por um bem tem inclinação negativa, pois o efeito substituição é sempre negativo para 
aumentos do preço desse bem.II – Considere preferências de um consumidor descritas pela seguinte função utilidade: U (x, 
y) = x²+y. Comparando-se as cestas de consumo A = (10,20) e B = (0,60), pode-se inferir que a 
situação desse consumidor está duas vezes melhor com o consumo da cesta A do que com o 
consumo da cesta B, ou seja, a função utilidade apresenta a propriedade cardinal.
III – Um bem é classificado como bem de Giffen se o efeito renda é menor que o efeito substituição.
Está correto o que se afirmar em:
a) Somente I;
b) Somente I e II;
c) Somente I e III;
d) Somente II e III;
e) I, II e III.
A questão fala sobre os efeitos renda e substituição. Vamos analisar as afirmativas:
I – Com exceção de bens complementares perfeitos, a curva de demanda hicksiana (compen-
sada) por um bem tem inclinação negativa, pois o efeito substituição é sempre negativo para 
aumentos do preço desse bem.
É isso mesmo! A curva de demanda hicksiana (compensada) pressupõe utilidade constante. 
Portanto, se o preço do bem aumenta, o consumidor vai ter um incremento de renda que o 
possibilita manter sua utilidade constante.
Isso significa que, via efeito substituição, o consumidor trocará o bem que ficou mais caro por 
aquele relativamente mais barato agora. Portanto, ainda que haja compensação de renda para 
manter a utilidade constante, a quantidade demandada varia inversamente com o preço.
Entretanto essa situação não é possível quando os bens são complementares perfeitos, pois, 
neste caso, não adianta consumir mais do outro bem em detrimento ao bem mais caro. Assim 
o efeito substituição é nulo para bens complementares perfeitos.
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II – Considere preferências de um consumidor descritas pela seguinte função utilidade: U (x, 
y) = x²+y. Comparando-se as cestas de consumo A = (10,20) e B = (0,60), pode-se inferir que a 
situação desse consumidor está duas vezes melhor com o consumo da cesta A do que com o 
consumo da cesta B, ou seja, a função utilidade apresenta a propriedade cardinal.
Incorreto, pois se substituirmos as quantidades de x e y das cestas A e B na função, teremos U 
(A) = 120 e U (B) = 60. Isto é correto, porém a propriedade cardinal não nos permite inferir que a 
situação do consumidor está duas vezes melhor. Assim não podemos afirmar que há o dobro 
de satisfação simplesmente porque a utilidade resultou no dobro.
III – Um bem é classificado como bem de Giffen se o efeito renda é menor que o efeito substituição.
Incorreto, pois um bem será de Giffen se atender as duas condições a seguir:
1: o efeito renda deve agir no sentido contrário ao efeito renda; e
2: o efeito renda precisa ser maior que o efeito substituição.
Portanto, o bem de Giffen é um caso particular dos bens inferiores.
Letra a.
050. (FGV/TÉCNICO DE NÍVEL SUPERIOR/PREF. SALVADOR/SUPORTE ADMINISTRATIVO/
ECONOMIA OU GESTÃO FINANCEIRA/2017) Suponha que um indivíduo decida por uma cesta 
de dois bens (x e y) e que ele sempre decida consumir apenas um dos bens dependendo da 
razão de preços entre eles.
Logo, suas preferências são
a) Convexas.
b) Côncavas.
c) De Leontief.
d) Lexicográficas.
e) De bens complementares perfeitos.
Seria bom diferenciar curvas convexas e curvas côncavas. Vamos lá!
Curvas convexas: chamadas de curvas bem-comportadas. A diversificação é uma escolha su-
perior, ou seja, é melhor ter um pouco de cada bem.
Curvas côncavas: Curvas que não são bem-comportadas. A especialização é a melhor opção, 
ou seja, costuma escolher apenas um produto.
Desse modo, a letra “b” é correta, pois a escolha ótima está numa curva de indiferença mais 
elevada e concentra-se em apenas um dos bens.
Letra b.
051. (FGV/AUDITOR FISCAL TRIBUTÁRIO DA RECEITA MUNICIPAL/CUIABÁ/2016) A 
curva de indiferença é um ferramental importante na análise de preferências e escolhas do 
consumidor.
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https://www.tecconcursos.com.br/concursos/auditor-fiscal-tributario-da-receita-municipal-cuiaba-2016
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Assinale a opção que indica uma das características das curvas de indiferença, caso o consu-
midor tenha preferências racionais.
a) Duas curvas nunca se cruzam, o que viola o pressuposto de transitividade das preferências.
b) A utilidade do consumidor aumenta quando as curvas se deslocam em direção à origem dos 
eixos cartesianos.
c) As curvas de indiferença geram cestas indiferentes mesmo se uma das cestas contenha uma 
quantidade estritamente maior de todos os bens.
d) As curvas não cruzam o conjunto orçamentário do consumidor.
e) As curvas são convexas para funções utilidade convexas e côncavas, para funções utilida-
de côncavas.
A questão que fala sobre curvas de indiferença e duas curvas nunca se cruzam, o que viola o 
pressuposto de transitividade das preferências.
Assim, uma curva de indiferença diferente da outra representa necessariamente uma utilidade 
maior ou menor. Se elas se cruzarem, estará violado o princípio da transitividade. Ou seja, a 
afirmação propõe exatamente o contrário do que a teoria microeconômica pressupõe.
Se duas curvas nunca se cruzam, então estamos respeitando o pressuposto da transitividade 
das preferências e não o violando.
Da forma como está redigida, temos uma inversão entre a lógica do pressuposto e sua conse-
quência natural no gráfico do espaço de bens. Mas mantemos esta questão para compreender 
o estilo da banca.
Letra a.
052. (FGV/ANALISTA PORTUÁRIO/CODEBA/ECONOMISTA/2016) Uma pessoa recebe uma 
ligação de uma atendente de um banco, com a finalidade de responder a uma pesquisa de 
opinião. Dentre os quesitos possíveis, a pessoa deve opinar sobre quais as qualidades que 
ela valoriza mais nos serviços prestados pelo banco, dentre elas: segurança, baixo custo, 
remuneração elevada e quantidade de caixas eletrônicos.
A atendente pede para a pessoa dizer quais as qualidades que prefere, mas sempre duas a 
duas. Em suas duas primeiras respostas, a pessoa disse que prefere segurança a baixo custo 
e prefere baixo custo a quantidade de caixas eletrônicos.
Se suas preferências são racionais, em sua terceira resposta, a pessoa não pode preferir
a) Remuneração elevada a quantidade de caixas eletrônicos.
b) Quantidade de caixas eletrônicos a remuneração elevada.
c) Segurança a remuneração elevada.
d) Baixo custo a remuneração elevada.
e) Quantidade de caixas eletrônicos a segurança.
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Sobre as preferências, se são racionais, então elas precisam ser transitivas.
Assim se a pessoa prefere A a B e B a C, necessariamente prefere A a C.
Agora vamos ao problema em questão:
A pessoa que recebeu o telefonema prefere segurança a baixo custo e baixo custo a quantidade 
de caixas eletrônicos. Então a ordem para as preferências seria:
Segurança > baixo custo > quantidade de caixas eletrônicos.
Então, dentre as alternativas, se as preferências são racionais, necessariamente a pessoa não 
pode preferir quantidade de caixas eletrônicos a segurança.
Letra e.
053. (FGV/ANALISTA/DPE MT/ECONOMISTA/2015) Nos Jogos Olímpicos, a classificação 
dos países é feita por ordem decrescente do número de medalhas de ouro. No caso de em-
pate entre países nesse tipo de medalha, a classificação passa a ser por ordem decrescente 
do número de medalhas de prata. E no caso de novo empate, a classificação passa a ser por 
ordem decrescente do número de medalhas de bronze.
Esse tipo de classificação é um exemplo de preferências
a) Localmente saciadas.
b) Estritamente côncavas.
c) Intransitivas.
d) Quase lineares.
e) Lexicográficas.
O tipo de classificação utilizado nas olimpíadas e descrito acima é chamado de preferências 
lexicográficas. Trata-se de uma situação em que um consumidor estabelece uma ordem clara 
de preferência e escolhe um próximo produto apenas na impossibilidade de consumir aquele 
imediatamente acima de sua preferência.
Senão, imaginemos um consumidor que prefira significativamente sorvete a chocolate e este 
a doce de leite. Assim, caso não consiga consumir sorvete, consumirá chocolate mesmo que 
numa quantidade menor que doce de leite.
Letra e.
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REFERÊnCias biblioGRÁFiCas
FLATICON. Banco de ícones livres. Disponível em: https://www.flaticon.com/br/. Acesso em: 
08 jan. 2022.
KUPFER, David. Economia industrial: fundamentos teóricos e práticas no Brasil / David Kupfer, 
Lia Hasenclever. – 3. ed. rev. e ampl. – São Paulo: Atlas, 2020.
VASCONCELLOS, Marco Antonio Sandoval de
Economia: micro e macro: teoria e exercícios, glossário com os 300 principais conceitos eco-
nômicos / Marco Antonio Sandoval de Vasconcellos. – 6. ed. – São Paulo: Atlas, 2015.
VARIAN, Hal R., 1947-
9. ed. Microeconomia: uma abordagem moderna / Hal R. Varian; tradução Regina Célia Simille 
de Macedo. – 9. ed. – Rio de Janeiro: Elsevier, 2015.
WELLS, Robin; KRUGMAN, Paul. Microeconomia. [tradução Regina Célia Simille de Macedo]. – 3. 
ed. – Rio de Janeiro: Elsevier, 2015. Tradução de: Microeconomics
Daisy Assmann
Economista pela UnB, mestre e doutora em Economia pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em 
vários concursos, dentre eles, na Defensoria Pública da União em 2012, onde atua exercendo a função de 
coordenadora de planejamento e acompanhamento financeiro.
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	Sumário
	Apresentação
	Teoria do Consumidor
	1. Teoria do Consumidor: uma Introdução
	2. Restrição Orçamentária
	3. Preferências do Consumidor
	4. Tipos de Preferências do Consumidor
	Resumo
	Questões Comentada em Aula
	Questões de Concurso
	Gabarito
	Gabarito Comentado
	Referências Bibliográficas
	AVALIAR 5: 
	Página 70:- 10763753408, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
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Essas são questões que precisaremos ter em mente para compreender a Teoria do Con-
sumidor. Vamos lá?!
001. (IADES/CACD/DIPLOMATA/2019) No estudo das preferências dos consumidores, um 
dos pressupostos mais usados pode ser resumido em “quanto mais de um bem, melhor”. 
Todavia, nem sempre é assim. Ainda que isso facilite a criação de modelos para o estudo da 
teoria do consumidor e de curvas de demanda, há coisas que “enjoam”. Isso pode chegar ao 
ponto em que não apenas a satisfação adicional fique menor, mas que ela fique negativa com 
a aquisição da unidade adicional do bem.
Considerando essa informação e a teoria econômica subjacente, julgue o item a seguir.
A satisfação adicional a cada unidade adicional adquirida do bem é reflexo da lei da utilidade 
marginal decrescente.
Mais adiante veremos esse conceito com mais detalhe, mas, por enquanto, saiba que a lei da 
utilidade marginal decrescente determina que a satisfação adicional ao consumir determinado 
bem. E essa satisfação adicional é cada vez menor a medida que o consumidor consome mais 
do bem, portanto, a afirmação está correta ao dizer que a satisfação adicional é determina pela 
lei da utilidade marginal.
Certo.
Repare que as provas de concurso gostam de cobrar o tema teoria do consumidor em 
geral. Por isso, vamos nos aprofundar um pouco nele, certo?! Vamos lá?
2. restrição orçAmentáriA
Acabamos de ver a importância da restrição orçamentária na Teoria do Consumidor uma 
vez que limita a composição da cesta de bens que o agente vai consumir. Então vamos, agora, 
aprofundar os conhecimentos acerca da restrição orçamentária. 😄 
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Quando falamos de agente, pense em você ou na sua família. Quando você está montando 
a sua cesta de bens que vai consumir, os seus desejos de consumo são limitados pelo seu 
orçamento disponível.
É exatamente isso que a restrição orçamentária vai representar 😄. Como a ideia é mode-
lar um processo de otimização, ou seja, queremos os melhores bem possíveis dada a restri-
ção do seu orçamento, então precisamos representar matematicamente a reta da restrição 
orçamentária.
Modelos geralmente são simplificados, então vamos considerar que o orçamento é repre-
sentado pela reta com o seguinte formato:
Nessa equação, p1 e p2 são os preços dos bens e x1 e x2 são as quantidades dos bens que 
vão compor a cesta. m por sua vez representa o montante de recursos que o agente possui 
para gastar com os bens x1 e x2.
O PULO DO GATO
Nas provas de concurso, vamos considerar que a restrição orçamentária é uma reta. Então 
basta aplicar os seus conhecimentos sobre equação de uma reta e você vai conseguir avançar 
bem nesse conteúdo.
Podemos determinar, com essa equação e algumas manipulações algébricas, a inclinação 
da reta orçamentária bem como podemos determinar os interceptos. Atente-se, a seguir, uma 
representação geométrica da reta orçamentária conforme Varian (2015, p. 21):
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O PULO DO GATO
Você pode usar a equação de cálculo da reta para calcular a reta da restrição orçamentária: 
. No lugar de y, você pode colocar o x2 e, no lugar de x, você pode colocar o 
x1. Assim você vai chegar até a equação da reta orçamentária.
Um mnemônico para gravar o formato desse tipo de reta é “io-io 
mi xo-xo”.
Quando calculamos a reta orçamentária ou restrição orçamentária, obtemos alguns nú-
meros importantes que são os interceptos e a inclinação da reta orçamentária. Os interceptos 
significam as quantidades de bens que iremos consumir se apenas um dos bens estiver na 
cesta. Por exemplo, se calcularmos o intercepto do eixo x2, então o intercepto vertical será 
 E o intercepto do eixo x1 será Por fim, a inclinação da reta orçamentária será
Para chegar até esses valores, você vai isolar essas variáveis na equação da reta. Por 
exemplo, se você quiser calcular o intercepto vertical, você vai considerar que consumiu nada 
do bem x2 e substituir na equação da reta orçamentária. Atente-se a seguir como calcular.
Substitua x1 por zero na equação e isole x2 na equação da reta:
Para calcular o intercepto horizontal, você vai fazer o mesmo procedimento. Um é memo-
rizar que o intercepto horizontal é
Você pode estar se perguntando: ok, e como cálculo a inclinação da reta orçamentária?
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Vamos fazer um procedimento similar e isolar o bem x2.
Isolando x2:
Agora, vamos isolar o termo x2 dessa equação:
O termo que acompanha x1 corresponde à inclinação da reta orçamentária. Qual 
é o significado dessa fórmula? Essa fórmula mostra quantas unidades do bem 2 o 
consumidor precisa consumir para satisfazer a restrição orçamentária se consumir x1 
unidades do bem 1.
E a inclinação da reta? Qual é o significado econômico dela ou intuição dessa inclinação?
A inclinação da reta orçamentária mede a taxa pela qual o mercado está disposto a subs-
tituir o bem 1 pelo bem 2.
Outra interpretação para a reta orçamentária é que mede o custo de oportunidade de 
consumir o bem 1. Ou ainda, podemos pensar que para consumir mais do bem 1, é preciso 
que se deixe de consumir um pouco do bem 2.
Varian (2015, p. 22), pontua que: “Abrir mão da oportunidade de consumir o bem 2 é o 
custo econômico real de consumir mais do bem 1; esse custo é medido pela inclinação da 
reta orçamentária.”
Dando seguimento no conteúdo da reta orçamentária, precisamos saber como a reta 
orçamentária se movimenta quando:
• Há uma variação nos preços dos bens;
• Alteração na renda.
No caso em que há uma variação nos preços dos bens, a inclinação da reta orçamentária 
se altera. Atente-se o gráfico a seguir de Varian (2015, p. 23):
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Já no segundo caso, quando há uma alteração na renda, a reta orçamentária se desloca 
sem mexer na inclinação da reta. Atente-se o gráfico a seguir conforme Varian (2015, p. 23).
Existem outros casos ainda. Por exemplo, os preços podem aumentar na mesma proporção 
e a renda se manter no nível. Nesse caso, a renda fica reduzida pela mesma proporção em 
que os preços aumentaram. Atente-se o exemplo a seguir baseadoem Varian (2015, p. 24).
Se multiplicarmos p1 e p2 por 2, então a reta orçamentária fica:
Isolando o 2, pois é o número em comum nos dois termos da equação, temos:
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Passando o 2 para o outro lado, temos:
Portanto, pudemos perceber que quando os bens aumentam na mesma proporção, a renda 
fica reduzida por essa mesma proporção. No caso do nosso exemplo, multiplicamos por 2 os 
dois preços e a renda ficou dividida por 2. Agora se tanto os preços p1 e p2 se alterarem no 
mesmo montante e a renda aumentar também, então o efeito se anula.
Atente-se que se a cesta de consumo está dentro da área que compreende a reta orça-
mentária, temos uma cesta possível. E perceba que isso é válido para qualquer cesta que 
esteja na linha da reta e abaixo. Um ponto importante é que somente as cestas que estão em 
cima da linha da reta é que são as cestas ótimas. Agora se a cesta ultrapassar a reta, então 
teremos uma cesta impossível. Atente-se o infográfico a seguir:
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Um último ponto que merece destaque é o efeito dos impostos, dos subsídios e dos racio-
namentos alteram a reta orçamentária uma vez que todos os três alteram a relação natural de 
preços que seria definida pelo mercado. Basicamente, podemos dizer que impostos, subsídios 
e racionamentos alteram os preços que o consumidor vai pagar.
002. (CEBRASPE-CESPE/MINISTÉRIO DA JUSTIÇA/ECONOMISTA/2013) O Ministério da 
Justiça (MJ) tem um montante fixo para gastar na aquisição de dois bens: mesas e compu-
tadores. Ainda, o MJ planeja ocupar um prédio de sua propriedade, atualmente alugado para 
profissionais liberais. Com base nessa situação hipotética, julgue o item seguinte.
A duplicação dos preços da mesa e do computador apresenta o mesmo efeito, na linha do 
orçamento, que é a redução, pela metade, do montante fixo.
Quando a questão falou sobre um montante fixo para gastar na aquisição de dois bens, ela 
está mencionando a reta orçamentária que, por sua vez, vai definir a restrição orçamentária do 
consumidor.
Outro ponto que a questão fala é que o montante fixo é para gastar com dois bens: mesas e 
computadores.
Depois o enunciado fala que se dobrarmos os preços dos computadores e das mesas, haverá 
o mesmo efeito sobre a linha do orçamento, portanto, a redução pela metade do montante fixo.
Vamos transpor essa ideia para uma reta orçamentária:
Vamos considerar que o preço inicial é 1, então a reta orçamentária fica:
Agora vamos considerar que o preço passou para 2:
Se isolarmos o 2 que é o termo em comum nos bens x1 e x2 e depois passarmos para o outro 
lado dividindo, teremos a seguinte reta orçamentária:
Com isso podemos perceber que ao dobrarmos os preços dos bens, e sem alterar a reta orça-
mentária, teremos um orçamento reduzido à metade.
Certo.
003. (FUNCAB/SESACRE/ECONOMIA/2014) A reta orçamentária pode ser definida da se-
guinte maneira:
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a) “É a representação do conjunto de combinações máximas possíveis de bens, dados a renda 
do consumidor e os preços dos bens.”
b) “É o montante de renda disponível do consumidor, em dado período de tempo.”
c) “É o instrumental gráfico que serve para ilustrar as preferências do consumidor.”
d) “É a representação gráfica que demonstra a utilidade ou satisfação que um bem representa 
para o consumidor.”
e) “É o lugar geométrico de pontos representando diferentes combinações de bens que dão ao 
consumidor o mesmo nível de utilidade.”
Vamos analisar cada uma das alternativas.
a) “É a representação do conjunto de combinações máximas possíveis de bens, dados a renda do 
consumidor e os preços dos bens.” E essa é correta, pois é justamente a definição da reta orçamentária.
b) “É o montante de renda disponível do consumidor, em dado período de tempo.” Está incor-
reta, pois somente o montante da renda não define a reta orçamentária. Sem os preços não é 
possível definir a nossa reta orçamentária.
c) “É o instrumental gráfico que serve para ilustrar as preferências do consumidor.” Está incor-
reta, pois a reta orçamentária não possui informações sobre as preferências do consumidor. 
A reta orçamentária traz informações sobre a cesta de bens disponíveis e a renda disponível 
para o consumidor gastar.
d) “É a representação gráfica que demonstra a utilidade ou satisfação que um bem representa 
para o consumidor.” Está incorreta, pois a reta orçamentária traz informações sobre a cesta de 
bens disponíveis de acordo com a renda e não sobre a utilidade do consumidor.
e) É o lugar geométrico de pontos representando diferentes combinações de bens que dão ao 
consumidor o mesmo nível de utilidade.” Está incorreta, pois não se trata da reta orçamentária, 
mas sim, da curva de indiferença.
Letra a.
O PULO DO GATO
São sinônimos de restrição orçamentária várias palavras. Listei algumas no infográfico a seguir.
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Vamos agora estudar as preferências do consumidor. Vamos lá!?
3. preferênCiAs do Consumidor
Como temos estudado, a Teoria do Consumidor abarca uma série de aspectos relaciona-
dos com a tomada de decisão acerca do que desejamos limitado pela restrição orçamentária.
Já vimos a restrição orçamentária, não adianta querer tudo, temos um limite que não é o 
céu 😅 ! O nosso orçamento é que é o limite.
Agora podemos estudar as preferências do consumidor. As escolhas serão moldadas 
pelas nossas preferências afinal somos todos consumidores natos. Esse tema é bem natural, 
pois quando você deixa de consumir um bem por preferir outro, você está escalonando os 
seus gostos. É justamente isso que veremos nessa seção.
Então, nesse caso, estamos interessados em saber o que vai ocorrer como o consumidor 
escolhe as suas cestas de consumo. Queremos escolher o melhor para nós. Em economia, 
falamos em “melhores coisas”.
A ideia aqui é compor a cesta de consumo que reflete o nosso objeto de escolha. Nessa 
cesta, iremos colocar as nossas preferências. Vamos nos referir a bem 1 e bem 2. Isso é 
apenas uma generalização. Pense que há dois bens: o bem 1 e o bem 2 que será todos os 
demais bens. Dessa forma, estamos abarcando o problema de forma mais generalizada e 
ampla. E, também, fica mais fácil a compreensão.
Para qualificarmos as nossas preferências, não há grandes mistérios. Vamos apenas 
transpor essa ideia de preferência com a simbologia matemática para unificarmos a notação. 
Existem três possibilidades em relação à cesta de consumo: estritamentepreferida, indiferente 
ou prefere fracamente. Atente-se o infográfico a seguir 😊 .
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No caso da cesta estritamente preferida, estamos falando em preferir sem alternativas. 
É uma preferência definitiva. E é representada pelo sinal de ≻ . No caso da cesta indiferente, 
são as cestas que possuem o mesmo nível de preferência para o consumidor. E já no caso 
da cesta fracamente preferida, é aquela cesta em que o consumidor diz que é pelo menos tão 
boa quanto a outra, porém não é indiferente. Existe uma hierarquia de preferência.
004. (CEBRASPE-CESPE/SLU-DF/ANALISTA DE GESTÃO/ECONOMIA/2019) Em relação 
ao comportamento maximizador do consumidor, julgue o item a seguir.
Dois indivíduos com consumos idênticos possuem iguais preferências.
O item está se referindo ao comportamento do consumidor diante das escolhas. E um dos 
fatores preponderantes para determinar essas escolhas são as preferências do consumidor. E 
isso pode resultar em uma cesta de consumo idêntica ou não. Portanto o fato de haver cestas 
idênticas não necessariamente está relacionado com as preferências do consumidor. Pode 
estar relacionado com a relação de preços entre os bens, com as preferências ou, ainda, com 
a renda do consumidor.
Errado.
Resumidamente, dadas duas cestas A e B, podemos dizer que:
− A ≻ B significa que preferimos a cesta a em relação a cesta B
− A ∼ B significa que somos indiferentes entre a cesta A e a cesta B
− A ≽ B significa que a cesta A é, pelo menos, tão boa quanto a cesta B, mas preferimos 
a cesta A em relação a cesta B
Agora, recapitule o que falei no mapa mental abaixo:
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Vamos ver agora os axiomas das preferências do consumidor. São regrinhas sobre as 
preferências do consumidor. Essas regras são importantes para mantermos a coerência nas 
nossas escolhas. Atente-se que estamos, aqui, tratando do consumidor racional. Então, para 
que isso se concretize, temos três axiomas que devem ser obedecidos acerca das preferên-
cias do consumidor: completa, reflexiva e transitiva.
Opa, o que isso significa?
Atente-se para o infográfico a seguir.
Vamos lá! O axioma que diz que as nossas preferências são completas significa que 
sempre poderemos comparar duas cestas. Uma das consequências desse axioma é o fato de 
que duas curvas de indiferença nunca podem se cruzar. Atente-se a figura a seguir de Varian 
(2015, p. 36):
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O segundo axioma, o da reflexividade, nos diz que as nossas preferências são tão boas 
quanto elas mesmas. São boas entre si.
E o terceiro axioma, o da transitividade, nos diz que as nossas escolhas são coerentes 
entre si. Portanto, as nossas escolhas são comparáveis 😃 .
Atente-se agora para um infográfico com um resumo dos axiomas das preferências dos 
consumidores:
005. (IADES/CACD/DIPLOMATA/2019) No estudo das preferências dos consumidores, um 
dos pressupostos mais usados pode ser resumido em “quanto mais de um bem, melhor”. 
Todavia, nem sempre é assim. Ainda que isso facilite a criação de modelos para o estudo da 
teoria do consumidor e de curvas de demanda, há coisas que “enjoam”. Isso pode chegar ao 
ponto em que não apenas a satisfação adicional fique menor, mas que ela fique negativa com 
a aquisição da unidade adicional do bem.
Considerando essa informação e a teoria econômica subjacente, julgue o item a seguir.
O pressuposto de que “quanto mais de um bem, melhor” é tratado no axioma da monotonicidade 
das preferências.
O item está certo, pois quando falamos de bens, o consumidor prefere consumir mais daquele 
bem ao invés de consumir menos.
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O axioma da monotonicidade estrita das preferências garante que as curvas de indiferença mais 
distantes da origem sejam preferíveis em relação às mais próximas.
Preferências bem-comportadas são aquelas que possuem duas características: são monótonas 
e são convexas. Atente-se para o infográfico a seguir.
Puxa... mas como vou saber se a preferência é convexa?
Isso pode ser interpretado de diferentes maneiras, mas uma bem comum é de que preferimos 
cestas médias a cestas que estejam nas extremidades. Essa situação é bem comum de se 
identificar quando estamos pensando em formar a nossa carteira de investimentos: você não 
vai investir em apenas um ativo, mas sim, vai diversificar o risco preferindo cestas que tenham 
um pouco de cada tipo de investimento. Nessa situação, você está preferindo cestas médias 
a cestas extremas. Atente-se para esse raciocínio no gráfico a seguir de Varian (2015, p. 44):
Certo.
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Antes de começarmos a estudar a utilidade do consumidor, vamos estudar as curvas de 
indiferença. Vamos representar a maneira como realizamos as escolhas para compor a cesta 
de bens por meio de curvas de indiferença. Curvas de indiferença são equivalentes a curvas 
de nível. A maneira ideal seria fazer a representação em 3D, porém trabalhamos normalmente 
com uma versão simplificada em duas dimensões.
As cestas de bens que estão dentro da curva de indiferença formam o conjunto fracamente 
preferido. Portanto, são as cestas de consumo que são pelo menos tão boas quanto as cestas 
que estão sobre a linha da curva de indiferença. Já as cestas de consumo que estão sobre a 
linha correspondem às cestas aos quais o consumidor é indiferente em consumir. Atente-se 
para o gráfico a seguir de Varian (2015, p. 35):
4. tipos de preferênCiAs do Consumidor
Vamos agora ver os principais formatos das curvas de indiferença que irão representar 
as preferências dos consumidores pelos bens 1 e 2. Vamos lá!? 😉
As principais relações de consumo entre os bens são: substitutos perfeitos, comple-
mentares perfeitos, males, neutros, saciedade, bens discretos e o caso geral das curvas de 
indiferença bem-comportadas. Segundo Varian (2015, p. 36), a definição de preferências de 
bens substitutos perfeitos é:
Dois bens são substitutos perfeitos quando o consumidor aceita substituir um pelo outro a uma 
taxa constante. O caso mais simples de substitutoperfeito ocorre quando o consumidor deseja 
substituir os bens a uma taxa de um por um.
O exemplo clássico de bens substitutos perfeitos é manteiga e margarina. Se não for 
possível consumir manteiga, você irá consumir margarina na mesma proporção. Atente-se, a 
seguir, como representamos a curva de indiferença desse tipo de preferência do consumidor:
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Dando prosseguimento, segundo Varian (2015, p. 38), a definição de preferências de bens 
complementares perfeitos é: “Os bens complementares perfeitos são consumidos sempre 
juntos e em proporções fixas. De algum modo, esses bens “complementam-se” mutuamente.”
Um bom exemplo é dos sapatos. Não tem como comprar apenas o pé direito não é mesmo?
Então são bens que se complementam. Pense em outros exemplos de bens que se com-
plementam e posto lá no fórum de dúvidas! 😘
Atente-se, a seguir, o gráfico segundo Varian (2015, p. 38):
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Segundo Varian (2015, p. 39), a definição de preferências de males é “um mal é uma mer-
cadoria da qual o consumidor não gosta.” Atente-se como representamos o gráfico de males 
Varian (2015, p. 39) entre a anchova e o pimentão. A pessoa não gosta de anchova, mas gosta 
de pimentão. Então a curva de indiferença vai em direção ao pimentão.
Já um bem neutro é aquele que somos indiferentes quando comparamos as preferências 
de um bem pelo outro 😃 . Atente-se o gráfico a seguir de Varian (2015, p. 40) com o exemplo 
da anchova e do pimentão.
Outro tipo de bem é aquele que gera a saciedade. Aí quando você chega nessa situação, 
não faz mais sentido consumir mais desse bem já que chegamos no ponto de saciedade. 
Atente-se a seguir o gráfico desse tipo de preferência conforme Varian (2015, p. 40):
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Existem ainda os bens discretos, nesse caso, os bens podem ser consumidos em 
unidades 😃 .
Já as preferências bem-comportadas são aquelas que são monótonas e convexas. Prefe-
rências monótonas significa que mais é sempre melhor. Portanto terão o formato de curvas 
convexas e isso significa que mais é melhor. Atente-se o gráfico a seguir de Varian (2015, p. 43):
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Isso pode ser interpretado de diferentes maneiras, mas uma bem comum é de que preferi-
mos cestas médias a cestas que estejam nas extremidades. Essa situação é bem comum de 
se identificar quando estamos pensando em formar a nossa carteira de investimentos: você 
não vai investir em apenas um ativo, mas sim, vai diversificar o risco preferindo cestas que 
tenham um pouco de cada tipo de investimento. Nessa situação, você está preferindo cestas 
médias a cestas extremas. Atente-se esse raciocínio no gráfico a seguir de Varian (2015, p. 44):
Outro ponto relevante é a Taxa Marginal de Substituição (TMS). A TMS demonstra a re-
lação de troca entre os bens. Varian (2015, p. 45) diz que “a TMS mede a taxa pela qual o 
consumidor está propenso a substituir um bem por outro.”
No gráfico, ou na equação, a TMS representa a inclinação da curva de indiferença. Como 
estamos medindo uma relação de troca então a TMS será sempre negativa.
Nas provas de concurso, podemos ter situações em que você poderá considerar o resul-
tado da TMS em módulo.
Atente-se o gráfico a seguir que representa a TMS segundo Varian (2015, p. 46):
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Alguns pontos que precisamos mencionar sobre a TMS: ela pode representar a propensão 
marginal a pagar. Outro ponto é a TMS de preferências por bens substitutos perfeitos que é 
-1, pois estamos substituindo um bem por outro.
Já a TMS para bens neutros é infinita já que não possuímos essa relação de troca defini-
da. No caso dos bens complementares perfeitos, a TMS pode variar de zero a infinito. Além 
disso, outro ponto importante é o fato de a TMS ser decrescente.
006. (FCC/SEFAZ-SP/AGENTE FISCAL DE RENDAS/2013) Em relação à teoria do consumi-
dor, supondo-se curvas de indiferença com inclinações normais, é correto afirmar:
a) Entre duas curvas de indiferença possíveis, a que representa um nível menor de satisfação 
do consumidor está situada à direita da outra.
b) As curvas de indiferença são convexas em relação à origem porque a taxa marginal de subs-
tituição de um bem por outro ao longo da mesma é decrescente.
c) A inclinação da reta orçamentária, em módulo, é maior do que a taxa marginal de substituição 
de um bem por outro no ponto correspondente à cesta ótima do consumidor.
d) O efeito-substituição é sempre menor, em módulo, do que o efeito-renda, quando o bem X 
for inferior.
e) Se o consumidor prefere a cesta de consumo A à cesta de consumo B e a cesta B, à cesta 
C, então, pelo princípio da transitividade, não se pode afirmar que o consumidor prefere a cesta 
A em relação à cesta C.
Vamos analisar alternativa por alternativa. Vamos lá!?
a) Entre duas curvas de indiferença possíveis, a que representa um nível menor de satisfação do 
consumidor está situada à direita da outra. Normalmente o consumidor sente mais satisfação 
quando pode escolher curvas de indiferença mais altas e, portanto, situadas mais à esquer-
da da outra.
b) As curvas de indiferença são convexas em relação à origem porque a taxa marginal de subs-
tituição de um bem por outro ao longo da mesma é decrescente. É exatamente isso que nos 
diz a teoria e, por isso, é a resposta correta. A Taxa Marginal de Substituição varia ao longo da 
curva e essa variação é decrescente ao longo da curva.
c) A inclinação da reta orçamentária, em módulo, é maior do que a taxa marginal de substituição 
de um bem por outro no ponto correspondente à cesta ótima do consumidor. Está incorreta, 
pois, no ponto correspondente à cesta ótima para o consumidor, a taxa marginal de substituição 
é igual à inclinação da reta orçamentária.
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d) O efeito-substituição é sempre menor, em módulo, do que o efeito-renda, quando o bem X for 
inferior. Está incorreta, pois essa situação ocorre somente quando temos um bem de Giffen. Na 
maioria dos casos, o efeito-renda é maior, em módulo, do que o efeito substituição.
e) Se o consumidor prefere a cesta de consumo A à cesta de consumo B e a cesta B, à cesta C, 
então, pelo princípio da transitividade, não se pode afirmar que o consumidor prefere a cesta A 
em relação à cesta C. Está incorreta, pois essestaria correta se não houvesse um “não” escrito 
logo após princípio da transitividade.
Letra b.
São esses os principais aspectos sobre a Teoria do Consumidor. Como eu já expliquei 
nos temas correlatos aprofundaremos as discussões. Por ora, capte essas informações, leia 
e releia o material e vamos juntos à vitória. 
Se você gostou do material ou tem críticas, dá um feedback, bem como poste suas dúvidas 
lá no fórum. Estou esperando você lá no Fórum! Estudaaaaa!!!! 
Vamos revisar?
Daisy Assmann
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Teoria do Consumidor
EConomia E Finanças PúbliCas
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REsUmo
Nesta aula, você deve fixar os seguintes pontos:
• A teoria do consumidor tem por objetivo apresentar um modelo que explique a tomada 
de decisão dos consumidores.
• O princípio de otimização: As pessoas tentam escolher o melhor padrão de consumo ao 
seu alcance.
• O princípio de equilíbrio: Os preços ajustam-se até que o total que as pessoas demandam 
seja igual ao total ofertado.
• O orçamento é representado pela reta com o seguinte formato:
• A inclinação da reta orçamentária mede a taxa pela qual o mercado está disposto a 
substituir o bem 1 pelo bem 2.
• Varian (2015, p. 22), pontua que: “Abrir mão da oportunidade de consumir o bem 2 é o 
custo econômico real de consumir mais do bem 1; esse custo é medido pela inclinação 
da reta orçamentária.”
• Precisamos saber como a reta orçamentária se movimenta quando: há uma variação nos 
preços dos bens e há alteração na renda.
• Quando os bens aumentam na mesma proporção, a renda fica reduzida por essa mesma 
proporção
• Se a cesta de consumo está dentro da área que compreende a reta orçamentária, temos 
uma cesta possível. E perceba que isso é válido para qualquer cesta que esteja na linha 
da reta e abaixo. Um ponto importante é que somente as cestas que estão em cima da 
linha da reta é que são as cestas ótimas. Agora se a cesta ultrapassar a reta, então tere-
mos uma cesta impossível.
• No caso da cesta estritamente preferida, estamos falando em preferir sem alternativas. É 
uma preferência definitiva. E é representada pelo sinal de ≻. No caso da cesta indiferente, 
são as cestas que possuem o mesmo nível de preferência para o consumidor. E já no caso 
da cesta fracamente preferida, é aquela cesta em que o consumidor diz que é pelo menos 
tão boa quanto a outra, porém não é indiferente. Existe uma hierarquia de preferência.
• Resumidamente, dadas duas cestas A e B, podemos dizer que:
− A ≻ B significa que preferimos a cesta a em relação a cesta B
− A ∼ B significa que somos indiferentes entre a cesta A e a cesta B
− A ≽ B significa que a cesta A é, pelo menos, tão boa quanto a cesta B, mas preferimos 
a cesta A em relação a cesta B
• Temos três axiomas que devem ser obedecidos acerca das preferências do consumidor: 
completa, reflexiva e transitiva
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• As principais relações de consumo entre os bens são: substitutos perfeitos, complemen-
tares perfeitos, males, neutros, saciedade, bens discretos e o caso geral das curvas de 
indiferença bem-comportadas.
• A TMS pode, também, representar a propensão marginal a pagar. Outro ponto é a TMS de 
preferências por bens substitutos perfeitos que é -1, pois estamos substituindo um bem 
por outro. Já a TMS para bens neutros é infinita já que não possuímos essa relação de 
troca definida. No caso dos bens complementares perfeitos, a TMS pode variar de zero 
a infinito. Além disso, outro ponto importante é o fato de a TMS ser decrescente.
Vamos exercitar?
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QUEsTÕEs ComEnTaDa Em aUla
001. (IADES/CACD/DIPLOMATA/2019) No estudo das preferências dos consumidores, um 
dos pressupostos mais usados pode ser resumido em “quanto mais de um bem, melhor”. 
Todavia, nem sempre é assim. Ainda que isso facilite a criação de modelos para o estudo da 
teoria do consumidor e de curvas de demanda, há coisas que “enjoam”. Isso pode chegar ao 
ponto em que não apenas a satisfação adicional fique menor, mas que ela fique negativa com 
a aquisição da unidade adicional do bem.
Considerando essa informação e a teoria econômica subjacente, julgue o item a seguir.
A satisfação adicional a cada unidade adicional adquirida0 do bem é reflexo da lei da utilidade 
marginal decrescente.
002. (CEBRASPE-CESPE/MINISTÉRIO DA JUSTIÇA/ECONOMISTA/2013) O Ministério da 
Justiça (MJ) tem um montante fixo para gastar na aquisição de dois bens: mesas e compu-
tadores. Ainda, o MJ planeja ocupar um prédio de sua propriedade, atualmente alugado para 
profissionais liberais. Com base nessa situação hipotética, julgue o item seguinte.
A duplicação dos preços da mesa e do computador apresenta o mesmo efeito, na linha do 
orçamento, que é a redução, pela metade, do montante fixo.
003. (FUNCAB/SESACRE/ECONOMIA/2014) A reta orçamentária pode ser definida da se-
guinte maneira:
a) “É a representação do conjunto de combinações máximas possíveis de bens, dados a renda 
do consumidor e os preços dos bens.”
b) “É o montante de renda disponível do consumidor, em dado período de tempo.”
c) “É o instrumental gráfico que serve para ilustrar as preferências do consumidor.”
d) “É a representação gráfica que demonstra a utilidade ou satisfação que um bem representa 
para o consumidor.”
e) “É o lugar geométrico de pontos representando diferentes combinações de bens que dão ao 
consumidor o mesmo nível de utilidade.”
004. (CEBRASPE-CESPE/SLU-DF/ANALISTA DE GESTÃO/ECONOMIA/2019) Em relação 
ao comportamento maximizador do consumidor, julgue o item a seguir.
Dois indivíduos com consumos idênticos possuem iguais preferências.
005. (IADES/CACD/DIPLOMATA/2019) No estudo das preferências dos consumidores, um 
dos pressupostos mais usados pode ser resumido em “quanto mais de um bem, melhor”. 
Todavia, nem sempre é assim. Ainda que isso facilite a criação de modelos para o estudo da 
teoria do consumidor e de curvas de demanda, há coisas que “enjoam”. Isso pode chegar ao 
ponto em que não apenas a satisfação adicional fique menor, mas que ela fique negativa com 
a aquisição da unidade adicional do bem.
Considerando essa informação e a teoria econômicasubjacente, julgue o item a seguir.
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O pressuposto de que “quanto mais de um bem, melhor” é tratado no axioma da monotonicidade 
das preferências.
006. (FCC/SEFAZ-SP/AGENTE FISCAL DE RENDAS/2013) Em relação à teoria do consumi-
dor, supondo-se curvas de indiferença com inclinações normais, é correto afirmar:
a) Entre duas curvas de indiferença possíveis, a que representa um nível menor de satisfação 
do consumidor está situada à direita da outra.
b) As curvas de indiferença são convexas em relação à origem porque a taxa marginal de subs-
tituição de um bem por outro ao longo da mesma é decrescente.
c) A inclinação da reta orçamentária, em módulo, é maior do que a taxa marginal de substituição 
de um bem por outro no ponto correspondente à cesta ótima do consumidor.
d) O efeito-substituição é sempre menor, em módulo, do que o efeito-renda, quando o bem X 
for inferior.
e) Se o consumidor prefere a cesta de consumo A à cesta de consumo B e a cesta B, à cesta 
C, então, pelo princípio da transitividade, não se pode afirmar que o consumidor prefere a cesta 
A em relação à cesta C.
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QUEsTÕEs DE ConCURso
007. (CESGRANRIO/EPE/APE PETRÓLEO/ABASTECIMENTO/2014) Suponha que um con-
sumidor tenha renda igual a y reais, sua cesta de bens inclua água e pão, e que sua restrição 
orçamentária seja representada pela reta decrescente no gráfico abaixo.
Suponha que a água custe 2 reais, e o pão, 4 reais. Na situação em que a renda do consumidor é 
igual a 100 reais e em outra situação na qual sua renda é de 150 reais, a inclinação da restrição 
orçamentária acima será, respectivamente,
a) 2 e 2,5
b) 2 e 2
c) ½ e ½
d) ½ e ¾
e) 4 e 2
008. (VUNESP/DESENVOLVE/ECONOMISTA/2014) O equilíbrio de um consumidor racional 
que consome dois bens pode ser representado graficamente. Um deslocamento paralelo, para 
cima e à direita da restrição orçamentária pode representar:
a) aumento do preço de um dos bens, se este for inferior.
b) queda do preço de um dos bens, se este for superior.
c) redução na renda do consumidor.
d) aumento no preço dos dois bens na mesma proporção.
e) queda no preço dos dois bens na mesma proporção.
009. (CEBRASPE-CESPE/MPOG/PGCE/2015) Considerando a restrição orçamentária linear 
do consumidor no espaço de bens, em que a quantidade do bem x é representada no eixo das 
abscissas, e a do bem y, no eixo das ordenadas, julgue o próximo item.
Se os preços dos bens x e y duplicarem e a renda do consumidor triplicar, então haverá deslo-
camento paralelo para a direita da restrição orçamentária.
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010. (FGV/ALE-RO/ANALISTA LEGISLATIVO/ECONOMIA/2018) Assinale a opção que apre-
senta uma característica do bem de Giffen.
a) É um bem inferior, mas cujo efeito renda não se sobrepõe ao efeito substituição de forma 
que o efeito preço é negativo.
b) O efeito renda é menor do que aquele obtido por um bem de luxo.
c) Sua elasticidade é maior do que a de um bem necessário, em termos absolutos.
d) Sua demanda é positivamente inclinada.
e) Sua demanda é perfeitamente inelástica.
011. (CEBRASPE-CESPE/CACD/DIPLOMATA/2017) Um bem de Giffen é um bem com elas-
ticidade-renda da demanda maior que 1.
012. (CEBRASPE-CESPE/TCU/AUDITOR FEDERAL DE CONTROLE EXTERNO/2008) A incli-
nação da curva de restrição orçamentária depende dos preços relativos dos bens e da renda 
do consumidor.
013. (CEBRASPE-CESPE/POLÍCIA FEDERAL/AGENTE/2008) Julgue o item que se segue, 
a respeito de tributos, tarifas e subsídios, e tendo como foco a eficiência econômica e a dis-
tribuição da renda.
Suponha que uma pessoa tenha uma renda de R$ 1.200,00, despendida no consumo de dois 
conjuntos de bens e serviços x e y, cujos preços unitários são, respectivamente, iguais a R$ 1,00 
e R$ 3,00. Suponha, ainda, que a linha do orçamento seja representada pela seguinte equação:
qx + 3qy = 1.200.
Nesse caso, se o preço de y se elevar para R$ 4,00, por aumento da tributação, permanecendo 
constantes a renda e o preço de x, a inclinação da reta se elevará de um terço para um quarto.
014. (CEBRASPE-CESPE/SUFRAMA/ECONOMISTA/2014) Quando a elevação do preço do 
bem causa redução da quantidade demandada, diz-se que o bem é inferior.
015. (CEBRASPE-CESPE/SUFRAMA/ECONOMISTA/2014) Quando preços dos bens e renda 
do consumidor são multiplicados por escalar positivo, a restrição orçamentária não é alterada.
016. (CEBRASPE-CESPE/FUB/ECONOMISTA/2018) As curvas de indiferença que represen-
tem níveis distintos de preferência podem se cruzar.
017. (FCC/ALESE/ANALISTA LEGISLATIVO/ECONOMIA/2018) O efeito de um aumento nos 
preços dos alimentos sobre a linha de orçamento de um dado consumidor, sem alterações 
em sua renda, em uma representação gráfica que relaciona os gastos com alimentação (eixo 
x) e os gastos com educação (eixo y) gera
a) um deslocamento paralelo da linha de orçamento original, com afastamento desta dos eixos 
de coordenadas.
b) uma rotação na linha de orçamento em torno de um intercepto, girando para dentro.
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c) um deslocamento paralelo da linha de orçamento original, com aproximação desta dos eixos 
de coordenadas.
d) uma deformação da linha que tem seu centro aproximado do eixo de coordenadas.
e) uma rotação na linha de orçamento em torno de um intercepto, girando para fora.
018. (CEBRASPE-CESPE/TCE-MG/ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO/ECONOMIA/2018) 
Uma curva de indiferença (CI) representa graficamente os pontos que descrevem as diferentes 
combinações de bens em um mesmo nível de utilidade ao consumidor. O que justifica uma 
inclinação negativa da CI é
a) o mapa de indiferença.
b) a restrição orçamentária.
c) o custo marginal.
d) a utilidade marginal crescente.
e) a taxa marginal de substituição.
019. (IADES/CACD/DIPLOMATA/2019) No estudo das preferências dos consumidores, um 
dos pressupostos mais usados pode ser resumido em “quanto mais de um bem, melhor”. 
Todavia, nem sempre é assim. Ainda que isso facilite a criação de modelos para o estudo da 
teoria do consumidor e de curvas de demanda, há coisas que “enjoam”. Isso pode chegar ao 
ponto em que não apenas a satisfação adicional fique menor, mas que ela fique negativa com 
a aquisição da unidade adicional do bem.
Considerando essa informação e a teoria econômica subjacente, julgue o item a seguir.
A quantidade máxima que pode ser adquirida de um bem sem reduzir a utilidade total do con-
sumidor, quando existe, marcaum ponto de saciedade.
020. (IADES/CACD/DIPLOMATA/2019) No estudo das preferências dos consumidores, um 
dos pressupostos mais usados pode ser resumido em “quanto mais de um bem, melhor”. 
Todavia, nem sempre é assim. Ainda que isso facilite a criação de modelos para o estudo da 
teoria do consumidor e de curvas de demanda, há coisas que “enjoam”. Isso pode chegar ao 
ponto em que não apenas a satisfação adicional fique menor, mas que ela fique negativa com 
a aquisição da unidade adicional do bem.
Considerando essa informação e a teoria econômica subjacente, julgue o item a seguir.
Bens que apresentam nível de quantidade a partir do qual a satisfação adicional é negativa têm 
curva de demanda crescente a partir dessa quantidade.
021. (ESAF/ANAC/ESPECIALISTA EM REGULAÇÃO DE AVALIAÇÃO CIVIL/2016) Seja o 
conjunto (x1, x2) a representação da cesta de consumo do consumidor em que x1 e x2 são 
as quantidades dos bens 1 e 2, respectivamente. Suponha que os preços desses bens sejam 
dados por p1 (para o bem 1) e p2 (para o bem 2) e que o orçamento do consumidor seja dado 
por R. Com base nessas informações, é correto afirmar que
a) as quantidades demandadas dos bens 1 e 2 dependem da produtividade marginal dos fatores 
de produção.
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b) a inclinação da restrição orçamentária depende da relação entre x1 e x2.
c) a função restrição orçamentária é homogênea de grau zero em p1, p2 e R.
d) a quantidade máxima que o consumidor pode adquirir do bem 2 é dada pela relação R/p1.
e) o conjunto orçamentário é dado pela reta R=p1x1+p2x2.
022. (ESAF/MPOG/EPPGO/2013) Conforme os princípios básicos da microeconomia, existem 
alguns pressupostos relacionados com as preferências do consumidor. Um desses pressupos-
tos é que as preferências são transitivas. Podemos afirmar que a transitividade significa que:
a) as preferências dos consumidores são independentes das comparações entre diferentes 
cestas de bens.
b) a comparação entre três cestas de bens não pode ser realizada se elas não tiverem a mesma 
quantidade de bens.
c) se uma cesta de bens A é preferida à cesta de bens B e se a cesta de bens B é preferida à 
cesta de bens C, então A somente será preferida à C se as curvas de indiferenças forem con-
vexas em relação à origem.
d) o consumidor somente poderá comparar três cestas de mercadorias se em seu conjunto de 
preferências houver quatro ou mais cestas de bens.
e) se uma cesta de bens A é preferida à cesta de bens B e se a cesta de bens B é preferida à 
cesta de bens C, então A é preferida à C.
023. (CEBRASPE-CESPE/TCE-RO/AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO/2013) Curva de in-
diferença de dois bens substitutos perfeitos é uma reta.
024. (ESAF/MF/ANALISTA DE FINANÇAS E CONTROLE/ECONÔMICO-FINANCEIRA/2013) 
Sobre a teoria do consumidor, é correto afirmar que:
a) as preferências são ditas completas se para duas cestas quaisquer for possível dizer que 
uma é preferível à outra.
b) se duas cestas de consumo estiverem na mesma curva de indiferença, a cesta com maior 
consumo do bem mais caro está associada a um maior nível de utilidade.
c) quando todos os axiomas de preferências são observados, é possível afirmar que curvas de 
indiferença não podem interceptar-se.
d) se duas cestas pertencem à mesma curva de indiferença, é porque as duas cestas têm o 
mesmo custo.
e) quanto mais cara a cesta, mais alta a curva de indiferença a que a cesta pertence.
025. (FCC/TCE PR/ANALISTA DE CONTROLE/2011) Em relação à teoria do consumidor, 
considere:
I – As curvas de indiferença mais baixas são preferíveis às mais altas, assumindo-se a premissa 
da não saciedade e da transitividade na ordenação das preferências do consumidor.
II – No equilíbrio do consumidor com dois bens, a taxa de marginal de substituição entre eles 
é igual à razão entre seus preços.
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III – A inclinação das curvas de indiferença do consumidor é função do preço relativo dos bens 
de sua cesta de consumo.
IV – Bens inferiores são aqueles em que geralmente o valor absoluto do efeito renda é menor 
que o do efeito substituição.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I e II.
b) I e III.
c) II e III.
d) II e IV.
e) I, III e IV.
026. (VUNESP/BNDES/PROFISSIONAL BÁSICO/2002) Com relação à teoria do consumidor, 
é correto afirmar que
a) a inclinação da curva de restrição orçamentária depende da renda do consumidor.
b) as curvas de indiferença são geralmente côncavas em relação à origem dos eixos, porque a 
taxa marginal de substituição entre os dois bens aumenta à medida em que o consumidor se 
desloca para baixo e para a direita da curva.
c) quando a taxa marginal de substituição entre dois bens é constante ao longo da curva de 
indiferença, um bem é complementar perfeito do outro.
d) a posição e a forma das curvas de indiferença para um consumidor dependem de seu nível 
de renda e dos preços dos bens por ela representados.
e) se as curvas de indiferença do consumidor forem estritamente convexas, na cesta que re-
presenta a escolha ótima do consumidor, a taxa marginal de substituição entre os dois bens 
iguala, em valor absoluto, a razão de seus preços relativos.
027. (CEBRASPE-CESPE/SEFAZ-ES/CONSULTOR DO EXECUTIVO/2010) Suponha que um 
consumidor gaste otimamente sua renda semanal de R$ 80,00 com 20 unidades de vestuário, 
pagando R$ 2,00 a unidade, e com 40 unidades de alimento, pagando R$ 1,00 a unidade.
Com relação às restrições orçamentárias desse consumidor, julgue o item abaixo.
Com a mesma renda semanal, caso o preço do alimento caia 50% em determinada semana, a 
taxa marginal de substituição passa para -1.
028. (FGV/SEFAZ-RJ/AUDITOR FISCAL DA RECEITA ESTADUAL/2007) A teoria do consu-
midor modela a escolha ótima de um consumidor face a diferentes cestas factíveis de bens. 
Nesse contexto, a escolha ótima do consumidor deverá ser:
a) a curva de indiferença que se situar no ponto médio da restrição orçamentária.
b) a cesta de bens que conferir o maior nível de utilidade ao consumidor e que estiver fora do 
conjunto orçamentário do consumidor.
c) a cesta de bens, pertencente ao conjunto orçamentário do consumidor, que se situar na curva 
de indiferença mais alta.
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d) a curva de indiferença que estiver mais inclinada positivamente.
e) a curva de indiferença que possuir o maior número de cestas indiferentes.
029. (CEBRASPE-CESPE/MTE/ECONOMISTA/2008) O fato de a redução substancial dos 
preços dos computadores elevar a demanda por CDs/DVDs atesta que as curvas de indiferença 
entre esses bens caracterizam-se por apresentar taxas marginais de substituição decrescentes.
030. (CEBRASPE-CESPE/SEFAZ-ES/CONSULTOR DO EXECUTIVO/2008) Se determinados 
consumidores estiverem dispostos a comprar produtos mais baratos, mesmo que isso signi-
fique o consumo de produtos de pior qualidade, então, para esses consumidores,as curvas 
de indiferença entre os atributos preço e qualidade estarão negativamente inclinadas.
031. (CEBRASPE-CESPE/SEFAZ ES/CONSULTOR DO EXECUTIVO/2008) O fato de um con-
sumidor considerar que medicamentos de marcas específicas e medicamentos genéricos 
sejam equivalentes implica que, para esse consumidor, a taxa marginal de substituição entre 
esses remédios é nula.
032. (CEBRASPE-CESPE/CGE-PI/AUDITOR GOVERNAMENTAL/2015) As curvas de indife-
rença apresentam inclinação positiva e densidade em todo o espaço de bens.
033. (CEBRASPE-CESPE/TCE RO/AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO/2013) Acerca das 
preferências do consumidor e suas curvas de indiferença, julgue o item subsequente.
As premissas de integralidade, transitividade e monotonicidade explicam as preferências de 
um consumidor racional.
034. (VUNESP/MPE-SP/ANALISTA TÉCNICO CIENTÍFICO/ECONOMISTA/2019) A figura a 
seguir mostra o mapa de indiferenças de um consumidor em relação a dois bens.
Pode-se afirmar que, do ponto de vista desse consumidor, esses dois bens são
a) Substitutos perfeitos
b) Não relacionados
c) Complementares perfeitos
d) Independentes
e) Superiores
035. (CEBRASPE-CESPE/CACD/DIPLOMATA/2018) Essa citação de Marshall indica que, 
por detrás de preços, há, da parte do consumidor, motivações que consideram a satisfação 
a ser obtida com cada bem na hora da compra.
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Considerando esse tema, julgue (C ou E) o item seguinte, acerca da teoria do consumidor.
Dependendo do formato da curva de indiferença de um consumidor para dois bens, um des-
locamento paralelo de sua restrição orçamentária para cima e para a direita poderá provocar 
queda no consumo de um dos bens em questão.
036. (CEBRASPE-CESPE/CACD/DIPLOMATA/2018) Essa citação de Marshall indica que, 
por detrás de preços, há, da parte do consumidor, motivações que consideram a satisfação 
a ser obtida com cada bem na hora da compra.
Considerando esse tema, julgue (C ou E) o item seguinte, acerca da teoria do consumidor.
Caso as preferências do indivíduo sejam representadas por uma função de utilidade linear, é 
possível que ele escolha não consumir um dos bens.
037. (FGV/AL-RO/ANALISTA LEGISLATIVO/ECONOMIA/2018) Suponha que um indivíduo 
tenha preferências estritamente convexas e monotônicas. Se este indivíduo é indiferente entre 
as cestas x = (3,5) e y = (5,3), logo ele irá preferir, estritamente,
a) a cesta z = (4,0) em relação a cesta x apenas.
b) a cesta x em relação a qualquer combinação convexa de y com a cesta w = (4,5).
c) a cesta y em relação à cesta obtida pela média geométrica entre a cesta x e a própria cesta y.
d) qualquer cesta obtida pela combinação convexa (t3 + (1-t)*5, t5 + (1-t)*3), t ≥ 0, em relação 
as cestas x e y.
e) a cesta obtida pela média aritmética entre as cestas x e y em relação às próprias cestas x e y.
038. (CEBRASPE-CESPE/EBSERH/ANALISTA ADMINISTRATIVO/ECONOMIA [ADAPTA-
DA]/2018) A utilidade ordinal é caracterizada por uma abordagem centrada em afirmações do 
tipo “O bem A é preferível ao bem B”, exemplo do conceito de utilidade ordinal, não é suficiente 
para fundamentar as propriedades gerais das curvas de indiferença do consumidor.
039. (CEBRASPE-CESPE/TJ-SE/ANALISTA JUDICIÁRIO/ECONOMIA/2014) Acerca das 
teorias cardinal e ordinal da utilidade, das curvas de indiferença e da escolha ótima, julgue o 
item seguinte.
De acordo com a teoria ordinal, as funções utilidade U e V representariam as mesmas prefe-
rências se V = 4U3 + 10.
040. (VUNESP/ARSESP/ESPECIALISTA EM REGULAÇÃO/ECONÔMICO FINANCEIRO/2018) 
Em relação à teoria do consumidor, supondo-se apenas dois bens de consumo X e Y, é correto 
afirmar que
a) as preferências do consumidor são consideradas monotônicas quando ele sempre prefere 
uma maior quantidade de cada bem, independentemente de quanto deste já esteja consumindo.
b) o equilíbrio do consumidor ocorre na cesta de bens em que a taxa marginal de substituição 
entre os bens X e Y é maior que a razão dos respectivos preços.
c) a inclinação da curva de indiferença é função dos preços relativos dos bens X e Y.
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d) as curvas de indiferença normalmente são côncavas em relação à origem porque a taxa 
marginal de substituição dos bens X e Y é cada vez maior à medida que o consumo de um dos 
bens aumenta.
e) uma curva de indiferença situada à esquerda de outra implica que o nível de satisfação do 
consumidor é maior na primeira do que na segunda.
041. (FGV/SEFAZ-RJ/AUDITOR FISCAL DA RECEITA ESTADUAL/2011) Suponha uma eco-
nomia em que as preferências dos agentes sejam relacionadas aos bens A e B. A respeito 
dessas curvas de indiferença NÃO é correto afirmar que
a) as curvas de indiferença nunca se cruzam.
b) curvas mais próximas da origem representam curvas menos preferíveis em relação às curvas 
mais distantes.
c) curvas de indiferença côncavas indicam uma preferência dos consumidores com relação à 
variedade.
d) as curvas de indiferença são negativamente inclinadas indicando o trade-off entre os bens A e B.
e) curvas de indiferença lineares indicam uma mesma taxa marginal de substituição entre os 
bens A e B.
042. (CONSULPLAN/NATIVIDADE/Economista/2014) “Um mapa de indiferença descreve as pre-
ferências de um consumidor em relação a diversas combinações de bens e serviços. Porém, as 
preferências do consumidor não explicam totalmente o comportamento do consumidor. As escolhas 
são também influenciadas pelas restrições orçamentárias, as quais, em razão dos preços a serem 
pagos pelos diversos bens e serviços, limitam a possibilidade de as pessoas fazerem opções.”
O fragmento anterior se refere ao comportamento
a) do produtor: restrição de custos.
b) do consumidor: efeito inflacionário.
c) de produtor: restrição orçamentária.
d) do consumidor: restrição orçamentária.
043. (CEBRASPE-CESPE/FUB/ECONOMISTA/2018) As curvas de indiferença são uma forma 
gráfica de representar as preferências de um agente.
Considerando curvas de indiferença que satisfaçam os axiomas de completude, reflexividade 
e transitividade, bem como a existência de apenas dois bens, julgue o item a seguir.
As curvas de indiferença que representem níveis distintos de preferência podem se cruzar.
044. (CEBRASPE-CESPE/FUB/ECONOMISTA/2018) O preço que uma pessoa paga por uma 
coisa nunca pode exceder e raramente se aproxima daquilo que ela estaria disposta a pagar 
em vez de ficar sem essa coisa — de modo que a satisfação que ela obtém de sua compra 
geralmente excede àquela que é obtida quando ela desiste dessa compra.
Alfred Marshall. Princípios de economia. Coleção Os Economistas. São Paulo: Abril, v. 1, 1982, p. 123 (com 
adaptações).
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Essa citação de Marshall indica que, por detrás de preços, há, da parte do consumidor, motiva-
ções que consideram a satisfação a ser obtida com cada bem na hora da compra.

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