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PDF SINTÉTICO
ADMINISTRAÇÃO 
FINANCEIRA E 
ORÇAMENTÁRIA
Planejamento Orçamentário – PPA, LDO e LOA
Livro Eletrônico
Presidente: Gabriel Granjeiro
Vice-Presidente: Rodrigo Calado
Diretor Pedagógico: Erico Teixeira
Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi
Gerente de Produção Digital: Bárbara Guerra
Coordenadora Pedagógica: Élica Lopes
Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais 
do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de 
uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às 
penalidades previstas civil e criminalmente.
CÓDIGO:
240911219822
JOÃO LELES
Possui graduação em Direito, especialização em Contabilidade Pública e Lei de 
Responsabilidade Fiscal e mestrado em Psicologia Jurídica. Possui atuação na 
área de Orçamento Público há mais de 10 anos. Atualmente é Analista de Gestão 
Pública do Ministério Público da União, Chefe do Departamento de Programação 
Orçamentária da Procuradoria- Geral do Trabalho, Professor de cursos de graduação e 
pós-graduação em Direito Financeiro e de preparatórios para concurso público, além 
de autor e palestrante acerca de temas relacionados ao Planejamento Orçamentário 
e planejamento de estudos. Foi Analista de Planejamento e Orçamento do MPU, e 
Analista Jurídico da Agência Nacional de Transportes Terrestres - ANTT, com atuação 
na Gerência de Licitações e Contratos, além de ter ministrado cursos técnicos de 
orçamento promovidos pela Escola Superior do Ministério Público da União, Ministério 
Público do Trabalho, Assembleias Legislativas e Tribunais de Contas dos Estados.
 
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para daniel moura - 10763753408, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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Planejamento Orçamentário – PPA, LDO e LOA 
João Leles
SUMÁRIO
Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Planejamento e Orçamento na Constituição Federal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
1. Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
2. Plano Plurianual (PPA) na CF/88 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
2.1. Investimentos que Ultrapassem o Exercício . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
2.2. Programas de Longa Duração . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
2.3. Vigência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
3. Lei de Diretrizes Orçamentárias na CF/88 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
3.1. Anexo de Agregados Fiscais e Proporção de Investimentos . . . . . . . . . . . . . . 9
3.2. Despesas de Pessoal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
4. Lei Orçamentária Anual na CF/88 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
4.1. Peças Orçamentárias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
 
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Planejamento Orçamentário – PPA, LDO e LOA 
João Leles
APRESENTAÇÃOAPRESENTAÇÃO
Escrever um livro é algo desafiador. Porém, escrever para o público concurseiro torna 
a tarefa ainda mais árdua.
Afinal, há candidatos com diferentes níveis de conhecimento, estudando para seleções 
de áreas variadas.
No entanto, existe algo em comum entre aqueles que se preparam para um concurso 
público: todos querem a aprovação o mais rápido possível e não têm tempo a perder!
Foi pensando nisso que esta obra nasceu.
Você tem em suas mãos um material sintético!
Isso porque ele não é extenso, para não desperdiçar o seu tempo, que é escasso. De 
igual modo, não foge da batalha, trazendo tudo o que é preciso para fazer uma boa prova 
e garantir a aprovação que tanto busca!
Também identificará alguns sinais visuais, para facilitar a assimilação do conteúdo. Por 
exemplo, afirmações importantes aparecerão grifadas em azul. Já exceções, restrições ou 
proibições surgirão em vermelho. Há ainda destaques em marca-texto. Além disso, abusei 
de quadros esquemáticos para organizar melhor os conteúdos.
Tudo foi feito com muita objetividade, por alguém que foi concurseiro durante 
muito tempo.
Para você me conhecer melhor, comecei a estudar para concursos ainda na adolescência, 
e sempre senti falta de ler um material que fosse direto ao ponto, que me ensinasse de um 
jeito mais fácil, mais didático.
Enfrentei concursos de nível médio e superior. Fiz desde provas simples, como recenseador 
do IBGE, até as mais desafiadoras, sendo aprovado para defensor público, promotor de 
justiça e juiz de direito.
Usei toda essa experiência de 16 anos como concurseiro e de outros tantos ensinando 
centenas de milhares de alunos de todo o país para entregar um material que possa 
efetivamente te atender.
A Coleção PDF Sintético era o material que faltava para a sua aprovação!
Aragonê Fernandes
APRESENTAÇÃO DO PROFESSOR
Sou o professor João Leles. Possuo graduação em Direito, especialização em Contabilidade 
Pública e Lei de Responsabilidade Fiscal e mestrado em Psicologia Jurídica. Atuo na área 
de Orçamento Público há mais de 10 anos. Atualmente, sou Analista de Gestão Pública do 
Ministério Público da União, chefe do Departamento de Programação Orçamentária da 
Procuradoria-Geral do Trabalho, professor de cursos de graduação e pós-graduação em 
 
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Planejamento Orçamentário – PPA, LDO e LOA 
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Direito Financeiro e de preparatórios para concurso público, além de autor e palestrante 
acerca de temas relacionados ao Planejamento Orçamentário e planejamento de estudos. 
Já ocupei, entre outros, os cargos de Analista de Planejamento e Orçamento e de Analista 
Jurídico da Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT, além de ter ministrado cursos 
técnicos de orçamento promovidos pela Escola Superior do Ministério Público da União, 
Ministério Público do Trabalho, Assembleias Legislativas e Tribunais de Contas dos Estados.
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Planejamento Orçamentário – PPA, LDO e LOA 
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PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO NA CONSTITUIÇÃO PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO NA CONSTITUIÇÃO 
FEDERALFEDERAL
1 . INTRODUÇÃO1 . INTRODUÇÃO
O estudo de AFO/Orçamento Público abarca a receita pública (obtenção de recursos), o 
crédito público (criação de recursos), o orçamento público (gestão de recursos) e a despesa 
pública (dispêndio de recursos).
Isso tudo é necessário para que o Estado custeie, de forma planejada e estruturada, 
a sua manutenção, programas governamentais, saúde, educação,segurança, e políticas 
públicas em geral, além de gerenciar adequadamente aquilo que pertence ao povo, tudo 
em conformidade com as normas e legislações respectivas.
O gasto do governo, em todos os entes federativos, deve ser autorizado por lei. Assim, 
a Constituição Federal estabeleceu, no artigo 165, três instrumentos de planejamento 
orçamentário: o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a 
própria Lei Orçamentária Anual (LOA). Todos eles são as leis (ordinárias) que regulam o 
planejamento e o orçamento dos entes públicos federais, estaduais e municipais e distrital.
Segundo o art. 165 da CF/1988:
Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão:
I – o plano plurianual;
II – as diretrizes orçamentárias;
III – os orçamentos anuais.
Cada um deles tem a sua função, mas devem ser compatibilizados (LOA compatível com 
LDO, e ambos compatíveis com o PPA).
O Plano Plurianual pode ser chamado de planejamento estratégico. Não confunda com 
os conceitos relacionados à disciplina de Administração Pública. Na perspectiva orçamentária, 
mesmo sendo um instrumento de MÉDIO PRAZO, o PPA pode ser chamado de estratégico. 
A LDO é concebida como planejamento tático e a LOA como planejamento operacional.
2. PLANO PLURIANUAL (PPA) NA CF/882. PLANO PLURIANUAL (PPA) NA CF/88
O Plano Plurianual – PPA é o instrumento de planejamento de MÉDIO PRAZO do Governo 
Federal que estabelece, de forma regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas (DOM) 
da Administração Pública Federal para as despesas de capital e outras delas decorrentes e 
para as relativas aos programas de duração continuada. Reproduz as intenções do gestor 
público para um período de quatro anos, podendo ser revisado, durante sua vigência, por 
meio de inclusão, exclusão ou alteração de programas.
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Planejamento Orçamentário – PPA, LDO e LOA 
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Segundo o art. 165 da CF/1988:
§ 1º A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá, de forma regionalizada, as diretrizes, 
objetivos e metas da administração pública federal para as despesas de capital e outras delas 
decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada.
ENTENDENDO O ARTIGO:
a) Forma regionalizada: os objetivos do governo serão estabelecidos a partir das 
realidades regionais e locais. Em regra, a regionalização será expressa em macrorregiões 
(Norte, Nordeste, Centro-oeste, Sudeste e Sul), estados ou municípios, mas não há um 
critério obrigatório para a regionalização. Em casos específicos, poderão ser aplicados 
recortes mais adequados para determinadas políticas públicas, como a regionalização 
por biomas.
b) As diretrizes, objetivos e metas (DOM): são normas gerais e estratégicas que 
mostram a direção a ser seguida na gestão dos recursos pelos próximos quatros anos, 
inclusive aquelas com maior ênfase e de forma quantificada.
c) As despesas de capital: são aquelas que contribuem, diretamente, para a formação 
ou aquisição de um bem de capital, como, por exemplo, investimentos, aquisições ou obras. 
O termo “e outras delas decorrentes”, que se relaciona às despesas correntes que esta 
mesma despesa de capital irá gerar após sua realização. Por exemplo, a construção de um 
hospital requer gastos com médicos, servidores administrativos, energia, entre outros.
d) Programas de duração continuada: são as ações permanentes do governo ou aquelas 
cuja duração se estenda pelos exercícios financeiros seguintes, a exemplo de programas 
sociais, saúde e educação.
2 .1 . INVESTIMENTOS QUE ULTRAPASSEM O EXERCÍCIO2 .1 . INVESTIMENTOS QUE ULTRAPASSEM O EXERCÍCIO
Quanto aos investimentos, determina o art. 167 da CF/1988:
§ 1º Nenhum investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro poderá ser iniciado 
sem prévia inclusão no plano plurianual, ou sem lei que autorize a inclusão, sob pena de crime 
de responsabilidade.
Nem todos os gastos autorizados na LOA constarão do PPA, mas se houver obras ou 
investimentos com duração que ultrapasse o exercício (de um ano para outro, pelo menos), 
deverá previamente incluir no PPA (ou numa lei que autorize a inclusão no PPA), pois caso 
contrário poderá incorrer em crime de responsabilidade.
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Planejamento Orçamentário – PPA, LDO e LOA 
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2 .2 . PROGRAMAS DE LONGA DURAÇÃO2 .2 . PROGRAMAS DE LONGA DURAÇÃO
Em conformidade com o artigo 165, §4º, da CF/88, o PPA é adotado como referência 
para os demais planos e programas nacionais, regionais e setoriais previstos na Constituição 
Federal, ainda que esses planos possuam duração superior ao PPA, a exemplo do Plano 
Nacional de Educação, cuja duração é de 10 anos. O importante aqui, para fins de prova, é 
que tais planos e programas devem estar em consonância com o PPA, ainda que tenham 
duração superior.
2 .3 . VIGÊNCIA2 .3 . VIGÊNCIA
A vigência do PPA é de 4 anos, mas não coincidirá com o mandato presidencial, 
pois inicia somente no segundo ano do mandato do chefe do Executivo, até o fim do 
primeiro exercício financeiro do mandato subsequente. Isso significa que no primeiro ano 
de mandato, o chefe do Executivo irá elaborar o seu PPA, mas executará o PPA do mandato 
passado, a fim de dar continuidade aos programas e para amenizar mudanças bruscas das 
ações governamentais.
PLANO PLURIANUAL – PPA
Plano de MÉDIO PRAZO – Planejamento estratégico
Diretrizes, objetivos e metas (DOM)
De forma regionalizada
Programas de duração continuada
Vigência de 4 anos (início no 2º ano de mandato)
Deve incluir investimentos que ultrapassem o exercício financeiro (sob pena de crime de 
responsabilidade).
Os planos e programas de longa duração também devem se adequar ao PPA
É inovação da CF/1988
3. LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS NA CF/883. LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS NA CF/88
A LDO também surgiu com o advento da Constituição Federal de 1988, almejando ser o 
elo entre o planejamento estratégico (Plano Plurianual - PPA) e o planejamento operacional 
(Lei Orçamentária Anual - LOA).
Todos os anos haverá uma LDO (para cada ente federativo) que orientará tanto a 
elaboração quanto a execução da LOA para o exercício seguinte.
Segundo o art. 165 da CF/1988 (alterado pela Emenda Constitucional n. 109/2021):
§ 2º A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da administração 
pública federal, estabelecerá as diretrizes de política fiscal e respectivas metas, em consonância 
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com trajetória sustentável da dívida pública, orientará a elaboração da lei orçamentária anual, 
disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá a política de aplicação das 
agências financeiras oficiais de fomento.
A LDO dispõe sobre metas e prioridades (MP), enquanto o PPA trata de diretrizes, objetivos 
e metas (DOM). Não confunda isso, pois está constantemente presente em prova.
ENTENDENDO O ARTIGO:
a) metas e prioridades: a LDO possui um nível de abstração bem menor que o PPA, ou 
seja, dispõe sobremetas para aquele exercício específico (LOA do ano seguinte).
b) diretrizes de política fiscal: a política fiscal pode ser definida como qualquer ação ou 
decisão do governo relacionada ao gerenciamento de receitas e despesas e, consequentemente, 
ao equilíbrio entre elas, a fim de manter a sustentabilidade da dívida pública.
c) orientação da lei orçamentária anual: reforça a ideia de que a LOA, como planejamento 
operacional, consta as receitas estimadas e as autorizações de despesas em total conformidade 
com as prioridades e orientações contidas na LDO.
d) disposição sobre as alterações na legislação tributária: os tributos têm, entre 
outros, a função fiscal voltada para arrecadação, com impacto nas estimativas constantes 
da LOA. Assim, a CF/1988 determina que a LDO apenas considere as alterações na legislação 
tributária, ou seja, ela não pode criar, aumentar, suprimir, diminuir ou autorizar tributos, 
o que deve ser feito por outras leis.
e) política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento: entenda o 
termo “política” como método, forma, regime, direção a ser seguida. Assim, essa atribuição 
objetiva o controle dos gastos das agências que fomentam (estimulam) o desenvolvimento 
do País. Exemplos: Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Caixa 
Econômica Federal (CEF), entre outras.
3 .1 . ANEXO DE AGREGADOS FISCAIS E PROPORÇÃO DE INVESTIMENTOS3 .1 . ANEXO DE AGREGADOS FISCAIS E PROPORÇÃO DE INVESTIMENTOS
O Art. 165, § 12, da CF/88, dispõe que a LDO conterá o anexo de agregados fiscais e 
de proporções de investimentos que terão continuidade.
A maior parte dos investimentos ou obras são de caráter plurianual. Assim, a LOA de 
cada exercício deve dar continuidade a eles, para que não incorrer no que chamamos de 
“elefante branco”, ou seja, grandes obras sem serventia. Por isso, a proporção dos recursos 
para continuidade de investimentos que serão alocados na LOA, será estabelecida pela LDO.
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Além disso, não há uma definição formal acerca de agregados fiscais, mas compreenda 
que, para melhor orientar a LOA, esses agregados, na prática, se referem ao somatório 
de dados e projeções referentes às Receitas e Despesas Públicas, ao Resultado Primário, 
à Dívida Pública, entre outros itens que possam afetar as metas fiscais para o exercício 
subsequente.
O prazo do anexo de agregados fiscais não é fixo: será de no mínimo 3 anos (exercício 
e, pelo menos, mais dois seguintes).
3 .2 . DESPESAS DE PESSOAL3 .2 . DESPESAS DE PESSOAL
Artigo 169, § 1º, da CF/88:
A concessão de qualquer vantagem ou aumento de remuneração, a criação de cargos, empregos 
e funções ou alteração de estrutura de carreiras, bem como a admissão ou contratação de 
pessoal, a qualquer título, pelos órgãos e entidades da administração direta ou indireta, inclusive 
fundações instituídas e mantidas pelo poder público, só poderão ser feitas:
I – se houver prévia dotação orçamentária suficiente para atender às projeções de despesa de 
pessoal e aos acréscimos dela decorrentes;
II – se houver autorização específica na lei de diretrizes orçamentárias, ressalvadas as empresas 
públicas e as sociedades de economia mista.
Diante do disposto acima, em suma, qualquer ente, órgão ou Poder que queira aumentar 
as despesas com pessoal, seja por meio de vantagem, aumento de remuneração, criação 
de cargos ou contratação de pessoal, deve incluir autorização específica na LDO.
A única exceção a essa obrigatoriedade é o caso de Empresas Públicas (EP) e Sociedades 
de Economia Mista (SEM), considerando aquelas que sejam independentes, ou seja, que não 
dependa de recursos do Ente para pagamento de sua manutenção ou de seus empregados.
O STF também considerou, recentemente, que tais requisitos (art. 169, §1º) PERMANECEM 
mesmo no caso de revisão geral anual ou recomposição de perdas inflacionárias em caráter 
geral e uniforme, conforme preceitua o inciso X do artigo 37 da CF.
LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS – LDO
Planejamento tático (vigência aproximada de até 1 ano e 5 meses)
Metas e prioridades
Orientará a elaboração da LOA.
Disporá sobre as alterações na legislação tributária.
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LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS – LDO
Política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento.
Diretrizes da Política Fiscal (trajetória sustentável da dívida pública)
Anexo de agregados fiscais e proporção dos recursos para investimentos que terão continuidade.
Limites para elaboração das Propostas dos demais Poderes
Autorização específica para aumento de pessoal (exceto para Estatais)
É inovação da CF/1988
4. LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL NA CF/884. LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL NA CF/88
A Lei Orçamentária Anual – LOA é o orçamento propriamente dito, ou seja, o instrumento 
pelo qual o Poder Público prevê a arrecadação de receitas e fixa a realização de despesas 
para o período de um ano.
A finalidade da LOA é a concretização dos objetivos e metas estabelecidos no PPA, 
conforme as metas e prioridades definidas na LDO.
Como foi dito, a LOA conterá a PREVISÃO de receitas e a FIXAÇÃO de despesas. Isso permanece 
em relação ao próprio exercício. Mas, em razão da Emenda Constitucional 102/19, foi 
adicionada uma nova atribuição:
Art. 165
§ 14. A lei orçamentária anual poderá conter previsões de despesas para exercícios seguintes, 
com a especificação dos investimentos plurianuais e daqueles em andamento.
 
Assim, adicionalmente, a LOA poderá conter previsões de despesas, só que para exercícios 
seguintes, especificando quais são os investimentos plurianuais e quais investimentos 
estão em andamento. A LOA não definirá o valor para os próximos exercícios, mas apenas 
menciona os investimentos que terão continuidade.
As bancas examinadoras têm explorado bem esse dispositivo. Cuidado com as 
pegadinhas de prova:
• É a LDO quem irá definir a proporção dos recursos para investimentos que serão 
alocados na LOA.
• Já a LOA, mesmo em regra contendo previsão de receitas, poderá também trazer 
previsões de despesas que terão continuidade nos exercícios seguintes.
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4 .1 . PEÇAS ORÇAMENTÁRIAS4 .1 . PEÇAS ORÇAMENTÁRIAS
A LOA compreende três orçamentos, ou três peças, para ficar mais bem organizada. 
Haverá apenas uma LOA para cada ente federativo, mas subdividida em orçamento fiscal, 
orçamento de investimento e orçamento da seguridade social, conforme se observa no 
dispositivo constitucional abaixo:
Art. 165
§ 5º A lei orçamentária anual compreenderá:
I – o orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da 
administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público;
Grosso modo, o Orçamento fiscal possui caráter residual, ou seja, o que não for 
especificadamente relacionado aos outros dois, são previstos no Fiscal, que deve contemplaras receitas e despesas de todos os Poderes e Órgãos, excetuando aquelas que estiverem 
no orçamento da seguridade social e de investimento das estatais.
II – o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha 
a maioria do capital social com direito a voto;
Esse dispositivo não se refere a todas as estatais, mas apenas aquelas em que a União, 
direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto, ou seja, 
refere-se apenas às empresas controladas pela União, como a Petrobrás, Caixa Econômica, 
Banco do Brasil, Correios etc.
CUIDADO: Todas as empresas estatais são controladas. Apenas as independentes 
constarão do Orçamento de Investimento. Se a banca não mencionar esse detalhe, considere 
as empresas estatais como independentes, em regra.
III – o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados, 
da administração direta ou indireta, bem como os fundos e fundações instituídos e mantidos 
pelo Poder Público.
Compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e 
da sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência e à 
assistência social.
Conforme o Art. 165, § 7º, da CF/88, o Orçamento da Seguridade Social NÃO tem a função 
de reduzir desigualdades inter-regionais, segundo critério populacional. Isso cabe apenas 
aos orçamentos fiscal e de investimento.
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DICA
O projeto de lei orçamentária será acompanhado de 
demonstrativo regionalizado do efeito, sobre as receitas 
e despesas, decorrente de isenções, anistias e benefícios 
de natureza financeira, tributária e creditícia, a fim de 
identificar eventuais renúncias de receitas pelo ente 
federativo e o efeito dessas renúncias para as respectivas 
metas fiscais.
Para propiciar uma visão consolidada (centralizada) dos projetos de investimento 
(obras) em desenvolvimento nos estados/DF, a União organizará e manterá registro centralizado 
de projetos de investimento contendo, por Estado ou Distrito Federal, pelo menos, análises 
de viabilidade, estimativas de custos e informações sobre a execução física e financeira.
Os instrumentos de planejamento e orçamento (PPA, LDO e LOA) devem observar, no 
que couber, os resultados do monitoramento e da avaliação das políticas públicas.
LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL – LOA
Planejamento Operacional (curto prazo)
Previsão de receitas e fixação de despesas
Pode prever despesas para exercícios seguintes
Compreende três peças: OF (residual) / OI (estatais) / OSS (saúde, previdência e assistência)
O Orçamento da Seguridade Social NÃO tem a função de reduzir desigualdades inter-regionais
O PLOA conterá o demonstrativo regionalizado do efeito (renúncias de receita)
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	Sumário
	Apresentação
	Planejamento e Orçamento na Constituição Federal
	1. Introdução
	2. Plano Plurianual (PPA) na CF/88
	2.1. Investimentos que Ultrapassem o Exercício
	2.2. Programas de Longa Duração
	2.3. Vigência
	3. Lei de Diretrizes Orçamentárias na CF/88
	3.1. Anexo de Agregados Fiscais e Proporção de Investimentos
	3.2. Despesas de Pessoal
	4. Lei Orçamentária Anual na CF/88
	4.1. Peças Orçamentárias

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