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OTAN SANS CLASSIFICATION 
 
 OTAN SANS CLASSIFICATION 
CE DOCUMENT EST LA PROPRIÉTÉ DE LA NSPA, IL NE PEUT NI ÊTRE REPRODUIT NI DISTRIBUÉ SANS 
AUTORISATION PRÉALABLE 
 
 
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GRUE MOBILE SUR 
PNEUMATIQUES 
VERSION: 3.2 
DATE: 14 JUILLET 2017 
 
 
 
 
 
NATO Support and Procurement Agency 
LB General & Cooperative 
Services Programme 
 
OTAN SANS CLASSIFICATION 
CE DOCUMENT EST LA PROPRIÉTÉ DE LA NSPA, IL NE PEUT NI ÊTRE REPRODUIT NI DISTRIBUÉ SANS AUTORISATION PRÉALABLE 
 
CDC – SIMMAD - Grue mobile sur pneumatiques | Ver. 3.2 2 of 40 
OTAN SANS CLASSIFICATION 
TABLE DES MATIERES 
1 INTRODUCTION ....................................................................................................................................... 4 
1.1 OBJET DU MARCHE ..................................................................................................................................... 4 
1.2 PORTEE DU MARCHE .................................................................................................................................. 4 
1.3 GENERALITES ............................................................................................................................................ 5 
1.4 DOCUMENTS DE REFERENCE - NORMES ....................................................................................................... 6 
2 EXIGENCES GÉNÉRALES .......................................................................................................................... 8 
2.1 PROFILS D’EMPLOI ..................................................................................................................................... 8 
2.2 MILIEU GEOGRAPHIQUE D’EMPLOI................................................................................................................. 8 
2.3 PERFORMANCES ...................................................................................................................................... 10 
2.4 EXIGENCES NON SPECIFIQUES ..................................................................................................................... 11 
3 EXIGENCES TECHNIQUES SPECIFIQUES .................................................................................................. 13 
3.1 GENERAL ............................................................................................................................................... 13 
3.2 PERFORMANCES FONCTIONNELLES .............................................................................................................. 13 
3.3 LOT DE BORD .......................................................................................................................................... 22 
3.4 QUALITE DE FABRICATION .......................................................................................................................... 22 
4 SIGNALISATION-INSCRIPTIONS .............................................................................................................. 23 
4.1 GENERALITES .......................................................................................................................................... 23 
4.2 PLAQUES D’IDENTIFICATION ...................................................................................................................... 23 
5 PROTECTION DE L’ENVIRONEMENT, HYGIENE ET SECURITE EN OPERATIONS ....................................... 24 
6 ANALYSE LOGISTIQUE INTEGREE (ILS) ................................................................................................... 25 
6.1 GENERAL ................................................................................................................................................ 25 
6.2 EXIGENCES DE FIABILITE DE L’EQUIPEMENT ................................................................................................... 25 
6.3 RAPPORT DE DISPONIBILITE, FIABILITE ET MAINTENABILITE DE L’EQUIPEMENT (DFM) ............................................ 25 
6.4 SUPPORTABILITE ................................................................................................................................... 26 
6.5 SUPPORT LOGISTIQUE DU TITULAIRE ............................................................................................................ 26 
6.6 ENTRETIEN ET MAINTENANCE .................................................................................................................... 26 
6.7 DOCUMENTATION TECHNIQUE UTILISATEUR (DTU) ......................................................................................... 28 
6.8 PIECES DE RECHANGE ET DE SOUTIEN LOGISTIQUE ........................................................................................... 32 
6.9 LOT D’OUTILLAGE SPECIFIQUE ..................................................................................................................... 33 
6.10 ELEMENTS DE FORMATION ......................................................................................................................... 34 
6.11 MAITRISE TECHNIQUE ............................................................................................................................... 35 
7 CODIFICATION OTAN ............................................................................................................................. 36 
7.1 CODIFICATION OTAN FOURNIE PAR LE TITULAIRE .......................................................................................... 36 
8 TEST, VERIFICATION ET VALIDATION (TVV) (MISE EN SERVICE, VALIDATION ET RECEPTION DEFINITIVE)37 
8.1 GENERAL ............................................................................................................................................... 37 
8.2 OPERATIONS DE VERIFICATION A LA RECEPTION DE LA GRUE ........................................................................... 37 
8.3 DEROULEMENT DE LA « MISE EN SERVICE ET RECEPTION DEFINITIVE » ................................................................ 37 
8.4 RAPPORT D’ACCEPTATION ......................................................................................................................... 38 
9 APPROCHE ET METHODOLOGIE............................................................................................................. 39 
9.1 GESTIONNAIRE DE PROJET .......................................................................................................................... 39 
9.2 PLAN DE MISE EN OEUVRE DU PROJET (PMP) ................................................................................................. 39 
9.3 RAPPORTS DE PROJET ............................................................................................................................... 39 
9.4 REUNION ............................................................................................................................................... 40 
 
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CDC – SIMMAD - Grue mobile sur pneumatiques | Ver. 3.2 3 of 40 
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Annexe «A» : Bordereau des demandes 
Annexe «B» : Calendrier de soumission des documents de projet 
Annexe «C» : Annexe laissée délibérément vide 
Annexe «D» : Instructions pour la publication de la documentation 
Annexe «E» : Plan de Maintenance 
Annexe «F» : LSA – Etude de soutien logistique 
Annexe «G» : TVV - Matrice de validation 
Annexe «H» : Tableau des résultats de la codification 
 
 
LISTE DES ILLUSTRATIONS 
Figure 1: Dimensions Drone « Reaper » .............................................................................. 18 
Figure 2: Opération de levage, vue du dessus ..................................................................... 19 
Figure 3: Opération de levage en extérieur – Dronesont validées par la NSPA deux (2) mois avant la 
réception de l’équipement. Le cas échéant, une équipe technique 
composée des représentants de l’administration et du titulaire est chargée 
d’étudier les adaptations nécessaires. 
6.8.3.4 Les pièces de ce lot doivent être conformes au dossier de définition du 
matériel. 
6.8.3.5 Ce lot permet la dotation en pièces détachées et consommables des 
ateliers de soutien NTI1 & NTI2. L’ensemble des articles fournis doit 
permettre le maintien en condition opérationnelle conformément aux 
opérations NTI1 & NTI 2 recensées dans le tableau LIPC. 
6.8.3.6 Le titulaire est chargé de la fourniture d’un (1) Lot de Projection. Une liste 
telle que décrite dans l’annexe « B » accompagnera le lot. 
6.9 LOT D’OUTILLAGE SPECIFIQUE 
6.9.1 Le titulaire doit fournir à la NSPA tous les outillages spécifiques nécessaires à 
l’utilisation et au soutien de l’équipement. Les outillages spécifiques sont à 
différencier des outillages communs qui font partie de la dotation traditionnelle des 
caisses à outils des mécaniciens. 
6.9.2 La liste des outillages spécifiques qui seront fournis en vertu du présent contrat sera 
soumise à l'approbation de la NSPA. Le cas échéant, une équipe technique 
composée des représentants de l’administration et du titulaire est chargée d’étudier 
les adaptations nécessaires. 
6.9.3 Le titulaire définira la liste des outillages spécifiques comme suit : 
a. être approvisionné auprès d’un distributeur ou manufacturier d’outillage à 
main nécessaire à la maintenance ; 
ou 
b. exclusivement fabriqué pour la maintenance de la grue, objet du marché, et 
non présent dans la composition des lots d’outillage réglementaire mais 
nécessaires pour réaliser les opérations de maintenance du NTI 1 et/ou NTI2. 
6.9.4 La liste des outillages spécifiques fera apparaître le libellé de l’outillage, sa 
référence fournisseur, sa référence propre, son NNO (sous réserve que l’option de 
nomenclature soit retenue au marché, dans le cas contraire, le titulaire fournira tous 
les éléments nécessaires à sa codification OTAN) ainsi que son prix et l’acte de 
maintenance auquel il est rattaché. 
6.9.5 Le titulaire fournira un (1) lot d’outillage à la livraison de la grue, à partir d’une liste 
validée deux (2) mois auparavant par la NSPA afin de vérifier leur utilisation 
conformément au manuel de maintenance. 
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CDC – SIMMAD - Grue mobile sur pneumatiques | Ver. 3.2 34 of 40 
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6.9.6 Les éventuels certificats d’homologation (aspect sécuritaire ou réglementaire) 
devront être fournis en même temps que les outillages. Si nécessaire, une 
documentation, pour la mise en œuvre, l’étalonnage, le calibrage, l’entretien et la 
maintenance sera fournie. 
6.9.7 Les outillages seront identifiés avec un NNO et répertoriés dans la LAR. 
6.9.8 Emballage, voir paragraphe 6.2 
6.10 ELEMENTS DE FORMATION 
6.10.1 Organisés par le titulaire, seront réalisés avec le matériel livré sur site : 
6.10.1.1 Une formation primo formateur à la maintenance pour dix (10) personnes 
dans les 15 (quinze) jours après la livraison ; 
6.10.1.2 Une formation primo formateur à la maintenance pour dix (10) personnes 
dans les 30 (trente) jours après la livraison. 
6.10.2 Les formations se dérouleront sur un des sites du client (utilisateur) : Base aérienne 
de COGNAC (France). La durée de chacune des formations ne pourra excéder 
deux (2) jours. 
6.10.3 Un programme de formation sera établi au préalable et transmis à la NSPA pour 
accord. Il mentionnera le niveau de connaissance que le stagiaire devra posséder 
pour faire les stages et le niveau qu’il devra acquérir lors de la formation. 
6.10.4 Le programme de la formation, les documents de cours etc… doivent être élaborés 
de manière pédagogique pour faciliter la compréhension et ultérieurement pour 
servir de support de cours aux primo-formateurs. Les ressources et le soutien 
nécessaire sur le site doivent être identifiés dans le document de cours (ex. 
alimentation électrique, carburant, salle de cours, projecteur, matériel de sécurité 
etc…). Cette formation inclura une version du manuel de maintenance (MM) pour 
chaque participant et sera donnée exclusivement en langue Française. 
6.10.5 Les outils pédagogiques et la documentation à fournir pour chaque stagiaire sont à 
la charge du titulaire. 
6.10.6 A l’issue des formations, le titulaire délivre une attestation de primo formateur à 
chaque stagiaire 
6.10.7 Un compte rendu de fin de stage est adressé à la NSPA. 
 
 
 
 
 
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CDC – SIMMAD - Grue mobile sur pneumatiques | Ver. 3.2 35 of 40 
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6.11 MAITRISE TECHNIQUE 
6.11.1 Pour le matériel objet du marché, le titulaire devra traiter les obsolescences et les 
faits techniques en relation avec la section technique du client. Cela le conduira à 
mettre à jour au moins annuellement la documentation et à mettre à hauteur la LAI, 
le Lot de Projection et le lot d’outillage, selon les modifications retenues. 
6.11.2 Le titulaire sera chargé des travaux de « maîtrise technique » (MT), pendant 10 ans 
après la livraison de la grue. Ces travaux consistent à fournir au client au travers de 
bulletins de services, « News Letter » etc.. de toutes les informations relatives à 
l’évolution du matériel. Les évolutions relatives à la sécurité, au développement 
technique etc.. devront figurer dans ces bulletins. 
6.11.3 Le titulaire devra prévoir le remplacement éventuel de rechanges devenus 
obsolètes et le remplacement ou la fourniture des outillages. Le titulaire prendra à 
sa charge les mises à jour de la documentation (GT, MM, CI,) et de la LAR y 
compris la mise à jour de la codification OTAN, (nouveaux NNO et révisions des 
NNO) qui découleraient des travaux de MT. Ces travaux permettront également de 
corriger d’éventuelles erreurs dans la documentation, la LAR et la codification 
OTAN. 
Ces mises à jour seront réalisées à la fréquence des clients civils abonnés ou sinon 
au moins une fois par an et ce, en d’autant d’exemplaires que de ceux livrés 
antérieurement. 
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7 CODIFICATION OTAN 
La NSPA demande au titulaire de codifier dans la cadre du présent marché tout ou partie 
des articles constitutifs de la grue et des éléments livrés. La liste définitive devra être fournie 
à la NSPA pour approbation finale. 
7.1 CODIFICATION OTAN FOURNIE PAR LE TITULAIRE 
7.1.1 Dans ce cas, le titulaire s’engage à fournir la codification OTAN du matériel et des 
divers articles composants le(s) matériel(s) objet du présent marché : tous les 
articles de la LAR, ainsi que la codification des rechanges, accessoires et outillages 
que comporte éventuellement cette fourniture. 
7.1.2 La codification attendue sera conforme à la spécification ST 050110 CIMD en 
vigueur se trouvant sur le portail du Centre d’Identification des Matériels de la 
Défense (www.cimd.interarmees.defense.gouv.fr/portail). Les codifications 
appelleront obligatoirement une description de l’article. Seules les codifications de 
type 1 et 4 seront acceptées. Cependant, dans le cas où un article ne pourrait être 
codifié (avec justification) sous l’un de ces types et après accord de la NSPA, le 
titulaire pourra le codifier sous le type 2. 
7.1.3 Si le titulaire du présent marché ne possède pas de section de codification, il peut, 
dans le cadre de ce marché, faire appel à la cellule de codification de la NSPA. 
7.1.4 Le résultat de la codification seraprésenté sous la forme d’un tableau dont le 
modèle est joint au présent CDC et sera fourni avant la livraison de la grue pour 
approbation par le client. Le tableau fourni devra être identique au modèle joint en 
annexe « H ». Une réception de la codification sera effectuée par la cellule 
Codification du client. 
http://www.cimd.interarmees.defense.gouv.fr/portail
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CDC – SIMMAD - Grue mobile sur pneumatiques | Ver. 3.2 37 of 40 
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8 TEST, VERIFICATION ET VALIDATION (TVV) 
(MISE EN SERVICE, VALIDATION ET RECEPTION DEFINITIVE) 
8.1 GENERAL 
8.1.1 Malgré l’achat de matériel « sur étagère » et la désignation préalable de 
l’équipement, il est demandé au titulaire de remplir une « matrice de conformité » 
(voir Annexe « C » à ce CDC) afin de déterminer la conformité aux différents 
paragraphes de l’énoncé. 
8.1.2 A l’issue de la formation, la NSPA entreprendra un test de mise en service ainsi que 
réception définitive du matériel au complet. Cette opération se déroulera 
conformément à la matrice de validation fournie par le titulaire (voir Annexe G à ce 
CDC). 
8.1.3 Cette procédure se déroulera conformément au plan de « mise en service et 
réception définitive » élaboré par le titulaire dans son TVV (voir paragraphe 8.3) 
8.2 OPERATIONS DE VERIFICATION A LA RECEPTION DE LA GRUE 
8.2.1 Une vérification à destination est réalisée sur l’ensemble du matériel. 
8.2.2 Les contrôles portant sur : 
• le contrôle de finition, l’exécution dans les règles de l’art des divers montages 
et soudures etc… ; 
• La documentation incluant la DTU, les listes de pièces de rechange etc… sera 
vérifiée ; 
• la vérification du Lot de Bord, Lot de Projection etc… ; 
• la vérification d’étanchéité des circuits ; 
• La présence de tous les éléments nécessaires au bon fonctionnement de la 
grue. 
8.3 DEROULEMENT DE LA « MISE EN SERVICE ET RECEPTION DEFINITIVE » 
8.3.1 Cette phase aura lieu immédiatement après la formation du personnel 
« maintenancier » ou lors d’une session ultérieure mais dans tous les cas au plus 
tard deux (2) mois après la réception du matériel au complet dans les locaux du 
client. Le personnel du client, issu de la formation, mettra en œuvre la grue pour 
vérification finale suivant le plan de validation fourni par le titulaire (voir Annexe G à 
ce CDC). Tous les frais de mise en œuvre (carburant compris) sont à charge du 
client. 
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CDC – SIMMAD - Grue mobile sur pneumatiques | Ver. 3.2 38 of 40 
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8.3.2 La présence du titulaire sera requise pour noter et corriger par la suite les erreurs 
éventuelles identifiées sur l’équipement et dans la documentation. 
8.3.3 A l’issue de cette phase, le titulaire remplacera, tous les consommables et pièces 
de rechange avant de replacer l’équipement en stock. 
8.4 RAPPORT D’ACCEPTATION 
8.4.1 En conclusion de la « Mise en service et réception définitive » et lorsque la NSPA 
en accord avec le client aura certifié que le matériel est « prêt à l’emploi », un 
rapport d’acceptation définitive se rédigé par la NSPA et envoyé aux différentes 
parties pour signature. Ce rapport indiquera que le matériel est conforme au cahier 
des charges. Une liste des déficiences (éventuelles) relevées lors de la réception 
définitive sera attachée au rapport, toutes ces déficiences devront être corrigées 
avant le paiement final. 
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CDC – SIMMAD - Grue mobile sur pneumatiques | Ver. 3.2 39 of 40 
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9 APPROCHE ET METHODOLOGIE 
9.1 GESTIONNAIRE DE PROJET 
9.1.1 Le titulaire doit nommer un gestionnaire de projet qui sera désigné personne de 
contact tout au long du déroulement de ce projet. 
9.2 PLAN DE MISE EN OEUVRE DU PROJET (PMP) 
9.2.1 Le titulaire doit fournir un plan de mise en œuvre du projet (PMP) qui sera finalisé 
au plus tard un mois après la signature du contrat. Ce plan sera composé des 
sections suivantes: 
9.2.1.1 Section 1: Gestion et control du projet: le titulaire doit décrire la gestion et 
le contrôle du projet pour une période s’étalant de la signature du contrat à 
la réception définitive et tout au long de la garantie. 
Ce plan doit: 
a. Comprendre tous les aspects du projet ; 
b. définir les dates « critiques » qui vont juger de l’évolution de celui-ci ; 
9.2.1.2 Section 2: Assurance qualité: Cette section décrit comment l’Assurance 
Qualité / Contrôle de la qualité sera mise en place tout au long du projet 
(contrôle des approvisionnements, contrôle en fabrication etc..) Le titulaire 
doit identifier tous les responsables QA/QC. 
9.2.1.3 Section 3: Protection de l’environnement, hygiène et sécurité des 
opérations: (Voir paragraphe 7) Le titulaire expliquera comment il compte 
mettre en œuvre les mesures de protection, de santé et sécurité 
environnementale appropriées pendant toute la durée du projet et quelle 
est son approche globale afin de s'assurer que les livrables auront une 
empreinte environnementale réduite au minimum et ne représentent pas 
de risques pour la santé et la sécurité pour les utilisateurs. 
9.2.1.4 Section 4: Etude Logistique Intégrée: Voir paragraphe 6 
9.3 RAPPORTS DE PROJET 
9.3.1 Dès la signature du contrat le titulaire est tenu de fournir un rapport hebdomadaire 
sur l’évolution du projet. Ce rapport sera basé sur les jalons et évènements 
identifiés dans le calendrier du projet. Le rapport hebdomadaire sera fourni tous les 
vendredis et sera détaillé comme suit : 
a) Liste et progression des évènements ; 
b) Jalons qui devaient être atteints cette semaine ; 
c) Progression envers ces jalons; 
d) Jalons attendus pour le mois suivant ; 
e) Raisons de la ‘non-conformité’ envers certains jalons (si d’actualité) ; 
f) Mesures à prendre pour revenir au calendrier initial; 
g) Etat financier; 
OTAN SANS CLASSIFICATION 
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CDC – SIMMAD - Grue mobile sur pneumatiques | Ver. 3.2 40 of 40 
OTAN SANS CLASSIFICATION 
h) Commentaires du gestionnaire de projet. 
9.4 REUNION 
9.4.1 Le titulaire doit participer à ses frais, et si demandé par la NSPA, à des réunions qui 
pourraient avoir lieu dans les locaux du titulaire, du client ou de la NSPA. Les 
conversations téléphoniques et/ou réunion par vidéo conférence seront toutefois 
maximisées 
 
 
OTAN SANS CLASSIFICATION 
 
ANNEXE A – Sommaire des demandes | Grue mobile sur pneumatiques – CDC | 10-avril 2017| P1 
 
OTAN SANS CLASSIFICATION 
 
Annexe A 
CDC – Grue mobile sur pneumatiques 
Date: 10 avril 2017 
Bordereau des demandes 
 
Article Description NSPA CLIENT Total CDC Tranches 
Cond. 
10 0 GRUE 
10 1 Grue mobile montée sur pneumatiques 
(Avec tous les accessoires, Lot de bord 
etc…) 
- 2 2 §1.2.1 1 
20 0 Documentation 
20 1 DTU / LAR / LAI / Lot de Projection / Lot 
de Bord en copie électronique ‘éditable’ 
sur DVD/CD 
- 2 2 § 1.2.2/6.7/ 
6.8 
1 
20 2 DTU / LAR / LAI / Lot de Projection / Lot 
de Bord en copie électronique format 
.PDF (non éditable) sur DVD/CD 
- 2 2 § 1.2.2/6.7/ 
6.8 
1 
20 3 DTU format papier 0 4 4 § 1.2.2/ 6.7/ 
6.8 
2 
30 0 Pièces de rechange 
30 1 LAI – Liste d’Approvisionnement Initial 0 2 2 §6.8.1/6.8.2 1 
30 2 Lot de Projection 0 2 2 §6.8.1/6.8.3 1 
40 0 Outillages spécifiques 
40 1 Lot d’outillages spécifiques 0 2 2 § 6.9 1 
50 0 Support pour la formation 
50 1 Copie électronique des documents 
rédigés pour le support de la formation 
en format ‘éditable’ sur CD (OPTION) 
- 1 1 § 6.10 150 2 Copie électronique des documents 
rédigés pour le support de la formation 
en format .PDF (non éditable) sur CD 
(OPTION) 
- 20 20 § 6.10 10 
50 3 Support de formation en format papier 
(OPTION) 
- 20 20 § 6.10 10 
60 0 Formation 
60 1 10 personnes en France métropolitaine 
(COGNAC) – (OPTION) 
0 0 1 § 6.10.1 1 
70 0 Mise en service et Réception 
définitive 
 
70 1 Participation à la Mise en Service et 
Réception Définitive (lieu à définir en 
France métropolitaine). 
0 0 1 § 8.3 1 
 
OTAN SANS CLASSIFICATION 
 
Annexe B 
CDC – Grue mobile sur pneumatiques 
Date: 10 avril 2017 
 
ANNEXE B – Calendrier de soumissions des documents | Grue mobile – CDC | 10 avril 2017| P1 
 
OTAN SANS CLASSIFICATION 
 
CALENDRIER DE SOUMISSION DES DOCUMENTS DU PROJET 
 
 Documents du projet Réf-CDC Dates/Délais Commentaires 
1 Certification 
 
§ 2.2.3 
Au plus tard 1 mois 
après la signature 
du contrat 
 
2 Plan de mise en 
œuvre du projet (PMP) 
 
§ 9.2 
Au plus tard 1 
semaine après la 
signature du contrat 
 
3 ILS § 6.1.1. Max. 1 mois après 
signature du contrat 
 
4 
 
Etude du Support 
Logistique (LSA) 
LSA § 6.1.2 
1 mois après la 
signature du contrat 
 
DFM § 6.3 Voir Annexe « F » 
LIPC § 6.6.1 
Lot de Bord § 3.3 
LAR § 6.7.12 
LAI § 6.8.2 
Lot de 
Projection 
§ 6.8.3 
Outillage 
spécifique 
§ 6.9 
5 
Documentation 
 
TSA – Tableau 
Synoptique 
d’Articulation 
§ 6.7.1 1 mois après la 
signature du contrat 
 
DTU 
GT : § 6.7.9 
MM : § 6.7.10 
CI : § 6.7.11 
LAR: § 6.7.12 
Annexe «D» 1 mois après la 
signature du contrat 
1er version (60%) 
Annexe «D» Après 
commentaires 
2eme version (90%) 
Annexe «D» Après formation et 
réception définitive 
Version Finale (-) 
6 Supports (documents) 
pour la formation 
 § 6.10 1 mois avant la 
formation 
(OPTION) 
7 Matrice de validation 
mise en service - TVV 
 § 8.1.2 2 mois avant la 
mise en service 
 
8 Tableau – Résultats 
de la codification 
 § 7 1 mois avant la 
livraison 
Voir Annexe « H » 
9 
Rapport de réception 
définitive 
 § 8.4 Après la réception 
définitive et avant le 
paiement final 
 
 
OTAN SANS CLASSIFICATION 
 
ANNEXE G – Matrice de conformité | Grue mobile sur pneumatiques - CDC |10 avril 2017| P1 
 
OTAN SANS CLASSIFICATION 
 
Annexe C 
CDC – Grue mobile sur pneumatiques 
Date: 10 avril 2017 
 
MATRICE DE CONFORMITE 
 
 
 
Cette annexe est délibérément laisse blanche et transférée dans le dossier RFP 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
OTAN SANS CLASSIFICATION 
 
 
Annexe D 
CDC – Grue mobile sur pneumatiques 
Date: 10 avril 2017 
 
ANNEXE D – DOCUMENTATION | Grue mobile sur pneumatiques - CDC | 10 avril 2017 | P1 
 
OTAN SANS CLASSIFICATION 
 
Publication de la Documentation Technique 
 
1 GENERAL 
1.1 Format 
1.1.1 En règle générale, le format de publication sera DIN A4 (210mm x 297 mm). Le 
formatage doit tenir compte de la perforation classique ‘2 trous’ pour rangement dans un 
classeur. Dans le cas de plans technique le format A3 (420mm x 297mm) est accepté 
pour autant qu’il soit plié de manière adéquate (A4) dans le document final. 
1.1.2 Toutes les pages des documents doivent êtres numérotées et contenir l’édition (version) 
du document. 
1.2 Copie Electronique 
1.2.1 Fournie en format DVD compatible avec les logiciels « grand public » disponibles sur le 
marché (ex. Microsoft Office). 
1.2.2 La fonction ‘Recherche’ doit être possible dans tous les documents. 
1.2.3 Chaque DVD comprendra : 
- Une copie en format .PDF 
- Une copie ‘copie originale’ éditable 
2 DTU 
2.1 General 
La DTU (guide technique, manuel de maintenance, le catalogue illustré et la liste des 
articles de ravitaillements) sera présentée dans un classeur (ou autre système équivalent) 
de couleur vert foncé sur lequel figure les inscriptions suivantes : 
 
- Angle supérieur gauche : 
« Nom» (numéro communiqué lors de l’établissement du marché) 
- Angle supérieur droit : 
L’inscription « Adresse» suivie d’un numéro à 4 chiffres (numéro communiqué lors 
de l’établissement du marché). 
- Au centre : 
« GRUE REAPER » accompagné d’une photo de la grue. 
- Angle inférieur droit : 
Edition (année en cours) 
- Angle inférieur gauche : 
Nombre d’exemplaires tirés (ce nombre sera fixé en temps utile par le client). 
OTAN SANS CLASSIFICATION 
 
 
Annexe D 
CDC – Grue mobile sur pneumatiques 
Date: 10 avril 2017 
 
ANNEXE D – DOCUMENTATION | Grue mobile sur pneumatiques - CDC | 10 avril 2017 | P2 
 
OTAN SANS CLASSIFICATION 
 
2.2 Guide Technique (GT) 
Une structure claire avec une utilisation optimale d’illustrations et de photographies est 
requise. Le GT sera présenté avec au minimum les informations reprises ci-dessous : 
- Couverture : 
o Milieu supérieur le titre « GUIDE TECHNIQUE POUR L’UTILISATEUR » 
o Au centre : « GRUE MOBILE - REAPER » accompagné d’une photo de la 
grue 
- Page 2 : 
o Adresse du service responsable du matériel 
o Un tableau du suivit de l’évolution du document (Révision, date, 
description, etc..) 
- Table des matières 
- Section 1 : Préface 
- Section 2 : Description et spécifications 
- Section 3 : Instructions de mise en œuvre et opérationnelles 
- Section 4 : Instructions d’entretien (Niveau utilisateur) 
- Section 5 : Liste du Lot de Bord (Voir CDC § 3.3) 
2.3 Manuel de Maintenance (MM) 
- Couverture : 
o Milieu supérieur le titre « MANUEL DE MAINTENANCE – NTI1 & NTI2 » 
o Au centre : « GRUE MOBILE - REAPER » accompagné d’une photo de la 
grue 
- Page 2 : 
o Adresse du service responsable du matériel 
o Un tableau du suivit de l’évolution du document (Révision, date, 
description, etc..) 
- Table des matières 
- Section 1 : Préface (sécurité, prérequis technique pour les deux NTI, etc..) 
- Section 2 : LIPC 
- Section 3 : Description (fiches) des différentes opérations de maintenance 
- Section 4 : Liste Lot de Projection 
- Section 5 : Liste des outils spécifiques (Voir CDC § 6.9) 
2.4 Catalogue Illustré (CI) 
Ce document comportera sur une page des vues éclatées, plans techniques ou des 
schémas des divers ensembles, sous-ensembles et composants, avec des repères et une 
partie texte en regard sur l’autre page comportant pour chaque article et dans diverses 
colonnes les informations suivantes (informations indiquées également dans la LAR et 
cohérentes entre elles) : 
- le bloc identificateur, 
- le numéro de nomenclature, 
- le numéro de série (si présent), 
- la description, 
- la quantité, 
- le niveau technique d’intervention. 
OTAN SANS CLASSIFICATION 
 
 
Annexe D 
CDC – Grue mobile sur pneumatiques 
Date: 10 avril 2017 
 
ANNEXE D – DOCUMENTATION | Grue mobile sur pneumatiques - CDC | 10 avril 2017 | P3 
 
OTAN SANS CLASSIFICATION 
 
- Une colonne nota (CG : article commercial commun, ND : article non distribuable, 
NG : article commercial normalisé, SP : article spécial, SG : article commercial 
spécial). 
 
Le titulaire réalisera un tableau à 3 entrées regroupant toutes les pièces identifiées dans 
le CI pour pouvoir rechercher un article à partir des diverses références (bloc 
identificateur, constructeur, NNO). (Voir également CDC § 6.7.11). 
3 LISTES 
Toutes les listes reprises ci-dessous feront l’objet d’une approbation par la NSPA durant le 
déroulement du projet. 
3.1 Liste des Articles de Ravitaillement (LAR) 
3.1.1 Présentée sous forme de tableau avec au minimum les champs suivants : 
• Numéro de Nomenclature OTAN (NNO) 
• Description 
• Numéro de série (si donné) 
• Numéro de la pièce (fabriquant) 
• Quantité 
• Numéro d’identification du fabriquant 
• Prix unitaire hors taxe + devise 
• Durée de vie sur étagère 
• Poids 
• Faisant partie de la LAI (oui-non) 
• Faisant partie du Lot de Projection (oui-non) 
• Commentaires 
3.1.2 Tri dans le tableau 
• Décomposition du véhicule : 
- Assemblage 
- Sous-Assemblages 
- Composants 
• Lot de bord 
• Documentation 
• Matériel de transport (emballage)3.1.3 Une copie de la liste par DTU 
3.2 Liste d’Approvisionnement Initial (LAI) 
3.2.1 Présentée sous forme de tableau avec au minimum les champs suivants : 
• Numéro de Nomenclature OTAN (NNO) 
• Description 
• Faisant partie de fourniture (oui-non) 
• Quantité 
• Illustration ou photographie 
OTAN SANS CLASSIFICATION 
 
 
Annexe D 
CDC – Grue mobile sur pneumatiques 
Date: 10 avril 2017 
 
ANNEXE D – DOCUMENTATION | Grue mobile sur pneumatiques - CDC | 10 avril 2017 | P4 
 
OTAN SANS CLASSIFICATION 
 
• Commentaires 
3.2.2 Une copie de la liste par Manuel de Maintenance (MM) 
3.3 Liste du Lot de Projection 
3.3.1 Présentée sous forme de tableau avec au minimum les champs suivants : 
• Numéro de Nomenclature OTAN (NNO) ; 
• Désignation ; 
• Bloc d’identification (référence article primaire et code entreprise correspondant, 
référence article du titulaire du marché et code entreprise correspondant) ; 
• Quantité ; 
• Page, numéro de planche et repère correspondant à la documentation technique ; 
• Illustration ou photographie ; 
• Commentaires. 
3.3.2 Une copie de la liste par Manuel de Maintenance (MM) 
3.4 Lot de Bord 
3.4.1 Liste présentée sous forme de tableau avec au minimum les champs suivants : 
• Numéro de Nomenclature OTAN (NNO) ; 
• Description ; 
• Bloc d’identification (référence article primaire et code entreprise correspondant, 
référence article du titulaire du marché et code entreprise correspondant) ; 
• Quantité ; 
• Prix hors taxes ; 
• Page, numéro de planche et repère correspondant à la documentation technique ; 
• Commentaires 
3.4.2 Attention, les outils/pièces nécessaires à la mise en œuvre et au niveau de maintenance 
« Utilisateur » doivent faire partie de cette liste. 
3.4.3 Cette liste sera également insérée dans la Guide Technique (GT). 
3.5 Outillage spécifique 
3.5.1 Liste présentée sous forme de tableau avec au minimum les champs suivants : 
• Numéro de Nomenclature OTAN (NNO) ; 
• Référence fournisseur ; 
• Description ; 
• Quantité ; 
• Prix hors taxes ; 
• Page, numéro de planche et repère correspondant à la documentation technique 
(MM) ; 
• Commentaires 
3.5.2 Cette liste sera également insérée dans le Manuel de Maintenance (MM). 
OTAN SANS CLASSIFICATION 
 
Annexe E 
CDC – Grue mobile sur pneumatiques 
Date: 10 avril 2017 
 
 
ANNEXE E – PLAN DE MAINTENANCE | Grue mobile sur pneumatiques - CDC |10 avril 2017| P1 
 
OTAN SANS CLASSIFICATION 
 
 
 
 
 
 
PLAN DE MAINTENANCE 
LIPC (Liste des Interventions Préventives et Correctives) 
 
 
 
Le plan de maintenance sera inclus dans le manuel de maintenance (MM). Il sera néanmoins fournit 
séparément sous format électronique (ex. Microsoft Excel) et consultable à partir de logiciel « grand 
public » et/ou d’exécutables. Le plan en page 2 ainsi que les opérations en page 3 sont fournis à 
titre d’exemple. La présentation et le contenu de plan de maintenance fera l’objet d’une approbation 
par la NSPA et de son client. 
1. Profil d’emploi 
Le plan de maintenance doit couvrir tous les profils d’emploi décrits dans le CDC et ce tout au 
long de la durée de vie de 20 ans. Toutes les opérations de soutien, avant/pendant et post 
opérations, avant/pendant et post stockage, pendant le transport etc…devront y figurer pour 
autant que l’étude logistique le démontre. 
2. Conditions environnementales 
Le titulaire devra clairement identifier dans le plan de maintenance (PM) si des opérations de 
soutien son nécessaires en fonction des différentes conditions environnementales (ex. 
températures extrêmes froides/chaudes etc…) 
3. Protection environnementale, sécurité. 
Les opérations de soutien doivent clairement signifier les recommandations de protection de 
l’environnement (élimination des déchets etc…) ainsi que les différentes mesures de sécurité. 
4. Tri des opérations dans le tableau 
Dans le PM, les opérations de soutien seront triées des manières suivantes : 
1. Phase de cycle de vie (En opérations, stock, transport etc…) 
2. Par niveau d’intervention (NTI1, 2, 3) 
3. Par périodicité 
5. Agenda 
Le titulaire devra fournir la première version (75%) un (1) mois avant les essais qualificatifs de la 
tête de série. Cette étape représentant un jalon important dans l’approbation finale de fabrication 
de la série. 
 
 
Annexe E 
CDC – Grue mobile sur pneumatiques 
Date: 18 décembre 2014 
 
EXAMPLE – PREVENTIVE MAINTENANCE PLAN 
Description: Electrical Generator, brand, type 
Part Number: xxxxx 
Env. 
Cond. 
Periodicity Level 
of 
Repair 
Routine Description Time to 
Complete 
(hrs) 
Skills 
Required 
Consumables 
Required 
 (and qty when 
relevant) 
Parts 
Required 
(and qty) 
Special 
Tools, Test 
& Support 
Equipment 
Required 
References 
(instruction #, 
manual, 
paragraph, page) 
Test Sheet 
(#, manual, 
paragraph, 
page) 
Bar coded 
items 
DURING STORAGE (short term storage and long term storage shall be clearly differentiated when appropriate) 
To be developed 
 
POST STORAGE (PREPARATION FOR TRANSPORT) 
To be developed 
 
DURING TRANSPORTATION (if appropriate, differentiate operations base on the transportation duration and conditions) 
To be developed 
 
 DURING OPERATION 
All Monthly 1st Oil 
Analysis, 
Vibration 
Analysis 
Apply VA test, extract 
oil for OA, submit oil to 
Vendor's Factory for 
analysis. 
2 Elec/Mech. 
Tech. 
Rags, lubricant, 
cleaning agent 
980-frsc-01 
Plug and 
washer kit - 
4590-23 
 11-D-EG-00-000-
000 Maintenance 
Instructions for 
HVAC System 
11-D-EG-04-
00-000-000 + 
name 
 
All 200 operating 
hours 
1st Lubrication 
Service 
Change Oil in motor 0.5 Elec/Mech. 
Tech. 
Rags, lubricant, 
cleaning agent 
980-frsc-01, 
20W30 Oil 89054- 
Plug and 
washer kit - 
4590-23 
 11-D-EG-00-000-
000 Maintenance 
Instructions for 
HVAC System 
N/A 
All 48 monthly/ 
xx operating 
hours 
2nd Open & 
Inspect 
Open up the unit, 
inspect all parts, clean 
and lubricate, replace 
damaged parts, 
reassembly, test. 
80 FSR & 
Elec/Mech 
Tech. 
Rags, lubricant, 
cleaning agent 
980-frsc-01 
Seal 9076-
3, others 
as A/R 
 11-D-EG-00-000-
000 Maintenance 
Instructions for 
HVAC System 
11-D-EG-05-
00-000-000 + 
name 
 
All 60 monthly/ 
xx operating 
hours 
3rd Complete 
Overhaul 
Ship unit to Vendor's 
plant, dismantle unit, 
replace all worn parts, 
test upon completion, 
return test certif.. sheet. 
300 A&E Heavy 
Electric 
Equipment 
Inc. 
(Vendor) 
A/R A/R 11-D-EG-07-000-
000, Overhaul 
Instructions for 
AEHEE 100 KW 
Generators 
11-D-EG-05-
000-000 
Post-
overhaul 
Perf. Test 
Sheet for 
Generator 
 
 PRE STORAGE (preparation for short term storage and long term storage shall be clearly differentiated when appropriate) 
All Post 
Deployment 
2nd Preservatio
n 
Prepare unit for 
storage, clean, 
lubricate, apply 
desiccant pack. 
4 Elec/Mech. 
Tech. 
Rags, lubricant, 
cleaning agent 
980-frsc-01 
A/R 11-D-EG-00-000-
000 
Maint.Instruc.for 
HVAC System 
N/A 
OTAN SANS CLASSIFICATION 
 
Annexe E 
CDC – Grue mobile sur pneumatiques 
Date: 10 avril 2017 
 
 
ANNEXE E – PLAN DE MAINTENANCE | Grue mobile sur pneumatiques - CDC |10 avril 2017| P3 
 
OTAN SANS CLASSIFICATION 
 
 
Exemples d’opérations de maintenances 
 
 
 
Désignation de l’opération NTI Périodicité MM 
Nettoyage de l’ensemble Utilisateur Chaque fois que cela est nécessaire § x p x 
Contrôle de l’indicateur de niveau d’eau Utilisateur Avant chaque mise en service et 
pendant l’utilisation § x p x 
Contrôle de fonctionnement du 
manomètre différentiel Utilisateur Avant chaque mise en service et 
pendant l’utilisation § x p x 
Contrôle des accessoires et du lot 
d’exploitation (robinets, vannes, 
flexibles) 
Utilisateur Avant chaque mise en service § x p x 
Vérification de fuites éventuelles Utilisateur Avant chaque mise en service § x p x 
Purge de l’air Utilisateur Avant chaque mise en service § x p x 
Vérification du câbleet treuil NTI1 Avant chaque mise en service § x p x 
Vérification des stabilisateurs NTI1 Avant chaque mise en service § x p x 
Vérification du système de sécurité NTI1 Avant chaque mise en service § x p x 
Vérification du circuit hydraulique NTI1 Annuelle (conformément à l’IM 200) § x p x 
Inspection moteur NTI1 Chaque fois que cela est nécessaire § x p x 
Echange d’une vanne NTI 2 Chaque fois que cela est nécessaire § x p x 
Echange d’un raccord NTI 2 Chaque fois que cela est nécessaire § x p x 
Changement des éléments filtrants NTI 2 Chaque fois que cela est nécessaire § x p x 
Nettoyage et contrôle des éléments NTI 2 A chaque changement des 
éléments filtrants coalesceurs § x p x 
Echange joints NTI 2 Chaque ouverture du corps § x p x 
Echange d’une canalisation NTI 2 Chaque fois que cela est nécessaire § x p x 
Echange du tube de contrôle de la 
présence d’eau NTI 2 Chaque fois que cela est nécessaire § x p x 
Dépose du moteur NTI3 - 
Dépose de la flèche NTI3 - 
OTAN SANS CLASSIFICATION 
 
ANNEXE F – Etude de soutien logistique LSA | Grue mobile sur pneumatiques - CDC | 10 avril 2017| P1 
 
OTAN SANS CLASSIFICATION 
 
Annexe F 
CDC – Grue mobile sur pneumatiques 
Date: 10 avril 2017 
 
 
 
ETUDE DE SOUTIEN LOGISTIQUE (LSA) 
 
 
 
 
 
SOW Annex - 
LSA-Reliability Matrix_
 
 
Le modèle ci-joint est fourni à titre d’exemple pour développer l’étude de soutien logistique. L’objectif du 
rapport LSA est, l’identification optimale de chaque composant ou assemblage, en vertu de : 
a. la disponibilité de pièces de rechange ; 
b. l’utilisation d’outils spécifiques ; 
c. la fréquence de pannes ; 
d. le niveau d’organisation pour la réparation ; 
e. la formation nécessaire pour les utilisateurs et techniciens etc.. 
OTAN SANS CLASSIFICATION 
 
ANNEXE G – Matrice de validation - TVV | Grue mobile sur pneumatiques - CDC |10 avril 2017| P1 
 
OTAN SANS CLASSIFICATION 
 
Annexe G 
CDC – Grue mobile sur pneumatiques 
Date: 10 avril 2017 
 
MATRICE DE VALIDATION - TVV 
 
 
 
Le titulaire doit fournir une matrice de validation indiquant la ou les méthodes utilisées pour démontrer la 
conformité avec chaque paragraphe du CDC. Cette matrice de validation sera le document de référence 
pour conduire mise en service de l’équipement. 
Les indices de validation (détermination de la conformité) sont au nombre de quatre (4) : 
 
a. INSPECTION (I) : Contrôle visuel, méthodes et contrôle de base ; 
b. ANALYSE (A) : Approche analytique, comme la modélisation, la simulation, le calcul ou l’analyse 
des données et rapports ; 
c. DEMONSTRATION (D) : Méthode de vérification et d’observation sans instrumentation spécifique. 
Des mesures de base quantitatives comme le dimensionnement ou le temps peuvent être 
considérés comme une démonstration. 
d. ESSAIS (E): L’équipement est mis en situation opérationnelle réelle ou simulée avec analyse des 
résultats et performances. 
 
Plusieurs méthodes peuvent être requises pour démontrer une conformité. 
L’indication Non-Applicable (NA) est utilisée s’il n’y a pas de conformité à démontrer. 
 
Exemple 
 
Paragraphe du CDC I/A/D/T/- Notes/Reference 
1.1.1 I 
1.1.2 A/T 
2.1.3 NA 
 
 
OTAN SANS CLASSIFICATION 
 
ANNEXE H – Tableau résultats codification | Grue mobile sur pneumatiques - CDC |10 avril 2017| P1 
 
OTAN SANS CLASSIFICATION 
 
Annexe H 
CDC – Grue mobile sur pneumatiques 
Date: 10 avril 2017 
 
Tableau des résultats de la codification 
 
 
 
Numéro de 
nomenclature
Désignation 
commerciale du 
matériel
Prix unitaire Type d' identification 
( 1, 4 ,2 ) Fabricant Référence 
fabricant
Code 
Dénomination
Catégorie de 
référence 
( ccr )
Valeur pour 
la référence 
( cv )
Disponibilité 
du document 
( cdd )
Responsable 
du cdd 
( rcdd )
Code valeur de la 
référence pour 
l'approvisionnement 
( cvra )
 
 
	02 CDC _GM_Annex A_100417 - Sommaire des demandes
	Annexe A
	Bordereau des demandes
	03 CDC _GM_Annex B_100417- Calendrier de soumission des documents de projet
	CALENDRIER DE SOUMISSION DES DOCUMENTS DU PROJET
	04 CDC _GM_Annex C_100417 - Matrice de conformite
	Annexe C
	MATRICE DE CONFORMITE
	05 CDC _GM_Annex D_100417 - Documentation
	1 GENERAL
	1.1 Format
	1.1.1 En règle générale, le format de publication sera DIN A4 (210mm x 297 mm). Le formatage doit tenir compte de la perforation classique ‘2 trous’ pour rangement dans un classeur. Dans le cas de plans technique le format A3 (420mm x 297mm) est accep...
	1.1.2 Toutes les pages des documents doivent êtres numérotées et contenir l’édition (version) du document.
	1.2 Copie Electronique
	1.2.1 Fournie en format DVD compatible avec les logiciels « grand public » disponibles sur le marché (ex. Microsoft Office).
	1.2.2 La fonction ‘Recherche’ doit être possible dans tous les documents.
	1.2.3 Chaque DVD comprendra :
	2 DTU
	2.1 General
	2.2 Guide Technique (GT)
	2.3 Manuel de Maintenance (MM)
	2.4 Catalogue Illustré (CI)
	3 LISTES
	3.1 Liste des Articles de Ravitaillement (LAR)
	3.1.1 Présentée sous forme de tableau avec au minimum les champs suivants :
	3.1.2 Tri dans le tableau
	3.1.3 Une copie de la liste par DTU
	3.2 Liste d’Approvisionnement Initial (LAI)
	3.2.1 Présentée sous forme de tableau avec au minimum les champs suivants :
	3.2.2 Une copie de la liste par Manuel de Maintenance (MM)
	3.3 Liste du Lot de Projection
	3.3.1 Présentée sous forme de tableau avec au minimum les champs suivants :
	3.3.2 Une copie de la liste par Manuel de Maintenance (MM)
	3.4 Lot de Bord
	3.4.1 Liste présentée sous forme de tableau avec au minimum les champs suivants :
	3.4.2 Attention, les outils/pièces nécessaires à la mise en œuvre et au niveau de maintenance « Utilisateur » doivent faire partie de cette liste.
	3.4.3 Cette liste sera également insérée dans la Guide Technique (GT).
	3.5 Outillage spécifique
	3.5.1 Liste présentée sous forme de tableau avec au minimum les champs suivants :
	3.5.2 Cette liste sera également insérée dans le Manuel de Maintenance (MM).
	06 CDC _GM_Annex E_100417 - Plan Maintenance 
	1. Profil d’emploi
	2. Conditions environnementales
	3. Protection environnementale, sécurité.
	4. Tri des opérations dans le tableau
	5. Agenda
	07 CDC _GM_Annex F_100417 - LSA
	Annexe F
	ETUDE DE SOUTIEN LOGISTIQUE (LSA)
	08 CDC _GM_Annex G_100417 - TVV-MV
	Annexe G
	MATRICE DE VALIDATION - TVV
	09 CDC _GM_Annex H_100417 - Résultats Codification
	Annexe H
	Tableau des résultats de la codification
	ADP5E3B.tmp
	1 introduction
	1.1 objet du marché
	1.1.1 Le marché porte sur la fourniture, d’une grue de manutention et de maintenance de DRONES type « Reaper » destinée aux modules opérationnels projetables en opérations extérieures.
	1.2 Portée du marché
	1.2.1 Pour satisfaire à ses obligations contractuelles, le titulaire doit fournir à la NSPA les livrables suivants:
	1.2.2 Le marché porte également sur:
	1.3 Généralités
	1.3.1 Les définitions et standards suivants sont applicables tout au long du CDC:
	1.3.2 Lors de la mise à disposition, le titulaire devra fournir à la NSPA une grue conforme aux exigences en vigueur (cf. §1.4):
	1.3.3 Le titulaire sera tenu juridiquement responsable pour l’ensemble du travail comme spécifié dans ce CDC incluant les différentes phases d’essais en entreprise, la documentation et la formation du personnel.
	1.3.4 Ce CDC est un aperçu de l’exigence minimale. Le concept général sera complété par le titulaire du marché pour s’assurer que la grue sera adaptée aux exigences et fournie avec tous les équipements associés pour permettre un fonctionnement optimum...
	1.3.5 Toute la documentation, manuels techniques, plaques signalétiques, marquages, etc... seront en langue Française.
	1.3.6 Le véhicule doit être muni de tous les documents nécessaires pour son enregistrement en France. Ceci doit inclure un certificat de conformité Européen.
	1.4 Documents de référence - NORMES
	1.4.1 La grue doit être fabriquée suivant les standards d’undes pays de l’OTAN et doit être au minimum en conformité avec les normes Européennes en vigueur pour ce type de véhicules.
	1.4.2 La grue doit être conforme en particulier avec les directives Européennes suivantes :
	1.4.3 Normes françaises ou autres normes équivalentes
	1.4.4 Documents du Ministère de la défense Française
	1.4.5 Documents OTAN (accords de standardisation)
	2 EXIGENCES GÉNÉRALES
	2.1 Profils d’emploi
	2.1.1 La grue est principalement associée à la maintenance de DRONES type ‘REAPER’. Elle doit permettre de réaliser en extérieur comme en intérieur les opérations de levage décrites dans ce cahier des charges.
	2.1.2 Le profil d’emploi est le suivant:
	2.2 milieu geographique d’emploi
	2.2.1 La grue est destinée à être utilisée sur tous les territoires ayant une variation de température allant de -20 C à +50 C (-33 C à +71 C pour les conditions de stockage et de transport).
	2.2.2 Cependant, les caractéristiques climatiques définies dans le STANAG 4370 seront prises en compte pour satisfaire aux exigences de son utilisation opérationnelle :
	2.2.3 Le titulaire doit fournir une certification de son usine ou laboratoire de test prouvant que chaque équipement est conforme aux exigences spécifiées dans cet énoncé.
	2.2.4 Altitude. La grue doit garder toutes ses capacités opérationnelles à des altitudes allant jusqu’à 3000m. Elle doit pouvoir supporter des atmosphères non-pressurisées et non-chauffées jusqu’à une altitude de 12.000m sans précautions supplémentair...
	2.2.5 Etanchéité. L’équipement doit rester imperméable, opérationnel et sécurisé dans des conditions de pluie, neige ou grêle combinées au vent.
	2.2.6 Sable et poussière. L’équipement doit être conçu pour ne pas nécessiter de maintenance spécifique, autre que celles mentionnées dans la LIPC.
	2.2.7 Rayonnement solaire. Le véhicule doit résister à l’exposition aux UV et à un rayonnement de 1120W/m².
	2.2.8 Brouillard salin. Les différents composants doivent être résistants au brouillard salin pendant de longues périodes de stockage ou d’exploitation.
	2.2.9 L’équipement doit être adapté aux opérations et stockage en zone tropicale. Il sera dès lors résistant au développement de moisissures et autres.
	2.3 Performances
	2.3.1 Les capacités de levage associées à l’extension de la flèche et aux conditions de charges (poids/volume) sont décrites dans les exigences spécifiques au §3.
	2.3.2 En conditions opérationnelles (travail sur aéronef), la grue doit avoir une autonomie supérieure ou égale à 8 heures (voir le profil d’exploitation au §2.1.2).
	2.3.3 La stabilité de la grue doit se conformer aux exigences de stabilité détaillées dans les normes EN/ISO.
	2.3.4 Motorisation
	2.3.4.1 A l’énergie thermique, DIESEL.
	2.3.4.2 Le moteur démarre et fonctionne avec les carburants définis au STANAG 4362.
	2.3.4.3 Dimensionnée pour assurer une puissance suffisante afin d’opérer en toute sécurité les opérations de levage de charges maximales décrites dans ce CDC.
	2.3.4.4 Le moteur devra fonctionner indifféremment, avec les performances et la fiabilité décrites dans ce CDC et sans réglages particuliers, au carburéacteur diesel additivé F63 ou F54 gasoil tels que définis dans le document de référence GTP (Guide ...
	2.3.4.5 Le moteur devra répondre aux normes environnementales antipollution industrielles en vigueur à la signature du marché.
	2.3.4.6 La grue, ayant vocation à être utilisée sur différents théâtres d’opérations en dehors de l’Union Européenne, doit pouvoir fonctionner avec n’importe quel carburant (diesel) actuellement distribué dans le monde, y compris ceux ne répondant pas...
	2.3.4.7 Le titulaire doit :
	2.4 exigences non specifiques
	2.4.1 Matériel « sur étagère »
	2.4.2 Conditions d’utilisation
	2.4.2.1 Peut-être manœuvré par un opérateur titulaire au maximum d’un permis « C »
	2.4.2.2 Doit être remorquable en cas de panne.
	2.4.3 Conformité
	2.4.3.1 Conforme au code de la route et à la législation en vigueur. Véhicule et accessoires certifiés « CE ».
	2.4.3.2 La grue est livrée avec tous les documents nécessaires pour son enregistrement en France. Ceci incluant également le certificat « CE ».
	2.4.4 Aptitude à la maintenance
	2.4.4.1 L’étude logistique du titulaire du marché doit se baser sur le profil d’emploi évoqué au paragraphe 2.1.2 afin qu’aucune opérations d’entretien majeure (NTI 3)4F ne soit conduite durant le cycle opérationnel;
	2.4.4.2 L’entretien, les opérations de vérification et l’échange des composants les moins fiables, doivent pouvoir être réalisés facilement par tous les personnels, avec un outillage courant.
	2.4.5 Transportabilité
	2.4.5.1 La grue doit être transportable « Roll-On, Roll-Off (RO-RO) sur semi-remorques, fret maritime, wagons plats et doit pouvoir être soulevée par une grue. Elle sera dès lors équipée de points « d’accroche » en nombre suffisant pour permettre une ...
	2.4.5.2 La grue doit être transportable par aéronefs A400M, C-17 et AN 164. Le chargement doit se faire en RO-RO avec une préparation minimum afin de satisfaire aux exigences techniques de l’aéronef. Elle doit être équipée d’un nombre suffisant de poi...
	2.4.5.3 Afin de répondre aux exigences RO-RO, la grue doit pouvoir négocier l’angle maximal-minimal de la rampe et doit se conformer aux critères de poids et de dimensions applicables.
	2.4.5.4 Toutes les procédures de préparation du véhicule au chargement (voir §2.4.5.1 & §2.4.5.2), les indications pour les points d’accroches (arrimage) devront être clairement décrites dans la documentation fournie avec le matériel.
	2.4.5.5 Il est de la responsabilité de l’industriel de développer et de fournir tous les équipements et procédures nécessaires pour garantir le chargement en aéronef.
	2.4.6 Conditionnement
	2.4.6.1 L’emballage de la LAI (1x), pour la livraison initiale vers le site du destinataire final, reste sous la responsabilité du titulaire.
	2.4.6.2 Tout le matériel qui n’est pas fixé en permanence sur la grue doit être fourni dans des boites séparées qui l’accompagneront individuellement.
	2.4.6.3 Les boites ou autres emballages nécessaires au conditionnement des différents rechanges, Lot de Bord et Lot de Projection, sont réutilisables, normalisés et sont adaptés à la manutention, au transport et au stockage dans les conditions opérati...
	2.4.6.4 Chacune de ces boites doit être:
	2.4.7 Peinture
	2.4.7.1 La grue devra être traitée contre la corrosion, traitement spécifique des organes mécaniques et structurels.
	2.4.7.2 Couleur : Toutes les parties externes et visibles seront de couleur RAL 6031 (finition mat).
	2.4.7.3 Tous les composants du Lot de Bord, du Lot de Projection et de la Liste d’Approvisionnement Initial (LAI) doivent être livrés dans la teinte d’origine de la pièce.
	3 exigences techniques specifiques
	3.1 General
	3.2 performances fonctionnelles
	3.2.1 Générales
	3.2.2 Moteur
	3.2.2.1 Le moteur (Diesel) sera dimensionné de manière à supporter les exigences de charges, de levage et de carburant décrites dans ce CDC.
	3.2.2.2 Le compartiment moteur doit être accessible et équipé d’un éclairage performent afin d’effectuer un dépannage ou contrôle de nuit dans de bonnes conditions. Cet éclairage doit pouvoir fonctionner moteur à l’arrêt.
	3.2.2.3 La grue est équipée d’un système de sécurité coupant automatiquement le moteur ou avertissant l’opérateur en cas de température élevée et/ou de pression d’huile trop basse.
	3.2.3 Transmission
	3.2.3.1 Transmission de type « Hydrostatique » à 4 roues motrices permanentes et 2 ponts directeurs permettant le déplacement en « crabe ».
	3.2.3.2 Une commande pour vitesse lente et rapide en marche avant comme en marche arrière pour tous déplacements. La précision des commandes (approche de charge, levage etc...) est un élément essentiel étant donné la spécificité des charges à soulever...
	3.2.3.3 Au minimum un essieu différentiel.
	3.2.3.4 La grue doit être en mesure de circuler à une vitesse inférieure ou égale à 25km/h.
	3.2.4 Cabine de l’opérateur
	3.2.5 Tableau de bord
	3.2.6 Roues
	3.2.7Carburant
	3.2.8 Critères de dimensions et poids
	3.2.9 Treuil
	3.2.10 Capacités de levage et flèche
	3.2.10.1 Utilisation en extérieur, charge MAXI
	3.2.10.2 Utilisation sous abri, charge MINI
	3.2.10.3 Tous les scénarios décrits ci-dessus, en assumant que le terrain soit plat, doivent être réalisables avec les vérins stabilisateurs posés au sol (ou non) et avec une élévation maximum de 10cm de la grue.
	3.2.10.4 La flèche sera à télescopage entièrement hydraulique.
	3.2.10.5 Rotation à 360
	3.3 Lot de bord
	3.3.1 Le titulaire définit une liste du Lot de Bord de la grue, cette liste est transmise à la NSPA un (1) mois après signature du contrat.
	3.3.2 Ce lot comprend tous les éléments (outils) nécessaires à la mise en œuvre de la grue (réf. §3.2.1 n.), aucun consommable ne fait partie de ce lot.
	3.3.3 Le titulaire est chargé de la fourniture, d’un (1) Lot de Bord ;
	3.3.4 Tous les composants faisant partie du Lot de Bord ayant un lien avec une maintenance (entretien) quelconque seront exclusivement de niveau «utilisateur». Aucune compétence particulière ne doit être requise pour leur utilisation.
	3.3.5 Pour chaque article indiqué dans la liste du Lot de Bord, le titulaire fait apparaître tous les éléments listés dans l’annexe «D» §3.4 du présent cahier des charges.
	3.3.6 Le titulaire complète le lot en fonction de ses standards et de ses retours d’expérience.
	3.4 qualite de fabrication
	3.4.1 ‘Prêt à l’emploi’. L’équipement terminé doit être prêt à l’emploi avec tous les éléments capables de remplir les fonctionnalités décrites dans ce CDC.
	3.4.2 Le titulaire est tenu de réaliser les équipements et leur montage en respectant les exigences du présent CDC. Le plan de qualité qui sera associé à la réalisation du marché sera présenté à la NSPA et accepté par cette dernière.
	3.4.3 Tout le matériel utilisé lors de la fabrication ou de l’assemblage doit être neuf.
	3.4.4 Toutes les pièces et les accessoires doivent être fabriqués et finis de façon professionnelle avec une attention particulière à :
	3.4.5 La structure et les composants de la grue doivent pouvoir résister aux chocs et aux vibrations subies lors de transport aériens, ferroviaires et par véhicules ‘tout-terrain’.
	3.4.6 Toutes les surfaces à souder doivent être nettoyées, exemptes de peinture, de graisse et de toutes autres matières étrangères qui pourraient fragiliser la soudure.
	4 signalisation-inscriptions
	4.1 generalites
	4.1.1 Toutes les plaques et indications seront fixées à demeure sur la grue à des endroits bien visibles de l’utilisateur.
	4.1.2 Elles seront fabriquées en acier, métal non ferreux ou tout autre matériau inaltérable. Les informations sont gravées et contrastent parfaitement avec le fond de la plaque.
	4.1.3 Les coins de ces plaques seront arrondis pour éviter toute accroche.
	4.1.4 Toutes les plaques feront l’objet d’une acceptation par la NSPA avant production.
	4.2 Plaques d’identification
	4.2.1 Une plaque d’identification est rivetée sur grue, les informations suivantes doivent y figurer avec un lettrage d’une taille de minimum 4mm:
	4.2.2 Plaque de tare
	5 pRotection de l’environement, hygiene et securite en operations
	5.1.1 Le titulaire du marché doit prendre toutes les précautions nécessaires pour:
	5.1.2 Le titulaire du marché doit garder à disposition de la NSPA:
	5.1.3 Le titulaire du marché doit être, au minimum, en conformité avec les exigences juridiques suivantes:
	5.1.4 Le titulaire du marché doit s'acquitter de toutes les obligations de conformité réglementaire et les exigences en matière de protection de l'environnement indiquées ci-dessus et fournir une «Déclaration de conformité pour la protection de l'envi...
	5.1.5 La conception doit tenir compte de l'impact sur l'environnement de l'équipement au cours de son cycle de vie et de l'élimination des différents éléments au terme et en cours de vie de celui-ci. La documentation doit fournir des recommandations ...
	6 ANALYSE LOGISTIQUE INTEGREE (ILS)
	6.1 general
	6.1.1 Afin de minimiser à la fois l’arrêt du système et les coûts de maintenance, le titulaire doit avoir effectué un programme d’analyse de soutien logistique intégré (ILS) incluant les questions de soutien logistique lors :
	6.1.2 Pour démontrer que les exigences de l’analyse logistique intégrée sont remplies, il est demandé au titulaire de conduire une Etude du Support Logistique (LSA) qui démontrera la disponibilité, la fiabilité et la maintenabilité de l’équipement. Le...
	6.2 Exigences de fiabilite de l’equipement
	6.2.1 Basé sur la durée de vie et le profil d’exploitation décrit au paragraphe 2.1.2 l’équipement devra répondre à ses performances de conception sans défaillances de composants ni temps d’arrêt dû à des opérations de maintenance planifiées ou non. ...
	6.2.2 Le titulaire répondra à ces exigences par la conception et la fourniture de matériel fiable, de pièces de rechange, d’un plan de maintenance et d’une formation adéquate.
	6.3 Rapport de disponibilite, fiabilite et maintenabilite de l’equipement (DFM)
	6.3.1 Le titulaire doit démontrer que le matériel et les articles connexes fournis satisferont à l'exigence de disponibilité, de fiabilité et de maintenabilité de ce CDC. Il doit fournir des preuves objectives à l'appui, données historiques connues et...
	6.3.2 Un rapport de disponibilité, fiabilité et maintenabilité de l’équipement sera fourni à la NSPA pour vérification en accordance avec le calendrier en annexe « B » de CDC.
	6.4 SupporTABILITE
	6.4.1 L’équipement proposé doit être supporté logistiquement tout au long de son cycle d’exploitation (20 ans). Pour une période de 20 ans après la livraison et l’acceptation par la NSPA :
	6.5 Support logistique du titulaire
	6.5.1 Le titulaire doit être en mesure de fournir un support logistique pour la maintenance et la fourniture de pièces.
	6.6 entretien et Maintenance
	6.6.1 Le titulaire établira une LIPC (Liste des Interventions Préventives et Correctives niveaux, « Utilisateur », « NTI1 », « NTI2 » et « NTI3 »). Toutes les opérations de soutien y seront listées avec le niveau d’intervention retenu ainsi que la réf...
	6.6.2 La LIPC couvrira les opérations de soutien non seulement en période opérationnelle mais également, durant toutes les étapes du cycle d’exploitation. Le titulaire précisera, dans son plan de maintenance, les précautions à observer lors du stockag...
	6.6.3 Tout au long du cycle d’exploitation, en assumant que les opérations de maintenance ont été effectuées conformément aux instructions du titulaire, le temps maximum accepté (en conditions opérationnelles) pour effectuer la maintenance planifiée ...
	6.6.4 Les trois niveaux d’intervention (voir paragraphe 6.6.5) sont orientés principalement sur les ressources du client en conditions opérationnelles et de stockage. Il n’est pas prévu d’effectuer de révision générale comportant le démontage systémat...
	6.6.5 Niveaux techniques d’intervention (NTI):
	6.7 Documentation technique utilisateur (dtu)
	6.7.1 La documentation technique a pour objectif d’apporter à l’utilisateur et au personnel des structures de maintenance, du temps de paix ou des situations de crise, tous les éléments d’informations nécessaires et suffisants à la mise en œuvre, à l’...
	6.7.2 Quantité. Le titulaire doit fournir la documentation conformément aux annexes « A » et « B ».
	6.7.3 Support : Durant le projet, les documents sont fournis sous format électronique, consultable sur tout type de station informatique du domaine public, en métropole et sur les théâtres opérationnels, à partir de logiciels « grand public » et/ou d’...
	6.7.4 Evolution de la documentation. Le titulaire assure la gestion des évolutions de la documentation pendant toute la durée du projet jusqu’à la formation des utilisateurs. Pour tous les documents (dessins, manuels, listes, etc ...), il est demandé ...
	6.7.5 Le titulaire prend également à sa charge la mise à jour de la documentation DTU au format électronique pendant toute la durée du marché.
	6.7.6 Planification et vérification.Les informations comprises dans les différents documents doivent êtres cohérentes ; les numéros de pièces, la terminologie etc… doivent rester identiques d’un document à un autre. La diffusion de la documentation s...
	6.7.7 Pas plus tard qu’un mois après la signature du contrat, une copie électronique de la DTU au complet doit parvenir à la NSPA pour acceptation. Toutes les recommandations de modifications, les corrections et/ou rajouts présentés par la NSPA suite...
	6.7.8 Guide Technique (GT)
	6.7.8.1 Si le titulaire possède un document existant dont le format diffère de celui décrit dans ce CDC, il peut le proposer pour acceptation préliminaire à condition que toutes les informations requises s’y trouvent. Basé sur le contrôle et les comme...
	6.7.8.2 Dans une certaine mesure et pour autant que la compréhension générale reste claire, les fiches techniques et/ou manuels techniques des matériels « sur étagère » faisant partie de l’équipement peuvent être ajoutés au GT ;
	6.7.8.3 Le GT établira les informations suivantes:
	6.7.8.4 Il comportera au moins :
	6.7.9 Manuel de Maintenance (MM)
	6.7.9.1 Ce document de maintenance créé à partir de la LIPC, décrira les interventions de soutien retenues et celles pour lesquelles un mode ou une gamme opératoire sera nécessaire. Les modes ou gammes opératoires seront réalisés pour les opérations d...
	6.7.9.2 La présentation sous forme de fiches individuelles numérotées, par opération de maintenance référencée dans la LIPC, est une solution souhaitée. Un exemple de numérotation des fiches serait NTI1- 1, NTI1-2, NTI2-1. Pour l’utilisation ou l’entr...
	6.7.9.3 Ce document comportera :
	6.7.10 Catalogue Illustré (CI)
	6.7.10.1 Ce document représente (identifie) l'ensemble des pièces échangeables jusqu'au niveau NTI 3, composant le matériel (partie spécifique militaire et non-spécifique) ainsi que les composants principaux de la grue. Il est principalement composé d...
	6.7.10.2 Comme ce document peut-être issu d’une documentation commerciale, il peut comporter une décomposition dans les vues éclatées plus complètes que celle demandée, ce qui facilitera la compréhension, mais les pièces, qui peuvent être commandées, ...
	6.7.10.3 Toutes les vues éclatées, schémas, photos etc.. utilisés seront d’une taille et qualité suffisante pour identifier aisément les différentes pièces.
	6.7.10.4 En fin de catalogue, un chapitre sera consacré aux outillages spécifiques de mise en œuvre et de maintenance. Ceux-ci seront repérés et référencés de la même manière que les articles élémentaires.
	6.7.10.5 La structure du CI doit être de type ‘arborescente’ où le plus haut niveau affiche le système complet (assemblage principal) suivit par les différents sous-ensembles pour terminer par les composants individuels.
	6.7.10.6 La fonction ‘recherche’ doit être possible dans la version électronique du CI.
	6.7.10.7 La vérification et l’évolution du CI sera une étape très importante dans l’acceptation finale du projet. Indépendamment du CI, Le titulaire devra fournir tous les plans techniques sous forme électronique (.PDF, .DWG etc...).
	6.7.10.8 Parallèlement à la fonction d’identification des différents éléments de la grue, le CI sera l’un des documents centraux pour la vérification de l’équipement. Il est dès lors demandé au titulaire de joindre au CI un maximum de fiches technique...
	6.7.11 Liste des articles de ravitaillement (LAR)
	6.7.11.1 Liste de l’ensemble des constituants de la grue. La LAR comporte les articles qui peuvent être approvisionnés, correspondant au principe de la décomposition décrite dans le catalogue illustré (CI) pour tous les niveaux techniques.
	6.7.11.2 La LAR est conforme au format MAT 10003 (instruction relative à l’élaboration de la documentation de ravitaillement), avec la codification OTAN des articles, selon la procédure décrite au paragraphe 9.
	6.7.11.3 Elle sera adressée à la NSPA pour acceptation au plus tard un (1) mois après la signature du contrat.
	6.8 pieces de rechange et de soutien logistique
	6.8.1 Le titulaire doit tenir compte de l’utilisation de la grue dans des conditions environnementales sévères décrites au paragraphe 2.2 pour la sélection des différentes pièces de rechange et consommables.
	6.8.2 Liste d’Approvisionnement Initial (LAI)
	6.8.2.1 La LAI doit être dimensionné pour assurer durant deux (2) ans, le soutien de maintenance (articles de rechange) à compter de la livraison, dans le cadre de l’utilisation définie pour le matériel et pour les opérations préventives et correctives.
	6.8.2.2 Si, la durée de vie sur étagère, d’un ou plusieurs de ces composants est inférieure à 2 ans, ils ne feront pas partie de la fourniture initiale mais seront uniquement indiqués sur la LAI. Une colonne « fourni - oui ou non » doit être ajoutée.
	6.8.2.3 Les articles de la LAI doivent être conformes au dossier de définition du matériel, notamment en ce qui concerne les protections de surfaces.
	6.8.2.4 Tous les articles de la LAI doivent être étiquetés avec leur NNO. L’attention du titulaire est attirée par le fait que les articles de la LAI ne peuvent être acceptés dans les magasins militaires qu’avec les NNO correspondants pour être stocké...
	6.8.2.5 Les articles de la LAI seront expédiés franco de port et d’emballage. Une liste de la LAI, telle que décrite dans l’annexe « D », est placée dans le colis.
	6.8.2.6 Si les références des articles évoluent pendant la durée du marché, le Maitre d’Œuvre Industriel (MOI) apportera les modificatifs sur la documentation technique correspondante.
	6.8.2.7 Le titulaire établi la liste des articles nécessaires en fonction des trois (3) niveaux de maintenance décris au paragraphe 6.6.5 et de son étude logistique.
	6.8.2.8 Cette liste est soumise à la NSPA pour approbation (voir annexe « B »).
	6.8.3 Lot de projection
	6.8.3.1 Dans le cadre du soutien, le titulaire établira la liste des articles nécessaires pour la maintenance préventive et corrective de la grue pour une durée de six (6) mois en projection (opérations extérieures). Cette liste constituera le Lot de ...
	6.8.3.2 Il est à préciser que ce lot comprend des articles de maintenance NTI 1 & NTI2. Ces articles sont livrés dans les conditions d’emballage et d’étiquetage mentionnés au paragraphe 2.4.6.
	6.8.3.3 Les listes définitives sont validées par la NSPA deux (2) mois avant la réception de l’équipement. Le cas échéant, une équipe technique composée des représentants de l’administration et du titulaire est chargée d’étudier les adaptations néces...
	6.8.3.4 Les pièces de ce lot doivent être conformes au dossier de définition du matériel.
	6.8.3.5 Ce lot permet la dotation en pièces détachées et consommables des ateliers de soutien NTI1 & NTI2. L’ensemble des articles fournis doit permettre le maintien en condition opérationnelle conformément aux opérations NTI1 & NTI 2 recensées dans l...
	6.8.3.6 Le titulaire est chargé de la fourniture d’un (1) Lot de Projection. Une liste telle que décrite dans l’annexe « B » accompagnera le lot.
	6.9 lot d’outillage specifique
	6.9.1 Le titulaire doit fournir à la NSPA tous les outillages spécifiques nécessaires à l’utilisation et au soutien de l’équipement. Les outillages spécifiques sont à différencier des outillages communs qui font partie de la dotation traditionnelle de...
	6.9.2 La liste des outillages spécifiques qui seront fournis en vertu du présent contrat sera soumise à l'approbation de la NSPA. Le cas échéant, une équipe technique composée des représentants de l’administration et du titulaire est chargée d’étudier...
	6.9.3 Le titulaire définira la liste des outillages spécifiques comme suit :
	6.9.4 La liste des outillages spécifiques fera apparaître le libellé de l’outillage, sa référence fournisseur, sa référence propre, son NNO (sous réserve que l’option de nomenclature soit retenue au marché, dans le cas contraire, le titulaire fournira...
	6.9.5 Le titulaire fournira un (1) lot d’outillage à la livraison de la grue, à partir d’une liste validée deux (2) mois auparavant parla NSPA afin de vérifier leur utilisation conformément au manuel de maintenance.
	6.9.6 Les éventuels certificats d’homologation (aspect sécuritaire ou réglementaire) devront être fournis en même temps que les outillages. Si nécessaire, une documentation, pour la mise en œuvre, l’étalonnage, le calibrage, l’entretien et la maintena...
	6.9.7 Les outillages seront identifiés avec un NNO et répertoriés dans la LAR.
	6.9.8 Emballage, voir paragraphe 6.2
	6.10 elements de formation
	6.10.1 Organisés par le titulaire, seront réalisés avec le matériel livré sur site :
	6.10.1.1 Une formation primo formateur à la maintenance pour dix (10) personnes dans les 15 (quinze) jours après la livraison ;
	6.10.1.2 Une formation primo formateur à la maintenance pour dix (10) personnes dans les 30 (trente) jours après la livraison.
	6.10.2 Les formations se dérouleront sur un des sites du client (utilisateur) : Base aérienne de COGNAC (France). La durée de chacune des formations ne pourra excéder deux (2) jours.
	6.10.3 Un programme de formation sera établi au préalable et transmis à la NSPA pour accord. Il mentionnera le niveau de connaissance que le stagiaire devra posséder pour faire les stages et le niveau qu’il devra acquérir lors de la formation.
	6.10.4 Le programme de la formation, les documents de cours etc… doivent être élaborés de manière pédagogique pour faciliter la compréhension et ultérieurement pour servir de support de cours aux primo-formateurs. Les ressources et le soutien nécessai...
	6.10.5 Les outils pédagogiques et la documentation à fournir pour chaque stagiaire sont à la charge du titulaire.
	6.10.6 A l’issue des formations, le titulaire délivre une attestation de primo formateur à chaque stagiaire
	6.10.7 Un compte rendu de fin de stage est adressé à la NSPA.
	6.11 maitrise technique
	6.11.1 Pour le matériel objet du marché, le titulaire devra traiter les obsolescences et les faits techniques en relation avec la section technique du client. Cela le conduira à mettre à jour au moins annuellement la documentation et à mettre à haute...
	6.11.2 Le titulaire sera chargé des travaux de « maîtrise technique » (MT), pendant 10 ans après la livraison de la grue. Ces travaux consistent à fournir au client au travers de bulletins de services, « News Letter » etc.. de toutes les informations ...
	6.11.3 Le titulaire devra prévoir le remplacement éventuel de rechanges devenus obsolètes et le remplacement ou la fourniture des outillages. Le titulaire prendra à sa charge les mises à jour de la documentation (GT, MM, CI,) et de la LAR y compris la...
	7 codification otan
	7.1 Codification OTAN fournie par le titulaire
	7.1.1 Dans ce cas, le titulaire s’engage à fournir la codification OTAN du matériel et des divers articles composants le(s) matériel(s) objet du présent marché : tous les articles de la LAR, ainsi que la codification des rechanges, accessoires et outi...
	7.1.2 La codification attendue sera conforme à la spécification ST 050110 CIMD en vigueur se trouvant sur le portail du Centre d’Identification des Matériels de la Défense (www.cimd.interarmees.defense.gouv.fr/portail). Les codifications appelleront o...
	7.1.3 Si le titulaire du présent marché ne possède pas de section de codification, il peut, dans le cadre de ce marché, faire appel à la cellule de codification de la NSPA.
	7.1.4 Le résultat de la codification sera présenté sous la forme d’un tableau dont le modèle est joint au présent CDC et sera fourni avant la livraison de la grue pour approbation par le client. Le tableau fourni devra être identique au modèle joint e...
	8 TEST, VERIFICATION et VALIDATION (TVV) (mise en service, VALIDATION et reception definitive)
	8.1 General
	8.1.1 Malgré l’achat de matériel « sur étagère » et la désignation préalable de l’équipement, il est demandé au titulaire de remplir une « matrice de conformité » (voir Annexe « C » à ce CDC) afin de déterminer la conformité aux différents paragraphes...
	8.1.2 A l’issue de la formation, la NSPA entreprendra un test de mise en service ainsi que réception définitive du matériel au complet. Cette opération se déroulera conformément à la matrice de validation fournie par le titulaire (voir Annexe G à ce C...
	8.1.3 Cette procédure se déroulera conformément au plan de « mise en service et réception définitive » élaboré par le titulaire dans son TVV (voir paragraphe 8.3)
	8.2 operations de verification a la reception de LA GRUE
	8.2.1 Une vérification à destination est réalisée sur l’ensemble du matériel.
	8.2.2 Les contrôles portant sur :
	8.3 deroulement de la « mise en service et reception definitive »
	8.3.1 Cette phase aura lieu immédiatement après la formation du personnel « maintenancier » ou lors d’une session ultérieure mais dans tous les cas au plus tard deux (2) mois après la réception du matériel au complet dans les locaux du client. Le pers...
	8.3.2 La présence du titulaire sera requise pour noter et corriger par la suite les erreurs éventuelles identifiées sur l’équipement et dans la documentation.
	8.3.3 A l’issue de cette phase, le titulaire remplacera, tous les consommables et pièces de rechange avant de replacer l’équipement en stock.
	8.4 rapport d’acceptation
	8.4.1 En conclusion de la « Mise en service et réception définitive » et lorsque la NSPA en accord avec le client aura certifié que le matériel est « prêt à l’emploi », un rapport d’acceptation définitive se rédigé par la NSPA et envoyé aux différente...
	9 approche et methodologie
	9.1 gestionnaire de projet
	9.1.1 Le titulaire doit nommer un gestionnaire de projet qui sera désigné personne de contact tout au long du déroulement de ce projet.
	9.2 plan de mise en oeuvre du projet (Pmp)
	9.2.1 Le titulaire doit fournir un plan de mise en œuvre du projet (PMP) qui sera finalisé au plus tard un mois après la signature du contrat. Ce plan sera composé des sections suivantes:
	9.2.1.1 Section 1: Gestion et control du projet: le titulaire doit décrire la gestion et le contrôle du projet pour une période s’étalant de la signature du contrat à la réception définitive et tout au long de la garantie.
	9.2.1.2 Section 2: Assurance qualité: Cette section décrit comment l’Assurance Qualité / Contrôle de la qualité sera mise en place tout au long du projet (contrôle des approvisionnements, contrôle en fabrication etc..) Le titulaire doit identifier tou...
	9.2.1.3 Section 3: Protection de l’environnement, hygiène et sécurité des opérations: (Voir paragraphe 7) Le titulaire expliquera comment il compte mettre en œuvre les mesures de protection, de santé et sécurité environnementale appropriées pendant to...
	9.2.1.4 Section 4: Etude Logistique Intégrée: Voir paragraphe 6
	9.3 rapports de projet
	9.3.1 Dès la signature du contrat le titulaire est tenu de fournir un rapport hebdomadaire sur l’évolution du projet. Ce rapport sera basé sur les jalons et évènements identifiés dans le calendrier du projet. Le rapport hebdomadaire sera fourni tous l...
	9.4 Reunion
	9.4.1 Le titulaire doit participer à ses frais, et si demandé par la NSPA, à des réunions qui pourraient avoir lieu dans les locaux du titulaire, du client ou de la NSPA. Les conversations téléphoniques et/ou réunion par vidéo conférence seront toute...au sol .................................................. 20 
Figure 4: Opération de levage en extérieur – Drone levé ..................................................... 20 
Figure 5: Opération de levage sous abri – Done au sol ....................................................... 21 
Figure 6: Opération de levage sous abri – Drone levé ......................................................... 21 
 
 
LISTE DES TABLEAUX 
Table 1: Portée du projet ....................................................................................................... 4 
 
OTAN SANS CLASSIFICATION 
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CDC – SIMMAD - Grue mobile sur pneumatiques | Ver. 3.2 4 of 40 
OTAN SANS CLASSIFICATION 
1 INTRODUCTION 
1.1 OBJET DU MARCHE 
1.1.1 Le marché porte sur la fourniture, d’une grue de manutention et de maintenance de 
DRONES type « Reaper » destinée aux modules opérationnels projetables en 
opérations extérieures. 
 
Cette grue sera: 
• Autonome ; 
• Apte à se déplacer par ses propres moyens ; 
• manœuvrable avec précision et devra posséder une grande souplesse lors de 
déplacements afin d’avoir une approche précise de l’aéronef ; 
• Apte à effectuer des mouvements dans un plan vertical (télescopage et 
levage) et horizontal (rotation) après stabilisation sur vérins ; 
• configurée pour permettre un transport et un déploiement rapide; 
• utilisable de manière intensive dans des conditions extrêmes; 
• fiable à tout moment pendant les exercices et les périodes opérationnelles; 
• conçue et fabriquée en fonction d’une étude logistique assurant un support 
tout au long de sa durée de vie ; 
• fabriquée et assemblée à partir de matériaux neufs. 
 
1.2 PORTEE DU MARCHE 
1.2.1 Pour satisfaire à ses obligations contractuelles, le titulaire doit fournir à la NSPA les 
livrables suivants: 
Article Quantité 
(Tranche ferme-TF) 
Quantité 
(Tranche conditionnelle-TC) 
Grue mobile sur 
pneumatiques 2 1 
Table 1: Portée du projet 
 
 
1.2.2 Le marché porte également sur: 
a. La fourniture de la documentation technique, conformément au paragraphe 
6.7 du présent cahier des charges (CDC) ; 
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b. La fourniture d’une Liste des Articles de Ravitaillement (LAR)1 ; 
c. La fourniture d’une Liste de l’Approvisionnement Initial (LAI)2 et de ses 
articles ; 
d. La fourniture d’une liste pour un Lot de Projection et de ses articles 3 ; 
e. La fourniture d’un Lot de Bord4 ; 
f. La fourniture d’un lot d’outillage spécifique ; 
g. La fourniture de la codification OTAN des articles constituants le véhicule et 
ses différents accessoires (lots, outillage,…) ; 
h. La formation des personnels chargés de la maintenance (primo-formateur à la 
maintenance). 
1.3 GENERALITES 
1.3.1 Les définitions et standards suivants sont applicables tout au long du CDC: 
a. Sauf indications contraires toutes les dimensions sont en format métrique; 
b. Titulaire/Sous-traitant(s): le titulaire principal est responsable de tous ses 
sous-traitants. Par conséquent, toutes les exigences décrites dans le présent 
CDC sont également applicables aux sous-traitants; 
c. Lorsqu'il est fait référence à un article ou alinéa, la référence comprend tous 
les paragraphes subordonnés et référencés; 
d. La grue peut être identifiée par le terme ‘équipement’, ‘matériel’ ou ‘véhicule’; 
e. La convention utilisée pour les chiffres figurants dans les documents textuels 
est un point comme séparateur des milliers et une virgule comme séparateur 
des décimales (ex. 1.365.276,24); 
f. La convention pour représenter les dates apparaissant dans le texte (date de 
réunions etc…) est jour-mois-année (jj-mm-aaaa). 
1.3.2 Lors de la mise à disposition, le titulaire devra fournir à la NSPA une grue conforme 
aux exigences en vigueur (cf. §1.4): 
a. normes CE et Françaises ; 
b. normes du ministère de la Défense Française ; 
c. spécifications du présent cahier des charges (CDC). 
 
1 LAR : Liste des Articles de Ravitaillement = Ensemble des constituants de la grue 
2 LAI : Liste d’approvisionnement Initial = Pièces et consommables (non périssables et stockés en 
France) pour assurer la maintenance NTI1 & NTI2 sur une période de 2 ans. 
3 Lot de Projection = Pièces et consommables (projetés avec l’équipement) pour assurer la 
maintenance NTI1 & NTI2 sur une période de 6 mois. 
4 Lot de bord : Accessoires de mise en œuvre livrés avec la grue (sans consommables). 
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1.3.3 Le titulaire sera tenu juridiquement responsable pour l’ensemble du travail comme 
spécifié dans ce CDC incluant les différentes phases d’essais en entreprise, la 
documentation et la formation du personnel. 
1.3.4 Ce CDC est un aperçu de l’exigence minimale. Le concept général sera complété 
par le titulaire du marché pour s’assurer que la grue sera adaptée aux exigences et 
fournie avec tous les équipements associés pour permettre un fonctionnement 
optimum en toutes conditions. 
1.3.5 Toute la documentation, manuels techniques, plaques signalétiques, marquages, 
etc... seront en langue Française. 
1.3.6 Le véhicule doit être muni de tous les documents nécessaires pour son 
enregistrement en France. Ceci doit inclure un certificat de conformité Européen. 
1.4 DOCUMENTS DE REFERENCE - NORMES 
1.4.1 La grue doit être fabriquée suivant les standards d’un des pays de l’OTAN et doit 
être au minimum en conformité avec les normes Européennes en vigueur pour ce 
type de véhicules. 
1.4.2 La grue doit être conforme en particulier avec les directives Européennes 
suivantes : 
a. Emissions de bruit; 
b. Interférences électromagnétiques. 
1.4.3 Normes françaises ou autres normes équivalentes 
• ISO 9227 de juillet 2006 : Essais de corrosion en atmosphères artificielles - 
Essais aux brouillards salins. 
1.4.4 Documents du Ministère de la défense Française 
• NORMDEF 0003-1 Edition 01 de juin 2008 : systèmes de peinture destinés 
à la protection terrestre d’armement : partie 1. Spécifications techniques de 
performance STP ; 
• NORMDEF 0003-2 Edition 01 de juin 2008 : systèmes de peinture destinés 
à la protection terrestre d’armement : partie 2. Recueil des fiches ; 
• NORMDEF 0003-3 Edition 01 de juin 2008 : systèmes de peinture destinés 
à la protection terrestre d’armement : partie 3. Conditions générales relatives 
à la maîtrise en œuvre des systèmes de peinture terrestre ; 
• CAC/AQF : Cahier des clauses administratives particulières communes 
applicables à l’assurance qualité des fournitures lors de l’exécution des 
marchés notifiés par la délégation générale pour l’armement et certains 
autres organismes du ministère de la défense. 
1.4.5 Documents OTAN (accords de standardisation) 
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• AQAP-2110 de novembre 2009 : exigences OTAN d’assurance de la qualité 
pour la conception, le développement et la production ; 
• AQAP-2130 de novembre 2009 : exigences OTAN d’assurance de la qualité 
pour le contrôle et les essais ; 
• STANAG 1414/DPP (édition 2) du 17 juin 2005 : instructions pour s’assurer 
que les entrepreneurs conçoivent et fournissent de nouveaux équipements 
pouvant utiliser les carburants, lubrifiants et produits connexes 
standardisés ; 
• STANAG7141 (Edition 5) du 28 février 2008 : doctrine interarmées de 
l’OTAN pour la protection de l’environnement lors d’activités militaires ; 
• STANAG 3400 AT (Edition 4) du 08 avril 2010 : Arrimage des charges dans 
les aéronefs à voilure fixe. 
• STANAG 4062 (Edition 5) du 19 mars 2009 : Dispositifs d’élingage et 
d’arrimage prévus pour les matériels militaires de levage et d’arrimage en 
vue de leur transport par voie terrestre et maritime. 
• ISO-14001 : système de management environnemental ; 
• ISO-9001 (Edition 4) du 15 novembre 2008 : systèmes de management de 
la qualité. 
• STANAG 3548 (Edition 3) du 19 février 2010 : « Dispositifs d’arrimage sur 
les matériels et cargaisons transportés et largués par aéronef à voilure 
fixe ». Note : le largage n’est pas d’actualité pour ce projet. 
 
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2 EXIGENCES GÉNÉRALES 
2.1 PROFILS D’EMPLOI 
2.1.1 La grue est principalement associée à la maintenance de DRONES type ‘REAPER’. 
Elle doit permettre de réaliser en extérieur comme en intérieur les opérations de 
levage décrites dans ce cahier des charges. 
2.1.2 Le profil d’emploi est le suivant: 
a. La durée d’exploitation attendue est de 20 ans ; 
b. La durée maximale d’une projection est de 2 ans avec une période 
intermédiaire entre chaque projection de maximum 1 mois ; 
c. Utilisation moyenne durant une projection (2 ans) : 3 cycles par jour (1 cycle 
équivaut à 2,5 heures en moyenne et correspond à un levage, une mise en 
place (sur chandelles) et dépose du drone). 
d. Temps moyen d’utilisation par projection (2 ans) : 5475hrs de fonctionnement 
soit 2190 cycles ; 
e. Utilisation : 
• Dans des hangars (à faible hauteur sous plafond; 6,5m maximum) ; 
• Sur des aires de maintenance aéronautique ; 
• Sur terrains sommaires aménagés pour la maintenance en opérations 
extérieures. 
f. En dehors de ces périodes d’emploi, le véhicule est stocké à l’abri des 
intempéries. Le stockage n’est pas effectué sous atmosphère contrôlée. 
g. Fournir des capacités de levage fiables et sécurisées ; 
h. Transportable par voies aériennes, maritimes, routières et ferroviaires avec un 
minimum de préparation; 
i. Prévu pour effectuer un service fiable sans perte de fonctionnalité au cours 
des exercices et périodes opérationnelles; 
j. La mise en œuvre doit se faire par un seul opérateur en un temps inférieur à 
30 minutes. 
2.2 MILIEU GEOGRAPHIQUE D’EMPLOI 
2.2.1 La grue est destinée à être utilisée sur tous les territoires ayant une variation de 
température allant de -20°C à +50°C (-33°C à +71°C pour les conditions de 
stockage et de transport). 
2.2.2 Cependant, les caractéristiques climatiques définies dans le STANAG 4370 seront 
prises en compte pour satisfaire aux exigences de son utilisation opérationnelle : 
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• A1 : extrême chaud et sec jusqu’à 50°C avec du rayonnement solaire ; 
• A2 : chaud et sec jusqu’à 44°C avec du rayonnement solaire (centre 
Europe) ; 
• A3 : intermédiaire jusqu’à 39°C avec du rayonnement solaire (centre 
Europe) ; 
• B1 : humide et chaud (taux d’humidité proche de 100%) ; 
• C0 : moyennement froid jusqu’à - 20 °C (centre Europe). 
2.2.3 Le titulaire doit fournir une certification de son usine ou laboratoire de test prouvant 
que chaque équipement est conforme aux exigences spécifiées dans cet énoncé. 
2.2.4 Altitude. La grue doit garder toutes ses capacités opérationnelles à des altitudes 
allant jusqu’à 3000m. Elle doit pouvoir supporter des atmosphères non-pressurisées 
et non-chauffées jusqu’à une altitude de 12.000m sans précautions 
supplémentaires que celles requises pour le transport. 
2.2.5 Etanchéité. L’équipement doit rester imperméable, opérationnel et sécurisé dans 
des conditions de pluie, neige ou grêle combinées au vent. 
2.2.6 Sable et poussière. L’équipement doit être conçu pour ne pas nécessiter de 
maintenance spécifique, autre que celles mentionnées dans la LIPC. 
2.2.7 Rayonnement solaire. Le véhicule doit résister à l’exposition aux UV et à un 
rayonnement de 1120W/m². 
2.2.8 Brouillard salin. Les différents composants doivent être résistants au brouillard salin 
pendant de longues périodes de stockage ou d’exploitation. 
2.2.9 L’équipement doit être adapté aux opérations et stockage en zone tropicale. Il sera 
dès lors résistant au développement de moisissures et autres. 
 
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2.3 PERFORMANCES 
2.3.1 Les capacités de levage associées à l’extension de la flèche et aux conditions de 
charges (poids/volume) sont décrites dans les exigences spécifiques au §3. 
2.3.2 En conditions opérationnelles (travail sur aéronef), la grue doit avoir une autonomie 
supérieure ou égale à 8 heures (voir le profil d’exploitation au §2.1.2). 
2.3.3 La stabilité de la grue doit se conformer aux exigences de stabilité détaillées dans 
les normes EN/ISO. 
2.3.4 Motorisation 
2.3.4.1 A l’énergie thermique, DIESEL. 
2.3.4.2 Le moteur démarre et fonctionne avec les carburants définis au STANAG 
4362. 
2.3.4.3 Dimensionnée pour assurer une puissance suffisante afin d’opérer en 
toute sécurité les opérations de levage de charges maximales décrites 
dans ce CDC. 
2.3.4.4 Le moteur devra fonctionner indifféremment, avec les performances et la 
fiabilité décrites dans ce CDC et sans réglages particuliers, au 
carburéacteur diesel additivé F63 ou F54 gasoil tels que définis dans le 
document de référence GTP (Guide Technique des Produits distribués par 
le SEA). 
2.3.4.5 Le moteur devra répondre aux normes environnementales antipollution 
industrielles en vigueur à la signature du marché. 
2.3.4.6 La grue, ayant vocation à être utilisée sur différents théâtres d’opérations 
en dehors de l’Union Européenne, doit pouvoir fonctionner avec n’importe 
quel carburant (diesel) actuellement distribué dans le monde, y compris 
ceux ne répondant pas aux caractéristiques de la norme Européenne EN 
590. En particulier, ces gazoles peuvent avoir des teneurs en soufre, en 
eau et en sédiments très supérieures aux limites fixées par l’EN 590. 
2.3.4.7 Le titulaire doit : 
• S’assurer de la compatibilité du moteur et des systèmes de post-
traitement éventuels avec les carburants spécifiques à l’emploi 
militaire (gazole F-54, carburéacteur diesel additivé, F-63, et non 
additivé, XF-63, gazoles ne répondant pas à la norme européenne 
EN 590) en détaillant les performances, la fiabilité, la maintenance 
requise associée, la logistique à mettre en œuvre pour garantir la 
capacité opérationnelle de l’équipement en projection sur tout 
théâtre d’opérations extérieures ; 
• Démontrer cette compatibilité au moyen de rapports de tests, 
certificats etc… 
 
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2.4 EXIGENCES NON SPECIFIQUES 
2.4.1 Matériel « sur étagère » 
La NSPA souhaite se procurer un produit de haute qualité qui représente le meilleur 
de la technologie disponible à partir d’un pays membre de l’OTAN. Les exigences 
doivent être remplies par un matériel « sur étagère » déjà éprouvé sur le terrain au 
sein d’une des forces de l’OTAN ou dans un secteur comparable. 
La grue doit être équipée avec tous leséléments et accessoires qui sont standard sur 
un produit commercial même si non spécifié dans ce CDC. 
Les éléments construits spécialement pour rencontrer certaines exigences de ce 
CDC devront être identifiés et testés. 
2.4.2 Conditions d’utilisation 
2.4.2.1 Peut-être manœuvré par un opérateur titulaire au maximum d’un permis 
« C » 
2.4.2.2 Doit être remorquable en cas de panne. 
2.4.3 Conformité 
2.4.3.1 Conforme au code de la route et à la législation en vigueur. Véhicule et 
accessoires certifiés « CE ». 
2.4.3.2 La grue est livrée avec tous les documents nécessaires pour son 
enregistrement en France. Ceci incluant également le certificat « CE ». 
2.4.4 Aptitude à la maintenance 
2.4.4.1 L’étude logistique du titulaire du marché doit se baser sur le profil d’emploi 
évoqué au paragraphe 2.1.2 afin qu’aucune opérations d’entretien majeure 
(NTI 3)5 ne soit conduite durant le cycle opérationnel; 
2.4.4.2 L’entretien, les opérations de vérification et l’échange des composants les 
moins fiables, doivent pouvoir être réalisés facilement par tous les 
personnels, avec un outillage courant. 
2.4.5 Transportabilité 
2.4.5.1 La grue doit être transportable « Roll-On, Roll-Off (RO-RO) sur semi-
remorques, fret maritime, wagons plats et doit pouvoir être soulevée par 
une grue. Elle sera dès lors équipée de points « d’accroche » en nombre 
suffisant pour permettre une manipulation à l’horizontale. 
2.4.5.2 La grue doit être transportable par aéronefs A400M, C-17 et AN 164. Le 
chargement doit se faire en RO-RO avec une préparation minimum afin de 
satisfaire aux exigences techniques de l’aéronef. Elle doit être équipée 
d’un nombre suffisant de points d’arrimage, identifiés par une étude 
technique complète, ceci pour permettre un ancrage rapide et conforme 
 
5 Voir les définitions des Niveaux Techniques d’Intervention (NTI) au paragraphe 6.5.1 b.- 6.6.4 - 6.6.5 
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aux normes aéronautiques. Les points d’ancrage ainsi identifiés seront 
clairement indiqués sur la grue avec toutes les autres indications requises 
pour le transport par voies aériennes (centre de gravité, étiquetage etc…). 
2.4.5.3 Afin de répondre aux exigences RO-RO, la grue doit pouvoir négocier 
l’angle maximal-minimal de la rampe et doit se conformer aux critères de 
poids et de dimensions applicables. 
2.4.5.4 Toutes les procédures de préparation du véhicule au chargement (voir 
§2.4.5.1 & §2.4.5.2), les indications pour les points d’accroches (arrimage) 
devront être clairement décrites dans la documentation fournie avec le 
matériel. 
2.4.5.5 Il est de la responsabilité de l’industriel de développer et de fournir tous les 
équipements et procédures nécessaires pour garantir le chargement en 
aéronef. 
2.4.6 Conditionnement 
2.4.6.1 L’emballage de la LAI (1x), pour la livraison initiale vers le site du 
destinataire final, reste sous la responsabilité du titulaire. 
2.4.6.2 Tout le matériel qui n’est pas fixé en permanence sur la grue doit être 
fourni dans des boites séparées qui l’accompagneront individuellement. 
2.4.6.3 Les boites ou autres emballages nécessaires au conditionnement des 
différents rechanges, Lot de Bord et Lot de Projection, sont réutilisables, 
normalisés et sont adaptés à la manutention, au transport et au stockage 
dans les conditions opérationnelles décrites aux paragraphes 2.2 & 6.2.1. 
2.4.6.4 Chacune de ces boites doit être: 
a. Suffisamment robuste et durable pour être utilisée en conditions 
opérationnelles et environnementales telles que décrites au §2.2 ; 
b. Si cela s’avère nécessaire, pourvue d’une structure en mousse 
semi-rigide ou autre pour prévenir le contenu de tous dégâts 
éventuels ; 
c. Etiquetée à l’extérieur avec les informations suivantes : 
- « GRUE REAPER » 
- « Nom du contenu » ex. Lot de Bord ou Lot de Projection 
d. Livrée avec une liste du contenu comprenant les indications 
mentionnées dans l’annexe « D » de ce CDC ; 
e. Dimensionnée de manière adéquate. 
2.4.7 Peinture 
2.4.7.1 La grue devra être traitée contre la corrosion, traitement spécifique des 
organes mécaniques et structurels. 
2.4.7.2 Couleur : Toutes les parties externes et visibles seront de couleur RAL 
6031 (finition mat). 
2.4.7.3 Tous les composants du Lot de Bord, du Lot de Projection et de la Liste 
d’Approvisionnement Initial (LAI) doivent être livrés dans la teinte d’origine 
de la pièce. 
 
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3 EXIGENCES TECHNIQUES SPECIFIQUES 
3.1 GENERAL 
Tous les composants doivent être robustes, de haute qualité et sélectionnés pour leur 
efficacité en opérations avec peu d’entretien, une rapidité de montage et démontage 
et la simplicité d’utilisation. L’équipement doit être capable de fonctionner au 
maximum de ses performances de conception pour une durée de deux (2) ans sans 
défaillance d’un des composants ou d’entretien qui ne peut être fourni par les 
utilisateurs (NTI1 – NTI2). L’équipement est retourné au stockage suite à chaque 
déploiement après avoir subi une procédure d’entretien spécifiée dans la LIPC (plan 
de maintenance). 
3.2 PERFORMANCES FONCTIONNELLES 
3.2.1 Générales 
a. Quatre (4) stabilisateurs hydrauliques (vertical/horizontal) indépendants. La 
mise en place des stabilisateurs est commandée à partir de la cabine. Le 
titulaire est toutefois encouragé à proposer une option pour une commande 
supplémentaire des stabilisateurs à l’extérieur de la cabine ou un système de 
stabilisation automatique. La grue doit être équipée d’un système empêchant 
tous mouvements intempestifs dès lors que les stabilisateurs sont sortis de 
leur logement; 
b. Direction commandée hydrauliquement ; 
c. Système de freinage hydraulique sur les quatre (4) roues accompagné d’un 
système de frein à main hydraulique ; 
d. Commandes hydrauliques précises pour une approche et une manipulation 
sécurisée de l’aéronef ; 
e. La grue possède les équipements adaptés pour le travail de nuit. Au minimum, 
un phare de travail à l’avant d’une puissance de 45W, positionné sur la flèche; 
f. Les dispositifs d’éclairage et de signalisation sont protégés contre les chocs et 
conformes au code de la route en vigueur en France ; 
g. Arrêt d’urgence avec dispositif « coup de poing » ; 
h. Une (1) aide au diagnostic, composée, suivant la technologie ; 
• Soit d’un boitier intégré à lecture immédiate ; 
• Soit d’un logiciel informatique livré sur CD/DVD à installer sur tout type 
de station informatique du domaine public géré par un système 
d’exploitation Microsoft (fourni par le client) ; 
• Soit d’un ordinateur dédié livré avec le logiciel de diagnostic. 
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Quel que soit l’aide au diagnostic proposée, l’utilisateur sera à même de 
diagnostiquer la panne au travers de codes panne clairement détaillés dans la 
DTU6. 
i. La grue est équipée de bandes de sécurité rétro réfléchissantes qui seront : 
• De couleur rouge et blanche ; 
• Positionnées en « V » 
• Placées à l’avant et à l’arrière sur les côtés gauche et droit du châssis 
ainsi que sur les côtés gauche et droit de la flèche. 
• Ces bandes ne pourront en aucun cas se décoller du support (de 
préférence peintes). 
j. Deux (2) rétroviseurs extérieurs, rabattables, fixés sur la structure de la grue ; 
k. Un (1) feu à éclat de couleur orangesur le toit ; 
l. Un (1) « buzer » couplé aux feux de recul ; 
m. Un (1) coupe batterie général ; 
n. La grue doit posséder des coffres ou des rangements vérouillables pour le lot 
de bord et ses accessoires (clé démonte roues, cales, etc…). Ces coffres 
seront pourvus d’un système de drainage (évacuation des eaux d’infiltration); 
o. Une (1) poignée de gonflage ; 
p. Un (1) extincteur avec son support fixé à un endroit aisément accessible par 
l’opérateur. Note : l’extincteur doit être facilement détachable de son support ; 
q. Le crochet de levage est de type recourbé à simple bec. Il sera muni d’un 
système de verrouillage classique. 
r. Les équipements (canalisations, câbles, boites, phares etc…) fixés sur la 
surface externe du véhicule doivent être protégés contre toutes formes de 
dommages tels que l’écrasement, l’arrachement etc… 
s. Prévoir une à deux (suivant la hauteur de la grue) marches rétractables pour 
accéder au treuil. 
t. S’assurer que les réservoirs (système hydraulique, carburants etc…) sont 
parfaitement étanches dans toutes les conditions y compris lors des 
opérations de chargement en aéronef (inclinaison des rampes de 
chargement). L’utilisation de joints toriques est recommandée. 
3.2.2 Moteur 
3.2.2.1 Le moteur (Diesel) sera dimensionné de manière à supporter les 
exigences de charges, de levage et de carburant décrites dans ce CDC. 
3.2.2.2 Le compartiment moteur doit être accessible et équipé d’un éclairage 
performent afin d’effectuer un dépannage ou contrôle de nuit dans de 
bonnes conditions. Cet éclairage doit pouvoir fonctionner moteur à l’arrêt. 
 
6 DTU: Documentation Technique Utilisateur 
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3.2.2.3 La grue est équipée d’un système de sécurité coupant automatiquement le 
moteur ou avertissant l’opérateur en cas de température élevée et/ou de 
pression d’huile trop basse. 
3.2.3 Transmission 
3.2.3.1 Transmission de type « Hydrostatique » à 4 roues motrices permanentes 
et 2 ponts directeurs permettant le déplacement en « crabe ». 
3.2.3.2 Une commande pour vitesse lente et rapide en marche avant comme en 
marche arrière pour tous déplacements. La précision des commandes 
(approche de charge, levage etc...) est un élément essentiel étant donné 
la spécificité des charges à soulever. Le système doit prévenir de toutes 
réactions intempestives (blocage, secousse, etc…) de la machine, dans 
un usage normal, qui pourrait endommager la charge. 
3.2.3.3 Au minimum un essieu différentiel. 
3.2.3.4 La grue doit être en mesure de circuler à une vitesse inférieure ou égale à 
25km/h. 
3.2.4 Cabine de l’opérateur 
L’aménagement et la conception de la cabine doit permettre une utilisation 
confortable et sécurisée dans les conditions climatiques reprises ci-dessus. Elle doit 
également permettre un accès aisé et offrir un espace suffisant pour l’opérateur quel 
que soit sa taille et son équipement. 
La cabine doit au minimum : 
a. Etre fermée (étanche aux intempéries) et permettre une visibilité maximale sur 
tous les côtés et sur le dessus ; 
b. Avoir les vitres latérales ouvrantes avec un mécanisme simple et robuste ; 
c. Etre équipée d’une place assise avec ceinture de sécurité et siège réglable 
dans toutes les positions ; 
d. Etre climatisée ; 
e. Avoir un système de chauffage et/ou dégivrage permettant un désembuage 
rapide de toutes les vitres ; 
f. Avoir une accessibilité aisée à toutes les commandes ainsi qu’une visibilité 
parfaite du tableau de bord ; 
g. Etre équipée de pare(s) soleil orientable(s) ; 
h. Etre équipée d’essuie-glace AR, AV avec lave glace à commande 
indépendante ; 
i. Etre équipée d’un avertisseur sonore ; 
j. Le plancher, les marchepieds et les pédales sont revêtues d’un matériau 
antidérapant ; 
k. Etre équipée d’un horamètre ; 
l. Etre verrouillable. 
 
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3.2.5 Tableau de bord 
Au minimum les informations suivantes seront visibles sur le tableau de bord : 
a. Compte-tours ; 
b. Niveau de carburant ; 
c. Des voyants d’alarme : pression d’huile moteur, température d’eau moteur, 
niveau d’eau, charge batterie, niveau d’huile freins, préchauffage, clignotants, 
codes, phares, veilleuse, frein de parc ; 
d. Un dispositif indicateur du moment de charge et limiteur de charge avec son 
ou ses abaques de charges qui pourront également se trouver sur la flèche. 
3.2.6 Roues 
a. Les pneumatiques et les jantes sont d’un diamètre identique AV et AR ; 
b. Leur conception permettra l’utilisation sur plates-formes aéronautiques et des 
terrains sommairement aménagés ; 
c. La pression de gonflage est gravée sur plaquette rivetée en matériau durable 
(aluminium) au-dessus de chaque roue ; 
d. La grue est livrée avec une roue de secours avec un support fixé au châssis 
de la grue. Cette roue est fixée avec la valve de gonflage vers l’extérieur. 
e. Les roues sont équipées d’indicateurs de serrage. 
3.2.7 Carburant 
a. Le réservoir doit être équipé d’un bouchon de vidange accessible au point bas 
du réservoir ; 
b. Le bouchon de remplissage doit être ‘verrouillable’ ; 
c. Le système de filtration du carburant doit permettre un fonctionnement 
optimum de la machine spécialement lors de l’utilisation de carburants 
« basse qualité » (réf. §2.3.4), un filtre séparateur d’eau est requis ; 
d. La capacité du réservoir doit permettre une utilisation supérieure ou égale à 8 
heures dans les conditions d’exploitation décrites au §2.1.2 ; 
e. Les matériels doivent être compatibles avec les produits normalement 
ravitaillés par le Service des Essences des Armées (SEA) (réf. §2.3.4). 
3.2.8 Critères de dimensions et poids 
a. Hauteur maximale inférieure à 3000mm pour assurer la compatibilité avec le 
transport aérien (A400M, C17, AN 164) ; 
b. Longueur maximale en configuration de transport aérien, 7000mm maximum ; 
c. Largeur maximale en configuration de transport aérien, 2590mm maximum ; 
d. Poids maximum : 16.000Kg 
 
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3.2.9 Treuil 
a. Hydraulique à vitesse variable; 
b. Equipé d’un guide évitant le chevauchement du câble ; 
c. Equipé d’un câble anti-giratoire et d’un système de fin de course. 
3.2.10 Capacités de levage et flèche 
Comme mentionné ci-dessus, la grue est destinée à soulever des aéronefs, drones 
type « Reaper ». Ce matériel est nécessaire tout au long de l’exploitation du drone, 
pour assurer les opérations suivantes : 
• Chargement/déchargement du vecteur dans et de ses containers de 
transport ; 
• Mise sur vérins-chandelles pour effectuer des opérations de maintenance, 
essais train, masse et centrage, etc … 
• Le poids à vide (sans carburant) de l’aéronef est de 5100 pounds, soit 2313 
kilogrammes. 
• Le poids avec le plein de carburant est de 8800 pounds, soit 3991 
kilogrammes. 
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Figure 1: Dimensions Drone « Reaper » 
 
 
 
 
 
 
Point de levage pour la grue 
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Ces opérations de lavage seront menées soit en extérieur avec une charge maximale 
(4 tonnes) soit sous abri avec une charge à vide de 3 tonnes, ceci avec des 
contraintes de hauteur à respecter. Dans toutes les situations, le grutage s’effectue 
toujours en latéral (gauche ou droit) mais jamais de face (Voir Figure 2). 
 
 
 
 
Figure 2: Opération de levage, vue du dessus 
 
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Deux scénarios d’utilisation sont envisageables: 
3.2.10.1 Utilisation en extérieur, charge MAXI 
La grue doit pouvoir lever le Drone, plein de carburant effectué, pour une 
charge maximale de 4 tonnes dans les conditions suivantes : 
a. Hauteur minimum de levage= 1,20 mètre ; 
b. Distance minimum entre le centre de la grue (point de levage) et le 
centre du Drone = 5,80 mètres ; 
c. Pas de contrainte de hauteur de flèche. 
 
 
Figure 3: Opération de levage en extérieur – Drone au sol 
 
 
Figure 4: Opération de levage en extérieur – Drone levé 
 
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3.2.10.2 Utilisation sous abri, charge MINI 
La grue doit pouvoir lever le Drone, à vide, pour une charge maximale de 
3 tonnes dans les conditions suivantes : 
a. Hauteur minimum de levage = 1,20 mètre ; 
b. Distance minimum entre le centre de la grue (point de levage) et le 
centre du Drone = 5,80 mètres. 
c. Hauteur maximum de flèche (hauteur sous plafond) = 6,50 mètres. 
 
Figure 5: Opération de levage sous abri – Drone au sol 
 
 
Figure 6: Opération de levage sous abri – Drone levé 
3.2.10.3 Tous les scénarios décrits ci-dessus, en assumant que le terrain soit plat, 
doivent être réalisables avec les vérins stabilisateurs posés au sol (ou 
non) et avec une élévation maximum de 10cm de la grue. 
3.2.10.4 La flèche sera à télescopage entièrement hydraulique. 
3.2.10.5 Rotation à 360° 
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3.3 LOT DE BORD 
3.3.1 Le titulaire définit une liste du Lot de Bord de la grue, cette liste est transmise à la 
NSPA un (1) mois après signature du contrat. 
3.3.2 Ce lot comprend tous les éléments (outils) nécessaires à la mise en œuvre de la 
grue (réf. §3.2.1 n.), aucun consommable ne fait partie de ce lot. 
3.3.3 Le titulaire est chargé de la fourniture, d’un (1) Lot de Bord ; 
3.3.4 Tous les composants faisant partie du Lot de Bord ayant un lien avec une 
maintenance (entretien) quelconque seront exclusivement de niveau «utilisateur». 
Aucune compétence particulière ne doit être requise pour leur utilisation. 
3.3.5 Pour chaque article indiqué dans la liste du Lot de Bord, le titulaire fait 
apparaître tous les éléments listés dans l’annexe «D» §3.4 du présent cahier des 
charges. 
3.3.6 Le titulaire complète le lot en fonction de ses standards et de ses retours 
d’expérience. 
3.4 QUALITE DE FABRICATION 
3.4.1 ‘Prêt à l’emploi’. L’équipement terminé doit être prêt à l’emploi avec tous les 
éléments capables de remplir les fonctionnalités décrites dans ce CDC. 
3.4.2 Le titulaire est tenu de réaliser les équipements et leur montage en respectant les 
exigences du présent CDC. Le plan de qualité qui sera associé à la réalisation du 
marché sera présenté à la NSPA et accepté par cette dernière. 
3.4.3 Tout le matériel utilisé lors de la fabrication ou de l’assemblage doit être neuf. 
3.4.4 Toutes les pièces et les accessoires doivent être fabriqués et finis de façon 
professionnelle avec une attention particulière à : 
• l'élimination des bavures et des arêtes vives ; 
• la précision des dimensions ; 
• la rigueur de soudage ; 
• l'alignement des pièces et des assemblages ; 
• les couples de serrage etc.. 
3.4.5 La structure et les composants de la grue doivent pouvoir résister aux chocs et aux 
vibrations subies lors de transport aériens, ferroviaires et par véhicules ‘tout-terrain’. 
3.4.6 Toutes les surfaces à souder doivent être nettoyées, exemptes de peinture, de 
graisse et de toutes autres matières étrangères qui pourraient fragiliser la soudure. 
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4 SIGNALISATION-INSCRIPTIONS 
4.1 GENERALITES 
4.1.1 Toutes les plaques et indications seront fixées à demeure sur la grue à des endroits 
bien visibles de l’utilisateur. 
4.1.2 Elles seront fabriquées en acier, métal non ferreux ou tout autre matériau 
inaltérable. Les informations sont gravées et contrastent parfaitement avec le fond 
de la plaque. 
4.1.3 Les coins de ces plaques seront arrondis pour éviter toute accroche. 
4.1.4 Toutes les plaques feront l’objet d’une acceptation par la NSPA avant production. 
4.2 PLAQUES D’IDENTIFICATION 
4.2.1 Une plaque d’identification est rivetée sur grue, les informations suivantes doivent y 
figurer avec un lettrage d’une taille de minimum 4mm: 
• Le numéro de nomenclature OTAN (NNO) ; 
• Le numéro de marché ; 
• La date de fin de garantie sachant que la garantie prend effet le jour de la 
livraison du matériel ; 
• La référence et le code du fabricant ; 
• Le numéro de série. 
4.2.2 Plaque de tare 
Une plaque de tare est rivetée sur la grue avec au minimum les indications 
suivantes : 
• PV (Poids véhicule) 
• PTAC (Poids total autorisé en charge) 
• Longueur hors tout 
• Largeur hors tout 
• Hauteur hors tout 
 
Remarque: Plus d’indications dans le STANAG 4062 (Edition 5) du 19 mars 2009 
(page A-4) : Dispositifs d’élingage et d’arrimage prévus pour les matériels militaires 
de levage et d’arrimage en vue de leur transport par voie terrestre et maritime. 
 
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5 PROTECTION DE L’ENVIRONEMENT, HYGIENE ET SECURITE 
EN OPERATIONS 
5.1.1 Le titulaire du marché doit prendre toutes les précautions nécessaires pour: 
a. Protéger son personnel contre les accidents du travail ; 
b. Prendre les mesures de protections environnementales nécessaires à tous les 
stades de la fabrication. 
c. Conserver des conditions d’hygiène et de sécurité. A ce titre, la grue ne doit 
pas comporter d’angles saillants susceptibles de blesser les personnes le 
mettant en œuvre. 
5.1.2 Le titulaire du marché doit garder à disposition de la NSPA: 
a. Une copie de sa politique environnementale; 
b. Les licences et permis délivrés par les autorités compétentes. 
5.1.3 Le titulaire du marché doit être, au minimum, en conformité avec les exigences 
juridiques suivantes: 
a. Les règlements en matière de protection de l’environnement de l’Union 
Européenne (ou d’un autre pays non UE mais membre de l’OTAN) et les 
références nationales de mise en œuvre (à savoir le droit et règlementation) 
conformément aux directives de l’UE ; 
b. Le cas échéant, les directives locales, régionales et nationales ; 
c. Le cas échéant, l’accord de standardisation de l’OTAN, STANAG-7141. 
5.1.4 Le titulaire du marché doit s'acquitter de toutes les obligations de conformité 
réglementaire et les exigences en matière de protection de l'environnementindiquées ci-dessus et fournir une «Déclaration de conformité pour la protection de 
l'environnement» attestant la conformité aux exigences et aux lois et directives 
applicables. 
5.1.5 La conception doit tenir compte de l'impact sur l'environnement de l'équipement au 
cours de son cycle de vie et de l'élimination des différents éléments au terme et en 
cours de vie de celui-ci. La documentation doit fournir des recommandations 
appropriées pour permettre aux utilisateurs d’agir en conséquence. 
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6 ANALYSE LOGISTIQUE INTEGREE (ILS) 
6.1 GENERAL 
6.1.1 Afin de minimiser à la fois l’arrêt du système et les coûts de maintenance, le titulaire 
doit avoir effectué un programme d’analyse de soutien logistique intégré (ILS) 
incluant les questions de soutien logistique lors : 
a. Du développement du concept ; 
b. De la production ; 
c. De la sélection et quantification du matériel de soutien connexe ; 
d. De la formation et de la documentation. 
Un plan de l’analyse logistique intégrée (ILS) détaillant sa réalisation devra être 
soumis à la NSPA au plus tard un mois après la signature du contrat. 
6.1.2 Pour démontrer que les exigences de l’analyse logistique intégrée sont remplies, il 
est demandé au titulaire de conduire une Etude du Support Logistique (LSA) qui 
démontrera la disponibilité, la fiabilité et la maintenabilité de l’équipement. Le plan 
de maintenance, les éléments de soutien etc. sont le résultat de cette analyse 
logistique. Un exemple de tableau (matrice de validation) permettant l’élaboration 
de cette LSA est fourni dans l’annexe « F » de ce cahier des charges. 
6.2 EXIGENCES DE FIABILITE DE L’EQUIPEMENT 
6.2.1 Basé sur la durée de vie et le profil d’exploitation décrit au paragraphe 2.1.2 
l’équipement devra répondre à ses performances de conception sans défaillances 
de composants ni temps d’arrêt dû à des opérations de maintenance planifiées ou 
non. Le titulaire au travers de son analyse logistique devra considérer ces 
éventualités et proposer des solutions dans le cadre d’une LIPC (plan de 
maintenance préventive et corrective) et d’une liste de pièces adaptées. 
6.2.2 Le titulaire répondra à ces exigences par la conception et la fourniture de matériel 
fiable, de pièces de rechange, d’un plan de maintenance et d’une formation 
adéquate. 
 
6.3 RAPPORT DE DISPONIBILITE, FIABILITE ET MAINTENABILITE DE 
L’EQUIPEMENT (DFM) 
6.3.1 Le titulaire doit démontrer que le matériel et les articles connexes fournis satisferont 
à l'exigence de disponibilité, de fiabilité et de maintenabilité de ce CDC. Il doit 
fournir des preuves objectives à l'appui, données historiques connues et estimées, 
du respect de cette exigence (comme le temps moyen entre deux pannes, le taux 
de défaillance, le temps moyen à la réparation, l’entretien, le temps moyen d’arrêt, 
etc…). 
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6.3.2 Un rapport de disponibilité, fiabilité et maintenabilité de l’équipement sera fourni à la 
NSPA pour vérification en accordance avec le calendrier en annexe « B » de CDC. 
6.4 SUPPORTABILITE 
6.4.1 L’équipement proposé doit être supporté logistiquement tout au long de son cycle 
d’exploitation (20 ans). Pour une période de 20 ans après la livraison et 
l’acceptation par la NSPA : 
a) L’équipement, avec des routines de maintenance préventives et correctives, 
continuera à répondre aux paramètres de performance de conception lorsqu'il 
est utilisé dans des conditions telles que décrites dans ce CDC. 
b) L’utilisateur sera apte à obtenir toutes les pièces de rechange nécessaires 
ainsi qu’une expertise technique si demandée ; 
c) L’utilisateur sera informé de toutes les modifications techniques, les 
changements de numéros de référence et source d’approvisionnement si tel 
était le cas. 
6.5 SUPPORT LOGISTIQUE DU TITULAIRE 
6.5.1 Le titulaire doit être en mesure de fournir un support logistique pour la maintenance 
et la fourniture de pièces. 
a. Soutien assisté. Délégation d’un représentant (technicien) du titulaire sur site 
dans le monde entier (hors zone de conflit) ou à défaut fournir les pièces 
détachées sur une base aérienne en France métropolitaine. 
b. Soutien en usine. Pour l'entretien qui ne peut être réalisé dans une installation 
standard et où le matériel doit être retourné à l'usine (NTI3). 
c. Matériel d'approvisionnement. Pour les pièces, composants, consommables, 
outils spéciaux et tout élément nécessaire pour appuyer et exploiter la grue 
durant son cycle d’exploitation de 20 ans. 
6.6 ENTRETIEN ET MAINTENANCE 
6.6.1 Le titulaire établira une LIPC (Liste des Interventions Préventives et Correctives 
niveaux, « Utilisateur », « NTI1 », « NTI2 » et « NTI3 »). Toutes les opérations de 
soutien y seront listées avec le niveau d’intervention retenu ainsi que la référence 
vers le paragraphe du Manuel de Maintenance (MM), y afférent. Un exemple de 
LIPC est présenté en page 2 de l’annexe « E ». 
Note: Les interventions de niveau NTI3 sont uniquement répertoriées dans la LIPC 
afin d’aider le maintenancier à différencier les opérations de soutien NTI2 et NTI3. 
6.6.2 La LIPC couvrira les opérations de soutien non seulement en période opérationnelle 
mais également, durant toutes les étapes du cycle d’exploitation. Le titulaire 
précisera, dans son plan de maintenance, les précautions à observer lors du 
stockage pour une durée supérieure à 6 mois en termes de température, de 
démontage et de protection(s) éventuelles à mettre en place. 
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6.6.3 Tout au long du cycle d’exploitation, en assumant que les opérations de 
maintenance ont été effectuées conformément aux instructions du titulaire, le 
temps maximum accepté (en conditions opérationnelles) pour effectuer la 
maintenance planifiée NTI 1 & NTI 2 est de deux heures (02h00) et de dix heures 
(10h00) au maximum pour les interventions non planifiées. La localisation de la 
panne, la réparation et le test de fonctionnalité font partie de ces durées. 
6.6.4 Les trois niveaux d’intervention (voir paragraphe 6.6.5) sont orientés principalement 
sur les ressources du client en conditions opérationnelles et de stockage. Il n’est 
pas prévu d’effectuer de révision générale comportant le démontage systématique 
des sous-ensembles et leur remise à hauteur (NTI3) en projection. Si le besoin s’en 
fait ressentir, la décision de réaliser des réparations importantes faisant appel à des 
moyens que seul un atelier de réparation spécialisé possède (fabriquant) et 
équivalent au NTI3, sera prise par les autorités compétentes. 
6.6.5 Niveaux techniques d’intervention (NTI): 
a. UTILISATEUR 
Au niveau utilisateur, les opérations (entretien) sont de courtes durées et 
exécutées par le servant grutier dans un temps relativement court. Ces 
opérations se situent au niveau du matériel complet, et plus particulièrement 
au niveau des composants dits “unité remplaçable en ligne” (URL). Elles sont 
simples à effectuer et ne nécessitent pas de moyens ni de compétences de 
maintenance particulières. Les opérations effectuées sont du type: 
- contrôle et / ou resserrage de la boulonnerie ; 
- vérification des niveaux d’huile ; 
- nettoyage du matériel. 
b. NTI1 
Au niveau NTI1, les opérations de maintenance sont effectuées par le 
personnel maintenancier formé à cette fin. Ces opérations doivent pouvoirse 
dérouler tant en situations de stockage qu’en opérations extérieures. La 
définition et le calcul des outillages spécifiques et pièces de rechange devront 
se faire en fonction de ces différentes situations. Ces opérations se situent au 
niveau du matériel complet. 
c. NTI2 
Au niveau NTI2, des opérations de maintenance sont effectuées par les 
organismes de soutien étatique ou industrie privée mais également par le 
personnel maintenancier formé en conséquence au profit des formations 
utilisatrices de matériels complets. 
Les opérations effectuées au NTI1 & NTI 2 seront de type de celles notées en 
page 3 de l’annexe « E » de ce cahier des charges (profondeurs de 
décomposition données à titre d’exemple). Elles peuvent comporter aussi des 
opérations de maintenance préventive en atelier dans la mesure où elles 
nécessitent des moyens conséquents. 
 
 
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6.7 DOCUMENTATION TECHNIQUE UTILISATEUR (DTU) 
(Voir annexe « D » pour plus de détails concernant la présentation et le contenu des 
documents décrit ci-dessous) 
6.7.1 La documentation technique a pour objectif d’apporter à l’utilisateur et au personnel 
des structures de maintenance, du temps de paix ou des situations de crise, tous 
les éléments d’informations nécessaires et suffisants à la mise en œuvre, à 
l’exploitation, à la maintenance et à l’approvisionnement en articles de 
ravitaillement, ainsi que toutes les mesures de sécurité associées. Afin d’obtenir 
une documentation correctement organisée, le titulaire présentera un TSA (Tableau 
Synoptique d’Articulation) au plus tard un mois après la signature du contrat. Tous 
les éléments de la DTU (contenu, formatage, etc…) sont soumis à l’approbation 
finale de la NSPA et de son client. Le dossier de documentation sera composé 
comme suit: 
• Un Guide Technique (GT) ; 
• Un Manuel de Maintenance (MM) de niveaux NTI1 et NTI 2 ; 
• Un Catalogue Illustré (CI) de niveaux NTI1, NTI 2 et NTI3 ; 
• La Liste des Articles de Ravitaillements (LAR) ; 
• La liste du Lot de Projection. 
6.7.2 Quantité. Le titulaire doit fournir la documentation conformément aux annexes « A » 
et « B ». 
6.7.3 Support : Durant le projet, les documents sont fournis sous format électronique, 
consultable sur tout type de station informatique du domaine public, en métropole et 
sur les théâtres opérationnels, à partir de logiciels « grand public » et/ou 
d’exécutables. La fourniture de ‘modèles’ 3D en format dédiés est fortement 
recommandée. 
6.7.4 Evolution de la documentation. Le titulaire assure la gestion des évolutions de la 
documentation pendant toute la durée du projet jusqu’à la formation des utilisateurs. 
Pour tous les documents (dessins, manuels, listes, etc ...), il est demandé d'avoir un 
système cohérent d’identification des versions. Les documents seront étiquetés 
avec un numéro commençant par 1 et incrémenté d’une unité (1, 2, 3 …) à chaque 
fois qu’une nouvelle version est émise pendant l'ensemble du projet et/ou de la 
durée de fabrication. En fin de projet, après acceptation finale, tous les documents 
recevront la version (-) à la place du numéro. Dans l’éventualité où une modification 
devrait apparaitre au cours du cycle de vie de la grue, tous documents reliés seront 
identifiés par une lettre (A, B, C, …). Pour les GT, MM, CI et LAR, la couverture et 
la deuxième page doivent refléter la dernière révision du document. 
6.7.5 Le titulaire prend également à sa charge la mise à jour de la documentation DTU au 
format électronique pendant toute la durée du marché. 
6.7.6 Planification et vérification. Les informations comprises dans les différents 
documents doivent êtres cohérentes ; les numéros de pièces, la terminologie etc… 
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doivent rester identiques d’un document à un autre. La diffusion de la 
documentation se fera conformément aux étapes du projet en tenant compte du 
temps de révision et de correction requis. 
6.7.7 Pas plus tard qu’un mois après la signature du contrat, une copie électronique de la 
DTU au complet doit parvenir à la NSPA pour acceptation. Toutes les 
recommandations de modifications, les corrections et/ou rajouts présentés par la 
NSPA suite à cette vérification devront être incorporées dans la version qui sera 
livrée avec la grue. 
6.7.8 Guide Technique (GT) 
6.7.8.1 Si le titulaire possède un document existant dont le format diffère de celui 
décrit dans ce CDC, il peut le proposer pour acceptation préliminaire à 
condition que toutes les informations requises s’y trouvent. Basé sur le 
contrôle et les commentaires de la NSPA et de son client, il sera décidé si 
le document proposé est acceptable ou s’il doit être reformaté ou 
complété. 
6.7.8.2 Dans une certaine mesure et pour autant que la compréhension générale 
reste claire, les fiches techniques et/ou manuels techniques des matériels 
« sur étagère » faisant partie de l’équipement peuvent être ajoutés au GT ; 
6.7.8.3 Le GT établira les informations suivantes: 
- la description, l’organisation et le fonctionnement du matériel ; 
- les caractéristiques du matériel (dimensions, masse, etc …) ; 
- le personnel nécessaire pour la mise en œuvre ; 
- les opérations de conduite, de mise en œuvre et d'entretien niveau 
« utilisateur » ; 
- les réglages et les dépannages élémentaires susceptibles d'être 
réalisés au niveau utilisateur par les personnels chargés de la mise 
en œuvre. 
6.7.8.4 Il comportera au moins : 
- la mise en œuvre et le fonctionnement du matériel à l'aide 
d'illustrations (photos) renseignées, accompagnées de légendes et 
de textes courts, (schéma de fonctionnement, diagrammes, listes 
d’opérations à effectuer, etc …) ; 
- les performances et les possibilités d’emploi, ainsi que les 
précautions à prendre lors de la mise en œuvre (sécurité du travail, 
protection individuelle, éventuellement la réglementation en vigueur 
pour les mises bords aéronautiques…) ; 
- les éventuels modes de fonctionnement (normal, dégradé, 
exceptionnel) ; 
- les prescriptions de transport du matériel par voie routière (ADR), 
avec les croquis d’installation et de fixation, suivant le type de 
matériel (par exemple : grue, etc), les informations pour l’utilisation 
des points d’ancrages pour le levage et l’arrimage et également les 
précautions à prendre dans les cas d’utilisation limite ou pour 
l’entretien ; 
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- les précautions et les modes opératoires en cas d’immobilisation 
du matériel pour une durée conséquente autre que le stockage de 
longue durée ; 
- des tableaux récapitulatifs des incidents de fonctionnement et leurs 
remèdes ; 
- la liste du lot de bord telle que décrite dans l’Annexe « D ». 
- des prescriptions d'entretien au niveau « utilisateur » avec les listes 
de pièces associées ; 
- des tableaux récapitulatifs des éventuels produits de 
fonctionnement et d'entretien (en précisant l’équivalence avec les 
produits déjà ravitaillés par le client de la NSPA). 
6.7.9 Manuel de Maintenance (MM) 
6.7.9.1 Ce document de maintenance créé à partir de la LIPC, décrira les 
interventions de soutien retenues et celles pour lesquelles un mode ou 
une gamme opératoire sera nécessaire. Les modes ou gammes 
opératoires seront réalisés pour les opérations de maintenance qui touche 
à la sécurité (incendie, levage…) ou qui neseraient pas évidentes pour un 
mécanicien. 
6.7.9.2 La présentation sous forme de fiches individuelles numérotées, par 
opération de maintenance référencée dans la LIPC, est une solution 
souhaitée. Un exemple de numérotation des fiches serait NTI1- 1, NTI1-2, 
NTI2-1. Pour l’utilisation ou l’entretien d’un outillage spécifique OS-1, OS-2 
etc.. 
6.7.9.3 Ce document comportera : 
- la liste des interventions préventives et correctives de niveau NTI1, 
NTI2 et NTI3 (LIPC) ; 
- les modes opératoires relatifs aux opérations d'entretien, de 
dépose, repose, démontage, remontage, réglage et réparation des 
composants le nécessitant, ainsi que les travaux afférents ; 
- le tableau et/ou les logigrammes de recherches de pannes ; 
- les illustrations nécessaires à la bonne compréhension de ces 
opérations ; 
- les schémas hydrauliques, électriques ; 
- les tableaux des couples de serrage, et des diverses valeurs de 
réglages ; 
- les fiches de contrôle et d'essais ; 
- la liste des outillages nécessaires pour réaliser les opérations 
décrites dans le MM ; il devra figurer le numéro de nomenclature 
(NNO), un descriptif et un croquis ou photo de l’outillage ; 
- les instructions éventuelles de mises en œuvre, d’étalonnage et 
d’entretien de l’outillage spécifique seront considérées comme une 
opération de maintenance et dès lors reprises dans la LIPC ; 
- les opérations et modes opératoires nécessaires au stockage / 
déstockage en vue d'une immobilisation longue durée, hors 
stockage en hygrométrie contrôlée ; 
- les limites d'utilisation et les règles de sécurité ; 
- les tableaux récapitulatifs des produits de fonctionnement et 
d'entretien ; 
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- les listes LAI et Lot de Projection telles que décrites dans l’annexe 
« D ». 
 
6.7.10 Catalogue Illustré (CI) 
6.7.10.1 Ce document représente (identifie) l'ensemble des pièces échangeables 
jusqu'au niveau NTI 3, composant le matériel (partie spécifique militaire et 
non-spécifique) ainsi que les composants principaux de la grue. Il est 
principalement composé de vues « éclatées » et de plans techniques. Voir 
Annexe « D §2.4 » pour plus de détails. 
6.7.10.2 Comme ce document peut-être issu d’une documentation commerciale, il 
peut comporter une décomposition dans les vues éclatées plus complètes 
que celle demandée, ce qui facilitera la compréhension, mais les pièces, 
qui peuvent être commandées, seront limitées à la décomposition retenue 
et identifiées par un marquage adéquat. 
6.7.10.3 Toutes les vues éclatées, schémas, photos etc.. utilisés seront d’une taille 
et qualité suffisante pour identifier aisément les différentes pièces. 
6.7.10.4 En fin de catalogue, un chapitre sera consacré aux outillages spécifiques 
de mise en œuvre et de maintenance. Ceux-ci seront repérés et 
référencés de la même manière que les articles élémentaires. 
6.7.10.5 La structure du CI doit être de type ‘arborescente’ où le plus haut niveau 
affiche le système complet (assemblage principal) suivit par les différents 
sous-ensembles pour terminer par les composants individuels. 
6.7.10.6 La fonction ‘recherche’ doit être possible dans la version électronique du 
CI. 
6.7.10.7 La vérification et l’évolution du CI sera une étape très importante dans 
l’acceptation finale du projet. Indépendamment du CI, Le titulaire devra 
fournir tous les plans techniques sous forme électronique (.PDF, .DWG 
etc...). 
6.7.10.8 Parallèlement à la fonction d’identification des différents éléments de la 
grue, le CI sera l’un des documents centraux pour la vérification de 
l’équipement. Il est dès lors demandé au titulaire de joindre au CI un 
maximum de fiches techniques, plans, illustrations, modèles 3D etc… qui 
permettront une vérification/validation avant l’essai sur la tête de série. 
La présence ou non de toutes ces informations dans la version finale du CI 
sera décidée en cours de projet. 
6.7.11 Liste des articles de ravitaillement (LAR) 
6.7.11.1 Liste de l’ensemble des constituants de la grue. La LAR comporte les 
articles qui peuvent être approvisionnés, correspondant au principe de la 
décomposition décrite dans le catalogue illustré (CI) pour tous les niveaux 
techniques. 
6.7.11.2 La LAR est conforme au format MAT 10003 (instruction relative à 
l’élaboration de la documentation de ravitaillement), avec la codification 
OTAN des articles, selon la procédure décrite au paragraphe 9. 
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6.7.11.3 Elle sera adressée à la NSPA pour acceptation au plus tard un (1) mois 
après la signature du contrat. 
6.8 PIECES DE RECHANGE ET DE SOUTIEN LOGISTIQUE 
6.8.1 Le titulaire doit tenir compte de l’utilisation de la grue dans des conditions 
environnementales sévères décrites au paragraphe 2.2 pour la sélection des 
différentes pièces de rechange et consommables. 
6.8.2 Liste d’Approvisionnement Initial (LAI) 
La LAI correspond aux rechanges initiaux (pièces de rechanges et consommables) 
qui doivent être fournis par le titulaire et stockés dans un atelier du client en France 
métropolitaine. 
6.8.2.1 La LAI doit être dimensionné pour assurer durant deux (2) ans, le soutien 
de maintenance (articles de rechange) à compter de la livraison, dans le 
cadre de l’utilisation définie pour le matériel et pour les opérations 
préventives et correctives. 
6.8.2.2 Si, la durée de vie sur étagère, d’un ou plusieurs de ces composants est 
inférieure à 2 ans, ils ne feront pas partie de la fourniture initiale mais 
seront uniquement indiqués sur la LAI. Une colonne « fourni - oui ou non » 
doit être ajoutée. 
6.8.2.3 Les articles de la LAI doivent être conformes au dossier de définition du 
matériel, notamment en ce qui concerne les protections de surfaces. 
6.8.2.4 Tous les articles de la LAI doivent être étiquetés avec leur NNO. 
L’attention du titulaire est attirée par le fait que les articles de la LAI ne 
peuvent être acceptés dans les magasins militaires qu’avec les NNO 
correspondants pour être stockés par les magasiniers et ensuite 
distribués. Pour les utilisateurs, les NNO sont les seules références qui 
permettent de demander et de gérer les pièces de rechange. 
6.8.2.5 Les articles de la LAI seront expédiés franco de port et d’emballage. Une 
liste de la LAI, telle que décrite dans l’annexe « D », est placée dans le 
colis. 
6.8.2.6 Si les références des articles évoluent pendant la durée du marché, le 
Maitre d’Œuvre Industriel (MOI) apportera les modificatifs sur la 
documentation technique correspondante. 
6.8.2.7 Le titulaire établi la liste des articles nécessaires en fonction des trois (3) 
niveaux de maintenance décris au paragraphe 6.6.5 et de son étude 
logistique. 
6.8.2.8 Cette liste est soumise à la NSPA pour approbation (voir annexe « B »). 
6.8.3 Lot de projection 
6.8.3.1 Dans le cadre du soutien, le titulaire établira la liste des articles 
nécessaires pour la maintenance préventive et corrective de la grue pour 
une durée de six (6) mois en projection (opérations extérieures). Cette liste 
constituera le Lot de Projection et sera approvisionnée au titre du marché. 
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6.8.3.2 Il est à préciser que ce lot comprend des articles de maintenance NTI 1 & 
NTI2. Ces articles sont livrés dans les conditions d’emballage et 
d’étiquetage mentionnés au paragraphe 2.4.6. 
6.8.3.3 Les listes définitives