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Colegiado de Psicologia UNIME – Itabuna/BA Colegiado de Psicologia: Dayane Souza Ferreira – Itabuna/2017 1 MULHERES EM RELACIONAMENTOS VIOLENTOS: CONTRIBUIÇÕES DA PSICANÁLISE Dayane Souza Ferreira1 RESUMO: A violência contra a mulher é um dos problemas mais graves enfrentado pela mulher, sendo ele cultural e histórico, imposto através dos papéis sociais determinados tanto para os homens quanto para as mulheres por meio de um modelo patriarcal. A supremacia masculina sobre a feminina vem de muito longe, pensadores de variadas épocas contribuíram para a construção da ideologia de inferioridade e submissão da mulher em relação ao homem que se arrasta até os dias atuais. Nessa perspectiva, esse artigo objetiva, através de uma revisão bibliográfica, conhecer através do contexto sócio histórico questões relacionadas às mulheres e analisar as mesmas pela ótica da Teoria Psicanalítica, tendo como foco a violência conjugal, procurando compreender a busca das mulheres pelo amor idealizado e a permanência das mesmas em relações violentas a fim de comprovar que esta problemática não está apenas relacionada a questões históricas e culturais. Palavras Chave: Violência conjugal. Teoria Psicanalítica. Mulheres. Amor Idealizado. Inferioridade. Submissão. 1 INTRODUÇÃO A violência sempre se fez presente na sociedade em todo seu contexto e a mesma está diretamente relacionada às questões de discriminação e preconceito, sendo as mulheres as que mais a têm sentido desde os tempos bíblicos até os dias atuais. A perpetuação da violência contra mulher pode ser observada nos mais diversos contextos, entre eles os mais frequentes são o familiar, o doméstico e o conjugal. Cabe ressaltar que a violência contra mulher não se restringe apenas a violência física, sendo ela manifestada também como psicológica e moral. Na busca por se relacionar com seus semelhantes, o ser humano almeja construir vínculos duradouros e seguros ao longo da vida. Isso torna a presença da violência nos relacionamentos íntimos algo inesperado, embora esta aconteça com certa frequência. A mulher que sempre imaginou o lar e o casamento como significados de proteção e estrutura se vê em um ambiente de dor e sofrimento. 1 Discente do 9º período do curso de Psicologia – Orientador (a): Maria da Conceição Almeida Vita. Colegiado de Psicologia UNIME – Itabuna/BA Colegiado de Psicologia: Dayane Souza Ferreira – Itabuna/2017 2 Durante muito tempo a mulher esteve subjugada ao homem e teve como função principal corresponder aos interesses masculinos. Com o decorrer do tempo muitas mudanças ocorreram em relação à posição da mulher nas sociedades, principalmente ocidentais, favorecendo assim a construção de uma identidade social própria, porém ainda hoje se perpetua a idéia de que existe uma supremacia do homem sobre a mulher. Assim como a relação de poder entre os gêneros, também foi construída a idealização do amor romântico, fenômeno este que se manifesta de forma diferente em homens e mulheres. Mesmo com todos os avanços no cenário feminino e a busca pela igualdade, ainda prevalece um investimento maior por parte da mulher nesse fenômeno. Na busca por esse amor, as mulheres muitas vezes encontram-se vinculadas a relacionamentos violentos com os quais não conseguem, na maioria das vezes, romper. Questionam-se então as razões que fazem com que as mesmas continuem vivendo nesses relacionamentos conflituosos. Por meio da teoria psicanalítica nota- se que essa problemática social contém mais do que apenas elementos culturais e históricos, sendo assim possível fundamentar esse fato através da abordagem supracitada. 2. A VIOLÊNCIA CONTRA MULHER E AS RELAÇÕES DE PODER ENTRE GÊNEROS A violência contra mulher é uma das maiores problemáticas sociais contemporâneas. Entretanto, não é de hoje que esse acontecimento se faz presente no mundo. Inserida nas sociedades por meio de uma cultura que acredita na superioridade do homem sobre a mulher, esse evento foi disseminado ao longo do tempo. A violência contra as mulheres resulta de uma ideologia que define a condição “feminina” como inferior à condição “masculina”. As diferenças entre o feminino e o masculino são transformadas em desigualdades hierárquicas através de discursos masculinos sobre a mulher, os quais Colegiado de Psicologia UNIME – Itabuna/BA Colegiado de Psicologia: Dayane Souza Ferreira – Itabuna/2017 3 incidem especificamente sobre o corpo da mulher. (CHAUÍ, 1985 apud Santos e Izumino) Como resultado de muita luta ocorreram várias mudanças, sobretudo, nas sociedades ocidentais trazendo algumas melhorias e possibilidades para as mulheres. Contudo a violência ainda se faz presente, tendo crescido aceleradamente a cada dia, mesmo havendo hoje vários meios de punição para os que a praticam. Para Beauvoir: Economicamente, homens e mulheres constituem como que duas castas; em igualdade de condições, os primeiros têm situações mais vantajosas, salários mais altos, maiores possibilidades de êxito que suas concorrentes recém-chegadas. Ocupam nas indústrias, na política etc, maior número de lugares e os postos mais importantes. Além dos poderes concretos que possuem, revestem-se de um prestígio cuja tradição a educação da criança mantém: o presente envolve o passado e no passado toda a história foi feita pelos homens. No momento em que as mulheres começam a tomar parte na elaboração do mundo, esse mundo é ainda um mundo que pertence aos homens. (BEAUVOIR, 1949. p.14) Durante muito tempo a mulher não teve representatividade nem espaço próprio na sociedade, era vista como um objeto e estava apta apenas para ser instrumento de procriação e obedecer ao pai e ao marido. Beauvoir (1949) afirma que “A soberania do pai é um fato de ordem social e Freud malogra em explicá-lo; ele próprio confessa que é impossível saber que autoridade decidiu, em um momento da história, que o pai superaria a mãe.” (BEAUVIOR, 1949. pag. 69) A partir dos papéis sociais estabelecidos a homens e mulheres, corroborados pelas culturas patriarcais, se instituem as relações violentas entre os gêneros. Para Silva (1992): “A questão do gênero ultrapassa as barreiras da categoria biológica. Os seres humanos nascem macho e fêmea. Contudo, desde o nascimento passam por uma elaboração social de masculino e feminino.” (SILVA, 1992. Apud Silva, Lima e Mafra) Em sua obra denominada “Feminilidade” Freud (1931) afirma que aquilo que constitui a masculinidade ou a feminilidade é uma característica desconhecida que foge ao alcance da anatomia. (FREUD, 1931. Apud Almeida) Oliveira, Costa e Souza (2015) citando BOURDIEU, 2010; BUTLER, 2008; BEAUVOIR, 2015, dizem que a dominação do masculino sobre o feminino abrange Colegiado de Psicologia UNIME – Itabuna/BA Colegiado de Psicologia: Dayane Souza Ferreira – Itabuna/2017 4 aspectos culturais, psicológicos, morais e também sexuais. Sua origem é remota, imensurável no tempo e se projeta nas mais variadas estruturas sociais, desde as atividades produtivas, baseadas na divisão sexual do trabalho, até nas atividades reprodutivas, correspondentes aos papeis do homem e da mulher na reprodução humana. Ser masculino e/ou ser feminino não é uma condição meramente natural, tão pouco aleatória, mas uma construção sociocultural. Compreende-se então que existe uma desigualdade nas relações entre gêneros, desigualdade essa que foi estabelecida social e culturalmente ao longo do tempo tornando a mulher subjugada, fazendo assim com que a violência nos relacionamentos entre homens e mulheres seja entendida como resultado de uma hierarquia onde o homem é soberano e tal vem sendo reproduzida freqüentemente no contexto conjugal. 3. O AMOR IDEALIZADO É sabido que grandes mudanças ocorreram no contexto feminino aolongo dos tempos, porém ainda hoje podemos notar algumas contradições. A mulher tem buscado incessantemente por sua independência tanto no que diz respeito a sua vida social quanto profissional e por igualdade, no entanto é visto que em relação a sua vida amorosa ela ainda procura pelo “homem de sua vida”. Em o “Mal-estar na civilização”, Freud indica que amar e ser amado é um dos meios dos quais dispõe o ser humano na busca da felicidade. E que a perda do amor, para uma mulher, ou do objeto amado, para o homem, constitui uma das fontes de infelicidade e desamparo. (FREUD, 1968 apud Llttig) Haddad (2009 apud Bucher- Maluschke) diz que “(...) o verdadeiro amor exige sacrifícios e renúncias...” (p. 28). Algo que transcende o fato de estar amando; Freud (1921/2000) um estado de servidão ou fascínio. Assim, é legítimo tudo que é demandado e feito pelo objeto de amor. Haddad (2009) segue seus postulados Colegiado de Psicologia UNIME – Itabuna/BA Colegiado de Psicologia: Dayane Souza Ferreira – Itabuna/2017 5 afirmando que “a busca do amor incondicional guarda o desejo de ser amado como um eterno presente de plenitude. É essa fantasia de completude que todos querem resgatar pelo viés do amor” (p.106). A criação do amor romântico teve sua origem há alguns séculos atrás e desde sempre foi possível se notar que este não tem o mesmo significado para homens e mulheres. Bucher-Maluschke citando Swain (2006) discorre sobre o dispositivo amoroso, tal dispositivo faz com que as mulheres, por estarem inseridas em uma sociedade patriarcal despertam em seu imaginário o desejo do amor romântico que por sua vez é fruto de uma construção social. A relação entre o patriarcalismo e o construto social do amor romântico, induzem algumas mulheres a permanecerem sob o jugo da violência, sobretudo conjugal. Mesmo perante as constantes alterações no cenário atual, ainda acredita-se que a forma ideal de relacionamento amoroso constitui-se a partir do amor romântico. Freud, ao longo de sua obra, não cessa de falar da importância do amor para a mulher. Ao fazer da dimensão do amor uma questão mais feminina do que masculina, ele a torna um dos principais eixos em torno dos quais desenvolve sua teoria da sexualidade feminina. (ZALCBERG, 2007, 2) Segundo Cardoso (1997) a mulher acredita que é necessário manter a relação a qualquer custo, ainda que para isso ela tenha que arcar com as conseqüências de tudo que acontecer no relacionamento e isso é resultado de uma socialização feminina tradicional, a qual coloca que, para a mulher ser considerada completa, deve ter um companheiro permanente. (CARDOSO, 1997. Apud Souza e Ros) A necessidade de amar, a ternura, a sensibilidade, a total dependência em relação ao amado e seu devotamento a este aparecendo cada vez mais como atributos especificamente femininos, o amor continua, ao longo de séculos, a se impor como um pólo constitutivo da identidade feminina. Essa ideologia do amor contribui, de certa forma, para reforçar a representação da mulher como dependente econômica e socialmente do homem, incapaz de assumir a autonomia de sua vida, um padrão construtivo da sociedade por séculos não questionados. (ZALCBERG, 2007) Colegiado de Psicologia UNIME – Itabuna/BA Colegiado de Psicologia: Dayane Souza Ferreira – Itabuna/2017 6 O amor é definido por Freud como sendo narcísico, sendo assim podemos entender que na verdade amamos a nós mesmos, não amamos o outro propriamente, mas sim o que identificamos no outro como nosso ou aquilo que gostaríamos de ter. Freud (1996 [1914]), ao falar sobre narcisismo na relação homem-mulher afirma que as mulheres têm mais necessidade de serem amadas do que amar. A mulher busca ser eleita por um homem. É uma das soluções encontradas pela mulher para a sua condição feminina: ser amada. É a identificação feminina pelo amor. O amor é o tratamento espontâneo, quase natural da tristeza e do abatimento, como também dos afetos de plenitude e de alegria que a posição feminina suscita por estrutura. (ZALCBERG, 2007. p. 57) Seguindo o pensamento freudiano, Lacan (1972) vem afirmar que “amar é dar ao outro o que não se tem: a pura falta.” Imaginamos que podemos encontrar no outro a nossa completude e esse outro entende que há nele algo que nos atrai, mas não se sabe o quê, não saber esse que é da ordem do inconsciente. (LACAN, 1972. Apud Llttig) Para uma mulher, amor e existência estão intimamente ligados. O amor na mulher tem papel relevante, justamente na captura do desejo do homem e pelo qual ela garante a parceria da qual necessita pra obter alguma consistência para o seu ser, é o que motiva as demanda de amor, mais e mais. (ZALCBERG, 2007, p.58) Podemos afirmar então que é através do amor que a mulher se identifica como tal, por isso ao findar de um relacionamento o sentimento de perda estará mais ligado ao amor que a identifica como mulher do que ao homem. Colegiado de Psicologia UNIME – Itabuna/BA Colegiado de Psicologia: Dayane Souza Ferreira – Itabuna/2017 7 4. A PERMANÊNCIA DAS MULHERES EM RELACIONAMENTOS VIOLENTOS Ao falar sobre a violência contra mulheres um dos principais questionamentos é: o que mantém as mulheres nessas relações violentas? Tal indagação será analisada a seguir sob a ótica da Psicanálise. Em O mal-estar na civilização, Freud (1929) diz que há três maneiras de o sofrimento nos ameaçar: o sofrimento pelo corpo condenado a decadência, pela possível oposição do mundo para com nós, e com os outros seres humanos através dos relacionamentos, sendo essa ultima considerada a mais penosa de todas. Neste texto, Freud (1929) argumenta sobre questões acerca dos problemas relacionados aos “instintos destrutivos” dos seres humanos. (FREUD, 1929. Apud Miranda e Ramos) Freud introduz o conceito de pulsão de morte e, a partir disto, todas as pulsões passam a ser pensadas em sua origem, como algo para além da economia do princípio do prazer. É a partir do entendimento da pulsão de morte que o sadismo e o masoquismo inerentes em qualquer sujeito, são vistos como um dado irredutível da pulsão (LIMA E LEITE, 2010 apud Pinto e Ferreira). O termo masoquismo foi utilizado pela primeira vez no texto “Três ensaios sobre a Teoria da Sexualidade” (FREUD, 1996 [1905] apud Miranda e Ramos). A partir daí o masoquismo deixou de fazer parte do contexto das patologias perversas e passa a ser elemento universal da sexualidade humana. Freud define o masoquismo como: “[...] a designação que abarca todas as atitudes passivas em relação à vida e aos objetos sexuais, a mais extrema das quais é o padecimento de uma dor física ou anímica, infligida pelo objeto sexual”. Freud afirma que a resposta para o problema do masoquismo está em encontrar as relações entre o principio do prazer e as pulsões de vida e de morte. Do ponto de vista do princípio do prazer e do ponto de vista econômico, Freud (1924) analisou que o masoquismo era incompreensível, uma vez que o masoquismo se caracterizava como a sensação de prazer com o aumento de desprazer, com o sofrimento. (Pinto e Ferreira, 2013) Colegiado de Psicologia UNIME – Itabuna/BA Colegiado de Psicologia: Dayane Souza Ferreira – Itabuna/2017 8 O sujeito oferece ao outro o seu corpo e o seu psiquismo para que aquele possa gozar como queira desde que, em contrapartida, ele lhe ofereça proteção para o desamparo (...) pacto masoquista, realizado à custa de uma imensa humilhação da autoestima (BIRMAN. 2006. p. 52 apud Bucher- Maluschke). Em 1919 Freud publica o trabalho: “Uma criança é espancada: uma contribuição ao estudo da origem das perversões sexuais.“ Nessa perspectiva “ser espancada” revela o amor sexual da menina pelo pai gerando assim um castigo por essa relação incestuosa, ideia essa reforçadano artigo “O problema econômico do masoquismo” (1996 [1924a]). Nele Freud apresenta as três formas de masoquismo: masoquismo erógeno (prazer na dor), masoquismo feminino (introdução da potência através do ato sexual em si, ser forçado à obediência incondicional – passividade / princípio feminino, que é, na perversão, associado a ser aviltado, maltratado, sujo) e masoquismo moral (sentimento de culpa). Sendo assim, o masoquismo erógeno, seria a pulsão de morte operante no organismo, da qual uma parte é dirigida para fora, para os objetos, e a outra parte permanece dentro do organismo, ligando-se a libido, a Eros. O masoquismo erógeno acompanha a libido por todas as suas fases de desenvolvimento, desde uma organização oral primitiva até a organização genital final. O masoquismo moral está relacionado à obediência do Eu a um Supereu, a esta instância moral interna. Por outro lado, o masoquismo feminino está relacionado à obediência, a submissão ao outro, ao qual o sujeito se oferece como objeto (FREUD, 1924 apud Pinto e Ferreira). Para Freud as fantasias masoquistas perpetuam no individuo o desejo de ser tratado como uma criança travessa e abandonada, buscando ser conduzida e dominada. Por esta razão chamei essa forma de masoquismo, a potiori por assim dizer [isto é, com base em seus exemplos extremos], de forma feminina, embora tantas de suas características apontem para a vida infantil. Essa estratificação superposta do infantil e do feminino encontrará posteriormente uma explicação simples. Ser castrado – ou ser cegado, que o representa – Com frequência deixa um traço negativo de si próprio nas fantasias, na condição de que nenhum dano deve ocorrer precisamente aos órgãos genitais ou aos olhos (FREUD, 1996 [1924a, p.180 apud Miranda e Ramos, 2014, p.45). Colegiado de Psicologia UNIME – Itabuna/BA Colegiado de Psicologia: Dayane Souza Ferreira – Itabuna/2017 9 Ao findar essa obra muitas especulações permaneceram sobre o que seriam esses traços negativos, porém só em 1931, na sua conferência “Feminilidade”, Freud retoma o assunto e explica que “a supressão da agressividade nas mulheres, imposta pelo social e instituída em seu psiquismo colabora para o desenvolvimento de poderosos impulsos masoquistas que se ligam de forma erótica as tendências destrutivas que foram desviadas para dentro.” (FREUD, 1931. Apud Miranda e Ramos) 5 CONCLUSÃO A guisa de conclusão percebeu-se na confecção deste artigo, como foi instituída a problemática da violência contra a mulher e como tal problemática existe desde épocas remotas e perdura até os dias atuais. Através de uma interlocução entre os fatos observados durante a história e a psicanálise foi constatado que essa problemática vai além de um contexto sócio histórico e que deve ser analisado também pela via da construção psíquica de cada individuo. Assim é possível tornar compreensível algumas questões acerca do âmbito feminino, como a idealização do amor romântico, que faz com que as mulheres busquem incansavelmente serem amadas, pois crê que só por esse viés elas podem alcançar completude do seu ser, fenômeno esse que foi constatado pelo olhar da psicanálise através do conceito de narcisismo. Em relação às questões acerca da permanência das mulheres em relacionamentos violentos, pode-se explicar tal questionamento através das teorias freudianas da pulsão de morte e do masoquismo, que esta vinculada a constituição do psiquismo e a subjetividade de cada mulher, não deixando de reconhecer a importância do contexto histórico, cultural, social e político, pois a própria constituição da subjetividade depende dos mesmos. Colegiado de Psicologia UNIME – Itabuna/BA Colegiado de Psicologia: Dayane Souza Ferreira – Itabuna/2017 10 REFERÊNCIAS ALMEIDA, Marizabel. A mulher e o amor. Trabalho apresentado na Escola Lacaniana da Bahia, em 2005. Disponível em: > Acesso em: mai, 2017. BEAUVOIR, Simone. O segundo sexo: fatos e mitos. São Paulo: Difusão Europeia do Livro, 1970. BUCHER-MALUSCHKE, Júlia S. N. F. A Permanência de Mulheres em Situações de Violência: Considerações de Psicólogas. 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