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RÁDIOCOMUNICAÇÕES - RD
A atividade de segurança sem comunicação seria inoperante e seus
integrantes estariam isolados pela distância que separa um posto do
outro, sem qualquer possibilidade de solicitar apoio da equipe.
Por outro lado, a utilização de sistema de comunicação em perfeito
estado de funcionamento é direito do vigilante, assegurado no
artigo 163, inciso IV, da Portaria 3.233/12 da PF.
Meios de Comunicação
São agentes e equipamentos especializados
interligados para transmitir e receber mensagens escritas,
impressas ou faladas; com rapidez, segurança,
confiabilidade e continuidade exigidas pelas operações
policiais e de segurança privada. Exemplos: rádios, telefone,
fax, computador, etc.
Canal
É a frequência em que a rede ou transceptor de
radiocomunicação está operando.
Posto
Menor órgão de comunicação, onde se instala ou
funciona qualquer meio.
Rede de comunicação
Conjunto de postos de uma mesma espécie, operando
num mesmo processo de frequência.
Órgão de comunicação
Conjunto de pessoal e material organizado
administrativamente para planejar, coordenar, controlar,
apoiar ou explorar as redes de comunicações. Também
chamado de posto diretor ou PDR (posto diretor da rede).
Sistemas de comunicações
Conjunto de órgão e meios de comunicações
estruturados em redes de diferentes espécies e níveis
hierárquicos que se inter-relacionam e se completam,
facilitando as ligações.
Os sistemas de rádio são compostos basicamente de:
Estação fixa base – Terminal geralmente colocado junto a
central de comando, junto ao gestor de comunicação. A
base é constituída por terminal de rádio, fonte de
alimentação e antenas direcionais ou antena onidirecional.
Estação Móvel ou Veicular – Terminal colocado no interior
da viatura possuindo uma antena no exterior do veiculo.
Terminal Portátil ou HT (Handie Talk) – Terminal pessoal
transportável.
Conceitos básicos utilizados em radiocomunicações
Frequência
É o número de oscilações por segundo, ou seja, é o
número de ciclos na unidade de tempo, unidade de medida
é o Hertz ou Hz.
Antena
É o elemento essencial do rádio. Irradia e capta as ondas
eletromagnéticas (ondas de rádio e vídeo). O tamanho da
antena depende do comprimento de onda seja das
frequências de operação.
Repetidoras
Repetidoras são rádio transmissores que retransmitem,
num nível mais alto, sinais de rádio no instante em que eles
são recebidos, automaticamente, aumentando o alcance
das comunicações.
De acordo com o sistema de operação, as repetidoras
podem ser do tipo Cruzada (recebe/ transmite) ou paralelas
(recebe/ aciona).
Funcionamento:
Os equipamentos de radiocomunicação são dotados de microfone
do tipo “PUSH TO TALK” (aperte para falar). Ao comprimir a
tecla ocorre o desligamento da recepção do equipamento e o
sistema de transmissão será ativado.
Ao apertarmos a tecla PTT o aparelho passa a gerar e propagar
ondas através de sua antena. Ao falarmos, o microfone transforma
nossa voz de frequência de áudio em sinal elétrico, mandando para
o transceptor que fará com que a onda portadora o transporte até o
receptor.
Em um transceptor ligado e sintonizado para receber ondas
portadoras de frequência igual ao do transmissor, ocorrerá o
recebimento da onda portadora, através de uma antena. Essa onda
traz o sinal elétrico, que ao entrar no transceptor será novamente
transformado em frequência de áudio (quando ouvimos o rádio).
Regras a serem observadas na Radiocomunicação:
Fazer as transmissões tão breves quanto possível, com o máximo
de abreviações (uso do código Q), de forma a ocupar a frequência
ou o canal por um mínimo de tempo possível;
A fim de evitar interferências na transmissão de outrem, o operador
deve escutar por algum tempo, antes de iniciar uma transmissão,
certificando que a frequência ou canal está livre e desocupado;
- Transmitir sempre de forma clara e pausadamente;
- Somente usar a rede rádio para assuntos de serviço;
- Responder prontamente a qualquer chamado que exija resposta
imediata;
- Manter a efetiva disciplina na rede, não fazendo brincadeiras
nem a utilizando desnecessariamente com assuntos estranhos ao
serviço, pois é muito importante que a rede esteja livre em casos de
eventuais emergências ou solicitação de apoio por qualquer
integrante da segurança.
Posto Diretor de Rede (PDR)
Com a finalidade de coordenar a rede, um posto,
normalmente aquele que serve ao escalão mais elevado, de
que faz parte a rede, é designada como Posto Diretor da
Rede (PDR), enquanto que os demais são designados
Postos Secundários (PS).
A autoridade do PDR abrange os aspectos operacionais
da rede e sua disciplina, quanto em funcionamento e
durante o período de silêncio da rede de rádio.
Considerando que o PDR possui a responsabilidade da
manutenção da disciplina de exploração da rede, o rádio-
operador possui também autoridade para exercer o controle
operacional necessário para utilização das frequências
dentro do mais alto padrão de rendimento.
Entretanto, não possui capacidade de decisão sobre os
problemas administrativos internos dos órgãos integrantes
da rede.
Autoridade do PDR
É absoluta em tudo a que se referirem as normas
técnicas de operação de rede.
Funções do PDR
Abertura de rede
Para abrir a rede, o PDR obedece às normas contidas
na IECOM, utilizando o indicativo de chamada de rede, o
PDR faz a chamada de todos os postos secundários, em
seguida, identifica-se através de seu indicativo. Tais
indicativos constam da IECOM, depois que os postos
chamados responderem na ordem alfabética ou numérica. O
PDR, posteriormente, acusa o recebimento das
transmissões determinando a seguir as condições de
funcionamento da rede (livre ou controlada), e as
prescrições quanto ao uso do rádio.
Fechamento de rede
Obedecendo as normas contidas na IECOM, o PDR
para fechar a rede, utiliza o indicativo de chamada desta e
determina o fechamento dos postos. Caso a rede tenha que
ser reaberta mais tarde, o PDR informará aos postos a que
horas e em que frequência a rede será reaberta. Esta
informação poderá ser transmitida por mensagem
preestabelecida ou fazendo-se menção à instrução da
IECOM.
Entrada de um posto na rede
Quando um posto desejar entrar na rede, será obrigado
a pedir permissão prévia ao PDR. Primeiramente, o posto
transmite o indicativo de chamada do PDR e logo depois da
identificação da chamada, o posto chamador esclarece as
razoes do seu desejo de entrar na rede. O PDR autenticará
este posto de acordo com a IECOM e então dará ou negará
a permissão de pedido de entrada na rede. Esta decisão
será tomada depois que o PDR julgar a validade das razões
do posto, ao pedir a entrada na rede.
Saída de um posto da rede
O posto que desejar deixar a rede chamará o PDR e
solicitará a permissão para sair na rede.
Escuta da rede
O PDR manterá o seu receptor em escuta permanente,
com a finalidade de escutar a rede.
O PDR também manterá constante atenção no
escoamento do tráfego das mensagens, devendo sempre
estar preparado para tomar as providências necessárias,
caso ocorram problemas de interferência ou conflitos entre
os postos.
Controle e escala das transmissões
Quando o tráfego numa rede torna-se volumoso, o PDR
poderá interferir, mantendo cerrado e disciplinador controle,
evitando deste modo transmissões desnecessárias.
Direção da rede
Quando o tráfego de mensagens tornarem-se
excessivamente volumosos ou o rádio operador não possuir
a devida experiência de exploração da rede de rádio, neste
caso, nenhum posto pode transmitir sem primeiro chamar o
PDR e solicitar permissão para transmitir.
Ainda dentro das condições de rede controlada, o PDR
poderá estabelecer normas a serem seguidas por todos os
postos da rede.
Imposição ou suspensão de silêncio-rádio
Dada a permissão por autoridade compete, o PDR
poderá impor ou suspender a prescrição de silêncio-rádio,
quando houver necessidade tática.
O PDR imporá o silêncio-rádio, chamando todos os
postos da rede informando-os da prescrição em vigor. Cabe
ao PDR a fiscalização desta prescrição.
Exploraçãoda rede de rádio
Para se obter um bom atendimento de um sistema de
rádio comunicações torna-se imperioso adotar critérios que
evitem perda de tempo e má interpretação das mensagens,
empregue corretamente os códigos e expressões adotadas,
bem como evitar linguajar inadequado e prolixo.
A comunicação via rádio, recorrem a um alfabeto
fonético e empregam expressões convencionais de serviço
bem como códigos específicos, tomando as comunicações
mais rápidas e claras.
Legibilidade e intensidade dos sinais
Legibilidade – entende-se por legibilidade a clareza,
compreensão da mensagem (sinais) recebida.
Intensidade – entende-se por intensidade o volume,
tonalidade da mensagem (sinais) recebida.
Tabela de Legibilidade dos sinais – Classificação
ESCALA LEGIBILIDADE INTENSIDADE
1 Ilegível Muito fraca
2 Legível com intermitência Fraca
3 Legível com dificuldade Regular
4 Legível Boa
5 Legibilidade perfeita Ótima
Disciplina da rede-rádio
As prescrições mais importantes a serem seguidas que
fortalecem a manutenção da disciplina da rede são:
a) Empregar unicamente as regras de exploração em vigor;
b) Eliminar as transmissões desnecessárias ou não
autorizadas;
c) Enviar indicativos de chamada com clareza e precisão;
d) Evitar o vício de desenvolvimento de expressões pessoais;
e) Saber usar as frequências estabelecidas para as redes;
f) Transmitir uma cadência a altura da capacidade de recepção
do operador mais fraco da rede;
g) Não transmitir sem autorização do órgão coordenador. São
responsáveis nas respectivas instituições, visando disciplinar a
rede e estabelecer prioridade;
h) Responder prontamente a todos os chamados.
i) Só transmitir quando a rede estiver em silêncio, devendo o
operador escutar antes de transmitir;
j) Não interromper as transmissões de outro posto, exceto em
casos excepcionais, quando a situação for grave e assim exigir.
k) Não acrescentar à mensagem termos, adjetivos, conjunções
desnecessárias à compreensão da mensagem. A transmissão
deve ser curta e precisa quando possível;
l) Cada posto deverá ter sempre um de seus integrantes, na
escuta do rádio;
m) A linguagem deve ser clara, precisa, pausada, com ênfase
natural;
n) Não permitir conversações informais entre operadores;
o) Dar o recebimento de todas as mensagens. Encerrada a
transmissão, o posto receptor dará confirmação do
recebimento ou solicitará a retransmissão, quando a
mensagem não foi compreendida;
p) Não fazer chamada insistentemente a um mesmo posto. Em
certas oportunidades, é comum um posto não receber as
transmissões, face à sua localização.
CÓDIGO “Q”
O código “Q” é uma coleção padronizada de três letras, todas começando com a
letra “Q”. O Código “Q” original foi criado por volta de 1909 pelo governo
britânico, como uma lista de abreviações.
O código “Q” facilitou a comunicação entre operadores de rádios marítimos que
falam línguas diferentes, por isso foi adotado internacionalmente tão rapidamente.
Um total de quarenta e cinco códigos “Q” aparece na “lista de abreviações para ser
usadas na radiocomunicação”, que foi incluído no serviço de regulação afixado à
Terceira Convenção Internacional de Radiotelegrafia, que aconteceu em Londres,
sendo assinada em 5 de julho de 1912, entrando em vigor em 1 de julho de 1913.
QAP Na escuta
QRA Nome do operador / nome do posto ou estação
QRB Qual a sua distância?
QRD Qual a sua localização?
QRC Comparecer ao local
QRG Frequência
QRI Legibilidade e Intensidade na transmissão (1 a cinco)
QRL Estou ocupado
QRM Interferência
QRQ Modular rapidamente
QRR SOS
QRS Modular lentamente
QRT Parar de transmitir
QRU Você tem algo para mim? Mensagem
QRV Estou a disposição/ estou as suas ordens
QRZ Quem está chamando?
QRN Interferência Estática (chuva, raio)
QRX Aguarde
QHJ Refeição
QSB Há interferência em seus sinais
QSD Sua transmissão é defeituosa
QSJ Dinheiro
QSL Confirmado, entendido
QSM Repita a última mensagem
QSO Contato pessoal
QSP Ponte
QST Comunicado de interesse geral
QSZ Devo transmitir cada palavra ou grupo?
QTA Anule a mensagem anterior
QTH Localização
QTI Qual o seu destino? Caminho.
QTJ Qual a sua velocidade?
ALFABETO FONÉTICO
Embora aumente o tempo de transmissão, o alfabeto fonético se
destina a dar a precisão necessária em certos tipos de comunicação,
como no caso de transmissão de letras e de nomes pouco comuns.
Numerais:
0 Negativo, nulo.
1. Primeiro, Primo, uno.
2. Segundo.
3. Terceiro.
4. Quarto.
5. Quinto.
6. Sexto, meia, meia dúzia.
7. Sétimo.
8. Oitavo.
9. Nono
CUIDADOS COM O EQUIPAMENTO
É necessário saber o que pode prejudicar o funcionamento do seu
rádio comunicador. Ao aplicar algumas medidas simples, é possível
obter resultados bem eficientes:
 Tome cuidado para que o rádio comunicador não caia ou molhe.
 Capas protetoras são extremamente úteis.
 Não tente substituir qualquer peça por conta própria, a não ser,
claro, que seja a bateria.
 Mantenha o aparelho limpo. O excesso de poeira pode danificá-lo.
 Não carregue o rádio segurando-o pela antena.
 Não o deixe ligado na base carregadora.
Se os rádios comunicadores do seu trabalho apresentarem algumas
das características abaixo, é porque já é preciso realizar a sua
manutenção. Veja:
 Baixa durabilidade da bateria;
 Problemas de transmissão;
 Ajuste do volume que não regula;
 Rosca da antena solta (caixa quebrada);
 Botões sem acionamento;
NOVAS TECNOLOGIAS DE COMUNICAÇÂO
Uma das tendências mais importantes é a transição da
radiocomunicação analógica para a digital.
A radiocomunicação digital oferece uma série de vantagens
em relação à analógica, incluindo maior clareza de áudio,
segurança aprimorada e capacidade de transmitir dados
além de voz.
TKS! (Obrigado)

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