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Políticas públicas 
e governança
Licensed to Bruno Brum Sette - brunobrum7@yahoo.com.br - 088.076.327-21
SST
Braga, Christiano
Políticas públicas e governança / Christiano Braga
Ano: 2020
nº de p.: 10
Copyright © 2020. Delinea Tecnologia Educacional. Todos os direitos reservados.
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Políticas públicas e 
governança
Apresentação
O Tribunal de Contas da União (TCU) elaborou para o quinquênio ações 
direcionadas à governança para aperfeiçoamento do controle dentro dos órgãos 
das Administração Pública. Tais ações estão direcionadas para “orçamento e 
logística”, processos internos e melhoria dos métodos de trabalho de todos que são 
parte da Administração Pública. A intenção é a melhoria da governança institucional 
(BRASIL, 2014).
O termo “governança” possui vários significados a depender do âmbito que se 
está a falar: governança corporativa, governança participativa, governança global, 
governança de tecnologia da informação (TI), governança ambiental, governança 
local, governança de organizações não governamentais e governança sustentável. 
Neste conteúdo, abordaremos algumas questões importantes para você, estudante, 
possa aprender mais sobre o tema central. Bons estudos!
A política pública sob a ótica da 
governança
O estabelecimento de controles internos visa essencialmente amentar a 
probabilidade de que os objetivos e metas estabelecidos sejam alcançados, de 
forma eficaz, eficiente, efetiva e econômica, promovendo, assim, a governança 
corporativa. 
A governança é a combinação de processos e estruturas implantadas pela 
administração para informar, dirigir, administrar e monitorar as atividades da 
instituição, com o intuito de alcançar os seus objetivos. Assim, ela tem de ser 
analisada simultaneamente com a geração de valor.
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O conceito de governança corporativa se sustenta sobre quatro 
pilares equidade, com proteção aos minoritários; transparência 
ao mercado; prestação de contas dos atos e decisões da 
administração; e responsabilidade corporativa, incluindo também 
as responsabilidades ambiental e social. As boas práticas devem 
ser de fato praticadas para funcionar.
Podemos dizer que a governança é bem retratada na teoria do 
agente principal, que consiste na relação entre partícipes em 
um processo de delegação, ou seja, um agente delegando suas 
funções e atividades para que sejam desempenhadas por outros 
mediante seus próprios interesses.
Atenção
Por isso, nessa teoria, é obrigatório prestar contas, como podemos ver na figura a 
seguir.
Teoria do agente principal
Prestação 
de contas
Recursos
Agente 
delegado
Agente 
principal
(delegante)
Fonte: Elaborado pelo autor (2019).
Como em qualquer atividade entre interessados, há o inerente conflito de interesses 
em detrimento do estrito propósito da relação das partes. A prestação de contas 
se torna um mecanismo desinteressante para os agentes que operam em torno do 
interesse próprio e do particular.
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É nesse contexto que se encontra amparado o conceito de auditoria como um 
mecanismo de monitoramento, avaliação e controle. Nesse caso, a auditoria atua 
na relação das partes em favor do correto procedimento de prestação de contas, a 
fim de garantir ao agente principal que a atividade delegada foi cumprida de forma 
eficaz, eficiente e transparente.
Perspectivas de observação da governança no setor público
Entes federativos, 
esferas de poder e 
políticas públicas
Atividades 
intraorganizacionais
Órgãos e entidades
Sociedade e Estado
Fonte: Adaptado de Brasil (2014).
Prestação de contas
A prestação de contas, também conhecida como accountability, é o conjunto de 
procedimentos adotados pelas organizações e pelos indivíduos que as integram, 
evidenciando sua responsabilidade por decisões tomadas e ações implementadas, 
incluindo a salvaguarda de recursos, a imparcialidade e o desempenho das 
organizações. A prestação de contas é a responsabilização das decisões tomadas.
Veja o que diz a Constituição Federal de 1988:
Art. 70. Parágrafo único. Prestará contas qualquer pessoa física 
ou jurídica, pública ou privada, que utilize, arrecade, guarde ou 
administre dinheiros, bens, valores públicos ou pelos quais a 
União responda, ou que, em nome desta, assuma obrigações de 
natureza pecuniária. (BRASIL, 1988, on-line)
Citação
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Dessa forma, a prestação de contas passa a ser dever dos agentes responsáveis 
pela administração dos recursos voltados ao interesse público.
A prestação de contas pelos administradores – em muitos 
casos, uma obrigação legal – não deixa de ser, entretanto, um 
princípio ético perante os direitos e os interesses dos 
diversos stakeholders. Alguns escândalos ocorrem por falta de 
um nível de prestação de contas suficiente, não permitindo 
que partes interessadas – stakeholders – possam agir para 
corrigir as más práticas de governança..
Saiba mais
Você está percebendo que já estamos nos aproximando do entendimento da 
relação entre governança e políticas públicas?
3 Relação entre governança e 
políticas públicas
Sobre governança e boas práticas de gestão e controle interno, leia atentamente o 
acórdão abaixo, publicado no Diário Oficial da União em 28 de novembro de 2013. 
Em seguida, reflita sobre as ações e atuações dos gestores e administradores 
públicos para fortalecer os mecanismos de controle internos em benefício dos 
interesses públicos:
O TCU deu ciência às Centrais Elétricas Brasileiras S/A (ELETRO-BRÁS) 
de que a contratação de seguro para defesa de dirigentes em processos 
administrativos ou judiciais, cuja apólice inclua cobertura em caso de 
prática de atos manifestamente ilegais, contrários ao interesse público, 
praticados com dolo ou culpa, nesse último caso quando comprovado 
que não foram adotadas as precauções e medidas normativas e legais 
que se esperaria de um homem médio, afronta o disposto nos princípios 
da moralidade, legalidade e supremacia do interesse público, previstos, 
respectivamente, no art. 37, “caput”, da Constituição da República, e no 
art. 2°, “caput”, da Lei nº 9.784/1999 (item 9.3.2, TC-043.954/2012-0, 
Acórdão nº 3.116/2013-Plenário). (BRASIL, 2013, p. 128)
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Muito interessante nosso conteúdo, mas você pode aprender mais 
lendo esse interessante artigo sobre nossa temática: https://www.
scielo.br/pdf/rsocp/v17n34/a06v17n34.pdf.
Saiba mais
A governança em políticas públicas se refere ao portfólio da estrutura institucional 
com que as políticas serão formuladas, implementadas e avaliadas em benefício 
da sociedade. Essas estruturas são a integração dos processos, instrumentos de 
controle, diretrizes, normas que exercem influência na gestão da política pública e 
certamente em seus resultados.
Assim, cabe aos órgãos de controle avaliar nas seguintes perspectivas:
1. Da institucionalização do programa:
A ênfase está em analisar de que forma a política pública foi concebida 
e institucionalizada internamente, devidamente formalizada por meio de 
normativos.
2. Do plano e dos objetivos:
Busca-se entender e compreender o alinhamento dos componentes das 
ações com os resultados esperados, assim como identificar a orientação 
estratégica utilizada para analisar os custos e traçar metas, prioridades, 
responsabilidades e prazos. 
3. Do monitoramento, avaliação e resultados:
Busca saber em que medida a estrutura está montada para retroalimentar as 
informações nos processos decisórios e assegurar o alcance dos resultados.
No entanto, qualquer descumprimento ou simples omissão dessas três 
perspectivas pode constituir uma disfunção das políticas públicas, como podemos 
ver abaixo no Acórdão nº 2359/2018 – TCU – Plenário:
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https://www.scielo.br/pdf/rsocp/v17n34/a06v17n34.pdf
https://www.scielo.br/pdf/rsocp/v17n34/a06v17n34.pdf
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Acórdão nº 2359/2018 – TCU – Plenário.
9.2. Dar ciência desta deliberação ao Congresso Nacional, à Casa 
Civil da Presidência da República e à Secretaria-Executiva do 
Comitê Interministerial de Governança – CIG para conhecimento 
e adoção das medidas que entenderem cabíveis, tendo em conta 
os achados e conclusões da presente auditoria, entre as quais se 
destacam:
9.2.1. A política pública de Apoio à Política Nacional de 
Desenvolvimento Urbano (Ação 1D73) não possui um diagnóstico 
da situação-problema, baseado em evidências, que caracterize 
de forma precisa qual problema a União pretende contribuir para 
solucionar; [...]
9.2.3. A política não possui objetivos específicos, mensuráveis, 
atingíveis, relevantes e delimitados no tempo;
9.2.4. Os custos da política não são inteiramente conhecidos; [...]
9.2.6. Tem havido um aumento significativo de recursos 
bloqueados, já desembolsados pela União, [...]
9.2.7. Não se sabe em que medida o objetivo-chave da política 
pública foi alcançado;
9.2.8. Não há comparação entre os benefícios e os custos da 
política pública, a fim de que se saiba se está apta a gerar valor 
público;
9.2.9. Não há procedimento que detecte falhas e assegure que 
estas não serão cometidas novamente. (BRASIL, 2018, on-line)
Citação
Podemos ver seguramente que a relação da governança com as políticas públicas 
necessita que haja, inicialmente, uma avaliação sistemática da capacidade de 
governança dos órgãos públicos responsáveis pela execução e monitoramento das 
políticas públicas; das estruturas de governança e gestão das políticas públicas; 
da gestão e execução financeira e orçamentária; da participação do governo; e da 
gestão dos objetivos e consecução de resultados das políticas públicas.
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Quais os problemas que você reconhece no seu bairro? Faça uma 
lista com os principais problemas encontrados e reflita sobre como 
esses problemas poderiam ser resolvidos. Em seguida, escreva 
para um vereador da sua cidade e apresente suas reflexões.
Curiosidade
A gerência, o comitê ou grupo de trabalho voltado à governança nos órgãos 
públicos atuam para: promover práticas e princípios de conduta e padrões de 
comportamentos; institucionalizar estruturas adequadas de governança e controles 
internos; promover o desenvolvimento contínuo e permanente dos interessados e 
envolvidos; para garantir a conformidade com as regulamentações legais; promover 
a integração dos envolvidos e responsáveis pela governança; promover a adoção 
de práticas que institucionalizem a responsabilidade na prestação de contas, 
na transparência e na efetividade das informações; aprovar e supervisionar a 
priorização de temas; emitir recomendações para o aprimoramento da governança; 
e monitorar as recomendações e orientações.
Conclusão
O estado brasileiro tem enfrentado nos últimos anos grandes desafios na 
busca de ser desenvolvido nacionalmente, ou seja, chegar a um nível de 
desenvolvimento uniforme reduzindo as diferenças sociais de cada região. Para 
isso, os investimentos nas áreas de saúde educação, infraestrutura, devem 
ser intensificados. Mas os problemas são muitos e o Estado normalmente não 
consegue dar conta de todas as demandas.
Neste ponto as políticas públicas ajudar os governos nas três esferas e o Distrito 
Federal, a estabelecer prioridades desenvolvendo políticas públicas ajustadas às 
necessidades de cada região. 
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Referências
BRASIL. Ata 39, de 10 de outubro de 2018. Diário Oficial da União, 23 out. 2018.
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. 
Brasília, DF: Senado Federal: Centro Gráfico, 1988.
BRASIL. Seção 1. Diário Oficial da União, 28 nov. 2013.
BRASIL. Tribunal de Contas da União. Referencial básico de governança aplicável a 
órgãos e entidades da administração pública. Versão 2. Brasília: TCU, Secretaria de 
Planejamento, Governança e Gestão, 2014.
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