Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

CONTABILIDADE PÚBLICA 
 
1 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Contabilidade Pública 
Define-se Contabilidade Pública como sendo o ramo da contabilidade que registra, controla e 
demonstra a execução dos orçamentos, dos atos e fatos da fazenda pública e o patrimônio público e 
suas variações. 
Portanto, seu escopo relaciona-se ao controle e gestão dos recursos públicos. Com o advento da Lei 
de Responsabilidade Fiscal - LRF (Lei Complementar 101/2000), a Contabilidade Pública alçou uma 
maior importância e valorização. 
Diferença Contabilidade Societária X Contabilidade Pública 
A Contabilidade Societária, relacionada com a atividade privada, rege-se pela Lei das Sociedades 
Anônimas e pelo Código Civil, que estabelecem regras de procedimentos contábeis. Já a 
contabilidade pública é regulada pela Lei 4.320/1964, que é a Lei das Finanças Públicas. 
A Contabilidade Societária tem como foco principal o patrimônio e as suas avaliações, de tal forma 
que a principal peça é o balanço patrimonial. 
Porém, na Contabilidade Pública, o mais relevante é o balanço de resultados, que trata da despesa e 
da receita, ou seja, de que forma foi arrecadado o dinheiro e como foi aplicado. 
Outra diferença é que a contabilidade da área societária tem como visão o patrimônio e o lucro. Já na 
área pública, a visão é a gestão. 
Inovações Da Lei De Responsabilidade Fiscal 
A Lei de Responsabilidade Fiscal - LRF deu forma ao Relatório Resumido da Execução 
Orçamentária, definiu o que compõe o relatório, como se publica essa informação. 
Também trouxe como inovação o relatório de gestão fiscal, que visa demonstrar se foram atingidas 
as metas e os limites estabelecidos na lei de responsabilidade fiscal. Outra inovação é que a lei exigiu 
que as receitas vinculadas tenham a contabilização de onde está evidenciado o que já foi aplicado e 
qual é o saldo. 
A lei também passou a dar uma maior importância e visibilidade à contabilidade. 
Características Da Contabilidade Pública 
A Contabilidade Pública - seja na área Federal, Estadual, Municipal ou no Distrito Federal - tem como 
base a Lei 4.320, de 17 de março de 1964, que instituiu normas gerais de direito financeiro para 
elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito 
Federal. 
A Lei 4.320/64 está para a Contabilidade Aplicada à Administração Pública assim como a Lei das 
Sociedade por Ações (Lei 6.404/76) está para a Contabilidade aplicada à atividade empresarial. 
A Contabilidade Pública registra a previsão da receita e a fixação da despesa, estabelecidas no 
Orçamento Público aprovado para o exercício, escritura a execução orçamentária da receita e da 
despesa, faz a comparação entre a previsão e a realização das receitas e despesas, controla as 
operações de crédito, a dívida ativa, os valores, os créditos e obrigações, revela as variações 
patrimoniais e mostra o valor do patrimônio. 
A Contabilidade pública está interessada também em todos os atos praticados pelo administrador, 
sejam de natureza orçamentária (previsão da receita, fixação da despesa, empenho, 
descentralização de créditos etc.) ou sejam meramente administrativos (contratos, convênios, 
acordos, ajustes, avais, fianças, valores sob responsabilidade, comodatos de bens, etc.) 
representativos de valores potenciais que poderão afetar o patrimônio no futuro. 
O objeto de qualquer contabilidade é o patrimônio. A Contabilidade Pública não está interessada 
somente no patrimônio e suas variações, mas, também, no orçamento e sua execução (previsão e 
arrecadação da receita e a fixação e a execução da despesa). 
CONTABILIDADE PÚBLICA 
 
2 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
A Contabilidade Pública, além de registrar todos os fatos contábeis (modificativos, permutativos e 
mistos), registra os atos potenciais praticados pelo administrador, que poderão alterar qualitativa e 
quantitativamente o patrimônio. 
O objetivo da Contabilidade Pública é o de fornecer aos gestores informações atualizadas e exatas 
para subsidiar as tomadas de decisões, aos órgãos de controle interno e externo para o cumprimento 
da legislação e às instituições governamentais e particulares informações estatísticas e outras de 
interesse dessas instituições. 
O objetivo na contabilidade gerencial é o patrimônio da empresa, constituído por bens, direitos e 
obrigações; na contabilidade pública, devido às peculiaridades além do patrimônio, o seu objetivo é o 
orçamento e sua execução (previsão e arrecadação da receita e a fixação da despesa) 
(ASSUMPÇÃO, 2012). 
 
O Artigo 99 Do Novo Código Civil Identifica O Que São Bens Públicos: 
 
I – Os de uso comum do povo, tais como rios, mares, estradas, ruas e praça; 
 
II – Os de uso especial, tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabelecimento da 
administração federal, estadual, territorial ou municipal, inclusive os de suas autarquias; 
 
III – Os dominicais, que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, como 
objetivo de direito pessoal, ou real, de cada uma dessas entidades. 
 
Além dos bens públicos, o objetivo da contabilidade pública é de fornecer informações atualizadas e 
precisas à administração e à sociedade, resultando no cumprimento da sua missão institucional. 
Contabilidade Básica E Contabilidade Pública 
A Contabilidade é, objetivamente, um sistema de informação e avaliação destinado a prover seus 
usuários com demonstrações e análises de natureza econômica, financeira, física e de produtividade, 
com relação à entidade objeto da contabilização. 
Contabilidade Básica 
A Contabilidade Básica ou Geral estuda toda a conceituação da contabilidade, a exemplo de 
princípios e técnicas que dão respaldo aos outros ramos da contabilidade. São ramos ou espécies 
da Contabilidade Geral: Contabilidade Comercial, Contabilidade de Custos, Contabilidade Tributária, 
Contabilidade Rural ou Agropecuária, Contabilidade Avançada, Contabilidade Pública, dentre outros 
ramos. 
Princípios de Contabilidade (PC) – os Princípios representam a essência das doutrinas e teorias 
relativas à Ciência da Contabilidade, consoante o entendimento predominante nos universos 
científico e profissional de nosso País. 
A observância dos Princípios Contábeis é obrigatória no exercício da profissão e constitui condição 
de legitimidade das Normas Brasileiras de Contabilidade (NBC). Na aplicação dos Princípios 
Contábeis a situações concretas, a essência deve prevalecer sobre a forma. 
Princípios Contábeis: 1) Entidade; 2) Continuidade; 3) Oportunidade; 4) Registro pelo Valor Original; 
5) Competência; 6) Prudência. 
Técnicas de Contabilidade: 1) Escrituração Contábil; 2) Demonstrações Contábeis; 3) Análise de 
Balanços; 4) Auditoria. 
Contabilidade Aplicada ao Setor Público (CASP) é o ramo da ciência contábil que aplica, 
no processo gerador de informações, os Princípios de Contabilidade e as normas contábeis 
direcionados ao controle patrimonial de entidades do setor público.Contabilidade Pública 
O objetivo da CASP é fornecer aos usuários informações sobre os resultados alcançados e os 
aspectos de natureza orçamentária, econômica, financeira e física do patrimônio da entidade do setor 
CONTABILIDADE PÚBLICA 
 
3 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
público e suas mutações, em apoio ao processo de tomada de decisão; a adequada prestação de 
contas; e o necessário suporte para a instrumentalização do controle social. 
O Objeto Da CASP É O Patrimônio Público. 
A função social da CASP deve refletir, sistematicamente, o ciclo da administração pública para 
evidenciar informações necessárias à tomada de decisões, à prestação de contas e à 
instrumentalização do controle social. 
O Campo De Aplicação Da CASP Abrange Todas As Entidades Do Setor Público. 
Observa-se que a Contabilidade Pública é o ramo da contabilidade que são responsaveis pelaserviço público específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto a sua 
disposição – art. 77 do CTN: 
Variações Patrimoniais 
 
12 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Art. 77: As taxas cobradas pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios, no âmbito 
de suas respectivas atribuições, têm como fato gerador o exercício regular do poder de polícia, ou a 
utilização, efetiva ou potencial, de serviço público específico e divisível, prestado ao contribuinte ou 
posto à sua disposição. 
Nesse contexto, taxas são tributos vinculados porque o aspecto material do fato gerador é prestação 
estatal es- pecífica diretamente referida ao contribuinte, em forma de contraprestação de serviços. 
Porém, podem ser tributos de arrecadação não-vinculada, pois as receitas auferidas por meio das taxas 
não se encontram afetas a determinada despesa, salvo se a lei que instituiu o referido tributo assim 
determinou. 
A taxa está sujeita ao princípio constitucional da reserva legal e, sob a ótica orçamentária, classificam-
se em: Taxas de Fiscalização11 e Taxas de Serviço. 
i. Código 1121.00.00 – Receita Corrente – Tributária – Taxas – Taxas de Fiscalização ou de Poder de 
Polícia 
São definidas em lei e têm como fato gerador o exercício do poder de polícia, poder disciplinador, por 
meio do qual o Estado intervém em determinadas atividades, com a finalidade de garantir a ordem e 
a segurança. A definição de poder de polícia está disciplinada pelo art. 78 do CTN: 
Considera-se poder de polícia atividade da administração pública que, limitando ou disciplinando direito, 
interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato, em razão de interesse público 
concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da produção e do mercado, 
ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do poder público, à 
tranqüilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais e coletivos. 
ii. Código 1122.00.00 – Receita Corrente – Tributária – Taxas – Taxas pela Prestação de Serviços 
São as que têm como fato gerador a utilização de determinados serviços públicos, sob ponto de vista 
material e formal. Nesse contexto, o serviço é público quando estabelecido em lei e prestado pela 
Administração Pública, sob regime de direito público, de forma direta ou indireta. 
A relação jurídica, nesse tipo de serviço, é de verticalidade, ou seja, o Estado atua com supremacia 
sobre o particular. É receita derivada e os serviços têm que ser específicos e divisíveis. Conforme o 
art. 77 do CTN: 
Os serviços públicos têm que ser específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte, ou colocados à 
sua disposição. 
Para que a taxa seja cobrada, não há necessidade de o particular fazer uso do serviço, basta que o 
Poder Público coloque tal serviço à disposição do contribuinte. 
c. Código 1130.00.00 – Receita Corrente – Tributária – Contribuição de Melhoria 
É espécie de tributo na classificação da receita orçamentária e tem como fato gerador valorização 
imobiliária que decorra de obras públicas, contanto que haja nexo causal entre a melhoria havida e a 
realização da obra públi- ca. De acordo com o art. 81 do CTN: 
A contribuição de melhoria cobrada pela União, Estados, pelo Distrito Federal e pelos Municípios, no 
âmbito de suas respectivas atribuições, é instituída para fazer face ao custo de obras públicas de que 
decorra valorização imobiliária, tendo como limite total a despesa realizada e como limite individual o 
acréscimo de valor que da obra resultar para cada imóvel beneficiado. 
• Código 1200.00.00 – Receita Corrente – Contribuições 
Segundo a classificação orçamentária, Contribuições são Origem da Categoria Econômica Receitas 
Correntes. O art. 149 da Magna Carta estabelece competir exclusivamente à União instituir 
contribuições sociais, de in- 
8 “Taxas de Fiscalização” também são chamadas de “Taxas de Poder de Polícia”. 
Variações Patrimoniais 
 
13 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas, como 
instrumento de atuação nas respectivas áreas, e o §1º do artigo em comento estabelece que estados, 
Distrito Federal e municípios poderão instituir contribuição, cobrada de seus servidores, para o custeio, 
em benefício destes, de regimes de pre- vidência de caráter contributivo e solidário. 
As contribuições classificam-se nas seguintes espécies: 
a. Código 1210.00.00 – Receita Corrente – Contribuições – Contribuições Sociais 
Classificada como espécie de Contribuição, por força da Lei nº 4.320/1964, a Contribuição Social é 
tributo vinculado a uma atividade Estatal que visa atender aos direitos sociais previstos na 
Constituição Federal. Pode-se afirmar que as contribuições sociais atendem a duas finalidades 
básicas: seguridade social (saúde, previdência e assistência social) e outros direitos sociais como, por 
exemplo: o salário educação. 
A competência para instituição das contribuições sociais é da União, exceto das contribuições dos 
servidores estatutários dos estados, DF e municípios, que são instituídas pelos mesmos. As 
contribuições sociais estão sujeitas ao princípio da anterioridade nonagesimal, o que significa dizer 
que apenas poderão ser cobradas noventa dias após a publicação da lei que as instituiu ou majorou. 
Observação: 
Conforme dispõe o art. 195 da Constituição, a seguridade social será financiada por toda a sociedade, 
de forma direta e indireta, mediante recursos da União, dos estados, do Distrito Federal e dos 
municípios, e de contribuições sociais. Em complemento, a composição das receitas que financiam a 
Seguridade Social é discriminada nos arts. 11 e 27 da Lei nº 8.212/1991, que “instituiu o Plano de 
Custeio da Seguridade Social”. 
b. Código 1220.00.00 – Receita Corrente – Contribuições – Contribuições de Intervenção no Domínio 
Econômico 
A Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE) é tributo classificado no orçamento 
público como uma espécie de contribuição que atinge um determinado setor da economia, com 
finalidade qualificada em sede constitucional – intervenção no domínio econômico – instituída 
mediante um motivo específico. 
Essa intervenção se dá pela fiscalização e atividades de fomento, como por exemplo, desenvolvimento de 
pesqui- sas para crescimento do setor e oferecimento de linhas de crédito para expansão da produção. 
Exemplo de contri- buição de intervenção no domínio econômico é o Adicional sobre Tarifas de 
Passagens Aéreas Domésticas, que são voltadas à suplementação tarifária de linhas aéreas regionais de 
passageiros, de baixo e médio potencial de tráfego. 
c. 1210.XX.XX – Receita Corrente – Contribuições – Contribuições Sociais – Contribuição de Interesse das 
Categorias Profissionais ou Econômicas 
Espécie de contribuição que se caracteriza por atender a determinadas categorias profissionais ou 
econômicas, vinculando sua arrecadação às entidades que as instituíram. Não transitam pelo 
Orçamento da União. 
Estas contribuições são destinadas ao custeio das organizações de interesse de grupos profissionais, 
como, por exemplo: OAB, CREA, CRM e assim por diante. Visam também ao custeio dos serviços 
sociais autônomos presta- dos no interesse das categorias, como SESI, SESC e SENAI. 
É preciso esclarecer que existe uma diferença entre as contribuições sindicais aludidas acima e as 
contribuições confederativas. Conforme esclarece o art. 8º da Constituição Federal: 
Art. 8º É livre a associação profissional ou sindical, observado o seguinte: [...] 
IV - a assembléia geral fixará a contribuição que, em se tratando de categoria profissional, será 
descontada em folha, para custeio do sistema confederativo da representação sindical respectiva, 
independentemente da contri- buição prevista em lei. 
Variações Patrimoniais 
 
14 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BRAssim, há a previsão constitucional de uma contribuição confederativa, fixada pela assembléia geral 
da cate- goria, e uma outra contribuição, prevista em lei, que é a contribuição sindical. A primeira não 
é tributo, pois será instituída pela assembléia geral e não por lei. A segunda é instituída por lei, 
portanto compulsória, e encontra sua regra matriz no art. 149 da Constituição Federal, possuindo 
assim natureza de tributo. 
d. Código 1230.00.00 – Receita Corrente – Contribuições – Contribuição de Iluminação Pública (CIP) 
Instituída pela Emenda Constitucional nº 39/2002, que acrescentou o art. 149-A à Constituição Federal, possui 
a fina- lidade de custear o serviço de iluminação pública. A competência para instituição é dos municípios e do 
Distrito Federal. 
Art. 149-A. Os Municípios e o Distrito Federal poderão instituir contribuição, na forma das respectivas 
leis, para o custeio do serviço de iluminação pública, observado o disposto no art. 150, I e III. 
Parágrafo único. É facultada a cobrança dacontribuição aque se refere o caput, na fatura de consumo de 
energia elétrica. 
Municípios e DF, a partir dessa autorização constitucional, iniciaram a regulamentação por lei 
complementar, visando a dar eficácia plena ao citado artigo 149-A da Constituição da República 
Federativa do Brasil. 
Sob a ótica da classificação orçamentária, a “Contribuição de Iluminação Pública” é Espécie da Origem 
“Con- tribuições”, que integra a Categoria Econômica “Receitas Correntes”. 
• Código 1300.00.00 – Receita Corrente – Patrimonial 
São receitas provenientes da fruição do patrimônio de ente público, como por exemplo, bens 
mobiliários e imobiliários ou, ainda, bens intangíveis e participações societárias. São classificadas no 
orçamento como receitas correntes e de natureza patrimonial. 
Quanto à procedência, trata-se de receitas originárias. Podemos citar como espécie de receita 
patrimonial as compensações financeiras, concessões e permissões, dentre outras. 
a. Código 1340.00.00 – Receita Corrente – Patrimonial – Compensações Financeiras 
A receita de compensação financeira tem origem na exploração do patrimônio do Estado, que é 
constituído por recursos minerais, hídricos, florestais e outros, definidos no ordenamento jurídico. Tais 
compensações são devidas à União, aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios, de acordo com 
o disposto na legislação vigente, como forma de participação no resultado dessa exploração. 
Elas têm como finalidade recompor financeiramente os prejuízos ou danos causados (externalidades 
negati- vas) pela atividade econômica na exploração desses bens, assim como proporcionar meio de 
remunerar o Estado pelos ganhos obtidos por essa atividade. 
De acordo com o art. 20, § 1º da Constituição Federal: 
É assegurada, nos termos da lei, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, bem como a 
órgãos da admi- nistração direta da União, participação no resultado da exploração de petróleo ou gás 
natural, de recursos hídricos para fins de geração de energia elétrica e de outros recursos minerais no 
respectivo território, plataforma continen- tal, mar territorial ou zona econômica exclusiva, ou 
compensação financeira por essa exploração. 
• Código 1400.00.00 – Receita Corrente – Agropecuária 
São receitas correntes, constituindo, também, uma origem de receita específica na classificação 
orçamentária. Quan- to à procedência, trata-se de uma receita originária, com o Estado atuando como 
empresário, em pé de igualdade como 
o particular. 
Decorrem da exploração econômica, por parte do ente público, de atividades agropecuárias, tais como 
Variações Patrimoniais 
 
15 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
a venda de produtos: agrícolas (grãos, tecnologias, insumos etc.); pecuários (sêmens, técnicas em 
inseminação, matrizes etc.); para reflorestamento e etc. 
• Código 1500.00.00 – Receita Corrente – Industrial 
Trata-se de receitas correntes, constituindo outra origem específica na classificação orçamentária da 
receita. São receitas originárias, provenientes das atividades industriais exercidas pelo ente público. 
Encontram-se nessa classificação receitas provenientes de atividades econômicas, tais como: da 
indústria extrativa mineral; da indús- tria de transformação; da indústria de construção; e outras 
receitas industriais de utilidade pública. 
• Código 1600.00 – Receita Corrente – Serviços 
São receitas correntes, cuja classificação orçamentária constitui origem específica, abrangendo as 
receitas de- correntes das atividades econômicas na prestação de serviços por parte do ente público, 
tais como: comércio, transporte, comunicação, serviços hospitalares, armazenagem, serviços 
recreativos, culturais, etc. Tais serviços são remunerados mediante preço público, também chamado de 
tarifa. Exemplos de naturezas orçamentárias de receita dessa origem são os seguintes: Serviços 
Comerciais; Serviços de Transporte; Serviços Portuários, etc. 
Observação: 
Distinção Entre Taxa E Preço Público: 
A distinção entre taxa e preço público, também chamado de tarifa, está descrita na Súmula nº 545 do 
Supremo Tribunal Federal (STF): “Preços de serviços públicos e taxas não se confundem, porque estas, 
diferentemente daqueles, são compulsórias e têm sua cobrança condicionada à prévia autorização 
orçamentária, em relação à lei que a instituiu”. 
Assim, conforme afirmado anteriormente, preço público (ou tarifa) decorre da utilização de serviços 
públicos facultativos (portanto, não compulsórios) que a Administração Pública, de forma direta ou por 
delegação para concessionária ou permissionária, coloca à disposição da população, que poderá 
escolher se os contrata ou não. São serviços prestados em decorrência de uma relação contratual 
regida pelo direito privado. 
A taxa decorre de lei e serve para custear, naquilo que não forem cobertos pelos impostos, os 
serviços pú- blicos, essenciais à soberania do Estado (a lei não autoriza que outros prestem 
alternativamente esses serviços), específicos e divisíveis, prestados ou colocados à disposição do 
contribuinte diretamente pelo Estado. O tema é regido pelas normas de direito público. 
Há casos em que não é simples estabelecer se um serviço é remunerado por taxa ou por preço público. 
Como exemplo, podemos citar o caso do fornecimento de energia elétrica. Em localidades onde estes 
serviços forem colocados à disposição do usuário, pelo Estado, mas cuja utilização seja de uso obrigatório, 
compulsório (por exemplo, a lei não permite que se coloque um gerador de energia elétrica), a remuneração 
destes serviços é feita mediante taxa e sofrerá as limitações impostas pelos princípios gerais de tributação 
(legalidade, anterioridade, etc). Por outro lado, se a lei permite o uso de gerador próprio para obtenção de 
energia elétrica, o serviço estatal oferecido pelo ente público, ou por seus delegados, não teria natureza 
obrigatória, seria facultativo e, portanto, seria remunerado mediante preço público. 
• Código 1700.00.00 – Receita Corrente – Transferências Correntes 
Na ótica orçamentária, são recursos financeiros recebidos de outras pessoas de direito público ou 
privado destinados a atender despesas de manutenção ou funcionamento relacionadas a uma 
finalidade pública específica, mas que não correspondam a uma contraprestação direta em bens e 
serviços a quem efetuou a transferência. Nas Transferências Correntes, podemos citar como 
exemplos as seguintes espécies: 
a. Transferências de Convênios 
Recursos oriundos de convênios, com finalidade específica, firmados entre entidades públicas de 
qualquer espécie, ou entre elas e organizações particulares, para realização de objetivos de interesse 
comum dos partícipes e destinados a custear despesas correntes. 
Variações Patrimoniais 
 
16 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
b. Transferências de Pessoas 
Compreendem as contribuições e doações que pessoas físicas realizem para a AdministraçãoPública. 
• Código 1900.00.00 – Receita Corrente – Outras Receitas Correntes 
Neste título, inserem-se multas e juros de mora, indenizações e restituições, receitas da dívida ativa e 
as outras receitas não classificadas nas receitas correntes anteriores. Podemos citar como exemplos 
as seguintes espécies, dentre outras: 
a. Receitas de Multas 
As multas também são um tipo de receita pública, de caráter não tributário, constituindo-se em ato de 
pe- nalidade de natureza pecuniária aplicado pela Administração Púbica aos administrados. 
Dependem, sempre, de prévia cominação em lei ou contrato, cabendo sua imposição ao respectivo 
órgão competente (poder de polícia). Conforme prescreve o § 4º do art. 11 da Lei nº 4.320/1964, as 
multas classificam-se como “outras receitas corren- tes”. Podem decorrer do descumprimento de 
preceitos específicos previstos na legislação pátria, ou de mora pelo não pagamento das obrigações 
principais ou acessórias nos prazos previstos. 
b. Receitas da Dívida Ativa 
São os créditos da Fazenda Pública, de natureza tributária ou não tributária, exigíveis em virtude do 
transcur- so do prazo para pagamento. Este crédito é cobrado por meio da emissão de certidão de 
dívida ativa da Fazenda Pública da União, inscrita na forma da lei, com validade de título executivo. 
Isso confere à certidão da dívida ativa caráter líquido e certo, embora se admita prova em contrário. 
Dívida ativa tributária é o crédito da Fazenda Pública proveniente da obrigação legal relativa a tributos 
e res- pectivos adicionais, atualizações monetárias, encargos e multas tributárias. Dívida ativa não 
tributária correspon- de aos demais créditos da Fazenda Pública. 
As receitas decorrentes de dívida ativa tributária ou não tributária devem ser classificadas como “outras 
recei- tas correntes”. 
Origens E Espécies De Receita Orçamentária De Capital 
• Código 2100.00.00 – Receita de Capital – Operações de Crédito 
Origem de recursos da Categoria Econômica “Receitas de Capital”, são recursos financeiros oriundos 
da colo- cação de títulos públicos ou da contratação de empréstimos obtidas junto a entidades 
públicas ou privadas, inter- nas ou externas. São espécies desse tipo de receita: 
a. Operações de Crédito Internas 
b. Operações de Crédito Externas 
• Código 2200.00.00 – Receita de Capital – Alienação de Bens 
Origem de recursos da Categoria Econômica “Receitas de Capital”, são ingressos financeiros com 
origem espe- cífica na classificação orçamentária da receita proveniente da alienação de bens móveis 
ou imóveis de propriedade do ente público. 
Nos termos do artigo 44 da LRF, é vedada a aplicação da receita de capital decorrente da alienação 
de bens e direitos que integrem o patrimônio público, para financiar despesas correntes, salvo as 
destinadas por lei aos regi- mes previdenciários geral e próprio dos servidores públicos. 
• Código 2300.00.00 – Receita de Capital – Amortização de Empréstimos 
São ingressos financeiros provenientes da amortização de financiamentos ou empréstimos 
concedidos pelo ente público em títulos e contratos. 
 
Variações Patrimoniais 
 
17 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Na classificação orçamentária da receita são receitas de capital, origem específica “amortização de 
emprésti- mos concedidos” e representam o retorno de recursos anteriormente emprestados pelo 
poder público. 
Embora a amortização de empréstimos seja origem da categoria econômica “Receitas de Capital”, os 
juros rece- bidos, associados a esses empréstimos, são classificados em “Receitas Correntes / de 
Serviços / Serviços Financeiros”. 
• Código 2400.00.00 – Receita de Capital – Transferências de Capital 
Na ótica orçamentária, são recursos financeiros recebidos de outras pessoas de direito público ou 
privado e destinados para atender despesas em investimentos ou inversões financeiras12, a fim de 
satisfazer finalidade pública específica; sem corresponder, entretanto, a contraprestação direta ao ente 
transferidor. 
Os recursos da transferência ficam vinculados à finalidade pública e não a pessoa. Podem ocorrer a nível 
intragover- namental (dentro do âmbito de um mesmo governo) ou intergovernamental (governos diferentes, 
da União para estados, do estado para os municípios, por exemplo), assim como recebidos de instituições 
privadas (do exterior e de pessoas). 
• Código 2500.00.00 – Receita de Capital – Outras Receitas de Capital 
São classificadas nessa origem as receitas de capital que não atendem às especificações anteriores; 
ou seja: na impossibilidade de serem classificadas nas origens anteriores. 
Tabela-Resumo: Origens E Espécies De Receitas Orçamentárias 
Categoria Econômica, Origens e Espécies das Receitas Correntes 
Categoria 
Econômica 
Origem Espécie Código 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. Receitas 
Correntes 
7. Receitas 
Correntes 
Intraorçamentárias 
 
1. Receita Tributária 
1. Impostos De 1110.00.00 até 
1119.99.99 
2. Taxas De 1120.00.00 até 
1129.99.99 
3. Contribuições de Melhoria De 1130.00.00 até 
1139.99.99 
 
2. Receita de 
Contribuições13 
1. Sociais De 1210.00.00 até 
1219.99.99 
2. Econômicas De 1220.00.00 até 
1229.99.99 
3. Iluminação Pública De 1230.00.00 até 
1239.99.99 
 
 
 
3. Receita Patrimonial 
1. Imobiliárias De 1310.00.00 até 
1319.99.99 
2. Valores Mobiliários De 1320.00.00 até 
1329.99.99 
3. Concessões/Permissões De 1330.00.00 até 
1339.99.99 
4. Compensações 
Financeiras 
De 1340.00.00 até 
1349.99.99 
Variações Patrimoniais 
 
18 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
5. Exploração de Bens 
Públicos 
De 1350.00.00 até 
1359.99.99 
6. Cessão de Direitos De 1360.00.00 até 
1369.99.99 
9. Outras De 1390.00.00 até 
1399.99.99 
 
4. Receita 
Agropecuária 
1. Produção Vegetal De 1410.00.00 até 
1419.99.99 
2. Produção Animal De 1420.00.00 até 
1429.99.99 
9. Outras De 1490.00.00 até 
1499.99.99 
 
5. Receita Industrial 
1. Indústria Mineral De 1510.00.00 até 
1519.99.99 
2. Indústria De 
Transformação 
De 1520.00.00 até 
1529.99.99 
3. Indústria De Construção De 1530.00.00 até 
1539.99.99 
9. Outras De 1590.00.00 até 
1590.99.99 
6. Receita de Serviços 0. Serviços De 1600.00.00 até 
1600.99.99 
9 “Investimentos” e “Inversões Financeiras” são classificações da Despesa de Capital. 
10 Para efeitos de classificação orçamentária, a “Receita de Contribuições” é diferenciada da origem 
“Receita Tributária”. A origem “Receita Tributá- ria” engloba apenas as espécies “Impostos”, “Taxas” e 
“Contribuições de Melhoria” 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. Receitas 
Correntes 
7. Receitas 
Correntes 
Intraorçamentárias 
 
 
7. Transferências 
Correntes 
2. Intergovernamentais De 1720.00.00 até 
1729.99.99 
3. Instituições Privadas De 1730.00.00 até 
1739.99.99 
4. Do Exterior De 1740.00.00 até 
1749.99.99 
5. De Pessoas De 1750.00.00 até 
1759.99.99 
6. Convênios De 1760.00.00 até 
1769.99.99 
7. Combate à Fome De 1770.00.00 até 
1779.99.99 
 
 
1. Multas e Juros de Mora De 1910.00.00 até 
1919.99.99 
2. Indenizações e Restituições De 1920.00.00 até 
Variações Patrimoniais 
 
19 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
 
 
 
 
9. Outras Receitas 
Correntes 
1929.99.99 
3. Dívida Ativa De 1930.00.00 até 
1939.99.99 
4. Amortização do Déficit 
Atuarial do RPPS 
De 1940.00.00 até 
1949.99.99 
5. Compensações ao RGPS De 1950.00.00 até 
1959.99.99 
9. Diversas De 1990.00.00 até 
1999.99.99 
3. Instituições Privadas De 2430.00.00 até 
2439.99.99 
4. Do Exterior De 2440.00.00 até 
2449.99.99 
5. De Pessoas De 2450.00.00 até 
2459.99.99 
6. De Outras Instituições 
Públicas 
De 2460.00.00 até 
2460.99.99 
7. Convênios De 2470.00.00 até 
2479.99.99 
8. Combate à Fome De 2480.00.00 até 
2489.99.99 
 
Categoria Econômica, Origens e Espécies das Receitas de Capital 
Categoria 
Econômica 
Origem Espécie Código 
 
2. Receitas de 
Capital 
8. Receitas de 
Capital 
Intraorçamentárias1. Operações de 
Crédito 
1. Internas (espécie) De 2110.00.00 até 
2119.99.99 
2. Externas (espécie) De 2120.00.00 até 
2129.99.99 
2. Alienação de Bens 1. Bens Móveis De 2210.00.00 até 
2219.99.99 
2. Bens Imóveis De 2220.00.00 até 
2229.99.99 
3. Amortização de 
Empréstimos 
0. Amortizações De 2300.00.00 até 
2300.99.99 
 
 
 
 
 
 
 
4. Transferências de 
2. Intergovernamentais De 2420.00.00 até 
2429.99.99 
3. Instituições Privadas De 2430.00.00 até 
2439.99.99 
4. Do Exterior De 2440.00.00 até 
Variações Patrimoniais 
 
20 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
 
 
 
 
2. Receitas de 
Capital 
8. Receitas de 
Capital 
Intraorçamentárias 
Capital 2449.99.99 
5. De Pessoas De 2450.00.00 até 
2459.99.99 
6. De Outras Instituições 
Públicas 
De 2460.00.00 até 
2460.99.99 
7. Convênios De 2470.00.00 até 
2479.99.99 
8. Combate à Fome De 2480.00.00 até 
2489.99.99 
 
 
 
 
 
5. Outras Receitas de 
Capital 
2. Integralização Do Capital De 2520.00.00 até 
2529.99.99 
3. Resultado do BCB De 2530.00.00 até 
2539.99.99 
4. Remuneração 
Disponibilidades do TN 
De 2540.00.00 até 
2549.99.99 
5. Dívida Ativa da 
Amortização de Empréstimos 
e Financiamentos 
De 2550.00.00 até 
2550.99.99 
6. Dívida Ativa da Alienação 
de Esto- ques de Café 
De 2560.00.00 até 
2560.99.99 
7. Detentores de Títulos do 
Tesouro Resgatados 
De 2570.00.00 até 
2570.99.99 
8. Certificados de Potencial 
Adicio- nais de Construção 
De 2580.00.00 até 
2580.99.99 
9. Outras De 2590.00.00 até 
2599.99.99 
 
Recursos Arrecadados Em Exercícios Anteriores 
Para que a lei orçamentária seja aprovada de modo equilibrado, a classificação “9990.00.00 – Recursos 
arreca- dados em exercícios anteriores” encontra-se disponível na relação de naturezas de receitas, 
conforme estabelecido Portaria Interministerial STN/SOF nº 163/2001. Deste modo, sempre que 
necessário, as receitas previstas poderão incorporar recursos arrecadados em exercícios anteriores 
para fins de equilíbrio orçamentário. Todavia, tais recei- tas não são passíveis de execução dado já 
terem sido arrecadadas em exercícios anteriores. Quando da execução do orçamento, estes recursos 
serão identificados por meio de superávit financeiro, fonte para suportar as despesas orçamentárias 
previamente orçadas. 
Destaca-se que, quando da elaboração do projeto de lei orçamentária, estes recursos arrecadados 
em exercícios anteriores não podem ser classificados como superávit financeiro, dado que o exercício 
financeiro ainda não foi concluído. 
Classificação Da Receita Para Apuração Do Resultado Primário 
Esta classificação orçamentária da receita não tem caráter obrigatório para todos os entes e foi 
instituída para a União com o objetivo de identificar quais são as receitas e as despesas que 
compõem o resultado primário do Governo Federal, que é representado pela diferença entre as 
receitas primárias e as despesas primárias. 
Variações Patrimoniais 
 
21 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
As receitas do Governo Federal podem ser divididas entre primárias e não primárias (financeiras). O 
primeiro grupo refere-se predominantemente a receitas correntes e é composto daquelas que advêm 
dos tributos, das con- tribuições sociais, das concessões, dos dividendos recebidos pela União, da 
cota-parte das compensações financei- ras, das decorrentes do próprio esforço de arrecadação das 
unidades orçamentárias, das provenientes de doações e convênios e outras também consideradas 
primárias. 
Já as receitas não primárias (financeiras) são aquelas que não contribuem para o resultado primário 
ou não alteram o endividamento líquido do Governo (setor público não financeiro) no exercício 
financeiro corres- pondente, uma vez que criam uma obrigação ou extinguem um direito, ambos de 
natureza financeira, junto ao setor privado interno e/ou externo, alterando concomitantemente o ativo 
e o passivo financeiros. São adqui- ridas junto ao mercado financeiro, decorrentes da emissão de 
títulos, da contratação de operações de crédito por organismos oficiais, das receitas de aplicações 
financeiras da União (juros recebidos, por exemplo), das privatizações e outras. 
Reconhecimento Da Receita Orçamentária 
O reconhecimento da receita orçamentária ocorre no momento da arrecadação, conforme art. 35 da 
Lei nº 4.320/1964 e decorre do enfoque orçamentário dessa Lei, tendo por objetivo evitar que a 
execução das despesas orçamentárias ultrapasse a arrecadação efetiva. 
Considerando-se, a título de exemplo, a aprovação de um orçamento de uma determinada entidade 
pública e a arrecadação de certa receita, os registros contábeis sob a ótica do Plano de Contas 
Aplicado ao Setor Público seriam os seguintes: 
a. Registro da previsão da receita no momento da aprovação da Lei Orçamentária: 
Natureza da informação: orçamentária D 5.2.1.1.x.xx.xx Previsão Inicial da Receita 
C 6.2.1.1.x.xx.xx Receita a Realizar 
b. Registro da arrecadação da receita durante a execução do orçamento: 
Natureza da informação: orçamentária D 6.2.1.1.x.xx.xx Receita a Realizar 
C 6.2.1.2.x.xx.xx Receita Realizada 
Natureza da informação: controle D 7.2.1.1.x.xx.xx Controle da Disponibilidade de Recursos 
C 8.2.1.1.1.xx.xx Disponibilidade por Destinação de Recursos (DDR) 
Recursos Financeiros Que Não Devem Ser Reconhecidos Como Receita Orçamentária 
Não devem ser reconhecidos como receita orçamentária os recursos financeiros oriundos de: 
a. Superávit Financeiro – a diferença positiva entre o ativo financeiro e o passivo financeiro, 
conjugando-se, ainda, os saldos dos créditos adicionais transferidos e as operações de créditos neles 
vinculadas. Portanto, trata-se de saldo financeiro e não de nova receita a ser registrada. O superávit 
financeiro pode ser utilizado como fonte para abertura de créditos suplementares e especiais; 
b. Cancelamento de Despesas Inscritas em Restos a Pagar – consiste na baixa da obrigação 
constituída em 
exercícios anteriores, portanto, trata-se de restabelecimento de saldo de disponibilidade 
comprometida, originária de receitas arrecadadas em exercícios anteriores e não de uma nova receita 
a ser registrada. O cancelamento de restos a pagar não se confunde com o recebimento de recursos 
provenientes do ressar- cimento ou da restituição de despesas pagas em exercícios anteriores que 
devem ser reconhecidos como receita orçamentária do exercício. 
Relacionamento do Regime Orçamentário com o Regime Contábil 
A contabilidade aplicada ao setor público mantém um processo de registro apto para sustentar o 
dispositivo legal do regime da receita orçamentária, de forma que atenda a todas as demandas de 
Variações Patrimoniais 
 
22 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
informações da execução orçamentária, conforme dispõe o art. 35 da Lei nº 4.320/1964: 
Art. 35. Pertencem ao exercício financeiro: I – as receitas nêle arrecadadas; 
II – as despesas nêle legalmente empenhadas. 
No entanto, há de se destacar que o art. 35 se refere ao regime orçamentário e não ao regime 
contábil (patri- monial) e a citada Lei, ao abordar o tema “Da Contabilidade”, determina que as 
variações patrimoniais devam ser evidenciadas, sejam elas independentes ou resultantes da 
execução orçamentária. 
Título IX – Da Contabilidade [...] 
Art. 85. Os serviços de contabilidade serão organizados de forma a permitirem o acompanhamento da 
execução orçamentária, o conhecimento da composição patrimonial, a determinação dos custos dos 
serviços industriais, o levantamento dos balanços gerais, a análise e a interpretação dos resultados 
econômicos e financeiros. [...] 
Art. 89. A contabilidade evidenciará os fatos ligados à administração orçamentária, financeira, 
patrimonial e industrial. [...] 
Art. 100. As alterações da situação líquida patrimonial, que abrangem os resultados da execução 
orçamentária, bem como as variações independentes dessa execução e as superveniênciase 
insubsistências ativas e passivas, cons- tituirão elementos da conta patrimonial. [...] 
Art. 104. A Demonstração das Variações Patrimoniais evidenciará as alterações verificadas no patrimônio, 
resultantes ou independentes da execução orçamentária, e indicará o resultado patrimonial do exercício. 
(Grifo não consta no original) 
Observa-se que, além do registro dos fatos ligados à execução orçamentária, deve-se proceder à 
evidenciação dos fatos ligados à administração financeira e patrimonial, de maneira que os fatos 
modificativos sejam levados à conta de resultado e que as informações contábeis permitam o 
conhecimento da composição patrimonial e dos resultados econômicos e financeiros de determinado 
exercício. 
Nesse sentido, a contabilidade deve evidenciar, tempestivamente, os fatos ligados à administração 
orçamen- tária, financeira e patrimonial, gerando informações que permitam o conhecimento da 
composição patrimonial e dos resultados econômicos e financeiros. 
Portanto, com o objetivo de evidenciar o impacto no patrimônio, deve haver o registro da variação 
patrimonial aumentativa, independentemente da execução orçamentária, em função do fato gerador, 
observando-se os princí- pios contábeis da competência e da oportunidade. 
O reconhecimento do crédito apresenta como principal dificuldade a determinação do momento de 
ocor- rência do fato gerador. No entanto, no âmbito da atividade tributária, pode-se utilizar o momento 
do lançamento como referência para o seu reconhecimento, pois é por esse procedimento que: 
a. verifica-se a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente; 
b. determina-se a matéria tributável; 
c. calcula-se o montante do tributo devido; e 
d. identifica-se o sujeito passivo. 
Ocorrido o fato gerador, pode-se proceder ao registro contábil do direito a receber em contrapartida 
de varia- ção patrimonial aumentativa, o que representa o registro da variação patrimonial 
aumentativa por competência. 
Regimes da Contabilidade Aplicada ao Setor Público 
Regime Orçamentário Regime Contábil (Patrimonial) 
Variações Patrimoniais 
 
23 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Receita 
Orçamentária 
Arrecadação Lei nº 4.320/1964 
art. 35 
Variação 
Patrimonial 
Aumentativa 
Competência Resolução 
CFC nº 
750/1993 
Por exemplo, a legislação que regulamenta o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana 
(IPTU) estabelece, de modo geral, que o fato gerador deste tributo ocorrerá no dia 1º de janeiro de 
cada ano. Nesse mo- mento, os registros contábeis sob a ótica do Plano de Contas Aplicado ao Setor 
Público são os seguintes: 
Lançamento no momento do fato gerador (dia 1º de janeiro): 
Natureza da informação: patrimonial D 1.1.2.2.x.xx.xx Créditos Tributários a Receber (P) 
C 4.1.1.2.x.xx.xx Impostos Sobre o Patrimônio e a Renda 
Esse registro provoca o aumento do ativo e do resultado do exercício, atendendo ao disposto nos 
arts. 100 e 104 da Lei nº 4.320/1964. 
Na arrecadação, registra-se a receita orçamentária e procede-se à baixa do ativo registrado. 
Natureza da informação: patrimonial D 1.1.1.1.1.xx.xx Caixa e Equivalentes de Caixa em Moeda 
Nacional (F) 
C 1.1.2.2.x.xx.xx Créditos Tributários a Receber (P) 
Natureza da informação: orçamentária D 6.2.1.1.x.xx.xx Receita a Realizar 
C 6.2.1.2.x.xx.xx Receita Realizada 
Natureza da informação: controle D 7.2.1.1.x.xx.xx Controle da Disponibilidade de Recursos 
C 8.2.1.1.1.xx.xx Disponibilidade por Destinação de Recursos (DDR) 
Etapas Da Receita Orçamentária 
As etapas da receita orçamentária podem ser resumidas conforme o quadro abaixo: 
Etapas da Receita Orçamentária 
Planejamento Previsão 
 
Execução 
Lançamento 
Arrecadação 
Recolhimento 
Planejamento 
Compreende a previsão de arrecadação da receita orçamentária constante da Lei Orçamentária Anual 
(LOA), resultante de metodologias de projeção usualmente adotadas, observada as disposições 
constantes na Lei de Res- ponsabilidade Fiscal (LRF). 
Previsão 
A previsão implica planejar e estimar a arrecadação das receitas orçamentárias que constarão na 
proposta or- çamentária14. Isso deverá ser realizado em conformidade com as normas técnicas e 
legais correlatas e, em especial, com as disposições constantes na LRF. Sobre o assunto, vale citar o 
art. 12 da referida norma: 
Art. 12. As previsões de receita observarão as normas técnicas e legais, considerarão os efeitos das 
alterações na legislação, da variação do índice de preços, do crescimento econômico ou de qualquer 
outro fator relevante e serão acompanhadas de demonstrativo de sua evolução nos últimos três anos, da 
Variações Patrimoniais 
 
24 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
projeção para os dois seguintes àquele a que se referirem, e da metodologia de cálculo e premissas 
utilizadas. 
No âmbito federal, a metodologia de projeção de receitas orçamentárias busca assimilar o 
comportamento da arrecadação de determinada receita em exercícios anteriores, a fim de projetá-la 
para o período seguinte, com o auxílio de modelos estatísticos e matemáticos. A busca deste modelo 
dependerá do comportamento da série histórica de arrecadação e de informações fornecidas pelos 
órgãos orçamentários ou unidades arrecadadoras en- volvidas no processo. 
A previsão de receitas é a etapa que antecede à fixação do montante de despesas que irão constar 
nas leis de orçamento, além de ser base para se estimar as necessidades de financiamento do 
governo. 
Execução 
A realização da receita se dá em três estágios: o lançamento, a arrecadação e o recolhimento. 
Lançamento 
O art. 53 da Lei nº 4.320/1964, define o lançamento como ato da repartição competente, que verifica a 
proce- dência do crédito fiscal e a pessoa que lhe é devedora e inscreve o débito desta. Por sua vez, 
para o art. 142 do CTN, lançamento é o procedimento administrativo que verifica a ocorrência do fato 
gerador da obrigação correspon- dente, determina a matéria tributável, calcula o montante do tributo 
devido, identifica o sujeito passivo e, sendo o caso, propõe a aplicação da penalidade cabível. Uma vez 
ocorrido o fato gerador, procede-se ao registro contábil do crédito tributário em favor da fazenda pública 
em contrapartida a uma variação patrimonial aumentativa. 
Existem receitas que, embora arrecadadas, podem não ter sido previstas. 
Observa-se que, segundo o disposto nos arts. 142 a 150 do CTN, a etapa de lançamento situa-se no 
contexto de constituição do crédito tributário, ou seja, aplica-se a impostos, taxas e contribuições de 
melhoria. 
Além disso, de acordo com o art. 52 da Lei nº 4.320/1964, são objeto de lançamento as rendas com 
vencimento determinado em lei, regulamento ou contrato. 
Arrecadação 
Corresponde à entrega dos recursos devidos ao Tesouro pelos contribuintes ou devedores, por meio 
dos agen- tes arrecadadores ou instituições financeiras autorizadas pelo ente. 
Vale destacar que, segundo o art. 35 da Lei nº 4.320/1964, pertencem ao exercício financeiro as 
receitas nele arrecadadas, o que representa a adoção do regime de caixa para o ingresso das 
receitas públicas. 
Recolhimento 
É a transferência dos valores arrecadados à conta específica do Tesouro, responsável pela 
administração e con- trole da arrecadação e programação financeira, observando-se o princípio da 
unidade de tesouraria ou de caixa, conforme determina o art. 56 da Lei nº 4.320, de 1964, a seguir 
transcrito: 
Art. 56. O recolhimento de todas as receitas far-se-á em estrita observância ao princípio de unidade de 
tesouraria, vedada qualquer fragmentação para criação de caixas especiais. 
Cronologia Das Etapas Da Receita Orçamentária 
As etapas da receita orçamentária seguem a ordem de ocorrência dos fenômenos econômicos, 
levando-se em consideração o modelo de orçamento existente no país e a tecnologia utilizada. Dessa 
forma, a ordem sistemática inicia-se com a previsão e termina com o recolhimento, conforme 
fluxogramaapresentado abaixo. 
No momento da classificação da receita, dependendo da sistematização dos processos dos estágios 
Variações Patrimoniais 
 
25 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
da arreca- dação e do recolhimento, deverão ser compatibilizadas as arrecadações classificadas com o 
recolhimento efetivado. Há de se observar, contudo, que nem todas as etapas apresentadas 
ocorrem para todos os tipos de receitas orçamentárias. Como exemplo, apresenta-se o caso da 
arrecadação de receitas orçamentárias que não foram pre- vistas, não tendo, naturalmente, passado 
pela etapa da previsão. Da mesma forma, algumas receitas orçamentárias 
não passam pelo estágio do lançamento, como é o caso de uma doação em espécie recebida pelos 
entes públicos. 
Em termos didáticos, a ordem das etapas da Receita Pública Orçamentária é a seguinte: 
 
Procedimentos Contábeis Referentes À Receita Orçamentária 
Deduções Da Receita Orçamentária 
O critério geral utilizado para registro da receita orçamentária é o do ingresso de disponibilidades. 
No âmbito da administração pública, a dedução de receita orçamentária é utilizada nas seguintes 
situações, entre outras: 
a. Recursos que o ente tenha a competência de arrecadar, mas que pertencem a outro ente, de acordo 
com a lei vigente (se não houver a previsão como despesa); e 
b. Restituição de tributos recebidos a maior ou indevidamente. 
Se a receita arrecadada possuir parcelas destinadas a outros entes (repartição tributária), a 
transferência po- derá ser registrada como dedução de receita ou como despesa orçamentária, de 
acordo com a legislação em vigor. Se houver parcelas a serem restituídas, em regra, esses fatos não 
devem ser tratados como despesa orçamentá- 
ria, mas como dedução de receita orçamentária, pois correspondem a recursos arrecadados que não 
pertencem à entidade pública e não são aplicáveis em programas e ações governamentais sob a 
responsabilidade do ente arre- cadador, não necessitando, portanto, de autorização orçamentária 
para a sua execução. 
A contabilidade utiliza conta redutora de receita orçamentária para evidenciar o fluxo de recursos da 
receita orçamentária bruta até a líquida, em função de suas operações econômicas e sociais. 
Restituições De Receitas Orçamentárias 
Depois de reconhecidas as receitas orçamentárias, podem ocorrer fatos supervenientes que ensejem 
a neces- sidade de restituições, devendo-se registrá-los como dedução da receita orçamentária, 
possibilitando maior trans- parência das informações relativas à receita bruta e líquida. 
O processo de restituição consiste na devolução total ou parcial de receitas orçamentárias que foram 
re- colhidas a maior ou indevidamente, as quais, em observância aos princípios constitucionais da 
capacidade contributiva e da vedação ao confisco, devem ser devolvidas. Não há necessidade de 
autorização orçamentária para sua devolução. Na União, a restituição é tratada como dedução de 
receita. Se fosse registrada como despesa orçamentária, a receita corrente líquida ficaria com um 
montante maior que o real, pois não seria deduzido o efeito dessa arrecadação imprópria. 
Com o objetivo de proceder a uma padronização contábil e dar maior transparência ao processo de 
Variações Patrimoniais 
 
26 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
restituição de receitas, a legislação federal assim estabelece: 
Lei nº 4.862/1965: 
Art. 18 A restituição de qualquer receita da União, descontada ou recolhida a maior será efetuada 
mediante anu- lação da respectiva receita, pela autoridade incumbida de promover a cobrança 
originária, a qual, em despacho expresso, reconhecerá o direito creditório contra a Fazenda Nacional e 
autorizará a entrega da importância con- siderada indevida. [...] 
§4º Para os efeitos deste artigo, o regime contábil fiscal da receita será o de gestão, qualquer que 
seja o ano da respectiva cobrança. 
§5º A restituição de rendas extintas será efetuada com os recursos das dotações consignadas no 
Orçamento da Despesa da União, desde que não exista receita a anular. 
Decreto-lei nº 1.755/1979: 
Art. 5º A restituição de receitas federais e o ressarcimento em espécie, a título de incentivo ou benefício 
fiscal, dedu- tíveis da arrecadação, mediante anulação de receita, serão efetuados através de 
documento próprio a ser instituído pelo Ministério da Fazenda. 
Decreto nº 93.872/1986: 
Art. 14 A restituição de receitas orçamentárias, descontadas ou recolhidas a maior, e o ressarcimento em 
espécie a título de incentivo ou benefício fiscal, dedutíveis da arrecadação, qualquer que tenha sido o 
ano da respectiva co- brança, serão efetuados como anulação de receita, mediante expresso 
reconhecimento do direito creditório contra a Fazenda Nacional, pela autoridade competente, a qual, 
observado o limite de saques específicos estabelecido na programação financeira de desembolso, 
autorizará a entrega da respectiva importância em documento próprio. 
Parágrafo único. A restituição de rendas extintas será efetuada com os recursos das dotações 
consignadas na Lei de Orçamento ou em crédito adicional, desde que não exista receita a anular. 
Portanto, com o objetivo de possibilitar uma correta consolidação das contas públicas, recomenda-se 
que a restituição de receitas orçamentárias recebidas em qualquer exercício seja feita por dedução da 
respectiva natureza de receita orçamentária. Para as rendas extintas no decorrer do exercício, deve 
ser utilizado o mecanismo de dedu- ção até o montante de receita passível de compensação. O valor 
que ultrapassar o saldo da receita a deduzir deve ser registrado como despesa. Entende-se por 
rendas extintas aquelas cujo fato gerador da receita não representa mais situação que gere 
arrecadações para o ente. 
No caso de devolução de saldos de convênios, contratos e congêneres, deve-se adotar os seguintes 
procedimentos: 
a. Se a restituição ocorrer no mesmo exercício em que foram recebidas transferências do convênio, 
contrato ou congênere, deve-se contabilizar como dedução de receita até o limite de valor das 
transferências rece- bidas no exercício; 
b. Se o valor da restituição ultrapassar o valor das transferências recebidas no exercício, o montante 
que ultra- passar esse valor deve ser registrado como despesa orçamentária. 
c. Se a restituição for feita em exercício em que não houve transferência do respectivo 
convênio/contrato, deve ser contabilizada como despesa orçamentária. 
Exemplos: 
Convênio/contrato 1: 
Exercício X1 – receita R$ 100,00, restituição a ser efetuada: R$ 20,00: Contabilização como dedução de 
receita, no valor de R$ 20,00 
Convênio/contrato 2: 
Variações Patrimoniais 
 
27 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Exercício X1 – receita R$ 60,00; 
Exercício X2 – receita R$ 40,00, restituição a ser efetuada: R$ 30,00. Contabilização como dedução de 
receita, no valor de R$ 30,00. 
Convênio/contrato 3: 
Exercício X1 – receita R$ 60,00; 
Exercício X2 – receita R$ 40,00; restituição a ser efetuada: R$ 50,00. Contabilização como dedução de 
receita no valor de R$ 40,00 e contabilização como despesa orçamentária no valor de R$ 10,00. 
Convênio/contrato 4: 
Exercício X1 – receita R$ 100,00; 
Exercício X2 – não houve receita. Restituição a ser efetuada: R$ 30,00. Contabilização como despesa 
orçamen- tária no valor de R$ 30,00. 
A retificação consiste em corrigir dados informados erroneamente pelos contribuintes, que geraram 
registros incorretos na contabilidade do órgão. Exemplo: identificação do contribuinte, tipo de receita 
etc. A correção desses dados deve ser feita mediante registro de dedução de receita e, após isso, 
deve-se proceder ao lançamento correto. No caso de lançamentos manuais em que ocorram erros de 
escrituração do ente (não motivados por informações incorretas dos contribuintes), a correção deve 
ser feita por meio de estorno e novo lançamento correto. 
Recursos Cuja TributaçãoE Arrecadação Competem A Um Ente Da Federação, Mas São 
Atribuídos A Outro(S) Ente(S) 
No caso em que se configure em orçamento apenas o valor pertencente ao ente arrecadador, deverá 
ser regis- trado o valor total arrecadado, incluindo os recursos de terceiros. Após isso, estes últimos 
serão registrados como dedução da receita e será reconhecida uma obrigação para com o 
“beneficiário” desses valores. 
A adoção desse procedimento está fundamentada no fato de que não há necessidade de aprovação 
parlamentar para transferência de recursos a outros entes que decorra da legislação. As transferências 
constitucionais ou legais constituem valores que não são passíveis de alocação em despesas pelo 
ente público arrecadador. Assim, não há desobediência ao princípio do orçamento bruto, segundo o 
qual receitas e despesas devem ser incluídas no orça- mento em sua totalidade, sem deduções. 
No entanto, alguns entes podem optar pela inclusão dessa receita no orçamento, e nesse caso o 
recebimento será integralmente computado como receita, sendo efetuada uma despesa quando da 
entrega ao beneficiário. 
Importante destacar que esses procedimentos são aplicáveis apenas para recursos que não 
pertençam ao ente arrecadador. 
Renúncia De Receita 
O art. 14 da LRF trata especialmente da renúncia de receita, estabelecendo medidas a serem 
observadas pelos entes públicos que decidirem pela concessão ou ampliação de incentivo ou benefício 
de natureza tributária da qual decorra renúncia de receita, a saber: 
Art. 14 – A concessão ou ampliação de incentivo ou benefício de natureza tributária da qual decorra 
renúncia de receita deverá estar acompanhada de estimativa do impacto orçamentário-financeiro no 
exercício em que deva iniciar sua vigência e nos dois seguintes, atender ao disposto na lei de diretrizes 
orçamentárias e a pelo menos uma das seguintes condições: 
I – demonstração pelo proponente de que a renúncia foi considerada na estimativa de receita da lei 
orçamentária, na forma do art. 12, e de que não afetará as metas de resultados fiscais previstas no 
anexo próprio da lei de dire- trizes orçamentárias; 
II – estar acompanhada de medidas de compensação, no período mencionado no caput, por meio do 
Variações Patrimoniais 
 
28 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
aumento de receita, proveniente da elevação de alíquotas, ampliação da base de cálculo, majoração 
ou criação de tributo ou contribuição. 
§1º A renúncia compreende anistia, remissão, subsídio, crédito presumido, concessão de isenção em 
caráter não geral, alteração de alíquota ou modificação de base de cálculo que implique redução 
discriminada de tributos ou contribuições, e outros benefícios que correspondam a tratamento 
diferenciado. 
§2º Se o ato de concessão ou ampliação do incentivo ou benefício de que trata o caput deste artigo 
decorrer da condição contida no inciso II, o benefício só entrará em vigor quando implementadas as 
medidas referidas no mencionado inciso. 
§3º O disposto neste artigo não se aplica: 
I – às alterações das alíquotas dos impostos previstos nos incisos I, II, IV e V do art. 153 da Constituição, 
na forma do seu §1°; 
II – ao cancelamento de débito cujo montante seja inferior ao dos respectivos custos de cobrança. 
Sobre as espécies de renúncia de receita, tem-se que: 
A anistia15 é o perdão da multa, que visa excluir o crédito tributário na parte relativa à multa aplicada 
pelo sujeito ativo ao sujeito passivo, por infrações cometidas por este anteriormente à vigência da lei 
que a concedeu. A anistia não abrange o crédito tributário já em cobrança, em débito para com a 
Fazenda, cuja incidência também já havia ocorrido. 
A remissão16 é o perdão da dívida, que se dá em determinadas circunstâncias previstas na lei, tais 
como 
valor diminuto da dívida, situação difícil que torna impossível ao sujeito passivo solver o débito, 
inconveniência do processamento da cobrança dado o alto custo não compensável com a quantia em 
cobrança, probabilidade de não receber, erro ou ignorância escusáveis do sujeito passivo, equidade, 
etc. Não implica em perdoar a con- duta ilícita, concretizada na infração penal, nem em perdoar a 
sanção aplicada ao contribuinte. Contudo, não se considera renúncia de receita o cancelamento de 
débito cujo montante seja inferior ao dos respectivos custos de cobrança17. 
O crédito presumido é aquele que representa o montante do imposto cobrado na operação anterior 
e objetiva 
neutralizar o efeito de recuperação dos impostos não cumulativos, pelo qual o Estado se apropria do 
valor da isen- ção nas etapas subsequentes da circulação da mercadoria. É o caso dos créditos 
referentes a mercadorias e serviços que venham a ser objeto de operações e prestações destinadas 
ao exterior18. Todavia, não é considerada renúncia de receita o crédito real ou tributário do ICMS 
previsto na legislação instituidora do tributo. 
A isenção19 é a espécie mais usual de renúncia e define-se como a dispensa legal, pelo Estado, do 
débito tributário devido. 
A modificação de base de cálculo que implique redução discriminada de tributos ou contribuições é o 
in- centivo fiscal por meio do qual a lei modifica para menos sua base tributável pela exclusão de 
quaisquer de seus elementos constitutivos. Pode ocorrer isoladamente ou associada a uma redução de 
alíquota, expressa na aplicação de um percentual de redução. 
O conceito de renúncia de receita da LRF é exemplificativo, abarcando também, além dos 
instrumentos men- cionados expressamente, quaisquer “outros benefícios que correspondam a 
tratamento diferenciado”. 
Em geral, é utilizada a metodologia da dedução de receita orçamentária para evidenciar as renúncias 
nos casos em que possam ser mensuradas. Dessa forma, deve haver um registro na natureza de 
receita orçamentária objeto da renúncia, em contrapartida a uma dedução de receita (conta redutora 
de receita). 
Variações Patrimoniais 
 
29 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
No caso de isenção, o montante da renúncia será considerado no momento da elaboração da LOA. 
Ou seja, a estimativa da receita orçamentária já contempla a renúncia e, portanto, não há registro 
orçamentário ou patrimo- nial. 
Exemplo – Diminuição de alíquota do Imposto Predial Territorial Urbano, IPTU: 
Suponha que um município, ao diminuir a alíquota do IPTU, causou redução de 20% na sua receita 
arrecada- da. Nessa situação, poderá optar por uma das formas de registro abaixo: 
Registro, no município, da renúncia de receita no momento da arrecadação. Valor arrecadado: R$ 
800,00. 
No momento do reconhecimento do fato gerador: 
Natureza da informação: patrimonial D 1.1.2.2.x.xx.xx Créditos Tributários a Receber (P) R$ 800,00 
C 4.1.1.2.x.xx.xx Impostos Sobre o Patrimônio e a Renda R$ 800,00 No momento da arrecadação: 
Natureza da informação: orçamentária D 6.2.1.1.x.xx.xx Receita a Realizar R$ 800,00 
D 6.2.1.3.x.xx.xx * Dedução da Receita Realizada (IPTU) R$ 200,00 
C 6.2.1.2.x.xx.xx Receita Realizada R$ 1.000,00 Obs: * Dedução de renúncia de IPTU – Retificadora da 
Receita Realizada. 
Natureza da informação: controle D 7.2.1.1.x.xx.xx Controle da Disponibilidade de RecursosR$ 
1000,00 
C 8.2.1.1.1.xx.xx Disponibilidade por Destinação de Recursos (DDR) R$ 1000,00 
Natureza da informação: controle D 8.2.1.1.1.xx.xx
 Disponibilidade por Destinação de Recursos (DDR) R$ 200,00 
C 7.2.1.1.x.xx.xx Controle da Disponibilidade de Recursos R$ 200,00 
Natureza da informação: patrimonial D 1.1.1.1.1.xx.xx Caixa e Equivalentes de Caixa em Moeda 
Nacional (F) R$ 800,00 
C 1.1.2.2.x.xx.xx Créditos Tributários a Receber (P) R$ 800,00 
Registro da renúncia de receita em momento posterior ao de arrecadação. Valor arrecadado R$ 
800,00. No momento do reconhecimento do fato gerador: 
Natureza da informação: patrimonial D 1.1.2.2.x.xx.xx Créditos Tributários a Receber (P) R$ 800,00 
C 4.1.1.2.x.xx.xx Impostos Sobre o Patrimônio e a RendaR$ 800,00 Quando da arrecadação: 
Natureza da informação: patrimonial D 1.1.1.1.1.xx.xx Caixa e Equivalentes de Caixa em Moeda 
Nacional (F) R$ 800,00 
C 1.1.2.2.x.xx.xx Créditos Tributários a Receber R$ 800,00 
Natureza da informação: orçamentária D 6.2.1.1.x.xx.xx Receita a Realizar R$ 800,00 
C 6.2.1.2.x.xx.xx Receita Realizada R$ 800,00 
Natureza da informação: controle D 7.2.1.1.x.xx.xx Controle da Disponibilidade de Recursos R$ 800,00 
C 8.2.1.1.1.xx.xx Disponibilidade por Destinação de Recursos (DDR) R$ 800,00 
Lançamento complementar para registrar a renúncia de receita: 
Variações Patrimoniais 
 
30 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Natureza da informação: orçamentária D 6.2.1.3.x.xx.xx * Dedução da Receita Realizada (IPTU) R$ 
200,00 
C 6.2.1.2.x.xx.xx Receita Realizada R$ 200,00 
Imposto De Renda Retido Na Fonte 
A Constituição Federal, nos arts. 157, inciso I e 158, inciso I, determina que pertençam aos estados, 
Distrito Federal e aos municípios o imposto de renda e os proventos de qualquer natureza, incidentes 
na fonte, pagos por eles, suas autarquias e pelas fundações que instituírem e mantiverem. 
De acordo com a Portaria STN nº 212, de 04 de junho de 2001, os valores descritos no parágrafo 
anterior de- verão ser contabilizados como receita tributária. Para isso, utiliza-se a natureza de receita 
1112.04.31 – “Imposto de Renda Retido nas Fontes sobre os Rendimentos do Trabalho”. 
Desse modo, a contabilidade espelha o fato efetivamente ocorrido: mesmo correspondendo à 
arrecadação de um tributo de competência da União, tais recursos não transitam por ela, ficando 
diretamente com o ente arreca- dador. Desse modo, não há de se falar em registro de uma receita de 
transferência nos estados, DF e municípios, uma vez que não ocorre a efetiva transferência do valor 
pela União. 
Redutor Financeiro – FPM 
O Fundo de Participação dos Municípios (FPM) é transferência constitucional composta por 22,5% da 
ar- recadação dos impostos sobre a renda e proventos de qualquer natureza e sobre os produtos 
industrializados, de acordo com art. 159 da Constituição Federal. 
A Lei Complementar nº 91/97, alterada pela Lei Complementar nº 106/01, estabelece que os 
coeficientes do FPM, exceto para as capitais estaduais, serão calculados com base no número de 
habitantes de cada município e revistos anualmente. 
Entretanto, ficam mantidos, a partir do exercício de 1998, os coeficientes do FPM atribuídos, a partir de 
1997, aos municípios que apresentaram redução de seus coeficientes pela aplicação do disposto no art. 
1º da Lei Comple- mentar nº 91/97. Os ganhos adicionais em cada exercício decorrentes da 
manutenção dos coeficientes atribuídos em 1997 têm aplicação de redutor financeiro, o qual será 
redistribuído aos demais participantes do FPM. 
O redutor financeiro é entendido como valor resultado do percentual incidente sobre a diferença 
positiva apu- rada entre o valor do FPM, utilizando o coeficiente atribuído em 1997, e o valor caso 
fosse utilizado o coeficiente do ano de distribuição do recurso. 
Para melhor evidenciar os fatos contábeis envolvidos, a receita de transferência do FPM será 
contabilizada pelo valor bruto e o redutor financeiro será registrado como dedução da receita em 
questão, conforme exemplo hipotético abaixo: 
Distribuição de Arrecadação Federal: FPM – Município X 
Data Parcela Valor Distribuído 
10.01.2005 Parcela de IPI 6.000,00 C 
 Parcela de IR 130.000,00 C 
 Redutor LC 91/97 30.000,00 D 
 TOTAL: 106.000,00 C 
Contabilização no Município X: 
Natureza da informação: patrimonial D 1.1.1.1.1.xx.xx Caixa e Equivalentes de Caixa em Moeda 
Nacional (F) R$ 106.000,00 
 
Variações Patrimoniais 
 
31 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
C 4.5.2.x.x.xx.xx Transferências Intergovernamentais R$ 106.000,00 
Natureza da informação: orçamentária D 6.2.1.1.x.xx.xx Receita a Realizar R$ 106.000,00 
D 6.2.1.3.x.xx.xx * Dedução da Receita Realizada (FPM) R$ 30.000,00 
C 6.2.1.2.x.xx.xx Receita Realizada R$ 136.000,00 Obs.: * Dedução de FPM – Retificadora da Receita 
Orçamentária Realizada. 
Natureza da informação: orçamentária D 7.2.1.1.x.xx.xx Controle da Disponibilidade de Recursos R$ 
106.000,00 
C 8.2.1.1.1.xx.xx Disponibilidade por Destinação de Recursos R$ 106.000,00 
A parcela resultado da redistribuição dos redutores financeiros, denominada cota, deverá ser 
registrada conta- bilmente como receita de transferência da União, pois esse valor também foi 
considerado despesa de transferência na União, conforme exemplo hipotético abaixo: 
Distribuição de Arrecadação Federal: FPM – Município Y 
Data Parcela Valor Distribuído 
10.01.2005 Parcela de IPI 6.000,00 C 
 Parcela de IR 130.000,00 C 
 Redutor LC 91/97 30.000,00 C 
 TOTAL: 166.000,00 C 
Contabilização no Município Y: 
Natureza da informação: patrimonial D 1.1.1.1.1.xx.xx Caixas e Equivalentes de Caixa e Moeda 
Nacional (F) R$ 166.000,00 
C 4.5.2.x.x.xx.xx Transferências Intergovernamentais R$ 166.000,00 
Natureza da informação: orçamentária D 6.2.1.1.x.xx.xx Receita a Realizar R$ 166.000,00 
C 6.2.1.2.x.xx.xx Receita Realizada R$ 166.000,00 
Natureza da informação: controle D 7.2.1.1.x.xx.xx Controle da Disponibilidade de Recursos R$ 
166.000,00 
C 8.2.1.1.1.xx.xx Disponibilidade por Destinação de Recursos R$ 166.000,00 
Observação: 
Caso o município possua conta de nível hierárquico inferior, poderá registrar em separado a parcela do 
acrésci- mo do FPM – Lei Complementar nº 91/1997, desdobrando a conta em transferência do FPM e 
Cota Lei nº 91/1997. 
Para os municípios que efetuaram registro contábil, de acordo com Portaria STN nº 327, de 27 de 
agosto de 2001, o passivo ou ativo registrado deverá ser baixado em contrapartida com a variação 
aumentativa ou diminutiva respectivamente. Sendo o valor relevante, justificar mudança de 
procedimento em nota explicativa. 
Transferências De Recursos Intergovernamentais 
Conceito 
 
Variações Patrimoniais 
 
32 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
As Transferências Intergovernamentais compreendem a entrega de recursos, correntes ou de capital, 
de um ente (chamado “transferidor”) a outro (chamado “beneficiário”, ou “recebedor”). Podem ser 
voluntárias, nesse caso destinadas à cooperação, auxílio ou assistência, ou decorrentes de 
determinação constitucional ou legal. 
Ainda sobre o conceito de transferência intergovernamental, é importante destacar que, como seu 
próprio nome indica, essas transferências ocorrem entre esferas distintas de governo, não guardando 
relação, portanto, com as operações intraorçamentárias ocorridas no âmbito do orçamento de cada 
ente. 
Registros Das Transferências Intergovernamentais 
As transferências intergovernamentais constitucionais ou legais podem ser contabilizadas pelo ente 
transferi- dor como uma despesa ou como dedução de receita, dependendo da forma como foi 
elaborado o orçamento do ente. No entanto, em se tratando de transferências voluntárias, a 
contabilização deve ser como despesa, visto que não há uma determinação legal para a 
transferência, sendo necessário haver, de acordo com o disposto no art. 25 da LRF, existência de 
dotação específica que permita a transferência. 
Para contabilização no ente recebedor, faz-se necessário distinguir os dois tipos de transferências: 
Transferências Constitucionais E Legais 
Enquadram-se nessas transferências aquelas que são arrecadadas por um ente, mas devem ser 
transferidas a outros entes por disposição constitucional ou legal. 
Exemplos de transferências constitucionais: Fundo de Participação dos Municípios (FPM), Fundo de 
Partici- pação dos Estados (FPE), Fundo de Compensação dos Estados Exportadores (FPEX) e 
outros. 
Exemplos de transferências legais: Transferências da Lei Complementar nº 87/96 (Lei Kandir), 
Transferências do FNDE como: Apoio à Alimentação Escolar para Educação Básica, Apoio ao 
Transporte Escolarpara Educação Básica, Programa Brasil Alfabetizado, Programa Dinheiro Direto na 
Escola. 
O ente recebedor deve reconhecer um direito a receber (ativo) no momento da arrecadação pelo ente 
transfe- ridor em contrapartida de variação patrimonial aumentativa, não impactando o superávit 
financeiro. 
No momento do ingresso efetivo do recurso, o ente recebedor deverá efetuar a baixa do direito a 
receber (ati- vo) em contrapartida do ingresso no banco, afetando neste momento o superávit 
financeiro. Simultaneamente, deve-se registrar a receita orçamentária realizada em contrapartida da 
receita a realizar nas contas de controle da execução do orçamento. 
Esse procedimento evita a formação de um superávit financeiro superior ao lastro financeiro existente 
no ente recebedor. 
Transferências Voluntárias 
Conforme o art. 25 da Lei Complementar nº 101/2000, entende-se por transferência voluntária a 
entrega de recursos correntes ou de capital a outro ente da Federação, a título de cooperação, auxílio 
ou assistência financeira, que não decorra de determinação constitucional, legal ou os destinados ao 
Sistema Único de Saúde (SUS). 
Em termos orçamentários, a transferência voluntária da União para os demais entes deve estar 
prevista no orçamento do ente recebedor (convenente), conforme o disposto no art. 35 da Lei nº 
10.180/2001, que dispõe: 
Art. 35. Os órgãos e as entidades da Administração direta e indireta da União, ao celebrarem 
compromissos em que haja a previsão de transferências de recursos financeiros, de seus orçamentos, 
para Estados, Distrito Federal e Municípios, estabelecerão nos instrumentos pactuais a obrigação dos 
entes recebedores de fazerem incluir tais recursos nos seus respectivos orçamentos. 
Variações Patrimoniais 
 
33 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
No entanto, para o reconhecimento contábil, o ente recebedor deve registrar a receita orçamentária 
apenas no momento da efetiva transferência financeira, pois, sendo uma transferência voluntária, não 
há garantias reais da transferência. Por esse mesmo motivo, a regra para transferências voluntárias é 
o beneficiário não registrar o ativo relativo a essa transferência. 
Apenas nos casos em que houver cláusula contratual garantindo a transferência de recursos após o 
cumpri- mento de determinadas etapas do contrato, o ente beneficiário, no momento em que já tiver 
direito à parcela dos recursos e enquanto não ocorrer o efetivo recebimento a que tem direito, deverá 
registrar um direito a receber no ativo. Nesse caso não há impacto no superávit financeiro, pois ainda 
está pendente o registro da receita orçamen- tária para que esse recurso possa ser utilizado, 
conforme definições constantes no art. 105 da Lei nº 4.320/1964: 
Art. 105. [...] 
§1º O Ativo Financeiro compreenderá os créditos e valores realizáveis independentemente de autorização 
orçamen- tária e os valores numerários. 
§2º O Ativo Permanente compreenderá os bens, créditos e valores, cuja mobilização ou alienação 
dependa de autorização legislativa. 
Transferências A Consórcios Públicos 
A Lei nº 11.107/2005, dispõe sobre normas gerais relativas à contratação de consórcios públicos para 
a reali- zação de objetivos de interesse comum e estabelece que a execução das receitas e despesas 
do consórcio público deverá obedecer às normas de direito financeiro aplicáveis às entidades públicas. 
Ou seja, os registros na execução da receita e da despesa do consórcio serão efetuados de acordo 
com a classificação constante da Portaria Intermi- nisterial STN/SOF n° 163/2001, e das demais 
normas aplicadas aos entes da Federação. Desse modo, o consórcio deverá elaborar seu orçamento 
próprio. Ademais, a classificação da receita e da despesa pública do consórcio de- verá manter 
correspondência com as dos entes consorciados. 
No consórcio público, deverão ser classificados como receita orçamentária de transferência 
correspondente ao ente transferidor, nas seguintes naturezas: 
• 1721.37.00 – Transferências Correntes a Consórcios Públicos, no caso de transferência da União; 
• 1722.37.00 – Transferências Correntes a Consórcios Públicos, no caso de transferência dos 
Estados; 
• 1723.37.00 – Transferências Correntes a Consórcios Públicos, no caso de transferência dos 
Municípios. 
• 2421.37.00 – Transferências de Capital a Consórcios Públicos, no caso de transferência da União; 
• 2422.37.00 – Transferências de Capital a Consórcios Públicos, no caso de transferência dos 
Estados; 
• 2423.37.00 – Transferências de Capital a Consórcios Públicos, no caso de transferência dos 
Municípios. 
A classificação dos recursos transferidos aos consórcios públicos como despesa pelo ente transferidor 
e receita pelo consórcio público justifica-se pelo fato de que, assim, possibilita-se o aperfeiçoamento do 
processo de conso- lidação dos balanços e demais demonstrações contábeis, com vistas a excluir as 
operações entre os consorciados e o consórcio público da entidade contábil considerada. Essa foi a 
recomendação do Tribunal de Contas da União apresentada no Anexo a Ata n° 22 da Sessão 
Extraordinária do Plenário, de 12 de junho de 2003, válida contabil- mente para todos os entes da 
Federação. 
Remuneração De Depósitos Bancários 
No cálculo dos percentuais de aplicação de determinados recursos vinculados, a legislação dispõe 
que sejam levados em consideração os rendimentos dos seus depósitos bancários. Para tal, é 
Variações Patrimoniais 
 
34 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
necessário que os registros con- tábeis permitam identificar a vinculação de cada depósito. Essa 
identificação poderá ser efetuada de duas formas: 
a. Por meio do mecanismo da destinação, controlando as disponibilidades financeiras por fonte de 
recursos; ou 
b. Por meio do desdobramento da natureza de receita 1325.00.00 – Remuneração de Depósitos 
Bancários. 
Se o ente utiliza o mecanismo da destinação de recursos, também conhecido como fonte de recursos, 
a infor- mação da destinação associada à natureza de receita 1325.00.00 – Remuneração de 
Depósitos Bancários - possibi- lita a identificação da remuneração dos diversos recursos vinculados, 
separados nas respectivas destinações. Para esses entes, não é necessário desdobrar a natureza da 
receita 1325.00.00 para se obter a informação da remunera- ção dos recursos vinculados, uma vez 
que a conta de receita realizada estaria detalhada por vinculação. 
Se o ente não utiliza o mecanismo da destinação de recursos, faz-se necessário desdobrar a natureza 
de receita 1325.00.00 – Remuneração de Depósitos Bancários. 
Salienta-se que se a legislação obriga a vinculação da remuneração dos depósitos bancários a 
determinada fi- nalidade, a contabilidade deve evidenciar as diferentes vinculações dessas 
remunerações. A forma de se evidenciar é de escolha do ente público. 
Receita Orçamentária Por Baixa De Dívida Ativa Inscrita 
O recebimento de dívida ativa corresponde a uma receita, pela ótica orçamentária, com simultânea 
baixa con- tábil do crédito registrado anteriormente no ativo, sob a ótica patrimonial. 
As formas de recebimento da dívida ativa são definidas em lei, destacando-se o recebimento em 
espécie e o recebimento na forma de bens, tanto pela adjudicação quanto pela dação em pagamento, 
sendo que o recebimen- to na forma de bens também poderá corresponder a uma receita 
orçamentária no momento do recebimento do bem, efetuando-se o registro da execução 
orçamentária da despesa com a sua aquisição, mesmo que não tenha havido fluxo financeiro. Esse 
procedimento permite a observância da legislação quanto à destinação dos recursos recebidos de 
dívida ativa. Observe-se que, mesmo que não se efetue a execução orçamentária da receita e da des- 
pesa decorrente desse procedimento, a administração deve propiciar os meios para que a destinação 
dos recursos recebidos em dívida ativa, mesmo que na forma de bens, seja garantida. 
Atenção: 
O registro das receitasorçamentárias oriundas do recebimento da dívida ativa deve ser discriminado 
em con- tas contábeis de acordo com a natureza do crédito original. Também devem ser classificados 
em classificações específicas os recebimentos referentes a multas, juros e outros encargos. 
Lançamentos: 
Seguem os registros contábeis da baixa por recebimento do principal no órgão competente para 
inscrição: 
Natureza da informação: patrimonial D 1.1.1.1.1.xx.xx Caixa e Equivalentes de Caixa em Moeda 
Nacional (F) 
C 1.2.1.1.x.xx.xx Créditos a Longo Prazo (P) 
Natureza da informação: orçamentária D 6.2.1.1.x.xx.xx Receita a Realizar 
C 6.2.1.2.x.xx.xx Receita Realizada 
Natureza da informação: controle D 7.2.1.1.x.xx.xx Controle da Disponibilidade de Recursos 
C 8.2.1.1.1.xx.xx Disponibilidade por Destinação de Recursos (DDR) 
Despesa Orçamentária 
Variações Patrimoniais 
 
35 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Conceito 
O orçamento é o instrumento de planejamento de qualquer entidade, pública ou privada, e representa 
o fluxo de ingressos e aplicação de recursos em determinado período. 
Para o setor público, é de vital importância, pois é a lei orçamentária que fixa a despesa pública 
autorizada para um exercício financeiro. A despesa pública é o conjunto de dispêndios realizados 
pelos entes públicos para o funcionamento e manutenção dos serviços públicos prestados à 
sociedade. 
Os dispêndios, assim como os ingressos, são tipificados em orçamentários e extraorçamentários. 
Segundo o art. 35 da Lei nº 4.320/1964: 
Pertencem ao exercício financeiro: I - as receitas nêle arrecadadas; 
II - as despesas nêle legalmente empenhadas. 
Dessa forma, despesa orçamentária é toda transação que depende de autorização legislativa, na 
forma de con- signação de dotação orçamentária, para ser efetivada. 
Dispêndio extraorçamentário é aquele que não consta na lei orçamentária anual, compreendendo 
determina- das saídas de numerários decorrentes de depósitos, pagamentos de restos a pagar, 
resgate de operações de crédito por antecipação de receita e recursos transitórios. 
Para fins contábeis, a despesa orçamentária pode ser classificada quanto ao impacto na situação 
líquida patri- monial em: 
a. Despesa Orçamentária Efetiva - aquela que, no momento de sua realização, reduz a situação 
líquida pa- trimonial da entidade. Constitui fato contábil modificativo diminutivo. 
b. Despesa Orçamentária Não Efetiva – aquela que, no momento da sua realização, não reduz a 
situação líquida patrimonial da entidade e constitui fato contábil permutativo. 
Em geral, a despesa orçamentária efetiva é despesa corrente. Entretanto, pode haver despesa 
corrente não efetiva como, por exemplo, a despesa com a aquisição de materiais para estoque e a 
despesa com adiantamentos, que representam fatos permutativos. 
A despesa não efetiva normalmente se enquadra como despesa de capital. Entretanto, há despesa 
de capital que é efetiva como, por exemplo, as transferências de capital, que causam variação 
patrimonial diminutiva e, por isso, classificam-se como despesa efetiva. 
Classificações Da Despesa Orçamentária 
Classificação Institucional 
A classificação institucional reflete a estrutura de alocação dos créditos orçamentários e está 
estruturada em dois níveis hierárquicos: órgão orçamentário e unidade orçamentária. Constitui 
unidade orçamentária o agrupamento de serviços subordinados ao mesmo órgão ou repartição a que 
serão consignadas dotações pró- prias (art. 14 da Lei nº 4.320/1964). Os órgãos orçamentários, por 
sua vez, correspondem a agrupamentos de unidades orçamentárias. As dotações são consignadas 
às unidades orçamentárias, responsáveis pela realização das ações. 
No caso do Governo Federal, o código da classificação institucional compõe-se de cinco dígitos, sendo 
os dois primeiros reservados à identificação do órgão e os demais à unidade orçamentária. Não há 
ato que a estabeleça, sendo definida no contexto da elaboração da lei orçamentária anual ou da 
abertura de crédito especial. 
xx xxx 
Órgão Orçamentário Unidade Orçamentária 
Exemplos de Órgão Orçamentário e Unidade Orçamentária do Governo Federal: 
Variações Patrimoniais 
 
36 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Órgão Unidade Orçamentária 
 
26000 
 
Ministério da Educação 
26242 
26277 
26277 
Universidade Federal de Pernambuco Fundação 
Universidade Federal de Ouro Preto Escola Agrotécnica 
Federal de Manaus 
 
30000 
 
Ministério da Justiça 
30107 
30109 
30911 
Departamento de Polícia Rodoviária Federal Defensoria 
Pública da União 
Fundo Nacional de Segurança Pública 
39000 Ministério dos 
Transportes 
39250 
39252 
Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT 
Departamento Nacional de Infra-Estrutura de 
Transportes – DNIT 
Cabe ressaltar que uma unidade orçamentária não corresponde necessariamente a uma estrutura 
administra- tiva, como ocorre, por exemplo, com alguns fundos especiais e com as unidades 
orçamentárias “Transferências a Estados, Distrito Federal e Municípios”, “Encargos Financeiros da 
União”, “Operações Oficiais de Crédito”, “Refi- nanciamento da Dívida Pública Mobiliária Federal” e 
“Reserva de Contingência”. 
Classificação Funcional 
A classificação funcional segrega as dotações orçamentárias em funções e subfunções, buscando 
responder basicamente à indagação “em que” área de ação governamental a despesa será realizada. 
A atual classificação funcional foi instituída pela Portaria nº 42/1999, do então Ministério do 
Orçamento e Gestão, e é composta de um rol de funções e subfunções prefixadas, que servem como 
agregador dos gastos pú- blicos por área de ação governamental nas três esferas de Governo. Trata-
se de classificação de aplicação comum e obrigatória, no âmbito da União, dos estados, do Distrito 
Federal e dos municípios, o que permite a consolidação nacional dos gastos do setor público. 
A classificação funcional é representada por cinco dígitos. Os dois primeiros referem-se à função, 
enquanto que os três últimos dígitos representam a subfunção, que podem ser traduzidos como 
agregadores das diversas áreas de atuação do setor público, nas esferas legislativa, executiva e 
judiciária. 
xx xxx 
Função Subfunção 
Função 
A função é representada pelos dois primeiros dígitos da classificação funcional e pode ser traduzida 
como o maior nível de agregação das diversas áreas de atuação do setor público. A função quase 
sempre se relaciona com a missão institucional do órgão, por exemplo, cultura, educação, saúde, 
defesa, que, na União, de modo geral, guarda relação com os respectivos Ministérios. 
A função “Encargos Especiais” engloba as despesas orçamentárias em relação às quais não se pode 
associar um bem ou serviço a ser gerado no processo produtivo corrente, tais como: dívidas, 
ressarcimentos, indenizações e outras afins, representando, portanto, uma agregação neutra. Nesse 
caso, na União, as ações estarão associadas aos programas do tipo “Operações Especiais” que 
constarão apenas do orçamento, não integrando o PPA. 
A dotação global denominada “Reserva de Contingência”, permitida para a União no art. 91 do Decreto-
Lei nº 200, de 25 de fevereiro de 1967, ou em atos das demais esferas de Governo, a ser utilizada 
como fonte de recursos para abertura de créditos adicionais e para o atendimento ao disposto no art. 
5º, inciso III, da Lei Complementar nº 101, de 2000, sob coordenação do órgão responsável pela sua 
destinação, será identificada nos orçamentos de todas as esferas de Governo pelo código 
“99.999.9999.xxxx.xxxx”, no que se refere às classificações por função e subfunção e estrutura 
Variações Patrimoniais 
 
37 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
programática, onde o “x” representa a codificação da ação e o respectivo detalhamento. 
Subfunção 
A subfunção, indicada pelos três últimos dígitos da classificação funcional, representa um nível de 
agregaçãoanalise 
do Patrimonio das entidades publicas em geral, as quais são subordinados pelo Direito Público 
Interno. Desta forma, a Contabilidade Pública, também denominada de Contabilidade Governamental, 
por conseguinte, não deve ser confundida com a denominada Contabilidade Social, pois a mesma e 
direcionada a área de Economia, e por ele é são analisados as referidas contas nacionais, e um 
exemplo desta contabilidade se enquadra o Podruto Interno Bruto – PIB, cuja tecnica é desenvolvida 
pela Organizações das Nações Unidas – ONU, a qual emprega o metodo das partidas dobradas. 
A Contabilidade Pública no Brasil, é derivada diretamente da legislação pertinente, onde o seu 
principal dispositivo se encontra na respectiva Lei 4.320/64, muito embora na sua maior parte ela 
traga regulamentação especifica ao processo orçamentária e financeira, e não patrimonial ou contábil 
própriamente referida (MEIRELLES, 1998) 
Da mesma forma, pode-se considerar que a Contabilidade Pública está diretamente relacionado com 
a gestão de recursos públicos. Esta área especifica, obteve uma maior visibilidade com a edição 
da Lei de Responsabilidade Fiscal. 
Segundo Machado Jr. & Reis (2001), contabilidade pública brasileira é composto dos seguintes 
elementos previstos na Lei 4.320/64: 
 Sistema orçamentário 
 Sistema financeiro 
 Sistema de compensação 
 Sistema Patrimonial 
Segundo o artigo 105 da Lei 4.320/64, o Balanço Patrimonial demonstrará, conforme citado in verbis: 
Art. 105 - O Balanço Patrimonial demonstrará: 
I - o Ativo Financeiro; 
II - o Ativo Permanente; 
III - o Passivo Financeiro; 
IV - o Passivo Permanente; 
V - o Saldo Patrimonial; 
VI - as Contas de Compensação. 
§ 1º - O Ativo Financeiro compreenderá os créditos e valores realizáveis independentemente de 
autorização orçamentária e os valores numerários. 
§ 2º - O Ativo Permanente compreenderá os bens, créditos e valores, cuja mobilização ou alienação 
dependa de autorização legislativa. 
§ 3º - O Passivo Financeiro compreenderá as dívidas fundadas e outras, cujo pagamento independa 
de autorização orçamentária. 
CONTABILIDADE PÚBLICA 
 
4 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
§ 4º - O Passivo Permanente compreenderá as dívidas fundadas e outras que dependam de 
autorização legislativa para amortização ou resgate. 
§ 5º - Nas contas de compensação serão registrados os bens, valores, obrigações, e situações não 
compreendidas nos parágrafos anteriores e que, imediata ou indiretamente, possam vir a afetar o 
patrimônio. 
Partindo-se deste principio, observa-se que o sistema patrimonial resulta no Balanço 
PatrimonialPúblico, bem como as contasde compensação que lhe forem especificas, observa-se que 
não há a inclusão da Demonstração das Variações Patrimoniais, conforme prevista no artigo 104, 
inciso XV. 
Por conseguinte, observa-se que essa respectiva demosntração reúne inúmeras formas de 
apresentação de resultados, tais como: análoga ao Balanço de Resultado Econômico do Código Civil, 
e não se compõe somente pelas conta patrimonial prevista no artigo 100 da respectiva lei 
Observa-se portanto que pela simples demonstração se estabelece a demonstração do superávit ou 
déficit econômico do respectivo exercíciofiscal, em determinado órgão ou governo, em atendimento 
ao proposto pelo artigo 85 a qual faz referencia aos "resultados econômicos", o que faz concluir que 
há um Sistema Econômico na Contabilidade Pública Brasileira. 
Objetivos 
Gerais 
Analisar as principais caracteristicas da Contabilidade Pública ou Governamental, bem como se 
relaciona com a Lei de Responsabilidade Fiscal. 
Especifico 
 Analisar de forma sucinta a evolução da contabilidade pública no Brasil desde a sua origem até a 
promulgação da Lei de Responsabilidade Fiscal; 
 Efetivar uma analise comparativa das principais normas de gestão financeira da administração 
pública brasileira, correlacionando com a Constituição Federal, a Lei nº 4.320/64 e a Lei 
Complementar nº 101/00; 
 Avaliar o processo de implantação da contabilidade Pública nos diverso Governo Estaduais 
Brasileiro, em relação às exigências da referida lei. 
Justificativa 
A justificação deste trabalho tem como objetivo principal a abordagem sistêmica do conceito de 
contabilidade governamental, bem como a sua adequação a Lei de Responsabilidade Fiscal, sendo 
de interesse de toda a sociedade brasileira, bem como a sua responsabilidade das finanças da 
respectiva gestão pública. A importância desta pesquisa decorre do fato de não haver muitos 
trabalhos em relação ao tema em questão, em função da recente promulgação da LRF, e do fato da 
mesma ainda não estar totalmente interpretadas e implementadas nos respectivos órgãos públicos, 
sejam eles municipais, estaduais ou federais, com a devida adequação dos planos de contas das 
entidades públicos e da mesma forma se adaptar de forma a vir suprir os funcionários políticos com 
as devidas informações para a tomada de decisão das mais adequadas, além de fornecer aos órgãos 
de fiscalização os instrumentos mais competentes para a execução de suas atribuições. 
Para o real cumprimento da LRF, o mesmo fundamentam-se no equilíbrio financeiro da gestão por 
intermédio de limitações e proibições, ao administrador é imprescindível um correto e ágil de um 
sistema contábil, com a finalidade de proporcionar uma visão cristalino à gestão do respectivo 
servidor público, com informações constantes, em função de que os relatórios exigidos pela 
respectiva LRF, devem ser de freqüência mensal, bimestral, quadrimestral, semestral e anual, com 
prazos pré-estabelecidos para a divulgação, efetivados por audiência pública, por intermédio da 
imprensa oficial, jornal de grande circulação nacional e por mídia eletrônica. 
CONTABILIDADE PÚBLICA 
 
5 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Estes relatórios têm como sustentação a execução orçamentária, como por exemplo, a RCL, os 
gastos totais com pessoal e com encargos sociais, a amortização da dívida e o próprio endividamento 
do município, estado. A contabilidade governamental é governada pela Lei nº 4.320 (BRASIL, 1964), 
e se refere fundamentalmente a administração de natureza técnico-operacional, como a elaboração 
do orçamento e sua execução, as metodologias de contabilização dos eventos e o desenvolvimento 
dos relatórios e demonstrativos da prestação de contas anual. Em relação a estes dois últimos itens, 
o desenvolvimento de pesquisas minuciosas tem a função de promover sua adequação às novas 
realidades administrativas derivada pela LRF. 
Portanto, a proposta inicial deste trabalho tem como finalidade analise e conceituação da 
contabilidade pública, bem como analisar a sua respectiva implantação nas respectivas entidades 
publicas, em função da LRF, bem como analisar as suas limitações para o completo atendimento às 
reivindicações deste diploma legal e as providências que foram e/ou estão sendo implementadas no 
cenário orçamentário-contábil estadual, principalmente no tocante à execução orçamentária, que 
constitui o alicerce essencial da retroalimentação de dados para os registros contábeis e a 
elaboração dos relatórios periódicos e demais instrumentos de prestação de contas e de aferição da 
gestão fiscal. 
Portanto, pelo exposto a justificativa para a elaboração deste trabalho se faz presente. 
Metodologia 
Segundo Santos (1999), três são os critérios que podem ser empregados para identificar a natureza 
metodológica dos trabalhos de pesquisa. As pesquisas podem ser caracterizadas segundo objetivos, 
segundo procedimentos de coleta e segundo as fontes utilizadas na coleta de dados. 
Roesch (1996) descreve que ao praticar, adaptar e desenvolver os conteúdos estudados para 
elaboração de um trabalho científico é possível traçar um paralelo entre a teoria e a realidade, 
utilizando-se de uma metodologia científica. Pode-se utilizar mais de um método de análise, portanto, 
é possível realizarimediatamente inferior à função e deve evidenciar cada área da atuação governamental, 
por intermédio da agre- gação de determinado subconjunto de despesas e identificação da natureza 
básica das ações que se aglutinam em torno das funções. 
As subfunções podem ser combinadas com funções diferentes daquelas às quais estão relacionadas 
na Portaria MOG nº 42/1999. Deve-se adotar como função aquela que é típica ou principal do órgão. 
Assim, a programação de um órgão, via de regra, é classificada em uma única função, ao passo que 
a subfunção é escolhida de acordo com a especificidade de cada ação governamental. A exceção à 
combinação encontra-se na função 28 – Encargos Especiais e suas subfunções típicas que só podem 
ser utilizadas conjugadas. 
Exemplo: 
Função Subfunção 
12 Educação 365 Educação Infantil 
Classificação Por Estrutura Programática 
Toda ação do Governo está estruturada em programas orientados para a realização dos objetivos 
estratégicos definidos no Plano Plurianual (PPA) para o período de quatro anos. Conforme 
estabelecido no art. 3º da Portaria MOG nº 42/1999, a União, os Estados, o Distrito Federal e os 
Municípios estabelecerão, em atos próprios, suas estruturas de programas, códigos e identificação, 
respeitados os conceitos e determinações nela contidos. Ou seja, todos os entes devem ter seus 
trabalhos organizados por programas e ações, mas cada um estabelecerá seus pró- prios programas 
e ações de acordo com a referida Portaria. 
Programa 
Programa é o instrumento de organização da atuação governamental que articula um conjunto de 
ações que concorrem para a concretização de um objetivo comum preestabelecido, visando à solução 
de um problema ou ao atendimento de determinada necessidade ou demanda da sociedade. 
O orçamento Federal está organizado em programas, a partir dos quais são relacionadas às ações 
sob a forma de atividades, projetos ou operações especiais, especificando os respectivos valores e 
metas e as unidades orçamen- tárias responsáveis pela realização da ação. A cada projeto ou atividade 
só poderá estar associado um produto, que, quantificado por sua unidade de medida, dará origem à 
meta. 
As informações mais detalhadas sobre os programas da União constam no Plano Plurianual e podem 
ser visualizados no sítio www.planejamento.gov.br. 
Ação 
As ações são operações das quais resultam produtos (bens ou serviços), que contribuem para 
atender ao ob- jetivo de um programa. Incluem-se também no conceito de ação as transferências 
obrigatórias ou voluntárias a outros entes da Federação e a pessoas físicas e jurídicas, na forma de 
subsídios, subvenções, auxílios, contribuições e financiamentos, dentre outros. 
As ações, conforme suas características podem ser classificadas como atividades, projetos ou 
operações especiais. 
a. Atividade 
É um instrumento de programação utilizado para alcançar o objetivo de um programa, envolvendo 
um con- junto de operações que se realizam de modo contínuo e permanente, das quais resulta 
um produto ou serviço necessário à manutenção da ação de Governo. Exemplo: “Fiscalização e 
Variações Patrimoniais 
 
38 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Monitoramento das Operadoras de Planos e Seguros Privados de Assistência à Saúde”. 
b. Projeto 
É um instrumento de programação utilizado para alcançar o objetivo de um programa, envolvendo um 
con- junto de operações, limitadas no tempo, das quais resulta um produto que concorre para a 
expansão ou o aperfei- çoamento da ação de Governo. Exemplo: “Implantação da rede nacional de 
bancos de leite humano”. 
c. Operação Especial 
Despesas que não contribuem para a manutenção, expansão ou aperfeiçoamento das ações de 
governo, das quais não resulta um produto, e não gera contraprestação direta sob a forma de bens 
ou serviços. 
Subtítulo / Localizador De Gasto 
A Portaria MOG nº 42/1999 não estabelece critérios para a indicação da localização física das ações, 
todavia, considerando a dimensão do orçamento da União, a Lei de Diretrizes Orçamentárias tem 
determinado a identifi- cação da localização do gasto, o que se faz por intermédio do Subtítulo. 
O subtítulo permite maior controle governamental e social sobre a implantação das políticas públicas 
adota- das, além de evidenciar a focalização, os custos e os impactos da ação governamental. 
No caso da União, as atividades, projetos e operações especiais são detalhadas em subtítulos, 
utilizados espe- cialmente para especificar a localização física da ação, não podendo haver, por 
conseguinte, alteração da finalidade da ação, do produto e das metas estabelecidas. Vale ressaltar que 
o critério para priorização da localização física da ação em território é o da localização dos beneficiados 
pela ação. A localização do gasto poderá ser de abrangência nacional, no exterior, por Região (NO, 
NE, CO, SD, SL), por estado ou município ou, excepcionalmente, por um critério específico, quando 
necessário. A LDO da União veda que na especificação do subtítulo haja referência a mais de uma 
localidade, área geográfica ou beneficiário, se determinados. 
Na União, o subtítulo representa o menor nível de categoria de programação e será detalhado por 
esfera orça- mentária (fiscal, seguridade e investimento), grupo de natureza de despesa, modalidade 
de aplicação, identificador de resultado primário, identificador de uso e fonte de recursos, sendo o 
produto e a unidade de medida os mesmos da ação orçamentária. 
Componentes Da Programação Física 
Meta física é a quantidade de produto a ser ofertado por ação, de forma regionalizada, se for o caso, 
num determinado período e instituída para cada ano. As metas físicas são indicadas em nível de 
subtítulo e agregadas segundo os respectivos projetos, atividades ou operações especiais. 
Ressalte-se que a territorialização das metas físicas é expressa nos localizadores de gasto 
previamente de- finidos para a ação. Exemplo: No caso da vacinação de crianças, a meta será 
regionalizada pela quantidade de crianças a serem vacinadas ou de vacinas empregadas em cada 
estado (localizadores de gasto), ainda que a cam- panha seja de âmbito nacional e a despesa paga 
de forma centralizada. Isso também ocorre com a distribuição de livros didáticos. 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
PLANOS DE CONTAS 
 
1 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Plano de Contas 
O SIAFI promove, de forma automática, os lançamentos contábeis correspondentes aos registros dos 
atos e fatos praticados pelos gestores públicos quando do exercício de suas atividades. Assim, foi 
possível utilizar a contabilidade como fonte de informações confiáveis e instantâneas, pois os 
registros são lançados no mesmo momento em que os fatos ocorrem e não é necessária a existência 
de um contador em cada Unidade Gestora para efetuar a classificação contábil de cada ato ou fato 
realizado. 
A execução contábil relativa aos atos e fatos de gestão financeira, orçamentária e patrimonial da 
União obedece ao Plano de Contas elaborado e mantido de acordo com os padrões estabelecidos, 
tendo como partes integrantes a relação das contas agrupadas segundo suas funções, a tabela de 
eventos (conjunto de todos os eventos existentes) e a indicação do mecanismo de débito e crédito de 
cada conta. Trata-se, portanto, de um conjunto das contas utilizáveis em toda a Administração 
Pública federal, organizadas e codificadas com o propósitode sistematizar e uniformizar o registro 
contábil dos atos e fatos de gestão, e permitir a qualquer momento, com precisão e clareza, a 
obtenção dos dados relativos ao patrimônio da União. 
A estrutura básica do Plano de Contas da União em nível de classe/grupo consiste na seguinte 
disposição: 
 
Como são numerosas as contas do Plano de Contas e muitos gestores públicos não têm 
conhecimentos aprofundados sobre contabilidade pública, foi essencial que se criasse um outro 
mecanismo dentro do SIAFI que pudesse facilitar o trabalho de registro dos atos e fatos de gestão. 
Assim surgiu o EVENTO, que é um código associado a cada tipo de ato ou fato que deva ser 
registrado contabilmente pelo sistema e ao qual se associa, por sua vez, um roteiro contábil, ou seja, 
uma lista das contas de débito e crédito que devam ser afetadas, de forma a que todos os operadores 
do SIAFI possam efetuar lançamentos contábeis, mesmo que absolutamente nada saibam sobre 
contabilidade. 
Plano De Contas 
 
É chamado Plano de Contas o conjunto de contas criado pelo contador, para atender às 
necessidades de registro dos fatos administrativos, de forma a possibilitar a construção dos principais 
relatórios contábeis e atender a todos os usuários da informação contábil. 
 
Esse conjunto de Contas é chamado de Plano de Contas, porque, na realidade, ele é criado 
antecipadamente ao uso de tais contas. Por isso, o contador tem de planejar a estruturação do Plano 
PLANOS DE CONTAS 
 
2 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
de Contas, de maneira que a sua principal ferramenta seja criada para lhe possibilitar o melhor dos 
resultados no trato com as informações contábeis. 
Nenhuma entidade, pública e privada, poderá gabar-se de possuir um bom serviço de contabilidade 
se não dispuser de um plano de contas próprio. É a peça de maior importância dentro da organização 
contábil. Sem ele não se pode nem mesmo dar início aos registros contábeis. 
 
Técnica tradicional da contabilidade de ordenação das contas, de forma lógica e estruturada, para 
melhor compreensão do conjunto patrimonial sistematização do trabalho contábil. O principal objetivo 
das contas é possibilitar o registro dos lançamentos contábeis de forma a criar condições ótimas de 
classificação e acumulação dos dados. 
Condições a serem observadas para elaboração do plano de contas. 
Alinhamos a seguir as principais observações a serem seguidas na estruturação do plano de contas 
para um sistema contábil gerencial: 
1. deve atender primeiramente às necessidades específicas de cada empresa e suas segmentações 
de responsabilidade e às necessidades de informação de todos os usuários das informações 
contábeis; 
 
2. o ponto de partida das necessidades informacionais são as informações contábeis requeridas pelo 
dirigente máximo da empresa, sendo o papel do contadora apenas de monitoramento e 
aconselhamento; 
 
3. partindo das informações do(s) dirigente(s) máximo(s), e seguindo em ordem hierárquica, atender 
aos demais usuários da informação contábil por toda empresa; 
 
4. a classificação deve partir do geral para o particular; 
 
5. a classificação deve partir do detalhamento adequado ao Balanço Patrimonial, Demonstração de 
Resultados e Fluxo de Caixa, que são os modelos decisoriais mais importantes de caráter global da 
empresa; 
 
6. as contas devem ser codificadas dentro do possível, ou conterem elementos claros para rápida 
identificação e assimilação do que representam; 
 
7. os agrupamentos devem ser feitos pensando nos relatórios ou telas que deles se organizarão; 
 
8. os títulos das contas devem refletir imediatamente os elementos patrimoniais que representam - 
devem ser claros e sucintos; 
 
9. deve ter flexibilidade ( margem para ampliação ) e operacionalidade. 
Fundamentos Da Estruturação Do Plano De Contas: 
Dentro das condições básicas de integração e navegabilidade de dados, são esses os fundamentos 
para estruturação dos planos de contas. 
1. a estruturação do plano de contas deve propiciar a apresentação da informação do modo 
automático para os relatórios futuros, para evitar o retrabalho e redundância de dados; 
 
2. deve propiciar a informação no grau de detalhamento necessário, evitando-se informações 
relevantes de modo aglutinado, que não permita compreensão e decisão; 
 
3. deve ser estruturada para manter o interrelacionamento completo entre as contas afins do Balanço 
Patrimonial e da Demonstração de Resultados; 
 
4. para tanto, devem ser criados tantas contas adicionais quantas forem necessárias para atender 
aos três fundamentos anteriores. 
 
Cada entidade tem um plano de contas que lhe foi projetado sob medida, isto é, em perfeita harmonia 
PLANOS DE CONTAS 
 
3 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
com a sua espécie de atividade, grandeza patrimonial, constituição jurídicas e disposições legais às 
quais se subordina. Isto significa que não haverá dois planos de contas exatamente iguais. Há, isto 
sim, uma certa tendência de padronização estrutural dos planos de contas dentro de grupos de 
empresas filiadas à mesma atividade - isto é, os planos de contas das entidades bancárias, por 
exemplo, têm semelhança estrutural, muito embora, ao serem comparados, os planos de contas de 
todas essa entidades, verifica-se que são diferentes entre si em muitos aspectos particulares. 
Cada plano, analisado isoladamente, leva a marca da direção da empresa a que pertence; ele está 
identificado particularmente pelos problemas especiais da empresa e pela filosofia do trabalho por ela 
adotada. Assim acontece nos grupos industriais, comerciais, agropastoris, de transportes, 
comunicações, entidades de finalidades não lucrativas, entidades governamentais, etc. 
Os planos de contas de empresas industriais, por exemplo, têm uma semelhança estrutural genérica 
que caracteriza a atividade fabril; há também uma semelhança estrutural específica que caracteriza , 
dentro do setor industrial, a espécie de indústria; assim os planos de contas das fábricas de tecidos 
têm entre si uma semelhança estrutural específica diferente da semelhança de estrutura dos planos 
de contas das indústrias automobilísticas, e assim por diante. 
A lei, quase sempre interfere na elaboração dos planos de contas de certas entidades que 
desenvolvem atividades sob controle estatal, sendo essas organizações obrigadas a adotar planos de 
contas de estrutura geral padronizada. A padronização legal, às vezes, se resume na forma de 
registrar certas operações, outras vezes na forma de apresentar os relatórios, ou no uso compulsório 
de certas intitulações de contas, É o que acontece, por exemplo, com a planificação de contas dos 
estabelecimentos bancários que, além de seguirem as normas usuais de sua atividade, estão sujeitos 
à legislação das sociedades anônimas e às instruções baixadas pelo Banco Central do Brasil. 
Igualmente, as companhias de seguros obedecem, na elaboração de seus planos de contas; à 
legislação específica que controla a atividade securitária no país; o mesmo acontece com as 
cooperativas, com as empresas de transportes, companhias de comunicações, empresas 
agropastoris, etc. 
E, como não poderia deixar de acontecer, a administração pública deve organizar suas contas de 
conformidade com o padrão legal estabelecido pela Lei Federal n.º 4320, de 17 de março de 1964. 
Essa lei padroniza a estrutura dos balanços patrimoniais, financeiro e orçamentário, indicando até as 
denominações dos grupos de contas e de muitas contas de primeiro, segundo e terceiro graus. 
Assim, tanto o Governo Federal como os Governos Estaduais, Municipais e correspondentes 
autarquias são obrigados a estruturar suas contas em rigorosa consonância com a legislação 
financeira nacional. 
É certo que os planos de contas entre si, em razão da grandeza orçamentária, dos problemas 
específicos de cada região e de cada local do País. Entretanto, todos eles, sem exceção, em sua 
estrutura fundamental, obedecem aospadrões legais instituídos pelos pelos Anexos n.º 12, 13, 14 e 
15 da Lei Federal n.º 4.320/64. 
Anexos Classificação Das Contas 
As contas têm a função de ordenar o patrimônio e evidenciar os fatos que alteram sua estrutura, elas 
são o principal instrumento da técnica contábil. São elas: 
Patrimoniais - representam bens, direitos e obrigações e o patrimônio líquido.De Resultado - 
representam as despesa, as receitas, os ganhos e as perdas, ou seja, as operações que provocam 
alterações no Patrimônio Líquido. 
 
Contas Ativo Passivo 
 
Patrimoniais Bens e Direitos Obrigações e Patrimônio Líquido 
 
De Resultado Perdas e Despesas Receitas e Ganhos 
 
Toda empresa obrigada a manter uma estruturação contábil deve efetuar um estudo preliminar sobre 
quais contas utilizará para registros de suas operações. O resultado deste é uma relação de contas 
elaborada pelo contabilista que servirá como guia nas tarefas contábeis. Esta relação é conhecida 
PLANOS DE CONTAS 
 
4 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
como Plano de Contas.O Plano de Contas é estruturado de forma ordenada e leva em consideração 
algumas características funcionais, tais como: 
Tamanho da empresa - se é micro, pequena, média ou grande empresa. 
 
Ramo de Atividade - de acordo com os objetivos de cada empresa, as características do seu ramo de 
atividade. 
 
Sistema Contábil - a contabilidade pode ser executada em modalidades diferentes conforme a 
disponibilidade de recursos materiais e humanos da empresa, pode ser manual, mecanizada ou 
eletrônica. 
 
Interesse dos usuários - as pessoas que utilizam a contabilidade sejam elas gerentes ou 
administradores interessados em definir que tipo de informação contábil desejam. 
Estrutura do Plano de Contas - as contas patrimoniais que compõem o balanço devem ser dispostas 
em grupos e grau decrescentes de liquidez para facilitar a interpretação e análise da situação 
financeira. 
 
As Contas de Resultado, ou seja, receitas e despesas não aparecem no Balanço uma vez que no 
processo contábil de encerramento de exercício os seus saldos devem ser zerados para apuração do 
resultado lucro ou prejuízo. 
 
Codificação Do Plano De Contas 
 
O Plano de Contas apresentado pode, por exemplo, ser codificado da seguinte maneira: inicia-se com 
a unidade "1" para todas as contas do Ativo; com a unidade "2" para todas as contas do Passivo; com 
a unidade "3" para todas as contas do Patrimônio Líquido; com a unidade "4'' para todas as contas de 
Receita e Deduções da Receita e com a unidade "5" para as contas dedutivas no resultados (custos, 
despesas, participações, etc.). 
Exemplo: 
1. Ativo1.1 Ativo Circulante1.1.1 Ativo Circulante Caixa1.1.2 Ativo Circulante BancosIsto facilita muito 
o lançamento em sistemas informatizados. 
 
MÉTODO DAS PARTIDAS DOBRADAS. Segundo a essência do método, hoje universalmente aceito, 
o registro de qualquer operação implica que um débito ou mais de um débito em uma ou mais de uma 
conta devem corresponder a um crédito de equivalente em uma ou mais contas, de forma que a 
soma dos valores debitados seja sempre igual a soma dos valores creditado."Não há débito(s) sem 
crédito(s) correspondente(s) ou vice-versa"CONTROLE INDIVIDUAL POR CONTASExemplo: Já 
existia inicialmente um saldo de 250 portanto com mais um depósito de 200 o saldo passou a ser 
450.Conta Caixa Código 1.1.1Data: Operações: Débito Crédito D/C Saldo03/04/00 01 Depósito 
Banco "X " 200 *** D 45005/04/00 02 Saque Dinheiro 100 *** C 350RAZÃOÉ um livro não exigido pela 
legislação comercial, é facultativo. Todavia dado a sua eficiência é indispensável a qualquer tipo de 
empresa. 
É instrumento valioso para o desempenho da contabilidade . O registo no razão é realizado em 
contas individualizadas, assim teremos um controle por conta. Antigamente o razão se atribuía em 
forma de livro onde para cada página se atribuía ao título de uma conta. 
RAZONETEDeriva do Razão é a representação gráfica denominada Conta "T" ou Razonete "T" ou 
simplesmente Razonete. Afim de resolver o raciocínio contábil e registrar individualmente cada conta. 
O razonete é muito utilizado nos livros didáticos para apresentar os lançamentos. 
 
A mecânica do débito e créditotítulo da conta lado do lado do débito crédito quando fazemos um 
lançamento contábil no lado direito da conta estamos creditando esta conta e quando fazemos um 
lançamento no lado esquerdo estamos debitando. Para facilitar o entendimento deste assunto 
vejamos a definição de alguns termos contábeis: 
 
SALDO - diferença entre o total dos débitos e total dos créditos feitos numa conta em determinado 
período. Se o valor dos débitos for menor que o dos créditos a conta terá um saldo devedor e se 
ocorrer o contrário a conta terá um saldo credor. 
PLANOS DE CONTAS 
 
5 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
DÉBITO - significa um investimento de aplicação de capital. Debitamos ou registamos a débito: 
aumento em contas do Ativo; aumento em contas do Passivo e as Receitas, Rendas, Ganhos e 
Lucros 
 
Contas Patrimoniais / Contas Do Ativo 
 
- Os elementos que compõem o Ativo ficam do lado esquerdo do balanço e devem sempre 
apresentar saldos devedores. Para que uma conta do Ativo tenha saldo devedor é necessário que os 
aumentos e as diminuições nela ocorridos sejam assim registrados: 
 
PARA QUALQUER CONTA DO ATIVO(Exceto as Contas Retificadoras ou Redutoras)Débito 
Crédito(+) aumentos (-) diminuições 
 
CONTAS DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO - desde que as contas do Passivo sempre 
apareçam do lado direito do balanço deve acontecer com elas o inverso que acontece no Ativo, isto é, 
os aumentos e diminuições devem ser registradas. 
 
PARA QUALQUER CONTA DO PASSIVO(Exceto as Contas Retificadoras)Débito Crédito(-) 
diminuições (+) aumentos CONTAS DE RESULTADOO resultados obtidos periodicamente pelo 
confronto entre as contas de receitas, custos e despesas representam uma das principais causas das 
variações do Patrimônio Líquido. 
 
Quando o resultado é positivo aumenta o Patrimônio Líquido e diminui o negativo, assim quando a 
Receitas for maior que a soma de Custos e Despesas temos Lucro e quando a Receita for menor do 
que a soma de Custos e Despesas, temos Prejuízo.Assim considerando a equação patrimonial de 
que Ativo é igual ao Passivo Exigível mais Patrimônio Líquido, ou ainda que Ativo mais Passivo Total 
e o fato de que o lançamento à crédito aumenta o Patrimônio Líquido concluímos que o Lucro é um 
lançamento à crédito do Patrimônio Líquido. Como as receitas geram Lucro e os Custos e as 
Despesas o reduzem vemos que:Têm seus aumentos por crédito.Têm seus aumentos por débito. 
CONTAS RETIFICADORAS DO ATIVO (Redutoras do Ativo)Estas são contas do Ativo com 
características de contas do Passivo, assim sendo têm funcionamento inverso as do Passivo, estas 
contas ficam do lado esquerdo do balanço e devem sempre apresentar saldos credores. Para que um 
conta do Ativo tenha um saldo credor é necessário que os aumentos e diminuições nela ocorridos 
sejam assim registrados:As diminuições geram lançamentos à débito e os aumentos à crédito. 
 
CONTAS RETIFICADORAS DO PASSIVO(Redutoras do Passivo)Estas são contas do Passivo com 
características do Ativo, assim sendo, têm função inversa as do Ativo, estas contas ficam do lado 
direito do balanço e devem sempre apresentar saldos devedores. Para que uma conta do Passivo 
tenha saldo devedor é necessário que os aumentos e diminuições nela ocorridos sejam assim 
registrados:As diminuições geram Lançamentos à crédito e os aumentos à débito. 
Plano de Contas 
A Contabilidade é a ciência que tem por objeto o patrimônio das entidades e por objetivo o controle 
desse patrimônio, com a finalidade de fornecer informações a seus usuários. 
Objeto Da Contabilidade 
O patrimônio é o objeto da Contabilidade, isto é, constitui a matéria sobre a qual se exercem as 
funções contábeis. O patrimônio é um conjunto de bens, direitos e obrigações vinculados à entidade.Objetivo 
O objetivo da Contabilidade é controlar o patrimônio. Na Contabilidade, os objetivos estão definidos 
como as informações que deverão ser geradas para que os diversos usuários possam tomar 
conhecimento da situação da organização em dado momento, com a finalidade de tomar as decisões 
que considerarem necessárias. 
Finalidade Da Contabilidade 
PLANOS DE CONTAS 
 
6 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
A finalidade da Contabilidade é a de controlar o Patrimônio, assegurar o controle do patrimônio 
administrado e fornecer informações sobre a composição e as variações patrimoniais, bem como o 
resultado das atividades econômicas desenvolvidas pela entidade para alcançar seus fins, que 
podem ser lucrativos ou meramente ideais (sociais, esportivos e outros). Ou seja, fornecer 
informações a seus usuários. 
Campo De Aplicação Da Contabilidade 
O campo de aplicação da Contabilidade abrange todas as entidades (pessoas) físicas ou jurídicas, 
com ou sem fins lucrativos, que possuam patrimônio. Tais entidades são unidades econômico e 
administrativamente, cujos objetivos podem ser sociais e/ou econômicos. Uma entidade econômico-
administrativa também pode ser chamada de AZIENDA, palavra é de origem italiana que 
significa FAZENDA. 
Entidades econômico-administrativas são organizações que reúnem os seguintes elementos: 
pessoas, patrimônio, titular, capital, ação administrativa e fim determinado. 
1. PESSOAS FÍSICAS: É qualquer ser humano considerado individualmente, sujeito a direitos e 
obrigações, cujo nascimento se dá por meio do parto com vida. 
2. PESSOAS JURÍDICAS: É aquela resultante de uma organização humana, com vida e patrimônio 
próprios, igualmente sujeitos a direitos e obrigações, cujo nascimento se dá, no caso das sociedades 
empresariais, através do registro na Junta Comercial do Estado e, no caso de empresas prestadoras 
de serviços, no Cartório Civil de Pessoas Jurídicas. 
Quanto ao fim a que se destinam, as entidades econômico-administrativas podem ser assim 
classificadas: 
a) Entidades com fins econômicos: chamadas empresas, visam ao lucro para preservar e/ou 
aumentar o patrimônio líquido. Exemplos: empresas comerciais, industriais, agrícolas. 
b) Entidades com fins sócio-econômicos: intituladas instituições, visam superávit que reverterá em 
benefício de seus integrantes. Exemplos: associações de classe, condomínios, clubes sociais, 
cooperativas. 
c) Entidades com fins sociais: também chamadas instituições, têm por obrigação atender às 
necessidades da coletividade a que pertencem. Exemplos: a União, os Estados e os Municípios. 
Função Da Contabilidade 
Função administrativa: controlar o patrimônio 
Função econômica: apurar o resultado 
Resultado: diferença entre o valor das receitas e o valor das despesas. O resultado pode ser: 
1. Positivo ou Lucro: Receita > Despesa 
2. Negativo ou Prejuízo: Receita9. Materiais de Consumo. 
1. Bens Imateriais, Incorpóreos ou Intangíveis: constituem aplicações absolutamente necessárias 
para a empresa atingir seus objetivos; inexistem como coisa; não são palpáveis, não são constituídos 
de matéria, ou seja, são abstratos. Exemplos: 
1. Marcas de Indústria (Nike, Coca-Cola, Skol); 
2. Patentes de invenção (documento pelo qual o Estado garante a uma pessoa ou empresa o direito 
exclusivo de explorar uma invenção); 
3. Luvas (quantia paga para retirar um indivíduo de um imóvel que você vai ocupar); 
4. Fundo de Comércio ou ponto ou local de trabalho ou clientela ou fama da loja (um indivíduo vende 
uma loja e além do valor de venda cobra mais um valor referente ao ponto); 
5. Direitos Autorais; 
6. Despesas relacionadas com pesquisa e desenvolvimento de produtos; 
7. Direitos adquiridos para exploração de minas, jazidas e reservas florestais. 
Observação: o bem intangível inexiste como coisa, mas assume um valor no contexto do patrimônio. 
É importante citar que os direitos adquiridos decorrentes da aplicação de recursos significativos, 
PLANOS DE CONTAS 
 
9 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
destinados à exploração de minas, jazidas ou reservas florestais, não se confundem com outros tipos 
de direitos conhecidos por negociáveis, tais como: Duplicatas, Letras de Câmbio, Notas Promissórias. 
Os direitos podem ser recebidos em dinheiro ou transferidos para terceiros, enquanto os que 
habilitam as empresas à exploração econômica de uma coisa são amortizados durante certo período, 
a fim de permitir a recuperação do investimento realizado. 
Bens Imóveis: são aqueles vinculados ao solo, que não podem ser retirados sem destruição ou 
danos. Exemplos: Edifícios, construções. 
Bens Móveis: são aqueles que podem ser removidos por si próprios ou por outras pessoas. 
Exemplos: máquinas, equipamentos, estoques de mercadorias. 
Direitos 
São os valores que a empresa tem a receber de terceiros. Esses direitos geralmente aparecem com 
os nomes dos elementos seguidos da expressão a Receber. Exemplos: 
1. Duplicatas a Receber 
2. Notas Promissórias a Receber 
3. Juros a Receber 
4. Aluguéis a Receber 
Obrigações 
Todos os valores que a empresa tem a pagar para terceiros. Essas obrigações geralmente aparecem 
com os nomes dos elementos seguidos da expressão a Pagar ou a Recolher. Exemplos: 
1. Duplicatas a Pagar 
2. Notas Promissórias a Pagar 
3. Salários a pagar 
4. Aluguéis a pagar 
5. Contribuições Sociais a Recolher 
Aspectos Qualitativos E Quantitativos 
Todos os relatórios elaborados a partir da escrita contábil deverão ressaltar esses dois aspectos: 
1. Qualitativo: consiste em qualificar, dar nomes aos elementos componentes do respectivo 
relatório, permitindo que se conheça a natureza de cada um; 
2. Quantitativo: consiste em atribuir, aos respectivos elementos, seus valores em moeda. 
Representação Gráfica Do Patrimônio 
Balanço Patrimonial 
ATIVO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO 
BENS 
E 
DIREITOS 
OBRIGAÇÕES CIRCULANTES 
E 
OBRIGAÇÕES NÃO CIRCULANTES 
Ativo (Aplicação De Recursos) 
É o conjunto de bens e direitos decorrentes de transações passadas e que tenha a potencialidade de 
geração de caixa. 
 
O aspecto de geração de caixa é extremamente importante na conceituação de um ativo, pois, no 
PLANOS DE CONTAS 
 
10 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
momento em que se resolve iniciar uma atividade qualquer, recursos são transferidos na expectativa 
de que a geração de caixa seja suficiente para prover aos investidores lucros superiores àqueles que 
obteriam com os recursos aplicados em outra atividade. 
Ativo, portanto, são todos os bens e direitos de propriedade da empresa, expressos em moeda, e que 
representam benefícios presentes ou futuros para a mesma. 
Para ser considerado um ativo é preciso preencher quatro características simultaneamente: 
a) Ser bens ou direitos; 
b) Ser de propriedade da empresa 
c) Ser mensurável em dinheiro; 
d) Trazer benefícios presentes ou futuros. 
Exemplos 
1. Dinheiro depositado no banco 
2. Duplicatas a receber 
3. Estoque de mercadorias para venda 
4. Móveis para uso 
Passivo (Origens De Recursos) 
Significa as obrigações da empresa. 
Passivo 
Representa todas as obrigações financeiras que uma empresa tem para com terceiros. É tudo aquilo 
que a empresa deve. 
A palavra terceiros abrange o conjunto de pessoas físicas e jurídicas com quem a empresa tem 
dívidas: fornecedores (de mercadorias), funcionários (salários), governo (tributos), bancos 
(empréstimos bancários) encargos sociais (FGTS, previdência social), encargos financeiros 
(financiamentos). 
O Passivo evidencia o endividamento da empresa a curto e a longo prazo. O seu crescimento de 
forma desmedida pode levar a empresa à concordata ou até mesmo à falência. 
Exemplos 
1. Duplicatas a pagar 
2. Empréstimos a pagar 
3. Juros a pagar 
4. Seguros a pagar 
Patrimônio Líquido (Origens De Recursos) 
Representa o registro do valor que os proprietários de uma empresa têm aplicado no negócio. A 
aplicação inicial dos proprietários denomina-se, contabilmente, Capital. 
Na constituição da sociedade, o valor do capital coincide com o valor do Patrimônio Líquido (PL). A 
partir daí não necessariamente coincide, porque este último incorpora todas as variações 
patrimoniais. Se uma empresa apresenta lucro, o valor do PL será representado pela soma do Capital 
+ Lucro obtido. Se, ao contrário, a empresa apresenta prejuízo, o PL será representado pelo Capital 
subtraído do prejuízo. 
PLANOS DE CONTAS 
 
11 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
O PL também pode ser definido como sendo a diferença entre o valor do Ativo e do Passivo de uma 
entidade, em um determinado momento e pode ser proveniente das seguintes fontes: Investimentos e 
Lucros. 
Diferença Entre Passivo E Patrimônio Líquido 
Pela representação gráfica do Balanço Patrimonial vista anteriormente, temos no lado esquerdo o 
Ativo que são todos os bens e direitos de propriedade da empresa. No lado direito, temos as 
obrigações que a empresa tem com terceiros. É uma obrigação exigível, isto é, no momento em que 
a dívida vencer, será exigida a liquidação da mesma. Temos, também, o Patrimônio Líquido 
evidenciando recursos dos proprietários aplicados no empreendimento. 
A Lei das Sociedades Anônimas denomina de Passivo todo o lado direito do Balanço Patrimonial. 
Dessa forma, o Patrimônio Líquido estaria incluído na denominação Passivo. 
Este enfoque da Lei não é bem aceito nos meios contábeis, uma vez que o termo Passivo tem uma 
conotação de conjunto de dívidas, encargos e obrigações com terceiros, não sendo suficientemente 
extenso para abranger Patrimônio Líquido. 
De certa forma, o Patrimônio Líquido também é uma obrigação da empresa com os seus 
proprietários. Todavia é uma obrigação não exigível, isto é, os proprietários não exigem da empresa o 
reembolso da sua aplicação, pois têm um interesse de continuidade da mesma. Por isso, 
antigamente, o Patrimônio Líquido era conhecido como Não Exigível. 
Equilíbrio Patrimonial 
Balanço lembra balança de dois pratos. Para refletir situação normal, os dois pratos da balança 
precisam estar em equilíbrio. Como ocorre com a balança, o balanço também precisa estar em 
equilíbrio. Para o Balanço Patrimonial refletir adequadamente a situação financeira da entidade, o 
total do lado do Ativo deverá ser igual ao total do lado do Passivo. 
 
No lado esquerdo, denominado lado do Ativo, são classificados os elementos positivos (Bens e 
Direitos). No lado direito, denominado lado do Passivo, são classificados os elementos negativos 
(Obrigações). 
Equação Contábil Básica: Ativo = Passivo + Patrimônio Líquido 
A 
A = P + PL 
equação fundamental do patrimônio é a que evidencia o patrimônio em situação normal, ou seja, em 
Situação Líquida Positiva. 
Situações Patrimoniais 
O ATIVO, considerado isoladamente, constitui o Patrimônio Bruto.Mas o Ativo, sozinho, não reflete 
a verdadeira situação patrimonial da Entidade. Essa só é demonstrada quando do Ativo se deduz o 
valor do passivo. Portanto, Situação Patrimonial Líquida é determinada pela diferença entre Ativo e 
Passivo. 
PLANOS DE CONTAS 
 
12 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Dependendo dos valores que possam assumir os elementos da equação patrimonial (A = P+PL), o 
Balanço Patrimonial pode apresentar as seguintes configurações, não esquecendo que Situação 
Líquida é a diferença entre o Ativo e o Passivo (SL = A – P): 
1º - Positiva ou Superavitária: A > P 
A = P + SL => quando A > P sendo o P > 0 
Favorável, Positiva ou Superavitária: quando o Ativo é maior que o Passivo. 
A > P 
Dizemos, nessa hipótese, que há Patrimônio Líquido. Patrimônio Líquido é, pois, a diferença entre 
Ativo e Passivo. PL = A – P. Essa situação representa um equilíbrio patrimonial na empresa, uma vez 
que, o ativo é suficientemente superior para saldar os compromissos da empresa com terceiros, 
representados pelas obrigações. 
2º - Negativa ou Deficitária ou Passivo a Descoberto 
Todo o capital foi absorvido, havendo ainda um déficit patrimonial. 
A SL A 
3º - Nula ou Inexistente quando o ATIVO é igual ao PASSIVO. A = P ==> SPL = 0 
O capital foi absorvido e todo o patrimônio pertence a terceiros, pois o total de bens e direitos é igual 
ao das obrigações. 
A = P: A = P ==> SL = 0 
Esta representa uma situação muito difícil de acontecer, pois sendo o A = P, significa que toda a parte 
do proprietário já foi consumida pelas obrigações que representam o mesmo valor do conjunto de 
bens e direitos. Considerando, ainda, que uma parte do ativo é constituída de bens necessários a 
atividade operacional da empresa e deles não pode desfazer-se, o Ativo deverá ser maior que o 
Passivo, no mínimo pela soma desses valores, pois, caso contrário, é bem provável que a empresa 
tenha que alienar esses bens, para poder solver seus compromissos, daí nada sobrando para que ela 
possa continuar em operação. 
Informações Adicionais 
Relatório Contábil é a exposição resumida e ordenada de dados colhidos pela Contabilidade, cujo 
objetivo é fornecer aos usuários os principais fatos registrados no período e distinguem-se entre 
os obrigatórios e não obrigatórios. 
Os relatórios obrigatórios são aqueles exigidos por lei e são conhecidos como Demonstrações 
Contábeis. São exigidos para as sociedades anônimas e parte deles estendidos a outros tipos 
societários, através da legislação do Imposto de Renda. 
A Lei 11.638/07 determina que, as Sociedades Anônimas, ao fim do exercício social e com base na 
escrituração contábil apresente as seguintes Demonstrações Contábeis, as quais deverão ser 
publicadas em dois jornais (Diário Oficial e um de grande circulação) e serem assinadas pelos 
administradores e por contabilistas legalmente habilitados: 
PLANOS DE CONTAS 
 
13 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
1. Balanço Patrimonial (BP); 
2. Demonstração do Resultado do Exercício (DRE); 
3. Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA) ou Demonstração de Mutações do 
Patrimônio Líquido (DMPL), esta última não exigida pela Lei das S.A., mas pela CVM para as 
companhias abertas. Para as demais, é optativa uma ou outra; 
4. Demonstração do Fluxo de Caixa (somente para as sociedades de capital aberto e as companhias 
fechadas com patrimônio líquido na data do balanço, superior a R$ 2.000.000,00 (dois milhões de 
reais); 
5. Demonstração do Valor Adicionado (obrigatória somente para as companhias de capital aberto). 
Pela legislação do Imposto de Renda, as sociedades por quotas de responsabilidade limitada e 
outros tipos societários deverão apresentar as seguintes demonstrações: 
1. Balanço Patrimonial (BP); 
2. Demonstração do Resultado do Exercício (DRE); 
3. Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA). 
Complementação Às Demonstrações Contábeis 
O conjunto de informações que deve ser divulgado por uma empresa, representa sua prestação de 
contas e abrange ainda: 
 Relatório da Administração: é um complemento às Demonstrações Contábeis fornecido pela 
empresa, onde a Diretoria dará ênfase às informações contendo dados e informações (normalmente 
de caráter não financeiro), que sejam úteis aos usuários em seu julgamento e tomada de decisões, 
tais como: 
• Dados estatísticos diversos; 
• Indicadores de produtividade; 
• Desenvolvimento tecnológico; 
• A empresa no contexto sócio-econômico; 
• Políticas diversas; 
• Projetos de expansão. 
 Notas Explicativas: a Lei das S.A. estabelece que as Demonstrações Contábeis serão 
complementadas por Notas Explicativas. Como a evidenciação é um dos objetivos básicos da 
Contabilidade, as Notas Explicativas devem garantir aos usuários informações completas e confiáveis 
sobre sua situação financeira e os resultados da Empresa. Nelas devem constar informações que a 
simples leitura do demonstrativo não é auto-esclarecedora. Exemplos de Notas Explicativas: 
• Critérios de cálculos na obtenção de itens que afetam o lucro; 
• Obrigações de longo prazo, destacando os credores, taxa de juros, garantias à dívida; 
• Composição do capital social por tipos de ações; 
• Ajustes de exercícios anteriores. 
 Parecer dos Auditores: é o parecer do auditor externo, que não possui nenhum tipo de vínculo 
com a instituição, tendo total independência para emitir sua opinião sobre as Demonstrações 
Contábeis. 
 
PLANOS DE CONTAS 
 
14 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Informa se representam adequadamente a situação patrimonial e situação financeira, se foram 
levantadas de acordo com os Princípios Fundamentais da Contabilidade e se há uniformidade em 
relação ao exercício anterior. Em alguns casos, informações contidas nos comentários do auditor já 
foram incluídas nas Notas Explicativas, o que traz maior segurança para o usuário da Demonstração 
Contábil. 
O auditor externo não pode, sequer, ter um parente que tenha vínculo empregatício com a empresa e 
uma das formas de se avaliar se o parecer é confiável é identificar se a empresa de auditoria não 
está demasiadamente dependente de um único cliente (mais de 2% de seu faturamento já é 
comprometedor). 
As companhias abertas, instituições financeiras e alguns outros casos específicos são obrigadas a 
publicar as Demonstrações auditadas por auditores independentes, registrados na Comissão de 
Valores Mobiliários – CVM. 
 Balanço Social: esse relatório visa dar informações relativas ao desempenho econômico e social 
da empresa para a sociedade em geral, como por exemplo, quantidade de funcionários (entrando e 
saindo), gastos com treinamento, benefícios sociais espontâneos. O principal item do Balanço Social 
é o valor adicionado. 
O Valor Adicionado ou Valor Agregado procura evidenciar para quem a empresa está canalizando a 
renda obtida ou, ainda, admitindo que o valor que a empresa adiciona por meio de sua atividade seja 
um “bolo”, distribuídas as fatias, para quem e de que tamanho são essas fatias. 
Para apurar o montante de valor que a empresa está agregando (adicionando) como conseqüência 
de sua atividade, subtrai-se das vendas todas as compras de bens e serviços, obtendo-se o valor que 
a empresa gera para remunerar salários, juros, impostos e reinvestir em seu negócio. 
Essa informação permite analisar, por exemplo, se há interesse ou não de uma empresa se instalar 
em um município ou estado; permite-se avaliar quanto a determinada empresa vai agregar de renda 
para a região.Teoria Das Contas 
Conceitos 
Segundo Sá a conta é a expressão qualitativa e quantitativa, estática e dinâmica, de fatos 
patrimoniais da mesma natureza, ocorridos ou por ocorrer, em uma empresa ou em uma entidade. 
Para Ribeiro a conta é o nome técnico que identifica um componente patrimonial (Bem, Direito, 
Obrigação ou Patrimônio Líquido) ou um componente de Resultado (Despesa ou Receita). 
Portanto, as Contas representam registros de débitos e créditos da mesma natureza ou espécie, 
identificadas por nomes (títulos) que qualificam elementos patrimoniais (bens, direitos, obrigações, 
patrimônio líquido, despesas e receitas). 
A conta tem sempre objeto distinto de outras contas porque reúne fatos de características próprias, 
iguais por sua natureza e que sucedem no patrimônio. 
É através das contas que a contabilidade consegue desempenhar o seu papel. Todos os 
acontecimentos que ocorrem na empresa, responsáveis pela sua gestão, são registrados em livros 
próprios através dessas contas. 
Exemplo: 
FATOS CONTAS 
Pagamento a vista em dinheiro Caixa 
Pagamento a vista em cheque Bancos 
Automóveis Veículos 
Cadeiras, mesas, armários, calculadoras Móveis e Utensílios 
Máquinas e equipamentos industriais Máquinas e Equipamentos 
Vendas a prazo Duplicatas a Receber, Títulos a Receber 
PLANOS DE CONTAS 
 
15 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Compras a prazo Duplicatas a Pagar, Títulos a Pagar 
Integralização em Dinheiro Capital Social 
Teoria Das Contas 
Teoria Personalística 
Essa teoria considera como objeto da Contabilidade a relação jurídica entre as pessoas; personaliza 
as contas, classificando-as em: 
a) Contas dos agentes consignatários: que representam os bens; 
b) Contas dos agentes correspondentes: representam os direitos e as obrigações; 
c) Contas do proprietário: que representam o Patrimônio Líquido, as receitas e as despesas. 
Teoria Materialista 
Por essa teoria, também conhecida como teoria econômica, as contas representam valores materiais; 
classificam-se em: 
a) Contas Integrais: são as representativas dos bens, dos direitos e das obrigações da entidade; 
b) Contas Diferenciais: são as representativas do Patrimônio Líquido, das receitas e das despesas 
da entidade. 
Teoria Patrimonialista 
É a teoria usualmente adotada no Brasil. Considera o patrimônio como objeto da contabilidade. 
Classifica as contas como: 
a) Contas Patrimoniais: são as contas representativas dos bens, dos direitos, das obrigações e do 
Patrimônio Líquido da entidade; 
b) Contas De Resultado: são as contas que representam as receitas e as despesas da entidade. 
Características 
Uma conta deve ser apresentada, para efeitos de um Plano de Contas, através de: 
Título 
È a palavra ou designação que dá nome a uma conta; evidenciando seu objeto, ou seja, a razão para 
a qual foi aberta e a classe de valores que registra; é uma identificação imprescindível na técnica dos 
registros. 
Função 
A função das contas é controlar as variações ocorridas no patrimonial, mediante registro dos atos e 
fatos da administração econômica dos componentes do patrimônio e a formação dos resultados 
realizados em cada período de tempo (exercício social). Exemplo: 
Função Da Conta: Fornecedores 
Esta conta destina-se ao registro de todas as transações realizadas com as firmas ou pessoas que 
realizem fornecimentos para a empresa. Nela registram-se, normalmente, as faturas ou notas de 
fornecimento e os seus resgates. Pela descrição, percebe-se, é claro, que pela função de uma conta 
se conhece perfeitamente qual o seu objeto, ou ainda, para que foi aberta. 
Funcionamento Das Contas 
O funcionamento das contas estabelece a relação da conta com as demais e evidencia como se 
comporta diante de seu objeto. 
 
PLANOS DE CONTAS 
 
16 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
As contas são movimentadas através de débitos e de créditos. Para entender o mecanismo do débito 
e crédito das contas é preciso, primeiramente, conhecer a natureza de cada conta. 
Já sabemos que o Patrimônio de uma empresa, em sua representação contábil, se divide em Origens 
e em Aplicações de Recursos. Pois bem, para entendermos o mecanismo de movimentação das 
contas precisamos relembrar disso. 
É fato que as Aplicações de Recursos da Entidade provêm inicialmente dos Recursos Próprios (PL) e 
posteriormente das Origens de Terceiros (Passivo Exigível). Concluímos então que essas aplicações 
são devedoras às suas respectivas origens; e, consequentemente, que as origens são credoras das 
respectivas aplicações. 
Esse entendimento é de importância fundamental para o mecanismo de funcionamento das contas 
(débitos e créditos). 
Por conclusão, podemos definir que: 
1. As origens de recursos têm natureza credora; logo, aumentam com o crédito e diminuem com 
o débito; 
2. As aplicações de recursos têm natureza devedora; logo, aumentam com o débito e diminuem 
com o crédito. 
3. Debitar significa lançar valores do lado esquerdo do Razonete; 
4. Creditar significa lançar valores do lado direito do Razonete; 
5. O Saldo de uma conta é o valor da diferença entre a soma dos débitos e a soma dos 
créditosdo respectivo Razonete. 
 As contas do Ativo e as contas de Custos e Despesas são de natureza devedora, ou seja, de 
débito. O aumento dos saldos dessas contas se dará pelos respectivos débitos, e as diminuições 
pelos respectivos créditos. 
As contas do Passivo e as contas de Receitas são de natureza credora, ou seja, de crédito, 
aumentando-se seus saldos pelo respectivo crédito e diminuindo pelo débito. Como mostrado no 
esquema abaixo: 
Contas Patrimoniais 
ATIVO PASSIVO 
Bens (+) Obrigações (-) 
Direitos (+) Patrimônio Líquido (+ ou -) 
(contas de natureza devedora) (contas de natureza credora) 
Contas de Resultado 
Despesas e Custos (-) Receitas (+) 
(contas de natureza devedora) (contas de natureza credora) 
 As Contas Retificadoras ou Redutoras são contas que têm saldo contrário ao saldo do grupo ao 
qual pertencem. Assim, as contas retificadoras de Ativo (ou redutoras de Ativo) têm saldos credores; 
as contas retificadoras de Passivo (ou redutoras de passivo) e de Patrimônio Líquido têm seus 
respectivos saldos devedores. 
Vejamos as principais contas redutoras: 
GRUPO CONTAS SALDO 
Ativo 1. Prov. Para Perdas de Liq. Duvidosa; Credor 
PLANOS DE CONTAS 
 
17 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
1. Duplicatas Descontadas; 
1. Depreciação Acumulada; 
2. Exaustão Acumulada; 
3. Amortização Acumulada. 
Passivo 1. Encargos financeiros a transcorrer; 
2. Custos de Exercícios Futuros. 
Devedor 
Patrimônio 
Líquido 
1. Capital a Realizar ou Integralizado; 
2. Prejuízos Acumulados; 
3. Dividendos Antecipados. 
Devedor 
Quadro Resumo do funcionamento das contas: 
CONTAS AUMENTAM DIMINUEM SALDO 
DO ATIVO Debitando Creditando Devedor 
DO PASSIVO Creditando Debitando Credor 
DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO Creditando Debitando Credor 
DESPESAS Debitando Creditando Devedor 
RECEITAS Creditando Debitando Credor 
REDUTORAS DE ATIVO Creditando Debitando Credor 
REDUTORAS DE PASSIVO Debitando Creditando Devedor 
Classificação Da Conta 
As contas são classificadas em: 
1. Patrimoniais: compõem o Balanço Patrimonial e representam o Ativo, Passivo e Patrimônio 
Líquido (PL). 
2. De Resultado: registram as variações patrimoniais e englobam receitas e despesas, servindo 
também para determinar o resultado do exercício. 
Grupamentos Das Contas 
Indica se ela pertence ao grupo de Ativo, Passivo, Despesas, Custos ou Receitas. 
Código E Grau Da Conta 
É composto por um ou mais algarismos utilizados para identificar cada uma das contas que compõem 
o Plano de Contas de uma entidade. 
A adoção de códigos agiliza os registros contábeis, principalmente quando efetuados por meio de 
computador; assim, débitos e créditos são feitos através dos códigos das contas e não pela 
intitulação. 
Os critérios para definir e a codificação a ser adotadafica a cargo de cada contabilista no momento 
da elaboração do plano de contas e varia de acordo com o porte da empresa e do grau de 
detalhamento das informações que pretende obter. 
Representação Gráfica 
Para simplificar as ilustrações e a resolução de problemas, utilizaremos uma representação gráfica 
bastante simples, que será denominada CONTA T ou RAZONETE ou simplesmente T. 
Título da Conta 
Elementos De Uma Conta 
1. Título da Conta: indica o elemento patrimonial ou de resultado. 
2. Lado Esquerdo: indica o lado do Débito. 
3. Lado Direito: indica o lado do Crédito. 
 
PLANOS DE CONTAS 
 
18 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Um lançamento no lado direito de uma conta é denominado, crédito; um lançamento no lado 
esquerdo de uma conta é denominado, débito. 
Se o valor dos débitos for superior ao valor dos créditos a conta terá um saldo devedor, caso 
contrário, saldo credor. 
As contas que representam Bens, Direitos, Despesas e Custos têm saldo devedor. E as contas 
que representam Obrigações (P), Patrimônio Líquido (PL) e Receitas, têm saldo credor. 
Plano De Contas 
Conceito 
Pode ser entendido como um elenco de todas as contas previstas pelo setor contábil da empresa 
como necessárias aos seus registros contábeis. Todas as vezes que procedermos à escrituração, 
precisaremos consultar esse Plano de Contas. 
É uma peça na técnica de escrituração contábil que estabelece previamente a conduta a ser adotada 
no registro dos atos e fatos econômicos, através da exposição das contas em seus títulos, funções, 
funcionamento, grupamentos, análises, derivações, dilatações e reduções. Ou seja, é um conjunto de 
contas, diretrizes e normas que disciplinam as tarefas do setor de Contabilidade, objetivando a 
uniformização dos registros contábeis. 
Cada empresa deverá elaborar seu Plano de Contas, tendo em vista suas particularidades, seu porte, 
o ramo de atividade e a quantidade de informações exigidas pelos usuários, o Plano de Contas 
poderá conter um número maior ou menor de informações. 
Na prática, o Plano de Contas é numerado ou codificado de forma racional, o que facilita a 
contabilização por meio de processos mecânicos ou eletrônicos. 
Objetivos Do Plano De Contas 
Basicamente, o Plano de Contas é um guia que norteia os trabalhos contábeis de registro de fatos e 
atos inerentes à entidade, além de servir de parâmetro para a elaboração das demonstrações 
contábeis. Seu principal objetivo é estabelecer normas de conduta para o registro das operações da 
organização e, na sua montagem, devem ser levados em conta três objetivos fundamentais: 
a) atender às necessidades de informação da administração da empresa; 
b) observar formato compatível com os princípios de contabilidade e com a norma legal de 
elaboração do balanço patrimonial e das demais demonstrações contábeis (Lei n° 11.638/07 
(chamada "Lei das S/A”); 
c) adaptar-se tanto quanto possível às exigências dos agentes externos, em especial às da legislação 
do Imposto de Renda. 
Composição Do Plano De Contas 
Um Plano de Contas ideal deverá ser composto por três partes: 
1. Elenco de Contas: consiste na relação das contas que serão utilizadas para o registro dos Fatos 
Administrativos decorrentes da gestão do patrimônio da empresa. O Elenco de Contas envolve a 
intitulação (nome) e o código de cada conta. Seja qual for o elenco de contas adotado pela entidade, 
a disposição e o agrupamento das contas devem obedecer às regras estabelecidas pela Lei 
11.638/07. 
2. Manual de Contas: é um quadro explicativo do uso adequado de cada uma das contas 
constantes do Elenco de Contas. Esse quadro apresenta: 
a) Função de cada conta: a razão de sua existência, isto é, sua finalidade. 
b) Funcionamento de cada conta: em que situação a conta será debitada ou creditada. 
PLANOS DE CONTAS 
 
19 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
c) Natureza do saldo de cada conta: devedora ou credora. 
Veja como estas explicações podem constar de um Manual de Contas: 
CONTAS DESCRIÇÃO 
ATIVO Composto por contas utilizadas para o registro de bens e direitos de qualquer 
natureza. 
CIRCULANTE Composto por contas utilizadas para o registro de bens e direitos de qualquer 
natureza, realizáveis até o término do exercício social seguinte. 
DISPONIBILIDADES Composto por contas utilizadas para o registro de bens numerários e 
imediata movimentação. 
CAIXA Função: representa o valor dos bens numerários em poder da empresa. 
Funcionamento: debitada pelas entradas de dinheiro ou cheque e creditada 
pelas saídas. 
Natureza: devedora. 
1. Lançamentos Explicativos para o Registro de Operações Especiais: são modelos de partidas 
de diário, próprios para o registro de fatos que raramente ocorrem durante a gestão da entidade. 
Quantidade De Contas Que Dever Ter Um Plano De Contas 
Um plano de contas deve ter tantas contas quantas forem necessárias para expressar, com a devida 
clareza, os fatos ocorridos na vida de um patrimônio. 
Características De Um Bom Plano De Contas 
Um bom plano de contas é aquele que se elabora rigorosamente dentro das normas técnicas e em 
perfeita harmonia com as necessidades da empresa. Para que um plano contábil tenha excelência é 
imprescindível que: 
1. Seja adaptável às necessidades da empresa; 
2. Tenha unidade técnica de nomenclatura e de funcionamento; 
3. Seja claro, acessível; 
4. Seja flexível, permitindo ampliações e reduções sem quebra de unidade; 
5. Tenha precisão e exatidão dentro dos princípios e preceitos da Contabilidade; 
6. Siga a Princípios Gerais Doutrinários que dão uniformidade; 
7. Enseje informações que possam refletir a imagem fiel da riqueza. 
Utilidade Do Plano De Contas 
A principal utilidade do plano de contas é a de servir de meio de orientação na escrituração contábil, 
possibilitando a unidade de trabalho e protegendo a empresa contra os erros naturais motivados pela 
ausência de sistematização. Além de enquadrar-se simultaneamente nas orientações da Legislação 
Fiscal e nas necessidades da Administração da Entidade. 
O plano de Contas é, hoje, uma peça imprescindível e de uso generalizado, a sua ausência nos 
trabalhos de escrituração contábil denota, efetivamente, conduta deficiente por parte do profissional, 
na execução de sua tarefa. 
Elaboração 
Quando da elaboração do Plano de Contas devemos: 
1. Avaliar quais serão as contas necessárias para registrar todas as operações realizadas pela 
entidade; 
2. Detectar quais são as necessidades dos usuários em termos de informação contábil; 
PLANOS DE CONTAS 
 
20 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
3. Evitar o registro da mesma operação sobe nomenclaturas distintas. 
 Autorização Para Abertura De Novas Contas 
1. Uma só pessoa dentro da Entidade deve ter autorização para desenvolver tal tarefa, afim de evitar 
que contas iguais em termos de conteúdo sejam abertas em locais diferentes com nomes e códigos 
distintos; 
2. Esta tarefa deve ser desempenhada pela figura do contador ou controller em conjunto com a alta 
administração; 
3. O pedido para abertura de uma nova conta deve sempre estar embasado por uma boa 
justificativa. 
 Erros Que Precisam Ser Evitados 
1. Não agrupar as contas de acordo com as suas necessidades (contador); 
2. Não classificar as contas de acordo com os seus saldos: credor ou devedor (contas de despesa -
devedoras- com as do Ativo- também devedoras); 
3. Não deslocar as contas retificadoras para um grupo a parte, pois dificultaria a visualização; 
4. Não pode ser muito sintético nem muito Analítico. 
Codificação Do Plano De Contas 
A codificação é composta por um ou mais algarismos utilizados para identificar cada uma das contas 
que compõem o Plano de Contas de uma entidade. 
A adoção de códigos agiliza os registros contábeis, principalmente quando eles são feitos através de 
sistemas informatizados e os critérios para se definir a numeração adotada ficam a cargo de cada 
contabilista, de acordocom as necessidades e conveniências de entidade, bem como com o grau de 
detalhamento a que se pretende chegar. 
Vejamos, de forma simplificada, a maneira mais comum de se iniciar uma codificação: 
1. Ativo 
1.1 Ativo Circulante 
1.1.1 Disponibilidades 
1.1.1.1 Caixa Geral 
1.1.1.1.1 Caixa da Matriz 
1.1.1.1.2 Caixa da Filial 
1.1.1.2 Bancos 
1.1.1.2.1 Caixa Econômica 
1.1.1.2.2 Banco do Brasil 
2. Passivo 
3. Contas de Despesa 
4. Contas de Receita 
5. Contas de apuração do resultado 
 
Observe no exemplo que há elementos que, embora enumerados, não representam contas, mas 
PLANOS DE CONTAS 
 
21 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
grupos ou subgrupos de contas. Há também contas de primeiro grau e contas de segundo grau; 
vejamos: 
1. Ativo é subdivisão patrimonial; 
1.1 Ativo Circulante é subgrupo do Ativo; 
1.1.1 Disponibilidades é subgrupo do Ativo Circulante; 
1.1.1.1 Caixa Geral é conta de 1º grau; 
1.1.1.1.1 Caixa da Matriz é conta de 2º grau 
1.1.1.1.2 Caixa da Filial é conta de 2º grau 
E assim sucessivamente para os demais códigos do Plano de Contas. 
Conta Sintética E Conta Analítica 
As contas de primeiro grau também são chamadas de contas sintéticas, pois podem se subdividir 
em várias subcontas e tem por característica não receber lançamentos contábeis; essas subcontas, 
que são as contas de segundo grau, são também chamadas de contas analíticas, são estas contas 
que recebem os lançamentos contábeis. 
Podemos então entender as contas sintéticas como sendo um gênero, e as contas analíticas como 
espécies naquelas. Vejamos um quadro exemplificativo: 
CONTA SINTÉTICA OU 
CONTAS DE 1º GRAU 
CONTAS ANALÍTICAS OU 
CONTAS DE 2º GRAU 
Bancos 1. Banco Bradesco 
2. Banco CEF 
3. Banco do Brasil 
Clientes 1. Sr. H. Lucena 
2. Sr. Fulano de Tal 
3. Sra. Zeferina 
Fornecedores 1. Madeiras Nobres S.A 
2. Martins do Brasil S.A 
3. Fibranor LTDA 
Observações Importantes 
I. No Ativo Circulante e no Passivo Circulante, classificam-se as contas que representam direitos e 
obrigações, respectivamente, cujos vencimentos ocorram até o fim do exercício social seguinte ao do 
Balanço Patrimonial em que constarem; 
II. No Ativo Realizável a Longo Prazo e no Passivo Exigível a Longo Prazo, classificam-se as contas 
que representam direitos e obrigações, respectivamente, cujos vencimentos ocorram após o término 
do exercício social seguinte ao Balanço Patrimonial em que constarem; 
III. Denomina-se exercício social o período de 12 meses. Normalmente o exercício social coincide 
com o ano civil (1º de janeiro a 31de dezembro); 
IV. As contas do Grupo Ativo são ordenadas no Balanço Patrimonial de cima para baixo, em ordem 
decrescente em relação ao respectivo grau de liquidez (possibilidade de serem convertidas em 
dinheiro); 
V. As contas do Grupo Passivo são ordenadas no Balanço Patrimonial de cima para baixo, em ordem 
decrescente em relação ao respectivo grau de exigibilidade (prazo para pagamento da respectiva 
conta, quanto menor esse prazo maior o grau de exigibilidade da conta); 
 
VI. As contas do Grupo Resultados de Exercícios Futuros, constantes no Grupo do Passivo 
Patrimonial, representam contas de receitas recebidas antecipadamente, que só serão realizadas em 
outro exercício; 
PLANOS DE CONTAS 
 
22 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
VII. Em anexo, trazemos o modelo do Plano de Contas Referencial, estabelecido pela Secretária da 
Receita Federal, para ser adotado pelas entidades em virtude das alterações introduzidas pela nova 
Lei das S/As (Lei 11.638/07) e para fins de adaptação pelos sistemas informatizados de contabilidade 
em virtude da escrituração contábil digital (sped Contábil). 
Plano De Contas Único Da Administração Pública Federal 
Conceito 
Todo plano de contas deve conter as diretrizes técnicas gerais e especiais que orientam os seus 
usuários, na elaboração de registros dos fatos ocorridos e dos atos praticados pela administração. 
Parte do PCUADF 
O Plano de Contas Único consiste numa estruturação ordenada e sistematizada das contas utilizáveis 
em toda a Administração Pública Federal e compõe-se das seguintes partes básicas: 
1) relação das contas agrupadas segundo suas funções; 
2) descrição das funções das contas; 
3) indicação do mecanismo de débito e crédito de cada conta. 
Estrutura 
A estrutura do Plano de Contas Único visa, principalmente: 
- realçar o Patrimônio e suas variações, colocando as contas típicas de controle no grupo do 
compensado, propiciando o conhecimento adequado da situação econômica, patrimonial, 
orçamentária e financeira de cada unidade; 
- facilitar a extração de relatórios, tanto para a análise gerencial, como para cumprir com as 
exigências dos Órgãos de Controle Interno e Externo; 
- padronizar o nível de entradas e saídas de dados, dos Órgãos da Administração Direta e Indireta; 
- possibilitar o uso de um sistema único para proceder ao processamento da execução orçamentária, 
financeira, patrimonial e contábil. 
Estrutura 
Nível De Desdobramento 
As contas estão estruturadas por níveis de desdobramento, classificadas e codificadas, de modo a 
facilitar o conhecimento e a análise da situação orçamentária, financeira e patrimonial, 
compreendendo sete níveis de desdobramento, da seguinte forma: 
A.B.C.D.E.FG.HI CODIGO VARIAVEL 
 1º. NIVEL – CLASSE A 
 2º. NIVEL – GRUPO B 
 3º. NIVEL – SUBGRUPO C 
 4º. NIVEL – ELEMENTO D 
 5º. NIVEL – SUBELEMENTO E 
 6º. NIVEL – ITEM FG 
 7º. NIVEL – SUBITEM HI 
 CONTA CORRENTE J Código Variável (CNPJ, CPF, IG, UG) 
PLANOS DE CONTAS 
 
23 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
 
A estrutura básica do Plano de Contas Único a nível de classe/grupo, consiste na seguinte 
disposição: 
 
1 -ATIVO 2 -PASSIVO 
1.1- CIRCULANTE 2.1- CIRCULANTE 
1.2 - REALIZÁVEL A LONGO PRAZO 2.2 - EXIGÍVEL A LONGO PRAZO 
1.4 - PERMANENTE 2.3 - RES.DE EXERC.FUTUROS 
1.9 - COMPENSADO 2.4 - PATRIMONIO LÍOUIDO 
2.9 - COMPENSADO 
3 -DESPESA 4 -RECEITA 
3.3 - DESPESAS CORRENTES 4.1- RECEITAS CORRENTES 
3.4 - DESPESAS DE CAPITAL 4.2 - RECEITAS DE CAPITAL 
4.9 - DEDUÇÕES DA RECEITA 
5 - RESULTADO DO EXERCÍCIO(-) 6 - RESULTADO EXERCÍCIO (+) 
5.1- RESULTADO ORÇAMENTÁRIO 6.1- RESULTADO ORÇAMENTÁRIO 
5.2 - RES.EXTRA-ORÇAMENTÁRIO 6.2 - RES.EXTRA-ORÇAMENTÁRIO. 
6.3 - RESULTADO APURADO 
As contas estão, ainda, separadas em escrituras (admitem registros) e não escrituradas (não 
admitem registros). 
As escrituradas recebem registro em qualquer dos seus níveis (à exceção dos três primeiros níveis) e 
subdividem-se em sintéticas (não exigem detalhamento específico) e analíticas (exigem um 
detalhamento específico denominado de conta corrente). 
O primeiro nível de desdobramento “A” representa a classificação máxima na agregação das 
contas, nas seguintes classes: 
 TÍTULO CÓDIGO 
ATIVO 1 
 PASSIVO 2 
 DESPESA 3 
 RECEITA 4 
 RESULTADO DO EXERCICIO (-) 5 
 RESULTADO DO EXERCÍCIO (+) 6 
1.0.0.0.0.00.00 - O Ativo inclui as contas correspondentes aos bens e direitos e demonstra a 
aplicação dos recursos. 
2.0.0.0.0.00.00 - O Passivo compreende es contas relativas às obrigações, evidenciando as origens 
dos recursos aplicados no Ativo. 
PLANOS DE CONTAS 
 
24 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
3.0.0.0.0.00.00 - A Despesa inclui as contas representativas dos recursos despendidos, na gestão, a 
serem computados na apuração do resultado. 
4.0.0.0.0.00.00 - A Receita inclui as contas representativas dos recursos recebidos, na gestão, a 
serem computados na apuração do resultado. 
5.0.0.0.0.00.00 - O Resultado Diminutivo do Exercício (Variações Passivas) inclui as contas 
representativas das variações patrimoniais negativas, resultantes ou independentes da execução 
orçamentária, a serem computadas na apuração do resultado. 
6.0.0.0.0.00.00 - O Resultado Aumentativo do Exercício (Variações Ativas)inclui as contas 
representativas das variações patrimoniais positivas, da situação liquida do patrimônio e da apuração 
do respectivo resultado. 
Contas Retificadoras 
As contas redutoras ou retificadoras são identificadas pelo sinal “*” (asterisco), colocado, antes, da 
intitulação da conta. 
0 sinal “=” (de igualdade), antes da intitulação de determinadas contas, identifica a necessidade de 
tratamento, a nível individualizado (conta corrente), peculiar a cada item, com o objetivo de 
proporcionar maior flexibilidade no gerenciamento dos dados desejados. 
Critérios de Classificação das Contas 
Do Ativo 
Ativo 
1.0.0.0.0.00.00 - 0 Ativo representa os bens e direitos, demonstrando as aplicações dos recursos. 
As contas do Ativo estão dispostas, no Plano de Contas, em ordem decrescente do grau de liquidez e 
compreendem os seguintes grupos: 
1.1.0.0.0.00.00 ATIVO CIRCULANTE 
1.2.0.0.0.00.00 ATIVO REALIZÁVEL A LONGO PRAZO 
1.3.0.0.0.00.00 ATIVO PERMANENTE 
1.9.0.0.0.00.00 ATIVO COMPENSADO 
Ativo Circulante 
Compreende as disponibilidades de numerário, os recursos a receber, as antecipações de despesa, 
bem como outros bens e direitos, pendentes ou em circulação, realizáveis até o término do exercício 
seguinte. 
Ativo Realizável a Longo Prazo 
São os bens e direitos realizáveis, normalmente, após o término do exercício seguinte. 
Ativo Permanente 
Representam os investimentos de caráter permanente, as imobilizações, bem como as despesas 
diferidas, que contribuirão para a formação do resultado de mais de um exercício. 
Ativo Compensado 
Compreende as contas com função precípua de controle, relacionadas aos bens e direitos e 
obrigações, bem como as situações não compreendidas no patrimônio mas que, direta ou 
indiretamente, possam vir a afetá-lo, inclusive as relativas aos atos e fatos relacionados com a 
execução orçamentária e financeira. 
PLANOS DE CONTAS 
 
25 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Do Passivo 
Passivo 
2.0.0.0.0.00.00 - O passivo representa as obrigações, demonstrando a origem dos recursos. 
As contas do Passivo estão dispostas, no Plano de Contas, em ordem decrescente do grau de 
exigibilidade e compreendem os seguintes grupos: 
2.1.0.0.0.00.00 PASSIVO CIRCULANTE 
2.2.0.0.0.00.00 PASSIVO EXIGÍVEL A LONGO PRAZO 
2.3.0.0.0.00.00 RESULTADO DE EXERCÍCIOS FUTUROS 
2.4.0.0.0.00.00 PATRIMONIO LÍQUIDO 
2.9.0.0.0.00.00 PASSIVO COMPENSADO 
Passivo Circulante 
Compreende os depósitos, os Restos a Pagar, as antecipações de receita, bem como outras 
obrigações pendentes ou em circulação, exigíveis até o término do exercício seguinte. 
Passivo Exigível a Longo Prazo. 
São as obrigações exigíveis, normalmente, após o término do exercício seguinte. 
Resultado de Exercícios Futuros 
Compreende as contas representativas de receitas de exercícios futuros, bem como das despesas a 
elas correspondentes. 
Patrimônio Líquido 
Representa o capital autorizado, as reservas de capital e outras que forem definidas, bem como o 
resultado acumulado não destinado. 
Passivo Compensado 
Compreende as contas com função precípuas de controle relacionadas aos bens e direitos e as 
obrigações, bem como as situações não compreendidas no patrimônio mas que, direta ou 
indiretamente, possam vir a afetá-lo, inclusive as relativas aos atos e fatos, relacionados com a 
execução orçamentária e financeira. Esse grupo representa a contrapartida do grupo Ativo 
Compensado 
Despesa 
Da Despesa 
3.0.0.0.0.00.00 - A Despesa Orçamentária é classificada, no Plano de Contas Único, na classe 3, no 
momento da sua liquidação, ou seja, quando o contratado entregar o objeto do empenho. (3º Estágio 
de Despesa) 
Representam os recursos despendidos, na gestão, que serão computados na apuração do resultado 
do exercício e são desdobradas, nas seguintes categorias econômicas: 
3.3.0.0.0.00.00 DESPESAS CORRENTES 
3.4.0.0.0.00.00 DESPESAS DE CAPITAL 
Despesas Correntes 
3.3.1.0.0.00.00 PESSOAL E ENCARGOS SOCIAIS 
PLANOS DE CONTAS 
 
26 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
3.3.2.0.0.00.00 JUROS E ENCARGOS DA DÍVIDA INTERNA E DÍVIDA EXTERNA 
3.3.3.0.0.00.00 OUTRAS DESPESAS CORRENTES 
Despesas de Capital 
Correspondem aos seguintes grupos de despesas: 
3.4.4.0.0.00.00 INVESTIMENTOS 
3.4.5.0.0.00.00 INVERSÕES FINANCEIRAS 
3.4.6.0.0.00.00 AMORTIZAÇÃO DA DÍVIDA INTERNA E DA DÍVIDA EXTERNA 
Receitas Orçamentárias 
As Receitas Orçamentárias são classificadas, no Plano de Contas Único, na classe 4, no momento do 
recebimento, ou seja, quando o agente arrecadador recolhe os valores arrecadados, ao Tesouro 
Nacional, Estadual ou Municipal, sendo desdobradas nas seguintes categorias econômicas: 
4.1.0.0.0.00.00 RECEITAS CORRENTES 
4.2.0.0.0.00.00 RECEITAS DE CAPITAL 
Receitas Correntes 
4.1.1.0.0.00.00 RECEITAS TRIBUTARIAS 
4.1.2.0.0.00.00 RECEITAS DE CONTRIBUIÇÕES 
4.1.3.0.0.00.00 RECEITAS PATRIMÔNIAIS 
4.1.4.0.0.00.00 RECEITAS AGROPECUÁRIAS 
4.1.5.0.0.00.00 RECEITAS INDUSTRIAIS 
4.1.6.0.0.00.00 RECEITAS DE SERVIÇOS 
4.1.7.0.0.00.00 TRANSFERÊNCIAS CORRENTES 
4.1.8.0.0.00.00 RECEITAS CORRENTES A CLASSIFICAR 
4.1.9.0.0.00.00 OUTRAS RECEITAS CORRENTES 
Receitas de Capital 
4.2.1.0.0.00.00 OPERACÕES DE CRÉDITO 
4.2.2.0.0.00.00 ALIENAÇÕES DE BENS 
4.2.3.0.0.00.00 AMORTIZAÇÃO DE EMPRÉSTIMOS 
4.2.4.0.0.00.00 TRANSFERÊNCIA DE CAPITAL 
4.2.5.0.0.00.00 OUTRAS RECEITAS DE CAPITAL 
Para este grupo, achasse necessária uma abertura do Plano de Contas Único, haja vista que o 
referido grupo é uma novidade para aqueles que já conhecem a Contabilidade Geral e estão iniciando 
seus estudos nesta matéria. 
Resultado Diminutivo 
O Resultado Diminutivo do Exercício contém os seguintes grupos e subgrupos: 
PLANOS DE CONTAS 
 
27 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
CODIGO NOME 
5.0.0.0.0.00.00 RESULTADO DO EXERCICIO (-) 
5.1.0.0.0.00.00 RESULTADO ORÇAMENTÁRIO(-) 
5.1.1.0.0.00.00 Despesas Orçamentárias (classe 3) 
5.1.2.0.0.00.00 Interferências Passivas 
 Transferências Financeiras Concedidas 
 Cota/Repasse/Sub-Repasse 
5.1.3.0.0.00.00 Mutações Passivas (Execução da receita) 
 Alienações de Ativos 
 Incorporações de Obrigações 
5.2.0.0.0.00.00 RESULTADO EXTRA-ORÇAMENTÁRIO(-) 
5.2.1.0.0.00.00 Despesas Extra-Orçamentárias 
(Decorrentes da incorporação de Órgãos não participantes do orçamento) 
5.2.2.0.0.00.00 Interferências Passivas 
 Transferências Financeiras p/atender a Restos a Pagar. 
 Transferências de bens e valores 
5.2.3.0.0.00.00 Decréscimos Patrimoniais 
 Desincorporações de Ativos 
 Incorporações de Passivos 
Resultado Orçamentário Diminutivo 
O Resultado Orçamentário diminutivo corresponde: 
5.1.1.0.0.00.00 DESPESAS ORÇAMENTARIAS 
5.1.2.0.0.00.00 INTERFERÉNCIAS PASSIVAS 
5.1.3.0.0.00.00 MUTAÇÕES PASSIVAS 
As despesas orçamentárias correspondem a todos os valores despendidos que afetaram o 
orçamento do exercício. É bom acrescentar que, nesse subgrupo, não se faz lançamentos e sim, na 
classe 3, do Plano de Contas Único, Despesas Orçamentárias, servindo esse subgrupo, somente, 
para efeito de demonstração das variações que afetaram, negativamente, o patrimônio. 
As interferências passivas referem-se às transferências financeiras efetivadas, entre Unidades 
Gestoras do Sistema. Este assunto, já foi tratado quando falamos sobre as Transferências 
Financeiras. As interferências Passivas classificadas como orçamentárias, são: 
 COTA 
 REPASSE 
 SUB-REPASSE 
 
As Mutações Passivas referem-se aos reflexos da contabilização dos fatos permutativos decorrentes 
PLANOS DE CONTAS 
 
28 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
da receita orçamentária. Quando estamos contabilizando uma receita de capital que não pode afetar 
o Patrimônio, por não ser uma receita, fazemos um lançamento neste subgrupo, para compensar o 
valor lançado como receita orçamentária. Nauma pesquisa ao mesmo tempo qualitativa e quantitativa. 
Considera-se o paradigma interpretativo o mais adequado ao objeto em estudo. O padrão 
interpretativo, assim como o funcionalista, preocupa-se com a regulação social, porém de um ponto 
de vista subjetivista (LAKATOS & MARCONI, 2001). Assim, para melhor considerar a subjetividade, 
opta-se por uma pesquisa qualitativa. 
Como método de abordagem, a pesquisa foi conduzida de forma indutiva, realizada em três etapas: a 
observação dos fenômenos, a descoberta da relação entre eles e a generalização da relação 
(LAKATOS & MARCONI, 2001). Utilizou-se também como método de procedimentos, o estudo de 
caso, definido como uma investigação empírica que investiga um fenômeno contemporâneo, dentro 
de seu contexto da vida real (YIN, 2001). 
Método 
Esta pesquisa é um estudo de caso porque nela selecionou-se um objeto de pesquisa restrito 
(Contabilidade Pública ou Governamental), com o objetivo de aprofundar-lhe os aspectos 
característicos e compará-los com a teoria comentada na fundamentação teórica. 
Segundo Santos (1999), por lidar com fatos/fenômenos normalmente isolados, o estudo de caso 
exige do pesquisador grande equilíbrio intelectual e capacidade de observação, além de moderação 
quanto à generalização de resultados. 
Esta pesquisa é de revisão (pesquisa bibliográfica), pois foram consultadas fontes bibliográficas, tais 
como, livros, publicações periódicas (jornais, revistas, panfletos etc.) e de autores de renome no meio 
jurídico. 
Técnica 
Sendo a pesquisa bibliográfica a principal fonte, o instrumento de coleta de dados será realizado 
anotações das informações mais relevantes sobre o assunto retiradas desta bibliografia, com o 
objetivo da otimização da pesquisa a ser realizado. Dessa forma, através destas anotações contendo 
CONTABILIDADE PÚBLICA 
 
6 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
registros de dados documentais necessários ao desenvolvimento e fundamentação do estudo, tem-se 
uma visão mais dinâmica do tema proposto de acordo com a óptica de diversos doutrinadores. 
Serão utilizados neste trabalho dois tipos de pesquisas, a saber: a pesquisa bibliográfica, constituída 
principalmente de artigos científicos e livros, visto que permite a cobertura de uma gama de 
fenômenos muito mais ampla; e a pesquisa documental. Embora esta última se assemelhe à 
pesquisa bibliográfica, permite que se tenha acesso a documentos tipo: reportagens de jornal, 
relatórios de pesquisa, documentos oficiais, entre outros. Foram utilizadas informações de artigos 
publicados em revistas científicas nacionais e internacionais, bem como a jurisprudência referente ao 
tema. 
CAPÍTULO II 
REVISÃO DA LITERATURA 
Contabilidade 
A Contabilidade como ferramenta de administração contábil foi incorporada negócios empresariais na 
Europa com o advento das primeiras corporações comerciais italianas em suas circunavegação pelos 
Mar Mediterrâneo e oceano Atlântico, em busca de especiarias e novos mercados para seus produtos 
e fontes de matéria-prima, este procedimento se deu inicialmente com os ingleses e holandeses, as 
quais organizaram as primeiras companhias de comércio exterior com a definição de cotas 
subdividida por várias pessoas e da mesma forma realizando operações a crédito. Por conseguinte, 
observa-se a obrigação de aperfeiçoar o controle de suas operações, o que foi feito pela introdução 
do sistema contábil, que deu inicio a esta atividade e teve seu desempenho mais alto no referido 
período da historia, permanecendo estagnada até o começo da Revolução Industrial (PERES, 2001). 
Conforme mencionado anteriormente, os serviços de contabilidade e o papel do contabilista foram 
regulamentados como atividade profissional na Inglaterra e nos Estados Unidos da América no século 
XIX, e desta forma em função disto, foram elaboradas determinadas normas diferenciadas através 
das quais ficaram conhecidas como escolas de contabilidade européia e americana. 
No Brasil, a regulamentação da profissão do contabilista ocorreu em 1946, em função de que os 
profissionais que se preocuparam com as primeiras pesquisas na área contábil, antes da referida 
regulamentação da profissão, as quais se dividiam entre os simpatizantes por uma ou outra escola 
européia mencionada anteriormente, apresentando suas formas de conceituação da ciência que 
surgia. 
Para Ribeiro (1997, p. 33), foi com a ocorrência do no I Congresso Brasileiro de Contabilidade em 
1924, que foi estabelecido o conceito oficial para a Contabilidade como sendo: “a ciência que estuda 
e pratica as funções de orientação, de controle e de registro relativas à administração econômica”. 
Ainda em referencia ao estudo de Ribeiro (1997, p. 33), a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), 
por intermédio da deliberação CVM nº 29/86, aprovou o conceito de contabilidade proposto pelo 
Instituto Brasileiro de Contadores - IBRACON, hoje em dia, determinado como Instituto dos Auditores 
Independentes do Brasil, que determina que “a contabilidade é, de forma sucinta, um sistema de 
informação e avaliação destinado a fornecer seus usuários com demonstrativos e analises contábeis 
de natureza econômica, financeira, física e de produtividade, bem como a relação a organizações 
objeto de contabilização”. 
Além da definição oficial da IBRACON definida no referido congresso em 1924, inúmeros 
pesquisadores, das Ciências Contábeis, vêm reformulando seus conceitos coma finalidade de 
acrescer com novos subsídios ou reordenando as definições propostas com o intuito de explicar 
melhor o significado da contabilidade nos dias atuais. 
Objeto Da Contabilidade Pública 
O objeto da Contabilidade Pública é o Patrimônio Público, notadamente os recursos públicos. No 
Brasil, a Contabilidade Pública advém diretamente da norma legal. O principal dispositivo que regula 
a temática é a Lei 4.320/64, muito embora, grande parte da norma faça referência à temática 
orçamentária e financeira, e não patrimonial ou contábil propriamente dita. 
 
CONTABILIDADE PÚBLICA 
 
7 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Em decorrência da estrita ligação com o processo de gestão dos recursos públicos, esta área da 
ciência ganhou destaque e visibilidade com a vigência da Lei de Responsabilidade Fiscal, haja vista 
implicações de natureza políticas e administrativas pelo descumprimento dos prazos e limitações da 
LRF. 
 
Numa ordem crescente pode-se concluir que o primeiro objeto da contabilidade pública é o 
patrimônio, constituído este por bens, direitos e obrigações vinculados a uma entidade. No entanto, 
nesse conceito de patrimônio a ser controlado devem ser considerados somente os bens que 
atendam à característica de específico e não generalizado, de propriedade dessas entidades. 
Assim dentre os bens que compõem o patrimônio, os bens de uso comum do povo não são 
considerados no universo contábil do patrimônio público. Vale dizer que bens de uso comum do povo 
é um conceito do Código Civil Brasileiro, que para melhor entendimento transcreve-se abaixo: 
 
Art. 99. São bens públicos: 
 
I – Os de uso comum do povo, tais como rios, mares, estradas, ruas e praças; 
II – Os de uso especial, tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabelecimento da 
administração federal, estadual, territorial ou municipal, inclusive os de suas autarquias; 
III – Os dominicais, que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, como objeto 
de direito pessoal, ou real, de cada uma dessas entidades. 
 
Todavia, comporta destacar que os bens de uso comum do povo, como, por exemplo, os mares, rios, 
estradas, ruas, praças e logradouros, não são objetos de registro contábil, ou seja, não são estão 
registrados no patrimônio da entidade pública. 
 
O segundo objeto da contabilidade pública é o orçamento e sua execução, o orçamento aqui 
entendido como a peça que dá autorização para arrecadar receitas e também para realizar despesas.realidade, quando temos receita de capital é porque 
estamos alienando os bens e direitos ou contraindo obrigações, tendo em ambos os casos, uma 
mutação patrimonial negativa, pelo registro da baixa dos componentes do Ativo, ou do registro da 
incorporação das obrigações no Passivo. 
Em termos de lançamentos podemos resumir assim: 
LANÇAMENTO SISTEMA DE CONTAS S/C 
 Bancos 
 a Receita Orçamentária FINANÇEIRO (F) 
 Mutação Passiva Orçamentária 
 a ATIVO ou PASSIVO PATRIMONIAL (P) 
Como se observa, o resultado do exercício não vai ser afetado, pois vai receber um lançamento a 
crédito (Receita Orçamentária) e um lançamento a débito (Mutação Passiva Orçamentária). 
Resultado Extra-Orçamentário Positivo e Negativo 
O resultado extra-orçamentário negativo é composto dos seguintes subgrupos: 
5.2.1.0.0.00.00 DESPESAS EXTRA-ORÇAMENTARIAS 
5.2.2.0.0.00.00 INTERFERÉNCIAS PASSIVAS 
5.2.3.0.0.00.00 MUTAÇÕES PASSIVAS 
a) As despesas extra-orçamentárias, por não participarem do Orçamento Fiscal e da Seguridade 
Social da LOA. E por não fazer sua contabilidade via SIAFI, precisa encaminhar mensalmente 
demonstrações contábeis para serem incorporadas ao BGU. 
O Balanço Geral da União - BGU é composto dos Balanços dos órgãos da administração direta e 
indireta. Compõem o BGU, na administração indireta, as Autarquias, Fundações e Empresas 
Públicas, excluindo-se as Empresas de Economia Mista, por serem incorporadas ao BGU pela 
participação acionária da União, em cada Ministério que participe do capital dessas Empresas. 
b) As interferências passivas extra-orçamentárias consistem em transferências de bens e valores 
referente ao exercício anterior para atender os Restos a Pagar. Podendo ser superveniências 
passivas(doação concedida de um bem) e insubsistência ativas(baixa da dívida ativa por 
cancelamento). 
As Desincorporações de ativos independentes da execução do orçamento e as incorporações de 
passivos independentes da execução orçamentária decrescem o patrimônio. 
Do Resultado Do Exercício Aumentativo 
O Resultado do Exercício Positivo que é composto dos seguintes grupos e subgrupos: 
COPIGO NOME 
6.0.0.0.0.00.00 RESULTADO DO EXERCICIO (+) 
 6.1.0.0.0.00.00 RESULTADO ORÇAMENTÁRIO 
 6.1.1.0.0.00.00 Receitas Orçamentárias (Classe 4) 
 6.1.2.0.0.00.00 Interferências Ativas 
 Transferências Financeiras Recebidas 
PLANOS DE CONTAS 
 
29 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
 Cota/Repasse/Sub-Repasse 
 6.1.3.0.0.00.00 Mutações Ativas (Execução da Despesa) 
 Aquisições de Ativos 
 Incorporações de Obrigações 
 6.2.0.0.0.00.00 RESULTADO EXTRA-ORÇAMENTÁRIO 
 6.2.1.0.0.00.00 Receitas Extra-Orçamentárias 
(Decorrentes da incorporação de Órgãos não participantes do orçamento). 
 6.2.2.0.0.00.00 Interferências Ativas 
 Transferências Financeiras p/ atender a Restos a Pagar 
 Transferências de Bens e Valores 
 6.2.3.0.0.00.00 Acréscimos Patrimoniais 
 Incorporações de Ativos 
 Desincorporações de Passivos 
 6.3.0.0.0.00.00 RESULTAPO APURADO 
Resultado Orçamentário(+) 
O resultado orçamentário compreende os seguintes subgrupos: 
6.1.1.0.0.00.00 RECEITAS ORÇAMENTARIAS 
6.1.2.0.0.00.00 INTERFERÊNCIAS ATIVAS 
6.1.3.0.0.00.00 MUTAÇÕES ATIVAS 
As Receitas Orçamentárias correspondem a todos os valores recebidos, relativos à execução 
orçamentária da receita. É bom acrescentar que, nesse subgrupo, não se fazem lançamentos e sim, 
na classe 4, do Plano de Contas Único, Receitas Orçamentárias, servindo esse subgrupo, somente, 
para efeito de demonstração das variações que afetaram, positivamente, o patrimônio. 
As Interferências Ativas referem-se às transferências financeiras efetivadas, entre Unidades Gestoras 
do Sistema. Este assunto já foi estudado, quando tratamos do tópico das Transferências Financeiras. 
As Mutações Ativas referem-se aos reflexos da contabilização dos fatos permutativos, decorrentes da 
despesa orçamentária. Quando estamos contabilizando uma despesa de capital, por exemplo, que 
não pode afetar o Patrimônio, por não ser uma despesa, fazemos um lançamento, neste subgrupo, 
para compensar o valor lançado como despesa orçamentária. Na realidade, quando temos despesa 
de capital é porque estamos adquirindo bens e direitos, ou amortizando obrigações, tendo, em ambos 
os casos, uma variação patrimonial positiva, pelo registro da incorporação dos componentes do Ativo, 
ou o registro da baixa da obrigação, no Passivo. 
Em termos de lançamentos, podemos resumir assim: 
LANÇAMENTO S/C 
Despesas Orçamentárias 
a Bancos (F) 
ATIVO ou PASSIVO 
PLANOS DE CONTAS 
 
30 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
 a Mutação Ativa Orçamentária (P) 
O Resultado do Exercício, como se observa pelo lançamento acima, não foi afetado, pois recebeu um 
lançamento a débito (despesa orçamentária) e um lançamento a crédito (Mutação Ativa 
Orçamentária). 
Resultado Extra-Orçamentário 
O Resultado Extra-Orçamentário é composto dos seguintes subgrupos: 
6.2.1.0.0.00.00 RECEITAS EXTRA-ORÇAMENTARIAS 
6.2.2.0.0.00.00 INTERFERÊNCIAS ATIVAS 
6.2.3.0.0.00.00 MUTAÇÕES ATIVAS 
Nesse subgrupo, são registrados os valores das incorporações de receitas dos órgãos não 
participantes do Orçamento Fiscal e da Seguridade Social, conforme já foi explicado, quando 
estudamos o item despesas extra-orçamentárias. 
As Interferências Ativas Extra-Orçamentárias incorporam os valores das transferências financeiras 
recebidas, para atender a Restos a Pagar, pois são referentes ao orçamento do exercício anterior e 
às transferências de bens e valores recebidas. 
Os acréscimos patrimoniais referem-se às incorporações de ativos independentes da execução do 
orçamento, ou seja, as superveniências ativas e as insubsistências passivas independentes da 
execução orçamentária. 
A título de exemplo, podemos citar uma doação recebida de um bem, a incorporação de um bem 
encontrado no inventário, a correção dos bens, a inscrição da dívida ativa, o encampamento de 
dívidas passivas, a atualização monetária dos direitos e das dívidas etc... 
Resultado Apurado 
É uma conta transitória, utilizada no encerramento do exercício, para demonstrar a apuração do 
Resultado Patrimonial do Exercício. Esta conta só é movimentada no final de cada exercício 
financeiro, quando receberá os saldos das contas de resultado devedoras e credoras e apurará o 
Resultado Patrimonial do Exercício. 
Sistemas de Contas 
Na Contabilidade Pública, as contas do Plano de Contas são separadas, em sistemas de contas 
independentes, para facilitar a elaboração dos Balanços e demonstrativos. 
Esses sistemas são classificados em: FINANCEIRO; PATRIMONIAL; ORÇAMENTÁRIO e DE 
COMPENSAÇÃO 
Sistema Financeiro 
O Sistema Financeiro está relacionado com os ingressos (entradas) e os dispêndios (saídas) de 
recursos, ou seja, com o registro dos recebimentos e pagamentos de natureza orçamentária e extra-
orçamentária. 
É importante esclarecer que os lançamentos contábeis são feitos, fechados em cada sistema, ou 
seja, quando se debita uma conta de um determinado sistema, a conta creditada, também, tem de 
pertencer ao mesmo sistema, conforme se observa, a seguir: 
Conta Financeira 
 As principais contas do sistema financeiro estão relacionadas com as contrapartidas do grupo 
"Disponível", visto que este grupo representa, dentro de qualquer Órgão ou Entidade, as entradas e 
saídas de recursos. 
PLANOS DE CONTAS 
 
31 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Podemos concluir que todas as contas do grupo "Disponível" pertencem ao Sistema Financeiro, ou 
seja, Caixa, Bancos Conta Movimento, Aplicações Financeiras e todas as outras contas, que se 
relacionam com o "Disponível", também, pertencem a esse sistema, tais como: Receita, Despesa, 
Fornecedores, Restos a Pagar, Pessoal a Pagar, Encargos Sociais a Recolher, Consignações, 
Depósitos de Terceiros etc... 
Resumindo, teremos: 
DISPONÍVELENTRADAS SAÍDAS 
RECEITAS DESPESAS ORÇAMENTARIAS 
INTERFERENCIAS ATIVAS INTERFERENCIAS PASSIVAS 
 
Transferências Financeiras Recebidas Transferências Financeiras Concedidas 
 -Cota -Cota 
 -Repasse -Repasse 
 -Sub Repasse -Sub Repasse 
Recebimentos Pagamentos 
EXTRA-ORÇAMENTÁRIOS EXTRA-ORÇAMENTARIOS 
 -Transferências p/atender a Restos a Pagar 
 
-Restos a Pagar (RP) 
 -Créditos a Receber Financeiros Transferências p/ atender a RP 
-Fornecedores 
 
-Pessoal a Pagar 
-Encargos Sociais a Recolher 
-Consignações 
-Depósitos de Terceiros 
Como se observa, os fatos que se relacionam com entradas e saídas de recursos, na Contabilidade 
Pública, terão, obrigatoriamente, um lançamento no Sistema Financeiro. 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
CONTABILIZAÇÃO 
 
1 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Contabilização 
Como Contabilizar as Receitas com Vendas 
Observando o regime de competência , as vendas realizadas devem ser contabilizadas por ocasião 
da entrega ou execução do produto ou serviço. 
Para facilitar o entendimento dos termos utilizados neste artigo, definimos: 
Mercadorias – Venda de produtos adquiridos de terceiros. Exemplo: uma farmácia adquire 
medicamentos de um distribuidor, e revende-os. Trata-se aí, de mercadorias, e não de produtos. 
Produtos – Venda de produtos de produção própria (caso das indústrias). Exemplo: uma indústria 
farmacêutica adquire insumos, industrializa-os e vende aos distribuidores. Trata-se de produtos 
fabricados pela própria empresa, e vendidos posteriormente aos distribuidores. 
Serviços – Venda de serviços executados por contrato ou tarefa. Exemplo: serviços de auditoria 
independente, executados para um cliente. 
Regime de competência – As receitas e as despesas devem ser incluídas na apuração do resultado 
do período em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, 
independentemente de recebimento ou pagamento. 
Regime de caixa – As receitas e as despesas são incluídas na apuração do resultado no período em 
que forem recebidas ou pagas. 
Venda De Bens 
As receitas provenientes das vendas de bens devem ser reconhecidas quando forem satisfeitas as 
seguintes condições: 
1. A entidade tenha transferido para o comprador os riscos e benefícios mais significativos inerentes 
à propriedade dos bens; 
2. A entidade não mantenha envolvimento continuado na gestão dos bens vendidos em grau 
normalmente associado à propriedade nem efetivo controle de tais bens; 
3. O valor da receita possa ser confiavelmente mensurado; 
4. For provável que os benefícios econômicos associados à transação fluirão para a entidade; e 
5. As despesas incorridas ou a serem incorridas, referentes à transação, possam ser confiavelmente 
mensuradas. 
Venda em Consignação 
Nos casos em que o recebimento da receita é dependente da venda dos bens pelo comprador 
(consignação), não se registra a receita enquanto não realizada, ou seja,enquanto o comprador não 
efetivar a venda dos respectivos bens. 
Prestação De Serviços 
Quando a prestação de serviços puder ser estimado, a receita associada à transação deve ser 
reconhecida tomando por base a proporção dos serviços prestados até a data do balanço. 
A prestação do serviço pode ser estimada quando todas as seguintes condições forem satisfeitas: 
1. O valor da receita puder ser confiavelmente mensurado; 
2. For provável que os benefícios econômicos associados à transação fluirão para a entidade; 
3. A proporção dos serviços executados até a data do balanço puder ser confiavelmente mensurada; 
e 
CONTABILIZAÇÃO 
 
2 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
4. As despesas incorridas com a transação assim como as despesas para concluí-la possam ser 
confiavelmente mensuradas. 
O reconhecimento da receita com referência à proporção dos serviços executados relativos a uma 
transação é usualmente denominado método da percentagem completada. 
Por esse método, a receita é reconhecida nos períodos contábeis em que os serviços forem 
prestados. O reconhecimento da receita nessa base proporciona informação útil sobre a extensão da 
atividade e o desempenho dos serviços prestados durante o período. 
A fase de conclusão da transação pode ser determinada por diversos métodos. A entidade dever 
escolher um que mensure os serviços executados. Dependendo da natureza da transação, os 
métodos podem incluir: levantamento ou medição do trabalho executado, percentual do total dos 
serviços executados até determinada data, ou ainda a proporção entre os custos incorridos até a data 
e os custos totais estimados da transação. Apenas os custos efetivamente identificados relativamente 
aos serviços executados devem ser incluídos nos custos incorridos até a data de mensuração. 
Exemplo De Mensuração De Serviços Executados: 
% de etapas de trabalho já concluídas: 40% 
Preço total do serviço total contratado: R$ 100.000,00 
Receita de serviços a ser reconhecida: R$ 100.000,00 x 40% = R$ 40.000,00. 
Contabilização Das Receitas De Vendas 
Venda de Mercadorias: 
D – Clientes (Ativo Circulante ou Realizável a Longo Prazo – Contas a receber) 
C – Vendas de Mercadorias (Conta de Resultado – Receita com vendas) 
Vendas de Serviços: 
D – Clientes (Ativo Circulante ou Realizável a Longo Prazo – Contas a receber) 
C – Vendas de Serviços (Conta de Resultado – Receita com vendas) 
Venda de Produtos: 
D – Clientes (Ativo Circulante ou Realizável a Longo Prazo – Contas a receber) 
C – Vendas de Produtos (Conta de Resultado – Receita com vendas) 
Baixa Dos Estoques Vendidos 
No momento que reconhecemos uma receita, contabilizamos o Custo da Mercadoria Vendida 
(CMV)através da baixa dos estoques (ficha de controle de estoques), ou Custo dos Produtos 
Vendidos (CPV). 
A contabilização pode ser por operação ou por períodos, diários, mensais, etc. 
Baixa de estoques pela venda de Mercadorias: 
D – Custo de Mercadorias Vendidas (Conta de Resultado – CMV) 
C – Estoques de Mercadorias (Ativo Circulante – estoques) 
Baixa de estoques pela venda de Produtos: 
D – Custo dos Produtos Vendidos (Conta de Resultado – CPV) 
C – Estoques de Produtos Acabados (Ativo Circulante – estoques) 
Contabilidade Aplicada À Administração Pública Federal 
Conceito 
 
A Contabilidade Aplicada à Administração Pública seja na área Federal, Estadual, Municipal ou no 
CONTABILIZAÇÃO 
 
3 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Distrito Federal, tem como carro chefe a Lei 4.320, de 17 de março de 1964, que estatui normas 
gerais de direito financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos 
Estados, dos Municípios e do Distrito Federal. 
Costumamos dizer que a Lei 4.320/64 está para Contabilidade Aplicada à Administração Pública 
assim como a Lei das Sociedade por Ações , Lei 6.404/76, está para a Contabilidade aplicada à 
atividade empresarial. 
A Contabilidade Aplicada à Administração Pública registra a previsão da receita e a fixação da 
despesa, estabelecidas no Orçamento Público aprovado para o exercício, escritura a execução 
orçamentária da receita e da despesa, faz a comparação entre a previsão e a realização das receitas 
e despesas, controla as operações de crédito, a dívida ativa, os valores, os créditos e obrigações,revela as variações patrimoniais e mostra o valor do patrimônio. 
Seguindo os dispositivos da Lei 4.320/64 e as afirmações anteriores, podemos definir a Contabilidade 
Pública como sendo o ramo da contabilidade que registra, controla e demonstra a execução dos 
orçamentos, dos atos e fatos da fazenda pública e o patrimônio público e suas variações. 
Pela definição anterior deduzimos que a Contabilidade Pública está interessada também em todos os 
atos praticados pelo administrador, sejam de natureza orçamentária (Previsão da Receita, Fixação da 
Despesa, Empenho, Descentralização de Créditos, etc;) ou sejam meramente administrativos 
(Contratos, Convênios, Acordos, Ajustes, Avais, Fianças, Valores sob responsabilidade, Comodatos 
de Bens, etc;) representativos de valores potenciais que poderão afetar o Patrimônio (A - P = PL) no 
futuro. 
 
Objeto 
O objeto de qualquer contabilidade é o Patrimônio. 
Pela definição dada no item 1.1, vemos com clareza que Contabilidade Pública não está interessada 
somente no Patrimônio e suas variações, mas, também, no Orçamento e sua execução (Previsão e 
arrecadação da receita e a Fixação e a execução da despesa). 
Já vimos que a Contabilidade Pública, além de registrar todos os fatos contábeis (modificativos, 
permutativos e mistos), registra também os atos potenciais praticados pelo administrador, que 
poderão alterar qualitativa e quantitativamente o patrimônio. 
Já vimos, também, que a Contabilidade Pública está interessada nos atos e fatos de natureza 
orçamentários visto que o orçamento, sendo um dos primeiros atos praticados pelo administrador, 
tem um papel importantíssimo na Contabilidade Pública, pois, praticamente quase tudo se origina no 
orçamento. 
Objetivo 
O objetivo da Contabilidade Aplicada à Administração Pública é o de fornecer à administração 
informações atualizadas e exatas para subsidiar as tomadas de decisões, aos órgãos de controle 
interno e externo para o cumprimento da legislação e às instituições governamentais e particulares 
informações estatísticas e outras de interesse dessas instituições. 
Regime Contábil 
A referida Lei 4.320/64, em seu art. 35 determina o seguinte: 
"art. 35 - Pertencem ao exercício financeiro: 
I - as receitas nele arrecadadas; 
II- as despesas nele legalmente empenhadas." 
Para os estudiosos do assunto este artigo da Lei consagrou o regime contábil misto para a 
Contabilidade Aplicada à Administração Pública no Brasil, ou seja: de caixa para as receitas (as 
CONTABILIZAÇÃO 
 
4 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
receitas nele arrecadadas = pelo ingresso dos recursos financeiros) e o de competência para as 
despesas. 
Campo De Aplicação 
O campo de aplicação da Contabilidade é restrito à administração, nos seus quatro níveis de 
governo: Federal, Estadual, Municipal e Distrito Federal, bem como as suas Autarquias e Fundações. 
O campo de atuação da Contabilidade Aplicada à Administração Pública Federal, após o advento do 
SIAFI - SISTEMA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA DO GOVERNO FEDERAL, em 1987, 
começou a expandir-se e hoje já alcança a empresas públicas e algumas empresas de economia 
mista que participam do Orçamento Fiscal e de Seguridade. 
Resumindo, Temos: 
CAMPO DE APLICAÇÃO 
ADMINISTRAÇÃO DIRETA 
PODER EXECUTIVO 
Presidência da República e suas Secretarias 
Ministérios Civis e Militares 
PODER JUDICIÁRIO 
Todos os seus Tribunais 
PODER LEGISLATIVO 
Câmara dos Deputados 
Senado Federal 
ADMINISTRAÇÃO INDIRETA* 
Autarquias 
Fundações 
Empresas Públicas 
Sociedades de Economia Mista 
*somente aquelas sujeitas ao Orçamento Fiscal e de Seguridade Social 
Legislação 
A contabilização dos atos e fatos administrativos, bem como a elaboração de balanços e 
demonstrativos contábeis, orçamentários e financeiros, obedecem às normas gerais estatuídas pela 
Lei 4.320, de 17.03.64 e a Instrução Normativa da Coordenação Geral de Contabilidade da Secretaria 
do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda, de nr.08, de 05.11.93 
A Lei 4.320, De 17.03.64 
Estatui normas gerais de direito financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da 
União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal. 
Os principais artigos que se referem à Contabilidade são: 
-do exercício financeiro 
artigos 34 e 35 
-do superávit financeiro 
artigo 43 
-da contabilidade 
artigos 83 a 85 e 87 a 89 
-da contabilidade orçamentária e financeira 
artigos 90, 91 e 93 
-da contabilidade patrimonial 
CONTABILIZAÇÃO 
 
5 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
artigos 94 a 100 
-dos balanços 
artigos 101 a 106 
A Instrução Normativa Nr. 08, De 09.11.93 
Aprova as normas gerais sobre o Plano de Contas da Administração Pública Federal, permitindo a 
identificação, a classificação contábil dos atos e fatos de uma gestão, de maneira padronizada, 
uniforme e sistematizada. 
Este assunto será tratado no item 6 quando abordaremos as funções das contas. 
Plano De Contas 
O Plano de Contas da Administração Pública Fedral é representado por um conjunto de títulos, 
organizados e codificados com o propósito de sistematizar e uniformizar o registro contábil dos atos e 
fatos de gestão, e permitir a qualquer momento, com precisão e clareza, a obtenção dos dados 
relativos ao patrimônio. 
A execução contábil relativa aos atos e fatos de gestão financeira, orçamentária e patrimonial, por 
parte dos Órgãos e Entidades da Administração Pública Federal obedece ao Plano de Contas 
elaborado e mantido de acordo com os padrões estabelecidos, tendo como parte integrante a 
Relação das Contas, a Tabela de Eventos e os Indicadores Contábeis. 
O Plano de Contas tem o propósito de atender, de maneira uniforme e sistematizada, ao registro 
contábil dos atos e fatos relacionados com os recursos colocados à disposição dos Órgãos da 
Administração Direta e Indireta, de forma a proporcionar maior flexibilidade no gerenciamento e 
consolidação dos dados e atender às necessidades de informações em todos os níveis da 
Administração Pública Federal, objetivando principalmente: 
o realçar o estado patrimonial e suas variações, concentrando as contas típicas de controle nos 
grupos de compensação, de forma a propiciar o conhecimento mais adequado da situação 
econômico-financeira da gestão administrativa; 
o padronizar o nível de informações dos Órgãos da Administração Direta e Indireta com a finalidade 
de auxiliar o processo de tomada de decisão, ampliando a quantidade dessas informações e 
facilitando a elaboração do BGU; e 
o permitir, através da relação de contas e tabelas, a manutenção de um sistema integrado de 
informações orçamentárias, financeiras e patrimoniais na Administração Pública Federal, com a 
extração de relatórios necessários a análise gerencial, inclusive Balanços e demais Demonstrações 
Contábeis, capaz de atender aos aspectos legais e fiscais. 
Áreas Envolvidas 
O Plano de Contas é adotado por todas as UG integrantes do SIAFI, ou que venham a integrá-lo, sob 
a modalidade de uso total, sendo a CCONT/STN o órgão responsável por sua administração, a quem 
compete: 
o criar, extinguir, especificar, desdobrar, detalhar e codificar contas; 
o expedir instruções sobre a utilização do Plano de Contas, compreendendo os procedimentos 
contábeis pertinentes; e 
o promover as alterações e ajustes necessários à atualização do Plano de Contas, observada sua 
estrutura básica, incluindo a Tabela de Eventos e os Indicadores Contábeis. 
Estrutura 
A estrutura básica do Plano de Contas, em nível de classe/grupo, consiste na seguinte disposição: 
CONTABILIZAÇÃO 
 
6 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
1 - A T I V O 2 - P A S S I V O 
1.1 - CIRCULANTE 2.1 - CIRCULANTE 
1.2 - REALIZÁVEL A LONGO PRAZO 2.2 - EXIGÍVEL A LONGO PRAZO 
1.4 - PERMANENTE 2.3 - RESULTADO DE EXERCÍCIOS FUTUROS 
1.9 - COMPENSADO 2.4 - PATRIMÔNIO LÍQUIDO 
2.9 - COMPENSADO 
3 - D E S P E S A 4 - R E C E I T A 
3.3 - DESPESAS CORRENTES 4.1 - RECEITAS CORRENTES3.4 - DESPESAS DE CAPITAL 4.2 - RECEITAS DE CAPITAL 
4.9 - * DEDUÇÕES DA RECEITA 
5 - R E S U L T A D O D O E X E R C Í C I O(-) 6- R E S U L T A D O D O E X E R C Í C I O (+) 
5.1 - RESULTADO ORÇAMENTÁRIO 6.1 - RESULTADO ORÇAMENTÁRIO 
5.2 - RESULTADO EXTRA-ORÇAMENTÁRIO 6.2 - RESULTADO EXTRA-ORÇAMENTÁRIO 
6.3 - RESULTADO APURADO 
Conta 
Conceito 
Conta é o título representativo da formação, composição, variação e situação de um patrimônio, bem 
como de bens, direitos, obrigações e situações nele não compreendidas, mas que, direta ou 
indiretamente, possam vir a afetá-lo, exigindo por isso controle específico. 
As contas são agrupadas segundo suas funções, possibilitando: 
o identificar, classificar e efetuar a escrituração contábil, pelo método das partidas dobradas, dos atos 
e fatos de gestão, de maneira uniforme e sistematizada; 
o conhecer a situação dos responsáveis que, de algum modo, arrecadem receitas, efetuem despesas 
e administrem ou guardem bens pertencentes ou confiados a uma gestão; 
o determinar os custos dos serviços industriais; 
o acompanhar e controlar a execução orçamentária, evidenciando a receita prevista, lançada, 
realizada e a realizar, bem como a despesa autorizada, empenhada, realizada e as dotações 
disponíveis; 
o elaborar os Balanços Orçamentário, Financeiro e Patrimonial, a Demonstração das Variações e dos 
Resultados; 
o conhecer a composição e situação do patrimôni analisado; 
o analisar e interpretar os resultados econômicos e financeiros; 
o individualizar os devedores e credores, com a especificação necessária ao controle contábil do 
direito ou obrigação;e 
o controlar contabilmente os direitos e obrigações oriundos de ajustes ou contratos de interesse da 
gestão. 
Estrutura 
CONTABILIZAÇÃO 
 
7 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
As contas estão estruturadas por níveis de desdobramento, classificadas e codificadas de modo a 
facilitar o conhecimento e a análise da situação orçamentária, financeira e patrimonial, 
compreendendo sete níveis de desdobramento, da seguinte forma: 
1o. NÍVEL - CLASSE ............................................................ X 
2o. NÍVEL - GRUPO ............................................................. X 
3o. NÍVEL - SUBGRUPO ....................................................... X 
4o. NíVEL - ELEMENTO......................................................... X 
5o. NÍVEL - SUBELEMENTO................................................. X 
6o. NÍVEL - ITEM ................................................................ XX 
7o. NÍVEL - SUBITEM .......................................................... XX 
CONTA-CORRENTE ......................................................... CÓDIGO 
As contas estão, ainda, separadas em escrituradas (admitem registros) e não escrituradas (não 
admitem registros). As escrituradas recebem registro em qualquer dos seus níveis (à exceção dos 
três primeiros níveis) e subdividem-se em sintéticas (não exigem detalhamento específico 
denominado conta-corrente) e analíticas (exigem o conta-corrente). 
Primeiro nível de desdobramento representa a classificação máxima na agregação das contas nas 
seguintes classes: 
ATIVO 
PASSIVO 
DESPESA 
RECEITA 
RESULTADO DO EXERCÍCIO (-) 
RESULTADO DO EXERCÍCIO (+) 
O Ativo inclui as contas correspondentes aos bens e direitos, demonstrando a aplicação dos 
recursos. 
O Passivo compreende as contas relativas às obrigações, evidenciando as origens dos recursos 
aplicados no ativo. 
A Despesa inclui as contas representativas dos recursos despendidos na gestão, a serem 
computados na apuração do resultado. 
A Receita inclui as contas representativas dos recursos auferidos na gestão, a serem computados na 
apuração do resultado. 
O Resultado Diminutivo do Exercício inclui as contas representativas de variações diminutivas, 
resultantes ou independentes da execução orçamentária, a serem computadas na apuração do 
resultado. 
O Resultado Aumentativo do Exercício inclui as contas representativas das variações positivas da 
situação líquida do patrimônio e da apuração do resultado respectivo. 
Contas Retificadoras 
As contas redutoras ou retificadoras são identificadas pelo sinal * (asterisco), colocado antes da 
titulação da conta. 
Contas Correntes 
O sinal = (igual), antes da titulação de determinadas contas, identifica a necessidade de tratamento 
em nível individualizado (conta corrente), peculiar a cada item, com o objetivo de proporcionar maior 
CONTABILIZAÇÃO 
 
8 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
flexibilidade no gerenciamento dos dados desejados. Existe, hoje, no sistema os seguintes tipos de 
contas correntes: 
CÓDIGO NOME 
00 
01 
02 
03 
04 
05 
06 
07 
08 
09 
10 
11 
12 
14 
15 
16 
19 
21 
22 
23 
24 
25 
26 
28 
29 
30 
31 
32 
33 
34 
35 
36 
38 
39 
40 
43 
44 
NAO EXIGE 
BANCO+AGENCIA+CONTA BANCARIA 
CGC, CPF, IG OU UG+GESTAO 
UG+FR 
EXERCICIO+CGC OU CPF 
GUIA DE RECEBIMENTO 
ORDEM BANCARIA 
SUBITEM DO ELEMENTO DE DESPESA 
INDIVIDUALIZACAO DE IMOVEIS 
INDIVIDUALIZACAO DE MARCAS E PATENTES 
INDIVIDUALIZACAO DE PROJETOS 
CODIGO DE DESTINACAO DA RECEITA 
FONTE DE RECURSOS 
CELULA DA RECEITA 
CONTRATO DE PROGRAMAS DE REPASSE 
CELULA DA DESPESA (EO+PTRES+FR+ND+UGR+ PI) 
INDIVIDUALIZACAO DO INCENTIVO FISCAL 
FINALIDADE DE TRANSFERENCIA 
CODIGO DE TRIBUTO 
CLASSIFICACAO DE ENCARGOS (PI + BANCO) 
CATEGORIA DE GASTO + ANO + MES 
ORDENS DE PRODUCAO 
NOTA DE EMPENHO 
FONTE SOF 
NUMERO DA OBRIGACAO 
NUMERO DE CADASTRO DE CONVENIO 
CELULA DA DESPESA COM ND DETALHADA 
UG+CEL.FINANCEIRA(FONTE SOF+CAT.GASTOS)+ANO+MES 
CELULA SOF(EO+PTRES+IDOC+ND+FR) 
CONTROLE DE VALORES 
NUMERO DE AUXILIO, SUBVENCOES OU CONTRIBUICOES 
NUMERO DO CONVENIO + O NUMERO DA PARCELA 
NUMERO RIP DE IMOVEL 
SIGLA DA UF 
UG + GESTAO + NUMERO DO PRE-EMPENHO 
ORGAO + FONTE (4) + CATEGORIA DE GASTO (1) 
(CGC, CPF, UG/GESTAO, PF OU EX) + PC OU RC 
Critérios De Classificação Das Contas 
Critérios De Classificação Do Ativo 
O Ativo representa os bens e direitos, demonstrando as aplicações dos recursos. 
As contas do Ativo estão dispostas no Plano de Contas em ordem decrescente de grau de liquidez e 
compreendem os seguintes grupos: 
ATIVO CIRCULANTE 
ATIVO REALIZÁVEL A LONGO PRAZO 
ATIVO PERMANENTE 
ATIVO COMPENSADO 
A) Ativo Circulante 
Compreende as disponibilidades de numerário, os recursos a receber, as antecipações de despesa, 
bem como outros bens e direitos pendentes ou em circulação, realizáveis até o término do exercício 
seguinte. 
B) Ativo Realizável A Longo Prazo 
CONTABILIZAÇÃO 
 
9 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
São os bens e direitos realizáveis normalmente após o término do exercício seguinte. 
C) Ativo Permanente 
Representa os investimentos de caráter permanente, as imobilizações, bem como despesas diferidas 
que contribuirão para a formação do resultado de mais de um exercício. 
D) Ativo Compensado 
Compreende contas com função precípua de controle, relacionadas aos bens, direitos, obrigações e 
situações não compreendidas no patrimônio mas que, direta ou indiretamente, possam vir a afetá-lo , 
inclusive as relativas a atos e fatos relacionados com a execução orçamentária e financeira. 
Critérios De Classificação Do Passivo 
O passivo representa as obrigações, demonstrando a origem dos recursos. 
As contas do Passivo estão dispostas no Plano de Contas em ordem decrescente de grau de 
exigibilidade e compreendem os seguintes grupos: 
PASSIVO CIRCULANTE 
PASSIVO EXIGÍVEL A LONGO PRAZO 
RESULTADO DE EXERCÍCIOS FUTUROS 
PATRIMÔNIO LÍQUIDO 
PASSIVO COMPENSADO 
A) Passivo Circulante 
Compreende os depósitos, os restos a pagar, as antecipações de receita, bem como outras 
obrigações pendentes ou em circulação, exigíveis até o término do exercício seguinte. 
B) Exigível A Longo Prazo 
São as obrigações exigíveis normalmente após o término do exercício seguinte. 
C) Resultado De Exercícios FuturosCompreende as contas representativas de receitas de exercícios futuros, bem como das despesas a 
elas correspondentes. 
D) Patrimônio Líquido 
Representa o capital autorizado, as reservas de capital e outras que forem definidas, bem como o 
resultado acumulado não destinado. 
E) Passivo Compensado 
Compreende contas com função precípua de controle, relacionadas aos bens, direitos, obrigações e 
situações não compreendidas no patrimônio mas que, direta ou indiretamente, possam vir a afetá-lo, 
inclusive as relativas a atos e fatos relacionados com a execução orçamentária e financeira; 
Critérios De Classificação Das Despesas 
A despesa compreende os recursos despendidos na gestão, a serem computados na apuração do 
resultado do exercício, desdobradas nas seguintes categorias econômicas: 
DESPESAS CORRENTES 
DESPESAS DE CAPITAL 
A) Despesas Correntes 
Compreendem as de Pessoal e Encargos Sociais, Juros e Encargos da Dívida Interna e Externa e 
Outras Despesas Correntes, observadas as conceituações existentes nos dispositivos legais e 
normas pertinentes em vigor. 
CONTABILIZAÇÃO 
 
10 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
B) Despesas De Capital 
Correspondem às de Investimentos, Inversões Financeiras, Amortização da Dívida Interna, 
Amortização da Dívida Externa e Outras Despesas de Capital, observadas as conceituações legais 
pertinentes em vigor. 
As Despesas ainda mais detalhadas objetivam oferecer informações mais específicas sobre gastos 
do setor público. 
Critérios Da Classificação Da Receita 
A receita compreende os recursos auferidos na gestão, a serem computados na apuração do 
resultado do exercício, desdobrados nas seguintes categorias econômicas: 
RECEITAS CORRENTES 
RECEITAS DE CAPITAL 
A) Receitas Correntes 
Compreendem as tributárias, contribuições, patrimoniais, industriais, agropecuárias, serviços e outras 
de natureza semelhante, bem como as provenientes de transferências correntes, observadas as 
conceituações legais pertinentes em vigor. 
B) Receitas De Capital 
Correspondem à constituição de dívidas, conversão em espécie de bens e direitos, amortizações, 
utilização de saldos de exercícios anteriores ou de reservas e outras de natureza semelhante, bem 
como as provenientes de transferências de capital, observadas as normas legais pertinentes em 
vigor. 
Critérios De Classificação Do Result. Do Exercício Diminutivo 
O Resultado Diminutivo do Exercício contém os seguintes grupos: 
RESULTADO ORÇAMENTÁRIO 
RESULTADO EXTRA-ORÇAMENTÁRIO 
A) Resultado Orçamentário 
Corresponde às despesas, interferências passivas (financeiras) e as mutações patrimoniais passivas 
resultantes da execução orçamentária (fatos permutativos). 
B) Resultado Extra-Orçamentário 
Abrange as despesas extra-oeçamentárias, as interferências passivas (financeiras e patrimoniais) e 
os decréscimos patrimoniais de bens, direitos e obrigações independentes da execução orçamentária 
(fatos modificativos). 
Critérios De Classificação Do Res. Do Exercício Aumentativo 
O RESULTADO AUMENTATIVO DO EXERCíCIO compreende os seguintes grupos de contas: 
RESULTADO ORÇAMENTÁRIO 
RESULTADO EXTRA-ORÇAMENTÁRIO 
RESULTADO APURADO 
A) Resultado Orçamentário 
Representa as receitas, interferências ativas (financeiras) e as mutações patrimoniais ativas 
resultantes da execução orçamentária (permutativas); 
B) Resultado Extra-Orçamentário 
Abrange as receitas extra-orçamentárias, as interferências ativas (financeiras e patrimoniais) e os 
acréscimos patrimoniais (de bens, direitos e obrigações) independentes da execução orçamentária 
(fatos modificativos). 
CONTABILIZAÇÃO 
 
11 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
C) Resultado Apurado 
É uma conta transitória utilizada no encerramento do exercício para demonstrar a apuração do 
resultado patrimonial do exercício que poderá resultar num superávit (quando as variações ativas 
forem maiores do que as passivas) ou déficit (quando as variações ativas forem menores do que as 
passivas). 
Mecanismos De Débito E Crédito 
Do Ativo 
As contas do ativo são debitadas pelos aumentos e creditadas pelas diminuições dos seus 
componentes. 
A) Aumentos 
As contas do Ativo são debitadas pelos aumentos dos seus componentes patrimoniais, decorrentes 
de incorporações de bens e direitos e têm como contrapartida dos débitos uma Variação Ativa, 
representada pela classe (4) Receita Orçamentária, quando se tratar da arrecadação da receita, e 
classe (6) Resultado do Exercício, quando se tratar de incorporações de ativos. 
Como exemplo podemos citar a arrecadação da receita tributária que vai aumentar os componentes 
patrimoniais pelo ingresso dos recursos no banco, que em termos de registro pode ser demonstrado, 
assim: 
Bancos (aumento do ativo) a Receita Orçamentária (classe 4) 
A contabilização de uma doação recebida de um veículo recebe o seguinte tratamento contábil: 
Veículos (aumento do ativo) a Variações Ativas (classe 6) 
B) Diminuições 
As contas do Ativo serão creditadas pelas suas diminuições e têm como contrapartida dos créditos 
uma Variação Passiva, representada pela classe (3) Despesa Orçamentária, quando se tratar de 
pagamento da despesa, e (5) Resultado do Exercício, quando se tratar de desincorporações do ativo. 
A única exceção a essa regra é o pagamento das obrigações financeiras em que a diminuição do 
ativos (saída do recurso do banco) terá como contrapartida do crédito na Conta "Bancos", o débito de 
uma conta de Obrigações no Passivo. 
Podemos citar como exemplo o pagamento da despesa orçamentária que pode ser resumida, em 
termos de lançamentos, como segue: 
Despesa Orçamentária (classe 3) a Bancos (diminuição do ativo) 
Um outro exemplo seria uma doação concedida de um veículo, representada em termos de 
lançamento, como segue: 
Variações Passivas (classe 5) a Veículos (diminuição do ativo) 
Resumindo: 
EVENTO ATIVO CONTRAPARTIDA 
AUMENTOS 
DIMINUIÇÕES 
DÉBITO 
CRÉDITO 
V.A. Classe (4 ou 6) 
V.P. classe (3 ou 5) 
V.A. - Variações Ativas 
V.P. - Variações Passivas 
Do Passivo 
 
CONTABILIZAÇÃO 
 
12 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
As contas do Passivo são creditadas pelos aumentos e debitadas pelas diminuições dos seus 
componentes. 
A) Aumentos: 
As contas do Passivo serão creditadas pelos aumentos dos seus componentes e terão como 
contrapartida dos seus créditos uma Variação Passiva, representada pela classe (3) - Despesa 
Orçamentária, quando se tratar da liquidação da despesa (2º estágio da despesa) e (5) Resultado do 
Exercício quando se tratar de Incorporações de Passivos (obrigações). 
Um exemplo típico de aumentos do Passivo é a liquidação da despesa (2º estágio da despesa) que 
deverá ter a seguinte contabilização, no sistema financeiro: 
Despesa Orçamentária (classe 3) a Obrigações (aumentos de passivos) 
As obrigações decorrentes de Operações de Créditos emitidas devem ser contabilizadas da seguinte 
forma: 
Variações Passivas (classe 5) a Operações de Créditos (aumento do passivo) 
B) Diminuições 
As contas do Passivo serão debitadas pelas diminuições e terão como contrapartida dos seus 
débitos, a conta Bancos quando se tratar de pagamento das obrigações financeiras e Variações 
Ativas, quando se tratar de diminuições do passivo (baixa de obrigações por pagamento do passivo 
não financeiro, perdão da dívida, registros indevidos, etc.). 
O terceiro estágio da despesa, o pagamento, pode ser assim resumido em termos de lançamentos: 
Obrig.Financeiras (dimin.do passivo) a Bancos 
O cancelamento de Restos a Pagar é um exemplo típico de baixa de obrigações, onde o pagamento 
não ocorre, visto que foi cancelado o contrato com o fornecedor. Esse fato pode ser assim resumido 
em termos de lançamentos: 
Restos a Pagar (diminuição do passivo) a Variações Ativas (classe 6) 
Resumindo: 
EVENTOS PASSIVO CONTRAPARTIDA 
AUMENTOS 
DIMINUIÇÕES 
CRÉDITO 
DÉBITO 
V.P. classe (3 ou 5) 
Bancos ou classe (6) 
V.P. - Variações PassivasV.A. - Variações Ativas 
Sistemas De Contas 
 
Na Contabilidade Pública as contas do Plano de Contas são separadas em sistemas de contas 
independentes, para facilitar a elaboração dos balanços e demonstrativos. Esse sistemas são 
classificados em: 
SISTEMA FINANCEIRO 
SISTEMA PATRIMONIAL 
SISTEMA ORÇAMENTÁRIO 
SISTEMA DE COMPENSAÇÃO 
Sistema Financeiro 
O Sistema Financeiro está relacionado com os ingressos (entradas) e os dispêndios (saídas) de 
recursos, ou seja, com o registro dos recebimentos e pagamentos de natureza orçamentaria e extra-
orçamentária. 
CONTABILIZAÇÃO 
 
13 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
É importante esclarecer que os lançamentos contábeis são feitos fechados em cada sistema, quando 
se debita uma conta de um determinado sistema a conta creditada, também, tem de pertencer ao 
mesmo sistema. 
As principais contas do sistema financeiro estão relacionadas com as contrapartidas do grupo 
"Disponível", visto que este grupo representa dentro de qualquer órgão ou entidade as entradas e 
saídas de recursos. 
Podemos concluir que todas as contas do grupo "Disponível" pertencem ao Sistema Financeiro, ou 
seja, Caixa, Bancos Conta Movimento, Aplicações Financeiras e todas as outras contas que se 
relacionam com o "Disponível", também, pertencem ao Sistema Financeiro, tais como: Receita, 
Despesa, Fornecedores, Restos a Pagar, Pessoal a Pagar, Encargos Sociais a Recolher, 
Consignações, Depósito de Terceiros, etc. 
Resumindo, teremos: 
DISPONÍVEL 
ENTRADAS SAÍDAS 
Receitas 
Transf.Financeiras Recebidas 
-Cota 
-Repasse 
-sub-Repasse 
-Transf. p/atender a R. a Pagar 
Recebimentos Extra-Orçamentários 
-Créditos a Receber Financeiros 
Despesas Orçamentárias 
Transf.Financeiras Concedidas 
-Cota 
-Repasse 
-Sub-Repasse 
-Transf. p/Atender a R. a Pagar 
Pagamentos Extra-Orçamentários 
-Restos a Pagar 
-Fornecedores 
-Pessoal a Pagar 
-Encargos Sociais a Recolher 
-Consignações 
-Depositos de Terceiros 
Sistema Patrimonial 
Sistema Patrimonial registra os bens móveis, imóveis, estoques, créditos, obrigações, valores, 
inscrição e baixa da dívida ativa, operações de créditos, superveniências e insubsistências ativas e 
passivas, etc. 
No Sistema Patrimonial, os lançamentos de incorporação ou desincorporação de ativos e passivos, 
são feitos fechados dentro desse sistema, mesmo que o fato venha a acarretar uma entrada ou saída 
de recurso (Sistema Financeiro). 
Podemos citar como exemplo uma compra de um veículo, feita com pagamento no ato da aquisição, 
cujos lançamentos poderiam ser resumidos a seguir: 
SISTEMA FINANCEIRO SISTEMA PATRIMONIAL 
Despesa de Capital (Resultado) 
a Bancos Conta Movimento (Ativo) 
Veículos (Ativo Permanente) 
a Variações Ativas (Resultado) 
Sistema Orçamentário 
O Sistema Orçamentário é representado pelo atos de natureza orçamentária, tais como: previsão da 
receita, fixação da despesa, descentralização de créditos, empenho da despesa. 
No Sistema Orçamentário é feita a comparação da receita prevista com a sua realização e da 
despesa fixada com a sua realização, para isso é necessário que os fatos de arrecadação da receita 
e liquidação da despesa passem por este sistema. 
As contas pertencentes ao Sistema Orçamentário estão alocadas dentro do ativo e passivo 
compensados e são representadas pelos grupos 1.9.1./2.9.1. - Execução Orçamentária da Receita e 
1.9.2./2.9.2. - Execução Orçamentária da Despesa 
Sistema De Compensação 
CONTABILIZAÇÃO 
 
14 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
O Sistema de Compensação é representado pelos atos praticados pelo administrador que não afetam 
ao Patrimônio de imediato mas que poderão vir a afetá-lo. Esses atos são: 
AVAIS 
ACORDOS 
AJUSTES 
CAUÇÕES 
FIANÇAS 
GARANTIAS 
CONTRATOS COMODATOS DE BENS 
BENS E VALORES SOB RESPONSABILIDADE 
CONVÊNIOS 
CONTRATOS 
Como se pode observar, o Sistema de Compensação compreende, apenas, as contas com função 
específica de controle, relacionadas com as situações não compreendidas no patrimônio mas que 
possam vir a afetá-lo. 
As contas pertencentes ao Sistema de Compensação estão alocadas dentro dos grupos 1.9. - Ativo 
Compensado e 2.9. - Passivo Compensado. 
Tabela De Evento 
Conceito De Evento 
É o instrumento utilizado pelas unidades gestoras no preenchimento das telas e/ou documentos de 
entrada no SIAFI, para transformar os atos e fatos administrativos rotineiros em registros contábeis 
automáticos. 
Estrutura Do Evento 
O código do evento é composto de 6 (seis) números estruturados da seguinte forma: 
- CLASSE..........................................................................XX Identifica o conjunto de eventos de uma 
mesma natureza de registro - TIPO DE UTILIZAÇÃO.....................................................X (0) Evento 
Utilizado Diretamente pelo Gestor (1) Evento Utilizado Diretamente pelo Sistema (máquina) (2) 
Evento Complementar do Evento do Gestor 
(3) Evento Complementar do Evento Interno do Sistema (máquina) 
(5) Evento de Estorno do Gestor (6) Evento de Estorno Interno do Sistema (máquina) (7) Estorno do 
Evento Complementar do Gestor 
(8) Estorno do Evento Complementar Interno do Sistema (máquina)-CÓDIGO 
Seqüencial...................................................XXX CLASSE DOS EVENTOS10.0.000 - Previsão da 
Receita20.0.000 - Dotação da Despesa30.0.000 - Movimentação de Crédito40.0.000 - Empenho da 
Despesa50.0.000 - Apropriações, Retenções, Liquidações e Outros51.0.000 - Apropriações de 
Despesas52.0.000 - Retenções e Obrigações53.0.000 - Liquidações de Obrigações54.0.000 - 
Registros Diversos55.0.000 - Apropriações de Direitos56.0.000 - Liquidações de Direitos60.0.000 - 
Restos a Pagar61.0.000 - Liquidação de Restos a Pagar70.0.000 - Transferências 
Financeiras80.0.000 - Receita2.6.3 - FUNDAMENTOS LÓGICOS Os eventos mantêm correlação com 
os documentos de entrada do SIAFI, à exceção dos eventos de classe 50, 60, 70 e 80, que podem 
aparecer indistintamente na NL, OB e GR. Os eventos 10.0.XXX são preenchidos de forma individual 
na NL, e se destinam a registrar a previsão da receita. Os eventos 20.0.XXX são indicados na ND e 
objetivam registrar a dotação da despesa. Tais eventos são preenchidos de forma individual, com 
algumas exceções de utilização conjugada, porém com eventos da mesma classe. Os eventos 
30.0.XXX são indicados de forma individual na NC e se destinam a registrar a movimentação de 
créditos orçamentários. Os eventos 40.0.XXX são preenchidos na NE ou PE, de forma individual, e 
objetivam registrar a emissão de Empenhos ou Pré-Empenhos. Os eventos 50.0.XXX, quando 
preenchidos na NL, não podem se apresentar de forma individual, exceto os de classe 54, isto porque 
são eventos representativos de partida contábil de débitos (classes 51, 53 e 55) e de créditos (52 e 
56). A combinação natural destes eventos é a seguinte: Os eventos 51.0.XXX são utilizados sempre 
CONTABILIZAÇÃO 
 
15 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
que a despesa for conhecida, esteja ou não em condições de pagamento. Estes eventos exigem 
como complemento, eventos 52.0.XXX para o caso de retenção da respectiva obrigação na NL. Em 
se tratando de pagamento direto, o evento de despesa é utilizado na OB que apropriará e liquidará 
simultaneamente a despesa; 
Os eventos 52.0.XXX são utilizados normalmente em conjunto com os 51.0.xxx, sempre que houver 
retenção da obrigação para pagamento posterior; 
Os eventos 53.0.3XX são utilizados para liquidar obrigações retidas através dos eventos 52.0.2XX, e 
suas dezenas finais mantém, na sua maioria, correlação entre si, para facilitar a identificação e o uso 
dos mesmos; 
Os eventos 54.0.XXX são utilizados de forma individual e se destinam à realização de registros 
contábeis diversos; 
Os eventos 55.0.XXX são utilizados para apropriar os valores representativos de direitos, inclusive 
por desembolsos efetuados pela própria unidade gestora para prestação de contas posterior; 
Os eventos56.0.6XX são utilizados para liquidar os direitos apropriados pelos eventos 55.0.5XX, e 
suas dezenas finais mantém, na sua maioria, correlação entre si, para facilitar a identificação e o uso 
dos mesmos; Os eventos 61.0.XXX são utilizados para liquidar os restos a pagar inscritos no final do 
exercício anterior, e exigem como contrapartida eventos de saída de Bancos. Os eventos 70.0.XXX 
são utilizados para realização de transferências financeiras, e exigem como contrapartida eventos de 
saída de Bancos. 
Os eventos 80.0.XXX são utilizados para a apropriação da receita, e exigem como contrapartida 
eventos de entrada em Bancos. 
Aprovação Da Lei Orçamentária Anual- Início Da Execução Orçamentária E Financeira 
Previsão Da Receita 
As contas que controlam a previsão da receita estão alocadas dentro do Plano de Contas nos 
subgrupos 1.9.1.0.0.0.00.00/2.9.1.0.0.0.00.00 - Execução Orçamentária da Receita. No lado do Ativo, 
são registrados a execução da receita (1.9.1.1.1.00.00 - Receita a Realizar e 1.9.1.1.4.00.00 - Receita 
Realizada). No lado do Passivo, são registrados os totais previstos, divididos em: Iniciais e Adicionais 
(2.9.1.1.1.00.00 - Previsão Inicial da Receita e 2.9.1.1.2.00.00 - Previsão Adicional da Receita). Além 
das contas citadas acima, que são detalhadas por Célula da Receita (classificação da Receita + 
Fonte de Recursos), existe um outro controle da receita detalhada por fonte de recursos que tem o 
mesmo funcionamento do anterior. 
É bom esclarecer que só as unidades orçamentárias da administração indireta é que fazem os 
lançamentos de previsão de receita e somente das fontes diretamente arrecadadas, ou seja, das 
fontes que têm na segunda posição do seu código 2 ou 4 (X2XX ou X4XX). Na administração direta, 
os lançamentos de previsão da receita são efetuados pelo Ministério da Fazenda tendo em vista que 
as receitas das fontes do Tesouro (segunda posição 1 ou 3 - X1XX ou X3XX) são centralizadas 
naquele Ministério. 
Todos os eventos de previsão de receita atualizam as mesmas contas do sistema orçamentário, 
diferenciando apenas se a previsão é um crédito inicial (Lei Orçamentária) ou se é um crédito 
adicional (créditos suplementares, especiais ou extraordinários). 
Logo após a aprovação do Orçamento ou de Créditos Adicionais, a Unidade Gestora deve emitir Nota 
de Lançamento-NL para registrar a previsão da receita referente às fontes de recursos diretamente 
arrecadadas (fonte X2XX ou X4XX). 
Resumindo em termos de lançamentos:a) ORÇAMENTO INICIAL: 
Transação: NLEvento: 10.0.010 
DÉBITO CRÉDITO 
191110000-Receita a Realizar 29111000-Previsão Inicial da Receita 
CONTABILIZAÇÃO 
 
16 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
291219900-Outros Controles p/F.Recursos 29121010-Prev.Inicial p/Fonte de Recursos 
B) Créditos Adicionais 
Transação: NLEvento: 10.0.011 
DÉBITO CRÉDITO 
191110000-Receita a Realizar 
291219900-Outros Cont.p/Fte.de Recursos 
291120000-Prev.Adicional da Receita291210200-
Prev.Adic.p/Fonte de Recursos 
Fixação Da Despesa 
 
As contas que controlam a fixação da despesa foram alocadas nos subgrupos 
1.9.2.0.0.00.00/2.9.2.0.0.00.00 - Execução Orçamentária da Despesa. No lado do Ativo (1.9.2), são 
controlados os saldos dos Créditos Orçamentários, mostrando a origem do orçamento (Créditos 
Iniciais Suplementares, Especiais, Extraordinários e Transferidos). No lado do Passivo, é 
demonstrada a execução do orçamento (Crédito Disponível, Empenhado/Liquidado e Transferido). 
A contabilização do Orçamento ou de Créditos Adicionais é feita com base na fita preparada pela 
SOF e entregue à STN que é lida pela SIAFI e contabilizada automaticamente em cada Unidade 
Orçamentária. Os eventos da Fixação da Despesa utilizam as mesmas contas, diferenciando apenas 
se a fixação é um Crédito Inicial, Suplementar, Especial ou Extraordinário. 
Resumindo em termos de lançamentos:a) CRÉDITO INICIAL: 
Transação: NDEvento: 20.0.031-Dotação inicial aprovada pela Lei Orçamentária. 
Resumindo em Termos de Lançamentos: 
DÉBITO CRÉDITO 
192110100-Crédito Inicial 
192180100-Créd.Iniciais/Suplementares 
292189900-Outros Créditos 
293119900-Diversos Cot.Orçamentárias(*) 
292110000-Crédito Disponível 
192189900-Outras Dotações292180100-Créditos 
Iniciais/Suplementares293110X02-Cot.de (X) a 
Programar(*) 
(X) - Cota de Despesa (Adm.Direta) e Cota de Repasse (Adm.Indireta) (*) Este lançamento é 
efetuado pelos eventos complementares existentes nos eventos da classe 20.0.XXX, que são : 
20.2.050 - utilizado para registrar a programação financeira da SPO(OSPF) com a COFIN do 
Ministério da Fazenda. 
20.2.060 - utilizado para registrar a programação finacneira da Setorial Financeira do Órgão da 
Indireta e a SPO do Ministério. 
20.2.061 - utilizado para registrar a programação financeira da Setorial Financeira do Fundo e a SPO 
do Ministério. 
B)Créditos Adicionais 
 
A Lei 4.320/64, em seu Art. 41, classifica os créditos adicionais em: Suplementares, Especiais e 
Extraordinários. 
B1) Créditos Suplementares 
Os destinados ao reforço de dotações orçamentárias para as quais haja dotação orçamentária 
específica (Lei 4.320/64, Inciso I do Art. 41).Transação: ND 
Eventos: 
20.0.027-Dotação suplementar proveniente do superávit financeiro do exercício anterior. 20.0.032-
Dotação suplementar proveniente do excesso de arrecadaçao. 
20.0.037-Dotação suplementar proveniente do excesso de arrecadação por suplementação 
automática. Resumindo em Termos de Lançamentos: 
CONTABILIZAÇÃO 
 
17 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
DÉBITO CRÉDITO 
19212Y000-Dotação Suplementar 
192180100-Créditos Iniciais/Suplementares 
292189900-Outros Créditos 
293119900-Div.Cot.Orçamentárias(*) 
292110000-Crédito Disponível192189900-Outras 
Dotações292180100-
Créd.Inic./Suplement.293110X02-Cot.de (X) a 
Programar(*) 
(X)-Cota de Despesa (Adm.Direta) e Cota de Repasse (Adm.Indireta)(Y)-Origem da fonte (excesso de 
arrecadação ou superávit financeiro)Se X=1, cota de despesa a programar; se X=2, cota de repasse 
a programar 
B2) Créditos Especiais 
 
Os destinados às despesas para as quais não haja dotação orçamentária específica (Lei 4.320/64, 
Inciso II do Art. 41).Transação: NDEventos: 20.0.033-Dotação especial aberta no exercício 
20.0.043-Dotação especial reabertaResumindo em Termos de Lançamentos: 
DÉBITO CRÉDITO 
19213Y000-Dotação Especial 
1921803YY-Créditos Especiais 
292189900-Outros Créditos 
293119900-Div.Cotas Orçamentarias (*) 
292110000-Crédito Disponível192189900-Outras 
Dotações 2921803YY-Créditos 
Especiais293110X02-Cotas de (X) a 
Programar(*) 
(X)-Cota de Despesa (Adm.Direta) e Cota de Repasse(Adm.Indireta)(Y)-Crédito Especial Aberto ou 
Reaberto no Exercício. 
B3) Créditos Extraordinários 
 
Os destinados a despesas urgentes e imprevistas, em caso de guerra, comoção intestina ou 
calamidade pública (Lei 4.320/64, Inciso III do Art. 41).Transação: ND 
Eventos: 
20.0.034-Dotação extraordinária aberta no exercício 20.0.054-Dotação extraordinária Reaberta no 
exercício 
Resumindo em Termos de Lançamentos: 
DÉBITO CRÉDITO 
192140000-Dot. Extraordinária 
1921804YY-Créd.Extraordinários 
292189900-Outros Créditos 
293119900-Div.Cotas Orçamentárias(*) 
292110000-Crédito Disponível192189900-Outras 
Dotações2921804YY-Créditos 
Especiais293110X02-Cotas de X) a Programar(*) 
(X) - Cota de Despesa (Adm.Direta) e Repasse (Adm.Indireta)Se X=1, cota de despesa a programar; 
se X=2, cota de repasse a programar 
Descentralização De Créditos 
 
Conceito 
 
Já vimos que o orçamento ao ser aprovado é registrado na UG Setorial Orçamentária de cada órgão, 
necessitando de ser descentralizado, no sistema, para as unidades administrativas efetuarem a sua 
execução. Esta transferência de créditos entre unidade gestoras do sistema dá-se o nome de 
descentralização. A descentralização pode ser Interna, também chamada de Provisão, e Externa, 
também chamada de Destaque. 
 
Descentralização Interna De Créditos (Provisão)É a descentralização de créditos entre unidades gestoras de um mesmo órgão ou entidade 
integrantes do orçamento fiscal e da seguridade social, respeitada fielmente a classificação funcional 
programática (Dec. 825/93, de 28/05/93). 
Descentralização Externa De Créditos (Destaque) 
 
CONTABILIZAÇÃO 
 
18 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
É a descentralização de créditos entre unidades gestoras de órgãos ou entidades de estrutura 
diferentes, respeitada fielmente a classificação da funcional programática (Dec. 825 de 28/05/93). 
Resumindo em termos de lançamentos: 
 
A)Na UG Concedente 
DÉBITO CRÉDITO 
292110000-Crédito Disponível 2922x0000 – Descentraliz. de Créditos 
B)Na UG Recebedora 
DÉBITO CRÉDITO 
1922X0000 - Desc.(X)de Créditos 292110000 - Crédito Disponível 
(X) - Descentralização Interna (no âmbito do órgão) e Externa (entre órgãos)Se X=1, descentralização 
externa; se X=2, descentralização interna 
Programação Financeira 
 
Conceito E Legislação 
 
Os procedimentos de programação financeira foram definidos pela Instrução Normativa nº 4 e Norma 
de Execução nº 3, ambas de 08 de julho de 1993, da Secretaria do Tesouro Nacional. Os Órgãos 
Setoriais de Programação Financeira (OSPF) registrarão suas Propostas de Programação Financeira 
- PPF até o dia 28 de cada mês através da transação >PF. 
A Secretaria do Tesouro Nacional, considerando as disponibilidades do caixa da União, fará até o 
terceiro dia útil do mês subsequente a aprovação das propostas, através da transação >PF. As 
OSPF, com base nas aprovações efetuadas pela STN, estabelecem os tetos a serem repassados 
para suas Unidades Gestoras e Unidades Subordinadas. A programação financeira também poderá 
ser utilizada pelas OSPF com relação às suas Unidades Gestoras e Unidades Subordinadas. Para 
isso, deverão seguir os mesmos procedimentos com relação à STN. 
Contabilização 
 
A contabilização da programação financeira pode ser resumida por meio do quadro a seguir: 
SECRETARIA DO TESOURO NACIONAL- STN ÓRG.S. DE PROG.FIN.OSPF 
EVENTOS DÉBITO CRÉDITO DÉBITO CRÉDITO 
APROV.DO ORÇAMENTO 193110102 193119900 293119900 293110102 
EMISSÃO DA PPF/OSPF 193110301 293110399 193110399 293110301 
APROV.DA PPF P/STN 193110103 
193110302 
193110102 
193110301 
293110102 
293110301 
293110103 
293110302 
LIBERAÇÃO - OB P/STN 193110104193110303 193110103 
193110302 
293110103 
293110302 
293110104 
293110303 
As contas representativas da programação financeira utilizadas pelo Órgão Central e pelos Órgãos 
Setoriais de Programação Financeiras ou pelas Unidades Gestoras recebedoras de recursos 
financeiros que dependem de programação financeiras obedecem ao esquema abaixo: 
CONTAS UTLIZADAS PELA UG 
REPASSADORA DO RECURSO 
CONTAS UTILIZADAS PELA UG RECEBEDORA 
DO RECURSO 
193110100 - COTA DE DESPESA 
193110101 - COTA DE DESPESA 
INDISPONÍVEL 
193110102 - COTA DE DESPESA A 
PROGRAMAR193110103 - COTA DE DESPESA 
A LIBERAR193110104 - COTA DE DESPESA 
LIBERADA 
193110105 - COTA FINANC. DIR. 
ARRECADADA 
193110200 - COTA REPASSE 
193110201 - COTA DE REPASSE 
293110100 - COTA DE DESPESA 
293110101 - COTA DE DESPESA 
INDISPONÍVEL 
293110102 - COTA DE DESPESA A 
PROGRAMAR293110103 - COTA DE DESPESA 
A RECEBER293110104 - COTA DE DESPESA 
RECEBIDA 
293110105 - COTA FINANC. DIR. 
ARRECADADA 
293110200 - COTA DE REPASSE 
293110201 - COTA DE REPASSE 
CONTABILIZAÇÃO 
 
19 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
INDISPONÍVEL 
193110202 - COTA DE REPASSE A 
PROGRAMAR193110203 - COTA DE REPASSE 
A LIBERAR193110204 - COTA DE REPASSE 
LIBERADA 
193110205 - COTA FINANC. DIR. 
ARRECADADA 
193110300 - COTA FINANCEIRA 
PROGRAMADA 
193110301 - COTA FINANCEIRA SOLICITADA 
193110302 - COTA FINANCEIRA A LIBERAR 
193110303 - COTA FINANCEIRA LIBERADA 
193110304 - COTA FINANC. DIR. 
ARRECADADA 
INDISPONÍVEL 
293110202 - COTA DE REPASSE A 
PROGRAMAR293110203 - COTA DE REPASSE 
A RECEBER293110204 - COTA DE REPASSE 
RECEBIDA 
293110204 - COTA FINANC. DIR. 
ARRECADADA 
293110300 - COTA FINANCEIRA 
PROGRAMADA 
293110301 - COTA FINANCEIRA SOLICITADA 
293110302 - COTA FINANCEIRA A RECEBER 
293110303 - COTA FINANCEIRA RECEBIDA 
293110304 - COTA FINANC. DIR. 
ARRECADADA 
Receita 
Conceito 
 
Para J.Teixeira Machado Jr. receita é "um conjunto de ingressos financeiros com fonte e fatos 
geradores próprios e permanentes, oriundos da ação e de atributos inerentes à instituição, e que, 
integrando o patrimônio na qualidade de elemento novo, produz-lhe acréscimos, sem contudo gerar 
obrigações, reservas ou reivindicações de terceiros". Considera-se, ainda, como receita pública, todo 
o recurso obtido pelo Estado para atender às despesas públicas. A receita pública efetiva provem dos 
serviços prestados direta ou indiretamente, pelo Governo, à coletividade em troca da cobrança dos 
tributos e por mutação patrimonial decorrente da alienação de bens, da amortização dos empréstimos 
concedidos, etc. 
Classificação Da Receita Por Categorias Econômicas 
 
A Receita compreende os seguinte grupos de contas, correspondentes às categorias econômicas: 
Receitas Correntes 
Receitas De Capital 
A) Receitas Correntes 
As Receitas Correntes incluem as contas representativas da Receita Tributária, Contribuições, 
Patrimonial, Industrial, Agropecuária, Serviços e outras de natureza semelhante, bem como as 
transferências recebidas para atender a despesas correntes. 
B) Receitas De Capital 
As Receitas de Capital incluem as contas representativas de constituição de dívidas, conversão em 
espécie de bens e direitos, amortizações, utilização de saldos de exercício anteriores, bem como as 
transferências recebidas para atender a despesas de capital. 
Estágios 
 
A Receita Orçamentária passa por quatro fases denominadas estágios: 
 
Previsão Lançamento Arrecadação Recolhimento 
a) PREVISÃO A previsão da receita é a estimativa do que se espera arrecadar durante o exercício 
.b) LANÇAMENTO O lançamento é a identificação do devedor ou da pessoa do contribuinte. A Lei 
4.320/64 define o lançamento da receita como o ato da repartição competente que verifica a 
procedência do crédito fiscal e a pessoa que lhe é devedora e inscreve o débito desta.c) 
ARRECADAÇÃO A arrecadação da receita é momento em que o contribuinte recolhe ao agente 
arrecadador o valor do seu débito. 
CONTABILIZAÇÃO 
 
20 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
d) RECOLHIMENTO O recolhimento da receita é o momento em que o agente arrecadador recolhe o 
produto arrecadado ao Tesouro Nacional, Estadual ou Municipal. 
Despesa 
 
Definição 
Define-se como Despesa Pública o conjunto de dispêndios do Estado ou de outra pessoa de direito 
público, para o funcionamento dos serviços públicos. Nesse sentido, a despesa é parte do orçamento, 
ou seja, aquela em que se encontram classificadas todas as autorizações para gastos com várias 
atribuições e funções governamentais. Em outras palavras, as despesas públicas formam o complexo 
da distribuição e emprego das receitas para custeio de diferentes setores da administração. 
Classificação Da Despesa Quanto À Natureza 
Para a classificação da despesa quanto à sua natureza deve ser analisada a "categoria econômica", 
o "grupo" a que pertence, sua "modalidade de aplicação", ou seja, se ela vai ser realizada 
diretamente ou através de transferência a outro organismo ou entidade dentro ou fora do orçamento e 
seu "objeto final do gasto". Para isso, deve ser usado o conjunto de tabelas adiante apresentadas, 
onde cada título é associado a um número. A agregação desses números, num total de 06 dígitos, na 
seqüência a seguir indicada, constituirá o código referente à classificação da despesa quanto à sua 
natureza 
:1º DÍGITO - INDICA A CATEGORIA ECONÔMICA 
2º DÍGITO - INDICA O GRUPO DE DESPESA 
3º/4º DÍGITOS - INDICAM A MODALIDADE DE APLICAÇÃO 
5º/6º DÍGITOS - INDICAM O ELEMENTO DE DESPESA __ 
a. CATEGORIA ECONÔMICA 
b. 3 - DESPESAS CORRENTES 
c. 4 - DESPESAS DECAPITAL 
b) GRUPO DE DESPESA 
1 - PESSOAL E ENCARGOS SOCIAIS 2 - JUROS E ENCARGOS DA DÍVIDA INTERNA 3 - JUROS 
E ENCARGOS DA DÍVIDA EXTERNA 4 - OUTRAS DESPESAS CORRENTES 5 - INVESTIMENTOS 
6 - INVERSÕES FINANCEIRAS 7 – AMORTIZAÇÃO/REFINANCIAMENTO DA DÍVIDA INTERNA 8 – 
AMORTIZAÇÃO/REFINANCIAMENTO DA DÍVIDA EXTERNA 9 - OUTRAS DESPESAS DE CAPITA 
c) MODALIDADE DE APLICAÇÃO 
11 - TRANSFERÊNCIAS INTRAGOVERNAMENTAIS A AUTARQUIAS E FUNDAÇÕES 
12 - TRANSFERÊNCIAS INTRAGOVERNAMENTAIS A FUNDOS 
13 - TRANSFERÊNCIAS INTRAGOVERNAMENTAIS A EMP.INDUST. E AGRÍCOLAS 
14 - TRANSFERÊNCIAS INTRAGOVERNAMENTAIS A EMP.COM. E FINANCEIRAS 
19 - TRANSFERÊNCIAS INTRAGOVERNAMENTAIS A OUTRAS ENTIDADES 
20 - TRANSFERÊNCIAS À UNIÃO 
30 - TRANSFERÊNCIAS A ESTADOS E AO DISTRITO FEDERAL 
40 - TRANSFERÊNCIAS A MUNICÍPIOS 50 - TRANSFERÊNCIAS A INSTITUIÇÕES PRIVADAS 
60 - TRANSFERÊNCIAS A INSTITUIÇÕES MULTIGOVERNAMENTAIS 
70 – TRANSFERÊNCIAS AO EXTERIOR 
71 - TRANSFERÊNCIA AO EXTERIOR - GOVERNO 
72 - TRANSFERÊNCIAS A ORGANISMOS INTERNACIONAIS 
73 - TRANSFERÊNCIAS A FUNDOS INTERNACIONAIS 
90 - APLICAÇÕES DIRETAS 
d. ELEMENTO DE DESPESAS 
CONTABILIZAÇÃO 
 
21 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
01 - APOSENTADORIAS E REFORMAS 
03 - PENSÕES 
04 - CONTRATAÇÃO POR TEMPO DETERMINADO-PESSOAL CIVIL 
05 - OUTROS BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS 
06 - BENEFÍCIO MENSAL AO DEFICIENTE E AO IDOSO 
07 - CONTRIBUIÇÃO A ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA 
08 - OUTROS BENEFÍCIOS ASSISTENCIAIS 
09 - SALÁRIO-FAMÍLIA 
10 - OUTROS BENEFÍCIOS DE NATUREZA SOCIAL 
11 - VENCIMENTOS E VANTAGENS FIXAS - PESSOAL CIVIL 
12 - VENCIMENTOS E VANTAGENS FIXAS - PESSOAL MILITAR 
13 - OBRIGAÇÕES PATRONAIS 
14 - DIÁRIAS - PESSOAL CIVIL 
15 - DIÁRIAS - PESSOAL MILITAR 
16 - OUTRAS DESPESAS VARIÁVEIS - PESSOAL CIVIL 
17 - OUTRAS DESPESAS VARIÁVEIS - PESSOAL MILITAR 
18 - AUXÍLIO FINANCEIRO A ESTUDANTES 
19 – AUXÍLIO 
20-FARDAMENTO 
21 - JUROS SOBRE A DÍVIDA POR CONTRATO 
22 - OUTROS ENCARGOS SOBRE A DÍVIDA POR CONTRATO 
23 - JUROS, DESÁGIOS E DESCONTOS DA DÍVIDA MOBILIÁRIA 
24 - OUTROS ENCARGOS SOBRE A DÍVIDA MOBILIÁRIA 
25 - ENCARGOS S/OPERAÇÕES DE CRÉDITO POR ANTECIPAÇÃO DA RECEITA 
30 - MATERIAL DE CONSUMO 
32 - MATERIAL DE DISTRIBUIÇÃO GRATUITA 
33 - PASSAGENS E DESPESAS COM LOCOMOÇÃO 
35 - SERVIÇOS DE CONSULTORIA 
36 - OUTROS SERVIÇOS DE TERCEIROS - PESSOA FÍSICA 
37 - LOCAÇÃO DE MÃO-DE-OBRA 
38 - ARRENDAMENTO MERCANTIL 
39 - OUTROS SERVIÇOS DE TERCEIROS 
40- PESSOA JURÍDICA 
41 - CONTRIBUIÇÕES 
42 - AUXÍLIOS 
43 - SUBVENÇÕES SOCIAIS 
44 - SUBVENÇÕES ECONÔMICAS 
45 - EQUALIZAÇÕES DE PREÇOS E TAXAS 
 
7 – OBRIGAÇÕES TRIBUTÁRIAS E CONTRIBUTIVAS 
 
51 - OBRAS E INSTALAÇÕES 
52 - EQUIPAMENTOS E MATERIAIS PERMANENTES 
61 - AQUISIÇÃO DE IMÓVEIS 
62 - AQUISIÇÃO DE BENS PARA REVENDA 
63 - AQUISIÇÃO DE TÍTULO DE CRÉDITO 
64 - AQUISIÇÃO DE TÍT. REPRESENTATIVO DE CAPITAL JÁ INTEGRALIZADO 
65 - CONSTITUIÇÃO OU AUMENTO DE CAPITAL DE EMPRESAS 
66 - CONCESSÃO DE EMPRÉSTIMOS 
67 - DEPÓSITOS COMPULSÓRIOS 
71 - PRINCIPAL DA DÍVIDA CONTRATUAL RESGATADA 
72 - PRINCIPAL DA DÍVIDA MOBILIÁRIA RESGATADA 
73 - CORREÇÃO MONETÁRIA E CAMBIAL DA DÍVIDA POR CONTRATO 
74 - CORREÇÃO MONETÁRIA E CAMBIAL DA DÍVIDA MOBILIÁRIA 
75 - CORREÇÃO MONET. DE OPER.DE CRÉDITO P/ANTECIPAÇÃO DA RECEITA 
91 - SENTENÇAS JUDICIÁRIAS 
92 - DESPESAS DE EXERCÍCIO ANTERIORES 
93 - INDENIZAÇÕES E RESTITUIÇÕES 
99 - REGIME DE EXECUÇÃO ESPECIAL 
 
CONTABILIZAÇÃO 
 
22 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Como exemplo, podemos citar a classificação da despesa de vencimentos com pessoal, que ficaria 
assim detalhada: 3.1.90.11.00, onde: 
3 - Despesas Correntes (categoria econômica)1 - Pessoal e Enc. Sociais (grupo de despesas)90 - 
Aplicação Direta (modalidade de aplicação)11 - Vencimentos e Vantagens Fixas (elemento de 
despesas) 
ESTÁGIOS Os estágios da despesa são: EMPENHO LIQUIDAÇÃO PAGAMENTO 
A) Empenho 
O empenho representa o primeiro estágio da despesa e é emitido pela unidade que recebeu créditos 
orçamentários, por consignação no orçamento, ou por descentralização de créditos de outra unidade. 
A Lei 4.320/64 define o empenho como "o ato emanado de autoridade competente que cria para o 
Estado obrigação de pagamento, pendente ou não de implemento de condição". A mesma lei em seu 
art. 58 diz: "Será feito por estimativa o empenho da despesa cujo montante não se possa determinar" 
- Parágrafo 2º e "é permitido o empenho global de despesas contratuais e outras sujeitas a 
parcelamento"- Parágrafo 3º. Ao se emitir um empenho o ordenador de despesas deve deduzir o seu 
valor da dotação adequada à despesa a realizar, por força do compromisso assumido, não podendo, 
jamais, o seu valor exceder o saldo da dotação.O empenho será formalizado no documento 
denominado "Nota de Empenho", no qual constará o nome do credor, a especificação e importância 
da despesa, bem como os demais dados necessários ao controle da execução orçamentária e ao 
acompanhamento da programação financeira. Para emitir o empenho, a unidade necessita de saldo 
na conta 2.9.2.1.1.00.00 - Crédito Disponível. O empenho da despesa será efetuado pelo documento 
Nota de Empenho - NE que fará os lançamentos de acordo com espécie do empenho emitido, 
conforme se demonstra abaixo: 
Espécie De Empenho 
1 - EMPENHO DE DESPESA - EVENTO 40.1.091 
2 - REFORÇO DE EMPENHO -EVENTO 40.1.092 
3 - ANULAÇÃO DE EMPENHO - EVENTO 40.1.093 
4 - CANCELAMENTO DE RESTOS A PAGAR - 40.1.094 
5 - ESTORNO DE CANCELAMENTO DE RESTOS A PAGAR - 40.1.095 
6 - EMPENHO DE DESPESA PRE-EMPENHADA - EVENTO 40.1.096 
7 - REFORÇO DE EMPENHO DE DESPESA PRE-EMPENHADA - EVENTO 40.1.097 
8 - ANULAÇÃO DE EMPENHO DE DESPESA PRE-EMPENHADA - EVENTO 40.1.098 
A título de exemplo, vamos mostrar os lançamentos dos estágios da despesa que se caracterizam 
pela emissão da Nota de Empenho: 
A) 1° Estágio – E Mpenho 
DÉBITO CRÉDITO 
292110000 - Crédito Disponível 
192410101 - Emissão de Empenhos 
292419900 - Outras Emis.de Empenho 
1924102LL - Mod.de Licitação-Emissão 
292419900 - Outras Emis.de Empenho 
192410401 - Valores Comprometidos 
292419900 - Outras Emis.de Empenho 
292130100-Créd.Emp.-A Liquidar 
192419900-Outro Emp.p/ Emissão 
292410101-Empenhos a Liquidar 
192419900-Outro Emp.p/ Emissão 
2924102LL-Emp.p/mod.Lic.aLiquidar 
192419900-Outro Emp.p/ Emissão 
292410401-Val. em Liquidação 
B) 2° Estágio - Liquidação 
 
A Liquidação da Despesa compreende o 2º estágio da despesa e é caracterizada pela entrega da 
obra, bens, materiais ou serviços, objeto do contrato com o fornecedor. A Lei 4.320/64 em seu Art. 63 
CONTABILIZAÇÃO 
 
23 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
define que a Liquidação da Despesa "consiste na verificação do direito adquirido pelo credor, tendo 
por base os títulos e documentos comprobatórios do respectivo crédito". Na Liquidação da Despesa é 
verificado se o contrato foi efetivamente cumprido pelo fornecedor e é nesse momento que se faz a 
contabilização da despesa, conforme abaixo: 
B1)Contabilização Da Despesa Referente A Fatos Permutativos 
 
Documentos NL e OB – Eventos: 51.x.xxx 
DÉBITO CRÉDITO 
3XXXXXXYY - DESPESAS 
292130100 - CRÉDITO EMP.A LIQUIDAR 
292410101 - EMPENHOS A LIQUIDAR 
2924102LL - EMP.P/MOD.LIC.-A LIQ 
292410401 - VALOR.EM LIQUIDAÇÃO 
293200000 - DISPONIB. FINANCEIRAS 
ATIVO/PASSIVO 
21XXXXXYY - OBRIGAÇÃO 
292130200 CRÉD. EMP.-LIQUIDADO 
292410102 EMPENHOS LIQUIDADOS 
2924103LL - EMP.P/MOD LIC.-LIQ. 
292410403 - VALORES PAGOS 
193290200 - DISP. P/FONTE DE RECURSOS 
61XXXXXYY - MUTAÇÕES ATIVAS 
B2)Contabilização Da Despesa Referente A Fatos Modificativos 
 
A contabilização dos fatos modificativos é idêntica à contabilização dos fatos permutativos, com 
exceção do último lançamento que se refere à entrada dos bens ou direitos no ativo ou do registro 
das obrigações no passivo, decorrentes da despesa orçamentária. 
DÉBITO CRÉDITO 
3XXXXXXYY - DESPESAS 
292130100 - CRÉDITO EMP.ALIQUIDAR 
292410101 - EMPENHOS A LIQUIDAR 
2924102LL - EMP.P/MOD.LIC.-A LIQ 
292410401 - VALOR.EM LIQUIDAÇÃO 
293200000 - DISPONIB. FINANCEIRAS 
21XXXXXYY - OBRIGAÇÃO 
292130200 - CRÉD. EMP.-LIQUIDADO 
292410102 - EMPENHOS LIQUIDADOS 
2924103LL - EMP.P/MOD LIC.-LIQ. 
292410403 - VALORES PAGOS 
193290200 - DISP. P/FONTE DE RECURSOS 
C) 3° Estágio - Pagamento 
 
O Pagamento da despesa compreende o terceiro estágio da despesa e consiste no despacho 
exarada por autoridade competente, determinando que a despesa seja paga. Para o cumprimento do 
terceiro estágio da despesa, a Unidade Gestora deverá emitir o documento Ordem Bancária-OB que 
fará os seguintes lançamentos: 
2ÉBITO CRÉDITO 
2XXXXXXYY - OBRIGAÇÃO 
292410402 - VALORES LIQUIDADOS A 
PAGAR(*) 
111120102 - BANCOS- CTA. ÚNICA 
292410403 - VALORES PAGOS(*) 
(*) Este lançamento só será efetuado quando se tratar de obrigações com fornecedores, evento 
53.0.314. 
Transferências De Recursos 
Conceito 
São as descentralizações de recursos financeiros entre Unidades Gestoras do sistema . Essas 
transferência recebem o nome de Cota, Repasse, Sub-Repasse ou Transferências para atender a 
Restos a Pagar. 
CONTABILIZAÇÃO 
 
24 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Cota Após aprovação do cronograma de desembolso pela STN, esse órgão coloca à disposição dos 
órgãos Setoriais de Programação Financeira no sistema os limites de saque necessários aos 
pagamentos do mês. A cota é a primeira fase da movimentação dos recursos e é liberada em 
consonância com o cronograma de desembolso de cada Ministério ou Órgão. Define-se, portanto, 
como liberação de cota o ato pelo qual a Secretaria do Tesouro Nacional coloca à disposição das 
autoridades dos Poderes Legislativo, Judiciário e Executivo os limites de autorização de saques 
aprovados previamente.Resumindo em termos de lançamentos:a)Na STN 
DÉBITO CRÉDITO 
512110000 - Cota Concedida 
293200000 - Disponib. Financeira 
193110104 - Cota de Desp.Liberada(*) 
193110303 - Cota Fin. Liberada(*) 
111120102-Cta.Única-Bco. do Brasil 
193290200-Disp.p/F.de Recursos 
193110103-Cota Desp.a Liberar(*) 
193110302-Cota Finc. a Liberar(*) 
(*) - lançamento efetuados pelos eventos complementares 
b)Na OSPF 
DÉBITO CRÉDITO 
111120102 - Cta.Única-Bco.do Brasil 
193290200 - Disp.p/Fonte de Recursos 
293110103 - Cota de Desp. a Receber(*) 
293110302 - Cota Financ.a Receber(*) 
612110000 - Cota Recebida 
293200000-Disp. Financeira 
293110104-Cota Desp.Recebida(*)2 
93110303-Cota Fin. Recebida(*) 
Repasse É a liberação de recursos do órgão Setorial de Programação Financeira para Entidades da 
Administração Indireta, e entre estas (Dec. 825/93). O Repasse é também utilizado para transferência 
de recursos de Entidade da Administração Indireta para órgão da Administração Direta, ou entre 
estes, se de outro órgão ou Ministério (Dec. 825/93). Define-se, portanto, como Repasse a 
transferência financeira entre órgãos.Resumindo em termos de lançamentos: 
a)Na UG Repassadora 
DÉBITO CRÉDITO 
512120000 - Repasse Concedido 
293200000 - Disponib. Financeiras 
111120102-Cta.Ú-Bco. do Brasil 
193290200-Disp.p/f.de Recursos 
b)Na UG Recebedora 
DÉBITO CRÉDITO 
111120102 - Cta. Única-Bco.do Brasil 
193290200 - Disp.p/Fonte de Recursos 
612120000 - Repasse Recebido 
293200000 - Disp. Financeira 
Sub-Repasse É a transferência de recursos dos órgãos Setoriais de Programação Financeira para as 
Unidades Gestoras de sua jurisdição e entre as Unidades Gestoras de um mesmo Ministério, Órgão 
ou Entidade. Define-se, portanto, como Sub-Repasse a transferência financeira entre Unidades 
Gestoras no âmbito de um mesmo órgão.Resumindo em termos de lançamentos:a)Na UG Sub-
Repassadora 
DÉBITO CRÉDITO 
512130100 - Sub-Repasse Concedido 
293200000 - Disponib. Financeiras 
111120100-Cta.Ú-Bco. do Brasil1 
193290200-Disp.p/F.de Recursos 
b)Na UG Recebedora 
DÉBITO CRÉDITO 
111120102 - Cta.Única-Bco.do Brasil 
193290200 - Disp.p/Fonte de Recursos 
612130100 -Repasse Recebido 
293200000 -Disp. Financeira 
Folha De Pagamento 
Contabilização 
A contabilização da folha de pagamento é feita por meio de Nota de Lançamento- NL, utilizando os 
eventos constante da tabela de eventos que fará, normalmente, os seguinte lançamentos: 
DÉBITO CRÉDITO 
33190XXYY - Despesas de Pessoal 212120000-Pessoal a Pagar 
CONTABILIZAÇÃO 
 
25 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
292130100 - CRÉDITO EMP.A LIQUIDAR 
292410101 - EMPENHOS A LIQUIDAR 
2924102LL - EMP.P/MOD.LIC.-A LIQ 
292410401 - VALOR.EM LIQUIDAÇÃO 
193290200 - Disp.p/Fonte de Recursos 
292130200 - CRÉD. EMP.-LIQUIDADO 
292410102 - EMPENHOS LIQUIDADOS 
2924103LL - EMP.P/MOD LIC.-LIQ 
.292410403 - VALORES PAGOS 
293200000 -Disp. Financeira 
Convênios 
Conceito 
É o instrumento utilizado pelos Órgãos da Administração Pública para as transferências de créditos 
orçamentários para outro Órgão ou Entidade visando à execução de programas de trabalho, 
projeto/atividade ou de evento de interesse recíproco, em regime de mútua cooperação. 
Objeto 
serão objeto de registro no novo cadastro de convênios do siafi, todas as transferências financeiras, 
celebradas através de convênios ou de instrumentos similares, inclusive o contrato de repasse, de 
que trata o decreto nº 1.819 de 16/02/96, qualquer que seja sua modalidade, sempre que a ug 
concedente (convênio de despesa) ou a ug beneficiária (convênio de receita) utilizem o sistema siafi 
na modalidade de uso total. 
não se aplica na modalidade de convênios as transferências constitucionais a estados, municípios e 
df e as transferências do orçamento geral da união destinadas a programa de trabalho a cargo de 
entidades supervisionadas, à exceção dos recursos vinculados a fontes de convênios. 
o registro inicial no subsistema cadastro de convênios será efetuado quando o órgão ou entidade 
concedente ou convenente tiver protocolado o pedido para celebração de convênio ou similar. 
Da Concepção E Características Gerais 
O subsistema Cadastro de Convênios foi concebido tendo como parâmetros os procedimentos de 
celebração e de execução dos convênios e de seus similares, no âmbito da Administração Pública 
Federal, que inicia-se com o pedido do proponente para celebração de convênio ou similar 
(apresentação do plano de trabalho), passando pela assinatura do instrumento, sua publicação, 
execução, aditamentos, prestações de contas até sua homologação e baixa. 
As principais modificações implementadas no novo Cadastro de Convênios do SIAFI, foram as 
seguintes: 
a)unificação das modalidades de convênios e de seus similares em uma única numeração 
seqüencial, com os mesmos tratamentos; 
b)introdução do cadastro de "pré-convênio" (registro do pedido para celebração de convênio ou 
similar - convênio em fase de celebração); 
c)emissão do extrato do "pré-convênio", devendo este fazer parte integrante do processo documental 
do convênio ou similar, caso o convênio venha a se efetivar; 
d)alteração dos convênios efetivados através do registro de seus aditivos; 
e)acréscimo de novos campos que identificam todos os partícipes envolvidos, bem como seus 
respectivos responsáveis; a descrição e o detalhamento do objeto do convênio; 
f)implantação do detalhamento do objeto, a partir de seus itens, de forma a verificar e quantificar "o 
que será feito" com a consecução do objeto do convênio; 
g)inclusão do cronograma físico-financeiro do concedente, que corresponde ao controle contábil das 
parcelas pactuadas para: liberação, comprovação, aprovação, homologação, impugnação ou 
inadimplência; 
h)inclusão da identificação da esfera do convenente (federal, estadual, municipal, estatal ou privada), 
objetivando verificar se determinado convenente está inadimplente ou não, junto ao Governo Federal, 
independente dele utilizar mais de um CGC em convênios diferentes; 
CONTABILIZAÇÃO 
 
26 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
i)implantaçãoO terceiro objeto da contabilidade pública são os atos potenciais, que são atos administrativos que no 
momento de seu registro não alteram o patrimônio, porém, futuramente poderão vir a afetá-lo, por 
exemplo: convênios, contratos, avais, fianças, cauções em título, etc. 
Afinal, O Que É Contabilidade Pública 
 Contabilidade Pública. É o ramo da contabilidade que estuda, orienta, controla e demonstra a 
organização e execução da Fazenda Pública, o patrimônio público e suas variações. 
 Contabilidade Pública. A Contabilidade Aplicada ao Setor Público é o ramo da ciência contábil que 
aplica, no processo gerador de informações, os princípios e normas de contabilidade direcionadas ao 
controle patrimonial de entidades do setor público. 
O objetivo da contabilidade pública é captar, registrar, acumular, resumir e interpretar os fenômenos 
que afetam as situações orçamentárias, financeiras e patrimoniais das entidades de direito público 
interno, que se utiliza de contas escrituradas segundo normas especificas que constituem o Sistema 
Contábil Público. 
 O Sistema Contábil é a estrutura de Informações para identificação, mensuração, avaliação, registro, 
controle e evidenciação dos atos e dos fatos da gestão do patrimônio Público, com o objetivo de 
Orientar o processo de decisão, a prestação de contas e a instrumentalização do controle social. 
 Conforme NBCT.16.1, o objetivo da Contabilidade Aplicada ao Setor Público é fornecer aos usuários 
informações sobre os resultados alcançados e os aspectos de natureza orçamentária, econômica, 
financeira e física do patrimônio da entidade do setor público e suas mutações, em apoio ao processo 
de tomada de decisão; a adequada prestação de contas; e o necessário suporte para a 
instrumentalização do controle social. 
Campo de aplicação da contabilidade pública 
Contabilidade 
A contabilidade pública é regulamentada especialmente pela Lei 4.320-64. Esta lei estatui normas 
gerais de direito financeiro para a elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos 
CONTABILIDADE PÚBLICA 
 
8 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Estados, Dos Municípios E Do Distrito Federal. 
 
Dessa forma, o campo de aplicação da contabilidade pública é essencialmente o das pessoas 
jurídicas de direito público – União, Estados, Distrito Federal e Municípios. Portanto, todos os entes 
federados devem seguir as normas gerais de direito financeiro estabelecidas na Lei 4.320-64. 
 
Pessoas Jurídicas De Direito Público 
 
Administração Direta 
 
Poder Executivo: 
Presidência da República e suas secretarias; 
Ministérios Civis e Militares; 
Fundos Especiais. 
 
Poder Judiciário: 
Todos os seus tribunais; 
Fundos Especiais. 
 
Poder Legislativos: 
Câmara dos Deputados; 
Senado Federal; 
Fundos Especiais. 
 
Administração Indireta 
 
Autarquia 
Corresponde a serviço autônomo, com personalidade jurídica de direito público, patrimônio e receita 
próprios, criado por lei para executar atividades típicas da administração pública, que requeriam, para 
melhor funcionamento, gestão administrativa e financeira descentralizada. (DECRETO-LEI 200, 
1967). 
Fundação pública 
É a entidade dotada de personalidade jurídica de direito público, sem fins lucrativos, criada em virtude 
de autorização legislativa, com autonomia administrativa, patrimônio próprio e funcionamento 
custeado por recursos públicos. 
 
Fundação Habitacional do Exército, Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e 
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) são alguns exemplos. 
 
Empresa estatal dependente 
Empresa controlada pela União, pelo Estado, pelo Distrito Federal ou pelo Município, que tenha, no 
exercício anterior, recebido recursos financeiros pelo seu controlador, destinados ao pagamento de 
despesas com pessoal, de custeio em geral ou de capital, excluídos, neste último caso, aqueles 
provenientes de aumento de participação acionária, e tenha, no exercício corrente, autorização 
orçamentária para recebimento de recursos financeiros com idêntica finalidade (LEI DE 
RESPONSABILIDADE FISCAL). 
 
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é um exemplo. 
 
Empresa pública 
É a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, com o patrimônio próprio e capital 
públicos, criada por lei para a exploração de atividade econômica que o governo seja levado a 
exercer por força de contingência ou de conveniência administrativa, podendo revestir-se de qualquer 
das formas admitidas em direito (DECRETO-LEI 900, 1969). 
 
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Empresa Brasileira de Correios e 
Telégrafos (ECT) são exemplos de empresas estatais dependentes. 
 
Sociedades de economia mista 
É a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, criada por lei para a exploração de 
CONTABILIDADE PÚBLICA 
 
9 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
atividade econômica, sob a forma de sociedade anônima, cujas ações com direito a voto pertençam, 
em sua maioria, direta ou indiretamente, ao poder público ou a entidade da administração indireta 
(Decreto-Lei 900/69). 
Contabilidade Pública No Brasil 
A contabilidade pública é um dos ramos da contabilidade, e como tal possui seu campo de 
atuação centrado nas pessoas jurídicas de direito público, quais sejam: a União (Governo Federal), 
Estados, Distrito Federal e Municípios, além das suas respectivas autarquias, fundações públicas e 
empresas públicas. 
Em virtude de ser um instrumento de controle financeiro, econômico e patrimonial de bens públicos, 
pertencentes à coletividade e não a um determinado grupo de pessoas, como o são as empresas 
comerciais, por exemplo, a contabilidade pública é alvo não só de controle dos próprios órgãos de 
contabilidade e de controle interno da administração, mas também se submete ao controle externo 
que, em resumo é o controle da própria sociedade sobre o uso que é dado aos bens públicos. 
Além de se submeter a controle interno (da própria administração pública) e externo (da sociedade), a 
contabilidade pública se submete totalmente ao regramento jurídico, antes até do que à teoria 
contábil. 
Assim, a aplicação dos recursos públicos deve ser feita em estrito acordo com orçamentos e planos 
de investimentos padronizados pela legislação, além de contar com rotinas e métodos também 
determinados por normas jurídicas. Os próprios demonstrativos contábeis são regulados por 
legislação específica, tendo seus modelos e sistemática de elaboração normatizados em todas as 
esferas da administração. 
Desta forma, a contabilidade pública se vincula diretamente ao direito, tanto que, a 
própria Constituição Federal institui um capítulo exclusivo para a organização das finanças públicas. 
Segundo a Constituição Federal de 1988, as finanças públicas serão reguladas por lei complementar 
a qual versará sobre finanças públicas, dívida pública interna e externa, garantias, títulos da dívida 
pública, fiscalização financeira da administração direta e indireta, operações de câmbio por órgãos 
públicos e as funções das instituições oficiais de crédito. 
Além disso, a legislação brasileira instituiu o orçamento como peça fundamental da contabilidade 
pública, servindo tanto como plano para a execução das políticas públicas, tanto como ferramenta de 
controle para a própria administração pública quanto para a sociedade. 
Também na Constituição Federal são estabelecidos três peças orçamentárias, dentro da teoria do 
orçamento-programa, as quais compõe o planejamento das ações da administração pública nos 
horizontes de curto e médio prazo. 
Tais peças orçamentárias são o Plano Plurianual de Investimentos (PPA), a Lei de Diretrizes 
Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA). 
Ambas peças orçamentárias são, em suma, a representação dos planos que a administração pública 
têm para a sociedade (nacional, estadual ou municipal), expressos na forma de prioridades de gasto,de críticas, nos diversos campos do novo cadastro, baseadas nas normas vigentes que 
tratam sobre convênios e seus similares. 
Da Competência De Registros No SIAFI 
A competência do registro no SIAFI ficará a cargo da UG concedente (órgão ou entidade transferidora 
dos recursos financeiros ou destaque de créditos orçamentários) no caso de convênio de despesa, 
e/ou da UG convenente (órgão ou entidade que recebe recursos financeiros ou créditos 
orçamentários de natureza convenial para aplicação sob sua responsabilidade) no caso de convênios 
de receita, desde que ambas utilizem o SIAFI na modalidade de uso total. Os registros serão feitos da 
seguinte forma: 
a)Convênio entre unidades gestoras integrantes do SIAFI-Registro p/Concedente 
- emitir a respectiva nota de crédito em favor do convenente; 
- registrar o "pré-convênio"; 
- emitir o extrato do "pré-convênio"; 
- converter o "pré-convênio" em convênio, desde que já esteja assinado e publicado o respectivo 
instrumento de celebração do convênio ou similar; 
- emitir a ordem bancária com evento apropriado para o fato; 
- registrar os termos aditivos, caso venham a existir; 
- registrar o recebimento das prestações de contas do convenente; 
- registrar a aprovação das prestações de contas do convenente; 
- solicitar à setorial contábil o registro da homologação da prestação de contas do convenente; 
-registrar a impugnação da prestação de contas do convenente, se for o caso; 
- registar a inadimplência do convenente, se for o caso; 
- registrar a baixa da inadimplência do convenente, quando for o caso; 
- registrar a suspensão da inadimplência do convenente; 
- registrar os valores auferidos pelo convenente resutantes de aplicações financeiras; 
b)Convênio entre unidades gestoras e entidades não integrantes do SIAFI 
- caberá à unidade gestora concedente prover todos os registros descritos no item anterior. 
- para os convênios de receita, quando o concedente não for uma UG, todos os registros cabíveis 
deverão ser efetuados pela UG convenente. 
c)Registro e providências do Órgão Setorial Contábil 
- proceder à Tomada de Contas Especial e registrar a homologação ou a impugnação da prestação 
de contas aprovada; 
- a contabilidade analítica dos órgãos e entidades da administração direta ficará a cargo da CISET ou 
DFC a que estiver jurisdicionada a unidade gestora. 
Procedimentos Anteriores À Entrada De Dados No Sistema 
A fim de obter uma maior facilidade e agilidade no uso do cadastro de convênios, o usuário/gestor 
deverá atentar para: 
CONTABILIZAÇÃO 
 
27 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
a) estar de posse da tabela dos códigos dos municípios, que poderá ser obtida através da transação 
do SIAFI "CONMUN"; 
b) estar de posse da tabela de unidades de medidas, que poderá ser extraída, utilizando-se da 
transação do SIAFI "CONMED"; 
c) verificar se todos os CPFs e CGCs dos credores partícipes envolvidos no convênio ou similar estão 
inclusos no cadastro de credores, no Rol de Responsáves dos SIAFI e no cadastro de pessoa, estes 
últimos no caso de o credor ser o ordenador de despesa ou dirigente máximo do órgão ou entidade. 
Caso não estejam inclusos nessas tabelas, poderão ser atualizadas, utilizando-se das respectivas 
transações do SIAFI: "ATUCREDOR", "INCAGENTE" e "ATUPESSOA"; 
d) Efetuar pesquisa, através da transçaõ "CONCONV" , opção 01, sobre a situação do convente 
perante à Administração Pública Federal (se adimplente ou inadimplente); 
e) estar de posse de toda a documentação (processo) relativo ao convênio ou similar; 
f) obter as conceituações e as descrições dos campos das diversas transações do cadastro de 
convênios, através da tecla "PF1=Ajuda" nos respectivos campos. 
g) para os casos dos procedimentos de execução de convênios é importante estar de posse da 
composição dos saldos das contas, que poderá ser obtida utilizando-se da transação "CONCONV" 
PF4= Conta e imprimindo sua tela); 
h) para os casos de aditamentos a convênios, é importante estar de posse da impressão da consulta 
do convênio, que poderá ser obtida utilizando-se da transação "CONCONV", imprimindo suas telas de 
apresentação da consulta. 
Das Transações De Entrada De Dados 
Para acessar o "Cadastro de Convênios", o usuário deverá selecionar no menu principal do SIAFI 
subsistema CONVÊNIOS e em seguida o módulo "CADASTRO" que é composto das seguintes 
transações: 
a) >ATUPRECONV - Atualiza Pré-convênio 
b) >CONVERCONV - Converte Pré-convênio em Convênio 
c) >INCADITIVO - Inclui aditivo de Convênio 
d) >EXECCONV - Executa Convênio 
e) >ALTCONV - Altera convênio anterior 1996 
f) >ATUMOTIVO - Atualiza motivo Inadimplência 
g) >ATUTIPCONV - Atualiza tipo Consulta Convênio 
a) >ATUPRECONV - Atualiza Pré-convênio 
Possibilita ao usuário/gestor registrar os dados contidos no processo inicial do pedido encaminhado 
pelo proponente para a celebração de convênio ou similar (plano de trabalho). É o passo inicial para 
se cadastrar um "pré-convênio". 
b) >CONVERCONV - Converte um Pré-convênio em Convênio 
Permite ao usuário/gestor transformar o "pré-convênio" em convênio efetivo, gerando, dessa forma, 
um número de registro no SIAFI e uma nota de sistema correspondendo à sua contabilização. 
Esta operação se dá quando de fato o pedido de convênio (pré-convênio) se transformar em um 
convênio propriamente dito, ou seja, estiver com o instrumento de celebração entre as partes 
devidamente assinado e publicado no Diário Oficial da União. 
CONTABILIZAÇÃO 
 
28 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Deverá o usuário, antes de utilizar esta transação, certificar-se de que em seu "pré-convênio" não 
existe nenhum tipo de erro, se não tiver feito esta verificação no momento do término do 
cadastramento do mesmo. 
Esta transação também permite ao usuário, caso já não o tenha feito, imprimir o extrato do "pré-
convênio". 
Objetivando não guardar informações desnecessárias, os "pré-convênios" que não forem convertidos 
para convênio no prazo de 90 (noventa dias) serão automaticamente excluídos do sistema. Caso o 
usuário/gestor queira excluir algum "pré-convênio" antes desse prazo, poderá fazê-lo através da 
transação "ATUPRECONV" (opção: E-EXCLUSÃO), já descrita anteriormente. 
c) >INCADITIVO - Inclui aditivos a um Convênio, alterações de um Convênio 
A concepção dessa transação foi desenvolvida tendo em vista que a legislação que trata convênios 
ou similares regula que qualquer alteração ao instrumento de celebração inicial de um convênio 
somente se dará por um outro instrumento designado "TERMO ADITIVO". 
Nesse sentido, qualquer alteração a um convênio já efetivado no subsistema Cadastro de Convênios 
do SIAFI somente se dará mediante a inclusão de um termo aditivo, através da transação 
"INCADITIVO". 
Para tal, será necessário que o termo aditivo já esteja assinado e publicado no Diário Oficial da 
União. 
As informações que forem inseridas nos campos do termo aditivo, que são passíveis de aditamento, 
serão transpostas para o convênio original, alterando-o ou acrescentado-o. 
Não poderão ser aditados convênios excluídos, rescindidos ou cancelados. 
Para casos de alteração de alguns campos cadastrados indevidamente, poderá ser efetivado através 
da "INCADITIVO", com data de celebração e publicação igual à do convênio original, enquanto não é 
homologada a transação "CORRETCONV", que se prestará à correção de erros materiais no 
cadastramento. 
Essa transação será disponível apenas para as setoriais contábeis, para a CCONT/STN e para a 
COAVO/SFC. 
d) >EXECCONV - Executa Convênios 
Essa transação permite efetuar lançamentos em diversas contas contábeis, de acordo com o fato de 
execução ocorrido com o convênio: inadimplência (inclusão e retirada), suspensão de inadimplência 
(inclusão e retirada), impugnação (inclusão e cancelamento), comprovação, aprovação, 
homologação, exclusão e conclusão. 
e) >ALTCONV - Altera Convênios anteriores a 1996 
Haja vista o Cadastro deTransferências do SIAFI95 não contemplar os campos novos criados com o 
novo cadastro, esta transação foi concebida objetivando permitir ao usuário/gestor adicionar as 
informações ausentes nos cadastros anteriores ao SIAFI96, nos novos campos do Cadastro de 
Convênios do SIAFI96. 
f) >ATUTIPCONV - Atualiza tipos de consultas de Convênios 
Permite alterar os nomes dos tipos das consultas e também o texto de "ajuda" 
da referida consulta. 
Esta transação é de uso exclusivo das Coordenações-Gerais envolvidas com a gestão e manutenção 
do subsistema. 
g) >ATUMOTIVO - Atualiza motivos 
CONTABILIZAÇÃO 
 
29 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Permite incluir, alterar ou excluir grupos e motivos da tabela da transação "CONMOTIVO". 
Esta transação é de uso exclusivo das Coordenações-Gerais de Contabilidade - CCONT/STN, e de 
Avaliação da Execução do Orçamento - COAVO/SFC, que deverão atuar nesses casos, sempre em 
conjunto. 
Alterações ou inclusões de grupo(s) ou de motivo(s) poderão ser solicitadas, desde que devidamente 
justificadas, via comunica, e dirigidas à Coordenação-Geral de Contabilidade da STN ou à 
Coordenação-Geral de Avaliação da Execução do Orçamento da SFC, pela Ciset, DFC ou unidade 
equivalente, respeitada a vinculação estabelecida na legislação que criou o sistema de controle 
interno. 
Das Transações De Saídas De Dados 
a) >IMPEXTRATO - Imprime extrato de Pré-convênio 
b) >CONCONV - Consulta Convênio 
c) >CONMOTIVO - Consulta motivo Inadimplência 
d) >CONTIPCONV - Consulta tipos consulta de Convênio 
a) >IMPEXTRATO - Imprime extrato do Pré-convênio 
Esta transação permite ao usuário/gestor imprimir o extrato do "pré-convênio", documento este que 
deverá fazer parte integrante do processo documental do convênio ou seu similar. 
Para tal, é necessário que o usuário/gestor informe o número original do "pré-convênio" , posicione a 
impressora e confirme a impressão. 
Excepcionalmente, em caso da não impressão do extrato antes da conversão, poderá ser impresso o 
extrato, utilizando-se dessa transação. 
b) >CONCONV - Consulta Convênios 
Permite ao usuário/gestor efetuar consultas das mais diversificadas possíveis. Atualmente estão 
disponíveis 43 (quarenta e três) tipos de consultas, selecionadas por algum campo específico ou por 
combinações desses campos. 
O usuário poderá obter os tipos de consultas disponíveis, através da transação "CONTIPCONV" 
(consulta tipos de consultas), que será descrita mais adiante (capítulo VIII.4). 
Cada tipo de consulta selecionada apresenta um texto de "ajuda" (quais as informações fornecidas 
por aquele tipo de consulta). 
Para tal, o usuário deve informar o número do tipo da consulta desejada. Na própria transação 
aparecerá os tipos disponíveis de consultas. 
Os convênios selecionados em cada tipo de consulta poderão, ainda, ser detalhados através da tecla 
(PF2=detalha). 
Após o detalhamento, o sistema apresentará as informações do convênio (caso as tenha) na seguinte 
ordem: número SIAFI do convênio; a situação do convênio; concedente e seu responsável; número 
original; número do processo; convenente, responsável, esfera, endereço, município e UF do 
convenente; outros partícipes (interveniente e executor) e seus responsáveis; data de vigência (início 
e fim); prazo para prestação de contas; celebração e publicação do instrumento do convênio; as 
datas de execução, se for, o caso de: inadimplência e o motivo; conclusão; rescisão e cancelamento; 
quantidade de termos aditivos; valores do convênio em moeda corrente e em dólar; quantidade de 
termos aditivos emitidos, documentos orçamentários emitidos, ordens bancárias liberadas, objeto e 
justificativa do convênio, itens do objeto (detalhamento do objeto), cronograma físico-financeiro e os 
saldos contábeis da execução do convênio. 
c) >CONMOTIVO - Consulta Motivos de Inadimplência 
CONTABILIZAÇÃO 
 
30 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Demonstra ao usuário/gestor os grupos e códigos dos motivos de determinadas situações: "atraso" 
do concedente, inclusão e exclusão da inadimplência do convenente, inclusão da inadimplência 
suspensa do convenente, rescisão do convênio e exclusão do convênio. 
Estes códigos de motivos serão úteis em alguns tipos de execuções, através da utilização da 
transação "EXECCONV", onde será obrigatório informar o motivo da operação que se está 
executando. 
Os motivos que forem registrados, quando da execução do convênio, serão transpostos para a 
consulta, de modo que, ao consultar um convênio, o usuário tenha a informação do "porquê" 
determinado convênio encontra-se em tal situação. 
A administração dessa tabela caberá à Coordenação-Geral de Avaliação da Execução do Orçamento 
- COAVO, da SFC. Solicitações de inclusão de motivos deverão ser dirigidas àquela Coordenação-
Geral, (UG 170921), devidamente justificadas, através das CISETs, DFCs ou unidades equivalentes 
dos Ministérios Militares. 
d) >CONTIPCONV - Consulta tipos de consultas de Convênio 
Esta transação permite consultar todos os tipos disponíveis de consultas a convênios (seus códigos e 
seus títulos). 
Transposição Do Cadastro E Saldos Do SIAFI 95 Para O SIAFI 96 
Todos os convênios que se encontravam registrados no SIAFI-95 foram convertidos em 14JAN96 
para o SIAFI96, da seguinte forma: 
A conta-corrente contábil das contas de convênios foi acrescida do número da parcela. Como o 
SIAFI95 não tratava esta informação, todos os convênios receberam o número da parcela igual a 
001. O número SIAFI das transferência referentes a auxílios, contribuições e subvenções tiveram 
seus números acrescidos de 200.000. Por exemplo: um auxílio que tinha no SIAFI95 o número 
023.857, tem no SIAFI96 o número 223.857. Convênios; ajustes e acordos não tiveram sua 
numeração alterada; 
Os novos convênios cadastrados a partir de 1996 terão sua numeração SIAFI iniciada a partir de 
300.000; 
As contas contábeis do sistema compensado foram compactadas em dois grupos : 19.961.00.00 
(direitos e obrigações conveniados) - convênios de receita e no 19.962.00.00 (convênios firmados ) - 
convênios de despesa. Os saldos das subcontas de acompanhamento da execução foram 
transpostos na sua totalidade; 
Da Contabilização Dos Convênios E Dos Eventos Utilizados 
As entradas de dados que envolvam contas contábeis do Plano de Contas serão efetivadas pelos 
lançamentos automáticos dos eventos de máquina, por meio de Notas de Sistemas, conforme se 
demonstra abaixo: com exceção dos registros de liberção de recursos que utilizarão ordens 
bancárias, com a utilização dos eventos da classe 51.0.XXX, constantes da tabela de evento, 
conforme abaixo: 
TABELA PARA MONTAGEM DAS NS DE CONVÊNIO 
 EVENTOS 
TIPO DE REGISTRO CONCEDENTE CONVENENTE 
 PARCELA TOTAL PARCELA TOTAL 
1.CADASTRO 
2.ALTERAÇÕES 
2.1-AUMENTO DE VALOR 
2.2-REDUÇÃO DE VALOR 
2.3-EXCLUSÃO (ANTES DA PUBLICAÇÃO) 
2.4-CANCELAMENTO (APÓS A PUBLICAÇÃO) 
2.5-RESCISÃO (APÓS A EXEC. DE PARCELA) 
3.COMPROVAÇÃO 
54.1.402 
54.1.402 
54.6.402 
54.6.402 
54.1.431 
54.6.402 
54.1.405 
54.1.413 
54.1.404 
54.1.404 
54.6.404 
54.6.404 
- 
54.6.404 
 
54.1.401 
54.1.401 
54.6.401 
54.6.401 
54.1.434 
54.6.401 
54.1.410 
54.1.416 
54.1.403 
54.1.403 
54.6.403 
54.6.403 
- 
54.6.403 
CONTABILIZAÇÃO 
 
31 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
4.APROVAÇÃO 
5.HOMOLOGAÇÃO 
6.INADIMPLÊNCIA 
7.SUSPENSÃO DA INADIMPLÊNCIA 
8.RETIRADA DA INADIMPLÊNCIA 
9.RETIRADA DA SUSPENSÃO DA INADIMP. 
10.IMPUGNAÇÃO 
11.RETIRADA DA IMPUGNAÇÃO 
54.1.414 
54.1.425 
54.1.426 
54.1.427 
54.1.428 
54.1.429 
54.1.430 
54.1.417 
Os registros de liberação de recursos serão realizados por meio do documento Ordem Bancária-OB, 
com a utilização dos eventos da classe 51.0.XXX, constantes da tabela abaixo: 
EVENTOS DISPONÍVEIS PARA USO NAS ORDENS BANCÁRIAIS 
CÓDIGO ESPECIFICAÇÃO 
51.0.007 
51.0.010 
51.0.033 
51.0.060 
51.0.191 
51.0.221 
51.0.223 
51.0.280 
51.0.283 
Apropriação de despesas de transferênciasentidades privadas 
Apropriação de despesas de transferências multigovernamentais 
Apropriação de despesas de transferências a organismos internacionais 
Apropriação de despesas de transf.p/ serviço de fiscalização metrológica 
Apropriação de despesas c/subvenções sociais 
Apropriação de despesas c/auxílios formalizados p/Convênio 
Apropriação de despesas de contribuições formalizadas p/Convênios 
Apropriação de despesas de transferências a Estados/DF p/Convênio 
Apropriação de despesas de transferências a Municípios-Convênio 
Os campos Inscrição e Inscrição 2 da Ordem Bancária terão as seguintes composições e formato: 
a) INSCRIÇÃO1=XXNEXXXXX (Nº DA NOTA DE EMPENHO) 
b) INSCRIÇÃO2=XXXXXXNNN (Nº SIAFI DO CONVÊNIO+Nº DA PARCELA a creditar) 
As contas contábeis utlizadas pelo subsistema de convênios são: 
a)Pelo Convenente (quando for UG do sistema) 
CONTA TÍTULO 
19961.00.00 
19961.01.00 
19961.01.01 
19961.01.99 
19961.03.00 
19961.04.00 
19961.05.00 
19961.06.00 
19961.07.00 
19961.08.00 
19961.09.00 
19961.09.01 
19961.09.02 
19961.13.00 
ENTRADA DE RECURSOS 
CONVENIOS FIRMADOS 
= Valor Firmado 
* Valor Firmado 
= A Receber 
= A Comprovar 
= A Aprovar 
= Aprovado 
= Homologado 
= Impugnado 
INADIMPLENCIA 
= Efetiva 
= Suspensa 
= Cancelado 
b)Pelo Concedente (quando for UG do sistema) 
CONTA TÍTULO 
19962.00.00 
19962.01.00 
19962.01.01 
19962.01.99 
19962.03.00 
19962.04.00 
19962.05.00 
19962.06.00 
19962.07.00 
19962.08.00 
19962.09.00 
SAIDA DE RECURSOS 
CONVENIOS FIRMADOS 
= Valor Firmado 
* Outros Valores Firmados 
= A Liberar 
= A Comprovar 
= A Aprovar 
= Aprovado 
= Homologado 
= Impugnado 
INADIMPLENCIA 
CONTABILIZAÇÃO 
 
32 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
19962.09.01 
19962.09.02 
19962.13.00 
= Efetiva 
= Suspensa 
= Cancelado 
Diárias 
As diárias devem ser contabilizadas no momento do pagamento da mesma ao servidor, através da 
utilização do evento 51.0.092 (civil) e 51.0.093 (militar) na Ordem Bancária-OB. Os lançamentos 
efetuados no sistema serão feitos automaticamente conforme abaixo: 
DÉBITO CRÉDITO 
3349014YY-Diárias 
292130100-Cred.Emp.-A liquidar 
292410101-Empenhos a Liquidar 
2924102LL-Emp.p/Mod.Lic.-A Liq 
292410401-Val.em Liquidação 
293200000-Disp.Financeiras 
111120102-Banco do Brasil-Cta.Única 
292130200-Cred.Emp.-Liquidado 
292410102-Empenhos Liquidados 
2024103LL-Emp.p/Mod.Lic.-Liquidado 
292410403-Valores Pagos 
193290200-Disp.p/Fonte Recursos 
Serviços De Terceiros 
Pessoa Física 
 
Os serviços de terceiros (pessoa física) devem ser contabilizados no momentos do recebimento dos 
serviços pela unidade gestora (2º estágio da despesa-Liquidação) com a utilização dos eventos 
abaixo: 
Com Contrato - evento 51.0.114Sem Contrato - evento 51.0. 085 
DÉBITO CRÉDITO 
3349036YY-Serviços Terceiros-P. Física 
292130100-Cred.Emp.-A liquidar 
292410101-Empenhos a Liquidar 
2924102LL-Emp.p/Mod.Lic.-A Liq 
292410401-Val.em Liquidação 
293200000-Disp.Financeiras 
111120102-Banco do Brasil-Cta.Única 
292130200-Cred.Emp.-Liquidado 
292410102-Empenhos Liquidados 
2024103LL-Emp.p/Mod.Lic.-Liquidado 
292410403-Valores Pagos 
193290200-Disp.p/Fonte Recursos 
Nota: O evento 51.0.114 será acrescido da partida do compensado (1999720300-Contratos de 
serviços/299720000-Direitos e Obrigações Contratuais). 
Pessoa Jurídica 
Os serviços de terceiros (pessoa jurídica) devem ser contabilizados no momentos do recebimento dos 
serviços pela unidade gestora (2º estágio da despesa-Liquidação) com a utilização dos eventos 
abaixo: 
Com Contrato - evento 51.0.199 
Sem Contrato - evento 51.0. 110 
DÉBITO CRÉDITO 
3349039YY-Serviços Terceiros-P. Física 
292130100-Cred.Emp.-A liquidar 
292410101-Empenhos a Liquidar 
2924102LL-Emp.p/Mod.Lic.-A Liq 
292410401-Val.em Liquidação 
293200000-Disp.Financeiras 
111120102-Banco do Brasil-Cta.Única 
292130200-Cred.Emp.-Liquidado 
292410102-Empenhos Liquidados 
2024103LL-Emp.p/Mod.Lic.-Liquidado 
292410403-Valores Pagos 
193290200-Disp.p/Fonte Recursos 
Nota: O evento 51.0.199 será acrescido da partida do compensado (1999720300-Contratos de 
serviços/299720000-Direitos e Obrigações Contratuais). 
Equipamentos E Materiais Permamentes 
 
Os equipamentos e materiais permanentes adquiridos no decorrer do exercício deverão ser 
contabilizados no ato do recebimento dos bens pela unidade gestoras (2º estágio da despesa-
CONTABILIZAÇÃO 
 
33 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Liquidação) com a utilização dos eventos constantes da tabela de eventos conforme o caso:3.12.1 - 
Com Contrato: evento 51.0.155 
Sem Contrato: evento 51.0.145 
DÉBITO CRÉDITO 
3459052YY-Serviços Terceiros-P. Física 
292130100-Cred.Emp.-A liquidar 
292410101-Empenhos a Liquidar 
2924102LL-Emp.p/Mod.Lic.-A Liq 
292410401-Val.em Liquidação 
14XXXX00 -Ativo Permamente 
293200000-Disp.Financeiras 
111120102-Banco do Brasil-Cta.Única 
292130200-Cred.Emp.-Liquidado 
292410102-Empenhos Liquidados 
2024103LL-Emp.p/Mod.Lic.- 
Liquidado292410403-Valores Pagos 
613110000-Aquisição de Bens 
193290200-Disp.p/Fonte Recursos 
Nota: O evento 51.0.155 será acrescido da partida do compensado (1999720400-Contratos de 
Fornecimento de Bens/299720000-Direitos e Obrigações Contratuais). 
Arrecadação Da Receita 
 
Receitas Do Tesouro 
 
Todas as receitas arrecadadas pelas unidades, cujo valor pertence ao Tesouro Nacional, Fonte de 
Recursos na formatação X1XX, devem ser contabilizadas obedecendo aos seguintes critérios: 
A) Na Administração Direta 
 
Emitir Nota de Lançamento-NL com os eventos 55.0.505 e 80.0.881 
B) Na Administração Indireta 
 
Emitir Nota de Lançamento-NL, colocando como favorecida a SPF do Órgão Superior, com a 
utilização dos eventos 55.0.505 e 80.0.886. 
C) Nos Fundos 
 
Utilizar os mesmos procedimentos da administração indireta, substituindo o evento 80.0.888 pelo 
evento 80.0.878. 
 
Receitas Próprias 
 
As receitas próprias da unidade deverão ser contabilizadas com a utilização do evento 80.0.850, 
colocado no documento GR ou NL conforme o caso. 
Execução De Restos A Pagar 
 
Inscrição 
 
De acordo com o Artigo 36 da Lei 4.4320/64, considera-se Restos a Pagar as despesas empenhadas 
mas não pagas até 31 de dezembro, distinguindo-se as processadas das não processadas. No Plano 
de Contas Único, da Administração Federal, a inscrição de restos a pagar não processado se faz em 
31 de dezembro de cada ano, na conta 2.1.2.1.6.01.02 (Restos a Pagar - Não Processados) através 
da leitura, em cada unidade, do saldo da conta 292410101 - Empenhos a Liquidar. 
Pagamento 
 
O pagamento da despesa inscrita em restos a pagar se faz no ano seguinte ao da sua inscrição, 
utilizando-se dos eventos pertencentes à classe 61.0.XXX, colocados no documento Ordem 
Bancária-OB. 
Cancelamento 
 
Os valores inscritos e não pagos até 31 de dezembro deverão ser cancelados pelo gestor. Caso o 
CONTABILIZAÇÃO 
 
34 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
gestor não faça o cancelamento até 31 de dezembro, o sistema o fará automaticamente. O órgão que 
não desejar que essa inscrição seja feita automaticamente pelo sistema, deverá solicitar a sua 
exclusão do processo de acordo com o item 1.5 do anexo II da NE 001, da Secretaria do Tesouro 
Nacional. 
Análise Das Demonstrações Contábeis 
Apresentação 
As demonstrações contábeis são instrumentos de análise e controle em nível gerencial (tomada de 
decisão), demonstrando as situações econômico-financeira e patrimonial do exercício estando as 
informações disponíveis nos Balanços Orçamentário, Financeiro, Patrimonial, Demonstração das 
Variações Patrimoniais e Demonstração das Disponibilidades Financeiras por Fonte de Recursos. 
As demonstrações contábeis representam o resultado das operações relacionadas às origens e 
aplicação de recursos pelos Órgãos da Administração Pública Direta e Indireta. 
Através das demonstrações contábeis torna-se possívelo conhecimento dos valores dos bens, dos 
direitos e das obrigações dos agentes que arrecadam receitas, efetuam despesas, administram ou 
guardam os bens pertencentes à União. 
Procedimentos 
Balanço Orçamentário 
Estrutura 
As receitas são discriminadas por natureza e divididas em duas categorias: correntes e de capital. 
A receita que se espera arrecadar denomina-se receita prevista, estimada ou receita orçada, as três 
expressões são equivalentes. A previsão da receita é elaborada com base nas estimativas das fontes 
possíveis de arrecadação. 
A previsão da receita é resultante da soma e subtração das contas correntes nas seguintes contas de 
compensação passiva conforme especificado a seguir: 
a. para as receitas próprias dos órgãos e gestões que a possuem, fonte de recursos X2XX e X4XX, 
cabe a cada UG/GESTÃO efetuar a previsão, seja ela inicial ou adicional, bem como a anulação da 
previsão, através do documento NL, utilizando os eventos de classe 10. Os valores dessas receitas 
estarão representadas nas seguintes contas: 
2.9.1.1.1.00.00 - previsão inicial da receita; 
(+) 
2.9.1.1.2.00.00 - previsão adicional da receita; 
(-) 
2.9.1.1.9.00.00 - anulação da receita 
b. as receitas correspondentes às transferências intragovernamentais são registradas, 
automaticamente, pelo SIAFI, em função da aprovação do orçamento, descentralizações internas e 
externas e cancelamento de créditos. Essas receitas correspondem às seguintes contas: 
Cota 
2.9.3.1.1.01.00 – cota de despesa autorizada 
(-) 
1.9.3.1.1.01.00 – cota de despesa autorizada 
CONTABILIZAÇÃO 
 
35 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Repasse 
2.9.3.1.1.02.00 – cotas de repasse 
(-) 
1.9.3.1.1.02.00 – cotas de repasse 
(+) 
1.9.2.2.1.00.00 – descentralização externa de créditos 
(-) 
2.9.2.2.1.00.00 – descentralização externa de créditos 
o Subrepasse 
1.9.2.2.2.00.00 – descentralização interna de créditos 
(-) 
2.9.2.2.2.00.00 – descentralização interna de créditos 
A efetiva arrecadação dos valores estimados em cada natureza denomina-se receita realizada. No 
final do exercício, a receita realizada poderá ser igual, maior ou menor que a estimada. 
A receita realizada é controlada em nível de conta corrente, na conta de compensação ativa 
1.9.1.1.4.00.00 – Receita Realizada, em se tratando de receitas próprias, cujo valor corresponderá ao 
saldo da conta 4.0.0.0.0.00.00 – Receita. Quanto à execução das receitas de Transferências 
Intragovernamentais, estas são constituídas pelas seguintes contas: 
a. Cota 
6.1.2.1.1.00.00 – Cota recebida 
(-) 
5.1.2.1.1.00.00 – Cota concedida 
b. Repasse 
6.1.2.1.2.00.00 – Repasse recebido 
(-) 
5.1.2.1.2.00.00 – Repasse concedido 
c. Subrepasse 
6.1.2.1.3.00.00 – Subrepasse recebido 
(-) 
5.1.2.1.3.00.00 – Subrepasse concedido 
As receitas previstas e as despesas fixadas (dotação) nos orçamentos fiscal e da seguridade social 
são confrontadas com as receitas e despesas realizadas, evidenciando, por conseqüência, as 
diferenças correspondentes. 
As despesas são discriminadas por tipo de crédito e natureza e divididas em duas categorias: 
correntes e de capital. 
CONTABILIZAÇÃO 
 
36 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
A dotação da despesa é elaborada com a operação de soma e subtração das contas correntes 
pertencentes aos desdobramentos das contas a seguir, de acordo com os agrupamentos dos tipos de 
crédito e de natureza da despesa: 
1.9.2.1.1.00.00 – dotação inicial 
1.9.2.1.2.00.00 – dotação suplementar 
1.9.2.1.3.00.00 – dotação especial 
1.9.2.1.4.00.00 – dotação extraordinária 
A execução da despesa é controlada desde o nível de empenho até a célula orçamentária constante 
do QDD, e corresponde ao saldo da conta 2.9.2.1.3.02.00 – Crédito Liquidado cujo valor será igual ao 
saldo da conta 3.0.0.0.0.00.00 – despesa. 
Além da dotação consignada no orçamento aos órgãos, há também as transferências 
intragovernamentais, cujo registro ocorre de forma automática no Balanço Orçamentário, tomando 
por base os saldos das seguintes contas: 
1.9.2.2.1.00.00 – descentralização externa de créditos 
(-) 
2.9.2.2.1.00.00 – descentralização externa de créditos 
(+) 
1.9.2.2.2.00.00 – descentralização interna de créditos 
(-) 
2.9.2.2.2.00.00 – descentralização interna de créditos 
Análise E Verificação 
A análise e a verificação do Balanço Orçamentário pode ser feita por órgão/gestão, por gestão e 
tipode identificação, através da transação BALANORC e tem como fator predominante preparar os 
indicadores que servirão de suporte para a avaliação da gestão orçamentária. 
O Balanço Orçamentário é um quadro com duas seções: receitas e despesas e cada uma delas 
apresenta três colunas: 
a. Receitas 
Primeira coluna – Receita Prevista 
Segunda coluna – Execução da Receita; e 
Terceira coluna – Diferença entre a receita prevista e a execução da receita 
b. Despesas 
Primeira coluna – Despesa Fixada (Dotação) 
Segunda coluna – Execução da Despesa; e 
Terceira coluna – Diferença entre a Dotação e a Execução da Despesa 
O Balanço Orçamentário deve ser interpretado, relacionando-se a primeira coluna da receita 
(previsão) com a primeira coluna da despesa (dotação), e a Segunda coluna da receita (execução), 
em relação à Segunda coluna da despesa (execução), podendo haver superávit ou déficit. 
CONTABILIZAÇÃO 
 
37 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
O superávit é representado pela diferença a maior entre a execução da receita e da despesa e 
deverá ser adicionada à coluna da execução da despesa para igualar com a execução da receita. 
O déficit é representado pela diferença a menor entre a execução da receita e da despesa e deverá 
ser adicionada à coluna da execução da receita para igualar com o total da execução da despesa. 
Na receita, pode-se verificar ainda uma diferença a maior entre a coluna execução e a coluna 
previsão, correspondente ao excesso de arrecadação ocorrido no exercício. 
Na despesa, a diferença a maior entre a coluna dotação e a coluna execução corresponde a uma 
economia orçamentária. A eventual diferença a menor entre a dotação e execução corresponde ao 
excesso na realização da despesa, fato não muito comum, tendo em vista que as despesas não 
podem ser executadas sem a respectiva autorização orçamentária. 
A receita, por ser prevista, pode ser arrecadada a menor ou maior. Entretanto, a despesa, por ser 
fixada, só pode ser realizada até o valor autorizado, significando que, somente pode ser emitido 
empenho até o valor do crédito orçamentário disponível. 
A comparação entre previsão/dotação e a execução pode indicar as seguintes situações: 
a. Receita Prevista > Receita Arrecadada, demonstra que houve insuficiência de arrecadação; 
b. Receita Prevista Despesa Realizada, demonstra economia na realização de despesas; 
d. Despesa Fixada Despesa Realizada, demonstra que houve superávit; 
f. Receita Arrecadadadela se necessitar. 
A avaliação impõe a necessidade de um sistema estatístico cuja informaão básica se obtém nos 
órgãos e entidades. De posse dos dados, deve-se elaborar tabelas, calcular indicadores e apresentar 
informes periódicos para uso e tomada de decisões por parte dos gestores. 
Nos casos de déficit ou superávit referentes à execução orçamentária, pode-se observar o seguinte: 
a. se a execução da receita apresentar-se menor que a execução da despesa, pode-se deduzir que 
o superávit financeiro do exercício anterior deixou de ser realizado no corrente exercício; 
b. se a execução da receita apresentar-se maior que a da despesa, a avaliação poderá afirmar que 
houve um excesso de arrecadação que não foi utilizado no corrente exercício. 
Outro aspecto importante a avaliar é o que se relaciona com a economia orçamentária do exercício e 
sem possível reaproveitamento. 
 
CONTABILIZAÇÃO 
 
38 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Todas estas avaliações devem ser demonstradas em quadros gerenciais com índices percentuais, 
transformando os valores do balanço em índices para facilitar a avaliação. 
Balanço Financeiro 
O Balanço Financeiro demonstrará os ingressos (entradas) e dispêndios (saídas) de recursos 
financeiros a título de receitas de despesas orçamentárias, bem como os recebimentos e pagamentos 
de natureza extra-orçamentária, conjugados com os saldos de disponibilidades do exercício anterior e 
aqueles que passarão para o exercício seguinte, de acordo com o art. 103, da Lei 4.320/64. 
Na elaboração do Balanço Financeiro são utilizados critérios diferenciados para os ingressos e 
dispêndios orçamentários e extra-orçamentários, pelas carcterísticas peculiares de contas 
patrimoniais e de resultado. 
As contas de resultado (receitas e despesas orçamentárias e Interferências ativas e passivas) 
acumulam saldos do exercício. Portanto, se extrairmos o saldo atual, teremos o movimento total 
financeiro. 
As demais contas patrimoniais não são acumulativas, portanto não é só extrair o saldo, pois este é o 
resultado de entrada e saída de recursos movimentados continuamente. 
Desta forma, o Balanço Financeiro, para uma demonstração mais pura, deveria extrair os valores 
relativos ao movimento e não os saldos extra-orçamentários. 
O Balanço Financeiro divide-se em sua estrutura básica, em Ingressos e Dispêndios. 
Os Ingressos estão representados pelas Receitas Orçamentárias, Ingressos Extra-Orçamentários, 
Transferências Financeiras Recebidas e o Disponível do Exercício Anterior. 
A Receita Orçamentária será a líquida, deduzidos os incentivos fiscais e as restituições. 
Os Ingressos Extra-Orçamentários estão representados pelos saldos atuais das contas de obrigações 
(incluindo a compensação da inscrição de Restos a Pagar) e anteriores, das contas de direitos, que 
estejam especificamente vinculadas a movimentos financeiros. 
Considera-se ainda, Ingresso: o saldo de Disponibilidade do Exercício Anterior. 
Os Dispêndios estão representados pelas Despesas Orçamentárias, Dispêndios Extra-
Orçamentários, Transferências Financeiras Concedidas e o Disponível para o Exercício Seguinte. 
A Despesa Orçamentária será considerada a efetivamente realizada, e ainda aquela relativa à 
inscrição de Restos a Pagar. 
Os Dispêndios Extra-Orçamentários estão representados pelos saldos atuais das contas de direitos e 
anterios das contas de obrigações, que estejam especificadamente vinculadas a movimentos 
financeiros. 
Considera-se, ainda, Dispêndios, o saldo de Disponibilidade para o Exercício Seguinte. 
O Resultado Financeiro do Exercício (RFE) é apurado comparando-se o saldo do subgrupo 
Disponível atual (SDAt) com o saldo do subgrupo Disponível Anterior (SDAn), ou seja: 
RFE = SDAT - SDAN 
Balanço Patrimonial 
Estrutura 
Demonstra o Ativo Financeiro e o Não Financeiro, o Passivo Financeiro e o Não Financeiro, o Ativo 
Real e o Passivo Real, o saldo patrimonial e as contas de compensação, sintetizando os bens, 
valores, créditos e obrigações da União. 
CONTABILIZAÇÃO 
 
39 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
A estrutura do Balanço Patrimonial segue disposição do Plano de Contas da Administração Pública 
Federal, representada pelos saldos das contas patrimoniais (classes 1 e 2), cujo resultado 
corresponde à diferença entre o ativo e o passivo. 
Na elaboração do Balanço Patrimonial são utilizados os saldos das contas de classe 1 e 2, mediante 
à apuração da diferença entre o ativo e passivo obtém-se o resultado do exercício. Se o ativo for 
maior, a diferença é adicionada à conta patrimônio/capital, se o ativo for menor, a diferença é 
deduzida da mesma conta. A equação lógica do Balanço Patrimonial é representada por: 
Ativo – Passivo = Patrimônio Líquido Ou 
Ativo – Passivo = Variações Ativas – Variações Passivas 
O Ativo é representado por: 
a. Ativo Financeiro – compreende os bens numerários, os créditos e outros valores realizáveis, 
independentes de autorização orçamentária e correspondem aos saldos das contas que 
permaneceram abertas no sistema financeiro, desdobrada em: 
o Disponível – representa a soma dos valores numerários em caixa e em poder de bancos; 
o Créditos em Circulação – representa a soma dos créditos financeiros junto a pessoas de direito 
público e privado. 
a. Ativo Não Financeiro – compreende o conjunto de bens e direitos cuja mobilização ou alienação 
dependa de autorização legislativa para suas realizações, sendo desdobrado em: 
o Realizável a Curto Prazo – representa os créditos e os valores em circulação; 
o Realizável a Longo Prazo – representa os depósitos e créditos realizáveis a longo prazo; 
o Permanente – representa o conjunto dos investimentos, imobilizado e diferido. 
a. Ativo Real – representa a soma do ativo financeiro e do ativo não financeiro. 
O Passivo é representado por: 
a. Passivo Financeiro – compreende os compromissos cujo pagamento independe de autorização 
orçamentária. Tendo em vista que essas obrigações já passaram pelo orçamento, como é o caso de 
restos a pagar, ou não possuem qualquer vinculação com orçamento como as contenções e depósito 
de terceiros. 
o Valores pendentes a curto prazo – representa valores nominalmente ativos ou de conversão 
transitória; 
o Depósitos – representa o montante do débito referente às consignações da folha, restituições a 
pagar, fianças e cauções; 
o Obrigações em Circulação – representa o total de despesa empenhada, liquidada e não paga, a 
título de fornecedores, operações de crédito e outras exigibilidades, além dos restos a pagar não 
processados. 
a. Passivo Não Financeiro – compreende o conjunto das obrigações que dependam de autorização 
orçamentária para suas liquidações ou pagamentos representados por dívidas a longo prazo, de 
exigibilidade superior a um ano, quer sejam internas ou externas, contraídas para atender o 
desequilíbro orçamentário ou financiamento de obras e serviços públicos. 
b. Passivo Real – é a soma do Passivo Financeiro e do Passivo Não Financeiro. 
c. Patrimônio Líquido – representa a diferença entre os componentes patrimoniais ativos e passivos. 
O saldo positivo representa uma situação patrimonial favorável ou superavitária. O saldo negativo 
representa uma situação patrimonial desfavorável ou deficitária. 
CONTABILIZAÇÃO 
 
40 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
d. No saldo patrimonial podem ser encontradas três situações: 
o Ativo Real Líquido ou Patrimônio Líquido Positivo, decorrente da diferença a maior entre o Ativo 
Real e o Passivo Real. 
o Passivo Real a Descoberto ou Patrimônio Líquido Negativo, decorrente da diferença a menor entre 
o Ativo Real e o Passivo Real. 
o Patrimônio Líquido Nulo, decorrente da igualdade entre o Ativo Real e o Passivo Real. 
a. Ativo e Passivo Compensado – representam contas com função precípua de controle, 
relacionadas aos bens, direitos, obrigações e situações não compreendidas no patrimônio mas que, 
direta ou indiretamente, possamvir a afetá-lo, inclusive as relativas a atos e fatos relacionados com a 
execução orçamentária e financeira. 
Análise E Verificação 
A análise e verificação do Balanço Patrimonial pode ser feita por Órgão/Gestão, por Gestão e tipo de 
Administração, através da transação BALANSINT, e por UG/Gestão, através da transação 
CONBALANUG, e tem como objetivo predominante preparar os indicadores que servirão de suporte 
para a avaliação da gestão do patrimônio. 
O Balanço Patrimonial é um quadro com duas seções: ativo e passivo, representando, 
respectivamente, os bens e direitos e as obrigações. 
No Ativo Financeiro são demonstrados os valores numerários e os créditos em circulação, e 
correspondem às contas do sistema financeiro que permaneceram com saldos. 
No Ativo Não Financeiro são demonstrados os valores realizáveis e pendentes a curto prazo, 
realizáveis a longo prazo e permanente. 
No Passivo Financeiro são demonstrados os valores exigíveis a curto prazo, também 
correspondentes às contas do sistema financeiro que permaneceram com saldo e são considerados 
dívida flutuante. 
No Passivo Não Financeiro são demonstrados os saldos das obrigações a curto e longo prazos e 
valores pendentes que não provocaram efeitos financeiros durante o exercício e são considerados a 
dívida fundada. 
No Ativo Compensado apresentam-se os valores que, direta ou indiretamente, possam vir a afetar o 
patrimônio. O Passivo Compensado representa a contrapartida do Ativo Compensado. 
O superávit financeiro apurado em Balanço Patrimonial do exercício anterior, que corresponde à 
diferença positiva entre o Ativo Financeiro e o Passivo Financeiro, conjugando-se ainda os saldos dos 
créditos adicionais transferidos e as operações de crédito a eles vinculadas, consituem-se em um dos 
valores básicos para abertura de créditos suplementares e especiais. 
A discriminação dos elementos do Ativo e Passivo permitem compreender a situação patrimonial e as 
variações decorrentes da gestão. 
O Resultado Patrimonial do exercício integra o patrimônio líquido indicando o superávit ou o déficit, se 
for o caso. 
Avaliação De Gestão 
A avaliação de gestão, a partir do Balanço Patrimonial, tem como ponto fundamental demonstrar a 
situação de liquidez, a estrutura de capitalização, rentabilidade e outros indicadores econômico-
financeiros utilizados para um adequado gerenciamento. 
A composição do Balanço Patrimonial tem, como um dos aspectos mais relevantes, a apuração do 
superávit financeiro, devendo ser excluídos do ativo e passivo financeiro os saldos de estoques e 
outros realizáveis não financeiros, para evitar suplementações orçamentárias indevidas. 
CONTABILIZAÇÃO 
 
41 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
O Ativo e Passivo Compensados devem ser iguais, de forma que a situação líquida não seja afetada. 
Demonstração Das Variações Patrimoniais 
Estrutura 
Evidencia as alterações verificadas no patrimônio, resultantes ou independentes da execução 
orçamentária, indicando o resultado patrimonial do exercício. As variações resultantes do orçamento, 
ou orçamentárias, são aquelas que dependem de orçamento aprovado, e as independentes do 
orçamento ou extra-orçamentárias são aquelas que independem de orçamento aprovado. 
A estrutura da Demonstração das Variações Patrimoniais é formada pelos saldos acumulados 
durante o exercício nas contas de resultado. 
O somatório das receitas orçamentárias e extra-orçamentárias resulta nas Variações Ativas, o 
somatório das despesas orçamentárias e extra-orçamentárias resulta nas Variações Passivas. Neste 
contexto deve-se levar em conta o resultado do período, que poderá apresentar superávit ou déficit, 
obtido através da diferença entre o total das variações ativas e passivas. Este resultado deverá ser 
igual àquele indicado no grupo Patrimônio Líquido do Balanço Patrimonial, referente ao Resultado do 
Período. 
As Variações Ativas Orçamentárias são representadas pelas receitas correntes e de capital, 
Interferências Ativas e Mutações Ativas. 
As Variações Passivas Orçamentárias são representadas pelas Despesas Correntes e de Capital, 
pelas Interferências Passivas e Mutações Passivas. 
As Variações Ativas Extra-Orçamentárias são representadas pelas Receitas Extra-Orçamentárias (de 
órgãos não integrantes do orçamento), as Interferências Ativas e os Acréscimos Patrimoniais. 
As Variações Passivas Extra-Orçamentárias são representadas pelas Despesas Extra-Orçamentárias 
(de órgãos não integrantes do orçamento), Interferências Passivas e Decréscimos Patrimoniais. 
Análise E Verificação 
A análise e a verificação da Demonstração das Variações Patrimoniais pode ser feita por 
Órgão/Gestão, por Gestão e tipo de Administração, através da transação BALANSINT, e por 
UG/Gestão, através da transação CONBALANUG, e tem como objetivo predominante preparar os 
indicadores que servirão de suporte para avaliação da gestão do resultado. 
A Demonstração das Variações Patrimoniais é um quadro com duas seções, Variações Ativas 
(acréscimo patrimonial) e Variações Passivas (decréscimo patrimonial), cada uma distribuída em dois 
grandes grupos: resultantes da execução orçamentária e independentes da execução orçamentária. 
a. As Variações Ativas resultantes da execução orçamentária são representadas por: 
o receitas orçamentárias realizadas durante o exercício; 
o interferências ativas representadas pela movimentação de recursos financeiros (cotas, repasses e 
sub-repasses recebidos); e 
o mutações ativas (alterações patrimoniais) representadas pela aquisição de bens e direitos e 
redução de obrigações decorrentes da execução orçamentária. 
a. As Variações Ativas independentes da execução orçamentária são representadas por: 
o Receitas Extra-Orçamentárias (dos órgãos não integrantes do orçamento) 
o Interferências Ativas que apresentam valores oriundos da movimentação financeira destinados a 
atender restos a pagar e de bens e valores recebidos; e 
CONTABILIZAÇÃO 
 
42 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
o Acréscimos Patrimoniais representados pelas incorporações de bens e direitos e desincorporação 
de passivos, correspondendo às Superveniências Ativas e Insubsistências Passivas, 
respectivamente. 
a. As Variações Passivas resultantes da execução orçamentária são representadas por: 
o despesas orçamentárias realizadas durante o exercício; 
o interferências passivas representadas pela movimentação de recursos financeiros (cotas, repasses 
e sub-repasses concedidos); e 
o mutações passivas (alterações patrimoniais) representadas pela alienação de bens e direitos e 
operações de crédito resultante da execução da receita. 
a. As Variações Passivas independentes da execução orçamentária são representadas por: 
o Despesas Extra-Orçamentárias (de órgãos não integrantes do orçamento); 
o Interferências Passivas que apresentam valores oriundos da movimentação financeira destinados a 
atender restos a pagar e de bens e valores concedidos; e 
o Decréscimos Patrimoniais representados pelas desincorporaçôes de bens e direitos e incorporação 
de passivos, correspondendo às Insubsistências Ativas e Superveniências Passivas, 
respectivamente. 
O Resultado Patrimonial do exercício apurado nessa Demonstração é transferido para o Balanço 
Patrimonial, passando a constituir o saldo patrimonial existente no período, que pode ser o ativo real 
líquido (ativo patrimonial maior que o passivo patrimonial) ou o passivo real a descoberto (ativo 
patrimonial menor que o passivo patrimonial). 
Avaliação De Gestão 
Nesta Demonstração, estão reunidos grupos de contas que têm por finalidade a identificação das 
causas que produzem variações positivas e negativas ocorridas no período, no patrimônio, 
resultantes ou independentes da execução orçamentária, e a indicação do resultado patrimonial do 
exercício. 
Pela Demonstração, pode-se avaliar os resultados orçamentários e extra-orçamentários, observando 
os itens mais relevantes que interferem no superávit oudéficit. 
Uma interpretação relevante relaciona-se ao superávit do orçamento corrente (receitas correntes 
maiores que despesas correntes). Essa apuração se traduz em receitas correntes aplicadas em 
despesas de capital, siginificando, capitalização, ou em receitas de capital financiando as despesas 
correntes, significando descapitalização. 
Esta avaliação deixa claro se o déficit ou o superávit apurado foi provocado por definições de 
planejamento, de execução orçamentária ou por fatores independentes da execução orçamentária. 
Demonstração Das Disponibilidades Por Fonte De Recursos 
A análise e verificação desse demonstrativo, apesar de não instituído por lei, tem como objetivo 
predominante preparar os indicadores que servirão de suporte para avaliação dos recursos 
financeiros disponíveis. 
O Demonstrativo das Disponibilidades por Fonte de Recursos é um quadro com duas seções: a 
primeira, Disponibilidades Financeiras, constituída dos recursos que compõem efetivamente o 
Disponível, aqui incluídos o Disponível em moeda nacional, Bancos Conta Movimento, Aplicações 
Financeiras e o Disponível em moeda estrangeira. 
A Segunda, demonstra a composição dessas Disponibilidades, isto é, os Créditos a Receber, as 
Obrigações em Circulação e as Disponibilidades por Fonte de Recursos. 
CONTABILIZAÇÃO 
 
43 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
A discriminação do Disponível e a composição dos Direitos a Receber de caráter financeiro, as 
Obrigações em Circulação conjugado com a Disponibilidade por Fonte de Recursos, permite 
facilmente identificar a posição dos recursos financeiros que efetivamente encontram-se disponíveis. 
Analisando esta Demonstração, cuja consulta pode ser feita por Órgão/Gestão, por Gestão e tipo de 
Administração, através da transação BALANSINT, e por UG/Gestão, através da transação 
CONBALANUG, pode-se verificar o desequilíbrio da equação ATIVO FINANCEIRO – PASSIVO 
FINANCEIRO = SALDO DAS DISPONIBILIDADES POR FONTE DE RECURSOS, que resulta em um 
título denominado ¨Outros Ingressos¨, quando o total de direitos, obrigações e disponibilidades por 
fonte de recursos for maior que o disponível em bancos e, ¨Outros Dispêndios¨ quando ocorrer 
situação inversa. 
Balanço Patrimonial De Acordo Com A Lei 6.404/76 
Além das Demonstrações Contábeis definidas pela Lei n° 4.320/64, vale ressaltar que nas empresas 
onde o Governo Federal participa como acionista, Empresas Públicas e de Economia Mista, 
disciplinadas pela Lei n° 6.404, de 15/12/76, o SIAFI está preparado para apresentar o Balanço 
Patrimonial, de acordo com a estrutura a seguir: 
No Ativo, as contas serão dispostas em ordem decrescente de grau de liquidez dos elementos nelas 
registrados, nos seguintes grupos: 
a. Ativo Circulante – registra as disponibilidades, os direitos realizáveis no curso do exercício social 
subseqüente, bem como as aplicações de recursos da despesa do exercício seguinte; 
b. Ativo Realizável a Longo Prazo – registra os direitos realizáveis após término do exercício 
seguinte, bem como os derivados de vendas, adiantamentos ou empréstimos feitos a sociedades 
coligadas, controladas, diretores, acionistas ou participantes do lucro da companhia, quando não 
constituam negócios usuais na exploração do objeto social; 
c. Ativo Permanente – registra os investimentos constituídos pelas participações permanentes em 
outras companhias ou empresas e pelos direitos de qualquer natureza não classificáveis no Ativo 
Circulante, pelo Ativo Imobilizado, constituído pelos bens de natureza industrial ou comercial e pelo 
Ativo Diferido, constituído pelas aplicações de recursos ou despesas que contribuirão para a 
formação do resultado de mais um exercício social. 
No Passivo, as contas representam as obrigações, nos seguintes grupos: 
a. Passivo Circulante – registra as obrigações, inclusive os financiamentos para aquisição de direitos 
do Ativo Permanente, quando a sua liquidação ocorreu até o término do exercício seguinte; 
b. Passivo Exigível a Longo Prazo – registra as obrigações que tenham vencimento após o exercício 
seguinte ou após o ciclo operacional da empresa; 
c. Patrimônio Líquido – compreende as contas que expressam a situação líquidas agrupadas em 
subdivisões assim intituladas: Capital Social, Reservas de Capital, Reserva de Reavaliação, Reservas 
de Lucros e Lucros ou Prejuízos Acumulados. 
A estrutura do Balanço Patrimonial definida pela Lei n° 6.404/76 distingue-se da que foi estabelecida 
pela Lei n° 4.320/64 pela inexistência do Ativo e Passivo Compensados. 
Deve ser observado ainda, que está em processo de estudos, a implantação no SIAFI das demais 
Demonstrações Financeiras definidas pela Lei das Sociedades por Ações, tais como a Demonstração 
dos Lucros ou Prejuízos Acumulados, a Demonstração dos Resultados do Exercício e a 
Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos. 
Sistemas Contábeis Da Contabilidade Aplicada Ao Setor Público 
Reinaldo Luiz Lunelli* 
 
Na Contabilidade Pública, além das contas usuais da Contabilidade Comercial, quais sejam, contas 
CONTABILIZAÇÃO 
 
44 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
patrimoniais e contas de resultado, há ainda as contas de compensação, cuja função é o registro dos 
bens, valores e obrigações que envolvam situações que possam a vir afetar o patrimônio. 
Os atos e fatos praticados na Administração Pública constituem serviços da Contabilidade que os 
registrará, em rigorosa ordem cronológica e sistemática, de forma a permitir o acompanhamento da 
execução orçamentária, o conhecimento da composição patrimonial, a determinação dos custos dos 
serviços, o levantamento dos balanços, a análise e a interpretação dos resultados econômicos 
financeiros. 
Contudo, na Administração Pública, dispõe de sistemas independentes para cada grupamento, e os 
lançamentos são efetuados em quatro grandes sistemas, independentes entre si, o que equivale 
afirmar que cada lançamento é efetuado em um sistema separado. Um evento ou fato contábil poderá 
exigir o lançamento em um ou em mais de um sistema, porém poderá ocorrer um ou mais débitos e 
créditos dentro de um ou mais de um sistema, individualizados. 
A Contabilidade pública é estruturada, segundo a Lei nº 4.320/64, em quatro sistemas contábeis que 
interagem entre si, objetivando o acompanhamento orçamentário, a composição financeira e 
patrimonial, bem como a evidenciação de compromissos assumidos pela Administração pública, nas 
contas de compensação. 
Os sistemas de contas da Contabilidade Pública são classificados em: Sistema Orçamentário, 
Sistema Patrimonial e Sistema de Compensação. 
A Resolução CFC nº 1.129/2008 publicada em 25.11.2008 com fins de adequação às normas 
internacionais de contabilidade, ainda menciona um quinto sistema, representado pelo Sistema de 
Custos que registra, processa e evidencia os custos dos bens e serviços, produzidos e ofertados à 
sociedade pela entidade pública. 
Sistema Orçamentário 
O Sistema Orçamentário é representado pelos atos de natureza orçamentária, registrando a receita 
prevista e as autorizações legais da despesa constantes da Lei Orçamentária Anual (LOA) e dos 
créditos adicionais abertos. 
São atos de natureza orçamentária que constam do Sistema Orçamentário: 
 Previsão de Receita; 
 Fixação de despesa; 
 Créditos adicionais abertos; 
 Descentralização de créditos; e 
 Empenho de despesa. 
No Sistema Orçamentário é demonstrada a despesa fixada e a executada e comparada com a receita 
prevista e arrecadada. 
Evidenciando assim, o resultado orçamentário ocorrido no exercício financeiro, podendo ser: 
1. Receita Orçamentária = Despesa Orçamentária = Resultado Nulo 
2. Receita Orçamentária > Despesa Orçamentária = Superávit Orçamentário 
3. Receita Orçamentáriacomo projetos e atividades, foi 
totalmente executado dentro do exercício financeiro. 
CONTABILIZAÇÃO 
 
45 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
O superávit orçamentário ou o déficit orçamentário podem estar apontando ou para falhas no 
planejamento ou de execução de projetos, ou ainda, no excesso de exigência contributiva da 
sociedade local. 
Sistema Patrimonial 
O Sistema Patrimonial é constituído das contas que registram as movimentações que concorrem ativa 
e passivamente para a formação do patrimônio da entidade, ou seja, são registrados os bens 
patrimoniais (móveis, imóveis, estoques, créditos, obrigações, valores, operações de crédito, dentre 
outras), originadas ou não da execução orçamentária. 
É registrado também no Sistema Patrimonial o resultado econômico do exercício. 
No Sistema Patrimonial os lançamentos que correspondem a incorporação ou desincorporação de 
ativos e passivos são feitos isoladamente dentro deste sistema. 
Apesar de não ser objeto da lei nº 4.320/64, para as entidades públicas de administração direta, no 
sistema patrimonial deve ser procedido o registro da depreciação dos bens móveis e imóveis, 
levando-a para a conta de resultados em contrapartida com a conta de depreciação acumulada. 
Sistema De Compensação 
No sistema de Compensação são efetuados os registros dos atos administrativos praticados pelo 
gestor da entidade, que, direta ou indiretamente, possam a vir afetar o patrimônio da entidade, ainda 
que de imediato, isto não ocorra, mas possa implicar em modificação futura. 
Ressalta-se que no Sistema de Compensação estão compreendidas apenas as contas com função 
específica de controle, não relacionadas a fatos que correspondam a patrimônio, mas que possam vir 
à afetá-lo. 
Os principais atos compreendidos neste contexto são os Avais, Acordos, Cauções, Fianças, Ajustes, 
Convênios, Contratos, Garantias, dentre outros. 
Os lançamentos efetuados no Sistema de Compensação visam o atendimento à determinação do Art. 
105, §5º da Lei 4.320/64, que obriga ao controle contábil os direitos e obrigações oriundos de 
contratos ou outros ajustes que a administração pública for parte. 
Programação Financeira 
A programação financeira compreende todos os procedimentos de solicitação, aprovação e 
liberação/recebimento de recursos financeiros de natureza orçamentária ou extra-orçamentária, como 
conseqüência da aplicação do conceito de caixa único estabelecido pelo art. 56 da Lei n° 4.320/64 
(“O recolhimento de todas as receitas far-se-á em estrita observância ao princípio da unidade de 
tesouraria, vedada qualquer fragmentação para criação de caixas especiais” ), pelo art . 92 ( “Com o 
objetivo de obter maior economia operacional e racionalizar a execução da programação financeira 
de desembolso, o Ministério da Fazenda promoverá a unificação de recursos movimentados pelo 
Tesouro Nacional através de sua caixa junto ao agente financeiro da União” ) do Decreto-Lei n° 
200/67 e pelo art. 1° (“ A realização da receita e da despesa da União far-se-á por via bancária, em 
estrita observância ao princípio de unidade de caixa) do Decreto n° 93.872/86. 
Estrutura Do Sistema De Programação Financeira 
Órgão Central :O sistema de programação financeira é administrado pela Secretaria do Tesouro 
Nacional do Ministério da Fazenda (órgão central) 
Órgãos Setoriais de Programação Financeira (OSPF) que são as secretarias de administração 
geral dos Ministérios e órgãos equivalentes da Presidência da República e Ministérios Militares, e por 
fim, as unidades executoras. 
A programação financeira tem por finalidade assegurar às unidades orçamentárias os recursos 
financeiros tempestivos e suficientes à execução dos programas de trabalho e manter o equilíbrio 
entre a receita e a despesa realizadas, evitando eventuais insuficiências financeiras. 
CONTABILIZAÇÃO 
 
46 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
A programação financeira é o conjunto de ações desenvolvidas com o objetivo de estabelecer o fluxo 
de caixa da União, para determinado período, tendo como parâmetros a previsão da receita, os 
limites orçamentários da despesa e sua demanda e a tendência de resultado (déficit, equilíbrio ou 
superávit) considerada para o mesmo período. 
Após a solicitação e a aprovação, os recursos financeiros são descentralizados, assim como ocorre 
com os créditos orçamentários, entre os órgãos que compõem o sistema visto anteriormente, sob a 
forma de: 
Cota: é a primeira etapa da descentralização de recursos financeiros caracterizadas pela 
transferência desses recursos do órgão central de programação financeira para os órgãos setoriais 
do sistema. Isto é, ocorre quando a STN/MF libera recursos financeiros vinculados ao orçamento para 
qualquer ministério ou órgão. Essa movimentação está condicionada à efetiva arrecadação de 
recursos financeiros pelo Tesouro Nacional e ao montante dos compromissos assumidos pelos 
órgãos. 
Repasse: é a descentralização dos recursos financeiros vinculados ao orçamento, recebidos 
anteriormente sob a forma de cota da ST/MF, sendo de competência dos órgãos setoriais de 
programação financeira, que os transfere para outro órgão ou ministério. O repasse é então 
caracterizado pela transferência de recursos financeiros entre órgãos de estrutura administrativa 
diferente, ou seja, entre ministérios, destinados a atender o pagamento dos gastos orçamentários. É 
a movimentação externa de recursos financeiros. Pode ocorrer entre órgãos da administração direta, 
ou desta para uma entidade da administração indireta, ou entre estas entidades, bem como de uma 
entidade da administração indireta para um órgão da administração direta. O repasse normalmente 
acompanha o destaque. 
Sub-repasse: é a descentralização de recursos financeiros vinculados ao orçamento, realizado pelos 
órgãos setoriais de programação financeira, para unidade orçamentária ou administrativa a eles 
vinculadas, ou seja, que faça parte da estrutura do ministério onde se encontra o OSPF. O sub-
repasse é a movimentação interna de recursos financeiros destinados ao pagamento das despesas 
orçamentárias. O sub-repasse normalmente acompanha a provisão. 
Ordem de Transferência Concedida e Recebida: é a denominação utilizada no sistema para 
representar as transferências de recursos financeiros para atender ao pagamento de restos a pagar, 
sendo classificada como uma transferência extra-orçamentária. Pode ser encontrada sob a sigla de 
OTR (recebida) ou OTC (concedida). Essa movimentação de recursos financeiros se submete às 
mesmas etapas de programação financeira destinada a atender os gastos orçamentários, isto é, 
passa pela solicitação, feita pelas unidades executoras aos seus OSPF, que consolidam a proposta 
do órgão e a encaminham ao órgão central, que por sua vez, tem a incumbência da aprovação do 
valor a liberar e, finalmente, da liberação dos recursos financeiros. 
Os estágios porque passa a descentralização orçamentária têm uma estreita relação com as figuras 
de descentralização financeira. Enquanto a SOF/MPOG consigna as dotações orçamentárias aos 
órgãos, a STN/MF libera recursos financeiros sob forma de cota aos mesmos. Num segundo estágio, 
os órgãos setoriais do sistema de orçamento e do sistema de programação financeira estão 
envolvidos, respectivamente, na descentralização orçamentária, que pode ser feita sob a forma de 
destaque ou de provisão, e na transferência de recursos financeiros, que respeitada a ordem 
anterior, provocará o repasse ou o sub-repasse. Ou seja, se ocorreu uma descentralização do 
orçamento sob a forma de destaque, então o OSPF efetuará a descentralização financeira sob a 
forma de repasse; e se ocorreu sob a forma de provisão, então o OSPF realizará um sub-repasse. 
O orçamento deverá chegar até as unidades executoras de uma só vez, isto é, serão consignadas 
dotações para o ano inteiro, de janeiro a dezembro, a partir da lei orçamentária. Entretanto, e é óbvio, 
os recursos financeiros somente estarãodisponíveis para a efetuação do pagamento da despesa 
orçamentária à medida que for se verificando a arrecadação da receita orçamentária e considerando 
os compromissos assumidos pelas unidades gestoras. 
Para melhor entendimento dessa série de movimentações financeiras entre os diversos órgãos e 
etapas envolvidos, observe o quadro abaixo referente ao fluxo da descentralização financeira. 
 
CONTABILIZAÇÃO 
 
47 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
o sistema de programação financeira é composto de órgão central (STN/MF), de órgãos setoriais em 
cada ministério (OSPF) e por fim de unidades executoras (UE). Esses órgãos têm atribuições 
específicas. Na relação órgão central X órgão setorial, a STN recebe a solicitação materializada na 
PPF – Proposta de Programação Financeira do órgão setorial, aprova o valor a liberar gerando a PFA 
– Proposta de Programação Financeira Aprovada e libera os recursos financeiros, através da OB – 
Ordem Bancária; enquanto que o OSPF apenas encaminha a solicitação sob forma de PPF, para o 
órgão central. Na relação órgão central X unidade executora, o OSPF assume as funções do órgão 
central, pois tem atribuições semelhantes às da STN, que são: receber a PPF, aprovar a PFA e 
liberar os recursos pela OB; enquanto que a UE apenas faz a solicitação, elaborando a PPF. Tanto a 
PPF quanto a PFA são representadas por um documento gerado no Siafi denominado de PF – 
Programação Financeira. 
Fluxo de Programação Financeira e da Descentralização Orçamentária e Financeira. 
 
 
 
 
 
 Consolida as PPF da UGE 
 
 
 
 
 
 PPF PFA e Recurso Financeiro 
 
 
 
 
1ª As UGE elaboram a PF propondo sua PPF, solicitando ao OSPF o montante de recursos 
financeiros que necessitam para atender seus gastos. 
2ª Os OSPF consolidam as solicitações das suas UGE e encaminham uma única solicitação referente 
ao ministério ao órgão central (STN/MF) por meio de nova PPF. 
3ª A STN/MF, após examinar cada solicitação dos OSPF, emite a PFA aprovando o montante de 
recursos financeiros que serão liberados para cada OSPF. 
4ª Os OSPF, em face do montante individual aprovado pela STN/MF, redistribui o valor às suas UGE, 
emitindo nova PFA onde fica indicado o montante aprovado a ser liberado. 
5ª A STN/MF, finalizando suas atribuições, emite uma NL e/ou OB- Ordem Bancária transferindo para 
os OSPF os limites de saque e os recursos financeiros cuja liberação anteriormente tinha sido 
aprovada. 
 
6ª Os OSPF, finalizando todo o processo de programação financeira e depois de receberem os 
Fluxo de Etapas da Programação Financeira 
ÒRGÃO 
CENTRAL 
Programação 
Financeira 
5
° 
3
° 
MINISTÉRIO 
(ÓRGÃO 
SETORIAL) 
6
° 
4
° 
OSPF 
1
° 
6
° 
UNIDADE 
EXECUTORA 
UNIDADE 
EXECUTORA 
UGE 
CONTABILIZAÇÃO 
 
48 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
recursos financeiros da STN/MF, fazem nova transferência dos mesmo, destinando a cada uma de 
suas UGE o valor antes aprovado pelo próprio OSPF. 
Com isso, o dinheiro necessário ao pagamento da despesa chega até as UGE, encerrando o 
processo de execução da despesa, que começou com a autorização dada na lei orçamentária. 
Fluxos Da Descentralização Orçamentária E Da Financeira 
 
Obs: ND = Nota de Dotação; NC = Nota de Crédito; UO = Unidade Orçamentária; UA = Unidade 
Administrativa ; OB = Ordem Bancária. 
Dívida Pública 
São obrigações para com terceiros. 
A Dívida pode ser Ativa e Passiva, onde a Ativa pode ser Tributária e Não-tributária 
A Lei n° 4.320/64 trata da dívida ativa no art. 39, caput e parágrafos, de onde se pode extrair o 
seguinte conceito: créditos da Fazenda Pública, de natureza tributárias ou não, exigíveis pelo 
transcurso do prazo para pagamento. 
A dívida ativa da natureza tributária é o crédito da Fazenda Pública proveniente de obrigação legal 
relativa a tributos e respectivos adicionais e multas. 
A dívida ativa de natureza não-tributária é representada pelos demais créditos da Fazenda Pública, 
tais como os provenientes de empréstimos compulsórios, contribuições estabelecidas em lei, multas 
de qualquer origem ou natureza, exceto as tributárias, foros, laudêmios, aluguéis ou taxas de 
ocupação, custas processuais, preços de serviços prestados por estabelecimentos públicos, 
indenizações, reposições, restituições, alcances dos responsáveis definitivamente julgados, bem 
assim os créditos decorrentes de obrigações em moeda estrangeira, de sub-rogação de hipoteca, 
fiança, aval ou outra garantia, de contratos em geral ou de outras obrigações legais, é o que 
estabelece a parte final do § 2° do art. 39 da Lei n° 4.320/64. 
A dívida ativa da União será apurada e inscrita, na forma da legislação própria, após apurada e 
inscrita, na certeza na Procuradoria da Fazenda Nacional, abrangendo os valores correspondentes à 
atualização monetária, à multa e juros de mora. É condição para que possa haver a inscrição em 
CONTABILIZAÇÃO 
 
49 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
dívida ativa que o crédito esteja vencido e seja exigível, ou seja, que o tributo tenha sido lançado, 
vencido e não arrecadado, para o caso da dívida ativa tributária. 
Inscrita a dívida ativa na repartição pública competente e efetuados os registros contábeis referentes 
ao direito da Fazenda Pública contra terceiros em débito, podem ocorrer em suma duas situações na 
ótica do ente público: o recebimento do recursos financeiros oferecendo quitação ao débito ou a 
prescrição do direito, que normalmente segue a regra do Código Tributário Nacional de cinco anos. 
Os recursos recebidos à conta desses créditos para com a Fazenda Nacional serão escriturados 
como receita do exercício em que forem arrecadados nas respectivas rubricas orçamentárias, 
denominadas de receita da dívida ativa tributária e receita da dívida ativa não-tributária, contas de 
resultado, que compõem a categoria econômica receitas correntes, conforme veremos adiante no 
estudo do Plano de Contas da Administração Federal. É necessário nessa hipótese, o registro da 
baixa do direito em decorrência do recebimento da receita da dívida ativa. 
Para entendermos melhor esse assunto, examinaremos agora as repercussões no patrimônio líquido 
decorrentes dos fatos que envolvem a dívida ativa, bem como o efeito no resultado do exercício. 
Situação patrimonial hipotética: A=P+PL ou seja PL=A-P 
ATIVO PASSIVO 
BENS 30 OBRIGAÇÕES 40 
DIREITOS 20 PATRIM LÍQUIDO 10 
TOTAL 50 TOTAL 50 
PL = 50-40=10 
Suponha que tenham ocorrido os seguintes fatos: 
 Hipótese 1 : inscrição da dívida ativa no montante de 30; 
 Hipótese 2 : cancelamento da dívida ativa no valor de 15; e 
 Hipótese 3: recebimento da dívida ativa no valor de 5. 
Hipótese 1 
A inscrição da dívida ativa em 2001, no valor de 10, implica o registro de um direito no ativo que tem 
como conseqüência o seguinte: 
PL = 80-40 = 40. O patrimônio líquido aumenta de 10, porque o ativo aumenta de 10 em razão do 
registro de direitos a receber, representados pela dívida ativa. 
 ATIVO PASSIVO 
BENS 30 OBRIGAÇÕES 40 
DIREITOS (20 + 30) 50 PATRIM LÍQUIDO 40 
TOTAL 80 TOTAL 80 
Obs: o resultado do exercício aumenta de 30, em razão do registro de um direito a receber. 
Hipótese 2 
No cancelamento da dívida ativa em 2000, no valor de 15 ocorre isto: 
PL = 65-40 = 25. O patrimônio líquido é reduzido de 15, porque o ativo diminui de 15 em razão da 
baixa parcial dos direitos a receber, anteriormente registrados pelo montante de 30, denominados de 
dívida ativa. 
CONTABILIZAÇÃO 
 
50 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
ATIVO PASSIVO 
BENS 30 OBRIGAÇÕES 40 
DIREITOS (20+30-15) 35 PATRIM LÍQUIDO 25 
TOTAL 65 TOTAL 65 
Obs: o resultado do exercício é reduzido de 15, em virtude do cancelamento de um direito a receber 
Hipótese 3 
Já no recebimento da dívida ativa em 2003, no valor de 5, o patrimônio líquido não sofre alteração, 
permanecendo em: 
Acontece uma troca, permutação de ativos(direitos a receber permutados por dinheiro), sem envolver 
o patrimônio líquido. 
ATIVO PASSIVO 
BENS (30 +5) 35 OBRIGAÇÕES 40 
DIREITOS (20+30-15-5) 30 PATRIM LÍQUIDO 25 
TOTAL 65 TOTAL 65 
 PL =65-40 = 25 
Obs; o resultado do exercício não sofre alterações, sendo registrada uma receita da dívida ativa(que 
é conta de resultado aumentativo) e uma variação patrimonial passiva (mutação passiva), que é conta 
de resultado diminutivo pelo mesmo valor, fato que não chega a alterar o Patrimônio líquido. 
Contabilização Da Dívida Ativa 
A dívida ativa é um direito a receber do Estado, que surge quando os contribuintes deixam de cumprir 
seu dever de arrecadar aos cofres públicos os seus tributos devidos e outras receitas. 
A inscrição da dívida ativa dever ser registrada com a incorporação de um novo elemento no ativo 
que é o direito a receber de mesmo nome: dívida ativa, que repercute positivamente no resultado do 
exercício. 
ATIVO (Dívida Ativa0 
A VARIAÇÃO ATIVA (conta de resultado positivo) 
Pelo registro da inscrição da dívida ativa tributária.............................................................$ 
Obs: É empregada uma conta de resultado positivo cujo título é Variação Ativa. Essa conta sintética 
representa o aumento ocorrido no resultado do exercício em razão do surgimento de um direito a 
receber no patrimônio público, que como vimos anteriormente provoca o aumento na situação líquida. 
O cancelamento da dívida ativa ocorre quando esses direitos prescrevem ou mesmo quando se 
percebe que foram inscritos indevidamente. Esse fato deve provocar a desincorporação do direito a 
receber que reflete negativamente no resultado do exercício. 
VARIAÇÃO PASSIVA (conta de resultado diminutivo) 
A ATIVO (Dívida Ativa) 
 
Pelo registro do cancelamento da dívida ativa tributária..............$ 
 
Obs: Neste caso, também é empregada uma conta de resultado só que diminutiva cujo título é 
Variação Passiva. Essa conta sintética representa a redução que ocorreu no resultado do exercício 
CONTABILIZAÇÃO 
 
51 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
em função da desincorporação do direito a receber, causando uma redução na situação líquida. 
 
O recebimento da dívida ativa é caracterizado pelo momento em que os contribuintes quitam seus 
débitos pendentes junto ao Estado, recolhendo recursos financeiros aos cofres públicos. Neste fato 
em particular, há dois elementos envolvidos: o dinheiro que entra e o direito a receber que é dado em 
troca. Trata-se de um fato permutativo de origem orçamentária, ou seja, é uma receita não-efetiva. 
Como tal deve ser contabilizada de acordo com os procedimentos abaixo: 
 
ATIVO (Banco conta Movimento) 
A RECEITA ORÇAMENTÁRIA (conta de resultado positivo) 
Pela arrecadação de recursos financeiros 
Referentes à receita de operações de crédito...................................$ 
e 
MUTAÇÕES PASSIVAS (conta de resultado negativo) 
A PASSIVO (Empréstimos a pagar) 
Pela incorporação de empréstimos a pagar decorrentes da receita de operações de 
crédito.................................................................$ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
BALANCETE 
 
1 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Balancete 
O balancete de verificação é um demonstrativo contábil que reúne todas as contas em movimento na 
empresa e seus respectivos saldos (saldos de débito/saldos devedores e saldos de crédito/saldos 
credores). 
Através do balancete é possível chegar a vários resultados importantes para a Contabilidade de uma 
empresa num dado período de tempo, bem como elaborar outros demonstrativos contábeis 
importantes, como por exemplo, Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) e Balanço 
Patrimonial (BP). 
É a relação de Contas extraídas do livro Razão (razonetes) da empresa, ou seja, é o conjunto de 
todas as contas (patrimonias e de resultado) dos razonetes com seus respectivos saldos finais. O 
saldo de cada conta é representado de acordo com sua natureza (devedora ou credora), e não 
apenas de acordo com o grupo a que pertence. 
Ou seja, para elaborar um balancete, cada Conta será transferida do razonete para ele, com seu 
respectivo saldo. Assim, se a Conta no razonete apontar saldo final devedor (lado esquerdo), este 
saldo será transportado para a coluna do saldo devedor do balancete. Se a Conta apresentar no 
razonete saldo final credor (lado direito), este saldo será transportado para a coluna do saldo credor 
do balancete. 
Importante: a soma dos saldos devedores deve ser igual à soma dos saldos credores. Se houver 
desigualdade, é sinal de que há erros na Contabilidade da empresa. 
Há várias maneiras de se apresentar um Balancete de Verificação. Em todos eles deve existir o 
cabeçalho onde se indica o nome da empresa e a data do balancete. É possível representá- lo com 
os saldos iniciais de cada conta (devedor ou credor) e com os respectivos movimentos no período 
(débitos e créditos), ou simplesmente com os saldos finais das contas (devedor ou credor). Este 
último caso é o mais comum e também o mais prático. 
Exemplo 1 
EMPRESA XYZ - Balancete de Verificação em 31/11/20x1 
 
CONTA 
SALDO ($) 
Devedor Credor 
Caixa 300.000,00 
Banco conta-corrente 50.000,00 
Estoques 9.950,00 
Veículos 70.000,00 
Depreciação acumulada de veículos 1.800,00 
Máquinas e equipamentos 217.340 
Móveis e utensílios 200.000 
Fornecedores 210.000,00 
Salários a pagar 20.000,00 
ICMS a recolher 110.500,00 
Capital social 500.000,00 
Receita de vendas 450.000,00 
Receita financeira 19.000,00 
ICMS sobre vendas 110.500,00 
CMV (Custo Mercadoria Vendida) 252.000,00 
Despesa com salários 80.000,00 
Despesa com férias 8.880,00 
Despesa com FGTS 7.600,00 
Despesa com depreciação 5.030,00 
TOTAL 1.311.300,00 1.311.300,00 
* As contas listadas no balancete acima são tanto patrimoniais quanto de resultado: 
 
- as contas Caixa, Banco conta-corrente, Estoques, Veículos, Máquinas e equipamentos e Móveis e 
utensílios fazem parte das contas patrimoniais (ficam no Ativo); 
BALANCETE 
 
2 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
- a conta Depreciação acumulada de veículos faz parte das contas patrimoniais (fica no Ativo), 
porém, é uma conta retificadora (diminui o ativo) e seu saldo é credor; 
- as contas Fornecedores, Salários a pagar e ICMS a recolherdiretrizes de investimentos e também, na forma de obtenção dos recursos. 
Campo De Aplicação Da Contabilidade Aplicada A O Setor Público 
A Contabilidade Aplicada ao Setor Público constitui ramo da ciência contábil que deve observar os 
princípios de contabilidade e seus pronunciamentos técnicos, que representa a essência das 
doutrinas e teorias relativas a essa ciência, que estabelece um conjunto de conceitos para 
escrituração e uma análise contábil. Os princípios são as bases e deverão ser de observância 
obrigatória na Administração Pública. Todos os órgãos e entes da administração devem observar 
esses princípios, pois servem de base para a boa prática contábil. 
Essa ciência tem como objeto o patrimônio das organizações públicas, com objetivo de reconhecer, 
mensurar e evidenciar o patrimônio público e suas variações patrimoniais no decorrer do tempo, 
CONTABILIDADE PÚBLICA 
 
10 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
registrando as transações econômicas e financeiras, através de técnicas contábeis de escrituração 
contábil, demonstrações contábeis, auditoria contábil e análise das demonstrações contábeis. 
Contabilidade Aplicada Ao Setor Público 
O objeto da Contabilidade Aplicada ao Setor Público é o patrimônio público das entidades. Nesse 
sentido “(KOHAMA, 2003, p. 193)” entende que “O patrimônio público por analogia compreende o 
conjunto de bens, direitos e obrigações avaliáveis em moeda corrente, nas entidades que compõem a 
administração pública”. 
Patrimônio Público é conjunto de bens, direitos e obrigações de toda natureza e espécie que tenha 
importância para a Administração Pública. Os Bens públicos são corpóreas ou incorpóreas a exemplo 
de móveis ou imóveis, direitos e ações, créditos entre outros que pertençam a qualquer título, às 
entidades governamentais. 
Segundo o MCASP (2012) O patrimônio público compõe-se dos seguintes elementos: 
1. Ativo – compreende os recursos controlados pela entidade como resultado de eventos passados e 
do qual se espera que resultem para a entidade benefícios econômicos futuros ou potencial de 
serviços; 
2. Passivo – compreende as obrigações presentes da entidade, derivadas de eventos passados, 
cujos pagamentos se esperam que resultem para a entidade saídas de recursos capazes de gerar 
benefícios econômicos ou potencial de serviços. 
3. Patrimônio Líquido, Saldo Patrimonial ou Situação Líquida Patrimonial – são os valores 
residuais dos ativos da entidade depois de deduzidos todos seus passivos. 
Neste contexto é importante conhecer o “Campo de Aplicação da Contabilidade Aplicada ao Setor 
Público” conforme estabelece a Norma Brasileira de Contabilidade Aplicada ao setor Público 
NBCASP T 16.1. Campo de aplicação: espaço de atuação do profissional de contabilidade que 
demanda estudo, interpretação, identificação, mensuração, avaliação, registro, controle e 
evidenciação de fenômenos contábeis, decorrentes de variações patrimoniais em: 
a) entidades do setor público; e 
b) ou de entidades que recebem, guardem, movimentem, gerenciem ou apliquem recursos 
públicos, na execução de suas atividades, no tocante aos aspectos contábeis da prestação de 
contas (MCASP, 2013). Demonstra a doutrina o campo de aplicação de atuação da Contabilidade 
Aplicada ao setor Público. 
A Lei de Responsabilidade Fiscal nº 101/2000, art. 50 contempla mais entidades no seu arcabouço 
contábil. (…) além de obedecer às demais normas de contabilidade pública, a escrituração das 
contas públicas observará as seguintes: III- as demonstrações contábeis compreenderão, isolada 
e conjuntamente, as transações e operações de cada órgão, fundo ou entidade da 
administração direta, autárquica e fundacional, inclusive empresa estatal dependente. 
Entende por empresa estatal dependente a empresa controlada pelo ente público, ou seja, mais de 
50% do capital social pertencente ao ente. Há exemplo de empresas estatais dependentes: CONAB, 
EMBRAPA, RADIOBRÁS entre outras. 
De acordo a legislação, o campo de aplicação será para as seguintes entidades: União, Estados, 
Distrito Federal, Municípios, Autarquias, Fundações Públicas e Empresas Estatais Dependentes, os 
serviços autônomos e os conselhos profissionais exceto a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) 
serão de forma integral. Para as demais entidades do setor público, será de forma parcial. 
O campo de aplicação da Contabilidade Pública limita-se aos órgãos e entidades integrantes do 
Orçamento Fiscal e da Seguridade Social dos governos federal, estadual e municipal. O que nos 
permite concluir que todas as empresas e entidades públicas que não estão contempladas no 
orçamento de investimentos, estão no campo de aplicação da Contabilidade Pública. 
_________________________________________________________________________________ 
Variações Patrimoniais 
 
1 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Variações Patrimoniais 
O Que São Variações Patrimoniais? 
O patrimônio público é dinâmico. Inúmeros fatos ocorrem ao longo do dia nas organizações públicas. 
A cada tributo recolhido ou despesa liquidada há uma variação na situação patrimonial das entidades. 
Cada uma dessas movimentações é contabilizada como variações patrimoniais. 
Cuidado para não confundir patrimônio como o balanço patrimonial. O primeiro, por definição, é um 
conjunto de bens, direitos e obrigações de uma Entidade. Já o balanço patrimonial é uma 
demonstração contábil, geralmente elaborada ao final do exercício, que evidencia a situação 
patrimonial da entidade pública em uma determinada data. 
As variações patrimoniais podem ou não afetar a situação liquida patrimonial (Patrimônio Líquido) da 
entidade e a depender do fato são denominadas de variações patrimoniais quantitativas ou 
qualitativas. Vale ressaltar que as variações patrimoniais devem ser reconhecidas e registradas no 
momento do fato gerador, seja este resultante ou independente da execução orçamentária. 
As variações patrimoniais qualitativas afetam apenas a composição dos elementos patrimoniais (ativo 
e passivo), como por exemplo o pagamento de um fornecedor. Neste caso pode-se dizer que houve 
uma “troca” entre os componentes do patrimônio (Ativo/Caixa e Passivo/Fornecedor). Perceba que 
esta “troca” não afeta a situação liquida da entidade e pode ocorrer entre contas do ativo, entre 
contas do passivo ou entre contas do ativo e do passivo, ou vice-versa. 
A variações patrimoniais quantitativas afetam uma conta do ativo em contrapartida de uma conta de 
receita sob a ótica patrimonial (variação patrimonial aumentativa). Pode também ocorrem em uma 
contas do passivo em contrapartida de uma despesa (variação patrimonial diminutiva). É claro que 
existem as contas retificadores que fogem a essa regra. No entanto, todas essas variações afetam a 
situação líquida do patrimônio. 
Logo abaixo você tem uma síntese do que foi exposto. 
 
As Variações Patrimoniais 
Despesa, Receita E Resultado 
As causas principais que fazem variar o Patrimônio Líquido são: 
 O investimento inicial de capital e seus aumentos posteriores ou desinvestimentos feitos na 
entidade 
 O resultado obtido do confronto entre as contas de receitas e despesas dentro do período contábil 
Variações Patrimoniais 
 
2 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Receita 
Entende – se por receita a entrada de elementos para o Ativo, sob a forma de dinheiro ou direitos a 
receber, correspondentes, normalmente, à venda de mercadorias, de produtos ou à prestação de 
serviços. Uma receita também pode derivar de juros sobre depósitos ou títulos e de outros ganhos 
eventuais. 
A obtenção de uma Receita resulta, pois, num aumento de Patrimônio Líquido. 
As receitas podem ser Operacionais e Não Operacionais. 
Receita Operacional 
São as que derivam do exercício das atividades normais da empresa. A legislação tributária as 
conceitua como o resultado das atividades Principais e Acessórias que constituamfazem parte das 
contas patrimoniais (ficam no Passivo); 
- a conta Capital Social faz parte das contas patrimoniais, ficando no Passivo Total, porém, fica na 
subdivisão do Passivo, chamada Patrimônio Líquido (PL); 
- as contas Receita de vendas, Receita financeira, ICMS s/ vendas, CMV, Desp. c/ salários, Desp. c/ 
férias, Desp. c/ FGTS e Desp. c/ depreciação fazem parte das contas de resultado, sendo elas 
receitas, despesas ou custos. 
Exemplo 2 
Razonetes: 
 
 
Balancete (simplificado): 
 EMPRESA ABC - Balancete de Verificação em 12/02/20x9 
CONTA SALDO ($) 
Devedor Credor 
Caixa 48.500,00 
Banco 31.500,00 
Fornecedores 80.000,00 
TOTAL 80.000,00 80.000,00 
 
Balancete De Verificação 
O balancete de verificação é um demonstrativo auxiliar que relaciona os saldos das contas 
remanescentes no diário. Imprescindível para verificar se o método de partidas dobradas está sendo 
observado pela escrituração da empresa. 
Por este método cada débito deverá corresponder a um crédito de mesmo valor, cabendo ao 
balancete verificar se a soma dos saldos devedores é igual a soma dos saldos credores. 
Este demonstrativo poderá ser utilizado para fins gerenciais, com suas informações extraídas dos 
registros contábeis mais atualizados, servindo de suporte para acompanhamento de orçamento 
empresarial e fluxo de caixa, por exemplo. 
O grau de detalhamento do balancete de verificação deverá estar adequado a finalidade do mesmo. 
Caso o demonstrativo seja destinado a usuários externos o documento deverá ser assinado por 
contador habilitado pelo conselho regional de contabilidade (CRC). 
Geralmente o balancete é disponibilizado mensalmente, servindo assim como suporte aos gestores 
para visualizar a situação da empresa diante dos saldos mensurados, sendo um demonstrativo de 
fácil entendimento e de grande relevância e utilidade prática. É também utilizado como auxiliar na 
análise dos tributos gerados e para fins de planejamento fiscal. 
Exemplo De Um Balancete De Verificação 
BALANCETE 
 
3 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Cia. Contabilidade Clara 
Balancete Mensal de Verificação - Mês _______ Ano _____ 
Contas Natureza Débito Crédito 
Caixa 
Bancos cta. Movimento 
Duplicatas a Receber 
Mercadorias 
Imobilizado 
Fornecedores 
Empréstimos e Financiamentos 
Capital Social 
Lucros ou Prejuízos Acumulados 
AC 
AC 
AC 
AC 
ANC 
PC 
PC 
PL 
PL 
4.800 
10.200 
6.000 
9.400 
32.000 
- 
- 
- 
- 
- 
- 
- 
- 
- 
17.800 
10.100 
28.000 
6.500 
Total 62.400 62.400 
AC = Ativo Circulante 
ANC = Ativo não Circulante 
PC = Passivo Circulante 
PL = Patrimônio Liquido 
Entenda O Que É Um Balancete Contábil 
O balancete contábil, também conhecido como balancete de verificação, é um relatório extraído do 
livro contábil e que abrange todas as informações contábeis das contas em movimento na empresa, 
bem como o seu respectivo saldo. 
Muitos gestores não utilizam o relatório com frequência em razão da dificuldade no momento de 
consultar e interpretar as informações que constam nele. Por isso, abordaremos neste artigo os 
principais conceitos, orientações de como é feito e por que ele é tão importante para a saúde e o 
crescimento de uma empresa. Confira: 
Balancete Contábil: Entendendo Os Conceitos 
Para interpretar um balancete contábil é imprescindível conhecer os conceitos e saber o que cada um 
deles significa na rotina prática de um negócio: 
 Livro contábil: É o livro que registra todas as informações contábeis/financeiras de um negócio. Há 
vários subtipos de livros no ramo da contabilidade, como livro diário, livro razão e livro caixa. É 
desses livros contábeis que são extraídas todas as informações que darão forma ao balancete 
contábil. 
 Ativo: É um dos grupos que dão forma ao balancete. Nesse grupo estão as informações a respeito 
de todos os bens e direitos da empresa. Dentro do ativo haverá o caixa, que representa a 
disponibilidade de dinheiro que a empresa possui em seu estabelecimento; bancos, contas em 
movimento e fundos de investimento, que representam todos os saldos em instituições 
bancárias; contas a receber, que são todos os valores que devem ser creditados em favor da 
empresa; adiantamentos para futuras prestações de contas, que representam aqueles valores pagos 
antecipadamente para despesas como viagem, deslocamento, entre outras; impostos a recuperar, 
sendo os saldos tributários que podem vir a ser deduzidos; estoques, que são os saldos em 
BALANCETE 
 
4 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
mercadorias; despesas antecipadas, que são os valores pagos por despesas como seguro, por 
exemplo; ativo realizável a longo prazo, que são valores que podem vir a ser recebidos a longo 
prazo; ativo permanente, que representa bens e investimentos que a empresa possui; por fim, 
o ativo permanente intangível, que são bens como software, ou seja, intangíveis, mas que têm valor 
monetário. 
 Passivo: No passivo se encontram todas as informações sobre as obrigações e o patrimônio liquido 
da empresa. Nesse grupo haverá a relação de impostos, taxas e contribuições a recolher, contas a 
pagar para fornecedores, relação de provisões com salários e contribuições para colaboradores, além 
de uma relação de valores que terão vencimento com prazo superior a um ano. Ainda no passivo, há 
a descrição do patrimônio líquido, como já mencionado. Nesse item encontram-se os valores relativos 
ao capital social da empresa, bem como as reservas para futura utilização. 
 Resultado: Relação de todas as receitas, despesas e custos da empesa. 
 Receitas: Demonstram todos os ganhos da empresa. Nesse grupo é possível avaliar quais são os 
departamentos que geram mais lucro e quais são os que trazem menos resultados. 
 Custos: São todos os gastos da empresa. Representam os valores que são desembolsados para 
manter a empresa em funcionamento. São as despesas imprescindíveis. É importante prestar 
atenção para não confundir despesas com custos. 
 Despesas: Diferentemente dos custos, as despesas representam valores que são gastos, mas não 
estão diretamente relacionados à atividade-fim da empresa. 
Elaborando Um Balancete Contábil 
A elaboração do relatório é muito simples. Há vários modelos e formas de apresentar ativo, passivo, 
custos, receitas, resultados e despesas. 
De forma geral, ele pode ser disposto em quatro colunas, sendo duas colunas reservadas para o 
movimento e duas reservadas para o saldo. O preenchimento das colunas de movimento deve ser 
com as informações literais de débito e crédito em cada conta. Já o preenchimento das colunas 
destinadas ao saldo é feito a partir do cálculo da diferença entre crédito e débito. 
Este é apenas um exemplo simples de balancete contábil. Lembre-se de que é importante ter a 
assessoria de profissionais capacitados para acompanhar a saúde financeira do seu negócio. Além 
disso, é salutar possuir sistemas informatizados especiais que otimizem a rotina fiscal, contábil e, 
consequentemente, a estratégia do seu negócio. 
Interpretando As Informações Geradas 
O balancete contábil traz todas as informações relativas a atual situação financeira do negócio. Além 
de apresentar todos os direitos, bens e investimentos da empresa, ele também engloba despesas, 
custos e reservas existentes. 
Um balancete completo pode conter: 
 Informações quanto aos valores em caixa. 
 Informações bancárias completas. 
 Valor dos estoques de produtos. 
 Valor dos bens, como automóveis, máquinas, equipamentos e utensílios. 
 Previsão de custos com pagamento dos colaboradores. 
 Valores a receber em curto e longo prazo. 
 Impostos a recuperar. 
BALANCETE 
 
5 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
 Impostos a pagar. 
 Valor do capital social. 
 Reservas. 
Todas essas informações trazem uma ideia aprofundada sobre a situação do negócio e também 
sobre o seu futuro, já que os vários indicadores agrupados são passíveis de análise eo objeto da pessoa 
jurídica, onde : 
 Principais são as receitas decorrentes da venda de bens ou serviços por excelência; 
 Acessórias são as provenientes de operações complementares , tais como as receitas financeiras e 
de aluguel , nas empresas que não se dedicam a intermediação financeira nem imobiliária. 
Despesa 
Entende – se por Despesa, o consumo de bens ou serviços, que, direta ou indiretamente, deverá 
produzir uma receita. Diminuindo o Ativo ou aumentando o Passivo, uma Despesa é realizada com a 
finalidade de se obter uma Receita cujo valor seja superior à diminuição que provoca no Patrimônio 
Líquido. 
Há gastos que não são nem nunca serão custos, porque não preenchem a condição básica de 
estarem vinculados ao processo de produção de bens e serviços ou à atividade de aquisição de 
mercadorias para revenda. 
Portanto," Despesas são gastos não compreendidos como Custos, consumidos direta ou 
indiretamente no esforço da entidade de auferir receitas" ( Celso, Eugênio Gonçalves. Eustáquio 
,Antonio. Contabilidade geral. Atlas ed. 1998.p. 88) 
Perdas 
Distingue – se de Custos ou Despesas por sua característica de anormalidade ou involuntaridade. 
Não representa esforços normais ou derivados, voluntariamente , da intenção de se obterem receitas. 
Não obstante a distinção conceitual, no processo contábil as Perdas serão tratadas como Custo ou 
Despesa conforme a natureza do elemento patrimonial envolvido. 
Perda: bem ou serviço consumido de forma Anormal ou Involuntária. ( Celso, Eugênio Gonçalves. 
Eustáquio ,Antonio. Contabilidade geral. Atlas ed. 1998.p. 90 ) 
Período Contábil 
Dentre os Princípios contábeis geralmente aceitos, destacamos para efeito deste o Princípio da 
Continuidade, o qual presume que a Empresa , normalmente , operará definitivamente. 
O Resultado exato de uma empresa, portanto, somente poderá ser apurado no final de sua vida, após 
a venda de todo seu Ativo e o pagamento de suas obrigações para com terceiros. O Resultado do 
empreendimento será medido pela diferença entre o Patrimônio Líquido apurado no final da sua vida 
e o Patrimônio Líquido inicial. 
Entretanto a administração não pode esperar até que a empresa seja liquidada ou encerrada ; a 
informação contábil do resultado das várias operações deve ser fornecida a intervalos regulares de 
tempo, de um ano, de seis meses, e mesmo de um mês. Assim, a Contabilidade registra e resume 
todas as mudanças no Patrimônio Líquido que ocorrem durante período escolhido e apresenta o 
resultado obtido. 
Variações Patrimoniais 
 
3 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
O período contábil, espaço de tempo escolhido para que a contabilidade mostre a situação 
patrimonial e financeira na evolução dos negócios da empresa, quando de um ano, é também 
denominado exercício social. 
Realização Da Receita 
Só se reconhece contabilmente a Receita Realizada, isto é, Ganha, Auferida. 
Isto ocorre quando existe a transferência da propriedade de um Bem ou se Presta um Serviço a 
terceiro. 
Regimes De Caixa E Competência 
A Contabilidade apresenta – se , basicamente, três Regimes de Apuração de Resultados 
 Econômico com base na competência dos exercícios; 
 De caixa ( financeiro); 
 Misto. 
Regime De Caixa 
Pelo Regime de Caixa , o registro dos fatos contábeis deve ser feito no momento em que os valores 
correspondentes são pagos ou recebidos. 
Regime De Competência 
Pelo Regime de Competência as receitas e despesas devem ser reconhecidas no período em que 
efetivamente ocorrem e não no momento em que são pagas ou recebidas. 
As receitas pelo Regime de Competência são contabilizadas da seguinte forma: 
 As Receitas devem ser registradas no momento em que se realiza a venda dos 
produtos/mercadorias ou a prestação dos serviços , independente da realização financeira ( 
recebimento) das importâncias correspondentes; 
 As despesas ou Custos devem ser reconhecidos no exercício social em que forem incorridos, 
tenham sido ou não pagos. 
O que importa é a ocorrência do fato econômico, gerador do registro contábil, e não o pagamento ou 
recebimento de numerário. 
O Princípio Da Competência 
"Art. 9º. As receitas e as despesas devem ser incluídas na apuração do resultado do período em que 
ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento 
ou pagamento. 
§ 1º. O Princípio da COMPETÊNCIA determina quando as alterações no ativo ou no passivo resultam 
em aumento ou diminuição no Patrimônio Líquido, estabelecendo diretrizes para classificação das 
mutações patrimoniais, resultantes da observância do Princípio da OPORTUNIDADE. 
§ 2º. O reconhecimento simultâneo das receitas e despesas, quando correlatas, é conseqüência 
natural do respeito ao período em que ocorrer sua geração. 
§ 3º. As receitas consideram-se realizadas: 
I – nas transações com terceiros, quando estes efetuarem o pagamento ou assumirem compromisso 
firme de efetivá-lo, quer pela investidura na propriedade de bens anteriormente pertencentes à 
Entidade, quer pela fruição de serviços por esta prestados; 
Variações Patrimoniais 
 
4 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
II – quando da extinção, parcial ou total, de um passivo, qualquer que seja o motivo, sem o 
desaparecimento concomitante de um ativo de valor igual ou maior; 
III – pela geração natural de novos ativos independentemente da intervenção de terceiros; 
IV – no recebimento efetivo de doações e subvenções. 
§ 4º. Consideram-se incorridas as despesas: 
I – quando deixar de existir o correspondente valor ativo, por transferência de sua propriedade para 
terceiro; 
II – pela diminuição ou extinção do valor econômico de um ativo; 
III – pelo surgimento de um passivo, sem o correspondente ativo". 
As Variações Patrimoniais E O Princípio Da Competência 
A compreensão do cerne do Princípio da COMPETÊNCIA está diretamente ligada ao entendimento 
das variações patrimoniais e sua natureza. Nestas encontramos duas grandes classes: a daquelas 
que somente modificam a qualidade ou a natureza dos componentes patrimoniais, sem repercutirem 
no montante do Patrimônio Líquido, e a das que o modificam. As primeiras são denominadas de 
"qualitativas", ou "permutativas", enquanto as segundas são chamadas de "quantitativas", ou 
"modificativas". Cumpre salientar que estas últimas sempre implicam a existência de alterações 
qualitativas no patrimônio, a fim de que permaneça inalterado o equilíbrio patrimonial. 
Esta Parte, intitulada Procedimentos Contábeis Orçamentários (PCO), visa dar continuidade ao 
processo que busca reunir conceitos, regras e procedimentos relativos aos atos e fatos orçamentários 
e seu relacionamento com a contabilidade. Também tem como objetivo a harmonização, por meio do 
estabelecimento de padrões a serem observados pela Administração Pública, no que se refere à 
receita e à despesa orçamentária, suas classificações, destinações e registros, de modo a permitir a 
evidenciação e a consolidação das contas públicas nacionais. 
Para cumprimento do objetivo de padronização dos procedimentos, este Manual procura descrever 
rotinas e servir como instrumento orientador para os procedimentos relacionados às receitas e às 
despesas orçamentárias. Busca, assim, melhorar a qualidade e a consistência das informações 
prestadas a toda a sociedade, de modo a possibilitar o exercício da cidadania no processo de 
fiscalização da arrecadação das receitas e da execução das des- pesas, bem como o efetivo controle 
social sobre as contas dos Governos Federal, Estaduais, Distrital e Municipais. É importante destacar 
que o Manual não altera as regras orçamentárias fixadas pela Lei nº 4.320/1964, pela Portaria MOG 
nº 42/1999, ou pela Portaria STN/SOF nº 163/2001 e suas alterações, que continuam sendo a base 
normativa para a elaboração e execução dos orçamentos nos três níveis de governo. 
A receita e a despesa orçamentárias assumem, na Administração Pública, fundamentalimportância, 
pois representam o montante que o Estado se apropria da sociedade por intermédio da tributação e a 
sua contrapartida aos cidadãos por meio da geração de bens e serviços. Também se torna importante 
em face de situações legais específicas, como a distribuição e destinação da receita entre as esferas 
governamentais e o cumprimento dos limi- tes legais para a realização de despesas, impostos pela Lei 
Complementar nº 101/2000 – Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). 
É relevante destacar que a relação entre a receita e a despesa é fundamental para o processo 
orçamentário, visto que a previsão da receita dimensiona a capacidade governamental em fixar a 
despesa, entendendo a receita orça- mentária como o mecanismo de financiamento do Estado, 
sendo considerada também a decorrente de operações de crédito. Além disso, de acordo com o art. 
9º da LRF, a arrecadação é instrumento condicionante da execução orçamentária da despesa. 
O conhecimento dos aspectos relacionados à receita e à despesa no âmbito do setor público, 
principalmente dian- te da Lei de Responsabilidade Fiscal, é de suma importância, pois contribui para a 
transparência das contas públicas e para o fornecimento de informações de melhor qualidade aos 
diversos usuários, especialmente por intermédio do Relatório Resumido de Execução Orçamentária 
(RREO) e o Relatório de Gestão Fiscal (RGF). Dessa forma, esta Par- te subsidia a realização de análises 
acerca da carga tributária suportada pelos diversos segmentos da sociedade, além de permitir a 
Variações Patrimoniais 
 
5 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
avaliação da programação da despesa pública e do equilíbrio fiscal das contas públicas. 
Princípios Orçamentários 
Os Princípios Orçamentários visam estabelecer regras norteadoras básicas, a fim de conferir 
racionalidade, eficiência e transparência para os processos de elaboração, execução e controle do 
orçamento público. Válidos para os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário de todos os entes 
federativos – União, estados, Distrito Federal e municípios – são estabelecidos e disciplinados por 
normas constitucionais, infraconstitucionais e pela doutrina. Nesse ínterim, integram este Manual os 
princípios orçamentários cuja existência e aplicação derivem de normas jurídicas, como os seguintes: 
Unidade Ou Totalidade 
Previsto, de forma expressa, pelo caput do art. 2º da Lei nº 4.320/1964, determina existência de 
orçamento único para cada um dos entes federados – União, estados, Distrito Federal e municípios – 
com a finalidade de se evitarem múltiplos orçamentos paralelos dentro da mesma pessoa política. 
Dessa forma, todas as receitas previstas e despesas fixadas, em cada exercício financeiro, devem 
integrar um único documento legal dentro de cada esfera federativa: a Lei Orçamentária Anual 
(LOA)1. 
Cada pessoa política da Federação elaborará a sua própria LOA. 
Universalidade 
Estabelecido, de forma expressa, pelo caput do art. 2º da Lei nº 4.320/ 1964, recepcionado e 
normatizado pelo § 5º do art. 165 da Constituição Federal, determina que a LOA de cada ente federado 
deverá conter todas as receitas e despesas de todos os poderes, órgãos, entidades, fundos e 
fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público. 
Anualidade Ou Periodicidade 
Estipulado, de forma literal, pelo caput do art. 2º da Lei nº 4.320/1964, delimita o exercício financeiro 
orçamen- tário: período de tempo ao qual a previsão das receitas e a fixação das despesas registradas na 
LOA irão se referir. 
Segundo o art. 34 da Lei nº 4.320/1964, o exercício financeiro coincidirá com o ano civil, ou seja, de 1º 
de ja- neiro a 31 de dezembro de cada ano. 
Exclusividade 
Previsto no § 8º do art. 165 da Constituição Federal, estabelece que a LOA não conterá dispositivo 
estranho à previsão da receita e à fixação da despesa. Ressalvam-se dessa proibição a autorização 
para abertura de crédito suplementar e a contratação de operações de crédito, nos termos da lei. 
Orçamento Bruto 
Previsto pelo art. 6º da Lei nº 4.320/ 1964, obriga registrarem-se receitas e despesas na LOA pelo valor 
total e bruto, vedadas quaisquer deduções. 
Legalidade 
Apresenta o mesmo fundamento do princípio da legalidade aplicado à administração pública, 
segundo o qual cabe ao Poder Público fazer ou deixar de fazer somente aquilo que a lei 
expressamente autorizar, ou seja, se subordina aos ditames da lei. A Constituição Federal de 1988, 
no art. 37, estabelece os princípios da adminis- tração pública, dentre os quais o da legalidade e, no 
seu art. 165, estabelece a necessidade de formalização legal das leis orçamentárias: 
 
Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão: I – o plano plurianual; 
II – as diretrizes orçamentárias; 
Variações Patrimoniais 
 
6 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
III – os orçamentos anuais. 
Publicidade 
Princípio básico da atividade da Administração Pública no regime democrático, está previsto no caput 
do art. 37 da Magna Carta de 1988. Justifica-se especialmente pelo fato de o orçamento ser fixado em 
lei, sendo esta a que autoriza aos Poderes a execução de suas despesas. 
Transparência 
Aplica-se também ao orçamento público, pelas disposições contidas nos arts. 48, 48-A e 49 da LRF, 
que deter- minam ao governo, por exemplo: divulgar o orçamento público de forma ampla à 
sociedade; publicar relatórios sobre a execução orçamentária e a gestão fiscal; disponibilizar, para 
qualquer pessoa, informações sobre a arreca- dação da receita e a execução da despesa. 
Não-Vinculação (Não-Afetação) Da Receita De Impostos 
O inciso IV do art. 167 da CF/1988 veda vinculação da receita de impostos a órgão, fundo ou 
despesa, salvo exceções estabelecidas pela própria Constituição Federal, in verbis: 
Art. 167. São vedados: [...] 
IV - a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas a repartição do produto 
da arreca- dação dos impostos a que se referem os arts. 158 e 159, a destinação de recursos para as 
ações e serviços públicos de saúde, para manutenção e desenvolvimento do ensino e para realização de 
atividades da administração tributária, como determinado, respectivamente, pelos arts. 198, §2º, 212 e 
37, XXII, e a prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de receita, previstas no 
art. 165, §8º, bem como o disposto no §4º deste artigo; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 
42, de 19.12.2003); [...] 
§4º É permitida a vinculação de receitas próprias geradas pelos impostos a que se referem os arts. 155 
e 156, e dos recursos de que tratam os arts. 157, 158 e 159, I, a e b, e II, para a prestação de garantia ou 
contragarantia à União e para pagamento de débitos para com esta. (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 3, de 1993). 
As ressalvas são estabelecidas pela própria Constituição e estão relacionadas à repartição do produto 
da arre- cadação dos impostos (Fundos de Participação dos Estados (FPE) e Fundos de Participação 
dos Municípios (FPM) e Fundos de Desenvolvimento das Regiões Norte (FNO), Nordeste (FNE) e 
Centro-Oeste (FCO) à destinação de recursos para as áreas de saúde e educação, além do 
oferecimento de garantias às operações de crédito por anteci- pação de receitas. 
Receita Orçamentária 
Conceito 
O orçamento é um importante instrumento de planejamento de qualquer entidade, seja pública ou 
privada, e representa o fluxo previsto de ingressos e de aplicações de recursos em determinado 
período. 
A matéria pertinente à receita vem disciplinada no art. 3º, conjugado com o art. 57, e no art. 35 da Lei 
nº 4.320/1964: 
Art. 3º A Lei de Orçamentos compreenderá tôdas as receitas, inclusive as de operações de crédito 
autorizadas em lei. Parágrafo único. Não se consideram para os fins deste artigo as operações de credito 
por antecipação da receita, as emissões de papel-moeda e outras entradas compensatórias, no ativo e 
passivo financeiros. [...] 
 
Art.57. Ressalvado o disposto no parágrafo único do artigo 3º desta lei serão classificadas como receita 
orçamentá- ria, sob as rubricas próprias, tôdas as receitas arrecadadas, inclusive as provenientes de 
operações de crédito, ainda que não previstas no Orçamento. 
Art. 35. Pertencem ao exercício financeiro: I - as receitas nêle arrecadadas; 
Variações Patrimoniais 
 
7 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
II - as despesas nêle legalmente empenhadas. 
Para fins contábeis, quanto ao impacto na situação líquida patrimonial, a receita pode ser “efetiva” 
ou “não-efetiva”: 
a. Receita Orçamentária Efetiva é aquela que, no momento do reconhecimento do crédito, aumenta a 
situa- ção líquida patrimonial da entidade. Constitui fato contábil modificativo aumentativo. 
b. Receita Orçamentária Não Efetiva é aquela que não altera a situação líquida patrimonial no momento do 
reco- nhecimento do crédito e, por isso, constitui fato contábil permutativo, como é o caso das operações de 
crédito. 
Em sentido amplo, os ingressos de recursos financeiros nos cofres do Estado denominam-se receitas 
públicas, registradas como receitas orçamentárias, quando representam disponibilidades de recursos 
financeiros para o erá- rio, ou ingressos extraorçamentários, quando representam apenas entradas 
compensatórias. 
Em sentido estrito, chamam-se públicas apenas as receitas orçamentárias2. 
Ingressos de Recursos Financeiros nos Cofres Públicos (Receitas Públicas em sentido amplo) 
Ingressos Extraorçamentários Receitas Orçamentárias (Receitas Públicas em 
sentido estrito) 
Representam entradas compensatórias. Representam disponibilidades de recursos. 
• Ingressos Extraorçamentários 
Ingressos extraorçamentários são recursos financeiros de caráter temporário, do qual o Estado é mero 
agente depositário. Sua devolução não se sujeita a autorização legislativa, portanto, não integram a 
Lei Orçamentária Anual (LOA). Por serem constituídos por ativos e passivos exigíveis, os ingressos 
extraorçamentários em geral não têm reflexos no Patrimônio Líquido da Entidade. 
São exemplos de ingressos extraorçamentários: os depósitos em caução, as fianças, as operações 
de crédito por antecipação de receita orçamentária (ARO)3, a emissão de moeda, e outras entradas 
compensatórias no ativo e passivo financeiros4. 
• Receitas Orçamentárias 
São disponibilidades de recursos financeiros que ingressam durante o exercício orçamentário e 
constituem elemento novo para o patrimônio público. Instrumento por meio do qual se viabiliza a 
execução das políticas pú- blicas, as receitas orçamentárias são fontes de recursos utilizadas pelo 
Estado em programas e ações cuja finalidade precípua é atender às necessidades públicas e 
demandas da sociedade. 
Essas receitas pertencem ao Estado, transitam pelo patrimônio do Poder Público, aumentam-lhe o saldo 
financeiro, e, via de regra, por força do princípio orçamentário da universalidade, estão previstas na Lei 
Orçamentária Anual – LOA. Nesse contexto, embora haja obrigatoriedade de a LOA registrar a previsão 
de arrecadação, a mera ausência formal do registro dessa previsão, no citado documento legal, não 
lhes retira o caráter de orçamentárias, haja vista o art. 57 da Lei nº 4.320, de 1964, determinar 
classificar-se como receita orçamentária toda receita arrecadada que porventura represente 
ingressos financeiros orçamentários, inclusive se provenientes de operações de crédito, exceto: 
operações de crédito por antecipação de receita – ARO5, emissões de papel moeda e outras entradas 
compensatórias no ativo e passivo financeiros. 
4 Lei nº 4.320/1964 
Art. 3º A Lei de Orçamentos compreenderá todas as receitas, inclusive as de operações de crédito 
autorizadas em lei. 
Variações Patrimoniais 
 
8 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Parágrafo único. Não se consideram para os fins deste artigo as operações de credito por antecipação 
da receita, as emissões de papel-moeda e outras entradas compensatórias, no ativo e passivo 
financeiros. 
5 Operações de Crédito por Antecipação de Receita Orçamentária – ARO são exceção às operações 
de crédito em geral. Classificam-se como “Re- ceita Extraorçamentária” e não são item da “Receita 
Orçamentária”, por determinação do Parágrafo Único do art. 3º da Lei nº 4.320, de 1964. 
Classificações Da Receita Orçamentária 
O detalhamento das classificações orçamentárias da receita, no âmbito da União, é normatizado por meio 
de por- taria da Secretaria de Orçamento Federal (SOF), órgão do Ministério do Planejamento, Orçamento 
e Gestão (MPOG). 
As receitas orçamentárias são classificadas segundo os seguintes critérios: 
a. Natureza; 
b. Fonte/Destinação de Recursos6; e 
c. Indicador de Resultado Primário. 
Observação: 
A doutrina classifica as receitas públicas, quanto à procedência, em Originárias e Derivadas. Essa 
classificação possui uso acadêmico e não é normatizada; portanto, não é utilizada como classificador 
oficial da receita pelo Poder Público. 
Receitas públicas Originárias, segundo a doutrina, seriam aquelas arrecadadas por meio da 
exploração de atividades econômicas pela Administração Pública. Resultariam, principalmente, de 
rendas do patrimônio mo- biliário e imobiliário do Estado (receita de aluguel), de preços públicos7, de 
prestação de serviços comerciais e de venda de produtos industriais ou agropecuários. 
Receitas públicas Derivadas, segundo a doutrina, seria a receita obtida pelo poder público por meio 
da sobe- rania estatal. Decorreriam de imposição constitucional ou legal8 e, por isso, auferidas de 
forma impositiva, como, por exemplo, as receitas tributárias e as de contribuições especiais. 
 
Classificação Da Receita Orçamentária Por Natureza 
O § 1º do art. 8º da Lei nº 4.320/1964 define que os itens da discriminação da receita, mencionados no 
art. 11 dessa lei, serão identificados por números de código decimal. Convencionou-se denominar 
este código de natu- reza de receita. 
Importante destacar que essa classificação é utilizada por todos os entes da Federação e visa 
identificar a ori- gem do recurso segundo o fato gerador: acontecimento real que ocasionou o 
ingresso da receita no cofre público. Assim, a natureza de receita é a menor célula de informação no 
contexto orçamentário para as receitas públi cas; por isso, contém todas as informações necessárias 
para as devidas alocações orçamentárias. 
A fim de possibilitar identificação detalhada dos recursos que ingressam nos cofres públicos, esta 
classificação é formada por um código numérico de 8 dígitos que subdivide-se em seis níveis – 
Categoria Econômica, Origem, Espécie, Rubrica, Alínea e Subalínea: 
C O E R AA SS 
Categoria 
Econômica 
Origem Espécie Rubrica Alínea Subalínea 
Quando, por exemplo, o imposto de renda pessoa física é recolhido dos trabalhadores, aloca-se a 
receita públi- ca correspondente na natureza de receita código “1112.04.10”, segundo esquema 
abaixo: 
Variações Patrimoniais 
 
9 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
C Categoria Econômica 1 Receita Corrente 
O Origem 1 Receita Tributária 
E Espécie 1 Impostos 
R Rubrica 2 Impostos sobre o Patrimônio e a Renda 
AA Alínea 04 Impostos sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza 
SS Subalínea 10 Pessoas Físicas 
Como se depreende do nível de detalhamento apresentado, a classificação por natureza é a de nível 
mais analí- tico da receita; por isso, auxilia na elaboração de análises econômico-financeiras sobre a 
atuação estatal. 
Categoria Econômica Da Receita 
O §§1º e 2º do art. 11 da Lei nº 4.320/1964, classificam as receitas orçamentárias em “Receitas 
Correntes” e “Receitas de Capital”. A codificação correspondente seria: 
• 1 Receitas Correntes 
Receitas Orçamentárias Correntes são arrecadadas dentro do exercício financeiro, aumentam as 
disponibilida- des financeiras do Estado, em geral com efeito positivo sobre o Patrimônio Líquido e 
constitueminstrumento para financiar os objetivos definidos nos programas e ações orçamentários, 
com vistas a satisfazer finalidades públicas. De acordo com o §1º do art. 11 da Lei nº 4.320/1964, 
classificam-se como Correntes as receitas prove- nientes de tributos; de contribuições; da 
exploração do patrimônio estatal (Patrimonial); da exploração de atividades econômicas 
(Agropecuária, Industrial e de Serviços); de recursos financeiros recebidos de ou- tras pessoas 
de direito público ou privado, quando destinadas a atender despesas classificáveis em Despesas 
Correntes (Transferências Correntes); por fim, demais receitas que não se enquadram nos itens 
anteriores (Outras Receitas Correntes). 
• 2 Receitas de Capital 
Receitas Orçamentárias de Capital também aumentam as disponibilidades financeiras do Estado e 
são ins- trumentos de financiamento dos programas e ações orçamentários, a fim de se atingirem as 
finalidades públicas. Porém, de forma diversa das Receitas Correntes, as Receitas de Capital em 
geral não provocam efeito sobre o Patrimônio Líquido. 
De acordo com o §2º do art. 11 da Lei nº 4.320/1964, com redação dada pelo Decreto-Lei nº 1.939/1982, 
Recei- tas de Capital são as provenientes tanto da realização de recursos financeiros oriundos da 
constituição de dívidas e da conversão, em espécie, de bens e direitos, quanto de recursos recebidos 
de outras pessoas de direito público ou privado e destinados a atender despesas classificáveis em 
Despesas de Capital. 
Observação: 
Receitas de Operações Intraorçamentárias: 
Operações intraorçamentárias são aquelas realizadas entre órgãos e demais entidades da 
Administração Pú- blica integrantes do orçamento fiscal e do orçamento da seguridade social do 
mesmo ente federativo; por isso, não representam novas entradas de recursos nos cofres públicos do 
ente, mas apenas movimentação de receitas entre seus órgãos. As receitas intraorçamentárias são a 
contrapartida das despesas classificadas na Modalidade de Aplicação “91 – Aplicação Direta 
Decorrente de Operação entre Órgãos, Fundos e Entidades Integrantes do Or- çamento Fiscal e do 
Orçamento da Seguridade Social” que, devidamente identificadas, possibilitam anulação do efeito da 
dupla contagem na consolidação das contas governamentais. 
Dessa forma, a fim de se evitar a dupla contagem dos valores financeiros objeto de operações 
Intraorçamen- tárias na consolidação das contas públicas, a Portaria Interministerial STN/SOF nº 
Variações Patrimoniais 
 
10 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
338/2006, incluiu as “Receitas 
Correntes Intraorçamentárias” e “Receitas de Capital Intraorçamentárias”, representadas, 
respectivamente, pelos códigos 7 e 8 em suas categorias econômicas. Essas classificações, segundo 
disposto pela Portaria que as criou, não constituem novas categorias econômicas de receita, mas 
apenas especificações das Categorias Econômicas “Receita Corrente” e “Receita de Capital”. 
Categoria Econômica da Receita 
1. Receitas Correntes 
7. Receitas Correntes Intraorçamentárias 
2. Receitas de Capital 
8. Receitas de Capital Intraorçamentárias 
Origem Da Receita 
A Origem é o detalhamento das Categorias Econômicas “Receitas Correntes” e “Receitas de Capital”, 
com vistas a identificar a natureza da procedência das receitas no momento em que ingressam no 
Orçamento Público. 
Os códigos da Origem para as receitas correntes e de capital, de acordo com a Lei nº 4.320/1964, 
são: 
Origem da Receita 
1 Receitas Correntes 
7 Receita Correntes Intraorçamentárias 
2 Receitas de Capital 
8 Receitas de Capital Intraorçamentárias 
1 Receita Tributária9 1 Operações de Crédito 
2 Receita de Contribuições10 2 Alienação de Bens 
3 Receita Patrimonial 3 Amortização de Empréstimos 
4 Receita Agropecuária 4 Transferências de Capital 
5 Receita Industrial 5 Outras Receitas de Capital 
6 Receita de Serviços 
7 Transferências Correntes 
9 Outras Receitas Correntes 
O detalhamento e conceito das origens das receitas orçamentárias constam em item específico deste 
Manual. 
Espécie 
É o nível de classificação vinculado à Origem que permite qualificar com maior detalhe o fato gerador 
das receitas. Por exemplo, dentro da Origem Receita Tributária, identifica-se as espécies “Impostos”, 
“Taxas” e “Con- tribuições de Melhoria”. 
Rubrica 
Agrega determinadas espécies de receitas cujas características próprias sejam semelhantes entre si; 
dessa for- ma, detalha a espécie, por meio da especificação dos recursos financeiros que lhe são 
correlatos. Por exemplo, a rubrica “Impostos sobre o Patrimônio e a Renda” corresponde ao 
detalhamento da Espécie “Impostos”. 
6 Para efeitos de classificação orçamentária, a Origem “Receita Tributária” engloba apenas as 
Espécies “Impostos”, “Taxas” e “Contribuições de Melhoria”. 
Variações Patrimoniais 
 
11 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
7 Para efeitos de Classificação Orçamentária, a “Receita de Contribuições” é diferenciada da Origem 
“Receita Tributária”. 
Alínea 
A alínea é o detalhamento da Rubrica e exterioriza o “nome” da receita que receberá o registro pela 
entrada de recursos financeiros. Por exemplo, a alínea “Impostos sobre a Renda e Proventos de 
Qualquer Natureza” corres- ponde ao detalhamento da Rubrica “Impostos sobre o Patrimônio e a 
Renda”. 
Subalínea 
A subalínea constitui o nível mais analítico da receita, utilizado quando há necessidade de se detalhar a 
Alínea com maior especificidade. Por exemplo, a subalínea “Pessoas Físicas” é detalhamento da Alínea 
“Impostos sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza”. 
Origens E Espécies De Receita Orçamentária 
Origens E Espécies De Receita Orçamentária Corrente 
• Código 1100.00.00 – Receita Corrente – Tributária 
Tributo é uma das origens da Receita Corrente na classificação orçamentária por Categoria Econômica. 
Quanto à procedência, trata-se de receita derivada cuja finalidade é obter recursos financeiros para o 
Estado custear as ati- vidades que lhe são correlatas. Sujeitam-se aos princípios da reserva legal e da 
anterioridade da lei, salvo exceções. 
O art. 3º do Código Tributário Nacional (CTN) define tributo da seguinte forma: 
Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que 
não cons- titua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa 
plenamente vinculada. 
O art. 4º do CTN preceitua que a natureza específica do tributo, ao contrário de outros tipos de 
receita, é de- terminada pelo fato gerador, sendo irrelevante para caracterizá-lo: 
I – a sua denominação; e 
II – a destinação legal do produto de sua arrecadação. 
O art. 5º do CTN e os incisos I, II e III do art. 145 da CF/1988 tratam das espécies tributárias impostos, 
taxas e contribuições de melhoria. 
a. Código 1110.00.00 – Receita Corrente – Tributária – Impostos 
Os impostos, segundo o art. 16 do CTN, são espécies tributárias cuja obrigação tem por fato gerador 
uma situação independente de qualquer atividade estatal específica relativa ao contribuinte, o qual 
não recebe contra- prestação direta ou imediata pelo pagamento. 
O art. 167 da CF/1988 proíbe, salvo em algumas exceções, a vinculação de receita de impostos a 
órgão, fundo ou despesa. Os impostos estão enumerados na Constituição Federal, ressalvando-se 
unicamente a possibilidade de utilização, pela União, da competência residual prevista no art. 154, I, e 
da competência extraordinária, no caso dos impostos extraordinários de guerra prevista no inciso II do 
mesmo artigo. 
b. Código 1120.00.00 – Receita Corrente – Tributária – Taxas 
As taxas cobradas pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal e pelos Municípios, no âmbito das 
respecti- vas atribuições, são, também, espécie de tributo na classificação orçamentária da receita, 
tendo, como fato gerador, o exercício regular do poder de polícia administrativa, ou a utilização, efetiva 
ou potencial, de

Mais conteúdos dessa disciplina