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Direito Penal 
Apropriação indébita Art.168: 
Dispõe o art. 168 do Código Penal: "Apropriar-se de coisa alheia móvel, de que tem a posse ou a detenção". Assim como nos demais delitos contra o patrimônio, tutela-se aqui o direito à propriedade. Como no delito de furto, somente a coisa móvel pode ser objeto material do crime em tela. 
Apropriar-se, que significa fazer sua a coisa de outrem; mudar o título da posse ou detenção desvigiada, comportando-se como se dono fosse. O agente tem legitimamente a posse ou a detenção da coisa, a qual é transferida pelo proprietário, de forma livre e consciente, mas, em momento posterior, inverte esse título, passando a agir como se dono fosse. 
SUJEITO ATIVO: qualquer pessoa que tenha posse ou detenha licitamente a coisa. Se o sujeito ativo for funcionário público e apropriar-se de qualquer bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, responderá pelo crime de peculato-apropriação (CP, art. 312, caput).
SUJEITO PASSIVO: pessoa física ou jurídica, titular do direito patrimonial diretamente atingido pela ação criminosa. 
MOMENTO CONSUMATIVO
Trata-se de crime material. Consuma-se no momento em que o agente transforma a posse ou detenção sobre o objeto em domínio, ou seja, quando passa a agir como se fosse dono da coisa. Excepcionalmente, no entanto, a apropriação indébita poderá se consumar com a negativa de restituição (o proprietário do bem requisita ao autor que lhe devolva o bem que está com ele, e o autor se nega a devolver). No caso de apropriação indébita por negativa de restituição, segundo a doutrina, não se admite a tentativa! 
A apropriação indébita, em regra, admite a tentativa.
Apropriação x Fruto
No furto, o indivíduo não tem a posse do objeto que deseja furtar, de modo que deve fazer a subtração para alcançar o resultado desejado. Na apropriação indébita, por sua vez, o indivíduo detém a posse legítima do bem que deseja subtrair, e decide inverter o título da posse, ou seja, passa a se comportar como se fosse o dono daquele bem.
A forma privilegiada do delito de furto (art. 155) pode ser aplicada ao delito de apropriação indébita, por força do art. 170 CP. 
Apropriação indébita previdenciária Art. 168-A: 
Deixar de repassar à previdência social as contribuições recolhidas dos contribuintes, no prazo e forma legal ou convencional. 
• Se consuma em dois momentos: 
1. Quando acaba o prazo de repasse para o recolhimento dos valores a previdência social; 
2. No dia em que o responsável deixa de pagar o benefício repassado ao segurado (inciso III). 
• Extinção da punibilidade específica: 
Se o agente confessar de forma espontânea e realizar o pagamento das contribuições devidas, terá extinta a sua punibilidade.
• Perdão Judicial:
Se o agente for primário e de bons antecedentes, e promover o pagamento da contribuição devida, mesmo após o início da ação fiscal, poderá o juiz deixar de aplicar a pena ou aplicar apenas a pena de multa;
ESTELIONATO Art. 171: 
O estelionato é o crime contra o patrimônio que não envolve violência ou grave ameaça, existe apenas a fraude. O estelionato se configura quando o agente obtém vantagem ilícita, em prejuízo alheio, mantendo alguém em erro mediante algum artifício ou meio fraudulento.
· Como crime material que é, admite a tentativa.
· Se consuma quando o agente obtém efetivamente a vantagem ilícita.
· Quanto à forma culposa, não existe previsão do delito de estelionato culposo.
FRUTO X ESTELIONATO 
No estelionato, a vítima entrega o bem voluntariamente, pois foi enganada (mantida em erro) pelo autor, que utilizou de algum artifício que a fez acreditar que o bem entregue estaria. De forma oposta, no furto, o indivíduo subtrai o objeto (que não é entregue voluntariamente pela vítima).
REQUISITOS
1. Erro da vítima; 2. Vantagem ilícita; 3. Prejuízo alheio, 4. fraude do agente delitivo. 
FRAUDE ELETRÔNICA
A conduta da fraude eletrônica se caracteriza pela obtenção de vantagem ilícita por meio de informações fornecidas pela própria vítima ou por um terceiro induzido em erro. Alterações promovidas pela Lei n. 14.155, de 2021: 
· Inclusão do § 2º-A. Trata-se da qualificadora do estelionato mediante fraude eletrônica.
· Inclusão do § 2º-B. Trata-se de causa de aumento de pena relacionada com o § 2º-A.
· Alterou a redação da causa de aumento de pena do § 4º;
PACOTE ANTICRIME: Importante mudança no âmbito do delito de Estelionato ocorreu com a vigência da Lei n. 13.964/2019. A ação penal do crime de estelionato, antes pública incondicionada, passa agora a ser, em regra, pública condicionada à representação da vítima. 
Receptação art.180:
A receptação é o delito praticado por aquele que, embora tenha conhecimento de que está lidando com um objeto produto de crime anterior, se dispõe a adquirir, receber, transportar, conduzir ou ocultar tal produto (receptação própria). 
Também é passível de responsabilização o agente que, embora não execute a receptação diretamente, influa para que terceiro de boa-fé adquira, receba ou oculte o produto do crime anterior (receptação imprópria).
· Nas modalidades transportar, conduzir e ocultar é crime permanente (a consumação se portai no tempo, de modo que o agente sempre está em flagrante delito).
· Nas modalidades adquirir e receber, por sua vez, é crime instantâneo.
· Já na modalidade de receptação imprópria, o delito se consuma com a simples influência em um terceiro de boa-fé, de modo que não é possível a tentativa.
· A receptação culposa é passível de perdão judicial, e a receptação dolosa é passível da aplicação do privilégio previsto para o delito de furto.

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