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CONTABILIDADE PÚBLICA 1 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Contabilidade Pública Define-se Contabilidade Pública como sendo o ramo da contabilidade que registra, controla e demonstra a execução dos orçamentos, dos atos e fatos da fazenda pública e o patrimônio público e suas variações. Portanto, seu escopo relaciona-se ao controle e gestão dos recursos públicos. Com o advento da Lei de Responsabilidade Fiscal - LRF (Lei Complementar 101/2000), a Contabilidade Pública alçou uma maior importância e valorização. Diferença Contabilidade Societária X Contabilidade Pública A Contabilidade Societária, relacionada com a atividade privada, rege-se pela Lei das Sociedades Anônimas e pelo Código Civil, que estabelecem regras de procedimentos contábeis. Já a contabilidade pública é regulada pela Lei 4.320/1964, que é a Lei das Finanças Públicas. A Contabilidade Societária tem como foco principal o patrimônio e as suas avaliações, de tal forma que a principal peça é o balanço patrimonial. Porém, na Contabilidade Pública, o mais relevante é o balanço de resultados, que trata da despesa e da receita, ou seja, de que forma foi arrecadado o dinheiro e como foi aplicado. Outra diferença é que a contabilidade da área societária tem como visão o patrimônio e o lucro. Já na área pública, a visão é a gestão. Inovações Da Lei De Responsabilidade Fiscal A Lei de Responsabilidade Fiscal - LRF deu forma ao Relatório Resumido da Execução Orçamentária, definiu o que compõe o relatório, como se publica essa informação. Também trouxe como inovação o relatório de gestão fiscal, que visa demonstrar se foram atingidas as metas e os limites estabelecidos na lei de responsabilidade fiscal. Outra inovação é que a lei exigiu que as receitas vinculadas tenham a contabilização de onde está evidenciado o que já foi aplicado e qual é o saldo. A lei também passou a dar uma maior importância e visibilidade à contabilidade. Características Da Contabilidade Pública A Contabilidade Pública - seja na área Federal, Estadual, Municipal ou no Distrito Federal - tem como base a Lei 4.320, de 17 de março de 1964, que instituiu normas gerais de direito financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal. A Lei 4.320/64 está para a Contabilidade Aplicada à Administração Pública assim como a Lei das Sociedade por Ações (Lei 6.404/76) está para a Contabilidade aplicada à atividade empresarial. A Contabilidade Pública registra a previsão da receita e a fixação da despesa, estabelecidas no Orçamento Público aprovado para o exercício, escritura a execução orçamentária da receita e da despesa, faz a comparação entre a previsão e a realização das receitas e despesas, controla as operações de crédito, a dívida ativa, os valores, os créditos e obrigações, revela as variações patrimoniais e mostra o valor do patrimônio. A Contabilidade pública está interessada também em todos os atos praticados pelo administrador, sejam de natureza orçamentária (previsão da receita, fixação da despesa, empenho, descentralização de créditos etc.) ou sejam meramente administrativos (contratos, convênios, acordos, ajustes, avais, fianças, valores sob responsabilidade, comodatos de bens, etc.) representativos de valores potenciais que poderão afetar o patrimônio no futuro. O objeto de qualquer contabilidade é o patrimônio. A Contabilidade Pública não está interessada somente no patrimônio e suas variações, mas, também, no orçamento e sua execução (previsão e arrecadação da receita e a fixação e a execução da despesa). CONTABILIDADE PÚBLICA 2 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR A Contabilidade Pública, além de registrar todos os fatos contábeis (modificativos, permutativos e mistos), registra os atos potenciais praticados pelo administrador, que poderão alterar qualitativa e quantitativamente o patrimônio. O objetivo da Contabilidade Pública é o de fornecer aos gestores informações atualizadas e exatas para subsidiar as tomadas de decisões, aos órgãos de controle interno e externo para o cumprimento da legislação e às instituições governamentais e particulares informações estatísticas e outras de interesse dessas instituições. O objetivo na contabilidade gerencial é o patrimônio da empresa, constituído por bens, direitos e obrigações; na contabilidade pública, devido às peculiaridades além do patrimônio, o seu objetivo é o orçamento e sua execução (previsão e arrecadação da receita e a fixação da despesa) (ASSUMPÇÃO, 2012). O Artigo 99 Do Novo Código Civil Identifica O Que São Bens Públicos: I – Os de uso comum do povo, tais como rios, mares, estradas, ruas e praça; II – Os de uso especial, tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabelecimento da administração federal, estadual, territorial ou municipal, inclusive os de suas autarquias; III – Os dominicais, que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, como objetivo de direito pessoal, ou real, de cada uma dessas entidades. Além dos bens públicos, o objetivo da contabilidade pública é de fornecer informações atualizadas e precisas à administração e à sociedade, resultando no cumprimento da sua missão institucional. Contabilidade Básica E Contabilidade Pública A Contabilidade é, objetivamente, um sistema de informação e avaliação destinado a prover seus usuários com demonstrações e análises de natureza econômica, financeira, física e de produtividade, com relação à entidade objeto da contabilização. Contabilidade Básica A Contabilidade Básica ou Geral estuda toda a conceituação da contabilidade, a exemplo de princípios e técnicas que dão respaldo aos outros ramos da contabilidade. São ramos ou espécies da Contabilidade Geral: Contabilidade Comercial, Contabilidade de Custos, Contabilidade Tributária, Contabilidade Rural ou Agropecuária, Contabilidade Avançada, Contabilidade Pública, dentre outros ramos. Princípios de Contabilidade (PC) – os Princípios representam a essência das doutrinas e teorias relativas à Ciência da Contabilidade, consoante o entendimento predominante nos universos científico e profissional de nosso País. A observância dos Princípios Contábeis é obrigatória no exercício da profissão e constitui condição de legitimidade das Normas Brasileiras de Contabilidade (NBC). Na aplicação dos Princípios Contábeis a situações concretas, a essência deve prevalecer sobre a forma. Princípios Contábeis: 1) Entidade; 2) Continuidade; 3) Oportunidade; 4) Registro pelo Valor Original; 5) Competência; 6) Prudência. Técnicas de Contabilidade: 1) Escrituração Contábil; 2) Demonstrações Contábeis; 3) Análise de Balanços; 4) Auditoria. Contabilidade Aplicada ao Setor Público (CASP) é o ramo da ciência contábil que aplica, no processo gerador de informações, os Princípios de Contabilidade e as normas contábeis direcionados ao controle patrimonial de entidades do setor público.Contabilidade Pública O objetivo da CASP é fornecer aos usuários informações sobre os resultados alcançados e os aspectos de natureza orçamentária, econômica, financeira e física do patrimônio da entidade do setor CONTABILIDADE PÚBLICA 3 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR público e suas mutações, em apoio ao processo de tomada de decisão; a adequada prestação de contas; e o necessário suporte para a instrumentalização do controle social. O Objeto Da CASP É O Patrimônio Público. A função social da CASP deve refletir, sistematicamente, o ciclo da administração pública para evidenciar informações necessárias à tomada de decisões, à prestação de contas e à instrumentalização do controle social. O Campo De Aplicação Da CASP Abrange Todas As Entidades Do Setor Público. Observa-se que a Contabilidade Pública é o ramo da contabilidade que são responsaveis pelaserviço público específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto a sua disposição – art. 77 do CTN: Variações Patrimoniais 12 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Art. 77: As taxas cobradas pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, têm como fato gerador o exercício regular do poder de polícia, ou a utilização, efetiva ou potencial, de serviço público específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição. Nesse contexto, taxas são tributos vinculados porque o aspecto material do fato gerador é prestação estatal es- pecífica diretamente referida ao contribuinte, em forma de contraprestação de serviços. Porém, podem ser tributos de arrecadação não-vinculada, pois as receitas auferidas por meio das taxas não se encontram afetas a determinada despesa, salvo se a lei que instituiu o referido tributo assim determinou. A taxa está sujeita ao princípio constitucional da reserva legal e, sob a ótica orçamentária, classificam- se em: Taxas de Fiscalização11 e Taxas de Serviço. i. Código 1121.00.00 – Receita Corrente – Tributária – Taxas – Taxas de Fiscalização ou de Poder de Polícia São definidas em lei e têm como fato gerador o exercício do poder de polícia, poder disciplinador, por meio do qual o Estado intervém em determinadas atividades, com a finalidade de garantir a ordem e a segurança. A definição de poder de polícia está disciplinada pelo art. 78 do CTN: Considera-se poder de polícia atividade da administração pública que, limitando ou disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato, em razão de interesse público concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do poder público, à tranqüilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais e coletivos. ii. Código 1122.00.00 – Receita Corrente – Tributária – Taxas – Taxas pela Prestação de Serviços São as que têm como fato gerador a utilização de determinados serviços públicos, sob ponto de vista material e formal. Nesse contexto, o serviço é público quando estabelecido em lei e prestado pela Administração Pública, sob regime de direito público, de forma direta ou indireta. A relação jurídica, nesse tipo de serviço, é de verticalidade, ou seja, o Estado atua com supremacia sobre o particular. É receita derivada e os serviços têm que ser específicos e divisíveis. Conforme o art. 77 do CTN: Os serviços públicos têm que ser específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte, ou colocados à sua disposição. Para que a taxa seja cobrada, não há necessidade de o particular fazer uso do serviço, basta que o Poder Público coloque tal serviço à disposição do contribuinte. c. Código 1130.00.00 – Receita Corrente – Tributária – Contribuição de Melhoria É espécie de tributo na classificação da receita orçamentária e tem como fato gerador valorização imobiliária que decorra de obras públicas, contanto que haja nexo causal entre a melhoria havida e a realização da obra públi- ca. De acordo com o art. 81 do CTN: A contribuição de melhoria cobrada pela União, Estados, pelo Distrito Federal e pelos Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, é instituída para fazer face ao custo de obras públicas de que decorra valorização imobiliária, tendo como limite total a despesa realizada e como limite individual o acréscimo de valor que da obra resultar para cada imóvel beneficiado. • Código 1200.00.00 – Receita Corrente – Contribuições Segundo a classificação orçamentária, Contribuições são Origem da Categoria Econômica Receitas Correntes. O art. 149 da Magna Carta estabelece competir exclusivamente à União instituir contribuições sociais, de in- 8 “Taxas de Fiscalização” também são chamadas de “Taxas de Poder de Polícia”. Variações Patrimoniais 13 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas, como instrumento de atuação nas respectivas áreas, e o §1º do artigo em comento estabelece que estados, Distrito Federal e municípios poderão instituir contribuição, cobrada de seus servidores, para o custeio, em benefício destes, de regimes de pre- vidência de caráter contributivo e solidário. As contribuições classificam-se nas seguintes espécies: a. Código 1210.00.00 – Receita Corrente – Contribuições – Contribuições Sociais Classificada como espécie de Contribuição, por força da Lei nº 4.320/1964, a Contribuição Social é tributo vinculado a uma atividade Estatal que visa atender aos direitos sociais previstos na Constituição Federal. Pode-se afirmar que as contribuições sociais atendem a duas finalidades básicas: seguridade social (saúde, previdência e assistência social) e outros direitos sociais como, por exemplo: o salário educação. A competência para instituição das contribuições sociais é da União, exceto das contribuições dos servidores estatutários dos estados, DF e municípios, que são instituídas pelos mesmos. As contribuições sociais estão sujeitas ao princípio da anterioridade nonagesimal, o que significa dizer que apenas poderão ser cobradas noventa dias após a publicação da lei que as instituiu ou majorou. Observação: Conforme dispõe o art. 195 da Constituição, a seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, mediante recursos da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, e de contribuições sociais. Em complemento, a composição das receitas que financiam a Seguridade Social é discriminada nos arts. 11 e 27 da Lei nº 8.212/1991, que “instituiu o Plano de Custeio da Seguridade Social”. b. Código 1220.00.00 – Receita Corrente – Contribuições – Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico A Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE) é tributo classificado no orçamento público como uma espécie de contribuição que atinge um determinado setor da economia, com finalidade qualificada em sede constitucional – intervenção no domínio econômico – instituída mediante um motivo específico. Essa intervenção se dá pela fiscalização e atividades de fomento, como por exemplo, desenvolvimento de pesqui- sas para crescimento do setor e oferecimento de linhas de crédito para expansão da produção. Exemplo de contri- buição de intervenção no domínio econômico é o Adicional sobre Tarifas de Passagens Aéreas Domésticas, que são voltadas à suplementação tarifária de linhas aéreas regionais de passageiros, de baixo e médio potencial de tráfego. c. 1210.XX.XX – Receita Corrente – Contribuições – Contribuições Sociais – Contribuição de Interesse das Categorias Profissionais ou Econômicas Espécie de contribuição que se caracteriza por atender a determinadas categorias profissionais ou econômicas, vinculando sua arrecadação às entidades que as instituíram. Não transitam pelo Orçamento da União. Estas contribuições são destinadas ao custeio das organizações de interesse de grupos profissionais, como, por exemplo: OAB, CREA, CRM e assim por diante. Visam também ao custeio dos serviços sociais autônomos presta- dos no interesse das categorias, como SESI, SESC e SENAI. É preciso esclarecer que existe uma diferença entre as contribuições sindicais aludidas acima e as contribuições confederativas. Conforme esclarece o art. 8º da Constituição Federal: Art. 8º É livre a associação profissional ou sindical, observado o seguinte: [...] IV - a assembléia geral fixará a contribuição que, em se tratando de categoria profissional, será descontada em folha, para custeio do sistema confederativo da representação sindical respectiva, independentemente da contri- buição prevista em lei. Variações Patrimoniais 14 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BRAssim, há a previsão constitucional de uma contribuição confederativa, fixada pela assembléia geral da cate- goria, e uma outra contribuição, prevista em lei, que é a contribuição sindical. A primeira não é tributo, pois será instituída pela assembléia geral e não por lei. A segunda é instituída por lei, portanto compulsória, e encontra sua regra matriz no art. 149 da Constituição Federal, possuindo assim natureza de tributo. d. Código 1230.00.00 – Receita Corrente – Contribuições – Contribuição de Iluminação Pública (CIP) Instituída pela Emenda Constitucional nº 39/2002, que acrescentou o art. 149-A à Constituição Federal, possui a fina- lidade de custear o serviço de iluminação pública. A competência para instituição é dos municípios e do Distrito Federal. Art. 149-A. Os Municípios e o Distrito Federal poderão instituir contribuição, na forma das respectivas leis, para o custeio do serviço de iluminação pública, observado o disposto no art. 150, I e III. Parágrafo único. É facultada a cobrança dacontribuição aque se refere o caput, na fatura de consumo de energia elétrica. Municípios e DF, a partir dessa autorização constitucional, iniciaram a regulamentação por lei complementar, visando a dar eficácia plena ao citado artigo 149-A da Constituição da República Federativa do Brasil. Sob a ótica da classificação orçamentária, a “Contribuição de Iluminação Pública” é Espécie da Origem “Con- tribuições”, que integra a Categoria Econômica “Receitas Correntes”. • Código 1300.00.00 – Receita Corrente – Patrimonial São receitas provenientes da fruição do patrimônio de ente público, como por exemplo, bens mobiliários e imobiliários ou, ainda, bens intangíveis e participações societárias. São classificadas no orçamento como receitas correntes e de natureza patrimonial. Quanto à procedência, trata-se de receitas originárias. Podemos citar como espécie de receita patrimonial as compensações financeiras, concessões e permissões, dentre outras. a. Código 1340.00.00 – Receita Corrente – Patrimonial – Compensações Financeiras A receita de compensação financeira tem origem na exploração do patrimônio do Estado, que é constituído por recursos minerais, hídricos, florestais e outros, definidos no ordenamento jurídico. Tais compensações são devidas à União, aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios, de acordo com o disposto na legislação vigente, como forma de participação no resultado dessa exploração. Elas têm como finalidade recompor financeiramente os prejuízos ou danos causados (externalidades negati- vas) pela atividade econômica na exploração desses bens, assim como proporcionar meio de remunerar o Estado pelos ganhos obtidos por essa atividade. De acordo com o art. 20, § 1º da Constituição Federal: É assegurada, nos termos da lei, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, bem como a órgãos da admi- nistração direta da União, participação no resultado da exploração de petróleo ou gás natural, de recursos hídricos para fins de geração de energia elétrica e de outros recursos minerais no respectivo território, plataforma continen- tal, mar territorial ou zona econômica exclusiva, ou compensação financeira por essa exploração. • Código 1400.00.00 – Receita Corrente – Agropecuária São receitas correntes, constituindo, também, uma origem de receita específica na classificação orçamentária. Quan- to à procedência, trata-se de uma receita originária, com o Estado atuando como empresário, em pé de igualdade como o particular. Decorrem da exploração econômica, por parte do ente público, de atividades agropecuárias, tais como Variações Patrimoniais 15 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR a venda de produtos: agrícolas (grãos, tecnologias, insumos etc.); pecuários (sêmens, técnicas em inseminação, matrizes etc.); para reflorestamento e etc. • Código 1500.00.00 – Receita Corrente – Industrial Trata-se de receitas correntes, constituindo outra origem específica na classificação orçamentária da receita. São receitas originárias, provenientes das atividades industriais exercidas pelo ente público. Encontram-se nessa classificação receitas provenientes de atividades econômicas, tais como: da indústria extrativa mineral; da indús- tria de transformação; da indústria de construção; e outras receitas industriais de utilidade pública. • Código 1600.00 – Receita Corrente – Serviços São receitas correntes, cuja classificação orçamentária constitui origem específica, abrangendo as receitas de- correntes das atividades econômicas na prestação de serviços por parte do ente público, tais como: comércio, transporte, comunicação, serviços hospitalares, armazenagem, serviços recreativos, culturais, etc. Tais serviços são remunerados mediante preço público, também chamado de tarifa. Exemplos de naturezas orçamentárias de receita dessa origem são os seguintes: Serviços Comerciais; Serviços de Transporte; Serviços Portuários, etc. Observação: Distinção Entre Taxa E Preço Público: A distinção entre taxa e preço público, também chamado de tarifa, está descrita na Súmula nº 545 do Supremo Tribunal Federal (STF): “Preços de serviços públicos e taxas não se confundem, porque estas, diferentemente daqueles, são compulsórias e têm sua cobrança condicionada à prévia autorização orçamentária, em relação à lei que a instituiu”. Assim, conforme afirmado anteriormente, preço público (ou tarifa) decorre da utilização de serviços públicos facultativos (portanto, não compulsórios) que a Administração Pública, de forma direta ou por delegação para concessionária ou permissionária, coloca à disposição da população, que poderá escolher se os contrata ou não. São serviços prestados em decorrência de uma relação contratual regida pelo direito privado. A taxa decorre de lei e serve para custear, naquilo que não forem cobertos pelos impostos, os serviços pú- blicos, essenciais à soberania do Estado (a lei não autoriza que outros prestem alternativamente esses serviços), específicos e divisíveis, prestados ou colocados à disposição do contribuinte diretamente pelo Estado. O tema é regido pelas normas de direito público. Há casos em que não é simples estabelecer se um serviço é remunerado por taxa ou por preço público. Como exemplo, podemos citar o caso do fornecimento de energia elétrica. Em localidades onde estes serviços forem colocados à disposição do usuário, pelo Estado, mas cuja utilização seja de uso obrigatório, compulsório (por exemplo, a lei não permite que se coloque um gerador de energia elétrica), a remuneração destes serviços é feita mediante taxa e sofrerá as limitações impostas pelos princípios gerais de tributação (legalidade, anterioridade, etc). Por outro lado, se a lei permite o uso de gerador próprio para obtenção de energia elétrica, o serviço estatal oferecido pelo ente público, ou por seus delegados, não teria natureza obrigatória, seria facultativo e, portanto, seria remunerado mediante preço público. • Código 1700.00.00 – Receita Corrente – Transferências Correntes Na ótica orçamentária, são recursos financeiros recebidos de outras pessoas de direito público ou privado destinados a atender despesas de manutenção ou funcionamento relacionadas a uma finalidade pública específica, mas que não correspondam a uma contraprestação direta em bens e serviços a quem efetuou a transferência. Nas Transferências Correntes, podemos citar como exemplos as seguintes espécies: a. Transferências de Convênios Recursos oriundos de convênios, com finalidade específica, firmados entre entidades públicas de qualquer espécie, ou entre elas e organizações particulares, para realização de objetivos de interesse comum dos partícipes e destinados a custear despesas correntes. Variações Patrimoniais 16 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR b. Transferências de Pessoas Compreendem as contribuições e doações que pessoas físicas realizem para a AdministraçãoPública. • Código 1900.00.00 – Receita Corrente – Outras Receitas Correntes Neste título, inserem-se multas e juros de mora, indenizações e restituições, receitas da dívida ativa e as outras receitas não classificadas nas receitas correntes anteriores. Podemos citar como exemplos as seguintes espécies, dentre outras: a. Receitas de Multas As multas também são um tipo de receita pública, de caráter não tributário, constituindo-se em ato de pe- nalidade de natureza pecuniária aplicado pela Administração Púbica aos administrados. Dependem, sempre, de prévia cominação em lei ou contrato, cabendo sua imposição ao respectivo órgão competente (poder de polícia). Conforme prescreve o § 4º do art. 11 da Lei nº 4.320/1964, as multas classificam-se como “outras receitas corren- tes”. Podem decorrer do descumprimento de preceitos específicos previstos na legislação pátria, ou de mora pelo não pagamento das obrigações principais ou acessórias nos prazos previstos. b. Receitas da Dívida Ativa São os créditos da Fazenda Pública, de natureza tributária ou não tributária, exigíveis em virtude do transcur- so do prazo para pagamento. Este crédito é cobrado por meio da emissão de certidão de dívida ativa da Fazenda Pública da União, inscrita na forma da lei, com validade de título executivo. Isso confere à certidão da dívida ativa caráter líquido e certo, embora se admita prova em contrário. Dívida ativa tributária é o crédito da Fazenda Pública proveniente da obrigação legal relativa a tributos e res- pectivos adicionais, atualizações monetárias, encargos e multas tributárias. Dívida ativa não tributária correspon- de aos demais créditos da Fazenda Pública. As receitas decorrentes de dívida ativa tributária ou não tributária devem ser classificadas como “outras recei- tas correntes”. Origens E Espécies De Receita Orçamentária De Capital • Código 2100.00.00 – Receita de Capital – Operações de Crédito Origem de recursos da Categoria Econômica “Receitas de Capital”, são recursos financeiros oriundos da colo- cação de títulos públicos ou da contratação de empréstimos obtidas junto a entidades públicas ou privadas, inter- nas ou externas. São espécies desse tipo de receita: a. Operações de Crédito Internas b. Operações de Crédito Externas • Código 2200.00.00 – Receita de Capital – Alienação de Bens Origem de recursos da Categoria Econômica “Receitas de Capital”, são ingressos financeiros com origem espe- cífica na classificação orçamentária da receita proveniente da alienação de bens móveis ou imóveis de propriedade do ente público. Nos termos do artigo 44 da LRF, é vedada a aplicação da receita de capital decorrente da alienação de bens e direitos que integrem o patrimônio público, para financiar despesas correntes, salvo as destinadas por lei aos regi- mes previdenciários geral e próprio dos servidores públicos. • Código 2300.00.00 – Receita de Capital – Amortização de Empréstimos São ingressos financeiros provenientes da amortização de financiamentos ou empréstimos concedidos pelo ente público em títulos e contratos. Variações Patrimoniais 17 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Na classificação orçamentária da receita são receitas de capital, origem específica “amortização de emprésti- mos concedidos” e representam o retorno de recursos anteriormente emprestados pelo poder público. Embora a amortização de empréstimos seja origem da categoria econômica “Receitas de Capital”, os juros rece- bidos, associados a esses empréstimos, são classificados em “Receitas Correntes / de Serviços / Serviços Financeiros”. • Código 2400.00.00 – Receita de Capital – Transferências de Capital Na ótica orçamentária, são recursos financeiros recebidos de outras pessoas de direito público ou privado e destinados para atender despesas em investimentos ou inversões financeiras12, a fim de satisfazer finalidade pública específica; sem corresponder, entretanto, a contraprestação direta ao ente transferidor. Os recursos da transferência ficam vinculados à finalidade pública e não a pessoa. Podem ocorrer a nível intragover- namental (dentro do âmbito de um mesmo governo) ou intergovernamental (governos diferentes, da União para estados, do estado para os municípios, por exemplo), assim como recebidos de instituições privadas (do exterior e de pessoas). • Código 2500.00.00 – Receita de Capital – Outras Receitas de Capital São classificadas nessa origem as receitas de capital que não atendem às especificações anteriores; ou seja: na impossibilidade de serem classificadas nas origens anteriores. Tabela-Resumo: Origens E Espécies De Receitas Orçamentárias Categoria Econômica, Origens e Espécies das Receitas Correntes Categoria Econômica Origem Espécie Código 1. Receitas Correntes 7. Receitas Correntes Intraorçamentárias 1. Receita Tributária 1. Impostos De 1110.00.00 até 1119.99.99 2. Taxas De 1120.00.00 até 1129.99.99 3. Contribuições de Melhoria De 1130.00.00 até 1139.99.99 2. Receita de Contribuições13 1. Sociais De 1210.00.00 até 1219.99.99 2. Econômicas De 1220.00.00 até 1229.99.99 3. Iluminação Pública De 1230.00.00 até 1239.99.99 3. Receita Patrimonial 1. Imobiliárias De 1310.00.00 até 1319.99.99 2. Valores Mobiliários De 1320.00.00 até 1329.99.99 3. Concessões/Permissões De 1330.00.00 até 1339.99.99 4. Compensações Financeiras De 1340.00.00 até 1349.99.99 Variações Patrimoniais 18 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 5. Exploração de Bens Públicos De 1350.00.00 até 1359.99.99 6. Cessão de Direitos De 1360.00.00 até 1369.99.99 9. Outras De 1390.00.00 até 1399.99.99 4. Receita Agropecuária 1. Produção Vegetal De 1410.00.00 até 1419.99.99 2. Produção Animal De 1420.00.00 até 1429.99.99 9. Outras De 1490.00.00 até 1499.99.99 5. Receita Industrial 1. Indústria Mineral De 1510.00.00 até 1519.99.99 2. Indústria De Transformação De 1520.00.00 até 1529.99.99 3. Indústria De Construção De 1530.00.00 até 1539.99.99 9. Outras De 1590.00.00 até 1590.99.99 6. Receita de Serviços 0. Serviços De 1600.00.00 até 1600.99.99 9 “Investimentos” e “Inversões Financeiras” são classificações da Despesa de Capital. 10 Para efeitos de classificação orçamentária, a “Receita de Contribuições” é diferenciada da origem “Receita Tributária”. A origem “Receita Tributá- ria” engloba apenas as espécies “Impostos”, “Taxas” e “Contribuições de Melhoria” 1. Receitas Correntes 7. Receitas Correntes Intraorçamentárias 7. Transferências Correntes 2. Intergovernamentais De 1720.00.00 até 1729.99.99 3. Instituições Privadas De 1730.00.00 até 1739.99.99 4. Do Exterior De 1740.00.00 até 1749.99.99 5. De Pessoas De 1750.00.00 até 1759.99.99 6. Convênios De 1760.00.00 até 1769.99.99 7. Combate à Fome De 1770.00.00 até 1779.99.99 1. Multas e Juros de Mora De 1910.00.00 até 1919.99.99 2. Indenizações e Restituições De 1920.00.00 até Variações Patrimoniais 19 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 9. Outras Receitas Correntes 1929.99.99 3. Dívida Ativa De 1930.00.00 até 1939.99.99 4. Amortização do Déficit Atuarial do RPPS De 1940.00.00 até 1949.99.99 5. Compensações ao RGPS De 1950.00.00 até 1959.99.99 9. Diversas De 1990.00.00 até 1999.99.99 3. Instituições Privadas De 2430.00.00 até 2439.99.99 4. Do Exterior De 2440.00.00 até 2449.99.99 5. De Pessoas De 2450.00.00 até 2459.99.99 6. De Outras Instituições Públicas De 2460.00.00 até 2460.99.99 7. Convênios De 2470.00.00 até 2479.99.99 8. Combate à Fome De 2480.00.00 até 2489.99.99 Categoria Econômica, Origens e Espécies das Receitas de Capital Categoria Econômica Origem Espécie Código 2. Receitas de Capital 8. Receitas de Capital Intraorçamentárias1. Operações de Crédito 1. Internas (espécie) De 2110.00.00 até 2119.99.99 2. Externas (espécie) De 2120.00.00 até 2129.99.99 2. Alienação de Bens 1. Bens Móveis De 2210.00.00 até 2219.99.99 2. Bens Imóveis De 2220.00.00 até 2229.99.99 3. Amortização de Empréstimos 0. Amortizações De 2300.00.00 até 2300.99.99 4. Transferências de 2. Intergovernamentais De 2420.00.00 até 2429.99.99 3. Instituições Privadas De 2430.00.00 até 2439.99.99 4. Do Exterior De 2440.00.00 até Variações Patrimoniais 20 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 2. Receitas de Capital 8. Receitas de Capital Intraorçamentárias Capital 2449.99.99 5. De Pessoas De 2450.00.00 até 2459.99.99 6. De Outras Instituições Públicas De 2460.00.00 até 2460.99.99 7. Convênios De 2470.00.00 até 2479.99.99 8. Combate à Fome De 2480.00.00 até 2489.99.99 5. Outras Receitas de Capital 2. Integralização Do Capital De 2520.00.00 até 2529.99.99 3. Resultado do BCB De 2530.00.00 até 2539.99.99 4. Remuneração Disponibilidades do TN De 2540.00.00 até 2549.99.99 5. Dívida Ativa da Amortização de Empréstimos e Financiamentos De 2550.00.00 até 2550.99.99 6. Dívida Ativa da Alienação de Esto- ques de Café De 2560.00.00 até 2560.99.99 7. Detentores de Títulos do Tesouro Resgatados De 2570.00.00 até 2570.99.99 8. Certificados de Potencial Adicio- nais de Construção De 2580.00.00 até 2580.99.99 9. Outras De 2590.00.00 até 2599.99.99 Recursos Arrecadados Em Exercícios Anteriores Para que a lei orçamentária seja aprovada de modo equilibrado, a classificação “9990.00.00 – Recursos arreca- dados em exercícios anteriores” encontra-se disponível na relação de naturezas de receitas, conforme estabelecido Portaria Interministerial STN/SOF nº 163/2001. Deste modo, sempre que necessário, as receitas previstas poderão incorporar recursos arrecadados em exercícios anteriores para fins de equilíbrio orçamentário. Todavia, tais recei- tas não são passíveis de execução dado já terem sido arrecadadas em exercícios anteriores. Quando da execução do orçamento, estes recursos serão identificados por meio de superávit financeiro, fonte para suportar as despesas orçamentárias previamente orçadas. Destaca-se que, quando da elaboração do projeto de lei orçamentária, estes recursos arrecadados em exercícios anteriores não podem ser classificados como superávit financeiro, dado que o exercício financeiro ainda não foi concluído. Classificação Da Receita Para Apuração Do Resultado Primário Esta classificação orçamentária da receita não tem caráter obrigatório para todos os entes e foi instituída para a União com o objetivo de identificar quais são as receitas e as despesas que compõem o resultado primário do Governo Federal, que é representado pela diferença entre as receitas primárias e as despesas primárias. Variações Patrimoniais 21 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR As receitas do Governo Federal podem ser divididas entre primárias e não primárias (financeiras). O primeiro grupo refere-se predominantemente a receitas correntes e é composto daquelas que advêm dos tributos, das con- tribuições sociais, das concessões, dos dividendos recebidos pela União, da cota-parte das compensações financei- ras, das decorrentes do próprio esforço de arrecadação das unidades orçamentárias, das provenientes de doações e convênios e outras também consideradas primárias. Já as receitas não primárias (financeiras) são aquelas que não contribuem para o resultado primário ou não alteram o endividamento líquido do Governo (setor público não financeiro) no exercício financeiro corres- pondente, uma vez que criam uma obrigação ou extinguem um direito, ambos de natureza financeira, junto ao setor privado interno e/ou externo, alterando concomitantemente o ativo e o passivo financeiros. São adqui- ridas junto ao mercado financeiro, decorrentes da emissão de títulos, da contratação de operações de crédito por organismos oficiais, das receitas de aplicações financeiras da União (juros recebidos, por exemplo), das privatizações e outras. Reconhecimento Da Receita Orçamentária O reconhecimento da receita orçamentária ocorre no momento da arrecadação, conforme art. 35 da Lei nº 4.320/1964 e decorre do enfoque orçamentário dessa Lei, tendo por objetivo evitar que a execução das despesas orçamentárias ultrapasse a arrecadação efetiva. Considerando-se, a título de exemplo, a aprovação de um orçamento de uma determinada entidade pública e a arrecadação de certa receita, os registros contábeis sob a ótica do Plano de Contas Aplicado ao Setor Público seriam os seguintes: a. Registro da previsão da receita no momento da aprovação da Lei Orçamentária: Natureza da informação: orçamentária D 5.2.1.1.x.xx.xx Previsão Inicial da Receita C 6.2.1.1.x.xx.xx Receita a Realizar b. Registro da arrecadação da receita durante a execução do orçamento: Natureza da informação: orçamentária D 6.2.1.1.x.xx.xx Receita a Realizar C 6.2.1.2.x.xx.xx Receita Realizada Natureza da informação: controle D 7.2.1.1.x.xx.xx Controle da Disponibilidade de Recursos C 8.2.1.1.1.xx.xx Disponibilidade por Destinação de Recursos (DDR) Recursos Financeiros Que Não Devem Ser Reconhecidos Como Receita Orçamentária Não devem ser reconhecidos como receita orçamentária os recursos financeiros oriundos de: a. Superávit Financeiro – a diferença positiva entre o ativo financeiro e o passivo financeiro, conjugando-se, ainda, os saldos dos créditos adicionais transferidos e as operações de créditos neles vinculadas. Portanto, trata-se de saldo financeiro e não de nova receita a ser registrada. O superávit financeiro pode ser utilizado como fonte para abertura de créditos suplementares e especiais; b. Cancelamento de Despesas Inscritas em Restos a Pagar – consiste na baixa da obrigação constituída em exercícios anteriores, portanto, trata-se de restabelecimento de saldo de disponibilidade comprometida, originária de receitas arrecadadas em exercícios anteriores e não de uma nova receita a ser registrada. O cancelamento de restos a pagar não se confunde com o recebimento de recursos provenientes do ressar- cimento ou da restituição de despesas pagas em exercícios anteriores que devem ser reconhecidos como receita orçamentária do exercício. Relacionamento do Regime Orçamentário com o Regime Contábil A contabilidade aplicada ao setor público mantém um processo de registro apto para sustentar o dispositivo legal do regime da receita orçamentária, de forma que atenda a todas as demandas de Variações Patrimoniais 22 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR informações da execução orçamentária, conforme dispõe o art. 35 da Lei nº 4.320/1964: Art. 35. Pertencem ao exercício financeiro: I – as receitas nêle arrecadadas; II – as despesas nêle legalmente empenhadas. No entanto, há de se destacar que o art. 35 se refere ao regime orçamentário e não ao regime contábil (patri- monial) e a citada Lei, ao abordar o tema “Da Contabilidade”, determina que as variações patrimoniais devam ser evidenciadas, sejam elas independentes ou resultantes da execução orçamentária. Título IX – Da Contabilidade [...] Art. 85. Os serviços de contabilidade serão organizados de forma a permitirem o acompanhamento da execução orçamentária, o conhecimento da composição patrimonial, a determinação dos custos dos serviços industriais, o levantamento dos balanços gerais, a análise e a interpretação dos resultados econômicos e financeiros. [...] Art. 89. A contabilidade evidenciará os fatos ligados à administração orçamentária, financeira, patrimonial e industrial. [...] Art. 100. As alterações da situação líquida patrimonial, que abrangem os resultados da execução orçamentária, bem como as variações independentes dessa execução e as superveniênciase insubsistências ativas e passivas, cons- tituirão elementos da conta patrimonial. [...] Art. 104. A Demonstração das Variações Patrimoniais evidenciará as alterações verificadas no patrimônio, resultantes ou independentes da execução orçamentária, e indicará o resultado patrimonial do exercício. (Grifo não consta no original) Observa-se que, além do registro dos fatos ligados à execução orçamentária, deve-se proceder à evidenciação dos fatos ligados à administração financeira e patrimonial, de maneira que os fatos modificativos sejam levados à conta de resultado e que as informações contábeis permitam o conhecimento da composição patrimonial e dos resultados econômicos e financeiros de determinado exercício. Nesse sentido, a contabilidade deve evidenciar, tempestivamente, os fatos ligados à administração orçamen- tária, financeira e patrimonial, gerando informações que permitam o conhecimento da composição patrimonial e dos resultados econômicos e financeiros. Portanto, com o objetivo de evidenciar o impacto no patrimônio, deve haver o registro da variação patrimonial aumentativa, independentemente da execução orçamentária, em função do fato gerador, observando-se os princí- pios contábeis da competência e da oportunidade. O reconhecimento do crédito apresenta como principal dificuldade a determinação do momento de ocor- rência do fato gerador. No entanto, no âmbito da atividade tributária, pode-se utilizar o momento do lançamento como referência para o seu reconhecimento, pois é por esse procedimento que: a. verifica-se a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente; b. determina-se a matéria tributável; c. calcula-se o montante do tributo devido; e d. identifica-se o sujeito passivo. Ocorrido o fato gerador, pode-se proceder ao registro contábil do direito a receber em contrapartida de varia- ção patrimonial aumentativa, o que representa o registro da variação patrimonial aumentativa por competência. Regimes da Contabilidade Aplicada ao Setor Público Regime Orçamentário Regime Contábil (Patrimonial) Variações Patrimoniais 23 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Receita Orçamentária Arrecadação Lei nº 4.320/1964 art. 35 Variação Patrimonial Aumentativa Competência Resolução CFC nº 750/1993 Por exemplo, a legislação que regulamenta o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) estabelece, de modo geral, que o fato gerador deste tributo ocorrerá no dia 1º de janeiro de cada ano. Nesse mo- mento, os registros contábeis sob a ótica do Plano de Contas Aplicado ao Setor Público são os seguintes: Lançamento no momento do fato gerador (dia 1º de janeiro): Natureza da informação: patrimonial D 1.1.2.2.x.xx.xx Créditos Tributários a Receber (P) C 4.1.1.2.x.xx.xx Impostos Sobre o Patrimônio e a Renda Esse registro provoca o aumento do ativo e do resultado do exercício, atendendo ao disposto nos arts. 100 e 104 da Lei nº 4.320/1964. Na arrecadação, registra-se a receita orçamentária e procede-se à baixa do ativo registrado. Natureza da informação: patrimonial D 1.1.1.1.1.xx.xx Caixa e Equivalentes de Caixa em Moeda Nacional (F) C 1.1.2.2.x.xx.xx Créditos Tributários a Receber (P) Natureza da informação: orçamentária D 6.2.1.1.x.xx.xx Receita a Realizar C 6.2.1.2.x.xx.xx Receita Realizada Natureza da informação: controle D 7.2.1.1.x.xx.xx Controle da Disponibilidade de Recursos C 8.2.1.1.1.xx.xx Disponibilidade por Destinação de Recursos (DDR) Etapas Da Receita Orçamentária As etapas da receita orçamentária podem ser resumidas conforme o quadro abaixo: Etapas da Receita Orçamentária Planejamento Previsão Execução Lançamento Arrecadação Recolhimento Planejamento Compreende a previsão de arrecadação da receita orçamentária constante da Lei Orçamentária Anual (LOA), resultante de metodologias de projeção usualmente adotadas, observada as disposições constantes na Lei de Res- ponsabilidade Fiscal (LRF). Previsão A previsão implica planejar e estimar a arrecadação das receitas orçamentárias que constarão na proposta or- çamentária14. Isso deverá ser realizado em conformidade com as normas técnicas e legais correlatas e, em especial, com as disposições constantes na LRF. Sobre o assunto, vale citar o art. 12 da referida norma: Art. 12. As previsões de receita observarão as normas técnicas e legais, considerarão os efeitos das alterações na legislação, da variação do índice de preços, do crescimento econômico ou de qualquer outro fator relevante e serão acompanhadas de demonstrativo de sua evolução nos últimos três anos, da Variações Patrimoniais 24 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR projeção para os dois seguintes àquele a que se referirem, e da metodologia de cálculo e premissas utilizadas. No âmbito federal, a metodologia de projeção de receitas orçamentárias busca assimilar o comportamento da arrecadação de determinada receita em exercícios anteriores, a fim de projetá-la para o período seguinte, com o auxílio de modelos estatísticos e matemáticos. A busca deste modelo dependerá do comportamento da série histórica de arrecadação e de informações fornecidas pelos órgãos orçamentários ou unidades arrecadadoras en- volvidas no processo. A previsão de receitas é a etapa que antecede à fixação do montante de despesas que irão constar nas leis de orçamento, além de ser base para se estimar as necessidades de financiamento do governo. Execução A realização da receita se dá em três estágios: o lançamento, a arrecadação e o recolhimento. Lançamento O art. 53 da Lei nº 4.320/1964, define o lançamento como ato da repartição competente, que verifica a proce- dência do crédito fiscal e a pessoa que lhe é devedora e inscreve o débito desta. Por sua vez, para o art. 142 do CTN, lançamento é o procedimento administrativo que verifica a ocorrência do fato gerador da obrigação correspon- dente, determina a matéria tributável, calcula o montante do tributo devido, identifica o sujeito passivo e, sendo o caso, propõe a aplicação da penalidade cabível. Uma vez ocorrido o fato gerador, procede-se ao registro contábil do crédito tributário em favor da fazenda pública em contrapartida a uma variação patrimonial aumentativa. Existem receitas que, embora arrecadadas, podem não ter sido previstas. Observa-se que, segundo o disposto nos arts. 142 a 150 do CTN, a etapa de lançamento situa-se no contexto de constituição do crédito tributário, ou seja, aplica-se a impostos, taxas e contribuições de melhoria. Além disso, de acordo com o art. 52 da Lei nº 4.320/1964, são objeto de lançamento as rendas com vencimento determinado em lei, regulamento ou contrato. Arrecadação Corresponde à entrega dos recursos devidos ao Tesouro pelos contribuintes ou devedores, por meio dos agen- tes arrecadadores ou instituições financeiras autorizadas pelo ente. Vale destacar que, segundo o art. 35 da Lei nº 4.320/1964, pertencem ao exercício financeiro as receitas nele arrecadadas, o que representa a adoção do regime de caixa para o ingresso das receitas públicas. Recolhimento É a transferência dos valores arrecadados à conta específica do Tesouro, responsável pela administração e con- trole da arrecadação e programação financeira, observando-se o princípio da unidade de tesouraria ou de caixa, conforme determina o art. 56 da Lei nº 4.320, de 1964, a seguir transcrito: Art. 56. O recolhimento de todas as receitas far-se-á em estrita observância ao princípio de unidade de tesouraria, vedada qualquer fragmentação para criação de caixas especiais. Cronologia Das Etapas Da Receita Orçamentária As etapas da receita orçamentária seguem a ordem de ocorrência dos fenômenos econômicos, levando-se em consideração o modelo de orçamento existente no país e a tecnologia utilizada. Dessa forma, a ordem sistemática inicia-se com a previsão e termina com o recolhimento, conforme fluxogramaapresentado abaixo. No momento da classificação da receita, dependendo da sistematização dos processos dos estágios Variações Patrimoniais 25 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR da arreca- dação e do recolhimento, deverão ser compatibilizadas as arrecadações classificadas com o recolhimento efetivado. Há de se observar, contudo, que nem todas as etapas apresentadas ocorrem para todos os tipos de receitas orçamentárias. Como exemplo, apresenta-se o caso da arrecadação de receitas orçamentárias que não foram pre- vistas, não tendo, naturalmente, passado pela etapa da previsão. Da mesma forma, algumas receitas orçamentárias não passam pelo estágio do lançamento, como é o caso de uma doação em espécie recebida pelos entes públicos. Em termos didáticos, a ordem das etapas da Receita Pública Orçamentária é a seguinte: Procedimentos Contábeis Referentes À Receita Orçamentária Deduções Da Receita Orçamentária O critério geral utilizado para registro da receita orçamentária é o do ingresso de disponibilidades. No âmbito da administração pública, a dedução de receita orçamentária é utilizada nas seguintes situações, entre outras: a. Recursos que o ente tenha a competência de arrecadar, mas que pertencem a outro ente, de acordo com a lei vigente (se não houver a previsão como despesa); e b. Restituição de tributos recebidos a maior ou indevidamente. Se a receita arrecadada possuir parcelas destinadas a outros entes (repartição tributária), a transferência po- derá ser registrada como dedução de receita ou como despesa orçamentária, de acordo com a legislação em vigor. Se houver parcelas a serem restituídas, em regra, esses fatos não devem ser tratados como despesa orçamentá- ria, mas como dedução de receita orçamentária, pois correspondem a recursos arrecadados que não pertencem à entidade pública e não são aplicáveis em programas e ações governamentais sob a responsabilidade do ente arre- cadador, não necessitando, portanto, de autorização orçamentária para a sua execução. A contabilidade utiliza conta redutora de receita orçamentária para evidenciar o fluxo de recursos da receita orçamentária bruta até a líquida, em função de suas operações econômicas e sociais. Restituições De Receitas Orçamentárias Depois de reconhecidas as receitas orçamentárias, podem ocorrer fatos supervenientes que ensejem a neces- sidade de restituições, devendo-se registrá-los como dedução da receita orçamentária, possibilitando maior trans- parência das informações relativas à receita bruta e líquida. O processo de restituição consiste na devolução total ou parcial de receitas orçamentárias que foram re- colhidas a maior ou indevidamente, as quais, em observância aos princípios constitucionais da capacidade contributiva e da vedação ao confisco, devem ser devolvidas. Não há necessidade de autorização orçamentária para sua devolução. Na União, a restituição é tratada como dedução de receita. Se fosse registrada como despesa orçamentária, a receita corrente líquida ficaria com um montante maior que o real, pois não seria deduzido o efeito dessa arrecadação imprópria. Com o objetivo de proceder a uma padronização contábil e dar maior transparência ao processo de Variações Patrimoniais 26 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR restituição de receitas, a legislação federal assim estabelece: Lei nº 4.862/1965: Art. 18 A restituição de qualquer receita da União, descontada ou recolhida a maior será efetuada mediante anu- lação da respectiva receita, pela autoridade incumbida de promover a cobrança originária, a qual, em despacho expresso, reconhecerá o direito creditório contra a Fazenda Nacional e autorizará a entrega da importância con- siderada indevida. [...] §4º Para os efeitos deste artigo, o regime contábil fiscal da receita será o de gestão, qualquer que seja o ano da respectiva cobrança. §5º A restituição de rendas extintas será efetuada com os recursos das dotações consignadas no Orçamento da Despesa da União, desde que não exista receita a anular. Decreto-lei nº 1.755/1979: Art. 5º A restituição de receitas federais e o ressarcimento em espécie, a título de incentivo ou benefício fiscal, dedu- tíveis da arrecadação, mediante anulação de receita, serão efetuados através de documento próprio a ser instituído pelo Ministério da Fazenda. Decreto nº 93.872/1986: Art. 14 A restituição de receitas orçamentárias, descontadas ou recolhidas a maior, e o ressarcimento em espécie a título de incentivo ou benefício fiscal, dedutíveis da arrecadação, qualquer que tenha sido o ano da respectiva co- brança, serão efetuados como anulação de receita, mediante expresso reconhecimento do direito creditório contra a Fazenda Nacional, pela autoridade competente, a qual, observado o limite de saques específicos estabelecido na programação financeira de desembolso, autorizará a entrega da respectiva importância em documento próprio. Parágrafo único. A restituição de rendas extintas será efetuada com os recursos das dotações consignadas na Lei de Orçamento ou em crédito adicional, desde que não exista receita a anular. Portanto, com o objetivo de possibilitar uma correta consolidação das contas públicas, recomenda-se que a restituição de receitas orçamentárias recebidas em qualquer exercício seja feita por dedução da respectiva natureza de receita orçamentária. Para as rendas extintas no decorrer do exercício, deve ser utilizado o mecanismo de dedu- ção até o montante de receita passível de compensação. O valor que ultrapassar o saldo da receita a deduzir deve ser registrado como despesa. Entende-se por rendas extintas aquelas cujo fato gerador da receita não representa mais situação que gere arrecadações para o ente. No caso de devolução de saldos de convênios, contratos e congêneres, deve-se adotar os seguintes procedimentos: a. Se a restituição ocorrer no mesmo exercício em que foram recebidas transferências do convênio, contrato ou congênere, deve-se contabilizar como dedução de receita até o limite de valor das transferências rece- bidas no exercício; b. Se o valor da restituição ultrapassar o valor das transferências recebidas no exercício, o montante que ultra- passar esse valor deve ser registrado como despesa orçamentária. c. Se a restituição for feita em exercício em que não houve transferência do respectivo convênio/contrato, deve ser contabilizada como despesa orçamentária. Exemplos: Convênio/contrato 1: Exercício X1 – receita R$ 100,00, restituição a ser efetuada: R$ 20,00: Contabilização como dedução de receita, no valor de R$ 20,00 Convênio/contrato 2: Variações Patrimoniais 27 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Exercício X1 – receita R$ 60,00; Exercício X2 – receita R$ 40,00, restituição a ser efetuada: R$ 30,00. Contabilização como dedução de receita, no valor de R$ 30,00. Convênio/contrato 3: Exercício X1 – receita R$ 60,00; Exercício X2 – receita R$ 40,00; restituição a ser efetuada: R$ 50,00. Contabilização como dedução de receita no valor de R$ 40,00 e contabilização como despesa orçamentária no valor de R$ 10,00. Convênio/contrato 4: Exercício X1 – receita R$ 100,00; Exercício X2 – não houve receita. Restituição a ser efetuada: R$ 30,00. Contabilização como despesa orçamen- tária no valor de R$ 30,00. A retificação consiste em corrigir dados informados erroneamente pelos contribuintes, que geraram registros incorretos na contabilidade do órgão. Exemplo: identificação do contribuinte, tipo de receita etc. A correção desses dados deve ser feita mediante registro de dedução de receita e, após isso, deve-se proceder ao lançamento correto. No caso de lançamentos manuais em que ocorram erros de escrituração do ente (não motivados por informações incorretas dos contribuintes), a correção deve ser feita por meio de estorno e novo lançamento correto. Recursos Cuja TributaçãoE Arrecadação Competem A Um Ente Da Federação, Mas São Atribuídos A Outro(S) Ente(S) No caso em que se configure em orçamento apenas o valor pertencente ao ente arrecadador, deverá ser regis- trado o valor total arrecadado, incluindo os recursos de terceiros. Após isso, estes últimos serão registrados como dedução da receita e será reconhecida uma obrigação para com o “beneficiário” desses valores. A adoção desse procedimento está fundamentada no fato de que não há necessidade de aprovação parlamentar para transferência de recursos a outros entes que decorra da legislação. As transferências constitucionais ou legais constituem valores que não são passíveis de alocação em despesas pelo ente público arrecadador. Assim, não há desobediência ao princípio do orçamento bruto, segundo o qual receitas e despesas devem ser incluídas no orça- mento em sua totalidade, sem deduções. No entanto, alguns entes podem optar pela inclusão dessa receita no orçamento, e nesse caso o recebimento será integralmente computado como receita, sendo efetuada uma despesa quando da entrega ao beneficiário. Importante destacar que esses procedimentos são aplicáveis apenas para recursos que não pertençam ao ente arrecadador. Renúncia De Receita O art. 14 da LRF trata especialmente da renúncia de receita, estabelecendo medidas a serem observadas pelos entes públicos que decidirem pela concessão ou ampliação de incentivo ou benefício de natureza tributária da qual decorra renúncia de receita, a saber: Art. 14 – A concessão ou ampliação de incentivo ou benefício de natureza tributária da qual decorra renúncia de receita deverá estar acompanhada de estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deva iniciar sua vigência e nos dois seguintes, atender ao disposto na lei de diretrizes orçamentárias e a pelo menos uma das seguintes condições: I – demonstração pelo proponente de que a renúncia foi considerada na estimativa de receita da lei orçamentária, na forma do art. 12, e de que não afetará as metas de resultados fiscais previstas no anexo próprio da lei de dire- trizes orçamentárias; II – estar acompanhada de medidas de compensação, no período mencionado no caput, por meio do Variações Patrimoniais 28 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR aumento de receita, proveniente da elevação de alíquotas, ampliação da base de cálculo, majoração ou criação de tributo ou contribuição. §1º A renúncia compreende anistia, remissão, subsídio, crédito presumido, concessão de isenção em caráter não geral, alteração de alíquota ou modificação de base de cálculo que implique redução discriminada de tributos ou contribuições, e outros benefícios que correspondam a tratamento diferenciado. §2º Se o ato de concessão ou ampliação do incentivo ou benefício de que trata o caput deste artigo decorrer da condição contida no inciso II, o benefício só entrará em vigor quando implementadas as medidas referidas no mencionado inciso. §3º O disposto neste artigo não se aplica: I – às alterações das alíquotas dos impostos previstos nos incisos I, II, IV e V do art. 153 da Constituição, na forma do seu §1°; II – ao cancelamento de débito cujo montante seja inferior ao dos respectivos custos de cobrança. Sobre as espécies de renúncia de receita, tem-se que: A anistia15 é o perdão da multa, que visa excluir o crédito tributário na parte relativa à multa aplicada pelo sujeito ativo ao sujeito passivo, por infrações cometidas por este anteriormente à vigência da lei que a concedeu. A anistia não abrange o crédito tributário já em cobrança, em débito para com a Fazenda, cuja incidência também já havia ocorrido. A remissão16 é o perdão da dívida, que se dá em determinadas circunstâncias previstas na lei, tais como valor diminuto da dívida, situação difícil que torna impossível ao sujeito passivo solver o débito, inconveniência do processamento da cobrança dado o alto custo não compensável com a quantia em cobrança, probabilidade de não receber, erro ou ignorância escusáveis do sujeito passivo, equidade, etc. Não implica em perdoar a con- duta ilícita, concretizada na infração penal, nem em perdoar a sanção aplicada ao contribuinte. Contudo, não se considera renúncia de receita o cancelamento de débito cujo montante seja inferior ao dos respectivos custos de cobrança17. O crédito presumido é aquele que representa o montante do imposto cobrado na operação anterior e objetiva neutralizar o efeito de recuperação dos impostos não cumulativos, pelo qual o Estado se apropria do valor da isen- ção nas etapas subsequentes da circulação da mercadoria. É o caso dos créditos referentes a mercadorias e serviços que venham a ser objeto de operações e prestações destinadas ao exterior18. Todavia, não é considerada renúncia de receita o crédito real ou tributário do ICMS previsto na legislação instituidora do tributo. A isenção19 é a espécie mais usual de renúncia e define-se como a dispensa legal, pelo Estado, do débito tributário devido. A modificação de base de cálculo que implique redução discriminada de tributos ou contribuições é o in- centivo fiscal por meio do qual a lei modifica para menos sua base tributável pela exclusão de quaisquer de seus elementos constitutivos. Pode ocorrer isoladamente ou associada a uma redução de alíquota, expressa na aplicação de um percentual de redução. O conceito de renúncia de receita da LRF é exemplificativo, abarcando também, além dos instrumentos men- cionados expressamente, quaisquer “outros benefícios que correspondam a tratamento diferenciado”. Em geral, é utilizada a metodologia da dedução de receita orçamentária para evidenciar as renúncias nos casos em que possam ser mensuradas. Dessa forma, deve haver um registro na natureza de receita orçamentária objeto da renúncia, em contrapartida a uma dedução de receita (conta redutora de receita). Variações Patrimoniais 29 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR No caso de isenção, o montante da renúncia será considerado no momento da elaboração da LOA. Ou seja, a estimativa da receita orçamentária já contempla a renúncia e, portanto, não há registro orçamentário ou patrimo- nial. Exemplo – Diminuição de alíquota do Imposto Predial Territorial Urbano, IPTU: Suponha que um município, ao diminuir a alíquota do IPTU, causou redução de 20% na sua receita arrecada- da. Nessa situação, poderá optar por uma das formas de registro abaixo: Registro, no município, da renúncia de receita no momento da arrecadação. Valor arrecadado: R$ 800,00. No momento do reconhecimento do fato gerador: Natureza da informação: patrimonial D 1.1.2.2.x.xx.xx Créditos Tributários a Receber (P) R$ 800,00 C 4.1.1.2.x.xx.xx Impostos Sobre o Patrimônio e a Renda R$ 800,00 No momento da arrecadação: Natureza da informação: orçamentária D 6.2.1.1.x.xx.xx Receita a Realizar R$ 800,00 D 6.2.1.3.x.xx.xx * Dedução da Receita Realizada (IPTU) R$ 200,00 C 6.2.1.2.x.xx.xx Receita Realizada R$ 1.000,00 Obs: * Dedução de renúncia de IPTU – Retificadora da Receita Realizada. Natureza da informação: controle D 7.2.1.1.x.xx.xx Controle da Disponibilidade de RecursosR$ 1000,00 C 8.2.1.1.1.xx.xx Disponibilidade por Destinação de Recursos (DDR) R$ 1000,00 Natureza da informação: controle D 8.2.1.1.1.xx.xx Disponibilidade por Destinação de Recursos (DDR) R$ 200,00 C 7.2.1.1.x.xx.xx Controle da Disponibilidade de Recursos R$ 200,00 Natureza da informação: patrimonial D 1.1.1.1.1.xx.xx Caixa e Equivalentes de Caixa em Moeda Nacional (F) R$ 800,00 C 1.1.2.2.x.xx.xx Créditos Tributários a Receber (P) R$ 800,00 Registro da renúncia de receita em momento posterior ao de arrecadação. Valor arrecadado R$ 800,00. No momento do reconhecimento do fato gerador: Natureza da informação: patrimonial D 1.1.2.2.x.xx.xx Créditos Tributários a Receber (P) R$ 800,00 C 4.1.1.2.x.xx.xx Impostos Sobre o Patrimônio e a RendaR$ 800,00 Quando da arrecadação: Natureza da informação: patrimonial D 1.1.1.1.1.xx.xx Caixa e Equivalentes de Caixa em Moeda Nacional (F) R$ 800,00 C 1.1.2.2.x.xx.xx Créditos Tributários a Receber R$ 800,00 Natureza da informação: orçamentária D 6.2.1.1.x.xx.xx Receita a Realizar R$ 800,00 C 6.2.1.2.x.xx.xx Receita Realizada R$ 800,00 Natureza da informação: controle D 7.2.1.1.x.xx.xx Controle da Disponibilidade de Recursos R$ 800,00 C 8.2.1.1.1.xx.xx Disponibilidade por Destinação de Recursos (DDR) R$ 800,00 Lançamento complementar para registrar a renúncia de receita: Variações Patrimoniais 30 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Natureza da informação: orçamentária D 6.2.1.3.x.xx.xx * Dedução da Receita Realizada (IPTU) R$ 200,00 C 6.2.1.2.x.xx.xx Receita Realizada R$ 200,00 Imposto De Renda Retido Na Fonte A Constituição Federal, nos arts. 157, inciso I e 158, inciso I, determina que pertençam aos estados, Distrito Federal e aos municípios o imposto de renda e os proventos de qualquer natureza, incidentes na fonte, pagos por eles, suas autarquias e pelas fundações que instituírem e mantiverem. De acordo com a Portaria STN nº 212, de 04 de junho de 2001, os valores descritos no parágrafo anterior de- verão ser contabilizados como receita tributária. Para isso, utiliza-se a natureza de receita 1112.04.31 – “Imposto de Renda Retido nas Fontes sobre os Rendimentos do Trabalho”. Desse modo, a contabilidade espelha o fato efetivamente ocorrido: mesmo correspondendo à arrecadação de um tributo de competência da União, tais recursos não transitam por ela, ficando diretamente com o ente arreca- dador. Desse modo, não há de se falar em registro de uma receita de transferência nos estados, DF e municípios, uma vez que não ocorre a efetiva transferência do valor pela União. Redutor Financeiro – FPM O Fundo de Participação dos Municípios (FPM) é transferência constitucional composta por 22,5% da ar- recadação dos impostos sobre a renda e proventos de qualquer natureza e sobre os produtos industrializados, de acordo com art. 159 da Constituição Federal. A Lei Complementar nº 91/97, alterada pela Lei Complementar nº 106/01, estabelece que os coeficientes do FPM, exceto para as capitais estaduais, serão calculados com base no número de habitantes de cada município e revistos anualmente. Entretanto, ficam mantidos, a partir do exercício de 1998, os coeficientes do FPM atribuídos, a partir de 1997, aos municípios que apresentaram redução de seus coeficientes pela aplicação do disposto no art. 1º da Lei Comple- mentar nº 91/97. Os ganhos adicionais em cada exercício decorrentes da manutenção dos coeficientes atribuídos em 1997 têm aplicação de redutor financeiro, o qual será redistribuído aos demais participantes do FPM. O redutor financeiro é entendido como valor resultado do percentual incidente sobre a diferença positiva apu- rada entre o valor do FPM, utilizando o coeficiente atribuído em 1997, e o valor caso fosse utilizado o coeficiente do ano de distribuição do recurso. Para melhor evidenciar os fatos contábeis envolvidos, a receita de transferência do FPM será contabilizada pelo valor bruto e o redutor financeiro será registrado como dedução da receita em questão, conforme exemplo hipotético abaixo: Distribuição de Arrecadação Federal: FPM – Município X Data Parcela Valor Distribuído 10.01.2005 Parcela de IPI 6.000,00 C Parcela de IR 130.000,00 C Redutor LC 91/97 30.000,00 D TOTAL: 106.000,00 C Contabilização no Município X: Natureza da informação: patrimonial D 1.1.1.1.1.xx.xx Caixa e Equivalentes de Caixa em Moeda Nacional (F) R$ 106.000,00 Variações Patrimoniais 31 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR C 4.5.2.x.x.xx.xx Transferências Intergovernamentais R$ 106.000,00 Natureza da informação: orçamentária D 6.2.1.1.x.xx.xx Receita a Realizar R$ 106.000,00 D 6.2.1.3.x.xx.xx * Dedução da Receita Realizada (FPM) R$ 30.000,00 C 6.2.1.2.x.xx.xx Receita Realizada R$ 136.000,00 Obs.: * Dedução de FPM – Retificadora da Receita Orçamentária Realizada. Natureza da informação: orçamentária D 7.2.1.1.x.xx.xx Controle da Disponibilidade de Recursos R$ 106.000,00 C 8.2.1.1.1.xx.xx Disponibilidade por Destinação de Recursos R$ 106.000,00 A parcela resultado da redistribuição dos redutores financeiros, denominada cota, deverá ser registrada conta- bilmente como receita de transferência da União, pois esse valor também foi considerado despesa de transferência na União, conforme exemplo hipotético abaixo: Distribuição de Arrecadação Federal: FPM – Município Y Data Parcela Valor Distribuído 10.01.2005 Parcela de IPI 6.000,00 C Parcela de IR 130.000,00 C Redutor LC 91/97 30.000,00 C TOTAL: 166.000,00 C Contabilização no Município Y: Natureza da informação: patrimonial D 1.1.1.1.1.xx.xx Caixas e Equivalentes de Caixa e Moeda Nacional (F) R$ 166.000,00 C 4.5.2.x.x.xx.xx Transferências Intergovernamentais R$ 166.000,00 Natureza da informação: orçamentária D 6.2.1.1.x.xx.xx Receita a Realizar R$ 166.000,00 C 6.2.1.2.x.xx.xx Receita Realizada R$ 166.000,00 Natureza da informação: controle D 7.2.1.1.x.xx.xx Controle da Disponibilidade de Recursos R$ 166.000,00 C 8.2.1.1.1.xx.xx Disponibilidade por Destinação de Recursos R$ 166.000,00 Observação: Caso o município possua conta de nível hierárquico inferior, poderá registrar em separado a parcela do acrésci- mo do FPM – Lei Complementar nº 91/1997, desdobrando a conta em transferência do FPM e Cota Lei nº 91/1997. Para os municípios que efetuaram registro contábil, de acordo com Portaria STN nº 327, de 27 de agosto de 2001, o passivo ou ativo registrado deverá ser baixado em contrapartida com a variação aumentativa ou diminutiva respectivamente. Sendo o valor relevante, justificar mudança de procedimento em nota explicativa. Transferências De Recursos Intergovernamentais Conceito Variações Patrimoniais 32 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR As Transferências Intergovernamentais compreendem a entrega de recursos, correntes ou de capital, de um ente (chamado “transferidor”) a outro (chamado “beneficiário”, ou “recebedor”). Podem ser voluntárias, nesse caso destinadas à cooperação, auxílio ou assistência, ou decorrentes de determinação constitucional ou legal. Ainda sobre o conceito de transferência intergovernamental, é importante destacar que, como seu próprio nome indica, essas transferências ocorrem entre esferas distintas de governo, não guardando relação, portanto, com as operações intraorçamentárias ocorridas no âmbito do orçamento de cada ente. Registros Das Transferências Intergovernamentais As transferências intergovernamentais constitucionais ou legais podem ser contabilizadas pelo ente transferi- dor como uma despesa ou como dedução de receita, dependendo da forma como foi elaborado o orçamento do ente. No entanto, em se tratando de transferências voluntárias, a contabilização deve ser como despesa, visto que não há uma determinação legal para a transferência, sendo necessário haver, de acordo com o disposto no art. 25 da LRF, existência de dotação específica que permita a transferência. Para contabilização no ente recebedor, faz-se necessário distinguir os dois tipos de transferências: Transferências Constitucionais E Legais Enquadram-se nessas transferências aquelas que são arrecadadas por um ente, mas devem ser transferidas a outros entes por disposição constitucional ou legal. Exemplos de transferências constitucionais: Fundo de Participação dos Municípios (FPM), Fundo de Partici- pação dos Estados (FPE), Fundo de Compensação dos Estados Exportadores (FPEX) e outros. Exemplos de transferências legais: Transferências da Lei Complementar nº 87/96 (Lei Kandir), Transferências do FNDE como: Apoio à Alimentação Escolar para Educação Básica, Apoio ao Transporte Escolarpara Educação Básica, Programa Brasil Alfabetizado, Programa Dinheiro Direto na Escola. O ente recebedor deve reconhecer um direito a receber (ativo) no momento da arrecadação pelo ente transfe- ridor em contrapartida de variação patrimonial aumentativa, não impactando o superávit financeiro. No momento do ingresso efetivo do recurso, o ente recebedor deverá efetuar a baixa do direito a receber (ati- vo) em contrapartida do ingresso no banco, afetando neste momento o superávit financeiro. Simultaneamente, deve-se registrar a receita orçamentária realizada em contrapartida da receita a realizar nas contas de controle da execução do orçamento. Esse procedimento evita a formação de um superávit financeiro superior ao lastro financeiro existente no ente recebedor. Transferências Voluntárias Conforme o art. 25 da Lei Complementar nº 101/2000, entende-se por transferência voluntária a entrega de recursos correntes ou de capital a outro ente da Federação, a título de cooperação, auxílio ou assistência financeira, que não decorra de determinação constitucional, legal ou os destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS). Em termos orçamentários, a transferência voluntária da União para os demais entes deve estar prevista no orçamento do ente recebedor (convenente), conforme o disposto no art. 35 da Lei nº 10.180/2001, que dispõe: Art. 35. Os órgãos e as entidades da Administração direta e indireta da União, ao celebrarem compromissos em que haja a previsão de transferências de recursos financeiros, de seus orçamentos, para Estados, Distrito Federal e Municípios, estabelecerão nos instrumentos pactuais a obrigação dos entes recebedores de fazerem incluir tais recursos nos seus respectivos orçamentos. Variações Patrimoniais 33 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR No entanto, para o reconhecimento contábil, o ente recebedor deve registrar a receita orçamentária apenas no momento da efetiva transferência financeira, pois, sendo uma transferência voluntária, não há garantias reais da transferência. Por esse mesmo motivo, a regra para transferências voluntárias é o beneficiário não registrar o ativo relativo a essa transferência. Apenas nos casos em que houver cláusula contratual garantindo a transferência de recursos após o cumpri- mento de determinadas etapas do contrato, o ente beneficiário, no momento em que já tiver direito à parcela dos recursos e enquanto não ocorrer o efetivo recebimento a que tem direito, deverá registrar um direito a receber no ativo. Nesse caso não há impacto no superávit financeiro, pois ainda está pendente o registro da receita orçamen- tária para que esse recurso possa ser utilizado, conforme definições constantes no art. 105 da Lei nº 4.320/1964: Art. 105. [...] §1º O Ativo Financeiro compreenderá os créditos e valores realizáveis independentemente de autorização orçamen- tária e os valores numerários. §2º O Ativo Permanente compreenderá os bens, créditos e valores, cuja mobilização ou alienação dependa de autorização legislativa. Transferências A Consórcios Públicos A Lei nº 11.107/2005, dispõe sobre normas gerais relativas à contratação de consórcios públicos para a reali- zação de objetivos de interesse comum e estabelece que a execução das receitas e despesas do consórcio público deverá obedecer às normas de direito financeiro aplicáveis às entidades públicas. Ou seja, os registros na execução da receita e da despesa do consórcio serão efetuados de acordo com a classificação constante da Portaria Intermi- nisterial STN/SOF n° 163/2001, e das demais normas aplicadas aos entes da Federação. Desse modo, o consórcio deverá elaborar seu orçamento próprio. Ademais, a classificação da receita e da despesa pública do consórcio de- verá manter correspondência com as dos entes consorciados. No consórcio público, deverão ser classificados como receita orçamentária de transferência correspondente ao ente transferidor, nas seguintes naturezas: • 1721.37.00 – Transferências Correntes a Consórcios Públicos, no caso de transferência da União; • 1722.37.00 – Transferências Correntes a Consórcios Públicos, no caso de transferência dos Estados; • 1723.37.00 – Transferências Correntes a Consórcios Públicos, no caso de transferência dos Municípios. • 2421.37.00 – Transferências de Capital a Consórcios Públicos, no caso de transferência da União; • 2422.37.00 – Transferências de Capital a Consórcios Públicos, no caso de transferência dos Estados; • 2423.37.00 – Transferências de Capital a Consórcios Públicos, no caso de transferência dos Municípios. A classificação dos recursos transferidos aos consórcios públicos como despesa pelo ente transferidor e receita pelo consórcio público justifica-se pelo fato de que, assim, possibilita-se o aperfeiçoamento do processo de conso- lidação dos balanços e demais demonstrações contábeis, com vistas a excluir as operações entre os consorciados e o consórcio público da entidade contábil considerada. Essa foi a recomendação do Tribunal de Contas da União apresentada no Anexo a Ata n° 22 da Sessão Extraordinária do Plenário, de 12 de junho de 2003, válida contabil- mente para todos os entes da Federação. Remuneração De Depósitos Bancários No cálculo dos percentuais de aplicação de determinados recursos vinculados, a legislação dispõe que sejam levados em consideração os rendimentos dos seus depósitos bancários. Para tal, é Variações Patrimoniais 34 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR necessário que os registros con- tábeis permitam identificar a vinculação de cada depósito. Essa identificação poderá ser efetuada de duas formas: a. Por meio do mecanismo da destinação, controlando as disponibilidades financeiras por fonte de recursos; ou b. Por meio do desdobramento da natureza de receita 1325.00.00 – Remuneração de Depósitos Bancários. Se o ente utiliza o mecanismo da destinação de recursos, também conhecido como fonte de recursos, a infor- mação da destinação associada à natureza de receita 1325.00.00 – Remuneração de Depósitos Bancários - possibi- lita a identificação da remuneração dos diversos recursos vinculados, separados nas respectivas destinações. Para esses entes, não é necessário desdobrar a natureza da receita 1325.00.00 para se obter a informação da remunera- ção dos recursos vinculados, uma vez que a conta de receita realizada estaria detalhada por vinculação. Se o ente não utiliza o mecanismo da destinação de recursos, faz-se necessário desdobrar a natureza de receita 1325.00.00 – Remuneração de Depósitos Bancários. Salienta-se que se a legislação obriga a vinculação da remuneração dos depósitos bancários a determinada fi- nalidade, a contabilidade deve evidenciar as diferentes vinculações dessas remunerações. A forma de se evidenciar é de escolha do ente público. Receita Orçamentária Por Baixa De Dívida Ativa Inscrita O recebimento de dívida ativa corresponde a uma receita, pela ótica orçamentária, com simultânea baixa con- tábil do crédito registrado anteriormente no ativo, sob a ótica patrimonial. As formas de recebimento da dívida ativa são definidas em lei, destacando-se o recebimento em espécie e o recebimento na forma de bens, tanto pela adjudicação quanto pela dação em pagamento, sendo que o recebimen- to na forma de bens também poderá corresponder a uma receita orçamentária no momento do recebimento do bem, efetuando-se o registro da execução orçamentária da despesa com a sua aquisição, mesmo que não tenha havido fluxo financeiro. Esse procedimento permite a observância da legislação quanto à destinação dos recursos recebidos de dívida ativa. Observe-se que, mesmo que não se efetue a execução orçamentária da receita e da des- pesa decorrente desse procedimento, a administração deve propiciar os meios para que a destinação dos recursos recebidos em dívida ativa, mesmo que na forma de bens, seja garantida. Atenção: O registro das receitasorçamentárias oriundas do recebimento da dívida ativa deve ser discriminado em con- tas contábeis de acordo com a natureza do crédito original. Também devem ser classificados em classificações específicas os recebimentos referentes a multas, juros e outros encargos. Lançamentos: Seguem os registros contábeis da baixa por recebimento do principal no órgão competente para inscrição: Natureza da informação: patrimonial D 1.1.1.1.1.xx.xx Caixa e Equivalentes de Caixa em Moeda Nacional (F) C 1.2.1.1.x.xx.xx Créditos a Longo Prazo (P) Natureza da informação: orçamentária D 6.2.1.1.x.xx.xx Receita a Realizar C 6.2.1.2.x.xx.xx Receita Realizada Natureza da informação: controle D 7.2.1.1.x.xx.xx Controle da Disponibilidade de Recursos C 8.2.1.1.1.xx.xx Disponibilidade por Destinação de Recursos (DDR) Despesa Orçamentária Variações Patrimoniais 35 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Conceito O orçamento é o instrumento de planejamento de qualquer entidade, pública ou privada, e representa o fluxo de ingressos e aplicação de recursos em determinado período. Para o setor público, é de vital importância, pois é a lei orçamentária que fixa a despesa pública autorizada para um exercício financeiro. A despesa pública é o conjunto de dispêndios realizados pelos entes públicos para o funcionamento e manutenção dos serviços públicos prestados à sociedade. Os dispêndios, assim como os ingressos, são tipificados em orçamentários e extraorçamentários. Segundo o art. 35 da Lei nº 4.320/1964: Pertencem ao exercício financeiro: I - as receitas nêle arrecadadas; II - as despesas nêle legalmente empenhadas. Dessa forma, despesa orçamentária é toda transação que depende de autorização legislativa, na forma de con- signação de dotação orçamentária, para ser efetivada. Dispêndio extraorçamentário é aquele que não consta na lei orçamentária anual, compreendendo determina- das saídas de numerários decorrentes de depósitos, pagamentos de restos a pagar, resgate de operações de crédito por antecipação de receita e recursos transitórios. Para fins contábeis, a despesa orçamentária pode ser classificada quanto ao impacto na situação líquida patri- monial em: a. Despesa Orçamentária Efetiva - aquela que, no momento de sua realização, reduz a situação líquida pa- trimonial da entidade. Constitui fato contábil modificativo diminutivo. b. Despesa Orçamentária Não Efetiva – aquela que, no momento da sua realização, não reduz a situação líquida patrimonial da entidade e constitui fato contábil permutativo. Em geral, a despesa orçamentária efetiva é despesa corrente. Entretanto, pode haver despesa corrente não efetiva como, por exemplo, a despesa com a aquisição de materiais para estoque e a despesa com adiantamentos, que representam fatos permutativos. A despesa não efetiva normalmente se enquadra como despesa de capital. Entretanto, há despesa de capital que é efetiva como, por exemplo, as transferências de capital, que causam variação patrimonial diminutiva e, por isso, classificam-se como despesa efetiva. Classificações Da Despesa Orçamentária Classificação Institucional A classificação institucional reflete a estrutura de alocação dos créditos orçamentários e está estruturada em dois níveis hierárquicos: órgão orçamentário e unidade orçamentária. Constitui unidade orçamentária o agrupamento de serviços subordinados ao mesmo órgão ou repartição a que serão consignadas dotações pró- prias (art. 14 da Lei nº 4.320/1964). Os órgãos orçamentários, por sua vez, correspondem a agrupamentos de unidades orçamentárias. As dotações são consignadas às unidades orçamentárias, responsáveis pela realização das ações. No caso do Governo Federal, o código da classificação institucional compõe-se de cinco dígitos, sendo os dois primeiros reservados à identificação do órgão e os demais à unidade orçamentária. Não há ato que a estabeleça, sendo definida no contexto da elaboração da lei orçamentária anual ou da abertura de crédito especial. xx xxx Órgão Orçamentário Unidade Orçamentária Exemplos de Órgão Orçamentário e Unidade Orçamentária do Governo Federal: Variações Patrimoniais 36 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Órgão Unidade Orçamentária 26000 Ministério da Educação 26242 26277 26277 Universidade Federal de Pernambuco Fundação Universidade Federal de Ouro Preto Escola Agrotécnica Federal de Manaus 30000 Ministério da Justiça 30107 30109 30911 Departamento de Polícia Rodoviária Federal Defensoria Pública da União Fundo Nacional de Segurança Pública 39000 Ministério dos Transportes 39250 39252 Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes – DNIT Cabe ressaltar que uma unidade orçamentária não corresponde necessariamente a uma estrutura administra- tiva, como ocorre, por exemplo, com alguns fundos especiais e com as unidades orçamentárias “Transferências a Estados, Distrito Federal e Municípios”, “Encargos Financeiros da União”, “Operações Oficiais de Crédito”, “Refi- nanciamento da Dívida Pública Mobiliária Federal” e “Reserva de Contingência”. Classificação Funcional A classificação funcional segrega as dotações orçamentárias em funções e subfunções, buscando responder basicamente à indagação “em que” área de ação governamental a despesa será realizada. A atual classificação funcional foi instituída pela Portaria nº 42/1999, do então Ministério do Orçamento e Gestão, e é composta de um rol de funções e subfunções prefixadas, que servem como agregador dos gastos pú- blicos por área de ação governamental nas três esferas de Governo. Trata- se de classificação de aplicação comum e obrigatória, no âmbito da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, o que permite a consolidação nacional dos gastos do setor público. A classificação funcional é representada por cinco dígitos. Os dois primeiros referem-se à função, enquanto que os três últimos dígitos representam a subfunção, que podem ser traduzidos como agregadores das diversas áreas de atuação do setor público, nas esferas legislativa, executiva e judiciária. xx xxx Função Subfunção Função A função é representada pelos dois primeiros dígitos da classificação funcional e pode ser traduzida como o maior nível de agregação das diversas áreas de atuação do setor público. A função quase sempre se relaciona com a missão institucional do órgão, por exemplo, cultura, educação, saúde, defesa, que, na União, de modo geral, guarda relação com os respectivos Ministérios. A função “Encargos Especiais” engloba as despesas orçamentárias em relação às quais não se pode associar um bem ou serviço a ser gerado no processo produtivo corrente, tais como: dívidas, ressarcimentos, indenizações e outras afins, representando, portanto, uma agregação neutra. Nesse caso, na União, as ações estarão associadas aos programas do tipo “Operações Especiais” que constarão apenas do orçamento, não integrando o PPA. A dotação global denominada “Reserva de Contingência”, permitida para a União no art. 91 do Decreto- Lei nº 200, de 25 de fevereiro de 1967, ou em atos das demais esferas de Governo, a ser utilizada como fonte de recursos para abertura de créditos adicionais e para o atendimento ao disposto no art. 5º, inciso III, da Lei Complementar nº 101, de 2000, sob coordenação do órgão responsável pela sua destinação, será identificada nos orçamentos de todas as esferas de Governo pelo código “99.999.9999.xxxx.xxxx”, no que se refere às classificações por função e subfunção e estrutura Variações Patrimoniais 37 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR programática, onde o “x” representa a codificação da ação e o respectivo detalhamento. Subfunção A subfunção, indicada pelos três últimos dígitos da classificação funcional, representa um nível de agregaçãoanalise do Patrimonio das entidades publicas em geral, as quais são subordinados pelo Direito Público Interno. Desta forma, a Contabilidade Pública, também denominada de Contabilidade Governamental, por conseguinte, não deve ser confundida com a denominada Contabilidade Social, pois a mesma e direcionada a área de Economia, e por ele é são analisados as referidas contas nacionais, e um exemplo desta contabilidade se enquadra o Podruto Interno Bruto – PIB, cuja tecnica é desenvolvida pela Organizações das Nações Unidas – ONU, a qual emprega o metodo das partidas dobradas. A Contabilidade Pública no Brasil, é derivada diretamente da legislação pertinente, onde o seu principal dispositivo se encontra na respectiva Lei 4.320/64, muito embora na sua maior parte ela traga regulamentação especifica ao processo orçamentária e financeira, e não patrimonial ou contábil própriamente referida (MEIRELLES, 1998) Da mesma forma, pode-se considerar que a Contabilidade Pública está diretamente relacionado com a gestão de recursos públicos. Esta área especifica, obteve uma maior visibilidade com a edição da Lei de Responsabilidade Fiscal. Segundo Machado Jr. & Reis (2001), contabilidade pública brasileira é composto dos seguintes elementos previstos na Lei 4.320/64: Sistema orçamentário Sistema financeiro Sistema de compensação Sistema Patrimonial Segundo o artigo 105 da Lei 4.320/64, o Balanço Patrimonial demonstrará, conforme citado in verbis: Art. 105 - O Balanço Patrimonial demonstrará: I - o Ativo Financeiro; II - o Ativo Permanente; III - o Passivo Financeiro; IV - o Passivo Permanente; V - o Saldo Patrimonial; VI - as Contas de Compensação. § 1º - O Ativo Financeiro compreenderá os créditos e valores realizáveis independentemente de autorização orçamentária e os valores numerários. § 2º - O Ativo Permanente compreenderá os bens, créditos e valores, cuja mobilização ou alienação dependa de autorização legislativa. § 3º - O Passivo Financeiro compreenderá as dívidas fundadas e outras, cujo pagamento independa de autorização orçamentária. CONTABILIDADE PÚBLICA 4 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR § 4º - O Passivo Permanente compreenderá as dívidas fundadas e outras que dependam de autorização legislativa para amortização ou resgate. § 5º - Nas contas de compensação serão registrados os bens, valores, obrigações, e situações não compreendidas nos parágrafos anteriores e que, imediata ou indiretamente, possam vir a afetar o patrimônio. Partindo-se deste principio, observa-se que o sistema patrimonial resulta no Balanço PatrimonialPúblico, bem como as contasde compensação que lhe forem especificas, observa-se que não há a inclusão da Demonstração das Variações Patrimoniais, conforme prevista no artigo 104, inciso XV. Por conseguinte, observa-se que essa respectiva demosntração reúne inúmeras formas de apresentação de resultados, tais como: análoga ao Balanço de Resultado Econômico do Código Civil, e não se compõe somente pelas conta patrimonial prevista no artigo 100 da respectiva lei Observa-se portanto que pela simples demonstração se estabelece a demonstração do superávit ou déficit econômico do respectivo exercíciofiscal, em determinado órgão ou governo, em atendimento ao proposto pelo artigo 85 a qual faz referencia aos "resultados econômicos", o que faz concluir que há um Sistema Econômico na Contabilidade Pública Brasileira. Objetivos Gerais Analisar as principais caracteristicas da Contabilidade Pública ou Governamental, bem como se relaciona com a Lei de Responsabilidade Fiscal. Especifico Analisar de forma sucinta a evolução da contabilidade pública no Brasil desde a sua origem até a promulgação da Lei de Responsabilidade Fiscal; Efetivar uma analise comparativa das principais normas de gestão financeira da administração pública brasileira, correlacionando com a Constituição Federal, a Lei nº 4.320/64 e a Lei Complementar nº 101/00; Avaliar o processo de implantação da contabilidade Pública nos diverso Governo Estaduais Brasileiro, em relação às exigências da referida lei. Justificativa A justificação deste trabalho tem como objetivo principal a abordagem sistêmica do conceito de contabilidade governamental, bem como a sua adequação a Lei de Responsabilidade Fiscal, sendo de interesse de toda a sociedade brasileira, bem como a sua responsabilidade das finanças da respectiva gestão pública. A importância desta pesquisa decorre do fato de não haver muitos trabalhos em relação ao tema em questão, em função da recente promulgação da LRF, e do fato da mesma ainda não estar totalmente interpretadas e implementadas nos respectivos órgãos públicos, sejam eles municipais, estaduais ou federais, com a devida adequação dos planos de contas das entidades públicos e da mesma forma se adaptar de forma a vir suprir os funcionários políticos com as devidas informações para a tomada de decisão das mais adequadas, além de fornecer aos órgãos de fiscalização os instrumentos mais competentes para a execução de suas atribuições. Para o real cumprimento da LRF, o mesmo fundamentam-se no equilíbrio financeiro da gestão por intermédio de limitações e proibições, ao administrador é imprescindível um correto e ágil de um sistema contábil, com a finalidade de proporcionar uma visão cristalino à gestão do respectivo servidor público, com informações constantes, em função de que os relatórios exigidos pela respectiva LRF, devem ser de freqüência mensal, bimestral, quadrimestral, semestral e anual, com prazos pré-estabelecidos para a divulgação, efetivados por audiência pública, por intermédio da imprensa oficial, jornal de grande circulação nacional e por mídia eletrônica. CONTABILIDADE PÚBLICA 5 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Estes relatórios têm como sustentação a execução orçamentária, como por exemplo, a RCL, os gastos totais com pessoal e com encargos sociais, a amortização da dívida e o próprio endividamento do município, estado. A contabilidade governamental é governada pela Lei nº 4.320 (BRASIL, 1964), e se refere fundamentalmente a administração de natureza técnico-operacional, como a elaboração do orçamento e sua execução, as metodologias de contabilização dos eventos e o desenvolvimento dos relatórios e demonstrativos da prestação de contas anual. Em relação a estes dois últimos itens, o desenvolvimento de pesquisas minuciosas tem a função de promover sua adequação às novas realidades administrativas derivada pela LRF. Portanto, a proposta inicial deste trabalho tem como finalidade analise e conceituação da contabilidade pública, bem como analisar a sua respectiva implantação nas respectivas entidades publicas, em função da LRF, bem como analisar as suas limitações para o completo atendimento às reivindicações deste diploma legal e as providências que foram e/ou estão sendo implementadas no cenário orçamentário-contábil estadual, principalmente no tocante à execução orçamentária, que constitui o alicerce essencial da retroalimentação de dados para os registros contábeis e a elaboração dos relatórios periódicos e demais instrumentos de prestação de contas e de aferição da gestão fiscal. Portanto, pelo exposto a justificativa para a elaboração deste trabalho se faz presente. Metodologia Segundo Santos (1999), três são os critérios que podem ser empregados para identificar a natureza metodológica dos trabalhos de pesquisa. As pesquisas podem ser caracterizadas segundo objetivos, segundo procedimentos de coleta e segundo as fontes utilizadas na coleta de dados. Roesch (1996) descreve que ao praticar, adaptar e desenvolver os conteúdos estudados para elaboração de um trabalho científico é possível traçar um paralelo entre a teoria e a realidade, utilizando-se de uma metodologia científica. Pode-se utilizar mais de um método de análise, portanto, é possível realizarimediatamente inferior à função e deve evidenciar cada área da atuação governamental, por intermédio da agre- gação de determinado subconjunto de despesas e identificação da natureza básica das ações que se aglutinam em torno das funções. As subfunções podem ser combinadas com funções diferentes daquelas às quais estão relacionadas na Portaria MOG nº 42/1999. Deve-se adotar como função aquela que é típica ou principal do órgão. Assim, a programação de um órgão, via de regra, é classificada em uma única função, ao passo que a subfunção é escolhida de acordo com a especificidade de cada ação governamental. A exceção à combinação encontra-se na função 28 – Encargos Especiais e suas subfunções típicas que só podem ser utilizadas conjugadas. Exemplo: Função Subfunção 12 Educação 365 Educação Infantil Classificação Por Estrutura Programática Toda ação do Governo está estruturada em programas orientados para a realização dos objetivos estratégicos definidos no Plano Plurianual (PPA) para o período de quatro anos. Conforme estabelecido no art. 3º da Portaria MOG nº 42/1999, a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios estabelecerão, em atos próprios, suas estruturas de programas, códigos e identificação, respeitados os conceitos e determinações nela contidos. Ou seja, todos os entes devem ter seus trabalhos organizados por programas e ações, mas cada um estabelecerá seus pró- prios programas e ações de acordo com a referida Portaria. Programa Programa é o instrumento de organização da atuação governamental que articula um conjunto de ações que concorrem para a concretização de um objetivo comum preestabelecido, visando à solução de um problema ou ao atendimento de determinada necessidade ou demanda da sociedade. O orçamento Federal está organizado em programas, a partir dos quais são relacionadas às ações sob a forma de atividades, projetos ou operações especiais, especificando os respectivos valores e metas e as unidades orçamen- tárias responsáveis pela realização da ação. A cada projeto ou atividade só poderá estar associado um produto, que, quantificado por sua unidade de medida, dará origem à meta. As informações mais detalhadas sobre os programas da União constam no Plano Plurianual e podem ser visualizados no sítio www.planejamento.gov.br. Ação As ações são operações das quais resultam produtos (bens ou serviços), que contribuem para atender ao ob- jetivo de um programa. Incluem-se também no conceito de ação as transferências obrigatórias ou voluntárias a outros entes da Federação e a pessoas físicas e jurídicas, na forma de subsídios, subvenções, auxílios, contribuições e financiamentos, dentre outros. As ações, conforme suas características podem ser classificadas como atividades, projetos ou operações especiais. a. Atividade É um instrumento de programação utilizado para alcançar o objetivo de um programa, envolvendo um con- junto de operações que se realizam de modo contínuo e permanente, das quais resulta um produto ou serviço necessário à manutenção da ação de Governo. Exemplo: “Fiscalização e Variações Patrimoniais 38 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Monitoramento das Operadoras de Planos e Seguros Privados de Assistência à Saúde”. b. Projeto É um instrumento de programação utilizado para alcançar o objetivo de um programa, envolvendo um con- junto de operações, limitadas no tempo, das quais resulta um produto que concorre para a expansão ou o aperfei- çoamento da ação de Governo. Exemplo: “Implantação da rede nacional de bancos de leite humano”. c. Operação Especial Despesas que não contribuem para a manutenção, expansão ou aperfeiçoamento das ações de governo, das quais não resulta um produto, e não gera contraprestação direta sob a forma de bens ou serviços. Subtítulo / Localizador De Gasto A Portaria MOG nº 42/1999 não estabelece critérios para a indicação da localização física das ações, todavia, considerando a dimensão do orçamento da União, a Lei de Diretrizes Orçamentárias tem determinado a identifi- cação da localização do gasto, o que se faz por intermédio do Subtítulo. O subtítulo permite maior controle governamental e social sobre a implantação das políticas públicas adota- das, além de evidenciar a focalização, os custos e os impactos da ação governamental. No caso da União, as atividades, projetos e operações especiais são detalhadas em subtítulos, utilizados espe- cialmente para especificar a localização física da ação, não podendo haver, por conseguinte, alteração da finalidade da ação, do produto e das metas estabelecidas. Vale ressaltar que o critério para priorização da localização física da ação em território é o da localização dos beneficiados pela ação. A localização do gasto poderá ser de abrangência nacional, no exterior, por Região (NO, NE, CO, SD, SL), por estado ou município ou, excepcionalmente, por um critério específico, quando necessário. A LDO da União veda que na especificação do subtítulo haja referência a mais de uma localidade, área geográfica ou beneficiário, se determinados. Na União, o subtítulo representa o menor nível de categoria de programação e será detalhado por esfera orça- mentária (fiscal, seguridade e investimento), grupo de natureza de despesa, modalidade de aplicação, identificador de resultado primário, identificador de uso e fonte de recursos, sendo o produto e a unidade de medida os mesmos da ação orçamentária. Componentes Da Programação Física Meta física é a quantidade de produto a ser ofertado por ação, de forma regionalizada, se for o caso, num determinado período e instituída para cada ano. As metas físicas são indicadas em nível de subtítulo e agregadas segundo os respectivos projetos, atividades ou operações especiais. Ressalte-se que a territorialização das metas físicas é expressa nos localizadores de gasto previamente de- finidos para a ação. Exemplo: No caso da vacinação de crianças, a meta será regionalizada pela quantidade de crianças a serem vacinadas ou de vacinas empregadas em cada estado (localizadores de gasto), ainda que a cam- panha seja de âmbito nacional e a despesa paga de forma centralizada. Isso também ocorre com a distribuição de livros didáticos. _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ PLANOS DE CONTAS 1 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Plano de Contas O SIAFI promove, de forma automática, os lançamentos contábeis correspondentes aos registros dos atos e fatos praticados pelos gestores públicos quando do exercício de suas atividades. Assim, foi possível utilizar a contabilidade como fonte de informações confiáveis e instantâneas, pois os registros são lançados no mesmo momento em que os fatos ocorrem e não é necessária a existência de um contador em cada Unidade Gestora para efetuar a classificação contábil de cada ato ou fato realizado. A execução contábil relativa aos atos e fatos de gestão financeira, orçamentária e patrimonial da União obedece ao Plano de Contas elaborado e mantido de acordo com os padrões estabelecidos, tendo como partes integrantes a relação das contas agrupadas segundo suas funções, a tabela de eventos (conjunto de todos os eventos existentes) e a indicação do mecanismo de débito e crédito de cada conta. Trata-se, portanto, de um conjunto das contas utilizáveis em toda a Administração Pública federal, organizadas e codificadas com o propósitode sistematizar e uniformizar o registro contábil dos atos e fatos de gestão, e permitir a qualquer momento, com precisão e clareza, a obtenção dos dados relativos ao patrimônio da União. A estrutura básica do Plano de Contas da União em nível de classe/grupo consiste na seguinte disposição: Como são numerosas as contas do Plano de Contas e muitos gestores públicos não têm conhecimentos aprofundados sobre contabilidade pública, foi essencial que se criasse um outro mecanismo dentro do SIAFI que pudesse facilitar o trabalho de registro dos atos e fatos de gestão. Assim surgiu o EVENTO, que é um código associado a cada tipo de ato ou fato que deva ser registrado contabilmente pelo sistema e ao qual se associa, por sua vez, um roteiro contábil, ou seja, uma lista das contas de débito e crédito que devam ser afetadas, de forma a que todos os operadores do SIAFI possam efetuar lançamentos contábeis, mesmo que absolutamente nada saibam sobre contabilidade. Plano De Contas É chamado Plano de Contas o conjunto de contas criado pelo contador, para atender às necessidades de registro dos fatos administrativos, de forma a possibilitar a construção dos principais relatórios contábeis e atender a todos os usuários da informação contábil. Esse conjunto de Contas é chamado de Plano de Contas, porque, na realidade, ele é criado antecipadamente ao uso de tais contas. Por isso, o contador tem de planejar a estruturação do Plano PLANOS DE CONTAS 2 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR de Contas, de maneira que a sua principal ferramenta seja criada para lhe possibilitar o melhor dos resultados no trato com as informações contábeis. Nenhuma entidade, pública e privada, poderá gabar-se de possuir um bom serviço de contabilidade se não dispuser de um plano de contas próprio. É a peça de maior importância dentro da organização contábil. Sem ele não se pode nem mesmo dar início aos registros contábeis. Técnica tradicional da contabilidade de ordenação das contas, de forma lógica e estruturada, para melhor compreensão do conjunto patrimonial sistematização do trabalho contábil. O principal objetivo das contas é possibilitar o registro dos lançamentos contábeis de forma a criar condições ótimas de classificação e acumulação dos dados. Condições a serem observadas para elaboração do plano de contas. Alinhamos a seguir as principais observações a serem seguidas na estruturação do plano de contas para um sistema contábil gerencial: 1. deve atender primeiramente às necessidades específicas de cada empresa e suas segmentações de responsabilidade e às necessidades de informação de todos os usuários das informações contábeis; 2. o ponto de partida das necessidades informacionais são as informações contábeis requeridas pelo dirigente máximo da empresa, sendo o papel do contadora apenas de monitoramento e aconselhamento; 3. partindo das informações do(s) dirigente(s) máximo(s), e seguindo em ordem hierárquica, atender aos demais usuários da informação contábil por toda empresa; 4. a classificação deve partir do geral para o particular; 5. a classificação deve partir do detalhamento adequado ao Balanço Patrimonial, Demonstração de Resultados e Fluxo de Caixa, que são os modelos decisoriais mais importantes de caráter global da empresa; 6. as contas devem ser codificadas dentro do possível, ou conterem elementos claros para rápida identificação e assimilação do que representam; 7. os agrupamentos devem ser feitos pensando nos relatórios ou telas que deles se organizarão; 8. os títulos das contas devem refletir imediatamente os elementos patrimoniais que representam - devem ser claros e sucintos; 9. deve ter flexibilidade ( margem para ampliação ) e operacionalidade. Fundamentos Da Estruturação Do Plano De Contas: Dentro das condições básicas de integração e navegabilidade de dados, são esses os fundamentos para estruturação dos planos de contas. 1. a estruturação do plano de contas deve propiciar a apresentação da informação do modo automático para os relatórios futuros, para evitar o retrabalho e redundância de dados; 2. deve propiciar a informação no grau de detalhamento necessário, evitando-se informações relevantes de modo aglutinado, que não permita compreensão e decisão; 3. deve ser estruturada para manter o interrelacionamento completo entre as contas afins do Balanço Patrimonial e da Demonstração de Resultados; 4. para tanto, devem ser criados tantas contas adicionais quantas forem necessárias para atender aos três fundamentos anteriores. Cada entidade tem um plano de contas que lhe foi projetado sob medida, isto é, em perfeita harmonia PLANOS DE CONTAS 3 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR com a sua espécie de atividade, grandeza patrimonial, constituição jurídicas e disposições legais às quais se subordina. Isto significa que não haverá dois planos de contas exatamente iguais. Há, isto sim, uma certa tendência de padronização estrutural dos planos de contas dentro de grupos de empresas filiadas à mesma atividade - isto é, os planos de contas das entidades bancárias, por exemplo, têm semelhança estrutural, muito embora, ao serem comparados, os planos de contas de todas essa entidades, verifica-se que são diferentes entre si em muitos aspectos particulares. Cada plano, analisado isoladamente, leva a marca da direção da empresa a que pertence; ele está identificado particularmente pelos problemas especiais da empresa e pela filosofia do trabalho por ela adotada. Assim acontece nos grupos industriais, comerciais, agropastoris, de transportes, comunicações, entidades de finalidades não lucrativas, entidades governamentais, etc. Os planos de contas de empresas industriais, por exemplo, têm uma semelhança estrutural genérica que caracteriza a atividade fabril; há também uma semelhança estrutural específica que caracteriza , dentro do setor industrial, a espécie de indústria; assim os planos de contas das fábricas de tecidos têm entre si uma semelhança estrutural específica diferente da semelhança de estrutura dos planos de contas das indústrias automobilísticas, e assim por diante. A lei, quase sempre interfere na elaboração dos planos de contas de certas entidades que desenvolvem atividades sob controle estatal, sendo essas organizações obrigadas a adotar planos de contas de estrutura geral padronizada. A padronização legal, às vezes, se resume na forma de registrar certas operações, outras vezes na forma de apresentar os relatórios, ou no uso compulsório de certas intitulações de contas, É o que acontece, por exemplo, com a planificação de contas dos estabelecimentos bancários que, além de seguirem as normas usuais de sua atividade, estão sujeitos à legislação das sociedades anônimas e às instruções baixadas pelo Banco Central do Brasil. Igualmente, as companhias de seguros obedecem, na elaboração de seus planos de contas; à legislação específica que controla a atividade securitária no país; o mesmo acontece com as cooperativas, com as empresas de transportes, companhias de comunicações, empresas agropastoris, etc. E, como não poderia deixar de acontecer, a administração pública deve organizar suas contas de conformidade com o padrão legal estabelecido pela Lei Federal n.º 4320, de 17 de março de 1964. Essa lei padroniza a estrutura dos balanços patrimoniais, financeiro e orçamentário, indicando até as denominações dos grupos de contas e de muitas contas de primeiro, segundo e terceiro graus. Assim, tanto o Governo Federal como os Governos Estaduais, Municipais e correspondentes autarquias são obrigados a estruturar suas contas em rigorosa consonância com a legislação financeira nacional. É certo que os planos de contas entre si, em razão da grandeza orçamentária, dos problemas específicos de cada região e de cada local do País. Entretanto, todos eles, sem exceção, em sua estrutura fundamental, obedecem aospadrões legais instituídos pelos pelos Anexos n.º 12, 13, 14 e 15 da Lei Federal n.º 4.320/64. Anexos Classificação Das Contas As contas têm a função de ordenar o patrimônio e evidenciar os fatos que alteram sua estrutura, elas são o principal instrumento da técnica contábil. São elas: Patrimoniais - representam bens, direitos e obrigações e o patrimônio líquido.De Resultado - representam as despesa, as receitas, os ganhos e as perdas, ou seja, as operações que provocam alterações no Patrimônio Líquido. Contas Ativo Passivo Patrimoniais Bens e Direitos Obrigações e Patrimônio Líquido De Resultado Perdas e Despesas Receitas e Ganhos Toda empresa obrigada a manter uma estruturação contábil deve efetuar um estudo preliminar sobre quais contas utilizará para registros de suas operações. O resultado deste é uma relação de contas elaborada pelo contabilista que servirá como guia nas tarefas contábeis. Esta relação é conhecida PLANOS DE CONTAS 4 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR como Plano de Contas.O Plano de Contas é estruturado de forma ordenada e leva em consideração algumas características funcionais, tais como: Tamanho da empresa - se é micro, pequena, média ou grande empresa. Ramo de Atividade - de acordo com os objetivos de cada empresa, as características do seu ramo de atividade. Sistema Contábil - a contabilidade pode ser executada em modalidades diferentes conforme a disponibilidade de recursos materiais e humanos da empresa, pode ser manual, mecanizada ou eletrônica. Interesse dos usuários - as pessoas que utilizam a contabilidade sejam elas gerentes ou administradores interessados em definir que tipo de informação contábil desejam. Estrutura do Plano de Contas - as contas patrimoniais que compõem o balanço devem ser dispostas em grupos e grau decrescentes de liquidez para facilitar a interpretação e análise da situação financeira. As Contas de Resultado, ou seja, receitas e despesas não aparecem no Balanço uma vez que no processo contábil de encerramento de exercício os seus saldos devem ser zerados para apuração do resultado lucro ou prejuízo. Codificação Do Plano De Contas O Plano de Contas apresentado pode, por exemplo, ser codificado da seguinte maneira: inicia-se com a unidade "1" para todas as contas do Ativo; com a unidade "2" para todas as contas do Passivo; com a unidade "3" para todas as contas do Patrimônio Líquido; com a unidade "4'' para todas as contas de Receita e Deduções da Receita e com a unidade "5" para as contas dedutivas no resultados (custos, despesas, participações, etc.). Exemplo: 1. Ativo1.1 Ativo Circulante1.1.1 Ativo Circulante Caixa1.1.2 Ativo Circulante BancosIsto facilita muito o lançamento em sistemas informatizados. MÉTODO DAS PARTIDAS DOBRADAS. Segundo a essência do método, hoje universalmente aceito, o registro de qualquer operação implica que um débito ou mais de um débito em uma ou mais de uma conta devem corresponder a um crédito de equivalente em uma ou mais contas, de forma que a soma dos valores debitados seja sempre igual a soma dos valores creditado."Não há débito(s) sem crédito(s) correspondente(s) ou vice-versa"CONTROLE INDIVIDUAL POR CONTASExemplo: Já existia inicialmente um saldo de 250 portanto com mais um depósito de 200 o saldo passou a ser 450.Conta Caixa Código 1.1.1Data: Operações: Débito Crédito D/C Saldo03/04/00 01 Depósito Banco "X " 200 *** D 45005/04/00 02 Saque Dinheiro 100 *** C 350RAZÃOÉ um livro não exigido pela legislação comercial, é facultativo. Todavia dado a sua eficiência é indispensável a qualquer tipo de empresa. É instrumento valioso para o desempenho da contabilidade . O registo no razão é realizado em contas individualizadas, assim teremos um controle por conta. Antigamente o razão se atribuía em forma de livro onde para cada página se atribuía ao título de uma conta. RAZONETEDeriva do Razão é a representação gráfica denominada Conta "T" ou Razonete "T" ou simplesmente Razonete. Afim de resolver o raciocínio contábil e registrar individualmente cada conta. O razonete é muito utilizado nos livros didáticos para apresentar os lançamentos. A mecânica do débito e créditotítulo da conta lado do lado do débito crédito quando fazemos um lançamento contábil no lado direito da conta estamos creditando esta conta e quando fazemos um lançamento no lado esquerdo estamos debitando. Para facilitar o entendimento deste assunto vejamos a definição de alguns termos contábeis: SALDO - diferença entre o total dos débitos e total dos créditos feitos numa conta em determinado período. Se o valor dos débitos for menor que o dos créditos a conta terá um saldo devedor e se ocorrer o contrário a conta terá um saldo credor. PLANOS DE CONTAS 5 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR DÉBITO - significa um investimento de aplicação de capital. Debitamos ou registamos a débito: aumento em contas do Ativo; aumento em contas do Passivo e as Receitas, Rendas, Ganhos e Lucros Contas Patrimoniais / Contas Do Ativo - Os elementos que compõem o Ativo ficam do lado esquerdo do balanço e devem sempre apresentar saldos devedores. Para que uma conta do Ativo tenha saldo devedor é necessário que os aumentos e as diminuições nela ocorridos sejam assim registrados: PARA QUALQUER CONTA DO ATIVO(Exceto as Contas Retificadoras ou Redutoras)Débito Crédito(+) aumentos (-) diminuições CONTAS DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO - desde que as contas do Passivo sempre apareçam do lado direito do balanço deve acontecer com elas o inverso que acontece no Ativo, isto é, os aumentos e diminuições devem ser registradas. PARA QUALQUER CONTA DO PASSIVO(Exceto as Contas Retificadoras)Débito Crédito(-) diminuições (+) aumentos CONTAS DE RESULTADOO resultados obtidos periodicamente pelo confronto entre as contas de receitas, custos e despesas representam uma das principais causas das variações do Patrimônio Líquido. Quando o resultado é positivo aumenta o Patrimônio Líquido e diminui o negativo, assim quando a Receitas for maior que a soma de Custos e Despesas temos Lucro e quando a Receita for menor do que a soma de Custos e Despesas, temos Prejuízo.Assim considerando a equação patrimonial de que Ativo é igual ao Passivo Exigível mais Patrimônio Líquido, ou ainda que Ativo mais Passivo Total e o fato de que o lançamento à crédito aumenta o Patrimônio Líquido concluímos que o Lucro é um lançamento à crédito do Patrimônio Líquido. Como as receitas geram Lucro e os Custos e as Despesas o reduzem vemos que:Têm seus aumentos por crédito.Têm seus aumentos por débito. CONTAS RETIFICADORAS DO ATIVO (Redutoras do Ativo)Estas são contas do Ativo com características de contas do Passivo, assim sendo têm funcionamento inverso as do Passivo, estas contas ficam do lado esquerdo do balanço e devem sempre apresentar saldos credores. Para que um conta do Ativo tenha um saldo credor é necessário que os aumentos e diminuições nela ocorridos sejam assim registrados:As diminuições geram lançamentos à débito e os aumentos à crédito. CONTAS RETIFICADORAS DO PASSIVO(Redutoras do Passivo)Estas são contas do Passivo com características do Ativo, assim sendo, têm função inversa as do Ativo, estas contas ficam do lado direito do balanço e devem sempre apresentar saldos devedores. Para que uma conta do Passivo tenha saldo devedor é necessário que os aumentos e diminuições nela ocorridos sejam assim registrados:As diminuições geram Lançamentos à crédito e os aumentos à débito. Plano de Contas A Contabilidade é a ciência que tem por objeto o patrimônio das entidades e por objetivo o controle desse patrimônio, com a finalidade de fornecer informações a seus usuários. Objeto Da Contabilidade O patrimônio é o objeto da Contabilidade, isto é, constitui a matéria sobre a qual se exercem as funções contábeis. O patrimônio é um conjunto de bens, direitos e obrigações vinculados à entidade.Objetivo O objetivo da Contabilidade é controlar o patrimônio. Na Contabilidade, os objetivos estão definidos como as informações que deverão ser geradas para que os diversos usuários possam tomar conhecimento da situação da organização em dado momento, com a finalidade de tomar as decisões que considerarem necessárias. Finalidade Da Contabilidade PLANOS DE CONTAS 6 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR A finalidade da Contabilidade é a de controlar o Patrimônio, assegurar o controle do patrimônio administrado e fornecer informações sobre a composição e as variações patrimoniais, bem como o resultado das atividades econômicas desenvolvidas pela entidade para alcançar seus fins, que podem ser lucrativos ou meramente ideais (sociais, esportivos e outros). Ou seja, fornecer informações a seus usuários. Campo De Aplicação Da Contabilidade O campo de aplicação da Contabilidade abrange todas as entidades (pessoas) físicas ou jurídicas, com ou sem fins lucrativos, que possuam patrimônio. Tais entidades são unidades econômico e administrativamente, cujos objetivos podem ser sociais e/ou econômicos. Uma entidade econômico- administrativa também pode ser chamada de AZIENDA, palavra é de origem italiana que significa FAZENDA. Entidades econômico-administrativas são organizações que reúnem os seguintes elementos: pessoas, patrimônio, titular, capital, ação administrativa e fim determinado. 1. PESSOAS FÍSICAS: É qualquer ser humano considerado individualmente, sujeito a direitos e obrigações, cujo nascimento se dá por meio do parto com vida. 2. PESSOAS JURÍDICAS: É aquela resultante de uma organização humana, com vida e patrimônio próprios, igualmente sujeitos a direitos e obrigações, cujo nascimento se dá, no caso das sociedades empresariais, através do registro na Junta Comercial do Estado e, no caso de empresas prestadoras de serviços, no Cartório Civil de Pessoas Jurídicas. Quanto ao fim a que se destinam, as entidades econômico-administrativas podem ser assim classificadas: a) Entidades com fins econômicos: chamadas empresas, visam ao lucro para preservar e/ou aumentar o patrimônio líquido. Exemplos: empresas comerciais, industriais, agrícolas. b) Entidades com fins sócio-econômicos: intituladas instituições, visam superávit que reverterá em benefício de seus integrantes. Exemplos: associações de classe, condomínios, clubes sociais, cooperativas. c) Entidades com fins sociais: também chamadas instituições, têm por obrigação atender às necessidades da coletividade a que pertencem. Exemplos: a União, os Estados e os Municípios. Função Da Contabilidade Função administrativa: controlar o patrimônio Função econômica: apurar o resultado Resultado: diferença entre o valor das receitas e o valor das despesas. O resultado pode ser: 1. Positivo ou Lucro: Receita > Despesa 2. Negativo ou Prejuízo: Receita9. Materiais de Consumo. 1. Bens Imateriais, Incorpóreos ou Intangíveis: constituem aplicações absolutamente necessárias para a empresa atingir seus objetivos; inexistem como coisa; não são palpáveis, não são constituídos de matéria, ou seja, são abstratos. Exemplos: 1. Marcas de Indústria (Nike, Coca-Cola, Skol); 2. Patentes de invenção (documento pelo qual o Estado garante a uma pessoa ou empresa o direito exclusivo de explorar uma invenção); 3. Luvas (quantia paga para retirar um indivíduo de um imóvel que você vai ocupar); 4. Fundo de Comércio ou ponto ou local de trabalho ou clientela ou fama da loja (um indivíduo vende uma loja e além do valor de venda cobra mais um valor referente ao ponto); 5. Direitos Autorais; 6. Despesas relacionadas com pesquisa e desenvolvimento de produtos; 7. Direitos adquiridos para exploração de minas, jazidas e reservas florestais. Observação: o bem intangível inexiste como coisa, mas assume um valor no contexto do patrimônio. É importante citar que os direitos adquiridos decorrentes da aplicação de recursos significativos, PLANOS DE CONTAS 9 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR destinados à exploração de minas, jazidas ou reservas florestais, não se confundem com outros tipos de direitos conhecidos por negociáveis, tais como: Duplicatas, Letras de Câmbio, Notas Promissórias. Os direitos podem ser recebidos em dinheiro ou transferidos para terceiros, enquanto os que habilitam as empresas à exploração econômica de uma coisa são amortizados durante certo período, a fim de permitir a recuperação do investimento realizado. Bens Imóveis: são aqueles vinculados ao solo, que não podem ser retirados sem destruição ou danos. Exemplos: Edifícios, construções. Bens Móveis: são aqueles que podem ser removidos por si próprios ou por outras pessoas. Exemplos: máquinas, equipamentos, estoques de mercadorias. Direitos São os valores que a empresa tem a receber de terceiros. Esses direitos geralmente aparecem com os nomes dos elementos seguidos da expressão a Receber. Exemplos: 1. Duplicatas a Receber 2. Notas Promissórias a Receber 3. Juros a Receber 4. Aluguéis a Receber Obrigações Todos os valores que a empresa tem a pagar para terceiros. Essas obrigações geralmente aparecem com os nomes dos elementos seguidos da expressão a Pagar ou a Recolher. Exemplos: 1. Duplicatas a Pagar 2. Notas Promissórias a Pagar 3. Salários a pagar 4. Aluguéis a pagar 5. Contribuições Sociais a Recolher Aspectos Qualitativos E Quantitativos Todos os relatórios elaborados a partir da escrita contábil deverão ressaltar esses dois aspectos: 1. Qualitativo: consiste em qualificar, dar nomes aos elementos componentes do respectivo relatório, permitindo que se conheça a natureza de cada um; 2. Quantitativo: consiste em atribuir, aos respectivos elementos, seus valores em moeda. Representação Gráfica Do Patrimônio Balanço Patrimonial ATIVO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO BENS E DIREITOS OBRIGAÇÕES CIRCULANTES E OBRIGAÇÕES NÃO CIRCULANTES Ativo (Aplicação De Recursos) É o conjunto de bens e direitos decorrentes de transações passadas e que tenha a potencialidade de geração de caixa. O aspecto de geração de caixa é extremamente importante na conceituação de um ativo, pois, no PLANOS DE CONTAS 10 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR momento em que se resolve iniciar uma atividade qualquer, recursos são transferidos na expectativa de que a geração de caixa seja suficiente para prover aos investidores lucros superiores àqueles que obteriam com os recursos aplicados em outra atividade. Ativo, portanto, são todos os bens e direitos de propriedade da empresa, expressos em moeda, e que representam benefícios presentes ou futuros para a mesma. Para ser considerado um ativo é preciso preencher quatro características simultaneamente: a) Ser bens ou direitos; b) Ser de propriedade da empresa c) Ser mensurável em dinheiro; d) Trazer benefícios presentes ou futuros. Exemplos 1. Dinheiro depositado no banco 2. Duplicatas a receber 3. Estoque de mercadorias para venda 4. Móveis para uso Passivo (Origens De Recursos) Significa as obrigações da empresa. Passivo Representa todas as obrigações financeiras que uma empresa tem para com terceiros. É tudo aquilo que a empresa deve. A palavra terceiros abrange o conjunto de pessoas físicas e jurídicas com quem a empresa tem dívidas: fornecedores (de mercadorias), funcionários (salários), governo (tributos), bancos (empréstimos bancários) encargos sociais (FGTS, previdência social), encargos financeiros (financiamentos). O Passivo evidencia o endividamento da empresa a curto e a longo prazo. O seu crescimento de forma desmedida pode levar a empresa à concordata ou até mesmo à falência. Exemplos 1. Duplicatas a pagar 2. Empréstimos a pagar 3. Juros a pagar 4. Seguros a pagar Patrimônio Líquido (Origens De Recursos) Representa o registro do valor que os proprietários de uma empresa têm aplicado no negócio. A aplicação inicial dos proprietários denomina-se, contabilmente, Capital. Na constituição da sociedade, o valor do capital coincide com o valor do Patrimônio Líquido (PL). A partir daí não necessariamente coincide, porque este último incorpora todas as variações patrimoniais. Se uma empresa apresenta lucro, o valor do PL será representado pela soma do Capital + Lucro obtido. Se, ao contrário, a empresa apresenta prejuízo, o PL será representado pelo Capital subtraído do prejuízo. PLANOS DE CONTAS 11 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR O PL também pode ser definido como sendo a diferença entre o valor do Ativo e do Passivo de uma entidade, em um determinado momento e pode ser proveniente das seguintes fontes: Investimentos e Lucros. Diferença Entre Passivo E Patrimônio Líquido Pela representação gráfica do Balanço Patrimonial vista anteriormente, temos no lado esquerdo o Ativo que são todos os bens e direitos de propriedade da empresa. No lado direito, temos as obrigações que a empresa tem com terceiros. É uma obrigação exigível, isto é, no momento em que a dívida vencer, será exigida a liquidação da mesma. Temos, também, o Patrimônio Líquido evidenciando recursos dos proprietários aplicados no empreendimento. A Lei das Sociedades Anônimas denomina de Passivo todo o lado direito do Balanço Patrimonial. Dessa forma, o Patrimônio Líquido estaria incluído na denominação Passivo. Este enfoque da Lei não é bem aceito nos meios contábeis, uma vez que o termo Passivo tem uma conotação de conjunto de dívidas, encargos e obrigações com terceiros, não sendo suficientemente extenso para abranger Patrimônio Líquido. De certa forma, o Patrimônio Líquido também é uma obrigação da empresa com os seus proprietários. Todavia é uma obrigação não exigível, isto é, os proprietários não exigem da empresa o reembolso da sua aplicação, pois têm um interesse de continuidade da mesma. Por isso, antigamente, o Patrimônio Líquido era conhecido como Não Exigível. Equilíbrio Patrimonial Balanço lembra balança de dois pratos. Para refletir situação normal, os dois pratos da balança precisam estar em equilíbrio. Como ocorre com a balança, o balanço também precisa estar em equilíbrio. Para o Balanço Patrimonial refletir adequadamente a situação financeira da entidade, o total do lado do Ativo deverá ser igual ao total do lado do Passivo. No lado esquerdo, denominado lado do Ativo, são classificados os elementos positivos (Bens e Direitos). No lado direito, denominado lado do Passivo, são classificados os elementos negativos (Obrigações). Equação Contábil Básica: Ativo = Passivo + Patrimônio Líquido A A = P + PL equação fundamental do patrimônio é a que evidencia o patrimônio em situação normal, ou seja, em Situação Líquida Positiva. Situações Patrimoniais O ATIVO, considerado isoladamente, constitui o Patrimônio Bruto.Mas o Ativo, sozinho, não reflete a verdadeira situação patrimonial da Entidade. Essa só é demonstrada quando do Ativo se deduz o valor do passivo. Portanto, Situação Patrimonial Líquida é determinada pela diferença entre Ativo e Passivo. PLANOS DE CONTAS 12 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Dependendo dos valores que possam assumir os elementos da equação patrimonial (A = P+PL), o Balanço Patrimonial pode apresentar as seguintes configurações, não esquecendo que Situação Líquida é a diferença entre o Ativo e o Passivo (SL = A – P): 1º - Positiva ou Superavitária: A > P A = P + SL => quando A > P sendo o P > 0 Favorável, Positiva ou Superavitária: quando o Ativo é maior que o Passivo. A > P Dizemos, nessa hipótese, que há Patrimônio Líquido. Patrimônio Líquido é, pois, a diferença entre Ativo e Passivo. PL = A – P. Essa situação representa um equilíbrio patrimonial na empresa, uma vez que, o ativo é suficientemente superior para saldar os compromissos da empresa com terceiros, representados pelas obrigações. 2º - Negativa ou Deficitária ou Passivo a Descoberto Todo o capital foi absorvido, havendo ainda um déficit patrimonial. A SL A 3º - Nula ou Inexistente quando o ATIVO é igual ao PASSIVO. A = P ==> SPL = 0 O capital foi absorvido e todo o patrimônio pertence a terceiros, pois o total de bens e direitos é igual ao das obrigações. A = P: A = P ==> SL = 0 Esta representa uma situação muito difícil de acontecer, pois sendo o A = P, significa que toda a parte do proprietário já foi consumida pelas obrigações que representam o mesmo valor do conjunto de bens e direitos. Considerando, ainda, que uma parte do ativo é constituída de bens necessários a atividade operacional da empresa e deles não pode desfazer-se, o Ativo deverá ser maior que o Passivo, no mínimo pela soma desses valores, pois, caso contrário, é bem provável que a empresa tenha que alienar esses bens, para poder solver seus compromissos, daí nada sobrando para que ela possa continuar em operação. Informações Adicionais Relatório Contábil é a exposição resumida e ordenada de dados colhidos pela Contabilidade, cujo objetivo é fornecer aos usuários os principais fatos registrados no período e distinguem-se entre os obrigatórios e não obrigatórios. Os relatórios obrigatórios são aqueles exigidos por lei e são conhecidos como Demonstrações Contábeis. São exigidos para as sociedades anônimas e parte deles estendidos a outros tipos societários, através da legislação do Imposto de Renda. A Lei 11.638/07 determina que, as Sociedades Anônimas, ao fim do exercício social e com base na escrituração contábil apresente as seguintes Demonstrações Contábeis, as quais deverão ser publicadas em dois jornais (Diário Oficial e um de grande circulação) e serem assinadas pelos administradores e por contabilistas legalmente habilitados: PLANOS DE CONTAS 13 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 1. Balanço Patrimonial (BP); 2. Demonstração do Resultado do Exercício (DRE); 3. Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA) ou Demonstração de Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL), esta última não exigida pela Lei das S.A., mas pela CVM para as companhias abertas. Para as demais, é optativa uma ou outra; 4. Demonstração do Fluxo de Caixa (somente para as sociedades de capital aberto e as companhias fechadas com patrimônio líquido na data do balanço, superior a R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais); 5. Demonstração do Valor Adicionado (obrigatória somente para as companhias de capital aberto). Pela legislação do Imposto de Renda, as sociedades por quotas de responsabilidade limitada e outros tipos societários deverão apresentar as seguintes demonstrações: 1. Balanço Patrimonial (BP); 2. Demonstração do Resultado do Exercício (DRE); 3. Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA). Complementação Às Demonstrações Contábeis O conjunto de informações que deve ser divulgado por uma empresa, representa sua prestação de contas e abrange ainda: Relatório da Administração: é um complemento às Demonstrações Contábeis fornecido pela empresa, onde a Diretoria dará ênfase às informações contendo dados e informações (normalmente de caráter não financeiro), que sejam úteis aos usuários em seu julgamento e tomada de decisões, tais como: • Dados estatísticos diversos; • Indicadores de produtividade; • Desenvolvimento tecnológico; • A empresa no contexto sócio-econômico; • Políticas diversas; • Projetos de expansão. Notas Explicativas: a Lei das S.A. estabelece que as Demonstrações Contábeis serão complementadas por Notas Explicativas. Como a evidenciação é um dos objetivos básicos da Contabilidade, as Notas Explicativas devem garantir aos usuários informações completas e confiáveis sobre sua situação financeira e os resultados da Empresa. Nelas devem constar informações que a simples leitura do demonstrativo não é auto-esclarecedora. Exemplos de Notas Explicativas: • Critérios de cálculos na obtenção de itens que afetam o lucro; • Obrigações de longo prazo, destacando os credores, taxa de juros, garantias à dívida; • Composição do capital social por tipos de ações; • Ajustes de exercícios anteriores. Parecer dos Auditores: é o parecer do auditor externo, que não possui nenhum tipo de vínculo com a instituição, tendo total independência para emitir sua opinião sobre as Demonstrações Contábeis. PLANOS DE CONTAS 14 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Informa se representam adequadamente a situação patrimonial e situação financeira, se foram levantadas de acordo com os Princípios Fundamentais da Contabilidade e se há uniformidade em relação ao exercício anterior. Em alguns casos, informações contidas nos comentários do auditor já foram incluídas nas Notas Explicativas, o que traz maior segurança para o usuário da Demonstração Contábil. O auditor externo não pode, sequer, ter um parente que tenha vínculo empregatício com a empresa e uma das formas de se avaliar se o parecer é confiável é identificar se a empresa de auditoria não está demasiadamente dependente de um único cliente (mais de 2% de seu faturamento já é comprometedor). As companhias abertas, instituições financeiras e alguns outros casos específicos são obrigadas a publicar as Demonstrações auditadas por auditores independentes, registrados na Comissão de Valores Mobiliários – CVM. Balanço Social: esse relatório visa dar informações relativas ao desempenho econômico e social da empresa para a sociedade em geral, como por exemplo, quantidade de funcionários (entrando e saindo), gastos com treinamento, benefícios sociais espontâneos. O principal item do Balanço Social é o valor adicionado. O Valor Adicionado ou Valor Agregado procura evidenciar para quem a empresa está canalizando a renda obtida ou, ainda, admitindo que o valor que a empresa adiciona por meio de sua atividade seja um “bolo”, distribuídas as fatias, para quem e de que tamanho são essas fatias. Para apurar o montante de valor que a empresa está agregando (adicionando) como conseqüência de sua atividade, subtrai-se das vendas todas as compras de bens e serviços, obtendo-se o valor que a empresa gera para remunerar salários, juros, impostos e reinvestir em seu negócio. Essa informação permite analisar, por exemplo, se há interesse ou não de uma empresa se instalar em um município ou estado; permite-se avaliar quanto a determinada empresa vai agregar de renda para a região.Teoria Das Contas Conceitos Segundo Sá a conta é a expressão qualitativa e quantitativa, estática e dinâmica, de fatos patrimoniais da mesma natureza, ocorridos ou por ocorrer, em uma empresa ou em uma entidade. Para Ribeiro a conta é o nome técnico que identifica um componente patrimonial (Bem, Direito, Obrigação ou Patrimônio Líquido) ou um componente de Resultado (Despesa ou Receita). Portanto, as Contas representam registros de débitos e créditos da mesma natureza ou espécie, identificadas por nomes (títulos) que qualificam elementos patrimoniais (bens, direitos, obrigações, patrimônio líquido, despesas e receitas). A conta tem sempre objeto distinto de outras contas porque reúne fatos de características próprias, iguais por sua natureza e que sucedem no patrimônio. É através das contas que a contabilidade consegue desempenhar o seu papel. Todos os acontecimentos que ocorrem na empresa, responsáveis pela sua gestão, são registrados em livros próprios através dessas contas. Exemplo: FATOS CONTAS Pagamento a vista em dinheiro Caixa Pagamento a vista em cheque Bancos Automóveis Veículos Cadeiras, mesas, armários, calculadoras Móveis e Utensílios Máquinas e equipamentos industriais Máquinas e Equipamentos Vendas a prazo Duplicatas a Receber, Títulos a Receber PLANOS DE CONTAS 15 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Compras a prazo Duplicatas a Pagar, Títulos a Pagar Integralização em Dinheiro Capital Social Teoria Das Contas Teoria Personalística Essa teoria considera como objeto da Contabilidade a relação jurídica entre as pessoas; personaliza as contas, classificando-as em: a) Contas dos agentes consignatários: que representam os bens; b) Contas dos agentes correspondentes: representam os direitos e as obrigações; c) Contas do proprietário: que representam o Patrimônio Líquido, as receitas e as despesas. Teoria Materialista Por essa teoria, também conhecida como teoria econômica, as contas representam valores materiais; classificam-se em: a) Contas Integrais: são as representativas dos bens, dos direitos e das obrigações da entidade; b) Contas Diferenciais: são as representativas do Patrimônio Líquido, das receitas e das despesas da entidade. Teoria Patrimonialista É a teoria usualmente adotada no Brasil. Considera o patrimônio como objeto da contabilidade. Classifica as contas como: a) Contas Patrimoniais: são as contas representativas dos bens, dos direitos, das obrigações e do Patrimônio Líquido da entidade; b) Contas De Resultado: são as contas que representam as receitas e as despesas da entidade. Características Uma conta deve ser apresentada, para efeitos de um Plano de Contas, através de: Título È a palavra ou designação que dá nome a uma conta; evidenciando seu objeto, ou seja, a razão para a qual foi aberta e a classe de valores que registra; é uma identificação imprescindível na técnica dos registros. Função A função das contas é controlar as variações ocorridas no patrimonial, mediante registro dos atos e fatos da administração econômica dos componentes do patrimônio e a formação dos resultados realizados em cada período de tempo (exercício social). Exemplo: Função Da Conta: Fornecedores Esta conta destina-se ao registro de todas as transações realizadas com as firmas ou pessoas que realizem fornecimentos para a empresa. Nela registram-se, normalmente, as faturas ou notas de fornecimento e os seus resgates. Pela descrição, percebe-se, é claro, que pela função de uma conta se conhece perfeitamente qual o seu objeto, ou ainda, para que foi aberta. Funcionamento Das Contas O funcionamento das contas estabelece a relação da conta com as demais e evidencia como se comporta diante de seu objeto. PLANOS DE CONTAS 16 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR As contas são movimentadas através de débitos e de créditos. Para entender o mecanismo do débito e crédito das contas é preciso, primeiramente, conhecer a natureza de cada conta. Já sabemos que o Patrimônio de uma empresa, em sua representação contábil, se divide em Origens e em Aplicações de Recursos. Pois bem, para entendermos o mecanismo de movimentação das contas precisamos relembrar disso. É fato que as Aplicações de Recursos da Entidade provêm inicialmente dos Recursos Próprios (PL) e posteriormente das Origens de Terceiros (Passivo Exigível). Concluímos então que essas aplicações são devedoras às suas respectivas origens; e, consequentemente, que as origens são credoras das respectivas aplicações. Esse entendimento é de importância fundamental para o mecanismo de funcionamento das contas (débitos e créditos). Por conclusão, podemos definir que: 1. As origens de recursos têm natureza credora; logo, aumentam com o crédito e diminuem com o débito; 2. As aplicações de recursos têm natureza devedora; logo, aumentam com o débito e diminuem com o crédito. 3. Debitar significa lançar valores do lado esquerdo do Razonete; 4. Creditar significa lançar valores do lado direito do Razonete; 5. O Saldo de uma conta é o valor da diferença entre a soma dos débitos e a soma dos créditosdo respectivo Razonete. As contas do Ativo e as contas de Custos e Despesas são de natureza devedora, ou seja, de débito. O aumento dos saldos dessas contas se dará pelos respectivos débitos, e as diminuições pelos respectivos créditos. As contas do Passivo e as contas de Receitas são de natureza credora, ou seja, de crédito, aumentando-se seus saldos pelo respectivo crédito e diminuindo pelo débito. Como mostrado no esquema abaixo: Contas Patrimoniais ATIVO PASSIVO Bens (+) Obrigações (-) Direitos (+) Patrimônio Líquido (+ ou -) (contas de natureza devedora) (contas de natureza credora) Contas de Resultado Despesas e Custos (-) Receitas (+) (contas de natureza devedora) (contas de natureza credora) As Contas Retificadoras ou Redutoras são contas que têm saldo contrário ao saldo do grupo ao qual pertencem. Assim, as contas retificadoras de Ativo (ou redutoras de Ativo) têm saldos credores; as contas retificadoras de Passivo (ou redutoras de passivo) e de Patrimônio Líquido têm seus respectivos saldos devedores. Vejamos as principais contas redutoras: GRUPO CONTAS SALDO Ativo 1. Prov. Para Perdas de Liq. Duvidosa; Credor PLANOS DE CONTAS 17 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 1. Duplicatas Descontadas; 1. Depreciação Acumulada; 2. Exaustão Acumulada; 3. Amortização Acumulada. Passivo 1. Encargos financeiros a transcorrer; 2. Custos de Exercícios Futuros. Devedor Patrimônio Líquido 1. Capital a Realizar ou Integralizado; 2. Prejuízos Acumulados; 3. Dividendos Antecipados. Devedor Quadro Resumo do funcionamento das contas: CONTAS AUMENTAM DIMINUEM SALDO DO ATIVO Debitando Creditando Devedor DO PASSIVO Creditando Debitando Credor DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO Creditando Debitando Credor DESPESAS Debitando Creditando Devedor RECEITAS Creditando Debitando Credor REDUTORAS DE ATIVO Creditando Debitando Credor REDUTORAS DE PASSIVO Debitando Creditando Devedor Classificação Da Conta As contas são classificadas em: 1. Patrimoniais: compõem o Balanço Patrimonial e representam o Ativo, Passivo e Patrimônio Líquido (PL). 2. De Resultado: registram as variações patrimoniais e englobam receitas e despesas, servindo também para determinar o resultado do exercício. Grupamentos Das Contas Indica se ela pertence ao grupo de Ativo, Passivo, Despesas, Custos ou Receitas. Código E Grau Da Conta É composto por um ou mais algarismos utilizados para identificar cada uma das contas que compõem o Plano de Contas de uma entidade. A adoção de códigos agiliza os registros contábeis, principalmente quando efetuados por meio de computador; assim, débitos e créditos são feitos através dos códigos das contas e não pela intitulação. Os critérios para definir e a codificação a ser adotadafica a cargo de cada contabilista no momento da elaboração do plano de contas e varia de acordo com o porte da empresa e do grau de detalhamento das informações que pretende obter. Representação Gráfica Para simplificar as ilustrações e a resolução de problemas, utilizaremos uma representação gráfica bastante simples, que será denominada CONTA T ou RAZONETE ou simplesmente T. Título da Conta Elementos De Uma Conta 1. Título da Conta: indica o elemento patrimonial ou de resultado. 2. Lado Esquerdo: indica o lado do Débito. 3. Lado Direito: indica o lado do Crédito. PLANOS DE CONTAS 18 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Um lançamento no lado direito de uma conta é denominado, crédito; um lançamento no lado esquerdo de uma conta é denominado, débito. Se o valor dos débitos for superior ao valor dos créditos a conta terá um saldo devedor, caso contrário, saldo credor. As contas que representam Bens, Direitos, Despesas e Custos têm saldo devedor. E as contas que representam Obrigações (P), Patrimônio Líquido (PL) e Receitas, têm saldo credor. Plano De Contas Conceito Pode ser entendido como um elenco de todas as contas previstas pelo setor contábil da empresa como necessárias aos seus registros contábeis. Todas as vezes que procedermos à escrituração, precisaremos consultar esse Plano de Contas. É uma peça na técnica de escrituração contábil que estabelece previamente a conduta a ser adotada no registro dos atos e fatos econômicos, através da exposição das contas em seus títulos, funções, funcionamento, grupamentos, análises, derivações, dilatações e reduções. Ou seja, é um conjunto de contas, diretrizes e normas que disciplinam as tarefas do setor de Contabilidade, objetivando a uniformização dos registros contábeis. Cada empresa deverá elaborar seu Plano de Contas, tendo em vista suas particularidades, seu porte, o ramo de atividade e a quantidade de informações exigidas pelos usuários, o Plano de Contas poderá conter um número maior ou menor de informações. Na prática, o Plano de Contas é numerado ou codificado de forma racional, o que facilita a contabilização por meio de processos mecânicos ou eletrônicos. Objetivos Do Plano De Contas Basicamente, o Plano de Contas é um guia que norteia os trabalhos contábeis de registro de fatos e atos inerentes à entidade, além de servir de parâmetro para a elaboração das demonstrações contábeis. Seu principal objetivo é estabelecer normas de conduta para o registro das operações da organização e, na sua montagem, devem ser levados em conta três objetivos fundamentais: a) atender às necessidades de informação da administração da empresa; b) observar formato compatível com os princípios de contabilidade e com a norma legal de elaboração do balanço patrimonial e das demais demonstrações contábeis (Lei n° 11.638/07 (chamada "Lei das S/A”); c) adaptar-se tanto quanto possível às exigências dos agentes externos, em especial às da legislação do Imposto de Renda. Composição Do Plano De Contas Um Plano de Contas ideal deverá ser composto por três partes: 1. Elenco de Contas: consiste na relação das contas que serão utilizadas para o registro dos Fatos Administrativos decorrentes da gestão do patrimônio da empresa. O Elenco de Contas envolve a intitulação (nome) e o código de cada conta. Seja qual for o elenco de contas adotado pela entidade, a disposição e o agrupamento das contas devem obedecer às regras estabelecidas pela Lei 11.638/07. 2. Manual de Contas: é um quadro explicativo do uso adequado de cada uma das contas constantes do Elenco de Contas. Esse quadro apresenta: a) Função de cada conta: a razão de sua existência, isto é, sua finalidade. b) Funcionamento de cada conta: em que situação a conta será debitada ou creditada. PLANOS DE CONTAS 19 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR c) Natureza do saldo de cada conta: devedora ou credora. Veja como estas explicações podem constar de um Manual de Contas: CONTAS DESCRIÇÃO ATIVO Composto por contas utilizadas para o registro de bens e direitos de qualquer natureza. CIRCULANTE Composto por contas utilizadas para o registro de bens e direitos de qualquer natureza, realizáveis até o término do exercício social seguinte. DISPONIBILIDADES Composto por contas utilizadas para o registro de bens numerários e imediata movimentação. CAIXA Função: representa o valor dos bens numerários em poder da empresa. Funcionamento: debitada pelas entradas de dinheiro ou cheque e creditada pelas saídas. Natureza: devedora. 1. Lançamentos Explicativos para o Registro de Operações Especiais: são modelos de partidas de diário, próprios para o registro de fatos que raramente ocorrem durante a gestão da entidade. Quantidade De Contas Que Dever Ter Um Plano De Contas Um plano de contas deve ter tantas contas quantas forem necessárias para expressar, com a devida clareza, os fatos ocorridos na vida de um patrimônio. Características De Um Bom Plano De Contas Um bom plano de contas é aquele que se elabora rigorosamente dentro das normas técnicas e em perfeita harmonia com as necessidades da empresa. Para que um plano contábil tenha excelência é imprescindível que: 1. Seja adaptável às necessidades da empresa; 2. Tenha unidade técnica de nomenclatura e de funcionamento; 3. Seja claro, acessível; 4. Seja flexível, permitindo ampliações e reduções sem quebra de unidade; 5. Tenha precisão e exatidão dentro dos princípios e preceitos da Contabilidade; 6. Siga a Princípios Gerais Doutrinários que dão uniformidade; 7. Enseje informações que possam refletir a imagem fiel da riqueza. Utilidade Do Plano De Contas A principal utilidade do plano de contas é a de servir de meio de orientação na escrituração contábil, possibilitando a unidade de trabalho e protegendo a empresa contra os erros naturais motivados pela ausência de sistematização. Além de enquadrar-se simultaneamente nas orientações da Legislação Fiscal e nas necessidades da Administração da Entidade. O plano de Contas é, hoje, uma peça imprescindível e de uso generalizado, a sua ausência nos trabalhos de escrituração contábil denota, efetivamente, conduta deficiente por parte do profissional, na execução de sua tarefa. Elaboração Quando da elaboração do Plano de Contas devemos: 1. Avaliar quais serão as contas necessárias para registrar todas as operações realizadas pela entidade; 2. Detectar quais são as necessidades dos usuários em termos de informação contábil; PLANOS DE CONTAS 20 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 3. Evitar o registro da mesma operação sobe nomenclaturas distintas. Autorização Para Abertura De Novas Contas 1. Uma só pessoa dentro da Entidade deve ter autorização para desenvolver tal tarefa, afim de evitar que contas iguais em termos de conteúdo sejam abertas em locais diferentes com nomes e códigos distintos; 2. Esta tarefa deve ser desempenhada pela figura do contador ou controller em conjunto com a alta administração; 3. O pedido para abertura de uma nova conta deve sempre estar embasado por uma boa justificativa. Erros Que Precisam Ser Evitados 1. Não agrupar as contas de acordo com as suas necessidades (contador); 2. Não classificar as contas de acordo com os seus saldos: credor ou devedor (contas de despesa - devedoras- com as do Ativo- também devedoras); 3. Não deslocar as contas retificadoras para um grupo a parte, pois dificultaria a visualização; 4. Não pode ser muito sintético nem muito Analítico. Codificação Do Plano De Contas A codificação é composta por um ou mais algarismos utilizados para identificar cada uma das contas que compõem o Plano de Contas de uma entidade. A adoção de códigos agiliza os registros contábeis, principalmente quando eles são feitos através de sistemas informatizados e os critérios para se definir a numeração adotada ficam a cargo de cada contabilista, de acordocom as necessidades e conveniências de entidade, bem como com o grau de detalhamento a que se pretende chegar. Vejamos, de forma simplificada, a maneira mais comum de se iniciar uma codificação: 1. Ativo 1.1 Ativo Circulante 1.1.1 Disponibilidades 1.1.1.1 Caixa Geral 1.1.1.1.1 Caixa da Matriz 1.1.1.1.2 Caixa da Filial 1.1.1.2 Bancos 1.1.1.2.1 Caixa Econômica 1.1.1.2.2 Banco do Brasil 2. Passivo 3. Contas de Despesa 4. Contas de Receita 5. Contas de apuração do resultado Observe no exemplo que há elementos que, embora enumerados, não representam contas, mas PLANOS DE CONTAS 21 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR grupos ou subgrupos de contas. Há também contas de primeiro grau e contas de segundo grau; vejamos: 1. Ativo é subdivisão patrimonial; 1.1 Ativo Circulante é subgrupo do Ativo; 1.1.1 Disponibilidades é subgrupo do Ativo Circulante; 1.1.1.1 Caixa Geral é conta de 1º grau; 1.1.1.1.1 Caixa da Matriz é conta de 2º grau 1.1.1.1.2 Caixa da Filial é conta de 2º grau E assim sucessivamente para os demais códigos do Plano de Contas. Conta Sintética E Conta Analítica As contas de primeiro grau também são chamadas de contas sintéticas, pois podem se subdividir em várias subcontas e tem por característica não receber lançamentos contábeis; essas subcontas, que são as contas de segundo grau, são também chamadas de contas analíticas, são estas contas que recebem os lançamentos contábeis. Podemos então entender as contas sintéticas como sendo um gênero, e as contas analíticas como espécies naquelas. Vejamos um quadro exemplificativo: CONTA SINTÉTICA OU CONTAS DE 1º GRAU CONTAS ANALÍTICAS OU CONTAS DE 2º GRAU Bancos 1. Banco Bradesco 2. Banco CEF 3. Banco do Brasil Clientes 1. Sr. H. Lucena 2. Sr. Fulano de Tal 3. Sra. Zeferina Fornecedores 1. Madeiras Nobres S.A 2. Martins do Brasil S.A 3. Fibranor LTDA Observações Importantes I. No Ativo Circulante e no Passivo Circulante, classificam-se as contas que representam direitos e obrigações, respectivamente, cujos vencimentos ocorram até o fim do exercício social seguinte ao do Balanço Patrimonial em que constarem; II. No Ativo Realizável a Longo Prazo e no Passivo Exigível a Longo Prazo, classificam-se as contas que representam direitos e obrigações, respectivamente, cujos vencimentos ocorram após o término do exercício social seguinte ao Balanço Patrimonial em que constarem; III. Denomina-se exercício social o período de 12 meses. Normalmente o exercício social coincide com o ano civil (1º de janeiro a 31de dezembro); IV. As contas do Grupo Ativo são ordenadas no Balanço Patrimonial de cima para baixo, em ordem decrescente em relação ao respectivo grau de liquidez (possibilidade de serem convertidas em dinheiro); V. As contas do Grupo Passivo são ordenadas no Balanço Patrimonial de cima para baixo, em ordem decrescente em relação ao respectivo grau de exigibilidade (prazo para pagamento da respectiva conta, quanto menor esse prazo maior o grau de exigibilidade da conta); VI. As contas do Grupo Resultados de Exercícios Futuros, constantes no Grupo do Passivo Patrimonial, representam contas de receitas recebidas antecipadamente, que só serão realizadas em outro exercício; PLANOS DE CONTAS 22 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR VII. Em anexo, trazemos o modelo do Plano de Contas Referencial, estabelecido pela Secretária da Receita Federal, para ser adotado pelas entidades em virtude das alterações introduzidas pela nova Lei das S/As (Lei 11.638/07) e para fins de adaptação pelos sistemas informatizados de contabilidade em virtude da escrituração contábil digital (sped Contábil). Plano De Contas Único Da Administração Pública Federal Conceito Todo plano de contas deve conter as diretrizes técnicas gerais e especiais que orientam os seus usuários, na elaboração de registros dos fatos ocorridos e dos atos praticados pela administração. Parte do PCUADF O Plano de Contas Único consiste numa estruturação ordenada e sistematizada das contas utilizáveis em toda a Administração Pública Federal e compõe-se das seguintes partes básicas: 1) relação das contas agrupadas segundo suas funções; 2) descrição das funções das contas; 3) indicação do mecanismo de débito e crédito de cada conta. Estrutura A estrutura do Plano de Contas Único visa, principalmente: - realçar o Patrimônio e suas variações, colocando as contas típicas de controle no grupo do compensado, propiciando o conhecimento adequado da situação econômica, patrimonial, orçamentária e financeira de cada unidade; - facilitar a extração de relatórios, tanto para a análise gerencial, como para cumprir com as exigências dos Órgãos de Controle Interno e Externo; - padronizar o nível de entradas e saídas de dados, dos Órgãos da Administração Direta e Indireta; - possibilitar o uso de um sistema único para proceder ao processamento da execução orçamentária, financeira, patrimonial e contábil. Estrutura Nível De Desdobramento As contas estão estruturadas por níveis de desdobramento, classificadas e codificadas, de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação orçamentária, financeira e patrimonial, compreendendo sete níveis de desdobramento, da seguinte forma: A.B.C.D.E.FG.HI CODIGO VARIAVEL 1º. NIVEL – CLASSE A 2º. NIVEL – GRUPO B 3º. NIVEL – SUBGRUPO C 4º. NIVEL – ELEMENTO D 5º. NIVEL – SUBELEMENTO E 6º. NIVEL – ITEM FG 7º. NIVEL – SUBITEM HI CONTA CORRENTE J Código Variável (CNPJ, CPF, IG, UG) PLANOS DE CONTAS 23 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR A estrutura básica do Plano de Contas Único a nível de classe/grupo, consiste na seguinte disposição: 1 -ATIVO 2 -PASSIVO 1.1- CIRCULANTE 2.1- CIRCULANTE 1.2 - REALIZÁVEL A LONGO PRAZO 2.2 - EXIGÍVEL A LONGO PRAZO 1.4 - PERMANENTE 2.3 - RES.DE EXERC.FUTUROS 1.9 - COMPENSADO 2.4 - PATRIMONIO LÍOUIDO 2.9 - COMPENSADO 3 -DESPESA 4 -RECEITA 3.3 - DESPESAS CORRENTES 4.1- RECEITAS CORRENTES 3.4 - DESPESAS DE CAPITAL 4.2 - RECEITAS DE CAPITAL 4.9 - DEDUÇÕES DA RECEITA 5 - RESULTADO DO EXERCÍCIO(-) 6 - RESULTADO EXERCÍCIO (+) 5.1- RESULTADO ORÇAMENTÁRIO 6.1- RESULTADO ORÇAMENTÁRIO 5.2 - RES.EXTRA-ORÇAMENTÁRIO 6.2 - RES.EXTRA-ORÇAMENTÁRIO. 6.3 - RESULTADO APURADO As contas estão, ainda, separadas em escrituras (admitem registros) e não escrituradas (não admitem registros). As escrituradas recebem registro em qualquer dos seus níveis (à exceção dos três primeiros níveis) e subdividem-se em sintéticas (não exigem detalhamento específico) e analíticas (exigem um detalhamento específico denominado de conta corrente). O primeiro nível de desdobramento “A” representa a classificação máxima na agregação das contas, nas seguintes classes: TÍTULO CÓDIGO ATIVO 1 PASSIVO 2 DESPESA 3 RECEITA 4 RESULTADO DO EXERCICIO (-) 5 RESULTADO DO EXERCÍCIO (+) 6 1.0.0.0.0.00.00 - O Ativo inclui as contas correspondentes aos bens e direitos e demonstra a aplicação dos recursos. 2.0.0.0.0.00.00 - O Passivo compreende es contas relativas às obrigações, evidenciando as origens dos recursos aplicados no Ativo. PLANOS DE CONTAS 24 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 3.0.0.0.0.00.00 - A Despesa inclui as contas representativas dos recursos despendidos, na gestão, a serem computados na apuração do resultado. 4.0.0.0.0.00.00 - A Receita inclui as contas representativas dos recursos recebidos, na gestão, a serem computados na apuração do resultado. 5.0.0.0.0.00.00 - O Resultado Diminutivo do Exercício (Variações Passivas) inclui as contas representativas das variações patrimoniais negativas, resultantes ou independentes da execução orçamentária, a serem computadas na apuração do resultado. 6.0.0.0.0.00.00 - O Resultado Aumentativo do Exercício (Variações Ativas)inclui as contas representativas das variações patrimoniais positivas, da situação liquida do patrimônio e da apuração do respectivo resultado. Contas Retificadoras As contas redutoras ou retificadoras são identificadas pelo sinal “*” (asterisco), colocado, antes, da intitulação da conta. 0 sinal “=” (de igualdade), antes da intitulação de determinadas contas, identifica a necessidade de tratamento, a nível individualizado (conta corrente), peculiar a cada item, com o objetivo de proporcionar maior flexibilidade no gerenciamento dos dados desejados. Critérios de Classificação das Contas Do Ativo Ativo 1.0.0.0.0.00.00 - 0 Ativo representa os bens e direitos, demonstrando as aplicações dos recursos. As contas do Ativo estão dispostas, no Plano de Contas, em ordem decrescente do grau de liquidez e compreendem os seguintes grupos: 1.1.0.0.0.00.00 ATIVO CIRCULANTE 1.2.0.0.0.00.00 ATIVO REALIZÁVEL A LONGO PRAZO 1.3.0.0.0.00.00 ATIVO PERMANENTE 1.9.0.0.0.00.00 ATIVO COMPENSADO Ativo Circulante Compreende as disponibilidades de numerário, os recursos a receber, as antecipações de despesa, bem como outros bens e direitos, pendentes ou em circulação, realizáveis até o término do exercício seguinte. Ativo Realizável a Longo Prazo São os bens e direitos realizáveis, normalmente, após o término do exercício seguinte. Ativo Permanente Representam os investimentos de caráter permanente, as imobilizações, bem como as despesas diferidas, que contribuirão para a formação do resultado de mais de um exercício. Ativo Compensado Compreende as contas com função precípua de controle, relacionadas aos bens e direitos e obrigações, bem como as situações não compreendidas no patrimônio mas que, direta ou indiretamente, possam vir a afetá-lo, inclusive as relativas aos atos e fatos relacionados com a execução orçamentária e financeira. PLANOS DE CONTAS 25 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Do Passivo Passivo 2.0.0.0.0.00.00 - O passivo representa as obrigações, demonstrando a origem dos recursos. As contas do Passivo estão dispostas, no Plano de Contas, em ordem decrescente do grau de exigibilidade e compreendem os seguintes grupos: 2.1.0.0.0.00.00 PASSIVO CIRCULANTE 2.2.0.0.0.00.00 PASSIVO EXIGÍVEL A LONGO PRAZO 2.3.0.0.0.00.00 RESULTADO DE EXERCÍCIOS FUTUROS 2.4.0.0.0.00.00 PATRIMONIO LÍQUIDO 2.9.0.0.0.00.00 PASSIVO COMPENSADO Passivo Circulante Compreende os depósitos, os Restos a Pagar, as antecipações de receita, bem como outras obrigações pendentes ou em circulação, exigíveis até o término do exercício seguinte. Passivo Exigível a Longo Prazo. São as obrigações exigíveis, normalmente, após o término do exercício seguinte. Resultado de Exercícios Futuros Compreende as contas representativas de receitas de exercícios futuros, bem como das despesas a elas correspondentes. Patrimônio Líquido Representa o capital autorizado, as reservas de capital e outras que forem definidas, bem como o resultado acumulado não destinado. Passivo Compensado Compreende as contas com função precípuas de controle relacionadas aos bens e direitos e as obrigações, bem como as situações não compreendidas no patrimônio mas que, direta ou indiretamente, possam vir a afetá-lo, inclusive as relativas aos atos e fatos, relacionados com a execução orçamentária e financeira. Esse grupo representa a contrapartida do grupo Ativo Compensado Despesa Da Despesa 3.0.0.0.0.00.00 - A Despesa Orçamentária é classificada, no Plano de Contas Único, na classe 3, no momento da sua liquidação, ou seja, quando o contratado entregar o objeto do empenho. (3º Estágio de Despesa) Representam os recursos despendidos, na gestão, que serão computados na apuração do resultado do exercício e são desdobradas, nas seguintes categorias econômicas: 3.3.0.0.0.00.00 DESPESAS CORRENTES 3.4.0.0.0.00.00 DESPESAS DE CAPITAL Despesas Correntes 3.3.1.0.0.00.00 PESSOAL E ENCARGOS SOCIAIS PLANOS DE CONTAS 26 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 3.3.2.0.0.00.00 JUROS E ENCARGOS DA DÍVIDA INTERNA E DÍVIDA EXTERNA 3.3.3.0.0.00.00 OUTRAS DESPESAS CORRENTES Despesas de Capital Correspondem aos seguintes grupos de despesas: 3.4.4.0.0.00.00 INVESTIMENTOS 3.4.5.0.0.00.00 INVERSÕES FINANCEIRAS 3.4.6.0.0.00.00 AMORTIZAÇÃO DA DÍVIDA INTERNA E DA DÍVIDA EXTERNA Receitas Orçamentárias As Receitas Orçamentárias são classificadas, no Plano de Contas Único, na classe 4, no momento do recebimento, ou seja, quando o agente arrecadador recolhe os valores arrecadados, ao Tesouro Nacional, Estadual ou Municipal, sendo desdobradas nas seguintes categorias econômicas: 4.1.0.0.0.00.00 RECEITAS CORRENTES 4.2.0.0.0.00.00 RECEITAS DE CAPITAL Receitas Correntes 4.1.1.0.0.00.00 RECEITAS TRIBUTARIAS 4.1.2.0.0.00.00 RECEITAS DE CONTRIBUIÇÕES 4.1.3.0.0.00.00 RECEITAS PATRIMÔNIAIS 4.1.4.0.0.00.00 RECEITAS AGROPECUÁRIAS 4.1.5.0.0.00.00 RECEITAS INDUSTRIAIS 4.1.6.0.0.00.00 RECEITAS DE SERVIÇOS 4.1.7.0.0.00.00 TRANSFERÊNCIAS CORRENTES 4.1.8.0.0.00.00 RECEITAS CORRENTES A CLASSIFICAR 4.1.9.0.0.00.00 OUTRAS RECEITAS CORRENTES Receitas de Capital 4.2.1.0.0.00.00 OPERACÕES DE CRÉDITO 4.2.2.0.0.00.00 ALIENAÇÕES DE BENS 4.2.3.0.0.00.00 AMORTIZAÇÃO DE EMPRÉSTIMOS 4.2.4.0.0.00.00 TRANSFERÊNCIA DE CAPITAL 4.2.5.0.0.00.00 OUTRAS RECEITAS DE CAPITAL Para este grupo, achasse necessária uma abertura do Plano de Contas Único, haja vista que o referido grupo é uma novidade para aqueles que já conhecem a Contabilidade Geral e estão iniciando seus estudos nesta matéria. Resultado Diminutivo O Resultado Diminutivo do Exercício contém os seguintes grupos e subgrupos: PLANOS DE CONTAS 27 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR CODIGO NOME 5.0.0.0.0.00.00 RESULTADO DO EXERCICIO (-) 5.1.0.0.0.00.00 RESULTADO ORÇAMENTÁRIO(-) 5.1.1.0.0.00.00 Despesas Orçamentárias (classe 3) 5.1.2.0.0.00.00 Interferências Passivas Transferências Financeiras Concedidas Cota/Repasse/Sub-Repasse 5.1.3.0.0.00.00 Mutações Passivas (Execução da receita) Alienações de Ativos Incorporações de Obrigações 5.2.0.0.0.00.00 RESULTADO EXTRA-ORÇAMENTÁRIO(-) 5.2.1.0.0.00.00 Despesas Extra-Orçamentárias (Decorrentes da incorporação de Órgãos não participantes do orçamento) 5.2.2.0.0.00.00 Interferências Passivas Transferências Financeiras p/atender a Restos a Pagar. Transferências de bens e valores 5.2.3.0.0.00.00 Decréscimos Patrimoniais Desincorporações de Ativos Incorporações de Passivos Resultado Orçamentário Diminutivo O Resultado Orçamentário diminutivo corresponde: 5.1.1.0.0.00.00 DESPESAS ORÇAMENTARIAS 5.1.2.0.0.00.00 INTERFERÉNCIAS PASSIVAS 5.1.3.0.0.00.00 MUTAÇÕES PASSIVAS As despesas orçamentárias correspondem a todos os valores despendidos que afetaram o orçamento do exercício. É bom acrescentar que, nesse subgrupo, não se faz lançamentos e sim, na classe 3, do Plano de Contas Único, Despesas Orçamentárias, servindo esse subgrupo, somente, para efeito de demonstração das variações que afetaram, negativamente, o patrimônio. As interferências passivas referem-se às transferências financeiras efetivadas, entre Unidades Gestoras do Sistema. Este assunto, já foi tratado quando falamos sobre as Transferências Financeiras. As interferências Passivas classificadas como orçamentárias, são: COTA REPASSE SUB-REPASSE As Mutações Passivas referem-se aos reflexos da contabilização dos fatos permutativos decorrentes PLANOS DE CONTAS 28 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR da receita orçamentária. Quando estamos contabilizando uma receita de capital que não pode afetar o Patrimônio, por não ser uma receita, fazemos um lançamento neste subgrupo, para compensar o valor lançado como receita orçamentária. Nauma pesquisa ao mesmo tempo qualitativa e quantitativa. Considera-se o paradigma interpretativo o mais adequado ao objeto em estudo. O padrão interpretativo, assim como o funcionalista, preocupa-se com a regulação social, porém de um ponto de vista subjetivista (LAKATOS & MARCONI, 2001). Assim, para melhor considerar a subjetividade, opta-se por uma pesquisa qualitativa. Como método de abordagem, a pesquisa foi conduzida de forma indutiva, realizada em três etapas: a observação dos fenômenos, a descoberta da relação entre eles e a generalização da relação (LAKATOS & MARCONI, 2001). Utilizou-se também como método de procedimentos, o estudo de caso, definido como uma investigação empírica que investiga um fenômeno contemporâneo, dentro de seu contexto da vida real (YIN, 2001). Método Esta pesquisa é um estudo de caso porque nela selecionou-se um objeto de pesquisa restrito (Contabilidade Pública ou Governamental), com o objetivo de aprofundar-lhe os aspectos característicos e compará-los com a teoria comentada na fundamentação teórica. Segundo Santos (1999), por lidar com fatos/fenômenos normalmente isolados, o estudo de caso exige do pesquisador grande equilíbrio intelectual e capacidade de observação, além de moderação quanto à generalização de resultados. Esta pesquisa é de revisão (pesquisa bibliográfica), pois foram consultadas fontes bibliográficas, tais como, livros, publicações periódicas (jornais, revistas, panfletos etc.) e de autores de renome no meio jurídico. Técnica Sendo a pesquisa bibliográfica a principal fonte, o instrumento de coleta de dados será realizado anotações das informações mais relevantes sobre o assunto retiradas desta bibliografia, com o objetivo da otimização da pesquisa a ser realizado. Dessa forma, através destas anotações contendo CONTABILIDADE PÚBLICA 6 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR registros de dados documentais necessários ao desenvolvimento e fundamentação do estudo, tem-se uma visão mais dinâmica do tema proposto de acordo com a óptica de diversos doutrinadores. Serão utilizados neste trabalho dois tipos de pesquisas, a saber: a pesquisa bibliográfica, constituída principalmente de artigos científicos e livros, visto que permite a cobertura de uma gama de fenômenos muito mais ampla; e a pesquisa documental. Embora esta última se assemelhe à pesquisa bibliográfica, permite que se tenha acesso a documentos tipo: reportagens de jornal, relatórios de pesquisa, documentos oficiais, entre outros. Foram utilizadas informações de artigos publicados em revistas científicas nacionais e internacionais, bem como a jurisprudência referente ao tema. CAPÍTULO II REVISÃO DA LITERATURA Contabilidade A Contabilidade como ferramenta de administração contábil foi incorporada negócios empresariais na Europa com o advento das primeiras corporações comerciais italianas em suas circunavegação pelos Mar Mediterrâneo e oceano Atlântico, em busca de especiarias e novos mercados para seus produtos e fontes de matéria-prima, este procedimento se deu inicialmente com os ingleses e holandeses, as quais organizaram as primeiras companhias de comércio exterior com a definição de cotas subdividida por várias pessoas e da mesma forma realizando operações a crédito. Por conseguinte, observa-se a obrigação de aperfeiçoar o controle de suas operações, o que foi feito pela introdução do sistema contábil, que deu inicio a esta atividade e teve seu desempenho mais alto no referido período da historia, permanecendo estagnada até o começo da Revolução Industrial (PERES, 2001). Conforme mencionado anteriormente, os serviços de contabilidade e o papel do contabilista foram regulamentados como atividade profissional na Inglaterra e nos Estados Unidos da América no século XIX, e desta forma em função disto, foram elaboradas determinadas normas diferenciadas através das quais ficaram conhecidas como escolas de contabilidade européia e americana. No Brasil, a regulamentação da profissão do contabilista ocorreu em 1946, em função de que os profissionais que se preocuparam com as primeiras pesquisas na área contábil, antes da referida regulamentação da profissão, as quais se dividiam entre os simpatizantes por uma ou outra escola européia mencionada anteriormente, apresentando suas formas de conceituação da ciência que surgia. Para Ribeiro (1997, p. 33), foi com a ocorrência do no I Congresso Brasileiro de Contabilidade em 1924, que foi estabelecido o conceito oficial para a Contabilidade como sendo: “a ciência que estuda e pratica as funções de orientação, de controle e de registro relativas à administração econômica”. Ainda em referencia ao estudo de Ribeiro (1997, p. 33), a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), por intermédio da deliberação CVM nº 29/86, aprovou o conceito de contabilidade proposto pelo Instituto Brasileiro de Contadores - IBRACON, hoje em dia, determinado como Instituto dos Auditores Independentes do Brasil, que determina que “a contabilidade é, de forma sucinta, um sistema de informação e avaliação destinado a fornecer seus usuários com demonstrativos e analises contábeis de natureza econômica, financeira, física e de produtividade, bem como a relação a organizações objeto de contabilização”. Além da definição oficial da IBRACON definida no referido congresso em 1924, inúmeros pesquisadores, das Ciências Contábeis, vêm reformulando seus conceitos coma finalidade de acrescer com novos subsídios ou reordenando as definições propostas com o intuito de explicar melhor o significado da contabilidade nos dias atuais. Objeto Da Contabilidade Pública O objeto da Contabilidade Pública é o Patrimônio Público, notadamente os recursos públicos. No Brasil, a Contabilidade Pública advém diretamente da norma legal. O principal dispositivo que regula a temática é a Lei 4.320/64, muito embora, grande parte da norma faça referência à temática orçamentária e financeira, e não patrimonial ou contábil propriamente dita. CONTABILIDADE PÚBLICA 7 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Em decorrência da estrita ligação com o processo de gestão dos recursos públicos, esta área da ciência ganhou destaque e visibilidade com a vigência da Lei de Responsabilidade Fiscal, haja vista implicações de natureza políticas e administrativas pelo descumprimento dos prazos e limitações da LRF. Numa ordem crescente pode-se concluir que o primeiro objeto da contabilidade pública é o patrimônio, constituído este por bens, direitos e obrigações vinculados a uma entidade. No entanto, nesse conceito de patrimônio a ser controlado devem ser considerados somente os bens que atendam à característica de específico e não generalizado, de propriedade dessas entidades. Assim dentre os bens que compõem o patrimônio, os bens de uso comum do povo não são considerados no universo contábil do patrimônio público. Vale dizer que bens de uso comum do povo é um conceito do Código Civil Brasileiro, que para melhor entendimento transcreve-se abaixo: Art. 99. São bens públicos: I – Os de uso comum do povo, tais como rios, mares, estradas, ruas e praças; II – Os de uso especial, tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabelecimento da administração federal, estadual, territorial ou municipal, inclusive os de suas autarquias; III – Os dominicais, que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, como objeto de direito pessoal, ou real, de cada uma dessas entidades. Todavia, comporta destacar que os bens de uso comum do povo, como, por exemplo, os mares, rios, estradas, ruas, praças e logradouros, não são objetos de registro contábil, ou seja, não são estão registrados no patrimônio da entidade pública. O segundo objeto da contabilidade pública é o orçamento e sua execução, o orçamento aqui entendido como a peça que dá autorização para arrecadar receitas e também para realizar despesas.realidade, quando temos receita de capital é porque estamos alienando os bens e direitos ou contraindo obrigações, tendo em ambos os casos, uma mutação patrimonial negativa, pelo registro da baixa dos componentes do Ativo, ou do registro da incorporação das obrigações no Passivo. Em termos de lançamentos podemos resumir assim: LANÇAMENTO SISTEMA DE CONTAS S/C Bancos a Receita Orçamentária FINANÇEIRO (F) Mutação Passiva Orçamentária a ATIVO ou PASSIVO PATRIMONIAL (P) Como se observa, o resultado do exercício não vai ser afetado, pois vai receber um lançamento a crédito (Receita Orçamentária) e um lançamento a débito (Mutação Passiva Orçamentária). Resultado Extra-Orçamentário Positivo e Negativo O resultado extra-orçamentário negativo é composto dos seguintes subgrupos: 5.2.1.0.0.00.00 DESPESAS EXTRA-ORÇAMENTARIAS 5.2.2.0.0.00.00 INTERFERÉNCIAS PASSIVAS 5.2.3.0.0.00.00 MUTAÇÕES PASSIVAS a) As despesas extra-orçamentárias, por não participarem do Orçamento Fiscal e da Seguridade Social da LOA. E por não fazer sua contabilidade via SIAFI, precisa encaminhar mensalmente demonstrações contábeis para serem incorporadas ao BGU. O Balanço Geral da União - BGU é composto dos Balanços dos órgãos da administração direta e indireta. Compõem o BGU, na administração indireta, as Autarquias, Fundações e Empresas Públicas, excluindo-se as Empresas de Economia Mista, por serem incorporadas ao BGU pela participação acionária da União, em cada Ministério que participe do capital dessas Empresas. b) As interferências passivas extra-orçamentárias consistem em transferências de bens e valores referente ao exercício anterior para atender os Restos a Pagar. Podendo ser superveniências passivas(doação concedida de um bem) e insubsistência ativas(baixa da dívida ativa por cancelamento). As Desincorporações de ativos independentes da execução do orçamento e as incorporações de passivos independentes da execução orçamentária decrescem o patrimônio. Do Resultado Do Exercício Aumentativo O Resultado do Exercício Positivo que é composto dos seguintes grupos e subgrupos: COPIGO NOME 6.0.0.0.0.00.00 RESULTADO DO EXERCICIO (+) 6.1.0.0.0.00.00 RESULTADO ORÇAMENTÁRIO 6.1.1.0.0.00.00 Receitas Orçamentárias (Classe 4) 6.1.2.0.0.00.00 Interferências Ativas Transferências Financeiras Recebidas PLANOS DE CONTAS 29 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Cota/Repasse/Sub-Repasse 6.1.3.0.0.00.00 Mutações Ativas (Execução da Despesa) Aquisições de Ativos Incorporações de Obrigações 6.2.0.0.0.00.00 RESULTADO EXTRA-ORÇAMENTÁRIO 6.2.1.0.0.00.00 Receitas Extra-Orçamentárias (Decorrentes da incorporação de Órgãos não participantes do orçamento). 6.2.2.0.0.00.00 Interferências Ativas Transferências Financeiras p/ atender a Restos a Pagar Transferências de Bens e Valores 6.2.3.0.0.00.00 Acréscimos Patrimoniais Incorporações de Ativos Desincorporações de Passivos 6.3.0.0.0.00.00 RESULTAPO APURADO Resultado Orçamentário(+) O resultado orçamentário compreende os seguintes subgrupos: 6.1.1.0.0.00.00 RECEITAS ORÇAMENTARIAS 6.1.2.0.0.00.00 INTERFERÊNCIAS ATIVAS 6.1.3.0.0.00.00 MUTAÇÕES ATIVAS As Receitas Orçamentárias correspondem a todos os valores recebidos, relativos à execução orçamentária da receita. É bom acrescentar que, nesse subgrupo, não se fazem lançamentos e sim, na classe 4, do Plano de Contas Único, Receitas Orçamentárias, servindo esse subgrupo, somente, para efeito de demonstração das variações que afetaram, positivamente, o patrimônio. As Interferências Ativas referem-se às transferências financeiras efetivadas, entre Unidades Gestoras do Sistema. Este assunto já foi estudado, quando tratamos do tópico das Transferências Financeiras. As Mutações Ativas referem-se aos reflexos da contabilização dos fatos permutativos, decorrentes da despesa orçamentária. Quando estamos contabilizando uma despesa de capital, por exemplo, que não pode afetar o Patrimônio, por não ser uma despesa, fazemos um lançamento, neste subgrupo, para compensar o valor lançado como despesa orçamentária. Na realidade, quando temos despesa de capital é porque estamos adquirindo bens e direitos, ou amortizando obrigações, tendo, em ambos os casos, uma variação patrimonial positiva, pelo registro da incorporação dos componentes do Ativo, ou o registro da baixa da obrigação, no Passivo. Em termos de lançamentos, podemos resumir assim: LANÇAMENTO S/C Despesas Orçamentárias a Bancos (F) ATIVO ou PASSIVO PLANOS DE CONTAS 30 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR a Mutação Ativa Orçamentária (P) O Resultado do Exercício, como se observa pelo lançamento acima, não foi afetado, pois recebeu um lançamento a débito (despesa orçamentária) e um lançamento a crédito (Mutação Ativa Orçamentária). Resultado Extra-Orçamentário O Resultado Extra-Orçamentário é composto dos seguintes subgrupos: 6.2.1.0.0.00.00 RECEITAS EXTRA-ORÇAMENTARIAS 6.2.2.0.0.00.00 INTERFERÊNCIAS ATIVAS 6.2.3.0.0.00.00 MUTAÇÕES ATIVAS Nesse subgrupo, são registrados os valores das incorporações de receitas dos órgãos não participantes do Orçamento Fiscal e da Seguridade Social, conforme já foi explicado, quando estudamos o item despesas extra-orçamentárias. As Interferências Ativas Extra-Orçamentárias incorporam os valores das transferências financeiras recebidas, para atender a Restos a Pagar, pois são referentes ao orçamento do exercício anterior e às transferências de bens e valores recebidas. Os acréscimos patrimoniais referem-se às incorporações de ativos independentes da execução do orçamento, ou seja, as superveniências ativas e as insubsistências passivas independentes da execução orçamentária. A título de exemplo, podemos citar uma doação recebida de um bem, a incorporação de um bem encontrado no inventário, a correção dos bens, a inscrição da dívida ativa, o encampamento de dívidas passivas, a atualização monetária dos direitos e das dívidas etc... Resultado Apurado É uma conta transitória, utilizada no encerramento do exercício, para demonstrar a apuração do Resultado Patrimonial do Exercício. Esta conta só é movimentada no final de cada exercício financeiro, quando receberá os saldos das contas de resultado devedoras e credoras e apurará o Resultado Patrimonial do Exercício. Sistemas de Contas Na Contabilidade Pública, as contas do Plano de Contas são separadas, em sistemas de contas independentes, para facilitar a elaboração dos Balanços e demonstrativos. Esses sistemas são classificados em: FINANCEIRO; PATRIMONIAL; ORÇAMENTÁRIO e DE COMPENSAÇÃO Sistema Financeiro O Sistema Financeiro está relacionado com os ingressos (entradas) e os dispêndios (saídas) de recursos, ou seja, com o registro dos recebimentos e pagamentos de natureza orçamentária e extra- orçamentária. É importante esclarecer que os lançamentos contábeis são feitos, fechados em cada sistema, ou seja, quando se debita uma conta de um determinado sistema, a conta creditada, também, tem de pertencer ao mesmo sistema, conforme se observa, a seguir: Conta Financeira As principais contas do sistema financeiro estão relacionadas com as contrapartidas do grupo "Disponível", visto que este grupo representa, dentro de qualquer Órgão ou Entidade, as entradas e saídas de recursos. PLANOS DE CONTAS 31 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Podemos concluir que todas as contas do grupo "Disponível" pertencem ao Sistema Financeiro, ou seja, Caixa, Bancos Conta Movimento, Aplicações Financeiras e todas as outras contas, que se relacionam com o "Disponível", também, pertencem a esse sistema, tais como: Receita, Despesa, Fornecedores, Restos a Pagar, Pessoal a Pagar, Encargos Sociais a Recolher, Consignações, Depósitos de Terceiros etc... Resumindo, teremos: DISPONÍVELENTRADAS SAÍDAS RECEITAS DESPESAS ORÇAMENTARIAS INTERFERENCIAS ATIVAS INTERFERENCIAS PASSIVAS Transferências Financeiras Recebidas Transferências Financeiras Concedidas -Cota -Cota -Repasse -Repasse -Sub Repasse -Sub Repasse Recebimentos Pagamentos EXTRA-ORÇAMENTÁRIOS EXTRA-ORÇAMENTARIOS -Transferências p/atender a Restos a Pagar -Restos a Pagar (RP) -Créditos a Receber Financeiros Transferências p/ atender a RP -Fornecedores -Pessoal a Pagar -Encargos Sociais a Recolher -Consignações -Depósitos de Terceiros Como se observa, os fatos que se relacionam com entradas e saídas de recursos, na Contabilidade Pública, terão, obrigatoriamente, um lançamento no Sistema Financeiro. _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ CONTABILIZAÇÃO 1 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Contabilização Como Contabilizar as Receitas com Vendas Observando o regime de competência , as vendas realizadas devem ser contabilizadas por ocasião da entrega ou execução do produto ou serviço. Para facilitar o entendimento dos termos utilizados neste artigo, definimos: Mercadorias – Venda de produtos adquiridos de terceiros. Exemplo: uma farmácia adquire medicamentos de um distribuidor, e revende-os. Trata-se aí, de mercadorias, e não de produtos. Produtos – Venda de produtos de produção própria (caso das indústrias). Exemplo: uma indústria farmacêutica adquire insumos, industrializa-os e vende aos distribuidores. Trata-se de produtos fabricados pela própria empresa, e vendidos posteriormente aos distribuidores. Serviços – Venda de serviços executados por contrato ou tarefa. Exemplo: serviços de auditoria independente, executados para um cliente. Regime de competência – As receitas e as despesas devem ser incluídas na apuração do resultado do período em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento. Regime de caixa – As receitas e as despesas são incluídas na apuração do resultado no período em que forem recebidas ou pagas. Venda De Bens As receitas provenientes das vendas de bens devem ser reconhecidas quando forem satisfeitas as seguintes condições: 1. A entidade tenha transferido para o comprador os riscos e benefícios mais significativos inerentes à propriedade dos bens; 2. A entidade não mantenha envolvimento continuado na gestão dos bens vendidos em grau normalmente associado à propriedade nem efetivo controle de tais bens; 3. O valor da receita possa ser confiavelmente mensurado; 4. For provável que os benefícios econômicos associados à transação fluirão para a entidade; e 5. As despesas incorridas ou a serem incorridas, referentes à transação, possam ser confiavelmente mensuradas. Venda em Consignação Nos casos em que o recebimento da receita é dependente da venda dos bens pelo comprador (consignação), não se registra a receita enquanto não realizada, ou seja,enquanto o comprador não efetivar a venda dos respectivos bens. Prestação De Serviços Quando a prestação de serviços puder ser estimado, a receita associada à transação deve ser reconhecida tomando por base a proporção dos serviços prestados até a data do balanço. A prestação do serviço pode ser estimada quando todas as seguintes condições forem satisfeitas: 1. O valor da receita puder ser confiavelmente mensurado; 2. For provável que os benefícios econômicos associados à transação fluirão para a entidade; 3. A proporção dos serviços executados até a data do balanço puder ser confiavelmente mensurada; e CONTABILIZAÇÃO 2 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 4. As despesas incorridas com a transação assim como as despesas para concluí-la possam ser confiavelmente mensuradas. O reconhecimento da receita com referência à proporção dos serviços executados relativos a uma transação é usualmente denominado método da percentagem completada. Por esse método, a receita é reconhecida nos períodos contábeis em que os serviços forem prestados. O reconhecimento da receita nessa base proporciona informação útil sobre a extensão da atividade e o desempenho dos serviços prestados durante o período. A fase de conclusão da transação pode ser determinada por diversos métodos. A entidade dever escolher um que mensure os serviços executados. Dependendo da natureza da transação, os métodos podem incluir: levantamento ou medição do trabalho executado, percentual do total dos serviços executados até determinada data, ou ainda a proporção entre os custos incorridos até a data e os custos totais estimados da transação. Apenas os custos efetivamente identificados relativamente aos serviços executados devem ser incluídos nos custos incorridos até a data de mensuração. Exemplo De Mensuração De Serviços Executados: % de etapas de trabalho já concluídas: 40% Preço total do serviço total contratado: R$ 100.000,00 Receita de serviços a ser reconhecida: R$ 100.000,00 x 40% = R$ 40.000,00. Contabilização Das Receitas De Vendas Venda de Mercadorias: D – Clientes (Ativo Circulante ou Realizável a Longo Prazo – Contas a receber) C – Vendas de Mercadorias (Conta de Resultado – Receita com vendas) Vendas de Serviços: D – Clientes (Ativo Circulante ou Realizável a Longo Prazo – Contas a receber) C – Vendas de Serviços (Conta de Resultado – Receita com vendas) Venda de Produtos: D – Clientes (Ativo Circulante ou Realizável a Longo Prazo – Contas a receber) C – Vendas de Produtos (Conta de Resultado – Receita com vendas) Baixa Dos Estoques Vendidos No momento que reconhecemos uma receita, contabilizamos o Custo da Mercadoria Vendida (CMV)através da baixa dos estoques (ficha de controle de estoques), ou Custo dos Produtos Vendidos (CPV). A contabilização pode ser por operação ou por períodos, diários, mensais, etc. Baixa de estoques pela venda de Mercadorias: D – Custo de Mercadorias Vendidas (Conta de Resultado – CMV) C – Estoques de Mercadorias (Ativo Circulante – estoques) Baixa de estoques pela venda de Produtos: D – Custo dos Produtos Vendidos (Conta de Resultado – CPV) C – Estoques de Produtos Acabados (Ativo Circulante – estoques) Contabilidade Aplicada À Administração Pública Federal Conceito A Contabilidade Aplicada à Administração Pública seja na área Federal, Estadual, Municipal ou no CONTABILIZAÇÃO 3 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Distrito Federal, tem como carro chefe a Lei 4.320, de 17 de março de 1964, que estatui normas gerais de direito financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal. Costumamos dizer que a Lei 4.320/64 está para Contabilidade Aplicada à Administração Pública assim como a Lei das Sociedade por Ações , Lei 6.404/76, está para a Contabilidade aplicada à atividade empresarial. A Contabilidade Aplicada à Administração Pública registra a previsão da receita e a fixação da despesa, estabelecidas no Orçamento Público aprovado para o exercício, escritura a execução orçamentária da receita e da despesa, faz a comparação entre a previsão e a realização das receitas e despesas, controla as operações de crédito, a dívida ativa, os valores, os créditos e obrigações,revela as variações patrimoniais e mostra o valor do patrimônio. Seguindo os dispositivos da Lei 4.320/64 e as afirmações anteriores, podemos definir a Contabilidade Pública como sendo o ramo da contabilidade que registra, controla e demonstra a execução dos orçamentos, dos atos e fatos da fazenda pública e o patrimônio público e suas variações. Pela definição anterior deduzimos que a Contabilidade Pública está interessada também em todos os atos praticados pelo administrador, sejam de natureza orçamentária (Previsão da Receita, Fixação da Despesa, Empenho, Descentralização de Créditos, etc;) ou sejam meramente administrativos (Contratos, Convênios, Acordos, Ajustes, Avais, Fianças, Valores sob responsabilidade, Comodatos de Bens, etc;) representativos de valores potenciais que poderão afetar o Patrimônio (A - P = PL) no futuro. Objeto O objeto de qualquer contabilidade é o Patrimônio. Pela definição dada no item 1.1, vemos com clareza que Contabilidade Pública não está interessada somente no Patrimônio e suas variações, mas, também, no Orçamento e sua execução (Previsão e arrecadação da receita e a Fixação e a execução da despesa). Já vimos que a Contabilidade Pública, além de registrar todos os fatos contábeis (modificativos, permutativos e mistos), registra também os atos potenciais praticados pelo administrador, que poderão alterar qualitativa e quantitativamente o patrimônio. Já vimos, também, que a Contabilidade Pública está interessada nos atos e fatos de natureza orçamentários visto que o orçamento, sendo um dos primeiros atos praticados pelo administrador, tem um papel importantíssimo na Contabilidade Pública, pois, praticamente quase tudo se origina no orçamento. Objetivo O objetivo da Contabilidade Aplicada à Administração Pública é o de fornecer à administração informações atualizadas e exatas para subsidiar as tomadas de decisões, aos órgãos de controle interno e externo para o cumprimento da legislação e às instituições governamentais e particulares informações estatísticas e outras de interesse dessas instituições. Regime Contábil A referida Lei 4.320/64, em seu art. 35 determina o seguinte: "art. 35 - Pertencem ao exercício financeiro: I - as receitas nele arrecadadas; II- as despesas nele legalmente empenhadas." Para os estudiosos do assunto este artigo da Lei consagrou o regime contábil misto para a Contabilidade Aplicada à Administração Pública no Brasil, ou seja: de caixa para as receitas (as CONTABILIZAÇÃO 4 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR receitas nele arrecadadas = pelo ingresso dos recursos financeiros) e o de competência para as despesas. Campo De Aplicação O campo de aplicação da Contabilidade é restrito à administração, nos seus quatro níveis de governo: Federal, Estadual, Municipal e Distrito Federal, bem como as suas Autarquias e Fundações. O campo de atuação da Contabilidade Aplicada à Administração Pública Federal, após o advento do SIAFI - SISTEMA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA DO GOVERNO FEDERAL, em 1987, começou a expandir-se e hoje já alcança a empresas públicas e algumas empresas de economia mista que participam do Orçamento Fiscal e de Seguridade. Resumindo, Temos: CAMPO DE APLICAÇÃO ADMINISTRAÇÃO DIRETA PODER EXECUTIVO Presidência da República e suas Secretarias Ministérios Civis e Militares PODER JUDICIÁRIO Todos os seus Tribunais PODER LEGISLATIVO Câmara dos Deputados Senado Federal ADMINISTRAÇÃO INDIRETA* Autarquias Fundações Empresas Públicas Sociedades de Economia Mista *somente aquelas sujeitas ao Orçamento Fiscal e de Seguridade Social Legislação A contabilização dos atos e fatos administrativos, bem como a elaboração de balanços e demonstrativos contábeis, orçamentários e financeiros, obedecem às normas gerais estatuídas pela Lei 4.320, de 17.03.64 e a Instrução Normativa da Coordenação Geral de Contabilidade da Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda, de nr.08, de 05.11.93 A Lei 4.320, De 17.03.64 Estatui normas gerais de direito financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal. Os principais artigos que se referem à Contabilidade são: -do exercício financeiro artigos 34 e 35 -do superávit financeiro artigo 43 -da contabilidade artigos 83 a 85 e 87 a 89 -da contabilidade orçamentária e financeira artigos 90, 91 e 93 -da contabilidade patrimonial CONTABILIZAÇÃO 5 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR artigos 94 a 100 -dos balanços artigos 101 a 106 A Instrução Normativa Nr. 08, De 09.11.93 Aprova as normas gerais sobre o Plano de Contas da Administração Pública Federal, permitindo a identificação, a classificação contábil dos atos e fatos de uma gestão, de maneira padronizada, uniforme e sistematizada. Este assunto será tratado no item 6 quando abordaremos as funções das contas. Plano De Contas O Plano de Contas da Administração Pública Fedral é representado por um conjunto de títulos, organizados e codificados com o propósito de sistematizar e uniformizar o registro contábil dos atos e fatos de gestão, e permitir a qualquer momento, com precisão e clareza, a obtenção dos dados relativos ao patrimônio. A execução contábil relativa aos atos e fatos de gestão financeira, orçamentária e patrimonial, por parte dos Órgãos e Entidades da Administração Pública Federal obedece ao Plano de Contas elaborado e mantido de acordo com os padrões estabelecidos, tendo como parte integrante a Relação das Contas, a Tabela de Eventos e os Indicadores Contábeis. O Plano de Contas tem o propósito de atender, de maneira uniforme e sistematizada, ao registro contábil dos atos e fatos relacionados com os recursos colocados à disposição dos Órgãos da Administração Direta e Indireta, de forma a proporcionar maior flexibilidade no gerenciamento e consolidação dos dados e atender às necessidades de informações em todos os níveis da Administração Pública Federal, objetivando principalmente: o realçar o estado patrimonial e suas variações, concentrando as contas típicas de controle nos grupos de compensação, de forma a propiciar o conhecimento mais adequado da situação econômico-financeira da gestão administrativa; o padronizar o nível de informações dos Órgãos da Administração Direta e Indireta com a finalidade de auxiliar o processo de tomada de decisão, ampliando a quantidade dessas informações e facilitando a elaboração do BGU; e o permitir, através da relação de contas e tabelas, a manutenção de um sistema integrado de informações orçamentárias, financeiras e patrimoniais na Administração Pública Federal, com a extração de relatórios necessários a análise gerencial, inclusive Balanços e demais Demonstrações Contábeis, capaz de atender aos aspectos legais e fiscais. Áreas Envolvidas O Plano de Contas é adotado por todas as UG integrantes do SIAFI, ou que venham a integrá-lo, sob a modalidade de uso total, sendo a CCONT/STN o órgão responsável por sua administração, a quem compete: o criar, extinguir, especificar, desdobrar, detalhar e codificar contas; o expedir instruções sobre a utilização do Plano de Contas, compreendendo os procedimentos contábeis pertinentes; e o promover as alterações e ajustes necessários à atualização do Plano de Contas, observada sua estrutura básica, incluindo a Tabela de Eventos e os Indicadores Contábeis. Estrutura A estrutura básica do Plano de Contas, em nível de classe/grupo, consiste na seguinte disposição: CONTABILIZAÇÃO 6 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 1 - A T I V O 2 - P A S S I V O 1.1 - CIRCULANTE 2.1 - CIRCULANTE 1.2 - REALIZÁVEL A LONGO PRAZO 2.2 - EXIGÍVEL A LONGO PRAZO 1.4 - PERMANENTE 2.3 - RESULTADO DE EXERCÍCIOS FUTUROS 1.9 - COMPENSADO 2.4 - PATRIMÔNIO LÍQUIDO 2.9 - COMPENSADO 3 - D E S P E S A 4 - R E C E I T A 3.3 - DESPESAS CORRENTES 4.1 - RECEITAS CORRENTES3.4 - DESPESAS DE CAPITAL 4.2 - RECEITAS DE CAPITAL 4.9 - * DEDUÇÕES DA RECEITA 5 - R E S U L T A D O D O E X E R C Í C I O(-) 6- R E S U L T A D O D O E X E R C Í C I O (+) 5.1 - RESULTADO ORÇAMENTÁRIO 6.1 - RESULTADO ORÇAMENTÁRIO 5.2 - RESULTADO EXTRA-ORÇAMENTÁRIO 6.2 - RESULTADO EXTRA-ORÇAMENTÁRIO 6.3 - RESULTADO APURADO Conta Conceito Conta é o título representativo da formação, composição, variação e situação de um patrimônio, bem como de bens, direitos, obrigações e situações nele não compreendidas, mas que, direta ou indiretamente, possam vir a afetá-lo, exigindo por isso controle específico. As contas são agrupadas segundo suas funções, possibilitando: o identificar, classificar e efetuar a escrituração contábil, pelo método das partidas dobradas, dos atos e fatos de gestão, de maneira uniforme e sistematizada; o conhecer a situação dos responsáveis que, de algum modo, arrecadem receitas, efetuem despesas e administrem ou guardem bens pertencentes ou confiados a uma gestão; o determinar os custos dos serviços industriais; o acompanhar e controlar a execução orçamentária, evidenciando a receita prevista, lançada, realizada e a realizar, bem como a despesa autorizada, empenhada, realizada e as dotações disponíveis; o elaborar os Balanços Orçamentário, Financeiro e Patrimonial, a Demonstração das Variações e dos Resultados; o conhecer a composição e situação do patrimôni analisado; o analisar e interpretar os resultados econômicos e financeiros; o individualizar os devedores e credores, com a especificação necessária ao controle contábil do direito ou obrigação;e o controlar contabilmente os direitos e obrigações oriundos de ajustes ou contratos de interesse da gestão. Estrutura CONTABILIZAÇÃO 7 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR As contas estão estruturadas por níveis de desdobramento, classificadas e codificadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação orçamentária, financeira e patrimonial, compreendendo sete níveis de desdobramento, da seguinte forma: 1o. NÍVEL - CLASSE ............................................................ X 2o. NÍVEL - GRUPO ............................................................. X 3o. NÍVEL - SUBGRUPO ....................................................... X 4o. NíVEL - ELEMENTO......................................................... X 5o. NÍVEL - SUBELEMENTO................................................. X 6o. NÍVEL - ITEM ................................................................ XX 7o. NÍVEL - SUBITEM .......................................................... XX CONTA-CORRENTE ......................................................... CÓDIGO As contas estão, ainda, separadas em escrituradas (admitem registros) e não escrituradas (não admitem registros). As escrituradas recebem registro em qualquer dos seus níveis (à exceção dos três primeiros níveis) e subdividem-se em sintéticas (não exigem detalhamento específico denominado conta-corrente) e analíticas (exigem o conta-corrente). Primeiro nível de desdobramento representa a classificação máxima na agregação das contas nas seguintes classes: ATIVO PASSIVO DESPESA RECEITA RESULTADO DO EXERCÍCIO (-) RESULTADO DO EXERCÍCIO (+) O Ativo inclui as contas correspondentes aos bens e direitos, demonstrando a aplicação dos recursos. O Passivo compreende as contas relativas às obrigações, evidenciando as origens dos recursos aplicados no ativo. A Despesa inclui as contas representativas dos recursos despendidos na gestão, a serem computados na apuração do resultado. A Receita inclui as contas representativas dos recursos auferidos na gestão, a serem computados na apuração do resultado. O Resultado Diminutivo do Exercício inclui as contas representativas de variações diminutivas, resultantes ou independentes da execução orçamentária, a serem computadas na apuração do resultado. O Resultado Aumentativo do Exercício inclui as contas representativas das variações positivas da situação líquida do patrimônio e da apuração do resultado respectivo. Contas Retificadoras As contas redutoras ou retificadoras são identificadas pelo sinal * (asterisco), colocado antes da titulação da conta. Contas Correntes O sinal = (igual), antes da titulação de determinadas contas, identifica a necessidade de tratamento em nível individualizado (conta corrente), peculiar a cada item, com o objetivo de proporcionar maior CONTABILIZAÇÃO 8 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR flexibilidade no gerenciamento dos dados desejados. Existe, hoje, no sistema os seguintes tipos de contas correntes: CÓDIGO NOME 00 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 14 15 16 19 21 22 23 24 25 26 28 29 30 31 32 33 34 35 36 38 39 40 43 44 NAO EXIGE BANCO+AGENCIA+CONTA BANCARIA CGC, CPF, IG OU UG+GESTAO UG+FR EXERCICIO+CGC OU CPF GUIA DE RECEBIMENTO ORDEM BANCARIA SUBITEM DO ELEMENTO DE DESPESA INDIVIDUALIZACAO DE IMOVEIS INDIVIDUALIZACAO DE MARCAS E PATENTES INDIVIDUALIZACAO DE PROJETOS CODIGO DE DESTINACAO DA RECEITA FONTE DE RECURSOS CELULA DA RECEITA CONTRATO DE PROGRAMAS DE REPASSE CELULA DA DESPESA (EO+PTRES+FR+ND+UGR+ PI) INDIVIDUALIZACAO DO INCENTIVO FISCAL FINALIDADE DE TRANSFERENCIA CODIGO DE TRIBUTO CLASSIFICACAO DE ENCARGOS (PI + BANCO) CATEGORIA DE GASTO + ANO + MES ORDENS DE PRODUCAO NOTA DE EMPENHO FONTE SOF NUMERO DA OBRIGACAO NUMERO DE CADASTRO DE CONVENIO CELULA DA DESPESA COM ND DETALHADA UG+CEL.FINANCEIRA(FONTE SOF+CAT.GASTOS)+ANO+MES CELULA SOF(EO+PTRES+IDOC+ND+FR) CONTROLE DE VALORES NUMERO DE AUXILIO, SUBVENCOES OU CONTRIBUICOES NUMERO DO CONVENIO + O NUMERO DA PARCELA NUMERO RIP DE IMOVEL SIGLA DA UF UG + GESTAO + NUMERO DO PRE-EMPENHO ORGAO + FONTE (4) + CATEGORIA DE GASTO (1) (CGC, CPF, UG/GESTAO, PF OU EX) + PC OU RC Critérios De Classificação Das Contas Critérios De Classificação Do Ativo O Ativo representa os bens e direitos, demonstrando as aplicações dos recursos. As contas do Ativo estão dispostas no Plano de Contas em ordem decrescente de grau de liquidez e compreendem os seguintes grupos: ATIVO CIRCULANTE ATIVO REALIZÁVEL A LONGO PRAZO ATIVO PERMANENTE ATIVO COMPENSADO A) Ativo Circulante Compreende as disponibilidades de numerário, os recursos a receber, as antecipações de despesa, bem como outros bens e direitos pendentes ou em circulação, realizáveis até o término do exercício seguinte. B) Ativo Realizável A Longo Prazo CONTABILIZAÇÃO 9 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR São os bens e direitos realizáveis normalmente após o término do exercício seguinte. C) Ativo Permanente Representa os investimentos de caráter permanente, as imobilizações, bem como despesas diferidas que contribuirão para a formação do resultado de mais de um exercício. D) Ativo Compensado Compreende contas com função precípua de controle, relacionadas aos bens, direitos, obrigações e situações não compreendidas no patrimônio mas que, direta ou indiretamente, possam vir a afetá-lo , inclusive as relativas a atos e fatos relacionados com a execução orçamentária e financeira. Critérios De Classificação Do Passivo O passivo representa as obrigações, demonstrando a origem dos recursos. As contas do Passivo estão dispostas no Plano de Contas em ordem decrescente de grau de exigibilidade e compreendem os seguintes grupos: PASSIVO CIRCULANTE PASSIVO EXIGÍVEL A LONGO PRAZO RESULTADO DE EXERCÍCIOS FUTUROS PATRIMÔNIO LÍQUIDO PASSIVO COMPENSADO A) Passivo Circulante Compreende os depósitos, os restos a pagar, as antecipações de receita, bem como outras obrigações pendentes ou em circulação, exigíveis até o término do exercício seguinte. B) Exigível A Longo Prazo São as obrigações exigíveis normalmente após o término do exercício seguinte. C) Resultado De Exercícios FuturosCompreende as contas representativas de receitas de exercícios futuros, bem como das despesas a elas correspondentes. D) Patrimônio Líquido Representa o capital autorizado, as reservas de capital e outras que forem definidas, bem como o resultado acumulado não destinado. E) Passivo Compensado Compreende contas com função precípua de controle, relacionadas aos bens, direitos, obrigações e situações não compreendidas no patrimônio mas que, direta ou indiretamente, possam vir a afetá-lo, inclusive as relativas a atos e fatos relacionados com a execução orçamentária e financeira; Critérios De Classificação Das Despesas A despesa compreende os recursos despendidos na gestão, a serem computados na apuração do resultado do exercício, desdobradas nas seguintes categorias econômicas: DESPESAS CORRENTES DESPESAS DE CAPITAL A) Despesas Correntes Compreendem as de Pessoal e Encargos Sociais, Juros e Encargos da Dívida Interna e Externa e Outras Despesas Correntes, observadas as conceituações existentes nos dispositivos legais e normas pertinentes em vigor. CONTABILIZAÇÃO 10 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR B) Despesas De Capital Correspondem às de Investimentos, Inversões Financeiras, Amortização da Dívida Interna, Amortização da Dívida Externa e Outras Despesas de Capital, observadas as conceituações legais pertinentes em vigor. As Despesas ainda mais detalhadas objetivam oferecer informações mais específicas sobre gastos do setor público. Critérios Da Classificação Da Receita A receita compreende os recursos auferidos na gestão, a serem computados na apuração do resultado do exercício, desdobrados nas seguintes categorias econômicas: RECEITAS CORRENTES RECEITAS DE CAPITAL A) Receitas Correntes Compreendem as tributárias, contribuições, patrimoniais, industriais, agropecuárias, serviços e outras de natureza semelhante, bem como as provenientes de transferências correntes, observadas as conceituações legais pertinentes em vigor. B) Receitas De Capital Correspondem à constituição de dívidas, conversão em espécie de bens e direitos, amortizações, utilização de saldos de exercícios anteriores ou de reservas e outras de natureza semelhante, bem como as provenientes de transferências de capital, observadas as normas legais pertinentes em vigor. Critérios De Classificação Do Result. Do Exercício Diminutivo O Resultado Diminutivo do Exercício contém os seguintes grupos: RESULTADO ORÇAMENTÁRIO RESULTADO EXTRA-ORÇAMENTÁRIO A) Resultado Orçamentário Corresponde às despesas, interferências passivas (financeiras) e as mutações patrimoniais passivas resultantes da execução orçamentária (fatos permutativos). B) Resultado Extra-Orçamentário Abrange as despesas extra-oeçamentárias, as interferências passivas (financeiras e patrimoniais) e os decréscimos patrimoniais de bens, direitos e obrigações independentes da execução orçamentária (fatos modificativos). Critérios De Classificação Do Res. Do Exercício Aumentativo O RESULTADO AUMENTATIVO DO EXERCíCIO compreende os seguintes grupos de contas: RESULTADO ORÇAMENTÁRIO RESULTADO EXTRA-ORÇAMENTÁRIO RESULTADO APURADO A) Resultado Orçamentário Representa as receitas, interferências ativas (financeiras) e as mutações patrimoniais ativas resultantes da execução orçamentária (permutativas); B) Resultado Extra-Orçamentário Abrange as receitas extra-orçamentárias, as interferências ativas (financeiras e patrimoniais) e os acréscimos patrimoniais (de bens, direitos e obrigações) independentes da execução orçamentária (fatos modificativos). CONTABILIZAÇÃO 11 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR C) Resultado Apurado É uma conta transitória utilizada no encerramento do exercício para demonstrar a apuração do resultado patrimonial do exercício que poderá resultar num superávit (quando as variações ativas forem maiores do que as passivas) ou déficit (quando as variações ativas forem menores do que as passivas). Mecanismos De Débito E Crédito Do Ativo As contas do ativo são debitadas pelos aumentos e creditadas pelas diminuições dos seus componentes. A) Aumentos As contas do Ativo são debitadas pelos aumentos dos seus componentes patrimoniais, decorrentes de incorporações de bens e direitos e têm como contrapartida dos débitos uma Variação Ativa, representada pela classe (4) Receita Orçamentária, quando se tratar da arrecadação da receita, e classe (6) Resultado do Exercício, quando se tratar de incorporações de ativos. Como exemplo podemos citar a arrecadação da receita tributária que vai aumentar os componentes patrimoniais pelo ingresso dos recursos no banco, que em termos de registro pode ser demonstrado, assim: Bancos (aumento do ativo) a Receita Orçamentária (classe 4) A contabilização de uma doação recebida de um veículo recebe o seguinte tratamento contábil: Veículos (aumento do ativo) a Variações Ativas (classe 6) B) Diminuições As contas do Ativo serão creditadas pelas suas diminuições e têm como contrapartida dos créditos uma Variação Passiva, representada pela classe (3) Despesa Orçamentária, quando se tratar de pagamento da despesa, e (5) Resultado do Exercício, quando se tratar de desincorporações do ativo. A única exceção a essa regra é o pagamento das obrigações financeiras em que a diminuição do ativos (saída do recurso do banco) terá como contrapartida do crédito na Conta "Bancos", o débito de uma conta de Obrigações no Passivo. Podemos citar como exemplo o pagamento da despesa orçamentária que pode ser resumida, em termos de lançamentos, como segue: Despesa Orçamentária (classe 3) a Bancos (diminuição do ativo) Um outro exemplo seria uma doação concedida de um veículo, representada em termos de lançamento, como segue: Variações Passivas (classe 5) a Veículos (diminuição do ativo) Resumindo: EVENTO ATIVO CONTRAPARTIDA AUMENTOS DIMINUIÇÕES DÉBITO CRÉDITO V.A. Classe (4 ou 6) V.P. classe (3 ou 5) V.A. - Variações Ativas V.P. - Variações Passivas Do Passivo CONTABILIZAÇÃO 12 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR As contas do Passivo são creditadas pelos aumentos e debitadas pelas diminuições dos seus componentes. A) Aumentos: As contas do Passivo serão creditadas pelos aumentos dos seus componentes e terão como contrapartida dos seus créditos uma Variação Passiva, representada pela classe (3) - Despesa Orçamentária, quando se tratar da liquidação da despesa (2º estágio da despesa) e (5) Resultado do Exercício quando se tratar de Incorporações de Passivos (obrigações). Um exemplo típico de aumentos do Passivo é a liquidação da despesa (2º estágio da despesa) que deverá ter a seguinte contabilização, no sistema financeiro: Despesa Orçamentária (classe 3) a Obrigações (aumentos de passivos) As obrigações decorrentes de Operações de Créditos emitidas devem ser contabilizadas da seguinte forma: Variações Passivas (classe 5) a Operações de Créditos (aumento do passivo) B) Diminuições As contas do Passivo serão debitadas pelas diminuições e terão como contrapartida dos seus débitos, a conta Bancos quando se tratar de pagamento das obrigações financeiras e Variações Ativas, quando se tratar de diminuições do passivo (baixa de obrigações por pagamento do passivo não financeiro, perdão da dívida, registros indevidos, etc.). O terceiro estágio da despesa, o pagamento, pode ser assim resumido em termos de lançamentos: Obrig.Financeiras (dimin.do passivo) a Bancos O cancelamento de Restos a Pagar é um exemplo típico de baixa de obrigações, onde o pagamento não ocorre, visto que foi cancelado o contrato com o fornecedor. Esse fato pode ser assim resumido em termos de lançamentos: Restos a Pagar (diminuição do passivo) a Variações Ativas (classe 6) Resumindo: EVENTOS PASSIVO CONTRAPARTIDA AUMENTOS DIMINUIÇÕES CRÉDITO DÉBITO V.P. classe (3 ou 5) Bancos ou classe (6) V.P. - Variações PassivasV.A. - Variações Ativas Sistemas De Contas Na Contabilidade Pública as contas do Plano de Contas são separadas em sistemas de contas independentes, para facilitar a elaboração dos balanços e demonstrativos. Esse sistemas são classificados em: SISTEMA FINANCEIRO SISTEMA PATRIMONIAL SISTEMA ORÇAMENTÁRIO SISTEMA DE COMPENSAÇÃO Sistema Financeiro O Sistema Financeiro está relacionado com os ingressos (entradas) e os dispêndios (saídas) de recursos, ou seja, com o registro dos recebimentos e pagamentos de natureza orçamentaria e extra- orçamentária. CONTABILIZAÇÃO 13 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR É importante esclarecer que os lançamentos contábeis são feitos fechados em cada sistema, quando se debita uma conta de um determinado sistema a conta creditada, também, tem de pertencer ao mesmo sistema. As principais contas do sistema financeiro estão relacionadas com as contrapartidas do grupo "Disponível", visto que este grupo representa dentro de qualquer órgão ou entidade as entradas e saídas de recursos. Podemos concluir que todas as contas do grupo "Disponível" pertencem ao Sistema Financeiro, ou seja, Caixa, Bancos Conta Movimento, Aplicações Financeiras e todas as outras contas que se relacionam com o "Disponível", também, pertencem ao Sistema Financeiro, tais como: Receita, Despesa, Fornecedores, Restos a Pagar, Pessoal a Pagar, Encargos Sociais a Recolher, Consignações, Depósito de Terceiros, etc. Resumindo, teremos: DISPONÍVEL ENTRADAS SAÍDAS Receitas Transf.Financeiras Recebidas -Cota -Repasse -sub-Repasse -Transf. p/atender a R. a Pagar Recebimentos Extra-Orçamentários -Créditos a Receber Financeiros Despesas Orçamentárias Transf.Financeiras Concedidas -Cota -Repasse -Sub-Repasse -Transf. p/Atender a R. a Pagar Pagamentos Extra-Orçamentários -Restos a Pagar -Fornecedores -Pessoal a Pagar -Encargos Sociais a Recolher -Consignações -Depositos de Terceiros Sistema Patrimonial Sistema Patrimonial registra os bens móveis, imóveis, estoques, créditos, obrigações, valores, inscrição e baixa da dívida ativa, operações de créditos, superveniências e insubsistências ativas e passivas, etc. No Sistema Patrimonial, os lançamentos de incorporação ou desincorporação de ativos e passivos, são feitos fechados dentro desse sistema, mesmo que o fato venha a acarretar uma entrada ou saída de recurso (Sistema Financeiro). Podemos citar como exemplo uma compra de um veículo, feita com pagamento no ato da aquisição, cujos lançamentos poderiam ser resumidos a seguir: SISTEMA FINANCEIRO SISTEMA PATRIMONIAL Despesa de Capital (Resultado) a Bancos Conta Movimento (Ativo) Veículos (Ativo Permanente) a Variações Ativas (Resultado) Sistema Orçamentário O Sistema Orçamentário é representado pelo atos de natureza orçamentária, tais como: previsão da receita, fixação da despesa, descentralização de créditos, empenho da despesa. No Sistema Orçamentário é feita a comparação da receita prevista com a sua realização e da despesa fixada com a sua realização, para isso é necessário que os fatos de arrecadação da receita e liquidação da despesa passem por este sistema. As contas pertencentes ao Sistema Orçamentário estão alocadas dentro do ativo e passivo compensados e são representadas pelos grupos 1.9.1./2.9.1. - Execução Orçamentária da Receita e 1.9.2./2.9.2. - Execução Orçamentária da Despesa Sistema De Compensação CONTABILIZAÇÃO 14 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR O Sistema de Compensação é representado pelos atos praticados pelo administrador que não afetam ao Patrimônio de imediato mas que poderão vir a afetá-lo. Esses atos são: AVAIS ACORDOS AJUSTES CAUÇÕES FIANÇAS GARANTIAS CONTRATOS COMODATOS DE BENS BENS E VALORES SOB RESPONSABILIDADE CONVÊNIOS CONTRATOS Como se pode observar, o Sistema de Compensação compreende, apenas, as contas com função específica de controle, relacionadas com as situações não compreendidas no patrimônio mas que possam vir a afetá-lo. As contas pertencentes ao Sistema de Compensação estão alocadas dentro dos grupos 1.9. - Ativo Compensado e 2.9. - Passivo Compensado. Tabela De Evento Conceito De Evento É o instrumento utilizado pelas unidades gestoras no preenchimento das telas e/ou documentos de entrada no SIAFI, para transformar os atos e fatos administrativos rotineiros em registros contábeis automáticos. Estrutura Do Evento O código do evento é composto de 6 (seis) números estruturados da seguinte forma: - CLASSE..........................................................................XX Identifica o conjunto de eventos de uma mesma natureza de registro - TIPO DE UTILIZAÇÃO.....................................................X (0) Evento Utilizado Diretamente pelo Gestor (1) Evento Utilizado Diretamente pelo Sistema (máquina) (2) Evento Complementar do Evento do Gestor (3) Evento Complementar do Evento Interno do Sistema (máquina) (5) Evento de Estorno do Gestor (6) Evento de Estorno Interno do Sistema (máquina) (7) Estorno do Evento Complementar do Gestor (8) Estorno do Evento Complementar Interno do Sistema (máquina)-CÓDIGO Seqüencial...................................................XXX CLASSE DOS EVENTOS10.0.000 - Previsão da Receita20.0.000 - Dotação da Despesa30.0.000 - Movimentação de Crédito40.0.000 - Empenho da Despesa50.0.000 - Apropriações, Retenções, Liquidações e Outros51.0.000 - Apropriações de Despesas52.0.000 - Retenções e Obrigações53.0.000 - Liquidações de Obrigações54.0.000 - Registros Diversos55.0.000 - Apropriações de Direitos56.0.000 - Liquidações de Direitos60.0.000 - Restos a Pagar61.0.000 - Liquidação de Restos a Pagar70.0.000 - Transferências Financeiras80.0.000 - Receita2.6.3 - FUNDAMENTOS LÓGICOS Os eventos mantêm correlação com os documentos de entrada do SIAFI, à exceção dos eventos de classe 50, 60, 70 e 80, que podem aparecer indistintamente na NL, OB e GR. Os eventos 10.0.XXX são preenchidos de forma individual na NL, e se destinam a registrar a previsão da receita. Os eventos 20.0.XXX são indicados na ND e objetivam registrar a dotação da despesa. Tais eventos são preenchidos de forma individual, com algumas exceções de utilização conjugada, porém com eventos da mesma classe. Os eventos 30.0.XXX são indicados de forma individual na NC e se destinam a registrar a movimentação de créditos orçamentários. Os eventos 40.0.XXX são preenchidos na NE ou PE, de forma individual, e objetivam registrar a emissão de Empenhos ou Pré-Empenhos. Os eventos 50.0.XXX, quando preenchidos na NL, não podem se apresentar de forma individual, exceto os de classe 54, isto porque são eventos representativos de partida contábil de débitos (classes 51, 53 e 55) e de créditos (52 e 56). A combinação natural destes eventos é a seguinte: Os eventos 51.0.XXX são utilizados sempre CONTABILIZAÇÃO 15 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR que a despesa for conhecida, esteja ou não em condições de pagamento. Estes eventos exigem como complemento, eventos 52.0.XXX para o caso de retenção da respectiva obrigação na NL. Em se tratando de pagamento direto, o evento de despesa é utilizado na OB que apropriará e liquidará simultaneamente a despesa; Os eventos 52.0.XXX são utilizados normalmente em conjunto com os 51.0.xxx, sempre que houver retenção da obrigação para pagamento posterior; Os eventos 53.0.3XX são utilizados para liquidar obrigações retidas através dos eventos 52.0.2XX, e suas dezenas finais mantém, na sua maioria, correlação entre si, para facilitar a identificação e o uso dos mesmos; Os eventos 54.0.XXX são utilizados de forma individual e se destinam à realização de registros contábeis diversos; Os eventos 55.0.XXX são utilizados para apropriar os valores representativos de direitos, inclusive por desembolsos efetuados pela própria unidade gestora para prestação de contas posterior; Os eventos56.0.6XX são utilizados para liquidar os direitos apropriados pelos eventos 55.0.5XX, e suas dezenas finais mantém, na sua maioria, correlação entre si, para facilitar a identificação e o uso dos mesmos; Os eventos 61.0.XXX são utilizados para liquidar os restos a pagar inscritos no final do exercício anterior, e exigem como contrapartida eventos de saída de Bancos. Os eventos 70.0.XXX são utilizados para realização de transferências financeiras, e exigem como contrapartida eventos de saída de Bancos. Os eventos 80.0.XXX são utilizados para a apropriação da receita, e exigem como contrapartida eventos de entrada em Bancos. Aprovação Da Lei Orçamentária Anual- Início Da Execução Orçamentária E Financeira Previsão Da Receita As contas que controlam a previsão da receita estão alocadas dentro do Plano de Contas nos subgrupos 1.9.1.0.0.0.00.00/2.9.1.0.0.0.00.00 - Execução Orçamentária da Receita. No lado do Ativo, são registrados a execução da receita (1.9.1.1.1.00.00 - Receita a Realizar e 1.9.1.1.4.00.00 - Receita Realizada). No lado do Passivo, são registrados os totais previstos, divididos em: Iniciais e Adicionais (2.9.1.1.1.00.00 - Previsão Inicial da Receita e 2.9.1.1.2.00.00 - Previsão Adicional da Receita). Além das contas citadas acima, que são detalhadas por Célula da Receita (classificação da Receita + Fonte de Recursos), existe um outro controle da receita detalhada por fonte de recursos que tem o mesmo funcionamento do anterior. É bom esclarecer que só as unidades orçamentárias da administração indireta é que fazem os lançamentos de previsão de receita e somente das fontes diretamente arrecadadas, ou seja, das fontes que têm na segunda posição do seu código 2 ou 4 (X2XX ou X4XX). Na administração direta, os lançamentos de previsão da receita são efetuados pelo Ministério da Fazenda tendo em vista que as receitas das fontes do Tesouro (segunda posição 1 ou 3 - X1XX ou X3XX) são centralizadas naquele Ministério. Todos os eventos de previsão de receita atualizam as mesmas contas do sistema orçamentário, diferenciando apenas se a previsão é um crédito inicial (Lei Orçamentária) ou se é um crédito adicional (créditos suplementares, especiais ou extraordinários). Logo após a aprovação do Orçamento ou de Créditos Adicionais, a Unidade Gestora deve emitir Nota de Lançamento-NL para registrar a previsão da receita referente às fontes de recursos diretamente arrecadadas (fonte X2XX ou X4XX). Resumindo em termos de lançamentos:a) ORÇAMENTO INICIAL: Transação: NLEvento: 10.0.010 DÉBITO CRÉDITO 191110000-Receita a Realizar 29111000-Previsão Inicial da Receita CONTABILIZAÇÃO 16 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 291219900-Outros Controles p/F.Recursos 29121010-Prev.Inicial p/Fonte de Recursos B) Créditos Adicionais Transação: NLEvento: 10.0.011 DÉBITO CRÉDITO 191110000-Receita a Realizar 291219900-Outros Cont.p/Fte.de Recursos 291120000-Prev.Adicional da Receita291210200- Prev.Adic.p/Fonte de Recursos Fixação Da Despesa As contas que controlam a fixação da despesa foram alocadas nos subgrupos 1.9.2.0.0.00.00/2.9.2.0.0.00.00 - Execução Orçamentária da Despesa. No lado do Ativo (1.9.2), são controlados os saldos dos Créditos Orçamentários, mostrando a origem do orçamento (Créditos Iniciais Suplementares, Especiais, Extraordinários e Transferidos). No lado do Passivo, é demonstrada a execução do orçamento (Crédito Disponível, Empenhado/Liquidado e Transferido). A contabilização do Orçamento ou de Créditos Adicionais é feita com base na fita preparada pela SOF e entregue à STN que é lida pela SIAFI e contabilizada automaticamente em cada Unidade Orçamentária. Os eventos da Fixação da Despesa utilizam as mesmas contas, diferenciando apenas se a fixação é um Crédito Inicial, Suplementar, Especial ou Extraordinário. Resumindo em termos de lançamentos:a) CRÉDITO INICIAL: Transação: NDEvento: 20.0.031-Dotação inicial aprovada pela Lei Orçamentária. Resumindo em Termos de Lançamentos: DÉBITO CRÉDITO 192110100-Crédito Inicial 192180100-Créd.Iniciais/Suplementares 292189900-Outros Créditos 293119900-Diversos Cot.Orçamentárias(*) 292110000-Crédito Disponível 192189900-Outras Dotações292180100-Créditos Iniciais/Suplementares293110X02-Cot.de (X) a Programar(*) (X) - Cota de Despesa (Adm.Direta) e Cota de Repasse (Adm.Indireta) (*) Este lançamento é efetuado pelos eventos complementares existentes nos eventos da classe 20.0.XXX, que são : 20.2.050 - utilizado para registrar a programação financeira da SPO(OSPF) com a COFIN do Ministério da Fazenda. 20.2.060 - utilizado para registrar a programação finacneira da Setorial Financeira do Órgão da Indireta e a SPO do Ministério. 20.2.061 - utilizado para registrar a programação financeira da Setorial Financeira do Fundo e a SPO do Ministério. B)Créditos Adicionais A Lei 4.320/64, em seu Art. 41, classifica os créditos adicionais em: Suplementares, Especiais e Extraordinários. B1) Créditos Suplementares Os destinados ao reforço de dotações orçamentárias para as quais haja dotação orçamentária específica (Lei 4.320/64, Inciso I do Art. 41).Transação: ND Eventos: 20.0.027-Dotação suplementar proveniente do superávit financeiro do exercício anterior. 20.0.032- Dotação suplementar proveniente do excesso de arrecadaçao. 20.0.037-Dotação suplementar proveniente do excesso de arrecadação por suplementação automática. Resumindo em Termos de Lançamentos: CONTABILIZAÇÃO 17 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR DÉBITO CRÉDITO 19212Y000-Dotação Suplementar 192180100-Créditos Iniciais/Suplementares 292189900-Outros Créditos 293119900-Div.Cot.Orçamentárias(*) 292110000-Crédito Disponível192189900-Outras Dotações292180100- Créd.Inic./Suplement.293110X02-Cot.de (X) a Programar(*) (X)-Cota de Despesa (Adm.Direta) e Cota de Repasse (Adm.Indireta)(Y)-Origem da fonte (excesso de arrecadação ou superávit financeiro)Se X=1, cota de despesa a programar; se X=2, cota de repasse a programar B2) Créditos Especiais Os destinados às despesas para as quais não haja dotação orçamentária específica (Lei 4.320/64, Inciso II do Art. 41).Transação: NDEventos: 20.0.033-Dotação especial aberta no exercício 20.0.043-Dotação especial reabertaResumindo em Termos de Lançamentos: DÉBITO CRÉDITO 19213Y000-Dotação Especial 1921803YY-Créditos Especiais 292189900-Outros Créditos 293119900-Div.Cotas Orçamentarias (*) 292110000-Crédito Disponível192189900-Outras Dotações 2921803YY-Créditos Especiais293110X02-Cotas de (X) a Programar(*) (X)-Cota de Despesa (Adm.Direta) e Cota de Repasse(Adm.Indireta)(Y)-Crédito Especial Aberto ou Reaberto no Exercício. B3) Créditos Extraordinários Os destinados a despesas urgentes e imprevistas, em caso de guerra, comoção intestina ou calamidade pública (Lei 4.320/64, Inciso III do Art. 41).Transação: ND Eventos: 20.0.034-Dotação extraordinária aberta no exercício 20.0.054-Dotação extraordinária Reaberta no exercício Resumindo em Termos de Lançamentos: DÉBITO CRÉDITO 192140000-Dot. Extraordinária 1921804YY-Créd.Extraordinários 292189900-Outros Créditos 293119900-Div.Cotas Orçamentárias(*) 292110000-Crédito Disponível192189900-Outras Dotações2921804YY-Créditos Especiais293110X02-Cotas de X) a Programar(*) (X) - Cota de Despesa (Adm.Direta) e Repasse (Adm.Indireta)Se X=1, cota de despesa a programar; se X=2, cota de repasse a programar Descentralização De Créditos Conceito Já vimos que o orçamento ao ser aprovado é registrado na UG Setorial Orçamentária de cada órgão, necessitando de ser descentralizado, no sistema, para as unidades administrativas efetuarem a sua execução. Esta transferência de créditos entre unidade gestoras do sistema dá-se o nome de descentralização. A descentralização pode ser Interna, também chamada de Provisão, e Externa, também chamada de Destaque. Descentralização Interna De Créditos (Provisão)É a descentralização de créditos entre unidades gestoras de um mesmo órgão ou entidade integrantes do orçamento fiscal e da seguridade social, respeitada fielmente a classificação funcional programática (Dec. 825/93, de 28/05/93). Descentralização Externa De Créditos (Destaque) CONTABILIZAÇÃO 18 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR É a descentralização de créditos entre unidades gestoras de órgãos ou entidades de estrutura diferentes, respeitada fielmente a classificação da funcional programática (Dec. 825 de 28/05/93). Resumindo em termos de lançamentos: A)Na UG Concedente DÉBITO CRÉDITO 292110000-Crédito Disponível 2922x0000 – Descentraliz. de Créditos B)Na UG Recebedora DÉBITO CRÉDITO 1922X0000 - Desc.(X)de Créditos 292110000 - Crédito Disponível (X) - Descentralização Interna (no âmbito do órgão) e Externa (entre órgãos)Se X=1, descentralização externa; se X=2, descentralização interna Programação Financeira Conceito E Legislação Os procedimentos de programação financeira foram definidos pela Instrução Normativa nº 4 e Norma de Execução nº 3, ambas de 08 de julho de 1993, da Secretaria do Tesouro Nacional. Os Órgãos Setoriais de Programação Financeira (OSPF) registrarão suas Propostas de Programação Financeira - PPF até o dia 28 de cada mês através da transação >PF. A Secretaria do Tesouro Nacional, considerando as disponibilidades do caixa da União, fará até o terceiro dia útil do mês subsequente a aprovação das propostas, através da transação >PF. As OSPF, com base nas aprovações efetuadas pela STN, estabelecem os tetos a serem repassados para suas Unidades Gestoras e Unidades Subordinadas. A programação financeira também poderá ser utilizada pelas OSPF com relação às suas Unidades Gestoras e Unidades Subordinadas. Para isso, deverão seguir os mesmos procedimentos com relação à STN. Contabilização A contabilização da programação financeira pode ser resumida por meio do quadro a seguir: SECRETARIA DO TESOURO NACIONAL- STN ÓRG.S. DE PROG.FIN.OSPF EVENTOS DÉBITO CRÉDITO DÉBITO CRÉDITO APROV.DO ORÇAMENTO 193110102 193119900 293119900 293110102 EMISSÃO DA PPF/OSPF 193110301 293110399 193110399 293110301 APROV.DA PPF P/STN 193110103 193110302 193110102 193110301 293110102 293110301 293110103 293110302 LIBERAÇÃO - OB P/STN 193110104193110303 193110103 193110302 293110103 293110302 293110104 293110303 As contas representativas da programação financeira utilizadas pelo Órgão Central e pelos Órgãos Setoriais de Programação Financeiras ou pelas Unidades Gestoras recebedoras de recursos financeiros que dependem de programação financeiras obedecem ao esquema abaixo: CONTAS UTLIZADAS PELA UG REPASSADORA DO RECURSO CONTAS UTILIZADAS PELA UG RECEBEDORA DO RECURSO 193110100 - COTA DE DESPESA 193110101 - COTA DE DESPESA INDISPONÍVEL 193110102 - COTA DE DESPESA A PROGRAMAR193110103 - COTA DE DESPESA A LIBERAR193110104 - COTA DE DESPESA LIBERADA 193110105 - COTA FINANC. DIR. ARRECADADA 193110200 - COTA REPASSE 193110201 - COTA DE REPASSE 293110100 - COTA DE DESPESA 293110101 - COTA DE DESPESA INDISPONÍVEL 293110102 - COTA DE DESPESA A PROGRAMAR293110103 - COTA DE DESPESA A RECEBER293110104 - COTA DE DESPESA RECEBIDA 293110105 - COTA FINANC. DIR. ARRECADADA 293110200 - COTA DE REPASSE 293110201 - COTA DE REPASSE CONTABILIZAÇÃO 19 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR INDISPONÍVEL 193110202 - COTA DE REPASSE A PROGRAMAR193110203 - COTA DE REPASSE A LIBERAR193110204 - COTA DE REPASSE LIBERADA 193110205 - COTA FINANC. DIR. ARRECADADA 193110300 - COTA FINANCEIRA PROGRAMADA 193110301 - COTA FINANCEIRA SOLICITADA 193110302 - COTA FINANCEIRA A LIBERAR 193110303 - COTA FINANCEIRA LIBERADA 193110304 - COTA FINANC. DIR. ARRECADADA INDISPONÍVEL 293110202 - COTA DE REPASSE A PROGRAMAR293110203 - COTA DE REPASSE A RECEBER293110204 - COTA DE REPASSE RECEBIDA 293110204 - COTA FINANC. DIR. ARRECADADA 293110300 - COTA FINANCEIRA PROGRAMADA 293110301 - COTA FINANCEIRA SOLICITADA 293110302 - COTA FINANCEIRA A RECEBER 293110303 - COTA FINANCEIRA RECEBIDA 293110304 - COTA FINANC. DIR. ARRECADADA Receita Conceito Para J.Teixeira Machado Jr. receita é "um conjunto de ingressos financeiros com fonte e fatos geradores próprios e permanentes, oriundos da ação e de atributos inerentes à instituição, e que, integrando o patrimônio na qualidade de elemento novo, produz-lhe acréscimos, sem contudo gerar obrigações, reservas ou reivindicações de terceiros". Considera-se, ainda, como receita pública, todo o recurso obtido pelo Estado para atender às despesas públicas. A receita pública efetiva provem dos serviços prestados direta ou indiretamente, pelo Governo, à coletividade em troca da cobrança dos tributos e por mutação patrimonial decorrente da alienação de bens, da amortização dos empréstimos concedidos, etc. Classificação Da Receita Por Categorias Econômicas A Receita compreende os seguinte grupos de contas, correspondentes às categorias econômicas: Receitas Correntes Receitas De Capital A) Receitas Correntes As Receitas Correntes incluem as contas representativas da Receita Tributária, Contribuições, Patrimonial, Industrial, Agropecuária, Serviços e outras de natureza semelhante, bem como as transferências recebidas para atender a despesas correntes. B) Receitas De Capital As Receitas de Capital incluem as contas representativas de constituição de dívidas, conversão em espécie de bens e direitos, amortizações, utilização de saldos de exercício anteriores, bem como as transferências recebidas para atender a despesas de capital. Estágios A Receita Orçamentária passa por quatro fases denominadas estágios: Previsão Lançamento Arrecadação Recolhimento a) PREVISÃO A previsão da receita é a estimativa do que se espera arrecadar durante o exercício .b) LANÇAMENTO O lançamento é a identificação do devedor ou da pessoa do contribuinte. A Lei 4.320/64 define o lançamento da receita como o ato da repartição competente que verifica a procedência do crédito fiscal e a pessoa que lhe é devedora e inscreve o débito desta.c) ARRECADAÇÃO A arrecadação da receita é momento em que o contribuinte recolhe ao agente arrecadador o valor do seu débito. CONTABILIZAÇÃO 20 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR d) RECOLHIMENTO O recolhimento da receita é o momento em que o agente arrecadador recolhe o produto arrecadado ao Tesouro Nacional, Estadual ou Municipal. Despesa Definição Define-se como Despesa Pública o conjunto de dispêndios do Estado ou de outra pessoa de direito público, para o funcionamento dos serviços públicos. Nesse sentido, a despesa é parte do orçamento, ou seja, aquela em que se encontram classificadas todas as autorizações para gastos com várias atribuições e funções governamentais. Em outras palavras, as despesas públicas formam o complexo da distribuição e emprego das receitas para custeio de diferentes setores da administração. Classificação Da Despesa Quanto À Natureza Para a classificação da despesa quanto à sua natureza deve ser analisada a "categoria econômica", o "grupo" a que pertence, sua "modalidade de aplicação", ou seja, se ela vai ser realizada diretamente ou através de transferência a outro organismo ou entidade dentro ou fora do orçamento e seu "objeto final do gasto". Para isso, deve ser usado o conjunto de tabelas adiante apresentadas, onde cada título é associado a um número. A agregação desses números, num total de 06 dígitos, na seqüência a seguir indicada, constituirá o código referente à classificação da despesa quanto à sua natureza :1º DÍGITO - INDICA A CATEGORIA ECONÔMICA 2º DÍGITO - INDICA O GRUPO DE DESPESA 3º/4º DÍGITOS - INDICAM A MODALIDADE DE APLICAÇÃO 5º/6º DÍGITOS - INDICAM O ELEMENTO DE DESPESA __ a. CATEGORIA ECONÔMICA b. 3 - DESPESAS CORRENTES c. 4 - DESPESAS DECAPITAL b) GRUPO DE DESPESA 1 - PESSOAL E ENCARGOS SOCIAIS 2 - JUROS E ENCARGOS DA DÍVIDA INTERNA 3 - JUROS E ENCARGOS DA DÍVIDA EXTERNA 4 - OUTRAS DESPESAS CORRENTES 5 - INVESTIMENTOS 6 - INVERSÕES FINANCEIRAS 7 – AMORTIZAÇÃO/REFINANCIAMENTO DA DÍVIDA INTERNA 8 – AMORTIZAÇÃO/REFINANCIAMENTO DA DÍVIDA EXTERNA 9 - OUTRAS DESPESAS DE CAPITA c) MODALIDADE DE APLICAÇÃO 11 - TRANSFERÊNCIAS INTRAGOVERNAMENTAIS A AUTARQUIAS E FUNDAÇÕES 12 - TRANSFERÊNCIAS INTRAGOVERNAMENTAIS A FUNDOS 13 - TRANSFERÊNCIAS INTRAGOVERNAMENTAIS A EMP.INDUST. E AGRÍCOLAS 14 - TRANSFERÊNCIAS INTRAGOVERNAMENTAIS A EMP.COM. E FINANCEIRAS 19 - TRANSFERÊNCIAS INTRAGOVERNAMENTAIS A OUTRAS ENTIDADES 20 - TRANSFERÊNCIAS À UNIÃO 30 - TRANSFERÊNCIAS A ESTADOS E AO DISTRITO FEDERAL 40 - TRANSFERÊNCIAS A MUNICÍPIOS 50 - TRANSFERÊNCIAS A INSTITUIÇÕES PRIVADAS 60 - TRANSFERÊNCIAS A INSTITUIÇÕES MULTIGOVERNAMENTAIS 70 – TRANSFERÊNCIAS AO EXTERIOR 71 - TRANSFERÊNCIA AO EXTERIOR - GOVERNO 72 - TRANSFERÊNCIAS A ORGANISMOS INTERNACIONAIS 73 - TRANSFERÊNCIAS A FUNDOS INTERNACIONAIS 90 - APLICAÇÕES DIRETAS d. ELEMENTO DE DESPESAS CONTABILIZAÇÃO 21 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 01 - APOSENTADORIAS E REFORMAS 03 - PENSÕES 04 - CONTRATAÇÃO POR TEMPO DETERMINADO-PESSOAL CIVIL 05 - OUTROS BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS 06 - BENEFÍCIO MENSAL AO DEFICIENTE E AO IDOSO 07 - CONTRIBUIÇÃO A ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA 08 - OUTROS BENEFÍCIOS ASSISTENCIAIS 09 - SALÁRIO-FAMÍLIA 10 - OUTROS BENEFÍCIOS DE NATUREZA SOCIAL 11 - VENCIMENTOS E VANTAGENS FIXAS - PESSOAL CIVIL 12 - VENCIMENTOS E VANTAGENS FIXAS - PESSOAL MILITAR 13 - OBRIGAÇÕES PATRONAIS 14 - DIÁRIAS - PESSOAL CIVIL 15 - DIÁRIAS - PESSOAL MILITAR 16 - OUTRAS DESPESAS VARIÁVEIS - PESSOAL CIVIL 17 - OUTRAS DESPESAS VARIÁVEIS - PESSOAL MILITAR 18 - AUXÍLIO FINANCEIRO A ESTUDANTES 19 – AUXÍLIO 20-FARDAMENTO 21 - JUROS SOBRE A DÍVIDA POR CONTRATO 22 - OUTROS ENCARGOS SOBRE A DÍVIDA POR CONTRATO 23 - JUROS, DESÁGIOS E DESCONTOS DA DÍVIDA MOBILIÁRIA 24 - OUTROS ENCARGOS SOBRE A DÍVIDA MOBILIÁRIA 25 - ENCARGOS S/OPERAÇÕES DE CRÉDITO POR ANTECIPAÇÃO DA RECEITA 30 - MATERIAL DE CONSUMO 32 - MATERIAL DE DISTRIBUIÇÃO GRATUITA 33 - PASSAGENS E DESPESAS COM LOCOMOÇÃO 35 - SERVIÇOS DE CONSULTORIA 36 - OUTROS SERVIÇOS DE TERCEIROS - PESSOA FÍSICA 37 - LOCAÇÃO DE MÃO-DE-OBRA 38 - ARRENDAMENTO MERCANTIL 39 - OUTROS SERVIÇOS DE TERCEIROS 40- PESSOA JURÍDICA 41 - CONTRIBUIÇÕES 42 - AUXÍLIOS 43 - SUBVENÇÕES SOCIAIS 44 - SUBVENÇÕES ECONÔMICAS 45 - EQUALIZAÇÕES DE PREÇOS E TAXAS 7 – OBRIGAÇÕES TRIBUTÁRIAS E CONTRIBUTIVAS 51 - OBRAS E INSTALAÇÕES 52 - EQUIPAMENTOS E MATERIAIS PERMANENTES 61 - AQUISIÇÃO DE IMÓVEIS 62 - AQUISIÇÃO DE BENS PARA REVENDA 63 - AQUISIÇÃO DE TÍTULO DE CRÉDITO 64 - AQUISIÇÃO DE TÍT. REPRESENTATIVO DE CAPITAL JÁ INTEGRALIZADO 65 - CONSTITUIÇÃO OU AUMENTO DE CAPITAL DE EMPRESAS 66 - CONCESSÃO DE EMPRÉSTIMOS 67 - DEPÓSITOS COMPULSÓRIOS 71 - PRINCIPAL DA DÍVIDA CONTRATUAL RESGATADA 72 - PRINCIPAL DA DÍVIDA MOBILIÁRIA RESGATADA 73 - CORREÇÃO MONETÁRIA E CAMBIAL DA DÍVIDA POR CONTRATO 74 - CORREÇÃO MONETÁRIA E CAMBIAL DA DÍVIDA MOBILIÁRIA 75 - CORREÇÃO MONET. DE OPER.DE CRÉDITO P/ANTECIPAÇÃO DA RECEITA 91 - SENTENÇAS JUDICIÁRIAS 92 - DESPESAS DE EXERCÍCIO ANTERIORES 93 - INDENIZAÇÕES E RESTITUIÇÕES 99 - REGIME DE EXECUÇÃO ESPECIAL CONTABILIZAÇÃO 22 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Como exemplo, podemos citar a classificação da despesa de vencimentos com pessoal, que ficaria assim detalhada: 3.1.90.11.00, onde: 3 - Despesas Correntes (categoria econômica)1 - Pessoal e Enc. Sociais (grupo de despesas)90 - Aplicação Direta (modalidade de aplicação)11 - Vencimentos e Vantagens Fixas (elemento de despesas) ESTÁGIOS Os estágios da despesa são: EMPENHO LIQUIDAÇÃO PAGAMENTO A) Empenho O empenho representa o primeiro estágio da despesa e é emitido pela unidade que recebeu créditos orçamentários, por consignação no orçamento, ou por descentralização de créditos de outra unidade. A Lei 4.320/64 define o empenho como "o ato emanado de autoridade competente que cria para o Estado obrigação de pagamento, pendente ou não de implemento de condição". A mesma lei em seu art. 58 diz: "Será feito por estimativa o empenho da despesa cujo montante não se possa determinar" - Parágrafo 2º e "é permitido o empenho global de despesas contratuais e outras sujeitas a parcelamento"- Parágrafo 3º. Ao se emitir um empenho o ordenador de despesas deve deduzir o seu valor da dotação adequada à despesa a realizar, por força do compromisso assumido, não podendo, jamais, o seu valor exceder o saldo da dotação.O empenho será formalizado no documento denominado "Nota de Empenho", no qual constará o nome do credor, a especificação e importância da despesa, bem como os demais dados necessários ao controle da execução orçamentária e ao acompanhamento da programação financeira. Para emitir o empenho, a unidade necessita de saldo na conta 2.9.2.1.1.00.00 - Crédito Disponível. O empenho da despesa será efetuado pelo documento Nota de Empenho - NE que fará os lançamentos de acordo com espécie do empenho emitido, conforme se demonstra abaixo: Espécie De Empenho 1 - EMPENHO DE DESPESA - EVENTO 40.1.091 2 - REFORÇO DE EMPENHO -EVENTO 40.1.092 3 - ANULAÇÃO DE EMPENHO - EVENTO 40.1.093 4 - CANCELAMENTO DE RESTOS A PAGAR - 40.1.094 5 - ESTORNO DE CANCELAMENTO DE RESTOS A PAGAR - 40.1.095 6 - EMPENHO DE DESPESA PRE-EMPENHADA - EVENTO 40.1.096 7 - REFORÇO DE EMPENHO DE DESPESA PRE-EMPENHADA - EVENTO 40.1.097 8 - ANULAÇÃO DE EMPENHO DE DESPESA PRE-EMPENHADA - EVENTO 40.1.098 A título de exemplo, vamos mostrar os lançamentos dos estágios da despesa que se caracterizam pela emissão da Nota de Empenho: A) 1° Estágio – E Mpenho DÉBITO CRÉDITO 292110000 - Crédito Disponível 192410101 - Emissão de Empenhos 292419900 - Outras Emis.de Empenho 1924102LL - Mod.de Licitação-Emissão 292419900 - Outras Emis.de Empenho 192410401 - Valores Comprometidos 292419900 - Outras Emis.de Empenho 292130100-Créd.Emp.-A Liquidar 192419900-Outro Emp.p/ Emissão 292410101-Empenhos a Liquidar 192419900-Outro Emp.p/ Emissão 2924102LL-Emp.p/mod.Lic.aLiquidar 192419900-Outro Emp.p/ Emissão 292410401-Val. em Liquidação B) 2° Estágio - Liquidação A Liquidação da Despesa compreende o 2º estágio da despesa e é caracterizada pela entrega da obra, bens, materiais ou serviços, objeto do contrato com o fornecedor. A Lei 4.320/64 em seu Art. 63 CONTABILIZAÇÃO 23 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR define que a Liquidação da Despesa "consiste na verificação do direito adquirido pelo credor, tendo por base os títulos e documentos comprobatórios do respectivo crédito". Na Liquidação da Despesa é verificado se o contrato foi efetivamente cumprido pelo fornecedor e é nesse momento que se faz a contabilização da despesa, conforme abaixo: B1)Contabilização Da Despesa Referente A Fatos Permutativos Documentos NL e OB – Eventos: 51.x.xxx DÉBITO CRÉDITO 3XXXXXXYY - DESPESAS 292130100 - CRÉDITO EMP.A LIQUIDAR 292410101 - EMPENHOS A LIQUIDAR 2924102LL - EMP.P/MOD.LIC.-A LIQ 292410401 - VALOR.EM LIQUIDAÇÃO 293200000 - DISPONIB. FINANCEIRAS ATIVO/PASSIVO 21XXXXXYY - OBRIGAÇÃO 292130200 CRÉD. EMP.-LIQUIDADO 292410102 EMPENHOS LIQUIDADOS 2924103LL - EMP.P/MOD LIC.-LIQ. 292410403 - VALORES PAGOS 193290200 - DISP. P/FONTE DE RECURSOS 61XXXXXYY - MUTAÇÕES ATIVAS B2)Contabilização Da Despesa Referente A Fatos Modificativos A contabilização dos fatos modificativos é idêntica à contabilização dos fatos permutativos, com exceção do último lançamento que se refere à entrada dos bens ou direitos no ativo ou do registro das obrigações no passivo, decorrentes da despesa orçamentária. DÉBITO CRÉDITO 3XXXXXXYY - DESPESAS 292130100 - CRÉDITO EMP.ALIQUIDAR 292410101 - EMPENHOS A LIQUIDAR 2924102LL - EMP.P/MOD.LIC.-A LIQ 292410401 - VALOR.EM LIQUIDAÇÃO 293200000 - DISPONIB. FINANCEIRAS 21XXXXXYY - OBRIGAÇÃO 292130200 - CRÉD. EMP.-LIQUIDADO 292410102 - EMPENHOS LIQUIDADOS 2924103LL - EMP.P/MOD LIC.-LIQ. 292410403 - VALORES PAGOS 193290200 - DISP. P/FONTE DE RECURSOS C) 3° Estágio - Pagamento O Pagamento da despesa compreende o terceiro estágio da despesa e consiste no despacho exarada por autoridade competente, determinando que a despesa seja paga. Para o cumprimento do terceiro estágio da despesa, a Unidade Gestora deverá emitir o documento Ordem Bancária-OB que fará os seguintes lançamentos: 2ÉBITO CRÉDITO 2XXXXXXYY - OBRIGAÇÃO 292410402 - VALORES LIQUIDADOS A PAGAR(*) 111120102 - BANCOS- CTA. ÚNICA 292410403 - VALORES PAGOS(*) (*) Este lançamento só será efetuado quando se tratar de obrigações com fornecedores, evento 53.0.314. Transferências De Recursos Conceito São as descentralizações de recursos financeiros entre Unidades Gestoras do sistema . Essas transferência recebem o nome de Cota, Repasse, Sub-Repasse ou Transferências para atender a Restos a Pagar. CONTABILIZAÇÃO 24 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Cota Após aprovação do cronograma de desembolso pela STN, esse órgão coloca à disposição dos órgãos Setoriais de Programação Financeira no sistema os limites de saque necessários aos pagamentos do mês. A cota é a primeira fase da movimentação dos recursos e é liberada em consonância com o cronograma de desembolso de cada Ministério ou Órgão. Define-se, portanto, como liberação de cota o ato pelo qual a Secretaria do Tesouro Nacional coloca à disposição das autoridades dos Poderes Legislativo, Judiciário e Executivo os limites de autorização de saques aprovados previamente.Resumindo em termos de lançamentos:a)Na STN DÉBITO CRÉDITO 512110000 - Cota Concedida 293200000 - Disponib. Financeira 193110104 - Cota de Desp.Liberada(*) 193110303 - Cota Fin. Liberada(*) 111120102-Cta.Única-Bco. do Brasil 193290200-Disp.p/F.de Recursos 193110103-Cota Desp.a Liberar(*) 193110302-Cota Finc. a Liberar(*) (*) - lançamento efetuados pelos eventos complementares b)Na OSPF DÉBITO CRÉDITO 111120102 - Cta.Única-Bco.do Brasil 193290200 - Disp.p/Fonte de Recursos 293110103 - Cota de Desp. a Receber(*) 293110302 - Cota Financ.a Receber(*) 612110000 - Cota Recebida 293200000-Disp. Financeira 293110104-Cota Desp.Recebida(*)2 93110303-Cota Fin. Recebida(*) Repasse É a liberação de recursos do órgão Setorial de Programação Financeira para Entidades da Administração Indireta, e entre estas (Dec. 825/93). O Repasse é também utilizado para transferência de recursos de Entidade da Administração Indireta para órgão da Administração Direta, ou entre estes, se de outro órgão ou Ministério (Dec. 825/93). Define-se, portanto, como Repasse a transferência financeira entre órgãos.Resumindo em termos de lançamentos: a)Na UG Repassadora DÉBITO CRÉDITO 512120000 - Repasse Concedido 293200000 - Disponib. Financeiras 111120102-Cta.Ú-Bco. do Brasil 193290200-Disp.p/f.de Recursos b)Na UG Recebedora DÉBITO CRÉDITO 111120102 - Cta. Única-Bco.do Brasil 193290200 - Disp.p/Fonte de Recursos 612120000 - Repasse Recebido 293200000 - Disp. Financeira Sub-Repasse É a transferência de recursos dos órgãos Setoriais de Programação Financeira para as Unidades Gestoras de sua jurisdição e entre as Unidades Gestoras de um mesmo Ministério, Órgão ou Entidade. Define-se, portanto, como Sub-Repasse a transferência financeira entre Unidades Gestoras no âmbito de um mesmo órgão.Resumindo em termos de lançamentos:a)Na UG Sub- Repassadora DÉBITO CRÉDITO 512130100 - Sub-Repasse Concedido 293200000 - Disponib. Financeiras 111120100-Cta.Ú-Bco. do Brasil1 193290200-Disp.p/F.de Recursos b)Na UG Recebedora DÉBITO CRÉDITO 111120102 - Cta.Única-Bco.do Brasil 193290200 - Disp.p/Fonte de Recursos 612130100 -Repasse Recebido 293200000 -Disp. Financeira Folha De Pagamento Contabilização A contabilização da folha de pagamento é feita por meio de Nota de Lançamento- NL, utilizando os eventos constante da tabela de eventos que fará, normalmente, os seguinte lançamentos: DÉBITO CRÉDITO 33190XXYY - Despesas de Pessoal 212120000-Pessoal a Pagar CONTABILIZAÇÃO 25 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 292130100 - CRÉDITO EMP.A LIQUIDAR 292410101 - EMPENHOS A LIQUIDAR 2924102LL - EMP.P/MOD.LIC.-A LIQ 292410401 - VALOR.EM LIQUIDAÇÃO 193290200 - Disp.p/Fonte de Recursos 292130200 - CRÉD. EMP.-LIQUIDADO 292410102 - EMPENHOS LIQUIDADOS 2924103LL - EMP.P/MOD LIC.-LIQ .292410403 - VALORES PAGOS 293200000 -Disp. Financeira Convênios Conceito É o instrumento utilizado pelos Órgãos da Administração Pública para as transferências de créditos orçamentários para outro Órgão ou Entidade visando à execução de programas de trabalho, projeto/atividade ou de evento de interesse recíproco, em regime de mútua cooperação. Objeto serão objeto de registro no novo cadastro de convênios do siafi, todas as transferências financeiras, celebradas através de convênios ou de instrumentos similares, inclusive o contrato de repasse, de que trata o decreto nº 1.819 de 16/02/96, qualquer que seja sua modalidade, sempre que a ug concedente (convênio de despesa) ou a ug beneficiária (convênio de receita) utilizem o sistema siafi na modalidade de uso total. não se aplica na modalidade de convênios as transferências constitucionais a estados, municípios e df e as transferências do orçamento geral da união destinadas a programa de trabalho a cargo de entidades supervisionadas, à exceção dos recursos vinculados a fontes de convênios. o registro inicial no subsistema cadastro de convênios será efetuado quando o órgão ou entidade concedente ou convenente tiver protocolado o pedido para celebração de convênio ou similar. Da Concepção E Características Gerais O subsistema Cadastro de Convênios foi concebido tendo como parâmetros os procedimentos de celebração e de execução dos convênios e de seus similares, no âmbito da Administração Pública Federal, que inicia-se com o pedido do proponente para celebração de convênio ou similar (apresentação do plano de trabalho), passando pela assinatura do instrumento, sua publicação, execução, aditamentos, prestações de contas até sua homologação e baixa. As principais modificações implementadas no novo Cadastro de Convênios do SIAFI, foram as seguintes: a)unificação das modalidades de convênios e de seus similares em uma única numeração seqüencial, com os mesmos tratamentos; b)introdução do cadastro de "pré-convênio" (registro do pedido para celebração de convênio ou similar - convênio em fase de celebração); c)emissão do extrato do "pré-convênio", devendo este fazer parte integrante do processo documental do convênio ou similar, caso o convênio venha a se efetivar; d)alteração dos convênios efetivados através do registro de seus aditivos; e)acréscimo de novos campos que identificam todos os partícipes envolvidos, bem como seus respectivos responsáveis; a descrição e o detalhamento do objeto do convênio; f)implantação do detalhamento do objeto, a partir de seus itens, de forma a verificar e quantificar "o que será feito" com a consecução do objeto do convênio; g)inclusão do cronograma físico-financeiro do concedente, que corresponde ao controle contábil das parcelas pactuadas para: liberação, comprovação, aprovação, homologação, impugnação ou inadimplência; h)inclusão da identificação da esfera do convenente (federal, estadual, municipal, estatal ou privada), objetivando verificar se determinado convenente está inadimplente ou não, junto ao Governo Federal, independente dele utilizar mais de um CGC em convênios diferentes; CONTABILIZAÇÃO 26 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR i)implantaçãoO terceiro objeto da contabilidade pública são os atos potenciais, que são atos administrativos que no momento de seu registro não alteram o patrimônio, porém, futuramente poderão vir a afetá-lo, por exemplo: convênios, contratos, avais, fianças, cauções em título, etc. Afinal, O Que É Contabilidade Pública Contabilidade Pública. É o ramo da contabilidade que estuda, orienta, controla e demonstra a organização e execução da Fazenda Pública, o patrimônio público e suas variações. Contabilidade Pública. A Contabilidade Aplicada ao Setor Público é o ramo da ciência contábil que aplica, no processo gerador de informações, os princípios e normas de contabilidade direcionadas ao controle patrimonial de entidades do setor público. O objetivo da contabilidade pública é captar, registrar, acumular, resumir e interpretar os fenômenos que afetam as situações orçamentárias, financeiras e patrimoniais das entidades de direito público interno, que se utiliza de contas escrituradas segundo normas especificas que constituem o Sistema Contábil Público. O Sistema Contábil é a estrutura de Informações para identificação, mensuração, avaliação, registro, controle e evidenciação dos atos e dos fatos da gestão do patrimônio Público, com o objetivo de Orientar o processo de decisão, a prestação de contas e a instrumentalização do controle social. Conforme NBCT.16.1, o objetivo da Contabilidade Aplicada ao Setor Público é fornecer aos usuários informações sobre os resultados alcançados e os aspectos de natureza orçamentária, econômica, financeira e física do patrimônio da entidade do setor público e suas mutações, em apoio ao processo de tomada de decisão; a adequada prestação de contas; e o necessário suporte para a instrumentalização do controle social. Campo de aplicação da contabilidade pública Contabilidade A contabilidade pública é regulamentada especialmente pela Lei 4.320-64. Esta lei estatui normas gerais de direito financeiro para a elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos CONTABILIDADE PÚBLICA 8 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Estados, Dos Municípios E Do Distrito Federal. Dessa forma, o campo de aplicação da contabilidade pública é essencialmente o das pessoas jurídicas de direito público – União, Estados, Distrito Federal e Municípios. Portanto, todos os entes federados devem seguir as normas gerais de direito financeiro estabelecidas na Lei 4.320-64. Pessoas Jurídicas De Direito Público Administração Direta Poder Executivo: Presidência da República e suas secretarias; Ministérios Civis e Militares; Fundos Especiais. Poder Judiciário: Todos os seus tribunais; Fundos Especiais. Poder Legislativos: Câmara dos Deputados; Senado Federal; Fundos Especiais. Administração Indireta Autarquia Corresponde a serviço autônomo, com personalidade jurídica de direito público, patrimônio e receita próprios, criado por lei para executar atividades típicas da administração pública, que requeriam, para melhor funcionamento, gestão administrativa e financeira descentralizada. (DECRETO-LEI 200, 1967). Fundação pública É a entidade dotada de personalidade jurídica de direito público, sem fins lucrativos, criada em virtude de autorização legislativa, com autonomia administrativa, patrimônio próprio e funcionamento custeado por recursos públicos. Fundação Habitacional do Exército, Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) são alguns exemplos. Empresa estatal dependente Empresa controlada pela União, pelo Estado, pelo Distrito Federal ou pelo Município, que tenha, no exercício anterior, recebido recursos financeiros pelo seu controlador, destinados ao pagamento de despesas com pessoal, de custeio em geral ou de capital, excluídos, neste último caso, aqueles provenientes de aumento de participação acionária, e tenha, no exercício corrente, autorização orçamentária para recebimento de recursos financeiros com idêntica finalidade (LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL). A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é um exemplo. Empresa pública É a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, com o patrimônio próprio e capital públicos, criada por lei para a exploração de atividade econômica que o governo seja levado a exercer por força de contingência ou de conveniência administrativa, podendo revestir-se de qualquer das formas admitidas em direito (DECRETO-LEI 900, 1969). A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) são exemplos de empresas estatais dependentes. Sociedades de economia mista É a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, criada por lei para a exploração de CONTABILIDADE PÚBLICA 9 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR atividade econômica, sob a forma de sociedade anônima, cujas ações com direito a voto pertençam, em sua maioria, direta ou indiretamente, ao poder público ou a entidade da administração indireta (Decreto-Lei 900/69). Contabilidade Pública No Brasil A contabilidade pública é um dos ramos da contabilidade, e como tal possui seu campo de atuação centrado nas pessoas jurídicas de direito público, quais sejam: a União (Governo Federal), Estados, Distrito Federal e Municípios, além das suas respectivas autarquias, fundações públicas e empresas públicas. Em virtude de ser um instrumento de controle financeiro, econômico e patrimonial de bens públicos, pertencentes à coletividade e não a um determinado grupo de pessoas, como o são as empresas comerciais, por exemplo, a contabilidade pública é alvo não só de controle dos próprios órgãos de contabilidade e de controle interno da administração, mas também se submete ao controle externo que, em resumo é o controle da própria sociedade sobre o uso que é dado aos bens públicos. Além de se submeter a controle interno (da própria administração pública) e externo (da sociedade), a contabilidade pública se submete totalmente ao regramento jurídico, antes até do que à teoria contábil. Assim, a aplicação dos recursos públicos deve ser feita em estrito acordo com orçamentos e planos de investimentos padronizados pela legislação, além de contar com rotinas e métodos também determinados por normas jurídicas. Os próprios demonstrativos contábeis são regulados por legislação específica, tendo seus modelos e sistemática de elaboração normatizados em todas as esferas da administração. Desta forma, a contabilidade pública se vincula diretamente ao direito, tanto que, a própria Constituição Federal institui um capítulo exclusivo para a organização das finanças públicas. Segundo a Constituição Federal de 1988, as finanças públicas serão reguladas por lei complementar a qual versará sobre finanças públicas, dívida pública interna e externa, garantias, títulos da dívida pública, fiscalização financeira da administração direta e indireta, operações de câmbio por órgãos públicos e as funções das instituições oficiais de crédito. Além disso, a legislação brasileira instituiu o orçamento como peça fundamental da contabilidade pública, servindo tanto como plano para a execução das políticas públicas, tanto como ferramenta de controle para a própria administração pública quanto para a sociedade. Também na Constituição Federal são estabelecidos três peças orçamentárias, dentro da teoria do orçamento-programa, as quais compõe o planejamento das ações da administração pública nos horizontes de curto e médio prazo. Tais peças orçamentárias são o Plano Plurianual de Investimentos (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA). Ambas peças orçamentárias são, em suma, a representação dos planos que a administração pública têm para a sociedade (nacional, estadual ou municipal), expressos na forma de prioridades de gasto,de críticas, nos diversos campos do novo cadastro, baseadas nas normas vigentes que tratam sobre convênios e seus similares. Da Competência De Registros No SIAFI A competência do registro no SIAFI ficará a cargo da UG concedente (órgão ou entidade transferidora dos recursos financeiros ou destaque de créditos orçamentários) no caso de convênio de despesa, e/ou da UG convenente (órgão ou entidade que recebe recursos financeiros ou créditos orçamentários de natureza convenial para aplicação sob sua responsabilidade) no caso de convênios de receita, desde que ambas utilizem o SIAFI na modalidade de uso total. Os registros serão feitos da seguinte forma: a)Convênio entre unidades gestoras integrantes do SIAFI-Registro p/Concedente - emitir a respectiva nota de crédito em favor do convenente; - registrar o "pré-convênio"; - emitir o extrato do "pré-convênio"; - converter o "pré-convênio" em convênio, desde que já esteja assinado e publicado o respectivo instrumento de celebração do convênio ou similar; - emitir a ordem bancária com evento apropriado para o fato; - registrar os termos aditivos, caso venham a existir; - registrar o recebimento das prestações de contas do convenente; - registrar a aprovação das prestações de contas do convenente; - solicitar à setorial contábil o registro da homologação da prestação de contas do convenente; -registrar a impugnação da prestação de contas do convenente, se for o caso; - registar a inadimplência do convenente, se for o caso; - registrar a baixa da inadimplência do convenente, quando for o caso; - registrar a suspensão da inadimplência do convenente; - registrar os valores auferidos pelo convenente resutantes de aplicações financeiras; b)Convênio entre unidades gestoras e entidades não integrantes do SIAFI - caberá à unidade gestora concedente prover todos os registros descritos no item anterior. - para os convênios de receita, quando o concedente não for uma UG, todos os registros cabíveis deverão ser efetuados pela UG convenente. c)Registro e providências do Órgão Setorial Contábil - proceder à Tomada de Contas Especial e registrar a homologação ou a impugnação da prestação de contas aprovada; - a contabilidade analítica dos órgãos e entidades da administração direta ficará a cargo da CISET ou DFC a que estiver jurisdicionada a unidade gestora. Procedimentos Anteriores À Entrada De Dados No Sistema A fim de obter uma maior facilidade e agilidade no uso do cadastro de convênios, o usuário/gestor deverá atentar para: CONTABILIZAÇÃO 27 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR a) estar de posse da tabela dos códigos dos municípios, que poderá ser obtida através da transação do SIAFI "CONMUN"; b) estar de posse da tabela de unidades de medidas, que poderá ser extraída, utilizando-se da transação do SIAFI "CONMED"; c) verificar se todos os CPFs e CGCs dos credores partícipes envolvidos no convênio ou similar estão inclusos no cadastro de credores, no Rol de Responsáves dos SIAFI e no cadastro de pessoa, estes últimos no caso de o credor ser o ordenador de despesa ou dirigente máximo do órgão ou entidade. Caso não estejam inclusos nessas tabelas, poderão ser atualizadas, utilizando-se das respectivas transações do SIAFI: "ATUCREDOR", "INCAGENTE" e "ATUPESSOA"; d) Efetuar pesquisa, através da transçaõ "CONCONV" , opção 01, sobre a situação do convente perante à Administração Pública Federal (se adimplente ou inadimplente); e) estar de posse de toda a documentação (processo) relativo ao convênio ou similar; f) obter as conceituações e as descrições dos campos das diversas transações do cadastro de convênios, através da tecla "PF1=Ajuda" nos respectivos campos. g) para os casos dos procedimentos de execução de convênios é importante estar de posse da composição dos saldos das contas, que poderá ser obtida utilizando-se da transação "CONCONV" PF4= Conta e imprimindo sua tela); h) para os casos de aditamentos a convênios, é importante estar de posse da impressão da consulta do convênio, que poderá ser obtida utilizando-se da transação "CONCONV", imprimindo suas telas de apresentação da consulta. Das Transações De Entrada De Dados Para acessar o "Cadastro de Convênios", o usuário deverá selecionar no menu principal do SIAFI subsistema CONVÊNIOS e em seguida o módulo "CADASTRO" que é composto das seguintes transações: a) >ATUPRECONV - Atualiza Pré-convênio b) >CONVERCONV - Converte Pré-convênio em Convênio c) >INCADITIVO - Inclui aditivo de Convênio d) >EXECCONV - Executa Convênio e) >ALTCONV - Altera convênio anterior 1996 f) >ATUMOTIVO - Atualiza motivo Inadimplência g) >ATUTIPCONV - Atualiza tipo Consulta Convênio a) >ATUPRECONV - Atualiza Pré-convênio Possibilita ao usuário/gestor registrar os dados contidos no processo inicial do pedido encaminhado pelo proponente para a celebração de convênio ou similar (plano de trabalho). É o passo inicial para se cadastrar um "pré-convênio". b) >CONVERCONV - Converte um Pré-convênio em Convênio Permite ao usuário/gestor transformar o "pré-convênio" em convênio efetivo, gerando, dessa forma, um número de registro no SIAFI e uma nota de sistema correspondendo à sua contabilização. Esta operação se dá quando de fato o pedido de convênio (pré-convênio) se transformar em um convênio propriamente dito, ou seja, estiver com o instrumento de celebração entre as partes devidamente assinado e publicado no Diário Oficial da União. CONTABILIZAÇÃO 28 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Deverá o usuário, antes de utilizar esta transação, certificar-se de que em seu "pré-convênio" não existe nenhum tipo de erro, se não tiver feito esta verificação no momento do término do cadastramento do mesmo. Esta transação também permite ao usuário, caso já não o tenha feito, imprimir o extrato do "pré- convênio". Objetivando não guardar informações desnecessárias, os "pré-convênios" que não forem convertidos para convênio no prazo de 90 (noventa dias) serão automaticamente excluídos do sistema. Caso o usuário/gestor queira excluir algum "pré-convênio" antes desse prazo, poderá fazê-lo através da transação "ATUPRECONV" (opção: E-EXCLUSÃO), já descrita anteriormente. c) >INCADITIVO - Inclui aditivos a um Convênio, alterações de um Convênio A concepção dessa transação foi desenvolvida tendo em vista que a legislação que trata convênios ou similares regula que qualquer alteração ao instrumento de celebração inicial de um convênio somente se dará por um outro instrumento designado "TERMO ADITIVO". Nesse sentido, qualquer alteração a um convênio já efetivado no subsistema Cadastro de Convênios do SIAFI somente se dará mediante a inclusão de um termo aditivo, através da transação "INCADITIVO". Para tal, será necessário que o termo aditivo já esteja assinado e publicado no Diário Oficial da União. As informações que forem inseridas nos campos do termo aditivo, que são passíveis de aditamento, serão transpostas para o convênio original, alterando-o ou acrescentado-o. Não poderão ser aditados convênios excluídos, rescindidos ou cancelados. Para casos de alteração de alguns campos cadastrados indevidamente, poderá ser efetivado através da "INCADITIVO", com data de celebração e publicação igual à do convênio original, enquanto não é homologada a transação "CORRETCONV", que se prestará à correção de erros materiais no cadastramento. Essa transação será disponível apenas para as setoriais contábeis, para a CCONT/STN e para a COAVO/SFC. d) >EXECCONV - Executa Convênios Essa transação permite efetuar lançamentos em diversas contas contábeis, de acordo com o fato de execução ocorrido com o convênio: inadimplência (inclusão e retirada), suspensão de inadimplência (inclusão e retirada), impugnação (inclusão e cancelamento), comprovação, aprovação, homologação, exclusão e conclusão. e) >ALTCONV - Altera Convênios anteriores a 1996 Haja vista o Cadastro deTransferências do SIAFI95 não contemplar os campos novos criados com o novo cadastro, esta transação foi concebida objetivando permitir ao usuário/gestor adicionar as informações ausentes nos cadastros anteriores ao SIAFI96, nos novos campos do Cadastro de Convênios do SIAFI96. f) >ATUTIPCONV - Atualiza tipos de consultas de Convênios Permite alterar os nomes dos tipos das consultas e também o texto de "ajuda" da referida consulta. Esta transação é de uso exclusivo das Coordenações-Gerais envolvidas com a gestão e manutenção do subsistema. g) >ATUMOTIVO - Atualiza motivos CONTABILIZAÇÃO 29 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Permite incluir, alterar ou excluir grupos e motivos da tabela da transação "CONMOTIVO". Esta transação é de uso exclusivo das Coordenações-Gerais de Contabilidade - CCONT/STN, e de Avaliação da Execução do Orçamento - COAVO/SFC, que deverão atuar nesses casos, sempre em conjunto. Alterações ou inclusões de grupo(s) ou de motivo(s) poderão ser solicitadas, desde que devidamente justificadas, via comunica, e dirigidas à Coordenação-Geral de Contabilidade da STN ou à Coordenação-Geral de Avaliação da Execução do Orçamento da SFC, pela Ciset, DFC ou unidade equivalente, respeitada a vinculação estabelecida na legislação que criou o sistema de controle interno. Das Transações De Saídas De Dados a) >IMPEXTRATO - Imprime extrato de Pré-convênio b) >CONCONV - Consulta Convênio c) >CONMOTIVO - Consulta motivo Inadimplência d) >CONTIPCONV - Consulta tipos consulta de Convênio a) >IMPEXTRATO - Imprime extrato do Pré-convênio Esta transação permite ao usuário/gestor imprimir o extrato do "pré-convênio", documento este que deverá fazer parte integrante do processo documental do convênio ou seu similar. Para tal, é necessário que o usuário/gestor informe o número original do "pré-convênio" , posicione a impressora e confirme a impressão. Excepcionalmente, em caso da não impressão do extrato antes da conversão, poderá ser impresso o extrato, utilizando-se dessa transação. b) >CONCONV - Consulta Convênios Permite ao usuário/gestor efetuar consultas das mais diversificadas possíveis. Atualmente estão disponíveis 43 (quarenta e três) tipos de consultas, selecionadas por algum campo específico ou por combinações desses campos. O usuário poderá obter os tipos de consultas disponíveis, através da transação "CONTIPCONV" (consulta tipos de consultas), que será descrita mais adiante (capítulo VIII.4). Cada tipo de consulta selecionada apresenta um texto de "ajuda" (quais as informações fornecidas por aquele tipo de consulta). Para tal, o usuário deve informar o número do tipo da consulta desejada. Na própria transação aparecerá os tipos disponíveis de consultas. Os convênios selecionados em cada tipo de consulta poderão, ainda, ser detalhados através da tecla (PF2=detalha). Após o detalhamento, o sistema apresentará as informações do convênio (caso as tenha) na seguinte ordem: número SIAFI do convênio; a situação do convênio; concedente e seu responsável; número original; número do processo; convenente, responsável, esfera, endereço, município e UF do convenente; outros partícipes (interveniente e executor) e seus responsáveis; data de vigência (início e fim); prazo para prestação de contas; celebração e publicação do instrumento do convênio; as datas de execução, se for, o caso de: inadimplência e o motivo; conclusão; rescisão e cancelamento; quantidade de termos aditivos; valores do convênio em moeda corrente e em dólar; quantidade de termos aditivos emitidos, documentos orçamentários emitidos, ordens bancárias liberadas, objeto e justificativa do convênio, itens do objeto (detalhamento do objeto), cronograma físico-financeiro e os saldos contábeis da execução do convênio. c) >CONMOTIVO - Consulta Motivos de Inadimplência CONTABILIZAÇÃO 30 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Demonstra ao usuário/gestor os grupos e códigos dos motivos de determinadas situações: "atraso" do concedente, inclusão e exclusão da inadimplência do convenente, inclusão da inadimplência suspensa do convenente, rescisão do convênio e exclusão do convênio. Estes códigos de motivos serão úteis em alguns tipos de execuções, através da utilização da transação "EXECCONV", onde será obrigatório informar o motivo da operação que se está executando. Os motivos que forem registrados, quando da execução do convênio, serão transpostos para a consulta, de modo que, ao consultar um convênio, o usuário tenha a informação do "porquê" determinado convênio encontra-se em tal situação. A administração dessa tabela caberá à Coordenação-Geral de Avaliação da Execução do Orçamento - COAVO, da SFC. Solicitações de inclusão de motivos deverão ser dirigidas àquela Coordenação- Geral, (UG 170921), devidamente justificadas, através das CISETs, DFCs ou unidades equivalentes dos Ministérios Militares. d) >CONTIPCONV - Consulta tipos de consultas de Convênio Esta transação permite consultar todos os tipos disponíveis de consultas a convênios (seus códigos e seus títulos). Transposição Do Cadastro E Saldos Do SIAFI 95 Para O SIAFI 96 Todos os convênios que se encontravam registrados no SIAFI-95 foram convertidos em 14JAN96 para o SIAFI96, da seguinte forma: A conta-corrente contábil das contas de convênios foi acrescida do número da parcela. Como o SIAFI95 não tratava esta informação, todos os convênios receberam o número da parcela igual a 001. O número SIAFI das transferência referentes a auxílios, contribuições e subvenções tiveram seus números acrescidos de 200.000. Por exemplo: um auxílio que tinha no SIAFI95 o número 023.857, tem no SIAFI96 o número 223.857. Convênios; ajustes e acordos não tiveram sua numeração alterada; Os novos convênios cadastrados a partir de 1996 terão sua numeração SIAFI iniciada a partir de 300.000; As contas contábeis do sistema compensado foram compactadas em dois grupos : 19.961.00.00 (direitos e obrigações conveniados) - convênios de receita e no 19.962.00.00 (convênios firmados ) - convênios de despesa. Os saldos das subcontas de acompanhamento da execução foram transpostos na sua totalidade; Da Contabilização Dos Convênios E Dos Eventos Utilizados As entradas de dados que envolvam contas contábeis do Plano de Contas serão efetivadas pelos lançamentos automáticos dos eventos de máquina, por meio de Notas de Sistemas, conforme se demonstra abaixo: com exceção dos registros de liberção de recursos que utilizarão ordens bancárias, com a utilização dos eventos da classe 51.0.XXX, constantes da tabela de evento, conforme abaixo: TABELA PARA MONTAGEM DAS NS DE CONVÊNIO EVENTOS TIPO DE REGISTRO CONCEDENTE CONVENENTE PARCELA TOTAL PARCELA TOTAL 1.CADASTRO 2.ALTERAÇÕES 2.1-AUMENTO DE VALOR 2.2-REDUÇÃO DE VALOR 2.3-EXCLUSÃO (ANTES DA PUBLICAÇÃO) 2.4-CANCELAMENTO (APÓS A PUBLICAÇÃO) 2.5-RESCISÃO (APÓS A EXEC. DE PARCELA) 3.COMPROVAÇÃO 54.1.402 54.1.402 54.6.402 54.6.402 54.1.431 54.6.402 54.1.405 54.1.413 54.1.404 54.1.404 54.6.404 54.6.404 - 54.6.404 54.1.401 54.1.401 54.6.401 54.6.401 54.1.434 54.6.401 54.1.410 54.1.416 54.1.403 54.1.403 54.6.403 54.6.403 - 54.6.403 CONTABILIZAÇÃO 31 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 4.APROVAÇÃO 5.HOMOLOGAÇÃO 6.INADIMPLÊNCIA 7.SUSPENSÃO DA INADIMPLÊNCIA 8.RETIRADA DA INADIMPLÊNCIA 9.RETIRADA DA SUSPENSÃO DA INADIMP. 10.IMPUGNAÇÃO 11.RETIRADA DA IMPUGNAÇÃO 54.1.414 54.1.425 54.1.426 54.1.427 54.1.428 54.1.429 54.1.430 54.1.417 Os registros de liberação de recursos serão realizados por meio do documento Ordem Bancária-OB, com a utilização dos eventos da classe 51.0.XXX, constantes da tabela abaixo: EVENTOS DISPONÍVEIS PARA USO NAS ORDENS BANCÁRIAIS CÓDIGO ESPECIFICAÇÃO 51.0.007 51.0.010 51.0.033 51.0.060 51.0.191 51.0.221 51.0.223 51.0.280 51.0.283 Apropriação de despesas de transferênciasentidades privadas Apropriação de despesas de transferências multigovernamentais Apropriação de despesas de transferências a organismos internacionais Apropriação de despesas de transf.p/ serviço de fiscalização metrológica Apropriação de despesas c/subvenções sociais Apropriação de despesas c/auxílios formalizados p/Convênio Apropriação de despesas de contribuições formalizadas p/Convênios Apropriação de despesas de transferências a Estados/DF p/Convênio Apropriação de despesas de transferências a Municípios-Convênio Os campos Inscrição e Inscrição 2 da Ordem Bancária terão as seguintes composições e formato: a) INSCRIÇÃO1=XXNEXXXXX (Nº DA NOTA DE EMPENHO) b) INSCRIÇÃO2=XXXXXXNNN (Nº SIAFI DO CONVÊNIO+Nº DA PARCELA a creditar) As contas contábeis utlizadas pelo subsistema de convênios são: a)Pelo Convenente (quando for UG do sistema) CONTA TÍTULO 19961.00.00 19961.01.00 19961.01.01 19961.01.99 19961.03.00 19961.04.00 19961.05.00 19961.06.00 19961.07.00 19961.08.00 19961.09.00 19961.09.01 19961.09.02 19961.13.00 ENTRADA DE RECURSOS CONVENIOS FIRMADOS = Valor Firmado * Valor Firmado = A Receber = A Comprovar = A Aprovar = Aprovado = Homologado = Impugnado INADIMPLENCIA = Efetiva = Suspensa = Cancelado b)Pelo Concedente (quando for UG do sistema) CONTA TÍTULO 19962.00.00 19962.01.00 19962.01.01 19962.01.99 19962.03.00 19962.04.00 19962.05.00 19962.06.00 19962.07.00 19962.08.00 19962.09.00 SAIDA DE RECURSOS CONVENIOS FIRMADOS = Valor Firmado * Outros Valores Firmados = A Liberar = A Comprovar = A Aprovar = Aprovado = Homologado = Impugnado INADIMPLENCIA CONTABILIZAÇÃO 32 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 19962.09.01 19962.09.02 19962.13.00 = Efetiva = Suspensa = Cancelado Diárias As diárias devem ser contabilizadas no momento do pagamento da mesma ao servidor, através da utilização do evento 51.0.092 (civil) e 51.0.093 (militar) na Ordem Bancária-OB. Os lançamentos efetuados no sistema serão feitos automaticamente conforme abaixo: DÉBITO CRÉDITO 3349014YY-Diárias 292130100-Cred.Emp.-A liquidar 292410101-Empenhos a Liquidar 2924102LL-Emp.p/Mod.Lic.-A Liq 292410401-Val.em Liquidação 293200000-Disp.Financeiras 111120102-Banco do Brasil-Cta.Única 292130200-Cred.Emp.-Liquidado 292410102-Empenhos Liquidados 2024103LL-Emp.p/Mod.Lic.-Liquidado 292410403-Valores Pagos 193290200-Disp.p/Fonte Recursos Serviços De Terceiros Pessoa Física Os serviços de terceiros (pessoa física) devem ser contabilizados no momentos do recebimento dos serviços pela unidade gestora (2º estágio da despesa-Liquidação) com a utilização dos eventos abaixo: Com Contrato - evento 51.0.114Sem Contrato - evento 51.0. 085 DÉBITO CRÉDITO 3349036YY-Serviços Terceiros-P. Física 292130100-Cred.Emp.-A liquidar 292410101-Empenhos a Liquidar 2924102LL-Emp.p/Mod.Lic.-A Liq 292410401-Val.em Liquidação 293200000-Disp.Financeiras 111120102-Banco do Brasil-Cta.Única 292130200-Cred.Emp.-Liquidado 292410102-Empenhos Liquidados 2024103LL-Emp.p/Mod.Lic.-Liquidado 292410403-Valores Pagos 193290200-Disp.p/Fonte Recursos Nota: O evento 51.0.114 será acrescido da partida do compensado (1999720300-Contratos de serviços/299720000-Direitos e Obrigações Contratuais). Pessoa Jurídica Os serviços de terceiros (pessoa jurídica) devem ser contabilizados no momentos do recebimento dos serviços pela unidade gestora (2º estágio da despesa-Liquidação) com a utilização dos eventos abaixo: Com Contrato - evento 51.0.199 Sem Contrato - evento 51.0. 110 DÉBITO CRÉDITO 3349039YY-Serviços Terceiros-P. Física 292130100-Cred.Emp.-A liquidar 292410101-Empenhos a Liquidar 2924102LL-Emp.p/Mod.Lic.-A Liq 292410401-Val.em Liquidação 293200000-Disp.Financeiras 111120102-Banco do Brasil-Cta.Única 292130200-Cred.Emp.-Liquidado 292410102-Empenhos Liquidados 2024103LL-Emp.p/Mod.Lic.-Liquidado 292410403-Valores Pagos 193290200-Disp.p/Fonte Recursos Nota: O evento 51.0.199 será acrescido da partida do compensado (1999720300-Contratos de serviços/299720000-Direitos e Obrigações Contratuais). Equipamentos E Materiais Permamentes Os equipamentos e materiais permanentes adquiridos no decorrer do exercício deverão ser contabilizados no ato do recebimento dos bens pela unidade gestoras (2º estágio da despesa- CONTABILIZAÇÃO 33 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Liquidação) com a utilização dos eventos constantes da tabela de eventos conforme o caso:3.12.1 - Com Contrato: evento 51.0.155 Sem Contrato: evento 51.0.145 DÉBITO CRÉDITO 3459052YY-Serviços Terceiros-P. Física 292130100-Cred.Emp.-A liquidar 292410101-Empenhos a Liquidar 2924102LL-Emp.p/Mod.Lic.-A Liq 292410401-Val.em Liquidação 14XXXX00 -Ativo Permamente 293200000-Disp.Financeiras 111120102-Banco do Brasil-Cta.Única 292130200-Cred.Emp.-Liquidado 292410102-Empenhos Liquidados 2024103LL-Emp.p/Mod.Lic.- Liquidado292410403-Valores Pagos 613110000-Aquisição de Bens 193290200-Disp.p/Fonte Recursos Nota: O evento 51.0.155 será acrescido da partida do compensado (1999720400-Contratos de Fornecimento de Bens/299720000-Direitos e Obrigações Contratuais). Arrecadação Da Receita Receitas Do Tesouro Todas as receitas arrecadadas pelas unidades, cujo valor pertence ao Tesouro Nacional, Fonte de Recursos na formatação X1XX, devem ser contabilizadas obedecendo aos seguintes critérios: A) Na Administração Direta Emitir Nota de Lançamento-NL com os eventos 55.0.505 e 80.0.881 B) Na Administração Indireta Emitir Nota de Lançamento-NL, colocando como favorecida a SPF do Órgão Superior, com a utilização dos eventos 55.0.505 e 80.0.886. C) Nos Fundos Utilizar os mesmos procedimentos da administração indireta, substituindo o evento 80.0.888 pelo evento 80.0.878. Receitas Próprias As receitas próprias da unidade deverão ser contabilizadas com a utilização do evento 80.0.850, colocado no documento GR ou NL conforme o caso. Execução De Restos A Pagar Inscrição De acordo com o Artigo 36 da Lei 4.4320/64, considera-se Restos a Pagar as despesas empenhadas mas não pagas até 31 de dezembro, distinguindo-se as processadas das não processadas. No Plano de Contas Único, da Administração Federal, a inscrição de restos a pagar não processado se faz em 31 de dezembro de cada ano, na conta 2.1.2.1.6.01.02 (Restos a Pagar - Não Processados) através da leitura, em cada unidade, do saldo da conta 292410101 - Empenhos a Liquidar. Pagamento O pagamento da despesa inscrita em restos a pagar se faz no ano seguinte ao da sua inscrição, utilizando-se dos eventos pertencentes à classe 61.0.XXX, colocados no documento Ordem Bancária-OB. Cancelamento Os valores inscritos e não pagos até 31 de dezembro deverão ser cancelados pelo gestor. Caso o CONTABILIZAÇÃO 34 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR gestor não faça o cancelamento até 31 de dezembro, o sistema o fará automaticamente. O órgão que não desejar que essa inscrição seja feita automaticamente pelo sistema, deverá solicitar a sua exclusão do processo de acordo com o item 1.5 do anexo II da NE 001, da Secretaria do Tesouro Nacional. Análise Das Demonstrações Contábeis Apresentação As demonstrações contábeis são instrumentos de análise e controle em nível gerencial (tomada de decisão), demonstrando as situações econômico-financeira e patrimonial do exercício estando as informações disponíveis nos Balanços Orçamentário, Financeiro, Patrimonial, Demonstração das Variações Patrimoniais e Demonstração das Disponibilidades Financeiras por Fonte de Recursos. As demonstrações contábeis representam o resultado das operações relacionadas às origens e aplicação de recursos pelos Órgãos da Administração Pública Direta e Indireta. Através das demonstrações contábeis torna-se possívelo conhecimento dos valores dos bens, dos direitos e das obrigações dos agentes que arrecadam receitas, efetuam despesas, administram ou guardam os bens pertencentes à União. Procedimentos Balanço Orçamentário Estrutura As receitas são discriminadas por natureza e divididas em duas categorias: correntes e de capital. A receita que se espera arrecadar denomina-se receita prevista, estimada ou receita orçada, as três expressões são equivalentes. A previsão da receita é elaborada com base nas estimativas das fontes possíveis de arrecadação. A previsão da receita é resultante da soma e subtração das contas correntes nas seguintes contas de compensação passiva conforme especificado a seguir: a. para as receitas próprias dos órgãos e gestões que a possuem, fonte de recursos X2XX e X4XX, cabe a cada UG/GESTÃO efetuar a previsão, seja ela inicial ou adicional, bem como a anulação da previsão, através do documento NL, utilizando os eventos de classe 10. Os valores dessas receitas estarão representadas nas seguintes contas: 2.9.1.1.1.00.00 - previsão inicial da receita; (+) 2.9.1.1.2.00.00 - previsão adicional da receita; (-) 2.9.1.1.9.00.00 - anulação da receita b. as receitas correspondentes às transferências intragovernamentais são registradas, automaticamente, pelo SIAFI, em função da aprovação do orçamento, descentralizações internas e externas e cancelamento de créditos. Essas receitas correspondem às seguintes contas: Cota 2.9.3.1.1.01.00 – cota de despesa autorizada (-) 1.9.3.1.1.01.00 – cota de despesa autorizada CONTABILIZAÇÃO 35 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Repasse 2.9.3.1.1.02.00 – cotas de repasse (-) 1.9.3.1.1.02.00 – cotas de repasse (+) 1.9.2.2.1.00.00 – descentralização externa de créditos (-) 2.9.2.2.1.00.00 – descentralização externa de créditos o Subrepasse 1.9.2.2.2.00.00 – descentralização interna de créditos (-) 2.9.2.2.2.00.00 – descentralização interna de créditos A efetiva arrecadação dos valores estimados em cada natureza denomina-se receita realizada. No final do exercício, a receita realizada poderá ser igual, maior ou menor que a estimada. A receita realizada é controlada em nível de conta corrente, na conta de compensação ativa 1.9.1.1.4.00.00 – Receita Realizada, em se tratando de receitas próprias, cujo valor corresponderá ao saldo da conta 4.0.0.0.0.00.00 – Receita. Quanto à execução das receitas de Transferências Intragovernamentais, estas são constituídas pelas seguintes contas: a. Cota 6.1.2.1.1.00.00 – Cota recebida (-) 5.1.2.1.1.00.00 – Cota concedida b. Repasse 6.1.2.1.2.00.00 – Repasse recebido (-) 5.1.2.1.2.00.00 – Repasse concedido c. Subrepasse 6.1.2.1.3.00.00 – Subrepasse recebido (-) 5.1.2.1.3.00.00 – Subrepasse concedido As receitas previstas e as despesas fixadas (dotação) nos orçamentos fiscal e da seguridade social são confrontadas com as receitas e despesas realizadas, evidenciando, por conseqüência, as diferenças correspondentes. As despesas são discriminadas por tipo de crédito e natureza e divididas em duas categorias: correntes e de capital. CONTABILIZAÇÃO 36 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR A dotação da despesa é elaborada com a operação de soma e subtração das contas correntes pertencentes aos desdobramentos das contas a seguir, de acordo com os agrupamentos dos tipos de crédito e de natureza da despesa: 1.9.2.1.1.00.00 – dotação inicial 1.9.2.1.2.00.00 – dotação suplementar 1.9.2.1.3.00.00 – dotação especial 1.9.2.1.4.00.00 – dotação extraordinária A execução da despesa é controlada desde o nível de empenho até a célula orçamentária constante do QDD, e corresponde ao saldo da conta 2.9.2.1.3.02.00 – Crédito Liquidado cujo valor será igual ao saldo da conta 3.0.0.0.0.00.00 – despesa. Além da dotação consignada no orçamento aos órgãos, há também as transferências intragovernamentais, cujo registro ocorre de forma automática no Balanço Orçamentário, tomando por base os saldos das seguintes contas: 1.9.2.2.1.00.00 – descentralização externa de créditos (-) 2.9.2.2.1.00.00 – descentralização externa de créditos (+) 1.9.2.2.2.00.00 – descentralização interna de créditos (-) 2.9.2.2.2.00.00 – descentralização interna de créditos Análise E Verificação A análise e a verificação do Balanço Orçamentário pode ser feita por órgão/gestão, por gestão e tipode identificação, através da transação BALANORC e tem como fator predominante preparar os indicadores que servirão de suporte para a avaliação da gestão orçamentária. O Balanço Orçamentário é um quadro com duas seções: receitas e despesas e cada uma delas apresenta três colunas: a. Receitas Primeira coluna – Receita Prevista Segunda coluna – Execução da Receita; e Terceira coluna – Diferença entre a receita prevista e a execução da receita b. Despesas Primeira coluna – Despesa Fixada (Dotação) Segunda coluna – Execução da Despesa; e Terceira coluna – Diferença entre a Dotação e a Execução da Despesa O Balanço Orçamentário deve ser interpretado, relacionando-se a primeira coluna da receita (previsão) com a primeira coluna da despesa (dotação), e a Segunda coluna da receita (execução), em relação à Segunda coluna da despesa (execução), podendo haver superávit ou déficit. CONTABILIZAÇÃO 37 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR O superávit é representado pela diferença a maior entre a execução da receita e da despesa e deverá ser adicionada à coluna da execução da despesa para igualar com a execução da receita. O déficit é representado pela diferença a menor entre a execução da receita e da despesa e deverá ser adicionada à coluna da execução da receita para igualar com o total da execução da despesa. Na receita, pode-se verificar ainda uma diferença a maior entre a coluna execução e a coluna previsão, correspondente ao excesso de arrecadação ocorrido no exercício. Na despesa, a diferença a maior entre a coluna dotação e a coluna execução corresponde a uma economia orçamentária. A eventual diferença a menor entre a dotação e execução corresponde ao excesso na realização da despesa, fato não muito comum, tendo em vista que as despesas não podem ser executadas sem a respectiva autorização orçamentária. A receita, por ser prevista, pode ser arrecadada a menor ou maior. Entretanto, a despesa, por ser fixada, só pode ser realizada até o valor autorizado, significando que, somente pode ser emitido empenho até o valor do crédito orçamentário disponível. A comparação entre previsão/dotação e a execução pode indicar as seguintes situações: a. Receita Prevista > Receita Arrecadada, demonstra que houve insuficiência de arrecadação; b. Receita Prevista Despesa Realizada, demonstra economia na realização de despesas; d. Despesa Fixada Despesa Realizada, demonstra que houve superávit; f. Receita Arrecadadadela se necessitar. A avaliação impõe a necessidade de um sistema estatístico cuja informaão básica se obtém nos órgãos e entidades. De posse dos dados, deve-se elaborar tabelas, calcular indicadores e apresentar informes periódicos para uso e tomada de decisões por parte dos gestores. Nos casos de déficit ou superávit referentes à execução orçamentária, pode-se observar o seguinte: a. se a execução da receita apresentar-se menor que a execução da despesa, pode-se deduzir que o superávit financeiro do exercício anterior deixou de ser realizado no corrente exercício; b. se a execução da receita apresentar-se maior que a da despesa, a avaliação poderá afirmar que houve um excesso de arrecadação que não foi utilizado no corrente exercício. Outro aspecto importante a avaliar é o que se relaciona com a economia orçamentária do exercício e sem possível reaproveitamento. CONTABILIZAÇÃO 38 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Todas estas avaliações devem ser demonstradas em quadros gerenciais com índices percentuais, transformando os valores do balanço em índices para facilitar a avaliação. Balanço Financeiro O Balanço Financeiro demonstrará os ingressos (entradas) e dispêndios (saídas) de recursos financeiros a título de receitas de despesas orçamentárias, bem como os recebimentos e pagamentos de natureza extra-orçamentária, conjugados com os saldos de disponibilidades do exercício anterior e aqueles que passarão para o exercício seguinte, de acordo com o art. 103, da Lei 4.320/64. Na elaboração do Balanço Financeiro são utilizados critérios diferenciados para os ingressos e dispêndios orçamentários e extra-orçamentários, pelas carcterísticas peculiares de contas patrimoniais e de resultado. As contas de resultado (receitas e despesas orçamentárias e Interferências ativas e passivas) acumulam saldos do exercício. Portanto, se extrairmos o saldo atual, teremos o movimento total financeiro. As demais contas patrimoniais não são acumulativas, portanto não é só extrair o saldo, pois este é o resultado de entrada e saída de recursos movimentados continuamente. Desta forma, o Balanço Financeiro, para uma demonstração mais pura, deveria extrair os valores relativos ao movimento e não os saldos extra-orçamentários. O Balanço Financeiro divide-se em sua estrutura básica, em Ingressos e Dispêndios. Os Ingressos estão representados pelas Receitas Orçamentárias, Ingressos Extra-Orçamentários, Transferências Financeiras Recebidas e o Disponível do Exercício Anterior. A Receita Orçamentária será a líquida, deduzidos os incentivos fiscais e as restituições. Os Ingressos Extra-Orçamentários estão representados pelos saldos atuais das contas de obrigações (incluindo a compensação da inscrição de Restos a Pagar) e anteriores, das contas de direitos, que estejam especificamente vinculadas a movimentos financeiros. Considera-se ainda, Ingresso: o saldo de Disponibilidade do Exercício Anterior. Os Dispêndios estão representados pelas Despesas Orçamentárias, Dispêndios Extra- Orçamentários, Transferências Financeiras Concedidas e o Disponível para o Exercício Seguinte. A Despesa Orçamentária será considerada a efetivamente realizada, e ainda aquela relativa à inscrição de Restos a Pagar. Os Dispêndios Extra-Orçamentários estão representados pelos saldos atuais das contas de direitos e anterios das contas de obrigações, que estejam especificadamente vinculadas a movimentos financeiros. Considera-se, ainda, Dispêndios, o saldo de Disponibilidade para o Exercício Seguinte. O Resultado Financeiro do Exercício (RFE) é apurado comparando-se o saldo do subgrupo Disponível atual (SDAt) com o saldo do subgrupo Disponível Anterior (SDAn), ou seja: RFE = SDAT - SDAN Balanço Patrimonial Estrutura Demonstra o Ativo Financeiro e o Não Financeiro, o Passivo Financeiro e o Não Financeiro, o Ativo Real e o Passivo Real, o saldo patrimonial e as contas de compensação, sintetizando os bens, valores, créditos e obrigações da União. CONTABILIZAÇÃO 39 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR A estrutura do Balanço Patrimonial segue disposição do Plano de Contas da Administração Pública Federal, representada pelos saldos das contas patrimoniais (classes 1 e 2), cujo resultado corresponde à diferença entre o ativo e o passivo. Na elaboração do Balanço Patrimonial são utilizados os saldos das contas de classe 1 e 2, mediante à apuração da diferença entre o ativo e passivo obtém-se o resultado do exercício. Se o ativo for maior, a diferença é adicionada à conta patrimônio/capital, se o ativo for menor, a diferença é deduzida da mesma conta. A equação lógica do Balanço Patrimonial é representada por: Ativo – Passivo = Patrimônio Líquido Ou Ativo – Passivo = Variações Ativas – Variações Passivas O Ativo é representado por: a. Ativo Financeiro – compreende os bens numerários, os créditos e outros valores realizáveis, independentes de autorização orçamentária e correspondem aos saldos das contas que permaneceram abertas no sistema financeiro, desdobrada em: o Disponível – representa a soma dos valores numerários em caixa e em poder de bancos; o Créditos em Circulação – representa a soma dos créditos financeiros junto a pessoas de direito público e privado. a. Ativo Não Financeiro – compreende o conjunto de bens e direitos cuja mobilização ou alienação dependa de autorização legislativa para suas realizações, sendo desdobrado em: o Realizável a Curto Prazo – representa os créditos e os valores em circulação; o Realizável a Longo Prazo – representa os depósitos e créditos realizáveis a longo prazo; o Permanente – representa o conjunto dos investimentos, imobilizado e diferido. a. Ativo Real – representa a soma do ativo financeiro e do ativo não financeiro. O Passivo é representado por: a. Passivo Financeiro – compreende os compromissos cujo pagamento independe de autorização orçamentária. Tendo em vista que essas obrigações já passaram pelo orçamento, como é o caso de restos a pagar, ou não possuem qualquer vinculação com orçamento como as contenções e depósito de terceiros. o Valores pendentes a curto prazo – representa valores nominalmente ativos ou de conversão transitória; o Depósitos – representa o montante do débito referente às consignações da folha, restituições a pagar, fianças e cauções; o Obrigações em Circulação – representa o total de despesa empenhada, liquidada e não paga, a título de fornecedores, operações de crédito e outras exigibilidades, além dos restos a pagar não processados. a. Passivo Não Financeiro – compreende o conjunto das obrigações que dependam de autorização orçamentária para suas liquidações ou pagamentos representados por dívidas a longo prazo, de exigibilidade superior a um ano, quer sejam internas ou externas, contraídas para atender o desequilíbro orçamentário ou financiamento de obras e serviços públicos. b. Passivo Real – é a soma do Passivo Financeiro e do Passivo Não Financeiro. c. Patrimônio Líquido – representa a diferença entre os componentes patrimoniais ativos e passivos. O saldo positivo representa uma situação patrimonial favorável ou superavitária. O saldo negativo representa uma situação patrimonial desfavorável ou deficitária. CONTABILIZAÇÃO 40 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR d. No saldo patrimonial podem ser encontradas três situações: o Ativo Real Líquido ou Patrimônio Líquido Positivo, decorrente da diferença a maior entre o Ativo Real e o Passivo Real. o Passivo Real a Descoberto ou Patrimônio Líquido Negativo, decorrente da diferença a menor entre o Ativo Real e o Passivo Real. o Patrimônio Líquido Nulo, decorrente da igualdade entre o Ativo Real e o Passivo Real. a. Ativo e Passivo Compensado – representam contas com função precípua de controle, relacionadas aos bens, direitos, obrigações e situações não compreendidas no patrimônio mas que, direta ou indiretamente, possamvir a afetá-lo, inclusive as relativas a atos e fatos relacionados com a execução orçamentária e financeira. Análise E Verificação A análise e verificação do Balanço Patrimonial pode ser feita por Órgão/Gestão, por Gestão e tipo de Administração, através da transação BALANSINT, e por UG/Gestão, através da transação CONBALANUG, e tem como objetivo predominante preparar os indicadores que servirão de suporte para a avaliação da gestão do patrimônio. O Balanço Patrimonial é um quadro com duas seções: ativo e passivo, representando, respectivamente, os bens e direitos e as obrigações. No Ativo Financeiro são demonstrados os valores numerários e os créditos em circulação, e correspondem às contas do sistema financeiro que permaneceram com saldos. No Ativo Não Financeiro são demonstrados os valores realizáveis e pendentes a curto prazo, realizáveis a longo prazo e permanente. No Passivo Financeiro são demonstrados os valores exigíveis a curto prazo, também correspondentes às contas do sistema financeiro que permaneceram com saldo e são considerados dívida flutuante. No Passivo Não Financeiro são demonstrados os saldos das obrigações a curto e longo prazos e valores pendentes que não provocaram efeitos financeiros durante o exercício e são considerados a dívida fundada. No Ativo Compensado apresentam-se os valores que, direta ou indiretamente, possam vir a afetar o patrimônio. O Passivo Compensado representa a contrapartida do Ativo Compensado. O superávit financeiro apurado em Balanço Patrimonial do exercício anterior, que corresponde à diferença positiva entre o Ativo Financeiro e o Passivo Financeiro, conjugando-se ainda os saldos dos créditos adicionais transferidos e as operações de crédito a eles vinculadas, consituem-se em um dos valores básicos para abertura de créditos suplementares e especiais. A discriminação dos elementos do Ativo e Passivo permitem compreender a situação patrimonial e as variações decorrentes da gestão. O Resultado Patrimonial do exercício integra o patrimônio líquido indicando o superávit ou o déficit, se for o caso. Avaliação De Gestão A avaliação de gestão, a partir do Balanço Patrimonial, tem como ponto fundamental demonstrar a situação de liquidez, a estrutura de capitalização, rentabilidade e outros indicadores econômico- financeiros utilizados para um adequado gerenciamento. A composição do Balanço Patrimonial tem, como um dos aspectos mais relevantes, a apuração do superávit financeiro, devendo ser excluídos do ativo e passivo financeiro os saldos de estoques e outros realizáveis não financeiros, para evitar suplementações orçamentárias indevidas. CONTABILIZAÇÃO 41 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR O Ativo e Passivo Compensados devem ser iguais, de forma que a situação líquida não seja afetada. Demonstração Das Variações Patrimoniais Estrutura Evidencia as alterações verificadas no patrimônio, resultantes ou independentes da execução orçamentária, indicando o resultado patrimonial do exercício. As variações resultantes do orçamento, ou orçamentárias, são aquelas que dependem de orçamento aprovado, e as independentes do orçamento ou extra-orçamentárias são aquelas que independem de orçamento aprovado. A estrutura da Demonstração das Variações Patrimoniais é formada pelos saldos acumulados durante o exercício nas contas de resultado. O somatório das receitas orçamentárias e extra-orçamentárias resulta nas Variações Ativas, o somatório das despesas orçamentárias e extra-orçamentárias resulta nas Variações Passivas. Neste contexto deve-se levar em conta o resultado do período, que poderá apresentar superávit ou déficit, obtido através da diferença entre o total das variações ativas e passivas. Este resultado deverá ser igual àquele indicado no grupo Patrimônio Líquido do Balanço Patrimonial, referente ao Resultado do Período. As Variações Ativas Orçamentárias são representadas pelas receitas correntes e de capital, Interferências Ativas e Mutações Ativas. As Variações Passivas Orçamentárias são representadas pelas Despesas Correntes e de Capital, pelas Interferências Passivas e Mutações Passivas. As Variações Ativas Extra-Orçamentárias são representadas pelas Receitas Extra-Orçamentárias (de órgãos não integrantes do orçamento), as Interferências Ativas e os Acréscimos Patrimoniais. As Variações Passivas Extra-Orçamentárias são representadas pelas Despesas Extra-Orçamentárias (de órgãos não integrantes do orçamento), Interferências Passivas e Decréscimos Patrimoniais. Análise E Verificação A análise e a verificação da Demonstração das Variações Patrimoniais pode ser feita por Órgão/Gestão, por Gestão e tipo de Administração, através da transação BALANSINT, e por UG/Gestão, através da transação CONBALANUG, e tem como objetivo predominante preparar os indicadores que servirão de suporte para avaliação da gestão do resultado. A Demonstração das Variações Patrimoniais é um quadro com duas seções, Variações Ativas (acréscimo patrimonial) e Variações Passivas (decréscimo patrimonial), cada uma distribuída em dois grandes grupos: resultantes da execução orçamentária e independentes da execução orçamentária. a. As Variações Ativas resultantes da execução orçamentária são representadas por: o receitas orçamentárias realizadas durante o exercício; o interferências ativas representadas pela movimentação de recursos financeiros (cotas, repasses e sub-repasses recebidos); e o mutações ativas (alterações patrimoniais) representadas pela aquisição de bens e direitos e redução de obrigações decorrentes da execução orçamentária. a. As Variações Ativas independentes da execução orçamentária são representadas por: o Receitas Extra-Orçamentárias (dos órgãos não integrantes do orçamento) o Interferências Ativas que apresentam valores oriundos da movimentação financeira destinados a atender restos a pagar e de bens e valores recebidos; e CONTABILIZAÇÃO 42 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR o Acréscimos Patrimoniais representados pelas incorporações de bens e direitos e desincorporação de passivos, correspondendo às Superveniências Ativas e Insubsistências Passivas, respectivamente. a. As Variações Passivas resultantes da execução orçamentária são representadas por: o despesas orçamentárias realizadas durante o exercício; o interferências passivas representadas pela movimentação de recursos financeiros (cotas, repasses e sub-repasses concedidos); e o mutações passivas (alterações patrimoniais) representadas pela alienação de bens e direitos e operações de crédito resultante da execução da receita. a. As Variações Passivas independentes da execução orçamentária são representadas por: o Despesas Extra-Orçamentárias (de órgãos não integrantes do orçamento); o Interferências Passivas que apresentam valores oriundos da movimentação financeira destinados a atender restos a pagar e de bens e valores concedidos; e o Decréscimos Patrimoniais representados pelas desincorporaçôes de bens e direitos e incorporação de passivos, correspondendo às Insubsistências Ativas e Superveniências Passivas, respectivamente. O Resultado Patrimonial do exercício apurado nessa Demonstração é transferido para o Balanço Patrimonial, passando a constituir o saldo patrimonial existente no período, que pode ser o ativo real líquido (ativo patrimonial maior que o passivo patrimonial) ou o passivo real a descoberto (ativo patrimonial menor que o passivo patrimonial). Avaliação De Gestão Nesta Demonstração, estão reunidos grupos de contas que têm por finalidade a identificação das causas que produzem variações positivas e negativas ocorridas no período, no patrimônio, resultantes ou independentes da execução orçamentária, e a indicação do resultado patrimonial do exercício. Pela Demonstração, pode-se avaliar os resultados orçamentários e extra-orçamentários, observando os itens mais relevantes que interferem no superávit oudéficit. Uma interpretação relevante relaciona-se ao superávit do orçamento corrente (receitas correntes maiores que despesas correntes). Essa apuração se traduz em receitas correntes aplicadas em despesas de capital, siginificando, capitalização, ou em receitas de capital financiando as despesas correntes, significando descapitalização. Esta avaliação deixa claro se o déficit ou o superávit apurado foi provocado por definições de planejamento, de execução orçamentária ou por fatores independentes da execução orçamentária. Demonstração Das Disponibilidades Por Fonte De Recursos A análise e verificação desse demonstrativo, apesar de não instituído por lei, tem como objetivo predominante preparar os indicadores que servirão de suporte para avaliação dos recursos financeiros disponíveis. O Demonstrativo das Disponibilidades por Fonte de Recursos é um quadro com duas seções: a primeira, Disponibilidades Financeiras, constituída dos recursos que compõem efetivamente o Disponível, aqui incluídos o Disponível em moeda nacional, Bancos Conta Movimento, Aplicações Financeiras e o Disponível em moeda estrangeira. A Segunda, demonstra a composição dessas Disponibilidades, isto é, os Créditos a Receber, as Obrigações em Circulação e as Disponibilidades por Fonte de Recursos. CONTABILIZAÇÃO 43 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR A discriminação do Disponível e a composição dos Direitos a Receber de caráter financeiro, as Obrigações em Circulação conjugado com a Disponibilidade por Fonte de Recursos, permite facilmente identificar a posição dos recursos financeiros que efetivamente encontram-se disponíveis. Analisando esta Demonstração, cuja consulta pode ser feita por Órgão/Gestão, por Gestão e tipo de Administração, através da transação BALANSINT, e por UG/Gestão, através da transação CONBALANUG, pode-se verificar o desequilíbrio da equação ATIVO FINANCEIRO – PASSIVO FINANCEIRO = SALDO DAS DISPONIBILIDADES POR FONTE DE RECURSOS, que resulta em um título denominado ¨Outros Ingressos¨, quando o total de direitos, obrigações e disponibilidades por fonte de recursos for maior que o disponível em bancos e, ¨Outros Dispêndios¨ quando ocorrer situação inversa. Balanço Patrimonial De Acordo Com A Lei 6.404/76 Além das Demonstrações Contábeis definidas pela Lei n° 4.320/64, vale ressaltar que nas empresas onde o Governo Federal participa como acionista, Empresas Públicas e de Economia Mista, disciplinadas pela Lei n° 6.404, de 15/12/76, o SIAFI está preparado para apresentar o Balanço Patrimonial, de acordo com a estrutura a seguir: No Ativo, as contas serão dispostas em ordem decrescente de grau de liquidez dos elementos nelas registrados, nos seguintes grupos: a. Ativo Circulante – registra as disponibilidades, os direitos realizáveis no curso do exercício social subseqüente, bem como as aplicações de recursos da despesa do exercício seguinte; b. Ativo Realizável a Longo Prazo – registra os direitos realizáveis após término do exercício seguinte, bem como os derivados de vendas, adiantamentos ou empréstimos feitos a sociedades coligadas, controladas, diretores, acionistas ou participantes do lucro da companhia, quando não constituam negócios usuais na exploração do objeto social; c. Ativo Permanente – registra os investimentos constituídos pelas participações permanentes em outras companhias ou empresas e pelos direitos de qualquer natureza não classificáveis no Ativo Circulante, pelo Ativo Imobilizado, constituído pelos bens de natureza industrial ou comercial e pelo Ativo Diferido, constituído pelas aplicações de recursos ou despesas que contribuirão para a formação do resultado de mais um exercício social. No Passivo, as contas representam as obrigações, nos seguintes grupos: a. Passivo Circulante – registra as obrigações, inclusive os financiamentos para aquisição de direitos do Ativo Permanente, quando a sua liquidação ocorreu até o término do exercício seguinte; b. Passivo Exigível a Longo Prazo – registra as obrigações que tenham vencimento após o exercício seguinte ou após o ciclo operacional da empresa; c. Patrimônio Líquido – compreende as contas que expressam a situação líquidas agrupadas em subdivisões assim intituladas: Capital Social, Reservas de Capital, Reserva de Reavaliação, Reservas de Lucros e Lucros ou Prejuízos Acumulados. A estrutura do Balanço Patrimonial definida pela Lei n° 6.404/76 distingue-se da que foi estabelecida pela Lei n° 4.320/64 pela inexistência do Ativo e Passivo Compensados. Deve ser observado ainda, que está em processo de estudos, a implantação no SIAFI das demais Demonstrações Financeiras definidas pela Lei das Sociedades por Ações, tais como a Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados, a Demonstração dos Resultados do Exercício e a Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos. Sistemas Contábeis Da Contabilidade Aplicada Ao Setor Público Reinaldo Luiz Lunelli* Na Contabilidade Pública, além das contas usuais da Contabilidade Comercial, quais sejam, contas CONTABILIZAÇÃO 44 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR patrimoniais e contas de resultado, há ainda as contas de compensação, cuja função é o registro dos bens, valores e obrigações que envolvam situações que possam a vir afetar o patrimônio. Os atos e fatos praticados na Administração Pública constituem serviços da Contabilidade que os registrará, em rigorosa ordem cronológica e sistemática, de forma a permitir o acompanhamento da execução orçamentária, o conhecimento da composição patrimonial, a determinação dos custos dos serviços, o levantamento dos balanços, a análise e a interpretação dos resultados econômicos financeiros. Contudo, na Administração Pública, dispõe de sistemas independentes para cada grupamento, e os lançamentos são efetuados em quatro grandes sistemas, independentes entre si, o que equivale afirmar que cada lançamento é efetuado em um sistema separado. Um evento ou fato contábil poderá exigir o lançamento em um ou em mais de um sistema, porém poderá ocorrer um ou mais débitos e créditos dentro de um ou mais de um sistema, individualizados. A Contabilidade pública é estruturada, segundo a Lei nº 4.320/64, em quatro sistemas contábeis que interagem entre si, objetivando o acompanhamento orçamentário, a composição financeira e patrimonial, bem como a evidenciação de compromissos assumidos pela Administração pública, nas contas de compensação. Os sistemas de contas da Contabilidade Pública são classificados em: Sistema Orçamentário, Sistema Patrimonial e Sistema de Compensação. A Resolução CFC nº 1.129/2008 publicada em 25.11.2008 com fins de adequação às normas internacionais de contabilidade, ainda menciona um quinto sistema, representado pelo Sistema de Custos que registra, processa e evidencia os custos dos bens e serviços, produzidos e ofertados à sociedade pela entidade pública. Sistema Orçamentário O Sistema Orçamentário é representado pelos atos de natureza orçamentária, registrando a receita prevista e as autorizações legais da despesa constantes da Lei Orçamentária Anual (LOA) e dos créditos adicionais abertos. São atos de natureza orçamentária que constam do Sistema Orçamentário: Previsão de Receita; Fixação de despesa; Créditos adicionais abertos; Descentralização de créditos; e Empenho de despesa. No Sistema Orçamentário é demonstrada a despesa fixada e a executada e comparada com a receita prevista e arrecadada. Evidenciando assim, o resultado orçamentário ocorrido no exercício financeiro, podendo ser: 1. Receita Orçamentária = Despesa Orçamentária = Resultado Nulo 2. Receita Orçamentária > Despesa Orçamentária = Superávit Orçamentário 3. Receita Orçamentáriacomo projetos e atividades, foi totalmente executado dentro do exercício financeiro. CONTABILIZAÇÃO 45 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR O superávit orçamentário ou o déficit orçamentário podem estar apontando ou para falhas no planejamento ou de execução de projetos, ou ainda, no excesso de exigência contributiva da sociedade local. Sistema Patrimonial O Sistema Patrimonial é constituído das contas que registram as movimentações que concorrem ativa e passivamente para a formação do patrimônio da entidade, ou seja, são registrados os bens patrimoniais (móveis, imóveis, estoques, créditos, obrigações, valores, operações de crédito, dentre outras), originadas ou não da execução orçamentária. É registrado também no Sistema Patrimonial o resultado econômico do exercício. No Sistema Patrimonial os lançamentos que correspondem a incorporação ou desincorporação de ativos e passivos são feitos isoladamente dentro deste sistema. Apesar de não ser objeto da lei nº 4.320/64, para as entidades públicas de administração direta, no sistema patrimonial deve ser procedido o registro da depreciação dos bens móveis e imóveis, levando-a para a conta de resultados em contrapartida com a conta de depreciação acumulada. Sistema De Compensação No sistema de Compensação são efetuados os registros dos atos administrativos praticados pelo gestor da entidade, que, direta ou indiretamente, possam a vir afetar o patrimônio da entidade, ainda que de imediato, isto não ocorra, mas possa implicar em modificação futura. Ressalta-se que no Sistema de Compensação estão compreendidas apenas as contas com função específica de controle, não relacionadas a fatos que correspondam a patrimônio, mas que possam vir à afetá-lo. Os principais atos compreendidos neste contexto são os Avais, Acordos, Cauções, Fianças, Ajustes, Convênios, Contratos, Garantias, dentre outros. Os lançamentos efetuados no Sistema de Compensação visam o atendimento à determinação do Art. 105, §5º da Lei 4.320/64, que obriga ao controle contábil os direitos e obrigações oriundos de contratos ou outros ajustes que a administração pública for parte. Programação Financeira A programação financeira compreende todos os procedimentos de solicitação, aprovação e liberação/recebimento de recursos financeiros de natureza orçamentária ou extra-orçamentária, como conseqüência da aplicação do conceito de caixa único estabelecido pelo art. 56 da Lei n° 4.320/64 (“O recolhimento de todas as receitas far-se-á em estrita observância ao princípio da unidade de tesouraria, vedada qualquer fragmentação para criação de caixas especiais” ), pelo art . 92 ( “Com o objetivo de obter maior economia operacional e racionalizar a execução da programação financeira de desembolso, o Ministério da Fazenda promoverá a unificação de recursos movimentados pelo Tesouro Nacional através de sua caixa junto ao agente financeiro da União” ) do Decreto-Lei n° 200/67 e pelo art. 1° (“ A realização da receita e da despesa da União far-se-á por via bancária, em estrita observância ao princípio de unidade de caixa) do Decreto n° 93.872/86. Estrutura Do Sistema De Programação Financeira Órgão Central :O sistema de programação financeira é administrado pela Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda (órgão central) Órgãos Setoriais de Programação Financeira (OSPF) que são as secretarias de administração geral dos Ministérios e órgãos equivalentes da Presidência da República e Ministérios Militares, e por fim, as unidades executoras. A programação financeira tem por finalidade assegurar às unidades orçamentárias os recursos financeiros tempestivos e suficientes à execução dos programas de trabalho e manter o equilíbrio entre a receita e a despesa realizadas, evitando eventuais insuficiências financeiras. CONTABILIZAÇÃO 46 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR A programação financeira é o conjunto de ações desenvolvidas com o objetivo de estabelecer o fluxo de caixa da União, para determinado período, tendo como parâmetros a previsão da receita, os limites orçamentários da despesa e sua demanda e a tendência de resultado (déficit, equilíbrio ou superávit) considerada para o mesmo período. Após a solicitação e a aprovação, os recursos financeiros são descentralizados, assim como ocorre com os créditos orçamentários, entre os órgãos que compõem o sistema visto anteriormente, sob a forma de: Cota: é a primeira etapa da descentralização de recursos financeiros caracterizadas pela transferência desses recursos do órgão central de programação financeira para os órgãos setoriais do sistema. Isto é, ocorre quando a STN/MF libera recursos financeiros vinculados ao orçamento para qualquer ministério ou órgão. Essa movimentação está condicionada à efetiva arrecadação de recursos financeiros pelo Tesouro Nacional e ao montante dos compromissos assumidos pelos órgãos. Repasse: é a descentralização dos recursos financeiros vinculados ao orçamento, recebidos anteriormente sob a forma de cota da ST/MF, sendo de competência dos órgãos setoriais de programação financeira, que os transfere para outro órgão ou ministério. O repasse é então caracterizado pela transferência de recursos financeiros entre órgãos de estrutura administrativa diferente, ou seja, entre ministérios, destinados a atender o pagamento dos gastos orçamentários. É a movimentação externa de recursos financeiros. Pode ocorrer entre órgãos da administração direta, ou desta para uma entidade da administração indireta, ou entre estas entidades, bem como de uma entidade da administração indireta para um órgão da administração direta. O repasse normalmente acompanha o destaque. Sub-repasse: é a descentralização de recursos financeiros vinculados ao orçamento, realizado pelos órgãos setoriais de programação financeira, para unidade orçamentária ou administrativa a eles vinculadas, ou seja, que faça parte da estrutura do ministério onde se encontra o OSPF. O sub- repasse é a movimentação interna de recursos financeiros destinados ao pagamento das despesas orçamentárias. O sub-repasse normalmente acompanha a provisão. Ordem de Transferência Concedida e Recebida: é a denominação utilizada no sistema para representar as transferências de recursos financeiros para atender ao pagamento de restos a pagar, sendo classificada como uma transferência extra-orçamentária. Pode ser encontrada sob a sigla de OTR (recebida) ou OTC (concedida). Essa movimentação de recursos financeiros se submete às mesmas etapas de programação financeira destinada a atender os gastos orçamentários, isto é, passa pela solicitação, feita pelas unidades executoras aos seus OSPF, que consolidam a proposta do órgão e a encaminham ao órgão central, que por sua vez, tem a incumbência da aprovação do valor a liberar e, finalmente, da liberação dos recursos financeiros. Os estágios porque passa a descentralização orçamentária têm uma estreita relação com as figuras de descentralização financeira. Enquanto a SOF/MPOG consigna as dotações orçamentárias aos órgãos, a STN/MF libera recursos financeiros sob forma de cota aos mesmos. Num segundo estágio, os órgãos setoriais do sistema de orçamento e do sistema de programação financeira estão envolvidos, respectivamente, na descentralização orçamentária, que pode ser feita sob a forma de destaque ou de provisão, e na transferência de recursos financeiros, que respeitada a ordem anterior, provocará o repasse ou o sub-repasse. Ou seja, se ocorreu uma descentralização do orçamento sob a forma de destaque, então o OSPF efetuará a descentralização financeira sob a forma de repasse; e se ocorreu sob a forma de provisão, então o OSPF realizará um sub-repasse. O orçamento deverá chegar até as unidades executoras de uma só vez, isto é, serão consignadas dotações para o ano inteiro, de janeiro a dezembro, a partir da lei orçamentária. Entretanto, e é óbvio, os recursos financeiros somente estarãodisponíveis para a efetuação do pagamento da despesa orçamentária à medida que for se verificando a arrecadação da receita orçamentária e considerando os compromissos assumidos pelas unidades gestoras. Para melhor entendimento dessa série de movimentações financeiras entre os diversos órgãos e etapas envolvidos, observe o quadro abaixo referente ao fluxo da descentralização financeira. CONTABILIZAÇÃO 47 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR o sistema de programação financeira é composto de órgão central (STN/MF), de órgãos setoriais em cada ministério (OSPF) e por fim de unidades executoras (UE). Esses órgãos têm atribuições específicas. Na relação órgão central X órgão setorial, a STN recebe a solicitação materializada na PPF – Proposta de Programação Financeira do órgão setorial, aprova o valor a liberar gerando a PFA – Proposta de Programação Financeira Aprovada e libera os recursos financeiros, através da OB – Ordem Bancária; enquanto que o OSPF apenas encaminha a solicitação sob forma de PPF, para o órgão central. Na relação órgão central X unidade executora, o OSPF assume as funções do órgão central, pois tem atribuições semelhantes às da STN, que são: receber a PPF, aprovar a PFA e liberar os recursos pela OB; enquanto que a UE apenas faz a solicitação, elaborando a PPF. Tanto a PPF quanto a PFA são representadas por um documento gerado no Siafi denominado de PF – Programação Financeira. Fluxo de Programação Financeira e da Descentralização Orçamentária e Financeira. Consolida as PPF da UGE PPF PFA e Recurso Financeiro 1ª As UGE elaboram a PF propondo sua PPF, solicitando ao OSPF o montante de recursos financeiros que necessitam para atender seus gastos. 2ª Os OSPF consolidam as solicitações das suas UGE e encaminham uma única solicitação referente ao ministério ao órgão central (STN/MF) por meio de nova PPF. 3ª A STN/MF, após examinar cada solicitação dos OSPF, emite a PFA aprovando o montante de recursos financeiros que serão liberados para cada OSPF. 4ª Os OSPF, em face do montante individual aprovado pela STN/MF, redistribui o valor às suas UGE, emitindo nova PFA onde fica indicado o montante aprovado a ser liberado. 5ª A STN/MF, finalizando suas atribuições, emite uma NL e/ou OB- Ordem Bancária transferindo para os OSPF os limites de saque e os recursos financeiros cuja liberação anteriormente tinha sido aprovada. 6ª Os OSPF, finalizando todo o processo de programação financeira e depois de receberem os Fluxo de Etapas da Programação Financeira ÒRGÃO CENTRAL Programação Financeira 5 ° 3 ° MINISTÉRIO (ÓRGÃO SETORIAL) 6 ° 4 ° OSPF 1 ° 6 ° UNIDADE EXECUTORA UNIDADE EXECUTORA UGE CONTABILIZAÇÃO 48 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR recursos financeiros da STN/MF, fazem nova transferência dos mesmo, destinando a cada uma de suas UGE o valor antes aprovado pelo próprio OSPF. Com isso, o dinheiro necessário ao pagamento da despesa chega até as UGE, encerrando o processo de execução da despesa, que começou com a autorização dada na lei orçamentária. Fluxos Da Descentralização Orçamentária E Da Financeira Obs: ND = Nota de Dotação; NC = Nota de Crédito; UO = Unidade Orçamentária; UA = Unidade Administrativa ; OB = Ordem Bancária. Dívida Pública São obrigações para com terceiros. A Dívida pode ser Ativa e Passiva, onde a Ativa pode ser Tributária e Não-tributária A Lei n° 4.320/64 trata da dívida ativa no art. 39, caput e parágrafos, de onde se pode extrair o seguinte conceito: créditos da Fazenda Pública, de natureza tributárias ou não, exigíveis pelo transcurso do prazo para pagamento. A dívida ativa da natureza tributária é o crédito da Fazenda Pública proveniente de obrigação legal relativa a tributos e respectivos adicionais e multas. A dívida ativa de natureza não-tributária é representada pelos demais créditos da Fazenda Pública, tais como os provenientes de empréstimos compulsórios, contribuições estabelecidas em lei, multas de qualquer origem ou natureza, exceto as tributárias, foros, laudêmios, aluguéis ou taxas de ocupação, custas processuais, preços de serviços prestados por estabelecimentos públicos, indenizações, reposições, restituições, alcances dos responsáveis definitivamente julgados, bem assim os créditos decorrentes de obrigações em moeda estrangeira, de sub-rogação de hipoteca, fiança, aval ou outra garantia, de contratos em geral ou de outras obrigações legais, é o que estabelece a parte final do § 2° do art. 39 da Lei n° 4.320/64. A dívida ativa da União será apurada e inscrita, na forma da legislação própria, após apurada e inscrita, na certeza na Procuradoria da Fazenda Nacional, abrangendo os valores correspondentes à atualização monetária, à multa e juros de mora. É condição para que possa haver a inscrição em CONTABILIZAÇÃO 49 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR dívida ativa que o crédito esteja vencido e seja exigível, ou seja, que o tributo tenha sido lançado, vencido e não arrecadado, para o caso da dívida ativa tributária. Inscrita a dívida ativa na repartição pública competente e efetuados os registros contábeis referentes ao direito da Fazenda Pública contra terceiros em débito, podem ocorrer em suma duas situações na ótica do ente público: o recebimento do recursos financeiros oferecendo quitação ao débito ou a prescrição do direito, que normalmente segue a regra do Código Tributário Nacional de cinco anos. Os recursos recebidos à conta desses créditos para com a Fazenda Nacional serão escriturados como receita do exercício em que forem arrecadados nas respectivas rubricas orçamentárias, denominadas de receita da dívida ativa tributária e receita da dívida ativa não-tributária, contas de resultado, que compõem a categoria econômica receitas correntes, conforme veremos adiante no estudo do Plano de Contas da Administração Federal. É necessário nessa hipótese, o registro da baixa do direito em decorrência do recebimento da receita da dívida ativa. Para entendermos melhor esse assunto, examinaremos agora as repercussões no patrimônio líquido decorrentes dos fatos que envolvem a dívida ativa, bem como o efeito no resultado do exercício. Situação patrimonial hipotética: A=P+PL ou seja PL=A-P ATIVO PASSIVO BENS 30 OBRIGAÇÕES 40 DIREITOS 20 PATRIM LÍQUIDO 10 TOTAL 50 TOTAL 50 PL = 50-40=10 Suponha que tenham ocorrido os seguintes fatos: Hipótese 1 : inscrição da dívida ativa no montante de 30; Hipótese 2 : cancelamento da dívida ativa no valor de 15; e Hipótese 3: recebimento da dívida ativa no valor de 5. Hipótese 1 A inscrição da dívida ativa em 2001, no valor de 10, implica o registro de um direito no ativo que tem como conseqüência o seguinte: PL = 80-40 = 40. O patrimônio líquido aumenta de 10, porque o ativo aumenta de 10 em razão do registro de direitos a receber, representados pela dívida ativa. ATIVO PASSIVO BENS 30 OBRIGAÇÕES 40 DIREITOS (20 + 30) 50 PATRIM LÍQUIDO 40 TOTAL 80 TOTAL 80 Obs: o resultado do exercício aumenta de 30, em razão do registro de um direito a receber. Hipótese 2 No cancelamento da dívida ativa em 2000, no valor de 15 ocorre isto: PL = 65-40 = 25. O patrimônio líquido é reduzido de 15, porque o ativo diminui de 15 em razão da baixa parcial dos direitos a receber, anteriormente registrados pelo montante de 30, denominados de dívida ativa. CONTABILIZAÇÃO 50 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR ATIVO PASSIVO BENS 30 OBRIGAÇÕES 40 DIREITOS (20+30-15) 35 PATRIM LÍQUIDO 25 TOTAL 65 TOTAL 65 Obs: o resultado do exercício é reduzido de 15, em virtude do cancelamento de um direito a receber Hipótese 3 Já no recebimento da dívida ativa em 2003, no valor de 5, o patrimônio líquido não sofre alteração, permanecendo em: Acontece uma troca, permutação de ativos(direitos a receber permutados por dinheiro), sem envolver o patrimônio líquido. ATIVO PASSIVO BENS (30 +5) 35 OBRIGAÇÕES 40 DIREITOS (20+30-15-5) 30 PATRIM LÍQUIDO 25 TOTAL 65 TOTAL 65 PL =65-40 = 25 Obs; o resultado do exercício não sofre alterações, sendo registrada uma receita da dívida ativa(que é conta de resultado aumentativo) e uma variação patrimonial passiva (mutação passiva), que é conta de resultado diminutivo pelo mesmo valor, fato que não chega a alterar o Patrimônio líquido. Contabilização Da Dívida Ativa A dívida ativa é um direito a receber do Estado, que surge quando os contribuintes deixam de cumprir seu dever de arrecadar aos cofres públicos os seus tributos devidos e outras receitas. A inscrição da dívida ativa dever ser registrada com a incorporação de um novo elemento no ativo que é o direito a receber de mesmo nome: dívida ativa, que repercute positivamente no resultado do exercício. ATIVO (Dívida Ativa0 A VARIAÇÃO ATIVA (conta de resultado positivo) Pelo registro da inscrição da dívida ativa tributária.............................................................$ Obs: É empregada uma conta de resultado positivo cujo título é Variação Ativa. Essa conta sintética representa o aumento ocorrido no resultado do exercício em razão do surgimento de um direito a receber no patrimônio público, que como vimos anteriormente provoca o aumento na situação líquida. O cancelamento da dívida ativa ocorre quando esses direitos prescrevem ou mesmo quando se percebe que foram inscritos indevidamente. Esse fato deve provocar a desincorporação do direito a receber que reflete negativamente no resultado do exercício. VARIAÇÃO PASSIVA (conta de resultado diminutivo) A ATIVO (Dívida Ativa) Pelo registro do cancelamento da dívida ativa tributária..............$ Obs: Neste caso, também é empregada uma conta de resultado só que diminutiva cujo título é Variação Passiva. Essa conta sintética representa a redução que ocorreu no resultado do exercício CONTABILIZAÇÃO 51 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR em função da desincorporação do direito a receber, causando uma redução na situação líquida. O recebimento da dívida ativa é caracterizado pelo momento em que os contribuintes quitam seus débitos pendentes junto ao Estado, recolhendo recursos financeiros aos cofres públicos. Neste fato em particular, há dois elementos envolvidos: o dinheiro que entra e o direito a receber que é dado em troca. Trata-se de um fato permutativo de origem orçamentária, ou seja, é uma receita não-efetiva. Como tal deve ser contabilizada de acordo com os procedimentos abaixo: ATIVO (Banco conta Movimento) A RECEITA ORÇAMENTÁRIA (conta de resultado positivo) Pela arrecadação de recursos financeiros Referentes à receita de operações de crédito...................................$ e MUTAÇÕES PASSIVAS (conta de resultado negativo) A PASSIVO (Empréstimos a pagar) Pela incorporação de empréstimos a pagar decorrentes da receita de operações de crédito.................................................................$ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ BALANCETE 1 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Balancete O balancete de verificação é um demonstrativo contábil que reúne todas as contas em movimento na empresa e seus respectivos saldos (saldos de débito/saldos devedores e saldos de crédito/saldos credores). Através do balancete é possível chegar a vários resultados importantes para a Contabilidade de uma empresa num dado período de tempo, bem como elaborar outros demonstrativos contábeis importantes, como por exemplo, Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) e Balanço Patrimonial (BP). É a relação de Contas extraídas do livro Razão (razonetes) da empresa, ou seja, é o conjunto de todas as contas (patrimonias e de resultado) dos razonetes com seus respectivos saldos finais. O saldo de cada conta é representado de acordo com sua natureza (devedora ou credora), e não apenas de acordo com o grupo a que pertence. Ou seja, para elaborar um balancete, cada Conta será transferida do razonete para ele, com seu respectivo saldo. Assim, se a Conta no razonete apontar saldo final devedor (lado esquerdo), este saldo será transportado para a coluna do saldo devedor do balancete. Se a Conta apresentar no razonete saldo final credor (lado direito), este saldo será transportado para a coluna do saldo credor do balancete. Importante: a soma dos saldos devedores deve ser igual à soma dos saldos credores. Se houver desigualdade, é sinal de que há erros na Contabilidade da empresa. Há várias maneiras de se apresentar um Balancete de Verificação. Em todos eles deve existir o cabeçalho onde se indica o nome da empresa e a data do balancete. É possível representá- lo com os saldos iniciais de cada conta (devedor ou credor) e com os respectivos movimentos no período (débitos e créditos), ou simplesmente com os saldos finais das contas (devedor ou credor). Este último caso é o mais comum e também o mais prático. Exemplo 1 EMPRESA XYZ - Balancete de Verificação em 31/11/20x1 CONTA SALDO ($) Devedor Credor Caixa 300.000,00 Banco conta-corrente 50.000,00 Estoques 9.950,00 Veículos 70.000,00 Depreciação acumulada de veículos 1.800,00 Máquinas e equipamentos 217.340 Móveis e utensílios 200.000 Fornecedores 210.000,00 Salários a pagar 20.000,00 ICMS a recolher 110.500,00 Capital social 500.000,00 Receita de vendas 450.000,00 Receita financeira 19.000,00 ICMS sobre vendas 110.500,00 CMV (Custo Mercadoria Vendida) 252.000,00 Despesa com salários 80.000,00 Despesa com férias 8.880,00 Despesa com FGTS 7.600,00 Despesa com depreciação 5.030,00 TOTAL 1.311.300,00 1.311.300,00 * As contas listadas no balancete acima são tanto patrimoniais quanto de resultado: - as contas Caixa, Banco conta-corrente, Estoques, Veículos, Máquinas e equipamentos e Móveis e utensílios fazem parte das contas patrimoniais (ficam no Ativo); BALANCETE 2 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR - a conta Depreciação acumulada de veículos faz parte das contas patrimoniais (fica no Ativo), porém, é uma conta retificadora (diminui o ativo) e seu saldo é credor; - as contas Fornecedores, Salários a pagar e ICMS a recolherdiretrizes de investimentos e também, na forma de obtenção dos recursos. Campo De Aplicação Da Contabilidade Aplicada A O Setor Público A Contabilidade Aplicada ao Setor Público constitui ramo da ciência contábil que deve observar os princípios de contabilidade e seus pronunciamentos técnicos, que representa a essência das doutrinas e teorias relativas a essa ciência, que estabelece um conjunto de conceitos para escrituração e uma análise contábil. Os princípios são as bases e deverão ser de observância obrigatória na Administração Pública. Todos os órgãos e entes da administração devem observar esses princípios, pois servem de base para a boa prática contábil. Essa ciência tem como objeto o patrimônio das organizações públicas, com objetivo de reconhecer, mensurar e evidenciar o patrimônio público e suas variações patrimoniais no decorrer do tempo, CONTABILIDADE PÚBLICA 10 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR registrando as transações econômicas e financeiras, através de técnicas contábeis de escrituração contábil, demonstrações contábeis, auditoria contábil e análise das demonstrações contábeis. Contabilidade Aplicada Ao Setor Público O objeto da Contabilidade Aplicada ao Setor Público é o patrimônio público das entidades. Nesse sentido “(KOHAMA, 2003, p. 193)” entende que “O patrimônio público por analogia compreende o conjunto de bens, direitos e obrigações avaliáveis em moeda corrente, nas entidades que compõem a administração pública”. Patrimônio Público é conjunto de bens, direitos e obrigações de toda natureza e espécie que tenha importância para a Administração Pública. Os Bens públicos são corpóreas ou incorpóreas a exemplo de móveis ou imóveis, direitos e ações, créditos entre outros que pertençam a qualquer título, às entidades governamentais. Segundo o MCASP (2012) O patrimônio público compõe-se dos seguintes elementos: 1. Ativo – compreende os recursos controlados pela entidade como resultado de eventos passados e do qual se espera que resultem para a entidade benefícios econômicos futuros ou potencial de serviços; 2. Passivo – compreende as obrigações presentes da entidade, derivadas de eventos passados, cujos pagamentos se esperam que resultem para a entidade saídas de recursos capazes de gerar benefícios econômicos ou potencial de serviços. 3. Patrimônio Líquido, Saldo Patrimonial ou Situação Líquida Patrimonial – são os valores residuais dos ativos da entidade depois de deduzidos todos seus passivos. Neste contexto é importante conhecer o “Campo de Aplicação da Contabilidade Aplicada ao Setor Público” conforme estabelece a Norma Brasileira de Contabilidade Aplicada ao setor Público NBCASP T 16.1. Campo de aplicação: espaço de atuação do profissional de contabilidade que demanda estudo, interpretação, identificação, mensuração, avaliação, registro, controle e evidenciação de fenômenos contábeis, decorrentes de variações patrimoniais em: a) entidades do setor público; e b) ou de entidades que recebem, guardem, movimentem, gerenciem ou apliquem recursos públicos, na execução de suas atividades, no tocante aos aspectos contábeis da prestação de contas (MCASP, 2013). Demonstra a doutrina o campo de aplicação de atuação da Contabilidade Aplicada ao setor Público. A Lei de Responsabilidade Fiscal nº 101/2000, art. 50 contempla mais entidades no seu arcabouço contábil. (…) além de obedecer às demais normas de contabilidade pública, a escrituração das contas públicas observará as seguintes: III- as demonstrações contábeis compreenderão, isolada e conjuntamente, as transações e operações de cada órgão, fundo ou entidade da administração direta, autárquica e fundacional, inclusive empresa estatal dependente. Entende por empresa estatal dependente a empresa controlada pelo ente público, ou seja, mais de 50% do capital social pertencente ao ente. Há exemplo de empresas estatais dependentes: CONAB, EMBRAPA, RADIOBRÁS entre outras. De acordo a legislação, o campo de aplicação será para as seguintes entidades: União, Estados, Distrito Federal, Municípios, Autarquias, Fundações Públicas e Empresas Estatais Dependentes, os serviços autônomos e os conselhos profissionais exceto a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) serão de forma integral. Para as demais entidades do setor público, será de forma parcial. O campo de aplicação da Contabilidade Pública limita-se aos órgãos e entidades integrantes do Orçamento Fiscal e da Seguridade Social dos governos federal, estadual e municipal. O que nos permite concluir que todas as empresas e entidades públicas que não estão contempladas no orçamento de investimentos, estão no campo de aplicação da Contabilidade Pública. _________________________________________________________________________________ Variações Patrimoniais 1 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Variações Patrimoniais O Que São Variações Patrimoniais? O patrimônio público é dinâmico. Inúmeros fatos ocorrem ao longo do dia nas organizações públicas. A cada tributo recolhido ou despesa liquidada há uma variação na situação patrimonial das entidades. Cada uma dessas movimentações é contabilizada como variações patrimoniais. Cuidado para não confundir patrimônio como o balanço patrimonial. O primeiro, por definição, é um conjunto de bens, direitos e obrigações de uma Entidade. Já o balanço patrimonial é uma demonstração contábil, geralmente elaborada ao final do exercício, que evidencia a situação patrimonial da entidade pública em uma determinada data. As variações patrimoniais podem ou não afetar a situação liquida patrimonial (Patrimônio Líquido) da entidade e a depender do fato são denominadas de variações patrimoniais quantitativas ou qualitativas. Vale ressaltar que as variações patrimoniais devem ser reconhecidas e registradas no momento do fato gerador, seja este resultante ou independente da execução orçamentária. As variações patrimoniais qualitativas afetam apenas a composição dos elementos patrimoniais (ativo e passivo), como por exemplo o pagamento de um fornecedor. Neste caso pode-se dizer que houve uma “troca” entre os componentes do patrimônio (Ativo/Caixa e Passivo/Fornecedor). Perceba que esta “troca” não afeta a situação liquida da entidade e pode ocorrer entre contas do ativo, entre contas do passivo ou entre contas do ativo e do passivo, ou vice-versa. A variações patrimoniais quantitativas afetam uma conta do ativo em contrapartida de uma conta de receita sob a ótica patrimonial (variação patrimonial aumentativa). Pode também ocorrem em uma contas do passivo em contrapartida de uma despesa (variação patrimonial diminutiva). É claro que existem as contas retificadores que fogem a essa regra. No entanto, todas essas variações afetam a situação líquida do patrimônio. Logo abaixo você tem uma síntese do que foi exposto. As Variações Patrimoniais Despesa, Receita E Resultado As causas principais que fazem variar o Patrimônio Líquido são: O investimento inicial de capital e seus aumentos posteriores ou desinvestimentos feitos na entidade O resultado obtido do confronto entre as contas de receitas e despesas dentro do período contábil Variações Patrimoniais 2 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Receita Entende – se por receita a entrada de elementos para o Ativo, sob a forma de dinheiro ou direitos a receber, correspondentes, normalmente, à venda de mercadorias, de produtos ou à prestação de serviços. Uma receita também pode derivar de juros sobre depósitos ou títulos e de outros ganhos eventuais. A obtenção de uma Receita resulta, pois, num aumento de Patrimônio Líquido. As receitas podem ser Operacionais e Não Operacionais. Receita Operacional São as que derivam do exercício das atividades normais da empresa. A legislação tributária as conceitua como o resultado das atividades Principais e Acessórias que constituamfazem parte das contas patrimoniais (ficam no Passivo); - a conta Capital Social faz parte das contas patrimoniais, ficando no Passivo Total, porém, fica na subdivisão do Passivo, chamada Patrimônio Líquido (PL); - as contas Receita de vendas, Receita financeira, ICMS s/ vendas, CMV, Desp. c/ salários, Desp. c/ férias, Desp. c/ FGTS e Desp. c/ depreciação fazem parte das contas de resultado, sendo elas receitas, despesas ou custos. Exemplo 2 Razonetes: Balancete (simplificado): EMPRESA ABC - Balancete de Verificação em 12/02/20x9 CONTA SALDO ($) Devedor Credor Caixa 48.500,00 Banco 31.500,00 Fornecedores 80.000,00 TOTAL 80.000,00 80.000,00 Balancete De Verificação O balancete de verificação é um demonstrativo auxiliar que relaciona os saldos das contas remanescentes no diário. Imprescindível para verificar se o método de partidas dobradas está sendo observado pela escrituração da empresa. Por este método cada débito deverá corresponder a um crédito de mesmo valor, cabendo ao balancete verificar se a soma dos saldos devedores é igual a soma dos saldos credores. Este demonstrativo poderá ser utilizado para fins gerenciais, com suas informações extraídas dos registros contábeis mais atualizados, servindo de suporte para acompanhamento de orçamento empresarial e fluxo de caixa, por exemplo. O grau de detalhamento do balancete de verificação deverá estar adequado a finalidade do mesmo. Caso o demonstrativo seja destinado a usuários externos o documento deverá ser assinado por contador habilitado pelo conselho regional de contabilidade (CRC). Geralmente o balancete é disponibilizado mensalmente, servindo assim como suporte aos gestores para visualizar a situação da empresa diante dos saldos mensurados, sendo um demonstrativo de fácil entendimento e de grande relevância e utilidade prática. É também utilizado como auxiliar na análise dos tributos gerados e para fins de planejamento fiscal. Exemplo De Um Balancete De Verificação BALANCETE 3 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Cia. Contabilidade Clara Balancete Mensal de Verificação - Mês _______ Ano _____ Contas Natureza Débito Crédito Caixa Bancos cta. Movimento Duplicatas a Receber Mercadorias Imobilizado Fornecedores Empréstimos e Financiamentos Capital Social Lucros ou Prejuízos Acumulados AC AC AC AC ANC PC PC PL PL 4.800 10.200 6.000 9.400 32.000 - - - - - - - - - 17.800 10.100 28.000 6.500 Total 62.400 62.400 AC = Ativo Circulante ANC = Ativo não Circulante PC = Passivo Circulante PL = Patrimônio Liquido Entenda O Que É Um Balancete Contábil O balancete contábil, também conhecido como balancete de verificação, é um relatório extraído do livro contábil e que abrange todas as informações contábeis das contas em movimento na empresa, bem como o seu respectivo saldo. Muitos gestores não utilizam o relatório com frequência em razão da dificuldade no momento de consultar e interpretar as informações que constam nele. Por isso, abordaremos neste artigo os principais conceitos, orientações de como é feito e por que ele é tão importante para a saúde e o crescimento de uma empresa. Confira: Balancete Contábil: Entendendo Os Conceitos Para interpretar um balancete contábil é imprescindível conhecer os conceitos e saber o que cada um deles significa na rotina prática de um negócio: Livro contábil: É o livro que registra todas as informações contábeis/financeiras de um negócio. Há vários subtipos de livros no ramo da contabilidade, como livro diário, livro razão e livro caixa. É desses livros contábeis que são extraídas todas as informações que darão forma ao balancete contábil. Ativo: É um dos grupos que dão forma ao balancete. Nesse grupo estão as informações a respeito de todos os bens e direitos da empresa. Dentro do ativo haverá o caixa, que representa a disponibilidade de dinheiro que a empresa possui em seu estabelecimento; bancos, contas em movimento e fundos de investimento, que representam todos os saldos em instituições bancárias; contas a receber, que são todos os valores que devem ser creditados em favor da empresa; adiantamentos para futuras prestações de contas, que representam aqueles valores pagos antecipadamente para despesas como viagem, deslocamento, entre outras; impostos a recuperar, sendo os saldos tributários que podem vir a ser deduzidos; estoques, que são os saldos em BALANCETE 4 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR mercadorias; despesas antecipadas, que são os valores pagos por despesas como seguro, por exemplo; ativo realizável a longo prazo, que são valores que podem vir a ser recebidos a longo prazo; ativo permanente, que representa bens e investimentos que a empresa possui; por fim, o ativo permanente intangível, que são bens como software, ou seja, intangíveis, mas que têm valor monetário. Passivo: No passivo se encontram todas as informações sobre as obrigações e o patrimônio liquido da empresa. Nesse grupo haverá a relação de impostos, taxas e contribuições a recolher, contas a pagar para fornecedores, relação de provisões com salários e contribuições para colaboradores, além de uma relação de valores que terão vencimento com prazo superior a um ano. Ainda no passivo, há a descrição do patrimônio líquido, como já mencionado. Nesse item encontram-se os valores relativos ao capital social da empresa, bem como as reservas para futura utilização. Resultado: Relação de todas as receitas, despesas e custos da empesa. Receitas: Demonstram todos os ganhos da empresa. Nesse grupo é possível avaliar quais são os departamentos que geram mais lucro e quais são os que trazem menos resultados. Custos: São todos os gastos da empresa. Representam os valores que são desembolsados para manter a empresa em funcionamento. São as despesas imprescindíveis. É importante prestar atenção para não confundir despesas com custos. Despesas: Diferentemente dos custos, as despesas representam valores que são gastos, mas não estão diretamente relacionados à atividade-fim da empresa. Elaborando Um Balancete Contábil A elaboração do relatório é muito simples. Há vários modelos e formas de apresentar ativo, passivo, custos, receitas, resultados e despesas. De forma geral, ele pode ser disposto em quatro colunas, sendo duas colunas reservadas para o movimento e duas reservadas para o saldo. O preenchimento das colunas de movimento deve ser com as informações literais de débito e crédito em cada conta. Já o preenchimento das colunas destinadas ao saldo é feito a partir do cálculo da diferença entre crédito e débito. Este é apenas um exemplo simples de balancete contábil. Lembre-se de que é importante ter a assessoria de profissionais capacitados para acompanhar a saúde financeira do seu negócio. Além disso, é salutar possuir sistemas informatizados especiais que otimizem a rotina fiscal, contábil e, consequentemente, a estratégia do seu negócio. Interpretando As Informações Geradas O balancete contábil traz todas as informações relativas a atual situação financeira do negócio. Além de apresentar todos os direitos, bens e investimentos da empresa, ele também engloba despesas, custos e reservas existentes. Um balancete completo pode conter: Informações quanto aos valores em caixa. Informações bancárias completas. Valor dos estoques de produtos. Valor dos bens, como automóveis, máquinas, equipamentos e utensílios. Previsão de custos com pagamento dos colaboradores. Valores a receber em curto e longo prazo. Impostos a recuperar. BALANCETE 5 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Impostos a pagar. Valor do capital social. Reservas. Todas essas informações trazem uma ideia aprofundada sobre a situação do negócio e também sobre o seu futuro, já que os vários indicadores agrupados são passíveis de análise eo objeto da pessoa jurídica, onde : Principais são as receitas decorrentes da venda de bens ou serviços por excelência; Acessórias são as provenientes de operações complementares , tais como as receitas financeiras e de aluguel , nas empresas que não se dedicam a intermediação financeira nem imobiliária. Despesa Entende – se por Despesa, o consumo de bens ou serviços, que, direta ou indiretamente, deverá produzir uma receita. Diminuindo o Ativo ou aumentando o Passivo, uma Despesa é realizada com a finalidade de se obter uma Receita cujo valor seja superior à diminuição que provoca no Patrimônio Líquido. Há gastos que não são nem nunca serão custos, porque não preenchem a condição básica de estarem vinculados ao processo de produção de bens e serviços ou à atividade de aquisição de mercadorias para revenda. Portanto," Despesas são gastos não compreendidos como Custos, consumidos direta ou indiretamente no esforço da entidade de auferir receitas" ( Celso, Eugênio Gonçalves. Eustáquio ,Antonio. Contabilidade geral. Atlas ed. 1998.p. 88) Perdas Distingue – se de Custos ou Despesas por sua característica de anormalidade ou involuntaridade. Não representa esforços normais ou derivados, voluntariamente , da intenção de se obterem receitas. Não obstante a distinção conceitual, no processo contábil as Perdas serão tratadas como Custo ou Despesa conforme a natureza do elemento patrimonial envolvido. Perda: bem ou serviço consumido de forma Anormal ou Involuntária. ( Celso, Eugênio Gonçalves. Eustáquio ,Antonio. Contabilidade geral. Atlas ed. 1998.p. 90 ) Período Contábil Dentre os Princípios contábeis geralmente aceitos, destacamos para efeito deste o Princípio da Continuidade, o qual presume que a Empresa , normalmente , operará definitivamente. O Resultado exato de uma empresa, portanto, somente poderá ser apurado no final de sua vida, após a venda de todo seu Ativo e o pagamento de suas obrigações para com terceiros. O Resultado do empreendimento será medido pela diferença entre o Patrimônio Líquido apurado no final da sua vida e o Patrimônio Líquido inicial. Entretanto a administração não pode esperar até que a empresa seja liquidada ou encerrada ; a informação contábil do resultado das várias operações deve ser fornecida a intervalos regulares de tempo, de um ano, de seis meses, e mesmo de um mês. Assim, a Contabilidade registra e resume todas as mudanças no Patrimônio Líquido que ocorrem durante período escolhido e apresenta o resultado obtido. Variações Patrimoniais 3 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR O período contábil, espaço de tempo escolhido para que a contabilidade mostre a situação patrimonial e financeira na evolução dos negócios da empresa, quando de um ano, é também denominado exercício social. Realização Da Receita Só se reconhece contabilmente a Receita Realizada, isto é, Ganha, Auferida. Isto ocorre quando existe a transferência da propriedade de um Bem ou se Presta um Serviço a terceiro. Regimes De Caixa E Competência A Contabilidade apresenta – se , basicamente, três Regimes de Apuração de Resultados Econômico com base na competência dos exercícios; De caixa ( financeiro); Misto. Regime De Caixa Pelo Regime de Caixa , o registro dos fatos contábeis deve ser feito no momento em que os valores correspondentes são pagos ou recebidos. Regime De Competência Pelo Regime de Competência as receitas e despesas devem ser reconhecidas no período em que efetivamente ocorrem e não no momento em que são pagas ou recebidas. As receitas pelo Regime de Competência são contabilizadas da seguinte forma: As Receitas devem ser registradas no momento em que se realiza a venda dos produtos/mercadorias ou a prestação dos serviços , independente da realização financeira ( recebimento) das importâncias correspondentes; As despesas ou Custos devem ser reconhecidos no exercício social em que forem incorridos, tenham sido ou não pagos. O que importa é a ocorrência do fato econômico, gerador do registro contábil, e não o pagamento ou recebimento de numerário. O Princípio Da Competência "Art. 9º. As receitas e as despesas devem ser incluídas na apuração do resultado do período em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento. § 1º. O Princípio da COMPETÊNCIA determina quando as alterações no ativo ou no passivo resultam em aumento ou diminuição no Patrimônio Líquido, estabelecendo diretrizes para classificação das mutações patrimoniais, resultantes da observância do Princípio da OPORTUNIDADE. § 2º. O reconhecimento simultâneo das receitas e despesas, quando correlatas, é conseqüência natural do respeito ao período em que ocorrer sua geração. § 3º. As receitas consideram-se realizadas: I – nas transações com terceiros, quando estes efetuarem o pagamento ou assumirem compromisso firme de efetivá-lo, quer pela investidura na propriedade de bens anteriormente pertencentes à Entidade, quer pela fruição de serviços por esta prestados; Variações Patrimoniais 4 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR II – quando da extinção, parcial ou total, de um passivo, qualquer que seja o motivo, sem o desaparecimento concomitante de um ativo de valor igual ou maior; III – pela geração natural de novos ativos independentemente da intervenção de terceiros; IV – no recebimento efetivo de doações e subvenções. § 4º. Consideram-se incorridas as despesas: I – quando deixar de existir o correspondente valor ativo, por transferência de sua propriedade para terceiro; II – pela diminuição ou extinção do valor econômico de um ativo; III – pelo surgimento de um passivo, sem o correspondente ativo". As Variações Patrimoniais E O Princípio Da Competência A compreensão do cerne do Princípio da COMPETÊNCIA está diretamente ligada ao entendimento das variações patrimoniais e sua natureza. Nestas encontramos duas grandes classes: a daquelas que somente modificam a qualidade ou a natureza dos componentes patrimoniais, sem repercutirem no montante do Patrimônio Líquido, e a das que o modificam. As primeiras são denominadas de "qualitativas", ou "permutativas", enquanto as segundas são chamadas de "quantitativas", ou "modificativas". Cumpre salientar que estas últimas sempre implicam a existência de alterações qualitativas no patrimônio, a fim de que permaneça inalterado o equilíbrio patrimonial. Esta Parte, intitulada Procedimentos Contábeis Orçamentários (PCO), visa dar continuidade ao processo que busca reunir conceitos, regras e procedimentos relativos aos atos e fatos orçamentários e seu relacionamento com a contabilidade. Também tem como objetivo a harmonização, por meio do estabelecimento de padrões a serem observados pela Administração Pública, no que se refere à receita e à despesa orçamentária, suas classificações, destinações e registros, de modo a permitir a evidenciação e a consolidação das contas públicas nacionais. Para cumprimento do objetivo de padronização dos procedimentos, este Manual procura descrever rotinas e servir como instrumento orientador para os procedimentos relacionados às receitas e às despesas orçamentárias. Busca, assim, melhorar a qualidade e a consistência das informações prestadas a toda a sociedade, de modo a possibilitar o exercício da cidadania no processo de fiscalização da arrecadação das receitas e da execução das des- pesas, bem como o efetivo controle social sobre as contas dos Governos Federal, Estaduais, Distrital e Municipais. É importante destacar que o Manual não altera as regras orçamentárias fixadas pela Lei nº 4.320/1964, pela Portaria MOG nº 42/1999, ou pela Portaria STN/SOF nº 163/2001 e suas alterações, que continuam sendo a base normativa para a elaboração e execução dos orçamentos nos três níveis de governo. A receita e a despesa orçamentárias assumem, na Administração Pública, fundamentalimportância, pois representam o montante que o Estado se apropria da sociedade por intermédio da tributação e a sua contrapartida aos cidadãos por meio da geração de bens e serviços. Também se torna importante em face de situações legais específicas, como a distribuição e destinação da receita entre as esferas governamentais e o cumprimento dos limi- tes legais para a realização de despesas, impostos pela Lei Complementar nº 101/2000 – Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). É relevante destacar que a relação entre a receita e a despesa é fundamental para o processo orçamentário, visto que a previsão da receita dimensiona a capacidade governamental em fixar a despesa, entendendo a receita orça- mentária como o mecanismo de financiamento do Estado, sendo considerada também a decorrente de operações de crédito. Além disso, de acordo com o art. 9º da LRF, a arrecadação é instrumento condicionante da execução orçamentária da despesa. O conhecimento dos aspectos relacionados à receita e à despesa no âmbito do setor público, principalmente dian- te da Lei de Responsabilidade Fiscal, é de suma importância, pois contribui para a transparência das contas públicas e para o fornecimento de informações de melhor qualidade aos diversos usuários, especialmente por intermédio do Relatório Resumido de Execução Orçamentária (RREO) e o Relatório de Gestão Fiscal (RGF). Dessa forma, esta Par- te subsidia a realização de análises acerca da carga tributária suportada pelos diversos segmentos da sociedade, além de permitir a Variações Patrimoniais 5 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR avaliação da programação da despesa pública e do equilíbrio fiscal das contas públicas. Princípios Orçamentários Os Princípios Orçamentários visam estabelecer regras norteadoras básicas, a fim de conferir racionalidade, eficiência e transparência para os processos de elaboração, execução e controle do orçamento público. Válidos para os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário de todos os entes federativos – União, estados, Distrito Federal e municípios – são estabelecidos e disciplinados por normas constitucionais, infraconstitucionais e pela doutrina. Nesse ínterim, integram este Manual os princípios orçamentários cuja existência e aplicação derivem de normas jurídicas, como os seguintes: Unidade Ou Totalidade Previsto, de forma expressa, pelo caput do art. 2º da Lei nº 4.320/1964, determina existência de orçamento único para cada um dos entes federados – União, estados, Distrito Federal e municípios – com a finalidade de se evitarem múltiplos orçamentos paralelos dentro da mesma pessoa política. Dessa forma, todas as receitas previstas e despesas fixadas, em cada exercício financeiro, devem integrar um único documento legal dentro de cada esfera federativa: a Lei Orçamentária Anual (LOA)1. Cada pessoa política da Federação elaborará a sua própria LOA. Universalidade Estabelecido, de forma expressa, pelo caput do art. 2º da Lei nº 4.320/ 1964, recepcionado e normatizado pelo § 5º do art. 165 da Constituição Federal, determina que a LOA de cada ente federado deverá conter todas as receitas e despesas de todos os poderes, órgãos, entidades, fundos e fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público. Anualidade Ou Periodicidade Estipulado, de forma literal, pelo caput do art. 2º da Lei nº 4.320/1964, delimita o exercício financeiro orçamen- tário: período de tempo ao qual a previsão das receitas e a fixação das despesas registradas na LOA irão se referir. Segundo o art. 34 da Lei nº 4.320/1964, o exercício financeiro coincidirá com o ano civil, ou seja, de 1º de ja- neiro a 31 de dezembro de cada ano. Exclusividade Previsto no § 8º do art. 165 da Constituição Federal, estabelece que a LOA não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa. Ressalvam-se dessa proibição a autorização para abertura de crédito suplementar e a contratação de operações de crédito, nos termos da lei. Orçamento Bruto Previsto pelo art. 6º da Lei nº 4.320/ 1964, obriga registrarem-se receitas e despesas na LOA pelo valor total e bruto, vedadas quaisquer deduções. Legalidade Apresenta o mesmo fundamento do princípio da legalidade aplicado à administração pública, segundo o qual cabe ao Poder Público fazer ou deixar de fazer somente aquilo que a lei expressamente autorizar, ou seja, se subordina aos ditames da lei. A Constituição Federal de 1988, no art. 37, estabelece os princípios da adminis- tração pública, dentre os quais o da legalidade e, no seu art. 165, estabelece a necessidade de formalização legal das leis orçamentárias: Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão: I – o plano plurianual; II – as diretrizes orçamentárias; Variações Patrimoniais 6 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR III – os orçamentos anuais. Publicidade Princípio básico da atividade da Administração Pública no regime democrático, está previsto no caput do art. 37 da Magna Carta de 1988. Justifica-se especialmente pelo fato de o orçamento ser fixado em lei, sendo esta a que autoriza aos Poderes a execução de suas despesas. Transparência Aplica-se também ao orçamento público, pelas disposições contidas nos arts. 48, 48-A e 49 da LRF, que deter- minam ao governo, por exemplo: divulgar o orçamento público de forma ampla à sociedade; publicar relatórios sobre a execução orçamentária e a gestão fiscal; disponibilizar, para qualquer pessoa, informações sobre a arreca- dação da receita e a execução da despesa. Não-Vinculação (Não-Afetação) Da Receita De Impostos O inciso IV do art. 167 da CF/1988 veda vinculação da receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, salvo exceções estabelecidas pela própria Constituição Federal, in verbis: Art. 167. São vedados: [...] IV - a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas a repartição do produto da arreca- dação dos impostos a que se referem os arts. 158 e 159, a destinação de recursos para as ações e serviços públicos de saúde, para manutenção e desenvolvimento do ensino e para realização de atividades da administração tributária, como determinado, respectivamente, pelos arts. 198, §2º, 212 e 37, XXII, e a prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de receita, previstas no art. 165, §8º, bem como o disposto no §4º deste artigo; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003); [...] §4º É permitida a vinculação de receitas próprias geradas pelos impostos a que se referem os arts. 155 e 156, e dos recursos de que tratam os arts. 157, 158 e 159, I, a e b, e II, para a prestação de garantia ou contragarantia à União e para pagamento de débitos para com esta. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 3, de 1993). As ressalvas são estabelecidas pela própria Constituição e estão relacionadas à repartição do produto da arre- cadação dos impostos (Fundos de Participação dos Estados (FPE) e Fundos de Participação dos Municípios (FPM) e Fundos de Desenvolvimento das Regiões Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO) à destinação de recursos para as áreas de saúde e educação, além do oferecimento de garantias às operações de crédito por anteci- pação de receitas. Receita Orçamentária Conceito O orçamento é um importante instrumento de planejamento de qualquer entidade, seja pública ou privada, e representa o fluxo previsto de ingressos e de aplicações de recursos em determinado período. A matéria pertinente à receita vem disciplinada no art. 3º, conjugado com o art. 57, e no art. 35 da Lei nº 4.320/1964: Art. 3º A Lei de Orçamentos compreenderá tôdas as receitas, inclusive as de operações de crédito autorizadas em lei. Parágrafo único. Não se consideram para os fins deste artigo as operações de credito por antecipação da receita, as emissões de papel-moeda e outras entradas compensatórias, no ativo e passivo financeiros. [...] Art.57. Ressalvado o disposto no parágrafo único do artigo 3º desta lei serão classificadas como receita orçamentá- ria, sob as rubricas próprias, tôdas as receitas arrecadadas, inclusive as provenientes de operações de crédito, ainda que não previstas no Orçamento. Art. 35. Pertencem ao exercício financeiro: I - as receitas nêle arrecadadas; Variações Patrimoniais 7 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR II - as despesas nêle legalmente empenhadas. Para fins contábeis, quanto ao impacto na situação líquida patrimonial, a receita pode ser “efetiva” ou “não-efetiva”: a. Receita Orçamentária Efetiva é aquela que, no momento do reconhecimento do crédito, aumenta a situa- ção líquida patrimonial da entidade. Constitui fato contábil modificativo aumentativo. b. Receita Orçamentária Não Efetiva é aquela que não altera a situação líquida patrimonial no momento do reco- nhecimento do crédito e, por isso, constitui fato contábil permutativo, como é o caso das operações de crédito. Em sentido amplo, os ingressos de recursos financeiros nos cofres do Estado denominam-se receitas públicas, registradas como receitas orçamentárias, quando representam disponibilidades de recursos financeiros para o erá- rio, ou ingressos extraorçamentários, quando representam apenas entradas compensatórias. Em sentido estrito, chamam-se públicas apenas as receitas orçamentárias2. Ingressos de Recursos Financeiros nos Cofres Públicos (Receitas Públicas em sentido amplo) Ingressos Extraorçamentários Receitas Orçamentárias (Receitas Públicas em sentido estrito) Representam entradas compensatórias. Representam disponibilidades de recursos. • Ingressos Extraorçamentários Ingressos extraorçamentários são recursos financeiros de caráter temporário, do qual o Estado é mero agente depositário. Sua devolução não se sujeita a autorização legislativa, portanto, não integram a Lei Orçamentária Anual (LOA). Por serem constituídos por ativos e passivos exigíveis, os ingressos extraorçamentários em geral não têm reflexos no Patrimônio Líquido da Entidade. São exemplos de ingressos extraorçamentários: os depósitos em caução, as fianças, as operações de crédito por antecipação de receita orçamentária (ARO)3, a emissão de moeda, e outras entradas compensatórias no ativo e passivo financeiros4. • Receitas Orçamentárias São disponibilidades de recursos financeiros que ingressam durante o exercício orçamentário e constituem elemento novo para o patrimônio público. Instrumento por meio do qual se viabiliza a execução das políticas pú- blicas, as receitas orçamentárias são fontes de recursos utilizadas pelo Estado em programas e ações cuja finalidade precípua é atender às necessidades públicas e demandas da sociedade. Essas receitas pertencem ao Estado, transitam pelo patrimônio do Poder Público, aumentam-lhe o saldo financeiro, e, via de regra, por força do princípio orçamentário da universalidade, estão previstas na Lei Orçamentária Anual – LOA. Nesse contexto, embora haja obrigatoriedade de a LOA registrar a previsão de arrecadação, a mera ausência formal do registro dessa previsão, no citado documento legal, não lhes retira o caráter de orçamentárias, haja vista o art. 57 da Lei nº 4.320, de 1964, determinar classificar-se como receita orçamentária toda receita arrecadada que porventura represente ingressos financeiros orçamentários, inclusive se provenientes de operações de crédito, exceto: operações de crédito por antecipação de receita – ARO5, emissões de papel moeda e outras entradas compensatórias no ativo e passivo financeiros. 4 Lei nº 4.320/1964 Art. 3º A Lei de Orçamentos compreenderá todas as receitas, inclusive as de operações de crédito autorizadas em lei. Variações Patrimoniais 8 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Parágrafo único. Não se consideram para os fins deste artigo as operações de credito por antecipação da receita, as emissões de papel-moeda e outras entradas compensatórias, no ativo e passivo financeiros. 5 Operações de Crédito por Antecipação de Receita Orçamentária – ARO são exceção às operações de crédito em geral. Classificam-se como “Re- ceita Extraorçamentária” e não são item da “Receita Orçamentária”, por determinação do Parágrafo Único do art. 3º da Lei nº 4.320, de 1964. Classificações Da Receita Orçamentária O detalhamento das classificações orçamentárias da receita, no âmbito da União, é normatizado por meio de por- taria da Secretaria de Orçamento Federal (SOF), órgão do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG). As receitas orçamentárias são classificadas segundo os seguintes critérios: a. Natureza; b. Fonte/Destinação de Recursos6; e c. Indicador de Resultado Primário. Observação: A doutrina classifica as receitas públicas, quanto à procedência, em Originárias e Derivadas. Essa classificação possui uso acadêmico e não é normatizada; portanto, não é utilizada como classificador oficial da receita pelo Poder Público. Receitas públicas Originárias, segundo a doutrina, seriam aquelas arrecadadas por meio da exploração de atividades econômicas pela Administração Pública. Resultariam, principalmente, de rendas do patrimônio mo- biliário e imobiliário do Estado (receita de aluguel), de preços públicos7, de prestação de serviços comerciais e de venda de produtos industriais ou agropecuários. Receitas públicas Derivadas, segundo a doutrina, seria a receita obtida pelo poder público por meio da sobe- rania estatal. Decorreriam de imposição constitucional ou legal8 e, por isso, auferidas de forma impositiva, como, por exemplo, as receitas tributárias e as de contribuições especiais. Classificação Da Receita Orçamentária Por Natureza O § 1º do art. 8º da Lei nº 4.320/1964 define que os itens da discriminação da receita, mencionados no art. 11 dessa lei, serão identificados por números de código decimal. Convencionou-se denominar este código de natu- reza de receita. Importante destacar que essa classificação é utilizada por todos os entes da Federação e visa identificar a ori- gem do recurso segundo o fato gerador: acontecimento real que ocasionou o ingresso da receita no cofre público. Assim, a natureza de receita é a menor célula de informação no contexto orçamentário para as receitas públi cas; por isso, contém todas as informações necessárias para as devidas alocações orçamentárias. A fim de possibilitar identificação detalhada dos recursos que ingressam nos cofres públicos, esta classificação é formada por um código numérico de 8 dígitos que subdivide-se em seis níveis – Categoria Econômica, Origem, Espécie, Rubrica, Alínea e Subalínea: C O E R AA SS Categoria Econômica Origem Espécie Rubrica Alínea Subalínea Quando, por exemplo, o imposto de renda pessoa física é recolhido dos trabalhadores, aloca-se a receita públi- ca correspondente na natureza de receita código “1112.04.10”, segundo esquema abaixo: Variações Patrimoniais 9 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR C Categoria Econômica 1 Receita Corrente O Origem 1 Receita Tributária E Espécie 1 Impostos R Rubrica 2 Impostos sobre o Patrimônio e a Renda AA Alínea 04 Impostos sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza SS Subalínea 10 Pessoas Físicas Como se depreende do nível de detalhamento apresentado, a classificação por natureza é a de nível mais analí- tico da receita; por isso, auxilia na elaboração de análises econômico-financeiras sobre a atuação estatal. Categoria Econômica Da Receita O §§1º e 2º do art. 11 da Lei nº 4.320/1964, classificam as receitas orçamentárias em “Receitas Correntes” e “Receitas de Capital”. A codificação correspondente seria: • 1 Receitas Correntes Receitas Orçamentárias Correntes são arrecadadas dentro do exercício financeiro, aumentam as disponibilida- des financeiras do Estado, em geral com efeito positivo sobre o Patrimônio Líquido e constitueminstrumento para financiar os objetivos definidos nos programas e ações orçamentários, com vistas a satisfazer finalidades públicas. De acordo com o §1º do art. 11 da Lei nº 4.320/1964, classificam-se como Correntes as receitas prove- nientes de tributos; de contribuições; da exploração do patrimônio estatal (Patrimonial); da exploração de atividades econômicas (Agropecuária, Industrial e de Serviços); de recursos financeiros recebidos de ou- tras pessoas de direito público ou privado, quando destinadas a atender despesas classificáveis em Despesas Correntes (Transferências Correntes); por fim, demais receitas que não se enquadram nos itens anteriores (Outras Receitas Correntes). • 2 Receitas de Capital Receitas Orçamentárias de Capital também aumentam as disponibilidades financeiras do Estado e são ins- trumentos de financiamento dos programas e ações orçamentários, a fim de se atingirem as finalidades públicas. Porém, de forma diversa das Receitas Correntes, as Receitas de Capital em geral não provocam efeito sobre o Patrimônio Líquido. De acordo com o §2º do art. 11 da Lei nº 4.320/1964, com redação dada pelo Decreto-Lei nº 1.939/1982, Recei- tas de Capital são as provenientes tanto da realização de recursos financeiros oriundos da constituição de dívidas e da conversão, em espécie, de bens e direitos, quanto de recursos recebidos de outras pessoas de direito público ou privado e destinados a atender despesas classificáveis em Despesas de Capital. Observação: Receitas de Operações Intraorçamentárias: Operações intraorçamentárias são aquelas realizadas entre órgãos e demais entidades da Administração Pú- blica integrantes do orçamento fiscal e do orçamento da seguridade social do mesmo ente federativo; por isso, não representam novas entradas de recursos nos cofres públicos do ente, mas apenas movimentação de receitas entre seus órgãos. As receitas intraorçamentárias são a contrapartida das despesas classificadas na Modalidade de Aplicação “91 – Aplicação Direta Decorrente de Operação entre Órgãos, Fundos e Entidades Integrantes do Or- çamento Fiscal e do Orçamento da Seguridade Social” que, devidamente identificadas, possibilitam anulação do efeito da dupla contagem na consolidação das contas governamentais. Dessa forma, a fim de se evitar a dupla contagem dos valores financeiros objeto de operações Intraorçamen- tárias na consolidação das contas públicas, a Portaria Interministerial STN/SOF nº Variações Patrimoniais 10 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 338/2006, incluiu as “Receitas Correntes Intraorçamentárias” e “Receitas de Capital Intraorçamentárias”, representadas, respectivamente, pelos códigos 7 e 8 em suas categorias econômicas. Essas classificações, segundo disposto pela Portaria que as criou, não constituem novas categorias econômicas de receita, mas apenas especificações das Categorias Econômicas “Receita Corrente” e “Receita de Capital”. Categoria Econômica da Receita 1. Receitas Correntes 7. Receitas Correntes Intraorçamentárias 2. Receitas de Capital 8. Receitas de Capital Intraorçamentárias Origem Da Receita A Origem é o detalhamento das Categorias Econômicas “Receitas Correntes” e “Receitas de Capital”, com vistas a identificar a natureza da procedência das receitas no momento em que ingressam no Orçamento Público. Os códigos da Origem para as receitas correntes e de capital, de acordo com a Lei nº 4.320/1964, são: Origem da Receita 1 Receitas Correntes 7 Receita Correntes Intraorçamentárias 2 Receitas de Capital 8 Receitas de Capital Intraorçamentárias 1 Receita Tributária9 1 Operações de Crédito 2 Receita de Contribuições10 2 Alienação de Bens 3 Receita Patrimonial 3 Amortização de Empréstimos 4 Receita Agropecuária 4 Transferências de Capital 5 Receita Industrial 5 Outras Receitas de Capital 6 Receita de Serviços 7 Transferências Correntes 9 Outras Receitas Correntes O detalhamento e conceito das origens das receitas orçamentárias constam em item específico deste Manual. Espécie É o nível de classificação vinculado à Origem que permite qualificar com maior detalhe o fato gerador das receitas. Por exemplo, dentro da Origem Receita Tributária, identifica-se as espécies “Impostos”, “Taxas” e “Con- tribuições de Melhoria”. Rubrica Agrega determinadas espécies de receitas cujas características próprias sejam semelhantes entre si; dessa for- ma, detalha a espécie, por meio da especificação dos recursos financeiros que lhe são correlatos. Por exemplo, a rubrica “Impostos sobre o Patrimônio e a Renda” corresponde ao detalhamento da Espécie “Impostos”. 6 Para efeitos de classificação orçamentária, a Origem “Receita Tributária” engloba apenas as Espécies “Impostos”, “Taxas” e “Contribuições de Melhoria”. Variações Patrimoniais 11 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 7 Para efeitos de Classificação Orçamentária, a “Receita de Contribuições” é diferenciada da Origem “Receita Tributária”. Alínea A alínea é o detalhamento da Rubrica e exterioriza o “nome” da receita que receberá o registro pela entrada de recursos financeiros. Por exemplo, a alínea “Impostos sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza” corres- ponde ao detalhamento da Rubrica “Impostos sobre o Patrimônio e a Renda”. Subalínea A subalínea constitui o nível mais analítico da receita, utilizado quando há necessidade de se detalhar a Alínea com maior especificidade. Por exemplo, a subalínea “Pessoas Físicas” é detalhamento da Alínea “Impostos sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza”. Origens E Espécies De Receita Orçamentária Origens E Espécies De Receita Orçamentária Corrente • Código 1100.00.00 – Receita Corrente – Tributária Tributo é uma das origens da Receita Corrente na classificação orçamentária por Categoria Econômica. Quanto à procedência, trata-se de receita derivada cuja finalidade é obter recursos financeiros para o Estado custear as ati- vidades que lhe são correlatas. Sujeitam-se aos princípios da reserva legal e da anterioridade da lei, salvo exceções. O art. 3º do Código Tributário Nacional (CTN) define tributo da seguinte forma: Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não cons- titua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada. O art. 4º do CTN preceitua que a natureza específica do tributo, ao contrário de outros tipos de receita, é de- terminada pelo fato gerador, sendo irrelevante para caracterizá-lo: I – a sua denominação; e II – a destinação legal do produto de sua arrecadação. O art. 5º do CTN e os incisos I, II e III do art. 145 da CF/1988 tratam das espécies tributárias impostos, taxas e contribuições de melhoria. a. Código 1110.00.00 – Receita Corrente – Tributária – Impostos Os impostos, segundo o art. 16 do CTN, são espécies tributárias cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específica relativa ao contribuinte, o qual não recebe contra- prestação direta ou imediata pelo pagamento. O art. 167 da CF/1988 proíbe, salvo em algumas exceções, a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa. Os impostos estão enumerados na Constituição Federal, ressalvando-se unicamente a possibilidade de utilização, pela União, da competência residual prevista no art. 154, I, e da competência extraordinária, no caso dos impostos extraordinários de guerra prevista no inciso II do mesmo artigo. b. Código 1120.00.00 – Receita Corrente – Tributária – Taxas As taxas cobradas pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal e pelos Municípios, no âmbito das respecti- vas atribuições, são, também, espécie de tributo na classificação orçamentária da receita, tendo, como fato gerador, o exercício regular do poder de polícia administrativa, ou a utilização, efetiva ou potencial, de