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MINISTÉRIO DA AERONÁUTICA 
DEPARTAMENTO DE AVIAÇÃO CIVIL 
 
 
INSTITUTO DE AVIAÇÃO CIVIL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AVIAÇÃO CIVIL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MANUAL DO CURSO 
PILOTO COMERCIAL - AVIÃO 
 
15 Dez 90 
SUMÁRIO 
1. DISPOSIÇÕES GERAIS ................................................................................. 
2. OBJETIVO GERAL DO CURSO .................................................................... 
3. INSTALAÇÕES .............................................................................................. 
4. RECURSOS MATERIAIS ............................................................................... 
5. RECURSOS HUMANOS ................................................................................ 
5.1. COORDENADOR DE CURSOS ............................................................ 
5.2. CORPO TÉCNICO-PEDAGÓGICO ...................................................... 
6. RECRUTAMENTO E INSCRIÇÃO ................................................................. 
7. SELEÇÃO ....................................................................................................... 
8. MATRÍCULA ................................................................................................... 
9. PLANO CURRICULAR ................................................................................... 
9.1. INSTRUÇÃO TEÓRICA ........................................................................ 
9.1.1. PLANOS DE MATÉRIA ............................................................ 
 O Piloto Comercial-Avião: preparação e atividade ........... 
 Matemática ....................................................................... 
 Física ................................................................................ 
 Segurança de vôo ............................................................ 
 Inglês técnico ................................................................... 
 Conhecimento técnico das aeronaves ............................. 
 Meteorologia ..................................................................... 
 Teoria de vôo ................................................................... 
 Regulamento de tráfego aéreo ......................................... 
 Navegação aérea ............................................................. 
 A Aviação Civil .................................................................. 
 Segurança da Aviação contra Atos de Interferência Ilícita 
 Regulamentação da Aviação civil ..................................... 
 Regulamentação da profissão do aeronauta ................... 
 Instrução aeromédica ....................................................... 
9.2. INSTRUÇÃO DE VÔO .......................................................................... 
9.2.1. Instrução no solo ...................................................................... 
15 Dez 90 
9.2.2. Instrução no treinador/simulador ............................................... 
9.2.3. Prática de vôo............................................................................ 
1ª etapa ..................................................................................... 
2ª etapa ..................................................................................... 
10. ORIENTAÇÃO DIDÁTICA GERAL ................................................................. 
10.1. À COORDENAÇÃO ............................................................................... 
10.2. AO PROFESSOR/INSTRUTOR............................................................. 
11. AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DO ALUNO ............................................... 
11.1. AVALIAÇÃO DA INSTRUÇÃO TEÓRICA .............................................. 
11.1.1. Aspectos da avaliação ............................................................ 
11.1.2. Resultados da avaliação ......................................................... 
11.1.3. Limites mínimos de aprovação ................................................ 
11.2. AVALIAÇÃO DA INSTRUÇÃO DE VÔO 
11.2.1. Avaliação da instrução no solo ................................................ 
11.2.2. Avaliação da instrução no treinador/simulador ........................ 
11.2.3. Avaliação da prática de vôo .................................................... 
12. AVALIAÇÃO DO CURSO .............................................................................. 
13. DISPOSIÇÕES FINAIS .................................................................................. 
ANEXOS 
ANEXO 1 - REGULAMENTO DO CURSO ................................................ 
ANEXO 2 - FICHA DE INSCRIÇÃO/MATRÍCULA ..................................... 
ANEXO 3 - CARTÃO DE IDENTIFICAÇÃO DO CANDIDATO .................. 
ANEXO 4 - PASTA INDIVIDUAL DO ALUNO ............................................ 
ANEXO 5 - ARA I - AVALIAÇÃO DA INSTRUÇÃO TEÓRICA/RENDI- 
MENTO DO ALUNO ................................................................ 
ANEXO 6 - ARA II - AVALIAÇÃO DA INSTRUÇÃO TEÓRICA/RENDI- 
MENTO DO ALUNO ................................................................ 
ANEXO 7 - APA I – AVALIAÇÃO DA INSTRUÇÃO TEÓRICA/REN- 
DIMENTO DO ALUNO ............................................................ 
ANEXO 8 - APA II – AFIAÇÃO DA INSTRUÇÃO TEÓRICA/PARTI- 
CIPAÇÃO DO ALUNO ............................................................. 
ANEXO 9 - AVALIAÇÃO DA INSTRUÇÃO TEÓRICA/RESULTADOS 
FINAIS ..................................................................................... 
ANEXO 10 - FICHA 1 – AVALIAÇÃO DA PRÁTICA DE VÔO/1ª E 2ª 
ETAPAS – FASE ADAPTAÇÃO .............................................. 
ANEXO 11 - FICHA 2 – AVALIAÇÃO DA PRÁTICA DE VÔO/ 1ª 
ETAPA – FASE II – APROXIMAÇÃO ...................................... 
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ANEXO 12 - FICHA 3 – AVALIAÇÃO DA PRÁTICA DE VÔO/1ª 
ETAPA – FASE III – MANOBRAS .......................................... 
ANEXO 13 - FICHA 4 – AVALIAÇÃO DA PRÁTICA DE VÔO/1ª 
E 2ª ETAPAS – FASE NAVEGAÇÃO ..................................... 
ANEXO 14 - FICHA 5 – AVALIAÇÃO DA PRÁTICA DE VÔO/2ª 
ETAPA – FASE III – INSTRUÇÃO LOCAL ............................. 
ANEXO 15 - CERTIFICADO DE CONCLUSÃO DA PARTE TEÓRICA DO 
CURSO ................................................................................... 
ANEXO 16 - HISTÓRICO ESCOLAR .......................................................... 
ANEXO 17 - FICHA DE AVALIAÇÃO DE PILOTO AV/PPL ........................ 
ANEXO 18 - FICHA CADASTRAL DO CORPO TÉCNICO-PEDAGÓGICO 
ANEXO 19 - GLOSSÁRIO ........................................................................... 
15 Dez 90 
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1 DISPOSIÇÕES GERAIS 
O curso de piloto comercial – Avião – PC-A, no âmbito do sistema de 
Aviação Civil orienta-se, por este MANUAL DE CURSO, sem prejuízo de outras 
disposições constantes de atos pertinentes, e visa à obtenção da licença de PC – 
Avião, com habilitação em vôo por instrumentos, segundo as exigências da obtenção 
de licença de PC – Avião, com habilitação em vôo por instrumentos, segundo as 
exigências da NMSA 58-61 (Regulamento Brasileiro de Homologação Aeronáutica – 
RBHA). 
Este MANUAL DE CURSO, destinado às unidades de instrução 
profissional interessadas em desenvolver cursos de PC-Avião, visa a: 
a) estabelecer os mínimos obrigatórios de conteúdo programático e 
carga horária de cada matéria da parte teórica, procedimentos e 
manobras para a instrução de vôo, bem como a duração do 
curso; 
b) apresentar as normas para a realização do curso, no que se 
refere a: instalações; recursos materiais e humanos; 
recrutamento, inscrição e seleção de candidatos; matrícula dos 
aprovados; desenvolvimento do currículo; avaliação do 
desempenho do aluno e do curso; 
c) fornecer à coordenação do curso e ao corpo docente orientaçãoe da supervisão. Valor das informações 
meteorológicas para a segurança de vôo 
4.3. Controle estatístico e avaliação dos acidentes 
4.4. Postura do piloto 
 
5 Inspeções de segurança 5.1. Valor do check-list 
5.2. Inspeção visual geral 
 
 
6 Prevenção contra incêndio 6.1. Fumo a bordo 
6.2. Utilização de spray 
6.3. Bebidas alcoólicas 
6.4. Medidas de segurança relativas a combustíveis e lubrificantes 
 
 
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CONTINUAÇÃO 
Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE 
C.H. 
PARCIAL 
 6 6.4.1. A gasolina de aviação, outros combustíveis e lubrificantes como fatores contribuintes 
de acidentes reais – Características. Medidas preventivas na estocagem, no 
manuseio, no transporte e no reabastecimento. Controle de qualidade 
6.4.2. Utilização operacional. Medidas de segurança contra o perigo de fogo. Prevenção 
contra a formação de vapores e fontes de ignição 
6.4.3. Reabastecimento do avião com passageiros a bordo – Precauções. Normas 
 
7 Manutenção como prevenção 7.1. Princípios básicos de manutenção – Conservação das especificações iniciais das peças 
e componentes das aeronaves. Luta contra a deterioração: desgaste, fadiga, corrosão. 
Tempo de atividade e de inatividade. Manutenção preventiva. Limites de tolerância e 
coeficiente de segurança. Redundância dos sistemas. Correção da tolerância 
ultrapassada e manutenção corretiva 
7.2. Sistema de manutenção – Programação de manutenção em organizações complexas e 
em oficinas simples. A inspeção. As substituições. Grandes e pequenas revisões 
7.3. Vulnerabilidade dos sistemas de manutenção: na programação, na execução e no 
controle. Análise do acidente e do quase acidente. Atualização da manutenção. 
Comunicação de resultados de investigação e reprogramação. Influência das condições 
ambientais 
7.4. O piloto e a manutenção – Clareza na comunicação. Controle no pré e no pós-vôo 
 
8 Ameaças de bomba a bordo e 
sequestro aéreo 
8.1. Posicionamento do piloto 
8.2. Prevenção do pânico 
8.3. Anexos 6 e 17 – Breve referência 
 
 
 
 
 
 
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MÓDULO/MATÉRIA: INGLÊS TÉCNICO 
Área curricular: Básica Carga horária: 30 h-a 
Objetivos Específicos 
Ao final da matéria, o aluno deverá ser capaz de: 
– Interpretar e traduzir o vocabulário específico à operação de 
aeronaves, em nível de PC-Avião; 
– Interpretar o significado de textos de publicações técnicas; 
– Empregar o vocabulário específico, conforme as situações, orais 
ou escritas. 
Ementa 
a) Verbs – Review 
b) Prepositions 
c) Specific vocabulary 
Orientação Metodológica 
Papel da Matéria no Curso 
Esta matéria pretende tomar o aluno familiarizado com o inglês básico 
utilizado na operação de aeronaves, em condições de traduzi-lo ou empregá-lo em 
circunstâncias diversas, seja oralmente ou na compreensão de textos. 
Técnicas de Instrução 
O conteúdo indicado requer um bom nível de conhecimento de inglês. 
Para evitar problemas decorrentes da grande heterogeneidade de nível de 
desempenho entre os alunos, convém aplicar um pré-teste, abordando, de preferência, 
os conteúdos das unidades destinadas à revisão dos verbos e ao uso das preposições 
depois de certos verbos (sobretudo os mais empregados nas situações mais comuns à 
operação de aeronaves). 
Após a apuração do pré-teste, detectando os pontos de maior dificuldade 
dos alunos, o professor/instrutor poderá programar suas aulas, de modo a abordar 
mais intensamente esses pontos, por meio de uma distribuição mais adequada da 
carga horária, sem prejuízo do conteúdo da unidade seguinte, não considerando o 
resultado do pré-teste como nota para avaliação do aluno. 
Os alunos deverão ser estimulados tanto à leitura compreensiva quanto à 
conservação. O instrutor deve promover conversação utilizando o novo vocabulário de 
várias maneiras, levando os alunos a construir as sentenças nas formas afirmativa, 
negativa e interrogativa. 
Cada aula deve começar com uma revisão de aula anterior, 
complementada, sempre que possível, com recursos audiovisuais. 
A pronúncia e a entonação, importantes para compreensão da 
comunicação do piloto, devem merecer especial atenção do professor/instrutor. Se o 
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aluno cometer erros, o professor/instrutor nunca deverá repeti-los procurando dizer a 
frase na forma correta, dando ênfase à pronuncia e à entonação. 
Os alunos podem organizar um vocabulário técnico básico, para consulta. 
Recursos Auxiliares da Instrução 
Imprescindível o uso de fitas reproduzindo situações reais, com 
aproveitamento didático diversificado: para tradução, análise, familiarização com 
entonação e pronúncia. Os alunos também podem ser estimulados à simulação de 
diálogos, com utilização da fraseologia-padrão. 
 
 
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 
MATÉRIA: INGLÊS TÉCNICO 
ÁREA CURRICULAR: INGLÊS TÉCNICO CARGA HORÁRIA: 30 h-a 
Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE 
C.H. 
PARCIAL 
1 Verbs - Review 1.1. Regular verbs – Simple and compound tenses: affirmative, negative and interrogative 
forms. Summary of simple and compound tenses and forms of regular verbs 
1.2. Irregular verbs – simple and compound tenses: affirmative, negative and interrogative 
forms. Summary of simple and compound tense and forms of irregular verbs. List of 
irregular verbs 
 
2 Prepositions 2.1. Prepositions after certain verbs 
3 Specific vocabulary 
3.1. Communication between: the pilot and the passengers, the pilot and the controller; the 
dispatcher and the pilot, the pilot and the flight attendant; the meteorologist and the air 
traffic controller, two controllers Standard phraseology 
3.2. Aeronautical Information Service (AIS) – AIP and NOTAM 
3.3. Meteorology – The effects of the weather on aviation 
3.4. The control tower 
3.5. Approach control 
3.6. Area control service 
3.7. Radio navigation aids 
3.7.1. VOR/DME 
3.7.2. Aids to find approach and landing – ILS 
3.8. Approach and landing 
3.9. Visual aids for navigation – Marking and lights 
3.10. Radar – Short history. Problems associated with radar 
3.11. Other navigation aids 
 
 
 
 
 
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MÓDULO/MATÉRIA: CONHECIMENTOS TÉCNICOS DAS AERONAVES 
Área curricular: Técnica Carga horária: 40 h-a 
Objetivos Específicos 
Ao final da matéria, o aluno deverá ser capaz de: 
– Reconhecer os tipos de aeronave com base nos princípios de 
funcionamento; 
– Reconhecer os componentes da célula do avião; 
– Descrever, em linhas gerais, o funcionamento dos componentes 
da célula do avião; 
– Reconhecer os controles de vôo; 
– Descrever, em linhas gerais, o funcionamento dos controles de 
vôo; 
– Reconhecer os diferentes tipos de trem de pouso, descrevendo 
as funções dos componentes; 
– Descrever, em linhas gerais, o funcionamento dos diferentes 
tipos de motor de avião; 
– Reconhecer as diferentes partes dos sistemas de alimentação, 
combustível, ignição, hidráulico, degelo/antigelo, de 
pressurização/refrigeração, pneumático, de oxigênio e contra 
incêndio; 
– Descrever, em linhas gerais, o funcionamento dos diferentes 
sistemas da aeronave e os defeitos mais comuns; 
– Reconhecer as práticas e procedimentos de proteção contra 
superaquecimento e contra fogo; 
– Descrever os princípios de combate ao fogo; 
– Caracterizar piloto automático e hélices; 
– Descrevendo os meios de acionamento das hélices; 
– Reconhecer os diferentes instrumentos da aeronave; 
– Descrever, em linhas gerais, os princípios de funcionamento dos 
instrumentos da aeronave; 
– Caracterizar os diferentes tipos de manutenção de aeronave; 
– Reconhecer a manutenção e as inspeções (pré-vôo e 
periódicas) como meios de prevenção de acidentes. 
Ementa 
– Noções gerais sobre aeronaves 
– Estruturas 
– Controles de vôo 
– Trem de pouso 
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– Grupo Motopropulsor 
– Sistemas de alimentação, combustível e ignição – Visão geral 
– Sistemas hidráulico, de degelo/antigelo, de pressurização, 
pneumático, de oxigênio e de proteçãocontra incêndio – Visão 
geral 
– Piloto automático 
– Hélices 
– Instrumentos de bordo 
– Manutenção de aeronaves – Visão geral 
Orientação Metodológica 
Papel da Matéria no Curso 
Muito relacionada à Física, esta matéria pretende levar o aluno ao 
conhecimento da aeronave, colocando-o em condições de reconhecer os seus 
diferentes componentes e descrever, em linhas gerais, o respectivo funcionamento. 
Assim ela se caracteriza fundamentalmente: 
– pelo caráter descritivo das diferentes partes e peças que o Piloto 
Comercial-Avião deverá reconhecer visualmente; 
– pelo aspecto dinâmico pertinente às funções, aos modos de 
acionamento e parada dos equipamentos, às interinfluências 
derivadas do funcionamento das diferentes partes da estrutura, 
aspectos estes cuja compreensão o aluno deve manifestar 
através da descrição (oral ou escrita) ou da interpretação (oral 
ou escrita) de gráficos e ilustrações. 
Técnicas de Instrução 
A matéria presta-se ao uso da demonstração – técnica pela qual o 
instrutor oferece aos alunos a possibilidade de assistir às peças funcionando, o que, 
por um lado, substitui muita verbalização, simplificando as explicações e, por outro, 
economiza tempo. 
Considerados os dois aspectos básicos de que se reveste a matéria, o 
instrutor deve desenvolver aulas expositivas, inevitavelmente, porém não 
exclusivamente. Com a utilização necessária dos recursos auxiliares da instrução, 
citados no tópico a seguir, e dividindo a turma em pequenos grupos, de tamanho 
variável conforme o objeto a ser observado e a própria complexidade do assunto, o 
instrutor pode mobilizar a participação ativa dos alunos, invertendo, na medida do 
possível, os papéis em aula, solicitando-lhes uma descrição do material em observação 
e apresentando-lhes situações-problema referentes ao funcionamento das diferentes 
partes e às conseqüências de possíveis defeitos no funcionamento. 
O contato direto com o material a ser assimilado permite também que os 
próprios alunos vejam, ouçam, discriminem cores, sons, texturas e, pelo toque, 
manipulem, liguem e desliguem, vivenciando experiências de aprendizagem integral, 
que acionam várias capacidades, os sentidos, a intuição e permitem, inclusive, que os 
alunos antecipem efeitos, fatos e princípios (redescoberta).Cabe acrescentar que, em 
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síntese, como resultados do processo ensino-aprendizagem, esta matéria conduzirá os 
alunos: 
– Ao reconhecimento das partes da aeronave, através da 
observação, da descrição e da interpretação de ilustrações; 
– À compreensão dos princípios gerais de funcionamento através 
das explicações, da visualização e da interpretação de 
ilustrações. 
Recursos Auxiliares da Instrução 
São indispensáveis: 
– O contrato direto com a aeronave, bem como peças inteiras ou 
em corte, para familiarização do aluno e agilização do processo 
ensino-aprendizagem; 
– Ilustrações de todo tipo, improvisadas ou não pelo instrutor e 
pelos alunos, de modo que, na ausência do material real, o 
mesmo possa ver visualizado através de representações 
gráficas, cuja compreensão vai completar e enriquecer as 
percepções, aprendizagens e registros realizados no contato 
direto. 
 
 
 
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 
MATÉRIA: CONHECIMENTOS TÉCNICOS DAS AERONAVES 
ÁREA CURRICULAR: TÉCNICA CARGA HORÁRIA: 40 h-a 
Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE 
C.H. 
PARCIAL 
1 Noções gerais sobre aeronaves 1.1. Aeronaves – Conceituação. Classificação: aeróstatos e aeródinos. Princípios físicos em 
que estão baseados. Distinção entre avião, planador, autogiro e helicóptero. 
Classificação dos aviões 
1.2. Componentes: estrutura, grupo motopropulsor e sistemas 
 
2 Estruturas 2.1. Princípios componentes estruturais: asa, empenagem, fuselagem e superfícies de 
comando 
2.1.1. Materiais utilizados na construção das estruturas 
2.1.2. Asas – função. Elementos estruturais. Classificação dos aviões quanto à localização, 
tipo de fixação, quantidade e forma das asas. Tanques de combustível 
2.1.3. Fuselagem – Função. Tipos de construção 
2.1.4. Empenagem – Superfície horizontal ou estabilizador. Superfície vertical ou deriva 
2.1.5. Superfícies de comando – Superfícies primárias (ailerons, leme de direção e 
profundor) e secundárias (compensadores). 
2.2. Dispositivos hipersustentadores e freios aerodinâmicos – Flapes, fendas (slots) e 
spoilers – Mecanismos de acionamento 
2.3. Outros componentes da célula: portas, carenagens e janelas de inspeção 
 
3 Controles de vôo 3.1. Manche e pedais: funções. Principais componentes do sistema de controle de vôo: 
cabos, polias, alavancas, hastes e batentes 
3.2. Tensão dos cabos de comando – Efeitos de uma tensão incorreta. Balanceamento e 
alinhamento das superfícies de comando 
4 Trem de pouso 4.1. Tipos: fixos, retrátil, escamoteável, convencional e triciclo – Construção, comandos e 
sistema de aviso 
4.2. Componentes: molas, discos de borracha sandows, amortecedores hidráulicos e 
hidropneumáticos – tipos. Funcionamento 
4.3. Rodas e pneumáticos – Tipos. Avarias. Calibragem. Marca de pneu corrido. 
Balanceamento. Pressão dos pneus 
4.4. Direção da roda do nariz - Shimmy 
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4 4.5. Freios – função. Tipos: tambor e disco. Acionamento: pedais e freios de estacionamento 
e de emergência 
4.6. Sistema antiderrapante – Funcionamento. Cuidados 
 
5 Grupo Motopropulsor 5.1. Motores em geral – Motores térmicos: a combustão interna e a combustão externa. 
Propulsão a hélice e a reação. Características dos motores aéreos: leveza, pequena 
área frontal, excesso de potência no solo, equilíbrio, regularidade do conjugado motor. 
Potência: influência da temperatura e da umidade. Sistemas de resfriamento. 
5.2. Motores convencionais 
5.2.1. Principais componentes do motor: cilindro, pistão, biela, eixo de manivelas, mancais. 
Características gerais. 
5.2.2. Funcionamento. Performance. Classificação quanto à disposição dos cilindros, ciclos e 
fases. Regulagem. Motores a dois e a quatro tempos 
5.3. Motor a reação 
5.3.1. Tipos. Princípios de funcionamento. Componentes. Acessórios – Características e 
limitações 
5.4. Lubrificação do motor 
5.4.1. Necessidade da lubrificação. Efeitos da falta de lubrificação 
5.4.2. Tipos: por pressão e misto 
5.4.3. Principais componentes do sistema de lubrificação: reservatório, radiador, bombas, 
filtro, decantador, válvulas 
5.4.4. Instrumentos referentes ao sistema de lubrificação: manômetros e termômetros – 
tipos. Funcionamento 
5.4.5. Óleos lubrificantes – Principais propriedades: viscosidades, fluidez, estabilidade e 
neutralidade. Classificação SAE para os óleos lubrificantes de motor. Viscosidade 
saybolt. Viscosímetros. Aditivos. Refrigeração do óleo: refrigeração a ar, efeitos e 
controle de temperatura 
 
6 Sistemas de alimentação, combus-
tível e ignição – Visão geral 
6.1. Sistema de alimentação 
6.1.1. Tomada de ar, filtro de ar e coletor de admissão – Caracterização. Emprego do ar 
quente 
6.1.2. Superalimentação – Funcionamento. Efeitos secundários. Compressores usados. 
Manômetro de admissão 
 
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6 6.1.3. Carburador de pressão diferencial – Componentes. Funcionamento 
6.1.4. Corretor altimétrico – Funções 
6.1.5. Aquecimento da mistura. Índice da formação de gelo no carburador. Relação ar-
gasolina. Variação da relação com as fases do vôo: decolagem, marcha lenta, 
aceleração 
6.1.6. Alimentação por gravidade e por pressão – Seleção dos tanques. Água no 
combustível e sua eliminação. Abastecimetno da aeronave. Componentes do sistema 
de alimentação. Emprego da bomba de escova. Alimentação cruzada (cross feed) 
6.1.7. Injeção de combustível – Princípios gerais 
6.2. Sistema de combustível 
6.2.1. Combustíveis de aviação – Obtenção. Propriedades gerais 
6.2.2. Gasolina de aviação – Composição. Qualidades. Detonaçãoe pré-inflamação. 
Classificação da gasolina pelo índice octânico. Cor. Estabelecimento do índice 
octânio: o motor CFR. Conseqüências do uso de gasolina de octanagem incorreta 
6.2.3. Proteção contra incêndio do sistema de combustível 
6.3. Sistema de ignição 
6.3.1. Eletricidade – Tensão e corrente. Circuito. Corrente elétrica. Lei de Ohm. Variação da 
resistência de um condutor. Pilhas e corrente contínua. Fontes e cargas. fontes e 
cargas em série, em paralelo e em série – paralelo. Cargas em relação às fontes. 
Circuito de retorno pela massa. Interruptores, fusíveis e disjuntores. Voltímetros e 
amperímetros: intercalação nos circuitos 
6.3.2. Magnestismo – Campo magnético. Lei dos pólos. Sentido do fluxo magnético. Campo 
magnético em torno de um condutor. Indução eletromagnética: experiência de 
Faraday. Alternador elementar. Correntes alteranadas. Eletroímãs. Relés. Salenóides. 
Transformadores. Transformação de correntes contínuas. Freqüência 
6.3.3. Sistemas elétricos das aeronaves – Componentes. Baterias de chumbo e alcalinas. 
Dínamos e alternadores: partes contitutivas. Diodos. Reguladores de voltagem e 
intensidade. RCCB. Inversores. Atuadores. Starters. Unidades de acionamento 
elétrico: equipamentos servomecânicos e atuadores 
6.3.4. Componentes básicos do sistema de ignição: magnetos, distribuidores, chaves de 
ignição, velas – Descrição. Funcionamento 
6.3.4.1. Magnetos – Definição. Partes constitutivas. Funcionamento. Cheque dos magnetos. 
Duplicação do sistema de ignição. Cabos e blindagem 
 
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CONTINUAÇÃO 
Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE 
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PARCIAL 
6 6.3.4.2. Velas – Tipos: quente, normal e fria 
7 Sistemas hidráulico, de degelo/anti-
gelo, de pressurização/refrigeração, 
pneumático, de oxigênio e de 
proteção contra incêndio – Visão 
geral 
7.1. Sistema hidráulico – Princípios básicos de funcionamento. Unidades acionadas pelo 
sistema. Descrição dos componentes de um sistema típico. Sistema de emergência 
7.2. Sistemas de degelo/antigelo 
7.2.1. Formação de gelo nas aeronaves – Problemas que acarretam 
7.2.2. Classificação dos sistemas 
7.2.3. Remoção do gelo. Prevenção contra sua formação 
7.2.4. Inspeção de pré-vôo 
7.2.5. Procedimentos em vôo 
7.3. Sistema de pressurização/refrigeração 
7.3.1. Finalidade e necessidade da refrigeração. Refrigeração direta e indireta 
7.3.2. Arrefecimento indireto – Vantagens e desvantagens. Componentes do sistema 
7.3.3. Arrefecimento direto – Vantagens e desvantagens. Componentes e ação dos 
componentes. Fatores que influem no arrefecimento 
7.3.4. Unidade de refrigeração e de calefação. Pressão diferencial. Controle da pressão 
diferencial. Setores de razão 
7.3.5. Sistema pneumático –Principais componentes. Funções. Pressões utilizadas. 
Separadores de água. Sistemas de pressão 
7.3.6. Sistema de oxigênio – Sistemas de baixa e de alta pressão. Unidades portáteis 
7.4. Sistema de proteção contra incêndio 
7.4.1. Combustão – Tipos de incêndios. Agentes extintores 
7.4.2. Sistema de detecção e de advertência de superaquecimento ou fogo. Sistemas de 
extinção de incêndio. Sistemas combinados de advertência, corte do motor e extinção 
de incêndio. Combate ao fogo no solo 
 
8 Piloto automático 8.1. Finalidade e princípios de operação. Conjuntos giroscópicos. Comandos e indicações. 
proteção contra o mau funcionamento dos instrumentos 
 
9 Hélices 9.1. Hélice como propulsor da aeronave. Nomeclatura geral. Material de construção. Passo 
geométrico e passo efetivo. Recuo. Influência do passo da hélice na performance da 
aeronave. Hélice de madeira, hélice de passo fixo, de duas posições e de passo 
variável: noções sobre os governadores. Hélices aeromáticas, hidromáticas e elétricas: 
noções básicas de funcionamento. Passo bandeira e passo reverso. Passo chato ou 
neutro 
 
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Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE 
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9.2. Hélices de acionamento direto e por meio de redutor 
9.3. Hélice geométrica – Passo. Ângulo. Inclinação. Desenvolvimento da hélice 
 
10 Instrumentos de bordo 10.1. Classificação genérica dos instrumentos – Características. Funcionamento. Tipos. 
Utilização. Erros e ajustes. Princípios físicos em que se baseiam 
10.1.1. Instrumentos de vôo – Sistema Pitot estático: linhas de pressão estática e dinâmica. 
Radioaltímetros. Variômetros. Machímetro: limites, CADC, noções de número Mach 
10.1.2. Instrumentos baseados em propriedades giroscópicas – Giroscópio. Indicador de 
curva (tum & bank). Horizonte artificial. Indicadores de posição. Giro direcional. 
Contagiros centrífugos e elétricos 
10.1.3. Instrumentos básicos de navegação. Bússolas. Velocímetro. Altímetro. Climb. 
Termômetro. Cronômetro 
10.2. Instrumentos dos motores – Tipos. Características. Descrição e uso de tacômetros, 
termômetros, manômetros, indicadores de quantidade, indicadores de consumo. 
Torquímetros 
10.3. Sistema diretor de vôo – Finalidade. Princípios básicos. Indicador de atitude (ADI). 
Indicador de situação horizontal (HSI) 
10.4. Instrumentos indicadores do sistema de iluminação: luzes de navegação, de táxi e de 
pouso 
 
11 
Manutenção de aeronaves – Visão 
geral 
11.1. Importância da manutenção para a segurança e o desempenho operacional da 
aeronave 
11.2. Instruções dos manuais dos fabricantes para a manutenção da aeronave e de seus 
componentes – Obrigatoriedade de cumprimento pelos proprietários 
11.3. Inspeção pré-vôo – Procedimentos do piloto 
11.4. Inspeções e revisões periódicas de acordo om o número de horas voadas – Legislação 
incidente 
 
 
 
 
 
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MATÉRIA: METEOROLOGIA 
Área curricular: Técnica Carga horária: 40 h-a 
Objetivos Específicos 
Ao final da matéria, o aluno deverá ser capaz de: 
– Descrever, de forma sucinta, a organização dos serviços 
meteorológicos no Brasil; 
– Valorizar o respeito às normas estabelecidas e aos padrões 
adotados pelos órgãos dos serviços de meteorologia; 
– Descrever os fenômenos atmosféricos que podem incidir sobre a 
aeronave em vôo, bem como seus efeitos; 
– Descrever as práticas e procedimentos indicados para evitar ou 
minimizar os efeitos dos fenômenos atmosféricos sobre a 
aeronave; 
– Reconhecer os diferentes tipos de mensagens meteorológicas; 
– Interpretar informações meteorológicas. 
Ementa 
– Organização dos serviços meteorológicos no Brasil 
– Introdução à meteorologia 
– Atmosfera 
– Calor e temperatura 
– Pressão e sistemas de pressão 
– Altimetria 
– Água atmosfera e densidade atmosférica 
– Nevoeiro, névoa úmida e névoa seca 
– Visibilidade aeronáutica 
– Nuvens 
– Estabilidade atmosférica 
– Turbulência 
– Ventos 
– Massas de ar 
– Frentes 
– Trovoadas 
– Formação de gelo nas aeronaves 
– Precipitação 
– Informações meteorológicas 
 
 
 
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 
MATÉRIA: METEOROLOGIA 
ÁREA CURRICULAR: TÉCNICA 
Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE 
C.H. 
PARCIAL 
1 Organização dos serviços meteo-
rológicas no Brasil 
1.1. Órgãos operacionais da Meteorologia Aeronáutica: rede de centros meteorológicos e de 
estações meteorológicas – Localização. Áreas de responsabilidade, de serviço e de 
cobertura 
1.2. Centros meteorológicos de aeródromo. Centro meteorológico de vigência. Estações 
meteorológicas de superfície 
1.3. Serviços de Meteorologia do Maer. INEMET, CHN, DEPV e TASA Serviços 
particulares: entidades científicas e de ensino 
 
2 Introdução à Meteorologia 2.1. Conceituação. Finalidade. Meteorologia: pura e aplicada 
2.2. Importância da meteorologia para a aviação 
 
3 Atmosfera 3.1. Composição, extensão e divisões verticais da atmosfera 
3.2. Atmosfera-padrão OACI – Conceituação. Valores 
4 
Calor e temperatura 
4.1. Conceituação. Calor específico 
4.2. Transferência de calor: radiação solar e terrestre. Convenção, condução e radiação 
4.3. Medidas de calor. Temperatura. Instrumentos de medição. Escalas. Unidades.Conversão 
4.4. Distribuição da temperatura na atmosfera: gradiente térmico vertical. Camadas 
isotérmicas. Inversões: causas e efeitos 
4.5. Variação da temperatura na superfície terrestre – Influência do ângulo de incidência 
solar, da natureza da superfície, da cobertura de nuvens e do vento 
4.6. Variação térmica diurna e sazonal 
5 
Pressão e sistemas de pressão 
5.1. Pressão atmosférica – Conceituação. Variação diária. Efeitos sazonais. Movimento 
horizontal das massas de ar 
5.2. Medição de pressão – Barômetros de mercúrio e aneróide 
5.3. Pressão ao nível médio do mar – isóbaras e sistemas báricos. Altas e baixas: 
propriedades 
5.4. Relação temperatura-pressão e temperatura-densidade 
 
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Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE 
C.H. 
PARCIAL 
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5.5. Condições atmosféricas gerais associadas ao sistemas 
5.6. Plotagem da pressão nas cartas sinóticas 
 
6 Altimetria 6.1. Altímetro – Funcionamento elementar e ajustagens 
6.2. Altura. Altitude. Altitude pressão. Altitude verdadeira. Altitude indicada. Nível de vôo. 
Altitude densidade 
6.3. Ajustes altimétricos: CNE, QNH,QFE. Erros altimétricos 
6.4. Nível de transição e altitude de transição 
 
7 Água na atmosfera e densidade 
atmosférica 
7.1. Vapor-d’água na atmosfera – Umidade relativa. Umidade absoluta. Ponto de orvalho. 
Relação temperatura-ponto de orvalho. Pressão do vapor-d’água: efeito na densidade 
do ar 
7.2. Formas visíveis de água na atmosfera: condensação, precipatação, sublimação e 
congelamento na atmosfera – Núcleo de condensação. Teoria da coalescência. Tipos 
de precipitação: chuva, granizo e neve 
 
8 Nevoeiro, névoa e névoa seca 
8.1. Conceituação. Classificação. Processos de formação. Efeitos sobre o vôo 
8.2. Nevoeiros de radiação e advecção: formação e dissipação 
 
9 Visibilidade aeronáutica 
9.1. Conceito. Tipos de visibilidade: estimada, medida, predominante. Visibilidades vertical, 
horizontal e oblíqua. Alcance visual da pista (FVR) 
9.2. Elementos redutores de visibilidade – Hidrometeoros e Litometeoros. Reconhecimento 
dos principais elementos redutores de visibilidade. Condições atmosféricas correlatas 
 
10 Nuvens 
10.1. Concietuação. Efeitos dos diferentes tipos de nuvens sobre o vôo 
10.2. Processos de formação – Influência da umidade e da temperatura 
10.3. Nuvens de água, de composição mista, de cristais de gelo 
10.4. Nuvens cumuliformes 
10.5. Nuves orográficas 
10.6. Nuves estratiformes 
10.7. Tipos e classificação de nuvens – Classificação internacional 
10.7.1. Nuvens altas: cirrus, cirrus-cumulus, cirrus-stratus 
 
 
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Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE 
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10.7.2. Nuvens médias: alto-stratus, alto cumulus, nimbus-stratus 
10.7.3. Nuves baixas: stratus, stratus-cumulus 
10.7.4. Nuvens de desenvolvimento vertical: cumulus, cumulus-nimbus 
10.7.5. Subtipos de nuvens: lenticulares, mamatus, trilha de condensação 
 
11 Estabilidade atmósferica 11.1. Gradiente térmico vertical – Para o ar seco e para o ar saturado. Inversão. Camadas 
isotérmicas. Processo adiabático 
11.2. Ar estável e instável – Definição. Causas e características da instabilidade. Efeitos da 
umidade e fenômenos resultantes. Nível de condensação por convecção (NNC). 
Processo de obtenção do NNC 
 
12 Turbulência 12.1. Conceito. Tipos principais. Fatores que determinam a existência da turbulância. Efeitos 
térmicos, mecânicos e dinâmicos sobre o vôo 
12.2. Turbulência de baixa altura e efeito em operações de pouso e decolagem. Situações 
meteorológicas associadas às turbulências e métodos práticos de reconhecimento 
 
13 Ventos 
13.1. Circulação geral – Relação entre isóbaras e ventos. Causa dos ventos. Gradiente 
bárico. Força de gradiente. Força de Ceriolis. Ventos de superfície, barostróficos e 
geostróficos. Lei de Buys Bailot 
13.2. Vento real, gradiente e ventos ciclostróficos. Alísios. Circulação secundária: ventos 
locais. Ventos Fchen, brisas da terra e do mar, ventos catabáticos e anabáticos – 
Efeitos sobre o vôo 
13.3. Variação do vento com altitude. Efeito de fricção sobre a superfície terrestre. Ventos de 
superfície e em altitude. Corrente de jato 
13.4. Influência do vento na transferência de calor. Climatologia. Ventos sazonais e 
condições meteorológicas associadas. Monções 
 
14 Massa do ar 
14.1. Definição. Descrição. Fatores que afetam as propriedades das massas de ar. 
Classificação. Modificação das massas de ar 
14.2. Movimentos das principais massas que afetam o Brasil - Reconhecimento 
 
15 Frentes 
15.1. Superfície de descontinuidade entre massas de ar – Conceito 
15.2. Frente fria – Conceituação. Nuvens e condições meteorológicas associadas 
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Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE 
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15.3. Frente quente – Conceituação. Nuvens e condições meteorológicas associadas 
15.4. Frente estacionária – Conceituação. Nuvens e condições meteorológicas associadas 
15.5. Oclusão – Conceituação. Tipos. Nuvens e condições meteorológicas associadas 
15.6. Alterações meteorológicas provocadas por frentes – Efeitos sobre o vôo 
15.7. Condições de vôo em regiões frontais 
15.8. Depressões associadas à aproximação de uma frente – Formação. Condições 
meteorológicas associadas. Zonas de alta e de baixa pressão: condições de vôo 
15.9. Depressões não associadas à passagem de uma frente – Causas. Depressões 
térmicas, orográficas e secundárias. Ciclones tropicais: tornados, trombas-d’água e 
zonas de baixa pressão. Anticiclones 
15.10. Técnica de reconhecimento de frentes. Movimentos das frentes. Formação e 
desenvolvimento das frentes. Movimento e desenvolvimento dos sistemas de 
depressão 
15.11. Influência das cadeias de montanha e dos maciços montanhosos sobre o movimento 
dos sistemas de pressão e frentes conexas 
15.12. Influência da topografia sobre a evolução das condições meteorológicas 
 
16 Tovoadas 16.1. Estrutura. Características básicas. Condições atmosféricas necessárias à formação de 
trovoadas. Evolução. Célula e nuvem de trovoada 
16.2. Eletricidade atmosférica. Tempestades – Tipos mais comuns. Condições meteorológi-
cas associadas. Reconhecimento. Efeitos sobre o vôo 
 
17 Formação de gelo nas aeronaves 17.1. Processo de formação de gelo na estrutura, nas hélices e no carburador – Condições 
meteorológicas necessárias à formação de gelo. Efeitos. Perigos. Fatores que afetam 
a intensidade da formação de gelo na aeronave 
17.2. Classificação, causas e características dos tipos de gelo 
17.3. Aeronaves, super-resfriadas. Geadas. Influências da topografia 
 
18 Precipitação 18.1. Classificação, causas e características dos tipos de gelo 
18.2. Associação com os tipos de nuvens 
18.3. Efeitos na visibilidade 
 
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Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE 
C.H. 
PARCIAL 
18 18.4. Medição 
19 Informações Meteorológicas 19.1. Observações meteorológicas em aeródromo – Vento de superfície. Visibilidade. 
Condições de tempo significativo. Nebulosidade. Temperaturas do ar e do ponto de 
orvalho. Pressão atmósferica 
19.2. Informes meteorológicos aeronáuticos codificados e em linguagem clara – 
METAR/SPECI (Informe MET/ESPECIAL). Informes SIGMET 
19.3. Cartas de tempo significativo (SIGMX) – Utilização. Reconhecimento do tempo 
significativo representado 
19.4. Cartas de vento – Utilização dos diferentes níveis 40 
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MÓDULO/MATÉRIA: TEORIA DE VÔO 
Área curricular: Técnica Carga horária: 40 h-a 
Ao final da matéria, o aluno deverá ser capaz de: 
– Identificar os princípios básicos da aerodinâmica 
– Identificar as forças que atuam sobre uma aeronave em vôo, 
bem como os fatores que nelas influem: 
– Identificar as funções das hélices, comandos de vôo e 
dispositivos hiper-sustentadores nas manobras das 
aeronaves; 
– Explicar os efeitos dos esforços estruturais realizadospelas 
aeronaves e as manobras correspondentes aos problemas 
deles derivados; 
– Explicar as peculiaridades do vôo horizontal, do vôo em 
descida, do vôo ascendente e do vôo em curva; 
– Explicar as peculiaridades da decolagem e do pouso; 
– Explicar os efeitos causados pelo fator carga, bem como as 
manobras correspondentes aos problemas dele derivados; 
– Explicar as peculiaridades dos parafusos e das situações de 
perda; 
– Explicar os efeitos da alta velocidade sobre o desempenho da 
aeronave; 
– Reconhecer os efeitos da alta velocidade sobre o 
desempenho da aeronave; 
– Reconhecer os efeitos dos diferentes tipos de equilíbrio e 
dinâmico; 
– Caracterizar peso, balanceamento e performance de 
aeronaves de baixa velocidade; 
– Reconhecer os elementos necessários ao planejamento de 
vôo. 
Ementa 
– Aerodinâmica 
– Hélices 
– Comandos de vôo 
– Dispositivos hiper-sustentadores 
– Esforços estruturais 
– Mecânica de vôo e performance de subida 
– Mecânica de vôo e performance em cruzeiro 
– Mecânica de vôo e performance de descida 
– Performance de pouso e decolagem 
– Manobras – Vôo em curva 
– Fator carga 
– Parafusos 
– Teoria de vôo de alta velocidade 
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 74 
– Estabilidade e controle 
– Peso, balanceamento e performance 
– Noções aplicáveis ao planejamento de vôo 
Orientação Metodológica 
Papel da Matéria no Curso 
Também indicada na bibliografia especializada pela denominação de 
Aerodinâmica, tendo como pré-requisitos o domínio de assuntos abordados em 
Matemática, Física, Conhecimentos Técnicos das Aeronaves e Meteorologia, esta 
matéria põe o aluno em contato com a explicação dos fenômenos que exercem 
influência sobre uma aeronave em vôo e suas conseqüências sobre ela. 
Se, em Conhecimentos Técnicos das Aeronaves,. o aluno aprendeu a 
conhecer uma aeronave estacionada, obtendo uma visão descritiva de suas 
diferentes partes e o respectivo funcionamento, em Teoria de Vôo, será a ocasião de 
receber uma visão dinâmica, supondo a aeronave em vôo, sob a atuação das forças 
que influem em seu deslocamento no ar, bem como dos esforços que ela 
desenvolve, sob o comando do piloto, para executar o vôo. Em suma, o aluno vai 
aprender com uma aeronave voa. 
As aprendizagens realizadas nas matérias anteriormente indicadas 
devem estar bem sedimentadas, para assegurar ao aluno a assimilação dos 
inúmeros conceitos e princípios da teoria de vôo. 
Ao longo da matéria, podem ser observados dois momentos principais: 
– Até a unidade 5 (esforços estruturais), predomina a teoria, 
com um acúmulo grande de informações a serem fixadas e 
princípios que exigirão real compreensão dos alunos; 
– Após essa unidade, inicia-se a aplicação dos conteúdos das 
unidades anteriores, com menor número de conceitos novos, 
e que se articularão, mais tarde, com as habilidades 
psicomotoras a serem desenvolvidas na instrução de vôo. 
Técnicas de instrução 
A matéria envolve, basicamente: 
– Fixação de conceitos, siglas, símbolos; 
– Interpretação de figuras, gráficos, esquemas; 
– Cálculos e conversões; 
– Uso do raciocínio, como mobilização do pensamento 
hipotético-dedutivo 
A assimilação dos conceitos, siglas e demais símbolos deve ocorrer 
pela associação o mais visualizado possível. A repetição freqüente, através de 
exercícios práticos, deve acarretar a necessária fixação. Assim, mais tarde, nas 
aplicações da segunda parte da matéria, a partir da unidade 6, e na instrução de 
vôo, poderão ser evocadas com facilidade. 
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 75 
Da mesma forma, a interpretação de figuras, desenhos, esquemas, 
gráficos e tabelas deverá passar por um processo de familiarização gradual, em que 
os cuidados com a introdução de novos conceitos ou sinais são muito importantes, 
requerendo um estudo mais detido. 
Nos cálculos e conversões, é preciso que o instrutor se certifique de 
que o aluno está de fato compreendendo o significado das unidades da medida, 
avaliando os valores comparados e captando as respectivas relações. 
A compreensão dos princípios aerodinâmicos está em nível de 
abstração, mas a esse nível os alunos devem ser conduzidos pelo caminho: 
– Da concretização – cabendo ao instrutor valer-se de analogias 
e comparações simples, exemplos fáceis, situações concretas 
improvisadas, que o aluno possa captar através de sua 
sensopercepção; 
– Da representação simbólica, através de toda sorte de 
ilustração (desenhos, esquemas, fotos, filmes), pela qual o 
aluno adquire uma nova de linguagem para expressar idéias, 
movimentos, objetos, fenômenos; 
– Da abstração, em nível de elaboração mental. 
Desde a fase concretização, o instrutor deve evitar apresentar a 
formulação dos fenômenos de forma pronta, como receita; ao contrário, deve munir 
seus alunos com os subsídios necessários (domínio dos conceitos envolvidos, 
discriminação suficiente de seus significados, efeitos) e formular questões, incentivar 
hipóteses, solicitar perguntas, valendo-se, inclusive, de respostas erradas dos 
alunos para maiores esclarecimentos, Toda técnica que estimule a atividade do 
aluno é preferível à pura exposição do instrutor. A verdadeira apropriação do saber 
se caracteriza pela redescoberta: o aluno chega por si a conclusões que o instrutor 
consolida, esclarece, amplia. 
Recurso Auxiliares da Instrução 
Do exposto, torna-se óbvio que o aluno ter contato com formas de 
ilustração e demonstrações. 
Vale lembrar que, ao expressar seu pensamento de forma gráfica, o 
aluno comprova que aprendeu, pois é capaz de sintetizar as idéias (todo desenho é 
uma síntese). 
É aconselhável a exposição de murais e cartazes, mesmo simples e 
rudimentares, elaborados pelo instrutor ou pelos alunos, durante o período em que 
estiverem sendo estudadas as noções neles contidas; destinam-se a ajudar a 
fixação, não tendo finalidade decorativa. 
 
 
 
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 
MATÉRIA: TEORIA DE VÔO 
ÁREA CURRICULAR: TÉCNICA CARGA HORÁRIA: 40 h-a 
Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE 
C.H. 
PARCIAL 
1 Aerodinâmica 1.1. Conceituação. Caracterização como ciência. Noções básicas 
1.1.1. Propriedades do ar que afetam o vôo: temperatura, densidade e pressão. Lei dos 
gases – Variação de pressão, temperatura e densidade por influência das condições 
meteorológicas 
1.1.2. O altímetro – função. Atitude verdadeira. Altitude-pressão. Altitude-densidade 
1.1.3. Forças que agem sobre um corpo em deslocamento no ar – Resistência ao avanço. 
Coeficientes de resistência ao avanço. Superfícies aerodinâmicas. Aerofólios: 
conceituação e tipos. Perfil e elementos do aerofólio e de uma asa. Eixo longitudinal 
do avião e ângulo de incidência 
1.2. Forças que atuam sobre a aeronave em vôo: sustentação, arrasto, tração, arrasto e 
gravidade 
1.2.1. Sustentação 
1.2.1.1. Definição. Caracterização 
1.2.1.2. Fatores que influem na sustentação: ângulo de ataque, tipo de aerofólio, coeficiente 
de sustentação, velocidade aerodinâmica, área da asa, densidade do ar 
1.2.1.3. Expressão matemática da sustentação – Interpretação 
1.2.1.4. Variação do coeficiente de sustentação e de arrasto com o ângulo de ataque 
1.2.1.5. Aerofólios simétricos e assimétricos 
1.2.1.6. Movimento do centro de pressão 
1.2.1.7. Estol e velocidade de estol 
1.2.1.8. Spoilers – Funções 
1.2.2. Arrasto 
1.2.2.1. Conceito. Caracterização 
1.2.2.2. Fatores que o influenciam: ângulo de ataque, tipo de aerofólio, coeficiente de 
arrasto, velocidade do escoamento e densidade do ar 
1.2.2.3. Expressão matemática do arrasto - Interpretação 
 
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CONTINUAÇÃO 
Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE 
C.H. 
PARCIAL 
1 1.2.2.4. Variação do arrasto em vôo horizontal. Condição L/D Máx. 
1.2.2.5. Potência necessária para deslocar a asa – Variação com a altitude, a área da asa e 
o peso da aeronave 
1.2.2.6. Resistência induzida – Alongamento da asa. Trubilhonamento de ponta de asa e 
seus efeitos sobre o avião e sobre terceiros 
1.2.2.7. Resistência parasita – Conceito. Área plana equivalente. Potêncianecessária para 
deslocar a resistência parasita. Variação com altitude, a área da asa e o ângulo de 
ataque 
1.2.2.8. Arrasto total da aeronave – Potência total necessária 
1.2.3. Tração 
1.2.3.1. Conceito. Caracterização 
1.2.3.2. Motor convencional – Potência efetiva e sua variação com a RPM. Potência 
nominal. Potencia efetiva: variação com a altitude 
1.2.4. Gravidade – Conceituação. Ação sobre a aeronave 
 
2 Hélices 2.1. Efeitos da hélice sobre a aeronave: esteira, torque, carga assimétrica, efeito 
giroscópico. Correção dos efeitos. Potência útil ou disponível. Rendimento da hélice 
 
3 Comandos de vôo 3.1. Caracerísticas. Diferentes tipos. Princípio de funcionamento 
3.2. Eixos do avião. Centro de gravidade. Movimentos em torno dos eixos: arfagem, 
rolamento e guinada 
3.3. Controle dos efeitos da guinada adversa – Utilização do leme de direção, ailerons, 
diferenciais e do tipo “frise” 
3.4. Dispositivos de curvatura variável: flapes e ranhuras 
3.5. Superfícies de comando: profundor, ailerons e leme de direção. Caracterização. 
Princípios de funcionamento. 
3.6. Compensadores – Caracterização. Finalidades. Princípios de funcionamento. Tipos 
mais utilizados: fixos, comandáveis e automáticos 
 
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CONTINUAÇÃO 
Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE 
C.H. 
PARCIAL 
3 3.7. Comandos: manche e pedais – Caracterização. Efeitos 
4 Dispositivos hiper sustentadores 4.1. Flapes – Tipos básicos. Características. Influência do ângulo crítico, no planeio e na 
subida 
4.2. Slats – tipos. Influência no ângulo crítico 
 
5 Esforços estruturais 5.1. Caracterização. Importância dos esforços no sentido do eixo vertical 
5.2. Fator de carga em manobras – Conceituação. Classificação: horizontais e verticais. O 
acelerômetro: finalidade 
5.3. Categorias de aviões e suas limitações – Carga-limite e carga-última 
5.4. Fator de segurança. Fatores de carga em conseqüência de recuperação de perdas, 
manobras e rajadas de vento. Amenização dos efeitos das rajadas 
5.5. Velocidade de estol nas manobras. Estol de velocidades 
 
6 Mecânica de vôo e performance de 
subida 
6.1. Mecânica do vôo em subida 
6.2. Ângulo de subida. Razão de subida. Excesso de tração e de potência 
6.3. Velocidade de máxima razão de subida. Velocidade de máximo ângulo de subida 
6.4. Efeitos do peso, potência, densidade do ar e do vento sobre o vôo em subida. Relação 
potência-peso 
 
7 Mecânica de vôo e performance em 
cruzeiro 
7.1. Vôo de planeio 
7.1.1. Mecânica do vôo planado. Ângulo de planeio 
7.1.2. Razão de descida. Variômetro 
7.1.3. Velocidade de melhor planeio. Velocidade de mínima razão de descida. Velocidade 
final 
7.1.4. Efeito do peso, densidade do ar e vento 
7.1.5. Planeio na aproximação para pouso: velocidade e trajetória, meios de controle. 
Flapes e compensadores 
 
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CONTINUAÇÃO 
Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE 
C.H. 
PARCIAL 
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7.2. Vôo em cruzeiro 
7.2.1. Relação velocidade-ângulo de ataque 
7.2.2. Relação velocidade-potência necessária para deslocar a aeronave 
7.2.3. Relação velocidade-potência disponível 
7.2.4. Curva de potência. Velocidades: máxima, mínima de estol, de maior razão de 
subida, de máxima autonomia, de maior alcance e normal de cruzeiro 
7.2.5. Máximo alcance – Variação da potência disponível e da potência necessária com a 
altitude. Influência da altitude nas velocidades máxima e de estol na razão e no 
ângulo de subida 
7.2.6. Variação da potência necessária com o peso. Influência do peso nas velocidades 
máxima e de estol na razão e no ângulo de subida. Influência do peso nos tetos 
7.2.7. Variação da potência disponível por troca do motor ou de hélice – Influência na 
performance 
7.2.8. Máximo alcance do vôo em cruzeiro 
7.2.9. Variação da potência disponível e potência necessária em relação à altitude 
7.2.10. Influência da altitude nas velocidades máxima e de estol na razão e no ângulo de 
subida 
7.2.11. Teto prático e teto absoluto 
 
8 Mecânica de vôo e performance de 
descida 
8.1. Mecânica do Vôo em descida – Ângulo de descida e de planeio. Fatores que influem no 
ângulo de planeio 
8.2. Razão de descida. Indicador de velocidade vertical. Fatores que influem na razão de 
descida 
8.3. Descida com ângulo constante. Trajetória de planeio de descida com razão constante 
8.4. Influência dos flapes e do trem de pouso na trajetória de descida 
8.5. Velocidade final 
 
9 Performance de pouso e decolagem 9.1. Decolagem 
9.1.1. Forças que atuam sobre o avião 
 
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PARCIAL 
9 9.1.2. Fatores que influenciam a decolagem: vento, altitude, temperatura, umidade e 
características da pista 
9.1.3. Variação da aceleração 
9.1.4. Técnicas de decolagem 
9.1.5. Corrida no solo. Comprimento mínimo de pista requerido. Influência das condições 
atmosféricas, posição do flape, tipo de piso 
9.2. Pouso 
9.2.1. Forças 
9.2.2. Técnicas de pouso. Pouso de pista e pouso em três pontos 
9.2.3. Fatores que influem no pouso: vento, altitude, temperatura, umidade e características 
da pista 
9.2.4. Trem de pouso – Características. Pilonagem. “Cavalo de pau 
9.2.5. “Corrida no solo. Comprimento mínimo de pista requerido. Influência das condicões 
atmosféricas e posição do flape 
9.2.6. Perdas – Controle em baixas velocidades 
 
10 Manobras – Vôo em curva 10.1. Mecânica do vôo em curva – Forças que atuam sobre um avião em curva. Força 
centrípeta 
10.2. Efeitos da velocidade, do peso, da altitude e da potência disponível – Raio limite 
10.3. Curvas coordenadas derrapadas e glissadas – Uso dos controles. Aumento da potência 
 
11 Fator carga 11.1. Conceito. Unidade de medida. Limites de deformação e ruptura da asa 
11.2. Classificação das aeronaves. Fatores de carga horizontal, vertical e de segurança. 
Fatores carga devidos a manobras e à turbulência. Velocidade máxima em turbulência 
11.3. Estol normal e de velocidade 
 
12 Parafusos 12.1. Características. Fatores que conduzem aos parufos. Riscos. Critério de segurança 
12.2. Tipos de parafuso: normal e acidental – Fatores que acarretam o parafuso acidental. 
Saída dos parafusos 
 
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12 12.3. Parafuso chato – Visão geral 
13 Teoria de vôo de alta velocidade 13.1. Velocidade do som. Compressibilidade e incompressibilidade 
13.2. Ondas de choques, estol de choque, resistência ao avanço 
13.3. Número Mach, Mach crítico 
13.4. Aumento do número Mach crítico. Perfil fino. Enflechamento longitudinal 
13.5. Comportamento da aeronave em estol por onda de choque, altura e alcance de 
velocidade 
13.6. Ondas de choque e distribuição da pressão. Estrondo sônico 
13.7. Problemas de controle da aeronave. Regra de áreas. Geradores de vórtices 
13.8. Limites operacionais 
 
14 Estabilidade e controle 14.1. Equilíbrio – Tipos. Equilíbrio estático e equilíbrio dinâmico 
14.2. Estabilidade estática – conceito. Tipos:logitudinal, lazteral e direcional 
14.2.1. Estabilidade longitudinal – conceito. Efeito do estabilizador horizontal. Ponto de 
aplicação das forças. Posição do CG e condição de estabilidade em vôo 
14.2.2. Estabilidade lateral – conceito. Efeito de diedro, enflechamento de quilha, de 
fuselagem e de distribuição de pesos. Requisitos para abastecimento de combustível 
14.2.3. Estabilidade direcional – conceito. Efeito de quilha e enflechamento 
14.3. Estabilidade dinâmica nos três eixos – conceito 
14.4. Comportamento do avião devido à estabilidade: efeitos da variação de potência e 
atitude de vôo. Forças nos controles. Massas de equilíbrio 
 
15 Peso, balanceamento e perfor-
mance 
15.1. Pesos mínimos de uma aeronave. Pesos atuais de decolagem e pouso zero 
combustível. Disponível para carga paga em função de combustível abastecido 
15.2. Sistema de pesagem de um avião. Posição do CG. Itens operacionais.Peso básico 
operacional e posição do CG 
 
 
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Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE 
C.H. 
PARCIAL 
15 15.3. Limites do CG de um avião. Efeitos adversos. Cálculo de balanceamento. Importância 
do CG na estabilidade da aeronave. Limites 
15.4. Ângulo, razão, tempo, distância e consumo de subida e de descida 
15.5. Performance de aeronave 
15.5.1. Caracterização 
15.5.2. Regulamentação – Legislação incidente 
15.5.3. Instrumentos de vôo – Deficiências e erros de indicação 
15.6. Carregamento e balanceamento do avião para diferentes pesos e passageiros 
transportados – Cálculo do peso e do CG da aeronave. Procedimentos durante o 
carregamento. Efeitos da sobrecarga. Amarração da carga 
 
16 Noções aplicáveis ao planejamento 
de vôo 
16.1. Uso de gráficos e tabelas para o planejamento de vôo – Determinação do tempo de 
vôo, consumo, autonomia mínima, combustível requerido, comprimento de pista 
necessário para pouso e decolagem. Peso máximo de decolagem 
16.2. Espera máxima de autonomia 40 
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MÓDULO/MATÉRIA: REGULAMENTOS DE TRÁFEGO AÉREO 
Área curricular: Técnica Carga horária: 50 h-a 
Objetivos Específicos 
Ao final da matéria, o aluno deverá ser capaz de: 
– Identificar a autoridade aeronáuticas nacionais e internacionais; 
– Conceituar o vocabulário básico aplicável ao tráfego aéreo 
– Identificar as regras do ar e as regras gerais do tráfego aéreo; 
– Identificar as regras de vôo visual e de vôo por instrumentos; 
– Descrever a estrutura do espaço aéreo; 
– Indicar as dimensões das aerovias; 
– Identificar uma rota de navegação aérea; 
– Caracterizar os serviços de tráfego aéreo e os respectivos 
órgãos executores; 
– Indicar os procedimentos previstos em casos de falha nas 
comunicações aeroterrestres; 
– Indicar os procedimentos previstos para subida e descida por 
instrumentos em locais desprovidos de órgãos de controle de 
tráfego aéreo; 
– Esboçar uma mensagem de posição; 
– Indicar os efeitos básicos das esteiras de turbulências; 
– Identificar as categorias das aeronaves segundo a esteira de 
turbulência; 
– Reconhecer as condições para mudança de vôo IFR para VFR; 
– Indicar a finalidade, a área de jurisdição e as atribuições de um 
Centro de Controle de Área (ACC) e de um Controle de 
Aproximação (APP); 
– Apontar a separação vertical mínima entre aeronaves sob o 
controle de um APP; 
– Calcular os níveis mínimos IFR para os vôos fora de aerovia; 
– Reconhecer os procedimentos previstos para separação de 
aeronaves nos cruzamentos de aerovias ou de rotas de 
assessoramento; 
– Indicar a separação vertical mínima entre aeronaves sob o 
controle de uma APP; 
– Indicar as condições mínimas para aproximações visuais, em 
vôos IFR; 
– Indicar os procedimentos de espera; 
– Indicar os procedimentos para o ajuste do altímetro; 
– Indicar as velocidades das aeronaves dentro de uma TMA e de 
uma CTR; 
– Indicar as condições para autorização de vôos VFR especiais; 
– Indicar as funções e a área de jurisdição de uma torre de 
controle (TWR); 
15 Dez 90 
 84 
– Indicar as condições meteorológicas mínimas prescritas para 
as operações VFR; 
– Identificar situações em que ocorre suspensão das operações 
de decolagem e os procedimentos previstos para aproximação 
IFR em condições meteorológicas adversas; 
– Indicar as responsabilidades do piloto quando em vôo VFR nas 
proximidades de um aeródromo e durante o táxi; 
– Reconhecer as posições críticas nos circuitos de tráfego e no 
táxi; 
– Descrever um circuito de tráfego padrão; 
– Identificar os fatores que determinam a seleção da pista a ser 
utilizada; 
– Identificar os parâmetros considerados para decolagem com 
ventos desfavoráveis; 
– Indicar a ordem de propriedade para pouso e decolagem; 
– Indicar procedimentos previstos para obtenção de autorização 
de plano de vôo e acionamento dos motores; 
– Identificar as instruções emitidas por uma TWR às aeronaves, 
durante o táxi; 
– Indicar os procedimentos a serem executados pelas aeronaves 
sem o equipamento rádio ou com ele inoperante no circuito de 
tráfego padrão; 
– Indicar os procedimentos para utilização das luzes 
aeronáuticas de superfície; 
– Indicar a finalidade dos sinais para o tráfego de aeródromo; 
– Indicar os procedimentos a serem executados pelas aeronaves 
para notificar o recebimento dos sinais luminosos emitidos pela 
TWR; 
– Indicar a finalidade e as atribuições do Serviço de Informação 
de Vôo (FIS); 
– Caracterizar o Serviço Automático de Informação de Terminal 
(ATIS) e o Serviço de Assessoramento de Tráfego Aéreo; 
– Identificar os meios de transmissão da radiodifusão ATIS; 
– Indicar quando e para quem a aeronave deve acusar o 
recebimento de uma informação AIS; 
– Identificar a finalidade, a jurisdição e o órgão responsável pelo 
Serviço de Informação de Vôo de Aeródromo (AFIS); 
– Indicar os procedimentos a serem executados pelas aeronaves 
sem o equipamento rádio em aeródromo provido de AFIS; 
– Indicar as responsabilidades do piloto em comando durante as 
operações de pouso e decolagem em aeródromos providos de 
AFIS; 
– Reconhecer a aplicação do serviço de alerta; 
– Identificar o órgão responsável pela coordenação e pelo 
salvamento, em caso de acidente; 
– Caracterizar as fases de incerteza, alerta e perigo; 
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 85 
– Reconhecer as limitações do RADAR nos serviços de tráfego 
aéreo; 
– Reconhecer a diferença entre RADAR primário e RADAR 
secundário; 
– Indicar os procedimentos a serem adotados pelo piloto de 
aeronave que disponha de equipamento transponder; 
– Identificar os tipos de serviços RADAR prestados pelos órgãos 
de tráfego aéreo; 
– Indicar os ajustes de velocidade previstos quando se utiliza o 
RADAR; 
– Reconhecer as situações em que a aeronave, sob vetoração 
ou vigilância RADAR, é dispensada de informação de posição; 
– Identificar a finalidade da fraseologia em aviação; 
– Apontar os tipos de mensagem emanados por órgãos ATC a 
serem cotejados pelos pilotos; 
– Reconhecer o alfabeto fonético; 
– Indicar os procedimentos previstos para as comunicações 
radiotelefônicas, bem como os procedimentos, para testar o 
equipamento; 
– Reconhecer os sinais de socorro, de urgência e visuais no solo; 
– Identificar as normas vigentes para a elaboração de um plano 
de vôo; 
– Indicar a finalidade, a localização e as atribuições da sala AIS 
de aeródromo; 
– Reconhecer os tipos de NOTAM e os órgãos do serviço de 
NOTAM; 
– Identificar a divisão e o conteúdo da AIP-Brasil e do ROTAER; 
– Interpretar as cartas de aproximação visual e de pouso, de 
subida e de aproximação por instrumentos. 
Ementa 
a) Autoridade aeronáuticas 
b) Regras do ar 
c) Serviços de tráfego aéreo 
d) Plano de vôo 
e) Serviço de informação aeronáutica 
Orientação Metodológica 
Papel da Matéria no Curso 
Ao primeiro contato com o conteúdo programático, observa-se que esta 
matéria se reveste basicamente de duas funções: 
– Informativa – pela qual o aluno fica sabendo qual é a regra, 
sendo esta a função que salta à vista, à simples leitura dos 
tópicos; 
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 86 
– Doutrinária – pela qual o aluno se convence de que a deve ser 
cumprida, função não explicitada, porém inerente ao conteúdo, a 
que lhe confere valor e sentido. 
Captar esses dois aspectos é essencial ao aluno. Fazer passar a doutrina 
requer credibilidade do instrutor junto aos discentes; sua atitude no trato da regra, no 
respeito à norma, mostra-se fundamental para a formação de uma postura séria e 
responsável do aluno na prática da pilotagem, sendo essa atitude do instrutor o 
primeiro fator de eficácia a ser considerado na relação instrutor-aluno, com vista ao 
endoutrinamento desejável, tão proclamado entre os que lidam na área de Instrução 
para a Aviação Civil. 
A convicção de que a regra precisa ser cumprida surge, primeiro, da 
convicção que o próprio instrutor revela e se solidifica à medida que o aluno vaicompreendendo os princípios e motivos (proteção de pessoas e propriedades, 
prevenção de acidentes, em suma, segurança) pelos quais a regra se impõem. Saber a 
norma é, pois, indispensável, mas não suficiente; é preciso inscrevê-lo num círculo 
mais amplo, de implicações objetivas diversas e de conseqüências subjetivas mais 
profundas, em termos de comportamento e personalidade. 
Técnicas de Instrução 
As informações que a matéria abarca são de natureza diferente, o que 
requer uma abordagem metodológica diversificada. Algumas unidades são conceituais, 
teóricas, aceitando um trabalho expositivo, acompanhado de ilustrações. 
A unidade 4 não pode dispensar o conhecimento e o preenchimento de 
um plano de vôo, ainda que em situação simulada. Fundindo os interesses de várias 
unidades, seriam desejáveis várias visitas à sala AIS, aos órgãos de controle e, quando 
possível, ao órgão que opere com radar, nos aeroportos. Nas visitas, sobretudo se 
planejadas, com orientação prévia aos alunos, há ocasião para que estes sintam de 
perto o impacto das situações reais, que sempre dão força e caráter de veracidade às 
informações já colhidas, constituindo elemento expressivo para fixação das 
aprendizagens. 
Recursos Auxiliares da Instrução 
Deduzíeis do texto sobre técnicas de instrução: ilustrações, cópias dos 
documentos normativos, visitas orientadas, manuseio de equipamentos, cartas 
aeronáuticas, publicações para consulta, formulários de preenchimento obrigatório. 
Observações: 
– O instrutor deve atualizar freqüentemente a documentação 
citada, face às modificações a que está sujeito o assunto. 
– O conteúdo das unidades 2 e 3 foi extraído da IMA 100.12; a 
unidade 4 baseia-se na IMA 100.11 e a unidade 5, nas IMA 63.5, 
63.1 e nos IMA 63.1 63.2, 63.3 e 63.5. 
 
 
 
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 
MATÉRIA: REGULAMENTOS DE TRÁFEGO AÉREO 
ÁREA CURRICULAR: TÉCNICA CARGA HORÁRIA: 50 h-a 
Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE 
C.H. 
PARCIAL 
1 Autoridades aeronáuticas 1.1. Autoridade aeronáutica internacional – Visão geral 
1.2. Autoridade aeronáutica brasileira – Órgãos normativos (DAC e DEPV) e órgãos 
regionais (SERAC, CINDACTA, SRPV, DPV, e SAC) – Visão geral 
 
2 Regras do ar 2.1. Terminologia básica: abreviaturas 
2.2. Aplicabilidade das regras do ar – Obediência e responsabilidade quanto: ao 
cumprimento das regras, ao planejamento de vôo, à autoridade do piloto em comando e 
à classificação de emergência para fins de acionamento dos recursos de salvamento e 
de socorro disponíveis no aeródromo. Classificação dos estados de alerta: branco, 
amarelo e vermelho. Uso de intoxicantes, narcóticos, drogas e bebidas 
2.3. Regras gerais de tráfego aéreo – Proteção de pessoas e propriedades. Prevenção de 
colisão (proximidade e direito de passagem). Procedimentos de operação em 
aeródromos ou em suas imediações. Procedimento a ser executado pela aeronave em 
vôo VFR em caso de deterioração das condições meteorológicas. Procedimento a ser 
cumprido pela aeronave que esteja sendo objeto de ato de interferência ilícita. 
2.4. Regras do vôo visual – Limitações. Restrições. Vôo VFR controlado. Separação de 
aeronaves pelo uso da visão. Condições para realização de vôo VFR. Níveis de cruzeiro 
2.5. Regras de vôo por instrumentos (IFR) – Equipamentos das aeronaves. Níveis mínimos. 
Regras aplicáveis aos vôos IFR efetuados dentro e fora do espaço aéreo controlado. 
Condições para a realização de vôos IFR 
 
3 Serviços de tráfego aéreo 3.1. Generalidades 
3.1.1. Estrutura do espaço aéreo – divisão, classificação e configuração do espaço 
3.1.2. Dimensões das aerovias 
3.1.3. Rotas de navegação de área (RNAV) 
3.1.4. Serviços de tráfego aéreo – Tipos e órgãos de prestação dos serviços A hora nos 
serviços de tráfego aéreo 
3.1.5. Falha de comunicações aeroterrestres – Procedimentos a serem executados pelas 
aeronaves (VMC e IMC) 
3.1.6. Descida e subida por instrumentos em locais desprovidos de órgãos de controle de 
tráfego aéreo 
 
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Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE 
C.H. 
PARCIAL 
3 3.1.7. Mensagem de posição – Finalidade. Responsabilidade pela confecção e transmissão. 
Aplicabilidade. Aeronotificação (AIREP) 
3.1.8. Esteira de turbulência – Efeitos básicos. Categorias das aeronaves segundo a esteira 
de turbulência 
3.1.9. Condições previstas para mudança de vôo IFR para VFR 
3.2. Serviço de controle de área – Finalidade e área de jurisdição de um centro de controle 
de área (ACC) 
3.2.1. Separação vertical mínima. Cálculo dos níveis mínimos IFR para vôos fora das 
aerovias. Separação de aeronaves nos cruzamentos de aerovias ou em rotas de 
assessoramento 
3.3. Serviço de controle de aproximação 
3.3.1. Atribuições e jurisdição de um controle de aproximação (APP) 
3.3.2. Obrigações do piloto, quando estiver voando com plano IFR dentro de um CTR ou 
TMA 
3.3.3. Separação vertical mínima entre as aeronaves sob controle de uma APP 
3.3.4. Condições estabelecidas para as aeronaves, em vôo IFR, fazerem aproximações 
visuais 
3.3.5. Procedimentos de espera – Forma e terminologia. Velocidades previstas. Setores de 
entrada. Zona de flexibilidade admitida para cada lado dos limites de setor. 
Procedimentos estabelecidos para os três setores. Tempos na perna de afastamento e 
começo da cronometragem. Efeito do vento. Mudança de nível de vôo ou de altitude 
3.3.6. Procedimentos para ajuste de altímetro – Altitude e nível de transição. Determinação 
do nível de transição: parâmetros utilizados. Procedimetnos para decolagem (subida) 
e aproximação (pouso) 
3.3.7. Velocidade máxima das aeronaves em vôo dentro de área de controle terminal (TMA) 
e de zona de controle (CTR) – Obrigações do piloto, quando estiver voando com plano 
IFR 
3.3.8. Condições e jurisdição da torre de controle de aeródromo 
3.4. Serviço de controle de aeródromo 
3.4.1. Funções e jurisdição da torre de controle de aeródromo 
3.4.2. Suspensão das operações VFR em função dos mínimos meteorológicos do 
aeródromo. Responsabilidade dos pilotos quando em vôo VFR nas proximidades de 
um aeródromo e durante o táxi. Suspensão das operações de decolagem IFR 
 
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PARCIAL 
 3.4.3. Aproximação IFR em condições meteorológicas adversas 
3.4.4. Posições críticas nos circuitos de tráfego e no táxi. Circuito de tráfego padrão 
3.4.5. Seleção da pista em uso. Ordem de prioridade para pouso e decolagem. Controle das 
aeronaves durante o táxi. Procedimentos de aeronave sem rádio ou com 
equipamento inoperante no circuito de tráfego. Decolagem com vento desfavorável 
3.4.6. Procedimentos para obtenção de autorização de plano de vôo e acionamento dos 
motores 
3.4.7. Luzes aeronáuticas de superfície: pista de táxi, zona de parada, obstáculos, de 
aproximação (ALS, VASIS e PAPI) e farol rotativo 
3.4.8. Sinais para o tráfego de aeródromo – Finalidade e alcance normal da pistola de sinais 
luminosos. Notificação de recebimento dos sinais por parte da aeronave 
3.5. Serviço de informações de vôo (FIS) 
3.5.1. Finalidade e atribuições 
3.5.2. Serviço automático de informação de terminal (ATIS) – Finalidade. Meios de 
transmissão. Identificação de mensagem ATIS. Informação de recebimento da 
mensagem ATIS pela aeronave. 
3.5.3. Serviço de Assessoramento do tráfego aéreo. Objetivo. Princípios básicos 
3.5.4. Serviço de informação de vôo de aeródromo (AFIS) – Finalidade. Órgão responsável e 
jurisdição. Operação de aeronaves sem rádio em aeródromos providos de AFIS. 
Circuito de tráfego em aeródromos providos de AFIS. Responsabilidade do piloto em 
comando durante as operações de pouso e decolagem em aeródromo provido de 
AFIS 
3.6. Serviço de alerta – Aplicação. Notificação aos centros de coordenação e salvamentop 
(RCC). Fase de incerteza, alerta e perigo 
3.7. Emprego do radar nos serviços de tráfego aéreo 
3.7.1. Limitações: radar primário e radar secundário – Visão geral 
3.7.2. Equipamentotransponder – Utilização.. Códigos previstos. Verificação do 
funcionamento. Acionamento da característica IDENT. Desligamento do 
equipamento 
3.7.3. Serviços RADAR prestados (vetoração e vigilância). Ajustes de velocidade. 
Informação de posição da aeronave sob vetoração ou vigilância RADAR 
 
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PARCIAL 
 3.8. Fraseologia – Finalidade. Tipos de mensagem emanadas dos órgãos ATC que devem 
ser cotejados pelo piloto. Alfabeto fonético. Teste de equipamentos radiotelefônicos. 
Procedimentos para a comunicação radiotelefônica 
3.9. Sinais de socorro, de urgência e visuais no solo 
 
4 Plano de vôo 4.1. Abreviaturas aplicáveis ao preenchimento do formulário de plano de vôo 
4.2. Instruções para preenchimento do plano de vôo 
4.3. Local para preenchimento e entrega. Pessoas autorizadas a preencher e assinar o 
formulário. Dispensa ou apresentação compulsória 
4.4. Prazos de apresentação e validade 
 
5 Serviço de informação aeronáutica 5.1. Sala AIS de aeródromo – Finalidade. Localização. Atribuições 
5.2. Serviços de NOTAM (classes I e II) – Responsabilidade. Órgãos de execução. Classi-
ficação de NOTAM 
5.3. AIP-BRASIL Divisão. Conteúdo. Autonomia para vôos VFR e IFR 
5.4. ROTAER – Divisão. Conteúdo. Unidades de medidas usadas em aviação 
5.5. Cartas de aproximação: visual e de pouso 
5.6. Cartas de subida e de aproximação por instrumentos – Visão geral 
 
 
 
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MÓDULO/MATÉRIA: NAVEGAÇÃO AÉREA 
Área curricular: Técnica Carga horária: 60 h-a 
Objetivos Específicos 
Ao final da matéria, o aluno deverá ser capaz de: 
– Distinguir os diferentes métodos de navegação; 
– Reconhecer a forma, os movimentos e os principais círculos da 
terra; 
– Determinar a posição e a direção da aeronave em relação à 
superfície da terra; 
– Realizar cálculos e conversões com as unidades de medida 
aplicáveis à navegação aérea; 
– Interpretar mapas e cartas aeronáuticas; 
– Reconhecer a aplicação da ortodromia e da loxodromia à 
navegação; 
– Identificar os diferentes tipos de projeção aplicáveis à navegação 
aérea; 
– Determinar direções e distâncias nas cartas aeronáuticas; 
– Interpretar as indicações dos instrumentos básicos de 
navegação; 
– Estabelecer os diferentes procedimentos, de acordo com as 
indicações dos instrumentos básicos; 
– Caracterizar magnetismo terrestre; 
– Aplicar os conhecimentos sobre o magnetismo terrestre na 
manutenção da rota pretendida; 
– Caracterizar os diferentes tipos de computadores e calculadoras 
de vôo; 
– Utilizar os computadores de vôo nas diferentes fases da 
navegação; 
– Interpretar as informações a respeito dos efeitos do vento sobre 
o deslocamento da aeronave para a manutenção da rota 
pretendida; 
– Caracterizar o triângulo de velocidades; 
– Aplicar os conhecimentos sobre tempo e fusos horários no 
planejamento de vôo; 
– Aplicar os procedimentos adequados à navegação estimada; 
– Planejar voos VFR e IFR; 
– Caracterizar radio navegação; 
– utilizar informações fornecidas pelos auxílios à radio navegação 
durante o voo em rota. 
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 92 
Ementa 
a) Métodos de navegação 
b) A Terra e a navegação 
c) Orientação sobre a superfície da Terra 
d) Unidades de medida 
e) Mapas e cartas 
f) Instrumentos básicos para a navegação 
g) Magnetismo terrestre 
h) Proas e rumos 
i) Computador ou calculador de vôo 
j) Tempo e fusos estimados 
k) Navegação estimada 
l) Planejamento de vôo 
m) Radionavegação 
Orientação Metodológica 
Papel de Matéria no Curso 
Esta matéria reúne informações provenientes de diversos campos do 
saber, como, por exemplo, da Geografia, da Matemática, da Física, da Meteorologia, 
de Teoria de Vôo, motivo pelo qual pode ser considerada como um ponto de encontro, 
em que tais informações deverão ser conjugadas para um correto planejamento de vôo 
e posteriormente, para a execução segura do vôo. Assim, nas diferentes unidades 
didáticas, distribuem-se os conhecimentos que se confluirão no sentido de permitir ao 
piloto prever e estabelecer como deverá ocorrer o deslocamento orientado da 
aeronave, de um ponto a outro da Terra. 
Ao longo da matéria, a da maior carga horária do curso, o aluno articulará 
as informações sobre: 
– O meio (espaço físico ambiente) em que navegará; 
– Como situar-se e orientar-se em vôo; 
– Os detalhes da rota; 
– A quantidade de combustível; 
– A relação velocidade/tempo/altitude. 
No cheque para obtenção da licença, estará em foco sua capacidade de 
organizar metodicamente o vôo central desta matéria – aliada, evidentemente, à 
capacidade de operar com segurança a aeronave, o que será aprendido na instrução 
de vôo. 
Técnicas de Instrução 
Como o objetivo final desta matéria é a capacitação do aluno para o 
planejamento do vôo, faz-se necessário que ele se familiarize gradativamente, através 
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de exercícios freqüentes, específicos para cada bloco de assuntos, com os diferentes 
conceitos, instrumentos, materiais e cálculos que utilizará para aquele fim. 
Os conceitos e símbolos serão fixados à medida que forem sendo 
aplicados. O que importa não é a habilidade verbal para definir os conceitos, mas, 
precipuamente, a capacidade de empregá-los adequadamente e de reconhecer seus 
símbolos de forma correta, o que exclui a hipótese de treinamento para memorização. 
A capacidade de conjugar os diversos dados adquiridos em cada unidade 
didática será desenvolvida paulatinamente, cabendo ao instrutor canalizar a atenção do 
aluno através de exemplificações constantes com situações reais, procurando, sempre 
que possível, relacionar teoria e prática. 
Em síntese, a técnica altamente recomendável é de estudo de caso, 
porque permite não só a análise da situação, com o desdobramento em seus diferentes 
elementos, como também porque estimula a atividade mental do aluno, exercitando-o 
no inter-relacionamento dos dados e na busca das soluções. 
Recursos Auxiliares da Instrução 
A ilustração, sob diferentes formas (figuras, projeções, esquemas etc), e, 
sobretudo, o contato direto com os instrumentos e demais materiais são 
indispensáveis; desses contatos vai resultando naturalmente a fixação dos conceitos e 
respectivos símbolos, bem como um desembaraço gradual no manuseio de 
transferidor, mapas, computadores, etc. 
São também válidos quadros comparativos, gráficos e desenhos, tanto os 
já impressos, com os elaborados pelos instrutores. Os alunos devem ser estimulados a 
fazer representações gráficas acompanhando suas exposições; esse tipo de expressão 
apresenta, inclusive, vantagens para o aluno, no sentido de poder passar, sob nova 
forma de linguagem, seus pensamentos e idéias, revelando ao instrutor se realmente 
aprendeu. 
Grande parte das aprendizagens necessárias nesta matéria repousa na 
representação, no símbolo e se o aluno for capaz de produzir, informalmente, 
desenhos e esquemas, além de decodificar os padronizados (como, por exemplo, as 
projeções), poderá evidenciar a assimilação do assunto tratado. Por outro lado, 
permitirá ao instrutor detectar, se for o caso, alguma dúvida, distorção, incorreção. É 
importante o instrutor compreender que desenhos e símbolos, sendo síntese, 
favorecem o diagnóstico da situação do aluno quanto às aprendizagens desejadas. 
Material para Uso do Aluno 
– Compasso, de preferência de ponta-seca; 
– Computador e calculadora de vôo; 
– Folha de plotagem; 
– Plotador ou transferidor pequeno; 
– Régua de 30cm. 
Obs.: Calculadoras eletrônicas só devem ser usadas depois de o aluno 
dominar com segurança os procedimentos básicos para o 
planejamento de vôo. 
 
 
 
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 
MATÉRIA: REGULAMENTOS DE TRÁFEGO AÉREO 
ÁREA CURRICULAR: TÉCNICA CARGA HORÁRIA: 60 h-a 
Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE 
C.H. 
PARCIAL 
1 Métodos de navegação 1.1. Conceituação 
1.2. Métodos: navegação por contato, navegação estimada, radionavegação e navegaçãoeletrônica – Caracterização de cada método 
 
2 A Terra e a navegação aérea 2.1. Terra – Forma. Diâmetro. Eixo. Pólos geográficos 
2.2. Movimentos: rotação, revolução e mutação – Precessão: causas 
2.3. Meridianos – Meridiano de origem. Medianos de longitude. Arco e grau. Sentidos. 
Lados. Contagem e quantidade em graus. Antimedianos 
2.4. Paralelos – Paralelo de origem. Paralelos de latitude. Equador. Afastamento em graus. 
Sentido. Hemisférios. Co-latitude 
2.5. Círculos máximos e menores 
2.6. Sistema de coordenadas geográficas – Localização sobre a superfície terrestre. 
Determinação e plotagem da coordenada. Posição geográfica do Brasil 
2.7. Diferença de latitude. Diferença de longitude. Latitude média e longitude média 
 
3 Orientação sobre a superfície da 
Terra 
3.1. Orientação – nascer e pôr-do-sol. Pontos cardeais, colaterais e subcolaterais 
Quadrantes 
3.2. Graus direcionais. Leitura no sentido horizontal tendo o norte como referência 
3.3. Direção – Rosa-dos-ventos. Posicionamento angular de um ponto para outro, Leitura na 
carta 
3.4. Convergência e ângulo de convergência 
 
4 Unidades de medida 4.1. Quilômetro, milha náutica e milha terrestre – Valores respectivos. Conversores 
4.2. Relação entre grau, arco e distância 
4.3. Conversões 
4.4. Sistema de unidades da OACI (Anexo 5) 
 
 
 
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5 Mapas e cartas 5.1. Teoria das projeções – Visão geral. Tipos de projeções comumente usadas nas cartas 
aeronaúticas 
5.2. Mapas e cartas aeronáuticas – Carcterização. Origem. Símbolos. Interpretação 
5.2.1. Ortodromia – Navegação pelo círculo máximo 
5.2.2. Loxodromia – Navegação por ângulos iguais 
5.2.3. Aplicação de ortodromia e loxodromia – Condições 
5.3. Projeções quanto à tangência: polar, oblíqua e equatorial 
5.4. Projeção gnomônica e projeção policônica – Representação gráfica. Aplicação 
5.5. Projeção Lambert – Caracterização. Representação num plano. Tipos de construção. 
Aplicações. Escala. Leitura de direções. Gradeado 
5.6. Projeção Mercator – Caracterização. Representação num plano – Tipos de construção. 
Aplicações . Escala. Leitura de direções. Gradeado 
5.7. Rotas ortodrômicas e loxodrômicas nas projeções Lambert, Mercator, gnomônica, 
policônica – Traçados e segmentos 
5.8. Vantagens e desvantagens das projeções Lambert e Mercator 
5.9. Cartas de rota de subida, de descida e de área terminal – Aplicações. Símbolos 
5.10. Medição de direção e distância nas cartas 
 
6 Instrumentos básicos para a 
navegação 
6.1. Bússola – Precauções e limitações das indicações. Linhas iscolínicas. Calibragem 
manual. Cartão de desvio. emprego do desvio de bússola na proa. Bússolas da leitura 
remota 
6.2. Velocímetro – Ligação com as linhas de pressão estática e dinâmica fornecidas pelo 
tubo de Pitot Unidades usadas para a leitura de velocidades 
6.2.1. Velocidades: indicada, calibrada, aerodinâmica e no solo. Obtenção dos diferentes 
tipos da velocidade 
 
 
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6 6.3. Altímetro – Linha de pressão estática. Indicações das várias altitudes. Influência das 
variações da pressão atmosférica. Aplicação da pressão-padrão. Vôos em zonas de alta 
e de baixa pressão atmosférica 
6.3.1. Tipos de altitude: indicada, calibrada, pressão, verdadeira, densidade, absoluta. 
Diferentes maneiras de obtenção. Definição dos diferentes tipos de altitude 
6.4. Climb ou indicador de subidas e descidas – Unidade-padrão da medida 
6.5. Termômetro. Variação da temperatura com a altitude. Temperatura externa. Vôos em 
zonas de alta e baixa temperatura do campo ao nível e acima do nível médio do mar 
6.6. Cronômetro (relógio) – Utilização nas diferentes manobras 
 
7 Magnetismo terrestre 7.1. A Terra como uma ímã – Efeitos do magnetismo. Campo magnético. Pólos magnéticos 
N e S. Movimentos de precessão e mutação e as variações do campo magnético 
7.2. Razão da numeração do campo magnético da Terra. Declinação magnética. Linhas 
representativas da Dmg agônica e isogônica numa carta. Linha isoclínica 
 
8 Proas e rumos 8.1. Método gráfico demonstrativo da Dmg E e W 
8.2. Aplicabilidade da Dmg nas proas e rumos 
8.3. Método gráfico demonstrativo do desvio de bússolas E e W – Aplicabilidade 
8.4. Aplicabilidade do desvio de bússola na determinação de proas 
8.5. A aeronave e demonstração gráfica dos ângulos de Dmg e desvio em relação ao norte 
verdadeiro. Demonstração das diversas leituras de proas no gráfico 
 
9 Computador ou calculador de vôo 9.1. Tipos: de régua e circular: Funcionamento. Modelos em uso 
9.2. Divisões da escala de tempo. Aplicação da regra de três simples 
9.3. Tempo – Unidade de medida: a hora. Conversões 
9.4. Velocidade – Unidades de medida de velocidade: nó (knot), milha por hora (mph) e 
quilômetro por hora (km/h) 
9.5. Direções – Diferenciação entre rumo verdadeiro (RV), rota (RO), proa verdadeira (PV) e 
direção do vento (Dv) 
9.6. Efeitos dos ventos sobre o deslocamento das aeronaves – Deriva. Correção da deriva. 
Representação dos ventos nos computadores de vôo. Importância dos ventos para o 
planejamento de vôo. 
 
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9 9.7. Face A do computador – Observação. Utilização 
9.7.1. Conversões de distância: pré-metros, quilômetros-milhas náuticas-milhas terrestres. 
Conversões de medidas de capacidade: galões-litros-US galões. Conversões 
quilogramas-libras. Transformações horas-minutos-segundos 
9.7.2. Determinação de velocidade aerodinâmica – Cálculo da relação velocidade-tempo- 
distância. Cálculo de combustível-tempo-consumo 
9.7.3. Determinação da altitude verdadeira e da altitude densidade. Posição da vírgula no 
número decimal. Determinação do número Mach-temperatura 
9.8. Triângulo de velocidades 
9.8.1. Vetores - Aplicação prática 
9.8.2. Face B do computador – Deteminação de dados através do uso dos triângulos de 
velocidades: 1º, 2º e 3º casos 
 
10 Tempos e fusos horários 10.1. Relação tempo-longitude 
10.2. Terra – Movimento real 
10.3. Sol – Movimento aparente. Trânsito. Dia solar. Sol médio 
10.4. Hora verdadeira. Hora média 
10.5. Fuso horário – Valor em graus de longitude e composição. Número em cada lado da 
Terra. Longitude central de cada fuso. Fuso oº. fuso 12º 
10.6. Linha internacional de mudança da data (meridiano 180º) 
10.7. Meridiano de Greenwich. Tempo universal coordenado (UTC). Hora local (HCL) e hora 
legal (HLE) 
10.8. Representação simbólica dos fusos: letras e números 
 
11 Navegação estimada 11.1. Ponto estimado. Problemas básicos sobre a determinação de posição, rumo fixado e 
hora prevista de chegada 
11.2. Linhas de posição determinadas pelos seguintes procedimentos: leitura de mapa, 
observação de objetos em trânsito, marcação, bússola, rádio, observação astronômica e 
radar. Determinação da posição mediante duas ou mais linhas de posiçòes simultâneas. 
Plotagem. Triângulo de erro. Escolha de posição 
11.3. Plotagem de um vôo simples do ponto de partida ao de destino. Determinação da rota, 
da velocidade em relação ao solo e da hora prevista de chegada 
 
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14 11.4. Determinação da posição – Linhas de posição. Métodos para obtenção das linhas de 
posição. Técnicas de transferência. Intervalo de tempo entre linhas de posição. 
Utilização de uma linha de posição para controlar a rota ou a velocidade relativa ao solo 
11.5. Métodos para definir: posição, latitude, longitude, marcação e distância. Plotagem e 
indicação de posição pelos dois métodos. Símbolos de plotagem para as posiçòes 
11.6. Uso do ponto de posição 
11.7. Revisão de rota e da velocidade ao solo. Determinação da velocidade do vento (método 
do rumo e da velocidade relativa ao solo) 
11.8. Modificação de rumodidática geral para a instrução específica por matéria; 
d) apresentar o glossário dos termos básicos usados no âmbito do 
sistema de instrução. 
O curso de Piloto Comercial – Avião deve ser homologado pelo 
Departamento de Aviação Civil – DAC, só podendo ser ministrado por entidades 
autorizadas por este órgão. 
Para se submeter aos exames teóricos e práticos do DAC, com vista à 
obtenção da licença de PC-Avião, o candidato deve comprovar ter concluído um curso 
homologado. 
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Os critérios de recrutamento, inscrição, seleção e matrícula para os 
cursos da PC-A realizados através de convênio ou contrato entre órgãos do Ministério 
da Aeronáutica e entidades públicas ou privadas são objeto de normas específicas, 
sem prejuízo das disposições deste manual. 
Para fins de regularização do serviço militar, os alunos matriculados em 
entidades de instrução para a Aviação Civil devem observar as disposições da Portaria 
Ministerial nº 1.054-GM-3, de 03 Set 79. 
Este manual foi elaborado com base nos seguintes documentos: 
 Lei nº7.565, de Dez 86 – institui o Código Brasileiro de Aeronáutica. 
 Decreto nº 65.144, de 12 Set 69 – Institui o Sistema de Aviação Civil 
do Ministério da Aeronáutica. 
 Decreto nº92.857, de 27 de jun 86 – Cria, no Ministério da 
Aeronáutica, o Instituto de Aviação Civil. (Alterado pelo Decreto 
nº98.496, de 11 Dez 89). 
 NSMA 58-61 (RBHA) – Requisitos para concessão de licenças de 
piloto e de instrutores de vôo. 
 Descrição e perfil ocupacional da atividade de Piloto Comercial – 
Avião, realizados pelo IAC, em 1987. 
Este manual consta de 189 páginas e 19 anexos. 
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2 OBJETIVO GERAL DO CURSO 
O curso de Piloto Comercial – Avião, em atendimento às exigências da 
NSMA 58-61 (RBHA), propõe-se a fornecer os subsídios teóricos e práticos para a 
operação de aeronaves com segurança e eficiência. 
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3 INSTALAÇÕES 
Para a instrução teórica, a entidade deve dispor de instalações destinadas 
ao ensino em condições condizentes com a natureza do curso e o número de alunos, 
proporcionando ambiente de luminosidade (sobretudo porque os pilotos devem ter 
excelente acuidade visual), conservação, limpeza, arejamento, circulação, segurança e 
conforto em níveis apropriados ao uso das diferentes dependências e dos diversos 
equipamentos. É indispensável a instalação de extintores de incêndio recarregáveis 
apropriados a diferentes tipos de material. 
Além das salas de aula comuns – equipadas com carteiras, mesas, 
estantes e quadro-de-giz – e das instalações sanitárias, o curso requer sala da 
coordenação, sala dos professores/instrutores e secretaria – dotada de mobiliário 
adequado à guarda de arquivos e registros referentes ao curso. 
Como grande parte das atividades em sala de aula engloba plotagem de 
pontos e traçado de rumos em cartas aeronáuticas, recomenda-se que o tamanho das 
mesas dos alunos permita esse tipo de trabalho – aproximadamente 75 X 125cm, de 
superfície resistente, plana e horizontal. As cadeiras devem ter um dispositivo para o 
aluno colocar o material, de modo a evitar que ele seja posto sobre a mesa. 
Contando a entidade de instrução com um psicólogo, deve haver uma 
sala para o atendimento individual dos alunos, bem como armários próprios para 
guardar material específico. 
Se o curso for realizado em regime de internato, a entidade deve dispor 
de refeitório ou cantina e alojamento com acomodações para todos os alunos. 
Para instrução prática, a entidade deve contar com: 
a) salas de operações, preparada especificamente para esse fim; 
b) sala para o planejamento de vôo, com cartas, mapas e demais 
recursos e documentos exigidos; 
c) sala de brifim/debrifim, com mesas grandes, em torno das quais 
possam se sentar alunos e instrutores, inclusive durante a 
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espera que antecede o vôo; a sala deve ter quadro-de-giz e 
estantes para a guarda de material; 
d) sala para o treinador/simulador, que atenda aos requisitos de 
boa ambientação (temperatura, umidade), à prova de som, com 
espaço de 20 a 25cm2 para cada equipamento; 
e) sala dos instrutores de vôo, com mobiliário adequado ao 
arquivamento usado para fins de acompanhamento da evolução 
de cada aluno durante a instrução de vôo; 
f) biblioteca; 
Para propiciar aos alunos oportunidade de se familiarizar com o avião a 
ser usado na instrução de vôo, as salas devem dispor de cartazes e diagramas que 
ilustrem, por exemplo, a posição dos comandos instalados na cabine, a disposição do 
painel de instrumentos, os dados da performance da aeronave, a fraseologia 
empregada nas comunicações e todo o material operacional que o aluno deve 
conhecer. A visualização antecipada permitirá ao aluno um desembaraço mais rápido 
na identificação desses componentes, quando observados no avião. 
O aeródromo a ser utilizado na instrução de vôo deve ser homologado 
pelo DAC, atendendo às especificações das aeronaves usadas para a instrução. Como 
estão previstos vôos noturnos na instrução prática, a entidade deve providenciar para 
que os exercícios sejam realizados em aeródromo devidamente equipado para esse 
fim. 
Por se tratar de unidade de instrução, devem-se dispensar cuidados 
especiais: 
a) adotar medidas concretas contra riscos de incêndio, explosão e 
inalação de vapor de substâncias tóxicas; 
b) manter equipamentos de primeiros socorros, com material 
adequado a atender aos incidentes mais comuns, em 
quantidade proporcional ao número de alunos; quando este for 
elevado, deve haver uma enfermaria, para atendimentos mais 
complexos. 
Tendo em vista a sedimentação de uma doutrina pautada na segurança, a 
entidade deve, além dos cuidados citados: 
a) afixar avisos, sinais de advertência, cartazes educativos; 
b) realizar palestras, cine-debates, análise crítica de ocorrências 
relatadas pela imprensa especializada ou não; 
c) estimular o desenvolvimento de hábitos e atitudes de zelo pelo 
patrimônio e, sobretudo, de respeito pelas vidas em jogo; 
d) envolver harmonicamente a administração do ensino, o corpo 
docente, o corpo discente e demais membros num trabalho de 
conscientização preventivo, muito mais do que corretivo, 
objetivando a boa preparação dos alunos. 
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4 RECURSOS MATERIAIS 
Para o desenvolvimento do Curso de Piloto Comercial – Avião, a unidade 
de instrução profissional deve manter um serviço permanentemente atualizado de 
recursos auxiliares da instrução e material instrucional, constituído de: 
a) recursos audiovisuais de uso genérico, como quadro-de-giz, 
quadro de avisos, projetores de slides e de filmes, telas de 
projeção, gravadores, retroprojetores, televisão, videocassete, 
fotocopiadora; 
b) instrumentos e equipamentos específicos de uso individual, 
como réguas paralelas e comuns, esquadros, transferidores, 
plotadores, compassos, computadores e calculadoras de vôo, 
cadernetas de vôo; 
c) recursos específicos de uso coletivo, como fotos; murais; mapas; 
cartas de navegação, sinóticas, de prognósticos de rotas; livros 
de bordo; formulários para os planos de vôo; 
d) equipamento para demonstração práticas, como bússolas, 
altímetros, anemômetros, instrumentos e equipamentos de rádio 
e o maior número possível dos equipamentos indicados nos 
planos de matéria; alguns instrumentos devem ser seccionados, 
para que os alunos possam observar o mecanismo interno; 
e) modelos em miniatura(maquetes), onde os alunos possam 
praticar, por exemplo, a regulagem da bússola; 
f) biblioteca, cujo funcionamento deve facilitar consulta do corpo 
docente e do corpo discente, dotada de: 
 fontes de consulta indicadas para as diferentes matérias; 
 regulamentos do ar e instruções correlatas nacionais e 
internacionais, exemplares de AIP; 
 periódicos especializados, manuais e demais publicações da 
OACI, manuais dos fabricantes, catálogos, normas técnicas, 
apostilas e publicações estrangeiras; 
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 obras de cultura geral que, de algumapara posicionar a aeronave paralelamente a determinadas rotas 
ou para retomar a ela. Revisão da hora prevista de chegada 
11.9. Representação gráfica – Princípios. Comparação com a plotagem da rota. Aplicação 
dos dois métodos. Determinação do ponto estimado a partir do diagrama de posição no 
ar. Determinação do vento a partir de um ponto de posição 
11.10.Navegação durante a subida e a descida. Determinação da velocidade relativa média. 
Métodos para determinação a velocidade relativa média. Métodos para determinar a 
velocidade verdadeira (TAS). Velocidade do vento. Métodos para determinar sua 
velocidade média 
11.11.Pontos críticos. Ponto de não-retorno 
11.12.Determinação do raio de ação e do ponto crítico por aproximação 
 
12 Planejamento de vôo 12.1. Orientação geral – Estudo da carta e de mapas da rota a ser feita e da declinação a ser 
aplicada. Elementos a considerar: pontos visuais de referência, condições 
meteorológicas, ventos reinantes na área. Documentação do piloto e da aeronave. 
Exatidão das informações 
12.2. O planejamento do vôo – Indicações obrigatórias: hora de saída, hora nos pontos de 
sobrevôo e hora de chegada; cálculo do combustível necessário e controle do 
consumo durante a viagem e para eventual alternativa; determinação de posições 
definidas na rota e para eventual alternativa; determinação de posições definidas na 
rota ou por coordenada; observação dos símbolos, correção do vento e determinação 
para eventualidade; deriva e correção da deriva 
 
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Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE 
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12 12.3. Localização dos pontos com auxílio das coordenadas. Como encontrar a rota. Como 
determinar a declinação magnética a ser usada 
12.4. Obtenção dos dados para a navegação a partir de gráficos 
12.5. Auxílios disponíveis – Natureza. Utilização. Freqüência das observações. 
Procedimentos gerais. Guias de vôo. Publicações de Informações Aeronáuticas (AIP) 
12.6. Determinação de PV e VS, sendo dados RV, VA e vento. Demonstração gráfica. 
Demonstração nos diferentes tipos de computador 
12.7. Determinação do vento, sendo dados RV, VA, PV e VS. Modificações que poderão 
ocorrer no planejamento de vôo se ocorrer uma mudança de vento 
12.8. Montagem de um planejamento de vôo sem vento – Cálculo de tempo de vôo, rumo, 
proas e combustível mínimo 
12.9. Montagem do plano com as informações meteorológicas – Cálculo da subida com 
vento. Preenchimento correto do plano de vôo 
12.10. Alterações ocorridas na execução do vôo – Determinação do novo vento. Alterações 
no planejamento 
 
13 Radionavegação 13.1. Propagação de ondas de rádio – Ondas eletromagnéticas. Terminologia. Ciclos. 
Freqüência. Comprimento de onda. Espectro de freqüência. Polarização das ondas. 
Reflexão e absorção de ondas 
13.2. Características e modulação das ondas de rádio. Princípios dos transmissores e dos 
receptores 
13.3. Radiogoniometria – Características dos radiogoniômetnos de VHF. Resolução da 
ambiguidade de 180º. Erros do goniômetro. Alcance e precisão 
13.4. Radiocompasso (ADF) – Princípios básicos. Linhas e pontos de posição 
13.5. Radiobalizas – Princípios gerais. Cobertura. Importância de determinação do cone de 
silêncio 
13.6. VOR/DME – Alcance e precisão. Equipamentos de bordo e equipamento terrestre – 
Noções gerais 
 
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Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE 
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PARCIAL 
13 13.1. VASIS – Princípios gerais 
13.2. Radar transponder – Princípios gerais 
13.3. Descrição e sintonia dos sistemas de navegação (radiogoniômetro VHF, ADF, 
VOR/DME) e dos sistemas de aproximação – Visão geral 
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MÓDULO/MATÉRIA: A AVIAÇÃO CIVIL 
Área curricular: Complementar Carga horária: 04 h-a 
Objetivos Específicos 
Ao final da matéria, o aluno deverá ser capaz de: 
– Apresentar, em linhas gerais, a história da Aviação Civil; 
– Reconhecer a OACI como a organização encarregada de 
padronizar as atividades da Aviação Civil Internacional 
através de normas e recomendações; 
– Identificar as obrigações e os direitos do Brasil como Estado 
membro da OACI; 
– Caracterizar o Sistema de Aviação Civil quanto às suas 
finalidades e abrangência; 
– Identificar os principais órgãos cujas atribuições incidem sobre 
as atividades do PC-Avião. 
Ementa 
a) Breve histórico 
b) A Organização de Aviação Civil Internacional – OACI 
c) A Aviação Civil no Brasil 
d) A proteção ao vôo 
Orientação Metodológica 
Papel da Matéria no Curso 
A matéria procura desenvolver nos alunos uma visão sistematizada da 
Aviação Civil Internacional, indispensável à compreensão da finalidade da OACI: 
segurança, economia e eficiência do transporte aéreo, e pretende situar o aluno no 
contexto em que vai atuar, caracterizando-o quanto a finalidade, estrutura e 
funcionamento, abrangência e interação. 
Esta matéria deve ser desenvolvida antes das matérias da área 
técnica, de modo a permitir ao aluno compreender o contexto da Aviação Civil. 
Técnicas de Instrução 
Os assuntos podem ser apresentados através de aulas expositivas; 
como, porém, há um grande número de informações, convém apresentar descrições 
de situações reais que ocorrem no contexto da Aviação Civil e de cuja análise 
possam ser extraídos pontos relevantes. Essa conjugação de técnicas permite que 
as aulas não mobilizem apenas a memorização. 
Recursos Auxiliares da Instrução 
Os instrutores poderão valer-se de: transparências; filmes; slides; 
organogramas, fluxogramas, quadros sinóticos; exemplares de publicações da 
OACI, do DAC e da DEPV. 
 
 
 
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 
MATÉRIA: REGULAMENTOS DE TRÁFEGO AÉREO 
ÁREA CURRICULAR: TÉCNICA CARGA HORÁRIA: 60 h-a 
Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE 
C.H. 
PARCIAL 
1 Breve histórico 1.1. A Aviação Civil – Caracterização. Abrangência 
1.2. A idéia de voar. Inventos precursores do avião. Surgimento das aeronaves: pioneiros. O 
avião como meio de transporte 
1.3. Expansão da Aviação Civil – Necessidade de regulamentação e padronização dos 
procedimentos 
 
2 A Organização de Aviação Civil 
Internacional OACI 
2.1. Antecedentes 
2.2. A Convenção de Chicago de 1944 – Criação da OACI. Finalidades: segurança, 
economia e eficiência do transporte aéreo 
2.3. Responsabilidades do Brasil como Estado membro da OACI 
2.4. Publicações da OACI – Os anexos técnicos 
 
3 A Aviação Civil no Brasil 3.1. O Sistema de Aviação Civil (SAC) – Abrangências. A Aviação Civil como fonte e sede 
da reserva mobilizável do Maer 
3.2. O Departamento de Aviação Civil (DAC) – Situação no Maer. Funções como órgão 
central do sistema. Estrutura e funcionamento. Subdepartamentos do DAC: 
Subdepartamento de Planejamento (SPL), Subdepartamento de Operações (SOP) e 
Subdepartamento Técnico (STE): estrutura e atuação de cada um. Os Serviços 
Regionais de Aviação Civil (SERAC) como elos executivos do SAC: atribuições e áreas 
de jurisdição. Publicações do DAC 
3.3. SICONFAC – Atribuições 
3.4. O Instituto de Aviação Civil (IAC) – Finalidade. Atribuições 
3.5. A inspeção da Aviação Civil – Papel do INSPAC – Piloto e dos INSPAC – Especialistas. 
Responsabilidades. Deveres dos profissionais que atuam no SAC face às atividades 
dos INSPAC 
 
4 A proteção ao vôo 4.1. A Diretoria de Eletrônica e Proteção ao Vôo (DEPV) – Situação no Maer. Funções como 
órgão normatizador e executor da proteção ao vôo. Principais atribuições. Publicações: 
tipos e finalidades. Interação com a TASA. Os Serviços Regionais de Proteção ao Vôo 
(SRPV): atribuições e área de jurisdição 
 
1
0
2
 
 
 
 
CONTINUAÇÃO 
Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE 
C.H. 
PARCIAL 
4 4.2. O Sistema de Defesa Aérea e Controle de Tráfego (SISDACTA) e os Centros 
Integrados de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA) – Breve 
referência 04 
1
0
3
 
15 Dez 90 
 104 
MÓDULO/ MATÉRIA: SEGURANÇA DA AVIAÇÃO CIVIL CONTRA 
ATOS DE INTERFERÊNCIA ILÍCITA 
Área curricular: Complementar Carga horária: 04 h-aObjetivos Específicos 
Ao final da matéria, o aluno deverá ser capaz de: 
– Definir segurança da Aviação Civil; 
– Identificar os diferentes tipos de interferência ilícita na Aviação 
Civil; 
– Identificar a regulamentação básica referente à segurança da 
Aviação Civil; 
– Identificar o papel da tripulação nos atos de interferência ilícita; 
– Indicar a finalidade dos planos de segurança desenvolvidos 
pelos aeroportos e pelas empresas aéreas; 
– Citar a responsabilidade do comandante no plano de 
emergência da empresa; 
– Indicar os temas básicos do programa de instrução de 
segurança para tripulantes e pessoal de terra; 
– De segurança para tripulantes e pessoal de terra; 
– Indicar as normas e recomendações básicas de segurança; 
– Indicar as medidas preventivas contra atos de interferência 
ilícita; 
– Definir bomba, ameaça de bomba e identificação positiva do 
alvo; 
– Reconhecer os procedimentos usualmente adotados em caso de 
denúncia anônima de bomba sem identificação positiva do alvo; 
– Caracterizar as diferentes categorias de ameaça de bomba; 
– Caracterizar assessoria de risco; 
– Apontar os aspectos que devem ser considerados na avaliação 
de ameaça de bomba; 
– Identificar os cuidados iniciais em caso de alarme de bomba; 
– Identificar os órgãos, entidades e elementos envolvidos no 
processo de busca; 
– Identificar o órgão responsável pelas investigações pertinentes a 
ameaças de bomba e o procedimento inicial adotado; 
– Indicar os elementos que devem receber treinamento a respeito 
do como proceder em caso de ameaça de bomba; 
15 Dez 90 
 105 
– Indicar as responsabilidades do comandante em caso de 
ameaça de bomba em aeronave em vôo; 
– Reconhecer a importância do credenciamento de tripulantes; 
– Relacionar as disposições normativas básicas pertinentes ao 
transporte de armas e outros artigos perigosos ou controlados, 
passageiros armados em aviões nacionais e estrangeiros, 
agentes de segurança e passageiros que viajam sob condições 
especiais; 
– Explicar as responsabilidades da empresa e do comandante em 
relação ao transporte de passageiros armados, aos vôos com 
agentes de segurança a bordo, ao transporte de passageiros 
que viajam sob condições jurídicas e ao transporte de 
passageiros mentalmente insanos. 
Ementa 
a) Segurança da Aviação Civil 
b) Atos de interferência ilícita na aviação 
c) Planos de segurança 
d) Medidas de segurança contra atos de interferência ilícita 
e) Ameaça de bomba 
f) Credenciamento de tripulantes para trânsito em aeroportos 
g) Transporte de armas, artigos perigosos ou controlados, 
passageiros armados e que viajam sob condições especiais 
Orientação Metodológica 
Papel da Matéria no Curso 
A matéria pretende dar aos alunos os conhecimentos preliminares no 
tocante à segurança, particularmente no que se refere à atuação do comandante, além 
de levá-los a identificar os diferentes órgãos que se articulam quando da ocorrência de 
tais fatos. 
Técnicas de Instrução 
Além das aulas expositivas, acompanhadas do estudo de casos, os 
instrutores devem promover a análise de filmes e notícias vinculadas pela empresa. 
Recursos Auxiliares da Instrução 
Poderão ser usados o retroprojetor, os projetores de filmes e de slides e 
notícias da imprensa. 
 
 
 
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 
MATÉRIA: SEGURANÇA DA AVIAÇÃO CIVIL CONTRA ATOS DE INTERFERÊNICA ILÍCITA 
ÁREA CURRICULAR: COMPLEMENTAR CARGA HORÁRIA: 04 h-a 
Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE 
C.H. 
PARCIAL 
1 Segurança da Aviação Civil 1.1. Definição 
2 Atos de interferênica ilícita 2.1. Tipos de ação 
2.1.1. Apoderamento ou controle ilícito – Caracterização 
2.1.2. Violência contra pessoa a bordo que coloque em risco a segurancá da aeronave 
2.1.3. Dano à aeronave que coloque em risco sua segurança 
2.1.4. Colocação de dispositivos ou substâncias com a finalidade de causar dano ou 
provocar risco à segurança da aeronave 
2.1.5. Destruição ou danos às facilidades de navegação aérea ou interferência em sua 
operação que coloque em risco a segurança da aeronave em vôo 
2.1.6. Ataques às instalações aeroportuárias ou qualquer ato de terrorismo em aeroporto 
2.1.7. Veiculação de informação falsa, que coloque em risco a segurança do avião 
2.2. Regulamentação: nacional – Plano de Segurança da Aviação Civil (PNAVSEC), do 
Maer, e internacional – Anexo 17 à Convenção sobre Aviação Civil Internacional – 
Objetivos. Importância 
2.3. Papel da tripulação – Principais cuidados. Atuação do comandante 
 
3 Planos de segurança 3.1. Dos aeroportos 
3.1.1. Finalidade 
3.1.2. Plano de emergência dos aeroportos – Caracterização 
3.2. Das empresas aéreas 
3.2.1. Responsabilidades da empresa e do comandante 
3.2.2. Plano de emergência da empresa – Caracterização 
3.2.3. Programa de instrução de segurança de tripulantes e de pessoal de terra – Mínimo 
de instrução para o comandante 
3.3. Inter-relação dos diferentes planos de segurança dos aeroportos e das empresas 
 
1
0
6
 
 
 
 
CONCLUSÃO 
Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE 
C.H. 
PARCIAL 
4 Medidas de segurança contra atos 
de interferência ilícita 
4.1. Normas e recomendações básicas de segurança 
4.2. Órgãos pertinentes e autoridades envolvidas – Competências 
4.3. Medidas preventivas – Distinção entre as ações do comandante e a participação da 
Polícia Federal e da Polícia Civil. Resposta a atos de interferência ilícita 
 
5 Ameaça de bomba 5.1. Bomba, ameaça de bomba e identificação positiva do alvo (PTI) – Definições 
5.2. Denúncia anônima sem identificação positiva do alvo – Procedimentos comumente 
adotados. Justificativa 
5.3. Categorias de ameaças: ameaça verde (VD), ameaça âmbar (AB) e ameaça vermelha 
(VM) – Caracterização 
5.4. Processamento da ameaça 
5.5. Aspectos a serem considerados na avaliação da ameaça 
5.6. Cuidados iniciais em caso de alarme de bomba – Controle de segurança para proteção 
de passageiros, público e aeronaves. Evacuação e remoção da aeronave.Evacuação ou 
isolamento da área ou do edifício. Transporte de especialistas 
5.7. Processo de busca – Órgãos entidades e elmentos envolvidos: responsabilidade 
5.8. Investigações – Órgão responsável. Procedimentos iniciais 
5.9. Treinamento de pessoal – Elementos a serem treinados 
5.10. Responsabilidade do comandante 
 
6 Credenciamento de tripulantes para 
o trânsito em aeroportos 
6.1. Justificativa da necessidade 
6.2. Procedimentos adotados pela INFRAERO 
 
7 Transporte de armas, artigos 
perigosos ou controlados, passa-
geiros e que viajam sob condições 
especiais 
7.1. Transporte de armas e artigos perigosos ou controlados – Legislação incidente 
7.2. Transporte de passageiros armados – Disposições normativas básicas. 
Responsabilidade da empresa de transporte aéreo e do comandante 
7.3. Agentes de segurança – Disposições normativas básicas. Responsabilidades da 
empresa aérea 
 
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7
 
 
 
 
CONCLUSÃO 
Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE 
C.H. 
PARCIAL 
7 7.4. Passageiros que viajam sob condições jurídicas: prisioneiros escoltados, pessoas com 
saída compulsória do país e pessoas mentalmente insanas – Disposições normativas 
básicas. Responsabilidade da empresa e do comandante 04 
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15 Dez 90 
 109 
MÓDULO/MATÉRIA: REGULAMENTAÇÃO DA AVIAÇÃO CIVIL 
Área curricular: Complementar Carga horária: 04 h-a 
Objetivos Específicos 
Ao final da matéria, o aluno deverá ser capaz de: 
– Reconhecer os aspectos do Direito Aeronáutico aplicáveis às 
atividades do PC-Avião. 
Ementa 
a) Introdução 
b) Espaço aéreo 
c) Aeródromos 
d) Aeronaves 
e) Infrações 
f) Transporte aéreo 
Orientação Metodológica 
Papel da Matéria no Curso 
Complementando a visão globalizada do Sistema de Aviação Civil, com a 
descrição dos órgãos com responsabilidades normativas e executivas que incidem 
sobre a operação de aeronaves, esta matéria fornece as bases legais que delimitam 
essa prática, com ênfase em disposições do Código Brasileiro de Aeronáutica e na 
NSMA 58-61 (RBHA). Pretende, sobretudo,situar os direitos e deveres do Piloto 
Comercial-Avião e informar quanto às implicações jurídicas que envolvem a operação 
de aeronaves. 
Técnicas de Instrução 
Os assuntos ficarão mais interessantes se o instrutor levantar questões 
que se baseiam em situações reais. A leitura dos documentos citados deve ser 
acompanhada de análise e discussão, evitando-se a simples memorização das 
informações. 
Recursos Auxiliares da Instrução 
Exemplares dos documentos citados. 
 
 
 
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 
MATÉRIA: REGULAMENTAÇÃO DA AVIAÇÃO CIVIL 
ÁREA CURRICULAR: COMPLEMENTAR CARGA HORÁRIA: 04 h-a 
Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE 
C.H. 
PARCIAL 
1 Introdução 1.1. Direito Aeronáutico – Antecedentes. Conceito. Fontes. Princípios 
1.2. Convenção sobre Aviação Civil Internacional – Chicago/1944 – Anexos adotados pelo 
Brasil. Organização Internacional de Aviação Civil: responsabilidades do Brasil como 
Estado membro 
1.3. Principais documentos normativos brasileiros 
1.3.1. Código Brasileiro de Aeronáutica – Lei nº 7.565 de 19 Dez 86 – Disposições referentes 
à operação de aeronaves 
1.3.2. NSMA 58-61 (RBHA) – Exigências para as atividades do PC – Avião 
 
2 Espaço aéreo 2.1. Conceituação 
2.2. Uso para fins aeronáuticos 
2.3. Situação da aeronave quando fora do território brasileiro 
2.4. Tráfego aéreo – Autorizações para sobrevôo e pouso em território brasileiro. Vôos de 
acrobacia ou evolução que possam constituir perigo. Porte de aparelhos fotográficos, 
cinematográficos, eletrônicos ou nucleares a bordo de aeronaves 
2.5. Espaço aéreo brasileiro – Entrada e saída. Obrigatoriedade de uso de aeroporto 
internacional 
 
3 Aeródromos 3.1. Definições. Classificação. Utilização 
3.2. Normas de utilização 
 
4 Aeronaves 4.1. Conceituação. Classificação 
4.2. Regime jurídico – Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB): procedimentos para o registro 
de aeronaves. Certificados de matrícula e de aeronavegabilidade 
4.3. Propriedade e exploração – Responsabilidade civil do operador e do proprietário de 
aeronave. Responsabilidade e obrigações do comandante 
 
5 Infrações 5.1. Infrações ao CBAer referentes ao uso de aeronaves imputáveis aos operadores – 
Providências administrativas 
 
6 Transporte aéreo 6.1. Caracterização. Segmentos: transporte aéreo regular (internacional e doméstico e não 
regular 
1
1
0
 
15 Dez 90 
 111 
MÓDULO/MATÉRIA: REGULAMENTAÇÃO DA PROFISSÃO DE 
AERONAUTA 
Área curricular: Complementar Carga horária: 06 h-a 
Objetivos Específicos 
Ao final da matéria, o aluno deverá ser capaz de: 
– Identificar a legislação pertinente à profissão de aeronauta; 
– Utilizar adequadamente os tempos constantes da 
regulamentação da profissão aeronauta; 
– Pautar o exercício das atividades profissionais como PC-Avião 
pelas disposições legais pertinentes. 
Ementa 
a) Direito do trabalho – Noções básicas 
b) A profissão de aeronauta 
c) Responsabilidade do aeronauta 
Orientação Metodológica 
A matéria fornece aos alunos as bases legais para o exercício da 
profissão de aeronauta, notadamente a de piloto. 
Técnicas de Instrução 
A análise dos documentos legais acompanhada de discussão em grupos 
sob a orientação geral do instrutor é uma boa estratégia. Pode também ser usado o 
estudo de casos. À luz da legislação pertinente, apresentados tanto pelo instrutor como 
pelos alunos. 
Recursos Auxiliares da Instrução 
Exemplares dos documentos citados 
.
 
 
 
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 
MATÉRIA: REGULAMENTAÇÃO DA PROFISSÃO DE AERONAUTA 
ÁREA CURRICULAR: COMPLEMENTAR CARGA HORÁRIA: 06 h-a 
Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE 
C.H. 
PARCIAL 
1 Direito do trabalho – Noções 
básicas 
1.1. Conceituação 
1.2. Regulamentação básica: Consolidação das leis do trabalho (CLT) e legislação 
complementar 
1.3. Contrato de trabalho – Sujeitos: empregado e empregador 
1.4. Identificação profissional – Carteira de trabalho e previdência social 
 
2 A profissão de aeronauta 2.1. Aeronauta – Conceituação 
2.2. Regulamentação da profissão: Lei nº 7.183, de 05 Abr 84 e Portaria Interministerial nº 
3.016, de 05 Fev 88 
2.2.1. Classificação dos aeronautas 
2.2.2. Tripulação – Conceituação. Composição de cada tipo. Modificações. Determinações 
específicas para o emprego das tripulações composta e de revezamento 
2.2.3. Escala de serviço 
2.2.4. Jornada de trabalho 
2.2.5. Sobreaviso e reserva 
2.2.6. Viagens 
2.2.7. Limites de vôo e de pouso 
2.2.8. Períodos de repouso 
2.2.9. Folga periódica 
2.2.10. Remuneração 
2.2.11. Alimentação 
2.2.12. Assistência médica 
2.2.13. Uniforme 
2.2.14. Férias 
2.2.15. Transferências 
 
3 Responsabilidades do aeronauta 3.1. Responsabilidades definidas na legislação do Maer, do Ministério do Trabalho e 
decorrente de acordos e convenções internacionais 
 
06 
1
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15 Dez 90 
 113 
MÓDULO/MATÉRIA: INSTRUÇÃO AEROMÉDICA 
Área curricular: Complementar Carga horária: 04 h-a 
Objetivos Específicos 
Ao final da matéria, o aluno deverá ser capaz de: 
– Identificar os fatores potenciais de risco nas condições de vôo e 
os respectivos efeitos sobre as condições psicofísicas do 
homem; 
– Reconhecer os sintomas de alterações psicofísicas decorrentes 
das condições de vôo; 
– Reconhecer a importância da manutenção dos hábitos de 
higiene, alimentação, repouso e lazer como fontes de 
conservação de saúde e da aptidão psicofísica; 
– Avaliar as conseqüências nocivas de natureza psicofísicas 
decorrentes de riscos auto-impostos; 
– Prestar os primeiros socorros face aos efeitos causados pelo 
vôo ou resultantes de acidentes; 
– Reconhecer as condições psicofísicas que restringem a aptidão 
para pilotar; 
– Reconhecer os efeitos do treinamento fisiológico; 
– Identificar as providências a serem tomadas nos atendimentos 
de urgência, bem como no transporte de feridos e cadáveres. 
Ementa 
a) O ambiente aeronáutico 
b) O homem e os efeitos das condições de vôo 
c) A saúde e as condições psicofísicas para o vôo 
d) Atendimentos de urgência 
Orientação Metodológica 
As noções aqui inseridas fornecem ao aluno uma visão simplificada: 
– Das condições inerentes ao vôo e seus efeitos nocivos sobre as 
condições psicofísicas das pessoas em voo; 
– Das medidas de proteção contra os riscos potenciais das 
condições específica de vôo; 
– Dos hábitos salutares de vida para conservação da saúde e da 
aptidão psicofísica indispensável à prática da pilotagem; 
– Das técnicas de prestação de primeiros socorros e do uso 
correto de equipamentos e demais recursos de atendimento em 
casos de reação às condições de vôo, de perturbações 
15 Dez 90 
 114 
psicofísicas durante o vôo, de acidente aeronáutico e de 
transporte aéreo de feridos e cadáveres. 
Em síntese, a matéria deve levar o aluno à compreensão de que as 
condições inerentes ao vôo provocam efeitos nocivos à saúde e que há necessidade 
de adotar medidas de proteção contra os mesmos. 
Técnicas de Instrução 
Para que o piloto saiba agir diante dos diferentes efeitos das condições de 
vôo, faz-se necessário que ele identifique com segurança os sintomas e os associe às 
ações e procedimentos corretos, do que se deduz que as aprendizagens devem 
ocorrer de forma predominantemente prática. Deve ser usada a técnica da 
demonstração, sobretudo quando estiver em jogo a utilização de algum equipamento 
ou outro recurso que exija manipulação. Cada fase deve ser bem detalhada e explicada 
e, após uma ou duas demonstrações do professor/instrutor, deverá ser bem dada 
oportunidade a cada aluno para realizá-la tantas vezes quantas sejam necessárias, 
para que a seqüência das ações e a manipulação dos recursos eventualmente 
utilizados sejam suficientemente dominadas. É bom lembrar que ver fazer e dizer como 
se faz não é o mesmo que saber fazer. À demonstração se aplica um importante 
princípio de aprendizagem: aprender fazendo; depois de observar, praticar. 
Com relação à adoção de hábitos de vida recomendáveis à preservação 
da saúde e da aptidão psicofísica necessáriaà operação de aeronaves, há que se 
fazer um breve comentário. Hábitos não se formam de uma hora para outra, 
dependendo, inclusive, da decisão pessoal de desenvolvê-los; por outro lado, alguns 
alunos já terão instalados alguns hábitos inadequados e a extinção de hábitos não se 
processa facilmente, exigindo também esforço e autodeterminação. Outro elemento a 
ser considerado é que a maioria dos hábitos (alimentares, de repouso, de lazer, de 
atividade físicas, de higiene) serão praticados, adquiridos ou extintos fora da entidade 
de instrução, em ocasiões que escapam à orientação do professor/instrutor, o que 
acrescenta uma dificuldade particular ao alcance desse objetivo específico. Resta ao 
responsável pela matéria proporcionar periodicamente aos alunos uma auto-avaliação, 
baseada numa lista de hábitos desejáveis e suas respectivas vantagens, para que os 
alunos acompanhem o próprio progresso. Como fator estimulante, pode ser destacada 
a influência da força de vontade, vinculada à capacidade de autodomínio e 
autodisciplina, traços de caráter indispensáveis ao piloto. A tática a ser adotada pode 
ser a da persuasão, porém, se o aluno encontra bons motivos e argumentos, 
apresentados pelo professor/instrutor, seu esforço de auto-superação terá uma base 
interior mais sólida, caracterizada pela convicção. 
Recursos Auxiliares da Instrução 
São indispensáveis: ilustrações e os equipamentos e demais recursos 
(por exemplo, a caixa de primeiros socorros) para contato e familiarização. 
 
 
 
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 
MATÉRIA: INSTRUÇÃO AEROMÉDICA 
ÁREA CURRICULAR: COMPLEMENTAR CARGA HORÁRIA: 06 h-a 
Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE 
C.H. 
PARCIAL 
1 O Ambiente aeronáutico 1.1. Influência da pressão atmosférica sobre o organismo humano 
1.2. O vôo – Fatores potenciais de risco: altitude, velocidade, aceleração, mudanças de 
temperatura e de pressão, defasagens de tempo. Turbulência; efeitos sobre as 
condições psicofísicas do homem 
1.3. Sistema de adaptação: orgânicos e auxiliares – Noções gerais. Equipamentos 
aeronáuticos específicos. Condições orgânicas: exigências permanentes. 
Necessidade de avaliação médica inicial e periódica 
 
2 O homem e os efeitos das 
condições de vôo 
2.1. A visão – Noções anatômicas e fisiológica do olho. Importância da visão para o 
pessoal de vôo. Necessidade de exame oftalmológico constante. Medidas de 
conservação da aptidão visual. Perturbações visuais: prevenção 
2.2. Aparelho respiratório e aparelho cardiovascular – Noções de anatomia e fisiologia. 
Volume e capacidade pulmonar. Circulação. Intercâmbio gasoso 
2.2.1. Hipoxia e anoxia – Conceituação. Classificação. Fatores predisponentes. Etapas 
sintomáticas. Tempo útil de consciência. Prevenção e atendimento 
2.2.2. Hiperventilação – Conceituação. Classificação. Fatores predisponentes. Etapas 
sintomáticas. Tempo útil de consciência. Prevenção e atendimento 
2.2.3. Sistema de oxigênio para respiração em aeronaves – Características do oxigênio 
no interior da aeronave. Componentes básicos dos sistemas de oxigênio. 
Reguladores de fluxo contínuo, de diluição-demanda e de pressão-demanda. 
Proteção contra os efeitos da falta de oxigênio a grandes altitudes 
2.2.4. Aceleração – Conceituação. Classificação. Forças G. Efeitos da aceleração. 
Limites de tolerância humana. Sistemas de proteção 
2.2.5. Despressurização e descompressão rápida – Conceituação. Efeitos. Medidas 
preventivas e protetoras 
2.3. Cavidades orgânicas – O aparelho digestivo, o ouvido médio, os seios paranasais e as 
cavidades dentárias – noções de anatomia e fisiologia 
2.3.1. Disbarismo – Gases no organismo. Tipos: encerrados e dissolvidos. Efeitos 
indesejáveis. Prevenção e atendimento 
2.4. O aparelho auditivo – noções fisiológicas e anatômicas 
 
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CONTINUAÇÃO 
Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE 
C.H. 
PARCIAL 
2 2.4.1. Ruído e vibração – Principais fontes geradoras em aviação. Efeitos auditivos e não 
auditivos do ruído. Trauma acústico. Vibração – Efeitos provocados pela exposição 
prolongada ou repetida. Sistemas de proteção 
2.4.2. Despressurização e descompressão rápidas. Efeitos sobre o ouvido 
2.5. Sistemas orgânicos reguladores da orientação e do equilíbrio humano – visão, 
labirinto, propriocepção 
2.5.1. Desorientação espacial – Definição. Orientação e equilíbrio aéreo. Sensações 
ilusórias em vôo. Enjôo. Medidas preventivas para pessoal em vôo 
 
3 A saúde e as condições psico-
físicas para o vôo 
3.1. Saúde. Conceituação 
3.2. Higiene pessoal – Conceituação. Doenças transmissíveis e respectivos meios de 
transmissão. Imunização. Medidas preventivas 
3.3. A conservação da aptidão psicofísica – Cuidados com alimentação, o repouso, o lazer. 
Necessidade de atividades físicas e desportivas. Atividades sócio-culturais 
3.4. Os riscos auto-impostos: bebidas alcoólicas, tabaco, tóxicos, automedição. 
Medicamentos contra-indicados em vôo. Efeitos tóxicos e colaterais 
3.5. Doenças comuns – Prevenção e tratamento. Manifestação de sintomas em vôo. 
Contra-indicações ao vôo 
3.6. Treinamento fisiológico – Características. Benefícios para o piloto 
 
4 Atendimentos de urgência 4.1. Primeiros socorros – Cortes e contusões; hemorragias; suspeita de fraturas ou fraturas 
evidentes; queimaduras; dores de cabeça, ouvidos, estômago, dentes; desmaios; 
efeitos de medicamentos; corpos estranhos nos olhos, ouvidos e garganta 
4.1.1. Caixa de primeiros socorros – Dotação. Emprego. Inspeção do conteúdo antes do 
vôo 
4.1.2. Atendimento aos passageiros – Aspecto legal 
4.2. Transporte de feridos e cadáveres – Procedimentos. Ambulâncias aéreas. Legislação 
incidente 
 
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15 Dez 90 
 117 
9.2 INSTRUÇÃO DE VÔO 
A parte prática do Curso de Piloto Comercial-Avião desenvolve-se em: 
instrução no solo, no treinador/simulador e prática de vôo. Devem ser previstas para 
práticas e cheques durante o curso e, obrigatoriamente, o exame prático de vôo. 
É indispensável a análise dos itens deste manual que orientam o 
desenvolvimento da parte teórica do curso, mesmo pelos membros das entidades que 
só ministrem a parte prática. 
9.2.1. INSTRUÇÃO NO SOLO 
A parte da instrução prática a ser desenvolvida no solo (ground school) 
visa a familiarizar o aluno com a aeronave usada na instrução. Fundamentada nos 
conhecimentos teóricos e práticos da aeronave, de acordo com o tipo, deve permitir ao 
aluno desenvolver o condicionamento da manipulação dos equipamentos, através da 
repetição de exercícios, que o levará a operá-la nos limites de segurança. 
As cinco horas-aulas previstas para esta fase da instrução podem ser 
ampliadas, em função do desempenho de cada aluno. 
9.2.2. INSTRUÇÃO NO TREINADOR/SIMULADOR 
A instrução no treinador sintético ou no simulador é um recurso de grande 
utilidade para a instrução prática, contribuindo de maneira significativa para reduzir os 
custos do treinamento, uma vez que possibilita a repetição das manobras tantas vezes 
quantas forem necessárias, sem colocar em risco a vida humana ou os aviões. 
O treinador/simulador útil para a prática de situações de emergência, 
particularmente quando a demonstração da emergência em vôo pode constituir perigo 
para os tripulantes e para o avião. 
O treinador/simulador deve ser equipado com a instrumentação 
adequada, reproduzindo a cabine de um avião, para permitir ao aluno familiarizar-se ao 
máximo com o inter-relacionamento de todos os instrumentos, antes de começar a 
prática de vôo. O treinador sintético e o simulador devem ser homologados do DAC. 
Quando a unidade de instrução não puder dispor de um treinador ou de 
um simulador, deve formalizar contrato ou convênio com outra entidade que o possua, 
de modo a capacitar melhor seus alunos. 
As manobras no treinador/simulador podem ser desenvolvidas 
simultaneamente à prática de vôo; a capacitação necessária para realizar determinada 
manobra deve ser adquirida no treinador/ simulador; só depois é que o aluno deveaprender a executá-la em vôo. 
No treinamento/simulador, o aluno pode desenvolver as seguintes 
atividades e manobras, num total de 20 (vinte) horas: 
1- Introdução ao treinador: 
a) Controles 
b) Instrumentos 
c) Comunicação instrutor-aluno 
15 Dez 90 
 118 
2- Uso básico dos comandos – Efeitos indicados pelos 
instrumentos 
3- Vôo com referência única aos instrumentos 
a) Controle de atitude: 
(1) Instrumentos de controle e desempenho 
(2) Subida e descida – Nivelamento. 
(3) Curvas no regime normal – Efeito da velocidade; 
estimativa do ângulo de inclinação 
(4) Curvas em subida e em descida 
(5) Recuperação de vôo em linha reta nivelado a alturas e 
rumos específicos. 
b) Circuitos em vôo nivelado: 
(1) Circuitos predeterminados de vôo em linha reta e 
nivelado 
(2) Uso do relógio em manobras por instrumentos 
c) Curvas de 45º por instrumentos: 
(1) Manutenção de altura constante 
(2) Recuperação em rumo específico 
(3) Curvas em descida 
d) Circuitos 
(1) Com mudança de altura 
(2) De espera em configuração de órbita 
(3) Procedimento de descida a 1.000 pés 
e) Circuitos complexos 
(1) Segmentos retos; curvas, curvas inversas; mudanças 
de altura 
(2) Curvas a 45 e a 30º 
f) Manobras com painel de instrumentos limitado 
g) Procedimento VOR: 
(1) Vôo radial VOR; estabelecimento radial; vento de 
través 
(2) Procedimento de interpretação de radial 
(3) Curvas regulamentares no VOR 
h) Procedimentos ADF 
(1) Uso de RMI 
(2) Exercício simples de recalada 
(3) Alinhamento da aeronave 
15 Dez 90 
 119 
4- Vôo por instrumento aplicado: 
a) Saída por instrumentos 
b) Estabelecimento de rumo e cruzeiro 
c) Trajetória de rumo e cruzeiro 
d) Trajetória VOR 
e) Espera VOR 
f) Espera ADF 
g) Procedimento de aproximação (aproximação frustada) 
As vinte horas previstas para a instrução no treinador/simulador podem 
ser insuficientes, dependendo do tipo de equipamento e do desempenho de cada 
aluno. Cabe à unidade de instrução ampliar a carga horária, adequando-a às 
necessidades. 
Para efeito de concessão de licença, podem ser incluídas até dez (10) 
horas desse treinamento na contagem do número total de horas de vôo exigido. Neste 
caso, as dez horas devem ser abatidas da carga horária prevista para a fase III da 2ª 
etapa da prática de vôo. As dez horas são registradas na Caderneta Individual de Vôo 
(CIV). 
9.2.3. PRÁTICA DE VÔO 
O objetivo da prática de vôo é desenvolver no aluno a perícia necessária 
para operar aviões em segurança, dentro dos limites estabelecidos pelas prerrogativas 
da licença de PC-Avião, com habilitação IFR. 
A instrução prática é subdividida em duas etapas, com, respectivamente, 
65 (sessenta e cinco) e 50 (cinqüenta) horas de vôo. Os alunos que já tiveram 150 
(cento e cinqüenta) horas de vôo em avião são dispensados da 1ª etapa da instrução. 
A 2ª etapa é obrigatória para todos os alunos. 
O número de horas de vôo pode ser reduzido, caso o aluno possua 
licença de Piloto de Planador, de Motoplanador ou de Piloto de Helicóptero, conforme 
normas da NSMA 58-61 (RBHA). Para esses alunos, a unidade de instrução deve 
elaborar um programa especial de instrução, com carga horária a seu critério, para 
adaptá-los à operação em aviões. 
O controle das horas de vôo deve ser feito pela secretaria, em ficha 
própria, para que possam ser registradas na Caderneta individual de vôo. A ficha deve 
ser arquivada na pasta individual do aluno. 
O tempo necessário para que se complete a prática de vôo varia de 
acordo com muitos fatores, como desempenho individual, disponibilidade do instrutor e 
da aeronave, condições locais – dentre as quais as meteorológicas – e volume de 
tráfego. Recomenda-se, porém, que o intervalo entre as missões não seja superior a 
quinze dias. 
O glossário, apresentado ao final deste manual, inclui a definição dos 
termos usados na instrução de vôo. 
15 Dez 90 
 120 
Antes de cada missão, o instrutor deve fazer um brifim com o aluno, 
quando serão discutidas todas as etapas de vôo, os exercícios e procedimentos; serão 
tiradas as dúvidas do aluno e esclarecidos os novos exercícios a serem executados. 
Ao final da missão, o instrutor deve proceder ao debrifim, quando 
comentará com o aluno os exercícios realizados na missão, indicando os erros e 
acertos, e fará a recomendação dos procedimentos a serem adotados para prevenir 
erros futuros. 
Em todos os vôos, o aluno deve seguir os procedimentos de controle de 
tráfego aéreo, os procedimentos básicos de radiofonia, demonstrando conhecer as 
freqüências a serem utilizadas, atentar para a configuração e a elevação do 
aeródromo, a sinalização da área, os indicadores de vento, os dispositivos de 
segurança, além de verificar se os documentos de bordo estão atualizados. 
Em todos os exercícios previstos para cada missão, nas duas fases da 
instrução de vôo, figuram os respectivos códigos –M, C, A ou E – indicando o nível de 
aprendizagem a ser atingido pelo aluno. Os níveis correspondem à aquisição gradual, 
em complexidade crescente, das aprendizagens que o aluno deve realizar ao longo do 
curso e indicam ao instrutor o que ele deve esperar, passo-a-passo, do progresso do 
aluno. Quando um mesmo nível é indicado para o mesmo exercício em missões 
seguidas, pretende-se consolidação de aprendizagem. 
No quadro a seguir, são apresentados os níveis de aprendizagem e a 
respectiva descrição. 
NÍVEIS 
DE 
APRENDIZAGEM 
CÓDIGOS DESCRIÇÃO 
Memorização M 
O aluno tem informação suficiente sobre o exercício e 
memoriza os procedimentos para iniciar o treinamento duplo 
comando. 
Compreensão C 
O aluno demonstra perfeita compreensão do exercício e 
pratica-o com auxílio do instrutor 
Aplicação A 
O aluno demonstra compreender o exercício, mas comete 
erros normais durante a prática. Dependendo da fase prática 
de vôo, poderá treinar solo, intercaladamente com vôos duplo 
comando 
Execução 
E 
O aluno executa os exercícios segundo padrões aceitáveis, 
levando-se em conta a maior ou menor dificuldade oferecida 
pelo equipamento utilizado. 
X Prevê a execução atingida na missão anterior. 
A seguir, são indicadas as missões que compõem cada uma das quatro 
fases em que se subdivide a instrução de vôo, com os exercícios de cada fase. 
1ª ETAPA 
A 1ª etapa da instrução de vôo tem quatro fases, num total de 65 horas de 
vôo, assim distribuídas: 
FASE I Adaptação 8 horas 
FASE II Aproximação 8 horas 
15 Dez 90 
 121 
FASE III Manobras 6 horas 
FASE IV Navegação 43 horas 
FASE I – Adaptação (AD) 
Objetivos – Ao final da fase, o aluno deve ser capaz de voar solo e 
resolver uma possível emergência em vôo. 
Nesta fase, básica para todos os vôos, o aluno deve atingir a proficiência 
necessária para realizar as demais missões previstas para as duas etapas da instrução 
de vôo. 
A fase Adaptação, com 08 horas de vôo, compõe-se das missões 
apresentadas no quadro a seguir. 
EXERCÍCIOS 
MISSÕES/NÍVEIS A ATINGIR 
AD 
01 
AD 
02 
AD 
03 
AD 
04 
AD 
05 
AD 
X1 
AD 
N1* 
AD 
N2* 
AD 
R1** 
AD 
X2*** 
Relatório e equipamento de vôo M A E X X X X X 
Inspeções M A E X X X X X 
Partida M A E X X X X X 
Cheques M A E X X X X X 
Fraseologia M A E X X X X X 
Rolagem M A E X X X X X 
Decolagem normal M E X X X X 
Decolagem curta M E X 
Subida para área de instrução M A E X X X 
Nivelamento M A E X X X X X 
Apresentação da área de instrução M A E X X X 
Uso dos comandos M A E X X X X X 
Uso do motor M A E X X X X X 
Uso dos compensadores M A E X X X X X 
Rotas e curvas subindo M A E X X X X X 
Rotas e curvas descendo M A E X X X X X 
Vôo nivelado M A E X X X X X 
Curvas de pequena e média 
inclinações 
M A E X X X X X 
Curva de grande inclinação M C E X 
Estol com motor (1º e 2º tipos) M C E X 
Estol sem motor (1º e 2º tipos) M C E X 
Vôo em retângulo M A E X 
Pane simulada M 
Pane simulada a baixa altura M 
Descida para o tráfegoM A E X 
Entrada no tráfego M A E X X X 
15 Dez 90 
 122 
 
EXERCÍCIOS MISSÕES/NÍVEIS A ATINGIR 
AD 
01 
AD 
02 
AD 
03 
AD 
04 
AD 
05 
AD 
X1 
AD 
N1* 
AD 
N2* 
AD 
R1** 
AD 
X2*** 
Pouso normal M A E 
Pouso curto M A E X 
EMERGÊNCIAS 
Após a decolagem M 
Durante o vôo M 
Tipo de vôo DC DC DC DC DC DC DC DC DC DC 
Duração 01 01 01 01 01 01 01 01 01 01 
Número de pousos 01 01 01 01 01 01 05 05 ** ** 
(*) Vôo noturno (**) A critério do instrutor ou do examinador 
Observações: 
a) Durante as missões AD-04 e AD-05, o instrutor comentará as 
situações que levam uma aeronave a entrar em parafuso. 
b) Na missão AD-X1 (cheque), o aluno será submetido a uma avaliação 
prática, por um examinador credenciado, dos exercícios realizados. 
Caso o aluno não seja bem-sucedido no cheque, deve realizar a 
missão de repetição AD-R1, repetindo os exercícios deficiente. 
c) Na missão AD-X1 (cheque), o aluno será submetido a uma avaliação 
prática, por um examinador credenciado, dos exercícios deficientes 
da missão AD-X1. Caso não consiga sanar as deficiências, deverá 
ser submetido a um conselho de instrução, que poderá recomendar 
um novo programa de instrução ou, em razão da segurança de vôo, 
desligar o aluno do curso. 
d) As duas horas de vôo das missões AD-R1 e AD-X2 não podem ser 
abatidas das 65 horas previstas para a 1ª etapa da instrução de vôo. 
FASE II – Aproximação (AP) 
Objetivos – Ao final da fase, o aluno deve estar familiarizado com as 
diversas formas de enquadramento de pista e ser capaz de 
julgar corretamente a inter-relação altura-vento-flap. 
Estar inter-relação é muito usada no treinamento simulado de pane de 
motor. Na prática, é um instrumento valioso para que, numa pane real, o piloto possa 
escolher com convicção o local onde possa efetuar com segurança uma aterrissagem 
forçada. 
Para a fase aproximação da 1ª etapa da instrução de vôo, são previstas 
as seguintes missões, num total de 8 horas de vôo. 
15 Dez 90 
 123 
 
EXERCÍCIOS 
MISSÕES/NÍVEIS A ATINGIR 
AP 
01 
AP 
02 
AP 
03 
AP 
04 
AP 
05 
AP 
06 
AP 
07 
AP 
X1 
AP 
R1* 
AP 
X2* 
Relatório e equipamento de vôo X X X X X X X X 
Inspeções X X X X X X X X 
Partida X X X X X X X X 
Cheques X X X X X X X X 
Fraseologia X X X X X X X X 
Rolagem X X X X X X X X 
Decolagem X X X X X X X X 
Tráfego X X X X X X X X 
Aproximação de 90º A E X X X 
Aproximação de 180º A E X X 
Aproximação de 360º A E X X 
Arremetida na final X X X X X X X X 
Pouso de precisão X X X X X X X X 
Arremetida no solo X X X X X X X X 
Procedimentos após o pouso X X X X X X X X 
Estacionamento X X X X X X X X 
Corte do motor X X X X X X X X 
Tipo de vôo DC SOLO DC SOLO DC SOLO SOLO DC DC DC 
Duração 01 01 01 01 01 01 01 01 01 01 
Número de pousos 15 15 12 12 12 12 12 10 12 10 
(*) A critério do instrutor ou do examinador. 
Observações: 
a) Na missão AP-X1 (cheque), o aluno será submetido a uma 
avaliação prática, por examinador credenciado. Caso não seja 
bem-sucedido, deve realizar a missão de repetição AP-R1, 
quando repetirá os exercícios deficientes. 
b) Na missão AP-X2 (cheque), o aluno será submetido a uma 
avaliação, por examinador credenciado, dos exercícios 
deficientes da missão AP-X1. Caso não consiga sanar as 
deficiências, deverá ser submetido a um conselho de instrução, 
que poderá recomendar um novo programa de instrução ou em 
razão da segurança de vôo, desligar o aluno do curso. 
15 Dez 90 
 124 
c) As duas de vôo das missões AP-R1 e AP-X2 não integram as 65 
horas previstas para a 1ª etapa da instrução de vôo. 
FASE III – Manobras (MB) 
Objetivo – Ao final da fase, o aluno deve desenvolver manobras que 
impliquem a utilização do equipamento em seu desempenho 
máximo. 
Nesta fase, o aluno deve aprimorar os conhecimentos adquiridos na fase 
Adaptação, culminando com sua perfeita integração ao equipamento. 
Para a fase Manobras da 1ª etapa da instrução de vôo, são previstas as 
missões indicadas na página seguinte, num total de 6 horas de vôo. 
15 Dez 90 
 125 
 
EXERCÍCIOS 
MISSÕES/NÍVEIS A ATINGIR 
MB 
01 
MB 
02 
MB 
03 
MB 
04 
MB 
05 
MB 
X1 
MB 
R1* 
MB 
X2* 
Inspeções X X X X X X 
Partida X X X X X X 
Cheques X X X X X X 
Fraseologia X X X X X X 
Rolagem X X X X X X 
Decolagem normal X X X X 
Decolagem com obstáculos A E X 
Saída do tráfego X X X X X X 
Subida para a área de instrução X X X X X X 
Nivelamento X X X X X X 
Curvas de grande inclinação A X X X 
Chandelle A E E X X 
Reversement A E E X X 
Vôo em retângulo X X X X X X 
S sobre estrada A E E X X X 
Pane simulada A 
Pane após decolagem A 
Glissagem A E E X X 
Derrapagem A E E X X 
Oito preguiçoso X X X X 
Oito sobre marcos X X X X 
Arremetida no ar A E X 
Descida para o tráfego X X X X X X 
Entrada no tráfego X X X X X X 
Tráfego X X X X X X 
Pouso normal X X X X X X 
Pouso curto A X 
Pousos em flap A 
Procedimento após o pouso X X X X X X 
Estacionamento X X X X X X 
Corte do motor X X X X X X 
Tipo de vôo DC SOLO DC DC SOLO DC DC DC 
Duração 01 01 01 01 01 01 01 01 
Número de pousos 04 04 04 04 04 04 (*) (*) 
(*) A critério do instrutor ou do examinador. 
15 Dez 90 
 126 
Observações: 
a) Na missão MB-05, o aluno será submetido a uma revisão de 
todos os exercícios realizados, devendo atingir o nível X. 
b) Na missão MB-X1 (cheque), o aluno será submetido a uma 
avaliação prática, por um examinador credenciado, dos 
exercícios. Se o aluno não for bem-sucedido na missão, deverá 
realizar as missões MB-R1 (repetição) e MB-X2 (cheque). 
c) Na missão MB-R1, o aluno deverá repetir os exercícios 
deficientes previstos para a fase. 
d) Na missão MB-X2 (cheque), o aluno será submetido a uma 
avaliação, por um examinador credenciado, dos exercícios 
deficientes da missão MB-X1. Se não obtiver aprovação, deverá 
ser submetido a um conselho de instrução, que discutirá suas 
deficiências e proporá um programa de instrução que leve o 
aluno a saná-las. Caso o aluno não consiga sanar as 
deficiências, deverá ser submetido a um novo conselho de 
instrução, que poderá recomendar um novo programa ou, em 
razão da segurança de vôo, desligá-lo do curso. 
e) As duas horas de missões MB-R1 e MB-X2 não integram as 65 
previstas para a 1ª etapa da instrução de vôo. 
FASE IV – Navegação (NV) 
Objetivo – Ao final da fase, o aluno, deve conduzir em segurança o avião 
através de uma rota preestabelecida, como noção real de 
direção, utilização dos meios de orientação e comparação dos 
pontos de referência no solo e suas representações em cartas 
e mapas. 
Para a fase navegação da 1ª etapa da instrução de vôo, são previstas 
missões apresentadas a seguir, num total de 43 horas de vôo. 
15 Dez 90 
 127 
 
EXERCÍCIOS 
MISSÕES/ NÍVEIS A ATINGIR 
NV 
01 
NV 
02 
NV 
03 
NV 
04 
NV 
05 
NV 
X1 
NV 
06 
NV 
07 
NV 
08 
NV 
09 
NV 
10 
NV 
X2 
Planejamento A E E X X X X X X X X X 
Preparo do avião A A E X X X X X X X X X 
Consulta à meteorologia A E E X X X X X X X X X 
Regras de tráfego aéreo A E E X X X X X X X X X 
Plano de vôo/Notificação A E E X X X X X X X X X 
Relatórios e equipamento de vôo A E E X X X X X X X X X 
Inspeções X X X X X X X X X X X X 
Partida X X X X X X X X X X X X 
Cheques X X X X X X X X X X X X 
Fraseologia A E E X X X X X X X X X 
Rolagem X X X X X X X X X X X X 
Decolagem X X X X X X X X X X X X 
Saída de tráfego A E E X X X X X X X X X 
Subida (de acordo c/ órgão de 
contr.) 
A E E X X X X X X X X X 
Nivelamento X X X X X X X X X X X X 
Regime de cruzeiro A E E X X X X X X X X X 
Vôo de cruzeiro A E E X X X X X X X X X 
Manutenção de proa A E E X X X X X X X X X 
Vôo em rota A E E X X X X X X X X X 
Navegação estimada A E E X X X X X X X X X 
Navegação por contato AE E X X X X X X X X X 
Início da descida X X X X X X X X X X X X 
Descida em rota A E E X X X X X X X X X 
Entrada no tráfego A E E X X X X X X X X X 
Tráfego X X X X X X X X X X X X 
Pouso X X X X X X X X X X X X 
Procedimento após o pouso X X X X X X X X X X X X 
Estacionamento X X X X X X X X X X X X 
Corte do motor X X X X X X X X X X X X 
Procedimento para pernoite A F E X X X X X X X X X 
Tipo de vôo DC SO DC SO DC DC SO SO DC SO DC DC 
Duração 02 04 03 04 03 04 03 04 04 03 04 05 
Número de pousos 02 02 02 02 02 02 02 02 03 02 02 03 
Observações: 
1- Na missão NV-X1 (cheque), o aluno será submetido a uma avaliação 
prática, por um examinador credenciado, dos exercícios propostos 
15 Dez 90 
 128 
para as cinco primeiras missões. Caso não seja bem-sucedido, 
deverá ser submetido a um conselho de instrução, que discutirá suas 
deficiências e proporá um programa que o leve a saná-las. 
2- Na missão NV-X2 (cheque), o aluno será submetido a uma avaliação, 
por examinador credenciado, dos exercícios propostos para as cinco 
missões (NV-06 a NV-10). Caso não seja bem-sucedido, deverá ser 
submetido a um conselho de instrução, que poderá recomendar um 
novo programa ou, em razão da segurança de vôo, desligar o aluno 
do curso. 
2ª ETAPA 
A 2ª etapa da instrução de vôo, obrigatória para todos os alunos, tem 
quatro fases, num total de 50 horas de vôo, assim distribuídas: 
Fase I Navegação Estimada 13 horas 
Fase II Adaptação 7 horas 
Fase III Instrução Local 22 horas 
Fase IV `Navegação Rádio 8 horas 
As missões previstas para as quatro fases da 2ª etapa da instrução de 
vôo são apresentadas, respectivamente, nas Págs. 129 (Fase I), 131 (Fase II), 133 
(Fase III) e 136 (Fase IV). 
Fase I – NAVEGAÇÃO ESTIMADA (NE) 
Objetivo – Ao final da fase, o aluno deve ser capaz de conduzir em 
segurança, sem auxílio rádio, o avião através de uma rota 
preestabelecida, como noção real de direção, utilização dos 
meios de orientação e comparação dos pontos de referência 
no solo e de suas representações em cartas e mapas. 
Fase II – ADAPTAÇÃO (AD) 
Objetivos – Ao final da fase, o aluno deve ser capaz de voar e resolver 
uma possível emergência em vôo. 
Fase III – INSTRUÇÃO LOCAL (IL) 
Objetivos – Ao final da fase, o aluno deve ser capaz de interpretar os 
instrumentos de vôo e realizar procedimentos de vôo por 
instrumentos em cumprimento às cartas de subida e descida 
A fase Instrução Local prevê 22 horas de vôo. Da prática de vôo são 
deduzidas 10 horas, substituídas pelo treinamento completo no simulador (item 9.2.2 
deste manual), conforme determinação da NSMA 58-61. 
15 Dez 90 
 129 
Fase IV – NAVEGAÇÃO RÁDIO (NR) 
Objetivo – Ao final da fase, o aluno, utilizando os rádio auxílios, deve 
conduzir em segurança o avião através de uma rota preestabelecida. 
 
FASE I 
 
 
 EXERCÍCIOS 
MISSÕES/NÍVEIS A ATINGIR 
NE 
01 
NE 
02 
NE 
03 
NE 
04 
NE 
X1 
NE 
R1* 
NE 
X2* 
Planejamento A E E X X 
Preparo do avião A E E X X 
Consulta à meteorologia A E E X X 
Regras de tráfego aéreo A E E X X 
Plano de vôo/notificação A E E X X 
Relatório e equipamento de vôo A E E X X 
Inspeções X X X X X 
Partida X X X X X 
Cheques X X X X X 
Fraseologia A E E X X 
Rolagem X X X X X 
Decolagem X X X X X 
Saída do tráfego A E E X X 
Subida (de ac. C/ órgãos contr.) A E E X X 
Nivelamento X X X X X 
Regime de cruzeiro A E E X X 
Vôo de cruzeiro A E E X X 
Manutenção da proa A E E X X 
Vôo em rota A E E X X 
Navegação estimada A E E X X 
Navegação por contato A E E X X 
Início da descida X X X X X 
Descida em rota A E E X X 
Entrada no tráfego A E E X X 
Tráfego X X X X X 
Pouso X X X X X 
Procedimentos após o pouso X X X X X 
Estacionamento X X X X X 
Corte do motor X X X X X 
Procedimento para pernoite A E E X X 
Tipo de vôo DC SOLO SOLO SOLO DC DC DC 
Duração 02 03 03 02 03 03 05 
Número de pousos 02 02 02 02 03 02) 03 
(*) A critério do instrutor ou do examinador 
15 Dez 90 
 130 
Observações: 
1- Na missão NE-X1 (cheque), o aluno submetido a uma avaliação 
prática, por um examinador credenciado, dos exercícios propostos 
para as quatro primeiras missões. Caso não haja seja bem-sucedido, 
deverá realizar a missão NE-R1 (repetição), quando tornará a realizar 
os exercícios deficientes. 
2- Na missão NE-X2 (cheque), o aluno será submetido a uma avaliação, 
por examinador credenciado, dos exercícios deficientes da missão NE-
X1. Se não obtiver aprovação, deverá ser submetido a um conselho de 
instrução, que discutirá suas deficiências e proporá um programa de 
instrução que o leve saná-las. Caso o aluno não consiga sanar as 
deficiências, deverá ser submetido a um conselho de instrução, que 
poderá recomendar um novo programa ou, em razão da segurança de 
vôo, desligar o aluno do curso. 
3- As oito horas de vôo das missões NE-R1 e NE-X2 não podem ser 
abatidas das 50 horas previstas para a 2ª etapa da instrução de vôo. 
15 Dez 90 
 131 
 
FASE II 
 EXERCÍCIOS 
MISSÕES/NÍVEIS A ATINGIR 
AD 
01 
AD 
02 
AD 
03 
AD 
04 
AD 
X1 
AD 
N1* 
AD 
N2* 
AD 
R1** 
AD 
X2** 
Relatório e equipamento de vôo M C A E X X X 
Inspeções M C A E X X X 
Partida M C A E X X X 
Cheques M C A E X X X 
Fraseologia M C A E X X X 
Rolagem M C A E X X X 
Decolagem normal M E X X X 
Decolagem curta M E E X 
Subida para a área de instrução M C A E X 
Nivelamento M C A E X X X 
Apresentação da área de instrução M C A E X 
Uso dos comandos M C A E X X X 
Uso do motor M C A E X X X 
Uso dos compensadores M C A E X X X 
Retas e curvas subindo M C A E X X X 
Retas e curvas descendo M C A E X X X 
Vôos nivelado M C A E X X X 
Curvas de pequenas e médias inclinações M C A E X X X 
Curvas de grande inclinação M C E X 
Estol com motor (1º e 2º tipos) M E X 
Estol sem motor (1º e 2º tipos) M E X 
Vôo em retângulo M E X 
Pane simulada M X 
Pane simulada a baixa altura M X 
Descida para o tráfego M C A E X 
Entrada no tráfego M C A E X X X 
Pouso normal M C E X X X 
Pouso curto M E X 
EMERGÊNCIAS 
Após a decolagem M 
Durante o vôo M 
Tipo de vôo DC DC DC DC DC DC DC DC DC 
Duração 01 01 01 01 01 01 01 01 01 
Número de pousos 03 05 04 04 05 05 05 05 05 
(*) Vôo noturno (***) A critério do instrutor ou do examinador 
15 Dez 90 
 132 
Observações: 
1- Na missão AD-X1 (cheque), o aluno será submetido a uma avaliação 
prática, por um examinador credenciado, dos exercícios realizados. 
Caso não seja bem-sucedido, deve realizar a missão AD-R1, quando 
repetirá os exercícios deficientes. 
2- Na missão AD-X2 (cheque), o aluno será submetido a uma avaliação, 
por examinador credenciado, dos exercícios deficientes da missão 
AD-X1. Caso não consiga aprovação, deverá ser submetido a um 
conselho de instrução, que poderá recomendar um novo programa de 
instrução ou, em razão da segurança de vôo, desligar o aluno do 
curso. 
3- As duas horas de vôo das missões Ad-R1 e AD-X2 não integram as 
50 previstas para a 2ª etapa da instrução de vôo. 
15 Dez 90 
 133 
 
FASE III 
 EXERCÍCIOS 
MISSÕES/NÍVEIS A ATINGIR 
IL 
01 
IL 
02 
IL 
03 
IL 
04 
IL 
05 
IL 
06 
IL 
07 
IL 
08 
IL 
09 
Relatório e equipamento de vôo X X X X X X X X X 
Inspeções X X X X X X X X X 
Partida X X X X X X X X X 
Cheques e Fraseologia X X X X X X X X X 
Táxi (quando aplicável) X X X X X X X X X 
Decolagem normal X X X X X X X X X 
Subida X X X X X X X X X 
Curvas niveladas de pequena inclinação M C E X 
Vôo nivelado M C E X X 
Interpretação dos instrumentos M C E X X 
Curvas Niv. de Média e Grande Inclinação M C E X 
Curva padrão M E X 
Curva cronometrada M E X 
Curva Cron. subindo-veloc. constante M M C E X 
Curva Cron. descendo-veloc. constante M M C E X 
S Verticais A; B; C e D M M C E X 
TráfegoA e B M C E X 
Recuperação de atitudes anormais M C E E 
Mudanças de QDM e QDR M C E E 
Entrada em órbita NDB M C E E 
Órbita NDB M C 
Mudanças de radial (TO/FROM) M C E 
Entrada em órbita VOR M C 
Órbita VOR M C 
Curvas de reversão M C 
Procedimentos de descida ADF 
Procedimentos de descida VOR/ILS 
Cálculo de Tempo para a estação M M 
Descida X X X X X X X X X 
Tráfego X X X X X X X X X 
Pouso X X X X X X X X X 
Fraseologia X X X X X X X X X 
Tipo de vôo DC DC DC DC DC DC DC DC DC 
Duração 01 01 01 01 01 1:30 1:30 1:30 1:30 
Número de vôo 01 01 01 01 01 01 01 01 01 
 
15 Dez 90 
 134 
 
FASE III 
 Exercícios 
IL 
10 
IL 
11 
IL 
12 
IL 
13 
IL 
14 
IL 
15 
IL 
16 
IL 
X1 
IL 
R1* 
IL 
R2* 
Relatório e equipamento de vôo X X X X X X X X 
Inspeções X X X X X X X X 
Partida X X X X X X X X 
Cheques e Fraseologia X X X X X X X X 
Táxi (quando aplicável) X X X X X X X X 
Decolagem normal (transição ao vôo IFR) X X X X X X X X 
Subida por instrumentos X X X X X X X X 
Curvas niveladas de pequena inclinação X X 
Vôo nivelado X X 
Interpretação dos instrumentos X X 
Curvas Niv. de Média e Grande Inclinação X X 
Curva padrão X X 
Curva cronometrada X X 
Curva Cron. subindo-veloc. constante X X 
Curva Cron. descendo-veloc. constante X X 
S Verticais A; B; C e D X X 
Tráfego A e B X X 
Recuperação de atitudes anormais X X X 
Mudanças de QDM e QDR X X X 
Entrada em órbita NDB X X X 
Órbita NDB E E X X X X 
Procedimento de espera M C E X X X X X 
Mudanças de radial (TO/FROM) E E X X X X X X 
Entrada em órbita VOR M C E X X X X X 
Órbita VOR M C E X X X X X 
Curvas de reversão M C E X X X X X 
Procedimentos de descida ADF M C E X X X 
Procedimentos de descida VOR/ILS M C E X X X X 
Arremetida por instrumento M C E X X X 
Aprox. Instrumentos nos mínimos M C E X X X X X 
Cálculo de tempo para a estação X 
Descida X X X X X X X X 
Tráfego X X 
Pouso a partir de aprox. Instrum. X X X X X X X X 
Fraseologia X X X X X X X X 
Tipo de vôo DC DC DC DC DC DC DC DC DC DC 
Duração 01 01 1:30 1:30 1:30 1:30 1:30 1:30 (*) (*) 
Número de pousos 01 01 01 01 01 01 01 01 01 01 
15 Dez 90 
 135 
Observações: 
a) Na missão IL-X1 (cheque), o aluno será submetido a uma 
avaliação prática, por um examinador credenciado, dos 
exercícios propostos. Caso não seja bem-sucedido, deve 
realizar a missão IL-R1, quando repetirá os exercícios 
deficientes. 
b) Na missão IL-X2 (cheque), o aluno será submetido a uma 
avaliação, por um examinador credenciado, dos exercícios 
deficientes da missão IL-X1. Caso não seja aprovado, deverá 
ser submetido a um conselho de instrução, que poderá 
recomendar um novo programa de instrução ou, sem razão de 
segurança de vôo, desligar o aluno do curso. 
c) As horas de vôo das missões IL-R1 e IL-X2 não podem ser 
abatidas das 50 horas previstas para a 2ª etapa da instrução de 
vôo. 
15 Dez 90 
 136 
 
FASE IV 
 EXERCÍCIOS 
MISSÕES/NÍVEIS A ATINGIR 
NR-01 NR-N1 NR-X1 NR-R1* NR-X2* 
Planejamento A X X 
Preparo do avião A X X 
Consulta à meteorologia A X X 
Regras de tráfego aéreo A X X 
Plano de vôo/notificação A X X 
Relatório e equipamento de vôo A X X 
Inspeções X X X 
Partida X X X 
Cheques X X X 
Fraseologia X X X 
Rolagem X X X 
Decolagem (transição ao vôo IFR) X X X 
Procedimento de subida instrumento X X X 
Subida (de acordo c/órgãos de controle X X X 
Nivelamento X X X 
Regime de cruzeiro X X X 
Vôo de cruzeiro X X X 
Manutenção de proa X X X 
Vôo em rota (procedimento IFR) X X X 
Navegação estimada X X X 
Navegação rádio A X X 
Descida em rota X X X 
Procedimento IFR na terminal X X X 
Entrada em órbita X X X 
Procedimento de descida IFR X X X 
Pouso a partir de aproxim. Instrumento X X X 
Procedimentos após o pouso X X X 
Estacionamento X X X 
Corte de motor X X X 
Procedimento para pernoite X X X 
Tipo de vôo DC SOLO DC DC DC 
Duração 02 03 03 02 04 
Número de pousos 02 02 02 02 02 
Observações: 
1- Na missão NR-X1 (cheque), o aluno será submetido a uma avaliação 
prática, por um examinador credenciado,. dos exercícios propostos 
15 Dez 90 
 137 
para a fase. Caso não apresente desempenho satisfatório, deverá 
realizar NR-R1, quando repetirá os exercícios deficientes. 
2- Na missão NR-X1 (cheque), o aluno será submetido a uma 
avaliação, por examinador credenciado, dos exercícios 
deficientes da missão NR-X1. Caso não seja aprovado, deverá 
ser submetido a um conselho de instrução, que discutirá suas 
deficiências e proporá um programa de instrução que o leve a 
saná-las. Se não conseguir sanar as deficiências, deverá ser 
apreciado por um novo conselho de instrução, que poderá 
recomendar um novo programa ou, em razão da segurança de 
vôo, desligar o aluno do curso. 
3- As seis horas de vôo das missões NR-R1 e NR-X2 não integram 
as 50 previstas para a 2ª etapa da instrução de vôo. 
 
15 Dez 90 
 139 
10. ORIENTAÇÃO DIDÁTICA GERAL 
10.1. À COORDENAÇÃO 
Da mesma forma como se preconiza um diálogo permanente entre a 
direção e a coordenação para tratar de assunto referentes à instrução, recomenda-se 
haver intercâmbio entre a coordenação e os instrutores, através de reuniões e contatos 
individuais, sobretudo para análise sistemática de situações ocorridas no processo 
ensino-aprendizagem, nas aulas teóricas e nos exercícios das instruções de vôo. O 
intercâmbio deve objetivar. 
a) Estabelecer um consenso mínimo quanto às atitudes do corpo 
docente, de forma a conduzir o corpo discente à assimilação da 
doutrina de ensino; 
b) Conscientizar os membros do corpo docente quanto à 
significação do exemplo de cada um para a assimilação dos 
princípios que devem nortear as atividades do Piloto Comercial-
Avião, com base na própria concepção de ensino adotada pela 
unidade de instrução e nos princípios da segurança de vôo 
c) Estudar a consolidar fundamentos teóricos e formas de 
abordagem prática das situações de ensino-aprendizagem, seja 
do ponto de vista técnico, seja do ponto de vista didático-
pedagógico, de modo a adequar a atuação do corpo docente às 
características das aprendizagens necessárias; 
d) Estimular o uso adequado dos recursos auxiliares da instrução, 
de modo a facilitar as diferentes situações do processo ensino-
aprendizagem; 
e) Relacionar, sempre que possível, teoria à prática, ressaltando-se 
que o conhecimento teórico, juntamente com o tratamento, é um 
dos fatores de uma boa técnica de pilotagem; 
15 Dez 90 
 140 
f) Evidenciar as vantagens do autoconhecimento e da auto-
avaliação de instrutores e alunos para um desempenho mais 
seguro e objetivo; 
g) Organizar o convívio e a troca de experiências como meios 
informais de ampliar o conhecimento do mundo da pilotagem; 
h) Difundir novos recursos, instrumentos, técnicas, bibliografia e 
experiências aplicáveis à preparação do Piloto Comercial-Avião; 
i) Estudar técnicas de elaboração de instrumentos para avaliação 
do desempenho do aluno, de modo que possam, realmente, 
verificar se, como resultado do ensino, ocorreram as 
aprendizagens necessárias; 
Para promover a integração entre os instrutores das matérias teóricas e 
os da instrução de vôo, além dos outros profissionais que porventura atuem na 
entidade, a coordenação deve promover reuniões conjuntas para exposição das 
possíveis atribuições, levantamento das necessidades passíveis de atendimento, 
proposição de planos de trabalho conjunto, elaboração de normas e instrumentos de 
orientação para o corpo docente e para o corpo discente. 
10.2. AO PROFESSOR/INSTRUTOR 
O bom desempenho no vôo é sabidamente fruto de conjugação de um 
preparo técnico (teórico e prático) eficiente e de uma postura através do 
endoutrinamentonecessário a essa atividade. O desenvolvimento das características 
apropriadas deve ser incentivado e avaliado durante a instrução teórica do Piloto 
Comercial-Avião, estendendo-se até o fim da instrução de vôo, caracterizando-se como 
um processo lento e gradativo. 
Desse modo, com vista ao bom endoutrinamento, a preparação do piloto 
deve objetivar a manifestação de comportamentos indicadores dessas características, 
deduzidas através da pesquisa que levou à elaboração da análise ocupacional do 
Piloto Comercial-Avião, desenvolvida pelo IAC, e indicadas neste manual como 
características a serem avaliadas nos exames psicológicos sugeridos para a seleção 
dos candidatos (item 7) e na participação do aluno nas matérias teóricas (item 11.1.1) 
Assim, o professor/instrutor cabe promover em classe situações com esse 
fim (perguntas, debates, atividades grupais) que lhe permitam avaliar a participação de 
cada aluno. 
É desejável que, ao final da instrução teórica, os alunos já tenham 
formado as atitudes apontadas para iniciar a prática de vôo. Embora esses 
comportamentos e atitudes não esgotem os requisitos para o bom desempenho no vôo, 
proporcionam favoráveis à própria instrução prática. 
Para que se evitem, na instrução teórica, repetições desnecessárias de 
assuntos comuns a mais de uma matéria convém que os professores/instrutores 
analisem conjuntamente os respectivos planos de matéria justando o enfoque particular 
a ser dado em cada caso, garantindo, por outro lado, uma abordagem mais completa 
do assunto, a seqüência e a integração dos conteúdos. Antes de desenvolver o 
15 Dez 90 
 141 
conteúdo da matéria, o professor/instrutor poderá aplicar um pré-teste, abrangendo 
toda a matéria, com o objetivo de facilitar-lhe a distribuição do conteúdo, de forma a 
dispensar mais atenção aos assuntos em que os alunos evidenciaram maior 
dificuldade, não tendo o pré-teste qualquer influência concreta na indicação de valores 
para a avaliação do desempenho dos alunos. 
No respectivo plano de matéria, o professor/instrutor deve analisar com 
atenção os objetivos específicos e a orientação metodológica sugerida. 
As atividades do instrutor de vôo devem ser supervisionados diretamente 
pelo coordenador, que pode exercer as funções de instrutor-chefe. 
 
15 Dez 90 
 143 
11. AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DO ALUNO 
A sistemática de avaliação compreende o acompanhamento contínuo do 
desempenho do aluno, a partir da seleção, mantendo-se coerente até o exame prático 
de vôo, passando por todas as matérias da instrução teórica e pela avaliação realizada 
pela entidade durante a instrução de vôo. 
A instrução teórica e a instrução de vôo são intensamente 
complementares, fato por demais conhecido dos que lidam no âmbito da instrução. 
Assim, pois a avaliação das duas etapas – teórica e prática – deve interpenetrar-se, no 
sentido de que as deficiências da segunda podem ser conseqüências de dificuldades 
ou carências da primeira. Além disso, os critérios de seleção também estarão se 
fazendo sentir logo na parte teórica. Conclusivamente, é necessário ter uma visão 
global e continuada da avaliação. 
Além dessas características, a avaliação deve ser também integrada 
porque deve observar: 
a) A assimilação dos conhecimentos; 
b) O desenvolvimento das atitudes fundamentais ao piloto, 
concernentes à especificidade da doutrina de ensino; 
c) A aquisição das habilidades operacionais. 
Com vista a uma visão global, contínua e integrada, apresenta-se a seguir 
uma proposta para a sistemática de avaliação do Curso de Piloto Comercial-Avião, que 
requer a participação ativa de coordenação do curso. 
11.1. AVALIAÇÃO DA INSTRUÇÃO TEÓRICA 
11.1.1. ASPECTOS DA AVALIAÇÃO 
A avaliação do desempenho, em cada matéria, envolve os seguintes 
aspectos: 
a) Freqüência – Computada através do controle formal da presença 
do aluno em aulas e demais atividades didáticas programadas. 
15 Dez 90 
 144 
b) Rendimento – Refere-se aos conhecimentos adquiridos e às 
habilidades desenvolvidas pelos alunos durante o curso, 
acompanhado através de provas escritas e orais sobre o 
conteúdo ministrado nas aulas. 
c) Participação – Refere-se à observação das atitudes formadas 
pelo aluno, em termos de: decisão e iniciativa, capacidade para 
trabalhar em equipe, organização, objetividade e disciplina. 
Para avaliar o rendimento dos alunos, caberá ao instrutor aplicar provas, 
que poderão ser escritas ou orais. 
Na elaboração das provas escritas, deve ser observada a orientação 
apresentada a seguir. 
a) O instrutor deve aplicar várias provas durante o desenvolvimento 
da matéria, que lhe permitirão detectar as dificuldades dos 
alunos em tempo de saná-las antes de se estenderem a uma 
área maior. Além disso, não adianta o instrutor avançar se não 
sabe onde as dificuldades estão ocorrendo. 
b) Cada prova deve avaliar pequenas partes do conteúdo 
programático, tendo o instrutor o cuidado de verificar os 
assuntos principais, básicos, e se as questões formuladas 
servem realmente para avaliar esses pontos com clareza. 
c) Em cada prova, devem ser utilizados vários tipos de questão, 
níveis variáveis de dificuldades – fáceis, e difíceis – com valores 
atribuídos proporcionalmente ao nível de dificuldade. 
d) A prova deve apresentar bom aspecto visual, de fácil leitura, 
com disposição conveniente dos itens e enunciados precisos, 
objetivos. 
e) O tempo destinado a cada prova deve ser adequado à sua 
realização, de acordo com o número e com o nível de dificuldade 
das questões. O gabarito para a correção, preparado com 
antecedência, deve ser colocado à disposição dos alunos, após 
o término da prova. 
f) O instrutor, após a correção das provas, deve comentar os erros 
com a turma, sem identificar os alunos que os cometeram, 
apresentando a resposta correta e as explicações cabíveis, 
certificando-se de que houve a compreensão desejada. Os erros 
dos alunos devem ser encarados pelo instrutor com meios de 
aperfeiçoar sua própria ação docente; com base na análise dos 
erros, o instrutor deve tipificá-los, empregando recursos 
auxiliares da instrução mais adequados ou novas formas de 
explicação dos assuntos. 
15 Dez 90 
 145 
Obs.: As provas escritas de todas as matérias devem ser arquivadas nas 
pastas individuais dos alunos, ficando à disposição do DAC, por 
ocasião das visitas de supervisão. 
Ao propor provas orais, o instrutor deve considerar as observações 
citadas a seguir: 
a) As provas orais devem apresentar um número menor de itens do 
que as provas escritas, porque as respostas são mais 
demoradas. 
b) As questões podem ser formuladas pelos próprios alunos, o que 
é um bom exercício para eles. 
c) O instrutor deve realizar, pelo menos, uma prova oral por 
matéria, abordando, como na prova escrita, uma pequena parte 
do conteúdo. 
A seguir, encontram-se definidos os critérios para avaliação da 
participação dos alunos, com exemplos de comportamentos indicadores de cada um 
deles, para nortear a avaliação do aluno, por parte dos professores/instrutores. 
a) Decisão e Iniciativa – Capacidade de avaliar adequadamente 
fatos e situações, com vista à tomada de decisões e 
providências imediatas para os problemas que se apresentarem. 
São comportamentos indicadores de decisão e iniciativa: 
 Demonstrar capacidade de raciocínio lógico, através da 
ponderação das variáveis de um problema; 
 Evidenciar clareza de percepção e domínio sobre o 
encadeamento de fatos e as possíveis conseqüências; 
 Escolher, dentre as soluções que se apresentarem, a 
solução adequada a uma situação-problema; 
 Antecipar-se aos companheiros na tomada de providências 
para solucionar uma situação-problema; 
b) Capacidade para trabalhar em equipe – Facilidade para 
estabelecer, de maneira adequada, contatos com o grupo no 
desempenho das atividades. 
São comportamentos indicadores de capacidade para trabalhar 
em equipe: 
 Dar e solicitar informações necessárias ao bom andamento 
dos trabalhos; 
 Participar de atividadeconjuntas, sem prejuízo do trabalho 
individual; 
 Respeitar a divisão de tarefas; 
15 Dez 90 
 146 
 Acatar a coordenação dos chefes de grupo, quando for o 
caso; 
 Demonstrar capacidade e responsabilidade para conduzir e 
influenciar o grupo, quando necessário, no sentido de obter 
os resultados desejáveis. 
c) Organização – Capacidade para sistematizar tarefas, formando 
esquemas de execução. 
São comportamentos indicadores de organização: 
 Discriminar prontamente e de forma adequada os principais 
elementos de cada situação; 
 Demonstrar método e zelo na execução dos trabalhos; 
 Coordenar as atividades de acordo com as necessidades de 
tempo; 
 Selecionar o material de que necessita sem exageros ou 
deficiências; 
 Revelar capacidade de pensar de forma esquemática, 
facilitando a consecução de seus objetivos. 
d) Objetividade – Capacidade para discernir o fundamental do 
acessório. 
São comportamentos indicadores de objetividade: 
 Simplificar os problemas mais complexos sem prejuízo dos 
resultados finais; 
 Planejar a realização do trabalho, enfatizando os aspectos 
principais; 
 Discriminar prontamente o que é útil e aplicável; 
 Descrever um fato de maneira fiel ao sucedido; 
 Usar termos apropriados à situação; 
 Demonstrar clareza e precisão na formulação e na resposta 
de perguntas. 
e) Disciplina – Capacidade de respeitar a ordem que convém ao 
funcionamento regular da unidade de instrução. 
São comportamentos indicadores de disciplina: 
 Manter em sala de aula uma atitude madura, respeitando os 
colegas; 
 Respeitar a figura do instrutor/professor; 
 Acatar os regulamentos da entidade; 
15 Dez 90 
 147 
 Apresentar-se para as aulas suas assídua e pontualmente, 
nos horários estipulados; 
 Cumprir as tarefas determinadas. 
11.1.2. RESULTADOS DA AVALIAÇÃO 
Os resultados das avaliações das matérias de parte teórica do curso 
devem ser expressos em notas na escala de 0 (zero) a 10 (dez), para indicar o 
rendimento e a participação dos alunos nas diferentes matérias. 
Os resultados da avaliação do rendimento dos alunos ser anotados pelo 
instrutor no formulário sugerido no Anexo 5 (ARA I), depois de corrigir as provas e 
comentá-las com os alunos. Depois de preenchido, deve ser encaminhando à 
secretaria. Na secretaria, o registro das notas de rendimento deve ser feiro em 
formulários próprios, conforme modelo sugerido no Anexo 6 (ARAII), um para cada 
aluno, à medida em que forem sendo recebidos os formulários ARA I de todos os 
instrutores. Os formulários ARA II devem ser arquivados nas pastas individuais de 
todos os alunos. 
Os resultados da avaliação da participação dos alunos devem ser 
anotados pelo instrutor, com base nas observações colhidas, no formulário sugerido no 
Anexo 7 (APA I), ao se encerrar a carga horária da matéria. Depois de preenchido, 
deve ser entregue à secretaria, para que sejam feitas as anotações no formulário do 
Anexo 8 (APA II), um para cada aluno, a ser arquivado na pasta individual. 
Ao final da instrução teórica, deve ser preenchido o formulário do Anexo 
9, com base nos Anexos 6 e 8. 
11.1.3. LIMITES MÍNIMOS DE APROVAÇÃO 
São limites de aprovação nas matérias parte teórica do curso: 
a) Rendimento – Média final 7,0 (sete) por matéria. 
b) Participação – Média final 7,0 (sete) em todas as matérias. 
c) Freqüência – 75% (setenta e cinco por cento) de 
comparecimento às aulas e demais atividades programadas. 
A unidade de instrução que desejar elevar os mínimos estabelecidos deve 
apresentar os novos limites no Regulamento do curso (Anexo 1). 
Em caso de reprovação, cabe à coordenação estudar a situação geral do 
aluno, em busca de uma solução, submetendo-o, por exemplo, a um conselho de 
instrução. 
11.2. AVALIAÇÃO DA INSTRUÇÃO DE VÔO 
A sistemática de avaliação da instrução prática adequa-se às 
peculiaridades da instrução no solo, no treinador/simulador e da prática de vôo. 
15 Dez 90 
 148 
11.2.1. AVALIAÇÃO DA INSTRUÇÃO NO SOLO 
A avaliação da instrução no solo desdobra-se em: 
a) Prova de conhecimentos técnicos da aeronave, em que devem 
ser avaliados conhecimentos referentes a: 
 Grupo motopropulsor; 
 Sistema de combustível; 
 Sistema elétrico; 
 Controles de voo, trem de pouso, sistema de freios, 
instrumentos; 
 Equipamentos de emergência, equipamentos auxiliares e 
limitações de operação; 
 Características de voo, operação dos sistemas e 
procedimentos normais; 
 Procedimentos de emergência e do Sistema de Investigação 
e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SIPAER); 
 Tráfego, fraseologia e área de instrução. 
b) Prova de verificação do desenvolvimento dos esquemas de 
execução dos procedimentos de voo, que abrange a localização 
dos instrumentos da aeronave, a leitura dos mesmos e o 
condicionamento para acionamento dos comandos de vôo. 
A avaliação do item a pode ser feita, em parte, através de uma prova 
escrita, segundo a orientação dada no item 11.1.1 deste manual e, em parte, no próprio 
avião empregado na instrução. 
A avaliação do item b deve ser feita no avião, segundo os critérios 
estabelecidos junto à coordenação. 
O resultado das avaliações deve ser arquivado na Pasta Individual do 
aluno (Anexo 4). 
11.2.2. AVALIAÇÃO DA INSTRUÇÃO NO TREINADOR/SIMULADOR 
O acompanhamento da instrução no treinador/simulador deve ser 
registrado em fichas elaboradas pela unidade da instrução, com indicação da evolução 
do desempenho de cada aluno, as quais devem ser arquivadas na Pasta individual do 
aluno. 
11.2.3. AVALIAÇÃO DA PRÁTICA DE VÔO 
A avaliação da prática de vôo é feita regularmente pela unidade de 
instrução e ocasionalmente pelo SERAC ou pelo DAC, a critério desses órgãos. 
Com vista à homogeneização da sistemática de avaliação das missões 
constantes das duas etapas da prática de vôo, deve ser observado o quadro sugerido 
no item 9.2.3, referentes aos níveis de aprendizagem. 
15 Dez 90 
 149 
Para avaliar a prática de vôo, a cada exercício deve ser atribuído um 
grau, conforme quadro a seguir, para determinar a proficiência do aluno na execução 
de cada exercício, e servirá como base para atribuição do grau final da missão. 
GRAUS CLASSIFICAÇÃO DESCRIÇÃO 
1 
Vôo perigoso 
Durante a missão: 
- A manobra, executada de forma deficiente pelo aluno, tem 
grande probabilidade de resultar em acidente ou atentar 
contra a segurança de pessoas e coisas, se não houver a 
interferência imediata do instrutor; caracteriza-se, 
principalmente, quando: há violação das regras de tráfego 
aéreo, sem evidente razão para tal; o instrutor precisa intervir 
manualmente nos comandos de vôo ou nos sistemas 
auxiliares para evitar um acidente possível; o instrutor 
considera que o aluno adotou atitude perigosa; 
2 Vôo deficiente 
- O aluno revela dificuldade na execução dos exercícios, não 
atingindo o nível exigido; 
3 Vôo satisfatório 
- O aluno, embora apresente dificuldades consideradas 
normais, atinge o nível previsto 
4 Vôo bom 
- O aluno demonstra facilidade e perfeição na execução da 
maioria dos exercícios da missão; 
5 Vôo excelente 
- O aluno demonstra facilidade e perfeição na execução de 
todos os exercícios da missão. 
O instrutor de vôo deve registrar o desempenho do aluno em todas as 
missões nas fichas de avaliação apresentadas no Anexos 10,11, 12, 13 e 14. A ficha 1 
deve ser adotada para avaliar a fase I da 1ª etapa da instrução de vôo (Adaptação) e 
para a fase II da 2ª etapa (Adaptação), cabendo ao instrutor fazer a complementação 
cabível. 
As fichas 2 e 3 devem ser adotadas para avaliar, respectivamente, as 
fases II (Aproximação) e III (Manobras) da 1ª etapa. 
O modelo da ficha 4 (Anexo 13) apresenta exercícios para avaliar a fase 
IV da 1ª etapa (Navegação). Caberá ao instrutor adaptar a ficha para avaliar as fases I 
(Navegação estimada) e IV (Navegação rádio) da 2ª etapa da instrução de vôo. 
A ficha 5 deve ser adotada para avaliar a fase III da 2ª etapa (Instrução 
local). 
O grau final da missão não é atribuídoforma abordem, 
assuntos de interesse para apresentação dos alunos; 
g) Aeronaves da instrução em condições de aeronavegabilidade; 
h) Treinador básico de vôo por instrumentos ou treinador de 
procedimentos de vôo que simule a performance das aeronaves 
utilizadas na instrução; deve possuir instrumentos e comandos 
posicionados de modo semelhante aos daquelas aeronaves e 
estar equipado com instrumentação suficiente para possibilitar a 
realização dos exercícios previstos no programa da instrução e 
com dispositivos que permitam registrar os exercícios efetuados. 
15 Dez 90 
 18 
5 RECURSOS HUMANOS 
5.1 COORDENADOR DE CURSOS 
Os cursos desenvolvidos na unidade de instrução devem ficar sob a 
responsabilidade de um coordenador, com formação e experiência compatíveis no 
âmbito da aviação. O coordenador pode exercer as funções de instrutor-chefe. 
O coordenador deve desincumbir-se das seguintes atribuições, além das 
que lhe foram designadas pela direção da entidade: 
a) Planejar, coordenar e controlar o desenvolvimento das 
atividades, observando, no âmbito de sua atuação, o 
cumprimento das normas pertinentes; 
b) Comparecer ou fazer-se representar por membro da equipe da 
instrução, por ocasião das visitas técnicas do DAC, do IAC e do 
SERAC; 
c) Criar e estimular iniciativas que contribuam para o 
aperfeiçoamento da instrução ministrada; 
d) Incentivar o intercâmbio com entidades congêneres e com as 
que desenvolvem atividades de interesse para a pilotagem; 
e) Colaborar com o Instituto de Aviação Civil no desenvolvimento 
de estudos e levantamentos relativos à instrução; 
f) Analisar, juntamente com o corpo técnico-pedagógico, este 
MANUAL DE CURSO, com vista a estabelecer melhores 
condições para o bom andamento das atividades e à 
programação das mesmas; 
g) Acompanhar o desenvolvimento do currículo e levantar soluções 
para possíveis dificuldades, tanto na instrução teórica, como na 
instrução de vôo; 
h) Indicar diretrizes e estabelecer procedimentos com vista à 
avaliação do aluno, em consonância com os dispositivos deste 
manual; 
15 Dez 90 
 19 
i) Elaborar o calendário escolar, em que seja explicitada a 
programação das entidades do curso, ouvidos os diversos 
setores da unidade da instrução, zelando pela sua divulgação e 
pelo seu cumprimento; 
j) Elaborar o Regulamento do curso conforme instruções do Anexo 
1, tomando as providências para sua divulgação e cumprimento; 
k) Zelar para que sejam mantidos organizados, registrados e 
atualizados os serviços de expediente, escrituração, arquivo e 
fichário relativos ao curso e à autenticidade da vida do aluno na 
entidade, bem como a legislação específica do curso. 
5.2 CORPO TÉCNICO PEDAGÓGICO 
Constitui-se dos elementos que exercem funções de instrução teórica e 
prática (corpo docente), devidamente habilitados pelo DAC, com boa competência e 
reputação profissional no âmbito da aviação, bem como por quaisquer outros que 
desempenhem funções relacionadas à preparação dos alunos, como, por exemplo, 
psicólogo, médico, especialista de algum setor de Aviação Civil, pedagogo e outros, 
em consonância com as disposições deste manual. 
A competência dos instrutores, em termos de conhecimentos e 
experiência, é fator decisivo para que um curso produza os resultados desejados, quer 
dizer, para que os alunos concluam o curso reconhecidamente bem preparados. A 
capacitação do docente importa tanto sob o ponto de vista de vista teórico e 
operacional, quanto sob o disciplinar, figurando este último como um dos aspectos 
implícitos da responsabilidade profissional que os alunos devem desenvolver no curso 
através do exemplo de seus instrutores. Esse aspecto de natureza doutrinária reverte-
se de maior significado, por se tratar da preparação para uma atividade na qual há 
inúmeros procedimentos sujeitos a padronização decorrente de normas. 
No que se refere ao conhecimento e à experiência, todo instrutor será 
bem mais respeitado se aliar ao domínio dos assuntos lecionados a experiência como 
piloto ou membro de uma tripulação de vôo, pois, diante de uma turma de alunos, 
impõe-se mais aquele que consegue vincular a teoria à prática. 
A direção da unidade de instrução, além de selecionar os instrutores à luz 
das considerações anteriormente citadas deve estar atenta para o fato de que, por 
melhor que seja o instrutor, ele não poderá desenvolver seu trabalho no nível de 
qualidade desejado se não dispuser de condições satisfatórias. Algumas dessas 
condições estão indicadas nos itens 3 e 4 deste manual, com referência à infra-
estrutura básica (instalações e recursos materiais) de uma unidade de instrução, e 
figuram, também, diluídas, nos planos de matéria. 
A escolha do instrutor-chefe requer uma avaliação cuidadosa da direção 
da entidade, uma vez que ele deverá não apenas ser dotado de alto nível de 
capacitação técnica em operação de aeronaves, como também demonstrar habilidade 
e interesse pela instrução. 
Entre as dificuldades mais comuns que se apresentam no trabalho 
docente, a administração da unidade de instrução profissional deve evitar: 
15 Dez 90 
 20 
a) Sobrecarga de tarefas administrativas para os instrutores; 
b) horário de trabalho extenso; 
c) insuficiência de recursos didáticos; 
d) inadequação das instalações; 
e) turmas de alunos muito heterogêneas, formadas sem atenção 
aos pré-requisitos para ingresso (item 6 deste manual). 
A atuação dos instrutores será tanto mais eficiente quanto mais a direção 
valorizá-los na justa medida, pautando sua ação administrativa no planejamento e na 
organização cuidadosa das disposições e atividades relacionadas à instrução. 
É desejável que os instrutores escolhidos pelas unidades de instrução 
tenham sido aprovados nos respectivos cursos (teórico e prático) de preparação de 
instrutores. 
Os instrutores de vôo devem ser titulares de licença de piloto de nível 
superior ao dos alunos. 
Somente devem exercer a instrução no treinador/simulador profissionais 
com experiência na função ou que sejam qualificados para vôo por instrumentos. 
Aos membros do corpo docente compete: 
a) Atuar em consonância com as normas estabelecidas pela 
coordenação; 
b) Prestar aos alunos toda a orientação que se faça necessária; 
c) Sugerir medidas e iniciativas para o aperfeiçoamento da atuação 
da entidade, com vista à melhoria do próprio desempenho e da 
preparação dos alunos; 
d) Participar da análise deste manual, juntamente com a 
coordenação e com os demais membros do corpo técnico-
pedagógico; 
e) Cumprir os conteúdos programáticos das matérias ou da 
instrução de vôo sob sua responsabilidade, atendendo à 
respectiva carga horária, observando os planos de matéria e as 
missões propostas para a instrução de vôo, bem como a 
orientação didática geral, indicada no item 10 deste manual; 
f) adotar metodologia adequada ao desenvolver as matérias e 
exercícios práticos indicados neste manual; 
g) formular os instrumentos de avaliação do desempenho dos 
alunos e atribuir-lhes as notas e conceitos conforme seu 
desempenho, de acordo com o estabelecido no item 11 deste 
manual; 
15 Dez 90 
 21 
h) manter atualizada as informações referentes à vida escolar dos 
alunos, no que concerne às matérias ou atividades sob sua 
responsabilidade, conforme estabelecido pela coordenação; 
i) outras atribuições, a critério da entidade. 
O psicólogo, quando houver, terá as seguintes atribuições: 
a) reunir-se com a coordenação do curso para discussão de 
assuntos da área psicopedagógica; 
b) participar, juntamente com a coordenação e os demais membros 
do corpo técnico-pedagógico, da análise deste Manual de Curso 
e colaborar, em sua área de atuação, para o bom 
desenvolvimento das atividades programadas; 
c) aplicar métodos e técnicas psicológicas para a seleção de 
candidatos ao curso; 
d) acompanhar, através de instrumentos de avaliação 
psicopedagógica, o ajustamento de alunos e 
professores/instrutores; 
e) aplicar técnicas de atendimento psicológicopelo cálculo da média aritmética 
dos graus obtidos em cada exercício, mas através de uma apreciação do instrutor 
quanto à média do desempenho do aluno na realização dos exercícios de maior grau 
de dificuldade na missão. 
A atribuição de um grau 1 (vôo perigoso) ou 2 (vôo deficiente) em 
qualquer exercício da missão determina um grau final na missão correspondente ao 
mais baixo grau atribuído, devendo ser detalhadamente comentado com o aluno. 
15 Dez 90 
 150 
Será aprovado na missão o aluno que obtiver grau final 3 (três) ou 
superior: 
Será reprovado na missão o aluno que obtiver grau 1 (um) ou 2 (dois) em 
qualquer exercício da missão. 
11.3. CERTIFICADO DE CONCLUSÃO DA PARTE TEÓRICA DO CURSO 
Ao aluno aprovado na parte teórica do Curso de Piloto Comercial-Avião, 
segundo os critérios estabelecidos neste manual, sem prejuízo das demais normas 
baixadas pela unidade de instrução, é concedido o Certificado de conclusão da parte 
teórica do curso, conforme modelo do Anexo 15, assinado pelo diretor e pelo aluno. 
11.4. EXAME PRÁTICO DE VÔO 
O exame de vôo para obtenção da licença de Piloto Comercial-Avião é 
feito segundo os critérios estabelecidos pelo Departamento de Aviação Civil. No Anexo 
17 deste manual, é apresentado o modelo da ficha de avaliação de piloto adotada pela 
Divisão de Habilitação do DAC. Cabe ao instrutor de vôo indicar o aluno para o cheque. 
Os candidatos pode realizar exames simulados de vôo, antes o aluno 
realizar o cheque, valendo-se de instrutores diferentes dos que lhe ministram o 
treinamento, mas com o mesmo tipo de avião utilizado na instrução. Para a avaliação, 
pode ser usada como base a ficha do Anexo 17. 
A entidade pode realizar exames simulados de vôo, antes do aluno 
realizar o cheque, valendo-se de instrutores diferentes dos que ministram o 
treinamento, mas com o mesmo tipo de avião utilizado na instrução. Para a avaliação, 
pode ser usada como base a ficha do Anexo 17. 
A seguir, são apresentadas as exigências do DAC para a realização do 
exame prático de vôo, tendo em vista a obtenção da licença de Piloto Comercial – 
Avião e a habilitação de IFR, com a finalidade de orientar os candidatos, instrutores e 
examinadores. 
São apresentados os procedimentos e manobras relevantes que serão 
exigidos durante o exame. 
O cheque envolve três fases: 
a) Conhecimentos técnicos e operacionais 
b) Técnicas básicas de pilotagem 
c) Navegação 
CONSIDERAÇÕES GERAIS 
a) O não atendimento de qualquer item das três fases importa na 
reprovação do candidato. 
b) O item da fase no qual foi constatada falha do candidato deve 
ser avaliado em novo vôo, a fim de que os requisitos mínimos de 
proficiência sejam novamente verificados. 
15 Dez 90 
 151 
c) O vôo de cheque pode ser interrompido a qualquer momento, 
caso o examinador constate que o candidato não apresenta os 
índices de proficiências necessários ao atendimento de uma 
fase. 
d) O examinador avalia a proficiência do candidato com base em 
seu julgamento, conhecimentos técnicos, suavidade e precisão 
na execução das manobras solicitadas. 
e) O candidato deve demonstrar, durante a execução das 
manobras, que possui o controle efetivo do avião, não deixando 
dúvidas quanto à sua capacidade de manobrá-lo com a 
segurança. 
f) A forma pela qual o candidato executa as manobras solicitadas, 
a habilidade em detectar erros e executar as correções 
apropriadas, o senso de segurança e a atitude em vôo devem 
ser levados na mais alta consideração, de forma a permitir uma 
imagem de conjunto que atenda aos padrões técnicos exigidos. 
g) Os padrões de proficiência estabelecidos objetivam fornecer ao 
examinador e ao candidato os requisitos a serem atendidos para 
que o vôo seja considerado satisfatório. 
h) A execução de manobras dentro da técnica e dos níveis de 
proficiência estabelecidos indicarão que o candidato atende às 
condições necessárias à obtenção da licença de Piloto 
Comercial-Avião. 
i) A não observância das normas determina a reprovação do 
candidato. 
EXECUÇÃO DO CHEQUE PARA OBTENÇÃO DA LICENÇA DE PC-
AVIÃO 
Fase 1 – Conhecimentos Técnicos e Operacionais 
a) Documentos da aeronave, inclusive os registros da 
aeronavegabilidade – O candidato deve apresentá-los ao 
examinador, dando as devidas explicações sobre os 
documentos obrigatórios que acompanham a aeronave; com 
relação aos registros da aeronavegabilidade, deve demonstrar 
conhecer os registros de motor, célula, hélice etc, explicando as 
discrepâncias encontradas em inspeções, se for o caso. 
b) Performance e operação – O candidato deve demonstrar: 
 Conhecimento prático da performance do avião e dos 
procedimentos operacionais aprovados, incluindo a 
operação dos sistemas de combustível, hidráulico, elétrico e 
outros; 
15 Dez 90 
 152 
 Capacidade de utilizar os manuais técnicos do avião; 
 Conhecimentos relativos à performance do avião em 
operação com peso máximo de decolagem sob os efeitos 
adversos motivados por temperatura elevada e altitude do 
local de decolagem, e como esses e outros fatores – como 
gradiente da pista, natureza de sua superfície (grama, areia, 
lama), direção e intensidade do vento – podem afetar a 
distância requerida para a decolagem. 
Devem ser discutidos os fatores mencionados e seus efeitos 
cumulativos em conseqüência da combinação de dois ou mais, 
devendo o candidato evidenciar compreensão e indicar a 
solução adequada. 
O candidato deve demonstrar estar totalmente familiarizado com 
os gráficos referentes à operação da aeronave nas várias 
altitudes e com os respectivos ajustes de potência. 
Deve conhecer as velocidades para melhor performance da 
aeronave, relativas às diversas fases do vôo. 
Deve ser enfatizada a importância de um controle apropriado da 
velocidade. 
c) Carregamento da aeronave (incluindo combustível e lubrificante) 
– O candidato deve demonstrar conhecimentos relativos a 
carregamento, distribuição de carga, balanceamento e peso 
máximo de operação, fazendo o cômputo desses valores: deve 
também informar as quantidades de combustível e de óleos 
lubrificantes, se é permitido voar com essas quantidades e, caso 
afirmativo, por quanto tempo. 
d) Verificação pré-voo – Deve ser executada pelo candidato 
através de um procedimento ordenado, preferencialmente 
seguindo a lista de cheques fornecida pelo fabricante. O aluno 
deve conhecer o significado e a importância de cada item que 
implique condição de indisponibilidade para o vôo, 
demonstrando, inclusive, conhecimento das providências a 
serem tomadas pelo piloto com vista à correção de qualquer 
discrepância observada. 
e) Comunicação rádio – O candidato deve demonstrar ter 
condições de manter comunicação bilateral com o órgão 
controlador do tráfego; caso a aeronave não possua o 
equipamento rádio ou o aeródromo seja desprovido de órgão 
controlador, o procedimento deve ser simulado. 
Proficiência aceitável: as comunicações devem ser realizadas 
com desembaraço, empregando a fraseologia padrão. 
15 Dez 90 
 153 
Fase 2 – Técnicas Básicas de Pilotagem 
a) Partida e aquecimento – O candidato deve dar partida no motor, 
proceder ao aquecimento e efetuar as devidas verificações, 
artes da decolagem; 
Proficiência aceitável: as operações devem ser executadas 
completa e corretamente, de acordo com a lista de cheques 
utilizada, devendo ser tomadas as necessárias precauções de 
segurança para evitar perigo para pessoas e coisas, bem como 
eventuais danos à aeronave. 
b) Rolagem – O candidato deve executar a rolagem de acordo com 
o tipo de aeronave utilizado. 
Proficiência aceitável – o candidato deve efetuar a rolagem 
zelando para que sejam evitadas obstruções e possíveis danos 
a pessoas e à aeronave, mantendo-se numa velocidade 
compatível com a segurança do tráfego. 
c) Procedimento antes do vôo (cheque de cabeceira) – O candidato 
deve, usando a lista de verificação, proceder ao cheque de 
funcionamento de motor, magnetos, sistemas diversos e 
comandos. 
Proficiência aceitável: ocandidato deve demonstrar estar 
familiarizado com os procedimentos anteriores à decolagem 
cuidando para que não sejam causados danos a pessoas e 
propriedades alheias, bem como ao motor ou à hélice. 
d) Decolagem e pousos (normais e com vento cruzado) – O 
candidato deve executar, pelo menos, três pousos e decolagens, 
usando os procedimentos de tráfego do aeródromo utilizado. Ele 
pode realizar aproximações partindo da perna do vento, usando 
potência parcial do começo da aproximação até onde tiver 
certeza de alcançar o ponto que deseja tocar no solo. Deve ser 
demonstrada, pelo menos, uma aproximação com motor e pouso 
curto. Devem ser exigidos pousos com e sem flape e, pelo 
menos, uma arremetida em vôo, em configuração de flape 
totalmente embaixo, desde que não haja proibições pelas 
limitações de operação do avião. Em aviões equipados com 
bequilha na cauda, o candidato deve executar, pelo menos, um 
pouso de pista de maneira adequada às condições do vento 
forte e rajada. 
Em aviões triciclos, o candidato deve executar, pelo menos, um 
pouso com a aeronave na situação de pré-estol, adequada a 
pistas acidentadas. Deve estar em condições de demonstrar, 
pelos menos, uma decolagem e um pouso com vento cruzado. 
15 Dez 90 
 154 
Nenhum complemento deve ser exigido se, durante as 
demonstrações de pouso e decolagem, houver um vento 
cruzado tal que necessite correções de direção, antes do pouso 
e após a decolagem. 
O candidato deve corrigir o vento nas aproximações e subidas, 
efetuar pousos e decolagens sem que a aeronave seja 
submetida a cargas indevidas e manter corretamente o controle 
direcional, durante as corridas de decolagem e pouso. 
Deve efetuar o tráfego padrão estabelecido, manter a reta nos 
segmentos da pista, quando estiver decolando ou pousando, 
manter as altitudes de tráfego e as velocidades de subida e 
planeio recomendadas. O toque no solo deve ser numa parte 
determinada da pista, em altitude e velocidade normais de 
pouso. 
Proficiência aceitável: o desempenho deve ser compatível com o 
grau de experiência normalmente esperado para um piloto 
comercial. As variações de altitude e velocidade, durante o 
tráfego, o pouso e a decolagem, poderão ser de, 
aproximadamente, 50 pés e 3mph. O toque no solo deve ocorrer 
até, no máximo, 150 pés além do ponto determinado pelo 
examinador. 
e) Operações com velocidade normal e velocidade de controle – 
Em vôo, devem ser realizadas manobras básicas normais, em 
velocidades apropriadas ao avião. As manobras incluem vôo 
mantendo a reta e a altura, curvas de 10 e 30º de inclinação 
subindo, planadas e niveladas, e subidas em melhor ângulo ou 
melhor razão. As manobras podem ser combinadas com outras, 
se necessário. 
Serão exigidos do candidato vôos na reta e curvas, com e sem 
motor, a uma velocidade tal que qualquer redução de velocidade 
ou qualquer pressão para trás nos comandos possa produzir 
indicações físicas de estol. Deve voar em velocidades mínimas 
de controle, nas configurações de cruzeiro e pouso, nos aviões 
equipados com flape e trem escamotável e com o aviso de estol 
inoperante. 
Proficiência aceitável: o candidato deve ser capaz de executar 
as manobras, em cujo desempenho deverão ser observadas as 
seguintes tolerâncias: 
Vôo em reta e nivelado 
 Altitude: ± 50 pés 
 Proa: ± 5º 
15 Dez 90 
 155 
Curvas de média inclinação, subindo e planadas 
 Altitude: ± 3mph 
 Inclinação: ± 5º 
Curvas de média inclinação, em vôo nivelado 
 Altitude: ± 50 pés 
 Velocidade: ± 3mph 
 Inclinação: ± 5º 
f) Estóis e recuperação de estóis – São exigidos estóis e 
recuperação de estóis na reta, em curvas subindo e planadas e 
nas três fases de vôo nas quais os estóis se apresentam em 
situação mais crítica: decolagem, aproximação e manobras em 
aceleração a velocidades reduzidas. 
Em hipótese alguma, os estóis e o treinamento de estóis podem 
ser feitos abaixo de 600m de altura. 
Os estóis em decolagem devem ser simulados em curvas 
subindo, com 10 a 30º de inclinação, em configuração de 
decolagem. A subida deve ser iniciada com velocidade 
aproximada de decolagem e potência de subida recomendada, 
aumentando-se gradativamente o ângulo de ataque e mantendo-
se constante a inclinação, até que o estol ocorra. 
Em aproximação para pouso, os estóis devem ser simulados em 
curvas planejadas com 10 a 30º de inclinação, iniciando-se com 
velocidade de aproximação, motor reduzido e o avião em 
configuração de pouso. 
Com a curva contínua, durante o planeio, o ângulo de ataque é 
gradativamente aumentado até que o estol ocorra. 
Os estóis nas manobras em aceleração, devem ser executados 
em curvas planadas de 20 a 30º de inclinação, em configuração 
de aproximação e cruzeiro. Em planeio, devem ser executados 
com o motor reduzido, exceto em aviões sem suficiente efeito de 
profundor no sentido de cabragem para produzir um estol numa 
curva planada; neste caso, somente deverá ser usada a 
potência necessária para produzir aquele efeito. O ângulo de 
ataque deve ser suavemente aumentado, até que o estol ocorra, 
ligeiramente acima da velocidade de estol desacelerado (5 a 
10mph). 
O termo aceleração aplicado ao estol nada tem a ver com a qual 
o estol é produzido, definindo o estol que ocorre a velocidades 
mais altas do que a de estol normal, porque o ângulo de ataque 
é aumentado por um fator de peso adicional, ou aceleração, 
15 Dez 90 
 156 
resultante de uma curva com maior inclinação ou uma cabragem 
brusca. 
Os estóis em aceleração não devem ser executados a 
velocidade maiores que 10mph acima da de estol desacelerado, 
devido aos altos esforços impostos às superfícies das asas e 
cauda., particularmente em ar agitado. Exemplo: um avião com 
uma velocidade de estol normal (fator de peso de 1G) de 50mph 
não deve ser forçado a um estol com velocidade superior a 
60mph. 
As recuperações de estol devem ser concluídas para vôo na reta 
com as asas niveladas pelo uso coordenado do aileron, do leme 
de direção, do profundor e da manete, o necessário para efetuar 
a recuperação com a perda mínima de altitude e de acordo com 
a pronta recuperação efetiva do controle. 
As recuperações de estol devem ser executadas com ou sem 
uso do motor: imediatamente após a identificação do estol ou 
após um sinal do examinador, que estar voando o avião e 
permitirá que se completem estóis em várias configurações, 
devendo a recuperação ser feita pelo candidato. 
Esta manobra é eficiente do ponto de vista do examinador e 
permite uma avaliação real da técnica de recuperação do 
candidato, quando se deixa o estol ocorrer lentamente, variando 
a atitude somente o necessário para conseguir o resultado 
desejado. Durante a manobra e até o examinador dar o sinal 
para a recuperação, o candidato deve ficar com a cabeça baixa 
e os olhos fechados ou com a atenção voltada para fora do 
avião, a fim de que o examinador determine sua capacidade de 
recuperar um estol acidental, iniciado enquanto sua atenção é 
desviada. 
Proficiência aceitável: o candidato deve demonstrar técnica 
apropriada para recuperação do estol, observando-se as 
seguintes tolerâncias: 
 Identificação do estol – deve ser sentido de imediato, sem 
auxílio do sistema de aviso; 
 Controle de velocidade – não exercer a velocidade normal de 
cruzeiro, em qualquer situação; 
 Perda de altitude – perda mínima, em conformidade com a 
pronta recuperação efetiva de controle, não excedendo 200 
pés, quando a recuperação for com motor. 
g) Curvas de 720º com potência e curvas em torno de um ponto – 
Devem ser executadas curvas de 720º com potência (para 
ambos os lados), com inclinação de aproximadamente 45º. O 
candidato deve também executar duas curvas de 720º para cada 
15 Dez 90 
 157 
lado, com raio uniforme, em torno de um ponto ou de pequena 
área no solo, não ultrapassando a inclinação de 45º durante a 
curva. A altitude deve ser tal que proporcione uma visão livre do 
ponto a ser circulado, não podendo, porém, ocorrer abaixo de 
500 pésdo obstáculo mais alto. O examinador pode fazer 
perguntas sobre objetos à vista para desviar a atenção do 
candidato durante a manobra. 
Proficiência aceitável: o desempenho do candidato é avaliado 
tendo-se por base a coordenação e a suavidade, a correção do 
vento, o controle de velocidade e altitude, o raio de curva e a 
orientação. 
Qualquer variação significativa na altitude é motivo para o 
candidato tomar medida corretiva. 
A velocidade deve ser mantida bem acima da de estol. 
O candidato é considerado inapto se permitir condição perigosa 
de comandos cruzados ou velocidade abaixo da recomendada. 
O candidato deve demonstrar sua capacidade de pilotagem 
dentro das seguintes tolerâncias: 
 Altitude: no mínimo, 500 pés acima do solo ou das 
edificações 
 Variação de altitude: ± 50 pés, durante a manobra. 
 Velocidade: a mais próxima possível da velocidade de 
cruzeiro 
h) Pousos de pista e na configuração de pré-estol – Devem ser 
executados pousos de pistas, em aviões de bequilha na cauda, 
e pousos com a aeronave na condição de pré-estol, em aviões 
triciclos. Entretanto, esses pousos devem ser combinados com 
os itens i e j, ambos, efetuados com aproximações em 
velocidades apropriadas. Para os pousos de pista, o toque inicial 
deve ser feito com o trem principal, mantendo-se ou reduzindo-
se o ângulo de ataque, para um contato firme com a pista. Os 
pousos na condição de pré-estol, em aviões triciclos, devem ser 
feitos de maneira semelhante aos pousos três pontos em aviões 
de cauda baixa, mantendo-se a roda do nariz no ar o maior 
tempo possível. 
Proficiência aceitável: o desempenho do candidato é avaliado 
tendo-se por base a manutenção da reta no planeio, o controle 
de velocidade, a suavidade e o controle durante toda a manobra. 
i) Decolagem e pouso curtos – Os procedimentos de decolagem 
curta devem ser efetuados a partir do início da parte disponível 
da pista, atingindo-se e mantendo-se, tão logo quanto possível, 
15 Dez 90 
 158 
o melhor ângulo ou razão de subida, a velocidade e a altitude 
recomendadas. A potência de aproximação para um pouso curto 
deve ser a de uma aproximação normal padrão, a uma 
velocidade ligeiramente abaixo da velocidade de planeio normal. 
A velocidade deve ser constante e, no máximo, igual a 1, 3 
vezes a velocidade de estol sem motor e a descida controlada 
com a manete. O toque no solo deve ser feito com um mínimo 
de flutuação. 
Proficiência aceitável: o candidato deve demonstrar sua 
capacidade de pilotagem dentro das seguintes tolerâncias: 
 Decolagem: ± 5mph em relação à velocidade recomendada 
para o melhor ângulo ou razão de subida. 
 Aproximação: ± 5mph em relação à velocidade de 
aproximação. 
 Corrida de decolagem: sempre sob controle, utilizando da 
melhor maneira a faixa de pista disponível 
j) Decolagem e pouso em pista de piso mole – A corrida de 
decolagem deve ser feita com um ângulo de ataque 
relativamente alto, para avaliar o mais possível o peso das rodas 
principais. A roda do nariz ou a da cauda deve ser levantada e 
mantida no ar o mais cedo possível. O avião deve flutuar com a 
velocidade mínima (aproximadamente a velocidade de estol sem 
motor) e o ângulo de ataque deve, então, ser suavemente 
reduzido, para atingir a velocidade de melhor ângulo de subida, 
assim que ficar alguns pés acima da superfície. 
Os pousos em pista com piso mole devem ser realizados com o 
avião tocando o solo a uma velocidade tão baixa quanto possível 
e mantendo-se a cauda baixa o mais cedo possível na corrida. 
Os flapes devem ser usados de acordo com as recomendações 
do manual de vôo do avião, nos pousos e decolagens, tanto em 
campo curto, com em pista com piso mole. 
Proficiência aceitável: o candidato deve observar as seguintes 
tolerâncias: 
Velocidade de saída do solo: não deve exceder a velocidade de 
estol. 
Velocidade de subida: ± 5 mph em relação à velocidade de 
melhor razão de subida recomendada. 
k) Glissadas e glissadas em pousos – O candidato deve executar 
glissadas controladas para ambos os lados, em altitude e 
durante e aproximação para o pouso, caso seja usado avião 
15 Dez 90 
 159 
com três comandos. A glissada durante a aproximação pode ser 
demonstrada em qualquer dos pousos previstos para o exame. 
Proficiência aceitável: as glissadas devem iniciar e terminar 
suavemente, sendo controladas durante todo o tempo, devendo 
preferir-se as glissadas com velocidades iguais às de planeio; as 
recuperações devem ser concluídas numa altitude de 
segurança. 
l) Subida da máxima performance – O candidato deve demonstrar 
habilidade para obter a máxima subida em relação à potência 
disponível, baseando o julgamento não somente em função da 
razão de subida, mas também no maior ângulo de subida, sem 
estolar. 
Proficiência aceitável: o candidato deve, pelo menos uma vez, 
demonstrar que observou qualquer redução de potência ou de 
velocidade mantendo uma variação máxima de proa de ± 10º . 
Não deve glissar ou derrapar e a recuperação deve ser suave e 
contínua, sem tendência a afundar. 
m) Emergências do equipamento – As demonstrações deste item 
devem estar de acordo com o tipo de avião e os equipamentos 
especiais instalados. Em cada caso, o candidato deve 
demonstrar a operação ou o conhecimento das emergências de 
todo o equipamento disponível. As operações devem ser 
efetuadas da forma mais realística possível, isto é, através da 
operação do próprio sistema. Exemplo: operação de emergência 
de flape e trem, sempre que possível, e simuladas nos demais 
casos (Exemplo: operação de sistema contra incêndio). 
Fase 3 – Navegação 
a) Planejamento do vôo de navegação – Antes da decolagem para 
o vôo de exame, o candidato deve ser solicitado a planejar uma 
viagem real, com duas horas de duração, podendo incluir uma 
escala intermediária para reabastecimento. 
O planejamento deve incluir informações sobre o tempo, 
plotagem da rota na carta aeronáutica, determinação de pontos 
e distâncias para controle, tempos estimados de vôo, proas e 
combustíveis necessários. 
O candidato deve consultar o ROTAER, NOTAM e METAR para 
informações. É obrigatório o uso do computador ou do diagrama 
para plotagem do vento e das proas. 
b) Vôo de navegação – Quando solicitado pelo examinador, o 
candidato deve exibir o planejamento da navegação feito antes 
da decolagem. O rumo traçado deve ser seguido até que o 
candidato estabeleça a proa exigida para permanecer na rota e 
15 Dez 90 
 160 
possa fazer uma estimativa razoável da velocidade no solo. 
Nesta situação, o examinador pode solicitar o rumo para uma 
alternativa escolhida por ele ou pedir ao candidato para 
selecionar uma alternativa adequada. A duração da navegação 
deve ser tal que permita ao examinador determinar a habilidade 
do candidato nesta fase. 
Proficiência aceitável: o vôo de navegação deve ser avaliado 
com base na habilidade do candidato em seguir a rota desejada, 
identificar corretamente os pontos de controle, manter a proa e a 
altitude e confirmar as estimativas sobre os fixos. Neste vôo de 
navegação, deve ser incluído um pouso em aeródromo estranho. 
O candidato deve estabelecer a proa necessária para manter 
seu rumo dentro de um limite de ± 10 º e, consequentemente, 
manter sua rota plotada dentro do limite de uma milha. O limite 
para variação da altitude é de ± 100 pés. Usando os tempos até 
os fixos, ele deve calcular o tempo estimado de chegada (ETA) 
no local do primeiro pouso, com um erro máximo de 5 minutos. 
Sua aproximação para um aeródromo estranho deve estar de 
acordo com o tráfego padrão conhecido, com os indicadores 
direcionais de tráfego ou com as instruções do órgão 
controlador, quando existir. 
c) Emergência de vôo em rota – Durante uma parte do vôo em 
rota, o examinador deve simular ou pedir ao candidato que 
simule várias emergências, como superaquecimento do motor, 
falha parcial do motor, desorientação, mau tempo e perda de 
referência visual. Deve ser solicitada, pelo menos, uma 
emergênciasimulada de falha do motor ou iminência de término 
do combustível, exigindo-se um pouso imediato. 
Proficiência aceitável – o candidato deve executar os 
procedimentos apropriados para emergência, quando possível, 
ou simular tais procedimentos quando a execução não for 
possível ou não oferecer segurança. O desempenho é avaliado 
tendo-se por base o desembaraço, a técnica usada pelo 
candidato e a conveniência das ações de emergência 
demonstradas. Ao desviar para uma alternativa, deve 
estabelecer o rumo e o tempo, dando o novo ETA. A avaliação é 
feita de acordo com sua habilidade no uso correto do 
equipamento, na escolha de local adequado para pouso, na 
excução de um bom padrão de aproximação e na manutenção 
de velocidade-padrão. 
O vôo de navegação deve ser executado durante o período de 
instrução do aluno, cabendo ao instrutor sua avaliação. Todavia 
ao checador do DAC cabe a verificação de um planejamento 
teórico. 
15 Dez 90 
 161 
EXECUÇÃO DO CHEQUE PARA OBTENÇÃO DA HABILITAÇÃO IFR 
a) Antes do Vôo 
 Planejamento de Vôo – Com o objetivo de verificar se o 
candidato tem condições de desenvolver um planejamento 
funcional para um vôo por instrumentos, ele deve preparar 
um planejamento de vôo por instrumentos de pelo menos 
duas horas em vôo de cruzeiro entre dois locais, envolvendo 
pelo menos duas aerovias. O planejamento deve envolver a 
procura das informações atmosféricas disponíveis (boletins, 
previsões sinóticas etc), a seleção e a confirmação dos 
auxílios à navegação a serem utilizados e o fornecimento 
das cartas de subida, de rota e de aproximação adequadas. 
Devem ser formuladas perguntas relativas a planejamento, 
uso e interpretação da documentação utilizada, mais com a 
intenção de avaliar a preparação prática para uma condição 
real de vôo do que para testá-lo sobre o assunto. 
Proficiência aceitável: o candidato deve revelar adequação, 
precisão e eficiência do planejamento feito. O tempo máximo 
despendido no preparo do planejamento não deve 
ultrapassar 30 minutos. 
 Preparo e preenchimento de um plano de vôo – Com o 
objetivo de verificar se o candidato tem condições de 
preparar, ordenar, receber e modificar, em vôo, um plano de 
vôo seguindo as regras de voo por instrumento, ele deve 
preparar um plano de vôo. Deve receber e cotejar a 
autorização de partida por instrumentos, bem como solicitar 
e receber modificações do plano, em vôo. Esse 
procedimento pode ser simulado pelo examinador. 
Proficiência aceitável – o candidato deve revelar precisão na 
elaboração do plano de vôo, eficiência e efetividade dos 
procedimentos de comunicação usados para o 
preenchimento. 
 Performance, alcance e autonomia da aeronave – Para 
verificar se o candidato tem condições de obter dados de 
performance, alcance e autonomia da aeronave utilizada e 
de aplicá-los efetivamente no plano de vôo por instrumentos, 
ele deve demonstrar conhecimento prático sobre 
performance, alcance e consumo de combustível da 
aeronave usada no vôo de cheque e/ou ser capaz de obter 
tais informações através dos manuais da aeronave. O 
planejamento de vôo deve ser baseado nessas informações. 
15 Dez 90 
 162 
Proficiência aceitável: o candidato deve revelar capacidade 
de fornecer os dados prontamente e aplicá-los efetivamente 
no planejamento do vôo. 
 Instrumentos e equipamentos requeridos e sua adequada 
utilização – Para verificar se o candidato conhece e 
compreende o uso adequado dos instrumentos e 
equipamentos exigidos para a realização de um vôo por 
instrumentos, ele deve ser capaz de explicar o uso dos 
instrumentos, equipamentos e qualquer sistema instalado na 
aeronave utilizada, incluindo operação, mostradores, 
indicações de mau funcionamento e limitações de suas 
unidades. Embora o candidato possa ser solicitado a 
executar a navegação e a aproximação por apenas um 
sistema, ele deve ser capaz de usar todos os demais 
equipamentos de bordo para suplementar o sistema primário 
utilizado. Este item deve incluir o cheque dos instrumentos 
de vôo durante o táxi, bem como o desempenho do receptor 
de VOR, quanto a precisão. 
Proficiência aceitável: o candidato deve evidenciar 
conhecimento sobre: instrumentos e equipamentos que 
devem ser instalados para uma operação IFR; uso desses 
instrumentos e equipamentos; conhecimento prático das 
limitações dos instrumentos; calibragem e defeitos mais 
comuns. O candidato será desqualificado se demonstrar 
falha na seleção e no cheque dos equipamentos e 
instrumentos, antes da decolagem, ou se falhar na 
verificação da precisão de um receptor de VOR. 
 Verificação do equipamento – Com o objetivo de constatar 
se o candidato tem conhecimentos práticos sobre a 
aeronave, sua operação e limitações, a verificação do 
equipamento deve ser feita antes da decolagem, limitando-
se aos aspectos operacionais. 
Proficiência aceitável – o candidato deve demonstrar ter 
conhecimento dos aspectos operacionais referentes às 
aeronaves. 
 Inspeção pré-voo - Para verificar se o candidato tem 
conhecimentos sobre a aeronave que lhe permitam decidir 
se a mesma está pronta para o vôo, deve ser solicitado a 
executar a inspeção visual em conformidade com a lista de 
verificações referente ao equipamento, localizando os itens e 
explicando o motivo de examiná-los. 
Proficiência aceitável – o candidato deve executar a 
inspeção e explicar satisfatoriamente a finalidade 
operacional de cada item, quando solicitado. 
15 Dez 90 
 163 
 Rolagem – Para verificar se o candidato tem habilidade para 
manobrar a aeronave no solo com segurança, o 
procedimento de rolagem deve ser realizado de acordo com 
as instruções emitidas pelo órgão de tráfego aéreo. 
Proficiência aceitável: o candidato deve revelar atenção e 
segurança com relação às pessoas e outras aeronaves 
presentes no estacionamento e nas pistas de rolagem e ao 
uso dos freios e controles de direção (bequilha ou roda do 
nariz, dependendo da aeronave). 
 Cheques de motores (quando aplicável) – O objetivo deste 
item é verificar se o candidato sabe fazer os cheques 
necessários para assegurar a aeronave está pronta para 
decolar. Os cheques dependem do tipo da aeronave. 
Proficiência aceitável: a avaliação deve ser feita com base 
na maneira como o candidato realiza os cheques e em seu 
conhecimento sobre os limites mínimos do rendimento dos 
motores da aeronave. 
b) Durante o vôo 
Em um vôo de cheque, deve ser exigida uma decolagem em 
condição simulada por instrumentos a partir da altura de 100 
pés. 
 Vôo na reta e nivelado usando apenas o indicador de curva 
e inclinação e o velocímetro – O candidato deve revelar 
perícia em manter o vôo nivelado em condições de vôo por 
instrumentos, tanto em operação normal, como em falha dos 
indicadores de proa (giro) e de altitude (horizonte artificial). 
O vôo na reta e nivelado pode ser demonstrado 
separadamente ou avaliado durante outras manobras e 
procedimentos, em configuração de cruzeiro ou de 
aproximação. 
Proficiência aceitável: o candidato deve demonstrar perícia 
em manter proa e altitude determinadas nos limites de 10º e 
100 pés. Devem ser levadas em consideração a suavidade, 
a precisão e a coordenação demonstradas, relacionando-as 
à estabilidade da aeronave e à turbulência encontrada. 
 Curvas, subidas e descidas utilizando somente o indicador 
de curva e inclinação e o velocímetro – Para verificar se o 
candidato está apto a efetuar curvas, subidas e descidas 
com proficiência, tanto em condição normal, como em 
emergência, ele deve executar curvas cronometradas de 
180 e 360º, em vôo nivelado, variando a razão de subida e 
de descida, valendo-se do velocímetro e do indicador de 
15 Dez 90 
 164 
curvas e inclinação. A demonstração pode ser feita à parte 
ou no decorrer do vôo, combinada com outras manobras. 
Proficiência aceitável – o candidato deve evidenciar 
precisão, suavidade e coordenação durante a manobra, de 
acordo com os seguintes parâmetros: 
 Subindo para uma altitude predeterminada em 10segundos do tempo estimado para atingir: 
(1) Variação na proa de saída da curva limitada até 20º 
para cada 360º de curva; 
(2) Variação de velocidade de até 10 nós para a 
velocidade designada. 
O candidato será reprovado se revelar qualquer 
desorientação ou perda dos controles de vôo. 
c) Perdas e operação em velocidade de aproximação – Para 
verificar a perícia do candidato em reconhecer e fazer a 
recuperação de uma perda, bem como em operar o avião com 
segurança na velocidade de aproximação valendo-se apenas da 
referência dos instrumentos de vôo, ele deve executar perdas 
partindo de situações de subida ou descida em configurações de 
aproximação ou limpa. A recuperação deve ser feita na reta, 
com uso coordenado dos controles e com um mínimo de perda 
de altitude compatível com a segurança. Devem ser executados 
vôos na reta e em curva subindo e descendo, bem como vôo 
nivelado em configurações de aproximação e pouso, 
observando-se as velocidades e limitações do avião utilizado. A 
transição do vôo de cruzeiro para aproximação deve ser suave. 
Proficiência aceitável: o candidato deve revelar o pronto 
reconhecimento da concorrência da perda em condições de vôo 
por instrumentos e a conseqüente ação corretiva. A operação 
com velocidade de aproximação deve ser precisa e suave e a 
transição da velocidade de cruzeiro para a aproximação deve 
ser realizada prontamente, sem excessivas variações de proa e 
altitude. Devem ser observados os seguintes limites: 
 Proa na recuperação de perda – até 20º de proa inicial; 
 Altitude durante o vôo nivelado – até 100 pés; 
 Velocidade na operação com velocidade de aproximação – 
até 10 nós da velocidade determinada; 
 Altitude e proa durante a transição de cruzeiro para 
aproximação – até 100 pés e 10º da altitude de cruzeiro e da 
proa escolhida. 
d) Recuperação de posições anormais somente com a utilização 
dos indicadores de curva e inclinação e de velocidade – Para 
15 Dez 90 
 165 
verificar se o candidato pode, de forma pronta e suave, 
recuperar a condição normal de vôo partindo de posições 
anormais, quando em emergência, o examinador colocará o 
avião em condições anormais de atitude e compensação dos 
comandos de vôo, as quais são o resultado típico de 
desorientação espacial, turbulência e lapso de atenção dos 
instrumentos, solicitando ao candidato que assuma os controles 
e faça o avião retornar para a altitude normal de vôo, valendo-se 
tão somente do velocímetro de ponteiro e da bola do indicador 
de curvas e inclinação. O candidato deve retomar à condição de 
vôo normal utilizando os ajustes corretos de potência e 
compensação. 
Proficiência aceitável: o candidato deve evidenciar presteza, 
suavidade e precisão. Todas as manobras devem ser realizadas 
respeitando-se os limites operacionais da aeronave empregada. 
Qualquer perda de controle que implique a necessidade de 
intervenção do examinador reprovará o candidato. 
e) Procedimentos para perda de motor, quando se tratar de vôo de 
cheque realizado em aeronave multimotora – Com o objetivo de 
determinar se o candidato pode controlar a aeronave com 
segurança, em condições de vôo por instrumentos, na eventual 
ocorrência de falha do grupo motopropulsor, ele deve ser levado 
a “trimar” a aeronave e operá-la após a redução de um dos 
motores, para simular a condição de pane, ou voar com o motor 
realmente embandeirado, se as condições de altitude permitirem 
e desde que o exercício tenha sido previamente acertado entre o 
candidato e o examinador. O embandeiramento de uma hélice 
para fins de vôo de cheque somente se fará sob condições de 
altitude e posição da aeronave que permitam pouso com 
segurança, caso ocorra qualquer dificuldade no 
desembandeiramento. 
Proficiência aceitável: o candidato deve evidenciar presteza, 
suavidade e precisão de ação. A proa deve ser mantida com 
limite máximo de 20º da designada e altitude até 100 pés da 
estabelecida durante a operação. Qualquer perda de controle 
que implique a necessidade de intervenção do examinador ou 
qualquer tentativa que contrarie as limitações contidas no 
manual de operações da aeronave reprovará o candidato. Caso 
a aeronave, nas condições existentes, seja incapaz de manter 
altitude com a perda do grupo motopropulsor, o candidato 
deverá realizar o vôo de tal forma que a velocidade se situe em 
torno de 5 nós da de melhor razão de subida monomotor. 
f) Radio navegação utilizando VOR e ADF – Para verificar se o 
candidato está em condições de usar os auxílios rádio para uma 
navegação segura em um vôo por instrumentos, ele deve 
15 Dez 90 
 166 
demonstrar o uso dos auxílios da radio navegação, usando pelo 
menos duas facilidades diferentes. Será aceito o uso de VOR, 
VORTAC, DME e auxílios de navegação. O candidato deve ser 
solicitado também a se orientar usando essas facilidades. Caso 
utilize o VOR, o VORTAC ou a baixa freqüência, ele deve 
determinar sua posição por cruzamentos de radiais associadas a 
distâncias DME ou uma computação de tempo e distância 
baseada na variação de marcações relativas. 
Proficiência aceitável – o candidato deve basear a execução do 
vôo na autorização recebida, devendo o examinador observar os 
procedimentos adotados. 
g) Comunicações-rádio – Para verificar se o candidato tem 
condições de realizar eficientemente as comunicações 
necessárias à execução do vôo, ele deve fazer todos os 
contatos relativos a uma operação normal IFR. 
Proficiência aceitável – o candidato deve empregar corretamente 
a fraseologia padrão, selecionar as freqüências apropriadas, 
evidenciando precisão, concisão e clareza nas transmissões, 
além de verificar a oportunidade das mesmas. 
h) Aproximação por instrumentos dentro do mínimos autorizados e 
procedimentos de espera – Com o objetivo de determinar se o 
candidato tem condições para, de maneira segura, realizar as 
aproximações por instrumentos que permitam o pouso da 
aeronave com segurança, em condições de vôo por 
instrumentos, segundo os mínimos autorizados, ele deve 
executar aproximações-padrão por instrumentos até a altitude 
mínima autorizada para o aeroporto envolvido e para o auxílio-
rádio utilizado. Procedimentos de espera e outras operações IFR 
associadas podem se solicitadas pelo examinador, se as 
condições de tráfego permitirem. Atenção especial deve ser 
dada à habilidade do candidato orientar-se por referências 
externas, executando uma aproximação visual suave e precisa, 
após o examinador avisá-lo de que o campo está à vista a 
remover a capota ou o visor. 
Proficiência aceitável: o candidato deve apresentar uma 
performance precisa de VOR/DME, NDB, ILS ou LOC para 
mínimos autorizados (ou simulados). A chegada na altitude 
mínima de descida (MAS) dentro da distância de visibilidade da 
pista ou dos limites do aeródromo para aproximação circular é 
considerada uma performance aceitável para VOR, VOR/DME e 
LOCA e aproximação pelo NDB. Atingir a altura de decisão (DH) 
em posição tal que permita concluir a aproximação prosseguindo 
diretamente para o pouso é considerada performance aceitável 
para a aproximação ILS. 
15 Dez 90 
 167 
Erros superiores a 100 pés abaixo da altitude prevista na fase 
inicial da aproximação, depressão total do ponteiro do “glide 
slope” após sua interceptação ou descida abaixo da DH ou MDA 
sem visão da pista, em conjunto ou isoladamente, reprovarão o 
candidato. 
Obs.: Deverá ser realizada, pelo menos, uma aproximação 
ADF, VOR ou ILS com falha simulada de motor. A 
simulação deve ser feita antes de o candidato iniciar a 
aproximação final e deve continuar até o pouso ou 
procedimento de arremetida no ar. 
i) Procedimento de arremetida – Para verificar se o candidato 
pode, de forma segura, executar uma arremetida no caso de não 
encontrar condições de teto e visibilidade que permitam realizar 
o pouso, ele deve executar, pelo menos uma vez durante o vôo, 
uma arremetida consoante os procedimentos previstos para o 
aeroporto envolvido. A arremetida se fará acompanhardas 
necessárias comunicações-rádio. 
Proficiência aceitável: o candidato deve ser avaliado com base 
na maneira precisa com que realiza as manobras, na 
oportunidade de decisão para executar a arremetida e na 
propriedade das comunicações-rádio. Qualquer descida 
continuada abaixo dos mínimos autorizados, MDA ou DH, antes 
de iniciar a arremetida, a menos que o examinador tenha 
anunciado campo à vista, reprovará o candidato. 
j) Emergências, inclusive devidas ao funcionamento inadequado 
do equipamento rádio – Para verificar se o candidato tem 
condições de, identificar quaisquer falhas ou mau funcionamento 
dos equipamentos e tomar as providências necessárias, o 
examinador deve criar condições de falha de funcionamento do 
equipamento rádio, instrumentos ou outros equipamentos, sem 
aviso prévio, durante o vôo de cheque. O candidato deve 
perceber e identificar a falha, executando a ação corretiva 
apropriada para a emergência simulada, inclusive as 
comunicações necessárias. Devem ser demonstradas ações 
corretivas de emergências, como utilização de sistemas, 
reativação de fusíveis ou modificação do auxílio-rádio utilizado. 
Proficiência aceitável: o candidato deve revelar presteza em 
reconhecer a falha ocorrida, analisando-a e executando a ação 
corretiva. A demora em perceber a falha, o funcionamento crítico 
de algum equipamento ou a inabilidade em executar reprovará o 
candidato. 
k) Observância das instruções e procedimentos relativos ao 
controle de tráfego – Para avaliar se o candidato tem condições 
de receber e compreender corretamente as instruções emitidas 
15 Dez 90 
 168 
pelos órgãos de tráfego, executando os procedimentos 
adequados, o examinador deve conduzir o vôo de cheque de 
acordo com a autorização de tráfego recebida. Todas as 
autorizações ou suas modificações devem ser cotejadas e 
seguidas com exatidão. As autorizações baseadas em 
radiofacilidades disponíveis a bordo devem ser recusadas. No 
caso de não serem praticáveis as instruções recebidas do órgão 
de tráfego, o examinador poderá criar condições simuladas. 
Proficiência aceitável: a avaliação do candidato deve ser feita 
com base na forma precisa de executar os procedimentos 
estipulados nas instruções, na compreensão das instruções 
recebidas através das comunicações rádio e em sua 
familiarização com o vôo por instrumentos em geral. 
l) Falha de motor – Para verificar se o candidato sabe, 
corretamente, embandeirar ou cortar o motor em vôo se pode 
manobrar o avião em segurança, com um mais manobras 
inoperantes, o candidato deve executar os procedimentos 
previstos no manual de vôo da aeronave, para corte ou 
embandeiramento do motor, durante qualquer momento do 
cheque. 
Proficiência aceitável: o candidato deve demonstrar habilidade 
para manter o vôo dentro dos seguintes limites de variação: 
 Direção: ± 20 
 Altitude: ± 100 pés 
O candidato deve ser capaz de identificar prontamente o motor 
inoperante, depois que a pane for indicada pelo examinador. 
Devem se enfatizados o cumprimento dos procedimentos 
operacionais prescritos e a qualidade da pilotagem. 
m) Conhecimento dos sistemas da aeronave – Para verificar se o 
candidato adquiriu os conhecimentos práticos dos sistemas e 
mecanismos existentes no tipo de aeronave, ele deve 
demonstrar o uso apropriado dos sistemas a seguir 
relacionados, de acordo com a solicitação do examinador. 
 Sistema de antigelo e de degelo; 
 Piloto automático; 
 Sistema automático; 
 Sistema de aviso de estol; 
 Aparelho de radar meteorológico; 
 Sistemas elétrico e hidráulico – panes e mau funcionamento; 
 Sistemas de trens de pouso e de flape – panes e mau 
funcionamento ; 
15 Dez 90 
 169 
 falha dos equipamentos de comunicação e navegação; 
 qualquer outro sistema, aparelho ou auxílio disponível. 
Proficiência aceitável: o candidato deve revelar conhecimentos 
sobre o funcionamento dos diversos sistemas e equipamentos 
que a aeronave possui. 
n) Procedimentos de emergência – Para verificar se o candidato 
tem conhecimentos adequados e se sabe executar os 
procedimentos de emergência previstos para a aeronave, ele 
deve demonstrar os procedimentos de emergência a seguir 
relacionados, de acordo com a solicitação do examinador: 
 Fogo em vôo; 
 Evacuação de fumaça; 
 Descompressão rápida; 
 Descida de emergência; 
 Qualquer outro procedimento de emergência aprovado pelo 
manual de vôo da aeronave. 
Proficiência aceitável: a avaliação deve ser feita com base nos 
conhecimentos demonstrados pelo candidato, no julgamento e 
na precisão das operações. 
15 Dez 90 
 171 
12. AVALIAÇÃO DO CURSO 
A avaliação do curso é realizada pelo Instituto de Aviação Civil, em 
termos do cumprimento deste manual e da adequação do mesmo, de forma contínua e 
sistemática, através de pesquisa avaliativa. 
A pesquisa avaliativa aborda aspectos referentes à coordenação, à 
organização do curso, aos objetivos, aos planos de matéria, ao corpo técnico-
pedagógico, aos métodos de avaliação, ao desempenho do corpo discente, ao 
ajustamento psicopedagógico dos alunos, às instalações e aos recursos auxiliares da 
instrução. 
A avaliação do curso pode ocorrer através de: 
a) Questionários, elaborados pelo IAC a serem respondidos pelo 
pessoal envolvido no curso; 
b) Entrevistas realizadas na própria entidade, no Serviço Regional 
de Aviação Civil (SERAC) ou no IAC; 
c) Visitas de supervisão à entidade, realizadas por pessoal do 
Subdepartamento Técnico (STE) do DAC, do SERAC ou do IAC. 
Por solicitação do IAC, os questionários e outros instrumentos constantes 
da pesquisa avaliativa devem ser respondidos pelo aluno, pelo corpo técnico-
pedagógico e pela administração/coordenação, ficando sob a responsabilidade da 
unidade de instrução a reprodução, a aplicação e a devolução dos mesmos, 
devidamente preenchidos. 
A unidade de instrução, quando solicitada a responder aos questionários 
da pesquisa avaliativa, deverá remetê-los ao SERAC no prazo estabelecidos pelo IAC. 
A unidade de instrução pode elaborar outros instrumentos de avaliação do 
curso, se julgar necessário. 
Os resultados e conclusões da pesquisa avaliativa podem determinar a 
reformulação deste Manual de Curso, se for necessário. 
15 Dez 90 
 173 
13. DISPOSIÇÕES FINAIS 
As unidades de instrução devem observar as normas do Departamento de 
Aviação Civil referentes a autorização de entidades de instrução e a homologação de 
cursos. 
Em todos os atos, o interessado deve dirigir-se ao Departamento de 
Aviação Civil através do SERAC da área em que a entidade está situada. 
A unidade de instrução deve manter contatos regulares com o SERAC em 
cuja jurisdição se situa, para maior integração ao sistema de instrução da Aviação 
Civil. 
A coordenação do curso deve preencher os quadros demonstrativos de 
caracterização do corpo técnico-pedagógico, conforme modelo do Anexo 18, 
mantendo-os às disposições do IAC e do SERAC, quando forem solicitados, bem com 
os demais formulários padronizados constantes de anexos a este Manual de Curso. 
A renovação da licença de Piloto Comercial-Avião obedece às normas 
baixada pelo órgão competente do Departamento de Aviação Civil. 
Para melhor compreensão do disposto neste Manual de Curso, deve ser 
consultado o Glossário (Anexo 19). 
A este manual incorporam-se as instruções baixadas pelas autoridades 
competentes, dentro dos limites da respectiva competência. 
Esta manual pode ser modificado, se o aperfeiçoamento da instrução 
assim o exigir, respeitadas as disposições pertinentes. 
Os casos omissos serão resolvidos pela autoridade aeronáutica 
competente. 
15 Dez 90 
ANEXO1 
REGULAMENTO DO CURSO 
INSTRUÇÕES PARA ELABORAÇÃO 
Do Regulamento do Curso deverão constar: 
1. Identificação da entidade: 
a) Nome e endereço; 
b) Outros dados identificadores. 
2. Identificação do curso: 
a) Denominação; 
b) Duração total, em horas-aula/semanas ou meses; 
c) Regime (internato, semi-internato ou externato); 
d) Número de turmas,turnos e alunos; 
e) Outros dados, a critério da entidade. 
3. Acompanhamento e controle do desenvolvimento das atividades escolares, com 
indicação das normas particulares da entidade referentes a: 
a) Regime disciplinar; 
b) Inscrição; 
c) Horários; 
d) Matrícula; 
e) Aplicação e revisão de provas e testes; 
f) Registro da vida do aluno na entidade: freqüência exigida, tipos de avaliação 
previstos etc.; 
g) Utilização de material didático, recursos auxiliares de ensino, equipamentos e 
instalações, inclusive biblioteca, alojamento e cantina; 
h) Outras informações, a critério da entidade. 
4. Direitos e deveres dos alunos, com referência a: 
a) Participação nas atividades programadas; 
b) Orientação e informações sobre o curso: critérios, datas e resultados de 
avaliações; conteúdo curricular; 
c) Frequência e justificativa de faltas; 
d) Normas disciplinares; 
e) Pagamentos; 
f) Material escolar; 
g) Alimentação e alojamento; 
h) Outros a critério da entidade. 
5. Outros dados a critério da entidade como, por exemplo, o tempo de validade do 
Regulamento. 
FICHA DE INSCRIÇÃO / MATRÍCULA
DENOMINAÇÃO DA ENTIDADE SERAC INSCRIÇÃO Nº
CURSO DE:
NOME: SEXO:
M F
DADOS PESSOAIS
DOCUMENTAÇÃO
NÍVEL DE INSTRUÇÃO
CURSOS DE APERFEIÇOAMENTO
FOTO
3X4
ENDEREÇO RESIDENCIAL:
CIDADE:
EMPRESA ONDE TRABALHA:
FILIAÇÃO
PAI
MÃE
ENDEREÇO:
CIDADE:
DATA DE NASCIMENTO:
/ /
ESTADO CIVIL: NATURALIDADE: NACIONALIDADE:
C.E.P.
C.E.P.
U.F.
U.F.
TELEFONE 
CARGO
TELEFONE (S):
IDENTIDADE Nº ÓRGÃO EXPEDIDOR: DATA DE EMISSÃO:
/ /
CIC Nº
CERT. DE RESERVISTA Nº CATEGORIA: TIT. DE ELEITOR Nº ZONA SEÇÃO
1º GRAU INCOMPLETO
SUPERIOR INCOMPLETO
1º GRAU COMPLETO
SUPERIOR COMPLETO
2º GRAU INCOMPLETO
MESTRADO
2º GRAU COMPLETO
DOUTORADO
SÉRIE/PERÍODO (SE INCOMPLETO): CURSO:
CURSO DE:
CURSO DE:
ENTIDADE:
ENTIDADE:
CURSO DE:
CURSO DE:
ENTIDADE:
ENTIDADE:
U.F.
U.F.
U.F.
U.F.
PERÍODO:
PERÍODO:
PERÍODO:
PERÍODO:
A
A
A
A
CASO QUEIRA COMPLEMENTAR ALGUMA INFORMAÇÃO, UTILIZAR O ESPAÇO RESERVADO A INFORMAÇÕES
ADICIONAIS.
1
2
3
4
ANEXO 2
MMA 58-1128 Mar 957
A2-1
MMA 58-1128 Mar 95
PARA PORTADORES DE LICENÇAS (S) DO IAC
PARA USO INTERNO
TIPO DE LICENÇA Nº LICENÇA HABILITAÇÃO (ÕES)
HABILITAÇÃO (ÕES)
HABILITAÇÃO (ÕES)
TIPO DE LICENÇA Nº LICENÇA
TIPO DE LICENÇA Nº LICENÇA
 SIM NÃO
6
5
8
IDIOMAS ESTRANGEIROS
IDIOMAS (S) LÊ ESCREVE FALA ENTENDE
INFORMAÇÕES ADICIONAIS7
EXAME GRAU / RESULTADO
RESULTADO DOS EXAMES DE SELEÇÃO
CLASSIFICADO: MÉDIA FINAL
DATA:
 / /
 / /
PREENCHIDO POR:
NOME POR EXTENSO RUBRICA
TERMO DE MATRÍCULA
DECLARO QUE ESTE (A) ALUNO (A) ENCONTRA-SE MATRICULADO (A) NESTE CURSO, A PARTIR DE ,
MATRÍCULA Nº , JÁ TENDO SIDO ENTREGUES AS CÓPIAS DA DOCUMENTAÇÃO
EXIGIDA, ACOMPANHADAS DE RETRATOS 3X4.
ASSINATURA DO ALUNO (A) NOME POR EXTENSO DO RESPONSÁVEL P/ MATRÍCULA
A2-2
15 Dez 90 
ANEXO 3 
 
CARTÃO DE IDENTIFICAÇÃO DO CANDIDATO 
FRENTE 
VERSO 
 
 
IDENTIFICAÇÃO DO CANDIDATO 
ENTIDADE: SERAC: 
 
CURSO: 
 
INSCRIÇÃO Nº: 
IDENTIDADE Nº: 
NOME DO CANDIDATO: 
 
 
 
 
SOLICITAMOS AO CANDIDATO 
1. Tomar conhecimento do dia, da hora e do local dos exames. 
2. Comparecer aos locais das provas com 30 minutos de 
antecedência. 
3. Apresentar este cartão e o documento de identificação original 
antes de cada exame ou sempre que solicitado. 
IDENTIFICAÇÃO DO CANDIDATO 
ENTIDADE: SERAC: 
 
CURSO: 
 
INSCRIÇÃO Nº: 
IDENTIDADE Nº: 
NOME DO CANDIDATO: 
 
 
 
 
SOLICITAMOS AO CANDIDATO 
4. Tomar conhecimento do dia, da hora e do local dos exames. 
5. Comparecer aos locais das provas com 30 minutos de 
antecedência. 
6. Apresentar este cartão e o documento de identificação original 
antes de cada exame ou sempre que solicitado. 
FOTO 
3X 4 
15 Dez 90 
ANEXO 4 
PASTA INDIVIDUAL DO ALUNO 
Deverão constar da pasta individual de cada aluno: 
1. Cópias dos documentos apresentados no ato de inscrição (item 6 deste manual); 
2. Resultados dos exames de seleção (item 7); 
3. Resultados da avaliação da Instrução Teórica - provas e Anexo 6 e 8; 
4. Resultado da prova realizada ao final da instrução no solo (item 11.2.1); 
5. Instrumentos de registro do acompanhamento da instrução no treinador/simulador 
(item 11.2.2); 
6. Fichas de Avaliação da Prática de Vôo - ANEXOS 10,11,12,13 e 17; 
7. Outros documentos, a critério da unidade de instrução. 
15 Dez 90 
ANEXO 5 
ARA I 
AVALIAÇÃO DA INSTRUÇÃO TEÓRICA 
RENDIMENTO DO ALUNO 
(Resultados por matéria, por turma) 
Entidade: ____________________________________________________________ 
Curso: _______________________________________________________________ 
Instrutor: _____________________________________________________________ 
Matéria: _______________________________________ Carga horária: _______ h-a 
Período: de _____ / _____ / _____ a _____ / ____ / ____ Data ___ / ____ / __ 
ORDEM ALUNOS 
NOTAS DAS PROVAS MÉDIA 
FINAL 1ª 2ª 3ª 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 MÉDIA DA TURMA 
OBSERVAÇÕES 
1. Uma ficha para cada matéria. Reproduzir em número suficiente. 
2. A ficha é preenchida pelo instrutor e encaminhada à secretaria. 
3. O número de espaços da coluna Notas das Provas corresponde ao número de provas realizadas. 
4. A média final é a média aritmética das notas de todas as provas.
15 Dez 90 
ANEXO 6 
ARA II 
AVALIAÇÃO DA INSTRUÇÃO TEÓRICA 
RENDIMENTO DO ALUNO 
(Resultados por aluno) 
Entidade: ____________________________________________________________ 
Curso: ______________________________________________________________ 
Matéria: _____________________________________________________________ 
Período: de _____ / _____ / _____ a ______ / _____ / ___ Data ____ / ____ / _ 
Aluno _______________________________________________________________ 
DISCIPLINAS 
NOTAS DAS PROVAS 
MÉDIA FINAL 
1ª 2ª 3ª 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 ______________________________________ 
Responsável pelo preenchimento 
OBSERVAÇÕES 
1. Preenchimento a cargo da secretaria, com base nos dados dos formulários ARA I de todas as 
matérias. 
2. Arquivar na pasta individual de cada aluno. 
3. O número da coluna Notas das Provas corresponde ao número de provas realizadas. 
4. A média final é a média aritmética das notas de todas as provas. 
15 Dez 90 
ANEXO 7 
APA I 
AVALIAÇÃO DA INSTRUÇÃO TEÓRICA 
PARTICIPAÇÃO DO ALUNO 
(Resultados por matéria, por turma) 
Entidade: ___________________________________________________________ 
Curso: ______________________________________________________________ 
Instrutor: ____________________________________________________________ 
Matéria: _________________________________________ Carga horária: _____ h-a 
Período: de _____ / _____ / _____ a _____ / ____ / ____ Data ___ / ___/ __ 
 CRITÉRIOS 
ALUNOS 
D
E
C
IS
Ã
O
 
E
 
IN
IC
IA
T
IV
A
 
C
A
P
A
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A
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A
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A
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IV
ID
A
D
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D
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C
IP
L
IN
A
 
T
O
T
A
L
 
M
É
D
IA
 T
O
T
A
L
: 
5
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
OBSERVAÇÕES: 
1. Uma ficha para cada matéria. Reproduzir em número suficiente. 
2. A ficha é preenchida pelo instrutor e encaminhada à secretaria. 
15 Dez 90 
 
1. DECISÃO E INICIATIVA 
Capacidadede avaliar cuidadosamente fatos e situações, com vista a tomar decisões e providências 
imediatas para os problemas que se apresentarem: 
 Exemplos de comportamentos: 
 Demonstrar capacidade de raciocínio lógico, através da ponderação das variáveis de um 
problema; 
 Evidenciar clareza de percepção e domínio sobre o encadeamento de fatos e suas possíveis 
conseqüências, 
 Escolher, entre as soluções que se apresentarem, a solução adequada a uma situação-
problema; 
 Antecipar-se aos demais companheiros na tomada de providências para solucionar uma 
situação-problema. 
2. CAPACIDADE PARA TRABALHAR EM EQUIPE 
Capacidade para estabelecer, de maneira adequada, contatos com o grupo no desenvolvimento das 
atividades. 
 Exemplos de comportamento: 
 Dar e solicitar informações necessárias ao bom andamento dos trabalhos; 
 Participar de atividades conjuntas, sem prejuízo do trabalho individual; 
 Respeitar a divisão de tarefas; 
 Acatar a coordenação dos chefes do grupo, quando for o caso; 
 Demonstrar capacidade e responsabilidade para conduzir e influenciar o grupo, quando 
necessário, no sentido de obter os resultados desejáveis 
3. ORGANIZAÇÃO 
Capacidade de sistematizar tarefas, formando esquemas de execução. 
 Exemplos de comportamento: 
 Discriminar prontamente e de forma adequada os principais elementos de cada situação; 
 Demonstrar método e zelo na execução dos trabalhos 
 Coordenar as atividades de acordo com as necessidades de tempo; 
 Selecionar o material de que necessita sem exageros ou deficiências; 
 Revelar capacidade de pensar de forma esquemática, facilitando a consecução de seus 
objetivos. 
4. OBJETIVIDADE 
Capacidade de discernir o fundamental do acessório. 
 Exemplos de comportamento: 
 Simplificar os problemas mais complexos, sem prejuízo dos resultados finais; 
 Planejar a realização do trabalho, enfatizando os aspectos principais; 
 Discriminar prontamente o que é útil e aplicável; 
 Descrever um fato de maneira fiel ao sucedido; 
 Usar termos apropriados à situação; 
 Demonstrar clareza e precisão na formulação e na resposta a perguntas. 
5. DISCIPLINA 
Capacidade de respeitar a ordem que convém ao funcionamento regular da entidade. 
 Exemplos de comportamento: 
 Manter em sala de aula uma atitude madura, respeitando os colegas; 
 Respeitar a figura do instrutor/professor; 
 Acatar os regulamentos da entidade; 
 Apresentar-se para as aulas nos horários estipulados; 
 Cumprir as tarefas determinadas. 
 
15 Dez 90 
ANEXO 8 
APA II 
AVALIAÇÃO DA INSTRUÇÃO TEÓRICA 
PARTICIPAÇÃO DO ALUNO 
(Resultados por) 
Entidade: ____________________________________________________________ 
Curso: _______________________________________________________________ 
Período: de _____ / _____ / _____ a _____ / ____ / ____ Data ___ / ____ / __ 
Aluno _______________________________________________________________ 
ORDEM ALUNOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TOTAL 
MÉDIA = TOTAL + NÚMERO DE MATÉRIAS 
 ___________________________________________ / 
Responsável pelo preenchimento 
OBSERVAÇÕES 
1. Preenchimento a cargo da secretaria, com base nos dados dos formulários APA I de todas as 
matérias. 
2. Arquivar na pasta Individual de cada aluno. 
 
15 Dez 90 
ANEXO 9 
AVALIAÇÃO DA INSTRUÇÃO TEÓRICA 
RESULTADOS FINAIS 
(Por matéria, por turma) 
Entidade: ____________________________________________________________ 
Curso: _______________________________________________________________ 
Instrutor: _____________________________________________________________ 
Matéria: ______________________________________ Carga horária: ________ h-a 
ORDEM NOMES DOS ALUNOS MÉDIAS 
FREQÜÊNCIA 
(%) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 ___________________________________________ / 
Responsável pelo preenchimento 
OBSERVAÇÃO 
1. Preenchimento a cargo da secretaria, com base nos dados dos formulários ARA II, APA II e no 
registro da freqüência dos alunos. 
15 Dez 90 
ANEXO 10 
FICHA 1 
AVALIAÇÃO DA PRÁTICA DE VÔO 
1ª E 2ª ETAPAS/FASE ADAPTAÇÃO 
 ____________________________________ 
(Entidade) 
Aluno: _____________________________________________________________________________ 
Missão: __________________________________ Data _______ / ____ / ____ Grau final _________ 
Instrutor: ______________________________ Tempo de vôo ________ Tempo total de vôo ________ 
Aeronave _____________________________ Pousos ______________ Pousos totais ____________ 
Graus de vôo: 
(1) perigoso (2) deficiente (3) satisfatório (4) bom (5) excelente 
EXERCÍCIOS GRAUS COMENTÁRIOS 
1. Relatório e equipamento de vôo 
2. Inspeções 
3. Partida 
4. Cheques 
5. Fraseologia 
6. Rolagem 
7. Decolagem normal 
8. Saída do tráfego 
9. Subida para a área de instrução 
10. Nivelamento 
11. Apresentação da área 
12. Uso dos comandos 
13. Uso do motor 
14. Uso do compensador 
15. Vôo por referências visuais 
16. Vôo nivelado 
17. Exercícios de coordenação 
18. Curvas de pequena inclinação 
19. Curvas de média inclinação 
20. Retas e curvas subindo 
21. Retas e curvas descendo 
22. Velocidade reduzida 
23. Arremetida no ar 
24. Estol com motor 
25. Estol sem motor 
26. Pane simulada 
27. Pane simulada após decolagem 
28. S sobre estrada 
29. Oito sobre marcos 
30. Orientação na área 
31. Procedimento recalada 
32. Descida para o tráfego 
33. Entrada no tráfego 
34. Tráfego 
35. Tráfego de emergência 
(Continua) 
15 Dez 90 
 
EXERCÍCIOS GRAUS COMENTÁRIOS 
36. Enquadramento de pista 
37. Final 
38. Arremetida na final 
39. Pouso normal 
40. Arremetida no solo 
41. Procedimentos após o pouso 
42. Estacionamento 
43. Corte do motor 
44. Emergência 
45. Iniciativa 
46. Correções 
47. Coordenação 
48. Interesse na instrução 
49. Progresso na instrução 
50. Conhecimentos técnicos 
 
RECOMENDAÇÕES 
Vôo mental  Hora de nacele  Preparo teórico  
Outras: ____________________________________________________________ 
 ____________________________________________________________ 
 ____________________________________________________________ 
 ____________________________________________________________ 
 ____________________________________________________________ 
 ______________________________ _________________________ 
 Aluno Instrutor 
 
15 Dez 90 
 
ANEXO 11 
FICHA 2 
AVALIAÇÃO DA PRÁTICA DE VÔO 
1ª ETAPA/FASE II - APROXIMAÇÃO 
 ____________________________________ 
(Entidade) 
Aluno: _____________________________________________________________________________ 
Missão: __________________________________ Data _______ / ____ / ____ Grau final _________ 
Instrutor: ______________________________ Tempo de vôo ________ Tempo total de vôo ________ 
Aeronave _____________________________ Pousos ______________ Pousos totais ____________ 
Graus do vôo: 
(1) perigoso (2) deficiente (3) satisfatório (4) bom (5) excelente 
EXERCÍCIOS GRAUS COMENTÁRIOS 
1. Relatório e equipamento de vôo 
2. Inspeções 
3. Partida 
4. Cheques 
5. Fraseologia 
6. Rolagem 
7. Decolagem 
8. Tráfego 
9. Aproximação de 90º 
10. Aproximação de 180º 
11. Aproximação de 360º 
12. Enquadramento de pista 
13. Final 
14. Arremetida na final 
15. Pouso de precisão 
16. Arremetida no solo 
17. Procedimentos após o pouso 
18. Estacionamento 
19. Corte do motor 
20. Iniciativa 
21. Correções 
22. Coordenação 
23. Conhecimentos técnicos 
24. Interesse na instrução 
25. Progresso na instrução 
RECOMENDAÇÕES 
Vôo mental  Hora de nacele  Preparo teórico  
Outras: _____________________________________________________________ 
_____________________________________________________________ 
__________________________________________________________________________________________________________________________ 
_____________________________________________________________ 
 ______________________________ __________________________ 
15 Dez 90 
 
 Aluno Instrutor 
15 Dez 90 
 
ANEXO 12 
FICHA 3 
AVALIAÇÃO DA PRÁTICA DE VÔO/FASE 
1ª ETAPA/FASE III – MANOBRAS 
 _______________________________________________ 
(Entidade) 
Aluno __________________________________________________________________________ 
Missão _____________________ Data: __________________ Grau Final __________________ 
Instrutor __________________________ Tempo de Vôo _________ Tempo total de Vôo _______ 
Aeronave ________________________ Pousos _______________ Pousos Totais ____________ 
GRAUS DE VÔO: (1) perigoso (2) deficiente (3) satisfatório (4) bom (5) excelente 
EXERCÍCIOS GRAUS COMENTÁRIOS 
01 Relatório e equipamento de vôo 
02 Inspeções 
03 Partida 
04 Cheques 
05 Fraseologia 
06 Rolagem 
07 Decolagem normal 
08 Decolagem com obstáculos 
09 Saída de tráfego 
10 Subida para área de instrução 
11 Nivelamento 
12 Curvas de grande inclinação 
13 Chandelle 
14 Pane simulada 
15 Glissagem 
16 Derrapagem 
17 Arremetida no ar 
18 Pane simulada 
19 Pane simulada após decolagem 
20 Descida para o tráfego 
21 Entrada no tráfego 
22 Tráfego 
23 Pouso normal 
24 Pouso curto 
25 Pouso sem flap 
26 Procedimento após pouso 
27 Estacionamento 
28 Corte do motor 
29 Iniciativa 
30 Correções 
31 Coordenação 
32 Conhecimentos técnicos 
33 Interesse na instrução 
34 Progresso na instrução 
(Continua)
15 Dez 90 
 
ANEXO 12 
(Verso) 
RECOMENDAÇÕES 
Vôo mental  Hora de nacele  Preparo teórico  
Outras: _____________________________________________________________ 
_____________________________________________________________ 
_____________________________________________________________ 
_____________________________________________________________ 
_____________________________________________________________ 
 ______________________________ __________________________ 
 Aluno Instrutor 
 
15 Dez 90 
 
ANEXO 13 
FICHA 4 
AVALIAÇÃO DA PRÁTICA DE VÔO 
1ª E 2ª ETAPAS/NAVEGAÇÃO 
 _______________________________________________ 
(Entidade) 
Aluno __________________________________________________________________________ 
Missão _____________________ Data: __________________ Grau Final __________________ 
Instrutor __________________________ Tempo de Vôo _________ Tempo total de Vôo _______ 
Aeronave ________________________ Pousos _______________ Pousos Totais ____________ 
GRAUS DE VÔO: (1) perigoso (2) deficiente (3) satisfatório (4) bom (5) excelente 
EXERCÍCIOS GRAUS COMENTÁRIOS 
01 Planejamento 
02 Preparo do avião 
03 Consulta à meteorologia 
04 Plano de vôo 
05 Regras de tráfego aéreo 
06 Relatório e equipamento de vôo 
07 Inspeções 
08 Partida 
09 Cheques 
10 Fraseologia 
11 Rolagem 
12 Decolagem 
13 Saída do tráfego 
14 Subida 
15 Nivelamento 
16 Regimento de cruzeiro 
17 Vôo de cruzeiro 
18 Manutenção de proa 
19 Vôo de rota 
20 Navegação estimada 
21 Navegação por contato 
22 Navegação rádio 
23 Início da descida 
24 Descida em rota 
25 Entrada no tráfego 
26 Tráfego 
27 Pouso 
28 Procedimentos após o pouso 
29 Estacionamento 
30 Corte do motor 
31 Procedimento para pernoite 
32 Conhecimentos técnicos 
33 Conhecimentos técnicos 
34 Manuseio de publicações e cartas 
35 Iniciativa 
36 Discernimento 
(Continua) 
15 Dez 90 
 
ANEXO 13 
(Verso) 
EXERCÍCIOS GRAUS COMENTÁRIOS 
37 Correções 
38 Coordenação 
39 Interesse na instrução 
40 Progresso na instrução 
RECOMENDAÇÕES 
Vôo mental  Hora de nacele  Preparo teórico  
Outras: _____________________________________________________________ 
_____________________________________________________________ 
_____________________________________________________________ 
_____________________________________________________________ 
_____________________________________________________________ 
 ______________________________ __________________________ 
 Aluno Inspetor 
 
15 Dez 90 
 
ANEXO 14 
FICHA 5 
AVALIAÇÃO DA PRÁTICA DE VÔO 
2ª ETAPA/FASE III – INSTRUÇÃO LOCAL 
 ______________________________________________ 
(Entidade) 
Aluno __________________________________________________________________________ 
Missão ______________________ Data: __________________ Grau Final ___________________ 
Instrutor __________________________ Tempo de Vôo _________ Tempo total de Vôo________ 
Aeronave _________________________ Pousos _______________ Pousos Totais ____________ 
GRAUS DE VÔO: (1) perigoso (2) deficiente (3) satisfatório (4) bom (5) excelente 
EXERCÍCIOS GRAUS COMENTÁRIOS 
01 Relatório e equipamento de vôo 
02 Inspeções 
03 Partida 
04 Cheques e fraseologia 
05 Táxi (quando aplicável) 
06 Decolagem normal 
07 Subida 
08 Curvas niveladas de pequena inclinação 
09 Vôo nivelado 
10 Interpretação dos instrumentos 
11 Curvas niv. de média e grande inclinações 
12 Curva padrão 
13 Curva cronometrada 
14 Curva cron. subindo – Velocidade constante 
15 Curva cron. descendo – Velocidade constante 
16 S verticais A, B, C, D 
17 Tráfego A e B 
18 Recuperação de atitudes anormais 
19 Mudanças de QDM e QDR 
20 Entrada em órbita NDB 
21 Órbita NDB 
22 Mudanças de radial (to/from) 
23 Entrada em órbita VOR 
24 Órbita VOR 
25 Curvas de reversão 
26 Procedimentos de descida ADF 
27 Procedimentos de descida VOR/ILS 
28 Cálculo de tempo para a estação 
29 Descida 
30 Tráfego 
31 Pouso 
(Continua)
15 Dez 90 
 
ANEXO 14 
(Verso) 
RECOMENDAÇÕES 
Vôo mental  Hora de nacele  Preparo teórico  
Outras: _____________________________________________________________ 
_____________________________________________________________ 
_____________________________________________________________ 
_____________________________________________________________ 
_____________________________________________________________ 
 ______________________________ __________________________ 
 Aluno Inspetor 
 
 
 
 
 
(Timbre com nome e endereço da entidade) 
CERTIFICADO DE CONCLUSÃO DA PARTE TEÓRICA DO CURSO 
Certifico que ________________________________________________________________________ , filho de __________________ 
 ______________________________________________ e ________________________________________________________ , concluiu 
nesta entidade a parte teórica do Curso de ______________________________________________________ , 
desenvolvido no período de _____ / ______ / ______ a _____ / _____ / ______ . 
 ____________________ , ________ de _________________ de 19 _______ 
 _________________________________________ _________________________________________________ 
 Aluno Diretor 
1
5
 D
e
z
 9
0
 
A
N
E
X
O
 1
5
 
27 Out 93 MMA 58-17 
 
ANEXO 16 
(Timbre e endereço da entidade) 
HISTÓRICO ESCOLAR 
Nome: ________________________________________________________________ 
Curso de: _____________________________________________________________ 
INSTRUÇÃO TEÓRICA 
MATÉRIAS 
CARGA 
HORÁRIA 
MÉDIAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FREQÜÊNCIA: ______ (%) 
Média de 
Rendimento 
 
Média de 
Participação 
 
 
INSTRUÇÃO DE VÔO 
ATIVIDADES 
CARGA 
HORÁRIA 
MÉDIAS 
Instrução no solo 
Instrução no treinador/simulador 
Exame de vôo Data: _____ / ____ / ____ ( ) Aprovado ( ) Reprovado 
OBSERVAÇÕES 
 _________________________________________________________________________________ 
 _________________________________________________________________________________ 
 _________________________________________________________________________________ 
 _________________________________________________________________________________15 Dez 90 
 
ANEXO 17 
MINISTÉRIO DA AERONÁUTICA 
DEPARTAMENTO DE AVIAÇÃO CIVIL 
DIVISÃO DE HABILITAÇÃO 
FICHA DE AVALIAÇÃO DE PILOTO AV/PPL 
CHEQUE  RECHEQUE  
PP  IPE  IPEG  MULTI  
PC  PPL  PAGR  MONO  
CANDIDATO.: ____________________________ CÓD. DAC.: ______________________________ 
EXAMINADOR: ___________________________ Nº CREDENCIAL: _________________________ 
AEROCLUBE/ESCOLA/EMPRESA: ______________________________ DATA: _______________ 
AERONAVE/TIPO: _______________________________________ MATRÍCULA: _______________ 
FASES DO VÔO CONC FASES DO VÔO CONC 
01 – Documentos e registro da aeronave 20 – Perdas (uso de flap e trem) 
02 – Planejamento de vôo 21 – Vôo planado (reto e em curvas) 
03 – Inspeções pré-vôo/pós-vôo 22 – Glissadas (uso de flap e trem) 
04 – Performance e operação 23 – Descidas/curvas 
05 – Carregamento 24 – Vôo em retângulo e aproximações 
06 – Partidas normais/abortivas 25 – Aproximação de 90º, 180º e 360º 
07 – Rolagem/brifim de decolagem 26 – Tráfego normal/emergência 
08 – Decolagem normal/emergência/abortiva 27 – Pouso normal/emergência 
09 – Regras de tráfego (fonia) 28 – Pouso normal/ com vento cruzado 
10 – Subida/curvas 29 – Glissada com pouso normal 
11 – Velocidade de subida ou razão constante 30 – Pouso com emergência 
12 – Ajuste de potência na subida 31 – Pouso (com e sem desruptores) 
13 – Ajuste de altímetro 32 – Panes, arremetidas, desligamentos 
14 – Nivelamento 33 – Uso do equipamento nav/com 
15 –Coordenação, potência e velocidade 34 – Nav/MeteorologiaReg.tráfego aéreo 
16 – Altitude de vôo/estóis 35 – Vivacidade, coordenação e planejamento 
17 – Curvas de grande inclinação (45º) 36 – Atitude e julgamento 
18 – Curvas dentro de térmicas 37 – Senso de responsabilidade 
19 – Emergências em vôo 38 – Conhecimento teórico da aeronave 
15 Dez 90 
 
COMENTÁRIOS 
 __________________________________________________________________ 
 __________________________________________________________________ 
 __________________________________________________________________ 
 __________________________________________________________________ 
 __________________________________________________________________ 
 __________________________________________________________________ 
 __________________________________________________________________ 
 __________________________________________________________________ 
 __________________________________________________________________ 
 __________________________________________________________________ 
 __________________________________________________________________ 
 __________________________________________________________________ 
 __________________________________________________________________ 
 __________________________________________________________________ 
 __________________________________________________________________ 
 __________________________________________________________________ 
TEMPO DE VÔO 
SIMULADOR  GRAUS “S” (SATISFATÓRIO), “L” (NOS LIMITES MÍNIMOS) E “D” 
(DEFICIENTE) Cheque 
Nº DE POUSOS 
 
 
 SERÁ CONSIDERADO “REPROVADO” O CANDIDATO QUE OBTIVER 
GRAU “L” OU “D” EM CHEQUES INICIAIS OU GRAU “D” EM 
RECHEQUES 
 
APROVADO  É OBRIGATÓRIO O COMENTÁRIO GERAL DO VÕO 
REPROVADO 
  OS GRAUS “L” E “D” DEVERÃO SER OBRIGATORIAMENTE 
COMENTADOS 
 _____________________________________ 
Assinatura do examinador 
ENDEREÇO COMPLETO DO PILOTO: EMITIDO CHT: 
 
 
CIC: REF.: RD 
CPF: 
VISTO DO CHEFE DA 4TE-2 VISTO DO CHEFE DA TE-2 
(Somente quando o vôo for “NÃO SATISFATÓRIO”) 
 
 
 
FICHA CADASTRAL DO
CORPO TÉCNICO - PEDAGÓGICO
ESPECIFICAÇÃO
INSTRUTOR
DIRETOR
PROFESSOR
CIVIL MILITAR: ATIVA RESERVA
DIRETOR SUBSTITUTO
C00RDENADOR DE ENSINO
1
ANEXO 18
SEXO:
M F
IDENTIFICAÇÃO
NOME:
ENDEREÇO:
ENDEREÇO COMERCIAL:
CIDADE:
CIDADE:
/ /
/ /
NACIONALIDADE:
CEP
CEP
TELEFONE (S): ( )
TELEFONE (S): ( )
2
U.F.
U.F.
REG. PROFISSIONAL (CASO POSSUA):
IDENTIDADE Nº: ÓRGÃO EXPEDIDOR:
ÓRGÃO EXPEDIDOR:
DATA DE EMISSÃO:
DATA DE NASCIMENTO:ESTADO:
CIC Nº:
ESTADO CIVIL:
APERFEIÇOAMENTO PROFISSIONAL
CURSO:
CURSO:
CURSO:
PERÍODO:
PERÍODO:
PERÍODO:
A
A
A
5
ENTIDADE:
ENTIDADE:
ENTIDADE:
INSTRUÇÃO
1º GRAU INCOMPLETO
SUPERIOR INCOMPLETO
1º GRAU COMPLETO
SUPERIOR COMPLETO
2º GRAU INCOMPLETO
MESTRADO DOUTORADO
2º GRAU COMPLETO
3
FORMAÇÃO PROFISSIONAL
CURSO:
CIDADE:
ANO DE CONCLUSÃO:
UF:
4
ENTIDADE:
6 EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL (NÃO DOCENTE)
NO SISTEMA DE AVIAÇÃO CIVIL (SAC)
CARGO/FUNÇÃO:
CARGO/FUNÇÃO:
CARGO/FUNÇÃO:
OM / EMPRESA:
OM / EMPRESA:
OM / EMPRESA:
PERÍODO:
 A
PERÍODO:
 A
PERÍODO:
 A
15 Dez 90
CASO QUEIRA COMPLEMENTAR ALGUMA INFORMAÇÃO, UTILIZE O ESPAÇO RESERVADO ÀS INFORMAÇÕES ADICIONAIS
INFORMAÇÕES ADICIONAIS10
PARA PORTADORES DE LICENÇAS (S) DO DAC
TIPO DE LICENÇA:
TIPO DE LICENÇA:
Nº LICENÇA:
Nº LICENÇA: HABILITAÇÃO (ÕES): VALIDADE:
HABILITAÇÃO (ÕES): VALIDADE:
HABILITAÇÃO (ÕES): VALIDADE:
HABILITAÇÃO (ÕES): VALIDADE:
HORAS DE VÔO (EM CASO DE PILOTO):
TIPO DE LICENÇA: Nº LICENÇA:
TIPO DE LICENÇA:
EMPRESAS (EM CASO DE INSPAC OU CHECADOR):
DISCIPLINA OU ATIVIDADE PRÁTICA QUE IRÁ LECIONAR
Nº LICENÇA:
8
DATA:
 / /
ASSINATURA DO PRÓPRIO
PREENCHIDO POR:
FORA DO SISTEMA DE AVIAÇÃO CIVIL
CARGO/FUNÇÃO:
CARGO/FUNÇÃO:
CARGO/FUNÇÃO:
OM / EMPRESA:
OM / EMPRESA:
OM / EMPRESA:
PERÍODO:
 A
PERÍODO:
 A
PERÍODO:
 A
EXPERIÊNCIA DOCENTE7
CURSO DE:
CURSO DE:
CURSO DE:
CURSO DE:
CURSO DE:
CURSO DE:
CARGA HORÁRIA:
CARGA HORÁRIA:
CARGA HORÁRIA:
CARGA HORÁRIA:
CARGA HORÁRIA:
CARGA HORÁRIA:
ENTIDADE:
ENTIDADE:
ENTIDADE:
ENTIDADE:
ENTIDADE:
ENTIDADE:
DISCIPLINA LECIONADA:
DISCIPLINA LECIONADA:
DISCIPLINA LECIONADA:
DISCIPLINA LECIONADA:
DISCIPLINA LECIONADA:
DISCIPLINA LECIONADA:
PERÍODO:
 
PERÍODO:
 
PERÍODO:
 
PERÍODO:
 
PERÍODO:
 
PERÍODO:
 
A
A
A
A
A
A
NO SISTEMA DE AVIAÇÃO CIVIL
FORA DO SISTEMA DE AVIAÇÃO CIVIL
IDIOMAS ESTRANGEIROS
IDIOMA(S) LÊ ESCREVE FALA ENTENDE
9
15 Dez 90
15 Dez 90 
 
ANEXO 19 
GLOSSÁRIO 
Área Básica. Parte da estrutura do currículo formada por um grupo de matérias 
obrigatórias, fundamentais, introdutórias, necessárias ao melhor entendimento das 
demais, sobre as quais exercem influência. 
Área Complementar. Parte da estrutura do currículo formada por matérias 
enriquecedoras que podem ou não ser obrigatórias. Embora contribuam para um 
melhor preparo do profissional focalizado no curso, não são, sob o ponto de vista 
técnico, as que caracterizam suas atribuições. Podem ser destinadas ao 
atendimento de peculiaridades da entidade ou de uma região, ou de determinado 
período de tempo, face a conjunturas particulares. 
Área Curricular. Grupo de matérias que exercem, no currículo, funções semelhantes 
no sentido de que todas contribuem para o mesmo objetivo, além de manterem 
seus próprios objetivos. As áreas curriculares são: básica, técnica e complementar. 
Estão definidas neste glossário. 
Área Técnica. Área curricular formada por matérias obrigatórias destinadas 
especificamente à formação em pauta. Cada tipo de curso corresponde a uma área 
técnica. 
Avaliação do curso. Processo contínuo e sistemático pelo qual são acompanhadas as 
variáveis que interferem no processo ensino-aprendizagem, tendo em vista as 
disposições do MANUAL DE CURO e seu aperfeiçoamento. 
Avaliação do desempenho do aluno. Processo contínuo, sistemático e integradoem grupo, com vista 
ao autoconhecimento e à auto-avaliação de alunos e 
professores/instrutores; 
f) prestar atendimento individual, quando necessário fazer 
diagnóstico ou aconselhamento, nos casos de desajuste 
psicopedagógico dos participantes do processo ensino-
aprendizagem; 
g) encaminhar para atendimento externo os casos que ultrapassem 
os limites de suas atribuições de psicólogo de unidade de 
instrução; 
h) outras, a critério da entidade. 
15 Dez 90 
 22 
6 RECRUTAMENTO E INSCRIÇÃO 
Os critérios e formas de recrutamento ficam a cargo da entidade, sem 
prejuízo das disposições deste Manual de Curso e da legislação vigente. 
Serão requisitos para inscrição de candidatos ao Curso de Piloto 
Comercial-Avião: 
a) Idade mínima – 18 anos; 
b) Nível mínimo de escolaridade – 2º grau completo, realizado em 
estabelecimento de ensino público ou privado devidamente 
autorizado; 
c) Experiência como piloto – ser portador da licença de Piloto 
Privado-Avião. 
OBS.: Caso o candidato já tenha 150 horas de vôo, poderá freqüentar 
apenas a 2ª etapa da instrução de vôo. 
No ato da inscrição, o candidato deve apresentar os seguintes 
documentos: 
Candidatos Brasileiros 
a) Ficha de inscrição/matrícula (Anexo 2) preenchida; 
b) Carteira de identidade; 
c) Comprovante de conclusão de 2º grau ou equivalente; 
d) Título de eleitor; 
e) CPF; 
f) Certificado de capacidade física – CCF de 1ª classe; 
g) Certificado de reservista ou de alistamento militar; 
h) 2(duas) fotos 3x4 recentes: 
15 Dez 90 
 23 
i) Comprovante de pagamento da taxa da inscrição, se for o caso; 
j) Outros que se façam necessários, a critério da entidade. 
Candidatos Estrangeiros 
a) Licença especial concedida pelo Departamento de Aviação Civil, 
conforme legislação em vigor; 
b) Ficha de inscrição/matrícula (Anexo 2) preenchida; 
c) 2(duas) fotos 3x4 recentes; 
d) Outros, a critério da entidade. 
Somente poderão inscrever-se os candidatos que satisfaçam a todos os 
requisitos estabelecidos. 
No ato da inscrição, a entidade de instrução deve prestar todas as 
informações sobre o curso e entregar o Cartão de Identificação do candidato (Anexo 3), 
que deve ser apresentado antes de cada exame previsto para a seleção.
15 Dez 90 
 24 
7 SELEÇÃO 
A seleção dos candidatos ao Curso de Piloto Comercial-Avião fica a 
critério da entidade. Recomenda-se que conste de: 
a) Exames de escolaridade – Provas de Português, Física e Inglês; 
b) Exames psicológicos, que deverão considerar as seguintes 
características individuais: 
 Personalidade – O candidato deve demonstrar controle 
emocional, forte capacidade para a tomada de decisões, 
iniciativa, além de indicar habilidade no relacionamento 
social, que permita uma atitude cooperativa necessária para 
o constante trabalho em equipe; deve também revelar 
adaptabilidade a mudanças e a novas situações. 
 Aptidões intelectuais – Nessa área, o examinador deve 
investigar se o candidato demonstra: capacidade de manter 
excelente nível de atenção em todos os planos, desde a 
concentração e a observação de detalhes até a distribuição 
vigilante da atenção por vários estímulos simultâneos; 
rapidez, concomitantemente à precisão e à exatidão, tanto 
na percepção visual, quanto na coordenação visual-motora; 
alto nível de aptidão espacial; boa memória, sobretudo 
retentiva e aplicada a detalhes: raciocínio do tipo 
predominantemente matemático e lógico-dedutivo, 
implicando nível mental acima do médio, e que permita o 
desenvolvimento da capacidade de planejamento. 
 Aptidão psicofísica – O candidato deve apresentar excelente 
coordenação motora e visomotora bem como acuidade 
visual, que lhe permitam precisão nos procedimentos 
operacionais, Estas características também devem ser 
observadas nos exames médicos. Será contra-indicado o 
candidato que revelar instabilidade psicomotora. 
15 Dez 90 
 25 
8 MATRÍCULA 
São condições para matrícula dos alunos: 
a) Ser piloto privado; 
b) Possuir como piloto em comando, pelo menos, 35 (trinta e cinco) 
horas, das quais no mínimo, 5 (cinco) em vôo noturno e 16 
(dezesseis) em vôo diurno em rota, para que ao final do curso de 
PC estejam preenchidas as marcas estipuladas no RBHA-61; 
c) Ter sido aprovado nos exames de seleção, conforme 
estabelecido pela entidade de instrução; 
d) Preencher a Ficha de Inscrição/Matrícula (Anexo 2); 
e) Entregar à entidade as fotocópias dos documentos apresentados 
no ato de inscrição (item 6 deste Manual de Curso), para 
constarem das pastas individuais dos alunos (Anexo 4), a serem 
arquivadas na secretaria; 
f) Outras, a critério da entidade. 
OBSERVAÇÃO:Caso o candidato ao curso de PCA não preencha o 
previsto em “b”, sua matrícula poderá ser permitida, porém a 
realização do cheque de vôo ao final do curso, ficará sujeita à 
complementação das horas. 
15 Dez 90 
 27 
9 PLANO CURRICULAR 
A preparação do Piloto Comercial-Avião é desenvolvida em duas partes: 
instrução teórica e de vôo. 
A instrução teórica pode ser desenvolvida concomitantemente aos 
exercícios previstos para a instrução de vôo, após o domínio, por parte dos alunos, dos 
conceitos teóricos básicos necessários ao início das atividades de vôo. 
A seguir, é apresentada a grade curricular, com indicação: 
a) Das matérias da instrução teórica, com as respectivas cargas 
horárias, distribuídas em três áreas curriculares – área básica, 
área técnica e área complementar; 
b) Da carga horária da instrução de vôo, subdividida em instrução 
no solo, instrução no treinador sintético/simulador e prática de 
vôo. 
15 Dez 90 
 28 
 
IN
S
T
R
U
Ç
Ã
O
 
T
E
Ó
R
IC
A
 
ÁREAS 
CURRICULARES 
MATÉRIAS 
CARGA HORÁRIA 
Horas-aula 
Horas/ 
simulador 
Horas 
 de 
 vôo 
B
Á
S
IC
A
 
O Piloto Comercial-Avião: preparação e atividade 02 
 
Matemática 15 
Física 15 
Segurança de Vôo 06 
Inglês Técnico 30 
T
É
C
N
IC
A
 
Conhecimentos Técnicos das Aeronaves 40 
Meteorologia 40 
Teoria de Vôo 40 
Regulamentos de Tráfego Aéreo 50 
Navegação Aérea 60 
C
O
M
P
L
E
M
E
N
T
A
R
 
A Aviação Civil 04 
Segurança da Aviação Civil contra Atos de Interferência 
Ilícita 
04 
Regulamentação da Aviação Civil 04 
Regulamentação da Profissão de Aeronauta 06 
Instrução Aeromédica 04 
SUBTOTAL 320 
IN
S
T
R
U
Ç
Ã
O
 D
E
 V
Ô
O
 
Instrução no solo 05 
 
Instrução no treinador /simulador 20 
 
Prática de Vôo – 1ª etapa 65 
Prática de Vôo – 2ª etapa 50 
SUBTOTAIS 05 20 115 
TOTAIS 325 20 115 
OBS.: Hora-aula = 50 minutos Hora/simulador = 60 minutos, excluídos brifim e 
debrifim 
15 Dez 90 
 29 
9.1 INSTRUÇÃO TEÓRICA 
A instrução teórica do curso deve atender, obrigatoriamente, aos 
seguintes elementos básicos: 
a) Grade curricular; 
b) Planos de matéria, onde são indicados, para cada matéria: 
 Objetivos específicos, que indicam, sinteticamente, as 
principais aprendizagens a serem realizadas pelos alunos e 
que devem ser objeto de avaliação, tanto na própria 
entidade de instrução, como nos exames teóricos do DAC 
para obtenção de PC-Avião; 
 Ementa, onde são apresentadas as unidades didáticas em 
que se desenvolve a matéria, fornecendo uma visão global 
do conteúdo proposto; 
 Orientação metodológica, subdividida em: 
(1) Papel da matéria no curso, com indicação ao instrutor do 
enfoque a ser dado à matéria, face ao tipo de curso; 
(2) Técnicas de instrução, onde são apresentadas as 
formas de ação em sala de aula, coerentemente com a 
natureza dos conteúdos e os objetivos específicos; 
(3) Recursos auxiliares da instrução, onde se informa o 
instrutor quanto às ajudas técnicas que podem facilitar 
tanto o ensino, quanto a aprendizagem; 
 Fontes de consulta, com indicação da bibliografia nacional 
referente à matéria; 
 Conteúdo programático mínimo, detalhado em unidades e 
subunidades didáticas, a fim de propiciar maior 
homogeneização no desenvolvimento dos assuntos pelas 
diferentes unidades de instrução. 
Além das matérias propostas para o cursopelo 
qual se acompanha o desenvolvimento do aluno com vista à adoção de 
procedimentos capazes de melhorar seu desempenho, sob critérios 
preestabelecidos, e a definir sua atenção ao final de certas fases do curso que 
tenham caráter conclusivo e ao final do curso. 
Brifim. Atividade didática da missão caracterizada pela explanação oral, por parte do 
instrutor de vôo, dos exercícios a serem desenvolvidos na missão. 
Calendário Escolar. Instrumento de controle administrativo que indica as principais 
atividades a serem desenvolvidas, como: matrícula, datas prováveis de início e 
término dos cursos e provas, e de outras atividades previstas pela entidade. 
Carga Horária. Qualquer parcela da duração de um curso; corresponde a uma parte 
significativa do mesmo, como por exemplo: de uma matéria, de uma área 
curricular, de um período letivo. É expressa em horas-aula (h-a). A h-a das 
matérias teóricas não pode ser menor que 50 (cinqüenta) minutos. 
Currículo escolar. Currículo escolar. Conjunto total das atividades proporcionadas pelo 
estabelecimento de ensino aos alunos de cada curso, incluindo os conhecimentos, 
habilidades e atitudes delas decorrentes, e que podem ser obtidos em: 
a) Aula teórica. Atividade em que predominam as informações verbais, escritas 
e/ou orais; o aluno não manipula qualquer equipamento nem pratica qualquer 
atividade específica da profissão. 
15 Dez 90 
 
b) Aula prática. Atividade em que o aluno manipula algum instrumento ou 
equipamento ou desempenha alguma atividade específica relacionada ao 
exercício da profissão. 
c) Treinamento. Período durante o qual o aluno se exercita na manipulação 
de algum instrumento ou equipamento no desempenho de alguma 
atividade específica profissional; pode constituir-se numa atividade ou 
numa sucessão de atividades, durante algum tempo. 
d) Visita orientada. Ocasião em que o aluno toma contato, fora do seu 
ambiente de instrução, com atividades realizadas por profissionais no 
próprio local de trabalho, ou com equipamentos, aparelhos, instrumentos 
em geral, em exposições, museus ou iniciativas congêneres. 
Outras atividades, como conferências, semanas de estudo, encontros e outras 
semelhantes, podem enriquecer a formação do aluno. Se o estabelecimento 
exigir frequência obrigatória, essas atividades integram o currículo e têm a 
carga horária computada na disciplina com a qual se relacionam mais 
estreitamente. 
Debrifim. Atividade didática da missão caracterizada pela explanação oral, por parte 
do instrutor de vôo, dos exercícios da missão recém-realizada, quando são 
comentados os erros e acertos e recomendados procedimentos para prevenir 
possíveis erros futuros. 
Duração do Curso. Tempo total dedicado ao desenvolvimento das atividades 
curriculares de cada curso; corresponde à soma das cargas horárias de todas as 
matérias teóricas e atividades práticas previstas, sendo expressa em horas-aula. 
Ementa. Relação dos títulos das unidades didáticas que constituem o conteúdo 
programático de um curso, caracterizando-o de modo sintético. 
Exercício. Conjunto de procedimentos e manobras de pilotagem que, executados de 
modo gradual e em ordem lógica, conduzem o aluno a adquirir os conhecimentos e 
a desenvolver as habilidades desejadas na pilotagem de aeronaves. 
Fase. Cada uma das duas partes em que se subdivide a prática de vôo, composta por 
missões logicamente distribuídas, cuja finalidade é adestrar o aluno para que possa 
atingir o nível de desempenho desejado. 
Formação Profissional. Processo de instrução sistemática durante o qual o estudante 
se prepara em unidade de instrução devidamente autorizada, para o exercício de 
uma profissão ou atividade, consistindo na aquisição de conhecimentos teóricos e 
práticos e no desenvolvimento de habilidades, hábitos e atitudes. 
Grade Curricular. Quadro que fornece uma visão global e simplificada de cada curso; 
contém, necessariamente, as matérias da instrução teórica, agrupadas por área 
curricular e as atividades práticas, com indicação das respectivas cargas horárias e 
a duração do curso. 
15 Dez 90 
 
Instrução de duplo comando (DC). Atividade didática de vôo em que o instrutor 
transmite ao aluno os conhecimentos e práticos da missão a ser realizada. 
Instrução de repetição. Atividade da instrução de vôo na qual o instrutor repete a 
instrução de duplo comando de uma missão em que o aluno não logrou aprovação. 
Instrução de revisão. Atividade da instrução de vôo em que o instrutor revisa todos ou 
parte dos exercícios das missões de uma mesma fase da instrução, com o objetivo 
de proporcionar ao aluno melhor assimilação dos procedimentos. 
Instrução de Vôo. Conjunto de atividades desenvolvidas no solo, no 
treinador/simulador e na prática de vôo que visa a adestrar o piloto-aluno para 
adquirir os conhecimentos e desenvolver as habilidades típicas da pilotagem. 
Instrutor. Elemento que possui experiência ou especialidade decorrente do exercício 
de atividade técnica, responsável pela instrução de matérias teóricas ou práticas 
dos diversos cursos. 
Material Instrucional. Material impresso ou escrito que constitui um tipo de recurso 
auxiliar do processo ensino-aprendizagem. Abrange livros, apostilas, manuais, 
ordens técnicas, revistas especializadas e qualquer outro material do gênero, 
elaborado ou não pela entidade. Pode ser usado pelo instrutor/professor e pelo 
aluno. 
Missão. Conjunto de exercícios que se desenvolvem através de explanação oral, 
demonstração, execução e avaliação dos procedimentos e manobras previstas. 
Plano de Matéria. Instrumento na qual são apresentados, para cada matéria os 
assuntos que abarca, divididos em unidades e subunidades didáticas, e carga 
horária de cada matéria. Podem ser enriquecidos com detalhes de orientação ao 
professor/instrutor, como, por exemplo: objetivos específicos, ementa, função da 
matéria no curso, indicação de metodologia de ensino, recursos auxiliares, 
bibliografias 
Professor. Profissional credenciado na forma da lei, com preparação pedagógica, 
responsável pelo ensino de matérias teóricas ou práticas dos diversos cursos. 
Recursos auxiliares da instrução. Referem-se a todo material – aparelhos, 
instrumentos, equipamentos – que contribui para ajudar o processo ensino-
aprendizagem, recursos estes construídos ou não pela unidade de instrução. 
Podem ser de uso genérico (gravuras, quadro-de-giz, retroprojetor, compasso etc) 
ou de uso específico (mapas e cartas de navegação, peças em corte etc). 
Regulamento do Curso. Conjunto de normas que elaboradas pela unidade de 
instrução, regulam a vida do estudante e a realização de um curso. Contém normas 
referentes ao curso em si (por exemplo, épocas de inscrição e matrícula, provas, 
critérios para atribuição de notas, documentos exigidos etc.), às atividades 
realizadas na entidade (aulas, reuniões, solenidades), à utilização das 
dependências, horários e outras. 
Subunidade Didática. Subconjunto de assuntos afins em que se subdivide a unidade 
didática. 
15 Dez 90 
 
Supervisão. Função exercida, em caráter contínuo e sistemático, abrangendo 
assistência técnica e avaliação, com vista à preservação e ao aprimoramento dos 
padrões mínimos estabelecidos para o funcionamento das unidades de instrução 
no desenvolvimento dos cursos. 
Treinamento de solo. Parte da instrução de vôo na qual o aluno realiza sozinho uma 
missão, com a finalidade de sedimentar e aprimorar conhecimentos e habilidades 
já transmitidos e assimilados. 
Unidade de Instrução. Pessoa jurídica, constituída na forma da lei, autorizada pelo 
Departamento de Aviação Civil, cujo objetivo principal é a formação e o 
aperfeiçoamento de pessoal para a Aviação Civil. 
Unidade Didática. Conjunto de assuntos afins em que se dividem as matérias de um 
curso. 
15 Dez 90 
 
- FOLHA DE CONTROLE DE REVISÕES - 
REVISÕES 
Nº DATA DA 
EFETIVAÇÃO 
DATA DA 
ANOTAÇÃO 
ANOTADA 
POR 
Nº DATA DA 
EFETIVAÇÃO 
DATA DA 
ANOTAÇÃO 
ANOTADA 
POR 
01 16/05/91 13/05/91 SERAC-2/IAC02 15/09/92 15/09/92 IAC 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
01 – Substituídas as folhas 16, 127, 129, 131, 132 e incluída a folha 131 131-a. 
02 - Substituídas as folhas 1, 3, 5, 6, 7. 
ANEXO 1 
PORTARIA DE APROVAÇÃOde PP-Avião, foram 
acrescentadas ao programa do Curso de PC-Avião: 
a) Inglês técnico, necessário à compreensão de manuais dos 
fabricantes e outros documentos referentes a aeronaves mais 
complexas e que, na maioria das vezes, não têm tradução em 
português, além de ter importância para a comunicação. 
b) Segurança da Aviação Civil contra Atos de Interferência Ilícita, 
com o objetivo de dar os conhecimentos básicos necessários às 
providências a serem tomadas pelo piloto quando da ocorrência 
de tais atos. 
c) Regulamentação da profissão de aeronauta, incluída por se 
tratar de um curso destinado à preparação de profissionais. 
15 Dez 90 
 30 
Os conteúdos das matérias Matemática e Segurança de Vôo, da área 
básica, são idênticos em ambos os cursos, tendo, porém, carga horária menor. Em 
Física, foram incluídas duas unidades didáticas: eletrostática e raios X e raios 
cósmicos, com noções gerais sobre os temas. A repetição tem como finalidade atender 
aos alunos que não freqüentam o curso do PP, além de permitir ao instrutor verificar se 
eles realmente dominam, o conteúdo básico daqueles assuntos, imprescindível à 
compreensão das matérias da área técnica. Apesar de todos os alunos já terem 
concluído o 2º grau, é indispensável a realização de um pré-teste, com a finalidade de 
verificar o nível de conhecimento dos alunos, considerando-se a diversidade de sua 
instrução regular. Construído com base nas unidades didáticas de cada matéria, o pré-
teste ajudará o instrutor a conhecer as dificuldades reveladas pelos alunos e 
desenvolver os temas mais conhecidos, passando por alto nos assuntos já dominados. 
Outra vantagem é a possibilidade de trabalhar com grupos de alunos pelo tipo de 
dificuldade revelada. 
As matérias da área técnica do curso incluem conteúdos do curso de PP, 
que devem, porém, ser desenvolvidos em maior profundidade, para atender à maior 
complexidade da instrução de vôo, em consonância com a prática profissional. Apesar 
de conteúdos semelhantes, os instrutores devem observar com atenção os objetivos 
específicos propostos para cada matéria. Foram também incluídos conceitos referentes 
a vôos por instrumentos. 
Todas as matérias estão vinculadas entre si. Procurou-se indicar, em 
cada plano de matéria, os assuntos em ordem crescente de dificuldade, o que 
possibilita ao aluno a absorção gradual dos diferentes tópicos. A observância dessa 
linha no desenvolvimento das aulas extrapola, inclusive, o âmbito de cada matéria, 
sendo fundamental para a compreensão dos assuntos pelo aluno, pois ele só pode, em 
muitos casos, assimilar princípios, teorias e procedimentos se já domina certos 
conceitos e noções. Um exemplo claro da necessidade de uma seqüência adequada: o 
planejamento de vôo pressupõe que o aluno já tenha aprendido determinados 
conceitos de Regulamentos de Tráfego Aéreo, Navegação Aérea e Meteorologia. 
Por outro lado, alguns temas podem aparecer em mais de uma matéria, 
sendo, porém, tratados sob enfoques diferentes em cada uma delas, como por 
exemplo grupo motopropulsor, que figura em Conhecimentos Técnicos das Aeronaves 
e Teoria de Vôo. 
Ao analisar o currículo, a coordenação do curso, juntamente com os 
instrutores, deve completar o detalhamento dos planos de matéria, indicando o número 
de horas-aula para desenvolver o conteúdo de cada unidade ou subunidade didática, 
de modo a perfazer a carga horária proposta para cada matéria. É uma tarefa na qual a 
entidade pode enfatizar certos assuntos que considera mais significativos ou difíceis, 
atribuindo-lhes maior carga horária do que a outros que não considera tão relevantes. 
Fica também a critério da entidade a inclusão de outras matérias ou a 
ampliação dos mínimos de conteúdo programático e carga das matérias propostas, em 
face de seu corpo de alunos. A entidade que se valer desse direito deve informar ao 
IAC os acréscimos pretendidos, observada a forma de apresentação adotada na grade 
curricular e nos planos de matéria constantes deste manual. 
15 Dez 90 
 31 
É de responsabilidade da entidade de instrução profissional a 
programação do curso (horários diários por matéria e por instrutor); no entanto, o 
coordenador ou aquele que tiver tal incumbência deve fazê-lo com base nessas 
considerações, evitando, assim entraves à aprendizagem causados pela impropriedade 
seqüencial da instrução ou pela repetição desnecessária de assuntos. 
Preventivamente, algumas medidas nesse sentido seriam: 
a) atribuir a tarefa de organizar a programação exclusivamente 
especialista isto é, a algum credenciado como PC-A com 
experiência em instrução; 
b) realizar reuniões com os instrutores, destinadas a definir 
claramente quem trata de que, quando e para que em 
consonância com os objetivos específicos indicados em cada 
plano de matéria. 
9.1.1 PLANOS DE MATÉRIA 
MÓDULO/MATÉRIA: O PILOTO COMERCIAL – AVIÃO: Preparação e 
Atividade 
Área curricular: Básica Carga horária: 02 h-a 
Objetivos Específicos 
Ao final da palestra, o aluno deverá ser capaz de apresentar uma visão 
global: 
 Da preparação teórica e prática a que estará sujeito durante o curso; 
 Das características pessoais a serem observadas e desenvolvidas 
como indispensáveis ao bom piloto; 
 Das exigências legais para a operação de aeronaves. 
Ementa 
 A preparação do Piloto Comercial-Avião 
 O piloto de avião 
 A operação de aeronaves 
Orientação Metodológica 
Papel da Palestra na Abertura Formal do Curso 
Ao final da palestra, o aluno visualizará, de um modo global, realista, o 
que espera durante o curso e, posteriormente, o que lhe será permitido, após a 
obtenção da licença e dos respectivos CHT. 
A palestra deve ser pronunciada por pessoa de bom conceito no âmbito 
da instrução, devendo sua apresentação revestir-se de caráter formal, com 
repercussão favorável e significativa para a integração às atividades previstas. 
O objetivo essencial não é, pois, passar informações minuciosas sobre 
cada assunto indicado, mesmo porque, durante vários momentos do curso, elas serão 
estudadas em profundidade; será importante provocar efeito emocional que incentive 
15 Dez 90 
 32 
os alunos à aceitação dos aspectos doutrinários e programáticos, predispondo-os aos 
esforços necessários à assimilação das aprendizagens e à adaptação às restrições 
decorrentes das peculiaridades da própria entidade, da instrução e da operação de 
aeronaves, em nível de PC-Avião. 
Poderão ser incluídos outros assuntos, como por exemplo: uma pincelada 
histórica da entidade no setor da instrução de pilotos e suas principais realizações 
nesse sentido; apresentação breve dos currículos e experiência dos membros do corpo 
docente, importância da troca de experiência entre pilotos. 
Em suma, os alunos deverão sentir respeito pela entidade e disposição de 
fazer um bom curso. Não será necessária avaliação. 
 
 
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 
MATÉRIA: O PILOTO COMERCIAL – AVIÃO: PREPARAÇÃO E ATIVIDADE 
ÁREA CURRICULAR: BÁSICA CARGA HORÁRIA: 02 h-a 
Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE 
C.H. 
PARCIAL 
1 A preparação do Piloto Comercial-
Avião 
1.1. Objetivo do curso: operação segura e eficiente das aeronave 
1.2. Instrução teórica do curso – Duração. Matérias componentes e contribuição de cada 
uma para a formação do Piloto Comercial-Avião. Avaliação do aluno: rendimento, 
participação e freqüência 
1.3. Instrução de vôo – Etapas. Características gerais de instrução no solo, no 
treinador/simulador e de vôo. Importância do treinamento. O exame prático de vôo 
 
2 O piloto de avião 2.1. Importância da dedicação aos estudos teóricos, ao treinamento e ao aperfeiçoamento 
contínuo 
2.2. A capacidade de comandar uma aeronave – Características pessoais físicas e 
psicológicas importantes: decisão e iniciativa, capacidade para trabalhar em equipe, 
organização, objetividade e disciplina 
2.3. Influência da saúde sobre as condições necessárias ao exercício da profissão. 
Limitações psicofísicas à operação de aeronaves 
2.4. O fator disciplinar– Respeito às normas. Avaliação das próprias condições. 
Reconhecimento das possibilidades e limitações da aeronave 
 
 
3 A operação de aeronaves 3.1. Características gerais – Riscos 
3.2. O exercício da profissão – Entidades em que podem atuar os PC-Avião 
3.3. Documentos exigidos para o exercício das atividades de PC-Avião 
3.3.1. Licença – Órgão expedidor: DAC. Prerrogativas do titular. Requisitos para a 
concessão: conhecimento, perícia e aptidão psicofísica. Os exames teórico e prático 
de vôo. Registro das horas de vôo. Exigências para renovação da licença. Situações 
que determinam a cassação da licença 
3.3.2. Certificados de habilitação técnica (CHT) – Órgão expedidor: DAC. Tipos: qualificação 
IFR, de classe ou tipo. Validade. Renovação 
3.3.3. Certificado de capacidade física (CCF) – Órgãos expedidores. Validade. Classe 
exigida para o PC-Avião 
3.3.4. Exigências específicas para pilotos estrangeiros 
 
1
5
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 9
0
 
3
3
 
 
 
CONTINUAÇÃO 
Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE 
C.H. 
PARCIAL 
3 3.4. Oportunidades de mercado de trabalho. Atuação como copiloto, como comandante e 
como instrutor. Perspectivas da carreira 
3.5. Inspeção da Aviação Civil – Papel dos Inspetores de Aviação Civil (INSPAC-Piloto e 
INSPAC-Especialista). Atitude do piloto em relação à inspeção 
 
1
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3
4
 
15 Dez 90 
 35 
MÓDULO/MATÉRIA: MATEMÁTICA 
Área curricular: Básica Carga horária: 02 h-a 
Objetivos Específicos 
Ao final da matéria, o aluno deverá ser capaz de: 
– Identificar o conjunto dos números naturais; 
– Efetuar operações no conjunto N; 
– Identificar as propriedades da adição e da multiplicação no 
conjunto N; 
– Resolver problemas envolvendo números do conjunto N: 
– Reconhecer os múltiplos e divisores ou fatores de um número 
natural; 
– Decompor um número em fatores primos; 
– Determinar o m.m.c. de números naturais; 
– Identificar o conjunto dos números racionais – conjunto Q; 
– Reconhecer os conjuntos Q+ e Q- como subconjuntos do conjunto 
Q; 
– Determinar o valor absoluto ou módulo e o oposto ou simétrico de 
um número racional; 
– Reconhecer frações como uma relação parte-todo; 
– Identificar os diferentes tipos de fração; 
– Estabelecer a equivalência de frações; 
– Reduzir frações ao mesmo denominador pelo m.m.c. ou pela 
aplicação do conceito de equivalência; 
– Reconhecer frações escritas sob a forma decimal; 
– Efetuar operações envolvendo racionais positivos e negativos; 
– Calcular média aritmética e média ponderada; 
– Resolver problemas pela aplicação de frações, decimais, média 
aritmética e média ponderada; 
– Identificar o conjunto dos números inteiros; 
estabelecer a relação de inclusão de N em Z; 
– Efetuar operações no conjunto Z; 
– Determinar a razão de dois números; 
– Reconhecer uma proporção como igualdade de duas razões; 
15 Dez 90 
 36 
– Identificar e aplicar a propriedade fundamental das proporções; 
– Resolver problemas pela aplicação de razão, proporção e média 
geométrica; 
– Reconhecer grandezas proporcionais; 
– Calcular porcentagens; 
– Resolver problemas pela aplicação de regra de três simples e 
porcentagem; 
– Identificar o conjunto dos números reais – conjunto R; 
– Identificar os subconjuntos de R; 
– Caracterizar o conjunto dos números irracionais; 
– Efetuar operações em potências da mesma base; 
– Reconhecer dízimas periódicas; 
– Reconhecer expressões algébricas e numéricas, monômios e 
polinômios; 
– Efetuar operações com monômios e polinômios; 
– Desenvolver os produtos notáveis; 
– Calcular o m.m.c. de dois ou mais polinômios; 
– Simplificar frações algébricas; 
– Efetuar operações com frações algébricas; 
– Identificar equações de 1º grau; 
– Resolver expressões algébricas polinomiais de 1º grau; 
– Resolver equações fracionárias; 
– Resolver sistemas de equação de 1º grau; 
– Reconhecer plano cartesiano; 
– Representar, no plano cartesiano, um ponto de coordenadas x e 
y; 
– Representar graficamente um sistema de equações; 
– Resolver equações de 2º grau; 
– Resolver expressões algébricas de 2º grau; 
– Reconhecer unidades e subunidades de medição linear, de área, 
de volume e de ângulos; 
– Efetuar cálculos envolvendo medição linear, de área, de volume e 
de ângulos; 
15 Dez 90 
 37 
– Reconhecer, efetuar operações e a conversão de unidades do 
sistema inglês de medidas, com vista ao cálculo da velocidade, 
altitude e reabastecimento; 
– Determinar relações trigonométricas nos triângulos retângulos; 
– Identificar arcos orientados e funções trigonométricas; 
– Representar graficamente funções trigonométricas; 
– Resolver equações trigonométricas 
Ementa 
– Conjunto dos números naturais: conjunto N 
– Conjunto dos números racionais: conjunto Q 
– Conjunto dos números inteiros: conjunto Z 
– Razões e proporções 
– Porcentagem 
– Conjunto dos números reais: conjunto R 
– Expressões algébricas 
– Frações algébricas 
– Equações de 1º grau (em R) 
– Sistemas de equações de 1º grau a duas incógnitas 
– Equações de 2º grau 
– Construções e traçados geométricos 
– Medição 
– Trigonometria 
Orientação Metodológica 
Papel de Matéria no Curso 
A aprendizagem de conceitos matemáticos básicos é indispensável à 
aprendizagem dos conceitos que deverão ser desenvolvidos em outras matérias, 
particularmente Física, Navegação Aérea e Teoria de Vôo. O instrutor deve estar 
atento para essa inter-relação, de modo a evitar perder tempo tentando desenvolver no 
aluno conceitos mais complexos quando ele não possui a fundamentação matemática 
necessária. 
Técnicas de Instrução 
A Matemática exige um trabalho mental tipicamente abstrato, com apelo 
aos diferentes tipos de lógica que não têm aplicação somente no âmbito da 
Matemática; se o piloto não desenvolve seu pensamento de forma lógica, ao lidar com 
as questões matemáticas, certamente, não conseguirá resolvê-las nem chegará a 
perceber sua aplicação, quando estudar outros assuntos. 
15 Dez 90 
 38 
O programa de Matemática sugerido para o curso é uma revisão dos 
assuntos tratados no 1º e no 2º grau e, por essa razão, deve merecer atenção do 
instrutor que, certamente, encontrará grande heterogeneidade no desempenho dos 
alunos. Talvez seja necessário fazer um pré-teste para determinar que alunos 
precisarão de um reforço, antes de iniciar o desenvolvimento da matéria. 
Os conceitos e habilidades básicas a serem desenvolvidos pelos alunos 
dizem respeito a: 
– Identificação e interpretação da terminologia e da simbologia 
matemática; 
– Compreensão da natureza estrutural dos sistemas numéricos, o 
que permite ao aluno passar do estudo de um sistema numérico 
mais simples – o conjunto N – para outro mais complexo – o 
conjunto R, por exemplo – estabelecendo as relações entre os 
elementos comuns à estrutura dos dois sistemas; o 
reconhecimento dos elementos estruturais comuns aos dois 
sistemas levará o aluno a descobrir e demonstrar os teoremas 
que forem paralelos aos provados por um sistema numérico 
anteriormente estudado; 
– Computação das operações com base nas propriedades 
estruturais; assim, por exemplo, o aluno que compreender a 
propriedade comutativa da adição no conjunto dos números 
naturais (3 + 4 = 4+3) será levado a transferir essa aprendizagem 
para a adição no conjunto dos números racionais )
3
1
7
6
7
6
3
1
( 



 ; 
compreendendo as propriedades matemáticas estruturais, o 
piloto-aluno terá condições de resolver situações-problema que 
requerem a articulação de diferentes princípios matemáticos; 
– Habilidade de realizar cálculos com a presteza indispensável às 
condições em que fará os cálculos durante as operações de vôo, 
inclusive as emergências; 
– Habilidade de interpretar gráficos e tabelas, que serão 
indispensáveis ao desempenho das atividades do piloto. 
Recursos Auxiliares da Instrução 
O instrutor deverá aproveitar todas as oportunidades para representar 
graficamente as operações, frações, sistemas de equação, começandopela reta 
numerada, gráficos cartesianos e diagramas até as representações mais complexas.
 
 
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 
MATÉRIA: MATEMÁTICA 
ÁREA CURRICULAR: BÁSICA CARGA HORÁRIA: 15 h-a 
Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE 
C.H. 
PARCIAL 
1 Conjunto dos números naturais: 
conjunto N 
1.1. Operações no conjunto N: adição, subtração, multiplicação, divisão, potenciação e 
radiciação 
1.2. Propriedades das operações no conjunto N 
1.2.1. Adição – Propriedades comutativa e associativa 
1.2.2. Multiplicação – Propriedades comutativa, associativa e distributiva 
1.3. Múltiplos e divisores ou fatores de um número natural 
1.3.1. Múltiplos de um número 
1.3.2. Divisores ou fatores de um número 
1.3.3. Critérios de divisibilidade por 2, 3, 5, 10, 100 e 1000 
1.3.4. Números primos e primos entre si 
1.3.5. Fatoração de um número natural – m.d.c. e m.m.c. pela decomposição em fatores 
primos 
 
2 Conjunto dos números racionais: 
conjunto Q 
2.1. Valor absoluto ou módulo de um número racional 
2.2. Oposto ou simétrico de um número racional 
2.3. Número elevado a expoente como fração inversa 
2.4. Subconjuntos do conjunto Q 
2.4.1. Conjunto dos números racionais não negativos: conjunto Q+ - Conceituação de fração. 
Frações próprias, impróprias e aparentes. Frações equivalentes. Simplificação de 
frações. Redução de frações ao mesmo denominador. Operações de adição, 
subtração, multiplicação e divisão de frações. Decimais. Transformação de frações em 
decimais e vice-versa. Operações de adição, subtração, multiplicação e divisão de 
decimais. Média aritmética e média ponderada. 
2.4.2. Conjunto dos números racionais negativos: conjunto Q. 
 
 
 
 
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CONTINUAÇÃO 
Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE 
C.H. 
PARCIAL 
3 Conjunto dos números inteiros: 
conjunto Z 
3.1. Relação de inclusão de N em Z 
3.2. Oposto de um número inteiro 
3.3. Operações no conjunto Z: edição, subtração, multiplicação, divisão, potenciação e 
radiação 
 
4 Razões e proporções 4.1. Razão de dois números 
4.2. Antecedente e conseqüente de uma razão 
4.3. Escala como razão 
4.4. Proporção como igualdade de duas razões 
4.5. Termos de uma proporção 
4.6. Propriedade fundamental das proporções – Aplicação para determinar o termo 
desconhecido 
 
 
5 Porcentagem 5.1. Grandeza direta e inversamente proporcionais 
5.2. Regra de três simples 
5.3. Cálculo de porcentagens 
 
6 Conjunto dos números reais: 
conjunto R 
6.1. Conjunto R como união dos conjuntos dos números racionais e irracionais 
6.2. Números racionais: naturais, inteiros e fracionários 
6.3. Cocientes de números inteiros sob as formas fracionárias e racional 
6.4. Números irracionais – Números decimais ilimitados não periódicos e razões de números 
que não são quadrados perfeitos 
6.5. Dízimas periódicas 
6.6. Potências da mesma base – Operações de multiplicação e divisão 
 
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CONTINUAÇÃO 
Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE 
C.H. 
PARCIAL 
7 Expressões algébricas 7.1. Valor numérico de uma expressão algébrica 
7.2. Monômios ou termos algébricos 
7.3. Redução de monômios semelhantes 
7.4. Operações com monômios: adição, subtração, multiplicação, divisão e potenciação 
7.5. Polinômios 
7.6. Operações com polinômios: adição, subtração, multiplicação e divisão 
7.7. Produtos notáveis 
7.8. m.m.c. de polinômios 
 
8 Frações algébricas 8.1. Valores que anulam os denominadores 
8.2. Simplificação 
8.3. Operações com frações algébricas: adição e subtração 
 
 
9 Equações de 1º grau (em R) 9.1. Resolução de equações de 1º grau a uma incógnita em R 
9.2. Equações fracionárias redutíveis ao 1º grau 
9.3. Polinômios 
 
10 Sistemas de equação de 1º grau e 
duas incógnitas 
10.1. Processos de resolução: adição, substituição e comparação 
10.2. Plano cartesiano 
10.3. Representação de uma equação a duas incógnitas (variáveis) no plano cartesiano 
10.4. Representação da reta no plano cartesiano 
10.5. Representação gráfica cartesiana da solução de um sistema de equações 
 
11 Equações de 2º grau 11.1. Resolução 
11.2. Polinômios 
 
12 Construções e traçados geométricos 12.1. Representação gráfica da translação de eixos 
12.2. Bissetriz de um ângulo 
12.3. Retas perpendiculares e retas paralelas 
 
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CONTINUAÇÃO 
Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE 
C.H. 
PARCIAL 
13 Medição 13.1. Medição linear – Unidades e subunidades. Cálculos de perímetro 
13.2. Medição de área das principais figuras planas 
13.3. Medição e representação gráfica do volume de sólidos, líquidos e gases 
13.4. Medição de ângulos 
13.5. Medidas do sistema inglês: polegada quadrada, pé, pé-cúbido, jarda, milha náutica 
(nó), libra etc. 
 
14 Trigonometria 14.1. Relações trigonométricas nos triângulos retângulos: seno, co-seno, e trangente 
14.2. Arcos orientados e ângulos – Redução de arcos ao 1º quadrante 
14.3. Funções trigonométricas – Representação gráfica 
14.4. Operações com arcos 
14.5. Equações trigonométricas 
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15 Dez 90 
 43 
MÓDULO/MATÉRIA: FÍSICA 
Área curricular: Básica Carga horária: 15 h-a 
Objetivos Específicos 
Ao final da matéria, o aluno deverá ser capaz de: 
– Identificar as grandezas vetoriais; 
– Caracterizar vetor; 
– Efetuar operações com vetores; 
– Caracterizar as grandezas velocidade e aceleração e suas 
unidades; 
– Caracterizar os diferentes tipos de movimento; 
– Identificar movimento de rotação e suas grandezas 
características; 
– Determinar o movimento resultante de dois ou mais movimentos 
componentes; 
– Identificar o movimento dos projéteis e das aeronaves como um 
movimento resultante; 
– Descrever os efeitos causados pela ação dos ventos sobre 
projéteis; 
– Caracterizar a grandeza vetorial força, seus tipos, seus efeitos e 
unidades; 
– Determinar a resultante de duas ou mais forças; 
– Identificar as principais forças de resistência; 
– Caracterizar o peso de um corpo como resultante da ação da 
gravidade; 
– Identificar as leis de Newton e suas aplicações; 
– Indicar as grandezas que determinam o momento de uma força 
e seus efeitos; 
– Enunciar as condições de equilíbrio de um corpo; 
– Distinguir trabalho de potência; 
– Indicar as unidades de medida de trabalho e potência; 
– Caracterizar energia mecânica, suas modalidades e 
conservação; 
– Identificar as grandezas impulso, quantidade de movimento e 
choque mecânico; 
15 Dez 90 
 44 
– Caracterizar movimento ondulatório, suas grandezas e os 
fenômenos decorrentes de sua propagação; 
– Identificar o som como um movimento ondulatório, indicando sua 
velocidade e condições de variação; 
– Indicar as condições de ressonância; 
– Identificar a luz como um movimento ondulatório; 
– Indicar as características das lentes e prismas; 
– Reconhecer o aspecto eletromagnético da propagação luminosa; 
– Caracterizar a grandeza pressão e suas unidades; 
– Caracterizar pressão atmosférica, indicando seu valor; 
– Reconhecer a variação da pressão em seus diferentes pontos; 
– Determinar a pressão num ponto de um fluido; 
– Indicar a aplicação dos princípios de Pascal, Arquimedes, 
Bemoulli e Venturi; 
– Diferenciar calor de temperatura; 
– Reconhecer termômetros; 
– Interpretar escalas termométricas; 
– Interpretar o significado de calor específico; 
– Descrever o princípio fundamental de calorimetria; 
– Indicar as formas de propagação do calor; 
– Indicar as características da dilatação dos sólidos e líquidos; 
– Descrever as mudanças de estado físico, caracterizando o calor 
latente das mudanças; 
– Caracterizar o comportamento dos gases e enunciar suas leis; 
– Interpretar a finalidade da termodinâmica; 
– Caracterizar os princípios da termodinâmica; 
– Indicar o equivalente mecânico de calor; 
– Descrever máquinas térmicas e seu funcionamento; 
– Interpretar o rendimento das máquinas térmicas; 
– Definir campo magnético, descrevendo suas propriedades; 
– Indicara estrutura magnética dos ímãs e seus efeitos; 
– Reconhecer a Terra como uma ímã; 
– Descrever o campo magnético terrestre e seus efeitos; 
15 Dez 90 
 45 
– Indicar a bússola como aplicação do campo magnético; 
– Caracterizar carga elétrica, suas unidades e seus efeitos; 
– Indicar as grandezas características do campo elétrico e suas 
unidades; 
– Conceituar corrente elétrica; 
– Identificar os efeitos da corrente elétrica e as unidades que 
medem sua intensidade; 
– Descrever o campo elétrico gerado pela corrente elétrica; 
– Indicar as grandezas características do campo elétrico e suas 
unidades; 
– Conceituar potencial elétrico e força motriz, indicando suas 
unidades; 
– Calcular diferença de potencial; 
– Descrever o fenômeno da condensação elétrica, indicando suas 
aplicações; 
– Indicar a relação da carga elétrica com a eletricidade 
atmosférica; 
– Enunciar a lei de Ohm; 
– Caracterizar geradores, receptores elétricos e suas associações; 
– Descrever resistores, indicando sua unidade de medida; 
– Calcular a resistência equivalente de circuito; 
– Descrever capacitores, indicando sua unidade de medida; 
– Calcular a capacidade equivalente de circuito; 
– Reconhecer os principais instrumentos de medida elétrica; 
– Representar graficamente os circuitos elétricos; 
– Reconhecer os princípios de eletrólise e sua aplicação; 
– Caracterizar eletromagnetismo e as grandezas envolvidas – 
corrente e força eletromotriz induzida; 
– Descrever o fenômeno da indução eletromagnética; 
– Enunciar as leis fundamentais da indução eletromagnética; 
– Descrever a geração de corrente elétrica alternada; 
– Descrever a retificação e a transformação da corrente; 
– Descrever a geração da energia estática e os princípios de sua 
eliminação; 
15 Dez 90 
 46 
– Descrever o fenômeno termoiônico, indicando suas aplicações; 
– Descrever o fenômeno fotoelétrico, indicando suas aplicações; 
– Reconhecer os princípios dos raios X e suas aplicações; 
– Reconhecer os fenômenos da radioatividade. 
Ementa 
– Vetores 
– Movimento 
– Forças e equilíbrio 
– Trabalho e potência 
– Movimento ondulatório 
– Mecânica dos fluidos 
– Terminologia 
– Magnetismo 
– Eletricidade 
– Eletromagnetismo 
– Eletrostática 
– Eletrônica 
– Raios X e raios cósmicos 
Orientação Metodológica 
Papel da Matéria no Curso 
Esta matéria oferece aos alunos o conhecimento de fenômenos físicos 
que ocorrem na natureza e propicia a compreensão dos princípios que regulam esses 
fenômenos, como meios de prepará-los para as aprendizagens posteriores, incluídas 
na preparação do Piloto Comercial-Avião, sobretudo nas matérias Conhecimentos 
Técnicos das Aeronaves, Teoria de vôo e Navegação Aérea. 
Tal como está coordenada inclui conteúdo programático de 1º e de 2º 
graus. A avaliação dos alunos deve ser rigorosa, pois a sedimentação dos assuntos 
nela indicados é pré-requisito para o sucesso nas matérias citadas. Artes de inciá-la, 
seria útil ao instrutor submeter os alunos a um pré-teste, conforme indicado no item 9.1 
deste manual, sem o objetivo de atribuir-lhes nota, mas com a finalidade de averiguar o 
nível dos conhecimentos. 
Técnicas de Instrução 
As explicações dos fenômenos devem ser acompanhadas de 
demonstrações práticas, com elementos simples, improvisados e da vida real, e de 
utilização de ilustrações, desenhos, esquemas. 
15 Dez 90 
 47 
O emprego de material comum para exemplificar e concretizar é fator de 
aceleração da aprendizagem, além de ser, por si mesmo, mais atraente, Consistindo 
em estímulos que podem canalizar o interesse, a curiosidade, os sentidos e o 
raciocínio, induzem os alunos a intuir princípios e leis subjacentes aos fenômenos. A 
demonstração prática simplifica as tarefas do instrutor e provoca a atividade 
participante dos alunos, sobretudo se convidados a perguntar, a mostrar dúvidas, a 
lembrar hipóteses, a propor alternativas. 
Recursos Auxiliares da Instrução 
Tudo o que propiciar demonstração prática. Ilustrações. 
 
 
 
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 
MATÉRIA: FÍSICA 
ÁREA CURRICULAR: BÁSICA CARGA HORÁRIA: 15 h-a 
Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE 
C.H. 
PARCIAL 
1 Vetores 1.1. Grandezas escalares e vetoriais. Vetor – Caracterização e operações com vetores 
2.1. Velocidade e aceleração – Conceituação. Unidades de medida respectivas 
2.2. Movimento retilíneo uniforme. Movimento retilíneo uniformemente variado. Movimento 
de queda livre – Caracterização 
2.3. Movimento de rotação – Período e freqüência. Velocidade angular. Acelerações 
centrípeta e centrífuga 
2.4. Composição de movimentos – Movimento dos projéteis. Ação dos ventos 
 
3 Forças e equilíbrio 3.1. Forças – Representação vetorial. Unidades de medida 
3.2. Terceira Lei de Newton – Princípio da ação e da reação. Resultante. Deformações 
3.3. Forças resistentes: resistência do ar e atrito 
3.4. Gravidade – peso de um corpo. Centro de gravidade 
3.5. Momento de uma força 
3.6. Segunda Lei de Newton – Massa e densidade. Peso específico 
3.7. Primeira Lei de Newton – Princípio da inércia 
3.8. Equilíbrio – Condições de equilíbrio 
 
 
4 Trabalho e potência 4.1. Trabalho mecânico – Conceituação. Unidades de medida 
4.2. Potência – Conceituação. Unidades de medida 
4.3. Energia cinética e potencial. Conservação de energia mecânica 
4.4. Impulso e quantidade de movimento – Conservação da quantidade de movimento 
4.5. Choque mecânico – Conceituação 
 
5 Movimento ondulatório 5.1. Caracterização. Grandezas características dos fenômenos periódicos. Propagação 
ondulatória. Reflexão, refração e interferência da propagação 
 
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5 5.2. Vibrações sonoras – Características, Propagação do som em diferentes meios. 
Velocidade e propagação do som. Eco e ressonância 
5.3. Vibrações luminosas – Propagação e velocidade da luz. Fenômenos decorrentes dos 
diferentes meios de propagação. Lentes e prismas: aplicações 
 
6 Mecânica dos fluidos 6.1. Fluidos – Conceito. Espécies: líquidos e gases 
6.2. Pressão – Caracterização. Unidades de medida. Pressão atmosférica 
6.3. Massa específica e densidade 
6.4. Princípio fundamental; da hidrostática 
6.5. Princípios de Arquimedes e Pascal – Aplicações 
6.6. Noções básicas de fluidodinâmica – Teoria do perfil 
6.6.1. Escoamento – Conceituação. Tipos. Tubo de escoamento. Escoamento 
incompreensível. Leis de escoamento. Equação da continuidade. Túnel aerodinâmico 
(túnel de vento). Teorema de Bernouli. Tubo de Venturi 
6.6.2. Pressão dinâmica dos fluidos – Caracterização. Expressão matemática 
 
 
7 Termologia 7.1. Temperatura – Conceituação, medição de temperatura. O termômetro. Escalas: Celsius, 
Kelvin, Farenheit e Flankine. Escalas absolutas 
7.2. Temperatura e calor – Escalas termométricas. Principais tipos de termômetro. 
Calorimetria. Calor específico. Princípio fundamental da calorimetria 
7.3. Propagação do calor – Dilatação dos sólidos e líquidos. Mudanças de estado físico. 
Calor latente 
7.4. Comportamento térmico dos gases – Leis de Charles e de Boyle. Tipos de 
transformação 
7.5. Termodinâmica – Transformação de calor em trabalho 
7.6. Princípios da termodinâmica 
 
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7 7.7. Equivalente mecânico do calor 
7.8. Máquinas térmicas - Rendimento 
 
8 Magnetismo 8.1. Magnetismo – Propriedades. Ímã. Imantação 
8.2. Campo magnético. Campo magnético terrestre. Bússola 
 
 
9 Eletricidade 9.1. Eletrização - Conceito de carga elétrica. Unidades 
9.2. Corrente elétrica – Intensidade e efeito. Condensação elétrica: aplicações 
9.3. Campo elétrico – Grandezas características 
9.4. Potencial elétrico – Diferença de potencial e força motriz 
9.5. Eletricidade atmosférica 
9.6. Lei de Ohm – Aplicação 
9.7. Geradores e receptores de corrente elétrica – Associações 
9.8. Resistores e circuitos. Capacitores e circuitos– Instrumentos de medida 
 
10 Eletromagnetismo 10.1. Indução eletromagnética e instrumento de medida. Alternadores e transformadores. Lei 
de Lenz e de Boyt 
 
11 Eletrostática 11.1. Cargas positivas e negativas. Cargas geradas por fricção. Indução eletrostática. Cargas 
estáticas nas aeronaves e métodos de dispersão 
 
12 Eletrônica 12.1. Caracterização. Aplicação 
12.2. Emissão de elétrons. Válvulas e células fotoelétricas 
 
13 Raios X e raios cósmicos 13.1. Propriedades 
13.2. Elementos de radioatividade – Noções gerais 
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MÓDULO/MATÉRIA: SEGURANÇA DE VÔO 
Área curricular: Básica Carga horária: 06 h-a 
Objetivos Específicos 
Ao final da matéria, o aluno deverá ser capaz de: 
– Reconhecer a evolução da prevenção de acidentes 
aeronáuticos; 
– Reconhecer a importância da atuação da OACI na padronização 
de procedimentos na área de investigação e prevenção de 
acidentes; 
– Identificar os princípios básicos da filosofia SIPAER; 
– Reconhecer as normas do SIPAER relativas aos procedimentos 
em caso de acidente ou incidente aeronáutico; 
– Valorizar as normas e medidas de prevenção como meios para 
promover maior segurança de vôo; 
– Reconhecer as responsabilidades do piloto e do proprietário na 
prestação de informações para prestação de informações para 
o esclarecimento dos fatores contribuintes de 
acidentes/incidentes aeronáuticos; 
– Identificar normas de segurança em casos de incêndio; 
– Reconhecer a importância da manutenção como prevenção de 
acidentes; 
– Avaliar as suas responsabilidades no controle da manutenção da 
aeronave; 
– Reconhecer a importância das inspeções pré-voo e pós voo para 
a prevenção de acidentes; 
– Identificar as providências a serem tomadas em casos de bomba 
e seqüestro aéreo. 
Ementa 
– Introdução 
– Atuação da OACI nas áreas de investigação e prevenção de 
acidentes 
– Segurança de Vôo no âmbito do MAer 
– Acidente/incidente 
– Inspeções de segurança 
– Prevenção contra prevenção 
– Ameaças de bomba a bordo e seqüestro aéreo 
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 52 
Orientação Metodológica 
Papel da Matéria no Curso 
A análise de acidentes reais, incluindo o estudo das condições humanas e 
materiais preexistentes aos mesmos, seguida do exame detido das condições 
operacionais, evidenciará ao aluno o papel relevante de cada pormenor. Percebendo 
que os diferentes fatores, de modo geral, não atuam sozinhos, mas relacionam-se 
acumulam-se uns aos outros, atingindo um ponto em que o acidente se torna 
irreversível, o aluno estará no caminho para a formação de uma mentalidade 
preventiva. 
O enfoque básico da filosofia SIPAER (análise de acidentes – prevenção 
e previsão – aumento da segurança de vôo) e dos padrões da OACI fornecerá ao aluno 
a compreensão globalizada da origem e da necessidade das diferentes medidas, 
normas, recomendações e padronização das práticas e procedimentos destinados a 
evitar os riscos potenciais de todo vôo. 
Intrinsecamente relacionada às demais matérias do curso, esta matéria 
assume um caráter preponderantemente doutrinário, no sentido de despertar e 
consolidar atitudes compatíveis com os objetivos da prevenção. 
Técnicas de Instrução 
As aulas tipicamente expositivas não provocam o impacto necessário à 
implantação de uma sólida doutrina que leve à observância rigorosa das normas e 
recomendações nacionais e internacionais com vista à prevenção de acidentes aéreos. 
Os levantamentos e estudos estatísticos constituem argumentos inquestionáveis que 
servem para reforçar a implantação doutrinária e sua manifestação em forma de 
atuação disciplinada dos pilotos. Será conveniente que os alunos possam analisar, 
debater, relacionar causas e efeitos, sumariar, comparar acidentes (conseqüências, 
ações do piloto, condições de manutenção da aeronave, influência meteorológica etc). 
Descritas as condições em que ocorreram os acidentes/incidentes, os alunos podem 
ser estimulados a levantar os possíveis causas, discriminando a influência dos fatores 
contribuintes em cada caso. Os trabalhos de grupo prestam-se a esses fins, 
desenvolvendo nos alunos a capacidade de concatenar idéias, fazer previsões e 
realizar avaliações. 
Recursos Auxiliares da Instrução 
Todas as formas de ilustração ao alcance da entidade são válidas. São 
oportunos os debates em torno de notícias veiculadas na imprensa, assim de filmes 
comerciais ou especificamente voltados para a instrução. 
 
 
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 
MATÉRIA: SEGURANÇA DE VÔO 
ÁREA CURRICULAR: BÁSICA CARGA HORÁRIA: 06 h-a 
Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE 
C.H. 
PARCIAL 
1 Introdução 1.1. Evolução da prevenção, no ramo militar e no ramo civil – Fase empírica e fase científica. 
Contribuição dos levantamentos estatísticos e do estudo das causas. Objetivos da 
prevenção. Conceitos básicos: acidente e incidente aeronáutico. Categorias de risco 
 
2 Atuação da OACI nas áreas de 
investigação e prevenção de 
acidentes 
2.1. O Anexo 13,edição vigente 
2.2. Orientação, normatização e coordenação, em nível internacional, dos procedimentos a 
serem observados 
2.3. Responsabilidades dos Estados contratantes quanto à segurança de vôo 
2.3.1. Adoção das recomendações dos relatórios de acidentes/incidentes 
2.3.2. Incorporação dos progressos técnicos 
2.3.3. Revisão contínua dos regulamentos 
 
 
3 Segurança de vôo no âmbito do 
MAer 
3.1. O Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos SIPAER 
3.1.1. Estrutura e atribuições: visão geral, O Centro de Investigação e Prevenção de 
Acidentes (CENIPA) como órgão central – Finalidades. Atuação. Elos do SIPAER 
3.1.2. Filosofia SIPAER – Princípios básicos. Objetivos essenciais: prevenção e segurança. 
Fatores contribuintes dos acidentes aéreos. Riscos efetivos e riscos potenciais na 
atividade aérea. Medidas de segurança e pessoal responsável. A vistoria de 
segurança. Conscientização geral dos profissionais atuantes: engenheiros, médicos, 
instrutores, tripulação, mecânicos, controladores e demais. Importância do intercâmbio 
internacional de experiências, ensinamentos e idéias. Objetivo da investigação: busca 
de maior segurança de vôo 
3.1.3. Normas do SIPAER – O programa de prevenção de acidentes aeronáuticos nas 
organizações civis envolvidas com a atividade aérea: objetivos, conteúdo e 
abrangência. Responsabilidade das entidades de instrução. Procedimentos em casos 
de acidente ou incidente aeronáutico. Responsabilidades do operador e do 
proprietário. Comunicação à autoridade competente. Preservação de indícios e 
evidências úteis. Resguardo à propriedade e guarda dos bens envolvidos. Primeiros 
socorros às vítimas. Remoção da aeronave ou de seus destroços. Prestação de infor 
mações às autoridades responsáveis pela investigação. Demais normas em vigor 
 
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CONTINUAÇÃO 
Nº UNIDADE DIDÁTICA SUBUNIDADE 
C.H. 
PARCIAL 
3 3.1.4. A investigação de acidentes e incidentes aeronáuticos. Visão geral – Histórico e 
análise. Recomendações. Contribuição do pessoal de vôo e de terra para a 
investigação. A prestação de informações. Papel do Agente de Segurança de Vôo 
(ASV) e do Oficial de Segurança de Vôo (OSV) 
 
4 Acidente/incidente 4.1. Conceituação 
4.2. Fatores contribuintes 
4.2.1. Fatores humanos – Previsão de falha humana. Política de prevenção: na seleção de 
candidatos aos cursos, no período de formação e na operação de aeronaves. 
Responsabilidades dos instrutores na avaliação da habilidade de pilotar. Influência dos 
fatores endógenos (saúde do piloto e sua aptidão psicofísica) em acidentes reais 
4.2.2. Fatores materiais – Prevenção desde a fase do projeto da aeronave, na fabricação, na 
montagem, na inspeção e na manutenção. Controle de qualidade. Influência dos 
fatores exógenos em acidentes reais 
4.2.3. Fatores operacionais – Abrangência. Ações humanas durante a atividade aérea e 
influência de fenômenos meteorológicos como fatores contribuintes de acidentes 
aéreos. Erros do piloto, da manutenção

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